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PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Luiz Inácio Lula da Silva

VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA
José Alencar Gomes da Silva

MINISTRO DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À
FOME
Patrus Ananias de Sousa

SECRETÁRIA EXECUTIVA
Márcia Helena Carvalho Lopes

SECRETÁRIO EXECUTIVO ADJUNTO
João Domingos Fassarella

Subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração
Ricardo de Almeida Collar

SECRETÁRIA NACIONAL DE RENDA DE CIDADANIA
Rosani Evangelista da Cunha

SECRETÁRIO DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL
Onaur Ruano

SECRETÁRIA DE ARTICULAÇÃO INSTITUCIONAL E PARCERIAS
Heliana Kátia Tavares Campos

SECRETÁRIO DE AVALIAÇÃO E GESTÃO DA INFORMAÇÃO
Rômulo Paes de Sousa

SECRETÁRIO NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL
Osvaldo Russo de Azevedo

Diretora do Departamento de Gestão do SUAS
Simone Aparecida Albuquerque

Diretora do Departamento de Proteção Social Básica
Aidê Cançado Almeida

Diretora do Departamento de Proteção Social Especial
Rita de Cássia Marchiore

Diretora do Departamento de Benefícios Assistenciais
Ana Lígia Gomes

Diretora Executiva do Fundo Nacional de Assistência Social
Gisele de Cássia Tavares

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Inclusão Social – Brasil I. Desenvolvimento Social – Brasil 2.desenvolvimentosocial. 1 (2005) Brasília: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.br Fome Zero: 0800-707-2003 4 .981 Tiragem: 2. 6º andar. Sala 646 70046-900 Brasília – DF Telefone: (61) 3224-0575 http://www. Cadernos SUAS – n.© Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Esta é uma publicação da Secretaria Nacional de Assistência Social. Orçamento e Avaliação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome a respeito do financiamento da Assistência Social no Brasil entre 2002 e 2004 para subsidiar as discussões sobre o Plano Decenal da Assistência Social. Bloco C. financiada com recursos do Projeto UNESCO 914BRA3026 O texto publicado nesse caderno é um sumário executivo do estudo preparado pela Coordenação de Informação e Documentação da Coordenação Geral de Planejamento e Avaliação da Subsecretaria de Planejamento. Vasconcelos Ribeiro Dezembro de 2005 Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome SECRETARIA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL Departamento de Gestão do SUAS Coordenação-Geral de Apoio às Instâncias do SUAS Esplanada dos Ministérios.000 exemplares Projeto gráfico: Emerson E.gov. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Secretaria Nacional de Assistência Social CDD – 330. Secretaria Nacional de Assistência Social. 1. 2005.

impedindo um estudo desse tipo para períodos anteriores. No Governo Federal. o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS apresenta este breve relato do cenário atual e do desenvolvimento da Assistência Social em todo o país. por força do artigo 51 da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar no 101. APRESENTAÇÃO Com o objetivo de subsidiar a V Conferência Nacional de Assistência Social. objetivo do Estado brasileiro inscrito no inciso III do artigo 2o da Constituição. Para fazer frente aos grandes desafios postos historicamente no campo da Assistência Social. o grau de co- financiamento de Estados e Municípios na política de assistência social e a importante contribuição da União para a consecução destes objetivos comuns. é importante saber não apenas o quanto é gasto com assistência social. de 4 de maio de 2000). conselheiros. a de renda de cidadania e a de assistência social. mas quanto cada ente federado contribui com tais despesas. este estudo só foi possível porque desde o ano 2002. a informar à Secretaria do Tesouro Nacional as despesas por função orçamentária. dentre elas a assistência social. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome surgiu com a missão de coordenar e planejar nacionalmente essas três políticas. Por meio dos dados informados pelos próprios entes da Federação. estadual e municipal. pesquisadores e demais atores envolvidos na área. particularmente entre os anos de 2002 a 2004 e até outubro de 2005. participantes da V Conferência Nacional de Assistência Social possam fazer dele um instrumento para a tomada de decisões e possibilitar o aperfeiçoamento da ação do Estado. Além disso. Este estudo de financiamento objetiva demonstrar como as despesas na política de assistência social são realizadas e se distribuem regionalmente. Portanto. As despesas com assistência social são fundamentais para erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais. mapas e tabelas que apresentam a evolução financeira e do público atendido pela prestação de serviços e benefícios ofertados pelo Estado. Em parte. poderemos verificar a intensidade da participação deles nesta histórica. a prestação de serviços de assistência social é uma competência comum dos poderes públicos e da sociedade. 194 e 195 da Constituição. Osvaldo Russo de Azevedo SECRETÁRIO NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL 5 . conforme artigos 23. a prioridade social pode ser confirmada pela estruturação de um órgão coordenador de três das mais relevantes políticas sociais: a de segurança alimentar e nutricional. Estados. o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome apresenta esse documento com a análise das despesas com assistência social no Brasil. imprescindível e estratégica ação estatal que é a Assistência Social. Até 2001 classificavam-se as despesas dessa área junto com as despesas previdenciárias. esperando que os gestores. Neste documento. Essa oferta de serviços e benefícios se apresenta de maneira difusa e distribuída pelas esferas federal. usuários. Distrito Federal e Municípios são obrigados. destacamos vários gráficos.

Este é um nível inédito nas contas públicas desde que a função orçamentária da Assistência Social foi desmembrada da Previdência Social. da Subsecret aria de Planejamento.5% das despesas liquidadas totais. o Distrito Federal e os Municípios.3 bilhões em 2003 e R$ 18. pelo Fundo Nacional de Assistência Social – FNAS e os valores declarados como despesas efetivas com a função assistência social. em termos nominais. Distrito Federal e Municípios na política de assistência social. A União. Assim. fundo a fundo.9 bilhões em 2004. demonstrando um crescimento de 22% e 32%. médio e longo prazo estão compiladas neste sumário executivo. Pedro Garbelotti Coordenador de Monitoramento e Avaliação José Nilson Melo Tavares Filho Assessor Técnico 6 .7 bilhões no financiamento da Assistência Social. Orçamento e Administração do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. INTRODUÇÃO Nesse documento temos dois focos: a maneira como as despesas nas políticas de assistência social são realizadas e se distribuem regionalmente e o grau de co- financiamento de Estados. R$ 14. com implicações relevantes no processo de definição de critérios para os repasses dentro do Sistema Único da Assistência Social – SUAS. EQUIPE TÉCNICA Ronaldo Alves Nogueira Coordenador-Geral de Planejamento e Avaliação Valmir Farias Dias Coordenador de Informação e Documentação Marco André de O. obtém-se como resultado o nível de co- financiamento para a área social. somente a União despendeu R$ 12. Até outubro de 2005. os Estados. representando 7% dos gastos em Seguridade Social e 1. efetuaram despesas públicas classificadas como função Assistência Social no valor total de R$ 11.7 bilhões em 2002. Estas e outras informações relevantes para a elaboração de um Plano Decenal de curto. no qual foi efetuado estudo de acompanhamento do financiamento da assistência social elaborado pela Coordenação de Informação e Documentação da Coordenação-Geral de Planejamento e Avaliação. cruzando-se os dados dos recursos repassados. respectivamente. no exercício de 2000.

00% 7.0 9.0 15.0 8.0 14.97% 0.00% 1.69% 0.96% 1.00% 0.4 6.10% 1. programas. incluindo serviços.valores nominais Assistência Social .0 10.53% 0.00% 6.00% 2.00% 5.00% 2.20% 4.00% 2002 2003 2004 % do orçamento total % da seguridade social Fonte: Câmara dos Deputados Elaboração: Coordenação-Geral de Planejamento e Avaliação – CGPA/SPOA/SE/MDS Considerou-se os valores liquidados da execução orçamentária de cada ano Despesas gerais.22% 0.53% 6.0 0.4 Bilhões de reais 10.10. programas e projetos assistenciais Gráfico 3 Evolução financeira das despesas da União com Assistência Social 18.0 6.9 12. incluindo serviços.0 13.00% 3. programas. projetos e benefícios constitucionais na Assistência Social 7 .65% 4.00% 4.05 Fonte: Câmara dos Deputados Elaboração: Coordenação–Geral de Planejamento e Avaliação – CGPA/SPOA/SE/MDS Considerou-se os valores liquidados da execução orçamentária de cada ano Despesas gerais.00% 6.05% 3.00% 0.00% 4. EVOLUÇÃO DAS DESPESAS DA ASSISTÊNCIA SOCIAL Gráfico 1 Evolução percentual das despesas da União com Assistência Social 7.00% 1.00% 5.00% 3.18% 0.5 4.00% 2002 2003 2004 % do orçamento total % da seguridade social Fonte: Câmara dos Deputados Elaboração: Coordenação-Geral de Planejamento e Avaliação – CGPA/SPOA/SE/MDS Considerou-se os valores liquidados da execução orçamentária de cada ano Despesas com serviços.valores corrigidos pelo IPCA-IBGE até 31.79% 0.0 2.0 8.6 16.0 2002 2003 2004 Assistência Social . projetos e benefícios constitucionais na Assistência Social Gráfico 2 Evolução percentual das despesas da União com Assistência Social 8.

programas. Gráfico 4 Evolução financeira das despesas da União com Assistência Social 8.0 3. em valores corrigidos e considerando-se os gastos com RMV e BPC.0 1. O Benefício para a pessoa idosa foi ampliado devido à promulgação do Estatuto do Idoso em outubro de 2003. houve uma expansão de 50% (R$ 5.4% na participação do Orçamento Total da União (exclui-se o orçamento de investimento das empresas estatais).2 0.valores corrigidos pelo IPCA-IBGE até 31.0 7. basicamente por dois motivos: diminuição da idade de elegibilidade para a concessão do benefício de 67 para 65 anos e a não- inclusão do benefício no cálculo da renda familiar per capita. programa unificado de transferência de renda. Pode-se observar que. programas e projetos assistenciais O gráfico 1 apresenta a evolução percentual das despesas da União com a função Assistência Social.91%).0 2. Da análise do gráfico 3 vê-se que. 8 . que apresenta as despesas da assistência social excluindo-se os gastos com o BPC e o RMV.2 bilhões) nos gastos com Assistência Social. de 2003 a 2004. nota-se qu e em 2004 a Assistência Social alcançou a marca de 3.05 Fonte: Câmara dos Deputados Elaboração: Coordenação–Geral de Planejamento e Avaliação – CGPA/SPOA/SE/MDS Considerou-se os valores liquidados da execução orçamentária de cada ano Despesas com serviços. a função Assistência Social aumentou em 40.9 1.742.0 6.05% dos gastos com Seguridade Social.4% sua participação no orçamento da Seguridade Social e em 59.9 milhões para o BPC destinado à Pessoa com Deficiência. criado pelo Governo Federal em outubro de 2003 e ao aporte de R$ 697. serviços. Destaca-se também a expansão de R$ 525. evidenciando a priorização da Assistência Social no aporte de novos recursos por parte do Governo Federal.10.79%) e 2003 (1.0 1.0 6. importante para a superação da pobreza e inclusão social.2 5.valores nominais Assistência Social . de 7 de dezembro de 1993) –.1%). Quanto ao gráfico 2. Esse incremento se deve principalmente ao aporte de R$ 5 bilhões para o Bolsa- Família.6 bilhões).0 7. projetos e benefícios assistenciais. comparativamente ao ano de 2003.5 milhões para o Benefício de Prestação Continuada – BPC destinado à Pessoa Idosa. e mantendo este índice para 2005 (2. em 2004. que exclui as despesas com BPC e RMV o aumento foi de 192% (R$ 4.0 2002 2003 2004 Assistência Social . isto é. incluindo-se todas as ações previstas na LOAS – Lei Orgânica da Assistência Social (Lei no 8.6 1. Já no gráfico 4. o que possibilitou a concessão de mais de um benefício por família.4 2.0 Bilhões de reais 4. praticamente triplicando os valores dos anos 2002 (0.

138 Estados 1.177.763 Estados 2.955.026 Estados 1. PARTICIPAÇÃO DOS ENTES FE DERADOS NAS DESPESAS COM ASSISTÊNCIA SOCIAL Gráfico 5 Participação percentual total nas despesas com Assistência Social em 2002 Municípios 28% União 55% Estados 17% Valores em reais 2002 Municípios 3.771.863.696.002 Fonte: União: Câmara dos Deputados Estados e Municípios: Secretaria do Tesouro Nacional – STN Elaboração: Coordenação-Geral de Planejamento e Avaliação – CGPA/SPOA/SE/MDS 9 .135 União 8.212.352.010.295.232.513.416.423.280 Gráfico 6 Participação percentual total nas despesas com Assistência Social em 2003 Municípios União 26% 59% Estados 15% Valores em reais 2003 Municípios 3.159.148 União 13.310 União 6.422 Gráfico 7 Participação percentual total nas despesas com Assistência Social em 2004 Municípios 17% Estados União 10% 73% Valores em reais 2004 Municípios 3.675.150.233.244.

10 . Por outro lado. em parte. Em contrapartida. Em 2004. onde moram 91% da população brasileira. na página ligada à execução orçamentária. se deve principalmente à mudança da gestão municipal ocorrida no início de 2004 por ocasião das eleições municipais.429 Municípios. o aumento expressivo da participação da União deve-se.825 Municípios em 2002. como veremos a seguir. As informações das despesas com Assistência Social dos Estados. Distrito Federal e Municípios podem ser obtidas no sítio da Secretaria do Tesouro Nacional – STN. acentuadas pelo Estatuto do Idoso e nas mudanças dos critérios de elegibilidade para obtenção destes benefícios. a substanciais aportes em programas de transferência de renda e de aumentos nas despesas nos benefícios de prestação continuada. nos quais residem 90% da população total. Isto explica. passando de uma participação de 55% para 73% do total das despesas assistenciais no país. vê-se uma diminuição na participação nas mesmas despesas por parte dos Estados de 17% para 10% do total geral de despesas. no qual estão disponíveis os resumos dos balanços estaduais e municipais. considerou-se 4. a diminuição da participação dos Municípios na despesa total. Na obtenção dos dados municipais cabe uma observação importante: foram consideradas as informações de 4. Na sequência de setores circulares apresentada. Com relação aos Municípios houve uma pequena variação nas despesas entre 2002 e 2003. Em 2003. Relativamente à União os dados estão disponíveis no sítio da Câmara dos Deputados. pode-se perceber uma evolução do dispêndio da União de 2002 a 2004. com relação ao número de Municípios que entregaram suas declarações à STN. foram considerados apenas 3. Em 2004. perfazendo 76% da população brasileira. ocorreu uma queda significativa para 17% do total geral. A diminuição observada no ano de 2004.769 Municípios.

Pessoa com Deficiência Evolução do Número de Beneficiários por Região 500 400 Milhares de pessoas 300 200 100 0 2002 2003 2004 Centro Oeste Sul Norte Sudeste Nordeste Fonte: Coordenação-Geral da Gestão dos Benefícios – CGGB/DBA/SNAS/MDS Elaboração: Coordenação-Geral de Planejamento e Avaliação – CGPA/SPOA/SE/MDS Gráfico 10 BPC .000 934 845 Milhões de reais 800 658 600 400 343 331 269 268 281 226 212 198 200 174 0 Centro Oeste Sul Norte Sudeste Nordeste 2002 2003 2004 Fonte: Coordenação-Geral da Gestão dos Benefícios – CGGB/DBA/SNAS/MDS Elaboração: Coordenação-Geral de Planejamento e Avaliação – CGPA/SPOA/SE/MDS Gráfico 9 BPC .200 1.000 800 800 Milhões de reais 683 600 564 484 413 400 255 258 220 200 154 171 170 112 120 123 0 Norte Sul Centro Oeste Nordeste Sudeste 2002 2003 2004 Fonte: Coordenação-Geral da Gestão dos Benefícios – CGGB/DBA/SNAS/MDS Elaboração: Coordenação-Geral de Planejamento e Avaliação – CGPA/SPOA/SE/MDS 11 .170 1.355 1. EVOLUÇÃO DOS BENEFÍCIOS ASSISTENCIAIS Gráfico 8 BPC .Pessoa Idosa Evolução da Despesa por Região 1.400 1.Pessoa com Deficiência Evolução da Despesa por Região 1.200 981 1.002 1.

cerca de 480. Em valores. Curiosamente. Cabe ressaltar que a região que contém o maior número de beneficiários é a região Sudeste. Vale ressaltar que a região Sul foi a que mais cresceu percentualmente nos dois últimos anos. Para ser beneficiado é preciso estar fora da cobertura previdenciária e ter uma renda per capita familiar inferior a ¼ de salário mínimo. analisando-se as duas regiões em que estão concentrados o maior número de beneficiários. sendo destinados até outubro de 2005 o valor de R$ 3. um crescimento de 40% no atendimento de idosos. Deste valor. onde se concentra o maior número de beneficiários. O benefício atende. porém.1%) e a Sul (58. há uma inversão na liderança com relação à modalidade do benefício. de 1o de outubro de 2003). a idade das pessoas idosas para acesso ao BPC caiu de 67 para 65 anos e a renda proveniente de um benefício já concedido não integra a renda familiar per capita em caso de requerimentos de outros benefícios na mesma família. Pessoa Idosa Com a aprovação do Estatuto do Idoso (Lei no 10. no Sudeste concentra-se o maior número de beneficiários do BPC – Pessoa Idosa. o BPC apresentou.5% em relação ao ano de 2004. o BPC começou a ser pago em janeiro de 1996.25 bilhões em 2002 para R$ 2.9%). cerca de 407. em 2005.33 bilhões. atingindo um crescimento de 11. este número já chegou a 1. em torno de 22.040. com o pagamento de um salário mínimo mensal. 12 .164 usuários e.00.741. Enquanto na região Nordeste concentra-se o maior número de beneficiários do BPC – Pessoa com Deficiência. que tem por objetivo a concessão de um benefício mensal para atender pessoas com deficiência incapacitadas para o trabalho e para a vida independente. Gráfico 11 BPC .000 pessoas. atende atualmente 1.793.4%. de 2003 a 2004. o que a partir de maio de 2005 corresponde a R$ 75. os idosos com 65 anos de idade ou mais e as pessoas com deficiência incapacitadas para a vida independente e para o trabalho. Com esta medida.000.2 milhões de beneficiários. O crescimento percentual total de 2003 para 2004 foi de aproximadamente 9% e de 2004 até outubro de 2005. Nordeste e Sudeste.Pessoa Idosa Evolução do Número de Beneficiários por Região 400 300 Milhares de pessoas 200 100 0 2002 2003 2004 Norte Sul Centro Oeste Nordeste Sudeste Fonte: Coordenação-Geral da Gestão dos Benefícios – CGGB/DBA/SNAS/MDS Elaboração: Coordenação-Geral de Planejamento e Avaliação – CGPA/SPOA/SE/MDS Benefício assistencial determinado constitucionalmente e regulamentado pela LOAS. o aumento é de aproximadamente 6%. A cobertura cresceu de 664. 70% são para atender as regiões Nordeste e Sudeste. Pessoa com Deficiência O Beneficio de Prestação Continuada voltado às Pessoas com Deficiência.875 para 933. houve um aumento de R$ 1.83 bilhões em outubro de 2005. as que obtiveram o maior crescimento percentual no número de beneficiários nos últimos dois anos foram a Centro Oeste (67.

CO-FINANCIAMENTO DOS MUNICÍPIOS Gráfico 12 2002 100% 80% ento 60% Percentual de co-financiam 40% 20% 0% SP TO RS AM PR RJ ES MG MS CE SC BR MT RN PA AL GO BA AP PI RO PB SE AC RR MA PE Participação da União Participação dos Municípios por Estado Gráfico 13 2003 100% 80% 60% Percentual de co-financiamento 40% 20% 0% SP RJ RS AM TO MG PR BR CE SC ES MS PA RN MT AL GO PE RO PI PB BA AP RR MA SE AC -20% -40% Participação da União Participação dos Municípios por Estado Gráfico 14 2004 100% 80% 60% Percentual de co-financiamento 40% 20% 0% SP RJ RS AM MG PR MS SC BR ES GO MT TO CE AL RN RO BA PE PA PB AC RR PI SE MA AP -20% -40% Participação da União Participação dos Municípios por Estado Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional – STN Fundo Nacional de Assistência Social – FNAS Elaboração: Coordenação-Geral de Planejamento e Avaliação – CGPA/SPOA/SE/MDS 13 .

É importante destacar que não se incluem nos repasses do FNAS. considerando o total de despesas declarado à STN. O segmento azul é o percentual representado pelo repasse do Fundo Nacional de Assistência Social – FNAS. a participação da União nas despesas com Assistência Social nos Municípios corresponde a 32. não integra o gráfico. 2003 Observa-se no gráfico que os Municípios do Estado do Acre declararam conjuntamente despesas inferiores a R$ 3. nem o BPC e a RMV. Tocantins e Rio Grande do Sul a participação da União é inferior a 20% (em São Paulo é de apenas 9. indicam o percentual de co-financiamento dos Municípios com relação ao total de suas despesas na função Assistência Social (valores agregados por Estados e Distrito Federal). declararam à STN.1 milhões do total repassado pelo FNAS. receberam recursos do FNAS abaixo da média nacional. despesas inferiores em R$ 15. esta participação é maior que a média nos Municípios do Nordeste. Isto se deve. entre os quais podemos destacar a classificação de uma despesa da assistência na rubrica da saúde ou a falta de conhecimento da origem da receita. enquanto os do Nordeste receberam valores acima da média nacional. A União. O segmento vermelho refere-se ao percentual das despesas financiadas apenas pelos Municípios. participou com 27% do total de despesas municipais com assistência social no Brasil. muito possivelmente pelos mesmos motivos elencados acima. a participação da União nas despesas assistenciais dos Municípios do Sudeste e Sul está abaixo da média nacional. conjuntamente. conjuntamente. mas varia bastante dependendo do Estado: enquanto em Roraima. como não tem Municípios. O percentual restante corresponde aos repasses da União por meio do Fundo Nacional de Assistência Social – FNAS. Está inserida também uma barra verde-amarela. Maranhão e Pernambuco a participação da União supera os 90%.4%. nos quais as despesas dos Municípios estão agregadas por Estado. há uma barra formada por dois segmentos. Nos gráficos deste tópico. Por outro lado. O Distrito Federal. denominada BR. provavelmente a algum erro de preenchimento do sistema da STN. aqueles tidos como transferências diretas ao cidadão (Bolsa- Família).4 milhões do total de repasses do FNAS. em São Paulo. O Município cobre suas despesas em assistência social com recursos próprios e com transferências. entre outros motivos. Amapá e Sergipe. A União participou. cujo segmento amarelo representa a média ponderada dos repasses do FNAS aos Municípios. em sua totalidade. À exceção do Espírito Santo. À exceção de Santa Catarina e Espírito Santo. todos os Municípios do Sul e Sudeste. com 25% das despesas. Os gráficos anteriores. assim como o verde representa a média ponderada da participação das despesas financiadas apenas pelos Municípios.83%). em média. por sua vez. 2002 Pelos dados fornecidos. Como co-financiamento do Município é entendido o percentual de recursos próprios gastos por ele na função Assistência Social. 2004 No gráfico de 2004 observa-se que os Municípios dos Estados do Maranhão. relativos ao co-financiamento das ações de assistência social. 14 .

vale a mesma argumentação empregada para o co- financiamento dos Municípios mencionado no tópico anterior. Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional – STN Fundo Nacional de Assistência Social – FNAS Elaboração: Coordenação-Geral de Planejamento e Avaliação – CGPA/SPOA/SE/MDS É importante salientar que este co-financiamento estadual representa os valores que os Governos Estaduais despendem com a função Assistência Social.F. os quais são indicados anualmente nos seus balanços orçamentários entregues à STN. Para essa inconsistência. Amapá e Goiás a participação da União é menor que 10%. A União teve sua 15 . os Governos dos Estados do Espírito Santo. CO-FINANCIAMENTO DOS ESTADOS E DISTRITO FEDERAL Gráfico 15 2002 100% 80% 60% Percentual de co-financiamento 40% 20% 0% DF AP GO MS TO SP PI CE RJ RS AM RN RR BR PB MT PA SE AC PR BA PE AL SC ES MG MA RO -20% -40% Participação da União Participação dos Estados e D. 2002 Pelos dados fornecidos. variando bastante dependendo do Estado.F. Gráfico 16 2003 100% 80% 60% Percentual de Co-financiamento 40% 20% 0% DF AP GO RR MS SP TO RS CE RN RJ AM BR PI PA PB MT BA SE AL PR AC MG SC RO MA PE ES -20% -40% Participação da União Participação dos Estados e D. Maranhão e Rondônia declararam despesas com assistência social menores que os repasses do FNAS. a participação da União nas despesas com Assistência Social dos Estados correspondeu a 27%. Em contrapartida. Enquanto no Distrito Federal. 2003 Observa-se no gráfico que oito Estados declararam conjuntamente despesas inferiores em R$ 87 milhões ao total de repasses do FNAS. Minas Gerais. em média. comparamos com o valor repassado a eles pela União por meio do FNAS.

isto suscita algumas reflexões importantes. o que leva a equivocadas conclusões quanto à participação da União nas despesas com assistência social nos Estados e Municípios. Por outro lado. poderá inclusive contribuir para o acompanhamento e controle social de tais despesas. Não há conceituação e definição clara para a classificação funcional da despesa. as receitas transferidas pela União aos Estados e Municípios não são corretamente classificadas na rubrica “Receitas do Fundo Nacional de Assistência Social”. desafio enfrentado pelo MDS. levando os setores que lidam com a Contabilidade Governamental a classificações involuntárias em funções erradas.participação elevada para 38% do total de despesas estaduais com assistência social no Brasil. Exemplificando. Com relação à incompatibilidade entre declaração de despesas de Estados e Municípios e a respectiva receita advinda do FNAS. A futura correção destes procedimentos. bem como para aplicação dos critérios de partilha definidos na nova Norma Operacional Básica da Assistência Social – NOB–SUAS. o que contribui para a incorreção dos dados. temos despesas assistenciais sendo classificadas como sendo da saúde ou educação. 16 .

DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS DESPESAS COM ASSISTÊNCIA SOCIAL (POR FAMÍLIA) Mapa 1 Despesa Total por família (2002) Mapa 2 Despesa Total por família (2003) 17 .

e as mais claras. apresentam maiores despesas por família residente. Também é possível notar que os Estados do Sul. com pequenas variações. o Rio Grande do Norte. Mapa 3 Despesa Total por família (2004) Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional – STN Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD – IBGE Elaboração: Coordenação–Geral de Planejamento e Avaliação – CGPA/SPOA/SE/MDS Os mapas acima demonstram. excepcionalmente. a variação da despesa na função assistência social por famílias residentes em cada Unidade da Federação. alguns Estados do Norte e Centro-Oeste e. As tonalidades mais escuras nos mapas indicam uma maior despesa por família. dividido pelo total de famílias residentes no Estado. que os Estados do Nordeste despendem menos reais por família residente na função assistência social. apresentaram razoáveis valores por família. menores despesas por família. é o quanto se gasta por família por ano. ou seja. Esse cálculo foi feito somando-se as despesas declaradas por todos os Governos Municipais (do Estado considerado) com a despesa declarada pelo respectivo Governo Estadual. de forma estadualizada. Por outro lado. Pode-se observar na evolução de 2002 a 2004. 18 . ao longo de 2002 a 2004. É importante frisar que os valores aqui descritos são valores anualizados.

DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS DESPESAS COM ASSISTÊNCIA SOCIAL (FAMÍLIAS COM RENDA FAMILIAR PER CAPITA DE ATÉ 1/2 SALÁRIO MÍNIMO) Mapa 4 Despesa total por família com renda familiar per capita de até meio salário mínimo (2002) Mapa 5 Despesa total por família com renda familiar per capita de até meio salário mínimo (2003) 19 .

vemos as tonalidades mais claras. concentradas sobretudo no Nordeste. são a somatória. As tonalidades mais escuras no mapa indicam uma maior despesa por família. e as mais claras. Distrito Federal e Roraima são os que obtêm os maiores valores por família. Mapa 6 Despesa total por família com renda familiar per capita de até meio salário mínimo (2004) Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional – STN Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD – IBGE Elaboração: Coordenação-Geral de Planejamento e Avaliação – CGPA/SPOA/SE/MDS Esse cálculo foi feito somando-se as despesas declaradas por todos os Governos Municipais (do Estado considerado) com a despesa declarada pelo respectivo Governo Estadual. Por outro lado. Levamos em conta também. pode-se verificar que os Estados do Mato Grosso do Sul. Da análise dos mapas indicativos da despesa por família com renda familiar per capita de até ½ salário mínimo. 20 . para que não haja dúvidas. por meio da PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio. que os valores das despesas são valores anualizados. dividido pelo total de famílias residentes com renda familiar per capita de até meio salário mínimo no Estado. menores despesas por família. Ressalte-se mais uma vez. que os valores aqui utilizados. tanto pelo Governo Estadual. é o quanto se gasta por ano por famílias com renda familiar per capita de até ½ salário mínimo. como por todos os Governos Municipais deste Estado que entregaram a declaração ao Tesouro Nacional. da despesa registrada na função Assistência Social. para cada Estado. os cortes populacionais disponibilizados pelo IBGE anualmente. excetuando o Rio Grande do Norte. ou seja. indicativas de menores despesas por família. além dos dados financeiros declarados para a STN. Cabe lembrar.

quase exclusiva. O uso da série histórica de despesas em serviços da assistência social como referência para transferência de recursos federais levou a uma distorção: menores repasses para as Regiões Centro-Oeste. proporcionalmente. Vale lembrar que esta distorção não é ve rificada nos demais programas como o Bolsa-Família e o Benefício de Prestação Continuada. verifica-se que quanto mais pobre a região maior o número de benefícios recebidos. ainda é o maior financiador da assistência social nestas regiões. Estes programas se caracterizam como transferência direta de renda. direitos individuais ou das famílias. Como o poder público quase não realizava serviços de assistência social diretamente. ao instituir novo instrumento de regulação dos conteúdos e definições da Política Nacional de Assistência Social. Com base nessas exigências e nas deliberações das Conferências de Assistência Social. Norte e Nordeste e maiores para as Regiões Sul e Sudeste e para Municípios de médio e grande portes. a centralização do processo decisório. a generalização e a segmentação dos atendimentos. a exemplo. a questão do financiamento dos serviços. Analisando os números de benefícios concedidos nos dois programas. o co-financiamento da política pelas três esferas de governo e a clara definição das competências desses entes federados. retratados. devido ao fato de que a prestação dos serviços era de competência. predominantemente. Assim. tendo por base o Sistema Único de Assistência Social – SUAS. CONCLUSÕES Em uma análise breve dos dados. historicamente. Esta distorção é explicada. embora a União repasse menos recursos para as Regiões Norte. estabelecimento de pisos de atenção. foi instituída nova sistemática de financiamento representada na Norma Operacional Básica 2005 que. na adoção de séries históricas de despesas como referência para repasse dos recursos federais. Desde a promulgação da Lei Orgânica de Assistência Social – LOAS. Centro-Oeste e Nordeste. Nos últimos dois anos os Estados das Regiões Sul e Sudeste vêm investindo mais em assistência social do que as demais regiões. com a apresentação de um elenco de reivindicações. cujo modelo tem como pressuposto a gestão compartilhada. podemos afirmar que. nas Regiões Sul e Sudeste e nos municípios de médio e grande portes. considerando os portes dos municípios e a complexidade dos serviços. os Estados das Regiões Norte. o financiamento com base no território. Exemplificando. 21 . estão localizadas. o financiamento da política de assistência social brasileira foi marcado por práticas que reforçaram a omissão do poder público na oferta da assistência social como política pública direito do cidadão e dever do estado. mais desenvolvidas. define novas referências à gestão dos recursos para a área da assistência social. programas e projetos da assistência social tem estado presente em todos os fóruns de debate. repasse automático e contínuo fundo a fundo. Centro-oeste e Nordeste sempre receberam menos recursos do governo federal. em parte. reconhecidamente. O acesso é direto e está disponível a residentes de qualquer município brasileiro. no sentido de que sua construção ocorra sobre bases mais sólidas e em maior consonância com a realidade brasileira. das entidades e organizações filantrópicas de assistência social que por sua vez.

considerando-o como a somatória das dotações reservadas às funções da Assistência Social. verifica-se que os benefícios assistenciais dirigidos às pessoas idosas e com deficiência. quer consideremos o conjunto dos Estados da Federação. 2ª) Na ampliação do orçamento destinado à Assistência Social pela União. agregados por Estado. e também o Bolsa-Família. alavancam os percentuais relativos de despesas da assistência em relação ao orçamento da seguridade social e em relação ao orçamento total da União. Três conclusões adicionais podem ser feitas: 1ª) A importância e a dimensão dos recursos federais envolvidos no financiamento da Assistência Social . quer consideremos a totalidade dos Municípios. 3ª) Quanto ao impacto da transferência direta de renda ao cidadão.o percentual de co-financiamento da União está sempre entre 20% e 40% na média nacional. 22 . observamos que o Governo Federal já direciona mais de 6% de seu orçamento da seguridade social. Previdência Social e Saúde.

881.169.366.423.357.422 10.429 313.787.354.867 268.700. ANEXOS Tabela 1 – Percentuais do orçamento total e da seguridade social da União inclusive BPC e RMV exclusive BPC e RMV % do orçamento % da seguridade % do orçamento % da seguridade ano total social total social 2002 0.248 Fonte: Câmara dos Deputados Elaboração: Coordenação–Geral de Planejamento e Avaliação – CGPA/SPOA/SE/MDS VN: Valores Nominais VC: Valores corrigidos pelo IPCA – IBGE Tabela 3 – Benefício de Prestação Continuada – Pessoa com Deficiência 2002 2003 2004 Beneficiário R$ Beneficiário R$ Beneficiário R$ CO 79.109 1.708.074.032.318 657.379 N 96.082 58.426.095.830 2.177.908 118.203 198.849 3.669 SE 227.715.140 1.089 84.069.240.876.033.352.059 NE 190.048.830.154 105.715.742.140 123.959 268.067 111.683.446 Total 584.002 15.150.470.256 N 52.911.897.883 483.311 NE 413.257 2.416.925 81.569 281.188.655 293.237 170.399.275.783 1.10% 2004 1.514.416 367.254 845.446 S 91.53% 0.459.913.149 226.545 96.941 114.493 Fonte: Coordenação–Geral da Gestão dos Benefícios – CGGB/DBA/SNAS/MDS Elaboração: Coordenação–Geral de Planejamento e Avaliação – CGPA/SPOA/SE/MDS Tabela 4 – Benefício de Prestação Continuada – Pessoa Idosa 2002 2003 2004 Beneficiário R$ Beneficiário R$ Beneficiário R$ CO 57.839.027.164 2.123.176.002.22% 1.623.959.127.348 343.150 683.936.381.374 1.019 6.429 431.845 1.370 664.677 219.669.521 258.05% Fonte: Câmara dos Deputados Elaboração: Coordenação–Geral de Planejamento e Avaliação – CGPA/SPOA/SE/MDS BPC: Benefício de Prestação Continuada RMV: Renda Mensal Vitalícia Tabela 2 – Valores nominais e corrigidos pelo IPCA do Orçamento da União Função Assistência Social R$ 1.182 934.251.619 65.724 933.746.69% 3.97% 4.18% 0.115.741 343.051 Total 976.881 154.53% 6.043 563.025 800.79% 2003 0.900 330.863.228.753 101.20% 0.854 1.353.525 Fonte: Coordenação–Geral da Gestão dos Benefícios – CGGB/DBA/SNAS/MDS Elaboração: Coordenação–Geral de Planejamento e Avaliação – CGPA/SPOA/SE/MDS 23 .694 91.295.802 2004 13.027.937.65% 0.191 174.431 254.631.280 9.00 inclusive BPC e RMV exclusive BPC e RMV VN VC VN VC 2002 6.121.695 260.380.251.418 413.373.564 171.526 1.183 94.484 2003 8.363 212.365 2.036.306 SE 296.513.510 980.96% 4.095 S 57.300.345.997 215.977 65. 386.255.827 1.790.099.014.531 7.089 119.597 1.875 1.892 459.857.

537.593.084 PR 32.573 209.524.851 134.990.010.876.578.771.311 108.675.703 73.215 SE 10.186.319.495.750.763.647.966.473.643.075.472 66.017.033.706 114.159.759.047.683 MS 14.910.390 2.271.643.179 BRASIL 525.524.326 PB 14.157 SC 20.352.120 19. Tabela 5 – Co-financiamento dos Estados R$ 1.848 20.372 GO 21.148 17.824.842.673.744 1.563.881 32.262.578 14.397 45.506.669.409 50.059.305 6.302.738 115.533.191 125.837 43.991.013 RJ 19.463 20.527 43.924 365.686 31.994.071 131.440.226 13.557.423.082.324.838.067 29.392.352 17.055.768 9.679 RS 20.325 27.277 114.564.142.220 83.426 17.768 91.302.373 132.385 25.029.850.607 70.359.726.361.161.132 5.962.637.685 ES 11.310 779.459.690 21.848.230 26.928.540.497 TO 4.135 1.533 26.507 330.688 138.792.238.181.507.549 21.800 100.096 33.530 21.040 9.917 93.484 8.627 PA 18.866 215.886 50.648.389.514 12.838 19.064.007 MA 30.169 AP 914.478.105.107.218.916.005.558 63.920 30.577 6.676 MT 8.225.654.661 32.055.806.656.781 6.796 34.159.915.480.323 37.964.763.020 11.981.097.638.865 32.478 6.974.978 13.587 18.477.482.650 3.570 42.312 378.388.537.575.208 29.260.594.851.238 96.254.924.767.406 24.274 CE 19.783.329 PI 13.315 DF 1.965 44.181.462 65.364.000 41.889 75.675.113.023.357.212.916.328.048.055.495 26.318.254 AC 4.297.955.499.720.098.290.362 44.690 RR 4.148 Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional – STN Fundo Nacional de Assistência Social – FNAS Elaboração: Coordenação–Geral de Planejamento e Avaliação – CGPA/SPOA/SE/MDS 24 .449 6.785 51.878.811 21.787.657.163 30.932 63.092.634.072 109.711.785.617 70.950 3.836 74.773.127.116 10.000 52.315 43.073 108.894.594.626 24.276 AM 6.182 111.166 AL 10.809.291.885 376.447.494.443 BA 54.510.156 MG 44.111 11.770 31.646 7.774 5.809 SP 54.00 2002 2003 2004 Despesas dos Despesas dos Repasse do Repasse do Despesas dos Governos UF Governos Governos FNAS FNAS Estaduais Estaduais Estaduais RO 7.484 17.501.155 14.315 92.036 3.144 247.425 22.592 53.579 124.934 38.575 29.381.564 PE 52.533.298.738 2.432 41.673.124 34.505 RN 23.

755.271 2.403.413.233.307.675.430.835.042.896.863 64.370 31.820 37.574.614 9.980.633.178.232.986 48.044 41.00 2002 2003 2004 Despesas dos Despesas dos Despesas dos Repasse do Repasse do Repasse do UF Governos Governos Governos FNAS FNAS FNAS Municipais Municipais Municipais RO 11.469.807.386 826.290 MS 26.280 3.830.801.696.398.587.522.474.004 37.204.127 55.275.755.130.460.328 9.411.020 46.332 31.069.375 87.585.233.459 CE 33.411 36.818.137 17.076.185.560 151.399 1.970 PA 30.370.505 4.934 86.630 7.436 AL 21.682 18.283.923.843 55.415.127 38.521 100.326.214.931 88.036.997 44.974.219.274 14.252.094 29.128.109.252.424 BRASIL 988.753 MT 15.841 68.031.271 ES 17.975 29.195 59.065.792.317.284 TO 7.228.328.746 3.810.518 193.928.899.622 9.015.718.493.175 37.763 799.601 36.304 BA 98.338 2.495 11.946 139.629.500.791.883 226.504 11.602.312.677 60.708.653 195.838 GO 74.584.703.244.529.876 45.768 35.956 12.048.882.719 52.511.793 28.994.792.871 MG 85.776 SE 23.988 27.024 53.052 120.815.623.663.690 3.165 RS 29.376 191.187 23.002.509 MA 48.095 48.576.963.442 10.694 136.048.137 AP 2.646 31.762.582.305.652.260 35.518.098 59.685.154 19.793.185 SC 37.668 87.735 272.233.242 61.370.186.563.110 67.439.723.192 31.308 80.142.649 109.426 57.244 60.015 23.151.241 69.262 370.710.243 83.327.745 35.154.551.189.725 128.695 17.536.335.012.749 4.592.574.686.763.126 22.689 74.421.930.155 70.441 1.808.116.088.906.274.663.563 33.299 95.214.406 149.307.468 11.286.827.060 18.508 302.155.138 981.177.214 128.401.390.084 16.492 PR 57.483 RR 8.508 80.087.322 105.844 54.112.496 22.706.510 7.662 7.945.075.293.721 RJ 44.891 57.696 129.436 31.165.170.115 12.972.333.337 22.187.890 161.889 138.183 121.087 57.974 23.432 249.878.415 147.324.988 47.034 936.828 8.025 295.458.976.060.055 PI 23.539.970.026 Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional – STN Fundo Nacional de Assistência Social – FNAS Elaboração: Coordenação-Geral de Planejamento e Avaliação – CGPA/SPOA/SE/MDS 25 .955.243.236.701 24.689.620.543 93.567.568.428 51.166 97.151 PE 119.413.742 258.555.388.841 70.242.415 AC 7.603 7.886 RN 37.788 46.006.152 203.463 SP 78.094 33.807 10.776.425.211 46.371.834.071 41.882 177.636 326.852.952.407 AM 12.834.076.519 7. Tabela 6 – Co-financiamento dos Municípios R$ 1.057 16.135 32.283 33.281 PB 35.044.103.

31 133.02 DF 141.79 247.36 PE 81.69 502.64 72.92 293.21 277.94 309.231.59 MA 51.56 145.26 250.90 169.43 SE 104.93 50.21 Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional – STN PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Fundo Nacional de Assistência Social – FNAS Elaboração: Coordenação–Geral de Planejamento e Avaliação – CGPA/SPOA/SE/MDS 26 .65 619.36 66.36 100.68 82.03 758.70 MG 60.74 2.23 1.32 RS 80.45 2.71 357.10 238.21 2.00 109.86 AP 160.08 275.33 280.72 129.23 98.75 511.19 RR 372.64 956.94 278.55 632.02 435.40 1.25 480.30 75.63 72.17 529.42 557.87 120.42 88.31 75.30 1.56 82.70 274.61 421.25 RN 248.48 130.299.84 777.11 87.44 483.44 401.11 BA 72.86 234.08 106.26 71.63 PR 104.07 857.20 96.81 284.07 170.35 102.37 140.31 85.97 84.45 329.33 767.52 965.92 160.54 107.496.89 344.10 114.45 ES 71.91 459.95 MS 320.65 357.55 91.86 80.22 649.16 RJ 58.78 280.98 1.81 892.49 395.51 62.534.05 283.89 465.27 39.54 301.00 2002 2003 2004 Despesa Total anual Despesa Total Despesa Total por família anual por anual por com família com família com Despesa Total Despesa Total Despesa Total rendimento rendimento rendimento UF anual por anual por anual por médio médio mensal médio mensal família família família mensal familiar de até familiar de até familiar de 1/2 salário 1/2 salário até 1/2 mínimo mínimo salário mínimo RO 80.01 306.69 TO 252.78 418.97 628.21 GO 240.98 225.92 58.84 1.65 103.72 94.11 224.83 1.46 1.464.45 640.78 272.44 447.57 425.83 535.83 170.93 827.Tabela 7 – Despesas totais anuais por família e por família com renda familiar per capita de até ½ salário mínimo R$ 1.48 BRASIL 100.65 319.43 AL 72.21 MT 91.116.88 302.77 CE 102.25 103.38 687.10 PB 100.13 928.06 102.97 167.80 54.27 94.10 SC 81.31 244.79 PA 92.24 773.74 338.99 624.00 64.44 267.96 899.108.19 1.59 97.53 AM 148.39 65.29 200.44 258.38 254.84 97.10 223.42 PI 145.49 244.33 583.37 556.93 36.95 585.49 313.40 SP 98.123.439.66 101.163.43 101.90 138.49 120.18 345.06 183.44 74.10 86.23 AC 175.87 344.142.49 101.