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METABOLISMO – CICLO DOS ÁCIDOS TRICARBOXÍLICOS Prof. David Duarte

METABOLISMO CICLO DOS ÁCIDOS

TRICARBOXÍLICOS

Prof. David Duarte

Para começar ...

  • Oxidou a Glicose em duas moléculas de Piruvato.

  • Glicose (C6) 2 x Piruvato (C3).

  • Gastou 2 ATP. Formou 4 ATP.

  • Saldo líquido de ATP = 2 ATP.

  • Formou 2 NADH.

Destinos do Piruvato

  • O Piruvato formado na Glicólise tem 3 destinos metabólicos, dependendo do tipo de organismo/tecido e das condições de aerobiose a que ele está submetido.

  • Em qualquer um deles, o destino do Piruvato é catabólico.

Destino do Piruvato

Destino do Piruvato

Destinos Anaeróbicos do Piruvato

  • 1. Músculo em trabalho intenso (hipóxia):

o

Pode ser reduzido pelo

NADH a

Lactato, em uma reação

catalisada pela Lactato-desidrogenase. o Processo conhecido como Fermentação Lática.

Obs. Alguns tecidos produzem lactato mesmo em condições aeróbicas (retina, eritrócitos).

Destinos Anaeróbicos do Piruvato

Destinos Anaeróbicos do Piruvato

Destinos Anaeróbicos do Piruvato

  • 2. Alguns tecidos vegetais, certos invertebrados, protistas e

microorganismos como a levedura da fabricação da

cerveja e do pão convertem o Piruvato, em hipóxia ou

anaerobiose, em etanol e CO 2 .

o O processo é chamado de fermentação alcoólica.

Destinos Anaeróbicos do Piruvato

Destinos Anaeróbicos do Piruvato

Respiração celular

  • Processo pelo qual as células consomem O 2 e produzem CO 2 .

  • Acontece em 3 estágios:

o Primeiro: combustíveis orgânicos produzem Acetil-CoA; o Segundo: CK oxida Acetil-CoA a CO 2 ; o Terceiro: oxidação de NAD/FAD pela CTE.

Respiração celular

Produção de Acetil-CoA

Respiração celular Produção de Acetil-CoA Oxidação de Acetil-CoA Ácidos Graxos Aminoácidos Glicose CO 2 H 2

Oxidação de

Acetil-CoA

Respiração celular Produção de Acetil-CoA Oxidação de Acetil-CoA Ácidos Graxos Aminoácidos Glicose CO 2 H 2

Ácidos Graxos

Aminoácidos

Glicose
Glicose
CO 2
CO 2
H 2 O
H 2 O
Respiração celular Produção de Acetil-CoA Oxidação de Acetil-CoA Ácidos Graxos Aminoácidos Glicose CO 2 H 2
Respiração celular Produção de Acetil-CoA Oxidação de Acetil-CoA Ácidos Graxos Aminoácidos Glicose CO 2 H 2

Acetil-CoA

Transferência de elétrons e Fosforilação

Oxidativa

Destino Aeróbico do Piruvato

o A glicólise é apenas a primeira fase da degradação completa da glicose;

o

O Piruvato

perde o

seu grupo

carboxil na

forma de

CO 2

gerando o grupo acetil da Acetil-Coenzima A; o O Acetil é completamente oxidado no Ciclo de Krebs;

o Os elétrons da oxidação são recolhidos pelo NAD e levado à CTE.

Piruvato Aeróbico

  • Após o término da glicólise, os piruvatos formados

precisam ser levados para dentro da mitocôndria para

seguir o processo de oxidação.

A mitocôndria

  • Possui duas membranas:

    • Membrana Mitocondrial Externa (MME);

    • Membrana Mitocondrial Interna (MMI).

  • Entre elas está o Espaço Intermembranas (EI).

  • Dentro dos limites da MMI está a Matriz Mitocondrial (MM).

  • A mitocôndria

    A mitocôndria

    De Piruvato a Acetil-CoA

    • Piruvato sofre Descarboxilação Oxidativa (remoção irreversível do grupo carboxil) na MM.

    • Sai um CO 2 e os carbonos restantes são convertidos em acetil.

    • NAD + recolhe um íon Hidreto (:H - ) que será entregue na Cadeia Transportadora de Elétrons.

    De Piruvato a Acetil-CoA

    • A reação é catalisada por um complexo enzimático conhecido por Piruvato Descarboxilase.

    De Piruvato a Acetil-CoA

    De Piruvato a Acetil-CoA

    De Piruvato a Acetil-CoA

    • Enzimas:

      • Piruvato-desidrogenase;

      • Di-hidrolipoil-transacetilase;

      • Di-hidrolipoil-desidrogenase.

  • Coenzimas: TPP; FAD; NAD; CoA; Lipoato.

  • Ciclo de Krebs

    A

    forma

    na

    qual

    os

    esqueletos

    carbônicos de

    aminoácidos, ácidos graxos e açúcares precisam ser

    convertidos é a Acetil-CoA.

    Reações do Ciclo de Krebs (1)

    • 1. A primeira reação do ciclo consiste na doação do grupo acetil da Acetil-CoA para um Oxaloacetato, formando Citrato.

      • A enzima envolvida nesta reação é a Citrato-Sintase.

    Reações do Ciclo de Krebs (1)

    Reações do Ciclo de Krebs (1)

    Reações do Ciclo de Krebs (2)

    • 2. Citrato é transformado em Isocitrato.

      • A enzima envolvida é a Aconitase.

    Reações do Ciclo de Krebs (2)

    Reações do Ciclo de Krebs (2)

    Reações do Ciclo de Krebs (3)

    • 3. Na terceira reação, o Isocitrato é descarboxilado a α- Cetoglutarato.

      • A enzima envolvida é a Isocitrato-desidrogenase.

    Reações do Ciclo de Krebs (3)

    Reações do Ciclo de Krebs (3)

    Reações do Ciclo de Krebs (4)

    • 4. α-Cetoglutarato também é descarboxilado, perdendo um CO2, formando Succinil-CoA.

      • Um complexo enzimático está envolvido: Complexo α- Cetoglutarato Desidrogenase.

      • Este complexo faz uma Descarboxilação Oxidativa parecida com a da Piruvato Desidrogenase, incluindo um grupo CoA no Succinato.

    Reações do Ciclo de Krebs (4)

    Reações do Ciclo de Krebs (4)

    Reações do Ciclo de Krebs (5)

    5.

    A Succinil-CoA, com sua ligação tio éster, apresenta uma variação de energia livre muito alta e negativa (ΔG’° -36 KJ/mol). A energia liberada pelo rompimento dessa ligação é utilizada para impelir a síntese de uma ligação fosfoanidrido no GTP ou no ATP. O rompimento gera Succinato.

    • A enzima envolvida é Succinato-tiocinase.

    Reações do Ciclo de Krebs (5)

    Reações do Ciclo de Krebs (5)

    Reações do Ciclo de Krebs (6)

    • 6. Succinato é oxidado a Fumarato.

      • A enzima envolvida é uma Flavoproteína firmemente ligada à MMI, a Succinato-desidrogenase.

    Reações do Ciclo de Krebs (6)

    Reações do Ciclo de Krebs (6)

    Reações do Ciclo de Krebs (7)

    • 7. Nesta etapa acontece a hidratação reversível do Fumarato a L-Malato.

      • A enzima envolvida é a Fumarase ou Fumarato Hidratase.

    Reações do Ciclo de Krebs (7)

    Reações do Ciclo de Krebs (7)

    Reações do Ciclo de Krebs (7)

    Reações do Ciclo de Krebs (7)
    Reações do Ciclo de Krebs (7)
    Reações do Ciclo de Krebs (7)
    Reações do Ciclo de Krebs (7)
    Reações do Ciclo de Krebs (7)

    Reações do Ciclo de Krebs (8)

    • 8. Na última reação o L-Malato é oxidado a Oxaloacetato.

      • A enzima envolvida é a L-malato-desidrogenase. Esta enzima é ligada a NAD.

    Reações do Ciclo de Krebs (8)

    Reações do Ciclo de Krebs (8)

    Reações do Ciclo de Krebs

    Reações do Ciclo de Krebs

    Saldo do Ciclo de Krebs (1 Piruvato)

    • Liberação de 3 CO 2 ;

    • 4 NADH;

    • 1 FADH 2 ;

    • Glicose oxidada até o fim.

    Glicólise + Ciclo de Krebs

    • 6 CO 2 ;

    • 4 ATP (2 da Glicólise e 2 do Ciclo de Krebs);

    • 10 NADH (2 da Glicólise e 8 do Ciclo de Krebs);

    • 2 FADH 2 do Ciclo de Krebs.

    Bibliografia

    • MURRAY, R. K. et al. Bioquímica Ilustrada de Harper. 29 ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.

    • NELSON, D. L.; COX, M. M. Princípios de Bioquímica de Lehninger. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.

    Até a próxima!