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Anatomia Palpatória

Apostila Simplificada de Estratégias Palpatórias

Prof. Ft. Esp. Rômulo Neves

esternoclavicular).2) Músculos da cintura escapular ao úmero: . corpo da clavícula (convexo para frente medialmente e côncavo para frente lateralmente). o paciente coloca o antebraço na região lombar. para provocar ação do elevador com um mínimo de participação do trapézio.  Trapézio: visualização do músculo inteiro bilateralmente – abdução dos ombros (ombros abduzidos e cotovelos fletidos a 90º) e retração das escápulas (a intensidade da contração é aumentada à medida que o tronco é inclinado para frente). a contração do rombóide maior é observada (a contração do redondo maior também é evidenciada neste movimento). 1. acromioclavicular).1) Músculos do tronco à cintura escapular:  Serrátil Anterior: porção inferior – podem ser vistas e palpadas perto da sua fixação proximal nas costelas quando o braço está em abdução. abaixo da clavícula. evidenciada.  Elevador da escápula: difícil de isolar e palpar. Este músculo pode ser palpado na região do pescoço. porções média e superior – podem ser palpadas na axila posteriores ao músculo peitoral maior e junto das costelas (melhor palpado em flexo-abdução de aproximadamente 135º realizando um movimento de alcançar para frente). bordo medial (vertebral) e bordo lateral (axilar) são facilmente palpados se os músculos escapulares estiverem relaxados. não é mais palpável. sulco intertubercular (bicipital) – localizado entre a crista do tubérculo maior e a crista do tubérculo menor.  Escápula: processo do acrômio e espinha da escápula (contínua com o processo do acrômio). anterior ao trapézio e posterior ao ECOM. 1.1) COMPLEXO OMBRO 1. o examinador coloca um dedo imediatamente abaixo do processo coracóide da escápula (sulco delto-peitoral) pressionando para baixo e solicita ao paciente que afaste o antebraço das costas. ângulo inferior (junção dos bordos lateral e medial) e ângulo superior (mais difícil de ser palpado por estar coberto por músculos).  Úmero: braço em adução e rotação interna – tubérculo maior do úmero pode ser palpado imediatamente distal ao processo do acrômio (em rotação externa completa.2. a seguir eleva o ombro em um movimento breve e rápido.  Peitoral menor: o antebraço do paciente é colocado na região lombar (nesta posição o peitoral maior está relaxado). porção acromial (art. quando o paciente levanta o seu antebraço das costas. estando o trapézio e os rombóides relaxados.  Clavícula: porção esternal (art. pois desaparece embaixo da porção média do deltóide).1) Estruturas ósseas palpáveis:  Esterno: palpado anteriormente no tórax desde o processo xifóide na sua extremidade inferior até o manúbrio esternal na sua extremidade superior. processo coracóide é palpado ântero-lateralmente. braço em adução e rotação externa – tubérculo menor. infra-espinhoso e redondo menor também é evidenciada. o examinador coloca os dedos palpadores embaixo do bordo medial da escápula.2) Estruturas musculares palpáveis: 1. a contração do peitoral menor é.  Rombóides maior e menor: o antebraço do paciente é colocado na região lombar. assim.2. Neste movimento a contração do deltóide posterior.

. ou a resistência é oferecida à abdução horizontal. perto da sua margem lateral. residindo junto ao tendão da cabeça curta do bíceps braquial. a posição vertical do braço permite a ativação destes dois músculos de uma maneira bastante isolada.2.  Coracobraquial: pode ser palpado na porção distal da região axilar se o braço for elevado acima da horizontal (flexo-abdução). Deltóide: . uma contração momentânea deste músculo é sentida executando-se um movimento rápido de abdução em curta amplitude.  Infra-Espinhoso: paciente deitado em decúbito ventral (pronação) ou em pé com o tronco inclinado para frente e com os braços pendendo verticalmente (nesta posição consegue-se um relaxamento do deltóide posterior).3) Músculos do tronco ao úmero:  Grande dorsal: o grande dorsal e o redondo maior contraem-se quando se opõe resistência à adução ou extensão do ombro (paciente pressionado para baixo o ombro do examinador). Porção inferior – contrai-se separadamente quando o braço é aduzido contra uma resistência em uma posição inferior.Médio: melhor observado e palpado quando o ombro é mantido ou contrai-se em abdução.  Subescapular: paciente deitado em decúbito ventral (pronação) ou em pé com o tronco inclinado para frente com os braços pendendo verticalmente.Posterior: contrai-se fortemente quando o ombro é hiperestendido contra resistência.  Supra-Espinhoso: pode ser palpado acima da espinha da escápula (somente as fibras mais superficiais podem ser sentidas através do trapézio).  Tríceps braquial: descrito no item 2.  Redondo maior: o ventre do músculo pode ser palpado na face inferior do bordo axilar da escápula quando o paciente está em decúbito ventral ou em pé com o tronco inclinado para frente com os braços pendendo verticalmente. O redondo maior pode ser sentido contraindo-se quando o ombro é rodado internamente. O infra-espinhoso e o redondo menor podem ser sentidos contraindo-se perto do bordo lateral da escápula quando o ombro é rodado externamente. . o tendão é melhor sentido.  Peitoral maior: o músculo inteiro contrai-se quando se opõe resistência à adução horizontal (pressionar as palmas das mãos juntas à frente do corpo).Anterior: pode ser observado e palpado quando o braço é mantido em uma posição horizontal e contrai-se fortemente quando se resiste à adução horizontal. . emerge de baixo do bordo inferior do peitoral maior.2. Os dedos palpando são colocados abaixo do deltóide sobre a escápula. pelos dedos palpando. com o cotovelo a 90º de flexão. realizando-se a rotação interna e externa passiva do braço. O paciente roda internamente o ombro podendo este músculo ser palpado. pode ser palpado no sulco intertubercular (bicipital) entre a crista do tubérculo maior e a crista do tubérculo menor do úmero. 1. podendo a sua porção inferior ser palpada.  Bíceps braquial: tendão da cabeça longa do bíceps – quando a articulação glenoumeral está em rotação externa completa. as fixações proximal e distal do tendão estão em linha. Porção superior – atua separadamente se o braço for trazido obliquamente para cima no sentido da cabeça contra resistência. Os dedos palpando são postos na axila anteriores ao grande dorsal e movidos na direção da superfície costal da escápula.

tracionando-o para medial para melhor encaixe dos dedos. os quais vão de . Melhor palpada quando o cotovelo é flexionado e o antebraço é supinado ou pronado. ombro em rotação interna – o epicôndilo medial aponta para trás e o lateral aponta para frente.  Cabeça do rádio: localizada em um ponto imediatamente distal ao epicôndilo lateral. 2.1) Estruturas ósseas palpáveis:  Epicôndilos: ombro em rotação externa – o epicôndilo medial fica junto do corpo e o lateral fica afastado do corpo. Epicôndilo lateral = epicôndilo extensor.  Pronador redondo: pode ser palpado na prega do cotovelo e abaixo (margem medial da fossa antecubital).Tríceps Braquial: Cabeça Longa – identificada na sua porção proximal ao emergir de baixo das fibras mais inferiores do deltóide posterior. tendão do bíceps braquial (inserção distal): flexão do cotovelo e supinação do antebraço.  Bíceps braquial: músculo relaxado. flexiona-se o cotovelo com o mínimo esforço possível. repousando sobre a coxa. Margem dorsal da ulna – palpada em toda a sua extensão desde o olécrano até o processo estilóide da ulna. possível pegar em torno do músculo. segue até o final do terço médio posterior do braço.  Braquial: os dedos palpando são colocados lateral e medialmente ao bíceps braquial. Cabeça da ulna. faz-se apreensão do grupo muscular radial pelo lado radial. perto do epicôndilo medial (é coberta em parte pela cabeça longa). extensão do cotovelo – o processo do olécrano permanece alinhado com os epicôndilos. desta forma a contração do braquial pode ser sentida.  Supinador: antebraço pronado.2) COTOVELO E ANTEBRAÇO 2. antebraço repousando sobre a mesa.Ancôneo: palpado distalmente em um ponto que forma um triângulo com o olécrano e o epicôndilo lateral. Epicôndilo medial = epicôndilo flexor.  Braquiorradial: melhor observado e palpado quando se oferece uma resistência à flexão do cotovelo (90º) e o antebraço está em posição intermediária entre pronação e supinação.5 a 5 cm acima do tendão do bíceps braquial. 2.  Processo do olécrano: flexão do cotovelo – estrutura óssea proeminente. Processo estilóide da ulna. Cabeça Medial – melhor palpada na sua porção distal.  Extensores do cotovelo . levantá-lo das estruturas subjacentes e movê-lo de um lado para o outro (manobra útil para separá-lo do músculo braquial situado mais profundamente). . Nervo ulnar – localizado no sulco para o nervo ulnar entre o olécrano e o epicôndilo medial. região lateral do braço. Grupo volar-ulnar. o antebraço deve estar pronado e repousando sobre uma mesa. medialmente ao extensor ulnar do carpo. Cabeça Lateral – distal ao deltóide posterior. fácil identificação quando o antebraço é pronado enquanto o cotovelo é flexionado ou semiflexionado (a aplicação de uma resistência melhora a palpação).2) Estruturas musculares palpáveis:  Grupo radial e dorsoulnar .

 Metacarpianos: base (articula proximalmente com um ou mais ossos do carpo e com os metacarpianos adjacentes). um pouco mais distalmente quando se aplica resistência à extensão do punho. pisiforme (palpado no lado palmar do punho próximo do bordo ulnar).2) Estruturas musculares palpáveis:  Extensor radial longo do carpo: seu tendão localiza-se no lado radial do osso capitato e do lado ulnar do tubérculo de Lister e insere-se na base do segundo metacarpiano. seu tendão é de difícil identificação sendo recoberto pelo tendão do extensor do indicador. demais dedos (proximal. acentuando-se a extensão do punho com a mão fechada. o primeiro pode ser facilmente localizado no sentido do lado dorsal do antebraço e o segundo. pode ser palpado tanto com o antebraço pronado quanto supinado.  Processo estilóide do rádio: facilmente identificado e palpado próximo a linha articular do punho.  Falanges: primeiro dedo (proximal e distal). pode ser melhor palpado se o punho for estendido mantendo-se a mão fechada. média e distal).  Tubérculo dorsal do rádio (Tubérculo de Lister): localizado na face dorsal da larga extremidade distal do rádio e pode ser palpado ao mesmo nível que a cabeça da ulna. hamato (palpado proximalmente ao quarto e quinto metacarpos).1) Estruturas ósseas palpáveis:  Cabeça da ulna: melhor palpada com o antebraço em pronação (a medida que o antebraço é supinado há um recuo desta estrutura ocultando-a parcialmente). acima do semilunar. capitato (palpado proximalmente ao terceiro metacarpo). .Obs. . Fileira distal – trapézio (palpado proximalmente ao primeiro metacarpo e distalmente ao escafóide).: as partes musculares dos dois extensores radiais do punho podem ser identificadas juntas do braquiorradial (identificado pela resistência à flexão do cotovelo com o antebraço a meio caminho entre a pronação e a supinação). 3. 3) PUNHO E MÃO 3. mas pode ser sentido. então. a flexão do punho faz com que o osso se torne mais proeminente). trapezóide (palpado proximalmente ao segundo metacarpo). piramidal (imediatamente distal ao processo estilóide da ulna e proximal ao hamato).  Extensor radial curto do carpo: insere-se na base do terceiro metacarpiano. o antebraço é. semilunar (palpado distalmente ao tubérculo de Lister.  Ossos do carpo: Fileira proximal – escafóide (palpado distalmente ao processo estilóide do rádio. o desvio ulnar do punho faz com que o osso se torne mais proeminente).encontro ao rádio. cabeça (articula com a base de uma falange proximal). supinado lentamente através de curta amplitude (a fim de evitar a contração do bíceps braquial). diáfise (ligeiramente curva).  Processo estilóide da ulna: pode ser palpado tanto com o antebraço pronado quanto supinado imediatamente distal à cabeça da ulna (o tendão do extensor ulnar do carpo está localizado nesta região e interfere com a palpação).

no extremo da extensão do punho.  Abdutor longo do polegar: seu tendão pode ser palpado imediatamente distal ao tendão do extensor curto do polegar realizando-se a abdução do polegar.: a porção muscular deste músculo pode ser identificada distalmente ao extensor dos dedos no sentido dorsoulnar do antebraço (a 5 cm abaixo do epicôndilo lateral do úmero) realizando-se um desvio ulnar. . se uma resistência à flexão for aplicada ao punho. podendo ser palpado facilmente. é possível observar que o tendão do ERLC diminui a sua contração ao passo que.  Flexor superficial dos dedos: um ou mais tendões deste músculo tornam-se proeminentes e podem ser palpados entre o palmar longo e o flexor ulnar do carpo se a mão for fechada apertadamente e simultaneamente se fizer uma resistência à flexão do punho. torna-se proeminente. mantendo o punho em extensão. o tendão do ERLC torna-se novamente proeminente). .  Extensor ulnar do carpo: seu tendão pode ser palpado entre a cabeça da ulna e um tubérculo proeminente na base do quinto metacarpiano (é mais facilmente palpado se o punho for simultaneamente estendido e desviado para o lado ulnar ou se o polegar for abduzido e estendido ao mesmo tempo).  Palmar longo: seu tendão está localizado mais centralmente. à medida que os dedos são estendidos. se uma resistência à flexão for aplicada ao punho. lateralmente ao palmar longo. podendo ser palpado facilmente.  Extensor longo do polegar: seu tendão proeminente pode ser palpado medialmente (antebraço em posição anatômica) aos ossos escafóide e trapézio realizando-se a extensão e abdução do polegar. se uma resistência à flexão for aplicada ao punho.: a porção muscular deste músculo pode ser identificada distalmente aos extensores radiais no sentido dorsal do antebraço realizando-se uma extensão do punho com os dedos estendidos. A depressão formada entre os tendões dos extensores longo e curto do polegar é conhecida como “tabaqueira anatômica”.  Extensor curto do polegar: seu tendão proeminente pode ser palpado lateralmente (antebraço em posição anatômica) aos ossos escafóide e trapézio realizando-se a extensão e abdução do polegar. Extensor dos dedos: seus tendões podem ser vistos e palpados no dorso da mão quando o punho é estendido juntamente com os dedos (com a mão mantida fechada durante a extensão do punho.  Primeiro interósseo dorsal: a sua porção muscular pode ser palpada no espaço entre os metacarpianos do polegar e indicador (região dorsal) quando a resistência é aplicada à abdução do indicador.Obs. podendo ser palpado facilmente. . no terço distal do antebraço. os tendões dos extensores do punho podem ser vistos e palpados. somente o tendão do extensor radial longo do carpo (ERLC) é sentido.  Flexor ulnar do carpo: localizado no bordo ulnar do antebraço. torna-se proeminente. medialmente ao palmar longo. entre os tendões do flexor radial e ulnar do carpo.Obs.  Abdutor do dedo mínimo: sua porção muscular pode ser palpada no bordo ulnar da mão (região palmar) quando a resistência é aplicada à abdução do dedo mínimo.  Flexor radial do carpo: localizado no bordo radial do antebraço. torna-se proeminente.

primeiro o paciente inclina o tronco um pouco para trás para obter um relaxamento dos extensores de quadril e um melhor alcance da musculatura a ser palpada e posteriormente faz o movimento inverso. com o paciente em pé.  Face superior da sínfise púbica e os ramos superiores do púbis: podem ser palpados na posição supina (decúbito dorsal) com relaxamento dos músculos abdominais.1) Estruturas ósseas palpáveis:  Crista ilíaca. uma contração dos isquiotibiais. atuando como extensores do quadril. então.  Trocanter maior do fêmur: pode ser localizado colocando-se o polegar sobre a crista ilíaca lateralmente e alcançando-se embaixo na coxa com o dedo médio. então. um relaxamento do glúteo máximo é observado. ao passo que. melhor palpado. palpação em pé: podem ser palpados juntos as suas fixações proximais na tuberosidade isquiática. 4.  **Espinha ilíaca póstero-inferior (EIPI): não é palpável.  Espinha ilíaca póstero-superior (EIPS): localizada imediatamente acima do marco posterior (S2) da articulação sacroilíaca. inclinando o tronco um pouco para frente. quando o glúteo máximo e os isquiotibiais estão relaxados. a extensão do quadril associado a uma rotação externa acentua a contração deste músculo. Adutor do polegar: este músculo pode ser palpado contraindo-se no espaço entre os metacarpianos do polegar e indicador (região palmar) quando a resistência é aplicada à adução do polegar (movimento de “pinça” entre o primeiro e segundo dedos). pode ser localizada de forma subjetiva colocando-se 3 dedos do paciente imediatamente abaixo da EIPS. . sentida. esta estrutura é melhor palpada solicitando ao paciente um apoio unipodal contralateral e a rotação interna e externa do membro que está sendo avaliado.  Isquiotibiais (bíceps femoral. sendo. 4) QUADRIL E REGIÃO PÉLVICA 4. é.  Abdutor curto do polegar: este músculo pode ser palpado contraindo-se imediatamente acima do primeiro metacarpiano (região palmar) quando a resistência é aplicada à abdução do polegar. semitendinoso e semimembranoso): palpados na sua função como extensores do quadril  palpação na posição prona: a contração da musculatura posterior de coxa pode ser sentida se o quadril for estendido e simultaneamente rodado internamente.2) Estruturas musculares palpáveis:  Glúteo máximo: pode ser palpado quando o paciente está em pronação (decúbito ventral) ou em pé ereto simplesmente contraindo-o sem que qualquer movimento articular seja efetuado.  Espinha ilíaca ântero-superior (EIAS).  Tuberosidade isquiática: pode ser palpada com o paciente em decúbito lateral e com flexão de quadril e joelho ou abordada abaixo da dobra glútea. mas sua localização é importante para a avaliação clínica do equilíbrio sagital pélvico (ante e retroversão pélvica).

adutor curto. o psoas maior pode. e pode ser sentido contraindo-se quando o quadril é rodado externamente. e os dedos palpando são colocados entre as costelas inferiores e a crista ilíaca. porção média: palpada lateralmente abaixo da crista ilíaca e imediatamente acima do trocanter maior do fêmur quando a abdução do quadril é realizada em decúbito lateral ou em pé. quanto a sua porção muscular é vista e palpada mais abaixo. grácil e pectíneo: o grupo dos adutores pode ser palpado no lado medial da coxa. é melhor palpado em rotação interna de quadril e quando o glúteo máximo encontra-se relaxado (paciente em decúbito lateral com flexão de quadril e joelho). e o tensor da fáscia lata. o piriforme e a porção posterior do glúteo médio tendem a ser sentidos contraindo-se simultaneamente. pede-se a flexão do quadril para o paciente. desde o púbis à coxa distal. Piriforme: palpado na área a meio caminho entre o trocanter maior do fêmur.  Tensor da fáscia lata: uma contração forte é obtida resistindo-se à flexão (flexo-abdução) e rotação interna do quadril podendo ser palpado próximo ao quadril. então. adutor longo.  Íliopsoas (Psoas maior): pode ser palpado com o paciente na posição sentada. tomando uma direção lateral. porção anterior: palpada quando o quadril é rodado internamente na posição supina ou em pé. na sua face posterior. para assegurar relaxamento da musculatura abdominal.1) Estruturas articulares palpáveis:  Côndilos e epicôndilos femorais e linha articular: joelho relaxado em 90º de flexão. quando se oferece resistência à adução.  Quadrado da coxa: é palpado entre a tuberosidade isquiática e o trocanter maior do fêmur. sendo a palpação realizada no lado da perna de apoio imediatamente acima do trocanter maior do fêmur. possui íntima relação com a margem posterior do tensor da fáscia lata. os côndilos podem ser palpados anteriormente em ambos os lados da patela e acompanhados . obturador interno e obturador externo: são localizados e palpados como um grupo entre o piriforme e o quadrado da coxa. o tendão do músculo adutor longo pode ser palpado proeminente próximo a região inguinal quando a adução do quadril é solicitada. o tronco é ligeiramente inclinado para frente. o qual eleva o pé apenas tirando-o do solo. porém mais lateralmente do que a porção superior do sartório. tomando uma direção medial.  Reto da coxa (femoral): seu tendão pode ser palpado próximo ao quadril no “V” formado entre o sartório. 5) JOELHO 5. e o sacro. no terço médio da coxa. gêmeo inferior.  Gêmeo superior.  Glúteo mínimo: sua contração pode ser sentida juntamente com a porção anterior do glúteo médio no movimento de rotação interna do quadril na posição supina ou em pé.  Adutor magno. ser sentido contraindo.  Sartório: pode ser palpado em toda a sua extensão se o paciente mantiver o membro ativamente na posição de flexão e rotação externa do quadril e flexão e rotação interna do joelho (como em um movimento de cruzar a perna). porção posterior: palpada no dorso da porção média quando o quadril é abduzido e rodado externamente.  Glúteo médio: pode ser sentido inteiro quando ele se contrai para suportar o peso corporal em apoio unipodal.

no terço médio da coxa até sua fixação na base da patela. palpada anteriormente na tíbia. recobertas em parte pelo semitendinoso e adutor magno). recobre toda a superfície posterior da perna. podendo ser seguido proximalmente no sentido do ventre muscular até a sua fixação na tuberosidade isquiática. lateral (fibular): identificadas as suas inserções (epicôndilo lateral do fêmur e cabeça da fíbula). vasto medial – a sua porção distal é muito volumosa e é palpada medialmente no terço inferior da coxa. torna-se mais proeminente se a tíbia for rodada internamente de forma passiva. crista da tíbia: inicia-se imediatamente abaixo da TAT e pode ser seguida distalmente até o tornozelo.  Trato iliotibial: palpado em linha com o epicôndilo lateral do fêmur.  Patela: base da patela. este ligamento torna-se facilmente palpável se o pé for colocado sobre o joelho oposto e o quadril for deixado cair em abdução e rotação externa. aproximando-se pelo lado medial ou lateral (difícil palpação). quando os dedos palpando movem-se inferiormente a partir dos côndilos femorais é encontrada a depressão da linha articular tibiofemoral (confirmada com a rotação interna e externa passiva do joelho). com o paciente em pronação. abaixo dos côndilos tibiais.  Côndilos tibiais: joelho relaxado em 90º de flexão. distalmente ao ápice da patela. os côndilos tibiais podem ser palpados anteriormente em ambos os lados.  Flexores do joelho: bíceps femoral – seu tendão comum pode ser palpado lateralmente ao joelho quando se oferece uma resistência à flexão (e rotação externa) do joelho. ao passo que toda a cabeça longa pode ser observada e palpada desde a sua fixação na cabeça da fíbula até a tuberosidade isquiática.  Tuberosidade anterior da tíbia (TAT): área rugosa. se este for apreendido e levantado. gastrocnêmio – suas duas cabeças podem ser vistas e palpadas contraindo-se durante a flexão resistida do joelho e a flexão plantar do tornozelo. vasto intermédio – pode ser palpado embaixo do reto femoral. palpado distalmente.  Ligamento patelar: pode ser palpado em toda a sua extensão. vasto lateral – pode ser visto e palpado a partir do quarto distal do fêmur até proximalmente a base da patela. em seu terço distal.2) Estruturas musculares palpáveis:  Extensores do joelho: reto femoral – seu tendão pode ser palpado próximo ao quadril no “V” formado entre o sartório e o tensor da fáscia lata.  Menisco medial: com o joelho em 90º de flexão. com o paciente em pronação. o bordo medial deste menisco pode ser palpado sobre a linha articular na margem anterior do lig. semimembranoso – a sua porção inferior pode ser palpada em ambos os lados do tendão do semitendinoso (difícil palpação das outras porções musculares. é vista e palpada mais abaixo.proximalmente até os epicôndilos. . melhor palpada com o paciente na posição supina e joelho estendido.  Ligamentos colaterais: medial (tibial) – pode ser palpado medialmente ao longo da linha articular tibiofemoral à medida que o ligamento corre do epicôndilo medial do fêmur até o côndilo medial da tíbia (melhor palpado com o joelho em 90º de flexão). melhor palpado com o joelho em extensão. logo abaixo do ápice da patela. quanto a sua porção muscular. 5. deste o ápice da patela até a TAT. colateral medial. semitendinoso – seu tendão pode ser palpado medialmente ao joelho quando se oferece uma resistência à flexão (e rotação interna) do joelho. a palpação destas estruturas pode ser confirmada rodando-se interna e externamente a perna. palpada proximalmente e ápice da patela.

articulando-se proximalmente com o navicular. do sustentáculo do tálus. . torna-se proeminente se o pé for invertido. sustentáculo do tálus e tuberosidade medial do tálus. distalmente e na mesma linha horizontal.  Tróclea do tálus: torna-se proeminente com a flexão plantar passiva e pode ser palpada no lado anterior do maléolo lateral.Talofibular anterior: pode ser palpado sobre o seio do tarso. torna-se mais proeminente quando o pé é evertido passivamente.6) TORNOZELO E PÉ 6.  Ligamento colateral medial (deltóide): pode ser palpado dentro do triângulo formado pelos reparos de fixação deste ligamento: maléolo medial. tuberosidade do navicular.  Maléolo lateral: processo proeminente localizado na porção distal da fíbula no lado externo do tornozelo.  Cuneiforme intermediário e lateral: residem em linha com o segundo e terceiro metatarsianos. também se articula lateralmente com o cubóide.  Tróclea fibular (osso calcâneo): pequeno processo palpado abaixo e ligeiramente anterior à extremidade distal do maléolo lateral. a cerca de dois a três dedos. respectivamente.  Tálus: palpado entre a tuberosidade do navicular e a extremidade distal do maléolo medial. melhor palpado se o pé for invertido.  Sustentáculo do tálus (osso calcâneo): pode ser palpado como uma ligeira protuberância (com a largura aproximada de um dedo) imediatamente distal à extremidade do maléolo medial.  Cuneiforme medial: palpado imediatamente distal (cerca de um dedo) à tuberosidade do navicular e proximal à base do primeiro metatarsiano. sendo que o cuneiforme lateral.  Tuberosidade do navicular: pode ser palpado como uma estrutura proeminente.  Ligamento calcâneonavicular: corre do sustentáculo do tálus à tuberosidade do navicular. .1) Estruturas palpáveis:  Maléolo medial: processo proeminente localizado na porção distal da tíbia no lado interno do tornozelo.  Colo do tálus: pode ser palpado sob uma depressão (seio do tarso – canal que corre entre as articulações do tálus e calcâneo) localizada ligeiramente distal à tróclea do tálus.Calcâneofibular: corre do maléolo lateral à tróclea fibular (face lateral do calcâneo). .Talofibular posterior: corre horizontalmente desde a porção posterior do maléolo lateral ao tálus.  Ligamento colateral lateral: . em uma direção horizontal desde a porção anterior do maléolo lateral ao tálus.  Tubérculo medial do tálus: pequena proeminência localizada imediatamente posterior à extremidade distal do maléolo medial (pode algumas vezes ser palpada).

abaixo do tendão do flexor longo dos dedos. na porção inferior da perna.  Tuberosidade na base do quinto metatarsiano: pode ser palpada como uma proeminência facilmente identificada no lado lateral do pé. de forma isolada.  Cabeças dos ossos metatarsianos: podem ser palpadas nos lados dorsal e plantar do pé. facilmente observado e palpado distalmente à perna e superiormente à tuberosidade do calcâneo. o tendão do fibular curto.2) Estruturas musculares palpáveis:  Gastrocnêmio: descrito no item 5. 6. podendo ser acompanhada para baixo pelo lado lateral da perna. obtém-se uma contração praticamente isolada deste músculo se o paciente for colocado em pronação e solicitado a realizar uma flexão plantar resistida com o joelho flexionado. na superfície dorsal do pé. em ambos os lados do gastrocnêmio. Cubóide: pode ser palpado entre o calcâneo e a tuberosidade do quinto metatarsiano e pode ser seguido dorsalmente no sentido das suas articulações com os ossos cuneiforme lateral e navicular.  Diáfises dos ossos metatarsianos: podem ser melhor palpadas.  Primeiro metatarsiano: sua diáfise côncava pode ser palpada distal ao cuneiforme medial.  Tendão calcâneo (tendão de Aquiles): tendão único do tríceps sural (gastrocnêmio e sóleo). .  Flexor longo dos dedos: seu tendão pode ser palpado na face medial do maléolo medial.  Sóleo: pode ser palpado. o tendão do fibular longo reside levemente posterior ao tendão do curto sendo de difícil palpação. quando as falanges distais são flexionadas mantendo as falanges proximais e médias estabilizadas.  Flexor longo do hálux: seu tendão pode ser palpado na face medial do maléolo medial. torna-se proeminente e pode ser acompanhado até a sua fixação no quinto metatarsiano. salienta-se pela inversão do tornozelo). proeminente. assim como a primeira articulação tarsometatarsiana e a primeira metatarsofalangeana. em toda a sua extensão. quando se oferece resistência à eversão do tornozelo.  Articulações tarsometatarsianas: podem ser palpadas nas suas superfícies dorsais se os ossos metatarsianos forem movidos passivamente para cima e para baixo ou rodados.  Falanges e articulações interfalangeanas: são facilmente reconhecidas e palpadas.  Tibial posterior: seu tendão é observável e palpável acima (juntamente com os tendões do flexor longo dos dedos e flexor longo do hálux) e abaixo do maléolo medial (identificado facilmente imediatamente proximal à tuberosidade do navicular.2 (flexores do joelho).  Fibulares longo e curto: os tendões destes músculos passam posteriormente ao maléolo lateral. a porção muscular do fibular longo pode ser identificada imediatamente abaixo da cabeça da fíbula. quando a falange proximal do hálux é estabilizada e a distal flexionada.

C6: ao nível do arco da cartilagem cricóidea (localizada imediatamente abaixo da cartilagem tireóidea).  Osso hióide: pode ser palpado anteriormente imediatamente abaixo da mandíbula e acima da cartilagem tireóidea.  Ligamento nucal: estende-se desde a sétima vértebra cervical ao crânio e é melhor palpado quando a cabeça é inclinada para trás (posição onde encontra-se frouxo).Processo espinhoso de L4: ao nível da porção mais alta da crista ilíaca. quando a dorsiflexão é solicitada. . suas fixações proximais e o ventre muscular podem ser palpados no lado dorsolateral do pé imediatamente abaixo do seio do tarso.C3: ao nível do osso hióide. podem ser palpados também colocando-se o dedo.  Extensor longo do hálux: seu tendão saliente é visto e facilmente palpado resistindo-se à extensão/dorsiflexão do hálux ou apenas.  Reparos usados para orientação clínica: . . no canal auditivo. ao mesmo tempo em que a dorsiflexão e a inversão do pé é realizada).S2: altura das espinhas ilíacas póstero-superiores. .Corpo de T4: altura da junção do manúbrio e corpo do esterno.Corpo de T10: ao nível da extremidade do processo xifóide.  Côndilos da mandíbula: podem ser palpados imediatamente anteriores aos canais auditivos quando o paciente abre a boca ou desvia lateralmente a mandíbula ou faz a protração ou retração da mandíbula.  Extensor curto dos dedos: único músculo intrínseco do dorso do pé. . o paciente deve flexionar os dedos para inibir a ação do extensor longo do hálux. Tibial Anterior: pode ser palpado desde a sua inserção proximal até a distal. palpada atrás do lóbulo da orelha.  Processo mastóideo: parte mais inferior da porção mastóidea do osso temporal. .C4 e C5: ao nível da cartilagem tireóidea. . melhor palpado se a cabeça for inclinada ligeiramente para frente (ECOM relaxa- se).  Extensor longo dos dedos: seus tendões proeminentes são vistos e facilmente palpados resistindo-se à extensão/dorsiflexão dos dedos ou simplesmente. é palpada proximalmente. PESCOÇO E TRONCO 7. 7) CABEÇA. realizando-se a extensão do hálux com a planta do pé apoiada sobre o chão. a porção muscular.1) Estruturas palpáveis:  Linha nucal superior e inferior.  Protuberância occipital externa: ponto na linha mediana onde as linhas nucais superiores do lado direito e esquerdo encontram-se. . de posterior para anterior. no lado lateral da margem anterior da tíbia. seu tendão saliente é visto e palpado distalmente (para obter uma ação isolada deste músculo. realizando-se a extensão dos dedos com a planta do pé apoiada sobre o chão.

supra-hióideos (digástrico.  Terceira à sexta vértebras cervicais (C3 – C6): processos transversos e espinhosos melhor palpados com o paciente em supino para relaxar os músculos do pescoço. infra- hióideos (esternotireóideo.: região bastante sensível a pressão/palpação). longuíssimo do tórax e iliocostal do tórax): podem ser palpados nas regiões lombar e torácica inferior quando o paciente na posição prona. tubérculo posterior do atlas: é de difícil palpação. Processo transverso do Atlas (C1): pode ser palpado imediatamente abaixo do processo mastóideo.  Tórax (Caixa costal): as costelas de 1–7 (verdadeiras) fixam-se ao esterno (palpado anteriormente desde o manúbrio.2) Estruturas musculares palpáveis:  Longo da cabeça e longo do pescoço: podem ser palpados medial e profundamente ao ECOM próximo da superfície ântero-lateral das vértebras cervicais. genio-hióideo). as costelas 11 e 12 (flutuantes) têm extremidades livres. passando pelo seu corpo até o processo xifóide). no efeito de oscilar o tronco para trás e para frente. esterno-hióideo. médio e posterior: podem ser palpados (escalenos anterior e médio) durante a inspiração forçada imediatamente acima da clavícula e atrás do músculo ECOM ou quando se resiste à rotação da cabeça para o mesmo lado para relaxar o ECOM. eleva a parte superior do corpo tirando-a do solo.  Platisma.  Sacro: é palpado. estilo-hióideo. como uma continuação direta da coluna lombar interposto entre os dois ilíacos. as costelas 8–10 (falsas) unem-se umas às outras por meio de cartilagens e através destas ao esterno. 7. podem ser palpados também. imóvel durante este movimento.  Processo espinhoso do Áxis (C2): proeminente e facilmente palpável logo abaixo da depressão (região de C1) encontrada na base do crânio. milo-hióideo.  Escalenos anterior. . omo-hióideo). o movimento de flexo-extensão da cabeça facilita a identificação desta vértebra. em sua face posterior. o paciente deve rodar a cabeça para o mesmo lado para relaxar o ECOM e a seguir realizar uma flexão resistida da cervical. ao nível da porção mais alta do ramo da mandíbula (obs. mas pode ser encontrado em sua relação com o áxis. a qual pode ser confundida com a primeira torácica (T1).  Músculos eretores da espinha torácicos e lombares (longuíssimo lombar e iliocostal lombar.  Vértebras torácicas e lombares (T1 – L5): os processos espinhosos destas vértebras podem ser identificados e palpados em toda a extensão da coluna vertebral solicitando ao paciente que incline o tronco para frente.  Esternocleidomastóideo (ECOM): as duas cabeças (esternal e clavicular) podem ser palpadas realizando uma rotação contralateral da cabeça e resistindo-se à flexão lateral homolateral à palpação. tíreo-hióideo.  Sétima vértebra cervical (C7): proeminente e facilmente identificada na maioria dos indivíduos. as costelas são melhor palpadas solicitando ao paciente uma abdução homolateral do braço (colocar a mão sobre a cabeça) e uma leve inclinação lateral do tronco contralateral à palpação. a segunda vértebra sacral (S2) possui como ponto de referência a EIPS.

 Intercostais externos e internos: podem ser palpados entre duas costelas solicitando ao paciente uma abdução homolateral do braço (colocar a mão sobre a cabeça) e uma leve inclinação lateral do tronco contralateral à palpação. .  Reto abdominal: em indivíduos desenvolvidos. arco costal e processo xifóide. colocando-se as pontas dos dedos imediatamente embaixo das últimas costelas. sua tensão é sentida.  Diafragma: com o paciente em posição supina.  Oblíquo interno do abdome: não pode ser palpado isoladamente. é melhor palpado com o paciente na posição prona para relaxar os eretores da espinha. indivíduos que apresentam um tecido adiposo avantajado têm este músculo identificado somente pela tensão obtida durante o movimento de flexão do tronco na posição supina.  Transverso do abdome: pode ser palpado ântero-lateralmente entre as costelas inferiores e a crista ilíaca durante a expiração forçada. pode ser observado e palpado em toda a sua extensão em flexão do tronco. homolateralmente à rotação. Quadrado lombar: pode ser palpado contraindo-se acima da crista ilíaca e abaixo da última costela imediatamente lateral às fixações do eretor da espinha. este músculo pode ser palpado. juntamente com todas as camadas musculares da parede abdominal. possui uma linha de ação contínua com o oblíquo externo contralateral. durante uma inspiração. juntamente com outras camadas musculares da parede abdominal.  Oblíquo externo do abdome: pode ser observado e palpado durante a flexo-rotação do tronco com o paciente na posição supina.