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Uma abordagem rápida sobre a teoria das cordas.

Antes de iniciar a apresentação, é fundamental que seja entendido o significado da
palavra teoria. No campo da ciência, para todo efeito observado é criado uma teoria
que o explique.
Assim, com isto em mente, antecipo que a teoria das cordas, juntamente com toda
física quântica, por mais que possa parecer como uma fantasia de ficção científica,
tentam explicar fenômenos realmente observados, porém que até então não podiam
ser entendidos.
Na história humana, filósofos gregos e indianos da antiguidade já imaginavam que
toda a matéria conhecida poderia ser particionada até se chegar numa unidade não
divisível, chamado por muito tempo de átomo.
Contudo, conforme a tecnologia e a própria matemática foram evoluindo, descobriu-
se que o átomo também é formado por outras partículas, os prótons, nêutrons e
elétrons, e estes igualmente são formado por outras partículas e assim por diante em
possivelmente mais 5 outras subdivisões, mas sempre, com a imagem de um ponto
final único e não divisível, chamado como partícula elemental.
Porém, quando chegamos próximo à partícula elemental, àquela que não pode ser
divida por nenhuma outra, surge um problema matemático: duas leis da física se
chocam. A teoria da relatividade de Einstein deixa de ser compatível com a teoria da
gravidade.
Este mesmo problema também foi observado quando tentamos calcular
determinadas forças no centro de um buraco negro, ou no momento em que se fez o
Big Bang, o que tornaria as leis de Einstein e de Newton erradas.
Logo, ficou a questão, como duas certezas matemáticas que podem ser aplicadas
para tudo, não conseguem coexistir nas partículas subatômicas?
Aparentemente, faltava alguma variável que apenas influenciaria o resultado quando
calculávamos extremidades de grandezas, e isto não fazia nenhum sentido.
Desta forma, desde a década de 60, a ciência vem tentando resolver este dilema
físico-matemático em que duas leis amplamente entendidas e comprovadas não são
compatíveis entre si em determinadas circunstâncias.
Assim, surge a teoria das cordas que propõe calcular a partícula elemental não como
um ponto unidimensional, mas sim como um filamento bidimensional simplesmente
energético e vibrante, conseguindo então resolver dilema matemático.
Seguindo a teoria, esta corda seria a composição de todas as partículas que compõe
cada átomo do universo, e a sua frequência de vibração é que determinaria o que a
partícula seria, por exemplo, uma corda vibrando em determinada frequência geraria
um fóton, já se vibrasse em outra frequência geraria um bóson w ou z, e assim por
diante.
Porém, por mais que a solução de cordas resolva o problema matemático, ela ainda
não pôde ser verificada e experimentada. A tecnologia humana ainda não possui
ferramentas que consigam observar e comprovar a existência destas cordas, além
disto, para que elas sejam possíveis, temos que considerar que o universo possua
não somente 4 dimensões, e sim pelo menos 10, então além das 4 dimensões
observáveis que seriam altura, largura, profundidade e tempo, existiriam ainda pelo
menos outras 6 dimensões espaciais, e segundo alguns cientistas, uma 11ª
dimensão que igualmente seria temporal.
A partir deste ponto, começam diversas especulações que incluem muitiuniversos e
até mesmo viagem no tempo, mas, como ainda não conseguiu nem se comprovar a
existência das cordas, tudo isto deve ainda estar longe dos nossos conhecimentos,
ficando apenas para a imaginação de físicos teóricos e principalmente de autores de
ficção científica.