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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

FACULDADE DE DIREITO
PROGRAMA DE GRADUAÇÃO

ANTONIO BEZERRA
EDNALVA TELES
NATANAEL NOGÁ

A EDUCAÇÃO INCLUSIVA DO AUTISTA NO MUNICÍPIO DE SALVADOR: UMA
ANÁLISE DE CONFORMIDADE AO DIREITO EDUCACIONAL BRASILEIRO

Salvador - BA
2017

Também foram consultados bancos de dados de teses e dissertações. Este trabalho investiga a correspondência entre as normas que regulam essa matéria e as políticas públicas implantadas nos órgãos de referência do Município de Salvador que procuram garanti-las. que tenham a educação como finalidade. O presente artigo tem como objetivo a educação inclusiva dos autistas no Município de Salvador a partir de uma reflexão de conformidade ao Direito Educacional Brasileiro. atuando no Município de Salvador. Palavras-chave: direito educacional. . O artigo inicialmente foi produzido mediante pesquisa em materiais disponíveis na rede mundial de computadores para o entendimento básico sobre os Transtornos do Espectro Autista (TEA) e a partir desse entendimento foi refinada. visando também apontar. O direito brasileiro conta atualmente com um vasto suporte legal do direito à educação da criança. INTRODUÇÃO O direito à educação inclusiva das pessoas com necessidades especiais é previsto na Constituição Federal de 1988 e regulado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação. a busca. ou não. autismo. 1 A EDUCAÇÃO INCLUSIVA DO AUTISTA NO MUNICÍPIO DE SALVADOR: UMA ANÁLISE DE CONFORMIDADE AO DIREITO EDUCACIONAL BRASILEIRO RESUMO O presente artigo pretende refletir acerca da educação inclusiva dos autistas no Município de Salvador a partir de uma análise a respeito da adequação ao Direito Educacional Brasileiro. além de outros diplomas legais que serão posteriormente postos em discussão. Foi realizada uma entrevista com uma professora do Centro de Atendimento Educacional Especializado Pestalozzi da Bahia (CAEEPB). Não menos acontece quando se trata da educação de pessoas com deficiência. 1. educação inclusiva. quais avanços e retrocessos possam ser identificados nesse processo. para sítios de Órgãos Estatais. através da revisão de literatura.

. assim.1 Porém a redação constitucional atual dá uma atenção privilegiada à educação. a saúde é tratada em cerca de nove dispositivos constitucionais. sendo icônica não somente para a educação como também para vários outros direitos positivos - aqueles que demandam ação Estatal e não somente abstenção. o Brasil confere à educação o patamar de direito social. não faltam também as críticas ao seu texto nesse mesmo ponto. 138. em quatro”. Embora vista dessa forma. (. A Constituição de 1934 certamente é um marco na evolução dos Direitos Fundamentais no Brasil.146 de 6 de julho de 2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência). A igualdade material no acesso à educação não seria alcançada quando algo como a educação eugênica é uma meta expressa daquele texto constitucional. b) da Constituição de 1934 estabelece como meta concorrente da União.. Tendo como base a Constituição Federal de 1988. assumindo o dever de empreendê-la. que se iniciará com a possibilidade de diagnóstico e primeiras manifestações da Síndrome e prosseguirá fazendo um paralelo da evolução do autista com o ensino municipal regular tratando. Segundo Nina Ranieri: “A Constituição Federal de 1988 trata diretamente do direito à educação em cerca de trinta artigos. (sobre o tema Nina Ranieri . a previdência social em oito e a assistência social. a lei nº 9. a lei nº 13. bem como dos instrumentos postos a seu dispor para garantir sua permanência e desenvolvimento na escola e no lar. 2 Tal esforço será empreendido através de uma cronologia.O regime jurídico do direito à educação na Constituição Brasileira de 1988).1. 1 O art. Estados e Municípios estimular a educação eugênica. BREVE HISTÓRICO DO TRATAMENTO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA Desde muito. 1.394 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) entre outros instrumentos normativos. do acesso e dos níveis de educação galgados por tais sujeitos.) Para que se tenha uma ideia dessa proporção. .

§ 4 da Emenda Constitucional nº 1 de 1969: “Lei especial disporá sobre a assistência à maternidade. 5 A Emenda n. 7 No Capítulo III. já contava com previsão normativa acerca da assistência educacional aos necessitados. Mais 33 Leis Federais e 19 decretos: desde a lei nº 4. 4 Também a Emenda à constituição de 1967 em seu art. da cultura e do desporto” há uma seção específica para a disciplina da educação. .planalto. (Mattos.3 Em nossa legislação no que diz respeito aos direitos das pessoas que possuem algum tipo de necessidades especiais.: 175.gov. 2003. É assegurado aos deficientes a melhoria de sua condição social e econômica especialmente mediante: I . 5º da Constituição da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo. demonstrando o avanço na percepção do legislador constituinte. § 4º. à infância e à adolescência e sobre a educação de excepcionais”.169/1962. 5 Art. p. traz similar e vaga referência ao que concordamos chamar de previsão voltada à pessoa com deficiência. 6 A Constituição de 1988 estabeleceu tratamento específico ao tema. além de fixar competência dos entes também. dedicando um espaço jamais ocupado pela educação nos textos constitucionais anteriores. Contando o bloco de constitucionalidade 2 com: a Carta Magna e a adequação conforme o procedimento do § 3º do art. inclusive trata essa modalidade educacional como instrumento para melhoria condição social e econômica do “deficiente”. intitulado “Da educação. apud LIBÂNEO. 12 à Constituição de 1967 usa termo mais preciso ao falar em “educação especial e gratuita”. 6 “Artigo único.educação especial e gratuita”. deveres Estado. da oportunidade de acesso à educação. tais como a (ONU) e a Conferência Mundial sobre Necessidades Especiais.7 2 “Um bloco formado pela Constituição formal mais os princípios superiores definidos como direito supralegal (princípios implícitos positivados ou não positivados na Constituição) (Dirley Junior. no que tange aos seus princípios reitores. direitos subjetivos. que oficializa as convenções Braille para uso na escrita e leitura dos cegos e o Código de Contrações e Abreviaturas Braille até o recente Estatuto da Pessoa com Deficiência (lei nº 13. 172. 175. 35) A constituição Federal de 1946. a igualdade de direitos tem como base organismos internacionais. 3 No que se refere à inclusão de pessoas com deficiência há diversos diplomas nacionais e internacionais que são vigentes no ordenamento pátrio. 2012) 3 Disponível em 15/03/2017 em http://www4. 4 Art.br/ipcd/assuntos/legislacao.146/2015). parágrafo único: “Cada sistema de ensino terá obrigatoriamente serviços de assistência educacional que assegurem aos alunos necessitados condições de eficiência escolar”. precisamente.

Artigo 3º. a antiga Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (nº 4. transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação8 (Redação dada pela Lei nº 12.764 de dezembro de 2012. 4 Diante da necessidade de uma lei de diretrizes educacionais que privilegiasse os princípios e normas que emanam da nova Lei Maior. modalidade voltada para educandos com deficiência. adotando medidas que maximizem o desenvolvimento individual e coletivo através de ofertas de acesso e permanência destes estudantes com profissionais qualificados. da família e todo a comunidade escolar garantir um ensino de qualidade à pessoa com deficiência. traz no Título V .796. Visando um sistema educacional inclusivo. Trataremos mais sobre a LDB no desenvolvimento deste artigo.394/96. Nossa LDB. 58. projeto político pedagógico institucionalizado para o atendimento especializado.Dos Níveis e das Modalidades de Educação e Ensino . de 2013). O decreto lei n° 6. O Estatuto da pessoa com deficiência no seu capítulo IV fala sobre direito educação em seus artigos 27 e 28 dispõe que a educação é um direito da pessoa com deficiência assegurado em todos os níveis de ensino ao longo da vida.764/2012 que em seu art. 9 “A Lei 12. do referido diploma. 1º parágrafo 2 a qual institui a política nacional de proteção dos direitos dessas pessoas estabelecendo diretrizes para sua consecução. enfatiza que somente a pessoa que apresenta este transtorno tem direito ao acompanhante especializado” . a atual (LDB) lei 9.um capítulo dedicado à Educação Especial.024/61) foi revogada pelo diploma vigente. que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. parágrafo único. O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou improcedente uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 5. Sendo dever do Estado.949/2009 reforça a execução e o cumprimento da Convenção internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência considerando que os tratados e convenções internacionais que fala sobre direitos humanos são consideradas normas legais. 9 As pessoas com transtorno de espectro autista são consideradas pessoas com deficiência as quais possuem direitos e obrigações previstos na Convenção Internacional sobre os direitos da pessoa com deficiência e legislações relacionadas às pessoas com deficiência como a lei nº 12.357) ajuizada pela Confederação Nacional dos 8 Art.

. No entanto. 1. entretanto.146/2015). a qual contou com a presença de vários amicus curiae que enriqueceram brilhantemente o debate sobre a educação da pessoa com deficiência. psicologia e neurologia. CONCEITO DE AUTISMO NAS DIVERSAS ÁREAS DO CONHECIMENTO O autismo foi inicialmente estudado pelo psiquiatra pediátrico Leo Kanner na década de 1940. que estabelece a obrigatoriedade das escolas privadas em promoverem a inserção de pessoas com deficiência no ensino regular e a proibição de qualquer cobrança de valor adicional nas mensalidades. a partir já da definição inicial se verifica que o problema que até aquele momento era estudado pela psiquiatria abrangia uma grande variedade de áreas do conhecimento sobre as quais os profissionais da psiquiatria não poderiam dar uma solução a contento. O comprometimento da imaginação e o comportamento e interesses repetitivos tem um tratamento predominantemente de profissionais da psiquiatria. foi declarada a constitucionalidade das normas da Lei Brasileira de Inclusão (lei 13. Este fato. Na oportunidade. adotando atualmente a nomenclatura de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em que ao transtorno trazido pela definição de Kanner são acrescentadas no conceito determinadas “incapacidades” características do autista. 2009.2. SANTOS. p.8) e a “dificuldade na comunicação verbal e não verbal” (GIKOVATE. estudo ainda hoje importante e que inspira definições como a que diz que “O transtorno autista consiste na presença de um desenvolvimento comprometido ou acentuadamente anormal da interação social e da comunicação e um repertório muito restrito de atividades e interesses”. 2009. p. A “falha na interação social recíproca” (GIKOVATE.8) são outros exemplos que demonstram insuficiência do conceito de autismo devido a sua grande complexidade e multidisciplinaridade. não significa que estes quadros não possam ser tratados por profissionais da educação como pedagogos. (SOUSA. p. 5 Estabelecimentos de Ensino. 05) A psiquiatria durante o século XX deu variadas nuances ao conceito a partir de diversos estudos. anuidades e matrículas.

interação insuficiente com os filhos e stress intenso houve o seu desencadeamento. TEORIAS SOBRE A NATUREZA DO AUTISMO Conforme Maurício Requião: Utiliza-se o termo transtorno mental para se referir à existência de uma doença ou síndrome que de alguma maneira faça com que o sujeito possua padrão psíquico que se afaste daquele considerado normal. Psicológicas. portanto. Esta teoria foi suplantada por teorias posteriores. Afetivas e Cognitivas.150) A etiologia .1. Pg. As Teorias Psicogenéticas afirmam que o autista tinha o seu desenvolvimento e as suas potencialidades iguais às da maioria das crianças. (REQUIÃO 2016. suas características e a sua classificação a diversas origens. Mais recentemente tem se convencionado a fazer o estudo e o diagnóstico do autismo de maneira multifatorial utilizando-se das diversas teorias que foram construídas para explicar as suas manifestações. é externa ao direito. A maioria dos estudos atribui o autismo a causas biológicas. A caracterização do que pode ser considerado transtorno mental.2. mas ainda assim há estudos que afirmam encontrar sentimento de culpa nos pais da criança autista. embora existam estudos que dizem “não existirem danos físicos no sistema nervoso central” e atribuem o autismo a fatores genéticos e ambientais. É uma categoria que encontra suas bases na medicina. atualmente mais aceita do que a Psicogenética e que atribui o autismo a “lesões no sistema nervoso que repercutem alterações no desenvolvimento de .estudo das causas e origem . Dentre as teorias existentes podem ser citadas as Teorias Psicogênicas.do autismo ainda é tema de discussão em diversos estudos que associam o seu aparecimento. 1. Uma outra corrente teórica que merece ser citada é a Biológica. como por exemplo. 6 Tão importante quanto o conceito científico é a sua inter-relação com o direito. Biológicas. mas especialmente na psiquiatria e psicopatologia. e que devido a determinados estímulos familiares ou ambientais. o qual determina que através de avaliação realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar e sendo constatado o “impedimento de longo prazo de natureza mental. embora seja por ele utilizada para delimitar algumas das situações de incapacidade. intelectual ou sensorial considerará o indivíduo com Transtorno do Espectro Autista (TEA) como “pessoa com deficiência”.

038/2013 traz o autismo apartado do conceito de deficiência. Há quem chame as três áreas afetadas de “tríade autista”: socialização. Apesar da grande complexidade do tratamento da ciência sobre o tema e das discussões sobre a natureza da síndrome o direito no Brasil já conferia ao autista tutelas gerais das pessoas com deficiência. 10 No Município de Salvador a resolução CME Nº. sendo incluso. "Autismo: compreendendo para melhor incluir. 2009) 10 Sobre o tema. como categoria tratada separadamente. Este entendimento foi consolidado com a recente edição do Estatuto da Pessoa com Deficiência que trouxe um alargamento do conceito de pessoa com deficiência.” (FÉLIX DIAS. “O diagnóstico do autismo baseia-se na observação do comportamento. Segundo as normas da Associação Americana de Psiquiatria. Desse modo. comunicação e comportamentos focalizados e repetitivos. um do grupo 2 e um do grupo 3. ver Gikovate. realizada por equipe que constatará determinado nível de limitação. “na quarta edição do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-IV)”. relacionados com processos mentais superiores”.". para que uma pessoa seja diagnosticada como autista é preciso que a pessoa apresente seis ou mais dos itens a seguir. Baseado em um diagnóstico biopsicossocial. O Município deve atualizar as suas normas e resoluções que tratam da inclusão de pessoas com necessidades especiais para adequar ao novo regramento nacional sobre o tema. . Muitas vezes a simples inserção do autista no conceito de pessoa com deficiência pode resultar em um desfavor para o sujeito. O que fica evidente é que o tratamento do autista na sociedade e a consequente relação devem se dar de forma interdisciplinar. o autismo é estudado por uma gama muito grande de áreas do conhecimento e ainda não se chegou a uma conclusão clara sobre a sua origem. com pelo menos dois do grupo 1. Esta forma de enxergar a pessoa com autismo vai ao encontro do que foi produzido de conhecimento científico sobre o tema. 7 sistemas cerebrais específicos. conjuntamente com outros transtornos. O debate é de notável importância por repercutir invariavelmente no regime jurídico aplicado nos casos onde o autista pleiteia perante o poder público. e não em exames clínicos. Carla Gruber.

É no âmbito municipal também que funcionam as diversas entidades com fins assistenciais que atuam conjuntamente. No entanto. paradigma que tentamos paulatinamente superar. ao levar para a sua incumbência deveres que constitucionalmente (Art. parece que se está longe de um consenso. Bem ressalta Theresinha Miranda (2008): “A inclusão educacional é um tema complexo e bastante discutido. § único) deu à comunidade escolar um novo relevo. DESENVOLVIMENTO Apesar da colaboração dos sistemas de ensino ser obrigatória segundo a LDB (Art. Além de dar grande relevância à comunidade escolar na formação da pessoa com deficiência o estatuto muda o que pode ser considerada uma ordem de responsabilidades existentes na constituição. Algumas pessoas acreditam que a simples inserção do aluno com deficiência e/ou necessidades educacionais especiais . apenas incluindo o autista em uma instituição. 211). 27. A assistência pedagógica. Mas não somente nisso se resume o direito subjetivo desses educandos pois a educação escolar é apenas uma parte do conjunto.NEE na escola regular já se configura em inclusão. ainda é apenas uma concreção do princípio da igualdade formal. entendida como o conjunto de atividades auxiliares e complementares à educação escolar realizadas por todos os sujeitos que têm o . 8 Promover a igualdade. 227. onde pode ser enxergado o funcionamento real das políticas públicas. caput) são da família. em um sistema regular de ensino. como ente federado executor de grande parte das políticas educacionais. é no Município. a inclusão não se resume a matrícula na escola” 2. mesmo naquela que prestigie a Educação Especial de pessoas com deficiência. de forma a promover sua aprendizagem e desenvolvimento pessoal. sociedade e Estado. ou não. com o poder público. outros postulam que. A inclusão escolar das pessoas com autismo deveria buscar perceber e atender estes cidadãos com necessidades educacionais especiais em salas de aulas comuns. O Estatuto da Pessoa com Deficiência (Art.

98 estudantes.ba. tanto de estudantes matriculados na Rede Regular de 11 Números da Secretaria Municipal de Educação. 54 do ECA é obrigação do Estado garantir Atendimento Educacional Especializado12 (AEE) às pessoas com deficiência preferencialmente na rede regular de ensino. 12 Esse atendimento refere-se ao que é necessariamente diferente da educação em escolas comuns e que é necessário para melhor atender às especificidades dos alunos com deficiência. De acordo com o art. 9 dever constitucional de educar. * Devem-se evitar as escolas excessivamente ruidosas e despersonalizadas. Acesso em 22/03/2016. 11 Sendo a imensa maioria (424 estudantes) inclusa no nível Fundamental I. * É importante haver recursos complementares. * É muito importante fornecer pistas (informações) aos colegas da criança com autismo para compreender e apoiar suas aprendizagens e relações.gov. 249) para uma educação regular mais eficaz: “* São preferíveis as escolas de pequeno porte.salvador. o Centro de Atendimento Educacional Especializado Pestalozzi da Bahia (CAEEPB) integra a Rede Pública de Educação Básica do Estado da Bahia e realiza assistência psicopedagógico para auxiliar no desenvolvimento. Brasília – 2006 MEC/SEESP) . Nesse sentido. p. (Educação Inclusiva: Atendimento Educacional Especializado para a Deficiência Mental. * São preferíveis as escolas estruturadas com estilos didáticos diretivos e formas de organização que tornem previsível a jornada escolar. sendo assim toda criança e adolescente têm direito à educação para garantir seu pleno desenvolvimento como pessoa. * É imprescindível um compromisso efetivo do conjunto dos professores e dos professores concretos que atendem o aluno com autismo.educacao. Na Educação Infantil. com poucos alunos e que não exijam interações de grande complexidade social. Disponível em http://sistemas.br/relatorios/inicio/view/152_348. professores especializados. Alguns pontos são destacados por Theresinha Guimarães apud Rivièri (2004. preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. ” Salvador conta com 558 estudantes classificados na categoria de deficiência chamada autismo infantil. é tão necessária ao desenvolvimento da pessoa com autismo quanto a educação regular.

de modo a garantir-lhes o desenvolvimento de suas potencialidades. palestras. de profissionais com pouca qualificação para atender este público. servindo aquela principalmente para ajudar o estudante com necessidades especiais a se desenvolver nesta. não sendo substitutiva da escolarização comum. sem limite de idade. Segundo a mesma. formação continuada para professores da rede estadual. que deverá ter formação inicial e continuada (Art.duas vezes por semana. 10 Ensino. os pais que têm filhos matriculados na instituição se queixam da falta de estrutura adequada de algumas escolas do município de Salvador. além de realizar seminários. aconselhamento e capacitação de famílias. destinada aos alunos com necessidades educacionais especiais. embora isso não impeça a atuação do profissional da comunidade escolar. .13 Mediante entrevista realizada no Centro de Atendimento Educacional Especializado Pestalozzi da Bahia (CAEEPB). etapas e modalidades da Educação Básica e Superior. Ressalte-se que a Educação Especial não substitui a Educação Comum (Ensino Regular). os quais recebem Atendimento Educacional Especializado (AEE) . 1º da Resolução n. há alunos com 45 anos). Possui 263 alunos matriculados em diferentes faixas etárias (a partir de 2 anos e meio. que prevê ser este documento dado por equipe multidisciplinar (Art. 13 Art. assim que verificado determinado quadro de limitações. durante 45 minutos.é feito um planejamento pedagógico individual . a professora Eucenir Ramos Noronha prestou informações elucidativas com relação a educação inclusiva dos autistas no município de Salvador. 28 X EPD) em práticas pedagógicas inclusivas e assim sendo conhecedor das limitações da pessoa com deficiência. dentre outros problemas frequentes. o acesso ao conhecimento e o pleno exercício da cidadania. A assistência pedagógica realizada pelo CAEEPB tem como requisito procedimental o diagnóstico da deficiência. 022/2010 do CME: Entende-se por Educação Especial a modalidade de ensino que perpassa todos os níveis. acolhimentos. chamar a família para que encaminhe a pessoa a um profissional qualificado para uma avaliação profissional. nos moldes do Estatuto da Pessoa com Deficiência (EPD). 4° § 1°). das dificuldades de matricular seus filhos na Rede Regular de Ensino. permanentes ou transitórias. possa. como também os que não se encontram vinculados ao ensino regular. municipal (preferencialmente) e privada.

Sobre a avaliação psicopedagógica: “Devem-se considerar as severas deficiências de interação. ou ser mais sensível a estimulação tátil do que verbal. esta realidade ainda não se faz presente como deveria na Rede Municipal de Ensino. Para possibilitar a sua atuação no atendimento educacional especializado aprofundando o caráter interativo e interdisciplinar em sua atuação em sala de aula. O artigo 59 da LDB inciso III. Os instrumentos fornecidos ao profissional da educação para lidar com as pessoas com autismo são cursos de capacitação fornecido pelo governo do Estado da Bahia com o objetivo de qualificar esses profissionais para atuar na rede municipal de ensino para assim reconhecer as necessidades e habilidades do aluno e a partir delas traçar o plano de atendimento individualizado. conhecimentos gerais para o exercício da docência e conhecimentos específicos. comunicação e linguagem e as importantes alterações da atenção e do comportamento que podem apresentar estas crianças. assistência. 2008) A atividade educacional empreendida por esse órgão não é baseada no conteúdo escolar. Bereohff. o professor deve ter como base da sua formação inicial e continuada. com citado. resolve que para atuar na Educação Especial. (Resolução CME Nº. mas muito mais em jogos educativos que estimulem a memória e concentração. o Conselho Municipal de Educação. 038/2013) . por exemplo. prevê que o sistema de ensino deve assegurar aos alunos deficientes educadores com especialização para um atendimento adequado. Antes de se elaborar a programação propriamente dita. Todas as atividades são previstas na avaliação pedagógica e buscam se adequar aos mais diversos perfis porque. Uma criança pode responder mais a estímulos visuais do que auditivos. se possível. conhecer quais canais de comunicação se apresentam mais receptivos a uma estimulação. trabalho e outras. além de várias complicações motoras. Além disso. não raro. Em verdade. como também a locomoção. 11 Só depois de feito o diagnóstico é que o CAEEPB realiza a avaliação psicopedagógica que conduzirá as práticas educacionais para cada novo educando. É básico que a programação psicopedagógica a ser traçada para esta criança esteja centrada em suas necessidades.” (Ana Maria P. o autismo vem acompanhado de Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade. Não obstante. promover a interface com as áreas de saúde. deve-se observar esse aluno para. na resolução nº 022/2010.

orientar e controlar a matrícula dos alunos entre outros. busca-se a igualdade na formação do cidadão. garantir apoio técnico às escolas. No entanto. coordenar e controlar o encaminhamento dos alunos. sempre no contraturno à escola comum. O município de Salvador tem práticas diferenciadas voltadas exclusivamente para as necessidades das pessoas com deficiência. quando for necessário. Tendo como principais objetivos esse convênio desenvolver atividades pedagógicas com os deficientes. Além dos programas citados a prefeitura de Salvador possui serviços de atendimento educacional para a pessoa com deficiência no ambiente hospitalar e também nas residências. as quais são baseadas no conceito de Atendimento Educacional Especializado (AEE): as atividades devem ser desenvolvidas preferencialmente na Sala de Recursos Multifuncionais da própria escola que o aluno está matriculado ou em outra próxima e em Centro de Atendimento Educacional Especializado. que concluirá as etapas escolares regularmente. Quando. que ofereça esse atendimento. II da LDB que prevê a terminalidade específica. atender quando solicitados os alunos matriculados na Rede municipal para avaliação biopsicossocial e atendimento clínico multidisciplinar. 12 No progresso escolar da pessoa com necessidades especiais. (SALVADOR-BA. Conselho Municipal de Educação. Resolução 020/2010) Existem instituições convencionadas à Secretaria Municipal de Educação (SMED) que podem atender os alunos da rede municipal de ensino. 038/2013. em determinados casos isso não será possível e deverá ser adotado o procedimento descrito no Art. A SMED estabelece um convênio técnico para o atendimento Educacional Especializado com instituições filantrópicas. de acordo com a legislação vigente e documentos do MEC que norteiam a Educação Especial na perspectiva inclusiva no país. Este procedimento é descrito em detalhes na resolução CME Nº. não sendo substitutivo ao ensino regular. o currículo privilegiará temas ligados a independência. Entre as principais instituições conveniadas a SMED temos: Associação de Amigos do . neste caso. Sendo que a SMED terá como obrigações principais: designar professores que serão capacitados pelo convênio. entre os artigos 18 e 22. 59. autonomia e funcionalidade das habilidades que serão passadas para propiciar ao deficiente a consciência dos seus direitos e também deveres como cidadão autônomo.

dadas as condições temporais. Instituto Guanabara. como principalmente a comunicação e acolhimento do indivíduo com necessidades especiais. 2016) 3. Isso porque apenas propiciar o acesso do aluno autista à escola não é solução adequada a suprir suas demandas educacionais. De acordo com o que se estabelece. sem fins lucrativos. (SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE SALVADOR. Associação de pais e amigos dos Excepcionais (APAE) é uma instituição filantrópica. que tem a finalidade de prestar assistência integral às pessoas com deficiência intelectual. a permanência e a participação dos alunos nas instituições de ensino. Os . Associação de pais e Amigos com Distúrbios de comportamento (INESPI). a educação especial se processa mediante a prática de ações que promovem o acesso. O objetivo deste trabalho foi a investigação acerca da educação inclusiva dos autistas no Município de Salvador a partir de uma análise pautada no Direito Educacional Brasileiro. Trabalha com a Teoria da modificabilidade cognitiva estrutural de Reuvenforestein. é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). Tais ações demandam planejamento e organização de recursos e serviços com o objetivo de viabilizar não só a acessibilidade arquitetônica. tema assim tão vasto não poderia ser plenamente esgotado no presente artigo. 13 Autista da Bahia (AMA) com Sede em Salvador. Ora. Núcleo de Atendimento à Criança com Paralisia Cerebral (NACPC) é uma entidade sem fins lucrativos que foi inaugurada em março de 2011 com o propósito de oferecer atendimento especializado e gratuito às crianças carentes com paralisia cerebral e suas famílias e o Centro de Atendimento Educacional Especializado (CAEE) Pestalozzi da Bahia. CONCLUSÃO A educação da pessoa com autismo ainda representa um grande desafio para o Município de Salvador. Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos. atende 108 autistas atualmente entre 2 e 28 anos. funciona também como escola de: Educação infantil. A escola como local de convivência diária durante os primeiros anos de vida das pessoas é o local ideal de identificação e correção de qualquer não conformidade no tratamento dado à pessoa com deficiência.

por pesquisadores de pós-graduação stricto sensu). Muitas das solicitações de dados que fizemos à SMED exigiam uma qualificação (recomendação) que não se enquadrava com a especificidade do trabalho (muitos requerimentos deveriam ser feitos. Sobre o levantamento dos alunos com autismo que frequentam a rede regular de ensino foi possível perceber que o número divulgado pela Secretaria Municipal de Educação foi apenas relacionado aos educandos enquadrados na categoria ‘autismo infantil’. a tutela jurisdicional. as estratégias teóricas utilizadas pelo Município parecem favorecer a inclusão dos alunos autistas nas escolas regulares. A inclusão escolar de educandos com espectro autista ainda é um desafio. um olhar mais atento deve ser posto para que esses indivíduos possam ser tutelados conforme o ordenamento jurídico prescreve. houve por parte das entidades municipais verdadeiros impedimentos burocráticos que comprometeram a celeridade e conteúdo. comunitária e filantrópica para garantir um melhor atendimento aos alunos com autismo. o que pode ser considerado um avanço. que vai do Creche ao EJA. Portanto. no mínimo. como Centros de Atendimento Especializados de natureza pública. 14 principais pontos observados referem-se à legislação nacional e às políticas públicas implantadas nos órgãos de ensino do Município de Salvador. . Ademais. Grande apoio oferecido pelo Município é o convênio com entidades. muitas vezes. constando que a grande maioria se encontra matriculada no ensino Fundamental I enquanto nenhuma informação consta acerca de algum estudante com autismo no ensino médio. porém a efetiva aplicação do direito não pode ser completada mediante meros dados quantitativos e qualitativos. questão fundamental para o andamento do trabalho. no processo de pesquisa. Nos reservamos a um recorte jurídico/pedagógico do fenômeno. o que nos leva a perceber o baixo desenvolvimento escolar desses alunos no Município. Porém os dados coletados sugerem pouca participação desses alunos na vida escolar. o único mecanismo posto à disposição de pessoas com necessidades que possibilita o usufruto de seus direitos subjetivos. privada. Sabe-se que tais pessoas possuem direito a uma educação de qualidade e a inclusão escolar. sendo. um tema pouco debatido nas pesquisas jurídicas. cabe dizer que. De maneira geral.

principalmente na educação. intérpretes e legisladores. 15 O autismo ainda é uma incógnita até mesmo para os campos de diagnóstico médico. mas isso não justifica qualquer omissão dos aplicadores. . em última instância. o princípio da igualdade material. Todos devemos estar empenhados para garantir.

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