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Estruturas Cerâmicas

Cerâmicas Cristalinas:

O deslocamento de discordâncias é muito difícil íons com mesma

carga elétrica são colocados próximos uns dos outros REPULSÃO;

No caso de cerâmicas onde a ligação covalente predomina o

escorregamento também é difícil LIGAÇÃO FORTE.

Cerâmicas Amorfas:

Não há uma estrutura cristalina regular NÃO HÁ DISCORDÂNCIAS;

Materiais se deformam por ESCOAMENTO VISCOSO.

A resistência à deformação em um material não-cristalino é medida

por intermédio de sua viscosidade.

Cristalinas

Em geral, a estrutura

cristalina dos materiais

cerâmicos é mais

complexa que a dos

metais.

São compostos pelo menos por dois

elementos, em que cada

tipo de átomo ocupa posições determinadas no reticulado cristalino.

Estruturas

menos por dois elementos , em que cada tipo de átomo ocupa posições determinadas no reticulado

Estruturas Cristalinas

Onde a ligação é predominantemente iônica lembrando que ela pode variar de puramente iônica até totalmente covalente

As estruturas cristalinas são compostas por íons eletricamente

carregados ao invés de átomos.

O nível de caráter iônico depende das eletronegatividades dos átomos.

iônico depende das eletronegatividades dos átomos.  Percentual de Caráter Iônico das Ligações

Percentual de Caráter Iônico das

Ligações Interatômicas para Vários Materiais Cerâmicos. Ele é calculado da seguinte maneira:

Cerâmicos.  Ele é calculado da seguinte maneira: Onde X A e X B são as

Onde X A e X B são as eletronegatividades para os respectivos elementos

Estruturas Cristalinas

Ligação atômica predominantemente iônica Estruturas

cristalinas compostas por íons, ao invés de átomos.

Íons Metálicos: Cátions

Íons Não-metálicos: Ânions

Duas características dos íons influenciam a estrutura do cristal:

A magnitude da carga elétrica (o cristal deve ser eletricamente

neutro cargas +

=

cargas -);

Os tamanhos relativos dos Cátions (r C ) e dos Ânions (r A ).

A magnitude da carga elétrica

Cristal Eletricamente Neutro

Fluoreto de Cálcio, por exemplo

Cada íon Cálcio possui uma carga elétrica +2 (Ca 2+ )

Cada íon Flúor possui uma única carga negativa (F - )

Dessa forma deve existir duas vezes mais íons F - do que íons Ca 2+ .

Pode-se ver isso pela fórmula química do Fluoreto de Cálcio, CaF 2 .

Os Tamanhos Relativos dos Cátions e

dos Ânions.

Os Cátions são menores que os Ânions, por que?

r C /r A

<

1

Cada Cátion quer ter o máximo de Ânions como vizinhos mais próximos e vice-versa.

Estruturas Cristalinas Cerâmicas Estáveis: Todos os ânions estão em

contato com o Cátion.

e vice-versa.  Estruturas Cristalinas Cerâmicas Estáveis: Todos os ânions estão em contato com o Cátion.

Os Tamanhos Relativos dos Cátions e

dos Ânions.

O que vai determinar o número de vizinhos que um cátion pode ter?

Ou seja, qual será o número de coordenação?

Ele sempre será o mesmo para cátions e para ânions?

Preciso saber os valores dos raios do Cátion e do Ânion.

Os Tamanhos Relativos dos Cátions e dos

Ânions.

Para um número de coordenação específico há uma razão r c /r a

específico  há uma razão r c /r a crítica ou mínima para a qual o

crítica ou mínima para a qual o contato entre os íons é mantido razões puramente geométricas. Assim podemos determinar o NC!!!

para a qual o contato entre os íons é mantido  razões puramente geométricas . Assim

Os Tamanhos Relativos dos

Cátions e dos Ânions.

Quanto mais elétrons de valência perder um íon, menor o íon.

Exemplo:

Ferro Fe: 0,124 nm

Fe2+: 0,077 nm

Fe3+: 0,069 nm

Quanto mais elétrons de valência perder um íon, menor o íon. Exemplo: Ferro Fe: 0,124 nm

Exemplo

Mostre que a razão mínima entre os raios do cátion e do ânion

para um número de coordenação 3 é de 0,155

Exemplo

Mostre que a razão mínima entre os raios do cátion e do ânion

para um número de coordenação 3 é de 0,155

 Mostre que a razão mínima entre os raios do cátion e do ânion para um

Exemplo

Mostre que a razão mínima entre os raios do cátion e do ânion

para um número de coordenação 3 é de 0,155

e do ânion para um número de coordenação 3 é de 0,155 Para essa coordenação, o

Para essa coordenação, o pequeno

cátion é envolvido por três ânions para formar um triângulo equilátero,

triângulo ABC, os centros de todos os

quatro íons se encontram no mesmo plano.

Exemplo

Exemplo

Exemplo

Exemplo

Exemplo
Exemplo

Exemplo

Exemplo

Exemplo

Exemplo

Estruturas Cristalinas do Tipo AX

Estrutura do Sal-gema

Estruturas do tipo AX: Números iguais de Cátions (A) e Ânions (X)

Estrutura do Sal-gema

Cloreto de Sódio (NaCl), ou sal-gema.

Número de coordenação tanto para cátions quanto para ânions é 6, então, r C / r A está entre aproximadamente 0,414 e 0,732.

r C / r A está entre aproximadamente 0,414 e 0,732.  Configuração tipo CFC dos

Configuração tipo CFC dos ânions com um cátion no centro do cubo

e outro em cada uma das 12 arestas do cubo cátions centrados

nas faces.

Estruturas Cristalinas do Tipo AX

Estrutura do Sal-gema

Uma estrutura cristalina equivalente resulta de um arranjo onde os cátions estão centrados nas faces.

Assim, a estrutura pode ser considerada como sendo composta por duas redes CFC que se interpenetram (uma composta por cátions e outra por ânions).

NaCl, MgO, MnS, LiF, FeO.

por duas redes CFC que se interpenetram (uma composta por cátions e outra por ânions). 

Estruturas Cristalinas do Tipo AX

Estrutura do Cloreto de Césio

1. Calcule a razão

r C /r A para o Cloreto de Césio.

2. Determine o

Número de Coordenação.

3. Indique uma

possível estrutura. Como ela deve se parecer?

Cloreto de Césio. 2. Determine o Número de Coordenação. 3. Indique uma possível estrutura. Como ela

Estruturas Cristalinas do Tipo AX

Estrutura do Cloreto de Césio

1.

Calcule a razão r C /r A para o Cloreto de Césio.

2.

Determine o Número de Coordenação.

3.

Indique uma possível estrutura. Como ela deve se parecer?

2. Determine o Número de Coordenação. 3. Indique uma possível estrutura. Como ela deve se parecer?

Estruturas Cristalinas do Tipo AX

Estrutura do Cloreto de Césio

CsCl. r C /r A = 0,9392

Número de coordenação para os dois tipos de íons é 8.

Ânions localizados em cada um dos vértices dos cubos, enquanto o

centro do cubo contém um único cátion.

O intercâmbio de ânions com cátions e vice-versa produz a mesma

estrutura cristalina.

Estruturas Cristalinas do Tipo AX

Estrutura do Cloreto de Césio

Em uma célula CCC qual é o número de coordenação?

IMPORTANTE:

ESSA NÃO É UMA ESTRUTURA CRISTALINA CCC, POIS ESTÃO ENVOLVIDOS ÍONS DE DUAS ESPÉCIES DIFERENTES.

IMPORTANTE:  ESSA NÃO É UMA ESTRUTURA CRISTALINA CCC, POIS ESTÃO ENVOLVIDOS ÍONS DE DUAS ESPÉCIES

Estruturas Cristalinas do Tipo AX

Estrutura da Blenda de Zinco

Número de coordenação para todos os átomos é 4 (todos os átomos

estão coordenados tetraedricamente).

Estrutura da Blenda de Zinco ou Esfalerita (termo mineralógico para o sulfeto de zinco ZnS)

Todos os vértices e posições faciais da célula cúbica estão ocupados por átomo de S, enquanto os átomos de Zn preenchem posições tetraédricas interiores. Ocorre uma posição equivalente se as posições dos átomos de Zn e S forem invertidas.

Dessa forma, cada átomo de Zn está ligado a quatro átomos de S, e vice-versa.

Estruturas Cristalinas do Tipo AX

Estrutura da Blenda de Zinco

Na maioria das vezes, a ligação atômica nos compostos que exibem essa estrutura cristalina é altamente covalente (ver tabela), estando incluídos entre esses compostos o ZnS, o ZnTe (semicondutor) e o SiC (Abrasivos --- Freio de veículos, colete a prova de bala quando sinterizado).

o ZnS, o ZnTe (semicondutor) e o SiC (Abrasivos --- Freio de veículos, colete a prova
o ZnS, o ZnTe (semicondutor) e o SiC (Abrasivos --- Freio de veículos, colete a prova

Estruturas Cristalinas do Tipo AX

Estrutura da Blenda de Zinco

ZnTe

Estruturas Cristalinas do Tipo AX Estrutura da Blenda de Zinco  ZnTe

Estruturas Cristalinas do Tipo

A m X p

Cargas dos Cátions e Ânions não são iguais, onde m e/ou p ≠ 1.

Exemplo: Composto AX 2 (Fluorita CaF 2 ).

r C / r A = 0,8 Número de coordenação = 8.

Íons de cálcio estão posicionados nos centros do cubos, com os íons de flúor nos vértices.

Para cada íon F - existe metade deste número de íons Ca 2+ , e por tanto, a estrutura seria semelhante a do CsCl, exceto que apenas metade das posições centrais no cubo estariam ocupadas por íons Ca 2+ .

Estruturas Cristalinas do Tipo A m X p

Estruturas Cristalinas do Tipo A m X p Dióxido de Urânio. Uma célula unitária consiste em
Estruturas Cristalinas do Tipo A m X p Dióxido de Urânio. Uma célula unitária consiste em

Dióxido de Urânio. Uma célula unitária consiste em oito cubos.

Exemplos: UO 2 , PuO 2 , ThO 2 . Combustíveis Nucleares.

Estruturas Cristalinas do Tipo A m X p

Estruturas Cristalinas do Tipo A m X p Dióxido de Urânio. Exemplos: UO 2 , PuO
Estruturas Cristalinas do Tipo A m X p Dióxido de Urânio. Exemplos: UO 2 , PuO

Dióxido de Urânio.

Exemplos: UO 2 , PuO 2 , ThO 2 . Combustíveis Nucleares.

Estruturas Cristalinas do Tipo A m X p

Estruturas Cristalinas do Tipo A m X p Óxido de Plutônio. Exemplos: UO 2 , PuO
Estruturas Cristalinas do Tipo A m X p Óxido de Plutônio. Exemplos: UO 2 , PuO

Óxido de Plutônio.

Exemplos: UO 2 , PuO 2 , ThO 2 . Combustíveis Nucleares.

Estruturas Cristalinas do Tipo A m X p

Estruturas Cristalinas do Tipo A m X p Dióxido de Tório Exemplos: UO 2 , PuO

Dióxido de Tório

Exemplos: UO 2 , PuO 2 , ThO 2 . Combustíveis Nucleares.

Estruturas Cristalinas do Tipo

Possuem dois tipos de Cátions (A e B)

A m B n X p

Titanato de Bário (BaTiO 3 ), com os cátions Ba 2+ e Ti 4+ .

Possui a estrutura cristalina da Perovskita (CaTiO 3 ).

Acima de 120 o C a estrutura cristalina é cúbica.

 Acima de 120 o C a estrutura cristalina é cúbica. Perovskita é um mineral de

Perovskita é um mineral de óxido de cálcio titânio, composto de titanato de cálcio.

Estruturas Cristalinas do Tipo

Os íons Ba 2+ estão localizados em todos os 8 vértices do cubo, enquanto

um único íon Ti 4+ encontra- se posicionado no centro do

cubo, com os íons de O 2

-

localizados no centro de cada uma das 6 faces.

Captador Piezoelétrico

A m B n X p

, com os íons de O 2 - localizados no centro de cada uma das 6

Estruturas Cristalinas

Resumo

Estruturas Cristalinas Resumo ANOTEM OS DETALHES PRA BLENDA DE ZINCO!!!

ANOTEM OS DETALHES PRA BLENDA DE ZINCO!!!

Estruturas Cristalinas da

Compactação Densa de Ânions

No caso dos metais, o empilhamento de planos de átomos densamente compactados uns sobre os outros gera estruturas cristalinas tanto do tipo CFC como do tipo HC.

De maneira semelhante, várias estruturas cristalinas cerâmicas podem ser

consideradas em termos de planos de íons densamente compactados, bem como de células unitárias.

Normalmente, os planos densamente compactados são compostos pelos ânions, de maiores dimensões.

À medida que esses planos são empilhados uns sobre os outros,

pequenos sítios intersticiais são criados entre eles, onde os cátions podem ser alojados.

Estruturas Cristalinas da

Compactação Densa de Ânions

Essas posições intersticiais existem em dois tipos diferentes:

Posição Tetraédrica (número de coordenação 4).

Quatro átomos (3 em um plano e 1 no plano adjacente) circundam um dos tipos de posições. Essa posição é chamada tetraédrica pois as linhas retas traçadas a partir dos centros das esferas circundantes formam um tetraedro com quatro lados.

Posição Octaédrica (número de coordenação 6).

Envolve seis esferas de íons, três em cada um dos dois planos. Uma vez que um octaedro é produzido pela união desses seis centros de esferas, esse

tipo de sítio é chamado uma posição octaédrica.

IMPORTANTE Para cada uma dessas esferas de ânions, irão existir uma posição octaédrica e duas posições tetraédricas.

Estruturas Cristalinas da

Compactação Densa de Ânions

Estruturas Cristalinas da Compactação Densa de Ânions

Estruturas Cristalinas da

Compactação Densa de Ânions

Estruturas cerâmicas cristalinas desse tipo dependem de dois fatores:

1.

O empilhamento das camadas densamente compactadas de ânions

(são possíveis tanto arranjos CFC quanto HC, os quais correspondem às

, Callister CFC x HC local onde a terceira camada está localizada) e

sequencias ABCABC

E ABABAB

respectivamente sessão 3.11

2.

A maneira a qual os sítios intersticiais são preenchidos com os cátions.

P.e., a estrutura cristalina do sal-gema

A célula unitária possui uma simetria cúbica, e cada cátion (íon Na + )

possui seis íons Cl - como vizinhos mais próximos (NC=6).

Ou seja, o íon Na + , no centro, possui como vizinhos mais próximos os seis íons Cl - que residem nos centros de cada uma das seis faces do cubo.

Estruturas Cristalinas da

Compactação Densa de Ânions

A estrutura cristalina, que possui simetria cúbica, pode ser considerada em termos de uma matriz CFC de planos de ânions densamente compactados, onde todos os planos são do tipo {111} Seção 3.9.

Os cátions se alojam em posições octaédricas, pois eles possuem seis ânions como vizinhos mais próximos.

Além do mais, todas as posições octaédricas estão preenchidas,

uma vez que

existe um único sítio octaédrico por ânion,

e a relação de ânions para cátions é de 1:1.

Estruturas Cristalinas da

Compactação Densa de Ânions

Para esta estrutura cristalina, a relação entre célula unitária e os

esquemas de empilhamento de planos de ânions densamente

compactados é mostrada a seguir.

de ânions densamente compactados é mostrada a seguir. Uma seção da estrutura cristalina do sal-gema onde
de ânions densamente compactados é mostrada a seguir. Uma seção da estrutura cristalina do sal-gema onde

Uma seção da estrutura cristalina do sal-gema onde um dos vértices foi removido.

O plano de ânions que está

exposto (esferas verdes do

triângulo) consiste em um plano do tipo {111}; os cátions (esferas vermelhas) ocupam as posições

octaédricas intersticiais.

Estruturas Cristalinas da

Compactação Densa de Ânions

Outras estruturas cristalinas cerâmicas (porém não todas), podem ser

tratadas de uma maneira semelhante; dentre elas a da blenda de zinco

e a da perovskita.

A estrutura do espinélio, é uma daquelas do tipo A m B n X p, que é encontrada para o aluminato de magnésio ou espinélio (MgAl 2 O 4 ). Com essas estruturas, os íons O 2- formam uma rede cristalina CFC, enquanto os íons Mg 2+ preenchem sítios tetraédricos, e os íons Al 3+ se alojam em posições octaédricas.

As cerâmicas magnéticas, ou ferritas, possuem uma estrutura cristalina que é uma ligeira variação dessa estrutura do espinélio; e as características magnéticas são afetadas pela ocupação das posições tetraédricas e octaédricas.

Exemplo

Com base nos raios iônicos, qual a estrutura cristalina você esperaria para o FeO? Qual o tipo do composto?

Exemplo Com base nos raios iônicos, qual a estrutura cristalina você esperaria para o FeO? Qual

Exemplo

Com base nos raios iônicos, qual a estrutura cristalina você esperaria para o FeO?

Solução

FeO é um composto do tipo AX. Por que?

Exemplo

Com base nos raios iônicos, qual a estrutura cristalina você esperaria para o FeO?

Solução

FeO é um composto do tipo AX. Por que?

Razão entre os raios do Cátion e do Ânion.

rFe 2+

0,077 nm

-------- = ------------------------------ = 0,550

rO 2+

0,140 nm

Está entre 0,414 e 0,732. NC = 6.

Será como a estrutura do Sal-gema.

Cálculos da densidade da cerâmica

Cálculos da densidade da cerâmica n´ = Número de unidades da fórmula /Cel.Unitária; ∑A C =

= Número de unidades da fórmula /Cel.Unitária;

∑A C = Soma dos pesos atômicos de todos os cátions na unidade de fórmula;

∑A A = Soma dos pesos atômicos de todos os ânions na unidade de fórmula;

Vc

= Volume da célula unitária;

N A = Número de Avogadro: 6,023x10 23 unidades de fórmula/mol

Exemplo

Com base na estrutura cristalina, calcule a densidade teórica para o cloreto de

sódio. Como o valor encontrado para a densidade teórica se compara à densidade obtida através de medições experimentais?

Como o valor encontrado para a densidade teórica se compara à densidade obtida através de medições
Como o valor encontrado para a densidade teórica se compara à densidade obtida através de medições

Exemplo

Com base na estrutura cristalina, calcule a densidade teórica para o cloreto de sódio. Como o valor encontrado para a densidade teórica se compara à densidade obtida através de medições experimentais?

Como o valor encontrado para a densidade teórica se compara à densidade obtida através de medições

Exemplo

Com base na estrutura cristalina, calcule a densidade teórica para o cloreto de sódio. Como o valor encontrado para a densidade teórica se compara à densidade obtida através de medições experimentais?

Como o valor encontrado para a densidade teórica se compara à densidade obtida através de medições

Exemplo

Com base na estrutura cristalina, calcule a densidade teórica para o cloreto de sódio. Como o valor encontrado para a densidade teórica se compara à densidade obtida através de medições experimentais?

Como o valor encontrado para a densidade teórica se compara à densidade obtida através de medições

Cerâmicas à Base de Silicato

Os silicatos são materiais compostos principalmente por silício e oxigênio, os dois elementos mais abundantes na crosta terrestre; consequentemente, a maior parte dos solos, rochas, argilas e areia se enquadram na classificação de silicatos.

Em vez de se caracterizar as estruturas cristalinas desses materiais em termos de células unitárias, é mais conveniente usar vários arranjos

de um tetraedro composto por SiO 4 4- .

de células unitárias, é mais conveniente usar vários arranjos de um tetraedro composto por SiO 4

Cerâmicas à Base de Silicato

Cada átomo de silício está ligado a quatro átomos de oxigênio, os quais estão localizados nos vértices do tetraedro;

o átomo de silício está posicionado no centro do tetraedro.

Uma vez que essa é a unidade básica dos silicatos, ela é tratada normalmente como uma entidade carregada negativamente.

vez que essa é a unidade básica dos silicatos , ela é tratada normalmente como uma

Cerâmicas à Base de Silicato

Frequentemente, os silicatos não são considerados como iônicos, pois

as ligações interatômicas Si-O exibem um caráter covalente significativo,

o que torna essas ligações direcionais e relativamente fortes.

Independente da natureza da ligação Si-O, existe uma carga de -4 associada a cada tetraedro de SiO 4 4- , uma vez que cada um dos quatro átomos de oxigênio exige um elétron extra para atingir uma estrutura eletrônica estável Quais as valências de ambos?.

Várias estruturas de silicatos surgem das diferentes maneiras de segundo as quais as unidades de SiO 4 4- podem ser combinadas em arranjos unidimensionais, bidimensionais e tridimensionais.

Cerâmicas à Base de Silicato

Cerâmicas à Base de Silicato

Cerâmicas à Base de Silicato

Sílica

O Dióxido de Silício ou Sílica (SiO 2 ) é o mais simples silicato.

Forma arranjo tridimensional, onde os átomos de Oxigênio dos

vértices são divididos com os tetraedros adjacentes.

O material é eletricamente neutro e apresenta estrutura eletrônica estável.

Sob essas circunstâncias, a razão entre o número de átomos de silício e o número de átomos de O é 1:2, como indicado pela fórmula química.

Cerâmicas à Base de Silicato

Se esses tetraedros forem arranjados de maneira regular e

ordenada, forma-se uma estrutura

cristalina.

Existem três formas cristalinas

polimórficas principais para a

Sílica: Cristobalita, Quartzo e Tridimita.

São estruturas complicadas e

abertas (átomos não densamente compactados) densidade baixa.

Força de ligação alta (T fusão =

Sílica

compactados)  densidade baixa .  Força de ligação alta ( T f u s ã

Cerâmicas à Base de Silicato

Vidros à Base de Sílica

A sílica também pode ser constituída na forma de um sólido não-cristalino ou vidro, com um elevado grau de aleatoriedade atômica, o que é uma característica dos líquidos; tal maneira é conhecida por sílica fundida ou

sílica vítrea.

A estrutura tetraédrica é SiO 4 4- é a unidade básica (como na sílica cristalina); além dessa estrutura existe uma desordem considerável.

além dessa estrutura existe uma desordem considerável. (a) (b) Esquemas bidimensionais da estrutura do dióxido de

(a)

(b)

Esquemas bidimensionais da estrutura do dióxido de silício cristalino (a) e do dióxido de silício não-cristalino (b).

Cerâmicas à Base de Silicato

Vidros à Base de Sílica

Outros óxidos (p.e. B 2 O 3 e GeO 2 ) podem também formar estruturas vítreas;

Esses materiais, como o SiO 2 , são conhecidos como formadores de rede.

Os vidros inorgânicos comuns que são usados para recipientes, janelas, e assim por diante, são vidros à base de sílica, aos quais foram adicionados outros óxidos, tais como CaO e Na 2 O.

Esses óxidos não formam redes poliédricas (seus cátions são

incorporados no interior e modificam a rede do SiO 4 4- ) e são conhecidos como modificadores de rede.

Cerâmicas à Base de Silicato

Vidros à Base de Sílica

Ainda outros óxidos, como o TiO 2 e o Al 2 O 3 que não são formadores de rede, substituem o silício e se tornam parte da rede, a estabilizando óxidos intermediários.

Qual o efeito deles???

A adição desses modificadores e óxidos intermediários diminui o ponto de fusão e a viscosidade de um vidro, tornando mais fácil a sua conformação a temperaturas mais baixas.

o ponto de fusão e a viscosidade de um vidro, tornando mais fácil a sua conformação

Cerâmicas à Base de Silicato

Vidros à Base de Sílica RESUMO

1. As estruturas atômicas de materiais podem não estar regularmente dispostas como em redes cristalinas Estruturas amorfas ou

vítreas.

2. Este tipo de estrutura, entretanto, não é completamente desordenada.

Ela é formada por blocos constitutivos dispostos de maneira desordenada.

Porém a estrutura destes blocos é regular.

Assim, pode-se dizer que as estruturas vítreas possuem desordem de longo alcance e ordem de curto alcance.

Cerâmicas à Base de Silicato

Vidros à Base de Sílica RESUMO

3.

Nem todos os materiais podem apresentar uma estrutura vítrea,

porém todos os materiais que apresentam estrutura vítrea

também apresentam estrutura cristalina.

Pode-se dizer que a estrutura vítrea é uma fase metaestável e a

estrutura cristalina é a fase estável.

4.

Óxidos que podem apresentar estrutura vítrea são ditos formadores de rede. Exemplos de formadores de rede são: SiO 2 , GeO 2 , P 2 O 5 e As 2 O 5 .

Outros cátions podem substituir os cátions dos formadores de rede, porém eles mesmos não conseguem formar redes vítreas.

Cerâmicas à Base de Silicato

Vidros à Base de Sílica RESUMO

5. Em redes cristalinas, os blocos constitutivos formam arranjos regulares.

Isto ocorre porque cada bloco está conectado a um número grande de blocos vizinhos, formando um arranjo tridimensional.

Quando a conectividade de cada bloco constitutivo cai, torna-se

possível que o arranjo de blocos não seja ordenado.

Cerâmicas à Base de Silicato

Vidros à Base de Sílica RESUMO

A estrutura vítrea é então um arranjo tridimensional desordenado de baixa conectividade.

Apenas alguns óxidos podem formar este tipo de arranjo.

6. Existem óxidos que, quando introduzidos na estrutura vítrea,

diminuem a conectividade da estrutura, quebrando ligações entre

os blocos constitutivos.

Estes óxidos são chamados de modificadores de rede e abaixam a viscosidade do vidro. Exemplos destes óxidos são: Na 2 O, K 2 O, CaO, BaO.

Cerâmicas à Base de Silicato

Os Silicatos

Para os vários minerais à base de silicato, um, dois ou três dos átomos de oxigênio nos vértices dos tetraedros de SiO 4 4- são compartilhados por outros tetraedros para formar algumas estruturas consideravelmente mais complexas, tais como SiO 4 4- , Si 2 O 7 6- , Si 3 O 9 6- , e assim por diante.

Também são possíveis estruturas de cadeia única (e).

Nessas estruturas, cátions carregados positivamente, como Ca 2+ , Mg 2+ e Al 3+ servem a dois propósitos:

Compensam as cargas negativas da unidade de SiO 4 4- neutralidade de cargas.

Cerâmicas à Base de Silicato

Os Silicatos

Cerâmicas à Base de Silicato Os Silicatos Cinco estruturas de íon silicato formadas a partir de

Cinco estruturas de íon silicato formadas a partir de tetraedros de SiO 4 4- .

Cerâmicas à Base de Silicato

Os Silicatos Silicatos Simples

Os mais simples silicatos envolvem tetraedros

isolados (a),

como a Forsterita (Mg 2 SiO 4 ), que apresenta dois íons Mg 2+ associados a cada tetraedro, de forma que cada íon Mg 2+ possui seis oxigênios como átomos vizinhos mais próximos.

O silicato Si 2 O 7 6- forma-se quando dois tetraedros compartilham um Oxigênio comum (b).

A aquermanita (Ca 2 MgSi 2 O 7 ), é um mineral que apresenta o equivalente a dois íons Ca 2+ e um Mg 2+ ligados a cada unidade Si 2 O 7 6- .

(a)

o equivalente a dois íons Ca 2 + e um Mg 2 + ligados a cada
o equivalente a dois íons Ca 2 + e um Mg 2 + ligados a cada

(b)

Cerâmicas à Base de Silicato

Os Silicatos Silicatos em Camadas

Uma estrutura bidimensional em lâminas ou camadas, pode também ser produzida quando os três íons Oxigênio são compartilhados em cada tetraedro, sendo a fórmula que se repete o (Si 2 O 5 ) 2- .

A carga negativa líquida está associada aos átomos de Oxigênio que não estão ligados, e que se projetam para fora do plano da página (figura).

A eletro neutralidade é estabelecida ordinariamente por uma segunda estrutura laminar planar que possui um excesso de cátions, que se

ligam a esses oxigênios.

Tais materiais são conhecidos como silicatos em lâminas ou camadas.

Esta estrutura é característica das argilas, e de outros minerais.

Cerâmicas à Base de Silicato

Os Silicatos Silicatos em Camadas

Representação esquemática da lâmina de silicato bidimensional, que possui uma unidade de fórmula repetida e equivalente a (Si 2 O 5 ) 2- .

de silicato bidimensional, que possui uma unidade de fórmula repetida e equivalente a (Si 2 O

Cerâmicas à Base de Silicato

Os Silicatos Silicatos em Camadas

Um dos minerais argilosos mais comuns (com estrutura laminar de silicato com duas camadas), a caolinita, apresenta fórmula Al 2 Si 2 O 5 (OH) 4 e a neutralidade elétrica da camada tetraédrica de sílica (Si 2 O 5 ) 2- é obtida por uma camada adjacente de Al 2 (OH) 4 2+ .

por uma camada adjacente de Al 2 (OH) 4 2 + .  Um plano médio
por uma camada adjacente de Al 2 (OH) 4 2 + .  Um plano médio

Um plano médio é formado por íons de O 2- da camada de (Si 2 O 5 ) 2- e íons OH - que compõe parte da camada de Al 2 (OH) 4 .

Cerâmicas à Base de Silicato

Os Silicatos Silicatos em Camadas

Uma única lâmina é mostrada abaixo

Silicatos em Camadas Uma única lâmina é mostrada abaixo  Enquanto a ligação dentro dessa lâmina

Enquanto a ligação dentro dessa lâmina com duas camadas é forte e intermediária entre covalente e iônica,

as lâminas adjacentes estão

apenas fracamente ligadas

umas às outras através de forças de van der Waals fracas.

CERÂMICOS CRISTALINOS DE SILICATOS

 

Composição (% em peso)

 
 

SiO 2

Al

2

O 3

K

2

O

MgO

CaO

Outro

s

Sílica refractária

96

4

Tijolo

50-70

45-25

 

5

refractário

Mulita

 
 

28

72

 

----

refractária

 

Porcelana

 

eléctrica

61

32

 

6

1

Porcelana

steatite

64

5

30

1

Cimento

Portland

25

9

64

2

Os cerâmicos cristalinos à base de Silicatos

não são usados como materiais estruturais (não são considerados cerâmicos avançados)

CERÂMICOS CRISTALINOS SEM SILICATOS

Nome comum

Comp.

Utilização

Alumina, alumina refractária

Al 2 O 3

Isolamento térmico e eléctrico

Magnésia, magnésia

MgO

 

Resistência ao desgaste

refractária

Spinel

MgO.Al

2 O 3

Idem

Óxido de Crómio

Cr 2 O

3

Revestimentos para resist. ao desgaste

Dióxido de urânio

UO 2

Combustível em reactores nucleares

Zircónia (parcial.) estabilizada

ZrO 2

Isolamento térmico (estab. com 10%CaO)

Titanato de Bário

BaTiO 3

Componentes electrónicos

Ferrite de Níquel

NiFe 2 O 4

Componentes “magnéticos”

Nome comum

Comp

Utilização

Carboneto de Silício

Nitreto de Silício

SiC

Si N

3

Abrasivos

4 Resistência ao desgaste

Carboneto de Titânio

TiC

Resistência ao desgaste

Carboneto de Tântalo

TaC

Resistência ao desgaste

Carboneto de Tungsténio

WC

Ferramentas de corte

Carboneto de Boro

Nitreto de Boro

B

4 C

BN

Abrasivos

Isolamento

VIDROS (CERÂMICOS AMORFOS)

 

SiO 2

B

2 O 3

Al 2 O 3

Na 2 O

CaO

MgO

K

2

O

ZnO

PbO

Utilização

Sílica vítrea

100

Vidro alta pureza(*)

Borosilicato

76

13

4

5

1

Vidro p/ química

Vidro (janelas)

72

1

14

8

4

Vidro (conten.)

73

2

14

10

Fibra vidro E

54

8

15

22

Fibras p/ compósitos

Verniz

60

16

7

11

6

Enamel

34

3

4

17

 

42

Revestimento p/ metais

MATERIAIS CERÂMICOS

PRINCIPAIS APLICAÇÕES

MATERIAIS CERÂMICOS PRINCIPAIS APLICAÇÕES

MATERIAIS CERÂMICOS

PRINCIPAIS APLICAÇÕES

Ind. Mecânica, elétrica e química

ALUMINA -
ALUMINA
-

NITRETO DE SILÍCIO

SiC
SiC

MATERIAIS CERÂMICOS

MATERIAIS CERÂMICOS Materiais cerâmicos são extremamente duros podendo atingir 9,5 na escala Mohs
MATERIAIS CERÂMICOS Materiais cerâmicos são extremamente duros podendo atingir 9,5 na escala Mohs

Materiais cerâmicos são extremamente duros podendo atingir 9,5 na escala Mohs

MATERIAIS CERÂMICOS Materiais cerâmicos são extremamente duros podendo atingir 9,5 na escala Mohs
MATERIAIS CERÂMICOS Materiais cerâmicos são extremamente duros podendo atingir 9,5 na escala Mohs

ÓXIDOS: PODEM SER SIMPLES OU MISTOS

EXEMPLOS DE ÓXIDO SIMPLES:

- Alumina (Al 2 O 3 ),

- Berília (óxido de berilo),

- Magnésia (óxido de Mg),

- Zirconia (óxido de zircônio), - Tória (óxido de tório)

-

(óxido de zircônio), - Tória (óxido de tório) - Sílica (SiO 2 ) ÓXIDO MISTOS: são

Sílica (SiO 2 ) ÓXIDO MISTOS:

- Tória (óxido de tório) - Sílica (SiO 2 ) ÓXIDO MISTOS: são misturas de alumina,

são misturas de alumina,

magnésia e sílica

ALUMINA • CARACTERÍSTICAS: - Baixo custo - Boas propriedades mecânicas - Excelente resitividade elétrica e
ALUMINA • CARACTERÍSTICAS: - Baixo custo - Boas propriedades mecânicas - Excelente resitividade elétrica e

ALUMINA

CARACTERÍSTICAS:

- Baixo custo

- Boas propriedades mecânicas

- Excelente resitividade elétrica e dielétrica

- Resistente à ação química

- Aplicações: isoladores elétricos, aplicações aeroespaciais, componentes resistentes à abrasão,….

BERÍLIA

CARACTERÍSTICAS:

- Apresenta boa condutividade térmica

- Alta resistência Mecânica

- Boas propriedades dielétricas

- É cara e difícil de trabalhar

- A poeira é tóxica

- Aplicações: giroscópios, transistores, resistores, …

MAGNÉSIA

CARACTERÍSTICAS:

- Têm aplicações limitadas porque não é suficientemente resistente e é susceptível ao choque térmico, devido sua elevada dilatação térmica.

ZIRCÔNIA • CARACTERÍSTICAS: - Apresenta-se em várias formas (monoclínica, cúbica estabilizada, ) - A zircônica

ZIRCÔNIA

CARACTERÍSTICAS:

- Apresenta-se em várias formas (monoclínica, cúbica estabilizada, )

- A zircônica estabilizada apresenta:

Alta tempratura de fusão (2760°C)

Baixa condutividade térmica

Alta resistência à ação química

TÓRIA

CARACTERÍSTICAS:

- É o material cerâmico mais estável e o de mais alto ponto de fusão

(3315°C)

- - Aplicado em reatores nucleares

PROPRIEDADES TÍPICAS DE ÓXIDOS

CERÂMICOS

PROPRIEDADES TÍPICAS DE ÓXIDOS CERÂMICOS

OUTROS TIPOS DE MATERIAIS CERÂMICOS

CARBONETOS:

- Carboneto de Tungstênio, carboneto de silício (conhecido como

carborundum), carbonto de titânio.

BORETOS:

como carborundum), carbonto de titânio. • BORETOS: - Boretos de hafnio, tântalo, tório, titânio, zircônio

- Boretos de hafnio, tântalo, tório, titânio, zircônio

NITRETOS DE BORO E SILÍCIO:

- Os nitretos de boro tem dureza equivalente ao diamante e resiste sem oxidação até 1926°C

Peça recobertas com TiC

Peça recobertas com TiC

CARBONETO DE SILÍCIO

Apresenta elevada condutividade térmica

Baixa dilatação térmica

(baixo choque térmico)

É um dos melhores materiais sob o ponto de vista de resitência ao

desgaste e à abrasão

(baixo choque térmico) • É um dos melhores materiais sob o ponto de vista de resitência
(baixo choque térmico) • É um dos melhores materiais sob o ponto de vista de resitência

BORETOS

Apresentam alta dureza

Elevada relação resistência/rigidez

Resitência à elevadas temperaturas

VIDROS DA FAMÍLIA SODA-CAL

São os mais antigos, mais baratos e mais utilizados

São de fácil conformação

Podem ser usados até temperaturas de 460°C no

estado recozido e até 250°C no estado temperado

Aplicações:

Janelas, garrafas, copos,…

VIDROS AO CHUMBO

Têm alta resistividade elétrica

Custo relativamente baixo

Aplicações:

Tubulações de sinalização de neônio, diversos componentes ópticos, …

VIDROS AO SILICATO DE BORO

Têm excelente durabilidade química

Excelente resitência ao calor e ao choque térmico

O tipo mais + comum é o pyrex e o kovar

Aplicações:

Vedações, visores, medidores, tubulações, espelhos de telescópios, vidros de laboratórios, vidros de fornos,…

VIDROS AO SILICATO ALUMINOSO

São de custo elevado

Apresentam boa resistência a temperaturas

relativamente elevadas e boa resistência ao

choque térmico

Boa resistência `a produtos químicos

Aplicações:

Termômetros para altas temperaturas, tubos de combustão, utensílios para empregos em fornos de cozinhar,…

VIDROS DE SÍLICA FUNDIDA

São constituídos 100% de sílica

São muito puros e um dos mais transparentes

São os mais resistentes à temperatura (resistem até 1260°)

Possuem excelente resistência ao choque térmico e à ação

de agentes químicos

São de custo elevado e de conformação difícil

Aplicações:

Especiais como sistemas ópticos de laboratório, instrumentos para laboratório de pesquisa

Carbono

O Carbono é um elemento que existem em diversas formas

polimórficas e também no estado amorfo.

Esse grupo de materiais não se enquadra, na realidade, dentro de qualquer um dos esquemas de classificação tradicionais para

metais, cerâmicas e polímeros.

Porém são discutidos nessa seção, já que a grafita (forma polimórfica do C) é algumas vezes classificada como cerâmica.

Além disso, o diamante apresenta estrutura cristalina semelhante àquela da blenda de zinco.

Veremos a Grafita, o Diamante e os novos Fullerenos.

O diamante é uma forma alotrópica metaestável do Carbono em temperatura e pressão ambiente.

A estrutura do Diamante é similar à blenda de zinco, em que o Carbono

ocupa as posições do Zn e do S.

Cada átomo de Carbono está

(totalmente) covalentemente ligado à

outros quatro átomos de Carbono. A

estrutura é referida como a estrutura cristalina cúbica do Diamante.

É o material de maior dureza que se

conhece (7000HK).

Carbono

Diamante

de maior dureza que se conhece (7000HK). Carbono Diamante Cond. Elétrica baixa. Cond. Térmica anormalmente alta

Cond. Elétrica baixa.

Cond. Térmica anormalmente alta para um material não-metálico.

O que diferencia o Diamante da

Grafita???

O que diferencia o Diamante da Grafita??? Carbono

Carbono

O que diferencia o Diamante da Grafita??? Carbono

Carbono Grafita

Um outro polimorfo do carbono é a Grafita.

É mais estável em temperatura e

pressão atmosférica ambiente em relação ao Diamante. Mais comum.

A estrutura da grafita é composta por camadas de átomos de carbono em um arranjo

hexagonal.

.  Mais comum.  A estrutura da grafita é composta por camadas de átomos de

Carbono Grafita

Neste arranjo, dentro das camadas,

cada átomo de carbono estabelece

ligações covalentes (fortes) a outros três átomos vizinhos de carbono coplanares.

O quarto elétron de valência participa de uma ligação fraca do tipo van der Waals entre as

camadas. A clivagem

interplanar é fácil excelentes propriedades lubrificantes da grafita.

 excelentes propriedades lubrificantes da grafita.  Cond. Elétrica relativamente alta em direções

Cond. Elétrica relativamente alta em direções cristalográficas paralelas às lâminas hexagonais.

Carbono Grafita

Elevada resistência e boa estabilidade química a temperaturas elevadas e em atmosferas não-oxidantes.

Elevada condutividade térmica.

Baixo coeficiente de expansão térmica.

Alta resistência à choques térmicos.

Elevada adsorção de gases.

Boa usinabilidade.

É outra forma polimórfica descoberta

em 1985.

Consiste em um aglomerado

esférico oco com 60 átomos de

Carbono.

Uma molécula é referida com o C 60 .

Cada molécula é composta por grupos de átomos de Carbono, que são ligados um ao outro, formando configurações geométricas tipo hexágono (6 átomos de C) e pentágono (5 átomos de C).

Carbono

Fullerenos

formando configurações geométricas tipo hexágono (6 átomos de C) e pentágono (5 átomos de C). Carbono

São 20 estruturas hexagonais e 12

estruturas Pentagonais.

A estrutura é tal que dois

pentágonos não podem estar

lado a lado.

O material composto por moléculas de C 60 é conhecido por buckminsterfullereno.

É eletricamente isolante, mas com uma adição adequada de impurezas, ele pode ser tornado altamente condutor e semicondutor.

Carbono

Fullerenos

altamente condutor e semicondutor . Carbono Fullerenos “The first fullerene molecule to be discovered, and the

“The first fullerene molecule to be discovered, and the family's namesake, buckminsterfullerene(C 60 ), was prepared in 1985 by Richard Smalley, Robert Curl, James Heath, Sean O'Brien, and Harold Kroto at Rice University.”

Imperfeições nas Cerâmicas

Defeitos Pontuais Atômicos

São possíveis lacunas e intersticiais (como nos metais);

como eles contém íons de ao menos dois tipos diferentes, podem ocorrer defeitos para cada espécie de íon.

P.e. NaCl lacunas e intersticiais para Na e Cl.

 P.e. NaCl  lacunas e intersticiais para Na e Cl . Muito improvável concentrações apreciáveis

Muito improvável concentrações apreciáveis de intersticiais do ânion. relativamente grande deformações substanciais sobre os íons vizinhos para se ajustar numa posição intersticial (pequena).

Imperfeições nas Cerâmicas

Defeitos Pontuais Atômicos

Estrutura de Defeitos usada para designar os tipos e concentrações dos defeitos atômicos das cerâmicas. condições de eletroneutralidade (já que temos íons) devem ser mantidas (cargas + iguais -). assim os defeitos nas cerâmicas não ocorrem sozinhos!

Defeito de Frenkel par composto por uma lacuna de cátion e um cátion intersticial.

Cátion deixa sua posição normal e se move para um interstício. Não

existe alteração de carga (cátion mantém a mesma carga dentro do

interstício).

Defeito de Schottki AX par consistindo de lacuna de cátion e lacuna de ânion.

Remoção do cátion e do ânion do interior do cristal, seguido pela

colocação de ambos os íons numa superfície externa.cátions e ânions possuem mesma carga e temos lacunas para ambos Neutralidade.

Imperfeições nas Cerâmicas

Defeitos Pontuais Atômicos

Em ambos os defeitos apresentados acima, a razão entre o número de cátions e o de ânions não é alterada. material estequiométrico (quando não tiver

outro defeito presente) existe razão exata entre cátions e ânions prevista na

fórmula química (estequiometria).

defeito presente)  existe razão exata entre cátions e ânions prevista na fórmula química (estequiometria) .

Imperfeições nas Cerâmicas

Impurezas nas Cerâmicas

Como em metais, átomos de impureza podem formar soluções sólidas

(substitucional e intersticial) em cerâmicas.

Em solução sólida intersticial, o raio iônico da impureza deve ser relativamente pequeno em comparação ao ânion.

Uma vez que existem ânions e cátions, uma impureza substitucional irá substituir um íon hospedeiro que seja mais semelhante a ela no aspecto elétrico: se o átomo da impureza forma normalmente um

cátion em um material cerâmico, ele irá, mais provavelmente, substituir

um cátion hospedeiro.

Exemplo: NaCl (Na + Cl - ) seriam substituídos por Ca 2+ e O 2- respectivamente.

Imperfeições nas Cerâmicas

Impurezas nas Cerâmicas

Solubilidade sólida apreciável de impureza substitucional tamanho e carga iônica da impureza devem ser muito próximos daqueles dos íons hospedeiros!

devem ser muito próximos daqueles dos íons hospedeiros!  Íon de impureza com carga diferente do

Íon de impureza com

carga diferente do hospedeiro cristal deve compensar para que a eletroneutralidade seja

mantida. pode ser realizado através da produção de novos defeitos da rede cristalina

(lacunas e intersticiais).

Imperfeições nas Cerâmicas

Exemplo

Se a eletroneutralidade deve ser preservada, quais defeitos pontuais são possíveis no NaCl quando um íon Ca 2+ substitui um íon Na + ? Quantos desses defeitos é necessário existir para cada íon Ca 2+ ?

Imperfeições nas Cerâmicas

Exemplo

Se a eletroneutralidade deve ser preservada, quais defeitos pontuais são possíveis no NaCl quando um íon Ca 2+ substitui um íon Na + ? Quantos desses defeitos é necessário existir para cada íon Ca 2+ ?

Solução

A substituição de um íon Na + por um íon Ca 2+ introduz uma carga positiva

adicional. A eletroneutralidade é mantida quando uma única carga positiva é

eliminada ou quando uma única carga negativa é adicionada.

A remoção de uma carga positiva é conseguida pela formação de uma lacuna de

Na + . Alternativamente, um átomo intersticial de Cl - irá fornecer uma carga negativa adicional, anulando o efeito de cada íon Ca 2+ . Entretanto, como mencionado anteriormente, a formação desse defeito é muito improvável.

PROPRIEDADES ELÉTRICAS

As propriedades elétricas dos materiais cerâmicos são muito variadas. Podendo ser:

isolantes: Alumina, vidro de sílica (SiO 2 ) 2 )

semicondutores: SiC, B 4 C 4 C

supercondutores: (La, Sr) 2 CuO 4 , TiBa 2 Ca 3 Cu 4 O 1 1 2 CuO 4 , TiBa 2 Ca 3 Cu 4 O 11

2 ) semicondutores: SiC, B 4 C supercondutores: (La, Sr) 2 CuO 4 , TiBa 2

Condutividade Eletrônica

CONCEITO DE ISOLANTE:

Quando a cerâmica não possui elétrons para a condução (último nível eletrônico está completo) e um “GAP” muito grande entre a banda completa e a vazia e tampouco possui defeitos suficientes (vazios) para possuir condutividade iônica.

Condutividade Eletrônica

ISOLANTE:

A elevação da temperatura, bem como a elevação da quantidade de vazios diminui a resistividade.

Condutividade Eletrônica

ISOLANTE:

Aplicações: isoladores de componentes e de circuitos elétricos.

Como isolantes polarizáveis para capacitores como: BaTiO 3 , Al 2 O 3 , TiO 2

Definição Dielétrico

Definição Dielétrico Material Isolante (Dielétricos): materiais isolantes são substâncias em que os elétrons e
Material Isolante (Dielétricos): materiais isolantes são substâncias em que os elétrons e íons não podem
Material Isolante (Dielétricos): materiais isolantes são substâncias em que os
elétrons e íons não podem se mover em distâncias macroscópicas como os
condutores devido a presença de poucos elétrons livres e que resistem ao fluxo
dos mesmos (alta resistência elétrica).
Um material isolante, quando submetido a um campo elétrico externo, tem
seus elétrons deslocados de distancia microscópica e esse fenômeno é chamado
de polarização.
Portanto, quando acontece esse fenômeno em materiais isolantes, chamamos
esses materiais de dielétricos.
Dielétrico: é o meio no qual é possível produzir e manter (armazenar) um campo
elétrico com pequeno ou nenhum suprimento de energia de fontes externas.
A energia requerida para produzir o campo elétrico pode ser recuperada,
armazenada e após cessada quando o campo elétrico é removido.

Polarização Dielétrica

Polarização Dielétrica Uma propriedade fundamental dos materiais dielétricos é a polarização de suas partículas
Polarização Dielétrica Uma propriedade fundamental dos materiais dielétricos é a polarização de suas partículas

Uma propriedade fundamental dos materiais dielétricos é a polarização de

suas partículas elementares, quando sujeitas à ação de um campo elétrico.

Devido a essa polarização, os materiais dielétricos são capazes de armazenar energia elétrica.

Define-se por polarização um deslocamento reversível dos centros das cargas positivas e negativas na direção do campo elétrico externo aplicado.

reversível dos centros das cargas positivas e negativas na direção do campo elétrico externo aplicado .
reversível dos centros das cargas positivas e negativas na direção do campo elétrico externo aplicado .
reversível dos centros das cargas positivas e negativas na direção do campo elétrico externo aplicado .
reversível dos centros das cargas positivas e negativas na direção do campo elétrico externo aplicado .

111

Polarização Dielétrica

Polarização Dielétrica A polarização de um dielétrico pode ocorrer das duas maneiras: 1) Se o isolante
A polarização de um dielétrico pode ocorrer das duas maneiras: 1) Se o isolante é
A polarização de um dielétrico pode ocorrer das duas maneiras:
1) Se o isolante é constituído de átomos, que não apresentam momento dipolar,
quando aplicado um campo elétrico externo, ocorre à separação entre o núcleo
atômico positivo (fixado na matriz do dielétrico) e a nuvem eletrônica, a qual é
deslocada na direção oposta ao campo elétrico aplicado, produzindo dipolos sem
dissipar energia.
Uma vez eliminado o campo externo, os átomos voltam à sua posição inicial, a
polarização desaparece, pois os centros de cada grupo de cargas voltam à
situação inicial (equilíbrio).
a polarização desaparece, pois os centros de cada grupo de cargas voltam à situação inicial (equilíbrio).
a polarização desaparece, pois os centros de cada grupo de cargas voltam à situação inicial (equilíbrio).

112

Polarização Dielétrica

Polarização Dielétrica 2) Se o dielétrico for constituído de partículas elementares (elétrons, prótons, etc.)
Polarização Dielétrica 2) Se o dielétrico for constituído de partículas elementares (elétrons, prótons, etc.)

2) Se o dielétrico for constituído de partículas elementares (elétrons, prótons, etc.) que por si só já são dipolos (por exemplo, moléculas) que, devido à sua constituição química já são dotados de cargas positivas e negativas, a ação do campo elétrico externo tenderá a orientar as partículas de acordo com a própria orientação do campo externo.

Quanto mais intenso é o campo, tanto mais elevado é o trabalho de orientação

das partículas elementares, observando-se de modo mais acentuado a elevação

de temperatura, devido à transformação do trabalho de orientação em calor.

acentuado a elevação de temperatura , devido à transformação do trabalho de orientação em calor. +
+ - + -
+
-
+
-

Materiais Isolantes de Uso Industrial mais Freqüente

Materiais Isolantes de Uso Industrial mais Freqüente a) gasosos: ar – amplamente utilizado como isolante em
Materiais Isolantes de Uso Industrial mais Freqüente a) gasosos: ar – amplamente utilizado como isolante em
a) gasosos: ar – amplamente utilizado como isolante em redes elétricas de transmissão e distribuição;

a) gasosos:

ar amplamente utilizado como isolante em redes elétricas de transmissão e distribuição;

hexafluoreto de enxofre (SF 6 ) usado em isolamentos de cabos subterrâneos e disjuntores de alta potência (subestações);

b) fibras naturais: papel impregnado em resinas ou óleos, algodão, seda usados em suportes isolantes e em revestimentos de cabos, capacitores e bobinas;

ou óleos, algodão, seda – usados em suportes isolantes e em revestimentos de cabos, capacitores e
ou óleos, algodão, seda – usados em suportes isolantes e em revestimentos de cabos, capacitores e
ou óleos, algodão, seda – usados em suportes isolantes e em revestimentos de cabos, capacitores e

Materiais Isolantes de Uso Industrial mais Freqüente

Materiais Isolantes de Uso Industrial mais Freqüente c) cerâmicas: óxido de alumínio, titanato de bário, porcelana,
Materiais Isolantes de Uso Industrial mais Freqüente c) cerâmicas: óxido de alumínio, titanato de bário, porcelana,

c) cerâmicas: óxido de alumínio, titanato de bário, porcelana, etc. utilizadas basicamente em isoladores de baixa, média e alta tensão, e em capacitores de baixa e alta tensão (elevada constante dielétrica);

d) resinas plásticas: Poliéster, polietileno, PVC (Poli Cloreto de Vinila), Teflon, etc. aplicados em revestimentos de fios e cabos, capacitores e peças isolantes;

(Poli Cloreto de Vinila), Teflon, etc. – aplicados em revestimentos de fios e cabos, capacitores e
Cloreto de Vinila), Teflon, etc. – aplicados em revestimentos de fios e cabos, capacitores e peças

115

Materiais Isolantes de Uso Industrial mais Freqüente

Materiais Isolantes de Uso Industrial mais Freqüente e) líquidos: Óleos (mineral, óleo de silicone – atuam
Materiais Isolantes de Uso Industrial mais Freqüente e) líquidos: Óleos (mineral, óleo de silicone – atuam

e) líquidos: Óleos (mineral, óleo de silicone atuam nas áreas de refrigeração e isolação em transformadores e disjuntores a óleo. Também empregados para impregnar papéis usados como dielétricos em capacitores.

f) tintas e vernizes: compostos químicos de resinas sintéticas Têm importante emprego na tecnologia de isolação de componentes eletrônicos como:

esmaltação de fios e cabos condutores, isolação de laminados

ferromagnéticos, circuitos impressos e proteção geral de superfícies;

g) borrachas sintéticas: neoprene, EPR (Epileno Propileno), XLPE (Polietileno

Reticulado) e borracha butílica usados como capa protetora de cabos;

(Epileno Propileno), XLPE (Polietileno Reticulado) e borracha butílica – usados como capa protetora de cabos; 116

116

Materiais Isolantes de Uso Industrial mais Freqüente

Materiais Isolantes de Uso Industrial mais Freqüente h) mica: material mineral usado em capacitores e em
Materiais Isolantes de Uso Industrial mais Freqüente h) mica: material mineral usado em capacitores e em

h) mica: material mineral usado em capacitores e em ligações entre transistores

de alta potência;

e em ligações entre transistores de alta potência; i) Vidro e madeira: principal emprego em isoladores

i) Vidro e madeira: principal emprego em isoladores de linhas de transmissão. As fibras de vidro são usadas no lugar dos papéis em algumas aplicações. madeira: grande utilização em cruzetas dos postes de distribuição.

no lugar dos papéis em algumas aplicações. madeira: grande utilização em cruzetas dos postes de distribuição.
no lugar dos papéis em algumas aplicações. madeira: grande utilização em cruzetas dos postes de distribuição.
no lugar dos papéis em algumas aplicações. madeira: grande utilização em cruzetas dos postes de distribuição.
Propriedades elétricas do isolantes 5.4.1 Capacitância (C): é a razão entre os módulos de sua
Propriedades elétricas do isolantes
Propriedades elétricas do isolantes
5.4.1 Capacitância (C): é a razão entre os módulos de sua carga Q e a
5.4.1 Capacitância (C): é a razão entre os módulos de sua carga Q e a diferença
de potencial V entre elas. A unidade e Faraday.
Quando uma voltagem é aplicada através de um capacitor (tipo placa, por
exemplo), constituído de duas placas condutoras paralelas de área A separadas
por uma distância L onde existe o vácuo ou algum material isolante (Figura), uma
das placas torna-se positivamente carregada, e a outra negativamente, com o
correspondente campo elétrico aplicado dirigido do terminal positivo para o
negativo.
Q
Capacitância C 
V
Capacitores: é um componente que armazena energia num campo elétrico, acumulando um desequilíbrio interno de
Capacitores: é um componente que armazena energia num campo elétrico, acumulando um desequilíbrio
interno de carga elétrica.

118

Propriedades elétricas do isolantes

Propriedades elétricas do isolantes Capacitores: é um componente que armazena energia num campo elétrico, acumulando um
Capacitores: é um componente que armazena energia num campo elétrico, acumulando um desequilíbrio interno de
Capacitores: é um componente que armazena energia num campo elétrico, acumulando um desequilíbrio
interno de carga elétrica.
é um componente que armazena energia num campo elétrico, acumulando um desequilíbrio interno de carga elétrica.
Propriedades elétricas do isolantes Também pode ser: A l C   0 Q =carga
Propriedades elétricas do isolantes
Propriedades elétricas do isolantes
Propriedades elétricas do isolantes Também pode ser: A l C   0 Q =carga em

Também pode ser:

Também pode ser: A l C   0 Q =carga em uma placa A =

A

l

Também pode ser: A l C   0 Q =carga em uma placa A =

C

0

Q =carga em uma placa A = área da placa

l = separação entre placas 0 = 8,85x10 -12 F/m

5.4.2 Constante dielétrica (ou permissividade) ou k): é uma propriedade do

material isolante utilizado em capacitores que influi na capacitância total do

dispositivo.

Através da constante dielétrica, pode relacionar a densidade de fluxo elétrico e o campo elétrico do material, quanto maior a constante dielétrica, maior a densidade de fluxo elétrico no material para um mesmo campo elétrico, maior a capacitância.

maior a densidade de fluxo elétrico no material para um mesmo campo elétrico, maior a capacitância.
maior a densidade de fluxo elétrico no material para um mesmo campo elétrico, maior a capacitância.

120

Propriedades elétricas do isolantes Da definição da carga Q resulta a propriedade dielétrica conhecida por
Propriedades elétricas do isolantes
Propriedades elétricas do isolantes
Propriedades elétricas do isolantes Da definição da carga Q resulta a propriedade dielétrica conhecida por constante

Da definição da carga Q resulta a propriedade dielétrica conhecida por constante dielétrica relativa, r , dada por;

r
r

Q

Q

0

ou seja,é a razão entre a carga Q, obtida com uma determinada tensão no capacitor que contém um dado dielétrico e a carga Q 0 , que é a carga que existiria se os eletrodos estivessem separados pelo vácuo.

que existiria se os eletrodos estivessem separados pelo vácuo. A constante dielétrica relativa é adimensional. 121
A constante dielétrica relativa é adimensional.
A constante dielétrica relativa é adimensional.

Propriedades elétricas do isolantes

Propriedades elétricas do isolantes Compondo estas duas equações, temos, ainda, que Q e   Q
Compondo estas duas equações, temos, ainda, que Q e   Q = .Q 0
Compondo estas duas equações, temos, ainda, que
Q
e  
Q = .Q 0 = .C 0 .V
Q
0
Temos ainda, para um dado valor de tensão constante, que a constante dielétrica
é função de:
C

r
r

C

0

Muitos autores adotam outra nomenclatura: chamam permissividade à

constante , e constante dielétrica à constante K. É preciso atenção a essa

nomenclatura quando se lê um livro de Eletricidade.

a essa nomenclatura quando se lê um livro de Eletricidade. A constante dielétrica do ar ou

A constante dielétrica do ar ou do vácuo é dada 0 = 8,8541878176x10 -12 F/m.

lê um livro de Eletricidade. A constante dielétrica do ar ou do vácuo é dada 
livro de Eletricidade. A constante dielétrica do ar ou do vácuo é dada  0 =

Propriedades elétricas do isolantes

Propriedades elétricas do isolantes 123
Propriedades elétricas do isolantes 123

Propriedades elétricas do isolantes

Propriedades elétricas do isolantes 5.4.3 Rigidez Dielétrica: Corresponde ao valor limite de tensão aplicada sobre a
5.4.3 Rigidez Dielétrica: Corresponde ao valor limite de tensão aplicada sobre a espessura do material
5.4.3 Rigidez Dielétrica: Corresponde ao valor limite de tensão aplicada sobre a
espessura do material (kV/mm), sendo que, a partir deste valor, os átomos que
compõem o material se ionizam e o material dielétrico deixa de funcionar como
um isolante.
Em outras palavras é a intensidade máxima do campo elétrico que um dielétrico
pode suportar sem tornar-se um condutor de eletricidade (“ruptura dielétrica”).
No caso do ar, sua rigidez dielétrica vale cerca de 3 (kV/mm), assim, quando um
campo elétrico no ar ultrapassar esse valor, ele deixa de ser isolante e torna-se
condutor.
O valor da rigidez dielétrica varia de um material para outro e depende de
diversos fatores como:
· Temperatura.
· Espessura do dielétrico.
· Tempo de aplicação da diferença de potencial
· Taxa de crescimento da tensão.
· Para um gás, a pressão é fator importante.

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Propriedades elétricas do isolantes

Propriedades elétricas do isolantes 125
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Supercondutores

Supercondutividade é o fenômeno caracterizado pela resistência elétrica zero e pela expulsão de campos magnéticos que ocorre em certos materiais, quando esses se

encontram abaixo de uma determinada temperatura. O fenômeno foi descoberto pelo

físico alemão Heike Kamerlingh Onnes em 8 de Abril de 1911, em Leiden. Onnes realizou medidas de resistência elétrica em mercúrio, enquanto a amostra era resfriada, chegando a uma temperatura de 4K (-269oC). As figuras abaixo mostram o resultado obtido por Onnes, e ilustram a diferença de comportamento entre um metal usual e um supercondutor.

mostram o resultado obtido por Onnes, e ilustram a diferença de comportamento entre um metal usual

Supercondutores

Em 1933, Walther Meissner e Robert Ochsenfeld verificaram que, além de apresentar resistência nula, materiais

supercondutores são capazes de expelir completamente campos magnéticos de seu interior. Esse efeito foi batizado de efeito Meissner, e está ilustrado na figura abaixo. Em realidade, o campo magnético é capaz de penetrar no material por uma distância característica chamada de Comprimento de Penetração de London, que varia de material para material, mas é tipicamente da ordem de 50 ~ 500 nm.

de Comprimento de Penetração de London, que varia de material para material, mas é tipicamente da

Características dos supercondutores

Os supercondutores são ainda caracterizados pela Transição de Fase Supercondutora, que ocorre a uma temperatura que varia de material para material. Durante a transição de fase, várias propriedades físicas do material sofrem variações bruscas, como ilustrado na figura abaixo.

sofrem variações bruscas, como ilustrado na figura abaixo. Ainda, quando já na fase supercondutora, a uma

Ainda, quando já na

fase supercondutora, a

uma determinada temperatura, materiais supercondutores podem perder suas propriedades supercondutoras e

voltarem ao estado normal se forem sujeitos a correntes elétricas e campos magnéticos

suficientemente altos

Temperaturas críticas e classificação dos supercondutores

O gráfico abaixo mostra a evolução das temperaturas críticas dos materiais supercondutores ao longo do tempo. Supercondutores com temperatura crítica abaixo de 77 K são chamados de

supercondutores de baixa temperatura (LTS), enquanto materiais com temperaturas críticas acima

de 77 K são chamados de supercondutores de alta temperatura (HTS). Ainda podemos classificar esses materiais:

Teoria BCS

A teoria de Bardeen, Cooper e Schrieffer (BCS) é a única capaz de explicar a origem

microscópica da supercondutividade, porém, seu domínio de validade se restringe aos supercondutores convencionais. A teoria BCS foi desenvolvida em 1957 e seus autores ganharam o prêmio Nobel de 1972 pelo seu desenvolvimento

De acordo com a teoria BCS, o estado supercondutor está separado do estado normal por um

gap de energia. Esse gap seria originado da interação elétron-phonon-elétron. Essa interação

indireta entre dois elétrons acontece quando o primeiro elétron interage com a rede cristalina e a deforma. O segundo elétron interage com a rede cristalina deformada e altera seu estado, de modo a diminuir sua energia. Essa interação entre os elétrons é, na verdade, atrativa! O par de

elétrons que se interage possui característica central, que é: se um orbital com vetor de onda k

e spin up está ocupado, então um orbital com vetor de onda k e spin down também está

ocupado, o mesmo ocorrendo pra estados desocupados. Esse par de elétrons recebe o nome de par de Cooper, e é essencial para a teoria BCS. Porém, a teoria falha ao prever um limite superior para a temperatura de transição de fase supercondutora e ao descartar a possibilidade de coexistência entre supercondutividade e ferromagnetismo, o que mostra que

ainda há muito a ser feito nessa área.

Exercícios para sala

a) O que é um material cerâmico?

b) Cite algumas propriedades do material cerâmico.

c) Cite três produtos feitos com material cerâmico.

d) O que é a fase cristalina?

e) Qual a importância da fase cristalina para um

material

cerâmico?

f) O que a fase vítrea dá ao produto cerâmico?