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Economia do Trabalho p/ AFT
Teoria e exercícios comentados
Prof. Jeronymo Marcondes Aula 02

Chega de papo, vamos lá!

1. Produção e produtividade

Pessoal, na aula 00, discutimos o conceito de função, lembra?

m
-“É uma relação matemática entre duas variáveis”!

c o
il .
Perfeito, futuro AFT. Então, pense, o que seria uma função de produção?

a s
Olha, é uma relação entre duas variáveis, só que especificada. Trata-se da relação

r
que existe entre quantidade produzida e insumos utilizados por uma empresa.

- b
s o
Por exemplo, suponha que uma determinada empresa produza sapatos e que se

r
utiliza de dois insumos (ou fatores de produção, lembra?): trabalho ( ) e capital

u
c
( ).

o n
Lembrem-se da discussão de nossa aula 00, trabalho pode ser entendido como o

. c
total de horas de trabalho contratadas por uma empresa. Assim, a quantidade de
“trabalho” que uma empresa contrata tem a ver com a quantidade de horas

w
trabalhadas pelos empregados da empresa.

w
w
Perceba que há simplificações muito fortes neste conceito. Uma mais óbvia seria
que todos os trabalhos têm a mesma participação na produção da empresa, não
diferenciando um tipo de trabalho de outro. Há outras simplificações, mas não vale a
pena discutir isso aqui!

Vamos a um exemplo.

Suponha uma sapataria, que tem alguns trabalhadores que produzem sapatos com
máquinas. Um exemplo de função que poderia descrever a função de produção da
sapataria seria:

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Sendo e . Neste caso, seria a quantidade de sapatos produzidas em
função da quantidade de “trabalho” e “capital” contratados pela empresa.

Viram? O capital contribui com unidades de produção por unidade de capital,
enquanto que o trabalho contribui com .

o m
c
É assim que a produção da sapataria funciona! Esse representa a quantidade de

il .
“trabalho” que a empresa contrata, o que poderia ser a quantidade de horas

s
trabalhadas.

r a
Isso não faz muito sentido no caso do Brasil. Mas, em outros países é comum a

b
contratação de horas determinadas de trabalho e não uma “jornada de trabalho

o -
fechada”, tal como é especificado pela Consolidação das Leis Trabalhistas no Brasil.

u
Seja como for, você poderia encontrar esse
rs pela multiplicação do número de

c
trabalhadores da empresa por sua carga horária.

o n
Bom, vamos lá. Vocês viram como funciona uma função de produção? A ideia é

. c
encontrar uma relação matemática que exprime a quantidade de produtos

w
produzidos por uma empresa em função da quantidade de insumos contratados.

w
A pergunta que um economista se faz, quando olha para uma função de produção

w
é: qual é a quantidade ótima de fatores de produção que devem ser contratados por
uma empresa de modo a maximizar seu lucro?

Para discutirmos este ponto, precisamos estudar o conceito de Produto Marginal
( ) dos fatores de produção.

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Produto Marginal de um fator de produção é a variação
na produção total decorrente da variação de uma unidade deste fator, mantendo
todos os demais constantes.

o m
c
Atenção! Vocês entenderam? Por exemplo, o do trabalho ( ) na sapataria

il .
é a variação de produção total (variação na quantidade de sapatos produzida)

s
decorrente da contratação de uma hora adicional de trabalho pela empresa,

a
mantendo a quantidade de capital constante.

b r
-
Matematicamente, o produto marginal do trabalho ao variar a quantidade de

o
trabalho em uma unidade (de para ) é:

r s
Obs.

c u
(delta) é uma letra grega utilizada na matemática para indicar “variação”. A

n
partir daqui, guarde esta definição.

o
. c
w
Viram? Isso nada mais é do que uma “taxa de variação”, a saber, a taxa de variação
na produção decorrente da variação de uma unidade no “trabalho”, mantendo todo o

w
resto constante.

w
Muita atenção de novo! Veja que nós estamos falando da variação de produção
decorrente da contratação de mais uma unidade de um insumo! Ou seja, se eu falar
que em um determinado ponto da função de produção o produto marginal do
trabalho é de 10 (dez), o que estou dizendo é: se, nesse ponto, eu contratar mais
uma hora de trabalho, eu conseguirei produzir mais dez unidades de produto final.

-“Mas, por que isso é importante”?

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instalações da firma ficarão cheias, dificultando a movimentação dentro da empresa,
etc. Ou seja, aumentar a quantidade de trabalhadores indefinidamente não vai levar
sempre a ganhos de produtividade, podendo chegar até mesmo à situação de
redução da produção da empresa devido ao “incômodo do excesso de
trabalhadores”.

Isso está demonstrado na curva de PMg que descrevemos acima. Perceba que em

m
estágios iniciais de produção, a taxa de variação da produção para cada empregado

o
acrescido (PMgL) é crescente, porém, a partir de 4 (quatro) unidades de trabalho, a

.c
il
produção cresce a taxas decrescentes, chegando até o ponto de ficar negativa.

a s
Perceba que isso não vale só para o trabalho, mas para qualquer fator de produção.

r
Assim, a Lei dos Rendimentos Marginais Decrescentes afirma que, ao

- b
aumentarmos a quantidade contratada de um fator de produção, mantendo

o
todos os demais constantes, a produtividade marginal do fator irá aumentar

s
em estágios iniciais da produção, reduzindo-se posteriormente, podendo até

r
ficar negativa.

c u
n
Tranqüilo? Antes de você dar uma paradinha para respirar, vamos estudar o

o
conceito de Produto Médio.

. c
w
O Produto Médio (PMe) é simples: basta dividir a quantidade produzida em uma
determinada escala de produção pela quantidade de insumos utilizados. Perceba

w
que não estamos falando em taxas de variação, tal como no PMg, mas na

w
produção média realizada por um trabalhador típico. Para encontrar o PMe do
trabalho, por exemplo, basta dividir a produção total pela quantidade contratada de
trabalho em um ponto. Matematicamente:

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2. Maximização do lucro no mercado competitivo

Nós já falamos na aula 00 sobre o mercado competitivo. Mas, vamos adentrar mais
fundo no conceito.

Mercado Competitivo é aquele composto por empresas muito pequenas com

m
relação ao tamanho total do mercado. Portanto, a mesma não tem condições de

o
influir no preço de seu produto final e nos preços dos insumos utilizados pela

.c
il
mesma.

s
A título de exemplo, pense no “mercadão”. Neste mercadão, todas as barraquinhas

a
r
são muito próximas, o consumidor tem informação suficiente para saber se você

- b
está com o preço acima ou abaixo do mercado e, além disso, podem escolher

o
livremente de quem irão comprar.

r s
Pense, se você tiver uma barraquinha de frutas, você não pode cobrar mais do que

c u
as outras, pois, neste caso, todos os consumidores migrarão para seus

n
concorrentes e você não venderá nada. Por outro lado, se você cobrar menos do

o
que os outros, você ficará com todo o mercado, o que é um contra senso, pois por

. c
que você não teria feito isso antes? Este é o típico caso em que o preço não é

w
determinado pela sua barraquinha, mas pelo mercado como um todo, ou seja, pode
ser um exemplo de mercado competitivo. Neste caso, as firmas são chamadas de

w
“tomadoras de preço”

w
A demanda pelos produtos de uma empresa que opera em um mercado deste tipo é
infinitamente elástica (lembra do conceito de elasticidade da aula 00?), dado que
haveria infinitos produtores, pequenos com relação ao total de mercado, de forma
que:

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É:

- “Não entendi”!

Vamos a um exemplo, suponha a função:

o m
.c
Qual a derivada desta função? Aplique a fórmula! No caso:

s il
r a
- b
o
Entenderam? Vamos lá, tentem outras funções, como:

r s
u
Neste caso:

n c
co
.
E a derivada de:

w
w
Simples, pense um pouco e veja que:

w
E se a função for:

Neste caso, esqueça do fator 2 (dois) na frente do e derive normalmente. Apenas
multiplique o resultado pelo número que multiplica a variável, de forma que:

E no caso de haver mais de uma variável na função, tal como:

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Neste caso, você deve diferenciar os dois membros separadamente e somá-los.

m
Mas, a pergunta é, qual a derivada de com relação a ? Bom, a menos que o
exercício diga que é função de , será uma variável que não varia com .

co
Assim, faça essa pergunta a si mesmo:

il.
-“Se o não é função de , e vice versa, qual o impacto de uma variação

as
infinitesimal de sobre , por meio de ?

br
Exatamente, zero (0)! Ao variar o , o único impacto dessa dinâmica é direto, pois o
não afeta a função de forma indireta via . Portanto:
o-
rs
cu

Não entendeu? Olhe este exemplo:
on

Dado que:
.c
w

Aí você está vendo uma forma pela qual a derivada de com relação a terá
w

dois efeitos, um direto (igual a ) e indireto, via :
w

Muito importante é que vocês percebam que a derivada não
nos dá só a magnitude desta variação, mas a direção! “Direção, professor”?
Exatamente! Pegue o exemplo acima:

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Cuja derivada é:

m
O que isso está te dizendo é que a função varia de forma constante (igual a 1)

co
quando varia bem pouquinho. Mas, além disso, o que este resultado está
mostrando é que a função varia positivamente quando a variável varia de

il.
forma positiva, ou seja, as mesmas são positivamente correlacionadas.
Portanto, um aumento bem pequeno em resulta em elevação no valor total da

as
função em estudo!

E se a função fosse: br
o-
rs

A derivada seria:
cu

Neste caso, a variável impactaria negativamente o valor da função conforme a
on

mesma tivesse seu valor aumentado, mesmo que bem pouco. Portanto, as mesmas
seriam negativamente correlacionadas, sendo que a elevação na variável reduziria o
.c

valor total da função.
w

Isso faz parte do entendimento do conceito e caiu na última prova.
w
w

Vamos voltar a mais uma regra de derivação.

2) Segunda regra de diferenciação. Essa é baseada no somatório ou
diminuição de duas funções diferentes. Suponha uma função composta por
duas funções de :

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.c
on
cu
rs
o-
br
as
il.
co
m
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Bom, o porquê de tudo isso é ensinar a vocês como encontrar o ponto máximo ou

m
mínimo de uma função, isso é, um ponto extremo.1

co
Como você encontra um ponto extremo de uma função? Simples! Derive a função e

il.
iguale a zero. Por exemplo, suponha a função:

as
Neste caso, é fácil chegar à derivada (é só derivar cada membro separadamente
– regra 2):

br
o-
Agora, é só igualar a zero e resolver em função de :
rs
cu

Assim, este ponto é o extremo local da função, ou seja, um ponto de mínimo ou
máximo. Pode-se provar que se trata de um ponto de mínimo, mas não precisam
on

se preocupar, na prova de Economia do Trabalho, o ponto extremo sempre
será o que o enunciado pede. Daqui a pouco vocês vão entender.
.c

-“Mas, por que tudo isso”?
w
w

Vocês já vão ver!
w

Retornando à maximização do lucro.

Bom, vocês não se esqueceram da função que uma empresa competitiva visa
maximizar se quiser obter o lucro máximo, não é? Caso tenham esquecido:

1
Para quem entende de matemática, saiba que estamos tratando de pontos extremos locais e não
globais. É só uma introdução mesmo.

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Maravilha! Como podemos encontrar a escolha ótima da firma com base nesta
função? Pense um pouco. É isso aí, vamos derivar a função! No caso, como
estamos em Economia do Trabalho, nós queremos encontrar a “escolha ótima” de

m
trabalho, portanto, vamos derivar a função lucro em e igualar o resultado a zero.

co
il.
Mas, perceba que a derivada da variável com relação a é igual a zero e a
derivada com relação a é igual a 1:

as
br
E agora José? O que é a derivada da função de produção com relação a ? Pense
o-
um pouco no que já estudamos na aula.
rs

Lembram-se do conceito de PMgL? Isso é a derivada da função de produção
com relação a ! Qual o conceito mesmo?
cu

Produto Marginal de um fator de produção é a variação na produção total decorrente
on

da variação de uma unidade deste fator, mantendo todos os demais constantes.

Isso não é a definição de taxa de variação da derivada? Então, quando você deriva
.c

uma função de produção com relação a um de seus fatores de produção, você
w

obterá o Produto Marginal deste fator!2
w

Então, vamos continuar resolvendo o problema:
w

2
Você “espertão” já deve ter percebido! Na derivada eu falei de “variação infinitesimal”, enquanto que
na teoria eu falei de “variação em uma unidade”. Perfeito! Não vou adentrar nisso, pois não é o
objetivo do curso! Só entenda que esta é uma simplificação feita para podermos utilizar o cálculo
diferencial na análise do problema econômico, ok?

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Resolução

A curva de demanda por trabalho é negativamente inclinada, pois a mesma se
refere à parte decrescente da curva do VPMgL, ou da curva de PMgL, a depender

m
do enfoque. Esta produtividade decrescente deriva do fato de que os fatores de
produção estão sujeitos à Lei dos Rendimentos Marginais Decrescentes.

co
Este é o caso típico de um exercício que você não precisa saber todos os conceitos

il.
de todas as alternativas. Concurseiro é pragmático e vai na alternativa certa!

as
Só quero destacar que, na alternativa (c), vimos que a demanda de trabalho
também pode ser representada com base no salário real. Enquanto que na

br
alternativa (b) o erro decorre de afirmar que a curva de demanda, ou seja, de PMgL
é igual à curva do PMeL.
o-

Alternativa (d).
rs
cu

Exercício 2

(AFT/MTE – ESAF/2003) Suponha que a produtividade marginal do trabalho
on

pode ser expressa pela seguinte função: 10/L, onde L é a quantidade de mão-
de-obra. Se a empresa vende sua produção em um mercado competitivo a um
.c

preço de $8, quanta mão-de-obra contratará a empresa se o salário for de $5
w

por unidade de mão-de obra?
a) 16 unidades de mão-de-obra.
w

b) 4 unidades de mão-de-obra.
w

c) 6,25 unidades de mão-de-obra.
d) 10 unidades de mão-de-obra.
e) 8 unidades de mão-de-obra.

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Resolução
Este é o tipo de exercício que eu gosto.

Veja:

m
co
Alternativa (a).

il.
Exercício 3

as
(Cespe) Uma empresa vai contratar unidades adicionais de trabalho,
enquanto: br
a) a produtividade marginal do trabalho for maior do que o salário nominal.
o-
b) o valor da produtividade marginal do trabalho for maior do que o salário
nominal.
rs

c) o salário real for maior do que a produtividade marginal do trabalho.
cu

d) o salário nominal for maior do que o valor da produtividade marginal do
trabalho.
on

e) o custo marginal superar a receita marginal.

Resolução
.c
w

Fácil demais! Alternativa (b).
w
w

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(EBSERH modificada – 2013) Com relação a uma curva de demanda por
trabalho, julgue os itens a seguir.

Exercício 4

m
Um aumento no preço do produto ofertado pela empresa deslocará a curva de

co
demanda por trabalho para a direita.

il.
Resolução

as
É isso mesmo! Conforme nós vimos, o aumento do nível de preços dos produtos
ofertados pela empresa, para um salário nominal fixo, exige que haja um aumento

br
na quantidade empregada de trabalhadores na firma, a fim de que se reduza o
PMgL:
o-
rs
cu

Isso fará com que a curva de PMgL desloque-se para a direita, aumentando a
quantidade ótima de trabalhadores a serem contratados.
on

Verdadeiro!
.c

Exercício 5
w

Uma elevação no preço ($) do fator de produção trabalho deslocará a curva de
w

demanda por este fator para a esquerda.
w

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Na solução de minimização de custos, a inclinação
da linha de isocustos é igual à inclinação da curva de isoquanta, de forma que:

m
co
Para entender melhor esta intuição, podemos operar a função de modo a:

il.
as
Assim, podemos entender o conceito. Esta expressão mostra que as quantidades
monetárias gastas com cada fator de produção devem gerar a mesma quantidade
de produto final!
br
o-
Por exemplo, suponha que o salário de mercado seja de R$ 10,00 e o PMgL na
escolha ótima seja de 20 unidades de produto final. Neste caso, a relação:
rs
cu

Neste sentido, a relação deve ser igual a 2 (dois), indicando que os juros
on

gastos na contratação de capital devem gerar duas vezes o seu valor em
quantidade produzida de produto final da empresa.
.c

Olha só o que estamos falando, caso essa relação não seja verdade, não podemos
w

estar no ponto de ótimo. Por exemplo, suponha que:
w
w

Neste caso, o valor monetário gasto no capital gera menos resultado do que o
mesmo valor gasto no insumo trabalho.

- “Mas, por que essa situação não é ótima”?

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Vocês entenderam? O que acontece é que, com a redução de custos devido a
diminuição dos salários, a empresa produz ainda mais, o que tem impacto positivo
nas demandas de capital e trabalho. O mesmo pode ser dito com relação a uma
possível elevação do salário de mercado, que geraria um aumento de custos para a

m
empresa como um todo, reduzindo toda a escala de produção e, por consequência,
a demanda por ambos os fatores.

co
Por outro lado, outro efeito decorrente da redução de salários é o efeito substituição.

il.
Este efeito faz com que a empresa repense a alocação ótima de recursos de
trabalho e capital. Veja, a redução salarial implica em uma redução da demanda por

as
capital, haja vista o trabalho ter se tornado relativamente mais barato que o capital.
Portanto, o efeito substituição incentiva a empresa a alterar o mix de insumos
utilizados, substituindo capital por trabalho. br
o-
Perceba que ambos os efeitos tem o mesmo sentido: de aumentar a demanda
por trabalho em decorrência de uma redução salarial.
rs
cu

Faça um exercício mental que você vai perceber que esta conclusão também é
válida para o caso de uma elevação no salário de mercado: ambos os efeitos –
on

escala e substituição - terão o mesmo sentido, de reduzir a demanda por trabalho.

Mas, atenção a um ponto pessoal! É isso aí, o que vai acontecer com a quantidade
.c

demandada de capital não é sempre igual! Isso depende se o capital e o trabalho
w

são, em algum grau, substitutos ou complementares. No caso que descrevemos
acima, o trabalho é, em algum grau, substituto, do capital, por isso a redução no
w

salário de equilíbrio fez com que a empresa “trocasse” capital por trabalho. Em
outras palavras, por serem substitutos, o efeito substituição é superior ao efeito
w

escala, resultando em redução na demanda por capital.

Se ambos forem complementares não haverá como o efeito substituição (não há
efeito substituição) reduzir a demanda por capital, dado que o aumento da demanda
por trabalhadores necessitará ser acompanhada por aumento na quantidade de
capital, para que haja impacto na quantidade produzida. Assim, o aumento na

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demanda de trabalho será acompanhado por aumento na demanda de capital
(efeito escala domina).

-”Mas professor, como eu vou saber a intensidade pela qual uma empresa substitui
um fator por outro?”

m
Boa pergunta, querido aluno e futuro AFT! Uma forma de medir o efeito substituição

co
é a partir de um velho conhecido nosso: a elasticidade. No caso, iremos nos utilizar
do conceito de elasticidade de substituição ( ). Essa é dada por:

il.
as
br
Opa! O que você está medindo com isso? Bom, é a mesma coisa que uma
o-
elasticidade padrão que vimos lá na aula 00. Só que nesse caso, estamos medindo
a variação percentual na relação capital/trabalho em decorrência de outra variação
rs

na relação salário/juros. Portanto, em termos leigos, estamos visualizando qual é a
alteração percentual no mix de fatores de produção em virtude de uma variação de
cu

um ponto percentual na relação salário/juros. Ou seja, medindo o efeito substituição!
on

Além disso, podemos utilizar o conceito de elasticidade para entender se dois
fatores de produção são substitutos ou complementares entre si no processo
.c

produtivo. Este é o conceito de elasticidade cruzada e é dado por:
w
w

Esta é a versão da elasticidade cruzada para averiguar a variação na quantidade
demandada de capital em decorrência de uma variação de 1% no salário de
w

mercado.

Neste caso, se esta elasticidade cruzada for positiva, os bens são, em algum grau,
substitutos entre si no processo produtivo, pois um aumento (redução) do salário
implica em maior (menor) quantidade demandada de capital. Por outro lado, com

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base nas mesmas conclusões, se esta for negativa, os bens serão complementares
entre si!

Perceba que outra versão da elasticidade cruzada também poderia ser:

m
Esta tem as mesmas propriedades da função acima explicada.

co
il.
5. As regras de Marshall da demanda derivada

as
Bom, para finalizar, vamos para um assunto mais “light”. Nós já entendemos de

br
onde vem a demanda por trabalho e quais os efeitos de eventos externos sobre a
mesma, tanto no curto quanto no longo prazo. Então agora vamos discutir as
o-
famosas regras de Marshall para demandas derivadas, que se tratam de demandas
que advém de outras demandas, tal como a demanda por trabalho, que deriva da
rs

procura pelo produto final da empresa (ou seja, essa demanda não depende só de
si mesma, mas “deriva” de outra demanda, a dos produtos finais).
cu

Segundo o autor, alguns fatores fazem com que uma determinada demanda
on

derivada seja sempre mais elástica. Estes são:

1. A demanda por trabalho é mais elástica quanto maior a elasticidade de
.c

substituição
w

Isso é meio óbvio. Quanto mais fácil for substituir trabalho por capital, maior será a
w

elasticidade de demanda por trabalho.
w

2. A demanda por trabalho é mais elástica quanto maior a elasticidade da demanda
pelo produto final

Se a demanda pelo produto final for muito elástica, possíveis repasses de um
aumento salarial para o preço do produto implicarão em grande queda na demanda

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w
w
.c
on
cu
rs
o-
br
as
il.
co
m
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Exercício 6

(AFT/MTE – ESAF/2006) Suponha uma economia em que as firmas estão
inseridas num contexto de competição perfeita tanto no mercado do bem final

m
quanto no mercado de fatores de produção. Suponha também que, em uma
determinada indústria, são empregados apenas capital e trabalho para

co
produzir um bem final. Segundo o que é conhecido na literatura como regras
de Marshall da demanda derivada, ligadas à demanda por trabalho, é correto

il.
afirmar que:
a) a demanda por trabalho da indústria será mais elástica quanto menor for a

as
elasticidade-preço da demanda do bem final.
b) a demanda por trabalho da indústria será mais elástica quanto maior for a

br
elasticidade de substituição entre o trabalho e o capital.
c) a demanda por trabalho da indústria será mais elástica quanto menor for a
o-
participação do trabalho nos custos totais.
d) a demanda por trabalho da indústria será mais elástica quanto menor for a
rs

elasticidade da oferta do capital.
cu

e) a demanda por trabalho da indústria será mais elástica quanto menor for a
elasticidade-renda da demanda do bem final.
on

Resolução
.c

Pessoal, esta aí é só dar uma lidinha com calma nas regras de Marshall que eu ditei
w

acima. Alternativa (b), pois, quanto mais fácil substituir o trabalho por outros fatores,
maior será a elasticidade de sua demanda.
w
w

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Exercício 7

(AFT/MTE – ESAF/2003) No longo prazo a demanda por trabalho é mais
elástica em relação ao salário do que no curto prazo. Isso é verdade porque,

m
em longo prazo, quando o salário sobe:
a) a empresa contratará mais mão-de-obra.

co
b) a empresa terá lucro zero.
c) a empresa adquirirá mais capital

il.
d) a empresa pode estabelecer o preço dos produtos.
e) a empresa terá lucro maior do que zero.

as
Resolução

br
Este é o próprio item 4 das regras de Marshall. No longo prazo, a empresa terá
o-
possibilidade de substituir trabalho por capital, o que é impossível no curto prazo,
tornando a demanda por trabalho mais elástica no longo prazo. Alternativa (c).
rs
cu

Exercício 8

(EPPGG/MPOG – ESAF/2003) Com base no conceito de elasticidade-cruzada
on

da demanda, é correto afirmar que:
a) os bens A e B são inferiores se a elasticidade cruzada da demanda do bem
.c

A em relação ao bem B é negativa.
w

b) os bens A e B são complementares se a elasticidade-cruzada da demanda
do bem A em relação ao bem B é positiva.
w

c) os bens A e B são normais ou superiores se a elasticidade-cruzada da
w

demanda do bem A em relação ao bem B é positiva.
d) os bens A e B são substitutos se a elasticidade cruzada da demanda do
bem A em relação ao bem B é positiva.
e) os bens A e B são substitutos se a elasticidade cruzada da demanda do
bem A em relação ao bem B é zero.

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Resolução

Se a elasticidade da demanda cruzada entre dois bens é positiva os bens são
substitutos. Alternativa (d).

m
Exercício 9

co
(FUNCAB – 2013) Certo produto tem suas escalas de oferta e demanda

il.
representadas, respectivamente, pelas equações =1000 + 28p e = 1315 –
42p, sendo , a quantidade ofertada, , a quantidade demandada e p, o

as
preço. Seu preço de equilíbrio e a quantidade de equilíbrio, no mercado em
que atua são, respectivamente:
A) R$ 4,50 e 315 unidades.
B) R$ 22,50 e 315 unidades.
br
o-
C) R$ 4,50 e 1.126 unidades.
D) R$ 22,50 e 1.126 unidades.
rs

E) R$ 13,50 e 945 unidades.
cu

Resolução
on

Vamos voltar à aula 00. Neste caso:
.c
w

Substituindo na equação de demanda:
w
w

Alternativa (c).

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.c
on
cu
rs
o-
br
as
il.
co
m
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derivada da função b em relação ao emprego; e é a derivada da função b
em relação as instituições do mercado de trabalho.

Acerca dessa economia, julgue os itens que se seguem.

m
co
Exercício 11

il.
Na economia em questão, as firmas conseguirão contratar a quantidade
desejada de trabalhadores, bastando que seja respeitada a condição de o

as
salario real ser maior ou igual à produtividade marginal do trabalho.

Resolução
br
o-
Questão simples de ser resolvida com base nos aspectos teóricos da demanda por
trabalho. Tal como explicado na aula, as empresas contratarão trabalho até o ponto
rs

em que a produtividade marginal do trabalho for igual ao salário real.
cu

Caso o salário real fosse superior à produtividade marginal do trabalho, as
empresas não estarão contratando trabalho de forma ótima do ponto de vista da
on

maximização do lucro.
.c

Item incorreto.
w

(Correios – CESPE\2011\modificada) Julgue as afirmativas.
w
w

Exercício 12

Define-se custo marginal como o acréscimo no custo da empresa necessário
para produzir uma unidade a mais de produto.

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Resolução

Alternativa correta. Esta é a própria definição de custo marginal.

m
Exercício 13

co
A quantidade de bens destinados ao consumo e a alocação de recursos na
economia tem como limitadores a tecnologia disponível e os fatores de

il.
produção, no curto prazo.

as
Resolução

br
Alternativa correta. Pense na nossa aula. Para produzir, os limitadores estão na
nossa função de produção:
o-
rs
cu

Para produzir, o que é necessário ser levado em conta o formato da função de
produção, que é determinado pela tecnologia da empresa, e pela quantidade de
on

fatores de produção disponíveis.

Exercício 14
.c
w

A economia é o estudo de como a sociedade toma suas decisões em relação
aos recursos escassos, decidindo sobre a produção dos bens e a forma de
w

distribuí-los entre o consumo presente ou futuro.
w

Resolução

Esta questão é um pouco mais genérica dos conceitos relacionados à economia,
mas está correta! O objetivo da ciência econômica é analisar como podemos
encontrar a “melhor escolha possível”, dado que os recursos que possuímos são
escassos.

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Exercício 15

(METRO – FCC\2008) Assumindo que a função de produção seja contínua e

m
que existem apenas dois fatores de produção, segundo a lei dos rendimentos
decrescentes (ou lei das proporções variáveis), é correto afirmar:

co
a) No longo prazo, se as quantidades dos fatores de produção dobrarem, o
aumento da produção será menor que 100%.

il.
b) A produtividade média do fator de produção variável começa a diminuir
quando sua produtividade marginal passa a ser decrescente.

as
c) A produção atinge um máximo quando a produtividade marginal do fator de
produção variável for igual a zero.

br
d) A produtividade marginal do fator de produção variável é continuamente
decrescente.
o-
e) A produtividade média do fator de produção variável é inicialmente
decrescente, atinge um máximo e depois tende a aumentar.
rs
cu

Resolução
on

Questão difícil. Vamos uma por uma.

a) As informações não nos permitem concluir isso.
.c

b) A produtividade média do fator começa a diminuir quando o produto marginal
w

se torna inferior à mesma e não necessariamente decrescente. Pode haver
um intervalo no qual o mesmo ainda seja superior à produtividade média,
w

mas esteja decrescendo.
w

c) Perfeito. Quando a produtividade marginal iguala à zero, isso quer dizer que
os próximos acréscimos serão decrescentes, de forma a reduzir a produção.
Então, até este ponto, todo acréscimo de fator de produção terá impacto
positivo sobre a produção.
d) Errado, podem existir faixas crescentes.
e) Errado, não segue tal padrão.

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Questões propostas

Exercício 1

m
(AFT/MTE – ESAF/1998) Considerando o modelo neoclássico sobre o mercado

co
de trabalho, podemos afirmar que
a) a hipótese que faz com que a curva de demanda seja negativamente

il.
inclinada é a de rendimentos constantes de escalas.
b) a curva de demanda por trabalho é idêntica à curva que relaciona um

as
determinado nível de emprego à sua produtividade média.
c) a demanda por trabalho relaciona salário nominal e nível de emprego, ao

br
passo que, na construção da oferta, o salário relevante é o real.
d) o fato de a curva de demanda por trabalho ser negativamente inclinada
o-
depende da hipótese de rendimentos marginais decrescentes.
e) se os rendimentos de escala são decrescentes, a curva de demanda é
rs

necessariamente horizontal
cu
on

Exercício 2

(AFT/MTE – ESAF/2003) Suponha que a produtividade marginal do trabalho
.c

pode ser expressa pela seguinte função: 10/L, onde L é a quantidade de mão-
w

de-obra. Se a empresa vende sua produção em um mercado competitivo a um
preço de $8, quanta mão-de-obra contratará a empresa se o salário for de $5
w

por unidade de mão-de obra?
w

a) 16 unidades de mão-de-obra.
b) 4 unidades de mão-de-obra.
c) 6,25 unidades de mão-de-obra.
d) 10 unidades de mão-de-obra.
e) 8 unidades de mão-de-obra.

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Exercício 3

(Cespe) Uma empresa vai contratar unidades adicionais de trabalho,

m
enquanto:
a) a produtividade marginal do trabalho for maior do que o salário nominal.

co
b) o valor da produtividade marginal do trabalho for maior do que o salário
nominal.

il.
c) o salário real for maior do que a produtividade marginal do trabalho.
d) o salário nominal for maior do que o valor da produtividade marginal do

as
trabalho.
e) o custo marginal superar a receita marginal.

br
o-

(EBSERH modificada - 2013) Com relação a uma curva de demanda por
rs

trabalho, julgue os itens a seguir.
cu

Exercício 4
on

Um aumento no preço do produto ofertado pela empresa deslocará a curva de
demanda por trabalho para a direita.
.c
w

Exercício 5
w
w

Uma elevação no preço ($) do fator de produção trabalho deslocará a curva de
demanda por este fator para a esquerda.

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Exercício 6

(AFT/MTE – ESAF/2006) Suponha uma economia em que as firmas estão
inseridas num contexto de competição perfeita tanto no mercado do bem final

m
quanto no mercado de fatores de produção. Suponha também que, em uma
determinada indústria, são empregados apenas capital e trabalho para

co
produzir um bem final. Segundo o que é conhecido na literatura como regras
de Marshall da demanda derivada, ligadas à demanda por trabalho, é correto

il.
afirmar que:
a) a demanda por trabalho da indústria será mais elástica quanto menor for a

as
elasticidade-preço da demanda do bem final.
b) a demanda por trabalho da indústria será mais elástica quanto maior for a

br
elasticidade de substituição entre o trabalho e o capital.
c) a demanda por trabalho da indústria será mais elástica quanto menor for a
o-
participação do trabalho nos custos totais.
d) a demanda por trabalho da indústria será mais elástica quanto menor for a
rs

elasticidade da oferta do capital.
cu

e) a demanda por trabalho da indústria será mais elástica quanto menor for a
elasticidade-renda da demanda do bem final.
on

Exercício 7
.c
w

(AFT/MTE – ESAF/2003) No longo prazo a demanda por trabalho é mais
elástica em relação ao salário do que no curto prazo. Isso é verdade porque,
w

em longo prazo, quando o salário sobe:
w

a) a empresa contratará mais mão-de-obra.
b) a empresa terá lucro zero.
c) a empresa adquirirá mais capital
d) a empresa pode estabelecer o preço dos produtos.
e) a empresa terá lucro maior do que zero.

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Exercício 8

(EPPGG/MPOG – ESAF/2003) Com base no conceito de elasticidade-cruzada
da demanda, é correto afirmar que:

m
a) os bens A e B são inferiores se a elasticidade cruzada da demanda do bem
A em relação ao bem B é negativa.

co
b) os bens A e B são complementares se a elasticidade-cruzada da demanda
do bem A em relação ao bem B é positiva.

il.
c) os bens A e B são normais ou superiores se a elasticidade-cruzada da
demanda do bem A em relação ao bem B é positiva.

as
d) os bens A e B são substitutos se a elasticidade cruzada da demanda do
bem A em relação ao bem B é positiva.

br
e) os bens A e B são substitutos se a elasticidade cruzada da demanda do
bem A em relação ao bem B é zero.
o-
rs

Exercício 9
cu

(FUNCAB 2013) Certo produto tem suas escalas de oferta e demanda
= 1315 –
on

representadas, respectivamente, pelas equações =1000 + 28p e
42p, sendo , a quantidade ofertada, , a quantidade demandada e p, o
preço. Seu preço de equilíbrio e a quantidade de equilíbrio, no mercado em
.c

que atua são, respectivamente:
w

A) R$ 4,50 e 315 unidades.
B) R$ 22,50 e 315 unidades.
w

C) R$ 4,50 e 1.126 unidades.
w

D) R$ 22,50 e 1.126 unidades.
E) R$ 13,50 e 945 unidades.

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.c
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o-
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as
il.
co
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Acerca dessa economia, julgue os itens que se seguem.

Exercício 11

m
Na economia em questão, as firmas conseguirão contratar a quantidade
desejada de trabalhadores, bastando que seja respeitada a condição de o

co
salario real ser maior ou igual à produtividade marginal do trabalho.

il.
(Correios – CESPE\2011\modificada) Julgue as afirmativas.

as
Exercício 12

br
Define-se custo marginal como o acréscimo no custo da empresa necessário
o-
para produzir uma unidade a mais de produto.
rs
cu

Exercício 13
on

A quantidade de bens destinados ao consumo e a alocação de recursos na
economia tem como limitadores a tecnologia disponível e os fatores de
produção, no curto prazo.
.c
w

Exercício 14
w
w

A economia é o estudo de como a sociedade toma suas decisões em relação
aos recursos escassos, decidindo sobre a produção dos bens e a forma de
distribuí-los entre o consumo presente ou futuro.

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Exercício 15

(METRO – FCC\2008) Assumindo que a função de produção seja contínua e

m
que existem apenas dois fatores de produção, segundo a lei dos rendimentos
decrescentes (ou lei das proporções variáveis), é correto afirmar:

co
a) No longo prazo, se as quantidades dos fatores de produção dobrarem, o
aumento da produção será menor que 100%.

il.
b) A produtividade média do fator de produção variável começa a diminuir
quando sua produtividade marginal passa a ser decrescente.

as
c) A produção atinge um máximo quando a produtividade marginal do fator de
produção variável for igual a zero.

br
d) A produtividade marginal do fator de produção variável é continuamente
decrescente.
o-
e) A produtividade média do fator de produção variável é inicialmente
decrescente, atinge um máximo e depois tende a aumentar.
rs
cu
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.c
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1–d

m
2–a

co
3–b
4–V

il.
5–F
6–b

as
7–c
8–d
9–c
10 – V
br
o-
11 – F
12 – V
rs

13 – V
14 – V
cu

15 - c
on
.c
w
w

Beleza pessoal! Hoje eu maneirei nos exercícios porque a aula foi tensa! Estudem
w

bem a teoria e mandem dúvidas! O edital está aí, esqueça um pouco da vida!

Um abraço
jeronymo@estrategiaconcursos.com.br

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