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Iemanjá

Mãe da maioria dos Orixás, dona dos mares, protetora dos pescadores e marinheiros. Orixá que gera o movimento das águas, Deusa da pérola, senhora dos lares, que traz paz e harmonia para toda a família. Dona do pensamento, por isso é a ela que recorremos para solucionar problemas de depressão e de instabilidade emocional.

Apesar de os preceitos tradicionais relacionarem tanto Oxum quanto Iemanjá à função da maternidade, pode estabelecer-se uma distinção nesses conceitos. Oxum é a mãe no sentido de fecundação, gestação e criação do bebê. enquanto este não aprende nenhuma língua, enquanto seus mecanismos de personalidade não estão definidos. Iemanjá, por sua vez, é mãe daí por diante, é a função de maternidade enquanto educação. É a mãe do jovem e do adulto, a figura materna que acompanha um ser humano por toda vida.

Lenda sobre Iemanjá:

Iemanjá era casada com Oduduá com quem tinha dez filhos Orixás. Por amamentá-los, ficou com seios enormes. Impaciente e cansada de morar na cidade de ifé, ela saiu em rumo oeste, e conheceu o Rei Okerê. Logo se apaixonaram e casaram-se. Envergonhada de seus seios, Iemanjá pediu ao esposo que nunca a ridiculariza-se por isso. Ele concordou; porem, um dia, embriagou-se e começou a gracejar sobre os enormes seios da esposa. Entristecida, Iemanjá fugiu.

Durante a fuga, ela caiu quebrando um pote que continha uma poção, que seu pai lhe dera para casos de perigo. A poção transformou-a num rio cujo leito seguia em direção ao mar.

Ante o ocorrido, Okerê, que não queria perder a esposa, transformou-se numa montanha para barrar o curso das águas. Iemanjá pediu ajuda ao filho Xangô, e este, com um raio, partiu a montanha no meio; o rio seguiu para o oceano e, dessa forma, a Orixá tornou-se a Rainha do mar.

Arquétipos dos filhos de Iemanjá:

Os filhos de Iemanjá são pessoas voluntariosas, fortes, rigorosas, protetoras, altivas e, algumas vezes impetuosas e arrogantes; tem o sentido da hierarquia, faze-se respeitar e são justas, mas formais; poem à prova as amizades que lhes são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se a perdoam, não a esquecem jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérias. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, das jóias caras. Tem tendencia à vida suntuosa mesmo se as possibilidades do cotidiano não lhes permitem tanto.

Características Positivas:

Seus filhos são dotados de franqueza, alegria, desconfiança, sabedoria e competência. Decididos, honestos e corretos. Inteligentes, criativos. São pessoas que gostam do trabalho e dedicam-se inteiramente à família

Características Negativas:

Demasiadamente exigentes, quando com raiva, destroem uma pessoa com um simples olhar. Quando ofendidas perdoam, mas jamais esquecem. Cruéis e egoístas, são do tipo donos da verdade. Dramáticos e fatalistas, se irritam facilmente.

Qualidades: Bocí, Bomi, Nanã Borocum

*Bocí: A mais nova. Guerreira, dona da espada, esposa de Ogum.Vive perto das praias, no encontro das águas com as pedras.

*Bomi: É a Iemanjá de meia idade

*Nanã Burucum: A mais velha e severa de todas, rabugenta, feiticeira, rancorosa e violenta.

Saudação: Odô Omio: Mãe do Rio! Dia do ano: 02 de fevereiro Dia da Semana: Sexta-feira Flor: Hortênsia, palma azul, rosa azul Comida: Canjica branca, peixe Doce: Merengue, doce de côco Animal de estimação: Marisco Função: Mudança de pensamento, união, abafamento Número: 08 Cor: Azul claro

Ferramentas: Âncora, leme, peixe, estrela do mar, pérola, conchas, moedas, búzios

Frutas: Melancia, uva dedo-de-dama, pêra Ervas: Malva, alfazema Legumes: Alface, cebola, salsa, chuchu Ajuntós:

*Bocí: com Ogum Adiolá, com Xangô Aganjú, com Odé, com Ossanhe, com Oxalá Dacum

*Bomí: com Oxalá Jobocum, com Oxalá de Orumilaia *Nanã Borocum: com Oxalá Jobocum

HISTÓRIA DE OGUM ADIOLÁ

*Bocí: com Ogum Adiolá, com Xangô Aganjú, com Odé, com Ossanhe, com Oxalá Dacum *Bomí: com

OGUM ADIOLÁ É UM ORIXÁ DE PRAIA, É UMA VERSÃO DE OGUM MAIS JOVEM, FAZ AJUNTÓ SOMENTE COM ORIXÁS DE PRAIA, MAS É UM ORIXÁ MASCULINO.

LENDA OGUN ADIOLA

LENDA OGUN ADIOLA Ogun Adiola é um orixá vaidoso, quando combate ele olha seu reflexo na

Ogun Adiola é um orixá vaidoso, quando combate ele olha seu reflexo na espada para admirar sua beleza. É o orixá mais belo do batuque e dizem que seria filho de Oxum e Ode. Apaixonou-se por Iemanjá. Reza a lenda que Adiola, vendo a tristeza e solidão de Ogun, que teve todas as suas mulheres mortas pela ira de Oya, que depois partiu com Xangô, resolveu por gratidão e admiração a Ogun tomar uma poção mágica que o transformava no que ele quisesse. Então desejou virar uma linda e formosa moça. Ogum avistou a bela moça e a possuiu. No outro dia, Ogun acordo e viu Adiola ao seu lado e percebeu que havia sido enganado e traído pelo rapaz a quem ensinou as táticas de guerra e o manuseio de armas de caça e ferro. Começou então a golpeá-lo com toda sua ira ate que quando Adiola, já exausto, iria sofrer o golpe de misericórdia, Oya surgiu como vento e o resgatou. A yaba curou suas feridas e levou ate Oxalá, que determinou seu castigo. A partir daquele momento, Adiola seria um Orixá de praia, pois somente eles, os Orixás do mel, podiam acalmar Ogun. E como possuía o manuseio do ferro, ele seria Ogun Adiola. Com a vaidade de Oxum, as artimanhas e as roupas de Ode e as artes de Ogun, viveria à beira do mar, a serviço e proteção daqueles que lá precisarem. Foi assim que Ogun Adiola passou a viver na praia, admirando Yemanjá e apaixonando-se pela beleza da sua musa. Jamais comeria o que Ogun come e tudo que ganhasse seria do povo da praia; sua única comida seria o marreco, ora nas águas, ora na terra.

Epandá

Oxum é um Orixá de Mel. Sua doçura e amabilidade são perceptíveis mas mesmo assim ela

Oxum é um Orixá de Mel. Sua doçura e amabilidade são perceptíveis mas mesmo assim ela é um Orixá de muita força já que ela sempre quis estar sempre a frente de tudo. Junto com Yemanjá e Oxalá, os três são os Orixás de Coroa (Cabeças Grande). Oxum rege a subsistência de todos os seres, plantas, animais em virtude das Águas Doces, Yemanjá rege o Pensamento e Oxalá rege a Existência, assim como o desencarne também.

Ademum

Ora Iê iêô Mãe Oxum Ademum! Ademum é um Orixá muito forte. Apesar do Mel, ela

Ora Iê iêô Mãe Oxum Ademum! Ademum é um Orixá muito forte. Apesar do Mel, ela é um Orixá doce e por ser uma Oxum ela é um Orixá de Guerra (carrega além do espelho, uma espada), não se deve prometer nada nem desejar algo que não seja correto e sincero pois ela não atende. Aliás com Orixá nenhum se deve fazer isto. Algo muito importante que se deve esclarecer é que o destino não pode ser manipulado nem o carma. Aquilo que está escrito para vivermos a partir do momento que o ser humano respira pela primeira vez não pode ser alterado.

Os serviços feitos para Oxum geralmente são voltados para o amor e o dinheiro.

Oxum

Oxum é muito bonita, charmosa, e possessiva. É intuitiva e sente quando algo não está bem. É uma boa anfitriã e tem boa fé, não percebendo a maldade dos inimigos. Nome de um rio na Nigéria, em Ijexá e Ijebú. Segunda mulher de Xangô, deusa do ouro, riqueza e do amor. A Oxum pertence o ventre da mulher e ao mesmo tempo controla a fecundidade, por isso as crianças lhe pertencem. Dona dos rios e cachoeiras gosta de usar colares, jóias, tudo relacionado à vaidade, perfumes, etc. Senhora soberana das águas doces. Todos os rios, lagos, lagoas e cachoeiras pertencem a este Orixá. O casamento, o ventre e a fecundidade e as crianças são de Oxum, assim como, talvez por consequência, a felicidade. O ouro e o dinheiro em todas as suas espécies também são de Oxum. Pela hierarquia é

o primeiro Orixá doce seguida de Iemanjá e Oxalá, formando assim o grupo de Orixás chamado de Cabeças Grande.

Saudação: Ieieu Dia da Semana: Sábado Número: 08 e seus múltiplos Cor: Todos os tons de amarelo (amarelo claro: Oxum Pandá, amarelo escuro: Oxum Demum, amarelo ouro: Oxum Docô) Guia: toda amarela de um mesmo tom, o tom varia com o Orixá (amarelo claro: Oxum Pandá, amarelo escuro: Oxum Demum, amarelo ouro: Oxum Docô) Oferenda: Oxum Pandá - canjica amarela cozida, quindim, pêssego em calda, mel e bala de mel; e as outras canjica amarela cozida, quindim e mel Adjuntós: Oxum Pandá Ibedji com Xangô Agandjú Ibedji, Oxum Pandá com Bará Agelú, Com Ogum Adiolá, com Xangô Agandjú, com Oxalá Bocum, com Oxalá Olocum, Oxum Demun com Ossanha, com Oxalá Olocum, Oxum Olobá com Xangô Agodô, com Xapanã Belujá, Oxum Docô com Oxalá Jobocum ou Oxalá de Orumiláia Ferramentas: todos adornos femininos em ouro, peixe, leque, caramujos, coração, moedas e búzios Ave: Galinha amarela clara para Oxum Pandá e Demum e galinha amarela ou vermelha para Oxum Docô Quatro pé: cabrita branca ou amarela

Oxum Pandá Ibedji: Nossa Senhora de Fátima Oxum Pandá: Nossa Senhora de Fátima quando faz adjuntó com Bará Agelú, Nossa Senhora do Rosário quando faz adjuntó com Ogum Adiolá, Nossa Senhora de Lourdes quando faz adjuntó com Xangô Agandjú, Nossa Senhora das Graças quando faz adjuntó com Oxalá Bocum, Imaculada Conceição quando faz adjuntó com Oxalá Olocum e Sagrado Coração de Jesus quando faz adjuntó com Oxalá Olocum Oxum Demun: Nossa Senhora Aparecida ou Nossa Senhora da Conceição Oxum Docô: Nossa Senhora da Conceição ou Nossa Senhora Aparecida

As pessoas de Oxum são extremamente sensuais e perfumadas. São vaidosas, elegantes, sensuais, adoram perfumes, jóias caras, roupas bonitas, tudo que se relaciona com a beleza. Gostam de chamar a atenção do sexo oposto. São boas donas de casa e companheiras, despertam ciúmes nas mulheres e se envolvem em intrigas.

As clasificações deste Orixá são: Oxum Epandá, Oxum Epandá Ibedji, Oxum Adocô, Oxum Ademum e Oxum Olobá. Sua cor característica variada de acordo com sua classifcação. A Oxum

Epandá Ibedji podem ser todas as cores dos Orixás reunidos menos preto. As demais permanecem com o amarelo e o dourado. O número da Oxum é o 8 e seus múltiplos (16, 32, 48).

No sincretismo católico Oxum é representada pelas Imagens de acordo com sua classificação. A Oxum Epandá Ibeji é representada pela Nossa Senhora de Fátima. A Oxum Epandá é representada por Nossa Senhora de Fátima (quando faz o Ajuntó com Bará Agelú), Nossa Senhora do Rosário (quando faz o Ajuntó com Ogum Adiolá), Nossa Senhora de Lourdes (quando faz o Ajuntó com Xangô Aganjú), Nossa Senhora das Graças (quando faz o Ajuntó com Oxalá Obocum), Imaculada Conceição (quando faz Ajuntó com Oxalá Olocum) e Sagrado Coração de Maria (quando faz o Ajuntó com Oxalá Olocum). A Oxum Ademum é representada pela Nossa Senhora Aparecida. A Oxum Olobá é representada pela Nossa Senhora do Carmo (quando faz o Ajuntó com Xangô Agodô) e Nossa Senhora Medianeira (quando faz o Ajuntó com Xapanã Belujá). A Oxum Adocô é representada pela Nossa Senhora da Conceição.

Lembrando que todos nós, independente de Iniciados ou Babalorixás/Yalorixás temos um Orixá na cabeça, outro no corpo e outro na passagem e por isso a importância dos Ajuntós. Os Ajuntós servem para haver equilíbrio entre nosso Orixá de cabeça e Orixá do corpo. Por exemplo:

Oxum Epandá Ibedji só "casa" com Xangô Agandjú Ibedji, Oxum Epandá só "casa" com Bará Agelú ou Ogum Adiolá ou Xangô Agandjú ou Oxalá Obocum ou Oxalá Olocum. Oxum Ademum só "casa" com Ossanha. Oxum Olobá só "casa" com Xangô Agodô ou com Xapanã Belujá. Oxum Adocô só "casa" com Oxalá Jobocum ou às vezes com Oxalá de Oromilaia.

Oxum rege o coração, útero, estômago, sangue, ovários, antebraço, mãos, ossos do antebraço, ossos da mão, ossos da cintura pélvica.