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O financiamento da

educação no Brasil
Considerações sobre os textos:
“O financiamento da educação no Brasil e o desafio da superação de
desigualdades”, de Andrea Barbosa Gouveia (2013)
“O Fundeb na perspectiva do custo aluno qualidade”, de José
Marcelino Rezende Pinto (2015)

O financiamento da educação na
história do Brasil
• “[...] a ideia de uma vinculação específica de recursos para a educação remonta à
Conferência Interestadual do Ensino Primário, ocorrida em 1921 no Rio de
Janeiro” (PINTO, 2013, p. 103).
• Constituição Federal de 1934: pela primeira vez foi introduzida vinculação
de impostos para o ensino
• Constituição Federal de 1937: vinculação suprimida
• Constituição Federal de 1946: reintroduzida
• Constituição Federal de 1967: suprimida
• Emenda Constitucional 24/1983 “Emenda Calmon”: “Estabelece a
obrigatoriedade de aplicação anual, pela União, de nunca menos de treze por
cento, e pelos Estados, Distrito Federal e Municípios, de, no mínimo, vinte e
cinco por cento da renda resultante dos impostos, na manutenção e
desenvolvimento do ensino”.
• Constituição Federal de 1988: ratificada

O financiamento da educação na
história do Brasil

• Fundo Nacional de Ensino Primário em 1942:
autorizava a União a estabelecer convênios com os
Estados e o Distrito Federal por meio do repasse de
recursos para a melhoria do ensino primário – que
se apresenta (uma espécie de antecessor do
Plano de Ações Articuladas – PAR).

A questão tributária no Brasil
• “Brasileiro trabalha mais que americano e
argentino para pagar impostos” (SAVARESE,
2009 apud GOUVEIA, 2013, p. 83).
• 2) Por outro lado..
“O pagamento de tributos em
países como França e Suécia
garantiram historicamente
redistribuição de renda em
forma de políticas sociais
universais” (GOUVEIA, 2013,
p. 83).

2013. menor desigualdade de renda).A questão tributária no Brasil • Como consequência. esses países têm maiores índices de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e menores de Coeficiente de Gin (sendo que quanto menor. . 83). p. • “ISTO SIGNIFICA que temos que discutir não apenas se pagamos muitos ou poucos impostos. mas quem deve pagar e qual o destino destes recursos” (GOUVEIA.

2) Taxas e 3) Contribuições Tem destinação específica . Três tributos que compõem o sistema tributário brasileiro 1) Imposto: é o único que tem vinculação constitucional obrigatória com a educação.

2013. 2013. p. 85).Sistema tributário brasileiro • QUADRO 1 – COMPOSIÇÃO DA RECEITA DE IMPOSTOS NO BRASIL (GOUVEIA. 84) • Informações: ▫ Os impostos são repartidos entre os entes federados ▫ “As transferências são formas de enfrentar a desigualdade de desenvolvimento econômico do país” (GOUVEIA. . p.

. Sistema tributário brasileiro e a educação • As principais transferências nacionais para a educação são oriundas do: Fundo de Participação dos Estados (FPE) e Fundo de Participação dos Municípios (FPM) = IPI + IR Critério: considerando a proporção de habitantes de cada localidade e a forma inversamente proporcional da renda de estados e municípios.

“Essa organização tem garantido certa estabilidade de investimentos em educação. p. pois independentemente das prioridades de qualquer governante. . 85). inclusive transferências. a área da educação tem recursos anuais para manutenção da estrutura existente” (GOUVEIA. na Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE) • Cabe aos ESTADOS e MUNICÍPIOS: aplicar pelo menos 25% da receita de impostos em MDE. Sistema tributário brasileiro e a educação • Cabe à UNIÃO: aplicar anualmente nunca menos de 18% da receita de impostos. 2013.

• Outro desafio são questões ainda imprecisas ou que geram omissões.: ▫ Despesas com inativos ▫ Despesas com hospitais universitários ▫ Interpretações variadas por parte dos Tribunais de Contas. Ex. 2013.: Quadras de esporte usadas pela comunidade . p. Ex. MDE (Manutenção e Desenvolvimento do Ensino) • QUADRO 2 (GOUVEIA. 86) • O grande desafio e o mais importante sobre isso é o acompanhamento e o controle social sobre o uso dos recursos para a educação.

pois a redistribuição que ele faz está no limite dos recursos e o valor deles ainda está sem uma definição de quais são os recursos necessários para educação de qualidade. MDE (Manutenção e Desenvolvimento do Ensino): problemas ainda existentes Apesar de positiva ainda permanece a desigualdade de condições de investimento. Por quê? Pois há uma grande desigualdade na arrecadação da receita de impostos entre os diferentes estados e municípios brasileiros. . Mas e o FUNDEF e posteriormente o FUNDEB não ajudaram a resolver isso? Ainda não.

A política de fundos para a Educação Básica: o FUNDEF Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério: • Apresentou-se como uma forma de redistribuir o dinheiro dentro de cada estado da federação • Estabeleceu uma sub-vinculação de 60% sobre percentual de 25% da receita de: ▫ ICMS ▫ IPI-exportação ▫ FPE ▫ FPM ▫ Recursos da desoneração das exportações (circulação de mercadorias) .

porque já eram receitas compartilhadas entre os entes federados. 2013. 88)...] facilitou o funcionamento automático do mecanismo. no processo de arrecadação os recursos eram destinados ao fundo e só depois repartidos entre estado e municípios” (GOUVEIA. Qual a vantagem então? “[. • Essa redistribuição ficou condicionada ao número de alunos/as matriculados/as no ensino fundamental regular em cada rede pública. pois independente de qualquer forma de adesão. p. FUNDEF Gerou aportes novos? Não. .

. MAS COM O FUNDEF O VALOR FOI DIMINUÍDO PARA 30% E AUMENTOU O PERCENTUAL PARA OS ESTADOS E MUNICÍPIOS DE 50% PARA 60%. Por quê? Porque antes do FUNDEF (1998) a Constituição Federal previa a destinação de 50% dos recursos vinculados à educação para o ensino fundamental e erradicação do analfabetismo.FUNDEF Quais os problemas (1)? Gerou uma secundarização do papel do governo federal no financiamento do ensino fundamental.

p. 89). .FUNDEF “Se a primeira ideia preconizada pelo governo federal era de tornar o ensino fundamental realmente prioridade com a instituição do Fundo. parece que antes a prioridade prevista ao ensino fundamental era maior” (GOUVEIA. 2013. quando comparamos o papel da União antes e depois do FUNDEF.

os estados não poderiam aplicar menos do que esse valor e quem não tivesse recursos disponíveis teria complementação federal. .FUNDEF Outra polêmica (2): definição de Custo- aluno Essa definição deveria ser estabelecida pelo/a Presidente/a da República considerando o resultado da divisão entre os recursos disponíveis no ano para os estados e municípios (por meio do Fundo) e o número de matrículas no ensino fundamental regular. Assim.

00 para cada estudante de 1ª a 8ª série e para a educação especial (mesmo que fosse preconizado que os valores para a educação especial. .. 1ª a 4ª e 5ª a 8ª deviam ser diferenciados).. Resultado.FUNDEF Outra polêmica (2): definição de Custo- aluno O problema é que a regra valeu parcialmente: o que prevaleceu foi a ideia de que o valor seria fixado pelo/a Presidente e não a regra que determina como se faria a conta. • 1997: R$ 300.

65 para 5ª a 8ª • 2003: R$ 446 para 1ª a 4ª e 468. E o restante GASTA MAIS QUE O MÍNIMO NACIONAL. Poucos estados recebem complementação da União.00 para 1ª a 4ª e R$ 349.30 para 5ª a 8ª O problema é que os valores ficaram sempre abaixo do previsto pelo próprio FUNDEF. .FUNDEF • 1998 e 1999: R$ 315.00 sem diferenciação • 2000: R$ 333. representando pouco incremento de recursos para o ensino fundamental.

merendeiro/a. • Acontece que alguns municípios que entenderam que o gasto com docentes era no máximo de 60% e o restante ficaria sob decisão de um Conselho de Acompanhamento e Controle Social do FUNDEF. (DESVALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO) . servente. compras de material e reformas com no máximo 40% do restante.FUNDEF Outra polêmica (3): pagamento de professor/a • A Lei 9424/1996 estabelece que no mínimo 60% dos recurso do Fundo deviam ser destinados ao pagamento de professores/as do ensino fundamental em efetivo exercício. e os pagamentos de secretário/a de escola.

p.. 91). já que que atua na educação infantil não podia receber tal rateio. • E mais problemas: ▫ 1) disputa na rede municipal pelas turmas de ensino fundamental. . com o fim do FUNDEF ou com a construção de novas escolas.] conseguem agradar os professores com esta divisão de sobras” (GOUVEIA. “acabam-se os rateios e a valorização dos professores volta a ser uma promessa” (GOUVEIA. 2013. p. ▫ 2) o abono não é vinculado ao salário. 91). 2013.. Logo. FUNDEF Outra polêmica (4): rateio para professores/as • Distribuição de 16º salário para professores/as de determinados municípios que não conseguiram aplicar o mínimo obrigatório: “[.

2013. com a aprovação do Fundef essa participação foi progressivamente crescendo. . sobretudo nas regiões mais pobres do país. p. 91). “coloca-se a possibilidade do controle pela sociedade sobre um pedaço dos recursos da Educação” (GOUVEIA. 92). • 2) A ideia de controle social pois embora sejam ainda muito frágeis. • 3) Uma mudança radical na distribuição da oferta do ensino fundamental no interior dos entes federados: enquanto no período de 1948 até 1995 a participação dos municípios na matrícula pública dessa etapa de ensino ficou em torno de 30%. balancetes e demonstrativos de despesas passassem a discriminar o que é e o que não é pago com o FUNDEF” (GOUVEIA. FUNDEF Mas não teve nada de bom? • 1) Uma melhor organização da administração pública pois ela foi “obrigada a reorganizar as rotinas para que os documentos. 2013. p.

FUNDEB • Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica: em 2007 foi criado para substituir o FUNDEF. etapas e segmentos de oferta da educação básica. . • Essa ampliação aconteceu gradativamente e em 2009 100% de matrículas da educação básica estavam vinculadas ao FUNDEB. embora o número de matrículas também tenha aumentado. a partir de um cálculo diferenciado por modalidade. ampliando a redistribuição dos recursos para toda a educação básica. • Fortaleceu o conceito de controle social • Proporcionou a ampliação de recursos sub-vinculados.

FUNDEB • O ICMS continua sendo a principal fonte desse Fundo (64%) Grandes qualidades/inovações do novo Fundo: • Retomou o conceito de educação básica definido pela LDB (níveis: educação infantil. educação especial. modalidades: educação de jovens e adultos. ensino fundamental e médio... Produziu uma reforma tributária na divisão dos recursos no interior de cada unidade federada. dada a transitoriedade do Fundeb. • O desequilíbrio entre os valores com os quais os municípios contribuem para o fundo e aqueles que eles recebem do respectivo governo estadual aponta para uma crise grave em um futuro próximo. ensino profissional). • Disciplinou mais ainda a complementação da União (10% do total do Fundo) e a necessidade de Conselhos de Acompanhamento e Controle Social. • CONTUDO. O Fundo expira em 2020 .

• Continua apresentando composições viciadas de Conselhos de Acompanhamento e Controle Social.. . FUNDEB Problemas.. (1) • Continua atuando primeiro internamente nos estados e só depois atua com complementação da União no sentido de “equalizar” os recursos com abrangência nacional. embora tenha sido inovadora a garantia de que os/as conselheiros/as sejam indicados/as por seus pares e impede que o/a representante do governo gestor do Fundo ocupe a presidência do Conselho.

. (2) • Dos 26 estados da Federação. em 2012. Problemas.4 bilhões ≥ que o Fundef.. 10 receberam complementação. cujo total foi de R$ 10. que em seu último ano de existência propiciou complementação de apenas R$ 300 milhões (em valores de 2006) para um estado. . antecessor do Fundeb.

“Constata-se. para se afirmar que a União está cumprindo o seu papel de equalizar as oportunidades educacionais” (PINTO. 2015. um inegável avanço. insuficiente. portanto. contudo. 104). p. .

definidos como a variedade e quantidade mínimas.] IX – padrões mínimos de qualidade de ensino.org. cujo objetivo é transformar em políticas concretas duas determinações legais: ▫ Artigo 211 § 1º da CF. por aluno... de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem”. .br/simulador- basico-do-caqi • Nasce da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.custoalunoqualidade.Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi) http://www. quando define que “o dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: [. que estabelece o dever da União de “garantir a equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino”. ▫ Artigo 4º da LDB.

. considerando as diferentes etapas de ensino.Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi) • Definido a partir de insumos mais importantes para os processos de ensino-aprendizagem: • Salários. . considerando tão somente o valor possível de se obter a partir da complementação da União ao fundo. • Materiais de consumo e serviços. • Jornada de trabalho. • Definição de tais valores. • Prédios e equipamentos. Esse valor é definido sem qualquer base em custos reais. No entanto.. • Razão estudantes/professor.

p. 108-109) . 2015.“Essa discrepância ajuda a entender a resistência dos municípios em ampliarem sua rede de creches. bem como o colossal fechamento de escolas rurais” (PINTO.

• “Implementar o CAQi representa praticamente acabar com as desigualdades no âmbito do Fundeb entre as diferentes regiões do País. 109).2% do Produto Interno Bruto (PIB) para cerca de 1%”. 2015. p.Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi) • Para viabilizar o CAQi. e todos os estados receberiam complementação” (PINTO. . a complementação da União deveria sair do patamar atual de 0.

“Aproximar o padrão de financiamento de todas as escolas públicas do País ao padrão de São Paulo seria uma revolução em termos de criação de um sistema nacional de educação. O horizonte a se atingir nessa caminhada é o CAQ (Custo Aluno Qualidade)” (PINTO. mas o Brasil ainda estaria longe de um ensino de qualidade. 109). mas representa um primeiro e grande passo.Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi) Mas o CAQi é garantia de qualidade? Não necessariamente. 2015. p. .

a 30%? . quando muito. como o Enem. o Pisa ou a Prova Brasil se pesquisas indicam que os resultados do desempenho dos estudantes em testes padronizados são influenciados majoritariamente por fatores extraescolares.Qual seria o custo de uma escola de qualidade? • Basta analisar 0 custo de escolas e de sistemas de ensino que são reconhecidos como de qualidade? • Basta considerar o desempenho das escolas e dos países em testes padronizados. como nível de renda e escolaridade dos pais e que a influência da escola no desempenho chegaria.

Qual seria o custo de uma escola de qualidade? “Essa constatação expõe os riscos de se usar apenas a nota dos alunos como indicador de qualidade do ensino. ensinar crianças de classe média [e o contrário se aplica também]” (PINTO. mas que atenda alunos de famílias mais pobres. Ou seja. p. pois é possível que uma escola que faça um bom trabalho. com professores competentes e dedicados. . é mais fácil. 2015. 109-110). tenha um pior desempenho que outra na qual estudem crianças de famílias mais afluentes. e barato.

349 por ano (mensalidade de R$ 196) é possível avaliar a distância entre o que se gasta com um aluno da elite e com aqueles das classes mais pobres. Quanto às crianças mais pobres. 2015. p. em função do capital cultural que já possuem. “E o mais grave é que as crianças mais ricas não se ressentiriam tanto de uma escola com “menos recursos”. . 110) Buscar aferir o custo aluno dessas instituições públicas de sucesso é o primeiro passo para se obter o CAQ. • 9 das 10 são privadas • Observando o valor médio do Fundeb (2012) – de R$ 2. se a escola não garantir recursos essenciais à sua formação e aprendizagem. quem o fará?” (PINTO. • Diferença superior a 16 vezes na instituição mais cara e 4 vezes na menos cara.

p. o dobro daqueles indicados para o Brasil” (PINTO.“Somente os países que pertenceram à ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (Hungria. 2015. Ainda assim. os valores gastos por eles são. talvez pelo amplo investimento educacional ao longo dos anos e pela preocupação com a redução das desigualdades. pelo menos. 111). conseguem um bom desempenho no Pisa com gastos por aluno inferiores aos praticados pelos países ricos. Polônia e Estônia). .

.

.Fundeb • Os municípios das regiões mais pobres do País. em virtude da grande municipalização que ocorreu. • E isso ocorre. passam a contar com um volume de recursos muito acima daqueles que administravam anteriormente (que equivale quase à metade das receitas municipais totais). • Remanescentes do coronelismo: a indicação político- partidária para os cargos de diretor de escola e para a composição dos órgãos de educação  tem servido de cobiça para os grupos privados de ensino que vendem seus “sistemas” e assessorias para prefeituras. em municípios que não possuem sequer uma secretaria de educação minimamente estruturada. muitas vezes.

. no Rio de Janeiro foi com 12%. e o único estado em que houve crescimento foi o Acre.A constante reflexão sobre qualidade e equidade • Queda das matrículas na educação básica a partir de 2010 (de 2009 a 2012. considerando-se o total do País. Não previu uma fonte Tem causado crescente incremento adicional de recursos para do valor aluno disponibilizado pelo viabilizar uma ampliação das fundo. essa redução de matrículas foi de 7%. mas à custa da não matrículas sem perda da incorporação de novos estudantes. e não sua queda. com 2%). era de se esperar um crescimento da matrícula. qualidade. • Emenda Constitucional nº 59/2009 – que ampliou a obrigatoriedade escolar para a faixa etária de 4 a 17 anos –.

. p.. em especial a carreira docente “[.Estimando o CAQ – PROPOSTAS • O sonho do “padrão federal”: ▫ Considerando as creches: valores de 2012  a 15.8% do PIB ▫ Matrícula pública de 2012  12. . 2015.] não há como valorizar uma profissão sem que sua remuneração a torne atraente para os ingressantes na educação superior no momento em que fazem suas escolhas” (PINTO.3% do PIB • O possível: ▫ Direta associação entre insumos e educação. 113).

. o patamar de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do País no 5º ano de vigência desta Lei e. o equivalente a 10% do PIB ao final do decênio. Comprometimento maior do PIB META 20 (PNE) Financiamento da Educação Ampliar o investimento público em Educação pública de forma a atingir. no mínimo.Estimando o CAQ – PROPOSTAS 1. no mínimo.

. a iniciativa está nas mãos da União [. Assim.] simulações com os dados de 2008 da Secretaria do Tesouro Nacional mostram o impacto insignificante das receitas próprias de impostos nos municípios com menos de 50 mil habitantes (90% do total de municípios brasileiros).. no máximo. em que elas representam [APENAS] 11% da arrecadação total. . 114). p..Estimando o CAQ – PROPOSTAS 2.]” (PINTO. Portanto. Um novo pacto federativo em que a União exerça papel mais proeminente no financiamento da educação básica “[.. 25% além daqueles disponibilizados pelo Fundeb. 2015. o potencial de recursos para esses municípios é de.

Mudanças no modelo de gestão e de funcionamento do Fundeb • Dar perenidade ao Fundo (pois ele expira em 2020) • Estabelecer regras para o regime de colaboração para que os municípios.Estimando o CAQ – PROPOSTAS 3. que ficam com a parte mais onerosa não sejam prejudicados. .

que seriam fiscalizados pelos Tribunais de Contas (os quais precisam ser reformulados) e pelo Ministério Público. o qual. . fornece todas as condições para se pensar e construir um novo padrão de financiamento da educação brasileira até 2020. 115). 2015. Os órgãos de avaliação da qualidade de ensino estariam vinculados a esses conselhos.“Caberia aos conselhos gerenciar a totalidade dos recursos da educação. Trata-se apenas de uma proposta para o debate. se iniciado agora. p. escolhendo os gestores (de sistema e das escolas). quando termina a vigência do Fundeb” (PINTO.