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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA
CURSO DE ENGENHARIA DE MATERIAIS

Relatório de Estágio Curricular VI
Período: 15/09/2008 à 19/12/2008.

Acadêmica: Karollyne Stéffane Correia
Matrícula: 04237412
Fase acadêmica: 14ª
Coordenador de estágio: Pedro Novaes
Orientador de estágio: Rafael G. König
M. Engº de Materiais - UFSC

Florianópolis, dezembro de 2008.

CIA INDUSTRIAL H. CARLOS SCHNEIDER
CISER – PARAFUSOS E PORCAS
RUA CACHOEIRA, NÚMERO 70
JOINVILLE – SC
CEP 89.205-070 – BRASIL
FONE: (47) 3441-3999
FAX: (47) 3441-3800
www.ciser.com.br

AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus por toda Sua misericórdia e amor.
Agradeço sinceramente à Cia. Industrial H. Carlos Schneider pela oportunidade de
realização do estágio, por acreditar e apostar no sistema cooperativo proposto pelo Curso de
Graduação em Engenharia de Materiais. Ao orientador, Rafael Gomes König, pela visão da
importância das atividades desempenhadas para o aprendizado do estagiário e para o
crescimento da empresa, pela dedicação e pelo voto de confiança.
A todos os colegas de trabalho, tanto da Engenharia de Processos, quanto da
Engenharia de Produtos e do EQA, pela atenção cedida e a colaboração para a aprendizagem.
Não esquecendo também das horas de descontração.
Agradeço também a todos os colaboradores que auxiliaram e incentivaram direta e
indiretamente a realização do estágio.
Agradecimentos especiais aos meus pais e minhas avós, que mesmo longe nunca
deixaram de acreditar e dedicar minha vida a Deus para que eu obtivesse sucesso em mais
uma jornada. À Família Dallabona pelo carinho durante este período.
Por fim, a Denis M. Dallabona, pelo amor, companheirismo e incentivo mais uma vez
prestados.

....................................... 17 3........2 Influência do tempo ........................................1 Introdução............2....................... 18 3..................................................1 Introdução..... 15 3................ 3 3.................8 - 3...... 2 3 PROJETOS DESENVOLVIDOS............ 7 3............1 Análise metalográfica ............ 6 3.3 Projeto Camada Cementada...............MEV................................2.. 11 3........... 14 3.................................. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ..........................2 Métodos e Ensaios.................1 Projeto Esferoidização da Matéria-prima SAE 4135 .................................................................................3 Análise de microdureza Vickers...........2 Métodos e Ensaios..............1 Introdução..........................................1 Introdução... 5 3.... 3 3..........2 Microscopia eletrônica de varredura ......................3.2... 6 3.............2 Métodos e ensaios.............................................................................. 6 3...........................................................................2 Influência do tempo de armazenagem para as amostras da etapa 1 ...... 11 3..1 Influência do tempo de armazenagem para as amostras da etapa 1 ........ 10 3..........2........................4............4...............2.... 7 3...3 Conclusão ...........................1....................................1.... 16 3....................................................2...................... 12 3...............................................2....................................................3............2.....................................4.............................2......................................2........................................................................................................................ 16 3.3 Conclusão ...................................2.................................................3 Microdureza Vickers................................ 19 ...........................2 Análise Metalográfica .2............................................. 11 3................... 3 3.......2.....4 Projeto parafuso francês ...................................................................................... 1 2 O SETOR DE ENGENHARIA DE PROCESSOS ............................................... 12 3..............................3 Conclusão ...2.....2............................................................................................3..1..................................3..................................2 Projeto de Trincas internas em parafusos laminados ..................3....................... 16 3............................................................1 Análise Visual ............................................4.............

..................... 31 .1 Introdução....................................................... 22 3...........5.......................... 28 ANEXO C – CRONOGRAMA DE ESTÁGIO.........................3 Conclusão ........................................................................................................................................... 20 3.............. 22 3...................................5 Conclusão ............................................................. 21 3...4..........................................5.................3 Influência do local de armazenagem...5............................................................................. 22 3. 27 ANEXO B – HISTÓRICO DA EMPRESA ....................................................................4.....................................5 Projeto do pino de segunda formação do parafuso sextavado flangeado fendado........................................... 24 4 CONCLUSÃO ...................................................................4 Influência da camada de selante .............4............................. 19 3...... 3....2 Métodos e ensaios...... 26 5 REFERÊNCIAS .................

de forma que a causa fosse solucionada e não viesse a ocorrer novamente.1 INTRODUÇÃO Neste relatório serão abordadas as atividades desenvolvidas pela estagiária no período de 15/09/2008 à 19/12/2008 na Cia. Carlos Schneider – CISER. como foi o caso do estudo da quebra de furadeiras de AISI M2 e do elevado encruamento da matéria prima de SAE 1006. com foco específico em pesquisa. a estagiária deu suporte técnico para o estudo de problemas decorrentes na fábrica. O estágio foi realizado no setor de Engenharia de Processos. no qual se trata da análise de 3 fornecedores diferentes de zincado branco e a influência da exposição destes à corrosão por salt spray. A segunda atividade foi executada no setor de conformação do parafuso. uma empresa do ramo metalúrgico que possui como portifólio de produtos fixadores metálicos. AISI M42. No setor de tratamento térmico foi escolhida a atividade de estudo de camada cementada e microestrutura obtida deste tratamento. no qual apresentavam uma diferença acentuada de rendimento entre fornecedores distintos. seu desenvolvimento e a conclusão obtida. Este relatório será indiretamente uma continuação do anterior visto que foram realizados dois estágios seguidos nesta mesma empresa. A seguir serão expostas todas as atividades citadas. seja na ferramenta ou no produto. A última etapa é a de acabamento superficial. mais especificamente na busca da causa destas trincas. Não poderia faltar também um estudo de caso em ferramentas usadas para fabricação dos fixadores. avaliando o tempo e local de armazenagem e a camada de selante. 1 . porém nas 14 semanas não foi possível chegar a uma conclusão e então foi decidido apresentar outras atividades desenvolvidas. no qual foi escolhida uma atividade para cada etapa de fabricação. A primeira trata-se de um estudo de grau de esferoidização em 3 amostras de uma mesma corrida de matéria-prima de SAE 4135. Industrial H. no qual será apresentada a conclusão do estudo já apresentado no relatório anterior. Naquele havia a expectativa de concluir algumas atividades introduzidas. AISI M2 ou VF800. em cima de problemas de trincas internas. Foi selecionada uma atividade relacionada a pinos fabricados com AISI M2. ou seja. que podem ser fabricadas em metal duro.

2 O SETOR DE ENGENHARIA DE PROCESSOS O setor de engenharia de processos pertence ao departamento de engenharia. 2 . trefila. • Desenvolvimento de novos materiais para ferramentas. As principais atividades da engenharia de processos estão listadas abaixo: • Desenvolvimento de fornecedores de ferramentas. De uma forma geral. no qual possuem mesma coordenação e gerência. • Testes com novas matérias-primas. • Testes com ferramentas. conformação e tratamento térmico). • Visitas técnicas nos fornecedores. • Melhorias em ferramentas e processo. INTERFACE Figura 01: Ilustração da interface promovida pela engenharia de processos. a engenharia de processos irá atuar como uma interface entre a engenharia de produtos. • Acompanhamento do índice de qualidade e rendimento das ferramentas fornecidas de terceiros. ferramentaria e produção (matéria-prima. • Acompanhamento de try-outs de novos produtos.

. 0. máxima ductilidade e usinabilidade (Metals Handbook.35 0. Os carbonetos adquirem a forma esférica durante o coalescimento para minimizar a relação entre a energia livre de 1 ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.(Chiaverini.12. Para a inspeção.70 . no qual enrola-se o fio máquina ao redor de seu eixo). 0. a inspeção de recebimento é realizada somente em 1 spider.5.90 0. 3 ² SAE . Elemento C Si Mn P S Cr Mo % em Min. 0. Esta microestrutura é necessária no processamento dos aços de médio carbono quando se deseja mínima dureza. vol.80 0. isso dependerá da quantidade de MP que foi comprada.33 0.2 ou 0. O spider com grau de esferoidização abaixo do requerido gerou problemas no momento da conformação e consequentemente atraso na data de entrega. 2). 1979) Quadro 01: Composição química esperada conforme SAE². além de metalografia é realizado também ensaio de tração.38 0.1. Porém este procedimento está sendo revisto depois do ocorrido com a MP de SAE 4135 em que dos 4 spiders disponíveis no estoque. 0.15 peso Máx. conforme ABNT¹ NBR 14677:2001).1 Projeto Esferoidização da Matéria-prima SAE 4135 3.3 PROJETOS DESENVOLVIDOS 3. O SAE 4135 é um aço ao cromo (0.Society of Automotive Engineers . estricção e dureza Rockwell B. 1 estava com esferoidização abaixo do especificado (mínimo de 90%. Normalmente. A corrida foi aprovada.10 0.3%) cuja composição química esta detalhada no quadro 01.15 0. quando se trata da mesma corrida. já que o spider que havia sido inspecionado era o que estava conforme o padrão Ciser.1 Introdução Uma corrida de matéria prima (MP) pode vir em 1 ou mais spiders (semelhante a um carretel.035 1.035 0. 0.25 O tratamento térmico de esferoidização tem como objetivo produzir uma microestrutura de carbonetos globulares em uma matriz ferrítica.8 ou 0.95%) e molibdênio (0.

Nital 4%. 3. quando necessitam ser conformados mecanicamente. Aumento de 400x. a conformabilidade dos aços (SYN et al. Figura 02: Amostra 1 .superfície e a volumétrica. 5 . Aumento de 100X. Aços médio carbono. Aços de alto carbono. Nital 4%. tornando-os frágeis. também devem ser esferoidizados. reduzindo a energia total do sistema (BERNARDINI).1. esferoidização. Em função do ciclo térmico do processo de esferoidização pode haver variações no tamanho e distribuição dos carbonetos e no tamanho de grão ou subgrão da ferrita que podem alterar significativamente a ductilidade e consequentemente. A esferoidização aumenta a vida das ferramentas e facilita as operações de conformação mecânica e usinagem. quando necessitam máxima ductilidade para trabalhos que exigem muito esforço tanto da ferramenta quanto do material. apresentam dureza elevada no estado normalizado ou possibilidade de ter carbonetos nos contornos de grão após recozimento.microestrutura composta Figura 03: Amostra 1 .2 Métodos e Ensaios Para a inspeção da corrida foram retiradas amostras dos 3 spiders que ainda estavam no estoque e através de metalografia óptica foi medido o grau de esferoidização.Detalhe da de ferrita (região clara) e cementita com GE70. 1994).

1 Estricção (%) 60 (mín.3 68 66. Nital 4%.) 70 >90 >90 5 .) 61. Aumento de 400x.03 parcial 0.3 Dureza superficial (HRB) 89 87 – 89 84 – 86 87 – 87 Dureza de núcleo (HRB) 89 91 94 94 Descarbonetação (mm) 0.30 máx (parcial) 0. Aumento de 100X. Figura 04: Amostra 2 . Aumento de 100X. Ensaio Especificado Amostra 1 Amostra 2 Amostra 3 Tração (kgf/ mm²) 64 (máx.Detalhe da de ferrita (região clara) e cementita com GE90 ou esferoidização.10 parcial Tamanho de grão .07 parcial 0.) 56. Quadro 02: Valores especificados e encontrados nos ensaios necessários na inspeção da matéria prima. Nital 4% maior. Nital 4% Figura 06: Amostra 03 .4 64.microestrutura composta de ferrita (região clara) e cementita com GE90 ou maior.microestrutura composta Figura 05: Amostra 2 . 8 a 10 9 a 10 9 a 10 Grau de Esferoidização GE90 (mín.6 61.

mostrando a maio rigidez do material.1. gerando um grau de esferoidização abaixo do especificado. A primeira é a conformação em matriz fechada e a segunda é a laminação da rosca com pentes de laminação que promovem o escoamento do material formando a rosca. As inclusões de sulfeto de manganês. A forma das inclusões também exerce efeito na nucleação de vazios. Os vazios parecem ser primeiramente nucleados nas inclusões maiores. As inclusões de silício. 3. 2002 ) 6 . apesar de apresentaram formas alongadas.1 Introdução A etapa de conformação de parafusos tem basicamente duas etapas. nos últimos estágios de deformação. nucleiam cavidades pelo descolamento de partículas da matriz.3. geram vazios pela quebra de partículas. quando alongadas.Os vazios são nucleados em volta de inclusões. de forma sempre arredondadas.3 Conclusão Com a metalografia foi possível confirmar que o tratamento térmico de esferoidização não foi eficiente. ou pela quebra das inclusões. Quando este escoamento é excessivo e ultrapassa o limite plástico são formados vazios que nucleiam e formam uma trinca interna no corpo do parafuso. (BAPTISTA et al. o crescimento e a coalescência desses vazios. nucleiam vazios pela separação da interface partícula/matriz”. “É aceito que o mecanismo de fratura das ligas que contêm inclusões não metálicas envolve a nucleação. Além do mais o ensaio de estricção serviu para provar esse dado.2. nucleiam vazios pela decoesão da partícula. quando arredondadas. As inclusões de óxidos. os menores precipitados podem também servir para nuclear cavidades.2 Projeto de Trincas internas em parafusos laminados 3.matriz. ou pela separação da matriz e inclusão na interface matriz-partícula (descolamento). que compromete totalmente suas propriedades mecânicas.

Figura 07: Produto isento de trincas. fabricado com SAE 1015. foram obtidas as seguintes fotos.2 Métodos e Ensaios Para identificar a causa das trincas foi investigada cada etapa de fabricação (conformação e tratamento térmico) de um parafuso da linha PLAST com diâmetro de 4. maiores e mais profundas.3. Enquanto que após o tratamento térmico só foi realizada análise visual. 3.1 Análise Visual A análise visual consistiu em realizar um corte longitudinal no corpo do parafuso para verificar a presença de trincas mediantes 3 situações de aperto dos pentes laminadores: • Situação 1: aperto normal de linha. expostas nas figuras de 07 a 09. ou seja.2. 7 . de pequenas trincas. Figura 08: Início de formação Figura 09: Formação de trincas após laminação. • Situação 2: aperto severo. Da análise visual com as peças somente conformadas. antes de serem tratadas térmicamente.2. Após a etapa de conformação as amostras foram cortadas longitudinalmente e foram realizados ensaios: metalografia e microdureza Vickers. pois há havia somente a necessidade de avaliar se a cementação seguida de têmpera e revenido influênciaria na formação ou no crescimento das trincas. • Situação 3: aperto mais severo.2.0 mm e comprimento de 10 mm.

2. Sem ataque.2 Análise Metalográfica Com a análise metalográfica foi possível observar alguns detalhes sobre as trincas de conformação. Detalhe do mecanismo de coalescimento de vazios. Figura 13: Trinca no centro do corpo do parafuso. tamanho e não houve formação de novas trincas. Figura 10: Produto isento de Figura 11: Trincas continuaram Figura 12: Trincas trincas após o tratamento térmico.2. com mesmo tamanho e não houve continuaram com mesmo formação de novas trincas. Após o tratamento térmico. foram feitas novas fotos e obtido as imagens de 10 a 12. mecanismo este gerador da trinca. Aumento de 100x 8 . Como pode ser visto nas figuras a seguir. 3.

Amostra causou trincas secundárias em volta da trinca principal. material. Aumento de 100x. Trincas secundárias Figura 16: Vista geral da amostra.Ataque Nital 4%. O maior aperto esferoidizado. Aumento de 50x. Aumento de 100x. Aumento de 50x. Nital 4%. com aperto mais severo. de deformação causada pelo escoamento do Amostra com aperto severo. Material Figura 17: Detalhe da região da trinca. Ataque Nital 4%. Figura 14: Vista geral da amostra. Nital 4%. 9 . Material Figura 15: Detalhe da região da trinca e linhas esferoidizado. Linhas de deformação causada pelo escoamento do material durante o aperto do pente de laminação.

23 3 B 238 166 263 58. pois os valores foram similares.2. onde é possível mensurar o encruamento causado pela laminação.30 1 B 205 175 201 14. 10 .22 A 243 170 252 48. Tabela 02: Resultado do ensaio de microdureza Vickers.86 2 A 256 177 250 41.24 B 247 179 251 40. A idéia de realizar a dureza na superfície foi de verificar o resultado do encruamento encontrado nesta região e também saber o efeito do superaquecimento causado pelo excesso de aperto na laminação (situações 2 e 3).3 Análise de microdureza Vickers Do ensaio de microdureza foi obtida a tabela 02 e o gráfico da figura 18 com apenas 1 amostra de cada situação.43 Ensaio de microdureza nas 3 diferentes situações HV 0.3 280 260 263 247 251 240 238 2B 220 3B 205 201 1B 200 179 180 166 175 160 0. Corpo de Superfície (região Superfície (região de Ganho de Situação Núcleo prova de encruamento) encruamento) dureza A 205 174 218 25.3.2.05 mm Figura 18: Gráfico comparativo do ensaio de dureza entra as 3 situações de aperto.05 núcleo 0.

3.05 mm 450 a 700 HV0.m 11 .3 Dureza superficial a 0. Quadro 03: Especificação. com o ensaio de microdureza percebeu-se o efeito do encruamento da superfície através da maior dureza nesta região.18 mm Menor que 450 HV0.3 Conclusão Das análises realizadas pode ser visto que: • A trinca se forma durante a laminação do produto. conforme norma internacional ISO2 2702.05 a 0. • Foi mostrado também que o tratamento térmico não influência na formação e no crescimento da trinca.3 Dureza de núcleo 270 a 390 HV0. Propriedade Especificação Dureza superficial a 0.3 Espessura de camada cementada 0. para o produto analisado. • Através da metalografia constatou-se que um alinhamento de inclusões favoreceu o coalescimento de vazios durante o escoamento do material.1 Introdução Este projeto surgiu da incidência de parafusos que vinham apresentando torque abaixo do mínimo especificado por norma. mas não acarretando em mudança de microestrutura ou descarbonetação. mas com dureza superficial conforme o especificado.2..3. E o efeito do aquecimento do material. se comparado ao núcleo.0 N. originando a trinca. 3.3 Projeto Camada Cementada 3. O parafuso da linha Auto Atarraxante é fabricado com SAE 1015 e tem como especificações as propriedades e valores expostos no quadro 03.18 mm Resistência a torção Mínima de 3. • Por fim. aumentando levemente a dureza superficial.

2.3.4 N. Figura 20: Amostra 1.m) e outra ruim (torque abaixo de 3.).m.2 Métodos e ensaios 3. Aumento de Nital 4%. uma boa (torque acima de 3.m 3. visível a menor espessura de camada. As imagens obtidas foram expostas nas figuras de 20 a 27. Vista geral da amostra.4 N. Nital 4%. Aumento de 100x. Figura 21: Amostra 2: Vista geral da amostra.3. Figura 19: Parafuso da linha Auto Atarraxante com cabeça panela e fenda Philips. é evidenciando a camada cementada.0 N. Quadro 04: Descrição das amostras analisadas.1 Análise metalográfica Para detectar a causa da falha partiu-se primeiramente para uma análise metalográfica onde foram comparadas duas amostras.m 2 Amostra com 2. 12 .0 N. 100x. Amostra Descrição 1 Amostra com 3.

Nital 4%.Detalhe da zona de transição entre a camada cementada e o núcleo da transição entre a camada cementada e o núcleo da amostra. É difícil definir a transição da estrutura uma estrutura homogênea e refinada e a medida que devido à camada cementada menos efetiva. o que avançamos para o núcleo encontramos uma causou uma falta de homogeneidade na estrutura estrutura não transformada e ferrita. Figura 22: Amostra 1 – Detalhe da zona de Figura 23: Amostra 2 .Detalhe da camada Figuras 25: Amostra 2. grosseira e com presença de ferrita equiaxial e ferrita acicular o que permite afirmar que a camada cementada não esta conforme o esperado (0. Nital 4%. Aumento de cementada onde se evidencia uma estrutura mais 1000x. Figuras 24: Amostra 1. Nital 4%. Aumento de 1000x. 13 .Detalhe da camada cementada com estrutura martensítica. devido a cementada. Aumento de 400x. Nital 4%. Aumento de 400x.8% de carbono). própria composição do material (baixo carbono).. É possível perceber na camada cementada amostra.

região da camada cementada.3. Aumento de 1000x. Nital 4%.MEV A análise com microscopia óptica gerou muitas incertezas quanto à microestrutura que estava sendo analisada. Aumento de 1000x. e ferrita equiaxial.2 Microscopia eletrônica de varredura .2. cementada evidenciando estrutura não transformada Aumento de 1000x. conforme ilustrados nas figuras de 28 a 31.Aumento de 1000x. Figura 29: Amostra 2 – região da camada evidenciando estrutura martensítica e homogênea. Figuras 26: Amostra 1 – Núcleo formado por Figuras 27: Amostra 2 – Núcleo formado por estrutura não transformada e placas de ferrita. as quais só puderam ser esclarecidas com o uso de microscopia eletrônica de varredura (MEV). Figura 28: Amostra 1 . 14 . estrutura não transformada e placas de ferrita. pois se fez possível a obtenção de imagens com maior aumento. 3. Nital 4%.

das duas amostras. Nital 4%.3 Microdureza Vickers Conforme o que foi visto na metalografia e no MEV. 3. Tabela 03: Valores encontrados para o ensaio de microdureza superficial a 0.Imagem em maior aumento Figura 31: Amostra 2 .3. Nital 4%.Aumento de 4000x. constatou-se uma microestrutura não-homogênea na amostra 2.05 mm da superfície. Aumento de 1600x.3) Amostra 2 (HV 0.Detalhe da presença de onde percebe-se a estrutura de ripas da ferrita equiaxial. martensita.2. Medida Amostra 1(HV 0.05 mm da superfície.3) 1 508 377* 2 519 507 3 513 517 4 531 471 5 505 495 * Valor abaixo do especificado. 15 . então foram realizadas 5 medidas de durezas na região cementada. a 0. Figura 30: Amostra 1 .

4.3 Conclusão Das análises realizadas pode-se concluir que o baixo desempenho mecânico do parafuso foi causado por uma microestrutura não homogênea com presença de ferrita. devido à longa duração dos ensaios. é pulverizada.4 Projeto parafuso francês 3. Contudo. Durante e no final do ensaio avalia-se se houve algum tipo de oxidação sendo que esta pode ser uma oxidação branca. desta forma foi possível 16 . uma solução aquosa de 5% de cloreto de sódio por um tempo pré- determinado que varia de acordo com o acabamento superficial que a peça recebeu. o objetivo deste projeto foi determinar e verificar a garantia da eficiência do acabamento superficial com zincado branco. Com isso são sugeridas duas hipóteses: • Matéria-prima diferente do especificado: esta foi descartada.2. ou oxidação vermelha. ou até mesmo sujidades na peça que alteram atmosfera carbonetante. Na primeira foram avaliadas as amostras dos 3 fornecedores submetidas à armazenagem em meio controlado (o laboratório) e aquelas armazenas em meio agressivo (fábrica). Para tal. conforme quadros 05 e 06.3. Para relembrar. O projeto foi dividido em duas etapas. pois trata-se da mesma corrida de matéria-prima. o produto poderia ficar armazenado sem afetar a eficiência do zinco. Esta com baixas propriedades mecânicas de resistência e dureza e elevada ductilidade.1 Introdução Este foi um projeto introduzido no relatório V no qual será concluído neste relatório. causando uma microestrutura diferente do desejado. • Cementação insuficiente: devido a sobreposição de parafusos dificultando difusão de carbono. O ensaio de salt-spray visa avaliar a qualidade do tratamento superficial das peças.. quando apenas a camada de zinco foi afetada. ou seja. por quanto tempo. a uma temperatura de 35º C. 3. em que o metal base é atacado. inserindo-as em um meio corrosivo simulando atmosfera marítima. pode-se dizer que a cementação não foi suficiente. após fabricado.

figura 32. Para analisar a influência do tempo de armazenagem foram coletadas amostras no momento da embalagem.qualificar o fornecedor e o meio de armazenagem.5%. para isto foram analisadas peças com 0. Na segunda etapa o objetivo era verificar a influência da espessura da camada de selante. 3 e 4 semanas após embalado. por isso intitulado de comparativo geral. 17 . PROGRAMAÇÃO ETAPA 2 Amostras Data de entrada 12 hs 36 hs No momento da embalagem 29/set 30/set 01/out Após 1 semana 7/out 08/out 09/out Após 2 semanas 13/out 14/out 15/out Após 3 semanas 20/out 21/out 22/out Após 4 semanas 27/out 28/out 29/out 3. resistência à corrosão vermelha por 36 horas e o tempo.2 Influência do tempo O primeiro gráfico obtido foi o de influência do tempo de armazenagem para todas as amostras ensaiadas. Foram analisadas 3 amostras de cada fornecedor. no qual foi verificada a resistência à corrosão branca por 12 horas. com 1. no qual as amostras apresentaram corrosão vermelha.4. 1% e 2% de camada de selante deposita após o recobrimento por Zn. PROGRAMAÇÃO ETAPA 1 Amostras Data de entrada 12 hs 36 hs No momento da embalagem 29/jul 30/jul 31/jul Após 1 semana 4/ago 5/ago 6/ago Após 2 semanas 11/ago 12/ago 13/ago Após 3 semanas 18/ago 19/ago 20/ago Após 4 semanas 25/ago 26/ago 27/ago Quadro 06: Programação de entrada e verificação das amostras em salt spray na etapa 2. 3. em horas. Quadro 05: Programação de entrada e verificação das amostras em salt spray na etapa 1.

para todas as amostras ensaiadas.TS 400 0. hs Influencia do tempo de armazenagem 700 660 600 540 468 492 492 500 420 392 372 372 396 400 Boreal 348 324 300 Incal 300 180 Star 200 156 100 0 a as as as to an en an an an m om m m m se se se se m 1 2 3 4 o N Figura 33: Gráfico de comparação do tempo de resistência à corrosão vermelha em horas em relação ao tempo de armazenagem . 18 . foram separados apenas os dados da etapa 1 e verificado a influência do tempo de armazenagem na resistência a corrosão vermelha.5 1 2 200 0 to as as as a an en an an an m om m m m se se se se m 1 2 3 4 o N Figura 32: Gráfico de comparação do tempo de resistência à corrosão vermelha em horas em relação ao tempo de armazenagem .4. figura 33.EQA Incal .TS 600 Incal TS Star . Comparativo geral de tempo total de ensaio hs 1200 1000 Boreal .EQA 800 Star .EQA Boreal .1 Influência do tempo de armazenagem para as amostras da etapa 1 Para melhor visualizar. para todas as amostras da etapa 1.2. 3.

Esta diferenciação só foi tomada para a etapa 1. setor de tratamento superficial .2. não foi possível coletar dados das amostras no momento da embalagem. com 1 e 2 semanas. 19 .4. para todas as amostras da etapa 1 3. Metade das amostras foram armazenadas em um meio teoricamente controlado (laboratório EQA) e a outra metade foi armazenada em um local mais úmido (fabrica.3. hs Influencia do tempo de armazenagem 1200 996 996 902 1000 828 684 684 708 708 800 564 660 0.3 Influência do local de armazenagem A principal diferença que se propôs neste item.5 564 588 600 492 492 1 324 400 2 200 0 a s s s to a a a an en an an an m om m m m se se se se m 1 2 3 4 No Figura 34: Gráfico de comparação do tempo de resistência à corrosão vermelha em horas em relação ao tempo de armazenagem . foi o fator umidade.2 Influência do tempo de armazenagem para as amostras da etapa 1 O mesmo foi realizado com os dados da etapa 2.TS). porque houve um erro na comunicação e estas amostras não foram ensaiadas. e os gráficos obtidos para cada fornecedor de zincado branco foi exposto na figura 35.4. Infelizmente.

C 600 600 600 500 500 500 400 400 400 EQA 300 300 EQA 300 EQA TS TS TS 200 200 200 100 100 100 0 0 0 3 semanas 4 semanas 3 semanas 4 semanas 3 semanas 4 semanas Figura 35: Influência do local de armazenagem para cada fornecedor analisado.4 Influência da camada de selante hs Efeito de 0.A Influencia do tipo de armazenagem .5% 660 660 708 1% 996 700 1000 902 564 588 1000 Sem selante 600 Sem 540 Sem selante 828 selante 800 684 660 684 500 420 800 660 708 392 348 564 540 540 600 400 600 492 392 420 324 492 392 348 420 348 300 400 400 200 200 200 100 0 0 0 0 1 2 3 4 0 1 2 3 4 0 1 2 3 4 Figura 36: Influência da espessura da camada de selante na resistência a formação de corrosão vermelha mediante ao tempo de armazenagem.5% de selante hs Efeito de 1% de selante hs Efeito de 2% de selante 800 1200 1200 2% 996 0. 20 .. 3.4.B hs hs hs Influencia do tipo de armazenagem . Influencia do tipo de armazenagem .

sendo esta maior quanto maior a camada depositada. foi notada a influência positiva da deposição de selante. 21 . Espera-se que se as amostras tivessem sido armazenadas em uma região seca como Brasília e as outras em uma região oposta. obteríamos valores significativos.4.3. pois ao contrário do esperado.00 B C 10.00 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Amostra Figura 37: Média das medições de camada realizadas em 10 amostras. • Não foi percebida nenhuma influência do ambiente de armazenagem. • O tempo começa a influenciar negativamente a partir da 2ª semana de armazenagem para amostras sem selante e após a 3ª semana para amostras com selante. E a variação dos resultados obtidos em C foi causada por uma variação de camada. • Por fim.00 espessura (mícrons) 20.00 5. como a Amazônia. É possível concluir que o Fornecedor A é o que tem menor espessura de camada. porém não é um processo muito uniforme e controlado. a diferença de umidade entre os dois locais é mínima.5 Conclusão Com a conclusão dos ensaios foi possível perceber que: • A menor resistência à corrosão percebida nas amostras do fornecedor A foi devido a menor camada de zinco medida.00 A 15. conforme figura 37. Comparativo de camada depositada para cada fornecedor 25. enquanto o C é o que mais possui . também percebida na mesma figura.

3.000 70.000 parafusos conformados) em relação ao pino B (70. já que se tratava da mesma ferramenta. 3. ou seja.5. No comparativo entre dois fornecedores foi visto que o desempenho do pino A foi muito superior (114. Figura 38: Parafuso sextavado flangeado fendado.5. (parafusos) Pino A 54.000 A partir destes resultados . teste prático. conforme os dados da tabela 04. devido à grande demanda de produção de ferramentas dentro da Ciser. é o pino da segunda formação que atua na formação da cabeça do parafuso com cabeça sextavada e flangeada.2 Métodos e ensaios Para identificação do problema partiu-se para investigação da microestrutura . visto na figura abaixo. Um caso de desenvolvimento. 22 . Tabela 04: Teste prático com os pinos desenvolvidos com fornecedores. com a mesma matéria prima (AISI M2) e supostamente o mesmo tratamento térmico.000 114. tentou-se levantar o porquê do desempenho diferente. (parafusos) Máx. já que esta influência diretamente nas propriedades do produto final.000 parafusos conformados).5 Projeto do pino de segunda formação do parafuso sextavado flangeado fendado 3. Desempenho Mín.000 Pino B 40. para alguns itens foram desenvolvidos alguns fornecedores.1 Introdução Hoje. os quais estão sendo avaliados quanto ao desempenho e vida útil da ferramenta na máquina.

Nital 4%. Figura 39: Pino A – Maior quantidade de Figura 40: Pino B – Menor quantidade de carbonetos com grande variação de tamanho e carbonetos. 200x. de carbonetos. de modo que fosse possível uma vista geral da amostra e outra mais detalhada. e o outro longitudinal para análise da microestrutura da matriz. Figura 41: Pino A. Para o ensaio foram realizados dois corte. um transversal. Corte longitudinal. A matriz (tamanho de grão) e carbonetos Aumento 200x. 200 X. Corte transversal. O ataque químico foi realizado com Nital a 4%. aparecem de forma mais grosseira. Corte longitudinal. dispersão. As imagens foram analisadas com aumento 200x e 400x. Corte transversal. 23 . 200x.matriz martensítica com Figura 42: Pino B – Matriz martensítica com dispersão presença de carbonetos. do tamanho de grão e da forma e tamanho dos carbonetos. Nital 4%. para todas as amostras. no qual é possível analisar a dispersão dos carbonetos.

Desempenho Pino A Pino B Dureza Rockwell C 62 a 63 HRc 60 a 61HRc 3. Marcelo F.. homogênea do que a encontrada no pino A. no qual tamanho de grão menor do que aquele encontrado no pode ser revelada estrutura mais grosseira e menos pino B. Figura 43: Pino A – matriz martensítica com Figura 44: Pino B – Detalhe da figura 42. o que contribui para o aumento de resistência mecânica e dureza. Também foi realizado ensaio de dureza Rockwell C para realizar um comparativo entre os dois pinos e obteve o seguinte: Tabela 05: Resultado do ensaio de dureza Rockwell C.. já que estes servem como barreira para movimentação de discordâncias. 400x. maior será a resistência mecânica de um material metálico. Corte longitudinal.3 Conclusão Das análises realizadas conclui-se que o pino A apresentou uma microestrutura mais refinada e com uma quantidade maior de carbonetos distribuídos da matriz. embasado em: “Quanto maior for a restrição ao movimento de discordâncias.” (MOREIRA.5.) 24 .Materiais com grãos finos são mais resistentes que materiais com grãos grosseiros porque sua área de contornos de grão é maior e assim dificulta a movimentação de discordâncias.

que somado aos carbonetos grosseiros resultam em maior resistência ao impacto.Figura 45: Efeito do tamanho de grão sobre o limite de escoamento do latão 70%Cu e 30%Zn. menor será o tamanho final dos carbonetos e melhor será a sua distribuição. a estrutura de carbonetos eutéticos é quebrada.os carbonetos eutéticos são os principais responsáveis pela elevada resistência ao desgaste deste aço.. (CALLISTER JUNIOR.a tenacidade ao impacto diminui com o aumento do diâmetro das barras sendo sempre superior na direção longitudinal do que na direção transversal. forma e distribuição de carbonetos eutéticos. Note que o limite de escoamento aumenta com a diminuição do amanho de grão e que este aumento não é linear. 2002) O pino 2 apresentou microestrutura mais grosseira.. Com isto. tamanho. Esta redistribuição de carbonetos é responsável pela forte anisotropia de propriedades entre as direções longitudinal e transversal das barras. D. 2005) Contudo pode-se afirmar que a estrutura mais grosseira encontrado no pino B contribui diretamente para seu desempenho inferior. portanto. sendo a intensidade desta quebra proporcional ao grau de deformação.. W. com maior tamanho de grão e carbonetos grosseiros.. ou seja. Este resultado é decorrente do tamanho e da distribuição dos carbonetos eutéticos M7C3 que leva a uma intensa anisotropia microestrutural ” (GOLDENSTEIN et al. 25 . conforme estudo realizado por Hélio Goldenstein em que conclui que: “... Com o trabalho mecânico a quente dos lingotes.o controle da resistência a fratura depende de fatores particulares do aço relacionados com: (i) sua microestrutura de partida. Estruturas com maior tamanho de grão apresentarão menor resistência mecânica.. quanto maior o grau de deformação maior será a intensidade de quebra da rede e.

e também na etapa de concepção do produto que é a ferramenta. Eles. mais uma vez.4 CONCLUSÃO O sexto estágio curricular realizado na empresa Ciser proporcionou a estagiária uma vivência de superação. onde fica claro que os estudos não param por ai e ainda há muito que aprender. Mais uma vez obrigada a todos que contribuíram para que tudo isto se realizasse! 26 . mas sabem e prevêm o que pode acontecer. futuros engenheiros de materiais. passando pela conformação. nestes 5 anos. tratamento térmico e acabamento superficial. serviram para concluir uma das últimas etapas para a formação acadêmica. Fica evidente. Lidar com problemas que nem sempre se encontra uma solução ou que é necessário mais tempo do que foi planejado. Com este estágio e como foi exposto neste relatório. Em todas estas foi possível lidar com diferentes materiais e classes de aços. Além de ser muito gratificante terminar o último dos 6 relatórios de estágio que tudo isto rendeu a tão sonhada e batalhada: EFETIVAÇÃO. principalmente com aqueles que têm a vivência prática do chão-de-fábrica. resistência de materiais e enfim algumas ferramentas que nos capacitam a entender. explicar e repassar conhecimentos gerando melhorias aonde estivermos atuando. a importância da pró. assim como foi no quinto estágio. Já nós. do comprometimento e do companheirismo junto a equipe de trabalho. foi possível conhecer e atuar em todas as etapas de fabricação de um parafuso desde a matéria prima. aprendemos sobre fenômenos metalúrgicos. na maioria das vezes não sabem o verdadeiro motivo de uma falha.atividade. de uma boa conduta profissional.

Edgard Blücher.. 1481.5 REFERÊNCIAS [1] BAPTISTA.. Editora LCT. Paulo R. [6] GOLDENSTEIN. Vicente. K. Strutures and Phase Diagrams. [11] SILVA. Aços e Ferros Fundidos. Aspectos metalúrgicos na Avaliação da usinabilidade de aços. 2001 [9] Metals Handbook. Carlos E. American Society for Metals. Ciência e Engenharia de Materiais – Uma Introdução. 1981. Apostila do curso de graduação em Ciências dos Materiais [3] CALLISTER JUNIOR. (1994). 2 ª edição. e SHERBY. Adriano e. Determinação do grau de esferoidização de carbonetos – Método de ensaio. 1972.br. 2007 [8] ABNT NBR 14677. SP. André L.ciser. W. A.V. 8ª edição. 1972. [4] CHIAVERINI. [13] www. Volume 8. Aços e ligas especiais. de Brito e.2005 [7] GENTIL. 2006 [12] SYN. American Society for Metals. Metalography. George E. D.com. 27 . Acessado de setembro a dezembro de 2008. N. São Paulo. ABM – Associação Brasileira de Metais. LESUER. D. 8ª edição. 5ª edição. NASCIMENTO. André L. Rio de Janeiro. [5] DIETER. PINEDO. C. Guanabara Dois. Volume 7. 2002. 7a edição. Metalurgia Mecânica. MEI. 2002. Vicente. P. O. da Costa e. São Paulo. R. MEDANHA. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora. [10] Metals Handbook. 5ª edição.. Hélio.2002 [2] BERNARDINI. Tratamentos Térmicos do Aço Ferramenta AISI D2 para Conformação e Corte. Ivaldo de Assis. Corrosão. D. Metallurgical and Materials Transactions. 25A. Atlas of Microestrutures of Industrial Alloys.

criou a Cia. valor suficiente para comprar a fazenda que imaginava no “Novo Mundo”. vende tudo e muda-se para a região urbana da cidade onde compra um terreno na rua do Príncipe esquina com a Nove de Março e constrói sua casa comercial conhecida tradicionalmente pelo nome de Casa do Aço. No dia 17 de novembro de 1881 Karl chega ao Brasil e logo em seguida compra um rancho na antiga "Kaiserstrasse". Saxônia Prussiana. sementes de flores e as primeiras bicicletas. A Casa do Aço desde seu início teve a preocupação em oferecer uma grande variedade de produtos. Em 12 de outubro de 1959. Trabalhou durante alguns anos na firma F. folhas secas de palmeiras e de outras espécies para fins decorativos e posteriormente.ANEXO B – HISTÓRICO DA EMPRESA Karl Friedrich Adolf Schneider nasceu na cidade de Erfurt. modelos próprios de ferramentas desenvolvidos sob encomenda na Alemanha.Kustermann. 28 . Karl Friedrich Adolf Schneider parte rumo ao Brasil. a qual passou a fabricar parafusos em Joinville. priorizando as necessidades da população. Carlos Schneider – Ciser. leva na bagagem a quantia de 20 a 30 mil marcos-ouro. No início de sua produção.500 peças por dia. introduziu inúmeras novidades na então Colônia Dona Francisca: o arame farpado para as fazendas de gado. no dia 9 de julho de 1854.W. Carlos Frederico Adolfo Schneider. com o auxílio de pessoas de sua confiança e capital da Casa do Aço. Karl também investia na produção e exportação de mel e cera de abelha. com 27 anos e recém-casado. Industrial H. bananas secas. uma conceituada casa de ferragens localizada na cidade de Munick. Motivado pela corrente migratória iniciada em meados do século na Europa. subsidiária da Casa do Aço. Em 1881. Nesse sentido. Com dificuldades em se adaptar ao meio rural. as primeiras moendas feitas de ferro para o beneficiamento de açúcar mascavo e melado. ajudando Joinville a ser conhecida pelo codnome “Cidade das Flores” e “Cidade das Bicicletas”. a Ciser contava com apenas 4 funcionários e produzia aproximadamente 2. arados. ocupando um mercado muito defasado provocado pelas consequências da Segunda Guerra Mundial. atual rua Anita Garibaldi.

Sua estrutura comercial e de distribuição é contemplada por: .57 hectares de Mata Atlântica. Nordeste e Centro-Oeste. 29 . Nesse sentido. porém o preço delas era muito elevado. Para fortalecer sua produção. desenvolvido pela empresa desde 1983 com o objetivo de preservar uma área de 9. fornecedoras de 17% da água consumida em Joinville. Sul. Priorizando a inovação tecnológica e investindo no aperfeiçoamento de seus produtos e serviços. precisava de mais máquinas. ferroviária e de eletrificação. Belo Horizonte. de construção civil. Assim.158. Carlos Schneider não tinha o curso de mecânica. Projetos como o de “Preservação das Nascentes do Rio Quiriri”. eletroeletrônica. de implementos agrícolas e rodoviários. naval. desenvolvido e executado pela Companhia Brasileira de Eventos Culturais. o primeiro a se formar a partir do projeto “Perfil Cultural Empresarial”. São projetos que visam promover a cidadania. Ao longo de sua história o parque fabril da Ciser conseguiu suprir praticamente todas as áreas que utilizam parafusos e fixadores – mecânica. a Ciser vem desenvolvendo trabalhos que envolvem a empresa e a comunidade. a qualidade de vida do ser humano. a Ciser sempre manteve a visão de que a qualidade dos resultados se estende muito além de suas atividades fabris. Com o objetivo de tornar mais agradável a rotina de seus funcionários. Atualmente. PR-SC. sobretudo. na qual encontra-se as principais nascentes do rio Quiriri. era muito difícil produzir com qualidade num período (década de 60) com escassez de cursos técnicos. Cuidava da manutenção e da ferramentaria da Ciser sempre com base nos conhecimentos adquiridos nas viagens e nas visitas a outras empresas. o bem-estar e. mas sempre esteve à frente da produção. em 1997 foi criado o Coral Ciser. Todavia. automobilística. teve a iniciativa de desenvolver suas próprias máquinas comprando máquinas que eram desmontadas para poder copiá-las. a empresa conta com 944 colaboradores distribuídos entre a unidade produtiva de Nova Lima – MG e a matriz em Joinville. moveleira. Sempre primou pela qualidade de seu produto.07 regionais de vendas: São Paulo.

a Ciser se apresenta como uma das maiores empresas do setor da América Latina. ocupando a 31a colocação do ranking das 100 maiores e mais eficientes companhias de Santa Catarina. de televendas .38 op. Também se encontra entre as 500 maiores empresas da Região Sul do Brasil. possuindo mais de 60 linhas de produtos. como uma das cinco marcas preferidas do mercado industrial brasileiro.Joinville .Centro de Distribuição Ciser . principalmente do Mercosul. A Ciser foi eleita também. Hoje. .772 clientes ativos Sua capacidade produtiva diária é de 190 toneladas. uma das mais bem conceituadas do setor industrial do Brasil. 30 .74 vendedores e 15 representantes . produzidas na unidade de produção de Nova Lima – MG e Joinville – SC. segundo a revista NEI.9. próxima dos seus 46 anos de existência.01 centro de distribuição . na categoria Parafusos.

König 2 dias na semana Estagiária: Karollyne Stéffane Correia 3 ou mais dias na semana SEMANAS ITEM DESCRIÇÃO Set Out Nov Dec 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 1 Avaliação do estágio 2 Elaboração de procedimentos internos 3 Elaboração do projeto de camada cementada 4 Elaboração do relatório de estágio 5 Elaboração projeto salt spray 6 Elaboração projeto da MP SAE 4135 7 Elaboração projeto de trincas internas 8 Elaboraçaõ projeto ferramental AISI M2 9 Ensaio de dureza Rockwell 10 Ensaio de microdureza Vickers 11 Leitura técnica 12 Metalografia 13 Participação em auditoria de cliente 14 Preparação de amostras 15 Salt Spray 31 .UFSC Empresa: CIA INDUSTRIAL H. CARLOS SCHNEIDER "CISER" 1 dia na semana Orientador: Rafael G.ANEXO C – CRONOGRAMA DE ESTÁGIO CRONOGRAMA DE ATIVADES DO ESTÁGIO CURRICULAR VI Curso de Engenharia de Materiais .