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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS

CENTRO DE ENGENHARIAS
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

HIDRÁULICA

Prof. Hugo Alexandre Soares Guedes - UFPel

Prof. Demetrius David da Silva – UFV

PELOTAS - RS
AGOSTO - 2014

Índice

UNIDADE 1 – ENGENHARIA HIDRÁULICA ........................................................................ 5
1.1. Introdução ........................................................................................................ 5
1.2. Evolução da Hidráulica .................................................................................... 7
1.3. Panorama e escopo atual na área de Engenharia Civil ................................... 8
1.4. O curso de Hidráulica na UFPel....................................................................... 9

UNIDADE 2 – ESCOAMENTO EM CANAIS SOB REGIME PERMANENTE E
UNIFORME ......................................................................................................................... 11
2.1. Conceito ......................................................................................................... 11
2.2. Elementos geométricos da seção do canal.................................................... 11
2.2.1. Seção transversal .................................................................................... 11
2.2.2. Seção longitudinal ................................................................................... 12
2.3. Classificação dos escoamentos ..................................................................... 12
2.3.1. Em relação ao tempo (t) .......................................................................... 12
2.3.2. Em relação ao espaço (L), para um mesmo tempo (t): ........................... 13
2.3.3. Em relação ao número de Froude (Fr)..................................................... 13
2.3.4. Exemplos de regime de escoamento ...................................................... 15
2.4. Escoamento em regime fluvial permanente e uniforme ................................. 16
2.5. Equações utilizadas no dimensionamento de canais operando em regime
permanente e uniforme ......................................................................................... 18
2.5.1. Equações para o cálculo das seções transversais usuais....................... 19
2.5.2. Seções de máxima eficiência .................................................................. 20
2.6. Velocidades médias (V) aconselháveis e inclinações admissíveis para os
taludes dos canais ................................................................................................ 21
2.7. Folga dos canais ............................................................................................ 23
2.8. Velocidade máxima e vazão máxima em canais circulares ........................... 24
2.9. Diagrama para canais circulares funcionando parcialmente cheios .............. 27
2.9.1. Relação entre uma área molhada qualquer (A) e a área molhada a seção
plena ou a seção cheia (A0) .............................................................................. 27
2.9.2. Relação entre um raio hidráulico qualquer (R) e o raio hidráulico a seção
plena (R0) .......................................................................................................... 28
2.9.3. Relação entre uma velocidade qualquer (V) e a velocidade a seção plena
(V0) .................................................................................................................... 28
2.9.4. Relação entre uma vazão qualquer (Q) e a vazão a seção plena (Q0) ... 28
2.9.5. Relação entre um perímetro molhado qualquer (P) e o perímetro molhado
a seção plena (P0) .............................................................................. 28
2.10. Dimensionamento das seções dos canais ................................................... 29
2

2.10.1. Seções circulares .................................................................................. 29
2.10.2. Seções trapezoidais e retangulares ...................................................... 31
2.10.3. Seções triangulares ............................................................................... 32
2.11. Exercícios de aplicação ............................................................................... 33
2.11.1. Quando se conhece as dimensões do canal ......................................... 33
2.11.2. Quando se deseja conhecer as dimensões do canal ............................ 37
2.12. Exercícios de fixação ................................................................................... 43

UNIDADE 3 – VERTEDORES............................................................................................. 46
3.1. Conceito ......................................................................................................... 46
3.2. Partes constituintes ........................................................................................ 46
3.3. Classificação .................................................................................................. 46
3.3.1. Quanto à forma:....................................................................................... 46
3.3.2. Quanto à espessura (natureza) da parede (e): ....................................... 46
3.3.3. Quanto ao comprimento da soleira (L): ................................................... 47
3.3.4. Quanto à inclinação da face de montante: .............................................. 48
3.3.5. Quanto à relação entre o nível da água a jusante (P’) e a altura do
vertedor (P): ...................................................................................................... 48
3.4. Equação geral da vazão para vertedores de parede delgada, descarga livre,
independentemente da forma geométrica............................................................. 49
3.4.1 Vertedor retangular de parede delgada em condições de descarga livre. 51
3.4.2 Vertedor triangular de parede delgada em condições de descarga livre .. 54
3.4.3 Vertedor trapezoidal de parede delgada em condições de descarga livre 56
3.4.4 Vertedor retangular de parede espessa ................................................... 57
3.5. Instalação do vertedor e medida da carga hidráulica (H) ............................... 59
3.6. Exercícios de Fixação .................................................................................... 60

UNIDADE 4 – ORIFÍCIOS E BOCAIS EM PAREDES DE RESERVATÓRIOS .................. 63
4.1. Orifícios .......................................................................................................... 63
4.1.1 Conceito ................................................................................................... 63
4.1.2 Finalidade ................................................................................................. 63
4.1.3 Classificação ............................................................................................ 63
4.1.4 Fórmula para cálculo da vazão ................................................................ 67
4.2. Bocais ou Tubos Curtos ................................................................................. 74
4.2.1 Conceito ................................................................................................... 74
4.2.2 Finalidade ................................................................................................. 74
4.2.3 Classificação ............................................................................................ 74
4.2.4 Fórmula para cálculo da vazão ................................................................ 76
4.2.5 Escoamento com nível variável (esvaziamento de reservatórios de seção
constante).......................................................................................................... 78
4.2.6 Perda de carga em orifícios e bocais ....................................................... 81
4.2.7 Determinação da velocidade real (V) usando o processo das coordenadas
cartesianas ........................................................................................................ 82
4.3. Exercícios de Fixação .................................................................................... 87

3

........ 14 Apêndice 3.........2 Classificação .................. 91 5................1 Conceito ...............................1.....3 Viscosidade ............................ Condutos Forçados ...........................................................1. Orifícios e Bocais ......................3........................... 1 Apêndice 2.................. 93 5.............................1............ 123 5............................................................................................................................. 128 Apêndice 1.... 121 5.............................. Condutos em paralelo .... 93 5.......................................................... Vertedores.............................................................. 95 5.....6..................................................................................... 22 Apêndice 4... Conduto com uma tomada intermediária ................................ 113 5.........................1.............................. 91 5.............................. Conceitos .......................UNIDADE 5 – ESCOAMENTO EM CONDUTOS FORÇADOS SOB REGIME PERMANENTE .. 91 5................5...............................................3..................... 95 5...............4........................6..... 104 5...........................1 Condutos forçados ......... 92 5................................................................................................. 96 5.................................. Condutos em série .............. 91 5...........2.........4 Perda de carga acidental............................3.............................. 95 5.......................................... Perda de Carga ............3 Perda de carga contínua em condutos de seção constante em regime permanente e uniforme e escoamento incompressível ............................... 115 5....................6.........................................................2........................................4 Rugosidade interna das paredes dos condutos ....................3.........................3..............2 Número de Reynolds ............................................ Conduto com distribuição em marcha ou condutos com distribuição em percurso ou condutos com serviço em trânsito ...................................... Condutos Livres: tabelas e figuras...... Deduções das equações para o cálculo das grandezas geométricas das seções dos canais ................. Exercícios de Fixação ........ 121 5.........................................1.. Regimes de escoamento de acordo com o número de Reynolds (Rey) .................................. Condutos em equivalentes...........................7................ 27 4 ......................1............

Sistemas de água potável e esgotos. • Hidráulica Aplicada ou Hidrotécnica: aplica os princípios e leis estudadas na Hidráulica Teórica nos diferentes ramos da técnica. c. b. a Hidráulica se divide em Hidrostática. líquidos sem coesão. c. (1998). d. b. 5 . as áreas de atuação da Hidráulica Aplicada ou Hidrotécnica são: I) Urbana: a. Sistemas de abastecimento de água. quer em repouso. o termo “hidráulica” advém do grego hydor (água) e aulos (tubo. nos dias atuais. Sistemas de drenagem pluvial. UNIDADE 1 – ENGENHARIA HIDRÁULICA 1.1. que estuda as condições de equilíbrio dos líquidos em repouso. Sistemas de drenagem. Introdução Teoricamente. quer em movimento. condução) significando condução de água. Comerciais. Residenciais. Quanto à aplicação dos conceitos. Dessa forma. ou seja. Sistema de irrigação. Sistema de esgotamento sanitário. III) Instalações prediais: a. d. c. Canais. que trata dos líquidos em movimento. a hidráulica pode ser dividida em: • Hidráulica Geral ou Teórica: estuda as leis teóricas da Mecânica aplicadas ao repouso e ao movimento dos fluidos ideais. b. Industriais. De acordo com Azevedo Netto et al. e Hidrodinâmica. Entretanto. II) Agrícola: a. viscosidade e elasticidade. o termo possui um significado muito mais amplo: é o estudo do equilíbrio e comportamento da água e de outros líquidos. Públicas.

• Hidrologia: o dimensionamento de estruturas hidráulicas deve ser acompanhado de um minucioso estudo hidrológico visando determinar a vazão de projeto para um determinado período de retorno. por exemplo: • Aterros • Dragagens • Poços • Barragens • Drenos • Reservatórios • Bombas • Eclusas • Tubos e canos • Cais de porto • Enrocamentos • Turbinas • Canais • Flutuantes • Válvulas • Comportas • Medidores • Vertedores • Diques • Orifícios • Etc. IV) Lazer e paisagismo V) Estradas (drenagem) VI) Controle de Enchentes e Inundações. • Cálculos teóricos e empíricos. Os conhecimentos de hidráulica podem ser aplicados em diversos empreendimentos como. com o uso de computadores capazes de resolver equações de grande complexidade. • Modelos físicos reduzidos: utilizar de modelos reduzidos para resolver problemas maiores. • Modelos matemáticos de simulação: dependendo do problema será necessário utilizar ferramentas avançadas de cálculos. VII)Geração de energia VIII) Navegação e obras marítimas e fluviais Durante a prática profissional. 6 . o engenheiro hidráulico deverá utilizar os seguintes instrumentos: • Analogias: utilizar da experiência adquirida em outras ocasiões para solucionar problemas atuais.

tem contribuído na solução de problemas técnico-econômicos para o projeto e implantação de obras hidráulicas e propiciado a montagem de modelos de simulação que permitem prever e analisar fenômenos dinâmicos até então impraticáveis de se proceder. além de abreviar cálculos. No século XVI. Um novo tratado publicado em 1586 por Simon Stevin (1548 – 1620).2. O processamento de dados com o auxílio de computadores.. foi construído na Assíria.C. em consequência do emprego de novas máquinas hidráulicas. capazes de resistir a pressões internas relativamente elevadas. Alguns princípios de Hidrostática foram enunciados por Arquimedes (287 – 212 a. O primeiro sistema público de abastecimento de água de que se tem notícia. Assim. por exemplo.. existiam coletores de esgoto desde 3750 a. com o desenvolvimento da produção de tubos de ferro fundido. Durante a XII dinastia.C. tendo em vista que a água distribui-se de forma irregular. o arqueduto de Jerwan. Evolução da Hidráulica A Hidráulica esteve presente ao longo de praticamente toda a história da humanidade. quando tornou-se necessário efetuar-se a compatibilização da sua oferta e demanda. em função da necessidade essencial da água para a vida humana.C). 691 a. com o crescimento das cidades e a importância cada vez maior dos serviços de abastecimento de água e. realizaram-se importantes obras hidráulicas. Importantes empreendimentos de irrigação também foram executados no Egito. é que a Hidráulica teve um progresso rápido e acentuado (AZEVEDO et al. Assim foi que Leonardo da Vinci (1452 – 1519) apercebeu-se da importância das observações nesse setor. ainda. tão em moda na Itália. e as contribuições de Galileu Galilei (1564 – 1642). a atenção dos filósofos voltou-se para os problemas encontrados nos projetos de chafarizes e fontes monumentais.C. existiam canais de irrigação construídos na planície situada entre os rios Tigre e Eufrates e. tendo em vista a necessidade absoluta da água.C.1. ou 7 . no seu “Tratado Sobre Corpos Flutuantes”. Na Mesopotâmia. em Nipur (Babilônia). De fato. Evangelista Torricelli (1608 – 1647) e Daniel Bernoulli (1700 – 1783) constituíram a base para o novo ramo científico. Apenas do século XIX. no tempo e no espaço. sob a orientação de Uni. a história da Hidráulica remonta ao início das primeiras sociedades urbanas organizadas. torna-se necessário o seu transporte dos locais onde está disponível até os locais onde é necessária (BAPTISTA & LARA. 1998). destinado a regularizar as águas do baixo Nilo. 2003). inclusive o lago artificial Méris. 25 séculos a. 250 a.

Figura 1. localizada no Rio Paraná. percebe-se que a Hidráulica desempenha um papel fundamental em diversas modalidades de engenharia.feitos com tão significativas simplificações.3. que comprometiam a confiabilidade (AZEVEDO et al. sistemas hidráulicos de geração de energia. a propagação de cheias e a delimitação de áreas inundáveis. a Hidráulica encontra-se presente em praticamente todos os tipos de empreendimentos que possuem a água como agente principal. utilizam a Hidráulica como importante ferramenta de trabalho. Dentro do campo de trabalho do engenheiro civil. 8 . é equipada com 18 turbinas com capacidade nominal de 12. Panorama e escopo atual na área de Engenharia Civil Atualmente. entre outros. Desta forma. 1. gerou 98.870 MW.. por exemplo.000 m3s-1. pode-se definir a Hidráulica como sendo a área da engenharia correspondente à aplicação dos conceitos de Mecânica dos Fluidos na solução de problemas ligados à captação. 1998). como. armazenamento. no trecho de fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Usina hidrelétrica de Itaipu – Fonte: Itaipu Binacional. a Usina Hidrelétrica de Itaipu.287 GWh no ano 2012. controle. obras de infraestrutura. A análise dos problemas ligados ao projeto e gestão de reservatórios. adução e uso da água. integrando-se também em diversos outros campos profissionais. Como exemplo de grande empreendimento de geração de energia elétrica. com vazão média diária de cerca de 12. entre outros.

entre outros. Quando essas declividades são diferentes o regime de escoamento ora é subcrítico ora é supercrítico. ou escoamento em canais abertos. é caracterizado por apresentar pressão diferente da pressão atmosférica. O escoamento livre. Em Saneamento Básico. Em geral. são empreendimentos importantes na área de Transportes. adução e distribuição de águas de abastecimento urbano e industrial. seja maior (pressão positiva) ou menor (pressão negativa). encontra-se presente desde a captação. O escoamento forçado. tais como bueiros e pontes. nos escoamentos livres estas condições podem ser variáveis no tempo e no espaço. O regime crítico. Ao passo que nos escoamentos em condutos forçados as condições de contorno são sempre bem definidas. à pressão atmosférica. As obras de infraestruturas. subcrítico e supercrítico. Dentro da área de Engenharia Ambiental a hidráulica ganha importância principalmente nos estudos envolvendo cursos d’água. Essa variação faz com que haja três diferentes regimes: crítico. acontece quando a declividade do fundo do canal se iguala com a declividade da superfície da água. problemas relacionados com erosão e assoreamento. ou escoamento em condutos fechados. O curso de Hidráulica na UFPel Em termos gerais. além de portos. a velocidade de escoamento é menor que a velocidade crítica e a profundidade de escoamento é maior que a profundidade crítica. Nas estações de tratamento de água e esgoto é fundamental nos processos físicos inerentes ao processo. hidrovias e eclusas. ou seja. submetido. o curso de Hidráulica disponibilizado pelo departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de Pelotas – UFPel é dividido em escoamentos livres e forçados. o regime subcrítico ou fluvial acontece quando o escoamento é dito tranquilo. portanto. sendo caracterizada por uma velocidade crítica e uma profundidade crítica. é caracterizado pela presença de uma superfície em contato com a atmosfera. dispersão de poluentes. 1. a área de Hidráulica desempenha também um papel importante em muitos empreendimentos. de forma geral. que necessitam dos conhecimentos de Hidráulica. até os sistemas de controle e esgotamento sanitário e de drenagem pluvial. como à preservação dos ecossistemas aquáticos. Com efeito.4. O regime supercrítico ou 9 .

observa-se uma situação de ocorrência de fenômeno bastante importante em Hidráulica. que corresponde a um escoamento bruscamente variado. a mesma declividade de fundo ao longo de seu comprimento. Posteriormente é feita a análise dos sistemas de recalque. caracterizado por uma grande turbulência e uma acentuada dissipação de energia. como tubulações de múltiplas saídas. por exemplo). Este tipo de escoamento só ocorre em canais prismáticos de grande comprimento. para aqueles canais que apresentam a mesma seção transversal (com as mesmas dimensões). associação de condutos. por exemplo. captação de águas subterrâneas. ou seja. entre outros. além de apresentar os medidores Venturi e Diafragma.torrencial é o contrário. Algumas abordagens dentro de condutos forçados. Com efeito. De inúmeras aplicações na Engenharia Civil. Define-se instalação de recalque o conjunto de tubulações e peças especiais que transporta o fluido de uma cota inferior para uma cota superior. onde é estudado o escoamento em vertedores. o dimensionamento dos canais apresentado no curso é feito considerando o regime crítico permanente e uniforme. a velocidade de escoamento é maior que a velocidade crítica e a profundidade de escoamento é menor que a profundidade crítica. A passagem do regime supercrítico a subcrítico é verificada em mudanças de declividades e em saídas de comportas. além da mesma rugosidade das paredes. sistemas urbanos de abastecimento doméstico. drenagem. É abordado também o assunto Hidrometria em Condutos Livres e Forçados. Em geral essa passagem não é feita de modo gradual. também é feita no curso de Hidráulica. 10 . Essa perda de carga é analisada por meio de equações teóricas (Fórmula Universal) e empíricas (Equação de Hazen-Williams. sifões. as instalações de recalque estão presentes em praticamente todos os empreendimentos que necessitam da utilização de bombas. sendo o escoamento submetido à presença de uma bomba hidráulica. O dimensionamento dos condutos forçados é feito por meio do estudo das equações de energia adicionado com a dissipação de energia (perda de carga) dentro dos condutos. como projetos de estações de tratamento de água e esgoto. o Ressalto Hidráulico. ou seja. orifícios e bocais. Entretanto. a qual é um dispositivo responsável por fornecer energia ao fluido.

Elementos geométricos da seção do canal 2.2.1.1. Talude (z): é a tangente do ângulo (α) de inclinação das paredes do canal. Elementos geométricos da seção transversal dos canais. y = yc (profundidade crítica).3. Profundidade média ou profundidade hidráulica (ym): é a relação entre a área molhada (A) e a largura da superfície líquida (B).6.2.2. 11 .1.2. Conceito Canais são condutos no qual a água escoa apresentando superfície sujeita à pressão atmosférica. 2. Figura 2.5.1. 2. Seção transversal 2. No regime de escoamento uniforme. Profundidade de escoamento (y): é a distância vertical entre o ponto mais baixo da seção e a superfície livre.2.1. 2.1. 2. UNIDADE 2 – ESCOAMENTO EM CANAIS SOB REGIME PERMANENTE E UNIFORME 2. 2.1.2. 2.2.2.1. Na Figura 2 são apresentados os elementos geométricos da seção transversal dos canais.2. y = yn (profundidade normal) e no regime de escoamento crítico. Perímetro molhado (P): é o comprimento da linha de contorno molhada pela água.1. Seção molhada (A): é toda seção perpendicular molhada pela água.4 Raio hidráulico (R): é a relação entre a área molhada e o perímetro molhado.

=0 .3. Em relação ao tempo (t) a. p e ρ). Declividade de superfície (J): é a tangente do ângulo de inclinação da superfície livre da água (J = tgλ).2.3. Permanente ou estacionário: quando grandezas físicas de interesse como velocidade (V). 2. Não Permanente ou transitório: quando grandezas físicas de interesse (V. =0 ∂t ∂t ∂t b. 2.2. Declividade de fundo (I): é a tangente do ângulo de inclinação do fundo do canal (I = tg θ ).2.1.2. Classificação dos escoamentos 2. ≠0 ∂t ∂t ∂t 12 . ou seja: ∂V ∂p ∂ρ =0 . Figura 3.2. ou seja: ∂V ∂p ∂ρ ≠0 . Na Figura 3 são apresentados os elementos geométricos da seção longitudinal dos canais.2.2. Seção longitudinal 2. Elementos geométricos da seção longitudinal dos canais. pressão (p) e massa específica (ρ) permanecem constantes com decorrer do tempo (t) num determinado ponto do escoamento.1. variarem com decorrer do tempo (t) num determinado ponto do escoamento. ≠0 .2.

a. Em relação ao espaço (L). sendo Vc a velocidade crítica e yc a profundidade crítica. Nesse caso a profundidade de escoamento (y) é igual à profundidade crítica (yc). podendo ser escrito como: V Fr = (adimensional) gy m sendo: V . Não Uniforme ou variado: quando a velocidade média variar em qualquer ponto ao longo do escoamento. 2.3. ou seja: y < yc. ou seja y = yc. Regime de escoamento supercrítico ou torrencial ou rápido (T): ocorre para Fr > 1 e a profundidade do escoamento (y) é menor que a profundidade crítica (yc). sendo V < Vc e I < Ic. Em relação ao número de Froude (Fr) O número de Froude (Fr) expressa à raiz quadrada da relação existente entre as forças de inércia e de gravidade.3. b.3. Regime de escoamento fluvial ou subcrítico ou lento ou tranquilo (F): ocorre para Fr < 1 e y > yc. Pode-se afirmar também que V = Vc e I = Ic. sendo V > Vc e I > Ic. 13 .a velocidade média de escoamento. para um determinado tempo. c. para um determinado tempo.2. ou seja: dV ≠0 dL A Figura 3 é um exemplo de escoamento não uniforme. Regime de escoamento crítico: ocorre para Fr = 1. podendo-se dizer que o escoamento ocorre em regime uniforme crítico. para um mesmo tempo (t): a. ou seja: ∂V =0 ∂L b. Uniforme: quando a velocidade média for constante em qualquer ponto ao longo do escoamento.2.

a seção de controle. separando. o nome Seção de Controle é aplicado a toda seção para a qual se conhece a profundidade de escoamento. Com efeito. como na crista de vertedor de barragem. não sendo possível definir-se a seção de ocorrência do regime crítico. Na Figura 4 estão apresentados os regimes de escoamento em relação ao número de Froude. um trecho de escoamento supercrítico de outro de escoamento subcrítico. portanto. a profundidade. seja através de um dispositivo artificial de controle de vazão ou através do nível 14 . ou uma determinada condição natural ou artificial qualquer. as seções de controle podem ser divididas em três tipos distintos: “controle crítico”. Seções de controle em um perfil de linha d’água. na qual são válidas as equações vistas no item anterior. sendo SC a Seção de Controle. “controle artificial” e “controle de canal”. ou seja. O controle crítico é aquele associado à ocorrência da profundidade crítica. observa-se uma situação de ocorrência de fenômeno bastante importante em Engenharia Hidráulica. condicionada pela ocorrência do regime crítico ou por uma estrutura hidráulica. Fonte: Baptista e Lara (2003) A passagem do regime supercrítico a subcrítico é verificada em mudanças de declividades e em saídas de comportas. que corresponde a um escoamento bruscamente variado. caracterizado por uma grande turbulência e uma acentuada dissipação de energia. a velocidade e a vazão. Em geral ocorre na passagem do escoamento subcrítico a supercrítico. O controle artificial ocorre sempre associado a uma situação na qual a profundidade do fluxo é condicionada por uma situação distinta da ocorrência do regime crítico. A condição de profundidade crítica implica em uma relação unívoca entre os níveis energéticos. por exemplo. que de alguma forma controla o escoamento. A passagem do escoamento supercrítico para o escoamento subcrítico ocorre através do ressalto. Figura 4. o Ressalto Hidráulico. Em geral essa passagem não é feita de modo gradual. Em termos gerais. Assim. criando assim uma Seção de Controle. por exemplo.

Água escoando por um canal de seção molhada constante. com seção molhada constante.4. Água escoando por um canal de seção crescente com carga constante: o escoamento é classificado como permanente e não uniforme. condicionando as características do fluxo. como uma comporta. um curso d’água. e d. a partir das equações do regime crítico. quando houver a ocorrência do escoamento uniforme. As seções de controle desempenham papel extremamente importante na análise e nos cálculos hidráulicos para determinação do perfil do nível d’água.3. as seções de controle constituem-se nos pontos de início para o cálculo e o traçado dos perfis de linha d’água. por exemplo. O controle de canal ocorre quando a profundidade de escoamento é determinada pelas características de atrito ao longo do canal. mesma declividade de fundo e mesma rugosidade das paredes: o escoamento é classificado como permanente e uniforme. Água escoando por um canal longo. 15 . de seção constante com carga constante: o escoamento é classificado como permanente e uniforme. com carga crescente ou decrescente: o escoamento é classificado como não permanente e uniforme. para efetuar medidas de vazões em cursos d’água. c. prescindindo da determinação da velocidade de escoamento. Assim. busca-se identificar seções de controle e.d’água de um corpo de água. 2. De um ponto de vista prático pode ser citado que os conceitos relativos às seções de controle permitem a adequada definição da relação “nível d’água (cota)/vazão”. ou seja. ou uma estrutura hidráulica. De fato. Exemplos de regime de escoamento a. pode-se avaliar a vazão diretamente a partir da geometria. Canais com estas características são chamados de canais prismáticos. a ocorrência de um controle artificial pode ser associada ao nível de um reservatório. Assim. Água escoando através de um canal de mesma seção reta. Esta importância é devida tanto ao fato de conhecermos a profundidade de escoamento na seção como também pela sua implicação com o regime de escoamento. b.

4. além da mesma rugosidade das paredes. Essa situação é instável e dificilmente ocorre em canais prismáticos. Para os casos em que a declividade (I) é crítica. ou seja. Escoamento em regime fluvial permanente e uniforme Do ponto de vista cinemático duas condições devem ser satisfeitas: ∂V ∂V =0 e =0 ∂t ∂L Este tipo de escoamento só ocorre em canais prismáticos de grande comprimento. Quando a declividade (I) é forte (I > Ic) o escoamento permanente uniforme supercrítico só é atingido após passar por um trecho denominado zona de transição (onde o escoamento é não uniforme ou variado). 16 . por exemplo. Figura 5.2. Perfil longitudinal para um escoamento supercrítico (yn < yc). Na Figura 6 pode-se observar a ocorrência do regime crítico nas seções (A) e (B) onde y = yc. Pode ocorrer em trechos ou seções dos canais projetados especificamente para determinados fins como a medição de vazão. para aqueles canais que apresentam a mesma seção transversal (com as mesmas dimensões). a linha de energia e o fundo do canal apresentam a mesma declividade (I = J). Quando a declividade (I) é fraca. a mesma declividade de fundo ao longo de seu comprimento. o escoamento permanente uniforme subcrítico é atingido logo após a seção A do escoamento (Figura 6). Nesse caso a superfície da água. o escoamento deixa de ser uniforme passando a não uniforme ou variado. Havendo queda na extremidade final do canal. cujo comprimento dependerá principalmente das resistências oferecidas ao escoamento (Figura 5). o escoamento se realiza em regime permanente uniforme crítico em toda a sua extensão (Figura 7).

essa forca é proporcional ao quadrado da velocidade. O atrito. a velocidade cresce a partir da seção (A) para jusante e cresceria indefinidamente na ausência do atrito entre o fundo e as paredes do canal com o líquido. Figura 7. nos canais de declividade fraca (Figura 6). Perfil longitudinal para um escoamento crítico (yn = yc). É de se esperar. Havendo uma queda. Pela ação da gravidade. o escoamento é dito uniforme. entretanto. dá origem à força de atrito ou tangencial que se opõe ao escoamento. Figura 6. passando a não uniforme. estabeleça um equilíbrio entre as forças de atrito e a gravitacional. portanto que a velocidade ao atingir certo valor. 17 . uma mudança de declividade (o que provoca uma variação na velocidade) o escoamento deixa novamente de ser uniforme. Perfil longitudinal para um escoamento subcrítico (yn > yc). O estudo apresentado daqui pra frente refere-se a casos de canais operando em regime fluvial permanente e uniforme. uma mudança de seção. daí para frente.

Equações utilizadas no dimensionamento de canais operando em regime permanente e uniforme a) Equação de Chézy V = C RI (1) em que: C – coeficiente de Chézy. Substituindo-se a equação 3 na equação 1. pode ser obtido da Tabela 2B (Apêndice 2). e pode ser calculado pelas equações apresentadas em (b) e (c).coeficiente de Bazin. dependendo os seus valores numéricos do sistema de unidades adotado. pode ser obtido da Tabela 2A (Apêndice 2). a seguir: b) Equação de Bazin 87 R (2) C= γ+ R em que: γ . n e γ são grandezas dimensionais. As equações apresentadas anteriormente são 18 .coeficiente de Manning.5. a velocidade se escreve como: 1 2 / 3 1/ 2 (4) V= R I n Para a vazão. a equação de Manning se escreve como: A 2 / 3 1/ 2 (5) Q = AV = R I n Os coeficientes C.2. c) Equação de Manning R1 / 6 (3) C= n em que: n .

válidas para o sistema MKgfS, ou SI (MKS) sendo: Q em m3s-1, V em ms-1, R em m; A em
m2 e I em mm-1.

2.5.1. Equações para o cálculo das seções transversais usuais

Na Tabela 1 estão apresentadas as equações para o cálculo das seções
transversais usuais de canais. Ressalta-se que todas as equações estão deduzidas no
Apêndice 1.

Tabela 1. Equações para canais de seção transversal usual
Raio Largura da
Área Perímetro Profundidade
Seção hidráulico superfície
molhada (A) molhado (P) média (ym)
(R) (B)

y n (b + zy n ) b + 2 y n z + 1
2 A A
b + 2 zy n
P B

zy n yn
2 yn z 2 + 1
2
zy n 2 zy n
2 z2 +1 2

A
by n b + 2 yn b yn
P

2 θD D senθ   θ D  θ − senθ 
D
(θ - senθ ) 2
1 −
4

θ 
D sen
 2

8  sen θ 
8  2 
θ =rd θ =rd θ =rd θ =rd
θ =rd

πD 2 πD D yn πD
= D = 2 yn
8 2 4 2 8

Ainda para o canal circular:

19

D θ (6)
yn = 1 − cos 
2 2

 yn  (7)
θ = 2 arccos1 − 2 
 D

2.5.2. Seções de máxima eficiência

Analisando a equação:

A
Q= R 2 / 3I1/ 2
n

Uma maior vazão (Q) poderá ser conseguida:

a. Aumentando-se a área (A), o que implica em maiores custos;
b. Aumentando-se a declividade de fundo (I), o que implica em perigo de erosão além
de perda de altura, para terrenos com baixa declividade; e
c. Diminuindo-se a rugosidade (n), o que implica em paredes e fundo do canal
revestidos, aumentando os custos.

A solução viável é o aumento do raio hidráulico (R) mantendo-se as outras
grandezas constantes, ou seja: para uma mesma área, uma mesma declividade de fundo e
a mesma rugosidade (n), uma maior vazão é conseguida com um aumento do raio
hidráulico (R). Como R = A/P, e já que A deverá ser mantida constante, o perímetro
molhado deverá ser diminuído. Quando o perímetro molhado for mínimo, R será máximo e
Q também.
Na Tabela 2 estão apresentadas equações a serem utilizadas no dimensionamento
de canais de seções de máxima eficiência. Cabe ressaltar novamente que as equações
aqui apresentadas estão deduzidas no Apêndice 1.

20

Tabela 2. Equações para canais de máxima vazão também chamados de: canais de mínimo perímetro molhado, canais de seção econômica, canais de
máxima eficiência, canais de mínimo custo

Raio Largura
Área molhada Perímetro Profundidade Largura de
Seção hidráulico superficial
(A) molhado (P) média (ym) fundo (b)
(R) (B)

(
yn 2 1 + z
2 2
− z) (
2 yn 2 1 + z 2
− z)
yn
2 yn 1 + z 2 (
yn 2 1 + z 2 − z ) (
2 yn 1 + z 2 − z )
2 2 1+ z 2

2 yn
2 yn 4 yn 2 yn yn 2 yn
2

2 yn yn
yn 2 2 yn 2 yn b=0
2 2 2

α =45°

21

Assim. podem-se evitar velocidades excessivas. a seção do canal deve ser dimensionada para suportar a vazão de cheia ou vazão de enchente. por exemplo. pode ser feito atuando: a) na declividade de fundo (para evitar grandes velocidades). fazendo variar a declividade de fundo com a formação de degraus (Figura 8. Variação da declividade com a formação de degraus (a) e muros de fixação do fundo (b).6. Consegue-se contornar 21 .a) ou construção de muros de fixação do fundo (Figura 8. É definida como sendo a velocidade acima da qual ocorre erosão das paredes e do fundo do canal. em canais com grande descarga sólida (caso dos coletores de esgotos sanitários) ou em canais submetidos a grandes variações de vazões (caso dos canais de retificação dos cursos de água naturais). devemos levar em consideração certas limitações impostas pela qualidade da água transportada e pela natureza das paredes e do fundo do canal. Determina-se à velocidade mínima (Vmín) permissível tendo em vista o material sólido em suspensão transportado pela água. a velocidade média V do escoamento deve enquadrar-se em certo intervalo: Vmín < V < Vmáx. A velocidade máxima (Vmáx) permissível é determinada tendo em vista a natureza das paredes do canal. geralmente. É definida como sendo a velocidade abaixo da qual o material sólido contido na água decanta. Nos períodos de seca a velocidade pode se tornar inferior à mínima permitida. Assim. Velocidades médias (V) aconselháveis e inclinações admissíveis para os taludes dos canais No dimensionamento dos canais.2. no dimensionamento das seções dos canais. No caso de canais submetidos a grandes variações de vazão no decorrer do ano. (a) (b) Figura 8. produzindo assoreamento no leito do canal.b). O controle da velocidade. e b) nas dimensões da seção transversal ou na sua forma (para evitar pequenas velocidades). A necessidade de evitar pequenas velocidades ocorre.

84 0.76 Terreno silt-argiloso 0. Velocidades médias mínimas para evitar depósitos: Águas com suspensões finas 0.76 0. solo cascalhento 1. (a) (b) (c) Figura 9.14 Terreno argiloso.00 Concreto 4.05 4.46 0.60 a 1.45 ms-1 Águas residuárias (esgotos) 0.30 0. Seções transversais compostas para canais com grandes variações de vazão.52 1.61 0.84 Terreno de aluvião 0. duro.46 Areia grossa 0.91 Terreno argiloso compacto 0. Na Tabela 3 a seguir são apresentados os limites aconselháveis para a velocidade média nos canais.44 Alvenaria 2. piçarra 1.30 ms-1 Águas transportando areias finas 0.00 Havendo material sólido em suspensão. recomenda-se: a.60 ms-1 b.60 a 1. Velocidades práticas: Canais de navegação. Tabela 3. transportando água limpa.50 ms-1 Aquedutos de água potável 0. sem revestimento até 0.23 0.30 ms-1 Coletores e emissários de esgoto 0.61 Terreno arenoso comum 0.52 Cascalho grosso.05 Rochas compactas 3.00 6. Velocidades média e máxima recomendada para canais em função a natureza das paredes Velocidade (ms-1) Natureza das paredes do canal Média Máxima Areia muito fina 0.44 3.22 1.50 ms-1 22 .91 1. pedregulho.este inconveniente adotando formas de seção especiais (seções compostas) como às indicadas na Figura 9.83 Rochas sedimentares moles-xistos 1.30 Areia solta-média 0.83 2.

Deste modo. da natureza das paredes. somente a largura da superfície do canal (B) é alterada. 0. Traça-se o canal conforme o cálculo.3° 1.4°. concreto 0° 0 2. Folga dos canais Na prática é sempre conveniente reforçar.2° a 78.75 Terra compacta sem revestimento 56. passando pelo novo valor de yn. 1. Esta folga além de contrabalancear a diminuição de sua capacidade. Aumenta-se a altura yn de 20 a 30% e traça uma paralela ao fundo do canal. as dimensões do canal.2° 1. causada pela deposição de material transportado pela água e crescimento de vegetação (caso de canais de terra). alvenaria de pedra bruta 26. isto é. b. é a inclinação das paredes laterais. 23 . Esta inclinação depende. Prolonga-se a reta correspondente ao talude do canal até tocar a paralela. terra porosa 63. na definição da forma da seção do canal. Depois de dimensionado o canal para escoar a vazão de projeto. principalmente.5 Terra muito compacta. alvenaria acabada. Valores máximos aconselháveis para inclinação das paredes laterais dos canais trapezoidais e triangulares Natureza das paredes do canal θ z = tg θ Canais em terra sem revestimento 68.7° 2.5 Rocha compacta. Tabela 4. Outra limitação prática que deve ser levada em consideração.5 a 5 Canais em saibro. yn. O procedimento adotado é o seguinte: a. z.4° 2 Cascalho roliço 60. evita também transbordamento causado por água de chuva. por medida de segurança. obstrução do canal etc.7. e c. é usual estabelecer uma folga de 20 a 30% na sua altura (yn). valores máximos aconselháveis para o caso das seções trapezoidais e triangulares.25 Rocha estratificada. conservam-se os valores de b.5°. paredes rochosas 51. estando indicados na Tabela 4. principalmente no caso das seções trapezoidais.

sabe-se que: D θ yn =  1 − cos  2 2 D 257  yn =  1 − cos  2 2  y n = 0 .2.49rd = 257° (para V máximo) Pela equação 6. 5 e Tabela 1. tem-se: ∂V D 2 / 3 I 1 / 2  2  senθ  −1 / 3  θ  θ − senθ   = 2/3  1 −  −  = 0 ∂θ 4 n  3  θ   θ2   senθ − θ cos θ = 0 (: cos θ ) tgθ = θ θ = 4 . Velocidade máxima e vazão máxima em canais circulares De acordo com as equações 4.81D (para V máximo) 24 .8. I constantes e igualando a zero. vem: 2/3 1  D  senθ   D 2 / 3 I 1 / 2  senθ  2/3 V =  1 −  I 1/ 2 = 1 −  n4 θ  42 / 3 n  θ  Derivando V em relação à θ para D. n. observa-se que: 1 2 / 3 1/ 2 (4) V= R I n A 2 / 3 1/ 2 (5) Q= R I n D  senθ  (8) R= 1 −  4 θ  D2 (9) A= (θ − senθ ) 8 Substituindo a equação 8 em 4.

I constantes. Para V máximo: θ = 257° e y n = 0 . chega-se à seguinte expressão: 2θ − 3θ cos θ + senθ = 0 cuja solução é: θ = 5. I constantes e D = 1 m. Substituindo. o que diminui o raio hidráulico (R). n. Mantendo-se. diminuindo consequentemente a vazão (Q).95 D Observação: A partir de yn = 0. o que pode ser melhor entendido no exemplo apresentado a seguir.81D b. tem-se: 25 . tem-se: a. agora. pela equação 5.379rd = 308 ° (para Q máximo) Usando novamente a equação 6 vem: D θ yn = 1 − cos  2 2 D 308  yn = 1 − cos  2 2  y n = 0.95D. pequenos acréscimos em yn ocasionam pequenos acréscimos na área molhada e maiores acréscimos no perímetro molhado. Para Q máximo: θ = 308° e y n = 0 . igualando a zero e fazendo as devidas simplificações.95 D (para Q máximo) Resumindo. vem: 2/ 3 1  D2 (θ − senθ )  D 1 − senθ   Q=   I 1/ 2 n 8  4  θ  D 8 / 3 I 1 / 2 (θ − senθ ) (θ − senθ )1 − senθ  2/3 5/3 D8 / 3 I 1/ 2 Q= = 13 / 3 2 n  θ  213 / 3 n θ 2/3 Derivando Q em relação à θ . n. a equação 8 e 9 em 5. para D.

771 m2 θD P= = 2 .5°  D θD P= = 2 .287 ) = 0 .379rd = 308 o D2 A= (θ − senθ ) 8 A = 0.98 m:  yn  θ = 2 arccos1 − 2  = 5.855 m 2 D2 A= (θ − senθ ) = 0.71rd = 327 .771(0 . A 2 / 3 1/ 2 Q= R I n I 1/ 2 Fazendo: = K .689 m 2 A R= = 0.95 m  2 yn  θ = 2 arccos1 −   D  θ = 5. tem-se: Q = KAR 2 / 3 .287 m P Q = K 0 . sendo k uma constante e para yn = 0.95D chega- n se a: yn = 0.335 K (máxima vazão) 2/ 3 Aumentando o valor de yn para 0.781 m2 8 26 .

355k para 0. Apêndice 2).98 m.273 m 4 θ  Q = K 0 . passando de 0. os cálculos da velocidade. θ deve ser tomado em radianos ( θ = rd). são facilmente obtidos com o uso desse diagrama. do raio hidráulico.75 (NBR-568).82 iguala-se a vazão escoada para o canal a seção plena (ver Figura 2A. lembrando que para todas as relações.329k. pois como os canais circulares dificilmente funcionam a plena seção (seção cheia). D  senθ  R= 1 −  = 0 . podendo o canal circular trabalhar como conduto forçado para um acréscimo de y n .273) = 0 . O diagrama é obtido relacionando-se os elementos do canal de seção qualquer com esses mesmo elementos a seção plena.95 m para 0. A vazão escoada para a relação yn = 0. já que a área a plena seção é o dobro da área a meia seção (Ver Figura 2A. Diagrama para canais circulares funcionando parcialmente cheios Este estudo é de grande importância. Apêndice 2). o escoamento é hidraulicamente instável. à seção parcialmente cheia.9.1. c. 2.329 K 2/3 Nota-se que quando yn aumenta de 0. 2. b. Nas condições se máxima vazão. A velocidade média a plena seção é igual à velocidade média a meia seção porque o raio hidráulico é o mesmo. Por medida de segurança. da vazão.9. em razão disto a vazão a plena seção é o dobro da vazão a meia seção. Observações: a.781(0 . entre outros. a vazão diminui. aceita-se como limite prático a relação: y n / D = 0. Relação entre uma área molhada qualquer (A) e a área molhada a seção plena ou a seção cheia (A0) D2 πD 2 A= (θ − senθ) e A0 = 8 4 27 . o que seria desastroso no caso de uma rede de esgoto. como apresentado a seguir (ver Tabela 1).

Relação entre um raio hidráulico qualquer (R) e o raio hidráulico a seção plena (R0) πD 2 D  senθ  4 =D R senθ R= 1 −  e R0 = = 1− 4 θ  πD 4 R0 θ 2.3. 28 . e variando-se a relação y n / D no intervalo de  Q0 R0  0 ≤ y n / D ≤ 1.9. Relação entre uma vazão qualquer (Q) e a vazão a seção plena (Q0) 2/ 3 (θ − senθ ) D 1 − senθ  I 1 / 2 πD 2  D  2/3 A I 1/ 2 D2 Q = R2 / 3I 1/ 2 = Q0 =   n n 8 4 θ  n 4 4 (θ − senθ )1 − senθ  θ  senθ  2/3 5/ 3 Q 1 = = 1 −  Q0 2π  θ  2π  θ  2. .2.9. Relação entre um perímetro molhado qualquer (P) e o perímetro molhado a seção plena (P0) θD P θ P= e P0 = πD = 2 P0 2π Q R  De posse dessas relações  . Relação entre uma velocidade qualquer (V) e a velocidade a seção plena (V0)  senθ  2/3 2/3 2/ 3 1 1 D 1D V = R 2 / 3I 1/ 2 = I 1/ 2   1 −  e V0 =   I 1/ 2 n n 4  θ  n 4  V  senθ  2/3 = 1 −  V0  θ  2. Apêndice 2).etc  .9.9.4.5. traçam-se gráficos que facilitam grandemente os trabalhos de cálculo dos elementos hidráulicos dos canais de seção circular (Figura 2A.  yn  A = 1 (θ − senθ ) sendo θ = 2 arccos1 − 2  A0 2π  D 2.

I P2/ 3 Nesta equação válida para qualquer seção. Seções circulares nQ A5 / 3 (10) = I P2 / 3 D2 (11) A= (θ − senθ ) 8 θD (12) P= 2 Substituindo as equações 11 e 12 em 10. a equação acima pode ser escrita como: p 2/3 A A 1 A5 / 3 1 / 2 Q=   I 1/ 2 = I n P n P2/ 3 Separando-se as variáveis de projeto.1. Apresenta-se a seguir.2. vem: nQ A5 / 3 = . trapezoidais. retangulares e triangulares. Q.10. 2. a adequação da referida equação para as seções: circulares. o segundo membro depende somente da geometria da seção do canal. I).10. supostamente conhecidas (n. vem: (13) 29 . Dimensionamento das seções dos canais A fórmula de Manning (equação 5) para o cálculo da vazão é dada por: A 2 / 3 1/ 2 Q= R I n A Sendo R = .

quando se conhece yn . Com y n / D e θ nQ calcula-se 8/ 3 pela equação 15. Supondo conhecido D. a equação (13) pode ser escrita como: 5/3  D2   (θ − senθ ) D 8 / 3 (θ − senθ ) 5/ 3 nQ =  8  = (14) I  θD  2/3 213 / 3 θ 2 / 3    2  nQ = (θ − senθ )5 / 3 D8 / 3 I 213 / 3 θ 2 / 3 O ângulo θ pode ser calculado por:  yn  (7) θ = 2 arccos1 − 2   D Atribuindo-se valores a y n /D . Q. Assim. atribuindo-se valores a y n / D calcula-se θ pela equação 7. além de n. no intervalo 0 ≤ y n /D ≤ 1 . além de n. I.senθ )5 / 3 (15) yn 8/3 I D 213 / 3 θ 2 / 3 Novamente. Apêndice 2). Assim é possível construir parte da Figura 2B D I (curva 1. Por outro lado. Q. tem-se: nQ y  = n  −8 / 3 (θ . 30 . calcula-se θ pela equação (7) e nQ consequentemente 8/ 3 . pela equação 14. I e dividindo-se ambos os membros 8/ 3 da equação 13 por y n . é possível construir a outra parte da Figura 2B (curva yn I 2. Apêndice 2).

31 . Tomando-se a equação geral para o cálculo da vazão.2. tem-se: A = y n (b + zy n ) e P = b + 2 yn z 2 + 1 Substituindo-se A e P na equação 10. I. pode-se calcular 8/3 pela equação 16 e yn I deste modo construir a curva 2 da Figura 10.10. escreve-se: 5/ 3 5/ 3   b  yn  yn  + z  nQ = [ yn (b + zyn )] 5/ 3 =   yn  I [ 2 b + 2 yn z + 1 2/3 2/3  b] 2  yn  + 2 z + 1 2/3  yn  5/3 5/3 b  b  10 / 3  + z   + z  nQ yn = 2/3  yn = yn 8/3  yn  2/3 2/3 I yn  b 2   b 2   + 2 z + 1   + 2 z + 1  y  n   yn  5/ 3  b   + z  nQ =  yn  8/ 3 2/3 (16) yn I  b   + 2 z 2 + 1   yn  nQ Fixando-se z e atribuindo-se valores a y n / b . Seções trapezoidais e retangulares 2.1. tem-se: nQ A5 / 3 (10) = I P2 / 3 Para canais trapezoidais (Tabela 1).10. basta usar a curva construída para z = 0. Para canais retangulares.2. z e yn . Determinação da largura de fundo (b) Neste caso supõem-se conhecidos n. Q.2.

onde a incógnita do problema é a profundidade normal ( yn ). Q. b I obtêm-se assim a Figura 11. Seções triangulares Supõem-se conhecidos n. Retornando-se a equação 10. 2. Q. I. e procedendo-se analogamente ao que foi feito para obtenção da equação 16. tem-se: 32 . Determinação da profundidade normal ( yn ) Supõem-se conhecidos agora: n. Para casos de canais retangulares basta usar a curva construída para z = 0.2.10.2. z e b. Procedendo-se analogamente ao que foi feito para obtenção das equações 16 e 17.10.2.3. tem-se: nQ A5 / 3 (10) = I P2 / 3 5/3   yn  byn 1 + z b  nQ = [yn (b + zyn )]5 / 3 =    I [b + 2 y n z2 + 1 ] 2/3   yn 2 b  1 + 2 b z + 1    2/3    5/3 5/ 3  2 yn  y  y  y  b 1 + z n   b10 / 3  n 1 + z n  b  b  b  b  =  nQ 2/ 3 = 2/3 I   yn  2/3 yn  b1 + 2 b z + 1  2 b  1 + 2 z 2 + 1      b  5/3  yn  y n   1 + z   nQ = b  b  (17) 2/ 3 b8 / 3 I  yn  1 + 2 b z + 1 2   nQ Fixando-se z e atribuindo-se valores a y n / b . pode-se calcular 8/ 3 pela equação 17. I e z.

4%.30 m. com declividade de 0. Tem-se um canal de seção trapezoidal com talude 1:1. a.40 m 33 . Pode-se também utilizar as Figuras 8 a 12. pode-se calcular 8/ 3 pela equação 18. Quando se conhece as dimensões do canal É o caso do canal já construído. com uma profundidade da água de 0.11. n = 0. executado em concreto não muito liso. 2.014 (Tabela 6) z=1 b = 0.1. onde se utilizam as equações: 1 2 / 3 1/ 2 V = R I e Q = AV n R e A são tirados das Tabelas 1 (canais de seção qualquer) ou Tabela 2 (canais de seção de máxima eficiência). 30 m yn = 0.11. e de modo mais rápido. para a obtenção de resultados aproximados. construindo-se assim yn I a Figura 12. nQ A5 / 3 (10) = 2/ 3 I P A = zy n P = 2 yn z 2 + 1 2 e nQ = (zy ) 2 5/ 3 = z5/ 3 yn 10 / 3 = yn 8/3 z5/ 3 (2 y ) (2 ) (2 ) n 2/ 3 2/3 2/ 3 2/ 3 I z2 +1 z2 +1 yn z2 +1 n nQ z5/ 3 = yn 8/ 3 I (2 z2 +1 ) 2/3 (18) nQ Atribuindo-se valores a z. Determinar qual a vazão capaz de escoar em regime uniforme.40 m e uma largura de fundo de 0. Exercícios de aplicação 2.

0.33 e z = 1.28 m2 A R= = 0.4% = 0.014 a.40 = = 1.0.28. Uso da Figura 10: y n 0 .004 0.2. Uso das equações (Tabela 1): P = b + 2 y n z 2 + 1 = 1.51 = 0 .1× 0.I = 0.014 34 .437 m3s-1= 437 Ls-1 0.196 m P 1 2 / 3 1/ 2 V= R I = 1.5 Q= = 0.38 / 3.33 b 0 .4.004 mm-1 Solução: a.43 m A = y n (b + zy n ) = 0. tem-se: nQ 8/ 3 = 2 .4 b I 2. Uso da Figura 11: Para y n / b = 1.5 Q= = 0.51 ms-1 n Q = AV = 0 . tem-se pela Figura 10: nQ 8/3 = 1.423 m3s-1 = 423 Ls-1 (resultado mais preciso) a.30 Para z = 1.1.004 0.1 b I 1.40 8 / 3 0.431 m3s-1= 431 Ls-1 0.1.3.

078 / 3.2 b I 1.V = 0.5 Q= = 0.03131 m P 1 2 / 3 1/ 2 V = R I = 1.0.313 m A R= = 0.1.2.01 ms-1 n Q = A.030. o valor da vazão de projeto Q0.01 = 0. Uso das equações (Tabela 1): A = zy n = 0.0098 m2 2 P = 2 y n z 2 + 1 = 0 .0. Um canal de seção trapezoidal.017 c.010 m3s-1 = 10 Ls-1 h f = IL = 0. yn = 0. de taludes inclinados de α = 45° e de declividade de fundo de 40 cmkm-1.03 × 500 = 15 m b.2. foi dimensionado para uma determinada vazão Q0.010 m3s-1 = 10 Ls-1 0. tem-se pela Figura 12: nQ 8/3 = 1. tendo-se chegado às dimensões da figura apresentada a seguir.03 mm-1.02.b. Nestas condições pede-se para n = 0. Qual é a perda de carga no canal (hf) para um comprimento (L) de 500 m? Solução: b.017.07 m e I = 0. n = 0.0098 × 1. Uso da Figura 12 Para z = 2. 35 . Calcular a vazão de uma calha de seção triangular de estrada de rodagem para: z = 2.

1.803 2 / 3 .0 . 1 + 1 = 5.864 = 4.903 Para z = 1.1.864 ms-1 n 0 .74 × 0.02 Q = AV = 4.02 tg α = tg 45º = 1 I = 40 cmkm-1 = 0.2.4 b I 36 .0004 mm-1 yn = 1.66 m P = b + 2 y n z 2 + 1 = 1.5.095 m3s-1= 4095 Ls-1 (resultado mais preciso) c.( 1.5 ) = 4 . Uso da Figura 10: y n / b = 1. pela Figura 10: nQ 8/3 = 1.66 = 0.Solução: c.903 m A = y n (b + zy n ) = 1. Uso das equações (Tabela 1) n = 0. tem-se.1.803 m P 1 2 / 3 1/ 2 1 V = R I = 0 .50 m b = 1.5 / 1.66 + 1.00041 / 2 = 0 .74 m2 A R= = 0.5.66 + 2.

Quando se deseja conhecer as dimensões do canal Neste caso se conhece a vazão de projeto (Q).0004 0.58 / 3.66 + 2.2 2 1 + 1 − 1 = 7 . coincidir com o perímetro (P2) feito com a equação da Tabela 2.06 × 1.02 d.06 b I 1. 37 .5 = 2.0 m n = 0.0 m.66 m Se o calculo do perímetro molhado (P1) feito com a equação da Tabela 1.095 m3s-1= 4095 Ls-1 0.5 Q= = 4.11. Solução: yn = 1. portanto de mínimo custo para yn = 2.1 m3s-1 = 4100 Ls-1 0.31 m ( ) ( ) P2 = 2 y n 2 1 + z 2 − z = 2. Uso da Figura 11: Para y n / b = 0. a rugosidade das paredes (n) e o talude das paredes do canal (z). P1 = b + 2 y n z 2 + 1 = 1. Verificar se o canal do exercício anterior será de mínimo perímetro molhado.2.3.2 1 + 1 = 7.4.1. 1.90 e z = 1.0004 mm-1 b = 1.5 Q= = 4.0.02 c.50 + 0.02 z=1 I = 0.0004 0.31 m O canal será.668 / 3 × 0. o canal será de mínimo custo. tem-se: nQ 8/3 = 1. caso o nível da água atinja o nível de transbordamento. a declividade de fundo (I). 2.

1 venha a ser refeito com a vazão Q1 = 8 m3s-1 e que a seção deva ser retangular.1.5. Supondo que o projeto do exercício c do item 4. Uso da Figura 11: Levando o valor de y n / b = 0.5 à Figura 11.2(0. a. Para z = 0.2. Pode-se também utilizar com um grau de dificuldade maior as equações 4 e 5.5 b yn = 2 m a. y n / b = 0. tem-se: nQ 8/3 = 0.0004  a.3.7.3 × 0.5 (Tabela 2) a.0004 )  1/ 2  y n = 0.98 m  1.02 × 8  b =   =4m  0.02 × 8  yn =  0. Uso da Figura 10: Para z = 0 e y n / b = 0. associadas as equações das Tabelas 1 e 2. qual a sua profundidade a fim de que o canal seja de mínimo perímetro molhado? Solução: Trata-se do dimensionamento de um canal retangular de máxima vazão. A solução desse tipo de problema é bastante simplificada com o uso das Figuras 2A a 2E do Apêndice 2.2 b I 3/ 8  0. tem-se: nQ 8/3 = 1.3 yn I 3/8  0. Uso da equação 4 e Tabela 2: A 2 / 3 1/ 2 Q= R I n 38 . 5  = 1.

43 m  0.6 ∴ y n = 1.5 0.0016.5 × 0. Uso da Figura 12: Para z = 1: nQ 8/3 = 0.5 I   0. Uso das equações da Tabela 2: A 2 / 3 1/ 2 yn Q= A = yn e R = 2 R I onde: n 2 2 2 2/3 y  y  4= n  n  0. Um canal de seção triangular de mínimo perímetro molhado.365 Ls-1 quando estiver 75% cheia. Supondo que a declividade seja de 0. tem uma descarga de 4 m3s-1. calcular a altura do nível da água no canal. Que diâmetro deverá ser usado? 39 .013 × 4  yn =  1/ 2  = 1/ 2  = 1.0016 0.013 (Tabela 6) 3 -1 Q=4ms I = 0.5 yn I 3/ 8 3/ 8  nQ   0.5 0 . revestido de tijolos rejuntados com argamassa de cimento.0016  b.02 2 yn = 8 3 yn = 2 m b. Uma manilha de concreto é assentada em um declive de 0.1. 2 2y y 8 = n n 0.0004 0 .43 m 8/ 3 yn c.0016 mm-1 yn = ? b.0002 e deve transportar uma vazão de 2.013  2 2  = 2 .2. Solução: z=1 (mínimo perímetro molhado) n = 0.

28 × 0.6 yn I 0.75 c.365 = 5/3 D × 0.93 0 R0 I 1 / 2 =   I 1/ 2 n n 4 4 0.5 0.75 .0002  c. Usando a curva de vazão da Figura 8: Para y n / D = 0. 5   0.1.Solução: n = 0.33 m  0. tem-se: Q A = 0 .0002 0.2.6 × 0. Usando a curva 2 da Figura 9: nQ 8/ 3 = 0 .33 m c. 375 0.365  yn =  0. sendo Q0 = 0 R0 I 1/2 2/3 Q0 n 2/3 A 2/3 0.28 I   0.93 πD 2  D  Q = 0.3.0002 mm Q = 2.28 D I 0 . 375  0.75 m y n / D = 0.93 .016 4 D = 2.75 ∴ D = 2.016 (Tabela 6) -1 I = 0. Usando a curva 1 da Figura 9: Para y n / D = 0. 375  nQ   0.365 m3s-1 yn/D = 0.30 m 40 .365  D =   1/ 2  =   0.14 8 / 3 2.016 × 2. 5  = 2.93 3.75.0002  y n = 1.016 × 2. obtém-se: nQ 8/ 3 = 0 .

Velocidade máxima e a vazão máxima: a.95 . onde ocorre a vazão máxima. onde ocorre a velocidade máxima. b.473 m3s-1 n 0 .012  4  41 . Apêndice 2: Para y n / D = 0.001)0 .60  Q0 = 0 R0 I 1 / 2 = 2/ 3   (0. Os valores das alturas de lâmina de água em cada etapa.075 Q0 Para y n / D = 0. tem-se: Vmáx = 1.81 .1. Pede-se: a. tem-se: Qmáx = 1. Para abastecer Belo Horizonte. Uso da Figura 2A. A velocidade máxima e a vazão máxima.52  0 . Solução: a.139 V0 πD 2 A0 = = 4.5 = 8.40 m I = 1 mkm-1 n = 0. 2ª etapa: Q2 = 6 m3s-1.d.012 O abastecimento foi previsto para três etapas: 1ª etapa: Q1 = 3 m3s-1. Os dados deste trecho são: D = 2.60 m 4 2/ 3 A 4 . por meio de formas metálicas. 3ª etapa: Q3 = 9 m3s-1. a adutora do Rio das Velhas tem um trecho em canal com seção circular.52 m2 4 D R0 = = 0. construído em concreto moldado no local.

y n3 = 2 .98 m Q0 8.06 .95.61 .354 . y n1 = 0 .06 m Q0 8.43 m2 8 Qmáx 8. = 0 .86 . = 0 .075 Q0 ∴ Qmáx = 9.98 Vmáx = = = 2.012 Qmáx = 8. Uso da Figura 2B.46 m Q0 8.473 D Q2 6 y n2 = = 0. y n2 = 1.4 2 Qmáx = 1.379 rd (para Qmáx) D2 A= (θ − senθ ) = 4.473 D Q3 9 y n3 = = 1. = 0 .95 tem-se: nQmáx = 0 .33 × 2. Q0 4 × 8. Apêndice 2: Para yn / D = 0.43 b.139 V0 ∴ Vmáx = 2.98 m3s-1 θ = 5. Usando a Figura 2A.33 D8 / 3 I 0.87 ms-1 A0 π × 2.13 ms-1 a.1.409 .4 8 / 3 × 0.2.0011 / 2 Qmáx = 0.473 D 42 .473 V0 = = = 1.03 ms-1 A 4. Usando a curva 1 da Figura 9 para y n /D = 0.092 m3s-1 Vmáx= 1. Apêndice 2: Q1 3 y n1 = = 0.708 . Valores das alturas de lâmina de água em cada etapa: b.

12.75 m e altura de água yo = 1.0 m de diâmetro.40 = 0. tem-se: y n1 = 0.86 ∴ yn3 = 0. se ela funcionasse na condição de máxima vazão? 43 . tendo-se chegado a uma seção com largura de fundo b = 1. Usando a Figura 9: nQ 0.20 m3/s.40 m. coeficiente de rugosidade de Manning n = 0.0011 / 2 Pela curva 1 da Figura 9.4 × 2.4 ∴ yn1 = 0.0011 / 2 nQ 0.6 × 2.2.b. Exercícios de fixação 1) Um canal de drenagem.96 m D y n2 = 0.4 8 / 30.012 × 6 2 8 / 3 1/ 2 = = 0. a) Qual a vazão de projeto? b) A seção encontrada é de mínimo perímetro molhado? c) Se o projeto deve ser refeito para uma vazão Q1 = 6.5 x 10-3 m/m transporta.0 m3/s e a seção é retangular.013 e declividade de fundo Io = 2. foi dimensionado para uma determinada vazão de projeto Qo.4 8 / 30. qual será a altura de água para uma largura de fundo igual ao dobro da anterior? 2) Uma galeria de águas pluviais de 1.22 D I 2. em concreto.06 m D 2. em condições de regime permanente e uniforme.86 × 2. com taludes 2. declividade de fundo Io = 30 cm/km.11 D I 2.5:1.4 8 / 30. a) Dimensione a altura d’água.6 m ∴ yn2 = 0. uma vazão de 1.40 = 1.40 = 2. em terra com vegetação rasteira nos taludes e fundo.33 D I 2.012 × 9 3 8 / 3 1/ 2 = = 0.0011 / 2 nQ 0.44 m D y n3 = 0. b) Qual seria a capacidade de vazão da galeria.012 × 3 1 8 / 3 1/ 2 = = 0.

25 m3/s. está sendo projetado para transportar uma vazão de 17 m3/s a uma velocidade média de 1. Determine a altura d’água e a largura de fundo. 8) Determine a relação de vazões entre um canal trapezoidal em taludes 1:1. 44 . mesma rugosidade e declividade de fundo.060 m/m. n = 0. em reboco de cimento não completamente liso. taludes 4:1.50 m/s. b) Mínima lâmina d’água: y = 0. Coeficiente de rugosidade de Manning. com as seguintes características: Trecho 1 – Diâmetro: D1 = 150 mm. a profundidade em regime uniforme e a declividade de fundo para a seção hidráulica de máxima eficiência. com uma declividade de fundo Io = 0.75D. com uma velocidade média igual a 0.20 m/s. uma vazão de 3. Determine a largura de fundo. A inclinação dos taludes é de 0. transporte 6 m3/s.3) Um canal trapezoidal.5:1 e o revestimento será em alvenaria de pedra argamassada em condições regulares.007 m/m. Declividade: I1 = 0. 7) Determine a mínima declividade necessária para que um canal trapezoidal.0 m/s. Declividade: I2 = 0.013. mesma área molhada. 4) Um canal trapezoidal deve transportar. 5) Qual o acréscimo percentual na vazão de uma galeria circular quando a área molhada passa da meia seção para a seção de máxima velocidade? 6) Um trecho de um sistema de drenagem de esgotos sanitários é constituído por duas canalizações em série. com inclinação dos taludes 2:1.0005 m/m trabalhando na seção de mínimo perímetro molhado. c) Máxima velocidade: V = 4.20D. Coeficiente de rugosidade. Determine as vazões máxima e mínima no trecho para que se verifiquem as seguintes condições de norma: a) Máxima lâmina d’água: y = 0. trabalhando na seção de mínimo perímetro molhado. d) Mínima velocidade: V = 0. Trecho 2 – Diâmetro: D2 = 200 mm. em regime uniforme.60 m/s. n = 0. largura de fundo igual a três vezes a altura d’água e um canal trapezoidal de mesmo ângulo de talude.025.

95 9) - 10) V/Vp = 0. c) yo = 1. para qualquer ângulo de talude. Q/Qp = 0. Io = 0.0033 m3/s 7) Imín = 3.00022 m/m 4) yo = 1. Qmín = 0.2 x 10-4 m/m 8) Q1/Q2 = 0. Nestas condições.35 m3/s.025 m3/s.82 m. calcule as relações V/Vp e Q/Qp.9) Demonstre que o raio hidráulico de um canal trapezoidal na seção de mínimo perímetro molhado. é igual à metade da altura d’água.13 m.84 45 . b) Q = 1.183 11) Ic/Ir = 0. b = 1.29 m3/s 3) b = 1.57 m 2) yo = 0. Gabarito: 1) a) Q = 4. 10) Uma galeria de águas pluviais de diâmetro D transporta uma determinada vazão com uma área molhada tal que Rh = D/6.762. mesma área molhada.39 m.6% 6) Qmáx = 0. 11) Compare as declividades de um canal semicircular escoando cheio e de um canal retangular de mesma largura. b) Não. yo = 2.56 m. mesmo revestimento e transportando a mesma vazão em regime permanente e uniforme.95 m 5) ∆Q = 97.

Classificação 3. apresentando. Partes constituintes Na Figura 10 tem-se a representação esquemática das partes componentes de um vertedor. Ressalta-se que na Figura 10 está apresentado um vertedor retangular.2. Quanto à espessura (natureza) da parede (e): • Parede delgada (e < 2/3 H): a espessura (e) da parede do vertedor não é suficiente para que sobre ela se estabeleça o paralelismo entre as linhas de corrente. São utilizados na medição de vazão de pequenos cursos d’água. geralmente inferiores a 300 L/s. triangular. 46 .3. Quanto à forma: Os vertedores mais usuais possuem as seguintes formas de seção transversal: retangular. Conceito Vertedores são estruturas hidráulicas utilizadas para medir indiretamente a vazão em condutos livres por meio de uma abertura (entalhe) feita no alto de uma parede por onde a água escoa livremente. L = largura da crista da soleira do vertedor. Figura 10.3. P = altura do vertedor.3. UNIDADE 3 – VERTEDORES 3.1. canais ou nascentes. portanto a superfície sujeita à pressão atmosférica. 3. B= largura da seção transversal do curso d`água.1. H = carga hidráulica.2. trapezoidal e circular. 3. Vista transversal de um vertedor. 3.

Quanto ao comprimento da soleira (L): • Vertedor sem contração lateral (L = B): o escoamento não apresenta contração ao passar pela soleira do vertedor. Vista longitudinal do escoamento da água sobre a soleira do vertedor. 12d) ou duas contrações laterais (Figuras 12e. 12f) (b) (a) 47 .3. se mantendo constantes antes e depois de passar pela estrutura hidráulica (Figuras 12a. podendo-se ter uma (Figuras 12c. • Vertedor com contração lateral (L < B): nesse caso a linha de corrente se deprime ao passar pela soleira do vertedor. 12b). Figura 11. • Parede espessa (e > 2/3 H): a espessura (e) da parede do vertedor é suficiente para que sobre ela se estabeleça o paralelismo entre as linhas de corrente. 3.3.

(c) (d)

(e) (f)
Figura 12. Vertedor: (a) sem contração lateral; (b) vista de cima sem contração lateral; (c) com uma
contração lateral; d) vista de cima com uma contração lateral – linha de corrente deprimida (lado direito); (e)
duas contrações laterais; e (f) vista de cima com duas contrações laterais – linha de corrente deprimida (lado
direito e esquerdo).

3.3.4. Quanto à inclinação da face de montante:

Denomina-se face de montante o lado da estrutura do vertedor que está em contato com a
água, conforme apresentada na Figura 13.

(a) (b) (c)
Figura 13. Face de montante: (a) na vertical; (b) inclinado a montante; e (c) inclinado a jusante.

3.3.5. Quanto à relação entre o nível da água a jusante (P’) e a altura do vertedor (P):

O vertedor pode funcionar de duas diferentes formas. Quando operado em condições de
descarga livre, o escoamento acontece livremente a jusante da parede do vertedor, onde atua a
pressão atmosférica (Figura 14a). Esta é a situação que mais tem sido estudada e a mais prática
para a medição da vazão, devendo por isso ser observada quando na instalação do vertedor.

48

A situação do vertedor afogado (Figura 14b) deve ser evitada na prática, pois existem
poucos estudos sobre ela e é difícil medir a carga hidráulica H para o cálculo da vazão. Além disso,
o escoamento não cai livremente a jusante do vertedor.

(a) (b)

Figura 14. (a) vertedor operado em condições de descarga livre (P > P’); e (b) vertedor afogado (P < P’).

3.4. Equação geral da vazão para vertedores de parede delgada, descarga livre,
independentemente da forma geométrica

Para obtenção da equação geral da vazão será considerado um vertedor de parede delgada
e de seção geométrica qualquer (retangular, triangular, circular etc), desde que seja regular, ou
seja, que possa ser dividida em duas partes iguais. Na Figura 15 está apresentada uma vista
longitudinal e frontal do escoamento, destacando a seção de vertedor.
As seguintes hipóteses são feitas na dedução da equação geral:

• Escoamento permanente;
• A pressão na cauda é nula (abaixo e acima da cauda tem-se Patm);
• O valor de P é suficientemente grande para se desprezar a velocidade de aproximação (V0);
• Distribuição hidrostática das pressões nas seções (0) e (1);
• Escoamento ideal entre as seções (0) e (1), isto é, ausência de atrito entre as referidas
seções e incompressibilidade do fluido (densidade constante);
• Par de eixos coordenados (x, y) passando pelo centro da soleira do vertedor, de modo a
dividi-la em duas partes iguais; e
• Seção (1) ligeiramente a jusante da crista do vertedor.

49

Figura 15. Vista longitudinal e frontal do escoamento, destacando a seção do vertedor.

Sendo o escoamento permanente, considerando a seção (1) localizada ligeiramente à
jusante da crista do vertedor (onde a pressão é nula) e empregando a equação de Bernoulli entre
as seções (0) e (1), para a linha de corrente genérica AB, com referência em A, tem-se:

2 2
P0 V0 V P1
+ + Z 0 = + 1 + Z1 (19)
γ 2g γ 2g

Considerando o plano de referencia passando pelo ponto A, tem-se:
2
Vth
H0 + 0 + 0 = 0 + + ( H 0 - H + y) (20)
2g

Para todas as situações em que o escoamento for tratado como ideal, a velocidade será
sempre ideal ou teórica (Vth), como aparece na equação (20). Pela mesma razão quando se trata
da vazão, ela também será ideal ou teórica (Qth).
Da equação (20) chega-se a:

Vth = 2g (H - y) (distribuição parabólica) (21)

A vazão teórica que escoa através da área elementar dA mostrada na Figura 15, é
dada por:

dQ th
= Vth dA (22)
2
50

denominado de coeficiente de vazão ou de descarga.sendo: dA = x dy (23) Dessa forma. determinado experimentalmente. Desta forma. permite calcular a vazão teórica para todo vertedor. chega-se a: dQ th = 2 2g(H . o qual inclui o efeito dos fenômenos desprezados nas hipóteses feitas na dedução da equação geral. a expressão geral para a vazão (Q) é dada por: H 1 Q = 2 2g C Q ∫ x (H − y) 2 dy (27) 0 O coeficiente CQ.4.1 Vertedor retangular de parede delgada em condições de descarga livre De acordo com a Figura 16 pode-se observar que x (metade da soleira L) é constante para qualquer valor de y. a vazão teórica elementar é dada por: dQ th = 2Vth dA = 2Vth x dy (24) Subtituindo a equacao (21) na (24). Vale a pena salientar que esta equação só se aplica aos casos em que o eixo y divide o vertedor em duas partes iguais. Será apresentada na sequência a obtenção da equação 27 para os casos particulares de vertedor retangular e triangular em condições de descarga livre. podendo-se escrever: 51 . para condições de escoamento real sobre um vertedor de parede delgada. ou seja: H 1 Q th = 2 2g ∫ x (H − y) 2 dy (26) 0 em que x é função de y.y) x dy (25) que integrada nos limites de zero a H. Na equação (26) deve ser introduzido um coeficiente (CQ). que são os casos mais comuns na prática. 3. corrige todas as hipóteses feitas na dedução da equação (27).

(31). tem-se: H H 1 1 Q = 2 2g C Q ∫ L / 2(H − y) dy = 2 2g C Q L ∫ (H − y) 2 dy 2 (29) 0 0 Fazendo: H – y = u. L x = f ( y) = (28) 2 Figura 16. tem-se: H 0 H 2 3/ 2 ∫(H . diferenciando-se e mudando os limites da integral para variável (u). Vertedor retangular sem contrações laterais. sem contrações laterais. Substituindo a equação (28) na equação (27). (32) na parte que se refere a integral da equação (29).y) 1/ 2 dy = ∫ u 1/ 2 (-du ) = ∫ u 1 / 2 du = H (33) 0 H 0 3 Substituindo a equação (33) na equação (29). 52 . chega-se a: 2 Q= 2g C Q L H 3 / 2 (34) 3 que é a equação válida para vertedor retangular de parede delgada. tem-se: -dy = du (30) u = H (para y=0) (31) u = 0 (para y = H) (32) Substituindo as equações (30).

Deve-se salientar que na equação (34). sendo encontrado em função de H e de P na Tabela 3A do Apêndice 3. Substituindo na equação (34) o valor do CQ obtido por Francis e g igual a 9. Francis propôs usar a equação (35) trocando-se L por L’.81 m.  Com contração lateral (correção de Francis) Quando o vertedor possui contrações laterais pode-se deduzir a equação como feita para o caso anterior. e H = altura de lamina (m). por meio de estudos experimentais. devendo-se respeitar as unidades apresentadas para L. Vertedor com uma (a) e duas contrações laterais (b). H e Q. o valor da aceleração da gravidade (g) já esta implícito no coeficiente numérico apresentado. L = comprimento da soleira (m). o valor de CQ para vertedor retangular sem contração lateral igual a 0. tem-se: Q = 1. conforme apresentado na Figura 17a e b: (a) (b) Figura 17.838 L H3/2 (35) em que: Q = vazão (m3s-1). Por razões de simplicidade. O valor de CQ (coeficiente de descarga) foi estudado por vários pesquisadores como: Bazin.6224.s-2. Francis. Francis obteve. 53 . Rehbock.

4.838 (L . o vertedor triangular de parede delgada normalmente apresenta um entalhe em forma de um triângulo isósceles.2H)H (37) No caso de vertedor retangular de parede delgada com duas contrações laterais. sendo o CQ o mesmo para os casos de vertedores sem contração lateral. Q = 1.838 (L .2 Vertedor triangular de parede delgada em condições de descarga livre Na prática.77 L H3/2 (38) 3.0. para cada contração. as equações (36) e (37). Na falta de informações pode-se tomar CQ = 0. uma vez que o eixo das ordenadas (y) divide a seção em duas partes iguais (Figura 18). valor este dado por Poncelet. respectivamente. Logo. ficando a fórmula para vertedores com duas contrações laterais escrita como: Q = 1. Figura 18.0. para fins de obtenção do comprimento da soleira (L’) e cálculo da vazão O valor de L’ é usado na equação (35) no lugar de L. 54 . o que permite utilizar a equação (27) para a dedução da equação utilizada na medição de vazão. devem ser usadas para obtenção da vazão em vertedores retangulares com 1 e 2 contrações laterais.60. Vertedor triangular.1H)H3/2 (36) 3/2 Q = 1. o comprimento da soleira (L) deve ser reduzido em 10% da altura da lâmina vertente (H). não sendo necessária a correção de Francis em função do número de contrações laterais. já incorporando a correção proposta por Francis. Segundo Francis. pode-se utilizar diretamente a equação proposta por Poncelet para a obtenção da vazão.

Nesse caso. (44) e (45) na integral da equação (40). a função x = f(y) pode ser escrita como: θ x = y.tg (39) 2 Substituindo a equação (39) na equação (27). tem-se: H 0 ∫ y (H − y)1 / 2 dy = ∫ (H − u 2 ) u (−2u du ) (46) 0 1/ 2 H H1 / 2 H1 / 2 2 ∫ 0 (H − u 2 ) u 2 du = 2 ∫ 0 ( Hu 2 − u 4 ) du (47) H1 / 2  u3 u5  H H5/ 2  = 2 H −  = 2  H3/ 2 −  (48)  3 5 3 5  5 H5/ 2 3 H5/ 2  4 =2 − = H5/ 2 (49)  15 15  15 Substituindo a equação (49) na equação (40). tem-se: u = H1/2 (para y = 0) (44) u = 0 (para y = H) (45) Substituindo-se as equações (43). tem-se: θ H Q = 2 2g C Q tg 20∫ y (H − y)1 / 2 dy (40) Fazendo: (H . tem-se: 8  θ Q= 2g C Q  tg  H 5 / 2 (50) 15  2 55 .y)1/2 = u (41) H – y = u2 ∴ H – u2 = y (42) dy = -2udu (43) Trocando os limites de integração.

e H = altura da lâmina vertente (m). a vazão pode ser calculada como a soma das vazões que passam pelo vertedor retangular e pelos vertedores triangulares.60. ou seja: 56 . OBS. θ Se θ = 90o. Figura 19. Vertedor trapezoidal de CIPOLLETTI. Pode ser usado para medição de vazão em canais. Por razões de simplicidade. Na falta de informações pode-se adotar como valor médio CQ = 0.3 Vertedor trapezoidal de parede delgada em condições de descarga livre Menos utilizado do que os vertedores retangular e triangular. H e P. entretanto. para maiores vazões ele passa a ser menos preciso. Neste caso. sendo o vertedor CIPOLLETTI o mais empregado. pois qualquer erro de leitura da altura de lâmina vertente (H) é afetado pelo expoente 5/2. tg = 1. 3.: Para pequenas vazões o vertedor triangular é mais preciso que o retangular (aumenta o valor de H a ser lido quando comparado com o retangular).4. O valor de CQ poderá ser encontrado em tabelas. em função de θ.40 H5 (51) em que: Q = vazão (m3s-1). Esse vertedor apresenta taludes de 1:4 (1 na horizontal para 4 na vertical) para compensar o efeito da contração lateral da lâmina ao escoar por sobre a crista (Figura 19).que é válida para o cálculo da vazão em vertedores triangulares isósceles. e a fórmula anterior se simplifica para: 2 Q = 1. a equação geral (27) também pode ser usada para a dedução da equação particular do vertedor trapezoidal.

Usando a recomendação de Cipolletti. as linhas de corrente são paralelas.4 Vertedor retangular de parede espessa A espessura da parede (e) é suficiente para garantir o paralelismo entre os filetes. ou seja.63. Figura 20. 2 8 θ Q= 2g C Q1 L H 3 / 2 + 2g C Q 2 tg H 5 / 2 (52) 3 15 2 2  4H θ Q= 2g C Q1 + C Q 2 tg  L H 3 / 2 (53) 3  5L 2 Fazendo:  4H θ C Q = C Q1 + C Q 2 tg  (54)  5L 2 a equação (53) pode ser escrita como: 2 Q= 2g C Q L H 3 / 2 (55) 3 A experiência mostra que CQ = 0. Vertedor de parede espessa (vista longitudinal). o que confere uma distribuição hidrostática de pressões sobre a soleira do vertedor (Figura 20). a fórmula anterior é simplificada para: Q = 1.4.86 L H3/2 (56) 3. 57 .

Vth = L. tem-se: Q = 0.385. para a linha de corrente AB. Aplicando a Equação de Bernoulli entre (0) e (1). 58 .h 2g (H − h ) (60) ( Q th = L 2g Hh 2 − h 3 )1/ 2 (61) Bélanger observou que quando o escoamento se estabelecia sobre a soleira: 2 h= H (62) 3 Substituindo a equação (62) na equação (61).C Q 2g L H 3 / 2 (67) que é a equação válida para vertedor retangular de parede espessa.Vth = L. com referência em AB.h. tem-se: 1/ 2   2 2  2 3  Q th = L 2g  H  H  −  H   (63)  3   3    1/ 2 4 8 3 Q th = L 2g  H 3 − H  (64) 9 27  1/ 2  12 H 3 8H 3  Q th = L 2g  −  (65)  27 27  1/ 2  4  Q th = L 2g   H3/ 2 (66)  27  Levando-se em conta o coeficiente corretivo da vazão (CQ). tem-se: 2 2 P0 V0 P V + + z 0 = 1 + 1 + z1 (57) γ 2g γ 2g 2 V H + 0 + 0 = h + th + 0 (58) 2g Vth = (H − h ) 2g (59) Q th = A.

Experiências realizadas levam à conclusão de que CQ = 0. Na prática. Instalação do vertedor e medida da carga hidráulica (H) Vale ressaltar que a determinação da altura da lâmina vertente (H) não é feita sobre a crista do vertedor e sim a uma distância à montante suficiente para evitar a curvatura da superfície líquida. • A ventilação sob a cauda deve ser mantida para assegurar o escoamento livre. e H = altura da lâmina vertente (m). Quando P ≅ 3H pode-se assumir 0 ≅ 0. 3. considerar no mínimo 3 metros).5 m. • Não permitir que haja qualquer escoamento lateral ou por baixo do vertedor. podendo a expressão (67) ser escrita como: Q = 1. 2 V superior a 2H (≅ 0. b) O vertedor de parede delgada é empregado exclusivamente como medidor de vazão e o de parede espessa faz parte. e • O valor de H deve ser medido a uma distância da soleira de 10H. L = comprimento da soleira (m).91. 59 . de uma estrutura hidráulica (vertedor de barragem. adotar a distância de aproximadamente 1. OBS: a) O ideal é calibrar o vertedor no local (quando sua instalação é definitiva) para obtenção do coeficiente de vazão (CQ).50 m) e da face à margem.55 L H3/2 (68) em que: Q = vazão (m3s-1). 2g • O vertedor deve ser instalado na posição vertical. por exemplo) podendo também ser usado como medidor de vazão.5. • A distância da soleira ao fundo (P) deverá ser superior a 3H (≅ 0. geralmente. devendo estar a soleira na posição horizontal. Os seguintes cuidados devem ser tomados na instalação e na medida de H: • Escolher um trecho de canal retilíneo a montante e com pelo menos 20H de comprimento (na prática.30 m).

O procedimento a ser utilizado na medição de H é ilustrado nas figuras a seguir. Destacam-
se duas situações: vertedor móvel (Fig. 21a.), utilizado para medições esporádicas da vazão, em
que o topo da estaca tangencia o nível da água; e vertedor fixo (Fig. 21b), utilizado para medições
frequentes da vazão, em que o topo da estaca fica em nível com a crista do vertedor.

(a) (b)

Figura 21. Vertedores móvel (a) e fixo (b).

3.6. Exercícios de Fixação

1) Durante um teste de aferição de um vertedor retangular de parede delgada, sem contrações
laterais, a carga foi mantida constante e igual a 30 cm. Sabendo que o vertedor tem 2,40 m de
largura e que o volume de água coletado em 38 s foi de 28,3 m3, determinar o coeficiente de vazão
do vertedor.

2) Você foi encarregado de construir um vertedor triangular de 90º, de paredes delgadas, para
medição de vazão do laboratório de pesquisas na sua faculdade. Sabendo que a vazão máxima a
ser medida é de 14 L/s, determine a altura mínima do vertedor, contada a partir do seu vértice, para
medir a vazão máxima necessária.

3) Um vertedor retangular, sem contração lateral, tem 1,25 m de soleira, localizada a 70 cm do
fundo do curso d’água. Sendo 45 cm a carga do vertedor, calcular sua vazão.

60

4) Deseja-se construir um vertedor trapezoidal (Cipolletti) para medir uma vazão de 500 L/s.
Determine a largura da soleira desse vertedor, para que a altura d’água não ultrapasse a 60 cm.

5) Um vertedor retangular de parede fina com 1,0 m de largura, sem contrações laterais, é
colocado juntamente com um vertedor triangular de 90º em uma mesma seção, de modo que o
vértice do vertedor triangular esteja 0,15 m abaixo da soleira do vertedor retangular. Determinar:
a) a carga no vertedor triangular quando as vazões em ambos os vertedores forem iguais;
b) a carga no vertedor triangular quando a diferença de vazão entre o vertedor retangular e
triangular for máxima;
Utilizar as equações de Thompson e Francis.

6) Um vertedor retangular de parede fina, sem contrações laterais, é colocado em um canal
retangular de 0,50 m de largura. No tempo t = 0, a carga H sobre a soleira é zero e, com o passar
do tempo, varia conforme a equação H = 0,20 t, com H (m) e t (min). Determinar o volume de água
que passou pelo vertedor após 2 minutos.

7) Calcule a vazão teórica pelo vertedor de parede fina mostrado na figura abaixo. A carga sobre a
soleira é de 0,15 m.

61

8) As seguintes observações foram feitas em laboratório, durante um ensaio em um vertedor
retangular de largura L = 1,50 m.

h (m) 0,061 0,122 0,183 0,244 0,305 0,366 0,457
Q (m3/s) 0,0240 0,0664 0,1203 0,1838 0,2554 0,3342 0,4639

Se a relação de descarga é dada por Q = K L hn, determine os parâmetros K e n.

9) Se a equação básica para um vertedor retangular, de soleira fina, sem contrações laterais, for
usada para determinar a vazão por um vertedor de soleira espessa, de igual largura, qual deve ser
o coeficiente de vazão Cq naquela equação? Despreze a carga cinética de aproximação.

10) Na tentativa de evitar o efeito da contração e a depleção da veia líquida, comum nos vertedores
retangulares, pretende-se utilizar vertedores triangulares e trapezoidais. Para tornar mais
comparáveis os resultados obtidos nas várias opções disponíveis de vertedores, a carga de cálculo
será fixada em 0,5 m, a área molhada em 2 m2 e a velocidade de aproximação considerada nula.
Mantendo estes referenciais, determine as vazões dos seguintes vertedores:
OBS: Compare as vazões obtidas com a vazão do vertedor retangular.
a ) Vertedor triangular
b ) Vertedor trapezoidal com ângulo θ/2 = 45°
c ) Vertedor Cipoletti

Gabarito:

1) CQ = 0,427
2) H = 15,9 cm
3) Q = 0,698 m3/s
4) L = 0,58 m
5) a) H = 1,31 m; b) H = 0,70 m
6) Volume = 11,16 m3
7) Q = 40,23 L/s
8) K = 0,976; n = 1,47
9) Cq = 1/
10) a) Q = 2,00 m3/s; b) Q = 2,443 m3/s; c) Q = 2,489 m3/s; Vertedor Retangular: Q = 2,60 m3/s

62

Esquema de orifício instalado em reservatório de parede vertical.3 Classificação I) Quanto à forma geométrica: podem ser retangulares. 4. Figura 22. Na prática. para a determinação do tempo de esvaziamento de reservatórios e o cálculo do alcance de jatos. canais ou canalizações.1. triangulares etc. os orifícios podem ser considerados: a) Pequeno: quando suas dimensões forem muito menores que a profundidade (h) em que se encontram.1. d ≤ h/3.1. circulares. também. 4. e h = altura relativa ao centro de gravidade do orifício. 63 . b) Grande: d > h/3 em que. sendo posicionadas abaixo da superfície livre do líquido.2 Finalidade Os orifícios possuem a finalidade de medição de vazão. sendo utilizados.UNIDADE 4 – ORIFÍCIOS E BOCAIS EM PAREDES DE RESERVATÓRIOS 4. II) Quanto às dimensões relativas: Analisando a Figura 22. tanques.1 Conceito Orifícios são aberturas de perímetro fechado (geralmente de forma geométrica conhecida) localizadas nas paredes ou no fundo de reservatórios.1. d = altura do orifício. Orifícios 4.

Esse caso será enquadrado no estudo dos bocais (os orifícios de parede espessa funcionam como bocais). Orifícios de parede delgada (a) e espessa (b). Orifícios de parede vertical (a) e parede inclinada para montante (b). 64 . (a) (b) Figura 23. IV) Quanto à posição da parede: (a) (b) Figura 24.III) Quanto à natureza das paredes: Os orifícios podem ser considerados de: a) Parede delgada (e < d): a veia líquida toca apenas a face interna da parede do reservatório. o líquido toca o perímetro da abertura segundo uma linha (Figura 23a). ou seja. b) Parede espessa (e ≥ d): a veia líquida toca quase toda a parede do reservatório (Figura 23b).

a direção do movimento não se altera bruscamente (Figura 27). o qual afeta o coeficiente de descarga (CQ). VI) Quanto à contração da veia: O jato que sai do orifício sofre uma gradual contração. Orifícios com escoamento livre (a) e afogado (b). V) Quanto ao escoamento: O escoamento em um orifício pode ser classificado como livre ou afogado conforme apresentado na Figura 26.d ocorre o chamado vórtice ou vórtes. (c) (d) Figura 25. Orifícios de parede inclinada para jusante (a) e parede horizontal (b). ficando a sua seção menor que a da abertura. (a) (b) Figura 26. Quando a parede é horizontal e h < 3. pois pela inércia das partículas. 65 .

Figura 28. o orifício deve estar afastado das paredes laterais e do fundo de. devido à inércia das partículas. para haver contração completa. onde as linhas de corrente são paralelas e retilíneas) (Figura 28). Seção contraída do jato de água que escoa pelo orifício.5 d ⇒ para orifício circular AC = C C ⇒ coeficiente de contração A AC = área da seção contraída A = área do orifício. 3 vezes a sua menor dimensão. Orifícios com contração do tipo completa [(a) e (e)] e incompleta [(b). o que ocorre quando o mesmo não está suficientemente afastado das paredes e do fundo. 66 . Ao atravessarem a seção do orifício continuam a se moverem em trajetórias curvilíneas (as partículas não podem mudar bruscamente de direção.  Seção contraída (Vena Contracta) Seção contraída é aquela seção do orifício na qual observa-se uma mudança nas linhas de corrente do jato d’ água ao passar pelo orifício. L = distância entre o lado interno da parede do reservatório até o ponto onde as linhas de corrente do jato contraído são paralelas. a descarga aumenta quando a contração é incompleta. A experiência mostra que. As partículas fluidas escoam para o orifício vindas de todas as direções em trajetórias curvilíneas.5 a 1 d L = 0. L = 0. ao menos. (a) (b) (c) (d) (e) Figura 27. obrigando o jato a contrair-se um pouco além do orifício. (c) e (d)]. Como a contração da veia líquida diminui a seção útil de escoamento. Diz-se que a contração é incompleta quando a água não se aproxima livremente do orifício de todas as direções.

com plano de referência passando pelo ponto (1).1. V0 ≈ desprezível e V1 = Vth . Figura 29.4. 2 2 P0 V0 P V + + Z 0 = 1 + 1 + Z1 (69) γ 2g γ 2g P0 Patm sendo: = .4 Fórmula para cálculo da vazão 4. Considerando a Figura 29. tem-se: γ γ 2 V 0 + 0 + h 0 = h 1 + th + 0 (70) 2g 2 Vth = h 0 − h 1 ⇒ Vth = 2g (h 0 − h 1 ) (71) 2g (velocidade teórica na seção contraída) Na prática a velocidade real (V) na seção contraída é menor que Vth. tem-se: 67 . Esquema de dois reservatórios interligados por um orifício.1 Orifícios afogados de pequenas dimensões em paredes delgadas (contração completa) Neste caso admite-se que todas as partículas que atravessam o orifício têm a mesma velocidade e que os níveis da água são constantes nos dois reservatórios.4.1. aplica-se a equação de Bernoulli entre os pontos (0) e (1) situados na linha de corrente 0-1. devido às perdas existentes (atrito externo e viscosidade . Chamando de Cv (coeficiente de velocidade) a relação entre V e Vth.atrito interno).

tem-se: 68 . vem: CQ = CV . tem-se: Q = C V C C A 2g (h 0 − h 1 ) (77) Definindo como coeficiente de descarga (CQ) o produto CV. vem: AC CC = ⇒ AC = CCA (76) A Substituindo (76) em (74).62. L2. V Cv = ⇒ V = C v Vth (72) Vth Substituindo (71) em (72).985. Na prática pode-se adotar Cv = 0. Ac = área da seção contraída. Chamando de CC (coeficiente de contração) a relação entre AC e A (área do orifício).Cc. é dada por: Q = A C V = C V A C 2g ( h 0 − h 1 ) (74) Q th = AVth (75) em que. Na prática pode-se adotar Cc = 0. Substituindo (78) em (77). sendo que o valor de Cv varia em funcão do diâmetro e forma do orifício e altura de lâmina d’ água h0 .h1. A vazão (Q) que atravessa a seção contraída (e também o orifício). tem-se: V = C V 2g ( h 0 − h 1 ) (73) (velocidade real na seção contraída) OBS: O valor de Cv é determinado experimentalmente e pode ser encontrado em tabelas. CC (78) OBS: o valor de CQ é função da forma e diâmetro do orifício e da lâmina de água h0-h1.

61. onde pode ser aplicada a equação deduzida para orifícios pequenos (Figura 30). 4.985 x 0.4. 69 . podem-se adotar os mesmos valores para CQ.3 Orifícios livres de grandes dimensões em paredes delgadas (contração completa) Nesse caso não se pode mais admitir que todas as partículas possuem a mesma velocidade. Na prática pode-se tomar o valor de CQ como: CQ = CV . CQ é um pouco maior para escoamento livre. então a equação (79) passa a ser escrita como: Q = CQ A 2g h (80) Em iguais condições de altura de lâmina d’água acima do orifício (h ou h0 .4. Orifícios livres de grandes dimensões em paredes delgadas. O estudo é feito considerando-se o grande orifício dividido em um grande número de pequenas faixas horizontais de alturas infinitamente pequenas.1. Em casos práticos.62 = 0.1. devido ao grande valor d. 4.h1).2 Orifícios com escoamento livre de pequenas dimensões em paredes delgadas (contração completa) Nesse caso h1 = 0 e h0 = h. Q = CQ A 2g (h 0 − h1 ) (79) que é a vazão volumétrica para orifícios afogados de pequenas dimensões localizados em reservatórios de parede delgada. Figura 30. CC = 0.

A . tem-se: dQ = CQ Vth dA (84) Substituindo (81) e (82) em (84).h 0 2 ) (87) 3 (orifício retangular de grandes dimensões) 70 .h 0 ) h0 h0 h0 3 2 3 3 Q= LC Q 2g (h 1 2 . um orifício de formato qualquer. tem-se: dQ = CQ x dh 2gh (85) Sendo. Vth (83) Derivando em relação a área. portanto.Considerando-se. x = f(h). logo: h1 Q = ∫ C Q x 2g h 1 / 2 dh h0 h1 Q = C Q 2g ∫ x h 1 / 2 dh (para qualquer seção) (86) h0 Para o caso de orifícios com seção retangular (x = L): h1 h1 h1 2 ∫xh dh = ∫ L h dh = L ∫ h 1 / 2 dh = 1/ 2 1/ 2 3/ 2 3/ 2 L (h 1 . a faixa elementar terá área de: dA = x dh (81) A velocidade teórica na área elementar será: Vth = 2gh (82) A descarga elementar será: Q = CQ .

o orifício deixa de funcionar como tal e passa a ser um vertedor.h ) b d d θ Como b = 2 d tg . tem-se que: x h1 .OBS: Se h0 = 0.h 0 ) (h 1 .h) (88) 2 Substituindo (88) em (86). por semelhança de triângulos. tem-se: θ θ 1 h1 h Q = CQ 2g ∫ 2 tg (h 1 − h )h dh = 2C Q 2g tg ∫ (h 1 − h )h 1 / 2 dh 1/ 2 h0 2 2 h0 sendo: ∫ (h h ) h1 h1 ∫ (h − h )h 2 3/ 2 2 dh = − h 3 / 2 dh = 1/ 2 1/ 2 3/ 2 5/ 2 5/2 1 1 h 1 (h 1 . De acordo com a Figura 31. tem-se: 2 θ x = 2 d tg (h1 . Seção transversal de um orifício triangular.h b = ⇒ x = (h 1 . Para o caso de orifícios com seção triangular (Figura 31): Figura 31.h 0 ) h0 h0 3 5 tem-se: 71 .

h 03 / 2 − h15 / 2 . para o perímetro total do orifício. 72 .4 Relação entre CV.1.1.4. θ 2 2 3 ( ) ( 2 ) Q = 2 CQ 2g tg  h1 h13 / 2 .4. ou seja: Q = CQ ' A 2gh (pequenas dimensões) (93) sendo o coeficiente CQ’ (coeficiente de vazão para contração incompleta) relacionado com o coeficiente de vazão para contração completa (CQ) pela seguinte expressão obtida experimentalmente por Bidone: C Q ' = (1 + 0 .5 Orifício de contração incompleta Quando o orifício é de contração incompleta. a vazão é calculada pela mesma fórmula que para orifício de contração completa.h 05 / 2  5  (89) (para orifícios triangulares de grandes dimensões) 4. CC e CQ A vazão teórica que atravessa o orifício é dada por: Q th = AVth (90) A vazão real que atravessa o orifício é dada por: Q = ACV (91) Dividindo (91) por (90): Q A V = CQ = ⇒ CQ = CCCV (92) Q th A c V th 4.15 K ) C Q (94) em que: K = relação entre o perímetro da parte não contraída do orifício.

4) 0.6665 2 (b + d) 2 2 Caso 2: b 20 K= = = 0.6572 2 (b + d ) 2 (20 + 5) Caso 3: 2d + b 2.15x 0.62 = 0. Exemplo: Calcular o coeficiente de vazão para os orifícios de contração incompleta.62).6) 0. sendo dados b = 20 cm e d = 5 cm.62 = 0.6 ⇒ CQ ' = (1 + 0. conforme figuras apresentadas a seguir (considere CQ = 0.4 ⇒ CQ' = (1 + 0.15x 0.15x ) 0.62 = 0.6758 2 (b + d ) 2 (20 + 5) 73 . Caso 1 Caso 2 Caso 3 Caso 1: b+d 1 1 K= = ⇒ C Q ' = (1 + 0.5 + 20 K= = = 0.

os bocais cilíndricos podem ser classificados como: • interiores ou reentrantes (interesse teórico). e • exteriores (interesse prático). 74 .2. Os bocais cônicos (Figura 33) podem ser classificados como: • divergente. regular e medir a vazão. também.2. Bocais ou Tubos Curtos 4. (a) (b) Figura 32. 4. 4.2. • convergente.2 Finalidade Os bocais possuem a finalidade de dirigir o jato. As experiências mostram que os coeficientes de descarga para os bocais exteriores são maiores que para os bocais interiores.4. Bocais cilíndricos interior (a) e exterior (b). sendo utilizados. para a determinação do tempo de esvaziamento de reservatórios e o cálculo do alcance de jatos.2. canais etc.3 Classificação I) Quanto à forma geométrica: Conforme apresentado na Figura 32.1 Conceito Bocais são pequenos tubos adaptados a orifícios de paredes delgadas por onde escoam os líquidos dos reservatórios.

5 a 3D ⇒ bocais L = 3 a 500D ⇒ tubos muito curtos L = 500 a 4000D ⇒ tubulações curtas L > 4000D tubulações longas Figura 34. por exemplo. Netto: L = 1.5 D ⇒ bocal padrão De acordo com A. 75 . A. Bastos: L < D ⇒ bocal curto L ≥ D ⇒ bocal longo L = 2. Esquema das dimensões de um bocal. De acordo com F. (a) (b) Figura 33. Os orifícios de parede espessa (e ≥ D e L ≥ D) serão tratados como bocais. isso porque a seção contraída se forma dentro dos bocais longos. Bocais cônicos divergente (a) e convergente (b). bocais com bordas arredondadas. II) Quanto às dimensões relativas: A Figura 34 ilustra as dimensões do bocal. Outras formas de bocais podem ocorrer como.

82. O bocal curto funciona como um orifício de paredes delgadas (e<D e L<D). pode-se tomar. Este por sua vez possui também um pequeno orifício que deságua livremente na atmosfera. OBS: para parede delgada e parede espessa. que deságua em um reservatório B (figura abaixo).4 Fórmula para cálculo da vazão A dedução da fórmula é feita do mesmo modo que para os orifícios. Dessa forma: Q = CQ A 2g h (95) (para bocais com contração completa) sendo que CQ é funcão do comprimento (L). na prática. Para L = 3D.2. obviamente o que muda é o valor do coeficiente de descarga. sendo adotado o mesmo coeficiente usado para os dois casos. Exemplo: Na parede vertical do reservatório A existe um orifício de pequenas dimensões afogado. diametro (D) e forma do bocal. CQ = 0. calcular: 1) Os valores de H1 e H2 2) A vazão em regime permanente 76 . não sendo necessária a sua repetição. os valores de CQ são aproximadamente iguais. isto porque a seção contraída se forma fora do bocal curto. 4. o qual deve ser levantado experimentalmente ou por meio de tabelas. Supondo regime permanente e sabendo que h’ = 5 m.

60 Fórmulas: Q1 = C Q1 A1 2g (h 0 .61 A1 = 2 cm2 A2 = 4 cm2 Solução: CQ1 = CQ 2 = C v1 Cc1 = 0.5978 ≈ 0.h1) 2 = CQ2 A 2 2g H 2 2 1 A1  H 2  2 =  A 2  (h 0 .61 = 0. Dados: CV1 = CV2 = 0.h1)  Como: h0 = h`+x h1 = H2+x 77 .98 x 0.h 1 ) (orifício afogado) Q 2 = C Q 2 A 2 2g H 2 (orifício livre) Para escoamento permanente tem-se: Q1 = Q2 1 1 CQ1 A1 2g (h 0 .98 CC1 = CC2 = 0.

L. h diminuirá com o decorrer do tempo e o escoamento passará a ser encarado como não permanente.2. Para um dado instante t.60 x 2 x10 -4 x 2g ((h `+ x ) . Considerando a Figura 35.06 L.. S = área da seção do reservatório. h1 = carga final da água no reservatório. o orifício (ou o bocal) possui uma vazão Q sob uma carga h.(H 2 + x )) = 1.06. Esquema do esvaziamento de um reservatório de seção constante.s-1 ou Q1 = 0.06 L.s-1 4. Se o nível da água do reservatório não for mantido constante. A = área da seção do orifício (ou do bocal). L2. 1 1 A1  H2  2  H  = 2  2  = A 2  (h ' + x ) (H + x )   (h ' . pode-se considerar que a vazão continuará sendo a mesma. ou seja: 78 . t = tempo necessário para a água atingir o nível (1). Figura 35. T.60 x 4x10 -4 x 2g x1 = 1.H )  =  ( 2)  4  (5 . e ainda: h0 = carga inicial da água no reservatório.06. L2.H )   2   2  1 2 2  H2  2  H2   1  =  ⇒   (5 . Decorrido um pequeno intervalo de tempo dt.5 Escoamento com nível variável (esvaziamento de reservatórios de seção constante) Até agora considerou-se a carga h invariável.10-3 m3s-1= 1.H 2 )   2    Da figura: H1+H2 = h`= 5 m H1=4 m Q1 = 0..10-3 m3s-1= 1. L.

o que corresponde a um volume elementar de: dvol = −S dh (99) onde o sinal negativo significa que h decresce com o aumento de t. tem-se: dvol = CQ A 2gh dt (98) Ainda no mesmo intervalo de tempo dt pode-se dizer que o nível da água baixará no reservatório de dh. Comparando (98) com (99): C Q A 2g h dt = −S dh −S −S −1 dt = dh = h 2 dh 1 C Q 2g A (100) C Q 2g A h 2 Integrando (100) no intervalo de h0 e h1. mantida a vazão Q. t= 2S  h 12 − h 12   0 1  (101) C Q 2g A   OBS: esta expressão é apenas aproximada por quê: 79 . (96) Para esse mesmo intervalo de tempo dt o volume elementar (dVol) do líquido escoado. será: dvol Q= → dvol = Q dt (97) dt Substituindo (96) em (97). Q = CQ A 2g h (orifícios de pequenas dimensões).

35m 3.35 h d≤ ∴d ≤ 3 3 Q = CQ 'A 2g h = 0. 3 3 Exemplo: Em uma estação de tratamento de água (ETA).81x3.15 = 3.15K )CQ Solução: a) Vazão inicial: h = 3. • CQ é função dos valores de h e d.50 m de base e 3. Calcular a vazão inicial da comporta e determinar o tempo necessário para o esvaziamento do decantador (CQ’ = 0.62 ⇒ coeficiente de vazão para contração incompleta).50 x 16. passando a ser considerado como grande. varia com a diminuição de h. qualquer uma dessas unidades pode ser esvaziada por meio de uma comporta quadrada de 0. instalada junto ao fundo.35 Q = 0.30)2 2x 9.452 m3 s = 452 L s 80 . Para limpeza e reparos.30 m de lado. C'Q = (1 + 0. e h h • Considera-se orificio pequeno quando d ≤ e grande quando d > .50 m de profundidade.50 − 0. existem dois decantadores de 5. o orifício deixará de ser considerado como “pequeno”. • A partir de um certo valor h.62x (0.

tem-se: Vth = 2gh (velocidade teórica) (102) V = 2gh1 (velocidade real) (103) em que: h1 = parcela utilizada para produzir a velocidade real.50 0 . 81 . Figura 36.40 min ou 22. Essa parcela consumida chama-se “perda de carga”.0 min e 24 seg (este tempo é apenas aproximado) 4.35 = 1344s 2 0.30) t = 22.b) Tempo necessário para o seu esvaziamento: t= 2S  h 12 .2. OBS: h1 < h porque uma parcela de h foi consumida para vencer as resistências ao escoamento.h 12   0 1  C Q 2g A   h 0 = h = 3. Esquema do esvaziamento de um reservatório.62 2 x 9. que será representada por hf.6 Perda de carga em orifícios e bocais Considerando a Figura 36 e as equações (102) e (103).50 x16.5 t= 3.81 x ( 0.35m h1 = 0 2 x 5.

e consequentemente da vazão.2.) (104)  C v 2   f 2g 4.Portanto: h − h1 = h f ou Vth 2 V 2 − = hf 2g 2g V2  V  2   th  − 1 = h f 2g  V   V V 1 = C v ⇒ th = Vth V Cv V2  1     − 1 = h (perda de carga em orifícios e bocais. As equações da cinemática são descritas abaixo: 82 . Orifício em parede inclinada de um reservatório. Para o equacionamento do problema. desde que se despreze a resistência do ar. Sabe- se que a pressão exercida numa superfície por um líquido é normal a essa superfície.7 Determinação da velocidade real (V) usando o processo das coordenadas cartesianas Esta técnica constitui-se num interessante método para a determinação da velocidade real do escoamento. considere-se um orifício praticado na parede inclinada de um reservatório conforme a Figura 37 apresentada a seguir: Figura 37.

As componentes das velocidades no ponto (1). e t = tempo percorrido. T. Lembrando que a posição ocupada por uma partícula assim como sua velocidade podem ser obtidas pelas equações da cinemática. 1 e = e 0 + V0 t − gt 2 (105) 2 V = V0 − gt (106) em que: e = espaço percorrido. com o auxílio da equação (105) e considerando o movimento ascendente: x = 0 + V0 x t − 0 ∴ x = V0 x t (direção x ) (107) 1 1 y = 0 + V0 y t − gt 2 ∴ y = V0 y t − gt 2 (direção y ) (108) 2 2 OBS: na direção y atua a força da gravidade. tem-se: x t= (110) V0 x E substituindo (110) em (108) encontra-se: 83 . pode-se escrever para as coordenadas do ponto (1). com o auxílio da Figura 37 e da equação (106) são: V1x = V0 x − gt V1x = V0 x = V cos θ V = V0 − gt V1y = V0 y − gt = Vsenθ − gt (109) Reescrevendo a equação (107). L.T-1.T-1. L. L. e0 = espaço inicial. V = velocidade num determinado ponto. L. V0 = velocidade inicial.

2V 2 cos 2 θx tgθ = gx 2 V 2 (2 cos 2 θy .y) x g V= (112) cos θ 2( x tgθ − y) A equação (112) descreve a velocidade real na saída do bocal ou orifício em função das coordenadas x e y: O coeficiente de velocidade (Cv) é calculado por: V V Cv = = Vth 2gh g V x 2( x tgθ − y) Cv = = Vth cos θ 2gh x 1 Cv = (113) 2 cos θ h ( x tgθ − y) Se a parede do reservatório for vertical. escreve-se a equação como: V0 x g x2 y = xtgθ - 2 V 2 cos 2 θ 2V 2 cos 2 θy .2 cos 2 θx tgθ) = gx 2 (-1) gx 2 V= 2 cos 2 θ( x tgθ . de tal forma que: x 1 Cv = (114) 2 hy 84 . x 1 x2 y = V0 y − g (111) V0 x 2 V0 x 2 V0 y Como = tgθ e V0 x = V cos θ . θ = 0 0 e y será sempre negativo.

o movimento é ascendente e se V1y for negativo.81 V= cos 60 0 2(3.Observações: • o eixo das ordenadas y foi considerado positivo para cima e o das abscissas x para a direita.90) V = 6m s 85 . o movimento é descendente.y) 3.63 9. para a figura e os dados abaixo: .diâmetro da saída da tubulação (d=50 mm) Solução: a) Equação da trajetória (usar equação 108): x g V= cos θ 2( x tgθ . tubulações etc. • as equações anteriores podem ser aplicadas a escoamentos livres em orifícios.63 tg 60 0 + 0. bocais. • se V1y for positivo. a vazão escoada e a velocidade na posição (1). Exemplo Determinar a equação da trajetória do líquido.

0.0118 m3s-1 4 4 c) Velocidade na posição 1: V1x = V0 x = V cos θ = 6 cos 60 0 = 3 m.81.67 m.545x 2 b) Vazão escoada (Q): πd 2 π(0.31 m s V1y V1 86 .21 = −6.   2  6 cos 600  y = 1.67) 2 V1 = 7.s-1 x 3.1.732x .21 s V0 x 3 V1y = Vsenθ − gt = 6sen600 − 9.s-1 (indicando que o movimento é descendente) Da figura tira-se que: V1x α V12 = V1x 2 + V1y 2 V12 = 32 + (−6.050) 2 Q = AV = V= 6 = 0. g x2 y = xtgθ - 2 V 2 cos 2 θ 2 0 9.81  x  y = xtg 60 .63 x = V0 x t ∴ t = = = 1.

85 que. determinar a carga no bocal e a vazão que escoa. por sua vez.98 e coeficiente de contração de 0. descarregaria a mesma vazão? 4) Através de uma das extremidades de um tanque retangular de 0. b) a vazão que escoa pelos orifícios Dados: Cc1 = Cc2 = 0. coeficiente de velocidade de 0. Na outra extremidade existe um vertedor retangular livre. No fundo do tanque existe um pequeno orifício circular de 7.98 A1 = 2 cm2 A2 = 4 cm2 2) Num bocal cilíndrico externo de 2. Exercícios de Fixação 1) Na parede vertical de um reservatório de grandes dimensões (A) existe um orifício afogado (1) que deságua em outro reservatório (B). de 87 . Nestas condições.90 m de largura. tem área de 2. 3) Um bocal cilíndrico interno.0 m. possui também um orifício que deságua livremente (2). funcionando com veia descolada.4.3. sabendo que a altura h vale 5.52.0 cm2.0 m. verificou-se que o jato sai com velocidade de 5. com carga de 2. calcule: a) as alturas H1 e H2.85.0 cm de diâmetro. água é admitida com vazão de 57 L/s.0m/s. com a mesma carga.0 cm2 de área e coeficiente de vazão de 0. Este. escoando para a atmosfera.61 Cv1 = Cv2 = 0. Supondo que o regime é permanente e. Qual seria a área de um bocal externo de Cv = 0.

por outro orifício circular de diâmetro D2 = 0. 5) Um vertedor triangular com ângulo de abertura de 90º descarrega água com uma carga de 0.00 m está em conexão com uma câmara de subida de peixes. Na condição de equilíbrio.70 m. cria-se um regime permanente (níveis constantes). com centro na cota 530. com altura P = 1. situado 2. Após certo tempo. iguais a Cv= 0. Determine a altura d’água Y no tanque e a vazão pelo vertedor.98. com nível d’água na cota 545.20 m e largura da soleira igual a 0. na condição de equilíbrio. com 40 mm de diâmetro. com coeficiente de velocidade Cv = 0. Sabendo-se que os coeficientes de contração dos dois orifícios são iguais a Cc = 0. conforme a figura abaixo. Inicialmente.50 m.90 m. 6) Um reservatório de barragem.63. determine a vazão e a profundidade da água no tanque. calcular qual é a vazão e o nível d’água na câmara de subida de peixes. através de um orifício circular com diâmetro D1 = 0.97 e coeficiente de contração Cc = 0. 7) Um reservatório de seção quadrada de 1.15 m em um tanque. Essa câmara descarrega na atmosfera.parede fina.00 m. com uma vazão de 88 .0 m acima do piso. que possui no fundo três orifícios circulares de parede delgada.61 e os coeficientes de velocidade. Utilize a equação de Francis.0 m de lado possui um orifício circular de parede fina de 2 cm2 de área.

Utilizar as equações de Thompson e Francis. b) a perda de carga no orifício. d) interrompendo-se bruscamente a alimentação. determinar o tempo necessário para o nível d’água no reservatório baixar até a cota 3. Qe = 0. Sabendo-se que a perda de carga no orifício é 5% da carga H. Qual é o tempo necessário para seu esvaziamento total? 89 . 9) Em um recipiente de parede delgada. determine: a) a vazão Qe. o nível d’água no reservatório mantém-se estável na cota 4. de modo que o vértice do vertedor triangular esteja 0. Nestas condições. existe um pequeno orifício de seção retangular junto ao fundo e afastado das paredes verticais. 8) Um vertedor retangular de parede fina com 1. c) a distância x da vertical passando na saída do orifício até o ponto onde o jato toca o solo (alcance do jato).0 m. sem contrações laterais. igual a Cq.0 m de largura.alimentação Qe constante. tem coeficiente de descarga. determinar a velocidade real e o coeficiente de velocidade Cv. Determinar: a) a carga no vertedor triangular quando as vazões em ambos os vertedores forem iguais.0 m.15 m abaixo da soleira do vertedor retangular. 10) Um reservatório de forma cônica. b) a carga no vertedor triangular quando a diferença de vazão entre o vertedor retangular e triangular for máxima. é colocado juntamente com um vertedor triangular de 90º em uma mesma seção. supostamente constante. cuja área superior é S e a área do orifício no fundo é So. no instante t = 0.

0447 m3/s 5) Q = 0.44 m 6) Q = 1.315 . H2 = 1. Q1 = Q2 = 1.0 L/s 3) A = 1. N.0m.77 L/s.A.70 m 9) Vr = 4.975 2 Sh 10) T = 5 Cq So 2 g h 90 .29. Q = 1.Gabarito: 1) H1 = 4. c) x = 3. b) H = 0.10 m 7) a) Qe = 0.0122 m3/s. = 533.80 m3/s.50 min 8) a) H = 1. y = 1.0 m.06 L/s 2) H = 1. Cv = 0.2 cm2 4) Y = 1. d) t = 16.77m.88 m.118 m. Q = 0. b) ∆h = 0.31 m.

como em instalações de linhas de recalque. como em instalações de linhas de sucção. ambas pertencentes a projetos de instalações de bombeamento. Fi = m a (115) ∂V Fv = Aµ (116) ∂y Fv =T (117) A em que: Fi = força de inércia. Conceitos 5. Fv = força de viscosidade dinâmica.2 Número de Reynolds É a relação existente entre a força de inércia (ou de aceleração) e a força de viscosidade dinâmica. F. µ = viscosidade absoluta.1.L-1.L-2. F.2 T (118) A ∂V L LT [Fi ] = MLT-2 = ρL3LT-2 = ρL4T-2 (119) -1 [Fv ] = µL2 LT = µL2 T -1 (120) L F ρL4 T -2 ρL2 T -1 ρLT -1L ρVL Re y = i = = = = (121) Fv µL2 T -1 µ µ µ ρVD VD Re y = = = L2 T -1 (122) µ ν 91 .1. M. podendo ser maior. [µ] = ML-1T -1 = Fv ∂Z = F L 2 -1 = FL.1. ou menor. 5. T = tensão de cisalhamento ou deformação. Os condutos forçados são geralmente circulares e de seção constante (L ≥ 4000D).UNIDADE 5 – ESCOAMENTO EM CONDUTOS FORÇADOS SOB REGIME PERMANENTE 5.T-1.1 Condutos forçados São aqueles nos quais o fluido escoa com uma pressão diferente da pressão atmosférica. que é função da coesão entre as moléculas de fluido.

M. µ ν= (123) ρ em que: ν = viscosidade cinemática. 92 . que pode ser o diâmetro (D) da tubulação ou o raio hidráulico (Rh) no caso de outras formas geométricas.3 Viscosidade É a propriedade que determina o grau de resistência do fluido à força cisalhante (deformação).T-1. 5. L-2.1. é mais exato do ponto de vista conceitual usar derivadas parciais. ρ = massa específica. L = comprimento característico. Assim: V NEWTON ⇒ FV ∝ A Y V FV = µA Y V dV = Y dY ∂V FV = µA ∂Y Como V é dado em função de outras grandezas além de Y.L-3.

4 Rugosidade interna das paredes dos condutos Figura 38. Sendo: Rugosidade absoluta (ε): valor médio das alturas das irregularidades. D 5. c) Zona de transição ou zona crítica: região em que a perda de carga não pode ser determinada com segurança. Para o caso de seções retas circulares. Rey ≤ 2000. A força da viscosidade predomina sobre a força de inércia. O regime de escoamento não é bem definido (2000< Rey <4000).5. ε Rugosidade relativa   : relação entre ε e D. Regimes de escoamento de acordo com o número de Reynolds (Rey) a) Laminar: as partículas do fluido se movem em camadas ou lâminas segundo trajetórias retas e paralelas (isto é: não se cruzam). Detalhe da rugosidade interna da parede da tubulação. Rey ≥ 4000.1. podendo ocupar diversas posições na seção reta (ao longo do escoamento).2. Para o caso de seções retas circulares. 93 . A força de inércia predomina sobre a força de viscosidade. b) Turbulento: as partículas do fluido se movem de forma desordenada.

quando o fluido é o ar. ou seja: [Fi ] = m a = ρL3 LT -2 = ρL4 T -2 (126) [FE ] = E A = EL2 (127) E F L-2 MLT -2 L-2 = = = L2 T -2 (128) ρ ML -3 ML-3 E = L2 T -2 = LT -1 = C (129) ρ Fi ρL4 T . O critério para definir esse tipo de escoamento é o número de Mach (M) que exprime a relação entre a raiz quadrada das forças de inércia (Fi) e de compressibilidade (FE).2 M= = = (130) FE EL2 E V2 V V M= = = (131) E E C ρ ρ em que: P = pressão (kgf. ∂V ∂ρ ∂P = 0.s-1). V = a velocidade média de escoamento (m. =0 (124) ∂t ∂t ∂t Escoamento uniforme: quando não há mudança na magnitude e direção das grandezas físicas de interesse ao longo do escoamento para um determinado tempo. do fluido. em uma seção definida.2 ρL2 T .Escoamento permanente: constância das características do escoamento no tempo. 94 .s-1. em um ponto previamente escolhido. com o decorrer do tempo. = 0. quando o fluido é a água e C = 340 m. Aquele em que as grandezas físicas de interesse não variam. e C = velocidade do som no fluido (celeridade). sendo C = 1425 m. ∂ V =0 (125) ∂t Escoamento incompressível: escoamento para o qual a variação de densidade (d) é considerada desprezível.s-1.m-2). caso contrário o escoamento é dito compressível.

responsáveis por novas perdas. o escoamento pode ser considerado incompressível. seriam necessários 100 m de tubulação para a água ter um aumento de temperatura de 0. Perda de Carga 5. em tubulações longas seu valor é frequentemente desprezado na prática.3. válvulas. 5. Para exemplificar. registros. Para M ≤ 0. Há também as pecas especiais como: curvas. joelhos ou cotovelos. c) Perda de carga total (ht): ht = hf + ha (132) A perda de cara acidental é importante em tubulações curtas. b) Perda de carga acidental ou localizada ou singular (ha): ocorre todas as vezes que houver mudança no valor da velocidade e/ou direção da velocidade (módulo e direção da velocidade).234 ºC. reduções. Essa energia se perde sob a forma de calor. ampliações etc.2 Classificação Na prática as tubulações não são constituídas apenas por tubos retilíneos e de mesmo diâmetro.3 (o que significa uma variação de 2% na densidade).1 Conceito É um termo genérico designativo do consumo de energia desprendido por um fluido para vencer as resistências do escoamento. 95 .3. A experiência demonstra que ela é diretamente proporcional ao comprimento da tubulação de diâmetro constante.3. 5. As perdas se classificam em: a) Perda de carga contínua ou distribuída ou perda por atrito (hf): ocasionada pela resistência oferecida ao escoamento do fluido ao longo da tubulação.

Neste curso serão abordadas apenas as mais difundidas. d) Fórmula de Fair – Whipple – Hisiao.T-1). sendo laminar ou turbulento. são as chamadas fórmulas práticas. D = diâmetro da tubulação (L). c) Fórmula de Flamant. As fórmulas mencionadas acima. e) Fórmula para tubos de PVC.T-2) A fórmula universal pode ser escrita sob a forma: hf 1 V2 =J=f (134) L D 2g 96 . f) Fórmula de Darcy – Weisbach.1 Fórmula racional ou universal A fórmula racional ou universal (Equação 133) pode ser utilizada para qualquer tipo de fluido e é valida para qualquer regime de escoamento. ou seja: a) Fórmula racional ou universal. e g = aceleração da gravidade (L.3. L = comprimento retilíneo de tubulação (L). f = fator de atrito. V = velocidade de escoamento (L. b) Fórmula de Hazan – Willians. L V2 hf = f (133) D 2g em que: hf = perda de carga contínua (L).5. com exceção da formula racional ou universa.3. 5.3 Perda de carga contínua em condutos de seção constante em regime permanente e uniforme e escoamento incompressível Existem muitas fórmulas para o calculo da perda de carga contínua.3.

Como se evidencia na Figura 39.1 Resistência das paredes internas do conduto ao escoamento Para um melhor entendimento da determinação do valor de f é imprescindível o estudo da resistência das paredes internas do conduto ao escoamento. o escoamento é dito turbulento. Mesmo no escoamento turbulento ainda persiste junto às paredes internas da tubulação uma película laminar que exerce grande influencia sobre o escoamento. Por exemplo: para o valor de perda de carga unitária (J) igual a 0. A perda de carga unitária pode ser definida como a tangente do ângulo de inclinação da linha piezométrica. 5. Figura 39.3.1.em que: J = perda de carga unitária (L.0052 m.m-1 significa que em um metro de tubulação ocorreu uma perda de carga (hf) de 0. Tubulação horizontal e de seção constante com piezômetros instalados.L-1). como mostra a Figura 39.0052 m. o regime de escoamento é laminar (no caso de tubos de seção reta circular) e quando Rey ≥ 4000. ou seja. A espessura dessa película pode ser calculada pela expressão devida a Prandtl: 97 . Sabe-se que para Rey ≤ 2000. a perda de carga que ocorre em um metro de tubulação. tem-se: hf tgθ = =J (135) L A maior dificuldade no uso da fórmula universal para o cálculo da perda de carga consiste no conhecimento do valor do coeficiente de atrito f.3. quando a tubulação for horizontal e de seção constante.

Figura 40. o escoamento é dito turbulento de parede rugosa ou francamente turbulento (Figura 42).5D β= (136) Re y f em que: β = espessura da película laminar. o escoamento é dito turbulento de parede lisa (Figura 40). Detalhe da parede lisa ( β ≥4ε) de uma tubulação. Relacionando-se o valor de β com a rugosidade absoluta (ε) pode-se dizer que: se β for suficiente para cobrir as asperezas ε. Figura 41. menor é a espessura da película laminar. Sendo f = f2 (Rey. 32. o escoamento passa a ser chamado de turbulento de parede intermediária ou turbulento de transição (Figura 41). Detalhe da parede de rugosidade intermediária (ε/6 <β < 4ε) de uma tubulação. ε/D). e caso β seja menor que ε. Sendo f = f1 (Rey). se β for da ordem de grandeza de ε. 98 . Nota-se que quanto maior o valor do número de Reynolds (Rey).

Gráfico de valores do coeficiente de atrito (f) em função do número de Reynolds (Rey) e da rugosidade relativa (Ɛ/D). Figura 42. um tubo pode-se comportar como liso para um fluido e rugoso para outro. Figura 43. Por isso.2 Determinação do coeficiente de atrito (f) da fórmula universal para condutos comerciais O coeficiente de atrito pode ser representado graficamente conforme a Figura 43 de acordo com a proposta de Nikuradze. Sendo f = f3 (ε/D).3. 5. 99 . um tubo pode se comportar como liso nas baixas velocidades e rugoso nas altas velocidades. É interessante ter em mente que β decresce com o aumento do valor de Rey.3. Ainda para um mesmo fluido.1. Detalhe da parede rugosa ( β ≤ 4ε) de uma tubulação.

o coeficiente de atrito é calculado de acordo com Poiseuille (Equação 137). ) .51 + 2 log(Re y f ) f Re y f 1 = 2 log(Re y f ) − 0. Região II: região de escoamento turbulento de parede lisa. III. 64 f= (137) Re y Região II.51  = −2 log +   (138) f  3.71 Re y f  A equação (138) foi obtida por Colebrook e White através da aplicação da teoria da turbulência e comprovada por experimentação. Para D esta situação.51 = -2 log = −2 log 2. Desta forma: 1 2. ε Região III: região de escoamento turbulento de parede intermediária. IV: regiões de escoamento turbulento (Rey ≥ 4000). o valor de f pode ser calculado para qualquer que seja a rugosidade relativa Ɛ/D. em que f = f(Rey) e independente de ε/D. No gráfico apresentado na Figura 43 pode-se identificar três regiões distintas: Região I: regiões de escoamento laminar (Rey ≤ 2000).10 . a fórmula de Colebrook e White representada na equação (138) deve ser utilizada e ε é válida para 14< Re y f < 200. Portanto pode-se usar na expressão de Colebrook e White.4. em que f = f (Re y. Por meio da equação.8 (139) f A equação (139) é conhecida como expressão de Prandtl e é válida para 4 6 10 ≤ Rey ≤ 3. D 100 . sendo o valor de f calculado por: 1  ε/D 2. desprezando-se o primeiro termo entre parênteses.

4B e 4C do Apêndice 4). c) O escoamento deve ser turbulento. b) As tubulações devem ter diâmetro maior ou igual a 2”ou 50 mm.3. Podalyro elaborou fluxogramas que levam o seu nome (Fluxogramas de Podalyro). Para simplificar a solução das equações anteriores.646.71 f 3. desprezando-se o segundo termo entre parênteses.825 LQ h f = 10. Portanto pode-se usar a expressão de Colebrook e White (equação 138).3. L = comprimento retilíneo de tubulação. m3 s-1. m. D = diâmetro. o que indica que o escoamento é turbulento de paredes rugosas o completamente turbulento.87 . m. 4.2log + 2 log 3. A fórmula Hazen-Willians é descrita pela equação (141). m. o Prof.71 D 1 ε = .Região IV: região de escoamento de parede rugosa ou de escoamento francamente turbulento em que f = f(ε/D) e independente de Rey. 1. 5. Esses fluxogramas foram implementados com base nas equações apresentadas anteriormente para o cálculo do fator de atrito f (Figuras 4A. Q = vazão.  (141) D C em que: hf = perda de carga contínua. A maioria dos problemas de natureza prática são turbulentos. e 101 . Com efeito: 1 ε/D ε = -2 log( ) = .2 Fórmula de Hazen-Willians Para aplicação desta fórmula algumas restrições são feitas: a) A água sob escoamento deve estar à temperatura ambiente. quando o fluido é a água.1387 (140) f D A equação (140) é conhecida como expressão de Nikuradze. cujo uso é bastante simplificado.2log + 1.

75 (142) D em que: hf = perda de carga contínua. Q = vazão.3 Fórmula de Flamant Para a aplicação desta fórmula existem algumas limitações. D = diâmetro. C = coeficiente de Hazen-Willians.3.b. c) Aplicável para escoamento de água à temperatura ambiente.000185 Chumbo 0. m.00062 Plástico 0.11.3. b = coeficiente de Flamant. 4.5 e 100 mm. Valores de alguns coeficientes de Flamant Material do tubo b Ferro fundido ou aço em serviço (usado acima de 10 anos) 0.000140 Cimento amianto 0.000135 102 . que depende da natureza (material e estado de conservação) das paredes dos tubos e está intimamente relacionado com ε/D e independente de Rey para D ≥ 50 mm (Tabela 4D do Apêndice 4). A fórmula de Flamant é apresentada na equação (142): L h f = 6.Q1. m. m3 s-1. b) Aplicável a tubulações com diâmetro entre 12.00023 Ferro fundido ou aço ou canalização de concreto (novo) 0. L = comprimento retilíneo de tubulação. que são: a) Uso para instalações domiciliares (prediais). Tabela 5. m. Na Tabela 5 estão apresentados alguns valores de coeficiente de Flamant em função do material do conduto. 75 . 5. e d) Mais utilizada para tubos de ferro e aço-galvanizado.

3. As fórmulas indicadas pela ABNT são apresentadas a seguir de acordo com o tipo de material do tubo.3.3. tem-se: Q = 55. m. m.281D 2.3.3.6 J 0.4 Fórmulas de Fair-Whipple-Hisiao (recomendadas pela ABNT) As limitações à sua aplicação são: a) Usada para encanamentos de diâmetro entre 12.m-1. 5.3.1 Para tubos de aço ou ferro galvanizado conduzindo água em condições normais (20°C) Q = 27.57 (144) Para a situação de condução de água fria.53 (143) em que: Q = vazão. ou seja.113D 2.71J 0.57 (145) 5.4. tem-se: Q = 63.3. e J = perda de carga unitária. D = diâmetro.3.76 (146) 103 .24 V1.934D 2.5. m3s-1. e b) Aplicável a escoamento de água.10 -4 D -1.5 Fórmulas para tubos de PVC 5.5 x 105 J = 5.5.1 Para 3 x 10-3 < Rey < 1. para instalações domiciliares (prediais).3. 5.4.71J 0.2 Para tubos de cobre ou latão Para a situação de condução de água quente.37.3.5 e 100 mm.

A equação (146) é usada para água à temperatura ambiente.3. singulares ou secundárias.4 Perda de carga acidental Estas perdas. registros.7 Conclusões a respeito da perda de carga contínua Pode-se concluir com relação a perda de carga contínua: a) É diretamente proporcional ao comprimento da canalização. ou na direção da velocidade. ferro fundido e aço de diâmetros acima de 13 mm (1/2”).3. curvas.6 Fórmulas de Darcy-Weisbach L V2 hf = f (148) D 2g em que: f = coeficiente de atrito tabelado para tubos de concreto.3. ocorrem sempre que haja mudança no módulo e. 5. e) Independe da posição do tubo. ou seja.2 Para 1. d) É variável com a natureza das paredes (material e estado de conservação).10 -4 D -1.3. válvulas.3. no caso de regime turbulento. b) É inversamente proporcional a uma potencia do diâmetro. Uma mudança no diâmetro (ou na seção do escoamento) implica uma mudança na grandeza da velocidade. e f) Independe da pressão interna sob a qual o líquido escoa.3. reduções etc. c) É proporcional a uma potencia da velocidade. No caso de regime laminar depende apenas de Rey. 5.3.5.79.5 x 105 < Rey < 106 J = 5. Estas perdas ocorrem sempre na presença das chamadas peças especiais. 5. ampliações. bocais. 5.80 (147) A equação (147) também é usada para água à temperatura ambiente. também conhecidas como localizadas.20 V1. 104 . conduzindo água fria.

comprimentos de tubo (de mesmo diâmetro que o da canalização existente) que causaria a mesma perda de carga na peça especial (Figura 44). Figura 44.1 Método dos comprimentos virtuais ou equivalentes O método consiste em adicionar à canalização existente. as perdas acidentais podem ser desprezadas.4.3. apenas para efeito de cálculo da perda de carga. Se a velocidade for menor que 1 m. 5. No caso de trabalhos de pesquisa. o cálculo passa a ser feito com uma das fórmulas já vistas para a perda de carga contínua. Desse modo. Na Figura 44 o valor de L4 representa o comprimento virtual da canalização responsável pela mesma perda de carga que as peças especiais existentes ao longo da tubulação. 105 . Também podem ser desprezadas quando o comprimento for maior ou igual a 4000 vezes o seu diâmetro.s-1 e o número de peças for pequeno. elas devem ser sempre consideradas. Esquema de reservatório e tubulação dotada de peças especiais. O comprimento virtual é dado em tabelas e é função apenas das peças e do diâmetro da mesma (Tabela 4E do Apêndice 4).

D (149) em que: n = número de diâmetros tabelado em função do tipo de peca especial (Tabela 4F do Apêndice 4). m. e D = diâmetro da peça especial.2 Método dos diâmetros equivalentes Nesse caso. A perda de carga acidental é novamente calculada por uma das fórmulas de perda de carga contínua. LV = n. adotando f = 0. Solução: Aplicando a equação da energia entre os pontos (0) e (4): 106 .3.5. adimensional.4. A tubulação da figura abaixo é de PVC e tem diâmetro de 200 mm. o comprimento virtual (LV) de casa peça especial é calculado a partir da equação (149). Exercícios 1. Determinar a vazão.024.

s-1 4 4 OBS: Se considerássemos escoamento ideal teríamos: 2 V 30.s-1. utilizando o Método dos Comprimentos Equivalentes é calculado consultando a Tabela E4 do Apêndice.3.0 + f 2g D 2g 2 V4 L 9.Saída livre: 1 un x 6.102 m3s-1= 102 L.5 = th + 21 2g Vth = 13.5 = (1 + f V ) 2g D O cálculo de LV é dado por: LV = L + ∑LF O valor do comprimento fictício.23 = 0.Entrada normal: 1 un x 3.0 = 6.5 m .5 = 11.65 m. então as perdas acidentais devem ser consideradas. P0 V0 2 P V 2 + + Z 0 = 4 + 4 + Z 4 + h f ( 0.s-1 107 .5 m Desta forma: 2 V4 140.5 = (1 + 0. Ou seja: .5 m O comprimento virtual será: LV = L + ∑LF = 120 m + 20.024 ) 2g 0.5 = 140.s-1 Como V4 > 1 m.4 ) γ 2g γ 2g 2 V4 L V V4 2 0 + 0 + 30.5 9.5 = 3.0 m .0 m .200 V4 = 3.2 2 Q= V= .4 ) + h a ( 0.Cotovelo 90°: 2 un x 5.23 m.∑LF = 20.5 = 0 + + 21. πD 2 π0.

s-1. πD 2 π0.2 2 Q th = Vth = . desprezando as demais perdas acidentais. 2. O projeto de uma linha adutora ligando dois reservatórios previa uma vazão de 250 L. A adutora medindo 1300 m de comprimento foi executada em tubos de concreto com acabamento comum e diâmetro de 600 mm. Colocando em funcionamento.s-1 Isto mostra que a perda de carga é importante e deve ser considerada.13. Equação da energia entre (0) e (1): P0 V0 2 P4 V12 + + Z0 = + + Z1 + h f (0-1) γ 2g γ 2g 0 + 0 + H = 0 + 0 + 0 + h f ( 0-1) H = h f (0-1) 108 . Calcular a perda de carga provocada pela obstrução (usar fórmula de Hazen-Willians).s-1 devido a alguma obstrução deixada em seu interior. verificou-se que a vazão era de 180 L.65 4 4 Q th = 0.428 m3s-1= 428 L. por ocasião da construção.

D 2.C.120. 10-3.63 J 0.0.0.983 = 0.54  4.25  J =  = 1.824 m OBS: • o estudante deverá fazer este problema usando as demais fórmulas para avaliar a diferença nos resultados.1300 = 0.355.63    H2 = hf2 = J2L = 5.39. 63 J 0.807 – 0.63    H1 = hf1 = J1L = 1.983 m A perda acidental será.355.54 = 0.10 -3 m.355C 0.120.10 -4 m. Pela fórmula de Hazen-Willians: V = 0.6 2. e • a energia disponível (H) passou de 1.D 0.807 m para 0. 10-4.18  J =  = 7.m-1  0.54 2 πD 4Q J 0.1300 = 1807 m Considerando obstrução: 1 / 0.m-1  0.983 m 109 .54  4.54 Q 4Q V= = A πD 2 4Q = 0.0.0.355.63 Não considerando obstrução: 1 / 0.π.π.C.39.6 2.π.56. portanto: ha = 1.355.56.

250  V2 200 = (301) 2g 110 . Use a fórmula Universal e de Hazen-Willians. Calcular a vazão e a pressão no ponto E de cota 1750 m.03 Q=? PE = ? L = L1 + L2 Solução: Uso da fórmula universal 3.0.03  200 = 1 +  2g  0.26 mm) com diâmetro de 250 mm é alimentada por um reservatório cujo nível da água situa-se na cota de 1920 m. distante 1500 m do reservatório. sabendo-se que a descarga se faz livremente na cota 1720 m. Uma canalização de tubos de ferro fundido novo (ε = 0.3.250 m f = 0.1) Cálculo da Vazão P0 V0 2 P1 V12 + + z0 = + + z1 + h f (0−1) γ 2g γ 2g V2 L V2 0 + 0 + 1920 = 0 + + 1720 + f 2g D 2g V 2  2500. Dados: L1 = 1500 m L2 = 1000 m D = 0.

177 m3s-1 = 177 L.2) Cálculo de pE: P0 V0 2 P V 2 + + z 0 = E + E + z E + h f ( 0− E ) γ 2g γ 2g PE 3.61 4 4 Q = 0.c.25 2 Q= V= x 3.355 x 130 x 0.78 m.3) Cálculo da vazão V2 200 = + h f ( 0 − 1) (150) 2g V = 0.03 γ 2g 0.61 m / s 301 Desta forma: π D2 π x 0.612 0 + 0 + 1920 = + + 1750 + 0.612 1500 3.9.25 2g PE = 49.2.81 V2 = ⇒ V = 3.a γ Uso da fórmula de Hazen . 200.355 C D0.63 J0.s-1 3.250.Willians Neste caso muda apenas a maneira de calcular hf e.54 111 .63 J0.54 Do Apêndice 4: C = 130 V = 0.

63  240   2500 V1.241 m3. fica: 200 = 1. Adotando V = 4.s-1.43 V1. 1  V  0.852 (152) 2g V2 Fazendo a primeira aproximação = 0 encontra-se V = 4.92 m. tem-se: V2 200 = + 10.852 hf = J L = = 10.92 = 0.18 (153) ou seja.24 + 200.80 então a igualdade foi atingida.s-1 = 441 L. e substituindo novamente na equação (152).25 2 Q= x 4. tem-se 200 ≅ 200.54 V1. que substituída na 2g equação (152).s-1 4 112 . π x 0.s-1.43 V1.93 m.355 x 130 x 0.852 (151) 240 Substituindo a equação (151) em (150).25 0. ainda não há igualdade entre os termos.852 J=  ≅  0.

tem-se: 113 . para a situação em que não há sangria. para q ≠ 0. Se q = 0. 2g No entanto. a perda de carga total seria (desprezando as perdas acidentais e V2/2g na saída): L V2 hf = f D 2g 4Q V= π D2 Logo: L 16 Q 2 Q2 Q2 hf = =K L=K (L1 + L 2 ) (154) D 2g π 2 D 4 D5 D5 em que: 16 f K= π 2 .4. Conduto com uma tomada intermediária Seja a situação apresentada na Figura 44: Figura 44. Esquema de reservatório e tubulação com tomada de água intermediária. ou seja.5.

vem: Q2 (Q a + q )2 Qa 2 K 5 (L1 + L 2 ) = K 5 L1 + k 5 L2 D D D Q2 (L1 + L2) = (Qa + q)2 L1 + Qa2 L2 Q2 (L1 + L2) = Qa2 L1 + 2 qQa L1 + q2 L1 + Qa2 L2 Q2 (L1 + L2) = (L1 + L2) Qa2 + 2q L1 Qa + q2 L1 2q L1 L1 Qa 2 + Qa + q2 − Q2 = 0 L1 + L 2 L1 + L 2 2 q L1 4 q 2 L12 L − + − 4 q2 1 + 4 Q2 L1 + L 2 L2 L Qa = 2 2 2 q L1 2 2  L1  L Qa = − + q   + Q2 − q2 1 2L 2  L  L 2 L L  L Q a = −q 1 + q 2  1  + Q 2 − q 2 1 (157) L  L  L A equação (157) é válida para condutos com uma tomada intermediária. 114 . (155) e (156) em hf = hf1+hf2. (Q a + q )2 h f1 = K L1 (155) 5 D Qa 2 h f2 = K L2 (156) D5 Substituindo (154).

Q = f(x). Consideremos um trecho de comprimento elementar dx. no qual o escoamento se faz com vazão variável e diâmetro da tubulação constante. 115 . Esquema de reservatório e tubulação com distribuição em marcha. A integral de (158) ao longo de L é: L h f = K ∫ Q 2 ( x ) dx (159) 0 A solução do problema consiste no conhecimento da função Q2(x). logo. pode-se considerar a vazão constante. Seja o conduto indicado na Figura 45. Conduto com distribuição em marcha ou condutos com distribuição em percurso ou condutos com serviço em trânsito Figura 45. ao longo do comprimento da tubulação (L). mas é uma função de x. de forma que a perda de carga elementar (em dx) pode ser calculada por: 2 dx V 2 dx 16 Q ( x ) d hf = f =f = K Q ( x ) 2 dx (158) D 2g D π 2 D 2 2g É bom salientar que a vazão (Q) é constante no trecho elementar dx. Nesse comprimento elementar dx.5. distante x da seção inicial.5. Na prática o que se faz é admitir uma distribuição de vazão linear ao longo do conduto. ou seja: a vazão qm se distribui uniformemente em cada metro linear do tubo.

o erro relativo (e) será: 3 4 e = qm2 L2 − qm2 L2 = qm2 ( 4L2 − 3L2 = qm2 ) L2 3 3 12 12 em compensação transformamos a expressão dentro do colchete em um trinômio quadrado perfeito. Então:  L2   L 2 hf = K L QM2 − QM qm L + qm2 = K L Q M − q m  (164)  4   2  116 . encontra-se: QM − qmx = Q j + qmL − qmx QM − Q j = q mL (162) Substituindo (160) em (159). Observando a Figura 45. encontra-se: L L ∫ ∫ 2 hf = k (QM – qmX) dx = K (QM2 – 2 QM qmX + qm2x2) dx 0 0 L  x2 x 3  h f = K QM 2x − 2 QM qm + qm2  2 3   0  L2  h f = K  Q M 2 L − Q M q m L2 + q m 2  3    L2  h f = K L Q M 2 − Q M q m L + q m 2 (163)  3   L2 L2 Se substituirmos qm2 por qm2 . temos no trecho elementar dx: Q(x) = QM – qm x (160) ou Q(x) = QJ + (L – x) qm (161) Comparando (160) com (161).

OBS. que é a média aritmética das vazões de montante e jusante. portanto nesse tipo de problema. trabalhar com Qf e qualquer uma das fórmulas de perda de carga contínua já vistas para escoamento permanente. 16 f 8f K= = π 2 2g D 5 π 2 g D5 E substituindo na equação (165). uma observação “compensa” a outra.: q m 2 L2 q m 2 L2 • quando se faz = está se introduzindo uma diminuição em hf. Substituindo (162) em (164). ou seja. tem-se: 2 2  Q − QJ   2 QM − QM + QJ  h f = K L  QM − M  =KL   2   2  2  Q + QJ  hf = K L  M  (165)  2  QM + QJ Fazendo: = Qf 2 em que: Qf = vazão fictícia. E ainda. 117 . e 3 4 • quando se admite qm constante ao longo da tubulação está se introduzindo um acréscimo em hf. encontra-se: 16 L 8f L hf = f Qf 2 = Qf 2 2 5 2 5 π .2 g D π . m3s-1. Basta.g D Tudo se passa como se a tubulação transportasse uma vazão constante (Qf).

Solução: P1 V12 P V 2 + + z1 = B + B + z B + h f (1 − B) γ 2g γ 2g VB 2 0 + 0 + 320 = 55 + + 260 + h f (1 − B) 2g VB2 Sendo desprezível.a e 5.025 m3 s-1 h f (1 − B) = 5 m.s-1 e o EF conduz ao reservatório 5 L.m-1 L1 850 118 .c. tem-se: 2g h f (1 − B) = 5 m.c. O trecho intermediário BE distribui em marcha 20 L. Diâmetro do trecho AB Q1 = Q2 + Q3 = 20 + 5 = 25 L.c.Exercícios: a) No encanamento da figura a seguir os trechos AB e EF são virgens. Quais os diâmetros destes trechos se as pressões em B e E são 55 m.s-1 = 0.s-1.a h 5 h f (1 B) = J1 L1 J1 = f = m.7 kgfcm-2 respectivamente? (Usar a fórmula de Hazen-Willians para C = 100).a.

2g 2g Diâmetro do trecho EF PE VE 2 P2 V2 2 + + zE = + + z 2 + h f ( E 2) γ 2g γ 2g VE 2 V 2 = 2 =0 2g 2g 57 + 0 + 250 = 0 + 0 + 300 + h f ( E − 2) h f ( E − 2) = 7 m Q3 = 0.44 x 10 D1 ≅ 0.355 x 100 x    815  119 .63   4 4  850  0.032 m.63 = = 2.63    850  0.200m ≅ 200mm V 2 2 VB Como V1 = 0.355 x 100 x D12.54  7  π x 0.m-1 L3 815 π Q3 = 0. isto significa que B pode ser desprezado.63 J10. 0.54  5  V1 = 0.63   4  850  ( ) 1 2.54 π  5  0.63 J 3 0. =0. logo.54 π D12 π D12  5  Q1 = V1 = 0.005 4 4 x 0.s-1.005 m3 s-1 h f ( E − 2) 7 J3 = = m.63 2 2 2.005 D 3 2.44 x 10 ∴ D1 = 1.342 x 10 −3 0.54 = 0.355 C D 3 2.025 = x 0.80 L.355 x 100 x D10.355 x 100 x D10.64 D1 = 1.54 = 0.355 C D10.

pede-se a vazão distribuída em marcha (qm).a. Sabendo-se que a vazão da extremidade de jusante é de 3 L.015 = x 0.s-1 QJ = 3 L.m-1 L2 870 0.63 x   4  870  D2 ≅ 0.s-1. Solução: L = 100 m Qf = 4 L.54 π  8  Q f = 0.100 m ≅ 100 mm Diâmetro do trecho BE PB VB 2 PE VE 2 + + zB = + + z E + h f (B − E) γ 2g γ 2g VB 2 VE 2 = =0 2g 2g 55 + 260 = 57 + 250 + h f ( B − E ) h f ( B − E ) = 8 m. A vazão fictícia é 4 L. Q M + Q J Q1 + Q 3 25 + 5 Qf = = = = 15 l L.355 x 100 x D 2 2.015 m3 s-1 2 2 2 h f (B .s-1 = 0.c.s-1 qm = ? QM + QJ Qf = 2 QM = QJ + q m L QM + 3 4= ⇒ QM = 5 L.150 m ≅ 150 mm b) O trecho de uma tubulação com serviço em trânsito mede 100 m.s-1 2 120 .E) 8 J2 = = m.s-1. D3 ≅ 0.

a linha de carga piezométrica pode ser representada como apresentado na Figura 46.1. Desta forma. ou seja: 121 . maior a perda de carga (para uma mesma Q) e maior também a inclinação da linha piezométrica. Esquema de condutos em série. O problema consiste em substituir a tubulação na Figura 46 por uma equivalente.s-1.6. com a mesma perda de carga total.6. Desprezando-se as perdas de carga acidentais. 5.02 L. Devem-se considerar dois casos: • Condutos em série: as perdas de cargas se somam para uma mesma vazão. Condutos em série Figura 46. quanto menor o diâmetro.m-1 100 5. Condutos em equivalentes Um conduto é equivalente a outro ou a outros quando transporta a mesma vazão. • Condutos em paralelo: as vazões se somam para uma mesma perda de carga. 5 = 3 + 100 qm 2 qm = qm = 0. de um único diâmetro.

2q D1 2 D15 L2 h f2 = K f 2 (167) D 25 L3 h f3 K f 3 (168) D 35 b) Para o conduto equivalente (de diâmetro único): L hf = K f (169) D5 Sendo que: h f = h f1 + h f 2 + h f 3 (170) Substituindo as equações (166) a (169) na equação (170). Figura 47. pode-se escrever: a) Para o conduto em série: L1 V12 L1 16 Q 2 16 Q 2 L L h f1 = f1 = f1 = f1 1 = K f1 1 (166) 4 2 5 D1 2g D1 π D1 2g π . Utilizando-se da fórmula universal de perda de carga. encontra-se: L L1 L2 L3 Kf = K f1 + K f2 + K f3 D5 D15 D 25 D 35 ou generalizando: 122 . Esquema de conduto equivalente.

..87 C 21.87 5.87 C n 1. Esquema de condutos em paralelo. Condutos em paralelo Figura 48.2.6. L L1 L2 L3 Ln f = f1 + f2 + f3 + .87 C11...85 D 4. teríamos: L L1 L2 Ln = + + .85 D n 4. fosse usada a de Hazen-Willians. + (172) C1.85 D 2 4. + f n (171) 5 D D15 D2 5 D3 5 Dn5 Se em lugar da fórmula universal. L V2 L 16 Q 2 L Q2 hf = f =f = K1f D 2g D π 2 D 4 2g D5 h f D5 2 hf D5 Q = ⇒ Q= (173) L K1f K1 f L hf D15 Q1 = (174) K1 f1 D1 hf D 25 Q2 = (175) K2 f2 D2 Como: 123 .85 D14.

Q = 500 L. tanto faz percorrer A E B ou A F B. (174).03 A B Tubulação substitutiva das duas anteriores D5 D15 D 25 = + fL f1 L1 f2 L2 124 .54 L10. Qual a pressão em B. tem-se: D5 D15 D 25 = + (177) fL f1 L1 f2 L2 Para a fórmula de Hazen-Willians: D 2. se substituirmos as tubulações A E B e A F B por uma única equivalente.s f=0.4 kgf.63 D 2 2. desprezando-se as perdas localizadas ou acidentais? Solução: As tubulações E e F estão em paralelo. O problema fica mais simples.63 C = C1 + C2 (178) L0. que a perda será a mesma).54 L 2 0.m-2 e para todos os tubos f = 0.s D.54 Exercícios: a) Na figura a seguir pA = 7.63 D12. (175) em (176). tem-se que conhecer a perda de carga que ocorre nessas duas tubulações (no caso.03. L. Para se saber a pressão em B. O esquema ficaria assim: -1 -1 Q = 500 L. Q = Q1 + Q2 (176) Substituindo as equações (173).

500 π 2 0.5 4 x 2g hf = 9. determinar a diferença de nível H (C = 120). admitindo para D = 400 mm (poderia ser outro valor).500 2 h f = 0.92 m Se admitíssemos: D = 500 mm L ~ 460 m 460 4 2 0.90 m b) Sendo de 1. pB = pA – hf(A – B) = 74 – 9.0.8 x 10–5 L Nesse caso devemos admitir um valor ou para L ou para D.20 m.400 π 2 0. f = f1 f2 D5 0.300 5 0.1 m pB = pA – h f A − B = 64. vem: L =150 m 150 4 2.500 5 = + = 8.5 2 h f = 0.245 x 10–3 L 600 475 D5 = 6.400 4 2g Portanto.s-1 a velocidade no trecho de comprimento L1 do sistema de tubulações da figura a seguir.08 pB = 64.03 = 9.03 0.08 m 0. 125 .

o mais simples é transformá-los no diâmetro de 450 mm = D3.54 L 6 0.63 126 .63 = + L60.63 0.54 = 47.54 = 0.54 305 0.54 6100.32.300 2.63 2 x 0.452. assim como os comprimentos L4 e L5.54 Como: C = C1 = C2 0.45 2.63 C = C1 + C2 L0.32.450 m Para os trechos L4 e L5: 0.67 x 10 −2 L0. Vamos transformá-los em um comprimento. Os comprimentos L1 e L2 estão em paralelo.54 305 0.54 = ou = L0.63 0.54 6100.67 x 10 −2 L0. Com efeito: Para os trechos L1 e L2: 0. de um único diâmetro.45 2. a ser calculado.54 0.200 2.41 L = 1270 m para D = 0.54 305 0.54 305 0.63 5.45 263 5.63 0.54 610 0.45 2.63 0.3 2.

Então: Para L1: V1 = 0.549 m.3000.20 = 0. 0.54 J1 = 8.355 C D0.355 C D10.54 = V2 = 1.8 x 10–3 x 305 = 2.355 x 120 x 0.63 J10.63 J0.m-1 h f1 = J1 L1 = 8.2000.8 x 10–3 m. o sistema de tubulações da figura anterior.684 m Para L2 h f 2 = h f1 = J2 L2 2.45    =   = 1.684 J2 = = 8.355 x 120 x 0.63 J10.452  610  2  0.s-1 Portanto a vazão que circula por todo o sistema é: 127 .63 (8.54 1.63  L  1  0.54 2.54 Precisamos conhecer a vazão que circula pela tubulação.8 x 10–3 m. No esquema fornecido.450 m 610 Então.m-1 305 V2 = 0. é equivalente ao: H = hf = J L V = 0.8 x 10–3)0.30  L =2 L = 1220 m para D = 0. observe que a perda de carga para L1 e L2 é a mesma (as tubulações estão em paralelo).

m-1 H = hf = J L = 2. A e B. transporta uma vazão de 0.s-1 2 2 πD π x 0. 600 mm de diâmetro.20 + x 1.032.925 m. 300 mm de diâmetro. A que distância do ponto A deverá estar localizado o vazamento? Repita o cálculo usando a fórmula de Hazen-Willians. por gravidade.10 mm.056 m3/s de água. π x 0. mantidos em níveis constantes.45 0. de PVC rígido. aço galvanizado com costura novo. com fator de atrito f = 0. 3) A ligação entre dois reservatórios.2 2 π x 0. é feita por duas tubulações em paralelo. Um ensaio de campo para levantamento de vazão e pressão foi feito em dois pontos.11 x 10–3 (1270 + 305 + 1220) H ≅ 5.147 m3/s Utilizando o conduto equivalente (D = 0.024.355 x 120 x 0.88 L/s. A primeira com 1500 m de comprimento. distanciados em 500 m. de 850 m de comprimento.450. ligando dois reservatórios mantidos em níveis constantes. com diferença de cotas de 17.63 J0. são interligados em linha reta através de uma tubulação de 10 m de comprimento e diâmetro D = 50 mm. No ponto A. com 3000 m de comprimento.925 = 0.90 m 5.11 x 10–3 m. a cota piezométrica é de 657.81 L/s. como mostra o esquema da figura abaixo.450 m e L = 2795 m).3 2 Q= x 1.549 4 4 Q = 0. 2) Em uma adutora de 150 mm de diâmetro.15 mm. Exercícios de Fixação OBS: As respostas são aproximadas! 1) Determine o diâmetro de uma adutora. em aço soldado novo Ɛ = 0.58 m e a vazão. mantidos em níveis constantes.43 m e 31.147 V= = = 0. Ɛ = 0. enterrada. Determine a vazão transportada pela segunda tubulação. 4Q 4 x 0. Material da tubulação. 4) Dois reservatórios. 643. Admitindo que a única perda de carga localizada seja devido à presença de um 128 .7. e no ponto B. e fator de atrito f = 0. de 38.01 x 10-6 m2/s) de 30 L/s.5 m. para transportar uma vazão de água (Ʋ = 1.54 J = 2. está ocorrendo um vazamento.

0 m. assentada com uma inclinação de 2° em relação a horizontal. e usando a equação de Hazen-Willians. por simplificação.registro de gaveta parcialmente fechado. 6) Sabendo-se que as cargas de pressão disponíveis em A e B são iguais e que a diferença entre as cargas de pressão em A e D é igual a 0. o comprimento equivalente da peça. cujo comprimento equivalente é Le = 20. adotando C = 145. que o coeficiente de atrito f para os dois tubos seja o mesmo.028.025 m3/s e toda água é distribuída com uma taxa uniforme por unidade de comprimento q (vazão de distribuição unitária) nos dois trechos.9 mca. determine a vazão na canalização supondo que o registro esteja colocado no ponto A. 5) Em um ensaio de perda de carga de uma luva de redução de 2” x 1 ½”.38 m. seguido por outro trecho de 900 m de comprimento e 100 mm de diâmetro. 7) Um sistema de distribuição de água é feito por uma adutora com um trecho de 1500 m de comprimento e 150 mm de diâmetro. determine o comprimento equivalente da luva em relação ao diâmetro de montante (2”). Assumindo. determine o comprimento equivalente do registro colocado na tubulação de diâmetro único. foi determinado igual a 0. conforme a figura abaixo. em relação ao tubo de menor diâmetro (1 ½”). A vazão total que entra no sistema é 0. ambos com o mesmo fator de atrito f = 0. de modo que a vazão na extremidade de jusante seja 129 .

Adotando para todas as tubulações um fator de atrito f = 0.m). descarregando livremente na atmosfera. a tubulação divide-se em dois trechos iguais de 18” de diâmetro.28 m3/s de água. b) a carga de pressão disponível no ponto C. existe uma distribuição em marcha com vazão por metro linear uniforme e igual a q = 0. desprezando as perdas localizadas ao longo da adutora. Desprezando as perdas de carga 130 . Despreze as perdas singulares.00 m. determine a diferença de carga entre as seções de entrada e a saída. 3000 m de comprimento. há uma derivação de 5. com uma vazão por unidade de comprimento uniforme e. Determine a perda de carga total na adutora.021 e. Entre os pontos B e C. no ponto B. determine: a) a cota piezométrica no ponto B. 9) O sistema de distribuição de água mostrado na figura abaixo tem todas as tubulações do mesmo material.024 e supondo que todo o sistema está em um plano horizontal. c) a vazão na tubulação de 4” de diâmetro. Em uma determinada seção. A vazão total que sai do reservatório I é de 20 L/s. toda a vazão que entra na extremidade de montante é distribuída ao longo da tubulação.0 L/s. no outro. se a cota geométrica desse ponto é de 576.020 e desprezando as perdas localizadas e a carga cinética. Em um destes trechos. Assumindo um fator de atrito constante para todas as tubulações f = 0. passa uma vazão de 0.nula. metade da vazão que entra é distribuída uniformemente ao longo do trecho. todas as tubulações têm fator de atrito f = 0. 8) Por uma tubulação de 27” de diâmetro e 1500 m de comprimento. 10) No sistema de abastecimento de água mostrado na figura abaixo.01 L/(s.

11) Um reservatório alimenta uma tubulação de 200 mm de diâmetro e 300 m de comprimento.024. desprezando as perdas localizadas e a carga cinética nas tubulações. de maneira que metade da água que entra é descarregada ao longo de seu comprimento. a qual se divide em duas tubulações de 150 mm de diâmetro e 150 m de comprimento. As extremidades dos dois trechos estão na mesma cota geométrica e 15 m abaixo do nível d’água do reservatório.localizadas e as cargas cinéticas. 131 . determine a carga de pressão disponível no ponto A e as vazões nos trechos em paralelo. Calcule a vazão em cada trecho adotando f = 0. Ambos os trechos estão totalmente abertos para a atmosfera nas suas extremidades. como apresentado na figura abaixo. O trecho BD possui saídas uniformemente distribuídas ao longo de seu comprimento.

20 mca.033 m3/s.61 m] 8) ∆H = 4.37 L/s] 5) [Le = 1. Q8” = 16.79 m] 7) [ht = 19.12 L/s. QBC = 0.043 m3/s 132 .52 mca.88 L/s 11) QAB = 0.35 m 9) a) C.258 m3/s] 4) [Q = 4. c) Q4” = 5.PB = 586.60 m] 6) [Le = 25.Gabarito: 1) [D = 0. b) PC/γ = 5.2 L/s 10) PA/γ = 21. Q6” = 8. QBD = 0.42 m.15 mm] 2) a) [x = 355 m] b) [x = 275 m] 3) [Q = 0.076 m3/s.

Deduções das equações para o cálculo das grandezas geométricas das seções dos canais 1 .Apêndice 1.

Raio hidráulico (R) A y n (b + y n ) R= = P b + 2 yn z 2 + 1 d.1. Seções usuais 1. Perímetro molhado (P) P = b + 2T 2 2 2 T 2 = x 2 + yn = z 2 yn + yn → T = yn z 2 + 1 P = b + 2 yn z 2 + 1 c.1. Seção Trapezoidal a. Largura da superfície (B) B = b + 2x B = b + 2 zy n 2 . Área molhada (A) x A = by n + 2 y n = by n + xy n 2 x tgα = ∴ x = zy n yn 2 A = by n + zy n A = y n (b + zy n ) b.

obtidas anteriormente. Perímetro molhado (P) P = b + 2 yn c. Seção triangular Basta fazer b = 0 nas equações deduzidas para o canal trapezoidal.2. Seção retangular Basta fazer z = 0 nas fórmulas deduzidas para canal trapezoidal. 3 .3.1. a. Área molhada (A) A = by n b. Raio hidráulico (R) A by n R= = P b + 2 yn 1.

Profundidade normal (yn) Pelo triângulo retângulo OSN: 4 .a. Área molhada (A) 2 A = zy n b. Perímetro molhado (P) πD 2πr θD = ∴P = ( θ em radiano) P θ 2 b. Perímetro molhado (P) 2 2 P = 2 z 2 yn + yn = 2 yn z 2 + 1 c. Seção circular a. Raio hidráulico (R) A zy n R= = P 2 z2 +1 1.4.

2 n   D  D θ yn = 1 − cos  2 2 c.+ = 4  2 2 2 2 2 D D D θ π  yn . =  0 .π β= . 2π  θ  π 2π θ θ . =  sen cos .cos  ∴ 1.senb cos a D D θ π π θ yn .cos  2 2 2 D θ θ y yn = 1 .b ) = sena cos b .sen cos  2 2 2 2 2 2 D D θ yn . Largura da superfície (B) Pelo triangulo retângulo OSN: SN = B/2 (metade da largura da superfície) 5 .2 = cοs D 2  y  θ = 2 arccos1 . 2 2 2 2 2 sen(a . = senβ = sen . = .cos =2 n 2 2 2 D yn θ 1.π .

D 2  sen  cos  2 2  2 2 4  2  2 πD 2 /4 2π = A2 2π − θ D 2  2π .A1 4 ΜΝ  D Β D Α3 =  yn . =  yn .θ  D 2  θ A2 =  = π −  4  2  4  2 D2  θ  1 2 θ θ A1 =  π . + D sen cos 4  2 4 2 2 6 . 2 2 D 2 D B    =   +  yn −  2 2  2 2 2 D 2 D B  θ  D   =   +  1 − cos  −  2 2 2 2 2 2 2 θ D 2 D B D D   =   +  − cos −  2 2 2 2 2 2 2 2 2 D B D 2θ   =   +   cos 2 2 2 2 2 2 B D  2θ   =   1 − cos  2 2  2 2 2 B D 2 θ → B = D sen θ   =   sen 2 2 2 2 2 2 θ B = Dsen 2 d. 2  2 2 2 1 θ  − D θ 1  θ  θ A3 =  Dsen  cos  = . Área molhada (A) A1= Área hachureada do canal A1= Área do setor (A2) – área do triângulo (A3) A2 = Área do setor circular OMN A3 = Área do triângulo isósceles OMN πD 2 A= .

Canal semicircular Neste caso basta usar as equações deduzidas para canal de seção circular.5. Perímetro molhado(P) θD πD P= = 2 2 b. fazendo θ=π. Raio hidráulico (R) A D2 R= = (θ . πD 2 πD 2 θ 1 2 θ θ A= − + D2 − D sen cos 4 4 8 4 2 2 D2  θ θ A=  θ − 2 sen cos  8  2 2 θ θ senθ sen cos = (tabelas trigonométricas) 2 2 2 D2 A= (θ .senθ) 2 P 8 θD D  senθ  R = 1 .  4 θ  1.senθ ) ( θ em radiano) 8 e. Profundidade normal (yn) D θ  D π yn = 1 − cos  = 1 − cos  2 2 2  2 D yn = 2 7 . a.

 = 1 . Área molhada(A) D2 2 A= (θ − senθ ) = D (π − senπ ) 8 8 πD 2 A= 8 e.c. Largura da superfície (B) θ π B = Dsen = Dsen 2 2 B=D d. Raio hidráulico (R) D  senθ  D  senπ  R= 1 . 8 .  4 2  4 2  D R= 4 Observa-se que o raio hidráulico do canal semicircular é igual ao raio hidráulico do canal circular funcionando a plena seção.

Seções de máxima eficiência 2.1 Seção trapezoidal de máxima eficiência Da Tabela 1 tira-se que: (1) P = b + 2 yn z 2 + 1 A = y n (b + zy n ) (2) A A (3) b + zy n = ⇒b= − zyn yn yn (3) em (1): A P= − zy n + 2 y n 1 + z 2 yn dP A =− − z + 2 1+ z2 = 0 dy n yn 2 A 2 1+ z2 − z = yn 2 (4) A = yn 2 ( 2 1 + z 2 − z ) (4) em (3):   b = y n  2 1 + z 2 − z  − zy n   9 .2.

5 − z] derivando.   (5) b = 2 yn  1 + z 2 − z    (5) em (1):   P = 2 yn  1 + z 2 − z  + 2 yn 1 + z 2     (6) P = 2 yn  2 1 + z 2 − z    2 A y 2 1+ z2 − z ( y ) (7) R= = n ( P 2 yn 2 1 + z 2 − z →R= n 2 ) Observação: havendo a possibilidade de escolher o valor de z (z é função da natureza das paredes do canal) para a seção de máxima eficiência. este será substituído. vem: dP  2z  2P = 4 A − 1 2 dz  1+ z  dP  2z 1 = 2 A − 1 = 0 2 dz  1+ z P 2z −1 = 0 1+ z2 2z = 1 + z 2 4z2 = 1+ z 2 10 . yn de (4) em (6): 1/ 2  A  yn =    2  2 1+ z − z  (2 1 + z − z ) 1/ 2  A  2 P = 2   2  2 1+ z − z  ( P = 2 A1/ 2 2 1 + z 2 − z ) 1/ 2 elevando ambos os membros ao quadrado [( P2 = 4 A 2 1 + z2 ) 0.

quando z puder ser fixado. 1 z= 3 z = tgα α = 30° O canal trapezoidal de máxima eficiência. i = valor de um ângulo interno): S i = 180°(n − 2 ) S i 180°(n − 2 ) i= = = 120° n n 3(n − 2 ) = 2n 3n − 6 = 2n Semi-hexágono n=6 2. Seção triangular de máxima eficiência 11 . fornece: 2 A = 2 yn b = 2 yn P = 4 yn yn R= 2 2. é um semi-hexágono. que substituindo nas equações (4). (6) e (7). Seção retangular de máxima eficiência z = 0.3. (5). Si = soma dos ângulos internos.2. como mostrado a seguir (n = número de lados.

vem: dP  1  2P = 4 A1 −  = 0 dz  z2  z 2 = 1 → z = 1 → α = 45° θ = 2α → θ = 90° Levando z às expressões (1) e (2). chega-se a: yn R= 2 2 12 .Da Tabela 1 tira-se que: 2 A = zy n (1) (2) P = 2 yn 1 + z 2 A yn = que substituindo em (2). fornece: z A P=2 1+ z2 z P2 = 4A ( ) 1  1 + z 2 = 4 A + z  z z  Derivando P em relação à z. tem-se: 2 A = yn P = 2 2 yn Pela definição de raio hidráulico.

Seção circular de máxima eficiência Da Tabela 1 tira-se que: θD D2 P= e A= (θ − senθ) 2 8 8A D= θ − senθ 8A θ 8Α 1 P= = 2 θ − senθ 2 senθ 1− θ dP =0 dθ Efetuando a derivada e simplificando.2. vem: 2(θ − senθ ) = θ (1 − cosθ ) A solução da equação acima é: θ = π = 180° . 13 . que levada às expressões de A e P fornece: πD πD 2 P= e A= 2 8 Deste modo pode-se observar que o canal circular de máxima eficiência trabalha a meia seção (o canal é chamado de semicircular).4.

Condutos Livres: tabelas e figuras 14 .Apêndice 2.

169 1.690 c) Com meandros.780 g) Zonas de pequenas velocidades.419 1.267 0.870 0.321 Paredes de chapas corrugadas.212 0. canais retos e uniformes 0.212 0.308 1.308 Canais com leitos de pedras rugosas e com vegetação nas 0.267 0.419 Paredes rugosas de pedras irregulares 1.965 - Canais de terra com grandes meandros 0. zonas mortas e região pouco profunda.142 1.157 0.240 limpa d) Mesmo que c).419 1.430 0.240 2. com vegetação.594 0.419 1. em seção semicircular 0.870 1.965 2.308 1.157 0.733 0.419 Canais naturais a) Limpos.321 0.24 2.142 1. nível máximo sem zonas mortas 0.142 1.048 0.303 1.965 margens f) Mesmo que d) com pedras 1.308 profundas b) Mesmo que a).515 2. Valores de γ para a fórmula de Bazin Estado da parede Natureza da parede Perfeito Bom Regular Mau Cimento liso 0.142 Canais de terra.594 0.870 1. porém com alguma vegetação e pedra 1.267 Aqueduto de madeira não aparelhada 0.308 1.007 1.048 0. margens retilíneas. sendo declividade e seção 1.157 0.419 1.103 0.142 1.485 Pedras brutas rejuntadas com cimento 0. 1.690 1.690 margens de terra Canais com fundo de terra e com pedras nas margens 1.212 0.007 1.870 1.610 4.733 0.419 1.321 Canais revestidos de concreto 0.007 1.157 0.321 Aqueduto de madeira aparelhada 0.340 3.419 Pedras talhadas 0.267 0. dragados 0. lisas em canais uniformes 0.103 0.60 1.78 3.515 menor e) Mesmo que c). durante estiagem.142 Paredes de terra.377 0. com algumas vegetações e pedras nas 1.98 6.430 Paredes metálicas de seção semicircular lisa 0.142 1.880 mortas profundas h) Zonas com muita vegetação 3.157 0.965 2.870 1.103 0.430 0.103 0. ou zonas 2.212 0.870 1.690 1.965 2.360 7.870 Paredes de pedra.733 0.142 1.212 0.720 15 .308 1.212 Argamassa de cimento 0.025 1.870 1. Tabela 2A.240 2.142 Pedras não rejuntadas 0.007 1.870 1.142 1.

030 0.055 seção menor e) Mesmo que c).025 0.035 0.Tabela 2B.055 0.020 0.033 Canais com leitos de pedras rugosas e com vegetação nas 0.014 0. nível máximo sem zonas 0.013 0.033 0.033 0. com algumas vegetações e pedras nas 0.014 0. durante estiagem. sendo declividade e 0.035 0.028 0.035 Canais naturais a) Limpos.012 0.033 mortas profundas b) Mesmo que a).030 0.025 0.033 0.030 0.011 0.040 c) Com meandros.030 0.025 0.012 0.012 0.020 0.025 0.030 Pedras não rejuntadas 0.010 0.080 mortas profundas h) Zonas com muita vegetação 0.030 0.045 0.030 Paredes de terra.0225 0.025 0.012 0.045 - Canais de terra com grandes meandros 0.045 0.015 Canais revestidos de concreto 0.013 0.050 0.040 0.011 0.150 16 .035 0.010 0. Valores de n para as equações de Manning Estado da parede Natureza da parede Perfeito Bom Regular Mau Cimento liso 0. ou zonas 0.025 0.018 Pedras brutas rejuntadas com cimento 0. zonas mortas e região pouco profunda.0225 0.075 0. com vegetação.033 0.012 0.011 0.014 Aqueduto de madeira não aparelhada 0.0275 0.060 0. porém com alguma vegetação e pedra 0. 0.015 Aqueduto de madeira aparelhada 0.045 margens f) Mesmo que d) com pedras 0.050 0.017 0.030 0.040 0.040 0.035 0.035 Paredes rugosas de pedras irregulares 0.013 0.035 0.070 0.013 Argamassa de cimento 0.015 0.0275 0.125 0.040 margens de terra Canais com fundo de terra e com pedras nas margens 0.017 0. margens retilíneas.030 Paredes de pedra.016 0.033 0.014 0.030 Canais de terra. lisas em canais uniformes 0.035 Pedras talhadas 0.025 0.017 Paredes metálicas de seção semicircular lisa 0. canais retos e uniformes 0.050 0.040 0.011 0.100 0.030 0.045 0.0275 0.060 g) Zonas de pequenas velocidades.050 limpa d) Mesmo que c). dragados 0.0275 0.013 0.

5). i) Onde V é máximo.0) é o dobro de Q a meia seção (yn/D=0. Figura 2A.95. V é máximo.0). e) Q a plena seção (yn/D = 1. d) R a meia seção (yn/D = 0.15.81. g) Onde R é máximo.5) é igual a V a plena seção (yn/D = 1. h) Onde Q é máximo. 17 . b) O máximo de V ocorre quando yn/D = 0. c) Q a plena seção é igual a Q quando yn/D = 0.82. R/R0 = 1. Elementos Hidráulicos de uma tubulação de seção circular. f) V a meia seção (yn/D = 0. Observações: a) O máximo de Q ocorre quando yn/D = 0. R/R0 = 1.5) é igual a R a plena seção (yn/D=1).22.

Curva (2): relaciona yn/D com nQ/yn8/3I1/2 18 . Figura 2B. Relação para vazão máxima: yn/D = 0.95 b. Observações: a. Curva (1): relaciona yn/D com nQ/D8/3I1/2 c. Dimensionamento de canais circulares.

Determinação da largura de fundo (b) para canais trapezoidais e retangulares (z = 0) 19 .Figura 2C.

061 20 .Figura 2D.5 0.081 4.5 1 2 3 4 yn/b 0.118 3.809 1.207 2. Determinação da profundidade (yn) para canais trapezoidais e retangulares (z=0) Relações para vazão máxima: m=z 0 0.

21 .Figura 2E. Determinação da profundidade (yn) para canais triangulares.

Vertedores.Apêndice 3. Orifícios e Bocais 22 .

08 2.82 1. tudo se passa como se o vertedor tivesse uma largura fictícia L` = L – 0.22 2.00 1.85 1.05 Bazin ∞ 2.1 H (contração em uma das faces).50 1.83 1.82 1.82 1.10 2.81 1.85 1.24 2.46 2.23 3. 23 .78 1.84 1.20 1.04 2. Valores de C da fórmula Q = CLH3/s de vertedores retangulares em  2  C = 2g C Q  paredes delgadas sem contrações laterais  3  Altura Carga H (m) Fórmula vertedor 0.75 1.17 2.12 2.86 1.84 1.96 2.18 Bazin 1.80 1.05 0.79 1.81 1.01 2.04 Soc.03 2.97 2.91 1.86 1.99 1. Como resultado de suas experiências.78 Francis ∞ 1.81 1.86 1.94 1. Se o vertedor retangular tem largura L.90 1.79 1.44 2.89 1.84 1.96 2.84 1.45 2.93 1.93 2.39 Francis 0.79 1.01 2. Suiça 1.23 2.06 2.99 2.89 1.92 1.88 1.86 1.02 2.10 Soc.08 2.91 2.99 2.20 2.95 1. em virtude da contração da veia. relativamente à descarga.28 2.02 Francis 0.14 2.10 2.84 1.13 2.88 1.84 1.21 2.00 2.21 Rehbock 1.25 0. Suiça 0.88 3.06 Rehbock 1.95 2.88 1.84 1.03 Francis 1.86 1.48 Bazin 0.02 2.50 2.81 1.36 2.79 1.97 Soc.99 2.80 1.90 1.00 1.81 1.89 1.84 1.82 1.88 1.99 2.80 1.95 1.03 2.87 1.83 1.28 2.06 2.84 1.82 1.88 1.10 0.82 1.13 2.99 1.20 1.90 1.22 Soc.99 1. Tabela 3A. Francis concluiu que.20 Francis 1.91 1. Suiça ∞ 1.18 2.50 1.50 p (m) Bazin 0.50 1.15 2.32 Rehbock 0.14 2.82 1.90 1.79 1.90 1.80 1. Suiça 1.00 1.06 1.50 1.84 Soc.85 1.81 1.30 Bazin 1.89 –1.15 0. há uma diminuição de vazão.82 1.94 1. menor que a largura do canal B.81 1.86 1.88 1.81  Correção de Francis.82 1.82 1.27 2.90 1.98 2.42 2.87 1.81 1.87 1.82 1.09 2.20 1.78 1.85 1.03 2.84 1.78 1.93 2.02 2.87 1.88 1.84 1.50 1.84 1.82 1.07 2.81 1.50 1.55 4.05 2.02 2.92 1.90 1.94 2. Suiça 0.78 1.40 2.79 1.50 0.50 1.86 1.00 1.13 2.89 1.94 2.2 H (contração nas duas faces) ou L’ = L – 0.50 1.16 2.79 Rehbock ∞ 1.25 1.20 2.54 Rehbock 0.12 2.94 1.00 1.

617 0.611 0.900 0.630 0.630 0.80 0.624 0.628 0.01 m 0.800 0.627 0.90 0.633 0.607 0.613 0.634 0.613 0.653 0.670 0.610 0.622 0.615 0.631 0.627 0.600 0.609 24 .626 1.639 0.616 0.600 0.015 – 0.630 0.603 0.605 0. Valores de CQ no caso de orifício retangular em parede delgada vertical Carga na borda Altura dos orifícios superior do orifício > 0.629 1.605 0.625 0.10 m 0.613 0.080 0.651 0.587 0.00 0.601 0.615 0.660 0.02 m 0.657 0.300 0.603 0.642 0.612 0.609 0.608 0.628 0.622 0.00 0.596 0.160 0.600 0.626 0.620 0.615 0.628 0.637 0.634 0.626 0.637 0.637 0.593 0.602 0.591 0.630 0.612 0.060 0.632 0.636 0.635 0.637 0.597 0.578 0.200 0.668 0.120 0.630 0.644 0.658 0.604 0.602 0.250 0.603 0.618 0.629 0.638 0.700 0.627 0.618 1.596 0.612 0.627 0.636 0.659 0.614 0.618 0.658 0.040 0.657 0.615 0.625 0.030 0.633 0.644 0.20 0.050 0.620 0.617 0.612 2.611 0.612 1.610 0.694 0.619 0.090 0.648 0.632 1.622 0.612 0.634 0.701 0.628 0.613 0.656 0.604 0.676 0.100 0.642 0.613 0.592 0.603 0.616 0.617 0.650 0.602 0.629 0.40 0.614 0.020 0.655 0.595 0.615 1.603 0.572 0.634 0.614 0.640 0.582 0.615 0.610 0.599 0.629 0.03 m 0.620 0.705 0.654 0.613 1.630 0.70 0.628 0.616 0.635 1.659 0.606 0.601 0.628 0.683 0.612 0.609 0.626 0.630 0.611 > 3.605 0.589 0.640 0.627 0.608 0.629 0.673 0.Tabela 3B.30 0.616 0.010 – – – – – 0.658 0.005 m – – – – – 0.50 0.624 0.614 0.616 0.20 m 0.500 0.611 0.631 0.640 0.638 0.666 0.630 0.00 0.60 0.688 0.656 0.180 0.601 0.605 0.05 m 0.679 0.629 0.588 0.612 0.605 0.598 0.615 0.622 1.617 0.640 0.653 0.615 0.616 0.621 0.623 0.625 0.604 0.593 0.649 0.647 0.140 0.640 0.10 0.646 0.612 1.632 0.585 0.070 0.607 0.650 0.655 0.697 0.610 0.631 0.601 0.632 0.660 0.638 0.615 0.602 0.400 0.663 0.

30 m 0.600 0.601 0.594 0.618 0.599 0. Tabela 3C.595 0.609 0.06 m 0.21 0.591 0.627 – 0.600 0.617 0.599 0.596 0.006 m 0.595 0.602 0.598 0.597 0.00 0.618 2.00 0.596 0.596 0.623 1.596 0.624 0.598 0.601 0.603 0.90 0.610 0.598 0.15 – 0.18 m 0.592 25 .00 0.627 1.592 0.606 0.618 0.622 0.591 0.591 0.600 0.60 0.595 0.12 m – – – 0.601 30.615 0.596 0.620 0.598 0.599 0.632 0.601 0.592 0.605 0.40 0.595 0.596 0.611 0.608 0.20 0.594 0.596 0.597 0.638 0.604 0.27 0.603 0. Valores de CQ no caso de orifício circular em parede delgada vertical Carga no centro Altura dos orifícios dos orifícios 0.614 3.601 0.655 0.604 0.24 0.644 0.015 m 0.613 0.631 – 0.30 0.646 0.596 0.601 0.590 0.597 0.611 6.594 0.651 0.595 0.610 0.40 0.592 0.605 0.648 0.593 0.593 0.592 0.592 0.80 0.600 0.592 0.03 m 0.596 0.600 0.18 – 0.597 0.613 0.598 0.

Tabela 3D.62 0.82 Veia colada Bordos arredondados 1.61 (valores médios) 1.75 Veia colada Veia livre 0. Valores dos coeficientes médios de bocais Casos Cc Cv Ca Observações Valores médios para 0.98 0.985 0.985 0.98 acompanhando os filetes líquidos 26 .00 0.82 0.00 0.00 0.98 0.62 0.61 orifícios comuns em parede delgada 0.52 0.75 0.51 Veia livre 1.

Condutos Forçados 27 .Apêndice 4.

Tabela 4A. Valores de viscosidade cinemática da água
Temperatura, Viscosidade, cinemática Temperatura, Viscosidade,
o -2 -1 o
C v, m s C cinemática v, m-2s-1
0 0,000 001 792 20 0,000 001 007
2 0,000 001 763 22 0,000 001 960
4 0,000 001 567 24 0,000 001 917
6 0,000 001 473 26 0,000 001 876
8 0,000 001 386 27 0,000 001 839
10 0,000 001 308 30 0,000 001 804
12 0,000 001 237 32 0,000 001 772
14 0,000 001 172 34 0,000 001 741
16 0,000 001 112 36 0,000 001 713
18 0,000 001 059 38 0,000 001 687

Tabela 4B. Valores de viscosidade cinemática de alguns fluídos
Temperatura, Peso Viscosidade cinemática
o
Fluído C específico, v, m-2s-1
-3
kg.m
5 737 0,000 000 757
10 733 0,000 000 710
15 728 0,000 000 681
Gasolina 20 725 0,000 000 648
25 720 0,000 000 621
30 716 0,000 000 596
5 865 0,000 005 98
10 861 0,000 005 16
15 588 0,000 004 48
Óleo combustível 20 855 0,000 003 94
25 852 0,000 003 52
30 849 0,000 003 13
5 1,266 0,000 013 7
10 1,244 0,000 014 1
15 1,222 0,000 014 6
Ar (pressão atmosférica) 20 1,201 0,000 015 1
25 1,181 0,000 015 5
30 1,162 0,000 016 0

28

Tabela 4C. Valores adotados na PNB 591 da rugosidade uniforme equivalente ε (em mm) para
tubos usuais
I. TUBO DE AÇO: JUNTAS SOLDADAS E INTERERIOR CONTÍNUO ε
1.1. Grandes incrustações ou tuberculizações 2,4 a 12,0
1.2. Tuberculização geral de 1 a 3 mm 0,9 a 2,4
1.3. Pintura à brocha, com asfalto, esmalte ou betume em camada espessa 0,6
1.4. Leve enferrujamento 0,25
1.5. Revestimento obtido por imersão em asfalto quente 0,1
1.6. Revestimento com argamassa de cimento obtido por centrifugação 0,1
1.7. Tubo novo previamente alisado internamente e posterior revestimento de esmalte,
vinyl ou epoxi obtido por centrifugação 0,06
II. TUBO DE CONCRETO
2.1. Acabamento bastante rugoso: executado com formas de madeira muito rugosas:
concreto pobre com desgastes por erosão; juntas mal alinhadas 2,0
2.2. Acabamento rugoso: marcas visíveis de formas 0,5
2.3. Superfície interna alisada a desempenadeira; juntas bem feitas 0,3
2.4. Superfície obtida por centrifugação 0,33
2.5. Tubo de superfície lisa, executado com formas metálicas, acabamento médio com
juntas bem cuidadas. 0,12
2.6. Tubo de superfície interna bastante lisa, executado com formas metálicas,
acabamento esmerado, e juntas cuidadas 0,06
III. TUBO DE CIMENTO AMIANTO 0,10
I.V. TUBO DE FERRO FUNDIDO
4.1. Revestimento interno com argamassa de cimento e areia obtida por centrifugação
com ou sem proteção de tinta a base de betume 0,1
4.2. Não revestido 0,15 a 0,6
4.3. Leve enferrujado 0,30
V. TUBO DE PLÁSTICO 0,06
VI. TUBOS USADOS
6.1. Com camada de lodo inferior a 5,0 mm
6.2. Com incrustações de lodo ou de gorduras inferiores a 25 mm 6,0 a 30,0
6.3. Com material sólido arenoso depositado de forma irregular 60,0 a 30,0

NOTA:

– Valores mínimos a adotar com tubos novos (ef. item 5.8.1.9. da PNB 591):
– Para adutoras medindo mais de 1.000 m de comprimento: 2,0 vezes o valor encontrado na
tabela acima para o tubo e acabamento escolhidos.
– Para adutoras medindo menos de 1.000 m de comprimento: 1,4 vezes o valor encontrado na
tabela para o tubo e acabamento escolhidos.

29

Tabela 4D. Valores de C (fórmula de Hazen-Willians)
C
Material
Aço corrugado (Chapa ondulada) 60
Aço com juntas “Lock-Bar” novas 130
Aço galvanizado (novo e em uso) 125
Aço rebitado novo 110
Aço rebitado em uso 85
Aço soldado novo 120
Aço soldado em uso 90
Aço salgado com reve. esp. novo e em uso 130
Chumbo 130
Cimento amianto 140
Cobre 130
Concreto bem acabado 130
Concreto acabamento comum 120
Ferro fundido novo 130
Ferro fundido em uso 90
Ferro fundido revestido de cimento 130
Grés cerâmico vidrado (manilha) 110
Latão 130
Madeira em aduelas 120
Tijolos condutos bem executados 100
Vidro 140
Plástico 140

30

6 0.5 8.9 18.3 0.3 1.0 8.7 26.5 3.7 1.0 0.0 2.1 26.2 4.5 2.7 4.1 0.0 85 (3) 3.1 3.9 0.5 50 (1 ½) 3.5 0.8 7.1 5.3 6.9 28.7 17.6 1.9 7.6 7.6 5.1 3.2 3.0 42.8 9.9 37.0 3.0 10.0 0.2 28.8 1.0 0.9 21.0 2.5 1.2 0.5 5.4 56.4 2.2 1.4 13.1 11.1 140 (5) 4.0 0.6 11.5 1.4 0.4 1.4 0.9 1.6 5.0 2.3 7.2 160 (6) 5.5 43.5 38.5 0.4 1.3 0.8 8.6 2.1 35.4 0.3 8.4 0.9 1.8 18.3 1.8 15.6 2.7 2.8 3.7 2.1 0.1 0.7 1. Equivalência das perdas de cargas localizadas em metros de canalização de PVC rígido ou cobre Saída Válvula de Retenção Tes 90o Tes 90o Tes 90o Entrada Válvula Registro Registro Registro Diâmetro Joelho Joelho Curva Curva Entrada de Passagem Saída Saída de de pé e Tipo Tipo de Globo de Gaveta Ângulo D 90o 45o 90o 45o Normal Canali- Direta de Lado Bilateral Borda crivo Leve Pessado Aberto Aberto Aberto zação mm pol.1 2.7 8.4 2.8 3.4 15.3 25.2 0.Tabela 4E.4 22.2 12.9 1.6 11.8 9.0 22.2 1.7 7.4 7.4 12.8 2.7 0.6 3.0 4.9 0.2 0.5 19.0 8.6 4.3 3.2 40.3 0.9 25 (3/4) 1.5 75 (2 ½) 3.2 50.5 4.3 13.5 0.3 2.3 1.8 0.0 0.0 1.0 0.3 1.9 2.3 3.8 2.1 3.0 3.9 2.6 1.1 1.4 1.0 110 (4) 4.3 7.4 0.7 3.6 1.1 32 (1) 1.2 6.3 10.5 4.2 7.9 31 .5 4.3 0.9 9.6 0.3 2.5 2.0 60 (2) 3.4 0.8 37.9 1.7 1.9 20.7 0.6 8.4 10. 20 (1/2) 1.5 0.4 40 (1 ¼) 2.3 3.4 15.1 11.8 1.6 10.3 14.1 10.8 1.0 2.3 23.9 3.2 18.

saída de lado 50 Tê. aberto 8 1/2 aberto = 170D Registro de globo. saída bilateral 65 Válvula-de-pé e crivo 250 Válvula de retenção 100 Curvas de aço em segmentos 30o – 2 segmentos 7 45o – 2 segmentos 15 45o – 3 segmentos 10 60o – 2 segmentos 25 60o – 3 segmentos 15 o 90 – 2 segmentos 65 90o – 3 segmentos 25 90o – 4 segmentos 15 32 . passagem direta 20 Tê. aberto 170 Saída de canalização 35 Tê. Perdas localizadas expressas em diâmetros de canalização retilínea (comprimentos equivalentes) Comprimentos expressos em Peça diâmetros (números de diâmetros) Ampliação gradual 12 Cotovelo de 90o 45 Cotovelo de 45o 20 Curva de 90o 30 o Curva de 45 15 Entrada normal 17 Entrada de borda 35 Junção 30 Redução gradual e excêntrica 6 3/4 aberto = 35D Registro de gaveta.Tabela 4F. aberto 350 1/4 aberto = 900D Registro de ângulo.

Fluxograma de Podalyro para determinação da perda de carga (hf).Figura 4A. 33 .

Fluxograma de Podalyro para determinação da vazão (Q).Figura 4B. 34 .

Figura 4C. 35 . Fluxograma de Podalyro para determinação do diâmetro (D).