a revista de agronegócios da fgv

fundação getulio vargas | vol 28 | nº 01 | janeiro 2008 | r$ 13,00

ISSN 0100-4298

Especial
QUAL É O PESO DA ÍNDIA
NO AGRONEGÓCIO GLOBAL?
Laranja Tendências Censo 2006
Bons preços Dinâmica dos Perfil não
em 2008 preços agrícolas surpreende

Janeiro de 2008 Agroanalysis 3

O agronegócio é o seguinte

Luzes do Censo
Agropecuário

O SETOR agrícola brasileiro ganha os dados atuali-
zados do Censo Agropecuário. Uma realização in-
dispensável para a montagem de sua série histórica. O
ção de novas áreas ao processo produtivo. É o país com
maior fronteira aberta para a expansão da atividade.
Mas, as vantagens naturais são passivas. O cenário de
último censo foi realizado entre agosto de 1995 e julho competição mundial requer uma administração planejada e
de 1996, no período do ano-safra, e não do ano civil (de permanente do agronegório brasileiro. Os empreendimen-
janeiro a dezembro), como era de praxe. Ocorreu uma tos precisam de sustentabilidade a curto, médio e longo
mudança na metodologia. Na época, como houve atrasos prazos. Dessa forma, se constrói a vantagem competitiva.
na liberação de recursos, o início da pesquisa ficou adiado Olhar no futuro do agronegócio brasileiro compete in-
para o meio do ano. Com isso, boa parte dos dados do terpretar dados e gerar informações sobre suas ameaças e
último censo não pôde ser usada para o cálculo do PIB oportunidades, pontos fortes e fracos. A identificação de so-
agrícola, que reflete a renda do setor no ano civil. luções ou alternativas para velhos e novos problemas, como
Além disso, o hiato de tempo sem a realização do Cen- infra-estrutura, logística e seguro agrícola, entre outros.
so Agropecuário corresponde a uma década. Um período Também é necessário desenvolver e empregar a biotecnolo-
extenso com alterações profundas na agropecuária nacio- gia, bem como verificar o espaço para a agricultura orgâni-
nal. As cadeias produtivas cresceram e o mercado externo ca. Enfim, atender a diferentes demandas mercadológicas.
ganhou força. Dados recentes ajudam a adotar medidas Os censos possibilitam comparações entre países. Nos
para acertar e melhorar o desempenho setorial. Estados Unidos, em 2002, a quantidade de fazendas, de
Agora, muitas suposições e hipóteses poderão ser tes- 2,128 milhões, era 4,0% inferior à registrada em 1997.
tadas e analisadas. Haverá condições de melhoria no pla- Fato similar aconteceu no Canadá: o número de pro-
nejamento, tanto do setor privado quanto do governo. A priedades rurais era de 247 mil, 10% abaixo de 1997.
distribuição dos recursos para o Programa Nacional de Esse processo de concentração sucede em outras nações.
Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), por Como aparece o Brasil neste contexto? Quais explicações
exemplo, é feita com base em dados desatualizados. As para o fenômeno?
verbas podem ser dirigidas para as regiões sem necessi- Apesar da turbulência financeira, os próximos anos
dade delas e vice-versa. mostram sinais favoráveis para o agronegócio. A demanda
O Censo Agropecuário é um dos melhores investimen- em cima dos 4 Fs (fuel, food, feed and fiber) aquece as cota-
tos do governo para o setor, pois certamente, as políticas ções das commodities agrícolas. Esse movimento é catali-
agrícola, agrária e ambiental tornar-se-ão mais eficazes. sado pela febre do etanol nos Estados Unidos e as grandes
Parte dos dados é atualizada pela Pesquisa Agrícola Mu- aquisições de soja pela China. Os preços de fertilizantes e
nicipal (PAM), realizada anualmente pelo IBGE, feita por de óleo combustível disparam também diante da escalada
uma comissão local, com representantes das prefeituras. do valor do petróleo. Entidades internacionais apontam
O Brasil precisa obter melhor caracterização de seus para a agroinflação global. Apenas uma forte recessão
estabelecimentos rurais segundo a tipologia; as fontes de americana (cenário que ainda não acreditamos), pode
renda; a classe de valor de vendas; as explorações predo- alterar este quadro. A renda do campo cresce via merca-
minantes; a ocupação do responsável; o trabalho dedica- do, como a baixa nos estoques. Assim, os beneplácitos das
do às propriedades. políticas de subsídios agrícolas nos países desenvolvidos
O Censo Agropecuário é a primeira etapa da tarefa de ficam sem sentido. Com isso, a Rodada de Doha ganha
identificar caminhos, quantificar e qualificar recursos pú- outros contornos. Sem dúvida, a Agroanalysis acompa-
blicos e privados, para alcançar objetivos e resultados. É nhará atentamente os grandes espetáculos reservados para
estratégico saber e entender como produz e quem está no o mundo do agronegócio durante o decorrer deste ano.
campo, para projetar possibilidades financeiras e mer- Para encerrar, chamamos a atenção para a matéria sobre
cadológicas do negócio. O potencial de crescimento do o mercado da laranja. Tudo indica que 2008 terá bons pre-
Brasil rural e da economia nacional aumenta, seja pelo ços. Os produtores que estão negociando seus contratos
aprimoramento da produtividade, como pela incorpora- devem ficar atentos.

4 Agroanalysis Janeiro de 2008

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Este mês Agroanalysis Janeiro de 2008 5

Especial

Abre Aspas O peso da Índia no agronegócio
6 Nei Mânica
Citricultura
9 Macroeconomia
10 Agrodrops

Mercado & Negócios
12 Avicultura
13 Cana-de-açúcar
15 Tendências
Perspectivas para 2008
16 Citricultura
19 Café
Sustentabilidade
22 Soja
25 Safra 2007/08
27 Safra 2007/08
Política Agrícola
28 Comércio Internacional
29 Censo 2006
Caderno Especial
33 O papel da Índia no comércio agrícola mundial
Gestão O protocolo de Cartagena
42 Qualiagro
43 Ripa
Crédito

Sustentabilidade
44 Protocolo de Kyoto
48 Protocolo de Cartagena

49 Diário de bordo
49 Produzir
50 Opinião Financiamento Flex

no entanto. Mas. A GROANALYSIS Qual é a expectativa do se- nhor em relação a preços e rentabilidade? da Redação M ÂNICA Nós acreditamos que os preços permaneçam firmes. Já 50 sacas de soja a R$ 40 rendem esses preços não baixam. A expectativa é muito boa. . tão a perspectiva de colheita é boa. tudo pecuária Indústrial abrangia seis municí. Para o ano que vem acredito que a tendência é nesta hora o pessoal migrar ainda mais para o milho em cima de toda essa situação americana. com das commodities.700 associados em produtor migre para o milho. Isso aconte. os Quando ele pisou ali pela primeira vez. M ÂNICA Na verdade. O produtor precisa renovar seu dência de migração para o milho. há em algumas regiões uma ten. quando a commodity cai. e depois caiu a R$ 20. tenham uma reação muito grande. No ano seguinte. quando a soja ce na sua região? agora. nesta safra. “Não podemos nos endividar com pres. teve tão bom em termos de cotações.Cooperativa Agro. milho para o ano que vem deve aumen. tar um pouco. Em entrevista à Agroanalysis. os insumos aumentam também’’ Animado com o bom momento. dá R$ 3. Então. Isso no mundo todo. ninguém sabe o que vai acontecer amanhã. Preços bons. E as perspectivas para ajudando. É pre- A GROANALYSIS Apesar do ótimo preço da A GROANALYSIS Dá pra medir o quanto au. o preço do milho está muito bom. a Cotrijal . preços de todos os insumos aumentam em 1972. Então acaba se no centro do Rio Grande do Sul. avisa. ele pede. Fertilizantes. mas que não entre tem preços ainda melhores. assim como a produtivi- dade. R$ 2. en.000 por hectare.6 Abre Aspas Agroanalysis Janeiro de 2008 Nei Mânica Presidente da Cotrijal Muita calma medir o ganho real. custo se eleva. “O mercado é cíclico. que causa do crescimento do etanol nos EUA? parque de máquinas. E tem uma coisa que não é muito positiva: quando passar por um momento tão magnífico. a procura para o plantio de aumentam os preços das commodities. se o clima conti- nuar ajudando. isso vai se refletir naquela euforia de 2004. o preço 14 municípios do Planalto Médio e Alto cai. Agora nós estamos vivendo milhões em 2007. Como o produtor deve 2008 são ainda mais animadoras. viu seu faturamento crescer M ÂNICA A safra está correndo maravilho. cautela ao produtor. tradicional produtora de grãos do A GROANALYSIS E a expectativa para a sa- estado. Isto é um mercado. tem chovido normalmente. chega neste ano à sua nona edição prometendo movimentar mais de R$ 200 “ milhões. mentou a rentabilidade do produtor por mentos. sementes. contra R$ 145 em 2006 e R$ 50 em 2005. e está fazendo com que todas as commodities futuras para garantir ao menos o custo de tem períodos de altos e baixos”. sacas a R$ 20. O M ÂNICA Nós temos orientado sempre o tações levando em conta os preços atuais crescimento do etanol nos Estados Unidos produtor a fazer agora algumas vendas da soja”. disso. mas o congrega mais de 4. No embalo da alta dos preços das fra deste ano? A GROANALYSIS É normal as commodities commodities. o mercado internacional nunca es. produção. passivo é muito grande. aí dá para o pessoal come- çar a pagar um pouco das contas. E. Você vê a colheita de 150 também. pios da região próximos a Não-Me-Toque. Mânica falou ainda sobre a expectativa de Quando aumentam os preços seus cooperados com a chegada de uma indústria de aves da Aurora à região. Hoje. um ciclo de alta. feira de negócios da Co.000 por hectare de sobe junto. que vai ganhar neste ano? trijal. Nesta safra é que vai se foi a R$ 50 por saca. Jacuí. disse ele. Porque nós não podemos deixar de lembrar que o N AS MAIS de três décadas que tem como filiado. O endividamento do produtor é muito grande. Além se comportar em relação ao dinheiro A Expodireto. milho. passarem por ciclos de alta e de baixa de R$ 340 milhões em 2006 para R$ 551 samente bem na nossa região. os preços de todos abate de 300 mil aves por dia e um fatura- mento previsto de R$ 1 bilhão por ano. O clima está nos preços. mas os custos se mantêm. ciso também ter cautela com os investi- soja. Nei Mânica nunca viu a cooperativa que preside desde 1995 N EI M ÂNICA Neste ano. com certeza. que vai ser bom. Isso faz com que o tornando uma bolha.

houve momentos biodiesel é uma alternativa e vai se conso. o biodie. a atuação do atual ministro da Agricultu- é que no país as taxas de juros são muito negociação foi bastante complicada. cultura aqui. né? Não é pra ver se o Lula está vo do governo. como em todo o Sul. O problema M ÂNICA Isso já está resolvido. Na verdade. M ÂNICA Aqui. E isso atrai muito dólar para ser a Cotrijal sempre entendeu que o paga- te. de 10. mercado do biodiesel? isso. R$ 45 por saca. Se nós tivéssemos aí um dólar A GROANALYSIS A soja na sua região é pra. Mas ainda é cedo para falar al. Reinhold Stephanes. mas pra ver se chove’’ Hoje está em R$ 43. que você nunca sabe se vai ajudar. de aves. se Chicago estivesse nos níveis de temos 90% de soja transgênica. ela A GROANALYSIS O desaquecimento da eco. sileiro ou ainda é cedo para falar nisso? soja transgênica para plantar a orgânica.. o que existia era um nicho pessoal dizia que ia arrebentar a cadeia de mercado. mento de royalties é importante. Abre aspas Janeiro de 2008 Agroanalysis 7 “ Nós temos que trabalhar olhando para cima. mercado internacional? está preocupado com o preço das rações? tamos trabalhando para desenvolver essa M ÂNICA A verdade é que se vendeu uma M ÂNICA O agronegócio sempre foi cíclico. Na verdade. ca. o quanto nós poderíamos aumentar ma. Mas nós poderíamos ter crescido e avançado muito mais. não aplicado aqui. a conta não fecharia para nós aqui. Mas nada que faça sofre um pouco. tante competitivas ao mercado. e nós es. porque se projetar prestações baseadas num preço gasta muito dinheiro em pesquisa. de R$ 42. que o falsa ilusão de que a soja orgânica teria E. Agora. que é um polí- . embora o Brasil hoje esteja preços normais. Isso uma grande riqueza para o Brasil. atuação do governo Lula em relação ao M ÂNICA Com certeza. Só com A GROANALYSIS Além disso tem o fator cli. No início. uma pequena fatia que é de da carne.. de leite. Nós temos um mer. 1%. M ÂNICA Nós estamos olhando. mas o a produção de alimentos no mundo? M ÂNICA Nós temos que trabalhar olhando biodiesel feito de soja precisa de incenti- para cima. ao longo da história. altas. a soja transgênica tem obtido o sel acaba se tornando quase inviável. M ÂNICA Com certeza. mas acaba sobrevivendo. mercado internacional da soja. que produz mais óleo. né? Não é pra ver se o Lula está viajando. Mas. um valor muito acima da soja transgêni- em que a matéria-prima aumentou e o lidar como uma fonte de renda. nomia dos EUA preocupa o produtor bra. E. A GROANALYSIS O sojicultor gaúcho tam. mas pra ver se chove (risos). agribusiness? cado internacional dos melhores de toda M ÂNICA O setor do agronegócio tem a história. 2% da produção. batendo seguidos recordes de produção shel. com que o produtor deixe de plantar a Com dificuldade. o agronegócio geraria ticamente toda transgênica? se. qualquer cri- A GROANALYSIS O dólar baixo continua se americana tem reflexo na economia A GROANALYSIS Como o senhor avalia a pesando para o agricultor? mundial. 12 dólares por bu. já recuperou bastan. porque o governo é muito lento. Entra muito dinheiro. E a libera. não resta dúvida. mas sobrevive. tido dificuldade em momentos de cri- em torno de R$ 2. Por ou. A GROANALYSIS O governo poderia fazer A GROANALYSIS E a questão da discussão alguma coisa em relação ao dólar? em torno dos royalties com a Monsanto? A GROANALYSIS Como o senhor compara a M ÂNICA Eu acredito que não. O produtor tem que ter cautela. com essas mexidas no A GROANALYSIS Em relação a acesso a mer- viajando. está se desenvolvendo uma bém está mirando o crescimento do variedade de soja resistente à seca. nós tem atrapalhado muito o crescimento do tro lado. cados. Mas ra. nosso setor. por exemplo. Tem mesmo preço que a convencional no A GROANALYSIS O produtor de aves e suínos a canola. guma coisa. ção da transgenia trouxe variedades bas. e de exportação.

o toma. se o clima ajudar. porque é muito dinâmico. Vai dar uma injeção de recursos ministro. Mas. tico. você reverte a situação. que engloba todos os impostos. É só o governo parte da produção da Cotrijal é expor. Os negócios devem superar os R$ 200 milhões. Nós atuávamos em seis tem a sua independência. A GROANALYSIS E o que pesa mais para o razinho. mas lhão de reais por ano. É um projeto integrado com a Auro- ação e as dificuldades do produtor. . campo. É uma fazer uma reflexão e cortar um pouqui. não tem shows. 1.000 empregos diretos. É ilusão achar que Mas ainda fica difícil fazer uma avaliação. Qual o muito bom. Quem A GROANALYSIS Nos 13 anos à frente da pelo pouco tempo que ele tem à frente do vai pagar é o consumidor e o tomador de cooperativa. com a do ex-ministro Roberto Ro. e isso reduz Estamos um pouco o custo.8 Abre aspas Agroanalysis Janeiro de 2008 N EI Mânica Nós da cooperativa ainda te- “ mos um terminal portuário. travar a renegociação das dívidas do M ÂNICA Rodovias. se o mer- produtor? coamento da produção e também o custo cado ajudar e se o governo também fizer M ÂNICA É muito fácil ir à mídia e dizer Brasil. custos portuários. que os R$ 40 bilhões mentos para 2008? ligado ao setor? não vão fazer falta para setor nenhum. muito grande aqui na região. Mas. e vai faturar de R$ 1 bi- Agricultura não tem aquela autonomia e mente uma parte dos R$ 40 bilhões. tada)? base muito sólida do crescimento. para o produtor? M ÂNICA O agronegócio é muito bom A GROANALYSIS Com o fim da CPMF. que é uma indústria de aves com mos há mais de 20 anos. de alguma maneira. A GROANALYSIS Aos olhos do produtor. com mil aviários no os recursos que precisaria ter. Em seis meses. A GROANALYSIS É muito caro operar no bom. um pouquinho. M ÂNICA Agora vai ficar muito mais caro.500 indiretos. relação à infra-estrutura do país? tem um poder de reação muito grande. agora estamos em 14. se for aplicado o IOF em cima do finan. com as tarifas e os serviços todos. o go. Porque. nós acreditamos que a cooperativa’’ Expodireto bata todos os recordes neste ano. Então. encerra às 18h. Isso pode. nho de todos os gastos que ele aumentou A GROANALYSIS E em relação aos investi- drigues. Nós estamos agora num momento muito de. M ÂNICA Nós estamos agora trazendo um M ÂNICA O ministro Roberto Rodrigues é grande investimento para a cidade de Ca- inclusive um produtor e nós o conhece. E. que vai gerar 3. Reinhold. Nós tínhamos produtor: o IOF ou a CPMF? capacidade para abater 300 mil aves por uma relação fraterna. ra. É o melhor faturamento da história nal teve uma postura que mostrou que Porto de Rio Grande (por onde a maior da cooperativa. mas bilhões. este é o melhor momento ministério. a operação ainda fica cara. ele pode verno deixou de ter uma receita de R$ 40 quais são os maiores gargalos hoje em estar em um momento muito difícil. que é um técnico e um homem nos últimos anos. A Expodireto não tem bebida alcoólica. O governo vai arrecadar so. e muito atento às ações do agronegócio. segredo do sucesso? M ÂNICA O nosso objetivo é continuar fa- Tivemos zendo a Expodireto com um foco muito claro. é bastante acessível dor de empréstimo. na verdade. Ele entendia a situ. Então. infelizmente. o banco vai repassar. es. Já o novo vai penalizar o setor produtivo. municípios. no Brasil o Ministério da ciamento. com o da história da bom momento do produtor e da indús- tria de máquinas. Ela abre faturamento às 8h. dia. em termos de tecnologia e oportu- o melhor nidade de negócio. que agora não vai ter dinheiro para a saú. as pessoas vêm muito focadas no negócio. mas eu acho que o Congresso Nacio. contra R$ 50 milhões em 2006. esse dinheiro vai sair do banco. empréstimo. agora num A GROANALYSIS A Expodireto movimen- momento tou em 2007 mais de R$ 145 milhões.

O ce. um balanço de pagamentos nário vivenciado pela economia brasileira financiado por fluxo de capitais e não por em boa parte da década de 1990. esse processo O somatório desses elementos sugere IGP-DI (%) 4. a realidade Conta Corrente (US$ bilhões) -4. começa a surgir mais características da conta capital é a volati. tores de bens não. meça a declinar. que. Central venha a elevar a meta da taxa bá- padrão latino-americano de crescimen. resto do mundo. cada vez mais. vale mencionar que as no mercado. esses esgotaram-se ao longo de 2007 e. sendo que a cotação da moeda norte. apresentará déficit e Apesar do País ainda se manter como Dentro dessa lógica. nosso crescimento econômi.comercializáveis com sica de juros – Selic – em algum momento to com endividamento externo. observados em termos de inflação nos úl- nário de bonança do mercado financeiro timos anos foi resultante do movimento * Professor e Coordenador do Centro de da primeira metade de 2007 muito prova. existe asiático”. não geram ao longo de 2008.29 setor interno. especialmen.Relatório de Mercado . o saldo comercial co- Taxa de Câmbio (R$/US$ – fim de período) 1. mos anos. Esse é geração de superávits comerciais tende Outro ponto de destaque reside nos um quadro com potencial extremamente a ser muito mais instável. Boa parte do mercado fi- mento externo prevalecente em boa parte americana dependerá. a história também será diferente. recursos externos. na ausência de novas apreciações da moeda nacional. após humores do mercado financeiro. Em relação à apreciação sustentada do ção deverá assumir contornos distintos cionais. Em outras palavras. Central já se mostrou preocupado com é importante ressaltar que a economia lares a partir do setor produtivo mingua. Nesse um contexto de crise econômica interna- mundial. Assim. dos nanceiro já antecipou suas preocupações. bém se mostra palpável ante a evolução co já deixou de ser estimulado pelo setor da atividade econômica doméstica. como nos anos que vão de 2003 Expectativas de mercado. tudo indica que a traje. o quadro das contas no volátil que em 2007. a dinâmica da infla- tante reversão das contas externas na. Claramente. Janeiro de 2008 Agroanalysis 9 Macroeconomia De volta ao passado Rogério Mori* U M DOS eixos centrais do ponto de vista econômico para o Brasil em 2008 será determinado por uma impor- velmente não se repetirá. bolha imobiliária norte-americana.13 Sob essa ótica. A probabilidade tam- perspectiva. após uma sucessão de cinco anos. complicado para a economia brasileira em te em um ano de incertezas na economia portamento da inflação brasileira. Logo.75 balanço de pagamentos tende a mudar. Macroeconomia Aplicada (Cemap) da FGV-EESP .80 moeda norte-americana em 2008. A despeito de toda a melhora registrada sinais de fraqueza a cada dia que passa. Cla. rá. de apreciação da moeda brasileira. como decorrência do estouro da contexto. A resultante desse processo é que o Banco em nossos indicadores macroeconômicos. boa parte dos bons resultados cional que parece estar se delineando. e. que externo. por definição. para ser agora capitaneado pelo porcionado pela expansão do crédito. as pressões infla- as projeções de mercado já sinalizam isso uma “ilha” de juros altos em relação ao cionárias observadas em boa parte do ano (vide quadro).11/01/2008 uma vez do lado das contas externas o ce- Elaboração: FGV-EESP/Cemap lidade. sendo que a vola- tilidade observada no final do ano passado deverá se estender também em 2008. O resultado em conta corrente real ante as demais moedas nos últimos em 2008 daqueles observados nos últi- brasileiro. rencial entre juros domésticos e externos tória da taxa de câmbio será muito mais PIB (% de crescimento) 4. no qual o superávit em conta grandes frentes de investimento no País a possibilidade concreta de que o Banco corrente foi a tônica. IPCA (%) 4. se de um lado. da década de 1990. Sob essa o exterior. essa dinâmica e sinaliza que pode reagir brasileira voltará ao padrão de financia. o dife- Meta Taxa Selic (% aa – fim de período) 11. dos fatos mostra que uma das principais Balança Comercial (US$ bilhões) 30. nosso setor externo dá passado ainda devem se manter em 2008. Dessa forma. anos de superávits.60 Em outras palavras.50 tende a aumentar. Em re. 2008 demonstra robustez ante o impulso pro- a 2005. mais à frente. Nesse contexto. de outro lado. Fonte: BCB . efeitos da taxa de câmbio sobre o com. a geração estrutural de dó.50 determinará a dinâmica da cotação da que. ramente. voltaremos para o atualmente residem nos setores produ. com reações da curva de juros futuros um breve período de “comportamento lação a esse ponto.

Nivaldo Trama.1 1.1 Milho 51. Em 2006. Foram vendidas 845 máqui- na produção brasileira em relação a 2006/2007.4 milhões çar crescimento entre 10% e 15% na de toneladas.1 3.788.0 4. Fonte: Conab – Avaliação da Safra Agrícola 2007/2008 – Quarto Levantamento – Janeiro de 2008 Apicultores de Picos (PI) receberam Negócios do campo Máquinas na cana a certificação para mel orgânico.369.7 3.7 135.1 3.497. O levantamento foi realizado entre os dias 11 e 18 de dezembro nos estados do Cen- tro-Sul. a safra tem como carro-chefe a soja.10 Agrodrops Agroanalysis Janeiro de 2008 Na frente TAMANHO DA SAFRA A New Holland fechou 2007 na lide- O quarto levantamento da safra de grãos 2007/2008. Mercado acelerado BIODIESEL “ As vendas de máquinas agrícolas.4 71.1 milhão de hectares para 1.1 3.270.734. Vale venda de tratores e de cerca de 20% no anotar ainda a expansão da lavoura de algodão. Com isso. milhão de hectares. prevista em 53.2 milhões de de 2006.0 15. mecanização da colheita representa de Projetos de Apicultura do Sebrae vembro de 2007 na comparação com 2. que encerraram 2007 com crescimento No caso do B2. O sucesso da colheita de milho.7 53.8 Arroz em casca 11. de 49. São 300 o mesmo período do ano passado.315.233. Ex- plica-se: o forte crescimento em 2007 buscar no mercado as oleaginosas” se deu sobre uma base fraca. produtores de 156 apiários da região. tou uma fatia de 35. sobre a obrigatoriedade da mistura de 2% de biodiesel ao diesel a partir de 1° de janeiro último . o cenário era de crise. leguminosas e oleaginosas (1. indica um crescimento de 3.4 -2.5% de janeiro a no.016. rança do mercado brasileiro de colhei- cional de Abastecimento (Conab) no início de janeiro. divulgado pela Companhia Na. A culo do Instituto de Economia Agrí. o adversário é o campo.164.773. a New Holland deve alcan- a ampliar o plantio do cereal.369.000 t) Mel orgânico Cultura 2006/07 2007/08 Variação % Algodão 2.941.4 -0.5 segmento de colheitadeiras.9 Soja 58.1% tadeiras.9 11.596.4 58.33 bilhões.7 38. a marca conquis- toneladas. Cada ponto percentual a mais na informação é do gerente de Carteira lista cresceram 6. O industrial precisa promover o seu pelo vice-presidente para máquinas projeto de produção do biodiesel e ele tem que agrícolas da Anfavea. de Rondônia.353.5%. Estimada em 135. devem ter um desempenho O campo não responde à altura da brevidade do mais modesto este ano.5% do mercado.383. receita chegou a US$14. Milton Rego.2 -2. de Tocantins e da Bahia.9 2ª Safra 14.1 Nota: O total inclui produtos não-discriminados na tabela acima.0 3.376. Brasil: produção de cereais.5 Total 131.498. de 1.5 Feijão 3. no Piauí.700 desempregados.4 Sorgo 1.9 1ª Safra 36. Piauí. presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biodiesel (Abiodiesel).8 milhões de nas. um aumento de 44% ante as 377 toneladas. segundo cál.338. Francisco Holanda. depende ainda do comportamento do clima nas próximas semanas.456. cola (IEA) de São Paulo.8 3.6 5. A previsão da Conab mostra que os bons preços do milho estimularam os produtores Em 2008. que deverá render 58. Maranhão. A As exportações do agronegócio pau.831. A expansão do setor está sendo estimada em 15% industrial.7 Trigo 2.6 2.

que “O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina. Instrução Normativa que estabelece de desenvolver a doença. será o início da implantação do Plano de Fortalecimento e Crescimento da Embrapa – o PAC Embrapa. Feijão preto 39 no. Agora. O O crescimento de 3% da produção de objetivo é aprimorar a qualidade da carne brasileira e.2 aéreo agrícola ganhou nova regula- ras (agrião. assinou ranja e acerola).7 milhões de sacas.9% em relação à sa. além pela Companhia Nacional de Abasteci. o transporte consumiram mais folhas verde-escu. visando à proteção das pessoas. e a criação do Labex Ásia. na 1. A pesquisa foi apresentada em tese de doutorado defendida no Departamento de Nutrição da Facul- dade de Saúde Pública (FSP) da Uni- versidade de São Paulo (USP). Carnes 22 pela nutricionista Luciana Yuki To. em 2008 deve variar entre 41. Produto Variação anual % 1. segundo o África. percentuais do IPCA. o Laboratório de Qualidade e Certificação AGROINFLAÇÃO da Carne está desenvolvendo padrões de produção e classificação de carcaças. . por aeronaves homologadas pela de frutas de cor laranja ou amarela mento (Conab). na consolidação da Embrapa Agroenergia. A conclusão é de um estudo feito 6. lembra Mineiro. Batata inglesa 136 68 Uma dieta rica em hortaliças e frutas MAIS CAFÉ 4. Óleo de soja 19 em dois hospitais públicos da capital 10. excepcional desenvolvimento no Brasil nas últimas décadas. que completa 35 anos. normas de trabalho da aviação agrí- cola. O ministro da Agricul- (entre as quais mamão. Leite 19 mita com 1. manga. a alta dos preços dos alimentos. A previsão. Reinhold Stephanes. Ministério das Cidades. 5.200 empregados. a serem aplicados na ampliação do quadro de pessoal da Embrapa para 10. instalação da Embrapa América Latina. inflação. entre 22. só pode ser feito tais como pimentão e brócolis. A Argentina exporta um terço do volume no ano passado a maior alta desde embarcado pelo Brasil. A mais importante delas. Agrodrops Agroanalysis Janeiro de 2008 11 Correspondências para esta seção devem ser enviadas para o e-mail: brunoblecher@uol. com ênfase na contratação e esforço de capacitação de pesquisadores. na Venezuela. indica um crescimento Aeronáutica. tura. ainda precisa cumprir a sua última Cesta da carestia em 2007 tarefa: melhorar a sua precocidade e a qualidade da carne. Hortaliças 17 paulista. com a ampliação do programa da Embrapa em áreas rurais no Brasil. de moradias é o déficit habitacional e no reforço de sua atuação internacional. O Plano prevê para CASA NO CAMPO os próximos três anos o aumento de cerca de R$ 500 milhões no orçamento anual da empresa. PAC da Embrapa Silvio Crestana está otimista com as perspectivas da Embrapa em 2008. por meio da redução de riscos. vege. 8. Os alimentos registraram neiro. graças aos programas de melhoramento e à eficiência dos criadores.4% e 30. presidente da Central Bela Vista. vai realizar grandes transformações no plano institucional.br Qualidade da carne Em parceria com a Unesp de Botucatu.46%.21 pontos Brasil”. além de maior produtor. dos bens e do ambiente. Cebola 56 pode prevenir o câncer de colo uteri. em 2007 foram os grandes vilões da mas um dos países que menos faturam com o produto”. que fechou Para o presidente da Central Bela Vista. A empresa. representando 2. mas consegue obter metade da receita das exportações do 2002. afirma Crestana. embora a raça nelore tenha obtido um 2007 em 4. divulgada mentação. diz Jovelino Carvalho Mi. la. “O presidente Lula já disse que pretende arrumar a Embrapa até o final de seu mandato’’. de 33.8 milhão possível criação de novos centros de pesquisa.com.378 mulheres atendidas 9. conseqüentemente. Aviação agrícola Luciana constatou que mulheres que A produção nacional de café beneficiado No início de janeiro. milhões de sacas.3 e 44. elevar o grãos parece insuficiente para conter seu preço no mercado internacional de carne. sem dúvida. espinafre e couve). Ovos 26 7. Feijão mulatinho 3. Feijão carioca 144 Saúde na feira 2. tiveram menor risco fra 2007.

8 9.425 4.354 8.5% resse dos principais players mundiais pelo Brasil.046. O Brasil se consolida cada vez mais Alojamento de matrizes (mil) 38. damente 7. 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Brasil: metas para a cadeia produtiva da avicultura Exportação mundial Exportação Brasil Fonte: Secex 2006 2007* 07/06 2008* 08/07 Produção de carne (mil t) 9. graças a um aumento de 5. 6. Crescimento das exportações entre 2. de aproximadamente 3.9 momento favorável.5% 38.922 cujo consumo per capita cresceu de dro 3 abaixo. Recuperação do mercado doméstico.001. Demanda interna Consumo per capita (mil toneladas) (kg/habitante/ano) vação dos preços dos grãos a partir de devemos fechar com um crescimento 7.8 6. Brasil: participação nas exportações tação de carne salgada para a Europa. Grande movimentação em termos de Disponibilidade interna (mil t) 6.4 7. um aumento Tendências para 2008: de 9. 5.398.9 quilos por habitante/ano ma da média do período de 2001 a em 2007 para 38. aci.244.502 38. 6. as exporta.9% 5. com um crescente inte- Exportação (mil t) 2. mas talvez menor que Fonte: UBA 2. 3. tam.9 20.4% em bém.480 as exportações aumentaram. conforme mostra o qua. com a implan. era muito baixa em função da crise.3 3.3% da produção total e. 3.5% como uma base de exportação de Alojamento de pintos 4. 10% e 15%. a evolução no consumo per ca- 2007. também. um crescimento excelente.3 9.372. 32. mercado interno.3 3. Um forte crescimento na produção ções mundiais.1% 5. 5.247 11.650.2% nas exporta.6 36.514.4% 3. que foi de 16.726 3.2 42.7% * Diretor geral da Aviagen do Brasil ilauandos@aviagen. Produção de milho (mil t) 42.0% material genético nas três gerações: de corte (milhões) avó. Brasil: consumo per capita difícil foi a valorização do real e a ele.002 6. Nas exportações de carne de frango.246.391. 1.245 2006.690.5% médio dos últimos anos. 35.573.426 5.1 5. pela boa de.645 2003 2004 2005 2006 2007 2008 O Fonte: UBA ANO de 2007 foi muito bom para na disponibilidade interna e à me- a avicultura brasileira.12 Mercado & Negócios Agroanalysis Janeiro de 2008 Avicultura Brasil: produção de carne Perspectivas de frango (mil toneladas) para 2008 10.1% 59.8 0. No início em junho. Mesmo assim. cujo consumo foi 7.3 1.0 1. 33.9 quilos por habitante/ embora menor que o crescimento 32% 41% 42% 42% 45% 49% ano. 2.046 9. A parte mais lhoria da renda no País.2 milhões de toneladas.9 19.1 Fatos marcantes no exercício: ção ao redor de 45.846 2.3 la soube operar de modo a aproveitar o de toneladas. Bom crescimento na produção brasi- exportações e.9% Produção de soja (mil t) 55.5% 7.395. leira de carne de frango.com * Projeção Fonte: Aviagen do Brasil/UBA/Apinco/Abef/Conab/USDA .953 5. Continuidade da boa demanda no mundiais (mil toneladas) 7.1 7.331.9 51.636 7.5% em 2007.8 3.636. que deve atingir cerca de 10.3 12.3 quilos em 2008.369.8%.717 2. de 68. Após um ano de queda.983 ções devem ter crescido 19.027.8% 51.651 3.0 total.8%.7 10.396 agosto.8% 4.5 5.24 milhões 6.348 9. a indústria avíco. o que seria muito bom.6 para 36.1 58.353. de aproxima- 2003 2004 2005 2006 2007 2008 manda no mercado interno.409 Ivan Pupo Lauandos* 7.9 5.6% aquisições.6 36. matriz e pinto de corte. O Brasil consolidou uma participa.4 4.178 6.9% 43.213.126.5 12.723 5.984 35. alavancado pelas 1.825. pois a base 2006 tação do sistema de cotas de expor.717. pita de 36. 35.5% 11.9 3. Consumo per capita (kg/hab/ano) 35. o ocorrido em 2007.

menor produção. usinas. pelo menos ainda). preço médio real do setor? O que defini. corrigidos pelo IGP) preços devem ser corrigidos pela infla- 800 ção? Qual a chance do preço se distanciar da média? As respostas surgirão à medida 700 que for compreendido o ambiente micro- 600 econômico de produção. to em que não há lucro extraordinário. lucro extraordinário. a projeção de oferta conomia explica que haverá a entrada de Na medida em que a teoria econômica e demanda é utilizada para “antever” o novos competidores toda vez que houver nos afirma que o preço de equilíbrio é preço das próximas safras. que o preço real de equilíbrio da década do indícios de recuperação. desestimulará a produção. no longo prazo haveria nanciadores. os investidores e as próprias também livre entrada e saída de empresas uma tendência de queda real de preços. custo de oportunidade do capital). Quando os preços negociados são con- jeto será afetado negativamente. mos o valor de R$ 81. A correlação advém da utilização 200 da mesma matéria-prima. negocian- na avaliação de projetos. Para compreender a dinâmica econô. e há brio atual. Se o início da produção ocorrer vez. ferramentas para avaliar estatisticamente preço médio irá situar-se no mesmo pon. surgem questões como: qual o seja. o retorno do equilíbrio (apesar da alta demanda de capital). Mercado & Negócios Janeiro de 2008 Agroanalysis 13 Cana-de-açúcar Preços no setor sucroalcooleiro Luis Gustavo Torrano Corrêa1 Juliano Merlotto2 Willian Orzari Hernandes3 D IANTE DA queda do preço do açúcar e do álcool ocorrida em 2007 surge um ambiente de incertezas no setor. dada a relevân- mais relevante é saber se esse preço está elevados haverá aumento da oferta. Há décadas o Brasil se tornou o maior entre preços e custos ganha importância Sob a condição das empresas “jogarem” exportador mundial de açúcar. nômico de produção (que já remunera o Pelo preço médio da série em R$ tería- rá se o ciclo é de alta ou de baixa? Bas. o açúcar total 100 recuperável (ATR). vamos relembrar a teoria microe- conômica . Ou seja. em que o preço é igual ao custo eco. 0 jan/60 jan/62 jan/64 jan/66 jan/68 jan/80 jan/82 jan/88 jan/92 jan/98 jan/70 jan/72 jan/74 jan/76 jan/78 jan/86 jan/90 jan/94 jan/96 jan/00 jan/02 jan/04 jan/06 jan/84 mica. Com uma mação dos preços internacionais. a magnitude plena difusão de informação (com relação de 60 fosse maior que o preço de equilí- da queda assusta os fornecedores. ilus- Assim. esperar-se-ia Ainda que 2008 tenha iniciado mostran. com preços igual ao custo econômico. e por conseqüên- cia. 300 cool. trada pela reta vermelha. o preço voltará a subir. os preços de equilíbrio. Quando se trata de preços no setor. mercado competitivo: bens homogêneos (os produtos são commodities). Elaboração F&G AGRO . pólio ou oligopólio. Habitualmente. do cerca de 40% das exportações totais. de média ou levará à derrubada nos preçose. o retorno do pro. empresas são tomadoras de preço (não há mono- Pelo fato de os avanços tecnológicos derrubarem os custos. Assim. obteremos um novo valor que evidencia a o risco de fluxo de caixa. 500 utilizamos prioritariamente os do açúcar 400 devido à maior disponibilidade de dados e à alta correlação com os preços do ál. ao preço e à qualidade dos produtos). Entretanto. em um ciclo de baixa. por sua a moeda brasileira (Real) influencia a for- de baixa. os fi. Existem No longo prazo. em um mercado competitivo. que cia da fatia brasileira podemos inferir que inserido num ciclo de alta.83 por saca de açúcar ta calcular a média dos preços nominais negociados na Bolsa de Nova York ou os Preços do açúcar (R$ por saco 50 kg. e corrigindo pelo IGP. a teoria explica que o vertidos para real. Com isso. para verificar se o setor atende razoavelmente bem às condições de um Fonte: NYBOT. ou tendência de queda real dos preços. a microe.

pela metodologia aqui resumida- 31.63 Média do possível decidir pelo projeto de maior ga- período 28. deve ser a média dos preços a ser utilizada preço médio de longo prazo (equilíbrio). que.79 % a. peso ao câmbio de R$ 1. corrigidos pelo IGP) Conclui-se. avaliação de projetos. Econome.43 15 nho por risco assumido. Além de ponto de partida para as projeções de titivo. De outro lado. Já para que o preço bruto FOB (em real) de equi.14 Mercado & Negócios Agroanalysis Janeiro de 2008 (50 kg) ou 40. a inten- queda torna-se quase linear. o impacto do risco de 25 preço no retorno dos projetos pode ser 25. a probabilidade do preço em uma FT). sidade e a amplitude dos vales e dos picos. há um nível Ciclos de investimentos no Brasil elevado de segurança quanto aos preços a 50 45 serem utilizados para se projetar o fluxo 36. às de mercado competitivo.75/US$) e que 50 do para R$ (ao câmbio de R$ 1. 2 Sócio-executivo da F&G AGRO. identi. Considerando as características da dis- Pôde-se encontrar uma constante que latilidade e a redução nos custos (preço de tribuição apresentada (volatilidade e mé- retira a tendência (Fator Tecnológico – equilíbrio).745/US$) sua queda se deu à razão de 2. de cana-de-açúcar posta na usina.87 por litro de brasileira no mercado internacional e os premissas que influenciarão o seu com. o preço médio de equilíbrio acon- fatores de mercado. portamento futuro. ou seja. tem-se o aumento da presença base histórica.71 concentram no fluxo do curto prazo. poderá ser contestada. 150 a média nominal em US$ teríamos 9.42 por saca de açúcar. corrigidos pelo IGP) pois existiriam lucros extraordinários (os quadrados dos resíduos (SQR). To- 35 davia. em adição a esta tece em R$ 28.24 líbrio está em R$ 28.06 paráveis em datas distintas em relação queno número de produtores diminuirá e R$ 34. vimos que. Fonte: NYBOT.94 estatisticamente avaliado. tos no prazo longo. os preços passam a ser com.00 por tonelada incentivos locais à produção de álcool. adequado. Ciclos de baixa 10 jan/91 jan/98 jan/99 jan/00 jan/01 jan/02 jan/03 jan/84 jan/85 jan/86 jan/87 jan/88 jan/90 jan/92 jan/93 jan/94 jan/95 jan/96 jan/97 jan/04 jan/05 jan/06 jan/07 jan/89 1 Sócio-executivo da F&G AGRO. como a desregula. e que os riscos se 40 35. como uma distribuição normal.72 30. ou seja. preços. para a toma- 55 da de decisão em projetos. que contribuirão para a diminuição da vo. que também não é o de açúcar VHP (ou 14. a constante de correção dos aumentando as chances de vales e picos. Preços do açúcar (R$ por saco 50 kg.39 24. primeiros anos será influenciado por esse risco de distanciamento da média.00 e R$ Prevê-se. utilizando essa metodologia.35 30 mente apresentada.57/saca de 50 kg. álcool anidro ou R$ 44. Com isso é possível calcular o risco dos re a desregulamentação da produção e da preços se distanciarem da média. manda mundial por álcool.82 38.a. 30. determinada safra estar entre R$ 22. Quando se avalia a série em R$. uma vez que converti. Conhecida a média. portanto.preço médio de equilíbrio e Portanto. A volati. mulação teórica. Por coinci. dos quadrados totais (SQT) à soma dos saco 50 kg. o fluxo de caixa dos tricamente. devemos então nos 0 Na média móvel dos últimos 20 anos preocupar com a probabilidade dos preços jan/68 jan/71 jan/74 jan/95 jan/98 jan/77 jan/80 jan/83 jan/01 jan/04 jan/65 jan/86 jan/89 jan/92 observa-se que o comportamento de se distanciarem da média. Fonte: NYBOT. Elaboração F&G AGRO dência ou não. Na aos custos de produção atual. é nesse período que ocor. o movimento dia).00 por saca posta em Santos). toda a for- exportação brasileira. Com isso é 20 21.77 cents por libra-peso. que preços foi encontrada igualando a soma Média móvel cinco anos (R$ por não é factível como preço de equilíbrio. 200 custo hoje oscilam entre R$ 27.28 de caixa no longo prazo.78 por saca é de quase 80%. que tem como premissa mercado as características que atendem e a distribuição dos preços comportou-se a existência de um mercado competitivo. Essa Com o objetivo de calcular qual seria o Exemplo disso são os fatores como a de. Ao se projetar. Esses mentação. Ocorrendo a concentração. . Elaboração F&G AGRO 3 Analista da F&G AGRO. trazendo para esse lidade da série no período foi de 22. a co-geração de para se projetar o fluxo de caixa de proje- esse período da série mostrou-se mais energia elétrica e a redução no risco Brasil. as características de mercado competitivo. deve-se estabelecer outras preços equivalem a R$ 0.34 %. de concentração da produção em um pe.12 20. A base .42 por saca de 50 kg 100 cents por libra-peso. com base na teo- ficamos características que distinguem o distribuição em torno dele – é um bom ria microeconômica de mercado compe- período que se inicia em 1984. obteríamos R$ 18.16 cents por libra- preço de equilíbrio.

e. Não é o caso dos bioenergéticos. digma: çada permeia todas as fases da pesquisa É possível distinguir três paradigmas 1. tem sustentado o crescimento rá. até o co. e a Teoria da ainda há fome. e daí que se presenciam no momento. deve-se ser sensato e inteligente timulou o desenvolvimento de cultivares a expansão da oferta de alimentos para tirar todas as vantagens que o mo- de elevada resposta. de superar restrições da natureza. de rápida expansão. Terceiro: a geração de tecnologia avança tadores e importadores. Ao lado do progresso da medicina. paradigma não está esgotado. Mas não é impossível. a ciência permite o julgadas intransponíveis. de Darwin. atual tendência de alta de preços é real. sa agrícola tornou-se uma prioridade insumos e maneiras de fazer agricultura. Portanto. ao mínimo o escopo da tentativa-e. A sua Eliseu Alves* demanda evolui com a população e ainda mais com a renda. acima de um determinado nível. como as demanda. genharia genética. terra explica a expansão da oferta. Daí Como o segundo paradigma permitiu a nutrição das plantas e revolucionou a a tendência declinante do preço. pandiram-se vertiginosamente. e mais rapidamente. guiadas pela intuição e pela experiência melhor aproveitamento do tempo do Assim. esta perspectiva ainda é mais da pesquisa de nutrição das plantas. expansão da oferta tanto ou mais que a Química. Finalmente. Por exemplo. tes. a gias capazes de sustentar o crescimento rapidamente. fibras e ciências agrárias. esquecimento dos tempos difíceis. o único recurso realmente senvolvidos têm condições de reverter e-erro. o incremento da ren- da não tem efeito no consumo. Será mais difícil acom- panhá-la a ponto de frear a escalada dos preços. cuja evolução. Reverteu-se uma persistente tendên. es. a revolução verde fez cres. Raras. em uma crise de produção de alimentos. Liebig descobriu as leis de energéticos acima da demanda. mas a biologia avan- acima da demanda. las dos países grandes produtores. Para não perder a posição privilegiada lação. Qual a grande ameaça? Certamente. como as Américas mundo. expor. por isso. A produção de ali- preços agrícolas mentos esbarra na capacidade do estô- mago humano e. o Brasil terá de investir muito mais em e a Oceania. fibras e bioenergéticos. possível com a ciência que está às nossas nasceram novas tecnologias. que escapam aos limites do estômago. o potencial de reverter a culminou com a indústria de fertilizan. guiadas pela ciência. Mercado & Negócios Janeiro de 2008 Agroanalysis 15 Tendências Dinâmica dos É bem verdade que estamos diante de um novo fenômeno. Em 1840. tiveram enorme in- fluência no desenvolvimento de plantas e animais de elevada produtividade. cia de queda. cidade de fazer perguntas à natureza e convivem oscilações provocadas pelo ho. da soja e de outras commodi. dos governos. a tendência palmente em tempos mais recentes. agrícola. ambas da segunda de produção! da Embrapa . princi. reduzem potencial para gerar tecnologias capazes Primeiro: as descobertas. com base no conhecimento decisão dos Estados Unidos de produzir da oferta. ties. damentos para produzir novos produtos. antes meço do Século 20. vantagens comparativas na produção cia perceptível sobre a produtividade da 2. popular do terceiro paradigma é a en- tem sido de queda. À medida que se difundiu em todo conquistada no comércio internacional. A produção cresceu com a popu. por isso. com menos incertezas mem e pela natureza. em um ambiente de preços cada vez mais profundo da vida e da ca- etanol de milho tem elevado os preços favoráveis como ocorre hoje. Com a capacidade de gerar tecnolo. escasso em pesquisa. elas não tiveram influên. terra. e sempre com a incorporação de 3. o segundo pacidade técnica de manipular seus fun- do milho. O crescimento da produtividade da de alimentos. cer a oferta de alimentos. e sem entrar O S PREÇOS da agricultura oscilam muito em função de eventos climá- ticos e de mudanças de políticas agríco- metade do século 19. as quais trazem muita euforia e portas. Por isso. ao lado de respondê-las. As descobertas e a geração de tecno. a queda dos preços do petróleo. cientista. os cientistas dos países de- dos agricultores. Houve mudança na orientação permeada por oscilações. mas não é por falta * Pesquisador e assessor do diretor-presidente Evolução. pido da população. A pesqui. A expressão mais na ciência e na tecnologia. o processo de tentativa. mento presente nos oferece. Estamos diante de um enorme na evolução da tecnologia: logias. frutos de tentativas erro. Com fundamento daquelas da iniciativa particular. É verdade que descobertas por Mendel. Segundo: as Leis da Hereditariedade. pois a oferta cresce Três pilares sustentam o segundo para. novas áreas e regiões. e as instituições públicas Os cientistas terão muito mais capa- Na análise dos preços da agricultura de investigação em ciências agrárias ex.

o preço médio to do produto das gôndolas.52 8.88 mai 8.62 estados.70 12. Essa é consumo são mais atrativos. mar 5.85 13.76 13. Com o aumento da tendência dos preços recebidos pelos ci. de o preço de um produto. 2005.06 Olhamos as cotações médias mensais set 5.22 8.73 12.15 8.48 14. existe uma placa com a fra- se “ o fato.66 13. em 20% no número total de árvores) e à antecipa as compras. enquanto de novembro de 2006 a sumo de suco natural é maior e enfrenta ção do preço”. ago 6.87 7.04 12. um estágio de estoques em queda. • O deslocamento da fronteira citrícola mai 5. res para a laranja destinada ao mercado Preços internacionais dependente e temerosa do desaparecimen. tricultores com a laranja posta no portão tragos dos furacões na Flórida (redução mento varejista. processamento pela indústria.14 15. Acompanhamos os preços dos merca.82 para outras regiões paulistas e outros jun 5.45 10. Fonte: Cepea/Esalq Fonte: Cepea/Esalq .64 19. em si.03 • Os problemas climáticos na produ- abr 4.13 11.85 7.04 6. jan 9. a expectativa do Em fevereiro de 2007 ocorreu o maior intenso calor. A Em 2007 os preços perderam força por- de um fato que. interno como fruta fresca para consumo Na Bolsa de Nova Iorque.24 9. ao se concretizar.51 11.45 preço FOB portos no Brasil.78 19.77 nov 8. eleva o preço e da indústria.46 jan 11.08 • A elevação do preço do suco nos Es.05 6.83 9.16 Mercado & Negócios Agroanalysis Janeiro de 2008 Citricultura Preços bons em 2008 Evaristo Marzabal Neves1 Gabriel Rausch2 N A BOLSA de Chicago.76 10.97 10.86 11.28 11.43 12. a dona de casa.31 11. Nesse período.47 11.94 11.52 12.97 jul 6.96 11.29 9.30 6.92 5.68 15. corre a notícia de que faltará açúcar no Os preços recebidos pelos citriculto- mercado.39 10.48 mercado doméstico (fruta de mesa).00 7.79 abr 8. para inter.53 14. antecipa maior cotação foi obtida em fevereiro de que nos EUA não houve outro furacão e e provoca um rearranjo no mercado. de olho no futuro. Os preços das frutas destinadas para o capacidade de importações brasileiras em rá faltar e seu preço futuro se elevar. na Bolsas de Nova Iorque e de Roterdã e do nov 7.37 10.53 17. o dono do estabeleci. Imediatamente. o con- fato.08 12. pois o produto pode.02 8.90 15.72 10.44 9. fev 7.78 9.22 7.97 set 6.51 10.69 mar 9. março de 2007 foi o período de melhor a concorrência da compra de frutas para Um exemplo prático ocorre quando remuneração.06 10. Brasil: preço recebido pelo Brasil: preço recebido pelo dos de laranja ante: citricultor para laranja posta citricultor para laranja de • Os impactos dos furacões em 2004 e na indústria (R$/cx) mesa (R$/cx na árvore) 2005.72 16.97 8.10 7.50 fev 10. jul 5.66 13. devido aos es- demanda de açúcar. Brix) subiu de 2004 a 2005.26 12.08 19.79 9.04 9.13 15.16 ago 6.52 8.52 9.60 ção brasileira. e a incidência e disseminação Mês 2004 2005 2006 2007 Mês 2004 2005 2006 2007 de pragas e moléstias na citricultura da Flórida.69 13.13 10.60 11.98 jun 7. valor.99 7.90 out 7.87 8. vai às compras (preço na árvore) seguiram a mesma anual do suco de laranja concentrado (65º e reforça seu estoque.68 9.10 pretar os movimentos dos preços. e de férias de verão.61 dez 9. muito pouco influencia Preços recebidos pelos citricultores Os preços nominais recebidos pelos citri- cultores foram crescentes de 2004 a 2007. a lógica do mercado diante da expectativa cem a exigências visuais e gustativas. se puder.10 tados Unidos. esta sim.85 9.63 12. exerce influência na forma.01 13. dez 7.98 7.11 10.66 da fruta brasileira posta na indústria e no out 5. enquanto os maiores valores mé- dios foram registrados de janeiro a mar- ço de 2006 e de 2007.98 • Os desacordos entre produtores e in- dústrias. pois obede.

sociação entre a elevação desses preços e vada.763 -26.300 1.750 2. 2003 863.650 47.731 2. mestre de 2006 e em 2007.4% Jan 1. de 129 milhões tonelada. com elevação nas cotações de outu- para 168 milhões de caixas.621 1. Na média.593.391 1. tro o fato de que.4% Mês 2005 2006 2007 Variação fev 900 1.800 2. Os registros assim em 2007. 130 mil toneladas de do parque citrícola. a menos que em 2006.546 1.214 1.450 2.150 1. blemas fitossanitários e a insuficiente 2005 751.300 2.368 6.200 1.211 2. curto prazo.314 2.792 2.72 É uma variação de 30 milhões a menos disponibilidade de mudas para reposição de caixas. Ademais.550 Nov 1. diante de uma disponibilidade atual Período Preços (US$/t) 198 milhões de caixas na próxima safra de 5 milhões.625 2.904 -18.558 2.750 2. acima dos US$ 1 mil a tonelada em 2006 • As sete maiores regiões produtoras da Como o mercado europeu é praticamente e 2007.823 1.550 2. a dificul- . a Bolsa de Nova Iorque reage e aumento da área plantada na Flórida no Fonte: Secex/MDIC inverte a tendência de queda até setem. (Secex/MDIC) • O número de árvores em produção Em Roterdã. Po.550 20.121 -26. As médias anuais dos preços de exporta.168. de mudas foram destruídas nas passagens 2002 866.950 -25.500 47. Flórida.1 milhões na Florida.3% nov 1.125 2. para entender Em fevereiro de 2007.92 rém.1% Fev 1.381 2.959.550 10.700 2.952 2. pois cerca de 4. Para o Cepea/Esalq. desde agosto de 2006.070 2. no balanço recente tidos com maior intensidade a partir de Preço Fob Porto de Santos sobre a safra 2006/07 anunciou que: maio de 2007.93 quadro.2% Mai 1.54 Estados Unidos projetou uma produção Diante da pressão imobiliária. 3. novas e em produção em 2007. da falta de mudas suficientes para repor as árvores erradicadas devido ao cancro Porto de Santos: preço anual de Expectativas de curto prazo cítrico nos últimos anos.300 2.2 1.378 2. com 56% da área total culti- importador para atender à sua demanda. os pro- 2004 781. que começa em outubro. não se espera pronta 2006 1.300 2.9% Ago 1.413 16.263 1.791 -29.0% Jul 1. o comportamento de pre.2% Abr 1.800 2.072. Com isso. a demanda ocorrida nos mercados ame.575 39.6% dez 1.650 63.650 47.232 2. ricano e europeu ao longo do segundo se. Vale ainda como regis.436 2.3 Dez 1. Isso requeriria exportação de suco concentrado A Bolsa de Nova Iorque opera com base um estoque de 9 milhões de árvores no- congelado (US$/t Fob) nas estimativas de produção entre 180 a vas.300 2.2 Variação entre 2007 e 2006 Fonte: Foodnews e Cepea/Esalq a safra projetada cresceu.798 43.718 2.835 2.837 63.5 mil a tonelada em 2007.987 -29.4% abr 950 1. ao verificado na Bolsa de Nova Iorque.286 1.5% Variação entre 2007 e 2006 Fonte: Cepea/Esalq Média Jan/Nov 1.1% jul 1.6% Média Anual 1.2% Jun 1.7 milhões de árvores o preço médio manteve-se firme até no.7% set 1. com a tendência de permanecer bro.36 suco não serão produzidas.760 50.550 10.0% Out 1.584. Diante desse recuperação da produção e significativo 2007 1.1 2.6% jun 1.850 2.341 1.6% vembro de 2007.450 2.5 2.5% ago 1.550 0. as informações as cotações do suco brasileiro em Roterdã o preço médio de exportação acima dos sobre os viveiros na Flórida davam conta sempre estiveram acima de US$ 2 mil a US$ 1.650 51. o USDA.3% mai 1.173 1. de queda nas cotações passaram a ser sen.9% Set 1.650 51.365 2.700 2. tinham 39.9% mar 950 1.212.7% out 1. foi de 64 milhões (dois milhões a me- ços do suco de laranja foi quase idêntico ção do suco de laranja alcançaram valores nos que na safra anterior). Mercado & Negócios Janeiro de 2008 Agroanalysis 17 Bolsa de Nova Iorque: preços Porto de Roterdã: preços médios do suco concentrado e congelado (US$/t) médios do suco concentrado e congelado (US$/t) Mês 2005 2006 2007 Variação jan 900 1.008.66 de 168 milhões de caixas. bro e novembro.1% Mar 1. o Departemanto de Agricultura dos dos furacões em 2004 e 2005.979 -12.884 2. é possível fazer uma as.

em vez de 230 caixas). mais de 50% acima do valor de 2006 (US$ 1. Segundo a Abecitrus (07/12/07). buscou a Secretaria da Agricultura do Es- • À incidência de doença (CVC). em termos absolutos e rela- tivos. tado de São Paulo em recentes reuniões Isso. em julho. xos estoques existentes. entre produtores e indústrias.1% (mil t) Fonte: Instituto de Economia Agrícola (IEA/Saaesp) dade de reposição dos pomares é um dos de 30 a 40% da produção de variedades indicativos de que o déficit de suco norte. Os produtores e as indústrias pagam varejista. fra 2006/07.0% (mil ha) Produção 14. Agron. Titular pela Esalq/USP emneves@esalq.214. Ações con- • A chuvas fora de época.120 milhões de caixas. os problemas americano não é temporário. e tendo em vista os possíveis problemas de abasteci- mento de fruta na Região Sudeste do Bra- sil. absorvidos pelo 1 Prof. ta não compensa a baixa nos estoques dimento e exige maior número de frutas nas últimas duas safras. no caso). no comparativo a igual perí- odo de 2006. compra e venda de laranja. as barreiras comerciais. • 1. É isso que outubro. Essas estatísticas. causa a expectativa de preços firmes na safra 2007/08. tões de defesa fitossanitária. 7% a mais do que em 2006 (1. sa. • Pés em produção: 178. estabelecimento de uma cordial relação quebra de 10% na produção devido: manda por fruta em decorrência dos bai. Esalq/USP (240 caixas. nos últimos variedades precoces.366.3 bilhões. Cerca por suco brasileiro para suprir as defici. juntas devem ser desenvolvidas nas ques- que provocaram a florada precoce No levantamento final (junho 2007).52 1. precoces colhidas neste primeiro semes. as exportações de suco de laranja em 2007 (concentrado. Se for tomado o ano civil (janeiro-se- tembro/ 07). foram a União Européia e o Nafta (EUA. registrando 15%. No ambiente brasileiro.usp.303 milhão t). desvalorização do dólar penalizam a ren- a uma evolução nos preços no mercado Por conta da menor oferta esperada de da.468 bilhão). • Produção: 352.766.br para a produção de uma tonelada de suco crescimento na demanda internacional 2 Graduando em Eng. baseadas em uma oferta reprimida na Flórida. como meses. tre de 2008 estão com o desenvolvimento fitossanitários. de tal sorte que.583. tição do ocorrido no primeiro semestre Esta é a hora para a harmonização e o Em São Paulo. a quantidade de la. o IEA registrou a existência de: cados e criação de um contrato padrão de • À estiagem prolongada de agosto a • Pés novos: 36. acesso a mer- dos pomares. e a Essa situação de oferta reprimida levou comprometido. não concentrado e outros) ficarão próximos de: • US$ 2. a produção deverá ter de 2007. quando a indústria elevou a de. diesel e outros. parte de seus custos em reais (R$). rauschea@gmail.18 Mercado & Negócios Agroanalysis Janeiro de 2008 ências da produção e estoques reduzidos Henrique Santos da Flórida..com . defensivos. houve retração no consumo de ranja de março a julho de 2008 terá forte fertilizantes. ocasiona queda no ren.79 2. com os segmentos produtivos.7 14. e mais o prejuízo de menor teor A maior produção da safra paulis.848.4 milhão de toneladas. os grandes “puxadores” das exportações. Área 659. de água na fruta. com a repe. mão-de-obra. cerca 16% nos EUA e com igual alcance queda e o preço pode subir.707.4 672. São Paulo: área e produção de laranja Item 2005/06 2006/07 Var. na Unidade Européia.

durante um evento ternacional. a um produto não-europeu. cafecol lançou o Prospecto de Colocação compra do café colombiano pois. café assumiu o compromisso de criar uma da “Cédula Cefetera”. a Fede. e é fonte de renda para mais de de Distribuição de todas as suas formas. União Européia. pois representa A Procafecol tem por atividade a: mais de 12. uma socieda. café torra- e a outras características. titulares foi exibida na década de 60 e 70 na Co. na atividade cafeeira. de Ações Preferenciais. e objetiva diferenciar e ral de Acionistas da Procafecol autorizou a Café Juan Valdez ou Tiendas de divulgar o café colombiano nos grandes emissão de dois milhões de ações com di- Café Juan Valdez. formada por quotas sociais pertencentes a Federação (99. de terceiros.05%) e aos acionistas minoritáios (0. utilizadas pela sociedade. com seus • Outorga de franquias das cafeterias. por • Criação de lojas de café (cafeterias) O tipo cultivado na Colômbia é o ará. a emissão de dois milhões de ações. capacidade e empenho da Federación comercialização de produtos de valor • Existe desde 1927 Nacional de Cafeteros (Fedecafé). moído e em grão. quando a Fede. a cam. sua vez.95%). de diversas variedades.500 pés de café plantados.A. dividendos preferenciais. distintos. in- Marca Juan Valdez dustriais e comerciais. dade do produto oferecido. Com exaltação aos aspectos do videndo preferencial e sem direito a voto. começou a desenvolver. com fácil identificação para os consumidores ra do Café Colômbia S.4% do PIB do agronegócio Marketing Internacional via Canais • Comercialização de café colombiano nacional. como Indicação Geo. por meio da • Promove ações sociais. com reconhecimento nos principais mer- na e o bem-estar dos cafeicultores. em diferentes possui. ou com as marcas comerciais meira vez. café colombiano e à sua qualidade. econômi- abertura de lojas Juan Valdez e da quali- cas. para facilitar a Assim. a Assembléia Ge- • Exporta um negócio: as Lojas de pela Fedecafé. Os destinatários são exclusivamente aos panha publicitária para divulgar a marca produtores de café da Colômbia. Tabi e Castillo. Já na década de 80. segun. A história das Tiendas Juan Valdez. • Venda de bebidas de café. Mas. O produto mover a inovação. rios criaram. dado. em 19 de setembro de 2002. em pontos de venda de Denominação de Origem. • Venda de produtos relacionados com gráfica Protegida (IGP). como um mí- quando a marca já era conhecida e con. além da Fedecafé A proposta do Procafecol é ser um dos qualidade do produto e do processo. cados consumidores de café.000 produtores do país. após autorização do Congreso Ca. da grupos empresariais mais destacados de • Instituição sem fins lucrativos. solidada nos Estados Unidos. é o símbolo que representa a qualidade do café colombiano pelo mundo. Desde 1981. sociedade de capital 100% privado. sem direito a . como também pela de diversos continentes”. foi criado o implementar uma experiência piloto. gião produtora e os cafeicultores. mercados.A. cujas fazendas tives- lômbia e no exterior. um projeto para pro. para sem algumas características. a Fedecafé e acionistas minoritá. encontradas nesse local. Em outubro de 2004. somente café. como as Bor. para administração direta ou através bico. do. importância econômica. o reconhecimento trialização e a geração de valor agregado apresentações. • Fomenta da cafeicultura colombia- promover o café e em desenvolver a re. Em 2007. Mercado & Negócios Janeiro de 2008 Agroanalysis 19 Café O segredo da Colômbia Letícia Serra Tavares1 Marcos Fava Neves2 O CAFÉ colombiano é conhecido em diversas partes do mundo não só pela sua qualidade. as estratégias de indus. tecnológicas e científicas. em agregado. nos âmbitos nacional e in- teve o reconhecimento de 27 países da Nesse mesmo ano. somente em abril de 2006 a Pro- personagem Juan Valdez. café. abrir a primeira loja de café Juan Valdez e nimo de 1. A marca Juan Valdez foi criada em 1959. 500. pela pri. chamado La Verdadera Bonanza. o qual informava do a Fedecafé. desde 2005. começa em 2002. fetero. cuja base é o café colombiano. Tal reconhecimento foi fruto. devido ao clima próprios recursos.. bón. é “um símbolo gráfico de a Procafecol S. ou Sociedade Promoto. de anônima.

em um prazo de 6 meses. tanto 6. a Procafecol passou por uma reestruturação e adquiriu 100 novas empresas. a marca Juan Valdez também é representada pela Coca-Cola.000 pontos de ven- Fonte: Sistema de Informação Gerencial NFCGC. em sua totalidade. aproximadamente. cujo objetivo é operar as Lojas 0 Juan Valdez naquele país. que representam 15. como a Coffea Arabicas Beverages S. nos Estados Unidos. e a Cafescol Tiendas SL.A. na Colômbia.400 subscrição de $10.600 (cinco mil pesos) por ação e preço de 1. também é promis- 4.000 marca. foram ofertadas somente a ca- 1. ações.000.000 Além de estar presente nessa rede de 1.A.000 na Colômbia.000 sor o mercado de cafés embalados da 3. se- gundo a Procafecol. na Espanha. subsidiária da Procafecol S. o interesse 600 maior da Federação. já que ..00 (dez mil pesos).000 supermercados.. set/04 out/04 nov/04 jan/05 mar/05 mai/05 dez/04 fev/05 abr/05 jun/05 ago/05 aet/05 out/05 nov/05 jan/06 mar/06 jul/05 fev/06 dez/05 No ano seguinte. seria usado. 5. vendidos em supermercados da rede Wal-Mart. 800 Com a emissão de ações. e esse número poderá crescer. mediante sua vincula- ção ao negócio de Tiendas de Café Juan 0 jan/04 abr/04 jul/04 out/04 jan/05 abr/05 jul/05 out/05 jan/06 mar/06 Valdez. até 2009.20 Mercado & Negócios Agroanalysis Janeiro de 2008 Vendas totais na Colômbia ($mm) voto. nas principais cidades dos Estados Unidos. nos Estados Unidos.000. Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia e ficou proprietária de 99. com o objetivo de fi- Vendas totais nos Estados Unidos (milhares de dólares) nanciar o projeto de expansão global da 250 marca Juan Valdez. da.000 Novas Parcerias. como acionistas da Procafecol. a Procafecol adqui- riu 939 quotas sociais que pertenciam à Fonte: Investments Inc. subsidiária da Procafecol S. com valor nominal de $5.200 sociedade. via abertura de 300 lojas de café. responsá- vel pela comercialização de bebidas colas 50 ou cafecolas. Durante 2005.000 Mas não só as vendas nas Tiendas Juan Valdez aumentaram. se quisessem.000 Em relação ao desempenho das Tiendas Juan Valdez. Europa e em outros países. 200 Colômbia. em aproximadamente 11. O capital obtido com a emissão das Fonte: Estatísticas Financeiras Procafecol S. que deveriam comprá-las. Alianças Estratégicas 7. para melhorar as opera- 150 ções das Tiendas Juan Valdez.9% da Pod Col Coffee Ltda.A.A.00 1. 0 set/05 out/05 nov/05 dez/05 jan/06 fev/06 desde 2007. Vendas mensais de café embalado no Wal-Mart (EUA) 8. era dar oportunida- de para os produtores da Colômbia par- 400 ticiparem da cadeia de valor agregado da 200 atividade cafeeira.75% da 1.000 feicultores. como nos Estados Unidos. Essas ações. 2. as vendas totais crescem.

000 pontos de venda. também.juanvaldezcafe. Colômbia Espanha Estados Unidos e Markestrat 2 Professor de Planejamento. dado o numero de hipermer- Participação nas empresas subsidiadas cados do Carrefour. Mercado & Negócios Janeiro de 2008 Agroanalysis 21 a Coca-Cola FoodService serve a mais de validade é de mais de nove meses. segundo Ricardo Obre- gón Trujillo. perder características de sabor e aroma.000 deles já com- Participação acionária pós-venda das ações preferenciais praram as ações ofertadas. 15.36% forma de divulgação gratuita por meio de amplo número de pontos de venda. a Coca-Cola pagará Em suma. aos cafeicultores que já Novos acionistas forem acionistas e à Fedecafe. Coffea Arabicas Pod Col Cafescol NFCGC Beverages S. única empresa licenciada 400. a confiança dos cafeicultores.9% 99. 83. presidente da Procafecol. cuja dora. Percebe-se o arrojo dos colombianos no marketing do café.. dez nos Estados Unidos e duas na Espanha. Coffee Ltda. destinadas.com four.9% 100% 96. há 92 Lojas Juan Valdez. Deixa claro que o avanço deve se dar também em canais de distribuição.juanvaldezcafe. pela Fedecafé neste país. Pode-se observar. que promovem 10% de royalties à Fedecafé. principalmente. o negócio das Tiendas Juan Valdez pa- a venda do Café Juan Valdez Reale. Se a experiência vingar. nos Estados Unidos.75% (cafeicultores) Atualmente. Tiendas SL Investments Inc 1 FEA/USP Ribeirão Preto – Pesquisadora do Pensa Bogotá. Esse elo representa um con- tato direto com os consumidores e uma 94. sem é a Coffeecol. sendo 80 na Colômbia. Coordenador do Pensa e Markestrat . A Coca-Cola é responsável pela instala. Estratégia e Ma- Fonte: www. Aproximadamente 22. A distribui. O ultimo passo foi firmar uma parceria para mon- tar lojas de café dentro da rede Carre- Fonte: www. aumenta o potencial de abertura de lojas de Café da Colômbia. Este número pode ser maior.com rketing da FEA/USP.A. mas desta vez de- verão ser ações ordinárias.46% 0. os números mostram que ção de vending machines. do caféREALE rece ser promissor. Pelo uso da marca.79% Neste ano poderão ser emitidas mais Acionistas minoritários ações da Procafecol.

000 a tonelada. • Consumo alternativo da matéria-prima para biocombustível. Fatores de alta de preços Os mercados interno e externo vão • Receio de adversidades climáticas na América do Sul. em US$ 320. de R$ 2. área plantada dos EUA (mais 3. Óleo: 2.00 a tonelada. questões de oferta e demanda. Farelo: 700 mil (40 mil em 2006/07). em novembro de 2007.4 milhões em 2006/07). sendo que. • O óleo está com preços crescentes desde dezembro de 2005.8 milhões (2.6 milhões de hectares). mas são os maiores dos últimos três anos: em tonelada passa de US$ 400 no grão.330 no óleo e R$ 850. Como reflexo. cional especulação e da compensação da • A relação entre estoque e consumo nos três menores níveis da história dos EUA. continuar nervosos e com cotações em • A pressão da escalada do preço do petróleo nos custos de produção. é interessante obser. apesar de ainda não alcançarem recordes históricos. o mercado concentra foco nas • Grãos: 34 milhões (10 milhões em 2000/01).00 por bushel. As cotações do complexo soja na Bolsa de Chicago (Cbot) e os valores de negócios para exportação (Cbot + prêmio) alcança- ram os maiores patamares da história: • Os contratos futuros do grão ultrapas- sam os US$ 12. var o processo de integração do comple- . ou seja. o consumo segue em alta e os estoques de passagem tiveram baixa significativa.50 por saca de 60 quilos. os valores só não batem recordes históricos devido à valorização do real ante o dólar. alta. Por sua vez.22 Mercado & Negócios Agroanalysis Janeiro de 2008 Soja Rentabilidade na ponta do lápis A PRODUÇÃO mundial da oleagino- sa diminuiu na safra 2007/08. em toneladas: mundial. estão expressivamente altas. • As cotações do farelo. A per- da de área nos EUA não foi compensada com expansão do plantio na América do Sul. no mercado interno. forte desvalorização do dólar no mercado • A importação da China.00 no farelo. pela primeira vez na história. Nesse contexto. Um ritmo mais lento na comercia. ultrapassaram US$ 1. além da tradi. lização da safra dará mais sustentação a • Manutenção de preços elevados para estimular aumento na essa tendência. Na prática. US$ 26.

no correr do desenvol- • Primeira: a competição de espaço custo operacional da soja.18 -11 sub-total (1) 673.50 7 43.53 119.52 -15 42.00 - Produtividade de equilíbrio (sacas/ha) 50.90 47.09 393.00 23.37 65.74 15 Colheita 77.5 Tratos 61.86 0 Seguro 14.5 Adjuvante 2. O registro é estimulado pelo seu uso na fabrica. as lavouras transgências Nos casos do glifosato e do adubo básico.65 14.87 5 14. sem incluir vimento da safra.00 . de compra do sojicultor.98 4 2.10 0 42.11 14 625.89 43. Mercado & Negócios Janeiro de 2008 Agroanalysis 23 Soja: custo operacional efetivo na safra 2006/06 e 2007/07 (R$/hectare) Rio Verde (GO) Var.62 7.71 0.84 31. dos biocombustíveis e.75 6 148. cimento da ferrugem asiática encareceu o • Segunda: o efeito das cotações elevadas centradas no grupo dos insumos.55 26.00 45. variações praticamente ficaram con.50 0 21.39 6.48 0 25.00 26 285.34 35.66 718. do capital.99 44.14 38 223.43 9. ao mostrar o valor consumo de grãos de milho e soja. pois o apare- ção de etanol nos EUA.00 23.65 0 6.79 -13 11.30 15.13 .80 53. 39.26 72.90 48.80 44.00 0 36.94 -4 38.27 1 39.36 24.00 52.42 26.95 3 Preço recebido (R$/saca) 23.13 -19 101. o milho.89 0 107. Sorriso (MT) Var.48 35.78 247.94 287.42 -3 Fungicidas 124.91 .89 1199.23 58.88 5 61. é um matéria-prima para produção de ção de exigir duas aplicações de glifosato elemento fundamental para ser analisado. teve pequeno acréscimo.35 120.44 17.00 40.69 80.40 0 40. Maracaju (MS) Var.43 40.49 47. ao da cultura convencional.26 0 37. As importante nos fungicidas.59 39. Semente 14.00 -8 55.03 -1 77.00 0 Herbicidas 94.54 106. variam em quantidade com outra matéria-prima.85 647.84 46. 23. 42.00 104.12 5 3.02 249.45 4 sub-total (3) 265. insumo em uma determina região.04 4 919.99 43.34 270. pois ficam tiveram um aumento de custo superior ocorreram perdas expressivas do poder com menor disponibilidade.67 0. A relação de troca.32 0 35.40 36.50 2.88 4 Capital de Giro 94.41 77. Praticas culturais Preparo do solo e plantio 72.45 656.23 4 245.00 23. farelo comestível sobem.48 90.50 -27 80.41 0 45.86 10 984.00 .69 -0. Suas aplicações.15 2 237.51 98.00 50. Item 2006/07 2007/08* (%) 2006/07 2007/08* (%) 2006/07 2007/08* (%) 1.00 -11 Tratamento de.85 2 COE (1+2+3) 1149.80 11 78.51 38.47 18. Os reajustes mais pesados ocorreram recebido pela produto e o preço pago pelo • Terceira: com o maior consumo de nos fertilizantes e no glifosato. os preços do óleo e (pós-emergente). 23.77 1009.70 -4 36.50 -9 16.89 210.00 7 574.35 15.00 77. Em fun. depreciações e custo de oportunidade de acordo com o controle.40 10.57 12 50.76 -19 Inseticidas 50.00 0 Mão-de-obra 58.76 13.53 -1 113.23 0 35. Outros Transporte da produção 45. .42 0 40.2 sub-total (2) 210.22 0 24.82 5 Comercialização/Armazenamento 17.22 61. portanto.13 8 28.00 90.00 42.66 4 7.40 1016.34 82. que estimulam o emprego despesas com tratos culturais e colheita titividade da lavoura nacional. o os.27 -15 54. Insumos Fertilizantes 303.00 0 Impostos 26.10 17.96 11 15.68 61. mais pouco mudaram. biocombustível.84 3 Assistência técnica 9.50 381. As custo de produção e prejudicou a compe- do petróleo.22 - * Previsão Fonte: Cepea/CNA xo soja com os biocombustíveis em três Custo de produção Já inseticidas e fungicidas tiveram recu- grandes vertentes: Entre as safras 2006/07 e 2007/08.86 28.94 29 Sementes 84.

70 ção e comercialização passa a ser peça indis- 1. Esses 550 202 12.38 0. A deci. Haverá 650 239 14. mas de decisão para US$ 110. O frete para levar uma quilizar os mercados serão o desempenho são é coerente.050 386 23.42 40% 22. Grande parte dos produtores fez ope.70 não comprometer a produtividade.60 pectivas de preços firmes nos próximos 1. salientado.57 33.67 27% Lucas do R.85 29% Fontes: Cepea.70 momento.2 41.40 28% MS Maracaju 0.51 34% 25. Em plantio. Verde 0.2 43. Também haverá as primeiras indica- É um contexto positivo. Novo do Parecis 0.43 59% 23.5 47.60 pensável. Até março.90 34.59 51% 28. sustentadas principal. complexa.33 0. 600 220 13.5 29.80 contratos firmados com as empresas de insumos.34 0. ciaram os mercados. acom- rações casadas com a compra de insumos mente nos preços do petróleo e nos seus panhado de fortes baixas nos preços.39 0.000 367 22.60 lucro. Com a volta à realida- lavouras.2 25.54 27. Relação entre os preços da soja por unidade O problema está no preço negociado no USc$/bushel US$/tonelada US$/saca de 60 kg R$/saca de 60 kg intervalo de US$ 12 a US$13 a saca.42 27% GO Cristalina 0. Um comportamento bem atípi.6 31. cujo valor nor. CNA Negociações internas Outro ponto sempre importante a ser impactos sobre a concorrência de produ- Os ótimos preços e suas indicações fu.9 35.34 37. traders e cerealistas.47 38% 23. 850 312 18. as notícias fundamentais para tran- a comercialização da nova safra.3 23. o custo sobe área. varia de US$ 60 a ambos os países a sojicultura cresceu em res quando da colheita brasileira. influen- de plantio até o começo da maturação das malmente é a metade do da soja.85 31.27 0.80 valores praticamente dobraram a seguir. Haverá ainda uma dependência muito forte das condições climáticas para 800 294 17.07 32% Rio Verde 0. a montagem de um plano de produ. para Santos e Paranaguá. tos biocombustíveis e alimentares.90 cou bem aquém de seu potencial. US$ 100 (a partir de Sorriso. É a receita fundamental para uma propriedade rural ser administrada profis.1 21. com preço em forte ascensão entre os períodos Imagine o caso do milho. diz respeito aos custos da logísti.92 26. 1. enorme conotação especulativa. posições altistas.40 28.43 21% Caarapó 0.30 0.100 404 24. tica.24 Mercado & Negócios Agroanalysis Janeiro de 2008 Relação de troca entre soja por glifosato e adubo básico Glifosato Perda do Perda do Adubo básico (sacas/tonelada) UF Região (sacas/litro) poder de compra poder de compra 2006/07 (a) 2007/08 (b) (b/a) 2006/07 (c) 2007/08 (d) (d/c) Sorriso 0.70 mais larga que parece em um primeiro 750 275 16.200 441 26. Esalq/USP.80 .60 anos.34 0.7 33. via caminhão.03 29.0 39. travada pela venda futura do produto. 1.84 32% MT C.70 A recomendação é de cumprimento dos 900 331 19. Com as pers. atual comportamento de Chicago. Nota: US$ 1 = R$ 1.39 0.55 41% 28. A safra 2007/08 mostra um de soja colocada no porto vale US$ 240. enquanto uma tonelada ções para o futuro plantio nos EUA. da lavoura no Brasil e na Argentina. os fundos. as perspectivas são preços meno.45 32% 25. a rentabilidade da lavoura fi.44 33% 21.70 sionalmente e orientada para resultados. Se os EUA aumentarem o tonelada de Mato Grosso. prevalecerão as apostas nas de dos fundamentos. embora de difícil acerto no cur.46 39% 21. Uma estratégia correta.01 35.4 27. Na prá- turas fazem os produtores anteciparem to prazo. mas muito longe daquela margem 700 257 15.9 37. 950 349 20. haverá reversão no co.33 0.00).94 34% Primavera do Leste 0. Com isso. Nos últimos tempos. ca e do transporte.45 32% Rondonópolis 0.

que estimulavam produ- ção excessiva e reduziam preços.3 vamente desde 2005. aquela . aveia. Em Arroz beneficiado 420. pobreza rural e gestão ambiental.077.7 Grãos forrageiros1 1.9 9.7 termos reais. Soja 221.5 • Onera o orçamento dos consumido- Total de Grãos 2. Outros paises impõem controle de preços. As derivações correm por aí.6 7.9 alimento mais caro. 1 milho. sobretudo em países pobres. A agroinflação é produto de um ciclo paradoxal das políticas agrícolas.9 Existem prós e contras com relação ao Farelo de soja 161. cabe uma detalhada prospecção quanto à falta de se- gurança alimentar. Nos EUA.3 703.4 de alimentos está no mais alto nível.6 -5. • Incentiva o emprego e o crescimento econômico de muitas regiões rurais pobres.3 593. • Minimiza o impacto sobre moradores de favelas e trabalhadores sem-terra. Para cada um destes pontos.7 4. • Causa a revisão das políticas públicas para o campo. Milho 769. Mesmo com subsídios e bar- reiras comerciais. Nenhuma po- lítica conseguiu reverter isso.7 0.3 980. centeio e arroz beneficiado • Melhora a renda de produtores rurais Fonte: USDA e comunidades agrícolas. Mercado & Negócios Janeiro de 2008 Agroanalysis 25 Safra 2007/08 Cenário internacional de alta de preços D URANTE 2007.3 4. O índice de preços Mundo: produção de grãos (milhões de toneladas) Discriminação 2007/08 2006/07 Variação (%) Trigo 602.1 1. Óleo de soja 38.6 235.5 417.991. os subsídios para o etanol compensam aqueles antigos. sorgo. e o avanço na área de lavouras pressiona o meio ambien- te. Uma sugestão para os seminários e discussões é sobre política governa- mental. pois.7 1.3 res.3 153. os preços subiram intensi.0 36. Agora. os preços das com- modities agrícolas chegaram ao auge em termos nominais. a Argentina propõe ao Mercosul taxar as exportações de alimentos.054. cevada.9 4. agricultores ocidentais perderam renda e não acompanharam o grau de eficiência exigido. Qual a de maior eficácia.

a soja e o tri- go.9 milhões no ano anterior. mesmo com a atuação dos fundos. Sem provocar surpresa. vação ao longo do primeiro trimestre do da.07 jul. seria natural um de recuo importante nesses preços. mesmo com o au. preços fica maior por causa da forte do em Chicago apresenta a maior varia. A soja tende a ser o produto de melhor Algodão preço em 2008.4 milhões de Arroz hectares. decrescerem ao nível de 100 milhões de nificativas de preços.07 Milho versus soja A soja. as cotações dos A curto prazo. Há ainda o custo do transporte diante do queda registrada na relação entre esto- ção positiva nos últimos doze meses. em termos de área. Milho tima safra. Ucrânia e Austrália. o trigo negocia.07 dez. 350 diante da previsão de aperto dos estoques e de alta do preço dos principais produtos 300 agrícolas. Além disso. contra 25. quadro será dramático. Fonte: Bolsa de Chicago mento da demanda pelo grão. Se positiva em pelo menos dois aspectos: níveis de estoques e oferta mais reduzida.07 mar. o menor dos últimos 29 anos.07 jul. Mundo: relação entre estoque versus consumo (%) tados Unidos se forem ocupadas áreas de conservação. há o risco dos estoques Isso está longe de significar quedas sig- apostar nos grãos. para a safra Grão de Soja 2008/09 no: • Avanço da soja para 28.8 milhões na úl. Com Fonte: USDA base em uma safra normal na América do Sul e na futura dos EUA. temente impulsionada pelas quebras de seqüência é uma inflação no preço do pão Porém. que e demanda.07 set.3 milhões de hectares. aumento dos preços do petróleo. contra 37. A mé- 0 10 20 30 40 50 60 dia histórica é de US$ 6. De um modo geral.07 nov. A con.07 mai. Só haverá área extra para plantio de milho nos Es.26 Mercado & Negócios Agroanalysis Janeiro de 2008 com intervenção via controle de preços Preços das commodities agrícolas em tonelada (US$/tonelada) e restrição às exportações ou a de sub. toneladas. o que depende de liberação Trigo do governo. rem de contratos de petróleo para bushel. 200 plos dessa assertiva o milho.06 dez. sobra pouco espaço para novas al- • A decisão dos fundos de se desfaze.06 fev. 450 sídio de renda? Qual melhora a renda milho soja-grão trigo do campo? 400 O momento é oportuno para isso.06 nov. os relatórios 150 mensais do USDA já estão precificados 100 pelo mercado. não houver problemas na safra sul- • A aprovação do novo Farm Bill pelo os contratos futuros apontam para ele. analistas 2007/08 apostam. for.07 out. . com o preço em alta.50 o bushel nos próximos 12 meses.06 ago.06 out. a leitura do mercado foi Com maior demanda mundial. o safra em produtores importantes como em muitos países.07 jun.22 o bushel.07 ago. 50 jun.06 set. americana ou uma explosão de deman- Senado estadunidense. Servem como exem. • Recuo no milho para 35. caso haja frustração climática. próximo ano. sempre acima de US$ 8 por tas. A relação entre o estoque final 250 e o consumo vem em processo de queda nos últimos anos. 2000/01 Na bolsa de especulação. baixos grãos atingiram um platô bem alto.07 abr. em torno de US$ 14.06 jan. deverá ocu- par a área do milho. A volatilidade dos Com contágio similar.

notadamente dere uma visão mais otimista.3 1. Com maior área plantada e me- lhor produtividade. Fonte: Produção – IBGE. não obstante a perda esperanças. sob pena diminuir dras- O cenário externo é favorável. o resultado foi menos prós. para biocombustíveis.122.9 grande subida nos preços ocorreu no se. Frango 17. neceria instalada. Pecuários 72. Com a tendência de aumento do commodities. O Valor Bruto da Produção Agrope- cuária (VBP). Houve muita venda Mesmo com tudo isso.5 24.696. Café Beneficiado 11.8 Leite 13.7 meiras. a forte justificativa é externa. Mercado & Negócios Janeiro de 2008 Agroanalysis 27 Safra 2007/08 Recomposição maior entrega de fertilizantes. é o sinal claro de uma me- da renda no Brasil lhoria no padrão tecnológico do processo produtivo.4 15. nessa tendência há que se Elaboração: Confederação Nacional da Agricultura reconhecer o papel dos alimentos no con.717.0 5.5 30. em defesa sanitária e a garantia da quali- de área plantada.375.6 6. do ponto de vista histórico. providencial.4 de fêmeas e exportações crescentes.685. (%) e recebidos não foi tão compensadora. governo para a safra 2007/08 prevê no cré.436. em R$ milhões. em mos. Esse quadro poderá favoráveis extrapolam para além de 2008. mesmo com tadeiras aumentaram.172.3 4. crescimento de 3.3 124.5% a 4.615.8 Arroz 5.112. o impacto de anos seguidos de abate Suínos 6.576. seja na produção vegetal A recomposição de pelo menos uma veis para atrapalhar a repetição dos nú- como na animal. o maior rigor na concessão dos emprésti.928.191. antecipada.813.678. Milho 11. estranha no setor produtivo de que.9 22. Por sua vez.7 preços foram milho.9 11. a de qualquer contingenciamento. Com excelentes condi. as três Algodão 2.3 ciada à febre do etanol nos Estados Unidos Carne bovina 32.750. com a crise de renda e e o uso mais intenso de matérias-primas • De câmbio forte em relação ao dólar. repetir-se novamente.8 125.9 grandes vedetes em termos de subida nos Feijão 4. cresceu 14. diante do ajustado ba. 2. Outros 46.0 13. Os con- tratos futuros nas bolsas internacionais de produtos primários assinalam preços cializar a colheita. Já em termos de rentabilidade.9 46.4 e à voraz demanda da China. lanço de oferta e demanda mundial.273.7 -20.1 1. A SAFRA 2007/08 traz expectativas de permanência dos patamares ele- vados de preços para o produtor comer- trole inflacionário da economia brasileira em período recente. particular os fertilizantes.548.5 -9. segundo a Confe- deração Nacional da Agricultura.333.6 7. a exuberância da safra 2007/08. Na carne bo.5 As razões variam.7 22. Soja 24. Preços – FGV .173. Ovos 3.9 21. godão.75% para 6.797.4 17.715.065. Valor bruto da produção agropecuária – VBP (R$ milhões) pero: a relação de troca entre preços pagos Produtos 2006 2007 Var. As vendas de tratores e colhei.0% de 2006 a 2007. asso. As fábricas colocam dade da carne nacional devem ficar livre os embargos nas exportações. quando se dito rural a disponibilidade de recursos da nas regiões de grande contingente popu- trata de crescimento da demanda pelas ordem de R$ 70 bilhões e a redução na taxa lacional.9 6.648. ticamente a renda do produtor. Trigo 797. Nos consumo mundial de produtos agrícolas menos contagiante diante das projeções: dois últimos anos.2 80. os recursos para os investimentos ginosas foi generosa. internamente essa euforia é de juros anual de 8. Nas carnes. soja e carne bovina. as perspectivas mais • Pressão de custo dos insumos. O plano agropecuário anunciado pelo Para a economia mundial. sobraram verbas.671. firmes e altos. Mais que ções climáticas.993. em que pese o alto preço.9 4.9 51. também foi favorável.8 te da produção já tinha sido vendida. se não gística no escoamento da produção. a colheita de cereais e olea. mediante contrato de recebimento fosse a subida dos preços.3 14. Agrícolas 107.3 32. principalmente na soja e no al. O setor produtivo retoma as nunca. No caso das duas pri.460.5 15.0 e de curto prazo.093.0%.6 Antes de qualquer julgamento repentino Total 180.3 Consideradas as vilãs da inflação. o resultado novos produtos no mercado. A 1. Essa situação não se podia perpetuar.75%.6 8.5 11. a previsão é de Embora no mercado externo prepon. quando uma grande par. Existem ameaças sensí- ros espetaculares.8 vina.0 gundo semestre. paira a sensação • Precariedade da infra-estrutura e lo.082.563. será a verdadeira redenção do setor. a crise perma- O ano de 2007 deixa a marca de núme.021.5 205. de insumos e entrega da produção.6 4.9 49. parcela da renda do campo veio de forma meros conquistados em 2007. junto com preços remuneradores.768.

96 Perenes 242.30 Café 7. Foram 30 milhões de e as monoculturas de cultivo intensivo países desenvolvidos seria um caminho toneladas correspondentes à metade da ganham espaço.396. tores de países ricos.50 100. Há dução.0 bilhões de bocas 1961 2000 para serem abastecidas. os biocombustíveis absorve.70 tos em estradas.31 34.70 376. Por ano.20 437.140.98 85.50 36. Florestas naturais e plantadas 4. a comida perde qualidade Um corte nos subsídios agrícolas pelos de milho nos EUA. Na agricultura 4.30 tam o conjunto de países onde estariam 2.00 13. Total 13.99 70. com três quartos da população didos para a fabricação do etanol à base A história dos subsídios e das barrei. represen- 2.006. Essa política é apontada com ras comerciais das últimas décadas revela volvimento. a Madeira 3. .54 por galão de etanol.00 113.60 der à demanda global.28 Política Agrícola Agroanalysis Janeiro de 2008 Comércio Internacional Novos os preços dos alimentos nos mercados mundiais caíram 75% em termos reais.276. A Rodada Doha.70 33. De 1974 a 2005 mente quebrar seu paradigma de associar umbilicalmente a segurança alimentar à Mundo: produção e demanda por alimentos e fibras (milhões de toneladas) independência alimentar. na metade do século Carnes* 264. a exportar agora importam.08 1.374.3.37 7.790. da Organi- zação Mundial do Comércio. para limitar a entrada de produto da con- corrência. enquanto os impos.066.16 33. queda nos estoques globais do cereal.66 0. armazéns. Outros Usos 4. Área Total % Total % É claro que o Brasil. US$ 240 agricultura caíram pela metade nos últi- de preço dos alimentos no mundo.40 146. mos 25 anos.78 da Revolução Verde. bilhões são gastos para apoiar os agricul. portos.00 como na infra-estrutura das comunida- * Dados ajustados Fonte: FAO des rurais. o brasileiro.401.10* 32.76 gerar excedentes de produção para aten- Suínos 103. a de oleaginosas quadruplicou e a de carnes cresceu 40%.055.03 2.00 Cazaquistão. Essa visão limi- Produtos Produção em 2005 Demanda em 2025 Produção adicional tada da soberania nacional não resolve o problema global de gerar alimentos nos Cereais 2.50 90.270. países desenvolvidos precisam urgente- americano. Nos próximos Uso da terra no mundo (milhões de hectares) 20 anos virão mais 2. Estados Unidos Oleaginosas 595. ao contrário do início Anuais 352. Bovinos 63. Um quadro dramático para os países mais pobres.80 43.10 3.18 e União Européia. Aves 80. natural para reverter todo esse contexto.475. fraqueza nos preços mundiais e As políticas agrícolas convencionais dos mais de 200 subsídios diferentes ao etanol prejudicou os produtores de países agro.60 mente.09 24.2. bem 4. Congo e Sudão.50 disponibilidade per capita de cereais ficou * Todas as carnes consumidas Fonte: FAO estável.49 111.00 quatro cantos do planeta.56 38. ao lado de Rússia.00 3.70 1. especialmente dos paises mais pobres. no caso prático. vivendo no campo. No mesmo período. cultura e na infra-estrutura rural.40 921.40 746.72 9. Cultivos anuais 1.50 5. Pastagens permanentes 3.40 3.70 135. sozinhos.40 1. Muitos países acostumados Em 2007.28 26.97 155.87 mundial dobrou. Isso provocou superpro.513. Os preços mais baixos dos alimentos desestimularam investimentos em agri- P ASSARAM A ser rotineiras as duras críticas formuladas pela mídia inter- nacional em relação aos subsídios conce- portação de US$ 0. não conseguirão mais. paradigmas Se o aumento do preço dos alimentos representa uma séria ameaça para a esta- bilidade. ficou empa- cada nessa questão.168..50 4. os recursos públicos para a uma das principais responsáveis pela alta um custo exorbitante.40 26.56 9. exportadores emergentes.1.81 321. Cultivos permanentes 89. assim como uma tarifa de im.69 disponíveis terras para se plantar futura- 2.70 100.68 Nos últimos 40 anos. Isso exigirá grandes investimen- 3.03 32. ram o recorde de um terço da colheita tos aumentam.148.28 10. enquanto a de madeira e lenha caiu 40%.219.01 750. a população Fibras 28. é uma enorme oportunidade para uma revisão global das políticas agrícolas tradicionais.90 4.04* 29.147.79 passado. 1. Nos países em desen- de milho.

São as circunstâncias de um setor nas Regiões Sul e Sudeste. Em 2006. A exporta.345 mercado internacional. principalmente nanceira das Cooperativas (Recoop). é lançado no mercado interno o carro flex fuel. com da agricultura ganha novo contorno e termos de área. o Brasil exportou 10 milhões de toneladas Brasil: número de estabelecimentos Brasil: pessoal ocupado rurais (mil unidades) na agricultura (mil pessoas) da oleaginosa somente para a China. Aparentemen.582 17. ficou isenta de Impos. Certamente. mostram redução de sementes. Uma das explicações a serem pesquisa- períodos mais prolongados de profun. Grande parte mentou e chegou próximo dos números cuários em 31/12/2006. não há justificativa lógica para esse uma baixa de 1. o agronegócio bra. canização dos processos de produção da to de Circulação de Mercadoria e Serviço são da fronteira agrícola para o Centro. atividade explorada e a a Securitização.204 49 bilhões em 2006. a geira. de 17. Além natureza da propriedade dariam muita luz saneamento de Ativo (Pesa) e o Progra. A queda. Oeste. Um sucesso monumental.5%. as cadeias produtivas nacio. onde a pequena situação começou a mudar de figura. to foi de 344 mil unidades. extrapolam. Censo de 2006 capta muito dessa situa- ção mais favorável. o mapa sificação dos estabelecimentos rurais em segunda metade dos anos noventa. a partir de 1986.993 portações. marcado por um dos O exercício de 2004 estanca o ciclo de euforia e de expansão. Política Agrícola Janeiro de 2008 Agroanalysis 29 Censo 2006 Primeiras interpretações O CENSO de 1996 registrou o acon- tecido em um interregno de tempo.859 nais aparecem nos primeiros postos. dades climáticas e o alto endividamento. Em 2003. Maior número de Cai o número de empregos Na segunda metade da década de no. tratores e colhei. 16. pelo setor nas últimas décadas.930 16. de comportamento. As exportações 17. 4. O incremen.4 milhões de pessoas. à interpretação dessa questão.394 sileiro faz decisivamente sua inserção no 21.5 milhão. de repercussão internacional. em relação ao das empresas de capital nacional da área apurados no Censo de 1980. mais aquelas de natureza estran. das seria o impacto do processo de refor- da crise na agricultura. esse processo não foi geral. ocupado nos estabelecimentos agrope- no agronegócio brasileiro. Censo de 1995/1996. Já a partir de 2000. das exigências internas. propriedade perdeu muito espaço. A clas- as grandes renegociações das dívidas.159 5.801 23. 5. Essa tendência ção da soja em grão. fertilizantes. agora. Com a sobrevalo- rização do real ante o dólar. de 8. as adversi- concentração em estabelecimentos de áreas maiores. Isso abriu espaço para a sua rá. com poupança crescente de (ICMS). e a expan. a expectativa seria de ter ocorrido mão de obra.924 4. Fonte: Censo IBGE Fonte: Censo IBGE . pida expansão no Centro-Oeste. o Programa Especial de carece de novos entendimentos. O globalizado. corresponde a incorporações internacionais.9 milhões para tadeiras vendeu seus negócios a grandes te. No ranking das ex- 4. agricultura. com a Lei Kandir. dos. na transição Nesse processo todo. Diante das crises vividas faz sentido diante da maior taxa de me- setembro de 1996. ma de Revitalização e Estruturação Fi.414 saem de US$ 19 bilhões e chegam a US$ 5.163 20. apesar dos números estarem agrega. Somente após a agricultura entra em fase de ajuste e ma agrária realizada no período. Os biocom- bustíveis entram na agenda mundial e a 1970 1975 1980 1985 1995 2006 1970 1975 1980 1985 1995 2006 cana-de-açúcar vive dias de glória. estabelecimentos rurais Os dados preliminares sobre o pessoal venta houve uma intensa reestruturação O número de estabelecimentos rurais au.

0%.141. mas com de agricultura empresarial ligada à soja.30 André C Michelin Política Agrícola Agroanalysis Janeiro de 2008 A participação relativa dos membros das O aumento da participação da mão.145.358 49.191 38.721 5. pequena variação negativa de 15 mil.814 54. com exceções de certas áreas da ao norte de Pernambuco.605. plantadas (degradadas em boas condições) 3 Matas ou florestas naturais destinadas à preservação permanente ou reserva legal .182 70.324 Pastagens2 154. co com o produtor.147. Essa é uma das do número de estabelecimentos à natureza gados contratados sem laço de parentes. Exceção ção mais profunda.001.896.929 352.545 53.854.517 Total 294. Mesmo com uma Região Norte.472 172.250 174. As vendas das em- do Programa Nacional da Agricultura Fa. temporárias e cultivo de flores.929 88.534 Fonte: Censo IBGE Nota: Lavoura permanente somente foi pesquisada a área colhida para os produtos com de 50 pés em 31/12/2006 1 Lavouras permanentes.293.983. que no primeiro momento para 78. capacidade de trabalho. para o oeste baiano.188.700.721.611.138.620 Sub-total 246003507 276375537 311771607 320319738 313788525 349018017 Outras 48.708 41.529 165.924. viveiros de mudas.652.073 Matas e Florestas3 57.333.796 40.082. anos uma tendência do fornececimen- aporte crescente de recursos ao longo dos introduzida ainda na década de 1980. Será interessante associar o aumento verificada a maior proporção de empre.9% de-obra familiar no Nordeste.499. Um dado.466 323.082 364.959 47.865. em espe. alternativas empresariais para dar ao es- do tipo de proprietário.421 374.246 354. Pará e do Amazonas.599 94.104. Os indícios para essa dores agrícolas em regiões tradicionais essa constatação merece uma prospec- constatação passam certamente pelo apoio de lavoura de cana-de-açúcar.167.697.263 52. Esse aumento foi generaliza.822. foi to de unidades com maiores potência e anos. estufas de plantas e cadsas de vegetação e forrageiras para corte 2 Pastagens naturais. inclusive hidroponia e plasticultura. cial na região que se estende de Alagoas causa surpresa. em especial nos estados do o assentamento de famílias de trabalha.983.641 179.431 177.703 88. tabelecimento rural mais escala de pro- Brasil: utilização das áreas (hectares) 1970 1975 1980 1985 1995 2006 Lavouras 1 33.520.881.794.987.847. diz respeito à redução do no País.455 76. Maior potência no campo famílias dos produtores subiu de 75. criado em 1996.598 99. parece refletir da frota de tratores. onde em uma área presas de tratores revelam nos últimos miliar (Pronaf).

732. Os menores incrementos foram mal desenvolvidos pelo governo. foi verificado o maior mente pelo próprio IBGE.415 2. Política Agrícola Janeiro de 2008 Agroanalysis 31 Brasil: tamanho do rebanho (número de animais) 1970 1975 1980 1985 1995 2006 Bovinos 78.044 17. mas vinha de um longo processo mente 3.249 21.809 718.628. em pratica- Fonte: Censo IBGE de lavoura.085.151.248.058. no combate à febre aftosa 803 788 (48.885.748 Leite cabra (mil litros) 13.523. em termos de animais vacinados e con- 665 solidada. bora os resultados sejam preliminares.950.723 30.6%) fiança nos paises importadores e acarreta 545 e Nordeste (114.590. O Censo verificou crescimento da parti- produção. o ta- 2000 a 2004.669 32.908. Vale destacar que.617 31.083 1.180 436. frangas e frangos Brasil: produção animal Produção 1970 1975 1980 1985 1995 2006 Leite vaca (mil litros) 6.274 11.433. as vendas de tratores estive.250 101.900. o crescimento de 114. era de 4. Esses números fortalecem os dança na utilização das terras do País.527 35. Expansão da fronteira agrícola em 1970. nacional de tratores.432 17.0%) e no Sul por exemplo.942 6.643.8%). revela um Agropecuário 2006.753 118.244 31. Agropecuário de 2006 mostram um au.428 7. Um ajuste e convergência dos 323 ficado na área de lavoura pode ter decor. regiões de ocupação mais con.394 25. Especialmente no problemas com a Organização Mundial Nordeste.899 16. Em um patamar intermediário.261 Fonte: Censo IBGE * Inclui galinha. enquanto a de de lavouras e área de pastagens é muito precisava de investimentos em mecani.646 7. em março de 2000.361 13. A agricultura relação ao Censo de 1996.856.407 Fonte: Censo IBGE dução para a diminuição dos custos de conquistar sucessivos recordes na produ. significativa e representa uma grande mu- zação.922 839. a mentos Associados à Colheitadeira. ção de cereais e oleaginosas.747 Suínos 31.041.519 30.993 6.243 Ovos (mil duzias) 556.846. números se faz mister há muito tempo.244. Isso tem im- aumento relativo na área de lavoura. em 1995. produção de grãos (especialmente a soja) manho do rebanho mostra uma grande ram sempre em alta e ajudaram o País a e da intensificação da pecuária.5%.986 619. plicação nos programas de sanidade ani- Brasil: frota de tratores 275.109.555 13. centração do rebanho. Houve ocupação de 1970 1975 1980 1985 1995 2006 recuo de 10.111 8. cipação relativa da área de lavoura em re- Em razão do sucateamento da frota lação às áreas de pastagem e florestas que.5. Isso cria descon- estão as Regiões Centro-Oeste (95.337 1.303. baseado na expansão das Pecuária intensifica-se e caminha de bens e salários nos anos oitenta até a fronteiras agrícolas. De inserção do País no mercado mundial de Como registrado no Censo anterior.410 878.6%.708.954.049 Bubalinos 108.481.052 Outros 17. em alteração de patamar na relação entre área nhecido como Moderfrota. como.0%.640 35.592 209.538 1. mente todo o estado de Rondônia e no . na agricultura (mil unidades) observados no Sudeste (50.275 Lã (toneladas) 33.949.559 17.811. 4. rido de mudanças metodológicas entre Informação relevante diz respeito à in- 185 os dois Censos.148. co.712 834.072 23.077 380.276 12.673.900 21.513.562. pois o Censo de 1996. em- da Frota de Tratores Agrícolas e Imple.278 27.207. variação em relação ao divulgado anual- Na Região Norte.7%). de Saúde.757 153. devido aos planos indícios em torno do modelo de cresci- heterodoxos de congelamento de preços mento do setor. mento na área de lavouras de 83.877 13.872 128.4 milhões de hectares na área novas áreas no leste do Pará. de descapitalização.2.7% veri.376. com a progressiva para o Norte implantação do Plano Real em 1994. pastagens reduziu-se em aproximada.732 1. galos.105 Aves* 213.596.783 11. e passou foi lançado o Programa de Modernização Os resultados preliminares do Censo para 2. A leitura desse processo teriorização e à intensificação da pecuá- deve ser relativa.623 286.810 413.2 em 2006.275 169.709.960 Caprinos 5. ria bovina por meio dos dados do Censo em comparação ao de 1985.834 21.486.147 8.932.

pecuários e dos domicílios associados. Minas Gerais. as de Geografia e Estatística (IBGE) utili. valecem. na Centro-Sul.2%). Sem rentabilidade. lavouras permanentes ta distribuídos em escolas. 2006. com análises e System ou Sistema de Posicionamento descentralizada. sistematicamente. desenvolvimento e crescimento do setor sos 2007 foi a utilização pelas equipes ador para o supervisor lotado na área agrícola nos últimos dez anos.9%) e aves (73. aquelas destinadas à preservação per- to. A rede de coleta nunciada da chamada coleta descen. que a captação precisa das coordenadas cípio ou até em outro estado. recolhidas. quando o produtor reside em Na tentativa de levar ao publico leitor são via satélite. houve uma ocorrência mais pro. à futura agre. florestas plantadas e mitir as informações à sede do Institu. Goiás e Mato Grosso.0%). o percentual das áreas de Região Sul e de São Paulo perderam ex- década 1996-2006. res de mão (Personal Digital Assistants do produtor. Muitas propriedades de exce- número de estabelecimentos agropecuá. no teiras de grandes estados produtores da Os outros grandes números indicam. geográficas de estabelecimentos agro. sidade de bovinos. e silvicultura. São Paulo. exceções. Nesta edição do Censo Agropecuário florestas nativas. contou com 1. Grosso do Sul e São Paulo. banda larga. desde o norte do Censo Agropecuário indica a intensifi. matérias especiais – PDA). tralizada. de coleta correspondente ao endereço próximas edições. a Itambé. 27 Unidades Estaduais e 534 Agências • O processamento das informações As áreas de lavouras incluem as lavou- Municipais. cimento. Para transmissão dos era apenas os mapas impressos principalmente nos estados de Mato dados coletados. de 1996 para 2006. dade. Há um incluem o Censo Agropecuário 2006. de Mato mo de crescimento da produção de leite ao longo do Rio Amazonas e de alguns Grosso do Sul. As bacias lei- Pará até o norte do Acre. de intensificação pelo aumento da den. em suas de campo de cerca de 82 mil computado. cederam espaço aos re. de 1985 para 1996. no Rio de Janeiro. localizados em todo o País. As in- a Contagem da População 2007. redução de 8. bem como de o produtor residir em outro muni.5%. dados coletados em áreas distantes publicas dirigida ao setor e levar às Os PDAs possibilitaram aos recensea. A seguir o dado cole. Esta modalidade permite a Já a área de pastagens inclui pastagens computadores e acesso à internet por realização da coleta fora do estabele. mais informações sobre o processo de A grande inovação tecnológica dos Cen. outro município.111 pontos com micro. do estabelecimento. as de matas correspondem às matas e censeadores para descarregar e trans. formações concentram-se em quase meçaram no dia 16 de abril de 2007 Anteriormente. De modo geral. tado é transmitido do PDA do recense. No e venderam seus plantéis de excelência aumento dos principais rebanhos: bovinos Nordeste. o rit- mento na ocupação por bovinos é a faixa Paraná. o Instituto Brasileiro Dentre as vantagens da coleta eletrôni. representa uma das raras mento da pecuária. pecuário de 2006. co. Assim. ca estão: informações ora divulgadas poderão zou uma estrutura própria formada por • A rapidez e agilidade nas entrevistas.32 Política Agrícola Agroanalysis Janeiro de 2008 Estrutura e montagem do Censo As operações dos Censos 2007. em português). suínos (14. A explicação está lente tecnologia abandonaram a criação rios. e afluentes importantes. prefeituras • Comunicação dos resultados à socie. aumento de 7. em substituição aos tradicionais Na verdade. . e terras em descanso. Além disso. Rio Grande do Sul. 700 deles com transmis. a natureza preliminar dos com base em análises do Censo Agro- questionários de papel. dos limites territoriais de coleta defi. É um esforço para pamentos de GPS (Global Positioning gação de números derivados da coleta enriquecer os debates. o caiu de 39. 19. tados de Minas Gerais. manente ou reserva legal. Das nove divulgação dos resultados definitivos está buição das áreas onde as pastagens pre. empresas do agronegócio informações dores melhor localização nas áreas de nidas para um recenseador. passar por alterações. ções estratégicas. noroeste do Maranhão. ras temporárias. em função para as tomadas de decisões e formula- coleta (setores censitários). Dotados de equi. o instrumento de apoio 4 mil estabelecimentos. apesar de não se verificar uma genética. Isso corresponde aos premissas para aprimorar as políticas Global. postos de cole. processo não-usual de coleta. cação da atividade. migrou para o Centro-Oeste. dados deve-se. a atividade (11. Outra área de au. nos es. em Nas áreas onde já havia desenvolvi. sobretudo. enquanto as áre- e associações. cooperativas centrais de leite localiza- prevista para outubro de 2008. em parte. A mudança claramente marcada na distri. Agroanalysis trará.5% do pessoal ocupado e relacionada ao avanço das lavouras. verifica-se a mesma tendência das em diferentes estados.1% no pastagem diminuiu em relação às terras pressão. naturais e plantadas.6%. do Em relação aos últimos censos.

................ 39 6.......... 41 a revista de agronegócios da fgv .............. Mudanças fundamentais no consumo de alimentos na Índia ....................... 34 2.. A edição passada foi dedicada à China...... 35 3...................... de uma série de quatro........ A barreira da logística entre o campo e o varejo de alimentos .. Fatores de restrição ao crescimento da produção agropecuária.......... O PAPEL DA ÍNDIA no comércio agrícola mundial Você está recebendo o segundo encarte.... Desafios do setor agrícola indiano ....... diretor geral do Icone SUMÁRIO 1................................ 38 5. Introdução ...... Na próxima teremos Indonésia e Malásia Saulo Nogueira.. 40 7......................... que desvendam o setor agrícola do sudeste asiático......................................... Conclusão: a política agrícola da Índia e suas implicações para o comércio............ 36 4........ pesquisador do Icone e André Meloni Nassar... Tendências da produção agropecuária .

Enquanto os Realmente. Sua pos. respondendo a demandas do já estão investindo na cadeia produtiva desde o campo até os su- consumidor e com capacidade de viabilizar-se e de atrair inves. que não consegue acompanhar o processo viços agrícolas. Sob o argu.34 Caderno especial Janeiro de 2008 1. ou experiência na área. mercial do seu setor agrícola (produtos especiais e mecanismo mo talvez seja uma das únicas características que aproximem de salvaguardas especiais para países em desenvolvimento). o que certamente poderá prejudicar. a Índia já mostrou ser ca- dustrial são os grandes desafios dos indianos que. assim como na logística de alimentos perecíveis de forma sistemática e integrada. Fica claro que essas políticas estão criando um fosso anos. ção de políticas intervencionistas que distorcem o setor produ. no caso da paz de usar políticas que distorcem o mercado internacional China.000 em uma coalizão chamada G-33. o baixo nível de desenvolvimento do setor tivo e que visam a “proteger” seus agricultores. também. Índia são as políticas agrícolas. As multinacionais do varejo alimentício cultura integrada aos mercados. já foram superados. A bola da vez é o açúcar. 5. estrangeiros. causa muito atrito com os países em desenvolvi. De outro lado. Esta edição traz uma análise Rodada a criação de mecanismos para evitar a abertura co- de outro gigante na produção agropecuária. a Índia. ou se o governo ou as cooperativas investirão nessa área entre o setor varejista. vo do governo indiano é aumentar as exportações agrícolas mento que buscam a liberalização comercial agrícola. assim como na área de varejo. garantir suprimento de ali.000 700 milhões de pessoas vivendo na zona rural contra as impor- 6. do campo até as cidades. As Os sistemas de gerenciamento de transporte. consumidores e grupos empresariais india. pratica- Este texto mostra que o grande gargalo do setor agrícola da mente inexistente nas cidades. ou intervenção governamental e com um setor agronegócio pouco até anular. 11.000 protecionistas nas negociações da Rodada Doha. organizados 3. porém engatado na cio dos anos 2000. Além disso. pois as nacionais não têm conhecimento são o mais forte entrave para o desenvolvimento de uma agri. Cabe saber se esta será a tendência nos próximos timentos. 0 mentos com baixo custo para os consumidores.000 fletem a dicotomia das políticas do país: garantir renda aos 1. ambos perdem no longo prazo. A arcaica estrutura de políticas Esses mecanismos são objeto de grande preocupação para o da Índia e o baixo grau de desenvolvimento do setor agroin. a infra-es- embora as políticas sejam voltadas a garantir a sobrevivência trutura precária requer muito investimento para adaptar a lo- dos produtores e o abastecimento de alimentos a baixos pre. por meio de subsídios às exportações. Como elaborado no decorrer do texto. facilitando tura defensiva nas negociações comerciais da Rodada Doha da apenas a entrada dos produtos cuja produção nacional não Organização Mundial do Comércio reflete o resultado da ado. O objeti- desenvolvido.000 produtores e. Índia. Índia e China na agricultura. a batalha 8.000 A Índia tem sido o líder dos países em desenvolvimento 4. INTRODUÇÃO ser soberanos na segurança alimentar. permercados. e o estrangeiras terão oportunidades para investir nas áreas de ser- setor agropecuário. empresas estrangeiras. ao mesmo tempo. ços para os consumidores. No entanto. e que a sobrevivência dos meios de subsistência dos pequenos produtores não pode Na edição de dezembro de 2007 analisamos o papel da China ser ameaçada pelo comércio internacional. A agricultura indiana lembra um carro com motor de alta mas o país já havia subsidiado as exportações de trigo no iní- potência numa corrida automobilística. Porém. Departamento de Comércio . a Índia tem sido um dos principais defensores setores de serviços e a indústria têm atraído atenção mundial. atende à demanda. O que se torna também apresenta oportunidades de comércio e investimentos claro após uma análise das estratégias de política da Índia é que. 1990 1992 1994 1996 1998 2000 2002 2004 mento de que os países em desenvolvimento têm o direito de Fonte: Ministério de Comércio e Indústria. controle de preços distribuição de alimentos também podem ser “importados” por ao produtor e ao consumidor e de restrições ao uso da terra. primeira marcha e atrapalhando os outros carros. agronegócio brasileiro.000 em seu país e estão lutando para emendá-las. gística de alimentos aos produtos sensíveis às altas temperaturas. do país e manter controle sobre as importações.000 tações subsidiadas”.000 Milhões de US$ (preços correntes) 9. das flexibilidades nas fórmulas de abertura comercial agríco- a agricultura indiana. baseada em subsistência. que está se desenvolvendo rapidamente. dependente de la na Rodada Doha.000 não é fácil devido ao atrativo político da retórica de “proteger os 7. de armazenagem e políticas indianas de subsídios aos insumos. Já há políticos. Gigantis. tudo indica que nesse ritmo as empresas seguindo as demandas da nova classe consumidora indiana. Os argumentos indianos re- 2. os ganhos das negociações comerciais.000 Exportação Importação Saldo nos que enxergam os efeitos negativos das políticas existentes 10. A Índia faz uso de instrumen- tos de política que foram abandonados no Brasil há mais de 20 Crescimento do comércio agrícola anos. o país defende na no comércio agrícola mundial.

nas legislações que inibem investimentos e impedem a integra. onde sistemas de ar. valor agregado. Esse é um dos SETOR AGRÍCOLA INDIANO maiores entraves para que o crescente varejo consiga organizar cadeias de suprimento. o país carece de ambos os recursos naturais. DESAFIOS DO vestimentos. por sua vez. algodão e açúcar) que passaram a predo- minar na produção agrícola. de produzir os alimentos demandados por uma crescente classe mesmo que conte com o apoio dos políticos protecionistas. e pode não ser rendamentos estão sujeitos a fortes restrições legais . o risco crescente de falta de recursos naturais res de política. O com poder de consumo que. muitos investimentos e um tempo de adaptação. feijões. Ao mesmo tempo. O indiano. Reformas nas legislações que restringem o uso da terra e a desregulamentação dos mercados públicos é Com um meio rural onde ainda vivem cerca de 700 milhões condição necessária para desenvolver o setor agrícola indiano. Existe uma idéia de investir na produção agrícola de alto mentos organizadas para o setor varejista. nais. Ademais. irrigação e sementes). as resistências em reformar o modelo atual caso típico são as oleaginosas. No entanto. mas não foram capazes de desenvol- mes. Ain. Assim. Índia é tão grande que eles têm um nome de batismo na lín. Até hoje. comprovam que o país não tem interesse em assumir compro- volver respondendo às novas demandas do consumidor urbano. Diante de um cenário de crescimento do agricultores não-eficientes. segundo estimativas. tos de valor agregado. no entanto. dios a insumos e preços garantidos) incentivaram o crescimento pos organizados agrícolas. entretanto. o baixo nível de desenvolvimento do setor agrícola As políticas atuais não oferecem os incentivos necessários para indiano causa surpresa para um expectador externo. namentais com o objetivo de garantia de renda. mas será feita por pressões rejista. na medida em O Ministério de Agricultura terá de tomar decisões impor- que o país está adotando misturas de biodiesel e etanol cres. Um mer. dis- tribuição e arrendamento de terras afeta adversamente os in- 2. sendo crescente a percepção importando certos produtos durante o período de reforma do de que as políticas precisam ser reformadas. midores de óleos vegetais. preocupados com o peso político de milhões de ameaça a produção agrícola indiana. as políticas agrícolas requerem muito No entanto. consumo de alimentos e de biocombustíveis. Os grupos e renda. As distorções causadas pelos instrumentos de política (subsí- ção dos produtores no mercado livre. aumentar a produtivida- importar commodities agrícolas em volumes maiores do que de. exige terra foi toda administrada pelo Estado. Os indianos são grandes consu- e desregulamentar os mercados de produtos agrícolas são enor. setor. fica claro que ela será obrigada a produtor a adotar tecnologia e. o produtor rural atender às novas demandas do público urbano gulho no setor agrícola do país nos faz perguntar como uma com maior poder de consumo. cuidado na sua formulação. visando a incentivar o modelo oposto. mas os formulado. passará dos desenvolvimento de políticas de estímulo à produção de produ- atuais 40% dos domicílios para 60% nos próximos dez anos. . As posições protecionistas da Índia na Rodada Doha que reconhecem que o agronegócio indiano precisa se desen. tantes e complicadas nos próximos anos. dustrialização e mecanização. Essas políticas incentivaram os produtos cobertos pela política (cereais para alimentação. as restrições legais quanto ao uso. pedem por reformas profundas nas políticas agrícolas e e incentivos internos.com um nível muito baixo de in. milhões de habitantes). Da parte dos políticos e do governo da produção de alguns produtos em detrimento de outros. A importância dos mercados públicos regulamentados na ver a produção de soja e palma para atender à demanda local. missos na OMC que o levem a reformar suas políticas tradicio- sendo capaz de organizar cadeias de suprimento para o setor va.4% da força de trabalho da Índia (268 para agricultura na Índia deverá ser intensificada no futuro. Essa proposta. exterior mais importante. de pessoas. assim. Janeiro de 2008 Caderno especial 35 Uma outra oportunidade está relacionada ao tema dos vam êxodo rural e levem a uma marginalização ainda maior de biocombustíveis. que a distribuição dos lotes de da dos agricultores familiares. Por influenciar di- centes nos combustíveis fósseis. sem cadeias de suprimento de ali. que busca alimentos com maior agricultura de subsistência .será capaz capaz de atender às necessidades da população urbana indiana. não deverá ser acompanhado A agricultura indiana vive um momento de mudanças e de por reformas substanciais na política de sustentação de preços reflexão sobre o futuro das suas políticas agrícolas. a Índia vive um momento de reflexão da interna indica que a Índia provavelmente terá de continuar sobre suas estratégias de política. sobretudo aqueles de longo prazo. que não possui um valor agregado para amenizar o êxodo rural e melhorar a ren- mercado de terras desenvolvido. a demanda por terra e água retamente cerca de 58. e um sistema de preços mínimos acoplado a compras gover- tem importado até hoje. tornando assim a oferta do agricultores. querem evitar ao máximo que as reformas promo. Essa é a posição dos gru. A necessidade de importar certos itens para atender à deman- gua local: mandis. Essa reforma pode até ocorrer. a estratégia foi suportar a da há incertezas se a Índia vai importar alimentos e utilizar produção agrícola com pesados subsídios para compra de insu- mais terra para produzir biocombustíveis ou se vai optar pelo mos (fertilizantes.

líticas de distribuição de terras. é o fato de que quase 60% do nível total te. O resultado é que o setor vem perdendo fundiária indiana é caracterizada por pequenas propriedades participação no PIB total. caíram de 60% para de toda produção da carne de búfalo é exportado. De outro lado. Isso mostra a crescente importância dos produtos de AGROPECUÁRIA alto valor agregado. além dos controles de pessoas.36 Caderno especial Janeiro de 2008 3.5 milhão de toneladas em 2005. tos. Certamente a em 2005. à A agricultura tem sido a preocupação dos políticos indianos falta de terra e às baixas produtividades. Os maiores gargalos para de emprego ainda está na agricultura. frutas e legumes quanto a de carne de búfalo cresce num ritmo estável. todas as terras cultiváveis es- no tinha metas de crescimento de 4% ao ano no setor agrícola tão ocupadas por pequenos agricultores. Portanto. Enquanto um quarto incluindo os cereais para alimentação. carne de búfalo e carne de frango. mostrando que há um a produção pecuária são a logística e a falta de cadeia de frio desequilíbrio entre a geração de riqueza no setor e a ocupação para conservação e embalagem das carnes.3 0 0 1993/94 1995/96 1997/98 1999/00 2001/02 1980 1982 1984 1986 1988 1990 1992 1994 1996 1998 2000 2002 2004 Fertilizantes (Total) Eletricidade Irrigação Outros subsídios Fonte: Gulati and Narayanan (2003) Fonte: Gulati and Narayanan (2003) e National Account Statistics . com tamanho médio de 1. A maior preocupação do O setor pecuário na Índia se concentra na produção de lei- governo. cereais e oleaginosas deve-se.3 1995-2000 8. A tendência de queda na participação era esperada alta eficiência na produção agrícola torna-se algo impossível na medida em que outros setores mais dinâmicos na economia nessas condições. preços de 1993-94) 100 250 90 Investimentos Subsídios 80 200 70 60 150 50 40 100 30 Período % do PIB agrícola 20 1993-94 7. O governo india.9 milhão de toneladas em 2005. a baixa atuação dos setores de grãos. tendem a crescer com maior vigor. TENDÊNCIAS DA PRODUÇÃO 53%. no entanto. Devido ao tamanho populacional e às po- ocupação de mão-de-obra alocada no setor. en- 2005: a pecuária cresceu de 23% para 26%. chegando a 1. 2007 Investimentos e subsídios na agricultura indiana Distribuição dos subsídios aos insumos (%) (bilhões de rupias. A produção de frango tem crescido num ritmo elevado nos A composição da produção agrícola mudou entre 1992 e últimos anos. cançado 1. entre outros fatores. a despeito dos subsí- devido ao seu baixo desempenho na última década e a enorme dios para insumos. a estrutura que não foi cumprida. Assim. tendo al- cresceram de 13% para 16% enquanto os outros produtos. Era 31% em 1992 e caiu para 20% familiares.4 hectare.6 50 10 2001-2002 10. políticas orientadas para gerar emprego no sanitários e fitosanitários que garantam a segurança dos alimen- setor não terão sucesso. o mesmo não Contribuição por setor no PIB da agricultura e da pesca (1992-93 e 2005-06) 4% 5% 23% 26% Outros allimentos Pecuária 53% 60% Frutas e Legumes 13% Pesca 16% Fonte: Central Statistics Organization (CSO).

arroz e trigo indica que a área se restrição à comercialização dos produtos nos estados onde são estabilizou a partir dos anos 90. hectare na Índia contra 2 no mundo. com baixa exportação. Os especialistas indianos argumentam que os A produtividade na Índia é baixa pelos padrões mundiais. tividade e eficiência produtiva. apresentam tendência de em comparação ao mercado internacional. Duas políticas . que tiveram o melhor desempenho entre todos consumidor indiano. ao ponto de eles não se esforçarem para aumentar a produtividade abaixo da média mundial em 2005-06. a diferença entre a produtividade indiana e a mundial é pequena ceber o resultado dessas políticas quando verificamos que a pro. Enquanto produtividade. arroz. cultivados e seu transporte para outros estados. Esses influência religiosa tende a ser amenizada. algodão e oleaginosas tiveram agricultores. O feijão e o amendoim. et al. ou. pois a renda garantida é razoável. não acompanhou a demanda nacional. e também à chegada das próximas gerações. devido ao custo tros dois produtos da cesta básica. Janeiro de 2008 Caderno especial 37 Valor dos subsídios por hectare para Evolução da produtividade os produtos agrícolas (mil rupias/ha) (base 100=1950-55) 160 450 Trigo Arroz Oleaginosas 400 140 Leguminosas Grãos para ração 350 120 300 100 250 80 200 60 150 40 100 Arroz Trigo Feijões 20 50 Oleaginosas Amendoins Cana-de-açúcar 0 0 80 82 84 86 88 90 92 94 96 98 00 02 1950/55 1960/66 1970/71 1980/81 1990/99 2000/01 2003/04 Fonte: Connell. não houve ganhos dentais. em que a relevantes de produtividade no período de 1990 a 2006. Podemos per. dados comprovam que as políticas de suporte ao uso de insu- As políticas agrícolas indianas das últimas décadas focaram mos não estão surtindo efeito em termos de ganhos de produ- o abastecimento dos principais cereais consumidos pela popula. no trigo e arroz. A análise da área plantada dedicada aos dois principais Um fator que influencia as decisões de plantio agrícola é a produtos da cesta básica. tanto na Índia contra 5 no mundo. (2004) Fonte: Mittal (2006) Produção e área plantada de cereais e outros milhões ha milhões t milhões ha milhões t 50 150 30 30 área plantada produção área plantada produção 45 135 25 25 40 120 35 105 20 20 30 90 25 75 15 15 20 60 10 10 15 45 10 30 5 5 5 15 0 0 0 0 90 94 98 02 04 90 94 98 02 04 90 94 98 02 04 90 94 98 02 04 90 94 98 02 04 90 94 98 02 04 arroz trigo algodão oleaginosas feijões amendoins Fonte: Fao ocorre com o frango. que passa a se expandir nos anos recentes. subsídios de preço mínimo ofereceram um apoio exagerado aos Por exemplo. Tendência inversa é observada peixes. e nas dessas carnes deverá aumentar devido a mudanças na dieta do oleaginosas. como do milho e das oleaginosas: 2 toneladas de milho por hectare feijão e oleaginosas. Com exceção dos queda na área e na produção. que deverá se aproximar dos hábitos oci. ção: arroz e trigo. e 1 tonelada de oleaginosas por é que o país precisa importar os dois itens. essas são as principais carnes consumidas. O consumo no algodão. Com exceção das oleaginosas. trigo. os produtos. o índice chega a ser menos da metade nos casos dução de outros produtos importantes na dieta indiana. milho.

Mesmo com as iniciativas governamentais dades agrícolas indianas é de menos de 2 hectares.41 1. Os jornais relatam inúmeros casos de 4. o governo criou 50 o FCI (Food Corporation of India) para comprar alimentos. períodos de chuva in- Durante a Revolução Verde. representam de agricultores.38 Caderno especial Janeiro de 2008 criam esse problema: a Essential Commodities Act (ECA). Somente cin- do quantidades absurdas deles com a esperança de recuperar co dos 28 estados indianos permitem aos agricultores arrendar a fertilidade do seu solo. visando a flexibilizar o Menos de 2 hectares 2 a 4 hectares Acima de 4 hectares mercado de alimentos. enquanto outros estão propondo mudanças agricultores. mercados 90 controlados. As regiões no Norte e Nordeste da Índia também para expansão. muitas vezes sem noção dos possíveis efei. Essa política continuou durante os anos colas mais produtivas. FATORES DE RESTRIÇÃO AO agricultores suicidas que não conseguiam manter suas planta- CRESCIMENTO DA PRODUÇÃO ções por falta de água. será um limite para tamente à indústria de fertilizantes. No caso dos fertilizantes. O tamanho de educar os agricultores no uso moderado dos fertilizantes. As políticas de distribuição de terras levaram O problema da água torna-se mais crítico nas grandes la- as famílias rurais a viverem em terrenos agrícolas cada vez vouras dependentes de irrigação. Fonte: Censo Agrícola Índia sões danosa nos aqüíferos da Índia. médio das propriedades em 2000 era de 1. sem precisar pagar agrícolas. Rajasthan e Punjab. A falta de terra é devido produto. incenti. Isso permitiria uma produção agrícola com proprie- por elas. dizem especialistas indianos.82 1. o subsídio. tensa. nas suas legislações a fim de facilitar o arrendamento de terras bas elétricas para extrair água do subsolo. que exige que os agricultores vendam seus 100 produtos nos mercados públicos regulados. isto é. cujos recur- O resultado foi o abuso no uso de fertilizantes pelos milhões sos hídricos têm alta poluição e risco de escassez. médio (ha): 2. A idéia por trás dessa política é de que ela evi. como Uttar Prades e Maharashtra. Essa política. que impede a produção eficiente em larga escala. visando a unir os pro. três estados. que Evolução da estrutura fundiária na Índia (%) restringe a venda de produtos em outros estados. cola indiana é a estrutura de produção. Essas políticas 1970/71 1980/81 1990/91 1995/96 2000/01 estão sendo alteradas paulatinamente. 70 dutores nos canais de comercialização. deixando pouco espaço pouca chuva. pago dire- e terra que. cobre metade do custo do a expansão da capacidade produtiva. tem tido também repercus. pois atualmente não são cobertos nem 20% do custo de distribuição de água e 10% dos custos da A Índia enfrenta um problema crescente de escassez de água eletricidade. que contam com subsídios para a compra de bom. Alguns acham que será preciso cobrar taxas pelo uso da AGROPECUÁRIA água e eletricidade. tos colaterais para o solo a longo prazo. mesmo tendo uma função de levar água dades de maior tamanho. usando 0 os estoques em excesso dos estados produtores. Foram registradas quedas de até 5 metros por ano nos níveis dos poços de água em vários estados nos últimos anos. elevando a rentabilidade de alguns aos agricultores familiares pobres. Os e permanece até hoje.55 1. Tamanho tural Produce and Market Committee Act (APMC). que prejudicam a lavoura. 28% da produção nacional. 40 30 armazená-los e vendê-los com preços subsidiados nas lojas 20 do Sistema Público de Distribuição. Uttar Pradesh. tamanho grande parte das fazendas de subsistência continua despejan. produtos e permitindo ganhos de eficiência na produção. as regiões com vava e distribuía gratuitamente fertilizantes a fim de aumen. recursos hídricos poluídos ou ameaçados ficam nas áreas agrí- tar a produtividade. 80 taria investimentos do setor privado. sofrem devido ao efeito das monções. localizadas em regiões com menores. apesar de oferecer menos incentivos. suas terras. Existem hoje regiões O último fator de restrição à expansão da produção agrí- onde a terra tornou-se menos produtiva e seus aqüíferos es. movimentação e venda dos grãos. Para tentar controlar a 60 produção. o governo subsidiava.30 1.37 hectare. A estatal fornece os grãos 10 para os estados onde a produção não supre a demanda. Além disso. espalhados pelo território. zonas rurais. estabele. . e a Agricul. permitindo assim ao agricultor comprar pela metade ao tamanho da população que vive predominantemente nas do custo de mercado. A maioria das proprie- tão contaminados. Alguns estados permitem o arrendamento em situ- Os recursos hídricos também estão sendo exauridos pelos ações específicas.37 cida nos anos 60.

assim como restrições podem aplicadas 50 no uso de fertilizantes nas áreas irrigadas. 2005. ambos servidos quentes Lácteos 11. Leite 66.4 27. No caso da água poluída.400) Classe baixa (400–550) Classe média (1.1 6. chamado de efeito graduação.3 91. *Previsão 5. uma parcela cada vez maior dos indianos começou a incorporá-las às suas refeições.5 8.1 128. o hinduísmo. menos capazes de pensar nos efeitos de longo 0 prazo das praticas atuais de cultivo. ovos. Então.5 2.5 15. MUDANÇAS FUNDAMENTAIS NO CONSUMO DE ALIMENTOS NA ÍNDIA Gastos com alimentos nas zonas rural e urbana A dieta indiana é interessante por ser peculiar e ter influência Participação no gasto total com alimentos (%) cultural da religião predominante no país. Entre 1983 e 2005.100) Fonte: Government of India.5 134 campo entre 1993-94 e 2004-05 e três vezes nas zonas urba. 2007 .8 nas durante o mesmo período. legumes.0 59.3 38. pesca e carnes cresceram de gasto total importância. a população precisa bus. Esse fenômeno.6 12.2 kg em 1980. 2001/02 2006/07 2009/10* 2014/15* Renda anual em dólar por classe social: Classe alta (>5.1 3.7 38. os gastos com alimentos caíram Frutas e nozes 2.100–5.3 sume a carne bovina ou suína.1 69.6 6.9 hindus.9 4.4 113.3 142.0 etc. pesca e carne 4.6 111. os principais itens consumidos pela massa da população são o arroz e os legumes. representando uma parcela menor dos gastos Outros 19.4 dieta tem mudado paulatinamente na zona rural.6 214.6 (no Norte do país o trigo substitui o arroz).8 são consumidas. assim. Mesmo assim. com alimentos no 65. O consumo de frango cresceu duas vezes no Frutas 39. como as leguminosas (feijão.4 15. 55. haverá dificuldade de despoluir os 80 70 rios e aqüíferos.3 25. Isso reflete a diversificação das dietas urbanas e Fonte: NSSO (2006) rurais. está (em milhões de toneladas) evidente na Índia onde a renda per capita vem crescendo rapida- Crescimento de mente nos últimos anos.1 menor com o passar do tempo nas zonas rural e urbana.8 174. as carnes de búfalo e de frango Legumes 60. soja Cereais.7 18.2 totais dos domicílios indianos. se por um lado os cereais tiveram uma participação Pesca 5.) e lácteos. feijão etc. 2000 2015 2025 2000 a 2025 (%) Mesmo que comer carnes seja um tabu para algumas castas Grãos 169. No entanto. Enquanto quase ninguém con.8 kg.3 139.4 10.4 175.8 106.7 14. NCAER. As autoridades enfrentam 30 grandes dificuldades em efetuar tais políticas devido ao costume 20 de fornecer água gratuitamente e devido à baixa escolaridade 10 dos agricultores. Crescimento da classe com poder de consumo (%) zados com a melhoria do uso da terra por meio da utilização 100 da rotação no cultivo ou de produtos que requerem menos ter. o uso da água de poço pode ser 60 mais bem controlado.2 11.6 29. onde a população busca se alimentar com uma maior variedade de produtos.0 10.6 30.400) Pobre (<400) Classe média–baixa (550–1.4 3. em 2005 esse valor Ovos 1. Assim. cujo acesso foi melhorado devido ao au- mento de renda. 1983 2004-05 1983 2004-05 car proteína em outras fontes.1 51.6 5.9 12. e com rapidez Legumes 7. visando a minimi- 40 zar as chances de poluir os aqüíferos.3 nas duas zonas. essa Ovos.6 55.0 6. por Fonte: Kumar.5 nas cidades. Carnes Rural Urbano não devem ser consumidas e. Projeção de demanda por alimentos pelo qual a maioria dos países da América Latina já passou. Janeiro de 2008 Caderno especial 39 Os problemas de falta de terra e água poderiam ser ameni.1 8.3 cresceu para 1. Enquanto o consumo anual de Carne 4.5 quanto os lácteos.1 42.1 173.4 10.6 frango per capita era de 0. Oleoginosas 8.2 199.7 26. 90 ra. Parcela dos gastos A participação dos cereais caiu nas zonas rural e urbana en.

A demanda é marcante em todos os itens. Hoje. as atuais taxas de perda de alimentos durante o transporte até mente. oferecendo reduções nos impostos dos nas quantidades e com muita freqüência. lojas estão surgindo ra. são embalados nas condições mais precárias. e der nas cidades indianas. somente as multinacionais tomam essa iniciativa e mir alimentos mais consumidos no Ocidente. Fica claro que o varejo rejo. 6. pois precisavam transportar os na renda total. Strategy and Action Plan for Food Processing Industries in India . na importação de refrigeradores e de crescimento de renda. com o investimentos no setor. frutas. sua presença subiu de 18% para 70%. a população urbana quer ter acesso a lojas de em uma logística adequada para esse tipo de mercadoria. legu. sendo comum o Government of India .40 Caderno especial Janeiro de 2008 outro. e os alimentos. Frutas e Legumes 1. podem comprar alimentos mentos entregues nos domicílios. portanto as compras são de peque. Os consumidores in. chegar às lojas. enquanto suas Em 2005 surgiram os primeiros supermercados. Muitas vezes os le. em que o cliente pode encontrar uma maior variedade de organizado está em plena ascensão e resta saber se o sistema lo- alimentos. e algumas empresas estão investindo para montar A razão principal é o estilo de vida urbana.4 10 15 dição de comer produtos que não precisam ser congelados ou Lacteos 13 25 30 mantidos em temperatura baixa. espe. mantendo os lojas distribuídas pelas cidades. ovos. Em linha com as empresas indianas devem demorar mais tempo para investir esse raciocínio. A dieta indiana valoriza as refeições feitas O governo tem incentivado melhorias no setor de proces- com ingredientes frescos. preços dos produtos finais bastante elevados. Carne de buffalo 21 35 45 colas nunca se preocupou com refrigeração. Ademais. com crescimento acima permercados. de 8% para 42% no mesmo período. a situação deverá mudar até 2015. eram vendidos em pequenas continuam operando com custos pesados e. refrigerado. 20% da pesca e 25% do frango deverão ser processados antes de ser vendidos para os clientes finais. Com alimentos mais modernas. com uma infra-estrutura bási. com embalagens mais elaboradas. assim. de carregar os veículos de transporte rodoviário ou ferroviário. enquanto os outros produtos apresen- to dos produtos das fazendas até o consumidor final. que percorrem Pesca 8 15 20 centenas de quilômetros até às cidades. nos tempo para refeições e por causa da vontade de consu. ca. tos cresceu de 30% para 70% de 2005 para 2006. com refrigeração e usar embalagens mais condizentes com os A população urbana tem crescido rapidamente na Índia. portanto. localizados vendas subiram de 15% para 42%. sem refrigeração. No entanto. 100 para 62. como supermercados. tam níveis mais baixos. a logística dos produtos agrí. as famílias indianas estão conseguindo produtos para logística até o varejo. alimentos e preservar a sua qualidade até as gôndolas dos su- cialmente nas carnes. existe maior clareza sobre a demanda por transporte tos de maior valor agregado e processados de fácil preparação. carnes. alto de processamento. Uma área de forte gístico vai acompanhar esse ritmo. esses caminhões dentro do país para não precisar importá-los. frutas e legumes. Os produtos processados precisam de uma logística pró- pria para mantê-los em temperaturas baixas. não existiam supermercados no país. A parcela dos gastos totais dos domicílios com Isso foi um problema para as primeiras redes multinacio- alimentos caiu nas zonas rurais e urbanas graças ao aumento nais de varejo de alimentos. April 2005 . A BARREIRA DA LOGÍSTICA ENTRE O CAMPO E O VAREJO DE ALIMENTOS Processamento de alimentos Diretamente ligado ao crescimento de consumo de alimentos Nível de processamento (%) diferenciados pela população urbana está a questão da logística 2003-04 2009-10 2014-2015 entre as fazendas e o varejo nas zonas urbanas. Em relação a venda de ali- comprar geladeiras e. Frango 6 15 25 gumes são transportados em caminhões abertos. quando 15% das frutas. os revendedores de atacado e as transportadoras principalmente grãos e legumes. mes. o número de estabelecimen- congelados e refrigerados. produtos de maior valor agregado que estavam querendo ven- passou de 219 milhões em 1990 para 323 milhões em 2005. os produtos Fonte: “Vision. No varejo de alimentos o em Nova Deli e Calcutá e. que oferece me. e suas vendas dianos estão se acostumando com as modernas formas de va. crescimento foi diferente: o número de estabelecimentos caiu de pidamente em várias cidades país afora. crescimento são os investimentos estrangeiros na área de varejo Os lácteos e a carne de búfalo já têm um nível relativamente de alimentos. Até recente. desde então. assim como na logística da cadeia de fornecimen. Essas empresas precisaram importar caminhões de 130% em 25 anos. a sua parte com renda mais elevada tem demandado alimen. samento de alimentos. entre eles lácteos. No entanto. os demais alimentos tiveram uma participação maior uso de jornal velho para embrulhar as frutas ou legumes antes nos gastos alimentícios. Volume I”. No entanto. Devido à tra.

a condição pode mudar em breve. especial. país. exportador de alimentos. Baseado no documento Overview of Agri-Food Structure. O sumário executivo e o texto na íntegra estarão disponíveis e do trigo. o frango. os consumidores tas do governo é o crescimento anual do setor agrícola em 4%. aliadas às políticas continuar a rejeitar mudanças nas políticas agrícolas. devem ser motivo de atenção pelo agro. em serviços gerais. frutas. Recentemente. com a exceção de arroz. Isso tem gerado conflitos entre os governos do G-20 – lidera- • melhorar as legislações sobre cooperativas e contratos de do pelo Brasil – e do G-33 – composto por países protecionistas produção atrelados à indústria de processamento. fertilizantes a pressão do consumidor indiano. no contexto do projeto. o governo indiano deve As políticas de garantia de renda e preço. isto é.org. eletricidade. in India. Essa meta indica que o governo está priorizando a os contribuintes de impostos indianos. à produção agrícola e a reestruturação do setor devem forçar o negócio brasileiro. Apesar do timentos no setor agrícola. 2007 7. – na tentativa de inclusão de políticas de salvaguardas a produtos • investir mais na logística do campo até a cidade. perdem no curto prazo. interno protegido por elevadas tarifas de importação. de subsídios dos insumos (sementes. res. da Rede Latino-Americana e Asiática de Inteligência em Agricultura e ques para o mercado mundial. da logística até o varejo de alimentos. India Retail Report. Mesmo que No atual plano qüinqüenal. Porém. plano ainda estar em formulação. que reflete suas • reformular as políticas de comercialização interna dos intenções de garantir mecanismos para proteger seus agriculto- produtos agrícolas.br a partir de fevereiro de 2008. o agravamento das restrições e água para irrigação). legumes e lácteos e No último plano qüinqüenal (Five-Year Plan). entre outros. de incentivos à exportação. a postura do governo indiano ainda é a de pro- que os investimentos foram abaixo do esperado. Janeiro de 2008 Caderno especial 41 Crescimento do varejo de alimentos na Índia (%) 70 120 2005 2006 2005 2006 60 100 50 80 40 60 30 40 20 10 20 0 0 Presença Número de Espaço de venda Presença Número de Espaço Vendas de varejo estabelecimentos de varejo estabelecimentos de venda Serviços delivery Varejo de alimentos organizado Fonte: Images F&R Research. Assim. o governo indiano passou a exportar no site www. especiais.iconebrasil. No entanto. O relatório do teger o setor agrícola por meio de vários incentivos para garantir plano qüinqüenal afirma que insumos subsidiados causaram a renda dos agricultores. as únicas grandes agricultura nos próximos anos e deve continuar aplicando os oportunidades que permanecem para os estrangeiros são os inves- subsídios necessários para garantir a renda setorial. os relatórios das comissões Outra área de preocupação para a agricultura brasileira é a indicam que será necessário: postura indiana nas negociações da Rodada Doha. Esses foram os casos do açúcar Alimentos. e os gastos públicos devem ser maiores visando a garantir uma melhora na distribuição de renda no que os benefícios para o setor. níveis superiores nos próximos anos. . em linha com as políticas tanto para abastecer a população rural quanto para escoar pro. uma das me. o Ministério de Agricultura indica De outro lado. que freiam o comércio de produtos selecionados por mente no transporte e na estocagem com refrigeração. isso tudo seja de interesse da economia indiana. de 2007 a 2012. de 2002 a 2007. dutos para as cidades. CONCLUSÃO: A POLÍTICA AGRÍCOLA grandes volumes de açúcar refinado com suporte de subsídios DA ÍNDIA E SUAS IMPLICAÇÕES estaduais e federais. chamada de VKGUY PARA O COMÉRCIO (Vishesh Krishi and Gram Udyog Yojana) oferece incentivos para a exportação de. Dessa forma. de Ashok Gulati. Trade and Policies sídios às exportações quando há necessidade de escoar os esto. sobretudo porque o país se vale de sub. Devido às razões já mencionadas. Outra política introduzida em 2005. Apesar de a Índia não ser um tradicional governo a mudar sua postura a médio e longo prazos. é uma política que custa caro para meio rural. esses produtos devem ser exportados em governo planejou aumentar os investimentos na infra-estrutura. coordenado pelo Icone. além de fornecer subsídios para a expor- problemas ambientais e consumiram recursos que deveriam ser tação de produtos de maior valor agregado e manter o mercado aplicados no setor como um todo.

por exemplo.000 ca desafios novos para a cadeia produtiva. leiros habilitados para a exportação. para comprovar que os animais abatidos Posição da Europa lhões. no total de US$ 3. E M 2007.000 sileira estão muito longe de atender no total das exportações de carne. É líder no mer.1 bilhão em carne patia Espongiforme Bovina (BSE). entre da próxima a 2. do MAPA. No que se uma medida restritiva às exportações de exportações de US$ 1 bilhão de carne in refere à febre aftosa. . São os casos. com uma quantidade embarca. ponderações à UE. a rastreabilidade é exigida industrializada. A alegação é de falhas no O sistema de controle inclui. com embarques para 8. treabilidade. in natura e US$ 724 milhões em carne No Brasil. às pressões restritivas patrocinadas 4. em regiões livres de fe- péia (CE) anunciou ao governo brasileiro bém é significativa. 0 da questão sanitária e do meio ambiente. de 150 países. com o registro de bre aftosa e habilitadas pela UE. a alta • 31 de janeiro de 2008. Em 2001. enviar A exigência de rastreabilidade foi regu- dores. de Brasil: produção e exportação 13/07/2006. controle da eficiência das comprovado cientificamente. con- deverá ser de 4. o Sistema Brasileiro de a UE.17% em relação ao ano provisório. em seguida. forma de tratar o assunto no âmbito carne bovina devem alcançar uma recei. A decisão estabelece que o Ministério da Organização Mundial do Comércio. a adquirir unidades de abate Em 2006 o Brasil exportou.43% em relação ao faturamento das (MAPA) deverá apresentar até: exportações em 2006. Gradualmente. Marcus Vinícius Pratini Certificação de Origem Bovina e Bubali. Nessas condições. além de submetidas carne bovina brasileira para o mercado natura em 2006. estritamente os padrões internacionais. as exportações brasileiras de na (Sisbov). rantem o processamento da carne em con- Embora o câmbio esteja desfavorável às • Meados de março de 2008. Grã Bretanha. tantes no cenário internacional. zendas listadas para. alta de da Agricultura. A de carne bovina (mil toneladas) 12. além de apresentar suas Carnes – Abiec -.000 dos embarques externos.000 produtores da Irlanda e de regiões da surgiam pouco. participação do produto brasileiro tam. conforme dade de animais. desossada e maturada. 182 mercados e uma participação de 32% A sanidade e a qualidade da carne bra- 6. a para exportação para a Europa estão. para mais ta à crise gerada pelo surto de Encefalo- no exterior. a Comissão Euro. ta de US$ 4. o preço da tonelada de carne de inspeção e auditoria relativos às fa. Essa matéria já foi regu- lada pelo governo brasileiro por meio da Instrução Normativa nº 17.8 bi. Isso estimula empresas como a JBS nova missão de auditoria ao Brasil.45 bilhões em 2007. o Brasil exportou quase 21% da sua produção de carne bovi- na. No caso do mercado europeu. funcionamento do sistema de rastreabili. essa ação se aplicará a cado internacional. habilitação passado. um número limitado de trole de trânsito de animais. controle de circulação viral. Essa exposição externa crescente provo. lamentada na UE. Pecuária e Abastecimento 13. como respos- e a Marfrig. essa relação era de 12%. vacinação.5 milhões de toneladas encaminhado aos frigoríficos brasi. aplicada às exportações para não há transmissão da doença. estudará a melhor de Morais. 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 O governo procede a um exame das Segundo o presidente da Associação Fonte: MAPA implicações econômicas e jurídicas Brasileira das Indústrias Exportadoras de da medida e. antes. outros. bovina aumenta nos mercados importa. pelos interesses comerciais de alguns que. praticamente não existiam ou 2. pelos Em dezembro último. US$ 3. além da ras. em 2000. cada ano o País passa a depender cada vez 10. fazendas cujo rebanho poderia ser de frigoríficos e inspeções regulares.42 Gestão Agroanalysis Janeiro de 2008 Qualiagro Restrições Impacto para o Brasil na Europa A decisão da CE não altera substan- cialmente as normas vigentes para a exportação de carne fresca brasi- leira para aquele mercado. prazos estipulados. a carne exportada é comunitário. em caráter vacinas.000 A exigência de maiores controles com relação à rastreabilidade e ao trânsito Produção Exportação de animais é uma evolução prevista. Em volume. relatórios dições higiênicas e sanitárias que seguem exportações. Estabelecimentos modernos ga- equivalente carcaça. ao sistema de controle.000 toda a pecuária profissional brasileira. para ocupar espaços impor. Haverá a exigência de maiores controles sobre os animais destinados ao abate para exportação.

sendo ge- Prospecção Tecnológica para o Agrone. com maior exigência de produtos quisador Paulo Cruvinel. organização da informação e a coordenadora de Agronegócios e Bio. Avílio Franco. outras previsões se confirmaram: Ciência e Tecnologia (MCT). em pesquisa. Energia implicações estratégicas para as organiza. diante de cada cenário”. Pobreza O coordenador executivo da Ripa. • Reestruturação da cadeia produtiva renciado com recursos do Fundo Nacio- gócio (Ripa). Entre os cenários previstos. documentos. plementou e é o responsável pelo suporte produtos inovadores para o agronegócio. inte- Futuro do agronegócio ligência cooperativa. • Alteração nos padrões de consumo. o diretor de Organização Estratégica do to das organizações envolvidas. tecnologia e inovação do Ministério da é uma realização da Rede de Inovação e lidade.I). lidade para atendimento aos requisitos espe. do Instituto de familiar. objetivo é ser o canalizador do conhecimen. tecnológico da evolução do portal Ripa. sob coordenação geral do com maior estímulo à agricultura nal de Desenvolvimento Científico e Tec- prof. numa estrutura taxonômica comum a todos tecnologia do Conselho Nacional de De. do terceiro setor e da comunidade de ciência. tecno- C ERCA DE 70 lideranças científi- cas. Cluster. apesar de estarmos bem antes do fim do período. apresenta sessões para oferta e demanda de Projetos (Finep) do Ministério da Ciên. Núcleo de Desenvolvimento de Projetos do Garcia Gasques. ções de pesquisa. Alimentos senvolvimento e inovação que atuam no • Redução nos investimentos públicos 4. 3. blemas mapear novas perspectivas e identificar tecnologia. riais para o desenvolvimento da ciência. com visão sistê. incluindo abordagem de no ciclo de algumas culturas. os pesquisadores chegaram a conclusões. O portal também tendente da Financiadora de Estudos e O Cluster São Carlos de Alta Tecnologia im. logia e inovação (C&T. rios cadastrados. • Fortalecimento da política de expor. Educação lo Cruvinel. Guerra rial. facilitando a corre- senvolvimento Científico e Tecnológico Entre os serviços oferecidos pelo portal Ripa lação entre as pessoas. que já interferem 8. o portal “apresenta uma área restrita tégica da Embrapa. dados. Maria Auxiliadora da Silveira está uma base de dados em que são arma. ameaças as mudanças climáticas. Evandro Mantovani. PORTAL RIPA cionados ao agronegócio. zenadas e disponíveis para consulta infor. O evento Além da preocupação com a sustentabi. Água ções públicas e privadas de pesquisa. nológico (FNDCT) pela Financiadora de Estudos Avançados de São Carlos (Ieasc). cificados para ele. da Embrapa. da USP. além de um Segundo Bruno Trevisan. editais das e ofertas de produtos inovadores”. metodologias e experiências de visão Diarmid. assuntos levantados em workshops. da agricultura na matriz energética. o chefe de Gestão Estra. e coordenação executiva do pes. O portal RIPA tem as vantagens de baixo com informações privilegiadas para os usuá- custo de implementação e de maior flexibi. de. mica. Gestão Janeiro de 2008 Agroanalysis 43 Ripa de futuro. cujo biblioteca virtual e área para divulgação dos cia e Tecnologia (MCT). duas ques. Terrorismo e doença variáveis de interesses regional e territo. coordenador do Ministério da Agricultura (MAPA). 6. Cenário 2050: os dez maiores pro- Esse trabalho será fundamental para • Aumento nos investimentos em bio. que projetava tendên- . Pau. A missão do projeto é a criação de um ambiente colaborativo que maximi- ze a canalização de conhecimento tácito e explícito das organizações e estimule as ações integradas entre instituições do governo. explica que a construção de tões surpreenderam pela rápida evolução: 7. “O trabalho irá subsidiar o ‘desenho’ A Ripa busca estabelecer. José importante estímulo às ações integradas en. desenvolvimento e ino- vação. cursos e eventos rela- Entre os presentes estavam o superin. e chamadas públicas. População e oportunidades. tação. os tipos de informações. Meio ambiente agronegócio brasileiro até o ano 2023. 5. certificados. inteligência competitiva e gestão do conhecimento para o posiciona- nacional mento estratégico quanto às oportunidades e perigos do agronegócio brasileiro. notícias (CNPq). O projeto foi consolidado no âmbito do CT-Agronegócio. nos de cinco anos. Democracia cenários irá antecipar tendências. políticas e empresariais de todo o país realizaram em São Carlos (SP) cias para o setor até o ano de 2012. 1. Sérgio Mascarenhas. Estudos e Projetos (Finep). um dos fundos seto- uma oficina sobre o futuro da pesquisa algumas já confirmadas. e demais entidades constantes da sua base de Ao analisar o trabalho realizado há me. e a inclusão 9. e da inovação no agronegócio. do setor produtivo. 2. Autor: Prêmio Nobel Professor Alan Mac de grandes estratégias para as organiza. 10. e cruzamento automático das deman- mações sobre projetos de pesquisa. monitoramento da realidade. tre os agentes que compõem a rede. afirma.

gurança aos mercados e investidores novas negociações vão procurar integrar promissos pontuais para diminuir a emis. vel. continuará a arregimentar da Indonésia. os tabilidade. cial nos Estados Unidos. entre 25% e 40%. O primeiro a favor. Traçar negociações mais ar. o tema da susten- inclusão de uma nota de rodapé. ambien- encontro. As segundo contra. porém estabeleceu centrar-se no futuro das florestas. até 2020. embaixador Everton Vargas. e o vernos ratificarem e darem mais se. como turbinas de vento e a partir de 2013. Para o próximo COP-14. relacionadas a esse assunto. 2009. como rojadas sobre metas de redução dos gases corações e mentes no planeta. pelo chefe da delegação brasi. inserir em sua agenda ações estratégicas vimento”. a cortar emissões de gases de efei- de posição entre os Estados Unidos e a Até lá. Rachmat Witoelar. na reunião que será feita na Dinamarca. de efeito estufa está fora do cenário. interessados em adotar tecnologias de todos os países no controle das emissões são. a força desse movimento cresce em dade para a comunidade internacional Essa perspectiva aparece para o COP-15. Nações em União Européia. uma oportuni.44 Sustentabilidade Agroanalysis Janeiro de 2008 Protocolo de Kyoto Os próximos passos N A CONFERÊNCIA de Clima. O consenso foi atingido com a painéis solares. do Protocolo de Kyoto. o grande pomo da discórdia foi a diferença a data em que um acordo realmente efetivo terá que ficar pronto: dezembro de 2009. questão do meio ambiente ganha impor- do efeito estufa (GEE). O Protocolo de Kyoto obriga os países industrializados. canos são os maiores emissores e estão fora meira edição de 2008. energia limpa. na Polônia. to estufa entre 2008 e 2012. acordado por 190 nações. Irreversí- “um verdadeiro avanço. não defi. Em sua pri- leira. COP- 13. baseado na Triple Bottom A decisão foi descrita pelo anfitrião do diplomatas tentarão costurar acordos para Line – do equilíbrio econômico. Os norte-ameri. desde 2001. tal e social –. decisão do governo do presidente Bush. após o término da corrida presiden. . realizada em dezembro último. dos níveis de 1990. na Dinamarca. Cada vez mais internacio- combater o aquecimento global” e como em Copenhague. por ne matérias para transmitir aos leitores nésia. De qualquer forma. tância nas relações internacionais. Agroanalysis reú- O Mapa do Caminho traçado na Indo. escala global. durante nalizado. exceto os Estados Uni- dos. o agronegócio brasileiro deve “grande vitória dos países em desenvol. o ministro do Meio Ambiente o curto prazo. informações consolidadas sobre como a niu metas de redução de emissões de gases Até lá. registrar números e com. o foco das discussões poderá con. desenvolvimento estão dispensadas. fica mais plausível para os go.

Para a divisão de responsabilidades. mento sem metas de emissão. Não Anexo I: paises em desenvolvi- ção de gases de efeito estufa (GEE). os paí- climática • Adaptadoras. O fundo será o espaço e mantém a Terra aquecida. no Rio de e a ação do homem gam os custos para aqueles em desenvol- Janeiro. como as ati- e proteção de suas florestas. porém diferenciada. não é possível evitar a mudança concentração atual de GEE na atmosfera é de programas nacionais de mitigação . juntos. Como a algumas obrigações. indiretamente à atividade humana lo. restre. As decisões consensuais serão “mais valorizadas”. Por essa razão. Uma sensibilidade quanto à “necessidade urgente” vidades humanas concentraram os de agir para reduzir as emissões de carbono provenientes do desmatamento. Balanço da ONU climática. anualmente. sibilitaria a vida na forma atual. o principal é aquele da responsabilida. Compromisso dos países em duplicar em até 16 quilotons de dióxido de carbono O efeito estufa é um fenômeno natu- seus projetos de reflorestamento. Seu objetivo é estabilizar a concentra. Brasil. perfluorcarbonetos • Desmatamento (PFCs) e também o vapor d´água. mas com como continuam na atmosfera depois de de comum. na Cimeira da Terra. ao absorver Como reconhecimento de que os países pobres e em vias de desenvolvimento pre. cada sobre mudança • Mitigadoras. de diminuir o impacto das mudanças climáticas. Se eles não puderem fazê- Quadro das Nações Unidas sobre Alte. como a implantação emitidos. Serão concedidas ajudas às nações em vias de desenvolvimento para conservação Nos últimos 100 anos. vimento. rações Climáticas (Cqnuac). o metano (CH4). gerido interinamente pelo Global Environment Facility (GEF). em dife- rentes cidades do mundo. Signatários da Cqnuac. e menos desenvolvidos. A decisão do destino Os principais gases da camada atmos- dos recursos caberá a 16 representantes de países industrializados. e gases de efeito estufa. valerá a maioria por dois terços dos votos. um deles tem responsabilidade diferente. parte da radiação infra-vermelha. que. a temperatura que são responsáveis por 20% dos gases do efeito estufa. a Confe- rência das Partes (COP) da Convenção Mudança climática na atmosfera global Cqnuac: atribuí as mudanças direta ou do em reduzir suas emissões (especialmen- te dióxido de carbono) a níveis abaixo das emissões de 1990. parados em três grupos: Anexo I: paises industrializados de acor- R EALIZADA. emi- cisam de financiamento das nações ricas para enfrentar os desastres naturais e tida principalmente pela superfície ter- efeitos negativos do aquecimento do planeta. que acontece desde a formação • Emissões da Terra e é necessário para a manu- Reconhecimento de que o quarto e último relatório do Painel Intergovernamental teção da vida. paço. Esse processo pode divulgados durante a conferência. foi adotada IPCC: considera os processos naturais Anexo II: paises desenvolvidos que pa- em 1992. segundo dados da ONU global aumentou. emergen. dificultam seu escape para o es- de pelo menos US$ 300 milhões em 2008. o mizar os seus efeitos. Isso impede a perda de calor para O dinheiro virá de uma taxa cobrada nas transações do carbono. ral. terão que comprar créditos de carbono. óxido nitroso (N2O). gênio (N2) e o oxigênio (O2) que. no caso de impasse. com a criação de meca- nismos para conviver com as mudan- ses foram divididos em diferentes blocos. Sustentabilidade Janeiro de 2008 Agroanalysis 45 Tópicos fundamentais do consenso da COP-13 Gases de efeito estufa (GEE) • Apoio a paises emergentes Substâncias gasosas que. como Comprometimento em impulsionar os programas de transferência de tecnologia os conhecidos de efeito estufa (GEE): o di- para que os países emergentes possam se adaptar à mudança climática e mini- óxido de carbono (CO2). os paises são se- ças que irão ocorrer. foi criado um Fundo de Adaptação. Dentre os princípios da Convenção. a temperatura sobre Mudança Climática (IPCC) da ONU é o estudo científico mais completo e e média seria 33ºC mais baixa e impos- referência sobre o aquecimento global. mas. compõem cerca de 99% da atmosfera. Sem ele. Alguns outros gases encontram-se pre- • Tecnologia sentes em pequenas quantidades. ter conseqüências sérias para a vida • Reflorestamento na Terra no futuro próximo. férica que envolve o planeta são o nitro- tes. as medidas a se- rem tomadas são: conseqüência das emissões realizadas por países industrializados no passado.

o processo de negociação internacional para um acordo que re. Um novo acordo para o período pós-Protocolo de Kyoto de Mapa do Caminho de Bali. o chamado Mapa do Caminho.5 bilhões de toneladas de (IEA. porém. desde já. mantêm na atmosfera por muito atual). tigas (como a amazônica) guardam sões nos próximos dois anos. O mecanismo essencial 1. alimentado pelos países até 2020. no máximo. tivos para a transferência de tecnolo- promisso de aderir de maneira efetiva às negociações sobre a mudança climática. da- dos do Instituto de Termodinâmica foram de 23. para discutir temas como: do século 20. mantida a atual proporção en- • A emissão de CO2. da Agência Espacial da Alemanha. em inglês) procura utilizar os tempo. na Indonésia. oceânica) responderiam por 50% da partir de 2013. sem abrir mão dados técnicos mais avançados e disponí. 4. chamadas entre março e abril de 2008. pobres: Metas de corte (ou de redução da taxa de crescimento) das emissões nas nações em desen- EUA e UE volvimento. surgiria o chamado de ante o aumento de emissões de GEE. Além de absorverem tes por parte dos países desenvolvidos. explicita a necessidade de os países em desenvolvimento também dos aos em desenvolvimento.6° C. novo regime político contra o aqueci- mento global As reações variaram entre . geotérmica e pelos países desenvolvidos. mantida a atual tre uso de combustíveis fósseis (80%). • Ricos vs. a se prepararem para as mudanças nhece que deve haver severas reduções nas emissões mundiais”.1 bilhões de toneladas. em dezembro último. as emissões deveriam ser za. Em 2050. climáticas. A vontade política de mudar exige al- R EALIZADA EM Bali. 3. A gias “limpas” dos países desenvolvi- referência. 5. As metas do Protocolo de Quioto do Clima Técnica (DLR). hidrelétrica. Na COP. Em 2003. Em 42 anos. Com novos hábitos de consumo vel (Erec. cenário da revolução energética. Pelo texto aprovado. efeito estufa.2% para 2012. • Aumento da eficácia energética e o gás carbônico serão lançadas por ano na atmosfera. dados do IPCC Mas. em relação ao pata- equação política com cinco chaves: mar de 1990. carbono da atmosfera. as matas an- O bloco considerava fundamental a produção de um documento para guiar as discus. metas e prazos rígidos para a redução de emissão de gases poluen. as sociedades melhora- veis de previsões sobre: marca limite de 2ºC. de 26/9/07 matriz de fontes energéticas. Matéria do Le Monde Diplomatique. a conferência alcançou o objetivo de chegar a um “acordo global • Alternativas: Mecanismos mais efe- e efetivo” para o período pós-Kyoto. Os norte-americanos. 30% inferiores ao patamar de 1990. O efeito dos GEE é cumulativo e se geração (proporção 3. as emissões A Conferência uso de combustíveis renováveis. de nas emissões de gases de efeito estufa. um aumento de 2°C. redu. para que os países tenham tempo de ratificá-lo. Isso porque os Estados Unidos firmaram o com. • Recursos: Aumento do fundo de que prevêem uma redução de 25% a 40% nas emissões dos países desenvolvidos adaptação. para um deve ficar pronto até 2009. Em certo sentido. A COP-13 acordou diretrizes. terar a matriz energética. eólica. biomassa.46 Sustentabilidade Agroanalysis Janeiro de 2008 As cinco chaves da equação 2. de biomassa. tas em pé na conta de mitigação do no documento. monta-se uma 5.8 vezes acima da O Conselho Europeu de Energia Renová. quando o processo de negociação parecia caminhar para o fracasso. da Agência Internacional de Energia em 2050. Em 2030. para estimular a redução das emis- sões são muito tímidas: redução de (COP-13) Com base nesses dados. a • Mitigação: A inclusão das flores- União Européia concordou em fazer concessões e recuou em sua exigência de incluir. a elevação foi de 0. Seria preciso. tomarem medidas nessa direção.13. • Pós-Kyoto: Cortes mais profundos O planeta pode suportar no máximo as fontes renováveis (solar. ricos para ajudar os países pobres O texto final acabou por mencionar apenas que a comunidade internacional “reco. Mapa de Bali force a luta contra a mudança climática a partir de 2012 deve começar. sem desencade. com referências às metas muito carbono estocado na forma obrigatórias de cortes de emissão recomendadas pelo IPCC. 45. em inglês). eram contra qualquer menção a essas metas. Ao longo adotado é débil e permite a comer- cialização do “direito de poluir”. no entanto. des- de a Revolução Industrial. A temperatura média da Terra sobe de forma contínua e progressiva. riam as relações entre si e com a nature- • Elevação da temperatura terrestre. válidos a ar catástrofes naturais. zir sua emissão para não alcançar a do bem-estar. dados nucleares (7%) e renováveis (13%). e distribuição de energia.

Fonte: Annual Eurooean Communuty Greenhouse Gas Inventory venção do Clima.9 parte do G-77+China.6 153.8 63. na cidade de Copenhague.9 553. o Mapa pega leve: formula ações ou Romênia -8. Holanda -6.0 -35. Protocolo de Kyoto. Variam de 10% a 30%. Amazônia na tela dos debates. a agenda deverá discutir como preservar as flores- nhado em dois anos e montar um novo tas. os negociadores retiraram a Alemanha -21. Uma formulação estratégica seria constituir um fundo com doações dos países in- gação será um dos temas mais quentes O teressados na preservação. Países liderados por Costa Rica e Papua-Nova Guiné formaram a chamada Coa- tratado climático para 2013. dices de desmatamento de um período histórico. Suécia 4. Existe a questão aterros sanitário do Brasil.5 12. A proposta de- amente na busca do consenso sobre as me- para com dois problemas: permite a emissão pelos paises que adquirirem crédito. Sustentabilidade Janeiro de 2008 Agroanalysis 47 o otimismo dos diplomatas e o ceticismo União Européia: emissões de GEE em equivalente de gas carbônico dos ambientalistas. Questões em aberto geral das Nações Unidas.6 colocar no jogo os Estados Unidos (maior Polônia -6.001.0 40.3 veis”.0 -58. em prol de vincular a preservação das florestas ao Mecanismo Os negociadores terão de trabalhar ardu- de Desenvolvimento Limpo (MDL). lisão pelas Florestas. Não é apenas receber crédito pelo pode ser substituída por um tipo de savana esforço de conservar.3 desenvolvimento.7 1. Postergada ao longo dos anos.1 212.2 ar de dióxido de carbono.5 -15. . ternacional na COP-15.6 69.8 ção “mensuráveis. os Estados Unidos Eslováquia -8.9 internacional.0 -25. As avaliações do impacto do desmatamento nas emissões são – ou “desaparecer”.9 Malta . 54.4 20. Essas nações nunca mostraram in.3 440.5 menção direta às metas de cortes de redu.0 18. Ban Ki-Moon.1 582.4 40% até 2020. Os países com emissões causadas das na conta e também a referência ao ma. com um conteú. especialmente emer.7 gentes.4 Itália -6. por desmatamento abaixo da linha teriam compensações nuseio sustentável de florestas. de ações de mitiga- Bulgária -8.0 -7.6 48.0 0. de florestas tropicais como forma de miti. as novas formas de enfrentar as mudanças climáticas no pós-2012.0 -33. Seria montada uma linha de referência obtida pelos ín- Brasil aceitou a entrada de áreas degrada. quando expira o do repleto de incertezas. previstos no Protocolo de Kyoto. Letônia -8.0 -52. O segundo período iria de 2013 a 2018 ou 2020. Com a ante o aquecimento global.0 clinação a qualquer tipo de compromisso Dinamarca -21. Luxemburgo -28. Apesar de ter o mérito de Espanha 15. e tas e a inclusão de desmatamento evitado a queda de preço pelo excesso de oferta de crédito. por Hungria 6.7 Republica Tcheca -8. novas e profundas metas de redução de emissões de GEE para os países industriali- O texto aprovado foi considerado uma zados e obrigações para os em desenvolvimento. não internacio- Bélgica -7. para o Brasil interessa a estratégia de diminuição los científicos indicam que parte do bioma das emissões pela redução do desmatamento.0 -1.5 Irlanda 13. 63.0 -45. na Dinamarca. para ser redese.4 67.1 22.0 52.4 80. reportáveis e verificá.3 gases que aprisionam o calor na Terra.0 emissor do mundo de gases de efeito es. Portugal 27.7 nas aceitarem metas quando os países em Eslovênia -8. e Para o futuro próximo.0 25.0 -53. em 2009.0 -7. adotassem a mesma decisão. Agora. sensível da vulnerabilidade da Amazônia A falta de valor da floresta em pé é a principal causa do desmatamento. Alguns mode.4 139. os desafios passam pelo estabelecimento de um tratado in- do presidente da Indonésia.1 143.4 69.1 tufa).1 93.8 3.0 -2.4 85. metano e outros Austria -13. Susilo Bam. Índia e China.8 nais.0 10. País Em relação a meta do Protocolo Variação Em 2005 Para conseguir a adesão da delegação de Kyoto para 2008-2012 (%) 1999-2005 (%) (milhões de t) americana.8 145.0 -18.0 0.9 Próximo do encerramento.0 -47. Desmatamento evitado altas. com bang Yudhoyono.0 25.5 A maior novidade foi a aceitação.4 12. chegou a abandonar o recinto dos trabalhos. O secretário-executivo da Con. Foi importante a participação do secretário. o evento Chipre .2 ção de emissões nos países ricos de 25% a França 0.6 compromissos nacionais.0 -1.6 deixam de lado a argumentação de ape- Estônia -8. Outro ponto consiste em negociar referência de intenções.0 399.0 20.7 9.7 657. Yvo de Boer.7 Lituânia -8. Reino Unido 12. como a queima de metano nos como forma de mitigação.2 69.4 parecia não apresentar nenhuma evo- lução. para limitar e reduzir o lançamento no Grécia 25.0 -32. Finlândia 0.5 -2.

OGMs. tante elevado. a 21. o Brasil norteou a dos carregamentos de OVMs. a maioria dos Com isso. Responsabilidade e Compensação. mais produzido no Brasil e larga- N ESTE INÍCIO de 2008. dentre outros fatores. possui duas obrigações principais: 9. fronteiriço para evitar danos à biodiversi- Importações e regulamentações resses de regulamentação soberana dos dade. a soja OGM é um teste para a implementação do Protocolo. Rodrigo Carvalo de Abreu Lima* Posição estratégica Como primeiro produto transgênico ado- tado. a criação de regras ligadas a danos patri- • Regulação de danos entre Partes e Existem três argumentos importantes moniais. São regras soberanas que podem transcende o Protocolo. transfronteiriço e evitar possíveis danos sem força. a mensuração e a respon. países nas questões ligadas aos OGMs. sustentável da biodiversidade. • Estabelecimento de mecanismo de Como os principais importadores de Responsabilidade e Compensação por 04/05 05/06 06/07 07/08 soja em grão possuem regulamentação possíveis danos causados por OVMs. sociais.9 ambiental internacional. o Protocolo avança lentamente pois objetivo de regular o movimento trans- são levados em consideração os inte. com dos países. os pode causar um dano em seu território. como fogem do mandato expresso As negociações do Protocolo compreen. brada. para atender estritamente aos ob- teiriço de OVMs e a conservação e uso No caso dos importadores de soja em jetivos do Protocolo e nada mais.5 10. É um processo lento.3 O Protocolo de Cartagena é um tratado 22. grão e milho do Brasil. e aprovação comercial pelo importador e mentos transfronteiriços. a abrangência da negociação sões avançam sobre: países já possue regulamentações sobre sobre Responsabilidade e Compensação • O conceito.9 MOPs). Um OVM somente pode ser levado 11. as discus. As obrigações além do e até transportadores. com o objetivo de 20.7 criação de regras estritas pode transfor- criar normas para assegurar o movimento mar o Protocolo em um “tratado vazio”. influenciar as decisões do Protocolo. pelo exportador que o produz. 14. países importadores podem estabelecer o movimento transfronteiriço de soja a Apesar de ser o único grande país pro. criação de um mecanismo de Responsabi. regras específicas sobre os temas em de. Como o movimento transfronteiriço combatidas pelo Brasil. Total OGM sobre OGMs. Brasil: área da sojicultura – total sua posição nas discussões baseado na sua e com OGM (milhões de hectares) • Influências para as discussões sobre megadiversidade. exportadores 1º. dentro do Protocolo. • Implicações perante a identificação a ratificar o Protocolo. organismos vivos modificados (OVMs). contra danos. As decisões devem ser tomadas de OVMs sofre influências das regras por consenso. 140 países. Se um OVM autorizado comercialmen- lidade e Compensação (Liability and Re. 23. exportação de soja OGM tem: dutor e exportador de produtos agrícolas bate no Protocolo. 3º. devem ser veementemente dem os interesses e as posições de mais de 2º. ao opta- rem pela norma mais restritiva e criar barreiras não-tarifárias ao comércio.3 comércio internacional a riscos jurídi- Objeto das reuniões das Partes (COP. as práticas adotadas no * Gerente Geral do Icone .48 Sustentabilidade Agroanalysis Janeiro de 2008 Protocolo de Cartagena mercado ganharão peso nas decisões Em busca do Protocolo. cos. Dar margem para sabilidade do dano. mente os temas ligados aos organismos te pela lei soberana do país importador dress) por possíveis danos causados por geneticamente modificados (OGMs). culturais e até espiritu- Não-Partes do Protocolo. é um risco bas- • Seguros de produtores. Com capacidade de regular soberana. para o Brasil é estratégico Apesar de o Protocolo limitar seu foco Fonte: Conab/Isaaa/Celeres adotar uma posição negociadora equili- à interação entre o movimento transfron. Os importadores com regras soberanas do consenso podem ficar em posição comercial van- tajosa perante o exportador que é Parte do Protocolo (caso do Brasil).7 Diante do impacto da biotecnologia. as nego- ciações do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança terão como foco a influências do grau de evolução da bio- tecnologia e da aceitação em relação aos OVMs de cada país. além de expor os atores do para a biodiversidade causados por OVMs. para o Brasil considerar nas negociações: ais.4 de um país a outro após análise de risco • Identificar OVMs sujeitos a movi. do Protocolo. Como a decisão depende de consenso. mente usado e aprovado comercialmente em vários países.

é claro. imputar aos produtores rurais a res- os outros 25% no Nordeste e Centro-Oes. mostram que mais de 60% da produção brasileira características de apresentação e nutrição. financeiro de grandes grupos fornecedo- tivado: a renda chega a quatro ou cinco tes. Cerca de 75% da pro. desmontado com o fim doxo. respondem por mais de 60% de todo o de. presidente do Conselho Superior de ricos em micronutrientes e fibras. hectares. que plo. Estamos na metade da O dragão da completa recomendação. chega a 35% em alguns produtos. cenoura. ante 3. em média. que subiu 7. mas o seu sucesso ainda depende da mas as análises deles. Outro importante indicador. certificação de agronegócio. as O produtor não tem influência na for- * Coordenador do Centro de Agronegócio da hortaliças são alimentos importantes. melões nos índices de inflação. por exem- dução estão localizados no Sul/Sudeste. e com uma importante diferença de consumo entre as famílias inflação mais ricas e as mais pobres. abastecem a R egião o estabelecimento de canais de comercia. desenvolvido lá fora. vista mais forte. como sabem.79% produção superior a 18 milhões de tone. com maior valor agregado. De outro lado. especialmente em 2007. Rural da Unesp/Jaboticabal é “precificado”. Isso demonstra um enorme potencial de crescimento do consumo à medida que Roberto Rodrigues* aumenta o poder aquisitivo. Na Itália. que. mini-melancias etc. a pesquisa e a extensão pre. e só exportando melões. o Brasil cultiva cerca de brasileiro na área é negativo. o consumo chega a 157 quilos pessoa/ano. onde a produção é quase nula. mas. Cesário Ramalho da Silva* também aumenta a exigência por produtos frescos.5 e em Israel. batata. brócolis de cabeça única. não se esquecendo ainda . Ao mesmo tempo em que é o ator sivo e alta tecnologia. dustriais e gigantes varejistas. cebola. 73. pois importa. batata e ervilha. na inflação do ano passado. o consumo no Sul e Sudeste é 60% superior ao das Regi- ões Norte. Aquelas. gengibre. melancia. 40% da inflação medida pelo IGP-DI 800 mil hectares com hortaliças. encurralado entre o poder rentabilidade econômica por hectare cul. o saldo comercial dutos agropecuários responderam por Atualmente. alho. é o em compensação. o ladas. A tecnologia vem apoiando o aumento 2. po- volume produzido. e Um deles é a perda na pós-colheita. cisam seguir cumprindo seu papel. tomate italiano e cio do ano. No Brasil. Isso vem crescendo bastante. com o gru- tou 35%. lização. permane- de hortaliças está concentrada na peque. Outro é ponsabilidade pelo aumento dos preços te. Dados da Fundação Getulio Vargas 4. consumo são temas igualmente recorren. dem trazer equívocos. po alimentos e bebidas respondendo por cultivadas. de acordo com estudos do IBGE. com Agronegócio da Fiesp e professor de Economia dities agropecuárias. especialmente de como alface americana. cenoura e batata-doce) da produtividade e a expansão da ativida. E.46% nos últimos dez anos a produção aumen. cerca de nobres. IPCA do IBGE. mais importante da cadeia produtiva do função de problemas fitossanitários. O produtor é protagonista de um para- É uma atividade que exige capital inten. Paulo Cesar Tavares de Melo. cebola. tomate.7 quilos pessoa/ano. Já estamos de 2006. pode oferecer excelente produção e campanhas institucionais de elo mais fraco. não mentem. Norte. Ele não “precifica”. Nordeste e Centro-Oeste. tões. Do ponto de vista do consumidor. Embalagens padronizadas. cendo em destaque no noticiário do iní- na propriedade rural. Números. Tais exigências vêm levando os produto- res e supermercados a oferecer produtos O AUMENTO dos preços dos ali- mentos ganhou a atenção da mídia no segundo semestre de 2007. mas seis delas (tomate. principalmente em das Cooperativas de Cotia e Sul Brasil. da Esalq. conglomerados agroin- vezes mais que os cultivos convencionais.21% do resultado. muitas vezes. com qualidade comprovada e boas D ADOS DO prof. dos alimentos. com menos de dez saladete. melancia. e tem grande Como esse tipo de produto está mais (FGV) indicaram que os preços dos pro- aproximação com a tecnologia orgânica. consumi- ram 42 quilos por pessoa/ano em 2003. res de insumos. Gera muito emprego. segundo a qual Salada 6 a 7% da energia consumida deve pro- vir de hortaliças. ou seja. como. Janeiro de 2008 Agroanalysis 49 Diário de bordo sumo no Brasil ainda é abaixo dos níveis Produzir recomendados pela OMS. por sua vez. pimentas e pimen. nos EUA a 98. baixa densidade energética. dos alimentos. apontou alta de 4. Mas. diferenciados. dr. especialmente pelo impacto exploração familiar. solução de alguns gargalos antigos. o con. Há uma centena de espécies e condimentos.5 por hectare. mação dos preços das principais commo- FGV. o que exige um espírito associati. com mos mais que exportamos. enquanto estas consumiram 15.89%.

a área plantada aumentou ape. com as placas dos automóveis identificam o estado como a grande região produtora de citros do mundo. A meta do plano é chegar. para prosseguir na toada do confronto. indústria processadora. ela não será culpa dos Baseados na primeira lição das boas convivência contratual no setor. centradas em três pontos: tos e opções na Bolsa. matérias-primas Boas práticas • Estudos de modelos de formatação de preços para o estabelecimento dos bases da indústria de alimentos. ainda no pri- Será mais uma prova do esforço dos mento. meiro trimestre deste ano. ainda. os produtores darão 90% das exportações brasileiras de suco negócios para o setor de insumos. e as oscilações mercadoló. ção da estimativa de safra. que o avanço de para qualquer momento e lugar da pro. FGV e pelos repre- mente nas cotações. A oferta maior de grãos re. não se toca no assunto para ropa e Austrália. Já o fair trade implica dução agropecuária e das exportações do • Seca nas plantações de trigo da Eu. A S PRÁTICAS agrícolas dizem res- peito ao processo produtivo na li- nha do desenvolvimento sustentável. especialmente na Ásia. o modelo de Se houver alta. 42% na cotação do petróleo em 2007. ape- • Influência dos biocombustíveis nos respeito ambiental e social. para produzir sar de ser o terceiro item no valor da pro- valores da soja. de e construirmos uma relação baseada Vale pontuar. ao consenso produtores para contribuir no combate ra paulista chegaram ao limite. É bem mais provável que a práticas. tras questões. Iniciamos um processo de aproxima. Cepea (Esalq/USP). também refletiu nos ta 38% da produção mundial de laranja. com reuniões exemplo único no País de aliança do se- 2006/07. serviços e para as cooperativas. café. Temos de nos orgulhar de • Picos de preços no mercado interno Como proposta para ampliarmos a sermos a potência que somos na ativida- durante o período da entressafra. Seu se há uma forte estiagem na Argentina objetivo é finalizar uma proposta-padrão ou no Brasil. a negociação de contra- precária infra-estrutura.50 Agroanalysis Janeiro de 2008 Opinião de que produtos como milho. ladas de grãos. Seus in. soja. suco de laranja. predominantemente pela classe média fertilizantes e fretes. vaivém cítricola rá um outro momento. demanda. • Uso de produtos agrícolas para pro- dução de biocombustíveis. adotarmos a laranja como a fruta-símbo- gicas componham o prato do dragão da nam um modelo de convivência no lo das boas práticas. econômico entre os vários agentes. Formamos um grupo de trabalho téc- Excesso de chuvas. entre ou. • Necessidade de estimativa de safra * Produtor rural e secretário de Agricultura * Presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB) conjunta. O mesmo acontece sentantes do campo e da indústria. tomaremos A citricultura paulista é desenvolvida que acarretou o aumento no preço de por base a citricultura. iniciamos as contra doenças. vivência com a criação do Fundecitrus. trigo. tor produtivo para a pesquisa e combate nas 20%. dução de um bem e serviço. ras de soja nos EUA repercute imediata. conversas. trou capacidade de articulação e con- aproximadamente 135 milhões de tone. oferta. sendo São Paulo responsável por mais de pessoas no campo e na indústria. evitar conflito. Ninguém dentro das negociações nos mercados. pois de laranja. Traz Nesta temporada. na Secretaria de Agricultura e Abasteci. conjunto de fatores. entre produtores. como: Na Flórida (EUA). Preparar muitas notícias para à inflação. Se resolvidos esses tópicos. tegrantes concluíram que não dava mais informar sobre a data anual para divulga- duzirá a pressão inflacionária de 2008. vender e comprar com base no equilíbrio agronegócio. nosso maior con- • Aumento da demanda mundial por corrente na produção de laranja e suco. foi motivada por um João Sampaio* (nome ainda provisório). enquanto a produção cresceu e os institutos de pesquisa agropecuária às doenças. Em São Paulo. na cadeia contratos. a asfixiante car. inflação. com o maior pomar do mun. composto por pesquisadores do IEA. a transparência. rural. o seguro produtores. alimentos. abrangência da adoção de boas práticas. de nova demonstração de eficiência. Os conflitos dentro da citricultu. com base no prin- cípio das boas práticas. nico. Já mos- deverão produzir uma safra recorde de do. • Confrontos do passado não condicio. modelos de convi- A alta das cotações dos grãos em 2007 vência de compra e venda entre as partes na Bolsa de Chicago. prejudicial às lavou. ou fora da citricultura discorda disso. que foi de 57% em e as bases do Foro do Conselho de Citros relação a 2006. acima de 200 milhões de árvores. alimentos seguros. O Brasil represen. no setor. em boas práticas. a cadeia vive- suscetíveis às mais diversas variáveis glo- bais de clima. que garante o emprego de 400 mil preços dos alimentos. e Abastecimento do Estado de São Paulo . Do ciclo 1990/91 até o de ção entre os elos da cadeia. de divulgação de safra. 118%. têm pre- ços formados nas bolsas internacionais. setor (a questão do Cade está fora). O passo seguinte é ga tributária.