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EXCEL COMO FERRAMENTA DE CÁLCULO PARA DIMENSIONAMENTO E ANÁLISE ECONÔMICA DE COLUNAS DE DESTILAÇÃO DE PRATOS E RECHEIO

1 Alysson C. de Oliveira, 1 Thiago L. de Souza, 2 Oswaldo C. M. Lima, 2 Sérgio H. B. De Faria

1

Bolsista do Programa de Educação Tutorial PET/SESu/UEM, discente do curso de Engenharia Química 2 Professor do Departamento de Engenharia Química da Universidade Estadual de Maringá

1,2 Departamento de Engenharia Química da Universidade Estadual de Maringá. Av Colombo, 5790, Bloco D90, Maringá – PR, CEP 87020-900

e-mail: oswaldo@deq.com.br

RESUMO – A destilação, em colunas de prato ou de recheio , é um processo que tem por obje- tivo separar os componentes de um mistura, sendo vastamente utilizada no meio industrial. Quando são conhecidas as vazões internas de uma coluna, assim como o número de estágios teóricos ou a altura necessária de recheio (determinada, por exemplo, por meio da altura equi- valente a um prato teórico – AEPT) o número de estágios reais (pratos) e as dimensões da co- luna podem ser estimadas. Já a análise econômica da coluna pode se utilizar correlações de estimativas de custos encontradas na literatura. Dentro deste contexto, este trabalho pretende utilizar o EXCEL como ferramenta computacional para o dimensionamento e a análise econô- mica de colunas de destilação binária de pratos e recheio, organizando e reduzindo, desta for- ma, o tempo despendido nos cálculos envolvidos. Além disto, a planilha desenvolvida também permitiria a visualização dos resultados obtidos em forma de tabelas e gráficos, facilitando a sua compreensão e utilização, tanto pelos alunos, quanto, posteriormente, no exercício profis- sional dos futuros engenheiros químicos.

Palavras-Chave: destilação binária, dimensionamento, EXCEL.

INTRODUÇÃO

No passado o desenvolvimento de modelos matemáticos e correlações para o projeto de colunas de destilação eram então dificultados devido aos intensivos cálculos envolvidos. Com a o advento da informática, o surgimento dos supercomputadores e computadores pessoais, este impedimento foi então eliminado. Conseqüentemente uma enxurrada de modelos matemáticos e correlações surgiram em inúmeras publicações. Esperava-se que este acontecimento facilitaria o trabalho dos projetistas de colunas, no entanto o efeito gerado foi totalmente o oposto, poucos foram capazes de acompanhar o grande fluxo de produção destes modelos e correlações. Sem contar que cada um destes modelos e correlações possui limitações que são pouco conhecidas o que acarretando graves erros nos projetos de colunas. Outra dificuldade apresentada é a obtenção dos dados necessários para a utilização destas correlações que em sua grande parte se encontram de forma dispersa entre artigos e livros publicados. Devido a estes fatores apresentados tanto o projeto de colunas de destilação quanto a analise econômica do mesmo são temas pouco abordados na graduação. Neste contexto, este trabalho faz parte de uma proposta de desenvolvimento de programas

didáticos que venham a substituir os processos manuais de cálculo, melhorando a sua precisão, tempo de resposta e gama de alternativas de calculo sendo os resultados então obtidos apresentados de uma forma mais clara facilitando sua visualização e análise. Estes programas são desenvolvidos em planilha eletrônica Excel, devido ao fato desta ferramenta ser bem difundida no meio acadêmico e profissional e a sua fácil utilização, com o auxilio da linguagem de programação VBA, que permite uma maior iteração do usuário com a planilha desenvolvida. Neste trabalho foi desenvolvido um programa baseado em correlações apresentadas na literatura para o dimensionamento e analise econômica de colunas de destilação binária de prato e de recheio. Este programa permite a utilização de uma gama de correlações permitindo a imposição de restrições baseadas nas limitações das mesmas, diminuindo o erro devido à escolha da correlação ou modelo a ser adotado, e a comparação dos resultados obtidos para as diferentes correlações apresentadas e o comparativo na utilização de colunas de prato e de recheio, constituindo-se numa poderosa ferramenta para o uso profissional. Se utilizado como ferramenta de ensino possibilita uma melhor discussão dos conceitos utilizados e a exploração de diferentes

VIII Congresso Brasileiro de Engenharia Química em Iniciação Científica

27 a 30 de julho de 2009 Uberlândia, Minas Gerais, Brasil

situações pelo professor

e

seus

alunos,

proporcionando uma melhor fixação do assunto.

Dimensionamento de Colunas de Prato

Quando as correntes internas e o número de estágios teóricos são conhecidos é possível estimar a dimensão da coluna. Numa coluna real a taxa de aproximação do estado de equilíbrio é finita, então um estágio real de uma coluna não atinge um estágio de equilíbrio ou a condição de um prato teórico. Devido à mistura de fluidos que é geralmente separada por destilação possuírem na coluna viscosidades e fluxos de tal modo a gerar um fluxo turbulento de duas fases, o que torna a solução exata deste problema de transferência de massa um tanto complicada. Uma alternativa aproximada têm sido a definição e desenvolvimento de correlações para a eficiência. Esta eficiência pode ser obtida para cada prato ou pode representar uma eficiência global E0 para a coluna que relaciona o número de estágios teóricos ao numero real de estágios N (numero de estágios necessários para que ocorra a destilação), que é dada por:

N =

N

T

E

0

(1)

A correção desenvolvida por O’Connell é geralmente utilizada para a predição da eficiência de uma coluna. A expressão empírica desta correlação é a seguinte:

E

  • 0 a

1

a

=

exp

(2)

µ L − α   µ L 0  
µ
L
− α
 
µ
L 0
 

onde a = 0,24, µ L0 = 10 -3 cP, µ é a viscosidade da mistura líquida na composição de alimentação e α é a volatilidade relativa entre os componentes da mistura, ambos avaliados nas temperaturas e pressões médias da coluna. Visto isto, a altura da coluna pode então ser estimada a partir do número de pratos reais:

H

=

H

min

+

H N

t

(3)

O

espaçamento entre os pratos H t é

geralmente estimado entre 30 e 60 cm, porem pode ser menor ou maior em algumas colunas devido à necessidade do uso de suportes para estes pratos segundo o diâmetro da coluna, outro fator que pode ser decisivo neste valor são os fluxos internos e as características de limpeza e manutenção requeridas. A altura adicional H min permite que o líquido do fundo da coluna seja

drenado e o vapor no topo seja então retirado da coluna. Na maioria dos casos temos que:

H

min

= 3H

t

(4)

Uma coluna de destilação normalmente pode operar em uma determinada faixa de vazão de vapor e líquido. A maior limitação no projeto é a velocidade do vapor, levando em consideração os limites de inundação. A velocidade do vapor depende de das propriedades da mistura, as condições de operação da coluna, e da área disponível para a corrente, que determina o diâmetro da coluna. As correlações mais simples são baseadas na hipótese de que o limite de inundação é determinado primariamente pela energia cinética média da corrente gasosa. A partir desta hipótese surge o fator F, dado por:

G
G

F = u ρ

(5)

Se o fator F é conhecido, a área da seção transversal da coluna pode ser encontrada pela seguinte equação:

A

=

  • M G

F ρ G
F
ρ
G
  • V G

(6)

Para colunas, em que são necessários cálculos de performance, é requerido um conhecimento muito preciso dos limites de operação, sendo algumas vezes necessário a obtenção experimental destes dados.

Alternativamente, a correlação desenvolvida por

Fair (1961) estima que a velocidade do vapor na

região de inundação se conserva. Esta correlação considera a hipótese de que somente a energia cinética do da fase gasosa é importante e inclui os efeitos adicionais do fluxo do liquido e da tensão superficial, assim como da densidade de ambas as fases e do fluxo do vapor. Estes são incorporados no parâmetro de fluxo, definido por:

f =

L

  

ρ

G

V

ρ

L

  

0,5

   M   

G

M

L

1,5

(7)

e o parâmetro de capacidade, dado por:

c =

c

  • 0 (8)

    • c 2

1 + c f

1

onde as constantes são dadas pela Tabela 1.

Tabela 1 – Constantes para a correlação de Fair

 

Espaçamento entre pratos

 

0,31 m

0,46 m

 

0,61 m

 

c 0 (m/h)

252

329

 

439

 

c

1

828

1080

 

1440

 

c

2

1,0

1,1

 

1,2

 
 

Embora as vazões

molares

L

e

V,

as

densidades mássicas e pesos moleculares de cada fase sejam requeridas. Para efeitos de projeto, pode se estimar o fator F assumindo que a velocidade superficial do vapor seja 60 a 80% desse valor na inundação, sendo o fator F na inundação dado por:

0,2 σ  F = c   An A      ρ
0,2
σ
F
= c   An A     
ρ
ρ
(9)
flood
L
G
σ
  
0

onde An/A = 0,8, a não ser que outra informação seja disponibilizada, e σ 0 = 20 dinas/cm.

Dimensionamento de Colunas de Recheio

O projeto de colunas recheadas é muito semelhante ao projeto de colunas de pratos, envolvendo considerações a respeito do mecanismo de operação e eficiência do equipamento. O dimensionamento de uma torre de recheio é diretamente influenciado, entre outros fatores, pelas características e dimensões do recheio utilizado para uma determinada operação. Atualmente dispomos de diversidade muito grande de recheios, que podem ser classificados basicamente entre recheios randômicos e recheios estruturados. A escolha deste recheio se deve principalmente às características operacionais do processo e aos custos envolvidos – sendo o ultimo o fator preponderante. A sistemática do cálculo da altura de uma coluna de destilação recheada mais utiliza o conceito de HETP ou AEPT (Altura Equivalente de um Prato Teórico), que é definido por meio da seguinte equação:

H = (HETP)(N)

(10)

onde

H

é

a altura

necessária de leito para se

obter a separação equivalente aos N estágios teóricos. Na realidade uma coluna de recheio é um equipamento de contato contínuo, ou seja, a separação não se dá por meio de estágios definidos, de modo que a modelagem deste fenômeno se faz mais representativa por balanços em elementos diferenciais de recheio. Isto dificulta muito a obtenção de uma correlação generalizada para o calculo do HETP, visto que cada tipo de recheio possui uma configuração muito distinta dos demais.

Ao longo, dos anos diversas regras práticas ou empíricas vêm sendo propostas para a

eficiência dos recheios. Devido a poucas variáveis

influenciarem significativamente o valor do HETP

para recheios randômicos, e da incerteza da

incompatibilidade com a realidade dos melhores

modelos de transferência de massa propostos,

regras praticas para a predição do HETP tem se mostrado mais precisas e condizentes com a realidade em comparação com os modelos de transferência de massa. Para colunas pequenas, com diâmetros menores que 0,6 m, valores mais conservativos podem ser preditos tanto pela regra de Porter e Jenkins quanto a de Frank-Ludwig-Vital segundo a seguinte equação

HETP = 1,5d

p

(11)

que deve somente ser utilizada para recheios do tipo Pall rings, ou recheios de alta eficiência similares. Harrison e France apresentam uma única publicação de regra pratica para a eficiência de recheios estruturados que relaciona os valores da abertura deste recheio com o HETP segundo o apresentado na Tabela 02, porem esta correlação se aplica bem quando o ângulo de abertura é de 45°, sendo pouco satisfatória para outros ângulos. Uma regra alternativa é proposta por Kister, onde o HETP é função da área superficial do recheio segundo a equação (12).

Tabela 02 -

Regra de Harrison e France para

recheios estruturados

Abertura (in)

HETP (in)

0,25

9

0,50

18

1,00

33

HETP

=

1200

+

4

a

p

(12)

Assim, como nas colunas de pratos, numa coluna recheada existe um limite superior para a vazão de vapor em uma determinada vazão de liquido. A velocidade de vapor correspondente a este limite é a velocidade de inundação, esta velocidade pode ser encontrada segundo a observação do comportamento da perda de carga da torre segundo a velocidade de vapor e da retenção de liquido. O método mais utilizado para a obtenção da velocidade de inundação é o emprego dos gráficos da Companhia Norton para a perda de carga. Porem a utilização de planilhas de calculo impossibilita o emprego deste método gráfico. Uma alternativa é a utilização das correlações disponíveis na literatura. Fair (1985) desenvolveu curvas generalizadas, baseadas em dados experimentais de Billet (1984), por meio das quais

são obtidas as velocidades de inundação para diversos recheios., utilizando o fator de Souders- Brown, C SB . O ajuste do C SB de inundação para o recheio Pall rings de 50 mm é fornecido pela seguintes equações:

  • C SBf

=

0,3048 0,13435

(

0,089144 Z

)

(

0,010369 Z

  • 2

)

(13)

onde

Z = ln(X )

(14)

  • X =

L

ρ

G

G

ρ

L

0,5

(15)

A

velocidade do vapor

na inundação

é

então obtida da seguinte equação

ρ G C = V SBf G ρ − ρ L G Para se obter os
ρ
G
C
=
V
SBf
G
ρ
ρ
L
G
Para se
obter
os
outros
recheios,
os

(16)

valores de CSBf para

fatores

de

conversão

apresentados na Tabela 02 devem

multiplicados do CSBf.

ser

Tabela 02 - Fator de correção para o C SBf para recheio randômico

Tipo d p .(mm)
Tipo
d
p .(mm)

Pall

metálico

Raschig

metálico

Raschig

cerâmica

 
  • 50 0,79

1,00

 

0,78

 
  • 38 0,71

0,91

 

0,65

 
  • 25 0,66

0,70

 

0,50

 
  • 13 0,55

0,65

 

0,37

 
 

Intalox

Berl

 

cerâmica

cerâmica

IMTP

1,00

0,79

0,78

0,91

0,71

0,65

0,70

0,66

0,50

0,65

0,55

0,37

Para recheios estruturados os seguintes fatores apresentados na Tabela 03.

Tabela 03 – Fator de correção para o C SBf para recheio estruturado

 

Fator de

Recheio

conversão

Sulzer-BX

1,00

Flexipac #1 (Mellapak 500Y)

0,69

 

1,08

Flexipac #2 (Mellapak 250Y) Flexipac #3 (Mellapak 125Y)

1,35

Outra correlação que emprega o coeficiente C SB foi desenvolvida pela Norton (Dolan-Strigle (1980)), quanto à aplicação do recheio IMTP. O ajuste para as curvas de IMTP é dado pelas seguintes equações

 

2

0,5

C

SB 0

onde

=

A EXP B

−  ln

X

C

(17)

C

 

G

(18)

SB 0

=

)]

0,5

 
 

[

(

ρ ρ ρ

L

L

G

 
 

Os

coeficientes

A,

B

e

C são fornecidos

pela Tabela 04.

 

Tabela 04 – Constantes para o cálculo do C SB para o recheio IMTP

Tamanho

 

A

 

B

 

C

 

#25

 

0,0000016

 

125,043

 

0,005

 

#40

 

0,0000016

 

125,043

0,0084

 

#50

 

1E-9

   

349,405

0,0031

 

A influência

da

viscosidade e da tensão

superficial

é

calculada

segundo

a

seguinte

equação

 
 

σ

20

0,16

 

0,11

 

C

SB

=

C

SB

0

µ

L

0,2

(19)

onde 5 < ρ < 73 dinas/cm e 0,07 < µ < 1,1 cP. Para a utilização desta correlação para os

recheios Pall faz-se uma correção para C SB

segundo os fatores apresentados na Tabela 05.

Tabela 05 – Fator de correção de C SB para o Pall

d p (mm)

C

SB

50

0,90 C SB (IMTP # 40)

38

0,90 C SB (IMTP # 25)

25

0,77 C SB (IMTP # 25)

16

0,64 C SB (IMTP # 25)

Análise Econômica

Obter uma estimativa altamente precisa do custo de uma coluna no estágio da concepção do seu projeto é geralmente impossível. Porem para um estudo comparativo e tomada de decisões de projeto, como obter as condições ótimas de operação, são pouco influenciadas pelos fatores que são dificilmente estimados precisamente. O custo de uma coluna de destilação instalada pode ser estimado a partir de correlações como aquelas desenvolvidas por Guthrie (1974). Estas correlações para o custo

podem ser frequentemente atualizadas, baseando-se em dados de custo atuais. Quando a informação atual não é
podem ser frequentemente atualizadas,
baseando-se em dados de custo atuais. Quando
a informação atual não é disponibilizada, o custo
é detereminadado segundo dados passados que
podem ser ajustados por meio de um “fator de
escala” como o índice Marshall e Swift (M&S).
Para tanto é necessário o conhecimento do ano
utilizado como base e da estimativa do índice
M&S para o período de tempo em que a
fabricação do equipamento é antecipada, pois a
taxa da variação deste índice entre ano em
questão para o ano onde a correlação de custo é
utilizada como um múltiplo para que a inflação do
período seja levada em consideração.
Uma coluna de destilação é basicamente
um vaso de pressão, e seu custo de fabricação é
sensível a fatores como a espessura de suas
paredes, altura e diâmetro. Guthrie propõe uma
correlação para a estimativa do custo do vaso e
uma correlação separada para a estimativa do
custo dos internos da coluna, os pratos. O custo
de um vaso de pressão vertical de aço-carbono,
incluindo o suporte e aberturas de acesso, pode
ser correlacionada como:
Parâmetro
Valor
Observação
d
1
0
H
6,1
0
Valor
relativo
301
ao
ano
de
M&S base
1970
F D
3,00
F I
1,38
Fator de custo
direto
Fator de custo
indireto
Custo do Vaso de Pressão
Valor
relativo
5000
ao
ano
de
c S0
1970
a
0,82
S
Para
P
P 0
=
1
4,5 bar
F
p
(
t
2
)
1
+
t
1
+
e
Para P > P 0
P − P
0
Para
P
<
360
t
0,13
P
bar
0
Revest.
Sólido
Material
1,00
1,00
Aço-Carbono
2,30
3,50
Liga 304
a
F m
S
 d   H 
2,60
4,25
Liga 316
C
=
C
 
(20)
 
4,50
9,75
Monel
S
S
0
d
H
 
0
0
4,89
10,6
Titânio
Custo dos Pratos
onde
Valor
relativo
500
ao
ano
de
c t0
1970
 M
&
S 
(
)
C
=
 F F
− +
1
F F c
(21)
a t
1,8
S
0
m
p
I
D
S
0
M
&
S
base
Espaçamento
Valor
entre pratos
De
forma
similar,
o
custo
dos
internos
F S
1
60
cm
adicionados a coluna pode ser estimado a partir
1,3
45
cm
de:
2,0
30
cm
Valor
Tipo de Prato
a
t
0,0
Grade
 d   H 
C
=
C
(22)
0,0
Prato
t
t
0
d
H
F t
0,0
Sieve
0
0
0,3
Válvula
onde:
1,6
Bubble cap
3,2
Koch
Valor
Material
 M
&
S 
C
=
 F
(
+
F
+
F c
)
(23)
0,0
Aço-Carbono
t 0
S
t
m
t
0
M
&
S
F m
1,5
Ligas
base
8,5
Monel

Portanto o custo total da coluna instalada é dado por:

C

col

= C + C

S

t

(24)

Os valores dos coeficientes e fatores das correlações apresentadas estão dispostos na Tabela 06.

Tabela

06

Parâmetros

usados

nas

correlações de custo de uma coluna

Para a estimativa do custo de uma coluna de recheio o único fator que muda é o custo de

internos, que é determinado basicamente pelo custo do recheio a ser utilizado. Como na literatura não se encontrão correlações para o custo de recheio este deve ser obtido diretamente com o seu fabricante.

PROGRAMA DIDÁTICO

O programa consiste em uma planilha de calculo dividia em três partes, coluna de pratos (Figura 1), coluna de recheio (Figura 2) e custo da coluna (Figura 5). As duas primeiras partes se referentes ao dimensionamento da coluna – determinação da altura e do diâmetro da coluna – e a última parte se refere ao cálculo do custo de ambas as colunas.

PROGRAMA DIDÁTICO O programa consiste em uma planilha de calculo dividia em três partes, coluna de

Figura 1 – Dimensionamento de uma Coluna de Pratos

Todo

o

programa segue um

sistema de

cores. As células em tons de verde se referem

aos dados que o usuário deve fornecer a planilha para que os cálculos sejam realizados pelo programa, as células em tons azuis correspondem à saída de dados, ou seja, estas células informam o resultado dos cálculos realizados pelo programa e finalmente as células em tons laranja correspondem as variáveis que não influenciam no cálculo. Todas estas variantes podem ser observadas na Figura 2.

PROGRAMA DIDÁTICO O programa consiste em uma planilha de calculo dividia em três partes, coluna de

Figura 2 – Dimensionamento de uma Coluna de Recheio

Apesar de algumas células serem definidas como resposta do programa o usuário pode alterá-las no caso da analise de uma coluna já existente, por exemplo, o usuário pode entrar com os valores correspondentes as dimensões de uma coluna de pratos para então realizar o cálculo do custo desta coluna. No dimensionamento de uma coluna de recheio o usuário pode escolher entre várias correlações dentre aquelas já citadas, sendo que

a

planilha

altera

suas

células

segundo

a

correlação escolhida

no

momento

em

que

o

usuário utiliza o botão de carregar. Isso pode ser observado comparando-se as Figuras 2 e 3. A Figura 2 mostra uma planilha configurada para correlação para o recheio Pall rings no cálculo da

altura

e

a correlação baseada no recheio Pall

rings

para

o cálculo

do diâmetro, enquanto a

Figura

3 mostra uma planilha que esta

configurada

para

a

correlação

de

Harrison

e

France e para o cálculo da altura e a correlação

baseada no

recheio IMTP para

o cálculo

do

diâmetro.

 
PROGRAMA DIDÁTICO O programa consiste em uma planilha de calculo dividia em três partes, coluna de

Figura 3 – Dimensionamento de uma Coluna de Recheio, mudança de configuração

Como

cada

correlação

possui

suas

restrições, como se aplicar a um tipo especifico de recheio ou a uma faixa especifica de pressão, o programa envia avisos ao usuário quando

ocorre algum conflito de informações nesse

sentido ou quando o usuário não fornece dados suficientes ao programa, um exemplo deste mecanismo é mostrado na Figura 4.

PROGRAMA DIDÁTICO O programa consiste em uma planilha de calculo dividia em três partes, coluna de

Figura 4 – Aviso de conflito de dados

No cálculo do custo da coluna, cada etapa de cálculo apresenta os resultados de ambas as colunas (de prato e de recheio) de forma a facilitar ao usuário a visualização e análise comparativa destes resultados, a Figura 5 apresenta o resultado do custo de colunas hipotéticas.

c F flood An/A σ HETP d p a p Figura 5 – Custo da Coluna
c
F flood
An/A
σ
HETP
d
p
a
p
Figura 5 – Custo da Coluna
V
G

RESULTADOS E DISCUÇÕES

- parâmetro de capacidade, [ - ] - Fator F na inundação, [ - ] - área efetiva, [ - ] - tensão superficial, [MT -2 ] - altura equivalente a um prato teórico, [L] - diâmetro do recheio, [L] - área superficial específica, [L-1]

- velocidade do vapor, [LT

-1

]

M&S

- índice Marshall e Swift, [ - ]

Testes foram realizados para uma série de problemas encontrados nas literaturas utilizadas e para problemas propostos no sentido de validar cada etapa de cálculo e avaliar possíveis limitações. Todos os resultados até então se apresentaram condizentes com o encontrado na literatura e de acordo com os resultados obtidos manualmente.

CONCLUSÕES

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DOHERTY,

M.

F.;

MALONE,

M.

F.,2001.

Conceptual Design of Distillation Systems,

Editora McGraw-Hill.

KISTER, H. Z., 1992. Distillation Design, Editora MacGraw-Hill.

BRANAN,

C.

R.,

2002.

Rulles

of

Thumb for

Chemical Engineers, Editora GPP.

CALDAS,

J.

N.;

LACERDA, A.

I., 1988. Torres

recheadas, Editora Técnica Ltda.

O programa desenvolvido mostrou-se de fácil implementação e manuseio, permitindo a rápida obtenção de resultados confiáveis. Este programa permite que o usuário visualize rapidamente as alterações feitas nas variáveis envolvidas no projeto e/ou análise de colunas já existentes, reduzindo sensivelmente o tempo de trabalho. Desta forma, o programa proposto mostra-se uma ferramenta interessante para a redução do tempo e do esforço desprendidos nos cálculos de dimensionamento e na análise econômica de colunas de destilação, nos quais várias configurações podem então ser testadas, contribuindo na analise comparativa e dando uma maior capacidade de ação ao enfrentar novos problemas, tanto no dia a dia da sala de aula, quanto, posteriormente, no exercício profissional como futuros engenheiros.

NOMENCLATURA

N

N

T

E

0

µ L

µ G

- número de pratos reais, [ - ] - número de estágios teóricos, [ - ] - Eficiência global da coluna, [ - ]

- viscosidade do líquido, [ML - viscosidade do vapor, [ML

-1 T -1

-1 T -1 ]

]

H

H

min

H

t

F

A

M G

M

L

ρ G

ρ

L

G

- altura da coluna, [L] - altura mínima de topo e fundo, [L] - espaçamento entre pratos, [L] - fator de energia cinética, [ - ]

- área da seção transversal da coluna,[L 2 ]

- massa molar do vapor, [M mol -1 ]

- massa molar do líquido, [M mol -1 ]

- densidade do vapor, [ML - densidade do vapor, [ML - vazão de vapor, [MT

-1 ]

-3 ]

-3 ]

  • L - vazão de líquido, [MT -1 ] - parâmetro de fluxo, [ - ]

f