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Aula 04/08/2014
Introdu¸c˜
ao
Considere a seguinte f´
ormula ϕ :

Dx x 2  2
Em R tal f´ ormula ´e satisfeita (nota¸c˜ao: R ( ϕ) (1). Em Q tal f´ormula
ao: Q * ϕ) (2). Concluimos que ϕ n˜ao ´e consequˆencia
n˜ao ´e satisfeita (nota¸c˜
da Teoria de Corpos, por (2), e que ϕ tamb´em n˜ao ´e consequˆencia da
Teoria de Corpos, por (1).
Defini¸c˜
ao 0.0.1. Dizemos que ψ ´e consistente com uma cole¸c˜ao T de
f´ormulas quando ψ n˜ao ´e consequˆencia de T .
No nosso caso, tanto ϕ como ϕ s˜ao consistentes com os axiomas de
corpo (neste caso dizemos que ϕ ´e independente da Teoria de Corpos). “ϕ
e nem ϕ n˜ ao podem ser provadas usando Teoria de Corpos”.
Para conseguir fazer essa prova dentro da Teoria de Conjuntos (ZFC),
dever´ıamos pelo menos conseguir fazer as seguintes coisas dentro da Teoria
dos Conjuntos:
1. Definir R, Q etc;

2. Definir (;
3. Fazer a liga¸c˜
ao entre ( e a existˆencia de demonstra¸c˜ao.
Hip´
otese do Cont´ınuo (CH)
Vamos adotar ZF C 1 como axiomas para a Teoria dos Conjuntos. Infor-
malmente, a Hip´
otese do Cont´ınuo (CH) ´e a seguinte asser¸c˜ao:
“Se A ´e um conjunto cujo tamanho ´e maior que o tamanho de N, ent˜ao o
tamanho de R ´e menor ou igual ao tamanho de A.”
Vamos tornar isso mais preciso.
Defini¸ ao 0.0.2. Dados A e B conjuntos, denotamos por |A|  |B | para

indicar a existˆencia de uma fun¸c˜ao f : A Ñ B bijetora. Denotamos por
|A| ¤ |B | a existˆencia de uma fun¸c˜ao f : A Ñ B injetora.
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ZF C ´e um conjunto de axiomas que foram propostos no in´ıcio do s´eculo XX por
Zermelo e Frankel para promover uma teoria dos conjuntos sem o paradoxos, evitar, por
exemplo, o paradoxo de Russel. Para maiores detalhes veja os livros do Jech ou do Kunen.

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Exerc´ıcio 0.0.3. Sejam A, B e C conjuntos.

paq Se |A|  |B | e |B |  |C | ent˜ao |A|  |C |;

pbq ao finitos, ent˜ao vale |A|
Se A e B s˜  |B | se, e somente se, A e B tem
a mesma quantidade de elementos;

pcq Se |A|  |B | ent˜
ao |A| ¤ |B | e |B | ¤ |A|;

pdq Se A € B ent˜
ao |A| ¤ |B |

Teorema 0.0.4 (Cantor-Bernstein-Schroeder). Sejam A, B conjuntos se
|A| ¤ |B | e |B | ¤ |A| ent˜ao |A|  |B |.
ao. Dica: Sejam f : A Ñ B e g : B Ñ A fun¸c˜oes injetoras e
Demonstra¸c˜
para cada n P N defina hn : A Ñ A como hn  pg  f q. Considere o conjunto
X  ta P A : Dn P Nphn paq R g pB qqu.
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Ordinais e Cardinais
Defini¸
c˜ao 0.0.5. Seja pX, ¤q conjunto ordenado. Dizemos que ¤ ´e uma
boa ordem para X se para todo A € X n˜ao vazio existe o m´ınimo de A.

Defini¸
c˜ao 0.0.6 (Princ´ıpio da Boa Ordem). Todo conjunto admite uma
boa ordem.

Defini¸
c˜ao 0.0.7. Um conjunto x ´e dito transitivo se para todo y P x temos
que y € x. (z P y e y P x implica z P x).

Defini¸c˜ao 0.0.8. Um ordinal ´e um conjunto transitivo e bem ordenado
ao P.
pela rela¸c˜

Exemplo 0.0.9.

1. H
2. tHu
3. tH, tHuu
Exerc´ıcio 0.0.10.

paq Se α ´e um ordinal, ent˜ao α Y tαu tamb´em ´e um ordinal.

pbq Se α ´e um ordinal e β P α ent˜ao β ´e um ordinal.

3

”
pcq Se F ´e um conjunto de ordinais ent˜ao F tamb´em ´e um ordinal.

pdq Se A € B ent˜
ao |A| ¤ |B |

Teorema 0.0.11. Se pX, ¤q ´e um conjunto bem ordenado ent˜
ao existe um
´nico α ordinal tal que pα, Pq e pX,  q s˜
u ao isomorfos.

Demonstra¸c˜
ao. Veja no Jech.

Nota¸
c˜ao: Dados α e β ordinais, vamos denotar por α  β a rela¸c˜ao
α P β.

Teorema 0.0.12. Sejam α, β e ω ordinais.

pa q Vale uma e somente uma das seguintes:

piq α   β;
piiq α  β;
piiiq β   α.
pbq Se α   β e β   γ ent˜ao α   γ.
Demonstra¸c˜
ao. Exerc´ıcio.

Teorema 0.0.13. Seja ϕ uma propriedade sobre conjuntos. Se existe um
ordinal α tal que ϕpαq (i.e., α satisfaz ϕ) ent˜
ao existe um ordinal α0 tal que
para todo ordinal β tal que ϕpβ q temos α0 ¤ β e ϕpα0 q

Demonstra¸c˜
ao. Exerc´ıcio.

Defini¸
c˜ao 0.0.14. Dizemos que um ordinal α ´e um cardinal se para todo
β   α temos que |α|  |β |.

Exerc´ıcio 0.0.15. Sejam κ e η cardinais. Se |κ|  |η | ent˜ao κ  η.

Defini¸ ao 0.0.16. Seja X um conjunto. Denotamos por |X | o u
c˜ ´nico cardi-
nal κ tal que existe f : κ Ñ X bije¸c˜ao.

Exerc´ıcio 0.0.17. A cole¸c˜
ao de todos os cardinais n˜ao forma um conjunto.

y q for uma f´ormula tipo fun¸c˜ao e valer ϕpA. geralmente de- notaremos B  ϕpAq. sabemos que se A ´e um conjunto. daremos uma aplica¸c˜ao do Teorema da Recurs˜ao: Defini¸ c˜ ao 0.20 (da Recurs˜ao). ´e um conjunto. ϕ : Ord Ñ Ord dada por ϕpxq  x Y txu ´e uma f´ormula ao (para estendˆe-la para V . se consideramos ϕpx. Observa¸ ao. por exemplo ϕpuq  H se tipo fun¸c˜ u n˜ ao for um ordinal). Exemplo 0. y q como sendo “@z pz € x ô z P y q”.4 Aula 06/08/2014 Recurs˜ ao Defini¸ ao 0. Uma f´ormula ϕpx. y q ´e tipo fun¸c˜ao e A c˜ ao ϕA : tpx. Intuitivamente. Teorema 0. ent˜ ao. Pode ser interessante notar que se ϕpx. ormula tipo fun¸c˜ Agora. B q. ent˜ ao existe um u´nico conjunto B que satisfaz ϕpA. basta fazer. Representaremos ordinais e cardinais de maneira diferente. Analogamente. Isso facilita quando a boa ordena¸c˜ao se faz importante. a f´ormula V pxq dada por “x  x” ´e tal que V  tx : x  xu n˜ao ´e um conjunto. exceto possivelmente pelo fato de que seu dom´ınio n˜ao precisa ser um conjunto.18. Por exemplo. “ω1 ´e o menor ordinal com cardinalidade maior que ω0 ”. . y q expressa uma fun¸c˜ao. Cardinais ao representatos pela letra hebraica ℵ enquanto que os ordinais ser˜ao ser˜ representados por ω. Dado um ordinal α ¡ 0. Seja Ord  tx : Ordpxqu e note que esse objeto n˜ao ´e um conjunto. onde Seq ´e a classe das fun¸c˜ ao existe uma u ´nica f´ ao F : Ord Ñ V tal que F pαq  GpF æαq.0.0. definimos ωα como o menor ordinal tal que |ωβ |   |ωα | para todo β   α.0. Se G : Seq Ñ V ´e uma f´ ormula tipo fun¸c˜ oes f tais que dompf q P Ord. a saber. ϕpxqq : x P Au ´e uma fun¸c˜ao. B q. Por exemplo.0. j´a que B ´e o u ´nico que satisfaz ϕpA. ent˜ Considere a f´ormula Ordpxq “x ´e um ordinal”. y q (com esta nota¸c˜ao queremos dizer c˜ que as u´nicas vari´ aveis n˜ao quantificadas s˜ao x e y) ´e dita uma f´ ormula tipo fun¸c˜ao se para todo conjunto A existe um u ´nico conjunto B tal que vale ϕpA.19. B q. B  ℘pX q. Se ϕpx. Chamamos de ω0 o menor ordinal infinito (Teorema do Infinito).21. B q. ϕpx.

ω u. Sejam pA. β ordinais definimos α β como o u ´nico ordinal a pt0u  αq Y pt1u  β q com a ordem lexicogr´afica. Por´em sabemos que 2 satisfaz a f´ormula. . Note que n˜ao existe nenhum ? n´umero dentro de Q ormula. . pelas opera¸c˜oes de corpos?tamb´em ? ter que a f´ormula Dx px2 1q  2 ´e satisfeita. 1. ℵα  ℵα 1 . η  |κ Y η | (o . Poder´ıamos considerar o conjunto Q Y t 2u para tal fim. . . Uma breve motiva¸c˜ ao para o Forcing Suponha que estejamos com o corpo dos racionais Q e considere a seguinte f´ormula ϕ : Dx x2  2.. 2κ  ℘pκq.loooooooooooooomoooooooooooooon . . |X | ¤ |℘pX q| mas |X |  |℘pX q|). ¨q conjuntos ordenados. α 1  α Y t α u. Defini¸ c˜ao 0. . y q.0. . Ent˜ao a afica ¤lex sobre A  B ´e dada como pa. . Note que ℵα  ωα ..0. α ordinal e X um conjunto qualquer. α β Exemplo 0. . . 2.. 5 ou somente estamos interessados no tamanho do conjunto.24..0. ¤q e pB. ω 1  t0. a   x ou (a  x e b   y). Seja κ cardinal. 2..loooooooooooooomoooooooooooooon . . 2. 1.22.. . Definimos κη  |η κ| (onde η κ  tf : η Ñ κ :f ´e fun¸c˜aou).0. isomorfo ` . Exerc´ıcio 0. 3.e. . 1. Dados α. b P Qu. Denotamos por κ o menor cardinal maior que κ. Defini¸ c˜ao 0. definimos κ maior entre κ e η).. 4. 1 ω  ω. Para contornar esse tipo de situa¸c˜ao foi criado o corpo Qr 2s  ta b 2 : a.0. Defini¸ c˜ao 0. |X |   |℘pX q| (i.. Se κ e η s˜ ao cardinais. Mas 2? 1 R dever´ıamos Q Y t ?2u. . . Isso seria insuficiˆente! Pois. .25. se e ordem lexicogr´ somente se. ? que satisfa¸ca tal f´ mas n˜ao pertence aos racionais.26. .23. bq ¤lex px.

suponha que vocˆe consiga que exista uma fun¸c˜ao f tal que f : pω2 qM Ñ p2ω qM seja injetora.29. Dizemos que p. De que roteiro precisamos para conseguir tal feito? • Como achar tal f . p℘pX q  ℘pX qrtHu. J q o conjunto de todas as fun¸c˜oes de f tal que dompf q € I. q P P s˜ao compat´ıveis se existe r P P tal que r ¤ q.0. M rf s. Olhando “de fora” de M . ¤q uma pr´e-ordem. ou p ´e mais forte que q. A X B  H. e somente se. e somente se. Dizemos que pP. 2. Suponha que M seja “modelo” para ZF C. Seja pP. f estende g. • Em algum sentido.28.30. Defini¸ ao 0. Dizemos que A € P ´e uma anticadeia se para todo a. Exemplo 0. Dizemos que F c˜ € P ´e um filtro se: . b P A com a  b temos que a K b.c. Impf q € J. o que o roteiro mostrou foi que ppω2 qM ¤ p2ω qM qM rf s o que realmente queremos ´e pω2 qM rf s ¤ p2ω qM rf s . Defini¸c˜ao 0. ou seja. • Como “expandir” M para formar M rf s. J conjuntos e Fn pI. Dizemos que P satisfaz c. ¤q ´e uma pr´e-ordem se: 1.c. €q. ¤q. Da´ı teremos um modelo onde n˜ao vale CH. Sejam I. Seja pP. (countable chain condition) se P n˜ao tem anticadeia n˜ao enumer´avel. Seja ω M o elemento de M que os habitantes de M pensam ser o menor ordinal infinito. Filtros e o Axioma de Martin Defini¸ c˜ao 0.0.0.6 Faremos algo semelhante (no sentido de conjuntos). f  g. Para todo p P P. p ¤ p P P p ¤ q e q ¤ r ent˜ao p ¤ r 2. A K B se. S˜ao incompat´ıveis caso contr´ario e ´e denotado por a K b. q e r Quando tivermos p ¤ q dizemos que p estende q. Para todo p. 1.27. dompf q ´e finito com f ¤ g se.0.

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1. F  H;
2. Para todo a, b P F existe c P F tal que c ¤ a e c ¤ b.

3. Para todo a P F e para todo b P P se a ¤ b ent˜ao b P P.

Exemplo 0.0.31. Seja F € Fn pI, J q filtro. Ent˜ao f  YF ´e uma fun¸c˜ao
tal que dompf q € I e Impf q € J. Precisamos mostrar que f ´e fun¸c˜ao.
Sejam px, y q, px, z q P f ent˜
ao existe a, b P F tal que px, y q P a e px, z q P b.
Seja c P F tal que c ¤ a, b. Ent˜ ao px, y q, px, z q P c. Como c ´e fun¸c˜ao temos
que y  z.

Aula 11/08/2014
Proposicao 0.0.32. Considere G € FnpI, J q um filtro e seja f  ” G.
Temos:

(a) se para cada x P I, G X Dx  H, onde Dx  tp P FnpI, J q : x P domppqu,
ao dompf q  I;
ent˜

(b) se para cada y P J, G X Ey  H, onde Ey  tp P FnpI, J q : y P Imppqu,
ao Impf q  J;
ent˜

Demonstra¸c˜ ao. Provaremos apenas paq (os argumentos para provar pbq s˜ao
an´alogos): para x P I, a hip´
otese garante a existˆencia de p P G X Dx , o que
acarreta x P domppq € dompf q.

Defini¸
c˜ao 0.0.33. Seja pP, ¤q uma pr´e-ordem.

1. Dado D € P, dizemos que D ´e denso sobre P se para todo p P P existe
d P D tal que d ¤ p.

2. Seja D uma fam´ılia de subconjuntos densos sobre P. Dizemos que um
erico se para todo D P D valer G X D  H.
filtro G ´e um filtro D-gen´

Lema 0.0.34 (Rasiowa-Sikorski). Sejam pP, ¤q uma pr´e-ordem, p P P e
D uma fam´ılia enumer´ avel de densos sobre P. Ent˜
ao existe um filtro G
D-gen´erico tal que p P G.

Nota¸
c˜ao: Dado A € P, denotamos Ò A  tp P P : Da P Apa ¤ pqu.
Demonstra¸c˜ao. Seja D  tDn : n P ω u uma enumera¸c˜ao para D. Tome d0 P
D0 tal que d0 ¤ p. Suponha definidos d0 , . . . , dn , para n ¥ 1, satisfazendo
as seguintes condi¸c˜
oes

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(a) @k ¤ npdk P Dk q;
(b) @k   npdk 1 ¤ dk q.
A densidade de Dn 1 nos permite tomar dn 1 P Dn 1 tal que dn 1 ¤ dn ;
note que agora os elementos d0 , . . . , dn 1 satisfazem `as mesmas condi¸c˜oes
impostas acima. Assim, existe F  tdn : n P ω u Y tpu. Afirmamos que
a fam´ılia G  Ò F tem as propriedades procuradas. Se mostrarmos que G
´e filtro, ent˜
ao claramente G satisfaz as demais condi¸c˜oes, por constru¸c˜ao.
Vamos provar que G ´e filtro.
Para a, b P G, existem pa , pb P F tais que pa ¤ a e pb ¤ b. Como F
´e totalmente ordenado, n˜ao h´a perda de generalidade em supor pa ¤ pb , e
assim pa ¤ a e pa ¤ b com pa P F € G. Por fim, se q P G e r P P s˜ao
tais que q ¤ r, ent˜ao existe q 1 P F tal que q 1 ¤ q, e disso segue que q 1 ¤ r,
mostrando que r P G.

Defini¸
c˜ao 0.0.35. Dizemos que um conjunto pX, ¤q totalmente ordenado
´e denso em si mesmo2 se para quaisquer x, y P X tais que x   y existir
z P X tal que x   z   y.

O pr´
oximo teorema ´e uma aplica¸c˜ao do Lema ??.

Teorema 0.0.36. Sejam pX, ¤q, pY, ¤q densos em si mesmos, enumer´aveis
e sem maior nem menor elementos. Ent˜ ao isomorfos pno sentido
ao X e Y s˜
de ordemq.

Demonstra¸c˜
ao. Primeiramente, note que basta mostrarmos que existe uma
por ser estritamente cres- sobreje¸c˜ Ñ Y estritamente crescente a fim de garantir que X e Y
ao f : X
cente, f ´e injetora. s˜
ao isomorfos.
Considere Fn  pX, Y q  tp P Fn pX, Y q : p ´e estritamente crescenteu e,
para cada x P X, seja Dx  tp P Fn  pX, Y q : x P domppqu e, para cada
y P Y , Ey  tp P Fn  pX, Y q : y P Imppqu. Note que Dx e Ey s˜ao densos em
Fn  pX, Y q (no sentido usual das pr´e-ordens), para cada x P X e y P Y .
De fato, para x P X fixado, seja p P Fn  pX, Y q. Se x P domppq, termi-
namos. Se n˜ ao, seja tx1 , . . . , xn u  domppq, e sem perda de generalidade
suponha que tenhamos x1 ¤ x2 ¤    ¤ xn . Se existirem i, j ¤ n tais que
xi   x   xj (podemos supor i como sendo o maior tal que xi   x e j o
menor tal que x   xj ), ent˜ao ppxi q   ppxj q e, por Y ser denso em si mesmo,
existe y P Y tal que ppxi q   y   ppxj q, de modo que basta definirmos
g  p Y tpx, y qu, que satisfaz g ¤ p com g P Dx . Se n˜ao existirem tais i
2

ao confundir com a densidade para pr´e-ordens j´
a definida.

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e j, ent˜ao x ¡ xi para todo i ¤ n (ou x   xi para todo i ¤ nq, e ent˜ao
basta tomarmos y ¡ ppxi q para todo i ¤ n (ou, respectivamente, y   ppxi q
para todo i ¤ n), pois Y n˜ ao tem maior nem menor elementos, e definir
g  p Y tpx, y qu. A demonstra¸c˜ao de que Ey ´e denso se faz de maneira
an´aloga, observando que X ´e denso em si mesmo e que n˜ao tem maior nem
menor elementos.
Chamando de D  tDx : x P X u Y tEy : y P Y u, o Lema ?? garante
a existˆencia de um filtro G
”
D-gen´erico. Como nas proposi¸c˜oes anteriores,
podemos mostrar que f  G ´e uma fun¸c˜ao tal que dompf q  X e Impf q 
Y . Resta apenas mostrar que f ´e estritamente crescente. Para isso, sejam
a, b P X tais que a   b e pa , pb P G tais que a P domppa q e b P domppb q.
Como G ´e filtro, existe p P G tal que p ¤ pa , pb , e disso segue que f paq 
ppaq   ppbq  f pbq.
Observa¸ ao. Essencialmente, o teorema acima diz que a ordem de Q ´e a

u
´nica ordem densa em si mesma sem menor nem maior elementos, a menos
de isomorfismo.

Num primeiro momento, podemos nos interessar em enfraquecer as res-
tri¸c˜oes sobre a cardinalidade da fam´ılia D nas hip´oteses do Lema ??. A
seguinte proposi¸c˜ao limita nossas esperan¸cas:
Proposicao 0.0.37. Existem pP, ¤q uma pr´e-ordem enumer´ avel e D uma
fam´ılia de subconjuntos densos sobre P tais que |D|  2 , de modo que n˜
ℵ 0 ao
existem filtros D-gen´ericos.
Demonstra¸c˜ao. Considere Fn pω, 2q e, para cada f P 2ω (conjunto das fun¸c˜oes
da forma f : ω Ñ 2), seja Hf  tp P Fn pω, 2q : Dm P domppq tal que
ppmq  f pmqu. Convidamos o leitor a verificar que cada Hf ´e denso. Con-
siderando ent˜ao D  tHf : f P 2ω u Y tDx : x P ω u, temos D uma fam´ılia
de subconjuntos
”
densos com |D|  2ℵ0 . Se existisse G um filtro D-gen´erico,
ent˜ao g  G seria um elemento de 2ω e, al´em disso, existiria p P G X Hg ,
mas isto nos d´a ppmq  g pmq para algum m P ω, embora ppmq  g pmq.
Contradi¸c˜
ao.
Axioma de Martin (MA). Sejam pP, ¤q uma pr´e-ordem que satisfaz c.c.c.
e D uma fam´ılia de densos sobre P tal que |D|   2ℵ0 . Ent˜ao existe um filtro
D-gen´erico.

Em vista do Lema ??, ´e claro que CH implica MA. Assim, MA ´e relevante
em contextos nos quais CH ´e falso. Um exemplo disso ´e o pr´oximo teorema.
Antes de enunci´
a-lo, precisamos da seguinte

Note que existe uma ” fam´ılia A com |A|  2ℵ0 que ´e quase disjunta. Por exemplo: seja S  nPω t0.c. Note que Eα.c. (b) tn : ppnq  1u ´e finito. ordenado pela extens˜ ao de fun¸c˜oes (i. Enfim.k : α P X. Para cada β P κzX. caso contr´ario Claramente p satisfaz (b) e. seja p dada por " se n P Aβ zdompq q p pn q  0 q p nq . 1u. e note que . e somente se. Di- zemos que A ´e uma fam´ılia quase disjunta se para quaisquer A. onde Af  tf æn : n P ω u. Seja P o conjunto de todas as fun¸c˜oes da forma p : domppq Ñ t0. pMA CHq Se κ   2ℵ 0 um cardinal ao 2κ  2ℵ0 . @α P X. considere os conjuntos da forma Eα. p  q).39 (Martin-Solovay). ent˜ ao.0. Note que pKq equivale a tn : ppnq  1u  tn : q pnq  1u. seja Dβ  tp P P : Aβ € domppqu. para α P X e k P ω. Seja A  tAα : α   κu uma fam´ılia quase disjunta. como Aβ € domppq. Dado Demonstra¸c˜ X € κ. para q P P. tais que: (a) domppq X Aα ´e finito.. p ¤ q se. onde domppq € ω. por (b) (e por |tA € ω : A ´e finitou|  ℵ0 ). Como 2ℵ ¤ 2κ vale por termos ℵ0 ¤ κ. 1un e defina A  tAf : f P 2ω u.10 Defini¸c˜ ao 0. Para fazermos isso. vamos utilizar o Axioma de Martin. Seja A uma fam´ılia de subconjuntos infinitos de ω. e assim Aα X domppq  pAα X dompq qq Y pAα X Aβ q. chame D  tDβ : β   κu Y tEα. De fato. note que temos domppq  dompq q Y Aβ .k  tp P P : |tn P Aα : ppnq  1u| ¥ ku. k P ω u fam´ılia de densos.e. ent˜ao ϕ : ℘pω q Ñ ℘pκq dada por ϕpAq  tα P κ : A X Aα ´e infinitou ser´a uma fun¸c˜ao sobrejetora.0.38. para verificar (a). o que acarreta 2κ ¤ 2ℵ . Agora. P satisfaz c. temos p P Dβ tal que p ¤ q. vamos definir ApX q € ω tal que  tα P κ : ApX q X Aα ´e infinitou. Logo.k ´e denso. que ´e finito por q P P e por A ser quase disjunta. note que |A|  2ℵ0 e A ´e quase disjunta. a igualdade estar´a 0 0 demonstrada. X (1) Note que se conseguirmos isso. Teorema 0. Finalmente. Observa¸ c˜ ao. que ´e um denso em P. infinito. B P A tais que A  B valer |A X B |   ℵ0 .

Exemplo 0. 11 |D|   2ℵ .40. logo |tn P Aα : lopomo pnoqn  1u| ¥ k. gpnq ou seja. i. Dados M um conjunto (ou classe). O Axioma de Martin nos garante a existˆencia de um filtro G que 0 ´e D-gen´erico. temos que g : Y Considerando ent˜ € t0. 1u ´e uma fun¸c˜ao com Y € ω. Considere ϕ: @x pDy y P xq. ent˜ ao para todo k P ω existe p P G X Eα. Afirmamos que ApX q  tn : g pnq  1u  tn : Dp P Gpppnq  1qu satisfaz (??). M ( ϕ. consideramos a relativiza¸ c˜ ao de ϕ com rela¸c˜ ao a M . como tn : ppnq  1u ´e finito pela condi¸c˜ao (b). e somente se. e ϕ uma f´ormula. ent˜ao existe p P G X Dα . α P X. como sendo a “mesma” f´ ormula ϕ.0. logo Aβ € domppq e. em vez de @v tem-se @v P M (no caso em que M ´e uma classe. ent˜ ao ϕ.e. mas com todos os quantificadores limitados a M . que ´e falsa (x  ttHuu atesta tal falsidade. por exemplo).Dvi ϕ. Aula 13/08/2014 Relativiza¸c˜ ao Uma f´ormula da Teoria dos Conjuntos ´e um membro da menor cole¸c˜ao F que satisfaz: (i) “vi  vj ” e “vi P vj ” est˜ao em F (as f´ormulas atˆomicas). Contudo. ϕM ´e satisfeita..k . . est˜ao em F. ϕ _ ψ. @vi ϕ. obtemos |ApX q X Aα |   ℵ0 . o que denotamos por M ( ϕ. para M  tHu. (ii) se ϕ e ψ est˜ao em F. |tn P Aα : g pnq  1u|  |ApX q X Aα | ¥ ℵ0 . Se α R X. Dizemos que M ´e modelo para ϕ se ϕM ´e satisfeito. ” ao g  G. onde vi e vj s˜ao vari´ aveis. o que denotamos por ϕM . ϕ ^ ψ. isto ´e: ApX q X Aα ´e infinito se. Se α P X. “P M ” significa “satisfaz a f´ ormula que define a classe”). Neste caso. etc.

Isso significa que o Neste caso. ao obtemos um modelo que atesta ℵ1 ¤ ℵ0 . nq para algum n P ω (essencialmente pela ao de Eαβ e pelo modo como tomamos g). nq. Trabalhando em M : para cada α   β   ω2 . ” Trabalhando em M rGs. Abuso 2. n˜ elemento do modelo M que “representava” ω1 n˜ao representa ω1 no modelo M rGs. segue que gpα. Se M ´e um modelo enumer´avel para ZFC e pP. De maneira an´aloga ao que fize- c˜ mos antes (com os densos da forma Ey ). nq  gpβ. ω1 q. 2q  P. d´a uma condi¸c˜ao para que situa¸c˜oes como as da observa¸c˜ao acima n˜ ao ocorram. os quais ser˜ao solucionados futuramente: Abuso 1. pβ. como tgα uα ω2 € 2ω . A seguinte proposi¸c˜ao. observa¸c˜ Observa¸ ao. embora por meio de alguns “abusos bem intencionados”. ent˜ao ZFC ϕ s´o demonstra contradi¸c˜oes se ZFC demonstra contradi¸c˜oes. ¤q P M ´e uma ao existem um filtro G. que futuramente ser´a enunciada (e provada) mais formalmente.12 Dada uma cole¸c˜ao de f´ormulas T . ter´ıamos g : ω Ñ ω1 sobrejetora. Uma tentativa. tal que G X D  H para todo D P M pr´e-ordem. nq  ppβ. Trabalhando em M rGs: como para cada α   β   ω2 temos G X Eαβ  H. temos que Eαβ  tp P P : Dn P ωppα. nq P domppq ^ ppα. Assim. indicamos M ( T se M ( ϕ para cada ϕ em T . deve existir um elemento ” g em M rGs de modo que os habitantes de M rGs “acreditem” que g ´e G). . para cada α   ω2 . Considere um filtro G e um modelo M rGs como no Abuso 2. Note que gα  gβ se α  β (pela ao anterior). Considere P  Fn pω. Agora. nqqu ´e denso em P. ent˜ tal que D ´e denso em P. Se M ( ZFC ϕ. e um modelo M rGs para ZFC tal que M € M rGs e G P M rGs. constru¸c˜ defina gα : ω Ñ 2 por gα pnq  g pα. Considere M um modelo enumer´avel para ZFC que conte- nha Fn pω2  ω. obtemos ℵ2 ¤ 2ℵ0 . podemos definir uma fun¸c˜ao g  G (como G P M rGs e M rGs ´e um modelo para ZFC. Veremos a seguir um “esbo¸co” de aplica¸c˜ao dos m´etodos que preten- demos formalizar com o decorrer deste curso. nq.

B P F distintos (dizemos que ∆ ´e a raiz do sistema). ent˜ ao n˜ a colapso de cardinais p“exemplo”: ℵk ao h´  ℵMk q. Logo.c. Vamos provar o resultado por indu¸c˜ao em n. Seja tFξ : ξ   ω1 u € F uma enumera¸c˜ao de um subconjunto de F com cardinalidade ℵ1 . Note que F   tF ztxu : F P Fx u ´e uma fam´ılia n˜ao-enumer´avel de conjuntos de cardinalidade n. 13 Proposicao 0.0. os elementos de F s˜ao dois o resultado ´e v´ a dois disjuntos. Consideraremos dois casos. ¤q ´e uma pr´e-ordem que satisfaz M rGs c. provaremos para n 1. Mostre que n˜ao valem as “varia¸c˜oes enumer´aveis” do Lema do ∆-sistema. Supondo o resultado v´alido para n ¡ 1. Seja F uma fam´ılia de conjuntos. isto ´e: . para n  1.c. Note que podemos supor que existe n P ω tal que |A|  n para todo A P F. daremos uma condi¸c˜ao suficiente para que ordens da forma Fn pI.c.44 (do ∆-sistema). Demonstra¸c˜ ao. Se pP.42. A fam´ılia de fun¸c˜oes F Demonstra¸c˜  ttp0. pela hip´otese de indu¸c˜ao. pois α   ω1 ´e enumer´avel e estamos ao do Caso I). Proposicao 0. supondo a nega¸c˜ Exerc´ıcio 0. supondo definidos ξβ   ω1 para todo β   α   ω1 .45.41 (“do futuro”). Dizemos que F forma um ∆-sistema se existe ∆ tal que A X B  ∆ para quaisquer A. ξqu : ξ   ω1u ´e uma antica- deia n˜ ao-enumer´ avel. Por enquanto. Fn pω. seja ξα o menor ξ   ω1 tal que Fξ X Fβ  H para todo β   α (note que tal ξ existe. Defina ξ0  0 e. Desse modo.0. de raiz ∆0 . temos que 1 2 F  tF Y txu : F P F u € Fx € F ´e um ∆-sistema n˜ao-enumer´avel de raiz ∆  ∆ 0 Y t x u.c.c.0. Ent˜ 1 ao existe F € F n˜ao-enumer´ avel que forma um ∆- sistema.. Para n  0 alido por vacuidade e. precisamos da seguinte Defini¸c˜ao 0. ao. ω1 q n˜ ao satisfaz c.0. pFξα qα ω1 ´e uma fam´ılia disjunta. Caso II: N˜ao vale o Caso I. Caso I: Existe x tal que Fx  tF P F : x P F u ´e n˜ao-enumer´avel. J q satisfa¸cam c.43. existe F 2 € F  que forma um ∆-sistema n˜ ao-enumer´avel.0. Lema 0. Assim.c. Seja F uma fam´ılia n˜ ao-enumer´avel de con- juntos finitos. Primeiramente.

J q satisfaz c. p ϕq demonstra¸c˜oes em T . Dada T uma ao de axiomas denotamos por T $ ϕ (T prova ϕ) o fato de existir uma cole¸c˜ demonstra¸c˜ ao ϕ1 .. Suponha que. e somente se. Defini¸c˜ ao 0.. ϕn de f´ormulas de forma que ϕi ´e o axioma ou consequˆencia das anteriores. Fn pI... . . (b) existe uma fam´ılia F n˜ao-enumer´avel de conjuntos enumer´aveis que n˜ao admite um ∆-sistema. .c.0.48. Seja ppξ qξ ω1 € Fn pI. o qual podemos supor formar um ∆-sistema de raiz ∆. Uma demonstra¸c˜ao ´e uma sequˆencia ϕ1 . ϕn . ϕn f´ormulas de ZFC. Truque: Sejam ϕ1 .. Enfim.c. . pξ æ∆  pη æ∆.. elas “discordam” em algum ponto na interse¸c˜ ao de seus dom´ınios..c. M enumer´ Teorema 0... . duas fun¸c˜oes pξ e pη s˜ ao incompat´ıveis se. fixada ϕ1 . Agora.. Assim.. J q e considere pdomppξ qqξ ω1 . Teorema 0..47. J q satisfaz c. ψm .14 (a) existe uma fam´ılia F enumer´avel de conjuntos finitos que n˜ao admite um ∆-sistema.46. Se M (T eT $ ϕ ent˜ao T ( ϕ Teorema 0. existe ψ1 .. ϕ onde os axiomas s˜ao elementos de T ou axiomas l´ ogicos. Se M ( T ent˜ ao T ´e consistente.49. pξ Kpη ocorre se..50..0. ϕn demonstra¸c˜ oes em ZFC ϕ. e somente se.. ϕ e ψ1 . Proposicao 0. segue que n˜ao pode haver anticadeia n˜ao-enumer´avel.c.0.0. Demonstra¸c˜ ao.0. Aula 18/08/2014 Princ´ıpio de forcing Defini¸ c˜ ao 0.. . ... Ent˜ao ZFC prova que existe avel e transitivo tal que M ( ϕ1 ^    ^ ϕn .51 (Princ´ıpio de Forcing). Sejam I e J conjuntos. ψm demonstra¸c˜ oes em ZFC tal que. Uma cole¸c˜ao de f´ormulas T ´e dita consistente se n˜ao existem ϕ1 . Seja ϕ uma f´ ormula. Se |J | ¤ ℵ0. . Portanto.0.. ϕn . como |J ∆ | ¤ ℵ0 . ent˜ao FnpI..

53. Demonstra¸c˜ao... ψm ao em ZFC tal que valha pq.. vamos definir M rGs  tσG : σ ´e P-nome σ P M u. com r P Q) e se colocarmos b  0 escrevemos Q como ta 0 2 : a P Qu. . Por pq existe ψ1 . Defini¸ c˜ao 0. existe N tal que enumer´ N ( ϕ1 ^    ^ ϕn . . P P M forcing e p P P. e P P M forcing. Dado um modelo enumer´avel e transitivo (Countable Transitive Model que abreviaremos como C. se ZFC ´e consistente. pq existe N transitivo.0... vamos definir σG (nota¸c˜ao valpσ. Suponha que ZFC ϕ n˜ao seja consistente.. Com isso. b P Qu (pois podemos escrever as pontˆencias maiores que ? 2 como r 2. . σn q) se para todo G P-gen´erico tal que p P G temos M rGs ( ϕppσ1 qG .) para ZFC.T. Gq). xn q f´ormula e σ1 . . Defini¸ ao 0. Dizemos que p for¸ ca ϕpσ1 .T. ϕn uma demonstra¸c˜ ao de contradi¸c˜ao em ZFC ϕ. Fato ii: M rGs “satisfaz” ZFC. Dado M C. Um forcing ´e uma pr´e-ordem pP.. ... |N |  ω tal que N ( ϕ1 ^    ^ ϕn .. No?final temos que qualquer elemento de Qr 2s pode ser escrito como ta b?2 : a. |M |  ω tal que M ( ψ1 ^    ^ ψm .. O que ´e um absurdo! Uma motiva¸ c˜ ao para “Nome”: ? Trabalhando em Q. M € M rGs).T. σn P M P-nomes. Pelo Truque..0. Ent˜ ao. existe M transitivo demonstra¸c˜ avel tal que M ( ψ1 ^    ^ ψm . onde D  tD P M : D ´e denso em Pu.. . ou seja... pσn qG q.. Seja ϕpx1 .. dizemos que G € P ´e um P-gen´ erico se G for D-gen´erico. Seja M C. ZFC ϕ tamb´em ´e. 15 " para todo M transitivo.e.M.. .M.52. Seja ϕ1 .. por pq... Logo. ¤q com um elemento c˜ 1. com P P M (forcing) temos uma cole¸c˜ao de nomes em M . Quando tivermos um modelo M e a sua extens˜ao M rGs gostar´ıamos de conseguir tais “nomes” em M rGs que tamb´em possam descrever todos os elementos de M . pp 2q. tal que para todo p P P temos que p ¤ 1.M. . podemos dar “nome” para? cada elemento ? de Qr 2s como sendo um polinˆomio ppxq P Qrxs ? avaliado em 2. σn q (nota¸ c˜ao: p . ϕpσ1 .. Se G ´e P-gen´erico sobre M e σ P M ´e um P-nome.. Fato i: (demonstra¸c˜ ao em breve) para todo x PM existe σ PM P-nome tal que σG  x (i.

xn q qq. Suponha que vale para ψ1 e ψ2 e vamos mostrar que vale para ψ1 ^ ψ2 .. tn q. logo.. Por hip´otese @t1 .. Suponha que vale para ψ.. tn P M pψ M px1 . . . xn q se.. . t1 . pψ1px1...... xn q Ø ψ1 px1 .16 Observa¸ c˜ ao.. ... pσn qG q se. @t1 . ou seja.. Depois veremos outra defini¸c˜ao (esta interna `a M ) que ser´a a esta (. vamos provar para y P M Dx P y ψ px.T. . xn q. Dados t1 . .. se ψ ´e atˆomica ent˜ao ´e imediato.0..e.. xn qq. ..... σ1 .. Aula 20/08/2014 Defini¸ c˜ ao 0.. xnq ^ ψ2M px1.. . a propriedade expressa por ψ ´e absoluta. ). Seja M um conjunto transitivo e ψ px1 . Observa¸ c˜ ao.. tn PM ψ M px1 . M rGs ( ϕppσ1 qG ... Note que.... xn qq.... xn q... . Ent˜ao vale M rGs ( ϕ.. provar para Dxpx P y ^ ψ px. tn P M . .. tn P M pψ1M px1 .. .... Uma propriedade ´e dita absoluta se pode ser expressa por uma f´ ormula ψ px1 . ent˜ f´ ao ψ M px1 ...55..54. xn q ..... bem como ψ2M px1 ... xnq ^ ψ2px1... ... . .... .. . xnqqM Ø ψ1M px1. tn P M temos que ψ M px1 . ψ N px1 .. xn q e uma ∆0 - ormula. Dizemos que ϕ ´e uma ∆0 -f´ ormula se todo quantificador de ϕ ´e limitado ( i. ϕpσ1 .. ´e da forma @x P y ou Dx P y. xn q Ø ψ px1 .. ... .. Suponha que D  tp P P : p .. xn q Ø ψ px1 . xn q Ø ψ2 px1 . .0.. p ψpx1... logo. tn qq.. . P PM forcing.... σn q.. xn q.. xn q ^ ψ2 px1 . e somente se. .. .. equivalente ` Vamos conseguir mostrar resultados como: Dados ϕpx1 . ... existe p P G tal que p . M C. Relativisando a M : . ..M. σn P M P-nomes e G P-gen´erico. . N C. Demonstra¸c˜ ao. .. e somente se... ... xnqqM Ø ψ M px1 ... xn q se. vamos mostrar que vale para ψ.. Suponha que vale para ψ... ψ px1 .. .. . .. xnq Ø ψ1 px1 . Temos.T... todos elementos quantificados pertencem a um conjunto). por hip´ otese.. xn q. t1 .. . e somente se... Lema 0. xn qq. xn q tal que para todo M. e para todo t1 . .. ϕu seja denso em P... Formalmente:  @M pM transitivoÑ p@t1 . Em particular. xn q Ø ψ px1 .M... . ..

. Defini¸ c˜ao 0. x ´e transitivo.. 11. x € y o mesmo de (@a P xpa P y q). 9. 1q. z ´e um dom´ınio (imagem) de uma rela¸c˜ao bin´aria. 14. t1. .. z  xry. . x ´e o primeiro ordinal n˜ ao vazio que ´e limite. 6. 7. 12.58. Vamos denotar por V P a classe dos P-nomes.. Note que H ´e P-nome. Seja P um forcing. y € M . z  px. x  y. 15.56. z xy 10. t1... a u ´ltima ´e equivalente `a Dxpx P y ^ ψM px. tnqq. f ´e fun¸c˜ ao (injetora). z ´e uma rela¸c˜ ao bin´ aria. x ´e um ordinal. tnqq.0. z  x Y y.. ent˜ao tpσ1. Exemplos de f´ormulas absolutas: 1.. Dizemos que τ ´e um P-nome se τ ´e uma rela¸c˜ ao bin´ aria e @pσ. x  y.e. y u. 5. pσ2. t1. 16. Exemplo 0. 1qu ´e P-nome. pq P τ pσ ´e P-nome ^ p P Pq. “ 3.0..57. Como M ´e transitivo. 8.. 17 Dxpx P y ^ ψM px. . 4. tnqq Ø Dxpx P M X y ^ ψM px. y X M  y.0. Exemplo 0.. Se σ1 e σ2 s˜ao P-nomes. x ´e um ordinal sucessor. z  x X y. y q par ordenado. z  tx. i. 13. ” 2.

Suponha G P M . 2  tH ˇ . 1qu. pσ3 . r P G pelo menos um deles est´a em D.0. 1q  tpH. valpx ˇ. 1q. Vamos provar por indu¸c˜ ao na “complexidade” de x. se G ´e P-gen´erico temos que G R M . p2 P G e p3 R G e σ1 .63. Definimos Γ  tppˇ. pq P τ qu.T. Corol´ ario 0. p3 qu. Note que xˇ P M por absoluticidade. De fato. vamos provar que se vale para todo y P x ent˜ ao vale para x. Trabalhando dentro de M considere D  Demonstra¸c˜ PrG. Ent˜ao Γ P M P segue por absoluticidade. Gq  tH. ent˜ ao valptpσ1 . Gq : p P Gu  tp : p P Gu  G. Como n˜ao vale q. G € P filtro e τ um P-nome. Seja M C. P P M forcing e G P P filtro. vamos denotar por M P o conjunto tσ PM : σ ´e P- nomeu (M P  M X V P ).62. Gq : y P x e 1 P Gu  ty : y P xu  x. tHuu  tpH ˇ . Seja M C. Gq  x e x ˇ P M.M. Proposicao 0. Dado M C. Se σ1 e σ2 s˜ao P- nomes. p2 .@p P P Dq. Gqu. Ent˜ ao para todo x P M valpx ˇ. Note que D ´e denso em P.59. Demonstra¸c˜ao.M.0. 1q. Gq  tvalpσ1 . ptpH. e P P M n˜ ao trivial (i. pσ2 .0. 1q. 1qu  tpH. pq : c˜ p P P u. Seja x um conjunto..M. seja p P P e sejam q. p2 q. P P M forcing e G P-gen´erico. ent˜ao valptpσ1 . valpσ2 . Logo D P M ´e denso e D X G  H. Suponha p1 . Ent˜ao. Note que HG  valpH. Seja M C. 1q. . Gq : Dp P Gppσ. Gqu. Defi- nimos τG  valpτ.60. pσ2 . Asurdo! Defini¸ ao 0..M. valpˇ 2. Defini¸ c˜ao 0. M € M rGs Proposicao 0. Gq  H.. r ¤ p tal que q K r. valpσ2 . Gq  tvalpyˇ.61.T. ptpH ˇ . 1qu. tHu } . Defini¸ c˜ ˇ  tpyˇ : 1q : y ao 0.. 1qu Logo. Gqu  tH. tHuu  2. Gq. p1 q.66.0.0.T.M. p3 P P com p1 . r ¤ p tal que q K r). Gq  valG pτ q  tvalpσ. P P M forcing.0.64. Assim.T. Gq.0. valptpH.T. Dado M C.0.18 Observa¸ c˜ao.67. Seja P um forcing. A defini¸c˜ao de P-nome ´e absoluta.0. Note que x Exemplo 0. ao. σ3 P-nomes. Isto ´e.e. Proposicao 0. 1qu. 1qu. Exemplo 0. Definimos x P xu Observa¸ c˜ ˇ ´e P-nome. ao.65. Gq  tvalpσ1 . σ2 . Gq  tvalppˇ. valpΓ.

(d) uni˜ ao: dado um conjunto A. ” Em outras palavras. temos valG puppσ. σ q. Dado G um filtro P-gen´erico. existe o conjunto tx. onde as primeiras coordenadas s˜ao P-nomes e as segundas coordenadas ao membros de P..69. τG € M rGs. por sua vez. Uma alternativa ´e o exerc´ıcio 2. existe x P A tal que x X A  ao: para todo conjunto n˜ H. Observa¸ c˜oes. τ qq. suponha que exista x  H (lembre-se que o axioma da funda¸c˜ao “funciona” apenas para conjuntos n˜ao vazios). τG uu  pσG . P P M forcing e G um filtro P-gen´erico. e somente se. Dado τG P M rGs. ent˜ao uppσ. tσG . 1. τ q  uppuppσ.M. pτ. valG poppσ. y u. 19 Aula 25/08/2014 Defini¸c˜ao 0. τ q P M P. τ qq  tσG . 1qu e oppσ. tˆem os mesmos elementos. os elementos de τG s˜ao da forma σG . Lema 0. existe um conjunto B tal que todo elemento de A ´e subconjunto de B. oppσ. . disso segue que oppσ. (1) s˜ P M P. uppσ. τ q e oppσ. 1q. existe w P x tal que w X x  H e. (a) Segue pela transitividade de M rGs. τ qq  ttσG u. τ q ´e P-nome. Para provar que existe algu´em ” 3 em M rGs que “faz o papel” de A.16 do cap´ıtulo IV do Kunen. τG q. τ q. τ 3. definimos uppσ. τ q : tpσ. Se σ. τG u (pois 1 P G) e. (c) par: dados x e y conjuntos. w P N. Dados σ e τ P-nomes.3 Demonstra¸c˜ ao. com σ P M . uppσ. por transitividade.68. (b) O axioma da funda¸c˜ao ´e v´ alido em qualquer classe transitiva N : dado x P N . (b) funda¸c˜ ao vazio A. isto ´e.0. assim σG P M rGs. Sejam M C. 2. Provemos que M rGs satisfaz as afirma¸c˜ oes enunciadas. precisamos mostrar que M rGs “satisfaz” o axioma da separa¸ca ˜o e ent˜ao tomar o subconjunto apropriado de B.0. Como assumimos ZFC no “universo”. τ q s˜ao pares. τ q s˜ ao P-nomes: os elementos de uppσ.T. ao M rGs ´e transitivo e modela as seguintes afirma¸co Ent˜ ˜es: (a) extensionalidade: dois conjuntos s˜ ao iguais se. dado A existe B tal que A € B.

Para isso. q P Pu. use indu¸c˜ ao. temos σG X G  H (os elementos do filtro s˜ao compat´ıveis). (a) V0  H. supondo v´alido ” para todo γ   α. edade (no sentido da in- Defini¸ c˜ao 0. para n 1 fa¸ca Un 1 x ´e o menor com tal propri. Por exemplo. 20 (c) Segue das observa¸c˜oes feitas antes do Lema. p P σG . . Em quˆe? dica: indu¸c˜ particular. ” (d) Seja τ um P-nome tal que A  τG e chame π  dompτ q. dever´ıamos ter PzG P M rGs. considere o P-nome σ  tppˇ. Assim. o que acarreta rKp. ´ claro que trclpxq ´e transi- E tivo. pois G ´e P-gen´erico. o qual ´e um elemento de M . o qual por constru¸c˜ao ´e um denso de P que pertence a M . e assim σG € πG .0. assim. isto ´e.”para o caso em que β  α 1. Observa¸ c˜ao. Para p P P. Logo σ € π. ent˜ao c  σG para algum σ P dompτ q. x e. Agora. ent˜ao existe r P Dp X G. cada Vα ´e transitivo. que ´e um P- nome em M (pois a reuni˜ao ´e absoluta). Embora n˜ao tenhamos utilizado ainda a hip´otese de que o filtro G seja P-gen´erico.0. Assim. Por recurs˜ao sobre os ordinais. o menor conjunto tran- sitivo tal que x € trclpxq. Dado um conjunto x.71. temos x € γ  α Vγ (por ao transfinita) e assim x € Vα . (b) Vα 1  ℘pVα q. se x P Vα . isto ´e. Um pouco mais de conjuntos  hierarquia e rank Lema 0. q q : pKq e p. temos P. G P M rGs. e assim r ¦ p. Considere U0 x ¡ p q  ” Unpxq. ela ´e importante. Note que nPωpq Un x satisfaz a condi¸ c˜ao imposta no enunciado. Para provar que este Demonstra¸ ” c˜ p q ao. temos γ  α Vγ € Vα e. o qual pretendemos que seja um “modelo” minimamente razo´avel para ZFC. Observa¸ ao. se c P A. O que ´e σG ? Primeiramente.70. resta mostrar que σG Y G  P. precisa existir σ P M P tal que σG  PzG. se p P PzG. definimos: clus˜ ao). Agora. o que nos d´a B  πG P M rGs. o que nos d´a x P Vα 1 . Note que se α   β. considere Dp  tq P P : q Kp ou q ¤ pu. ” (c) Vη  ξ η Vξ para qualquer ordinal limite η ¡ 0. temos σG  tp : Dq P G tal que pKq u e. existe trclpxq. como G ´e filtro. como quer´ıamos. ent˜ao Vα € Vβ : isso ´e trivial se β for c˜ ordinal limite.

suponha que n˜ao exista α ordinal tal que x P Vα . e tome γ  suptrpy q : y P xu. (c) rankpxq  suptrankpy q 1:y P xu. Para todo x existe um ordinal α tal que x P Vα . definimos o rank de x como sendo rankpxq  mintβ : x P Vβ 1 u.74.0.72.76. Para um conjunto x. A pr´ ao formaliza (parcialmente) a no¸c˜ao de que M rGs ´e oxima proposi¸c˜ a menor extens˜ ao transitiva de M que cont´em G como elemento. Defini¸c˜ ao 0. Basta definir M rGs em N .0. que y P Vαy . A  ty P trclpxq : y R Vα para todo ordinal αu  H. Em particular. Exerc´ıcio 0. Dado um conjunto x. para todo τ P M P . G (b) “Ord X M ”  ”Ord X M rGs”. Isso nos d´a x € Vγ (pela observa¸c˜ao anterior e pela forma como tomamos γ).  De volta ` a demonstra¸c˜ao do Lema. e o axioma da funda¸c˜ao garante a existˆencia de x0 P A tal que A X x0  H. Proposicao 0. Se N ´e um “modelo” transitivo tal que G P N e M € N . e assim x0 € trclpxq. (c) M rGs ´e enumer´ avel. ent˜ ao rankpxq   rankpy q. temos x0 P A € trclpxq. ent˜ Prova do fato.75. P PM forcing e G um filtro P- gen´erico. (a) rankpxq   α ô x P Vα . Ideia da demonstra¸c˜ . ao.0. Proposicao 0.. o que acarreta x0 R A (novamente pelo Fato). Dados M C. Demonstra¸c˜ ao.0. Come¸camos com o seguinte Fato: dado um conjunto x. P P M forcing e G um filtro P- gen´erico.T. Por um lado. Defina rpy q  mintβ : y P Vβ u para cada y P x. (b) Se x P y.M. temos: (a) rankpτ q ¤ rankpτ q.T.M.. ent˜ ao M rGs € N . Seja x um conjunto. Sejam M C. se para qualquer y P x existir um ordinal αy tal ao existe um ordinal α0 tal que x P Vα0 . e da´ı x P Vγ 1 . Por outro lado. Logo.73.0. 21 Lema 0. todos os elementos de x0 pertencem a algum Vα (pois x0 X A  H). existe y P x tal que y R Vα para todo ordinal α (pelo Fato).

. ent˜ao para cada Proposicao 0. p ¤ p0 u. Y P M .78. τ € tpp~ x. Proposicao 0. y q P σ u. Logo q .T. e considere τ  tpp~ x. “σ ´e fun¸c˜ ao de X ˇ em Yˇ ”. p~ x. 2. por recurs˜ ao. e note que Dx P M (pela observa¸c˜ao sobre . y P Y. 4 Pelo Axioma da Escolha. Em particular isso implica p P G e. Lema 0. y q.M. existe q 1 P G tal que q 1 . y q P σ u. p P Ax e p . P P M forcing e p P P tal que p . Basta ent˜ ao tomar q ¤ p. Ax  tp P P : Dy P Y ppp~ x. px.M. y q P σ.. ent˜ ao q . . ϕptq por hip´otese. y P Y. y q.T. pq P τ qu ´e uma anticadeia. e P P M um forcing. y q P σ. . Dado x P X. seja Dx  tp P P : p ¤ p0 e Dy P Y tal que p . . Demonstra¸c˜ ao. y q P σ. ϕptq. Considere y P Y tal que px. Seja G filtro P-gen´erico tal que p P G. e somente se. dado x P X existem q ¤ p elemento do dom´ınio existe algu´em mais forte que e y P Y tais que q .M. Seja G um filtro P-gen´erico tal que q P G. Ent˜ao existe τ P M P satisfazendo ` as seguintes condi¸c˜ oes: 1. pois pela proposi¸c˜ao anterior segue que q . y q P σG e note que pela ida fun¸c˜ do lembrete (a) feito no in´ıcio da aula. (b) existe uma rela¸c˜ ao equivalente a . Sejam M C. y q.. Se algu´em for¸ca que σ ´e fun¸ca˜o.). como p .0. ϕ. p~ x.79. “σ ´e fun¸c˜ao de X ˇ em Yˇ ”. 22 Aula 27/08/2014 Faremos uso de alguns fatos j´a mencionados que ainda n˜ao provamos (mas ainda provaremos): (a) ϕM rGs vale se. 3. ). Y P M . obtemos uma anticadeia em Dx . . px. pq : x P X. Seja ~ Ax € Dx uma anticadeia maximal4 . ϕptq. ϕptq. para cada x P X. Se p .T. tn P M P e q ¤ p. Sejam M C. X. visto como o Teorema da Boa Ordem: tomamos uma boa ordem para Dx e. que ´e feita “dentro de M ” (.“σG ´e ao de X em Y ”. Ent˜ao M rGs . ~ for¸ca o valor da fun¸c˜ ao. Os mais fortes n˜ ao contra. P P M forcing. dizem os mais fracos :p onde t  t1 .77. Demonstra¸c˜ ao. temos M rGs ( ϕptG q. p~x.0. σ  τ . Ent˜ ao. Sejam M C. p0 . p0 P P e σ P M P tais que p0 . Demonstra¸c˜ ao. Dp P G tal que p . pq : x P X.0. com X. q 1 em G.

Ent˜ao. Se mostrarmos que y  y1 . e a Proposi¸c˜ao anterior implica que existem p2 ¤ p1 e y P Y tais que p2 . p0 e q P Ex . ~ Agora. pq P τ e por isso p . Assim. p0 P G. p0 . para x P X fixado. e somente se. Como q ¤ p com q P G temos p P G. como p0 P G. obtemos s . ent˜ ao a demonstra¸c˜ ao estar´a terminada. p. ´e um pouco mais delicada. p P Ax ôDy P Y tal que pp~x. y q P σ (o que podemos fazer pela observa¸c˜ ao paq do in´ıcio da aula). y1 q P σ (note que pela defini¸c˜ao de τ temos pp x. Para provar 3. y q. seja px. Como Ex P M ´e denso e G ´e P-gen´erico. px. Pelo modo como tomamos τ . existe q ¤ p2 . y1 q. p0 tal que s P G.. y q P σ ñ p P Ax ñ p P Ax ~ (note que para definir Ax usamos τ . p. p x. y q P σG (pois p P G). . Note por fim que q ¤ s. yq P X  Y dado. para todo x P X. como r. yq P σG se. temos que τ P M P . pq P τ ). a onde a P Ax . Suponha px. Logo. Pelo modo como tomamos τ segue que τG € X  Y . A hip´otese sobre p0 e a Proposi¸c˜ao ?? implicam p1 . A prova de 2. Afirmamos que τ satisfaz as condi¸c˜oes impostas. px. pela defini¸c˜ algum p P Ax € Dx . y q P σG e tome r P G tal que r . e assim px. p x. satisfeita. y q P σ. Ent˜ ao existe p P G tal que pp~x. Agora. ent˜ ao s P Ex . px. ent˜ ao existe p1 ¤ s. y q P σ. e para definir τ usamos Ax € Dx . Seja um filtro G P-gen´erico tal que p0 P G e note que σG ´e fun¸c˜ao. s´o precisamos mostrar que para px. y1 q P τG . 23 Novamente por . necessariamente deve valer q ¤ p0 e q ¤ p para e. por Ax ser anticadeia maximal em Dx . e Dx est´a fixado para cada x). para provar 2. De fato. existe s ¤ r. y q. pq P τ ô Dy P Y tal que p P Ax e p . yq P τG. note que Ex  tq ¤ p0 : Dp P Ax tal que q ¤ pu Y tq P P : q Kp0 u ´e um elemento de M denso em P: para s P P • se sKp0 . Finalmente. Assim. “p~ x. temos p0 Mq ao de Ex . • se sMp0 ..“σ ´e fun¸c˜ao de X ˇ em Yˇ ”. y  y1 . ´e suficiente mostrar que Ax  Ax . p~ x. px. y q P τG . p~ x. y1 q P σ e σ ´e fun¸c˜ao”. Logo p2 P Dx e. temos 1. existe q P Ex X G. Ora. y q. o que implica px. aplicando a Proposi¸c˜ao ??. p P Ax  Ax implica que existe y1 P Y tal que p .

Seja σ um P-nome em M tal que g  σG e fixe p0 P G tal que p0 .T.82. . Dizemos que cf pαq ´e a cofinalidade de α. existe F : α Ñ ℘pβ q com F P M . pq P τ . Como g  σG  τG . Seja α ordinal. Para isso. para garantir que Ax ´e enumer´avel). F : X Ñ ℘pY q..c. z P F pxq tais que py  pz  p.c. Aula 01/09/2014 Defini¸ c˜ao 0. “px. se β ´e cardinal em M rGs ele tamb´em ´e em M . seja β tal que β ´e cardinal em M . p~ ~ x. Para y. z q P τ e τ ´e fun¸c˜ao”. ent˜ao P preserva cardinais.24 Proposicao 0.0. Como ser ordinal ´e absoluto. mas existe f : α Ñ β sobre com α   β e f P M rGs. Logo y P F pxq. py q P τ u. com X. Y P M . E f ´e a fun¸c˜ ao cofinal em α.M. P P M forcing.c. Se g P M rGs ´e tal que g : X Ñ Y ´e fun¸c˜ao. Dizemos que P preserva cardinais se para todo G P-gen´erico temos que: @β ordinal pβ ´e cardinalqM Ø pβ ´e cardinalqM rGs Observa¸ c˜ao. assim F P M e M .0.c.81. Note que cada F pxq P M para cada x P X. temos p ¤ p0 e assim p . Definimos cf pαq  mintβ ¤ α : Df : β Ñ αpImpf q ´e ilimitada em αqu. Para x P X. temos |α|  | ξ α F pξ q|  |β |.. De fato. Em M . Logo y  z. σ  τ ). Pelo resultado da ” aula passada. definimos F pxq  ty P Y : Dpy P Ppp~ x. se P ´e c. • Como M rGs  M . temos que y  g pxq implica que existe p P G tal que pp~ x. • Note que para β ¤ ω ´e imediato por absoluticidade. y q.c.0. p0 . Por fim. s´o precisamos nos preocupar com fun¸c˜ oes sobrejetoras saindo dos ordinais menores. • Logo a afirma¸c˜ ao ´e equivalente `a @β ordinal pβ ´e cardinalqM Ø pβ ´e cardinalq M rG s . Tome τ P M P como no Lema anterior (em particular. Dizemos que A € α ´e limitado se existe c˜ ξ   α tal que @β P A temos que β   ξ. Defini¸ ao 0. • Pelo resultado da aula passada. ao existe F P M tal que M (“F : X Ñ rY s¤ℵ0 ´e fun¸ca ent˜ ˜o e g pxq P F pxq para todo x P X”. e G um filtro P-gen´erico. y q. P P M forcing c.c. Sejam M C.T. provaremos que h : F pxq Ñ Ax dada por hpy q  py ´e injetora (e usamos c. Seja M C.80. resta apenas mostrar que g pxq P F pxq.M. y q. Demonstra¸c˜ao.“σ ´e fun¸c˜ ao de X ˇ em Yˇ ”. Vamos mostrar que F pxq ´e enumer´avel.

88.M.86. ent˜ ao β ´e cardinal em M rGs (supremo ´e absoluto). Seja α ¡ ω. 25 Exerc´ıcio 0.84.85.T. Demonstra¸c˜ ao. otese pκ ´e regularqM rGs . 4. 5. cf pcf pαqq  cf pαq. Defini¸ c˜ao 0. . Sejam α. Logo. Se P preserva cofinalidades ent˜ ao P preserva cardinalidades.83. 3. Existe f : cf pαq Ñ α cofinal estritamente crescente. β ordinais. Dizemos que α ´e um ordinal regular se α  cf pαq.T.0. Suponha α regular em M . • Se κ ¡ ω. Observa¸ c˜ao. Dizemos que P pre- c˜ serva cofinalidade se para todo G P-gen´erico e para todo γ P M ordinal limite. ent˜ao cf pαq  cf pβ q. Se κ ´e cardinal. α ´e cardinal em M rGs. Lema 0. α ´e cardinal em M rGs. Ent˜ao P preserva cofinalidade.M.. κ ´e regular. por absoluticidade pκ ´e regularqM rGs . Agora. Ent˜ao existe f PM tal que f : κ Ñ γ ´e estritamente crescente e cofinal. por hip´ 5 Note que se α n˜ ao ´e limite de cardinais ent˜ ao ´e um cardinal sucessor e portanto regular e por hip´ otese a cofinalidade ´e preservada. α  cf pαqM  cf pαqM rGs . temos cf pγ qM  cf pM qM rGs . Como cada β ´e regular. cf pα 1q  1. N˜ ao vale a volta. Seja P um forcing.0. Ent˜ ao α  suptβ : β ´e cardinal com β   αu. Se existe f : α Ñ β cofinal e estritamente crescente. Portanto. Lema 0.0.87. Demonstra¸c˜ ao. 2. cf pαq ¤ α. P P M . Seja α um ordinal. Exerc´ıcio 0. M C. Ent˜ao: 1. tal que para todo G P-gen´erico e para todo κ cardinal regular n˜ao enumer´avel em M temos que pκ ´e regular qM rGs. Sejam M C.0. P P M forcing. Logo. suponha α cardinal limite5 . Seja γ ordinal limite e pκ  cf pγ qqM . Defini¸ ao 0. Em M : • Se κ  ω.0.0.

P P M forcing enumeravelmente fechado em M . satisfaz a defini¸c˜ ao pω91 qG Proposicao 0.. em M . Dados P um forcing e p P P. Suponha que n˜ao. Proposicao 0.T. 1 Defini¸ ao 0. pκ ´e regularqM e pκ n˜ao ´e regularqM rGs . como f P M rGs.92. Seja G P-gen´erico. existe F : α Ñ ℘pκq. Se D P M ao G X D  H para todo G P-gen´erico tal que p P G. Pelo resultado da aula passada. B P M tal que A ´e enumeravel em M . denotamos σ por f9. Assim.M. ent˜ ao. Ent˜ao Demonstra¸c˜ D ´e denso em P. Sejam M C..0.0.c.M. pκ  cf pγ qqM rGs.T. existe f P M rGs tal que f : α Ñ κ cofinal com α   κ. Ent˜ao pelo resultado anterior.. Logo. Seja A.94.93. O jeito certo de ler esse Se f P M rGs ´ ao f : A Ñ B ent˜ e uma fun¸c˜ ao f P M . Considere R  tq P P : q K pu.0. ´e denso abaixo de p. portanto. P P M forcing e p P P. 26 Logo. Dizemos que P ´e enumeravelmente c˜ fechado se. M C.91. Seja r P D1 X G.T. r P D. |α|  | ξ α F pξ q|  |κ|. existe d P D tal que d ¤ q. para toda sequˆencia ppn qnPω de elementos de P tal que pn 1 ¤ pn para cada n P ω. dizemos que D € P ´e denso abaixo de p se para todo q ¤ p. Teorema 0. Faremos um outro abuso e denotaremos por ω91 o nome para o ordinal que ao de ω1 em M rGs. Teorema:“forcing enume- ravelmente fechado n˜ ao acrescenta fun¸c˜ oes enu- mer´aveis.c. preserva cardinalidade). pois κ  cf pκq  cf pγ q. e defina D1  D Y R. ent˜ ao P preserva cofinalidades (e. F P M”tal que f pξ q P F pξ q e p|F pξ q| ¤ ω qM para todo ξ P α. onde p P G. Demonstra¸c˜ ao. Teorema 0. Se P P M forcing. Como G ´e filtro.M. temos que existe p P P tal que p ¤ pn para todo n P ω. se P preserva cardinais.0.0. Nota¸ ao: Usaremos “” para denotar nomes para objetos em M rGs. existe κ ¡ ω. Aula 03/09/2014 Defini¸ c˜ao 0. Contradi¸c˜ao com o fato de que κ ´e regular em M . Dado α ordinal. c˜ Por exemplo: se sabemos que σ ´e um nome para a fun¸c˜ao f .90.0. Seja P forcing. pode ocorrer que pω91 qG  pωˇ1 qG . Seja M C.89.” . Logo. ent˜  pωˇ1qG. e P tem c.

Defini¸ c˜ao 0. Seja β  ω1M . “f 9 ao de Aˇ em B” ´e fun¸c˜ ˇ e pn ¤ r ¤ p. f paˇn q  bˇn 9 Suponha definidos ppk qk¤n e pbk qk n . Sejam M C. f9  gˇqu (D P M . Demonstra¸c˜ao. f : P1 Ñ P2 isomorfismo de ordens. P P M forcing enumeravelmente fe- M rGs chado. f paˇn q P B.. P2 P M forcing tal que existe f P M . c) pn 1 .T.T. Dica: Para mostrar que M rG1 s  M rG2 s basta usar a mi- nimalidade. Ent˜ao existe f P M rGs tal que f : ω Ñ β sobrejetora e pelo resultado anterior. Fixe panqnPω uma enumera¸c˜ao de A em M . basta mostrar que β ´e n˜ao enumer´avel em M rGs. por . P1 .T.96. vamos definir sequˆencias ppn qnPω e pbn qnPω tal que: a) p0  r. Defina g : A Ñ B tal que para todo n P ω temos que g pan q  bn . Pelo resultado anterior. gˇpnq  bˇn  f pnq) 9 9 Corol´ ario 0.M. Logo A  χ A rt1us P M . ent˜ ao G2  f rG1 s ´e P gen´erico em P2 e. κ cardinal. Trabalhando em M . Demonstra¸c˜ao. ). terminamos. ao M rGs satisfaz CH. Definimos: F uncκ pA. Seja G P-gen´erico. Seja M C. Ent˜ao existem bn P B e pn 1 ¤ pn tal que p . al´em disso.95.. gˇ  f (segue de pn 1 . Suponha que n˜ ao.M. c˜ Teorema 0.98 (Aquecimento). Assim. Ent˜ ao ℘pω qX M  ℘pω qX M rGs e ω1M  ω1 . b) pn 1 ¤ pn .. 27 Demonstra¸c˜ ao. Dado A P ℘pω q X M rGs.0. Note que pn . B q  F uncω pA. f P M o que ´e um absurdo! Note que ℘pω q X M € ℘pω q X M rGs.0. Fixe f9 nome para f . B q  tf € A  B : f ´e fun¸c˜ao e |dompf q|   κu Observa¸ ao. Se G ´e P-gen´erico. Sejam M C. χA P M . 9 ˇ pois p . Fn pA.0. s´o precisamos notar que pω . 2qqM . Ent˜ . defina (em M rGs) χA : ω Ñ 2. B q. Usando a hip´otese de P ser 9 enumeravelmente fechado seja pω ¤ pn para todo n P ω. B conjuntos. “f9 ´e fun¸c˜ao de ˇ e seja D  tq P P : Dg P B A pq .M.97. Como todo α   β ´e enumer´avel (tanto em M quanto em M rGs). Sejam A.0. P  pF uncω pω1 . Seja r ¤ p. Aˇ em B” Se provarmos que D ´e denso abaixo de p. M rG1 s  M rG2 s. f paˇn q  bˇn pela Proposi¸c˜ao ??. Seja p P G tal que p . 1 Proposicao 0.

num ordinal qualquer sempre adotamos a topologia da ordem. M s e rm. Trabalhando em M rGs.0. caso algum deles exista).99. Seja G P-gen´erico. 8 ´e um elemento menor do que todos os elementos de X. Mostre que se pAn qnPω ´e uma sequˆencia de fechados ilimitados. que n˜ao necessariamente precisa pertencer a X e. Note tamb´em que F uncω pω1  ω. (a) Mostre que todo fechado ilimitado ´e estacion´ario. ao. 8u. 1 Assim. ¤q um conjunto ordenado. Dado S € ω1 . 2ω X M € tfα : α   ω1M u € 2ω X M rGs  2ω X M . β P X Y t8.28 Demonstra¸c˜ ao. 2q ´e enumeravelmente fechado. com α.100. note que podemos trabalhar com pF uncω1 pω1  ω. β r. 2.”pois existe uma bije¸c˜ao entre ω1  ω e ω1 ). Defini¸ c˜ao 0. dizemos que S ´e estacion´ ario se para todo C € ω1 fechado e ilimitado valer S X C  H. β r tx P X : α   x   β u. podemos definir Fα : ω Ñ 2 dado por fα pnq  g pα. Dado pX. para M m´aximo e m m´ınimo de X. Observa¸ c˜oes 1. A adi¸c˜ ao de tais s´ımbolos apenas simplifica a defini¸c˜ao da topologia (em caso de incˆomodo. em M rGs. . Ent˜ Aula 15/09/2014 Defini¸ ao 0. definimos a topo- c˜ logia da ordem sobre X como sendo a topologia gerada pelos conjuntos da forma sα. 2ω  ω1M . A menos de men¸c˜ao contr´aria. Note que G  g ´e uma fun¸c˜ao g : ω1M  ω Ñ 2. o leitor pode acrescentar como abertos b´asicos os intervalos da forma sα. Seja f P 2ω X M e considere:  Df  tp P P : Dα   ω1M tα  ωu € domppq ^ @n P ωpppα.101. 2ω X M rGs  2ω X M . para cada f P 2ω X M existe α   ω1M tal que f  fα .0. ent˜ao (b) “ nPω An tamb´ em ´e fechado e ilimitado. 2qqM  P (devido `a Proposi¸c˜ao ??. Pela densidade dos Df ’s. nq. Primeiramente. de forma an´aloga. Exerc´ıcio 0. Entendemos o s´ımbolo 8 como um elemento maior do que todos os elementos de X. Fixado α   ω1M . Note que Df P M e ´e denso. nq  f pnqq u.0. Logo.

o qual existe pois ω1 zω ´e fechado e ilimitado e tα   ω1 : A X α  Aα u ´e estacion´ario. temos M rGs S  tβ   ω1 : f æβ  gβ u. 2qqM . C P M rGs tal que M rGs ( “C ´e fechado e ilimitado em ω1 ”. “βq P C e @α   βq f pαq  gpα. Considere ent˜ ao G um filtro P-gen´erico e fa¸ca g  G. note que pela forma como tomamos os Aβ ’s. Em vista dos resultados j´a obtidos. podemos supor P  pF uncω1 pX. para cada β   ω1 . ♦ ñ CH.102 (Princ´ıpio Diamante (♦)). considere A € ω e tome β P ω1 tal que β P pω1 zω q X tα   ω1 : A X α  Aα u. temos Aβ  A X β  A. que ´e uma fun¸c˜ao g : X Ñ 2. Teorema 0. basta mostrarmos que vale ♦ em M rGs. Em vez de g. e P  pF uncω pω1. M rGs Assim. Demonstra¸c˜ ao.M. Fazendo f  χA a fun¸c˜ao caracter´ıstica de A. β q. Fixe p P P tal que p .0. pAβ qβ  ωM P M rGs. Se G ´e P-gen´erico. 2qqM . β P C tal que f æβ  gβ . .103. ℘pω q X M 1  ℘pωq X M rGs e ♦ vale em M rGs. Temos que mostrar que existe β P S X C. o qual ´e um elemento de M rGs e. Se mostrarmos que tAα X ω : α   ω1 u  ℘pω q. βqq”qu.T. Mostraremos que pAβ qβ  ωM 1 1 ´e uma ♦-sequˆencia. β q : α   β   ω1M u. Existe uma sequˆencia pAα qα ω1 de subconjuntos de ω1 (♦-sequˆencia) tal que para todo A € ω1 . 9 9 9 9 9 9 canˆonico que satisfaz ΓG  G. vamos provar a consistˆencia de ♦. para A P M rGs tal que A € ω1 precisamos mostrar que M rGs S  tβ   ω1 : A X β  Aβ u ´e estacion´ario. M rGs Seja C € ω1 . 29 Defini¸ c˜ao 0. ent˜ ao teremos 2ℵ0  ℵ1 . temos que tα   ω1 : A X α  Aαu ´e estacion´ario.104. logo A  Aβ X ω. Intuitivamente. Seja pAα qα ω1 uma ♦-sequˆencia. por conseguinte. Claramente temos tAα X ω : α   ω1 u € ℘pω q. Assim. 9 podemos usar onde Γ ´e o P-nome D  tq P P : Dβ   ω1M pq . Sejam M C. Agora. seja gβ : β Ñ 2 dada por gβ pαq  g pα. Primeiramente.0. onde X  tpα. Para a inclus˜ ao inversa. ent˜ao ω1M  ω1M rGs . ♦ diz que para um subconjunto A de ω1 existe uma sequˆencia que “aproxima” A t˜ ao bem quanto desejado.0. Definimos tamb´em Aβ  gβ1 rt1us. Proposicao 0. Para terminar o aquecimento iniciado na aula anterior. Considere ent˜ ao o seguinte conjunto (definido em M ) dado por ” Γ. essencialmente por termos ” |X |  ω1M . isto ´e. Demonstra¸c˜ ao. “C9 ´e fechado e ilimitado em ω |1 e 9 f : ω|1 Ñ ˇ 2”.

pois temos pω ¤ pn e ~ pela condi¸c˜ao (e). Assim. basta escolhermos βn satisfazendo pbq grande o suficiente para termos δn   βn . condi¸c˜ . bpxqq : x   β u. n˜ao acrescenta fun¸c˜ oes enumer´ aveis). (d) βn1   δn   βn se n ¡ 0. Tome ent˜ao q ¤ pn1 com q P G0 tal que q force todas essas condi¸c˜oes. assim. β q. β q. Ent˜ao f9G0 ´e uma fun¸ca˜o de ω1M em 2 e C9 G0 ´e um fechado ilimitado em ω1M (pois pn1 ¤ p e p for¸ca tais condi¸c˜oes). Trabalhando em M . Fazendo pn  q. que ´e um elemento de P. al´em de βn1   δn . • Suponha os elementos das sequˆencias definidos para todo m   n. para algum n ¡ 0. Logo. Nosso trabalho agora se reduz a mostrar que D ´e denso abaixo de p. Seja d P C9 G0 com d ¡ βn1 e chame b  f9G0 æβn1 (podemos tomar tal d pois C ´e ilimitado. q Faremos por indu¸c˜ao em n. as fun¸c˜oes pbn qn¡0 precisam ser compat´ıveis (pω ao e. q ¤ r. • Caso n  0.30 Se mostrarmos que D ´e denso abaixo de p. Seja G0 um filtro P-gen´erico que cont´em pn1 . y q : x   y   βn u. f æβ  gβ . teremos que existe q P D X G. “δqn P C e f æβ~ 9 9 n1  bn ” se n ¡ 0. Chame q  pω Ytppx. δ0  0. isto ´e. pδnqnPω € ω1M e pbnqn¡0 de forma que cada bn P 2βn1 e tais que (a) p0  r. ” Chamemos ent˜ ao pω  nPω pn . pβn qn”Pω ´e crescente). al´em disso. e ainda b P M pois P ´e enumeravelmente fechado e. mostraremos que q ´e um elemento de D que est´a abaixo de r. existe β P C tal que @α   β. (b) domppn q € tpx. Note que para cada n P ω temos pω . por constru¸c˜ao. “δqn P C9 e f9æβ | n  bn 1 ”. pela ao pbq imposta sobre os dom´ınios das pn ’s) e. Primeiramente. Seja r ¤ p. mas tais pontos n˜ao ocorrem em pω . como quer´ıamos. f pαq  g pα. for¸ca”que f9 ´e fun¸c˜ ” donde segue que b  n¡0 bn P M ´e uma fun¸c˜ao de β  nPω βn  nPω δn em 2. β q. bn  b e δn  d j´a temos a validade de pcq e peq. Assim. q ´e fun¸c˜ao (os u ´nicos pontos que poderiam atrapalhar isso s˜ ao da forma px. (e) pn . tome algum β0 satisfazendo a condi¸c˜ao pbq (note que n˜ao h´ a b0 para definirmos). (c) pn ¤ pn1 se n ¡ 0. pβnqnPω . vamos definir sequˆencias ppn qnPω € P.

a recurs˜ao ´e feita sobre a complexidade dos P-nomes: para definir p .0. τ  σ. o que obtemos ´e uma tautologia. . β  αqu  tq P P : q ¤ pu (para qualquer q ¤ p. p . mais que isso. π P τ se tq ¤ p : Dpα.0. p.106.256. para pα. ent˜ que temos tq ¤ p : Dpβ. 31 Finalmente.105. (ii) ao p . α P τ Ø q . 2. rq P τ e p ¤ r. e vice-versa. rq). rq P τ pq ¤ r ^ q . (i) p . Como q ¤ pω ¤ pn ¤ p. 9 1 ” pois q P G1 e g G  9 1 G1 . temos que q . mostraremos que q P D e. β q  gG px. para isso. P denota um forcing. τ  σ se @α P dompτ q Y dompσqp@q ¤ ppq . π P-nomes e p P P. o que em particular implica que tal conjunto ´e denso. Ambas as defini¸c˜ oes s˜ao recursivas e definidas simultaneamente. π P τ utilizamos ao de q . visto se pα. a condi¸c˜ao de p1q depende da defini¸c˜ao de p2q. basta tomar pβ. mostraremos que q . uq  pα. α P τ : segue do item anterior. π  α. Aula 17/09/2014 Forcing ao. Logo β  supnPω δn P CG1 . uq P τ pq ¤ u ^ q . o que nos d´ a f9G1 pxq  bn 1 pxq  bpxq  qpx. 1. Seja G1 P-gen´erico tal que q P G1 . p . A princ´ıpio. Ao longo desta subse¸c˜ Defini¸ c˜ao 0. α P σ para q ¤ p (“diminu´ımos a complexidade”) e. rq P τ . 6 Uma justificativa formal para esta defini¸ca ˜o ´e dada por Kunen[?]. “βq P C9 e @α9   βq f9pα9 q  g9 pα. 9 βqq”. a defini¸c˜ Exemplo 0. Sejam τ. para definir p . τ  τ : fazendo σ  τ em p1q. para cada x   β existe n P ω tal que 9 x   βn . Al´em disso. π  αqu ´e denso abaixo de p. α P τ e q . β q. α P σqq. valemo-nos da defini¸c˜ao de q . nada garante que as defini¸c˜oes acima estejam bem definidas e. Intuitiva- mente6 . σ. “C9 ´e fechado e ilimitado e que cada δqn P C” 9 (pela condi¸c˜ao (e)).

 α P σ. ao existe p P G tal que pp . note que a densidade de tq ¤ p : Dpα. pois p .0. (ii) Caso ϕ seja da forma “π P τ ”: neste caso. temos: (a) Se p P G e pp . Ent˜ ao: 1. Se ϕ ´e da forma “τ  σ”. basta aplicar a primeira parte de pbq provada acima para as f´ormulas “α P τ ” e “α P σ”.0. α P τ Ø r . ϕq. ent˜ . sq P τ tal que u ¤ s e u . isto ´e. π  αqu ´e denso abaixo de p. onde τ e σ s˜ao P-nomes.107. ϕ se valer Dq ¤ ppq . existe q ¤ r tal que q .T. ϕu ´e denso abaixo de p. π  αqu ´e denso abaixo de q. rq P τ pq ¤ r ^ q . pðq Se ϕ ´e da forma “π P τ ”. ent˜ao q . ent˜ ao M rGs ( ϕ. Defini¸ c˜ao 0. Sejam M C. 2. α  π qu abaixo de p garante a densidade de tu ¤ q : Dpα. ϕ. sq P τ pu ¤ s ^ u . rq P τ pu ¤ r ^ u . temos em particular r ¤ p e. tq ¤ p : q . Demonstra¸c˜ ao. p . temos q . para r ¤ p. (b) Se M rGs ( ϕ.32 Defini¸c˜ ao 0. τ  σ. τ  σ. Ora. α  π u abaixo de q. diremos que ϕ ´e PM -atˆomica se ϕ for uma f´ormula P-atˆomica cujos P-nomes s˜ ao elementos de M . Dizemos que ϕ ´e uma f´ ormula P-atˆ omica se ϕ ´e da forma “σ  τ ” ou da forma “τ P σ”. Ent˜ao p . (b) pñq Segue diretamente do item paq. e P P M forcing. Dado um modelo M . Dada ϕ PM -atˆ omica e G P-gen´erico. Como α e r s˜ao arbitr´arios.108. se p . Seja ϕ P-atˆomica e p P P.0. logo existe u ¤ q ¤ r ¤ p e pσ. r . Lema 0. ϕ e q ¤ p. τ  σ u ´e denso abaixo de p. ϕqM . sq P τ pu ¤ s ^ u . π  α.M. queremos mostrar que D  tu ¤ p : Dpσ. Lema 0. ϕqM . u P D.0. assim. (a) (i) Caso ϕ seja da forma “τ  σ”: para α P dompτ qY dompσ q e r ¤ q. Seja ϕ P-atˆ omica. usando a hip´otese de que tq ¤ p : q . ϕ se. π P τ (pois tq ¤ p : q . π P τ u ´e denso por hip´otese). e somente se.110. donde segue que tu ¤ q : Dpσ.109.

 σ R τ e p . p . Provaremos os itens paq e pbq por indu¸c˜ao sobre a complexidade dos P-nomes. q. σ P τ (exemplo (ii)) e. pela defini¸c˜ao de . Por indu¸c˜ao. r. para . . Claramente temos D P M . onde pσ. precisamos obter p P G de modo que D  tq ¤ p : Dpσ. rq P τ pq ¤ r ^ q . e o lema anterior garante que q . σ P ρ. π  σ). Para verificar isso. Neste caso temos que D  tq ¤ p : Dpσ. Fixe p P G X D. (b) Caso ϕ seja da forma “π P τ ”. (2) para algum σ P dompτ q Y dompρq. ϕq. pois essa defini¸c˜ao ´e absoluta. sse Dq ¤ ppq . (3) para algum σ P dompτ q Y dompρq. Se vale p2q. temos r . Caso ϕ seja da forma “τ  ρ”. assuma M rGs ( τ  ρ e considere D o conjunto de todos os p P P para os quais alguma das seguintes condi¸c˜oes ´e satisfeita: (1) p . temos tamb´em q . ´til notar que p . poder´ a Se p satisfaz p1q. p . ao ´e an´ mostraremos que σG P ρG . rq P τ com q ¤ r e q . σ P ρ. Al´em disso D ´e denso em P. Mostraremos que σG „ ρG (a outra inclus˜ aloga). existe p P G. π  σ qu seja denso abaixo de p. e disso segue a densidade de D. como G ´e filtro. Como G ´e filtro e r P G temos πG  σG P τG (pela defini¸c˜ao da valora¸c˜ao). π  σ. Como G ´e filtro. Supondo paq v´alido por indu¸c˜ao. existe q P G X D. ent˜ao como p . Como estamos assumindo M rGs ( π P τ . pois Ó p € D. temos M rGs ( σ P ρ. e da´ı inferimos que q . (pela defini¸c˜ Seja pσ. σ P τ . tal que p . rq P τ pq ¤ r ^ q . ϕ ser u  temos pela parte paq que M rGs ( σ P τ . o que contraria a segunda parte de p2q. logo σG P τG  ρG . rq P τ e r P G. τ  ρ. σ P ρ. e como D P M . Analogamente. Suponha agora que ϕ seja da forma “τ  ρ”. por hip´ otese de indu¸c˜ ao. σ P τ e p . temos M rGs ( π  σ. 33 Demonstra¸c˜ ao. existe q P G tal que q . σ R ρ. existe q P G tal que q ¤ p. π  σ e. existe pσ. e assim πG  σG . ent˜ao acabou. Para σG P τG . π  σ qu ´e denso abaixo de p ao de . σ P ρ. e assim σG P ρG . Tomando  r ¤ p. para o caso P). a validade de p3q tamb´em leva uma contradi¸c˜ao. ϕqM para f´ormulas P-atˆomicas. (a) Seja p P G e suponha que ϕ seja da forma “π P τ ”. rq P τ com r P G tal que σG  πG P τG . podemos supor p ¤ r (do contr´ario tomamos q ¤ p. Por indu¸c˜ao. Note que n˜ ao precisamos escrever pp . r em G. Assim.

 ϕ se R pq ¤ p q .0. ϕq . Dq pq ¤ p q . ϕ. Logo M rGs ( ϕ. pϕ Ø ψ se se pDq ¤ p q . (d) p . suponha que p . ϕ se. pbq pñq Imediato por (a). Seja ϕ uma P f´ ormula. Demonstra¸c˜ ao. (h) p . ϕ ou q . ϕq. . Seja M C. ψ. Definimos por recurs˜ao na complexidade de ϕ P-f´ormula ao p . ϕ e p . novamente. q e note que r . ϕq. e somente se. (f) p . ϕ se. Defini¸ c˜ao 0. ϕq. ϕpτ qqu ´e denso abaixo de p. ϕ e q . (c) p . ϕ e q . atˆ Demonstra¸c˜ao. ϕψ se p . Assim.112.M. Ent˜ ao: (a) Se p . pϕ ^ ψ q se tq P P : q . (b) p .T. (c) p . e somente se.34 Aula 22/09/2014 Lema 0. pelo Lema ??.0. ϕ. p . ϕ se. pp . P P M forcing. ϕ e q ¤ p ent˜ao q . e somente se. (b) p . ϕ. Seja r ¤ s. ϕq e pDq ¤ p q . Dado p P P e ϕ PM - omica. Seja G P-gen´erico com q P G. ϕu ´e denso abaixo de p. Ent˜ M ao existe q ¤ p tal que q .113. pϕ Ñ ψ se pDq ¤ p q . @xϕpxq se p . ϕe q . paq Imediato por indu¸c˜ao na complexidade (exerc´ıcio). ϕqM . Dxϕpxq se tq : Dτ P-nomepq . ϕq. ϕ. Ent˜ao p P G. Vamos fazer dois casos como exemplo. ψ u ´e denso abaixo de p. pðq Por indu¸c˜ao sobre ϕ. tq ¤ p : q . ´e como j´a fizemos. Ent˜ao n˜ao existe r ¤ q tal  que r .. Lema 0. ϕ. (e) q . ϕ  e pp . existe s P G tal que s .111. ϕpτ q para todo τ P-nome. (g) p . ϕ para p P P da seguinte maneira: a rela¸c˜ (a) Se ϕ ´e P-atˆ omica. Agora.0. A volta ´e imediata pelo Lema ??.

suponha que n˜ao exista q ¤ p tal que q . ϕqM ou pp . ϕqM . @xϕpxqu ´e denso abaixo de p. ϕpτ q. para todo τ P-nome p . Ent˜ ao. ϕpτ q. contrariando p . ent˜ao p . ϕ ^ ψ. ϕqM . Ent˜ao A  tr : r . i.T. Se pp .114.M. . P P M forcing. Logo p . 35 • tq ¤ p : q . Logo. M rGs ( ϕ. Logo.. ϕ. Ent˜ao tq ¤ p : @τ P-nomeq .. ϕ. Ent˜ao D  tq :existe τ PM -nome q . ϕq. ϕpτ qu ´e denso abaixo de p. ϕ ^ ψ u ´e denso abaixo de p. ϕqM . ϕ. (b) Se M rGs ( ϕ ent˜ Demonstra¸c˜ ao. Dxϕpxq. Seja ϕ uma PM -f´ ormula. pbq Suponha M rGs ( Dxϕpxq. Considere D  tp P P : pp . pcq Suponha que p . Por (HI pbq) existe q P G tal que q . Agora. ϕ ou r . Ent˜ao existe τ PM -nome tal que M rGs ( ϕpτG q. terminamos. Lema 0. Seja contr´ r ¤ p. ϕ. M rGs ( ϕ. ϕqM ent˜ ao M rGs ( ϕ. Note que. • Suponha que tq ¤ p : q . Seja G P-gen´erico. existe r ¤ q tal que r . Logo M rGs ( Dxϕpxq. Logo. q. ψ u ´e denso abaixo de cada q ¤ p. dado q ¤ p. Se M rGs ( ϕ terminamos. pbq Suponha M rGs ( ϕ. ao existe p P G tal que pp . p . por (HI paq). Ent˜ao M rGs ( ϕpτG q por (HI paq). DxϕpxqqM . Logo.e. Sejam q P G X D com q ¤ p e τ PM -nome tal que pp . Note que r . Seja M C.  por pbq. por pbq existe r ¤ q tal que r . Caso Dxϕpxq: pa q Suponha p P G e pp . Ent˜ ao: (a) Se p P G e pp . ϕqM u. por (HI pbq). ϕ. Note que D ´e denso em P (exerc´ıcio). ϕ. ϕ. Por (HI). para todo τ P-nome tq ¤ p : q . p . ϕpτ qu ´e denso abaixo de p. ϕpτ qu ´e denso abaixo de p. ϕ. Logo pq . Caso ario. ϕqM . Seja p P G X D. ϕpτ qqM . Seja q ¤ p.0. Por indu¸c˜ ao na complexidade de ϕ. existe p P G tal que p . Caso ϕ: pa q Suponha que p P G e pp . Se pp . @xϕpxq. A ´e denso abaixo de p.

P P M forcing.0. existe M satisfazendo tais axiomas. M enumer´avel e transitivo.115. Alternativa para o Jeito 1: Estendemos a cole¸c˜ao de axiomas ZFC para uma outra (ZFC ) (que tem mais constantes na linguagem) que tem como “axioma” (na verdade.116. Jeito 2: Esque¸camos “.vemos quais axiomas (finitos) M deveria satisfazer para que tudo isso desse certo. se algum p . pp . Seja M C. v. uma lista de axiomas) a existˆencia de um modelo enumer´ avel e transitivo para ZFC. Uma vez encontras tais axiomas. Aula 24/09/2014 No¸c˜ oes para a Constru¸c˜ ao de modelos enumer´ aveis e transi- tivos Jeito 1: Queremos mostrar que ϕ ´e consistente. Considere um forcing P que force ϕ. ϕ. w P B: u v v v uv  vu u pv wq  pu vq w upvwq  puv qw upv wq  uv uw u pvwq  pu v qpu wq . ϕqM .36 Lema 0.0. 1 P B munidos com duas opera¸c˜oes bin´arias “ ”. se ZFC $ ϕ (ZFC demonstra ϕ).” trabalhemos apenas com “.“” e uma opera¸c˜ao un´aria “” satisfazendo: Para todos u.T.. Damos um jeito de garantir que qualquer consequˆencia ϕ de ZFC ´e tal que para todo p P P p . Examinamos nas demonstra¸c˜oes quais axiomas (finitos) foram usados para provar que M rGs ( ϕ. Dado p P P e ϕ uma PM -f´ormula temos que p . Da´ı ´e s´ o obter os resultados em ZFC . ϕ se. Uma ´ algebra de Boole ´e um conjunto B tal que 0. e somente se. ent˜ao ZFC$ ϕ. ”. que nada fala sobre modelos etc. E ´ poss´ıvel mostrar que. Pelo Teorema da reflex˜ao (Kunen). ´ Algebras de Boole Defini¸ c˜ ao 0. Com isso.M. ϕ. onde ϕ ´e uma f´ormula da linguagem de ZFC. ϕ ´e consistente.

119. Seja X um conjunto. Note que “” ´e uma rela¸c˜ao de equivalˆencia. v u7 .0. (ii) u v  v. Exerc´ıcio 0. Mostre que: u u  u. u0  0. (b) S˜ao equivalentes: (i) u ¤ v.118.120 (Algebra de Lindebaum).117. ψ P S defina ϕ  ψ se T $ ϕ  ψ. (a) “¤” ´e uma ordem parcial. Considere: Y X   Xr 1X 0  H. 37 upu vq  u puvq  u u u puq  1 upuq  0 Exemplo 0. Nota¸ c˜oes: u e v s˜ ao ditos disjuntos se uv  0. v u uv  inf tu.0. pu v q  puqpv q e puv q  u pv q. Considere T uma cole¸c˜ao de axiomas e S uma cole¸c˜ ao de f´ormulas.0. Para ϕ. Defina: 7 Seja B uma a´lgebra de Boole e A € B. u ¤ v se u  v  0. Dizemos que supA ´e o menor majorante de A e inf A ´e o maior minorante de A . ´ Exemplo 0. uv  u  pvq. Exerc´ıcio 0. u 0  u. uu  u. Seja B  ℘pX q.0. u 1  1. u1  u. (iii) uvu (c) u v  suptu.

ϕ ´e homomorfismo: exerc´ıcio. . Dizemos que B € A ´e denso em A se B ´e denso (no sentido usual de ordem) em A . o 0 e o 1 da sub´algebra s˜ao os mesmos da ´algebra que a cont´em.124. Defina ϕ : B Ñ C por Demonstra¸c˜ ϕpbq  supC ta P A : a ¤ bu. denota-se sup B por aPB a.121.38 rϕs rψs  rϕ _ ψs. 1. O completamento de uma ´ algebra de Boole ´e u ´nico. S Ent˜ ao  ´e uma ´algebra de Boole. ao. denotamos A  ta P c˜ A : a  0u. Uma ´algebra de Boole A ´e dita completa se para todo B € A existe α P A tal que α  sup B. o que faz sentido pois C ´e completo. 0  rϕ ^ ϕs. neste caso. Defini¸c˜ ao 0. Uma sub´algebra ´e uma ´algebra com as opera¸c˜oes induzidas. Observa¸ c˜ ao. Restringimos a defini¸c˜ao de densidade para B eA pois o 0 da ´ algebra tornaria tal defini¸c˜ao trivial (por quˆe?). a menos de isomorfismo. Lema 0.8 Defini¸ ao 0.0. tamb´em preserva a estrutura Booleana. Seja A uma ´algebra de Boole. 8 ° Em alguns textos. Aula 29/09/2014 Defini¸ c˜ao 0. rϕs  rψs  rϕ ^ ψs. 9 Pois a sua inversa. Precisamos mostrar que ϕ ´e um homormofismo bijetor9 .123. Para uma ´algebra de Boole A.122. Dizemos que uma algebra de Boole completa B ´e um completamente de A se A ´e sub´algebra ´ de B e A ´e denso em B. rϕs  r ϕs.0. Em particular.0.0. Sejam B e C completamentos de A. 1  rϕ _ ϕs. Observa¸ c˜ ao.

em particular. podemos supor x  y  0 (por quˆe?). Demonstra¸c˜ ao. diremos que U ´e um corte regular se. Mais que isso. com as opera¸c˜oes definidas acima. Como a interse¸c˜ ao qualquer de cortes regulares ´e um corte regular. y P B. U  tp : @q ¤ ppU X Uq  Hqu. 3. ´e uma ´algebra de Boole completa e que ϕ : A Ñ B dada por ϕpaq  Ua ´e um homomorfismo injetor cuja imagem ´e densa em B. existe α P A tal que α ¤ x  y. Note ent˜ ao que ϕpxq  ϕpy q  ϕpx  y q ¥ α ¡ 0. Seja A uma ´ algebra de Boole. temos x  supC ta P A : a ¤ xu  ϕpsupB ta ¤ A : a ¤ xuq. tome q  p ¤ q e note que Uqp X Up  H). Usando ´ algebras de Boole faremos um approach alternativo (embora equivalente) para as demonstra¸co˜es de consistˆencia via forcing.126. o que implica ϕpxq  ϕpy q. segue que para qualquer corte U (n˜ ao necessariamente regular) existe U o menor corte que cont´em U (tomando a interse¸c˜ao de todos os regulares que cont´em U . Toda ´ algebra de Boole admite completamento. Mostre que B. • U V U YV. A conclus˜ ao da demonstra¸c˜ ao se d´a no seguinte Exerc´ıcio 0. o que faz sentido pois A ´e um corte regular). com x  y. para p R U dado. ϕ ´e sobre: dado x P C. 39 2. .0.0. note que Up ´e regular (dado q R Up . Finalmente. o que segue pela densidade de A em C . ϕ ´e injetora: para x. Para p P A . Pela densidade de A em B . • U  tp P A : Up X U  Hu. • 0B  H e 1 B  A .125. Pode-se mostrar que B ´e uma ´algebra de Boole. Vamos considerar B o conjunto de todos os cortes regulares. com as seguintes opera¸c˜ oes: • U V U XV. Proposicao 0. Diremos que U € A ´e um corte se para todo q P U e todo p ¤ q tal que p P A valer p P U . todo corte n˜ao vazio cont´em algum Up . denotamos por Up o corte ta P A : a ¤ pu. existe q ¤ p tal que Uq X U  H. Al´em disso.

Modelos Booleanos Defini¸ c˜ ao 0. Seja pP.0. ¤q separativa.128.127. c˜ Mais geralmente. A mesma demonstra¸c˜ao do Teorema anterior pode ser usada neste caso (em particular. q P P com p ¦ q. (c) rrϕpaq ^ ψ paqss  rrϕpaqss  rrψ paqss.0. definimos rrϕpaqss. 1u. ¤q uma ordem parcial. (ii) rrx  y ss  rry  xss. podemos inclusive definir pA{ q ( ϕ. para cada x. ent˜ao rrϕpaqss ´e o que foi fixado. Note que a ´algebra de Boole ℘pX q (X conjunto) ´e separativa. Observa¸ c˜ao. (d) rrϕpaq _ ψ paqss  rrϕpaqss rrψ paqss. (b) rr ϕpaqss  rrϕpaqss. Dizemos que P ´e se- parativo se. onde a € A ´e finito. de forma que. y P A definimos rrx  y ss e rrx P y ss P B e temos (i) rrx  xss  1. Uma vez com isso. Observa¸ ao. (f) rr@xϕpx. (iv) rrx P y ss  rrv  xss  rrw  y ss ¤ rrv P wss. 1 corres- ponde a verdadeiro). . dados p. aqss. aqss  inf bPA rrϕpb. Seja B uma ´algebra de Boole completa. Um modelo booleano U consiste de um universo A e rrss uma valora¸c˜ao em B das f´ ormulas da linguagem da teoria dos conjuntos.129. (iii) rrx  y ss  rry  z ss ¤ rrx  z ss. de forma que (a) se ϕ ´e atˆ omica. onde 0 corresponde a falso. ´ algebras de Boole s˜ao separativas. Ent˜ ao existe A ´ algebra de Boole completa tal que P ´e denso em A . Seja pP. Proposicao 0. Quocientando o universo pela rela¸c˜ao  dada por a  b se rra  bss  1. (e) rrDxϕpx. Note que isso generaliza a ideia usual de “satisfa¸c˜ao” ( (basta tomar a ´ algebra de Boole B  t0. Demonstra¸c˜ao. note que Up ´e regular por P ser separativo). aqss  supbPA rrϕpb. existe r ¤ p tal que rKq.0. aqss.40 Defini¸ c˜ao 0.

por conseguinte.135. Seja U um modelo booleano em que todo axioma de alido. an qss. . . . . Mostre que  ´e uma rela¸c˜ao de equivalˆencia e que E est´a bem definida. . rr ϕss  1: temos ϕ0 . . e somente se.131. ϕ ario 0. ϕ ψ rr ss ¤ rrψss.132. . Um filtro F sobre B ´e um ultrafiltro (a. . ent˜ Proposicao 0. Exerc´ıcio 0. Observa¸ c˜ ao. an qss  rrDxϕpx. assim rrϕi ss  1 ou 1 ¤ rrϕi ss. onde ϕi ´e um axioma de ZFC ou uma consequˆencia das anteriores. e somente se. Isso nos d´ a rrϕss  1  0.0. x1 . 41 Defini¸ ao 0. Dado um modelo booleano U. . . xn q valer o seguinte: para cada a1 .130. Faremos pela contrapositiva. definimos uma rela¸c˜ao bin´aria E por rxsE rys ô rrx P yss P F. e somente se. .0. Definimos a rela¸c˜ao de equivalˆencia sobre A dada por xy ô rrx  yss P F . existe a P A tal que rrϕpa. . rrϕss ¤ rrψ ss. v. . 1 se.133.0. Suponha que ϕ n˜ao seja con- sistente com ZFC. . filtro maximal) se.0. Exerc´ıcio 0. Se rrϕss  0. ϕ ψ Por rr ss rr ss   u sse uv  u sse outro lado. Lema 0. Se ψ Ø ϕ ´e v´ ao rrϕss  rrψ ss. a1 .0. ent˜ ZFC ´e v´ ao ϕ ´e consistente com ZFC.0. Dizemos que F ´e filtro sobre B se F ´e filtro sobre B (no sentido de ordem). Dizemos que U ´e cheio se c˜ para cada f´ormula ϕpx. . . Assim. Seja F um ultrafiltro sobre B. s u v  1 sse u v q  u sse u. ψ rr Ñ ss  rr ψ _ ss  rrϕss rrψss. Aula 01/10/2014 Defini¸ ao 0.136. ϕn  ϕ f´ormulas em ZFC. . . ϕ Ñ ψ ´e v´ alida se. Seja U um modelo booleano. Corol´ alida. Demonstra¸c˜ ao.puq Demonstra¸c˜ ao. a P F ô a R F . dizemos que ϕ ´e v´alida c˜ se rrϕss  1.k. .a. Por um lado. Sobre A{ . a1 . an P A. . . @a P B.0. existe uma demonstra¸c˜ao para ϕ em ZFC e.134.

an qss  rrDx ϕpx. . . . isto ´e. an qss P F . ran sq. ran sq. . . . . . ran sq. para quaisquer a1 . dompxq € VαB e Impxq € B u. rrϕpa1 . Reciprocamente. . . . . . . e somente se. anqss. da´ı podemos usar a hip´otese de ao sobre ϕ. . . . . . . ran sq. . . donde segue que rrDxϕpx. a1. assim podemos usar a hip´otese de indu¸c˜ao. . . a1 . rrψ ss P F (por F ser filtro). .42 Vamos considerar U {F : pA{ . ran sq se. Vale ent˜ao o seguinte crit´erio: Proposicao 0. . Faremos por indu¸c˜ao na complexidade da ϕ.0. ra1 s. . e assim indu¸c˜ U {F ( ϕpra1 s. Seja U um modelo booleano cheio. ra1 s. . temos rr ϕpa1 . Definimos ´ • V0B  H. rrϕss. an P A. . a1. temos U {F ( ϕpra1 s. . . . . • Caso Dx ϕ: se U {F ( Dxϕpx. E q como modelo para linguagem da Teoria dos Conjuntos. xn q. e somente se. e da hip´otese de indu¸c˜ao temos rrϕpb. • VαB 1  tx : x ´e fun¸c˜ao. an qss R F . . an qss P F (por F ser filtro e pela de- ao de rrDxϕss). • VαB  ”β α VβB se α ´e ordinal limite. note que rrϕ ^ ψ ss  rrϕss  rrψss P F se. . . . . • Caso ϕ _ ψ: an´ alogo ao anterior (use o fato de F ser ultrafiltro). . ra1 s. . a1 . an qss P F . rrϕpa1 . . . . . . . Vamos construir um universo para um modelo Booleano. . . Demonstra¸c˜ ao. . . . . . ent˜ao existe rbs P A{  tal que ϕprbs. e concluir que U {F * ϕpra1 s. usa- fini¸c˜ mos o fato de U ser cheio para obter b P A tal que rrϕpb . Fixe B uma algebra de Boole completa. anqss P F.137. • Caso ϕ ^ ψ: an´ alogo ao anterior. . . ran sq. . ran sq. . . . • Caso ϕ: como F ´e ultrafiltro. U {F ( Dxϕpx. segue diretamente da defini¸c˜ao. . Dada ϕpx1 . . . . a1 . e somente se. . ra1 s. . . se rrDxϕpx. . . No caso em que ϕ ´e atˆ omica. an qss P F se. que nos d´ a U {F ( ϕprb s. .

por hip´ ao. ent˜ao rrt P xss  1. Observa¸ ao. queremos que os axiomas de ZFC sejam v´ alidos no modelo e. Restam apenas piiiq e piv q. Veremos que tal defini¸c˜ ao satisfaz as condi¸c˜oes impostas. Defini¸ c˜ao 0. Primeiramente. por exemplo. Note que V B n˜ c˜ ao ´e um conjunto. ser´a suficiente mostrar que rrx € xss  1 o que. Como rrx  xss  rrx € xssrrx € xss. As mesmas observa¸c˜ Em certo sentido. a validade de piiq  rrx  y ss  rry  xss segue trivialmente da defini¸c˜ ao dada. em particular. junto. provaremos por indu¸c˜ ao sobre pρpxq. ρpz qq as seguintes afirma¸c˜oes . pela defini¸c˜ao. precisamos definir rrϕss para cada ϕ atˆomica. Ora. Dessa forma. se xptq  1. se reduz a ver que para todo t P dompxq.0. (c) rrx  yss  rrx € yss  rry € xss. Al´em disso. Primeiramente. No que segue. ´e natural que definamos rrss visando. 43 ” Declaramos V B : P B α Ord Vα . em particular. embora cada VαB seja con- oes feitas para Ord e V se aplicam `a classe V B . por indu¸c˜ao sobre ρpxq. adotamos u ñ v : u v. (b) rrx € yss  inf tPdompxqtxptq ñ rrt P yssu. bem como xptq ¤ rrt P xss. provamos piq  rrx  xss  1 . e assim otese de indu¸c˜ xptq  rrt  tssxptq ¤ sup trrt  sssxpsqu : rrt P xss. de modo oes piqpiv q da defini¸c˜ao de modelo booleano. Para verificar tais condi¸c˜oes. Para cada x P V B . o axioma da extens˜ao. P s dom xpq Por sua vez. seja ρpxq : mintα : x P VαB 1 u. ao sobre pρpxq. respectivamente rrx  y ssrry  z ss ¤ rrx  z ss e rrx P y ssrrx  v ssrry  wss ¤ rrv P wss. o que ´e o mesmo que verificar xptq ¤ rrt P xss.138. rrt  tss  1 (ρptq   ρpxq). ρpy qq (com a ordem lexicogr´afica): Definimos por recurs˜ (a) rrx P yss  suptPdompyqtrrx  tss  yptqu. pxptq ñ rrt P xssq  1. de modo que. que sejam satisfeitas as condi¸c˜ o que faremos por indu¸c˜ ao no rank booleano. queremos que um elemento x de VαB seja uma fun¸c˜ao que “estime” (em B) a pertinˆencia dos elementos no dom´ınio de x. Nota¸ c˜ao. rr@upu P x Ø u P yqss ¤ rrx  yss. ρpy q.

Provemos pa1 q: por hip´otese de indu¸c˜ao pcq. vamos mostrar pa1q rrx € yssrry  zss ¤ rrx € zss e pa2q rrx € yssrrx  zss ¤ rrz € yss. para todo t P dompxq temos rrt P yssrry  zss ¤ rrt P zss. donde segue que rrx  zssrrx  tss  yptq ¤ rrz  tss  y ptq pq. pois disso decorre rrx  yssrry  zss  rrx € yssrry € xssrry  zssrry  zss ¤ rrx € zssrrz € xss  rrx  zss. (b) rrx P yssrrx  zss ¤ rrz P yss. P pq t dom y P t dom ypq A prova de pcq ´e an´ aloga. Para provar paq. e fica como exerc´ıcio. Agora. Logo rrx € yssrry  zss  tPdominf txptq ñ rrt P y ssurry  z ss  inf txptq rrt P y ssurry  z ss  pxq tPdompxq  tPdom inf tprry  z ss  xptqq rrt P y ssrry  z ssu ¤ inf txptq rrt P z ssu  pxq tPdompxq  tPdom inf txptq ñ rrt P z ssu  rrx € z ss pxq (na u ´ltima desigualdade usamos rry  z ss  xptq ¤ xptq e. rrt P y ssrry  z ss ¤ rrt P z ss). por hip´otese de indu¸c˜ ao. . Pela hip´otese de indu¸c˜ao paq. Provemos pbq. se provarmos isso. Analogamente. ent˜ao rrx P yssrrv  xssrrw  yss ¤ rrv P yssrrw  yss ¤ rrv P wss. Seja t P dompy q.44 (a) rrx  yssrry  zss ¤ rrx  zss. onde a primeira desigualdade se deve por pbq e a segunda por pcq. prova-se pa2 q (exerc´ıcio). temos rrx P yssrrx  yss  sup trrx  tssyptqurrx  zss  P pq t dom y  sup trrx  tssrrx  zssyptqu ¤ sup trrz  tssyptqu  rrz P yss. De fato. temos rrx  zssrrx  tss ¤ rrz  tss. (c) rry P xssrrx  zss ¤ rry P zss.

Considere D  tu P B : Dau u ¤ rrϕpau . y P V B temos que. Note que se a ¤ a1 . basta encontrar a P V B tal que vale rrDxϕpx.0.. ent˜ ” Demonstra¸c˜ ao. Para cada t P D seja aptq  supuPW pu  au ptqq. t¯qss. i. Assim.0. contrariando o fato de W ser maximal.e. V B ´e cheio. dados x. Note que. 45 Aula 06/10/2014 alido para V B . inf tPdompau q pau ptq ñ rrt P aptqssq  rrau € ass. ent˜ao pa1 ñ bq ¤ pa ñ bq. Proposicao 0. Ent˜ao existe b  u0  sup W  0. Lema 0. Proposicao 0. . Al´em disso. t¯q. De fato. Seja D  uPW dompau q. existe a P V B tal que rrϕpa. Note que b P D e bv  0 para todo v P W . Portanto u ¤ rra  au ss. t¯qssu e observe que D ´e denso abaixo de u0 . Lembrando que xpuq ¤ rru P xss. suponha que n˜ ao. t¯qss  u0 . u  aptq  u  sup pv  av ptqq  sup pu  v q  av ptq  u  au ptq P v W P v W Assim. O Axioma da Extensionalidade ´e v´ Demonstra¸c˜ ao. para cada u P W . u. inf prru P xss ñ rru P y ssq ¤ inf pxpuq ñ rru P y ssq .139. Assim. rr@upu P x Ñ u P yqss ¤ rrx  yss. De fato. au P V B. Seja W anticadeia maximal em D. dada ϕpx. para qualquer a P V B temos rrϕpa. Demonstra¸c˜ao. u  upaptq aptqq  upaptq au ptqq. t¯qss  rrDxϕpx. uPV uPdompxq looooooooooooooomooooooooooooooon B looooooooooooooomooooooooooooooon @upuPxÑuPyq rrx€yss Logo. t¯qss. Como a ao uv  0 anticadeia ent˜ primeira igualdade vale para todo t P dompaq e a segunda vale para todo ou uv  u (em parti- t P dompau q temos que u ¤ inf tPdompaq paptq ñ rrt P au ptqssq  rra € au ss e u ¤ cular v=u). Note que sup W  rrDxϕpx. para cada u P W e @t P D temos que u  aptq  u  au ptq. Se W ´e uma anticadeia em B e.141. temos que u ¤ paptq ñ au ptqq e que u ¤ pau ptq ñ aptqq.0. t¯qss ¤ rrDxϕpx. t¯qss. Seja u0  rrDxϕpx. Note que. Assim. para qualquer u P V B vale prru P xss ñ rru P yssq ¤ pxpuq ñ rru P yssq. ao existe a P V B tal que u ¤ rra  au ss.140. t¯qss. v P W e como W ´e Ent˜ao u ¤ paptq ñ rrt P au ptqssq e u ¤ pau ptq ñ rrt P aptqssq. t¯qss ¤ rrϕpa.

Se x  y ent˜ ao rrx ˇ  yˇss  0. Observa¸ c˜ao. Logo supαPOrd rrx  αˇ ss ¤ rrα ˇ P Ordss. Se x P y ent˜ ao rrx ˇ P yˇss  1. Seja α um ordinal.145. xn q se.142. t¯qss ¤ rrϕpa. temos: ...0. Lema 0. Logo. x | n qss  1 Demonstra¸c˜ ao. u0  supuPW u ¤ rrϕpa...46 Pelo Lema anterior. dado γ ordinal. Exerc´ıcio. Para todo x P V B temos: rrx P Ordss  sup rrx  α ˇ ss. Note que. ´ltima desigualdade se d´a por rrα Obseve que a u ˇ P Ordss  1. Se x R y ent˜ ao rrx ˇ P yˇss  0. (i) H ˇ  H. Se ϕpt¯q ´e uma ∆0 -f´ ao ϕpx1 . existe a P V B tal que u ¤ rra  auss para todo u P W . para cada u P W temos: u ¤ rra  au ssrrϕpa. Defini¸ c˜ao 0.0. rrϕpx |1 .144. Se x  y ent˜ ao rrx ˇ  yˇss  1. Mostre que: rrDy P xϕpyqss  sup pxpyqrrϕpyqssq P y dom x pq rr@y P xϕpyqss  yPdom inf pxpy q ñ rrϕpy qssq pxq Lema 0. Portanto. Exerc´ıcio 0. t¯qss. P α Ord Demonstra¸c˜ ao. Como “ser ordinal” ´e ∆0 temos que: rrx  αˇss  rrx  αˇssrrαˇ P Ordss ¤ rrαˇ P Ordss. e somente ormula ent˜ se. (ii) se x P V B ent˜ ˇ ´e fun¸c˜ao cujo dom´ınio ´e tyˇ : y ao x P xu e xˇpyˇq  1.143.0. t¯qss. ... .0.

bu e cpaq  cpbq  1. dado t P V B temos: rrt P yss  sup rra  tssypaq  sup rra  tssypaq  sup rra  tssxpaqrrϕpaqss ¤ rrt P xssrrϕptqss P pq a dom y P a dom x pq P a dom ypq Portanto rrt P y ss ¤ rrt P xssrrϕptqss.0. para todo α ordinal. rra P c^b P css  rra P cssrrb P css  sup prra  xsscpxqqrrb P css  1rrb P css  1 P x dom c pq Axioma da Separa¸ ao: Vamos provar que para cada x P V B existe y P V B c˜ tal que rry P xss  1 e rr@z P xpϕpz q Ø z P y qss  1. Note que para obter o outro da demonstra¸c˜ao basta multiplicar os dois lados desta u´ltima desigualdade por rrt P xss.146. temos: rrx P Ordss ¤ rrx P αˇss rrx  αˇss ¤ rrαˇ P xss. Portanto. rrx P Ordss ¤ rrx P γˇss rrx  γˇss ¤ rrx € γˇss. b P V B. Defina y P V B de maneira que dompy q  dompxq e y ptq  xptqrrϕptqss. 47 rrx P Ord^x P γˇss  rrx P Ordss sup γˇpαˇqrrx  αˇss  rrx P Ordss suprrx  αˇss ¤ suprrx  αˇss. α γ ¤ Aula 08/10/2014 alido em V B . Logo. Fato. P α γ P α γ P α γ  1 por defini¸c˜ao. Logo rrω ˇ ´e indutivoss  1 Os demais axiomas ficam como exerc´ıcio. Note tamb´em que. rrx P Ordss ¤ suprrx  αˇss. Teorema 0. . Todo axioma de ZFC ´e v´ Demonstra¸c˜ao. Axioma do Par: Dados a. Seja c P V B tal que dompcq  ta. Existe γ ordinal tal que rrγˇ P xss  0. Assim. Axioma do Infinito: “ser indutivo ´e ∆0 ”.

150. Observa¸c˜ ao. “G ´e ultrafiltro” ´e v´ ao.0. Denote por G9 o seguinte elemento de V B : dompG9 q  tu ˇ : u P B u e G9 pu ˇq  u. Logo p  0 e isso n˜ao pode ocorrer.151.0.152.148. Seja B uma ´algebra de Boole.149. Pela Observa¸c˜ao da aula passada. alido em V B .0. De fato.147.0. Proposicao 0. Sejam a. se p . Note que rra ˇ  tˇss  1 se Lema 0. bqss. .0. Logo rra ˇ P Gssrrb P Gss ¤ rrDc P Gpc ¤ a 9 ˇ 9 9 ˇ. Note que n˜ao podemos for¸car com o mesmo p as f´ ormulas ϕ e ϕ em V B . ent˜ao: Demonstra¸c˜ rraˇ P G _ aˇ P Gss  rraˇ P Gss rraˇ P Gss  a paq  1 9 9 9 9 Proposicao 0. Seja a P B. 1  supxPD x  0 Demonstra¸c˜ ao. ϕ ^ ϕ ent˜ao p ¤ rrϕssrr ϕss  1  0  0. Sejam a. Sejam p P B e ϕ P V B . Como foi visto nas u ´ltimas aulas podemos tomar um forcing P e mer- gulh´a-lo densamente numa ´algebra de Boole e assim essa defini¸c˜ao de forcing ser´ a equivalente as vers˜oes anteriores. depois disso tudo. Proposicao 0. Dado a P B rraˇ P Gss  a 9 a  t e rraˇ  tˇss  0 caso Demonstra¸c˜ ao. ao “G9 X D Ent˜ ˇ  H” ´e v´alido em V B . Seja p PB eϕ P VB dizemos que p . temos: rrDx P G9 px P Dˇ qss  sup G9 rrx P Dˇ ss  suprrx P Dˇ ss  sup x  1 P x dom G9 p q P x B P x D Mas afinal. b P B com a ¤ b ent˜ao ˇ rraˇ P G9 ss ¤ rrˇb P G9 ss alido em V B . b P B.0. contr´ ario. 48 Defini¸ c˜ao 0. Seja D € B denso. Temos que rra ˇ P G9 ssrrˇb P G9 ss ¤ rra ˇˇb P G9 ss. ϕ se p ¤ rrϕss. como funciona o forcing para um modelo booleano? Defini¸ c˜ao 0. “G ´e filtro” ´e v´ Demonstra¸c˜ ao. rraˇ P Gss  9 sup rraˇ  tssGptq  Gpaˇq  a 9 9 P p q t dom G 9 Note que rrˇ 1 P G9 ss  1 e rrˇ0 P G9 ss  0.

paq ñ pbq. Como P0  P1 ´e isomorfo a P1  P0 .m. q1 q e. e chame D1  D  P1.t. Seja D € P0 denso tal que D P M . Ent˜ ao G € P0  P1 ´e filtro se. Deixamos a cargo do leitor a verifica¸c˜ao de que cada Gi ´e filtro em Pi . p1 q. Observa¸ ao. q1q ô p0 ¤ p1 ^ q0 ¤ q1. Considere P  P0  P1 com a seguinte ordem: pp0. q1q. para i  0. existe pr0 . pr0. Claramente temos G € G0  G1 . p1 q P D1 XpG0  G1 q. A rec´ıproca fica como exerc´ıcio para o leitor. Demonstra¸c˜ ao. Proposicao 0. donde segue que p0 P D X G0 . e somente se.. onde Gi ´e filtro em Pi . r1 q ¤ pp0 .m. Sejam P  P0  P1 . Agora. 1. Logo existe pp0 . q1 q P G0  G1 . P1 PM forcings.t. P0 . em particular. r1 q P G tal que pr0 . Sejam M c. 49 Aula 13/10/2014 Produto de forcings Considere M c. Al´em disso. se pp0 . pq0 . Por G ser defini¸c˜ filtro. e sejam P0 . Ao dizermos que G0 ´e M -gen´erico sobre P0 queremos dizer c˜ que G0 ´e P0 -gen´erico com rela¸c˜ ao aos densos de P0 que pertencem a M . Suponha G € P filtro e chame Gi  πi rGs. q1q P G. G0 € P0 e G1 € P1 filtros. (b) G0 ´e M -gen´erico sobre P0 e G1 ´e M rG0 s-gen´erico sobre P1 : (c) G1 ´e M -gen´erico sobre P1 e G0 ´e M rG1 s-gen´erico sobre P0 . pq0 . donde segue que pp0. Demonstra¸c˜ ao.153. S˜ ao equivalentes: (a) G0  G1 ´e M -gen´erico sobre P0  P1 . ent˜ao por ao existem p1 P P1 e q0 P P0 tais que pp0 .0. temos M rG0  G1 s  pM rG0 sqrG1 s  pM rG1 sqrG0 s. A menos de men¸c˜ ao contr´ aria. Isto prova que G0 ´e M -gen´erico sobre P0 .154 (Lema do produto). P1 P M forcings. q1 q P G. G  G0  G1 .0. Proposicao 0. p1q ¤ pq0. o qual ´e denso em P0  P1 . basta mostrarmos que paq ô pbq. r1q ¤ pp0. p1 q. consideraremos o produto entre forcings munido desta ordem. se valem as condi¸c˜ oes acima. .

pois G0 P M rG0  G1 s (como proje¸c˜ao de G0  G1 ). o qual ´e um elemento de M rG0 s (note que G0 P M rG0 s). 2q ´e isomorfo a Fn pA. p1 q P D X pG0  G1 q. 2q (via restri¸c˜ oes). podemos supor q0 ¤ r0 e. Z P M e G gen´erico sobre Fn pZ. Chame D1  tp1 P P1 : Dp0 P G0 ppp0 . y P Y e . com q1 P pD9 1 qF e existe q0 P F tal que q0 . Observa¸ c˜ao. 2q s˜ao tais que M rGs  M rGA  GB s  M rGA srGB s  basta ver G como GA  GB pelo isomorfismo via restri¸c˜ oes. f9 € tpp~ x. Finalmente. em M . q1q ¤ pr0. Note que D P M . com pq0. qˇ1 P D9 1 (pois se algo ocorre ent˜ao deve ser for¸cado por algu´em). Se f : X Ñ Y ´e tal que f P M rGs. Enfim. r1q. Como no Lema ?? (dos “nomes bacanas”). 2q. p1 q.0. M rG0 srG1 s € M rG0  G1 s. r0 P F e F ´e filtro. r1 q ¤ pp0 . y q. M rG0  G1 s € M rG0 srG1 s. pbq ñ paq. pq : x P X. por outro lado. existe f9 um Fn pZ.m. 2q-nome tal que f9G  f . 2q. D9 1 ´e denso em Pˇ1 . p1 q P D. temos pq0. Y. q1 q P D. e G gen´erico sobre Fn pZ. Sejam M c. Para p1 P G1 qualquer. Seja D  tpq0 . Se r P RM rGs (aqui R  2ω ). por isso. o que implica a existˆencia de p0 P G0 com pp0 . Ent˜ao Fn pZ. ent˜ ao existe A P p℘pZ qqM tal que M ( |A| ¤ |X | ω e f P M rG X Fn pA. Mostraremos que D X pG0  G1 q  H. existe A € Z enumer´avel tal que r P M rG X Fn pA. mostraremos que D ´e denso abaixo de pp0 . Lema 0.m.t.0. ent˜ao GA : G X Fn pA. desse modo. Seja Z  AY 9 B. existe pq0 . existe q1 ¤ r1 em P1 . tal que D P M . O significado deste lema se torna mais claro ao analisarmos o seu co- rol´ ario imediato: Corol´ario 0. 2q e GB : G X Fn pB. e mostra que pp0 . q1 q P D XpG0  G1 q. ent˜ao. Para isso. segue que q1 P pD9 1 qG0 e q1 P G1 .156. temos q0 . qˇ1 P D9 1 u. p1 q e considere um filtro F M -gen´erico sobre P0 . qˇ1 P D9 1 e. X. Como q0 .50 Agora. 2q  Fn pB. Seja D € P0  P1 denso. as igualdades do enunciado seguem pela minimalidade dos modelos: primeiramente. pois M € M rG0  G1 s e G0  G1 P M rG0 srG1 s (j´a que G0 P M rG0 s e G1 P M rG0 srG1 s). 2q. Temos que pD9 1 qF ´e denso em P1 (pois r0 ¤ p0 e p0 for¸ca isso). q1 q : q0 ¤ p0 e q0 . seja pr0 . considere D9 1 P M P0 e p0 P G0 tal que p0 . E ´ f´acil ver que D1 ´e denso em P1 e. p1 q P Dqu. Como pq0 .t. 2qs. Assim. tal que r0 P F .155. Al´em disso se G ´e um filtro sobre Fn pZ. existe p1 P G1 X D1 . por q0 P G0 . q1q P D.. 2qs. por paq. Sejam M c. Demonstra¸c˜ ao do lema.

2q P M rGXFn pA.c..0. 10 vou explicar isso 11 vou explicar isso tamb´em. 2m 1r t æ r2m. Z P M enumer´ avel (em M ) e G um filtro Fn pZ. 2m 1r q  2 2 ¤ 2m  2k . 2qs. pq P f9. 2q.” Como F pZ. por conseguinte. cada Ax ´e ” n enumer´ avel em M .2q  f . y q. pq P f9u ´e uma anticadeia. Note que ¸   ¸ ¸ mpSk q ¤ mp r æ r2m. tem medida nula. Aula 15/10/2014 Lema 0. identifica¸c˜ Trabalhando em M rGs. 2q s˜ao isomofors. 2m 1r . . τ    tpp~ x. y q em Fn pA. Resta apenas mostrar que f P M rG X Fn pA. Logo. A € X e |A| ¤ |X | ω em M (lembre-se que os dom´ınios de p s˜ao finitos). 2q. Demonstra¸c˜ ao. 51 p P Fn pZ.   ” ” Seja r  G P 2ω e. onde p~ x. 2qs. Note que pela ao feita. como fun¸c˜oes de ω em 2. 2m 1 r . 2qppp~ x. defina Sk  m¡k r æ r2m . 2q. f  f9G  tpx. podemos trabalhar em Fn pω. considere ( D  s P Fnpω.. Para cada s  pp~ x. 2q satisfaz c. Para k P ω fixado e t P M X 2ω . 2q e Fn pω. m ¡ m k ¡ m k ¡ m k “ Assim. A  xPX pPAx domppq ´e tal que A P M . S  kPω Sk tem medida nula. 2q-nome em M .11 Para s P Fn pω. 1s € M rGs tem medida nula em M rGs pno sentido de Lebesgue10 ). y q. 2q-gen´erico sobre M . que satisfaz τGXFn pA. donde seguir´a que M X 2ω € S e. Ent˜ ao M X r0. y q. y q : Dp P Gppp~ x. y q ´e o nome “check” para px. a medida de rss ´e mprssq  2|s| . para k P ω. 1s com suas expans˜oes bin´arias. yq : Dp P GXFnpA.m. para qualquer k P ω.c. y q . temos p P Ax € Fn pA. pq : pp~ x. 2q. pq P τ qu  τGXF n pA. para cada x. Vamos identificar r0. pq P f9u P M ´e um Fn pA. y q . Mostraremos que M X 2ω € Sk .e.t.157. definimos rss  tt P 2ω : s € tu. 2q : Dy P Y tal que pp~ x. 2qu e Ax  tp P Fn pZ. Como Fn pZ. pq P f9qu    tpx. De fato.. 2q : Dm ¡ k s æ r2m. i. y q. Logo. Sejam M c.

2q ´e finito. podemos trabalhar com Fn pω1  ω. Por sua vez. Assim. Teorema 0.m. basta estendˆe-lo apropriadamente para uma fun¸c˜ao de D. o que reduz o problema ao caso anterior. n˜ ao vale MA em M rGs. Ent˜ ao em M rGs. 2q. r0. 2m 1 r .159. Teorema 0. Aplicando o Lema anterior (tomando-se M rG X Fn ppω1 ztξ uq  ω. Z P M n˜ ao-enumer´ avel (em M ) e G M -gen´erico sobre Fn pZ. Pela u ao (logo antes do Lema ??). para cada r P M rGs X 2ω . pois s P D e s € r. pois ppω1 ztξ uq  ω qYpt 9 ξ u  ω q  ω1  ω. Sejam M c. para cada ξ   ω1 temos ´ltima observa¸c˜ M rGs  M rG X Fn ppω1 ztξ uq  ω. 2qs : Mξ1 como modelo base). Assim.t. temos c ¥ ω2 (um dos primeiros resultados vis- tos).160.  existe s P D X G. Novamente.0.c. Suponha MA. 2q-gen´erico.t. Em M rGs. 2q. 1s ´e uni˜ ao de menos que c conjuntos de medida nula. onde G1  G X Fn pZ0 . 1s € ξ ω1 Sξ . Neste caso. o que nos d´a t P Sk . 2qsrG1s.m. a segunda parte ´e consequˆencia do resultado a seguir.. como quer´ıamos. 2q. existe (em M ) A € ω1  ω enumer´ avel tal que r P M rG X Fn pA. Se G ´e Fn pZ.0.c. 1s ´e uni˜ ao de ω1 conjuntos de medida nula. 2qs € Mξ1 . e Z P M tal que |Z | ¥ ω2 (em M ). donde segue  que para algum m ¡ k temos t P s æ r2m . Provaremos primeiramente para o caso em que |Z |  ω1 (em M ). Demonstra¸c˜ ao. ” donde segue que r P M rG X Fn pA. uma extens˜ P ao N para M de forma que exista Pµ M c. j´a que |ω1  ω |  |Z |. Ent˜ ao uni˜ ao de menos que c conjuntos de medida nula tem medida nula. o que nos d´a M rGs X r0. Al´em disso. Demonstra¸c˜ao. 2m 1 r  r æ r2m . existe ξ   ω1 tal que A € pω1 ztξ uq  ω. e assim a primeira parte segue diretamente do teorema anterior. basta considerar Z0 € Z tal que Z0 P M e |Z0|  ω1 (em M ). existe Sξ P M rGs de medida nula tal que Mξ1 X 2ω € Sξ . Vamos construir isso. 2qs. Corol´ ario 0. 52 o qual ´e um denso de M  com o dom´ınio de um elemento de Fn pω. Aula 29/10/2014 adaptando ♦ conseguimos Vamos come¸car com um modelo M para ZFC 2ω1  ω2 . Em particular. 2qsrG X Fn ptξ u  ω. temos M rGs  M rG X FnpZ zZ0. Sejam M c.0. 2qs (fazendo Z  ω1  ω no Corol´ario ??). ent˜ ao r0. e uma sequˆencia .158. Caso |Z | ¡ ω1 (em M ).

 para todo forcing c.”. por P2 . portanto. ¨q c. Gξ ´e D-gen´erico sobre pλ.c.c. basta mostrar que. e ξ Pω1M tξ u  Dξ € ω1  ω1 . ¨q P N c. N ( M Aω2 : Pelo Lema anterior.0. q ¨ ¨ ´e c. Assim s´o precisamos mostrar que N ( M Aω2 e N ( c  ω2 . (c) M Aκ pPq para todo P  pλ. por P4 . N com λ ¤ ω1N . P3 : |pPµ qω |M ¤ ω2M . ¨q .c.c. ¨q. Exerc´ıcio. P4 : para todo forcing pλ.c.162. Denotamos por M Aκ pPq a afirma¸c˜ ao: “Se D ´e uma fam´ılia de densos sobre P com |D|   κ ent˜ao existe um D-gen´erico”. q P N tal que N (“λ ´e ordinal. existe α   µ M M M M pλ. existe ξ ¡ α tal que Pξ  pλ. ¨ Defini¸ c˜ao 0. Seja D  tDξ : ξ ¤ ω1N u P N fam´ılia de densos de pλ. S˜ ao equivalentes: (a) M Aκ (b) M Aκ pPq para todo P c.161. Denotamos por M Aκ a afirma¸c˜ao: “M Aκ pPq para todo P c. Seja κ cardinal e P forcing.0.c.c. Lema 0.c. q.c.. Assim. Mas D P Mα € Mξ e.. Note que c  ω2 garante que M Aω2 ñ M A. onde λ ´e um cardinal   κ. D P Mα.” e para todo α   µ existe ξ   µ com ξ ¡ α tal que Pξ  pλ. .c. Demonstra¸c˜ ao.c. P2 : para todo Y € M e S € Y com N (“|S |   ω2 e existe α   µ tal que S P Mα ”. N ( c  ω2: Note que j´a temos que c ¥ ω2 e c ¤ ω2 segue de P3 (exerc´ıcio).c. Como Pµ ´e c. Note que ω1M  ω1M P M e ¨€ ω1  ω1 . com |P|   κ. Seja pλ. Seja κ cardinal n˜ ao enumer´ avel. Logo.c. com λ ordinal tal que λ ¤ ω1 vale M Aω2 pλ.”temos que λ ¤ ω1N  ω1M . ¨q. λ ¤ ω1 .c. ¨q. e pλ. 53 M  M0 € M1 €    € Mξ €    € M µ  M com µ  ω2M  ω2N satisfazendo: P1 : Mξ 1  Mξ rGξ s para todo ξ   µ e Gξ ´e Mξ -gen´erico sobre algum Pξ P M ξ . ¨q.

ent˜ Defini¸ ao 0. Defini¸ c˜ao 0.t. τ P πu Definios tamb´em ¨ sobre P  π por: pp. σ s˜ao PM - nomes e P . Demonstra¸c˜ ao. ¤q c˜ ao pπ. τ P dompπq e p . ¨ ¨ Observa¸ ao. se G1  tvalG0 pτ q : pq. ¤q ´e um bom nome e P  π ´e isomorfo `a P0  P1 . dado pp. Al´em disso. como encontrar G tal que M2  M rGs? Se P1 P M . σq ou pq. τ q P P0  π : p P D0 u ´e denso em P0  π.0. Um par pπ. Vamos mostrar que G1 ´e filtro em P1 . Se G ´e M -gen´erico sobre P0  π e G0  tp P P0 : Dpq. valG0 pσ q P P1 . “s´o” precisamos preocupar com o caso em que P1 P M rG0 srM . Ent˜ao a itera¸ c˜ao P  π ´e definido por: P  π  tpp. σq se pp. τ q P P0  π. ¤π q um bom nome. τ q  pq. τ q P G X D. ¨ Por´em essa ordem n˜ao ´e antissim´etrica. seja D0 P M denso em P0 . Note que G0 ´e filtro (exerc´ıcio). τ q P D e pq. . dado q P D0 com q ¤ p. σq se p ¤ q e p . τ q P P0  π : p P G0 e valG0 P G1 u. ¤π s˜ao os P0 -nomes “check’s” de pP. Se P0 . τ q pq.0.m. Teorema 0. Para ver que G0 ´e M - gen´erico sobre P0 .163. Sejam valG0 pτ q. logo.0. com valG0 pτ q ¤π valG0 pσ q 12 Isso significa que todos os elementos de P for¸cam essa propriedade. σq pp. τ q ¨ pp.165.“σ ´e uma ordem parcial sobre π”. seja pp. P1 P M e π. τ q. Note que p P G0 X D0 . τ q P G e q ¤ pu ent˜ao G0 ´e um M -gen´erico sobre P0 .54 Se M2  M rG0 srG1 s. Definimos tamb´em G0  G1 c˜  tpp. τ q : p P P. De fato. τ q P Gu ent˜ ao G0 ´e um M rG0 s-gen´erico sobre P1  valG0 pπ q. σ q P M ´e um bom nome se π. G  G0  G1 e M rGs  M rG0 srG1 s. temos que pq. Seja M c.164. Note que um bom nome n˜ ao ´e nome. Assim.12 Seja P forcing e seja pπ. Assim. τ q. faremos as seguintes inden- tifica¸c˜ oes: pp. τ q pq. τ ¤π σ. e P0  π uma itera¸c˜ ao de P0 P M e um bom nome π P M . basta fazer o produto. Note que D  tpp.

Para mostrar que M rGs  M rG0 sM rG1 s basta usar argumento de mini- malidade. τ q. Neste caso. τ ¤ σ (Se aconteceu. ρq. vejamos que G  G0  G1 . Seja pp. E seja pr. Seja p0 P G0 tal que p0 . ρq P G tal que p ¤ q (defini¸c˜ao de G0 ). dompq q € domppq e para todo η P dompq q. τ q P G0  G1 . Aula 05/11/2014 Vamos supor que j´a temos uma sequˆencia ppQξ . ηq ¨ pq.. temos • P0  tHu. pp. ηq P G tal que pr. algu´em for¸cou). Em particular. Logo. ps. valG0 pσ q P G1 encontrar a extens˜ao comum fica como exerc´ıcio. Ent˜ao p P G0 e valG0 pτ q P G0 . 55 e valG0 pτ q P G1 . definimos ¹ Pβ  tf æ S : f P Qξ e S P rβ s ω u. pp.. Seja pp. cetera). ppη q ¤η q pη q. Logo pr. σ qpr. Defina D  tpq. τ q P G0  G1 . σ q P G e portanto valG0 pσ q P G1 . Seja δ um P0 -nome tal que D1  valG0 pδ q. σ q. . portanto. τ q P P0  π : q . P4 da aula anterior). τ q P G pois (τ P G1 ). Seja ps. η ¤ τ . Ent˜ao. η q ¨ pq. existe pq. η q ¤ pr. . • se ξ   β e r P Pβ ´e tal que r ¤ p P Pξ ent˜ao r æ ξ (pertence a Pξ q e r æ ξ ¤ p. τ q. τ q. e portanto. e somente se.   ξ β com a ordem dada por p ¤β q se. Vajamos que G1 ´e M rG0 s-gen´erico sobre P1 . η ¤ τ e pr. Seja D1 P M rG0 s denso em P1 . τ q P G. ” • Pλ  β  λ Pβ se λ ´e limite. Precisamos mostrar que valG0 pσ q P G1 . Seja pp. Logo. Ent˜ao s ¤ p (pois s ¤ q ¤ p) e s . η q P G com ps. Ent˜ao p P G0 e valG0 pτ q P G1 .“δ ´e denso em π”. r . ¤ξ qqξ β de forcings em M (como nas propriedades P1. Dados valG0 pτ q. τ P δ u (mostrar que ´e denso et. σ q P G tal que q ¤ p (pois p P G0 ) e existe pr.. Finalmente. Seja p P G0 tal que p . pp. η q ¤ pp. τ q P G (testemunha do u ´ltimo fato). • Pγ € Pβ e ¤γ ¤β XpPγ  Pγ q se γ   β. Seja pq. τ q P G.

p æ η . Teorema 0. e r P Pξ ´e tal que r ¤ q æ ξ. ´ consistente com ZFC que pc  ω2 q MA. Al´em disso.c. ent˜ ao Pα ´e c. al´em de tudo. ent˜ ao Gξ ´e M rGξ s-gen´erico sobre Pξ  pGξ pπξ q. Sejam pPξ . Se G ´e M -gen´erico sobre Pα .0. ¤ξ qξ α de nomes bons (pπξ . Teorema 0. Pr s ω S B P η S ordenado por p ¤β q se dompq q € domppq e @η P dompq q. • definindo Pξ  Pξ 1zPξ . ent˜ao r Y pq æ pβ zξqq (que ´e um elemento de Pβ ) ´e tal que r Y pq æ pβ zξ qq ¤ q.168. valem os seguintes resultados: Teorema 0. q P Pβ . ¤q.m. dado ξ   α. e α um ordinal. Sejam M c.c. ¤η ´e a ordem do bom nome. ¤ξ q como acima. temos que definir indutivamente pPξ . temos pPξ 1. pppη q ¤η q pη qq aqui. ¤ξ qξ¤α e pπξ . se Gξ  tvalGξ pppξ qq : p P Gξ 1 e ξ P domppqu.c para todo ξ   α. Dessa forma. satisfazem Pξ .0. valGξ p¤ξ qq e M rGξ 1 s  M rGξ srGξ s.56 • se r   β.167. pppηq P πη qqu. no caso geral. para cada ξ   α. Dadas sequˆencias como as acima e que. para β ¤ α: ¤ ¹ Pβ  tp P dompπη q : @η P S pp æ η . ¤ξ 1q isomorfo a pPξ  Qξ .166. 1 Agora. E . ¤ξ qξ¤α e uma sequˆencia pπξ .c. ¤ξ q ´e um nome bom em Pξ ) de maneira que.0.t. πξ ´e c. ent˜ ao Gξ  G X Pξ ´e M -gen´erico sobre Pξ .

para mostrar que as cardinalidades s˜ao diferentes. mostre que n˜ao existe fun¸c˜ao sobrejetora de X em ℘pX q. 57 .Dicas de alguns exerc´ıcios 1 |X | ¤ |℘pX q| ´e claro.

58 .

Resolu¸ c˜ ao de alguns exerc´ıcios 59 .

60 .

Shelah em 1978 construiu um modelo para CH com um espa¸co X Lin- del¨of onde os seus pontos s˜ ao Gδ ’s e |X |  c  ℵ2 dando uma resposta consistente negativa para Arhangel’skii. perguntou se o resultado valeria para espa¸cos com pseudo car´ater enumer´avel (os pontos s˜ ao Gδ ’s). A quest˜ ao sobre o verdadeiro limite para o tamanho dos espa¸cos de Lindel¨ of onde os seus pontos s˜ao Gδ ’s ainda estava sem res- posta. 0- dimensional. 13 Em 1969. X q : x P X u. E. onde χpx. Neste artigo. Eles perguntaram se ´e suficiente assumir somente que o espa¸co tenha car´ ater enumer´ avel. 61 .i. encontrar um espa¸co X consistente com CH tal que |X |  ℵ3 . F Lindel¨of. 2ℵ1 ¡ λ e que contenha um espa¸co.e. χpX q  ω. X q  inf t|B| : B ´e um sistema fundamental de vizinhan¸cas de xu ℵ0 . era um problema em aberto. ser´a constru´ıdo para qualquer cardinal λ um modelo em que 2ℵ0  ℵ1 (CH). na sua vez. Esses foram os melhores resultados obtidos at´e o momento que foi publi- cado esse artigo (1993). Em particular. Se ´e consistente a existˆencia de tal espa¸co de tamanho maior que 2ℵ1 permanece em aberto. 13 χpX q  suptχpx. Arhangel’skii provou que de fato ´e suficiente. at´e o presente momento (1993).Apresenta¸ c˜ ao de Artigos The Baire Category and Forcing Large Lindel¨ of Spaces with Points Gδ Isaac Gorelic Em 1922 (publicado em 1929) Alexandrov e Urusohn provaram que se um espa¸co X for Hausdorff e Lindel¨of e se seus fechados forem Gδ ’s ent˜ao |X | ¤ c. Hausdorff com os pontos Gδ ’s e |F |  2ℵ1 ..

4. Por 4. 6. Gp . se η P Aα ent˜ao fη æ Aα  hη e assim temos que fη æ Aα  hη  hξ  fξ æ Aα . 2q. Observe que p@ξ P Aα qfξ  gα Y hξ e @α P I p o conjunto tfξ : ξ P Aαu ´e denso em Ug æ Ap : tf æ Ap : gα € f u. Portanto p@α P I p qp@ξ P Aα qp@η P Artξ uq fξ æ Aα  fη æ Aα . e somente se. Dizemos p P P se. sem perda de generalidade. Se η R Aα ent˜ao existe β P I p rtαu tal que η P Aβ . Fixe uma parti¸c˜ ao disjunta de κ em subconjuntos enumer´aveis. De fato. onde p@α P I p qgα : Ap rAα Ñ 2. T p € tB € F npAp . Para cada s P F npκ.62 Assuma. seja UB  ts : s P B u. Note que |Gp|  ω. ” 2. Vamos definir pP. I pP rκs¤ω . que V ( CH e κℵ1  κ. Nota¸ ao: Para F € 2κ e K € κ. p   I p . Ap . Ou seja p@ξ P ApqpDs P B q com s P fξ . c) T q  T p. Us æ K ” : rss æ K  tf æ K P 2κ : s € f u. logo fξ æ Aα  hξ  gβ æ Aα  fξ æ Aα . α 5. 2q : F € UB æ Ap u tal que |T p | ¤ ω. α Dizemos que q ¤ p em P se: a) I q  I p. Por exemplo. F p . seja Us  rss : tf P 2κ : s € f u. note que p@B P T pqp@α P I pq UB æ Ap ´e um aberto denso em Ug æ Ap . p@α P I p qp@β P I p rtαuqp@ξ P Aα q gβ æ Aα  hξ pgβ : Ap rAβ Ñ 2q. Isso equivale `a p@α P I pq gαq æ Ap  gαp . Gp  tgα : α P I p u. b) p@ξ P Apq fξq æ Ap  fξp. e tome as suas enu- mera¸c˜oes tAα : α P κu (|Aα |  ω) e para cada α P κ tome um subconjunto Hα  thξ : ξ P Aα u. F p  tfξ : ξ P Ap u € 2A e p@α P I p qp@ξ P Aα q fξ æ ArAα  gα e p fξ æ Aα  hξ . 2q. Ap  tAα : α P I p u. T p ¡ satisfazendo: 1. 3. seja F c˜ æ K  tf æ K : f P F u. Se B € F npA. . ¤q.

seja p P P e tome ” β P κ tal que ξ P Aβ . Para mostrar que Dξ ´e denso em P basta verificar que dado p P P e α P κ existe q ¤ p tal que α P I q . gα ´e coberto por todos os elementos de T p . . Gr : tgα : α P I r u. T q ¡  Hα . 14 Seja ξ P κ ent˜ao existe q P G X Dξ logo ξ P Aq para algum q P G. n Vamos mostrar agora que Dξ  tq P P : ξ P Aq u ´e denso em P. gα R tfξ : ξ P Aβ u e gα : Ap Ñ 2. mais que isso. n ” ” 2. Se n˜ao. Ug æ A  nPω tf æ Ap : gα æ Bn € f u. H ¡ e I q  tαu. P ´e ω1 -completo.. defina Gq : tgγq : γ P I p u Y tgα u e T q : T p . n ” 4. tome β P I p . onde os gα ’s s˜ao dados por gα  tgαp : n P ω u n com gαp P Gp e gαp  H se n˜ao existe gαp P Gp . Seja T r : tT p : ” n P ω u. De fato . Ent˜ao fξ  p nPω gαp qY hξ . Note que cada rgα æ Bn s ´e um α aberto-fechado b´asico de 2κ . Em primeiro lugar. Ar : tAα : α P I r u  tAp : n P ω u. Tome h P 2Aα rHα . xn u. Portanto. p@p P Pqp@α P κqpDq ¤ pq α P I q . n ” ” 3. Demonstra¸c˜ ao.0. Seja fξ P F r ent˜ao fξ  gα Y hξ para n ξ P Aα . . De fato. @B P T p Ds P B tal que s P fξ . ent˜ao n n n n fξ P rss P UB æ Ap . ent˜ao existe q ¤ p tal que β P I q ou seja ξ P Aβ € tAα : α P I q u  Aq . note que U æ Ap € 2κ ´e fechado e “ g portanto compacto.. Com ” isso mostramos que dado um filtro G P-gen´erico em V temos que κ  tAp : p P Gu14 . Note que para cada fξp  gα Y hξ n n e @B P T p fξp P UB æ Ap . Se I p  H ent˜ao tome q   F q . Sejam pn P P com pn 1 ¤ pn e vamos definir r da seguinte forma: ” 1. Lema 0. pois novas gαp ’s n n n n n n podem aparecer em cada Gp . i. I r : tI p : n P ω u. Sem perda de generalidade. Note que I r € rκs¤ω . Logo. suponha que α R I p . 63 Fato 1: P ´e enumeravelmente fechado. gα : Ar rAα Ñ 2.e. α p onde dompgα q  pxn qnPω e Bn  tx0 . Seja I q  I p Y tαu e @γ P I p seja gγq : gγp Y h : Aq rAγ  pAp Y Aα qrAγ Ñ 2..169. e aplicando o Teorema de Baire em Ugβ æ Ap tome £ £ gα P pUg æ Apq X p β UB æ Ap q X p Ugβ æ Aprtξuq  H B P Tp P ξ Aβ Dessa maneira.

0. Demonstra¸c˜ ao Alternativa. “F € UˇB ”. 15 Agora. ξ q. 2q ˇ com q1 . 15 Basta notar que tq P P : q ¤ p e ξ P Aq u € DpB. e seja algum p P P que force isso.171. i.“sˇ1  σ pξˇ1 q” onde q1 ¤ q0 ..170.“f9ξ P UˇB ”u. 9 Demonstra¸c˜ao. observe que DpB. Repetindo esse processo ω vezes temos uma sequˆencia pqn qnPω onde qn 1 ¤ qn e qn ¤ p @n P ω. VrGs ( F € UB se. Ent˜ao. Seja F  tfξ : ξ P κu. Para ξ P κ defina DpB. ξ P Aq e ξ P κ tal que q . 2q com q0 . q . F9 € UˇB . Se @ξ P Aq existir sξ P F npAq .0. .“f9ξ P UˇB ”. Note que para ξ P κ dompfξ q  κ e ent˜ao F € 2κ .172. p . “f9ξ R UˇB ”.e. q e assim: Ent˜ fξ æ Ap  fξs æ Ap € fξs æ As P UB Pois B P T p € T s e assim existe a P B tal que a P fξs æ Ap € fξ que implica fξ P ras € UB . Como P ´e enumeravelmente fechado temos que existe q8 P P com qn ¤ q8 @n P ω. Portanto. e somente se. Para f1 P F q Dq1 P P tal que q1 ¤ q0 ¤ p e Ds1 P F npAq . F ´e Lindel¨of.0. Lema 0. Seja q ¤ p e F q  tfξq : ξ P Aq u. Para facilitar as contas considere F q  tfn : n P ω u. @ξ P Aq q8 . Lema 0.“σ : κ ˇ Ñ F npκ. 2q e σ pξˇq € f9ξ ”. ξ q est´a em V e al´em disso ´e denso abaixo de p.64 Defini¸ ao”0. Afirma¸ c˜ao: Em V rGs. ao existe s P G tal que s ¤ p. Seja σ um P-nome de uma cobertura (por abertos b´asicos de 2κ de F9 . ξq e por Dξ se denso em P. seja p P P e seja G um filtro P-gen´erico sobre V tal que p P G. Para cada ξ P κ c˜ seja fξ  tfξp : p P G e ξ P Ap u. ξ q  tq P P : q .“σ pξˇq  sˇξ ”. Tome f0 P F q ent˜ ao existe q0 P P tal que q0 ¤ p e Ds0 P F npAq . Seja G P-gen´erico tal que p P G suponha que exista q P G.“σ pξˇq  sˇξ ”. p .“sˇ0  σ pξ0 q”. Portanto. 2q tal que sξ € fξq ent˜ ao existe q8 P P e @ξ P Aq q8 . ou seja. existe q P G X DpB. Se p P G e B P T p ent˜ao p . Seja G um filtro P gen´erico em V . Demonstra¸c˜ ao.

Existem trˆes casos a serem considerados: Caso 1: α P I p X I q seja gαr  gαp Y gαq . tppI p q  tppI q q.“σ pξˇq  sξ ” q @ξ P Aq8 onde sξ P F npAq8 . n˜ ao garantimos que B1 P Aq8. 2q com sξ € fξ .1 P P tal que q8. Vamos encontrar duas condi¸c˜oes p. Como foi visto no Fato” 1. Teorema 0. fξr ser´a a extens˜ao de fξp em Aq r∆ e para cada ξ 1 P Aq .1 .173 (Lema do ∆-sistema Geral). tppAp q  tppA q e denotando por ξ 1 o u q ´nico ordinal em Aq que corresponde a um ξ P Ap tal que tppAp X ξ q  tppAq X ξ 1 q. q em Q. Caso 2: α P I p rI q . continuamos repetindo ” enumeravelmente” o Lema ?? e no final do precesso chame de I r : nPω I q8. Pelo Teorema de Baire. Fato 3: P ´e ω2 c. Chame de B1  tsξ : ξ P Aq8 u. Seja W uma cole¸c˜ao de conjuntos com cardinalidade menor que κ tal que |W |  κ . 65 Chame de B0  tsξ : ξ P Aq u. CH e contagens. T p Y T q ¡.n . Seja B : nPω Bn e defina  q  : pF r . q da forma r :  I p Y I q . Gr .“σ æ Aˇq  B ˇ cobre F9 ”. Aplicando o Lema ?? para F 8 temos que existe q8. Para cada ξ P Ap . Novamente. existe h : Aq Ñ 2 com  £  £  h P Ugα1 æAq X U B æAq X pUg 1 æAq qrtfηq u . podemos assumir que existem p  q em Q que s˜ ao isomorfos no sentido de ordem.. Sendo assim. e tomando os devidos cuidados.n @n P ω. q PQ que possam ser estendidas para algum r ¤ p. α P B Tq P η A α1 . Seja κ um cardinal. Ent˜ ao Z € W tal que ao existe uma subcole¸c˜ |Z |  κ e um conjunto A tal que X X Y  A para todos X.c. mais que isso  ¤ @x P ∆ : Ap X Aq  Aα fξp pxq  fξq1 pxq P X α Ip Iq Vamos construir um r P P com r ¤ p.e. Note que ainda n˜ao podemos aplicar o Lema ??. F r . Assuma que κ   κ  κ.0. pois n˜ ao garantimos que B0 P T q8 . Pois queremos que exista q  ¤   p e B  tsξ : ξ P Aq u P T q com q  . fξr1 ser´a a extens˜ao de fξq1 em Ap r∆. r P P e r ¤ q8..1 . Y P Z distintos. T r Y tB uq. temos que p@ξ P Ap qp@η P Ap q fξp pη q  fξq1 pη q. i.n e T r : nPω T q8. Note que q  P P e B P T q como desejamos. Pelo ∆-sistema. Suponha Q € P e |Q|  ω2 . Ap Y Aq .

existe h : Aq Ñ 2 com  £  £  h P Ug æAp X α UB æAp X pUg æApqrtfηpu . implica que todos os cardinais maiores e iguais `a ω2 s˜ ao preservados (para ver isso basta adaptar a demons- tra¸c˜ ao para o que foi feito no caso ω1 c. 2ℵ1  κ e todos os cardinais s˜ao preservados. seja p P G e seja fξp P F p . Como κℵ1  κ temos que 2ℵ1 ¤ κ.). que ´e o mesmo de c. pois P ´e um forcing enumeravelmente fechado. seja gαr 1 : gαq Y h. fξ  Bξ X F .c. @ P κ fξ : κ Ñ 2 ´e uma fun¸c˜ao total e F ´e um subespa¸co 2κ onde os seus pontos s˜ ao Gδ ’s.c.c. . • Seja fξ P F . Para ver que κ ¤ 2ℵ1 sejam ξ. Assim.66 para algum α1 P I q . Ent˜ao. Pelo Teorema de Baire. 2ℵ0  ω1 . α P B Tp P η Aα para algum α P I p . Al´em disso. 2ℵ0  ω1 . Seja η  ξ e seja p q P G com q ¤ p tal que fηq P 2A ent˜ao fηq æAp  fξq æAp e isso implica q que fηq æAp R Bξ X 2A e portanto fη R Bξ X F . • 2ℵ1  κ. Logo r P P. seja gαr : gαp 1 Y h. Note que tfξp u  Bξ X 2A ´e Gδ p em 2A . • Observe que em V rGs.c. Fato 4: Em V rGs. Como P ´e ω2 c. p Portanto F ´e um subespa¸co 2κ onde os seus pontos s˜ao Gδ ’s. Caso 3: α1 P I q rI p. Trabalhando em V rGs considere Bξ X F . η P κ e seja γ P κ tal que Aγ € ω1 e seja q P G tal que Aγ € Aq ent˜ao fξq æAγ  fηq æAγ e isso implica que fξ æω1  fη æω1 . Ent˜ao.

Referˆ encias Bibliogr´ aficas 67 .