You are on page 1of 11

DISPONIBILIDADE DE FÓSFORO E ENXOFRE PARA A CULTURA DA SOJA NA PRESENÇA...

695

DISPONIBILIDADE DE FÓSFORO E ENXOFRE PARA A
CULTURA DA SOJA NA PRESENÇA DE FOSFATO
NATURAL REATIVO, SUPERFOSFATO TRIPLO
E ENXOFRE ELEMENTAR(1)

Alfredo Richart(2), Maria do Carmo Lana(3), Loivo Rogério Schulz(4),
Júlio César Bertoni(5) & Alessandro de Lucca e Braccini(6)

RESUMO

Este trabalho teve por objetivo comparar o efeito residual do fosfato natural
reativo oriundo do Marrocos (Youssoufia) em relação ao superfosfato triplo sobre
a produção de biomassa de aveia, produtividade e componentes da produção da
soja, disponibilidade de P e de S no solo, bem como os teores destes nutrientes
no tecido foliar da soja. O trabalho constituiu de dois cultivos utilizando a cultura
da soja e da aveia, realizados em sistema de cultivo mínimo. O delineamento
experimental utilizado foi de blocos inteiramente casualizados, com quatro
repetições, com os tratamentos arranjados em fatorial 2 x 4 x 3, ou seja, dois
fertilizantes fosfatados, fosfato natural reativo (FNR) e superfosfato triplo (SFT),
com quatro doses de cada fertilizante (0, 100, 200 e 300 kg ha-1 de P2O5), e três de
S (0, 30 e 60 kg ha-1 S elementar). No tecido foliar, determinaram-se os teores de
P e S. No solo, nas profundidades de 0–10 e 10–20 cm, determinou-se o P
disponível. Os resultados indicam que, para o primeiro ano, não houve
superioridade do SFT sobre o FNR para produtividade e massa de 100 grãos. A
aplicação de SFT proporcionou teores crescentes de P no tecido foliar; por outro
lado, não houve efeito da aplicação de doses crescentes de FNR no teor de P. O
teor de S no tecido foliar aumentou tanto pela adição das doses crescentes de P
quanto pelas doses crescentes de S para ambas as fontes (SFT e FNR).

Termos de indexação: adubação fosfatada, eficiência de fosfatos, Glycine max.

(1)
Parte da Tese de Mestrado do primeiro autor. Recebido para publicação em março de 2005 e aprovado em junho de 2006.
(2)
Engenheiro-Agrônomo, M.Sc. em Agronomia pelo Programa Pós-Graduação em Agronomia da Universidade Estadual do Oeste
do Paraná – UNIOESTE. Campus de Marechal Cândido Rondon (PR). CEP 85960-000 Marechal Cândido Rondon (PR).
E-mail: alfredo_richart@hotmail.com
(3)
Professora do Centro de Ciências Agrárias, UNIOESTE. Bolsista do CNPq. E-mail: mclana@unioeste.br
(4)
Acadêmico do Curso de Agronomia, UNIOESTE.
(5)
Engenheiro-Agrônomo, Representante Técnico da Mosaic Fertilizantes do Brasil S/A. E-mail: julio.bertoni@mosaicco.com
(6)
Professor do Departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Maringá – UEM. Av. Colombo, 5790, CEP 87020-900
Maringá (PR). Bolsista do CNPq. E-mail: albraccini@uol.com.br

R. Bras. Ci. Solo, 30:695-705, 2006

evidenciam a possibilidade de 54 º 04 ’ 00 ’’ W). em área da Universidade Estadual seu uso prático. Chien & Menon. O clima que R. The phosphorus and sulfur content was evaluated in the leaf tissue. como a adição de S elementar (Sº). originalmente insolúvel na características da planta (Khasawneh & Doll.. com as propriedades do Thiobacillus. isto é. INTRODUÇÃO que 6. em relação ao superfosfato estimada por meio de sua solubilidade em solventes triplo. Este trabalho teve por objetivo comparar o efeito Segundo Syers et al. Léon et al. Rajan et al. os mais solúveis nesse extrator são os que. a eficiência destes fosfatos fosfatos. availability of phosphorus and sulfur in the soil and determined these nutrient contents in soybean leaf tissue in response to the phosphorus and sulfur sources and doses. pois tem sido verificado que. à medida que aumenta o pH. com as práticas de manejo e com as bem como fornecendo S. The TSP application led to increasing P concentrations in the leaf tissue. favorecendo a solubilização dos FNR. (1986) afirmam que a solubi. 1991). 1995. Marrocos (Youssoufia). forma de S-elementar. Ci. reactive natural phosphate (RNP) and triple superphosphate (TSP). but there was no effect of the application of increasing RNP doses on the leaf phosphorus concentration. nômico dos FNs. (2000). o P é um nutriente Conforme Lens et al. Results indicate that in the first year the triple superphosphate source did not perform better than the reactive natural phosphate source regarding the productivity and mass of 100 grains. Dessa forma. uma das característi. Bras. 30:695-705. Index terms: phosphate fertilization. o qual é depende de fatores relacionados com suas oxidado no solo por microrganismos do gênero características intrínsecas. 30 and 60 kg ha-1 elemental S). solo. soybean yield and yield components. produtividade e componentes da produção da soja. mormente em solos com pH menor do Oeste do Paraná – UNIOESTE. (1986). Solo. Assim. 200 and 300 kg ha-1 of P2O5) respectively. Available phosphorus in the soil was evaluated at depths of 0– 10 and 10–20 cm. 2006 . lidade em ácido cítrico a 2 % tem sido considerada disponibilidade de P e de S no solo. bem como o efeito adequada para interpretar o comportamento agro. Resultados obtidos por Khasawneh & Doll O trabalho foi realizado no município de Marechal (1978). a eficiência desses fertilizantes di- minui. efeito seja otimizado e fornecer o P necessário às os fosfatos naturais (FNs) têm ocupado posição de culturas. Assim sendo. and three rates of sulfur (0. orgânicos. Derivado de diferentes fontes. phosphate efficiency. sobre a produção de biomassa de aveia. mesmo os fosfatos naturais reativos comércio. SUMMARY: PHOSPHORUS AND SULFUR AVAILABILITY FOR SOYBEAN IN THE PRESENCE OF REACTIVE NATURAL PHOSPHATE. mostram-se mais eficientes nas adubações. Glycine max (L) Merrill. com aplicação de FNs em solos cultivados em Cândido Rondon – PR (24 º 33 ’ 40 ’’ S e sistemas de produção. distinguindo-se na concentração de P e na (FNR) devem ter condições propícias para que seu sua reatividade (Raij. destes nutrientes no tecido foliar da soja. 1993). residual do fosfato natural reativo oriundo do cas importantes dos FNs é sua reatividade química. Entretanto. dos FNs constitui-se numa das limitações para seu diversos adubos fosfatados são encontrados no uso “in natura”. 100.696 Alfredo Richart et al. Dentre estas fontes. The S concentration in the leaf tissue increased in response to the higher phosphorus and sulfur doses as TSP and RNT fertilizers.0. a lenta solubilidade que se apresenta em várias formas químicas. têm sido estudadas destaque como sucedâneos às aplicações de fosfatos alternativas para se estimular a solubilização dos acidulados. TRIPLE SUPERPHOSPHATE AND ELEMENTAL SULFUR This study compared the residual effect of reactive natural phosphate originated from Morocco with that of triple superphosphate on the oat biomass production. The study consisted of soybean and oat crops cultivated under minimum tillage cultivation system. um fosfato de rocha é con- siderado reativo se 30 % ou mais do P total é solúvel MATERIAL E MÉTODOS em solução de ácido cítrico 2 % (Sale & Mokwunye. The experiment had a complete randomized block design with four replications and the treatments arranged in a 2 x 4 x 3 factorial design with two phosphate fertilizers. 1978. with four rates of each fertilizer (0. em geral. 1996).

(1985) a aveia. que foi de 4 m2. sendo as sementes de um cultivar comercial e o S dosado por turbidimetria. é do tipo laboratório. das quais 10 vagens foram de largura. fosfato natural reativo (FNR com 30 % atingir massa constante. foi semeada a aveia branca.0 cm de profundidade.8 3 . Foi tratamentos foram distribuídos a lanço dentro da avaliado o teor de S disponível pelo extrator parcela. de cultivo mínimo.O . segundo cartas climáticas acondicionadas em sacos de papel e levadas ao básicas editadas pelo IAPAR (1978). semeado o milheto. 1999). com Ca(H 2 PO 4 ) 2 em HOAc 2 mol L -1 e dosado por auxílio de uma grade niveladora. segundo método de Alvarez V. 697 caracteriza a região. O P disponível foi pelo uso dos propriedades químicas do solo (Quadro 1).8 8 .. após a colheita. O material foi levado para fatorial 2 x 4 x 3. e então pesado para avaliação de P2O5 total e 10 % solúvel em ácido cítrico) e da umidade e posterior avaliação da biomassa seca superfosfato triplo (SFT com 45 % de P2O5 solúvel por parcela. Solo. DISPONIBILIDADE DE FÓSFORO E ENXOFRE PARA A CULTURA DA SOJA NA PRESENÇA. cortando-as rente à superfície repetições. 30. nítrico-perclórica.0 m de comprimento por 2. em amostras de tecido foliar por meio de digestão utilizando-se a soja. ao no estádio de enchimento de grãos. foi feita uma coleta de amostras de profundidades. incorporados a 5. As folhas foram 65 °C. Foram coletadas 10 folhas recém-maduras plantas rente à superfície do solo. Nos extratos. Para determinar a produção de biomassa seca para No início do florescimento da cultura da soja.0 m2 por parcela. conforme método descrito levado para secar em estufa de circulação forçada a por Malavolta et al. em ácido cítrico). quando estavam com pecíolo. dentro da parcela. moídas e homogeneizadas. Cada unidade experimental constituiu de aleatoriamente da parcela e contou-se o número de quatro fileiras de 5.4 0 . de cada parcela solo para avaliação do teor de argila e das experimental. foram coletadas 10 plantas da de blocos inteiramente casualizados.2 9 . cobertura. utilizando-se determinado segundo método de Tedesco et al. CaCl2 0. Método Walkley-Black.7 15 64 750 1 0 –2 0 5 8 5 . 100. foram coletadas amostras em duas Previamente. um no preparadas para a determinação dos teores de P e período da primavera-verão de 2002/2003. O número de vagens por planta foi solúvel. No solo. pelo cálculo da média de quatro subamostras de 100 grãos tomadas ao acaso dos grãos colhidos. (4) KCl 1 mol L-1.0 m vagens de cada planta. Ci.01 mol L-1. até fosfatados.3 g dm . por 72 h. A aplicação dos tratamentos foi realizada Após o cultivo da soja. 2006 . abrangendo uma área grãos de cada vagem. obtendo-se. (1997).4 5 . A massa de 100 grãos foi obtida útil de 4. A parcela útil foi obtida eliminando-se selecionadas. R. no pleno florescimento da cultura.3 ______________________________________ cm o l c dm -3 ______________________________________ % g k g-1 0 – 10 10 19 5 . As quantidades de cada ser trilhadas. 30:695-705. coletando-se 10 plantas FNR. (2 ) p H (3) H + Al A l3+ K (1 ) C a (4) M g (4 ) SB CTC V A rg ila cm m g dm . onde foram lavadas e secas em uma subtropical úmido com temperaturas médias estufa de ventilação forçada a 65 °C. para o obtido no momento da colheita. cultivar CD–202. posteriormente. pesado em balança Quadro 1. ou seja. o teor de P foi no período de outono/inverno de 2003. O material foi acaso. dois fertilizantes secar em estufa de circulação forçada a 65 °C. cultura da aveia. Os extratores Mehlich-1 e resina de troca aniônica. et al. S. (2001).0 0 . para o SFT. et al. segundo método de de aveia branca OR-1. de 0–10 e 10–20 cm. Em seguida. com quatro parcela experimental. aleatoriamente.0 0 . Bras. por pesagem dos grãos. então. quatro doses de cada fertilizante efetuando-se a colheita da área útil. tendo sido as plantas levadas para um galpão para e 60 kg ha-1 de S elementar).5m2 aleatoriamente realizou-se coleta das folhas para análise de tecido dentro de cada parcela experimental. cortando as vegetal. até atingir massa constante. e. 200 e 300 kg ha-1 de P2O5) e três de S (0. utilizado como planta de (2001).7 14 62 750 (1) (2) (3) Extrator Mehlich-1. A produtividade da soja foi obtida. O trabalho foi constituído de dois cultivos. Resultados da análise de fertilidade do solo nas camadas de 0–10 e 10–20 cm P ro fu n d id ad e P (1 ) M . coletou-se 0. 80 dias antes da semeadura da cultura da soja. (0. ambos realizados em sistema Alvarez V. obtendo-se o número de 0. e o segundo. O solo da área experimental foi classificado como Latossolo Vermelho eutroférrico (Embrapa..50 m de cada extremidade. fonte de P foram calculadas com base no teor de P2O5 a produtividade.3 5 .4 0 .4 5 . foi turbidimetria. Para determinar a produção de biomassa seca para O delineamento experimental utilizado consistiu a cultura da soja.6 5 . e no teor de P2O5 total. variando de 15 a 28 °C. com os tratamentos arranjados em do solo.4 2 .

Comparações de médias para os componentes da produção.365 5.23 13.31 13. Sabe-se que as características de reatividade das fontes de P são de grande importância em relação à sua eficiência.350 2.82 55. Para as variáveis massa de avaliação da biomassa seca por parcela. como conseqüência das número de vagens por planta.64 57. soja e da aveia.22 b SFT 2.198 6.28 a Médias seguidas da mesma letra. Bras. doses mais lenta.1 FNR 2.85 54. kg ha . na coluna. 2006 .13 13. kg ha -1 FNR 5.321 2..548 5.33 47.26 2. houve superioridade do reações de adsorção e apesar das grandes diferenças Quadro 2.255 2.454 5. RESULTADOS E DISCUSSÃO favoreceriam a absorção e o aproveitamento do nutriente. em análise de variância e de regressão e comparados decorrência do maior efeito residual de P para as pelo teste F a 1 e 5 %. 100 grãos e produtividade. número de vagens por planta. caso do presente superfosfato triplo)] x 100.20 2. número de grãos por entretanto.274 a Número de vagens por planta FNR 48. 2003). 1999).114 2. não diferem entre si pelo teste F a 5 %. seca da soja e da aveia para cada dose de P2O5 e S em relação à testemunha pela fórmula [1 – (MS Produção de biomassa seca da aveia tratamento/MS testemunha)] x 100. em que MS é a produção trabalho. principalmente pelas culturas de ciclo curto Componentes da produção para cultura da soja (Bedin et al. Resultados semelhantes foram bem como foi estimado o IEA para produtividade da encontrados por Kaminski & Peruzzo (1997).921 6.34 2. provavelmente.30 2. produtividade.46 b SFT 56.27 a SFT 13.111 a SFT 2. Também foi calculada a variação percentual comparando o uso de fosfatos solúveis e reativos para da produtividade da soja e produção de biomassa diferentes classes de fertilidade quanto ao P. Os fosfatos de maior reatividade.051 1. os fosfatos se equivaleram no fornecimento de biomassa seca da parte aérea da soja e da aveia.915 5. g FNR 13. evidenciando que em solos com estimado por IEA = [(MS tratamento)/(MS adequada disponibilidade de P.792 5.35 a Número de grãos por vagem FNR 2.33 13.92 49.23 2. Solo.22 2. biomassa seca total.312 2.61 a Massa de 100 grãos. produtividade. podendo ocorrer um aumento gradativo de S e fontes de P (Quadro 2). A resposta em produção de biomassa seca de aveia Os dados de produção de biomassa seca total da (MS) foi linear para ambas as fontes de P (Figura 1a. a fonte SFT apresentou as maiores vagem e massa de 100 grãos foram submetidos à produções de biomassa seca. de acordo com a aplicação de doses fosfato natural reativo (FNR) e superfosfato triplo (SFT) na cultura da soja Dose de P 2 O 5 Fonte de P Média 0 100 200 300 __________________________________________________________ kg ha -1 __________________________________________________________ Biomassa seca total.42 13.054 a Produtividade da soja.19 2.37 53. não houve efeito O índice de eficiência agronômica do FNR foi significativo das fontes.698 Alfredo Richart et al. número de grãos por vagem e Segundo Korndörfer (1978). de precisão para determinação da umidade e posterior SFT em relação ao FNR.208 2. massa de 100 grãos e número de grãos por vagem.51 13.23 48. As variáveis produtividade e massa de 100 grãos os fosfatos naturais apresentam uma solubilização não foram influenciadas pelas doses de P2O5. Ci. plantas de aveia. de P para as plantas. R.929 2. soja.19 13.23 2.35 13.13 48. biomassa seca total da soja. sendo mais prontamente disponíveis. Para os componentes da disponibilidade P (Novais & Smyth. 30:695-705.570 b SFT 5. Ao contrário dos fosfatos solúveis.b).306 6.

71 + 12. Quanto doses de S foi benéfica para o incremento da ao efeito das doses de S (Figura 1c. Observou-se também um ausência de P e com 60 kg ha-1 de S. para o fosfato de Gafsa. de acordo com as doses de fosfato natural reativo (a). kg ha-1 DOSE DE P 2O 5. tomando-se o SFT como fonte de referência. foi de 92 % com a De forma geral. aumentou a produção de solubilização do FNR.91** BIOMASSA. 2006 . km ha 5600 6000 0 100 200 300 0 100 200 300 -1 -1 Dose de P2O5. para a fonte produtividade. O maior IEA para esta variável foi obtido com Neste contexto. presente trabalho. observa-se que o culturas. Na S na produtividade da soja. apresentam menor eficiência que os P2O5 em relação às doses de S. o IEA. com superiores aos citados em todos os tratamentos. aplicação de doses de S sem P. Solo. Horowitz & Meurer (2003).12 + 3. Portanto.48 yˆ = 6820. Isto indica um efeito benéfico do do IEA para a produção de biomassa seca de soja. Comparando a produção de biomassa seca 50 kg ha-1 de S na forma de gesso agrícola em várias da aveia em relação à dose de P2O5. e parte aérea da soja e da aveia e produtividade da de 75 %. na forma em que são oferecidos no comércio. Foi calculado o IEA para cada dose de S dentro das para o Gantour Black. kg ha Dose de P2O5. estes. Para a fonte SFT.7+ 6. para o Gafsa. DISPONIBILIDADE DE FÓSFORO E ENXOFRE PARA A CULTURA DA SOJA NA PRESENÇA.99** -1 2 R = 0. Vitti & Malavolta (1985) tendência de aumento do efeito residual para o SFT notaram efeitos positivos da utilização de 15 a (Figura 1b). e de 30 %. seu efeito residual é geralmente maior. biomassa seca da aveia. no primeiro cultivo. o IEA foi de 104 %. a adição de S resultou em aumento dose de 60 kg ha-1. kg ha (c) (d) 6500 7750 6450 7500 Biomassa.296 kg ha-1 melhorar a eficiência da fonte FNR em relação ao SFT. kg ha -1 6600 7500 6400 6200 7000 6000 yyˆ = 5768. soja. Produção de biomassa seca da aveia. pois houve contribuição do S para FNR.52237** P 6500 yˆy = 6201.. 699 de reatividade entre os vários fosfatos naturais.5042* S y 6200 6750 2 R = 0. R. d). aumento do IEA para as doses de 100 e 200 kg ha-1 de de modo geral.87* 6150 6100 6500 0 30 60 0 30 60 -1 DOSE DE S. foram obtidos valores de IEA Para a produtividade da soja. Os resultados mostram o valor de 106 % (Quadro 3). de 300 kg ha-1 de P2O5. para dose fosfatos industrializados solúveis a curto prazo. Ci. à medida indireta da oxidação do S elementar e possível que aumentou a dose de S. foi calculado para a produção da biomassa seca da apresentaram IEA de 93 %. com diferentes tamanhos de partículas para cultura do milho. No entanto. a associação das fontes de P com SFT foi mais eficiente que o FNR (Figura 1a). de biomassa seca. trabalhando com dois fosfatos naturais reativos farelados. de superfosfato triplo (b) e doses de enxofre para as fontes fosfato natural reativo (c) e superfosfato triplo (d). o IEA foi igual a (b) (a) 8500 7000 6800 8000 Biomassa. sendo atingido ao do SFT no segundo cultivo. no segundo cultivo. kg ha Figura 1. kg ha -1 6400 6350 7250 6300 6250 7000 yˆy = y = 6296. de S.. 30:695-705. Bras. porém. o valor estimado foi igual à média 6. e valores de IEA de 58 %. sem adição a longo prazo. verificaram que estes produtos O Índice de Eficiência Agronômica (IEA) do FNR farelados. não houve efeito das doses Tais resultados podem ser tomados como evidência de S para a fonte FNR. Gafsa e Gantour Índice de eficiência agronômica (IEA) Black. ou seja.62733** P 5800 R2 = 0. para o de Gantour Black. o efeito residual do FNR não se igualou 200 kg ha-1 de P2O5 e 30 kg ha-1 de S. No doses de P2O5 (Quadro 3).

2006 . O maior incremento da produção de 104 % com 60 kg ha-1 de S. para as variáveis produção de (Figura 2a). o dose de P foi prejudicial para a produtividade da termofosfato Yoorin apresentou o mais alto IEA na soja para ambas as fontes de P. Quadro 3. produtividade da soja e produção de biomassa seca da aveia. encontram-se os valores de variação Os resultados para P no tecido foliar da soja percentual entre a testemunha e as doses de P2O5 e (Figura 2) apontam. em 32 %. para a alfafa. Para centrosema. a associação tanto da dose de 200 P2O5 e o teor máximo foi de 0. Fósforo no tecido foliar No quadro 4. (2002) com duas espécies forrageiras (alfafa e da aveia com associação de 300 kg ha-1 de P2O5 e centrosema) e quatro fontes de P (superfosfato triplo. e de enxofre elementar em relação ao superfosfato triplo Variável Dose de P 2 O 5 Dose de S Biomassa soja Produtividade da soja Biomassa aveia ___________________ kg ha -1 ___________________ 0 0 82 91 96 30 91 82 88 60 107 92 92 100 0 85 82 107 30 93 97 82 60 104 97 80 200 0 83 96 99 30 87 106 87 60 89 90 87 300 0 111 104 87 30 86 92 75 60 91 86 81 107 %. obtendo um IEA de produtividade. a resposta da cultura em produção de biomassa seca da aveia. ou seja. fosfato natural da Carolina do Norte e Arad) e seis cultivos em vasos em um A adição de 60 kg ha-1 de S associado a qualquer Latossolo Amarelo distrófico. Solo. Observa-se acumular P no tecido foliar pela aplicação de SFT incremento ou redução de acordo com a associação. na média das doses. O de doses de P2O5 e doses de S para ambas as fontes. Para dose de 100 kg ha-1 de P2O5. a adição de quanto da dose de 300 kg ha-1 de P2O5 com 30 kg ha-1 de S foi benéfica.42 dag kg-1 de P. Na R. triplo. de acordo com as doses de fosfato natural reativo. quando comparados com o superfosfato com 60 kg ha-1 de S para ambas as fontes de P. incremento de 15 % com 300 kg ha-1 de P2O5 e atingindo 107 %. maior soma dos seis cortes.700 Alfredo Richart et al. Ci. atingindo o valor de 111 %. 60 kg ha-1 de S. 30 kg ha-1 de S proporcionou incremento de 23 % da nas quais as doses de S sem adição de P apresentaram produtividade da soja em relação à testemunha. foi linear e altamente significativa (p < 0. obtendo sem S. os fosfatos incremento da produção de biomassa seca de aveia naturais aumentaram a eficiência do primeiro ao foi obtido com a associação de 300 kg ha-1 de P2O5 sexto corte. enquanto o termofosfato decresceu 37 %. 30:695-705. Em trabalho realizado por Moreira incremento de 20 % da produção de biomassa seca et al. ocorrendo aumento gradativo do IEA S. também um incremento de 49 % da produção de biomassa seca de aveia com esta mesma dose de P2O5 Para a produção de biomassa seca de aveia. que houve superioridade da fonte SFT biomassa seca da soja. a associação de 200 kg ha -1 de P2O5 com nas variáveis produtividade e biomassa seca da soja. IEA de 92 % com 60 kg ha-1 de S. termofosfato Yoorin. na média das duas fontes S para cada fonte. associada a 60 kg ha-1 de S. Com a utilização do observou-se o mesmo comportamento do encontrado FNR. houve para dose de 100 kg ha-1 de P2O5 sem adição de S. produtividade da soja e sobre a fonte FNR. O maior IEA foi Para a produção de biomassa seca da soja. O maior IEA para esta biomassa seca da soja foi obtido com a associação de variável foi obtido com adição de 300 kg ha-1 de P2O5 300 kg ha-1 de P2O5 e 30 kg ha-1 de S. Índice de Eficiência Agronômica (IEA) para produção de biomassa seca da soja. Bras.01). ponto máximo foi observado com a dose de 300 kg ha-1 de Para a fonte SFT. Por outro lado. proporcionou um incremento de 15 % da com o aumento das doses de S.

7 kg ha -1 de P 2 O 5 .39 -8. DISPONIBILIDADE DE FÓSFORO E ENXOFRE PARA A CULTURA DA SOJA NA PRESENÇA. Esses resultados indicam a médio e alto.47 +5.72 kg ha-1 de S.28 +7.20 Superfosfato triplo 100 0 +7. Esses resultados indicam que a adição de S-elementar Quadro 4.24 +6. mínimo da função foi atingido quando se adicionaram ao solo 339. Este comportamento é verificado para associação de doses S-elementar com doses da fonte ambas as fontes.06 +4.54 +30.80 60 -6. (1986).23 30 +27. de acordo com as doses de fosfato natural reativo.75 +3. que o S está sendo disponibilizado para a soja. na dose de 60 kg ha-1 de S.35 +29.. aumentando o resultados e até nos modelos estabelecidos para cada acúmulo de P no tecido foliar da soja. observa-se que o solubilização do FNR. o qual favoreceu a tecido foliar. sendo tais doses necessárias para se obter a concentração de Os resultados mostram que houve diferenças 0.29 -11. quando se adicionaram ao da função foi de 0. respectivamente.98 +22. observa-se que o mínimo mínimo foi de 30 kg ha-1 de S-elementar e o mínimo da função foi atingido.77 +4.96 +10. mostrando a similaridade nos FNR.54 -13. sendo estas doses necessárias das doses de S pode ser atribuído à influência do S para obter a concentração de 0.32 +15.58 +19.35 dag kg-1 de P. no teor foliar de S.75 +26.45 +6.. a interação A associação de doses de S beneficiou o FNR positiva para as doses de S caracteriza-se pela (Figura 2b).41 +13. (2) Valores positivos indicam incremento em relação à testemunha. O ponto de fonte. 701 presença de FNR.40 +13. Solo.41 -14.88 60 +3. resultados mostram que a fonte SFT disponibilizou mais P para as plantas ao longo do ciclo da cultura da Verificou-se efeito negativo para as doses de P2O5 soja do que o FNR. No entanto.34 kg ha-1 de P2O5. 2006 .14 (1) +10. as concentrações de 0.86 200 0 +13.26 dag kg-1 de S no na redução do pH do solo. Esses resultados indicam efeito positivo da de P2O5.32 60 -6.74 kg ha-1 de S. para o FNR e SFT. não houve resposta significativa.62 +20. superfosfato triplo e enxofre elementar em relação à ausência de adubação com fósforo Variação percentual Dose de P 2 O 5 Dose de S Biomassa soja Produtividade da soja Biomassa aveia ___________________ kg ha -1 ___________________ _____________________________________________________ % _____________________________________________________ Fosfato natural reativo 100 0 -8.50 30 +5. conforme se aumentam as doses (p > 0.69 300 0 +15.18 -4.01 60 +4.26 -13.26 e 0. sendo estas diferenças significativas necessidade de S.00 +6.67 30 +9.05 (1) Valores negativos indicam redução em relação à testemunha. Variação percentual da produção de biomassa seca da soja.09 +49. Esses solo pelas bactérias do gênero Thiobacillus. provavelmente pela solubilização do S elementar no sendo o teor médio de 0. Ci.78 +0.73 -0.18 30 +21.513 dag kg-1 de doses de S com doses de P2O5 sobre os teores de S no tecido foliar enquadram-se nos níveis suficiente foliares de S (Figura 3). Para a fonte SFT.80 +21.09 +3.1).93 60 +0.42 +32. associados com a dose Este aumento na concentração de P foliar em função de 45. Bras.75 -7. para ambas as fontes. Para a fonte FNR.95 300 0 +3. R.17 60 +5.82 +2.513 dag kg-1 de S no tecido foliar.99 (2) 30 +2. 30:695-705. produtividade da soja e biomassa seca da aveia. solo 140.47 -10. e efeito positivo para as doses de S.336 dag kg-1 de P no tecido foliar.98 200 0 -5.01) entre associação et al.55 +20. Segundo Sfredo altamente significativas (p < 0.37 +15.83 30 +10. Enxofre no tecido foliar associados à dose de 53.

b). kg A interação de doses de P2O5 e doses de S foi 2O ES 5. 21 30 0 Fósforo no solo yˆ DO 60 SE 00 DE 2 a -1 Na profundidade de 0–10 cm.01) da dose de P. Solo. 36 estabilizando nas doses mais elevadas. dag kg 0. Com o aumento das doses de P2O5. isto é. kg ha DOSE DE S. 30 40 kg ha-1 de S. mas não houve 5.94** 0.229729 – 0.99 0. no entanto. houve efeito 30 gh P2 O 10 0 E S. *. 30:695-705. para ambas as fontes. a) b) 0. dag kg 0. Teores de fósforo no tecido foliar.379 -1 P. dose de 300 kg ha-1 P2O5 e para as doses de S foi de R. apresentou tendência quadrática.000 027*S 2 ns R = 0.00000529256 * PS sulfato favoreceria a movimentação do fosfato no solo (R2 = 0. relacionando houve significativa redução nos teores de P com o teores de enxofre no tecido foliar da soja (y).3421 + 0. aumentaram também os valores de P. 27 (Figura 4). Os resultados encontrados neste trabalho assemelham-se aos encontrados por FNIE (1974).00000148645* de adsorção (Bolan et al. 24 10–20 cm (Figura 4c). Segundo natural reativo yˆ = 0.38 0. 33 qual afirma que as leguminosas necessitam de S.9 mg dm -3 de P 0. -1 0. kg 0 0 SE D significativa (p < 0. respectivamente. Ci. 2003)..36 0.353 2 0. diminui o número de sítios disponíveis e a energia – 0.00196238 S + 0. k significativo (p < 0. kg 0 0 S ED diferença significativa entre a fontes FNR e SFT ha -1 DO (Figuras 4 e 5).702 Alfredo Richart et al.54**) e b) superfosfato triplo yˆ = 0.34 FNR yˆy = y = 0. e estão de acordo com as recomendações 0. (a) ao solo supriu as necessidades de S para a cultura da 0. a adição de sulfato ao solo 0. 0.0016S + 0.44 (a) (b) SFT y = 0. a adição de P 2 – 0. 21 linearmente com o acréscimo das doses de FNR.42 R 2 = 0. Figura 3. 1988). DE 30 h a P 10 0 . Não DO 30 0 60 houve efeito da adição de SFT nos teores de P na SE 20 0 -1 profundidade de 10–20 cm (Figura 4d).3 575 – 0.0000268850 altera preferencialmente as frações inorgânicas de S2 (R2 = 0. de acordo com as doses de fósforo (a) e de enxofre (b) para as fontes de superfosfato triplo e fosfato natural reativo.1) apenas para a fonte SFT ha -1 DO (Figura 5a. 2006 .00245964** S + 0. kg ha Figura 2. Isto significa 0. 24 0. Observa-se que a concentração de P (b) na profundidade de 0–10 cm. 30 máximo da função foi de 37. 36 soja. função da aplicação de doses de fósforo (x) e aumento das doses de S. ou seja. entre 30 e 60 kg ha-1 de S (Embrapa Soja.000625242** P + 0. 27 técnicas para a cultura da soja. o 0.0000365502 * S 2 + 0. Bras.30 0 100 200 300 0 30 60 -1 -1 DOSE DE P 2O5.283781 P. A aplicação de FNR na superfície influenciou o teor de P no solo na profundidade de -1 0. O teor de P no solo aumentou 0.00000136647* P2 – 0. Superfície de resposta. 33 que o ponto de máxima foi de 276 kg ha-1 de P2O5 e S. o. As doses de S podem ter doses de enxofre (z) para as fontes: (a) fosfato interferido no processo de adsorção de P.32 FNR yyˆ = 0.000383544 P + Araújo & Salcedo (1997).67**).000246* P 0. dag kg 0.40 SFT yˆy =y = 0. ** = coeficientes da equação por diminuir-lhe a retenção. O ponto de máximo foi a significativos a 5 e 1 %.

diminuindo em seguida. ) ) 40 (a) (b) 35 30 25 20 15 ˆ = 15.4083 + 0. para o teor de S no solo na profundidade de 0– Segundo Nogueira & Melo (2003). Estes teores são extremamente baixos. para fonte SFT. com aplicação de SFT (Figura 5b). isto não aconteceu.. causando superfosfato simples em Latossolo Roxo perdurou até o aumento do pH e a liberação de sulfatos adsorvidos. enquanto. o teor de S no 10 cm (Figura 6). A distribuição das chuvas nesse período foi Segundo Raij (1991). Este fato é evidenciado profundidade de 0–10 cm.. FNR. para as fontes fosfato natural reativo (a. na maior dose de P aplicada. ou seja. extraídos pela resina de troca aniônica. 106 dias. manejo dos restos culturais resultando num máximo da função de 1. na seriam ocupados por sulfatos. Possivelmente. variações climáticas no período de agosto de 2002 não houve diferença significativa no teor de S no até março de 2003 deve-se. adubação.2 mg dm-3 aniônica. temperatura. O um dos responsáveis pelas variações nos teores de primeiro é a presença de teores maiores de matéria S-sulfato no solo.91** R2 = 0. Ci. Enxofre no solo Os valores de S no solo (Figura 6) não atingem um Observa-se que houve interação significativa terço do teor baixo.91** P. pela lixiviação do sulfato. Essas observações.38 kg ha-1 de S. kg ha-1 Figura 4.0 mg dm-3 e fertilizantes utilizados. que reduz a adsorção por óxidos e aumenta Melo & Ferreira (1983) citaram que a elevação a carga negativa do solo. para o SFT. 1999).95 a 1. o ponto de máximo foi para a dose de aumentar sua concentração. É provável que o regime pluvial tenha sido três fatores que dificultam a sua permanência. Solo. 300 kg ha -1 de P 2O 5 e o máximo da função foi possivelmente. não há praticamente S no solo na camada de 0–10 cm. DISPONIBILIDADE DE FÓSFORO E ENXOFRE PARA A CULTURA DA SOJA NA PRESENÇA. efeito linear e significativo (p<0. pluvial. de S. c) e superfosfato triplo (b. 703 60 kg ha-1.. estas de S no solo para fonte FNR.1656** P .01). orgânica. os fosfatos aplicados em adubações corroboradas pelos resultados aqui apresentados.0. 30:695-705. Bras.5 mg dm-3 de P extraído pela resina de troca de os teores encontrados variaram de 0.0674167**P FNR y R2 = 0. na profundidade de 10–20 cm. ocorrendo maior A interação de doses de P2O5 e de S apresentaram disponibilidade de S no solo. d). o qual é de 5. dos teores de S-sulfato resultante da aplicação de O segundo é a aplicação freqüente de calcário.0 mg dm-3 de S (Sfredo (p < 0. O ponto de máximo foi obtido com solo é influenciado pela precipitação pluvial. repelindo sulfatos. 0003P 2 FNR yy ˆ = 15. ao regime solo na profundidade de 0–10 cm. 2006 . 1 + 0. Finalmente. no solo.0003P 2 S FT yy R2 = 0. respectivamente.87 kg ha-1 de P2O5 e 43. portanto. o sulfato enfrenta. R. visto que 49. A aplicação de S-elementar ao solo deveria Desta forma.82** 10 0 100 200 300 0 100 200 300 DOSE DE P 2O5. com o máximo da função em 58 mg dm-3 de ocupam preferencialmente as posições de troca que P. mg dm-3 10 c) d) 40 (c) (d) 35 30 25 20 ˆ= SFT y y = 31 15 ˆ = 14. Concentração de fósforo no solo extraído pela resina de troca aniônica nas profundidades de 0– 10 cm e 10 a 20 cm.0. a dose de 89. em que houve resposta da adição do S-elementar.1 + 0. de acordo com a aplicação de doses de P2O5. especialmente.01) entre doses de P2O5 e de S com a fonte et al. 1656**P . normal.

a rapidez com que o íon sulfato é removido do perfil.& SALCEDO.0020035 * P – 0.82**) *. SOUZA. Solo. V. respec- tivamente. e que mais atenção deve ser dada ao S.1458 e S elementar.H.. O teor de S no tecido foliar aumentou com as 19. 8 60 1. Ci. Superfície de resposta. + 0. 1 %.B. A aplicação de S-elementar proporcionou pequeno acréscimo no teor de S do solo para fonte FNR. 131p.S. do superfosfato triplo (SFT) sobre o fosfato natural 1997. F. 21:643-650.0000461821* PS (R2 = 0.0954167NS S – 0.E. &.H. para que esse não venha a ser limitante LITERATURA CITADA às culturas. 2 10 1. Para o primeiro ano.65**).00017994* S2 + 0. mg dm 40 1. Viçosa. MG. *.. Bras. RIBEIRO. 10 0 30 DO 60 SE 20 0 -1 (FNR) reativo para produtividade da soja e massa de DE 30 gh a 100 grãos.k SE 20 0 30 S.3979 + 0. P 10 0 k 2O E S.S. I. Bras. Solo. R. mas não foi influenciado pela aplicação de FNR triplo: a) profundidade de 0–10 cm: yˆ = 13. 7 P. 30:695-705.100333** P . R.. Métodos de análises de enxofre em solos e plantas. FONSECA. 4 -3 20 1. mg dm 50 40 yˆ = 1. Formas preferenciais de acumulação de fósforo em solos cultivados com cana-de- 1. L. CONCLUSÕES ARAÚJO. doses de P e de S para ambas as fontes fosfatadas. reforçam. 0 DO 3 60 60 SE -1 2 00 00 DE -1 3 ha 30 g ha DO kg P 2O 10 0 S . especialmente em solos com baixos teores de matéria orgânica. ** = coeficientes da equação significativos a 5 e -3 20 1 %.143958** P + 0. O teor foliar de P aumentou com as doses de aniônica como variável da fonte superfosfato SFT. 3 -3 1. M. Ci.94**) e b) profundidade de 10–20 cm. não houve superioridade açúcar na região Nordeste. 2001. 5. kg 0 S ED 2. sua principal reserva.0. 6 S.00158750** PS (R2 = 0. de fósforo no solo extraído pela resina de troca 3.A. mais uma vez. respectivamente.704 Alfredo Richart et al. kg DE DE 0 DE 0 0 SE P2 O 10 ha DO 5. ** = coeficientes significativos a 5.52359 – 0. yˆ = 4. P.. 5. Concentração de enxofre no solo (dados 70 transformados por x + 1 ) na profundidade de 0– 60 10 cm de acordo com a aplicação de doses de fosfato natural reativo e doses de enxofre.113542* S (R2 = 0. R. (a) 70 1. DIAS. mg dm 50 1. kg SE DO -1 h a -1 0 0 (b) Figura 6. para a concentração de 200 kg ha-1 de P2O5 associada a 30 kg ha-1 de S. ALVAREZ V. na profundidade de 0–10 cm. 5 30 1. 2006 . O FNR apresentou maior índice de eficiência ha -1 0 DO agronômica para produtividade da soja com aplicação Figura 5.0197619 ** S + 30 0.B. 1 00 1. 5. Editora UFV. C.

Solo.J. Mg e K para a cultura da soja em solos do Sul da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo.A. Fósforo em solo e planta em Sistema brasileiro de classificação de solos. Sci. Jaboticabal. FURTINI NETO. 646. Am. Capacidade de fosfatos naturais e Chemical and physical characteristics of phosphate rock artificiais fornecerem fósforo para plantas de trigo. DISPONIBILIDADE DE FÓSFORO E ENXOFRE PARA A CULTURA DA SOJA NA PRESENÇA. 51:105-112. R. Crescimento radicular HOROWITZ. S..S. ROSOLEM. Soja. T.. Fert.ed. básicas do Estado do Paraná. 705 BEDIN. Use of phosphate rocks INSTITUTO AGRONÔMICO DO PARANÁ – IAPAR. H. VITTI. J. Humanos. 1991. Fatores do solo afetando a BOLAN.1997.. 27:639. 57:78-159. 2006 . EMBRAPA SOJA. nutrição mineral. Bras. 1996.C.G. Academic. Associação Brasileira para a Pesquisa da capacidades tampão de fosfato. J.& MARCELLO. MALAVOLTA.M. 26. R. Res. 343 p.D. Factors affecting the agronomic effectiveness of phosphate rock for direct application. Londrina.& MELO. E. RESENDE. WOLKWEISS. Ci. A. Solo.. TILLMAN. p.C.& DOLL. Solo.& BORKERT. & SILVA.E.. E. fosfatos naturais de Patos-de-Minas e Gafsa puros e Phosphate rocks for direct application to soils. CORRETIVOS AGRÍCOLAS. 55:448-455. 1986. Análises LENS. MURAOKA. 2. & MALAVOLTA. plantas e outros materiais. In: EMBRAPA SOJA. 319 p. Brás. 2003. J.M. Eficácia de fosfatos naturais WOBETO. 1994. 33: 41-47... Resposta à Londrina. MELO.C.C. 37:1057- Alegre. Viçosa.D. KAMINSKI. 31p.L. I.. (Sistemas de produção/ NOGUEIRA. 281 p. ed. SFREDO. Ci. 1993. Pesq. 1985.J.. B.E.. Adv. 51p. R.E. 2002.. 1986. A.A. SYERS. FCAV. W. Fundação para o Desenvolvimento de Recursos 1064. E. OLIVEIRA...A. R. 1999. Campinas. & SANTOS. Agric. diversas de fósforo.H. CIÊNCIA DO SOLO.C. M. COSTA.N. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Potassa e do Fosfato – POTAFOS. Fosfogesso: Uso agrícola. 1978. 2004. (Boletin Técnico. In: potential of eleven phosphate rocks from Brazil. 2003. Effect of liming and phosphate additions on sulphate biológicos. A.. E. Eficiência de dois fosfatos e nutrição mineral da soja em função da calagem e naturais farelados em função do tamanho da partícula. BORKERT. (Teses & Monografias) TEDESCO. SEMINÁRIO SOBRE Colombia. Anais.G.S. E. & SCOTTER. In: de solo. L. L. N. R.W. Sociedade Brasileira de Ciência do Solo. 30:159-206. G. Peru and Venezuela. Piracicaba.J. Viçosa. p. In: SIMPÓSIO SOBRE A CULTURA DO leaching in soils. ed. 5) LÉON. Núcleo Regional ótima entre Ca.. (Embrapa Soja.G. R.& FERREIRA. Res. EMBRAPA-CNPSo. 2003.& MEURER. MALAVOLTA.495-505. A. Paris. adubação e calagem. & PERUZZO.. 50:798-802.327-355. 1998. R. & MALAVOLTA. J. SALE. Agron. p. (EMBRAPA- calagem e fosfatagem por três cultivos de soja em três solos CNPSo. LEDERBERG. KLIEMANN.J. 27: 655-663.& OLIVEIRA. G. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE STEFANUTTI.S. fosfatados e produção da soja em solos com diferentes 2. Tecnologias de produção de soja – Paraná .H.R. Fundação Cargill..& MENON. . Rural. Agron. Adv. J. San Diego. Sulfur cycle. T. E. Encyclopedia of microbiology. Documentos. Food Agric.& KAMINSKI. MOREIRA. Agropec. C. P. P. 1979. R. J. EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUARIA - EMBRAPA. POTAFOS.& SMYTH. 412p. C.. 64) no Estado de Goiás. 1978.A. 1986. 72p. Ci. & SINCLAIR. G. L. J.J.L. 39:493-504. L. Soil Sci. Bras. KORNDÖRFER. Fert.. ARROZ DE SEQUEIRO. C. soja e atividade de arilsulfatase em solo tratado com gesso agrícola. adubação fosfatada.99-136. M. S. & MORAES. R. 138).. Jaboticabal. C.J. NOVAIS. Avaliação do V. 1983. Soc.M. Não paginado SFREDO. E. C. Paraná: Estudo a campo. Cartas in the tropics. CD ROM. Ceres/ . & CURRIE. J. G. G. Londrina. 37:1459-1466. 1985. MALAVOLTA. modificados por acidulação e calcinação. 30:695-705.1. Londrina. Ci.. Fertilizantes estado nutricional das plantas: Princípios e aplicações. A. M. TOKURA. 3:158-162.J.. T. Agronomic VITTI..J. LANTMANN.N.. S. coord. Bras.J. Bras. SYERS. Santa Maria. Universidade Federal de Embrapa Produção de Informação. Porto materials of varying reactivity. H. produtividade da cultura do arroz de sequeiro: Três fatores D.. 1997. p. & BOHNEN. The use of phosphate rock for direct application to soils. A. Brasília.E. 188 p.W..J.V. (Boletim Técnico. Enxofre disponível para a Embrapa Soja. & ALMEIDA. La fertilization. J. A. Rio de Janeiro. MACKAY.F. CHIEN. pt. 41:227-234. G. 1999. FERREIRA. 2000.. Rio Comportamento de extratores em solo tratado com fontes de Janeiro. & HAMMOND. 1974... & POL.Z. Soil Sci.1978. 399p.FNIE. Anais. MG.K. 1997. M. Centro Nacional de Pesquisa de Solos (CNPS). J. Ci.S. Eficiência agronômica dos RAJAN. 35:33-45. WATKINSON. 3). Eficiência de fontes e doses de fósforo na alfafa e centrosema cultivadas em Latossolo Amarelo..161-201. 1995. M.. A. 1988. Solo.F. Sci. R. A. L. V. Sci.. TICHY. BROWN.J. S.. Documentos. Agric. F. 3) Resultados de pesquisa de soja 1991/92. F.A.. 1983. KHASAWNEH. van Fertilidade do solo e adubação. W. condições tropicais.H.& MOKWUNYE.C. W. Determinação da relação em sistemas de cultivo. 1997. FÉDÉRATION NATIONALE DE I‘INDUSTRIE DES ENGRAIS RAIJ. Porto Alegre.. FENSTER..U. CAMPO.W. N.H. J. Piracicaba. 1999.. 2003. FAQUIN.