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Manual do

Empreendedor
sobre Segurança
de Barragens

Diretrizes para
a Construção
de Barragens

Volume
VI

Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens
Volume VI - Diretrizes para a Construção de Barragens
1

Manual do
Empreendedor
sobre Segurança
de Barragens

Diretrizes para
a Construção
de Barragens

Volume
VI

República Federativa do Brasil Michel Miguel Elias Temer Lulia Vice-Presidente da República no Exercício do Cargo de Presidente da República Ministério do Meio Ambiente José Sarney Filho Ministro Agência Nacional de Águas Diretoria Colegiada Vicente Andreu Guillo (Diretor-Presidente) Paulo Lopes Varella Neto João Gilberto Lotufo Conejo Gisela Damm Forattini Ney Maranhão Secretaria-Geral (SGE) Mayui Vieira Guimarães Scafura Procuradoria-Federal (PF/ANA) Emiliano Ribeiro de Souza Corregedoria (COR) Elmar Luis Kichel Auditoria Interna (AUD) Edmar da Costa Barros Chefia de Gabinete (GAB) Horácio da Silva Figueiredo Júnior Gerência Geral de Articulação e Comunicação (GGAC) Antônio Félix Domingues Gerência Geral de Estratégia (GGES) Bruno Pagnoccheschi Superintendência de Planejamento de Recursos Hídricos (SPR) Sérgio Rodrigues Ayrimoraes Soares Superintendência de Gestão da Rede Hidrometeorológica Nacional (SGH) Valdemar Santos Guimarães Superintendência de Tecnologia da Informação (STI) Sérgio Augusto Barbosa Superintendência de Apoio ao Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SAS) Humberto Cardoso Gonçalves Superintendência de Implementação de Programas e Projetos (SIP) Ricardo Medeiros de Andrade Superintendência de Regulação (SRE) Rodrigo Flecha Ferreira Alves Superintendência de Operações e Eventos Críticos (SOE) Joaquim Guedes Corrêa Gondim Filho Superintendência de Fiscalização (SFI) Flavia Gomes de Barros Superintendência de Administração. Finanças e Gestão de Pessoas (SAF) Luís André Muniz .

Agência Nacional de Águas Ministério do Meio Ambiente Diretrizes para a Construção de Barragens Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI Superintendência de Regulação (SRE) Brasília – DF ANA 2016 .

– (Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens. S.gov. 6) ISBN 978-85-8210-042-4 ISBN 978-85-8210-036-3 (Coleção) 1. Portugal Foto de capa: UHE Barra Grande / Anita Garibaldi (SC) e Pinhal da Serra (RS) Crédito: Baesa / Banco de Imagens da ANA Catalogação na fonte: CEDOC / BIBLIOTECA A265d Agência Nacional do Aguas (Brasil). Brasília. S.ana.A É permitida a reprodução de dados e Lúcia Almeida – COBA. Quadra 3. S.A desde que citada a fonte.A Flávio Miguez – COBA.82 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI .A Maria Teresa Viseu – LNEC. 67 p. CEP 70610-200. Barragem – Segurança. Diretrizes para a construção de barragens. José Oliveira Pedro – COBA. S.© 2016.Brasília: ANA. M e T.  CDU 627. S.br Comitê de Editoração Revisão dos originais João Gilberto Lotufo Conejo Alexandre Anderáos Diretor André César Moura Onzi André Torres Petry Reginaldo Pereira Miguel Fernanda Laus de Aquino Representante da Procuradoria Federal Helber Nazareno de Lima Viana Josimar Alves de Oliveira Sergio Rodrigues Ayrimoraes Soares Marcus Vinícius Araújo Mello de Oliveira Ricardo Medeiros de Andrade Nádia Eleutério Vilela Menegaz Joaquim Guedes Correa Gondim Filho Sérgio Ricardo Toledo Salgado Superintendentes Erwin De Nys – Banco Mundial Paula Freitas – Banco Mundial Mayui Vieira Guimarães Scafura Maria Inês Muanis Persechini – Banco Secretária Executiva Mundial José Hernandez – Banco Mundial Supervisão editorial Orlando Vignoli Filho – Banco Mundial Ligia Maria Nascimento de Araújo – Comitê Brasileiro de Barragens — CBDB Coordenadora — auxílio na análise das contribuições da Carlos Motta Nunes Audiência Pública Elaboração Todos os direitos reservados. Agência Nacional de Águas (ANA). 2016. Blocos B. I. Setor Policial Sul. António Pereira da Silva – COBA. -.A informações contidos nesta publicação. L. Área 5.A José Rocha Afonso – COBA.A António Alves – COBA. Recursos Hídricos – Gestão 2.Diretrizes para a Construção de Barragens . S. DF PABX: (61) 2109 5400 / (61) 2109-5252 www. il. Título. Ricardo Oliveira – COBA. S.

PR. Viga de ancoragem ativa. Aterro homogêneo. Ensaio de densidade in situ de enrocamento. Aplicação de chumbadores após concretagem. Aterro zonado.Diretrizes para a Construção de Barragens . Operações de escarificação e de compactação. 31 Figura 6. Projeção de concreto. Esquema de uma central de fabricação de concreto. Portugal).  44 Figura 20. Escavações subterrâneas. Ensaio granulométrico in situ de enrocamento. Remoção de blocos soltos.  29 Figura 5. 38 Figura 16.LISTA DE FIGURAS Figura 1. Proteção do talude de jusante em cascalho.  46 Figura 23. Barragem de concreto compactado a rolo (CCR). Proteção do talude de jusante em cobertura vegetal. Operações de espalhamento e de compactação. Ensaio de densidade in situ de material de transição. 45 Figura 21. Escavações subterrâneas. Desvio do rio da Barragem de Salto Osório. Desvio do rio da Barragem de Foz do Areia. Principais atividades de construção. CE.  44 Figura 19.Túnel. Construção de uma barragem de enrocamento com face em concreto e plin- to de fundação. 32 Figura 10.  46 Figura 22. Escavação a céu aberto da saída do segundo circuito hidráulico de Cambam- be. Determinação do peso específico do solo com frasco de areia. 39 Figura 17. 38 Figura 15.  56 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . 50 Figura 26.  54 Figura 28. Remoção de blocos soltos. Poço.  39 Figura 18.  28 Figura 4. 32 Figura 12. Colocação de CCR. 21 Figura 2.  54 Figura 29.  51 Figura 27.  31 Figura 9. 32 Figura 11. 46 Figura 25. Barragem do Mamoeiro.  55 Figura 30. Aspectos da construção de blocos em CCR. Proteção do talude de montante em enrocamento. 31 Figura 8. Barragem de concreto compactado a rolo (CCR) (Barragem de Pedrógão. Angola. Tipos de plintos. 33 Figura 13. Escavação com proteção em rede metálica.  27 Figura 3. 37 Figura 14. PR (1ª fase de ensecamento).  46 Figura 24. Irrigação do aterro de enrocamento. Barragem de concreto convencional (Barragem de Ribeiradio. 31 Figura 7. Escavações subterrâneas. Portugal).

Plano de construção 19 Quadro 2. 57 Quadro 6. Ensaios correntes de caraterização dos materiais constituintes do concreto(*). Frequências mínimas de leitura recomendadas para a instrumentação de barragens de concreto.  64 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI .  64 Quadro 8. Controle de qualidade dos tratamentos da fundação de barragens de aterro. 43 Quadro 4. Frequências mínimas de leitura recomendadas para a instrumentação de barragens de terra e enrocamento. 47 Quadro 5. Controle tecnológico de aterros. 58 Quadro 7.Diretrizes para a Construção de Barragens .LISTA DE QUADROS Quadro 1. 20 Quadro 3. Ensaios correntes de controle na produção de concretos. Atividades de construção.

EIA Estudo de Impacto Ambiental IBRACON Instituto Brasileiro de Concreto ICOLD International Commission on Large Dams IPT Instituto de Pesquisas Tecnológicas ISRM International Society for Rock Mechanics LNEC Laboratório Nacional de Engenharia Civil SHF Société Hydraulique Française USACE United States Army Corps of Engineers USBR United States Bureau of Reclamation USFS United States Federal Specifications Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . S.LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABCP Associação Brasileira de Cimento Portland ABGE Associação Brasileira de Geologia de Engenharia ABMS Associação Brasileira de Mecânica dos Solos ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas ABRH Associação Brasileira de Recursos Hídricos ACI American Concrete Institute AFNOR Association Française de Normalisation AISC American Institute of Steel Construction ANA Agência Nacional de Águas ANSI American National Standard Institute ART Anotação de Responsabilidade Técnica ASCE American Society of Civil Engineers ASSHTO American Association of State Highway and Transportation Officials ASTM American Society for Testing Materials AWS American Welding Society AWWA American Water Works Association BS British Standards CBDB Comitê Brasileiro de Barragens CCR Concreto compactado a rolo CDWR California Department of Water Resources CEB Comité Eurointernational du Béton CONFEA Conselho Federal de Engenharia e Agronomia CREA Conselho Regional de Engenharia e Agronomia CRSI Concrete Reinforcing Steel Institute DIN Deutsche Institut für Normen EDIA Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva.A.Diretrizes para a Construção de Barragens .

Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI .Diretrizes para a Construção de Barragens .

8 Depósitos provisórios (bota-espera) e definitivos (bota-fora) 29 2.3 Instalações elétricas do canteiro 24 2.7 Desvio do rio 25 2.7.2 Pedreiras 25 2.3 Locação da obra 22 2.2 Filtros.9.6 Jazidas e pedreiras 24 2.4.6 Materiais diversos 40 3.6.5 Elemento de vedação do aterro nas barragens de enrocamento com face de concreto  38 3.5.1 Preparação da superfície de fundação 40 3. SUMÁRIO MANUAL DO EMPREENDEDOR SOBRE SEGURANÇA DE BARRAGENS 11 Esclarecimentos ao leitor 13 1 Disposições gerais 15 1.1 Materiais para aterro 35 3.9.2 Consolidação.7.2 Painel de especialista 15 1. impermeabilização e drenagem 41 3.12 Instalações elétricas definitivas 34 3 Barragens de aterro (Terra e Enrocamento) 35 3.9.3 Aterros experimentais 36 3.1 Plano de construção 22 2.5.9.2 Escavações a céu aberto 29 2.1 Jazidas de solos ou de aluviões 24 2.2 Organização do canteiro 23 2.9 Escavações 29 2.5.4 Proteção dos taludes 37 3.1 Acessos e comunicações 23 2.4 Organização e controle das atividades de construção 16 1.3 Controle do tratamento da fundação 42 3.10 Desmatamento do reservatório 34 2.3 Normas técnicas 15 1.7 Fundações e seu tratamento 40 3.2 Estrutura organizacional do empreendedor 17 2 Desenvolvimento das atividades de construção comuns a todos os tipos de barragens 19 2.4 Quantitativos 22 2.Diretrizes para a Construção de Barragens .8 Construção dos aterros 43 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI .2 Materiais 22 2.3 Escavações subterrâneas 32 2.1 Âmbito e objetivos 15 1.6.11 Equipamentos 34 2.1 Aspectos gerais 16 1.4. drenos e transições 36 3.4 Mapeamento geológico e classificação geotécnica do maciço rochoso 33 2.1 Aspectos gerais 29 2.7.5 Canteiro 23 2.

1.9 Controle da construção 45 3.1.5 Aços 50 4.10 Juntas de contração e seu ratamento 59 4.4 Fabricação do concreto 55 4.6 Juntas de contração e injeções 52 4.5 Transporte.5 Problemas mais frequentes em decorrência de falha na construção 61 5 Controle de segurança durante a construção 62 5.2.3.2.3.1.1 Monitoramento e instrumentação 62 5.3 Transporte.3 Água 50 4.3.1 Materiais 49 4. pozolanas e cinzas volantes 49 4.4 Fundações e seu tratamento 60 4.4 Superfícies de fundação e juntas de concretagem 52 4.2 Controle dos trabalhos de consolidação e impermeabilização 60 4.2 Fabricação do concreto 50 4.9 Formas 59 4.1.2 Bloco experimental 54 4.10 Problemas mais frequentes em decorrência de falha na construção 48 4 Barragens de Concreto 49 4.4 Plano de Segurança da Barragem 65 6.12 Plano de concretagem 59 4.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 66 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI .3 Estocagem e transporte dos agregados 55 4.6 Controle de qualidade do concreto em obra 56 4. impermeabilização e drenagem 60 4.8 Colocação do concreto em tempo de chuva ou de frio 53 4.11 Galerias e órgãos anexos 59 4.1 Adaptação do Plano de Monitoramento e Instrumentação 62 5.2.7 Cura do concreto e desforma 53 4.3 Análise e interpretação dos resultados 65 5.10 Plano de concretagem 54 4.3 Barragens de concreto compactado a rolo (CCR) 54 4. lançamento e compactação do concreto 51 4.3.1 Composição dos concretos 50 4.2. processamento e arquivamento de dados e resultados 63 5.9 Dissipação do calor de hidratação e refrigeração dos componentes do concreto 53 4.Diretrizes para a Construção de Barragens .3.5 Forma 52 4.2.2.8 Concretagem em condições desfavoráveis.1.3.2 Barragens de concreto convencional 50 4.2.2.3.1 Consolidação.2 Instalação dos instrumentos de monitoramento 63 5.1.7 Superfície da fundação e juntas de concretagem 59 4. 59 4.3.1 Agregados e granulometrias 49 4.3. colocação e compactação do concreto 55 4.1.2.3.3.1 Composição dos concretos 54 4.3.2 Cimentos.3.4.3 Leitura.4.2.1.4 Aditivos 50 4.2 Inspeções de segurança 65 5.

No Brasil.MANUAL DO EMPREENDEDOR SOBRE SEGURANÇA DE BARRAGENS INTRODUÇÃO GERAL atribuições e formas de controle necessárias para assegurar as condições de segurança das As barragens. sendo sua capacidade técnica e res. disso. Para mente em casos em que se associam danos o caso dos empreendimentos que têm uso potenciais mais altos. do envelhecimento e deterioração das estrutu- ras ou de outros fatores. co. Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . considerando os as. visando a assegurar adequadas gurança das barragens ao longo da sua vida útil. constantes consideração eventuais alterações resultantes de seus normativos e manuais. à construção. além de outros. de 20 de setembro de 2010.Diretrizes para a Construção de Barragens 11 . bientais. empreendimentos. mas devem. envolver senvolver e implementar o Plano de Segurança danos potenciais para as populações e os bens da Barragem. as devidamente implementadas. necessárias para a implantação dos nhecida como Lei de Segurança de Barragens. para a gerência das obras ou das empreitadas pectos referidos.334. e definiu que regem a construção. financeira também muito diferenciadas. públicos (federais. por eles escolhidos a responsabilidade por de- trução e operação podem. acumulação de água para quaisquer usos. levando em Elétricas Brasileiras (Eletrobras). dimensão e risco envolvido. por fim. ao descomissionamento Segurança de Barragens. não são considerados no estabeleceu a Política Nacional de Segurança presente manual. Essas medidas. preendedores. se fases da vida das obras. condições de segurança para as barragens pelas devem ser adotadas medidas de prevenção e quais são responsáveis. preponderante de geração hidrelétrica. ao comissionamento. estudos e medidas com ocupação nos vales a jusante. designadamente. relativas à concepção. ser complementadas com medidas de defesa civil para minorar as consequências de O manual aplica-se às barragens destinadas à uma possível ocorrência de acidente. A segurança de barragens é um aspecto fun- os empreendedores são de diversas naturezas: damental para todas as entidades envolvidas. vista à obtenção ou concessão de licenças am- A Lei nº 12. de acordo com metodologias e materiais e ambientais existentes no entorno. especial. ao longo das diversas controle dessas condições. as estruturas associadas e o reservatório. como o aumento da Os procedimentos. apesar descomissionamento (desativação). e procedimentos a ser adotados pelos em- Para garantir as necessárias condições de se. ao projeto. compreendendo o barramento. estaduais ou municipais) como as autoridades legais e os empreendedo- e privados. asseguram uma fases de planejamento e projeto. as quais devem ser proporcio- lecer orientações gerais quanto às metodologias nais ao tipo. e primeiro enchimento. Sua cons. barragens. de construção probabilidade de ocorrência de acidente redu. bem como os procedimentos de Barragens (PNSB). são obras necessárias para uma adequada gestão A Lei de Segurança de Barragens atribui aos dos recursos hídricos e contenção de rejeitos de empreendedores e aos responsáveis técnicos mineração ou de resíduos industriais. procedimentos adequados para garantir as condições de segurança necessárias. devem ser observadas as recomendações da Agência As condições de segurança das barragens de- Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Centrais vem ser periodicamente revisadas. No presente Manual do Empreendedor sobre à operação e. no entanto. bem como os agentes que lhes dão apoio técnico nas atividades. pretende-se estabe- (desativação). de operação e de zida ou praticamente nula.

conteúdo e nível de cedimentos gerais para a ela- detalhamento e análise dos boração do Plano de produtos finais das inspeções Operação. constituintes dos seguintes volumes: • Volume I – Instruções para • Manual do Volume VI – Diretrizes para a Empreendedor Manual do Empreendedor sobre Segurança Apresentação do Plano de sobre Segurança de Barragens Construção de Barragens. que devem orientar a execução dessas ativi- dades. cem orientações para a reali- Volume III zação da Revisão Periódica de • Manual do Volume VIII – Guia Prático de Empreendedor Segurança de Barragem. da tecnologia disponível e a legislação vigente. manu- Empreendedor Pequenas Barragens sobre Segurança Orientação e Formulários de Barragens Volume VIII tenção. Manutenção e Instrumentação de Barragens qual se estabelecem procedi.Diretrizes para a Construção de Barragens . Manutenção e Diretrizes para a Elaboração do de Segurança de Barragem. no qual se estabele. devendo ser revisados. • Volume VII – Diretrizes para a Manual do • Volume II – Guia de Orientação Elaboração do Plano de Empreendedor sobre Segurança de Barragens Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens e Formulários para Inspeções Operação. Diretrizes para a cem procedimentos gerais que Elaboração de Projeto complementados. de segurança. O presente manual compreende oito guias. no qual se estabele- Periódica de Segurança de segurança. mentos evolutivos. 12 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . no qual sobre Segurança de Barragens se descrevem procedimentos • Manual do Volume IV – Guia de Guia Prático de práticos de operação. se apresentam o conteúdo e organização de um PAE. Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Elaboração de Projetos de Os guias devem ser entendidos como docu- Barragens. bem como com a evolução segurança. VI respeitados. no de Barragens Segurança da Barragem. de acordo com a experiência adquirida projetos. de forma a ga- Volume da Barragem Volume I ções para elaboração do rantir a segurança das obras Plano de Segurança da durante e após a construção. de modo a assegurar um adequado • Volume III – Guia de Revisão aproveitamento das estruturas construídas. Observa-se que o volume destacado se refere ao • Volume V – Diretrizes para a assunto desenvolvido no presente documento. Pequenas Barragens. Barragem. no Instrumentação de Barragens. Manual do Empreendedor Periódica de Segurança de sobre Segurança de Barragens respeitando as necessárias condições de Guia de Revisão Barragem. Plano de Operação. no qual se estabelecem procedi- Diretrizes para qual se apresenta um modelo mentos gerais que devem ser a Construção de Barragens Instruções para Apresentação do Plano de Segurança padrão e respectivas instru. no qual se estabelecem pro- Guia de Orientação e Formulários VII Volume para Inspeções de Segurança de Barragem Volume II mentos. adaptados ou pormenori- de Barragens V devem ser contemplados nos Volume zados. do ponto de vista da com sua aplicação. Manutenção e Instrumentação. Barragem. no qual Emergência – PAE Volume IV de terra. inspeção e emergên- Guia de Orientação dos Planos de Ação de cia para pequenas barragens e Formulários do Plano de Ação de Emergência (PAEs).

na desarborização e desmatamento empreendimentos mais seguros. bem como no controle de qualida- se apresentam algumas considerações sobre a de de construção. estruturas. Capítulo 3 – “Barragens de Aterro (Terra e às empreiteiras responsáveis pela execução Enrocamento)”. tes capítulos: seja de concreto compactado a rolo (CCR). os usuários tenham relativas ao desvio do rio. construção. com essas diretrizes. no qual se apresentam os da barragem. principais aspectos a considerar no desenvol- vimento das atividades de construção. Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . na exploração cesso de implantação dessas obras. bem como as instalações A quem interessa? elétricas do canteiro. qual se apresentam os principais aspectos a serem considerados na qualidade. exploração. visando às condições de segurança das estru. visando ao As presentes Diretrizes são um documento que controle de segurança. no turas construídas. instalação dos equipamentos hidromecânicos e eletromecânicos. Capítulo 4 – “Barragens de Concreto”. filtros. mas dados na implantação das obras. na definição e com a técnica e conhecimento existentes.Diretrizes para a Construção de Barragens 13 . do ponto de vista da segurança. na Capítulo 1 – “Disposições Gerais”. após execução dos tratamentos da fundação das a definição do âmbito e objetivos das Diretrizes. na execução de barragens de concreto de qualquer tipo. Como estão estruturadas estas Diretrizes? armazenagem e colocação dos materiais de As diretrizes estão divididas nos cinco seguin. cui- existentes de construção de barragens. conteúdo do Plano de Trabalho da empreitada tensão de substituir outros manuais e normas à qualidade dos materiais de construção. proteção dos Segurança da Barragem. taludes e elementos de vedação. nas obras que. no qual. na execução Quais os conteúdos destas Diretrizes? dos tratamentos da fundação das estruturas de aterro e de concreto. Esclarecimentos ao leitor O que são as Diretrizes para a construção de organização e controle das atividades de cons- barragens? trução. desde o Ressalta-se que estas diretrizes não têm a pre. assim como no contro- Os conteúdos destas Diretrizes compreendem le de qualidade da construção. assim como nas es- uma referência para que suas obras reflitam cavações. e comunicações. finalmente. as atividades de construção de barragens. de acordo do reservatório e. incluindo a estrutura organizacional do empreendedor e suas obrigações. nos acessos sim de incorporar o aspecto “segurança” no pro. pretende auxiliar na construção das barragens. transições. assim como aos projetistas res- cipais aspectos a serem considerados na qua- ponsáveis pela elaboração dos projetos e aos lidade. no qual se apresentam os prin- das obras. seja convencional. exploração e colocação dos materiais responsáveis pela elaboração do Plano de para aterro. uma vez que a qualidade da obra tem uma Capítulo 2 – “Desenvolvimento das Atividades influência marcante no comportamento futuro de Construção”. Espera-se de jazidas de materiais e pedreiras. no canteiro. Interessa aos Empreendedores/Operadores.

também. de março de cadas como anexo da Portaria nº246/98. da Agricultura. com as necessárias que fazem parte do Reglamento Técnico sobre adaptações e atualizações. publicado pela ELETROBRAS com o apoio do Comitê Brasileiro de Barragens. Essas normas estão em fase final Administração Interna. no manual Critérios de Projeto Civil de Usinas Referências Hidrelétricas. mentos dos dados. obtidas e análise e interpretação dos resultados. e nas normas espanholas. Seguridad de Presas y Embalses. da Economia. Desenvolvimento Rural e das Pescas e do trumentação. inspeções de segurança presentes Diretrizes foram. Lisboa. no qual se dão indicações sobre Território. As disposições das presentes Diretrizes para a em outubro de 2003.Diretrizes para a Construção de Barragens . Capítulo 5 – “Controle de Segurança Durante do Planeamento e da Administração do a Construção”. leitura e processa- atualização. Esse documento está em fase final de talação da instrumentação. do Equipamento. adaptação às condições reais. de atualização. frequência das leituras da instrumentação. da 11 de janeiro. Algumas contribuições para a elaboração das arquivo dos registros. publi. do o conteúdo do plano de monitoramento e ins. Portugal. 21 de abril de durante a construção. 14 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . 1996. o qual deve ser implementado Ambiente. apoiam-se nas Normas de Construção de Barragens. atualizado pelo Real Decreto 9/2008 de dos Ministérios da Defesa Nacional. compreendendo a ins- 1998. Construção de Barragens.

de acordo com normas de quali. de 20 de setembro de 2010.1 Âmbito e objetivos 1. • American Association of State Highway and Transportation Officials – ASSHTO dades de reforço. de modo a garantir as condições Normas Técnicas – ABNT. pelas normas. contratado pelo Solos – ABMS. seja acompanhada por • Associação Brasileira de Mecânica dos um painel de especialistas.2 Painel de especialista • American Welding Society – AWS.3 Normas técnicas Nas presentes Diretrizes estabelecem-se os As normas e padrões a serem utilizados na procedimentos gerais. 1. as presentes Diretrizes • American Society of Civil Engineers – ASCE devem ser utilizadas com as devidas adapta- ções e simplificações. inclusive Engenharia – ABGE. • American National vatório tem por fim a acumulação de água para Standard Institute – ANSI quaisquer usos.Diretrizes para a Construção de Barragens 15 . mas também as ativi. e cujo reser. – ABCP. reabilitação ou desativação de obras existentes. regulamentos e padrões técni- dade e como forma de garantir as condições cos das organizações a seguir listadas: de segurança e bom desempenho das obras. que devem orientar o elaboração do projeto e execução das obras empreendedor na execução das atividades de devem ser as últimas edições das Normas e Regulamentos da Associação Brasileira de construção. em todas as suas fases. Consideram-se não só as atividades de cons- trução de novas obras. • Associação Brasileira de Cimento Portland É prática corrente no Brasil e em muitos ou. 1 Disposições gerais 1. As atividades de construção visam à execução dos trabalhos Casos específicos e/ou omissos serão supridos projetados. empreendedor. Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . • American Concrete Institute – ACI • American Institute As disposições destas Diretrizes destinam-se of Steel Construction – AISC às barragens que se enquadram na Lei nº 12. visando assegurar a adoção de critérios atualizados. melhor prática disponível • Associação Brasileira de Recursos Hídricos e a adequação do projeto às condições locais. na conclusão da obra. • American Society for Testing Materials – ASTM. 334. No caso de barragens de pequeno porte e de menor complexidade. • American Water Works Association – AWWA. – ABRH. de segurança das barragens. tros países que a construção de uma grande • Associação Brasileira de Geologia de barragem.

trabalhos restantes.4. meios e procedimentos. de acordo 1. trução seja acompanhada das necessárias • International Commission on Large Dams atividades de controle tecnológico e de – ICOLD. estocagem. especial. pamentos inerentes à execução de ensaios • United States Bureau de controle de qualidade dos materiais de of Reclamation – USBR. de acordo com o Plano de 1. segurança.Diretrizes para a Construção de Barragens . O programa de trabalho deve permitir clarear as interfaces e os aspectos críticos de atividades • Comitê Brasileiro de Barragens – CBDB. bem como. em das atividades de construção condições adequadas de acessibilidade e operacionalidade. devendo o cronograma • Laboratório Nacional de de trabalho. trabalho. devem. formidade com o projeto e as especificações operação e manutenção da instrumentação 16 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI .4. também. fundamentais. tratamento. seu controle de qualidade e na instalação. face às prática que a entidade responsável pela elabora- reais condições encontradas na obra. de modo • Instituto Brasileiro a permitir a sua execução coordenada com os de Concreto – IBRACON. de acordo com um programa de • British Standards – BS. lhos. transmissão e registro da informação. construção. todas as atividades. • Association Française de técnicas de construção. deve contratar para essa atividade técnicos necessários. de execução mais condicionantes. responsável pela construção pondo-se para tal dos meios humanos e da barragem. fazendo uso dos mate- Normalisation – AFNOR. contemplar Engenharia Civil – LNEC.37 – • À aquisição. • California Department of Water Resources – CDWR. • World Bank – Operation Manual .1 Aspectos gerais com uma adequada coleta. uma empreiteira legalmente qualificada e deve • A uma boa prestação e colaboração da atribuir a assistência técnica e a supervisão a empreiteira nas atividades referidas.4 Organização e controle Monitoramento e Instrumentação. Os trabalhos necessários à concretização do Plano de Monitoramento e Instrumentação • Deutsches Institut für Normung – DIN. • Société Hydraulique Française – SHF. salvaguar- • Concrete Reinforcing dando a segurança e a qualidade dos traba- Steel Institute – CRSI. ao controle do tratamento da fundação e à realização • United States Federal dos ensaios de recepção dos equipamentos Specifications – USFS hidro e eletromecânicos. instalação e operação da ins- trumentação. visando: • United States Army Corps • À mobilização de meios técnicos e de equi- of Engineers – USACE. bem como procurar minimizar os impactos ambientais. riais e métodos construtivos previstos nesses documentos. em ção do projeto acompanhe a execução da obra. quando necessário. Considera-se boa como em eventuais alterações. no tratamento da fundação e no A construção deve ser executada em con. assegurar a compatibilidade • Comité Eurointernational das frentes de trabalho e explicitar os períodos du Béton – CEB. realização de Safety of Dams ensaios.OP. colocados em obra. bem corpos técnicos responsáveis. dis- O empreendedor. ser considerados. • Instituto de Pesquisas O empreendedor deve assegurar que a cons- Tecnológicas – IPT. previamente estabelecido.

equipe responsável pelas ações de controle de Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . justificativos. Os serviços de supervisão da construção tação atualizado. considerando as adaptações re- eventuais obras subterrâneas. responsável pela supervisão. Agronomia – CREA. ocorrências com interesse. bem como todas as Engenharia e Agronomia – CONFEA. visando à execução da obra. As principais atribuições desse corpo de Projeto de Barragens. o empreendedor deve as especificações técnicas. incluindo os cálculos rantida a qualidade e segurança da obra. • Os registros das leituras da instrumenta- ção e das inspeções realizadas durante a O empreendedor deve. em conformidade com o projeto e No final da construção. avarias e do empreendedor outros prejuízos que lhe forem imputáveis. técnicas. do ponto de vista da segurança. deve dispor de um Segurança da Barragem. O empreendedor deve nomear um respon- Todos os meios. • O plano de monitoramento e de instrumen. corpo técnico constituído. para as fundações e do seu tratamento e • Suspender qualquer trabalho que esteja dos demais aspectos da construção. devendo a empreiteira 1. podem ser contratados pelo empreendedor a uma empresa especializada. assim como sultantes das reais condições encontradas dos resultados relativos ao seu tratamento. maciço rochoso e outros materiais) e outros A supervisão deve. solos. em conformidade com o es- • Representação dos aspectos geológicos e tabelecido no projeto e nas especificações geotécnicos da fundação da barragem e de técnicas. procedimentos e atividades sável técnico pela elaboração do Plano de envolvidos no controle da segurança devem Segurança da Barragem.4. também. cronograma da obra. com atribuições profissio- nais para projeto ou construção ou operação As informações e alterações significativas ou manutenção de barragens. também. constituir uma construção. bilizar as alterações que venha a propor ao • Os planejamentos de trabalhos. se a empreiteira tem capacidade para via- vos relatórios. na obra e as condicionantes inerentes ao • Fotografias representativas das escavações Plano de Monitoramento e Instrumentação. para que seja ga- foi executada. sem observância das • Os resultados dos ensaios de materiais prescrições do projeto e das especificações utilizados (concreto. incluirá: técnico. que deve ter regis- ser objeto de um rigoroso acompanhamento e tro no Conselho Regional de Engenharia e validação pela supervisão da obra. são: • Todos os elementos da obra. e considerando a constituir o Projeto Final Como Construído que. compatíveis do projeto que se revelarem necessárias com as definidas pelo Conselho Federal de durante a construção. sendo executado. devem ser registradas de um A supervisão da construção. de auscultação. poder averiguar estudos laboratoriais efetuados e respecti.2 Estrutura organizacional responsabilizar-se pelos atrasos. enrocamentos. importância. de responsabi- modo organizado e incorporadas no Plano de lidade do empreendedor.Diretrizes para a Construção de Barragens 17 . complexidade e especificidade como referido nas Diretrizes para Elaboração da obra. • Assegurar a coordenação dos trabalhos de construção. tal como • Acompanhar a construção.

bem como o controle das condições de higiene do canteiro todos os restantes elementos necessários e de saúde do pessoal. O controle de segurança estrutural durante • Os procedimentos e o esquema de comuni- a construção tem como principais objetivos cação a serem utilizados. ainda. decorrentes da realiza- ção e acessórios utilizados para determina. adequada à à colocação da instrumentação e sua dimensão da obra.Diretrizes para a Construção de Barragens . como desenvolver. adaptar e implementar o Plano de Monitoramento e Instrumentação O empreendedor deve. necessá. composta por profissionais utilização. com adaptação desse Plano é. encontradas na obra. assim como ção das grandezas a observar. quer sejam eventos extremos pamentos. do próprio empreendedor ou contratada. coordenar e dinamizar as rio. de eventuais acidentes. segurança estrutural da barragem. processamento da informação. mas também para incluir: pelo menos. promover a estabelecido no projeto. espe- • As especificações relativas à coleta e ao cificamente para esse fim. bem quer acidentes ou incidentes. relativas à instrumenta. por intermédio de inspeções. não só para considerar as reais condições ações necessárias para evitar a ocorrência ou. 18 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . vistas a acompanhar. ção das atividades de construção. em geral. minimizar o número e gravidade • As especificações. O desenvolvimento e constituição de uma equipe de segurança. no caso de even- garantir a segurança das estruturas e dos equi- tos adversos.

Plano de construção Projeto Executivo Especificações Técnicas Quantitativos Plano de Trabalho (cronograma de trabalho) Tempo previsto para cada atividade com data de início e de conclusão Sequência de todas as atividades relevantes e interdependências das diferentes tarefa Datas-chave Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . Quadro 1. utilizando os materiais e mé- termos gerais se apresenta no fluxograma da todos construtivos previstos no projeto e em Figura 1. apresentam- conformidade com as especificações técnicas se algumas considerações gerais relativas ao da construção.Diretrizes para a Construção de Barragens 19 . No Quadro 1 indicam-se os documentos que rido. cuja sequência em estabelecido. como refe. integram o plano de construção. a realização de um conjunto de trabalhos. desenvolvimento dessas atividades. 2 Desenvolvimento das atividades de construção comuns a todos os tipos de barragens A construção da barragem envolve. Nos subitens seguintes. e no Quadro de acordo com o cronograma previamente 2 resumem-se as principais atividades de construção a desenvolver.

Atividades de construção. Quadro 2. Materiais Locação da obra Canteiro Acessos e comunicações Instalações elétricas do canteiro Jazidas e pedreiras Jazidas de solos ou de aluviões Pedreiras Desvio do rio Túneis ou canais Recintos ensecados sucessivamente Escavações A céu aberto Subterrâneas Desarborização e desmatamento na área do reservatório Equipamentos hidromecânicos e eletromecânico e respectivas instalações de comando e controle Instalações elétricas definitivas 20 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI .Diretrizes para a Construção de Barragens .

Atividades de construção

Jazidas e Locação das
Canteiro
Pedreiras obras

Laboratório Central de fabricação
de ensaios Desvio do rio Escavações
de concreto

Fundações Outras

Tratamentos
da fundação

Aterros ou concretos
do barramento

Órgãos
extravasores

Órgãos de
operação

Equipamentos
hidro e
eletromecânicos

Figura 1. Principais atividades de construção.

Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens
Volume VI - Diretrizes para a Construção de Barragens
21

2.1 Plano de construção caracterização. As origens dos materiais devem
ser indicadas, e as áreas de estocagem devem
O plano de construção é constituído pelo pro- ser definidas, de forma adequada, atendendo,
jeto executivo, especificações técnicas, quanti- também, a aspectos ambientais.
tativos e cronograma de trabalhos, que devem
permitir assegurar a qualidade da construção. O canteiro deve ser dotado de um laboratório
adequado à importância do empreendimento,
O plano de trabalho, visando assegurar a efi- destinado aos ensaios correntes de caracteri-
cácia do cronograma, controle e coordenação zação de materiais previstos nas especifica-
executiva da obra, deve: ções técnicas. Os ensaios restantes devem ser
efetuados por um laboratório oficial ou certi-
• Apresentar a sequência de todas as ativi-
ficado, ou outro laboratório idôneo, proposto
dades relevantes a desenvolver, indicando
pela empreiteira e aceito pelo empreendedor.
o tempo previsto para cada uma delas, as
datas para início e conclusão de cada ativi-
dade e as interdependências das diferentes 2.3 Locação da obra
tarefas;
A locação da obra deve partir do sistema
• Atentar para as implicações que as condi-
de apoio cartográfico, definido no projeto, e
ções meteorológicas e hidrológicas podem
estabelecer os apoios complementares neces-
ter nos prazos previstos para as atividades;
sários à boa execução da obra, devendo as res-
• Procurar que o desvio do rio seja realizado pectivas coordenadas e cotas ser comunicadas
na estiagem, em especial, quando em canal, à supervisão da obra.
galeria ou túnel;
A empreiteira deve informar à supervisão o
• Prever a instalação do canteiro, munido de
início de cada trabalho, com suficiente antece-
laboratórios para recepção e controle tec-
dência, bem como de qualquer discrepância ou
nológico dos materiais, dos depósitos provi-
desvio, constatado em obra, relativo aos dados
sórios e definitivos (botas-foras) e de outras
de base de implantação do projeto.
instalações necessárias às obras, bem como
a execução e reposição de acessos; A empreiteira deve conservar os marcos e
outros elementos de apoio à locação da obra
• Permitir o controle de segurança da obra,
e substituir os marcos que, por necessidade de
sem prejuízo do ritmo de construção;
trabalho, tiverem que ser suprimidos.
• Explicitar a sequência de construção das
estruturas e do tratamento das respectivas
fundações. 2.4 Quantitativos

O plano de trabalho deve indicar datas-chave, Os critérios de medição e de pagamento dos
correspondentes à realização de tarefas que serviços devem ser discriminados nas especi-
condicionem e possam comprometer outras ficações técnicas e no contrato. A planilha de
atividades, assim como deve considerar even- orçamento poderá, no entanto, mediante jus-
tuais condicionantes, associadas a aspectos tificativa, ser ajustada, de acordo com as reais
ambientais ou patrimoniais. condições encontradas.

Para efeitos de medição, nenhum serviço pode
2.2 Materiais ser iniciado sem que, previamente, tenham sido
estabelecidas as seções definidoras do terreno
Os materiais a serem utilizados na construção
ou a situação de partida.
devem satisfazer as exigências do projeto e
respeitar as propriedades, definidas nas espe- A medição dos serviços efetivamente realizados
cificações técnicas e normas técnicas aplicá- e acabados será feita incluindo os materiais e/
veis, de acordo com os ensaios laboratoriais de ou equipamentos utilizados, conforme projeto.

22 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens
Volume VI - Diretrizes para a Construção de Barragens

O pagamento será feito de acordo com as 2.5.2 Organização do canteiro
medições mensais e finais dos serviços efe-
tivamente realizados e acabados, pelo preço A localização do canteiro e a definição das
unitário do contrato que é a compensação áreas a serem ocupadas pelo empreendedor,
integral pelo fornecimento, carga, transporte, empreiteiras e fornecedores devem atender
estocagem, perdas, lançamento, espalhamen- à dimensão e complexidade da obra, assim
to e acerto, remoção de materiais inaceitáveis, como aos aspectos seguintes:
equipamentos necessários aos serviços e tudo
o mais que seja utilizado para a sua realização, Acessibilidade ao exterior;
conforme estabelecido nas especificações
técnicas contratuais. Acessibilidade às frentes de trabalho;

2.5 Canteiro Minimização do impacto provocado pela
construção;
2.5.1 Acessos e comunicações

A instalação do canteiro e a execução da obra Possibilidade de abastecimento de água
não devem prejudicar a circulação na rede viá- potável e não potável e de energia elétrica.
ria existente.

As vias de circulação no canteiro e os acessos Em particular, a localização dos paióis deve ser
às frentes de trabalho, realizados pela em- estudada, de forma a mitigar as consequências
preiteira, deverão ser utilizáveis por todos os resultantes de eventuais acidentes, devendo
intervenientes na construção. o transporte e a estocagem dos explosivos
serem efetuados de acordo com as normas de
O empreendedor deve: segurança oficiais.

Garantir que os acessos e vias de circula- As instalações destinadas à montagem e repa-
ção sejam mantidos em bom estado de ração de equipamentos, ao laboratório de obra,
conservação e de limpeza; a escritórios e a postos de primeiros socorros
e, ainda, a unidades de caráter social, espe-
cialmente dormitórios e habitações, devem ser
Construir vias de circulação próprias para adequadas às suas finalidades e obedecer às
acesso aos locais dos trabalhos; normas técnicas e regulamentos aplicáveis.

O empreendedor deve assegurar que:
Assegurar o cumprimento da legislação
relativa às obras e obstáculos ocasionais
Se estabeleça e se cumpra a regulamenta-
na via pública;
ção para funcionamento do canteiro;

Assegurar iluminação adequada nos As instalações provisórias e as estruturas
acessos e vias de circulação; auxiliares sejam removidas ao final dos
trabalhos;

Dotar o canteiro de adequadas
Antes da conclusão da obra seja feita a
comunicações com o exterior.
regularização dos taludes e plataformas,
de modo a repor, tanto quanto possível, o
aspecto natural dos locais afetados pela
construção.

Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens
Volume VI - Diretrizes para a Construção de Barragens
23

devem ser programados pela empreiteira. não tornar muito permeável o terreno imedia- tamente a montante da estrutura. atentando-se para a localização das jazidas. estar localiza- das no interior do reservatório. peza. destinadas ao fornecimento e utilização teorológicas adversas. em caso de com a dimensão da barragem. suficiente para emergência. usos gerais 2. devem ser efetuados mantidos ao abrigo de eventuais inundações. existir. iluminação. argamassas e enrocamentos. seja de outras identi- ficadas a posteriori. seja antes do transporte para o aterro. impróprios para a execução de aterros. trabalhos de investigação geotécnica comple. não podendo misturar-se uma iluminação geral. assim As jazidas para obtenção dos materiais a como o programa de investigações geotécni- serem utilizados na construção da barragem cas. dos materiais. As jazidas de solos para aterros ou de aluviões normas e regulamentos específicos em vigor. de forma a satisfazer os ritmos de os impactos ambientais. tricas do canteiro devem ser asseguradas pela bem como as raízes de plantas que possam empreiteira. Cada material definido no projeto para ser apli- cado nos aterros deve ter uma área específica Os trabalhos de investigação geotécnica são para seu processamento (homogeneização e necessários para avaliar o potencial qualitativo umidificação) e armazenamento temporário. devem. de modo a O rendimento dos processos utilizados deve diminuir a sua distância às obras e a reduzir ser aferido. permitindo que os trabalhos decorram com Deverá ser considerada a distância entre as eficiência e segurança e garantindo a pos.5. com os níveis de ilumi. 2. serão levados a bota-fora ou bota-espera ou tenham em adequadas condições de funcio. decorrentes do cumprimento do cronograma da obra. filtros. que indique claramente a pro- garantindo a segurança e as boas condições de gressão das escavações. trução da barragem. para transições ou filtros devem ser previa- mente submetidas a uma limpeza superficial. bem como o adequado funcionamento Deve ser estudado o melhor plano de utilização dos equipamentos para que foram projetadas. também utilizados para recompor a camada namento. fácil e segura movimentação dos equipamen- O empreendedor deve promover a instalação tos e a drenagem superficial permanente de de um sistema de telecomunicações eficaz. 24 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI .3 Instalações elétricas do canteiro das indicadas no projeto.6. provocadas por condições me- ras.Diretrizes para a Construção de Barragens . sendo retirada a camada de cobertura vegetal. com os materiais a serem utilizados na cons- nação recomendados por regulamentos espe. de modo a garantir que as instalações se man. devem ser realizadas em concordância com os respectivos projetos. As instalações elétricas do canteiro. dificuldades. quer sejam de força motriz. mentar. e quantitativo de cada jazida ou pedreira. jazidas e o pé do aterro da barragem.6 Jazidas e pedreiras A metodologia e o equipamento a ser utilizado na extração dos materiais da jazida. assim como ao abrigo de outras eventuais ou transições. toda a área da jazida. 2. sempre que possível. Os materiais provenientes dessa lim- no local.1 Jazidas de solos ou de aluviões ou telecomunicações. de acordo sibilidade de difusão de alarme. de técnico devidamente habilitado. de agregados para a fabricação de concretos. lançamento. de modo a permitir a trabalho aos usuários. relativamente ao estudo realizado no relativamente às obras de desvio e os níveis do projeto sobre as jazidas de solos. Essas instalações devem assegurar de solo removida. Os materiais devem ser No início da construção. providenciando a permanência. drenos rio. bem como de potenciais pedrei. cíficos. A realização e operação das instalações elé.

Após exploração das pedreiras. zOs blocos de pedra alterada deverão. desmonte utilizado na pedreira. objetivo possibilitar a realização da obra em condições de segurança. Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . prescrições dos estudos de impacto ambiental. nam eventuais deslizamentos de taludes. os quais deverão • Construção das ensecadeiras de proteção ser conjugados com a construção de aterros das bocas de entrada e de saída dos órgãos experimentais. • As condições morfológicas e geológicas do Num maciço rochoso a ser explorado como pe local. Durante a metros de referência. plano de recuperação.7 Desvio do rio com rampas permanentemente estáveis e com drenagem e tratamento superficial adequado O desvio do rio do seu curso natural tem por para proteção contra a erosão.Os materiais só devem ser transportados para Como a granulometria do material é fator os aterros depois de verificados os resultados preponderante nas características dos en- dos ensaios de controle tecnológico. No caso de extração de enrocamentos para Nos casos em que o desvio do rio implique aterro. É igualmente importante defi- a serem realizados camada por camada (para nir as condições de processamento do material determinação do afastamento do teor de umi. umidade deverão ser devidamente pondera- dos e avaliados pela empreiteira. como resultados de ensaios laboratoriais.2 Pedreiras ser adotada levar em consideração os aspec- tos seguintes: As pedreiras devem ser exploradas de acordo com um plano definido pela empreiteira. de desvio e abertura destes. localizadas fora Devem ser providenciadas as medidas e mobi. movido no início para posterior utilização na Os aspectos relativos ao controle de teores de reconstrução da área. visando definir o plano de fogo cos). logo na • O tipo de barragem a construir. de acordo com um de teor de umidade sobre os aterros. necessários e conve. preparação do material). independentemente de lizados os equipamentos. deve ser previsto um período especificações técnicas (limites granulométri. mais adequado. desmontado. para correção dos teores de umidade e de impacto ambiental. aten. No final da exploração.6. objetivando a separação dos dade entre o ótimo e o verificado na área de diferentes tipos de enrocamentos. outras medidas que sejam previstas no estudo nientes. ser separados dos restantes e conduzi- • As consequências de eventual ruptura de dos a depósitos convenientemente localizados. tanto constantes das fase de arranque. experimental. represen- respeitada a seguinte sequência de operações: tativa das condições médias do afloramento rochoso a ser explorado. é importante definir o plano de resultados devem ser confrontados com parâ. deve ser rimentais sobre uma primeira zona. as jazidas localizadas fora da área do reservatório devem ser deixadas 2.Diretrizes para a Construção de Barragens 25 . devem ser previstos desmontes expe- na necessidade de túneis ou canais. não devendo ser autorizadas correções globais • Recuperar os terrenos. devendo a solução a 2. Esses rocamentos. • A área e o regime hidrológico da bacia dendo às necessidades da obra e respeitando as hidrográfica. pedreira. de modo a • Adotar medidas de exploração que previ- cumprir o cronograma de trabalhos previsto. da área do reservatório. qualquer parte da obra. devem ser adotadas as processamento de materiais de granulometrias seguintes medidas: compatíveis com os limites granulométricos • Armazenar o solo de cobertura vegetal re- prescritos para cada tipo de material de aterro.

devem ser consideradas as seguintes medidas: da ensecadeira de jusante. junto disposições que defendam o paramento a uma das margens. devendo. Esgotamento da água contida na área ensecada. durante a qual foi construída 26 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . em seguida. Nos casos em que o desvio do rio não assegura • Construção de uma pré-ensecadeira a mon. em geral. da água resultante de uma inundação da blocos rebaixados ou descarregadores zona ensecada. elevação da boca de entrada dos Na Figura 2 apresenta-se um exemplo de desvio órgãos de desvio.Diretrizes para a Construção de Barragens . bombeamento. • Esgotamento da água contida no local dos Adotar ensecadeiras galgáveis de fácil trabalhos. em barragens de enrocamento. durante a primeira de jusante de erosão ou de qualquer estiagem. • Construção da estrutura da boca de entrada parte da barragem. descargas de fundo. 50 anos. ensecadeiras. Criação de uma zona ensecada. são projeta- das para vazões no rio com tempos de recorrên- Na Figura 3 apresenta-se um exemplo de cia limitados (20. no máximo). alínea anterior. A ruptura de fechamento completo do rio. Definir as elevações de crista das • Construção da barragem e dos órgãos extra. tendo em atenção a vasores e de operação. ambientais e humanos. eventualmente em por recintos ensecados construídos concordância com as futuras descargas sucessivamente. além de per- das materiais e atrasos na construção. ser cuidadosamente do ensecamento. construção e demolição. das estruturas a construir. as vazões máximas a do rio por intermédio da escavação de túneis. da com a abertura de um canal lateral. o vertedouro e respectivo e demolição das ensecadeiras referidas na canal de fuga. devido a cheias excepcionais durante a construção. deve ser respeitada de fundo. Nos casos em que a solução adotada Prever. desvio do rio por recintos ensecados (1ª fase em cada caso concreto. e deixar blocos rebaixados para a seguinte sequência de operações: descarregar as vazões mais elevadas. a construção de estruturas que podem Repetição sucessiva das operações ser complexas e que. a passagem da totalidade das vazões de cheia. proceder rapidamente ao esgotamento tais como orifícios. com capacidade para terior. desviar e os níveis naturais do rio. Como se trata de obras provisórias. seguido da construção dos Dotar o canteiro com equipamento de elementos de obra situados no seu in. em muitos casos. Obturação dos orifícios deixados no corpo da barragem. definitivos. uma ensecadeira pode implicar. com o rio no seu leito original). em barragens de concreto. exigem referidas nas duas últimas alíneas até o intervenções rápidas de campo. As obras de desvio do rio são de importância Demolição da ensecadeira e criação de vital para a segurança e qualidade técnica final uma zona ensecada contígua à primeira. Elas envolvem. providos de órgãos de descarga. danos elevados a jusante. tante do local da barragem e. para o desvio do rio for constituída orifícios (adufas). eventualmente complementa- instabilidade resultante de galgamento. Adotar. • Construção da ensecadeira de montante.

Desvio do rio da Barragem de Foz do Areia. 1ª e 2ª fase – escavação de túneis e construção parcial dos Diques 2 e 3 3ª fase – ensecadeira e construção do primeiro estágio da barragem principal Figura 2. devem-se a rupturas das enseca. durante o aterros ou dos concretos ainda não estão em desvio do rio.Diretrizes para a Construção de Barragens 27 . 1983 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . quando as operações de construção dos Muitos dos acidentes que ocorrem. poderão consumir-se os melhores argila compressíveis no leito do rio que não são materiais na sua construção. ritmo normal. deiras construídas sobre fundações instáveis Se a construção das ensecadeiras não for bem (por exemplo.ponderado o risco da ocorrência de uma cheia Muitas vezes isso acontece pelo fato de as superior à considerada para essa fase. para a construção da barragem. bolsões ou camadas de areia ou planejada. e daí podendo removidos) ou com materiais ou técnicas de resultar que esses materiais possam fazer falta construção inadequados. ensecadeiras serem construídas no início das obras. Fonte: CBDB. PR.

PR (1ª fase de ensecamento). 1983 .Figura 3. Fonte: CBDB. Desvio do rio da Barragem de Salto Osório.

Diretrizes para a Construção de Barragens 29 . indicando as principais feições. cavação. as seguintes ações: Fonte: COBA. de modo que: as dificultem. com formação geológica e geotécnica. As escavações devem ser acompanhadas por técnicos qualificados. • Detecção e controle de problemas de esta- espera) e definitivos (bota-fora) devem ser bilidade. a construção. já executados ou em execução. Os locais para depósitos provisórios (bota. que se afigurem necessários.1 Aspectos gerais que vierem a ocorrer.9 Escavações sujeitos às correções que a supervisão julgar convenientes. segurança da obra. de estratificação. nocivos sobre instalações e elementos de obra Os locais para depósitos devem ser localizados. • Definição de sondagens e ensaios comple- • Não prejudiquem o funcionamento das mentares. • Não prejudiquem o curso natural do rio. segundo planos previamente aprovados pela supervisão da obra. com exceção dos casos em que os produtos de 2. servem de orientação geral para a execução da escavação a céu aberto e estão 2.8 Depósitos provisórios (bota-espera) • Levantamento geológico e geotécnico dos e definitivos (bota-fora) maciços escavados. • Controle da evolução de surgências durante • Não agravem o efeito das cheias. os materiais resultantes de e surgências. previsões do projeto. / Banco de Imagens ANA Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . preferencialmente. em face das condições locais 2. atendendo à natureza do terreno e aos condicionamentos específicos de cada caso. planos Na construção da barragem. indicados no projeto geotécnico das escavações.9. interpretação dos resultados obtidos. as cotas e os perfis de es- deverão ser colocados fora do reservatório. e estudo das medidas a serem tomadas para resolução desses problemas. S. ajusta- Figura 4. ocorrência de heterogeneida- tanto quanto possível. decorrentes das escavações ou que escolhidos.9. As escavações devem ser executadas de acor- do com o projeto geotécnico e com as técnicas mais aconselháveis. • Não originem instabilidade de taludes.A. mergulhos. assim como dos verte. Angola.2 Escavações a céu aberto escavação contenham vegetação ou materiais sujeitos à putrefação. Os trabalhos de escavação devem ter um pro- grama de acompanhamento executivo. preenchimento das des- vasores e de operação. e tomadas de água. • Elaboração de relatório. sendo que neste caso De um modo geral. dos órgãos extra. Escavação a céu aberto da saída do se- do à dimensão das escavações e envolvendo gundo circuito hidráulico de Cambambe. e sua comparação com as das escavações. douros e outros órgãos de operação. continuidades. A empreiteira deve adotar medidas eficazes de • Minimizem os aspectos negativos do impac- proteção.2. no interior do reservatório. no sentido de evitar eventuais efeitos to ambiental e paisagístico. devem ser aproveitados. tais como falhas. descrevendo os tra- balhos efetuados e os aspectos importantes • Não dificultem as atividades de controle de para a segurança da obra.

ção frequente em maciços rochosos. smooth blasting). quando necessária. todos os materiais que exijam devendo a empreiteira fazer seu monitoramen- o uso sistemático de bico de Categoria 2: to e interpretação dos resultados. Deve ser com explosivos estritamente de acordo com a feita a previsão dos tipos de materiais a serem legislação vigente e com as recomendações escavados. deve ser feita O processo de dimensionamento e execução a remoção final da rocha excedente por meios do plano de perfuração. de modo a lâmina e escarificador de trator pesado (D8) e eventual uso de estabelecer a lei de propagação de vibrações fogacho. incluindo métodos de fogo controlado. Categoria 1 : uso de bico de lâmina ou escarifi- cador de trator pesado (tipo D8) Medições das vibrações devem ser feitas.Diretrizes para a Construção de Barragens . Rocha. viamente aprovada pela supervisão. tamento. deve ser Os maciços rochosos devem ser classificados. em data pró. detritos e vegetação trabalhos de concretagem devem ser efetua- lenhosa (arbustos e árvores. 1993). mento e ligação do desmonte devem garantir xima da colocação de concretos ou aterros. que limite adequa- permitam uma visualização adequada para o damente as vibrações produzidas e/ou o lan- planejamento executivo. entre outros. no decorrer das detonações. a ser pre- com elevado teor de matéria orgânica. incluindo numa distância inferior àquela de segurança. destocamento e raspagem. carrega- adequados. ou drenagem. Material escarificável. adjacentes (pre-spliting. por intermédio de bombeamento devem ser previamente sujeitas a desma. de acordo com dos fabricantes dos explosivos. ou pré-fissuramento. situa- aberto. os limites de escavação definidos no projeto. em especial. em maciço rochoso. e limitação das cargas numa primeira fase. por fogo controlado. que seja sempre assegurado um perfeito es. Deverá ser também removido o solo mínima em relação à concretagem. for encontrada água nascente adequar as técnicas de desmonte em uso às ou de infiltração. sendo As escavações que precedem a execução de limpas de matacões. A execução de detonações próximas às estru- ção ao longo da escavação. complementado turas existentes ou em construção pode exigir preferencialmente por seções e mapas que um projeto de escavação. efetivamente 30 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . a preservação do maciço rochoso remanescente A escavação deve ser desenvolvida de forma e das estruturas de concreto e/ou terra e rocha. a ava- liação dos volumes envolvidos e sua distribui. visando não provocar ser classificados em: deteriorações nas estruturas existentes ou em construção (ESTEVES. Para isso. nescentes. para o maciço em questão. As próprias Material comum. do a fonte se encontra próximo da estrutura. Para prevenir a meteorização e para assegurar superfícies regulares do maciço. sendo executadas todas as operações segundo os procedimentos usuais. atingir a superfície final. Em solos. Se. quan- e que não estejam saturados. incluindo todos superfícies escavadas e os tratamentos nelas os materiais que possam ser escavados sem a necessidade do executados precisam por vezes ser protegidos. a empreiteira deve das escavações. e sua classificação. A Figura 4 ilustra uma grande escavação a céu O desmonte com recurso de explosivos. plano de fogo. exige um proje- to de escavação específico. as superfícies dos terrenos a escavar livre de água. a categoria de escavação. a escavação não deve. executado com base em procedimentos de se- gurança. incluindo troncos das em continuidade ou com uma defasagem e raízes). a escavação deve ser mantida condições do maciço rochoso. incluindo os materiais que Categoria 3: só podem ser escavados com A minimização de danos aos materiais rema- detonação de explosivos. de contorno Em maciços rochosos. Os materiais podem çamento de fragmentos. localizadas dentro dos limites de influência coamento superficial das águas.

o proces- so de remoção de blocos soltos. através de desmontes experimentais.encontradas durante as escavações. deve ser feita a re- moção de todos os blocos soltos e a aplicação dos tratamentos necessários à estabilização das superfícies expostas.A / Banco de Imagens ANA Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . na Figura 7. Aplicação de chumbadores após con- cretagem. S. realizar ensaios de acabamento. sempre que necessário.Diretrizes para a Construção de Barragens 31 . a cravação de chumbadores. A empreiteira deve.A / Banco de Imagens ANA Imediatamente após a exposição das paredes finais escavadas em rocha. Figura 8. de modo a ade- quar o plano de perfuração e de desmonte.A / Banco de Imagens ANA dição necessária para o prosseguimento das escavações para as bancadas inferiores. e na Figura 9. escavadas. ainda. visando garantir os limites de rugosidade má- xima aceitável definidos para as paredes finais Figura 6. Os planos de perfuração e de desmonte devem ser ajustados. na Figura 8. S. A aplicação desses tratamentos deve ser con. a construção de uma viga de ancoragem ativa. Escavação com proteção em rede metálica. em função das variações geológicas existentes/observadas durante as escavações. Figura 7. através da realização de novos ensaios de acabamento. e atender à necessidade de controlar os níveis de vibra- ção resultantes do desmonte rochoso. Fonte: COBA. a aplicação de concreto projetado. numa camada branda do maciço rochoso. também. com fogo controlado. S. como é ilustrado nas figuras seguintes: na Figura 5 pode observar- se a aplicação de rede metálica na proteção contra queda de blocos. Fonte: COBA. Projeção de concreto. Fonte: COBA. Remoção de blocos soltos. Fonte: COBA.A / Banco de Imagens ANA Figura 5. na Figura 6. S.

tais como ilumina- ção. bombeamento. Não deve ser permitida a interrupção tem- no sentido vertical. sem que sejam instalados e assegurado o funcionamento de todos os dispositivos necessários à manutenção das condições de segurança de pessoas e bens. Nesse sentido é recomendável manter o material de bota-fora sempre ume- decido. e de todo o pessoal da empreitei- ra. de suporte. Durante os trabalhos de escavação e. em caso de ocorrência de catástrofe. a extensão e outros condicionamentos subterrânea. geotécnicas e hidrogeo. e devem ser instalados os elementos de su- cessos de execução e do grau de mecanização porte quando necessário. Na Figura 10 apresenta-se um exem. nas operações de extração de escombro. S. Viga de ancoragem ativa. em caso de acidentes. 32 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI .Túnel. Figura 10.A / Banco de Imagens ANA Nos trabalhos subterrâneos.3 Escavações subterrâneas Com base nos elementos de projeto.Diretrizes para a Construção de Barragens . no sentido horizon- tal. e na Figura 11 uma escavação de um poço. antes da aplicação de elementos da obra. Escavações subterrâneas. durante a sua extração.9. a dimensão das a remoção de blocos soltos numa escavação seções. S. as super- fícies escavadas devem apresentar-se estáveis A seleção dos métodos de escavação. dos pro. proveniente das frentes de obra. Figura 9. Figura 11. Escavações subterrâneas.A / Banco de Imagens ANA 2. Fonte: COBA.A / Banco de Imagens ANA Fonte: COBA. Fonte: COBA. enquanto as soleiras dos túneis não forem concretadas. a empreiteira deve estabelecer caminhos e sinalização adequada em todas as frentes de trabalho para evacuação de feridos. plo de escavação em túnel. porária dos trabalhos em qualquer frente ou em toda a obra. etc. devem ser tomadas medidas específi- cas para eliminação da propagação/produção de poeiras. S. além de outros aspectos. de tal modo ou se- (incluindo o eventual recurso a TBM – Tunneling quência que evitem a desintegração e a perda Boring Machine) deve ser feita considerando as de estabilidade do maciço rochoso envolvente condições geológicas. das seções escavadas. Na Figura 12 ilustra-se lógicas dos maciços rochosos. Poço.

cada uma das frentes de obra. da possança e natureza do seu preenchimento e. sendo que nelas só pode ser considerada “inevitável” com o deve constar o índice e a classificação atribuída. mergulhos. no caso de escavações subterrâ- Simultaneamente com o avanço das escava. deverão ainda ser representados os contatos geológicos. diaclases relevantes. assim como o tratamento portes. em particular. aos resultados dos trabalhos da especialidade to o mapeamento geológico e a caracterização de geologia de engenharia. os resultados do monitoramento escavações. neas. incluídas as respectivas fichas de mapeamen- técnicos qualificados e com experiência para to geológico e de caracterização geotécnica. preenchimento. Remoção de As feições geológicas (falhas. causada por fichas de caracterização geotécnica das super- condições geológicas particularmente desfa.4 Mapeamento geológico e circulação de água). por exemplo.9. durante as realizados. Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . deve ser fei. é de toda a conveniência que sejam feitas vação inevitável”). fícies escavadas que devem ser apresentadas voráveis e imprevisíveis. e/ou por razões que não dependem Em especial. assim como outras informações da rocha e do grau de fraturamento. e em função da dimensão da obra. permanentemente. Essa sobre-escavação para cada avanço da escavação.Diretrizes para a Construção de Barragens 33 . ou por técnica inadequada (“sobre-escavação evitável”). blocos soltos. no qual serão pelo que. abertura. / Banco de Imagens ANA sim como as surgências e fluxos de água. Figura 12. no caso das escavações subterrâ- do método de trabalho adotado (“sobre-esca. apresentado por família de classificação geotécnica do maciço descontinuidades e por unidade litológica. O levantamento sistemático e o registro das des- No caso de haver sobre-escavação que ponha continuidades visíveis nas superfícies de escava- em risco a estabilidade. rugo- sidade. bem como a presença de água. das escavações (incluindo os resultados de todos os sistemas de monitoramento imple- As fichas de mapeamento geológico devem mentados). instalando-se su. continuidade. espaçamento. devem ser objeto de nados: por trabalho de desmonte defeituoso levantamento topográfico pormenorizado. desenvolvidos para geotécnica de todas as superfícies escavadas. a presença caracterizadoras do histórico das escavações. de forma a garantir a estabilidade do estatístico da informação obtida (direção. ainda. o tra- çado de diaclases extensas ou com importân- cia para a estabilidade da escavação. que forem assinalados nas fichas de mapeamento Volumes de sobre-escavação podem ser origi- geológico e nas cartas. o levantamento e análise estatís- incluir as características litológicas do maciço tica das descontinuidades e as sustentações escavado. deven- do-se indicar a sua atitude e as características do seu eventual preenchimento. deve ser elaborado um relatório referente ções subterrâneas ou a céu aberto. os resultados dos ensaios estar presentes. inclinação. Se aplicável. devem ser tomadas ção devem ser feitos de acordo com os critérios medidas. Escavações subterrâneas. das falhas geológicas com indicação da sua atitude (direção. a indicação do estado de alteração aplicadas. terminação e 2. terreno. as- Fonte: COBA. S. contatos geológicos). neas. acordo da supervisão da obra. o o desenvolvimento desse trabalho devem registro fotográfico. considerados relevantes para a obra em questão. rochoso Em especial. as atitudes da estratificação e da xistosidade principal e outros elementos. propostos pela ISRM. inclinação).

Caso existam equipamentos susceptíveis de 2. bem como um plano As instalações elétricas definitivas da obra de operação e manutenção dos equipamentos devem ser executadas pela empreiteira. as fases de concretagem. a morfologia e cobertura dos solos nos respectivos desenhos de projeto e planos e as condições de acesso aos vários locais. respeitando as disposições dos res- promover a instalação dos equipamentos. deve ser estabelecido um plano com instruções No projeto executivo dos equipamentos hi. concreto. O desmatamento do reservatório consiste na retirada das árvores. que podem afetar ser sujeitos a ensaios de validação e recepção a qualidade da água armazenada e a operação nas fases de fabricação. os processos de e situados fora dos limites do reservatório. a segurança da obra e o seu adequado funcionamento. contudo. as alturas sarborização e do desmatamento deve ser das camadas de concretagem e os respectivos efetuada para locais protegidos das cheias tempos-limite de espera. problemas ambientais. Essas instalações devem garantir os adequa- Em geral. devem estar devidamente justificadas as soluções adotadas e indicadas 2. mato e folhagens Os materiais. de ensaio e de dromecânicos e respectivas instalações de manobra de emergência. fornecimento. comando e controle. pode haver necessidade de proceder dos níveis de operacionalidade e segurança à adaptação das estruturas de concreto arma. comando e controle. nas injeções de ligação. de pectivos regulamentos específicos. dos equipamentos e infraestruturas a que se do aos equipamentos projetados. devendo ser definido o tipo de A remoção dos produtos resultantes da de. serem realizadas e a respectiva periodicidade. 34 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI .12 Instalações elétricas definitivas as características dos materiais a utilizar e os tratamentos previstos. montagem e entrada em serviço.11 Equipamentos funcionar durante o período de construção. densidade e distribuição da relativos aos equipamentos estabelecidos vegetação. na obra. com indicação das ações a regulamentos e demais legislações em vigor. A desarborização e o desmatamento devem O programa de trabalho e o plano de concre- ser precedidos de um levantamento que tagem devem considerar os condicionamentos identifique o tipo. compactação do concreto e a pressão a utilizar seguindo a legislação ambiental e não criando. de montagem. de manutenção e conservação. equipamentos e instalações devem dos terrenos do reservatório. entrega dos órgãos extravasores e de operação.10 Desmatamento do reservatório acordo com o estado da arte. de modo a destinam. elaborado de acordo com a legislação em vigor. arbustos. respeitando as normas. 2. de hidromecânicos e respectivas instalações de acordo com o projeto.Diretrizes para a Construção de Barragens .

as cotas de localização dos materiais a explorar • Para cada tipo de material é conveniente e a sua eventual inundação nas diferentes prever uma área específica para o processa- fases de desvio do rio. poderá ser neces- cessados na jazida. • Em particular. definidas esteja próximo da superfície. ba. a utilização de dos os seguintes aspectos: equipamentos de espalhamento e areja- mento e a execução de ações de drenagem. o que poderá impli- mento (homogeneização e umidificação) e car na necessidade de efetuar explorações armazenamento temporário dos materiais. de modo que o cronograma de trabalhos previsto possa ser O projeto inclui estudos relativos aos materiais cumprido. só devem ser transportados para os aterros após a análise dos registros dos ensaios • Para assegurar uma adequada seleção e de controle tecnológico dos materiais pro. Na rea. • Em solos residuais. deve-se considerar. experimental. utilização dos materiais. especificados. Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . deve-se ga- em projeto. 3 Barragens de aterro (Terra e Enrocamento) 3. cação do material nos teores de umidade lização desses trabalhos devem ser considera. à separação dos materiais • Os aspectos relativos ao controle de teo. tal como indicado nas Diretrizes para a controladas. não se devendo fazer correções e suas condições de colocação na obra. deve-se proceder a um desmonte laboratoriais a realizar no maciço. no caso de solos finos em Na fase inicial da obra devem ser realizados áreas saturadas ou em que o nível freático trabalhos nas jazidas dos materiais. parâmetros de referência. antecipadas e depósitos temporários ou antes do transporte para aterro. antes da res de umidade deverão ser devidamente construção dos aterros. tanto constantes • Nas jazidas de materiais e nas pedreiras das especificações técnicas (faixas granu- para a construção de barragens de enroca- lométricas). os materiais bota-esperas (depósitos provisórios). a saber. em especial. espalhamento e compactação • Na definição da programação de exploração altere a granulometria dos materiais. aterros. visando verificar a adequação dos rantir a disponibilidade de equipamentos e equipamentos de escavação e transporte às de procedimentos que assegurem a colo- reais situações encontradas em obra. para além de simples umidificações nicas. é frequente que a ação previamente à exploração da jazida. das jazidas. transporte.Diretrizes para a Construção de Barragens 35 . Elaboração do Projeto de Barragens. e à sua colocação em depósito. de teor de umidade por defeito sobre os seados em investigações geológicas e geotéc. como com base em ensaios mento. mecânica dos equipamentos de escavação. devendo os resultados sário o recurso a depósitos provisórios (ou desses ensaios ser confrontados com bota-esperas).1 Materiais para aterro ponderados e acautelados.

Quanto à segregação granulométrica. originada por descon- camadas de filtro ou dreno. não uniformidade adequadamente definido no as camadas de filtro e dreno sobem antes projeto. devendo riais adjacentes. As camadas de filtro e drenos só devem ser colocadas após a conclusão de qualquer Quanto à segregação granulométrica. deve ser sem- No caso de barragens de terra zonada com ve- pre precedida de uma operação de remoção da dação (núcleo).2 Filtros. de maneira a evitar deverão também ser construídas em avanço recalques diferenciais relativamente aos mate. deve ser sem- técnicas construtivas que assegurem o seu pre precedida de uma operação de remoção da adequado funcionamento. em avanço relativamente às materiais. usadas na consolidação ou No caso de projetos com utilização de geotêx- impermeabilização da fundação. deve-se adotar exposição excessiva da camada. As camadas de filtros e drenos horizontais sim ficarem muito rígidos. ou seja. a me- fira conveniente resistência à alteração e ao dida mais eficaz para evitá-la obtém-se com esmagamento. tinuidade no ritmo de trabalho e provocando a exposição excessiva da camada. admissividade (permeabilidade perpendicular à superfície do Nesse sentido os materiais dos filtros e dos geotêxtil) e transmissividade (permeabilidade drenos ou transições. devendo disposições do projeto e as especificações ser garantida a inclinação das camadas para técnicas. originada por descon- tinuidade no ritmo de trabalho e provocando a Durante a execução dos filtros. bem como a teis. 3. funcionando como ao longo do plano do geotêxtil). a adequada seleção da granulometria dos materiais. teis. bem como drenos. a saber: jusante. que as camadas de solos finos adjacentes. de modo que a sua compacidade relativa não seja 3. evitando as.Diretrizes para a Construção de Barragens . esses devem ter adequadas resistência do ao papel crítico que este desempenha para mecânica. esses devem ter adequadas resistência segregação granulométrica dos materiais. A retomada dos aterros.3 Aterros experimentais elevada (normalmente a compacidade relativa não deve ultrapassar 75 a 80%). nação do material do filtro com solos finos ou caldas de injeção. abertura de filtração. ser garantida a inclinação das camadas para jusante. mecânica. drenos e transições As camadas de filtros e drenos horizontais deverão também ser construídas em avanço Os materiais para filtros devem respeitar as relativamente aos aterros adjacentes. abertura de filtração. atenden. do filtro a jusante do núcleo. prefe- a adequada seleção da granulometria dos rencialmente. que devem ter um coeficiente de • As composições granulométricas espe- não uniformidade adequadamente definido no cificadas (após colocação e compacta- projeto. evitando contami- camada de material alterado. após a colocação do material camada de material alterado. No caso de projetos com utilização de geotêx- de modo a evitar sua contaminação. relativamente aos aterros adjacentes. (permeabilidade perpendicular à superfície 36 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . ser apenas ligeiramente compactados com a passagem de um trator ou rolo vibrador. • Possuir composição mineralógica que con. admissividade a segurança da barragem. não deve ser per- mitida a circulação de veículos sobre essa área. que devem ter um coeficiente de camadas de solos finos adjacentes. devem ser colocados úmidos e devem durabilidade. devendo essa defasagem ser de apenas duas A retomada dos aterros. ção acompanhada de umedecimento abundante). a me- dida mais eficaz para evitá-la obtém-se com tratamento do maciço de fundação e.

permitirão definir as metodologias de realização No paramento de jusante é frequente a utiliza- dos aterros de cada um dos materiais. onde foi aplicado um aos ensaios de granulometria e durabilidade. em locais a serem aprovados pela supervisão da obra. e os resultados. dotados manutenção permanente. são frequentemente pro- às condições de irrigação e drenagem e exigem tegidos por enrocamentos (Figura 13). Proteção do talude de montante em enrocamento. dado 3. antes Todos os materiais devem ser selecionados do início da colocação dos aterros da barragem. bem como durabilidade. a face externa do talude e fazendo-se uma arrumação final. ga- dos aterros experimentais. ao teor de umidade e ao número de passagens do rolo. Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . o que con- cial. de- vendo.Diretrizes para a Construção de Barragens 37 . deve-se justificar. para que os resultados obti- objetivo de assegurar proteção contra ravina- dos possam ser considerados representativos mentos. de acordo com as disposições incluídas no projeto e nas especificações técnicas. como tos nas especificações técnicas. devidamente interpretados. Alterações os materiais serão lançados e espalhados em posteriores à realização dos aterros experi- mentais com impacto no processo construti. para o talude de jusante outras soluções. prazos previstos no cronograma de trabalhos Fonte: COBA. antes da colocação dos materiais na obra. normalmente. em particular.do geotêxtil) e transmissividade (permeabi- lidade ao longo do plano do geotêxtil). de modo a estarem concluídos. adotar. No caso de barragens de médio e grande porte. Os aterros experimentais são. sempre que possível. bem como a Os paramentos podem também ser protegidos descrição e relatório fotográfico da execução por intermédio de cascalho. Existem também das necessárias camadas de transição. a ilustrada na Figura 15. também. Deve ser elaborado um relatório com resultados dos ensaios e sua interpretação. devendo os materiais ser submetidos aos ensaios previs. tal como a alteração dos equipamentos de ao diâmetro máximo do enrocamento. com o principal equipamentos. Como procedimento mais comum. realizados fora dos aterros da barragem. devem ser executados aterros experimentais. S. em espe- ção de cobertura vegetal (Figura 14). obriga a realização de novos purrando as pedras de maior dimensão para aterros experimentais. Nesse caso. localizar-se nas ensecadeiras e devem ser realizados dentro dos Figura 13. da forma de execução da obra. camadas de espessura máxima equivalente vo. em especial. em- compactação. Esses resultados biões e colchões tipo Reno.A / Banco de Imagens ANA da obra. quanto à espessura das camadas. ao modo e época do ano de aplicação e o talude de montante. seguir todas as regras de construção previstas A colocação dos revestimentos deve acompa- para a obra. definir e detalhar devidamente a solução adotada. revestimento em cascalho. bem como utilizados os mesmos nhar a construção dos aterros. tribui.4 Proteção dos taludes que a cobertura vegetal requer cuidados espe- cíficos relativamente às espécies vegetais a Os taludes das barragens de aterro. para a integração paisagística da obra. solo-cimento. quando se proceder ao carregamento na pe- A preparação dos aterros experimentais deve dreira ou na jazida de materiais.

Figura 14. Na compactação dos enrocamentos do corpo da barragem devem ser utilizados rolos lisos vibratórios pesados e irrigação com água. utilizado na camada de assentamento da laje. com uma zona espessa (cabeça) criando o apoio. da laje da face de concreto (Figura 16). devem ser definidos no projeto e nas especificações técnicas de construção. convenien- mento com face de concreto é garantida por temente tratadas. uma cortina As juntas de construção do plinto têm apenas de injeções no maciço de fundação. apoiada sobre a face do enrocamento dias) devidamente molhadas. e as superfícies expostas um sistema constituído por uma laje de con- devem manter-se (durante pelo menos 14 creto. Em ombreiras Figura 15. de modo é importante a preparação da superfície do a ser respeitado o que definido no projeto e nas talude de montante.Diretrizes para a Construção de Barragens . dependente do material especificações técnicas. de montante. como condicionante a melhor adaptação do plinto à topografia do terreno. aproximadamente perpendicular. Fonte: COBA. S. Proteção do talude de jusante em cober. S. em regra. 2009). Em depósitos aluvionares pode recorrer-se a um plinto arti- 3. engastada na fundação por uma laje espessa (o plinto) e. FREITAS. que atenda ao requisito de gradiente. Proteção do talude de jusante em cascalho. devem ser Na construção das lajes da face de concreto adequados à natureza dos trabalhos. barragens de enrocamento com face de concreto A fim de reduzir a fendilhação. podem ser A estanqueidade das barragens de enroca- construídas juntas de construção. assim como os materiais que os cobrem. em vales estreitos. O plinto de ligação à fundação depende da tura vegetal. devido a varia- ções de temperatura e retração. bem como os equi- pamentos a utilizar na construção. muito íngremes. as próprias lajes e o plinto. Em algumas ombreiras é recomendável projetar o plinto com uma laje externa (de 3 a 4 m) e uma laje interna para completar o comprimento.A / Banco de Imagens ANA topografia. Devem ser juntas Os aspectos construtivos para a execução da sem vedantes e com continuidade na armadura. Os materiais de transição de fundação das lajes ou adjacentes ao plinto.5 Elemento de vedação do aterro nas culado (CRUZ. assim como do tipo e qualidade do maciço de fundação. é comum o Fonte: COBA. de modo a obter uma adequada compatibilidade entre o módulo de compressibilidade dos enro- camentos compactados e as deformações da face de concreto. O plinto convencional (normalmente em maci- ços rochosos de boa qualidade) é constituído por uma laje apoiada sobre a fundação. 38 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI .A / Banco de Imagens ANA plinto ser projetado como se fosse uma parede ancorada no maciço rochoso. MATERÓN. laje de concreto e do plinto. A sua execução varia com a solução geométrica e a possibilidade de se construir um acesso adequado.

para a exe- cução das lajes de partida ou de arranque. dois tipos de formas: de madeira. de forma trapezoidal. em regra geral. que devem ser concreta. As lajes Fonte: COBA. devem ser concretadas concreto. simultaneamente à construção pode ser feita mediante revestimento asfáltico. MATERÓN.A / Banco de Imagens ANA de arranque. das sem interrupção de junta a junta. Figura 17. Fonte: CRUZ. para a construção da laje principal. e deslizantes. que fazem Figura 16. do enrocamento. a proteção durante a construção manualmente. bem antes da construção da ou concreto projetado ou ainda argamassa. laje principal. Tipos de plintos. equipamento para disposição da ferragem e das formas da laje. A execução das lajes de arranque A proteção da superfície é importante para antecipadamente à execução da laje principal impedir a erosão. S. Construção de uma barragem de enroca- mento com face em concreto e plinto de fundação. A construção das lajes requer. 2009 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI .Diretrizes para a Construção de Barragens 39 . A colocação do concreto na obra só deve acon- tecer após a realização de ensaios de composi- ção do concreto e de resistência mecânica. provocada pela precipitação. permite concretar com muito cuidado a junta e prover uma base firme para colocação do de ligação ao plinto. As lajes principais devem ser construídas em bandas alternadas. FREITAS.Em barragens sem a utilização de mureta de a ligação ao plinto.

Diretrizes para a Construção de Barragens .1 Preparação da superfície de perimetral e das juntas verticais entre as lajes. rapidamen- ção à face em concreto) e geotêxteis. o contato aterro-fun- outros elementos da obra e os respetivos dação deve ser cuidadosamente limpo. trabalhos considerados indispensáveis para a boa execução e arranque dos aterros. contato quaisquer bolsões de areia ou pe- devem ser objeto de particular atenção. nascentes durante a realização dos trabalhos dos pontos de vista de resistência mecânica. concreto e plinto de fundação de uma grande Apresentam-se em seguida alguns aspec- barragem de enrocamento. ser feita por áreas pouco extensas. de solos e fragmentos de rocha 40 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI .7 Fundações e seu tratamento realizada considerando os seguintes cuidados: A superfície de contato entre os aterros ou • Após a escavação. A superfície de contato aterro/fundação deve te. a remoção da vegetais. por intermédio de estu- dos e especificações técnicas e construtivas. bem como os maciços devendo ser removidas para fora da área de de fundação na vizinhança dessa superfície. 2010). mento com filtros adequados e drenos. solo-cimento. interna). bem como cablagem eléctrica. com dregulhos. jacentes ou por uma camada pouco espessa vem obedecer às disposições do projeto e das de concreto de limpeza. regulamentos aplicáveis. Em terrenos que sofrem rápida deterioração aço e concreto e. As lajes principais devem ter apenas juntas de podendo levar à necessidade de abrandamen- construção horizontais: nas lajes das ombreiras to dos taludes dos aterros da barragem ou à e entre as lajes de arranque e as lajes principais. assim como apresentar. ou ainda. devidamente detalhadas. tais como cimento. As características dos diferentes materiais uti- lizados nas obras de aterro. concreto betuminoso. ser objeto de adequados trabalhos de regulari- douro ou aos muros das tomadas de água. ao verte. A construção da laje principal é normalmente vistas à segurança das obras (quanto a cená- realizada pelo deslizamento da forma após a rios de estabilidade. fundação As ligações aos órgãos anexos. maciços de fundação. de soluções de fundações especiais para os A Figura 17 ilustra a construção da face em órgãos extravasores e de operação. de. No caso da fundação dos aterros em maciços rochosos. te cobertas e confinadas pelos aterros sobre- alvenarias. última camada de cobertura da fundação deve geomembranas (como vedação. a preparação das fundações deve ser 3. plinto e lajes da face de concreto. vações. que não deve estar especificações técnicas. deve-se proceder ao seu trata- deformabilidade e impermeabilidade. nomeadamen. em substitui. do tratamento desses maciços e do controle ções para a ligação do sistema. se for o caso. O Plano de Monitoramento e Instrumentação da barragem deve prestar especial atenção ao No caso de serem detectadas surgências ou comportamento do sistema de estanqueidade. e às normas técnicas e exposta durante muito tempo. com a capacidade necessária para que as subpres- sões sejam sempre inferiores às pressões totais 3. uma vez executadas as esca- particularmente importantes (ICOLD. tos da preparação da superfície de contato O projeto e as especificações técnicas devem aterros/maciços de fundação. de escavação. criação de bermas estabilizantes e à adoção onde deve ser utilizada forma deslizante. às estruturas de descarga de fundo.6 Materiais diversos dos aterros sobrejacentes. em especial. constituído pelo desses tratamentos. da junta 3. são zação e limpeza. cuidados especiais na área de contato do aterro com a fundação. bem como o tipo e a aplicação dos veda-juntas. as solu. deformabilidade e erosão instalação da armadura de aço. revestimentos quando em contato com o ar.7.

uma interface adequada. adequada contra as irregularidades do terreno. em especial na manual de remoção de materiais soltos). melhorar as características mecânicas do maciço e a impermeabilização. os mento (após a limpeza com jateamento de solos dos aterros a serem utilizados diretamen- ar deve ser sempre feita uma limpeza final te no contato com a fundação. 2005). porosidade. área do núcleo. se. devem possuir um teor de umi- • Nas áreas mais perturbadas e com fraturas dade suficientemente elevado e uma plastici- abertas.. não características adequadas. Os procedimentos a adotar e nele devem constar: na realização desses trabalhos devem: Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . selagem de eventuais fraturas ou o preenchi- mento de eventuais cavidades. canalículos. de permeabilização mais comum em maciços modo a permitir a fácil identificação das carac. deve-se proceder ao conjunto barragem-fundação. apresentar cavidades A ocorrência de feições diversas. poderá ser utilizada calda de cimento para o seu preenchimento e selagem. rochosos consiste na execução de injeções de terísticas geológico-geotécnicas da fundação. após escavação. suras. poderá ser feita uma As feições de maior interesse na fundação. solta (a limpeza final da superfície deve A litologia.. caracterizadas pela direção e mergulho. falhas. to. de modo como eventuais surgências. Quaisquer outras feições julgadas de interesse pela supervisão. incluindo peças escritas e desenhos. A ocorrência de vazios. tais como e irregularidades. etc.. pela sua geometria. se apresentar fis. estas devem ser preenchi. das com concreto dental e de regularização. visa. continuidades. em especial. materiais de preenchimen- de razoável regularidade e. em pontos e drenagem localizados que. inclusive acompanhadas moção efetiva de elementos de pequena de documentação fotográfica e devidamente dimensão. • Caso se justifique. após uma ligeira sobrescavação e/ dade mínima para permitir uma compactação ou trabalho pontual de abertura das des. • Se a superfície exposta nos níveis de funda- ção. com o núcleo da barragem deve ser objeto de cuidados especiais. tais limpeza com jateamento de ar. A consolidação seu preenchimento com concreto. se possível.. com jateamento de água). etc. estrias de fricção. superficial de fraturas e áreas de esmaga- No caso da fundação dos aterros em solos. em resultado da limpeza da fundação e da sobrescavação efetuada O tratamento das fundações tem por objetivo se tenham criado depressões localizadas assegurar aos maciços de apoio dos aterros ou cavidades que. visando obter um permitam uma adequada compactação dos bom comportamento estrutural e hidráulico do aterros da barragem. deverão receber a garantir a limpeza da superfície e a re. etc. assim.Diretrizes para a Construção de Barragens 41 . fissuras. nico. áreas saturadas. Esse mapeamento deve ser executado em escala O tipo de tratamento de consolidação e im- adequada sobre uma planta de escavações. ser feita manualmente e. impermeabilização • Nas áreas de cisalhamento. A ocorrência de surgências (com vazão aproxi- mada). fraturas. de forma a criar uma superfície de fundação A presença de veios. calda de cimento. o Toda a fundação da barragem deve ser objeto controle da percolação da água no maciço de de cuidadoso mapeamento geológico-geotéc- fundação (ICOLD. 3. de modo a se conseguir a A caracterização geotécnica da fundação. artesianismos (com a • Toda a área da fundação em contato direto devida pressão).2 Consolidação. destaque especial. estas deverão ser seladas.7. que dificultam a identificação referenciadas topograficamente. garantindo. etc. dobras. a xistosidade.

salientando-se entre eles: As quantidades de trabalho estimadas no projeto devem ser devidamente aferidas em • Para consolidação: vibroflutuação. vibrador e. recomenda. bem como as falhas. gular dos assentamentos da superfície do nos da barragem. 42 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . regra geral. No caso de fundações em solos. consolidação.7. devem ser devidamente registra- de água e das injeções. obtida por ensaios. sempre que possível. O cumprimento das especificações relativas às tuintes. de preferência. às No caso de paredes diafragmas. em especial. nada a compacidade final.Diretrizes para a Construção de Barragens . durante as injeções. nomeadamen. ção dinâmica e inclusões. bem como dados relevantes obtidos durante Durante a execução dos ensaios de absorção os trabalhos. a alteração das rochas consti. da informação adicional obtida durante a construção. deve ser garantido: dos e arquivados. e xistosidade. utilização de adjuvantes. por • Para a drenagem: quando se verifica a colunas de areia ou de brita. que exercem e efetuar ainda: um bloqueio da saída do fluxo. por estacas de areia ou de brita. solo durante o tratamento. em função resultantes de alterações relativas aos espaça- mentos. o registro contínuo da ener- as subpressões nessa região da barragem. gia consumida pelo equipamento que atua o poços de alívio ou trincheiras drenantes. estratificação pressões de ensaio ou de injeção. tais como composição de caldas e as particularidades do maciço de fundação. impõe cuidados especiais para preservar as • Na compactação dinâmica. registradas automaticamente. e respectivos componentes usados nas do com o tipo e dimensões da barragem e injeções. sempre que possível. Para verificação da eficiência dos tratamentos mas e injeções de argila-cimento. • Ter em consideração as disposições do pro. dos equi. o seu diaclasamento. O cumprimento das especificações iniciais ou • Ser ajustados ou mesmo alterados. eventualmente existentes. orientações e profundidades dos furos. e com o trecho subjacente da fundação. que. dispõem-se. pelo num trecho representativo da fundação. A verificação das características dos materiais jeto e das especificações técnicas. decapagem e es. de outros tipos de tratamentos. em particular. verificar a sua integridade e estanqueidade e. a das juntas entre painéis e das inter- dos para o tratamento da fundação. de acor. objetivos do tratamento. previamente. ainda. em especial. pamentos e procedimentos previamente defini. referindo- cavação. xa permeabilidade a jusante.3 Controle do tratamento da fundação Os elementos resultantes do processamento. deve ser proposto o método preconizado para aquelas verificações. impermeabilização e drenagem. No sentido de permitir a necessária aferição. de silica. a medição re- condições de funcionalidade dos filtros e dre. deve ser determi- ocorrência de camadas superficiais de bai. faces da parede com os aterros da barragem se a realização de ensaios. lhos e cavernas. compac. vibroflutuação. 3. elevando • Na vibroflutuação. compacta- tos e de resinas. A verificação das condições de funcionamento dos equipamentos. a medição A execução dos tratamentos mencionados dos assentamentos da superfície do solo. mergu. • Para impermeabilização: paredes diafrag. é essencial reais condições encontradas em obra. pelos trabalhos de O controle e registro das quantidades dos investigação complementar. de consolidação. de modo a assegurar o cumprimento dos te. materiais absorvidos nas injeções. relação às reais condições encontradas em tação dinâmica e inclusões. obra. e mesmo pelos próprios trabalhos de os aos furos correspondentes.

Ensaios e procedimentos Tipo de Tratamento de verificação mais frequentes Ensaios de absorção de água. caso os resultados dos ensaios fície de fundação. e o seu teor de umidade de sido autorizada com base em resultados compactação deve estar do lado úmido. sos ou a estruturas hidráulicas de concre- to. precedida da aprovação das condições de d) No caso da utilização de solos argilosos compactação da camada anterior. Consolidação por vibroflutuação. Controle de qualidade dos tratamentos da fundação de barragens de aterro.Diretrizes para a Construção de Barragens 43 . quando se tenha verificado uma interrupção dos trabalhos. deve ser utilizada a sua fração mais b) Se a colocação de qualquer camada tiver fina e plástica. Verificação das características dos materiais.8 Construção dos aterros ser validados pelos ensaios especificados. Verificação das condições de funcionamento dos equipamentos durante as injeções. o ensaio de penetração CPTU. Quadro 3. a qual deve permitir autorizar o provisórios. Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . esses resultados devem acordo com as especificações técnicas. a validar em c) Em aterros adjacentes a encontros rochosos nova inspeção. e de em aterros adjacentes a encontros rocho- inspeção prévia. Controle e registro das quantidades dos materiais absorvidos nas inje- ções. as superfícies devem ser previamente preparadas. a remoção da camada ou camadas sub- cedido de inspeção pormenorizada da super. Verificação das especificações relativas às pressões de ensaio ou de injeção especificadas. Drenagem com execução de poços de alívio ou trin.No Quadro 3 apresenta-se uma síntese com os ensaios e procedimentos mais frequentemente utilizados no controle de qualidade dos tratamentos de fundação de barragens de aterro. medição regular dos assentamentos da areia e de brita superfície do solo. Na vibroflutuação. fazendo- vado que: se o abrandamento dos taludes e preen- a) A colocação de qualquer camada seja chendo cavidades com concreto. registro contínuo da energia consumida pelo equipa- compactação mento e medição dos assentamentos da superfície do solo. por exemplo. início da colocação do aterro ou indicar as necessárias medidas corretivas. sequentes. dinâmica e inclusões como colunas de Na compactação dinâmica. provisórios de ensaios expeditos da ca- relativamente ao ótimo. determinado de mada anterior. Inspeção visual para controle na aplicação do material drenante. cheiras drenante 3. Impermeabilização por paredes Método específico a cada caso para verificação da diafragma integridade e estanqueidade dos painéis e juntas. orientações caldas de cimento e profundidades dos furos. Impermeabilização com injeção de Verificação das especificações relativas aos espaçamentos. ou a estruturas hidráulicas. não se Durante a execução dos aterros deve ser obser- aceitando superfícies subverticais. Ensaios in situ como. sendo da responsabilidade da empreiteira O início da colocação dos aterros deve ser pre. por técnicos devidamente especificados não validem os resultados habilitados. em especial das caldas e adjuvantes.

ferenciais e fissuração. num primeiro estágio deve ser preparada a fundação da barragem. em especial no caso de aterros argilosos. na região onde se localizará a abertura temporária. Aterro zonado. é conveniente. de modo a como via de regra. podendo envolver o cor. os ficação e de compactação. além de possibilitar uma boa superfície de contato entre o aterro da barragem anteriormente construído e o material da brecha. estabilizadoras no talude. em qualquer circunstância. recomenda-se que sejam coloca- te da parte da superfície do talude já cons. Fonte: COBA. em seguida. umidificação e compactação serão possível. colocar as camadas do aterro com dependentes dos resultados dos aterros espessura reduzida e de forma não contí. g) No caso de o desvio do rio ser feito através de uma brecha deixada na barragem e sendo esta em solo argiloso.Diretrizes para a Construção de Barragens . Aterro homogêneo. 44 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . nua. de uma barragem outra medida para evitar assentamentos di- homogênea e zonada. esses contatos devem ser alvo de k) Relativamente às camadas de filtro tipo cuidados especiais.A / Banco de Imagens ANA taludes da abertura do canal na barragem devem ser suaves (3 a 4 para 1) para faci- litar o enchimento da brecha. camadas adjacentes do aterro. Operações de espalha- ver-se. relativamente às truído. parale. e a execução de bermas evitar a sua contaminação. mento e de compactação. para não criar áreas contatos inclinados de aterros de idades di. espalhamen- muito úmido. o rio deve ser canaliza- do para passar pelo local preparado. aterros.A / Banco de Imagens ANA lamente ao eixo longitudinal da barragem. no sentido montante/jusante. respectivamente. com menor grau de compactação. S. j) Os percursos dos equipamentos sobre o visando reduzir o excesso de poropressão aterro devem evitar a criação de compor- que poderia ocorrer. no final da construção. cortado à medida As Figuras 18 e 19 ilustram a construção dos em que o novo aterro vai sendo construído. mas sem alterar a de- clividade do leito natural do rio. para evitar erosão. conti- nuando-se com a construção da barragem Figura 18. tal como já referido na alínea (f). diferenciadas. h) As camadas de aterro deverão desenvol. das de forma antecipada. Fonte: COBA. Figura 19. a colocação do aterro da brecha deve ser precedida do corte da parte superficial dos maciços dos dois lados da brecha. e) Em situações em que o aterro é argiloso e i) As técnicas de lançamento. para permitir uma melhor secagem. chaminé. e ter programas de trabalho que permitam alinhamentos variados. S. em boas condições e diminuir o risco de fissuração dos taludes devido a recalques diferenciais. será definir uma faixa de contato na qual o aterro seja colocado do lado úmido relativamente ao ótimo. ferentes. tamentos e caminhos de percolação prefe- f) Em solos argilosos é fundamental adotar renciais. experimentais. na medida do to. Operações de escari- de terra para ambos os lados do canal.

Irrigação do aterro de enrocamento. contemplando: (Figura 20). camada compactada. Em vales abertos. o material é colocado sobre Devem ser registradas todas as ano- a camada de base. em seguida. dependendo do tipo litológico do en- Nos solos e nos enrocamentos. o peso específico e a Um aspecto muito conveniente nas barragens composição granulométrica. Mudanças de equipamentos de trans- porte e compactação e sua justificação. é espalhado e nivelado para a segurança da obra. assim.A / Banco de Imagens ANA Adaptações do projeto às condições encontradas em obra. os desníveis entre camadas adjacen. Galgamentos da obra durante a constru- ção e suas consequências. tuados ensaios de controle de compactação. Fonte: COBA. Ocorrência de escorregamentos ou queda de taludes de escavações.Nos casos de aterros de enrocamento. rampas em qualquer direção e. devendo o equipamento com a frequência especificada no projeto e nas mobilizado permitir. a cerca de 5 m da frente da malias ou outros fatos de interesse mesma e. drenos e transições. que ajudarão a reduzir as dis- controle tecnológico dos aterros: na Figura 21 tâncias de transporte dentro do local da bar- apresentam-se os equipamentos necessários ragem. devem ser efe- rocamento). o grau de compactação e o Em geral. Deve ser especificado o volume de água a 3. antes e durante a compactação. de direção devem ser feitas em plataformas O lançamento de materiais de enrocamento niveladas (plataformas de retorno). em relação tes dos materiais não deverão exceder uma ao ótimo. As mudanças necessário considerar os seguintes aspectos. será definitivas ter inclinação até 12%. de modo a se obter uma camada de espessura uniforme Interrupções prolongadas da construção e com a superfície o mais regular possível. S. • Para solos. reduzir o a compacidade relativa e a composição número de acessos às margens. Utilização de materiais não previstos no projeto e sua justificação. granulométrica. e suas causas. devendo as Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI .9 Controle da construção adicionar (10% a 30% do volume de enroca- mento.Diretrizes para a Construção de Barragens 45 . um volume considerável de As Figuras seguintes ilustram alguns dos en- enrocamento pode ser colocado com rampas saios in situ frequentemente realizados para incorporadas. As rampas a construir dentro do aterro para a determinação do peso específico de podem ter inclinação de até 15%. desvio do teor de umidade. Figura 20. tanto quanto possível. a especificações técnicas e sempre que a super- uniforme irrigação de toda a camada envolvida visão o determinar. com rolo vibratório. tais como: pela lâmina de um trator de lagartas. • Para enrocamentos. isto é. de enrocamento é a possibilidade de implantar • Para materiais de filtros. deve ser realizado com a técnica da deposição em cordão.

Determinação do peso específico do solo com frasco de areia. 2007 / Banco de Imagens ANA A execução dos ensaios referidos deve ser precedida de observação visual das camadas. tal como referido no item anterior. apoiado em ensaios de a determinação da densidade in situ de uma verificação não sistemáticos. de Para materiais de enrocamento. Fonte: WATZKO. o controle modo a validar a boa ligação entre camadas. Ensaio de densidade in situ de material cados. devendo os resultados desses ensaios ser ratificados pelos ensaios especifi- Figura 22. devem tam- de modo a verificar a sua homogeneidade. 2007 / Banco de Imagens ANA Ensaios expeditos para controle do teor de umidade e do grau de compactação devem ser aceitos pela supervisão. solos com frasco de areia. para deformabilidade e da permeabilidade. bem como. devendo ainda ser efetuados pre que se justifique. pode ser feito através do seguimento estrito além da homogeneidade do aterro. ainda que de transição com aplicação de uma membrana frequência devidamente especificada. de transição. apenas de um modo provisório. Ensaio granulométrico in situ de enroca- mento. as Figuras 23 e 24 ilustram os ensaios para determinação da densidade in situe o ensaio granulométrico de materiais de enrocamento. Fonte: WATZKO. bém ser efetuados ensaios para controle da condição essencial para que os ensaios te- resistência ao cisalhamento. Fonte: WATZKO. a Figura 22 ilustra aterro experimental. observação interessando várias camadas. Fonte: Universidade do Minho.Diretrizes para a Construção de Barragens . 2007 / Banco de Imagens ANA Figura 21. de procedimentos previamente validados em 46 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . de plástico que permite medir o volume da cova escavada. Portugal / Banco de Imagens ANA Figura 24. sem- nham significado. Ensaio de densidade in situ de enrocamento. Figura 23. para determinação da previamente alguns poços ou trincheiras. Embora com menor frequência.

Controle topográfico das camadas Granulométrico por peneiramento. Compactação (ABNT NBR 7182). desde as operações de extração dos mate- riais. Massa específica aparente com recurso a cilindro de cravação (ABNT NBR 9813/87). Controle de construção através do acompanhamento e observação Inspeção visual visual de todas as operações de lançamento. Tipo de Ensaios e procedimentos de verificação mais frequentes aterro Controle de construção através do acompanhamento e observação Inspeção visual de todas as operações construtivas. Quadro 4. Controle tecnológico de aterros. espalhamento. desde a escarificação. Solos Permeabilidade a carga variável (ABNT NBR 14545/2000).) Massa específica aparente com recurso a balança hidrostática (ABNT NBR 10838 MB 2887/88). de campo Densidade in situ (ASTM 5030). espalhamento e da camada compactação. homogeneização. de campo Permeabilidade in situ. Permeabilidade (ASTM D2434).Diretrizes para a Construção de Barragens 47 . drenos e transições Ensaios de laboratório Índice de vazios máximo de solos não coesivos (ABNT NBR 12004 MB 3324/90. Índice de vazios minímo de solos não coesivos (ABNT NBR 12051 MB 3388/91). Limite de liquidez (ABNT NBR 6459). Controle de construção através do acompanhamento e observação visual de todas Inspeção visual as operações construtivas. Controle da compactação pelo método de Hilf (ABNT NBR 12102 MB 3443). espalhamento e compactação. Ensaios Densidade in situ. Adensamento Unidimensional ou Edométrico (ABNT NBR 12007 MB 3336/90). Limite plasticidade (ABNT NBR 7180). lançamento. des- visual e tátil torroamento. correção da umidade. Enroca. Peso específico real dos grãos (ABNT NBR 6508. Controle topográfico das camadas Granulométrico por peneiramento e sedimentação (ABNT NBR 7181). Densidade mínima e máxima (ABNT NBR 12004 e 12051) Filtros. Ensaios Granulométrico in situ. Ensaios Massa específica aparente com recurso a frasco de areia (ABNT NBR de campo 7185/86). Controle topográfico das camadas mentos Granulométrico Ensaios de laboratório (ASTM 5519). Ensaios de laboratório Teor de umidade (ABNT NBR 6457). saturação e compactação. ao carregamento. transporte. Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI .

• Degradação dos blocos de rocha do “rip-rap” deficiente contato aterro/fundação. devido a assentamento e • Deformação excessiva do maciço de funda- faturamento das lajes em consequência da ção por deficiente escavação de formações deformação excessiva do aterro. ciente compactação do aterro.10 Problemas mais frequentes em deficiente construção das juntas das estru- decorrência de falha na construção turas e deficiente compactação do aterro envolvente. com algum grau de alteração ou com gra- • Erosão interna no contato com galerias nulometria inadequada ou mal arrumados de fundo ou outras estruturas. • Aberturas de trincas ou fissuras por defi- ou outro). segregação ou compactação excessiva).Diretrizes para a Construção de Barragens . no tratamento por vibroflutuação. compressíveis ou falha no tratamento (por exemplo. deficientes tratamentos dos terrenos de • Erosão interna na fundação e no aterro. como principais defi- ciências decorrentes de falhas na construção • Percolação excessiva através da face de podem referir-se: concreto em barragens de enrocamento com face em concreto. junto às ombreiras. 3. em especial por deficiente ção do filtro vertical e transições. em especial • Recalques excessivos por deficiente cons. excesso de compacta- trução do aterro. trução do sistema de drenagem superficial. deficiência de construção dos filtros e tran- • Erosão superficial devida a deficiente cons- sições (colmatação ou redução da permea- bilidade dos materiais por contaminação. devido a durante a construção. 48 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . compactação ou falha de saturação (nos • Vazões de percolação excessivos por aterros de enrocamento). por fundação. Nas barragens de aterro.

ensaios de controle. de Estocagem. os silos e destes para a central de fabricação de concreto serem adequados. mas técnicas e regulamentos em vigor e. torna-se indispensável: data do seu carregamento estarem devidamen- te identificados.Diretrizes para a Construção de Barragens 49 . • Uma adequada supervisão dos ensaios sobre amostras coletadas na origem e das Os meios de transporte dos materiais para ações acima referidas. para verificação Lavagem. do utilizados após obtenção dos resultados dos coeficiente de forma e da reação aos álcalis. pozolanas e cinzas Os agregados utilizados na fabricação de volantes a serem utilizados na fabricação de concretos devem obedecer às especificações concretos. descarga e estocagem desses ma- todas as sujeiras e do seu estado teriais devem obedecer às especificações. A supervisão deve incidir sobre os aspectos • Ensaios dos materiais que se encontram acima referidos e deve assegurar que os silos se nos silos da instalação de fabricação de encontrem em bom estado de operacionalidade. em local acordo com de fácil acesso e A estocagem ser feita em locais de fácil acesso as classes protegido das ações e protegidos termicamente. ainda. O número e a capacidade dos silos serem Ensaios de controle sobre amostras coletadas adequados ao consumo previsto e à necessi- na origem. pozolanas e cinzas volantes 4. 4 Barragens de Concreto 4.1. forma e matéria orgânica. devendo ser objeto de: de. bem como às normas técnicas e re. devem obedecer às especificações técnicas e às normas técnicas e regulamentos em vigor. em particular.1 Agregados e granulometrias Os tipos de cimentos.1. Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . limpeza. concreto. para retirar O transporte. • Ensaios dos materiais estocados nos silos evitando o aquecimento dos materiais. atmosféricas. os respectivos ensaios de controle de qualida- gulamentos aplicáveis.2 Cimentos. para determinação do módulo de finura. nor- geral. Inspeção visual. terem em consideração os seguintes aspectos: Seleção. bem como a determinação dade dos materiais ensilados só poderem ser da granulometria. o tipo de material estocado e a dos concretos. para determinação dos teores de e que o consumo dos materiais ensilados seja umidade e de matéria orgânica. principais.1 Materiais 4. granulométricas. Dada a influência dos agregados na qualidade Em cada silo. efetuado por ordem da sua chegada ao canteiro. do peso específico. bem como as suas características e técnicas.

características térmicas.2 Barragens de concreto convencional A água a ser utilizada na fabricação dos con. visando melhorar a trabalhabilidade e reduzir a segregação do concreto fresco.1. Os tipos de aço a serem utilizados em arma- duras ordinárias ou de protensão e as suas Na Figura 26 apresenta-se um exemplo de características e utilização devem obedecer às esquema de uma central de fabricação de especificações técnicas e às normas técnicas e concreto. O transporte dos componentes dos lugares de As estruturas metálicas.1.3 Água 4. durabilidade. Barragem de concreto convencional mento. estudadas visando satisfazer às exigências de qualidade na construção. deve respeitar o 4. em geral. devem satisfazer às especificações ser feito de modo a não alterar as suas caracte- técnicas e obedecer às normas e regulamentos rísticas.2.A / Banco de Imagens ANA químicas adequadas. captada no rio.5 Aços ções técnicas.1. de acordo com as normas técnicas e cas e regulamentos aplicáveis. estocagem para a central de fabricação deve visórias. utilizados na fabricação dos concretos para barragens. bem como as normas técnicas e regulamentares aplicáveis. O controle de qualidade. Na fabricação do concreto devem ser respeita- das as disposições do projeto e das especifica- 4. quanto aos aços e à execução e deve ser exclusivamente a necessária para montagem das estruturas. em geral.2 Fabricação do concreto disposto nas especificações técnicas. (depósitos) que preservem a sua qualidade. a montante do local da barragem. deve ser submetida a As composições dos concretos a utilizar na análises periódicas para determinação das construção de barragens devem respeitar as suas características físicas e químicas mais im. regulamentos aplicáveis. relativo aos recipien- tes. 4. ainda. 4. S. em especial.2. Fonte: COBA. permeabilidade. bem como nas normas e regulamentos aplicáveis. especificações técnicas e as normas técni- portantes.Diretrizes para a Construção de Barragens . 50 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI .1 Composição dos concretos cretos. retardar ou acelerar o tempo de pega. trabalhabi- devendo ainda proceder-se regularmente ao lidade. e devem ser regulamentos aplicáveis. cada lançamento. reduzir a permeabilidade e. Os aditivos são. Portugal). quantificando características físicas e (Barragem de Ribeiradio.4 Aditivos A Figura 25 ilustra a construção de uma barra- gem de concreto convencional. 4. deformabilidade. A seleção e estocagem dos aditivos devem res- peitar as especificações técnicas e as normas e regulamentos aplicáveis. controle das condições de operacionalidade dimensão máxima dos agregados e processo da instalação. e a quantidade de concreto fabricado aplicáveis. definitivas ou pro. depósitos e dosadores. quando do forneci- Figura 25. de colocação. A água deve ser aprovisionada em tanques quanto à resistência mecânica e química). O controle de qualidade deve ser efetuado sobre amostras coletadas. aumentar a resistência mecânica.

Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . Fonte: EDIA. contração. devem ser respeitadas as disposições (c) do item 4. dispositivos de injeção de juntas de tura do concreto na instalação de fabrica. a) Registradas as instruções dadas à cen. armaduras.Diretrizes para a Construção de Barragens 51 . peças c) Determinadas a consistência e a tempera.2. No transporte. a saber: aplicáveis. S. após verificar o cumprimento betonadas. lançamento gelo na betonada. quando utilizado. qualidade na construção.2.A.2. serpentinas de refrigeração e ins- ção e durante o lançamento na obra. como das normas técnicas e regulamentares dos. a utilização de 4.3 Transporte. trumentação de monitoramento embebido no concreto. Devem ser adotados procedimentos visando do projeto e das especificações técnicas. e compactação do concreto • A identificação do tipo e classe do concreto. em especial: rantia da homogeneidade da mistura e da • O posicionamento correto das formas. dispositivos de vedação. bem assegurar a qualidade dos concretos fabrica. das condições necessárias para garantia da b) Controlado o tempo de betonada. devem ser precedidos de autorização da su- controlando as pesagens em todas as pervisão da obra. O lançamento e compactação do concreto tral. lançamento e compactação do • Os ensaios de controle previstos na alínea concreto. para ga. d) Determinada a resistência mecânica de amostras coletadas na central de concreto. fixas. • As prescrições adequadas às condições meteorológicas. fusão completa do gelo. bem como as eventuais diferenças. como seja. Esquema de uma central de fabricação de concreto. Figura 26.

imediatamente escavação. a mudanças estruturais. de forma a assegurar o nal das estruturas. A estanqueidade das juntas é garantida por As juntas de concretagem entre concretos de dispositivos definidos no projeto e colocados diferentes idades correspondem a superfícies de acordo com as respectivas especificações de descontinuidades.6 Juntas de contração e injeções Após a preparação da superfície de fundação. em especial dimensões rugosidade que garanta uma boa aderência.2. não deve ficar danificada hidratação. devem apresentar das deformações dos Limitar as concretos. se a superfície da fundação está apta a recebê-lo. pelos trabalhos associados à remoção. devem 52 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . normas técnicas e regulamentos aplicáveis. 4. o As juntas de contração são superfícies de concreto deve ser colocado. res- de contração denteadas e/ou proceder à inje- peitando as disposições das especificações téc. Reduzir os efeitos tificação ou xistosidade. executadas e conveniente- de modo a evitar a sua segregação. em conformidade com as especificações técnicas.4 Superfícies de fundação e juntas de concretagem 4. respectivas estruturas de montagem. devem apresentar as faces tura e da quantidade de ar contido em amostras especialmente bem acabadas. bruscas da seção de A supervisão deve verificar. da tensão de rup. ção das juntas. As formas para as superfícies de concreto.Diretrizes para a Construção de Barragens . • As áreas em que a obra é dividida para fins tagem. e preenchidas com concreto. antes da colocação do concreto. coletadas durante o lançamento. especificações técnicas e das normas técnicas definidos no projeto. alta velocidade. em obra deve ser assegurado pela realização de ensaios da sua resistência mecânica. horizontais ou técnicas. a superfície tornada rugosa. que eventualmente. bem como. com vistas a garantir a 4. o mais rapidamen- descontinuidades que dividem o corpo da bar- te possível.5 Forma segurança da estrutura. como sejam diaclases ou planos de estra. de acordo com as disposições das ragem em blocos. mente posicionadas. das estruturas estabelecidas no projeto. durante a fase inicial de dos blocos de • A rocha adjacente a feições. por exemplo. segundo crité- A supervisão deve verificar as formas e as rios definidos nas especificações técnicas. que tenham dissipação do calor de concretagem. antes de autorizar qualquer concretagem. e que têm por objetivo: e regulamentos aplicáveis. de acordo com as disposições do projeto e das especificações técnicas. podem ser utilizadas juntas monolitismo e estanqueidade da estrutura. O lançamento do concreto deve ser efetuado ser concebidas. normas técnicas e O controle da qualidade do concreto colocado regulamentos aplicáveis. sido removidas. obedecendo às formas geométricas de injeção. de ensaios para determinação vão estar em contato com fluxos de água de do coeficiente de elasticidade. • As cavidades eventualmente existentes Conferir à estrutura capacidade para suportar devem ter sido limpas com jateamento de Diminuir a deslocamentos sem ar e água. elementos apicoamento. a saber: As formas e as respectivas estruturas de mon. associados.2. Essas juntas devem ser Para assegurar o comportamento tridimensio- executadas e tratadas. Essa injeção deve ser realizada nicas. definindo. em particular: • As superfícies correspondentes a feições. em geral.2. com rigidez de alguns deterioração. com pequena inclinação. com geometria e localização.

meios e técnicas adotados sipação do calor de hidratação e estabilização na cura do concreto e desforma. como correta do concreto. tais como as temperaturas e os níveis da água. referido no item 4. concreto deve ser protegida com material iso- tação do cimento e. bem como a se.Diretrizes para a Construção de Barragens 53 . pelo dados especiais. das quais se destacam: Os trabalhos de lançamento do concreto que tenham sido suspensos devido à chuva ou ao tempo frio só devem ser retomados quando o Manter as Impedir a circulação concreto estiver suficientemente endurecido. assim como: cidos. até alcançar endurecimento suficiente. assim como para diminuir o tempo necessário à dis- Os procedimentos. concreto.2. de acordo permanentemente equipamentos com os procedimentos definidos nas especifi- úmidas. devidamente da temperatura. as composições dos riais referidos nas especificações técnicas. assim processos que como a utilização não conduzam ao de explosivos ou 4. em correspondência com resultantes da fixação das formas. efetuadas imediatamente após a desforma. por sobre os concretos intermédio de cações técnicas para as juntas de construção. de forma a que rendimentos elevados de lançamento não prejudiquem uma cura Composição adequada do concreto. turas elevadas no concreto.7 Cura do concreto e desforma relação água-cimento superficial do concreto. técnicas e nas normas técnicas e regulamentos aplicáveis. referidos nas especificações menos.2. A cura do concreto deve ser realizada. a concretagem e os deslocamentos da estrutura. Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . quência de injeção dos compartimentos inte. 4. • As fases de injeção. devem ser estabele. jovens. respeitando os prazos. uma vez que pode pro- vocar lavagem de materiais finos e alteração na 4. de modo Em tempo frio. tal como a obturação dos orifícios refrigeração artificial. as normas técnicas e regulamentos aplicá. enquanto o concreto não lante. A reparação de imperfeições das superfícies Eventual utilização de um sistema de do concreto. especialmente superfícies. devendo ser objeto de especial cuidado do tempo de espera entre lançamentos. devem ter em consideração as pormenorizados nas especificações técnicas especificações técnicas e as normas técnicas e e controlados na obra. exige cui.9 Dissipação do calor de hidratação arrastamento de e refrigeração dos componentes do equipamentos calda do cimento concreto que introduzam superficial.2. a superfície da camada de a evitar a perda da água necessária à hidra. não deve ser efetuada.1. intervalo de tempo mínimo entre lançamentos consecutivos e aumento veis. As operações de desforma devem efetuar-se de acordo com as especificações técnicas e Altura das camadas de concretagem. quando colocado em épocas quentes. os movimentos de juntas Em período de chuva intensa. as superfícies que irão ser sujeitas à ação de compatíveis com o plano de execução do fluxos de água. à concretagem da camada seguinte ou. os processos e os mate- ressados em cada fase. devem ser a evolução da construção. materiais de injeção e as pressões a utilizar. e evitar vibrações grandes variações de significativas na sua Os procedimentos para reduzir as tempera- temperatura nessas vizinhança.2. imediatamente após a concretagem. As superfícies expostas de pessoas e de superfícies devem então ser tratadas.8 Colocação do concreto • As grandezas a observar durante as opera- em tempo de chuva ou de frio ções de injeção. durante uma semana. regulamentos aplicáveis.

A capacidade da central de concreto e da empreiteira para a fabricação. quanto grante do programa de trabalhos e deve definir: à resistência mecânica e química. Os intervalos de tempo mínimo e máximo entre a realização de camadas consecutivas. permeabilidade e características térmicas. de entre a empreiteira e a supervisão. transporte e lançamento do concreto. bem como com os resultados do rompimento de corpos de prova. o local da obra e os materiais e equipamentos O plano de concretagem. finidos no projeto e nas especificações técnicas. considerando as percentagens dos diferentes componentes. sistema e os procedimentos relativos à sua montagem. de modo a satisfazer as exigências da qualidade na construção. A eventual necessidade de atrasar a construção de alguns blocos.3 Barragens de concreto Fonte: LNEC / Banco de Imagens ANA compactado a rolo (CCR) 4. CE.10 Plano de concretagem to nulo e tendo em conta. em geral.3.2.3. a configuração desse barragens de concreto compactado a rolo. Na elaboração do plano de concretagem. Compatibilização entre as atividades de controle dos concretos lançados e de monitoramento e instrumentação da obra. de modo a obter-se um abatimen- 4. A composição dos concretos deve ser estudada. O concretagem. essencial à garantia disponíveis. de- vem ser considerados os seguintes aspectos: Figura 27. peso específico do concreto e a sua durabilidade são também aspectos importantes a considerar.2 Bloco experimental 4. em local acordado concreto seco.Diretrizes para a Construção de Barragens . manobra e controle devem ser de.1 Composição dos concretos Antes do início da construção deve ser construí- O concreto compactado a rolo (CCR) é um do um bloco experimental. realização de ensaios para aferir os parâmetros porte e lançamento. em especial. nas quais As Figuras 27 e 28 ilustram a construção de se faz circular água fria. Barragem de concreto compactado a rolo (CCR) (Barragem de Pedrógão. Barragem do Mamoeiro. As épocas do ano em que se efetuam as concretagens. em especial. semelhante ao usado na de construção. 4. deformabilida- As cotas de todas as camadas de de. A sequência da construção prevista no Fonte: COBA. Portugal). dos parâmetros 54 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . Nos casos em que é utilizado um sistema de construção de aterros. Figura 28. constituído por concreto fresco. constitui parte inte- da qualidade na construção. possa circular sobre o refrigeração artificial. as datas-chave e os períodos previstos para a montagem dos equipamentos. destinado à modo a permitir que o equipamento de trans. Barragem de concreto compactado a rolo (CCR). entre outros aspectos. com abaixamento nulo. As datas de início e conclusão dos trabalhos.A / Banco de Imagens ANA projeto. de modo a permitir a passagem de vazões de cheia. S. serpentinas embebidas no concreto.

com maior dificuldade de caracterização na compatíveis com as elevadas frequências de fase de projeto. Colocação de CCR. assim como a reali.3. lançamento o plano da sua instalação e as especificações e compactação semelhantes aos que vão ser do equipamento estar disponíveis para apre- utilizados na construção da barragem. devendo os equipamentos de fabricação. energia de compac. ser cuidadosamente planejados para que o equipamento funcione com eficácia e segu- Durante a execução do bloco experimental. dimensão e forma dos depósitos de agregados devem ser coordenadas com a localização da central de fabricação do con- creto e com o método de aprovisionamento. devem dos no bloco experimental.Diretrizes para a Construção de Barragens 55 . verificação da funcionalidade da central. de capacidade de produção e de confiabilidade Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI .3. relativamente ao controle (espessura das camadas. após a superfícies das camadas com lama. S. desde a central até Devem também ser considerados os aspectos à obra. colocação e zar e sua frequência. com vista ao controle da compactação do concreto qualidade da construção. O transporte dos agregados dos locais de Fonte: EDIA. ressaltando: • A altura máxima de queda livre do concreto A central de fabricação do concreto deve dispor deve ser da ordem de 0. de descarga e a circulação das máquinas zação das juntas de contração.3 Estocagem e transporte dos agregados A localização. devem ser elabora.2. Com base nos resultados dos ensaios realiza. com as adaptações que as especifi- e características dos agregados.2. vedantes e aplicáveis.A / Banco de Imagens ANA estocagem para a central de fabricação do concreto deve ser feito de modo a não alterar as suas características. ciação da supervisão. massas consistentes e outras substâncias. devendo os percursos. 4. fixando-se a data de início da fabrica- cuidado. as condições de ligação entre camadas e os ensaios a reali. tendo em conta o do ligante. No transporte do concreto.4 Fabricação do concreto nicas e regulamentos aplicáveis. assim como garantir o grau de precisão exigido e o nível de controle O bloco experimental deve ser realizado com da mistura durante o processamento. No lançamento do concreto devem ser segui- das as especificações técnicas e as normas téc- 4. lançamento do CCR. Figura 29. rança (Figura 29). de qualidade na fabricação do concreto. incluindo a origem aplicáveis. ser seguidas as normas técnicas e regulamentos das especificações técnicas. 4.6 m. considerando que deve estar permanente- mente disponível um volume de agregados que garanta a continuidade dos trabalhos. devem ser seguidas as especificações relativos ao tratamento de singularidades. óleos. tais técnicas e as normas técnicas e regulamentos como interfaces com paramentos.5 Transporte. a composição cações técnicas determinem. o processo concretos convencionais. As exigências de limpeza do a central de fabricação do concreto deve ser equipamento de transporte requerem especial aferida. tação e número de passagens). as características de compactação referido no item 4. sem quebra do ritmo de construção.3. No controle de qualidade dos concretos. visando a evitar a contaminação das ção dos concretos destinados à obra.

6 Controle de qualidade do concreto • A compactação do concreto deve ser efe. serão cobertos pela camada seguinte de- vem ser compactados com equipamento • A técnica de espalhamento a ser utilizada apropriado. de permeabilidade.Diretrizes para a Construção de Barragens . nos trinta minutos seguintes ao deve garantir que o material seja deposi- lançamento do concreto. os ensaios correntes para a caraterização dos materiais constituintes do concreto e os ensaios de controle de qualidade do concreto na produção. ressaltando: 4. Figura 30. ção. e da realização de uma galeria de drenagem das as especificações técnicas e as normas téc. no mínimo. dado que corre. A Figura 30 ilustra alguns aspectos da co- locação do concreto compactado com rolo Na compactação do concreto. de deformabilidade e a ganhar pega. S.3. Fonte: EDIA. mediante ensaios adequados.A / Banco de Imagens ANA 56 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . nicas e regulamentos aplicáveis. devem ser segui. Nos Quadros 5 e 6 apresentam-se. (SANCHES. destinados a ensaios de resistência se o risco de fissurar o concreto que começa mecânica e química. da espes- sura e regularidade das camadas. respectivamente. ser. do peso es- • A espessura da camada compactada deve pecífico. Aspectos da construção de blocos em CCR. em obra tuada logo após o espalhamento. Quando os ensaios de controle de qualidade do concreto na obra indicarem a existência de material inadequado numa determinada camada. do teor de umidade e da temperatura. temunhos. • A camada sobre a qual vai ser espalhada a • Os rebordos expostos da camada que não mistura deve estar livre de materiais soltos. de modo que o tempo decorrido entre a obtenção O controle da qualidade do concreto em obra da mistura e o início da compactação não deve incidir fundamentalmente na determina- exceda trinta minutos. 2006). tado tão próximo quanto possível da sua localização final na camada. deve ser removida esta camada. PEDRO. três vezes a máxima dimen- são dos agregados. As especificações técnicas devem indicar a frequência com que devem ser efetuadas • Os rolos vibradores não devem passar sobre sondagens mecânicas para obtenção de tes- a camada já compactada.

Ensaios correntes de caraterização dos materiais constituintes do concreto(*). durabilidade (sanidade ao ataque pelo sulfato de sódio ou magnésio. NBR 10908 Aditivos massa específica (NBR 11768) Análise química (*) Além destes ensaios. NBR 9939/87 umidade 27. NBR NM 76 Calor de hidratação (Garrafa ABNT NBR 12006 de Langavant) Massa específica ABNT NBR NM 23. Teor de material sólido. de sulfatos solú- veis e de partículas leves. NBR 6474/87 Resistência à compressão ABNT NBR 7215/07 Tempo de início e fim de pega ABNT NBR NM 65. podem também ser realizados ensaios especiais. NBR NM 53 (agregados graú- Massa específica e absorção dos). NBR 15577) Teor de argila e materiais ABNT NBR 7218/87 (Agregados graúdos) friáveis Teor em matéria orgânica ABNT NBR NM 49 (Agregados miúdos) Abrasão ABNT NBR NM 51 “Los Angeles” (Agregados graúdos) Índice ABNT NBR 7809/83 de forma (Agregados graúdos) Resistência ao esmagamento ABNT NBR 9938/97 ABNT NBR NM 10. Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . NBR NM Análise química 22.Diretrizes para a Construção de Barragens 57 . NBR NM 248 ABNT NBR 9937/87. NBR NM 30. NBR NM 20. NBR NM 22 Perda ao fogo ABNT NBR NM 18 Expansibilidade "Le Chatelier" ABNT NBR 11582 Óxidos elementares ABNT NBR NM 11-2. NBR 11581/91 Cimento Equivalente Alcalino (Teor de ABNT NBR NM 17 Sódio e Potássio) Resíduo insolúvel ABNT NBR NM 15. Componentes Ensaios Normatização Análise granulométrica ABNT NBR 7217/87. BR 9777/87. NBR NM 11. ciclagem artificial em água e estufa ou ciclagem acelerada com etilenoglicol. Quadro 5. entre outros). NBR NM 46 sante na #200) Agregados Teor de (NBR 7211. NBR NM 26. NBR NM 22 Alcális solúveis e totais ABNT NBR NM 17 Cal livre NBR NM 13 Água pH ABNT NBR 9251/86 (NBR 12654 e NBR NM 137) Análise química pH. NBR NM ABNT NBR 9775/87. NBR NM 52 (agrega- dos miúdos) Massa ABNT NBR 7251 unitária Material pulverulento (pas- ABNT NBR 7219/87. NBR 11578/91 Superfície especifica "Blaine" ABNT NBR 7224/84. tais como teores de cloretos.

NBR NM 46 Concreto no estado fresco Espalhamento no cone de Abrams (“Slump Flow Test”) ABNT NBR NM 67 Início e fim ABNT NBR 15823 de pega Temperatura ASTM C403.3/87 Ensaio Vebê modificado “Cannon Time” Concreto no estado fresco Massa unitária Densidade in situ com densímetro nuclear ASTM C1040M-08 Resistência à compressão uniaxial em corpos de prova ABNT NBR 5739/07 Módulo de elasticidade em corpos de prova ABNT NBR 8522/03 Extração de carotes e determinação de: Concreto endurecido Resistência à compressão uniaxial ABNT NBR 5739/07 Resistência à compressão diametral ABNT NBR 7222/94 Absorção de água por imersão ABNT NBR 9778/87 58 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI .Diretrizes para a Construção de Barragens . Quadro 6. NBR 9833/87 Massa ABNT NBR 9833/87 específica Trabalhabilidade/Abatimento (“Slump test”) ABNT NBR 7219/87. NBR NM 09 Resistência à compressão uniaxial em corpos de prova ABNT NBR 5739/07 Módulo de elasticidade em corpos de prova ABNT NBR 8522/03 Concreto Extração de carotes e determinação de: endurecido Resistência à compressão uniaxial ABNT NBR 5739/07 Módulo de elasticidade ABNT NBR 7222/94 Concreto Compactado a rolo (CCR) Ensaio Vebê ACI 211. Tipo de Ensaios Normatização concreto Concreto Convencional Teor de ar incorporado ABNT NBR NM 47 . Ensaios correntes de controle na produção de concretos.

é um documento especial- 4. e o lançamen- A concretagem não deve ser efetuada em pe- to das camadas deve ser feito. de modo a evitar ríodo de chuva intensa.Diretrizes para a Construção de Barragens 59 . à temperatura ambiente e à eventual aplicação de uma argamassa de ligação. devidamente aferidas. Em tempo frio. segundo o indi. O tratamento por injeções das juntas de contra- cado no item 4. de- deslizantes. de CCR.12 Plano de concretagem rupção.3. de modo a assegurar uma ligação perfeita entre as duas camadas. constituídas por blocos ou painéis Na elaboração do plano de concretagem. de acordo com as especificações técnicas.3. em especial.9 Formas bem como datas-chave e os períodos previstos para a montagem dos equipamentos. de acordo condições de execução. das camadas de concretagem.8 Concretagem em condições mente importante na construção de barragens desfavoráveis. integrado no progra- ma de trabalhos. a concretagem deve ser efetua.3. • A compatibilização do lançamento do CCR tação. assim como de eventuais fendas com desen- volvimento transversal. devem respeitar o referido no item vem ser considerados. • As épocas do ano em que se efetuam as devem ser previstas juntas de contração. 4. O plano de concretagem deve definir as cotas da.5 e. devendo cada camada ser coberta com o concreto da camada superior. correspondentes à formação de uma junta fria. 4. de acordo com as especificações téc- anterior iniciar a pega.11.3. em especial quando a transporte e lançamento do concreto. as condições normas técnicas e regulamentos aplicáveis. ção.4. O plano de concretagem.4. considerando ser compatibilizada com os procedimentos de os resultados do bloco experimental para dife- colocação do CCR e dos equipamentos. necessário. A superfície de fundação deve ser preparada para o lançamento do concreto. concreto convencional. rentes condições do processo construtivo. Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . as diferentes camadas. não devem impedir a fácil movimentação dos equipamentos de compac. dado que cada concretagem envolve grande quantidade de concreto. que possa provocar a a formação de juntas frias.3. deve ser tratada. em especial no que se refere ao intervalo de inter- 4. será efetuado. em função das reais nada por junta fria. ratamento • A capacidade em obra para a fabricação. as datas para início e conclusão dos trabalhos. tal como dos órgãos hidráulicos Quando só for possível lançar uma determi- construídos em concreto convencional. quando As juntas de concretagem correspondem a su. A construção das galerias integradas no corpo das obras.7 Superfície da fundação e juntas de formadas por cisalhamento de cada camada concretagem após concretagem ou por dispositivos induto- res de fendas. a partir perfícies de interrupção dos lançamentos entre dos paramentos ou de galerias. nem restringir excessivamente o acesso com os elementos da obra. onde é utilizado às áreas de trabalho.3. concretagens. entre outros aspectos: 4. depois do concreto da camada realizada. estanqueidade é assegurada pelo concreto.11 Galerias e órgãos anexos antes de iniciar a pega. referidos As formas e respectivas estruturas de suporte.2. bem como com os equipamentos dos órgãos extravasores e de 4. lavagem de finos do concreto. desig- nicas. por meio de furos executados. deve ser nada camada. Essa construção deve com as especificações técnicas.2.10 Juntas de contração e seu operação. Nas barragens de CCR. a junta resultante. em geral. no item 2.

4 Fundações e seu tratamento Os procedimentos a serem adotados na reali- Nas barragens de concreto. trabalhos de consolidação.1. obtida estrutural. visa essencialmente: em geral. barragem-fundação. estratificação e xistosidade. melhorar em especial as em fase de operação. investigação geológico-geotécnica comple- como referido no item 3. O controle dos trabalhos de consolidação e • A impermeabilização. fundadas zação dos trabalhos de consolidação.4 e 4. meio de: 60 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI .2 Controle dos trabalhos de o concreto e o maciço rochoso de fundação consolidação e impermeabilização das barragens de concreto convencional e compactado a rolo (CCR) foi referido nos itens O controle dos trabalhos de consolidação e 4. meabilização e drenagem da fundação devem tato entre o concreto e o maciço de fundação. o portamento estrutural e hidráulico do conjunto diaclasamento.4. as atividades de controle de concretos e de de modo a controlar os gradientes hidráuli- monitoramento do comportamento da obra. imper- sobre maciços rochosos. impermeabilização e • Avaliar a evolução das características do drenagem maciço nas diferentes fases do tratamento. a impermeabilização e a drena. mentar e de escavação. dos pontos de vista hidráulico e acordo com a informação adicional. e o tratamento da fundação deve nessa fase. O tratamento dos maciços rochosos de fun. assim como aspectos do controle de durante as injeções. injeção. durante a construção. em geral. qualidade desses trabalhos. dos trabalhos de tratamento e após o pri- meiro enchimento do reservatório. por intermédio dos trabalhos de ser realizado com as necessárias adaptações. tais como a realização dos furos. é referido nos itens maciço de fundação na sua vizinhança. possibilitando adequar o projeto à realidade. 4.1 Consolidação. tais como a alteração das rochas constituintes e suas feições. impermeabilização das fundações rochosas de barragens. seguintes. impermeabilização deve ser assegurado por ção da água no maciço. como sejam. características mecânicas do maciço. imper- • Garantir a estabilidade da barragem e do meabilização e drenagem. recolher a água de percolação. fundação. incluindo. o serem adotados no tratamento das fundações estudo desses elementos deve merecer espe- devem ser revistos. de cial cuidado. as características das caldas e as pressões de dação das barragens de concreto. cos e a subpressão na base da barragem e em eventuais superfícies de deslizamento potencial do maciço.3.7. falhas. a superfície de con. com as gem têm por objetivos: quais serão comparadas situações futuras. a • Estabelecer situações de referência no final consolidação. O tratamento dos maciços rochosos de funda- ção das barragens de concreto. de superfície devem ser objeto de tratamento. controlar a percola. com vistas a assegurar que as propriedades assim como as particularidades do maciço de desses maciços permitam um adequado com. No caso particular de barragens de concreto Deve ser observado que os procedimentos a com elementos de obra apoiados em solos. ter em consideração as disposições do projeto bem como o maciço na vizinhança dessa e as especificações técnicas estabelecidas. • Reduzir as fugas dos produtos de injeção. mergulhos e cavernas. • A compatibilidade das concretagens com • A drenagem.7. O tratamento da superfície de contato entre 4. • A consolidação.Diretrizes para a Construção de Barragens . acordo com o tipo e dimensões da barragem.2.4. em especial. 4.

realizados em locais ca- devido à má qualidade dos concretos ou dos racterísticos da fundação. devido absorções em vistas à detecção a tratamento deficiente de drenagem da cada furo e sua de eventuais fundação. fendas fissuras permeabilidade. em função das quanti. ou falha por comparação das propriedades iniciais do tratamento das juntas. 2005) construção do concreto e das juntas. OLIVEIRA.5 Problemas mais frequentes em decorrência de falha na construção Inspeção visual da Detecção de superfície do maciço eventuais rochoso. previstas. SOUSA. (RODRIGUES. diferenciais da fundação. 1983). comparação com comportamentos os resultados anômalos na Deformações excessivas ou movimentos de ensaios de barragem e na diferenciais entre blocos. das juntas da comunicações Nas barragens de concreto como principais de- barragem e da interseção entre furos. ou deficientes técnicas de no estudo do seu fraturamento (ICOLD. e grandes passagens de água. de injeção e das observação. Deteriorização devido a expansões O número e distância entre furos de injeção de associadas a reações químicas (reatividade caldas de cimento deverão ser ajustados no álcali-agregado) por falta de estudos do decorrer dos trabalhos. fenômeno durante o projeto e construção dades de calda absorvidas em cada furo. Percolação excessiva e erosão interna com arraste do material de enchimento das fissuras do maciço rochoso. dos paramentos com a não tenham sido podem referir-se: fundação. definidos com base produtos das juntas. falha de tratamentos A eficácia do tratamento pode ser avaliada. do maciço rochoso com as obtidas em fases posteriores ao tratamento. Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . que ficiências decorrentes de falhas na construção.Diretrizes para a Construção de Barragens 61 . devido a Análise dos registros Interpretação dos deficiente tratamento de consolidação e de das pressões resultados de impermeabilização da fundação. devido a deficiente escavação de terrenos de má qualidade da fundação. As propriedades Fissuras no concreto resultantes de recalques do maciço rochoso podem ser caracterizadas. por meio de ensaios de permeabilidade e de Degradação excessiva dos concretos ensaios geofísicos. com Subpressões excessivas na fundação. que permitam selecionar os materiais mais adequados para fabricação do concreto. de consolidação do maciço rochoso. 4. fundação.

em larga medida. construtivos. vidamente registradas. a ser elaborado pelos responsáveis aspectos das atividades de monitoramento e pela adaptação do plano de monitoramento e instrumentação específicos da fase de cons.Diretrizes para a Construção de Barragens . bem como aos procedimen. Na fase de construção. Esse relatório deve ser integra- trução das obras. devido a deficien- Monitoramento e Instrumentação integrado no te instalação ou em resultado dos processos projeto deve ser convenientemente adaptado. No caso de avarias dos tivos acessórios. a qualidade do con- A aplicação dos procedimentos ou as alterações trole de segurança. para levar em consideração as reais condições encontradas na obra. os responsáveis pela adaptação tos a seguir na utilização e manutenção desses do plano de monitoramento e instrumentação instrumentos e acessórios. Na realização das atividades de instrumenta. também no monitoramento dos resultados da • Comportamentos anômalos que impliquem instrumentação. ao longo da vida das obras. Nessa • Alterações do projeto que obriguem a mu- fase.1 Monitoramento e instrumentação 5. associados à construção. sempre que possível. e complementado com As alterações ao plano que resultem de situa- as especificações relativas à instalação e uso ções como as acima tipificadas devem ser de- dos instrumentos a serem instalados e respec. com o objetivo de permitir. mas de instrumentação previstos. tais e para minimizar os eventuais impactos como: ambientais. alterações ao Plano de Monitoramento e para assegurar a qualidade da construção Instrumentação estabelecido no projeto. 62 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . como referido. essen. deve ser levado em consideração das grandezas que deveriam ter sido medidas que a qualidade dessas atividades vai condi.1 Adaptação do Plano de Monitoramento e Instrumentação O controle da segurança na fase de construção tem como principais objetivos não só assegu.1. No decurso da construção. cionar. mas contribuir. devem ser rapidamente informados. pelos equipamentos avariados. do no Plano de Segurança da Barragem. referidas devem ser objeto de um relatório por- Nos itens seguintes desenvolvem-se alguns menorizado. instrumentação. nas inspeções de segurança. a instalação de instrumentos não previstos. dar a localização ou o tipo dos dispositivos cialmente. impliquem durante a construção. tomar medidas que possibilitem o controle ção da obra. o Plano de • Avarias dos instrumentos. instrumentos. o controle de segurança apoia-se. 5 Controle de segurança durante a construção 5. também. podem ocorrer rar a não ocorrência de incidentes ou acidentes situações que.

2 Instalação dos instrumentos de minimizar a ocorrência de danos nos aparelhos monitoramento ou nos acessórios. com as metodologias estabelecidas no Plano • As especificações. Após a instalação. experiência significativa. processa. devem ser. enrocamento e enrocamento com face No caso de instrumentação. Estas frequências foram estabelecidas mento. no ritmo de construção. e os resultados. de modo a permitir sições. quando for o caso. 1996. Se o ção e respectivos acessórios.1. mento. assim A instalação dos instrumentos para a realização como alertar para evitar eventuais perturbações do monitoramento deve ser realizada. presumíveis ou constatadas. as quais 5. as suas causas. resultados. tura dos instrumentos utilizados no monitora- relativos à comutação. de acordo com as disposições do Plano de Monitoramento e Instrumentação. registro. bem como ELETROBRAS.3 Leitura.1. quando for o caso. em seguida à sua coleta. coleta. com vistas a proporcionar uma adequada a correção de eventuais erros de leitura ou coordenação entre os trabalhos de construção e a confirmação de valores aparentemente de monitoramento e instrumentação. 2003). o mesmo instruções sobre a sua instalação e uso. com o devido detalhamento: arquivamento de dados e resultados • A localização dos instrumentos de obser. no Plano de Monitoramento e Instrumentação.5. pretação dos resultados devem ser realizados. de acordo quando for o caso. a análise e inter- conhecidos. sobre a qual existe de concreto) e de concreto (gravidade. processamento e devem indicar. de modo a anômalos. como re. causados por pessoal ou equipamento envolvido na construção. cada instrumento deve ser vação e os percursos dos cabos de ligação. arco. deve ser descrito. No caso de dispositivos insuficientemente O processamento dos dados. bem como as sistema de leitura for automatizado. lido. e transmissão de dados e para as diferentes fases da vida da barragem. de Monitoramento e Instrumentação.Diretrizes para a Construção de Barragens 63 . ferido. sempre que possível. frequências mínimas recomendadas para lei- • Os sistemas automáticos no local da obra. em paralelo. Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . previstos a realização de estudos e ensaios de acordo com as metodologias estabelecidas prévios e a instalação. imediatamente As especificações técnicas devem incluir dispo. verificados no local da obra. as eventuais anomalias registradas. de forma a controlar a Os dados de instrumentação devem ser confiabilidade dos novos dispositivos. devem ser referidas contrafortes e arcos múltiplos). • A localização e constituição das centrais de No Quadro 7 e no Quadro 8 indicam-se as leitura. respectivamente para barragens de aterro (terra. relativas à instrumenta. de dis. positivos tradicionais. registrados. (CBDB.

Frequências mínimas de leitura recomendadas para a instrumentação de barragens de concreto. Quadro 7.4 64 Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI .Diretrizes para a Construção de Barragens . Fonte: ELETROBRAS. Tabela 14. Tabela 14. Tipo de Enchimento Período Inicial Período Construtivo Período de Operação Observação do reservatório de Operação(*) Deslocamentos “ab. 2003.: Durante o período de instalação são recomendadas leituras antes e durante as várias fases de instalação. Semestral mensal semanal mensal perficiais (topografia) (verão e inverno) Deslocamentos internos (verticais e semanal semanal quinzenal mensal horizontais) Deformação semanal semanal quinzenal mensal Pressão total / efetiva semanal 2 semanais semanal mensal Poropressão semanal 2 semanais semanal quinzenal Subpressão semanal 3 semanais semanal quinzenal Nível d’água semanal 3 semanais semanal quinzenal Vazão . para acom- panhar o desempenho dos instrumentos e detectar eventual problema. Fonte: ELETROBRAS. No caso de instrumentos embutidos no concreto. as frequências devem ser intensificadas logo após seu cobrimento. 2003. diárias 3 semanais semanal Temperatura do semanal 2 semanais semanal mensal concreto (*) Estas frequências devem se estender por um ano geralmente. Tipo de Enchimento Período Inicial Período Construtivo Período de Operação Observação do reservatório de Operação(*) Deslocamentos su. ao final mensal trimestral semestral solutos” (geodesia) da construção Deslocamentos 2 semanais 3 semanais semanal quinzenal relativos Deslocamentos entre semanal 2 semanais quinzenal mensal blocos/ monolitos Deformação interna semanal 2 semanais semanal mensal Tensão semanal 2 semanais semanal mensal Pressão intersticial no semanal 2 semanais semanal mensal concreto Subpressão semanal 3 semanais 2 semanais semanal a quinzenal Vazão de infiltração . Quadro 8. Obs. Frequências mínimas de leitura recomendadas para a instrumentação de barragens de terra e enrocamento. diárias 3 semanas semanal de infiltração (*) Estas frequências devem se estender por um ano geralmente.

realizada na fase de construção. Deve ser levado em consideração que. Manual do Empreendedor sobre Segurança de Barragens Volume VI . não é possível manter essas marcas por muito tempo. assim como fundação. • A calibração dos modelos de comportamen- ção. etc. deve ser. por vezes. qualidade ou de deterioração das obras. da implementação do Plano de Monitoramento • A avaliação da resposta da barragem a e Instrumentação e do PAE (nas obras em que é ações construtivas (instalação do peso requerido). a organização do do a rompimento. Nesses • A definição das características estruturais e casos.334. de 20 de setembro de 2010. o empreendedor deve No relatório de cada Inspeção de Segurança constituir o Plano de Segurança da Barragem. assim como os planos de operação do registros e controles. o PAE (nas obras em monitoramento ou eventuais reparações.). que é requerido). contribuições significativas para: ção.Diretrizes para a Construção de Barragens 65 . os planos e procedimentos visando fundamentar a análise do comporta. Especial. com na época de referência no final da construção. empreendimento. mas obter. do reservatório. poderá ser seguido o das atividades de controle de segurança du- “Guia de Orientação e Formulários para Inspeções rante o enchimento do reservatório). introdução de protensão. marca ou dispositivo apropriado. • O ajustamento de métodos e processos simultânea ou posterior ao final da construção. No caso de barragens fiscalizadas pela Agência 1 Dano potencial associado: dano que pode ocorrer devi. Este Plano deve estar devidamente Para a realização da inspeção de segurança constituído com toda a informação recolhida regular e especial e o respectivo preenchimento até ao final da construção. ao longo Barragens. infiltração no solo ou mau Plano de Segurança da Barragem deve seguir funcionamento de uma barragem. essencialmente. ções de segurança especiais durante a constru. além da avaliação da própria empreendimento e à estrutura organizacional inspeção. econômicos e ambientais. tratamento das Podem também ser realizadas outras inspe. de Segurança de Barragens” (Volume II). que pode ser feita de forma antecipada.4 Plano de Segurança da Barragem construção. devidamente datado. permitem. Essa inspe. vazamento. não só avaliar as de dano potencial1 alto. fundações. na fase de 5. sociais. desenvolvimento de poropressões. referen- do estado de tensão instalado na barragem. incluindo as informações gerais relativas ao deve constar. verificar se o estado da obra e a operacionalidade dos dispositivos de • A determinação de características dos fechamento do rio e dos equipamentos dos materiais. e obtidas fotografias ilustrativas. a documentação técnica do dos respectivos registros de instrumentação. visando detectar eventuais problemas de to por métodos de análise ou retroanálise. De acordo com a Lei nº 12. bém. construtivos. ciado devidamente o local da deterioração. podendo ser graduado as disposições estabelecidas pela Resolução de acordo com as perdas de vidas humanas e impactos da ANA nº 91/2012. de operação e manutenção e respectivos mento. permitem dar início ao enchimento próprio. visa. e as revisões periódicas de segurança. a análise dos relatórios anteriores e do empreendedor. da barragem e dos maciços de órgãos extravasores e de operação. em especial no caso de barragens da construção. Nacional de Águas (ANA). sempre que possível. de acordo com o Plano de A análise e interpretação dos resultados do Enchimento do Reservatório referido nas monitoramento e inspeção das diferentes Diretrizes para a Elaboração de Projetos de estruturas.5. tam- inspeção de segurança especial. independentemente da sua probabilidade de ocorrência.2 Inspeções de segurança 5. que se vão materializando. com vista ao apoio das fichas de inspeção. injeção de juntas ou fendas. deve ser realizada uma suas condições de segurança.3 Análise e interpretação dos resultados Antes de dar início ao primeiro enchimento do reservatório.

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Volume VI Diretrizes para a Construção de Barragens .