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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE
CENTRO DE TECNOLOGIA E RECURSOS NATURAIS
PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL E AMBIENTAL
ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: ENGENHARIA DE RECURSOS HÍDRICOS E
SANITÁRIA

LUCIVÂNIA RANGEL DE ARAÚJO MEDEIROS

Qualidade do solo de áreas cultivadas com cebola (Allium cepa L.) no
Semiárido Baiano.

CAMPINA GRANDE-PB,
2015

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE
CENTRO DE TECNOLOGIA E RECURSOS NATURAIS
PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL E AMBIENTAL

Qualidade do solo de áreas cultivadas com cebola (Allium cepa L.) no Semiárido Baiano.

LUCIVÂNIA RANGEL DE ARAÚJO MEDEIROS

Dissertação apresentada ao Programa de Pós
Graduação em Engenharia Civil e Ambiental da
Universidade Federal de Campina Grande- UFCG,
campus Campina Grande, como requisito necessário
para obtenção do grau de Mestre.

Orientadora: Profª Dra. Veruschka Escarião Dessoles Monteiro
Coorientadores: Prof. Dr. Márcio Camargo de Melo
Dra. Paula Tereza de Souza e Silva

CAMPINA GRANDE-PB,
Fevereiro/ 2015

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iv .

Amo vocês! . Francisco Medeiros de Araújo (in memorian) e Olacir de Araújo Rangel.pelo amor incondicional e dedicação ao longo de todos esses anos. v DEDICATÓRIA Aos meus pais.

A EMBRAPA Semiárido pela infra-estrutura e apoio financeiro. força. dedicação e apoio sempre oferecidos. conquista e realização deste sonho. apoio e amizade. em especial a Klayne Samara Dias. conselhos e amizade verdadeira. Aos meus pais. companheirismo e amor ao longo desses sete anos. A todos os professores do curso de pós graduação de Engenharia Civil e Ambiental. Ao meu namorado. A toda equipe do laboratório da EMBRAPA Semiárido pelos ensinamentos. Ao CNPq pelo fornecimento da bolsa. Agradeço a Paula Tereza e Paulo Ivan. A todos os meus colegas de mestrado de Engenharia Civil e Ambiental. A todos os meus familiares pelo amor. que fizeram e fazem o possível e o impossível para a realização dos meus objetivos. a todos que contribuíram de forma direta e indireta para a realização desta conquista. carinho e amizade. pela paciência. que são minha base e o sentido da minha vida. sabedoria. pelos ensinamentos. . Aos professores Veruschka e Márcio. Enfim. Francisco Medeiros de Araújo (in memorian) e Olacir de Araújo Rangel. pelo dom da vida. pela contribuição na minha dissertação. vi AGRADECIMENTOS A Deus e a Nossa Senhora de Sant’Ana. A Indra Helena pelo apoio. ensinamentos. Brenno Arruda Pereira de Assis.

................. 2 1...... 2 1............................................1...........................................................Cebola e sistema de produção................................................................................................ 42 CONCLUSÕES ..................................... 39 Análise dos dados ............ Indicadores biológicos .............. INTRODUÇÃO ........................................... 35 Análises físicas e químicas .................................................1.............................................. 11 2......... Objetivo Geral...2...................................... 13 2.........2...................... 19 CAPÍTULO ÚNICO .......................................3....................................................... REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ...................................3...................... 4 2........... 8 2....................................... Qualidade do solo e seus indicadores para fins agrícolas ........................................................................................................................3.......................................................................................... 37 Indicadores biológicos ................ 31 INTRODUÇÃO .......................................................................................................................... 48 .................................................................................................................................................................. 39 RESULTADOS E DISCUSSÃO ....................... 6 2................ 1 1........................................................................................................................ 40 Propriedades biológicas do solo nos plantios de cebola (análise de variância) ............................... 40 Propriedades químicas... Indicadores físicos ..... 3 2...... físicas e biológicas do solo (análise multivariada) .................................................................................1....................................... Objetivo Específicos ..................Impacto das atividades agrícolas ao meio ambiente........................................................................................................................................................ 33 MATERIAL E MÉTODOS ............................................................. 4 2........................................ 47 REFERÊNCIAS ........................................2 Indicadores químicos ........................ Estrutura da dissertação ..........3................................................................................................................................................3... vii SUMÁRIO CAPÍTULO GERAL..3................................................ 15 REFERÊNCIAS ........................... 1 1..............................................................................................................................

........ Casa Nova – BA... 35 Figura 2: Análise multivariada das áreas de produção de cebola com os indicadores físicos......................... viii LISTA DE FIGURAS CAPÍTULO ÚNICO: Figura 1: Localização das cinco áreas de produção............................. no Município de Casa Nova.............BA............ químicos e biológicos para o período de coleta nas sementeira... .......... Casa Nova-BA... 44 ............. . 43 Figura 3: Análise multivariada das áreas de produção de cebola com os indicadores físicos........ químicos e biológicos para o período de coleta transplantio. .......... no entorno do Lago de Sobradinho..........

42 ......... sementeira e transplantio........ ....... .. quociente metabólico (qCO2)................. 10 CAPÍTULO ÚNICO Tabela 2: Caracterização física e química do solo dos sistemas de produção de cebola............... respiração basal do solo (RSB)..................... sementeira e transplantio................................... nas épocas de sementeira e transplantio..............................................BA.................... quociente microbiano (qMIC)..................... 38 Tabela 3: Carbono da biomassa microbiana do solo (CBS). e a atividade das enzimas fosfatase ácida (FOS) e β....................... em diferentes áreas de produção............ ix LISTA DE TABELAS CAPÍTULO GERAL: Tabela 1: Principais indicadores físicos........... químicos e biológicos e suas relações com a qualidade do solo .glicosidase (BETA) em sistemas de cultivo de cebola.. Casa Nova................... 40 Tabela 4: propriedades biológicas do solo em plantio de cebola.............................. ano de cultivo (SI e TI) e ao final do cultivo (SF e TF) ......................

totalizando três amostras compostas por área.glicosidase a respiração do solo e a matéria orgânica foram os indicadores mais sensíveis ao manejo do solo. Palavras chaves: Cultivo de cebola. quando comparadas com as outras áreas avaliadas.0% da produção nacional da cebola.950 t/ano. no semiárido baiano. Foram selecionadas cinco propriedades rurais em função das características representativas do sistema produtivo da região e da proximidade com o lago de Sobradinho. proporcionais ao tamanho das áreas e em cada parcela. O estudo foi realizado no município de Casa Nova. Qualidade do solo. com uma produtividade de 40. químicas e biológicas sensíveis a essas mudanças. . Indicadores ambientais. Na Região Nordeste. As áreas de plantio foram divididas em três parcelas. sendo o município de Casa Nova. o Vale do São Francisco contribui com cerca de 18. Bahia. A enzima β. químicos e biológicos. antes e depois do cultivo. foram coletadas 25 amostras simples para formação de uma composta. no entorno do Lago de Sobradinho. As amostras de solo foram coletadas na profundidade de 0-10 cm nas áreas de sementeira e transplantio em dois períodos de produção. sendo suas propriedades físicas. o maior produtor da região. As áreas que apresentaram melhor qualidade do solo foram as áreas de produção AP3 e AP4. A análise multivariada mostrou-se eficiente correlacionando os indicadores ambientais com o manejo adotado nas áreas em estudo. Este estudo teve como objetivo avaliar a qualidade do solo em áreas de sementeira e de cultivo convencional (transplantio) da cultura da cebola. Para avaliar a qualidade do solo foram selecionados indicadores físicos. que está totalmente inserido na Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. x RESUMO A qualidade do solo muda de acordo com o manejo adotado.

In the Northeast. as the largest producer in the region. The planting areas were divided into three parts having proportional size of the areas and in each parcel. This study aimed to evaluate soil quality in sowing areas and conventional cultivation (transplanting) of onion culture in the semi arid region Bahia. hitting a productivity of 40. Five rural properties were selected on the basis of representative characteristics of the production system in the region and the proximity to the Sobradinho Lake. Environmental Indicators. xi ABSTRACT The Soil quality changes according to the handling adopted having It’s physical. which is fully inserted into the Water parting of the São Francisco River in the surroundings of Sobradinho Lake. the soil respiration and organic matter were the most sensitive indicators to soil handling. Multivariate analysis showed efficiency correlating environmental indicators with the handling adopted in the studied areas.950 t/year. The areas that had the best soil quality were the production areas AP3 and AP4. chemical and biological properties sensitive to these changes.0% of the national production of onion and having the city of Casa Nova. totalizing three composites samples per area. Keywords: Onion cultivation. Soil Quality. The study was conducted in the city of Casa Nova located in Bahia. The β. The soil samples were collected at a depth of 0-10 cm in the areas of sowing and transplanting in two production periods. 25 simple single samples were collected to form a composite. the São Francisco Valley contributes about 18. . before and after cultivation.glucosidase enzyme. To evaluate the quality of soil were selected physical. when compared with the other areas evaluated. chemical and biological indicators.

2002).) é uma das mais importantes do mundo.309 toneladas (IBGE. em 2014. Os sistemas de produção de cebola da região são essencialmente convencionais. Sendo o município de Casa Nova.950 tonelada/ano (SEAGRI. O solo é um recurso natural que funciona como um sistema vivo e dinâmico que condiciona e sustenta a produção de alimentos e fibras e proporciona o balanço global do ecossistema (ARAÚJO. . uma vez que a cada ano cerca de 85 milhões de toneladas de cebolas são produzidos comercialmente (FAO. 2012). exigindo aplicação frequente de agrotóxicos e uso irracional de água (COLLETI. toda a produção de cebola da Região (IBGE. 1 CAPÍTULO GERAL 1. o maior produtor da região. 2012). Nessa região. sendo o sistema de irrigação tipo sulco o mais utilizado. foi de 1. é um dos maiores lagos artificiais do mundo. 2007). situado na região norte da Bahia. 2012). Goiás. WINDING. são reflexos de um manejo inadequado.. 2012). que pode provocar mudanças nas propriedades físicas. químicas e biológicas afetando negativamente a qualidade do solo (VALARINI et al. para essa cultura os sistemas mais indicados são o gotejamento e a microaspersão. Bahia e Pernambuco. 2014). pois o sulco favorece a intensificação de práticas fitossanitárias. São Paulo. A aplicação indiscriminada de agrotóxicos e fertilizantes. INTRODUÇÃO A cultura da cebola (Allium cepa L. os estados da Bahia e Pernambuco respondem por. uso intensivo de máquinas pesadas e o contínuo revolvimento do solo descoberto. No Brasil. praticamente. O lago de Sobradinho. 2014). destacando-se pela geração de energia e uso da água para a agricultura e pecuária (EMBRAPA. físicos e biológicos do solo contribuindo para a manutenção da qualidade desse compartimento ambiental (NILSEN. MONTEIRO. A produção média brasileira. No entanto.0% da produção nacional (EMBRAPA. com uma produtividade de 40. Paraná. No Nordeste.654. localizado às margens do Lago de Sobradinho. Rio Grande do Sul. 2004). os estados que mais produzem esta olerícola são Santa Catarina. o Vale do São Francisco contribui com cerca de 18. refletindo o equilíbrio dos componentes químicos. Minas Gerais. A sua qualidade é resultado de contínuos processos de degradação e conservação. 2007).

MELLONI. Objetivo Específicos  Caracterizar as áreas cultivadas com cebola quanto ao tempo de uso e o tipo de manejo adotado. Portanto. o manejo adotado. 1. informando.. informando aos agricultores as práticas agrícolas que causam menos impactos aos atributos do solo maximizando a sua produção. 2007). NILSEN. não possuem padrões de qualidade definidos. Dentre esses. suas interações com ecossistemas e ambiente. em sistemas de produção de cebola pode ajudar a compreender as mudanças da sua qualidade por meio do monitoramento dessas áreas utilizando indicadores ambientais. FALCÃO et al. 2000. comparando seus resultados com área preservada ou com solos sob diferentes processos produtivos. 2007). Definir e quantificar a qualidade do solo é laborioso em consequência de suas ligações com fatores externos. 2011.  Identificar os indicadores mais sensíveis às mudanças do solo. 2013) que avaliam a qualidade de solos cultivados.1. . MENDES et al. o conhecimento das atividades e dos componentes dos solos sob diferentes manejos. 2012. O solo diferentemente do ar ou água. 2011. WINDING. CUNHA et al. que podem definir o manejo mais adequado de uso do solo. as possíveis mudanças ambientais de forma precisa (PASCUAL et al. ARCOVERDE. 2012. Nesse contexto a literatura é abrangente em pesquisas (ARANTES. MONTEIRO.. 1. Objetivo Geral Avaliar a qualidade do solo em áreas de sementeira e cultivo convencional (transplantio) da cultura da cebola nas duas etapas de produção. 2002).. ACOSTA-MARTÍNEZ et al. prioridades sócio-econômicas e políticas. 2008. 2007.. os indicadores biológicos são os mais sensíveis às alterações que ocorrem no solo. químicos e biológicos (ARAÚJO. FREITAS. como por exemplo. de forma precoce. 2 A avaliação da qualidade do solo pode ser mensurada por meio de indicadores físicos. entre outros (SILVEIRA. correlacionando os indicadores ambientais com o manejo adotado nas áreas em estudo. no semiárido baiano.2. VALARINI et al..

assim como. o capítulo único apresenta um estudo. que relaciona os indicadores de qualidade do solo com os sistemas de manejo adotados pelas áreas de produção selecionadas no município de Casa Nova. químicos e físicos com o manejo adotado pelos produtores de cebola. A revisão bibliográfica que dá um arcabouço teórico sobre o sistema de produção da cebola. um breve embasamento teórico sobre qualidade do solo.3.  Avaliar a qualidade do solo nas áreas de sementeira e cultivo convencional (transplantio) utilizando os indicadores físicos. O capítulo geral aborda a introdução que contêm um resumo estatístico do índice de produção de cebola no Brasil. a definição e a importância da qualidade do solo e seus parâmetros físico. 1. . no estado da Bahia e no município de Casa Nova. Por fim. químicos e biológicos do solo. a relevância e a importância da pesquisa. 3  Correlacionar os indicadores biológicos. o impacto que as atividades agrícolas podem causar no meio ambiente. Estrutura da dissertação O referido trabalho está disposto em 2 capítulos. no formato de artigo. químicos e biológicos.BA.

RESENDE. Pertence à família Alliaceae. está localizado na região de planejamento do Baixo Médio São Francisco. Quando as condições climáticas . 2012).654. ou seja. produz bulbos no primeiro ano.. margeado pelo Lago de Sobradinho. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2. O desenvolvimento e o amadurecimento dos bulbos ocorrem na fase vegetativa. 2000). Essa olerícola.309 toneladas.Cebola e sistema de produção A cebola é originária da Ásia Central. A cebola é uma planta tenra que possui características próprias. a cebola foi introduzida no Nordeste brasileiro. O cultivo da cebola no Nordeste se desenvolve nas regiões do Baixo e Médio São Francisco (COSTA. Elas possuem pseudocaules que são formados pelas bainhas foliares. gerando cerca de 15 mil empregos diretos e indiretos para os sertanejos (COSTA. A bulbificação só ocorre quando o fotoperíodo é maior que o valor crítico exigido pela cultivar. é a mais importante sob o ponto de vista de volume de consumo e de valor econômico (COSTA et al. a partir das sementes. o Irã e partes do sul da Rússia. 2012). atingindo 60 cm de altura. O cultivo nessa região é realizado durante todo o ano. apresentado uma produção anual de aproximadamente 41. por ser uma espécie de dias longos.000 toneladas (SEAGRI..1.64% da produção total do país (IBGE. 2007). O município de Casa Nova. inicialmente nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina (MADEIRA et al. entre as várias espécies cultivadas pertencentes ao gênero Allium. destacando-se o Vale do São Francisco. A produção da cebola no Brasil atingiu 1. cuja parte inferior é um bulbo (FILGUEIRA. folhas tubulares e cerosas. No final da década de 40.. sendo o estado da Bahia responsável por 19. 2012). das regiões que compreendem o Afeganistão. 2012). esse processo para acontecer depende do tempo de horas de luz ao qual a planta fica exposta. uma vegetativa e outra reprodutiva. e sementes no segundo ano a partir dos bulbos (COSTA et al. é um dos maiores produtores de cebola da região. 2014). 2013). de onde partem suas folhas e raízes. No Brasil foi introduzida pelos portugueses. é classificada botanicamente como Allium cepa L. apresentando-se o fotoperíodo como fator limitante para a bulbificação. É uma planta que apresenta um ciclo biológico composto por duas etapas. Seu caule verdadeiro é um disco comprimido que se localiza na base da planta. 4 2. Trata-se de uma cultura bienal que sob condições normais de clima.

o tipo de cultivo que os produtores utilizam é o transplantio. As condições ideais para a cultura são temperaturas amenas ou frias durante o crescimento vegetativo e ligeiramente mais elevadas na bulbificação (FILGUEIRA. inviabilizar totalmente a produção (RESENDE et al. . em condições severas. 5 satisfazem às exigências da cultivar. prejudica a produção. inclusive. aspersão e irrigação localizada. devem ser levados. 2007). os tipos de irrigação mais utilizados são por sulcos. podendo. Umidade relativa elevada proporciona o desenvolvimento de patógenos foliares e. No Nordeste a irrigação de superfície vem sendo substituída pela irrigação por aspersão (COSTA. O manejo do solo. esse processo tem por finalidade acarretar a perda da umidade das ramas e secagem das películas externas dos bulbos. necessitando de irrigação. A precipitação pluviométrica e a umidade do ar exercem efeito no desenvolvimento dos bulbos e estrutura floral. podendo afetar o estado fitossanitário e a qualidade dos bulbos na colheita. sendo vantajoso para proprietários que dispõem de pouco capital e de propriedades com alta disponibilidade de água (FILGUEIRA. alcançando a coloração externa atrativa e a redução da intensidade de podridões (FERREIRA. causando apodrecimento dos bulbos. em especial a irrigação. aumenta o custo de produção. o mais rápido possível. Esta técnica consiste na produção de mudas em áreas de sementeiras que após 30 dias serão encaminhadas para uma nova área de produção o mais rápido possível. As mudas nessa região alcançam o estágio ideal para realizar o transplantio entre 30 e 40 dias após o semeio. A colheita da cebola é realizada quando o bulbo alcança a sua maturidade fisiológica através do tombamento ou estalo da planta. Na região do vale o tipo de irrigação que os produtores mais utilizam é o de sulcos. 2007). 2000).. 2002). No Brasil. No município de Casa Nova. bulbos uniformes e de qualidade (PINTO et al. especialmente no final da sua maturação. 2000). durante o estágio de desenvolvimento da cebola. A cebola é constituída por mais de 90% de água. tem que ser bem dirigida para obter mais de um cultivo por ano.2008). esses bulbos podem ser comercializados ou armazenados em condições apropriadas. não sendo necessário fazer nenhum tipo de poda (COSTA et al. quando seus bulbos apresentam de 4 a 6 mm de diâmetro do pseudocaule e uma altura média de 18 a 20 cm. devido ao baixo custo desse sistema. 2007). ocorre a bulbificação normal. O excesso de chuva. 2007). para o local definitivo.. Após essa etapa é realizada a cura artificial ou a campo.. Após esse processo. Uma vez que são retirado os bulbos das áreas de sementeiras. isso ocorre devido ao murchamento do pseudocaule (BOEING. RESENDE.

podendo ser positiva ou negativa. 2013). químicas e biológicas do solo são sensíveis a situações de estresse ambiental e modificações no manejo (ARAÚJO. gerada de forma direta ou indireta. 6 Portanto.. macro. este sistema de manejo promove a retirada da vegetação e um maior revolvimento do solo expondo-o à ação da gota da chuva e. permitindo a ciclagem de matéria orgânica e de nutrientes por atividade microbiana (BALOTA et al. 2. podendo afetar a saúde. a região de entorno do Lago do Sobradinho. 1994). Estudos comprovam . MONTEIRO.. 2004).Impacto das atividades agrícolas ao meio ambiente Impacto ambiental é qualquer alteração das propriedades. é caracterizada pelo uso intensivo do solo em suas atividades agropecuárias com destaque para a agricultura irrigada com o cultivo de oleráceas. 2013). 2002). O plantio convencional causa consequências negativas no solo. O solo. dinâmico e um recurso não renovável (DORAN.2. contaminação das águas (superficiais e subterrâneas) e a perda de matéria orgânica do solo.. MARTIN. vêm ocasionado vários impactos negativos no meio ambiente. meso e microrganismos que interagem continuamente. a segurança e/ou a qualidade dos recursos naturais (FOGLIATTI et al.É constituído por plantas. A compactação é outra consequência causada pelo uso de maquinário pesado proposto por esse sistema (REICHERT et al. 2009). comum na produção agrícola. cada vez mais. A qualidade do solo muda de acordo com o manejo adotado (LARSON. a uma maior probabilidade de erosão e empobrecimento. em áreas manejadas que fazem uso de manejo inadequado. sofre influência direta da utilização de agrotóxicos nas culturas (STEFFEN et al. O solo é um sistema vivo. onde se localizam as áreas de produção agrícola em estudo. O manejo dos solos agrícolas da região associado a fatores físicos e climáticos tem ocasionado sérios problemas resultando em prejuízos ambientais e impactos do ponto de vista sócio-econômico (ARCOVERDE. Funciona como substrato fornecendo água e nutrientes para as plantas. 2011). ZEISS. 2007). As propriedades físicas. PIERCE. físicas. consequentemente. A utilização de práticas agrícolas inadequadas torna-se. principalmente a cebola . químicas e/ou biológicas do meio ambiente. a monocultura. além de prejuízos à microbiota e seus processos bioquímicos (ARSHAD.. o manejo intensivo do solo. por atividades humanas. o uso indiscriminado dos agrotóxicos. 2000).

maior produtividade. PORTO.. 1996). O gotejamento proporciona uma maior eficiência no uso da água. 2002). aplicação de . em virtude da economia de água e da eficiência da aplicação de fertilizante (NOGUEIRA et al. esterco de animais. São muitas as vantagens do sistema por aspersão . 7 que a dispersão de agrotóxicos no solo pode causar um desequilíbrio ecológico no meio ambiente (SOARES. 2004). COSTA. 1998). 2002). se estabelece (COSTA. que é responsável pela ciclagem de nutrientes. O acúmulo dos resíduos de agrotóxicos ocorre nas camadas superficiais do solo. MINELLA. Os sistemas agrícolas que favorecem a qualidade do solo são aqueles que cultivam plantas intensamente. A determinação da quantidade de água é essencial para se ter um manejo adequado dos cultivos irrigados (BANDEIRA et al. Práticas agrícolas que visam melhorar a sustentabilidade e a qualidade do solo estão ganhando. O sistema de plantio direto é uma das opções de sistema agrícola que tenta melhorar a qualidade do solo. 2009). 2003). Estudos como os de Morris (2007) e Mercante et al. espaço. 2002). o que reduz a erosão. cada vez mais. 2010). eficiência na adubação. o solo fica mais suscetível à degradação de sua estrutura física (MERTEN. MIELNICZUK. sendo que essa região as plantas retiram os nutrientes para o seu crescimento e desenvolvimento e onde a vasta diversidade de organismos. 2008).. O cultivo orgânico é uma prática agrícola que evita ou praticamente exclui o uso de fertilizantes e pesticidas sintéticos (ALTIERI. Nestas condições. chamando a atenção dos pesquisadores e produtores (FACCI. necessitando de cultivo mecânico e controle biológico para manter a estrutura do solo e a produtividade das culturas (EHLERS. melhora sua estrutura física.. aumenta a fertilidade e retenção de água e população e atividade dos microrganismos (CONSUEGRA. sem o revolvimento do solo (VEZZANI. adubos verdes e de resíduos orgânicos de fora da propriedade. leguminosas. sendo caracterizado por pouco revolvimento no solo. reduzindo a biodiversidade do solo e do ecossistema como um todo (TOKESHI. de preferência de espécies diferentes. 2007). Os sistemas agrícolas orgânicos dependem de rotação e restos de culturas. A sua utilização de forma indiscriminada e adubações excessivas causam desvio metabólico das plantas. 2002). aplicação de fertilizantes via água de irrigação automação (COSTA et al. (2008) demonstraram que a qualidade do solo responde de forma positiva em sistemas que implementam agricultura orgânica ou fazem uso do plantio direto. podendo citar como principais sua utilização para qualquer tipo de solo e em áreas com declives. O uso dos métodos de irrigação com microaspersão e gotejamento tem sido recomendado.

utilizando o sistema de gotejo na produção de cebola.3.. Halvorson et al. redução dos gastos com energia e possibilidade de automação (VILAS BOAS et al. 2007). concluindo que às laminas de irrigação. economia de mão-de-obra. manter a qualidade da água e do ar e suportar o crescimento humano” (Karlen et al. sustentabilidade agrícola e conservação do solo (ARCOVERDE.EUA. sendo alguns deles descritos a seguir:  " a capacidade de um tipo específico de solo funcionar. permitindo mais de um cultivo por ano (PINTO et al. 8 fertilizantes via água de irrigação. os fatores altura da planta. produtividade de bulbos comerciais e eficiência do uso da água tiveram efeitos significativos (GATTO.MG avaliou o efeito de lâminas de irrigação e doses de nitrogênio. Os conceitos de qualidade do solo para fins agrícolas são diversos. como sustento para o desenvolvimento de plantas e de animais. No Colorado .  "capacidade de um tipo específico de solo funcionar como ecossistema natural ou manejado para sustentar a produtividade animal e vegetal. na cultura da cebola possibilita a obtenção de bulbos uniformes e de boa qualidade.. Uma irrigação bem manejada. A viabilidade econômica do uso do sistema de irrigação por gotejamento na cultura da cebola foi avaliado por Vilas Boas et al. de manter ou de aumentar a qualidade da água e do ar e de promover a saúde humana” (Doran. 1997). . 1994). 2011). (2011) concluindo que adotando-se as tensões da água no solo e as cultivares estudadas por eles o gotejamento é uma técnica economicamente viável. aumentando a eficiência do uso da água com a utilização desse sistema.. 2013). 2013). fertilizantes e insumos. Parkin. (2008) substituíram o sistema de irrigação por sulcos pelo de gotejamento em plantações de cebola e observaram que houve uma redução na utilização de água. como reflexo da preocupação da comunidade científica com a degradação dos recursos naturais. dentro dos limites do ecossistema manejado ou natural. controle fitossanitário. 2. Estudo realizado em Lavras . Qualidade do solo e seus indicadores para fins agrícolas A temática qualidade do solo é relativamente recente que passou a ser discutido no início da década de 1990.

conteúdo de N. capacidade de retenção de umidade. STORK. atividade enzimática do solo. VISSER. manter ou aumentar a qualidade da água e do ar. 2002). dentro dos limites de um ecossistema natural ou manejado. são é matéria orgânica do solo (MOS). que são atributos que medem ou refletem as condições de sustentabilidade do ecossistema e são classificados como físicos. A qualidade do solo pode ser mensurada por meio do uso de indicadores. 1992). Um único indicador não pode ser utilizado nos estudos de qualidade do solo. potencial hidrogeniônico (pH). 2001). PARKINSON. químicos e biológicos de um sistema. para que haja uma boa resposta nas alterações da sua qualidade (SILVEIRA. Os indicadores são utilizados para monitorar as mudanças no solo. refletir alguns aspectos de funcionamento do ecossistema. possuir uma distribuição universal e ser independente das estações do ano (HOLLOWA. 2007). os indicadores devem ser selecionados (TÓTOLA. sensíveis às alterações. condutividade elétrica. Os principais indicadores físicos. 1991. que possam avaliar às variações de manejo dentro do ecossistema (VARGAS. químicos e biológicos (ARAÚJO. Parkin (1994) (Tabela 1). P e S). químicos e biológicos e suas relações com a qualidade do solo. K. infiltração e densidade do solo. Monteiro (2007) adaptado de Doran. P. fixação biológica do N2 (FBN) e. estrutura do solo. para sustentar a produtividade animal e vegetal. de acordo com Araújo. Um bom indicador deve apresentar resposta rápida à perturbação. 9  "A capacidade de um determinado solo em exercer suas funções. e melhorar a habitação e saúde humanas" (USDA. sendo necessário um conjunto mínimo de indicadores que englobe os atributos físicos. 2012). Como os atributos do solo não podem ser medidos diretamente. ser economicamente viável. mineralização de nutrientes (N. MONTEIRO. respiração do solo. FREITAS. CHAER. sendo necessário selecionar um conjunto de seus atributos. biomassa microbiana . 2007). .

Biológicos Biomassa microbiana Atividade microbiana e reposição de nutrientes. .. Condutividade elétrica Crescimento vegetal e atividade microbiana. 2000. Mineralização de nutrientes (N.. FALCÃO et al. VALARINI et al. Atividade enzimática do solo Atividade microbiana e catalítica no solo. Alguns trabalhos (FRIGHETTO et al. Conteúdo de N. MORENO et al. 2009. 1994). Fonte: Araújo. Parkin. químicos e biológicos e suas relações com a qualidade do solo Indicadores Relação com a qualidade do solo Matéria orgânica do solo (MOS) Estrutura e estabilidade do solo.. Fixação biológica do N2 (FBN) Potencial de suprimento de N para as plantas. Monteiro. Infiltração e densidade do solo Movimento de água e porosidade do solo. P e K Disponibilidade de nutrientes para as plantas.) mostram a importância do desenvolvimento de métodos e seleção de indicadores para avaliar as mudanças que ocorrem no solo devido à adoção de práticas agrícolas inadequadas que muitas vezes são agressivas e comprometem todo um sistema de produção. 10 Tabela 1: Principais indicadores físicos. 2003. Respiração do solo Atividade microbiana. 2013.. Capacidade de retenção de umidade Armazenamento e disponibilidade de água. Físicos Estrutura do solo Retenção e transporte de água e nutrientes. 2007 (adaptado de Doran. P e S) Produtividade do solo e potencial de suprimento de nutrientes. Químicos pH Atividade biológica e disponibilidade de nutrientes.

suprimento de água. Fialho e seus colaboradores (2006). observando suas consequências na sustentabilidade dos sistemas de produção agrícola empregados apoiando-se em conjunto de indicadores físicos. FILIZOLA. Indicadores físicos Indicadores físicos exercem função de sustentação do solo e sua avaliação encontra-se em processo de expansão (REYNOLDS et al. atividade biológica (ARSHAD et al. como infiltração.. densidade do solo. Os principais indicadores físicos para avaliar a qualidade do solo são textura. 2010.. SILVA et al.. químicos e biológicos (MENDES et al. 2002). já que os três indicadores estão estritamente relacionados (ARAÚJO et al. 2013). 2009.. podendo ainda avaliar a manutenção do solo e sua sustentabilidade (SILVA et al. VEZZANI.. 2013). se houver melhora na qualidade física do solo.1. porosidade. 2006). armazenamento. 2010.. 2011). consequentemente haverá na qualidade química e biológica. verifica-se que estudos têm sido desenvolvidos para avaliar as influências das práticas de manejo sobre a qualidade do solo.3. condutividade hidráulica e estabilidade de agregados (ARAÚJO. testando a hipótese de que o uso agrícola causa alterações ambientais que reduzem a biomassa e a atividade microbiana do solo em relação à área sob vegetação natural. utilizaram indicadores da qualidade do solo para avaliar as alterações nas propriedades físicas.. PEIXOTO et al. 2012). promovem diversos graus de mobilização do solo (SOUZA et al. capacidade de retenção d’água.. 2009. ou seja. escoamento superficial. químicas e microbiológicas em áreas sob vegetação natural e cultivo de bananeiras na Chapada do Apodi. Atualmente. REGANOLD et al. já que os diferentes tipos de cultivo e manejo.CE. . PEREIRA et al. 2. Os indicadores físicos são importantes no monitoramento da qualidade do solo por estabelecerem relações com os processos hidrológicos. As propriedades físicas do solo estão relacionadas com os processos de suporte ao crescimento radicular das plantas.. 11 As alterações físicas e químicas do solo afetam diretamente os processos microbianos. nutrientes e trocas gasosas (GOMES. 2005. 2007). 2007). concluindo que a respiração basal do solo foi maior na área de mata natural do que na área cultivada e que as práticas de manejo reduziram o nitrogênio e o carbono orgânico total no solo da área de plantio. MIELNICZUK. drenagem e erosão (ARCOVERDE. resistência à penetração. espessura.. 1996). 2012 e LOPES et al.

É uma propriedade sensível ao manejo e pode ser analisada segundo variáveis relacionadas à sua forma (ALBUQUERQUE et al. Sistemas convencionais.. LAL. químicos e biológicos.. em sistema de plantio direto. sendo expressa como o grau de estabilidade dos agregados (BRONICK. 1995) e ou a sua estabilidade (CAMPOS et al. 2005). 2008a). no Semiárido Cearense. o que leva há uma menor produção de biomassa. as análises de densidade do solo não apresentaram diferenças estatísticas entre os dois sistemas avaliados (LIMA.2002). estas podendo ser mensuradas e utilizadas para verificar se o manejo do solo está adequado (LAL. A estrutura do solo é considerada fator chave no funcionamento do solo e na avaliação da sustentabilidade dos sistemas de produção agrícola (FALCÃO. 12 A densidade pode ser alterada por práticas de manejo inadequadas. rotação de soja e milho. A compactação do solo é mensurada de forma indireta pela densidade do solo.. 2012).. 2007b). Estudo no Distrito Federal. 2012). já que esse indicador depende da textura. et al. 2002). da densidade e do arranjo das partícula. com o objetivo de avaliar a compactação do solo em duas áreas de lavouras. sobretudo a densidade (ARCOVERDE. Geralmente solos porosos. influenciam outros fatores que modificam o equilíbrio do ecossistema solo.78 a 0. caso ocorra esse fenômeno a produtividade da cultura poderá ser reduzida. ricos em matéria orgânica apresentam baixa densidade (FALCÃO. afetando o teor de matéria orgânica que é um dos principais agentes formadores e estabilizadores dos agregados do solo (USDA. possui capacidade de reter e transmitir líquidos.92 Kg dm-3) (GOERDERT et al. 2010). esse atributo reflete funções no solo como suporte estrutural. Ela influencia diversas propriedades físicas no solo. o solo ficando propenso a erosão (GOERDERT et al. Características mecânicas como distribuição. do solo e da matéria orgânica. sustentar o crescimento das raízes e permitir a difusão de gases (VERHULST et al. concluíram que o uso intensivo do solo contribui para a redução da sua qualidade em relação ao solo sob Cerrado nativo. 1995).. os indicadores físicos . 1991). ocasionando efeito nocivo a estrutura do solo. assim. Avaliando de forma comparativa cinco áreas sob diferentes usos utilizando indicadores físicos. tamanho dos poros e compactação. verificaram que nenhuma das áreas avaliadas apresentaram densidade acima do nível crítico (0. que adotam o revolvimento intensivo no solo provocam distúrbios nos agregados. substâncias orgânicas e inorgânicas.. Em sistemas orgânicos e convencionais. 2013). movimento da água e a aeração.

fósforo. 2006).. 2007). 2007). e substâncias das raízes da planta e da microbiota do solo (USDA. 2. frequentemente. os atributos químicos mostram-se os mais sensíveis. o conteúdo de nutrientes. potássio. 2008). outra forma é prevalência de argilas de baixa atividade nesse tipo de solo. 2007). a acidez do solo. 13 foram os que melhor refletiram as diferenças de qualidade do solo entre as áreas avaliadas (ARAÚJO et al. Ela pode ser definida como a fração do solo composta de qualquer material que seja orgânico. sob os diferentes manejos adotados.2 Indicadores químicos Os atributos químicos são responsáveis pela manutenção de toda a atividade biológica do solo e pela sua fertilidade (MORRIS. Pode-se citar como indicadores importantes para avaliar a qualidade do solo. células e restos de organismos.3. vivo ou não. elementos fitotóxicos e determinadas relações como a saturação de bases e de alumínio. (2011) com o uso do solo sob vegetação de Cerrado para a produção agrícola mostraram que os atributos físicos foram os mais impactados negativamente. 2006). 2012). micronutrientes). . O aporte da matéria orgânica no solo e o produto de suas transformações conserva e melhora a qualidade do solo (MOREIRA. 1996). 2007b)... as medidas que expressam a disponibilidade de nutrientes no solo (cálcio e magnésio trocáveis. Estudos realizado por Cunha et al. FREITAS. fazendo com que a matéria orgânica apresente papel decisivo no aumento da CTC (PRIMAVESI. pois mostra-se sensível às alteração das práticas de manejo (REINERT et al. Este atributo está entre os principais indicadores químicos de qualidade do solo. 2002). os indicadores químicos utilizados para mensurar a qualidade do solo são agrupados em variáveis que possuem relação com a matéria orgânica (MO) (ARAÚJO.. A matéria orgânica influencia a capacidade de troca de cátions (CTC) de solos tropicais a depender do tipo do manejo utilizado e da matéria orgânica aplicada (LIMA et al. SIQUEIRA . A matéria orgânica no solo é acumulada por meio da biomassa e detritos orgânicos e está diretamente associado à microbiota do solo (SILVEIRA. e apresenta estreita relação com a maioria dos atributos relacionados às funções básicas do solo (MIELNICZUK et al. Em culturas de feijão e milho. Este material inclui restos de animais e vegetais nos diferentes estágios de decomposição.

(2003) determinaram a composição físico-química e química de diferentes cultivares de cebola em Lavras .. Baia Periforme e Jubileu apresentaram os maiores concentrações de sólidos totais e solúveis e a acidez mais elevada ocorreu nas cultivares Crioula e Pira Ouro e a menor foi apresentada pelas cultivares Texas Grano 502 e Granex 33. maiores ou menores. Lima et al. em estudo que avaliou a interferência do cultivo de plantas de cobertura sobre a produção de cebola em Cambissolo Húmico no município de Ituporanga . (2007) concluíram que os indicadores físicos e químicos testados individualmente não foram sensíveis para diferenciar as áreas sob sistema de cultivo orgânico daquelas sob cultivo convencional. perda de nutrientes. Com a finalidade de indicar as cultivares de cebola mais adequadas para industrialização Chagas et al.CE. entre uma cultura e outra. está sendo uma das principais formas de alcançar a fertilidade do solo (FALCÃO.SP.SC através de atributos químicos em sistema de plantio direto agroecológico (SOUZA et al. Esta capacidade de reter ou conceder. 2013).0 por bases. fósforo disponível e valores de saturação da CTC pH7. em pequenas propriedades familiares orgânicas e convencionais em solo sob cultivo de hortaliças. Potássio trocável. não foram afetados pelo cultivo com espécies de plantas de coberturas solteiras e consorciadas. 2008). Pesquisas realizadas nas microrregiões de Ibiúna e Socorro . 2012). observando-se além de uma queda acentuada no teor de matéria orgânica uma menor atividade de biomassa microbiana (VALARINI et al. 1997). em consequência das suas características de reter e trocar íons no solo positivamente carregados na superfície coloidal. compactação do solo.MG. ou de pousio. constataram o empobrecimento do solo em matéria orgânica na maioria das propriedades de ambas as regiões. comprometendo os atributos físicos e químicos e a quase ausência prática de descanso. redução de populações microbianas. A degradação da qualidade do solo pelo cultivo é evidenciada pela redução de matéria orgânica. Crioula. quantidades de nutrientes para as plantas se dá em função da quantidade de cargas negativas presentes na superfície dos colóides. pH e atividades enzimáticas (STABEN et al. por processos erosivos. 14 A CTC é considerada um importante indicador de qualidade do solo. . resultado que pode ser explicado pela intensidade de uso do solo. e duas das conclusões que eles obtiveram foi que as cultivares Pira Ouro. Comparando os indicadores físicos. químicos e biológicos em sistema convencional e orgânico em cultura com algodão no município de Tauá .. 2011).. estas originárias do pH ou de substituição isomórfica nas reações de formação de minerais (BARRETO et al..

Diversos autores citam que a biomassa microbiana do solo. 2000)... 1995. MONTEIRO. justificando o uso de microrganismos e processos microbianos como indicadores de qualidade do solo (KENNEDY. desta forma a maioria das características biológicas do solo se enquadra nos critérios para seleção como indicador de qualidade do solo (DORAN. O monitoramento da biomassa microbiana (BMS) desempenha uma função importante em sistemas agrícolas. 1995. 2007). PAPENDICK. já que ela pode refletir possíveis modificações no solo e ser um excelente indicativo biológico das alterações resultantes do seu manejo (BALOTA et al. 1999) de estresse ou recuperação ecológica (PASCUAL et al. as populações microbianas são reconhecidas como importantes indicadores de qualidade do solo em consequência do seu envolvimento essencial em muitos processos ecossistêmicos (YAO et al. 15 2. 1999). 2002). fluxo de energia e a transformação dos nutrientes (GALLO et al. 2004).. Um solo com atividade biológica intensa e populações microbianas balanceadas.3. CHAER. com isso. 2000). possui uma qualidade elevada. respiração e as enzimas envolvidas na ciclagem de nutrientes-chaves são indicadores sensíveis a mudanças no solo submetido a diferentes tipos de manejo (TÓTOLA.3. Essa característica que os microrganismos possuem de dar respostas rápidas às mudanças na qualidade do solo não é facilmente observada nos indicadores químicos ou físicos (ARAÚJO. CHAER. sendo vários os indicadores microbiológicos que podem fornecer uma estimativa da qualidade do seu uso (TÓTOLA. ZEISS. 2002). STENBERG. torna-se importante determinar parâmetros capazes de medir a atividade microbiana para avaliar o estado metabólico atual e potencial da comunidade microbiana (TÓTOLA. Indicadores biológicos Os indicadores biológicos possuem a capacidade de responder rapidamente as mudanças ocorridas no solo derivadas das alterações no manejo (KENNEDY. 2002). Uma avaliação comumente utilizada para avaliar essa qualidade é a relação entre os microrganismos e a ciclagem de nutrientes. O resultado da estimativa de biomassa microbiana de forma isolada não fornece indicações sobre os níveis de atividade das populações de microrganismos. 1998). STENBERG. A atividade microbiana do solo reflete a influência conjunta de todos os fatores que regulam a degradação da matéria orgânica. 2000). . PAPENDICK. Portanto. CHAER.

1995). 1996)... apresentando-se como uma variável mais adequada para o entendimento dessas avaliações (ALVES et al. 1995). 2002). de raízes vivas e de macroorganismos do solo (PARKIN et al. em curto prazo. Desta forma. Os valores do quociente microbiano são diretamente proporcionais aos da biomassa microbiana. sensível à decomposição de resíduos. altos valores da taxa de respiração podem representar tanto situações de distúrbio ecológico quanto alta produtividade do sistema (ISLAM. 2000). Para interpretar os valores de respiração do solo é necessário ser bastante criterioso e ter muita cautela. incorporação de matéria orgânica de boa qualidade. WEIL. esta variável indica a medida da qualidade da matéria orgânica. O quociente metabólico (qCO2) é a razão entre a taxa de respiração basal e a biomassa microbiana. apresentando relação positiva com o conteúdo de matéria orgânica e com a biomassa microbiana (ALEF. SILVA et al. a liberação de nutrientes para as plantas e. Este indicador é bastante variável e dependente da disponibilidade do substrato. perda de carbono orgânico do solo para a atmosfera (ARAÚJO et al. e é a razão entre o carbono microbiano (CM) e o carbono orgânico (CO) (TÓTOLA.. consequentemente o quociente microbiano (WARDLE. CHAER. 2012). 2002. Este indicador aponta que à medida que determinada massa microbiana se torna mais eficiente na utilização dos recursos do ecossistema. . Altos valores na respiração do solo pode apresentar resultado ambíguo: altos valores indicando. do giro metabólico do carbono orgânico do solo e distúrbios no ecossistema (PAUL et al. a capacidade de utilização de carbono é reduzida e a relação CM:CO também. umidade e temperatura (BROOKES. Na ocasião que o sistema avaliado sofre alguma mudança no fator limitante. A avaliação da respiração do solo (RBS) é uma técnica bastante utilizada para quantificar a atividade microbiana. menos carbono é perdido como gás carbônico pela respiração e maior proporção de carbono é incorporada aos tecidos microbianos (TÓTOLA. como por exemplo. 1994). 2007).. a biomassa aumenta rapidamente. 1999). Resultados de respiração ou biomassa microbiana podem fornecer informações limitadas quando avaliados de forma isolada. A respiração basal do solo representa a taxa de produção de CO2 resultante da atividade metabólica dos microrganismos. ao longo prazo. 16 O quociente microbiano (qMIC) auxilia a encontrar respostas sobre a qualidade do solo. CHAER. Quando este indicador encontra-se sob fator de estresse. Outro indicador que pode complementar esses resultados é o quociente metabólico.. 2011). identificando apenas se o sistema está sofrendo estresse ou perturbações.

2010). Dentre as diferentes enzimas do solo a beta-glicosidase (BETA) e a fosfatase ácida (FOS). 2012). decomposição de resíduos orgânicos. 2003. uma biomassa microbiana eficiente. de forma significativa na medida da adição do composto (VINHAL-FREITAS et al. 1994). apresenta um quociente metabólico baixo. comparando seus valores com . A beta-glicosidase é uma enzima que atua na etapa final do processo de decomposição da celulose. ou seja. A atividade enzimática é reconhecida como um dos principais indicadores da atividade biológica e da qualidade do solo ( SILVA et al. Em contrapartida. e de organismos presentes no solo. FERNANDES. 1994. como ciclagem de nutrientes. CHAER. e uma menor taxa de respiração. valores elevados são indicativos de ecossistemas submetidos a alguma condição de estresse ou de distúrbio (SAKAMOTO. TABATABAI. A fosfatase ácida participa do ciclo do fósforo e promove a liberação desse elemento na forma iônica. provavelmente este ambiente se tornando mais estável.. Estes resultados indicam economia na utilização de energia. a atividade enzimática está relacionada a inúmeras reações necessárias para a vida microbiana no solo. LOPES et al.. ainda em complexos coloidais orgânicos e minerais (enzimas abiônticas) (Dick. 2007). 2007). pela hidrólise dos resíduos de celobiose (TABATABAI. OBO 1994). que os microrganismos do solo degradam as moléculas orgânicas complexas em simples. 1990). 2012. ou. próximo do seu estado de equilíbrio. Alguns trabalhos vem empregando os indicadores microbiológicos para avaliar as influências das práticas de manejo sobre a qualidade do solo. têm sido as mais utilizadas para avaliar a qualidade do solo (FALCÃO. 1999). TÓTOLA. 17 Assim.. a atividade enzimática das enzimas como fosfatase ácida e a beta-glicosidase pode sofrer possíveis influências de alguns atributos do solo. aumentando. A beta-glicosidase mostrou-se mais sensível. permitindo-lhes o acesso a energia e nutrientes que estão presentes em substratos complexos (SILVEIRA. Em estudo realizado para avaliar o comportamento de alguns indicadores de processos bioquímicos e microbianos do solo as enzimas beta-glicosidase e a fosfatase ácida sofreram influências da adição e dosagem dos compostos orgânicos produzidos a partir de resíduos domésticos. Através de enzimas. O metabolismo das plantas e microorganismos presentes no solo sintetizam as enzimas que são proteínas encontradas em células vivas (enzimas biônticas) e mortas de tecidos de plantas. que será utilizado pelas plantas e microrganismos (EIVAZI. 2013). formação da matéria orgânica e estruturação do solo (DICK. como por exemplo a quantidade de carbono orgânico e do pH.. De acordo com diversos estudos (MATSUOKA et al. 1994).

glicosidase. principalmente. indicando ciclagem de nutrientes no solo (VARGAS. submetido à rotação de cultura. após três anos. O carbono e o nitrogênio da biomassa microbiana mostraram-se os indicadores mais sensíveis às flutuações sazonais na cultura de cebola (SILVA. concluíram que as práticas agrícolas utilizadas na maioria das propriedades orgânicas e convencionais favoreceram a degradação do solo. relacionando carbono e nitrogênio microbiano do solo em sistemas de rotação de culturas com cebola. K. devido. ao revolvimento intensivo e à ausência de cobertura do solo. P.. urease e beta . fatores que provocaram redução dos teores de matéria orgânica do solo. na cidade de New Deal. 2012 e LOPES et al. mais nutrientes para o solo. centeio e algodão). 2011).. Mg. Os quocientes microbiológicos e metabólico não apresentaram diferença entre os tratamentos. químicos e biológicos mediante coletas de amostras de solos sob cultivo de hortaliças e em solos de mata ou pastagem (áreas de referência). utilizando atributos físicos. O carbono da biomassa microbianos não mostrou diferença entre os tratamentos com cobertura vegetal e rotação de culturas. 2012) Pesquisa avaliando a qualidade do solo.. 2012.MARTÍNEZ et al. e CTC) e respiração basal.. VALLEJO et al. ALVES et al.. concluindo que as diferenças de biomassa microbiana e enzimas são mais afetadas pela rotação de culturas do que pelo manejo agrícola (ACOSTA.. A biomassa microbiana e a respiração basal não foram influenciadas pelas plantas de cobertura de inverno e pouco influenciaram a atividade das enzimas. avaliou espécies de cobertura do solo em sistema de cultivo mínimo e rotação de cultura como alternativa ao preparo adotado no sistema convencional. 2011. quando as alterações de um novo sistema se restabelecer. esta podendo ser áreas preservadas ou outros tipos de manejo que fazem uso de práticas conservacionistas (ACOSTA-MARTÍNEZ et al. Estudo com indicadores microbianos. 2010. 2012).. 2011) No semiárido dos EUA. Este estudo demonstrou que os indicadores de qualidade do solo variaram com o passar dos anos. 2013). após três anos de implantação dos sistemas. da biomassa microbiana. da emergência de plântulas e da estabilidade de agregados nas áreas de cultivo em relação às áreas testemunhas (VALARINI et al. proporcionando. Em experimento de médio prazo. em sistema de plantio direto com cebola. foi avaliada a influência das plantas de cobertura de inverno sobre os atributos biológicos e químicos do solo e o rendimento da cultura. Por outro lado. O estudo tinha como objetivo melhorar os atributos do solo e seus efeitos sobre o rendimento da cebola. . SILVA et al. 18 referências. houve relação entre os atributos químicos (matéria orgânica. foi avaliada a qualidade do solo em sistema convencional e plantio direto durante 5 anos em diferentes culturas ( sorgo.

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. indicadores ambientais. os indicadores biológicos e os químicos foram os mais sensíveis às alterações do solo. em cada uma. no semiárido baiano. químicos e biológicos. Palavras-chaves: cebola.) no Semiárido da Bahia. coletadas 25 amostras simples para formação de uma amostra composta. As áreas que apresentaram melhor qualidade do solo foram as áreas de produção 3 e 4 (AP3 e AP4). Resumo: O objetivo desse estudo foi avaliar a qualidade do solo em cinco áreas de produção de cebola nos cultivos de sementeira e convencional (transplantio). sendo. físicos e biológicos do solo de áreas cultivadas com cebola (Allium cepa L. A qualidade do solo foi avaliada através de indicadores físicos. 31 CAPÍTULO ÚNICO Atributos químicos. Os locais de coleta foram divididos em três parcelas. As amostras de solo foram coletadas na profundidade de 0-10cm nas áreas de sementeira e transplantio antes do cultivo e após a colheita. quando comparadas com as outras áreas avaliadas. totalizando três amostras compostas por área. As áreas de produção estão localizadas no entorno do Lago de Sobradinho no município de Casa Nova. qualidade do solo. Bahia.

The collection sites were divided into three parts. The production areas are located around the Sobradinho Lake in Nova House. biological and chemical indicators were the most sensitive to soil changes. Summary: The aim of this study was to evaluate soil quality in five areas of onion production in sowing and conventional (transplanting) cultivation. resulting in three samples for each area. 32 Chemical.) in the semiarid region of Bahia. soil quality. Bahia. Keywords: onion. comparing with the other evaluated areas. Soil quality was evaluated through physical. chemical and biological indicators. in Bahia. collecting in each one 25 simple samples to a composite sample obtention. environmental indicators . physical and biological attributes of the soil of cultivated areas with onion (Allium cepa L. Soil samples were collected at a depth of 0-10 cm in the sowing and transplanting areas before cultivation and after harvesting. The best quality soil areas were the production areas 3 and 4 (AP3 and AP4).

nos trópicos. arejados e que. envolvendo principalmente. sistema de irrigação inadequado e uso excessivo de insumos como defensivos e . utilizando a água do lago de Sobradinho que é resultante do represamento do Rio São Francisco pela Barragem de Sobradinho da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF). O cultivo de cebola é feito. em bacias ou por sulcos. O uso de defensivos na cultura é comum e as pulverizações são feitas. pois gera empregos diretos e indiretos de forma significativa. a colheita pode ocorrer entre três e. geralmente. Segundo Boeing (2002). principalmente. devido ao baixo custo dos sistemas. como para o desenvolvimento da agricultura irrigada. 2013). deve ser feita por microaspersão. A irrigação ideal para sistemas de produção de cebola. No ano de 2014. a irrigação por inundação em sulcos minimiza o aparecimento de doenças na parte aérea. RESENDE. cinco meses após o transplantio. 2014). com uma frequência que permita solos com até 80% de umidade disponível (COSTA. sementeiras e/ou transplantio. sendo o estado da Bahia responsável por 19. e dependendo da cultivar e do ambiente pode ter um ciclo de 10 meses nas regiões temperadas e. a produção de cebola no Brasil atingiu 1. do ponto de vista econômico. Este estado possui ainda um município que se destaca na produção nacional.654. o cultivo por pequenos produtores em áreas rurais que têm em média 0.64% da produção brasileira (IBGE. No entanto. Apesar de ser um sistema que dispensa a utilização de muita água. inundação temporária. O cultivo da cebola é um dos mais importantes. em geral. favorecer a ocorrência de doenças no solo. Grande parte da produção de cebola na região de Casa Nova é dependente da irrigação. 2007). o município de Casa Nova. Este lago artificial é um importante corpo hídrico para a região. por meio de transplantio de mudas produzidas em sementeiras com solos caracteristicamente bem drenados. entretanto. RESENDE. com produção anual de aproximadamente 41. O manejo inadequado. localizado na região do Vale do São Francisco. a grande importância dessa olerícola está ligada ao aspecto social.) é uma planta de alto valor econômico que possui cultivares adaptadas para as regiões temperadas e tropicais. com inseticidas e fungicidas diversos (COSTA.309 toneladas. são os mais utilizados pelos pequenos produtores na região do entorno do Lago de Sobradinho. 33 INTRODUÇÃO A cebola (Allium cepa L. 2012). 2007). ausência da rotação de cultura.000 toneladas (SEAGRI. como o intenso revolvimento do solo. possuem sistema de rotação de cultura.65 ha. os sistemas de irrigação por superfície. tanto para a produção de energia. podendo. sendo a segunda olerícola mais estimada no mundo (EL BALLA.

modificando suas propriedades físicas. 2013). 2015). uma vez que as atividades das enzimas edáficas são menos lábeis do que as avaliações de CBM e RBS e menos recalcitrantes do que os atributos químicos. MONTEIRO. pode prover um melhor entendimento das alterações edáficas. garantindo a produtividade biológica e contribuindo para a saúde de plantas.. indicando a necessidade de melhorias nos sistemas de produção. PESSOA- FILHO et al. afeta de forma negativa a qualidade do solo. por exemplo. 1994). 2013. químicos e biológicos e mudanças nessas propriedades podem refletir alterações no solo decorrentes de ações antrópicas ou de eventos naturais (CHAER. 1992). GODOY et al. 2010). físicos e biológicos do solo já foram utilizados para avaliar os impactos ambientais de diferentes manejos em sistemas de produção de soja (BABUJIA et al. como o uso de práticas de manejo adequadas aos . estão relacionados às mudanças ocorridas em função da substituição de tecnologias de cultivo e sistemas de manejo (PAULA et al.. Dentre os indicadores de qualidade do solo. morango (FALCÃO et al. 2007). 2013). 2007. 2013). pois são as que respondem mais rapidamente às mudanças ocorridas no solo... TÓTOLA. Atributos químicos. utilizando de forma integrada características edáficas de diferentes naturezas. Entretanto. a atualização de outros aspectos do funcionamento edáfico. essências florestais (SILVA et al. animais e seres humanos (DORAN. 34 fertilizantes. pode gerar informações importantes sobre os impactos do uso do solo nesses sistemas. O solo é um recurso natural que condiciona e sustenta a produção de alimentos e fibras e regula o balanço global do ecossistema (ARAÚJO. A avaliação dos atributos do solo em sistemas de cultivo de cebola. A qualidade do solo é definida como a capacidade desse recurso exercer suas funções dentro do limite do ecossistema. refletindo assim as alterações em uma escala de tempo mais adequada para a indicações de alterações em sistemas de manejo com práticas mais adequadas e menos impactantes (BALOTA et al... 2010). PARKIN. químicas e biológicas. como a atividade de enzimas do solo (AES). enquanto as propriedades químicas necessitam da decorrência de muito tempo para que reflitam reais alterações no sistema solo (PAUL.. em geral. Estudos sobre qualidade de solo em cultivos de cebola são escassos e. Muitos dos estudos de monitoramento das características do solo têm utilizado apenas o carbono da biomassa microbiana (CBM) e a respiração basal do solo (RBS) como parâmetros biológicos da qualidade (KASCHUK et al.. A qualidade edáfica pode ser mensurada a partir da avaliação dos atributos físicos. as propriedades biológicas estão sendo consideradas as que melhor refletem os impactos das ações de manejo e outras intervenções antrópicas. 2007). 2009). arroz (GODOY et al. avaliando apenas atributos químicos e ou físicos do solo.

foram selecionadas cinco propriedades rurais no município de Casa Nova. . 35 princípios de conservação e utilização racional desse recurso. Desta forma. Semiárido Baiano. O clima é do tipo BSwh’. 40° 58’ 15” W). no município de Casa Nova. que está totalmente inserido na Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. no Município de Casa Nova.BA. no Submédio do Vale do São Francisco. *AP1: Área de produção 1. Figura 1: Localização das cinco áreas de produção. no entorno do Lago de Sobradinho. o objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade do solo em áreas de cultivo de sementeira e convencional (transplantio) de cebola. físicos e biológicos do solo de sistemas de produção de cebola. AP5: Área de produção 5. As áreas de produção foram selecionadas em função das características representativas do sistema produtivo da região. AP3: Área de produção 3. no entorno do Lago de Sobradinho (Figura1). AP4: Área de produção 4. Bahia (09º 09’ 43” S.semiárido e quente. MATERIAL E MÉTODOS Para a avaliação dos atributos químicos. AP2: Área de produção 2.

As características das cinco áreas de produção avaliadas estão descritas na Tabela 1. e 0-20cm para os físicos e os químicos. não IPA11 PTM * S: Sementeira. Não 2 5 NP PCM. Casa Nova. a extensão da área de sementeira e transplantio em hectare (ha). PCM*: Pulverização costa manual. forma de aplicação dos agrotóxicos e a ocorrência de análise no solo das áreas de sementeira e transplantio antes do plantio da cultura. PTM*: Pulverização tratorizada de barra mecanizada. utilização da prática de rotação de cultura.2 5 4 12 PCM. A vegetação nativa predominante é a Caatinga do tipo hiperxerófila. as amostras de solo foram coletadas na profundidade de 0-10cm. Para a avaliação dos parâmetros. não PTM AP2 Inundação IPA10. esclarecendo o sistema de irrigação utilizado. Não 0. tempo de exploração da área. não IPA11 PTM AP3 Inundação IPA11 Não 0. com chuvas anuais variando de 500 a 900 mm e temperatura média anual de 27ºC. Tabela 1: Histórico das áreas de Produção de cebola avaliadas no estudo. a variedade da cultura da cebola. para analisar os indicadores biológicos.2 0. não PTM AP4 Gotejo IPA11 (tomate) 0. com qual outra cultura era feita a troca no plantio seguinte).3 4 1 1 PCM. nas áreas de sementeira e transplantio. não PTM AP5 Inundação IPA10. 36 segundo a classificação de Köppen. antes do cultivo (sementeira inicial - . T*: Transplantio. Área de Irrigação Variedade Rotatividade Extensão Uso Aplicação Análises Produção da cultura de cultura da área da de de solo (AP) área agrotóxicos (ha) (anos) S T S T AP1 Inundação IPA11 (feijão) 4 5 NP PCM. As informações foram fornecidas pelos proprietários de cada área.3 3 <5 PCM. técnicas de manejo e conservação do solo (na condição positiva. NP*: Nunca foi plantada. em dois períodos.BA.

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SI e transplantio inicial - TI) e no momento da colheita (sementeira final - SF e TF -
transplantio final). Foram analisadas amostras compostas, com ao menos, 25 amostras simples
coletadas em uma área homogênea, resultando em três amostras compostas por área e época
do plantio.
Nas sementeiras, as coletas de solo foram realizadas logo após a semeadura (SI), em
janeiro/2014, e após 30 dias (SF) de cultivo, em fevereiro/2014, referente ao período que
antecedeu o transplantio. Nas áreas de transplantio, a primeira coleta foi realizada antes das
áreas receberem as mudas (TI), em fevereiro/2014, e após 110-120 dias de cultivo (TF), antes
da colheita, em julho/2014.
As amostras de solo foram acondicionadas em sacos plásticos, conduzidas ao
laboratório e mantidas em refrigeração (4ºC) até o processamento para as análises
bioquímicas e microbianas, no Laboratório de Microbiologia do Solo da Embrapa Semiárido.
Parte do solo foi encaminhada ao Laboratório de Solos da Embrapa Semiárido, para a
realização das análises químicas e físicas, os laboratórios estão localizados na cidade de
Petrolina - PE.

Análises físicas e químicas

As propriedades físicas avaliadas foram porosidade total (PT), densidade (d),
granulometria básica (frações de areia, silte e argila) e as propriedades químicas avaliadas
foram condutividade elétrica (CE), potencial hidrogeniônico (pH), matéria orgânica (MO),
fósforo (P), potássio (K), sódio (Na), cálcio (Ca), magnésio (Mg), alumínio (Al), acidez
potencial (H+Al), soma de bases (SB), capacidade de troca catiônica (CTC) e saturação por
bases (v%). Os parâmetros físicos e químicos foram analisados de acordo com a metodologia
proposta pela Embrapa (1997) (Tabela 2).

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Tabela 2: Caracterização física e química do solo dos sistemas de produção de cebola, sementeira e transplantio, ano de cultivo (SI e TI) e ao final do cultivo (SF e TF)

Sistemas
de
Ds Dp PT Areia Silte Argila CE PH MO P K Na Ca Mg Al H+Al SB CTC V
produção
(Kg/dm3) (%) (g/kg) (mS. cm-1) (g kg-1) (mg dm-3) (cmolcdm-3) (%)

SI 1,4 2,6 43,7 787,8 131,7 80,4 0,43 5,4 7,1 34,3 0,2 0,04 1,9 0,5 0,06 2,2 2,7 5,0 53,0

SF 1,4 2,6 44,6 804,2 135,0 60,8 1,67 5,4 4,9 33,5 0,2 0,05 2,4 0,7 0,06 2,5 3,4 6,0 54,9

TI 1,6 2,6 39,6 795,7 127,1 77,2 0,52 5,4 7,9 49,6 0,4 0,04 2,1 0,6 0,10 2,4 3,1 5,6 53,4

TF 1,4 2,6 43,5 768,8 151,9 79,2 0,93 5,9 6,0 44,9 0,4 0,08 2,2 0,7 0,00 1,5 3,4 5,0 68,7
*Ds:densidade do solo; *Ds: densidade de partícula; *PT: porosidade total; *CE: condutividade elétrica; pH: potencial hidrogeniônico; P: fósforo; K: potássio; Na: Sódio; Ca:
cálcio; Mg: magnésio; Al: alumínio; H+Al: acidez potencial; SB: soma de bases; capacidade de troca de cátions; V: saturação por base.

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Indicadores biológicos

O carbono da biomassa microbiana (CBM) foi avaliado pelo método de
fumigação-extração (VANCE et al., 1987), utilizando clorofórmio, livre de etanol,
como agente fumigante e sulfato de potássio (0,5 M), como extrator. A oxidação foi
feita com dicromato de potássio (0,066 M), em meio ácido concentrado, e a
quantificação do carbono foi realizada em espectrofotômetro a 645nm (KNUPP;
FERREIRA, 2011). Os valores de CBM foram calculados pela diferença do C nas
amostras de solo fumigadas e não fumigadas, considerando o coeficiente de correção
(Kc) igual a 0,33. Os resultados finais foram expressos em miligrama de C por
quilograma de solo seco (mg.kg-1). A respiração basal do solo (RBS) foi estimada a
partir da captura do CO2 liberado de amostras de solo (50 g) em 30 mL de NaOH (0,5
M). Alíquotas de10mL de NaOH foram adicionadas a 10 mL de cloreto de bário (0,05
M) e tituladas com HCl 0,25 M, utilizando a fenolftaleína como indicador
(JENKINSON; POWSON, 1976). Os resultados foram expressos em miligramas de
CO2 por quilograma de solo seco por dia (mgC-CO2.kg-1solo.dia-1).O quociente
metabólico microbiano (qCO2) foi determinado pela razão entre o C-CO2 liberado pela
respiração microbiana e o carbono da biomassa microbiana do solo (ANDERSON;
DOMSCH, 1985). O quociente microbiano (qMIC) foi calculado pela razão entre o
CBM e o carbono orgânico do solo (CO) (POWLSON et al., 1987). A atividade das
enzimas β-glicosidase (BETA) e fosfatase ácida (FOS) foram baseadas na determinação
colorimétrica do p-nitrofenol liberado em 1 g de solo após incubação por 1 h a 37 °C.
Para cada enzima foram utilizados substratos específicos em soluções tamponadas
(1ml), as soluções de p-nitrofenil-β-D-glucosídeo (25 M) foram utilizadas para estimar
a atividade da β-glicosidase (TABATABAI; BREMMER, 1970) e a solução de p-
nitrofenil-fosfato (0,05 M) foi utilizada para avaliar a atividade da fosfatase ácida
(TABATABAI; BREMMER, 1969). O p-nitrofenol liberado foi extraído por filtração e
determinado em espectrofotômetro a 400 nm .

Análise dos dados

As análises univariadas foram realizadas para avaliar as diferenças entre os tipos
de cultivo e as propriedades biológicas do solo. Para avaliar a influência das áreas

2011).49a 3. Todos os testes multivariados foram feitos utilizando o programa estatístico PC-ORD versão 6. respiração basal do solo (RSB). SF: Sementeira Final. Para a atividade da FOS o menor valor encontrado foi na área de SI (Tabela 3).glicosidase entre os sistemas de plantio (sementeira e transplantio) nas épocas de amostragem. quociente microbiano (qMIC).dia-1) SI 135. Médias seguidas da mesma letra.h-1) Kg solo. quociente metabólico (qCO2). TF: Transplantio Final. físicas e biológicas com os locais de coleta. os dados foram analisados separadamente. Tabela 3: Carbono da biomassa microbiana do solo (CBS).05a 23. Sistemas CBS RSB QMIC qCO2 FOS BETA (mg. RESULTADOS E DISCUSSÃO Propriedades biológicas do solo nos plantios de cebola (análise de variância) Não houve diferença estatística para o CBS.66bc 3. para eliminar as diferenças nas unidades das variáveis e os escores dos eixos da ordenação por escalonamento multidimensional (NMS).17a 0.C-BM.16a 0.26a 7. para cada cultivo. nas propriedades biológicas do solo.5).dia ) mg-1.C-CO2 de produção (mg. Os dados foram relativizados.59 a 30.04a SF 186.C kg.g solo seco-1.40b 38. MEFFORD. não diferem significativamente pelo teste de Tukey (p<0.21a 196.74a TF 211.76a TI 261.19c 4. As análises multivariadas foram realizadas para verificar a relação das propriedades químicas.44a 230. na coluna. qMIC. nas fases dos plantios (inicial e final).41a *SI: Sementeira Inicial. . 40 (locais de coleta).48a 0. e a atividade das enzimas fosfatase ácida (FOS) e β- glicosidase (BETA) em sistemas de cultivo de cebola. TI: Transplantio Inicial.31 a 35.14 a 45. qCO2 e para β. Diferenças entre locais de coleta foram feitas utilizando-se o procedimento Multi- response Permutation Procedure (MRPP) que foi baseado na distância de Sørensen (p<0.05a 212. Para o RSB o maior valor encontrado foi no TI.70a 0. Quando significativas.0 (McCUNE.75a 14.14b 2. as médias foram comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. sementeira e transplantio.05). As análises foram realizadas com auxílio do programa Assistat 7.C-CO2 (mg.6 beta (2011). na coluna. solo-1) -1 -1 (%) (µg PNF.22a 12.16a 46.

indicando maior atividade biológica no solo. onde a FOS foi elevada em todas as áreas de sistema convencional em solos cultivados anteriormente com pastagem (FALCÃO et al. solos sob cultivos convencionais e não convencionais. e para a variável BETA foi a área de produção 2 (AP2) (Tabela 4). Avaliando-se as épocas de coleta nos sistemas de plantio separadamente não foram encontradas diferenças estatísticas para o CBS. Nas áreas de sementeira os maiores valores de RSB foram encontrados para a área de produção 4 (AP4) e área de produção 5 (AP5). qCO2. sendo a atividade da fosfatase maior nos plantios não convencionais. como adubação e preparação do solo. qMIC.. quando ocorre em curto prazo. Segundo Parking et al. pode significar liberação de nutrientes para as plantas decorrente da mineralização da matéria orgânica. Esse resultado pode estar associado à maior capacidade dos sistemas conservacionistas em aumentar o conteúdo de carbono do solo (MELERO et al. TI. 2008). área de produção 2 (AP2) e área de produção 3 (AP3).. para BETA foram AP3 e AP4 (Tabela 4). o que pode justificar maior atividade dessa enzima nas áreas de SF e transplantio onde há uma maior fertilização e revolvimento do solo. 41 Maiores valores de RBS nos tempos iniciais dos sistemas de cultivo (SI e TI) podem indicar maior atividade biológica decorrente do manejo no início dos cultivos. 2013). (1996). Resultados semelhantes foram encontrados em cultivos de morango. No entanto a atividade da fosfatase pode variar em função do manejo e do uso de fertilizantes durante o cultivo (BALOTA et al. A diminuição desse parâmetro ao final dos cultivos reflete uma diminuição da atividade biológica nesses solos. Nas áreas de transplantio os maiores valores das variáveis encontrados foram RSB. FOS (Tabela 4). TF esse fato pode ser justificado pela incorporação de fertilizantes no ciclo da cebola. A enzima FOS apresentou os maiores valores durante os processos de produção SF. o aumento na taxa de RBS.. Resultados diferentes foram encontrados por Balota et al. 2004). (2004) comparando. .

54a 60.23b 0.78a 200. enquanto o eixo 1 representou 27% dessa variabilidade (Figura 2).2 a 0.43 a 28.14 a 0.71b 0.04a 25. .74 a 6.09a 280.61 a 3. no sistema de transplantio.97a 10. na coluna.04a AP3 204. Maiores valores de RSB nas áreas de produção 4 e 5.66a AP5 149.C-CO2 (mg. em diferentes áreas de produção. físicas e biológicas do solo (análise multivariada) Um gráfico bidimensional de ordenação por NMS representou 78% do total de variabilidade dos dados das propriedades químicas.C-CO2 (mg.51 a 3.g solo seco-1.10 a 2. a medida do carbono da respiração microbiana estima as atividades metabólicas que mantêm a produtividade dos ecossistemas agrícolas.47a 66.95b 0.09 b 0.5).02a 32. e nas áreas de produção 2 e 3.13 ab AP2 358. (%) solo-1) 1 ) BM.12 a 45. Segundo esses autores.h-1) -1 kg solo.21a 29.06a 14.C kg. Casa Nova.47 b AP4 305.92ab Médias seguidas da mesma letra.79a 266. (µg PNF.01 a 22.34a 0.26 a 2.71a 197.54a 8.51a 97. 2008). físicas e biológicas do solo na área de sementeira.10 a 2. 42 Tabela 4: propriedades biológicas do solo em plantio de cebola.06 b Transplantio AP1 190.87a 159.08 a 35.82 a 37.64 a 7.43 a 38.22a 59.10 a 2. Propriedades químicas.67a 9. nas épocas de sementeira.dia-1) AP1 132.14 a 2.23 a 66.dia - mg-1.84 ab 0.65a AP4 169.61b AP2 143.C.78a 10.29 a 3.03b AP3 210. GAMA-RODRIGUES. uma vez que estes dependem dos processos de transformação da matéria orgânica pelos microrganismos do solo.81 a 0.88a 147.30 ab AP5 122.10 a 3. A maior parte da variação dos dados (51%) foi associada ao eixo 2.60 a 48. CBS RSB qCO2 qMIC FOS BETA Sementeira Áreas (mg.89a 57.19 a 5.57 b 0. podem indicar maior atividade biológica nesses locais. A quantidade do CO2 emitida pelos microrganismos é um parâmetro relacionado à capacidade de degradação da matéria orgânica (GAMA- RODRIGUES. não diferem significativamente pelo teste de Tukey (p<0.BA. nas épocas de sementeira e transplantio.73a 161.

2007). . As áreas de AP3 e AP4 apresentaram correlação positiva com uma maior quantidade de indicadores ( argila. Alguns estudos avaliam o suprimento de nutrientes na cultura da cebola. enquanto o eixo 2 representou 48% do total da variação.. concluindo que a disponibilidade de nutrientes apresenta relação direta com o manejo do solo e com o sistema de rotação empregados (PAULA et al.. pH. CTC. sendo que a área de produção AP4 faz rotatividade de cultura da cebola com o tomate. 2009.os eixos representaram 83% da variação dos dados. evidenciando o efeito negativo em sistemas de plantio que não utilizam a rotação de culturas e o uso de plantas de cobertura (CAMARGO et al.. Essas áreas diferem no sistema de irrigação e no uso de rotação de cultura. 43 Figura 2: Análise multivariada das áreas de produção de cebola com os indicadores físicos. BETA. Correlacionando a Figura 1 com as características produtivas dessas áreas (Tabela 1). de acordo com a técnica do MRPP.. a semelhança entre elas deve-se ao seu pouco tempo de uso. Mg e Ca). FAYAD et al. Para as áreas de transplantio. 2012). As propriedades do solo estabelecidas nas diferentes áreas de produção diferem entre si (p˂0. 2002. VARGAS et al. O eixo 1 representou 35% da variação dos dados. Casa Nova – BA. químicos e biológicos para o período de coleta nas sementeira.05). K.

K. quanto ao tempo de uso nunca tinha sido plantada. indicado alta fertilidade desse solo com aumento dos seus valores (VARGAS. Figura 3: Análise multivariada das áreas de produção de cebola com os indicadores físicos. . CTC. soma de bases e CTC apresentaram correlação em estudo com cebola no Rio Grande do Sul. Casa Nova-BA. Al. Os indicadores MO. 2012). a área AP1 faz uso desse manejo. e. MO. Zn e H+Al. silte. apresentando correlação com os atributos RBS. As áreas AP3 e AP4 permaneceram correlacionadas positivamente através dos atributos BETA. Com a análise da estatística multivariada as áreas AP3 e AP4 demonstram uma melhor qualidade do solo quando comparadas com as outras áreas de produção de cebola. químicos e biológicos para o período de coleta transplantio. a retirada da vegetação nativa foi realizada para receber os bulbos dessa produção e a AP5 produz há 12 anos. K. argila. As áreas AP1 e AP5 possuem o mesmo sistema de irrigação (inundação). Mg. apresentando um sistema de cultivo mais estável. P. 44 No período de coleta de transplantio (Figura 3) as áreas de produção apresentaram separação nítida quanto aos agrupamentos. Ca e Mn. A AP1 e AP5 se correlacionaram através do indicador físico areia e a área AP2 diferiu das demais. diferindo na rotação de cultura.

cálcio. 45 As Figuras 2 e 3 mostram correlação positiva entre MO e CTC sendo essa relação mais forte no período de transplantio. a CTC depende basicamente da reatividade da MO (SOUSA. Quando os solos são ácidos essa técnica agrícola promove a neutralização do alumínio trocável. Cavalcante et al. em solos que não têm problema com acidez. A matéria orgânica é o componente coloidal que mais interfere na CTC do solo (PEIXOTO. sua principal importância está na função de transportar fotoassimilados das folhas para os órgãos de reserva (FAQUIN. A cebola extrai grandes quantidades de K no solo. e menor disponibilidade de Cu. que a fração de areia apresenta valores mais altos quando comparados com os de silte e a argila nos períodos avaliados (Tabela 2). assim as quantidades de matéria orgânica em solos arenosos exercem papel fundamental na CTC (ARCOVERDE. 2013). porém nem sempre as respostas a esse nutriente têm sido observadas (FILGUEIRA. Mn e Zn (MENDES et al. também podem contribuir para o incremento de K trocável no solo em plantios de cebola (SOUZA et al. 2002). levando a uma maior produtividade e melhor qualidade dos bulbos. que é um elemento tóxico às plantas. . REIN. a aplicação de calcário faz a correção dos níveis desses nutrientes. Análises do solo são fundamentais para aplicação do calcário e dosagens altas desse material faz com que o pH do solo possa atingir valores acima de 7. magnésio e molibdênio. Na produção de cebola é necessária a aplicação da calagem para um melhor desenvolvimento da cultura. A exigência deste nutriente em cultivos de cebola é alta. reduzindo a absorção do último. Fe. 2013). Em solos que possuem baixa quantidade de argila. indicando provável relação entre a MO e a CTC do solo nas áreas de produção.0. o que poderá ocasionar perda de N por volatilização. aumentam a capacidade do solo em reter potássio.. 2007). 2012). ao final do cultivo. reduzindo perdas desse elemento por lixiviação (CAMARGO.. foram observadas tendências análogas na variação de MO com CTC (FALCÃO. 2008). Mg e K. Os maiores valores de K e P foram encontrados nas áreas de transplantio. quando comparados diferentes usos e manejos do solo tanto em sistema conservacionista como no convencional. 2009). Essa mesma tendência foi observada em áreas de Cerrado nativo e pastagem natural (ARAÚJO. mas apresentam teores baixos de cálcio e magnésio. Os resíduos. e aumenta a disponibilidade de fósforo. O aumento da CTC e do pH relacionados com a elevação da MO. Em sistema de produção de morango. (2007) observaram maior aporte de MO e elevação da CTC. 1997). desequilíbrio entre os nutrientes Ca. 2008). Pode ser observado. 2011).

6 cmolc. quando comparados aos sistemas conservacionistas. o valor encontrado pelos autores foi de pH 5. 2004). estão suprindo as necessidades da cultura da cebola. houve um maior impacto na qualidade do solo. já que apresentaram valores médios de Ca de 2.dm-3.dm-3. Além de reduzir o teor de Al no solo. O valor médio do P nas áreas de produção em estudo foi de 40.6 mg. demonstrando que essas mudanças podem ocorrer em função de outros processos. respectivamente.em média de 5. os valores de H+Al (acidez potencial) e alumínio (Al) apresentam valores inferiores nos sistemas convencionais. pode-se observar que. no sertão baiano (36 mg. . Esses valores indicam que esses nutrientes. quando os valores da H+Al e do Al apresentam valores de 1. Os níveis de Ca+2 e Mg2+. Porém.5 e 0. além dos envolvidos nos sistemas agrícolas como fertilização. Os estudos avaliando a qualidade do solo em sistemas convencionais de cebola são escassos. entretanto necessários. Esse padrão pode ser observado ao final do cultivo nos locais de transplantio.dm-3. Neste estudo. 46 É comum entre os agricultores do município de Casa Nova não realizar a análise de solo (Tabela 1).1 cmolc. quando comparado às áreas mais antigas. 2011). valor que está dentro da faixa de classificação agronômica considerada boa em termos agrícolas (ALVAREZ et al.dm-3. Em cultivos de cebola. Esse valor está de acordo com o de Camargo et al. (2011) em área de produção de cebola sob plantio direto. esse estudo alertando para um processo de adubação química indiscriminada nos solos destes municípios.dm-3).. Remanso e Sento Sé). O pH do solo das cinco áreas de produção foi . este valor apresenta-se superior ao encontrado por Arcoverde (2013).0 cmolc.0 e 0. sendo as práticas de manejo para correção da acidez do solo a principal explicação para esse tipo de resultado (CAMARGO. para as áreas de produção analisadas. são restritivos à nutrição mineral das plantas (ARAÚJO et al. nos locais onde houve retirada de floresta nativa para a inserção de plantios de cebola. os valores médios de Ca e Mg estão de acordo com os encontrados no referido estudo.dm-3 e Mg de 0. 2013).. 1999). Os menores valores de Al nas áreas avaliadas devem estar associados a aplicação de calcário nos locais de estudo.5 cmolc. nos municípios ao redor do Lago de Sobradinho (Sobradinho. essa prática tende a aumentar os teores de Ca e Mg próximo a superfície do solo (ARCOVERDE. calagem e preparo do solo. Casa Nova. abaixo de 2.6.5 e está relacionado à correção da acidez do solo realizada há 15 anos.

 A enzima β. 47 CONCLUSÕES  As áreas de produção AP3 e AP4 apresentaram melhor qualidade do solo quando comparadas com as outras áreas de produção. .  O uso de indicadores de qualidade do solo mostrou mudanças ocorridas no solo em função da etapa do plantio. respiração do solo e a matéria orgânica foram os indicadores mais sensíveis. tempo de uso do solo e em relação à área de produção avaliada.  Os indicadores biológicos e os químicos foram os mais sensíveis às alterações do solo.  A estatística multivariada mostrou-se mais eficiente do que a univariada.glicosidase.  As áreas que não fazem uso das práticas conservacionistas apresentam maiores impactos na qualidade do solo.

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