02/09/2014

Legislação para Engenharia Civil - CET 295

AULA 6 – RESPONSABILIDADE CIVIL
2 – Código Civil - LEI Nº 10.406/02

Profa. Msc. Anaxsandra Lima Duarte

Dos Atos Ilícitos
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência,
violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato
ilícito.

Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede
manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou
pelos bons costumes.

Art. 188. Não constituem atos ilícitos:

I - os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido;

II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover
perigo iminente.

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pessoalmente ou por intermédio de terceiros. 927. por ato ilícito (arts. 188. sem vínculo de subordinação. • cobrando uma remuneração a ser paga pela outra parte (proprietário da obra). Não cumprida a obrigação. • A direção do trabalho é do próprio empreiteiro. No caso do inciso II. 02/09/2014 Dos Atos Ilícitos Art. Aquele que.br/files/DA_EMPREITADA. responde o devedor por perdas e danos. mais juros e atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos. Não constituem atos ilícitos: Parágrafo único.pdf 2 . fica obrigado a repará-lo. 186 e 187). 389. http://www. o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o tornarem absolutamente necessário. assumindo este os riscos da obra. não excedendo os limites do indispensável para a remoção do perigo Art.adrianodiasadvocacia. e honorários de advogado. causar dano a outrem. Art.adv. Da empreitada Empreitada é o contrato mediante o qual uma das partes (o empreiteiro) se obriga: • a realizar uma obra específica.

por sua conta correrão os riscos. Se o empreiteiro só forneceu mão-de-obra. 610. 3 . se este não estiver em mora de receber. não forem denunciados os vícios ou defeitos pelo dono da obra ou por quem estiver incumbido da sua fiscalização. 02/09/2014 Da empreitada Art. § 2º O que se mediu presume-se verificado se. § 1º Tudo o que se pagou presume-se verificado. a contar da medição. Quando o empreiteiro fornece os materiais. ou for de natureza das que se determinam por medida. O empreiteiro de uma obra pode contribuir para ela só com seu trabalho ou com ele e os materiais. se não provar que a perda resultou de defeito dos materiais e que em tempo reclamara contra a sua quantidade ou qualidade. 611. em trinta dias. a contento de quem a encomendou. Art. resulta da lei ou da vontade das partes. Se a obra constar de partes distintas. 610). sem mora do dono nem culpa do empreiteiro. este perderá a retribuição. todos os riscos em que não tiver culpa correrão por conta do dono. 613. se a coisa perecer antes de entregue. Sendo a empreitada unicamente de lavor (art. ou de fiscalizar-lhe a execução. 614. § 2º O contrato para elaboração de um projeto não implica a obrigação de executá- lo. ou segundo as partes em que se dividir. 612. podendo exigir o pagamento na proporção da obra executada. Art. correm por sua conta os riscos até o momento da entrega da obra. o empreiteiro terá direito a que também se verifique por medida. § 1º A obrigação de fornecer os materiais não se presume. Art. Mas se estiver. Da empreitada Art.

Salvo estipulação em contrário. assim em razão dos materiais. Art. como do solo. porém. sempre presente à obra. a não ser que estas resultem de instruções escritas do dono da obra. Art. Concluída a obra (. Ainda que não tenha havido autorização escrita. não terá direito a exigir acréscimo no preço. Da empreitada Parágrafo único. Parágrafo único. se por imperícia ou negligência os inutilizar. O empreiteiro é obrigado a pagar os materiais que recebeu. em vez de enjeitá-la. pela solidez e segurança do trabalho.. 617. ou das regras técnicas em trabalhos de tal natureza. Art. recebê-la com abatimento no preço. o empreiteiro de materiais e execução responderá. Art. Decairá do direito assegurado neste artigo o dono da obra que não propuser a ação contra o empreiteiro. 02/09/2014 Da empreitada Art. segundo plano aceito por quem a encomendou. pode quem encomendou a obra. 619. rejeitá-la. No caso da segunda parte do artigo antecedente. por continuadas visitas. 618. durante o prazo irredutível de cinco anos. 616. o dono da obra é obrigado a pagar ao empreiteiro os aumentos e acréscimos. o empreiteiro que se incumbir de executar uma obra. e nunca protestou. Poderá. não podia ignorar o que se estava passando.) o dono é obrigado a recebê-la. 615. 4 . se. Nos contratos de empreitada de edifícios ou outras construções consideráveis. se o empreiteiro se afastou das instruções recebidas e dos planos dados. ainda que sejam introduzidas modificações no projeto. segundo o que for arbitrado.. nos cento e oitenta dias seguintes ao aparecimento do vício ou defeito.

Art. desde que não assuma a direção ou fiscalização daquela. 622. Art. ficará limitada aos danos resultantes de defeitos previstos no art. 624. ressalvada sempre a unidade estética da obra projetada. 621. a responsabilidade do autor do projeto respectivo. fique comprovada a inconveniência ou a excessiva onerosidade de execução do projeto em sua forma originária. A proibição deste artigo não abrange alterações de pouca monta. se concluída a obra. 623. Da empreitada Art. mais indenização razoável. responde o empreiteiro por perdas e danos. Parágrafo único. por motivos supervenientes ou razões de ordem técnica. 5 . Mesmo após iniciada a construção. desde que pague ao empreiteiro as despesas e lucros relativos aos serviços já feitos. pode o dono da obra suspendê-la. para que se lhe assegure a diferença apurada. poderá este ser revisto. Se ocorrer diminuição no preço do material ou da mão-de-obra superior a um décimo do preço global convencionado. não pode o proprietário da obra introduzir modificações no projeto por ele aprovado. Art. Suspensa a execução da empreitada sem justa causa. 618 e seu parágrafo único. Se a execução da obra for confiada a terceiros. a não ser que. a pedido do dono da obra. Sem anuência de seu autor. 02/09/2014 Da empreitada Art. ainda que a execução seja confiada a terceiros. 620. calculada em função do que ele teria ganho.

Não se extingue o contrato de empreitada pela morte de qualquer das partes. 1.se as modificações exigidas pelo dono da obra.299. observados os preços. É defeso abrir janelas. 1. diretamente. bem como as perpendiculares. 625. se manifestarem dificuldades imprevisíveis de execução. 626. Do Direito de Construir Art. e o dono da obra se opuser ao reajuste do preço inerente ao projeto por ele elaborado. 1. não maiores de dez centímetros de largura sobre vinte de comprimento e construídas a mais de dois metros de altura de cada piso. 02/09/2014 Da empreitada Art. II . O proprietário construirá de maneira que o seu prédio não despeje águas. sobre o prédio vizinho. 6 . ou fazer eirado.por culpa do dono. de modo que torne a empreitada excessivamente onerosa. resultantes de causas geológicas ou hídricas. por seu vulto e natureza. Art. Art. O proprietário pode levantar em seu terreno as construções que lhe aprouver.301. Art. a menos de metro e meio do terreno vizinho.300. § 1º As janelas cuja visão não incida sobre a linha divisória. não poderão ser abertas a menos de 75 cm. no decorrer dos serviços. § 2º As disposições deste artigo não abrangem as aberturas para luz ou ventilação. III . terraço ou varanda.quando. salvo o direito dos vizinhos e os regulamentos administrativos. Poderá o empreiteiro suspender a obra: I . ou outras semelhantes. salvo se ajustado em consideração às qualidades pessoais do empreiteiro. ou por motivo de força maior. forem desproporcionais ao projeto aprovado. ainda que o dono se disponha a arcar com o acréscimo de preço.

7 . por sua vez. o escoamento das águas da goteira. não poderá. Art. pode assentar a parede divisória até meia espessura no terreno contíguo. pelo risco a que expõe a construção anterior. que primeiro construir.302. ou aberturas para luz. sacada. O confinante. Nas cidades. terraço ou goteira sobre o seu prédio. Art. ou contramuro. Na zona rural. não será permitido levantar edificações a menos de três metros do terreno vizinho. altura e disposição. nem impedir. 1.303. não poderá este fazer-lhe alicerce ao pé sem prestar caução àquele. Se a parede divisória pertencer a um dos vizinhos. com prejuízo para o prédio vizinho. madeirando na parede divisória do prédio contíguo. caso em que o primeiro fixará a largura e a profundidade do alicerce. Do Direito de Construir Art. sem perder por isso o direito a haver meio valor dela se o vizinho a travejar. o vizinho poderá. 1. no lapso de ano e dia após a conclusão da obra. ainda que lhes vede a claridade.305. Parágrafo único. escoado o prazo. levantar a sua edificação. seja qual for a quantidade. O proprietário pode. se ela suportar a nova construção. exigir que se desfaça janela. mas terá de embolsar ao vizinho metade do valor da parede e do chão correspondentes. o dono de um terreno pode nele edificar. 02/09/2014 Do Direito de Construir Art. edificar sem atender ao disposto no artigo antecedente. vilas e povoados cuja edificação estiver adstrita a alinhamento. 1.304. a todo tempo. 1. Parágrafo único. Em se tratando de vãos. ou dificultar. e não tiver capacidade para ser travejada pelo outro.

1. para suportar o alteamento. ou inutilizar. 8 . se o vizinho adquirir meação também na parte aumentada. Qualquer dos confinantes pode altear a parede divisória. Não é lícito encostar à parede divisória chaminés. na parede- meia.310. 1. Não é permitida a execução de qualquer obra ou serviço suscetível de provocar desmoronamento ou deslocação de terra.308. ou que comprometa a segurança do prédio vizinho. 1. e avisando previamente o outro condômino das obras que ali tenciona fazer. para uso ordinário. ou com metade. Art. correspondendo a outras.307. se necessário reconstruindo-a. não pode sem consentimento do outro. arcará com todas as despesas. 1. já feitas do lado oposto. armários. ou obras semelhantes. 02/09/2014 Do Direito de Construir Art. São proibidas construções capazes de poluir. fornos ou quaisquer aparelhos ou depósitos suscetíveis de produzir infiltrações ou interferências prejudiciais ao vizinho. Art. 1. Do Direito de Construir Parágrafo único. a água do poço. Não é permitido fazer escavações ou quaisquer obras que tirem ao poço ou à nascente de outrem a água indispensável às suas necessidades normais. senão após haverem sido feitas as obras acautelatórias. Art. da mesma natureza.311. 1. inclusive de conservação. O condômino da parede-meia pode utilizá-la até ao meio da espessura. A disposição anterior não abrange as chaminés ordinárias e os fogões de cozinha. fazer. ou nascente alheia.306. a elas preexistentes. Art. não pondo em risco a segurança ou a separação dos dois prédios. Art. fogões.309.

1. terá o prejudicado direito a ressarcimento.313. respondendo por perdas e danos.313. 9 . uma vez entregues as coisas buscadas pelo vizinho. quando indispensável à reparação. 1. reconstrução ou limpeza de sua casa ou do muro divisório. § 3º Se do exercício do direito assegurado neste artigo provier dano. aparelhos higiênicos. não obstante haverem sido realizadas as obras acautelatórias. construção. 02/09/2014 Do Direito de Construir Parágrafo único. mediante prévio aviso. II . Todo aquele que violar as proibições estabelecidas nesta Seção é obrigado a demolir as construções feitas. Art. 1. goteiras. poderá ser impedida a sua entrada no imóvel. poços e nascentes e ao aparo de cerca viva. para: I . Do Direito de Construir Art.apoderar-se de coisas suas. O proprietário ou ocupante do imóvel é obrigado a tolerar que o vizinho entre no prédio. O proprietário do prédio vizinho tem direito a ressarcimento pelos prejuízos que sofrer. § 2º Na hipótese do inciso II. Art. § 1º O disposto neste artigo aplica-se aos casos de limpeza ou reparação de esgotos.312.dele temporariamente usar. inclusive animais que aí se encontrem casualmente.