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CARA DA FOTO
- CURSO DE FOTOGRAFIA
E PÓS-PROCESSAMENTO
NA PRÁTICA

Rodrigo Polesso & Ricardo Polesso

[ ÍNDICE ]

INTRODUÇÃO..................................................................................................... 7
OS 5 PASSOS PARA FOTOGRAFIAS SENSACIONAIS......................................... 13
PASSO 1....................................................................................................... 14
PASSO 2....................................................................................................... 16
PASSO 3....................................................................................................... 17
PASSO 4....................................................................................................... 18
PASSO 5....................................................................................................... 19

EQUIPAMENTO FOTOGRÁFICO......................................................................... 21
CÂMERAS..................................................................................................... 22
LENTES......................................................................................................... 26
DISPARADOR REMOTO............................................................................... 35
FILTROS........................................................................................................ 36
TRIPÉS.......................................................................................................... 40
MOCHILAS................................................................................................... 42

INTRODUÇÃO AOS 3 PILARES DA FOTOGRAFIA.............................................. 44
OS MODOS DA CÂMERA.................................................................................... 48

PARADA I – JARDIM BOTÂNICO......................................................................... 52
OS 3 PILARES DA FOTOGRAFIA: ABERTURA DO DIAFRAGMA........................ 53

PARADA I – JARDIM BOTÂNICO (CONTINUAÇÃO)........................................... 61
PASSO 1 - ENXERGAR................................................................................. 61

COMPOSIÇÃO..................................................................................................... 64

CaraDaFoto.com.br 3

CRIATIVIDADE.............................................................................................. 65
TÉCNICA: LINHAS GUIAS............................................................................ 66
TÉCNICA: SIMETRIA..................................................................................... 68
TÉCNICA: REGRA DOS TERÇOS VS. GOLDEN RATIO................................. 70
O PROCESSO DE SE COMPOR.................................................................... 72
ANÁLISE DE COMPOSIÇÃO........................................................................ 86

PARADA I – JARDIM BOTÂNICO (CONTINUAÇÃO)........................................... 92
PASSO 2 – COMPOR (RODRIGO)................................................................. 92
PASSO 3 – CONFIGURAR (RODRIGO)......................................................... 96
PASSO 4 – CAPTURAR (RODRIGO).............................................................. 101

PASSO 2 – COMPOR (RICARDO).................................................................. 105
PASSO 3 – CONFIGURAR (RICARDO).......................................................... 106
PASSO 4 – CAPTURAR (RICARDO)............................................................... 109

TAREFA......................................................................................................... 113

PARADA II – PRAÇA DO JAPÃO......................................................................... 114
OS 3 PILARES DA FOTOGRAFIA: VELOCIDADE DO OBTURADOR................... 115

PARADA II – PRAÇA DO JAPÃO (CONTINUAÇÃO)............................................ 131
PASSO 1 – ENXERGAR (RICARDO).............................................................. 131
PASSO 2 – COMPOR (RICARDO).................................................................. 133
PASSO 3 – CONFIGURAR (RICARDO).......................................................... 135
PASSO 4 – CAPTURAR (RICARDO)............................................................... 137

PASSO 1 – ENXERGAR (RODRIGO)............................................................. 143
PASSO 2 – COMPOR (RODRIGO)................................................................. 143
PASSO 3 E 4 – CONFIGURAR E CAPTURAR (RODRIGO)............................. 145

TAREFA......................................................................................................... 158

PARADA III – PARQUE BARIGUI.......................................................................... 159
OS 3 PILARES DA FOTOGRAFIA: SENSIBILIDADE DO ISO................................ 160

CaraDaFoto.com.br 4

PARADA III – PARQUE BARIGUI (CONTINUAÇÃO)............................................ 167
PASSO 1 – ENXERGAR (RODRIGO)............................................................. 168
PASSO 2 – COMPOR (RODRIGO)................................................................. 169
PASSO 3 – CONFIGURAR (RODRIGO)......................................................... 171
PASSO 4 – CAPTURAR (RODRIGO).............................................................. 174

PASSO 1 – ENXERGAR (RICARDO).............................................................. 176
PASSO 2 – COMPOR (RICARDO).................................................................. 177
PASSO 3 – CONFIGURAR (RICARDO).......................................................... 179
PASSO 4 – CAPTURAR (RICARDO)............................................................... 180

TAREFA......................................................................................................... 181

INTRODUÇÃO AO PÓS-PROCESSAMENTO....................................................... 182

PÓS-PROCESSAMENTO NA PRÁTICA................................................................ 193
FOTO 1 – JARDIM BOTÂNICO (RODRIGO).................................................. 195
CORREÇÃO DE ABERRAÇÕES DE LENTE...................................................... 195
CONTRASTE TURBO........................................................................................ 196
REALÇE DE CONTORNOS.............................................................................. 198
FILTRO GRADUADO........................................................................................ 199
AJUSTE INDIVIDUALIZADO EM CORES.......................................................... 201
NITIDEZ E REMOÇÃO DE RUÍDOS (NOISE).................................................... 201
REMOÇÃO DE OBJETOS E PESSOAS............................................................ 202
FOTO 2 – JARDIM BOTÂNICO (RICARDO).................................................. 205
VIBRAÇÃO DAS CORES................................................................................... 206
RECORTE E ENDIREITAMENTO...................................................................... 207
FILTRO RADIAL................................................................................................. 208
PRESETS........................................................................................................... 209
FOTO 3 – PRAÇA DO JAPÃO (RICARDO).................................................... 212
PINCEL DE AJUSTE.......................................................................................... 214

CaraDaFoto.com.br 5

..................................com................................................................................... 239 DISTÂNCIA FOCAL............................... 220 TONALIZAÇÃO DIVIDIDA & SÉPIA.......................................... 242 EXEMPLO: LENTE 18-135MM...................................................................... 243 EXEMPLO: LENTE 10-20MM....................br 6 .. 255 COMPARATIVO PRÁTICO...... 224 FOTO 6 – PARQUE BARIGUI (RICARDO)................. 221 FOTO 5 – PARQUE BARIGUI (RODRIGO).................................................... 229 CONCLUSÃO E PRÓXIMOS PASSOS......................... 257 CaraDaFoto................................................................................... 218 CONVERTENDO PARA PRETO & BRANCO....................... 238 ABERTURA DO DIAFRAGMA........................................................................................................................ FOTO 4 – PRAÇA DO JAPÃO (RODRIGO).............................................................................................. 237 AUTOFOCO E ESTABILIZADOR DE IMAGEM................................................................................................................................................................. 253 VANTAGENS DO RAW SOBRE O JPG........................................................................................ 251 RECOMENDAÇÃO DO CARA DA FOTO.............................................................................................................................. 241 EXEMPLO: LENTE 18-55MM................... 249 COMPARATIVO PRÁTICO.......... 246 EXEMPLO: LENTE 50MM................ 235 BÔNUS: COMPARATIVO PRÁTICO DE LENTES......................................

Pensando nisso. todo mundo viaja e fotografa. Acreditamos que viagem e fotografia têm tudo a ver. mas passe a dominar a importantíssima prática. sem ler manuais chatos e independentemente de qual for o seu equipamento fotográfico. Logo no começo do curso você perceberá que nossa didática é bem diferente do que você vê por aí. Acreditamos que a fotografia é. de uma forma descontraída. viagens. nós fizemos tudo numa levada mais prática. utilizarem um ensino tradicional. acima de tudo.com. Uma arte sensacional demais para ser chata e complexa. Nós fomos motivados a criar este curso principalmente pelo fato de muitos materiais relacionados a fotografia. Ela precisa ser descontraída e divertida. mas também seguindo e aprendendo com os melhores fotógrafos do mundo. Hoje em dia. mais quadrado. decidimos criar este curso de introdução da maneira que nós mesmos gostaríamos de ter aprendido. Também somos autores de outros cursos bestsellers de fotografia. [ INTRODUÇÃO ] Opa! Seja muito bem-vindo(a) e parabéns por estar dentro do Curso de Introdução à Fotografia e Pós-processamento na Prática do Cara da Foto. Nós somos Rodrigo e Ricardo Polesso. então poder capturar todos esses momentos especiais de uma forma que você realmente goste para poder revisitar aquelas cenas através da sua fotografia é.CaraDaFoto. internet afora. nos deparamos com uma carga teórica muito grande e sentimos falta da prática.br. Nós dois compartilhamos de uma grande paixão por liberdade. Assim. além de muito legal. Queremos mostrar o que realmente faz diferença nesse mundo da fotografia. praticamente uma necessidade. dentre eles o famoso Curso Master de Fotografia e Pós-processamento. para que você não perca tempo somente com teorias. paisagens e fotografia. Portanto. ou seja. Tudo parecia difícil. que acabou se tornando o maior site de fotografia. nós dois aprendemos fotografia de maneira praticamente autodidata.br 7 . viagem e paisagem em língua portuguesa no mundo todo. demorado e complexo demais. você pode começar sua jornada na fotografia já seguindo o caminho mais curto e certeiro para fotografias sensacionais e memoráveis. uma arte. Sinceramente. Durante nossos primeiros passos nessa jornada. neste curso. irmãos e fundadores do www. CaraDaFoto. informal e tranquila. nos apegando ao que realmente faz diferença na prática. que talvez te leve para um caminho que você não goste.com.

Que fotografia é uma âncora da memória..br 8 . CaraDaFoto....com.Nós costumamos dizer que fotografia é vida.

.br 9 .com. CaraDaFoto..Que a fotografia é uma verdadeira máquina do tempo… Que a fotografia eterniza momentos e possibilita que você reviva a mesma experiência sempre que quiser.

.E que talvez o melhor da fotografia. Você pode marcar todo o trajeto de sua história com fotografias carregadas de emoção. CaraDaFoto...com. é poder compartilhar isso tudo com as pessoas que você mais gosta.br 10 .. além de gerar reações únicas nas outras pessoas através dessas fotos.

É por isso que dizemos que uma vida fotografada pode ser revivida. CaraDaFoto.com.E como fotografia é arte.br 11 . não existe certo ou errado. Você tem total liberdade artística para fazer o que quiser.

configurando da maneira que você quer. estamos prontos para começar essa experiência. tem uma coisa muito importante para ser feita. Estruturamos este curso de forma que você se imagine do nosso lado. Vamos lá? CaraDaFoto. Nós iremos juntos para o campo. Queremos que você também faça arte com sua câmera! Aqui você vai aprender também a dizer “não” para sua câmera. obtendo resultados impressionantes toda vez.com.com. passando por três ambientes diferentes. sem contar apenas com a sorte. Todas as questões técnicas por trás disso serão desmistificadas e simplificadas ao longo dos capítulos. Assim.CaraDaFoto. poderemos manter contato com você para te mandar um montão de dicas que preparamos especialmente para quem nos acompanha. não vamos somente falar sobre as técnicas e teorias. A nossa expectativa é que você já comece a tirar fotos verdadeiramente incríveis assim que finalizar o curso. O que isso quer dizer. é que você já vai começar a ver tudo na prática desde o começo. Com isso. Então. passando individualmente por cada um dos 5 Passos Para Uma Foto Sensacional do Cara da Foto. Entre no site www. queremos que tudo seja uma experiência. Agora você vai parar de ser um passageiro e passará a ser o condutor. por um dia inteiro.br 12 . Você vai comandar sua câmera por completo. Ou seja.Nesse Curso de Introdução à Fotografia e Pós-processamento Na Prática. explorando aspectos variados da fotografia em cada um deles. Estamos muito animados para começar essa mini jornada contigo! Mas antes de iniciar a primeira aula do curso.br e coloque seu e-mail no primeiro campo que aparece. mas iremos mostrar tudo de maneira simples e prática em situações reais e diferentes. fotografando conosco. Chega de seguir a orientação dela nos modos automáticos. começaremos em casa nos preparando para sair e depois vamos para o campo.

É claro que passaremos por cada um desses passos novamente enquanto estivermos em campo. CaraDaFoto. queremos que desde já você se familiarize com os famoso 5 Passos Para Fotos Sensacionais: enxergar.com. antes de sairmos para a rua. sem esconder o jogo. para te mostrar tudo na prática. capturar e processar. vamos falar um pouco sobre cada um deles.br 13 . configurar. OS 5 PASSOS PARA FOTOGRAFIAS SENSACIONAIS Bem-vindo(a) à primeira parte de sua jornada! Passaremos esse dia fotográfico inteiro juntos. Agora. Mas antes disso. compor.

passará a tirar o que chamamos de “fotos mentais” através de seu olhar fotográfico. Mas o que isso quer dizer? Todo fotógrafo consegue enxergar uma cena à sua frente. Tudo vai virar foto para você. o que queremos dizer com esse passo número um. Queremos que você chegue no local da foto e perceba a cena como um todo. não é? Correto. sem se esquecer dos detalhes. Quando você começar a desenvolver esse olhar fotográfico. podemos perceber que o processo de tirar uma foto sensacional começa antes mesmo de você encostar na câmera. Ele vai ficar melhor com a prática da arte da fotografia.PASSO 1 O primeiro passo é enxergar. No Cara da Foto nós costumamos brincar dizendo que um dos superpoderes do fotógrafo é enxergar numa cena “normal” coisas que a maioria das pessoas não enxergam – isso é ter um olhar fotográfico. os turistas tradicionais geralmente tiram fotos de tudo. já que você vai saber exatamente o que quer capturar com sua foto antes mesmo de tocar no equipamento. Quando você começar a evoluir. você verá o mundo ao seu redor de maneira diferente. é que você deve usar o seu olhar fotográfico. não é? Muita gente que gosta de fotografia viaja com o olho CaraDaFoto. a arte realmente começará a acontecer.com. A partir do momento que isso acontecer. Logo.br 14 . Portanto. O olhar fotográfico é essa espécie de “consciência” dentro de você. Agora.

Isso permite que você seja grato pelo simples fato de estar ali. você enxergará sua vida com outros olhos. Já o fotógrafo. gosta de dar um passo para trás e simplesmente olhar a cena. Ou seja.atrás da câmera e se esquece de simplesmente aproveitar o lugar. presente.br 15 .com.  CaraDaFoto. Sem dar esse passo para trás e analisar a cena com esse olhar artístico. Permite também que sua mente perceba o que é especial em uma cena. Seu olho se tornará sua melhor câmera e você passará a viver de uma outra forma. Essa é a única maneira de você de fato entender o que quer capturar com uma foto. você não vai conseguir capturar uma foto que faça sentido e impressione.

PASSO 2 O passo 2 desse framework de 5 passos é compor. agora no passo 2 você precisa compor a foto considerando isso. existem regrinhas. que veremos mais a frente. através da composição. em um espaço limitado – que é a foto. E é nesse passo que aplicaremos a arte (e a ciência) da composição para chegar em resultados melhores.  CaraDaFoto. técnicas e uma ciência por trás disso. Acreditamos que o que mais diferencia um fotógrafo do outro é como ele captura determinada cena.br 16 . Você precisa encaixar na tela todos os elementos que você enxerga (ou imagina) de uma maneira que agrade seus olhos – e como falamos. Imagine que você está pintando um quadro. Se durante o passo 1 você decidiu o que gostaria de capturar em uma cena.com. O que significa que você tem que colocar todos os elementos escolhidos no passo 1. Veremos ao longo do curso que a composição é onde a arte da fotografia realmente acontece.

compôs sua fotografia e agora precisa configurar sua câmera para capturar isso da melhor forma possível (usando os três pilares da fotografia. que veremos mais para frente. O nosso intuito com esse passo é que você não deixe mais a câmera no controle (modos automáticos). você usará esses três pilares da fotografia para chegar ao resultado que quiser. e no final do curso você já estará ninja em tudo isso.  CaraDaFoto. A técnica fala muito alto durante o passo 3. na prática).br 17 . Ela começará a ser aplicada aqui.com. porém agora você precisa dela na sua mão. Você já enxergou a cena. Os passos 1 e 2 são possíveis de serem feitos sem câmera. Então. Afinal. depois de usar sua energia para enxergar uma bela foto e decidir a sua composição.PASSO 3 O passo 3 é a configuração. não deveria caber à câmera escolher como capturar aquele momento.

os três pilares e acessórios.com. Esse passo não se limita a simplesmente apertar o botão da máquina. as possibilidades são infinitas. talvez você precise usar uma técnica avançada na câmera para poder capturar essa cena. mas você quer tirar uma foto contra o sol (por exemplo). ou criar um efeito de véu de noiva em uma cachoeira. Se a sua exposição da foto já está correta. composição.PASSO 4 E é somente no passo 4 que você vai capturar a fotografia de fato. um tripé ou até mesmo um disparador remoto. Esse passo vai permitir que você atinja vários resultados – todos eles únicos – usando a mesma cena. Portanto.  CaraDaFoto. nesse passo você vai afunilar suas opções – talvez usando um filtro. Todas essas técnicas que vão além dos três pilares da fotografia estarão presentes no passo 4. Usando sua visão.br 18 .

O passo 5 é justamente processar a foto para que ela não fique somente pela metade. ou ainda criar versões totalmente artísticas. tudo desmorona. É nesse passo 5 que você vai corrigir e ajustar tudo para que os dois fiquem o mais parecidos possível. Uma foto jamais sairá da sua câmera perfeitamente exposta. ou ainda deixar as cores mais vivas e fortes. O que está no cartão de memória é apenas a melhor tentativa da sua câmera de capturar o que você enxergou. não se engane! Ele é tão importante quanto os outros quatro passos anteriores. com a dinâmica de luz como deveria ser ou com as cores tão vivas quanto seus olhos viram. perde a oportunidade de colocar sua pitada artística e realmente valorizar a cena fotografada. A intenção aqui é deixar as fotos já capturadas mais próximas da sua idéia original lá no passo 1. Apesar deste ser o último passo. as câmeras ainda não são tão eficazes quanto nossos olhos. O pós-processamento é quando você põe sua câmera de lado novamente. Talvez você queira deixar a foto em preto e branco.com. então se não houver atuação sua aqui também. Infelizmente. Você vai perder muito se pegar as fotos diretamente do cartão de memória e publicar sem nenhuma forma de processamento.PASSO 5 Continuando a nossa jornada pelos 5 passos. chegamos ao último. A outra metade do trabalho de um bom fotógrafo é o pós-processamento da foto. Se você fizer isso.br 19 . e isso pode deixar muito a desejar. em sépia. CaraDaFoto.

br 20 . esses 5 passos que acabamos de pincelar sobre resumem todo o processo para se tirar uma foto sensacional. pode influenciar e muito como as pessoas reagirão às suas fotos. então tudo ficará perfeitamente claro.Por isso. é que você vai adorar essa parte! Bem. No entanto. Novamente. uma foto não processada é uma foto aquém do que ela pode ser. E é por isso que aqui no curso você vai sentar e botar a mão na massa seguindo algumas das principais técnicas que usamos para pós-processar. vamos mostrar como o pós-processamento na prática. Nos vemos no próximo capítulo!  CaraDaFoto. E a notícia boa.com. com alguns poucos minutos usando técnicas corretas. Agora sim. reconhecemos que esse assunto é quase um tabu. fique tranquilo(a)! Mostraremos cada um deles na prática e em situações reais. Seria um desserviço não fazer isso. Veja. acreditamos que 100% das fotos que você captura devem ser processadas. na nossa opinião. Porém. podemos começar a falar um pouco sobre equipamento fotográfico e o que levaremos conosco no dia de hoje.

com. Aqui passaremos também por todo o equipamento que usaremos durante o nosso dia de prática. queremos falar um pouco sobre equipamento fotográfico no geral para clarificar algumas das dúvidas mais comuns e cruéis sobre esse assunto (que pode ser muito mais complexo do que precisaria ser. lembrando que mais adiante no curso você verá tudo em ação. mas antes de sairmos de casa. CaraDaFoto. vamos ficar na mesma página entendendo os pontos principais de cada item que levaremos hoje. EQUIPAMENTO FOTOGRÁFICO Não temos como sair de casa sem nosso equipamento.br 21 . não é? E como esse é um curso de introdução. de fato). na prática e em campo.

CaraDaFoto. ou não domina os três pilares da fotografia.br 22 .CÂMERAS Qual é o principal equipamento necessário para um fotógrafo? A câmera. “será que essa câmera aqui é boa?”. você não precisa de mais nada além de sua câmera para fazer belas fotografias. o ISO e a abertura do diafragma.com. uma recomendação nossa é que. “DSLR” é um nome complicado para descrever as câmeras que permitem que você troque as lentes conforme a necessidade. Logo. Isso sim é muito mais importante! Agora. Veja. Os demais equipamentos que veremos se tornarão necessários quando você começar a evoluir. de nada adianta você ter a melhor câmera do mundo se não a usa corretamente. Algumas das perguntas mais comuns que recebemos são: “qual é a melhor câmera: a X ou a Y?”. entender primeiro como ela funciona. Com isso em mente. é a competência de quem a usa. obviamente! Na verdade. “será que vou conseguir tirar fotos boas com essa outra câmera?”. e se terá plenas condições de fazer o que deseja. talvez a melhor opção nesse caso sejam as câmeras DSLR (Digital Single-Lens Reflex). Uma forma interessante de se encarar toda essa questão. é ao invés de focar no valor e no modelo. a sua câmera permita que você ajuste manualmente os três pilares da fotografia: o obturador. a nossa opinião sobre esse assunto é um tanto quanto direta e simples: infinitamente mais importante que a câmera. independentemente da marca e modelo.

não são super avançadas nem caríssimas. Inclusive. escolha alguma DSLR (ou alguma mirrorless . a nossa recomendação é que se você realmente quiser elevar a sua fotografia para outro nível através do total controle sobre as suas fotos. Existem várias marcas e modelos que possuem especificações semelhantes e que poderiam atender nossas necessidades.br 23 . Mas não se preocupe muito com marcas. nada mais. menores. lembrando. Mas. Todas as câmeras do tipo DSLR com certeza possibilitam que você faça isso. Isso é uma questão de preferência.Nossas câmeras são DSLRs da marca Canon.com. CaraDaFoto. O importante é você poder manipular os pilares da fotografia através dela.nova geração. esse controle dos pilares é tão fundamental que até mesmo várias câmeras de bolso estão começando a permitir. Elas são câmeras de entrada. modelos 60D e 700D. mais leves e sem espelho) conforme sua preferência e orçamento.

ou por filmar em 4K. sim. as fotos são muito aquém do esperado. fotografando com essas câmeras de entrada. Ainda nessa questão. Por exemplo. mas saiba que você estará pagando extra por isso. costumamos recomendar que antes de qualquer coisa. A sua competência. como resultado. já cansamos de ver pessoas que tem tanto equipamento que precisam levar uma mala extra só para isso. talvez não. e não por ilusão. uma câmera talvez seja mais cara por ter Wi-Fi. Mas a reação é sempre a mesma quando vinham espiar no visor: olhos esbugalhados! Agora. Talvez essas sejam coisas que você esteja buscando. a câmera X captura 5 fotos por segundo. note que a grande maioria do nosso portfólio foi feita com câmeras de entrada e lentes kit (as que vieram junto na compra). inclusive. resulta em fotos melhores. Acredite. Será que isso é realmente algo que você procura ou precisa? A mensagem é: saiba quais funcionalidades você realmente irá usar e filtre as opções a partir delas. por outro lado.br 24 . Dessa forma você age pela necessidade. aí sim você pode comprar uma melhor. CaraDaFoto. porém. já riram da nossa cara quando estávamos em campo.com. Ou ainda. Por isso. não é garantia de fotos melhores. Lembre-se que equipamento caro. e caso um dia perceba alguma limitação em algum aspecto. e a Y até 10. mundo afora. tenha certeza de que já está aproveitando ao máximo a sua câmera atual. com funcionalidades extras ou mais avançadas. o que a torna muito mais cara e superior nesse quesito. Muitas pessoas. os preços das câmeras variam muito como você já pode ter notado. é importante conhecer os motivos por trás do preço antes de fazer a escolha.Sobre a troca ou upgrade.

com. Vai chegar em um ponto que os mínimos detalhes vão fazer a diferença.br 25 . segredos e técnicas que possibilitam que você tire o maior resultado possível com qualquer câmera.Outro aspecto importante. CaraDaFoto. mesmo que para a maioria das pessoas isso seja imperceptível. Caso você chegue num nível que esse 1% vale a pena em comparação ao investimento. é que na fotografia (como em vários outros hobbies) você precisa pagar 10 vezes mais para melhorar em 1% no final. Lembre-se que nesse curso veremos uma grande quantidade de truques. ótimo! Isso acontece com a maioria das pessoas que seguem a fotografia a sério.

essa é uma boa lente para isso. habilitar você a capturar fotos sensacionais só porque ela foi cara. Bom. Caso você for viajar e precisar levar apenas uma lente para fotografar a maioria das cenas que encontrar.com. aqui também existe um universo inteiro à parte de marcas. a de 18 – 135mm. é claro que se você tiver o dinheiro e estiver disposto à investir logo de cara no melhor do melhor. Logo. são as lentes que acompanharão a gente durante o nosso dia fotográfico de hoje. milagrosamente. Vamos começar por uma lente zoom (objetiva) e kit da Canon. o segundo equipamento mais importante na fotografia não poderia ser outro. assim como vimos há pouco na parte das câmeras. Isso certamente será bastante útil quando chegar em um nível evoluído da arte. Essa é uma lente baratíssima que já vem com muitos modelos de câmera de entrada.br 26 . valores e funcionalidades. modelos. ótimo. CaraDaFoto. além de barata e versátil. já acompanha a maioria das câmeras de entrada/intermediárias que você vai achar no mercado.LENTES Uma câmera sozinha não faz nada sem lentes. é importante começarmos falando que você não deve pagar caro em uma lente achando que ela vai. Dito isso. Portanto. não é? Agora antes de qualquer coisa. Portanto um bom ponto de partida. tipos.

mais elementos você pegará na foto (lentes mais angulares). se você acabou de comprar uma câmera pela primeira vez. Mas para conhecimento. CaraDaFoto. isso pode parecer complicado demais num primeiro olhar. De forma clara. controles melhores. motor de foco mais rápido. Os tutoriais disponíveis na internet sobre isso têm grandes chances de confundir sua cabeça mais ainda. Veja a demonstração. etc. da refração e etc. do vidro. menos elementos você pegará na foto (lentes mais objetivas). Porém. abertura do diafragma fixa e/ou bastante grande. o essencial é entender o que significam os milímetros. isso significa o seguinte: quanto menor a milimetragem da lente.br 27 . passaremos a parte mais simples e que fará mais sentido agora para você. serem à prova de água. Esse é um assunto potencialmente complexo e que poderíamos falar aqui sobre a parte física. Quanto mais milímetros.com.Antes de falarmos sobre as especificações das lentes. O que realmente interessa nessa etapa do aprendizado sobre lentes é o que veremos abaixo. Bem. aqui será diferente. Mas fique tranquilo(a). como prometido. façamos um pequeno parênteses para dizer que as lentes mais caras normalmente costumam ser mais caras por terem um vidro melhor. afinal. o que você realmente precisa saber para comprar uma lente? Primeiramente.

CaraDaFoto.br 28 .com.

br 29 .com.CaraDaFoto.

outra coisa que normalmente encarece uma lente é a abertura do diafragma. é a baixa milimetragem (geralmente 18 ou menos). vai uma dica: nós não compramos lentes que tenham uma variação muito grande em milímetros. Em função disso. Partindo para a outra lente que levaremos. Como referência. se você estiver próximo de uma construção grande e deseja capturar ela inteira na foto. você consegue capturar muitos elementos na foto. a que apresentamos acima já tem uma boa variação (de 18 a 135mm). Cada lente tem uma abertura mínima e máxima do diafragma. Existem lentes que vão de 18 a 300mm. CaraDaFoto. Pense bem – porque não comprar uma lente que vai de 1 a 1000mm caso existisse? Justamente por causa dessas distorções. Em comparação com a primeira. Essas lentes com grande variação nos milímetros tendem a impactar negativamente nas suas fotos em função de distorções.Caso você queira comprar uma lente diferente da sua. Essa categoria de lente se chama super angular. Em segundo lugar.com. Por exemplo. esta pega muito mais elementos na foto. você não vai precisar ficar dando passos para trás (como a maioria das pessoas fazem) porque essa lente vai capturar tudo na foto. Mas aprenderemos mais sobre isso em breve. A principal característica de lentes assim.br 30 . por exemplo. uma super angular de 10 a 20mm da marca Sigma.

À medida que os milímetros das lentes decrescem. Geralmente. o efeito na foto é gigantesco. 200. os fotógrafos usam esse efeito como parte da arte na fotografia. Isso fica especialmente visível nas lentes Fish Eye (Olho de Peixe). uma lente de 6mm (que consegue capturar muitas coisas na foto) vai distorcer bastante os cantos da foto. afinal são apenas 8 milímetros de diferença e existem lentes de 100.Agora.com. você perceberá que a imagem pode também ficar um pouco distorcida. etc. Certo? Errado! Acredite. Principalmente quando falamos de quantidades menores de 18mm. Por exemplo. 400mm. não é incomum você concluir que uma lente de 10mm não tenha tanta diferença de outra de 18mm. onde as fotos ficam quase arredondadas de tão distorcidas. CaraDaFoto. esses poucos milímetros fazem muita diferença.br 31 .

Categoria essa que tanto fotógrafos amadores quanto profissionais adoram pelo valor e qualidade da imagem – as lentes da categoria prime. uma Canon de 50mm. basicamente. não tem zoom.Agora. que ela não tem variação de milimetragem – ou seja. CaraDaFoto. passamos para outra categoria de lentes.br 32 . Ser prime significa. para a terceira lente que levaremos.com.

esse é um desses casos. Lembra do que falamos sobre pagar muito para melhorar pouco? Pois bem. Simples. Então. CaraDaFoto. como lentes assim não possuem variação de milímetros.8. existem versões com abertura de diafragma máxima f/1. É assim com todas as lentes prime. Ainda usando esse mesmo exemplo da Canon 50mm. mas para que você já fique sabendo: isso permite que você desfoque um dos planos na imagem – ou seja. se você quiser dar um zoom. Veremos mais sobre isso na parte prática do curso. Quanto menor for esse número. Essa lente específica tem uma abertura de diafragma máxima de f/1. a principal vantagem é a qualidade da imagem. além de ter o tamanho e peso menores. Essa Canon de 50mm é também uma lente baratíssima.8. lembre-se de que você ganha em qualidade.“Mas por que me limitar a 50mm se posso ter uma lente que vai de 18 até 135mm? Ou 18 à 300mm?” você pode se perguntar. você pode ter uma pessoa nítida em primeiro plano e o fundo completamente fora de foco.2. por exemplo. elas tem menos componentes físicos dentro delas. maior será o valor dela. terá que fisicamente dar passos para frente ou para trás – o que pode ser um lado negativo da lente.com. Veremos o que essa informação significa mais para frente no curso. f/1. borrado.4 e f/1. o que resulta em imagens muito mais nítidas. Porém. por isso grande parte dos fotógrafos possuem uma. Como esta é uma lente prime (sem variação de milímetros).br 33 .

Canon 50mm e Sigma 10-20mm. Você verá como as usaremos na prática.Bem.com. essas serão as 3 principais lentes que levaremos hoje: Canon 18-135mm. CaraDaFoto. por que a abertura do diafragma máxima de cada uma é importante e por que uma lente prime pode vir a calhar em determinadas situações. Veremos por que o zoom é importante.br 34 .

O efeito é muito legal. Um dos momentos em que isso é indispensável. Ele será muito importante no passo 4. um movimento mínimo na foto pode deixá-la completamente tremida. CaraDaFoto.com. tirar 1000 fotos com um intervalo de 1 segundo entre cada uma delas e juntá-las como se fosse um vídeo. como o time-lapse. mas que muitos fotógrafos não conseguem fotografar sem. quando você o conecta na câmera para fazer a captura efetivamente. 1 hora. A vantagem principal dele vem na hora da captura. Esse é um acessório bastantes simples. por exemplo. Esse tipo de acessório é muito barato – o valor chega a ser irrisório em comparação com a câmera e lente. Você pode . são em fotos de longa exposição.… A maioria das câmeras vêm como limitação de 30 segundos apenas. Nesses casos. Um outro uso comum para os disparadores remotos. O disparador permite que você capture a foto sem precisar tocar na câmera. que é o passo da captura. tudo parece passar muito mais rápido. é para capturar de fotos de extrema longa exposição.DISPARADOR REMOTO Outro equipamento importante é o disparador remoto (shutter release).br 35 . 2 horas. Essa técnica consiste em fazer várias fotos com um período igual de tempo entre elas. Alguns disparadores oferecem funções extras. como 30 minutos. por exemplo.

FILTROS Outra parte importante do seu arsenal fotográfico são os filtros. geram resultados interessantes e únicos. Portanto. logo não usamos nenhum desses filtros. Mas a verdade é que esse é o tipo de coisa extremamente fácil de se recriar na pós-produção. Algumas pessoas gostam de usar filtros degradê.com.br 36 . Então. para deixar o topo da foto mais escuro e a parte inferior mais clara. Agora veremos a nossa opinião pessoal sobre quais tipos de filtro seriam facilmente descartáveis e quais. muitas vezes não é possível voltar atrás na pós- produção. a maioria dos fotógrafos que conhecemos gosta da ideia de usar somente filtros que não podem ser replicados no pós-processamento. Uma vez que colocamos um efeito desses na foto original no momento da captura. os filtros que nós realmente gostamos de usar são: filtros de Densidade neutra (ND Filter) e Polarizadores (Polarizer). Existem muitas categorias deles. ou então filtros de cores. Veja. você terá mais possibilidades sem eles. CaraDaFoto. de fato. filtros para a proteção da lente contra ultravioleta.

você não iria conseguir tirar uma foto de 5 segundos sem deixá-la completamente branca.br 37 . você pode deixar o obturador aberto por mais tempo em condições assim. Isso permitirá que você crie efeitos como a fluidez de uma cachoeira. por exemplo. movimentação do mar e por aí vai.com. como a luz ambiente é abundante. Com esse tipo de filtro. CaraDaFoto.O filtro de densidade neutra é uma lâmina escura que vai na frente da sua lente para capturarmos fotos de longa exposição durante o dia. Nesses momentos.

Ou seja. quando aplicados. Existem verias marcas e modelo. não ganhamos nada ao mencionar isso.br 38 . Eles funcionam como óculos de sol polarizados para a sua lente. Esse efeito é particularmente interessante quando fotografamos cenas que tenham água.O modelo de filtro de densidade neutra que levaremos conosco nesse dia fotográfico é um LEE BIG STOPPER 100mm. a maioria dos reflexos desaparecem. os polarizadores. é apenas uma questão de preferência. pois sem reflexo. o fundo fica mais visível. Passando agora para a segunda categoria de filtros que usamos. Novamente. escolha a que preferir.com. CaraDaFoto.

br 39 . CaraDaFoto.com.O modelo de filtro polarizador que levaremos conosco nesse dia fotográfico é uma LEE CIRCULAR POLARIZER 105mm.

br 40 . por exemplo. O uso do flash pode ser importante em outras situações. Abrindo um parênteses rápido sobre flash.com. com um tripé você pode manter uma mesma composição por horas. um tripé é especialmente interessante em situações de baixa luminosidade. Porém. o uso de flash altera demais a luminosidade natural da cena e compromete a beleza natural. e tem fotógrafos que fazem um excelente trabalho dessa forma. seria à noite ou quando a luminosidade é baixa. Em resumo. CaraDaFoto. você merece saber a nossa honesta opinião sobre eles. claro. é o bom e velho tripé. Além disso. Nas fotografias de viagem e paisagem.TRIPÉS Outro equipamento essencial para quem ama fotografia. Outra coisa: você nunca conseguirá iluminar uma montanha. Agora. Então. com um flash. Vamos tirar alguns minutinhos para falar rapidamente sobre alguns aspectos importantes deles. o flash geralmente não gera um bom resultado. já que muito dificilmente você será capaz de segurar a câmera perfeitamente imóvel durante o tempo necessário de exposição (que deverá ser elevado devido a escassez de luz). já que ele está apoiado no chão e não vai se mexer. assumindo que você pretende fotografar sem utilizar o flash. Para nós. como falamos há pouco. para retomar. Talvez a situação mais típica onde o uso de um tripé é útil. por outro lado. muitos fotógrafos (nós inclusive) fotografam até mesmo de dia com o tripé para ter total controle sobre o resultado. não gostamos de usá-los. isso não quer dizer que você precise descartá-los. Isso.

já que a composição não será modificada. então quando você for escolher o seu em alguma loja. quando você pesquisar sobre tripés. se quiser. CaraDaFoto. Isso é normal. até vários milhares de reais. que é a composição. O que é muito útil quando você quiser tirar fotos do mesmo lugar em diferentes horários do dia.br 41 .Agora. eles são difíceis de se carregar nas costas quando se viaja ou em trilhas longas. saiba que isso é normal – apesar de alguns modelos virem com a cabeça já inclusa. se perde em praticidade e portabilidade. Se você colocar seu tripé no chão com a câmera em cima dele. Vejamos então algumas coisas que ajudarão você a fazer a escolha certa em meio à tantas opções. Já os modelos de fibra de carbono são muito mais leves e muito mais caros também – a marca. Por outro lado. Em tripés assim. Uma marca italiana mundialmente reconhecida pela qualidade. nem o mais barato. poderá com maior facilidade encontrar a melhor composição e configurar os três pilares com calma. verifique se ele fica estável e firme quando armado. Um tipo bastante comum de tripé são os de alumínio. Não recomendamos que você compre logo de cara o tripé mais caro que achar. Esses tripés são compostos por duas partes vendidas separadamente: corpo (tripé em si) e cabeça. material e estrutura física do tripé influenciam muito no preço. verá que a mesma marca tem várias subcategorias e o preços variando de dezenas. O modelo da cabeça que usaremos é 327RC2. Levaremos conosco hoje o 055XPROB e o 055CXPRO4. Logo. infelizmente. o que se ganha em estabilidade (por ser pesado). eles proporcionam fotos extremamente nítidas em situações de vento e tendem a ter valores mais baixo. Você pode comprar a cabeça de outra marca. Mas quando você for comprar um tripé e precisar comprar a cabeça separadamente. Outra vantagem do tripé acontece no Passo 2. Tenha em mente que o propósito principal de um tripé é manter sua câmera estável.com. ambos da Manfrotto.

essa mochila da Manfrotto faz isso.com.br 42 . que apesar de também ser específica para fotografia. e que de acesso fácil e rápido ao seu equipamento.” Já essa outra mochila (da Lowepro). Ela é boa porque disfarça um pouco. mais parece uma mochila de fazer trilha. não é? Você vai precisar de uma mochila versátil e segura para o transporte do equipamento. Assim como os outros equipamentos. Porém. existem mochilas de vários modelos e tamanhos. Isso pode ser útil quando se viaja para lugares mais perigosos levando um equipamento caro. se você quiser. Ela tem um zíper lateral que permite acesso rápido a todo equipamento. Uma mochila de fotógrafo normalmente tem compartimentos específicos para componentes fotográficos. talvez você queira uma mochila impermeável.MOCHILAS Com essa quantidade toda de equipamento. sem parecer que é de fotografia. Nela você pode colocar o tripé do lado e todo o resto do equipamento nos compartimentos internos. Mas é claro que. pode simplesmente colocar tudo numa sacola e levar. leve. Como exemplo. fica impossível levar tudo na mão. principalmente se quiser tirar fotos em viagens. CaraDaFoto.

Bem. Australia e por aí vai. Nova Zelândia. Elas já nos acompanharam anteriormente na gravação de conteúdos na Islândia. Tailândia. CaraDaFoto. essas são as nossas mochilas particulares e as usaremos também no dia de hoje.br 43 . Grécia. Esse é um tipo de investimento que tende a valer bastante a pena. Noruega. por ser duradouro.com. Havaí. Egito. aqui em Curitiba.

Então. Velocidade do Obturador e Abertura do Diafragma. pois mais adiante cada um terá o seu próprio capítulo e usaremos todos na prática muitas vezes ao longo do curso. é de extrema importância que você entenda como os três pilares da fotografia funcionam e como eles interagem entre si.br 44 . Mas antes. Não se preocupe se não entender 100% deles agora. do jeito que você quiser. Queremos começar isso de uma forma bem fácil.com. CaraDaFoto. São eles que vão permitir que você tire fotos bacanas. que é a prática. INTRODUÇÃO AOS 3 PILARES DA FOTOGRAFIA Estamos agora quase prontos para partir para o nosso dia de fotografia e começar a parte mais emocionante do curso. vamos lá! Os três pilares são: ISO.

e seu olho mais fechado recebe menos luz e terá maior nitidez. ou seja. ou próximo disso. A Velocidade do Obturador é quantidade de tempo que o sensor ficará exposto à luz. Ela nem sempre estará correta. CaraDaFoto. o sensor ficará aberto por mais tempo e mais luz atingirá o sensor. maior a sensibilidade. estão conectados. Quanto maior o ISO. Se o obturador abrir e fechar rapidamente. Mas nós queremos sempre regular essa exposição de maneira manual ao invés de automática. portanto. Ao alterar qualquer um deles. uma maneira de gerenciar a luz através desses três pilares. você terá um diagrama parecido com esse. A quantidade de luz estará correta quando esse ponteiro estiver no meio dessa escala. e. Caso a velocidade do obturador for lenta. Bem. E ajustando os três corretamente. você impacta os outros. menos sensibilidade o sensor tem. a fotografia é. Ele representa o lado escuro e o lado claro da exposição. Seu olho mais aberto recebe mais luz e tem menos nitidez.br 45 . Esses três elementos formam um triângulo.O ISO é a sensibilidade do sensor. de forma que a exposição fique correta. No modo automático a câmera regulará todos eles sozinha. mas é um ótimo indicativo de que a exposição de luz está boa para aquela situação.com. quanto menor o ISO. Na sua câmera DSLR. A Abertura de Diafragma é como se fosse seu olho. essencialmente. é possível conseguir exposição de luz e nitidez perfeitas para sua imagem. o sensor ficará pouco tempo exposto.

você pode regular um daqueles três elementos para colocar o ponteiro de volta no lugar correto. Por outro lado. quanto maior o número associado ao “F”. Isso é fotografia! CaraDaFoto. Com isso. Lembre-se: esses três pilares são regulagens que você faz para que a quantidade de luz correta entre no sensor e sua foto fique bem exposta. ela será muito rápida. uma foto escura. Ou seja. Tenha em mente que estes valores são os mais comuns e que podem ser diferentes dependendo da marca e modelo da sua câmera. vai de 100 até 12800.2 significa que a abertura é grande. F/22 significa que a abertura é bem pequena – ou seja. o obturador se abrirá mais lentamente e isso fará com que entre mais luz no sensor. menor o tamanho da abertura do diafragma. você poderá perder detalhes da foto e as cores podem ficar muito opacas. Já a Velocidade do Obturador pode ser de 1 segundo sobre 10 (1/10). se o ponteiro estiver mais para o lado claro.Se o ponteiro estiver mais para o lado escuro. uma foto clara. você pode ter diferentes efeitos na foto: uma foto super nítida. por exemplo – que é uma velocidade considerada meio lenta. Da mesma maneira. uma foto borrada. e vários outros efeitos.2 até f/26. A Abertura de Diafragma vai de f/1.br 46 .com. a foto pode ficar clara demais. F/1. Tudo será resultado da manipulação dessas três coisas. se a velocidade for de 1 segundo dividido por 5000 (1/5000). Agora pegue seu café para entender como esses pilares são na sua câmera e como eles se relacionam. por exemplo. O ISO. Regulando esses três elementos. uma foto com um borrado somente no fundo com uma pessoa nítida na frente.

Veremos tudo novamente. você provavelmente não usará uma abertura lenta. uma abertura do diafragma bem grande (entrando bastante luz no sensor) e uma velocidade baixa de obturador (para que o sensor fique mais tempo exposto à luz). Se o dia estiver ensolarado. na prática e com exemplos para facilitar. uma abertura de diafragma pequena e uma velocidade alta de obturador. Suponhamos agora que você queira tirar uma foto propositalmente escura. Legal. Então. O benefício de ter um ISO baixo é que você terá pouco ruído na foto. Para isso. A Velocidade do Obturador é semelhante. O ruído (noise . deixando a foto mais nítida. Da mesma maneira. Como faríamos para tirar uma foto bem clara? Para isso. pouca luz entrando na câmera e pouco tempo de exposição do sensor à luz. uma foto à noite com um ISO de 6400 pode até ficar mais clara. Isso faria entrar muita luz no sensor e deixaria a foto clara demais. talvez você não precise de um diafragma com abertura f/1. você poderia colocar um ISO baixo. você pode colocar um ISO baixo em vez de um ISO alto.Agora vamos imaginar algumas situações de exemplo: O ISO mais baixo deixa o sensor menos sensível à luz. se você deixar a velocidade rápida demais e não tiver luz ambiente. mas será também menos nítida. Como você poderia fazer? Seria necessário colocar o medidor para o lado escuro. ou um pouco mais.aquele granulado presente às vezes nas fotos) geralmente acontece quando o ISO é muito alto. Falaremos mais sobre isso no módulo específico. isso faria com que sua foto ficasse mais escura.6. faz sentido? Lembre-se que isso foi apenas um apanhado geral do assunto para já irmos construindo devagar as bases. O mesmo acontece com a abertura do diafragma. Isso resultaria em uma sensibilidade muito pequena do sensor. Então. mas sim um f/5. Seguimos em frente!  CaraDaFoto.br 47 . para ambientes claros.2. Numa situação com bastante luz. Agora vamos pensar na situação oposta.com. seria necessário um ISO bem alto (o que pode gerar bastante ruído).

de forma que você tenha o controle completo nas suas fotos. enquanto as mais profissionais apresentam mais. você tem total controle sobre as três principais regulagens.br 48 . esporte e etc. No modo manual da sua câmera. landscape. É justamente esse modo que será o foco do nosso curso. vamos falar rapidamente sobre os modos presentes na maioria das marcas. Existem muitos modos para iniciantes (modo modo retrato. A única diferença é que as câmeras mais amadoras apresentam menos modos.) que podem ser ignorados. Entretanto. macro. CaraDaFoto. OS MODOS DA CÂMERA Independente da marca da sua câmera. Lembre-se: você é mais esperto que a câmera! Em muitas situações a câmera não sabe qual é a melhor configuração. Eles servem somente para aquelas pessoas que não estão verdadeiramente interessadas em fotografia. ela oferecerá diversos modos para você capturar suas fotos.com.

Achamos que isso é um desperdício de criatividade e potencial.br 49 . que é a velocidade do obturador. a prioridade é o tempo. Nesta Canon que temos agora em mãos. por exemplo). você prioriza o tempo. Esse modo TV é útil para dar um efeito de movimento nas fotos (aquele efeito de borrão numa cachoeira. S e M . Então. A maioria das pessoas fotografam assim e nós absolutamente odiamos esse fato. ela irá tentar adivinhar qual a melhor exposição para determinada circunstância.com. TV e Manual . Estes são modos semi-manuais. Nesse modo. Existem também três outros modos que gostaríamos que você prestasse atenção: AV. Nesse modo.As câmeras costumam também vir com um modo totalmente automático (geralmente simbolizado com um quadrado verde). quando você quer congelar a imagem ou dar um efeito de movimento. CaraDaFoto. A abertura do diafragma a câmera escolhe automaticamente. Esse modo deixa você escolher somente a velocidade do obturador e o ISO.nas Canon.nas Nikon. na rodinha seletora. A. podemos facilmente achar o modo TV em cima.

br 50 . no modo AV você escolhe a abertura do diafragma e o ISO. Esse modo é muito prático e você entenderá melhor os benefícios dele mais para frente.com.O próximo modo é o AV. Em vez de escolher a Velocidade do Obturador como no modo TV. A velocidade do obturador será controlada automaticamente pela câmera. CaraDaFoto. que é um dos nossos favoritos – costumamos tirar fotos no modo AV ou manual.

Como dissemos. com um bom balanço de cores e uma boa iluminação.br 51 . Esse é o modo que você usará quando estiver fera em fotografia. Nesse modo. esses três pilares são tudo o que você precisa saber para conseguir resultados incríveis com suas fotos. O desafio do modo manual é justamente deixar a foto perfeita levando em consideração as situações do ambiente – ou seja. relaxe. você tomará controle total da sua câmera. uma foto nítida. Mas não se desespere! Você ficará muito confortável com todos os modos ao longo do nosso curso. o que pode ser bem confuso se essa é a primeira que opta por ele – você estará totalmente confortável em lidar com ele depois do nosso curso.com.O modo seguinte é o manual. Isso é fotografia! CaraDaFoto.

PARADA I –
JARDIM BOTÂNICO

Vamos agora para a nossa primeira parada dessa mini jornada fotográfica de hoje:
o Jardim Botânico de Curitiba.

Conforme havíamos combinado, aqui e nas outras duas paradas usaremos os 5
Passos do Cara da Foto Para Fotos Sensacionais, na prática e em sequência, até
capturarmos todas nossas fotos.
Agora, nessa etapa inicial aqui no Jardim Botânico temos também uma excelente
oportunidade para exercitarmos o primeiro grande pilar da fotografia: a abertura
do diafragma. Portanto, antes de cairmos direto no Passo 1, faremos uma breve
pausa para conversar exclusivamente sobre este pilar. Vamos cobrir tudo o que você
precisa saber sobre ele para já começar a usá-lo a seu favor nas fotografias,
atingindo resultados verdadeiramente incríveis e individualizados.

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OS 3 PILARES DA FOTOGRAFIA:
ABERTURA DO DIAFRAGMA

Para facilitar o seu entendimento desde já, você pode vincular o conceito de
abertura do diafragma da seguinte forma: distribuição do foco. Ou seja, se você
quiser uma foto com foco uniforme (tudo em perfeita nitidez), ou desfocar o fundo
(blur, depth of field) você está no lugar certo. É aqui nesse pilar que configuramos
a câmera para atingir tais efeitos.
A abertura do diafragma talvez seja o mais divertido dos pilares. Muitas pessoas
quando veem uma foto com o fundo desfocado, por exemplo, imediatamente
pensam: “nossa, o cara que bateu essa foto é profissional!”. Então esse é um
conceito bacana de se dominar. Você conseguirá passar melhor sua visão artística.
Agora, convenhamos, o termo “diafragma” pode parecer muito técnico (e até
assustador), mas imagine o diafragma como sendo a pupila do seu olho.
Quanto mais dilatada a pupila, maior a entrada de luz. Da mesma
maneira, quanto menor a pupila, menor a entrada de luz. E é
basicamente assim que funciona o diafragma da sua câmera.

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Através do controle desse pilar, você regula a entrada de luz que vai atingir o sensor
da sua câmera. E essa alteração também afeta diretamente a distribuição de foco
na sua foto, como veremos em instantes.
Nada melhor que um exemplo prático para demonstrar o efeito, porém antes disso,
você precisa saber como a sua câmera entende essa questão toda de abertura de
diafragma. A câmera utiliza uma métrica chamada f-stop para determinar a abertura
do diafragma.

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Digamos que o diafragma esteja configurado em f/1.8. Isso significa que ele estará
super aberto. Com uma abertura de f/5.6 o diafragma estará um pouco mais
fechado. Já no f/22, o diafragma estará muito fechado. Talvez isso já tenha criado
um pouquinho de dúvida na relação de número f-stop e a abertura do diafragma
em si, não é? Pode parecer confuso nesse momento, mas no parágrafo seguinte
vem a explicação.
Por quê quanto menor o f-stop maior é a abertura do diafragma? Porquê esse, na
verdade, é número fracionário. Ou seja, quanto maior o divisor (1.8, 2.8, 3.5, 5.6, 22),
menor o resultado (f). Dessa forma as aberturas f/1.2, f/1.4, f/1.8, f/2.5 e f/3.5 são
consideradas grandes (já que o “f” resultante será maior) e aberturas como f/8, f/11,
f/16, f/22 e f/36 são consideradas menores (já que o “f” será menor).Assim como na
matemática básica, quanto maior a divisão, menor o resultado.
Agora, além da quantidade de luz que vai atingir o sensor da sua câmera, o f-stop
também é responsável por um efeito muito legal: o desfoque nas suas fotos
(profundidade de campo). Quanto maior o seu “f” (f/1.8, f/2.8, f/3.5), maior o efeito
de desfoque; quanto menor o “f” (f/11, f/16, f/22) menor o efeito de desfoque.

Normalmente as principais marcas de câmera (Canon, Nikon, Sony, Samsung)
trabalham com metodologias e nomenclaturas parecidas para se fazer a gestão do
f-stop, como você pode ver na imagem abaixo de uma Canon.

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ÐÐ DICA: o modo “AV” nas Canon (“A” nas Nikon) é bastante prático e indicado de
se usar em situações onde o principal objetivo é controlar apenas a abertura do
diafragma. Como vimos anteriormente, nesse modo você escolhe apenas a abertura
desejada e o ISO; a câmera fica encarregada de configurar automaticamente a
velocidade do obturador necessária para uma exposição correta de cena. Quando
colocamos a câmera nesse modo, ela “esconde” a velocidade do obturador,
permitindo que alteremos somente o f-stop e o ISO. Lembrando que cada lente
tem uma limitação diferente de f-stop.

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Vamos então entender como você pode afetar o foco (nitidez e profundidade do campo) somente ajustando a abertura do diafragma.8 e foco nessa caneca da Grécia. podemos prosseguir com o exemplo prático.com. Vamos então usar canecas para começar a brincar com a abertura do diafragma.Entendido isso. Começando por uma abertura grande de f/1. obtemos o seguinte resultado.br 57 . Essas três canecas estão equidistantes umas das outras e posicionadas de forma a facilitar a percepção do efeito. CaraDaFoto.

usando uma abertura intermediária de f/8. Dá para ver que a foto saiu perfeitamente nítida somente na caneca desejada. Ou seja. Esse que é o efeito dia distribuição de foco e profundidade de campo. onde algum ponto da foto esteja fora de foco e outra perfeitamente nítida. obtemos o seguinte resultado.com. “Cairo” na segunda e “New Zealand” na terceira. ÐÐ DICA: Uma abertura de diafragma menor é muito útil para quando se quer tudo em foco. Ao fundo. de f/22. ÐÐ DICA: Uma abertura de diafragma grande é muito útil para quando se quer tirar fotos artísticas.0 por exemplo. Agora. Dá para ler “Greece” na primeira. como por exemplo pessoas em frente a uma paisagem distante. quase não dá para ler “Cairo”. já que a “fatia” de foco é muito maior. Agora vamos fazer a mesma foto usando uma abertura menor. f/13. porém. portanto. com esse f-stop o foco fica mais bem distribuído entre todas as canecas. Conclui-se. que com a abertura de f/1. Note que mesmo focando na caneca da Grécia. quase tudo fica em perfeito foco. Já a última caneca. Tudo tende a fica com nitidez perfeita em aberturas como f/11.8 você terá o foco em uma “fatia” mínima da foto. CaraDaFoto.br 58 . não dá para ler o que está escrito. permitindo que você leia todos os detalhes dela.

Dessa vez, com f/8 dá para ver a palavra “Greece” perfeitamente nítida, a palavra
“Cairo” está um pouco menos nítida e “New Zealand” está começando a ficar fora
de foco.
Agora algumas dicas mais avançadas sobre o assunto: cada lente tem uma faixa
de abertura de diafragma na qual as fotos serão mais nítidas em comparação com
as outras faixas. Isso deve ser testado nas diferentes lentes. De modo geral, a faixa
ideal fica à “paradas” acima do f-stop mínimo da sua lente. Então, para ter maior
nitidez, use aberturas do diafragma que sejam da “faixa otimizada” da sua lente
(geralmente f/7.1 – f/8).
Além disso, as fotos costumam ficar menos nítidas no geral usando f-stop extremos
(como f/22, f/26) em função do fenômeno chamado de difração, que ocorre quando
a entrada de luz é muito pequena, o que afeta negativamente a nitidez. O ideal
seria simplesmente testar sua lente. Tire uma foto exatamente igual com vários
f-stops diferentes para ver qual te dá mais nitidez.
A terceira dica avançada serve para aquelas fotos tiradas à noite com luzes estreladas
(ex: fotos em que as luzes dos postes parecem estrelas). Esse é um efeito bacana!
Você pode fazer deixando uma abertura de diafragma bem pequena na sua câmera
(f/16 – f/22).

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PARADA I
– JARDIM BOTÂNICO
(continuação)

Nesse momento, de volta ao Jardim Botânico, vamos tomar o nosso framework de
5 Passos Para Fotografias Sensacionais do Cara Da Foto como guia, começando,
obviamente, pelo passo número 1 – enxergar.

PASSO 1 - ENXERGAR

O objetivo aqui é andar e imaginar o que gostaríamos de capturar na foto,
considerando principalmente que nessa primeira parada queremos
exercitar a abertura do diafragma.

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Vamos, portanto, tentar encontrar um enquadramento que permita algo no primeiro
e no segundo plano, para ter aquele efeito de desfoque. O passo 1 consiste
justamente nisso: analisar a cena. No caso, pessoas andando, flores, o chafariz e
os vários outros elementos que podem compor uma bela foto. Precisamos estar
cientes de tudo que a cena oferece e o que queremos capturar.

Esse dia de hoje oferece um desafio claro, que são as nuvens e sol forte. É importante
se atentar a isso, já que em certos locais aqui da cena podem ter luz demais e
outros de menos. Então, se por exemplo queremos enquadrar a estufa e mais um
elemento para mostrar como a Abertura de Diafragma funciona, temos que tomar
cuidado para que os dois elementos não fiquem com iluminação irregular demais.

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Após alguns minutos andando e internalizando a cena através do passo 1, achamos
que seria um pecado não fotografar as cores sensacionais da primavera nessas
flores que levam até a estufa icônica aqui do parque. Inclusive, fotografando desse
ponto em que estamos agora, conseguimos valorizar na composição a simetria e
linha guia que as flores formam.
Falando em simetria e linhas guias, façamos mais uma breve pausa de alguns
minutinhos para explorar essa que é uma das coisas mais importantes da fotografia:
a composição!

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Não é por nada que ela vem no passo 2 do framework. COMPOSIÇÃO A composição é verdadeiramente uma das áreas mais importantes de toda a fotografia. entenda ela como sendo o que diferencia uma foto boa de uma foto ruim. Visando já começar esse módulo do curso com um entendimento fácil e rápido do que seria a composição. Inclusive. É através da composição que você transmitirá para a foto tudo aquilo que você julgar pertinente.com. este e o quinto passo (pós-processamento) são mais artísticos ao invés de técnicos. Isso significa que não adianta você ter toda a parte técnica e pecar na artística. simples assim. Então. Por mais que as cores e o pós-processamento estiverem bons. na composição você vai encaixar esses elementos no frame (área da foto) de uma forma que eles valorizem a cena.br 64 . logo depois de enxergar. ÐÐ Uma foto não vai ficar legal se a composição não estiver boa. CaraDaFoto. se no passo 1 você enxergou os elementos que quer colocar na sua foto.

fazendo uma foto abstrata – essa talvez seria uma foto bem diferente da torre. dando um passinho para cá e outro para lá) até encontrar a melhor composição. É importante tirar várias fotos como testes (modificando uma coisa ou outra. É assim que os maiores fotógrafos do mundo fazem. pode passar uma emoção completamente diferente para quem ver sua foto. acredite. composição além de arte. Agora. Essa é uma habilidade que evoluirá cada vez mais conforme a sua prática na fotografia. você passará a enxergar composições usando apenas o seu olho. pode ser entendida como ciência. a Torre Eiffel em Paris já foi fotografada de todas as formas possíveis. A influência pode e deve ser uma grande aliada sua. ÐÐ DICA: Exercite a sua criatividade através do experimento e trabalho de outros fotógrafos. Mas você. encontrar a “composição perfeita” é um processo. Com o tempo.com. CaraDaFoto.br 65 . usando o passo de enxergar e usando técnicas de composição. Dificilmente você vai conseguir fazer tudo funcionar perfeitamente logo na primeira tentativa. E é exatamente sobre algumas delas que falaremos agora. Por exemplo. Outro ponto importante nessa etapa é o que falamos anteriormente sobre o “olho fotográfico” ou “olhar fotográfico”. CRIATIVIDADE O ser humano gosta de ver perspectivas que não são comuns no seu dia a dia. Imagine que você deu um super zoom e capturou somente os detalhes da arquitetura da torre. Como falamos anteriormente. Existem técnicas e regrinhas que você pode se beneficiar muito ao usar em sua fotografia.

Elas ficam boas em fotos porque essencialmente o ser humano é programado para seguir caminhos.br 66 .com. CaraDaFoto. etc) ou qualquer coisa que leve de um ponto até outro. linha de árvores. Basicamente. chamamos de linhas guias. é muito poderosa. toda vez que sua foto tiver algum caminho (estrada.TÉCNICA: LINHAS GUIAS Essa é uma das nossas técnicas favoritas de composição. cerca. pois atém de extremamente fácil de se usar.

com.br 67 .A linha guia pode ser algo óbvio ou algo subjetivo. Até mesmo nuvens ou marcações do asfalto podem formar um padrão que aponte para algum lugar e forme uma linha guia. CaraDaFoto.

com espaços perfeitamente iguais e proporcionais de todos os lados. é de extrema importância que você posicione tudo exatamente de forma simétrica.com. é a arte de se explorar o lado simétrico das coisas. Agora.br 68 . ao olhar para ele você teria um reflexo simétrico da paisagem toda.TÉCNICA: SIMETRIA Outra regrinha bastante poderosa e básica de composição é a simetria. Simetria. certo? Nesse caso. a água terá um reflexo bastante evidente. Em fotos que explorem essa técnica. Se o lago estiver perfeitamente parado. Simetria é. sem ondas. também. um padrão de beleza atualmente. CaraDaFoto. como o nome diz. como podemos ver diariamente na televisão e revistas. imagine um lago com montanhas atrás. para entendermos a simetria na fotografia.

Você tem infinitas oportunidades para explorar. de fato. perfeitamente simétrica é automaticamente classificada como uma foto ruim. CaraDaFoto.com.Não se engane: uma foto que tenta ser simétrica mas não é. Nossos cérebros são muito especialistas em reconhecer padrões e a falta deles também.br 69 . A simetria existe por tudo no mundo.

as montanhas. os cristais de gelo. Você provavelmente já deve ter escutado algo a respeito. CaraDaFoto. A regra dos terços pode ser entendida como uma simplificação da regra das proporções douradas (também conhecida como golden ratio ou proporções áureas). veja como uma foto é dividida conforme a primeira: Agora veja como ela seria dividida com a golden ratio (proporções douradas). Isso acontece por causa dessas regras que já existem nos nossos cérebros e que podem ser aplicadas à fotografia.com. A regra das proporções douradas é.br 70 . Os rostos das pessoas. GOLDEN RATIO Outra regra bastante comum é a regra dos terços. as Pirâmides do Egito e várias outras coisas são regidas em torno dessa regra natural.TÉCNICA: REGRA DOS TERÇOS VS. Para demonstrar a diferença técnica entre a Regra dos Terços e a Golden Ratio. Nossos cérebros não precisam pensar muito para saber se algo é belo. um padrão de beleza da natureza. em sua essência.

melhor – isso faz parte do processo.com. isso é conversa de maluco! É algo muito subjetivo. ÐÐ Dica: até mesmo os melhores fotógrafos do mundo tiram mais fotos ruins do que boas. ótimo! Quanto mais fotos ruins você tirar. você vai perceber que a regra das proporções douradas é muito mais poderosa do que a regra dos terços. Apesar de existir uma grande base científica. Agora você vai entender o porquê e passará a fazer isso conscientemente. você já sabe identificar quando não acha uma foto bonita. não tem como entender isso completamente sem colocar em prática. começará também a identificar facilmente fotos que seguem essas regras ou não. a diferença prática na fotografia é muito grande.br 71 . Se tudo isso está parecendo conversa de maluco – sim. A partir do momento em que você entender como aplicar isso na composição de suas foto. Na verdade. Nós preferimos a regra das proporções douradas. mas existem fotógrafos que fazem trabalhos excepcionais usando a regra dos terços – afinal. Apesar de serem muito parecidas num primeiro olhar. Isso não quer dizer que você não possa usar a regra dos terços ou que ela seja ruim. CaraDaFoto. se você é iniciante e está tirando algumas fotos ruins. essa regra é usada até mesmo por profissionais que não são fotógrafos. Com o tempo. Então.

Apesar de interessante. Já nessa outra. quase nunca se chega na composição perfeita de primeira. a foto estava aquém do que poderia. perto da Cidade do Cabo. Então. Afinal.O PROCESSO DE SE COMPOR Entendidas essas regrinhas e técnicas. vejamos agora alguns exemplos de fotos nossas demonstrando o que chamamos de “processo de se compor”.br 72 . CaraDaFoto. perceba que a tentativa foi de capturar a simetria formada pelas casinhas coloridas. de volta ao passo 1 (enxergar) para explorar o que mais poderia ser explorado. Na primeira delas. mas sim através de tentativas. veremos uma sequência de fotos capturadas na África do Sul.com. Nesse primeiro exemplo. o interesse principal foi a linha guia formada pelas mesmas casinhas levanto até o horizonte.

Continua sendo um resultado interessante. porém não perfeito. novamente explorando as linhas guias. ficou claro que o potencial realmente está por aí. Em mais um experimento.preencher mais a foto com o sujeito principal da cena. Uma tentativa válida. CaraDaFoto. Na tentativa seguinte foi tentado “fechar o frame” .com.br 73 . porém o caminho não parece ser esse.

depois do pós-processamento. Lembre-se: a foto não está finalizada até você processá-la. dá-se continuidade nos passos até obtermos o resultado final. Decidida a composição vencedora.br 74 .Agora estamos quase lá. usando tanto da simetria quando de linhas guias. Falta pouco para chegar na composição perfeita. CaraDaFoto.com.

porém talvez uma fotografia na horizontal fosse valorizar mais a cena. Então depois de andar um pouco para um lado e para o outro também. nos Estados Unidos. Uma sequência de fotos capturadas em um vale no estado de Montana.Legal! Agora vamos para o segundo exemplo.br 75 .com. mas levemente acima (uns 60% de corredeira. Os elementos são bonitos. Além disso. foi percebido que a foto ficaria interessante se aproveitasse mais das linhas guias que as corredeiras faziam. o céu poderia ficar melhor se não estivesse exatamente centralizado na foto. e 40% de céu). CaraDaFoto.

para que as corredeiras ficassem com esse efeito de véu na água. Nessa composição. Note que essas fotos foram todas capturadas em longa-exposição. CaraDaFoto. o horizonte tende a não ficar no centro. Interessante. Essas linhas guias levam até o horizonte. a parte de baixo da foto ficou quase toda coberta pela corredeira e pelas linhas guias que ela forma.com. que tem um céu fantástico. porém depois de andar mais um pouco para a direita.ÐÐ DICA: Na regra das proporções douradas. as linhas da água ficaram mais evidentes e a composição mais interessante.br 76 .

Tudo parece aleatório e sem foco específico.com. nem se questiona! Agora como terceiro exemplo do processo de se compor. O objetivo principal aqui era capturar uma península de pedra que parecia ser digna de uma boa foto. Logo de cara deu para ver que esse tipo de composição não era a melhor. CaraDaFoto.br 77 .Decidida a composição vencedora. temos outra sequência de fotos. Muito melhor. Dessa vez. O jeito era tentar tirar um pouco do zoom e ver como ficava. capturadas em Bali. dá-se continuidade dos 5 passos até chegar na foto final. na Indonésia.

Um resultado definitivamente melhor.br 78 . essa. obteve-se a seguinte foto final.Pior ainda! Pelo menos após este teste. ficou claro que uma foto mais fechada na península seria melhor. A tentativa aqui foi de usar a própria península como uma linha guia. Preencher o frame com coisas interessantes ao invés de muitas áreas chatas e sem importância. sem dúvidas. A composição escolhida é. CaraDaFoto. junto com proporções douradas preenchendo o quadrante esquerdo com a parte verde. então após a continuidade dos 5 passos.com.

especificamente no Templo do Apollo em Delphi. Dando continuidade aos nossos exemplos.br 79 .com. então fotografar novamente valorizando o aspecto da simetria ao posicionar o o templo exatamente no centro da foto. Essa era a única premissa. agora uma sequência de fotos capturadas na Grécia. Uma cena fantástica! A impressão inicial foi que essa cena seria melhor de se fotografar com a câmera na vertical.Uma foto digna para essa paisagem diferente. parecia ser uma tentativa válida. CaraDaFoto.

Fazendo uma composição assim abriríamos mão de uma das coisas mais belas da cena: o pôr-do-sol. CaraDaFoto.br 80 . pós-processada. Quem sabe fotografar do mesmo ponto de antes. Bingo! Essa composição é campeã. porém na horizontal? Bacana! As linhas da base do monumento viraram linhas guias até o horizonte. Podemos dar continuidade até chegar na foto final. porém não tanto quanto poderia.com. assim como a montanha vindo da direita.Interessante.

pois muitas coisas irrelevantes apareceram na foto e o camelo não tinha o destaque necessário. A primeira tentativa não foi muito feliz. certamente não seria possível enquadrar todos as pilastras na foto dessa forma. temos mais uma sequência. Para sempre! Inclusive. destacando um camelo no Egito. Então. uma lente com menos de 18mm é muito útil para se tirar fotos de grandes estruturas. Usando uma lente normal. CaraDaFoto. Essa. Existem situações nas quais você não pode se distanciar muito para conseguir enquadrar tudo da forma que quer. pois além de enquadrar tudo. Para finalizar a nossa rodada de fotos ilustrando o processo por trás da composição. nesse tipo de cena é muito bom ter uma lente super angular.com.Uma foto verdadeiramente esbugalhadora de olhos e que carrega todas as emoções e lembranças do momento vivenciado.br 81 . ela valoriza bem dando uma sensação de magnitude.

Como o objetivo principal dessa foto era capturar o máximo possível do camelo. Experimentando novamente com a câmera na horizontal. acabou resultando na composição preferida. a próxima foto foi uma tentativa vertical. O pescoço dele acaba formando uma linha guia.br 82 .com. CaraDaFoto. mas ainda assim não fechou a composição ideal.

Ela ainda usa da linha guia formada pelo pescoço.br 83 . Um adendo sobre a golden ratio: você não precisa obrigatoriamente colocar os pontos de interesse nas intersecções. restava processar valorizando também aquilo que a cena tinha de interessante (clima desolado de deserto e muito calor – portanto cores vivas e quentes).com. No caso. a cabeça toda do camelo na linha da direita. CaraDaFoto. não está centralizado. Decidida a composição vencedora. você pode simplesmente colocar os elementos em uma das linhas. a cabeça na intersecção das proporções douradas e a linha ao fundo que seria o nosso “horizonte”.

Nesse caso do camelo. Fica sempre melhor que o personagem olhe para onde tem mais espaço na foto (no caso. ficaria estranho.br 84 .com. é muito importante prestar atenção para onde a pessoa está indo ou para onde ela está olhando. ele está praticamente olhando reto. esquerda) ou reto para câmera. Se o camelo estivesse olhando para fora (direita da foto). CaraDaFoto. o que gera harmonia na foto.Já que estamos mostrando um retrato (mesmo que seja de um camelo) vale uma dica extra: nos retratos. pois ele estaria olhando para onde acaba a foto.

a foto pode gerar desconforto inconsciente em quem olha.Outro ponto importante é que olhos estejam alinhados com o nível da câmera.br 85 .com. Portanto. recomenda-se que ou alinhe os olhos com o nível da lente. caso haja um desnível suave. CaraDaFoto. ou deixe-os propositalmente muito fora do nível. Veja.

ANÁLISE DE COMPOSIÇÃO Agora vamos dar uma olhada e entender o processo da composição por trás de algumas das fotos do nosso portfólio. Espetacular! . portanto.Já essa segunda foto foi feita no interior da Noruega. na China. mas que transmite uma carga gigantesca de emoções. Além disso.com. Para chegar nessa composição.br 86 .com. as rochas e as árvores também levam a um poste que está estrategicamente posicionado próximo a uma intersecção das linhas de interessa da regra das proporções douradas (golden ratio).Essa foto foi tirada nas montanhas de Hong Kong. Ela foi eleita uma das melhores fotos de 2015 pela comunidade do www. É uma foto simples. que foram linhas guias até sumirem no centro.br. que combinam diferentes regras de composição para ficarem mais marcantes e impactantes. Nessa foto.CaraDaFoto. foram exploradas as técnicas da simetria e linhas guias. CaraDaFoto. . Fotos estas. porém a predominante foi a regra das linhas guia. A primeira coisa que se nota é o caminho no chão e a cerca. houve uma combinação da golden radio e linhas guias.

Então. essas regras ajudam a manter a harmonia. . estava chovendo bastante então o passo 1 (enxergar) foi essencial para ajudar a identificar potenciais fotos interessantes. A parte de baixo é o que realmente domina a foto. que a maioria das pessoas não percebia ao passar tocando o dia delas normalmente. apontando para o centro da foto. Isso também ajuda no resultado final. quando se tem muita coisa aparecendo na foto.Nessa próxima foto. Outra coisa relevante nesta foto. é o fato do horizonte ter sido posicionado 30% ou 40% acima do centro. Eis que olhando para o chão. CaraDaFoto. Uma cena bonita. mais para a direita.br 87 . capturada em Melbourne. Veja também os outros elementos trabalhando em conjunto: caminho de pedras na direita levando até o rio.com. tendo o céu como um detalhe. que leva às montanhas e finalmente ao céu. mas que precisavam ser posicionados de forma harmônica através da composição. pois esses elementos estariam desconexos. É uma foto com muitos elementos bonitos.Note que o barco acaba sendo a principal linha guia. na Austrália. mais para baixo ou para cima. haviam várias poças com folhas boiando. Se a foto tivesse sido capturada um pouco mais para a esquerda. o resultado seria confuso.

que a foto combina as regras de composição das linhas guias e golden ratio. ficaria parecendo que a folha estaria “saindo” da foto. mas que passa exatamente as emoções daquele dia chuvoso em Melbourne. . Dá para perceber. Essa é uma cena normal e simples.Essa foto é também um exemplo de como usar a regra das proporções douradas já que a folha está posicionada em uma das intersecções (inferior direita). onde foram gravadas as trilogias do Senhor dos Anéis e do Hobbit.Já essa outra foto capturada na Nova Zelândia. CaraDaFoto. Outro detalhe importante é que ela forma uma flecha que aponta para o canto superior da foto. Se ela estivesse virada para o outro lado. então. talvez não.br 88 .com. Perceba que ela aponta para a parte que tem mais foto. É a cidade fictícia de Hobbiton. talvez em um lugar que você reconheça.

o trapiche e a grama iriam ocupar espaço demais roubando áreas de maior beleza.br 89 . ponte) e proporções douradas (posicionamento da casa). Esse é um outro bom exemplo de como posicionar elementos principais da cena nas intersecções das proporções douradas. você ainda tem a simetria da casinha refletida na água (o reflexo ficou suave graças à longa exposição) e a ponte de pedras – que é icônica no filme e também a cereja no bolo dessa foto. A casinha tem uma luz acessa. Essa foto também foi escolhida como uma das melhores do ano de 2015 no www. Então. você pode abrir agora mesmo algum site de busca e procurar por “Hobbiton” para ver as fotos comuns aparecem. CaraDaFoto. quando você chega nesse ponto. É triste quando as pessoas visitam lugares magníficos e retratam de uma forma péssima. as técnicas principais usadas na foto foram: simetria (reflexo na água). posicionar a câmera num nível mais alto nesse caso foi uma ótima ideia. Na ponta do trapiche temos a vara de pesca que conecta com a casinha.Dá para ver pelo céu que não era um dia muito bonito. linhas guias (trapiche. São tantos elementos relevantes que a composição da foto se torna crucial. Você verá fotos amadoras do mesmo lugar que não retratam tão bem a beleza do local e também outras que fizeram um bom trabalho. Para resumir. não muito para baixo ou muito para cima.com. É importante mencionar também que a cena foi fotografada mais ou menos do nível normal dos olhos. É muito bacana quando sua fotografia transmite tudo aquilo que você sentiu. Uma combinação que gostamos bastante de usar porque normalmente resultam numa foto legal. Fica fácil perceber que têm muitas coisas acontecendo na foto. Fique atento: lugares lindos como este podem ser estragados com uma foto mal composta. . mas mesmo assim conseguimos nos divertir. Por quê? Porque se fosse diferente disso. Além desses elementos todos.Essa próxima foto foi tirada na Islândia.com. Ela começa na parte inferior esquerda no trapiche de madeira.br. um moinho em movimento e um belo reflexo na água.CaraDaFoto. seus olhos já foram presenteados com um show de detalhes. vara de pesca. Para ver como isso acontece. Ou seja. fazendo também com que as outras pessoas queiram conhecer o local.

essa é uma das fotos que fizemos inteiramente juntos. Mostraremos em breve como usar a velocidade do obturador para conseguir um efeito semelhante nas suas fotos. foi usada uma exposição mais longa e um filtro densidade neutra. Para deixar a água fluida. CaraDaFoto. nesse caso.Note que a queda d’água foi posicionada sobre uma das linhas da golden ratio. o Curso de Fotografia Digital Ponta-A-Ponta do Cara Da Foto. não iria ficar tão legal. Logo. explicando o processo ponta-a-ponta no nosso outro curso bestseller gravado na Islândia. Nesse caso. o horizonte ficou bem no centro. é só um detalhe. Poderíamos ter usado a regra dos terços. mas a cachoeira ficaria muito para a direita.br 90 . Na nossa opinião. mais para o fim da foto. Inclusive. Perceba também que.com. A regra de não colocar o horizonte no centro da foto funciona melhor quando o horizonte é uma parte principal da foto. nem sempre você precisa abrir mão de deixar o horizonte no meio.

e não configurar a câmera. A maior parte da foto é grama e brita.O último exemplo é uma foto que também foi tirada na Islândia. é mais uma foto que tira proveito do famoso “caminho curvo”. A casa está bem posicionada nas proporções douradas. usando-o como linha guia até a casa.com. Nota-se também que na parte da direita temos umas rochas saindo da água. você precisa colocar isso em prática para entender e calcificar esse novo conhecimento na sua cabeça. Lembre-se: nada acontece da noite para o dia e ninguém entende tudo sobre composição. Agora. Percebe-se também que as montanhas ao fundo levam até o ponto do mar onde estão as pedras icônicas e que o horizonte está perto dos 40% do topo da foto ao invés de perfeitamente centralizado em 50%. na Islândia. Dá para ver que teve um grande esforço para chamar atenção ao caminho.. Vík. É aqui onde você separará as suas fotos da categoria “amadoras”.  CaraDaFoto. Essas rochas são um dos principais pontos turísticos dessa cidade. esperamos que esses exemplos tenham mostrado de forma mais clara como essas regras se aplicam à realidade. Bom.br 91 . O maior desafio do fotógrafo é justamente esse. Além disso.

vamos então aplicar essas regras e dicas na nossa realidade de agora. pulemos direto para o Passo 2 (compor). PARADA I – JARDIM BOTÂNICO (continuação) Retomando a nossa manhã aqui no Jardim Botânico. PASSO 2 – COMPOR (RODRIGO) Conforme havíamos visto antes.com. aproveitar a simetria e linhas guias formadas por essas flores levando até a estufa. Talvez a melhor. pode ser uma boa oportunidade fotográfica para essa cena. CaraDaFoto.br 92 . Como já havíamos finalizado o Passo 1 antes.

br 93 . Faremos isso agora usando nosso tripé. que é a composição. não seria o momento ideal para as fotos de portfólio.com. por exemplo. Vamos iniciar o passo 2. Na etapa de pós-processamento é possível tirar alguns turistas da foto. mas fica bem mais fácil assim para mostrar o processo de composição da foto. a primeira coisa a se falar sobre a situação atual. Você poderia fazer tudo sem usar um. nosso propósito hoje é testar a abertura do diafragma. Porém. Então. é que o ideal seria tentar vir bem cedo para cá ou bem mais tarde para evitar que muitas pessoas ficassem ao fundo da foto. mas nesse caso tem demais. CaraDaFoto.Agora.

tentar na vertical. Mas como sempre falamos: explore outras composições! Podemos. Além disso. A lente acoplada agora na câmera é uma super angular de 10 a 20mm.Então vamos lá! Qual é a melhor forma de saber como encaixar esses elementos na composição? Tentativa e erro! A primeira coisa que vamos tentar fazer agora é centralizar. que é o ponto principal aqui do Jardim Botânico. já que buscamos simetria. 60%. Use o visor da câmera para fazer o alinhamento ao centro. por que não? CaraDaFoto.com. O principal nesse momento é que estejamos centralizados. então. O interessante dessa composição seria usar também os caminhos paralelos e as flores como linhas guias. Tudo aponta para a estufa.br 94 . então ela permite um pequeno zoom (de 10mm). Essa seria uma composição bacana utilizando a simetria e a foto já estaria legal. dá para perceber que o céu ocupa 40% e o restante.

a composição na horizontal acaba agradando um pouco mais nesse caso. No entanto. Essa é também uma foto de fácil composição.br 95 . o efeito é menos claustrofóbico e mais elementos bacanas aparecem. Agora. já que as linhas guias estão bem claras. vamos ver no Passo 3 como os pilares serão configurados na captura dessa foto usando nossa configuração escolhida. apesar de seguir os mesmos princípios. CaraDaFoto.O principal dessa composição agora é que temos menos distrações.com.

com. CaraDaFoto. o processo é muito parecido e você não deve ter dificuldades para replicar na sua.PASSO 3 – CONFIGURAR (RODRIGO) Lembrando que alguma nomenclatura ou forma de se configurar pode mudar um pouco dependendo da marca/modelo da sua câmera.br 96 . Porém.

precisamos agora deixar a cena corretamente exposta com a luz que temos no momento. Se apertarmos o botão de tirar a foto até a metade. ou seja. subexposta e a foto ficaria escura. Feito isso. Diminuir a velocidade do obturador faria isso. Nesse caso. Temos então que ajustar os pilares para recuperar essa exposição para o “0”. a exposição de luz está no “-3”.com. isso habilitará a configuração manual dos três pilares: velocidade do obturador.br 97 . abertura do diafragma e o ISO.A primeira coisa que faremos será sair do modo automático e colocar o totalmente manual. a câmera irá mostrar a situação do medidor de exposição de luz (fotômetro). CaraDaFoto.

maior a abertura do diafragma.8. Além de ajustar a abertura do diafragma.Alterando a abertura do diafragma conseguimos também afetar o fotômetro. Lembre-se que quanto menor o número do “f” (1.br 98 .8. fique tranquilo(a). o que resulta em mais luz entrando no sensor.5). 4.falaremos mais especificamente sobre o ISO no futuro. podemos também colocar um ISO 100 e conseguir uma maior qualidade de imagem .com. CaraDaFoto. 2.

Deu para perceber que no modo manual é você quem gerencia totalmente a luz através dos três pilares. como nesse momento estamos focando na abertura do diafragma. Vai ser legal ver a diferença! Quando se usa um tripé.5) para ver como a distribuição do foco ficará. a câmera conta 2 segundos e somente depois faz a captura. Isso funciona da seguinte forma quando habilitado: ao apertamos o botão para fotografar. Depois testaremos com uma abertura bem pequena (f/22). é uma excelente alternativa em situações assim. Nesse modo você escolhe a abertura do diafragma mais o ISO que quiser. usaremos o modo AV. caso sua câmera permita.com.br 99 . No momento da captura. você pode também configurar um contador automático (timer) para tirar a foto. Porém. CaraDaFoto.Bacana! Uma foto assim estaria bem exposta e com boa qualidade de imagem. e a câmera escolherá a velocidade de obturador que ela julga ideal para ter a exposição exatamente no zero do fotômetro. evitando qualquer trepidação que sua mão possa ter causado ao apertar o botão. que como vimos anteriormente. vamos testar uma abertura bem grande (f/3.

CaraDaFoto.Com essas configurações prontas.br 100 . vamos para o Passo 4.com. que é capturar.

Nesse exercício colocaremos o foco nas flores mais próximas da câmera. CaraDaFoto.br 101 .5). é necessário olhar pelo visor até que o foco fique perfeito. Lembre-se de que ao focar manualmente. a máxima dessa lente Sigma de 10-20mm (f/3. ou o foco manual diretamente na sua lente. Para isso você pode usar o motor de foco automático. para podermos ver claramente a diferença entre as aberturas do diafragma. Tenha certeza de “pegar” o foco onde quer a maior nitidez e atenção.PASSO 4 – CAPTURAR (RODRIGO) Uma coisa muito importante ao se capturar a foto é focar corretamente.com. A primeira será com uma abertura do diafragma bem grande.

com. Dá para ver que as flores da frente estão bastante nítidas. podemos fazer a primeira captura. CaraDaFoto. que seria o máximo possível nessa lente.br 102 . Vejamos como a foto fica diferente usando um f/22. elas vão ficando fora de foco. mas à medida que seu olho anda por esse caminho de flores.Usando o timer de 2 segundos para não termos trepidação.

Então.br 103 . se você fosse fazer um retrato de alguém nessa cena usando uma abertura de diafragma em f/22. Veja que agora a nossa foto fica muito mais nítida como um todo. CaraDaFoto. tanto na frente quando ao fundo na estufa.Mantendo o foco exatamente na mesma flor. podemos fazer a segunda foto teste. sua foto teria foco bem distribuído e maior nitidez. por exemplo.com.

br 104 . Vejamos como fica se trocarmos para uma prime de 50mm. CaraDaFoto.com. Como vimos. a atual é uma super angular de 10mm a 20mm.Vamos agora testar composições diferentes e também outra lente.

tentando chegar perto das flores. Essa é uma das vantagens de se usar milímetros mais elevados para sua foto. Com o tripé rebaixado e reposicionado. CaraDaFoto. passando a ser o elemento principal da foto e não mais um detalhe como antes. Afinal. o que por si só já vai abrir um novo leque de oportunidades de composição.PASSO 2 – COMPOR (RICARDO) A primeira coisa que faremos agora é tentar uma perspectiva mais de baixo. são 40 milímetros de diferença. Usaremos uma lente de 50mm. Em lentes assim fica fácil notar que o campo de visão diminui bastante comparando com a de 10mm que estávamos usando antes.br 105 .com. ao ligar a câmera fica perceptível que a estufa agora ocupa um espaço muito maior no nosso frame.

Essa composição aqui já tem potencial. podemos ficar ela logo de cara.br 106 . Infelizmente nesse momento tem muitos turistas também. Com isso teremos um desfoque bem perceptível nos testes. Note que pegamos muitas flores no primeiro plano e ainda existe a linha guia até a estufa no fundo. podemos chegar em uma abertura de diafragma máxima de f/1.com. CaraDaFoto.8. PASSO 3 – CONFIGURAR (RICARDO) Com essa lente que estamos usando agora (50mm). o que é realmente muito grande. mas vamos em frente para o Passo 3 e as configurarmos ideais dos pilares para essa cena.

8 já configurado vai alterar automaticamente a velocidade do obturador para expor corretamente a cena (neste caso. que com o f/1. podemos “enganar” a câmera usando uma técnica chamada de exposure compensation. 1/60).br 107 .com.5 segundos). 2. Se fossemos aumentar a abertura do diafragma para f/22. CaraDaFoto. Quando isso acontece. ou compensação da exposição. algumas vezes a câmera pode sugerir configurações que resultem em uma exposição que você não goste. Usaremos também o modo AV. a câmera recalcularia para expor corretamente (nesse caso.Começaremos usando essa abertura. Agora uma dica mais avançada: nos modos AV e TV.

  CaraDaFoto. Agora nós vamos para o passo 4. você pode usar a compensação da exposição para deixar a foto mais escura. O que acontece bastante em fotos com neve.br 108 . por exemplo. Isso pode ser útil quando a foto está ficando escura mesmo quando a câmera acha que a exposição esteja ideal. por exemplo. Isso pode ser útil quando você for fotografar o sol ou o pôr-do-sol. que é capturar. Nessas situações a câmera pode interpretar a cena de forma errada e deixar tudo muito claro. Da mesma maneira. você pode usar do exposure compensation para propo- sitalmente tirar uma foto mais escura. colocando o medidor em “-1”. O efeito prático disso seria deixar a foto mais clara.Através dessa técnica podemos alterar o fotômetro (que é o nosso indicador de exposição) dizendo para a câmera que a exposição correta não é no zero. mas sim no “+1”.com. uma vez que ela é muito branca e a câmera pode achar que tem muita luz e tentar escurecer a foto. Nesse caso.

br 109 .8 e o foco bem próximo da lente.PASSO 4 – CAPTURAR (RICARDO) Com tudo configurado. usaremos uma a abertura de f/1. nas flores. CaraDaFoto. mas também com os pontos de foco. estamos prontos para capturar as fotos. No primeiro teste.com. O objetivo agora é experimentar não somente com as aberturas do diafragma.

8 a nossa “fatia de foco” é muito pequena.com. na estufa. As flores estão nítidas (pois focamos nelas). como previsto: flores borradas e estufa nítida. Agora percebemos o inverso. Isso acontece porque usando f/1. Vamos ver que diferença faz manter a mesma abertura e trocar o ponto de foco para mais longe. Bacana! Vejamos o paralelo.br 110 . porém o fundo está borrado.Perceba a diferença drástica de nitidez entre o que está próximo e mais distante. CaraDaFoto.

com. CaraDaFoto. de f/22 e repetir todo o processo. ainda é possível ver a estufa com nitidez ao fundo. vamos fazer mais duas fotos usando uma abertura menor. Nossa “fatia de foto” aumentou. Perceba que pouco muda apesar da troca do ponto de foco.br 111 . O resultado é muito parecido. Isso acontece porque a distribuição do foco fica muito maior com o obturador fechado. Veja que apesar do foco estar nas flores.Para realmente calcificar esse conhecimento na sua cabeça. Agora vamos trocar o ponto de foco e capturar novamente.

br 112 .com. CaraDaFoto.Com isso finalizamos nossa primeira experiência prática! Esperamos que tenham ficado claro para você todos os efeitos que a abertura de diafragma pode te dar. Você tem muita flexibilidade para aplicar esse efeito de acordo com a circunstância que você quiser.

Brinque com a abertura do diafragma e pontos de foco.br 113 . por isso vamos te dar uma tarefa. você já saberá que tipo de efeito você consegue e suas fotos não serão acidentais.com. Pegue umas canecas (ou qualquer outro objeto) e repita os testes que fizemos. Teste bastante e nos vemos no próximo capítulo! CaraDaFoto. Quando chegar a hora de fotografar para valer.TAREFA Nada melhor do que a prática para você pegar o jeito da coisa. mas dentro da sua própria casa.

Porém. já que no Jardim Botânico focamos na abertura do diafragma. Aqui passaremos novamente pelos 5 Passos Para Fotografias Sensacionais do Cara Da Foto. antes de continuar. PARADA II – PRAÇA DO JAPÃO Agora para a nossa segunda parada do dia de hoje.  CaraDaFoto.com. Então.br 114 . escolhemos a famosa Praça do Japão em Curitiba. aqui também exploraremos separadamente um outro pilar da fotografia. faremos uma pequena pausa para falar um pouco sobre a tão importante velocidade do obturador.

100 milésimos de segundo. como alguns segundos ou até mesmo horas.OS 3 PILARES DA FOTOGRAFIA: VELOCIDADE DO OBTURADOR Para facilitar o seu entendimento desde já sobre esse fundamental pilar da fotografia. aqui você vai gerenciar a quantidade de tempo que será capturada na sua foto. imagine que se você fotografar um riacho com uma velocidade de obturador rápida. ou essa fatia pode ser mais espessa. CaraDaFoto. Então. como por exemplo 1/200 (ou 1 segundo dividido por 200).com. como por exemplo 10 milésimos de segundo. sua imagem “congelará” o movimento da água. já que a fatia de tempo é muito pequena. Ou seja.br 115 . Esse tempo pode ser muito curto (fatia de tempo pequena). você pode vincular o conceito de velocidade do obturador da seguinte forma: fatia de tempo.

as fotos tendem a ficar borradas. se a velocidade do obturador for mais lenta como 3. Nessas velocidades. a fatia de tempo será mais espessa e sua foto capturará tudo o que ocorre durante esse tempo. CaraDaFoto. Note que a água parece mais suave.br 116 . Um efeito muito legal que se obtém facilmente através desse pilar. pois muitas coisas acontecem durante esse período. 4 ou 5 segundos. como se fosse um véu de noiva.com.Por outro lado.

Se a velocidade do obturador for rápida (1/150. 1/500. quanto maior a velocidade do obturador. deixando a luz entrar no sensor por pouco tempo. Ele define por quanto tempo o sensor da câmera fica exposto à luz. 1/1000) a porta abrirá e fechará rapidamente. o que de fato é um obturador? O obturador da sua câmera é simplesmente um mecanismo que abre e fecha. CaraDaFoto. fica o sensor da sua câmera. Portanto. menor será a entrada de luz no sensor. E atrás dessa porta. então.br 117 . 1/200. menor será a fatia de tempo capturada e maior será o “congelamento” do tempo.com. Podemos. imaginá-lo como sendo uma porta que se abre e fecha conforme o seu desejo.Mas agora.

1’’. Começaremos configurando uma velocidade do obturador de 1/10. caso a velocidade do obturador seja lenta (1/6. CaraDaFoto. 10’’). 1 décimo de segundo de exposição. 2’’. ou seja. assim como a fatia de tempo capturada pela foto.br 118 . 1/2. porém nas demais marcas a nomenclatura e o processo são bastante similares. O visor que usaremos no nosso exemplo é de uma máquina Canon. e menor será o efeito de “congelamento” do tempo. Agora. a entrada de luz será maior.Da mesma forma.com. vamos ver como isso funciona direto na sua câmera.

sendo necessário usar algum acessório extra para ultrapassar essa barreira. Como um disparador remoto. CaraDaFoto.Você também pode deixar a velocidade do obturador super rápida. a maioria das câmeras vêm com uma limitação de 30 segundos de exposição máxima. chegando a frações minúsculas de segundo.com. por exemplo.br 119 . A propósito. tais como 1/8000 – uma velocidade alta como essa congelaria qualquer movimento na sua foto.

poderemos alterar somente a velocidade do obturador e o ISO. por isso a abertura do diafragma e ISO permaneceram iguais durante toda essa variação. e se você não tiver luz suficiente. em f/16 e ISO500. note que estávamos manuseando o pilar diretamente no modo manual (M) da máquina. CaraDaFoto. se quiséssemos. menos luz entrará no sensor. Se você deixar a velocidade do obturador muito rápida. Visto como a câmera entende tecnicamente essa questão de fatia do tempo. Lembre-se: os três pilares estão conectados. pois a abertura do diafragma será automaticamente escolhida pela câmera visando uma exposição correta. Poderíamos ter alteado qualquer um deles.com.br 120 . podemos passar para mais um exemplo prático dentro de casa. Dessa vez usaremos uma torneira. talvez você precise abrir mais o diafragma ou aumentar o ISO para compensar isso. Mas se mudarmos para o modo TV.Agora.

Vamos tentar capturar fotos que “congelem” o movimento da água e outras que mostrem a fluidez dela. poderá aplicar onde quiser e fazer fotos impressionantes. precisamos de uma velocidade rápida. Usaremos 1/500 na primeira tentativa. ÐÐ DICA: Quando fotografar em velocidades mais lentas. CaraDaFoto. use o timer de 2 segundos (contador) para não correr o risco de mover a câmera ao apertar o botão de captura. Lembrando que para congelar o movimento.com. Depois que você entender como isso funciona na prática.br 121 .

Habilitado também o timer.br 122 . Agora. CaraDaFoto. Veja como a câmera congelou o fluxo d’água. podemos capturar a primeira foto teste usando as configurações mencionadas.com. vamos colocar a velocidade do obturador mais lenta (1 segundo) para capturar a fluidez da água que está caindo. Isso aconteceu porque a fatia de tempo foi muito pequena (1 segundo dividido por 500).

todo e qualquer movimento causado ao apertar o botão. CaraDaFoto. sempre que o botão de captura for pressionado. vamos ver como a água fica com 2 segundos de velocidade do obturador. Agora no último teste. desaparece. Perceba como a água fica muito mais fluída agora. a câmera conta de 2 até 0 antes de efetivamente abrir o obturador.Como configuramos o timer de 2 segundos.br 123 .com. Assim. afinal a foto capturou todo o volume de água que saiu da torneira durante esse segundo.

tudo parece ainda mais fluido. nuvens e etc.com. CaraDaFoto.Como previsto.br 124 . Esse tipo de efeito fica especialmente lindo em cachoeiras. Vejamos novamente as três fotos em paralelo para facilitar a comparação.

br 125 Velocidade do Obturador: 6’’ .com.CaraDaFoto.

2’’ CaraDaFoto.Velocidade do obturador: 1’’ Velocidade do obturador: 3.br 126 .com.

CaraDaFoto. a foto ficará perfeitamente nítida. Mas existe uma fórmula matemática que você pode usar quando quiser fotos nítidas mesmo sem usar um tripé. aqui vai uma dica mais avançada sobre isso. a velocidade mínima do seu obturador para que a foto fique nítida. Agora. Uma dica que vai te ajudar muito a fotografar sem tripé. não é? Recomendamos fortemente que você repita o nosso teste na sua própria cozinha e veja como é fácil dominar o tempo em suas fotos. 1/30. Funciona da seguinte forma: se você for tirar fotos sem o tripé.com. 1/20 ficará muito nítida. Imagine que você esteja usando uma lente de 10 a 20mm e optou por não dar zoom. especialmente. Nessas configurações. precisa ser de no mínimo 1 sobre a milimetragem atual da sua lente. tremido. então a milimetragem atual ficou em 10mm.Legal. a trepidação da sua mão não perturbará a nitidez da sua foto. muito provavelmente tudo sairá fora de foco. afinal nem sempre teremos um a nossa disposição. 1/100 também. você já deve ter notado que o tripé é essencial para que a foto fique mais nítida. Nesse caso. se você usar uma velocidade de no mínimo 1/10. Agora se a fotografia for capturada em 1/8 ou mais lento ainda. Veja. por exemplo.br 127 .

sem pensar. sua foto tem grandes chances de ficar tremida e com pouca nitidez. a velocidade mínima para manter a nitidez da foto seria de 1/200.br 128 . Da mesma maneira. se você focar em 200mm e tirar uma foto com 1/100 ou 1/150. Mas fique tranquilo(a). Nós já fazemos isso inconscientemente. essa noção fica cada vez mais natural com a prática. que varia de 70mm a 300mm e no momento está usando ela a 200mm. Em breve você estará assim também! CaraDaFoto.Outro exemplo: imagine que você esteja com uma lente zoom.com. Nesse caso.

Aqui usaremos novamente o modo TV (prioridade à velocidade do obturador) e velocidades variadas para termos resultados diferentes. para calcificar ainda mais a importância da velocidade do obturador na sua fotografia. nem parece que o carrossel estava em movimento.com.Bom. A começar por 1/1000 e dando um empurrãozinho no carrossel.5’’). agora em um parquinho de diversões (exemplo clássico!). Movimento congelado. arrumamos espaço para ainda outro exemplo prático.br 129 . Agora vamos tentar uma velocidade de obturador mais lenta (meio segundo – 0. CaraDaFoto.

Bem. como vimos.com. não há segredos nem mágica por trás desses efeitos. Nossa foto “pegou” meio segundo da rotação do carrossel. acreditamos que você já tem toda a bagagem teórica que necessita para voltamos à Praça do Japão e continuarmos nossa jornada fotográfica.Veja só que interessante que ficou a captura do movimento.  CaraDaFoto.br 130 . Com isso.

PARADA II – PRAÇA DO JAPÃO (continuação) Nesse momento. obviamente. pelo passo número 1 – enxergar. Não tenha vergonha de se agachar e pular de um lado para o outro quando estiver fazendo essa “leitura” inicial do lugar. começando.br 131 . PASSO 1 – ENXERGAR (RICARDO) Essa é a hora de sair em busca de elementos interessantes de se fotografar.com. Isso faz parte do processo! CaraDaFoto. de volta à Praça do Japão aqui em Curitiba. vamos novamente tomar o nosso framework de 5 Passos Para Fotografias Sensacionais do Cara Da Foto como guia.

Vamos tentar explorar a fluidez da água nelas. chegou a hora de colocar no equipamento aquilo que vimos com os olhos. CaraDaFoto. Concluindo o passeio panorâmico do passo 1. e quem sabe compor uma cena legal ao redor agregando para o resultado.com. Aqui conseguimos achar algumas cachoeiras pequenas que são boas candidatas.br 132 . é buscar cenas legais e fotografá-las explorando especialmente a velocidade do obturador.Lembre-se que nosso objetivo principal aqui na praça.

br 133 . Talvez uma ideia seja aproveitar um pouco do reflexo na água.PASSO 2 – COMPOR (RICARDO) Usando uma lente de 18mm a 135mm. Ou ainda dar um zoom na cachoeira. temos agora como desafio de composição enquadrar a foto de uma maneira criativa e harmônica.com. focando nos detalhes. CaraDaFoto.

Mas talvez a composição vencedora aqui seja aproveitar as linhas guias formadas pela água. Note como a segunda queda d’água fica próxima da intersecção das proporções douradas. deixando a câmera na vertical.com. Além disso. CaraDaFoto.br 134 . é hora de passar ao passo 3 e configurar tudo. a cena combina uma certa simetria ao posicionar a queda d’água no centro do frame também. Use do tempo que achar necessário para achar a composição perfeita. Alguns fotógrafos ficam horas fazendo isso! Com a composição escolhida. Esse momento não deve ser apressado.

br 135 . CaraDaFoto. já que isso será calculado automaticamente por ela.com. que dá prioridade à velocidade do obturador sobre os outros dois pilares (abertura do diafragma e sensibilidade do ISO). perceba que a interface da câmera já habilita a seleção da velocidade desejada e retira da configuração a parte que era da abertura do diafragma.PASSO 3 – CONFIGURAR (RICARDO) Usaremos o modo TV. Fazendo isso.

se expormos o sensor da câmera por 1/60 segundo. uma abertura maior de diafragma compensaria. a câmera usará o f-stop f/13 para obter a luminosidade correta. não? Com menos tempo de exposição à luz. Caso eu aumente para 1/200.com.br 136 . a câmera já baixa o f-stop para f/7.Nesse caso.1. Faz sentido. CaraDaFoto. É importante mencionar que esses números que estamos vendo agora mudam de acordo com a luminosidade do lugar que você está fotografando. Mesmo uma nuvem que passa no céu interfere nesse cálculo da câmera.

CaraDaFoto.PASSO 4 – CAPTURAR (RICARDO) Façamos agora o nosso primeiro teste.br 137 .com. garantindo que ela fique ainda mais nítida. é sempre bom usar o tripé. como você já sabe. Usaremos também o timer de 2 segundos para capturar a foto. Lembrando que para fotos de longa exposição.

vamos recriar o efeito de véu na água através de uma velocidade do obturador mais lenta (2 segundos). CaraDaFoto.Na primeira captura.com. podemos esperar um resultado onde os contornos da água fiquem borrados. Com configurações assim.br 138 .

Vamos agora ver como a foto fica com 0’’8 (0.com. A água deverá ficar um pouco mais nítida.Bacana! Exatamente como o previsto.8 segundo) de exposição. porém ainda “riscada”. CaraDaFoto.br 139 .

br 140 . mas um pouco menos intensamente.O efeito de véu ainda aparece. A foto agora deverá começar a perder o efeito de véu e ficar mais nítida. Troquemos agora a velocidade para 1/4 (um quarto de segundo).com. CaraDaFoto.

você já pode ter total certeza de que a cena será totalmente congelada.br 141 . vamos usar uma velocidade bem rápida (1/800). CaraDaFoto. A velocidade é suficiente para isso. Antes mesmo de apertar o botão.Como último teste.com.

Olhe que legal! Várias gotas aparecendo. Agora, veja um panorama com todas as
fotos e perceba as diferenças.

Resultados muito diferentes através da simples mudança na velocidade do
obturador. Esse é o poder que você tem em mãos.
Agora vamos dar mais uma olhada na praça e quem sabe achar outro lugar legal
para testarmos.

CaraDaFoto.com.br 142

PASSO 1 – ENXERGAR (RODRIGO)

De volta ao passo 1, o objetivo é localizar cenas com potencial para mais testes.
Sem muito esforço (a praça é pequena), outra cachoeira candidata surge e estamos
prontos para o passo 2.

PASSO 2 – COMPOR (RODRIGO)

CaraDaFoto.com.br 143

Logo de cara, dar um zoom grande e focar bem de perto parece ser o caminho
para isolar a atenção naquilo que interessa, já que a paisagem ao redor não agrega
muito (prédios, e pessoas passeando).

Perceba que mesmo assim, a cachoeira não está no meio do foto, mas, mais para o
lado esquerdo, sobre a linha de interesse da golden ratio.
Outra tentativa seria tentar enquadrar a cena mais de baixo e posicionar a cachoeira
na outra linha de interesse.

CaraDaFoto.com.br 144

Uma terceira opção é andar um pouco mais para perto e fechar o frame na cachoeira.

Dessa forma quase todos elementos que não agregam foram isolados e a cachoeira
ganhou o palco todo para si. Manteremos essa composição por enquanto.
Algo que você vai perceber durante o processo de composição, é que dificilmente
você vai saber o que fazer logo de cara. Como já falamos, tenha paciência e ande
pela cena, se agachando e levantando em busca do melhor ângulo.

PASSO 3 E 4 – CONFIGURAR E CAPTURAR (RODRIGO)

CaraDaFoto.com.br 145

Vamos começar colocando a câmera no modo TV novamente – mas lembre-se de
que tudo isso é possível de se fazer no modo manual também, para controlar todos
os pilares independentemente.

Caso queira usar o modo manual, tente sempre deixar o fotômetro no zero,
aumentando ou diminuindo a abertura do diafragma, a velocidade do obturador
ou o ISO.

Nesse momento vamos definir somente a velocidade do obturador
usando o movo TV. Como estamos tirando uma foto durante o dia, é
muito difícil deixar o obturador aberto por um período muito longo

CaraDaFoto.com.br 146

Essa seria uma maneira de tirar uma foto de longa exposição durante o dia.de tempo. a câmera vai piscar o “F32”. esses são aqueles filtros escuros que colocamos na frente da lente para que a câmera pense que está escuro no momento. Por menor que seja a abertura do diafragma ou o ISO. Se selecionarmos 2’’ de exposição e pressionarmos o gatilho da câmera até a metade. existem os filtros de densidade neutra. Como vimos no começo do curso. significando que não existe uma abertura de diafragma suficientemente pequena para conseguir expor essa cena corretamente por dois segundos.br 147 .com. já que tem muita luz ambiente. Para essas situações onde você quer fazer uma longa exposição mesmo com bastante luz ambiente. não é possível deixar a exposição muito lenta por causa da luz do sol. CaraDaFoto. A câmera vai te avisar piscando o valor da abertura do diafragma caso isso aconteça.

o Curso Master de Fotografia e Pós- processamento. Depois.br 148 .Agora. esse é um assunto muito mais avançado. Mas já que esse é um curso de introdução. passaremos também uma ideia de como funciona.com. CaraDaFoto. é só colocar o filtro. Cobrimos separadamente e em detalhes no nosso outro curso oficial. O primeiro passo é colocar o adaptador na lente (caso o seu filtro seja também uma lâmina de vidro ao invés de um anel de rosquear).

agora será drasticamente reduzida. precisamos ajustar os pilares todos novamente. vamos buscar uma exposição mais lenta usando valores acima de 1 segundo. não será pequena o suficiente para expor tanto tempo sem que tudo fique muito claro (mesmo com o filtro escuro inserido). Vamos então partir para o modo manual. a câmera acusou que qualquer que seja a abertura de diafragma escolhida.br 149 . Ela precisa atravessar o filtro antes de chegar ao sensor. reduz a luminosidade ambiente em até 10 vezes.Perceba que ele é tão escuro que você não consegue nem enxergar do outro lado. Por quê? Porque a luz que chega ao sensor da câmera . Uma dica adicional é você pegar o foco do que você quer fotografar antes de colocar o filtro.Canon 18-135mm). o nosso filtro dá plenas condições. As configurações serão: abertura de diafragma em F/8 (que é uma zona bem nítida dessa lente . Na primeira foto teste. os modos AV e TV não são os melhores para se usar nessas situações mais avançadas. Com o filtro posicionado. porque depois pode ficar muito escuro.2 segundos e ISO100. CaraDaFoto. É claro que essa não é a verdade. Ao fazer isso. velocidade do obturador em 3. ou seja. Mas isso pode acontecer e é normal. Esse filtro específico é um filtro de densidade neutra de 10 paradas (10 stops).com.

A foto ficou escura com aquelas configurações.com. CaraDaFoto. acertar de primeira a exposição clara o suficiente é questão de muita prática (ou sorte). já que o fotômetro pode também não ajudar corretamente.br 150 .Nessa etapa do processo é tentativa e erro. Com filtros de densidade neutra. Vamos tentar F/5. Podemos então aumentar a abertura do diafragma para entrar mais luz e mitigar o problema.

Ficou mais claro. CaraDaFoto. porém ainda escuro demais.com. Podemos tentar reduzir um segundo de exposição e ver como fica em 5’’. Dessa vez vamos deixar o sensor exposto por mais tempo (6’’). Está ficando legal.br 151 .

Um pouco mais escura. foram 5 segundos de movimento capturados em uma só imagem. Note também que a água está bastante fluida. vamos fazer algumas fotos retirando o filtro da nossa lente. o que permitirá velocidades mais rápidas para o nosso obturador.br 152 . Agora na segunda bateria de testes. CaraDaFoto.com. porém perfeita para a foto final que temos em mente (escura e dramática).

Nesse caso.Sem o filtro.com. A câmera agora deverá começar a congelar um pouco o movimento da água. 1/160 (que é uma velocidade intermediária) e mantendo os demais pilares exatamente como estavam.br 153 . A primeira delas é através do Exposure Compensation. Quase lá. CaraDaFoto. deixando as gotas mais visíveis. Podemos fazer isso de duas formas diferentes. mas não congelou totalmente. Precisamos de uma velocidade maior mantendo a mesma luminosidade. podemos voltar para o modo TV e configurar a velocidade conforme nosso desejo.

Antes desse truque. Agora podemos retornar a abertura do diafragma para F/5. o que habilitará velocidades maiores para o obturador. como 1/400.Usaremos um exposure compensation negativo (para dizer à câmera que a foto precisa ser mais escura. essa velocidade fazia com que nossa abertura do diafragma piscasse no visor. enganando-a ao passar a impressão de que a cena é muito clara). não era possível.br 154 . escolher a velocidade de 1/400 e ver qual é o resultado. ou seja.com. CaraDaFoto.

podemos testar outra composição e repetir o uso do filtro em uma velocidade do obturador lenta. CaraDaFoto.com. mantendo a abertura do diafragma em F/5. de 6’’. Para finalizar.Legal! Agora sim o movimento foi totalmente congelado e a luminosidade ficou parecida.6. então podemos clarear ao abrir mais o diafragma. aumentar o tempo de exposição ou ainda aumentar o ISO.br 155 . Vamos tentar expor nosso sensor por mais dois segundos e aumentar o ISO para 400. Nossa foto ficou escura.

f/5.com.Ganhamos bastante em luminosidade. que fazem o chão trepidar. CaraDaFoto.br 156 . Essa ficou ótima! A longa exposição da água ficou bem definida e temos nitidez. porém perdemos nitidez. Vamos tentar mais uma vez com obturador a 5 segundos. Aqui ao lado passam os famosos ônibus bi-articulados de Curitiba. Vejamos todos os resultados em paralelo para facilitar a comparação.6 e ISO 400.

Exploramos na prática.br 157 . é claro. os vários efeitos que a velocidade do obturador permite você criar.com. aqui na Praça do Japão.Conseguimos tanto congelar a água quanto deixar ela fluída. Você tem outra tarefa! CaraDaFoto. E agora. É assim que você pode explorar a velocidade do obturador para obter os efeitos que você precisar! Ufa! Com isso fechamos mais esse capítulo. vem a sua parte.

TAREFA Em sua casa. Uma vez que isso ficar claro dentro de casa.com. Vamos em frente! CaraDaFoto. como fizemos. Tente congelar as gotas e obter a fluidez água mudando a configuração desse pilar. recomendamos que use também uma torneira para brincar com a velocidade do obturador. você terá plenas condições de atingir resultados realmente incríveis nas suas fotos para valer.br 158 .

vamos tirar um tempo para nos aprofundar no último pilar da fotografia que é a sensibilidade do ISO. Principalmente agora. Lugar novo. Mas antes de avançar ainda mais.br 159 . O sol já está quase se pondo.com. oportunidades fotográficas novas. CaraDaFoto. PARADA III – PARQUE BARIGUI A nossa terceira parada será no famoso Parque Barigui. que estamos cavando cada vez mais fundo nas técnicas e truques da fotografia. mas ainda temos muito chão para cobrir por aqui.

mais sensível o sensor será e menos qualidade sua imagem terá.com. CaraDaFoto. De maneira simples. esse pilar é muito simples. Quanto menor for o ISO que você selecionar na sua câmera. podemos dizer que quanto maior o ISO que você selecionar na sua câmera. menos sensível o sensor será e mais qualidade sua imagem terá.OS 3 PILARES DA FOTOGRAFIA: SENSIBILIDADE DO ISO Para nossa sorte. Ele basicamente controla a sensibilidade do sensor da sua câmera.br 160 .

porque assim nós conseguimos uma imagem de maior qualidade. melhor! Como falamos. Baseando-se nisso. caso você aumente muito a sensibilidade do ISO. você pode pensar: “Então é melhor tirar fotos com o menor ISO possível. não é verdade?” Sim. você pode ter ruído (noise) na foto.com. Ruído é a granulação das cores da foto. é verdade! Se pudéssemos usaríamos sempre o ISO mais baixo.br 161 . O problema é que nem sempre temos luz ambiente suficiente para isso. Você perde a nitidez das coisas. conforme atestaremos em alguns minutos no nosso exemplo prático. CaraDaFoto. ÐÐ DICA: Quanto menor o ISO.

altera também a sensibilidade do sensor à luz. não está isolado dos outros. você precisa alterar os outros pilares antes de aumentar o ISO. aumentar o ISO até que tenha uma velocidade de obturador suficientemente rápida para tirar foto com a mão (lembre-se da dica: velocidade mínima = 1/milimetragem atual) sem que ela fique borrada. e isso interfere nos outros dois pilares. vamos lá! CaraDaFoto.Uma situação clássica de ISO alto é fotografar no entardecer sem o uso de tripé. dê o máximo de exposição possível para capturar toda a luz e depois desses passos você pode cogitar aumentar o ISO. Nesse caso você tem que lembrar dos outros pilares. Você deve. Com ele você conseguirá usar o ISO baixo mesmo com velocidade lenta do obturador. Agora vamos para a prática. 800. sem ter uma foto tremida. Caso esteja à noite (com pouca luz) e deseje usar um ISO alto. Existem situações em que o ISO mais alto pode ser útil. então. Então.com. 1000).br 162 . já que a velocidade do obturador será lenta demais para expor corretamente a cena de baixa luminosidade. abra o diafragma o máximo possível. como medida compensatória. Testaremos uma mesma cena fotografando com ISO bem baixo e depois bem alto para que você veja claramente a diferença. O tripé é essencial em ambientes escuros ou de baixa luminosidade. sua foto pode acabar ficando clara demais. você precisaria usar um ISO alto (600. perderá em qualidade. Ele é o último recurso já que ele impacta negativamente na foto. Se você está com pouca luz ambiente. todas as vezes que você alterá-lo. Ele sendo um dos três pilares. Caso esteja com um tripé. A foto muito provavelmente ficará tremida. você talvez não consiga usar um ISO 100 ou 50 para tirar a foto segurando a câmera com a mão. logo. e talvez diminuir a abertura do diafragma para compensar a sensibilidade alta ou então acelerar a velocidade do obturador. Porém como você aumentará bastante o ISO. Ou seja. Nessas situações. Se você aumentar muito a sensibilidade do sensor. Faça de tudo para não aumentar o ISO! Esse deve ser o último recurso para que você consiga tirar a foto.

Como o sensor não estará tão sensível à luz. No caso. que é 100. Esse seria o ISO ideal. 1/20 para a abertura de f/3. CaraDaFoto. vamos usar o modo AV novamente e selecionar o ISO mais baixo possível nesta Canon 60D.Primeiramente.5 que escolhemos. com a menor quantidade de ruído. a câmera terá que calcular uma velocidade de obturador adequada para expor tudo corretamente.com.br 163 .

com. a câmera precisa adotar outra velocidade do obturador. que é o máximo desta câmera. CaraDaFoto.br 164 .Vamos então para a primeira foto teste. Agora vamos aumentar o ISO para 6400. Como o sensor está muito sensível.

Ela escolheu uma velocidade bem rápida (1/1250), como previsto. Agora perceba
como o ruído começa a ficar visível no resultado apesar da luminosidade ser
bastante parecida.

Conseguiu ver? Não se engane! Muitas vezes vemos a foto em tamanho reduzido
e tudo fica muito parecido, porém, ao darmos um zoom em 100% do tamanho
original, a história muda.

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É exatamente essa diferença de qualidade que você notaria ao imprimir ou publicar
em tamanho real. Então, para reforçar: sempre que possível, use um ISO baixo e
leve um tripé (até mesmo durante o dia). 

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PARADA III
– PARQUE BARIGUI
(continuação)

Com isso, podemos riscar também na nossa lista a parte teórica do último pilar da
fotografia, a sensibilidade do ISO.

Sendo essa a nossa terceira e última parada do dia, aqui no Parque Barigui, vamos
nos aprofundar um pouco no modo mais avançado da câmera: o modo manual. Você
está pronto(a) para ver os 3 pilares em ação e como eles interagem entre si nesse
modo. Para isso, usaremos novamente os 5 Passos Para Fotografias Sensacionais
do Cara Da Foto, afinal esse é o mapa do tesouro. 

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PASSO 1 – ENXERGAR (RODRIGO)

É uma tarde de bastante sol e clima bom. Temos muitos turistas passeando por
aqui, o que pode ser um desafio, mas estamos escaneando o lugar em busca de
cenas bonitas mesmo assim.
Aqueles quatro prédios ao fundo chamam a atenção de quem olha. Se destacam
dos demais pelas cores e similaridade entre si.

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Essa cena tem potencial. A água pode ser usada para criar um possível efeito
espelhado e a linha de grama que passa cortando pode virar uma linha guia.
Podemos ir direto para o Passo 2, um vez que estamos felizes com o que vimos.

PASSO 2 – COMPOR (RODRIGO)

Com auxílio do tripé, analisaremos melhor a cena em busca de uma composição
legal. Talvez começar pelo alinhamento dos prédios de uma forma que eles
preencham um dos quadrantes das proporções douradas. Perceba que a passarela
de grama é uma linha guia que não é reta. Além disso, o reflexo no lado de baixo
incomoda um pouco.

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com. É uma composição bacana. Legal! Agora os elementos se complementam ao invés de ofuscar uns aos outros. sem dúvidas. Além disso. A composição escolhida será essa mesmo. tentar trocar o lado dos prédios. Mas o fato da linha central não ser perfeitamente reta. Podemos experimentar na vertical também.O posicionamento dos prédios mais para a direita parece conflitar um pouco com as linhas da cena. Vamos tentar novamente na horizontal e dar um pequeno zoom para retirar esses elementos que não agregam.br 170 . Vamos em frente! CaraDaFoto. incomoda também nessa composição. aproveitando mais do reflexo na água.

Nesse modo é você quem escolhe todas as configurações da câmera. Por isso ele é um grande favorito no ramo.br 171 . de fato. Além da praticidade. precisa recorrer principalmente ao fotômetro.6 e ISO100 veremos o que o fotômetro nos dirá.PASSO 3 – CONFIGURAR (RODRIGO) Lembre-se: o modo AV é uma ótima ideia na grande maioria dos casos. que é a barrinha exibida no painel da câmera (normalmente vai de -3 à + 3. Os melhores fotógrafos que conhecemos no mundo inteiro também usam. incrementando de um em um).com. CaraDaFoto. fotografar para saber se acertou ou não nas configurações. É ali que você tem uma projeção da câmera sobre a foto a ser capturada usando qualquer configuração. E para isso. vamos avançar um pouco nessa etapa para que você tenha plenas condições de usar o modo manual sempre que desejar. como prometido. Porém. você ainda tem grande controle sobre o resultado final da sua foto. se usássemos uma velocidade do obturador de 4 segundos. No caso. abertura do diafragma F/5. Isso é bastante útil pois você não precisa.

CaraDaFoto. teremos indicação de que a foto seria escura demais. 3 paradas (stops) mais clara do que deveria. de acordo com as medições de luminosidade que ela faz quando você aperta o botão de captura até a metade. Da mesma forma. se usarmos uma velocidade do obturador muito rápida e mantermos os outros dois pilares. Neste caso.com.br 172 .Note que ele indica logo de cara que a foto ficaria muito clara. movendo o indicador para a direita.

com. as lentes costumam ter melhor nitidez na abertura média de diafragma. Bingo! Perceba que a foto.br 173 . de fato ficou escura demais. O resultado deve ser uma foto escura (duas stops abaixo do ideal). usaremos F/8 como boa prática e também reduziremos a velocidade do obturador. Não tinha como ser diferente. Então. a exposição é mesmo muito rápida para as condições atuais de luz. então o ISO não precisa ser alto. Como já citamos. podemos ir adiante e capturar a foto. Outro detalhe importante é que essa cena tem muita luz ambiente.Para fazermos a prova real e atestar a informação que recebemos do fotômetro da câmera. ISO100 é mais que suficiente. começando pela abertura do diafragma. Podemos então buscar números mais realistas para obtermos resultados melhores. CaraDaFoto.

CaraDaFoto.com. Podemos ir fundo com a certeza de que a foto ficará corretamente exposta. o fotômetro se concentra mais próximo ao 0.PASSO 4 – CAPTURAR (RODRIGO) Com essas configurações. o que indica uma luminosidade ideal e que estamos no caminho certo.br 174 .

São sempre melhores de se processar fotos que sejam levemente mais escuras. Recapitulando: andamos pelo parque buscando uma cena legal. logo. CaraDaFoto. do que claras.com.Show! Ainda que um pouco escura. Vamos agora explorar outra perspectiva diferente. depois fizemos a composição da foto com calma. está ideal se já pensarmos no pós-processamento que faremos em instantes. Veremos mais sobre isso juntos logo.br 175 . configuramos a câmera no modo manual e finalmente capturamos a foto.

com. que é quando o sol está bem próximo ao horizonte. a luz começa a ficar mais dourada. Seria um pecado não tirar proveito dessa iluminação fantástica. de frente para o sol. tentando identificar uma cena bacana.PASSO 1 – ENXERGAR (RICARDO) Como já estamos no final do dia. Provavelmente esse será o lugar da vez! CaraDaFoto. Essa hora é chamada de “golden hour” (hora dourada). Daqui temos uma vista interessante do sol se pondo no horizonte.br 176 . Nesse momento estamos do outro lado do parque. deixando as cores mais quentes e bonitas.

começa a iluminar as nuvens de baixo para cima. Agora é a hora de pensar na composição. Vamos adiante! PASSO 2 – COMPOR (RICARDO) Com o avanço do pôr-do-sol. Agora. você tem 50% de chance de acertar e 50% de errar. Isso é fantástico! Conforme o sol vai se pondo.com. sempre que você depende do clima como fator determinante para uma foto. Mas estamos confiantes de que a iluminação vinda do sol irá dar uma cor bonita nas nuvens e resultar em uma bela foto.br 177 . a cena torna-se dinâmica e muda a cada segundo. CaraDaFoto. criando um efeito legal. Ou seja. você joga com probabilidades.

br 178 . usando aquela composição inicial. sem dúvidas. Bonito.com. Como alternativa. mas pior que a composição inicial. dando um pequeno zoom. Uma cena muito bonita. Podemos seguir adiante para o Passo 3. parece uma boa ideia. Lá tínhamos também a nuvens funcionando como linhas guias até o sol.Como primeira tentativa de composição. podemos tentar enquadrar tudo verticalmente e ver se o resultado tem potencial ou não. posicionar o sol na posição inferior direita da golden ration. nessa lente de 10-20mm.  CaraDaFoto.

Usaremos uma abertura do diafragma de F/9. O primeiro passo é. o ISO será muito importante.br 179 . alterar o modo de TV para Manual e experimentar valores até obtermos uma exposição ideal. Precisamos nos certificar de que ele esteja em 100 para que não percamos qualidade de imagem. usaremos também o modo manual para ter o controle absoluto sobre tudo.PASSO 3 – CONFIGURAR (RICARDO) Nesse caso. Nessa situação de pôr-do-sol. CaraDaFoto.com. temos que tomar cuidado para que a área escura não tenha ruído. olhando no fotômetro. velocidade do obturador de 1/125 e ISO100 para que a nossa foto fique propositalmente mais escura. Podemos saber disso antes mesmo de fazer a captura. portanto. Como somente o fundo está muito bem iluminado.

além de dar o comando para a câmera e apreciar o resultado.PASSO 4 – CAPTURAR (RICARDO) Para fazermos a captura. 2 e 3. não temos mais o que fazer.com. CaraDaFoto. usaremos o nosso tripé e o timer de 2 segundos.br 180 . como anteriormente. Seguidos os passos 1.

Com isso vamos finalizando o capítulo. após seus testes. você precisa saber aplicar bem todas as técnicas que utilizamos até agora. nos vemos no próximo capítulo! CaraDaFoto.br 181 . Então. TV e Manual da sua câmera. alterando os três pilares individualmente e percebendo o efeito de cada um deles. Ficou bacana! As nuvens estão coloridas e “ilha” ficou completamente escura. Para seguir com a leitura. A partir de hoje.com. você pode esquecer outros modos. Não deixe mais a câmera no controle! Brinque principalmente com modo manual. O efeito de silhueta combina perfeitamente. Mas não pense que você sairá sem mais uma tarefa! TAREFA Essa é uma tarefa muito simples: brinque com os modos AV.

É a etapa em que você coloca tudo o que viu mas sua câmera não conseguiu capturar. No Passo 3. perderá todo esse trabalho! É nesse passo que você vai corrigir coisas como balanço e distribuição de luz.com. pode deixar de fazer. É muito importante que você tenha realmente feito os testes. A parte do pós-processamento é uma das mais divertidas da fotografia! Além disso. Lembre-se de que tudo o que aconteceu até agora é meramente uma interpretação da câmera para a cena que você escolheu.br 182 . está pronto para continuar com a gente nessa jornada. é uma etapa que você não. vibração das cores e várias outras coisas. No Passo 1 você enxergou a cena corretamente com seu olhar fotográfico. capturou a foto. INTRODUÇÃO AO PÓS-PROCESSAMENTO Agora que você já testou todos os modos da sua câmera. compôs uma cena legal. porque é só com a prática que você vai dominar os três modos principais de fotografia – principalmente o modo Manual. No Passo 2. Agora se você não fizer um bom pós-processamento no Passo 5. configurou sua câmera da melhor maneira. de forma alguma. CaraDaFoto. No Passo 4.

Talvez você queira deixá-la em preto e branco. demonstrando em vídeo. mas corrige e retira distrações quando necessário. dar um zoom. Por isso no nosso Curso Master de Fotografia e Pós-processamento temos um módulo inteiro dedicado ao assunto e nos aprofundamos muito mais. Não nos sentimos bem em alterar uma foto de uma maneira que ela não corresponda com a realidade. na prática. Reconhecemos que muitas pessoas têm uma enorme resistência em relação a isso. Apesar disso tudo. É uma foto legal com composição interessante. Aquele prós-processamento que traz de volta o que sua câmera não conseguiu capturar e também ajustes que complementam artisticamente.com. Vamos ensinar alguns dos truques mais rápidos e eficazes sobre o assunto. Porém. nessa introdução ao pós-processamento.Nesse estágio colocaremos novamente nosso estilo na foto. em sépia. mas com problemas de contraste e cor. Na sequencia veremos algumas das técnicas mais poderosas para deixar as fotos mais impactantes. Mas seguinte. vamos mostrar algumas fotos da maneira que ela foram capturadas originalmente pela câmera e como ficaram depois do nosso pós-processamento. Nós pregamos aquele pós-processamento que não altera a essência da foto. essa ainda é uma área muito ignorada até mesmo por professores e ditos “mestres” de fotografia. Apesar disso também ser válido. perto da capital Reykjavík. Essas são algumas das nossas fotos favoritas! A primeira delas é de um pôr-do-sol sensacional na Islândia. existem várias “linhas” de pós-processamento. O que fazemos é realçar a beleza que já estava lá. como por exemplo. Uma foto pós-processada leva uma grande carga emocional e transmite muito mais informações. CaraDaFoto. Existe esse mito que diz que o Photoshop “fabrica realidades”. não é o que nós fazemos e incentivamos. e etc. Não entendemos o porquê.br 183 . nossa filosofia é de nunca alterar a natureza. Porém. no mínimo! Faça um favor à si mesmo(a) e para a cena fotografada: pós-processe todas suas fotos! Veja. o que há de mais poderoso atualmente no mundo todo. Mas aqui não existe a noção de certo ou errado. colocar um blur. como você pode imaginar. O pós-processamento é 50% da arte. vermelha. essa etapa é uma das mais avançadas de toda fotografia. É uma questão filosófica e você poderá decidir a sua! Bem. Existem fotógrafos que gostam de alterar a foto completamente. No entanto. nós processamos 100% das nossas fotos e instruímos todos nossos milhares de alunos a fazerem o mesmo. nossa leitura sobre pós-processamento é muito simples: todas as fotos precisam ser pós-processadas. colocando elementos que não estavam lá. Não aceite resultados medíocres que a câmera decidiu por você! Aqui agora você vai aprender como somente alguns segundos de pós- processamento literalmente transformam suas fotos.

CaraDaFoto.br 184 . não é? As cores ganham mais espaço na foto. assim como a iluminação está mais harmônica. A próxima foto é de um amanhecer no Mount Cook. Muito mais impactante.Agora veja como ela ficou depois de um pós-processamento rápido.com. na Nova Zelândia.

Sem contraste e diferença significativa na luminosidade. porém num primeiro olhar.br 185 .com. CaraDaFoto. portanto eis o resultado após o pós- processamento. como dizemos.Uma paisagem de tirar o fôlego. a foto parece “lavada”. Seria uma perda incrível mantê-la dessa forma.

Mas ainda faltava um contraste maior. na África do Sul. O exemplo seguinte retrata a Cidade do Cabo. As cores estão mais fortes e a iluminação muito mais realista. CaraDaFoto. uma foto que faz jus à essa paisagem incrível.Agora sim. Veja que a foto está bem legal mesmo sem processamento.com.br 186 .

impacto e contraste.br 187 .A foto ganha mais dinamismo. Fuji. Ela realmente retrata o sentimento daquela hora. de novo.com. A próxima é uma foto típica da skyline de Seattle. nos Estados Unidos. CaraDaFoto. obrigatório. banhado de cores douradas não merece ser capturado desta forma. Um pós-processamento é. Lá no fundo você pode ver o Mount Rainier. foi um dia de bastante sorte. Agora sejamos sinceros: para onde foram as cores? Um entardecer como esse. que se parece bastante com o japonês. Essa montanha raramente fica exposta por causa das nuvens que se formam ao redor dela – então.

mas temos total habilidade de trazer luminosidade novamente à cena e recuperar as cores também através do pós-processamento.Agora sim! É isso que os olhos estavam vendo na hora. uma foto tirada na pacata porém incrivelmente cênica cidade de Wanaka. Vejamos o como ficou.com. Um resultado obviamente subexposto (escuro). CaraDaFoto.br 188 . na Nova Zelândia. No exemplo seguinte.

destacando o amarelo clássico do outono. nos Estados Unidos. Logo de cara dá para perceber que a foto é de longa exposição porque as nuvens estão riscadas. Agora no quesito tonalidade e contraste. a câmera novamente não fez um bom trabalho. A paisagem fica no Glacier National Park.br 189 . Uma cena fantástica com esse cinturão que o lago faz ao redor da montanha.com. Muito bacana! Continuando nossos exemplos. Precisamos processar essa foto. CaraDaFoto. Elas funcionam como linhas guias que levam até a montanha.Incrível! Exposição corrigida e cores realçadas. veremos agora uma das nossas grandes favoritas.

O lugar da foto é uma igrejinha muito fotografada da Nova Zelândia.A foto depois deste pós-processamento é muito mais impactante. CaraDaFoto.com.br 190 . talvez o exemplo mais impressionante até agora seja o próximo. Destino obrigatório para todos apaixonados por fotografia que estiverem nas redondezas. Agora. a Church Of The Good Shepherd. Temos cores vivas e uma cena mais dramática.

Não é por nada que milhares de fotógrafos vão todos os anos até esse lugar. Em alguns segundos conseguimos intensificar ainda mais a luz e garimpar detalhes escondidos na foto. resultando em uma foto até difícil de se acreditar. através do processamento.Até mesmo direto da câmera.br 191 . conseguimos ver a galáxia imediatamente acima da igreja. CaraDaFoto.com.

Gostamos tanto da foto. que é o quinto e último passo dos nosso framework. É por isso que conseguimos trazer tudo de volta no pós-processamento. Tudo isso já estava lá.Veja como os detalhes da cena voltaram. em alguns poucos ajustes você pode trazer a luz de volta e consegue ver todos os detalhes. mais uma foto do mesmo Mount Cook na Nova Zelândia. ela jamais saberá seu gosto artístico. O que estamos dizendo é que não cabe à câmera decidir quanto do amarelo essa foto deveria ter. Como a foto foi tirada no formato RAW. Esperamos que o poder do pós processamento. apesar da magnitude toda e imponência do morro em relação à estrada. Não deixe sua câmera te sacanear! Veja quantas cores estavam desperdiçadas nesse céu.com. Para fechar. que temos um quadro de mais de dois metros dela. O impacto é muito maior! Veja quanta cor estava escondida.br 192 . em uma tarde nublada e bem mais fria que aquele amanhecer.  CaraDaFoto. Lembre-se: todas essas cores e contrates foram capturados por sua câmera. Tons pasteis e foto razoável. veremos como colocá-lo na prática. mas não estava mostrando na foto. O amarelo do outono contrasta com esse azul leve da montanha. por exemplo. A câmera capturou. Mas veja como ela ficou depois de um pós-processamento rápido. tenha ficado claro para você! Na sequência. Agora. Afinal.

Para isso usaremos uma ferramenta muito comum entre os fotógrafos do mundo todo. portanto fica a seu critério adquirir ou usufruir da versão temporária gratuita de testes (caso ainda disponível) fornecida pela própria Adobe. CaraDaFoto. terceiro e sem vínculo algum ao Cara Da Foto.com. particularmente. através de seu site oficial. gostamos bastante e recomendamos que considere usar também: o Adobe Lightroom. e que. Agora. PÓS-PROCESSAMENTO NA PRÁTICA Nesse ponto da leitura você já viu inúmeras passagens e exemplos usados por nós para ressaltar o quanto é importante dar a devida atenção para cada um dos 5 Passos Para Fotografias Sensacionais do Cara Da Foto. Esse é um aplicativo pago. resultarão em imagens infinitamente melhores.br 193 . mais impactantes e que façam jus ao nosso esforço todo. veremos como alguns simples truques e ajustes aplicados nas fotos que capturamos juntos na mini jornada fotográfica de hoje.

comparando a original com a final. Você terá plenas condições de acompanhar. o que veremos ao longo deste capitulo tende a ser aplicável na grande maioria dos programas similares de mesma categoria.br 194 . Ensinaremos as poucas técnicas que são responsáveis pelos maiores resultados. Seguindo a mesma ordem que você viu naqueles capítulos.Independentemente da sua escolha. na prática. Então. Mas é claro que nosso Curso Master de Fotografia e Pós-processamento nos aprofundamos muito mais. a ideia aqui nesse curso de introdução é deixar você apto(a) a transformar a suas fotos através do pós- processamento.com. inclusive combinando o uso avançado do Adobe Lightroom ao Photoshop. você terá duas fotos totalmente processadas. O processo que seguiremos agora será bastante simples: cada um de nós escolherá a sua foto preferida dentre as capturadas e fará o pós-processamento completo. CaraDaFoto. recomendamos fortemente que faça esse pequeno investimento. para cada parada. Bem. No entanto.

mas neste caso a foto escolhida foi a segunda da lista.com. Essas distorções podem ser uma vinheta automática ou ainda aberrações cromáticas (o que é comum principalmente em lentes mais baratas). Para acessa-la.br 195 . CORREÇÃO DE ABERRAÇÕES DE LENTE Na sequência. obviamente. Feito isso. agora vem a decisão de qual foto processar. o primeiro passo do nosso pós-processamento é a retirada de distorções causadas pela lente.FOTO 1 – JARDIM BOTÂNICO (RODRIGO) Para começar. CaraDaFoto. O Adobe Lightroom tem uma funcionalidade que funciona muito bem na retirada desses problemas com um clique apenas. O primeiro passo é. e correr para baixo na barra lateral direita até chegar em “Lens Correction” (“Correção da lente”). É uma ferramenta bastante poderosa. a transferência das fotos para o computador e a importação das mesmas no Adobe Lightroom. iremos direto às fotos capturadas pelo Rodrigo em nossa primeira parada do dia no Jardim Botânico. muito do seu próprio gosto artístico influenciará as suas preferências e decisões pessoais. Como a fotografia é arte. você precisa estar no modo de Desenvolvimento (ou “Revelação” dependendo da versão que você usar. ou ainda “Develop” em inglês) do Adobe Lightroom.

em português). dinâmica de luz e equilibrar a foto no geral CONTRASTE TURBO O famoso Contraste Turbo do Cara Da Foto é uma sequência simples de passos que você faz em poucos segundos e altera completamente a luminosidade da cena. Para fazer. Será que você quer algo mais artístico.br 196 . é sempre bom ter em mente qual efeito você quer criar com a sua foto. Após essa correção inicial.com. lembrando pinturas. retirando o excesso de luz e recuperando a falta dela. a escolha é potencializar as cores. ou apenas trazer de volta aquilo que seus olhos viram no momento. CaraDaFoto. arrastar para a esquerda o controlador “Highlights” (“Realces”) e arrastar para a direita o controlador Shadows (“Sombras”) até obter o resultado desejado. basta ir na parte dos ajustes “Basic” (ou “Básico”. mas que a câmera não foi capaz de capturar corretamente? Neste caso.

trouxemos um pouco de luz para as áreas escuras da foto. Existem várias formas de se fazer isso. ou seja. isso também contribuirá para um contraste melhor. precisamos agora usar também o nosso teclado do computador e deixar pressionada a tecla “Alt” (ou “Option” no Mac) enquanto arrastamos para a direita o controlador “Whites” (“Brancos”) e depois para esquerda o “Blacks” (“Pretos”).br 197 . recuperamos a luminosidade ideal no céu e “abrimos as sombras”. O próximo passo é controlar a intensidade dos brancos e dos pretos na nossa foto.No nosso caso. CaraDaFoto. porém gostamos bastante de fazer assim: ainda na mesma parte de ajustes “Basic”.com.

os contornos ficarão mais suáveis. ou seja. um pequeno ajuste para a direita (+5) fez o trabalho. é realçar ou suavizar contornos em sua foto. alguns pontos podem aparecer na sua foto. perdida. O controlador em questão é o “Clarity”. REALÇE DE CONTORNOS Outro ajuste poderoso que você pode e deve fazer. e conforme você vai arrastando o controlador. a imagem fica completamente preta no caso do controlador “Whites” e branca nos “Blacks”.com. Note que ao fazer isso. Arrastando ele para a esquerda. O ideal é deixar apenas alguns poucos pontos daqueles e depois soltar a tecla “Alt” para ver a imagem novamente. Fazendo o mesmo para a direita. O resultado desse ajuste deverá ser uma foto um mais intensa. Isso ajuda a criar profundidade e destaque nos elementos. nebulosos como se fosse uma foto de sonho. destacando cada item na sua foto. No nosso caso. Aplicando dessa forma não destruímos ponto algum da nossa imagem deixando branco ou preto demais. o oposto ocorre. com melhor luminosidade.br 198 . CaraDaFoto. ou “Claridade” em português. Isso quer dizer que aquela área da foto está estourada.

então o filtro será aplicado somente na parte de baixo. Como com esse filtro de agora queremos deixar a temperatura da cor mais fria nas flores.com. esquerda ou direta e solte. Feito isso. Isso deixa as cores um pouco mais frias nessa parte. sua foto pode ficar bastante irreal de acordo com o que fizer. com o botão esquerdo de seu mouse. dependendo de qual direção quer aplicar o efeito. acessando o “Graduated Filter” (“Filtro graduado”). para baixo. FILTRO GRADUADO Filtros graduados dentro do Adobe Lightroom nos dão mais controle sobre regiões específicas da foto. CaraDaFoto. Para usá-los você precisa clicar no retângulo vertical logo abaixo do histograma no canto superior direito (atalho “M” no teclado).br 199 . clique na foto e arraste para cima.ÐÐ DICA: Cuidado para não exagerar aqui. Na sequência arrastamos para a esquerda o controlador “Temp” e para direita o “Tint” (“Colorir”).

com. O resultado são nuvens menos amareladas e naturais.br 200 . dessa vez no céu e alterando apenas o controlador “Temp” para -12 (mais azul).Em seguida aplicamos outro filtro graduado. CaraDaFoto.

Não se engane se tudo parecer nítido e definido o suficiente. não é? Aqui começaremos arrastar para a direita os controladores “Amount” CaraDaFoto. Aqui dentro temos um grupo de ajustes chamado “Sharpening” (“Nitidez”) e outro “Noise Reduction” (“Redução de ruído”). No momento focaremos apenas na opção “Saturation” (“Saturação”) dentro desse bloco. um ajuste aqui quase sempre cabe. saturação e luminância de cada cor individualmente. por mais suave que seja. até chegarmos no bloco “HSL / Color / B&W”. Para tal.com. Faremos ajustes leves nas cores. precisamos acessar o bloco “Detail” (“Detalhe”) descendo mais um pouco na nossa barra lateral esquerda. para a esquerda o “Yellow” para retirar o excesso de amarelo. Isso nos possibilita fazer ajustes localizados sem afetar toda a foto.br 201 . Bastante intuitivo. precisamos ir para baixo na barra lateral esquerda. vamos controlar a intensidade. Para começar. um pouco para a direita o “Green” (realçando o verde da grama) e finalizando com um ajuste para a direita também no “Magenta”. puxando para a direita o controlador “Red” (o que deixa os vermelhos mais vivos e saturados). NITIDEZ E REMOÇÃO DE RUÍDOS (NOISE) Outro importante ajuste que precisamos fazer agora é na nitidez e remoção de ruído das nossas fotos.AJUSTE INDIVIDUALIZADO EM CORES Passando agora para uma parte um pouco mais avançada do nosso processamento.

ou usar o atalho “Q” no nosso teclado. Essa ferramenta é chamada “Spot Removal” (“Redução de manchas”). removendo objetos e/ou pessoas que você julgar estarem encobrindo algo importante ou simplesmente atrapalhando por estarem lá na sua foto. horas ou dias e exigir muita paciência sua. então dificilmente teremos problemas com isso.br 202 . CaraDaFoto. no topo da barra lateral esquerda. (“Intensidade”) e “Masking” (“Máscara”) dentro de “Sharpening” para deixar tudo mais nítido.com. abaixo do Histograma . Primeiro precisamos clicar no ícone da circunferência com uma seta para a direta. Aqui vamos usar a opção “Heal” (“Recuperar”) e depois desenhar sobre a pessoa a ser removida. REMOÇÃO DE OBJETOS E PESSOAS Parte do seu trabalho é também fazer o que chamamos de limpeza. usando o botão esquerdo do mouse. já que a foto foi capturada com bastante luz ambiente e usando ISO100. então iremos demonstrar para você uma das formas de se fazer para remover um turista da nossa foto. essa etapa pode levar minutos. Na parte de redução de ruídos não mexeremos desta vez. Veja.

Mas não se assuste se as alterações pareceram complicadas demais. Portanto. lembramos novamente da importância na prática no seu aprendizado.E voalá. turista sumariamente apagado. encerramos o pós-processamento desta primeira foto.br 203 . se era você! Com isso. CaraDaFoto.com. Assim que você se familiarizar um pouco. Vamos comparar o resultado com a foto original. Desculpe. tudo fará mais sentido e você vai adorar fazer tudo isso.

CaraDaFoto. flores e estufa ao fundo. Um trabalho realmente necessário para recriar a imagem que vimos com nossos olhos na etapa da captura. grama.br 204 .Baita diferença. não é mesmo? Perceba como tudo ganha mais vida: o céu.com.

Como anteriormente. O resultado fica um pouco melhor também quando alteramos o “Contrast”. o que fez as flores ficarem borradas no primeiro plano.FOTO 2 – JARDIM BOTÂNICO (RICARDO) Nessa segunda foto faremos basicamente o mesmo processo de edição. Porém. Dentre todas. como vimos anteriormente é remover as aberrações de lente no bloco de “Lens Correction” (“Correções da lente”) e na sequencia aplicar o Contraste Turbo usando parâmetros específicos para essa foto. a segunda vai acabar sendo a vencedora novamente. cada foto tem uma maneira específica e ideal de se pós-processar. então pegue seu café e vamos juntos. CaraDaFoto.com.br 205 . por coincidência. Nela experimentamos com uma abertura do diafragma bastante grande (f/1. o primeiro passo é escolher a foto ideal dentre as demais candidatas. Um efeito bacana! O próximo passo.8).

CaraDaFoto.com. VIBRAÇÃO DAS CORES Essa alteração consiste em ajustar a intensidade das cores. ao passo que o segundo tende a deixar as cores muito energizadas. Na nossa opinião.br 206 . Então após arrastarmos um pouco o “Vibrance” para a direita. ao contrário do que foi feito na foto anterior com os “Whites” e “Blacks”. arrastando para a direta o primeiro e para esquerda o segundo. porém não confunda o controlador “Vibrance” (“Vibração”) com o “Saturation”. inverteremos a ação. O resultado é uma foto mais “macia”. Agora. Adicionalmente vamos de novo puxar para a direita o controlador de “Clarity”. com iluminação leve e mais uniforme. quando se usa o primeiro o resultado é mais natural e fidedigno à realidade. temos uma foto com cores muito mais vivas.

então vamos checar se está tudo em dia nesse departamento. algumas alterações foram feitas em mais alguns controladores. o filtro terá o controlador “Tint” arrastado para a esquerda. Agora criaremos um “Filtro Graduado”. RECORTE E ENDIREITAMENTO Toda foto precisa estar o mais reta possível. para cima.com. Por enquanto deixaremos dessa forma. clicando nas bordas da foto e puxando até a posição desejada. faremos um recorte (crop). sempre! A não ser que você queira criar um efeito proposital. rosadas. Note como o céu fica consideravelmente mais azul e as flores.atalho tecla “R” do teclado – e usar do controlador “Angle” (“Ângulo”) para fazer ajustes caso necessário. mas logo voltaremos nos ajustes individualizados para ajustes pontuais. CaraDaFoto. nesta mesma ferramenta. Adicionalmente. deixando as cores um pouco mais azuladas e frias. indo até a ferramenta “Crop Overlay” (“Sobreposição de corte”) . Adicionalmente.br 207 . Assim como na foto anterior. Não é o caso.

Basicamente.abaixo do Histograma.atalho nas teclas “SHIFT” + “M” no teclado . são filtros radiais. Posicionaremos um desses círculos sobre o centro da foto. ao invés de linhas você vê um círculo se formando. Para isso. ao clicar sobre a foto com o mouse e arrastar. Agora. alterando alguns dos controladores para obter essa maior luminosidade naquela região.com.br 208 . são filtros graduados. O objetivo de usar um desses filtros agora é fazer ajustes exclusivamente na área central da nossa foto. basta clicar no ícone circular dos “Radial Filters” (“Filtros radiais”) .FILTRO RADIAL Outra ferramenta bastante poderosa do seu arsenal. ao invés de fazê-los de forma global. CaraDaFoto. mas em formato circular.

Agora sim temos uma foto muito mais interessante e agradável de se olhar. arrastar para a esquerda o controlador “Purple” (“Roxo”) e também o “Magenta”. Nós criamos também um pacote de 61 Presets Para Lightroom oficiais do Cara Da Foto. faremos o mesmo com o controlar “Blue” (“Azul”). que resultam em versões de pós-processamento diferentes nas suas fotos.br 209 . Agora. reduzir a intensidade do “Yellow” e aumentar o “Green” até obtermos tons realistas. tornando o céu muito mais presente e bonito. resultando em cores menos iluminadas e mais realistas nas flores. PRESETS Preset é um conjunto de ajustes e configurações previamente feitas. com apenas um clique.com. Na sequência. CaraDaFoto. com efeitos variados e bacanas de se testar nas suas fotos. Sob a categoria “Saturation”. Como exemplo. Para finalizar essa etapa. Estamos prontos para fazer os ajustes finais de nitidez e definição no bloco “Detail”. veja a mesma foto após a utilização de um destes presets. agora na categoria “Luminance” mas ainda no mesmo grupo. vamos descer até o módulo de “HSL / Color / B&W” e compensar o ajuste nas cores feito anteriormente no controlador “Vibrance”.

Compare. o poder das versões finais frente à original.Com isso encerramos o pós-processamento das fotos que capturamos no Jardim Botânico.br 210 . CaraDaFoto. novamente.com.

com.CaraDaFoto.br 211 .

conseguiremos injetar personalidade e a nossa visão artística para obtermos fotos muito melhores. até o grupo “Basic”. aumentaremos também a vibração das cores arrastando para a direita o controlador “Vibrance” e destacaremos um pouco mais os contornos da água e pedras através do aumento suave no “Clarity”. a vegetação. Por exemplo. como fizemos nas duas fotos anteriores. Imediatamente após isso.FOTO 3 – PRAÇA DO JAPÃO (RICARDO) Vamos agora para as fotos capturadas na Praça do Japão. como você pôde acompanhar no capítulo em questão. e a água sem impacto. começaremos removendo qualquer aberração da lente através da opção “Lens Correction”. que é a outra metade da laranja. onde aplicaremos o “Contraste Turbo” diminuindo o “Highlights”. precisamos antes de qualquer coisa passar por todas as fotos e selecionar a preferida considerando o desejo pessoal. sem vida. Depois de selecionada a foto. Começaremos seguindo a ordem de captura. Uma cena que foi bastante desafiadora de se capturar.com.br 212 . aumentando o “Shadows” e ajustando o “Blacks” e o “Whites” até atingirmos um contraste ideal. Como você já pode ter adivinhado. que favorece cada elemento da nossa foto. em Curitiba. CaraDaFoto. Isso não acontece mais. A nossa foto agora terá uma iluminação mais natural e balanceada. portanto a primeira edição será de uma foto do Ricardo. as pedras estavam muito claras antes dos ajustes. Feito isso. mas agora no pós-processamento. voltaremos ao topo da nossa barra lateral esquerda.

O próximo ajuste pode ser a inclusão de uma vinheta escura. vamos CaraDaFoto. inclusive o da vibração nas cores.br 213 . quase irreal.com.Como estes ajustes que acabamos de fazer foram globais. diminuindo a intensidade da saturação da cor azul. Para isso. podemos facilmente ir até o bloco “HSL / Color / B&W” e ajustar o controlar “Blue”. Para corrigir isso. que passou a ser um pouco demais. que é onde queremos que as pessoas olhem primeiro. retirando a atenção das laterais e focando na área central da nossa foto. acabamos afetando também a tonalidade da água.

“Shadows” e “Clarity” e reduziremos o “Highlights”. é a “Adjustment Brush” (“Pincel de ajuste”) – atalho “K” no teclado. O efeito desejado através dessa ferramenta. CaraDaFoto. você pode pintar sobre as áreas da foto em que quer aplicar algum ajuste específico. agora. precisamos primeiro clicar no ícone que lembra um pincel. PINCEL DE AJUSTE Outra ferramenta excelente para ajustes localizados. basta clicar com o mouse sobre a foto e “pintar” (mantendo o botão esquerdo do mouse pressionado) as áreas desejadas. usando o mouse. Para isso. Assim como se fosse um pincel. Após isso. logo abaixo do Histograma. assim como no “Radial Filter” e “Graduated Filter”. portanto aumentaremos os controladores “Exposure” (“Exposição”). é intensificar a luminosidade somente na queda d’água.com. Uma lista de alterações locais aparece quando isso for feito. até o final da barra da esquerda.br 214 . Ali dentro podemos arrastar o controlador “Amount” (“Quantidade”) para a esquerda. chegando no bloco “Effects” (“Efeitos”).

Com isso atingimos o ponto final deste pós-processamento de exemplo. com destaque e impacto. “Contrast” e “Clarity” até as bordas ficarem suficientemente escuras. Vejamos o comparativo entre a versão original. criando um “Radial Filter” que escureça nas laterais da foto. Podemos agora intensificar ainda mais o efeito dramático. Para isso. CaraDaFoto. clicar no ícone da circunferência e depois ajustar os controladores “Exposure”.com.A água agora está muito melhor. a que acabamos de pós- processar e. novamente. uma adicional usando um dos nossos presets oficiais. Conseguimos recuperar informações perdidas e valorizar aquilo que merece atenção.br 215 . com uma foto muito superior à original em todos os aspectos.

com.br 216 .CaraDaFoto.

CaraDaFoto.com.br 217 .

br 218 . apesar dos resultados variarem bastante. Como você ainda deve se lembrar. agora com uma capturada pelo Rodrigo.FOTO 4 – PRAÇA DO JAPÃO (RODRIGO) Continuando com mais uma foto da Praça do Japão. No entanto. lá na hora experimentamos com composições diferentes e também com o filtro de densidade neutra.com. CaraDaFoto. a escolha foi fácil visto que algumas fotos estavam tremidas em função do chão trepidando.

com. porém com algumas técnicas de pós-processamento visando “recuperar” e transformar. a foto ficará mais agradável e interessante. obviamente. Aplicaremos ajustes leves aumentando os controladores “Clarity” e “Exposure”. Primeiramente. usando novamente um “Radial Filter” em cima da água. CaraDaFoto.br 219 . o que destacará mais a água na foto. Agora passaremos a fazer ajustes finos na imagem. esta não é uma das melhores fotos que já fizemos.Agora. De cara a foto fica melhor exposta e com mais impacto. faremos o “Lens Corrections” e na sequência o “Contraste Turbo”.

vamos converter a foto atual para Preto e Branco clicando na opção “Black & White”. Após a aplicação desse filtro radial. nós tendemos a fazer isso também quando a foto apresenta algum “defeito” que chama muita atenção. Para isso. mas sim uma outra categoria inteira de pós-processamento. amarelo). ainda temos como ajustar (e muito) o impacto que as cores continuam fazendo na nossa foto. acredite. Inclusive. imediatamente no início do bloco de edição “Basic”. Principalmente a luminância delas.com. azul. resulta em fotos muito melhores. ÐÐ DICA: Caso queira reverter para cores.br 220 . podemos ajustar também as cores já que essa é uma área de bastante deficiência na foto original captada pela câmera. Dito isso. baixa qualidade de imagem (ruído) e etc. Mas não se engane. iluminação muito forte. CONVERTENDO PARA PRETO & BRANCO Converter uma foto para preto e branco quase nunca é uma escolha fácil de se fazer. preto e branco não é um corretivo que você pode aplicar nas suas fotos. como por exemplo. vamos até o bloco “HSL / Color / B&W” e ajustar os controladores das cores que sabemos que a foto tinha (verde. basta clicar na opção “Color” ao lado de “Black & White”. sombras fortes demais. CaraDaFoto. Com apenas um clique aqui o efeito é aplicado. Apesar da foto estar agora em preto e branco. porém quando bem aplicada.

TONALIZAÇÃO DIVIDIDA & SÉPIA Esse é o bloco de ajustes dentro do Adobe Lightroom onde você pode alterar totalmente a tonalidade da foto usando cores de sua preferência. toda paleta de cores está disponível para qualquer combinação que tiver em mente. ajustando também a intensidade do efeito através do controlador de saturação. CaraDaFoto. precisamos ir até “Split Toning” (“Tonalização dividida”). Aqui você tem quatro controladores: “Hue” (“Matiz”) e “Saturantion” dentro de “Highlights” e “Hue” e “Saturation” dentro de “Shadows”. podemos experimentar também criando tons de sépia ao invés do preto e branco propriamente dito. Após essas alterações. ou sombras avermelhadas e luzes esverdeadas. Enfim. portanto. Ou seja.com. Para iniciar. separadamente. cores douradas nas regiões claras e azuladas nas sombras. você pode alterar a matiz/tonalidade das cores nas áreas claras e nas escuras da foto. Por exemplo: sombras azuladas e luzes douradas. Queremos recriar tons de sépia.br 221 .

comparando com a original.Um efeito bacana e fácil de se obter.  CaraDaFoto. direcionando a atenção para o centro da foto. Vejamos o resultado do nosso esforço no pós-processamento.com.br 222 . não acha? Agora finalizaremos o pós- processamento com uma vinheta escura pesada.

com.CaraDaFoto.br 223 .

logo.FOTO 5 – PARQUE BARIGUI (RODRIGO) Vamos agora para as duas últimas fotos da nossa mini jornada fotográfica que processaremos juntos por aqui.br 224 . assumindo total controle sobre o resultado. corrigir a exposição e aplicar o “Contraste Turbo”. seria injusto passar direto pelo passo 5. depois da remoção de aberrações em “Lens Corrections”. a escolhida foi a que destacava os prédios na lateral esquerda. CaraDaFoto.com. Com todo aquele empenho do nosso lado. Uma foto nitidamente sub exposta. os primeiros ajustes precisam ser. Lembre-se que durante a captura lá no Parque Barigui. Dentre todas as versões e composições exploradas pelo Rodrigo. focamos inteiramente no modo manual da câmera.

em “Crop Overlay” e traçar uma linha onde acreditamos que seria o horizonte.Com a iluminação restaurada. CaraDaFoto. mas para termos certeza vamos usar a régua.br 225 . A impressão inicial é que não.com. podemos também verificar se a foto está perfeitamente reta ou não.

CaraDaFoto.br 226 . e energizando-as com o segundo. através dos controladores “Temp” e “Vibrance”. Faremos também um ajuste nas cores. Adicionalmente. um toque leve também no “Clarity” para destacar melhor os contornos. diminuindo a temperatura delas através do primeiro.Agora sim! Esta é uma maneira bastante fácil de se endireitar fotos quando se tem linhas óbvias que podem ser usadas como referência.com. A foto está ficando mais interessante à cada ajuste. O caminho é este. Façamos agora ajustes locais nos prédios usando um “Radial Filter” com “Exposure” maior.

CaraDaFoto.com. agora falta apenas um recorte (crop) para deixar a foto mais panorâmica! Com isso atingimos um resultado satisfatório de pós-processamento! Podemos comparar a foto original com esta que acabamos de editar juntos e também uma terceira versão feita usando um dos nossos presets.Quase lá.br 227 .

br 228 .com.CaraDaFoto.

A escolhida foi uma propositalmente subexposta. CaraDaFoto. o que deixa tudo mais panorâmico.br 229 . já que nossa foto está em um bom ponto de partida para o resultado artístico que buscamos.com. agora focando naquele pôr-do- sol também no Parque Barigui. faremos um recorte através do “Crop Overlay”. Abriremos mão do “Contraste Turbo” e também da remoção de aberrações em “Lens Correction”. Vamos então ao último exemplo. combinando silhuetas escuras no primeiro plano e um céu mais forte ao fundo. já que o efeito que buscaremos agora é artístico.FOTO 6 – PARQUE BARIGUI (RICARDO) Estamos quase chegando no final deste importante capítulo sobre pós- processamento. Ao invés disso.

CaraDaFoto. “Highlights”. brancos. portanto. “Shadows”. “Blacks” e “Vibrance”.com.br 230 . Note que pela primeira vez. arrastaremos para a esquerda o “Shadows”.O passo seguinte da nossa edição são ajustes básicos na exposição. sombras. pretos e vibração de cores. nos controladores “Exposure”. “Whites”. claridade. o que deixará nossas sombras ainda mais escuras. “Clarity”. pontos de luz.

br 231 . usaremos um “Radial Filter” com alterações em “Temp”. CaraDaFoto. podemos fazer algo parecido no ponto exato onde o sol se pôs. tonalidade. “Tint” e “Clarity”.com. claridade e saturação. Com essa injeção de cores feitas na parte de cima do horizonte.Para intensificar as cores do céu. primeiramente. usaremos um “Graduated Filter” com alterações de temperatura da cor. Para isso. realçando o calor e intensidade da luz.

CaraDaFoto. sem dúvida. Após isso.Agora outro ”Graduated Filter” focando exclusivamente na água para recuperar um pouco do brilho do sol refletido ali.br 232 .com. Bacana! Uma foto bastante artística. Veja a comparação entre os resultados e também uma terceira versão usando novamente de um dos nossos presets. podemos passar uma segunda mão nos ajustes globais que fizemos anteriormente e concluir mais este pós-processamento.

CaraDaFoto.com.br 233 .

mesmo nestes exemplos pudemos explorar alguns aspectos diferentes dentro do Adobe Lightroom para injetarmos nossa visão artística.Lembrando que idealmente para fotos de portfólio. Porém.br 234 . Você agora tem um arsenal de técnicas. encerramos este módulo de pós-processamento na prática. Com isso. você precisa investir mais tempo escolhendo um bom dia de iluminação favorável para a foto que quer capturar. Agora cabe a você praticar e constatar por conta própria também o quão importante é esta etapa na sua fotografia. dicas e truques que pode usar para transformar suas fotos!  CaraDaFoto.com.

seja colocar na prática o que você aprendeu aqui. composição. CONCLUSÃO E PRÓXIMOS PASSOS Ufa! Chegamos ao fim. porém recheada de conteúdo suculento. mas sim animado para colocar as mãos na massa e começar a praticar tudo isso. é um processo muito simples e que sempre dá certo. equipamentos e prática. Esperamos que você não esteja cansado. sem precisar de sorte. um a um. Não se esqueça também de dar uma olhada nos seus bônus para complementar tudo o que você viu até agora. Além disso.com. também. Faça todos os testes que você quiser em casa e não tenha medo de sair no mundo colocando tudo isso em execução – a prática faz parte do processo de aprendizagem e te ajudará a não esquecer desses passos básicos da fotografia.br 235 . Nós julgamos que agora você está pronto(a) para encarar o Curso Master de Fotografia e Pós-processamento do Cara da Foto e elevar sua habilidade para o nível MASTER. você nos viu colocar os três pilares da fotografia em ação. avançamos muito mais na parte de pós-processamento. em várias situações de clima. mostrando como cada um é importante separadamente e como eles se afetam. Ensinamos também os 5 Passos Para Fotografias Sensacionais do Cara da Foto. ficou fácil de se entender como capturar fotos incríveis. a prática vai fazer você desenvolver o tão precioso olhar fotográfico que falamos inúmeras vezes. Agora. Nele. mas isso não significa que sua jornada fotográfica precisa acabar também. São conteúdos extras que têm bastante à adicionar. Com eles. Durante esse aprendizado. que é o primeiro momento onde você coloca sua pitada de arte nas fotos que captura. em lugares lindos e horários variados. toda vez. Você vai ficar de boca aberta com seus resultados após apenas alguns cliques! O seu Curso de Introdução a Fotografia Digital e Pós-processamento Na Prática acabou. Gravamos todo ele na Nova Zelândia. com acesso vitalício ao conteúdo e certificado ao concluir! CaraDaFoto. Como você viu. Mostramos também a importância da composição. São mais de 25 horas de curso em mais de 100 vídeo-aulas. Foi uma jornada breve. talvez o mais importante de tudo.

dê uma olhada agora mesmo em www.br 236 .Para saber mais sobre o Curso Master e juntar-se aos milhares de alunos. Esperamos que você tenha aproveitado bastante e não vemos a hora de ver as fotos que você vai tirar.br/MASTER. Um grande abraço e nos vemos na próxima! Rodrigo Polesso & Ricardo Polesso  CaraDaFoto.com.CaraDaFoto.com. Foi um prazer ter você por aqui.

Canon 18-135mm.br 237 . Sigma 10-20mm e Canon 50mm. Nós poderíamos escrever um livro inteiro sobre óptica e mecanismos físicos por trás das lentes. Mas nosso objetivo aqui é simplificar e não complicar. Na ordem: Canon 18-55mm. Isso pode ser muito útil caso você esteja pensando em adquirir uma nova ou entender melhor as que já possui. vamos focar naquilo que realmente faz diferença na prática.  CaraDaFoto. Então.com. Você as encontrará com facilidade no mercado e muitas vezes alguma delas já acompanha a câmera. BÔNUS: COMPARATIVO PRÁTICO DE LENTES Neste capítulo bônus queremos passar as principais características de algumas das lentes mais comuns entre os fotógrafos brasileiros. Estas são quatro lentes consideradas comuns.

com. Ou ainda.br 238 . A notação pode variar também.AUTOFOCO E ESTABILIZADOR DE IMAGEM Agora. dentre todos esses botões e regulagens disponíveis de cada uma. ou contar com o motor de foto automático da sua lente (que costuma fazer um bom trabalho). visto que existem várias tecnologias diferentes. Esse botão permite que você alterne entre o foco manual ou foco automático na sua lente. use! CaraDaFoto. a forma de se fazer pode variar um pouco. porém algumas outras não. Outro botão que você encontrará em muitas lentes é o botão do estabilizador de imagem. porém a essência é a mesma. Nem todas as lentes têm isso. mas comumente as opções são AF e MF. Portanto é aqui onde você pode assumir total controle e escolher o foco manualmente usando o anel de regularem frontal da lente até conseguir o foco desejado. começaremos pelo botão de autofoco. Note que o motor de foco é uma das coisas que pode encarecer e muito o valor do equipamento. onde AF significa AUTOFOCUS (foco automático) e MF. O estabilizador ajudará a combater a trepidação normal das nossas mãos ao fotografar. MANUAL FOCUS (foco manual). Sempre que disponível. Todas essas 4 lentes permitem que você faça essa escolha.

A forma de se localizar essa informação varia de lente para lente. f/1. por isso até muitos fabricantes fazem versões da mesma lente com aberturas variadas e. f/1.com.4.8.br 239 .8.8. mais caro. Importante mencionar que essa diferença de preço pode ser realmente muito grande.ABERTURA DO DIAFRAGMA Mais um ponto importante nas lentes é a abertura do diafragma máxima disponível. Quanto maior for (ex: f/2. f/1. portanto. CaraDaFoto. preços menores. como no caso desta lente prime da Canon 50mm.2). porém a maioria mostra diretamente no corpo. cuja abertura máxima é de f/1.

e f/5.6 – ela tem uma abertura de f/3. por exemplo. vai de f/3.5 quando está em 18mm. As lentes mais caras costumam ter abertura do diafragma fixa independentemente do zoom que usar.6 quando está em 55mm. CaraDaFoto.com.br 240 .5 até f/5. Isso significa que essa lente apresenta uma abertura variável do diafragma.A abertura máxima dessa outra lente.

Quanto menor a distância. e está diretamente relacionada ao valor da lente. Essa distância mostra qual é a proximidade máxima de um objeto para que ela consiga focar corretamente.DISTÂNCIA FOCAL Além destes dois aspectos. essa medida também pode variar muito entre os modelos. propriamente dita. sua foto não terá foco correto. maior o valor.com. Lentes Macro costumam ter essa distância muito pequena para que você possa praticamente encostar naquilo que quer. Vamos agora dar uma olhada mais de perto nas 4 lentes de exemplo que temos disponíveis aqui hoje. Isso é um dos fatores determinantes para categorizar uma lente como sendo Macro. podemos analisar nas lentes qual a distância focal de cada uma.45m. se você quiser fotografar uma flor e estiver mais perto do que 45 centímetros dela. Então. Nessa lente. CaraDaFoto. por exemplo. note que essa distância é 0. ou não.br 241 . Como você pode imaginar.

nitidez limitada nas fotos e motor de foco um pouco demorado. sim. que costumam emperrar com o tempo. focaremos na mais comum de todas. Lembre-se: equipamento caro não é sinônimo de fotos boas. a Canon 18-55mm.25m. Essa é uma lente baratíssima quando vendida separadamente. permite a captura de fotos sensacionais. de 0. É uma lente versátil com um “zoom” que vai de 18 a 55mm.EXEMPLO: LENTE 18-55MM Primeiro. A sua competência. como por exemplo. a suavidade dos anéis de foco e “zoom”.com. o que implica em alguns aspectos de qualidade.br 242 . Essa está inclusa na grande maioria das câmeras dessa marca. CaraDaFoto. Outro aspecto desta lente é a distancia focal reduzida. No entanto é um excelente ponto de partida e como veremos em instantes.

talvez. como as séries especiais dos fabricantes (série “L” nas Canon). É nessas horas que acreditamos ser pertinente migrar para modelos melhores. temos um “zoom” muito mais potente. o que é consideravelmente maior que da lente anterior (55mm). Essa é.5 até f/5. Então.6.br 243 .EXEMPLO: LENTE 18-135MM Nossa segunda lente vai de 18 até 135mm. CaraDaFoto. é natural que você desenvolva uma maior exigência por qualidade de imagem ou algum outro aspecto que estas lentes mais simples podem. de f/3. Agora. É uma Canon 18-135mm. Lentes como esta costumam acompanhar vários modelos de câmeras intermediárias Canon. como parte da sua escada evolutiva de aprendizado e prática. apesar da crença popular vinculada à elas.45m. Em função dessa milimetragem máxima ser 135mm. Grande parte do nosso portfólio foi feito usando estas lentes. precisamos de mais distância do objeto para conseguir o foco. comparando com a primeira (que era 0. A distância focal é também de 0. portanto. até mesmo como opção exclusiva na sua mochila de viagens. por exemplo. A abertura de diafragma é igual a anterior.25m). uma ótima lente para o uso geral.com. lentes como estas duas que vimos permitem que você faça boas capturas. Porém. não atingir sua expectativa.

Canon 18-135 (em 75mm) Canon 18-135 (em 26mm) CaraDaFoto. a Canon 18-55mm e 18-135mm.Veja algumas de nossas fotos favoritas que foram capturadas usando essas duas lentes que acabamos de apresentar.com.br 244 .

br 245 .com.Canon 18-55 (em 35mm) CaraDaFoto.

para usos mais específicos.com.5. É por isso que cada um de nós tem uma assim e não saímos de casa sem levá-las.br 246 . edifícios altos e quando você quer colocar o máximo possível de informação na sua foto. Lentes assim são especialmente úteis para se fotografar paisagens amplas. CaraDaFoto. porém existem versões com aberturas móveis.EXEMPLO: LENTE 10-20MM Já nossa terceira lente é uma angular. indo somente de 10mm a 20mm (o que é um intervalo pequeno). como nas duas lentes anteriores. Uma fatia ainda maior do nosso portfólio é resultado do uso dessa lente. A abertura do diafragma nesse caso é fixa em f/3.

br 247 .com.Lente 10-20 (em 10mm) Lente 10-20 (em 10mm) CaraDaFoto.

br 248 .com.Lente 10-20 (em 10mm) Lente 10-20 (em 12mm) CaraDaFoto.

O modelo específico que temos possui uma abertura de diafragma máxima f/1. Essa é uma lente prime. Além disso.2). ela é muito usada para retratos e também compõe o nosso portfólio. Você precisa fisicamente se aproximar ou se distanciar dos objetos quando for necessário. CaraDaFoto.8.EXEMPLO: LENTE 50MM Partindo para a nossa quarta e última lente de exemplo. que é bastante grande (existem outros que vão até f/1. Essa lente é ótima para ambientes escuros e para fazer aquele efeito de desfoque no fundo. ou seja. uma outra bastante comum: a Canon 50mm.com. não tem variação de milimetragem.br 249 .

com.br 250 . Canon 50mm Canon 50mm CaraDaFoto.

Acoplando-a na câmera.COMPARATIVO PRÁTICO Legal. é isso que vemos: Agora com a lente de 18-55mm em 18mm. são mais específicos. vamos agora colocar as 4 lentes em uma mesma cena e constatar a diferença prática daquilo que julgamos ter maior impacto entre os modelos: a milimetragem. abertura do diafragma máxima e regulagens). Os demais aspectos (distância focal. Começaremos da menor milimetragem que temos no momento. temos uma pequena variação de 8mm da foto anterior.com. como vimos.br 251 . 10mm da nossa lente Sigma 10-20mm. CaraDaFoto.

esse efeito deverá ser muito maior. CaraDaFoto. Fazendo a troca para a lente prime de 50mm. menos coisas aparecem no nosso frame (foto).Como previsto.br 252 .com.

gostaríamos de propor um método de seleção de lentes (como bônus) usado por muitos fotógrafos no mundo inteiro. CaraDaFoto. Juntando essa informação com o que aprendemos anteriormente sobre a qualidade de imagem ser pior em lentes que tenham uma variação muito grande de milímetros. Considere que a faixa de milímetros mais comum nas fotos de viagens e paisagens vai de 10 à 200mm. em partes o intervalo total. o ideal seria ter uma lente para cada faixa/categoria. você terá qualidade de imagem absoluta para cada intervalo. a Canon 18-135mm em zoom total. Desta forma.br 253 . assim.  RECOMENDAÇÃO DO CARA DA FOTO Antes de fecharmos o capítulo. Esse efeito é incrementado quanto maior for a milimetragem selecionada na lente. quando eles decidem realmente entrar de cabeça na fotografia. Cobrindo. Finalizando agora com a lente de maior alcance.com. Agora sim podemos perceber que praticamente nada da nossa cena aparece.

Lembre-se: o trabalho feito pelo fotógrafo sempre fará mais diferença que o equipamento usado por ele!  CaraDaFoto.com. seja qual for.br 254 . julgamos que as informações contidas nesse capítulo introduzem o que há de mais importante sobre o assunto. Esperamos que agora essa questão toda de lentes esteja mais clara para você e que as fotos exibidas aqui tenham lhe dado confiança total para fotografar usando a lente que você possuir.Independentemente de qual fabricante ou modelo de lente.

As fotos costumam ter em média 5Mb (megabytes) ou menos nesse formato. Este formado é muito maior em disco. geralmente acima de 20Mb. Relaxe. um formato de baixo tamanho físico em disco devido a compactação feita pela câmera. infelizmente.jpeg”. Afinal. VANTAGENS DO RAW SOBRE O JPG Agora vamos falar sobre um assunto muito sério e. pouco abordado por aí.jpg” ou “. qual formato de foto você deve usar? JPEG ou RAW? Antes de mais nada. você pode estar se perguntando agora: “por que ocupar mais espaço no cartão de memória da minha câmera e no computador fotografando em RAW se posso usar JPG?”. é porque ele não carrega muita informação. então quando você passar as fotos para o computador poderá facilmente localizar os arquivos com extensão “. “. Então. você terá uma capacidade muito maior de CaraDaFoto.DNG”. você vai entender exatamente o que isso quer dizer conforme progredimos aqui nesse capítulo. também. Já a maioria das câmeras DSLR permitem que você escolha também o formato RAW (“sem compactação”). É claro que um formato de arquivo sem compactação ocupará também mais espaço na sua câmera. Veja. A resposta é muito simples: qualidade de imagem e potencial de pós-processamento.br 255 . localizará arquivos com extensões variadas conforme o fabricante da câmera (ex: “. afinal não houve compactação alguma feita pela câmera. você não vai conseguir recuperá-la sem gerar artefatos e pontos mortos (onde toda informação de cor e luminosidade foi perdida) na foto.NEF”). uma forma bastante simples de se começar essa conversa é associando o conceito de RAW a “sem compactação”. o principal motivo pelo qual o formato JPG ocupa pouco espaço em disco. No formato RAW.CR2”. A foto foi compactada. então quando for passar as fotos para o computador. sem compactação. Esse é. Veja.com. “. lembra? Isso interfere diretamente no potencial e liberdade na etapa do pós-processamento da foto. Se você tiver uma foto em JPG e notou que está muito escura ou muito clara. as câmeras de bolso geralmente fotografam apenas em JPG (“compactado”). e JPG/JPEG a “compactado”.

nessa etapa. Então se você preza pela qualidade das fotos que captura.recuperação de detalhes e correções. nitidez e todo o resto da maneira como você gostaria. você não conseguirá mais abrir mão dele. Logo. E sem pensar duas vezes. quando necessário. Caso você não conheça isso muito bem ainda. Tire uma mesma foto em JPG e RAW e modifique-a bastante no Adobe Lightroom ou Photoshop para você sentir a diferença de capacidade de edição das duas fotos.br 256 . Depois de adotar o formato RAW. ela ainda hoje não vai conseguir capturar perfeitamente as cores. Mas logo descobrimos a necessidade de pós-processar e consequentemente as vantagens e desvantagens de cada formato. nós mesmos não usávamos esse formato. opte sempre (!) pelo RAW. você quer a maior liberdade e qualidade possível. você com certeza terá a opção de escolher o formato RAW em algum lugar do menu.com. CaraDaFoto. pois acreditávamos que JPG era tão bom quanto. então o pós-processamento é vital na fotografia. Não tem nem comparação! Mas recomendamos que você mesmo(a) faça o teste e comprove. Pode confiar! Já batemos muita cabeça em relação a isso. quando estávamos aprendendo. Agora. Nas câmeras que trocam as lentes (DSLR). coloque sua câmera para tirar fotos em formato RAW agora e você será muito agradecido no futuro. você precisa saber que no começo de tudo. mudamos para o RAW. Lembre-se que por melhor que seja a sua câmera.

com. Essa foto foi tirada no vulcão Haleakala. CaraDaFoto. no Havaí. O primeiro exemplo é de uma foto superexposta (clara demais).br 257 .COMPARATIVO PRÁTICO Veja algumas fotos aqui visando demonstrar também essa diferença para complementar os seus próprios testes. Mas no formato RAW você conseguirá recuperar um pouco deles. Todos os detalhes do céu foram perdidos.

Essa foto foi tirada em Trondheim. Vamos ver agora como a foto em JPG ficou após o término no mesmo processo de recuperação ter sido aplicado.com. Esse é o resultado típico que se tem ao tentar fazer isso em fotos compactadas. CaraDaFoto.Vejam os detalhes das nuvens começando a aparecer. Logicamente essa não é uma foto de portfólio.br 258 . Muito pior. como previsto. agora subexposto (escuro). mas demonstra muito bem essa situação. Fica evidente a perda total de informação em algumas áreas. Vamos para outro exemplo. na Noruega.

Primeiro.br 259 . usando a versão da foto sem compactação (RAW). CaraDaFoto.com. dando vida novamente às áreas perdidas.Tudo aparentemente perdido na escuridão. até abrirmos todas as sombras no pós-processamento.

com. capturada na ilha Kauai no Havaí. CaraDaFoto. Numa impressão. Dá para perceber que se perde bastante nitidez na árvore também.br 260 . Agora vejamos o mesmo aplicado na foto com compactação (JPG). mostra também claramente a diferença entre os resultados que se obtém. A próxima foto. isso faria ainda mais diferença. A cor não ficou tão legal quando na foto em RAW.Difícil de acreditar em quão longe conseguimos ir. O resultado ficou verdadeiramente incrível após poucos ajustes na iluminação.

depois de uma alteração drástica na luminosidade. Vejamos como ficaria no formato RAW.Ela está superexposta e perdemos muitos detalhes do céu. aproximando principalmente no céu. CaraDaFoto.com.br 261 . Fizemos agora a mesma edição nela em JPG mas perdemos muitos detalhes.

com.br 262 . Agora no último exemplo temos. com má exposição.Vejamos o paralelo para facilitar a percepção. Um teste rápido que fizemos para ilustrar. novamente uma foto superescura. CaraDaFoto.

br 263 . o mesmo feito no formato JPG.com. Agora.É possível recuperar muita coisa usando o formato RAW. CaraDaFoto. veja.

Com isso. e que você também adote o hábito de fotografar usando-o. Aproveite o formato de foto que traga todas as informações possíveis.com.br 264 . A tonalidade passou a ser outra. Veja lado a lado para facilitar. Vale a pena! CaraDaFoto. esperamos que a superioridade do RAW sobre o JPG tenha ficado clara.Apesar da iluminação aparentemente igual. perdemos muita informação nas cores.

Você pode ver todos os detalhes. Agora. pegando sua câmera na mão. o curso mais completo e prático disponível em língua portuguesa.br 265 . só se pega o jeito "pedalando". neste link: http://CaraDaFoto. assim como bicicleta. Rodrigo & Ricardo CaraDaFoto. PRONTO PARA O PRÓXIMO PASSO NA SUA JORNADA FOTOGRÁFICA? Agora chegou na hora de colocar tudo em prática.br/master Nos vemos do outro lado! Um forte abraço nosso e continue amando esta arte incrível da fotografia. se você que está pronto(a). convido você a pegar um grande atalho na sua curva de aprendizado e se inscrever no Curso Master De Fotografia e Pós-processamento. testando as técnicas e tirando centenas de fotos.com. inclusive o trailer oficial com uma amostra do curso.com. Foi um prazer estar aqui com você e poder ter compartilhado as bases iniciais da fotografia digital contigo. Fotografia.