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APOLOGETICA

VOLUME II

ESPIRITISMO
ISLAMISMO
SEICHO-NO-IE
SANTO DAIME
ADEPTOS DO NOME YEHOSHUA

Segundo o Dr. W alter
M artin, fundador do Instituto
Cristão de Pesquisas, "seita é um
grupo de indivíduos reunidos em
to rn o de um a in te r p r e ta ç ã o
errônea da Bíblia, feita por uma ou
mais pessoas". Já o apologista Jan
Karel Van Baalen define seita
como "qualquer religião tida por
heterodoxa ou mesmo espúria",
e n q u a n t o Jo sh M cD o w e 11,
renom ado historiador, entende
que as seitas são "uma perversão,
uma distorção do cristianism o
bíblico e/ou a rejeição dos ensinos
h is tó ric o s da ig r e ja c r is tã " .

A Bíblia é taxativa nessa
questão e nos orienta sobre como
prevenir a Igreja de Cristo desse
mal quando nos exorta "a batalhar
pela fé que de uma vez por todas foi
en tregue aos santos" (Jd 3).
Somente assim estaremos de fato
"preparados para responder com
mansidão e temor a todo aquele
que vos pedir a razão da esperança
que há em vó s" ( l Pe 3.15)

Nossa oração é para que
todos os que estudarem a "Série
Apologética" possam , como o
apóstolo Paulo, conscientizar-se de
que foram chamados por Cristo
para defender o evangelho (F1 1.17).

SÉRIE
APOLOGÉTICA

VOLUME II

SÉRIE
APOLOGÉTICA

VOLUME II
E SPIRIT ISM O

ISL A M ISM O
SANTO D AIM E
IGREJA SEICH O -N O -IE

AD EPTO S DO N O M E YEH O SH UA
E SUAS VARIANTES

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.....................SUMÁRIO E SPIRITISM O I . 26 IX —Doutrina Espírita............................. 57 XXII ................. 98 .............................Espiritismo E R eligião ?................Ensinamento Espírita Acerca de Je su s .....................................Declaração Comprom etedora....... 35 XIV ............................ 11 II .... 31 XIII ........................................ 45 XVIII ........................ 39 XVI ...................Léon Denis................ 29 XII ...........Respostas Apologéticas às Objeções Espíritas Contra a Deidade Absoluta de Jesus C risto ...................Introdução.....................Allan Kardec.... 51 XX ................O Espiritismo no B ra sil.................................... 19 VI ............................................................ 94 XXIV ............................................................ 53 XXI ...............................................................Visão Espírita da B íblia........ 18 V ......................... 36 X V ....... 13 III ..........................................Bibliografia Recom endada...............Causas da Difusão do Espiritismo no B rasil. 28 XI ................A Primeira Iniciação de Rivail no Espiritism o....Na Europa.........................................A Terceira Revelação.Ensinamentos Espíritas Sobre D eus.....................................Glossário E spírita.....................O Que É um E spírita.... o C onsolidador.........................................Histórico do Antigo e Moderno E spiritism o.............................................................. 42 XVII .............A Falaciosa Propaganda E spírita......... 49 XIX ..Divisões do Espiritismo no B ra sil......................... 22 VII ....................................................... 70 XXIII ....................................................................................Na F ran ça.............Doutrinas Peculiares Ensinadas pelo E spiritism o. 24 VIII .................... 27 X ......Respostas Apologéticas de Falsos Ensinamentos Espíritas.............. 17 IV ...........................

.........106 IV .....................Crenças do Islamismo (IM A N ).116 VII ............130 X —A Escritura Sagrada do Islamismo —o Alcorão.167 VI ..............................................................................Causas da Expansão Vitoriosa dos Árabes.....................................A Vida de M aom é....................................................................O Nome D aim e...................................................................................................................................................... ISL A M ISM O I ................... 156 SAN TO D AIM E I .....................Rejeição à Teologia C ristã....................................Introdução......o Livro Sagrado M uçulm ano.......... 175 ............................................ 101 II .....Práticas do Islamismo (D IN )........161 II —Efeitos do C h á .................................. 169 VIII ....Introdução.................Como Responder às Objeções M uçulm anas.....................................................................O Fundador..........................113 VI ....................................................................................................122 IX ......................164 IV .Um Culto absurdo.............151 XIII —Bibliografia Recom endada............A Formação do Alcorão .Doutrinas e Refutações.110 V ...............Festividades....................................................163 III ............................................A Aparição de Nossa Senhora da Conceição.a Resposta C ristã..................... 173 IX ................................. 102 III ....................................................143 XII —Outros Elementos Que Devemos Saber para Compartilhar o Evangelho Com os M uçulm an o s..........141 XI —O M ilagre do Alcorão ...............Evidências da V erdade................................ 165 V —H istó ria..................................................................119 VIII .....................................168 VII ..

...............................................................................................224 IV .....As Inovações..................................................C o n clu são .........................................Introdução........... 209 II ..............200 X .............Seus Ensinos......... 182 V —E m blem a..............O Nome Y E H O SH U A ........... 181 IV —Fonte de Autoridade R eligiosa......................................................Credo dos Adeptos do Nome YEH O SH UA e Suas Variantes............................................................... 191 IX —Outros Ensinos Peculiares.................................226 ..........H istó ria....................................................................................................................................... 225 V .Comparação de Taniguchi com Jesus C risto...............................185 VII ........................ IGREJA SEICH O -N O -IE I .............................205 AD EPTO S DO N O M E YEH O SH UA E SUAS VARIANTES I ......................Identifica-se com o Cristianism o?.........179 II ...................................186 VIII .............................180 III ............................................................183 VI —Publicações................ 210 III .................................................................................................Fundação no Brasil...G lossário...

ESPIRITISMO .

quando ainda estava sob a direção de Deus. A Bíblia é o livro. 8. Lv 20.18. que nos dá a história do espiritism o. antes da sua apostasia. O rei Saul. os magos repetiram alguns dos milagres de M oisés (Êx 7. entabulou conversação com a m ulher e assim conseguiu ludibriá-la (Gn 3. que a primeira sessão espírita se realizou no Jardim do Éden.27). incorporando o diabo.24-25). já nas portas de Canaã. baniu os praticantes do espiritismo em todas as suas modalidades (1 Sm 28. ela m ostra que os antigos egípcios foram praticantes de fenômenos espíritas.9-12). quando os magos foram chamados por Faraó para repetir os milagres ope­ rados por M oisés. dentre outros. O Antigo Testamento também indica como am aldi­ çoados por Deus pessoas com ligações com espíritos familiares e feiticeiras (Lv 19.31. da mesma forma como o fez o reto reijosias após ele (2 Rs 23. Deus advertiu o povo de Israel contra os perigos do ocultismo dentre os quais se destacava a mediunidade como prática abominável à sua vista (Dt 18.6). E pode-se dizer mais. M ais tarde.I . quando a serpente.In tro d u ção Em certo sentido. O profeta Isaías também se dirigiu aos antigos espíritas que vaticinavam para o povo de Israel 11 .3-9). O castigo imposto aos que desobedecessem aos mandamentos de Deus nesse particular é que seriam condenados à morte (Ex22. Começando no Êxodo. Quando M oisés apareceu diante desse monar­ ca com a divina incumbência de tirar o povo de Israel da escravi­ dão egípcia.1-5). pode-se afirmar que o espiritismo é a reli­ gião mais antiga do mundo.18). 20.10-12.

2 C r 33.13-14). diz-nos a Bíblia. 47.3. seja por meio de adivinhação. Igualmente.19. caldeus e cananitas.12.6). encantamentos. estavam envolvidos com essas práticas e têm continuado através dos séculos (M q 5.6. feitiçaria. 19. a queda do rei M anassés se deu como resultado das suas práticas ligadas ao espiritismo (2 Rs 21.9.que essa prática era inútil e detestável aos olhos de Deus (Is 8. Na 3. A Bíblia também registra a tentativa de o homem procurar conhecer o futuro e os mistérios do universo. 12 . Egípcios.4).

Condado de W ayne. e C ata­ rina. Na referida casa. percebia-se ali o movim ento de objetos. em 1847. A í residia a fam ília do Dr. geralm ente construídas de madeira.II . Freqüentemente esses fenômenos pareciam vir do quar­ to onde dormiam as duas irmãs. e as filhas M argarida. houve um recrudescim ento do espiritism o no sítio de H ydesville. mudou-se de casa. pas­ sou a habitar a fam ília Fox: pai. 23 anos. Era um lugar muito pobre de casas e de hum ilde aspecto. Notava-se que naquela residência aconte­ cia algo de anormal que obrigava os seus moradores a mudar-se. M argarida Fox. 13 . apelidada Katie. esposa do Dr. A fam ília Fox alugou uma casa tida como assombrada. tendo várias vezes ouvido bate­ rem à porta e quando ia ver quem era não encontrava ninguém. Chamados os vizinhos. João. mãe e as duas meninas . O último inquilino antes da fam ília Fox fora um homem cham a­ do M iguel W eekman. Como essa cena se repetia cons­ tantem ente. Seus pais eram metodistas.H is t ó r ic o do A n t ig o e M oderno E sp ir it ism o Em 1848.Katie com 12 anos e M aggie com 15. constituída pela Sra. que era mais velha do que M aggie. isso ocorrendo repetidamente. M esmo quando o quarto estava fechado. Neste mesmo ano a casa era novamen­ te perturbada por estranhas manifestações. O casal Fox tinha dois filhos que moravam fora da casa paterna: David e Ana Leah (ou L ia). cujo apelido fam iliar era M aggie. nos Estados Unidos. João Fox. ruídos inexplicáveis faziam-se ouvir com tal intensidade que a fam ília não conseguia repousar. mesas e cadeiras que giravam. móveis que arrastavam. Estado de Nova York. aborrecido. perto da cidade de A rcádia.

Não se pôde desco­ brir a causa real daquelas m anifestações. os mesmos estalos se repro­ duziram e em número igual. Katie repe­ tiu os estalos e os mesmos se fizeram ouvir de novo. procurou im itar com estalar de dedos aqueles sons m iste­ riosos e para surpresa delas. Por meio de outras perguntas. certa noite. A notícia de que era possível falar com os mortos por intermédio de seu espírito logo se espalhou e a casa da família Fox começou a ser freqüentada pelos vizinhos. curiosa. resolveram mudar-se para Nova Iorque. Uma das pessoas presentes deu ordem 14 . a fam ília decidiu se mudar de cidade. Certa noite. estava a senho­ ra Fox conversando com outras duas pessoas. Os investigadores dessas manifestações notaram que o fenô­ meno só se produzia na presença da jovem Katie Fox. foram informadas que o tal espírito era a alma de Carlos Ryan assassinado naquela casa e que fora enterra­ do na despensa. dando dois toques e negativamente dando um toque. obtendo resposta exata. e tudo foi inútil. atribuindo- lhe um certo poder que vieram a chamar de mediunidade. Após quatro meses nesta cidade. quando Katie comentava com sua mãe tais coisas. quando de súbito a mesa se agita e se eleva no ar. que ali iam passar noites em consulta ao espírito. de súbito. Todos os meios de vigilância foram colocados em ação para descobrir de onde procediam aquelas batidas. Ouviram dez pancadas! Perguntou-lhe qual era a idade de cada uma de suas filhas. Desta m aneira. Em vista do crescente progresso espírita. A fam ília percebeu que a causa produtora era inteligen­ te. veri­ ficou tratar-se de um espírito que respondia afirm ativam ente. Surpreendida e. sentada em volta de uma mesa. apesar das numerosas pesquisas.eles foram testemunhas dos mesmos fenômenos. pois. transferindo-se para Rochester. A senhora Fox pediu ao misterioso visitante que contasse até dez.

M aggie (M argarida) m anteve-se em pé sobre o palco. enquanto a Sra. sem reservas. o espiritismo assumia sua feição definitiva. No dia 21 de outubro de 1888. Desta maneira. Lia logo atribuiu aos espíritos a locomoção espontânea da mesa. teve a idéia de invo­ car outros espíritos e assim muitos dos que assistiam àquelas sessões espíritas foram levados pela curiosidade ou pelo desejo de também se tornarem célebres a repetir. Tremendo e possuída de intensos sentim entos. M argareth Fox Kane realizou pela prim eira vez seu intento de. por conta própria. de tal modo que pela América do Norte as sessões espíritas se foram multiplicando rapidamente. denunciar publicamente o espiritismo e seu séquito de tru­ ques. nos Estados 15 . demonstrou a falsidade de tudo quanto no passado fizeram sob o disfarce da mediunidade espírita: A Sra. Apresentou-se à Academia de M úsica de Nova York peran­ te numerosa e distinta assembléia e. Lia. inteiro assentimento a tudo que a irmã dizia (The W orld. com os próprios lábios. 444). M ONUM ENTO AO E SPIRITISM O M ODERNO O Congresso Internacional de E spiritism o reunido em Paris no ano de 1925 aprovou unanimemente a proposta de erigir um monumento comemorativo em H ydesville. com suas irmãs.1888. por sua presença.10. Catharine Fox Jencksen assistia de um camarote vizinho. a irmã mais velha. fez uma aberta e extremamente solene abjuração do espiritismo. e a movimentação cessou. a Sra. as experiências e as evocações dos espíritos. dando. Essas meninas se tornaram médiuns e durante 30 anos pro­ duziram fenômenos que se tornaram conhecidos em várias partes do mundo. 22. citado no livro “O Espiritismo no Brasil”. p. à mesa.

em H om en a gem à m ediunidade.Unidos para comemorar as primeiras manifestações espíritas. 16 . em com em ora çã o das rev ela çõ es do espiritis?no m o d ern o em H yd esville. A m orte não existe. N ova York. que tiveram lugar a 31 de março de 1848. nas pessoas das então meni­ nas Katie e M argareth Fox. base de todas as dem onstrações sobre que se apóia o esp iri­ tismo. N ão h á m ortos. O monumento recebeu a seguinte ins­ crição: E rigid o a 4 d e d ez em b ro d e 19 2 7 p e lo s esp iritista s d e tod o o m undo. a 31 d e m a rço d e 1848.

não como adeptos. onde eram expostos os processos empregados para obter-se os curiosos fenômenos. é fundada a Bibliothek des Spiritualismus fur Deutschland y Spirite Studien. por meio de uma carta. ouvindo-se ruídos. O espiritis­ mo na Alemanha contava entre os seus principais adeptos o astrô­ nomo Zoellner. Posto fielmente em prática. o espiritismo passou para a Europa. indo prim eiram ente à A lem anha. Na Europa Dos Estados Unidos. Neste mesmo ano de 1852 o espiritism o era introduzido na Escócia e logo depois na Inglaterra. mas como estudiosos dos chamados fenômenos psíquicos. foi infalível: as mesas gira­ ram. Neste país. professor de Física na Universidade de Leipzig.III . 17 . Rússia e França. Em 1869. que se dedicou a experiências espíritas de 1877 a 1881. numerosos pesquisadores lhe dedicaram atenção.

a experiência das mesas giratórias era grandemente disse­ minada. O barão de Guldenstubbé ao entrar em contato com as mesas giratórias ficou muito impressionado pelo caráter inteli­ gente que revestia o movimento da mesa e publica.IV -N a França A notícia dos fenômenos misteriosos que se produziam na A m érica suscitou na França intensa curiosidade e. 18 . não se tomavam essas manifesta­ ções a sério. chegando quase a extingui-lo. a moda era interrogá-las sobre as mais fúteis questões. Nos salões. em pouco tempo. Os jornais. Durante os anos de 1851 e 1852. um livro intitulado “L a Réalité des E spirits” relatando as primeiras experiências deste fenômeno. ridicularizando esse novo fenômeno. as revistas e as academias protestaram . essas práticas eram vis­ tas apenas como divertimento. em 1857.

Pedro Franco Barbosa. o D iário de P ernam buco.V . em Paris. 19 . Bahia. México. 68). de Fortaleza. destas revelações a uma nova religião. Foi assim que o espiritismo no Brasil conquistou adeptos. depois de terem feito sucesso nos Estados Unidos. que toda a sociedade se colocava em torno das mesas esperando algum movimento. sob a direção de Luiz OlímpioTeles de Menezes. com o nome de Grupo Familiar de Espiritismo. foi o primeiro a publicar matéria pela primeira vez sobre as mesas girantes da Europa e dos Estados Unidos. passando da mesa rodante para a mesa falante. editado no Recife. Viena e Berlim. com doutrinas e práticas opostas ao Evangelho de Jesus Cristo. Este fundou no mesmo ano o primeiro cen­ tro espírita. A primeira sessão espírita realizada no Brasil ocorreu em Sal­ vador. Londres. Duas semanas depois. O J o r n a l Cearense. a quem se dá o n om e de m édium (“Espiritismo Básico”. p. as mesas começaram a dançar em 1853. da mesa inteligen­ te à relação com os mortos. No dia 2 de julho de 1853. grande era a curiosidade. FEB. no dia 17 de setembro de 1865. informava a seus leitores que. em sua edição de 14 de junho de 1853. 2a edição. o mesmo jornal informa sob o título de A R otação E létrica.0 J o r n a l do C om ércio. do Rio de Janeiro. informava aos seus leitores sobre a evocação de almas por meio das mesas girantes: A evocação sefa z p o r in term édio d e um ilu­ m inado.O E s p ir it ism o no B r a s il No Brasil. os fenômenos que empolgavam Paris. na edição de 19 de maio de 1854. no dia 30 de junho. da comunicação com os mortos a novas revelações.

Nova Iorque. Estes foram os prim eiros livros publicados no Brasil. M adri. “O Céu e o Inferno”. p. Neste mesmo ano o Grupo C onfúcio publicou a tradução de várias obras de Kardec. Garnier. redigida e dirigida pelo Dr. com a fundação da S ociedade de E studos E spiríticos —G rupo C onfúcio.L. sob a direção dos Drs. com 56 páginas. FEB. E m 28 de novembro de 1873. O primeiro movimento organizado do espiritismo. sendo Luís de M enezes o primeiro presidente. Fran­ cisco de Siqueira Dias Sobrinho.” Pedro Franco Barbosa. Antônio da Silva Neto. é desfeito o G rupo F a m iliar do E spiritism o. Era o segundo periódico espírita do Brasil e o primeiro do Rio de Janeiro. “O Evan­ gelho Segundo o Espiritism o”. que até então era a capital do Império. sem caridade não h á verd a d eiro espírita (“Espiritismo Básico. recebia mensagens de seu patrono e tinha como guia espiritual um espírito chamado Ismael. fundando-se a sociedade científica. Em julho de 1869. C risto e C aridade sob a orientação de Bittencourt Sampaio. sem caridade não h á sa l­ vação. Paris. praticava a homeopatia e aplicava passes nos doentes. O G rupo C onfúcio tinha como divisa. sob o título de A ssociação E spírita B rasileira. 70). funda-se a S ociedade d e E studos E spíritas Deus. Luís Olímpio publica “O Eco do Além Túmulo —M onitor do Espiritismo no B rasil”. Em I o de janeiro de 1875. circulando no Brasil e em capi­ tais estrangeiras como Londres. Em 20 de maio de 1877. pela editora B. 2a edição. o primeiro jornal espírita do Brasil. Em 23 de março de 1876. pseudônimo de Joaquim Carlos Travassos: O “Livro dos Espíritos”. em 1878. presidente e Antônio da Silva Neto. que se revelou como diretor espiritual do Brasil. e. o Grupo C onfúcio lançou a R evista E spírita. também de Antônio Luís de Sayão. começou em 2 de agosto de 1873. “O Livro dos M édiuns”. a cargo de Fortúnio. no Rio. membros dissidentes da Sociedade fundaram a Con­ 20 .

foi fundada a R evista R eform ador. orga­ nizada em I o de janeiro de 1884. M inas Gerais. 40. outros componen­ tes da mesma Sociedade fundam o Grupo E spírita Caridade. onde reside. mais conhecido como Chico Xavier. Natural da cidade de Uberaba. O nome mais conhecido do espiritismo kardecista brasileiro é o do médium Francisco Cândido Xavier. Tudo isso faz do Brasil o maior país espírita do mundo. entre eles alguns dos mais famosos tanto em Portugal como no Brasil. que recorrem a seus serviços mediúnicos em busca de ajuda espiritual e também de curas físicas. 21 . p.grega çã o E spírita A njo Ism ael. Ele é muito procurado por pessoas de todas as classes sociais. ela praticamente desapareceu na França onde nasceu. bem como o Grupo Espírita Confucio. Essas instituições. ocasionando a formação de federações de âmbito estadual. 328 dos quais eram poetas. vindas de todos os lugares do país. Em 1883. que mais tarde veio se tomar o órgão oficial da Federação E spírita Brasileira. Enquanto a doutrina espírita cresce no Brasil. de 10/4/1991. Chico Xavier já incorporou os espíritos de 605 autores mortos. De acordo com a revista Veja. A partir de então se multiplicam os grupos e centros espíritas. desaparecem em 1879. No ano seguinte.

precisa desenvolver-se São as palavras dos espíritas quando se deparam com pes­ soas com problemas ligados à insônia.C a u s a s d a D i f u s ã o d o E s p i r i t i s m o n o B r a sil São variadas as causas para que o espiritismo. Eis algumas razões: 1. em todas as suas formas. Com isso. como apregoam far­ tamente os seguidores de Allan Kardec. f o i an u nciada no citado cen tro um a sessão d e p ergu n ta s e respostas e fo i 22 . 2. en tã o com sete anos d e idade. C erta ocasião. Envolvendo-se com o espiritismo. a ponto de nosso país ser considerado o maior país espírita do mundo. perturbação. julgando que as conseqüências serão fatais. VI . progredisse tanto no Brasil. Veja o relato de uma pessoa envolvida por esse meio: No dia 16 d eju lh o de 1933 m orreu m in ha irm ã. e. tristeza. nos disse que h a via en trad o em con ta to com o esp írito da m en ina m orta e que ela esta va ansiosa p o r fa la r conosco. arre­ pios e por aí afora. E lá se vai a pessoa cheia de esperança de ver-se livre desses incômodos inexplicáveis. Você é um médium . u m a fa m ília das prox im idades de B em idji. Logo a idéia do espírita é que essa pessoa está sob a pressão de espíritos opressores e precisa desenvolver a mediu- nidade num centro espírita. pois é aberta a possibilidade dessa comunicação com o ente morto. M in nesota. A fam ília toda fi c o u a lvoroçada e com bin am os nos en con tra r em B em id ji na ocasião m arcada p a ra a sessão. vem em seguida o temor de sair. d eu -se o en volv im en to . logo depois. A grande saudade dos mortos Essa saudade é habilmente explorada pelo espiritismo.

S egu n d a p e rg u n ta : Ó tu. pp.orien ta do que as p ergu n ta s d everia m ser de ordem espiritual. em p rofu n d o transe. Editora M undo Cristão. p o r que d u vid a s? P or que não crês? Tens estado con osco. e que E le é o S alva dor do m undo . crês que Jesu s é o S alva dor do m u n do? R esposta: M eu filh o . g ra n d e e in fin ito E spírito. F oi d iri­ g id a a p rim eira p ergu n ta ao espírito m en tor se ele cria que Jesu s era filh o de Deus. 1977. Os sons turbu len tos su geriam espíritos num ca rn a v a l de confusão (“Eu Falei com Espíritos”. f o i arrem essado de sua cadeira. Jesu s é o F ilho de D eus. m eu filh o . 23-24). Crê apenas com o diz a Bíblia. 23 .por que con tinu as a d u vid a r? T erceira p erg u n ta : Ó espírito.crês que Jesu s m orreu na cruz e d erra ­ m ou seu sa n gu e p a ra a rem issão d e peca dos? 0 m édium . F oi ca ir bem no m eio da sala d e estar eg em ia com o se estivesse sen tin d o p rofu n d a dor. R esposta do espírito m entor: É lógico. crês que Jesu s é o F ilho de Deus.

Inteligência Universal. no Rio de Janeiro (M eyer). idéia mais divulgada a partir de 1970.A Saga de A lziro Zarur”. Não crê que Cristo tivesse corpo real e humano. de pais sírios. A Legião da Boa Vontade O nome do fundador completo é Alziro Elias Davi Abraão Zarur e nasceu aos 25 de dezembro de 1914. seguindo a linha de pensamento de João Batista Roustaing. Luiz José de Mattos nasceu em Portugal (Traz os Montes em 3 de janeiro de 1860). Aquele que está filiado à F ederação E spírita B rasileira e para quem A llan Kardec é considerado o M estre D ivin o. que eram católicos ortodoxos. Racionalismo Cristão Fundado em 1910. Formada 24 .D iv is õ e s do E s p ir it is m o no B r a s il O Espiritismo Kardecista Pode ser chamado de espiritismo ortodoxo. Cultura Racional Fundada por M anoel Jacintho Coelho. em 1935. por Luiz de Mattos. Umbanda Seita afro-brasileira que é divulgada mais como folclore do que como religião. quando alcançou fama nacional. Considerava-se ele a reencarnação de A llan Kardec como declara no livro “Jesus . V II . Pos­ sui templos suntuosos em várias regiões de São Paulo. É o maior grupo. Aceita a metempsicose (retorno do espí­ rito do morto a seres inferiores). embora advogue esta última condição. Épan- teísta e fala de Deus como O Grande Foco.

A F ra tern id a d e R osacru z de M ax H eindel. Aceita a doutrina reencarnacionista. Ordem Rosacruz Com suas várias organizações como: A M O RC (A ntiga e M ística Ordem Rosae Crucis). seres elementares da natureza. Evoca. mais conhecido como Akhenaton. A rte M ah ikari. Pos­ sui espalhados pelo Brasil milhares de ta ttw a s ou centros. A fraternidade segue uma tradição mística egípcia. como movimento Hare Krishna. Igreja M essiânica M undial. Alega ser originária do reinado de Amenhotep IV. diferindo do espiritismo kardecista. a F R C (Fraternidade Rosae C rucis) de Clym er. mas evoca também os espíritos dos pretos velhos. e caboclos. Declara-se com o objetivo de desfazer os males invocados pela Quimbanda através de Exus. as seitas orientais japonesas como Seicho-N o-Ie. e outras. Finalmente. Antônio Olívio Rodrigues. Perfect Liberty. que são segundo eles. im perador egípcio no ano de 1353 a. poderíamos agrupar aqui as sociedades teosó- ficas. 25 . Léo Alvarez Costet de M ascheville). Seitas orientais provindas do hinduísm o. ameríndios e catolicismo europeu trazido pelos portugueses. A FRA (Fraternitas Rosacruciana Antíqua) de Krummheller ou a I g reja G nóstica e a O rdem C a balística da R osacru z (Igreja Expectante do Sr.pelo sincretismo de cultos afros. os Orixás.. M editação Transcendental. os espíritos dos índios mortos.Todas elas são adep­ tas do reencarnacionismo. Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento Fundado em 1909 pelo Sr.C .

. do qual o espiritism o não tem a p reten sã o d e exi­ m ir-se. p. assim com o não tem a d e satisfazer a todos.V III . Opus Editora Ltda. não dos adversários. Seus en sin am entos são d iv u lga d o s e todos p o d em ex a m in á -los (“Obras Póstum as”. m as depois d e d iscu ti-lo com con h ecim en to d e causa. nos dirigindo principalm en­ te aos livros de autoria de A llan Kardec. 1985). 1 1 2 7 .. o que ele ap rova e o que con ­ dena. que constituem a base do espiritismo. 26 . Cada um é liv r e pa ra a ceitá -lo ou re je itá -lo . E justam ente o que pretendemos fazer: analisar as doutri­ nas espíritas à luz da Bíblia Sagrada.D e c l a r a ç ã o C o m p r o m e t e d o r a Declara Allan Kardec que: Um direito im p rescritív eléo d irei­ to d e exam e e d e crítica.2a edição. E isto é fá c il porq u e ele nada tem de secreto.. Para saber qual a p a rte de responsabilidade que cabe ao espiritis­ m o em dada circunstância h á um m eio bem sim ples: in q u irir d e boa f é . m as na p róp ria fo n te.2 8 .

“O Céu e o Inferno”. codificados por Allan Kardec. que são: “O Livro dos Espíritos”. “A Gênese” e “Obras Póstumas”. “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. “O Que E o Espiritismo”. 27 . que constituem o espiritis­ mo. Estes princípios estão contidos nas obras fundamentais.D o u t r in a E sp ír it a Define-se como doutrina espírita o conjunto de princípios básicos. “O Livro dos M édiuns”.IX .

44. não podem negar que os chamados cultos afro-brasilei- ros integram tal prática. Com essa definição. 28 . portanto podem ser também reconheci­ dos como espíritas.O Q ue É um E sp ír it a A llan Kardec define como espírita todo aquele que crê nas manifestações dos espíritos (“O Livro dos M édiuns”. São considerados como integrantes do baixo espiritismo. embora não agrade aos espíritas kar- decistas. 20a edição).X . p.

um a ciência. retifica rá os erros da H istória. Seu verdadeiro caráter é. Depois. sem se d eter às abas de um a sotaina ou nos degrau s de um altar (“Obras Póstumas. a que p a rte do coração e v a i d ire­ to a Deus. a té hoje insolúveis ou m al compreendidas. a princípio.. antes de tudo. R eform a rá a legislaçã o tantas v ez es con trá ria às leis d ivin a s. o de uma ciência e não de uma religião (“O Que É o Espiritismo”. d ev erá sp ro ­ clam ar o espiritismo como única tradição realmente cristã.portanto.2a edição especial).X I . Obras Completas. 1206. Em lugares novos. M elhor observado depois que se generalizou. à fa c e do Céu e da Terra. 294.E sp ir it ism o É R e l ig iã o ? Como acontece com outras organizações religiosas que não querem assumir seu caráter de religião.” Editora Opus. p. onde os espíritas começam a penetrar. 1985). o espiritism o vem der­ ram ar luz sobre um gra n d e núm ero de questões. restaurará a religiã o do Cristo. a primeira coisa que propagam é dizer que o espiritismo não é reli­ gião. in stitu irá a verd a d eira religião. p. tiram a máscara e identificam-se como religião: 0 espiritism o f o i cham ado a desem p enh ar um p a p el im enso na Terra. 2a edição especial. Opus Editora Ltda. o espiritismo. nega essa sua condição de entidade religiosa: O espiritism o é. A hora em que. a única ins­ 29 . A proxim a-se a hora em que terás d e declarar ab ertam en te o que é o esp iritism o e m ostrar a todos on de está a verdadeira doutrina ensi­ nadapelo Cristo. a religião natural. e não cuida de ques­ tões dogm áticas. que nas mãos dos clérigos se tran sform ou em com ércio e tráfico v il.

1210) (destaques nossos). Obras C om pletas. p. 30 . 2a edição especial.” E ditora Opus. O Cristianismo tem seus fundamentos históricos e doutri­ nários baseados na Bíblia. de fato. Afirm a ser a ver­ dadeira religião. superior a todas as outras. Qualquer movimento religioso que ale­ gue ser cristão deve ter seus ensinos confrontados com a Palavra de Deus para se verificar a veracidade dos mesmos e se. podem ser chamados cristãos.titu içã o v er d a d eir a m en te d iv in a e h u m a n a (“Obras Póstumas. ainda que alguns de seus adeptos aleguem que o espiritismo seja uma filosofia ou ciência. O espiritismo reivindica ser uma religião.

Resposta apologética: Para praticar o Cristianismo em sua forma mais pura e simples. entre as quais destacamos: Ê preciso que nos façam os entender.. Não é o caso. pouco a pouco. porém . assim. eis porque nos servim os... o texto citado afirm a que A llan Kardec reco­ menda: Primeiro: nos servim os. Segundo: dam os a impressão de pa rtilh a r de suas idéias. p. Se alguém tem uma con vic­ ção bem assentada sobre uma doutrina. (Destaque nosso). 31 . de suaspalavras e damos a impressão de partilhar de suas idéias. em primeiro lugar seria preciso que o espiritismo tivesse sua base na Bíblia e suas crenças fossem as mesmas do Cristianismo histórico... Então... Com que propósito? a fim de que ele não se ofusque de súbi­ to e deixe de se in stru ir conosco.X II . a fim de que ele não se ofusque de súbito e deixe de se instruir conosco. Será? A doutrina espírita nos ensina a p ra tica r o C ristianism o em sua fo r m a m ais p u ra e simples. de suas palavras.A Fa l a c i o s a P r o p a g a n d a E spír it a O espiritism o arroga para si a condição de ser autêntico Cristianismo. é necessário que o desviem os dessa convicção. ainda que falsa. 61). Daí porque o espiritismo usa uma falsa propaganda ao fazer afirmações como as citadas e como outras. o espírita procu ra ser um bom cristão.. quase sempre. Ele sen te que precisa com bater seus próprios defeitos e p ra tica r os ensina­ m entos deJesus (“O Espiritismo em Linguagem Fácil”.

C onsiste nossa m issão em a b rir os olhos e os o u v id o s a tod os. logo em seguida. é p r eciso q ue a v e r d a d e seja in t e li g í v e l p a r a todos. M ateus 3.ELOGIOSA JESU S CRISTO Assim . dado que ele fa la v a d e acordo com a ép oca e os lu ga res. que u tilid a d e têm os en sin a m en to s dos e s p ír ito s ? P od erã o eles en sin a r a lg u m a coisa além do que en sin ou Jesu s? Os en sin a m en tos d e Jesu s eram freq ü en tem en te a legó ricos e na fo r m a d e pa ráb olas.p a ra con ­ f u n d ir os orgulh osos e d esm asca ra r os hipócritas. esses que ex terio r­ m en te se re v e s te m das a p iireu cia s da v ir t u d e e da r e lig iã o p a ra 32 . Se Jesu s en sin ou as verd a d eira s leis d e D eus.16-17. Q ual o cristão que não concordaria com essas declarações sobre Jesus e seus ensinos? Encontramos aprovação bíblica para essas declarações em Hebreus 7. coloca na boca dos espíritos as seguintes palavras que contradizem a posição antes adotada com relação à pessoa e aos ensinos de Jesus.26. nos seguintes termos: J esu s ép a ra o h om em o tip o d e p e r fe iç ã o m o ra l a que p o d e a sp i­ ra r a h u m a n id a d e na terra. o espiritism o elogia Jesus Cristo dizendo: Q u a lo tip o m ais p e r fe it o que D eus ofereceu ao h om em p a ra lhe s e r v ir d e g u ia e d e m odelo ? “Jesu s. H oje. D eus n o -lo oferece com o o maisperfeito modelo e a doutrina que ele ensinou é a maispura expressão de sua lei. razão p o r que é p reciso ex p lica r e d e s e n v o lv e r esses en sin a m en tos. para atingir seu objetivo. segue-se um a declaração de A llan Kardec. p o rq u e ele esta v a a n im a d o p e lo E spírito d iv in o e f o i o ser m ais p u r o que j á ap a receu na terra. ” Em seguida. tão p o u co s são os que os com p reen d em e a n u la m enos os que o p ra tica m . (D estaque nosso). M as.

são nem p o d em d ei­ xar d e ser. apenas com entários ou apreciações.227’. Enquanto os espíritas se baseiam no ensino dos espíri­ tos. 2 Tm 3. que não poderiam . 2 Pe 1. Não rodopia ju n to à Bíblia. ter a au toridade d e um relato dos que h a via m recebido as instruções d ireta m en te do Mej/rg (“Obras Póstumas”. A llan K ardec opina sobre a B íblia afirm an do: Todos os escri­ tos posteriores. nem tem os a B íblia com o probante. O que for contra o espiritismo pode-se alegar. p. com muita pro­ priedade. reflexos d e opiniões pessoais. pois nega a ressurreição corporal . Kardec se vê com o direito de remover da B íblia tudo quanto a Bíblia mesma diga contra as práticas e ensinos do espiritismo. M as a nossa base é o en si­ no dos espíritos. Respo sta Apologética: Com essa explicação dada pelos espíritos. pp. 214. principalm ente nossa redenção por Cristo. m uitas v ez es contraditórias. 1170.15-17. Carlos Embassahy).13. d a í o n om e espiritism o. Editora Opus. O credo espírita é negativista em face das doutrinas cristãs. A B íblia não p o d e ser razão d e p eso con tra o en sin o dos esp íritos (“A M argem do Espiritismo”.. Negam eles as dem ais doutrinas cristãs. 2a edição especial). Opus Editora L tda. p 172.20-21). que fazia parte dos ensinos parabólicos ou alegó­ ricos de Jesus. Obras Com pletas. Um eminente espírita assim se pronuncia sobre a Bíblia: N em a B íblia p r o v a coisa nenhum a. em caso algum . 1985). E nós? Temos a Bíblia como regra de fé e conduta para a vida e o caráter do cristão (1 Ts 2. sem ex cetuar os d e São Paulo. os cristãos se baseiam na Bíblia Sagrada. 2 a edição especial.m elh o r ocu lta rem suas to rp ez a s (“O Livro dos E spíritos.

Poderiam. nega a deidade absoluta de Jesus. realmente. nega a existência dos anjos. nega a unicidade da vida terrestre. os espíritas ser classifi­ cados como cristãos? A resposta é óbvia: não! 34 . nega os milagres de Jesus. nega a existência do diabo e dos demônios. nega a Trindade. nega a existência do céu e do inferno. nega a Persona­ lidade do Espírito Santo. de Jesus e da humanidade. nega o pecado original.

1985). m as não tem a p erso n ificá -la n enhum a in d iv i­ dualidade. com o con ­ curso de um a leg iã o in u m er á v el d e in term ed iá rio s (“O Evangelho Segundo o Espiritism o”.XIII . A T e r c e ir a R e v e l a ç ã o Não obstante a disparidade entre as crenças espíritas e cren­ ças cristãs.. 35 . alegam os espíritas que eles surgiram na História como a terceira revelação de Deus aos homens. 2 a edição especial. p o rq u e éfr u to do en sin o dado. Editora Opus Ltda. não p o r um hom em . a do N ovo T estam ento a tem no Cristo. em todos os p o n tos da Terra. A lei do A ntigo T estam ento t e v e em M oisés a sua person ifica ção. p. mas p elo s espíritos. que são as voz es do céu. 550. O espiritism o é a terceira r e v e ­ lação da L ei d e Deus.

onde estudou sob a direção do famoso mestre Pestalozzi. em Paris. na rua Sèvres 35. em Lyon. Inúmeras vezes. e Jeanne D uhamel. nasceu aquele que mais tarde devia ilustrar o pseudônimo de Allan Kardec (“Obras Completas”-E ditora Opus. em Paris. o inglês. para esse empreendimento. no dia 3 de outubro de 1804. quando Pestalozzi era solicitado pelos governos. antigo tabelião e proprie­ tário. e de Julie Louise Seigneat de Lacombe. sua esposa. tinha conhecimentos também do holandês e com facilidade podia expressar-se nesta língua. após completar todos os estudos médicos e defender brilhan­ tem ente sua tese. Editora Opus. o qual entrava como sócio capitalista. 1985). na França que.X IV . Ela era filha de Julien Louis Boudet. Hippolyte Léon Denizard Rivail nasceu às 19 horas. 1). Encontrou destaque no mun­ do das letras e do ensino ao qual freqüentava. fundou.2a edição espe­ cial. a qual conquista o seu cora­ ção. p. Fizera socie­ dade com um tio. vindo a conhecer a senhorita Am élie Boudet. o italiano. uma escola idêntica à de Yverdun. confiava a Denizard Rivail o trabalho de substituí-lo na direção da escola. depois de dois anos. m agistrado. filho de Jean Baptiste A ntoine R ivail. Am élie nasceu em 36 . ju iz .” Allan Kardec.A llan K ardec Foi. para criar institutos como o de Yvernun. p. moradores de Lyon. 76 (“Obras Completas. de quem recebeu grande influência. 1 . Conhecia e falava corretam ente o alemão. rua Sala. Seus prim eiros estudos foram feitos na sua terra natal e completou a sua bagagem escolar na cidade de Yverdun (Suíça). irmão de sua mãe. o espanhol. Foi isento do serviço m ilitar e. Bacharelou-se em letras e ciências e doutorou-se em M ed i­ cina.

Thias (Sena). em colaboração com Lévi-Alvarès. “M em ória sobre estudos clássicos”. Rivail liquidou as dívi­ das. segundo o M étodo de Pestalozzi. literário e fi­ losófico”. física. em 1846. astronomia e anatomia. “M an ual dos exames para os certificados de habilitação: soluções racionais das perguntas e dos problemas de Aritm ética e de Geometria”. “Gramática francesa clássica” em 1831. Seu tio. aproveitava a noite para escrever sobre gram áti­ ca. Escreveu: “Curso Prático e Teórico de A ritm ética”. com modificações. Astronomia e Fisiologia” em 1849. O casal Denizard aplicou suas rendas no comér­ cio de um dos seus amigos mais íntimos. Em sua casa orga­ nizava cursos gratuitos de química. nada deixando aos credores. aritm ética. “Program a dos cursos ordinários de Química. era dominado pelo jogo levando essa instituição à falência. obra escrita com a colaboração de Lévi- Alvarès. “Ditados nor­ mais (pontos) para exames na M unicipalidade (H otel-de-V ille) e na Sorbonne” (1849). Este realizou maus negó­ cios. ao mesmo tempo traduzia obras inglesas e alemãs. indo outra vez à falência. dois tomos em 1824. recebendo cada um a quantia de 45 m il francos. Rivail trabalhando duro. que era sócio na escola que fundaram. Física. Escreveu os seguintes livros: “Qual o sis­ tem a de estudos mais em harm onia com as necessidades da época?”. “Catecismo gram atical da língua francesa” em 1848. em 1831. Denizard Rivail casa- se com ela no dia 6 de fevereiro de 1832. Fechado o instituto. livros para estudo pedagógicos superiores. em 23 de novembro de 1875. Escreveu ainda: “Questionário gram atical. premiado pela A ca­ demia Real das Ciências. “Plano proposto para a melhoria da educação pública”. que assina como discípulo de Pestalozzi e em que expõe processos pedagógi­ cos avançados em 1828. A senhorita A m élie Boudet era nove anos mais velha do que Rivail. fazendo a partilha do restante. de Arras. Segundo informa 37 .

espe­ cialmente da Academia Real d A rras. várias de suas obras são adotadas pela Universidade da França. Era membro de inúmeras sociedades de sábios. 38 .André M oreil.

p. Roger. um movimento da época chamado também de mesmerismo. Denizard Rivail demonstrava grande interesse pelo magnetismo animal. que p o d em o sfa z er g ir a r e an da r a vontade. um antigo amigo seu que tornou a lhe falar desses fenômenos cerca de uma hora com muito entusiasmo. Pâtier e a Sra. na rua Gange-Batelière. dizendo-lhe: Sabe o sen hor da sin gu la r p rop ried a d e que acabam de descobrir no m a gn etism o? P arece que não são u n icam en te os in d ivíd u os que m agnetizam . 1985).XV . Em maio de 1858. encontran­ do com o Sr. Rivail foi convidado a assistir às experiências que se realiza­ vam na casa da Sra. mas tam bém as mesas. porque fora criado pelo médi­ co alemão Francisco Antonio M esm er (1733-1815). Estavam presentes ali o Sr. Carlotti. o que lhe fez despertar novas idéias. No ano de 1853. quando as mesas girantes e dançantes vindas dos Estados Unidos invadiram a Europa. que morava em Paris desde 1778.A P r im e ir a I n ic ia ç ã o de R iv a il no E sp ir it ism o A inda jovem. No ano de 1855. O encontro foi marcado para terça-feira às oito horas da noite.2a edição especial. Obras C om pletas. Rivail foi à casa da Sra. os adep­ tos do mesmerismo ou magnetistas de Paris logo quiseram explicar com suas teorias magnéticas este curioso fenômeno. No final do ano de 1854. seu magnetizador. no ano de 1823.” Editora Opus. 1160. encontrou o Sr. Plainemaison. Plainemaison que explicaram a ele aquelas manifes­ tações. R esp on d eu -lh e: N ão d igo que não. n° 18. o magnetista Fortier notificou a Rivail o fenômeno das mesas dançantes que se comunicavam. No fim da conversa disse-lhe: Um dia serás um dos nossos. Fortier. Foi ali pela primeira vez que Rivail presenciou o fenômeno das mesas 39 . Veremos m ais ta rd e (“Obras Póstumas.

Numa das reuniões da Sra. Roustan e da Srta. Uma noite. seu espírito p essoa l lhe revelou que eles h a via m v iv id o ju n to s em outra existência. na resi­ dência do Sr. No dia 25 de março deste ano. Rivail aceita a revelação de ter como guia um espírito familiar chamado \A Verdade. 2a edição. e que seu n om e eraA llan K ardec (“Obras Com­ pletas. que m antenha o p ú b lico a p a r desta n ova ciên cia e o p r e - m una contra os exageros. Japhet.” Editora Opus. que o convidou para ir a sua casa para assistir às sessões semanais que se realizavam ali. Rivail passa a ser muito assíduo à reuniões (“Obras Completas”. A llan Kardec fê-la reeditar no ano de 1858. p o r in term éd io d e um m édium . que giravam. nas Gálias. Kardec fre­ qüentava sessões espíritas que eram feitas na ruaTiquetone. 1). o primeiro órgão espírita da França. Em 1856. publicando no dia 18 de abril de 1857 uma obra com o nome de: L eL ivre desE spirits (“O Livro dos Espíri­ tos”). no in tu ito de oferecer um veícu lo de com unicação a todos aqueles que se interessam p o r essas questões e d e v in cu la r p o r um laço com um aqueles que com preendem a doutrin a espírita sob seu verda deiro p o n to de 40 . Reuniu todas as informações que tinha sobre o espiritismo e codificou uma série de leis. com o do ceticis­ mo. que Jesus havia prometido enviar. Ele aceita o convite e. saltavam e corriam. na casa do Sr. que morava na rua Rochechouart. Rivail conheceu a família Baudin. Este livro alcançou grande repercussão. p. e cuja exis­ tência ele assim justificou: N ão se p o d e con testa r a u tilid a d e d e um órgão especial. É essa lacuna que nos propusem os p reen ch er com a pu blica ção desta revista. no tem po dos D ruidas. 1160). esgotando rapida­ mente a prim eira edição. Plainemaison. em condições tais que não houve mais dúvida nele. Depois ficará sabendo que se trata do Espírito Santo. neste mesmo ano em janeiro ele publica a Revue Spirite (“Revista Espírita”). 1985 p. desde então. o Espírito da Verdade. Baudin. tanto da credulidade excessiva. sendo médium uma de suas filhas.

morreu em Paris. com explicações das parábolas de Jesus. aplicação e concordância da mesma com o espiritism o. a “Gênese. morrendo em 21 de janeiro. 59). “Imitação do Evangelho Segundo o Espiritism o”. Em 1862.” Pedro Franco Barbosa. FEB. com a qual completa a codi­ ficação da doutrina espírita e o nome de Allan Kardec passa a figu­ rar no Novo Dicionário Universal. 25 (G aleria Santana. 2a edição.vista moral.p. como filósofo. Em I o de agosto de 1865. na rua Santana. em abril de 1864. de Lachâtre. 53). lançou nova obra com o título de “O Céu e o Inferno” ou a “Justiça D ivina Segundo o Espiritismo”. Hippolyte Léon Denizard Rivail . com a idade de 89 anos sem deixar herdeiros diretos. que mais tarde foi alterado por o “Evangelho Segundo o Espiritismo”. considerado como a obra mais importante sobre a prática do espiritismo experimental. Kardec interpreta os sermões e as parábolas de Jesus. publicou “Uma Refutação de C ríticas contra o Es­ piritismo”. Sobreviveu até 1883. fazendo de maneira que concordem com seus ensinos e com as crenças espíritas e ani- mistas que sempre existiram. ou seja.Allan Kardec . os milagres e as predições segundo o espiritismo”. que sur­ giu na primeira quinzena de janeiro de 1861. a p rá tica do bem e da caridade eva n gélica p a ra com o próx im o (“Espiritismo Básico. sucumbindo pela ruptura de um aneurisma. Editou ainda outros livros: “O Livro dos M édiuns”. E em I o de abril funda a S ociedade P a risien se de E studos Espíritas. 41 . A senhora Rivail contava com 74 anos quando seu esposo morreu. emjaneiro de 1868. com 65 anos de idade. no dia 31 de março de 1869.

em Tours. Seus pais foram A nn e-lucie e o mestre de pedreiro e ferroviário Joseph Denis. retor­ na em Bordéus. Dedica-se ao desenho. sobretudo. em Foug. Nessa nova Bíblia (o espiritismo) o papel de Kardec é o de sábio e o papel de Denis é o de filósofo.X V I . SP): L éon D enis f o i o con solidador do espiritism o. com o g era lm en te se pensa. conhecimentos que aprofunda graças às numerosas viagens que faz pela França. Cursou as primeiras letras em Estrasburgo. Seu encontro com o espiritismo se 42 . em 12 de abril de 1927. ap rofu n dar o aspecto m oral da d ou trin a e. Preocupado com as ques­ tões filosóficas e religiosas. de Gastão Luce (Edicel. Nasceu em I o de janeiro de 1846. estuda com grande interesse a História e as Ciências Sociais. Inglaterra e África (Tunísia). que agora serve na estrada de ferro de M oux. Herculano Pires. Suíça. Espanha. con tin u a r as pesquisas m ediúnicas. mas interrompe os estudos para ajudar o pai. na Lorena fran­ cesa. funcionário da Casa da M oeda. mas de novo os abandona para auxiliar o genitor. N ão f o i apenas o su bstituto e con tin u a d or de A llan K ardec. Itália. no prefácio do livro “Vida e Obra de Léon Denis”. à geografia e à contabilidade. com a idade de 81 anos incom pletos. con solidá-la nas p rim eira s décadas do século. C abia-lhe d esen v o lv er os estudos doutrinários. D enis tin h a um a m issão quase tão gra n d iosa quanto a do Codificador. depois. im p ulsion ar o m o vim en to espírita na F rança e no mundo. e morreu emTours. onde trabalha carregando cerâmica e estuda à noite. o C o n s o l id a d o r D izJ.L éo n D e n is .

em Paris. realizado no mês de setembro. rea­ lizado em 1905. como m édium vidente e psicógrafo. C ongresso In tern a cion a l de 1900. Serviu como tenente na guerra de 1870.deu quando Léon tinh a 18 anos de idade. C ongresso deL iège. desastrosa para a França. de Lyon”. do Espírito Azul e de Jerônimo de Praga. realizado de 14 a 18 de maio de 1910. reali­ zado também em Paris. C ongresso E spírita U n iversa l d e B ruxelas. Escreveu vários livros. cujapresidência de honra coube a Denis. na Bélgica. “O M undo Invisível e a Guerra” (1919). como também não se casou. (1885). da qual os espíritos sempre lhe falavam. ao qual Denis compareceu como delegado da França e do 11 . “Depois da M orte”. recebia mensagens de Sorella (Joana D ’arc). do qual Léon Denis foi nomeado presidente efetivo. pois entendia que seu tempo devia ser todo dedicado à doutrina. à sua missão. “O Por que da Vida”. D enis se encontrou algum as vezes com A llan Kardec e. e convidado para a vida política recusou. no mês de setembro. do Destino e da Dor”. “O Grande Enigma”. lendo o “Livro dos Espíritos”. entre eles: “O Progresso” (conferências). “Cristianismo e Espiritismo” (1889). “Resposta de um Velho Espírita a um Doutor em Letras. “A Verdade sobre Joana D ’arc” (1912). “No Invisível” (1903). “O Problema do Ser. Participou de inúmeros congressos espiritualistas mundiais como: C ongresso E spiritualista In tern a cion a l de 1889.

realizado em 1913. realizado em 1925. III C ongresso E spírita In terna cion al. do qual participaram Denis e Gabriel Delanne. C ongresso d e G enebra (II Congresso E spírita U niversal). de que foi presidente. em Paris. 44 . aos 80 anos de idade. em maio. a pedido de seus guias espirituais.Brasil. Jerônimo de Praga e Joana D ’arc.

p. 888). 534). p o rq u e é fr u t o do en sin o dado. em todos os p o n to s da Terra. p. No Livro “Evangelho Segundo o Espiritismo”. p. com o concurso d e um a legiã o in u m erá v el d e in term ed iá rios (“Evan­ gelho Segundo o Espiritismo.V is ã o E sp ír it a da B íb l ia Allan Kardec arroga ao espiritismo a condição de ser a ter­ ceira revelação de Deus.” Editora Opus. a do N ovo T estam ento a tem no Cristo.” Editora Opus. p. que são as voz es do céu. Obras Completas. a í está um a característica essencial e de g ra n d e im portância (“A Gênese. A L ei do A ntigo T estam ento te v e em M oisés a sua p erso n ifica ­ ção. depois por meio de Jesus com o Novo Testamento e. como a consumação pelos espíritos: A proxim a-se a hora em que d everá s apresentar o espiritism o ta l com o é. O espiritismo é a terceira revelação da L e i de Deus. a Terceira não o é em in d ivíd u o algum . m as não tem a p e r s o n ificá -la n en h u m a in d ivid u a lid a d e. dem on stran do a b ertam en te on d e se en con tra a verdadeira dou­ trina ensinadapelo Cristo (“Obras Póstumas. não p o r um hom em . mas p elo s espíritos. A terceira coletiva . 1178). Obras Completas. Obras Completas. 45 . Obras Completas. que vem completar a revelação inicial dada a Moisés com o Antigo Testamento.” Editora: Opus. por fim. (Destaque nosso). 1178) (destaque nosso).X V I I .” Editora Opus. no Cristo. A P rim eira R evelação era person ifica d a em M oisés. As duas prim eira s são individuais. Allan Kardec escreveu que: O C ristianism o e o espiritism o en sin am a m esm a coisa (“Evangelho Segundo o Espiritismo. a Segunda.

” Editora: Opus. nem uma revelação sobrenatural (“Cristianismo e Espiritismo. Como Kardec expressou que o espiritismo é uma revelação que procede de Deus. não p od eria a B íblia ser considerada a p a la vra de Deus. p o r se ligarem a costum es que não são m ais os nossos.. desenvolvi­ dapela ciência. tom ada ao p é da letra. dando p o r essa fo r m a p ro fu n d o g o lp e nas crenças se­ cu lares (“A Gênese. expressou sua opinião sobre a Bíblia assim :. o filósofo do espiritismo. Vejamos o que Kardec diz a respeito da Bíblia: A Bíblia contém evidentementefatos que a razão. 564). vcrifica-sc que o espiritismo ensina o opos­ to do Cristianismo. então essa revelação deve confirmar o que fora revelado pelas duas anteriores.” Léon Denis. (Destaque nosso). A melhor maneira de verificar essa afirmação é conferir o que diz o espiritismo e o que ensina a Bíblia. p. Os erros que nele se arraigam são d e origem hum ana (“O Evangelho Segundo o Espiritismo. Obras Com pletas. in q u estion a velm en te os erros da G ênese mosaica. e outros que p a recem sin gu la res e que repugnam . Se o espiritism o ensina as mesmas doutrinas que o C ris­ tianismo. nãopode hoje aceitar.portan to. Todas as verdades se encontram no Cristianismo. e a im possibilidade m a teria l de que as coisas se passassem con form e o m odo p e lo q ual estão a í tex tual­ m en te narradas. p. 46 . é de se esperar que os seus ensinamentos concordem com as palavras de Jesus e dos apóstolos. 7a edição. FEB. 267). 911). A ciên cia leva n d o as suas in vestiga ções desde as en tran has da terra a té às p rofu n d ez a s do céu dem on strou ..” Editora: Opus. p. Obras Completas. Com essas declarações tio próprio codificador do espiritis­ mo a respeito da Bíblia. Léon Denis.

desde que possam usá-la como desejam. A Bíblia passa a ser então apenas obra de consulta. P orque em verd a d e vo s d igo que. ep erfeita m en te instruí­ do p a ra toda a boa obra (2 Tm 3. elem en to de reforço (p. p a ra in stru ir em ju stiça . não faz diferença se é ou não a Palavra de Deus.18). nem um jo t a ou um t il se om itirá da lei. através de duas de suas maiores autoridades. N ão os apresentam . ep ro v eito sa p a ra ensinar. Carlos Imbassahy declara: Em m atéria de escritura. sem que tudo seja cum prido (M t 5.. a nossa base é o ensino dos espíritos. no que se referem . p a ra redargüir. p orém . quando neces­ sário. colocando-as ao nível de uma mera compilação de fatos his­ tóricos e lendários. senão com ofon te d e luz subsidiária.Pois. nem tem os aB íblia com op rob a n te. Resposta apologética Toda E scritura é d iv in a m en te inspirada.. o espiritismo utiliza a linguagem de outras crenças com o propósito de ganhar adeptos: 47 . 126). O próprio Allan Kardec reconhece que. p. Como lemos.16-17). os espíritas. o espiritism o. a té que o céu e a terra p a s­ sem. n em a B íbliap rovacoisan en h u m a. Para que o hom em deD eu s seja p erfeito . é tão u n ica m en te aos E van gelhos. N ão assen ta seus p rin cíp io s nas Escrituras. Os espíritas quando querem dizer que são cristãos. d a í o nom e espi­ ritism o (“À M argem do Espiritismo”. com o p rova . p a ra corrigir. 219). nega a revelação divina das Escrituras. usam as Escrituras. citando-as como lhes con­ vém para apoiar suas teorias espíritas. O esp iritism o não é um ram o do C ristianism o com o as dem ais seitas cristãs.

infalível em seu conteúdo. d e suas p a la v r a s e dam os a im pressão de p a rtilh a r d e suas idéias. a in d a que fa lsa . Se a lgu ém tem um a con ­ v icçã o bem assen tad a sobre um a d ou trin a .2a edição. p o rém p o u co a pou co.” Editora: Opus. como lemos nas declarações acima. Fica evidente. 1985). Obras Completas. que o espiritismo. é necessário que d esviem os dessa con vicção. ao mesmo tempo em que alega ser cristão. ora negam firmemente que ela tenha valor para sua fé. O Senhor Jesus e os apóstolos Pedro e Paulo afirmaram repetidamente a inspi­ ração divina das Escrituras. 48 . quase sem pre. e também que os expositores e defen­ sores do espiritismo ora apelam para a Bíblia em busca de apoio. a base do Cristianismo. eis p o r que nós nos servim os. reconhecendo-as como Palavra de Deus para a salvação da H umanidade. a f i m de que ele não se ofusque de súbito e deix e d e se in stru ir conosco (“O Livro dos M édiuns. 4 8 1 . nega a Palavra de Deus. p. É p reciso que n osfa ça m os entender.

” Editora Opus.E n sin a m e n t o s E sp ír it a s S o bre D eu s A doutrina espírita sobre Deus é ambígua.2 a edição especial. soberanam ente ju sto e bom (“O Livro dos Espíritos. qualquer contato com a divindade é impossível. p. infinito. De acordo com a concepção deísta. o governam. desde então. todo-poderoso. Deus teria criado o uni­ verso e depois se retirado dele. Allan Kardec responde à pergunta sobre o que é Deus com a seguinte assertiva: D eus é a in teligên cia suprem a. im aterial. Porém. 2 a edição especial. 5 0 . Este conceito que Kardec declara acerca de Deus concorda com o que o Cristianism o reconhece como alguns atributos de Deus. im utável. p.X V I I I . No “Livro dos Espíritos”. o próprio Kardec afirma que: D eus é eterno. porém não está imanente nele. deixando-o entregue à ação das leis físicas que. A fim de explicar a existência de Deus. 1985). ora assumindo aspectos deístas. de que não há efeito sem causa. A pela tam bém p a ra o sen tim en to in tu itiv o que todos os hom ens carregam em si m esm os da ex istência de D eus (“O Livro dos Espíritos. 49 .2a edição especial. Por outro lado. causa p rim á ria de todas as coisas (“O Livro dos Espíritos . Obras Completas.” Editora Opus. 52. o fato de uma determinada religião ou seita ter pontos em comum com o Cristianismo bíblico não é suficiente para que lhe seja conferido o título de cristã. como se o universo fosse um grande relógio. portanto. 5 1 . a causa prim ária do universo. Editora Opus. ora aspectos panteístas. Deus seria. Obras Completas”.Obras Completas. ele se vale da argumentação clássica do deísmo. 1985). ora confundindo-se com o Cristianismo histórico. 1985). p. único.

63. Kardec faz declarações panteís- tas. m as as obras de D eus não são o p ró p rio Deus. Todavia. 1985). em outros lugares. 2 a edição especial. O princípio vital retorna à massa de onde saíra (“O Livro dos Espíritos.” Editora Opus. p. algum as vezes. 902. 19 85). Kardec. 50 .2a edição espe­ cial. Obras C om pletas. 2 a edição especial.” Editora Opus. com o a de um p in to r no seu quadro. p. 1985). declara-se contra o panteísm o dizendo que: a in teligên cia de D eus se revela nas suas obras. p. Obras Completas.” E ditora Opus. 5 3 . Para ele a m a téria in erte se decom põe e v a i fo r m a r n ovos orga ­ nismos. que estão m ergulhados no flu íd o d iv in o (“A Gênese. com o o quadro não é o p in to r que con cebeu e executou (“O Livro dos Espíritos. Obras Completas. por exemplo.

2a edição especial. um a indução que deixa tran sp arecer o m isticism o habitual. Resposta Apologética Reiterando sua posição de não aceitaram a Bíblia como a inspirada Palavra de Deus (2 Timóteo 3.10 comparado a M t 8. Considerem-se mais os seguintes registros bíblicos: Jesus perdoa pecados.25 comparado a M c 2.1 deve ser aceita. 10.1 -1 2).9.30-33) e.17. na realidade. Aceita adoração.33.6). João mostra no seu Evangelho várias vezes os judeus dispos­ tos a matar ajesus (Jo 5. o evangelista escritor. é p reciso n otar que as p a la v ra s citadas acim a são d eJo ã o e não deJesus.58 (comparado com Ex 3. con trá rio às reiteradas afirm ações do p róp rio Jesu s (“Obras Póstumas.” Editora Opus.16). João 8.E n sin a m e n t o E sp ír it a A c e r c a de J e su s Negam a deidade absoluta de Jesus Cristo: No p rin cíp io era o Verbo. 14. principalmente. atitude exclusiva a se prestar a Deus (M t 4.25.1-2. 1182. atribuição exclusiva de Deus (Is 43.14). 51 . quando Jesus se identificou como o Eu Sou desta última passagem.1 não são palavras de Jesus. p. P rim eiram en te. não exprim em .X I X . opina o espiri­ tismo que João 1... e o Verbo era D eus.18. 28. Hb 1. 1985). a sua declaração quanto a João 1. e o Verbo esta va com Deus. A dm itin do-se que não tenham sido alteradas. Obras Completas. 15. E daí? Se ele escreveu por inspira­ ção divina. senão um a opinião pessoal. mas apenas de João.

Foi chamado abertam ente de Deus.20).28). 52 . sem que se opu­ sesse a tal declaração (Jo 20. O mesmo escritor do evangelho de João o identifica como Deus verdadeiro (1 Jo 5.

XX . Jesus é verdadeira­ mente Deus (e como tal pode dizer . Como homem. R e sp o st a s A p o l o g é t ic a s A s O b je ç õ e s E sp ír it a s C o n t r a a D e id a d e A b s o l u t a d e J e su s C r ist o a) Em nenhuma parte do Novo Testamento encontramos Jesus afirmando formalmente que era Deus.16-18.Q uem m e v ê a m im v ê o P ai.. Repete várias vezes ser Filho de Deus e igual a Deus (João 5.)] e verdadeiro homem. Quem envia é maior.8-10 .58. c)Jesus falava do Pai que o havia enviado. é menor do que o Pai (e com o ta l disse: o P ai é m aior do que eu).. Resposta Apologética: O que Jesus nunca disse foi: Eu sou Deus Pai. Na sua preexistência 53 .30-33). superior. b)Jesus mesmo declarou que é inferior ao Pai (João 14. 10. Resposta Apologética: Em C risto havia duas naturezas perfeitas: divina e humana: 100% Deus e 100% homem. na qual era evi­ dentemente inferior à natureza divina. Resposta Apologética: Teimam os espíritas em ignorar que Jesus tinha também uma natureza humana verdadeira e completa.João 14.28). 8.

9).por­ tanto. 1985). Jesu s teve. existia como Deus (Fp 2.. mas daí não segue que não era Deus. tomou a forma humana (Fp 2. sem valor (1 Co 15. e todos p u d era m v ê . f o i sepultado com o os corpos com uns.p o is. 2 a Edição especial. é que ele tinha um a alm a distinta da de Deus.1055.. quando quis deix ar a Terra. é pre­ gar outro evangelho anatematizado G11. 1146.. 1054. com aquela glória que tinha contigo antes que o m undo existisse (Jo 17.14-17). p. d) SeJesu s ao m orrer en trega sua alm a nas mãos d e Deus. Não se apegando a essa forma de viver como Deus. Editora Opus Ltda.7-8).2a edição especial. (“A Gênese”. sem deix ar v estíg io algu m —p r o v a ev id en te d e que m orrera na cruz. E nessa condição foi feito menor do que os anjos (Hb 2.. não torn ou a m or­ rer. e) Negam a ressurreição corporal de Jesus D epois do suplício de Jesus. Editora Opus L tda. como toda a g en te. óPai.8-9).3-6).5). Numa das suas orações assim se pronunciou: E agora glo rifica -m e tu. ele não era D eus (“Obras Póstumas”. 1985). 54 . Paulo chega a afirmar que uma organização religiosa que nega a ressurreição corporal de Jesus é uma religião inútil. a p a gou -se e desapareceu.lo e tocá-lo. Re spo sta Apologética: Negar a ressurreição corporal de Jesus é pregar outro evangelho (1 Co 15. o seu corp oficou lá in erte e sem vid a. subordinada a D eus e. pp. Resposta Apologética: Não negamos que tinha uma verdadeira alma humana dis­ tinta de Deus e submissa...6). ju n to de ti mesmo. seu corpo elev ou -se. D epois da ressurreição. um corpo ca r n a le um corp oflu íd ico.

1-3). Por outro lado.4-6). em 1 Coríntios 15. o segundo na hierarquia espírita depois de Kardec. a Bíblia é clara ao declarar que: 55 . Jo 20. Mesmo diante deTomé que duvidara da sua ressurrei­ ção. declarou blasfemamente: Não. dando provas infalíveis da sua ressurreição.25-28. afirm a que a missão de Jesus Cristo a este mundo foi a de salvar e por isso morreu por nós pecadores.9-11). O sangue.36-41. as provas da ressurreição corporal de Jesus são abundantes (At 1. 1978 .3-4. 86). e) Depois de ressuscitado. Cada q u a l d e v e resg a ta r-se a si m esm o (“Cristianism o e E spiri­ tismo”. d) Sua aparição várias vezes depois de ressuscitado afir­ mando que um espírito não tinha carne e ossos como Ele tinha. c) O testem unho dos anjos dado às mulheres de que Jesus ressuscitara. foi convidado para tocá-lo e confirmar que tinha carne e ossos (Lc 24. quan­ do visitado pelas mulheres (Lc 24. b) O corpo de Jesus não foi encontrado no túmulo. m esm o de um Deus. permaneceu cerca de 40 dias com eles. Resposta Apologética: Paulo. Assim. M c 16. 7a edição.19-22).19-21. f) Negam nossa redenção por Cristo Léon Denis. quando estavam no sepulcro à procura do seu corpo. não seria capaz d e resgatar ninguém .p. a missão de Cristo não era resgatar com o seu sa n gu e os crim es da hum anidade. Em seguida se despediu deles e ascendeu vitoriosamente ao céu (At 1.9).3): a) Afirmou em vida que haveria de ressuscitar corporal­ mente (Jo 2. para derramar perfumes (Lc 24.

repete o mesmo em 1 João 1. 19. 2.10-11). d) Pedro acentua em sua carta esse ensino (1 Pe 1.15).10). Lc 19. lT m 1.18-19. Rm 4.25. c) Paulo afirma que a nossa redenção é feita por Cristo e que seu sangue nos purifica do pecado (E f 1.28. o apóstolo.1-2).9-14.7. 2.12. e) João. a) O seu nome (Jesus) indicaria sua missão: salvar (L c 2 . b) Jesus declarou que essa era sua missão aqui na terra (M t 20. No Apocalipse João descreve uma multidão no céu e todos tinham lá chegado pela redenção realizada por Cristo mediante sua morte na cruz Ap 7. 56 .7-9.24).

Costumam citar João 14. com o aglom erados. se n ãofosse assim.2 conclui da seguinte forma: vo u p rep a ra r-v o s lugar..X X I . 1985). Resposta Apologética: Os espíritas zombam da idéia do céu como lugar de felici­ dade eterna. p. 2a edição especial.R e sp o st a s A p o l o g é t ic a s de Fa l s o s E n s in a m e n t o s E spír it a s a) Negam a existência do Céu como lugar de felicidade A felicidad e dos espíritos b em -a ven tu ra d os não consiste na ocio­ sid a d e con tem p la tiva . é o espaço u n iversal. d e u m a felicid a d e p a ssiv a ? Não. E dizem :A casa de m eu Pai é o U niverso. p. e no versículo 3 afirm a\para que onde eu estiv er estejais vó s tam bém . são os planetas. 722. Editora Opus Ltda.. 57 . Editora Opus Ltda. as d iv er­ sas m oradas são os m undos que circulam no espaço in fin ito e ofere­ cem estâncias adequadas ao seu ad ian ta m en to (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”. com o tem os d ito m u itas vez es. 250. sem outra p reocu p a çã o que a d e gozar. 1985). p. O texto citado de João 14. eu v o -lo teria dito. Editora Opus Ltda. 1985). E m que se d e v e e n te n d e r a p a la v r a céu ? A chais que seja um lugar. Voup rep a ­ ra r-vos lugar.2: Na casa de m eu P ai há m uitas moradas. as estrelas (“ O Livro dos Espíritos”. um a etern a efa stid iosa in u tilid a d e (“O Céu e o Inferno”. 2a edição especial. q u e seria. p e la etern id a d e toda.. 2a edi­ ção especial. 556.

Hb 8. Outros tex­ tos onde Jesus empregou palavras que indicam duração sem fim do castigo reservado aos ím pios (M ateus 5.22-29. 16. E sabemos que Ele foi para o céu e sentou-se à direita de Deus (M c 16. p. Jesus declarou que a duração da felicidade dos justos é igual à duração do castigo dos injustos: E irão estes para o tor­ mento eterno.13-15. Jesus prome­ teu mais que os seus estariam onde Ele estivesse (Jo 17.46 sobre o sofrimento eterno dos injustos. primeiro. Nos textos citados aparecem as expressões tais como: a) suplício eterno. os que pertencem a Jesus estarão no mesmo lugar onde Jesus foi. sem referir-se ja m a is nos seus ensinos a castigos corporais. o mesmo falou Pedro (1 Pe 1.4- 5. dos castigos reserva d os aos culpados.28. segun­ do.41.2 0-21 ). daí se nota que..24).43-46. Ora. 13. 12. M c 9. b) fogo eterno. b) N egam o inferno como lu gar de torm ento eterno e consciente (Jesus) L im itou -se a fa la r va ga m en te da vid a b em -a v en tu ra ­ da. Neste últim o versículo. Ap 3.42.49-50. 726.24. 1985). Resposta Apologética: Jesus não falou vagamente sobre os castigos reservados aos culpados. o céu é um lugar e. 58 .19-31). Paulo falou da sua esperança celestial (Fp 3 . 10. Falou claramente em M ateus 25.19. Editora Opus Ltda. 10. mas os justos para a vida eterna.3).21).1. que con stitu íram p a ra os cristãos um artigo de f é (“O Céu e o Inferno”. Lc 6. 2a edição especial.

E z 2 8 .44.10 ). 74.6). c) Negam a existência do diabo e demônios como pessoas reais espirituais Satã. E D eus seriajusto e bom. pois: a) É mencionado entre pessoas espirituais (Jó 1.44).2a edição especial. tentando-o (M t 4. segundo o espiritism o e a opinião de m uitosfilósofos cristãos. 297. pp. Editora Opus Ltda. seria obra deDeus. e) trevas exteriores. 1985). 1985). criando seres. 2a edição especial. A propósito de Satanás. que faz planos para ludibriar os outros (Jo 8. c) fogo inextinguível. Jesus disse que ele não permaneceu na verdade (Jo 8. 1985).14-16). b) Conversou com Jesus no monte. é evid en te que se trata da personificação do m al sob um a fo rm a alegórica (“O Livro dos Espíritos”. eternam en­ te voltados ao m al? (“O Livro dos Espíritos”. com o nos tem pos antigos Sa­ turno p erson ifica va o tem po (“O Que é o Espiritismo”.12-14. Trata-se de uma per­ sonalidade real. no sentido que se dá a essa p a la vra f Se houvesse dem ô­ nios. Editora Opus Ltda.. d) onde o bicho não morre e o fogo não se apaga. c) E uma pessoa inteligente. Resposta Apologética: Deus não criou um ser maligno. 2a edição especial. p. Editora Opus Ltda. p. mas um anjo de luz que se transviou (Is 14. não é um ser real. é a personificação do mal. 1 . H ádem ôn ios. 59 . 72-74. f) choro e ranger de dentes... 1 Pe 5.8).

10). Ainda no Antigo Testamento encontramos exemplos de ressurreição realizados por Elias e Eliseu (1 Rs 17. já afirmava no seu livro (26. D isse-lh e Jesus: Teu irm ão há d e ressuscitar. de que h á de h a v er ressur­ reição de m ortos. os que ha bi­ tais no pó. m eu irm ão não teria m orrido. a té m esm o os m ortos nos mares. p a ra p resta r contas a D eus de seus atos p r a ­ ticados no corpo:E v i os mortos. 84. Ao ouvir que Jesus se aproximava: Disse. gra n d es epequenos. todos irão ressuscitar. p o rq u e o teu orva lh o será com o o orva lh o das ervas. pois.28-29. e a terra lan çará d e si os mortos. sua irmã M arta revelou crer na ressurreição. como estes m esm os tam bém esperam . Resposta Apologética: A ressurreição do corpo é uma doutrina enfatizada na Bíblia. Quando Lázaro morreu. 1985). D isse-lh e M arta: Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do ú ltim o dia (João 11. 2 Rs 4. d ia n te do tron o branco. O mesmo fez Paulo em Atos 24. M as tam bém agora sei que tudo quanto p ed ires a Deus. 2a edição especial.32-37). desperta i e exultai. d) Negam a ressurreição do corpo Em que se torna o E spírito depois de sua últim a encarnação ? Em p u ro E spírito (“O Livro dos Espíritos”.21-24)..15: Tendo esperança em Deus. No Ju íz o Final. D eus to concederá. se tu estivesses aqui. Jesus falou da ressurreição futura de todos os mortos em João 5.O .19): Os teus m ortos e tam bém o m eu ca d á ver v iv e r ã o e ressuscitarão. que estavam r. p.17-24. Isaías que viveu cerca de 600 anos antes de Jesus. Editora Opus Ltda. d) Está condenado ao fogo eterno (Ap 20. M arta a Jesu s: Senhor. assim dos ju s to s com o dos injustos.

lemos que: P ela f é en ten d em os que os m u n dos p e la P alavra de D eus fo r a m criados. 1985). Por isto.3.11-15). nem inconscientem ente. ép reciso con clu ir logicam en te que E le as não p ro n u n ­ ciou ou que fo r a m tom adas em sentido con trário . 24. ao dizer: N ão tendes lido que aquele que osfez no p r in ­ cípio m acho efêm ea osf e z (M t 19. Jesus reiterou a criação dos seres humanos. consciente. In contestavelm en te.. não p o d e aceitar. e ou tros que p a recem sin gu la res e que rep u gn a m .. osfa tos contradizem as p a la vra s atribuídas a Deus..(“A Gênese”. assim. dem onstrou.2a edição especial.16-17 que toda a B íblia é inspirada e é a 61 . E deu o m ar os m ortos que nele h a via. Acredita no evolu- cionismo. admite que o registro bíblico não deve ser tomado literalmente. E os m ortosfora m j u l ­ ga d os p ela s coisas que estava m escritas nos livros. Resposta Apologética: O espiritismo nega a criação do homem conforme des­ crita no livro de Gênesis 1.. aceitamos as declarações de 2 Tim óteo 3. e ab rira m -se os livros.26-27 e 2. de m aneira que aquilo que se v ê n ã ofo i f e i t o do que éa paren te. d ia n te de D eus. leva n d o as suas in vestigações desde as entranhas da terra a té as p r o ­ fu n d ez a s do céu. Opus L td a. portan to. A ciên ­ cia. p... 936. d esen volvid a p e la ciên cia. do contrário não seria Deus. (Ap 20. e) Negam a inspiração divina da Bíblia A B íblia contém evid en tem en tefa to s que a razão. segu n do as suas obras. mas apenas em sentido figurado. não p o d ia con du zir os hom ens ao erro.7. Posto isto. E.4). EmHebreus 11.p or se ligarem a costum es que não são m ais os nossos. descrita em Gênesis 1.1). Se. in q u estion a velm en te os erros da G ênese mosaica. D eus que é a p u r a verdade...portanto.26-27. outros textos confirmam a descrição do Gênesis (SI 19.1.

(“Cristianismo e Espiritismo”.13). f) Negam a doutrina da Trindade E x am inem os os p r in cip a is d ogm a s e m istérios. pois não tem a últim a palavra. inerrante Palavra de Deus (1 Ts 2.10. Tal definição pode ser explanada e biblicamente prova­ da seguindo três fatos: a) Existe um só Deus (Dt 6.8). o Pai. C om eça com essa estranha concepção do Ser divin o.22. sendo as pessoas iguais em poder e glória..26. Is 43.24 (serão dois uma só carne).7. Isto pode ser visto ainda pela seguinte comparação entre as seguintes passagens: 62 .Trata-se de unidade composta como se lê em Gn 2.4. o Filho e o Espírito Santo. 11.1-3. A ciência. o pronome nossa e nós..5-6). textos que empre­ gam o verbo façamos. 7aedição 1978. E ncontram os a sua exposição em todos os catecism os ortodoxos. 86). 3. o F ilho e o E spírito Santo. 45. b) Esse único Deus é constituído de uma pluralidade de pessoas (Gn 1. Estas três pessoas consti­ tuem um só Deus. Essa concepção trin itã ria tão obscura. na qual se baseia o espiritismo. está mudando de opinião freqüente­ mente. que se resolve no m istério da T rindade. Resposta Apologética: Definindo a doutrina da Trindade apontamos a existên­ cia de um só Deus eternamente subsistente em três pessoas: o Pai. p. um só D eus em três pessoas. cu jo con ju n to con stitu i o en sin o das igreja s cristãs. de modo que não pode ser levada a sério. Is 6. o mesmo em natureza. in com preensível.

5. 0 Pai (2 Pe 1. Com isso Allan Kardec procura explicar os milagres atri­ buídos a Jesus.3-4).15). que exibe poderes extra-sensoriais.25. 2. p o is riscar os m ila gres do rol das p r o v a s em que p r eten ­ dem basear a d iv in d a d e do Cristo (“Obras Póstumas”.28. Paulo declara que quem falou a Isaías foi o Espírito Santo. negam também os m ilagres arrolados na Bíblia. se lê que o Senhor falou a Isaías. quan­ do viu o Senhor. 1.1. 1985). 1172. O Espírito Santo (At 5. 20. O vocábulo Trindade foi usado pela prim eira vez por Teófilo de A ntioquia em 189 a. João disseque Isaías viu Jesus. g) Negam os M ilagres de Jesus C onvém . O Filho (Jo 1. Conse­ qüentem ente.37-41.1-3.8-9. Em Isaías 6. quando Isaías disse que viu o Senhor. 2a edição especial. Descreve e explica os milagres de Jesus.17). (no livro “Epístola a Autolycus”2. Jesus é apenas um médium. E m jo 12. 2. Editora Opus Ltda. Para os espíritas. da forma como se fora um médium. Em Is 6. 3. a) H á três Pessoas na Bíblia que são chamadas de Deus e que são eternas por natureza: 1 . A inda no versículo 8 se lê: A quem enviarei e quem irá por nós? 4.8) 3.. Hb 1. Em A t 28. Resposta Apologética: Os espíritas negam a deidade absoluta de Jesus. Rm 9. 63 .D.

h) Pesca M aravilh o sa-L u cas 5.1-7
A p esca q u a lificada d e m iracu losa ex p lica -se igu a lm en te p e la
du pla vista , Jesu s d e m odo a lgu m p ro d u z iu esp on ta n ea m en te p eix es
on d e os não h a via ; m as viu , com o um v id en te lúcido acordado,pela vista
da alm a, o lu ga r on d e se ach ava m os peix es, ep ô d e d iz er com segu rança
aos pesca d ores que lançassem a li as suas redes (“A Gênese”, p. 1036.
Editora Opus Ltda., 2a edição especial, 1985).

Resposta Apologética:
Ora, quando Jesus pediu a Pedro que lançasse as redes ao
mar, Pedro muito naturalmente respondeu como pescador:
M estre, h a v en d o trab alh a do tod a a noite, n ada apan ham os;
mas, sobre a tua p a la vra , la n ça rei a rede (Lc 5.5). Não havia
peixe. Foi sobre a autoridade da palavra de Jesus que a rede
foi lançada. E, então, o milagre foi realizado. Jesus era onis­
ciente, e não um vidente lúcido acordado, que pela vista da
alma, pudesse ver o lugar onde se achavam os peixes. Ele viu
Natanael debaixo da videira (Jo 1.48-51). Jesus não precisa­
va receber referências sobre as pessoas. Conhecia-as todas
(Jo 2.24-25).

i) A cura da mulher que sofria de fluxo de sangue - Marcos
5.25-34
Estas p a la vra s - conhecendo ele p róp rio a virtu d e que saíra d e si -
são sign ificativas; elas exprim em o m ovim en to flu íd ico que se operara de
Jesu s p a ra com a m ulher doente; am bos sentiram a ação que se acabava de
produzir. E n o tá v el que o efeito não fo s s e p ro vo ca d o p o r ato algu m da
vo n ta d e d e Jesu s; não h o u ve m agnetização, nem im posição d e mãos. A
irradiaçãofluídica n orm al f o i su ficien te p a ra operara cura (“A Gênese”,
p. 1036. Editora Opus Ltda., 2a edição especial, 1985).

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Resposta Apologética:
A mulher, depois de curada, confessou que havia gastado
todos os seus bens com os médicos, indo de mal a pior (M c
5.26). Confessa sua cura radical pelo poder divino de Jesus e
não por irradiação fluí dica normal. Quase todos, senão todos,
os fenômenos espíritas estão cercados de dolo. Se houvesse
essa possibilidade aventada por Allan Kardec, já a mulher
poderia ter sido curada muito antes porque, admite-se, devia
haver outros homens nos dias de Jesus com essa ridícula irra­
diação fluídica normal. Doze anos de sofrimento e depois a
cura milagrosa realizada imediatamente por Jesus e não por
um médium que precisa de ocasião preparatória para exibir
esse tipo de irradiação fluídica.

j) A cura do cego de nascença - João 9 .1 -7
Aqui, o efeito m a gn ético é ev id en te; a cura n ã o fo i instantânea,
m as g ra d u a l e segu ida de ação sustentada e reiterada, apesar d e ser m ais
rápida do que na m agn etiza ção ordin ária (“A Gênese”, p. 1037. E di­
tora Opus Ltda., 2a edição especial, 1985).

Resposta Apologética:
Por que esse efeito magnético evidente não se manifesta
espontaneamente entre os médiuns espíritas nos dias atuais?

k)A ressurreição do filho da viúva de Naim - Lucas 7.11-17
e a ressurreição da filha de Jairo —Marcos 5.21-43
Of a t o da v o lta à v id a co rp o ra l de um in d iv íd u o , rea lm en te
m orto, seria con trário às leis da natureza, e,p o r conseguinte, m iraculo­

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so. Ora, não é necessário recorrer a esta ordem de fa t o s p a ra ex plicar as
ressurreições operadas p o r Cristo...
Há, pois, toda a p rob a b ilid a d e d e que, nos dois exem plos acim a,
só se dera um a sín cop e ou um a letargia. 0 p ró p rio Jesu s o diz p o s itiv a ­
m en te sobre a filh a d e ja ir o : Esta m enina, diz ele, não está m orta, a p e­
nas d orm e (“A G ênese”, p. 1045. Editora Opus Ltda., 2 a edição
especial, 1985).

Resposta Apologética:
Kardec prefere admitir probabilidade de que só se dera
uma síncope ou uma letargia a crer nos milagres de Jesus,
embora a descrição bíblica deva merecer crédito. Por que a
tristeza tão grande manifestada pelos pais dos filhos mor­
tos, tanto no caso da filha dejairo como no caso do filho da
viúva de Naim, se eles estivessem simplesmente acometidos
de uma síncope ou letargia? O fato é que o filho morto da
viúva de Naim estava sendo conduzido ao cemitério para
sepultam ento. Sepultar um vivo acometido de síncope?
Que descuido fatal cometido por uma mãe chorosa! Para
Kardec, isso é mais fácil de explicar do que crer no milagre
operado por Jesus.

1) A ressurreição de Lázaro - João 11.1
A ressurreição d e Lázaro, digam o que quiserem, não in valid a de
fo rm a algum a esseprincípio. Ele estava, diziam, havia quatro dias no sepul­
cro; mas sabe-se que há letargias que duram oito dias ou mais (“A Gênese”, p.
1045. Editora Opus Ltda., 2a edição especial, 1985).

Resposta Apologética:
Quando Allan Kardec explica que Lázaro não estava
morto, mas apenas desacordado, negando francamente o

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texto bíblico que registra as palavras de Jesus, Lázaro está
morto (Jo 11.14), já se nota sua pretensão de invalidar o texto
bíblico. Prefere explicar o milagre como se fora Lázaro acome­
tido de uma doença conhecida como letargia ou síncope e que
tal doença podia durar até oito dias. Se a própria irmã de
Lázaro declarou que o corpo do seu irmão morto já cheirava
mal: Senhor;j á cheira mal, porque é já de quatro dias (Jo 11.39)
como ousa Kardec invalidar o texto e lançar uma hipótese con­
tra a explicação dada por alguém presente da própria família
do morto? Já se vê que sua intenção é negar a qualquer custo a
deidade de Jesus. Julgando absurdo seu argumento, se anteci­
pa e declara: digam o que quiserem... Essa sua explicação é
aceita pelos seus adeptos.

m) O m ilagre da transformação da água em vinho - João
2 . 1- 11
E le d ev eria ter fe it o duran te o ja n ta r um a alusão ao vin h o e à
á gu a ,p a ra tira r d a í algu m a instrução (“A Gênese”, p. 1047, Editora
Opus Ltda., 2a edição especial, 1985).

Resposta Apologética:
Ressalta a incoerência de Kardec em admitir apenas uma
alusão ao vinho e à água para daí tirar algum a instrução.
Como explicar a admiração do mestre-sala diante do m ila­
gre operado por Jesus ao dizer: Todo o homem põe prim ei­
ro o vinho bom e, quando já tem bebido bem, então o infe­
rior; mas tu guardaste até agora o bom vinho (Jo 2.10). E
certo que bebera literalm ente do vinho transformado da
água.

67

em bora sob fo r m a d iferen te da vu lga r. ao m esm o tem po. e o próprio A llan Kardec é um deles. p. 1034.. p.. ele era o m éd iu m de D eus (“A Gênese”. a exaltação dos incrédulos. E stes últim os. mas p r o v a i se os esp íri­ tos são d e Deus. m as a m a ior p a r te das pessoa s sérias o con sidera. porque existem espíritos que não são de Deus: Amados. n) A multiplicação dos pães . Resposta Apologética: Kardec nada disse dos 12 cestos de pedaços de pão que sobraram depois de todos comerem sobejam ente. a interpretação dos textos apontados parece ser muito simples. e levantaram. p o r q u ejá m u itosfalsos p rofeta s se têm lev a n ta ­ do no m undo (1 Jo 4. Editora Opus Ltda. João admoesta a que não creiamos a todo o espírito.20-21). sem se darem ao trabalho d e son d ar o sen tim en to alegórico. con sid era m - no um con to p u er il. 1047. doze alcofas cheias. Não 68 . 2 a edição especial.1).13-21 A m u ltiplicação dos p ã es tem in triga d o os com en tad ores e a li­ m entado. 1985). E comeram todos. E os que comeram foram quase cinco m il homens. 1985). Eram cinco pães e dois peixes. um a p a rá b o la com paran do a n utrição esp iritu a l da alm a com a n utrição do corpo (“A Gênese”. e saciaram-se. 2a edição especial. Ora.M ateus 14. além das mulheres e crianças (M t 14. Editora Opus Ltda. OJE SU S ESPÍRITA É U M M É D IU M A llan Kardec declara que: S egu n d o d efin içã o da da p o r um E spírito. não creiais a todo o espírito. Resposta Apologética: A propósito.

ele poderia ser incluído.24. sem lhes corrigir essa interpretação (Jo 20. que veio em carne (Jo 1.37-38).Jo 5.22.30.21-23. e o Verbo era D eus.2-6.28). a) Apontava para seus milagres como prova da veracida­ de de suas palavras e doutrinas (M t 11. mas quando a Bíblia enfatiza a deidade de Jesus.1. Portanto. Com isso.seria ele por isso incluído entre os possíveis falsos profetas? Sim . Jo 10.30-31). 69 . João está apontando em 1 João 4. pois nega a veracidade de João 1. e o Verbo esta v a com D eus. No p r in cíp io era o Verbo. vai ao extre­ mo de negar os próprios milagres de Jesus. Aproveita-se da B íblia para dar consistência à sua doutrina espírita. D iz A llan Kardec que essas palavras eram apenas a opinião do escritor e não podem ser tidas como prova da deidade de Jesus. Kardec.1 que o espírito que não confessa Jesus como Deus. 15. Lc 5. b) Aceitava adoração como Deus. está negando a inspi­ ração da Bíblia. Jesus (M t 1. como também nega os milagres de Jesus. como descritos na Bíblia. 20. ele não só nega a declaração de João 1.14) é um falso mestre religioso.36. para reforçar sua posição contra a deidade de Jesus.1. para provar sua condição de Deus conosco.

a f m d efix a r nossa atenção. ésa b erm os a quem nos d ir ig i­ mos (“O Livro dos Espíritos”. C A R M A K ard ec en sin a que: Os esp íritos p o d em com u n ica r-se esp on ta ­ n ea m en te. Assim. que p erten ce à m esm a categoria. 1985). p o d em assum ir o n om e de um espí­ rito conhecido. E ntre aqueles que se m anifestam . escla recê-la. EVOCAÇÃO DOS M O RTO S o u m e d i u n i d a d e 2.X X II . Editora Opus Ltda. é d e toda a n ecessid a d e evo cá -lo. r e e n c a r n a ç ã o 3. 42. Kardec que o ponto essencial é identificar o espírito que fala por meio do médium. Q uando se d eseja co m u n ica r com d eterm in a d o esp írito . p.. e. m uitos não têm n om e conhecido p a ra nós. Explica. 2a edição especial. se um espírito se 70 . M as existe um ponto essencial quando se sente a necessi­ dade de evocar determinado espírito. D iz ele: A identidade constitui uma dasgrandes dificuldades do espi­ ritismo prático. isto é . E im p ossível. então. com fre q ü ên cia .D o u t r in a s P e c u l ia r e s E n s in a d a s p e l o E s p ir it is m o 1. Qual o ponto essencial quando se fala sobre comunicação dos mortos com os vivos? A llan Kardec perguntou aos espíritos qual o ponto essencial quando se pratica a m ediunidade? A resposta que lhe deram os espíritos foi: 0 p o n to essen cia l nós tem os dito.p o r evocação. ou a cu d ir ao nosso cham ado. esp ecia l­ m en te quando são espíritos superiores a n tigos em relação à nossa época.

Editora Opus Ltda. Pode ser um espírito do mesmo nível. 318. 1985).. realm ente. eis p o rq u e eles sen tem um p r a z er m a lign o em m istifica r aqueles que têm fra q u ez a . leva d a p e la saudade. p. Fica claro que não se pode identificar o espírito que vem nos dar supostas notícias ou instruções do além. 2a edição especial. 2 a edição especial. os p orta d ores de tais riomes? Não. sem discussão (“O Livro dos M édiun s”. Editora Opus Ltda. sua m ãe ? Façam os d e conta que o m édium seja p e s ­ soa honesta e d ign a de toda a con fian ça e dando crédito de que o m édium con segu iu ligação com um espírito. Kardec pergunta: Os espíritos p rotetores que tom am nom es conhecidos são sem pre e.por exemplo. quem p o d e a firm a r com segu rança que será o espírito da m ãe procu ra d a ? E ntão com ofica a pessoa quando um espírito se diz serfu la n o ou beltra n o? T alvez seja fu la n o ou beltra­ no. v a i ao cen tro p a ra ter notícias de algu ém morto.por ele enviado (“O Que é o Espiritismo”. 1985). 402. m as p o d e tam bém ser um espírito substituto. p. P or exemplo. E ntão com o fi c a a situação d e um a pessoa con vid a d a p elo s espí­ ritas e. O problema é mais grave quando se leva em conta as pala­ vras de Kardec: Esses esp íritos lev ia n o s p u lu la m ao nosso redor.comunica com o nome de São Pedro. e algu m a s v ez es a p resu n çã o de a cred ita r neles.. (Destaques nossos). Apreciemos mais um problema levantado por Kardec: Um fa t o que a ob servação dem onstrou e os p róp rios espíritos con ­ fir m a m é o de que os espíritos in feriores com fieq ü ên cia usurpam nom es 71 . a verd a d e é a m en or d e suas preocu pações. e a p roveita m todas as ocasiões p a ra se im iscu írem nas com u n icações. não há mais nada que prove que seja exatamente o apóstolo desse nome.

Editora Opus L tda. E ditora Opus Ltda.. sem se im portarem com a verdade. ao assim se expressar: In sistir p a ra obter detalhes exatos é ex por-se às m istificações dos espíritos levianos. d o fa to de terem p erd id o a razão algu n s dos que se en trega ra m a esses estudos tiram conclusões d esfa vo rá veis ao espiritism o (“O Livro dos Espíritos”. se m anifesta que não existe assim tanto perigo. 1985). Sócrates.conhecidos e respeitados. N apoleão. que prediz em tudo quanto se quer. E por quê? Porque o próprio Kardec admite perigo nas evocações dos espíritos. Então cabe a pergunta: Quem é quem? São as almas real­ mente dos mortos? São espíritos demoníacos . P e r ig o s d a E vocação : Adm ite o codificador do espiritismo haver perigos na evo­ cação e. p o rém in dagam com o p o d e ser com provada sua id en tid a d e? (“O Livro dos E spíritos” —p. J ú lio César. F enelon. W ashington etc. 43. p o r exem plo. 72 . 1985). tenh am d efa to anim ado essas p erso n a lid a ­ des? Tal d ú vid a existe a té en tre algu n s fer v o r o so s adeptos da dou trin a espírita. os quais adm item a in terven çã o e a m anifestação dos espíritos.. aconselhando os praticantes a não se deixarem levar pelo medo: Também h á pessoas que v êem p e r ig o em toda a p a r te e em tudo aquilo que desconhecem .. p.. 3 8 p. assim. Q uem . 2 a edição especial. 41. E di­ tora Opus Ltda.pode. 1985). então.2a edição especial. 1060. Carlos M agn o. e que se d ivertem com os terrores e decepções causadas (“A Gênese”. D a í a p ressa com que. 2a edição especial. Pode-se insistir em obter a identificação dos espíritos que falam pelos médiuns? Kardec diz que não.dizemos nós. g a ra n tir que os que dizem te r sido.

1931) fala assim do “O Livro dos M édiuns”: É a cocaína dos debilitados n ervosos que se dão à -prática do espiritism o. m uito mais. p o r isso mesmo. 211 (Rio. E com um a gra va n te a m ais: é barato. E fetiva m en te. 73 . .. p. mas que Deus permite que os bons espíritos venham nos dar bons conselhos. respondeu: Tenho visto muitos casos de perturbações ner­ vosas e m entais evidentem ente despertadas p o r sessões espíritas. com o acred ita r queD eus só ao esp írito do m a lp er- m ita que se m anifeste. a ‘c oca m a ravilh osa’. 41. do que a 'poeira do dia bo’. os débeis m entais. lev a m ais gen te. sem nos d a r p o r contrapeso os conselhos dos bons esp íritos? (“O Livro dos Espíritos”. em sua obra “Espiritismo e Lou­ cura”. e. fu tu ro s hóspedes dos asilos de insanos. todos os dias. quando os médicos estão de acordo em apontar o espiri­ tismo como uma das grandes causas da loucura? Opiniões de alguns médicos. O Dr. diretor do Hospício de Alienados do Rio de Janeiro. aos hospícios. 2a edição especial. Alguns ou muitos perderam a razão pela sua prática? Alguns. está ao alcan ce de todos. do espiritism o com o f a t o r de loucura e outras pertu rb a ções n ervosa s? O Dr. O Dr. p a ra p erd er-n o s. Editora Opus Ltda.E o tóxico com que se en ven en a m . João Teixeira Alves dirigiu a diversos médicos de grandes nomeadas carta com a seguinte pergunta: B aseado nas suas observações. 1985). Xavier de Oliveira. que idéia f a z V. p.. Sa. Kardec tenta explicar que não existem somente espíritos do mal. Juliano Moreira.

não digo já dos bons espíritos.13-14. porque os conselhos. 4. È muito aceitável.15-17). depois de morto pudesse prestar-se a obedecer à pitonisa .para a prática proibida por Deus (Êx 22.9-12. 47.30). por profetas . homem santo.9.30). 2. 0 CASO DE SAUL EA FEITICEIRA DE ENDOR (1 S a m u e l 2 8 ) Razões que provam que houve fraude ou m anifestação demoníaca: 1.23). Lv 20.23).6).18.revelação pessoal (Jó 33. 3.revelação sacerdotal (Êx 28. Não se pode conceber que Deus tenha proibido a feitiça­ ria e a consulta a mortos e depois Ele próprio concordasse em per­ m itir a feiticeira trazer.27.mulher abominável . Não se pode entender que Sam uel. Quais eram? Só podiam ser deuses do inferno (Ap 12. 74 .13. M c 5.revelação inspiracional (Hb 1). por Urim eTum im . Lc 8.13. O diabo pode transfigurar-se em anjo de luz (2 Co 11.19-20. a mulher diz: Vejo deuses que sobem da terra. de fato. 1 Sm 16. Em 1 Samuel 28. mas dos ótimos espíritos. todos eles são unânimes em negar a nossa redenção por Cristo. enquanto vivo.7.17). Dt 18. H avia três m aneiras de Deus comunicar-se com os homens naquela ocasião: por sonhos . o espírito de Sam uel (T g 1. daí Deus não lhe responder mais (1 Sm 28. Is 8.14). Saul perdera a graça de Deus (1 Sm 15.

p. com isso. mas se matou (1 Sm 31.8). 561. as profecias devem ser julgadas.41-46). que significa a volta da alma ou espírito ao próprio 75 . b) tu e teu sfilh os estareis com igo (1 Sm 28. M t 25.Is-Bosete (2 Sm 2. O resultado dessa consulta foi trágico para Saul (1 Cr 10. 1985). Armoni e Mefibosete (2 S m 21. difere da pala­ vra ressurreição. De acordo com Deuteronômio 18.11-13). 1 Cr 10.27. A palavra reencarnação é formada do prefixo re (repetir) e do verbo encarnar (tomar corpo).6. Editora Opus Ltda. (Destaques nossos). Kardec define então esse ensino da seguinte forma: A reen ­ carnação é a vo lta da alm a à v id a corpórea. Hb 9.19).19).13).22. imprecisas e infundadas: a) Saul não foi entregue nas mãos dos filisteus (1 Sm 28. 5. Quando Kardec estabelece a volta da alma a outro corpo. Essas profecias do pseudo Sam uel não resistem ao exame. 6.4) e veio parar nas mãos dos homens de Jabes Gileade (1 Sm 31. m as em outro corpo. não morreram todos os filhos de Saul como insinua essa profecia obscura. Allan Kardec chega a ponto de afirmar ser ela um dogma do espiritismo. Apenas três morreram (1 Sm 31.8-10). O sentido etimológico é tornar a tomar corpo.19-31. Ficaram vivos pelo menos três filhos de Saul . espe­ cia lm en te fo r m a d o p a ra ela e que nada tem d e com um com o a n tigo (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”. são ambíguas.. 2a edição especial. REENCARNAÇÃO A reencarnação é a doutrina central do espiritismo.6). Os mortos não se comunicam com os vivos (Lc 16.

M as ele (Jesus). que é o retorno do espí­ rito aos irracionais. quando Jesus afirmou a necessidade do novo nascimento e de outras pas­ sagens bíblicas. e ela logo se levantou. en con tra n d o -se esp ecia lm en te form u la d o . p. pondo-os todos fora.14 . em não a d m itir aquele a en carnação da alm a hum ana nos corpos dos anim ais. Os espíritos en sin am que a alm a não retrograda. Enquanto Kardec admite o retorno da alma a outro corpo que pode ser de sexo dife­ rente. 85. e. 96. menina. M t 11. D iz ele: A p lu ra lid a d e das ex istências segu n do o esp iritism o. a reencarnação é doutri­ na antibíblica ensinada pelo hinduísmo e. p. 2a edição especial. Editora Opus Ltda. m esm o com o castigo. clamou. no E v a n gelh o (“O Livro dos Espíritos”. o hinduísmo ensina a metempsicose. m as p r o ­ g r id e sem pre (“O Que É o Espiritismo”. Editora Opus Ltda. o diálogo entre Jesus e Nicodemos. d ifere essen cia lm en te da m etem psicose. aliás. corpo. 2a edição especial. pois. d e m uitas p a ssagen s das E scrituras.. cujo espírito retornou ao próprio corpo.Era João Batista o Elias reencarnado? 76 . Ressurreição é uma doutrina bíblica ensinada por Jesus e os evangelhos apresentam vários exemplos de pessoas ressuscitadas por Jesus. e Jesus mandou que lhe dessem de comer (Lc 8. tornar a levantar-se. 1985).. ensi­ nada por Kardec. com pequenas diferenças. 1985). dizendo: Levanta-te. Quer Kardec justificar a reencarnação com a Bíblia. E o seu espírito voltou. posteriormente. Aponta como prova a história de João Batista como sendo a reencarnação de Elias. d e m aneira ex plícita.54-55). e pegando-lhe na mão. Ressusci­ tar significa. afir­ mando que: 0 p rin cíp io da reencarnação ressalta.

A parecim ento de Elias descrito em 1 Reis 17. Elias repreendeu o rei Acabe.2-3) e João Batista foi perseguido por H erodias. Joã o B atista eraE lias.. e João Batista repreendeu o rei Herodes por viver com a m ulher de seu irmão (Mateus 14.1 se assemelha ao aparecimento de João Batista como descrito em M ateus 3. segu n do a crença deles. 4. des­ crita em M ateus 17. mas profético. isto é. pois conforme esta­ belece a doutrina da reencarnação. quem deveria ter aparecido seria João Batista. como se explica que não tenha desencarnado? Foi ele elevado ao céu num redemoinho. casado com Jezabel. tinha as características e missão semelhantes. quando o espírito se encarna toma sempre a forma da últim a existência. 77 .. (“O Evangelho Segundo o Espiritismo” . interrogado.17-18). S e. João Batista. não reencarnado. sem provar a morte (2 Reis 2.11).. 2 a edi­ ção especial.1-6. b) Se Elias tivesse reencarnado. a) Se Elias reencarnou. na Transfiguração. 3. 1985). mulher idólatra e ím pia (1 Reis 18.6-8). respondeu claramente que não era Elias (Jo ão l. c) Traços de identidade de ministérios: 1.Editora Opus Ltda. 21).1. 2. Este já havia sido morto por Herodes e ele então deveria ter aparecido e não Elias.3-4).portanto. m ulher de Herodes (Mateus 14. Resposta Apologética: João Batista era Elias. Elias foi perseguido por Jezabel (1 Reis 19.

sign ifica .16-18. Editora Opus Ltda.. significa nas­ cer do alto).9-10. p. logo Elias e João não são os mesmos. T t 3. e esta ocorre quando se ouve o Evangelho de Jesus Cristo e se crê (Jo 3.1-7 Se o hom em não renasce da água e do espírito. Nicodemos perguntou: Como p o d e um hom em nascer. e nascer? Depois concluiu Jesus: O q u e é nas­ cido da carne é carne. p ela p a la v ra d e Deus.23). 1985). 5.23-24. Não te m a ravilhes d e te ter dito: N ecessário vos é nascer d e novo. a regeneração.p ois: Se o hom em não renasce com seu corpo e sua alm a (“O Evangelho Segundo o E spiritism o”. Jesus disse: Todos os profetas e a eles acrescenta João. Fala Jesus da regeneração que é a mudança das disposições íntimas da alma. O Novo Nascimento de Jo 3.2:E os seus discípulos lh epergu n ta ram : Rabi. Os escritores bíblicos interpretam a palavra água como sinônimo da palavra de Deus: Sendo de novú gerados.36).3-6. João 9. quem pecou. Fenômeno que ocorre num a existência (E f4. estando no mesmo corpo e não do retorno do espírito a outro corpo. como dissemos. C l 3.11). 78 . p a ra que nascesse cego? Essa p ergu n ta p ro v a ria que os apóstolos acreditava m na reencarnação. v iv a . 1 Co 6. p o rven tu ra . Resposta Apologética: A palavra nascer de novo (do grego an othen . este ou seus pais. Em M ateus 11. 2a edição especial. 561. ou em água e em espírito. sendo velh o? Pode. torn a r a en tra r no v en tre de sua mãe. e o que é nascido do E spírito éespírito. não de sem en te corru ptível.13. e que p erm a n ece pa ra sem pre (1 Pe 1. O novo nascimento é. m asda in corru ptível.

o F ilho do hom em se a ssen tar no tron o da sua glória . ou p a i. Então respondeu: N em ele p eco u n em seus p a is. uma centena de reencarnações. ao dizer cem vezes tanto. H á infelicidades e sofrimentos que Deus envia simples­ mente para que sejam manifestas as obras de Deus. evidentemente. ou irm ãos. Que significa isto? Uma centena de nascimentos. e h erda rá a v id á eterna. E todo aquele que t iv e r deix a­ do casas. ou irmãs. ou mãe. como Cristo. que tenh a deix ado casa. Respo sta Apologética: Sejam quais tenham sido as idéias pessoais dos apósto­ los acerca da reencarnação. que m e seguistes.3). E Jesus disse-lhes: Em verd a d e vo s digo que vós. quando.29-30: E E le lhes disse:N a verd a d e v o s d igo que n in gu ém há. na regeneração. tam bém vo s assentareis sobre doze tro ­ nos. é certo que longe estava Cristo de partilhá-las. baseada na opinião de que o pecado pes­ soal faz decorrer toda a infelicidade. promete uma cente­ na de mães. m a isfo i assim p a ra que se m anifestem n ele as obras d e D eus (Jo 9. Resposta Apologética: O próprio Cristo responde a esta pergunta em Lucas 18. M ateus 19. ou terras. Esta resposta arrasa os alicerces de toda a construção reencarnacionista. João ou Elias. p o r a m or de m eu nom e. ou filh o s. todo sofrimento. receb erá cem v ez es tanto. ou m ulher. Porque Jesus. ou 79 . ou p a is. p a r a ju lg a r as doze tribos de Israel.28-29: A reencarnação é extensiva a todos Dizem os espíritas que não se deve acreditar seja a reencar­ nação privilégio exclusivo de alguns personagens em inentes. ou m ulher. ou irm ãos.

de forma alguma vem a ser uma recompensa. então. Marcos. Vejamos sua declaração: M u itos p o n to s do eva n gelh o. p e lo R ein o d e Deus. m uitos m esm o se nos afigu ram irracionais p o r fa lt a d e um a chave. Editora Opus Ltda. p a ra se lhes con hecer o verd a d eiro sentido. e campos. p. Lucas e João registra­ ram a vida de Jesus durante o seu ministério público e. filh o s. e m ães e filh os. que não receba cem v ez es tanto. e no século fu tu r o a vid a etern a (M c 10. da B íblia e dos escritos sagrados em geral. Ora. e irmãos. a reencarnação. essa ch a ve se acha in teira m en te no espiritism o. e irm ãs. 2a edição especial. com p ersegu ições. importa confrontar os ensinos de Jesus com a doutrina da reencarnação para verificar-se se elas são compatíveis: JESUS EA PLURALIDADE DE VIDAS TERRESTRES Kardec procura justificar a doutrina da reencarnação afir­ mando que só mediante esse ensino é que se pode ter compreensão dos ensinos de Jesus exarados nos evangelhos e na própria Bíblia. A vida e a vida eterna. con form e conheceram aque­ les que o estudam seria m en te e que m elh or o reconhecerão m ais tarde (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”. 536.30). em casas. Tudo nesta vida ou neste mundo. 80 . fica tudo ininteligível e até irracional. um a vida dolorosa de purificações sucessivas. é antes um castigo. Não sobra lugar para a reencarnação. 1985). e na idade v in d o u ra a v id a eterna. que não haja de receb er m uito m ais n este m undo. são in in telig ív eis. Ora. ao contrário. Ademais. segundo confessam os mais ilus­ trados reencarnacionistas. os escritores M ateus.. j á n este tem po. Do contrário. que im ediata­ mente se lhe seguirá —eis a existência do homem.

dizen­ do: E nós.39-43. Tu cometeste muitos cri­ mes e toda a falta cometida. 81 . Definitiva independência do corpo . Devemos pesquisar se Jesus reconhecia a pluralidade de existências terrestres. com ju stiça . quando en trares no teu reino. Fosse Jesus reencarnacionista. lem b ra - te de m im . Cada qual deve resgatar-se a si mesmo. tanto é que um deles faz sua confissão ao companheiro de crimes.RESUMO DA DOUTRINA REENCARNACIONISTA A doutrina reencarnacionista pode ser assim sintetizada: 1. Pluralidade de existências terrestres. na verdade. todo mal realizado é uma dívida con­ traída e que deverá ser paga. em novo corpo. pois o arrependimento é o primeiro passo para tornar-te um espí­ rito puro. Jesus ensinou a unicidade da vida terrestre e não a plura­ lidade devidas terrestres. p orq u e recebem os o que os n ossosfei­ tos m ereciam . Poderia quando muito dizer: É bom que tu te arrependas. Progresso permanente até à perfeição. o progresso permanente até à perfeição. Os dois tinham sido muito maus. e. deverás voltar a esta terra. Em Lc 23. não poderia ter falado assim. vemos Jesus pregado na cruz e suspenso no meio de dois ladrões. M as não basta. Já não podes fazê-lo nesta existência: terás de reencarnar mais vezes. 2. Conquista da meta final por esforços próprios. 3. Deves ter paciência contigo mesmo. 1. E disse a Jesu s: Senhor.espírito puro. para expiar e resgatar teus crimes. E d isse-lh e Jesu s: Em verd a d e te d igo que hoje estarás com igo no Paraíso. a vida do espírito defi­ nitivamente livre do corpo. mas este n en hu m m a lfez . 4. con­ quista da meta final por esforços próprios.

lemos a narrativa de Lázaro e do rico. com o aos hom ens está ordenado m orrerem um a vez. Paulo. não muitas vezes. como vai depois se perder na imensidão dos espaços.27). dois caminhos e dois 82 . permanecendo ainda por algum tempo em estado de per­ turbação e confusão. o rico se encontra em tormentos conscientes e pediu compaixão: P ai Abraão. Fosse Jesus reencarnacionista. Esse ensino de Jesus c paralelo ao que se encontra em M t 7. que m olhe na águ a a p o n ta do seu dedo e m e refresque a lín gu a . Morrerem uma vez. E ele escreveu: E. Em Lc 16. Jesus ensinou a existência de dois lugares finais e irreversí­ veis depois da morte e não progresso contínuo até à perfeição. tem m isericórdia de mim .19-31. E. na erraticidade.13-14. e L ázaro som en te m ales. vin d o depois disso o ju íz o (Hb 9. explicaria como ela readquire aos poucos um estado de consciência. teria agora uma boa ocasião para in sistir nesta doutrina: d iria que a alm a se desprende do corpo. como procura novas oportunidades para reencarnar. e m anda a Lázaro. não um número indefinido de vezes: uma só vez. lem b ra -te de que recebeste os teus bens em tua vid a. No Hades. A braão respondeu: Filho.p orq u e estou atorm en ta do nesta chama. que foi levado pelos anjos para o seio de Abraão assim como o rico.12). tanto Lázaro. Os dois morrem. e agora este é consolado e tu atorm entado. 2. nos assegu­ ra ter recebido seu Evangelho diretamente de Jesus (G11. além disso. zeloso apóstolo de Cristo. nem tam pouco os de lá p a ssa r p a ra cá. quando Jesus falou de duas portas. São palavras de Cristo. está p o sto um g ra n d e abism o en tre nós e vós. Oferece-se a Jesus a oportunidade do que se segue imediatamente após a morte. de sorte que os que quisessem p a ssa r daqui p a ra vó s não p od eria m . fiel discípulo e.

21 8. o espiritismo anuncia: Fora da C aridade não ex iste Sal­ vação. Ora. aos milhares.46.. m esm o de um Deus. Para justificar tal ensino blasfemo. ora. 2 a edição especial. Enquanto a Bíblia aponta nossa redenção por meio de Jesus Cristo através de sua obra salvífica realizada em nosso favor no Calvário. E também o caso de Kardec que se baseia no ensi­ no dos espíritos quando prega a reencarnação. é a única que corresponde à idéia da ju stiça d e D eus com respeito aos hom ens d e condição m oral inferior. E o dogma central da doutrina espírita. p o is o ferece-n o s o m eio de resgata rm os os nossos erros a tra v és d e n ova s p rova s. A razão assim nos diz.34. afirm am em todos os p o n to s do m undo. a m issão d e Cristo não era resgatar com o seu sa n gu e os cri­ m es da hum anidade. 7a edição).? . a única que p o d e ex plicar o nosso fu tu r o efu n d a m en ta r as nossas esperan­ ças. Esse ensino é corroborado pela referên­ cia de M t 25. e é o que os E spíritos nos ensinam (“O Livro dos Espíritos”. Editora Opus Ltda. aos milhares. Cada qual d e v e resgata r-se a si mesmo. resga ta r-se da ign orâ n cia e do mal. 0 sangue. Jesus ensinou a nossa redenção por sua morte na cruz e não redenção por esforços próprios. em todos os pon­ tos do mundo. não seria capaz de resgatar ninguém . Um dos mais em i­ nentes escritores espíritas —Léon Denis —assim se pronuncia: Não. 3.41. Que espíritos seriam esses em todo o mundo que anunciam doutrina oposta à ensinada por Jesus? Lendo M t 16. 84. q u e con siste em a d m itir p a ra o hom em m uitas existências sucessivas. 1985). Léon Denis se vale da informação trazida pelos espíritos. dizendo: A d o u trin a da reen ca rn a çã o. (“Cristianism o e Espiritism o”. p85. p.lugares finais e definitivos. E o que os espíritos.

encontramos o seguinte relato: D esde en tã o com eçou J esu s a m o stra r aos seu s d iscíp u los que. m as só as q u e sã o dos hom ens.8-9). Podemos afirmar que jam ais um cristão pode ser espírita. segu n d o as Escrituras. tem com paix ã o d e ti. Satanás. E quando os espíritos sugeriram a Léon Denis que nem o sangue de um Deus poderia resgatar ninguém . tra n sfig u ra n d o -se em ap óstolos d e Cristo. como também um espírita jam ais poderá tornar-se um cristão. que Cristo m orreu p o r nossos pecados. co n v in h a ir a Jeru sa lém . p o rq u e o p r ó p r io S atanás se tra n sfig u ra em a n jo d e lu z (2 Co 11. p o rém . segu n do as E scri­ turas. São francamente opostos em práticas e ensinos. O espiritismo é outro evangelho (G 11. de m odo n en h u m te a co n tecer á isso. com eçou a rep reen d ê-lo . e dos escribas. O Evangelho verdadeiro está explicado por Paulo em 1 Co 15. é de se notar que esses espíritos a que se refere esse escritor certam ente são espíritos demoníacos que orientam os escritores espíritas a partir do codi­ ficador A llan Kardec. que m e ser v es d e escâ n d a lo. Satanás tinha sugerido a Pedro que Jesus jam ais passasse pelo C alvário para redim ir a hum anidade pelo seu sangue.3-4: P orque p r im eir a m en te v o s en tr eg u ei o que tam bém recebi. e que ressuscitou ao terceiro dia. e dos p r in cip a is dos sacerdotes. v o lta n d o -s e.p orq u e n ão co m p reen d es as coisa s q u e são d e D eus. d isse a P edro: P ara trás d e m im . E le. e ressu scitar ao terceiro dia.13-14). E Pedro. 84 . e ser m orto. e p a d e ce r m u itas coisas dos anciãos. E não é m a ra v i­ lha. to m a n d o -o d e p a rte.23. d iz en d o : S enhor. E Paulo declara que não é para se adm irar que isso aconteça porque esses espíritos satânicos se transfigu­ ram em anjos de luz: P orq u e tais fa ls o s ap óstolos são ob reiros f r a u ­ du lentos. e que f o i sepultado.

Q uando. O texto de João 3. Em quarenta e seis a n o s fo i e d ifca d o este tem plo. Sobre a ressurreição universal. Ele diz: N ão vos m a ra vilh eis disto: p o rq u e v em a hora em que todos os que estão nos sepulcros ou virã o a sua voz. pois. Essas palavras de Paulo são a repetição da profecia de Isaías com relação à obra resgatadora de Jesus: V erdadeiramente ele tom ou sobre si as nossas en ferm ida des. fe r id o de D eus. e os que fiz e r a m o m a l p a ra a ressurreição da condenação (Jo 5.28). Jesus ensinou a ressurreição final de todos os homens. Falando da sua ressurreição. e as nossas dores levo u sobre si.19-22). apontando que sua ressurreição era a base para a ressurreição dos seus seguidores. Não só isso apontou tam ­ bém um dia de juízo final em que todos os mortos irão ressuscitar corporalmente. e nós o repu tá vam os p o r aflito. Ao contrário. e em três dias o levantarei. o espiritismo ensina o estado final como espírito puro. e para dar a sua vida em resgate de muitos (M t 20. ecrera m na E scritura. m as tenha a v id a eterna. 4. E os q u efiz era m o bem sairão p a ra a ressurreição da vid a . e oprim ido. Nossa redenção por Cristo é a medula do evangelho bem como o Filho do homem não veio para ser servido. o castigo que nos traz a p a z esta va sobre ele. e m o íd o p o r causa das nossas in iq ü i- dades. M as ele f o i fe r id o p o r causa das nossas transgressões. Durante o seu ministério público Jesus ressuscitou algumas pes­ soas mencionadas nos evangelhos e. mas para servir. paralelamente.28-29). e p ela s suas p isa d u - ra sfom os sarados (Is 53. e t u o leva n tarás em três d ia s? M as ele fa la v a do tem plo do seu corpo. I)iíinte 85 . É a mensagem central cristã.16 é considerado a Bíblia em miniatura: P orque D eus am ou o m undo de ta l m aneira que deu o seu F ilho u n igên ito. ensinou a res­ surreição dos mortos. pois.4-5). D isseram .p a ra que todo aquele que nele crê não pereça. e na p a la v r a que Jesu s tin h a dito (Jo 2. ressuscitou d en tre os mortos. os ju d eu s. os seus discípulos lem b ra ram -se de que lhes dissera isto. afirmou: Derribai este templo.

A. Dragon.10-12.21-22). . D isse-lh e Jesu s: Eu sou a ressurreição e a vid a .Per­ guntas que m uita gente faz”. os espíritos que a Bíblia chama de demônios? (2 Co 11. v iv e r á (Jo 11. de 26 a 29 de agosto de 1923. todo o mal praticado. M arta: Teu irm ão h á d e ressuscitar. p. Bélgica. nas palavras de Kardec. será tão absolutamente impossível que. disse: A reencarnação ta l com o tem sido exposta a té agora. sejam os inimigos de Jesus. quem crêem m im . ela falou da ressurreição do último dia e Jesus não rebateu sua afirmação. expiação (que é o sofrimento) e reparação (que são as boas obras). Dois pontos devem ser apontados nesse diálogo de Jesus com M arta: primeiro. segun­ do. 1 Rs 22. (Citado no livro “Religião & Religiões . 1997). as Ires condições necessárias p a ra ap agar os traços de u m a fa lta e suas con ­ !íl. Editora Santuário. as condições para alguém se tornar um espírito puro são três: A rrependim ento. D isse-lh e M arta: Eu sei que há d e ressuscitar na res­ surreição do últim o dia. dado que estava conforme o seu ensino sobre a ressur­ reição em João 5. expiação e reparação constituem . é uma dívida contraída que deverá ser paga pelo próprio homem através do arrependimento. Ef6.14-15. esses espíritos. os espíritas nos ensinam outros caminhos. Jesus declarou à irm ã dele. explica essa doutrina dizendo que toda a falta cometida. no C ongresso E spírita In tern a cion a l realizado em Liège. pois. não pa ssa de teoria boba p a ra cria n ­ ça de escola p rim á ria . Assim. 139. porta n to. Quando. opostos ao que Jesus estabeleceu. declarar que o irmão dela haveria de ressuscitar.23-25). Carma: Paralelamente à doutrina da reencarnação segue-se a dou­ trina do carma que. ain da que esteja m orto.do túmulo de Lázaro.28-29.

seqüências (“O Céu e o Inferno”. quando alguém furta. todos de ig u a l m odo p erecereis (Lc 13. quando o capanga mata. O que sofremos é justo. 2a edi­ ção especial. não fazemos nada de mal. estabeleceu: se não vos a rre- p en d erd es. Deus não pode perm itir a desigualdade do mundo. Deus seria injusto. a Bíblia afirma que o ladrão na cruz se arrependeu e ouviu de Jesus a promessa de que naquele mesmo dia estaria com Ele no paraíso: Senhor. se torturarmos ao pró­ ximo. Resposta Apologética: 1.42-43). e não é só isso: deduz-se que se está 87 . A rrep en d im en to Quanto ao arrependimento.. foi merecido por nós. que há merecimento em m artirizar os outros. 747. Então. 2. p. esta vida é uma expiação. se matarmos. Deus não pode deixar exceder o que a pessoa mere­ ceu. 1985). Expiação Então. E d isse-lh e Jesu s: E m v er d a d e te d ig o q u e h o je estarás co m igo no P araíso (Lc 23. Segue-se que.. Editora Opus Ltda. Se o permite. M uito bem. Deus não pode perm itir a injustiça. se o sofrimento passasse o mal cometido. Jesus. É apenas o que ele mereceu noutras encarnações! Sim . pois que.3). é porque foi mereci­ da. E daí? D aí que resulta que não há m al nenhum em matar. lern- b ra -te d e m im quando en trares no teu reino. segundo Kardec. por sua vez. é sempre instrumento de justiça divina. que é uma boa obra o furtar.. pelos dizeres dos espíritas. faria diferença entre as suas criaturas in teli­ gentes. ainda que seja nou­ tras encarnações. quando um homem mau persegue o seu sem elhante.

pelas suas doutrinas. p. 631. Na realidade são duas coisas distintas.. M uitos querem identificar a caridade cristã com a filan- tropia. Ibi- dem). então o que é? Seria. Não lhe podia fazer um bem maior. no entanto. fazendo um bem quando todo mundo pensa que se está a fazer mal aos outros. na m áxim a. Paulo afirma que alguém pode dar seu corpo para scr queii nado r Iodos os seus bens aos pobres e ainda não ter caridade.. M eu s filh o s. F ora da C aridade N ão H á S al­ vação. 13. HK . tanto mais nos agradecerá. Pela doutrina bíblica. a ver­ dadeira filantropia. Se nao e raridade crista. o espiritism o adotou o slogan: Fora da C aridade não há Salvação.3.. Kilantropia e caridade podem apresen­ tar um aspecto externo exatam ente igual e. só fazemos sofrer a quem mereceu. Quanto mais mal fizermos aos outros. Pela doutrina espírita. Ele o tinha m erecido na encarnação anterior. Quando um amigo atraiçoa outro. Em 1 Corín- tios. Quanto mais pagar das suas culpas. 3. fazendo mal aos outros. ele já tinha mesmo de passar por essa.devia ser abraçado por este com lágrimas de grati­ dão. rouba-o. expomo- nos a fazer sofrer um inocente. Estava escrito. E depois. maior será o benefício que eles recebem.. Logo. deixa-o na miséria . espíritas. estão con tidos os destin os dos hom ens na terra com o nos céus (“O Evangelho Segundo o Espiritism o”. Reparação Quanto a esta últim a. podemos e devemos praticar o mal.

Paulo afirm a em E fésios 2. e isto não v em de vós. que a razão da nossa existência consiste em glori­ ficarmos a Deus: A ssim resp la n d eça a vo ssa luz d ia n te dos hom ens. as quais D eus p r ep a ­ rou p a ra que andássem os nelas. A í está a significação da caridade. leva n ta n d o -se 7. Paulo. lhes dirá: E m v erd a d e v o s d igo que quando o fiz e s te a um destes m eus p eq u en in os irmãos. e.1-10). éd o m de Deus. Somos criados para as boas obras e não pelas obras e é por meio da fé que somos salvos.40 Jesus decla­ ra: E. Logo. E afirmamos que existe uma cone­ xão entre a caridade cristã e o amor a Deus. As boas obras nunca salvaram e nunca ajudaram a salvar.aqueu. Não v em das obras. D ign o és. Senhor.37-39). em importância. se n a lgu m a coisa ten h o defraudado alguém . abandonando as práticas más e nos voltamos para a 89 . e p o r tua vo n ta d e são efo ra m criadas (Ap 4.16). Foi assim que se deu com Zaqueu (Lc 19. respon d en do o R ei. é o amar a Deus sobre todas as coisas (M t 22. logo nasceu a preocupa­ ção pelos menos favorecidos e se pronunciou espontanea­ mente: E. declara que nos tornamos novas cria­ turas. o primeiro mandamento. Ao receber Jesus em casa. O cristão ama a Deus no próximo.8). Dizemos. e honra. haver diferença fundamental entre ambas. disse ao Senhor. Os dois chegam mesmo a identificar-se. As boas obras são o resultado da nossa fé em Cristo. a m im o fiz estes. P orq u e som os fe it u r a sua. em 2 Coríntios 5. que está nos céus (M t 5.11).8 -1 0: P orque p e la gra ça sois salvos. p a ra que n in gu ém se g lo rie. p a ra que v eja m as vossas boas obras e g lo r ifiq u em a vosso Pai. p o r m eio da f é . eis que eu dou aos p o b res m eta d e dos m eu s bens. o restituo quadruplicado (Lc 19. pois em M ateus 25. ep od er. d e rece­ b er glória . à luz da Bíblia.17.p orq u e tu criaste todas as coisas. criados em Cristo Jesu s p a ra as boas obras.

Cristo deveria ser um espírito muito atrasado. Castigar sem que o réu saiba por que parece brutalidade e não satisfaz nem o nosso próprio sentimento de justiça hum ana. desde que estejamos em Cristo Jesus. Ocorre que Kardec ensina que a pessoa não tem lembrança alguma dos fatos da vida anterior. 4. Perguntas que fazem os espíritas: Por que uns nascem com saúde e outros doentes e aleija­ dos? a) Pai sifilítico gera filho sifilítico. pois morreu pobre. Este é o fato inconcusso absoluto.prática do bem. b) Por que alguns nascem ricos e outros na mais extrema miséria? Dizem os reencarnacionistas que os ricos são espíritos adiantados e os pobres. Logo. porque uma menina nascida no Brasil é a reencarnação de H itler e vai sofrer no lugar dele. quanto mais o da justiça divina. as boas obras devem ser apenas a manifestação externa do interno amor que temos a Deus. porque suas mães em estado de gravidez tomaram o famoso psicotrópico Talidomida. Mesmo . Ora. A T V apresentou uma reportagem a respeito de oito m il crianças nascidas aleijadas e defeituosas. espíritos atrasados. Pelo que sofreu deveria ter cometido hediondos crimes na vida passada. se assim fosse. O resto não passa de pura fantasia dos adeptos da reencarnação. Um H itler fica livre de seus crimes. crucificado entre dois ladrões e miseravelmente caluniado.

leucemia. inclusive passando pela erraticidade como o homem. 91 . originalmente? São criadas sim ples e ignorantes as almas. editora Opus Ltda. 84. (“O Livro dos Espíritos”. Logo. sem saber porque está acometida de uma doença grave. Afirma Kardec que os animais tiraram o seu princípio inteli­ gente do elemento universal inteligente. por exemplo. que. igualmente como o que aconteceu com o homem. M orre sem saber dos seus crimes numa existência anterior quando vivia como Hitler. admi- tindo-se o princípio de justiça de que cada qual faz por merecer? Não! Os homens sempre se colocam num nível superior aos olhos dos anim ais.. 2aedição especial. p. quer dizer.. sujeito a uma lei progressiva. permanecendo assim os animais num estado de inferioridade. os animais possuem uma inte­ ligência que lhes faculta certa liberdade de ação. por fim. c) Qual o estado da alma. parece. p. para quem os homens são deuses. 324. 1985). Façamos então uma comparação entre os homens e os ani­ mais. fica o animal no mesmo nível de que o homem. contraria o princípio de justiça divina a que se refere Allan Kardec para justificar a reencarnação. De onde tiram os animais oprincípio que constitui a espécie particular de alma de que são dotados ? D o elem en to in teligen te universal. M as. Editora Opus Ltda.. 1985). Deus criou seres intelectuais perpetuamente destinados à inferioridade. sem cultura e sem reconhecerem o bem e o m a l( O Livro dos Espíritos . Posto isto. 2a edição especial. É lógico? Kardec afirma mais que: a reencarnação se enquadra melhor cotn aju stiça ao dizer que é única que corresponde à idéia da ju stiça de Deus.

os a n im a is tam bém o são. faculdade da alma. Assim também acontece com a inteligência. Sobrevivendo à morte do corpo. Paris. p.. como a do homem ? H á um a com o erraticida de. Tendo osanimais uma inteligência que lhes dá certa liberdade de ação. Já viram porventura uma impressão digital igual à outra? De maneira nenhuma. assim também acontece com a inteligência do homem. 1863 p.. d ispon do d e m eios m ais am plos d e com unicação. e) Regressão dc idade prova a reencarnação? 92 . E ditora Opus L td a. ten d o n eles o h om em ser v id o re s in telig en tes (O Livro dos Espíritos. e que so b rev iv e ao corpo.. e v ez que não se acha u nida a um corpo. os vegetais e também a parte somática do indivíduo em que não há nada absolutamente igual. haverá neles algumprincípio independente da matéria? Sim. 21). in feriores ao hom em e se lhe acham su bm etid os. Osanimais estãosujeitos. Não sabem estes que não h á dois seres. 1985). 2 o edição especial. Recueli de Comunic alions Obcnucs par Divers M édiuns”. 167. on de os hom en s são m ais adian tados. e d a í v em que nos m undos superiores. Temos ainda a palavra de um médium espírita: Anatole Barthe refuta assim as desigualdades humanas: P ara d e s e n v o lv e r as d esigu a ld a d es h u m a n a s os esp írita s en sin a m a reencarnação. duas coisas p e r fe i­ ta m en te iguais na n atureza e que nem no im enso espaço nem tam pouco ao lon go do tem po p odem ser en con trad as? Não ép recisa m en te na d iv e r ­ sid ade que nasce a ha rm on ia do u n iv erso ? (“Lc Livre des Espirits. Por que é que uns nascem inteligentes e outros medíocres? Como acontece com os anim ais.porém . como ohomem a uma leiprogressiva ? Sim. a alma o animalfica errante. São sem pre.

f) O problema populacional: Sabemos que a população do mundo aumenta assustadora­ mente. Portanto. Experiências Inversas —Podemos também fazer experiên­ cias de progressão de memória sugerindo que o hipnotizado tenha envelhecido. Absolutamente não. nega-a. então. por exemplo. De forma que a regressão de idade para provar ou negar a palingenesia depende da opinião do hipnotizado. No Brasil. ultrapassando hoje os seis bilhões de habitantes. não pode absolutam ente aum entar a população. Já se acha comprovado pela hipnolo- gia: quando o hipnotizado é reencarnacionista. que se comporta como autêntico ancião. em 1935. Sabemos tam bém que há poucos anos eram três bilhões. havia mais ou menos 34 milhões de pessoas. De onde. sugeridas tanto pelo consciente como pelo hipnotizado. em 2001 somos mais de 160 milhões. revela reencarna- ção. evoluindo. Será por isso que os macacos estão em extinção? . situação irreal. entretanto quando não é. C onclui-se daí que em ambos os casos as situações são puramente imaginárias. vêm tantos espíritos? A llan Kardec ensina que o homem vem do macaco. se a pessoa morre e se reencarna.

em realidade. durante o intervalo de suas existências corpóreas.Fenômeno pelo qual os seres do mundo incor- póreo se manifestam à vista. não encarnados. em oposição a espírito errante. E uma faculdade inerente à própria natureza da alma ou do espírito. G l o s s á r i o E s p ír it a : Aparição . Erraticidade . 94 . Diz-se espírito encarnado. Os espíritos são errantes no intervalo de suas diferentes encarnações.Doutrina fundada sobre a crença na existên­ cia dos espíritos e em suas manifestações. Encarnação . pois.O que tem relação com o espiritismo. visto que. a alma. ela não é mais circunscrita. e que reside em todo o seu ser. Clarividência —Faculdade de ver sem o auxílio dos órgãos da visão. isto é. eis porque em todos os casos em que há emancipação da alma. estende-se por toda a parte onde a alma exerce sua ação: tal é a causa da visão a distância de que gozam certos sonâmbulos.XXIII .Estado dos espíritos que revestem um invó­ lucro corporal. A encarnação pode ocorrer na Terra ou em outro mundo. Pode-se. dizer que o sonâmbulo vê pelos olhos da alma. o homem tem percepções independentes dos sentidos. adepto do espiritismo. a facul­ dade de ver é lim itada pelos órgãos materiais: desprendida desse obstáculo. se o corpo não se acha acolá.Estado dos espíritos errantes. ou erráticos. Espírita . ali se encontra. Espiritismo . Eles se vêem no próprio local que observam e descrevem ainda que este se situe m il léguas a distân­ cia. aquele que crê nas manifestações dos espíritos. No estado corporal normal.

ou nas outras esferas. Livre-arbítrio . crença na existência da alma espiritual e imaterial. e que deixaram o invólucro corporal. Espírito . Espiritualista . O espiri­ tualismo é a base de todas as religiões. faculdade que ele tem de se guiar pela sua vontade na realização de seus atos. Fluido Universal .Todo espírita é necessariamente espi­ ritualista. as almas dos que viveram na Terra. Médium . Espiritualismo —Usa-se em sentido oposto ao de m ateria- lismo.No sentido especial da doutrina espírita. provas para o futuro e expiação do passado. Ê espiritualista aquele que acredita que em nós nem tudo é matéria. sofrimento moral. adepto do espiritualismo. fora do mundo material. e constituem o mundo invisível.Pessoa que pode servir de interm ediária entre os espíritos e os homens. os espí­ ritos são os seres inteligentes da criação.Princípio elementar do qual a conden­ sação resulta nos diversos estágios da matéria. ao mesmo tempo. o que de modo algum im plica a crença nas manifestações dos espíritos. O fluido universal não é causa da inteligência. A partir dele desenvolve-se o princípio vital. ocorre no estado de erraticidade como o sofrimento físico ocorre no estado corporal. Não são seres oriundos de uma criação especial. As vicissitudes c os tormentos da vida corporal são. o m ate­ rialista não é uma nem outra coisa. 95 . Todo aquele que sente. que é mais ou menos condensada conforme os mundos.O que se refere ao espiritualismo. porém. pode-se ser espiritualista sem ser espírita. mas. Expiação —Pena que sofrem os espíritos como punição das faltas cometidas durante a vida corporal. ape­ nas serve de veículo do pensamento. que povoam o Universo. num grau qualquer. A expiação.Liberdade moral do homem.

que procuram dominar. sem o concurso da voz humana. Os maus. um privilégio exclu­ sivo. Essa faculdade é inerente ao homem. médium. a visão. raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. nos espíritos errantes. identificam-se com o espírito deste e o conduzem como se fora verdadeira criança. combatem a influência dos maus e. a influência dos espíritos é. assim só se qualificam aqueles em que a faculdade mediúnica se mostra bem caracteriza­ da e se traduz por efeitos patentes. mais ou menos. de certa intensidade. Pneumatofonia . Nos encarnados. a audição e as diversas sensações são localizadas e limitadas à percepção das coisas materiais. 96 . o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva. Por isso mesmo. pelo sentido espiritual ou psíquico.Envoltório sem im aterial do espírito. serve de intermediário entre o espírito e a matéria. Todavia. tudo o que se encontra na esfera de irradiação do seu fluído perispirítico. Aconselham. retiram -se. m édiuns. Mediunidade . não constitui.Voz dos espíritos. Pode. O perispí­ rito é o órgão sensitivo do espírito. por esse fato. constitui o corpo fluídico do espírito. se agarram àqueles de quem podem fazer suas presas. Se conseguem dominar algum. Perispírito . ao contrário. por todo o seu ser. portanto.Faculdade dos médiuns. se não os ouvem. usualm ente. dizer-se que todos são. Os bons espíritos nenhum cons­ trangimento infligem . o espírito vê. pois. Pelos órgãos do corpo. elas se generalizam . Nunca é praticada senão pelos espíritos infe­ riores. comunicação oral dos espíritos. Obsessão —Domínio que alguns espíritos logram adquirir sobre certas pessoas. por meio do qual este percebe coisas espirituais que escapam aos sentidos corpóreos. ouve e sente.

passa a constituir-lhe sua própria vida orgânica modificada. con­ forme a espécie. homens. atuando como elo entre o espírito e a matéria.Comunicação dos espíritos pela voz de um médium falante. Psicofonia . mas se torna espécie-específico: individualiza-se no ser vivo. Tem sua fonte no fluido universal. Psicografia .Nome que se dá ao princípio geral da vida m aterial.Volta do espírito à vida corpórea. animais e plantas. isto é. Pneumatografia .Escrita dos espíritos pela mão de um m é­ dium. Reencarnação . comum a todos os seres orgânicos.Escrita direta dos espíritos. 97 . Princípio Vital . sem o auxí­ lio da mão de um médium. O princípio vital é o mesmo para todos os seres orgânicos. plurali­ dade das existências. na forma de fluido magnético.

Entendendo as Religiões não Cristãs e Entendendo as Seitas). M ather e L arryA . K. Um M an ual das Religiões de H oje . Editora M undo Cristão. Imprensa Batista R e­ gular.Instituto Cristão de Pesquisas IC P - Editora.W alter M artin. Editora Chamada da M eia-N oite.Josh M cD ow ell.N atanael R inaldi e Paulo Romeiro.Norman G eisler e Thom as Howe. Dicionário de Religiões.(toda a série). Josh M cD owell e Don Stewart. IC P .George A. Evidência Que Exige Um Veredicto . Revista Defesa da Fé .. Enigmas e “Contradições da B íblia .B ib l io g r a f ia R ecomendada Bíblia Apologética . .J . M anual Popular de Dúvidas. XXIV. Editora Vida. Nichols. . Van Baalen. Entendendo as Religiões Seculares.H ank H anegraaff. Editora Candeia. D esmascarando as Seitas . John Ankerberg e John Weldon. C ristianism o em C rise . Editora CPAD. Crenças e Ocultismo .Editora. Os Fatos Sobre. Editora Betânia. Editora Candeia. Editora CPAD.. O Império das Seitas . O Caos das Seitas .(todas as edições).(Entendendo o Oculto.

ISLAMISMO .

Suas crenças são muito seme­ lhantes em vários aspectos. O Islã possui seguidores em todos os continentes do mundo. do céu e do inferno. A razão para isso deve ser evidente por si mesma: é muito fácil alguém fazer declarações a respeito de si mesmo. uma resposta cristã. e. e que Deus fez-se conhecer ao homem por meio de uma revelação. Ortodoxos. Protestantes etc).I . mesmo que ambos possam ser igualm ente falsos. 101 . oferecendo. numa ressurreição futura. O Islamismo e o Cristianismo são as duas religiões de maior porte e mais missionárias no mundo. Entretanto. Nossa tarefa é examinar as declarações islâmicas para ver se cada uma delas é verificável. prová-las é um assunto totalmente diferente. portanto. o caminho da salva­ ção. existem também diferenças óbvias entre elas. em contrapartida. e a escritura ou escrituras de fé. Ambos são monoteístas. são universais. o Islamismo e o C ris­ tianismo não podem ser verdadeiros ao mesmo tempo. foram funda­ das por um indivíduo específico em um contexto definido e histo­ ricam ente verificável. particularmente em relação à pessoa de Jesus.In t r o d u ç ã o A religião islâm ica é hoje a segunda m aior religião em número de fiéis. Estas diferenças abarcam as doutrinas mais fundamentais de cada religião. estando à sua frente apenas o Cristianismo (in- cluem -se aqui Catolicism o Romano. Este m ate­ rial apresentará as principais objeções islâmicas contra a fé cristã. e crêem na existência de anjos.

porém o único menino morreu quando ainda era criança. II . A lá era um nome que se usava para um dos deuses da Arábia. M aom é repudiou esta idéia. depois da sua morte. A maior parte do povo da Arábia era pagã.. Tiveram vários filhos. Seu nome era Khadija. adoradas por muitos. (Sura 27:91). Freqüente­ 102 . uma senhora já duas vezes viúva. segundo o entendimen­ to islâmico. Parece que havia boa relação entre os dois. durou 25 anos e term inou com a morte da esposa. que era 15 anos mais velha do que ele. um tio. o que trouxe grande sofrimento a Maomé.. que era conhecido como o pai das deusas Lat. ter visões e sonhos. e creditava em muitos deuses e os adorava especialmente num templo que chama­ vam Kaaba (palavra árabe para cubo). assim como qualquer outra que fomentasse idolatria em seu pensamento. casou-se com sua patroa. capital do comércio na Arábia. Seu pai morreu antes que ele nascesse. Seu casamento com Khadija. Prim eiro foi o seu avô que cuidou dele e. No Alcorão lemos acerca de M aomé: F ui m andado adorar o Senhor desta Terra. Aprendemos sobre M aomé que ele era um homem quieto e de vida simples. e sua mãe morreu quando ele tinha somente seis anos de idade. mas. um homem chamado M aom é nasceu na cidade de M eca. Os muçulmanos dizem que isso se refere a A lá e provavelmente têm razão. M aom é começou a ouvir vozes. Uzza e M anat. Aproximadamente dez anos antes da morte de sua esposa.A V id a de M aomé Quase 570 anos depois da morte e da ressurreição de nosso Senhor Jesus. Quando M aomé tinha 25 anos de idade.

M aomé ficou preocupado por­ que espumava pela boca e rugia como camelo novo. Q uanto aos cren tes que p ra tica m o bem . teve uma experiência extraordinária. Tanto o paraíso como também o inferno receberam uma descrição muito viva. a fim de servir como líder e árbitro nas questões existen­ 103 . onde terã o esposas im aculadas. o Alcorão (capítulo = Sura. que é A lá e que todos os ídolos deveriam ser destruídos. Maomé recebeu um convite para mudar-se paraM edina. cerca de mais 200 moradores de M eca o seguiram. se tornou o livro santo do Islã. até sua morte. para lá meditar. O sucesso da pregação de M aomé foi inicialmente peque­ no. taças e ja r r a s cheias de n éctares e hu ris (v irgen s bonitas) de olhos gra n d es. M uito foi revelado acerca do julgamento vindouro. e ele. ficou m uito atem orizado. ao longo dos anos. Em 622 a.1- 56). mente saía da cidade e ia para uma caverna no monte de H ira. Primeiro as mensagens diziam que há só um Deus. parecia embriagado. sobre a necessidade de viver corre­ tamente e a perspectiva da vida eterna no paraíso ou no inferno. M aomé disse que recebeu as revelações do anjo Gabriel e que. Lá na caverna recebeu a primeira revelação do que. pelo menos no início. e os que fo ssem p a ra lá beberiam á g u a fe r v e n te ep u s em cim a de fr u ta s am argas (Sura 56.57). fru ta s. mais tarde. on de m orarão etern am en te.. Segundo a tradi­ ção islâmica. a 250 km ao norte de M eca. versículo = Ayate). Os que fossem ao Céu receberiam todo o bem: com ida m aravilhosa.D. in trod u z i-lo s-em os em ja r d in s abaixo dos quais correm rios. então. mas depois recebeu mensagens durante 22 ou 23 anos. Quando tinha 40 anos. Era como se sua alma fosse tirada do corpo. a princípio. e os fa r e m o s d esfru ta r um a den sa som bra (Sura 4. No in fern o nada h a veria p a ra refresca r ou agradar. às vezes. por vários dias. sem elh a n tes a p érola s em suas conchas. Sua esposa foi a primeira convertida e.

o tribu to (Jyza. (Sura 9:5. hum ilhados. Somando isso à oposição que sua pregação ainda suscitava. Durante sua permanência em M edina. mas não sem antes tomar a cidade de M eca. Essa fuga para M edina foi chamada de H égira e tornou- se o início do calendário islâmico. mas pela aplicação de enormes somas de dinheiro dos países muçulmanos em países pobres. com o saque dos despojos e prisioneiros: . Hoje tal guerra já não se faz pela espada.. um a taxa esp ecia l p a ra os que não eram m uçulm anos). como forma de atraí-los ao Islã.. não da comunidade islâmica em geral. Alguns sugerem que para poder sustentar sua fam ília e seus seguidores M aomé em M edina instituiu a guerra santa (o Jihad) contra os infiéis. E com batei-os a té que não haja m ais idolatria e que a religião p erten ça ex clu siva m en te a D eus. sim.tes entre muçulmanos.m atai os idólatras on d e q u er que os en con treis e cap tu ra i-os e cerca i-os e usai da em boscada contra eles. 47:4. ele emigrou para M edina. e tornou-se polígamo tam ­ bém.. mas também de conquistar os vencidos para o Islã. Q uando. M aom é morreu cm 632 a. go lp ea i-o s no pescoço. no cam po d e batalha. em poderoso homem de guerra. ele transformou-se. C om batei os que não crêem no ú lti­ m o dia e não p roíb em o que D eus e Seu M en sageiro proibiram . 9:29. isto é. Baseado neste princípio. de um simples pregador revolucioná­ rio.. o território do Islã e o território de guerra! A guerra santa não apenas tinha o obje­ tivo de amealhar bens. dos radicais. pagãos e judeus que ali moravam. Os muçulmanos entendem que estas batalhas surgiram em função do fato de que estavam sendo atacados.. 8:39). D.. Ele aproximou-sc da cidade com dez mil guerrei­ ros e o povo de M eca rendeu sc. A té que p a gu em . A violência tem sido a característica. en frentardes os que descrêem . o Islã dividiu o mundo em duas partes: o D har-ul-Islam e o D har-ul-H arb... sem resistência nenhuma... porém há discussão entre os intelectuais sobre se este era realmente o caso.. M aomé 104 . mas.

África O riental e Ásia Central. parte da índia. 105 . em M eca. mas manteve como prática islâm ica a peregrinação a Kaaba. Nos séculos seguintes.destruiu todos os ídolos. a nova fé espalhou-se. seja pela espada. por todo o Oriente M édio. mesmo antes de o Islamismo ser implantado. Espanha. o que já era prática comum na Arábia. Norte da África. seja por meio do comércio.

e vê-se nele uma das causas determinantes dos pasmosos êxitos militares obtidos pelos ára­ bes em sua luta contra a Pérsia e contra o Império Bizantino no sécu­ lo 7. 2) Causas Econômicas A Arábia. Em resumo. Pretende-se que os árabes se tenham precipitado sobre as provín­ cias asiáticas e africanas com a determinação de cumprir a vontade de seu profeta que lhes havia prescrito a conversão de todo o mundo à nova fé. reduzida em recursos naturais. então. É importante mencionar ainda que os chefes muçulmanos eram discí­ pulos apaixonados de Maomé.C a u s a s da E x p a n s ã o V it o r io s a dos ÁRABES Os historiadores apresentam as seguintes causas para a expansão árabe: 1) Causas Religiosas Estudando as causas das conquistas árabes no século 7. costuma-se explicar em geral as vitórias árabes pelo entusiasmo religioso que preparava os muçulmanos fanáticos para encarar a morte com desprezo. temos de considerar o entusiasmo religioso dos muçulmanos que alcançava o grau supremo do fanatismo e da intolerância. oravam mais do que lutavam e. sob a 106 . o entusiasmo religioso dos muçulmanos contratados com um mundo profundamente dividido e etnicamente heterogêneo. fazendo-os assim invencíveis na ofensiva. mas também existe o lado da atração da pilhagem e das rapi­ nas. com o tempo. III . não poderia satis­ fazer já às necessidades físicas de sua população e. inspiraram aos seus adeptos um fanatismo que aceitava a morte numa guerra santa como um ‘abre-te sésamo’para o paraíso.

sem dúvida. 107 .mais rápidas do que as romanas e mais duradouras do que as dos mongóis . Camelo e deserto formavam um quadro harmônico em que o guerreiro árabe atuava com van­ tagem sobre o adversário. 3) Causas M ilitares As tropas árabes eram mais rigorosamente disciplinadas e conduzidas com habilidades. os árabes viram-se na necessidade de fazer um esforço desesperado para libertar-se da ardente prisão do deserto. até que as con­ quistas árabes . Finalmente havia causas militares da invasão. um poderoso atrativo para as hordas beduínas. à medida que os vitoriosos exércitos árabes cresciam com recrutas famintos ou ambiciosos. o exército árabe era mais adaptado ao meio onde se movimentara para atacar o inimigo —o deserto vasto e uni­ forme.resultaram no mais espantoso feito da his­ tória militar. O êxodo triunfante da península recebeu um enorme estímulo bem depressa ao chegar notícias das fabulosas riquezas encontradas na Síria e no Iraque. Podiam lutar com o estômago vazio e dependia da vitória a sua comida. A lém disso. a cavalaria árabe soube tirar proveito do uso do camelo especialmente como eficiente meio de transporte a longas distân­ cias em relativamente pouco tempo. A promessa de uma rica presa incitou as tribos a se alistarem sob a bandeira do Califa. criava-se o proble­ ma de lhes fornecer novas terras e conquistar apenas para prover- lhes alimentos e soidos. Cada vitória exigia outra. estavam habituadas às agruras e eram recompensadas com os despojos.ameaça da miséria e da fome. A isca do saque e da rapina constituiu.

com sérios proble­ mas econômicos e com profundas divisões na sociedade e na reli­ gião zoroastrista. especialmente quando a população teve de arcar com as despesas da guerra com o Império Persa. Na Palestina e na Síria existiam numerosos habitantes de origem árabe. 4) Afinidade racial e cultural Outro fato im portante foi que os conquistadores árabes encontraram em algumas regiões populações de origem semítica. 108 . o descontentamento existente entre a popu­ lação ortodoxa das províncias orientais em relação ao governo cen­ tral por causa de certas concessões de compromissos outorgados aos monofisistas. As tropas esgotadas não podiam opor uma resis­ tência eficaz aos exércitos árabes constituídos por soldados bem dispostos à luta. as fronteiras do Império Bizantino estavam desguarnecidas. os árabes não eram considerados bárbaros ou estrangeiros. Assim. para as províncias conquistadas. problemas socioeconômicos e impostos exagera­ dos pesavam sobre a população revoltada. havia muito. A inda havia outros fatores como as constantes invasões persas na Síria e Palestina. estavam desmobilizados. Em relação aos problemas militares. No Iraque. o Império Bizantino estava profundamente enfraquecido em virtude da tremenda luta contra os persas. os persas tinham sido derrotados pelo Império Bizantino. As lutas entre o Império Bizantino e o Império Persa ha­ viam enfraquecido ambos. processara-se uma infiltração de tribos árabes. essas populações sempre tiveram relações com os árabes. por intermédio do comér­ cio. 5) Fraqueza dos adversários O Império Bizantino possuía os seguintes pontos fracos: problemas religiosos.

e o patriarca Ciro. com contato comercial em vários lugares da Síria à ín d ia.) e que os cristãos monofisistas de Alexandria tenham acolhido o maometa- no Omar (643 a. Quando da últim a tentativa de H eráclito para conquistar a Síria. ordenaram aos coptas que não se opusessem aos árabes.D . as autoridades ecle­ siásticas do Egito. os cristãos colaboraram com os muçulma­ nos e. por ódio pelas perseguições bizantinas. encon­ tramos aqui os benefícios econômicos que o jovem império árabe trouxe a essas regiões. segundo o historiador A bd-A l-H akam . na interdição de qualquer proselitismo junto a muçulmanos e no caráter puramen­ te árabe do exército. m aterializada. representante da autoridade im perial. Além do bom entendimento entre árabes e cristãos. Essa tolerância explica porque os judeus de Jerusalém rece­ beram os árabes como verdadeiros libertadores (637 a. entendeu-se facilm ente com os árabes.D. da M esopotâm ia até as ilhas distantes. tudo sob a administração árabe. exigiam apenas que adm itissem a suprem acia política do Islã. 6) Tolerância muçulmana e benefícios econômicos Os árabes eram extremamente tolerantes. sobretudo no pagamento de impostos especiais. 109 .).

entre os 99 nomes ou adjetivos citados. o dos Salmos (. Alcorão é eterno. Nesse esquema. M aom é é considerado o Selo dos Profetas. dado a David. não existem as palavras amor e pai. Todos se per­ deram. A essência da natureza de Deus no Islã é poder. escrito em placas d e ouro ao 110 . os muçulma­ nos também o possuem: 4 .2 . começando por Adão e terminando em M aom é. Jesus era apenas mais um profeta. Para cada profeta foi dado um livro sagrado. Os muçulmanos tiraram do Alcorão 99 nomes (ou adjetivos) para Deus. assim como os cristãos possuem um credo resumido. o último e o maior deles. é UNO (w a h ed ). exceto três: O da Lei [Tora). Deus é totalmente dife­ rente do homem.A C r e n ça e m D e u s Deus é chamado de Alá.IV . Eles normalmente usam rosários de 99 contas. para reci­ tar todos os seus nomes.Zabur). É interessante notar que.1 . 4 . o Alcorão é o último livro sagra­ do dado ao homem. e os Evangelhos (I n jil). A tra­ dição islâmica diz que existiram 120 mil profetas. C renças do I s l a m is m o (IMAN) A teologia islâm ica é tão vasta quanto a teologia cristã e. e não tem com­ panheiros nem ninguém que lhe seja igual.C ren ça n o s P rofeta s M aom é ou M ohammed ensina que existe um profeta para cada época. 3 . dado a Jesus.C ren ça n o s L iv ro s Sa g ra d o s Segundo a crença islâmica. 4 . dado a M oisés.

ou seja. Os mártires irão todos para o paraíso. 4 . Alguns especialistas afirmam que 225 versos foram suprimidos.Os muçulmanos acreditam que alguns versos mais antigos do Alcorão foram substituídos. O pecado imperdoável é associar algo ou alguém a Deus. O conceito de paraíso é bem sensual. Existem rios.5 . O inferno é para os não-muçulmanos. Gabriel é o anjo que trouxe o Alcorão. As obras de todas as pessoas serão pesadas numa balança. e outro as más. É um lugar de fogo e tormento indescritível. Davi e Jesus. Deus ordenou-lhe adorar Adão e ele se recusou. 4 . os dados a Moisés.C r e n ç a n o s A n jo s Deus criou todos os anjos. Este é mais um constrangimento para os muçulmanos. Se as boas superarem as más. pois Satanás estava certo: somente Deus deve ser adorado. M iguel é considerado o anjo-patrono dos judeus. o que é motivo de cons­ trangimento para muitos adeptos do Islã. 111 . tal pessoa irá para o paraíso. árvores fru­ tíferas e perfumes no paraíso. A maioria dos muçulmanos aceita a idéia da existência do purgatório. Satanás (Iblis ou Shitan) foi desobedien­ te. O Alcorão confirma os livros anteriores. de acordo com a necessidade. H á muitas lindas vir­ gens de olhos negros para cada homem.lado do trono de A lá e recitado a M aom é pelo anjo Gabriel.4 . Cada ser humano tem um anjo-ombro: um escrevendo suas boas obras.C r e n ç a n o D ia d o J u í z o F i n a l A salvação é pelas obras. A maioria dos anjos é má e eles são chamados g in n (de onde cremos originar-se a palavra gênio).

Entende-se que isto acontece numa determinada noite do ano. pois isto lim itaria seu poder e sobera­ nia. Deus é o autor do mal. Deus decreta o destino de cada ser humano. 112 .C re n ça s n o s D e c r e t o s d e D e u s Deus (A lá) é absolutam ente soberano.4 . Deus não tem nenhuma obrigação moral. 6 . Tudo o que acontece é porque Deus assim quis.

Em geral aceita-se que estes pilares são: 5 .2 . 113 .No meio da tarde. . para ganhar mais méritos.1 . .A o pôr-do-sol. e que M o h a m m ed éo m en sageiro de Deus. repete-se esta con­ fissão mais de 30 vezes. M érito é acumulado cada vez que se recita essa confissão. crendo no que você está dizendo. É recitado no ouvido da pessoa que está morrendo. quando você pode ver um fio branco.P r á t ic a s d o I s l a m is m o (DIN) O Islam ism o é um modo de vida que envolve todos os aspectos da existência. . . o faz um muçulmano.Ao amanhecer.Ao meio-dia. Isto é recitado no ouvido do recém-nascido. mas existe o que se chama de pilares do Islamismo. Ele cobre os aspectos religiosos. em algum momento antes de se deitar. O Salat requer prostrar-se. Não existe a idéia que nós temos da separação entre a Igreja e o Estado.Tem de ser feito sem nenhum erro. político. Nas orações diárias. Você pode dizer outras vezes.O r a ç õ e s F o r m a i s ( SALAT) As orações rituais devem ser feitas cinco vezes por dia: .À noite. social e cultural. 5. para que se alcance mérito. tocando a testa no chão. Existe outro tipo de oração que se chama dua.V . Recitar isto. T e s t e m u n h o o u C o n f i s s ã o (SHAHADAH) E u testifico que não ex iste ou tro deu s além d e D eus.

Existe m uita con­ trovérsia sobre quem deve coletar estas ofertas. A P e r e g r in a ç ã o (HAJJ) A peregrinação é uma idéia pré-islâmica. 114 .Cam inhar sete vezes ao redor da Kaaba.Relembrar a busca de H agar por água.D ar E s m o l a s e Fa z e r C a r id a d e (ZAKAT) Existe uma escala proporcional para o dar.Beijar ou tocar a pedra negra na parede da Kaaba. E obrigatória a peregrinação a M eca. 5 .5 .3 . O primeiro a men­ cionar a Kaaba foi Diodorus Siculus. . incluindo a Guerra Santa muçulmana ( Jih ad ). pelo menos uma vez na vida.5% das suas entradas financeiras 5% dos produtos agrícolas 10% de todos os bens importados Isto poder ser dado aos pobres ou para causas religiosas. Jejua-se somente durante o dia. Uma vez lá.4 -0 M ê s d e J e j u m (SAOUM) E no mês lunar do Ramadan. 5 . 5 .Vestir roupas especiais para a ocasião. é necessário cumprir as seguintes obrigações: . Os viajantes. -A p ed rejar Satanás.C. De noite até o amanhe­ cer. mulheres grávidas. . crianças e enfermos estão isentos. 1/30 do Alcorão deve ser lido diariam ente. O jejum tem uma duração de 29 a 30 dias. . 2. Não se deve comer nem beber desde o nascer até o pôr-do-sol. mulheres durante o período menstruai. . em 60 a. pode-se comer tanto quanto desejado.Viver em tendas nas planícies de Arafat.

promovendo melho­ rias na área educacional etc. Alguns especialistas muçulmanos ten­ tam dizer que este não é um dos pilares do Islamismo. 5. . Os que não são muçulmanos estão proibidos de entrar nas áreas santas das cidades de M eca e M edina. escrevendo. Isto pode ser interpretado como guerra ou qualquer outra forma m ilitar a favor de Deus.6 -A G uerra Santa ( JIHAD) A palavra árabeji h a d significa lutar por Deus. por exemplo. pregando.

0 Alcorão é a revelação final. Estes livros foram dados a estas pessoas da mesma forma que o Alcorão foi dado a M aomé. Segundo o islã. o Alcorão é todo-suficiente. enrolando-se num manto.C o m o Se F o r m o u o A l c o r ã o A p ó s a M o r t e d e M a o m é ? Não tinha sido escrito de uma forma sistemática. iam escrevendo tudo que escutavam. M aom é foi a uma caverna aos pés do M onte H ira. As recitações contidas no Alcorão foram dadas conforme a necessidade das situações em que se encontrava M aom é. para buscar estas revelações. a c o n - 1 U. perto de M eca. e recitou de memória. que são a Lei de M oisés. As prim eiras revelações podiam ser anuladas por revelações mais recentes. o Alcorão é eterno no céu. O Alcorão foi escrito em placas de ouro no céu. VI . Os pri­ meiros adeptos do Islã memorizaram o Alcorão. tudo que escu­ tou. Nunca mais haverá outro profeta ou livro sagrado.0 C o n c e it o d e R evelação d e M a o m é Segundo o Islamismo.o L iv r o S a g r a d o M u ç u lm a n o 6 . O Alcorão confirma todas as escrituras anteriores. Conforme ele recitava a seus companheiros.2 . os Salmos de Davi e o Evangelho de Jesus. da mesma forma que os outros faziam para buscar estas experiências. 6 . A b u B ak r. A p a­ rentemente. Como o Alcorão veio por último. já não se faz necessário estudar os livros anteriores. O anjo Gabriel se aproximou de M aom é e lhe disse: Recite! Então M aomé memorizou o que escutou deste ser angelical.A F o r m a ç ã o d o A lc o r ã o . 1 . .

recebeu a in cu m bên cia d e reu n ir tud o que h a v ia sido escrito sobre os d iferen tes tem a s d e rev ela çã o e ta m b ém tu d o q u e os com p a n h eiros do P ro feta h a via m retid o na m em ória. A n ova v e r ­ são f o i en tã o im posta oficia lm en te p e lo ca lifa : en v ia ra m -se cópias às p rin cip a is cidades com ordem de destruiçã o das dem ais coleções. C om ­ p r een d e-se que essa im posição o ficia l ten h a despertado reações p o r p a rte d e m u itos m uçulm anos (“H istória do M undo Á rabe”. Vozes). Z a id ben Tsabit. 6. Ed.O u tr a s F o n t e s d e A u t o r id a d e A l é m d o A l c o r ã o A tradição de M aom é foi prim eiram ente seguida por seus companheiros mais próximos e depois por seus sucessores. C om preen de-se assim a decisão d e O tm ã no sen tid o d e m a n d a rfa z er um a redação o fi­ cia l do liv r o santo. Essa p rim eira com pilação dos textos corã - nicos. era chamada de Tradição Viva ou Sunnah. 0 ca lifa apelou p a ra o auxílio d e Z a id cuja com pi­ lação ser v iu de base p a ra o estab elecim en to do n o v o texto. D ev e -s e o b serva r que a red a çã ofeita p o r Z a id não f o i a ú nica: outros com pan heiros d e M a om é p ro m o v era m tam bém com pila­ ções p a rticu la res que a p resen ta va m d iv erg ên cia s en tre si ep rovoca ra m n a tu ra lm en te d iv isões d ou trin á ria s en tre os crentes. D ev e -s e obser­ v a r que p o r v o lta do an o 11 da H égira h a v ia m o rrid o em com b a te g ra n d e n úm ero d e adeptos do P rofeta que sabiam d e cor os textos corã - nicos. que fo r a um dos escribas d e M aom é. M ário C ur­ tis Giordani. decidiu fa z e r um a coleção das revelações.7 . iria d esem p en h ar p a p e l re lev a n tep o r ocasião da elaboração d e um a n o v a com pilação sob o ca li- fa d o d e Otmã. em bora não possu ísse au torid a d e oficial. E ventual­ mente a Tradição Viva foi escrita e classificada em volumes cha­ mados H adith ou Traduções Escritas. A Sunnah existia à parte do Alcorão e abarca tudo o que M aom é disse e fez.3 . selho de Omar. 11.

A Lei Islâmica (Sharia) é baseada principalmente em duas fontes: O Alcorão e o H adith. 118 .

o conceito de Trindade. Zabur = Salmos. o Filho de Deus na Trindade. Os muçulmanos crêem que a Bíblia não é o texto original da Lei. Esta declara acreditar na Bíblia (Taurat = Lei. apesar de não pos­ suírem nenhum tipo de prova disso. e uma interpretação literal é feita de passagens de linguagem figurada.. mas. um excesso.. uma heresia:. Q ue D eus os com bata (Sura 9:30). E rram com o erra v a m os d escren tes a n tes deles. Alá.R e je iç ã o à T e o l o g ia C r is t ã Essa nova religião pretendia ser a verdadeira depositária da mensagem do Deus único. Variação de manuscritos das Escrituras ou erros de tradução são maximizados pelos polêmicos muçulmanos. e Sua morte substitutiva na cruz. Essas são suas asserções. M aomé considerou os ensinos do Novo Testamento sobre Jesus. que foi entregue ajudeus e cristãos. mas cada muçulmano sente realmente assim acerca da fé cristã.V I I . acrescentando os ensinos sobre a divindade de Jesus e sua filiação divina. dos Salmos e do Evangelho. São palavras fortes. Injil = Evangelho). como forma de justificar a reivindicação de que a Bíblia está corrompida. E os cristãos dizem: ‘0 M essias é o filh o d e D eu s’. mas da qual eles tinham se afastado. 119 . como uma blasfêmia total. sim. alegan­ do que os textos existentes foram adulterados. a crucificação e a doutrina de expiação. Obviamente ele presumiu que isso não era bíblico. Eles sustentam que judeus e cris­ tãos corromperam e mudaram o original. A maior parte da literatura muçulmana contra o Cristianismo ataca violentamente os alicerces da nossa fé.

esclarecen­ do ponto por ponto o que os muçulmanos precisam conhecer e entender.15). Tais perguntas são inúteis para os muçulmanos. Não os forçamos. mas como testem unhas! Não lutam os com eles nem os intim idam os! O amor de C risto nos guia. qualquer que seja nosso compor­ tamento. 4.0 que quer que falemos. guerreiros. porque eles pensam e raciocinam de manei­ ra bem diferente. mas compartilhamos com eles. Respondemos a perguntas reais! Freqüentem ente. Ao falarmos com muçulmanos. 7. 3. não nos aproximamos deles como cruzados. de modo sábio e convencedor. A B íblia apresenta um a m a n eira m a ra vilh osa d e f a z e r isso: A ntes sa n tifica i ao S en hor D eus em vossos corações. Nós nos informamos de antemão e respondemos inteligentemente. As informações aqui constantes sobre o Islã não são armas contra eles! São ferramentas para ajudar a entender o que é o Islã 120 . a qualquer que vos p e d ir a razão da esperança que há em vó s (1 Pe 3. Estamos preparados! Não debatemos pontos que não conhecemos. façamos tudo na presença de Cristo e sob seu senhorio! 2. Será que devemos evitar falar sobre estas questões? Ou devemos tentar esclarecê-las? Se evitarmos falar sobre suas acusa­ ções. ao compartilhar o Evangelho com muçulmanos. por isso é necessário escla­ recer exatamente o que cremos e por que cr e m o s .1 . eles chegarão à conclusão de que os cristãos não têm nenhu­ ma resposta às afirmações muçulmanas. e estai sem pre p repa rad os p a ra respon d er com m ansidão e temor. O estudo deste material é muito útil neste aspecto. cristãos respondem às perguntas que pensam que eles têm. Va m o s A p r e n d e r A l g u m a s L iç õ e s I m p o r t a n t e s : 1 . 5.

com mansidão e bondade. a demonstrar a um muçulmano a diferença que há entre um a vida segura do favor divino recebido através da morte de Cristo e da incerteza de alguém que não conhece o Senhor. 121 .na sua essência. São úteis para ajudar ao leitor.

que oTaurat. em contraperguntas. enquanto o muçulmano insiste em que o Alcorão foi inspirado e é verdadeiro. Não adianta querer insis­ tir em estarmos certos porque a Bíblia é verdadeira. O Alcorão afirma.0 Alcorão também afirma que ninguém consegue mudar as palavras de Alá (Sura 6:34). não podem os livros se originar da mesma fonte. a não ser que um deles ou ambos tenham sido manipulados pelo homem. juntos. VIII . Por que alguém mudaria a Bíblia. em termos bem certos. todos os outros que tivessem conhecimento dessa mudança se oporiam a isso.18-19)? 2. o Zabur e o Injil são palavras de Alá. a verdade. nossa tarefa sentar-nos com os muçulmanos a fim de estabelecermos. se nela está escrito que aqueles que acrescentam ou tiram dela alguma coisa sofrerão cas­ tigo eterno (Ap 22. Se alguém tivesse mudado a Bíblia. C o m o R e s p o n d e r à s O b je ç õ e s M u ç u lm a n a s Considerando que a B íb lia contradiz o Alcorão. Por que cremos que a Bíblia é verdadeira? Por que o muçulmano crê que o Alcorão é verdadeiro? Vamos primeiro ver os argumen­ tos islâmicos: a) A Bíblia foi mudada e corrompida! As nossas respostas. 3. e vice- versa. Se então o Taurat. N en­ hum homem pode mudar todas as Bíblias existentes ou partes dela. são estas: 1. É. como alguém poderia conseguir mudá-las? 122 . portanto. o Zabur e o Injil foram dados por Alá! 4 .

M uçulmanos especialistas neste assunto aparecem com vários argumentos. nem é divino Devemos dizer que a crítica islâm ica deste ensino bíblico fundamental é extremamente fraca. porém. pois o Alcorão teria então acusado os cristãos ou os judeus por terem feito isso. questionando o texto bíblico. b) Jesus não é o Filho de Deus. 6. pois todos os manuscritos bíblicos são datados de antes dele. mas que os nossos evangelhos foram escritos por M ateus. nada m ais ei a do que o M en sageiro de D eus e Sua p a la v ra um sopro de Seu espírito que E le f e z descer sobre M aria. datado do século 14. nunca nenhum evan­ gelho foi dado! Ele é o ponto central das Boas-Novas do Evan­ gelho! Ele é o Evangelho. Ele é o Evangelho das boas-novas através do que Deus se revelou aos homens. e não d iga is de D eus senão a verdade. Como é que alguém pode crer que a Bíblia foi mudada. A creditai. Lucas e João. 0 M essias. o que pode ser provado sem dificuldades. Quem mudou a Bíblia? 7. Jesus. não v o s ex cedais em vossa religiã o. Marcos. em D eus e em Seus M en - 123 . produzem litera­ tura sobre isso. (neste caso pensam que o Evangelho é um livro revelado a Jesus). O Alcorão ataca a Trindade: ad eptos do L ivro. pois. A Jesus. Não poderia ser antes.confor­ me o Alcorão —o Evangelho foi dado a Jesus. 5.T al evangelho é forjado. ofilh o de M an a. por isso não podem ser originais. se não receber respostas satisfatórias a pelo menos algumas de nossas perguntas? É possível que os muçulmanos digam que o Evangelho ori­ ginal é o Evangelho de Barnabé. Quando foi a Bíblia mudada? Não poderia ser depois de Maomé. e não um livro que lhe foi dado. Os muçulmanos também podem argumentar que .

contudo. 124 . assim confirmando o papel de Deus como pai. ^ Sao descrentes aqueles que diz em que D eus é o M essias. embora diferente de uma cópula física. D eus lhe p ro ib irá o P araíso e lhe da rá o F ogo p o r morada. quem a trib u ir associa­ dos a Deus. A b sten d e-vos disso. que na Sura 19 está implícito cla­ ramente que A lá é quem deu origem à gravidez de M aria. era constituída por Alá. E m verdade. Deus revelou- se a si mesmo em Jesus Cristo: . São descrentes aqueles que dizem que D eus é o terceiro de três (. M aria e Jesus. a d ora i a Deus. Podemos ver claram ente o entendim ento estranho que Maome tinha da Trindade. P or q ue D eu s teria tom a d o a Si um f i l h o ? E x altado seja ! Q uando decreta algo.171).. Não admire que M aom é rejeitou esta idéia. B a sta -vos D eus p o r d efen sor (S ura 4. D eus é u m D eus único. Para ele. Os iníquos nao tem aliados. G lorificado seja ! Teria u m filh o ? C om o!A E le p e rten ce tudo o que está nos céus e tudo o que está na terra. o filh o de M aria... Além disso. sa geiros e não d iga is: ‘T rin d a d e.quem m e v ê a m im v ê o Pai. ba sta -lh e diz er: ‘SêPpara que seja (Sura 19:35). É m elh or p a ra vos.9).) (Sura 5:72-73). (João 14. quando o p r ó p r io M essias decla rou: filh o s d e Israel..30). Tndo que sabemos de Deus percebemos através das coisas que lClc fez c está fazendo e também pelo que Ele revelou sobre si mesmo nas Escrituras. m eu S enhor e vosso Senhor'.. Q u e é T r in d a d e ? O que (lucremos dizer quando falamos sobre nosso Deus tnno? Este conceito é tão i mpossívcl de analisar ou im aginar quan­ to o do próprio Deus. E u e o P ai som os um ( João 10. Nós tam ­ bém a rejeitamos! É interessante. e esta implícito que Cristo nasceu duma relação física entre A la e M aria..

mais que ensinadas explicitamente. O texto diz: . mas confirma estas afirmações acerca do Filho e da Trindade em passa­ gens como (M t2 8 .o Senhor.15-16. crer no que Ele diz sobre si mesmo. Deveríamos. Também nos Salmos 2.14) etc. Jesus!). A tradução verbal de Dt 6. Jr 33. sublinhando a Trindade.171) Ele é a Palavra de Deus (!) (Sura 4:171) Ele é um espírito vindo de Deus (Sura 4:171) Ele criou vida (Sura 5:110) Ele curou os doentes (Sura 5:110) Ele ressuscitou os mortos (Sura 5:110) Ele veio com sinais claros (Sura 43:63) Ele é um sinal para toda a humanidade (Sura 19:21.4 também comprova isso. ou seja..14. O Alcorão ataca a divindade de Cristo Devemos notar a alta consideração que o Senhor Jesus recebe no Alcorão: Ele nasceu de uma virgem (Sura 19:20) Ele era santo e perfeito (Sura 19:19) Ele é o Messias (Sura 4. porém.1-7 e 110. 21:91) Ele é ilustre neste mundo e no além (Sura 3:45) Ele foi levado ao Céu (onde continua a estar) (Sura 4:158) Ele voltará para o julgam ento (Sura 43:63) 125 . O próprio nome de Deus (Elohim) é uma forma plural.2 Co 13. Is 9. éu m (numa unidade plural). nosso Deus. O Novo Testamento nada acrescenta à essência desses ensinos do AT. A filiação divina de Jesus e a Trindade de Deus são. Deus é demasiadamente grande e diferente de nós para que O possamos compreender.1 9 .1 encontramos referências ao Filho de Deus.6. verdades im plícitas nas Escrituras: Jr 23.7-10 (a palavra salvador é tra­ dução verbal do hebraico Jeshua.. Is 7. 63.5-6.

Porque um m enino nos nasceu. um filho se nos deu. Dn 7. Vale a pena fazer um estudo disso: Jo 14. Quando foi que Jesus começou a ser o Filho de Deus? 3.10-12 .M t 14. Baseados nestes textos bíblicos. O que de fato expressa o título Filho de Deus? Quais são os poderes que este título tem? 2. Lc 7. Como já vimos.48-50.11. tente responder às pergun­ tas seguintes: 1. 126 .6 3 -6 4 . e oprincipado está sobre seus ombros e se chamará o seu nome: M aravilhoso.Jo 5 .13-14. Conselheiro. A t20.4-5. profetizando sobre o M essias que viria: P ortan to o m esm o Senhor vos ciará um sinal: Eis que um a v irg em con ceberá e dará à luz u m filh o . Deus Forte. O título Filho de Deus realmente significa que Jesus é Deus? 4. 1 Jo 5. Jo 10.4. mas a Bíblia proclama isso sem a m ínim a dúvida e com toda a evidência necessária. 2 Co 4.25-33.26-29.32-33. Estas são 13 afirmações sobre Jesus C risto. tanto o Alcorão como os muçulmanos rejei­ tam a divindade de Jesus completamente. Estas 13 qualidades obviamente dão a Ele uma posição divina.21-27 .MANUEL (D eus conosco) (Isaías 7. mesmo o Antigo Testamento afirm a isso clara­ mente.T t 2. que poderia verdadeiramente reivindicar para si mesmo pelo menos três destas qualidades? Somente a evidência destas afirma­ ções faz de Jesus mais do que um profeta. Pai da Eternidade.14). e será o seu nom e I'. exceto talvez Elias. M t2 6 .Jo 1.6. C l 1.1-4. Príncipe da Paz (Isaías 9. Rm 9.5- 6 .6). Fp 2.15-20.Jo 20.20. Poderíamos im aginar algum homem que jam ais tenha vivido. Que significa afirmar que Jesus é a imagem de Deus? Não é somente o Novo Testamento que ensina que Jesus é o Filho de Deus. Hb 1.27-28.

quando.. o filh o de M aria. m as apenas conjecturas. o M ensageiro de D eus’. E aqueles que disputam sobre ele estão na dú vid a acerca de sua morte. a ressuscitar os mortos. p o is não p o s­ suem con h ecim en to certo.)A dorareis. c) O Islã rejeita a crucificação de Jesus e a sua expiação Talvez a resistência mais forte do Islã seja contra a crucifica­ ção e morte do nosso Senhor: E p o r terem dito: ‘M atam os o M essias. não o m ataram (Sura 4:157). tristeza e mostrou alegria. Em muitos livros. nada m ais éd o que um M ensageiro. a andar sobre as águas e a ressuscitar dentre os mortos. 127 .. (alguns deles antigos e outros recentes) esta afirmação é for­ talecida aparentemente como se fosse com base nas Escrituras. (. Outros dizem que Judas foi confundido com Jesus e cru­ cificado. mas foi a sua divindade que o capacitou a alimentar cinco m il pessoas com cinco pães e dois peixes. beber. foi tirado naquele estado e recuperou-se no túmulo com a ajuda das mulheres. em v ez d e Deus. cassetes e vídeos islâ­ micos. Alguns muçulmanos dizem que Jesus foi pregado na cruz. mas que não morreu lá. a acalmar a tempestade. Afirmam que crucificar significa. Ele tinha de comer. quem não vo s p o d e nem p reju d ica r nem b en eficia r? (Sura 5:72). não o m ataram nem o crucificaram : im aginaram apenas tê-lo feito . na realidade. os aleijados. Ele também sentiu a necessidade de orar. o filh o de M aria. Jesus. A palavra crucificar tem origem nas palavras latinas de cruz =cruz e ficere =fixar. ent . 0 M essias. Ele desmaiou. dormir. C ertam ente. panfletos. os paralíticos e os cegos. O Senhor Jesus tem as naturezas divina e hum ana em si mesmo. Então realmente não foi crucificado. folhetos. a perdoar pecados.u >. a curar os leprosos. A sua aparência era totalm ente hum ana. sentiu dores.

. Isto..22-24). segundo a Bíblia. ou fazê-lo parecer des­ necessário. A cruz de Jesus sempre foi um escândalo. Jesus deixou isso claro.. Em Gálatas 5. (Lv 17. que se tornou o nosso sacrifício. O Antigo Testamento ensina isso em toda a p arte:. e isto é exatamente o que o Alcorão faz ao negar a crucificação de Jesus (Sura 4:157). à presença de Deus. 128 .11. é o sangue que fará expiação.. que é escândalo p a ra osju deu s. O homem precisava e precisa de Jesus.. não necessariamente a morte da pessoa na cruz. lemos: . lemos sobre o escândalo (ofensa) da cruz.5). n atu ralm en te. Ele se ofende porque Deus não aceita seus esforços pessoais! d) Expiação EmHebreus 9:22. p a ra os q ue são cham ados. uma ofensa: P orque os ju d e u s p ed em sin a l.11). que morreu em nosso lugar para abrir o caminho ao céu. m as nós p reg a m o s a C risto cru cificado. e os g reg o s buscam sabedoria . Paulo confessa: sei que em mim não habita bem algum.. p o d e r d e D eus. não há remissão. nada p o d eisfa z er (Jo 15. mas. lh es p r eg a m o s a C risto. O orgulho do homem faz que ele se rebele contra a sentença de Deus. e lou cu ­ ra p a ra os grego s. quando disse: . Negar o sacrifício de Jesus na cruz. ta n to ju d e u s com o g reg o s. e sa b ed oria d e D eus (1 Co 1. pela sua própria bondade e força..sem d erra m am en to d e sangue. O que é tão ofensivo na cruz? O sacrifício de Jesus Cristo na cruz mostra que o homem é completamente incapaz de ir ao céu.fixar alguém numa cruz. é uma forma de invalidar a única maneira de o homem ser salvo. é a restauração de uma relação quebrada. Expiação significa reconciliação.. refere-se ao sangue de sacrifícios. toda essa argumentação não faz sentido.sem m im . contudo.

Temos a narrativa de testemunhas oculares. Que sentido faria para eles inventar tal história? 5. 4. Existe evidência histórica aceitável da crucificação e da morte de Jesus. devemos u tilizar algum tempo para estabelecer a verdade sobre a crucificação e da morte do Senhor Jesus Cristo: 1. 6. Quase um terço dos Evangelhos trata da últim a semana de vida de Jesus e da sua morte! 2. Cristo predisse a sua morte várias vezes. 3. Como este é um ponto crucial. O sacrifício de Jesus é a conclusão lógica dos ensinamen­ tos do Antigo Testamento. O Antigo Testamento profetizou a morte de Cristo na cruz com detalhes enormes. 129 .

. dos quais v iv e.3-6) O que o apóstolo Paulo parece estar afirmando é: se vocês nao acreditam no que eu estou dizendo.. com o vó s m esm os bem sabeis. tomem um barco de Cor- into para Jope..22-23). o povo de Jerusalém teria feito objcçôc* á crucificação. você deve estar sonhando! Quem foi cruci­ ficado e morto? Quando o KvaiiRclho começou a cspalhar-se.. p r o d íg io s e sin a is. nazareno. vão a Jerusalém e perguntem a eles mesmos! Pedro da a evidência de testem unhas oculares: Somente imagine o que teria acontecido no fim da pregação de Pedro no dia de Pentecostes. a este que vo s f o i en treg u e p e lo d eterm in a d o conselho ep resciên cia de D eus. prendestes. se não tivesse falado a verdade! A Jesus. cru cificastes e m a tastespelas m ãos dos injustos (At 2. h om em a p ro v a d o p o r D eu s e n tr e vós. mas negam que Kk era o Messias. se fosse mentira. p o r m ais d e q u in h en tos irm ãos. IX . Os judeus admitem a crucificação de Jesus (pois eles esta- vam lá!). segu n do as E scritu­ ras.. com m a ra vilh a s. 130 . ainda.e que f o i v isto . em voz alta.. . (1 Co 15. a m a ior pa rte.E v id ê n c ia s da V erdade Vamos ver em mais detalhes alguns destes aspectos acima mencionados: a) Relatórios de Testemunhas Oculares Paulo refere-se a muitas testemunhas oculares para com­ provar a ressurreição: P orque p rim eira m en te vo s en tregu ei o que ta m ­ bém recebi: que^ Cristo m orreu p elo s nossos pecados.. um a vez .. Lembrem-se de que isso foi somente sete semanas depois da crucificação! Se não fosse verdade. os ouvintes teriam dito: Querido Simão Pedro.

como as Escrituras (o Antigo Testam ento) haviam predito: 131 . b) Historiadores Confirmam a Crucificação O bem conhecido historiador do primeiro século. E d ele que os cris­ tãos. que era um hom em sábio. Tácito. registrou que o nome cristão vem a eles de Cristo. Era o Cristo. Flávio Josefo. com o os santos p ro feta s o tinham p red ito e que ele fa r ia m uitos outros m ilagres. Os m ais ilustres da nossa nação a cu sa ra m -n o p e r a n te P ilatos. E le lhes apareceu ressuscitado e v iv o no terceiro dia. c) O Cum prim ento das Profecias Sobre Jesus no A ntigo Testamento E Evidência Abundante da Veracidade da Bíblia Temos visto. o M essias. mas m esm o p o r m uitos gen tios. se. pelo procurador Pôncio Pilatos. ainda que rapidamente. mas negam que Ele foi crucificado. tira ra m seu n om e (“A ntigüidades Judaicas”. ou seja. escreveu: Nesse m esm o tem po apareceu Jesus. Flávio Josefo. Muçulmanos admitem que Jesus era o Messias. Jesus. O (quase) contemporâneo historiador judeu. que v em o s a in d a hoje. tanto suas obras eram adm iráveis. Os que o h a via m am ado du ran te a v id a não o abandonaram depois da m orte.Tácito era um crítico bem agudo da fé cristã. d evem o s con sid erá -lo sim plesm en te com o um hom em .l o crucificar. e as afirmações deles foram feitas 600 anos depois do próprio acontecimento. Livro Décimo Oitavo. E le en sin a va os que tinham p r a z er em ser instruídos na verd a d e e f o i segu ido não som en te p o r m u itosju deu s. o que os profetas divi­ nos predisseram. e ele f ê . todavia. parágrafo 772). que foi executa­ do no reino deTibério. veio a este mundo segundo as Escrituras. porém eles não estavam lá.

C . Lc 19. 9.1): cumprido em M t 26.1-8. g) Jesus entraria em Jerusalém montado num jumento (Zc 9.28-40.4ss. b) Ele nasceria em Belém (M q 5.23-24. 63. j) Seria julgado e executado.1-11.3-8. Hb 1. n) O Santo não veria corrupção (SI 16.4-5): cumprido em M t 1.14.13. 7-17): cumprido conf.2).1 5 . 53.1-12): cum­ prido em Jo 18.6): cumprido em M t 1.14): cumprido em M t 1.18ss. m) Os seus vestidos seriam divididos. mas não por males que houves­ se feito! Ele morreria em favor de outros (Is 50.12s) cum­ prido em M t2 6 . o) Seria elevado ao Céu para se sentar à mão direita de Deus (SI 110. h) Seria traído por um amigo (SI 41.ll.).1 .6.8): cum­ prido em M t 1.1. e) Seu nome seria Salvador (=Jesus) (Is 49. cumprido em Lc 2.21.64.9): cumprido em M t 27.18ss. após a destruição por Nabudonosor. í) Seria vendido por 30 moedas de prata (Zc 11.10): cumprido em L c 2 4 . f) Ele viria para salvar e curar (Is 35. c) Nascido de um a virgem (Is 7.9): cumprido em M t 21.21. e sortes seriam lança­ das sobre a sua túnica (SI 22.27.18): cumprido em jo 18. 132 . 1) As suas mãos e pés seriam traspassados (SI 22. d) Seria o próprio Deus (o que não significava que Deus também não estaria em todos os outros lugares!) (Is 7. Jo 20.10. Dn 9 24-26 (ano 445 a. a) Ele nasceu 483 anos depois do decreto para edificar Jerusalém.

Estas profecias foram entregues entre os anos 1500 a 100 a. Em Deuteronômio 18. C onform e a tudo o q u ep ed iste ao S enhor teu D eus em H orebe. e todos os habitantes de Jerusalém olharão para aquele a quem traspassaram (Zc 12. 15. do m eio d e ti.26 e 16. dizendo:N ão o u v irei m ais a vo z do S enhor teu Deus. Por causa destes sinais divinos podemos per­ feitamente contar com a veracidade da Bíblia. e ele lhes fa la r á tudo o que eu lhe ordenar. com o tu. mas que se cumpriu em todos os detalhes.1H á várias razões por­ que acreditam que essa passagem não pode ser uma referência a 133 . p a ra que não morra. os versículos que a maioria dos muçulmanos cita como os mais explicativos são Deuteronômio 18.C. 15-18 lemos: O S enhor teu D eus te leva n ta rá um p ro feta com o eu.10). d e teus irmãos. p) Ele voltará. Eu lhes suscitarei um p r o ­ fe t a no m eio de seus irmãos.15-18 e João 14.16. A ele o u v i- reis. Entretanto. nós pudéssemos saber que tudo isso era verdadeiro e ordenado por Deus. nem m ais v er ei este g ra n d e fo g o .7. Todas descrevem em detalhes admiráveis algo impossível de prever. morte e ressurreição de Jesus? O próprio Deus inspirou os profetas antigos para que. Estes versículos são tidos universalmente pelos muçulma­ nos como uma profecia relativa a M aom é. A lguém precisa esperar ainda mais evidências quanto à veracidade da vida. Analisando Alguns Versículos: H á alguns versículos secundários e menos específicos que os muçulmanos declaram ser profecias relacionadas a M aom é. e p o r ei as m inhas p a la vra s na sua boca. E ntão o S enhor m e disse: Falaram bem naquilo que disseram . no dia da assem bléia. depois de as profecias serem cumpridas.

Jesus não apresentou nenhuma declaração referente a uma nova lei. mas dentre seus irmãos e Jesus era um israelita.porei as m inhas p a la v ra s na sua boca. Vejamos o Evangelho de João 13. o Profeta Prometido seria suscitado não dentre Israel. Ter­ ceira. Ambos casaram e tiveram filhos.2 Nesse sentido o muçulmano salientará semelhanças entre M aom é e M oisés.2: Um n ovo M an dam en to vo s dou: Q ue v o s a m eis uns aos outros. analisarem os prim eiram ente estes pontos. O ponto de vista cristão é que Jesus não era um profeta. Jesus. que tam bém d eveis am ar uns aos outros. A primeira objeção levantada contra esta profecia ter sido cumprida em Jesus foi a de que Jesus não foi um legislador. Inicialm ente foram rejeitados pelo seu povo e tiveram de se exilar.34 e a Epístola aos Gálatas 6. e assim cu m - p rireis a lei d e Cristo.. a profecia diz: . Primeira. Q uarta. C ada um deles surgiu dentre idólatras. 134 .. o Prometido deveria ser um profeta. eles apenas nos contam a história de Jesus e o que Ele disse em alguns de seus discursos públicos e o que os seus discípulos dis­ seram ou fizeram em ocasiões diferentes. o Profeta Prometido deveria ser um Profeta L e­ gislador. Segunda. Ambos são legisladores. C om o eu vo s am ei a vós. L eva i as cargas uns dos outros.. mas o Filho de Deus. Retornaram posteriormente para liderar suas nações.. os seus sucessores conquistaram a Palestina. Os muçulmanos que afirmam isso demonstram apenas falta de com­ preensão do Novo Testamento. A conclusão muçulmana é que esta profecia foi cumprida somente por M aomé: se estas p a la v ra s não se aplicam a M aom é. Elas ain da p erm a n ecem sem cu m p rim en to? A ntes de prosseguir. mas os evangelhos não consistem de palavra que Deus pôs na boca de Jesus. Após a morte de cada um.

Ora. Um exemplo irrefutável encontra-se no próprio livro de Deuteronômio 17. Basta verificar como o termo irmãos é usado na Bíblia. que não seja de teus irm ãos. Este argumento pode ser refutado facilmente. M oisés instrui os israelitas: Porás certa m en ­ te sobre ti com o rei aquele que escolher o S enhor teu D eus. não aos próprios israelistas.49-50). alguma vez Israel estabeleceu algum estrangeiro como rei? É claro que não! Escolher um rei entre os teus irmãos refere-se a escolher alguém de um a das 12 tribos de Israel. O próprio Jesus. profeti­ zando sua morte im inente. o que eu fa lo . O utra objeção a passagem de Deuteronômio 18. Por exem- 135 . d en tre teus irm ãos p o rá s reis sobre ti. ele m e deu m a n d am en to sobre o que hei defa lar. fa lo . N ão p o d er ás p ô r hom em estranho sobre ti. A próxima objeção foi que irmãos devem se referir aos ismaelitas.o com o o P ai m o tem dito (Jo 12.33). que m e en viou . extremamente importante à luz do versículo 18. E sei que o seu m a nd am en to é a v id a eterna. p o rém . mas o Pai. disse que deveria continuar sua jorn a­ da até Jerusalém : Im porta. Entretanto. o Profeta Prometido de quem se fala no livro de Deuteronômio 18 deveria ser um israelita. Da mesma forma. am anhã.4 Percebemos outra vez que os m uçulm anos têm pouca fam iliaridade com o Novo Testamento.15. E verdade que exis­ tem muitas analogias. lhe revela novamente falta de conhecimento do Novo Testamento: P orque eu não ten h o fa la d o d e m im m esm o.5 O muçulmano salientará que as muitas semelhanças entre Moisés e M aomé ainda não foram explicadas.15-18 é que supostamente os evangelhos não consistem das palavras que Deus deu a Jesus. P ortanto. ca m in h a r hoje. dizer que Jesus não fala o que Deus Pai. e no dia segu in te: p a ra que não su ceda que m orra um p r o fe ta fo r a d e Jeru sa lém (Lc 13. mas também muitas diferenças.

duas características de M oisés são mencionadas aqui: a primeira é que o Senhor conhecia Moisés f a c e a fa c e .24-26). Ambos deixaram o Egito para m inistrar a seu povo (M t2 . executou muitos sinais.10-12. percebemos que tanto Jesus como M aomé tiveram semelhanças com M oisés. e a todos os seus servo s e a toda a sua terra. Ambos renunciaram a grandes riquezas a fim de m elhor se identificar com seu povo (Jo 6. exceto no caso de M oisés.15.9.1 5 . Hb 11. Ambos eram israeli­ tas. Referindo-se à profecia anterior. D iz-se que M aom é recebeu suas revelações de um anjo. porquanto duas características pecu­ liares de M oisés são mencionadas: N unca m ais se leva n tou em Israel p ro feta algu m com o M oisés. Dessa maneira. o verbo 136 . Hb 11. recebeu a L ei diretam en­ te de Deus. a Faraó. M aom é era árabe. que p ra ticou M oisés aos olhos d e todo o Israel. porém. e em todo o g ra n d e espanto. M aom é não operou nem sinais nem m ilagres para corroborar o seu chamado. pio. em outros.b M aom é nunca teve esse tipo de relacionamento com Deus. M oisés. E em toda a m ã oforte. A nalisando os evangelhos. era israelita. que o S enhor o en v io u p a ra fa z e r na terra do E gito. 2 Co 8.15-18. (Atos 7. muito parecido.. o que é muito im portante à luz do que aprendemos sobre a expressão entre os teus irm ãos. se M aom é era analfabeto como a m aioria dos muçulmanos afirma. entretanto. M oisés. a quem o S enhor conhecera fa c e a fa c e . Jesus. M oisés. N em sem elha n te em todos os sin ais e m aravilhas. percebemos que Jesus era diferente de M oisés em alguns aspectos. Em que sentido então este Pro­ feta Prometido seria semelhante a M oisés? A resposta encontra-se emDeuteronômio 34.22). Deus é tão transcendente no Islamismo que. nunca falou diretamente com o homem. Esta é uma referência direta a Deuteronôm io 18.27).. então ele não era como M oisés que f o i in stru íd o em toda a ciên cia dos egípcios.

e o Verbo era D eus (Jo 1. a razão para isto é que o Alcorão faz Jesus dizer que após Ele seria enviado um apóstolo.26.6). na verda­ de. bondoso.16. 15. cujo nome será Ahm ad (Alcorão 61.46). p o rq u e de m im escreveu ele (Jo 5. e não a palavra Paracletos.9 Evangelho de João 14. m ais do Confortador.feito carne (Jo 1. Nossos doutores sustentam que Parákletos é um a leitura corrom pida de P ericlytos. 16. O próprio Alcorão testifica que M aom é não operou milagres. Os muitos milagres que tanto Jesus como M oisés opera­ ram são bem conhecidos. 7. os muçulma­ nos acreditam que todas as nossas Bíblias foram corrompidas e que João realmente usou a palavra Periclytos nesses versículos. Pouco é preciso falar sobre a segunda característica de Moisés. No a tu a l eva n gelh o d ejo ã o. assim como Moisés.7 Os muçulmanos afirmam que os versículos que falam do Consolador vindouro (Parákletos no original grego) são. O que segue é o comentário de Yusuf A li sobre este versículo: A hm ad ou M u h am m ad o L ouvado. aquele cha­ m ado p a ra aju dar um outro. é quase um a tradução da p a la v ra g r eg a Periclytos. referências à vinda de M aomé. e que em seu (sic) discurso o rig in a l d e Jesu s h a via um a p r o ­ fe c ia de nosso santo p ro feta A hm adpelo n om e.7mas que Jesus operou milagres.14). De fato. 137 . 26 e XVI. a p a la v r a C onfortador na versã o in glesa é p a ra a p a la v ra g reg a Parákletos que s i g n i f i c a A dvogado. o próprio Jesus diz-nos quem é o Profeta Prometido que Deuteronômio 18.15-18 profetiza: P orque se crês- seis em M oisés. XVI.ia Assim. o relacionamento de Jesus ultrapassa em muito o de Moisés: No p rin cíp io era o Verbo. e o Verbo esta va com Deus. um am igo. 16 XV. creríeis tam bém em m im .8 Finalm ente.1). é o único que teve relacionamento com Deus.

e esta rá em vós. entretanto. Ao examinar a afirmação muçulmana de que o texto foi cor­ rompido. Primeiramente. p o is habita convosco. a crítica textual deveria muito corretamente olhar para a verdadeira evidência textual. e ele vos da rá outro C onsolador. H á muita coisa que poderia ser dita a respeito de cada versículo.11Não existe um sequer dos manuscritos que contenha essas passagens e possa­ mos encontrar a palavra p ericly to s usada. o Consolador deveria ser enviado inicialmente a eles. Por conseguinte. H á mais de 24 m il cópias manuscri­ tas do Novo Testamento que datam antes de 350 a.300 anos. aos ismaelitas? E claro que não. limitaremos nosso exame às discrepâncias óbvias entre a posição islâmica e o que realmente está sendo dito: Eu rogarei ao Pai. ou mais especificamente. M as v ó s o conheceis.D .porque não o v ê nem o conhece. Ele está falando aos crentes judeus.16). Jesus disse que o Pai vos dará outro Consolador. Aqui. A quem Jesus estava se dirigindo nesses versículos? Aos árabes. No capítulo 14 e versículo 17 do Evangelho de João diz: o E spirito da verdade. o Conso­ lador: esteja co n v o sco p a r a sem p re. Como isto pode aplicar-se a Maomé? O profeta muçulmano morreu e foi enterrado há mais de 1. o E spírito da verd a d e é usado com um outro títu lo ou sin ôn im o p a ra Paracleto. Segundo este versículo afirm a que o P aracleto. que o m undo não p o d e receber. Assim absolutamente não há evidência textual que possa apoiar sua alegação de que o texto tenha sido corrompido. A posição muçulmana é ainda mais la­ mentável quando lemos cuidadosamente estes versículos para ver­ mos o que Jesus estava dizendo. Vemos a p a r tir deste versícu lo que o Paracleto estaria 138 .12 p a ra q u efiq u e con vosco p a ra sem p re( Jo 14. A palavra que achamos utilizada todas as vezes é pa ra cleto. E isto não pode referir-se a M aomé.

M as nenhum muçulmano crê que M aomé tenha sido enviado por Jesus. na condição de profeta posterior. e eles não con h ecia m M aomé.14). O Consolador foi dado aos discípulos de Jesus Ele vos dará. O cumprimento das palavras do Senhorjesus ocorreu dez dias 139 . e M aomé declara substituir Jesus.em vós. A declaração do Senhor Jesus no Evangelho de João 14. Jesus disse que os discípulos conheciam o Consolador: Vós o con h eceis. mas que esperassem a prom essa do Pai. Outra vez. Jesus disse que o Consolador seria enviado em seu nome (em nome de Jesus). Estes versículos aplicam-se realmente a M aom é. ê im p ossível recon ciliar esta declaração com a p o si­ ção islâmica. estando com eles. vos en sin ará todas as coisas e v o sfa r á lem ­ b ra r d e tu d o o que v o s ten h o dito. que não nasceu senão seis séculos depois. que surgiu 600 anos depois em M eca? À luz do texto bíblico. a interpretação islâmica é impossí­ vel. citando somente os versícu­ los que lhes agradam. Porque. O Senhorjesus ordenou a seus discípulos em Atos 1A-5-. d eterm in ou -lh es que não se ausentassem de Jerusalém . na verdade. Esta é a razão pela qual todos os apologistas muçul­ manos deixam este versículo de fora. Jo ã o batizou com água.E. que (disse ele) d e m im ouvistes. Jesu s disse que o C onsolador é o E spírito Santo. Jesus disse que o Consolador não falaria de si mesmo (Jo 16. o E spírito Santo que o P ai en v ia rá em m eu nom e.26 desmonta completamente a hipótese islâmica de que M aomé era verdadeiramente aquele profetizado nos versículos que tratam do Consolador {ou P aracleto): M as o Consolador. em seu nome. e M aom é não foi seu discípulo.30-31). ao passo que M aomé constantemente testifica de si mesmo no Alcorão. não m u ito d epois destes dias. m as vó s sereis batizados com E spírito Santo.13 A Bíblia diz claramente que o Consolador iria glorificar a Jesus (Jo 16.

14 140 . p o rq u e ele não operou m ilagres.depois. ele não f o i p red ito. Blaise Pascal resumiu sucintamente a ques­ tão: Q ualquer hom em p o d e fa z e r o que [M a o m é]fez . N enhum hom em p o d e fa z e r o que C ristofez . no dia de Pentecostes (Atos 2 . Portanto.15-18 e o Consolador de João 14. não há base alguma para se concluir que o Profeta Prometido de Deuteronômio 18.26 e 16. 15.1 -4 ) e não seis séculos depois. a centenas de milhas de Jerusalém.16.7 sejam profecias a respeito de M aom é como declara o Islamismo.

1 . e nenhum a cópia que d ifi­ ra seq u er num p o n to dia crítico p o d e ser en con trada em p osse d e um dos 400 m ilhões de m uçulm ano s. 44. De fato. eu não p reciso d eter o leito r p o r m uito tempo.X . o A lcorão é um. M aulvi M uham m ad A li faz a grandiosa declaração que segue: No que ta n ge à a u ten ticida de do Alcorão. parte por parte. D e um extrem o do m undo ao outro. eloqüência. durante um espa­ ço de tempo de 23 anos até a sua morte (Alcorão 43.106).15os muçulmanos afirmam que o Alcorão foi dado a M aomé em língua árabe. muitos muçul­ manos possuem um zelo tão intenso pelo Alcorão que se ressentem profundamente se um não muçulmano não possuí-lo. A apologética muçulmana do Alcorão cobre quatro áreas principais: Sua preservação.58. 10. seitas rivais. da C hina no E xtremo O riente a M arrocos e A rgélia no O cidente. esta é a palavra pura de Deus. o Alcorão. das ilhas dispersas do O ceano P acífico ao g ra n d e deserto da Á frica.11 141 .A A f ir m a ç ã o I slâ m ica d a P reservação d o A lco rã o Referindo-se à autenticidade presente do Alcorão..3. 17.. sem nenhuma mistura de pensamento ou teor humano."' Há. Um m anuscrito co?n a m ais le v e va riaçã o no texto éd escon h ecid o.A E s c r it u r a S a g r a d a do I s l a m is m o - o A lcorão Devemos iniciar nosso estudo da apologética muçulmana examinando a sua fonte de autoridade mais respeitada. e sem pre houve. A palavra corão vem de uma palavra árabe que significa ‘leitura ou ‘recitação’. profecias alegadas e com­ patibilidade com a ciência moderna. m as o m esm o A lcorão é a p osse de um e d e todos. Para os muçulmanos.

mas também estão seguros de que nenhum erro. Esta. 142 . alteração ou variação tocou-o desde seu começo. é uma de suas provas de que o Alcorão é um m ila­ gre de Deus. os muçulmanos não apenas acreditam que o Alcorão seja a palavra de Deus in to to . Assim. portanto.

em “The M eaning of The Glorious Koran”. Isto foi completado apenas durante o califado de Abu Bakr.O M il a g r e d o A l c o r ã o . ordenou-se que todas as cópias do Alcorão fossem tra­ zidas e qualquer uma que divergisse do texto de Otman foi quei­ mado. é muito significativo que os Qurra. sob o califado de Uthman. Entretanto. Prim eiram ente. diz-nos que na época da morte de M aomé as suratas (ou capítulos) do Alcorão ainda não haviam sido com­ piladas. há algumas evidências que tendem a refutar isto. os muçulmanos que haviam memorizado o Alcorão completo. Ômar.18 O segundo Califa.a R e sp o st a C r is t ã A P reservação d o A l c o r ã o ? M oham mad M arm aduke Pickthall. subseqüentemente fez um único volume (m us-haf) que ele preservou e deu na ocasião de sua morte à sua filha Hafsa.19 Finalmente. ninguém pode saber com certeza se o Alcorão como temos é exatamente o mesmo que M aomé os entregou. a viúva do Profeta.X I . foram 143 . Nós não discutimos a posição islâmica de que desde a revi­ são de Otman o Alcorão perm aneceu intacto. Entretanto. O Islam ism o ensina que a única razão pela qual O tman queimou todas as outras coletâneas do Alcorão era porque havia variações dialéticas de somenos nos diferentes textos. por causa da destruição de todas as cópias discordantes.

U m a declaração final a respeito da realização literária do Alcorão é que ele é tão coerente do começo ao fim que nenhum homem poderia tê-lo arquitetado. Suzanne H an eef pergunta: 144 . p o d er e d iscern im en to esp iritu a l do A lcorão. responde sucintamente o argumento muçulmano para a suposta preservação miraculosa do Alcorão: M as conquanto possa ser ver­ dade que nenhuma outra obra tenha permanecido por doze sécu­ los com um texto tão puro. mas também porque a surata 157 refere-se a M aomé como o profeta iletrado.21 Entretanto. ain da que se ajudas­ sem m utuam ente. eles perguntam como tal homem poderia produzir o Alcorão. é que sua beleza e eloqüência provam que seu autor é Deus: D ize-lhes: M esm o que os hum anos e os g ên io s se tivessem reunido p a ra p ro d u z ir coisa sim ila r a este A lcorão.20 1 1 . que são a segunda maior seita no mundo islâmico. Bevan Jones.A A fir m a ç ã o I sl â m ica d a E l o q üência d o A l co rã o Uma segunda asserção feita para provar a origem sobrena­ tural do Alcorão. Acreditando que ele era analfabeto.88. os muçulmanos não acreditam que o Alcorão seja um milagre somente por causa de sua eloqüência e beleza. Em uma nota de rodapé na sua tradução do Alcorão. declaram que o Ca- lifa O tm an elim inou intencionalm ente m uitas passagens do Alcorão que se relacionavam a A li e à sucessão da liderança que ocorreria depois da morte de M aomé. Yusuf A li declara: n en h u m a com posição hu m a na p o d er ia co n ter a beleza.contrariados veementemente pela revisão. encontrada na surata 17. ja m a is teriam f e i t o algo sem elhante. em sua obra “The People of the M osque”. Segundo. L. é igualm ente provável verdade que nenhum outro tenha sofrido tamanho expurgo. 1 . os X iitas.

e a respeito da coerência do Alcorão? Pode ser u tiliza­ da para demonstrar que esta escritura muçulmana foi inspirada? Para começar. Se esse fosse o cri­ tério utilizado para julgar uma obra. p o r exem plo. não se con traria a si m esm a em n en hu m p on to. então teríamos de dizer que os autores de muitas das grandes obras da antigüidade foram inspira­ dos por Deus. ao contrário. Em um ensaio intitulado “H ow M uslim s Do A pologetics” o Dr. há bastante evidência contra isso.Como o A lcorão in teiro p o d eria ser tão com pleta m en te coeren te se não se origin ou de Deus}22 E l o q ü ê n c ia d o A l c o r ã o . John W arw ick M ontgom ery demonstra isto para nós: Esta ap ologética é tam bém d e p o u co efeito p o rq u e a coerên cia d e um escrito não p r o v a que seja um a revela çã o d ivin a . qual­ quer leitor imparcial teria de admitir que certamente é verdade a respeito da maior parte dele. a eloqüência por si mesma é dificilmente um teste lógico para a inspiração. mas. M as. m as n in gu ém a firm a que p o r isso esta é u m a obra d iv in a m e n te in sp ira d a em a lgu m sen tid o ex cepcional.24 E por fim. Homero teria de ser um profeta para produzir a mag­ nífica Ilíada e a Odisséia. 145 .23 E ainda que consentíssemos com a tese de que o Alcorão é total­ mente concorde. possui contradições de vulto nele. D a mesma maneira para com a eloqüência do Alcorão. Na língua inglesa. A g eo m etria de E uclides. pode-se mostrar que o Alcorão não é totalmente coerente.A R e spo sta C r is t ã A respeito da beleza. mas seria absurdo que por causa disso dissésse­ mos que suas tragédias tiveram inspiração divina. isto ainda não provaria coisa alguma. estilo e eloqüência do Alcorão. o que dizer a respeito do suposto analfabetismo de Maomé? Antes de mais nada. Entretanto. Shakespeare é ímpar como dramaturgo.

Um exemplo que seria fam iliar à maioria das pessoas diz respeito a Homero. isso não faria o Alcorão miraculoso. eu creio que podemos facil­ mente responder não. predita por M aomé. poucos apologistas muçulmanos utilizarem a profecia cumprida como prova de sua fé. portanto.nós en con tram os p ro fecia após p ro fecia p u blica da nos term os m ais segu ros e certos no sen ­ tid o d e que as g ra n d es fo r ç a s d e oposição seria m arru in a d a s.. mesmo se aceitássemos o fato de que M aomé não podia ler nem escrever. ele foi o autor da Ilíada e da Odisséia. os dois maiores épicos do mundo antigo. D aí. Por quê? Porque todos os muçulmanos sabem. 11.mas.25 M aulana M uham m ad A li discute estas profecias deta­ lhadamente em sua obra T he Religion oflslam : . que ele tinha tido pelo menos vários amanuenses ou escribas.R e sp o st a C r is t ã Podemos dizer que a vasta expansão do Islamismo. é cumprimento de profecia? Se nós pensarmos nisto de ponta a ponta por um momento. A inda assim. Ele era cego e assim. Da mesma maneira. ele poderia facilm ente ter composto o Alcorão dessa forma isto não seria excepcional. e. 146 ...2 . com toda pro­ babilidade. pois há precedentes para isso. não podia escrever. Entretanto há uma série de versículos no Alcorão que prom etem que os muçulmanos serão vitoriosos tanto em seu próprio país como no exterior.. se de fato ele profetiza afinal de contas. que o Islam ism o se espalharia p a ra os cantos m ais lon gín qu os da terra e que seria fin a lm e n te triu n fa n te sobre todas as religiões do m u n d o?b P r o fe c ia s n o A l c o r ã o . a questão se M aom é era ou não realmente analfa­ beto não tem relação com o caso em questão.A A f ir m a ç ã o I slâ m ica S o b r e a s P r o fe c ia s n o A l co rã o O Alcorão fala muito pouco profeticamente.

5. pagar pesa­ dos tributos (A lcorão 9. Os cristãos e o s judeus tinham uma terceira alternativa. ele seria admitido no paraíso. submissão ou morte. em um espaço de tempo mais curto do que o do Islarnism o antigo. fica fácil de entender porque tantos se subm eteram . então o que diríam os dos conquistadores como Genghis Khan? Ele con­ solidou as trib o s mongóis e. H á u m a outra razão para que o Islamismo se expandisse tão rapidam ente no início. co n siste em que seja m m atados. S e ele morresse.29). Todo com andante ou general o faz a fim de inspirar seu exército e levantar o seu moral. Exeto aqueles que se a rrep en ­ d erem a n tes d e caírem em vosso p o d e r . um líder prometendo uma vitória às suas tro­ pas ou seguidores. A lém disso. p a ra aq u eles q u e lutam con tra D eus e Seu A póstolo e sem eiam corru p ­ ção na terra. o muçulmano tinha vários incentivos im por­ tantes a co nsiderar enquanto lutava para promover a causa do Islamismo. como encontramos na surata 5. com o seu movimento. conquistou uma área geográfica muito maior.33-3427: O castigo. os soldados muçulma­ nos poderiam dividir quatro quintos do despojo. Seu sucesso m ilitar evidenciaria que ele era dirigido por 147 . ele é vindicado. Se olharmos para algumas das imposições do Alcorão a respeito do que os incrédulos poderiam esperar das mãos dos m uçulm anos. Os p oliteístas tinham duas escolhas. ou lhe seja decepada a m ã o e o p é oposto. sa bei que D eus é in d u lgen te. ou banidos. se eles perdem . Um ú ltim o ponto a ser considerado é que se o crescimento rápido e am p lo de um movimento indicasse o favor divino. Se. Se con­ tinuasse vivo e fossem vitoriosos na batalha. eles são vitoriosos. crucificados. no mínimo não é nem um pouco excepcional. são esquecidas. m iserico rd io síssim o. Para começar. então nunca ouvimos de suas promessas porque elas. então.

Deus? E o que dizer a respeito do próprio crescim ento do Islamismo que foi freado no Ocidente por Carlos M artel (a. Depois de citar um certo número de exemplos. o Alcorão e a C iên­ cia” escrita por um cirurgião francês chamado M aurice Bucaille.3 . E sobre a história posterior de m ui­ tas nações islâmicas que sofreram o ultraje de tornarem-se colônias das então potências mundiais. devemos primeiro salientar que o grosso do livro não trata do Alcorão e ciência. emitir no Alcorão idéias que não são só de sua época. 740)? Significaria que eles haviam perdido o favor de Alá. Bucaille. e se nós concordássemos com sua tese de que as afirmações do Alcorão estão em total harm onia com a ciência 148 . existe uma obra “A Bíblia. Ao contrário disso.R e spo sta C r is t ã Ao responder ao Dr. Para m im . Bucaille concluiu que levarão a julgar inconcebível que um homem. Entretanto. e que concordarão com o que se demonstrará séculos mais tarde. 11. As porções de seu livro que tentam mostrar que o Alcorão está em concordância surpreenden­ te com o conhecimento científico são muito vagas. o Dr.D. a sua maior parte é uma tentativa (utilizando-se técnicas da autocrítica) de desacreditar a Bíblia. 732) e o Oriente por Leão III (a.A A f ir m a ç ã o I slâ m ica d a C iê n cia e o A l c o r ã o Finalmente. sobre os assuntos mais diversos. que tenta demonstrar a origem divina do Alcorão ao mostrar a sua supostamente notável afinidade com a ciência moderna. nós não podemos encontrar nada misterioso ou sobrenatural sobre o surpreendente crescimen­ to primitivo do Islamismo e sua subseqüente queda. não existe explicação hum ana p a ra o A lcorão. pudesse.23 A C iê n c ia e o A l c o r ã o .D. vivendo no século VII da era cristã. Não.

assim como no Alcorão. perceberemos que há outros seres sobre­ naturais além de Deus. W .D.44).14). o Alcorão teve uma origem sobrenatural. Para dizer a verda­ de. Recomendaríamos ao leitor o clássico de C lair-T is- dall “The Sources of Islam”. Bucaille declara que se isto fosse verdade. M as isto não indica a fonte da informação. Um destes seres é conhecido na B íblia como Satanás. e que ele é o pai da men- tira (Jo 8. Sussurrar alguns fatos científicos nos ouvidos de alguém não seria uma grande proeza para ele. a Bíblia diz que ele aparece aos homens de tempos em tempos: p o rq u e o p ró p rio Satanás se tran sform a em an jo de luz (2 Co 11. supondo que sua tese seja a verdade. A Bíblia nos diz que ele está na terra há tanto tempo quanto o homem.Goldsack. Se o Alcorão contém afir­ mações científicas detalhadas que temos descoberto recentemente serem verdade e ainda. e somente demonstra que nenhum ser humano poderia tê-lo escrito sem ajuda sobre-humana. M as por quê? Se pararmos e pensarmos um momento.29 Eu concordo com sua conclu­ são. “The Origins of the Qur na . ainda somos deixados com a tarefa de encontrar quem foi essa fonte. e de Sam uel M . Zwemer Islam : “A Challenge of .. então poderia não ser simplesmente produção de Maomé. do Ver. então Esta ú ltim a constatação torn a in a ceitá vel a hipótese daqueles que vêem em M oh am m a d o a u tor do A lcorão. que ele tem poder e inteligência muito superiores aos nossos. o leitor pode estar interessado em saber que muitas das histórias e relatos encontrados no Alcorão são reconhecíveis (atribuíveis a) histórias muito seme­ lhantes (algumas vezes quase idênticas) encontradas em escritos pré-islâmicos. Se. É interessante que este tenha sido exatamente o temor inicial que M aom é sentiu a primeira vez que a voz falou a ele. moderna? O Dr. Ao concluir esta secção sobre o Alcorão. se foram escritas no sétimo século a. de fato. Bucaille presume que foi Deus. O Dr.

E ditorial U N ILIT — M iam i .Faith”. Tam bém seria im portante a leitura do livro “Esperanza para los M usulm anes” de Don M cC urry.Flórida. 150 .

As várias formas de pensamento variam através do mundo muçulmano e estão freqüentemente em profundo contraste com o pensamento ocidental.X II .O u t r o s E le m e n t o s Q u e D e v em o s S a b e r p a r a C o m p a r t il h a r o E v a n g e l h o C o m os M uçulm an o s A evangelização dos muçulmanos é um dos maiores desa­ fios da Igreja. para que esses obstáculos sejam ultrapassados. Podem manifestar para com os cristãos (os ocidentais) m uita desconfiança e hostilidade. A opinião do indivíduo conta pouco. e. isso porque nenhuma religião do mundo odeia tanto a cruz de Cristo como o Islamismo. que encorajam e reforçam a ignorância e o analfabetism o. Evangelizar os muçulma­ nos é entrar num verdadeiro campo de batalha. O que a comunidade pensa é muito mais importante. princi­ palmente do M AG REB (Norte da África) não fazem distinção alguma entre fé cristã e cultura européia. ensinam seus adeptos a opor-se ao Cristianismo. É muito impor­ tante estudar a cultura islâmica. 0 P r o b l e m a C ultural Um grande número de muçulmanos vive em antigas colô­ nias. 0 P r o b l e m a P s ic o l ó g ic o A sociedade muçulmana exige uma conformidade estrita da parte dos seus cidadãos. além disso. O comporta­ 151 . Alguns muçulmanos. por isso requer-se dos missionários a eles enviados um preparo especial. Podem ser muito suscetíveis ao racismo ou a atitudes pater­ nalistas.

que são simples. p o is estivestes com igo desde o 152 . D aí resulte que o muçulmano não está habituado a tomar decisões pes­ soais. H á um provérbio árabe que diz: num p a ís em que n in gu ém te con hece p o d esfa z er o que te apetece. que p ro ced e do Pai. 0 P r o b l e m a d a C o m u n ica çã o A cultura islâmica e a língua árabe determinam a forma de pensamento. E vós tam bém testificareis. a . como aceitar o Evangelho. Quem deseja partilhar sua fé com um muçul­ mano deve procurar utilizar termos simples e defini-los de forma a assegurar que foram bem compreendidos. a influência psicológica da religião e da sociedade tem tendência a continuar e um muçulmano tem dificuldade em agir de forma independente e em aceitar a fé cristã. ele testifi­ cará de m im .S e r C h e io d o E s p ír it o Sa n t o Um dos pontos mais críticos ao testificar a um muçulmano é que devo estar cheio do Espírito Santo. Jesus disse em João 15. 1 2 . É apenas fora de seu país que um muçulmano fica livre das restrições da sua religião e da sociedade.26-27: M as quando v ie r o Consolador. que eu da p a rte do P ai vos h ei de enviar'. M as mesmo lá.1 . oração. T r ê s R e q u is it o s P ré v io s H á três áreas. que devem ser exam inadas antes de movermos a outros temas teológicos que estão também incluídos. aquele E spírito d e verdade. porém de capital im portância. Filho de Deus). M uitas vezes cristãos e muçulmanos atribuem signi­ ficados diferentes à mesma palavra.mento de um indivíduo é controlado de tal maneira pela socieda­ de que quase não resta espaço para uma ação independente. por exemplo: (pecado. portanto. fé.

É por esse tipo de hostilidade. porque diziam que seu tratado de paz era uma afronta ao Islamismo. não vale a pena nem se quer começar. se não o fazemos. Os muçulmanos são as pessoas mais difíceis de evangelizar e haverá momentos que você se sentirá desanimado e terá a tenta­ ção. Por exemplo. há pessoas que assas­ sinaram Sadat. e se ele aceita que o Cristianismo é a verdade. A corte citou uma lei que proíbe a difamação de qualquer das três religiões: Cristianismo. O Islamismo ensina que o muçulmano não deve duvidar em perseguir e ainda matar a uma pessoa que deixe o islão e se conver­ ta ao Cristianismo. o anterior presidente do Egito. clame ao Senhor em ora­ ção e continue avante com suas forças. deixando os resultados a Deus. Não desanime! Páre um momento.O ra r e m T o d o T e m p o Devemos orar pedindo que um muçulmano possa entrar no Reino de Deus. no poder do Espírito Santo. portanto eles foram acusados de difamar o Islão para converter-se ao Cristianismo. Deus é soberano e pode operar apesar das nossas im perfei­ ções. Satanás gosta de colocar na mente de quem está pregando que essas pessoas estão longe do Reino de Deus. O islã está baseado numa pressuposição: O Cristianismo é falso. b . não contra nós pessoalmente. Para vencer esse pensamento e continuar perseve- rando devemos ser cheio do Espírito Santo. O sucesso em testificar consiste simplesmente em com­ partilhar. Islamismo e judaísmo. que 153 . ele deverá admitir que o islã não tem razão de existir.p rin cíp io. O muçulmano declara que sua religião existe porque o C ris­ tianismo tem se corrompido. mas contra nossa fé. Quatro ex-muçulmanos no Egito foram pro­ cessados na corte como traidores ao islão e receberam condenação entre cinco e dez anos de prisão. e que não vale a pena continuar.

como crentes não podemos odiá-los. Sem amor é tão fácil parar de orar por eles. Uma terceira razão pela qual necessitamos amor é porque é a única coisa que o muçulmano não pode argumentar. eles nos consideram uns blasfem os que têm perdido o rumo. se necessário. pela qual necessitam os dem onstrar amor. ou de deixar de encontrar-se com eles. M as através do amor.D e m o n str a r A m o r A m ídia no Ocidente tem feito um excelente trabalho para fazer crer que os muçulmanos são odiados. Necessitamos do amor cristão para combater essas idéias equivocadas e restaurar nossa carga por aqueles que estão perdidos sem Cristo. é que somente o amor nos preservará de desanim arm os quando um m uçulm ano rejeita a Cristo. ainda que isto fosse ver­ dade. Quando a maioria das pessoas pensa nos muçulm anos geralm ente os relaciona com Khomeini. eles podem conhecer a Cristo. c . Eles crêem que estão pregando a Deus. Em geral. A segunda razão. Você pode falar de Iraque e de Irã. M uitas vezes eles são vistos como os terroristas muçulma­ nos. duas nações muçulmanas que lutaram entre si por oito anos e eles podem dizer: e o que acontece na Irlanda 154 . Os muçulm anos sentem pena pelos cristãos. M as temos direito de afirmar que cerca de um bilhão da popu­ lação mundial possa ser todo terrorista? E. Portanto. não se pode evangelizar um muçulmano sem estar cheio do Espírito Santo e sem ter orado previamente. e com os petrodólares.o m uçulm ano cresce. e tampouco existe consciência de que eles estão perdidos. até por força. não existe compaixão nem interesse para que eles conheçam a Cristo. e querem levar-nos à verdade.

Tome qualquer argumento que você quiser e o muçulmano terá uma resposta para contradize-lo.entre católicos e protestantes? Se você mostrar argumentos da Bíblia eles lhe mostrarão argumentos do Alcorão. ser cheio do Espírito Santo. oração e amor são muitíssimo mais importantes do que conhecer tudo sobre o Islamismo ou o Alcorão. . se não estiver cheio do Espírito. Duvido que alguém possa levar um muçulmano a Cristo. Essas três coisas. Você argumen­ ta sobre Cristo e eles sobre Maomé. De modo que estas três coisas serão uma evidên­ cia para eles. se bem que é verdade que nós podemos conhecer mais coisas sobre os muçulmanos. M as faça a obra com amor incondicional e aceitação. e verá que eles não poderão fazer nada para devolver-lhe este amor. sem oração e amor.

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números 599. Alcorão 6. Pensées.37. M u h a m m a d In th e B ib le (Kuala Lumpur: Pustaka Antara. op. 6. 18.27. p. Advogado ou Ajudante”.109. 8Cf.11 7Cf.16. 3 Abdu ‘L -A had Dauud. 9.40. M t 13.14. Veja que a palavra ali encontrada é “Para- cletos” e não “pariclytos” como querem os muçulmanos. pp 84-94. p. 4Também cf. Lc 24.28 5Também cf. W hat E v eryo n e S hould K nou Islam a n d M uslim s (Chicago: Kazi Publications.Jo 7. 7. 1979). 144).Notas 1Eles acreditam que o Alcorão refere-se a isso na Surata 7:157. Êx. 9Ainda cf. Alcorão 5. 13Cf. 14Blaise Pascal.110.11. 21.16.. Lc 7. p. Pakistan: Begum Aisha Bauany Wakf. 6Cf. Também cf. datado entre 175-225 d. cit. 1949). 1979).C. Hoje a população muçulmana está estimada entre um bilhão e duzentos milhões.19. Conselheiros. 33. 16Esta era a população islâmica aproximada quando este livro foi publicado em 1921. 15 Suzanne Haneef. Jo 4. 96. Alcorão 33. 1540 (Também cf. 12A palavra grega Taracletos”pode ser traduzida como “Con­ fortador. p.57. Ulfat Aziz-Us-Samad. Introduc- tion to the Study o f the H oly Quran (London: The London mosque. 1974).40. 11 A cópia mais antiga do Evangelho de João é o Papiro 75. 6. 8. 10Abdullah Yusuf Ali. 2 Hazrat M irza Bashir-Ud-Din Mahmud Ahmad. 157 . Islam a n d Chris- tianity (Karachi.17.

p. 96. 401. p.) p. T h eM ea n in gofth e Glo- riousK oran (New York: New American Library. p. 1921). Bevanjones. pp 84-94.ucaille.53. 158 . 19Hazrat M irza Bashir-Ud-Din M ahmud Ahmad. p. xxviii. U lfat A ziz-U s-Sam ad.. 1932). T rans- la tion a n d C om m en tary (Qatar: Qatar N ational Printing Press. p. M uham m ad a n d Christ (Lahore. índia: The Ahmadiyya Anjum an-iTshaat-i-Islam . 22Haneef. 28Maurice Bucaille. s. 152. 18M ohammedM armaduke Pickthall. revista e adaptada Sam ir El H ayek (S. 151. 17M aulvi Muham m ad A li. op. The R eligion o f Islam (Lahore. 20L. 27Também de acordo com o Alcorão 4. 14. In trodu c- tion to the Study o f the H oly Quran (London: The London mosque.47. 26 M aulana M uham m ad Ali. p.12. o Alcorão e a ciência. O leitor poderá escrever para o autor aos cuidados do ICP para maiores informações sobre este assunto. Islam a n d C hristianity (Karachi.Bernardo do Campo.d. op. p. 24 John W arw ick M ontgomery.. p. T H E HOLY QUR-AN:Text.. 1950). Pakistan: The Ahmadiyyah Anjuman Ishaat Islam. 7. A Bíblia. 29Bucaille. 1978). cit. Pakistan: Begum Aisha Bauany Wakf. 249. p. 62. F aith F ou n ded on F act (Nashville:Thomas Nelson Publishers. 130. cit. 25Alcorão 3. Cit. p. 1946). 21Abdullah Yusuf Ali. 23Devido à falta de espaço este argumento não pode se prosse­ guido aqui. Junyta de Assistência Social Islâmica Brasileira. The P eople o f the M osque (London: Student Christian Movement Press. Ed. 1949). Também cf. 41. Op. 94. 1974). 30.13-14. 1963).

SANTO DAIME .

sem alucinações. en q u a n to ou tros corria m ao banheiro. o tem po todo em ob e­ diên cia a seus chacras. Editora Record. Vi n ocau teada a resistên cia d e m u itos que se en treg a v a m relaxados nos colchonetes e p oltron a s espalhados p e la sala. Pode haver maior apostasia do que essa. Dizemos isso porque. com o um náu frago p erd id o no m ar e. todas as canções de louvor. segu n d o disse. Então. Um outro viro u um a estátua vib ran te. após o segu n do cálice. Um jo v e m to m o u -m e a mão. torn a ra m -se loucos. existem celebrida­ des da T V que já se pronunciaram publicamente como membros dele. mas logo p erceb i ser m elh or p r o ­ cu rar o sofá. Vi outros se tra n sfigu ra rem ... em bora em m om en to algu m m e sentisse tenso. no q u a l o m eu corpo caiu pesado. m as com a consciência da p u rifica çã o esp iritu a l cen trada em Jesus. M u itos v o m ita v a m . p elo Santo D aim e. d a n d o-m e a im pressão d e desm aio. Creio que. com o m ais v iv o entusiasm o. tam bém . F oi nesse in sta n te que. cantei. u rra v a com o leão. E não é só isso. com e­ cei a sen tir as m ãosfroux as e um a ligeira cãibra nas pern as. ren d i-m e ao D aim e. P rocu rei can ta r com m ais entusiasm o. m as sem p re m u ito a ten to às m ín im a s ocorrên cia s en v o lv en d o os c ir - cunstantes. 120-121).In tr o d u çã o São bem oportunas as palavras bíblicas de Romanos 1. os olhos v ítreo s esbugalhados. de um pastor afir­ mar que contemplou a luz divina e alcançou a purificação do espí­ 161 . relaxado. em êxtase.I . Conta ele: C oncentrado no culto. nesse grupo religioso. quando nos propomos a falar sobre o grupo religioso Santo Daime.22: D iz en d o-se sábios. litera lm en te. p o d e-se con tem pla r a luz d iv in a e alcan çar a p u rifica çã o do esp írito e a cura in te r io r (“JE SU S. Pr Nehemias M arien. até o pastor Nehemias M arien já fez parte de reuniões religiosas onde o chá foi bebido. aparentemente desconhecido. A L uz da Nova Era”. pp.

que tira o p eca d o do m undo (Jo 1.29). todos os que estais ca n ­ sados e op rim idos. que vinha para ele. veja a declaração de J o ã o : A li esta­ v a a luz verdadeira. que sou m anso e h u m ild e d e coração.9). 162 . rito e cura interior depois que tomou o chá? A luz divina. e disse: Eis o C ordeiro d e D eus. E cura interior alcançamos quando atendemos ao convite de Jesus. e eu v o s a liv ia rei.28-29 lemos: Vinde a m im . e en con trareis descanso p a ra as vossas almas. como lemos na Bíblia. Purificação do espírito se faz pelo sangue de Jesus e não por tomar-se um chá —No dia seguinte João viu a Jesus. é Jesus Cristo. que alu m ia a todo o hom em que v em ao m undo (Jo 1. e a p ren d ei d e m im . T om ai sob re vá s o m eu ju g o . em M t 11.

etc. alívio físico e psíquico. É uma porta aberta para os estados alterados de consciência.II . É conhecida como ayahuasca ou. . abreviadamente. curas. É ingerida para proporcionar vidên- cias. O ASCA .E fe it o s do C há A bebida é preparada com o cozimento de dois vegetais da floresta amazônica: o cipó jagube (Banisteriopsis caspi) e a folha chacrona (Psychotria veridis). comunicação com espíritos. Pro­ duz um desarranjo intestinal tão violento que a pessoa que o bebe sente necessidade de ter ao seu lado um vomitório móvel porque não dá tempo de ir ao banheiro comum.

II I- O N o m e D a im e

D AIM E - dizem - vem do verbo dar, no imperativo. Daime
paz, Daime saúde, Daime felicidade —é a aspiração dos membros
da entidade. E um tipo de seita eclética, uma mistura de espiritis­
mo, cultos afro-brasileiros e catolicismo romano, resultantes de
três culturas (a branca, a negra e a indígena). O livro sagrado que
adotam é o seu hinário. As letras dos hinos constituem a diretriz
para os seguidores. Todos os ensinamentos são ministrados por
hinos naquele estado alterado de consciência proporcionado pelo
D aim e, encontrando-se neles suas crenças básicas. A principal
característica do Santo Daime é o canto. São conhecidos também
como Povo de Juram idam , expressão composta de Ju ra (pai) e
M idam (filho). Tal é o nome que o iniciador da seita diz ter recebi­
do das entidades divinas. Juram idam representa a segunda volta de
Jesus à Terra, sendo assim o povo de Juram idam o povo de Jesus
Cristo. Impossível para um leitor da B íblia ler sobre um tipo de
culto envolvido com práticas m ediúnicas, idolatria e feitiçaria,
admitir que seja povo de Jesus. O próprio Jesus declara ser a luz do
mundo e que aquele que o segue não andará em trevas (Jo 8.12).
Em nenhuma passagem bíblica se encontra qualquer ensino de
Cristo que se assemelhe a um ensino que envolva espiritismo, fei­
tiçaria e idolatria.

164

IV - O Fundador

O fundador, Raim undo Irineu Serra, nasceu em 1892,
no M aranhão, e morreu em 1971. Aos 20 anos de idade, in te ­
grou um movimento m igratório de nordestinos para trabalhar
na extração de látex. Na floresta am azônica, Irineu e seus com ­
panheiros foram m isturando a sua cultura à dos índios e apren­
deram a preparar a bebida, que lhes provocava visões. N um a
dessas visões apareceu a Irineu um a m ulher cham ada C lara,
que se dizia Nossa Senhora da Conceição, a R ainha da flores­
ta. E la falo u -lh e: Q uem é que tu achas q ue eu sou f Ele olhou e
disse: Para m im a sen h ora é um a D eusa U niversal. Tu tens coragem
de m e cha m ar d e Satanás, isso ou aquilo ou tro?N ão, a sen hora é um a
deusa u n iversal. Tu achas que o que estás v en d o agora, algu ém j á v i u ?
O m estre Irineu refletiu e achou que alguém já podia ter visto,
e havia tantos que faziam a bebida que ele podia estar vendo o
resto. A senhora então disse: O que estás v en d o agora n in gu ém
ja m a is v iu , só tu. E eu v o u te e n tr eg a r esse m u n d o p a ra g o v ern a r .
A gora tu v a is te prepa rar, p o rq u e eu não v o u te en treg a r agora. Vais
ter um a p rep a ra çã o p a ra v e r se tu p o d es m erecer v erd a d eira m en te: tu
v a is p a ssa r oito dias com en d o só m acax eira (m an d ioca) cozida, com
águ a e m ais nada.
Relatou Irineu que foi ela quem deu o nome de Santo
D aim e à bebida e ditou normas para a realização do ritual. Ele
adquiriu poderes extra-sensoriais e aí passou a ter vidência e a
comunicar-se com os mortos. Nas reuniões, evocam Jesus Cristo e
os santos católicos como Nossa Senhora da Conceição, São João
B atista, São José. Paralelam ente, evocam entidades intl íf*t-nas

165

como Tuperci, R ipi Iaiá, C urrupipipiraguá, Equior, Tucum,
Barum, M arum Papai Paxá, B. G., ReiTitango, Rei Agarrube, Rei
Tintum a, Princesa Soloína, Princesa Janaína e M arachimbé.

166

V - H is t ó r ia

Em 1945, M estre Irineu fundou o Centro de Iluminação
Cristã L uz Universal, que chegou a congregar 500 membros efeti­
vos. U m discípulo de Irineu, o seringueiro padrinho Sebastião,
fundou outra com unidade, a C olônia C inco M il, também no
Estado do Acre, que no foro civil foi registrada como entidade
filantrópica, tendo o nome de C efluris (Centro Eclético de Fluente
L uz Universal Raimundo Irineu Serra). Depois da morte do fun­
dador em 1971, o padrinho Sebastião o substituiu na direção da
entidade, vindo a morrer em 1990. O filho de Sebastião, o padri­
nho Alfredo Gregório de M elo, está na liderança do movimento
Santo D aim e que, atualmente, conta com 30 núcleos e mais de
cinco m il adeptos.

em homenagem aos Três Reis do Oriente.F e s t iv id a d e s Quase na totalidade seguem as festividades dos dias santos do catolicismo. V I . 168 . 8 de dezembro (Nossa Senhora da Conceição. Sexta-feira Santa. padroeira dos trabalhos). seguindo-se as datas de 20 de janeiro (São Sebastião). 24 de junho (São João Batista). 2 de novembro (Finados). juntando mais uma festa extra na data do nascimen­ to do fundador (15 de dezembro). O ano religioso começa em 6 de janeiro.

VII . e f e z d ele um b ez er­ ro de fu n d içã o . que te tirou da terra do E gito. p. e disse: A m anhã será fe s ta ao S e- 169 . 425). Editora Lumen Christi. Ora. a lta r d ia n te d ele. tendo como ponto de partida o Cristianismo (“Pergunte e respon­ demos”. Apontamos como exemplo o povo israelita no de­ serto. criando um ídolo na forma de um bezer­ ro de ouro. Enquanto M oisés estava no M onte Sinai. acampado junto ao M onte Sinai. o ecletismo religioso é uma abominação aos olhos de Deus. e apregoou Arão. E ntão disseram : E ste é teu D eus. ou seja. ed ificou um. a) Idolatria e Feitiçaria: O Estatuto da C efluris declara seguir a orientação implanta­ da pelo mestre Irineu. fundamentada no Ritual do Ecletismo Evo­ lutivo. D o u tr in a s e R e f u t a ç õ e s 7. 6 Israel. v en d o isto. Resposta Apologética: O Santo D aim e é formado porvárias correntes religio­ sas como catolicismo. cultos afro-brasileiros e indígenas.1 RITUAL Dentro do ritual encontramos práticas religiosas ligadas à idolatria. Ano XXXI. e trabalhou o ouro com um buril. E Arão. setembro 1990. à feitiçaria e às cerimônias católicas. Edição Encadernada. Depois de pronto instituíram uma festividade e a justificaram com os seguintes dizeres: E ele os tom ou das suas m ãos. o povo embaixo resolveu prestar um culto a Deus. de várias correntes religiosas que se interpenetram.

diz o S enhor. Afirmamos: o que consta do estatuto nada tem a ver com o Cristianismo. a ou trem não darei. e o ferecera m -lh e. eles fiz e r a m p a ra si um b ez er­ ro d efu n d içã o . que pen­ sam ser os interm ediários entre o deus O lurum e os ho­ mens. e eu sa lvei. ou se d ed ica rá a u m e desp rez a rá o outro.12: P orque não tem os que lu ta r contra a ca rn e e o san ­ gu e. sim. Sabemos que os cultos afro-brasileiros tributam louvo­ res a entidades também conhecidas como orixás. Ora. a m in h a gló ria . há o abandono dos ídolos e de todo o ecletis­ mo. e deus estra n h o não h o u v e en tre vós. desce. nos lugares celestiais. E u an u nciei. ep e r a n te ele se in clinaram .4-5) Como Deus viu uma festividade ecléti­ ca entre Ele e o bezerro de ouro? Disse Deus a M oisés. Quando há genuí­ na conversão a Deus. contra aspotestades. q u e te tirou da terra do E gito (Êx 32 . embora sejam chamadas santos. p o rq u e o teu p o v o . n h or (Êx 32. pois. p o is v ó s sois as m in has testem unhas. este é o m eu n om e. ó Israel. na verdade são espíritos demonía­ cos que povoam os ares como afirma o apóstolo Paulo em Efésios 6. se tem corrom pido. con tra os prin cipad os. mas.7-8). e d issera m : E ste é o teu deus. N ão p o d eis s e r v ir a D eus e a M am on (M t 6. p o rq u e ou h á d e od ia r um e a m a r o outro. eu sou D eus (Is 43.12). con tra as hostes espiritu ais da m aldade. nem o m eu lo u v o r às im a gen s d e escu ltura (Is 42. As práticas ligadas à id o latria foram mais tarde condenadas pelos profetas: Eu sou o S enhor.24). contra os p rín cip es das treva s deste século. que fiz e s t e su b ir do E gito. Jesus toi enfático ao dizer: N inguém p o d e s e r v ir a dois sen h o­ res.8). sabemos que tais entidades espirituais. e e u o f i z ouvir. no M onte Sinai: Vai. 170 . E depressa se tem d esvia d o do ca m i­ nho que eu lhes tin h a orden ad o.

Todos são avisa­ dos desse procedimento através de uma campainha acionada pelo encarregado. é uma das manifestações m alignas. O cozi­ mento do cipó macerado e das folhas se dá na proporção de duas medidas de cipó para uma das folhas de chacrona e é uma das eta­ pas mais delicadas do ritual. Equior. embora possa ser chamada por nomes indígenas como Tuperci. Essa entidade. ficando o Salve Rainha para o término da sessão. Essa prática é ligada à Igreja Católica. Reza-se um terço. que é indicado por uma entidade do Santo D aim e presente no plano astral. Princesa Janaína e Marachimbé. Tucum . R eiT itan g o . C urrupipipiraguá. 171 . . Princesa Soloína. Rei A garrube. a qual se manifesta no momento em que se completa o cozi­ mento para que a panela seja retirada da fornalha. utilizando marretas de cumaru. A partir das duas horas da madrugada. R eiT in tu m a. R ipi Iaiá. sendo que o ritmo é acompanhado por hinos adequados. Bvarum . G. b) Ritual da bebida: O cipó é cortado em pedaços de 20 cm de comprimento. pau tirco ou bálsamo. c) Cerimônias católicas Durante o ritual. sem bailados. pois ela controla o ponto de fervura da bebida. Não se deve conversar com a pessoa encarregada. rezam missa em favor dos mortos e can­ tam dez hinos sem instrumentos musicais. M arum Papai Paxá. A bateção sig­ nifica purificação em si e serve para o sujeito se disciplinar. Turmas de 12 homens revezam-se de duas em duas horas no trabalho de esmagar os pedaços de jagube sobre troncos de árvores fixos no solo. B. realiza-se a bateção. que desce e se manifesta no momento em que é completado o cozimento.

2-3).9-12. Jo 14 .2 1-24 . O ritu al do Santo Daime é ritual pagão. Jesus afirmou que se alguém morrer sem crer nele como único e suficiente Salvador nunca poderá ir para onde Ele foi. Jesus foi para o céu de onde virá para buscar o seu povo (Jo 8 . impróprio e condenado pela Bíblia em Deuteronômio 18. porque elas são inúteis. 172 . Resposta Apologética: Não se deve celebrar missas aos mortos.

e espaçoso o cam inho . e que afirmava a necessidade da sua morte.A ssim com o j á v o -lo dissemos. ain da que nós m esm os ou um an jo do céu vo s a n u n cie outro eva n gelh o além do que j á vos tenho a n u n ­ ciado. p o rq u e larga é a p orta . agora de n ovo tam bém v o -lo digo.21-23. deveria saber que o Evangelho que Jesus pregou incluía o arrependimento e fé na sua pessoa (M c 1. na própria visão.3).A A parição de N o ssa S enhora d a C onceição R elata o M estre Irineu que recebeu um a visão de uma senhora divina que ele pensou ser uma deusa universal. 20. pois sem arrependimento ninguém poderia sal- var-se (Lc 13. que afirmam: M as.VIII . seja an átem a (G11. Ora. identifi­ cando-a até como se fosse Satanás. sepultamento e ressurreição como meio de salvação (M t 16. Ensinou Jesus: E ntrai p e la p o rta estreita.28). Entretanto. mas foi incisivo ao afirmar que existem duas portas e dois cam i­ nhos que levam a dois fins distintos.8-9). Resposta Apologética: Os que têm a B íblia e a consideram como autoridade maior no campo religioso devem ter presentes as palavras de Paulo. seja anátem a. foi esclarecido de que se tratava de Nossa Senhora da Conceição. Se a lgu ém vo s a n u n cia r ou tro ev a n g elh o além do que j á recebestes. se esse grupo religioso tem como princípio básico e fundamental o Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo como reza o item 2 do Estatuto. posteriormente.15). Jesus nada ensinou sobre ecletismo.

e p o r ­ que estreita é a p o r ta . e p ou cos há que a en con trem (M t 7.13-14). e apertado o cam inh o que lev a à vid a. e m uitos são os que en tram p o r ela. 174 . que conduz àp erd ição.

IX .1). E esse um culto racional? Paulo recomenda que apresentemos os nossos corpos como um sacrifício vivo.U m C ulto A bsurdo É tão absurdo esse culto do Santo Daime que se declara: H á quem v o m ite e quem seja com etido d e desarranjos intestinais. ou as duas coisas ju n ta s. E com que o b je tiv o ? O correndo a ân sia d e v ô m ito s e a d ia rréia depois que se tom a o chá é que a pessoa está pa ssan do p o r um a esp écie d e lim p ez a esp iritu a l. . que é o nosso culto racional (Rm 12. santo e agradável a Deus. Ou seja. d e a lgu m a m a n eira está se livra n d o d e tudo aquilo que a im p ede de estar em com unhão com D eus.

IGREJA SEICHO-NO-IE .

H is t ó r ia O fundador da Seicho-No-Ie. deu-se a fundação desse movimento religioso no Japão. e com o lançamento do primeiro número da revista. em I o de março de 1930. teve a prim eira revelação do seu chama­ do religioso em 13 de dezembro de 1929. no dia 22 de novembro de 1893. no município de Kobe. quando começou a escre­ ver uma revista com o próprio título do atual grupo religioso. A palavrajaponesa Seicho-No-Ie (lê-se: seitiô-no-iê) quer dizer Lar do Progredir Infinito. A obra principal da sua filosofia se encontra no livro “A Verdade da Vida”. Como é comum a quase todos os fundadores de movimentos religiosos.I . Japão. M asaharuTaniguchi. 179 . nasceu na vila de Karasuhara.

Ano 3. tor­ nando-se assim membro da fam ília Taniguchi.20). Japão. II . d iz en do: em todas as p a rtes. Associação dos Moços da Seicho- No-Ie no Brasil. m as um ser esp iritu a l queJ^oi en v ia d o p o r D eus p a ra nos tra n sm itir a Verdade.20. Nessa cidade se localiza a sede mundial da Seicho- No-Ie. que nasceu em 23 de outubro de 1920. p a ra lib erta r realm en te o ser hu m ano das ga rra s do m aterialism o (“Acendedor”. o certo é que ele morreu em 17 de junho de 1985. n° 7. O sucessor e atual supremo presidente m undial é Seicho Taniguchi.1967. T aniguchi não com o um ser carnal. aos 92 anos de idade. igual a Jesus (M t 18. em Hiroshima.17-18). até onde sabemos. ao passo que Jesus ressuscitou dos mortos e está vivo no céu (Ap 1. 40).28. p. 180 . em Nagasaki.C o m pa r aç ã o de T an iguch i co m J esus C risto A admiração que os adeptos da Seicho-No-Ie têm pelo seu fundador é tal que fazem dele um ser onipresente. assim com o Jesu s está v iv o etern a m en te em todas as p a rtes con sidero oD r. e. Japão. Embora seja fantástica essa declaração sobre Taniguchi. Casou-se com a filha do fundador Emiko Taniguchi. seus seguidores não falam de sua ressurreição dos mortos.

na cida­ de de São Paulo.III . 43-44). n° 4. 181 . Os primeiros conhecedores da Seicho-No-Ie no Brasil foram os irmãos Daijiro M atsuda e M iyoshi M atsuda (Prin­ cipal Orador na Am érica Latina) (“Acendedor”. pp. Ano 2. A qui no Brasil foi registrada com o título de IGREJA SEICH O -N O -IE DO B RA SIL. data da publicação da primeira revista Sei- cho-N o-Ie e foi organizada em I o de agosto de 1952. Associação dos Moços da Seicho-No-Ie no Brasil.F u n d ação no B rasil A Seicho-No-Ie chegou ao Brasil por intermédio de suas publicações. em 1930.1 96 6. cuja sede nacional se localiza no Jabaquara.

13). embora tenham todas as características de uma religião. na B íb lia (“A Verdade da V ida”. mas apenas uma filosofia. preces e preceitos. f a z co n fer ên cia s basead as em escritu ra s do B u d ism o. é uma religião falsa sem apoio bíblico. a Seicho-No-Ie possui: igrejas. Assim. trata-se de uma religião e. M asaharu Taniguchi. ritos. 182 . Os propagandistas da Seicho-No-Ie afirmam que não pre­ gam uma religião. p. Logo. Sociedade Religiosa Seicho-N o-Ie no Brasil. e.IV .F onte de A uto ridade R eligio sa Leiam os a seguinte declaração: A S eich o -N o -Ie n ão é n en h u m a seita religiosa e. com o sen tid o d e d a r v id a a todas religiões. em tex tos da a n tigü id a d e ja p o n esa . tam bém . Vol II. como veremos por meio de seus ensinos.

pois a Seicho-No-Ie é de ori­ gem japonesa e não está fam iliarizada com o Novo Testamento. na verdade. foi escrito por João. e da estrela. o budismo e o Cristianismo. o evangelista.. Jr 23. É uma religião sincretista.18-19. tex­ tos da antigüidade japonesa e a Bíblia. como declara Pedro: F a la n d o d is to . A ssim se expressa a Seicho-N o-Ie: O ev a n g elh o d e J o ã o B a tista é um a obra literá ria m ais esp iritu a l en tr e os ev a n g elh o s de Jesu s C risto. É a união de três religiões: o xin­ toísmo..29-31).V . a té sen tirm o -n o s a v id a d e Jesu s C risto ( Acende­ dor”. 5 .Em blem a Como identidade visual. p a r a s u a p r ó p r i a p e r d i ç ã o (2 Pe 3. Observemos quais são os livros sagrados que a Seicho-No- Ie utiliza para divulgar os seus ensinos: escrituras do budismo. q u e o s in d o u t o s e in c o n s t a n t e s to r c e m . D evem o s ler o ev a n g elh o d e J o ã o B a tista m ilh a res e m ilhares de vez es. c o m o e m t o d a s a s s u a s e p ís t o la s . Ap 22. Leia outros textos sobre a autoridade da Bíblia como autoridade única: (Pv 30.E vangelho d e J oão B a tista Falando do que desconhece. n° 1. p.16). autor de mais três epístolas e do Apocalipse. símbolo do xintoísmo. 1 . símbolo do budismo. e i g u a l m e n t e a s o u tr a s E scr itu r a s . símbolo do Cristianismo. a Seicho-No-Ie utiliza o emblema do sol. declara que o evangelho de João foi escrito por João Batista quan­ do. Freqüentemente a Bíblia é citada fora do seu contexto. Ano 1. 20). 1965. a Seicho-N o-Ie declara: O ev a n g elh o d e São J o ã o en sin a a m esm a filo s o fia da S eich o-N o-Ie 183 . da lua. Indo mais além. e n t r e a s q u a is h á p o n t o s d i f í c e i s d e e n t e n d e r .5-6. Associação dos Moços da Seicho-N o-Ie no Brasil.

1 9 6 6 . A ssociação dos M oços da Seich o-N o -Ie no Brasil. Ano 2 . n° 2. p. 184 . 30). (“A cendedor”.

Esse livro pode ser considerado sua bíblia.A VERDADE D A VIDA. A cadem ia de T reina­ mento Espiritual de Santa Tecla (RS). Academia de Treinamento Espiritual de Santa Fé (BA). Periodicamente são ministrados seminários nas denomina­ das academias localizadas em: A cadem ia Sul-am ericana de Treinam ento E spiritual de Ibiúna (S P ). com mais de 40 volumes.P ublicações As publicações pelas quais divulgam seus ensinamentos são as seguintes: Livro Principal .VI . Sutras Sagradas: Louvor aos Apóstolos da M issão Sagrada Chuva de Néctar da Verdade Palavras do Anjo Contínua Chuva de Néctar da Verdade Revistas Sagradas: F onte de Luz (substituiu a revista A cendedor) Pom ba B ranca (para mulheres) O M u ndo Id ea l O Q uerubim (jornal para crianças) Shinsokan e outras orações. 185 .

na hierarquia de Q ueru­ bim. 1965. torn a o Q uerubim a in dagar: M estre. n em as células nervosas. Q uem ousaria exclam ar: Pecadores. P ecadores!? D eu sja m a is criou pecadores. Sociedade Religiosa Seicho-No-Ie no Brasil.A R evelação d o A n jo M asaharu Taniguchi declara que seu ensino fundamental foi recebido por intermédio de um anjo. N em as células cerebrais são a sua essência. 302). 213). p. nem as células musculares. nem os glóbulos. esclarecei a n atureza rea l do hom em .S eus E nsinos 7. Como bem o sabeis. S im plesm ente p o rq u e o seu p rim eiro sonho. freq ü en tem en te m uitas pessoas.1 . M asaharu Taniguchi. Educação D ivina e Treinamento Espiritual Para a Humanidade. O hom em na realidade. R espon de o A njo: 0 hom em não é um ser m aterial. Sociedade Religiosa Seicho-No-Ie no Brasil. VII . Assim. D isse o an jo: Tendo assim p reg a d o o Anjo. p. (“Sutras Sagradas”. não éta m b ém a som a d e todos eles (“O Santo Sutra da Seicho-N o-Ie”. A Verdade da V ida. não é a sua ex istência corpórea. não p o d eria ex istir nesta terra. Têm se curado das suas doenças Pela m era leitura do p erió d ico Seicho-N o-Ie. M asaharu Taniguchi. Um ú nico hom em realm en te p eca d or. 186 . 3a edição. nem o soro.

doença e morte. são irrealidades. Educação D ivina e Treinam ento E spiritual Para a H um anidade. (“O Santo Sutra da Seicho-N o-Ie”. da doen ça e da m orte. a crucificação d e Cristo tam bém teria sido in efica z p a ra d es- tru í-lo s (“Sutras Sagradas”. Sociedade Religiosa Seicho-N o-Ie no Brasil. acerca do qual disse ser o poder de Deus para a salvação de todo o que crer (Rm 1. quando sua mensagem não se ajusta ao Evangelho genuíno de Jesus Cristo.8). p. Vim p a ra arra nca r essa m áscara e m ostrar a irrea lid a d e do peca do. são f a l ­ sidades. seja an átem a (G11. M asaharu Taniguchi. M asaharu Taniguchi. Se os p eca d o s tivessem ex istên cia real. m esm o a p rega çã o da verd a d e de B uda em todas as esferas não p o d eria destruí-los-. v eio Sakyam uni com essa m esm afin alid ade. No passado.2 . em bora usem a m áscara da R ealidade. 7 . 210).16). na hierarquia de Q uerubim . A Verdade da V ida. b) O evangelho pregado por Paulo. D o homem. p orq u e não são criações de Deus.A I n eficá cia da M o r t e d e C r is t o Esse mesmo Querubim declarou mais o seguinte: Pecado. D iz ele: M as ainda que nós m esm os ou um an jo do céu vo s an u n cie outro eva n gelh o além do q u e já vos tenho an u n cia ­ do. Sociedade Religiosa Seicho-No-Ie no Brasil. Resposta Apologética: a) Paulo. m ortal. p. admoesta que tenhamos cuidado com as mensagens trazidas por anjos. 3a edi­ ção. é revelado com as seguintes palavras: P orque p rim ei­ 187 . 304). 1965. f o i destruído.Jesu s C risto tam ­ bém v e io com essa fin a lid a d e. escrevendo sua carta aos Gálatas. notadam ente.

e Deus viu que tudo quanto tinha feito era muito bom: E d isse D eus: F açam os o hom em à nossa im agem . P orque o salário do p eca d o é a morte. c) O homem foi criado com duas naturezas: uma material e outra espiritual. Procura negar a queda do homem. originalm ente isento de pecado.26). dado que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus. e sobre todo o rép til que se m o v e sobre a terra (Gn 1. m as o dom gra tu ito d e D eus é a vid a eterna. e conse­ qüentemente nunca se deve dizer que o homem é pecador. Então. e não há verdade em nós (1 Jo 1.23). então que necessidade haveria de Cristo ter vindo ao mundo para morrer por nos­ sos pecados se eles não existem? Nisso está o erro fundamental da Seicho-No-Ie. con form e a nossa sem elhança.23). e sobre as a v es dos céus e sobre o gado. enganamo-nos a nós mes­ mos. p o r Cristo Jesu s Nosso S enhor (Rm 6. e sobre toda a terra. Ora. Se um ensino religioso enfatiza não existir pecado. incapaz de pecar. Sabemos que o diabo é o pai da m entira.3). declaração essa feitaporjesus (Jo 8. segu n d o as E scrituras. eq u e ressuscitou ao terceiro dia.8). não se pode negar que o homem é matéria. é um a realidade. está ensinando uma mentira religiosa. É enfática também a declaração de Paulo sobre o pecado: P orque todos p eca ra m e destitu ídos estão da g ló r ia d e D eus (Rm 3. ra m en te vos en tregu ei o que tam bém recebi: que Cristo m orreu p o r nossos pecados.44). se lemos que Jesus morreu por causa dos nossos peca­ dos e o Q uerubim da Seicho-N o-Ie revelou a JVIasaharu Taniguchi que o pecado não existe. segu n do as E scrituras (1 Co 15. admitindo como ensino central que o homem é filho de Deus. Se dis­ sermos que não temos pecado. e d om in e sobre os peix es do mar. que f o i sepultado. E depois de 188 .

36). acidentes. porém. Essa declaração é reiterada em Ec 7.29: Eis aqui. n° 3. o que tã o-som en te achei: que D eu sfez ao hom em reto.? Dizem: M u itos cristãos p rega m que o hom em éfilh o do pecado. com o p o r um hom em en trou o p eca d o no m undo. Como aceitar como corretas estas afirmações: N ão p r o n u n ­ cies: Pecadores. abusando de sua liberdade de escolha. optou por desobedecer a Deus. Ano 3. 189 . latrocínios. p o r isso que todos p e ca r a m . e eis que era m uito bom . d) Não se deve. n° 3. Não existe nenhum p eca d o r (“Acendedor”. mas será isto verd a d e? (“Acendedor”. pecadores. a m orte.31). o dia sexto (Gn 1. afirmam que a Seicho-N o-Ie é um movi­ mento de iluminação espiritual dizendo: A credito p ia m en te de que este p en sa m en to de ilu m in ação da S eicho-N o-Ie é a Verdade absoluta que realm en te sa lva o hom em e toda a hum anidade. e p e lo pecado. Todos são filh o s de Deus. 41). 1966. Ano 9. assim tam bém a m orte passou a todos os hom ens. p. p o rém eles buscaram m uitas astúcias. n °2 . p. seqüestros. comendo do fruto proibido e assim tornou-se pecador. 28).1967. negar que o homem.p .12: P ortanto.1966. O que dizer dos noticiários sobre abortos provocados. Associação dos Moços da Sei- cho-No-Ie no Brasil. guerras etc. Associação dos Moços da Seicho-No-Ie no Brasil. Ano 2. Com todos esses ensinamentos contrários ao cristianismo histórico e ortodoxo. Esta m esm a Ver­ da d e f o i p r eg a d a p e lo J esu s C risto h á dois m il an os (“A cendedor”.ter concluído toda a obra da criação diz o texto bíblico: E v iu D eus tudo quanto tinha fe ito . É o que lemos em Rm 5. infi­ delidade conjugal. Associação dos Moços da Seicho-No-Ie no Brasil. e fo i a tarde e a m anhã.

a da Dracma Perdida e a do Filho Pródigo) todas ilustradoras dessa condição comum a todos nós. o que significa que todos pecamos. jactam -se de representar o verdadeiro Cristianismo. Disse que o homem. Depois de tantos ensinos contrários à Bíblia. 190 . Ensinou que sua missão seria a de salvar os pecadores (Lc 19.13). seres humanos.12). Em Lucas 15 encontramos três parábolas (a da Ovelha Perdida. Disse mais. que o mal está no coração do homem e é isso que contamina o homem (M t 15.10). Resposta Apologética: Jesus jam ais ensinou que o homem não fosse pecador. sendo mau. Várias de suas parábolas ilustram essa situação comum a todos os homens. sabe dar boas dádivas aos filhos (Lc 11. Ensinou que nós. deveríamos orar: E p e r ­ d oa -n os as nossas dívidas. assim com o nós perd oa m os os nossos d e v ed o res (M t 6. pecadores.18-19).

Jesus declarou ser o caminho.1. p.Identifica . n° 3. A ssociação dos M oços da S eich o -N o -Ie no B rasil. E n s in o s D e t u r p a d o r e s S o b r e J e s u s 8. n °9 .p . Associação dos Moços da Seicho-No-Ie no Brasil. A sem en te do H om em F ilho de D eus f o i con segu id a a custo a tra v és d e je ju m e ou tros sa crifícios (“Acendedor”.1967. dizendo: As p essoa s que segu em o cristia n ism o d ev erã o u ltrapassar as fo r m a lid a d es e d eslu m bra r d ia n te da Verdade da S eich o-N o-Ie que ex plica a rea lid a d e dos en sin a m en tos d e Jesu s C risto. a verdade e a vida e não que pra­ 191 . ilum ina a todo o homem. 1966.se co m o C ristian ism o ? A Seicho-N o-Ie afirm a que representa o autêntico en si­ nam ento de Jesus.1 .VIII . Em João 1. Resposta Apologética: Imaginemos se é bíblico o ensino da Seicho-N o-Ie em afirm ar que Jesus fezjejum e práticas ascéticas para alcan­ çar a verdade. vinda ao mundo.1 . a b rin d o os olh os p a ra o re a l cristia n ism o (“A cen d ed o r”. Ano 2.J e s u s F e z J e j u m e P r á t ic a s A sc é t ic a s para A l c a n ç a r a Ve r d a d e : Jesu s f e z je ju m e outras p rá tica s ascéticas duran te quarenta dias e quarenta n oites à beira do rio Jord ã o p a ra alcan çar a Verdade.9 se declara ser Ele a verdadeira luz que. 8. Ano 3. mas aqueles que ou vem os seus en sin am entos p o d em ceifa r sem m aiores esfor­ ços e sem p a ssa r p o r aqueles sofrim entos. 38).4 9 ).

Associação dos Moços da Seicho-No-Ie no Brasil.1967.J e s u s N J o P r o pa g o u u m a R e l ig iã o E strita N em n este m onte.p.6). porque nem todas as religiões são monoteístas.1973.1 . Assim com o Jesu s disse. 50) Resposta Apologética: Ora.25)(Destaquenosso). 8 .Ano9 . Issoépoli- teísmo.O H o m e m e D eu s Diz mais a Seicho-No-Ie: O hom em é o p ró p rio D eus e p o r isso p o ssu i tud o d en tro d e si (“Acendedor”.2 . Associação dos Moços da Seicho- No-Ie no Brasil. como é o caso da Seicho-No-Ie que ensina: A mão é uma. nem em Jeru sa lém adorareis o Pai. Ano 3. n° 8. é impossível admitir que Jesus tivesse ensinado adorar o Deus único através de todas as religiões. Jesus afirmou que existem apenas duas portas e dois caminhos. m as tem a luz da v id a (Jo 8. o outro leva à per­ dição (M t 7. ticou ascetismo para alcançar a verdade (Jo 14. Conseqüentemente.12). Um desses caminhos leva à vida. su rgiu o en sin am en to da S eicho-N o-Ie q u efa z adorar o único D eus a tra vés de todas as religiões (“Acendedor”.13-14). porém dela saem cinco dedos. p. Disse que: quem o segu e não a n da em trev a s. Jesu s não p rop a gou um a religiã o estrita. D o m esm o m odo. sendo algumas delas politeístas e panteístas. O hinduísmo é politeísta.3 .1 . Associação dos Moços da 192 . E le disse que o hom em é filh o do D eus único e p o d e orar d e on d e e com o quiser. cada qual com diferen tes fu n ções.n°52. d e um D eus único m anifestam -se vários deuses com suas respectivas f u n ­ ções (“Acendedor”. 8 .

Isso é panteísmo. Ele transcende a sua criação e não se mistura com a natureza (At 17. e m e creia is e en ten d a is que sou eu mesmo. Ano 3.1967.7: Não terás outros deuses d ia n te de m im . A Bíblia condena tanto o politeísmo como também o panteísmo. O taoísmo e o budismo são panteístas. o m eu servo. Isaías 44. p.10: Vós sois as m inhas testem unhas.1973. tem sua existência separada das obras por Ele criadas ou da própria natureza. 7). a quem esco lh i. Associação dos Moços da Seicho-No-Ie no Brasil. n° 9. O verdadeiro eu (o subconsciente) é o próprio Deus. 7) Isso é panteísmo. A inda lemos em Deuteronômio 5. n °9 . Lemos ainda em Isaías 43. n° 55.p . Ano 3. ensino segundo o qual tudo é Deus. Ano 3.p a ra que o saibais. p. 1967.1). Associação dos Moços da Seicho-No-Ie no Brasil.24-29). Embora esteja presente em todos os lugares. 10). logo temos religiões diferentes com diferentes deuses. Ano 9. e depois de m im nenhum h a verá . diz o Senhor. dado que é onipresente (Jr 23. O pan- teísmo pregado pela Seicho-No-Ie é visto ainda na seguinte decla­ ração: A m a ior en tre todas as descobertas é a descoberta do verda deiro eu. p.23-24). e que an tes de m im deus n enhum seform ou .1967. Asso­ ciação dos Moços da Seicho-No-Ie no Brasil. 8) Outra declara­ ção comprometedora: Deus é o todo em tudo (“Acendedor . Respo sta Apologética: Nesse ensino a criatura é identificada como o próprio Criador. Homem e Deus são um. n° 8.24: Assim diz 193 .Seicho-No-Ie no Brasil. 0 verd a d eiro eu é o D eus on ip o ten te (“Acendedor . Apresenta o conceito de um Deus pessoal que criou o universo (Gn 1. F ilho d e D eus não sign ifica ser ele m enos do que D eus (“Acendedor”.

Os homens tornam-se filhos de Deus quando aceitam Jesus como seu Salvador pessoal. não iria fa z e r isto (“Acendedor”. que sozinho estendo os céus. É o Verbo que se fa z cam e. Q uem não com preend e o que é u nigênito. A demais. J e su s e N ós S omos o Ve r b o e U n ig ê n it o s d e D e u s A Seicho-No-Ie estende a divindade de Jesus para todos os seres humanos. E vim os a sua glória . 8 . n en h u m h om em co n scien te iria a b ra n d a r a p r ó p r ia cólera fa z e n d o so frer e m atan do o seu fi lh o ú n ico p elo s p eca d o s com etid os p o r outras pessoas. p. 0 verb o não h a bitou so m en te em Jesu s Cristo. aos que crêem no seu nom e (Jo 1.1 . Ano 3. A qui diz : o verb o se f e z carn e e habitou em nós. 194 . D eus. M as a todos quantos o rece­ beram . não entende das coisas de Deus. P reste atenção na aplicação do plu ral.1 . assim J esu s n ão é o f i l h o u n igên ito . e habitou en tre nós. o Senhor.5 . e espraio a terra p o r m im mesmo. dizendo: Q uem nasceu d e Deus. Associação dos Moços da Seicho-No-Ie no Brasil.12). Resposta Apologética: Quando lemos essas palavras de Taniguchi. d eu -lh es o p o d e r d e serem fe it o s filh o s d e D eus.14). que é p e r fe ito amor. cheio de gra ça e de verdade. Todos nós som os u n igên ito s d e Deus. D eus será.T o d os o s H om ens São F il h o s d e D eus Essa afirmação é feita da seguinte maneira: Todos os hom ens são ft lh o s d e D eus. H á m uitos unigênitos.4 .1 96 7 n° 8. o que te fo r m o u desde o v en tre: Eu sou o S enhor que fa ç o tudo. com o a gló ria do u n igên ito do p a i. E. teu redentor. como tal. não podemos deixar de concluir que ele não passa de um homem natural e. 8 . realmente (1 Co 2. 13).

1 encontramos um a declaração solene da divindade absoluta de Jesus.1 . 34) Resposta Apologética: Em Jo 1. Deus na sua pleni­ tude (C l 2. n° 8. o Pai. Ano 2. O texto deJo 1. como a glória do unigênito do Pai. E o Verbo se fez carne. porém. não deixa dúvidas sobre três aspectos da pessoa de Jesus. cheio de graça e de verdadeJesus habitou entre nós . O texto. Associação dos Moços da Seicho-No-Ie no Brasil.e não em nós. Quando lemos: 1) No princípio era o Verbo: encontramos uma declaração sobre a eternida­ de de Jesus.58).A N e g a ç ã o d a R e s s u r r e iç ã o C o r p o r a l d e J e s u s D iz a Seicho-No-Ie sobre a ressurreição de Jesus: Q uem con ­ sidera a ressurreição de Jesu s com o um m ero aparecim en to d e seu corpo astra lp era n te os discípulos não conhece o p rofu n d o sign ifica d o da m esm a (“Acendedor”. e o Verbo esta va com Deus. O Verbo co-existia lado a lado. 195 .3). e por fim: 3) e o Verbo era Deus: O que indica que o Verbo era.v i v e iludido.6 . Não temos a natureza de Jesus.2. 2) e o Verbo estava com Deus: esta cláusula fala da distinção de pessoas. 8 . formado por três sentenças. O Verbo sempre existiu co-eternamente com Deus.14 não diz que o verbo se fez carne e habitou em nós.repetindo . frente a frente com Deus.9). n° 2. o que Deus era. 19). o Pai (M q 5. e vimos a sua glória. que habitou entre nós. p. Ano 3. em sua natureza divina. e o Verbo era D eus. mas temos comunhão comJesus(lJol.1967. Associação dos Moços da Seicho-No-Ie no Brasil. Jo 8. p. D iz o texto: No p rin cíp io era o Verbo.1966. ê com o um filh o p ró d igo que p a rte p a ra um a v ia gem sem destin o (“Acendedor”. e habitou entre nós.

Resposta Apologética: Ora. como lemos em 1 Co 15. E f2.17. e v ê as m inhas mãos.1-6.1-5). que é um sentido figurado de quem. 20. No primeiro dia da sema­ na. Ano 3. m as cren - 196 . quando aceita a Cristo como Salvador (2 Co 5.36-43 declara que essa ressurreição de Jesus foi corporal.1-3. após a n u la ra consciência d o filh o do p eca d o a tra ­ vés do sofrim en to d e Jesus. m as a ressurreição d e toda h u m anidade (“Acendedor”. pois. Não se trata de uma ressurreição espiritual. Jesus ressuscitou corporalmente dentre os mortos. C l 3. e não sejas incrédulo. Jesus permitiu queTomé lhe tocasse: Depois disse a Tome: P õe aqui o teu dedo. e algumas outras com elas. e p õ e-n a no m eu lado. sendo pecador. nasce de novo. E.1-3). e chega a tua mão. não tendo Jesus pecado. n° 08.1967. Continua a negação da ressurreição corporal de Jesus. muito de madrugada. E acharam a pedra revolvida do sepulcro. O restan­ te de Lucas 24. foram elas ao sepulcro. p. a ressurreição corporal de Jesus é assunto muito importante na Bíblia. entrando. N ão é a ressurreição d e som en te um a pessoa. Associação dos Moços da Seicho-No-Ie no Brasil. e a Sei- cho-No-Ie ensina\Jesus se ressuscitou em espírito. Ainda quando Tomé duvidou da ressurreição física de Jesus.14-17. junho de 1967). levando as especiarias que tinham preparado. O verd a d eiro sig n i­ fic a d o da ressu rreiçã o d e Jesu s após a m o rte na cru z é: ressu scitar no fu n d o do su b co n scien te d e tod a a h u m a n id a d e a co n v icçã o d e que o hom em éfilh o deD eus. não precisava ressuscitar espiritualmente. ou se torna nova criatura. não acharam o corpo do Senhor Jesus (L c24.

1966.12) e para eliminar o sofrimento do homem morreu por nós no Calvário (M t 16. A bala in im iga d irigid a p a ra ele acertou e fic o u retida no KANRO NO HOOU. 1973. Ano 2. n° 2.Salvo da M o r t e São atribuídos milagres à leitura das publicações. 8 .1 . 7 . n° 52. Adm itiu que sua ilum i­ nação se deu quando definiu que o sofrimento humano era resultado do desejo Jesu s afirmou que o sofrimento era con­ seqüência do pecado. Rm 5. 26. Associação dos Moços da Seicho-N o-Ie no Brasil.F a l so s M il a g re s 8 . 197 .26-28). .2 . Associação dos Moços da Seicho-No-Ie no Brasil. E T om é respondeu e disse-lhe: S enhor m eu. te. Ano 9. Lemos de alguns milagres atribuídos a tais publicações: D urante a g u err a tam bém h o u v e um soldado q u efoi sa lvo p elo KANRO NO HOOU. e D eus m eu ! (Jo 20. p. 1 .1-9. que contém aspalavras da Verdade. notada- mente as sutras sagradas e a Shinsokan. 2 . Isso é ensino fundamental da Bíblia.21-23. 3. p.16-17. 33). 37). 8 . usando o seu direito de livre-arbítrio (Gn 2.J e su s é I gual a B uda Ensinam: Sakia M u n i (Buda) e Jesu sfo ra m os m áximos en tre os m estres (“Acendedor”. Resposta Apologética: Buda foi considerado mestre iluminado quando desco­ briu a razão do sofrimento humano. que ca rrega va consigo e ele saiu ileso (“Accn de- dor”.27-28).

quando aceita a Cristo como Salvador (2 Co 5.17. No primeiro dia da sema­ na. entrando. n° 08. não tendo Jesus pecado. levando as especiarias que tinham preparado.14-17. C l 3. muito de madrugada. O verd a d eiro sig n i­ fic a d o da ressu rreiçã o d e J esu s após a m o rte na cru z é: ressu scitar no fu n d o do su b co n scien te d e tod a a h u m a n id a d e a co n v icçã o d e q u e o hom em éfilh o deD eus. O restan­ te de Lucas 24.36-43 declara que essa ressurreição de Jesus foi corporal.1-5). Associação dos Moços da Seicho-No-Ie no Brasil. foram elas ao sepulcro. que é um sentido figurado de quem.1-3. não acharam o corpo do Senhor Jesus (Lc 24. E. nasce de novo. como lemos em 1 Co 15. ou se torna nova criatura. Ainda quando Tomé duvidou da ressurreição física de Jesus. ep õ e-n a no m eu lado. e a Sei- cho-No-Ie ensina:Jesu s se ressuscitou em espírito.1967. Jesus ressuscitou corporalmente dentre os mortos. 20. e algumas outras com elas. Jesus permitiu que Tomé lhe tocasse: Depois disse a Tome: P õe aqui o teu dedo. N ão é a ressurreição d e som en te um a pessoa. e chega a tua mão. Ano 3. p. m as cren - 196 . pois. E f2. não precisava ressuscitar espiritualmente.1-6. e não sejas incrédulo.1-3). Continua a negação da ressurreição corporal de Jesus. e v ê as m inhas m ãos. junho de 1967). mas a ressurreição de toda hu m a nidad e (“Acendedor”. E acharam a pedra revolvida do sepulcro. Resposta Apologética: Ora. após a n u la ra consciência d o filh o dop eca d o a tra ­ v és do sofrim en to d e Jesus. Não se trata de uma ressurreição espiritual. sendo pecador. a ressurreição corporal de Jesus é assunto muito importante na Bíblia.

te. E T om é respondeu e disse-lhe: S enhor meu, e D eus m eu! (Jo
20.27-28). Isso é ensino fundamental da Bíblia.

8 . 1 . 7 - J e su s é I gual a B uda

Ensinam: Sakia M u n i (Buda) e Jesu sfora m os m áximos en tre
os m estres (“Acendedor”, Associação dos Moços da Seicho-No-Ie
no Brasil. Ano 2,1966, n° 2, p. 33).

Resposta Apologética:
Buda foi considerado mestre iluminado quando desco­
briu a razão do sofrimento humano. Adm itiu que sua ilum i­
nação se deu quando definiu que o sofrimento humano era
resultado do desejo. Jesus afirmou que o sofrimento era con­
seqüência do pecado, usando o seu direito de livre-arbítrio
(Gn 2.16-17; 3.1-9; Rm 5.12) e para eliminar o sofrimento
do homem morreu por nós no Calvário (M t 16.21-23;
26.26-28).

8 .2 - F a l so s M il a g re s

8 .2 .1 .- S alvo d a M o r t e

São atribuídos milagres à leitura das publicações, notada-
mente as sutras sagradas e a Shinsokan. Lemos de alguns milagres
atribuídos a tais publicações: D u rante a g u err a tam bém h o u ve um
soldado que f o i sa lvo p e lo KANRONO HOOU, que contém a spalavras
da Verdade. A bala in im iga d irigid a p a ra ele acertou e fic o u retida no
KANRONO HOOU, que ca rrega va consigo e ele saiu ileso (“Acende­
dor”, Associação dos Moços da Seicho-No-Ie no Brasil. Ano 9,
1973, n° 52, p. 37).

197

8 .2 .2 . - S onode C r ia n ç a s

F a z er a cria n ça d o rm ir o u v in d o a leitu ra do KANRO N O
HOOU, que fa la sobre o h o m em -filh o de D eus e P erfeito, é tam bém um
bom m étodo (“Acendedor”, Associação dos Moços da Seicho-No-
Ie no Brasil. Ano 9,1973, n° 51, p. 21).

8 .2 .3 - M o s q u it o s e P e r c e v e jo s Sã o B e n e f ic ia d o s p e l a S h i n -
SOKAN

0 Sr. Endo, p e la leitura do liv r o A VERDADE DA VIDA”e a
sutra sagrada KANRO N O HOOU, com preendeu a Verdade de que o
hom em é filh o d e D eus e que todos os seres v iv o s são irmãos. E con cen ­
tran do o p en sa m en to em D eus, que é a origem d o filh o de Deus, os m os­
quitos, que são seus irmãos, fica r a m fa z en d o o shinsokan em harm onia
com ele, sem lh e su ga r o sa n gu e (‘Acendedor”, Associação dos Moços
da Seicho-No-Ie no Brasil. Ano 9,1973, n° 52, p. 35)
0 hom em éfilh o d e D eus, e irm ão d e todos os seres, a té os p e r c e ­
vejos, que p a recem ter nascido p a ra su ga r o hom em , passam a n ã o fe r ir
m ais o hom em (“Acendedor”, Associação dos Moços da Seicho-No-
Ie no Brasil. Ano 9,1973, n° 52, pp.34-36).

Resposta Apologética:
Jesus profetizou o surgimento de falsos profetas e falsos
ciistos que fariam sinais e prodígios que, se possível, enga­
nariam ate os escolhidos. P orque su rgirão fa lso s cristos efa lsos
p ro feta s, e fa r ã o tão g ra n d es sin a is e p r o d íg io s que, se p o s s ív e l
fo ra , en gan ai iam a té os escolhidos (Alt 24.24). Uma pergunta
deve ser respondida pelos adeptos da Seicho-No-Ie: quan­
do um mosquito ou percevejo suga o seu sangue, terá ele
coragem de matar seu irmão?

198

8 .2 .4 - 0 Câ n c e r N ã o E x ist e

Na seção Perguntas e Respostas, lemos:
P ergu n ta: T iv e cân cer de m am a, e a m am a esquerda f o i retira­
da. R ea lizei tratam entos radioterápicos e quim ioterápicos, m as o cân cer
torn ou a m a n ifesta r-se no m esm o local. Eu acredito na Seicho-N o-Ie,
p ra tico a M editação Shinsokan, realizo o culto aos antepassados f a ç o a
oração do p erd ã o e leio as sutras sagradas. A pesar de tudo, p o r que h ou ve
a recid iva do cân cer? D esde a p rim eira cirurgia, tenho p ra tica d o o que
a S eicho-N o-Ie ensina.
R esposta: A S eicho-N o-Ie en sin a que o hom em éfilh o d e Deus, o
câ n cer não existe origin a ria m en te, o câ n cer m anifestado ép ro jeçã o da
m ente. P or que um filh o d e D eus origin a ria m en te sa u d á vel m anifesta
doenças? A causa está na m en te e nos atos con diz en tes com seu estado
m ental. As p rá tica s religiosas da S eich o-n o-Ie não são realizadas com o
f i m de curar doenças. 0 seu p o n to fu n d a m en ta l é a gra d ecer aos antepas­
sados, aos pais, aos irmãos, a todas as pessoas, a todas as coisas e a todos
os fa to s (“Fonte de Luz”, Associação dos Moços da Seicho-No-Ie
no Brasil. Ano 29,1993, n° 277, pp. 36-37) (Destaque nosso).

Resposta Apologética:
Quantas mortes tem provocado esse ensino que leva os
doentes com câncer a negar a realidade da enferm idade
durante o período em que ainda se poderiam tomar provi­
dências médicas que viessem contribuir para a saúde do
paciente. Param os adeptos da Seicho-No-Ie de reconhecer
a existência da enfermidade apenas quando estão nos cai­
xões mortuários e já não podem gritar: Não estou doente!
Não estou doente, pois a doença não existe. Tudo é apenas
uma miragem da nossa mente.

199

I X - O u t r o s E n s in o s P e c u l ia r e s

9 . 1 - C u lto a o s A n te pa ssa d os

As doen ças dos ossos, sobretu do as da coluna, têm com o causa o
prob lem a de relacion am en to com os antepassados. D ev e efetu a r culto aos
a n tep a ssa d os com sin cera dedicação. Ê fu n d a m en ta l que o cu lto aos
antepassados seja f e i t o com sin cero sen tim en to d e gra tid ã o (“Fonte de
Luz , Associação dos Moços da Seicho-No-Ie no Brasil. Ano 29
1993, n° 278, p. 37).
Recomenda a Seicho-No-Ie: C ultuem os tam bém osfilh o s ou
n etos que m orrera m precocem ente, oferecen d o-lh es d ia ria m en te a leitu ­
ra da Sutra Sagrada, C huva d eN écta rd a Verdade ou P alavras do Anjo.
Se p o ssível, d evem o s d eterm in a r um horá riofix o para, d ia n te dos espí­
ritos dos antepassados ( ? m fren te a um oratório), evo cá -lo s (“Fonte de
Luz”, Associação dos Moços da Seicho-No-ie no Brasil. Ano 29,
1993, n° 286, p. 9). A Seicho-No-Ie recomenda então o seguinte:
Q uando a fa m ília f o r con stitu ída p o r um casal efilh os, d e v e-se ev o ca r
os antepassados d e quatro fa m ília s:p rim eira m en te, ev o ca m -se os a n te­
passados das fa m ília s do p a i e da m ãe do m arido: Ó alm as dos antepas­
sados da F am ília; Ó alm as dos antepassados da Fam ília. A seguir, e v o -
ca m -se os antepassados das fa m ília s do p a i e da m ãe da esposa. Depois,
d e v e-se pron u nciar, um p o r um, o n om e dos p a ren tes fa lecid o s h á m enos
de 5 0 anos. D eve-se, então, cham ando p e lo n om e essaspessoasfalecidas,
d iz er: Ó alm a d e fu la n o d e ta l (“Fonte de L uz”, Associação dos
Moços da Seicho-No-Ie no Brasil. Ano 29,1993, n° 286, p. 10)

200

Resposta Apologética: Pela Bíblia.C a rm a Ensinam: Se um a criança nasce com algu m problem a. Associação dos Moços da Seicho-No-Ie no Brasil. Resposta Apologética: Queremos que nossos filhos e netos mostrem respeito e adm iração por nós enquanto vivemos. Q uando. n° 284. Associação dos Moços da Seicho-No-Ie no Brasil. 37). Fp 1.6-8. 36). mas tam bém no carm a dos pais.19-20). 9 . n° 278. a causa não está som en te na criança.1993.21-23). acreditando que com isso o seu carma do passado se extinguirá (“Fonte de Luz”. 1993. vos disserem : Consultai os que têm espíritos fa m ilia res e os adivinhos. mas não há possibilidade de que eles nos ajudem ou prejudiquem depois da morte.2 . Nada sabem do que ocorre na terra (Hb 9. p. Ano 29. mas nada valem 201 . que chilreiam e m urm uram : P orven tu ra não consultará o p o v o a seu D eus? A L ei e ao Teste­ munho. Ap 20.' Se eles não fa la rem segundo esta p a la vra ép orq u e não há luz n eles (Is 8.pois. Efetue diariamente o culto aos antepassados.11-15). p.27). os descrentes ficam no Hades até o dia do Juízo Final. sabemos que os mortos não se comunicam com os vivos. Têm os mortos consciência do que ocorre em torno deles no lugar onde estão: os cristãos ficam com Cristo no céu (2 Co 5.22-25. Os esp íri­ tos p rocu ra m elim in a r os peca d os a tra vés dos sofrim en tos ( Fonte de Luz”. Devemos ter respeito pelos nossos parentes enquanto vivos. quando de lá sairão para o lago de fogo ou Geena (Lc 16. Ano 29.

nem um sequer. 9 . 4 . Associação dos Moços da Seicho-No-Ie no Brasil. 202 . Todos se ex traviaram . Isso é ridículo! Como está escrito: N ão h á um ju sto .Satanás ( o u d ia bo ) e I n f e r n o N ã o E x is t e m Ensina a Seicho-No-Ie: PERGUNTA: Na d o u trin a da S eich o -n o -I e ex iste Satanás. n° 275. N ão h á n in gu ém que en ten d a. Não h á quem fa ç a o bem.1 0 -1 2 . Resposta Apologética: D izer isso é ignorar a história dos grandes criminosos como Nero. Ano 28. Seu Filho (Ap 5. eju n ta m en te se fiz e r a m inúteis. não h á n in - g u ém que busque a Deus. Devemos prestar culto a Deus e a Jesus Cristo.11-13). 9 . p.2-3. Parece incrível! Diante de tanta maldade humana hoje existente.4).37-39.22.1 -6 ). Satanás ou diabo e in fern o não são ex istências v erd a ­ deiras. Hitler. 1 Tm 5. Stalin e outros que se notabilizaram pelas suas crueldades.1 2 .1973. 2 Tm 3 .M t2 4 . p o rq u e D eus não os criou. p. Pv 23.3 . diabo ou in fern o ? Resposta. n° 31. homenagens prestadas após a nossa morte (E f 6. Como p o d eria D eus cria r o diabo ou o in fern o ? E le não fa r ia isso (“Fonte de Luz”. 39). e muito mais à medida que a vinda de Cristo se avizinha que ouse alguém afirmar que não existem pessoas más. não h á nem um só (Rm 3. Ano 9. Associação dos Moços da Seicho-No-Ie no Brasil. P esso a s M á s N ã o E x is t e m Ensinam: E en tã o p o d erem os p erceb er que n este m undo criado p o r D eus ja m a is existem pessoa s m ás (“Acendedor”.1992. 9).

sendo Deus (Jo 1. Associação dos Moços da Seicho-No-Ie no Brasil.41. o homem. mas também falou do inferno como lugar preparado para o diabo e seus anjos (M t 25. que. por livre-arbítrio. Como lemos o inferno foi preparado para o diabo e seus anjos. No entanto.1) se fez homem (Jo 1. mas. quando Deus criou o mundo e todas as coi­ sas. Quem crer em Cristo e for batizado sera salvo. n° 3. E irão estes p a ra o torm en to eterno. A solução para o pecado do homem veio com Jesus Cristo. p a ra o f o g o etern o. m alditos. Se o homem vai para lá é por vontade pessoal. que. 38). vai para um lugar que não lhe foi destinado. 1967. o homem ao ir para o inferno.41). A ironia da Seicho-N o-Ie é tanta. segundo a Seicho-N o-Ie. mas os ju s to s p a ra a v id a etern a (M t 25. Ele viu que tudo quanto tinha feito era muito bom (Gn 1. mas criou um querubim de grande poder e ele se ensoberbeceu e sofreu a queda. vó s ca i- reis no in fern o .15-16). p rep a ra d o p a ra o diabo e seus anjos.2- 3). O homem é responsável por aceitar ou recusar a salvação gratuita na pessoa de Jesus Cristo.11-14). não existe? Deus não criou um diabo. Ano 6. escolheu dar ouvi­ dos à voz da serpente e caiu em pecado.14) e para nos livrar da condenação morreu por nós trazendo-nos a salva­ ção (T t 2. Pelo pecado a morte passou a todos os homens porque todos pecaram (Rm 5. Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: A p a rta i-vos d e m im . Ora. Jesus falou do céu (Jo 14. como alguém cairá num lugar. mas quem não crer será condenado (M c 16. Resposta Apologética: Na realidade.46). pela qual se tornou Satanás 203 . ele p r ó p r io ca irá no in fern o (“Acendedor”. zombando do inferno. que. p.31).12). assim se pronuncia: Q uem p reg a : Pecadores.

204 .14 16).o da Seicho-No-Ie está causando gran­ des males no mundo com seus ensinos falsos e absurdos. E depois de tudo o que de mal aconteceu no mundo pelo pecado insuflado de Satanás. outro Querubim . (Is 14.12 14. Ez 28.

que freqüentem ente fazem citações da Bíblia e de outros livros de religiões orientais. don d e su rgem todos os bens reinantes. E neste p o n to que a S eicho-N o-Ie e o C ristianism o se unem p erfeita m en te (“Acende­ dor”. e a sua ideologia básica é a Verdade do hom em FILHO DE DEUS. 43). Associação dos Moços da Seicho-No-Ie. Isso se observa a partir das cita­ ções contidas em suas publicações. p.1966.X -C o n c lu sã o A Seicho-N o-Ie é um movimento que procura estar bem com todas as religiões mundiais. O leitor diria que essa últim a declaração corresponde à ver­ dade? A resposta só pode ser uma: NÃO! 205 . A S eicho-N o-Ie e o cristia nism o o rigin a ria m en te são unos. n° 2. o rig i­ nalmente p erfeito . Ano 5.

ADEPTOS DO NOME YEHOSHUA E SUAS VARIANTES .

I - I n trodução

Os adeptos do nome Yehoshua e Suas Variantes (ASN YV)
surgiram no B rasil por volta de 1987 aproxim adamente. Esse
movimento não é propriamente dito uma heresia ou seita de ori­
gem brasileira, já que existem similares nos Estados Unidos e em
outros lugares. Embora seja relativam ente novo no Brasil, esse
movimento experimentou um incrível fracionamento. Entre os
adeptos do nome Yehoshua há muita divisão e ramificações, tanto
doutrinária quanto institucional. H á grupo que nega a doutrina
bíblica da Trindade, outros são sabatistas, ou seja, defendem a
guarda do sábado, outros crêem ainda em duas categorias de sal­
vos: os cristãos que habitarão no céu e os judeus, assírios e egípcios,
que embora possam ser salvos, herdarão a terra. Outros creem em
tudo isso etc. São exclusivistas, ostentando assim o monopólio da
salvação. Alguns grupos são denominados de as Testemunhas de
Yehoshua, Gideões de Yehoshua H am ashiach, Igreja do Deus
Yehoshua etc. Alguns dos seus líderes e escritores sao: Jose Cláu­
dio Pinheiro,Josué B. Paulino, Ivo Santos de Camargo etc.

209

II - O N o m e YEHOSHUA

Os adeptos do nome Yehoshua e suas variantes ensinam
q ue o n o m e Y ehoshua é d e o rig em d iv in a e s ig n ifica D eus S a lva d or
(YEHO = SENHOR + SHUAH = SALVAÇÃO). F alam que o nom e
Jesu s é d e origem p a gã e sign ifica D eu s-ca va lo (YE =DEUS + SUS =
CAVALO).1Vão mais além na sua obstinação contra o nome Jesus,
comparando-o com Esus - deus mitológico dos celtas, que apare­
ce segurando serpentes com cabeça de carneiro. Concluindo pre­
cipitadam ente que os cristãos adoram a serpente, em vez do
Cordeiro de Deus. Adm item ainda que o Senhor Jesus seja o por­
tador do misterioso número 666.
Gostaríamos de iniciar nossa breve consideração aos Adep­
tos do Nome Yehoshua e Suas Variantes (A SN Y V ), partindo da
perspectiva de que a complexidade do Nome de Deus m rP
(Y H W H ), conforme nos é apresentada em Êx 3.13-15 é uma e a
insistência de que som ente a pronúncia Yehoshua (hebraico S7271IT),
para o nome de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, deve ser outra.
Nossa intenção não é desprezar, nem muito menos ridicu­
larizar, mas apenas fazer a apologia cristã das questões concernen­
tes aos argumentos apresentados por eles.
Concordamos inteiramente com os A SN Y V que o estudo
de diversas línguas é importante e de muito proveito, discordamos,
porém, dos exemplos que eles oferecem para apoiar suas doutrinas.
A diferença entre hipótese e,fa to com provado desempenhará
um papel importante em nossa argumentação, pois somos cientes
de que há uma tendência no ser humano para confundir esses dois
conceitos. Confusão esta que se encontra sedimentada em fatores
de ordem subjetiva, assumindo, muitas vezes, um aspecto passional.

210

Dizem os ASN YV que nome próprio não deve ser traduzi­
do, mas apenas transliterado. Será que realmente este princípio
deverá ser sempre observado? Se a resposta for afirmativa, o que
podemos concluir acerca de tais nomes próprios: Sim ão, João,
Pedro, José, Judas, Jacó, M aria, Isabel, Débora, M oisés, Elias,
Obadias etc.? Todos esses nomes próprios, dentre outros, são
transliterações, traduções ou equivalentes (formas) portugueses de
nomes próprios hebraicos? Nomes como rabi, m essias, dracm a,
sábado, pentecostes, e siclo, são traduções, transliterações ou equiva­
lentes portugueses de nomes hebraicos?
Para esclarecer o significado de tra n slitera çã o, tra d u çã o e
eq u iva len te, partiremos de um texto do Evangelho de João (1. 38,
41, 42): E Jesus, v o lta n d o -se e ven d o que o seguiam , d isse-lh es: Q ue
buscais? D isseram -lhe: R abi (que, traduzido, quer d iz er m estre), onde
m oras? ...E ste achou p rim eiro a seu irm ão Sim ão e disse-lhe: A chamos o
M essias (que, traduzido, é o Cristo). E lev o u -o a Jesus. E, olhandoJesus
p a ra ele, disse: Tu és Simão, filh o de Jon a s; tu serás cham ado Cefas (que
quer d iz er Pedro).
Os nomes Jesus, Rabi, M estre, Simão, M essias, Cristo, Jon a s
( João) e Pedro são escritos respectivamente da seguinte forma no ori­
ginal grego: It]oouç (Iesous), Pa(33i (rabbi), ÀiôaoKaXoç (didás-
kalos), Ei|acov (S ím on), M s o o ia ç {Messias), X io to ç (Khristós),
moç, (hyiós), Icoavvriç (Ioánnes), Kr)(paç (Kephâs) e II s ip o ç
(Pétros).
Uma vez que todos os manuscritos do Novo Testamento
grego estão escritos em grego K oin é, não seria sensato insistirmos
em argumentos que partem da hipótese de que os autógrafos, ou
seja, os escritos elaborados por seus próprios autores, teriam sido
escritos em hebraico ou aramaico e depois traduzidos para o grego.
Por isso, o critério máximo de autoridade em termos de exegese e

211

hermenêutica do Novo Testamento será o texto grego, ainda que
sejam admitidos os problemas de variantes textuais.

A tabela abaixo será ú til para iniciarm os as
nossas considerações:

PORTUGUÊS HEBRAICO ARAMAICO
EQUIVALENTE TRADUÇÃO
GREGO GREGA

Jesus Msnrr • ••• lT|OOUÇ • •••

Rabi • •• Pappi AiôaaicaXoç
Simão • •• • EiUtov ••••

Messias rro o • ••« MEaaiaç Xpiaxoç
Filho • ••• ~a • t ** ÜIOÇ

João prrp •••• I c o a w r iç ••••

Cefas • ••• «e ra Kriqjaç Ü E T pO Ç

Em todos estes nomes não encontramos a transliteração
de nomes próprios. Ir|oouç (Ieso u s), Iir|COV (S ím o n ), piT P
{Ioánnes) e Kr|(paç (K eph âs), não são transliterações do hebraico
e aramaico, são apenas equivalentes gregos de nomes próprios
provenientes do hebraico e aramaico. PaP(3i (rabbi) e M e acn a ç
{M essias) são equivalentes do hebraico ‘,D"1 {rabbi) e
{M ashiach). Kr|(paç {kephâs) é um equivalente grego do aram ai­
co XETD {keypha). A vSaoK aX oç (didásk alos), X p io ro ç
{Khristós), m oç {hyiós) e rie x p o ç {Pétros) são traduções gregas
do hebraico e aramaico. Como podemos perceber, não há nestas
palavras nenhum exemplo de transliteração de nomes hebraicos
e aramaicos.

212

O N ovum T estam en- tum G raecae (NA 27). Afirmam que a transliteração de (YEHOSHUA) em letras gregas seria Isrio^ua (Ieêoksya). soa em português como x na palavra táxi. 2 a) A transliteração lsr|0 ^ua {Yeêoksya) apresentada pelos ASN Y V não é p len a . Duas observações merecem des­ taques nesta hipótese: I a) Nem todos os manuscritos gregos apresentam a leitura: em letras grega s. con tido em Lc 23. o equivalente português. uma consoante fricativa palatal. a transli teração latina. a vocalização 1 (cholem ) é representada por o (om ikron). o (shin). a tradução latina. de suma importância para a crítica textual. O S h vá h sonoro (:) é representado por s {eps- ylon ). e a tradução por tuguesa. que soa como ch na palavra portu­ guesa achar é representada pela consoante dupla £. o equivalente grego. que ela não é o equivalente p len o da con­ soante hebraica ü (sh in ). Os A SN Y V não percebem a inconsistência de insistir so m en te na transliteração de y ^ ir P (Y EHOSHUA). (ksi) = K ikáppd) + o {sigma). então. Lembremos ao prezado leitor que tran sliterar sign ifica red u z v um sistem a d e escrita p o r outro. A vocalização (quibbúts) é representada por l) (hypsilón ). Seria m enos problemático o texto de João 19. a tradução grega.38. 213 . quando possível. não aceita esta citação. Daremos ao leitor o nome hebraico ou aramaico. destes nomes em questão. Percebemos. Partem da hipótese de um exem plo bíblico de trãnshteração. o equivalente latino. O n {he) consonantalé representado pela vogal longa r| (eta). ob serva n d o-se as leis f o n é t i ­ cas p erten cen tes a am bos os sistem as.20. Em letras latinas seria Yehoshua2. A letra grega t. latin as (rom anas) e hebraicas. letra p o r letra.

. • . 214 . . equi­ valente grego do aramaico KETD (keypha)-. . • Simão . Nome Transiiteração Hebraico Equivalente Equivalente Tradução I Equivalente Latina Tradução Grega Tradução ou Aramaico Grego (forma) Latino Latina Portuguesa Portuguesa (forma) im rp Yehoshua Itigouç Iesus • • • • • • • • •. b) M essias eR a b i são equivalentes portugueses de M c o o ia ç (M essias) e Pa(3(3i (rabbi). Jesus 'zn R abbiy Pappi Rabbi AiSaoKaXoç M agister Rabi M estre Shim e on Eiucüv Simon » • *l . que em grego é A iSaoicaX oç (. rroo M ashiach Msooiaç M essias XpiOTOÇ Christus M essias (Ungido) na Bar (Bap) Bar uiop Filius .Ioánnes). f) Cefas é o equivalente português de Kricpaç (K ephâs). que é a tradução do aramaico KETD (keypha). . c) Cristo é o equivalente português de X pioxoç {Khristós). .. ( F ilh o ) pnr Yochanan Icoawriç Ioannes • • ■• • ••• João . traduzido em grego por m oç (hyiós) e em latim porfilius-. (S him eon ) e p!TP (Yochanan)-.iidáskalos). . Ei|icov (S ím on ) e Icoavvr|ç (. g) P edro é o equivalente português da tradução grega IlETpoç (P étros)... S im ão e J o ã o são equivalentes portugueses dos nomes próprios Ir|oouç (Iesou s). d) F ilho é a tradução do aramaico "1D (bar).. equivalentes gregos dos substantivos hebraicos ITttfH (M ashiach) e {rabbi)-. que são equivalentes gregos dos nomes próprios hebrai­ cos (YEHOSHUA). e) M estre é a tradução portuguesa do hebraico " m (rabbi).• x s -d (Keypha) Kricpaç Cephas nsT\|/op Petrus P ed ro (P e d ra ) Podemos concluir facilmente que: a) Jesu s. tradução grega do hebraico ITK7Ü (M ashiach).

(q ue q u er d iz er P edro) e (que se cham a o C risto).filho deJonas. referindo-se ao texto abordado por nós. é C risto). na edição Revista e Corrigida de João Ferreira de Almeida: Este achou p rim eiro a seu irm ão Simão e disse-lhe: A chamos o M essias (que. é o Cristo). Nem todas as traduções são unânimes em utilizar os sinais de pontuação. Paulino.E . cujo sentido é interpretar e 3) Xsyco (lego). on de aparece en tre ( ) acréscim os espúrios d etu r­ p a n d o o sen tido do texto sagrado. disse:T u és S im ão. as referências citadas por ele.: Não houve transliteração alguma. encontram-se no texto grego sem parênteses.£0£p|J. trad u z ido. Josué B.3 Examinemos. que pode ser lido aqui como chamar (por um nome). e: A m u lher d isse-lh e: Eu sei que o M essias (que se cham a o Cristo) vem . As frases que os ASN YV cham am de espúrias: (que. indicações ou comentários acessórios.8yo|aevoç. tuserás cham ado Cefas (que quer d iz er Pedro). quando ele vier. então. 2) spn. xpicsxoç (ho legómenos khristós). declara o seguinte: P or isso nós vem os as E scrituras repletas de textos “p a ra fra sea d os”. Obs. cujo significado é traduzir (para outra língua ou idioma). E lev o u -o a Jesus. Sabemos que os parênteses servem para isolar explicações.25. mas não os coloquemos no mesmo nível do texto grego .r|- vsuco (ermeneúo).r|vsuco (ermeneúo). Como podem ser espúrias se aparecem no texto grego? N ogregooecm v laeBspiarivsuousvovxpioTCx. Jo ã o 1:41-42. prezado lei­ tor. nos anunciará tudo.. Discutamos os critérios de pontuação em destaque.p o r exemplo. e fra ses espúrias acrescentadas en tre ( ) . olh a n d oJesu sp a ra ele. pois sabemos que os critérios variam de tradutor para tradutor. traduzido. 4.r|VSUC0 (methermeneúo). (ho estin mether- meneuómenon Khristós). Deduzimos 215 . composto da preposição |xsxa (metá) + sp|o. Temos três verbos: 1) o verbo |a. segundo o critério adotado pelos ASNYV. o spuriveusiou Ttsxpoç (ho herme- neúetai Pétros) e o À.

uma vez que eles insistem em que n om e p ró p rio não se traduz. A lingüística..4 Josué B. sem nen hu m insulto ou afron ta fra ter n a lm en te CONVIDAMOS todos os m in istros eva n gélico s.5 Seria um absurdo cobrar da Sociedade B íblica do Brasil uma edição da Bíblia corrigida com o nome verd a d eiro Yehoshua. 3) a apologética.D iante do exposto. 2) a herm enêutica. R evisã o e Consulta da SOCIEDADE BÍBLICA D O BRASIL. bem com o tod a a p o p u la çã o p a ra p a rticip a r em d e um am plo e p r o fu n d o DEBATE sobre tradução ou transliteração do n om e sagrado Yehoshua nas E scrituras Sagradas. apenas se tran slitera.p res­ bíteros. Vejam a conclamação sugerida por ele: . que. o que seria um problema para os ASNYV. Paulino apresenta-se como profeta da restauração do verdadeiro e único N O M E do Senhor.. chegando a ponto de afirmar que Ir|oouç é um a p a la v r a grega . F one (011) 421 6711.6Se a palavra é grega. como podemos dar o seu sig­ 216 . ob reiros e a com u n id a d e e v a n g é lica em gera l.. sem p re que no Novo Testam ento aparecer o p seu d ô n im o Jesus e M ashiach sempre que aparecer a suposta detu rpação fo n é tica Cristo. Acreditar nesta edição seria não levar em conta a contribuição de três ciências que se opõem às idéias dos ASNYV: 1) a lin gü ística. porque os A SN Y V não levam em considera­ ção o estudo histórico e comparativo das línguas. B a ru eri-S P . diáconos. facilm ente que estas frases são consideradas esp ú ria s pelos A SN Y V devido ao fato de elas apoiarem a tradução de nomes pró­ prios. em hebraico sig n i­ f i c a d eu s-ca v a lo . COBRANDO deles a edição de um a B íblia corrigid a com o N om e verd a d eiro do F ilho de D eus em lu ga r do p seu d ôn im o Jesu s. Todos d ev em p a rticip a r desse debate in édito in clu sive telefon an do p a ra a Comissão de Tradução..

E disse eu: Q uem és. a quem tu p ersegu es. apesar de estar escrito em grego que Jesus falou com Paulo em hebraico. desmembram Ir|aouq em Ir| (Ie)= Deus (hebraico?) mais ao u ç (sus) =D10 (cavalo em hebraico). porque desconsideram os problemas con cernentes à interpretação.. É óbvio que IWIIT (Y ehoshua) é o nome hebraico de Ir|oouç (Iesous). chegando a afirmar que trocaram a p a la - v ra hebraica M essias p elo Cristo grego. D izem os A SN Y V que se o próprio Jesus falou seu nome em língua hebraica . em lín gu a hebraica.p or que m ep ersegu es? D ura coisa te éreca lcitra r contra os a gu i­ lhões. S au lo. Iesus C hristus é o equivalente latino Jesu s Cristo é o equivalente português e Jesus o Ungido é a tradução por­ tuguesa de IT & an SJCnrr (Yehoshua ham ashiach). A hermenêutica.como poderemos. Ja demonstramos que Iehoxua (Ieêok sya) não é a transliteração de 217 . o u v i um a v o z que m efa la v a e. F ilho e E spirito Santo. pronunciá-lo de outra forma? Seu sistema doutrinário os obriga a ignorar um dado muito importan­ te: a autoridade do texto de Lucas encontra-se p rim eira m en te em sua língua original. seu equivalente grego. podemos afirmar que JT P a n (Yehoshua) encontra o equivalente grego It|gouç o M s a o ia ç (Iesous hoM essias).7 Lembremos que M s o o ia ç (M essias) está para o hebraico rPÍE?» (M ash iach) assim como Itioouç (Iesous) está para (Y ehoshua ham ashiach).14-15: E. S enhor? E ele respondeu: Eu sou Jesus.. ca in d o nós todos p o r terra. porque por trás de suas insistências na tran s- litera çã o eles negam a doutrina da Trindade. diz ia: Saulo. o grego. tam bém dos g r e g o s . afirm ando que Yehoshua é o im u tá v el NOME do Pai. Analisando agora Atos 26.no texto grego xr| E(3pouôi (tê hebra í- di) . Irioouç o XpiOTOÇ (Iesous ho K hristós) é a tradução grega sem a tradução do nome (Yehoshua). então.nificado em hebraico? Para tal falácia. assim com o Yehoshua f o i troca­ do p o r Jesu s. Assim sendo. A apologética.

2. Se a lingüística já descarta tal h ip ótese. Assim como as testem u- nhas-de-jeová inseriram o nome J e o v á na Tradução do Novo M undo no Novo Testamento. tratando-se. Nesse caso. então. dessas outras ciências em relação zo p r o jeto dos ASNYV? Façamos um breve retrospecto do Nome Jesus: Jesus é provenien­ te do hebraico (Yehoshua).14. do NT. Se levássemos em consideração apenas o AT. o que esperar. portanto.1 . 5.1 .4. teria acontecido uma conspira­ ção lin gü ística muito bem estruturada pelos gregos e romanos que a lingüística moderna parece ignorar.12 . 6.7).16 M oisés mudou o nome J?CPIPI (H o sh ea ) para tfíDHrr (Y ehoshua). D t 32. não há base lingüística algum a que o justifique. cuja transliteração é Yehoshua - Josué.2. a hermenêutica.9 .(Yehoshua) tornou-se S W ' {Y eshua. prezado leitor.6 . O Sumo sacerdote Jesus é chamado em hebraico tanto S?K?‘]!T (Y ehoshua) (Ag 1 . deveria ser assim o texto grego: Eyco eijai Ier|oÇua ov ou ôicdksiç (ego eim i Ieêoksya hon syD iokeis).2. inse­ rindo o nome Yehoshua.8. A Septuaginta usou Ir|oouç {Iesous) tanto para JflEnrP (Yehoshua) como para W ’ (Yeshua).11) quanto S?lBr {Yeshua) (Ed 3. a filologia e a apo- logética. Oséias.8 . a semântica. a teologia. Após o cativeiro babilônico.8. J?K?irP (Yehoshua). poderíamos aceitar a discutibilid ade de tal projeto. filho de Num (Nm 13.). Em Nm 13. assim também querem fazer os ASNYV. sem a autorização de pelo menos um manuscrito grego. Veja. Josué era chama­ do de p Uttfin (. Gostaríamos de salientar ainda que os N om ina S agra (os nomes sagrados) estão relacionados a diversas ciências. Zc 3 . Sua tradução é Y H W H (m rP ) é salvação.3 . H ipoteticam en te. 4.H osh ea B en N u n ). tais como. porém.2. Concluí­ mos. que seria difícil acreditar na hipótese de que pelo menos um manuscrito grego apresentasse a transliteração sugerida pelos ASNYV.3. Ne 7. a exegese.44) é a sua tradução. que Iyooup {Iesous) e seu equivalente latino Iesus é 218 .

9 Em primeiro lugar. a união de Júpiter e Esus. afirma: Visto que M ateus escreveu em hebraico. Não são os origin a is escritos p elo s apóstolos.n Hebraico ou aramaico? Sabemos com certeza que ambas as línguas são scmíticas. Esses Codex são escri­ tos em grego. No papiro 75 encontramos os evange­ lhos de Lucas e João. os Codex Vaticanus.75 e 76. Josué B. f o i escrito em aram aico ep o sterio rm en te copiado p a ra o g reg o . m as são cópias p osteriores . Jesus é o equivalente portu­ guês do SJEnrr / PIÍT (Yehoshua/Yeshua). Acreditam os ASN YV que o N ovo T estam ento. sendo bem anterior a Jerônimo. devemos diferenciar a evid ên cia da hipótese.. Pierre de la Ramée difundiu. as letras J& V co m o equivalentesconsonantaisparao ze «latinos (romanos). Temos. à disposição de pesquisadores na Biblioteca Bodmer. na Renascença. dois fortes argumentos contra os A SN Y V para a 219 . em Geneve.. Suíça. então. O nome Jesus para os ASN YV seria. Paulino não distingue o hebraico do aram aico. mas a dúvida permanece. Sua datação é dada como provável entre 175 e 225 a. segun­ do os A SN Y V pela criação do nome blasfemo. éin co n ceb ív el que ao rela ta r a a n u n cia ção do A njo em M ateu s 1:21. Os m a n u scritos m ais a n tigo s do N ovo T estam en to são datados do ano 340 a. Seria importante lembrarmos que o ^ (Yod) hebraico pode representar a vogal i ou a consoante y .o nome do nosso Senhor e Salvador. unindo o J de Júpiter.10 Logo em seguida.D. com exceção das cartas d e Paulo.D. o equivalente romano da suprema divindade Zeus dos gre­ gos. pois em determinado momento ele afirma: Sabemos com certez a que p elo m en os o E va n gelh o de M ateu s f o i escrito em aram aico. o responsável. à divindade dos celtas (gauleses) Esus. apresentam a abreviação IS ou IC para Irioouç (Iesus). ele não tenha escrito Yehoshua . Gostaríamos de lembrar ao prezado leitor que os papiros Bodmerianos 66. pois são línguas distintas.. portanto.

estabelecendo uma equivalência com Yehoshua: A pareci a Abraão. alsa q u e. perguntamos mais uma vez: Abraão.[H aroeh é a transliteração do hebraico H ÍIH {H aroeh). O nde en con tram os na tradução “SEPTUA- GINTA”( tradução f e i t a dos o rig in a is hebraicos p a ra o g r e g o p o r 70 ju d e u s ) o n o m e SENHOR . ciência que tem a 220 . merecem destaque: I a) A significação independe de uma tra n slitera çã o litera l. não lhes f u i con h ecid o ÊXODO 6. Y ahw ehforam apresentados com o sen do a tran sliteração do nom e S agrado do etern o Deus. e aJacó. traduções ou equivalentes portugueses de nomes próprios hebraicos? Além do mais. ciência que estuda a signilicaçao das palavras e da herm enêutica.3. ou O S enhor e'a Salvação). duas observações. I a v é j a v é . a n terior ajerônim o. n a v er d a d e se en co n tra n os o r ig in a is hebraicos o tetra gra m a “YHWH” que sig n ifica tra n slitera d o litera l­ m en te “YEHOSHUA”ou “YH W H TSIDKEN U” ( 0 etern o é a sal­ vação. e Pierre de La Ram ée. explicação da origem do nome blasfemo-. m as p e lo m eu nom e.3 .p o sterio r a Jerônimo. com o o D eus T odo-P oderoso. e dando sua explicação para a pronúncia do tetragram a. o S en h or (YH W H = YEHOSHUA). N om es com o J eo v á . que traduzido é opastor\ —em sua apostila declara: D u rante todo o tem po da h istó ria da hu m a n id a d e. Yawé. Algo que parece ser digno de destaque é a incrível afirmação de H aroeh José C láudio Pinheiro. outro difusor das idéias dos A S N Y V . citando Êx 6.13 O que nos chama a atenção é o fato dos A SN Y V não se preocuparem com a transliteração dos nomes destes três patriarcas citados! Se nome próprio não se traduz. on om eY ehoshu afoi subs­ titu íd o p o r “K Y ” e “K C ”fo r m a a b rev ia d a da p a la v r a g r e g a “K y rio s” (SENHOR)}2 E ainda prossegue. o papiro 75 (p 75). pelo menos. M ais tarde. Isaque e Jacó são transliterações. o h om em p ro cu ro u in terp reta r o tetra gra m a YHWH = YEHOSHUA. uma vez que a questão do sentido das palavras pertence ao domínio da semântica.

em hebraico m iT . Percebemos que as duas letras 52 e V(shin e ayin ) não estão presentes no tetragrama m !T (YHWH).interpretação como objeto essencial de análise. O significado em hebraico dado pela filha de J. A questão referen­ te ao nome de Deus em Êxodo 3. seja devido ao fato de que o texto grego de João 19. seu equivalente grego. As duas letras hebraicas e S? {shin e a yin ) apresen­ tam problemas vocálicos e consonantais. pois seria desta forma: Ir|oouç o N aÇcopaioç o (3aoiX. B. em nosso interior após a leitura do rela­ to desse sonho: por que não foi dado o significado em grego? Será que poderíamos levantar uma hipótese para explicar tal omissão? A omissão. Josué B. talvez.14 Um a dúvida surge. .8U<. E ntão eu esta va lendo um liv ro e nesse livro aparecia a inscrição: INRI. Paulino nos apresenta um relato para fortalecer a crença na pronúncia do nome Yehoshua: Em m aio d e 1995. estar associada à questão do nome Yehoshua. sen ­ tia com o que um a vo z diz ia: IN R I sign ifica YEHOSHUANAZARE- NUS REXIUDEA EROU M em la tim e h ebra ico é YEHOSHUA HANOZRIW UMELECKHAYCHUDIM (YHWH) e em p o r tu ­ g u ês é YEHOSHUA NAZARENO R E I DOS JUDEUS.. a m inha filh a M iriã te v e um sonho e assim m e relatou: Sonhei que h a via term i­ nado d e assistir a um estudo bíblico sobre o nom e de Yehoshua e h a via fica d o preocu pa da com o sign ifica d o desse nom e. esse nom e b rilh a va e cla rea va todo o quarto on de eu esta va e eu sen tia u m g ra n d e p od er.19 não possa apoiar esta revelação. subitamente. 2 a) Y ehoshua (hebraico S?tí?irn) jam ais poderá ser o equivalente de Y H W H . Paulino 221 . Como encontrar no grego o equivalente do hebraico? Já demonstramos que Iesus é o equivalen­ te latino de Í^ H T (Yehoshua) e Ir|oouç (Iesous)..15 não deve. tcov Iouôcucov ( le s o u s h o N adzoraios ho basileús tôn Ioudaion). em hipótese alguma. A incerteza da pro­ núncia do tetragrama leva em consideração somente as possibili­ dades vocálicas.

Os ASNYV.não corresponde à índole do idiom a hebraico.ISsendo. Valem-se ainda os A SN Y V de um esquema criptográfico conhecido como. para caracterizar sua exclusividade. pois deveria ser Y ehoshua h á n otsri m élekh (ou m élech) hayehu dim . ao invés da forma correta F IL IV S. pois não há presença de 1 (w a w ) conjuntivo na inscrição em hebraico.gem a tria . então. Assim sendo.sem contar com a presença de FILII.18. teríamos: F I L I V S DEI 1 + 50 + 1 + 5 + 500 + 1 = 558 I E S U S C R I S T V S = 112 + F I L I V S DEI = 558 = 670 670 é diferente de 666 Percebemos. Eis algumas de suas evidências: . revelações e consultas ao Senhor por intermédio da caixinha da promessa. D em onstram isso da seguinte maneira: I E S U S C R I S T V S FILII DEI 1 + 5 + 100 + 1 + 5 + 1 + 50 + 2 + 500 + 1 = 666 Em prim eiro lugar. F IL II (genitivo masculino singular) deveria ser FILIVS (nominativo masculino singular). W umeleck não é aceitável. Em terceiro lugar. acreditam na evid ên cia da confirmação de sua doutrina fonética por meio de sonhos.. o nome da besta citada em A pocalipse 13. 222 . a necessidade da presença de títulos ou apostos . Em segun­ do lugar.E o S enhor nosso D eus v em con firm an do a M en sagem a tra vés de d iversos Sonhos. portanto. 1 (w a w ) surge..para se chegar ao número 666. para afirmar que Jesus Cristo é o por­ tador dofa m igera d o núm ero 666. para corresponder ao 1 (w a w ) do tetragrama m rP (YHWH). visões. gostaríam os de lem brar que IESVS CRISTVS F IL II D E I élESVS CRISTVS +F IL II DEI. IESVS CRISTVS sozinho eqüivale a 112. portanto.

no qual está - va m os nos p repa ran do p a ra a g ra n d e tnbulação.E ntão. religioso ou cultural. irm ã G uinoral M . Porém .. a Palavra de Deus. fornecer subsídios para o dogmatismo político. muitas vezes. que p a recia do tipo tin teiro. t iv e um sonho.. no en ta n to h a via um a CANETA.. E esta va escrito h oriz on ta lm en te na m esm a caneta. con ced id os a m u itos irm ãos e irm ãs con form e as P rom essas de Sua P alavra (Joel 2:28-32. Ap 11:3-6). eu ora va a D eus (no sonh o) e con su lta va ao S en hor a tra vés da caixinha d e prom essas. que não nos parece razoável acreditar em sistemas doutrinários que tenham outra fonte de revelação além da Bíblia. a qual era e x t r e m a m e n t e p esa d a e bonita. Por esse motivo. como é o caso dos ASN YV. quando abri a caixa d e p io - messa. devemos ter cuidado com as pessoas que se julgam exclusivamente detentoras ou portadoras da verdade. uma vez que os ASN YV acreditam na au tografia hebrai­ ca ou aramaica.Eu. pelo menos.. Pauhno.1-2). . Acrescentam os também que não podemos aceitar a idéia do aspecto d u v id o so do Evangelho de M ateus. um indício de predisposição ao sectarismo ou à heresia (2 Pe 2. 223 .. A subjetividade pode. com o se fo s s e um a dedicatória: Eu te con stitu i p ro feta en tre as n ações” Veja. .. prezado leitor. constatei que não h a via nenhum a m ensagem d en tro da caixa.Visões e R evelações. Conclusões forçadas ou precipitadas acerca dos textos Sagrados em suas línguas originais são.

Negam a doutrina da Trindade. sob alegação de que é um livro apócrifo. 224 . que irão herdar a terra. 2. 3. afirmando que o Pai é o Filho e o Filho.18) se enquadra no nome de Jesus. 7. assírios e egípcios. ensinando ser e filho de José e M aria.A lguns negam a inspiração do Evangelho de M ateus.6. 5. Negam o nascimento virginal de Jesus. Crêem em duas classes de pessoas: os cristãos. pretendendo com isso afirm ar que os cristãos são pagãos. 10. 6.Ensinam que o número 666 (número da Besta de Ap 13. 4 . um deus celta. 9. que vão para o céu. III . O batismo é realizado em nome de Yehoshua-M ashiach\ 8. e os judeus. o Pai (Unicismo). Só há salvação para quem invoca o nome Yehoshua. Ensinam que o nome correto de Jesus é Yehoshua e que Jesus significa deus-Cavalo.C r e d o d o s A d e p t o s d o N o m e YEHOSHUA e S u a s V a r i a n t e s 1. Negam a salvação de quem invoca o nome de Jesus. Ensinam a guarda do sábado como fator necessário à salvação. Fazem ligação entre Jesus (no grego Iesous) com Esus.

deixaram se levar por heresias e dúvidas dos ASNYV. Os fundadores das seitas costumam dizer que receberam revelação direta de Deus.. Todo o líder que procura impor uma inovação com base em suas supostas revelações. com razão o sofrereis (2 Co 11. É verdade que cada ser humano tem a liberdade de pensamento e expressão. se a lgu ém f o r p r e g a r -v o s outro Jesu s que nós não tem os p rega d o. Ivo dos Santos Camargo. Como alerta aos crentes em Jesus que. por não conhecerem as línguas originais. P orque. e agora. assim com o a serp en te en ga n ou E va com a sua astúcia. Geralmente essas revelações contradi­ zem a Bíblia. por mais exóticos que sejam. apresentamos a exortação do apóstolo Paulo: M as tem o que. O apóstolo Paulo disse que Deus permite que isso acon­ teça para provar os fiéis (1 Co 11. acharem quem acredite nessas invenções. porém causa-nos estranheza o fato de os agentes dessas idéias excêntricas encontrarem adeptos. com o adventismo do sétimo dia. como doutrina básica de sua religião. ou ou tro ev a n g elh o que não abraçastes. m uitas vezes.3-4). depois Ellen Gould W hite. W illiam M iller. Tanto fora da Igreja como no seio dela surgem as heresias. deve ser rejeitado. fundador das Testemunhas de Jeová etc. e se apartem da sim p licid a d e que há em Cristo. assim tam ­ bém sejam de algu m a sorte corrom pidos os vossos sentidos. deixam a B íblia para seguir seus líderes. o direito de expressar seus pensamentos.19). Isso aconteceu com Joseph Smith Jr. Seus adeptos. Charles Taze Russell. 225 . com as Testemunhas de Ierrochua..IV -A s In ovações U ltim am ente tem havido inúmeras inovações no meio do povo de Deus. fundador do mormonismo. ou se recebeis ou tro esp írito que não recebestes.

fudamentada no dialeto ático. Gauleses: Natural ou habitante da Gália. Septuaginta: Tradução do Antigo Testamento hebraico e aramaico para o grego. arte de atribuirvalor numérico aos vocábulos. Variantes Textuais: Formas ou possibilidades de leitura do mesmo texto ou vocábulo. que já na Idade do Bronze chegaram às ilhas britânicas. Exegese: Comentário para esclarecimento ou interpretação de um texto ou de uma palavra. Hipótese: Acomtecimento incerto.G l o s sá r io Anátema: M aldito. Pseudônimo: Nome suposto ou falso.V . T N M : Tradução do Novo M undo. Apologia: Defesa. suposição. 226 . a B íblia das Teste­ munhas de Jeová. Criptográfico: Relativo à criptografia. Falácia: Engano. Celtas: Povos de raça indo-germânica. Koiné: Língua comum. geralmente adotado por artista ou estritor. Famigerado: Famoso. Apócrifo: Obra sem autenticidade comprovoda.

2. p. 14 Um D esafio ao C ristianism o.N otas 1 Sai d ela P ovo M eu. p. 20. Paulino. Autor: Josué B. 8M esm o liv ro citado. 12Sai D ela P ovo M eu. p. 9M esm o liv ro citado. 37. Autor: Josué B. 4M esm o liv ro citado. 17. 3. Paulino. 47. 6M esm o liv r o citado. 17M esm o liv r o citado. p. 15. pp 19- 20 . p. 15M esm o liv r o citado. p. 2A M en sagem Para os Últimos Dias. p. p. p. 40. 10M esm o liv r o citado. Autor: Haroeh José Cláudio Pinheiro. Paulino. 23. 2. 38-39. 11M esm o liv r o citado. . 7M esm o liv r o citado. p. 24. 38. 16M esm o liv r o citado. 22. 20. 13M esm o liv r o citado. 3 Um D esafio ao C ristianism o. p. 3M esm o liv ro citado. p. p. p. p. Autor: Josué B. 20. Autor: H aroehjosé Cláudio Pinheiro. 5. p. p. 18M esm o liv r o citado.

VO LUM E I COMO IDENTIFICAR UMA SEITA CATOLICISMO IGREJA LOCAL LEGIÃO DA BOA VONTADE TABERNÁCULO DA FÉ VOLUME II ESPIRITISMO ISLAMISMO SEICHO-NO-IE SANTO DAIME ADEPTOS DO NOME YEHOSHUA VO LUM E III ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA BUDISMO HARE KRISHNA MENINOS DE DEUS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ VOLUME IV IGREJA MESSIÂNICA IGREJA DA UNIFICAÇÃO JUDAÍSMO RACIONALISMO CRISTÃO ORDEM ROSACRUZ VO LUM E V CULTOS AFRO-BRASILEIRC )S FÉ B A H Á i HINDUÍSMO A IGREJA APOSTÓLICA "VÓ ROSA" MORMONISMO VO LUM E VI CIÊNCIA CRISTÃ CRISTADELFI AN ISM () IGREJA EVANGÉLICA VOZ DA VERDADE MAÇONARIA ' NOVA ERA .

em penham os árduo trabalho na com pilação desses tratados até chegarm os à nossa meta: a Série Apologética. especialm ente reunidos para os cristãos que convivem diariamente com as influências das seitas. A prim azia desse trabalho é alertar a Igreja de Cristo quanto ao perigo que as seitas proporcionam e munir os servos de Deus com excelente material para a evangelização desses grupos religiosos que muitas vezes não estão incluídos na pretensão da obra missionária. Ciência Cristã. o ICP-Instituto Cristão de Pesquisas. Igreja E vangélica Voz? da Verdade. lançamos o seguinte desafio aos leitores: Será que estam os dispostos a fazer pela verdade o que as seitas fazem p ela m en tira? www. A justa prerrogativa de singularidade da Série Apologética atribui-se à abordagem de temas escassos na literatura evangélica. além de outros m eios como palestras e seminários.com. SÉRIE APOLOGÉTICA D epois de duas décadas de história e realizações. Trata-se de um a obra constituída de trinta tem as. S anto D aime. lançou diversos instrum entos de com bate às seitas: a revista Defesa da Fé. distribuídos em seis livros.br .icp. D e n t r e os q u a i s . D esde sua fundação. pastor Natanael Rinaldi. por exemplo: A Igreja A p ostólica "V ó R osa ". entre outros. destacamos o presidente emérito do Instituto. K acionalism o C ristão. Certos de que o Espírito Santo levará a efeito esse propósito. como. o ICP vem adicionando ao seu acervo teológico inúm eros tratados apologéticos elaborados pelos i r m ã o s q u e i n t e g r a m s e u m i n i s t é r i o . C o nh ecendo a n ecessidade da ig re ja b rasileira nesse âm bito. a Bíblia Apologética e a Série Apologética. pelo pastor W alter M artin. p e l a v a s t i d ã o de m a t e r i a l q u e p r o d u z i u . A d ep tos do nom e Y ehoshua. M enin os de Deus.