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TRABALHO EM GRUPO – TG

Aluno:
Marcel França da Silva – RA 1650326

PÓLO LAVRAS
2016

Soma-se a isso a péssima distribuição de renda no Brasil. Sem trabalho digno. quem menos tem paga mais tributos do que quem tem altas quantias patrimoniais.com. Em artigo publicado pelo economista Marcelo Neri no site da Folha de São Paulo 1. A estes últimos deu-se o que se negou àqueles: terra e trabalho.. em um mundo globalizado.XXVIII . e os reflexos dessa construção de classes. a metade pobre da população brasileira ganha em soma quase o mesmo valor (12. PAULA. embora inseridos de alguma forma num sistema que produz e gera lucros.2% dos pertencentes à classe A/B são brancos. detentores dos meios de produção. Apenas 128 anos se passaram desde a abolição da escravatura. O Estado parece não entender o caráter classista das relações sociais. A abolição da escravatura em 1888 não foi capaz de transformar “coisa” em pessoa da noite para o dia. Disponível em: http://www1. 2 SICSÚ.br/fsp/mercado/me0210201115. e alta carga tributária que incide sobre as populações mais pobres. contribui para o alastramento e manutenção da pobreza brasileira. João. ter ou não ter patrimônio se desdobra em ser ou não ser reconhecido como cidadão em determinada sociedade e ter seus direitos garantidos. Luiz Fernando. resta claro que pobreza tem sim cor no Brasil.3%)2.htm. De acordo com Neri 72. dbf8d829-2294-4336-b6b1-d3f13e729067 1 NERI. mantendo estrutura que beneficia poucos em detrimento da força de trabalho de muitos. se veem a mercê dos grandes capitalistas. e assim se construiu uma burguesia predominantemente branca. 2011. Michel. e detentores ainda de uma máquina estatal. seria difícil ter representatividade no poder. Falar de pobreza no Brasil exige algumas informações prévias. cit. assim. Se antes a escravidão era legitimada pelo poder coercitivo do direito. e RENAUT.folha. Já os negros. que menos tem. O processo histórico brasileiro é marcado pela concentração de terras. aqueles destituídos do que se denomina “riqueza”. Passadas essas observações iniciais.uol. agora a escravidão se dava pela inevitável dependência de quem não tinha nada em relação a quem detinha os meios de produção. sem acesso a serviços básicos. tão bem delineadas no Brasil se faz sentir ainda hoje. pois não se tributa lucros e dividendos no Brasil. de uma estrutura burocrática que auxilia ainda mais no processo de exclusão de que tratamos. A própria estrutura daquilo que chamamos “cidade” no Brasil.5% da renda nacional) que os 1% mais ricos (13. A pobreza hoje não é somente a ausência de bens materiais. op. 1. e que 75. p. foram “libertos” dos grilhões físicos sem qualquer garantia de vida. entre 1884 e 1959 o Brasil recebeu 4 734 494 imigrantes brancos. meios de produção e consequentemente de poder nas mesmas mãos. oriundos de países europeus. Marcelo. Em um duro processo de “branqueamento” do Brasil. tratemos da pobreza como aspecto mais perverso do capital. Assim. que empurra o desenvolvimento para determinadas áreas geográficas fazendo com que outras amarguem a falta de estrutura capaz de atender às necessidades básicas da população. organizadores.6% dos pobres brasileiros são negros ou pardos. “Símbolos de Classe”. Acesso em: 26/09/2016. Folha de São Paulo. o que inevitavelmente nos faz sustentar tal afirmação.