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PLANO DIRETOR

DO SISTEMA DE
ESGOTAMENTO
SANITÁRIO DE
CAMPO GRANDE / MS
Primeira Revisão

2008 - 2030

Maio/2008

EQUIPE

ÁGUAS GUARIROBA S.A.

• Diretor Presidente Eng. Leonardo Barbirato Junior

• Diretor Executivo Eng. Lúcio Silvestre Chruczeski

• Coordenadora Técnica Eng. Marilúcia Pereira Sandim

• Gerente de Infra-Estrutura Eng. Conceição Enéas de Almeida

• Gestora de Planejamento Técnico Eng. Roberta Katayama Negrisolli

• Gestora de Meio Ambiente Eng. Lívia Carvalho

• Desenhista Elionidas Delboni

AGÊNCIA DE REGULAÇÃO
• Presidente Ariel Serra
• Engenheiro Marcio Luis Bandeira de Melo

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 - 2030

SUMÁRIO

LISTA DE TABELAS.............................................................................................................. I

LISTA DE FIGURAS E GRÁFICOS .....................................................................................VI

LISTA DE FOTOS ...............................................................................................................VII

LISTA DE PLANTAS............................................................................................................IX

ANEXOS ..............................................................................................................................IX

INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 1

CAPÍTULO I .......................................................................................................................... 2

1 MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE ................................................................................... 2

1.1 HISTÓRICO E SITUAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA ..................................... 2
1.2 LOCALIZAÇÃO ..................................................................................................... 11
1.3 HIDROLOGIA ........................................................................................................ 12
1.4 HIDROGRAFIA...................................................................................................... 12
1.5 GEOLOGIA............................................................................................................ 17
1.6 GEOMORFOLOGIA .............................................................................................. 19
1.7 TOPOGRAFIA ....................................................................................................... 20
1.8 SOLOS .................................................................................................................. 21
1.9 VEGETAÇÃO ........................................................................................................ 25
1.9.1 UNIDADES MUNICIPAIS DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA ............... 27
1.10 VENTOS ................................................................................................................ 28
1.11 CLIMA ................................................................................................................... 29
1.11.1 PLUVIOMETRIA ......................................................................................... 31
1.11.2 EVAPORAÇÃO........................................................................................... 32
1.11.3 UMIDADE RELATIVA DO AR..................................................................... 32
1.11.4 NEBULOSIDADE........................................................................................ 33
1.11.5 INSOLAÇÃO............................................................................................... 34

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1.11.6 TEMPERATURA......................................................................................... 34
1.12 POPULAÇÃO ........................................................................................................ 35
1.13 ACESSOS ............................................................................................................. 39
1.14 CARACTERÍSTICAS URBANAS .......................................................................... 41
1.14.1 USO DO SOLO........................................................................................... 44
1.14.2 VIAS PÚBLICAS......................................................................................... 51
1.14.3 ENERGIA ELÉTRICA ................................................................................. 51
1.14.4 ASPECTOS ECONÔMICOS....................................................................... 52
1.15 SAÚDE .................................................................................................................. 55
1.16 CONDIÇÕES SANITÁRIAS................................................................................... 56
1.16.1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA .................................................................... 61
1.16.2 ESGOTAMENTO SANITÁRIO.................................................................... 75
1.16.3 DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS........................................................... 75
1.16.4 SISTEMA DE LIMPEZA PÚBLICA.............................................................. 76

CAPÍTULO II ....................................................................................................................... 78

2 ASPECTOS LEGAIS ...................................................................................................... 78

2.1 LEGISLAÇÃO FEDERAL...................................................................................... 78
2.1.1 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL................... 78
2.1.2 DECRETO Nº 49.974-A, DE 21 DE JANEIRO DE 1961. ............................ 78
2.1.3 DECRETO-LEI Nº 303, DE 23 DE FEVEREIRO DE 1967. ......................... 79
2.1.4 DECRETO Nº 88.351, DE 01 DE JUNHO DE 1983. ................................... 79
2.1.5 DECRETO Nº 1.675, DE 13 DE OUTUBRO DE 1995................................. 79
2.1.6 LEI Nº 9.433, DE 8 DE JANEIRO DE 1997................................................. 79
2.1.7 RESOLUÇÃO Nº 357, DE 17 DE MARÇO DE 2005 ................................... 80
2.1.8 LEI Nº 11.455, DE 5 DE JANEIRO DE 2007............................................... 80
2.2 LEGISLAÇÃO ESTADUAL ................................................................................... 81
2.2.1 LEI Nº 90, DE 02 DE JUNHO DE 1980....................................................... 81
2.2.2 LEI Nº 1293, DE 21 DE SETEMBRO DE 1992 ........................................... 81
2.2.3 LEI Nº 2080, DE 13 DE JANEIRO DE 2000................................................ 81
2.2.4 DELIBERAÇÃO CECA/MS Nº 003, DE 20 DE JUNHO DE 1997 ................ 81
2.2.5 DELIBERAÇÃO CECA/MS Nº 013, DE 30 DE JULHO DE 2004................. 81
2.3 LEGISLAÇÃO MUNICIPAL ................................................................................... 81
2.3.1 LEI ORGÂNICA DE CAMPO GRANDE, DE 04 DE ABRIL DE 1990........... 82

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2.3.2 LEI NÚMERO 2.909, DE 28 DE JULHO DE 1992....................................... 82
2.3.3 LEI COMPLEMENTAR Nº 5, DE 22 DE NOVEMBRO DE 1995.................. 82
2.3.4 LEI COMPLEMENTAR N.74, 6 DE SETEMBRO DE 2005 ......................... 83
2.3.5 LEI COMPLEMENTAR N. 94, DE 6 DE OUTUBRO DE 2006..................... 83
2.3.6 LEI COMPLEMENTAR N. 96, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2006 ................ 83
2.4 REGULAMENTO DE SERVIÇO DA ÁGUAS GUARIROBA S.A........................... 83

CAPÍTULO III ...................................................................................................................... 85

3 CARACTERÍSTICAS DOS LENÇÓIS............................................................................. 85

3.1 BACIAS EM CAMPO GRANDE ............................................................................ 85
3.2 MANANCIAIS EXISTENTES DE CAMPO GRANDE ............................................. 90
3.2.1 COQUEIRO ................................................................................................ 90
3.2.2 SEGREDO.................................................................................................. 91
3.2.3 PROSA ....................................................................................................... 93
3.2.4 LAGEADO .................................................................................................. 96
3.2.5 BANDEIRA ................................................................................................. 97
3.2.6 BÁLSAMO .................................................................................................. 98
3.2.7 GAMELEIRA............................................................................................... 98
3.2.8 ANHANDUÍ ................................................................................................. 99
3.2.9 LAGOA ....................................................................................................... 99
3.2.10 IMBIRUSSÚ.............................................................................................. 100
3.2.11 MANANCIAIS SUBTERRÂNEOS ............................................................. 101

CAPÍTULO IV .................................................................................................................... 103

4 SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO EXISTENTE........................................... 103

4.1 HISTÓRICO DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO
GRANDE ............................................................................................................. 103
4.2 DIAGNÓSTICO DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO
GRANDE ............................................................................................................. 106
4.2.1 REDE COLETORA E INTERCEPTORES................................................. 107
4.2.2 ESTAÇÕES ELEVATÓRIAS..................................................................... 113
4.2.3 EMISSÁRIOS ........................................................................................... 119
4.2.4 ESTAÇÕES DE TRATAMENTO EXISTENTES ........................................ 120

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4.2.4.1 ETE Cabreúva............................................................................. 120
4.2.4.2 ETE Salgado Filho ...................................................................... 125
4.2.4.3 ETE Aero Rancho ....................................................................... 129
4.2.4.4 ETE Mário Covas ........................................................................ 133
4.2.4.5 ETE São Conrado ....................................................................... 134
4.2.4.6 ETE Sayonara............................................................................. 136
4.2.4.7 ETE Coophatrabalho................................................................... 137

CAPÍTULO V ..................................................................................................................... 140

5 ESTUDO POPULACIONAL .......................................................................................... 140

5.1 INTRODUÇÃO..................................................................................................... 140
5.2 OCUPAÇÃO FUTURA PREVISTA ...................................................................... 148

CAPÍTULO VI .................................................................................................................... 155

6 DEFINIÇÕES E PARÂMETROS DE PROJETO ........................................................... 155

6.1 DEFINIÇÕES E PARÂMETROS DE PROJETO DAS REDES COLETORAS ..... 155
6.1.1 PREVISÃO DO CRESCIMENTO POPULACIONAL ................................. 157
6.1.2 COEFICIENTE DE RETORNO (C) ........................................................... 158
6.1.3 CONTRIBUIÇÃO “PER CAPITA” (Q)........................................................ 159
6.1.4 COEFICIENTES DE MÁXIMA VAZÃO (K1) E (K2) ................................... 160
6.1.5 CONTRIBUIÇÕES SINGULARES (QC).................................................... 160
6.1.6 CONTRIBUIÇÃO DE INFILTRAÇÃO (I).................................................... 161
6.1.7 VAZÕES E TAXAS DE CONTRIBUIÇÕES............................................... 161
6.1.8 PLANO DE ESCOAMENTO ..................................................................... 163
6.1.9 PROFUNDIDADE DA REDE COLETORA DE ESGOTO .......................... 164
6.1.10 VAZÃO MÍNIMA........................................................................................ 165
6.1.11 DIÂMETRO MÍNIMO................................................................................. 166
6.1.12 VELOCIDADE MÁXIMA............................................................................ 166
6.1.13 LÂMINA LÍQUIDA ..................................................................................... 167
6.1.14 TENSÃO TRATIVA................................................................................... 167
6.1.15 DECLIVIDADE MÍNIMA ............................................................................ 168
6.2 DEFINIÇÕES E PARÂMETROS DE PROJETO DOS INTERCEPTORES DE
ESGOTO SANITÁRIO ......................................................................................... 169

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..........................1...................2.................................................1.....2..........1....................................... 185 8............................................... 169 6................. 171 7...........................2 COEFICIENTE K2...............................2 COEFICIENTES E PARÂMETROS DE VARIAÇÃO DE VAZÕES ................................................3.............................................................. 175 8....... 175 8 FORMULAÇÃO E SELEÇÃO DAS ALTERNATIVAS ............... 187 8.................................................6 VAZÃO DE INFILTRAÇÃO..... 171 7.2030 ........2...2........................................... 177 8................1..............4 CONCEPÇÃO ETE NOVA CAMPO GRANDE .......................2 Desarenação.....1 Gradeamento / Peneiramento ..................... 173 7.........1.......................................3.......... 182 8.1. 171 7 ESTUDOS DE VAZÕES ..............1... 173 7..................1. 170 CAPÍTULO VII .......................................1 EXIGÊNCIAS PARA O TIPO DE TRATAMENTO DE ESGOTO ..............................2............................................................................................................................................2 CÁLCULO DAS VAZÕES . 172 7.............3 DEFINIÇÕES E PARÂMETROS DE PROJETO DAS ESTAÇÕES ELEVATÓRIAS DE ESGOTO SANITÁRIO . 172 7.1 CONSUMO “PER CAPITA“...................................1.........................3......2... 172 7.................................................................. 178 8..................1 PLANO DIRETOR DE ESGOTO DE 2002......................... 196 8............1...2 CONCEPÇÃO DO SISTEMA PROPOSTO.......................................................4 DEFINIÇÕES E PARÂMETROS DE PROJETO DAS ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO SANITÁRIO..... 203 8........................ 172 7.......................2...........................................................................1 COEFICIENTE K1................5 Tratamento da Fase Sólida ................................. 181 8.............1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO DAS UNIDADES ................................1....... 6.... 175 8...................... 191 8..............3.............................. 208 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 ................3......5 COEFICIENTE DE VAZÃO PARA AS ESTAÇÕES DE TRATAMENTO ....................................4 COEFICIENTE DE VAZÃO PARA ESTAÇÕES ELEVATÓRIAS.....3 CONCEPÇÃO ETE LOS ANGELES........... 173 CAPÍTULO VIII .......................... 188 8....3 COEFICIENTE DE RETORNO .............2 TIPOS DE PROCESSOS DE TRATAMENTO ....................1............................................3..................1 PARÂMETROS ADOTADOS ..1..................................................2.3 Tratamento Biológico Anaeróbio – REATORES UASB ............................ 172 7............. 171 7..4 Desinfecção .......

............ 266 10.....3 BACIAS E SUB-BACIAS ...........1 IMPORTÂNCIA DA ÁGUA .................................4.... 266 10.................................................. 259 10...........5 QUADRIÊNIO 2027-2030 ...................................................................................................2.......................2.....1 CARACTERÍSTICAS DOS LENÇÓIS..............................4............ 266 10....... 266 10..1.....1 CARACTERIZAÇÃO DA VEGETAÇÃO ..............1.............................5 Tratamento da Fase Sólida .......3.....2 POLUIÇÃO QUÍMICA ...2 DEGRADAÇÃO AMBIENTAL.............. 260 10............. 218 8.............. 265 10.............3 Tratamento Biológico Anaeróbio – REATORES UASB .............1...........................1.....3 POLUIÇÃO BIOLÓGICA.. 209 8......1.................................. 243 9...........1............4 Desinfecção .................................1............1...............................................1................................................................ 221 CAPÍTULO IX .......................1.........3 MEIO ANTRÓPICO............................................3 PERÍODO 2011-2021 .... 213 8..........1 MEIO FÍSICO ............... 268 10........... 225 9........................... 225 9 ESCALONAMENTO DAS OBRAS .........4............ 265 10....................................... 226 9.........................1....................... 263 10......................................1..................1..1 QUALIDADE DO AR .............2 POLUIÇÃO DAS ÁGUAS ........1 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL.....2....1 POLUIÇÃO FÍSICA ..... 268 10. 273 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 ..... 262 10....................................................................3........................................1.1....................2..... 266 10.....1...1..................1........................ 266 10...2..2..........2 MEIO BIÓTICO .................................................................................................1..............1.............................................2 Desarenação:.. 233 9...........................................6 AMPLIAÇÕES E INVESTIMENTOS ........... 251 9......4........ 259 10...........................1 Gradeamento / Peneiramento: .... 8..................................................... 211 8................................2............................................................................................................2 AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS ..................4........................................ 259 10 IMPACTO AMBIENTAL...............................1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO DAS UNIDADES ........................................................2........................................................................................................................................................2................................................................................4.......................................... 209 8............................ 255 CAPÍTULO X ............................................4 QUINQUÊNIO 2022-2026 ....2 TRIÊNIO 2008-2009-2010 ........... 247 9...................1 OBRAS EXECUTADAS ATÉ 2007.2030 ......

2030 ......2...............2 OPERAÇÃO..3............................................................ 291 10..............2 FASE DE OPERAÇÃO.................................................... 10............................................4.............4 ANÁLISE DA QUALIDADE DA ÁGUA ... 289 10........3........................... 275 10......... 289 10.................. 282 10...... 289 10..................................2...................1 FASE DE IMPLANTAÇÃO ......1 INTRODUÇÃO ......................................... 291 10.3 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES .....3..................... 305 ANEXOS .....................1.................... 290 10...........................2.... 274 10.............1.2...............2.........2.................................2....................1....1 IMPLANTAÇÃO ........................................................................ 309 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .......2........... 274 10..1 INTRODUÇÃO ...2...........2.1................2 AVALIAÇÃO E ANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS..........2.................................................2.......2..............................................1 METODOLOGIA ....................................................................... 303 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA .3 MEDIDAS METIGADORAS ............

.................................................................. 38 Tabela 13: Distância de Campo Grande aos Municípios de MS ............................................................................................................... 47 Tabela 16: Categorias de uso do solo – Comercial Varejista . 56 Tabela 23: Evolução do Atendimento Médico Básico em Campo Grande – 1995/2005 ........ segundo a naturalidade ................................................... 49 Tabela 18: Categorias de uso do solo – Residencial .....................1996 a 2006 ............................ 31 Tabela 5: Evaporação Acumulada em Campo Grande – 1996 a 2005............................................. 29 Tabela 4: Precipitação Acumulada em Campo Grande nos anos de 1996 a 2005........................................................................................ 52 Tabela 21: Arrecadação de ICMS por setores de atividades econômicas em Campo Grande – 1994/2005 ................. 40 Tabela 14: Categorias de uso do solo – Uso industrial ..............................2030 i .............................................................................................. 32 Tabela 6: Média da umidade relativa do ar em Campo Grande – 1996/2005................................ 34 Tabela 9: Temperatura média em Campo Grande............ 24 Tabela 2: Freqüência das médias dos ventos......... 60 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .......................... 35 Tabela 10: População Residente em Campo Grande.......................................... 48 Tabela 17: Categorias de uso do solo – Serviços ............................... 38 Tabela 12: Indicadores e variáveis selecionadas...................................................................................... 46 Tabela 15: Categorias de uso do solo – Comercial atacadista.............. 56 Tabela 24: Casos confirmados e incidência das doenças de notificação compulsória – 2001/2005 ........................................................................................LISTA DE TABELAS Tabela 1: Temperatura média do solo – 2000/2005.............................. 50 Tabela 20: Consumo de energia elétrica no Município de Campo grande – 2005................................................................................................. 28 Tabela 3: Velocidade dos ventos (m/s) no período de 1988 a 2000...................................................................................... 58 Tabela 25: Mortalidade por grupos de causas 1 mais freqüentes em Campo Grande ...................... 1980 e 1991 .......................... no município e nas regiões urbanas de Campo Grande – 2000/IBGE....................................... 33 Tabela 8: Insolação em Campo Grande de 1996 a 2005 ......................................... 54 Tabela 22: Números indicativos de saúde em Campo Grande .....................................................1970...................... 50 Tabela 19: Categorias de uso do solo – Residencial .. 33 Tabela 7: Nebulosidade em Campo Grande – média dos 5 últimos anos .... 37 Tabela 11: Evolução Demográfica de Campo Grande – 1940/2000..............................1996/2005 ........

........................................................................................ 112 Tabela 39: Principais características das EEE existentes.......Tabela 26: Volume Produzido do Sistema de abastecimento de água.............................................................. 120 Tabela 41: Volume tratado nas Estações de Tratamento de Esgoto............. 140 Tabela 44: Evolução do número de consumidores no Município de Campo Grande – 1980 a 2000 ........................................................................................................................................................................... 71 Tabela 30: Características das Estações Elevatória de Água Bruta.................................... 62 Tabela 27: Unidades de Reservação ......................................................................................................................... 139 Tabela 42: Estudo do Crescimento Populacional em Campo Grande....................... 74 Tabela 34: Informações Operacionais ........................................................................................... 72 Tabela 32: Características dos poços existentes ......................................................................................................................................................................................................................... 142 Tabela 46: Projeção Plano Diretor ............ 71 Tabela 31: Características das Estações Elevatória de Água Tratada com bombas submersas................. 140 Tabela 43: Domicílios de Campo Grande ........................ .........................................................................................2030 ii ......................................................... 89 Tabela 37: Extensão em metros da rede de esgoto existente e Porcentagem da extensão da rede coletora de esgoto por diâmetro ...................................... 109 Tabela 38: Extensões e diâmetros dos coletores de esgotos existentes................................................. 67 Tabela 28: Extensão da rede de distribuição de água existente por diâmetro e material ......... 150 Tabela 52: Evolução da população residente e da densidade nos setores da Região Urbana do Bandeira ... 145 Tabela 48: Projeção Edital ... 69 Tabela 29: Características das Estações Elevatória de Água Tratada .................................................... 148 Tabela 50: Evolução dos loteamentos aprovados – 1989/2000 .......................... 143 Tabela 47: Projeção Urbana Revisada .............................................................. 86 Tabela 36: Problemas e intervenções necessárias por Bacia de Drenagem.................................................................................................................................. 149 Tabela 51: Evolução da população residente e da densidade nos setores da Região Urbana do Centro................................... 150 Tabela 53: Evolução da população residente e da densidade nos setores da Região Urbana do Segredo................................ 146 Tabela 49: Projeção Populacional Adotada ............................................. 75 Tabela 35: Área por Bacias de Drenagem ............................................................................ 119 Tabela 40: Características dos Emissários ............................................... 74 Tabela 33: Características dos poços especiais existentes.............................................................................................................................. 151 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 ............ 141 Tabela 45: Área das Bacias de Drenagem.....................................

..... 193 Tabela 64: Estimativa de Produção de Gases nos UASB´s ETE Los Angeles ............ 219 Tabela 79: Estimativas da Concentração de Cloro Residual ETE Nova Campo Grande.................................................................... 195 Tabela 65: Alimentação da estocagem ........................ 207 Tabela 72: Previsão de material retido nas peneiras ETE Nova Campo Grande ............ 205 Tabela 71: Produção de Lodo Seco ETE Los Angeles...................................................................... 197 Tabela 67: Linha de Recalque ..................... 202 Tabela 69: Lodo removido dos UASB’s para desaguamento ETE Los Angeles ........................... 210 Tabela 73: Caixa de Areia / Vazões Máximas ETE Nova Campo Grande......................................................... 221 Tabela 81: Lodo removido dos UASB´s para desaguamento ETE Nova Campo Grande......................................................... 198 Tabela 68: Relação Consumo/Reservação ETE Los Angeles...................... 222 Tabela 82: Áreas de leitos de secagem convencionais ETE Nova Campo Grande....... 190 Tabela 62: Areia retida nos Desarenadores ETE Los Angeles................... 153 Tabela 57: Evolução da população residente e da densidade nos setores da Região Urbana do Prosa ...... 174 Tabela 59: Previsão de material retido nas peneiras ETE Los Angeles ....................................... 223 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 ....................... 216 Tabela 77: Estimativa de Produção de Gases nos UASB´s ETE Nova Campo Grande .. 188 Tabela 60: Caixa de Areia / Vazões Máximas ETE Los Angeles ..... 152 Tabela 55: Evolução da população residente e da densidade nos setores da Região Urbana do Anhanduizinho ........................... 154 Tabela 58: Vazões adotadas por ano .......2030 iii .......................................................................... 197 Tabela 66: Alimentação da dosagem................................................. 213 Tabela 76: Remoção de Lodo dos UASB´s ETE Nova Campo Grande .......................................................................................................................................................................................................................................................................... 189 Tabela 61: Taxas de escoamento superficial nos desarenadores ETE Los Angeles................................................................ 211 Tabela 74:Taxas de escoamento superficial nos desarenadores ETE Nova Campo Grande ...........................................Tabela 54: Evolução da população residente e da densidade nos setores da Região Urbana do Imbirussú........... 212 Tabela 75:Areia retida nos Desarenadores ETE Nova Campo Grande........................................... 217 Tabela 78: Consumo estimado de Cloro ETE Nova Campo Grande.................................................................................................... 203 Tabela 70: Consumo de Polieletrólito ETE Los Angeles .......................... 152 Tabela 56: Evolução da população residente e da densidade nos setores da Região Urbana do Lagoa ....................................................................................... 190 Tabela 63: Remoção de lodo dos UASB’s ETE Los Angeles ................................................................. 220 Tabela 80: Consumo de Dióxido de Enxofre ETE Nova Campo Grande........................................................

. 252 Tabela 101: Ampliações físicas previstas 2006-2030.................................................................. 230 Tabela 87: Bairros que serão atendidos com rede coletora de esgoto e ligações domiciliares 2008-2010 ................... 276 Tabela 105: Avaliação do “Comprometimento da qualidade das águas superficiais na AID” ............. 236 Tabela 89: Estações Elevatórias de Esgotos e linhas de recalque a serem implantadas no triênio 2008-2010............................................. 229 Tabela 86: Estações elevatórias de esgoto e linhas de recalque executados de 2006 a dezembro de 2007.......... 248 Tabela 95: Interceptores a serem executados no período 2022-2026.. 245 Tabela 94: Regiões atendidas com esgotamentio sanitário no período 2022-2026..................... potencialização de processos erosivos” ................ 249 Tabela 98: Bairros atendidos com esgotamento sanitário no período 2027-2030 ........ 276 Tabela 106: Avaliação dos “Impactos sobre a flora” .............. 248 Tabela 97: ETE a ser ampliada no período 2022-2026 ................................. 228 Tabela 85: Interceptores de esgoto executados de 2006 a dezembro de 2007................................................................................................................................................. 251 Tabela 99: ETE a ser ampliada no período 2027-2030 ................................................................................................................................................................................................. 237 Tabela 90: Estação de Tratamento de esgoto a serem executadas 2008-2010 .................. 235 Tabela 88: Interceptores a serem executados no triênio 2008-2010 ................. 238 Tabela 91: Cronograma para acompanhamento das obras previstas para 2008-2010 ...................................................... 278 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 ....2030 iv ................................................................................................. 277 Tabela 107: Avaliação da “Perturbação nos domínios da fauna” ............................................................................................ 278 Tabela 108: Avaliação do “Aumento do tráfego de veículos no sistema viário de acesso ao local da ETE”... 248 Tabela 96: EEE e linhas de recalque a serem executados no período 2022-2026..... 251 Tabela 100: Cobertura de esgoto período 2007-2030........................... 240 Tabela 92: Regiões atendidas com esgotamento sanitário no período 2011-2021 ......................Tabela 83: Produção de Lodo Seco ETE Nova Campo Grande....................................................................... 275 Tabela 104: Avaliação da “Alteração da morfologia local...... 256 Tabela 102: Comparativo dos investimentos do Plano Diretor Esgoto 2002 e Primeira Revisão Plano Diretor 2008-2030.......................................................................... 224 Tabela 84: Bairros atendidos com ligações domiciliares de esgoto e rede coletora de esgoto de 2006 a 2007............. 244 Tabela 93: Interceptores e EEE a serem executados no período 2011-2021.................................................................................. 258 Tabela 103: Modelo do quadro de avaliação dos impactos ambientais.......................................................................................................................................................................

............................................. 282 Tabela 115: Avaliação das “Interferências com a flora e a fauna”......... 288 Tabela 124: Monitoramento de Impactos Ambientais e Medidas Mitigadoras – Fase de Implantação.................................................................................................................................... 281 Tabela 114: Avaliação da “Diminuição dos postos de trabalho e massa salarial”............... 293 Tabela 127: Condições e Padrões dos Corpos D’Água –CONAMA 357 ................................................... 279 Tabela 110: Avaliação da “Alteração de Ruídos” ............ 283 Tabela 117: Avaliação do “Aumento de nível de ruído”...................................................................................................................................................2030 v .................Tabela 109: Avaliação da “Alteração da qualidade ambiental”.............................................. 281 Tabela 113: Avaliação da “Utilização de infra-estrutura e equipamentos urbanos” ..................... 280 Tabela 112: Avaliação do “Aumento do número de postos de trabalho e da massa salarial” ......................................... 286 Tabela 122: Quadro Síntese dos Impactos – Fase de Implantação ...................... 287 Tabela 123: Quadro Síntese dos Impactos – Fase de Operação....................................................................... 279 Tabela 111: Avaliação da “Alteração da Qualidade do Ar”............................................................................................................................................... 283 Tabela 116: Avaliação do “Aumento de tráfego no sistema viário de acesso ao local da ETE” .. 294 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 ....................... 285 Tabela 120: Avaliação da “qualidade das águas superficiais” ........................................................................................... 284 Tabela 118: Avaliação da “Alteração da qualidade ambiental”............................ 286 Tabela 121: Avaliação do “Risco de Acidentes” .................. 290 Tabela 126: Seções de referência córrego Segredo / Anhanduí ............................... 284 Tabela 119: Avaliação da “Alteração da qualidade do ar” .................................................... 289 Tabela 125: Monitoramento de Impactos Ambientais e Medidas Mitigadoras – Fase de Operação ........................................

........................ 19 Figura 5: Mapa de solos do Município de Campo Grande ............................................... 146 Gráfico 2: Vazão córrego Segredo / Anhanduí – 2006 / 2010 ........................LISTA DE FIGURAS E GRÁFICOS Figura 1: Localização do Município de Campo Grande no âmbito Nacional e Estadual .......................................... 295 Gráfico 3: Oxigênio Dissolvido córrego Segredo / Anhanduí – 2006 / 2010 ................ 27 Figura 7: Rodovias Federais e Estaduais............................................. 11 Figura 2: Mapa hidrográfico do Município de Campo Grande ... 13 Figura 3: Mapa Geológico do município de Campo Grande............................................2030 vi ..... 300 Gráfico 8: Clorofila a córrego Segredo / Anhanduí – 2006 / 2010 .......................... 298 Gráfico 6: Nitrato córrego Segredo / Anhanduí – 2006 / 2010......... 299 Gráfico 7: Fósforo Orgânico córrego Segredo / Anhanduí – 2006 / 2010........................ 260 Figura 10: Mapa de abrangência geográfica da área contínua e isolada do Cerrado no Brasil ................................................................................................................................................................................... 296 Gráfico 4: DBO5............. 297 Gráfico 5: Nitrogênio Amoniacal córrego Segredo / Anhanduí – 2006 / 2010................................................................................................ 302 Gráfico 10: Coliformes Termotolerantes.......................... 301 Gráfico 9: Potencial Hidrogeniônico córrego Segredo / Anhanduí – 2006 / 2010 ... 303 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 ................................................................................ 18 Figura 4: Mapa Geomorfológico do Município de Campo Grande..... 40 Figura 8: Bacias e Sub-Bacias Hidrográficas do Estado de Mato Grosso do Sul ...................................... córrego Segredo / Anhanduí – 2006 / 2010. 269 Figura 11: Mapa de Vegetação da Região de Campo Grande..........................................................20 córrego Segredo / Anhanduí – 2006 / 2010................ 273 Gráfico 1: Curvas de Projeção Populacional – Campo Grande / MS......... 24 Figura 6: Mapa da vegetação do Município de Campo Grande ........... 85 Figura 9: Ciclo da Água ................................................

.......................................... 9 Foto 8: Encontro dos Córregos Prosa e Segredo...........................................................Margem da BR-262 .... 8 Foto 6: Canalização do Córrego Maracajú............... Década de 30............................ 53 Foto 14: Córrego Coqueiro – BR-163 Saída para Cuiabá .................. 22 Foto 11: Aspecto típico da vegetação no cerrado ............ 91 Foto 15: Encontro dos córregos Segredo com Maracajú ........................ 7 Foto 5: Rua José Antonio................................................. 121 Foto 29: Gradeamento – ETE Cabreúva............... 25 Foto 12: Vista Parcial da região central de Campo Grande.................... trecho próximo à Vila Carlota................... 3 Foto 2 : Naim Dibo: um dos primeiros mascates....... 118 Foto 28: Lançamento do esgoto após tratamento – ETE Cabreúva ....... 1971..................................................... 115 Foto 26: EEE-10 Nhanhá........................................................................................................................................................ 6 Foto 4: Quartel-General do Exército na Av............ 114 Foto 25: EEE-05 Taquarussú... 122 Foto 30: Desarenação – ETE Cabreúva Av................. 96 Foto 20: Córrego das Cabaças..Av.............................. Década de 20 ........ 95 Foto 19: Córrego Lageadinho............................... 15 Foto 9: Córrego Bandeira – Trecho no Bairro Piratininga.................................. 42 Foto 13: Vista do Distrito Industrial de Campo Grande .................. 16 Foto 10: Latossolo – solo residual do basalto vermelho escuro ......................... 123 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 ...Ernesto Geisel x R.................................2030 vii ........ Afonso Pena.... 116 Foto 27: EEE-03 e EEE-04 ............................... 94 Foto 18: Região de Nascente do Córrego Desbarrancado....................................................................................................... Maracajú 92 Foto 16: Trecho do Córrego Segredo ao cruzar o Bairro Talismã ............................... 1957 .................................................................................... Junior B.......................................... 113 Foto 23: EEE-08 Aero Rancho A ............. Ernesto Geisel ...................................................................... antigo boiadeiro de Campo Grande......................................................................................................................................................... 97 Foto 21: Instalações abandonadas à Rua Antônio S.................................. 4 Foto 3: Comboio da Noroeste em parada para abastecimento de lenha.......................... Canal fechado sob a rua.....................................................LISTA DE FOTOS Foto 1: Bento Pereira................................ 104 Foto 22: EEE-02 Aero Rancho B ................Nova Esperança............ às margens da BR-163 (Mini-anel rodoviário) ................... 9 Foto 7: Chegada dos equipamentos da companhia telefônica de Campo Grande.............................. 114 Foto 24: EEE-06 Jacy ............................................................................ 93 Foto 17: Córrego Sóter (contaminação por lançamento de esgoto residencial) .

...............................Campestre X Av......................................................................... 138 Foto 44: ETE Coophatrabalho ........................................................................................................................................................................................................................................................................................Córrego Anhanduí ............................................... 138 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 ........ 128 Foto 37: Leito de secagem de lodo – ETE Salgado Filho.............................................................. 125 Foto 34: Lançamento de esgoto após tratamento – ETE-Salgado Filho .... 128 Foto 38: Casa de química – ETE Salgado Filho........ 132 Foto 42: Leito de secagem de lodo – ETE – Aero Rancho.......................................Aero Rancho130 Foto 40: Calha Parschal e RALF – ETE Aero Rancho .......................................... 127 Foto 36: RALF – ETE Salgado Filho .. 129 Foto 39: ETE Aero Rancho à Av............... 124 Foto 33: ETE Salgado Filho ......................................................................................................................................................... Thirson de Almeida Conj........................ 132 Foto 43: Antiga ETE Coophatrabalho (Tanque Sistema Imhoff)........................................................2030 viii .....................Foto 31: RALF – ETE Cabreúva ......... 123 Foto 32: Leito de secagem de lodo – ETE Cabreúva . 131 Foto 41: RALF – ETE Aero Rancho ............................. 126 Foto 35: Medidor de Vazão e Caixa de areia mecanizada – ETE-Salgado Filho......

...................... 273 Anexo III: Carta Geotécnica do Município de Campo Grande ........... 279 Anexo VI: Tabela Anexo III – Lei Complementar 96/2006.............LISTA DE PLANTAS Planta 1 ......................Perfil Sócio Econômico 2006 .......2030 ix ... 253 Planta 9: Concepção geral dos Escalonamentos – período 2008-2030 ..... 110 Planta 4: Escalonamento das obras de esgoto executadas até dezembro de 2007...... 277 Anexo V: GDU´s Emitidas 2000-2007..................................... 232 Planta 5: Escalonamento das obras do triênio 2008-2010 ...... 63 Planta 2: Área de Cobertura do Sistema de Abastecimento de Água de Campo Grande....................................... 254 ANEXOS Anexo I: Área Urbana da Sede – Lei Complementar 94/2006 – Plano Diretor de Campo Grande........... 242 Planta 6: Escalonamento das obras período 2011-2021............................................... 271 Anexo II: Área Urbana da Sede Zoneamento– Lei Complementar 96/200 ............................................................................... 68 Planta 3: Cobertura do Sistema de Esgotamento Sanitário existente.............................................................................. ...............................................................................................................................................................Setores de Fornecimento......................... 246 Planta 7: Escalonamento das obras período 2022-2026.............................................................. 250 Planta 8: Escalonamento das obras no período 2027-2030 .... 275 Anexo IV: Mapa 06 – Taxa Média Geométrica de Crescimento Anual da População 1996- 2000 ................................... 283 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 ............................................. .................................. 281 Anexo VII: Anotações de Responsabilidade Técnica .........................................

muitas mudanças urbanísticas ocorreram e o crescimento vegetativo não se deu conforme o projetado. foi firmado o TAC – Termo de Ajuste de Conduta entre a Prefeitura Municipal de Campo Grande e a Águas Guariroba S. Em conformidade com todas as exigências citadas acima e principalmente em cumprimento ao TAC foi elaborada a Primeira Revisão do Plano Diretor do Sistema de Esgotamento Sanitário de Campo Grande. conhecida com Lei do Saneamento. pelo Poder Concedente. período 2008-2030.2030 1 . em 2008. norteando a ação dos agentes públicos e privados”. cento e quarenta e três) habitantes. Em 17 de março de 2004.25% deverá chegar a 50%. prevendo: “. Passados seis anos. chegando em 2030 com 1. No dia 09 de novembro de 2005. era até o momento o instrumento legal que norteava a ampliação da cobertura de coleta e tratamento de esgoto para a cidade.143 (Hum milhão. oitenta e cinco mil... estabelece que todo plano diretor de saneamento deva ser revisado a cada quatro anos e a NBR 12. para conhecimento.INTRODUÇÃO O Plano Diretor de Esgotamento Sanitário de Campo Grande elaborado em 2002. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . que é de 45. As obras e serviços detalhados neste Plano Diretor têm sua previsão alocada ao longo dos próximos anos de vigência do contrato de concessão e os projetos executivos serão desenvolvidos a época da implantação das obras de ampliação e melhorias. O crescimento vegetativo adotado toma como população de 2006 àquela divulgada pela IBGE. A Lei Federal 11. a antecipação para 2008 das metas físicas referentes às obras de coleta e tratamento de esgoto doméstico previstas contratualmente para o ano de 2010. escalonando a evolução ao longo dos anos conforme projeção divulgada pelo Edital de Concessão n°13/1999. o índice de cobertura de esgoto atual.267 que define como Plano Diretor um “instrumento básico de um processo de planejamento municipal para a implantação da política de desenvolvimento urbano.445/07. aprovação e licenciamento ambiental.A.” Portanto.085. o TAC sofreu uma re-ratificação.

garantindo a Cuiabá o acesso aos grandes centros econômicos e políticos do país. o Tratado de Madri. levando a migração de cuiabanos. Algumas tribos indígenas aprenderam com os espanhóis a montaria e manejo com o gado. O domínio dos espanhóis no sul do Mato Grosso permanece até o século XVIII. este último formado pelos córregos Prosa e Segredo. A expansão espanhola entra em decadência. Entre as rotas fluviais utilizadas por estas bandeiras estão a do rio Pardo. a região sul do Mato Grosso era dominada pelos espanhóis. Os portugueses constroem então. goianos. em 1750. tornando-se cavaleiros e primeiros fazendeiros sul-mato-grossenses. Preocupada com o domínio espanhol no sul de Mato Grosso. ocorre a intensificação do trânsito das bandeiras paulistanas no sul de Mato Grosso. fortes e presídios no Vale Paraguaio. ocorre a decadência das minas de ouro de Cuiabá. mineiros. que nessa época introduziram o gado e iniciaram a exploração e comercialização da erva-mate. com a Espanha. de Minas Gerais e outras localidades. embora o restante do Brasil estivesse sob o comando dos desbravadores portugueses. Com a exploração das minas de ouro em Cuiabá.1 HISTÓRICO E SITUAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA No século XVI. paulistas e gaúchos para o Sul de Mato Grosso. e assina. Com isso as Províncias passam a enfrentar instabilidades políticas e econômicas.CAPÍTULO I 1 MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE 1. em 1748.2030 2 . a do Anhanduí-Guaçu e a do rio Anhanduí. quando ocorre a descoberta de ouro em Cuiabá. Com isso a influência portuguesa avança. No século XIX. Até então a região era habitada por índios e paraguaios remanescentes das missões jesuítas espanholas. a coroa portuguesa cria a Capitania de Mato Grosso. surgindo mais tarde o povoado de Campo Grande. Estes novos bandeirantes PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .

revólver na cinta. turcos. Buenos Aires e Assunção. muito forte pela longa tradição. passando por Montevidéu.2030 3 .vêm atraídos pela fertilidade do solo. e fundam núcleos populacionais ou reativam outros. em larga escala eram mineiros do Triângulo. antigo boiadeiro de Campo Grande Fonte: Campo Grande 100 Anos de Construção (1999) Migrantes também vieram do exterior – italianos. portugueses. Os primeiros migrantes. pela grande quantidade de gado bovino nos campos de Vacaria e Pantanal. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Foto 1: Bento Pereira. Paraguaios e gaúchos trouxeram a antiga cultura pastoril platina. No começo do século chegaram os japoneses ligados. espanhóis e outros. Antes da estrada de ferro. alemães. esqueceram a catira mineira e passariam a dançar ao som alegre da polca paraguaia. os estrangeiros vieram por Corumbá. Logo vacarianos e campo-grandenses passariam a usar botas. à pequena agricultura de verduras e hortaliças. na maioria. através do porto.

2030 4 . proporcionado pelo estabelecimento de fazendas de criação e em suas imediações e nos campos limpos de Vacaria. A implantação do povoado de Campo Grande ocorre nas encostas da Serra de Maracajú. É também uma das passagens rumo ao Triângulo Mineiro e Oeste Paulista. atraem os migrantes. Sua posição geográfica faculta-lhe a condição de encruzilhada dos caminhos utilizados no início pelos desbravadores. Esta atividade econômica se fazia cada vez mais intensa. Situa-se bem na divisa entre duas bacias hidrográficas Paraná e Paraguai. como meio de comunicação com os diversos povoados do sul de Mato Grosso. de onde partiam comitivas conduzindo boiadas para o Triângulo Mineiro e o Paraguai. depois. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Campo Grande cresceu e prosperou com negócios de gado. As qualidades do lugar. ou seja a fertilidade do solo e a facilidade de se conseguir terra para instalar suas fazendas. A localização geográfica de Campo Grande é um fator que ao longo de sua história. Foto 2 : Naim Dibo: um dos primeiros mascates Fonte: Campo Grande 100 Anos de Construção (1999) Campo Grande passa a adquirir características de um vilarejo em franco desenvolvimento. Campo Grande revela-se no Sul de Mato Grosso no mais ativo centro de comércio de gado. O povoado tornou-se um centro de comercialização de gado. a privilegia como centro irradiador do desenvolvimento sócio-econômico e político da região sul-mato-grossense.

Nos fins de 1909. Ribas do Rio Pardo. 792 de 23 de novembro de 1889. Terenos. O desenvolvimento sócio-econômico do Sul de Mato Grosso propicia. Coronel Pedro Celestino Corrêa da Costa. cuja área era de 3600 hectares. nomeando como primeiro intendente. o governo de Manuel da Costa Lima constrói uma estrada boiadeira e carreteira entre o povoado e o Porto XV de Novembro. Em 1889. 549. fazendo a ligação Mato Grosso . inicialmente conta com uma área superior a 100 mil Km2. O Município. Como empório comercial e centro de serviços de uma vasta região. à Corumbá. no dia 26 de agosto de 1899. Campo Grande firmava sua liderança no sul de Estado. A chegada dos trilhos da Noroeste foi fator acelerador do progresso de Campo Grande. se fez a demarcação das terras para a sede da cidade. A Estrada de Ferro ligaria Bauru. Ivinhema.São Paulo. Jaraguari e parte de Camapuã. estendendo-se entre os rios Aquidauana. despontando como uma das mais progressistas do Estado. Rochedo. abrindo novo mercado para o gado da região e novas oportunidades de intercâmbio comercial para o povoado. Em fins do século XIX. nomeando como primeiro delegado o fundador. Em 2 de novembro de 1902 realizou-se a primeira eleição municipal e em 1º de janeiro de 1903 foi instalada a primeira Câmara de Vereadores. por determinação do Presidente do Estado. o governo da província reconhece a importância do lugar e por meio da Lei nº.2030 5 . PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Dez anos depois. sendo criado aqui o município de Campo Grande. Campo Grande é reconhecida pelo governo da província e passa à condição de vila. Em 10 de junho de 1910. Brilhante. Bataguassú. foi criada a Comarca de Campo Grande com a nomeação do primeiro juiz e em 12 de maio de 1911 deu-se início aos serviços forenses com a posse do primeiro promotor público. a fragmentação desta imensa área que constituía o município de Campo Grande. Francisco Mestre. Sidrolândia. José Antônio Pereira. pela resolução nº. cria o distrito de paz. gradativamente. no interior de São Paulo. desanexando-o da comarca de Nioaque.

entre eles. as cidades ganham um traçado xadrez onde. estabelece um centro onde se localizam as casas comerciais. além de reordenar a aglomeração existente. o bairro ferroviário que abrigaria o conjunto de serviços e residências de seus trabalhadores. Mais tarde. Foto 3: Comboio da Noroeste em parada para abastecimento de lenha Fonte: Campo Grande 100 Anos de Construção (1999) O contrato assinado entre o governo federal e a Companhia de Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. no qual além de estabelecer diretrizes de ocupação.2030 6 . residências. em 1921. elaborando para aquelas cidades situadas no traçado ferroviário. um planejamento para disciplinar a ocupação urbana e sugere às intendências Municipais. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . um Código de Postura. este planejamento permite a expansão da cidade com o surgimento do bairro Amambaí. Em Campo Grande o planejamento urbano sugerido pela Companhia de Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. sede de alguns órgãos públicos. prevê a criação de bairros. Este bairro inicialmente destinava-se à ocupação das residências e unidades militares da Circunscrição Militar. A 6 de Setembro de 1914. permite a esta companhia interferir na estruturação da área urbana. Com isso. no local denominado “Terenos”. prevê a expansão urbana. define algumas medidas de higiene e saúde pública. em 14 de Outubro de 1914 chega a Campo Grande a comitiva que realizava a inauguração oficial da Estrada de ferro Noroeste do Brasil. nome da tribo indígena que dominava na época toda a região. inaugura-se a Estação Ferroviária da Noroeste do Brasil a 26 km de Campo Grande.

Este conjunto congregaria todas as unidades militares sediadas no Estado de Mato Grosso. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Campo Grande foi elevada à categoria de cidade. Campo Grande conta com 12 mil habitantes. iluminação elétrica. O comércio conta com mais de 200 estabelecimentos. Afonso Pena. através do Ministro da Guerra Pandiá Calógeras. de Corumbá para Campo Grande. uma agência de Correios e Telégrafos. abastecimento d água canalizada. Foto 4: Quartel-General do Exército na Av. Campo Grande assume o “status” de capital Militar. Década de 20 Fonte: Campo Grande 100 Anos de Construção (1999) Em 1916. o comando da Circunscrição Militar. vários estabelecimentos de ensino público e privado. transfere. em 1921. 772. o governo federal. telefones e vários clubes recreativos. Simultaneamente à realização das viagens ferroviárias. três agências bancárias. Em 1930.2030 7 . a primeiro de janeiro inaugurou-se a iluminação elétrica na Rua Velha em e 16 de julho de 1918. Poder Judiciário e outros serviços. está dotada dos principais órgãos administrativos estaduais e federais. pelo Decreto nº.

mas os campo-grandenses se mantêm fiéis ao movimento divisionista até 11 de outubro de 1977. onde todos os grupos econômicos – pecuaristas. é considerada a capital econômica de Mato Grosso. Campo Grande. concentra as discussões sobre a divisão do Estado. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . agricultores. quando Ernesto Geisel promulga a lei complementar nº. industriais. causado principalmente pela exportação de gado. era a Revolução Constitucionalista de 1932. comerciantes. A partir de 1930. Paulistas e sul-mato-grossenses travam uma guerra contra o Governo Federal. Década de 30 Fonte: Campo Grande 100 Anos de Construção (1999) O movimento na estação ferroviária. contribuindo para que a arrecadação tributária de Campo Grande seja de 28% em relação à arrecadação de Mato Grosso. tendo em vista sua importância sócio- econômica e política. Getúlio Vargas e os Constituintes não aprovam a divisão do Estado. É criado o Estado de Maracajú. e a importação de bens industrializados é intenso. etc. – participam do desenvolvimento econômico e das atividades políticas. Foto 5: Rua José Antonio. e Campo Grande foi elevada à categoria de capital do estado. 31 que cria o Estado de Mato Grosso do Sul. Campo Grande em 1930 além de ser a capital militar. madeira e outros produtos.2030 8 . sendo Campo Grande sua capital. artesãos. contra o governo ditatorial de Getúlio Vargas. desmembrado de Mato Grosso.

1957 Fonte: Campo Grande 100 Anos de Construção (1999) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . permitindo sua rápida expansão. 1971 Fonte: Campo Grande 100 Anos de Construção (1999) Foto 7: Chegada dos equipamentos da companhia telefônica de Campo Grande.2030 9 . Canal fechado sob a rua. Foto 6: Canalização do Córrego Maracajú. o Governo Federal passa a investir maciçamente no novo estado. Campo Grande recebe equipamentos e serviços indispensáveis à uma capital de Estado. É incluída no programa de modernização das cidades de porte médio. recebendo verba para a construção do anel viário e canalização dos córregos Maracajú e Segredo. Com a divisão do Estado.

italianos.85% dos estabelecimentos comerciais do Estado. Entre 1970 e 1980 os Estados do Nordeste e de São Paulo são os campeões na migração. armênios. portugueses. Entre 1980 a 1990 o Sudeste e Sul são os Estados que mais fornecem migrantes para Campo Grande. paranaenses. nordestinos. De acordo com a arrecadação do ICMS no ano de 2005. paulistas. japoneses.069 habitantes.45% e por último o secundário (industrial) com 34. Chegando em 1980 a 291. Campo Grande está formada e assentada em suas bases. Em 1997 Campo Grande era responsável por 34. Foi justamente na década de 70.18%. sendo a base da economia de Campo Grande o setor terciário (comércio e serviços). fluminenses. reforçando o movimento divisionista.39% do total arrecadado pelo Estado. Campo Grande chegou a 140.126 habitantes em 1991. Nos aos 60 Campo Grande firma-se como capital econômica do Estado. São campo-grandenses natos. A capital chega a 526. mineiros. gaúchos.777 habitantes. Em menor proporção situa-se o setor primário (agricultura e pecuária) com 15. Hoje o município conta com três distritos. e muitos outros que formam a população de Campo Grande. libaneses. influenciado fortemente pela esperança dos migrantes em conquistar seus espaços em um novo Estado.40 % do total deste tributo.233 habitantes. Pessoas do interior realizam compras na capital.2030 10 . o de Rochedinho e o de Anhanduí. Neste mesmo ano a arrecadação do ICMS de Campo Grande correspondeu a 39. este setor foi responsável por 49. que se obteve o maior crescimento vegetativo da história. espanhóis. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . o da sede. e em 1996 já são 600. Em 1972 é criada a Universidade Estadual e jovens de todo o país migram para o Estado.

1.096 Km2 de área. de 500 m a 675 m no Planalto da Serra de Maracajú. ocupando 2. Figura 1: Localização do Município de Campo Grande no âmbito Nacional e Estadual Fonte: Águas Guariroba (2001) O Município.2030 11 . na porção central de Mato Grosso do Sul. Está delimitado pelas latitudes 20º13’N e 20º26’34"S e as longitudes 53º36’E e 54º38’47’’O do meridiano de Greenwich. no chamado Planalto Sedimentar do Paraná.2 LOCALIZAÇÃO O município de Campo Grande localiza-se no centro geográfico do Estado. entre o ribeirão lontra e os rios Anhanduí e Botas.26% da área total do Estado. com 8. predominantemente. Suas altitudes variam. têm como limítrofes: . PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .Jaraguari.

3 HIDROLOGIA Campo Grande apresenta períodos chuvosos de outubro a março. . Os municípios do Estado encontram-se divididos em sete microrregiões homogenias. Não há fonte de informações sobre as vazões dos cursos d’água.Rochedo. Em 1980 foi realizada uma campanha de medições de vazões no córrego Guariroba e em cursos d’água vizinhos. que institui o Plano Diretor de Campo Grande. passaram a ser considerados como Regiões Urbanas para fins de Planejamento.4 HIDROGRAFIA O município de Campo Grande é atravessado.342.2030 12 . Dois distritos fazem parte do Município: Anhanduí e Rochedinho. 1. . 5 de 22 de Novembro de 1995. 1. que por força da Lei Complementar nº. sendo que Campo Grande está integrado à microrregião Pastoril de Campo Grande .Ribas do Rio Pardo.Sidrolândia. e períodos de seca de abril a setembro.MRH . pela Serra de Maracajú que constitui o divisor de águas das bacias hidrográficas dos rios Paraguai e Paraná. . visando o desenvolvimento de projeto de abastecimento de água da cidade. Desde então. não há registros das atuais vazões desses rios.Terrenos. . no sentido nordeste - sudoeste.Nova Alvorada do Sul. . Localiza-se predominantemente na Bacia PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .

além dos córregos Guariroba. Anhanduí.2030 13 . Mangue. Três Barras. Estiva. que por sua vez é afluente do rio Paraná.Hidrográfica do Rio Paraná. Limpo. Pouso Alegre. Arame e Fortaleza. e os córregos Cachoeira. Ceroula e Angico. Imbirussú. em praticamente sua totalidade. tendo como seus afluentes a maioria dos corpos d água destacando-se o rio Anhanduizinho. Do Engano. com exceção de uma pequena porção Noroeste de seu território que se situa na Bacia Hidrográfica de Rio Paraguai. É na área de contribuição da Bacia Hidrográfica do Rio Paraná que está localizada. Lagoa. Ribeirão da Lontra. Água turva. Lageado. Figura 2: Mapa hidrográfico do Município de Campo Grande Fonte: Águas Guariroba (2001) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Lagoinha. O rio Anhanduí é o principal curso d água do município. Lageadinho. Estaca e Ribeirão das Botas os quais são tributários da Sub-bacia do rio Pardo. na qual encontram-se os córregos Mateira. Da Areia. a zona urbana da sede municipal.

devido a estas peculiaridades. o município de Campo Grande apresenta basicamente três unidades fontes. Os maiores cursos d água são os rios Botas e Anhanduí na bacia do rio Paraná e os rios Ceroula e Aquidauana na bacia do rio Paraguai. Com relação às águas subterrâneas. denominado de Aqüífero Guarani. em zona de fraturamentos. Por fim. A segunda. apresenta cursos d’água que contribuem ora para uma. num nível mais profundo. associadas a três formações geológicas diferentes. contém o maior aqüífero subterrâneo da América do Sul.2030 14 . No entanto. é francamente desfavorável no que tange aos recursos hídricos superficiais. Assim. privilegiada sob muitos aspectos. A primeira. por serem rios de planalto. corredeiras. A situação topográfica e hidrográfica da cidade. em virtude da horizontalidade que caracteriza as áreas onde se situam. quedas d água. o município. que devido às suas características petrográficas e abrangência em termos de área. apesar de existir uma grande rede hidrográfica. não havendo condição para a autodepuração. A pequena vazão dos córregos não é suficiente para a diluição dos esgotos. Por estar situado no divisor de bacias. Os rios da região. localizada na região oeste do município está relacionada aos arenitos do grupo Bauru. a qual encontra-se parcialmente sobreposta pela formação anterior. Os cursos d água que banham a região já se encontram com sua qualidade completamente comprometida. mais superficial. são todos rios de pequeno porte. apresentam ao longo de seus cursos. ora para outra bacia. Os córregos Lageado e Guariroba estão destinados ao fornecimento de água potável à população campo-grandense e contribuem com aproximadamente 80% da água consumida no perímetro urbano. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . mesmo com a pequena parcela de esgotos neles lançada. desde industriais até para o abastecimento doméstico. Campo Grande pode ser considerado um município bem servido de águas subterrâneas para as mais diversas finalidades. encontra-se associada às rochas basálticas da Formação Serra Geral. encontram-se as rochas da Formação Botucatu. denominadas “águas emendadas”. travessões e baixios que oferecem possibilidades de aproveitamento hidrelétrico.

2030 15 . A zona urbana de campo Grande está praticamente toda ela assentada nas sub-bacias dos córregos formadores do rio Anhanduí. área esta com PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . principalmente a terra e o lodo que resultam da lavagem natural das ruas pelas águas de chuva. e drena uma área de 3. para manutenção do leito.300 m. a erosão hídrica tem provocado um grande aporte de sólidos ao leito do córrego Segredo. Foto 8: Encontro dos Córregos Prosa e Segredo Fonte: Águas Guariroba (2001) O córrego Segredo.100 m. Desta forma.700 m. O córrego Maracajú foi totalmente canalizado – canal revestido fechado – em sua extensão aproximada de 2. por ser o principal dreno da cidade. tem uma bacia de contribuição da ordem de 52. a jusante do emboque do córrego Maracajú. que corta a zona mais urbanizada da cidade. O córrego Segredo. Considerando ainda as ruas não asfaltadas. já foram executados serviços de dragagem em cerca de 3.7 Km2. recebe toda sorte de resíduos sólidos.400m e canalizados com revestimento e a céu aberto cerca de 1.8 Km2 e um percurso de 4. o assoreamento é grande e. Pela sua margem esquerda recebe os afluentes Maracajú e Prosa.

ainda pouco ocupada e com um percurso PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . portanto.1 Km2 – tem uma extensão de 7. o córrego Lageado também não sofreu nenhuma intervenção e tem. que drena uma bacia de 14.600 m. O córrego Prosa. a implantação de loteamentos de grande porte na bacia de contribuição.5 Km2. com grandes picos de cheia.5 Km2 e tem um percurso aproximado de 17. cabendo. Foto 9: Córrego Bandeira – Trecho no Bairro Piratininga Fonte Águas Guariroba (2001) Como último afluente. o córrego Bandeira se encontra no estado natural. com uma bacia bem maior – 33. até o momento. é afluente da margem esquerda do rio Anhanduí.alto grau de impermeabilização e.500 m.2030 16 . e se encontra na maior parte em seu leito natural. ao sul da cidade e pela margem esquerda.6 Km2 e percorre uma extensão de 7. o rio Anhanduí recebe o Lageado que drena 98.200 m. Com exceção de seus 400 m finais que sofreram dragagem. O Imbirussú drena uma bacia de 148. A região Oeste da cidade é cortada pelos córregos Imbirussú e Lagoa. importante papel como manancial de abastecimento de água para a cidade. O córrego Bandeira. notar entretanto.

O rio Anhanduí.5 GEOLOGIA O Município de Campo Grande situa-se sobre a Bacia Sedimentar do Paraná. drena uma bacia de 49.de 8. recebendo no seu percurso vários afluentes e drenando uma bacia de 431. 1. caminha uma longa extensão até atingir o rio Paraná. que tem como um dos seus formadores o córrego da Base. a cidade de Campo Grande está praticamente localizada em área contribuinte do rio Anhanduí.4 Km2 na seção da desembocadura do córrego Imbirussú. Desta forma.200 m caminha para o sul até atingir o córrego Anhanduí. também afluente do Paraná. O córrego Lagoa. Uma pequena parcela da cidade.2030 17 . fora da zona urbanizada. que na cidade de Campo Grande tem pequeno porte. situada a nordeste. portanto. seu arcabouço geológico e constituído pelas litologias de duas unidades geológicas diferentes: Grupo São Bento e grupo Bauru. até desembocar no rio Pardo.8 Km2 e após percorrer 8. da bacia do rio Paraná. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . é drenada pelo ribeirão dos Botas que desenvolve um percurso no sentido centro-leste.200 m desemboca no córrego Imbirussú.

condiciona a produtividade à presença de fraturas. formada por arenitos eólicos da idade jurássica é recoberta pela segunda. representada por uma seqüência de derrames basálticos contendo níveis areníticos intertrapeanos. O Grupo Bauru. A primeira. sob o ponto de vista hidrológico. Os arenitos intertrapeanos são inexpressivos. fendas e zonas vesiculares.Figura 3: Mapa Geológico do município de Campo Grande Fonte: Águas Guariroba (2001) O Grupo São Bento. localmente conglomeráticos.2030 18 . da Formação Caiuá. localizado na porção oeste do município. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . que capeia as litologias anteriores. ocorre na porção centro- oeste de Campo Grande e é composto pelos arenitos finos e médios. dado o posicionamento estratigráfico e ausência de recarga. Os derrames de basalto na região apresentam espessuras da ordem de 100 m a 150 m o que. é representado pelas formações Botucatu e Serra geral.

São elas: a Região dos Planaltos Arenítico- Basáltico Interiores. cuja unidade corresponde ao Terceiro Patamar da Borda Ocidental.2030 19 . Figura 4: Mapa Geomorfológico do Município de Campo Grande Fonte: Águas Guariroba (2001) Relevos elaborados pela ação fluvial. as Rampas arenosas dos Planaltos Interiores e os Divisores Tabulares dos Rios Verde e Pardo e a Região dos Planaltos da Borda Ocidental da Bacia do Paraná.1. compreendendo as unidades do Planalto de Dourados.6 GEOMORFOLOGIA O relevo do município está compreendido em duas grandes regiões geomorfológicas e quatro unidades. densidade de drenagem e declividade das vertentes. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . apresentando topos tabulares definidos pela combinação das variáveis.

. na unidade do Terceiro Patamar da Borda Ocidental.000. encontram-se topos colinosos e uma frente de cuestas basálticas.1527 m. Cota : 534.000. realizado pela Secretaria de Obras da Prefeitura. executado pelo Ministério do Exército. . b) Nº. com áreas praticamente planas a suavemente onduladas. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .Levantamento aerofotogramétrico do município. realizado pela Secretaria de Obras da Prefeitura. na forma tabular. ao lado esquerdo da porta da sala da bilheteria. Apenas na porção noroeste do município. ou com lençol freático rebaixado. 258-B chumbado na plataforma da Estação NOB (Noroeste do Brasil).7 TOPOGRAFIA Situada sobre a serra de Maracajú. localizando-se entre as cotas 500 m e 675 m. Cota : 534.Levantamento planimétrico da cidade.000. Segundo a Fundação IBGE poderão ser tomadas com referência de nível da cidade os seguintes marcos : a) Nº. Levantamentos topográficos existentes relativos à cidade e ao município: . Diretoria do Serviço Geográfico. 1.Levantamento planimétrico da cidade em escala 1:20.2030 20 . escala 1:100.5781 m. com drenagem regularizada. com inclinações pouco superiores a 10%. em escala 1:10. RN-1 no lado esquerdo da soleira da porta principal do prédio da prefeitura. a cidade de Campo Grande apresenta topografia ondulada. com curvas de nível a cada 40 m. apresentando topos (parte mais alta da área). resultantes do trabalho realizado pelos agentes erosivos são planos.Os aspectos do relevo.

1. realizado pelo Serviço Autônomo de Água e Esgotos – SAAE. Apresenta grande capacidade de infiltração d água superficial com pouca susceptibilidade a erosão. sendo apresentados em escalas 1:2. Cabe notar que está em andamento. . com a firma Esteio. foram feitos levantamentos aerofotogramétricos.000. quando da elaboração do projeto do Sistema de Água. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . no entanto. desenvolvidos a partir dos mais diversos materiais originários. processos de degradação ambiental irreversíveis podem ocorrer. textura arenosa. com diferentes classes texturais. com restituição planialtimétrica. a complementação destas plantas para áreas novas.Levantamento planimétrico da cidade. .000. contratada pela Prefeitura Municipal. Geralmente verifica-se no município a presença de solo com textura média.000 e 1:10. localizado em terras planas ou suavemente onduladas.Planta do levantamento aerofotogramétrico. em escala 1:5. Possuem horizonte “B” desenvolvido. sob condições de uso inadequado ou sob fortes precipitações.Em 1980. escala 1:1. condicionada pelo substrato rochoso.8 SOLOS As classes de solos predominantes no município de Campo Grande são as seguintes: Latossolo vermelho escuro: são solos minerais profundos e bem drenados.000.000.2030 21 . . com coloração indiscriminada (vermelha ou amarela). elaborado pela Fundação IBGE.

não hidromórficos. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . titânio e manganês. Areias Quartzozas: são solos minerais. possuem boas potencialidades para a exploração agrícola mecanizada ou pastoril. textura predominantemente composta por areia. bem drenados com baixa susceptibilidade a erosão. Ocorrem em áreas com topografia plana ou suavemente ondulada. Foto 10: Latossolo – solo residual do basalto vermelho escuro Fonte: Águas Guariroba (2001) Latossolo Roxo: solos profundos. principalmente na região central. onde surge acompanhando o curso d água do rio Anhanduizinho em faixa marginal. sendo desaconselhável para a agricultura. São solos que. pouco desenvolvidos e com baixa fertilidade natural. Ocupa grande extensão na porção oeste e noroeste do município.2030 22 . Este tipo de solo ocorre geralmente em relevos planos e suavemente ondulados. embora necessitem da correção de acidez. Apresentam baixa capacidade de retenção de umidade e grande susceptibilidade a erosão. Apresentam textura argilosa e elevados teores de óxido de ferro.

81 19. .00 24.16 29.02 20.84 27.33 17.86 33.07 25.81 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .17 19.29 22.02 30.95 23.42 a 10 cm 14 h 29.89 23. 24.53 24.61 20.67 21. em áreas de relevo suavemente ondulado.04 22.48 27.30 21.53 23.14 23.65 25.70 26.08 31.43 25.00 25.61 19.42 23.83 24.44 8h 27.60 35.94 24.52 28.90 35.67 25.95 30.46 25.22 19.41 30. Out.03 29. Abr.98 31.49 18.51 30. Set.07 24.55 a 2 cm 14 h 32.88 31.51 21.83 22.00 23.05 18.51 25.71 a 10 cm 14 h 31.89 17.95 32.52 26. Nov.56 23.55 19.51 28.19 23.15 33.42 27.64 28.65 8h 25.75 20.91 24.39 20.46 24.95 24.98 25.45 32.60 28.75 23. Dez.08 30.68 23.58 26.28 24.09 19.31 28. Devido à pouca profundidade e à presença de cascalho.24 21.19 28.30 29.72 33.87 29. Jul.86 20. Mar.53 a 10 cm 14 h 30.30 18.00 29. Fev.72 2002 8h 25.59 25.38 20.72 22.46 24.33 24.58 28.72 33.45 23.67 23.04 19.93 30.02 32.68 21. não é aconselhável sua utilização agrícola.44 26.48 26.51 18.46 21.87 23. 28.60 25. Maio Jun.40 30.75 22.52 26.48 22.01 24.75 32.19 34.03 20.40 a 2 cm 14 h 34.65 21.00 2003 8h 26.27 20.87 24.85 23.40 25. .87 26.63 26.61 a 2 cm 14 h 32.08 25.84 23.17 24.05 30.27 26.76 22.91 35.57 20.64 18. Este solo é encontrado em pouca extensão na porção noroeste do município de Campo Grande.56 23.28 27. .40 25.00 26.35 30.00 26. apresentam-se com textura média cascalhenta ou argila cascalhenta.53 18.61 31.12 24.86 23.34 20.57 27.20 17.88 25.65 20.08 25.49 26.15 26.40 a 10 cm 14 h 30.08 20.92 21.00 29.84 24.37 21.84 24.92 29.62 28.88 28.12 a 2 cm 14 h 35.11 30.24 19.67 21.75 32.30 25.51 20.29 27.71 30.52 21.14 23.50 16.22 27.26 24.70 25.17 26.59 .11 27. Ago.96 24.98 25.30 1997 8h 25.73 29.62 a 10 cm 14 h 29.19 23.79 24.04 35.02 25. .31 18.85 17.62 20.78 26.66 34.64 17.99 29.28 24.51 30.95 22.87 27.82 26.74 28.44 25.89 8h 27.42 25.57 a 2 cm 14 h 36. pouco evoluídos.34 24.61 25.95 26.45 17.08 19.01 a 2 cm 14 h 37.02 24.64 19.32 34.2030 23 .60 25.27 25.50 29.65 8h 25.72 8h 26.80 22.79 25.80 30.98 26.90 21.16 22.49 19.44 25.25 24.65 27. apresentam teores elevados de materiais primários de fácil decomposição (matéria orgânica).62 24. Abaixo a Tabela 1 com os dados de temperatura médio do solo: Temperatura média do solo – 2000/2005 Ano Profundidade Hora Meses (ºC) Jan.35 25.25 19.99 21.04 23.77 25.87 25.07 33.45 30. Geralmente.96 26.73 23. Solos Litólicos: São solos rasos.52 35.54 29.15 28.06 29.91 28.02 24. .67 29.00 a 10 cm 14 h 32.55 30.31 30.28 36. .75 33.78 28.53 21.16 28.27 23.00 24.29 31.81 18. .20 19.80 20. 8h 25.38 33.68 25.38 25.03 34.14 33.84 29.99 16.90 22.95 34.51 21.80 8h 25.83 25.27 28.40 18.68 24.42 19.35 24.49 24.16 25.96 28.57 34.55 30.21 16.23 a 2 cm 14 h 31.82 2001 8h 25.99 20.36 28.82 15.11 28.87 25.69 23. .85 27.75 31.31 17.78 1998 8h 27.87 27.32 23.96 28.72 27.08 23.19 18.43 34.82 27.58 2000 8h 26.45 29.62 2004 8h 27.28 17.50 .80 28.77 17.74 29.59 19.62 25.51 29.16 26.97 a 10 cm 14 h 28.11 28.31 23.63 19.63 24.61 30.25 22.

10 19.00 2005 8h 25.70 20.10 25.30 23.20 24.80 25.30 21.80 a 10 cm 14 h 27.30 24.20 31.60 a 2 cm 14 h 30.10 21.90 34.60 24. 8h 25.00 21.2030 24 .00 27.60 23.20 20.30 28.60 29.80 32.40 25.50 16.60 18.00 20.00 31.90 24.70 28. Figura 5: Mapa de solos do Município de Campo Grande Fonte: Águas Guariroba (2001) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .10 25.30 26.30 34.50 26.40 24.10 27.20 36.90 19.20 24.40 26.70 28.70 18.20 20.60 29.40 32.40 25.60 28.30 Tabela 1: Temperatura média do solo – 2000/2005 Fonte: Perfil Sócio-Econômico de Campo Grande (2006) A figura 5 abaixo mostra o mapa de solos do Município de Campo Grande.30 23.

além de folhas desenvolvidas com PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . a cobertura vegetal autóctone apresenta-se com as fisionomias de Campo Limpo. pertence aos domínios da região fitogeográfica do Cerrado. Foto 11: Aspecto típico da vegetação no cerrado . Floresta Ripária (mata ciliar). Cerrado.2030 25 . Campo Sujo. Veredas e áreas de Tensão Ecológicas representadas pelo contato Cerrado/Floresta Mesófila Semidecídua e áreas das formações antrópicas. com fisionomia diversificada.1. com órgãos de reserva subterrânea.9 VEGETAÇÃO O município de Campo Grande localiza-se na zona neotropical. isoladas ou agrupadas sobre um revestimento graminóide hemicriptofítico. Apresenta sua vegetação lenhosa composta de brotos foleares bem protegidos de casca grossa e rugosa. Geralmente caracteriza-se por fanerófitas de porte reduzido. Cerradão. comumente profundos (Xelopódios).Margem da BR-262 Fonte: Águas Guariroba (2001) O cerrado encontrado no município pose ser abordado como sendo uma vegetação xeromórfica.

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . dentre outros. Figueira (Fícus sp).os estômatos geralmente abertos. com o plantio de culturas cíclicas e pastagens. Cumbaru (Dipteryx alata) e Guarita (Astronium graveolens). Angico Vermelho/Preto (Anadenanthera macrocarpa). Ipês (Tabebuia sp). a Reserva Ecológica do Parque dos Poderes. Pata-de-Vaca (Bauhinia forficata). Sua composição florística é bastante heterogênea. Aroeira (Myracrodruon urundeuva). sendo substituída posteriormente durante a arborização por espécies vegetais nativas e exóticas destacando-se Sibipiruna (Caesalpina peltophoroides). destacando-se o Jardim Botânico. etc. Ipês (Tabebuia sp). Nos corpos d água localizados na área urbana. Balsamin (Diptychandra arantiaca).2030 26 . a Reserva Biológica da UFMS. representando a ocupação de aproximadamente 70% da superfície do território municipal com atividades agro-pastoris. As áreas antrópicas estão distribuídas por toda a extensão do município. nota-se a presença de extensas áreas ocupadas por buritizais formando veredas e de alguns remanescentes florestais. Sombreiro (Clitoria fairchidana). Monguba (Pachira aquática). Quaresmeira (Tibouchina granulosa). devido à presença das várias fisionomias da savana destacando-se Vinhático-do-Campo (Platymenia reticulata). Sucipira Branca (Pterondon emarginatus). Oiti (Licania tomentosa). No perímetro urbano houve a retirada da cobertura vegetal autóctone durante o período de ocupação.

No município de Campo Grande existem três Unidades de Conservação da Natureza. destinados à proteção da fauna.9. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .1 UNIDADES MUNICIPAIS DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA As Unidades de conservação são espaços territoriais especialmente protegidos.2030 27 . flora e à preservação da diversidade do patrimônio genético e dos processos ecológicos essenciais. Figura 6: Mapa da vegetação do Município de Campo Grande Fonte: Águas Guariroba (2001) 1. instituídas pelo Poder Público Municipal: .Área de Proteção Ambiental das Mananciais do Córrego Lajeado – APA do Lajeado. possibilitando o manejo ecológico de espécies e ecossistemas importantes.

32 2. . Velocidade média do vento (m/s) Mês 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Janeiro 2.94 1.89 2.78 1.32 2.18 1. conforme Tabela 2 abaixo: FREQUÊNCIA DAS MÉDIAS (%) NW = 0 . 14 NE = 5 .08 2.78 2.31 2.99 1.94 1.40 Fevereiro 2.29 2.04 1. superior a 30%.58 2.32 2. . os ventos ocorrem com menor intensidade.10 VENTOS O predomínio dos ventos em Campo Grande é na direção Leste.Área de Proteção Ambiental da Bacia do Córrego Ceroula – APA do Ceroula 1.88 2. 17 E = > 36 Tabela 2: Freqüência das médias dos ventos Fonte: Perfil Sócio-Econômico de Campo Grande (2006) Podemos observar as velocidades médias do vento referentes aos anos de 1988 a 2005. 16 N = 5 .39 1.85 1.30 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .11 2. Nas outras direções.2030 28 .82 3.52 2. existindo também uma freqüência bastante significativa na direção Norte e Nordeste.89 2.79 2.03 1. na Tabela 3. 17 SE = 5 .Área de Proteção Ambiental dos Mananciais do Córrego Guariroba – APA do Guariroba.

47 3.63 1.99 3.74 3.07 m/s.50 2.01 2.13 3.47 2.86 3. Os meses de menor precipitação são junho.26 2.02 2.41 2.00 Agosto 3.56 2.29 2.11 CLIMA O clima de Campo Grande. Os déficits hídricos ocorrem com maior intensidade nesses meses.30 Dezembro 3.01 3.40 Abril 2.64 2.40 2.62 3. julho e agosto.25 3.44 2. tendo o mês mais seco mais de 30 mm de chuva.00 Junho 2.02 3.20 2.32 2.12 3.11 2. quando a temperatura média oscila em torno de 24º C.50 2.58 2.38 2.16 3.07 2.29 3. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . situa-se na faixa de transição entre o subtipo (Cfa) mesotérmico úmido sem estiagem.14 2.05 3.87 2.61 2.88 3.59 2. 1. (Fonte Embrapa).83 3.85 3.93 2.76 2.62 3.11 2.55 2.00 2.09 2.64 3.60 Maio 3.33 2.36 1.17 3.90 Média 2.08 2.74 3.11 2. em que a temperatura do mês mais quente é superior a 22º C.55 2.86 2. e o subtipo (Aw) tropical úmido. com estação chuvosa no verão e seca no inverno.60 Setembro 3.16 2.81 3.84 2.80 1.51 3.31 2. segundo a classificação de Köppen.53 2.92 3.21 2.72 2.8 mm a 1670.2030 29 .72 3.84 3.35 3.74 2.50 2.46 2. Março 1.76 3.73 2.92 4.19 2.72 3.06 2.92 2.79 2.59 2.88 2.72 3.31 3.93 3.74 2.29 2.85 2.37 2.61 2.38 2.71 3.84 2.99 2.10 Novembro 2.15 3.46 3.65 2.00 Outubro 2.99 3.55 2.42 2.35 3.54 2.67 4.40 4.53 2.072. referente aos anos de 1996 a 2005.07 Tabela 3: Velocidade dos ventos (m/s) no período de 1988 a 2000 Fonte: Perfil Sócio-Econômico de Campo Grande (2006) Conforme a Tabela 3 a velocidade média anual do vento no ano de 2005 foi de 3.08 2.6 mm .79 2.33 2.91 3.17 3.74 2.04 3.89 1.43 2.20 Julho 3.74 2.71 3.35 2.60 2.24 2. como podemos observar na Tabela 4 – Precipitação acumulada em Campo Grande.49 1.46 2.87 2.37 2.96 2.29 3. As precipitações anuais variam de 1.95 2. Cerca de 75% das chuvas ocorre entre os meses de outubro e abril.83 2.18 2.66 2.63 2.80 2.11 2.13 2.

2 mm e mínima em julho com 35. O total anual médio de precipitação é de 1414. com máxima média mensal observada em janeiro com 199.9 mm. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .2030 30 .8 mm.

6 252.1 100.1 39.6 mm.7 156.9 Anual 1.6 1.6 1.9 Maio 144.670.7 90.7 Julho 6.646.9 mm de acordo com a Tabela 4: Precipitação por Ano (mm) Mês 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Janeiro 271.9 96.7 154.8 31.0 232.6 97.5 1.5 159.2 114.1 241.8 18.7 1.6 27.5 102.0 48.5 125.9 140.087.3 66.5 171.8 93.0 0.2 83.2 40.0 Fevereiro 147.6 68.7 52.8 Junho 2.2 163.4 354.8 149.4 134.4 236.9 15.9 302.568.5 35.0 64.9 132.5 43.7 1.7 168.6 214.4 0.5 mm e mínima em agosto de 7.8 Março 149.1 196.4 85.7 131.7 115.4 181.8 179.9 78.9 Setembro 116.0 96.0 40.3 96.11.9 70.277.1.1 0.8 33.3 44.0 46.8 198.4 170.4 Novembro 64.1 309.2 118.7 113.0 171.6 Outubro 162.1 166.1 113.2 237.646.1 148.217.1 203.3 131.6 96.5 55.3 1.4 152.9 57.4 182.3 33.657.6 Tabela 4: Precipitação Acumulada em Campo Grande nos anos de 1996 a 2005 Fonte: Perfil Sócio-Econômico de Campo Grande (2006) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .1 114.5 Dezembro 168.4 0.443.2 128.0 37.505.1 271.8 8.0 160.2 127.4 63.0 101.2030 31 .5 217.0 139.0 16.9 89.9 249.072. com máxima mensal observada em novembro com 244.1 PLUVIOMETRIA O total anual de precipitação em 2005 foi 1.1 38.7 1.9 83.8 1.7 122.5 117.6 Abril 40.4 170.5 39.6 1.4 93.3 78.6 266.7 107.0 176.5 Agosto 4.8 75.6 115.5 196.1 41.0 244.9 103.2 188.0 7.

7 203.5 245.6 329.0 218.2 111.6 321.7 191.4 107.2 176.5 365.9 251.0 328.8 152.8 196.3 UMIDADE RELATIVA DO AR A umidade relativa média mensal do ar em 2005 variou de 58% em agosto a 86% no mês de janeiro.0 139.7 213.0 154.0 378.0 221.5 Agosto 318.0 225.5 143.8 302.3 261.1 186.6 294.6 252.7 121.2 176.0 142.7 196.0 168.9 Maio 140.4 111.2 149.3 237.4 95.1 259. abaixo na Tabela 6 com os índices dos últimos 10 (dez) anos: Umidade relativa média do ar (%) 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Janeiro 84 80 76 80 74 77 70 83 68 86 Fevereiro 83 80 84 79 83 79 77 81 72 68 Março 83 74 81 83 84 79 75 79 67 71 Abril 73 75 77 64 69 71 66 72 76 69 Maio 78 71 76 63 69 70 69 62 83 65 Junho 72 77 77 65 65 70 64 64 68 67 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .5 100.1 172.7 141.2 196.0 152.8 254.2 400.9 151.3 229.8 137.5 265.9 106.6 197.1.7 170.0 82.0 295.9 Tabela 5: Evaporação Acumulada em Campo Grande – 1996 a 2005 Fonte: Perfil Sócio-Econômico de Campo Grande (2006) 1.8 340.0 200.7 100.5 182.0 188.0 Março 101.6 251.2 222.4 176.1 215.5 237.8 221.1 234.8 Abril 172.9 214.9 97.5 133.4 191. com média anual de 69%.2 148.5 176.1 292.1 195.3 249.0 249.2 153.8 247.8 154.2 185.8 Setembro 227.2 200.2030 32 .8 Fevereiro 102.5 84.5 82.9 Julho 250.4 115.11.5 186.0 169.7 165.0 92.5 144.4 88.9 Junho 148.7 157.0 Outubro 186.11.5 376.9 92.3 231.7 Dezembro 118.2 182.3 375.8 292.7 452.2 115.2 EVAPORAÇÃO Abaixo Tabela 5 com os valores de evaporação nos últimos dez anos: Evaporação acumulada em Campo Grande – 1996/2005 Mês Ano (mm/mês) 1996 1997 1998 1999 2000* 2001* 2002* 2003* 2004* 2005* Janeiro 106.8 175.6 259.6 180.8 150.9 152.3 161.2 187.1 140.1 Novembro 163.8 280.5 162.8 307.

9 5.5 4.4 NEBULOSIDADE Na escala de 0 a 10 a nebulosidade média anual de campo Grande em 2005 foi de 4.9 3.9 4. Julho 59 60 65 62 61 63 61 53 68 61 Agosto 55 57 72 40 63 49 52 51 47 58 Setembro 66 59 72 53 72 60 56 59 45 64 Outubro 72 66 74 58 65 68 64 66 64 74 Novembro 73 77 71 61 73 75 66 67 68 72 Dezembro 80 76 75 72 75 76 68 76 72 75 Tabela 6: Média da umidade relativa do ar em Campo Grande – 1996/2005 Fonte: Perfil Sócio-Econômico de Campo Grande (2006) 1.5 dec em janeiro.0 Maio 5.6 4.6 Tabela 7: Nebulosidade em Campo Grande – média dos 5 últimos anos Fonte: Perfil Sócio-Econômico de Campo Grande (2006) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .6 6.3 3.5 2.2 4.2 3.1 4.1996/2005 Mês (hora:décimo de hora) 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Janeiro 6.2030 33 .7 5.1 4.8 4.9 2.6 6.1 4.3 5.2 6.6 5.7 4.6 Junho 3.4 5.4 3.1 4.6 5.7 6.8 5.2 5.4 5.2 5.8 6.0 4.9 5.2 3.5 5.5 Dezembro 6.6 5.4 5.4 3.9 Setembro 4.0 1.0 5.6 5.5 Fevereiro 6.3 4.5 Agosto 4.7 6.1 3.6 4.8 4.6 5.2 4.0 4.4 Abril 3.8 Novembro 5.1 5.3 5.2 3.2 3.3 4.3 5.3 5.5 5.3 4.0 3.3 4.4 4.90 dec em agosto e máxima de 7.6 dec.3 6.9 4.5 6.3 3.1 5.1 2.11.6 3.9 4.4 3. com mínima de 1.6 4.4 1.0 3.0 4.8 4.6 3. abaixo Tabela 7 com os dados de nebulosidade dos últimos dez anos: Nebulosidade média em Campo Grande .0 5.3 Outubro 5.6 5.1 6.2 4.8 6.7 7.0 3.5 3.2 3.3 2.3 4.1 6.8 4.9 3.3 6.8 4.8 4.0 4.3 1.8 6.5 Julho 2.8 4.7 2.7 4.6 3.8 5.5 3.5 6.1 5.7 5.2 2.9 3.7 5.4 7.6 Média anual 5.6 3.8 Março 5.0 4.5 5.0 5.8 5.9 4.6 5.6 7.

11. com seus valores mensais e anual: PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . e julho o mais frio.1.39º C. média e mínima.5 INSOLAÇÃO Abaixo Tabela 8 com os dados de insolação nos últimos dez anos: Insolação acumulada em Campo Grande . Na Tabela 9 a seguir.6 TEMPERATURA A temperatura média mensal do ar em 2005 foi de 23. sendo em fevereiro o mês mais quente. com 14.6º C.1996/2005 Mês (hora:décimo de hora) 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Janeiro 191:3 163:9 228:7 162:3 240:2 214:6 271:6 157:5 283:2 143:4 Fevereiro 174:3 170:3 138:6 191:4 162:3 159:9 179:3 157:2 225:2 245:1 Março 209:3 238:5 208:9 204:7 163:9 208:9 238:0 197:4 255:9 246:3 Abril 249:3 213:1 211:3 256:4 264:0 231:4 265:0 229:1 198:8 214:8 Maio 221:1 224:0 197:5 258:1 251:3 211:6 244:2 352:2 164:5 250:2 Junho 215:7 175:2 209:3 215:6 199:6 206:9 262:4 253:6 212:4 243:6 Julho 273:7 272:6 259:6 247:8 212:8 239:3 213:5 267:2 228:3 244:6 Agosto 234:6 243:8 176:2 269:3 225:7 265:4 228:9 235:7 275:5 - Setembro 202:9 202:4 160:1 200:7 178:3 233:8 196:9 201:6 216:9 176:3 Outubro 210:4 218:4 208:3 225:5 227:6 198:1 197:1 237:8 200:4 197:3 Novembro 228:4 165:9 239:3 237:3 234:7 183:5 249:3 226:7 237:4 208:7 Dezembro 169:4 243:4 221:7 231:9 229:8 214:8 253:1 226:2 252:8 236:1 Tabela 8: Insolação em Campo Grande de 1996 a 2005 Fonte: Perfil Sócio-Econômico de Campo Grande (2006) 1.2030 34 .3º C em média. com 32. são apresentadas as normais de temperaturas máxima.11.

40 25.50 28.00 23.80 24.10 20.60 17.80 20.80 20.90 19.30 17.80 20.70 19.40 20.40 20.50 17.10 32.00 29.90 24.10 16. 21.90 25.80 19.90 15.60 20.30 30. 21.30 31.30 19.10 19.00 31. 30.00 21.40 22.20 32.40 24.00 16.10 30.90 24.50 21.60 25.90 28.00 14.90 14.80 20.20 Min.90 30.30 29.40 21.80 18.90 30.30 30.10 15.70 17.80 30.30 19.50 21.10 24.70 26.30 21.20 14.10 16.90 21.00 19.20 22.10 17.40 22.20 20.80 25.90 14. 21.80 16.60 19.60 23.90 20.30 22. Temperatura média em Campo Grande .10 28.90 24.60 27.00 Min.70 24.40 30.40 2000 Média 26.40 19. 21.20 30.80 22.70 30.40 29.00 17.00 Min.90 15.60 18. 21.20 16.80 21.50 23.70 22.80 1999 Média 24.60 27.10 1997 Média 24.90 23.00 26.70 21.50 21.90 19.70 32.70 24.00 20.00 28.50 16.80 19.10 15.20 26.50 28.20 18.50 30.80 19.30 27.50 20.00 27.10 30.40 18. 29.60 19.80 27.60 31.40 21.20 20.80 25.80 21.70 25.20 28.90 30.50 31.90 30. Fev.30 29.00 Máx.40 24.70 20.90 30.50 21.30 29.50 25.60 24.90 21.40 Máx.40 30.40 22.80 28.10 21.10 25.60 30.60 23.90 21.70 18.00 24.30 31.70 31.12 POPULAÇÃO Para o estudo da demografia e da formação étnica de Campo Grande.60 24.80 29.20 22.00 30.10 21.30 17.00 12.40 32.20 21.30 27.20 19.40 24.00 31.50 33.80 15.50 15.00 30.70 Min.30 25.1996/2005 Fonte: Perfil Sócio-Econômico de Campo Grande (2006) 1.00 31.90 30.60 18.30 30.2030 35 .10 24. tem-se clara a PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .90 30.50 Máx.80 20.00 Min.00 25.80 24.30 24.60 19.30 18. Ago.10 30.60 33.90 25.60 21.40 29.40 30.50 23.10 26. 22.50 24. 21.70 29.70 18.50 20. 31.60 29.60 Min.30 24.00 17.60 15.10 30.60 30.10 23.50 Máx. 30.50 21. 30.40 17.20 2004 Média 26.00 24.30 17.10 25.10 15.70 19.90 2005 Média 24.20 21.10 Min. 21. 32.70 24.40 27.00 32.50 31.50 24.90 24.70 25.30 31.60 25. quando se considera a densidade demográfica observada em 1920.10 Máx.90 22.20 21.40 25.10 Tabela 9: Temperatura média em Campo Grande.60 28.50 30.70 25.10 20.20 31.90 26.20 15.60 32.40 20.80 31.20 21.80 20.10 23.00 Máx.00 25. Dez. desta forma.50 23.90 16.90 30.00 31.50 Min. Maio Jun.20 20.90 29.68 29.00 2002 Média 25. os dados censitários convertem-se na principal fonte de informação.80 20.90 17. 20.80 29.90 20.30 24.40 18.10 31. 31.10 21.90 24.40 18.10 21.50 25.90 24.70 22.60 15.70 20.80 20.70 16.40 31.50 32.50 1998 Média 26.50 21. Abr.00 18.40 19.80 25. 21.40 Máx.10 25.30 24.60 1996 Média 24.10 25.40 23.50 20.10 27.20 16.20 19.10 31.00 31. Mar.50 23.60 26.10 2003 Média 25.60 19.90 16. Nov.70 21.70 25. Set.30 31.40 21.10 25.50 30.70 2001 Média 25.10 25.60 28. 32.90 26.20 21.90 Máx.80 33.30 21.50 31.40 30.30 20.00 25.80 14.30 20.80 30. 32.00 14.00 28.00 17.30 19.10 20.00 13. Jul.20 20.70 21.70 19.60 30.85 30.20 30.10 22.70 21.20 25.90 28.40 30.80 29.00 22.10 32. Máx.90 33. Out.40 22.90 20.10 24.70 30.00 25.40 29.40 Máx.60 17.00 21.20 15.30 21.70 25.00 19.80 24.1996/2005 (ºC) Ano/Meses Jan.00 17.20 20.00 Min. 29.80 21.10 15.60 Min.60 26.20 20.

Nas décadas seguintes. Em 1949 haviam 600 linhas telefônicas instaladas. sírios. alho e soja. como de outras cidades brasileiras. algodão. os dados do Censo apontam para um total de 140. Na agricultura destacava-se a produção de arroz. norte-americanos. sendo 25 mil na cidade. Percebe-se que a migração está presente na gênese de Campo Grande. onde. houve grande crescimento em todos os aspectos no município. a população atingia 52 mil habitantes. inclusive 16 bancos. surgindo nas diferentes fases de sua evolução. para uma população de 21. franceses e poloneses. chilenos.3 % do total das empresas comerciais do Estado demonstrando uma expressiva atividade do setor terciário da economia. com 4 mil japoneses e 700 sírios compondo as colônias mais numerosas.665 membros. argentinos.120 homens e 9240 mulheres. A maior colônia japonesa.545 estabelecimentos.360 habitantes. com 12.233 habitantes. quando recebeu e continua recebendo pessoas de todas as partes. Uma ampla estrutura de serviços. uruguaios. tem sido fator recorrente. aqui porém. Em 1947 a indústria tinha 244 estabelecimentos e o comércio atingia 665 empresas. Em 1933. já que nessa época o município detinha uma área de cem mil quilômetros quadrados. japoneses. 136. em Campo Grande existiam 12 mil domicílios. Neste período.2030 36 . cerca de 20% da população campo-grandense era constituída por imigrantes: portugueses. 343 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .572 são brasileiros natos. gregos. Em 1950 o município já se destacava concentrando 16. em 31 de dezembro de 1932. com 1. destes. No início da década de trinta o município de Campo Grande tinha uma população estimada em 40 mil habitantes. Por volta de 1966 a população era de cerca de 120 mil habitantes contando com expressivo desenvolvimento econômico e social. além de 295 indústrias. italianos. era formada por 382 famílias. sendo predominantemente masculina. A menos colônia era a chilena. paraguaios. davam incentivo ao comércio que registrava 1. búlgaros.realidade de sub povoamento do sul do Mato Grosso. no início da década de 70. russos. que a ela se integram na construção de seu desenvolvimento. húngaros. Entre 1940 e 1950.

bela-vistenses e murtinhenses.062 moradores. seguidos dos portugueses. 39 % dos estabelecimentos comerciais do Estado. segundo a naturalidade . dos italianos.989 4. Campo Grande passa a receber grande número de amambaienses. se os estrangeiros são relativamente pouco. dos libaneses.314. 124.126 Tabela 10: População Residente em Campo Grande. representando 16.6 % da população total. que devia ser numeroso o efetivo de paraguaios. incluem-se paraguaios. com 1. dos sírios. 82 e dos espanhóis. Os dados de 70 revelam que eles são 27. Campo Grande concentrava então.233 291. 81.467 Municípios do MS 27.831 235. os estrangeiros somam 3.093 Outros Estados 27. provém 9. dentre os quais. devido às correntes de migração intra-regional. com 10.777 526.661 3.naturalizados.129 habitantes.1970.318.048 120.4 % da população geral.308 Estrangeiros 3. Contudo. Os migrantes oriundos da região norte são os menos numerosos da região nordeste. Abaixo. que representava 2. o mesmo não acontece com os migrantes de outros Estados brasileiros que para cá ocorrem em grande número. 1980 e 1991 Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2001) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Desta forma pode-se entender a influência dos costumes para cá trazidos por diversas etnias.214 84.996 157. destacava-se a produção de cerca de 200 mil toneladas de soja e na pecuária a estimativa era de 12 milhões de cabeças. o Estado de São Paulo é o maior tributário da população campo-grandense.2030 37 .374 pessoas. Incrementava-se o setor de turismo e transporte sendo que o final da década marcava o início de um surto desenvolvimentista motivado pela divisão do Estado em 1977. tabela 10 com desenvolvimento populacional por origem migratória e a tabela 11 demonstrando a evolução demográfica entre 1940 e 2000: ANO NATURALIDADE 1970 1980 1991 Campo Grande 82. Na agricultura.310 81. 256.961 129. e que foram absorvidos e incorporados pela população. que não foram computados discriminadamente. Dentre os imigrantes os japoneses são os mais numerosos. 252.258 TOTAL 140. Deve-se registrar. não raro.

1940 1950 1960 1970 1980 1991 1996 2000 Rural 12.55 3.97 2.71 15./ha) (hab.01 27.85 88.687 592.770 40.365 48.98 91.865 População Masculina 322.1996/2000 Taxa de Alfabetização 91.62 3.456 9.621 75.807 46.23 28.318 74.832 Total 35.135 9.63 3.84 6.74 Demográfica 37.695 49.934 131.170 39./Km²) Média de moradores por domicílio 3.534 Tabela 11: Evolução Demográfica de Campo Grande – 1940/2000 Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2001) Segundo dados demográficos do IBGE a população estimada para Campo Grande atingiu um total de 749.1 1.164 74.800 47.653 518.233 291.9 88.57 3.65 3.81 92.062 7.702 Urbano 23.47 27.62 18. Na tabela 12 podemos observar alguns indicadores e variáveis correspondentes das regiões urbanas do município: Indicadores e Regiões Urbanas Campo Variáveis Selecionadas Grande Centro Segredo Prosa Bandeira Anhanduizinho Lagoa Imbirussu População Total 663.71 28.528 58.202 98.57 Tabela 12: Indicadores e variáveis selecionadas.12 92.133 43.86 Taxa Média Geométrica de Crescimento Anual 2.918 40.2030 38 .892 41.940 89.15 3.126 600.123 8.439 8.646 28.703 34.24 2.37 28.662 85.66 34.777 526.124 7.17 19.63 18.069 662.49 (hab.607 152.33 10.708 64.62 2.289 77.98 2.9 (%) .39 28.837 50.768 habitantes.63 3.069 140.054 31.007 654.18 28.16 96.882 29.8 90.562 População Feminina 340.55 0.116 7. no município e nas regiões urbanas de Campo Grande – 2000/IBGE Fonte: Perfil Sócio-Econômico de Campo Grande (2006) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .303 Idade Média 28.110 283.495 96.09 Densidade 84.

por meio de várias conexões com outras rodovias. a rede ferroviária hoje deixou de ser utilizada como alternativa de transporte urbano. Já em 1998. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Nova Alvorada a Porto XV. a extensão da rede rodoviária no município alcançava 175 km de rodovias federais.220 km de rodovias estaduais e 3498 km de rodovias federais.1. o escoamento da produção até outros centros de consumo. . segundo dados da Agencia de Gestão E Integração de Transportes/MS.2030 39 .BR-060 – Campo Grande – Sidrolândia – Jardim. Em 2005.000 km. 323 km de rodovias estaduais e 751 km de rodovias municipais.696. Ao contrário do passado que registrou em 1985 o transporte de 1. Atualmente os únicos meios de acesso à Campo Grande são as vias terrestres e as aéreas. Campo Grande a Três Lagoas ocorreu somente em 1960. .13 ACESSOS Os primeiros trabalhos de abertura de rodovias federais iniciaram em 1953. . A conclusão da BR 262.063 passageiros no ano.BR-163 – Ponta Porá – Dourados – Campo Grande – Coxim – Cuiabá. Foi privatizada e transporta apenas mercadorias.BR-267 – Jardim – Rio Brilhante – Entroncamento com BR-163 – Porto XV – São Paulo. . Convergem para Campo Grande as seguintes rodovias: . o estado consta com uma malha rodoviária implantada e em leito natural de aproximadamente 20. A rede rodoviária do estado está estruturada e faz a ligação interna entre os municípios e externa com outras Capitais possibilitando. deste total 5758 km são rodovias pavimentadas sendo 2.BR-262 – Corumbá – Miranda – Aquidauana – Terenos – Campo Grande – Três Lagoas – São Paulo. Campo Grande a Rochedo.MS-080 – Campo Grande – Rochedo. sendo as primeiras: Nova Alvorada a Campo Grande e Cuiabá.

Figura 7: Rodovias Federais e Estaduais Fonte: Águas Guariroba (2001) Onze empresas de Ônibus operam a nível estadual e interestadual diariamente. Distância de Campo Grande às principais cidades do Estado. Todas essas linhas utilizam o terminal rodoviário localizado na região central de Campo Grande. por rodovia: Distâncias de Campo Grande aos municípios de MS 1 1 Município Km Município Km Dourados 219 Mundo Novo 453 Corumbá 426 Aquidauana 130 Três Lagoas 339 Amambaí 341 Paranaíba 410 Nova Andradina 292 Ponta Porã 328 Ivinhema 274 Naviraí 342 Coxim 264 Tabela 13: Distância de Campo Grande aos Municípios de MS Fonte: Perfil Socioeconômico de Campo Grande (2006) 1 Nota: Quilometragem calculada pelo trajeto pavimentado ou melhor alternativa quando não pavimentado PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .2030 40 .

14 CARACTERÍSTICAS URBANAS A malha viária urbana de Campo Grande caracteriza-se em quadras regulares e com cruzamentos em ângulos retos. A ocupação no centro é maciça. O transporte aéreo de Campo Grande é feito através do Aeroporto Internacional de Campo Grande. e que normalmente servem para valorizarem áreas desocupadas. apresentando declividades suaves. portanto. possuindo poucas travessias. No Aeroporto Internacional operam as companhias VASP. que opera em nível nacional e internacional. e TAM com vôos regulares. Na zona central da cidade concentram-se praticamente todos os serviços de atendimento ao público e o comércio. Alguns bloqueios de desenvolvimento normal da cidade condicionam sua expansão. mais onerosos do que seria necessário. obrigam a prefeitura a criar equipamentos públicos que se tornam ociosos e. Os acessos e interligações com os principais equipamentos urbanos da cidade são feitos por um mini-anel de circulação. tanto comerciais quanto residenciais. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . No geral as ruas são largas e longas. 1. o que é indesejável. inclusive a vertical pela existência de diversos edifícios altos. VARIG. O percurso dos trilhos de Rede ferroviária que cortam a malha viária em vários pontos. os córregos Prosa e Segredo. e finalmente a existência de grandes áreas institucionais.2030 41 . Outros aeroportos para pequenos aviões também são utilizados para pousos particulares.

2030 42 . a Zona Norte pode-se dizer que é medianamente desenvolvida. que fica na zona sul. Foto 12: Vista Parcial da região central de Campo Grande Fonte: Perfil Sócio-Econômico de Campo Grande (2007) Tem-se observado que o incremento da ocupação do solo urbano faz-se mais intensamente na direção dos acessos viários São Paulo – Cuiabá (BR-163). mais próximo ao centro. O acesso para São Paulo. existe uma área ocupada por residências de alto padrão. formando com isso alguns vazios entre essa região e o centro da cidade. Em sentido oposto. Campo Grande – Sidrolândia (BR-060) e os córregos Prosa e Segredo. Conta com núcleos mais antigos e conjuntos habitacionais mais recentes. o restante da área é ocupado por chácaras que produzem a maioria das verduras e legumes consumidos na cidade. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . apresenta um rápido desenvolvimento com ocupação de suas áreas periféricas por serviços e conjuntos residenciais. Nesta mesma direção. Campo Grande – Corumbá (BR-262).

que está atendendo uma grande quantidade de famílias carentes e diminuindo a quantidade de núcleos de favelas e melhorando as condições de vida desta parcela da população. responsável pela ligação entre centro e bairros. cujo acesso era feito por uma rua ou avenida. acompanhando o traçado das ruas. abriu o comércio nessas vias mestre. Esta configuração levou a uma característica singular: praticamente todos os acesso convergiam para o centro da cidade. Na Sudeste a ocupação se apresenta com o desenvolvimento de diversos loteamentos e alguns conjuntos residenciais. As favelas ficam dissimuladas pela vegetação. além de antigas chácaras. o que contribui para torná-las quase despercebidas. A zona Oeste tem sua ocupação prejudicada pela existência da Base Aérea. onde está também a maioria dos serviços e comércio. também devido à implantação de conjuntos habitacionais e loteamentos. Atualmente encontra-se em implantação um programa de desfavelamento. Os edifícios altos concentram-se na parte central da cidade. A Lei do uso do solo nº. A zona Leste. geralmente. com construção de imóveis de baixo custo. Os bairros são predominantemente residenciais. desencadeando o crescimento comercial nessas vias. do Aeroporto Internacional e outras instalações militares que ocupam grandes áreas e que funcionam como limitadores do crescimento. de todas foi a que menos desenvolvimento apresentou. reforçando o comércio central. pois contém grandes propriedades desocupadas. A região que alcançou maior grau de desenvolvimento nos últimos tempos.2030 43 . As favelas de Campo Grande aparecem em zonas urbanizadas ou bem próximas a elas e a localização dos barracos/casas é feita. As habitações guardam entre si grandes recuos e o cadastro mostra que a área livre é muito maior que a ocupada. Campo Grande é uma cidade moderna e muito agradável. Com o franco crescimento da população migratória foram surgindo loteamentos afastados do centro da cidade. As áreas de ocupação mais nobre localizam-se nas adjacências do Jardim dos Estados e Bela Vista que começaram a ser ocupadas na década de 70. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . 1747/78. No aspecto geral.

de 14 de dezembro de 2006. como a Lei complementar nº. XI – Zona 11 – Z11. conforme Lei Complementar nº. a área urbana será organizada em: I. 74. sendo estes: “Art.000 ha parcelados e 2. V – Zona 5 – Z5.1 USO DO SOLO O uso e ocupação do solo de Campo Grande estão regulamentados pela Lei Complementar nº. que criou 74 bairros e estabeleceu o perímetro total de 90.. O setor industrial está se desenvolvendo em zonas institucionalizadas. A orientação do crescimento da cidade e a definição da estrutura urbana associando o uso do solo ao sistema viário e ao transporte de massa estão definidos de acordo com o Plano Diretor de Campo Grande.2030 44 . O decreto nº. Vieram depois outros decretos e leis. Macrozona de Adensamento Prioritário – MZ1: área destinada a intensificação do uso do solo e ocupação do solo.223 ha. impedindo-se a expansão descontrolada de indústrias.Z12.316. 3. XII – Zona 12. 96... de 6 de junho de 1969. 74 de 6 de setembro de 2005. 14 . 1. 94..000 ha vazios urbanos. do uso e da ocupação do solo. VII – Zona 7 – Z7. Para efeito da ordenação urbana. sendo 5. de 4 de novembro de 2005..14.302. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .835 m e área total intraperimetral de 35. de 6 de outubro de 2006. o que contribui para conter a degradação ambiental. Alguns artigos da referida Lei foram alterados de acordo com a Lei Complementar nº. fixou a área urbana em 26. principalmente quanto a ocupação das vazios urbanos.82 ha para a sede do Município de Campo Grande.

no mínimo 5000 m2. V. Zona Especial de Interesse Urbanístico. Segundo a Lei Complementar nº.ZEIU: constitui reserva de áreas para implantação de equipamentos urbanos de uso coletivo. Zona Especial de Interesse Social – ZEIS: constitui reserva de lotes e glebas para programas públicos de regularização fundiária e formação de estoque de terras para produção habitacional. hortifruticultura. áreas marginais aos córregos. Macrozona de Adensamento Secundário – MZ2: área destinada ao uso e ocupação gradual. bem como o parcelamento de lotes de. áreas brejosas e/ou alagadiças impróprias a urbanização. distribuídas pelas três macrozonas. as categorias de uso e da ocupação do solo são classificadas em: PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . buscando proteger áreas portadoras de vegetação arbórea nativa ou revegetadas. recreação e cultura. 76/2005. paisagístico. IV.2030 45 . VII. anexo III – Índices Urbanísticos e Categorias de Uso por Zonas e Corredores Viários. VI. arquitetônico. Zonas e Corredores previstos na Lei de Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo. II. matas ciliares dos córregos e suas nascentes. Macrozona de Adensamento Restrito – MZ3: áreas reservadas para futuro adensamento estimulando-se os usos de lazer. Os empreendimentos públicos ou privados que configuram a ocupação do solo no território do município de Campo Grande devem atender aos índices urbanísticos da zona ou corredor onde se localizam conforme a Lei Complementar n. Zona Especial de Interesse Ambiental –ZEIA: tem como finalidade garantir áreas de permeabilidade e qualidade ambiental. Zona Especial de Interesse Cultural – ZEIC: é destinada a proteção do patrimônio histórico. habitacional unirresidencial. São consideradas ZEIS: MZ1 e MZ2. ambiental. 96. em consonância com a Política Municipal de Habitação. III. acompanhando a expansão da infra-estrutura e serviços públicos a medida que sejam disponibilizados. e constituem reservas lineares. preservando-se o potencial construtivo. VIII. de 14 de dezembro de 2006.

livros. Pães. artigos religiosos. ferragens. tingimento. bebida. 2 1000 m implementos agrícolas Fabricação de óleo alimentício.2030 46 . compact disc –CD´s. cultos e funerários. tecelagem. artigos p/ bebê. elétrico. gelo. subproduto do leite. 2 I7 vidro. tecidos. defensivos químicos Tabela 14: Categorias de uso do solo – Uso industrial Fonte: Lei complementar n. doces. doces. bolos. alimentos. ótica. mat. odontológico. 5000 m fumo. fundições. usina de concreto. cosméticos. bicicleta. instrumentos musicais. condimentos. fiação. vassouras. cosméticos. sal misturado. veículos. asfalto. café. Comercial Atacadista Categorias Descrição Porte de uso Ourivesaria. vestuário. veículos. vestuário. produtos químicos e I9 petroquímicos. vestuário. hospitalar. desdobro de madeira. tecidos. auto peças. cama/mesa/banho. mat. erva mate. artefato de fibrocimento cerâmica p/ serviço de mesa. fibra de vidro. balas. bicicleta. odontológico. Maior que I8 vidro. fiação. metalurgia. abate e frigorífico. louças sanitárias. artefatos 2 I3 Até 500 m artesanais. brinquedos e jogos. Pães. brinquedos. I 2 > 1000 m . bebida. fundições.subproduto da carne. condimentos. recauchutagem. eletrodomésticos. tingimento. Sabão detergente. erva mate. calçados. 2 I5 Até 5000 m maquinas. 2 salgados. 1000 m brinquedos e jogos. 2 fumo. laboral e medico. De 360 m até I2 2 artigos desportivos. plástico. ferramentas. 1000 m 2 artigos de escritório. arroz. usina de concreto. artefatos de espuma e borracha. tecidos. artigos de escritório. ferramentas. fibra de vidro. sucos. cozinha industrial. laboral e medico. asfalto. sementes. 2 I1 Até 360 m artigos desportivos. artefatos de espuma e borracha. instrumentos musicais. celulose. ótica. Massa. recauchutagem. hospitalar. ração animal. gelo. elétrico. 2 A1 calçados. Maior que I6 2 maquinas. auto peças. metalurgia. roupas. laminação do aço. batata frita. vassouras. laticínios. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . tecelagem. açúcar. artigos de papel. artefatos De 500 m até I4 2 artesanais. subproduto do leite. arroz. instrumentos musicais. artigos de papel. soja. Qualquer porte fecularia. curtume. I 4>1000m Sabão detergente. bolos. artigos p/ Até 500 m festas. batata frita. sementes. sucos. plástico. sal misturado. café. artefato de 2 fibrocimento cerâmica p/ serviço de mesa. cerâmica cozida. fitas magnéticas. fitas magnéticas. calçados. salgados. Mat. Mat. artigos p/bebe. cozinha industrial. balas. ferragens. Beneficiamento de grãos. conserva. Até 1000 m implementos agrícolas Beneficiamento de grãos. trigo. Uso Industrial Categorias Descrição Porte de uso Massa. conserva. beneficiamento de borracha. alimentos. eletrodomésticos.subproduto da carne. 76 de 4 de novembro de 2005.

bicicleta. loteria. armarinho. auto peças. Comercial Varejista Categorias Descrição Porte de uso Alimentos. hulha. mat. purificadores. explosivos. animais vivos de Até 1000 m pequeno porte. construção. Eletrodomésticos. compact disc –CD´s. decoração (tapetes e cortinas). cama/mesa/banho. ótica e fotografia. jardinagem. bicicletas. brinquedos. decoração (tapetes e cortinas). 76 de 4 de novembro de 2005. elétrico e hidráulico. ferragens. farmácia. informática. panelas. açougue. grupo de lojas/ salas. uniformes. Animais de grande porte. informática. veículos 2 A5 Até 1000 m pesados. ótica e 2 V1 Até 720 m fotografia. telefonia celular. livros. tintas e madeira. calçados. implementos agrícolas. jornais e revistas. medicamentos. brinquedos. motocicletas. panelas. grupo de lojas/ salas. artigos religiosos. eletrodomésticos. porte Tabela 15: Categorias de uso do solo – Comercial atacadista Fonte: Lei complementar n. elétrico e hidráulico. mat. sucatas. gás liquefeito de petróleo – GLP. artigos de couro p/ viagem. 2 V3 Eletrodomésticos. mat. artigos de couro p/ viagem. telefonia celular. esportivo. solventes. Higiene e limpeza. compact disc – CD´s. prod. vestuário. livros. mat. instrumentos 720 m musicais. Alimentos. produtos químicos. centro comercial/shopping center. gás liquefeito de petróleo –GLP. escritório. moveis e colchões. implementos agrícolas. artigos religiosos. pneus. veículos. 2 moveis e colchões. instrumentos musicais. bicicletas. flores e plantas. Até 1000 m ótica e fotografia. tecidos. farmácia.alimentos. maquinas p/ indústria. informática. produtos extrativistas. Eletrônico. instrumentos musicais. loteria. centro comercial/shopping center. calçados. veículos. papelaria. cultos e funerários. uniformes. cama/mesa/banho. mercado/supermercado. compact disc – CD´s. caça e pesca. produtos extrativistas. motocicletas. Ourivesaria. construção. bebidas. papelaria. artigos religiosos. auto-peças. gás liquefeito de petróleo – GLP. papelaria. Qualquer A7 porte Combustíveis. lenha. artesanatos. moveis e colchões. artesanatos. prod. artigos p/ 2 A2 festas. Acima de A4 desossa de carne. bicicletas. bicicletas. mercado/supermercado. esportivo. vestuário. escritório. lubrificantes. medicamentos. telefonia celular. sucatas. livros.2030 47 . maquinas p/ indústria. couro. A 2 > 1000 m Eletrodomésticos. Mat. alimentos. higiene domestica. jornais e revistas. couro. fumo. mat. roupas. bebidas. animais vivos de 2 1000 m pequeno porte. peixaria. purificadores. fumo. vidraçaria. gás liquefeito de petróleo –GLP. 2 A3 alimentos. Até 720 m PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . higiene domestica. telefonia celular. Mat. mat. carvão vegetal e mineral. açougue. peixaria. drogaria. 1000 m vidro e espelhos. ferragens. jardinagem. auto-peças. vestuário. adubos e fertilizantes. armarinho. drogaria. caça e pesca. bicicleta. adubos e fertilizantes. veículos Acima de A6 2 pesados. brinquedos. bebidas. lubrificantes. produtos Qualquer A8 pirotécnicos. prod. bebidas. tecidos. desossa de carne. cama/mesa/banho. Eletrônico. calçados. tintas e madeira. pneus. auto peças. vidro e espelhos. informática. higiene e limpeza. flores e plantas. ótica e Acima de V2 2 fotografia. animais p/ criatório. papelaria. tecidos.

bicicletaria. auto- escola. concessionárias de veículos. esportivo. porte madeira. consignação e locação de veículos de pequeno porte. motocicletas. limpeza. reparação e manutenção de aparelhos eletro-eletrônicos. veterinários. sucatas. piso. lenha. informática. bares e congêneres sem música. bares). corretora. pensão. clinica medica sem internação. hidráulico e elétrico. azulejo. curso técnico profissionalizante. gesso. caça e pesca. veterinários. agenciamento de mão-de-obra. consultório veterinário sem internação. laboratórios. sucatas. alimentação (restaurantes. Mat. cutelaria. artigos m de festa. armas. animais de Até 720 m pequeno porte. artigos de vestuário e calçados (e reparação). artigos de festa. explosivos. artigos funerários. Supermercado/hipermercado. centro comercial/shopping center. pet shop. Mat. explosivos. veículos pesados. lubrificantes.2030 48 . informática. Qualquer V 10 porte Tabela 16: Categorias de uso do solo – Comercial Varejista Fonte: Lei complementar n. Materiais de construção. animais de 2 720 m pequeno porte. cutelaria. hidráulico e elétrico. agenciamento de mão-de-obra. artigos pirotécnicos. 76 de 4 de novembro de 2005. 2 S1 Até 720 m imobiliária. gesso. auto- escola. acessórios p/ veículos. equipamentos de precisão. alimentação (restaurantes. medico e odontológico. padarias. pet shop. turismo. artigos pirotécnicos. fitas magnéticas. azulejo. Acima de 720 S2 2 imobiliária. docerias. aluguel de roupas. carvão mineral. corretora. 2 720 m madeira. grupo de Qualquer V9 lojas/salas. clinica medica sem internação. eletrodomésticos. Acima de V4 consignação e locação de veículos de pequeno porte. reparação e manutenção de aparelhos eletro-eletrônicos. clinica veterinária com internação. despachante. próteses. lanchonetes. lubrificantes. lanchonetes. curso de línguas. cozinha industrial para fornecimento de refeições. vidraçaria. veículos pesados. bicicletaria. consultório veterinário sem internação. selaria. consultório dentário. carvão mineral. concessionárias de veículos. tintas. agencia de veículos. acessórios p/ veículos. piso. lenha. prod. 2 S3 Dedetização. equipamentos de segurança. próteses. ferragens e ferramentas. serigrafia. produtos químicos. confeitarias. docerias. moveis e colchões. esportivo. equipamentos de segurança. panificadoras. Qualquer V7 implementos agrícolas. equipamentos de precisão. panificadoras. agencia de veículos. artigos funerários. bares e congêneres sem música. ferragens e ferramentas. estamparia. Acima de V8 implementos agrícolas. Até 720 m PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . academia de ginástica. 2 V5 auto-peças. pneus. Materiais de construção. academia de ginástica. curso técnico profissionalizante. cozinha industrial para fornecimento de refeições. motocicletas. pneus. Acima de V6 auto-peças. Eletrodomésticos. porte Animais vivos de grande porte. turismo. tintas. padarias. consultório dentário. despachante. confeitarias. clinica veterinária com internação. Autônomos. fitas magnéticas. curso de línguas. aluguel de roupas. bares). produtos químicos. artigos de vestuário e calçados (e reparação). armas. selaria. Serviços Categorias Descrição Porte de uso Autônomos. medico e odontológico. caça e 2 720 m pesca.

pensão. casa de espetáculos. porte Associações e entidades de classe. biblioteca. 76 de 4 de novembro de 2005. marmoraria. soldas. transportadora. clinica médica com internação Qualquer S 17 porte Tabela 17: Categorias de uso do solo – Serviços Fonte: Lei complementar n. estacionamento e edifício garagem. camping e colônia de férias. ginásio poliesportivo. estamparia. marcenaria. universidade. instalação de som. velório e serviços funerários. depósito fechado. complexo cultural. hípica. Balanceamento. clubes em geral. whysqueria. Acima de 720 S8 2 aluguel de equipamentos e veículos de grande porte e equipamentos m industriais. hotel. agencia postal. equitação porte terapêutica. hotel. estacionamento e edifício garagem. montagem e desmontagem de equipamentos. fundamental. canil. tornearia retifica. escapamento. curso de ensino superior. reparação de equipamentos de grande porte. instalação. cachaçaria. usinagem. instalação. cachaçaria. produção de mudas. serralharia. centro de apoio/centro de reabilitação com alojamento. financeiras. bares e congêneres com música. quadra esportiva. seguradoras. produção de mudas. transportadora. instalação de som. choperia. bancos. choperia. usinagem. centros de apoio/centro de reabilitação sem alojamento. porte Cinema. silvicultura/extrativismo vegetal Qualquer S9 e produção de mudas e sementes. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . empacotamento. empacotamento. construtora. médio. Acima de 720 S4 2 seguradoras. Criatório e adestramento de animais. cada de show. implementos agrícolas. Hospital veterinário. porte Boates. museu. Oficina mecânica.2030 49 . Oficina mecânica. marcenaria. reparação e manutenção de mobiliário Acima de 720 S6 e equipamentos mecânicos de médio porte. e creches. tornearia retifica. whysqueria. depósito fechado. bancos. Motel Qualquer S 10 porte Lavagem e lubrificação de veículos Qualquer S 11 porte Igrejas. reparação de equipamentos de grande porte. implementos agrícolas. centro de Qualquer S 14 ensino superior. transporte em geral. escola pré-escolar. transporte em geral. serralharia. montagem e desmontagem de equipamentos. escola de equitação. Balanceamento. galvanoplastia. auto-elétrica. complexo Qualquer S 13 desportivo. reparação e manutenção de mobiliário 2 S5 e equipamentos mecânicos de médio porte. laboratórios. porte albergue. pneus. serigrafia. Qualquer S 16 porte Hospital. Qualquer S 12 MBA. galeria de artes/exposições. galvanoplastia. templos ecumênicos. 2 S7 Até 720 m aluguel de equipamentos e veículos de grande porte e equipamentos industriais. financeiras. teatro. auto-elétrica. whysqueria. danceterias. pneus. marmoraria. limpeza. construtora. bares e congêneres com música. choperia. m jogos eletrônicos. Até 720 m cachaçaria. choperia. escapamento. jogos eletrônicos. soldas. lotéricas. velório e serviços funerários. asilo. whysqueria. lotéricas. funerária. agencia postal. 2 m cachaçaria. anfiteatro. Dedetização. funerária. partidos políticos e administração Qualquer S 15 publica direta e indireta.

aterro sanitário. 76 de 4 de novembro de 2005. ferrovias. Até 100 E5 Edificações para fins atacadistas e industriais. kartródromo. aterro. intervenção no sub-solo. porte Qualquer E 11 Cemitério e crematório. obras de intervenção em recursos hídricos. Especial Categorias Descrição Porte de uso De 51 até E1 Residencial 100 unidades De 101 até E2 Residencial 250 unidades Acima de E3 Residencial 251 unidades Obras de infra-estrutura. autódromo. escavação. unidades Acima de E6 Edificações para fins atacadistas e industriais. velódromo. porte Qualquer E 15 Extrativismo mineral. 76 de 4 de novembro de 2005. 100 unidades Qualquer E7 Agropecuária. porte Qualquer E 12 Instalações Aeroportuárias e ferroviárias porte Qualquer E 13 Terminal de transbordo urbano. porte Campo de golfe. penitenciaria e presídio. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . compostagem. hipódromo. pista de Qualquer E9 motocross. Residencial Categorias Descrição Porte de uso R1 Residencial 1 unidade R2 Residencial Até 25 unidades R3 Residencial De 26 até 50 unidades Tabela 18: Categorias de uso do solo – Residencial Fonte: Lei complementar n.2030 50 . rodovias. aeródromo e estádios. porte sistema de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto sanitário. industrial/parque de exposições. porte Qualquer E 10 Instalações militares. porte Qualquer E 16 Usina de lixo. porte Qualquer E8 Centro de convenções. sistema Qualquer E4 de distribuição e transmissão de energia. sistema de telecomunicações. porte Qualquer E 14 Casa de detenção. central de abastecimento. incineração porte Qualquer E 17 Terminal rodoviário porte Tabela 19: Categorias de uso do solo – Residencial Fonte: Lei complementar n.

1. mas cujo destino final não era a capital. as chamadas estradas boiadeiras. crescendo com isso o comércio e o acesso ao centro da cidade. Em 2005. Com o passar dos anos foram surgindo outras vias de acesso. a área com pavimentação existente foi de 14. facilitando o acesso àqueles que transitavam pela região central de Campo Grande. 25 de novembro e avenida Mato Grosso. formado pela avenida Calógeras. facilitando a passagem de caminhões e viajantes que utilizavam as rodovias que davam acesso a Campo Grande. segundo dados do Perfil Sócio-Econômico de Campo Grande (2006). quando passou a ser administrada pela Escelsa – Espírito Santo Centrais Elétricas S. A partir de 1950 as principais ruas da cidade já eram consolidadas com o asfaltamento.2 VIAS PÚBLICAS Em função da principal atividade econômica da região ter sido a criação de gado. As primeiras vias da cidade de Campo Grande deram origem ao quadrilátero central.3 ENERGIA ELÉTRICA Criada em 1979.14.840. que com o tempo foram firmando-se como estradas vicinais. foi responsável pelo fornecimento de energia elétrica ao município de Campo Grande até 1997.14.2030 51 . até que em 1973 foi concebido o minianel rodoviário.A. Eram os melhores trechos escolhidos para escoamento da boiada. as primeiras estradas surgiram a partir de picadas de boi. rua 7 de setembro. a Empresa de Energia Elétrica de Mato Grosso do Sul. 1.122 m2. Com isso o tráfego de caminhões no centro da cidade foi reduzido. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . O trânsito nessas vias ficou seguro.

274 KVA de potencia instalada total.545 Serviços Públicos 43. Consumo de energia elétrica no município de Campo Grande . Nelson Benedito Netto.499 Poder Publico 72.337 km de rede de energia elétrica.544 Comercial 302.4 ASPECTOS ECONÔMICOS A agropecuária.713 Industrial 107.484 Rural 15. 1. Em dezembro de 2005.214 Iluminação 63.043 postes e 672. .14.141 Clientes livres 74.761 ligações domiciliares urbanas e 2. Em Campo Grande existem quatro pólos empresariais: .506 Consumo Próprio 3. sendo inexpressivo o número de animais criados em zonas atendidas pelo Sistema de Abastecimento de Água de Campo Grande. atendendo a 230.2030 52 . evidenciando o setor terciário como a âncora financeira da cidade.636 Total 999.953 Tabela 20: Consumo de energia elétrica no Município de Campo grande – 2005 Fonte: Perfil Sócio-Econômico de Campo Grande (2006) Podemos observar que o consumo residencial e comercial representam mais de 69% de todo consumo de Campo Grande.Pólo Empresarial Miguel Letteriello. está localizada na zona rural do Município de Campo Grande.2005 Classe Consumo (MW/h) Residencial 390. na grande maioria. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .939 na área rural do município. com 117.Pólo Empresarial Cons. o município contava com 5.

escola.Área do Anel Rodoviário. abastece toda Campo Grande. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .50 correspondendo a 39. conta com 80 lotes. e demais cidades do interior. na grande maioria oriundos dos grandes centros das regiões sul e sudeste. Foto 13: Vista do Distrito Industrial de Campo Grande Fonte: Águas Guariroba (2001) A cidade é dominada pelo setor terciário.39% dos R$ 1. rede de energia elétrica. ramal de gás natural.2030 53 .734. Em 2005 a arrecadação de ICMS de Campo Grande foi de R$ 683.Pólo empresarial Paulo Coelho Machado.051. O Núcleo Industrial de Campo Grande. conjunto habitacional e uma estação telefônica.966. . ramal ferroviário.387. drenagem fluvial na avenida principal. sendo que as empresas ali instaladas contam com as seguintes infra- estruturas básicas: pavimentação. trevo de interligação e acesso as BR 262 e 163 asfaltados. implantado em 1977.227. .09 arrecadados pelo Estado. cujos moradores se deslocam até a capital para adquirir suas mercadorias. O comércio de produtos. unidade assistencial do SESI.

413.581.796.02 1.60 72.80 20.478.430.52 12.196.46 32.542.936.32 895.74 28.124.488.027.97 2002 CG 47.856.834.37 18.322.224.92 1994 CG 28.56 1.40 18.05 %CG/MS 18.220.185.837.394.28 2001 CG 43.501.22 18.390.37 278.297.157.704.822.51 10.864.22 75.49 3.58 583.192.48 14.689.173.130.530.85 33.151.32 %CG/MS 24.24 3.59 54.75 28.78 3.119.196.98 74.367.03 36.693.50 17.963.015.408.828.910.49 270.352.53 %CG/MS 18.81 %CG/MS 14.58 358.374.506.506.246.753.57 515.18 49.02 45.87 337.96 59.20 56.17 74.85 30.335.39 Tabela 21: Arrecadação de ICMS por setores de atividades econômicas em Campo Grande – 1994/2005 Fonte: Perfil Sócio-Econômico de Campo Grande (2006) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .566.011.654.412.947.17 %CG/MS 17.84 21.553.78 935.91 25.741.10 3.748.89 55.87 871.447.879.51 %CG/MS 19.779.995.084.162.821.09 3.189.657.60 43.799.12 36.142.64 249.033.81 MS 302.767.227.165.174.260.29 47.62 %CG/MS 20.415.33 35.676.728.61 16.233.029.62 %CG/MS 19.28 %CG/MS 18.22 50.68 11.555.238.379.35 589.45 437.932.216.79 29.907.72 11.094.682.839.729.389.24 38.267.69 1997 CG 28.741.09 391.200.02 14.98 16.674.608.09 484.387.32 33.326.252.09 35.341.290.80 MS 183.18 151.75 59.232.229.127.023.089.00 576.98 48.579.50 683.656.710.530.76 289.206.73 23.74 333.47 297.24 9.619.620.46 1996 CG 35.30 76.166.698.2030 54 .900.00 326.948.314.370.631.496.734.Ano CG/MS Primário Secundário Terciário Eventuais Total MS 148.85 37.72 8.61 MS 187.12 41.45 34.140.295.837.237.859.838.734.47 149.290.586.966.747.263.47 302.189.50 %CG/MS 15.721.95 12.569.78 2003 CG 57.828.072.172.39 2004 CG 56.660.55 4.600.02 1999 CG 46.84 366.390.15 6.851.834.903.16 286.08 108.477.84 34.50 25.669.49 25.715.192.97 26.53 1.240.502.20 244.06 9.685.470.737.94 396.469.16 50.744.693.33 65.83 MS 188.632.950.220.951.97 57.507.545.241.460.52 1998 CG 26.216.54 39.648.10 50.112.276.27 356.14 10.49 MS 250.294.89 14.22 743.36 44.37 45.71 13.55 699.48 483.533.177.450.172.59 601.174.03 25.001.678.03 45.143.927.544.120.02 327.489.362.507.78 222.103.408.269.409.539.316.40 %CG/MS 20.560.89 525.775.94 317.71 1.22 MS 383.537.636.63 523.245.056.514.472.913.565.69 2000 CG 80.174.339.998.515.320.353.80 12.166.34 55.908.41 3.28 MS 158.324.241.290.07 9.55 462.277.82 75.50 4.502.45 72.295.619.26 179.607.069.68 14.985.81 52.118.881.792.28 MS 436.293.328.04 98.01 25.20 14.38 53.09 2005 CG 67.051.349.39 %CG/MS 43.808.935.928.456.634.02 437.24 318.390.911.61 15.75 15.60 MS 126.83 17.51 38.51 48.173.52 231.370.79 1.65 41.93 46.35 1995 CG 31.758.334.76 MS 170.99 48.931.56 241.42 MS 225.566.644.933.322.949.187.082.428.

38 Mortalidade geral 5.88 5. uma das armas da Saúde Pública.54 5.87 17. à habitação e aos alimentos. Saneamento é o controle de todos os fatores do meio físico do homem que exercem ou podem exercer efeito deletério sobre seu bem-estar físico.1.68 9.37 8.97 9.62 9.36 23.47 4. gerencia todas as unidades próprias e aquelas contratadas e conveniadas com o SUS – Sistema Único de Saúde. Abaixo.73 13. principalmente.11 Mortalidade infantil 23. 8. Tabela 22 com os números indicativos de saúde em Campo Grande: Indicadores de saúde 1995 1996 19997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Natalidade 24. visando a quebrar os elos das cadeias de transmissão das doenças. As doenças podem ser orgânicas (degenerativas).9 19.66 18. No período de 1997 a 2006. à água.21 8.5 10.3 21. ou transmissíveis. que passa de uma pessoa para outra.62 17.21 6.73 4.99 20.3% os recursos próprios gastos no setor. por esse motivo.26 5.6 5.83 13. protozoários.83 17.08 16.58 5.5 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .3% para 24.12 4.77 13.15 SAÚDE “Saúde é um estado de completo bem-estar físico.17 5. espiroquetas.27 precoce Mortalidade neonatal 15.78 17. Muitas doenças transmissíveis são causadas por parasitas.19 13.21 3.22 5.19 5.72 10. Segundo a definição de Saúde pela Organização Mundial de Saúde (OMS).85 16.08 6.37 8.51 6. nas quais se destaca as ações objetivas em saneamento.31 20.88 12.07 6.83 16. O Saneamento.97 7.05 3. Para a Organização Mundial da Saúde.85 14. como certos tipos de bactérias.58 5. ao ar.83 19. fungos ou vírus.57 5.93 21. como a gripe. ao solo. como a arteriosclerose. sediadas na capital de Mato Grosso do Sul.51 10. é um conjunto de medidas relacionadas.8 14.36 Mortalidade neonatal 11. cuja ação maléfica não vai além da própria vítima.73 11. a Prefeitura Municipal de Campo Grande ampliou o investimento em saúde. mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”.85 Mortalidade pós. O município de Campo Grande é gestor pleno da saúde desde 1996 e.2030 55 . mental ou social.91 5.99 13. passando de 12.28 15.16 5.9 5.32 5.36 8.21 5. helmintos.

11 71.036 2000 1.04 40.2030 56 .587.57 11.28 65.81 12. visando a proteção da saúde humana por meio de medidas controladoras do manejo dos recursos ambientais.16 CONDIÇÕES SANITÁRIAS O Saneamento.89 68.9 61. Segundo definição da Organização Mundial de Saúde.24 68.08 38. a PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .41 37.693.17 10.75 64.144 2002 1.105 Tabela 23: Evolução do Atendimento Médico Básico em Campo Grande – 1995/2005 Fonte : Perfil Sócio-Econômico de Campo grande (2006) 1.5 25.272.588.537.6 29.65 12.76 40.77 69.841 2003 1.33 57.51 70.555 2005 1.47 10.92 8.neonatal Mortalidade fetal 10. como mostra a tabela 23 abaixo: Número de Ano atendimentos 1995 898.45 mais anos Tabela 22: Números indicativos de saúde em Campo Grande Fonte: Perfil Sócio-Econômico de Campo grande (2006) Um dos maiores impactos do SUS “Sistema Único de Saúde”.57 40.571 2004 1. em Campo Grande foi a expansão da cobertura de consultas médicas básicas.367 1999 1.72 62.596.16 Mortalidade proporcional por 50 e 59.51 12.165.27 62.15 10. está intimamente vinculado à defesa da Saúde Pública.38 9.073.688 1998 1.416 1996 1.162 2001 1.628 1997 1. O número de atendimento da rede municipal aumentou aproximadamente 37% de 1997 para 2005.260.31 Mortalidade materna 35.07 28.027.68 48.74 6.

07 Infecção pelo HIV 9 1.08 99 14. organização de serviços médicos e desenvolvimento de instituições sociais que facilitem a diagnose.2030 57 .46 4 0.86 84 11.54 22 3.094 154. Conf. 2 0. .07 84 11.62 3 0.45 31 4. Conf.25 6 0.20 Difteria 2 0. Na tabela 24.69 24 3. totalizando as doenças de notificação compulsória ocorridas no período de 2001 a 2005: Ano Doença 2001 2002 2003 2004 2005 1 2 1 2 1 2 1 2 1 2 Conf.00 Outras Meningites Hanseníase 172 26.086 113.47 70 10.14 1 1.96 17 2.13 3 endêmica) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .03 155 2.82 140 18.47 20 2.23 40 5.99 2 0.97 1. tem-se os números do Perfil Socioeconômico de Campo Grande (2006).28 4 0.68 9.06 14 1.68 75 10.32 44 6.48 163 23.18 87 12.58 7 0.83 32 4.42 9 1.04 17 2.34 120 16.31 .32 121 16.Saúde Pública é a ciência e a arte de evitar doenças. prolongando a vida e promovendo saúde e eficiência através de esforços promovidos pelas comunidades.11 112 15.87 3 Americana Leishmaniose 10 1.53 Malaria (em área não 24 3.82 63 8. Esses esforços são realizados pelo saneamento ambiental. educação individual na higiene pessoal. .111.36 78 9.87 (gestantes/cria nças) Leishmaniose Tegumentar 33 5. - Doenças de 3 3 Chagas (casos .14 1 0.43 10 1. controle das infecções transmissíveis.80 Dengue 7.54 212 30.15 148 1.97 Hepatite B 38 5. .29 1 0.020 1.00 agudos) Doenças Meningocócica/ 107 16. Incid.41 22 3. .08 28 4. Incid. 2 0.68 188 25.28 .39 23 3.67 Visceral Leptospirose 3 0. Conf. Incid.30 73 10.85 68 9.92 94 13. Coqueluche 4 0. o trabalho preventivo das doenças e assegurem a cada indivíduo um padrão de vida adequado. Conf.20 Hepatite C 72 11.080. Incid. Incid.56 29 3.

24 186 25. . .56 261 37. .75 Síndrome da Imunodeficiênci 121 18.000 habitantes 3 Importado PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .76 335 44. .68 Tabela 24: Casos confirmados e incidência das doenças de notificação compulsória – 2001/2005 Fonte: Perfil Sócio-Econômico de Campo Grande (2001) 1 Confirmado clinica e/ou laboratorialmente 2 Incidência pó 100.14 . . . .05 157 22.000 nascidos e a Hanseníase que é por 10.31 21 3.62 1 0. .46 31 2. - Sífilis congênita 15 2.12 286 39. . .13 acidental Tuberculose 270 41.42 1 0. .63 125 18. - Sarampo .03 9 1.69 255 36.27 18 1.48 a Adquirida Tétano 3 0. .Rubéola 17 2.86 326 43.2030 58 .000 habitantes a exceção da Sífilis Congênita que é 1.29 3 0.46 2 0.42 3 0.

74 Doenças do sangue.94 382 11.23 320 9.46 14 0.24 176 5.36 189 5.65 171 5.95 44 1.38 12 0.67 digestivo Doenças da pele e do tecido 7 0.00 apófise mastóide Doenças do aparelho 906 25. % Nº.33 18 0.35 1194 31.03 1 0. % Nº.06 0 0.19 718 18.10 e parasitarias Neoplasias (tumores) 486 13.64 1236 33.97 159 4.00 1 0.21 123 3.75 378 10.07 1157 31.28 168 4. % Nº.88 185 5.06 184 4.2030 59 .68 126 3. % Nº.71 480 13.13 subcutâneo PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .15 1131 32.63 31 0.48 944 28.71 170 4.34 6 0.57 57 1.88 371 10.13 178 4.27 5 0.03 0 0.31 15 0.25 6 0.20 429 11.24 363 10.50 imunitários Doenças endócrinas 114 3.08 178 5.62 629 18. órgãos hematológicos e transtornos 9 0.43 11 0.36 23 0.50 20 0.63 16 0. % Algumas doenças infecciosas 201 5.20 154 4.21 56 1. % Nº.76 comportamentais Doenças do sistema nervoso 31 0.90 452 13.45 166 4.62 85 2.68 7 0.63 170 4.19 19 0.91 172 4.16 10 0.41 23 0.31 613 17.90 19 0.37 93 2.00 0 0.25 13 0.55 914 26. % Nº.54 23 0.10 674 18.56 141 4.31 1053 29.63 172 4.70 1070 31.84 29 0.65 25 0.35 12 0.62 54 1.03 0 0. período de 1996 a 2005: 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Grupos de causas Nº.20 8 0.43 Doenças do ouvido e da 1 0.03 1 0. % Nº.23 148 4. % Nº.23 3 0.20 respiratório Doenças do aparelho 166 4.14 184 5.55 593 16.17 12 0.91 153 4.36 190 5.32 88 2.96 179 4.57 359 10.58 31 0.56 65 1.87 54 1.16 207 5.35 541 15.04 1063 30.65 150 4.00 2 0.18 393 10.07 363 10.05 157 4. A Tabela 25 abaixo apresenta os números de mortalidade por causas mais freqüentes em Campo Grande.67 181 5.09 9 0. % Nº.16 circulatório Doenças do aparelho 388 10.40 nutricionais e metabólicas Transtornos mentais e 11 0.38 662 18.00 0 0.

11 4 0.11 40 1.54 74 2.22 9 0.10 25 0.27 56 1. sinais e achados anormais em exames clínicos 243 6.35 10 0.04 cromossômicas Sintomas.57 43 1.50 88 2. deformidades e anomalias 60 1.59 50 1.65 19 0.75 151 4.80 geniturinário Gravidez.12 5 0.1996 a 2006 Fonte: Perfil Sócio-Econômico de Campo Grande (2006) 1 Capítulos da 10ª Classificação Internacional de Doenças (CID 10) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .80 51 1.68 164 4.66 53 1.95 507 13.71 496 14.14 7 0.53 89 2. parto e puerpério 4 0.15 8 0.25 5 0.75 103 3.22 45 1.78 62 1.13 70 1.14 8 0.22 5 0.23 41 1.57 92 2.65 27 0.60 24 0.28 22 0.67 531 15.53 135 3.68 24 0.23 algumas afecções originadas 166 4.09 morbidade e mortalidade Total 3546 100 3452 100 3335 100 3626 100 3463 100 3435 100 3527 100 3657 100 3706 100 3832 100 1 Tabela 25: Mortalidade por grupos de causas mais freqüentes em Campo Grande .20 5 0.32 69 1.42 9 0.87 532 14.51 492 13.85 219 6.98 69 1.45 88 2.62 54 1.14 14 0.72 130 3.54 73 2.41 79 2.25 18 0.13 98 2.20 7 0.50 46 1.89 86 2.50 conjuntivo Doenças do aparelho 63 1.56 no período perinatal Malformações congênitas.70 e laboratoriais Causas externas da 681 19.87 202 5.52 12 0.00 88 2.Doenças sistema osteomuscular e tecido 9 0.20 646 18.2030 60 .34 229 6.33 464 13.36 540 14.69 55 1.86 532 14.

A Tabela 26 apresenta os sistemas produtores de água e os valores referentes aos volumes produzidos: PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA Em 13 de maio de 1966. A captação subterrânea é efetuada através de poços e poços especiais. a Prefeitura Municipal de Campo Grande e o Governo do Estado assinaram um Termo de Acordo em que o município se obrigou a licitar os serviços de saneamento de Campo Grande por um período de 30 anos. Dentre os mananciais de superfície podemos citar o sistema produtor Guariroba. operação e manutenção das redes de água potável e esgotamento sanitário passaram à Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (SANESUL). Em 13 de Dezembro de 1999. Atualmente o sistema de abastecimento de água de Campo Grande atende cerca de 98% da população. sendo o índice de perdas de 559 L/economia. Lageado e Desbarrancado. A captação de água é dividida entre mananciais de superfície e aqüíferos subterrâneos.dia. a administração. seguindo diretrizes estabelecidas pelo Governo Federal.2030 61 . através da Lei nº.1. Em 1977 o serviço foi transferido para a SANEMAT. classificado em primeiro lugar na licitação. 955. responsável pelos serviços de água e esgoto de Campo Grande. criada pelo consórcio Guariroba. como medida necessária à solução do problema de saneamento básico. foi criado o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) em Campo Grande. Com a criação do Estado de Mato Grosso do Sul. No mês junho de 2007 o volume de água produzido atingiu cerca de 2. Em novembro de 2005 o controle acionário é repassado.443. com a anuência da Prefeitura Municipal de Campo Grande. e encerrou-se em 18 de outubro de 2000 com a assinatura do contrato pela empresa Águas Guariroba S/A.16. O processo de licitação iniciou-se em 20 de dezembro de 1999. para os Grupos Bertin e Equipav.52 L/s. Em 27 de Dezembro de 1998 foi criada a Companhia de Saneamento de Campo Grande – Águas de Campo Grande.

poços.87 3.857 Total 100 6.697 Captação Poços 14. Atualmente os setores de abastecimento de água são divididos em micro-setores. sendo necessário o abastecimento através de bombeamento. definindo as áreas para a implantação de grandes centros de reservação. A setorização das áreas de atendimento dos reservatórios. a distribuição por gravidade não é viável.97 947.276.729 Superficial Desbarrancado 0.285. e nas mesmas altitudes dos reservatórios. Existem 51 setores de fornecimento conforme planta 1. Contribuição para o Contribuição Volume produção Manancial Sistema Produtor 3 sistema (%) total (%) (m /mês) Guariroba 51.87 804.71 64.2030 62 . PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .321 Captação Lajeado 12.97 35.30 18. chamados setores de fornecimento.603. A estruturação do sistema foi baseada em um amplo estudo das condições topográficas da área urbana. com o intuito controlar as melhorias na distribuição de água e controle de perdas.999.333. que situados em regiões estratégicas podem atender a grandes áreas através de distribuição de água por gravidade.16 1. Nas regiões próximas dos centros de reservação. é objeto de constantes estudos.97 Tabela 26: Volume Produzido do Sistema de abastecimento de água Fonte: Águas Guariroba (Junho/2007) O sistema de abastecimento de água em Campo Grande possui uma estrutura que integra os sistemas de produção superficial e subterrâneo no atendimento da demanda do município.13 Subterrânea Poços especiais 20.

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Atualmente estão em operação 82 reservatórios atingindo um volume total de reservação de 80.000 Em operação CEL.) CADA (m³) (m³) ETA GUARIROBA FONTE APOIADO 4 3.000 Em operação NOVOS ESTADOS SF 012 APOIADO 1 50 50 Em operação PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .Sistemas Integrados – o abastecimento a estes sistemas é feito principalmente por água captada em mananciais superficiais e tem todos os reservatórios interligados com adutoras por gravidade. 3 3.000 1. VOL.050 m³. recebendo reforço de outros sistemas.Sistemas Mistos – são os sistemas que possuem fonte de suprimento própria.000 Em operação TAVEIROPOLIS SF 07 / SF 08 APOIADO 2 6.2030 64 .000 12.000 Em operação SF 09 /SF 10 /SF 07 ETA LAGEADO SF 08 / SF 05 SEMI ENT. por encontrarem-se em áreas distantes dos centros de reservação. Alguns sistemas. . SISTEMA TIPO RESERV. TOTAL SITUAÇÃO FORNECIMENTO (un. Sistemas Mistos ou Sistemas Isolados. SETOR DE QUANT.000 12. 1 6.000 Em operação RG SF 06 APOIADO 1 1.Sistemas Isolados – são os sistemas que possuem fonte de suprimento própria e não estão interligados. . ou por terem sido projetados com soluções de abastecimento particulares podem ter seu fornecimento de água por Sistemas Integrados. VOL. .000 6. alguns destes reservatórios recebem também contribuição da produção de alguns poços.000 10.500 Em operação SEDE SF 05 ENTERRADO 1 1.500 1. contudo essa fonte não supre totalmente a demanda da região.970 m³. ANTONINO SF 03 / SF 04 SEMI ENT.000 Em operação ENTERRADO 1 10. 2 6.000 Em operação COOPHASUL SF 01 / SF 02 SEMI ENT. O sistema de abastecimento de água de Campo Grande tem capacidade de reservação de 82.000 12.000 9.

500 Em operação NOVA LIMA SF 013 APOIADO 1 1.500 Em operação MORENINHA APOIADO 1 30 30 Desativado SF 16 MORENINHA III ELEVADO 1 50 50 Desativado MORENINHA IV ELEVADO 1 50 50 Desativado ELEVADO 1 100 100 Em operação ESTRELA DALVA SF 12 APOIADO 1 300 300 Em operação APOIADO 1 300 300 Em operação CONJ. ENTERR. BURITI SF 07 APOIADO 2 150 300 Em operação COHAB SF 11 APOIADO 2 100 200 Em operação VIDA NOVA II SF 18 APOIADO 2 100 200 Em operação VIDA NOVA III ELEVADO 1 30 30 Em operação PARATI SF 09 APOIADO 3 100 300 Em operação APOIADO 4 50 200 Em operação RECANTO DOS SF 06 ROUXINÓIS ELEVADO 1 50 50 Em operação APOIADO 1 300 300 Em operação RITA VIEIRA SF 06 ELEVADO 1 150 150 Em operação SF 21 APOIADO 1 500 500 Em operação AERO RANCHO I ELEVADO 1 50 50 Em operação SF 21 APOIADO 1 500 500 Em operação AERO RANCHO II ELEVADO 1 50 50 Em operação COOPHAMAT SF 07 ELEVADO 1 50 50 Em operação BONANÇA SF 07 ELEVADO 1 100 100 Em operação COOPHARADIO SF 45 ELEVADO 1 50 50 Desativado APOIADO 1 50 50 Desativado NOVA OLINDA SF 03 ELEVADO 1 50 50 Em operação CID.500 1.000 Em operação DOM ANTÔNIO SF 15 SEMI ENT. 1 1.500 Em operação APOIADO 1 1.500 1. JARDIM SF 29 ELEVADO 1 100 100 Em operação PEQ.2030 65 . UNIÃO SF 042 ELEVADO 1 100 100 Em operação CONJ. FLOR SF 09 APOIADO 1 100 100 Desativado PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .500 1.500 Em operação PIONEIRA SF 011 / SF 026 S.500 3. APOIADO 1 1.500 1. 2 1.

COLIBRI I SF 09 APOIADO 1 50 50 Desativado IRACY COELHO SF 11 APOIADO 1 50 50 Desativado JOSÉ ABRÃO SF 22 APOIADO 1 100 100 Em operação JOSÉ PEREIRA SF 39 APOIADO 1 500 500 Em operação P. HORTENCIAS SF 11 APOIADO 1 150 150 Em operação L. SF 40 ELEVADO 1 50 50 Em operação COOPHATRABALHO SF 40 ELEVADO 1 150 150 Em operação APOIADO 1 100 100 Em operação JD. ITATIAIA SF 06 ELEVADO 1 50 50 Desativado JD. CENTRO APOIADO 1 150 150 Em operação SF 14 OESTE ELEVADO 1 50 50 Em operação JD. MANSÕES SF 33 ELEVADO 1 50 50 Em operação RES.PODERES SF 27 APOIADO 1 300 300 Em operação INDUBRASIL SF 20 ELEVADO 2 35 70 Em operação APOIADO 1 300 300 Desativado M. COLUMBIA SF 17 ELEVADO 1 50 50 Em operação PORTAL CAIOBA II SF 25 ELEVADO 1 50 50 Em operação JD. MENINAS SF 14 ELEVADO 1 50 50 Em operação DALVA DE OLIVEIRA SF 06 ELEVADO 1 50 50 Desativado J. CANGURU SF 31 APOIADO 3 150 450 Em operação PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . DO LAGO SF 46 ELEVADO 1 40 40 Desativado ROCHEDINHO ELEVADO 1 100 100 Em operação ANHANDUI ELEVADO 1 100 100 Em operação APOIADO 1 60 60 Desativado NASCENTE DO SF 13 SEGREDO ELEVADO 1 50 50 Desativado APOIADO 1 100 100 Em operação CARANDA BOSQUE SF 34 APOIADO 1 500 500 Em operação APOIADO 1 100 100 Em operação JD.2030 66 . APARECIDA SF 23 PEDROSSIAN ELEVADO 1 50 50 Desativado MATA DO JACINTO SF 12 APOIADO 1 300 300 Em operação C. DO TRAB.

PODERES SF 19 ELEVADO 1 50 50 Em operação TARCILA AMARAL SF 18 ELEVADO 1 30 30 Em operação VILA ALBA SF 02 ELEVADO 1 50 50 Desativado REC. tem uma extensão de 3.2030 67 . A planta 2 abaixo. apresenta a área de cobertura do Sistema de Abastecimento de Água de Campo Grande. A tabela 28 descrimina o material.515 82. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .050 Tabela 27: Unidades de Reservação Fonte: Águas Guariroba (Junho/2007) Atualmente o Sistema de Abastecimento de Água. MARIO COVAS SF 32 APOIADO 1 500 500 Em operação JD.235 km de rede de distribuição de água. o diâmetro e a extensão correspondente à rede de água existente. ANACHE SF 35 APOIADO 1 150 150 Em operação APOIADO 1 140 140 Em operação C. DOS PÁSSAROS SF 39 ELEVADO 1 50 50 Em operação COPHAVILA II SF 45 ELEVADO 1 100 100 Em operação TOTAL 98 52.

.

A seguir estão relacionadas as estações elevatórias. .035 656 .288 49.950 12.141 . .754 . .165 247. 3.087 75 17. .873 . 2. .364 2.114 .516. 1. . .TAVEIROPOLIS.435 . . .963 . .643 900 .141 700 . que utilizam conjunto de motobomba de eixo horizontal.509 . 26. . . 3. 1.472 . 57. .610 500 . 1. 139. . . .821 605 3. 26. .174 . 2.734 .351 .348 11. . . . bem como suas características: VAZAO POTÊNCIA CODIGO NOME DOS N.911 . 26. 820 250 4.109 .747 15.084 100 11.982 .DIÂMETRO / CA DEFOFO FG FºFº MPE PVC PEAD PBA TOTAL MATERIAL 20 (3/4") .637 2.640 . . 118 . 21. . 470 233. .027 . . . 17.TAVEIROPOLIS.094 32 . .122 28. .251.503 450 175 . 74. . 189.526 2. 208.616. .0 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . . . 2.283 .333 350 1. . 31.557 . 26.783 175.292 25 (1") 65 .049. 33.741 150 18.027 .423 75 31.098 .503 .423 15.850 Percentagem 7% 5% 1% 8% 1% 78% 0% 0% 100% Tabela 28: Extensão da rede de distribuição de água existente por diâmetro e material Fonte: Águas Guariroba (2007) O sistema de abastecimento de água é composto por diversas estações elevatórias que bombeiam a água bruta (EAB) ou tratada (EAT).169 17. . 3. . .564 63 15. .278 15. 16. 220 . . 1. .787 .5 350.909 . . 820 .683 61. 2.963 .663 .982 40 (11/2") . 01 1820 39. 2. . 31. . 6.º DO ALTURA PLACA DO MOTOR DO SISTEMA SISTEMAS CONJUNTO MANOMÉTRICA (m3/h) (CV) EAT-001 . .109 600 . 3.830 . 10.947 200 8. 1.648 50 161. 7075 . 2.114 80.0 EAT-001 . 13. .235. . .318 . . .7 165 135 160.487 225 . .161 . 64. 1. 34. . . .647 . 33.643 . . . 44.521 400 . 02 1820 39.714 . 428 135 115 . 1.520 170 11.471 15.5 350.198 22. . .339 300 2.736 125 1. 1. . . . 1.670 800 .2030 69 .161 TOTAL 240. 18. .

0 EAT-047 .5 350.0 EAT-044 .Dom Antonio 01 131 20 20.2 32.Mata do Jacinto 01 .Cj.16 59. 40.0 Universitária .Nova Bahia 01 163 23 20.0 EAT-044 .0 EAT-043 .5 EAT-049 -Canguru 01 3./ EAT-024 02 .5 10. 20/30 10.0 EAT-047 .5 10.0 ANTONINO EAT-014 ./ EAT-024 01 .0 .2 32.0 EAT-042 .Rita Vieira 02 25. 01 113 24 15.Carandá Bosque. União.Coophasul 01 245 35 50.Aero Rancho .1 01 .IV 02 293 33 50.0 ANTONINO .Dom Antonio 02 250 20 30.3 18/85 3. 40. União.0 EAT-043 .Carandá Bosque.EAT-001 .0 EAT-042 .CORONEL EAT-004 01 . 30/45 125.Aero Rancho .Moreninha .Zé Pereira 01 42.Zé Pereira 02 42.1 02 .5 10.Mata do Jacinto 02 .0 EAT-041 . 30/110 10.0 EAT-036 .0 EAT-042 . 50/30 10.0 ANTONINO .Cj.TAVEIROPOLIS.0 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .Moreninha .5 EAT-017 .0 EAT-045 . 30/110 10.0 EAT-022 .0 EAT-041 . 20/30 10. 01 82 20.Nova Lima 01 220 .87 15.5 EAT-048 -Vida Nova II 02 100 20 12.Parque dos Poderes 02 .0 EAT-017 .0 EAT-035 .Cj.0 EAT-048 -Vida Nova II 01 100 20 12.0 EAT-045 . 20/38 7. 50/30 10.0 EAT-022 .0 EAT-030 .CORONEL EAT-004 03 .Nova Bahia 02 163 23 20. 30/45 125.87 15.2030 70 .0 EAT-035 . 30/45 125. Cohab. 02 113 24 15.0 Universitária EAT-030 .Nova Lima 02 220 .0 .16 59.5 10.0 EAT-036 .Cj.Coophasul 03 245 35 50.Coophasul 02 245 35 50.IV 01 235 35 50.CORONEL EAT-004 02 . 03 1820 39. Cohab.Rita Vieira 01 25. 02 82 20.

EAB-002 .520 160 2.0 EAB-001 .500. 3.000.Hélio Macedo 01 330 82 150. Mario Covas 02 41/86 61734 10.º DO ALTURA PLACA DO MOTOR DO SISTEMA SISTEMAS CONJUNTO MANOMÉTRICA (m3/h) (CV) EAB-001 .Lageado 01 607 100 250.0 EAB-008 .0 EAT-051 .Cam pot .EAB-001 .0 EAB-002 . EAT-049 .0 EAB-002 .EAB-004 . Mario Covas 01 41/86 61/34 10. 48/80 40.EAB-002 .0 EAB-004 .Nova Bahia 02 .Nova Bahia 01 .JD.0 .JD.EAB-003 .EAB-001 .Lageado 01 607 78 250.Guariroba 03 2520 158 2.Guariroba 01 2.0 EAB-009 .000.Hélio Macedo 02 103 41 25.500.0 EAB-009 .EAB-002 .Eta EAT-052 01 3000 550 CV Guariroba Tabela 29: Características das Estações Elevatória de Água Tratada Fonte: Águas Guariroba (2007) As características das Estações Elevatórias de Água Bruta estão abaixo: VAZAO POTÊNCIA CODIGO NOME DOS N. .520 160 2.0 EAB-004 .Canguru 02 .0 EAB-008 .0 EAB-001 .Lageado 02 430 115 250.0 EAB-003 .EAB-004 .Guariroba 03 2520 158 2.0 Tabela 30: Características das Estações Elevatória de Água Bruta Fonte: Águas Guariroba (2007) As estações elevatórias que utilizam bombas submersas são: PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .Guariroba 02 2.Guariroba 03 2520 158 2.Lageado 02 607 78 250. 48/80 40.EAB-003 .0 EAT-051 .000.EAB-001 .2030 71 .500.520 160 2.Guariroba 03 2.0 EAB-002 .0 EAB-003 .

TIPO DE BOMBA
ALT. POT.
VAZÃO VAZÃO INSTALADA
NOME DA MANOMÉTRICA (H.P.)
CÓDIGO PROJETO MED. Marca/Mod./Estágios
LOCALIDADE
(m3/h) (m3/h) PROJ. SERVIÇO
(m.c.a) (m.c.a)
ETA Guariroba/
EAT- 008 50/130 145 92/52 42,0 EBARA BHS 813 - 3 40,0
Penitenc.
EAT- 039 Pioneira 120/200 132,8 39/19 30,0 EBARA BHS 804 - 2 E 40,0
Desbarrancado/Cid
EAT- 040 10/20 17,2 102/37,8 - EBARA BHS 511-6 6,0
Jardim
EAT- 046 Estrela Dálva 6 3,0
EAT- 053 Eta Lageado 10/50 57 ´90/30 HAUPT P63-7 15,0
EAT- 054 Noroeste 28/50 ´83/43 EBARA BHS 516-6 14,0
Tabela 31: Características das Estações Elevatória de Água Tratada com bombas submersas
Fonte: Águas Guariroba (2007)

Atualmente, o sistema de captação subterrâneo é composto por 71 poços e
11 poços especiais. Apresentando as seguintes características:

Total
Média Operação Vazão
Poços Localidade 3 Produzido 3
Diária (m ) 3 Diária (h) (m /h)
(m /mês)
CGR-002 COOPHAMAT 151 4.530,00 5,00 30,20
CGR-005 COOPHERMAT 118 3.540,00 4,00 29,50
CGR-015 LAR DO TRAB. 238 7.140,00 8,50 28,00
CGR-017 BONANZA 136 4.080,00 3,50 38,86
CGR-024 COOPHAVILA 67 2.010,00 5,20 12,88
CGR-025 COOPHAVILA 678 20.340,00 16,70 40,60
CGR-026 COOPHAVILA 412 12.360,00 17,50 23,54
CGR-032 COOPHATRABALHO 212 6.360,00 19,70 10,76
CGR-034 COOPHATRABALHO 465 13.950,00 14,20 32,75
CGR-044 JOSÉ ABRÃO 792 23.760,00 11,70 67,69
CGR-046 VILA NASSER 5,2 156,00 0,45 11,56
CGR-047 MATA DO JACINTO 294 8.820,00 21,00 14,00
CGR-048 MATA DO JACINTO 177 5.310,00 20,00 8,85
CGR-051 NOVA OLINDA 394 11.820,00 20,00 19,70
CGR-061 JD. MONUMENTO 523 15.690,00 19,60 26,68
CGR-062 COHAB UNIV. 460 13.800,00 12,00 38,33
CGR-063 COHAB UNIV. 111 3.330,00 12,90 8,60
CGR-065 BURITI 338 10.140,00 13,00 26,00
CGR-066 CIDADE JARDIM 224 6.720,00 21,00 10,67
CGR-070 TAVEIRÓPOLIS 489 14.670,00 12,40 39,44
CGR-072 TAVEIRÓPOLIS 397 11.910,00 18,00 22,06
CGR-074 TAQUARUSSU 388 11.640,00 24,00 16,17

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 - 2030 72

CGR-075 TAQUARUSSU 854 25.620,00 12,30 69,43
CGR-083 REC. PÁSSAROS 206 6.180,00 6,50 31,69
CGR-085 UNIÃO 718 21.540,00 23,00 31,22
CGR-088 JD. ITAPUÃ 426 12.780,00 24,00 17,75
CGR-089 INDUBRASIL 267 8.010,00 12,00 22,25
CGR-090 NOVA LIMA 567 17.010,00 20,20 28,07
CGR-091 MATA DO JACINTO 290 8.700,00 23,00 12,61
CGR-092 OTÁVIO PÉCORA 307 9.210,00 12,40 24,76
CGR-093 NOVA BAHIA 1643 49.290,00 20,70 79,37
CGR-094 NOVA BAHIA 279,56 8.386,80 23,00 12,15
CGR-103 REC. ROUXINOL 495,87 14.876,10 14,10 35,17
CGR-108 SANTA LUZIA 629 18.870,00 24,00 26,21
CGR-109 CARANDÁ BOSQUE 627,4 18.822,00 18,00 34,86
CGR-115 CAMPO BELO 435 13.050,00 20,00 21,75
CGR-117 CONJ. PARATI 293 8.790,00 12,30 23,82
CGR-119 JARDIM ANACHE 306 9.180,00 15,00 20,40
CGR-121 ALVES PEREIRA 213 6.390,00 21,00 10,14
CGR-127 INDUBRASIL 111 3.330,00 23,00 4,83
CGR-130 AERO-RANCHO 1006 30.180,00 21,00 47,90
CGR-131 JD. HORTÊNCIAS 1007 30.210,00 23,00 43,78
CGR-135 AERO-RANCHO 308 9.240,00 9,00 34,22
CGR-142 RITA VIEIRA 231 6.930,00 12,00 19,25
CGR-144 CIDADE MORENA 654,069 19.622,07 23,90 27,37
CGR-152 JD. CENTRO-OESTE 990,5 29.715,00 19,00 52,13
CGR-153 PARQUE PODERES 560 16.800,00 24,00 23,33
CGR-155 JD. DAS MENINAS 181 5.430,00 19,80 9,14
CGR-159 STA FELICIDADE 271,17 8.135,10 23,80 11,39
CGR-161 JD. DAS MENINAS 898 26.940,00 24,00 37,42
CGR-169 ZÉ PEREIRA 1138 34.140,00 23,00 49,48
CGR-178 VIDA NOVA 345 10.350,00 8,80 39,20
CGR-179 VIDA NOVA 174 5.220,00 7,80 22,31
CGR-180 JD. CANGURU 673 20.190,00 19,50 34,51
CGR-181 JARDIM FUTURISTA 234 7.020,00 24,00 9,75
CGR-182 JD. COLÚMBIA PA 256 7.680,00 17,50 14,63
CGR-183 JD. ANACHE 375 11.250,00 16,20 23,15
CGR-184 CHÁC. PODERES PA 679 20.370,00 23,50 28,89
CGR-189 NÚCLEO INDUSTRIAL 65,8 1.974,00 6,40 10,28
CGR-191 MÁRIO COVAS 671 20.130,00 18,00 37,28
CGR-192 CAIOBÁ II 324 9.720,00 20,60 15,73
CGR-193 CHAC. DAS MANSÕES 135 4.050,00 8,30 16,27
CGR-194 BURITI 256 7.680,00 13,00 19,69
CGR-197 NOVA LIMA 367 11.010,00 24,00 15,29
CGR-198 NOVA LIMA 567,00 17.010,00 24,00 23,63
CGR-199 VIDA NOVA III 435,00 13.050,00 15,00 29,00
CGR-200 TARCILIA DO AMARAL 219,00 6.570,00 17,00 12,88
CGR-202 INDUBRASIL 188,43 5.652,90 19,50 9,66
CGR-203 NOVA LIMA 1595,00 47.850,00 24,00 66,46
CGR-204 TARCILIA DO AMARAL II 102,00 3.060,00 7,20 14,17

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 - 2030 73

CGR-205 PARQUE PODERES 957,00 28.710,00 22,30 42,91
TOTAL PRODUZIDO 31.600,00 948.000 1.183,95 26,69
Tabela 32: Características dos poços existentes
Fonte: Águas Guariroba (2007)

Total
Poços Média Operação Vazão
Localidade 3 Produzido 3
Especiais Diária (m ) 3 Diária (h) (m /h)
(m /mês)
CGR-160 Pioneira 6.636,87 199.106,00 21,30 311,59
CGR-163 Nova Lima 2.297,00 68.910,00 11,80 194,66
CGR-167 Cel. Antonino 196,47 5.894,00 1,22 161,04
CGR-168 Dom Antônio 4.152,65 124.579,50 10,60 391,76
CGR-170 Coophasul 4.378,03 131.341,00 21,20 206,51
CGR-171 Azaléia 3.075,67 92.270,00 21,40 143,72
CGR-172 Novos Estados 4.140,10 124.203,00 22,40 184,83
CGR-173 Pioneira 6.930,57 207.917,00 21,30 325,38
CGR-174 RB/TC 4.198,47 125.954,00 20,00 209,92
CGR-176 Moreninha 4.372,70 131.181,00 15,00 291,51
CGR-186 Salgado Filho 2.183,37 65.501,00 21,00 103,97
TOTAL PRODUZIDO 42.561,88 1.276.856,50 187,22 227,34
Tabela 33: Características dos poços especiais existentes
Fonte: Águas Guariroba (2007)

O sistema de tratamento de água, proveniente dos mananciais superficiais, é
composto por três estações de tratamento:
- ETA Guariroba, com capacidade de 1400 L/s;
- ETA Lageado, com capacidade de 400L/s;
- ETA Desbarrancado, com capacidade de 26 L/s.
O tratamento é feito com sistema convencional composto por floculação,
decantação, filtração, desinfecção por cloro e fluoretação, exceto para a ETA
Desbarrancado, onde o tratamento é simplificado, com apenas adição de cloro e
flúor, devido a excelente qualidade do manancial explorado.
Para o tratamento da água obtida por captação subterrânea é utilizado o
método de desinfecção, com adição de cloro e flúor.
Abaixo, a tabela 34, mostra algumas informações operacionais do Sistema de
Abastecimento de Água de Campo Grande:

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 - 2030 74

SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
INFORMAÇÕES JUN
Número ligações reais (un.) 221.612
Número economias reais (un.) 251.910
Extensão rede (km) 3.236
Volume fornecido (m³) 6.148.281
Volume tratado (m³) 6.296.864
Volume consumido (m³) 2.824.306
Volume faturado (m³) 3.227.870
Tabela 34: Informações Operacionais
Fonte: Águas Guariroba (2007)

1.16.2 ESGOTAMENTO SANITÁRIO

As informações referentes ao sistema de esgotamento sanitário de Campo
Grande, estão detalhadas no Capítulo IV.

1.16.3 DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS

Campo Grande encontra-se numa região onde as bacias hidrográficas são de
pequeno porte, assim as águas pluviais não foram fator de impedimento para o
crescimento da cidade. Diante disto, não houve preocupações anteriores com a
estruturação de um serviço modelar de planejamento da microdrenagem urbana.
Hoje se desenvolve projeto de macrodrenagem nas bacias dos córregos
Prosa, Sóter, Segredo e Anhanduí, estando executados 30% dos canais a céu
aberto.
Cabe destacar também pela sua formação geotécnica, as Bacias dos
Córregos Lagoa, Sóter, nas proximidades do Aeroporto Internacional, São Conrado,
Santa Emília, Conjunto União, Nova Campo Grande e o Bairro Tiradentes, onde o
lençol freático encontra-se praticamente ao nível do terreno natural nos períodos
chuvosos.

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 - 2030 75

1.16.4 SISTEMA DE LIMPEZA PÚBLICA

A limpeza Pública da área urbana de Campo Grande está dividida em três
partes: varrição, Manutenção e coleta de lixo.

Varrição: É efetuada varrição manual diária nos principais corredores de
tráfego e vias da zona central, Av. Duque de Caxias, Av. Afonso Pena – da Rua
Ceará ao Parque dos Poderes, Av. Mato Grosso, da Rua Ceara ao Parque dos
Poderes, Av. Eduardo Elias Zahran, Av. Capibaribe, Av. Julio de Castilho, Av. Costa
e Silva, Rua Brilhante, Av. Bandeirante, Av. Marechal Deodoro, Av. Coronel
Antonino, Av. das Bandeiras, Rua Spipe Calarge, Av. da Capital, Rua Vitório Zeola,
Rua Dr. Euler de Azevedo, Rua Trindade e Rua Japão.
Também é executada varrição manual, com freqüência variando entre uma e
três vezes por semana na área compreendida pelo perímetro: Av. Eduardo Elias
Zahran, Av. Salgado Filho, Av. Tiradentes, Av. Tamandaré, Av.Mascarenhas de
Moraes, Av. Cel.Antonino e Rua Ceará.
A Prefeitura executa varrição manual com freqüência semanal seguintes
áreas:
- Região Urbana do Prosa;
- Região Urbana do Bandeira;
- Região Urbana do Anhanduizinho;
- Região Urbana do Lagoa;
Nas regiões Urbanas do Imbirussú e Segredo a varrição é executada junto
com a capina manual, nos mutirões.

Manutenção/Roçada: Os serviços de capina manual dos logradouros públicos
e pintura dos meios-fios, da área compreendida pelo perímetro do mini-anel são
realizados por empresa contratada pela prefeitura, com freqüência mensal.
A capina manual e pintura do meio-fio dos bairros e conjuntos habitacionais
compreendidos fora do perímetro do mini-anel, são realizados por região urbana

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 - 2030 76

(Segredo, Prosa, Bandeira, Anhanduizinho, Lagoa e Imbirussú) de maneira a
atender uma região a cada 30 dias.

Coleta de Lixo: O serviço de coleta de lixo domiciliar é executado em 98% da
área urbana, com exceção dos loteamentos e assentamentos clandestinos, que não
solicitaram o serviço de coleta de lixo domiciliar.
Vinte e dois veículos são utilizados para a coleta de lixo domiciliar, recolhendo
em média 565 toneladas por dia; na área central a coleta é feita diariamente no
período noturno e na periferia, 3 vezes por semana.
Para melhor atendimento da população em relação a coleta de lixo, a cidade
foi dividida e 5 grandes regiões com 72 setores. A coleta é feita durante os períodos
noturno e diurno, e um caminhão executa a coleta de lixo hospitalar.
O destino final do lixo é o aterro sanitário, localizado na saída para
Sidrolândia.

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a autoridade sanitária competente indicará as medidas adequadas a serem executadas. ou até mesmo adequadas.1 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 2.1. § 1º Quando não existir rede pública de abastecimento de água ou coletores de esgoto. 36 . envolvendo com isso o saneamento básico que está diretamente ligado a intervenções no meio existente para promoção de melhoria na qualidade de vida.2030 78 . § 2º É obrigação do proprietário do imóvel a execução de adequadas instalações domiciliárias de abastecimento de água potável e de PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .É obrigatória a ligação de toda construção considerada habitável à rede pública de abastecimento de água e aos coletores públicos de esgoto. Apesar das atividades desenvolvidas no âmbito de um Plano Diretor do Sistema de Esgotamento Sanitário estarem previstas em Legislações Estaduais e Municipais. vale ressaltar algumas Legislações Federais como seguem abaixo: 2.974-A.CAPÍTULO II 2 ASPECTOS LEGAIS 2. Ações que afetam de alguma forma o meio ambiente deverão ser planejadas e implantadas.2 DECRETO Nº 49.1. em conformidade com as regulamentações vigentes.1 LEGISLAÇÃO FEDERAL A Legislação Federal abrange itens fundamentais na preservação do meio ambiente. DE 21 DE JANEIRO DE 1961. Art.

1.As águas residuárias de qualquer natureza. 2. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .433. 2.diminuir os custos de combate à poluição das águas.O enquadramento dos corpos de água em classes. Esse código rege sobre os serviços de saneamento básico. remoção de dejetos.6 LEI Nº 9.assegurar às águas qualidade compatível com os usos mais exigentes a que forem destinadas. II . Art.2030 79 . DE 01 DE JUNHO DE 1983.974-A. 2.4 DECRETO Nº 88.351. químicas ou biológicas. Quando não houver disponibilidade.675. 2.1. o Estado deverá indicar alternativas a serem aplicadas caso a caso. 9º . 37 . disponibilização de água tratada e rede coletora de esgoto. Dada a importância da Saúde Pública para o Estado.1. alterarem prejudicialmente a composição das águas receptoras. é instituído o Código Nacional de Saúde. de forma a garantir a saúde da população. abastecimento de água. mediante ações preventivas permanentes. quando por suas características físicas. DE 13 DE OUTUBRO DE 1995.1.5 DECRETO Nº 1. coleta e tratamento de esgoto. segundo os usos preponderantes da água. deverão sofrer prévio tratamento de terceiros. definindo como obrigatoriedade do Estado a promoção do saneamento básico. cabendo ao ocupante do imóvel a necessária conservação.3 DECRETO-LEI Nº 303. DE 8 DE JANEIRO DE 1997 Art. em 1961 através do Decreto nº 49. DE 23 DE FEVEREIRO DE 1967. visa a: I .

As classes de corpos de água serão estabelecidas pela legislação ambiental. transporte ou disposição final. Define a titularidade dos serviços de água e esgoto.lançamento em corpo de água de esgotos e demais resíduos líquidos ou gasosos. com o fim de sua diluição. 10 . incentiva a eficiência dos prestadores. 12 . PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . de acordo com o artigo 45. possibilita a cobrança de tarifa mínima pelos serviços. A Política Nacional de Recursos Hídricos apesar de basear-se no uso da água. tratados ou não.Estão sujeitos a outorga pelo Poder Público os direitos dos seguintes usos de recursos hídricos: III . Uma vez classificados poderão ser instituídas formas de utilização que irão garantir sua preservação.7 RESOLUÇÃO Nº 357. prevenindo qualquer tipo de poluição.1. o ente responsável pela regulação e fiscalização.455. Art. DE 17 DE MARÇO DE 2005 2. O lançamento de esgotos nos corpos d’água deverá ter autorização do poder público. Art. permite o corte por inadimplência e é clara quanto à obrigatoriedade de conexão às redes de abastecimento de água e de esgoto. O CONAMA define as diferentes classes possíveis para classificação dos corpos d’água.8 LEI Nº 11. e a legislação estadual os classifica. 2.1. bem como as diretrizes para a política federal de saneamento. fixa direitos e deveres dos usuários. registra a importância da classificação dos corpos d’água. DE 5 DE JANEIRO DE 2007 A Lei referida estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico.2030 80 . para que seja regulamentado e fiscalizado.

3 LEGISLAÇÃO MUNICIPAL Na Legislação Municipal podemos encontrar algumas leis com seguem: PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .3 LEI Nº 2080.2.1 LEI Nº 90. 2. DE 02 DE JUNHO DE 1980 2. DE 20 DE JUNHO DE 1997 2. Art. nela encontram-se todas as atividades ligadas a utilização de recursos naturais.2.2. DE 13 DE JANEIRO DE 2000 2. Ressalvadas as disposições em contrário das normas do titular. DE 30 DE JULHO DE 2004 2.2 LEGISLAÇÃO ESTADUAL A Legislação ambiental do Estado de Mato Grosso do Sul é abrangente. DE 21 DE SETEMBRO DE 1992 2.2.4 DELIBERAÇÃO CECA/MS Nº 003. de forma a proteger o meio ambiente.2 LEI Nº 1293. 2.2. 45. toda edificação permanente urbana será conectada as redes públicas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário disponíveis e sujeita ao pagamento das tarifas e de outros preços públicos decorrentes da conexão e do uso desses serviços.5 DELIBERAÇÃO CECA/MS Nº 013.2030 81 . da entidade de regulação e de meio ambiente.

O município. parâmetros a serem seguidos e respeitados. até pela proximidade que tem com a população local. DE 04 DE ABRIL DE 1990 A Prefeitura Municipal é responsável pela preservação do meio ambiente e garantia da saúde pública da população da mesma forma que o Estado e a União.3. Ao município compete a proteção do meio ambiente e o combate a poluição da fauna e da flora de todo território municipal. no que se refere a saúde pública é PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . destacando a importância do saneamento básico.445.2030 82 . Conta com o apoio federal e estadual quanto aos critérios a serem utilizados no controle e fiscalização. do lodo resultante das estações de tratamento de esgotos e do esgoto tratado. DE 22 DE NOVEMBRO DE 1995 A Prefeitura é o órgão direto que condicionará a definição do local que irá receber o lançamento do lixo coletado.2 LEI NÚMERO 2. Estadual e Municipal.3. DE 28 DE JULHO DE 1992 Institui o código de policia administrativa do município de Campo Grande – MS.909. 2. 2. e da outras providencias.3.3 LEI COMPLEMENTAR Nº 5.1 LEI ORGÂNICA DE CAMPO GRANDE. Esta Lei municipal antecipou alguns aspectos determinados pela Lei nº 11. promoverá campanhas de conscientização da necessidade de preservação do meio ambiente. de 5 de janeiro de 2007. De posse das legislações acima descritas podemos concluir que há em todas as esferas: Federal.2. principalmente para a população de baixa renda. A qualidade de vida da população. e as recomendações a serem adotadas por aqueles que de alguma forma vão gerar atividades potencialmente poluidoras.

Regulamenta as relações entre concessionária e usuários. O restante do esgoto residencial. A cidade de Campo Grande atualmente apresenta um índice de 34% de coleta e tratamento de esgoto.74. preservando ao mesmo tempo o meio ambiente. 96.2030 83 .A. 6 DE SETEMBRO DE 2005 2. possui o Regulamento de Serviços que tem por objetivo estabelecer normas referentes à prestação de serviço de abastecimento de água e esgotamento sanitário no município de Campo Grande e as suas especificidades. determinando.4 REGULAMENTO DE SERVIÇO DA ÁGUAS GUARIROBA S.5 LEI COMPLEMENTAR N.3. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . direitos.obrigação do Estado. DE 6 DE OUTUBRO DE 2006 2. 2. O Sistema de Coleta e Tratamento dos Esgotos da cidade de Campo Grande vem de encontro com os objetivos do Estado: promover meios para garantir a saúde da população e preservar o meio ambiente. devendo ser implantadas todas as obras necessárias em benefício da saúde da população.4 LEI COMPLEMENTAR N. A Primeira Revisão do Pano Diretor do Sistema de Esgotamento Sanitário foi elaborado respeitando e acatando todas as legislações que de alguma forma cabem no contexto. DE 14 DE DEZEMBRO DE 2006 2. comercial e industrial está sendo lançado sem qualquer controle.6 LEI COMPLEMENTAR N. em cada caso. 94. deveres e obrigações básicas.3.A A Águas Guariroba S.3.

o usuário será notificado pelo Município. Para tanto. como forma de manter a qualidade de vida e condições sanitárias adequadas. São relevantes alguns artigos: Art. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Parágrafo único: Não havendo a solicitação no prazo fixado no “caput” deste artigo.2030 84 . Não havendo rede coletora. tem o prazo de ate 3 (três) meses após a comunicação de disponibilidade dos serviços. o usuário terá que usar fossa séptica de acordo com modelo e especificações fornecidas pela concessionária. a Águas Guariroba S. de 29 de julho de 1992. maior qualidade na prestação dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.A. para fazê-la no prazo de 5 (cinco) dias. 16 – são obrigatórias as ligações para imóveis em condições de habitabilidade. situado em logradouro publico. E uma forma de garantir aos usuários. o Regulamento de Serviços deve passar por uma revisão. dotado de rede de coleta de esgoto. para solicitar a ligação. sob pena de sofrer as sanções previstas na Lei Municipal nº 2. propõe que o Regulamento seja revisado visando sua adaptação à novas Legislações existentes e assim melhorar a qualidade dos serviços prestados à população de Campo Grande. com edificação. dotado com rede de coleta de esgoto. ou pela concessionária quando a prestação do serviço ocorrer de forma indireta. Art. situado em perímetro urbano. 17 – Todo proprietário de imóvel.909. Com o surgimento de novas Legislações.

Km2. ocupando 2. Figura 8: Bacias e Sub-Bacias Hidrográficas do Estado de Mato Grosso do Sul Fonte: Atlas Multirreferencial – Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral (1990) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . O Município de Campo Grande está na divisa das bacias do Paraná e Paraguai.096.26% de toda área do Estado.CAPÍTULO III 3 CARACTERÍSTICAS DOS LENÇÓIS 3. Localizado no centro geográfico do Estado e nos altos do Planalto Sedimentar do Paraná.1 BACIAS EM CAMPO GRANDE O município de Campo Grande possui uma extensão territorial de 8.2030 85 .

220. A região urbana de Campo Grande está dividida em 10 microbacias: Coqueiro.026.02 96.657.039. Lagoa e Imbirussú.309.206.86 Botas-Coqueiro 35. Prosa.09 Prosa 23.87 15.25 6.044.513.74 10.38 Bálsamo 13.506.68 3.50 88.34 11. Segredo. o município de Campo Grande está tomado por pequenos córregos que deságuam no rio Anhanduí. De acordo com a característica do solo de cada região dependem as conseqüências do dano ambiental.158. Bandeira.41 42.11 49. Rico em água.990.11 38.980.760.359.86 2.368. Bandeira.58 91.413.531.14 TOTAL 334.62 729.87 18.189.378.12 79.67 12.032.791.23 Lageado 51.32 29.68 25.054.28 1.79 13.43 4. podemos concluir que o índice de ocupação tende-se a crescer. Anhanduí.59 Tabela 35: Área por Bacias de Drenagem Fonte: Perfil Sócio-Econômico de Campo Grande (2001) As bacias do Prosa.39 17.145.005.547. Lageado.503.25 47.51 Anhanduí 29. uma vez que são regiões relativamente próximas das demais e de crescente valorização imobiliária.57 Gameleira 16.128.488. que compreende 35.49 4.177.150.91 8.487.70 Sóter 7. Bálsamo e Anhanduí são as mais densamente povoadas.567.011.82 ha.197.314.081.510.27 70. Gameleira.29 17.305.70 33.910.991.84 11.82 82. Segredo. quando da não existência de sistema coletor de esgotos.977.661. As informações adquiridas foram da região urbana do município de Campo Grande.60 86.764.00 93.75 20.20 Imbirussú 55.855.771.723.302.572. Área permeável Área impermeável BACIAS Área Total (m2) (%) (m2) (%) Bandeira 19.2030 86 .880.80 1.332. A população foi ocupando as áreas disponíveis e ali construindo suas fossas.766.90 87.72 Segredo 46. As demais bacias também estão ocupadas. porém em grau inferior as citadas anteriormente. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .531.584.116.069.907.786. Apesar disso.14 5.561.49 32.661.927. Bálsamo.17 74.989.693.30 8.079.510.167.44 95.43 3.37 89.059.938.215.57 292.63 Lagoa 35.85 5.77 8.37 2.59 21.567.563.91 2.540.871.

De acordo com a carta de drenagem elaborada em 1997 pelo PLANURB. e demais degradações em decorrência de intervenções precipitadas e sem qualquer planejamento. podem trazer sérias conseqüências à população. Mas isso é apenas aparente. É comum encontrarmos regiões com avançado processo de erosão. A falta de saneamento básico. predominantemente por pessoas de baixa renda. uma análise mais profunda mostra fatores que prejudicam a instalação dessas fossas. ou seja. Campo Grande é um município dotado de pequenos córregos. A grande maioria desses desmatamentos foi executado pelos próprios ocupantes das áreas. agravou a situação. facilitando aparentemente a implantação de fossas sépticas. assoreamento. e isso se deve em grande parte. aos desmatamentos feitos sem critérios técnicos definidos. infraestrutura urbana e fiscalização. apenas 42 Km2 são de solo impermeável. todas as bacias apresentam algum grau de assoreamento. causando sérios danos ao meio ambiente. uma vez que além de poluídos. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Se continuarem sofrendo degradações dessa grandeza. Dos 353 Km2 do perímetro urbano.2030 87 . a vegetação das margens esta sendo degradada. gerando forte impacto ambiental. Todo o restante é de solo permeável. e priorizam a implantação de rede coletora de esgotos.

implantação e microdrenagem. com localização e distribuição . e as intervenções necessárias: Grau de Cursos Área Área Área INTERVENÇÕES RELATIVAS A ENCHENTES Bacias 2 Criticidade d'água (km ) permeável impermeável Problemas Atuais e potenciais Serviços e Obras Necessários . .80 11. .alargamento e aprofundamento.70 .14 . 35. .alagamentos.28 3.57 .1 93. .86 . Base.sistema de microdrenagem insuficiente em vários pontos. irregular.49 20.implantação e microdrenagem.substituição de pontes e travessias. inundações e enchentes em vários pontos. Bandeira Cabaça. .09 I Lagoa Buriti.20 . PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . III Lageado Lageado 51.boca-de-lobo assoreadas.7 91. irregular.1 82. e Coqueiro . Prosa 30.6 95. apresentando os mais críticos problemas de cada bacia.alagamentos. .30 17. com localização e distribuição . limpeza e desobstrução.1 89.2030 88 . . .ocorrência de ligações clandestinas de esgoto.desassoreamento.alagamentos. Gameleira Gameleira 16. . FUFMS.ocorrência de ligações clandestinas de esgoto. limpeza e desobstrução.alagamentos e enchentes em vários pontos.86 8.desassoreamento.51 . irregular.72 irregular.81 13.38 . com localização e distribuição .sistema e microdrenagem insuficiente em vários pontos.desassoreamento. Cascudo V Segredo 46. 19. A seguir. Sóter. . com localização e distribuição .implantação de "piscinões abertos".5 86. limpeza e desobstrução.alargamento e aprofundamento.implantação e microdrenagem.bocas-de-lobo assoreadas. II Imbirussú Imbirussú 55. .43 6.medidas de controle nos tanques de pisci- cultura (próximo ao Córrego Lageado) . . .implantação e microdrenagem. inundações e enchentes em vários pontos.desassoreamento. . a tabela com a resultante da análise da Carta de Drenagem do Perímetro Urbano de Campo Grande. . Botas Coqueiro 35.implantação de "piscinões abertos".alargamento e aprofundamento.alagamentos e enchentes em vários pontos. inundações e enchentes em vários pontos.desassoreamento.boca-de-lobo assoreadas.sistema e microdrenagem insuficientes em vários pontos. Prosa. Maracajú irregular. . .4 88.sistema e microdrenagem insuficiente em vários pontos. limpeza e desobstrução. . limpeza e desobstrução.14 10. . . IV Revellieu.62 4. com localização e distribuição .3 96.bocas-de-lobo assoreadas. .implantação e microdrenagem.9 79.alargamento e aprofundamento.sistema e microdrenagem insuficiente em vários pontos.alargamento e aprofundamento.bocas-de-lobo assoreadas.avaliação e complementação da obra de controle de erosão da Mata do Jacinto . Bálsamo Bálsamo 13.

.desassoreamento.implantação e microdrenagem. limpeza e desobstrução. Tabela 36: Problemas e intervenções necessárias por Bacia de Drenagem Fonte: Carta de Drenagem – PLANURB (1997) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .sistema e microdrenagem insuficiente em vários pontos. com localização e distribuição . .2030 89 .alargamento e aprofundamento.23 .9 70.alagamentos. irregular. VI Anhanduí Anhanduí 29.77 29.bocas-de-lobo assoreadas. inundações e enchentes em vários pontos. Grau de Cursos Área Área Área INTERVENÇÕES RELATIVAS A ENCHENTES Bacias 2 Criticidade d'água (km ) permeável impermeável Problemas Atuais e potenciais Serviços e Obras Necessários . .

2 MANANCIAIS EXISTENTES DE CAMPO GRANDE 3. É predominante a classe baixa nessa região.1 COQUEIRO Localizado na região nordeste de Campo Grande. salvo pequeno trecho do Botas.2030 90 . Coqueiro e Pedregulho.2. Os bairros de Campo Grande contidos nessa bacia são: Nova Lima. Vida Nova I. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . O mais afetado de todos eles é justamente o Botas. O manancial utilizado para abastecimento da população é o subterrâneo. abrange os seguintes córregos: Botas. os moradores utilizam-se de fossas e sumidouros para disposição de seus dejetos. na região do Colúmbia. e sim pelo assoreamento devido ao trabalho desordenado de areieiros na região. Anache. amenizando o fluxo de doenças a partir do consumo de água de poços caseiros contaminados com esgotos domésticos. Totalmente desprovida de esgotos. Núcleo Industrial e parte do Novos Estados. O Sistema de Abastecimento de Água atende essa região.3. Vida Nova II. mas não por esgotos domésticos. Colúmbia. Os córregos presentes nessa bacia não recebem lançamento de esgotos clandestinos.

Principalmente às margens da rodovia que segue para Cuiabá. Monte Carlo. Cruzeiro. Foto 14: Córrego Coqueiro – BR-163 Saída para Cuiabá Fonte : Águas Guariroba (2001) 3.2. Seminário. Amambaí. não possuem rede coletora de esgotos. Monte Castelo e Mata do Jacinto. Glória. Parte dessa região está localizada no centro da cidade. São Francisco. e classe média. Parque Novos Estados. Jardim dos Estados. Carvalho. Os bairros contemplados com esgotos na região do Segredo são: Centro.2030 91 .2 SEGREDO Localizado na região norte de Campo Grande encontra-se com densidade elevada. delegando características de zona de alta densidade. Nessa parte da região do Segredo. sendo predominante a presença de fossas PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Sobrinho. Cabreúva e Planalto. Os demais bairros: Nasser. Nova Lima. sendo na maioria lançados na ETE Cabreúva. Coronel Antonino. Mata do Jacinto. tem se desenvolvido o setor terciário. podemos encontrar rede coletora de esgotos. . e a outra parte na ETE Salgado Filho. O comércio varejista e prestadores de serviços são as principais atividades da região.

Os córregos presentes são: o Segredo. Maracajú Fonte: Águas Guariroba (2001) O córrego Cascudo. evitando enchentes. e estão classificados como bairros de baixa renda. O córrego Maracajú. Esses bairros estão concentrados na zona norte. Por estar em região de baixa renda.Av. localizado na rua Maracajú.Ernesto Geisel x R. é comum a presença de moradores ribeirinhos. Foto 15: Encontro dos córregos Segredo com Maracajú .2030 92 . recebe lançamento de esgoto a céu aberto. O Sistema de Abastecimento de Água abrange toda a região. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . o que tem contribuído para a eliminação de contaminação por esgotos domésticos. que ali se instalaram por falta de opção. está totalmente canalizado. localizado em uma região do mesmo nome.sépticas e sumidouros. o que podemos concluir que a contaminação é originada a partir de lançamentos clandestinos em galerias de águas pluviais em outras regiões desprovidas de rede coletora de esgotos. é grande a quantidade de esgoto lançado in natura. Cascudo e Maracajú. Embora esteja em uma área abrangida por rede coletora de esgotos.

Líbano. Glória. Noroeste. Cel. embora grande parte dessa região é provida de rede coletora. Foto 16: Trecho do Córrego Segredo ao cruzar o Bairro Talismã Fonte: Águas Guariroba (2001) 3.dos N. TV Morena. Carvalho. que apresenta alta contaminação por esgotos domésticos nas regiões centrais da cidade. M. e prejudicando a si mesmos com a ausência de saneamento básico. Tiradentes. Progresso. M. mas estão parcialmente protegidas de lançamento clandestinos de esgotos domésticos.2030 93 .Antonino.do Jacinto. há lançamento clandestino oriundo de regiões mais distantes desprovidas de esgotamento sanitário e que lançam clandestinamente seus esgotos nas galerias de águas pluviais. Pq. Cruzeiro. Nas cabeceiras do córrego Segredo o assoreamento é comum.3 PROSA Formada pelos bairros: Centro. Como o córrego Maracajú. o que não ocorre na seqüência do córrego. Jd. S.Bento.2. Amambaí.Carlo. Veraneio. Vilas Boas. M.Estados.degradando o meio ambiente.dos Estados. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .

Fé. B. nasce no bairro Carandá Bosque. na sua maioria através das tubulações de águas pluviais. Ch. Pq. Desbarrancado. dividindo-se em classe média alta e classe baixa. está contaminado com esgotos domésticos lançados clandestinamente.Itanhangá Park. Prosa e Vendas. trata-se de uma região de alta densidade. A Captação Desbarrancado abastece as PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .Vista. Carandá Bosque. Foto 17: Córrego Sóter (contaminação por lançamento de esgoto residencial) Fonte: Águas Guariroba (2001) O córrego Sóter localizado na região nordeste de Campo Grande. Embora em região de classe média alta. A região abrange os córregos: Sóter.Cachoeira.dos Poderes e Desbarrancado. O Córrego Desbarrancado localizado no Parque dos Poderes abriga o mais antigo sistema produtor de água existente.2030 94 . Sta. a ocupação irregular por população de baixa renda que acarretava assoreamento e lançamento de dejetos no córrego foi devidamente equacionado. Com a recente implantação do Projeto Sóter de recuperação e urbanização do fundo de vale.

Apesar disso. e isso se deve a sua localização.2030 95 . grande parque urbano de Campo Grande. merecem cuidados essenciais no sentido de serem despoluídos. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Em torno de 40% da região é provida de rede coletora de esgotos. o Córrego Prosa está localizado na região central. Foto 18: Região de Nascente do Córrego Desbarrancado Fonte: Águas Guariroba (2001) O Córrego Prosa possui suas cabeceiras protegidas. e por serem cartões postais da cidade. Da mesma forma que o Córrego Segredo. dentro do Parque das Nações Unidas. Devido a sua localização não sofre grandes interferências do homem. ou lançam seus esgotos clandestinamente.regiões do Carandá Bosque e Cidade Jardim. lançando suas águas no Córrego Prosa. vem recebendo esgoto lançado clandestinamente pela rede de drenagem de águas pluviais. sendo que o restante recorre as fossas sépticas. justamente na parte que está mais contaminada. Ambos foram canalizados.

3. às margens da BR-163 (Mini-anel rodoviário) Fonte: Águas Guariroba (2001) O córrego Lageado na sua maior parte não recebe esgotos domésticos. e Noroeste. além de ser freqüente o lançamento de lixo urbano. Alves Pereira. Universitário. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Maria Aparecida Pedrossian. abrange os bairros:Tiradentes.2. Centro Oeste. A bacia abrange os córregos Lageadinho e Lageado. Moreninha.4 LAGEADO Localizado na região sudoeste de Campo Grande. Aero Rancho. Foto 19: Córrego Lageadinho. Porém sofre contaminação pelos produtos químicos utilizados nas lavouras. Rita Vieira. Pq. Região de baixa densidade. mas de grande importância pois abrange o segundo maior sistema produtor de água de Campo Grande – Captação do Lageado. Los Angeles. pelo desmatamento desordenado e criação de animais nas margens do córrego.2030 96 . O Córrego Lageadinho está no perímetro rural.

Rita Vieira.5 BANDEIRA Localizado no centro de Campo Grande abrange os bairros: Vilas Boas. como postos de gasolinas. da mesma forma que o Cabaça.A região do Bandeira é na grande maioria. UFMS e Carlota. é provida de água tratada. Predomina a classe baixa. A população da região. abastecida pelo sistema integrado Lageado e Guariroba. recebe esgotos clandestinos e abriga moradores de baixa renda que se instalaram nas suas margens. garagens de ônibus. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Além de esgotos domésticos podemos verificar a presença de óleos e graxas nesses córregos. Albuquerque. e os córregos Cabaça e Bandeira. Dr. de pequenas dimensões. está livre de qualquer contaminação.2030 97 . TV Morena. América. reduzindo os riscos de doenças oriundas da contaminação do lençol subterrâneo.3.2. está contaminado. Piratininga. e oficinas. abrangendo grandes comércios. Progresso. trecho próximo à Vila Carlota Fonte: Águas Guariroba (2001) O Córrego Bandeira. Colonial. Foto 20: Córrego das Cabaças. O Córrego Cabaça. como a maior parte do município de Campo Grande. Universitário.

Como o índice de asfaltamento é baixo. Alves Pereira. 3. Totalmente desprovida de rede coletora de esgoto. está localizado na região centro-sul de Campo Grande. Aero Rancho. o lançamento dos dejetos humanos são feitos em fossas sépticas e sumidouros. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Centro Oeste e Moreninhas. que atende a Cidade Universitária.2. apresenta baixa densidade demográfica. 3. e carente de cuidados com a saúde pública. Abastecida parte pelo sistema integrado Lageado e Guariroba é privilegiada pelo fornecimento de água em abundância. Classificada como região onde predomina a classe baixa.7 GAMELEIRA Localizada na região sul da cidade. abrangendo os bairros:Colonial. Há na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Abrange parte dos bairros: Los Angeles. Rita Vieira.2030 98 .2. Tiradentes e Parque.6 BÁLSAMO Um dos afluentes do Córrego Lageado. Maria Aparecida Pedrossian. também não está disponível rede de drenagem para possíveis lançamentos clandestinos. Universitário. A poluição do córrego ocorre principalmente pela ocupação irregular de suas margens. lançando o efluente no Lago do Amor – Córrego Bandeira. e é abastecida por poços subterrâneos. uma Estação de Tratamento de Esgotos.

Pela sua importância e localização. Aeroporto. A principal fonte poluidora continua sendo o esgoto doméstico. São Conrado. Bandeirantes e parte dos bairros: Batistão. Taveirópolis. Guanandy. já nasce recebendo uma grande carga de esgotos clandestinos. Tijuca.2. através do lançamento clandestino nas galerias de águas pluviais. 3. Vila Militar. Jd. Coophavila II. Vila Sobrinho. o mesmo encontra-se bastante contaminado. nasce na confluência dos córregos Segredo e Prosa. Os demais esgotos domésticos ou são coletados e enviados até as Estações de Tratamento.2. sendo: Taquarussú. Embora nessa bacia estejam localizadas as Estações de Tratamento de Esgotos Salgado Filho e Aero Rancho.8 ANHANDUÍ Principal córrego do perímetro urbano de Campo Grande. Colonial. está parcialmente habitada. Jardim América. sendo composta pelos bairros: Imá. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . iniciando na região central e chegando a região sul da cidade. Parque União.9 LAGOA Localizada na região a oeste da área central de Campo Grande. Coophavila II. possui grande potencial para abrigar Estações de Tratamento de Esgotos no futuro. Tijuca. América. Piratininga e Vila Militar. Jd. oriundos do Segredo e do Prosa.3. abrange diversos bairros. Jockey Clube. Quase que totalmente habitado. Taveirópolis. e parte dos bairros: Batistão.2030 99 . Devido a sua localização. Após o perímetro urbano recebe os córregos Imbirussú e Lagoa. Vila Carvalho. Leblon. ou são dispostos em fossas e sumidouros. Amambaí. Aero Rancho. distribuída pelos sistemas Lageado/Guariroba e RBTC. Jacy. A população é provida de água tratada.

e Jardim Imá. e parte dos bairros: Jd. estando desde sua cabeceira contaminado pela ocupação irregular das margens. pois a água para consumo humano atende todos os parâmetros exigidos pela Portaria 518 do Ministério da Saúde. Devido à carência de drenagem. com alguns lançamentos clandestinos em galerias de águas pluviais. também predomina a classe baixa. O conjunto Coophatrabalho possui rede coletora e Estação de Tratamento. Núcleo Industrial. dispostos atualmente em fossas sépticas. Embora desprovida de esgotos. e lançamento clandestinos de lixos domésticos. Santo Amaro. exceto na região mais ao nordeste da Bacia do Imbirussú. 3. sendo formada pelos bairros: Nova Campo Grande. Panamá. O Córrego Imbirussú. A Bacia Lagoa abrange os córregos Buriti e Lagoa. A Bacia do Lagoa na sua maior parte é abastecido pelo Sistema RBTC. O esgoto coletado está sendo lançado. no Córrego Lagoa. sendo o lançamento do esgoto após tratamento feito no córrego Imbirussú. No Córrego Serradinho destaca-se a poluição pelo desmatamento e despejo de lixo urbano. a saúde pública não está afetada. Popular.2030 100 . Mais no perímetro urbano e após receber seu PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Abrange os córregos Serradinho e Imbirussú. José Abrão. através de poços tubulares de grande profundidade. com tratamento deficitário. Aeroporto.2. A Prefeitura Municipal de Campo Grande está lançando um projeto de reurbanização que abrangerá todo o córrego Buriti. O Córrego Buriti nasce na região dos bairros Buriti e São Conrado. não há lançamentos clandestinos de esgotos. está prejudicado pelo desmatamento oriundo de lavouras e pastagens.10 IMBIRUSSÚ Localizado na região noroeste de Campo Grande. na sua nascente. Nas demais regiões não há qualquer tipo de coleta de esgotos domésticos. esgoto da vila Militar. O Córrego Lagoa recebe em um de seus afluentes.

onde as águas percolam e são armazenadas no conjunto de fraturas das rochas. sendo: Aqüífero Serra Geral (basaltos). Embora contenha Estação de Tratamento de Esgotos. onde cada camada apresenta uma característica hidráulica diferente.afluente Serradinho. as águas do Córrego não atendem aos parâmetros da Resolução Conama nº 357 para águas de classe 2. a bacia do Imbirussú não apresenta grandes problemas com a saúde pública. Experiências comprovam que sua profundidade não deve passar de 150 metros. os esgotos não contaminam a água utilizada para consumo da população. São largamente utilizados para abastecimentos de pequenas regiões isoladas. O Córrego Imbirussú é o único dentre todos do município de Campo Grande que foi classificado. e das outras providências”. O aqüífero Caiuá é do tipo multicamadas. Os aqüíferos Caiuá e Botucatu/Pirambóia são do tipo poroso. Essa classificação ocorreu em Junho de 1997. atravessa uma região sem grandes contaminantes urbanos. Mais à frente.11 MANANCIAIS SUBTERRÂNEOS O Sistema de Abastecimento de Água está diretamente relacionado aos aqüíferos disponíveis em Campo Grande. o Córrego Imbirussú recebe o esgoto do Núcleo Industrial. A vazão média conseguida com esses poços é de 40 m3/h.2030 101 . Aqüífero Caiuá. O Aqüífero Serra Geral é do tipo fraturado. 3. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .2. através da Deliberação CECA/MS nº003 que “Dispõe sobre a preservação e utilização das águas das bacias hidrográficas do Estado de Mato Grosso do Sul. Embora não seja profundo não é prejudicado pela disposição de esgotos através de fossas sépticas e sumidouros. uma vez que apesar da contaminação do solo. e Aqüífero Botucatu/Pirambóia. Abastecida pelo Sistema Coophasul. com as águas fluindo e sendo armazenadas no interior das rochas. novamente recebe lançamento de produtos químicos oriundos da lavoura. Sua profundidade não é superior a 80 metros. entre seus grãos constituintes.

a perfuração é feita até atingir o topo da serra geral. O aqüífero Botucatu/Pirambóia é o maior manancial de água subterrânea do mundo. As camadas dos arenitos Botucatu e Pirambóia apresentam em média 250 metros de espessura.2030 102 . com vazões médias de 40 m3/h. estando o município de Campo Grande totalmente inserido sobre esse aqüífero. acima deles estão a camada da Serra Geral com espessura média variando de 250 a 300 metros. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Quando utilizado para abastecimento de água.variando entre 40 e 80 metros.

Foi então adotado o tratamento através de RALF’s – Reator Anaeróbico de Lodo Fluidizado cuja eficiência atinge 80% de remoção de DBO. Nesta ocasião o contrato foi revisto tanto em relação aos preços que eram abusivos quanto às obras altamente onerosas e ultrapassadas. O Plano indicava a implantação de uma ETE após a confluência do Córrego Bandeira com Anhanduizinho. próximo ao Bairro Guanandi composta de lagoas aeradas e lagoas de decantação.1 HISTÓRICO DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE O último Plano Diretor de Esgotamento Sanitário para Campo Grande foi concluído em maio de 1989. ambas com o mesmo destino: Estações de Tratamento de Esgoto. interceptação. interceptores e emissários e outra por intermédio de caminhões auto-fossa. além de Implantação de sistemas regionalizados utilizando menor área e diminuindo o gasto de energia. no quadrilátero formado pela Avenida Afonso Pena. As obras de coleta. A Sanesul em 1991 vinha negociando com o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) recursos para execução do projeto contratado. quando concluiu que o mesmo inviabilizaria a empresa devido ao alto custo e o pequeno retorno. Rua Rui Barbosa. Uma através de rede coletora. estações elevatórias. emissários e ETE chegaram a ser contratadas. Essa solução foi adotada após visita à Curitiba onde o sistema funcionava já há algum tempo.2030 103 . Nesse plano foram definidos duas formas de coleta. Buscava-se outra alternativa em 1992 visando menor custo de implantação e operação. Na década de 50.CAPÍTULO IV 4 SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO EXISTENTE 4. Rua Cândido Mariano e Avenida Calógeras foi executado uma rede para coleta de esgotos e uma estação para tratamento tipo OHMS na Rua Japão PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .

Nova Esperança Fonte: Águas Guariroba (2001) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Houve um impasse entre a Prefeitura e o Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS) no recebimento dos serviços. Alguns anos depois.com Avenida Salgado Filho. equipamentos instalados e a tubulação assentada foram abandonados e totalmente depredados. na administração do prefeito Antônio Mendes Canalle. foi construída outra estação de tratamento do tipo convencional e tubulação ligando a antiga estação à nova e também este sistema não entrou em operação. iniciada no começo da década. Dois filtros biológicos. Com o crescimento da cidade foram construídos diversos edifícios na Avenida Afonso Pena em cima da tubulação de esgoto danificando e rompendo a mesma em vários pontos. porém novamente abandonada como se encontra até hoje. Junior B. Atualmente existe no local uma construção inacabada denominada Parque do Produtor. A ligação entre as estações foi feita com tubos de concreto tipo macho e fêmea tecnicamente incorreto para ser utilizado em serviços de esgoto. retomada no final da década de 90. A estação perdeu sua finalidade e foi abandonada. Foto 21: Instalações abandonadas à Rua Antônio S.2030 104 .

os recursos para serviço de esgoto só seriam liberadas para entidades estaduais.000 ligações. inicialmente dimensionada para receber despejos gerados por 10. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . A ETE Salgado Filho (1997) localizada à margem esquerda do Córrego Anhanduí na Vila Bom Jesus entrou em operação com o objetivo de tratar todo o esgoto da região central. Mario Covas (2002) e São Conrado (2004). Na segunda metade da década de 80. a Sanesul – Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul. próximo a confluência dos córregos Bandeira e Anhanduí. novas extensões de rede coletora de esgotos foram executadas. contrata a elaboração do primeiro Plano Diretor de Esgoto de Campo Grande.2030 105 . Durante os anos 80. com previsão da construção de grandes interceptores nas margens do Anhanduí e uma estação de tratamento com Lagoas de Estabilização. Hoje a cidade é servida com 823 km de rede. Vila Carvalho. Já na década de 90 a Sanesul implantou a ETE Cabreúva. Monte Líbano e Jardim dos Estados e colocados em carga e lançados in natura nos Córregos Prosa e Segredo. Bairro Amambaí. etc. A descrição do sistema de esgoto atual será detalhada no decorrer deste caderno. Sargento Amaral. Posteriormente são construídas as estações Aero Rancho (1997). Bonança. visando tratamento do esgoto proveniente da região central e norte da cidade. Na década de 70 por exigência do PLANASA – Plano Nacional de Saneamento. Coophatrabalho. sendo executados em média 9 km ao mês fazendo com que o cadastro da rede seja atualizado constantemente. atendendo regiões bem específicas. são construídos vários conjuntos habitacionais e em vários deles foram implantadas redes coletoras e sistemas de tratamento próprio (Conjunto União. todas de pequeno porte. Neste período foram executados rede de esgoto no Bairro São Francisco. Com o crescimento populacional de Campo Grande ao longo dos anos. Foi quando o controle do SAAE passou para a SANEMAT. entrando em operação no final de 1995.).

interceptores.Fotografia digital do Município. gerada a partir de fotos de satélite. estações elevatórias. com recobrimento de 600 Km2.Alinhamento predial (quadras) e meio fio. números e CEP.2030 106 . Atende de forma integrada a parte central da cidade e de forma isoladas alguns conjuntos habitacionais da periferia da cidade. É constituído de redes coletoras. O projeto foi concluído e apresentado os seguintes itens: .2 DIAGNÓSTICO DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE O Sistema de Esgotamento Sanitário Existente é concebido como do tipo “Separador Absoluto”. Em dezembro de 2002 a Prefeitura Municipal de Campo Grande e a Águas Guariroba firmaram um acordo para contratação dos serviços de georreferenciamento das áreas urbana e rural do Município de Campo Grande.Criação das curvas de nível a cada 2. As fotos foram tiradas na escala 1:8000 para trabalho na escala 1:2000. . . onde podemos observar os tipos de solo e sua geotecnía. .Identificação de lotes e eixo de logradouros com nomes. Para obtenção da base cartográfica foi contratada uma empresa especializada para realização do vôo e identificação das curvas de nível.Fornecimento do banco de dados da Prefeitura. De acordo com a carta geotécnica de Campo Grande.50 metros. emissários de recalque e estações de tratamento. . que mostra que a cidade é parcialmente plana. quadras e eixos de logradouros e o georreferenciamento de todos os lotes.4. a área central da cidade de Campo Grande mostra que o nível de água está próximo à superfície.Ortofotocarta digital da área urbana de Campo Grande. e como a concentração populacional é maior que nas outras regiões. . esta área foi prioridade PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . limites de lotes.

Interligações das redes coletoras do bairro Tiradentes. A partir daí com ampliações sucessivas. Taquarussú e Jacy. .5 m de rede DN150. beneficiando uma população de 1.Execução de mais de 12.000 m de rede coletora de esgotos.Implantação de novos interceptores aos longo dos córregos Prosa. . sendo que na Etapa I. Taquarussú e Jacy à ETE Salgado Filho o permitiu o funcionamento da rede coletora dos bairros Marcos Roberto. Carandá Bosque.para a execução de rede. . que vem impedindo a contaminação do lençol freático na região. Dentre as quais podemos citar as seguintes: . . A Águas Guariroba S. no trecho da Rua Rui Barbosa à Av.Vila Nhanhá. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .2.800 pessoas no condomínio e no trajeto da rede coletora implantada. para atender o condomínio residencial Jeribá. Seminário entre outros. As unidades componentes do Sistema podem ser assim caracterizadas: 4. foi incorporando novas áreas adjacentes. Anhanduí e Lageado.Interligação das Elevatórias de Esgotos do Guanandizão. Moreninhas.A.2030 107 ..887 ligações domiciliares e implantação de mais 173 km de rede coletora de esgoto para atendimento de diversos bairros como: Jockey Club. . Calógeras foram implantados 611. desde o ano de 2000 até recentemente já executou e continua executando diversas obras visando aumentar a coberturas deste serviço à população.Implantação de rede coletora de esgotos na Avenida Zahran.1 REDE COLETORA E INTERCEPTORES A rede coletora foi originalmente implantada atendendo a pioneira zona central da cidade.Execução de 1. tendo com referencial o projeto elaborado pelo Escritório Técnico Saturnino de Brito em 1938.

Glória. Cabreúva e a parte alta do Monte Carlo. São Bento. foram esgotados com redes coletoras. Os poços de visita eram executados somente em alvenaria de uma vez com tampão de ferro fundido. neste caso é feita uma adaptação rompendo a parte superior da manilha e executando uma pequena caixa de ligação. atendendo cerca de 228. O material empregado nas redes coletoras. contemplando a área urbana. Amambaí. etc. Bela Vista. sendo os seus despejos encaminhados para os interceptores dos Córregos Prosa. mas atualmente estão sendo adotados também poços de inspeção em anéis pré-moldados de concreto e também terminais de limpeza em PVC no início dos trechos. Itanhangá Park. fora da região central. A profundidade máxima da rede é de 4. na sua grande maioria foi a manilha de barro. Bonança.5 metros. que foi contratada pela SANESUL para rever e atualizar o Plano de Esgotamento Sanitário de Campo Grande. chegando a ser superior a 80% em relação a extensão total. A partir de 1976 o Plano para o Esgotamento Sanitário da cidade passou a ser o projeto elaborado pela PLANIDRO Engenharia. quando o material da rede é de PVC. O sistema de coleta central atende ao centro da cidade e as regiões do Bairro Cruzeiro.2030 108 . Segredo e Anhanduizinho. Jardim dos Estados. PREVISUL e Caixa Econômica Federal. à época definida como prioritária. Os tubos plásticos de PVC são de implantação mais recente. a ampliação da rede coletora de esgoto sanitário da cidade passou a obedecer o projeto desenvolvido pela SEP Engenharia. BNH. condicionada pelas características impróprias do solo para a adoção de unidades fossas-sumidouro. A partir da década de 1970 alguns conjuntos habitacionais.900 poços de visita tendo em média um poço de visita a cada 70 metros. As ligações domiciliares são feitas com material PVC indistintamente se a rede for de PVC ou manilha de barro. Atualmente a rede coletora conta com aproximadamente 8.000 habitantes. No passeio PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . São Francisco. implantados pelas COHAB. como foi o caso do Conjunto Habitacional Coophatrabalho. que foi contratada pelo SAAE para a elaboração do projeto de ampliação da rede coletora. Carvalho. A partir de 1988.

01% 1200 8.54% 450 730 0. A planta 3 apresenta a área de cobertura do Sistema de Esgotamento Sanitário existente.38% 250 17.63% 700 446 0.05% 800 1.00% Tabela 37: Extensão em metros da rede de esgoto existente e Porcentagem da extensão da rede coletora de esgoto por diâmetro Fonte: Águas Guariroba S.792 1.280 0.44% 350 5.25%.58% 150 695. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . (Dez/2007) Atualmente o índice de cobertura de esgoto é de 45.441 0.838 79.2030 109 .178 0.623 6.14% 900 104 0.321 2.A.466 0.62% 600 5. Segue abaixo o quadro com as extensões por diâmetro da rede existente e sua distribuição porcentual: DIÂMETRO EXTENSÃO PERCENTUAL 100 27.61% 400 13.220 0.03% 300 21.558 3.78% 200 55.é executada uma caixa de ligação de 30 x 30 centímetros em alvenaria de ½ vez em tijolo maciço.469 1.08% 500 5. onde o usuário faz a sua conexão.16% 125 13.212 100. trata seus dejetos através de fossas sépticas e sumidouros. O restante da cidade que não é atendido com rede coletora de esgotos.747 2.94% TOTAL 872.

.

Sóter. ao longo da Avenida Thirson de Almeida no Conjunto Habitacional Aero Rancho. Segredo. Paulo VI Monte Carlo. Carolina. Dos interceptores do Sistema. foram implantados o interceptor da margem esquerda do Córrego Anhanduizinho até a elevatória. Prosa. próxima do viaduto Hélio Macedo e aquele da margem direita do Córrego Segredo e do Córrego Anhanduizinho até a elevatória desta mesma margem. desde a Rua Joaquim Murtinho até confluência deste com o Segredo. A conexão do interceptor da margem da margem esquerda do Segredo com o da margem esquerda do Anhanduizinho é feita através de um sifão invertido. O atual sistema de interceptores se faz presente ao longo dos Córregos Desbarrancados. Margarida. no início da década de 1990. Posteriormente. Autonomista. Em 1997.2030 111 . Marabá. Anhanduizinho e Lagoa compondo a tabela 42: CÓRREGO MARGEM DIÂMETRO (mm) EXTENSÃO (m) Sóter 200 1310 250 476 Direita 350 335 400 673 Esquerda 200 1170 250 145 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . o mais antigo é o da margem esquerda do Córrego Segredo desde a Rua Antônio Maria Coelho até o Horto Florestal e também o da margem esquerda do Córrego Prosa. Na margem direita do Córrego Anhanduizinho. em 2005 foi implantado o Interceptor na Avenida Via Park (Córrego Sóter) para recebimentos dos esgotos coletados dos Bairros Giocondo Orsi. implantado com 3 (três) tubos de ferro fundido. que foram implantados pelo extinto DNOS na década de 1970. foi construído o interceptor ao longo da margem esquerda do Córrego Prosa desde a região do Shopping Campo Grande até a Rua Joaquim Murtinho. foi implantado aproximadamente 1. Vivendas do Bosque e região.662 metros de interceptor para condução dos despejos coletados neste bairro até a ETE Aero Rancho. Recentemente.

2030 112 . 300 330 200 80 Direita 250 690 Lagoa 350 750 200 1500 Esquerda 250 145 250 1245 Direita 600 856 Anhanduí Centro 250 353 Esquerda 300 540 500 763 100 53 150 825 Direita 200 2097 Anhanduí Aero Rancho 250 398 300 74 Esquerda 1200 5358 150 196 Direita 250 693 300 52 Cascudo 200 154 Esquerda 250 418 300 251 400 1831 Direita 500 520 600 1097 Segredo 400 512 500 2897 Esquerda 600 1321 800 1160 500 1331 Direita 600 1351 700 441 Prosa 300 1250 400 2383 Esquerda 600 296 800 592 300 880 350 886 400 820 Direita 600 245 Lageado 700 3430 1000 593 300 604 Esquerda 400 928 Tabela 38: Extensões e diâmetros dos coletores de esgotos existentes Fonte: Águas Guariroba (2007) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .

2030 113 . Abaixo.A. Os efluentes recebidos pela estação elevatória são recalcados para tratamento na ETE Aero Rancho.4.2 ESTAÇÕES ELEVATÓRIAS Os sistemas de esgotos contam atualmente com 18 estações elevatórias de esgoto (EEE) bruto em operação. Recebe os dejetos provenientes dos caminhões auto fossa e da EEE Aero Rancho A (margem esquerda) e recalca para tratamento na ETE Aero Rancho. Foto 22: EEE-02 Aero Rancho B Fonte: Águas Guariroba S.2. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . o descritivo das elevatórias em funcionamento:  Aero Rancho B (EEE-02): Localizada à Rua Arquiteto Álvaro Mancini na margem direita do Córrego Anhanduí (pátio da ETE Aero Rancho). (2001)  Aero Rancho A (EEE-08): Localizada à Rua Arquiteto Álvaro Mancini na margem esquerda do Córrego Anhanduí.

Foto 23: EEE-08 Aero Rancho A Fonte: Águas Guariroba S.2030 114 . (2001) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .A. entre as ruas Nova Bandeirantes e Santa Helena. Foto 24: EEE-06 Jacy Fonte: Águas Guariroba S. margem direita do Córrego Anhanduí. Os dejetos recebidos são recalcados para tratamento na ETE Salgado Filho.A. (2001)  Jacy (EEE-06): Localizada à Av. Ernesto Geisel.

Ernesto Geisel com Rua do Touro (no pátio do ginásio Guanandizão). Foto 25: EEE-05 Taquarussú Fonte: Águas Guariroba (2001)  Vila Nhanhá (EEE-10): Localizada à Av. margem direita do Córrego Anhanduí.2030 115 .  Taquarussú (EEE-05): À Av. Ernesto Geisel X Rua do Patriarca. margem esquerda do Córrego Anhanduí. Os dejetos recebidos na EEE Taquarussú são enviados para a EEE Jacy que os recalca para ETE Salgado Filho. Os dejetos recebidos são recalcados para tratamento na ETE Salgado Filho. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .

2030 116 . lança seus dejetos na ETE Salgado Filho.  Sayonara (EEE-14): Localizada no pátio da Estação de Tratamento Sayonara à Rua Zeferino Mestrinho com Arthur Marinho.  Bonanza (EEE-17): Localizada na Rua Tembes (próximo a ETE São Conrado). Os efluentes recebidos são recalcados para tratamento na ETE Salgado Filho. Anízio de Barros. Os dejetos recebidos são recalcados para tratamento na ETE São Conrado. os dejetos são recalcados para tratamento na ETE Sayonara. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .  São Conrado (EEE-16): Localizada na entrada da ETE São Conrado.  Nova Europa (EEE-13): Localizada à Rua Nova Polônia com Dr. Os efluentes recebidos são recalcados para tratamento na ETE São Conrado. Foto 26: EEE-10 Nhanhá Fonte: Águas Guariroba (2001)  Vila Espanhola (EEE-09): Localizada à Rua Silveira Martins com Rua Dolores na Vila Alba.

uma à margem esquerda (EEE-04) e outra à margem direita (EEE-03) do córrego Anhanduizinho. onde os dejetos são recalcados para EEE-12 à Rua Ribeirão com Manoel Padial e assim tratados na ETE Salgado Filho. Seus dejetos são recalcados para tratamento na ETE Salgado Filho.  Cabreúva (EEE-18): Localizada na Av. Ernesto Geisel X Av. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .  02 (duas) EEE próximas ao Viaduto Hélio Macedo: na Av.  Maria Aparecida Pedrossian (EEE-15): Localizada à Rua Tsubin Oshiro com Tv da Lua no bairro Maria Aparecida Pedrossian.  Mário Covas (EEE-11): Localizada na entrada da ETE Mário Covas. Euler de Azevedo no bairro Cabreúva. são responsáveis pelo bombeamento de 94% dos esgotos gerados pelo sistema de coleta central. Salgado Filho. onde os dejetos são recalcados para tratamento na ETE Cabreúva. Os dejetos recebidos são recalcados para tratamento na Mário Covas.  Maria Aparecida Pedrossian (EEE-12): Localizada à Rua Ribeirão com Manoel Padial no bairro Maria Aparecida Pedrossian. onde os dejetos são recalcados para tratamento na ETE Salgado Filho.2030 117 .

todas as Estações Elevatórias são automatizadas. no Residencial Abaeté. onde os dejetos são recalcados para um PV na Rua Jamil Basmaje com a Rua Jorge Khalil Dualibi. esquina com a Av.2030 118 . Foto 27: EEE-03 e EEE-04 Fonte: Águas Guariroba (2001)  Abaeté (EEE-19): Localizada na Rua dos Coqueiros.  Coophatrabalho (EEE-20): Localizada na Rua Guatambu. Atualmente. aos fundos do Terminal Nova Bahia. Pres. Segue abaixo tabela com as principais características das EEE existentes: PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . não necessitando de operadores para sua operação. Café Filho nas instalações da ETE Coophatrabalho. onde é realizado o tratamento dos dejetos. e segue por gravidade para tratamento na ETE Salgado Filho.

0 Tabela 39: Principais características das EEE existentes.0 1298 020 21.5 1314 010 35.0 1346 019 30.0 1329 015 8.15 25.0 10. Fonte: Águas Guariroba (2007) 4.0 1325 013 20.00 3. são aqueles que ligam as estações elevatórias da margem esquerda e direita do Córrego Anhanduizinho com a ETE Salgado Filho. Recentemente foram construídos mais três emissários em tubos de PVC Vinilfort.2.0 1304 006 36.0 1328 014 1.0 1312 009 8.0 1307 008 3. A tabela seguinte resume as principais características dos emissários: PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . ALT. MANOMT.5 1300 003 9.0 1303 005 15.00 8.00 6.2 3.1 1.50 8.00 16.0 1330 016 9.6 60. Os mais antigos com início de operação em 1997.3 25.60 69.0 1301 004 10.00 25.00 40.00 66.7 25.0 5.00 10.00 33.0 1322 011 1. os emissários do sistema de esgotos de Campo Grande resumem-se nas linhas de recalque das estações elevatórias.3 EMISSÁRIOS Definidos como condutos que não recebem contribuição em marcha.9 7.0 1331 017 2.00 162.0 10.00 25.0 7.2 20. LOCINS EEE Q (L/S) POT (CV) (mca) 1293 002 9.00 11. através de tubos de ferro fundido.9 15.00 17.3 2.5 1324 012 45.8 5.0 3.2030 119 .00 15.0 40.00 21. sendo dois deles interligando as estações elevatórias da Vila Jacy e Vila Nhanhá com a ETE Salgado Filho e o terceiro escoando o esgoto bombeado pela elevatória do bairro Taquarussú.0 20.2 20.0 1332 018 18.

2. o que corresponde a uma população da ordem de 12.4.2030 120 . mas vem tratando apenas o correspondente a 2.860 ligações. Da elevatória do bairro Taquarussú para o PV da rua PVC 200 633 José Paes de Farias com rua Iporã vinilfer PVC Da elevatória da Vila Jacy para a ETE Salgado Filho 250 2207 vinilfer Da elevatória da Vila Nhanhá para a ETE Salgado PVC 200 1717 Filho vinilfer Tabela 40: Características dos Emissários Fonte: Águas Guariroba (2001) 4. na margem esquerda do Córrego Segredo. Da Elevatória do Conjunto Habitacional Aero Rancho o o para o interceptor da margem direita do Córrego FF 200 110 Anhanduizinho Da Elevatória localizada no pátio da ETE Aero o o FF 250 198 Rancho para o desarenador Da Elevatória do Córrego Prosa para o início do o o FF 200 410 interceptor da margem esquerda do Córrego Prosa.000 ligações procedentes da região central norte da cidade.2.000 habitantes. em terreno com área de 6.(Hélio FF 600 600 Macedo) Da Elevatória margem direita do Córrego o o FF 600 600 Anhanduizinho até ETE Salgado Filho. Diâmetro Extensão Localização Material (mm) (m) Da Elevatória margem esquerda do Córrego o o Anhanduizinho até a ETE Salgado Filho. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .1 ETE Cabreúva A ETE Cabreúva acha-se localizada na Rua dos Ferroviários próximo da Rua Eça de Queiroz . foi concebida para tratar despejos gerados por 10.100 m2 Implantada em 1995.4 ESTAÇÕES DE TRATAMENTO EXISTENTES As Estações de Tratamento componentes do Sistema de esgotamento sanitário de Campo Grande são as seguintes: 4.

espaçamento de 1. com 1. instalada em canal de seção retangular.5 mm. prevista para limpeza manual. Sua capacidade é de 100 l/s e o volume tratado mensal é na ordem de 63.000 m³.2030 121 . O esgoto chega a esta ETE por gravidade e o efluente tratado é lançado de forma afogada no córrego Segredo.30 m de largura. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Foto 28: Lançamento do esgoto após tratamento – ETE Cabreúva Fonte: Quíron (2006) O sistema de tratamento é composto das seguintes unidades: Tratamento Preliminar (Gradeamento e Desarenação): Gradeamento através de grades de barras (espessura 6 mm).

instalada a jusante.00 m e 18. com o fluxo controlado por calha Parshall W=9”. do tipo gravimétricas. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . com largura de 1. Foto 29: Gradeamento – ETE Cabreúva Fonte: Águas Guariroba (2001) Desarenação por meio de 02 caixas de areia.2030 122 .50 m de comprimento.

90 m Diâmetro Inferior 18.50 m/h. velocidade superficial de 0. projetado com capacidade para 100 l/s. Ernesto Geisel Fonte: Águas Guariroba (2001) Tratamento Biológico (Digestão Anaeróbia): Reator anaeróbio de leito fluidizado. eficiência máxima esperada de 80%.2030 123 .00 m Altura máxima (Laje superior – fundo) 7.90 m Tubos difusores 90 peças DN 75 mm Válvulas corta chama c/queimadores 2 unidades DN de 100 mm Foto 31: RALF – ETE Cabreúva Fonte: Águas Guariroba (2001) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Foto 30: Desarenação – ETE Cabreúva Av.60 m Altura da lâmina d’água 5. tempo de detenção hidráulica de 8 horas. resultando nas seguintes dimensões: Diâmetro Superior 31.

ferro fundido Foto 32: Leito de secagem de lodo – ETE Cabreúva Fonte: Águas Guariroba (2001) Laboratório e Casa de Química: Para esta finalidade existe uma edificação térrea.50 m Dreno 8 tubos de PVC ∅ 150mm Altura de Lodo 25 cm Tubos de Descarga de Lodo 150 mm.0 m2.0 m Altura útil 0. refeitório e assepsia dos operadores. que era uma antiga residência e que atualmente é utilizada para vestiário. Existe também uma outra edificação de 84. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . com área de 30 m2. sendo um o laboratório das análises de rotina. onde é feita a mistura de cal hidratada e a dosagem de cloro e o último compartimento é utilizado para almoxarifado. o outro a casa de química. dividida em três compartimentos e um banheiro.2030 124 .0 x 20. Leito de Secagem de Lodo: Número de Unidades 4 células de 6.

que chegam à ETE por bombeamento. Norte Sul (prolongamento da Avenida Ernesto Geisel). construída em 1997. atendendo mais de 60% da população de Campo Grande servida com rede coletora de esgoto. na margem esquerda do córrego Anhanduizinho. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Foto 33: ETE Salgado Filho Fonte: Águas Guariroba (2001) Com capacidade para tratar 400 l/s. com acesso pela Av. é a maior estação de tratamento do Sistema de Campo Grande. no córrego Anhanduizinho.2.4.2 ETE Salgado Filho A ETE Salgado Filho. O efluente líquido tratado é lançado de modo afogado. atende a parte complementar dos esgotos coletados no centro da cidade. entre as ruas Esso e Texaco. Está situada na Vila Bom Jesus. reunidos em dois interceptores marginais aos córregos Segredo e Anhanduizinho. através das elevatórias implantadas abaixo do viaduto Hélio Macedo.4.2030 125 .

50 Cv. com barras espaçadas de 2 cm. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Caixa de areia mecanizada com equipamento da marca Dorr-Oliver. Foto 34: Lançamento de esgoto após tratamento – ETE-Salgado Filho - Córrego Anhanduí Fonte: Quíron (2006) As unidades componentes desta estação de tratamento são: Tratamento Preliminar (Gradeamento e Desarenação): Gradeamento mecanizado com equipamento da marca Dorr-Oliver. pré fabricada em fibra de vidro com garganta W = 12”e capacidade para medir vazão de 0 a 450 l/s. composto de raspador. potência de 0.2030 126 . sugador e transportador tipo esteira. com fluxo controlado por Calha Parshall.

0 Horas PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .2030 127 . dimensionados para um tempo de detenção hidráulico de 8 horas. velocidade superficial de 0. Volume útil 2. tem como principais dimensões nominais: Diâmetro superior 31.50 m/h e uma eficiência máxima esperada de 80%. Cada RALF.60 m Altura da lâmina d’água 5.515 m3 Volume de lodo gerado (Anual) 150. cada um com capacidade nominal de 100 l/s.90 m Tubos difusores 90 peças DN 75 mm Válvulas corta chama c/queimadores 2 unidades DN 100 mm.0 m Altura máxima (Laje superior – fundo) 7. Foto 35: Medidor de Vazão e Caixa de areia mecanizada – ETE-Salgado Filho Fonte: Quíron (2006) Tratamento Biológico (Processo Anaeróbio): 04 (quatro) Reatores anaeróbios de leito fluidizado (RALF).0 m3 Tempo de retenção 8.9 m Diâmetro Inferior 18.

Foto 36: RALF – ETE Salgado Filho Fonte: Águas Guariroba (2001) Leito de Secagem de Lodo: Número de Unidades 8 de 6. FoFo Foto 37: Leito de secagem de lodo – ETE Salgado Filho Fonte: Águas Guariroba (2001) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .2030 128 .0 m cada Dreno 16 tubos PVC ∅ 150 mm Altura do Lodo 25 cm Tubos de descarga 150 mm.0 x 12.

usada como vestiário para os operadores e outra como uma pequena cozinha. o segundo para escritório e o terceiro como almoxarifado. sendo uma sala isolada.2. foi adaptado de uma construção antiga.4. para tratar os esgotos gerados no Conjunto Habitacional Aero Rancho na PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Foto 38: Casa de química – ETE Salgado Filho Fonte: Águas Guariroba (2001) Também existe um prédio de 46 m2 onde é feito o armazenamento da cal hidratada. com aproximadamente 56 m2 de área. sendo um dos cômodos usado para a instalação do laboratório para análises de rotina. 4.2030 129 .3 ETE Aero Rancho A ETE Aero Rancho com capacidade média de 40 l/s também foi concluída em 1997. localizado nas divisa dos limites da ETE. Laboratório e Casa de Química: O prédio utilizado para laboratório e escritório.

Foto 39: ETE Aero Rancho à Av.Campestre X Av.0 cm.Aero Rancho Fonte: Águas Guariroba (2001) Os esgotos chegam bombeados a esta estação. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Thirson de Almeida Conj. passando em seguida pelos tratamentos preliminar e biológico. e seu efluente é lançado na margem direita do Córrego Anhanduizinho. Está localizada no final da Avenida Thirson de Almeida com a Rua Campestre.2030 130 .Região Sul de Campo Grande e os detritos coletados pelos caminhões auto-fossa onde são tratados. instaladas nas entradas das estações elevatórias. assim caracterizados: Tratamento Preliminar (Gradeamento e Desarenação): Consta de gradeamento feito por grades de barras com espaçamento de 2. previstas para limpeza manual.

resultando nas dimensões: Diâmetro Superior 27.2 m Altura máxima (laje superior – fundo) 8.2030 131 .0 m Diâmetro Inferior 16. projetado para uma capacidade de 40 l/s.27 m/h e eficiência máxima esperada de 80%.0 m Altura da lâmina d’água 7. com 12.0 m Tubos difusores 60 unidades DN 75 mm Válvula corta chama c/queimadores DN de 75 mm PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Tratamento Biológico (Processo Anaeróbio): Feito em um reator anaeróbio de leito fluidizado. velocidade de 0.40 metros de comprimento e 0. do tipo gravitacional.50 m de largura.5 m Diâmetro da câmara divisora de vazão 5. Foto 40: Calha Parschal e RALF – ETE Aero Rancho Fonte: Águas Guariroba (2001) A desarenação é feita em duas caixas de areia. com um tempo de detenção hidráulico de 14 horas. controladas a jusante por calha Parshall (W=6”).

Foto 42: Leito de secagem de lodo – ETE – Aero Rancho Fonte: Águas Guariroba (2001) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . para operar com 0.00 x 10. dotadas de tubos drenos. recobertos por camada filtrante de brita e areia grossa e protegidos superficialmente por assoalho de tijolo maciço.25 m de altura de lodo.00 m.2030 132 . Foto 41: RALF – ETE Aero Rancho Fonte: Águas Guariroba (2001) Leito de Secagem: Leito de secagem de lodo com 2 células de 6.

0 cm. instaladas nas entradas das estações elevatórias. Tratamento Biológico (Processo Anaeróbio): Feito em um reator anaeróbio de leito fluidizado. preparo e dosagem de solução de cal. assim caracterizados: Tratamento Preliminar (Gradeamento e Desarenação): Consta de gradeamento feito por grades de barras com espaçamento de 2.50 m de largura. A desarenação é feita em duas caixas de areia.4 ETE Mário Covas A ETE Mário Covas com capacidade média de 20 L/s foi concluída em 2002.40 metros de comprimento e 0. projetado para uma capacidade de 20 L/s. e seu efluente é lançado na margem direita do Córrego Lageado.resultando nas dimensões: Diâmetro Superior 27. almoxarifado e assepsia. para tratar os esgotos gerados nos Conjuntos Habitacionais Mário Covas. Está localizada no final da Rua Ibira com Ruas Paca e Betoia. 4.2 m PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . controladas a jusante por calha Parshall (W=6”). Os esgotos chegam bombeados a esta estação. previstas para limpeza manual. Paulo Coelho.27 m/h e eficiência máxima esperada de 80%.2030 133 . Moreninhas e Região.4. velocidade de 0. destinada às análise de rotina. contando ainda com copa e banheiro. com um tempo de detenção hidráulico de 14 horas. Laboratório: Unidade construída com dois pavimentos. com 12. do tipo gravitacional.2.0 m Diâmetro Inferior 16. passando em seguida pelos tratamentos preliminar e biológico.5 m Diâmetro da câmara divisora de vazão 5.

Está localizada Na Rua Panambiverá próxima à Rua Praia Grande.00 m. dotadas de tubos drenos. Os esgotos chegam bombeados a esta estação.25 m de altura de lodo. destinada às análise de rotina. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . previstas para limpeza manual.0 m Tubos difusores 60 unidades DN 75 mm Válvula corta chama c/queimadores DN 75 mm Leito de Secagem: Leito de secagem de lodo com 2 células de 6. além dos bairros localizados ao redor. passando em seguida pelos tratamentos preliminar e biológico. União e Bonanza.0 cm. para operar com 0. para tratar os esgotos gerados nos Conjuntos Habitacionais Buriti. preparo e dosagem de solução de cal.0 m Altura da lâmina d’água 7. instaladas nas entradas das estações elevatórias. Altura máxima (laje superior – fundo) 8. almoxarifado e assepsia. e seu efluente é lançado na margem direita do Córrego Lagoa. Laboratório: Unidade construída com um pavimento. contando ainda com e banheiro. recobertos por camada filtrante de brita e areia grossa e protegidos superficialmente por assoalho de tijolo maciço.2030 134 .5 ETE São Conrado A ETE São Conrado com capacidade média de 20 L/s foi concluída em 2004.2. assim caracterizados: Tratamento Preliminar (Gradeamento e Desarenação): Consta de gradeamento feito por grades de barras com espaçamento de 2.00 x 10.4. 4.

almoxarifado e assepsia.0 m Tubos difusores 60 unidades DN 75 mm Válvula corta chama c/queimadores DN 75 mm Leito de Secagem: Leito de secagem de lodo com 2 células de 6. recobertos por camada filtrante de brita e areia grossa e protegidos superficialmente por assoalho de tijolo maciço.00 m. preparo e dosagem de solução de cal.50 m de largura. para operar com 0. do tipo gravitacional. com um tempo de detenção hidráulico de 14 horas. com 12. A desarenação é feita em duas caixas de areia.27 m/h e eficiência máxima esperada de 80%.00 x 10.2030 135 .2 m Altura máxima (laje superior – fundo) 8. controladas a jusante por calha Parshall (W=6”).0 m Diâmetro Inferior 16. contando ainda com banheiro. dotadas de tubos drenos. Laboratório: Unidade construída com um pavimento.5 m Diâmetro da câmara divisora de vazão 5.40 metros de comprimento e 0. projetado para uma capacidade de 20 L/s. Tratamento Biológico (Processo Anaeróbio): Feito em um reator anaeróbio de leito fluidizado.25 m de altura de lodo. velocidade de 0.0 m Altura da lâmina d’água 7. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .resultando nas dimensões: Diâmetro Superior 27. destinada às análise de rotina.

40 metros de comprimento. dia de taxa de aplicação.2 metros. Os esgotos passam por uma camada de brita nº 4 de 1.filtro anaeróbio. Há 3 pontos de descarga através de 3 tubos de PVC DN 100 mm para condução dos esgotos ao filtro anaeróbio.2030 136 . Está localizada Na Rua Zeferino Mestrinho com Rua Arthur Marinho.70 de altura útil e 6 m3/m2 . 4.decantador. quando no processo de percolamento dos mesmos ocorre o contato com o filme de bactérias anaeróbias aderidas a superfície do meio de suporte (brita 4). Os esgotos chegam bombeados a esta estação. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .2. O filtro anaeróbio tem as seguintes dimensões: 13. .4. 4.42 metros de comprimento. Os sólidos decantados sofrem um processo de decomposição anaeróbia formando uma substância semi líquida denominada lodo e com a digestão anaeróbia forma gases.82 metros de largura e 3. . O tanque tem as seguintes dimensões: 10.câmara de contato para aplicação de solução de Hipoclorito de sódio. 1. passando em seguida basicamente pelas seguintes unidades: .6 ETE Sayonara A ETE Sayonara com capacidade média de 5 L/s foi concluída em 2004. . O tanque tem um fundo falso e três canaletas distribuidoras. Está dimensionado para o tempo de 12 horas de detenção. onde os esgotos sofrem um processo de sedimentação da ordem de 60 a 70% dos sólidos em suspensão. para tratar os esgotos gerados do Bairro Sayonara além dos bairros localizados ao redor.4. e seu efluente é lançado na margem direita do Córrego Imbirussú. O decantador primário cumpre as funções de uma fossa séptica.82 de largura.casa de química e laboratório.50 metros de altura total.

2030 137 .7 ETE Coophatrabalho A ETE Coophatrabalho com capacidade média de 5 L/s foi construída para tratar os esgotos gerados do Bairro Coophatrabalho além dos bairros localizados ao redor.4.2. Após esse processo. os esgotos passam por um tanque com contato mínimo de 15 minutos. 4. Antigamente o tratamento era do tipo IMHOFF. onde é promovido a mistura de solução de hipoclorito de sódio para destruição dos microorganismos patogênicos. As análises são feitas no laboratório. Está localizado na Avenida Presidente Café Filho com Rua Guatembu. A casa de química é onde fica a bomba dosadora eletromagnética e armazenamento de solução de hipoclorito de sódio. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Os esgotos chegam por gravidade.

Foto 44: ETE Coophatrabalho Fonte: Águas Guariroba (2006) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . melhorando as características físicas. Foto 43: Antiga ETE Coophatrabalho (Tanque Sistema Imhoff) Fonte: Águas Guariroba (2001) Em 2006 houve uma adequação na ETE Coophatrabalho. através da construção de 02 reatores modulares do tipo UASB.2030 138 . químicas e microbiológicas dos efluentes tratados.

O volume mensal tratado em cada Estação de Tratamento é visto na tabela abaixo: ETE VOLUME (m³/mês) ETE Cabreúva 51.322 ETE Coophatrabalho 13.348 TOTAL 1.877 ETE Sayonara 58. A vazão total da ETE Coophatrabalho atualmente é de 19 l/s. químicas e microbiológicas dos efluentes tratados recebidos.2030 139 .951 ETE Aero Rancho 87.506 ETE Mario Covas 37. Todas as Estações de Tratamento de esgotos operam com 04 empregados cada.348 ETE São Conrado 58. Em 2007 foi implantado mais 05 reatores tipo UASB melhorando as características físicas.111 Tabela 41: Volume tratado nas Estações de Tratamento de Esgoto Fonte: Águas Guariroba (2008) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .160.760 ETE Salgado Filho 852.

de acordo com os dados do IBGE: Média de moradores por domicílio Ano Domicílio particular permanente Habitante por domicílio 1980 62.857 1991 571.555 653. foram analisados vários estudos populacionais já efetuados para Campo Grande conforme resumo na tabela a seguir: POPULAÇÃO URBANA COPLASA SEP SANESUL ANO Estudo HIDROSERVICE Estudo Estudo Estatísticas elaborado Estudo elaborado elaborado elaborado em Oficiais do em 1976 em 1980 em 1984 1991 IBGE 1980 263.873 1996 829.2030 140 . .089 685.77 2000 213.762 4.335.000 1. elaborado em 2002. 282.400 935.56 1991 130.341.100 687.000 .563 3.908 4.118.789 604.487 590.217 Tabela 42: Estudo do Crescimento Populacional em Campo Grande Fonte: Plano Diretor do Sistema de Esgotamento Sanitário de Campo Grande (2002) Abaixo.252 1.CAPÍTULO V 5 ESTUDO POPULACIONAL 5.391 516. a tabela mostra os números de domicílio e de habitantes por domicílio de Campo Grande.057.56 Tabela 43: Domicílios de Campo Grande Fonte: IBGE (2000) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .464 2000 1.403 513.842 761.058 311.974 3.1 INTRODUÇÃO No Plano Diretor do Sistema de Esgotamento Sanitário.00 1996 157.618 1.

130 183 571 1 21 20 1982 70. Próprio 1980 54.268 127.182 634 484 13 125 68 1989 125.909 666 7.950 717 891 12 127 55 1990 133.357 867 845 13 122 56 1993 151.687 1.955 95.636 2.925 978 969 13 137 20 1997 174.552 11.802 84.285 10.047 901 959 19 126 34 1994 161. Conforme tabela abaixo.322 76.014 2.817 16. Pública Púb.058 9.297 103.199 158.746 229 626 15 47 21 1983 79. estão relacionadas às bacias e suas respectivas áreas. segundo a Carta de Drenagem lançada pela PLANURB/PMCG em 1997. Em virtude do alto grau de atendimento à população no que se refere ao fornecimento de energia elétrica.201 9.692 1. Serviço Cons.2030 141 . Ano Total Resid.855 806 879 24 121 54 1992 144.530 1.614 754 887 12 134 53 1991 137.079 970 5 143 10 2000 197.779 12.313 343 819 13 102 53 1986 102.005 12 148 13 1999 189.631 121.246 1. A tabela abaixo resume a evolução do crescimento do número de ligações de energia elétrica no período de 1980 a 2000: Poder Ilumin.096 401 898 14 129 53 1987 107.805 1.550 1.533 1.142 989 5 138 17 Tabela 44: Evolução do número de consumidores no Município de Campo Grande – 1980 a 2000 Fonte: Plano Diretor do Sistema de Esgotamento Sanitário de Campo Grande (2003) A zona urbana de Campo Grande foi dividida em 10 regiões com limites de áreas por bacias de drenagem.180 1.771 142 539 1 16 32 1981 59.264 148.680 13.074 1.056 642 6.382 62.654 1.506 1.299 860 8.543 90. Ind. Rural Pub.113 1. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .435 111.805 17.235 248 647 15 80 24 1984 86.726 290 721 13 88 28 1985 94. Com.894 1.824 70.646 52.121 1.205 477 5.047 1.557 174.328 1.746 14.437 10.524 133.890 18.085 635 6.014 15.016 965 12 142 18 1998 180.183 47.115 988 965 14 132 22 1996 171.694 167.693 152.488 1.296 142.895 14.684 1.895 18.785 971 939 16 126 34 1995 167. foram coletadas informações junto a concessionária desses serviços com o objetivo de se balizar as estimativas populacionais.764 692 7.186 118.015 14.896 154.623 476 916 13 131 62 1988 116.

Dentre eles estão: .Método da extrapolação gráfica.Método dos componentes demográficos. além de confirmar os números de diversos métodos matemáticos apresentados no Plano Diretor.25 3.01 3.83 2.83 5.85 34. No desenvolvimento do Plano Diretor do Sistema de Esgotamento Sanitário de Campo Grande de 2002.69 2.331 Lagoa 3.650 Imbirussú 3.Métodos matemáticos (método aritmético.PLANURB.51 2.97 2. a projeção que mais respondeu aos dados históricos e que possuía melhores chances de se concretizar nas próximas décadas foi a projeção encontrada pelo método da extrapolação gráfica.44 2.606 Bandeira 2. Nome da Taxa média Taxa média Área total ocupada Bacia de de crescimento de crescimento pela Bacia Drenagem (1991/1996) (1996/2000) (ha) Segredo 0.84 1.69 1.383 Gameleira 13.87 2. foi que esta metodologia. Na tabela a seguir. . .771 Prosa 3. consta a projeção populacional adotada nos estudos desenvolvidos no Plano Diretor Sistema de Esgotamento Sanitário de Campo Grande de 2002: PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .94 3.819 Lageado 8. aproximou-se das previsões de projeção populacional dos próximos 30 anos efetuada pela Prefeitura Municipal de Campo Grande .81 3.2030 142 .314 Coqueiro 11.420 Tabela 45: Área das Bacias de Drenagem Fonte: Perfil Sócio-Econômico de Campo Grande (2001) Outros métodos para estudos demográficos também foram utilizados para a melhor escolha.47 3.93 2. método geométrico.24 4.67 4.05 3. Outro aspecto que contribuiu para a escolha da projeção populacional pelo método da extrapolação gráfica. método da taxa de crescimento decrescente e método da curva logística).42 2.497 Bálsamo 4.630 Anhanduí 1.89 3.76 2.418 TOTAL 5.

146. Martins.233.921 2016 990. 1.282 2021 1.184.168 2007 814.365 2018 1.669 2020 1.158.116.847 2030 1.2030 143 .999 2028 1.893 2029 1.078 2024 1.065.752 2015 970.793 2025 1.353 2002 715.A.027 Pop. contratou um estudo populacional junto ao profissional Paulo Cezar R. Ano Pop Total (hab) 2000 678.129.605 2004 753. a Águas Guariroba S.028.958 2013 931.757 2001 697.750 2012 915.982 2022 1.046. cujo relatório “PROJEÇÃO DA POPULAÇÃO URBANA DO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE 2004 – 2030” apresentou as seguintes considerações finais: PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .196.981 2014 952.099.044 2019 1.993 2009 854.838 2005 773.212.655 2003 735.960 2023 1.493 2027 1.372 2006 793.459 Saturação Tabela 46: Projeção Plano Diretor Fonte: Plano Diretor do Sistema de Esgotamento Sanitário de Campo Grande (2002) Em março de 2004.114 2011 892.381 2026 1.142 2017 1.008.081.171.168 2008 833.750 2010 875.

555 2022 947.022 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . pois ele guarda implícito a participação da população do município no crescimento da população do Estado.818 2015 867.323 2019 914. Martins (março 2004): Ano Pop Total (hab) 2000 --- 2001 670. se mostrou mais adequada.656 2017 891. Como Campo Grande concentra cerca de 32% da população do Estado de MS.567 2008 773.638 2018 903.862 2013 841. reside no fato que este modelo.475 2005 730.2030 144 .705 2020 925. segundo Paulo Cezar R. ponto onde ela terá crescimento igual a zero.018 2023 957. a Função Logística. Para a projeção de longo prazo.450 2004 715. O fator determinante na escolha.983 2010 801. o volume populacional e a taxa de crescimento da população estadual está fortemente influenciada pela dinâmica demográfica do município.174 2024 967.883 2009 787.381 2016 879.484 2012 828.783 2021 936. ao longo do tempo apresenta um decréscimo na taxa de crescimento até chegar próximo da população limite.291 2003 700. “Para a projeção de curto prazo.” A tabela 51 apresenta a previsão populacional urbana para Campo Grande.016 2002 685. optamos pelo método AiBi.050 2007 759.347 2006 745.976 2014 854.854 2011 815.

327 2002 707.805 2005 757.741 2028 1.956 2004 740.750 2017 949.011.380 2029 1.522 2025 1.040.008.024.989 2012 872.197 2024 1.783 2011 856. 2025 976.665 2006 774.104 2026 1.207 2019 978.803 2027 994.120 2003 723.565 2026 985.581 2020 992.019.354 2015 919.791 2014 904.997 2013 888.504 2007 791.726 2030 1.781 Tabela 47: Projeção Urbana Revisada Fonte: Projeção da População Urbana do Município de Campo Grande (2004) É importante salientar ainda que a Projeção populacional prevista no Edital apresentava os seguintes valores: Ano Pop Total (hab) 2000 673.298 2022 1.264 2008 807.089.123 2023 1.056.419 2010 840.946 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .003.913 2009 824.589 2001 690.597 2018 964.073.671 2016 934.718 2021 1.2030 145 .

2027 1.107.053
2028 1.124.428
2029 1.142.075
2030 1.160.000
Tabela 48: Projeção Edital
Fonte: Projeção da População Urbana
do Município de Campo Grande (2004)

No Gráfico a seguir são apresentadas as curvas das três projeções
populacionais e a projeção do IBGE para 1º de julho de 2005 (749.768 hab)
(http://www.ibge.gov.br/).

PROJEÇÃO POPULACIONAL - CAMPO GRANDE / MS

1.300.000

1.200.000

1.100.000

1.000.000
habitantes

900.000

800.000

700.000

600.000

500.000
2000 2005 2010 2015 2020 2025 2030 2035

ano

Proj. Plano Diretor Proj. Urbana Revisada Proj. Edital Proj. IBGE

Gráfico 1: Curvas de Projeção Populacional – Campo Grande / MS

O IBGE realizou, em 2007, uma operação censitária que abrangeu o Censo
Agropecuário 2006, a Contagem da População 2007 e o Cadastro Nacional de
Endereços para Fins Estatísticos, com o objetivo de atualizar as estimativas

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 - 2030 146

populacionais e as informações sobre as atividades econômicas realizadas, no País,
pelos indivíduos e empresas agropecuárias.
Como fruto dessa operação conjunta, são apresentados os resultados da
Contagem da População 2007, segundo a operação censitária realizada com essas
características no País, que caracterizou-se pela inovação tecnológica introduzida na
etapa da operação de campo, com a substituição do questionário em papel pelo
questionário eletrônico desenvolvido em computador de mão, o Personal Digital
Assistant – PDA.
Os resultados ora divulgados reportam os totais populacionais para Grandes
Regiões, Unidades da Federação e Municípios. Esses totais compreendem os
municípios contados através do levantamento censitário bem como as estimativas
de população para os municípios não contados.
A realização da Contagem da População 2007, ao incorporar as mudanças
demográficas ocorridas no Território Nacional desde o último Censo Demográfico,
realizado em 2000, possibilitará ao IBGE atualizar o sistema de projeções e
estimativas populacionais para os últimos três anos dessa década, cujos dados
fornecem valiosos subsídios para o planejamento e avaliação de políticas públicas,
sobretudo no nível municipal.
A contagem da população para o Município de Campo Grande foi de 724.524
habitantes, conforme endereço eletrônico do site do IBGE:
http://www.ibge.gov.br/cidadesat/default.php.
Para essa Primeira Revisão do Plano Diretor do Sistema de Esgotamento de
Campo Grande foi adotada a contagem divulgada pelo IBGE para o ano de 2006.
Para a população futura até o ano de 2030 foi adotada a taxa de crescimento da
Projeção Populacional divulgada no Edital de Concessão; que, conforme gráfico 1, é
a que mais se aproxima dos dados divulgados pelo IBGE.
Segue abaixo, quadro com a Projeção Populacional adotada:

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 - 2030 147

POPULAÇÃO
ANO
ADOTADA (hab)

2006 724.524
2007 740.202
2008 755.777
2009 771.218
2010 786.526
2011 801.686
2012 816.661
2013 831.436
2014 845.995
2015 860.323
2016 874.429
2017 888.318
2018 901.985
2019 915.432
2020 928.656
2021 943.231
2022 958.035
2023 973.071
2024 988.343
2025 1.003.855
2026 1.019.610
2027 1.035.613
2028 1.051.867
2029 1.068.375
2030 1.085.143
Tabela 49: Projeção Populacional Adotada
Fonte: Águas Guariroba S.A. (2007)

5.2 OCUPAÇÃO FUTURA PREVISTA

Prever a ocupação futura da cidade de Campo Grande é tarefa das mais
difíceis, face à sua extensão territorial e ao seu grande potencial de expansão.
Distribuir a população projetada na área urbana de Campo Grande requer critérios
técnicos baseados em dados disponibilizados por documentos oficiais, como: Plano
Diretor do Município, Lei de Ocupação e Uso do Solo, Guia de Diretrizes
Urbanisticas aprovadas pela PLANURB, dentre outros.

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 - 2030 148

A abertura de indústrias, melhorias no sistema de transporte e infra-estruturas
urbanas, mudanças nos rumos da economia, o desenvolvimento potencializado pela
implantação do gasoduto, além de outros fatores; atuam diretamente no rumo de
projeções de evolução.
Uma base de análise de tendência de ocupação futura da zona urbana é
apresentada na tabela, definindo a tendência da ocupação a curto e médio prazo.
Uma análise em longo prazo seria arriscada devido à falta de elementos para
quantificar as relações.

Número de Número de Área total
Ano 2
Loteamentos Lotes Loteada m
1989 1 552 371.206,80
1990 9 4.503 2.686.923,01
1991 16 4.619 2.368.571,94
1992 8 1.870 900.587,11
1993 14 3.967 1.712.315,28
1994 8 2.744 1.149.499,53
1995 14 6.689 3.200.009,52
1996 6 588 371.051,38
1997 23 8.395 4.307.894,72
1998 12 3.993 1.802.548,50
1999 10 3.884 1.745.578,83
2000 13 4.944 2.022.331,14
TOTAL 134 46.748 22.638.517,76
Tabela 50: Evolução dos loteamentos aprovados – 1989/2000
Fonte: PLANURB (2000)

Serviu ainda de base para avaliar a tendência de ocupação da área urbana, a
verificação das densidades demográficas por bairro. Os valores registrados nos
Censos e Contagens efetuados pelo IBGE e totalizados pelo PLANURB estão
listados abaixo, sendo que estes números servirão de base para as projeções
populacionais pormenorizadas neste trabalho.

1
SETOR 1991 1996 TMGCA
CENSITÁRIO Pop.Abs. Densid. % cidade Pop.Abs. Densid. % cidade 1991/1996
Centro 13.783 47,55 2,67 12.703 43,83 2,15 -1,65

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 - 2030 149

São Francisco 10.859 39,63 2,10 10.267 37,47 1,74 -1,13
Cruzeiro 13.570 47,89 2,62 12.280 43,34 2,08 -2,01
Jd.dos Estados 4.127 24,07 0,80 4.228 24,66 0,72 0,49
Bela Vista 1.794 14,84 0,35 1.738 14,38 0,29 -0,64
Itanhangá Park 2.220 34,09 0,43 2.296 35,26 0,39 0,69
São Bento 2.420 33,38 0,47 2.122 29,27 0,36 -2,64
Monte Líbano 2.914 65,20 0,56 2.598 58,13 0,44 -2,31
Glória 4.561 40,75 0,88 4.054 36,22 0,69 -2,37
Carvalho 3.701 52,33 0,72 3.083 43,59 0,52 -3,65
Amambaí 10.756 42,11 2,08 8.852 34,66 1,50 -3,88
Cabreúva 3.412 44,92 0,66 2.730 35,94 0,46 -4,43
Planalto 7.440 42,56 1,44 6.866 39,27 1,16 -1,62
TOTAL SETOR 81.557 40,56 15,77 73.817 36,71 12,50 -2,01
Tabela 51: Evolução da população residente e da densidade nos setores da Região Urbana do
Centro
Fonte : PLANURB (2000)

Menor de todos os sete setores urbanos, a Região Central de Campo Grande,
é a que apresenta maior densidade (36,71 hab/h), graças a quase inexistência de
espaços vazios e a verticalização. Foi a única a apresentar decréscimo (-2,01 %) de
população no período 91/96, em função do crescimento das atividades econômicas
que passam a ocupar o lugar das antigas residências. É também a região mais
valorizada da cidade, existindo uma certa homogeneidade de preço dos seus
terrenos.

1
SETOR 1991 1996 TMGCA
CENSITÁRIO Pop.Abs. Densid. % cidade Pop.Abs. Densid. % cidade 1991/1996
Progresso 3.787 29,59 0,73 3.645 28,48 0,62 -0,77
Tv.Morena 1.620 19,25 0,31 1.837 21,83 0,31 2,56
Vilas Boas 3.145 10,57 0,61 3.861 12,98 0,65 4,26
Tiradentes 13.647 16,28 2,64 17.153 20,46 2,91 4,76
Mª Pedrossian 4.740 4,37 0,92 5.792 5,34 0,98 4,16
Rita Vieira 5.462 6,63 1,06 7.714 9,37 1,31 7,27
Carlota 4.756 33,42 0,92 5.069 35,62 0,86 1,30
Dr. Albuquerque 2.652 23,46 0,51 2.727 24,12 0,46 0,57
Universitário 15.388 16,68 2,98 18.031 19,54 3,05 3,28
Moreninhas 22.577 13,25 4,37 22.593 13,25 3,83 0,01
TOTAL SETOR 77.774 12,67 15,05 88.422 14,41 14,98 2,64
Tabela 52: Evolução da população residente e da densidade nos setores da Região Urbana do
Bandeira
Fonte : PLANURB (2000)

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 - 2030 150

Situada na zona leste da cidade, a Região Urbana do bandeira é composta
por inúmeros bairros agrupados em dez grandes setores (bairros), citados na
quadro; apesar de ter tido um crescimento demográfico significativo, esta foi dentre
as regiões urbanas da cidade a que apresentou a menor taxa média geométrica de
crescimento anual. Sua densidade demográfica em 1996 era de 14,41 por hectare.
Menor apenas que a da Região do Prosa. A região Urbana do Bandeira apresenta
grandes variações nos preços dos terrenos, tanto internamente quanto em relação
às outras regiões urbanas. O preço médio do metro quadrado na região é de R$
9,82; sendo mais valorizados os lotes na região do Tv.Morena e Vila Progresso.

1
SETOR 1991 1996 TMGCA
CENSITÁRIO Pop.Abs. Densid. % cidade Pop.Abs. Densid. % cidade 1991/1996
José Abrão 4.297 20,25 0,83 4.386 20,67 0,74 0,42
Nasser 15.824 16,52 3,06 18.105 18,91 3,07 2,78
Seminário 2.895 8,72 0,56 3.204 9,65 0,54 2,08
Monte Castelo 5.788 19,07 1,12 7.616 25,09 1,29 5,74
Mata Segredo 4.750 3,36 0,92 7.027 4,97 1,19 8,29
Cel. Antonino 15.035 32,14 2,91 16.608 35,50 2,81 2,04
Nova Lima 10.506 12,87 2,03 16.836 20,62 2,85 10,07
TOTAL SETOR 59.095 13,12 11,43 73.782 16,38 12,50 4,62
Tabela 53: Evolução da população residente e da densidade nos setores da Região Urbana do
Segredo
Fonte : PLANURB (2000)

A existência de chácaras, fazendas e enormes vazios urbanos faz com que
tenha baixíssima densidade populacional (16,38 Hab/ha), superior apenas às
regiões urbanas do Prosa e do Bandeira. A variação de preço entre os setores
chega a 174% na região urbana do segredo. O mais valorizado é o Monte Castelo,
em função da proximidade com o centro, enquanto que o setor Mata do Segredo
apresenta o preço mais baixo.

1
SETOR 1991 1996 TMGCA
CENSITÁRIO Pop.Abs. Densid. % cidade Pop.Abs. Densid. % cidade 1991/1996
Vila Militar 112 2,69 0,02 172 4,13 0,03 9,12

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 - 2030 151

11 3.00 - Piratininga 15.361 53.25 1.31 Tabela 54: Evolução da população residente e da densidade nos setores da Região Urbana do Imbirussú Fonte : PLANURB (2000) Terceira região mais populosa (83. a Região Urbana do Imbirussú é também a quarta mais densa.679 5.70 14.34 Imá 12. Densid.87 1.96 -2.47 América 1.237 20.38 3.07 -0.57 1. Nova Campo Grande e Núcleo Industrial.015 14.45 12.73 UFMS 0 0.206 20.28 0.617 14.661 21.47 2.31 1.27 1. participando com 14.67 2.29 2.00 38.93 3.21 -1.340 17.80 0.640 56.000 17.34 1.354 48.Abs.37 2.14 Centro Oeste 2.128 41.602 22.62 1.00 0.17 2.02 0.10 Los Angeles 6.15 14.83 0.01 5.098 67.661 38.05 22.01 2. O menor setor é a Vila Militar.84 18.60 Panamá 4.2030 152 .14 11.67 2.45 13.237 25.74 Santo Amaro 23. Seu maior setor é o Núcleo Industrial (30% da área total).880 21.241 16.22 5.95 21.33 3.24 13. Sobrinho 12. Grande 3.05 0.27 -1.746 6.23 Guanandy 14.26 0.28 Colonial 9. seguido pela Nova Campo Grande e pela Vila Popular.93 10.338 7.45 4.50 Nova C.199 77.73 83.211 20.59 Jockey Clube 9.228 1.64 7.23 15.044 70.294 53.53 1.63 Núcleo Industrial 1.15 TOTAL SETOR 113.665 41.94 5.50 0.39 -0.95 1.744 49.48 0.71 Aero Rancho 25.37 2.89 2.57 2.34 2. % cidade 1991/1996 Taquarussú 8.770 50.61 13.838 28. Os setores que tem menores médias de preços de terreno são a Vila Popular. 1 SETOR 1991 1996 TMGCA CENSITÁRIO Pop.70 0.80 0. o mais valorizado é a Vila Sobrinho. % cidade Pop.05 6.495 80. Densid.928 3.79 7.43 2.73 6.11 % no total da população da cidade.24 Alves Pereira 14.64 4.52 23.85 2.32 -3.36 1.391 25.894 1.59 -0.09 Jacy 6.00 2.741 26.70 Tabela 55: Evolução da população residente e da densidade nos setores da Região Urbana do Anhanduizinho Fonte : PLANURB (2000) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .340 Hab em 1996).860 16.54 19.74 2.43 5.06 0.762 15.79 11.00 4 0.96 21.00 Popular 11.20 -3.803 12.75 13.243 60.36 TOTAL SETOR 71.225 41.67 1.97 15.48 8.Abs.302 63.90 135.

71 0.056 18.01 53 1.87 0.107 45. Densid.565 22. Densid.64 1.17 2.360 33.09 9. Áreas pertencentes ao Exército e Aeronáutica – e uso rural dedicado a pastagens. A Região Urbana do Anhanduizinho apresenta significativa variação de preço entre seus setores: O Aero Rancho.88 1.28 4.28 1.720 12.09 3.55 10. Jardim Colonial.358 24.24 939 0.31 -0. é a Região Urbana mais populosa da cidade e também a que mais cresceu (3.63 1. sendo inferior apenas à da Região do Centro.25 14.50 Tabela 56: Evolução da população residente e da densidade nos setores da Região Urbana do Lagoa Fonte : PLANURB (2000) A região Urbana do Lagoa possui apenas 39.563 26.17 Vila Militar 35 1.19 % de sua área parcelada.42 3.01 19.37 Coophavila II 15.278 7.36 2.32 8.66 1. Los Angeles e Centro-Oeste puxam a média para baixo.16 1. Cresceu ao longo da saída para Sidrolândia sendo que o Córrego Lagoa somente foi transposto na década de 70.08 -2.54 TOTAL SETOR 76.79 4.46 Batistão 5.643 18.734 46. Alves Pereira. Participando com 23 % no total da população de Campo Grande. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Sua densidade populacional (25.56 7.25 Leblon 15.840 20.026 5.89 Tijuca 6.Abs.81 % restantes.40 1. com a implementação do bairro São Conrado.27 1.203 46.89 0.06 15. % cidade Pop.05 Hab/ha) é relativamente alta.70 % ao ano) no período 91/96.87 91. 1.16 0.167 29. ao passo que o Jockey Clube e Jardim América contribuem para elevá-la.05 0.47 Parque União 3.42 6.71 0.15 1. boa parte possui ocupação institucional – Aeroporto.79 Taveirópolis 8.75 12.08 6.81 Bandeirantes 7.72 6. 1 SETOR 1991 1996 TMGCA CENSITÁRIO Pop.86 Anahy 4.49 0.01 8.399 39.59 0.000 54.60 3.317 52.219 1.70 2.42 4. % cidade 1991/1996 Aeroporto Inter.16 São Conrado 9. Dentro os 60.16 -5.2030 153 .94 0.11 12.069 48.Abs.05 1.356 45.895 15.96 16.

05 1. Densid.56 3. Sua baixa densidade populacional é explicada pela existência de inúmeros bairros novos e em fase de ocupação.86 7. Cachoeira 391 3.67 Pq.17 7.87 10.512 27.088 hab.00 32.14 1. participando com 7.97 0.33 TOTAL SETOR 35.00 61 0.). possui o menos número de habitantes da cidade (42.07 0. % cidade Pop.15 0.47 0. foi a terceira região urbana que mais cresceu em termos populacionais entre 1991 a 1996. % cidade 1991/1996 Monte Carlo 9.57 1.62 Tabela 57: Evolução da população residente e da densidade nos setores da Região Urbana do Prosa Fonte : PLANURB (2000) Com apenas 31.529 11.42 % impermeabilizada com vias e construções.62 0.237 26.70 % de sua área total parcelada.40 -0. Densid.75 Pq.444 42.01 33. Apesar disto.31 5.27 1.Abs.71 1.02 Veraneio 283 0. além de chácaras e espaços vazios.31 0.42 2.20 6.18 1.65 8.Abs.33 1.886 252.02 Noroeste 729 0.56 % no total da população de Campo Grande.291 6.84 12.05 0.56 1.99 Mata do Jacinto 8.Novos Estados 9.05 581 0.324 29. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Dos Poderes 15 0.088 8.21 0.37 1.650 39.46 Chác.703 15.77 1.10 15.15 6.2030 154 .00 21.25 42. 1 SETOR 1991 1996 TMGCA CENSITÁRIO Pop.62 Santa Fé 6. dos quais 12.852 4.182 28.

proveniente do subsolo. Contribuição singular – vazão de esgoto concentrada em um ponto da rede coletora. água de infiltração e a contribuição pluvial parasitária. condicionar e encaminhar somente esgoto sanitário a uma disposição conveniente.CAPÍTULO VI 6 DEFINIÇÕES E PARÂMETROS DE PROJETO 6. indesejável ao sistema separador e que penetra nas canalizações. Água de infiltração – toda água. instalações e equipamentos destinados a coletar.1 DEFINIÇÕES E PARÂMETROS DE PROJETO DAS REDES COLETORAS Esgoto sanitário – despejo líquido constituído de esgotos doméstico e industrial. de modo continuo e higienicamente seguro.2030 155 . Contribuição pluvial parasitária – parcela do deflúvio superficial inevitavelmente absorvida pela rede coletora de esgoto sanitário. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . transportar. cujo esgoto flui para um único ponto de concentração. Sistema de esgoto sanitário separador – conjunto de condutos . Esgoto industrial – despejo líquido resultante dos processos industriais. pela área responsável por esse lançamento. significativamente maior que o produto da taxa de contribuição por superfície esgotada. Esgoto doméstico – despejo líquido resultante do uso da água para higiene e necessidades fisiológicas humanas. Bacia de esgotamento – conjunto das áreas esgotadas e esgotáveis. Alcance do plano – ano previsto para o sistema planejado passar a operar com utilização plena de sua capacidade. respeitados os padrões de lançamento estabelecidos.

impondo ao sistema de esgoto uma contribuição individual inferior à da população residente. se transfere ocasionalmente para a área considerada. É interessante salientar que a NBR 9648 – Estudo de Concepção de Sistemas de Esgoto Sanitário. se não houver. . destacam-se: . PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .Dados demográficos disponíveis e sua distribuição espacial. População residente – a constituída pelos moradores dos domicílios . estabelece os elementos mínimos indispensáveis para ser possível conhecer o sistema de esgoto sanitário de dada comunidade urbana. executá-lo com a maior precisão e riqueza de dados possível. Além disto. mesmo que ausentes na data do censo por período inferior a 12 meses. é importante obter o cadastro do sistema existente ou. proveniente de outras comunidades. .Informações sobre a natureza e camadas constituintes do subsolo.2030 156 . População atendida – a que contribui para o sistema de esgoto existente. Ainda nesse caso. População atendível – a que contribuirá para o sistema de esgoto planejado. impondo ao sistema de esgoto uma contribuição individual análoga à população residente. População temporária em certa comunidade ou em uma área de comunidade – a que proveniente de outras comunidades ou de outras áreas da mesma . População inicial – a do início do plano. Entre ele. se transferem ocasionalmente para a área considerada. talvez seja possível levantar dados que permitam determinar as vazões de contribuição para os novos trechos a serem projetados. População de alcance do plano – a prevista para o ano de alcance do plano. População flutuante em dada comunidade – a que. caso exista na comunidade um sistema de esgoto sanitário. Etapas de implantação – conjunto de obras do sistema que atende às solicitações de funcionamento em cada um dos intervalos do período de alcance do plano.Plantas topográficas confiáveis em escalas compatíveis com a precisão requerida para o estudo.

..1..1 PREVISÃO DO CRESCIMENTO POPULACIONAL Diversos métodos destinados a previsão do crescimento podem ser encontrados na literatura técnica.. simplesmente adotar.. até alguns anos atrás.. somente então.. ... Nenhum desses métodos é capaz de substituir o bom senso o profissional encarregado desse trabalho. ao longo dos anos...2030 157 ....Crescimento.... No dia 17 de março de 2004 foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entra a Prefeitura e a Águas Guariroba S/A. Sua capacidade de analisar e julgar todos os dados disponíveis e. ....6.. a Previsão de crescimento populacional pode dada como: População futura . alguns órgãos federais preferiram.. do número de novas ligações de água.085.o dobro da população atual.. Para o município de Campo Grande adotamos a Projeção Populacional partindo da contagem do IBGE 2007 mais taxas de crescimento ano a ano do Edital de Concessão. oitenta e conco mil.Comparação com o crescimento populacional de cidades de características semelhantes.. Dependendo do porte da cidade e do grau de dificuldade em se obter informações confiáveis ou consistentes. ... ao longo dos anos.... entre as quais citam-se: .143 (Hum milhão. prevendo: “.. o TAC sofreu uma re-ratificação... chegando a uma população futura de 1..Dados censitários... Tais métodos baseiam-se em fontes de informações de diversas naturezas. será o fator decisivo para o sucesso da tarefa..Crescimento. a antecipação para 2008 das metas físicas referentes às obras de coleta e tratamento de esgoto doméstico PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .. cento e quanrenta e três) habitantes (previsão para 2030). Na falta de dados locais comprovados. No dia 09 de novembro de 2005. do número de novas ligações de energia elétrica.. oriundos de pesquisas. decidir a respeito.

.56 hab/domicílio.. como PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 ..... 2021 .......... sendo: 2008 .... quantidade de economias. identificar as disparidades sistêmicas....1.. atualização de endereço.2030 158 .A..... De fato.. 2026 ....” Portanto.. ou seja. Muitas matrículas que estavam cobertas pela rede de esgoto e não constavam no sistema comercial foram incluídas....... Adotando a taxa de ocupação......082 unidades........50%. ou seja..25%..... O número de economias de esgoto cobertas com rede coletora de esgoto em 2007 somou-se 94... efetivamente........ o índice de cobertura de esgoto previsto para 2010 de 50% será antecipado para o ano de 2008.. cadastros incorretos de matrículas que eram cobertas pela rede e que não constavam como tal no sistema...... será transformada em esgoto.. divulgada pelo IBGE no Censo de 2000... consequentemente...... certa parcela de água poderá ter.... podemos afirmar que o índice de cobertura de esgoto para o ano de 2007 é de 45........ fez o RECADASTRAMENTO de todo banco de dados do sistema comercial..60%. 6..... realizou em 2007 visitas aos clientes para atualização do tipo e situação de ligação.... Em complemento. O cálculo da População atendida levou em conta a nova concepção do sistema de tratamento de esgoto além das metas contratuais dos índices de cobertura de esgoto.....previstas contratualmente para o ano de 2010....2 COEFICIENTE DE RETORNO (C) Este coeficiente representa a parcela da água distribuída que.....70% A Águas Guariroba S............ de 3... a troca do sistema comercial permitiu tratar melhor as informações e.....

ou a natureza da ocupação dessa área.2030 159 . respectivamente. conforme se modifiquem os hábitos populacionais numa mesma área. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . automóveis etc. Para o município de Campo Grande adotamos o coeficiente de retorno em 0. C = coeficiente de retorno.1.dia). mas também de uma área para outra da mesma comunidade e da natureza da ocupação dessas áreas: residencial. qi# e qf# = consumo de água efetivo “per capita” do sistema abastecedor de água (que não inclui perdas do sistema de abastecimento). ou o poder aquisitivo de seus habitantes.8. industrial e outras. 6. não só de uma comunidade para outra. C Onde: qi e qf = contribuição “per capita”. com os índices (i) e (f) indicando inicio e final do plano.dia).3 CONTRIBUIÇÃO “PER CAPITA” (Q) Esta contribuição é a vazão média anual que cada habitante da comunidade lançará na rede coletora de esgoto. Seu valor pode variar também ao longo do tempo. o sistema coletor de águas pluviais (ao ser utilizada para a lavagem de pisos. ou será utilizada para a rega de jardins. em l/(hab. Normalmente. e outros usos que a impeçam de ir até à rede coletora de esgoto. com os índices (i) e (f) indicando inicio e final do plano. C ou q f = q #f .destino final. adota-se: qi = qi# . em l/(hab. Seu valor varia bastante. por exemplo. respectivamente. comercial. em função dos hábitos de seus habitantes.) ou perder-se-á por evaporação.

.2030 160 .. ser consideradas contribuições singulares... 200. Encontramos os seguintes valores “per capitas”: 80... em função do consumo médio por mês obtido pelo “Sistema Acquamanager” da Águas Guariroba S...A. Para o município de Campo Grande os consumos “per capita” foram reavaliados para cada setor comercial. Inexistindo dados locais comprovados oriundos de pesquisas.......4 COEFICIENTES DE MÁXIMA VAZÃO (K1) E (K2) São dois os coeficientes de máxima vazão: um que exprime a relação entre a vazão observada no dia de maior contribuição e a vazão média anual observada.2 e para K2: 1.... 120..... em certos casos. base 2007 e o padrão social de seus habitantes.1. 6. 150.. e outro que exprime a relação entre a vazão observada na hora de maior contribuição e a vazão observada no dia de maior contribuição.. recomendam- se os seguintes valores: Coeficiente de máxima vazão diária...dia.... que é o de máxima vazão diária (K1). K2 = 1. podendo.1....... justapõem-se a QC os índices (i) e (f) para indicar inicio e final do plano respectivamente....... K1 = 1. 6.. No entanto resolvemos no presente trabalho adotar o valor de 150 l/ha.5...... que é de máxima vazão horária (K2).....5 Para o município de Campo Grande adotamos para K1: 1.. 250. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .. Tendo em vista que elas poderão evoluir ao longo do tempo.5 CONTRIBUIÇÕES SINGULARES (QC) As contribuições industriais deverão ser cuidadosamente determinadas e levadas em conta no projeto...2 Coeficiente de máxima vazão horária . 100.

6. por exemplo. .do tipo e vedação dos poços de visita.1. dependendo das condições físicas das canalizações (tipo e estado de seu material constituinte.1.7 VAZÕES E TAXAS DE CONTRIBUIÇÕES As expressões para o cálculo das vazões e das taxas de contribuições: PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .da profundidade do lençol freático.). . às conexões ilegais e ao lançamento de esgoto sanitário. . Quanto maior for a quantidade de agressões sofridas na tubulação da rede de esgoto maior será a contribuição de infiltração. Para o município de Campo Grande definimos como contribuições singulares.do tipo de canalização e de suas juntas. que. do subsolo e do grau de esclarecimento e educação da população servida. todos os grandes consumidores cadastrados pela Empresa. 6.do tipo de terreno em que a rede está enterrada. entre outros fatores: . terão acesso às canalizações de esgoto. Os valores podem tornar-se bem maiores.2030 161 . A quantificação dessas contribuições deve ser feita levando-se em conta a experiência local ou regional. inevitavelmente.6 CONTRIBUIÇÃO DE INFILTRAÇÃO (I) Importantíssimas são as contribuições originais das chuvas e das infiltrações do lençol subterrâneo. Um imponderável nada desprezível que surge nessas considerações: diz respeito. das juntas etc. uma vez que dependerão. Exige-se que os valores adotados devem ser devidamente justificados.

.............................. p f Vazão Contribuinte à Rede: Inicial ........2030 162 .......... respectivamente: K1 = coeficiente de máxima vazão diária............... Qi + I i + ∑ Qci Final..f = contribuição “per capita”... PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .................... Vazão Contribuinte média: Inicial ...........................f = população em habitantes.......... Af Onde: qi.... pi..f = contribuições singulares................ Qci........................................f = contribuição de infiltração........................................................ Qi = qi ............................. Li Qf − ∑ Qcf Txf = Final............... K2 ........................ com os índices (i) e (f) indicando inicio e final do plano.................................................. li.... Lf Taxa de Contribuição por Superfície Esgotada: Qi − ∑ Qci T Ai = Inicial .......... Qf = q f .. iniciais e finais................................ inicial e final................ Qf + I f + ∑ Qcf Vazão Contribuinte Linear: Qi − ∑ Qci Txi = Inicial ... Qf = K1 ...................... K2 = coeficiente de máxima vazão horária.... Ai Qf − ∑ Qcf T Af = Final. Qi = K2 ....... pi Final......

precisaremos ainda dos seguintes itens: . em escala mínima de 1:10000. Li. que permitirão conhecer a natureza do terreno e os níveis do lençol freático. algumas vezes de grande porte.f = extensão dos coletores. é indispensável que se conheça. calculado através da fórmula universal de Hazen-Williams ou pela fórmula de Manning. é indispensável ter em mãos seus cadastros atualizados.Levantamento planialtimétrico da área de projeto e de suas zonas de expansão.É especialmente útil nesta etapa dos trabalhos. com os índices (i) e (f) indicando inicio e final do plano. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . faremos a elaboração do plano de escoamento do sistema de esgoto sanitário. uma planta da área de projeto. em escala mínima de 1:2000. com curvas de nível de metro em metro. . . com os índices (i) e (f) indicando início e final do plano. .2030 163 .1. respectivamente. Para o município de Campo Grande os cálculos serão efetuados pelo programa de dimensionamento de redes de esgotos CESG.8 PLANO DE ESCOAMENTO Com os dados e a vazão de projeto. se possível. os obstáculos superficiais e subterrâneo os (alguns os denominam de interferências) que. respectivamente. provavelmente.Sondagens de reconhecimento.Se a comunidade já é parcialmente atendida por redes coletoras. 6.f = área beneficiada.Tendo em vista que a implantação de novas canalizações implicará em escavações. serão encontrados nos logradouros onde. deve ser traçada a rede coletora. . em que estejam representadas em conjuntos das bacias de esgotamento de interesse para o projeto. Ai. de antemão. Para tanto.

brejos etc.Eventualmente. . recobrimento da rede como a diferença de nível entre a superfície do terreno e a geratriz superior externa do coletor. . Seu esboço deverá ser cuidadosamente lançado sobre as plantas mencionadas anteriormente e.Para a declividade das canalizações. lagos. Neste caso. rios.). utilizamos a menor declividade possível em sua canalização de esgoto. a experiência profissional de quem o elabora é fundamental. sob pena de se chegar a profundidades que tornem muito difícil a construção da rede.9 PROFUNDIDADE DA REDE COLETORA DE ESGOTO A profundidade deve ser determinada de modo a permitir o esgotamento sanitário dos imóveis existentes ao longo dos logradouros em que ela é assentada. a utilização de sifões e estações elevatórias de esgoto. .As canalizações de esgoto devem operar. como condutos livres (canais). porém.O esgoto não pode ser lançado “in natura” nas coleções d’água (córregos. sempre que possível.2030 164 . Devemos construir interceptores em suas margens. deve ser realizada. Define-se a profundidade da rede como a diferença de nível entre a superfície do terreno e a geratriz inferior interna do coletor. 6. .1. nesse trabalho. temos que escoar o esgoto “contra o greide“ (a rua está subindo. algumas diretrizes podem ser fixadas para a elaboração do plano de escoamento: . a mesma declividade do logradouro. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . a escavação excessiva nos trechos seguintes. Alguns limites. é possível estudar o traçado da nova rede coletora e suas interligações com a rede existente. sempre que possível. Não obstante. também. Define. ao máximo. De posse de todos esses dados. precisam ser respeitados.Evite. e sua canalização deve ter declividade contrária). utilizando declividades inferiores às do “greide da rua”. utilize.

Se desejamos proteger os coletores contra as cargas externas. Entretanto. recomenda-se que a profundidade H. a NBR 9649 estabelece que a rede coletora não deve ser aprofundada para atendimento de economia com cota de soleira abaixo do nível da rua. Para as residências situadas no mesmo nível da via de tráfego.10 VAZÃO MÍNIMA As redes de esgoto sanitário estão sujeitas a variações de vazão. considerados seus efeitos nos trechos subseqüentes e comparando-se com outras soluções. em (m). Esse valor não deve ser inferior a 0.20 L + 0.1. ao longo do dia e ao longo de sua vida útil.2030 165 . seja determinada através da expressão: Profundidade do coletor: H .30 = dimensão aproximada da curva de ligação do coletor predial ao coletor de esgoto. 0. em (m). devemos assegurar-lhes um recobrimento mínimo. Naqueles casos de atendimento considerado necessário. 0. no caso de inexistência de dados pesquisados e comprovados. sendo L a distancia entre a caixa de inspeção e o coletor de esgoto. devem ser feitas análises da conveniência do aprofundamento.0.50 + 0. em metros.30 + D Onde: 0.2 L = desnível no coletor predial. ou a 0. 6. No que diz respeito à profundidade máxima.90 metros para coletor instalado no leito da via de tráfego.65 metros para coletor assentado no passeio. recomenda-se que. D = diâmetro do coletor em (m). com validade estatística seja utilizado em qualquer trecho: PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .50 = dimensão aproximada da caixa de inspeção. em (m).

Assim sendo... mesmo em coletores prediais. da remoção e recomposição de pavimento. ou até mesmo 200 milímetros. 6. não se utiliza.. do escoamento da vala. em cidades de maior porte.12 VELOCIDADE MÁXIMA A velocidade máxima não deve ser superior a 5 m/s PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .. ou em redes internas de sistemas condominiais....11 DIÂMETRO MÍNIMO Em se tratando de esgoto sanitário. que ela ocorrerá pelo menos uma vez por dia em qualquer trecho de rede de esgoto...1... normalmente o diâmetro mínimo utilizado costuma ser igual a 150 milímetros. do tipo de saneamento rural.. o diâmetro de 100 milímetros é utilizado apenas em pequenas comunidades. tendo em vista que o tubo é quem custa menos na obra de esgoto. por isto... Menor valor de vazão..2030 166 .. Entretanto.....5 l/s Essa vazão correspondente à descarga de um vaso sanitário. o mais caro fica por conta da escavação e reaterro da vala..... Imagina-se. 1. diâmetro inferior a 100 milímetros para as canalizações de sistemas de esgoto... e outros. Para o município de Campo Grande adotamos o diâmetro mínimo de 150 milímetros 6..1...

L. que exerce sobre o fundo uma força de arraste de valor Wt = A. igual ou inferior a 75% do diâmetro do coletor. em (m/s). tensão trativa é a força que um volume líquido de um conduto livre atinge sobre uma área inclinada. suas lâminas d’água devem ser sempre calculadas admitindo o escoamento em regime uniforme e permanente. Esse possui duas componentes: uma normal à direção do fundo do conduto.13 LÂMINA LÍQUIDA É a altura que o esgoto em escoamento atingirá no interior do tubo.L. 6.2030 167 . Rh Onde: UC = Velocidade crítica. esse percentual limite cai para 50% se a velocidade de escoamento for superior à denominada velocidade crítica.γ.1.γ.1. Porem. e que é anulada por este último.14 TENSÃO TRATIVA Por definição.8 m/s²). em (m). o peso correspondente igual a W = A . para a vazão final (Qf). e outra segundo essa direção. g = aceleração da gravidade (g = 9.6. portanto.i. sendo o seu valor máximo. Isso resulta na tensão trativa igual a: PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .L. Entretanto. definida como: Velocidade Crítica: UC = 6 × g . O valor desse volume é V =A. Rh = raio hidráulico do tubo.

y = peso específico do esgoto. para coeficiente de Manning n=0.0 Pa. Rh . Rh = raio hidráulico do conduto. i Ttr = = = A P. A/P = Rh (Raio Hidráulico). que pode ser considerado igual a 9800 N/m3. Wt Wt A . As canalizações dos sistemas de esgoto de cada trecho deve ser verificado pelo critério de tensão trativa média de valor mínimo de Ttr = 1. 6. então: Tensão Trativa: Ttr = y .2030 168 . com o valor de Qi em litros por segundo: PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .013. I Onde: Ttr = tensão trativa em (Pa).15 DECLIVIDADE MÍNIMA A declividade mínima é determinada de modo a assegurar o valor da tensão trativa média especificada no item anterior.L P. I = inclinação do conduto. y . calculada para vazão inicial (Qi).1. a NBR 9649 apresenta a seguinte expressão para que essa condição seja satisfeita. em (m).L Onde: A = área molhada P = perímetro molhado L = extensão do volume considerado i = declividade do trecho. L. Com esse propósito.

min = 0. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .004545 6. como a NBR 9649 cita que a menor vazão de uma rede coletora.5 l/s. Declividade Mínima: i0.2030 169 .2 DEFINIÇÕES E PARÂMETROS DE PROJETO DOS INTERCEPTORES DE ESGOTO SANITÁRIO As definições e parâmetros de projeto dos Interceptores de Esgoto Sanitário foram seguidos conforme NBR 12207/1992.0055Qi−0. 47 Entretanto. então.3 DEFINIÇÕES E PARÂMETROS DE PROJETO DAS ESTAÇÕES ELEVATÓRIAS DE ESGOTO SANITÁRIO As definições e parâmetros de projeto das Estações Elevatórias de Esgoto Sanitário foram seguidos conforme NBR 12208/1992. 6.min = 0. é correto afirmar que a menor declividade possível é de: i0. deva ser de 1.

6.4 DEFINIÇÕES E PARÂMETROS DE PROJETO DAS ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO SANITÁRIO As definições e parâmetros de projeto das Estações de Tratamento de Esgoto Sanitário foram seguidos conforme NBR 12209/1992. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .2030 170 .

200. Os itens seguintes apresentam os critérios e parâmetros.A.CAPÍTULO VII 7 ESTUDOS DE VAZÕES 7. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . para o desenvolvimento da Primeira Revisão do Plano Diretor de Esgotamento Sanitário de Campo Grande.1 CONSUMO “PER CAPITA“ Para o município de Campo Grande os consumos “per capita” foram reavaliados para cada setor comercial. 120. Encontramos os seguintes valores “per capitas”: 80.dia. no presente trabalho foi adotado o valor de 150 l/ha.1 PARÂMETROS ADOTADOS O presente capítulo estabelece os critérios e parâmetros gerais. 100. base 2007 e o padrão social de seus habitantes. em função do consumo médio por mês obtido pelo “Sistema Acquamanager” da Águas Guariroba S. Basicamente foi feito uma compilação e análise de critérios já adotados por empresas de saneamento do país.. 250. até o presente momento. julgados mais convenientes.2030 171 . 150. que serviram de subsídio básico tanto na geração de alternativas para o sistema de coleta e tratamento esgotos de Campo Grande. como no cotejo técnico para a seleção das obras e serviços a serem implantados e o escalonamento dos mesmos. fixando-se aqueles julgados mais adequados.1. A grande maioria está da faixa de 80 a 150. 7.

para o sistema de coleta. 7. 7.4 COEFICIENTE DE VAZÃO PARA ESTAÇÕES ELEVATÓRIAS Para efeito de estimativa dos portes das estações elevatórias que resultarem nas alternativas formuladas.2.2 COEFICIENTES E PARÂMETROS DE VARIAÇÃO DE VAZÕES Para efeito da quantificação das vazões de esgoto. consagrados na literatura: 7.2.1.2 COEFICIENTE K2 A relação entre a vazão da hora de maior demanda e a da hora de demanda média do dia de maior demanda será adotada como K2 = 1.7. para o sistema de coleta.2.1 COEFICIENTE K1 A relação entre a vazão dia de maior demanda e a do dia de demanda média será adotada como K1 = 1.3 COEFICIENTE DE RETORNO A relação entre a vazão de esgoto produzida e a vazão de água potável consumida será adotada como K3 = 0.2.5.1.1. 7. será adotada uma vazão igual à vazão média PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .1.8.2.1.2030 172 . serão utilizados os seguintes coeficientes e parâmetros.

Em ambos os casos será adicionada a vazão de infiltração.. será considerada como sendo 50 % da média..... 7..... no que se refere à avaliação da vazão máxima.5 COEFICIENTE DE VAZÃO PARA AS ESTAÇÕES DE TRATAMENTO Para o sistema de tratamento será considerado a vazão média adicionada a vazão de infiltração. como regra geral.. NBR – 12207 / 1992.... Desta forma.. Quanto à vazão mínima.. k3.15 l/s x km 7... Interceptores e Redes Coletoras de Esgotos ao longo dos anos.2 CÁLCULO DAS VAZÕES A tabela a seguir. relaciona a população atendida.0.2030 173 . PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .1.. k2..consumida multiplicada pelos coeficientes k1. será adotada a seguinte vazão de infiltração: Para os interceptores e emissários.2..1. as vazões de infiltração e média adotadas no dimensionamento das ETE´s. preconiza 6.. 7....0 l/s como contribuição máxima de água do sub-solo infiltrada numa extensão de 1 km..2..6 VAZÃO DE INFILTRAÇÃO O projeto de Norma Brasileira.

32 204.73 719.69 656.14 904.939 713.610 1.231 1.019.35 1.46 300.112 565. (2008) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .A.671 485.526 943.055.53 717.39 218.2030 174 .727 759.71 673.600 (hab) VAZÃO DE INFILTRAÇÃO 198.777 771.143 (hab) POPULAÇÃO ATENDIDA 470.INFORMAÇÕES 2008 2009 2010 2021 2026 2030 POPULAÇÃO ADOTADA 755.75 320.085.089 518.218 786.60 786.06 (L/s) VAZÃO MÉDIA (L/s) 653.02 991.42 614.54 TAXA ADESÃO 70% Tabela 58: Vazões adotadas por ano Fonte: Águas Guariroba S.00 VAZÃO TOTAL (L/s) COM 596.47 962.31 238.

conforme as capacidades de tratamento para o final do plano: . Los Angeles e Nova Lima). buscando o processo adequado ao nível de tratamento desejado e que apresentasse o menor custo de implantação e operação.CAPÍTULO VIII 8 FORMULAÇÃO E SELEÇÃO DAS ALTERNATIVAS 8.1 PLANO DIRETOR DE ESGOTO DE 2002 No Plano Diretor do Sistema de Esgotamento Sanitário de Campo Grande elaborado em 2002. ano 2030. A Alternativa 1 contemplava a ampliação das Estações de Tratamento existentes (Cabreúva. incluindo as unidades de transporte dos esgotos e os custos operacionais. Salgado e Centro Oeste) e a implantação de 4 novas Estações de Tratamento (Nova Campo Grande. Nesta etapa também foram avaliadas as alternativas de tipo de tratamento em função da exigência do corpo receptor. tecnologias de processos de tratamento e as obras para o afastamento das águas residuárias. Foram avaliadas as alternativas de centralização e descentralização das unidades de tratamento. considerando um horizonte de 30 anos de operação.2030 175 .ETE Los Angeles: 1. A escolha do sistema de tratamento mais adequado para cada localidade se baseou na comparação técnica e econômica de diversos tipos de tratamento consagrados no Brasil. foram formuladas duas alternativas de tratamento para a condição final de plano.ETE Cabreúva: 400 L/s .ETE Salgado Filho: 900 L/s .000 L/s PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . As definições das alternativas incidiram principalmente nos aspectos de ampliação das Estações de Tratamento existentes (Cabreúva e Salgado Filho). São Conrado. de forma a permitir menor custo e melhor aproveitamento do sistema como um todo.

possibilitando maior flexibilidade na aplicação do investimento. menor impacto ambiental.ETE São Conrado: 300 L/s .500 L/s . .ETE Nova Campo Grande: 600 L/s . possibilidade de ter várias frentes de serviços.ETE São Conrado: 300 L/s . As capacidades de tratamento para o final do Plano eram de: . atendendo áreas distintas ao mesmo tempo. Na primeira etapa do Tratamento foi adotado o processo anaeróbio. existentes.ETE Nova Campo Grande: 600 L/s . Nessa alternativa não foi considerada a possibilidade de ampliação das Estações de Tratamento Cabreúva e Salgado Filho. e ampliação da Estação de Tratamento Centro Oeste. Los Angeles e Nova Lima). devido a não dependência dos sistemas de coleta e tratamento de esgotos. O sistema de tratamento foi projetado para ter tratamento preliminar com gradeamento e desarenador mecanizado.ETE Nova Lima: 300 L/s A Alternativa 2 contemplava a implantação de 4 novas Estações de Tratamento (Nova Campo Grande. sem qualquer dificuldade em nível de operação e manutenção. devido ao escalonamento das obras dos interceptores. pois haverá maior diversidade dos lançamentos. foi a Alternativa 1. custo de investimento menor. uma grande redução de carga orgânica afluente. permitindo a um custo reduzido. incluindo esteiras automatizadas para condução dos detritos para caçambas de recolhimento. Além de medidor de vazão afluente bem como um extravasor para as vazões que ultrapassam a vazão máxima de projeto. São Conrado.ETE Los Angeles: 2.ETE Cabreúva: 100 L/s . menos impacto ambiental. Após o reator PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .ETE Salgado Filho: 400 L/s .ETE Nova Lima: 300 L/s A Alternativa selecionada no Plano Diretor de 2002.2030 176 . evitando a construção de interceptores nas áreas centrais. maior segurança operacional.

Em vista do exposto a Águas de Guariroba considerou. desativando. manteve-se a concepção atual de PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . além de equacionar adequadamente o sistema de tratamento com a retirada das estações de tratamento da área central da cidade. hoje implantadas dentro da área urbana. as atuais ETE´s Cabreúva. sofreu uma re-ratificação. atendendo prioritariamente as áreas mais adensadas. ao longo dos anos. prevendo: “. Mário Covas e São Conrado.anaeróbio foi projetada uma segunda fase de tratamento cujo objetivo é elevar a remoção de matéria orgânica ao nível exigido pelo corpo receptor. transferir todos os esgotos coletados para a nova Estação de Tratamento de Esgotos LOS ANGELES (futura). Salgado Filho. 8. e a escolha de pós-tratamento foi o Processo Físico-Químico. Aero Rancho. o TAC – Termo de Ajustamento de Conduta. firmado entre a Prefeitura Municipal de Campo Grande e a Águas Guariroba S. Preocupou-se também em otimizar a utilização das estruturas existentes do sistema de esgotamento sanitário e para tanto.2 CONCEPÇÃO DO SISTEMA PROPOSTO No dia 09 de novembro de 2005. Levaram em conta os menores investimentos possíveis.2030 177 . Foram contratadas as consultorias Quíron Serviços de Engenharia Ltda e Engº Pedro Alem Sobrinho para determinaram um novo estudo de concepção e uma nova visão para o tratamento de esgoto para a Cidade de Campo Grande. as regiões de solos resistentes à absorção de água e regiões com maior retorno econômico financeiro. a cobertura de esgoto de 50% prevista para 2010 passaria para o ano de 2008..A. E transferir também os esgotos coletados nas ETE´s Sayonara e Coophatrabalho para a futura ETE NOVA CAMPO GRANDE.. Com a antecipação dessas obras. gradativamente.. a antecipação para 2008 das metas físicas referentes às obras de coleta e tratamento de esgoto doméstico previstas contratualmente para o ano de 2010”.

tais como:  O grau de tratamento necessário. Não obstante. seja em agricultura. identificado no meio acadêmico com o nome “UASB”.sistema com tratamento descentralizado e a utilização de reator anaeróbio de leito fluidizado (RALF).2. a escolha de uma nova ETE. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . exigências da economia. aqüicultura. com as implicações benéficas deste reaproveitamento e os aspectos de custo envolvidos. deve levar em consideração alguns fatores básicos. ou benéficos. de saúde pública.2030 178 .  O possível reuso da água. definido pelas exigências de natureza legal. dos corpos d’água.1 EXIGÊNCIAS PARA O TIPO DE TRATAMENTO DE ESGOTO A nova estação de tratamento incorpora as preocupações da sociedade com os problemas de natureza ambiental ou ecológica. EXIGÊNCIAS TECNOLÓGICAS A decisão em relação à tecnologia a ser adotada na concepção de novas ETE’s. estéticas ou legais. pelas características de uso de água a jusante do lançamento. industrial. atualmente não se restringe apenas às exigências ambientais. para enchimento de reservatórios naturais. e preservação dos aspectos estéticos. com os problemas de natureza estética e com as interferências do lançamento de esgotos nos usos preponderantes. 8. proteção da saúde pública.  As disponibilidades de recursos financeiros. pelas necessidades de proteção ambiental.  Os aspectos relativos ao fator benefício / custo. Considera igualmente exigências tecnológicas. e mesmo os anseios da comunidade. com problemas de saúde pública.

reatores anaeróbios. como lagoas de estabilização. O estudo da relação benefício / custo conduz a que se avalie a viabilidade de processos simples de tratamento. são o ponto de partida para a montagem do processo e a adoção da tecnologia da nova ETE.2030 179 . inclusive da melhoria das condições PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . facilidades e custo da disposição final. a disponibilidade de pessoal treinado para assumir o controle operacional da ETE e das tarefas próprias de manutenção preventiva e corretiva. EXIGÊNCIAS DA ECONOMIA As empresas responsáveis pelos serviços de saneamento básico no Brasil consomem mais de 10% de seu orçamento em gastos com energia.  As próprias características do esgoto afluente.  Questões eminentemente locais. como cultura e os anseios da comunidade com relação à implantação e à localização da estação de tratamento. A comparação entre filtros biológicos e lodos ativados. sua topografia. constitui alguns exemplos de opções tecnológicas com implicações energéticas importantes. seu custo.  O consumo de energia. disposição no solo. visando a redução de custos operacionais e eventual redução de tarifas. Esquemas operacionais em que o consumo de energia possa ser diferenciado ao longo do dia constituem opções a serem consideradas. lagoas aeradas e facultativas.  Questões relacionadas à disponibilidade de terreno. ETE’s adotando o processo de aeração prolongada são altamente consumidoras de energia. Estes fatores. processos anaeróbios e aeróbios. A determinação do grau e do tipo de tratamento é então função dos custos envolvidos e dos ganhos ambientais.  A fragilidade ambiental e possíveis impactos. e outros que se possa considerar.  A geração de lodo no processo. que possam vir a ser causados pela construção e operação da ETE. sua características geotécnicas.  As facilidades operacionais.

Nesse aspecto. a oportunidade de postergar parte do investimento inicial para alguns anos à frente. Os fatores negativos são ampliados sem que os aspectos positivos recebam seu adequado valor. com a possibilidade de otimizar a aplicação de recursos em outras partes do sistema (como a rede coletora por exemplo) é altamente interessante. os anseios da comunidade passam pela preocupação com os impactos negativos que a ETE poderá gerar no seu entorno. trazem um enfoque novo na fase de concepção do projeto. como uma ferramenta de proteção ambiental. O fato é que embora seja possível projetar. os ganhos sociais. Um outro fator de importância é a otimização dos custos de investimento e operacionalização. que se manifestarão contra determinados processos de tratamento. mesmo de difícil mensuração. ou contra a localização escolhida. que são considerados. ou o “retorno social” do investimento. construir e operar uma estação de tratamento com a tecnologia mais avançada ou eficaz disponível. é muito comum que a população na área próxima à nova ETE se manifeste e se posicione contra a construção e a localização da estação. pessoas. tanto na fase de construção como na operacional. os benefícios regionais.de saúde. Em muitos casos não são as informações técnicas. organizações não governamentais e até governamentais. em geral mais afastada. Em geral. considerando apenas os aspectos negativos do projeto. que se torna mais importante e sensível na medida em que as disponibilidades financeiras para investimento inicial são difíceis ou reduzidas. e pela esperança de que os impactos positivos de PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . haverá sempre um grupo de cidadãos. benefícios sociais. Os vizinhos oferecem quase sempre a alternativa de se construir a ETE em outra área.2030 180 . ANSEIOS DA COMUNIDADE Embora os impactos da estação de tratamento sejam positivos. ou em região de menor poder aquisitivo. mas apenas fatores externos do projeto. ou cientificas.

principalmente no que se refere a:  Desativação gradual das atuais ETE’s (Cabreúva.  A temperatura influi no rendimento do processo anaeróbio: uma temperatura média anual superior a 20°C é requerida para o processo anaeróbio.2 TIPOS DE PROCESSOS DE TRATAMENTO A escolha entre processos aeróbios e anaeróbios depende inicialmente das características do esgoto afluente.2030 181 . Aero Rancho.  A eficiência de remoção da DBO e de SST são fatores limitantes.  O local previsto para a construção da nova ETE esta no limite do perímetro urbano de modo a reduzir sensivelmente os impactos negativos. São Conrado e Mario Covas) situadas no centro da cidade e que causam impactos negativos nas vizinhanças.melhoria da qualidade do corpo receptor e a melhoria das condições de saúde na região venham realmente a se concretizar. Pode-se considerar ainda:  A concentração elevada da DBO do esgoto favorece muito a escolha por um processo anaeróbio. a necessidade de um pós tratamento ao processo anaeróbio depende por sua vez das exigências impostas para o efluente tratado. em comparação com os aeróbios.2. Salgado Filho.  A geração de lodo é da ordem de metade ou menos nos processos anaeróbios.  Ganhos de escala ao concentrar grande parte do tratamento em uma única planta. 8.  Baixa capacidade de auto depuração dos córregos Anhanduí. A Águas Guariroba decidiu pela construção de uma nova Estação de Tratamento de Esgoto Sanitário levando em consideração todos esses aspectos. Lageado e Lagoa. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .

8. Em vista do elevado gasto de energia elétrica desse tipo de tratamento. Tendo em vista as grandes diferenças entre as vazões e cargas contribuintes iniciais e finais é proposto a implantação da ETE em etapas. A evolução da tecnologia gera muitas variantes aos processos convencionais.Escalonamento das Obras. onde se tem a estabilização aeróbia do lodo e onde sempre ocorre nitrificação. com modulação para atender ao crescimento da população contribuinte e também para a melhora gradativa do grau de tratamento ao longo do tempo.3 CONCEPÇÃO ETE LOS ANGELES Dentro de uma programação definida no capitulo IX . a ETE Los Angeles. que no presente caso poderá ser PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . a ETE poderá ser implantada inicialmente apenas com tratamento biológico anaeróbio e ao longo do tempo receber tratamentos adicionais com tratamento secundário através de filtros biológicos percoladores seguidos de decantadores secundários e desinfecção.2030 182 . Uma tendência atual de concepção de estações de tratamento de esgoto sanitário é a de utilizar um tratamento anaeróbio. Os sistemas de tratamento estudados levaram em conta que o porte da ETE já não recomenda o uso de sistemas de aeração prolongada. serão norteadas pelo monitoramento dos efluentes tratados de modo a atender a legislação pertinente. ao contrario dos anaeróbios. Assim. Estas definições de tratamentos complementares. todos os esgotos da bacia do Anhanduí serão tratados em uma única ETE.  Os processos aeróbios são altamente dependentes de energia. ou traz de volta antigas práticas que se beneficiam da redução de custos que novos materiais e produtos proporcionam. através de um reator tipo UASB (RALF).

no entanto. em alguns casos. sistemas com menos consumo de energia vêm se tornando alternativas cada vez mais interessantes. sendo complementados por sistemas aeróbicos. avalia-se a possibilidade de instalação. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . as temperaturas de Campo Grande. não necessita adensamento de lodo. Ainda. Assim. quando a qualidade do efluente assim o indicar dentro das normativas vigentes. já que o sistema não utiliza decantador primário mecanizado.apenas parcial. deve-se considerar que os custos de energia vêm tendo altas significativas e representam cada vez mais nas despesas de operação dos sistemas de saneamento. com seu clima quente. quando necessário. Estudos mais recentes desenvolvidos no Brasil têm mostrado que o uso de reatores UASB – Reatores Anaeróbios de Fluxo Ascendente e Manto de Lodo. Assim. Ainda. de um tratamento secundário. já que o lodo produzido no tratamento biológico aeróbio é estabilizado nos reatores UASB. em vista dos usos das águas do Córrego Anhanduí a jusante do anel viário. A qualidade esperada para o efluente da ETE.2030 183 . Uma redução nos gastos com equipamentos. seguidos de filtros biológicos percoladores ou mesmo de lodos ativados sem nitrificação têm se mostrado soluções bastante interessantes pelo baixo consumo de oxigênio apresentado (sem uso de aeração para o caso de filtros percoladores e cerca de metade do oxigênio necessário para lodos ativados convencional sem nitrificação para lodos ativados após UASB). após esta série de tratamento subseqüente é uma DBO aproximada de 60 mgO2/L. reduzindo a concentração efluente de DBO para cerca de 30 mgO2/L. que para excesso de lodos ativados se requer adensamento mecanizado e também não necessita o uso de digestores de lodo. como as condições de Campo Grande favorecem o uso de tratamento anaeróbio (atualmente reatores anaeróbios de fluxo ascendente e manto de lodo já operam com boa eficiência na cidade). são favoráveis ao uso de tratamentos anaeróbios capazes de atingir eficiência de remoção de DBO superiores a 70%.

da Ciência e Tecnologia SEMAC. a Águas de Guariroba se propõe. tanto dos resultados do efluente tratado com as unidades implantadas na ETE Los Angeles. face às vazões de esgoto geradas pela população de Campo Grande. no corpo receptor. Providências estão sendo tomadas em parceria com a Agência de Regulação. ao longo de um período definido neste Plano. serão instrumentos para a tomada de decisão quanto a necessidade de implantação ou não das unidades complementares de tratamento. Segundo o estudo realizado pela ÁGUAS GUARIROBA S. Todavia. o sistema de tratamento quando implantado em sua plenitude poderá ter tratamento a nível secundário (tratamento biológico aeróbio) e desinfecção final do efluente. do Planejamento. fica ressaltada a impossibilidade de se manter o Córrego Anhanduí como classe 2. nesta etapa imediata. na falta de enquadramento pelas autoridades estaduais.A. Instituto de Meio Ambiente de mato Grosso do Sul – IMASUL e Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Secretaria de Estado de Meio Ambiente.2030 184 . recuperando um bom aspecto estético e mais seguro quanto ao aspecto bacteriológico. Em vista do exposto e visando no futuro manter o Córrego Anhandui livre de poluição por esgotos coletados pelo sistema público de coleta de esgotos de Campo Grande. bem como o acompanhamento da qualidade do corpo receptor. com OD ≥ 2 mgO2/L. no futuro. De modo a se manter o corpo receptor. 60 mgO2/L). a ser localizada a jusante da zona urbana (próximo ao anel rodoviário e à margem PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . reduzindo a DBO do efluente de 60 mgO2/L para aproximadamente 30 mgO2/L (hoje é exigido. de modo a implementar e subsidiar ações para o Enquadramento e Classificação do Córrego Anhanduí. em vista das baixíssimas vazões de diluição deste córrego.. a partir do ponto de lançamento dos esgotos tratados ser enquadrado em classe 4. mesmo se utilizando para o tratamento dos esgotos de Campo Grande as melhores tecnologias de tratamento a custos compatíveis com a realidade nacional. o Córrego Anhanduí é considerado no enquadramento da classe 2 da resolução CONAMA 357/2005. Ações de monitoramento. das Cidades. por um período inicial de dois anos. pela legislação. transferir todos os esgotos coletados para tratamento na ETE Los Angeles. requerendo que o mesmo venha.

A DBO do efluente deverá estar mais próxima de 30 mgO2/l (hoje o exigido é 60 mgO2/l). para instalação de comportas e peneiras de limpeza mecanizada para a remoção de sólidos grosseiros. e 02 em 2ªetapa.esquerda do Córrego Anhandui).  04 calhas Parshall sendo uma para cada canal. com possibilidade de controle e distribuição de vazão para os reatores anaeróbios. e 02 em 2ª etapa.184 habitantes. de limpeza mecanizada. sendo 02 de implantação imediata. sendo 02 de implantação imediata.  01 Caixa divisora de fluxo.  04 canais. desativando gradualmente as atuais ETEs Cabreúva.2030 185 .  04 caixas de areia do tipo tanque quadrado.3.1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO DAS UNIDADES A Estação de Tratamento teve suas unidades dimensionadas para atender uma população equivalente a 984. prevendo-se a implantação em etapas. para remoção de areia. 8.000 CF/100ml. implantação imediata. implantação imediata. para controle de escoamento na grade e medição de vazão.  02 Caixas divisora de fluxo. sendo 02 de implantação imediata. hoje implantadas dentro da área urbana. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . A ETE LOS ANGELES se compõe das seguintes unidades principais:  Caixa de entrada e tranqüilizadora de vazão. e N-amoniacal _ 20 mgN/l. Salgado Filho. Aero Rancho e Mário Covas. implantação imediata. com diferentes níveis de tratamento. 01 implantação imediata e 01 2ª Etapa. com possibilidade de bypass ou distribuição de vazão para os reatores anaeróbios.  01 canal de bypass para desvio dos desarenadores. e 02 em 2ª etapa. NMP de coliformes fecais inferior a 1.

sendo 04 em 1a etapa e 04 em 2ª etapa. com possibilidade de bypass ou distribuição de vazão para os decantadores secundários. para condicionamento e desidratação do lodo.  04 prensas parafuso para desaguamento de lodo.  01 Caixa divisora de vazão.  01 Caixa divisora de vazão. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .  06 decantadores secundários. 1a etapa. 1a etapa. sendo 08 de implantação imediata.  08 filtros biológicos percoladores de alta taxa. 1a etapa. sendo 01 de implantação imediata. 1a etapa. 1a etapa. 1a etapa.2030 186 . com possibilidade de controle da distribuição de vazão para os decantadores secundários. implantação imediata.  01 Casa de desaguamento do lodo.  Estação elevatória e linha de recalque de recirculação de efluente dos filtros biológicos percoladores da caixa de distribuição de vazões para os filtros biológicos. sendo 03 em 1a etapa e 03 em 2ª etapa.  Estação de recalque e linha de recalque dos lodos e de escuma dos reatores anaeróbios para os tanques de armazenamento de lodo. com possibilidade de bypass ou distribuição de vazão para os filtros biológicos percoladores. com possibilidade de controle da distribuição de vazão para os filtros biológicos percoladores.  20 Reatores anaeróbios de manto de lodo e fluxo ascendente do tipo UASB.  01 Caixa divisora de vazão. implantação imediata. sendo 02 de implantação imediata e 02 em 2ª etapa.  01 Caixa divisora de vazão.  04 tanques de armazenamento de lodo. Etapa e 10 em 2ª Etapa. 01 em 1ª etapa e 02 em 2ª etapa. 02 em 1ª.  Estação de recalque e linha de recalque do lodo e escuma dos decantadores secundários da a caixa de distribuição de vazões e para os reatores anaeróbios.

 01 caixa dissipadora de lançamento do efluente final: implantação imediata. as quantidades de material peneirado são estimadas em: PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .0 m³/s. em média. 01 em 1ª etapa e 02 em 2ª etapa.1 Gradeamento / Peneiramento O gradeamento grosseiro será feito na(s) elevatória(s) que alimentarão a ETE Los Angeles. As peneiras escolhidas foram:  Número de unidades = 4  Abertura da peneira = 6 mm  Perda de carga máxima nas peneiras = 40 cm  Largura do canal = 1. 90 L/1000 m³ de esgoto. Serão utilizadas 04 peneiras. cada peneira deverá operar com até 1.  01 Estação elevatória de água de utilidade: implantação imediata. A remoção de sólidos grosseiros de menores dimensões será através do uso de peneiras. ou seja.1.2030 187 .96 m³/s. 01 em 1ª etapa e 2 casas de cloração.  01 Prédio de administração: implantação imediata. precedidas de um rebaixo. sendo 01 de implantação imediata. 01 em 1ª etapa e 02 em 2ª etapa. 01 em 2ª etapa.  04 calhas Parshall para aplicação de desinfetante.  04 câmaras de contato.3. são estimados. diminuindo tais efeitos. O controle do escoamento nas peneiras será feito através de calhas Parshall. com abertura de 6 mm. de modo a remover parte do material que tende a criar escuma e obstrução dos tubos de alimentação dos reatores UASB. Assim. devendo 03 peneiras ter capacidade para a vazão máxima de 2. sendo 01 de implantação imediata. 8. sendo 01 de implantação imediata.6 m Para peneiras com abertura de 5 mm.  04 sistemas de preparo e aplicação de polieletrólitos para desaguamento do lodo. sendo 01 de implantação imediata.

5 Tabela 59: Previsão de material retido nas peneiras ETE Los Angeles Fonte: Águas Guariroba S.1.A.466 6. para controle do escoamento nas peneiras foi a de largura nominal Ln = 122 cm (garganta W = 4’). do tipo caixa de areia de tanque quadrado.857 4. QUANTIDADES DE MATERIAL RETIDO NAS PENEIRAS Vazão Média de esgoto 3 ANO 3 Quantidade retida (m /dia) (m /dia) 2008 51. 8. O transporte de areia para um “container” deverá ser através de uma rosca transportadora do tipo “sem fim”.2 Desarenação Caixas de Areia: Serão utilizados desarenadores gravitacionais.472 7.8 2025 98.097 14.015 e  quarta em 2.805 8. com remoção e concentração da areia retida por meio de equipamento mecanizado.501 6. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .697 10. (2007) O material retido nas peneiras será compactado e irá para “containers” que deverá ser encaminhado para disposição final em aterro sanitário. Implantação das peneiras:  02 unidades em 2.0 2015 76.  terceira unidade em 2.9 2030 (70%) 113.7 2010 66.3. A calha Parshall escolhida.9 2020 86.030.008.2 2030 (100%) 161.2030 188 .

404 2020 1. As taxas de escoamento superficial resultantes serão: Taxas de escoamento superficial nos desarenadores 3 2 ANO Número de caixas de qA (m /m .588 2025 1.814 2030 (70%) 2. Serão utilizados 04 desarenadores do tipo de tanque quadrado. com lados de 7.045 2020 03 788 2025 03 900 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .088 2030 (100%) 2. baseado na vazão máxima afluente à ETE. (2007) Para remoção de areia de diâmetro 0.A.2 mm e ρ = 2.2030 189 .300 m³/m²xdia.958 Tabela 60: Caixa de Areia / Vazões Máximas ETE Los Angeles Fonte: Águas Guariroba S. a taxa de escoamento superficial deve estar entre 600 e 1.221 2015 1. e área superficial AS = 58. ANO VAZÃO MÁXIMA (L/s) 2010 1.06 m² por unidade e área total de 232.dia) areia operando 2010 02 909 2015 02 1.2 m².62 m x 7.65.62 m (25’x 25’).

A.0 2030 (70%) 113.8 Tabela 62: Areia retida nos Desarenadores ETE Los Angeles Fonte: Águas Guariroba S.036 2030 (100%) 04 1. (2007) Quando da parada de uma das unidades para manutenção. implica em operação com taxas de aplicação superficial mais elevadas.6 2025 98. (2007) Disposição final da areia: A areia já concentrada irá para “containers” para ser encaminhada para disposição final em aterro sanitário. porém.3 2020 86. porém.4 2030 (100%) 161.466 2. aceitáveis. 2030 (70%) 03 1. Quantidades de areia retida: Para cidades com bom nível de ruas pavimentadas.000 m3 de esgoto.2030 190 . o valor médio estimado de areia retida é da ordem de 30 L/1.097 4.697 3.472 2.A.100 Tabela 61: Taxas de escoamento superficial nos desarenadores ETE Los Angeles Fonte: Águas Guariroba S. QUANTIDADES DE AREIA RETIDA NOS DESARENADORES ANO Vazão Média de esgoto Quantidade retida 3 3 (m /dia) (m /dia) 2010 66.501 2.0 2015 76. Implantação dos desarenadores: PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .805 3.

865 L/s (6. Os Reatores UASB serão dimensionados para atender a uma vazão média de 1.0 a 6.650 m³/h). de modo a se ter um efluente com DBO 60 mg/L.2 m³ / m².h. para temperaturas elevadas como as de Campo Grande.2 = 8. são dimensionados em função da vazão afluente.1.875 m².650 / 4 = 2.958 L/s (10. podendo em alguns casos chegar a 85% de eficiência. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Os parâmetros a serem observados nos Reatores UASB para se obter eficiência na faixa de 70% de remoção de DBO. para Qmax.650 / 1.qA ≤ 1.714 m³/h) e máxima de 2. para o tratamento de esgoto sanitário.  02 unidades em 2008.3 Tratamento Biológico Anaeróbio – REATORES UASB Reatores: Os Reatores UASB.2030 191 .714 = 53.  Profundidade útil. tem-se: Ap ≥ 10. Assim.0 m. 8. para Qmax. V ≥ 8 * 6. são os seguintes:  Velocidade de passagem do líquido da zona de reação para a zona de decantação vp ≤ 4 m/h. h = 4.3.  Tempo de detenção hidráulico ≥ 5 h para vazão máxima.  Tempo de detenção hidráulico ≥ 8 h para vazão média.663 m².  Taxa de escoamento superficial na zona de decantação . = 10.712 m³. ADEC.  terceira unidade em 2015 e  quarta unidade em 2030.

com as principais características:  Comprimento por Reator = 24.744 m² no total).  Altura útil total = 4.2030 192 . Tempos de retenção para a vazão média: Em 2.6) = 9.001*3.  Largura do Reator = 24.761.761 x 12) / (1.  Volume útil por reator = 2. no total.761 x 12) / (1.7 h para QMED com 08 reatores.6) = 8. Alimentação dos Reatores UASB: É necessário 01 ponto de alimentação para cada 2.0 h para QMED com 09 reatores.0 m² de área de fundo do Reator.5 m.025: td = (2.015: td = (2. Em 2. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . 20 Reatores UASB.0 a 3.761 x 8) / (770*3.020: td = (2.260 m² no total).144*3.2 h para QMED com 10 reatores.761 x 14) / (1. Para atender ao ano de 2030.  Área de passagem para a zona de decantação por reator = 137. serão utilizados.6) = 8. Em 2. Em 2.761 x 10) / (885*3. com 100% de atendimento da população da bacia.010: td = (2.6 m.0 h para QMED com 08 reatores.6) = 8.  Área de decantação por reator = 463 m² (9.25 m².2 m² (2. agrupados 2 a 2.15 m³.6) = 8.2 h para QMED com 08 reatores. Em 2.030 (70%): td = (2.5 m.316*3.  Área do fundo do reator = 600.

UASB (m /dia) 2.310 354 2015 12. Do excesso de lodos ativados enviados aos UASB’s para estabilização.3 m do fundo do reator.030 kg/m³: Remoção de lodo dos UASB’s 3 Ano ∆X (kgSS/dia) ∆XV (kgSSV/dia) QLODO. (2007) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .937 7. Número de pontos de alimentação por reator = 600 / 2.633 8.568 852 Tabela 63: Remoção de lodo dos UASB’s ETE Los Angeles Fonte: Águas Guariroba S.2030 193 . Produção e Remoção de Lodo dos Reatores UASB: A produção de lodo nos UASB’s devido ao esgoto afluente será de: ∆XUASB.A. Cada reator UASB terá 14 caixas de alimentação.498 606 2030 (100%) 26. Serão utilizados 224 pontos de alimentação por reator.528 462 2025 16.0% e ρ = 1.28 kg SS/kg DBOesgoto aplicado aos UASBs.008 548 (só UASB) 384 (só UASB) 18 (só UASB) 2010 10.437 409 2020 14.714 12. sendo ~70% volátil. com teor de sólidos de 3.874 527 2030 (70%) 18.5 = 240.esgoto = 0. Lodo relativo ao retorno dos sólidos do desaguamento – representa ~5% da soma dos lodos devido ao tratamento do esgoto. que irão até ~0. haverá ~25% de redução dos SSV. Lodo total removido dos UASB’s para desaguamento.281 10. De cada caixa de alimentação sairão 16 tubos com 75 mm de diâmetro.314 17.267 9.

5 x produção média (estimado para dias mais quentes nas horas de maior carga afluente).0% e ρ = 1. deverá ser adotada a seguinte produção de gás: PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . estima-se.2030 194 . Lodo total removido dos UASB’s para desaguamento. para remoção de DBO na faixa de 65 a 75% e de DQO de 60 a 70%. Devido ao esgoto e afluente aos UASB’s.000 NLGÁS/kg SSVdestruído Máxima produção de gás = 1. como valores máximos esperados: ∆ VCH4 = 100 a 120 NLCH4/kg DQOaplicada ≈ 110 NLCH4/kg DQOaplicada ∆ VGÁS = 130 a 150 NLGÁS/kg DQOaplicada ≈ 140 NLGÁS/kg DQOaplicada Devido à estabilização do excesso de lodos ativados (30% dos SSV de excesso de lodos ativados): ∆ VCH4 = 650 NLCH4/kg SSVdestruído ∆ VGÁS = 1. Estimativa do Potencial de Produção de gás nos UASB’s: Considerando temperatura dentro dos reatores UASB acima de 18 a 20ºC. para remoção do lodo dos Reatores UASB. com teor de sólidos de 3. Para a escolha dos queimadores de gás. o potencial de produção de gás é o que segue. e descontando-se as perdas de gás com o efluente.030 kg/m³: Serão utilizadas 05 (01 reserva) bombas do tipo rotativas de deslocamento positivo. que o recalcará diretamente para os tanques de recebimento de lodo para desaguamento.

o que faz com que os reatores a serem implantados na ETE Los Angeles também apresentam. será considerada uma eficiência de remoção de DBO no tratamento anaeróbio de cerca de 80%. de ~330 a 350 mgO2/L.547 784 2030 (100%) 13. Cabreúva e Aero Rancho estão apresentando eficiência de remoção de DBO de 80%.356 10.647 7. A concentração de N-NKT do efluente dos reatores UASB será considerada em 51 mgN/L.922 683 2030 (70%) 9. no total.326 9. de acordo com a implantação dos reatores UASB. de ANO 3 3 3 Nm /dia Nm /dia Gás Nm /hora 2008 410 (só UASB) 522 (só UASB) 33 (só UASB) 2010 5.490 8. 05 queimadores de gás.A. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .588 1. pois terão os mesmos procedimentos. ESTIMATIVA DE PRODUÇÃO DE GASES NOS UASB’s Produção de CH4 Produção de Gás Produção Máx. Os reatores UASB existentes.377 392 2015 6. do tipo “Flare” com selo hídrico.482 530 2020 7.576 598 2025 8. como das ETE´s Salgado Filho. A implantação será escalonada.451 17. o que representa uma eficiência de ~10% de remoção de N. operação e controle dos atuais.2030 195 .099 Tabela 64: Estimativa de Produção de Gases nos UASB´s ETE Los Angeles Fonte: Águas Guariroba S. (2007) Queima dos gases: Serão utilizados.600 12. cada um com capacidade para queimar de 100 a 300 Nm3 gás/hora. Qualidade do Efluente dos Reatores UASB: Em vista da concentração da DBO do esgoto afluente. resultando em uma DBO efluente admitida igual a 100 mgO2/L.

Implantação dos UASB’s:  08 em 2008. 8.  mais 01 em 2025. que se encontre em nível inferior ao do respaldo das paredes laterais. cuja capacidade de reservação corresponde a 1. é o bastante a aplicação de tinta látex. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . igualmente revestido com manta de PEAD. Tanques de Armazenamento: São previstos dois tanques de 20.1. sistema de recuperação de produtos em caso de vazamentos e acidentes. O piso será executado em lastro de concreto de 6 cm.3.500 L.50 m de diâmetro e altura útil de 4. O sistema prevê a implantação de diques de contenção de produto. A manta de PEAD deverá recobrir todos os elementos construtivos do interior do dique.8 mm. O revestimento externo das paredes compreende reboco e pintura em látex. em berço de areia com 5 cm de espessura. Os diques de contenção são executados em alvenaria. serão revestidas por manta de PEAD. com estrutura de concreto. com base de 2.2030 196 .00. Deverá dispor de declividade que permita o escoamento de produto (hipoclorito de sódio) em direção ao poço de sucção. Acima deste nível. A declividade será de 2%. tanques de dosagem.10 vezes ao volume dos tanques. Deverão ser assentados sobre laje de concreto.4 Desinfecção O sistema de desinfecção é composto de tanques de armazenamento. Internamente as paredes receberão reboco e. em seguida.  mais 01 em 2030 (para 70% da população). sarrafeado e desempenado de espessura. com espessura de 0. cuja função é a de proporcionar a distribuição dos esforços sobre a laje. confeccionados em PEAD – Polietileno de Alta Densidade.

(2008) ITEM DESCRIÇÃO QUANTIDADE UNIDADE 01 Adaptador rosca/flange cilíndrico 2" 02 pç 02 Niple rosca 2" 10 pç 03 União rosca 2" 10 pç 04 Curva rosca 90 2" 22 pç 05 Tubo PVC rosca 2" 6. O acionamento deverá ser feito a partir de botoeira instalada no quadro de comando.A.2030 197 .00 m 04 barras 06 Registro de esfera rosca 2" 04 pç Válvula de bóia em aço inox conexão 2" - 07 02 pç haste regulável Tabela 66: Alimentação da dosagem Fonte: Águas Guariroba S. Tubos e conexões serão em PVC. devendo-se instalar 02 unidades. com um conjunto motobomba Schneider BC 30 GX motor 1/2 cv trifásica rotor e carcaça PVC. conforme descrito a seguir ITEM DESCRIÇÃO QUANTIDADE UNIDADE 01 Adaptador rosca/flange cilíndrico 2" 02 pç 02 Niple rosca 2" 06 pç 03 União rosca 2" 10 pç 04 Egate rápido . manobras nos registros de esfera.A. (2008) Sistema de recuperação de produto químico Será realizado a partir do dique de contenção. sendo uma reserva. previamente. Tubos e conexões serão em PVC.00 m 03 barras 07 Registro de esfera rosca 2" 02 pç 08 Válvula de retenção 2" 02 pç 09 Tê rosca 2" 01 pç Tabela 65: Alimentação da estocagem Fonte: Águas Guariroba S. conforme descrito a seguir: PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . realizando-se.espera 2" 01 pç 05 Curva rosca 90 2" 10 pç 06 Tubo PVC rosca 2" 6. Sua operação é restrita aos casos de ruptura de um dos reservatórios.

00 m 02 barras 07 Registro de esfera rosca 2" 02 pç 08 Válvula de de pé rosca 2" 02 pç 09 Válvula de retenção rosca 2" 02 pç Bomba Schneider BC 30 GX motor 10 02 pç 1/2 cv trifásica rotor e carcaça PVC Tabela 67: Linha de Recalque Fonte: Águas Guariroba S. internamente. todas as demais conexões empregadas. ITEM DESCRIÇÃO QUANTIDADE UNIDADE 01 Adaptador rosca/flange cilíndrico 2" 02 pç 02 Niple rosca 2" 06 pç 03 União rosca 2" 11 pç 04 Curva rosca 90 2" 09 pç 05 Curva rosca 45 2" 02 pç 06 Tubo PVC rosca 2" 6. Deverão ser possuir fundo em laje de concreto. revestidos.375 L cada. o que isenta o tratamento e destinação de águas pluviais no PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Com exceção da válvula de bóia. A cobertura será executada em estrutura pré-moldada.A. conseqüentemente. com fibra de vidro sobre o reboco. Nesta área estarão dispostas as bombas dosadoras e quadro de comando. para admissão do produto. A área que contem os tanques de dosagem será coberta com laje pré- moldada e isolada da área de armazenamento por uma parede de alvenaria. serão em PVC. evitando a incidência de precipitação a 45º. executados em alvenaria. em aço inox. a fim de que não se varie significativamente a altura manométrica e. com diâmetro de conexão de 2”. O sistema de dosagem deverá conter válvula de bóia. (2008) Tanques de Dosagem São previstos dois tanques prismáticos de 3. Sua função é a de manter um reservatório com nível razoavelmente constante. a vazão da bomba de dosadora. que receberão acabamento em reboco e tinta látex.2030 198 .

no esgoto bruto..885 m³/s)  Ano 2020 ....805 m³/d (1.........2030 199 .........697 m³/d (1.............50E+06 NMP/100 mL t: Tempo de detenção hidráulica na câmara de contato.472 m³/d (1. 98....interior dos diques de contenção.... apresentam concentrações de 4...... 4........ 30 minutos Assim....14 m³/s)  Ano 2030 (70%) ........ não varia e.. a média... Dosagem de Hipoclorito de Sódio Consideram-se as vazões de contribuição da ETE Los Ângeles....... 66....... na câmara de contato: PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .......... A dosagem é dada pela expressão N t = (1 + 0. 113. 161......00E+03 NMP/100 mL No: Número de organismos coliformes no instante t0 .......... em 30 minutos deverão ser dosados........ As telhas a serem empregadas serão do tipo não- metálica..........77 m³/s)  Ano 2015 . podendo ser de fibra de vidro.... 1..50E+07 NMP/100 mL.....23 t )−3 Ct N0 Onde Nt: Número de organismos coliformes em um tempo t.....097 m³/d (1... 86.... concreto ou fibrocimento........ obtida a partir da ETE São Conrado...... 76...466 m³/d (0........501 m³/d (0........87 m³/s) O número de organismos coliformes.... Considerar-se-á a remoção de 1 log para o reator UASB............00 m³/s)  Ano 2025 .......32 m³/s)  Ano 2030 (100%) ... conforme descrito a seguir:  Ano 2010 ...

101.000412 1.483. m³ Onde os volumes V1 e V2.000 30 0. são.037463 mg/L V1 .89 0.281. o seguinte balanço de massa deve ser obedecido: C1V1 = C2V2 C1 .53 1.67 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . obtém-se.140 30 0. as vazões respectivas.Volume de Solução.Concentração da Mistura. (Qete x 1 segundo).885 30 0.123.2030 200 .000312 1.23 1.Volume considerado. consideradas no intervalo de 01 segundo. na realidade. m³ C2 .Concentração da Solução.774 30 0.89 1.4332 mg/L Devemos obter a concentração a seguir. 120 mg/L (12%) V2 .870 30 0.000584 2. de esgoto. para as vazões projetadas da ETE Los Angeles: Volume de Solução em um Q ETE TDH Q solução segundo de dosagem m³/s minutos m³/s L/h 0.64 1.320 30 0. a cada segundo: Ct = 0.037463 mg/L Para que a concentração seja atingida.000356 1.000242 869. Ctt = 67. assim.000276 994. 0.

61 333.83 0.885 994.140 1.870 2.64 429. até o ano de 2015. ou similar.25 KW.123.97 1.24 291.18 704.50 1.112.89 753. com resultados similares aos esperados.16 0. tem-se: Q máxima Q mínima Q máxima Q mínima Q média ETE ETE ETE Dosagem Dosagem m³/s m³/s m³/s L/h L/h 0. assim.774 869.140 1. pode-se corrigir a aplicação destes valores para: Q solução Qete Q solução corrigida m³/s L/h L/h 0.5 a 1.2030 201 .41 1.41 0.71 0.870 2.66 1.21 1.98 1.39 874.12 Determinação das variações de vazão e dosagem As vazões máximas e mínimas dos esgoto pode apresentar variações de 0.67 1.50 1.320 1.06 O sistema de desinfecção requererá inicialmente.287.129. duas bombas dosadoras ETATRON modelo 1P0431BA.000 1. Empiricamente.101.281.95 496.42 1.81 0. para as vazões de projeto.57 1. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . com capacidade de até 512 L/h – potência 60 hz 0.000 1.98 0.483.774 1.50 0.23 858.320 1.885 1.00 1. entretanto.5 da vazão média.408. logo.490.89 582.20 1.53 993.64 666.94 2.33 0. a ETE São Conrado apresenta uma aplicação de cerca de 67% menor que a requerida.51 376.44 999.

Deverão estar associadas, às bombas dosadoras, inversores de freqüência
de 0,50 KW de maneira que se possa variar a dosagem em função da vazão da
ETE.
Recomenda-se a verificação, junto ao fabricante, da menor rotação possível
da bomba dosadora para aplicação de hipoclorito (menor rotação operacional), para
programação do inversor, a 4 mA.

Capacidade de
Consumo diário Relação com o
Ano abastecimento de 2 tanques
médio (L) tanque de 20.5 m³
de 20,5 m³ (d)
2010 13,987.80 68% 2.93
2015 15,993.81 78% 2.56
2020 18,072.10 88% 2.27
2025 20,602.19 100% 1.99
2030
(75%) 23,855.17 116% 1.72
2030
(100%) 33,794.82 165% 1.21
Tabela 68: Relação Consumo/Reservação ETE Los Angeles
Fonte: Águas Guariroba S.A. (2007)

Câmara de Contato de Cloro
Deverá proporcionar um tempo de contato ~30 min para Qmáx = 2.960 l/s,
para a 2ª etapa, com atendimento a 100% da população, resultando:

(2.960 * 3,6) * 30
VC ,CL 2 ≅ = 5.328 m 3
60

VC,Cl2 = 2.520 m3

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 - 2030 202

Serão utilizadas 04 câmaras de contato de cloro, de 1.350 m³ cada, com as
principais dimensões sendo:
 Número de canais = 5
 Comprimento do canal = 45 m
 Largura do Canal = 2,0 m
 Profundidade útil = 3,0 m

t = tempo de contato (minutos)

8.3.1.5 Tratamento da Fase Sólida

As produções de lodo nos UASB’s e no tratamento biológico são
apresentadas a seguir, considerando que o excesso de lodos ativados será
encaminhado aos UASB’s para estabilização, com 30% de redução dos SSV:

Remoção de lodo dos UASB’s
3
Ano ∆X (kgSS/dia) ∆XV (kgSSV/dia) QLODO,UASB (m /dia)
2.008 548 (só UASB) 384 (só UASB) 18 (só UASB)

2010 10.937 7.310 354

2015 12.633 8.437 409

2020 14.267 9.528 462

2025 16.281 10.874 527

2030 (70%) 18.714 12.498 606

2030 (100%) 26.314 17.568 852
Lodo removido dos UASB’s com Teor de sólidos de 3,0 % e ρ = 1.030 kg / m3
Tabela 69: Lodo removido dos UASB’s para desaguamento ETE Los Angeles
Fonte: Águas Guariroba S.A. (2007)

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 - 2030 203

Tanques de Lodo para Desaguamento
Como solução para o tratamento da fase sólida, serão utilizados 04 tanques
de recebimento de lodo, que também poderão ter um efeito adensador e servirão
ainda como poço de sucção para o bombeamento do lodo para os decanters
centrífugos (ou eventualmente prensa parafuso).
Neste caso, são recomendados 04 tanques de recebimento de lodo, com
volume útil mínimo de 220 m3 cada um, permitindo assim 01 dia de retenção do lodo
produzido com uma certa folga. Serão utilizados 04 tanques com volume útil de 220
m3, cada um. Os tanques deverão ter drenos laterais, em sua parte mais alta, para
eventual remoção de líquido sobrenadante.
Para se ter um lodo mais homogêneo para desaguamento, o tanque de lodo
terá misturador. Pode ser utilizado 01 misturador tipo submersível, com potência
estimada em 5 CV por misturador.

Desaguamento do Lodo
Considerando as produções de lodo prevista no Quadro 37 - Lodo removido
dos UASB’s para desaguamento.
Para atender ao final de plano, serão utilizados, 04 decanters centrífugos,
com capacidade de até 12 m3/h (capacidade de 10 a 12 m3/h disponíveis no
mercado) cada, que permite uma operação do desaguamento do lodo de cerca de
18 horas por dia, ou com operação contínua de 03 unidades, ficando 01 de reserva.
Assim, deverão ser utilizados 03 decanters centrífugos para 10 a 12 m3/h cada.
O equipamento para desaguamento deverá produzir uma “torta seca” com
pelo menos 20% de teor de sólidos e centrado com baixa concentração de sólidos
(captura de sólidos de cerca de 95%).

Alimentação das Centrífugas
As bombas de alimentação das centrífugas (ou da prensa parafuso) serão
bombas rotativas de deslocamento positivo (Tipo “Moineau”) com capacidade para
10 a 12 m3/h, para lodo com teor de sólidos de até 4%, utilizando-se uma bomba

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 - 2030 204

para cada centrífuga (ou prensa parafuso), e uma unidade de reserva, com
flexibilidade operacional.
Usar 04 (01 é reserva) bombas acionadas por motor de velocidade variável
(∼150 a 220 rpm), com potência de 7,5 CV, ou modelo similar de outro fabricante.

Necessidade de Polieletrólito
A necessidade de polieletrólito para desaguamento de lodo estabilizado
anaerobiamente, varia de 4 a 8 kg de polieletrólito/1.000 kg de sólidos (peso seco).
O sistema de dosagem de polieletrólito deverá ter capacidade de aplicar até 8 kg
POLIELETRÓLITOS/1.000 kg sólidos.
As quantidades de polieletrólito estimadas para o desaguamento do lodo são
estimadas conforme tabela que se segue, para uma necessidade média de 6 kg de
polieletrólito por 1.000 kg de sólidos.

Lodo para desaguamento Necessidade de polieletrólito
ANO
(kgSS/dia) (kg/dia)

2008 548 (só UASB) 3,5

2010 10.937 40

2015 12.633 76

2020 14.267 86

2025 16.281 98

2030 (70%) 18.714 112

2030 (100%) 26.314 158
Tabela 70: Consumo de Polieletrólito ETE Los Angeles
Fonte: Águas Guariroba S.A. (2007)

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 - 2030 205

Aplicação de Polieletrólito
O polieletrólito será dosado próximo à entrada da centrífuga em um
misturador estático apropriado para misturar o polieletrólito ao lodo. Este misturador
deverá ser fornecido com o decanter. (No caso de uso de prensa parafuso, a
aplicação de polímero é feita em um tanque reator que é fornecido como parte do
equipamento de desaguamento).
O polieletrólito será aplicado diluído a 0,1%. A diluição do polímero para 0,1%
e a aplicação dessa solução de polímero será através de uma unidade automatizada
de diluidor / dosador de polímero em pó.
A máxima aplicação de lodo para cada decanter será para vazão de 12 m3/h
de lodo com teor de sólidos de 4% e ρ = 1.030 kg/m3, ou:
∆Xdecanter = 12 * (0,04 * 1.030) = 494 kg sólidos / hora

Para um máximo de 8 kg Polieletrólito/1.000 kg SS, tem-se:
(8 x 494) / 1000 = 4,0 kg Poliel / hora

Usar 04 unidades (01 para cada centrífuga) do equipamento diluidor dosador,
para até 5 kg/h de polieletrólito em pó, diluído a 0,1%. (O valor usual estimado é de
~2,3 kg/h de polieletrólito em pó). Nesta etapa imediata será instalado uma
contipress e dois tanques.

Mistura da Solução de Polieletrólito ao Lodo
Para o uso de decanter centrífugo, a mistura da solução de polieletrólito será
em um misturador estático, instalado próximo à entrada do decanter. Usar
misturador estático, que deverá ser fornecido juntamente com o decanter centrífugo
(para o caso de prensa parafuso, a mistura é em um tanque reator que deverá ser
fornecido juntamente com o equipamento de desaguamento).
Capacidade de vazão de água para alimentação da unidade de
diluição/dosagem de polieletrólito, com pressão adequada ao equipamento
selecionado → Q = 5 m3/h., por unidade (estimado o valor médio de 2,3 m3/h).

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 - 2030 206

Necessidade de água para diluição/aplicação de polímero para o
desaguamento ≅ até 210 m3/dia de água (média estimada de 100 m3/dia).

Implantação das unidades de desaguamento do lodo:
 2008 – 01 unidades;
 2015 – mais 01 unidade;
 2025 – mais 02 unidade;

Produção de “LODO SECO”
A recuperação de sólidos nas centrífugas (ou nas prensas parafuso) é
estimada em 95% e o lodo desaguado deverá apresentar teor de sólidos de 22%
com ρ ≅ 1.100 Kg/m³.

A produção de lodo seco é estimada em:

QUANTIDADE DE “LODO SECO” VOLUME DA TORTA DE LODO
ANO
(kg) (m³)

2008 521 (só UASB) 2,2 (só UASB)

2010 10.390 42,9

2015 12.001 49,6

2020 13.554 56,0

2025 15.467 63,9

2030 (70%) 17.778 73,5

2030 (100%) 24.998 103,3
Tabela 71: Produção de Lodo Seco ETE Los Angeles
Fonte: Águas Guariroba S.A. (2007)

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 - 2030 207

Pátio de Estocagem de “LODO SECO” Para eventuais necessidades de estocagem de “lodo seco” na ETE. quando necessário. Estas definições de tratamentos complementares serão norteadas pelo monitoramento dos efluentes tratados de modo a atender a legislação pertinente. será reservada uma área mínima de 300 m2. 8. de um tratamento secundário.4 CONCEPÇÃO ETE NOVA CAMPO GRANDE Visando. a Águas de Guariroba se propõe. A qualidade esperada para o efluente da ETE. reduzindo a concentração efluente de DBO para cerca de 30 mgO2/L. Assim. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . em futuro. próxima ao prédio de desaguamento de lodo. após esta série de tratamento subseqüente é uma DBO aproximada de 60 mgO2/L.mais 01. manter o Córrego Imbirussú livre de poluição por esgotos na zona urbana Campo Grande.o último quando necessário. avalia-se a possibilidade de instalação. no entanto. Implantação dos tanques de lodo:  2008 . na bacia contribuinte para a ETE Nova Campo Grande. a ETE poderá ser implantada inicialmente apenas com tratamento biológico anaeróbio e ao longo do tempo receber tratamentos adicionais com tratamento secundário através de filtros biológicos percoladores seguidos de decantadores secundários e desinfecção.  2020 . para tratamento a ser localizada a jusante da zona urbana.  2015 .02 tanques. ao longo dos anos transferir todos os esgotos coletados na área contribuinte desta ETE. em vista do índice de atendimento da população da bacia.2030 208 .

2030 209 .  Abertura da peneira = 6 mm.4. A remoção de sólidos grosseiros de menores dimensões será através do uso de peneiras.  Largura do canal = 0. precedidas de um rebaixo. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . a outra será peneira será implantada em uma segunda etapa no lugar da grade. devendo ter capacidade para a vazão máxima de 340 L/s. prevendo implantação em etapas. Serão utilizadas 02 peneiras.  Perda de carga máxima nas peneiras = 20 cm. O controle do escoamento nas peneiras será feito através de calhas Parshall.4. diminuindo tais efeitos. Na primeira etapa terá apenas uma peneira implantada e uma grade de limpeza manual de barras de abertura de 20mm. As peneiras escolhidas foram:  Número de unidades = 2 (em primeira etapa 01 peneira e 01 grade de limpeza manual com abertura de 20mm. 8.1 Gradeamento / Peneiramento: O gradeamento grosseiro será feito na elevatória que alimentará a ETE Nova Campo Grande. de modo a remover parte do material que tende a criar escuma e obstrução dos tubos de alimentação dos reatores UASB. atendendo a população da bacia do Imbirussú com rede de esgotos. como reserva instalada no canal da segunda peneira). com abertura de 6 mm.1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO DAS UNIDADES O dimensionamento da ETE Nova Campo Grande será para o ano de 2030.9 m.8.1.

051 1. as quantidades de material peneirado são estimadas em: QUANTIDADES DE MATERIAL RETIDO NAS PENEIRAS Vazão Média de esgoto 3 ANO 3 Quantidade retida (m /dia) (m /dia) 2008 6.020. para controle do escoamento nas peneiras foi a de largura nominal Ln = 30 cm (garganta W = 1’). A calha Parshall escolhida.233 0. Para peneiras com abertura de 6 mm.5 2010 6. Assim.9 2030 (70%) 11. em média.6 2015 7. são estimados.7 Tabela 72: Previsão de material retido nas peneiras ETE Nova Campo Grande Fonte : Estudo de Autodepuração – ÁGUAS (2005) O material retido nas peneiras será compactado e irá para “containers” que deverá ser encaminhado para disposição final em aterro sanitário.547 0.2030 210 .0 2030 (100%) 18.544 0.  Mais uma unidade em 2. Implantação das peneiras:  01 unidades em 2.418 1.528 0.008 (junto com grade de limpeza manual). 90 L/1000 m³ de esgoto.7 2020 8.8 2025 10.217 0. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .

O transporte de areia para um “container” deverá ser através de uma rosca transportadora do tipo “sem fim”.2 Desarenação: Caixas de Areia Serão utilizados desarenadores gravitacionais. (2007) Para remoção de areia de diâmetro 0.1.300 m³/m²xdia.4.65. com lados de 4.A.23 m² por unidade e área total de 36.46 m².27 m x 4. As taxas de escoamento superficial resultantes serão: PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .27 m (14’x 14’). a taxa de escoamento superficial deve estar entre 600 e 1.2 mm e ρ = 2. baseado na vazão máxima afluente à ETE.2030 211 . com remoção e concentração da areia retida por meio de equipamento mecanizado. Serão utilizados 02 desarenadores do tipo de tanque quadrado. ANO VAZÃO MÁXIMA (L/s) 2010 120 2015 139 2020 157 2025 188 2030 (70%) 203 2030 (100%) 338 Tabela 73: Caixa de Areia / Vazões Máximas ETE Nova Campo Grande Fonte: Águas Guariroba S. do tipo caixa de areia de tanque quadrado. e área superficial As = 18.8.

quando da parada da unidade equipada com o equipamento mecânico de remoção de areia. No segundo desarenador será implantado apenas a obra civil.dia) areia operando 2010 01 570 2015 01 657 2020 01 742 2025 01 890 2030 (70%) 01 962 2030 (100%) 02 801 Tabela 74:Taxas de escoamento superficial nos desarenadores ETE Nova Campo Grande Fonte: Águas Guariroba S. QUANTIDADES DE AREIA RETIDA NOS DESARENADORES Vazão Média de esgoto Quantidade retida ANO 3 (m /dia) (L/dia) 2008 6. (2007) Inicialmente.000 m3 de esgoto. que poderá ser utilizada eventualmente como desarenador com remoção manual de areia.217 187 2010 6.2030 212 .A. Quantidades de areia retida Para cidades com bom nível de ruas pavimentadas o valor médio estimado de areia retida é da ordem de 30 L/1.544 196 2015 7. apenas uma unidade de desarenação com o equipamento de remoção de areia será implantada. Taxas de escoamento superficial nos desarenadores Número de caixas de 3 2 ANO qA (m /m .547 226 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .

para Qmax.vp ≤ 4 m/h. para o tratamento de esgoto sanitário.2 m³ / m². 8. são dimensionados em função da vazão afluente.4.A.051 332 2030 (100%) 18.  Mecanização da segunda unidade em 2030.207 306 2030 (70%) 11.418 553 Tabela 75:Areia retida nos Desarenadores ETE Nova Campo Grande Fonte: Águas Guariroba S.0 a 6. para Qmax. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . de modo a se ter um efluente com DBO ~ 100 mg/L. 2020 8.h. para temperaturas elevadas como as de Campo Grande.0 m. (2007) Disposição final da areia A areia já concentrada irá para “containers” para ser encaminhada para disposição final em aterro sanitário. Implantação dos desarenadores:  01 unidade completa em 2008 e obra civil da 2ª unidade.2030 213 .  Profundidade útil. são os seguintes:  Velocidade de passagem do líquido da zona de reação para a zona de decantação .3 Tratamento Biológico Anaeróbio – REATORES UASB Os Reatores UASB.  Taxa de escoamento superficial na zona de decantação . Os parâmetros a serem observados nos Reatores UASB para se obter eficiência na faixa de 70% de remoção de DBO.1.528 256 2025 10.qA ≤ 1. h = 4.

 Largura do Reator = 17. Em 2.00 m³.610. Em 2.160 m³.080 m² no total). = 1.5 m.610 x 2) / (87 x 3.2 = 1.6) = 10.  Área de decantação por reator = 270 m² (1. tem-se: Ap ≥ 1.224 / 4 = 306 m².00 m².8 h para QMED com 02 reatores.010 td = (1. Tempos de retenção para a vazão média: Em 2.015 td = (1.  Área de passagem para a zona de decantação por reator = 80 m² (320 m² no total).60 m. com as principais características:  Comprimento por Reator = 20. serão utilizados.6) = 11.  Tempo de detenção hidráulico ≥ 5 h para vazão máxima.  Altura útil total = 4. no total.  Volume útil por reator = 1. com 100% de atendimento da população da bacia.  Tempo de detenção hidráulico ≥ 8 h para vazão média. ADEC.610 x 2) / (76 x 3.224 / 1.020 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .2 h para QMED com 02 reatores.  Área do fundo do reator = 350.224 m³/h).0 m.020 m². V ≥ 8 * 770 = 6. Os Reatores UASB serão dimensionados para atender a uma vazão média de 214 L/s (770 m³/h) e máxima de 340 L/s (1. Assim. 04 Reatores UASB. Para atender ao ano de 2030.2030 214 .

030 (100%) td = (1.030 (70%) td = (1.3 m do fundo do reator.025 td = (1. Em 2. que irão até ~0.0 h para QMED com 02 reatores. De cada caixa de alimentação sairão 14 tubos com 75 mm de diâmetro.2030 215 . haverá ~25% de redução dos SSV. Alimentação dos Reatores UASB É necessário 01 ponto de alimentação para cada 2.esgoto = 0.610 x 3) / (119 x 3. Em 2. Serão utilizados 140 pontos de alimentação por reator.0 a 3. Lodo relativo ao retorno dos sólidos do desaguamento – representa ~5% da soma dos lodos devido ao tratamento do esgoto.4 h para QMED com 04 reatores.5 h para QMED com 04 reatores.6) = 8.610 x 2) / (99 x 3.5 = 140.28 kg SS/kg DBOesgoto aplicado aos UASBs.610 x 04) / (214 x 3.0 m² de área de fundo do Reator. Cada reator UASB terá 10 caixas de alimentação. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . sendo ~70% volátil.610 x 3) / (128 x 3.6) = 09. td = (1. Número de pontos de alimentação por reator = 350 / 2. Em 2.6) = 11. Do excesso de lodos ativados enviados aos UASB’s para estabilização.6) = 10.3 h para QMED com 02 reatores. Produção e Remoção de Lodo dos Reatores UASB A produção de lodo nos UASB’s devido ao esgoto afluente será de: ∆XUASB.

145 55 2030 (70%) 1.255 910 46 2020 1. (2007) Serão utilizadas 05 (01 reserva) bombas do tipo rotativas de deslocamento positivo.030 kg/m³: Remoção de lodo dos UASB’s 3 Ano ∆X (kgSS/dia) ∆XV (kgSSV/dia) QLODO. que o recalcará diretamente para os tanques de recebimento de lodo para desaguamento. como valores máximos esperados: ∆ VCH4 = 100 a 120 NLCH4/kg DQOaplicada ≈ 110 NLCH4/kg DQOaplicada ∆ VGÁS = 130 a 150 NLGÁS/kg DQOaplicada ≈ 140 NLGÁS/kg DQOaplicada PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .0% e ρ = 1.238 60 2030 (100%) 2.965 94 Tabela 76: Remoção de Lodo dos UASB´s ETE Nova Campo Grande Fonte: Águas Guariroba S. Lodo total removido dos UASB’s para desaguamento.917 1. para remoção do lodo dos Reatores UASB.700 1. com teor de sólidos de 3.088 733 35 2015 1. Devido ao esgoto e afluente aos UASB’s. o potencial de produção de gás é o que segue. estima-se.UASB (m /dia) 2010 1. e descontando-se as perdas de gás com o efluente.838 1.418 910 46 2025 1. Estimativa do Potencial de Produção de gás nos UASB’s Considerando temperatura dentro dos reatores UASB acima de 20ºC.A. para remoção de DBO na faixa de 65 a 75% e de DQO de 60 a 70%.2030 216 .

cada um com capacidade para queimar de 20 a 75 Nm3 gás/hora. do tipo “Flare” com selo hídrico. deverá ser adotada a seguinte produção de gás: ESTIMATIVA DE PRODUÇÃO DE GASES NOS UASB’s Produção de CH4 Produção de Gás Produção Máx. (2007) Queima dos gases Serão utilizados. no total.528 1. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .000 NLGÁS/kg SSVdestruído Máxima produção de gás = 1. Para a escolha dos queimadores de gás. Devido à estabilização do lodo aeróbio (25% dos SSV de excesso de lodos aeróbio) ∆ VCH4 = 650 NLCH4/kg SSVdestruído ∆ VGÁS = 1.A.088 68 2030 (70%) 903 1. de ANO 3 3 3 Nm /dia Nm /dia Gás Nm /hora 2010 534 696 44 2015 617 803 50 2020 697 907 57 2025 836 1. 03 queimadores de gás. A implantação será escalonada.5 x produção média (estimado para dias mais quentes nas horas de maior carga afluente).176 73 2030 (100%) 1. de acordo com a implantação dos reatores UASB.996 125 Tabela 77: Estimativa de Produção de Gases nos UASB´s ETE Nova Campo Grande Fonte: Águas Guariroba S.2030 217 .

com cilindros de 900 kg.4. o que representa uma eficiência de ~10% de remoção de N. Sistema de Dosagem de Cloro Será com utilização de cilindros de 900 kg de cloro. Qualidade do Efluente dos Reatores UASB Em vista da concentração da DBO do esgoto afluente.  mais 01 em 2030. resultando em uma DBO efluente admitida igual a 100 mgO2/L. á base de 4 mg/L é: PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .1. utilizando-se um medidor de vazão.224 m³/h ou 6.  mais 01 em 2021. com a dosagem comandada pela vazão de afluente ao tanque de contato de cloro. Para efluentes de sistemas de tratamento anaeróbio. será considerada uma eficiência de remoção de DBO no tratamento anaeróbio de cerca de 70%.2 kg Cl2 / hora.2030 218 . de ~330 mgO2/L. 8.4 Desinfecção A desinfecção será com o uso de gás cloro. a dosagem de cloro é normalmente de cerca de 3 a 5 mg Cl2/L. O consumo médio estimado de cloro. Implantação dos UASB’s:  02 em 2008. com o uso de reatores UASB. Deverá ter capacidade para fornecer até 5 mgCl2/L para a vazão máxima afluente de 340 L/s = 1. A concentração de N-NKT do efluente dos reatores UASB será considerada em 51 mgN/L.

CL 2 ≅ = 612 m 3 60 Será utilizada 01 câmara de contato de cloro. de 615 m³ cada.5 m.  Comprimento do canal = 41 m. com as principais dimensões sendo:  Número de canais = 5 (primeira etapa 03 canais e 02 em 2030).A.207 41 2030 (70%) 11.2030 219 .  Profundidade útil = 2. resultando: (340 * 3.528 34 2025 10.051 44 2030 (100%) 18. (2007) Câmara de Contato de Cloro Deverá proporcionar um tempo de contato ~30 min para Qmáx = 340 L/s.0 m.6) * 30 VC .544 26 2015 7.418 74 Tabela 78: Consumo estimado de Cloro ETE Nova Campo Grande Fonte: Águas Guariroba S. com atendimento a 100% da população.217 25 2010 6.547 30 2020 8. Descloração PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .  Largura do Canal = 1. VAZÃO MÉDIA CONSUMO ESTIMADO DE CLORO ANO 3 (m / dia) (kg Cl2/dia) 2008 6. para o ano 2030.

44 52 min 2. como é o caso.16 51 min 2. as quantidades necessárias estimadas de SO2 são a seguir apresentadas: PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .4 (03 canais) Máxima = 156.5 2020 Média = 98.74 81 min.4 (03 canais) Máxima = 202.0 mg/L de Cl2 residual.70 62 min 2. para tempo de contato superior a 1 minuto.4 2015 Média = 87. 2.0 mg/L de SO2 por 1.e-k.6 2030 (100%) Média = 213.17 48 min 2.20 30 min 2. 2.59 39 min 2.6 Tabela 79: Estimativas da Concentração de Cloro Residual ETE Nova Campo Grande Fonte: Águas Guariroba S.2 (03 canais) Máxima = 120.3 k = constantes de taxas = 0.6 – utilizado 0.3 a 0.003 min-1 t = tempo de contato (minutos) As concentrações de cloro residual estimadas são a seguir apresentadas: AN0 VAZÃO (L/s) Tempo contato Cloro residual (mg/L) 2010 Média = 75. tipicamente 0.4 (03 canais) Máxima = 187.A.35 51 min. (2007) A necessidade de Dióxido de Enxofre Assumindo 1.92 30 min 2.2030 220 . A descloração será pelo uso de dióxido de enxofre. 2. já com o excesso usual.5 2025 Média = 118. para efluente com amônia.4 (05 canais) Máxima = 338.90 33 min 2.58 70 min. As concentrações de cloro residual à saída do tanque de contato de cloro.6 2030 (70%) Média = 127.90 48 min 2.t Onde: CCl = concentração residual de cloro (mg/L) C0 = dosagem inicial de cloro (mg/L) x = constante empírica. pode ser estimada.3 (03 canais) Máxima = 138. por: CCl = C0 (1-x).

a capacidade instalada de dosagem de SO2 será de 3.4 1.59 L/s 2.A.3 17.4 24.5 1.4 20.4 26.2030 221 .547 m /dia 2.4 kg/dia 2015 Máxima = 138. com 30% de redução dos SSV: PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .5 kg/dia 2020 Máxima = 156.9 kg/hora 3 Média = 18. considerando que o excesso de lodos ativados será encaminhado aos UASB’s para estabilização.051 m /dia 2.4 44.2 kg/hora Tabela 80: Consumo de Dióxido de Enxofre ETE Nova Campo Grande Fonte: Águas Guariroba S. Deverão ser utilizados containers de 1.4 kg/dia 2010 Máxima = 120. A dosagem de SO2 deverá ser em um tubo de descarga de efluente final. deverá haver boa mistura.16 L/s 2.5 kg/dia 2025 Máxima = 187.90 L/s 2.4 kg/hora 3 Média = 10.365 kg é de ~10 kg/hora.58 L/s 2.528 m /dia 2.20 L/s 2.207 m /dia 2.se ter 01 container junto ao tanque de contato de cloro.5 1.544 m /dia 2.5 Tratamento da Fase Sólida Lodos Produzidos na ETE As produções de lodo nos UASB’s e no tratamento biológico são apresentadas a seguir. devendo portanto.6 3.365 kg de SO2. A máxima retirada de SO2 por “container” de 1.20 kg/hora. 8.3 kg/hora 3 Média = 8.0 kg/hora 3 Média = 7. No ponto de dosagem.6 1.1.5 kg/dia 2030 (70%) Máxima = 202.8 kg/hora 3 Média = 11.4.2 kg/dia 2030 (100%) Máxima = 338.6 1. ANO VAZÃ0 Cloro residual (mg/L) SO2 Necessário 3 Média = 6.2 14.418 m /dia 2.92 L/s 2. (2007) Da tabela.

pesquisas mais recente sobre o uso de leitos de secagem cobertos com geomantas e com o uso de polieletrólitos. para reserva de área.238 60 2030 (100%) 3.5 kg SS/m2 x ciclo.145 55 2030 (70%) 1. podendo experimentos futuros determinar a vantagem de se utilizar geomantas e polieletrólitos de modo a se diminuir significativamente a área necessária para os leitos de secagem. para 2. podem tornar esta solução interessante.255 846 41 2020 1. o que favorece a utilização desta solução para desaguamento do lodo.0 % e ρ = 1. a área de leitos de secagem. o desaguamento do lodo será através de leitos de secagem.418 910 46 2025 1. (2007) Leitos de Secagem Em vista das condições climáticas favoráveis de Campo Grande. Para fins de reserva de área. Considerando. Ainda.088 733 35 2015 1.838 1. com 15 ciclos de secagem por ano. uma taxa de aplicação de SS em leitos de secagem de 12.030 kg / m3 Tabela 81: Lodo removido dos UASB´s para desaguamento ETE Nova Campo Grande Fonte: Águas Guariroba S.063 2. Remoção de lodo dos UASB’s 3 Ano ∆X (kgSS/dia) ∆XV (kgSSV/dia) QLODO.700 1. para esta ETE a necessidade de uso de desaguamento mecânico do lodo.063 99 Lodo removido dos UASB’s com Teor de sólidos de 3. leitos de secagem e operação tradicionais. seria de: PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .A.UASB (m /dia) 2010 1. com 100% da população da bacia atendida. descartando. será feito o pré-dimensionamento dos leitos de secagem tradicionais.2030 222 .030. permite a implantação em etapas dos leitos de secagem. Ainda. em vista da grande diferença de produção de lodo desde o início da ETE até atingir a capacidade de projeto da mesma.

(2007) Necessidade de Polieletrólito A necessidade de polieletrólito para desaguamento de lodo será determinada pela operação.000 40 Tabela 82: Áreas de leitos de secagem convencionais ETE Nova Campo Grande Fonte: Águas Guariroba S.2030 223 . Produção de “LODO SECO” A “recuperação” de sólidos nos leitos de secagem é estimado em 95% e o lodo desaguado deverá apresentar teor de sólidos de 25% com ρ ≅ 1.0 m  largura = 6.300 22 2030 (70%) 3.000 20 2025 3.0 m  Área por leito = 150 m2  Área útil prevista total de leitos = 6. no total.600 24 2030 (100%) 6.063 x 365) / (15 x 12) = 5. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .700 18 2020 3.A. A = (3.100 Kg/m³.000 m2 ANO Área Necessária (m²) Número de Leitos de Secagem 2010 2. se é interessante o uso de polieletrólito para se diminuir significativamente a área de leitos de secagem. com as principais dimensões:  comprimento = 25.963 m2 Prevendo-se. área para 40 leitos de secagem.400 16 2015 2.

910 10.3 2030 (100%) 2.347 4. A produção de lodo seco é estimada em: QUANTIDADE DE “LODO SECO” VOLUME DA TORTA DE LODO ANO (kg) (m³) 2010 1.9 2025 1.6 Tabela 83: Produção de Lodo Seco ETE Nova Campo Grande Fonte: Águas Guariroba S.8 2015 1. (2007) Pátio de Estocagem de “LODO SECO” Para eventuais necessidades de estocagem de “lodo seco” na ETE.192 4.3 2020 1.A.615 5. próxima ao prédio de desaguamento de lodo.034 3.746 6.9 2030 (70%) 1. será reservada uma área mínima de 300 m2. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .2030 224 .

Não só a implantação da ETE Los Angeles. A projeção apresentada para novas ligações e extensões de rede. desativando. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . a ser localizada a jusante da zona urbana (próximo ao anel rodoviário e à margem esquerda do Córrego Anhanduí).2030 225 . em futuro. Aero Rancho.” Com a antecipação dessas obras. Mário Covas e São Conrado. as atuais ETE´s Cabreúva. implantadas dentro da área urbana de Campo Grande. ao longo dos anos. aumentando a cobertura e/ou acompanhando o crescimento vegetativo. as atuais ETE´s Coophatrabalho e Sayonara. hoje implantadas dentro da área urbana. Em vista do exposto e visando. Essa nova concepção de esgotamento sanitário para o Município de Campo Grande foi chamada de Programa Sanear Morena. a antecipação para 2008 das metas físicas referentes às obras de coleta e tratamento de esgoto doméstico previstas contratualmente para o ano de 2010. mas também a ETE Nova Campo Grande. a cobertura de esgoto de 50% prevista para 2010 se anteceparia para o ano de 2008.CAPÍTULO IX 9 ESCALONAMENTO DAS OBRAS O escalonamento das obras foi elaborado baseando-se no Edital de Concorrência nº 13/1999 e na re-ratificação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 17 de março de 2004 com a Prefeitura e a Águas Guariroba S/A.. O objetivo foi distribuir nos locais de maiores densidades ou peculiaridades atuais. a Águas de Guariroba se propõe. onde previa: “. Salgado Filho. desativando ao longo dos anos. contempla bairros de cada bacia hidrográfica de Campo Grande. ao longo dos anos transferir todos os esgotos coletados para tratamento na ETE Los Angeles (futura).. ocorrida em 09 de novembro de 2005.

Com a re-ratificação do TAC. o Poder Concedente receberá oficialmente o comunicado e a justificativa das devida mudanças. Caso haja alguma alteração na implantação das obras de esgotamento sanitário especificadas nos cronogramas. para acompanhamento das obras previstas. visto que os projetos executivos serão elaborados da época de sua implantação e apresentados ao Poder Concedente para conhecimento. Em agosto de 2007. foi elaborada esta nova revisão. iniciou em 2006 um projeto de ampliação do número de ligações de esgoto na cidade de Campo Grande. em função de características identificadas como prioridade pela Concessionária e/ou pelo Poder Concedente. 9. comparadas às entregues em agosto. e/ou Município de Campo Grande. Ressaltamos que os locais sugeridos poderão ser substituídos por outros. antecipando a meta de cobertura de esgoto de 50% para 2008. Na época da implantação. foi entregue uma minuta para o Poder Concedente para análise e aprovação. em função das prioridades da empresa Águas Guariroba S.1 OBRAS EXECUTADAS ATÉ 2007 Em novembro de 2005 o controle acionário dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário foi repassado. período de 2008 a 2030. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . as localidades sugeridas poderão ser substituídas por outras.2030 226 .A. As obras excluídas e incluídas nesta versão. para os Grupos Bertin e Equipav. dentro da mesma bacia. com a anuência da Prefeitura Municipal de Campo Grande. Foram consideradas as obras executadas até dezembro de 2007. estão destacadas neste capítulo. Em função das alterações solicitadas e muitas obras de esgotamento sanitário já estarem em fase de conclusão. a Águas Guariroba S.A. Os demais períodos estão apresentados de forma sussinta. Para o triênio 2008-2010 foi elaborado um cronograma trimestral.

194 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .600 493 Carandá 56.209 Alves Pereira 50. foi elaborada com a utilização do software de S.2030 227 . Os bairros atendidos com rede coletora de esgoto e ligações domiciliares de 2006 a dezembro de 2007 estão relacionados conforme tabela abaixo: REDE COLETORA DE BAIRROS ATENDIDOS LIGAÇÕES (ud) ESGOTO (m) Moreninha 44.656 404 São Francisco 18.088 Universitário 21.234 3.926 Canguru 9.187 São Lourenço 6. do Cadastro Imobiliário (base 2004) e ainda do cadastro de rede coletora de esgoto. A avaliação das áreas prioritárias para a implantação de rede coletora.807 Macaúbas 13.286 2.185 831 Nasser 25.597 884 Seminário 17.043 Jardim Paulista 47.I.559 Bela Vista 12.654 447 Guanandi 60.635 4.066 478 Monte Castelo 44.554 3.893 Pioneiros 01 43.G (Sistema de Informações Geográficas) “ArcView” a partir do mapa geral da cidade.533 2.845 Cachoeira 12.

411 21.260 Arnaldo Estevão 5.720 Pioneiros 02 5.470 Parati 10.384 Caiçara 3 12.518 Dr.105 Cidade Morena 4.526 TOTAL 641. Umuarama 1.199 Talismã 5.223 285 Jd.061 41 Ferroviários 290 30 Franklin Roosvelt 133 8 Bandeirantes 12.157 Caiçara 02 20.405 Tabela 84: Bairros atendidos com ligações domiciliares de esgoto e rede coletora de esgoto de 2006 a 2007 Fonte: Águas Guariroba S.357 977 Aero Rancho 8. (2008) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .802 Santo Antonio 1 4. Albuquerque 3.2030 228 .326 Oiti 9.A.278 Piratininga 18. REDE COLETORA DE BAIRROS ATENDIDOS LIGAÇÕES (ud) ESGOTO (m) Vespasiano Martins 6.015 Carlota 22.361 Caiçara 01 7.

conforme tabelas abaixo: INTERCEPTORES EXTENSÃO (m) Interceptor ME Anhanduizinho com 5.359 caixa de reunião e dissipação Interceptor MD Prosa 3.753 Interceptor ME Bálsamo 3.678 Tabela 85: Interceptores de esgoto executados de 2006 a dezembro de 2007 Fonte: Águas Guariroba S. Os bairros destacados de azul foram incluídos no Programa Sanear e executados neste ano de 2007.596 Interceptor MD Lageado Montante 3.2030 229 . Alguns bairros foram contemplados somente com a rede coletora de esgoto e as respectivas ligações domiciliares serão executadas em 2008.082 unidades.256 Interceptor MD Lageado Jusante 3.103 Interceptor ME Segredo 3. e a população prevista para 2007 de 740.478 Interceptor ME Lageado 1. tem-se o índice de 45. para o ano de 2007. Também neste período foram executadas as seguintes obras de infra- estrutura de esgotamento sanitario.A. Considerando a taxa de ocupação do IBGE de 3.598 Interceptor MD Bálsamo 3.864 Interceptor MD Anhandui 1. (2008) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .25% de cobertura de esgoto. Com o recadastramento e atualização do banco de dados comercial da empresa e considerando as ligações executadas até dezembro de 2007.197 (Marechal Deodoro-Taquarussu) Interceptor ME do Lagoa 826 TOTAL 31.648 Interceptor ME/MD do Bandeira 1.202 habitantes.56 hab/domicílio. o número de economias cobertas com rede coletora de esgoto soma 94.

− Serviços de terraplenagem. − Construção civil de 02 caixas divisora de fluxo. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . − Construção civil de 01 reator UASB. EEE E LINHAS DE RECALQUE EXTENSÃO (m) % EXCUTADA EEE Los Angeles e Recalque 1.201 Tabela 86: Estações elevatórias de esgoto e linhas de recalque executados de 2006 a dezembro de 2007 Fonte: Águas Guariroba S. Na versão do Plano Diretor de Esgoto de agosto/2007 as obras executadas em 2006 e até 31/07/2007 estão todas descritas neste item 9. desarenador mecanizado tipo caixa. (2008) As obras destacadas de azul foram incluídas no Programa Sanear Morena.2030 230 . As obras da ETE Los Angeles foram iniciadas neste período. Todas as obras citadas terão suas etapas concluídas em 2008. medição de vazão. − Tratamento Prelimiar: construção da caixa de reuinião.1 – Obras executadas até 2007.00% EEE Moreninhas 17. 21% de toda estrutura.27% Emissário por Recalque ME Anhandui (EEE 382 04) Emissário por Gravidade da Caixa Esmeralda 594 Emissário por Recalque da EEE Moreninha 633 TOTAL 3.A. As obras executadas até dezembro de 2007 estão demostradas na planta 4. Foram realizadas as seguintes intervenções: − Locação da obra. sendo executado até dezembro de 2007. gradeamento mecanizado.592 50.49% Caixa de reunião e dissipação Esmeralda 58.

− Readequação da EEE 02 e linha de recalque – Não será necessário execução pois o Interceptor ME Anhanduizinho foi implantado próximo ao local e será interligado por gravidade. − EEE ME Lageado – Não será necessário execução. − Readequções das EEE 03. 04. − EEE Junção Lageado e Bálsamo – Não será necessário executar. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .2030 231 . na versão de agosto/2007 sofreram algumas alterações. 06 e 10 e respectivas linhas de recalque – Remanejadas para 2008 em função da antecipação de obras de rede coletora de esgoto previstas para 2008 e executadas em 2007. As obras a serem executadas em 2007. sendo: − ME do Segredo (Conduto Forçado) – Remanejada para 2010 em função da desativação da ETE Cabreúva no ano de 2011. − EEE Junção Anhanduizinho e Lageado – Alterado o nome para EEE Los Angeles. pois o Interceptor do Lageado seguiu por gravidade. − EEE MD Anhanduizinho – Alterado o nome para EEE Guanandi e remanejada para 2008 em função da antecipação de obras de rede coletora de esgoto previstas para 2008 e executadas em 2007. pois o Interceptor do Bálsamo interligou ao Interceptor do Lageado por gravidade.

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A ETE Nova Campo Grande na região do Imbirussú / Serradinho será implantada com capacidade de 100 l/s (02 reatores de 50 l/s) e estará operando em 2010. A região do Imbirussú / Serradinho também será priorizada nesse triênio. No ano de 2008 as ETE´s São Conrado (capacidade de 20 l/s) e Mario Covas (capacidade de 20 l/s) serão desativadas.9. Para 2008 estão previstos a execução de travessias na margem esquerda do Córrego Imbirussú e travessias na margem direita do Córrego Serradinho. com capacidade de 720 l/s. No ano de 2010 as ETE´s Salgado Filho (400 l/s). Já foi iniciada a implantação de 38. As obras das travessias serão executadas em função das obras de asfaltamento da Prefeitura Municipal de Campo Grande – Programa de Recuperação das áreas degradadas do Córrego Imbirussú – iniciando na Rua Euler de Azevedo e terminando na Rua Duque de Caxias.129 ligações domiciliares de esgoto previstas para o ano de 2008. Em 2009 a ETE Aero Rancho. A ETE Los Angeles contará com 08 reatores do tipo UASB em pleno funcionamento.2030 233 . A planta 05 mostra os locais onde serão executadas as travessias com rede coletora de esgoto. Serão executadas neste triênio as seguintes obras de infra-estrutura de esgotamento sanitário: PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . com capacidade de 40 l/s será desativada. Coophatrabalho (19 l/s) e Sayonara (5 l/s) serão desativadas.2 TRIÊNIO 2008-2009-2010 Nesse triênio serão atendidos os bairros contemplados no Programa Sanear Morena e priorizada as áreas próximas às regiões atendidas com infra-estrutura de esgotamento sanitário. evitando assim que o asfalto seja danificado posteriormente.

286 Macaúbas 1.470 1.431 927 Monte Castelo 5.155 São Francisco 3. PREVISTO 2008 PREVISTO 2009 PREVISTO 2010 BAIRROS ATENDIDOS REDE COLETORA DE LIGAÇÕES REDE COLETORA DE LIGAÇÕES REDE COLETORA DE LIGAÇÕES ESGOTO (m) (ud) ESGOTO (m) (ud) ESGOTO (m) (ud) Moreninha 1.053 Nasser 205 166 Guanandi 2.865 Alves Pereira 4.194 Piratininga 4.248 Arnaldo Estevão 510 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .937 4.933 Dr.521 Canguru 340 2.370 1. Albuquerque 314 Pioneiros 02 345 Parati 1.760 Universitário 1.009 3.2030 234 .134 Pioneiros 01 1.194 Caiçara 02 1.001 Vespasiano Martins 402 573 Caiçara 01 1.

PREVISTO 2008 PREVISTO 2009 PREVISTO 2010 BAIRROS ATENDIDOS REDE COLETORA DE LIGAÇÕES REDE COLETORA DE LIGAÇÕES REDE COLETORA DE LIGAÇÕES ESGOTO (m) (ud) ESGOTO (m) (ud) ESGOTO (m) (ud) Caiçara 3 1. (2008) Os bairros destacados de azul foram incluídos no Programa Sanear Morena.935 Sto.201 Talismã 601 Santo Antonio 1 13.266 721 12.530 5.851 2.2030 235 .A.276 Tabela 87: Bairros que serão atendidos com rede coletora de esgoto e ligações domiciliares 2008-2010 Fonte: Águas Guariroba S. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .682 Sto. Antonio 2 7.324 9.497 1.998 38.129 41.502 655 17.710 4.100 873 Bandeirantes 19 Aero Rancho 680 1.288 1.651 Alphaville 130 130 TOTAL 51.709 Panamá 5.050 97.544 67.942 2.529 Carlota 10.193 Oiti 845 703 Rita Viera 8. Amaro 860 28.506 1.

620 Interceptor Coletor Tronco Lagoa 1.00% EEE Guanandi 500 100.A.423 Interceptor ME do Imbirussu 5.592 9.2030 236 .00% EEE Cabaças 750 100.194 Interceptor MD do Serradinho 1.00% Readequação EEE 06 835 100. PREVISTO PREVISTO 2008 PREVISTO 2009 2010 EEE E LINHA DE RECALQUE EXTENSÃO % EXTENSÃO % EXTENSÃO (m) EXECUTADA (m) EXECUTADA (m) Readequação EEE 03 68 100.480 TOTAL 13.621 Tabela 88: Interceptores a serem executados no triênio 2008-2010 Fonte: Águas Guariroba S.900 Interceptor ME do Lagoa 4.00% EEE Bandeira 340 100.947 Interceptor MD Imbirussu 2.00% Readequação EEE 10 890 100.51% PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . PREVISTO 2008 PREVISTO 2009 INTERCEPTORES EXTENSÃO (m) EXTENSÃO (m) Travessias Imbirussú 809 Travessias Serradinho 457 Interceptor Prolongamento ME Segredo 1.00% EEE Los Angeles e Recalque 49. (2008) Os Interceptores destacados de azul foram incluídos no Programa Sanear Morena.383 Interceptor ME/MD do Bandeira 4.00% Readequação EEE 04 2.713 100.

00% EEE Afranio Fialho 325 100.Lagoa 1.100 100. PREVISTO PREVISTO 2008 PREVISTO 2009 2010 EEE E LINHA DE RECALQUE EXTENSÃO % EXTENSÃO % EXTENSÃO (m) EXECUTADA (m) EXECUTADA (m) Readequação EEE 18 470 100.73% EEE Imbirussu 365 100.00% Caixa de reunião e dissipação 100.00% Caixa de reunião e dissipação 161 42. (2008) As Estações Elevatórias de Esgoto e linhas de recalque destacadas de azul foram incluídas no Programa Sanear Morena.245 260 Tabela 89: Estações Elevatórias de Esgotos e linhas de recalque a serem implantadas no triênio 2008- 2010 Fonte: Águas Guariroba S. Antônio I 280 100.00% EEE Moreninhas 17 82.300 100.00% EEE Panamá 380 100.00% Readequação EEE 12 3.2030 237 .00% Imbirussú Emissário por Recalque em 260 Conduto Forçado ME Segredo Emissário por Recalque da Interligação da EEE 16 a EEE 90 28 TOTAL 13.A.284 1.00% EEE Oitti 520 100.250 100.00% EEE Santo Antonio 02 175 100.00% EEE 28 .00% EEE St. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .00% Esmeralda EEE Arnaldo Estevão 1.

na versão do Plano Diretor de Esgoto de agosto de 2007.2030 238 . pois o Interceptor ME Lagoa foi implantado próxima à EEE e a mesma será interligada por gravidae não havendo necessidade de readequação. − Bairros Santo Antonio 02 e Panamá – Remanejados para 2009 em função da antecipação das obras de rede coletora de esgoto. porém para este ano serão executadas as travessias em função das obras de pavimentação asfáltica da prefeitura Municipal de Campo Grande. sofreram algumas alterações.A. − Readequação da EEE 16 e linha de recalque – Não será preciso a execução dessa obra.00% (02 reatores de 50 ETE Nova campo Grande l/s) 79% (08 reatores de 90 ETE Los Angeles l/s) Tabela 90: Estação de Tratamento de esgoto a serem executadas 2008-2010 Fonte: Águas Guariroba S. 2008 2009 ETE % EXECUTADA % EXECUTADA 100. Parati. − Readequação da EEE 17 e linha de recalque – Não será preciso a execução dessa obra. (2008) As obras a serem implantadas no período 2008-2010 estão discriminadas na planta 05 e no cronograma abaixo. Piratininga. 02 e 03. e Biênio 2009-2010. Arnaldo Estevão e Oiti – Antecipadas para o ano de 2007. sendo: − Bairros Pioneiros 02. − Interceptor ME Imbirussu e MD Serradinho – Serão executados em 2009. Carlota. pois será executada a interligação da EEE 16 à EEE 28 no final do Interceptor ME Lagoa. já descrito neste capítulo. As obras previstas para 2008. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Caiçara 01. Santo Antonio 01.

− ETE Nova Campo Grande. Batistão (SC 79) e Coophavila II (SC 80) – Substituídos pelos bairros inclusos no Programa Sanear Morena. O TAC será atendido antes do término de 2008. − EEE e linha de recalque Coophavila II – Substituídos pelo Interceptor ME Lagoa no período 2002-2026 em função da antecipação e inclusão das obras para 2008. assim como as obras para atendimento da região Imbirussú – Remanejadas para 2009 e 2010 em função da antecipação e inclusão das obras de rede coletora de esgoto.2030 239 . multiplicados pela taxa de ocupação (adotamos a taxa divulgada pelo IBGE de 3. Os próximos períodos serão detalhados na época de sua execução. a cobertura de esgoto passará para 62. Abaixo o cronograma para acompanhamento das obras a serem executadas no triênio 2008-2010. Com o acréscimo das ligações em 2008.28%. A cobertura de esgoto é calculada em função das economias residenciais de esgoto mais os acréscimos de ligação. − Bairros Recanto dos Pássaros (setor comercial SC 72). PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .56 hab/domicílio) e dividida pela população adotada para o ano corrente.

682.423 2.05 .96 .06 .118.84 17.205. - Rede Coletora de Esgoto Guanandi 2.19 . 5. - Rede Coletora de Esgoto Talismã 601 117.900 859.51% 2.651 3.942 2.45 - Interceptor MD do Serradinho .38 5. - EEE Bandeira 100.47 . - Rede Coletora de Esgoto Rita Viera 8. (2008) PREVISTO 2008 PREVISTO 2009 PREVISTO 2010 OBRA REDE COLETORA / PREVISÃO REDE COLETORA / PREVISÃO REDE COLETORA / PREVISÃO 1º TRIMESTRE 2º TRIMESTRE 3º TRIMESTRE 4º TRIMESTRE LIGAÇÕES 1º TRIMESTRE 2º TRIMESTRE 3º TRIMESTRE 4º TRIMESTRE LIGAÇÕES 1º TRIMESTRE 2º TRIMESTRE 3º TRIMESTRE 4º TRIMESTRE LIGAÇÕES INTERCEPTOR / LINHA DE INVESTIMENTOS INTERCEPTOR / LINHA DE INVESTIMENTOS INTERCEPTOR / LINHA DE INVESTIMENTOS (JAN-MAR) (ABR-JUN) (JUL-SET) (OUT-DEZ) (ud) (JAN-MAR) (ABR-JUN) (JUL-SET) (OUT-DEZ) (ud) (JAN-MAR) (ABR-JUN) (JUL-SET) (OUT-DEZ) (ud) RECALQUE / % ETE / % EEE (R$/1. - Rede Coletora de Esgoto Caiçara 3 1.470 1.47 .374.60 . - Rede Coletora de Esgoto Santo Antonio 1 13.878.980.63 . Tabela 96: Cronograma para acompanhamento das obras previstas para 2008-2010 Fonte: Águas Guariroba S. - Rede Coletora de Esgoto Alphaville .709 3.947 1.629.15 .053 2.35 . - Rede Coletora de Esgoto Canguru 340 2.47 .00% 61. - Rede Coletora de Esgoto Dr. 2.00% 156. - Readequação EEE 04 100.865 878.374.248 876.53 67. - Caixa de reunião e dissipação Esmeralda 42.73 . - Rede Coletora de Esgoto Vespasiano Martins 402 573 259.05 .507.00% 2. - Rede Coletora de Esgoto Caiçara 01 1.00% 707. - Rede Coletora de Esgoto Universitário 1.00 2.00% 505.00% 626.24 Rede Coletora de Esgoto Sto. - Rede Coletora de Esgoto Pioneiros 02 345 268.410.80 1.480 1.330.000) Rede Coletora de Esgoto Moreninha 1.45 .30 . - Readequação EEE 12 100.61 . - Rede Coletora de Esgoto Aero Rancho 680 1.001 426. - Readequação EEE 06 100.051.83 . - Travessias Serradinho 457 253. 7. - Interceptor ME do Imbirussu .17 .620 1.383 357. - Rede Coletora de Esgoto Parati 1.48 .147.55 .385.544 3.01 .11 - Interceptor MD Imbirussu .00% 454.155 1.000) RECALQUE / % ETE / % EEE (R$/1.672.199.201 921.30 .497 1.26 .52 130.00% 445. - Rede Coletora de Esgoto Bandeirantes 19 39.009 3.074.271.39 .760 1. - Rede Coletora de Esgoto Macaúbas 1.92 .00% 346.33 .33 . - Rede Coletora de Esgoto Piratininga 4. - Rede Coletora de Esgoto Pioneiros 01 1. - EEE Guanandi 100.502 655 998. 130 71.90 . - EEE Moreninhas 82.18 .851 2.935.530.00% 564.46 Rede Coletora de Esgoto Sto. - Readequação EEE 10 100. 1. Antônio I 100.Lagoa 100.00 . - Rede Coletora de Esgoto Alves Pereira 4.73% 428.35 .937 4.02 .505. - Interceptor Prolongamento ME Segredo 1. - Rede Coletora de Esgoto São Francisco 3.079. - EEE St.47 .39 . - Readequação EEE 18 100.52 28.26 . Antonio 2 .193 766.A.194 2.00 71.00% 147.52 Travessias Imbirussú 809 448.87 .521 2. - Rede Coletora de Esgoto Oiti 845 703 96.45 .00% 171. - 1/2 .72 . - Interceptor ME do Lagoa 4.00 8.266 721 1.94 .21 - Readequação EEE 03 100.944.00 2.66 . - Rede Coletora de Esgoto Panamá .286 789. - EEE Arnaldo Estevão 100.00% 177. Albuquerque 314 214. - Rede Coletora de Esgoto Nasser 205 166 165. - EEE Cabaças 100.81 . 5. - EEE Los Angeles e Recalque 49.53 1.194 1.83 .134 748. - Interceptor Coletor Tronco Lagoa 1. - Rede Coletora de Esgoto Monte Castelo 5.78 . Amaro 860 103. - EEE 28 .63 Rede Coletora de Esgoto Carlota 10.100 873 1.933 1.58 . - Interceptor ME/MD do Bandeira 4. - Rede Coletora de Esgoto Caiçara 02 1.616.80 .000) RECALQUE / % ETE / % EEE (R$/1.53 12.194 468.287.626.17 .370 1.431 927 964.15 .529. - Rede Coletora de Esgoto Arnaldo Estevão 510 356.

Antonio I 280 95.225.129 78. .12 .00% 472.624.300. 100.100 312. - Emissário por Recalque EEE 22 Cabaças 750 257.683. 365 164. - a EEE 28 Emissário por Recalque EEE Sto.74 - ETE Nova campo Grande .815.00% 472.32 .00% 383. - Emissário por Recalque da EEE.00% 472.84 OBS: A ETE Cabreúva será desativada no ano de 2011 LEGENDA: ME = Margem Esquerda MD = Margem Direita EEE = Estação Elevatória de Esgoto ETE = Estação de Tratamento de Esgoto 2/2 .74 . - Emissário por Recalque Reversão Bacia Lagoa 1.74 52.889 38.000) RECALQUE / % ETE / % EEE (R$/1.61 - Desativação ETE´s existentes São Conrado Mario Covas Aero Rancho Salgado Filho Sayonara Coophatrabalho TOTAL 78.249. - Emissário por Recalque da EEE18 470 485. 100.83 .84 .35 .050 20. - EEE Santo Antonio 02 .32 - Caixa de reunião e dissipação Imbirussú .08 . - Emissário por Recalque da EEE Afrânio Fialho .713 3. 100. 175 78.A.000) EEE Imbirussu . - Emissário por Recalque da EEE 12 3. 380 170.32 - Emissário por Recalque em Conduto Forçado ME .11 .276 13.74 141.84 .00 Segredo Emissário por Recalque ME Anhandui (EEE 04) 2. - Emissário por Recalque ME Anhandui (EEE10) 890 396. - Emissário por Recalque Imbirussu .300 687.250 911. - 23) Emissário por Gravidade da Caixa Esmeralda 161 302.Guanandi (EEE- 500 321. - Emissário por Recalque do Bandeira 340 142.88 ETE Los Angeles 79% 26.94 .32 - EEE Panamá . .00% 472. (2008) PREVISTO 2008 PREVISTO 2009 PREVISTO 2010 OBRA REDE COLETORA / PREVISÃO REDE COLETORA / PREVISÃO REDE COLETORA / PREVISÃO 1º TRIMESTRE 2º TRIMESTRE 3º TRIMESTRE 4º TRIMESTRE LIGAÇÕES 1º TRIMESTRE 2º TRIMESTRE 3º TRIMESTRE 4º TRIMESTRE LIGAÇÕES 1º TRIMESTRE 2º TRIMESTRE 3º TRIMESTRE 4º TRIMESTRE LIGAÇÕES INTERCEPTOR / LINHA DE INVESTIMENTOS INTERCEPTOR / LINHA DE INVESTIMENTOS INTERCEPTOR / LINHA DE INVESTIMENTOS (JAN-MAR) (ABR-JUN) (JUL-SET) (OUT-DEZ) (ud) (JAN-MAR) (ABR-JUN) (JUL-SET) (OUT-DEZ) (ud) (JAN-MAR) (ABR-JUN) (JUL-SET) (OUT-DEZ) (ud) RECALQUE / % ETE / % EEE (R$/1. 97.00% 6.22 - Emissário por Recalque Panamá .58 .00% 472. . .32 - EEE Afranio Fialho .42 .84 .08 .95 . - Emissário por Recalque da EEE Moreninha 17 14. 100. - Emissário por Recalque ME Anhandui (EEE06) 835 349.23 - Emissário por Recalque da EEE Santo Antônio 02 .23 . - Emissário por Recalque ME Anhandui (EEE03) 68 106.583 9.582 4.30 .44 .32 - EEE Oitti 100. Tabela 96: Cronograma para acompanhamento das obras previstas para 2008-2010 Fonte: Águas Guariroba S. - Emissário por Recalque da Interligação da EEE 16 90 201. - Emissário por Recalque da EEE Arnaldo Estevão 1. 325 146. 100. 259. 100.000) RECALQUE / % ETE / % EEE (R$/1.97 - Emissário por Recalque Oitti 520 76.

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9.. que é: “. contados do Termo de Transferência dos Serviços. visto que essas regiões já possuem infra-estrutura de esgotamento sanitário. SETOR COMERCIAL REGIÕES ATENDIDAS 1 Centro 2 Cachoeirinha 3 Vivendas do Bosque 4 Coophafé 5 Esplanada 6 Amambaí 7 Carvalho 8 Jardim São Bento 9 Ibirapuera 10 Cidade Jardim Parque das Nações 11 Índigenas 12 Carandá Bosque 13 Giocondo Orsi 14 Monte Castelo 15 Planalto 16 Vila Sobrinho 17 Vila Alba 19 Vila Taveiropólis PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . A ETE Cabreúva (100 l/s) será desativada no ano de 2011.até o 252º (ducentésimo quinquagésimo segundo) mês.. conforme regiões dos setores comerciais abaixo.2030 243 . foi considerado o crescimento vegetativo das regiões providas de coleta e tratamento de esgoto até esta data e os bairros próximos às regiões atendidas pelo Programa Sanear Morena. ou seja. Para esse período serão implantadas 13. até outubro de 2021 a cobertura de esgoto deve ser de 60%. As obras para esse período estão discrimanadas na planta 06.3100 metros de rede coletora de esgotos.3 PERÍODO 2011-2021 Para alcançar a meta estabelecida no Edital de Concorrência nº 13/1999 da Prefeitura Municipal de Campo Grande/MS.434 ligações domiciliares de esgoto e 95. o sistema de esgotamento sanitário deverá atender no mínimo a 60% da populção urbana”.

20 Marcos Roberto 21 Jardim América 22 Vila Progresso 23 Mansur 25 Flamboyant 27 Vila Futurista 28 Mata do Jacinto 29 Vila Margarida 30 Estrela do Sul 31 Otávio Pécora 32 São Francisco 33 Coophasul 41 Parque União 42 Buriti 43 Coophamat 44 Nova Bandeirantes 45 Guanandí 46 Aero Rancho I e II 47 Piratininga 48 Conjunto Paratí 49 Jardim Mansões 50 Santa Eugenia 51 Coopharádio 55 Maria Aparecida Pedrossian 61 Novos Estados 62 Área Verde 63 Nova Lima 66 Jardim Presidente 67 Talismã 68 Seminário 82 Aero Rancho 83 Centenário 85 Pioneiros 86 Universitária 87 Alves Pereira 88 Universitário 91 Cidade Morena 92 Moreninhas 93 Bálsamo 94 Marajoara 95 Los Angeles 96 Dom Antônio Barbosa Tabela 92: Regiões atendidas com esgotamento sanitário no período 2011-2021 Fonte: Águas Guariroba S.2030 244 .A. (2008) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .

(2008) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .2030 245 .A.500 (m) ME Segredo Interceptor ME Segredo 2. PREVISTO INTERCEPTORES / EEE 2011-2021 Interceptor Continuação Prolongamento 1.175 (m) EEE Continuação Prolongamento ME 01 (ud) / 300 m Segredo EEE ME Segredo 01 (ud) / 300 m Tabela 93: Interceptores e EEE a serem executados no período 2011-2021 Fonte: Águas Guariroba S.

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em outubro de 2026 a cobertura de esgoto deve ser de 70%.2030 247 .4 QUINQUÊNIO 2022-2026 Para alcançar a meta estabelecida no Edital de Concorrência nº 13/1999 da Prefeitura Municipal de Campo Grande/MS. ou seja. contados do Termo de Transferência dos Serviços. que é: “. conforme regiões dos setores comerciais abaixo: SETOR REGIÕES ATENDIDAS COMERCIAL 23 Mansur 41 Parque União 42 Buriti 46 Aero Rancho I e II 48 Conjunto Paratí 50 Santa Eugenia 51 Coopharádio 52 Rita Vieira 76 Santa Emília 77 Portal Caiobá 78 Tijuca I e II 79 Batistão 80 Coophavila II 81 Tarumã 82 Aero Rancho 83 Centenário 87 Alves Pereira 89 Campina Verde 90 Itamaracá PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .até o 312º (tricentésimo décimo segundo) mês. o sistema de esgotamento sanitário deverá atender no mínimo a 70% da populção urbana”. Para esse período serão implantadas 41.527 ligações domiciliares de esgoto e 415. visto que essas regiões já possuem infra-estrutura de esgotamento sanitário...270 metros de rede coletora de esgotos. foi considerado o crescimento vegetativo das regiões providas de coleta e tratamento de esgoto até esta data e os bairros próximos às regiões atendidas pelo Programa Sanear Morena.9.

295 Interceptor MD Lageado 5.A.310 Tabela 95: Interceptores a serem executados no período 2022-2026 Fonte: Águas Guariroba S.A.125 Interceptor ME Bálsamo 4.A.2030 248 .525 Interceptor MD Bálsamo 1.000 Interceptor ME Lagoa 4. (2008) As obras de infra-estrutura de esgotamento sanitário para esse período são: EXTENSÃO (m) INTERCEPTORES PREVISTA Interceptor ME Bandeira 1. (2008) QUANTIDADE (ud) / EXTENSÃO (m) EEE / LINHAS DE RECALQUE PREVISTA EEE MD Bálsamo 01 / 200 EEE ME Lageado Montante 01 / 200 EEE MD Lagoa 01 / 250 EEE ME Lagoa 01 / 1.385 Interceptor MD Anhanduí 2.400 EEE Lagoa-Anhanduí 01 / 200 Tabela 96: EEE e linhas de recalque a serem executados no período 2022-2026 Fonte: Águas Guariroba S.830 Interceptor MD Lagoa 2.305 Interceptor ME Lageado 1.300 Interceptor Lagoa-Anhanduí 1. (2008) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . SETOR REGIÕES ATENDIDAS COMERCIAL 91 Cidade Morena 92 Moreninhas 93 Bálsamo 94 Marajoara Tabela 94: Regiões atendidas com esgotamentio sanitário no período 2022-2026 Fonte: Águas Guariroba S.

(2008) As obras para esse período esão listadas abaixo e discrimanadas na planta 07. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .A. ETE AMPLIAÇÃO PREVISTA ETE Los Angeles 01 reator de 90 l/s Tabela 97: ETE a ser ampliada no período 2022-2026 Fonte: Águas Guariroba S.2030 249 .

.

A. O total de ligações domiciliares de esgoto a serem executadas de 2027 a 2030 será de 12. (2008) As obras a serem implantadas nesse período estão discriminadas na planta 08. o atual escalonamento (2027- 2030) considerou o crescimento vegetativo das regiões providas de coleta e tratamento de esgoto até esta data para atendimento da meta contratual de 70% de cobertura de esgoto. A planta 09 detalha todas as obras escalonadas do período 2007-2030.2030 251 . (2008) ETE AMPLIAÇÃO PREVISTA ETE Los Angeles 01 reator de 90 l/s ETE Nova Campo Grande 02 reatores de 50 l/s Tabela 99: ETE a ser ampliada no período 2027-2030 Fonte: Águas Guariroba S.A.5 QUADRIÊNIO 2027-2030 O ultimo período da Primeira Revisão do Plano Diretor do Sistema de Esgotamento Sanitário contemplará as regiões restantes de Campo Grande.9. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . E da mesma forma que os outros períodos.873 unidades nas seguintes localidades previstas: SETOR COMERCIAL BAIRROS ATENDIDOS 34 Parque Laranjeiras 36 Santa Carmélia 37 Coophatrabalho 38 Panamá 39 Petropólis 72 Recanto dos Pássaros 73 Popular 74 Nova Campo Grande Tabela 98: Bairros atendidos com esgotamento sanitário no período 2027-2030 Fonte: Águas Guariroba S.

A. A tabela abaixo apresenta as taxas de cobertura de esgoto atingidas para cada período descrito deste Plano Diretor de Esgoto: COBERTURA DE ANO ESGOTO (%) 2007 45.00% Tabela 100: Cobertura de esgoto período 2007-2030 Fonte: Águas Guariroba S.90% 2010 65.00% 2026 70. (2008) PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .28% 2009 62.25% 2008 62.00% 2030 70.87% 2021 60.2030 252 .

9.6 AMPLIAÇÕES E INVESTIMENTOS

A seguir apresentamos os investimentos previstos e as obras de infra-
estrutura para o período 2006-2030.

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 - 2030 255

2006-2007 2008-2010 2011-2021 2022-2026 2027-2030 TOTAL

INTERVENÇÕES FINANCEIRO FINANCEIRO FINANCEIRO FINANCEIRO FINANCEIRO FINANCEIRO
FÍSICO FÍSICO FÍSICO FÍSICO FÍSICO FÍSICO
(R$/1.000.000) (R$/1.000.000) (R$/1.000.000) (R$/1.000.000) (R$/1.000.000) (R$/1.000.000)

LIGAÇÕES (ud) 21.405 51.455 13.434 41.527 12.873 140.694
79,16 47,65 18,93 73,11 22,66 241,50
REDE COLETORA (m) 641.411 192.298 95.310 415.270 128.730 1.473.018
INTERCEPTOR (m) 31.678 23,43 21.947 10,55 3.675 1,18 24.075 9,14 - - 81.375 44,29
EES (ud) 3 21 2 5 - 31
LINHAS DE 8,13 21,35 1,39 3,80 - 34,67
3.201 15.888 600 2.250 - 21.940
RECALQUE (m)
ETE (l/s) - 6,89 820 33,50 - - 90 1,42 190 2,27 1.100 44,09
TOTAL 117,60 113,05 21,49 87,46 24,93 364,55
Tabela 101: Ampliações físicas previstas 2006-2030
Fonte: Águas Guariroba S.A. (2007)

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 - 2030 256

As obras e serviços detalhados neste Plano Diretor têm sua previsão alocada
ao longo dos próximos anos de vigência do contrato de concessão.
Por se tratar de um contrato de longa duração, é necessário avaliar
periodicamente se os investimentos previstos ainda representam a melhor
alternativa de atendimento ao interesse público, evitando-se que os erviços, obras,
investimentos e melhoramentos estejam obsoletos em relação ao cenário existente e
às necessidades / anseios da comunidade.
Desta maneira, embora o presente Plano Diretor do Sistema de Esgotamento
Sanitário de Campo Grande 2008-2030 contenha previsão futura de obras, não
significa que esse cronograma mantenha-se atual e conveniente ao longo do tempo.
Em se tratando de um poder / dever da administração pública o incentivo à
prestação de um serviço atual, tal como definido na Lei de Concessões e contrato, a
qualquer tempo, desde que constatada a necessidade de alteração de cronograma,
remanejamento, supressão, incorporação ou alteração dos investimentos previstos,
de imediato esta empresa dará conhecimento do fato ao Poder Concedente, para
que o assunto seja avaliado.

As informações abaixo mostram um comparativo de investimentos do Plano
Diretor de Esgotamento Sanitário elaborado em 2002 e da Primeira Revisão do
Plano Diretor de Esgotamento Sanitário 2008-2030:

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 - 2030 257

PLANO DIRETOR 2002 PRIMEIRA REVISÃO 2008
INTERVENÇÕES 2000-2010 2010-2020 2020-2030 2007 2008-2010 2010-2020 2020-2030
CUSTO R$ CUSTO R$ CUSTO R$ CUSTO R$ CUSTO R$ CUSTO R$ CUSTO R$
CUSTO TOTAL (R$
110,84 69,97 123,08 117,60 113,05 21,49 112,40
1.000.000)
CUSTO TOTAL
303,89 364,55
GERAL (R$ 1.000.000)
Tabela 102: Comparativo dos investimentos do Plano Diretor Esgoto 2002 e Primeira Revisão Plano Diretor 2008-2030
Fonte: Águas Guariroba S.A. (2007)

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 - 2030 258

Anhanduí. que devido as suas características contém o maior aqüífero subterrâneo da América do Sul – Aqüífero Guarani. Arame e Fortaleza. localizada na região oeste do Município está relacionada aos arenitos do Grupo Bauru. da Areia. em zonas de fraturamentos. Mangue. Exceto parte da região Noroeste que faz parte da Bacia do Rio Paraguai. Pouso Alegre. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . além dos córregos Guariroba. água Turva. encontra-se associada à Formação Botucatu. Três Barras. Os córregos que fazem parte da Bacia do Rio Paraguai. Lagoa.1 CARACTERÍSTICAS DOS LENÇÓIS Segundo o Perfil Sócio Econômico de Campo Grande (2006-2007). o município está localizado predominantemente na Bacia do Rio Paraná. do Engano. Lajeado. em um nível mais profundo.CAPÍTULO X 10 IMPACTO AMBIENTAL 10. que tem como afluentes a maioria dos cursos d´água destacando-se o rio Anhanduizinho. Lajeadinho. As águas subterrâneas se apresentam em três fontes associadas a três formações geológicas diferentes. o principal curso d´água cidade é o Rio Anhanduí. Lagoinha. Estiva. são: Angico. Limpo. Estaca e Ribeirão das Botas os quais são tributários da Bacia do Rio Pardo. A terceira. Mateira e Ceroula. Imbirussú. que por sua vez é afluente do rio Paraná. A segunda encontra-se associada às rochas da Formação Serra Geral.2030 259 . A primeira mais superficial. Ribeirão da Lontra e os córregos Cachoeira. Ainda com base no perfil supracitado.

entretanto somente uma parcela da mesma é utilizável na grande maioria das atividades humanas. Figura 9: Ciclo da Água Fonte: MOTTA. a massa de seres vivos existentes à superfície dos continentes é sensivelmente proporcional ao volume das precipitações pluviométricas. regiões secas possuem menos seres vivos do que regiões de chuvas intensas. isto é. a água representa o constituinte inorgânico mais abundante na matéria viva. O homem possui 63% do seu peso formado de água e alguns animais aquáticos chegam a possuir até 98% desse composto. quantitativamente.1. Dessa forma.10. é o chamado ciclo hidrológico. 2000). convivem com a água que circula continuamente no Planeta Terra.2000 A maior parte do planeta é coberta por água. O ciclo hidrológico é constituído pela transferência de água da atmosfera. Oceanos e mares PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . passando por varias fases e retornando a mesma.1 IMPORTÂNCIA DA ÁGUA O meio físico e os seres vivos. A figura abaixo mostra as fases do ciclo. Segundo Branco (1978). (apud MOTTA.2030 260 .

uma vez que a outra parte está situada abaixo de uma profundidade de 800m.050. Recreação. apresentam problemas relacionados com a água. aliada com as perdas existentes nos sistemas de abastecimento. o que corresponde à cerca de 0. Assim.370 milhões de Km³. 2000). é muito superior ao que na realidade é consumido. a quantidade de água livre sobre a Terra atinge 1. são exemplos de usos não consuntivos. sendo estas classificadas como consuntivas. geração de energia elétrica dentre outros. entretanto a degradação dos mesmos pela ação antrópica faz com que cada vez mais a água se torne imprópria para os seus diversos usos. Segundo SETTI (1994). harmonia paisagística. inviável para captação pelo homem.2% se apresenta sob a forma de rios e lagos. (MOTTA. da qual somente a metade é utilizável. naturalmente.8%) constituído de água subterrânea. infelizmente. estão divididos de duas maneiras. seja pela escassez. Apesar de geleiras. farão com que o consumo de água cresça aumentando assim.2030 261 . correspondendo a 8. irrigação e dessedentação de animais são exemplos de usos consuntivos. A má distribuição. a água que existe e está disponível. restam aproveitáveis 98. 2000). seja pela qualidade inadequada da mesma.2% da água existente cobrindo 71% de sua superfície. indústrias e agricultura de uma determinada região.400 Km³ nos rios e lagos e 4. agrega valores consideráveis na falta de gerenciamento dos recursos hídricos. a geração de PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Os usos da água pelo homem.2 milhões de km³. No que se refere a termos globais. apenas 0. sendo o restante (98. somente 1. Com isso muitas regiões do globo. onde há perdas entre o que é retirado e o que retorna ao sistema natural e as não consuntivas. a mesma não é aproveitável. (apud MOTTA.constituem 97.6% de água doce liquida se torna disponível. neves e vapores atmosféricos possuírem água.3% do total de água livre no Planeta. A maior instabilidade no acesso a mesma está em relação à distribuição que se apresenta desigual às necessidades apresentadas pela população. Abastecimento humano e industrial. Dessa quantidade. O crescimento populacional e o avanço tecnológico industrial.800 Km³ nos mananciais subterrâneos. Desse valor.

agricultura e outras ações de exploração dos recursos hídricos. 2000. No Brasil. que muitas vezes são obrigados a garantir e consumir água de baixa qualidade. industrialização.2 POLUIÇÃO DAS ÁGUAS A introdução de resíduos na forma de matéria ou energia nos recursos hídricos de forma a alterar suas características naturais e deixá-los impróprios aos diversos usos dos mesmos. quando o lançamento da carga poluidora é pontual e de PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .1. diz-se que a mesma esta contaminada. quando a poluição da água resulta em prejuízos a saúde do homem. As fontes de poluição da água são determinadas de acordo com as seguintes características: localizadas. fazem com que a obtenção e tratamento da água com qualidade se tornem cada vez mais raro e oneroso.2030 262 . 10. mas a associação que a poluição das águas causa as diversas definições. Segundo MOTTA. períodos longos de estiagem causam grandes transtornos para os moradores locais. A urbanização. Uma água está contaminada quando contem microrganismos patogênicos ou substancias químicas ou radioativas. causadores de doenças e/ou morte ao homem. pode ser considerada como um resultado da poluição destes. contaminação é um caso particular de poluição. a poluição e a contaminação da mesma são os principais problemas a serem resolvidos. O conceito apresentado não está relacionado apenas aos prejuízos causados aos organismos. Assim. entretanto. existem regiões com oferta suficiente de água para atender as necessidades da população existente.resíduos lançados em mananciais e corpos d´água alterando a qualidade dos mesmos. para outros não são. Nota-se que nas regiões onde há abundancia na oferta de água. como em outros países. mineração. em regiões como o semi-árido no Nordeste. o que é poluição para alguns usos.

e a química. e o lançamento irregular de esgotos domésticos. Em setembro de 2000. nele é destacado a preservação da água doce como a primeira questão ambiental em grau de importância. Os cursos d’água estão sendo contaminados de todas as formas. Nos perímetros urbanos destacam-se a poluição industrial nos grandes centros. dão origem ao que PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . sendo esse último bastante comum na grande maioria das cidades brasileiras. Águas de escoamento superficial ou de infiltração são exemplos de fontes de poluição não localizadas. A UNICEF apresenta estudos que mostra que nos últimos 50 anos a população do mundo triplicou. sem qualquer tipo tratamento.2030 263 . ou com tratamento inadequados. aumentando o consumo de água potável em seis vezes. a física. Tubulações emissárias de esgotos domésticos ou industriais e galerias de águas pluviais são exemplos de fontes de poluição localizada. E que a cada litro de água utilizado pelo homem. quando o lançamento da carga poluidora é difuso e alcançam um determinado manancial de modo disperso. Nos perímetros rurais destacam-se a poluição química por agrotóxicos. e o assoreamento dos rios devido ao desmatamento desordenado. altera a paisagem e interfere na qualidade de vida da população. principalmente das camadas mais humildes que vivem nas proximidades desses corpos d’água. A poluição das águas afeta a fauna e a flora aquática. a ONG Wild World Foundation divulgou seu último relatório Planeta Vivo. 10.1. A poluição das águas doces é classificada em três tipos: a poluição biológica.maneira concentrada e não localizadas.3 POLUIÇÃO BIOLÓGICA Os detritos orgânicos lançados indiscriminadamente nos corpos d’água. resulta dez mil litros de água poluída.

causadores da Poluição Biológica. dificultando a entrada da luz. As bactérias responsáveis pela decomposição dos elementos de origem orgânica. matadouros e outras. O oxigênio dos corpos d’água é fornecido de duas maneiras: pela fotossíntese. apresentado vazões reduzidas comparadas com os demais rios existentes no Estado de Mato Grosso do Sul. devido a serem rios com poucas cachoeiras e quedas d’água. É uma bola de neve. ao passo que rios de baixa velocidade ou lagos. Um rio com cachoeiras e quedas d’água apresenta condição favoráveis à produção de oxigênio.2030 264 . pode condená-lo. açúcar. O processo de aeração do rio também está ligado diretamente a garantia de sua qualidade. apresentam baixa aeração. As industrias de celulose. Consumidoras de oxigênio que são. todos com características desfavoráveis à aeração natural. já lançada em rios de grandes proporções pode não causar dano algum. resultam na redução da fotossíntese e conseqüente redução do oxigênio. Com a redução brusca de oxigênio alguns organismos aquáticos não resistem. proliferam-se rapidamente na presença de grande quantidade de alimentos. Pequena quantidade de esgoto lançada em rio de dimensões pequenas. Mas a poluição não depende apenas da quantidade de esgoto lançado. e o número reduzido de organismos aquáticos.chamamos de Poluição Biológica. que leva a degradação do corpo d’água. acabam por provocar uma redução dessa substância e conseqüentemente a mortandade de peixes. e pela difusão aquática. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Campo Grande é uma cidade rodeada de pequenos córregos. também dão origem a esgotos suscetíveis de fermentação. A água cada vez mais turva. serrarias. Além disso são pequenos.

elevando a temperatura natural do rio.1. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Um exemplo dramático e cada vez mais comum em águas poluídas com detergente. aumentando a turbidez e conseqüentemente reduzindo a fotossíntese. Além das montanhas de espuma que podem formar nas superfícies dos rios.1. a elevação de alguns graus centígrados altera a solubilidade do oxigênio na água. zinco. muito utilizados nas indústrias e nas residências.2 POLUIÇÃO QUÍMICA O lançamento de substâncias como sais de chumbo. Outra forma de poluir fisicamente um corpo d’água é provocando uma poluição térmica. são diretamente tóxicas. alteram sua tensão superficial.3. Eles interferem na transparência da água. lançando novamente essa água ao rio. Algumas indústrias utilizam água para refrigeração de suas máquinas. O aumento da temperatura em si não é o causador direto da poluição. são os principais responsáveis pela poluição física. mercúrio e níquel. Essa secreção impermeabiliza as asas das aves. dificultando a respiração. ou seja. Reduzindo a presença de organismos vivos fundamentais na fotossíntese a produção de oxigênio também reduz. reduzindo sua quantidade.1 POLUIÇÃO FÍSICA Os resíduos radioativos e detritos inertes como argila e poeiras.10. O acúmulo dessas substâncias torna compacta a camada de muco que recobre as brânquias dos peixes.2030 265 . Como são não biodegradáveis.3. não resistir. Grande parte da fauna presente nas águas é sensível a essas variações. Os detergentes. também não são biodegradáveis. 10. e a remoção da secreção presente nas asas das aves. cádmio. não são absorvidas por outros elementos da natureza capazes de transformá-los enzimaticamente. em muitos casos. podendo.

2.1 MEIO FÍSICO 10. arrastando-se por várias gerações. O consumo humano de peixes contaminados por substâncias presentes nos inseticidas.26% de toda área do Estado.3 BACIAS E SUB-BACIAS O município de Campo Grande possui uma extensão territorial de 8. ocupando 2. Os inseticidas.1.1 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL 10.1 QUALIDADE DO AR Para os parâmetros relativos a partículas totais em suspensão e dióxido de enxofre.2030 266 .2 DEGRADAÇÃO AMBIENTAL As áreas degradadas na região localizam-se nas faixas marginais aos leitos dos principais rios.2 AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS 10. Com a retirada dessa secreção.impedindo que elas “se molhem”.1. 10. quando em contato com a água se introduz nas cadeias alimentares.1.2. e correspondem as áreas de intensa atividade urbana.2. largamente utilizados nas lavouras.1.1. as penas ficam embebecidas de água e a ave se afoga. 10. causa problemas sérios a saúde humana. Localizado no centro geográfico do Estado PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . permitindo seus banhos.2. a qualidade do ar encontra-se dentro dos padrões estabelecidos.1.096 Km2.2.1. 10.

encontram dois ocupantes e à margem esquerda do córrego Anhanduí erguem um pequeno rancho de palha provisório. chegam à localidade no dia 21 de junho. local agradável para os novos moradores.e nos altos do Planalto Sedimentar do Paraná. o lugar recebe seus primeiros nove habitantes. No início da década de 40. Surgiram poços subterrâneos por todas as regiões da cidade à medida que surgiam novos loteamentos. De todas as formas de abastecimento de Campo Grande.2030 267 . e para dar suporte nas regiões abastecidas pelo sistema isolado. que constituíram a primeira população de Campo Grande. para abastecer grandes regiões isoladas do sistema integrado. que em 1872. aqueles que não poderiam ser conectados ao sistema integrado (Lageado e Guariroba). seus dois filhos e mais quatro agregados. Paralisada em 1990. Essa barragem foi feita às margens da nascente do córrego Segredo. Todas são fontes de abastecimento da população. A partir de 1996 foram perfurados os primeiros poços especiais (aqueles perfurados em grandes profundidades e com capacidade de até 400 m3/h). O assentamento original da localidade ocorreu às margens dos atuais córregos Prosa e Segredo. a barragem foi substituída por um sistema subterrâneo de captação de água para abastecimento público. (BRASIL. As captações subterrâneas a princípio eram opções para abastecimento dos bairros mais isolados. Consta de diversos estudos sobre a ocupação de Campo Grande. Na década de 50 foi inaugurado o Sistema Desbarrancado. o exército construiu uma barragem para acumulação de água e abastecimento dos quartéis e parte da população campograndense. O Município de Campo Grande está na divisa das bacias do Paraná e Paraguai. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . A atração de migrantes por esta região já ocorria desde o final da guerra do Paraguai. em 1960 o Sistema Lageado e em 1980 o Sistema Guariroba. Com a ocupação. nenhuma delas está isenta da preocupação com a preservação dos mananciais. afetando diretamente o bem estar e a saúde publica. o mineiro José Antonio Pereira. 2005).

parte de Minas Gerais.2 MEIO BIÓTICO 10. ocorrendo também em áreas disjuntas ao norte nos estados do Amapá. Mato Grosso do Sul.1. e ao sul.1 CARACTERIZAÇÃO DA VEGETAÇÃO O Domínio dos Cerrados. tipo de savana que recobre o Planalto Central Brasileiro.10. ocupando 1. cerca de 2 milhões de Km². Bahia e Maranhão.2. estendendo-se pelos estados de Goiás. Pará e Roraima.2. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Piauí.5 milhões de Km². Rondônia e São Paulo. Tocantins. Mato Grosso. em pequenas ilhas no Paraná. considerada mais característica e contínua. A região nuclear ou “core” de cerrados.2.1. Distrito Federal. Amazonas. abrange aproximadamente 23% do território brasileiro. está situada no Planalto Central Brasileiro.2030 268 .

com suas raízes alcançando profundidades abaixo PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . A vegetação apresenta estratégias de adaptação à seca. O cerrado apresenta uma flora muito rica e variável. como veredas e campos rupestres. A região do Cerrado apresenta uma das diversidades mais ricas da vegetação savânica do mundo. Campo Sujo. caracteriza-se por savanas estacionais. Elas diferem entre si em relação à composição botânica e à estrutura da vegetação. contudo poucos estudos foram realizados neste ecossistema.2030 269 . Existem quatro tipos de formas fisionômicas da vegetação savânica: Campo Limpo. Outros tipos de vegetação ocorrem com menor freqüência. alimentadas pelas folhas secas e baixa umidade relativa. em sua maior parte. Figura 10: Mapa de abrangência geográfica da área contínua e isolada do Cerrado no Brasil Fonte: Estudo Ambiental Preliminar ETE Los Angeles A vegetação do Cerrado. e Cerradão. Cerrado “stricto sensu”. as queimadas dominam extensas áreas. com presença de matas de galeria perenes ao longo dos rios. Na época da seca.

com germinação de sementes na época das chuvas e crescimento radicular pronunciado nos primeiros estádios de desenvolvimento. da disponibilidade de água e de nutrientes. embora muitas fisionomias compartilhem espécies com outros biomas. xeranthemoides). manejo. O clima influência na fisionomia da vegetação. e da topografia. quando se leva em consideração a crescente devastação dos ecossistemas pelo homem. permitem assegurar em parte a PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . A Vereda especificamente apresenta um núcleo central arbóreo margeado por Mauritia vinifera Mart. As relações das espécies no espaço e no tempo. A distribuição da flora igualmente é condicionada pela: latitude. helminthorrhizus e S. retirada seletiva de madeira. devido ao fato destas formações estarem inseridas geralmente nos fundos de vales. queimadas como manejo de pastagens. o Buriti. profundidade do lençol freático. onde os cursos de água ainda não escavaram um canal definitivo. S. encimados pelas amplas folhas flabeliformes.de 10 m. O Estado do Mato Grosso do Sul possui peculiaridades e potenciais inigualáveis de recursos naturais. A flora do Cerrado é característica e diferenciada dos biomas adjacentes. freqüência de queimadas. em uma comunidade vegetal. sendo que a vegetação predominante rasteira e constituída por espécies das famílias Eriocaulaceae (Syngonanthus costatus.. A Mata ciliar possui fisionomia florestal sempre-verde em decorrência de certo grau de umidade permanente nas suas áreas. as características naturais deste Estado. e a necessidade de recuperação de ambientes degradados. Apesar da alteração da paisagem produzida pelo homem. instalação de áreas urbana. ocorrem estratos arbustivos e herbáceos. À medida que se caminha para a borda da formação. Cyperaceae (Langenocarpus sp e Scleria sp)e Gramíneae. e inúmeros fatores antrópicos (abertura de áreas para atividades agropecuárias.2030 270 . palmeira com estipes de 6 a 12 metros de altura. são reveladas pelos estudos fitossociológicos Estes estudos tornam-se indispensáveis para o conhecimento das inter-relações em remanescentes das comunidades naturais. que também sofre influencia da química e física do solo.

recobertos por um extrato graminóide contínuo. possui estrutura mais baixa e aberta. Campo Grande têm como municípios limítrofes: Jaraguari (Norte). copas irregulares. entremeada por espécies vegetais arbóreas raquíticas.  Arbórea Aberta (Cerrado): é uma formação vegetal de fisionomia campestre. O município de Campo Grande localizado na Zona Neotropical apresenta vegetação do Domínio dos Cerrados. Esta formação é exclusiva de áreas areníticas lixiviadas. distribuídos esparsamente sobre o solo. formada por espécies baixas.  Arbórea Densa (Cerradão): caracteriza-se pelos grupamentos vegetais de espécies vegetais arbóreas (baixas.26 % da área total do Estado. e as alterações ambientais ainda são passíveis de reparação. Savana Arbórea Aberta (Cerrado).096 Km² e está localizado geograficamente na porção central de Mato Grosso do Sul. dispostas de maneira mais ou menos ordenada. entremeado por plantas lenhosas raquíticas e palmerinhas. também denominada de Campo de Vacaria. Ribas do Rio Pardo (Leste) e Sidrolândia (Oeste). xeromorfas de fustes finos e tortuosos.2030 271 . de fustes finos e tortuosos. apresentando as fitofisionomias denominadas Savana Arbórea Densa (Cerradão). formada pelo extrato graminóide contínuo. revestidos por casca grossa e rugosa. denominada pelo IBGE como sendo formação Savânica. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Savana Parque (Campo Sujo) e Savana Gramíneo Lenhosa (Campo Limpo).  Parque (Campo Sujo): caracteriza-se por uma fisionomia estritamente campestre. com copas irregulares que se tangenciam impedindo a penetração direta dos raios solares). tem sua composição florística semelhante à savana arbórea densa. no entanto. dispostas de maneira mais ou menos ordenada e bastante espeçadas. Inserido no Mato Grosso do Sul o Município de Campo Grande possui uma área 8. ou em forma de touceiras. ocupando 2. possuem folhas coriáceas e perenes. com circunferência raramente ultrapassando 1 m. Nova Alvorada do Sul (Sul).integridade representativa dos ecossistemas.

por espécies vegetais nativas e exóticas.  Encontram-se também áreas de Tensão Ecológica representada pelo contato Savana/Floresta Estacional.2030 272 . PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Desprovida de sinúsia fanerofítica. com fisionomia diversificada. comerciais e industriais. além das áreas alteradas pela substituição da vegetação nativa por culturas (agricultura/pecuária) e ocupação urbana. casca grossa.  Gramíneo-Lenhosa (Campo ou Campo Limpo): é uma formação vegetal estritamente campestre. bem protegidos. Ao longo dos cursos de água foram estabelecidas avenidas dentro do perímetro identificado como Área de Preservação Permanente. sendo substituída. salvo as faixas de florestas-de-galeria. por meio da substituição da vegetação nativa e introdução de pastagens (braquiárias). A atividade econômica desenvolvida na área rural do município baseia-se na agropecuária. que raramente serpenteiam os flúvios encontrados no interior desta formação. A vegetação local é xeromórfica. rugosa e com órgãos de reserva subterrâneos profundos (xilopódios). caracterizada por apresentar fanerófitas de porte reduzido. posteriormente. Na área urbana a vegetação nativa deu lugar ao sistema viário e a ocupação do espaço por construções habitacionais. durante a arborização. São vegetações lenhosas compostas por brotos foliares. isoladas ou agrupadas sobre uma cobertura de gramíneas. No perímetro urbano houve a retirada de cobertura vegetal nativa durante o período de ocupação. formada por uma superfície graminóide entremeada por poucas plantas lenhosas raquíticas e palmeiras acaules.

1. Ribas do Rio Pardo (Leste) e Sidrolândia e Terenos (Oeste).2. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .3 MEIO ANTRÓPICO O município de Campo Grande está localizado geograficamente na porção central do Estado de Mato Grosso do Sul.2030 273 . ocupando 2. Possui uma área de 8. Figura 11: Mapa de Vegetação da Região de Campo Grande Fonte: Estudo Ambiental Preliminar ETE Los Angeles 10.096 km². Nova Alvorada do Sul (Sul).26% do território do Estado. Campo Grande tem como municípios limítrofes: Jaraguari e Rochedo (Norte).

Qualquer que seja o método utilizado. a 34.115 ha. de 13 de dezembro de 1999. apesar da existência de grandes vazios urbanos. está localizada em região no limite do perímetro urbano do Município de Campo Grande. Campo Grande sempre manteve uma média respeitável de crescimento populacional e urbano. tendo seu perímetro por várias vezes alterado. Cada impacto identificado é apresentado da seguinte forma: designação do impacto identificado e quadro síntese do impacto. a necessidade de aplicá-lo de maneira complementada a uma descrição dos impactos sobre os meios físico.2. encontra-se com um alto índice de antropização e em função do tipo de tratamento e pós-tratamento a serem implantados. contendo sua designação e atributos. Contudo. sucessivos acréscimos foram incorporados ao longo do tempo. Com uma área de 26. Acresce que muitos efeitos não são passiveis de avaliação quantitativa. onde se pode observar também qual a forma PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . biológico e antrópico. aos quais são atribuídas notas. A área existente onde será implantada a ETE. atualmente. seja pela ausência de dados. redes de interação. esta área pode ser caracterizada como adequada.223 ha em 1969.2 AVALIAÇÃO E ANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS 10. chegando. superposição de mapas temáticos.2. 10.2. e de condições de sua obtenção. seja pela ausência do conhecimento teórico. se apóiem em critérios subjetivos. as dificuldades e imprecisões relacionadas à quantificação dos prováveis impactos fazem com que algumas dessas técnicas de avaliação. acréscimo este concebido pela Lei Complementar nº 31.2030 274 . conforme Tabela 108.1 METODOLOGIA Existem varias técnicas para a realização de Avaliação de impactos ambientais como: Matriz de Leopold. e outros. Após a sua transformação em capital do Estado.

Médio ou Alto Tabela 103: Modelo do quadro de avaliação dos impactos ambientais 10. Média ou Grande Grau de Resolução das Medidas Baixo. situações de impacto.1 FASE DE IMPLANTAÇÃO a) Alteração da morfologia local. define-se o grau de Relevância: Baixo. Preparação do local para implantação de edificações. Nesta etapa do empreendimento os impactos serão considerados de caráter negativo. mesmo que temporariamente.adotada para a tipificação dos impactos potenciais. gerando. A movimentação de terra provoca alterações no relevo original e conseqüente reconfiguração morfológica.2. São impactos caracterizados como medianamente críticos em função dos volumes de movimentação de terra. potencialização de processos erosivos. equipamentos e acessos.1.2030 275 . Provável.2. Possível Ocorrência Magnitude Pequena. médio ou longo Área de Incidência (AI) AID (direta) ou AII (indireta) Impacto Duração Temporário ou Permanente Probabilidade de Certa. com o desenvolvimento de obras de terraplenagem. Médio ou Alto Tendo em vista a Magnitude do Grau de Relevância dos Impactos Impacto e o Grau de Resolução das Medidas Propostas. Identificação Atributos Detalhamento Natureza Positivo ou Negativo Prazo de Ocorrência Curto. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . conforme Resolução CONAMA 01/86. os processos de dinâmica superficial podem ser desencadeados em virtude das obras.

2030 276 . geração de efluentes sanitários pelos trabalhadores. Avaliação: Identificação Atributos Detalhamento Natureza Negativo Prazo de Ocorrência Curto Comprometimento da Área de Incidência AID qualidade das águas superficiais na AID Duração Temporário Probabilidade de Ocorrência Possível Magnitude Média Grau de Resolução das Medidas Alto Grau de Relevância do Impacto Baixo Tabela 105: Avaliação do “Comprometimento da qualidade das águas superficiais na AID” PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . disposição inadequada de resíduos sólidos. potencialização de processos erosivos” b) Comprometimento da qualidade das águas superficiais nas AID´s Instalação de processos erosivos. Área de Incidência AID potencialização de Duração Temporário processos erosivos Probabilidade de Ocorrência Possível Magnitude Média Grau de Resolução das Medidas Alto Grau de Relevância do Impacto Baixo Tabela 104: Avaliação da “Alteração da morfologia local. Avaliação: Identificação Atributos Detalhamento Natureza Negativo Prazo de Ocorrência Curto Alteração da morfologia local.

Avaliação: Identificação Atributos Detalhamento Perturbação nos Natureza Negativo domínios da fauna Prazo de Ocorrência Curto Área de Incidência AID Duração Temporário Probabilidade de Ocorrência Certa PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . movimentação de máquinas e pessoas. Avaliação: Identificação Atributos Detalhamento Natureza Negativo Prazo de Ocorrência Médio Área de Incidência AID Impactos sobre a flora Duração Permanente Probabilidade de Ocorrência Certa Magnitude Pequena Grau de Resolução das Medidas Alto Grau de Relevância do Impacto Baixo Tabela 106: Avaliação dos “Impactos sobre a flora” d) Perturbação nos domínios da fauna Interferência com a cobertura vegetal. c) Impactos sobre a flora Remoção da cobertura de pastagem e de árvores isoladas para implantação das ETE´s.2030 277 . obras de terraplanagem.

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Avaliação: Identificação Atributos Detalhamento Natureza Negativo Prazo de Ocorrência Curto Aumento do tráfego de veículos no sistema Área de Incidência AID viário de acesso ao local Duração Temporário da ETE Probabilidade de Ocorrência Certa Magnitude Pequena Grau de Resolução das Medidas Médio Grau de Relevância do Impacto Baixo Tabela 108: Avaliação do “Aumento do tráfego de veículos no sistema viário de acesso ao local da ETE” f) Alteração da qualidade ambiental devido à disposição inadequada dos resíduos sólidos e efluentes líquidos Permanência de trabalhadores no local das obras e geração de resíduos das operações de construção e montagem. Magnitude Pequena Grau de Resolução das Medidas Médio Grau de Relevância do Impacto Baixo Tabela 107: Avaliação da “Perturbação nos domínios da fauna” e) Aumento do tráfego de veículos no sistema viário de acesso ao local da ETE Tráfego de caminhões e veículos pesados entrando e saindo da ETE durante as obras.2030 278 .

Avaliação: Identificação Atributos Detalhamento Natureza Negativo Prazo de Ocorrência Curto Alteração da qualidade ambiental devido à Área de Incidência AID disposição inadequada dos resíduos sólidos e Duração Temporário efluentes líquidos Probabilidade de Ocorrência Possível Magnitude Média Grau de Resolução das Medidas Alto Grau de Relevância do Impacto Baixo Tabela 109: Avaliação da “Alteração da qualidade ambiental” g) Alteração nos níveis de ruídos Emissão de ruídos decorrente da movimentação de veículos e equipamentos e da utilização de equipamentos típicos de obras civis e montagens eletromecânicas.2030 279 . Avaliação: Identificação Atributos Detalhamento Natureza Negativo Prazo de Ocorrência Curto Área de Incidência AID Alteração nos níveis de ruídos Duração Temporário Probabilidade de Ocorrência Certa Magnitude Pequena Grau de Resolução das Medidas Baixo Grau de Relevância do Impacto Baixo Tabela 110: Avaliação da “Alteração de Ruídos” PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .

2030 280 . bem como a geração de postos de trabalho indiretos entre os fornecedores de serviços e produtos da região. da contratação de mão-de-obra no próprio município de Campo Grande e municípios vizinhos. serão potencializados os efeitos desse impacto e minimizadas as pressões provenientes da eventual atração de migrantes em busca de oportunidades no município. Avaliação: Identificação Atributos Detalhamento Natureza Negativo Prazo de Ocorrência Curto Área de Incidência AID Alteração da qualidade do ar Duração Temporário Probabilidade de Ocorrência Certa Magnitude Pequena Grau de Resolução das Medidas Médio Grau de Relevância do Impacto Baixo Tabela 111: Avaliação da “Alteração da Qualidade do Ar” i) Aumento do número de postos de trabalho e da massa salarial Contratação de mão-de-obra para a fase de implantação. Durante as obras. h) Alteração da qualidade do ar Emissão de material particulado pela movimentação de máquinas e veículos. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Desta forma. Este é um impacto positivo que deve ter seus efeitos potencializados através. decorrente diretamente das necessidades das obras ou da maior disponibilidade de meios de pagamento entre os trabalhadores das obras e seus familiares. Haverá contratação de pessoas para atuar diretamente na obra. aumentará o número de veículos pesados que transitarão tanto pela AI das ETE´s quanto pelas vias externas que dão acesso às obras. na medida do possível.

Avaliação: Identificação Atributos Detalhamento Natureza Negativo Prazo de Ocorrência Curto Utilização de infra-estrutura e Área de Incidência AII equipamentos urbanos e alterações na dinâmica demográfica Duração Temporário Probabilidade de Ocorrência Possível Magnitude Pequena Grau de Resolução das Medidas Alto Grau de Relevância do Impacto Baixo Tabela 113: Avaliação da “Utilização de infra-estrutura e equipamentos urbanos” PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .2030 281 . Avaliação: Identificação Atributos Detalhamento Natureza Positivo Prazo de Ocorrência Curto Aumento do número de postos de Área de Incidência AII trabalho e da massa Duração Temporário salarial Probabilidade de Ocorrência Certa Magnitude Média Grau de Resolução das Medidas Não se aplica Grau de Relevância do Impacto Médio Tabela 112: Avaliação do “Aumento do número de postos de trabalho e da massa salarial” j) Utilização de infra-estrutura e equipamentos urbanos e alterações na dinâmica demográfica Contratação da mão-de-obra e dinamização da economia local para a fase de implantação.

2. Avaliação: Identificação Atributos Detalhamento Interferências com a Natureza Positivo flora e a fauna Prazo de Ocorrência Longo Área de Incidência AID Duração Permanente PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Avaliação: Identificação Atributos Detalhamento Natureza Negativo Prazo de Ocorrência Médio Diminuição dos postos de Área de Incidência AII trabalho e da massa salarial Duração Temporário Probabilidade de Ocorrência Certa Magnitude Média Grau de Resolução das Medidas Médio Grau de Relevância do Impacto Baixo Tabela 114: Avaliação da “Diminuição dos postos de trabalho e massa salarial” 10.2.2 FASE DE OPERAÇÃO a) Interferências com a flora e a fauna Emissões de ruídos. recomposição de matas ciliares. movimento de pessoas e equipamentos.2030 282 .1. k) Diminuição dos postos de trabalho e da massa salarial Desmobilização da mão-de-obra na conclusão das obras.

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . devido à utilização de equipamentos no processo de tratamento. Probabilidade de Ocorrência Certa Magnitude Média Grau de Resolução das Medidas Baixo Grau de Relevância do Impacto Baixo Tabela 116: Avaliação do “Aumento de tráfego no sistema viário de acesso ao local da ETE” c) Aumento do nível de ruído Emissão de ruídos. Avaliação: Identificação Atributos Detalhamento Natureza Negativo Prazo de Ocorrência Longo Aumento do tráfego de veículos no sistema Área de Incidência AII viário de acesso ao local Duração Permanente da ETE. bem como o atendimento aos caminhões limpa fossa a saída de resíduos da estação e de veículos de transporte para funcionários.2030 283 . Probabilidade de Ocorrência Certa Magnitude Média Grau de Resolução das Medidas Não se aplica Grau de Relevância do Impacto Médio Tabela 115: Avaliação das “Interferências com a flora e a fauna” b) Aumento do tráfego de veículos no sistema viário de acesso ao local da ETE Tráfego de caminhões para abastecimento de insumos.

2030 284 . Avaliação: Identificação Atributos Detalhamento Natureza Negativo Prazo de Ocorrência Longo Alteração da Qualidade Ambiental devido à Área de Incidência AID disposição inadequada dos Duração Permanente resíduos sólidos Probabilidade de Ocorrência Certa Magnitude Média Grau de Resolução das Medidas Alto Grau de Relevância do Impacto Alto Tabela 118: Avaliação da “Alteração da qualidade ambiental” PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Avaliação: Identificação Atributos Detalhamento Natureza Negativo Prazo de Ocorrência Longo Aumento do nível de Área de Incidência AID ruído Duração Permanente Probabilidade de Ocorrência Certa Magnitude Pequena Grau de Resolução das Medidas Alto Grau de Relevância do Impacto Baixo Tabela 117: Avaliação do “Aumento de nível de ruído” d) Alteração da Qualidade Ambiental devido à disposição inadequada dos resíduos biosólidos e sólidos. Permanência de trabalhadores no local das operações e geração de resíduos sólidos decorrente do processo de tratamento.

2030 285 . e) Alteração da qualidade do ar Emissão de efluentes atmosféricos decorrentes da geração de gases no processo de tratamento. Avaliação: Identificação Atributos Detalhamento Natureza Negativo Prazo de Ocorrência Longo Área de Incidência AID Alteração da qualidade das águas superficiais Duração Permanente Probabilidade de Ocorrência Certa Magnitude Grande PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Avaliação: Identificação Atributos Detalhamento Natureza Negativo Prazo de Ocorrência Longo Alteração da Qualidade do Área de Incidência AID e AII AR devido à emissão de efluentes atmosféricos Duração Permanente Probabilidade de Ocorrência Certa Magnitude Média Grau de Resolução das Medidas Médio Grau de Relevância do Impacto Alto Tabela 119: Avaliação da “Alteração da qualidade do ar” f) Alteração da qualidade das águas superficiais Geração e lançamento de efluentes da ETE no Córrego Anhanduí.

Grau de Resolução das Medidas Médio Grau de Relevância do Impacto Alto Tabela 120: Avaliação da “qualidade das águas superficiais” g) Risco de acidentes Estocagem de produtos químicos e inalação de gases tóxicos Avaliação: Identificação Atributos Detalhamento Natureza Negativo Prazo de Ocorrência Longo Área de Incidência AID Risco de acidentes Duração Permanente Probabilidade de Ocorrência Provável Magnitude Grande Grau de Resolução das Medidas Alto Grau de Relevância do Impacto Baixo Tabela 121: Avaliação do “Risco de Acidentes” PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .2030 286 .

Comprometimento da qualidade das águas superficiais na AID Impactos sobre a flora Perturbação nos domínios da fauna Aumento do tráfego de veículos no sistema viário de acesso ao local da ETE Alteração da qualidade ambiental devido à disposição inadequada dos resíduos sólidos e efluentes líquidos Alteração nos níveis de ruídos Alteração da qualidade do ar Aumento do número de postos de trabalho e da massa salarial Utilização de infra-estrutura e equipamentos urbanos e alterações na dinâmica demográfica Diminuição dos postos de trabalho e da massa salarial Tabela 122: Quadro Síntese dos Impactos – Fase de Implantação PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . AVALIAÇÃO DO IMPACTO PRAZO DE INCIDÊNCIA PROBABILIDADE GRAU DE GRAU DE NATUREZA DURAÇÃO MAGNITUDE OCORRÊNCIA ESPACIAL DE OCORRÊNCIA RESOLUÇÃO RELEVÂNCIA Temporária Permanent IMPACTO POTENCIAL Negativo Pequena Provável Possível Positivo Grande Longo Médio Médio Médio Média Baixo Baixo Curto Certa Alto Alto AID AII e Alteração da morfologia local.2030 287 . potencialização de processos erosivos.

AVALIAÇÃO DO IMPACTO PRAZO DE INCIDÊNCIA PROBABILIDADE GRAU DE GRAU DE NATUREZA DURAÇÃO MAGNITUDE OCORRÊNCIA ESPACIAL DE OCORRÊNCIA RESOLUÇÃO RELEVÂNCIA Temporária Permanent IMPACTO POTENCIAL Negativo Pequena Provável Possível Positivo Grande Longo Médio Médio Médio Média Baixo Baixo Curto Certa Alto Alto AID AII e Interferências com a flora e a fauna Aumento do tráfego de veículos no sistema viário de acesso ao local da ETE Aumento do nível de ruído Alteração da Qualidade Ambiental devido à disposição inadequada dos resíduos sólidos Alteração da qualidade do ar Alteração da qualidade das águas superficiais Risco de acidentes Tabela 123: Quadro Síntese dos Impactos – Fase de Operação PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .2030 288 .

1 INTRODUÇÃO Uma vez detectados e caracterizados os impactos ambientais.2030 289 .2. não só de minimizar os impactos negativos.1 IMPLANTAÇÃO Tabela 124: Monitoramento de Impactos Ambientais e Medidas Mitigadoras – Fase de Implantação PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .3. é necessário que se adote um conjunto de medidas capazes. como também de assegurar os benefícios trazidos pelos impactos positivos.2.3 MEDIDAS METIGADORAS 10.3.2.1. 10.10.

10.1.2030 290 .2 OPERAÇÃO Tabela 125: Monitoramento de Impactos Ambientais e Medidas Mitigadoras – Fase de Operação PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .3.2.

 Desativação da ETE Salgado Filho. através de medições de vazões. A primeira se refere à caracterização quantitativa e qualitativa do corpo receptor. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .2030 291 . situada na margem do córrego Lagoa. sem interferência das contribuições provenientes das águas de chuva. possibilitando a obtenção dos dados reais. a partir de um modelo calibrado.As medições foram realizadas em período de acentuada estiagem.  Demanda Bioquímica de Oxigênio – DBO. distribuído pela EPA – Environmental Protection Agency para estudo de autodepuração propriamente dito.  2010 . Salgado Filho e Aero Rancho em operação.4 ANÁLISE DA QUALIDADE DA ÁGUA 10.  Desativação da ETE Cabreúva. Os seguintes indicadores de qualidade de água foram utilizados nas simulações com o: modelo QUAL2K:  Vazão. simula o comportamento da qualidade das águas do córrego em tela nas seguintes situações:  Perfil Atual – ETEs Cabreúva. situada na margem do córrego Lageado.4. e coleta de amostras simples. Neste caso empregou-se o modelo QUAL2K.  Desativação da ETE Aero Rancho.  Oxigênio Dissolvido – OD. O estudo com o auxilio do “software” QUAL 2K. em seções previamente definidas. a vau. situada na margem do córrego Segredo.  Desativação da ETE São Conrado. A segunda etapa consistiu na análise dos dados obtidos com o auxílio de modelo matemático. situada na margem do córrego Anhanduí.ETE Los Angeles com a vazão prevista de 800 l/s e desativação das seguintes estações:  Desativação da ETE Mario Covas.2.2.1 INTRODUÇÃO Os trabalhos dividiram-se em etapas distintas a se considerar.10. situada na margem do córrego Anhanduí.

Rua Abaixo da Av.16 Ponte 02 .90 Final da Rua Jorge Ward 11.  Coliformes Termotolerantes.  Nitrogênio Amoniacal.99 Final da R.24 Rua John Lennon .  Fósforo.Jd.  Nitrato.98 Após 26 de agosto 5. Descrição x(km) Cabeceira 0.26 Ponte . Princesa Cinthia 14. Tonico de Carvalho 6.64 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .39 Rua Xavier de Toledo 8. Pênfico 16.18 Ponte . Dr.01 Ponte da Estrada da Gameleira 18.35 Ponte .Anel Rodoviário 17.47 ETE Cabreúva . embora pareça razoável considerar à cabeceira uma DBO de debris.71 Rua Antônio Maria Coelho 4.Início da Ernesto Geisel 2.Chacára 90 19.62 Final da R. uma vez que a expansão da rede coletora contemple a captação de águas que eventualmente contenham esgotos domésticos. Supôs-se também alterações na qualidade microbiológica destas contribuições difusas.  Ph. Salgado Filho 6.Bairro Ouro Preto 15.04 ETE Aero Rancho 13.65 R.32 Escola Neyder Suelly Costa Vieira 13.UCDB 0.Jusante 7.23 1a.88 Lançamento ETE Salgado Filho . reduzindo as concentrações de organismos termotolerantes a 1000 CF/100 ml.00 Ponte Quebrada . Foram ainda mantidas as contribuições difusas e suas características físico- químicas iniciais. com aumento gradual e sua concentração ao longo do trecho urbano. Na Tabela 131 estão relacionadas seções de referência do córrego utilizadas no estudo.2030 292 . Martin Pescador .  Clorofila.39 Rua Cândido Mariano 4.Rua Rio de Janeiro 1.Montante 3.

PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .27 Chácara Santa Inês 23.final 21.04 Tabela 126: Seções de referência córrego Segredo / Anhanduí Os resultados das simulações contemplando as duas situações.2030 293 . são mostrados nos gráficos a seguir.91 Foz Imbirussú 25. A análise das simulações tem como base os critérios de enquadramento de corpos d’água doce estabelecidos na resolução CONAMA 357/05 conforme o Tabela 132.54 Jusante da Foz 27. Perfil Atual e 2010.54 Jusante da Foz 29.54 Jusante da Foz 28.51 Chácara Dona Enedina 24.54 Jusante da Foz 26. Corredor .

2030 294 .até mg/L O2 6.0 5.100 0.0 xxx Nitrogênio Amoniacal Total pH até 7. de acordo com seu uso preponderante e de acordo com o planejamento feito pelos órgãos governamentais.0 5.7 13.0 mg/L N 2.Virtualmente Ausente Tabela 127: Condições e Padrões dos Corpos D’Água –CONAMA 357 A Resolução CONAMA 357/85 considera que cada corpo d’água deverá ser enquadrado em uma dessas classes.500 xxx DBO (5.0 10.0 xxx OD .000 2.0 PADRÕES Clorofila a µg/L 10 30 60 xxx Sólidos Dissolvidos mg/L 500 500 500 xxx Fósforo Total Ambiente lêntico mg/L P 0.0 6.até mg/L O2 3.3 xxx pH entre 7.6 xxx VA . necessariamente. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .0 a 9.CONAMA 357 CONDIÇÕES / PADRÕES Unid Classe 1 Classe 2 Classe 3 Classe 4 CONDIÇÕES Materiais flutuantes VA VA VA VA Oleos e Graxas VA VA VA VA Subst.0 1.0 2.5 e 8.100 0.0 a 9.0 6.0 6.7 3.050 xxx Ambiente lótico mg/L P 0.até UNT 40 100 100 xxx pH 6.até NMP/100ml 200 1. CONDIÇÕES / PADRÕES DOS CORPOS D'ÁGUA .150 xxx Nitrato mg/L N 10. Deve-se ressaltar que esse enquadramento não leva em conta.020 0.0 2.0 10.5 mg/L N 3.0 5.0 xxx Nitrito mg/L N 1.0 a 9.20) .030 0.0 a 9. a condição atual das águas.0 1.0 10. que comuniquem gosto e odor VA VA VA Toleravel Possível Possível Possível Corantes VA remoção remoção remoção Coli Termotolerantes . mas a qualidade que deverão possuir para atender aos usos estabelecidos.0 Turbidez .0 4.

78 26.00 2.00 5.00 0.00 6. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .4 m³/s) é maior que 1.00 3.04 km 2010 Perfil Atual Gráfico 2: Vazão córrego Segredo / Anhanduí – 2006 / 2010 No gráfico 02 é importante notar que houve um acréscimo na vazão do corpo receptor devido ao lançamento da ETE Los Angeles. A vazão do corpo receptor neste ponto (2.29 24.2030 295 .27 5. Filho ETE Cabreuva ETE Los Angeles Fóz Imbirussú Q (m³/s) 8.61 7.46 6.5 vezes a vazão do efluente da ETE.00 0.38 15.64 12.04 28.83 17.00 4.00 7.00 1.48 14. ETE Salg.79 4.50 20.00 1.

39 11.23 7. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .51 25.00 Classe 2 5.00 0. caso houvesse um enquadramento desse corpo d’água tendo com referência o parâmetro de Oxigênio Dissolvido.32 13. ETE Salg.00 1.2030 296 .00 2.54 27.00 7.00 Classe 3 4.35 17.01 19.00 1.04 km 2010 Perfil Atual Gráfico 3: Oxigênio Dissolvido córrego Segredo / Anhanduí – 2006 / 2010 Observa-se no Gráfico 03 que.e Classe 3 a partir do lançamento da ETE Los Angeles até aproximadamente 4 km da foz do córrego Imbirussú.71 4.00 3.00 0.99 15.16 3.00 Classe 1 6.98 6. seria Classe 1 praticamente em todo o trecho situado dentro do perímetro urbano. Filho ETE Cabreuva ETE Los Angeles Fóz Imbirussú OD (mg/L) 8.64 23.54 29.

01 19.00 12.32 13. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Na situação 2010 o corpo receptor. o corpo receptor na situação Perfil Atual.00 Classe 1 2.00 1.35 17.16 3.99 15.39 11. ETE Salg.20 (mg/L) 14. seria enquadrado como classe 4 e no trecho seguinte há uma recuperação do mesmo podendo ser classificado como classe 3.00 Classe 2 3.54 27.00 8.98 6.00 Classe 3 7.00 0.20 córrego Segredo / Anhanduí – 2006 / 2010 O Gráfico 04 mostra que em relação ao parâmetro DBO.00 0.64 23.00 4. no trecho que vai da ETE Los Angeles até a foz do Córrego Imbirussú.00 10.00 Classe 4 11.2030 297 . teria um enquadramento da classe 1 até a 4 dependendo do trecho analisado.00 9. Filho ETE Cabreuva ETE Los Angeles Fóz Imbirussú DBO5.23 7.00 6.54 29.00 13.04 km 2010 Perfil Atual Gráfico 4: DBO5.00 5.51 25.71 4.00 1.

000 3.000 0 0.000 9.54 27.04 km 2010 Perfil Atual Gráfico 5: Nitrogênio Amoniacal córrego Segredo / Anhanduí – 2006 / 2010 No quesito Nitrogênio Amoniacal. ETE Salg. Na situação 2010 em torno de 15 km (perímetro urbano) seria classificado na classe 2 e o trecho de cerca de 14 km após a o lançamento da ETE Los Angeles seria classe 3. na situação Perfil Atual tem um trecho com uma extensão em torno de 16 km na classe 3 e o restante na classe 2.71 4.000 Classe 3 7.000 12. o Gráfico 05 ilustra que o corpo receptor.000 6.000 11.000 Classe 2 2.54 29.39 11.99 15.35 17. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .000 4.000 8.2030 298 .000 10.000 1.98 6.000 13.51 25.64 23.00 1.000 5. Filho ETE Cabreuva ETE Los Angeles Fóz Imbirussú N Amoniacal (ug/L) 14.16 3.23 7.01 19.32 13.

71 4.51 25.98 6.39 km 2010 Perfil Atual Gráfico 6: Nitrato córrego Segredo / Anhanduí – 2006 / 2010 No Gráfico 06 pode-se notar que nas duas situações o corpo receptor seria classificado com classe 1 em toda a extensão objeto do estudo.35 17.2030 299 .32 13.04 0.000 Classe 1 2. ETE Salg.500 1.000 1.16 3.23 7. Filho ETE Cabreuva ETE Los Angeles Fóz Imbirussú Nitrato (ug/L) 3.000 500 0 11.54 29.99 15.500 2.54 27.01 19. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .64 23.00 1.

000 800 600 400 200 0 0.71 4. ETE Salg.04 km 2010 Perfil Atual Gráfico 7: Fósforo Orgânico córrego Segredo / Anhanduí – 2006 / 2010 Os níveis de fósforo no corpo receptor nas duas nas duas situações mostrados no Gráfico 07 indicam que o corpo receptor em quase toda a extensão do trecho em estudo seria classificado como classe 4.98 6.32 13. Filho ETE Cabreuva ETE Los Angeles Fóz Imbirussú P org (ug/L) 2.99 15. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .000 1.01 19.200 1.39 11.800 1.16 3.600 1.35 17.23 7.51 25.54 29.400 1.64 23.00 1.2030 300 .54 27.

16 3.00 1.32 13. ETE Salg.01 19.71 4.98 6.39 11.51 25.64 23.54 27.99 15.35 17. Filho ETE Cabreuva ETE Los Angeles Fóz Imbirussú Clorofila a (ug/L) 70 60 50 Classe 3 40 30 Classe 2 20 10 Classe 1 0 0.04 km 2010 Perfil Atual Gráfico 8: Clorofila a córrego Segredo / Anhanduí – 2006 / 2010 Em relação à clorofila o que se nota no Gráfico 08 que no trecho até a ETE Los Angeles o corpo receptor poderia se classificado como classe 2 e classe 3 no trecho restante nas duas situações simuladas PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .2030 301 .23 7.54 29.

71 4.25 conforme mostra o Gráfico 09. Filho ETE Cabreuva ETE Los Angeles Fóz Imbirussú pH 8.50 6.35 17.50 7.50 5.51 25.39 11.75 6.01 19.00 0.2030 302 .54 27. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .75 a 7.75 5.75 7.64 23.25 5.32 13.25 6.00 5.16 3.04 km 2010 Perfil Atual Gráfico 9: Potencial Hidrogeniônico córrego Segredo / Anhanduí – 2006 / 2010 Aos valores obtidos de Ph são praticamente coincidentes nas duas situações simuladas variando de 6.00 1.25 7.98 6.00 7.99 15. ETE Salg.54 29.00 6.23 7.

64 23.E+02 1.04 km 2010 Perfil Atual Gráfico 10: Coliformes Termotolerantes. fica evidenciado que pelos impactos positivos trazidos pela implantação do pós-tratamento em todos os meios.3 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES Do texto exposto anteriormente. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .98 6.32 13.35 17.E+04 1.E+01 1.E+03 Classe 3 1.2030 303 .E+06 1. 10. é de grande importância que se façam as seguintes recomendações: O processo adotado terá que apresentar eficiência igual ou superior a 95% na remoção da DBO5 e remoção de 100% dos Coliformes Fecais. No entanto.E+05 1. Filho ETE Cabreuva ETE Los Angeles Coli Term (ufc/100mL) Fóz Imbirussú 1. ETE Salg. córrego Segredo / Anhanduí – 2006 / 2010 O Gráfico 10 mostra que nas duas situações o corpo receptor seria classificado com classe 3 no que se refere ao indicador Coliforme Termotolerantes.23 7. constituem justificativa plena de que tais unidades devem ser construídas.16 3.54 29. quanto ao processo adotado.E+00 0.51 25.71 4.99 15.39 11.00 1.01 19.54 27.

A implantação e execução destes programas são de suma importância. para poder levar cabo o programa de monitoramento da qualidade da água (abrangendo os controles de lançamentos de esgotos sanitários. tem-se impressão equivocada de que as unidades não necessitam de cuidados operacionais. Com a utilização dos Ralf’s e a implementação do pós-tratamento através do processo físico químico. deverão ser tomados cuidados especiais para assegurara eficiência mínima desejada. No caso específico dos Ralf’s esta atenção deve ser dobrada. sem eles. corre-se o risco da reversão do maior dos impactos positivos deste empreendimento. uma vez que. efluentes industriais e despejos agrícolas) e do meio biótico aquático. face às características do processo. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . a fim de que esta atinja o máximo da eficiência. pois. uma especial atenção na operação da ETE deverá ser seguida.2030 304 . qualitativa e quantitativamente. O Governo do estado deverá prover recursos suficientes para que o órgão de controle ambiental se capacite. que é a melhoria da qualidade da água. independente dos custos de proteção se ter.

2. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Emigração de como os Árabes e Armênios se instalaram em Campo Grande. 1999. 1997.Revista de Divulgação do Arquivo Histórico de Campo Grande – MS. 6. CAMPO GRANDE – 100 ANOS DE CONSTRUÇÃO. n. Rio de Janeiro: ABNT. ARCA . n. Campo Grande. Campo Grande. CARTA GEOTÉCNICA DE CAMPO GRANDE. NBR 12209. 1992. 1992. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: ABNT.Revista de Divulgação do Arquivo Histórico de Campo Grande – MS. Campo Grande: Matriz Editora. 1992. Sistema Simples para Tratamento de Esgotos Sanitários – Experiência Brasileira. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. dez.. Projeto de interceptores de esgoto sanitário. ARCA . 1992.REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ABES – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Campo Grande. Projeto de estações elevatórias de esgoto sanitário. Rio de Janeiro: ABNT. Projeto de redes coletoras de esgoto sanitário. Projeto de estações de tratamento de esgoto sanitário. 1986. 1998. NBR 12207. Rio de Janeiro: ABNT. 1991 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .2030 305 . ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12208. NBR 9649.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Centro de Controle Ambiental. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Nelson Gandur. 1991. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. 1987. Santiago Hernández. Curitiba: IPARDES. Secretaria de Estado de Meio Ambiente.DACACH. 74 p. Campo Grande. LOG ENGENHARIA LTDA. Proposta de Enquadramento dos Coros de Água das Sub- Bacias dos Rios Miranda. 2000. Revisão da Projeção de Demanda para Campo Grande – MS. Francilio Paes. Campo Grande. Construção de Redes de Esgotos Sanitários. São Paulo: CETESB. 1984. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. 1994. Mato Grosso do Sul. 1975. Mato Grosso do Sul. NINA. 1996. 1999. 2ª ed. Rio de Janeiro: LCT. LEME. Rio de Janeiro: LCT. Contrato 008/95 – PMSS. FERNÁNDEZ. 1984. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Engenharia do Saneamento Ambiental.2030 306 . Saneamento Básico. Rio de Janeiro: IBGE. Campo Grande. Taquari e Imbiruçu. Campo Grande. Paraná – Projeções de População por sexo e idade 1991 – 2020. MATO GROSSO DO SUL. INSTITUTO PARANAENSE DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL. 2ª ed. Adhemar Della. ECOLOGIA PARA ENGENHEIROS – El Impacto Ambiental. 1995. Mato Grosso do Sul. Campo grande.

Campo Grande.Instituto Municipal de Planejamento Urbano e de Meio Ambiente.Características do Espaço Regional e Potencialidades de Desenvolvimento. Projeção da população das Regiões Urbanas do Município de Campo Grande 2000 - 2005. PLANURB .2000. Perfil Sócio-Econômico de Campo Grande – 2001. Região Urbana do Bandeira . 2006.Instituto Municipal de Planejamento Urbano e de Meio Ambiente. PLANURB .PLANURB . SOBRINHO. 1999. 2ª ed. rev.Instituto Municipal de Planejamento Urbano e de Meio Ambiente. PLANURB . Pedro Alem.2030 307 . 8ª ed. 1999. População do Município de Campo Grande por Distrito. Região Urbana do Bandeira – Perfil Sócio Econômico. 2000. São Paulo: Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária da escola politécnica da Universidade de São Paulo. MOTTA.Instituto Municipal de Planejamento Urbano e de Meio Ambiente. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . 1997. 1ª ed.Instituto Municipal de Planejamento Urbano e de Meio Ambiente. 1998rggr PLANURB .Instituto Municipal de Planejamento Urbano e de Meio Ambiente. 2001 PLANURB .Instituto Municipal de Planejamento Urbano e de Meio Ambiente. Campo Grande: UFMS. ABES. 1999. MILTON. Campo Grande. PLANURB . Introdução a Engenharia Ambiental. PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPO GRANDE. Antônio. Tomoyuki Tsutiya. Campo Grande: PLANURB. Campo Grande. Indicadores Demográficos dos Setores das Regiões Urbanas de Campo Grande 1996. Coleta e Transporte de Esgoto Sanitário. Campo Grande. Regiões Urbanas e Setores. Carta de Drenagem de Campo Grande.

2030 308 . Instituto Histórico e Geográfico do MS.BRASIL. S. 2005. Julho 2006. Ligeira Noticia Sobre a Vila de Campo Grande e Relatório dos Estudos para Abastecimento de Água aos Quartéis de Campo Grande. Temístocles P. PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 . Estudo Populacional e Descargas por Bacia. LOG ENGENHARIA LTDA.

ANEXOS PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .2030 309 .

2030 310 . ANEXO I Área Urbana da Sede – Lei Complementar 94/2006 Plano Diretor de Campo Grande PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .

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2030 312 . ANEXO II Área Urbana da Sede Zoneamento– Lei Complementar 96/2006 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .

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ANEXO III Carta Geotécnica do Município de Campo Grande PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .2030 314 .

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2030 316 . ANEXO IV Mapa 06 – Taxa Média Geométrica de Crescimento Anual da População 1996-2000 Perfil Sócio Econômico 2006 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .

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ANEXO V GDU´s Emitidas 2000-2007 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .2030 318 .

Mapa Temático das GDU´s por Categoria Gdu por Categoria (37) ANTENA (1) CEMITÉRIO (3) CEMITÉRIO ANIMAIS (1) DESMEMBRAMENTO (106) ENERGIA ELETRICA (1) HABITACIONAL (14) INDÚSTRIA (2) LOTEAMENTO (279) PARCELAMENTO (22) REAPRECIAÇÃO (9) RESIDENCIAL (3) RETIFICAÇÃO (3) REVISÃO (3) RODOVIÁRIA (1) SEM GDU (2) URBANIZAÇÃO (11) USO ESPECIAL (44) .

2030 320 . ANEXO VI Tabela Anexo III – Lei Complementar 96/2006 PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .

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2030 322 . ANEXO VII Anotações de Responsabilidade Técnica PLANO DIRETOR DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE CAMPO GRANDE 2008 .