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EXAME PERIODONTAL

EXAME EM PERIODONTIA - AULA PERIODONTIA 26/05/2013 - UFF/NF

Prof Alessandra Areas - alessandraareas@id.uff.br

OBJETIVO:

Avaliação clínica dos danos às estruturas periodontais

DIAGNÓSTICO

“A arte de identificar a doença a partir dos seus sinais e sintomas”

Um diagnóstico preciso é o resultado da síntese de conhecimento científico,
experiência clínica, intuição e bom senso.

O QUE QUEREMOS DIAGNOSTICAR?

GENGIVITE: A gengivite é uma inflamação restrita ao periodonto de
proteção, que na maior parte das vezes e desencadeada por bactérias do
biofilme oral, gerando uma resposta

inflamatória a essa agressão.

Clinicamente:

Sangramento

Edema

Vermelhidão

Aumento do exsudato inflamatório

PERIODONTITE: A periodontite é uma inflamação crônica que pode levar à
destruição do ligamento periodontal e do tecido ósseo através de uma
resposta imune-inflamatória à presença de bactérias, em especial Gram
negativas, no sulco gengival.

diabetes. inserida paralelamente ao longo eixo do dente. com marcações visíveis.Clinicamente: Sangramento. ciclosporina) HÁBITOS DE HIGIENE EXAME CLÍNICO SONDA PERIODONTAL 1a geração – manuais. Florida Probe IMPORTANTE: Sonda periodontal de diâmetro pequeno. pressão controlada 3a geração – eletrônicas. Vermelhidão Presença de biofilme mineralizado ou não Aprofundamento de bolsa periodontal Perda de inserção clínica Perda óssea Recessão gengival Halitose Migração dentária DIAGNÓSTICO ANAMNESE FATORES DE RISCO (fumo. osteoporose) USO DE MEDICAMENTOS (nifedipina. milimetradas 2a geração – manuais. Edema. .

º 2) · Medir a distância entre o término do preparo protético e a crista óssea. USO DA SONDA PERIODONTAL · presença ou ausência de bolsas periodontais · perda de inserção conjuntiva ocorrida: pela doença periodontal. por problemas de ordem anatômica ou traumática. SISTEMÁTICA DE SONDAGEM SEMPRE SONDAR 6 SUPERFÍCIES DENTÁRIAS: MV / V / DV ML / L / DL REGISTRAR MEDIDAS PARA CONTROLE SULCO SAUDÁVEL – 1 a 3 mm ERROS INERENTES A SONDAGEM Espessura da sonda utilizada Mau posicionamento da sonda Pressão aplicada ao instrumento Grau de infiltração inflamatória nos tecidos moles EXAME CLÍNICO Índice de placa e gengival Profundidade de bolsa à sondagem (PBS) Nível de inserção clínico (NIC) Mobilidade dentária Envolvimento de furca . · Envolvimento de furca (sonda de Nabers n. · presença de cálculos subgengivais.

. contorno. para posterior controle. Sangramento gengival PLACA E SANGRAMENTO Sempre registrar sítios com placa e sangramento em ficha clínica adequada. posição Placa bacteriana. Índice de placa/Índice gengival (Presença/Ausência) .fundo da bolsa encontra-se coronariamente à crista óssea – associado à perdas ósseas horizontais.EXAME CLÍNICO GENGIVAL Coloração. . textura. BOLSAS GENGIVAIS (PSEUDOBOLSAS) BOLSAS PERIODONTAIS BOLSA PERIODONTAL SIMPLES – uma face do dente COMPOSTA – duas faces do dente COMPLEXA – várias faces do dente BOLSAS SUPRA-ÓSSEAS .Nível de inserção clínico (NIC): Distância da junção cemento-esmalte até o fundo do sulco ou bolsa.expressos em % EXAME CLÍNICO PERIODONTAL .Profundidade de bolsa à sondagem(PBS): Distância da margem gengival ao fundo do sulco ou bolsa . Cálculo Dentário.

fundo da bolsa encontra-se apicalmente à crista óssea.2 . alterações em área de furca) • Distribuição da perda óssea (generalizada ou localizada) • Padrão de destruição óssea (perda óssea horizontal ou vertical) • Estimativa da perda óssea (distância da junção cemento esmalte à crista) . – associado à perdas ósseas verticais. ENVOLVIMENTO DE FURCA (Sonda de Nabers) Grau 1: perda horizontal de tecidos < 1/3 largura do dente Grau 2: perda horizontal de tecidos > 1/3 largura do dente. sem exceder toda a largura Grau 3: destruição lado a lado • Subdivisão A: Quando a medida do teto da furca à crista óssea sob a furca é menor ou igual a 4mm. Grau 4: grau 3 com recessão gengival MOBILIDADE DENTÁRIA Grau 1: 0. alteração da trabeculagem óssea.1 mm no sentido horizontal Grau 2: > 1 mm no sentido horizontal Grau 3: sentido horizontal e vertical DEFEITOS ÓSSEOS Classificados de acordo com as paredes remanescentes: 1. • Subdivisão B: Quando a medida do teto da furca à crista óssea sob a furca é maior do que 4mm. 2 ou 3 paredes.BOLSAS INFRA-ÓSSEAS . EXAME RADIOGRÁFICO Através do exame radiográfico podemos avaliar: • Presença de reabsorção óssea (perda da lâmina dura.

fenestrações. Não é tridimensional. LIMITAÇÕES DO EXAME RADIOGRÁFICO Não registra atividade de doença periodontal Não determina presença de bolsa periodontal Não indica presença de mobilidade Não estabelece distinção entre o caso tratado e o não tratado Não registra a morfologia dos defeitos ósseos (crateras. pois não mostra o eixo dos z. EXAME CLÍNICO = DIAGNÓSTICO DIAGNÓSTICO INDIVIDUAL (POR DENTE) GENGIVITE – sangramento marginal. Exemplo: pneumatização do seio maxilar • Detecção de fatores irritantes locais (lesões cariosas. cálculos) • Reabsorções dentárias • Iatrogenias (restaurações com falta ou excesso de material. apenas dos x e dos y Não estabelece uma proporção entre tecidos moles e duros. • Presença de lesões periapicais e reabsorções radiculares • Marcos anatômicos e suas relações com os dentes. forma comprimento e número das raízes). Não mostra o espaço biológico periodontal. sem perda de tecidos de suporte. deiscências) Não revela estruturas vestibulares. pseudobolsas PERIODONTITE LEVE – perda horizontal de tecidos de suporte que não excede um terço do comprimento da raiz . linguais e palatinas dos dentes.• Alargamento do espaço periodontal • Anatomia dentária (forma e tamanho das coroas. pontos de contato incorretos etc.

• Reavaliação terapia – cirurgia ou proservação? Ref: Lindhe. sangramento.gengivite. Carranza. periodontite leve questionável .PERIODONTITE GRAVE .NIC).perda horizontal de tecidos de suporte que ultrapassa um terço do comprimento da raiz PERIODONTITE GRAVE E COMPLICADA – defeito ósseo angular.periodontite grave sombrio . placa. . Envolvimento de furca 2 ou 3 PROGNÓSTICO favorável . • Severidade? Generalizada ou localizada? • Quadrantes ou sextantes envolvidos? • Não-molares ou molares? • Estimar quantidade de sessões da terapia inicial.periodontite grave e complicada PLANEJAMENTO • Exame clínico – sondagem (PBS.