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• História – Transição para o

império brasileiro
pg. 02
• História – A rebelião de 1924
em Manaus
Barcos-recreio enchem se de pg. 04
levando visitantes par-a as fescores
interior tas no
• Geografia – Complexos regionais
pg. 06
• Geografia – A hidrografia e o
ciclo da água
pg. 08
• Literatura – Romantismo 1
pg. 10

,
se Pedro II 1886
nen de
nás io Amazo de setembro
Gym ado em 5
inaugur
UEA oferece História
• Comerciantes;
• Camadas populares.
Os rebeldes visavam:

mais dois cursos


• À independência do Brasil e à proclamação
Professor DILTON Lima
da república.
• À formação de uma republica federativa.
• À promulgação de uma constituição.

de especialização
• À confecção de uma bandeira para
Transição para o império simbolizar o movimento (atual bandeira do
Estado de Pernambuco).
brasileiro
Para não prejudicar os interesses dos senhores
EUROPA (início do século XIX) de engenho, os rebeldes pernambucanos foram
contra a abolição da escravatura.
Duas nações iriam entrar em conflito. De um
A repressão, como sempre, foi extremamente
Capacitar profissionais da educação para o lado, a força naval da Marinha de Guerra inglesa;
violenta. Muito sangue correu em Pernambuco.
do outro, a força dos exércitos franceses,
entendimento e o uso das novas Era o governo português mantendo a todo custo
comandados por Napoleão Bonaparte. Em 1805,
o seu poder.
tecnologias como ferramentas de ensino. houve o tão esperado encontro: a Inglaterra
Observação: Ficou conhecida como a mais
Essa é a principal proposta do curso de derrotou a França na batalha naval de Trafalgar.
espontânea, a menos desorganizada e a mais
Especialização em Informática aplicada à BLOQUEIO CONTINENTAL (1806) simpática das nossas numerosas revoluções.
Educação, que será oferecido pela O bloqueio foi decretado pela França. 5. Outras criações de D. João VI
Objetivo: arruinar a economia inglesa. Ficou
Universidade do Estado do Amazonas a • Banco do Brasil.
determinado que os países fechassem seus
partir de janeiro de 2007. • Jardim Botânico.
portos ao comércio inglês.
• Biblioteca Nacional.
Com 40 vagas, as inscrições podem ser Conseqüência: fuga da Família Real para o
• Imprensa Régia.
feitas até 19 de janeiro de 2007. Os interes- Brasil, pois Portugal, grande aliado da Inglaterra,
• Instituto de Belas Artes.
não poderia fechar seus portos ao comércio
sados devem comparecer à secretaria de inglês.
• Casa da Moeda.
Pós-Graduação da Escola de Tecnologia • Escola de Medicina.
GOVERNO JOANINO (1808–1821) • Missão Francesa – Contratação de artistas
da UEA (Avenida Darcy Vargas, 1200, franceses, entre os qu ais Debret.
1. Abertura dos portos (1808)
Parque 10), portando original e cópia da 6. Política externa de D. João VI
Com a abertura dos portos brasileiros às nações
identidade; do CPF; da certidão de amigas (janeiro de 1808), a Inglaterra passou a • Anexação da Guiana Francesa, em
graduação; do histórico escolar; do gozar da quase exclusividade sobre o comércio represália à invasão francesa a Portugal.
Curriculum Vitae; e de instrumento de brasileiro, já que era a maior nação industrial e • Anexação da Província Cisplatina, visando
naval em condições de competir com a Coroa apossar-se da região do Prata. Esta
procuração, quando for o caso. portuguesa na disputa pela supremacia do co- província ficaria independente em 1828,
Além disso, o candidato deve apresentar mércio brasileiro. Este ato de Portugal significou: com o nome de Uruguai.
comprovante de depósito, no valor de R$ a) A quebra do pacto colonial.
7. Revolução do Porto (1820)
30,00, no Banco do Brasil, conta corrente b) O fim do monopólio comercial.
c) O fim do exclusivismo colonial. Em 1820, a burguesia liberal portuguesa liderou
n.° 29.812-3, agencia n.° 3053-8. d) A preparação para a independência do Brasil. uma grande rebelião em Portugal: a Revolução
As aulas serão ministradas na Escola de do Porto.
2. Liberdade industrial (1808)
Os rebeldes, influenciados pelas idéias dos
Tecnologia da UEA, sempre aos sábados, O Alvará de Liberdade Industrial (1.° abril de 1808) economistas liberais, pretendiam salvar Portugal
das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30. De foi de encontro aos interesses da Inglaterra. Os de sua tradicional crise econômica, acabar com a
acordo com o conteúdo programático, ingleses não aceitaram essa determinação para o miséria que assolava o país, elaborar uma consti-
Brasil e forçaram Portugal a assinar acordos que tuição que eliminasse os poderes absolutistas do
serão abordados temas como Internet na
lhe dessem vantagens alfandegárias. O Brasil não rei D. João VI e a recolonização do Brasil.
área educacional, softwares e jogos suportaria a concorrência dos produtos ingleses, O movimento pretendia colocar Portugal nos
educacionais, informática em educação mais baratos e de melhor qualidade. Para a trilhos da expansão capitalista: a industrialização.
especial, entre outros, que serão explana- Inglaterra, o Brasil tinha que ser mercado Era preciso tirar os poderes absolutistas de D.
consumidor e não mercado produtor concorrente. João VI, sendo uma monarquia constitucional,
dos em aulas teóricas e práticas. O
3. Acordos com a Inglaterra (1810) com propostas burguesas e não deixar o Brasil
investimento será de 15 parcelas de R$ alcançar sua independência, a fim de que a
Tratados de Comércio e Navegação e de
300,00. Outras informações pelo telefone Aliança e Amizade (1810) Colônia continuasse a servir aos interesses da
(92) 3646-1266 ou pelo e-mail: a) Visavam abolir lentamente o tráfico negreiro metrópole.
A recolonização do Brasil era uma tentativa de
pos.est@uea.edu.br para o Brasil.
b) Criaram tarifas alfandegárias preferenciais recuperação econômica de Portugal, na medida
Em novembro, a UEA iniciou em Parintins em que recolonizar significava restabelecer o
para a Inglaterra:
o curso de Especialização em Educação Mercadorias inglesas: 15%. pacto colonial e, portanto, restabelecer a domi-
Ambiental, voltado para qualificação de Mercadorias portuguesas: 16%. nação da economia da Colônia pela Metrópole.
Demais países: 24%. D. João VI voltou para Portugal em 1821, deixan-
docentes que atuam no Ensino Funda- do o Brasil a cargo de seu filho, o Príncipe
c) Direito inglês de manter uma esquadra de
mental, Médio e Superior das redes Regente D. Pedro (futuro D. Pedro I). A sua volta
guerra no litoral brasileiro.
pública e privada de ensino e também d) Garantia de liberdade religiosa aos ingleses. foi tumultuada: os correntistas do Banco do Brasil
e a população haviam sido lesadas – D. João VI
profissionais de outras áreas. e) Permissão aos ingleses para eleger seus
próprios juízes conservadores, aos quais com- havia tirado todo o dinheiro e ouro do banco.
O conteúdo programático inclui disciplinas
petia julgar os súditos da Inglaterra no Brasil. 8. A volta da família real a Portugal
como Metodologia da Pesquisa Científica Com esses tratados, os ingleses praticamente Pressionada pela situação política que afetara
para a Educação Ambiental, Tópicos de eliminavam a concorrência no mercado do Brasil, Portugal, a Família Real voltou para Lisboa (1821).
Ecologia, Ecologia da Amazônia, Limno- dominando-o por completo. D. João VI passou o governo brasileiro para seu
logia da Amazônia, Espaço e Sociedade É interessante observar que algumas indústrias filho D. Pedro, que era príncipe-regente (futuro
inglesas passaram a enviar produtos completa- D. Pedro I), dizendo-lhe “Pedro, se algum dia o
na Amazônia, Educação Ambiental e mente desnecessários para o Brasil, como Brasil se separar de Portugal, antes fique para
Desenvolvimento Sustentável, Degradação caixões de defuntos e patins para andar no gelo. você que há de honrar e respeitar, do que para
Ambiental e Resíduos Sólidos, Educação 4. Revolução Pernanbucana (1817) qualquer um destes aventureiros”.
Ambiental na Legislação e Política Causas: D. João VI, ao chegar a Lisboa, teve seus poderes
a) Carga tributária exaustiva para o sustento da controlados pela Constituição elaborada pelo
Ambiental, Educação Ambiental e a movimento liberal do Porto. O rei teve de se
Corte Portuguesa parasitária.
Gestão Ambiental Urbana, Educação submeter às exigências do Parlamento, que
b) Prejuízos financeiros dos grandes
Ambiental Formal e Não-formal: Princípios proprietários em virtude de uma grande seca. passou a realmente controlar o país.
e Práticas, Metodologia do Ensino c) Miséria da população nordestina. A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL (1822)
Aplicada à Educação Ambiental. A carga Participantes:
1. Dia do fico
• Elite pernambucana;
horária total do curso é de 420 horas. • Elementos do clero; Dia do Fico (9 de janeiro de 1822) – A
aristocracia rural, que formava o Partido Brasileiro,

2
pede – e com muita insistência – que o príncipe notáveis para o Brasil. Entre eles,

Desafio
regente D. Pedro fique no Brasil e proclame a
a) a chegada ao Brasil do futuro líder da
independência política.
O príncipe D. Pedro atendeu ao pedido, dizendo: independência, a extinção do tráfico
“Como é para o bem de todos e a felicidade geral negreiro e a criação das primeiras
da nação, estou pronto; diga ao povo que fico”. escolas primárias;

Histórico
2. Trama política da independência b) o surgimento das primeiras indústrias,
muitas transformações arquitetônicas no
A independência do Brasil foi uma jogada política
da classe dominante: senhores de terras e de Rio de Janeiro e a primeira constituição
escravos (aristocracia rural) queriam preservar os do Brasil;
próprios interesses. Assim, a aliança do príncipe c) o fim dos privilégios mercantilistas
D. Pedro com o Partido Brasileiro deixava claro portugueses, o nascimento das
que a independência do País não passaria de um universidades e algumas mudanças nas
arranjo político cujo fim maior era garantir os relações entre senhores e escravos;
poderes nas mãos dos proprietários de terras e 01. (FUVEST) “... quando o príncipe regente
d) a abertura dos portos brasileiros a
dos senhores de escravos. outras nações, a assinatura de acordos
português, D. João, chegou de malas e
Com a “Lei do Cumpra-se”, criada em maio de
comerciais favoráveis aos ingleses e a bagagens para residir no Brasil, houve
1822, ficava determinado que todos os decretos um grande alvoroço na cidade do Rio
de Portugal só teriam validade se obtivessem o instalação da Imprensa Régia;
e) a elevação do Brasil à categoria de de Janeiro. Afinal era a própria
“cumpra-se” do príncipe regente.
Reino Unido, a abertura de estradas de encarnação do rei [...] que aqui
3. Forma de governo
ferro ligando o litoral fluminense ao desembarcava. D. João não precisou,
Ficaria determinado que o Brasil adotaria a porém, caminhar muito para alojar-se.
porto do Rio e a introdução do plantio
Monarquia como forma de governo, pois assim
o povo ficaria afastado das decisões, e manter-
do café. Logo em frente ao cais estava localizado
se-ia a escravidão. o Palácio dos Vice-Reis”.
02. (UFV) O desembarque da família real e
4. Conservadorismo da corte portuguesa, em 1808, não só (Lilia Schwarcz. As Barbas do Imperador.)
Era necessário manter o ideal conservador, ou marcou o início de uma série de O significado da chegada de D. João ao
seja, as elites dominantes não aceitariam mudanças econômicas, políticas e Rio de Janeiro pode ser resumido como
mudanças profundas. A independência não administrativas como representou uma
significou uma ruptura com o passado colonial. a) decorrência da loucura da rainha Dona
etapa decisiva no processo de
O Brasil continuava mantendo: Maria I, que não conseguia se impor no
emancipação política da Colônia. Das
a) Estrutura latifundiária. contexto político europeu;
alternativas abaixo, assinale aquela
b) Economia agrária. b) fruto das derrotas militares sofridas pelos
c) Dependência do mercado externo. que NÃO indica uma conseqüência da
transferência da família real e da corte portugueses ante os exércitos britânicos e
d) Monocultura.
e) Mão-de-obra escrava. portuguesa para a América. de Napoleão Bonaparte;
f) Dependência do capital estrangeiro (inglês). c) inversão da relação entre metrópole e
a) Ocupação da Guiana Francesa e da
5. Dependência aos ingleses Província Cisplatina e sua incorporação colônia, já que a sede política do império
ao Império Português, como resultado passava do centro para a periferia;
O Brasil alcançava sua independência apenas
política; em termos econômicos e financeiros, da política externa agressiva adotada d) alteração da relação política entre
ficaria dominado pelo capital inglês, que imporia por D. João. monarcas e vice-reis, pois estes passaram
acordos que lhe auferissem vantagens. b) Estabelecimento do Rio de Janeiro como a controlar o mando a partir das colônias;
6. Independência contestada sede do Império Português, que a partir e) imposição do comércio britânico, que
Algumas províncias não aceitaram a indepen- de 1816 passou a se chamar Reino precisava do deslocamento do eixo
dência política do Brasil porque eram regiões Unido de Portugal, Brasil e Algarves. político para conseguir isenções
não-dominadas pela aristocracia rural, e sim c) Abertura dos portos da Colônia às nações alfandegárias.
pelos comerciantes portugueses. A Indepen- aliadas de Portugal, como a Inglaterra,
dência não lhes traria benefícios políticos. dando início a uma fase de livre-comércio, 02. (UFRS) Embora a independência
As províncias que contestaram o processo ainda que com certas restrições. política do Brasil tenha sido declarada
emancipatório foram: somente em 1822, o início do processo
d) Revogação da lei que proibia a
a) Piauí;
instalação de manufaturas na Colônia, o de emancipação pode ser relacionado
b) Bahia;
c) Maranhão; que provocou maior dinamização da com uma conjuntura anterior, na qual
d) Grão-Pará (Pará e Amazonas); economia, apesar da forte concorrência um acontecimento de grande impacto
e) Província Cisplatina (hoje, Uruguai). dos produtos ingleses. desencadeou as mudanças que
O governo imperial contratou exércitos merce- e) Redução dos impostos e da emissão de levaram à separação entre o Brasil e
nários a fim de forçar as províncias rebeldes a papel-moeda, o que impediu a reedição Portugal. Esse fato, que assinalou o
aceitar a independência brasileira, convencendo- de movimentos de contestação ao final efetivo da situação colonial, foi
as de que o Brasil não mais estava ligado a Portu- domínio lusitano na América Portuguesa.
gal. Pierre Labatut, John Grenfell, Lord Cochrane a) a Inconfidência Mineira, ocorrida em
e John Taylor foram os principais oficiais 03. (MACKENZIE ) “A Independência 1789, que introduziu no Brasil as idéias
estrangeiros contratados pelo Império brasileiro. brasileira é fruto mais de uma classe iluministas e republicanas, minando a
7. Reconhecimento da independência do que da nação tomada em seu monarquia portuguesa.
O primeiro país a reconhecer a Independência conjunto”. (Caio Prado Jr) b) a Inconfidência Baiana, ocorrida em 1798,
do Brasil foram os Estados Unidos, em 1824. Os Identifique a alternativa que justifica e que introduziu no Brasil as idéias
norte-americanos defendiam a Doutrina Monroe, complementa o texto. jacobinas e revolucionárias, levando ao
que diz: “A América é para os americanos”. a) A independência foi liderada pelas fim do domínio lusitano.
Portugal, em 1825, assinava o Tratado Luso- camadas populares e acompanhada de c) a transferência da Corte para o Brasil em
Brasileiro, que reconhecia a independência
profundas mudanças sociais. 1808, que significou a presença do
brasileira mediante o pagamento de dois
b) O movimento da independência foi uma aparato estatal metropolitano na Colônia,
milhões de libras esterlinas.
A Inglaterra, em 1826, reconhece a ação da elite, preservando seus a qual passou a ser a sede da Monarquia
independência do Brasil, mas exige a extinção interesses e privilégios.
portuguesa.
do tráfico negreiro. c) Os vários segmentos sociais uniram-se
d) a Revolução Pernambucana de 1817, que
em função da longa guerra de
trouxe para o cenário político brasileiro o
independência.
ideário maçônico e republicano.
Exercícios d) Os setores médios urbanos
comandaram a luta, fazendo prevalecer e) a convocação das Cortes de Lisboa em
01. (FUVEST) A invasão da Península 1820, que exigiram o retorno de Dom
o modelo político dos radicais liberais.
Ibérica pelas forças de Napoleão João para Portugal e a recolonização do
Bonaparte levou a Coroa portuguesa, e) A aristocracia rural não temia a
participação da massa escrava no Brasil.
apoiada pela Inglaterra, a deixar
Lisboa e instalar-se no Rio de Janeiro. processo, extinguindo a escravidão logo
Tal decisão teve desdobramentos após a independência.

3
Desafio História
preparado o esquema geral da revolta.
Em meio a esse clima, surge a noticia da
rebelião de 5 de julho de 1924, em São Paulo, o
que colaborava para aumentar ainda mais o

Histórico
Professor Francisco MELO de Souza entusiasmo dos militares, bem como da popu-
lação de Manaus e Belém que, a essa altura, já
via o movimento tenentista com simpatia.
Então, ao lançar a candidatura de Aristides da
A rebelião de 1924, em Manaus Rocha para o governo do Amazonas, de 1925 a
1929, a fim de assegurar a continuidade do
A brutal recessão que se seguiu após a domínio da oligarquia que estava no poder, Rego
decadência do Ciclo da Borracha gerou um clima Monteiro (cacique político dessa oligarquia
de instabilidade política no Estado do Amazonas. dominante) acendeu o estopim que levou os
Desde a proclamação da República no militares à ação decisiva de iniciar o levante.
01. (UEA) Desde as suas origens, podem- Amazonas, e em função da enorme receita do
Eclode a Rebelião
se distinguir no tenentismo duas Estado, devido ao Ciclo da Borracha, havia
correntes distintas, do ponto de vista disputas políticas, em época de eleição, acirradas O governador em exercício, Turiano Meira, já
ideológico: a política e a social... No entre as oligarquias locais. No período que se havia sido alertado pelo presidente da República,
Amazonas, porém, e no Rio Grande do seguiu, pós-rush, a crise política acentuou-se. Arthur Bernardes, sobre a preparação da rebelião
Mas essa crise não era só uma particularidade militar em Manaus. No entanto nenhuma iniciativa
Sul, o problema social já surge como
amazonense, pois no Brasil foi instalada a política foi tomada para desarticular o movimento e, em
tema da Revolução. (Carone)
oligárquica, desde a chegada dos cafeicultores 23 de julho de 1924, deflagrou-se a revolta.
A respeito do movimento tenentista, ao poder. A maior expressão dessa política foi a O governador fugiu pelos fundos do palácio,
não é correto afirmar que: instalação da convencional “política dos governa- enquanto os militares tomavam a sede do
a) os tenentes criticaram a estrutura da dores” ou do “café-com-leite”. Por essa organi- governo pela frente, impondo, por meio das
carreira militar que julgavam dificultar a zação o governo brasileiro era escolhido entre os forças das armas, o 1.° tenente Alfredo Augusto
ascensão da jovem oficialidade e também paulistas e mineiros, que por sua vez recebiam o Ribeiro Junior à frente do governo dos revoltosos,
a cúpula militar, que acusavam de apoio do Senado, representantes das oligarquias que agora dominavam Manaus.
associar-se aos maiorais civis da estaduais. O tenente Ribeiro Júnior, logo após tomar o
república oligárquica; A política dos grupos oligárquicos não era, poder, verificou que os salários dos funcionários
portanto, uma característica somente do públicos estavam atrasados já fazia seis meses.
b) tanto os “tenentes civis” como os
Amazonas. Em todo o Brasil, havia práticas Por isso, instituiu o Tributo de Redenção (que foi
tenentes originais ou militares criticavam
comuns, tais como: o coronelismo, a fraude o confisco das contas bancárias dos milionários,
as oligarquias, mas preservavam seus
eleitoral, a perseguição política, a corrupção e o suspeitos de corrupção, e dos imóveis do
chefes, devido ao vigor do espírito de voto de cabresto. No Brasil surgiram vários governador Rego Monteiro, levados a leilão, para
corporação; movimentos contrários a essa política, dentre os o pagamento dos proventos dos funcionários
c) pode-se reconhecer no tenentismo uma quais podemos citar o tenentismo. públicos, que estavam em atraso).
certa “herança” do salvacionismo; Surgido no seio das Forças Armadas, entre os Pretendendo assegurar o controle total da capital,
d) o tenentismo original ou militar limitava- jovens da baixa oficialidade, o Tenentismo os militares prenderam autoridades e elementos
se às exigências de reformas políticas e estendeu-se de 1922 até 1934, opondo-se ligados ao grupo Rego Monteiro. Apossaram-se
jurídicas, enquanto os “tenentes civis” frontalmente ao sistema republicano vigente que das estações telegráficas, telefônicas e do vapor
avançavam até as propostas de reformas privilegiava apenas as oligarquias estaduais e Bahia do Lloyde Brasileiro. Difundiram suas
econômicas e sociais; fazia proliferar a corrupção e a violência na idéias através do Jornal do Povo, convocaram
e) a Comuna de Manaus, além das críticas política brasileira. reservistas para a luta aramada e procuraram,
às oligarquias, características do O movimento recebeu apoio de militares de logo em seguida, alcançar outros pontos,
movimento original, avançou até a patentes superiores e civis provenientes da classe fazendo que a rebelião chegasse ao município de
tomada de atitudes antiimperialistas e média urbana que pregavam moralização das Óbidos, no baixo Amazonas.
praticou ações de justiça social. políticas públicas, maior centralização do Estado,
voto secreto e restauração das forças militares. Os A Repressão ao Movimento
02. (UEA) O milagre brasileiro tinha ponto militares entendiam que os civis degeneraram a A estratégia de combate e repressão do governo
positivos e negativos, como a despor- República por meio das oligarquias e julgavam-se central aos militares rebeldes operou-se planeja-
porção entre o avanço econômico e o seus salvadores. damente por etapas, porém sem demoras.
retardamento ou mesmo o abandono O levante de 1922, que culminou com o episódio Primeiro, reprimiu o movimento que havia tomado
dos programas sociais pelo Estado. do Dezoito do Forte, fracassou. Todavia uma São Paulo em fim de julho. Em seguida, partiu
A respeito dos projetos do milagre nova rebelião tenentista, em 15 de julho de 1924, para o Nordeste e desfez o motim sergipano que
brasileiro, assinale a afirmativa incorreta. foi deflagrada, por meio do qual se tomou a havia iniciado em de 2 de agosto. Restava
capital paulista, ocupando-a por 22 dias. Esse somente liquidar a rebelião do Norte, para a qual
a) Obedecendo aos princípios da Doutrina segundo momento do tenentismo é que se montou uma operação mais ampla.
de Segurança Nacional, o governo influenciou a rebelião de Manaus. Comandado pelo general João de Deus Menna
procurou ocupar os espaços vazios A estratégia tenentista partia da tomada de várias Barreto, o destacamento do Norte saiu do Rio de
promovendo as agrovilas para assenta- capitais do País e simultaneamente ocuparia a Janeiro no dia 2 de agosto e chegou a Belém no
mento de trabalhadores, especialmente capital da República e tomaria o poder. dia 11, fixando-se aí inicialmente para estudar as
nordestinos. O governo federal, para desarticular os rebeldes, condições, os propósitos e as posições dos
b) A regulamentação da SUFRAMA – Superin- principalmente no Rio de Janeiro, onde o foco era rebeldes.
tendência da Zonas Franca de Manaus mais forte, optou por transferir esses militares para As ações dos rebeldes estendiam-se até áreas
visava criar um centro industrial, comercial outras cidades do Brasil, principalmente para o situadas nas proximidades de Belém, descendo
e agropecuário para capitalizar a Região Norte. Para Manaus, vieram transferidos os o rio Amazonas, suficientemente armados e
Amazônica e gerar empregos. tenentes Alfredo Augusto Ribeiro Júnior e José guarnecidos, a partir das quais dominavam as
c) Os governos militares aceleraram o Azamor, dentre outros. A oficialidade do exército cidades ribeirinhas, apoderando-se de estações
desenvolvimento econômico por meio de na região era basicamente constituída de militares telegráficas e das embarcações em trânsito.
um modelo concentrador de renda, em ”rebeldes” vindos de outros Estados como forma O primeiro passo do destacamento do Norte para
cujo impacto foi atenuado pela expressão de desmontar possíveis focos de rebelião. iniciar a repressão seria a tomada de Santarém, o
do emprego. Por outro lado, em 1924, em Manaus, o clima de que foi realizado, e de onde se obteve, fazendo-
inquietação e descontentamento como o
d) A Zona Franca de Manaus foi criada para se passar por rebeldes, informações preciosas
governo de Rego Monteiro era geral. A
ser um complemento das indústrias referentes às operações dos rebelados.
população vivia numa aguda crise econômica, e
eletrônicas acessórias da indústria Posteriormente, as forças do destacamento do
o grupo oligárquico dominante perseguia seus
automobilística. Norte (Exercito e Marinha) tomaram Alenquer e
opositores.
e) A Transamazônica é um exemplo mal- Óbidos (esta foi a última bombardeada, em 26 de
Percebendo a conjuntura favorável à rebelião,
sucedido de aplicação do PIN – Plano de agosto de 1924), seguindo para Manaus.
os militares rebeldes, em geral, indivíduos sem
Integração Nacional, porque não foi No dia 28 de agosto, com a chegada do
vinculo com a região, decidiram liderar o movi-
concluída, e o que restou dela foi destróier Mato Grosso, aprisionou-se o tenente
mento na cidade. Porém, a rebelião não deveria
retomado pela selva. Ribeiro Junior e seus companheiros militares e
limitar-se a Manaus. Pelo contrário, ainda sob
civis integrantes do movimento. Diversos
influência do plano proposto pelos militares em
segmentos da sociedade manauense ainda
1922, o movimento se estenderia ao Nordeste
prestaram homenagem ao governador deposto.
até alcançar a capital da República. Estava
Dessa forma, o movimento de 1924, em

4
Manaus, chegara ao fim. a Região Amazônica, foi criada a Zona Franca de

Desafio
Manaus, uma área de livre comércio com
POPULISMO NO AMAZONAS
isenção fiscal.
O golpe do Estado Novo foi arquitetado no Brasil Em 1966, no governo Castelo Branco, a SPVEA
e gestado pela Missão Negrão de Lima no foi substituído pela Superintendência de Desen-
Norte e Nordeste. Em 1937, após o golpe desfe-

Histórico
volvimento da Amazônia (SUDAM), órgão
chado por Getúlio Vargas, Álvaro Botelho Maia responsável por dinamizar a economia
foi nomeado interventor do Amazonas. Maia amazônica. Nesse mesmo ano, o Banco de
preocupou-se em fortalecer as lideranças locais Crédito da Amazônia foi transformado em Banco
recém-cooptadas. Manteve na prefeitura de da Amazônia S.A. (BASA).
Manaus Antônio Maia e na Secretaria Geral do Em 1967, foi criada a Superintendência da Zona
Estado Rui Araújo. Franca de Manaus (SUFRAMA)
O Estado Novo criou os Departamentos Adminis- Em junho de 1970 o governo federal adotou o
trativos para controlar o funcionamento adminis- Plano de Integração Nacional (PIN); em julho de
trativo dos Estados e Municípios, bem como as
mesmo ano, o Instituto de Nacional de
ações dos interventores. 01. A respeito da luta ideológica e dos
Colonização e Reforma Agrária (INCRA).
No Amazonas, o Departamento Administrativo foi
criado em 15 de julho de 1939, sob a direção de
Em 1971, criou-se o Programa de redistribuição conflitos sobre terra e trabalho nas
de Terras e Estímulo à Agroindústria do Norte e últimas décadas na Amazônia, é
Leopoldo Carpinteiro Peres e o vice era Manuel
Nordeste (PROTERRA). Entre 1971–78, correto afirmar que:
Severiano Nunes. Leopoldo Carpinteiro Peres
construíram-se as várias rodovias importantes:
teve um papel fundamental na Constituinte de a) A igreja Católica interveio nas questões
Transamazônica, Perimetral Norte, Cuiabá-
1946, pois elaborou o artigo 199, que criava o ambientais e na luta política e territorial
Plano de Valorização Econômica da Amazônia. Santarém e Manaus–Caracarai – (BR–174).
Em 1974, foi criado o Programa de Pólos no Norte somente após o sucesso dos
No decorrer da Segunda Guerra Mundial, o
Agropecuários e Agrominerais da Amazônia embates que pretendiam proteger a
Japão atacou as bases navais dos EUA no
Havaí, impedindo o transporte de borracha para (POLAMAZÔNIA). floresta, para não se comprometer com
o abastecimento da Europa e dos norte- Em 1994, foi criado o Plano Estratégico do fracassos.
americanos. O Acordo de Washignton, entendi- Desenvolvimento do Amazonas (PLANAMA- b) A Igreja admitiu as comunidades eclesiais
mento entre o governo brasileiro e norte- ZÔNIA) que projetava suas atividades até o ano de base e as Comissões Pastorais da
americano, propiciava o revigoramento da 2000, estimando investimento na ordem de US$
Terra, solidária à militância, embora alguns
economia na Amazônia. Esse acordo previa 3,14 bi, os quais teriam cinco prioridades: 1)
Meio Ambiente; 2) Infra-estrutura; 3) Distrito padres adotassem posições mais
investimentos nas áreas de comércio do café,
na mineração e, principalmente, da borracha. Industrial e ZFM; 4) Formação de recursos emocionais e menos pastorais como a
Os japoneses já se haviam instalado na Vila humanos; 5) Desenvolvimento de Pesquisas recusa de batismos e missas em terras de
Amazônia desde os anos 20 e desenvolviam Científicas. certos fazendeiros.
atividade econômica da juta e pimenta-do-reino. Terceiro Ciclo c) A Igreja, apesar da associação com o
O Amazonas e os EUA firmaram acordos que Estado e de sua secular aliança com o
Consiste num programa de reestruturação da
concediam às atividades produtoras de borracha latifúndio, não conseguiu impedir a
economia do Amazonas. Este programa
crédito de 5 milhões de dólares para incentivos à
econômico pretende dar prioridades para o formação de órgãos sindicais no seu
produção.
Para viabilizar o Acordo de Washignton, foram setor primário (agricultura). interior, como as comunidades de base e
criados vários órgãos burocráticos, como: a SAVA A GREVE DOS METALÚRGICOS DE 1985 as pastorais da terra.
(Superintendência do Abastecimento do Vale d) A fragilidade dos seringueiros e ambienta-
A conjuntura política brasileira dos anos oitenta
Amazônico); O Instituto Agronômico do Norte; O listas amazônicos deve-se à sua
foi marcada por movimentos contestatórios
Banco de Crédito da Borracha S/A. Foi criado o obstinação em recusar apoios e
contra a ditadura militar e organizações sindicais,
SESP (Serviço Especial de Saúde Pública) para
que faziam grandes mobilizações pelo Brasil participações de pessoas e instituições de
dar apoio aos trabalhadores extratores. O
Aeroporto de Ponta Pelada foi construído para inteiro, a exemplo do ABC paulista, em que cunho político e sindical.
agilizar os transportes. Com relação ao SPI aparecem vários lideres sindicais e políticos, tais e) Os seringueiros e ambientalistas distin-
(Serviço de Proteção ao Índio) a finalidade era como Luis Inácio Lula da Silva. Foi nesse período guiram-se por seu nacionalismo e pela
integrar os povos indígenas à sociedade nacional. que várias correntes políticas, ideológicas, recusa aos apoios político-ideológicos e
O curto período de crescimento econômico, trabalhistas e religiosas, como a Pastoral
financeiros estrangeiros.
viabilizado pelo Acordo de Washington, foi Operária, criaram o Partido dos Trabalhadores
conhecido como a Batalha da Borracha. Os (PT) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT). 02. (UFAM–1988) Neste ano de 1988,
investimentos propiciavam um pequeno surto Em fevereiro de 1984, ocorreu eleição para a comemora-se o sesquicentenário da
econômico ligado à extração do látex de diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos. Nessas
elevação de Manaus à categoria de
seringueira nativa e à plantação de novos eleições, a chapa PUXIRUM, tendo como
diretores: Ricardo Morais – presidente, Simão cidade. Quanto à história, podemos
seringais nos rios Tapajós, Codajás, Solimões,
Negro, etc. Pessoa –vice, “Chico Fera” – tesoureiro, Alberto considerar como corretas as seguintes
“Gordo” – segundo tesoureiro, Ana Maria – proposições, com exceção de:
CLUBE DA MADRUGADA secretária, Élson Melo – secretário, José Magno a) O incipiente núcleo urbano establecido
O Clube foi fundado, oficialmente, em 1956. O – secretário.
na segunda metade do século XVII
seu primeiro presidente foi o contista Saul Após a eleição, a primeira grande batalha sindical
Benchimmol. A grande maioria dos seus constituia-se em aldeamento missionário
ocorrerá pela campanha salarial, e a nova
fundadores já faleceu. Faz parte do Clube gente diretoria provocou a primeira convenção coletiva. e uma pequena fortaleza.
da categoria de Jorge Tufic, de Luiz Bacelar, Mas, depois de uma série de discussões com b) Em fins do século XVII, o governo Lobo
Sebastião Norões, Guimarães de Paula, Joaquim representantes das empresas, que duraram 13 D'Almada transferiu a sede administrativa
Alencar e Silva, Astrid Cabral, Aloysio Sampaio, dias, não houve acordo entre as partes, e o da Capitania do rio Negro da vila de
Élson Farias, Arthur Engrácio. Também fizetram resultado foi a deflagração da greve no dia 1 de Barcelos para o Lugar da Barra.
parte dele o artista plástico Moacyr Andrade; o agosto de 1985. Os representantes das empresas
pintor e poeta Afrânio de Castro; os músicos c) Durante a Cabanagem, a forte resistência
ameaçaram entrar na justiça e pedir a ilegalidade
Nivaldo Santiago e Pedro Amorim, o escultor; o militar conduzida pela Câmara impediu a
da greve e demitir os operários por justa causa,
escultor Álvaro de Páscoa; o contista Bejamim caso não houvesse o retorno das atividades. As tomada da vila da Barra pelos rebeldes,
Sanches; o contista Carlos Gomes e o poeta condições conjunturais foram analisadas por ao contrário do que ocorreu com outras
Max Carpentier. vários setores que estavam envolvidos no vilas da região.
O Clube, "vanguarda de um movimento criador movimento e resolveram convocar uma d) Durante a expansão da econnomia da
e de discussão intelectual", é considerado o Assembléia Geral para 7 de agosto de 1985. borracha, intervenções realizadas no seu
iniciador do Modernismo no Amazonas. Nesta Assembléia, decidiu-se pelo retorno das espaço urbano voltaram-se paro o
Grandes Projetos para a Amazônia atividades. atendimento das necessidades das elites.
Em 1953, Getúlio Vargas criou a Superintendência Apesar das reivindicações não serem atendidas
e) A implantação da Zona Franca deixou
do Plano de Valorização Econômica da Amazônia naquele momento, os ganhos políticos para a
classe trabalhadora manauense foram enormes, marcas profundas no espaço urbano
(SPVEA), a fim de promover o desenvolvimento
da produção agrícola e pecuária, além de pois, a partir desse momento, outras categorias também em função de um crescimento
promover a integração da Região à economia profissionais passaram a se mobilizar contra a populacional acelerado e desordenado.
nacional. estrutura econômica que achatava o salário e
Em 1957, visando atender à idéia de desenvolver promovia demissões em massas.

5
Desafio Geografia do Brasil As rodovias pavimentadas que, no pós-guerra,
conectaram os estados de São Paulo e Rio de
Janeiro às regiões Sul e Nordeste propiciaram
Professor Paulo BRITO

Geográfico
uma expansão inédita do comércio interno. As
novas vias de circulação serviram também para
levar milhões de nordestinos em busca de oportu-
nidades de trabalho nas principais capitais do
Complexos Regionais Sudeste.
Fluxo migratório – O fluxo migratório de nordes-
O geógrafo Pedro Pinchas Geiger elaborou, no
tinos para as grandes cidades do Sudeste
fim da década de 1960, uma proposta de divisão
acelerou-se no pós-guerra. Em 1940, cerca de
do Brasil em complexos regionais. Essa
5% dos nordestinos viviam fora de sua região de
01. (UFAC) A nova ordem mundial aponta proposta foi baseada em critérios diferentes
na direção de uma integração entre origem; em 1980, já eram mais de 17%. O Estado
daqueles que haviam orientado os técnicos do
países através da criação de blocos de São Paulo acolheu grande parte desse fluxo.
IBGE na delimitação das cinco microrregiões
econômicos regionais. Através do Tra- oficiais. Mais do que características econômicas
Entre 1940 e 1960, os migrantes foram responsá-
tado de Assunção, assinado em 1991, veis por cerca de 60% do incremento demo-
indivi-duais, os complexos regionais revelam o
entre alguns países da América do Sul, gráfico do município de São Paulo.
foi formalizada a seguinte organização: resultado da integração econômica promovida
pela industrialização no plano espacial. Assim, Baixa escolaridade – A imensa maioria desses
a) ACCS – Associação Comercial do Cone
abrangem regiões produtivas com características migrantes era composta de trabalhadores com
Sul.
b) Aladi – Associação Latino. Americano de desiguais, mas que foram soldadas pela baixa qualificação. Até hoje, os migrantes nordes-
Desenvolvimento e Integração. emergência de um mercado interno unificado. tinos predominam entre os operários da
c) Mercosul – Mercado Comum do Cone Sul. Divisão não-oficial – Ao contrário da divisão construção civil e as empregadas domésticas. Na
d) Cepal – Comissão Econômica para a regional oficial, a delimitação dos complexos economia informal urbana, a proporção de
América Latina. regionais não está subordinada à organização migrantes também é elevada.
e) Alalc – Associação Latino-Americana de
político-administrativa do País: o norte semi- Redução do fluxo migratório – Depois, reduziu-
Livre Comércio.
árido de Minas Gerais, por exemplo, integra o se o fluxo migratório para as metrópoles do
02. (UFPA) A definição das fronteiras inter- Complexo Regional Nordestino; a porção oeste Sudeste. O alto custo de vida e a contração das
nas no Brasil esteve associada à expan- do Maranhão integra o Complexo Amazônico, oportunidades de emprego nas grandes cidades
são do povoamento, ao controle da enquanto a porção leste pertence ao Complexo redirecionaram os migrantes para as capitais
terra e/ou do acesso de recursos ou
Nordestino. regionais. Na década de 1980, pela primeira vez
ainda a estratégias geopolíticas de
ocupação e organização territorial. Na Centro-Sul – Há mais de trinta anos, quando a na História, o município de São Paulo registrou
Amazônia, em particular, a definição dos divisão em complexos regionais foi elaborada, o saldo migratório negativo. Grande parte do
limites político-administrativos estaduais Centro-Sul já se destacava como o coração eco- contingente populacional que deixou a metrópole
teve certamente várias motivações. A nômico do Brasil, concentrando 70% da popula- dirigiu-se para as cidades médias do interior do
criação dos territórios federais do estado, como Campinas e Ribeirão Preto. Outra
ção nacional, a maior parte da produção
Amapá, Roraima e Rondônia em 1944:
industrial e agropecuária do País e funcionando parcela realizou “migrações de retomo”, voltando
a) foi motivada por preceitos geopolíticos para as cidades nordestinas de origem.
como a fonte dos capitais que dinamiza toda a
de ocupação e controle territorial das
áreas de fronteiras da Região Norte do economia nacional. A definição desse complexo
Rumo ao Brasil central e à Amazônia
Brasil; regional traduz a integração econômica do
Sudeste industrial com a indústria e a agrope- Povoamento litorâneo – O Brasil independente
b) foi motivada por movimentos separatistas
que tiveram como base a estruturação e cuária do Sul e com a agricultura modernizada herdou da América portuguesa um padrão marca-
organização da(s) sociedade{s) local(is); das regiões meridionais do Centro-Oeste. damente litorâneo de povoamento. Em 1940, a
c) foi motivada por conflitos entre diferentes esmagadora maioria da população brasileira vivia
grupos sociais, pelo controle da terra e Nordeste – O Nordeste havia-se cristalizado
em uma faixa relativamente estreita ao longo da
pelo acesso aos recursos naturais e como Região de economia deprimida e como
costa, na qual os ecossistemas originais já haviam
flores, tais existentes nesses territórios; fonte de fluxos migratórios intensos dirigidos para
sido em grande parte devastados.
d) foi motivada por conflitos entre os o Centro-Sul. Desde a década de 1950, discutia-
governos estaduais do Amazonas e do se a “questão nordestina”, que era associada aos Ocupação de vazios – A ocupação dos vazios
Pará e governo federal pela apropriação “desníveis regionais” de desenvolvimento. do interior foi uma das prioridades de Getúlio
do excedente econômico gerado pela Vargas, desde a Revolução de 1930. Goiânia,
exploração extra ti vista da borracha; Amazônia – A Amazônia aparecia como imensa
uma das primeiras cidades inteiramente
e) foi motivada por conflitos fronteiriços entre reserva fracamente povoada e como futura
planejadas do Brasil, foi fundada em 1933.
o Brasil e os países vizinhos, Guiana fronteira de expansão da economia nacional. A
Depois, Getúlio convocou os brasileiros a
Francesa (Amapá), Venezuela (Roraima) e fronteira agrícola estava avançado sobre o norte
Bolívia (Rondônia). realizarem uma “marcha para o Oeste”.
dos estados de Goiás e de Mato Grosso; a
agropecuária do sul desses estados, porém, já Colonização do Centro-Oeste – Na década de
03. (Fuvest–SP) Considerando o desenvolvi-
1940, seriam implantados os primeiros projetos
mento econômico da Amazônia, nos estava plenamente soldada aos mercados
últimos trinta anos, assinale a afirmação consumidores do Sudeste. de colonização oficial no Centro-Oeste, com a
correta. distribuição de lotes de terras agrícolas. Os
a) A integração da Amazônia à economia Integração nacional e migrações inter-regionais principais projetos foram as colônias de Ceres,
nacional baseou-se nas atividades Sudeste – O desenvolvimento do complexo em Goiás, e de Dourados, no atual Mato Grosso
agrícolas e minerais que promoveram o cafeeiro capitalista criou as condições neces- do Sul. Somente para a Colônia de Dourados
desenvolvimento sustentável da Região. afluíram cerca de 150 mil pessoas, em sua
sárias para a industrialização do Sudeste, em
b) O desenvolvimento das atividades mine-
especial da cidade de São Paulo. A industriali- maioria mineiros, nordestinos e paulistas.
radoras está relacionada às empresas
estrangeiras com alta capacidade de zação rompeu o isolamento dos mercados Frentes de expansão – A ocupação do Centro-
investimentos. regionais. Os manufaturados de São Paulo e do Oeste reproduziu mecanismos já antigos na
c) As atividades econômicas desenvolve- Rio de Janeiro, produzidos com tecnologia história da ocupação produtiva do território
ram-se sem exigência de vultosos investi- superior e em escala industrial, invadiram todo o brasileiro. Primeiro, chegaram as frentes de
mentos. País. A competição desigual com as expansão, nas quais trabalhadores agrícolas
d) A abundância de água não foi aprovei- mercadorias fabricadas nas outras regiões
tada, como recurso energético, devido expulsos pela modernização da agricultura do
resultou no predomínio da indústria do Sudeste. Sudeste ou pela estagnação econômica do
às baixas altitudes regionais,
e) A inexistência de institutos de pesquisa Sudeste: entrave para o Sul e o Nordeste – O Nordeste estabeleciam-se como posseiros e
na Região comprometeu a exploração de crescimento da participação do Sudeste na abriam sítios e roçados voltados essencialmente
seus recursos minerais. indústria nacional limitou o desenvolvimento para a subsistência, em terras ainda virgens.
industrial do Sul e, principalmente, do Nordeste. Frentes pioneiras – Depois, a partir da década

6
de 1950, com as iniciativas oficiais e particulares do País, bem como de implantar a ligação

Desafio
de colonização dessas novas áreas, abriam-se telegráfica entre Cuiabá e a Amazônia. Durante
as frentes pioneiras: nelas, os agricultores essas expedições, Rondon estabeleceu contato
tornavam-se proprietários da terra e, via de pacífico com inúmeras tribos indígenas.
regra, produziam para o mercado. Nas frentes Função do SPI – O SPI tinha a função de

Geográfico
pioneiras, a terra transformava-se em uma proteger os índios contra atos de violência, em
mercadoria ferozmente disputada. Com elas, a especial nas áreas pioneiras. Pela primeira vez, a
especulação e os mecanismos de valorização legislação brasileira reconhecia o direito dos
fundiária típicos do mercado de terras capitalista povos indígenas de existir em suas próprias
chegaram ao Brasil central. terras e manter, sob a tutela do governo, seus
Construção de Brasília – A construção de costumes e tradições. O lema dos primeiros
Brasília contribuiu decisivamente para o incre- tempos da instituição era: “Morrer se preciso for,
01. (Fuvest–SP) Entre as últimas alterações
mento do fluxo migratório em direção ao Centro- matar, nunca”. Durante vinte anos, nenhum índio
da divisão regional oficial do Brasil,
Oeste. De 1956, quando começaram as obras, foi morto por indigenistas do SPI; muitos deles
podem-se destacar:
até 1970, o Distrito Federal recebeu cerca de foram mortos pelos índios.
250 mil trabalhadores vindos de todas as a) a extinção dos territórios federais e a
Criação da FUNAI – Apesar da legislação, as
criação do Distrito Federal;
regiões do País, em especial do Nordeste. tribos pacificadas pelo SPI acabaram sendo b) a criação de Fernando de Noronha e a
Contribuição das estradas – Além disso, as contaminadas por doenças contra as quais não do território federal de Roraima;
estradas de rodagem construídas para servir a havia anticorpos e perderam “a maior parte de c) a extinção do Distrito Federal e a criação
capital abriram novos caminhos para as frentes seus territórios”. O SPI, acusado de corrupção, do território federal de Tocantins;
pioneiras: as rotas Rio de Janeiro–Brasília e São massacre e escravização de indígenas durante d) a extinção do território de Roraima e a
Paulo–Brasília integravam amplas regiões do as décadas de 1950 e 1960, foi extinto em 1967. criação do território de Rondônia;
cerrado aos mercados do Sudeste; a Belém–Bra- Em seu lugar, foi criada a Fundação Nacional do e) a extinção dos territórios e a criação do
sília e a Brasília–Acre facilitavam a conquista da Índio (Funai), com a missão de exercer a tutela Estado de Tocantins.
Amazônia. sobre os índios e sobre as terras deles. A Funai
02. (Puccomp–SP) Sobre a Floresta Amazô-
Transformação da paisagem – A “marcha para seria encarregada de defender os interesses
nica assinale a alternativa que apresenta
o Oeste” realizou-se por meio de fluxos migrató- dos índios, considerados incapazes para o
informações corretas sobre a área.
rios originados do Nordeste e do Centro-Sul. exercício dos direitos de cidadão brasileiro.
a) A floresta tem muito a oferecer para o
Nas décadas de 1950 e 1960, o Centro-Oeste foi Estatuto do Índio – Em 1973, o general Emílio extrativismo, mas freqüentemente se
a Região com maiores índices de crescimento Garrastazu Médici sancionou o Estatuto do desconsidera a capacidade dos
populacional. Enquanto isso, campos agrícolas Índio. O Estatuto afirmou o direito dos índios ao ecossistemas.
e de pastagens avançavam sobre o cerrado, seu território e outorgou à Funai um prazo de b) O mais grave problema dessa área é
transformando radicalmente as paisagens cinco anos para a demarcação definitiva de conseqüência do desmatamento, devido
regionais. todas as terras indígenas. Na mesma época, o à Amazônia ser o "pulmão do mundo".
Migrantes do Brasil meridional – Nas décadas último reduto das populações indígenas no c) O desmatamento não interfere na evapo-
de 1970 e 1980, os principais fluxos foram consti- Brasil, a Amazônia, tornava-se objeto de uma transpiração, portanto as queimada não
tuídos por migrantes do Brasil meridional, expul- ampla política governamental de colonização e têm a importância que lhes é atribuída.
ocupação produtiva. Uma nova onda de d) O horizonte orgânico dos solos da
sos pelos processos conjugados da moderniza-
violência e de dizimação iniciava-se. Os índios floresta é bastante profundo devido aos
ção agrícola e da concentração fundiária. Nessa
amazônicos estiveram entre as grandes vítimas nutriente orgânicos advindos dos
etapa, as frentes pioneiras alcançaram as franjas
do, “milagre econômico” brasileiro. espécies florestais.
meridionais da Amazônia, gerando a acelerada
A demarcação definitiva das terras indígenas e) A decantada biodiversidade desta floresta
ocupação do norte do Mato Grosso, do eixo rodo-
ainda é objeto de muita polêmica. A é mais um dos mitos sobre essa região.
viário da Brasília–Acre, em Rondônia, e do eixo da
Belém–Brasília, no Tocantins e no leste do Pará. demarcação das terras ianomâmis, ocorrida em 03. (PUC–RJ) “a Região Nordeste é a parte
1991, por exemplo, gerou críticas de setores do território nacional que mais desafios
A formação da nacionalidade militares, que enxergam na nova situação uma tem colocado à compreensão [...] É o
Identidade – A nação brasileira não nasceu em "abdicação da soberania" sobre a faixa de território mais consolidado em termos
uma missa ocorrida há mais de quinhentos anos. fronteiras. Os políticos de Roraima engrossam de ocupação populacional e o que
Ela é resultado de um projeto político, que con- esse coro de descontentes, alegando que a apresenta maior durabilidade de sua
solidou a integridade territorial e alimentou o reserva ianomâmi – 9,4 milhões de hectares, estrutura produtiva." (CASTRO, Iná E.
sentimento de identidade entre os brasileiros. aproximadamente o tamanho do território de de. Seca versus seca. In: Brasil
Seus integrantes também não se diferenciam Portugal, para cerca de 10 mil índios – é rica em questões atuais da reorganização do
pela cor da pele ou por qualquer característica ouro e cassiterita, e sua exploração seria muito terrotório. Rio de Janeiro, Bertrand
racial, já que o próprio conceito de raça foi eficaz para a eliminação da pobreza do jovem Brasil, 1996.) Qual das alternativas não
demolido pela ciência contemporânea. Mas é estado. se relaciona com o texto acima?
fato que índios, brancos e negros inseriram-se e No ano 2000, cerca de dois terços das terras a) A Zona da Mata nordestina mantém-se
inserem-se de forma diferenciada na sociedade indígenas já haviam sido homologadas. como importante área açucareira.
brasileira. Entretanto, a Funai estima que cerca de 85% b) A pecuária continua sendo o elemento-
delas sofrem algum tipo de intrusão, chave da estrutura produtiva do sertão
Grupamentos indígenas – Para os diversos
nordestino.
agrupamentos indígenas, a história da coloniza- principalmente de madeireiras, garimpeiros,
c) Os setores produtivos tradicionais
ção, e, depois, a da nação brasileira é, sobretudo, fazendeiros e posseiros. Muitas vezes, esses
mantêm-se mesmo com os avanços da
uma história de extermínio e confinamento. No intrusos atuam em consórcio com as lideranças
industrialização e da urbanização propici-
início do século XVI, estima-se que havia pelo indígenas locais, que lucram com a exploração
ados pelos incentivos fiscais articulados
menos dois milhões de índios na América predatória de suas terras. Contudo, na maior
pela Sudene.
portuguesa. Hoje, a população indígena brasileira parte da Amazônia, a tensão entre os índios e
d) A Região Nordeste oferece possibili-
é estimada em pouco mais de 300 mil. os intrusos é muito mais freqüente do que a
dades para investimentos devido, entre
eventual cooperação. outros aspectos, à sua disponibilidade de
Proteção ao índio – O Serviço de Proteção ao
Índio (SPI) foi criado em 1910. Cândido Mariano A herança da escravidão recursos naturais e à proximidade dos
da Silva Rondon, um oficial do Exército, foi seu Os negros foram arrancados à força de seus mercados.
primeiro diretor. Desde 1890, Rondon chefiava lugares de origem e vieram como mercadorias – e) A manutenção de estruturas produtivas
uma comissão encarregada pelo governo a mais lucrativa de todo o sistema de tradicionais demonstra a resistência das
brasileiro de realizar uma série, de expedições exploração montado nas colônias lusitanas da elites nordestinas às mudanças.
científicas e militares nas regiões inexploradas América.

7
Desafio
Geografia Geral longo da história, influenciada pela ocorrência
ou não de recursos hídricos. Muitas civilizações
estabeleceram-se nas margens de importantes
Professor HABDEL

Geográfico
rios e ficaram conhecidas como “civilizações do
regadio”. Acredita-se que o controle da água
doce, especialmente para a irrigação, foi um
importante fator para a ascensão econômica e
tecnológica de várias civilizações. O rio Nilo foi o
A hidrografia e o ciclo da água berço da civilização egípcia. O “Crescente Fértil”
“Águas dos igarapés viu nascer e expandir as civilizações da
onde Iara mãe d’água Mesopotâmia (região situada entre os rios Tigre
é misteriosa canção e Eufrates). Os gregos tinham uma relação
Água que o sol evapora estreita com os mares que circundavam suas
01. (Unesp) Pela localização geográfica e pro céu vai embora virar nuvens de algodão colônias na Jônia e no mar Egeu.
característica insular, a influência Gotas de águas da chuva Muitas cidades do Brasil e do mundo situam-se
marítima no clima japonês é relevante, tão triste são lágrimas na inundação às margens de um rio ou são cortadas por eles.
uma vez que as massas de ar Águas que movem moinhos Nesse sentido, eles fornecem água para o abas-
carregadas de umidade são São as mesmas águas que encharcam o chão tecimento das cidades e para as indústrias. São
responsáveis pela elevada pluviosidade, E sempre voltam humildes usados como vias naturais de acesso ao interior
acima de 1000mm anuais. Assinale a pro fundo da terra”. dos continentes e transportam grandes volumes
alternativa que indica as correntes (Arantes, Guilherme. Terra, Planeta Água) de cargas e passageiros. Quando barrados
marítimas que interferem no clima podem gerar energia para suprir as necessidades
A água é um dos elementos primordiais para a
daquele país e as suas principais áreas das cidades ou para possibilitar a perenização do
sobrevivência de homens, animais e plantas. Ela
de atuação. transporte fluvial quando o volume do seu leito é
cobre quase ¾ da superfície do Planeta Terra.
a) Corrente quente do Japão (Kuroshivo), no regularizado. São também fonte de lazer e
Nas últimas décadas vem-se transformado num
norte, e corrente fria das Curilas produto cada vez mais disputado. O aumento da divisores naturais entre dois países.
(Oyashivo), no sul. população, da urbanização e a intensificação dos “O Sol participa do ciclo da água, além de
b) Corrente quente do Golfo, no norte, e cor- processos industriais e agropecuários colocam aquecer a superfície da Terra dando origem aos
rente fria das Curilas (Oyashivo), no sul. em risco as reservas naturais deste produto. ventos, provoca a evaporação da água dos rios,
c) Corrente quente do Japão (Kuroshivo), no Segundo o Banco Mundial, o mundo está sob lagos e mares. O vapor da água, ao se resfriar,
sul, e corrente fria de Humboldt, no norte. ameaça de uma crise geral de água potável. condensa em minúsculas gotinhas, que se
d) Corrente quente do Japão (Kuroshivo), no Essa ameaça está na raiz de conflitos entre agrupam formando as nuvens, neblinas ou
sul, e corrente fria das Curilas (Oyashivo), povos em vários lugares do Planeta. Acredita-se névoas úmidas. As nuvens podem ser levadas
no norte. que em pouco tempo a humanidade estará pelos ventos de uma região para outra. Com a
e) Corrente quente do Golfo, no sul, e dividida entre os que têm e os não têm acesso a condensação e, em seguida, a chuva, a água
corrente fria das Curilas (Oyashivo), no esses recursos. “Durante a Conferência das volta à superfície da Terra, caindo sobre o solo, os
norte. Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e rios, lagos e mares. Parte dessa água evapora
Desenvolvimento, realizada em 1992, no Rio de retornando à atmosfera, outra parte escoa
02. (Puc–rio) Um rio, dependendo do seu superficialmente ou infiltra-se no solo, indo
débito e da velocidade do escoamento Janeiro (Eco 92), os representantes de 178
governos manifestaram sua preocupação em alimentar rios e lagos. Esse processo é chamado
de suas águas, desgasta, transporta e “ciclo da água” (Enem). Podemos dizer que os
deposita partículas sólidas. relação ao fato de colocar em risco o patrimônio
natural (entre os quais os recursos hídricos do rios representam a parte terrestre do ciclo
No momento em que o rio chega ao hidrológico.
Planeta) das gerações futuras. Ao final da
nível do mar ou desemboca em outro O rio é uma corrente de água que escoa da
conferência, foi lançada a “Carta da Terra”, na
rio, isto é, atinge o seu nível de base, parte mais alta para a parte mais baixa do
qual, entre várias políticas referentes aos recursos
sua capacidade de transportar material terreno por ação da gravidade. Na parte mais
naturais, foram lançadas as bases para a adoção
sólido: alta, encontram-se as nascentes e, nas mais
do controle dos recursos hídricos” (PITTE, Jean-
a) é igual a zero; Robert (coord). Geografia: a natureza baixas, temos a foz ou a desembocadura. Um
b) aumenta para jusante; humanizada. FTD, p. 104. São Paulo, 2000). rio pode ter escoamento perene ou temporário
c) é maior que na nascente; (intermitente) que é determinado pelas
TABELA: 01 condições climáticas das regiões onde correm.
d) mantém-se constante;
e) tende a aumentar. Também podem ser diferenciados pelo tamanho
(extensão, volume, profundidade), pelo tipo de
03. (Puc–rio) O volume de água subterrânea terreno em que correm (determinam se suas
que ocupa os vazios existentes nas águas vão ser barrentas ou não), pela direção
formações rochosas ou na camada da que tomam no terreno vertendo para o litoral
rocha já decomposta pelo intemperismo (exorréicos) ou para o interior (endorréicos), ou
depende de vários fatores. O fator que pela sua posição em relação aos outros rios em
NÃO interfere no volume d’água uma bacia hidrográfica.
subterrânea é: A alimentação de um rio pode ocorrer em
a) o tipo de rocha; Fonte: New World/Revista da Siemens, n°1, fev./1998.
função do período das chuvas (pluvial) ou pelo
b) a cobertura florestal; Na natureza, a água é encontrada nos seus três derretimento da neve (nival ou niveal) com a
c) a velocidade dos ventos; estados físicos. Ela aparece na forma de vapor chegada da primavera/verão. Há os que
d) a inclinação do relevo; ou de cristais de gelo na atmosfera. Na recebem grande contribuição por ocasião do
e) o regime das chuvas. superfície do Planeta ela flui sobre o relevo derretimento das bordas de algumas geleiras
abrindo vales e formando os rios. Em virtude (glacial). Rios, como o Amazonas, recebem
04. (Ufpb) Sobre o ciclo hidrológico, é certo
das baixas temperaturas, das altas latitudes e dupla alimentação (plúvio-nival), pois, seus
afirmar que
altitudes acumula-se produzindo as geleiras. formadores nascem em diferentes regiões.
a) as fases que compõem o ciclo hidrológico Nos continentes, podem estar acumuladas nos Os rios podem formar-se a partir de nascentes
ocorrem simultaneamente; lagos ou nos lençóis subterrâneos. As partes provenientes de um lençol de água subterrânea
b) a evapotranspiração é o mesmo que mais baixas do Planeta foram preenchidas por ou do transbordamento de um lago (o rio Nilo
evaporação das águas continentais; águas que deram origem aos mares e oceanos. que nasce no lago Vitória, na África). Ao longo do
c) o processo de intercepção contribui para A água realiza um importante papel nos ano, o volume das águas de um rio varia. O
fortalecer a erosão pluvial; mecanismos que caracterizam os climas e dos período das chuvas ou do derretimento da neve
d) a infiltração e o escoamento superficial processos de modelagem (esculturação) do confere ao rio maior volume de água. Isso
independem da permeabilidade do solo; relevo terrestre. A fauna e a flora de uma região provoca a subida do nível da água (cheias).
e) a precipitação é um fenômeno que ocorre também estão condicionadas e adaptadas à sua Findo esse período, inicia-se a vazante (descida
somente com a água em estado líquido. presença em abundância ou não. do nível do rio até seu ponto mínimo). A esse
A distribuição geográfica da população foi, ao mecanismo chamamos de regime fluvial. Este,

8
Desafio
por sua vez, é caracterizado pelas condições dos
climas nos seus respectivos vales. No regime
polar ou glacial, os rios podem permanecer
congelados de quatro a seis meses no ano (rio

Geográfico
Lena, na Rússia). Já no regime nival ou alpino, o
volume máximo (cheia) ocorre na primavera, por
ocasião do derretimento da neve (rio Tibre, na
Itália). Também no regime tropical, há duas
estações bem marcadas durante o ano. Uma
chuvosa (período das cheias) e outra seca que
provoca a ocorrência da vazante (rio Paraná, no
Brasil). Finalmente, no regime equatorial que
apresenta chuvas abundantes o ano todo, não se A parte final de um rio é sua foz. Tipos de
01. (UF–PE) Estabeleça a relação entre as
verificam expressivas variações no nível de água. terrenos, profundidade do leito, volume de água
colunas.
Os rios são sempre muito volumosos. Exemplo: são características que possibilitam a
rio Amazonas, na Amazônia. diferenciação entre vários tipos de foz ou 1. Parte mais próxima da nascente de
Os rios são organizados hierarquicamente desembocadura. Um estuário é a foz do rio que um rio.
formando uma rede hidrográfica: rio principal, apresenta grande profundidade e onde o rio 2. Drenagem em que as águas
afluentes, subafluentes. A área drenada por uma laça suas águas sem nenhuma obstrução. deslocam-se para lagos interiores.
rede hidrográfica é denominada bacia hidro- Barras são formadas em função do grande 3. Drenagem em que as águas
gráfica. Elas são responsáveis por recolher o transporte de sedimentos pelo rio que são desaparecem por infiltração ou
excesso de água no interior dos continentes e depositados em mares rasos. Com o tempo, evaporação.
devolvê-las ao mar para que se reinicie o ciclo essa sedimentação forma obstáculos para a 4. Drenagem em que as águas
hidrológico. Podem ser classificados segundo o saída das águas desse rio. Nos deltas, os rios deslocam-se para os oceanos.
padrão de escoamento. “De acordo com este chegam ao seu percurso final muito lentos. 5. Parte de um rio mais próxima da foz.
critério podem ser reconhecido os seguintes tipos Esses rios carregam grande quantidade de ( ) arréica
de bacias de drenagem: exorréica, endorréica, sedimentos. A resistência das águas do mar e a ( ) alto curso
arréica e criptorréica. Nas bacias exorréicas a diminuição da velocidade de escoamento ( ) endorréica
drenagem se faz em direção ao mar. Nas reduzem a capacidade de transporte desses ( ) baixo curso
endorréicas o escoamento é interno, isto é, não rios. Ao serem depositados na foz, esses ( ) exorréica
se faz para o oceano. Neste caso, as águas fluem sedimentos acumulam-se e obstruem a foz A seqüência correta é:
para uma depressão (playa ou lago) ou então, desse rio, provocando o surgimento de várias
dissipam-se nas areias do deserto. No tipo de a) 3, 1, 2, 5 e 4
ilhas. Essa carga de material obriga a foz do rio
drenagem em bacias arréicas não se verifica uma b) 2, 3, 1, 4 e 5
a se abrir feito um leque e avançar sobre o mar.
estruturação hidrográfica. Este tipo é encontrado c) 2, 1, 3, 4 e 5
O clima da região onde o rio está exerce uma
nas áreas desérticas, onde a precipitação é d) 5, 1, 2, 3 e 4
importância muito grande na caracterização
insignificante. Nas bacias criptorréicas as águas e) 4, 3, 2, 1 e 5
desse rio. Assim, conforme o escoamento das
fluem subterraneamente, como acontece nas 02. (UF–PE) As correntes oceânicas são
águas, temos os rios efêmeros, que são
áreas cársticas. Nestas bacias as águas podem movimentos de larga envergadura
torrentes que se formam em regiões de
surgir em fontes ou reintegrar-se à drenagem verificados nas massas oceânicas.
montanha, por ocasião das fortes chuvas. Esses
superficial.” (Texto adaptado de SUGUIU, K.; Esses movimentos são produzidos por
rios são constituídos por uma bacia de
BIGARELLA, João José. Ambientes fluviais. diversas causas.
recepção, onde a água se acumula, e um canal
Florianópolis. Ed. UFSC. 1990). Examine o mapa a seguir, onde
por onde ela escorre. Na desembocadura,
As partes mais elevadas do relevo separam os
acumulam-se sedimentos arrastados pelas aparecem algumas correntes dos
rios da rede hidrográfica delimitando suas
águas em seu caminho, formando depósitos oceanos Atlântico e Pacífico, e
respectivas bacias. Elas são chamadas de
denominados de cones de dejeção. Em regiões identifique a seguir a alternativa
interflúvios ou divisores de águas. Da nascente
dominadas pelos climas áridos (desérticos) ou incorreta.
até a foz, todo rio realiza o trabalho de escultu-
semi-áridos, encontramos os rios temporários
ração do relevo e de seu vale. O trabalho de um
ou intermitentes. Eles formam-se por ocasião
rio consiste na erosão (retirada de fragmentos do
das chuvas que são geralmente sempre curtas e
terreno), no transporte (que depende do volume
de pouco volume. Durante a estiagem, que
de água, da declividade e da natureza dos
nesses locais é prolongada, esses rios
sedimentos), e na sedimentação (que pode
ocorrer ao longo do curso, na foz ou no fundo do desaparecem ficando apenas o seu leito vazio.
mar onde ele deságua). Isso provoca a Os perenes são aqueles que, ao longo do ano,
ocorrência de fases na vida de um rio. Na fase da nunca ficam sem água no seu leito. O volume
juventude, o rio realiza o trabalho de erosão dos oscila com o regime, mas não secam
terrenos onde corre. Escavam seus leitos e completamente.
modelam as vertentes (lados) do vale fluvial. Conforme o relevo da região por onde atraves-
Dependendo do tipo de rocha, das condições sam, esses rios podem ser ainda de planalto ou
climáticas e do volume de água os rios podem de planície. Os rios de planície apresentam pouca
declividade e, em geral, são utilizados para a a) A corrente 2 é influenciada pelos ventos
esculpir seus vales em forma de garganta
navegação. A navegabilidade, por sua vez, alísios de sudeste do Pacífico Sul.
(cânions), em forma de calha, de vale normal ou
depende ainda do volume de água e da b) As correntes oceânicas superficiais são
um vale assimétrico. Na fase da maturidade o rio
profundidade do leito desses rios. Os rios de principalmente influenciadas pelas ações
transporta os sedimentos e inicia o processo de
planalto são os que apresentam maior declividade eólicas e pela rotação da Terra; esse fato
sedimentação ao longo de seu vale. Por fim, na
ao longo do sue curso. Apresentam cachoeiras, é confirmado no mapa.
fase da velhice ou senilidade ocorre o predomínio
quedas ou corredeiras que geralmente são c) A corrente 3 é uma massa de águas frias
do trabalho de sedimentação provocando o
barradas para o aproveitamento de seu potencial que permanentemente se desloca para a
aparecimento de muitos meandros (curvas).
hidrelétrico. A navegabilidade nesses rios sem a parte litorânea ocidental da América do
Se observarmos o perfil longitudinal, ou seja, a
intervenção do homem fica restrita ao trecho entre Sul.
distância que há entre a nascente e a foz, temos
o curso do rio. Este, por sua vez, pode ser as cachoeiras. Ela pode ser ampliada se forem d) As correntes 1 e 4 são quentes e
dividido em alto curso ou superior (parte do rio construídas as eclusas que possibilitam a influenciam as condições climáticas da
mais próxima à nascente), médio curso e baixo passagem de uma embarcação da parte mais parte oriental do Brasil.
curso (parte do rio mais próxima à sua foz). No baixa para a mais alta e vice-versa. Outras obras e) A corrente de Humboldt, indicada pelo
alto curso, temos o menor volume de águas do de engenharia (dragagem, retificação do traçado, número 2, por ser fria, é muito favorável à
rio e no baixo curso o seu maior volume, pois, o canais artificiais) podem ampliar a capacidade de pesca, já que suas águas são ricas em
rio já recebeu a contribuição das águas de navegabilidade de um rio ou de uma bacia nutrientes.
quase todos os seus afluentes. hidrográfica.

9
Desafio Literatura
Peri (em O Guarani) assemelha-se aos
super-heróis das revistas em quadrinhos e
do cinema. Não chega a voar, como o

literário
Professor João BATISTA Gomes Super-Homem, mas é capaz de pegar uma
onça viva só para impressionar a namorada
(Cecília).
Em A Escrava Isaura, de Bernardo Guima-
ROMANTISMO I rães, Isaura é perfeita, sem um defeito se-
quer. Em contrapartida, Leôncio, o vilão,
1. LOCALIZAÇÃO HISTÓRICO- atravessa toda a história sem nos mostrar
CULTURAL uma única qualidade.

Origem do movimento – O Romantismo, Desejo de morte – Longe de ser um modis-


01. Escolha a relação incorreta sobre os como movimento literário, surge, quase que mo difundido na Europa, a fuga para a mor-
movimentos literários no Brasil. ao mesmo tempo, na Alemanha e na Ingla- te tem raízes mais profundas no Romantis-
a) Romantismo: poesia e prosa terra. mo. Morrer aos vinte anos é, na verdade,
(romance, conto, teatro) no século negar-se a participar das decisões político-
Início na Alemanha – O movimento surge
XIX. sociais que camuflam injustiças. No Brasil, o
em 1774, com a publicação do romance
b) Realismo: só prosa (romance) no jovem envergonha-se do sistema de escravi-
Werther, de Goethe (Johann Wolfang Goe-
século XIX. dão, mas nada pode fazer para mudá-lo. E
the). O autor lança as bases definitivas do
c) Naturalismo: só prosa (romance) no deste choque entre o mundo sonhado e o
sentimentalismo romântico e sugere a fuga
século XIX. mundo real, nasce a idéia de evadir-se para
da realidade pelo suicídio.
d) Parnasianismo: só poesia no século a solidão, para o desespero e para a morte.
XIX. Início na Inglaterra – Surge nos primeiros
Culto da natureza – O romântico encontra,
e) Simbolismo: poesia e prosa (romance) anos do século XIX, por meio da poesia de
na natureza, a paz e a tranqüilidade sonha-
no século XIX. Lord Byron (pregava tristeza e morte) e por das. A natureza é capaz de inspirá-lo, de
meio dos romances históricos de Walter
02. “A partir dos Primeiros Cantos, o que proteger seu sono e de velar sua morte.
antes era tema – saudade, melanco- Scott.
Idealização da mulher – A mulher, entre os
lia, natureza, índio – tornou-se experi- Influência da França – A influência da poe- românticos, é símbolo de perfeição e de pu-
ência, nova e fascinante, graças à su- sia rebelde, social e declamatória de Victor reza. A figura feminina aparece convertida
perioridade da inspiração e dos recur- Hugo dá o tom exaltado e grandiloqüente em anjo ou santa. Não importa a temática
sos formais do autor”. da poesia de Castro Alves aqui no Brasil. (escravidão, indianismo, sociedade urbana
O texto faz referência a: Início em Portugal – Surge em 1825, com a ou rural): as mulheres são virgens, pálidas,
a) Gonçalves de Magalhães. publicação de Camões, de Almeida Garret. belas e fiéis.
b) Gonçalves Dias. Início no Brasil – Surge em1836, com a pu- Liberdade formal – No Romantismo, preva-
c) Álvares de Azevedo. blicação do livro de poesias Suspiros Poéti- lece a inspiração sobre a razão. Não há mo-
d) Fagundes Varela.
cos e Saudades, de Gonçalves de Maga- delos nem regras a seguir – exceto aquelas
e) Castro Alves.
lhães. Fica, pois, evidente que o Romantis- ditadas pela imaginação criadora. Não há
mo brasileiro inicia-se pela poesia. Só em obrigatoriedade de rima ou métrica, embora
1843, surge o primeiro romance romântico. a maioria dos poetas prefira poesia rimada e
Caiu no vestibular Movimentos históricos – Na França, a Re- metrificada.
volução Francesa; no Brasil, a Independên- Nacionalismo – No Brasil, face à Indepen-
03. (UFAM) Pertencente ao segundo mo- dência, há a valorização dos temas nacio-
cia.
mento romântico brasileiro, o chama-
Origem do nome– “Romantismo” provém nais: folclore, passado histórico, lendas e
do “mal-do-século”, ele não teve tempo
dos romances medievais, narrativas fanta- crendices populares. O índio transforma-se
de se realizar plenamente como poe-
em símbolo de brasilidade e aparece, em
ta, já que morreu muito jovem, com siosas, muito difundidas entre as pessoas
Gonçalves Dias e Alencar, como herói nacio-
apenas vinte anos de idade. Apesar do povo, que contêm três ingredientes
disso, no seu livro Lira dos Vinte Anos básicos: amor, aventura e heroísmo. nal – naturalmente idealizado e diferente dos
estão alguns dos melhores nossos sofridos tupis.
momentos da poesia brasileira. 2. CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO Preferência pelo noturno – Os românticos
A afirmativa feita acima diz respeito a: ROMANTISMO detestam luz e sol. A penumbra, a noite, a
Subjetivismo – O escritor romântico, quer escuridão suscitam sonhos e fantasias.
a) Fagundes Varela.
b) Álvares de Azevedo. da prosa quer da poesia, tem compromisso Amor edealizado – Todas as histórias român-
c) Junqueira Freire. com o individual. A realidade circundante é ticas têm o amor como mola propulsora. Os
d) Castro Alves. absorvida, sofre transformações interiores e autores, porém, preferem o amor imaterial,
e) Casimiro de Abreu. chega ao público por meio da óptica pessoal apenas sonhado porque as mulheres de car-
do artista. ne e osso padecem de imperfeições que não
04. (UC–PR) Coube a ................ atingir o
Imaginação criadora – O mundo à volta do combinam com as aspirações do artista.
ponto mais alto do teatro romântico
brasileiro. Numa linguagem simples e escritor, tal como é, não o satisfaz. A realida-
3. AS GERAÇÕES DO ROMANTISMO
correta, retratou os variados tipos da de que o circunda expõe problemas sociais
sociedade do século XIX. cuja solução independe de sua vontade e PRIMEIRA GERAÇÃO
a) Martins Pena fere a sua visão da vida. O que fazer? Criar Chamada de Nacionalista ou Indianista,
b) Machado de Assis mundos imaginários, situados no passado conta com três poetas:
c) Procópio Ferreira ou no futuro, sem as dificuldades cotidianas a) Gonçalves de Magalhães
d) Cornélio Pena e familiares. b) Gonçalves Dias
e) Joaquim Manuel de Macedo Exagero – O escritor romântico, principal- c) Francisco Otaviano
05. Há uma correlação incorreta. mente o romancista, no afã de criar perso- Temas comuns: o heroísmo, o passado re-
nagens perfeitas, cai no exagero. Alencar, moto, a religião, a exaltação da natureza e
a) Canção do Exílio: poema patriótico.
para criar Iracema ou Peri, não se atém à do índio.
b) I-Juca Pirama: romance indianista.
c) A Confederação dos Tamois: poema realidade indígena brasileira. Assim, a índia
(em Iracema) tem lábios de mel, corre mais SEGUNDA GERAÇÃO
épico indianista.
d) Ainda uma vez – Adeus: poema lírico- que uma ema selvagem e tem hálito Geração Byroniana, Ultra-Romântica, do
amoroso. perfumado (mesmo sem jamais ter escova- Mal-do-Século ou Individualista, agrupa os
e) Vozes d’África: poema antiescravista. do os dentes). principais poetas do romantismo brasileiro:

10
Leitura
a) Álvares de Azevedo obra.
b) Fagundes Varela Temática – Temas centrais de sua poesia:
c) Casimiro de Abreu indianismo, lirismo amoroso e
d) Junqueira Freire patriotismo.

obrigatória
e) Laurindo Rabelo
Temática indígena – Gonçalves Dias é o pri-
Temas comuns: pessimismo, negativismo,
meiro poeta romântico a explorar as vivên-
escapismo, exasperação egótica, morbidez,
cias indígenas (lendas, personagens, tradi-
tédio, satanismo, sonho, boêmia, amor irrea-
ções, ritos, ambiências). O seu indianismo
lizado.
põe o selvagem no papel de herói e, nesse
TERCEIRA GERAÇÃO aspecto, só perde para José de Alencar.
Geração Condoreira, Social ou Hugoana, POEMAS FAMOSOS
representada por três poetas, dos quais Romance das manhãs de domingo
1. Canção do Exílio (patriótico)
Castro Alves é a expressão maior.
2. Ainda uma Vez – Adeus! (lírico-amoroso) Anibal Beça
a) Castro Alves
3. I-Juca Pirama (indianista)
b) Tobias Barreto As manhãs da minha infância
4. Canção do Tamoio (indianista)
c) Sousândrade chegavam sempre serenas
5. Marabá (indianista)
Temas comuns: a liberdade, o progresso, 6. Deprecação (indianista) levadas de claridade
os escravos, os oprimidos, a causa republi- 7. Canto do Guerreiro (indianista) roçando as manhas do sol
cana, o amor realizado. 8. Canto do Piaga (indianista) nos meus olhos de menino

4. POETAS DO ROMANTISMO OBRAS


E só viam o que viam
GONÇALVES DE MAGALHÃES 1. Primeiros Cantos (poesias, 1846)
porque só queriam ver
2. Segundos Cantos (poesias, 1848)
Nascimento e morte – Domingos José o que no olhar revelava
3. Sextilhas de Frei Antão (poesia arcaica,
Gonçalves de Magalhães nasce no Rio de novidade e descoberta
1848)
Janeiro, em 13 de agosto de 1811. Morre em para os meus olhos de festa
Roma, em 1882. 4. Últimos Cantos (poesias, 1851)
5. Os Timbiras (poema épico incompleto,
Primeira Geração – Pertence à Primeira Ge- Porque de festa se faz
1857)
ração do Romantismo, ainda desvinculada toda manhã temporã
6. Beatriz Cenci (teatro)
do “mal-do-século”. das cidades acanhadas
7. Leonor de Mendonça (teatro)
Inaugurador do Romantismo – Na França, perdidas em suas sestas
em 1836, Magalhães publica a obra Suspi- como a Manaus dessa época
ros Poéticos e Saudades e a Revista Niterói
– está, assim, inaugurado o Romantismo no Antologia Manhãs que se embandeiravam
Brasil. no descanso colorido
Canção do Exílio
Briga com Alencar – Em 1856 e 1857, trava (Coimbra, julho de 1843) dos andaimes de domingos
polêmica com José de Alencar, a propósito construindo em algazarras
da obra indianista A Confederação dos Ta- Minha terra tem palmeiras, os sons nos pés dos moleques
moios – primeira tentativa de exaltar o índio Onde canta o Sabiá; com seus folguedos alegres:
no Romantismo. As aves, que aqui gorjeiam, coquinhos de tucumã
Teatro – Além de iniciar o romantismo entre Não gorjeiam como lá. no futebol de botão
nós, Magalhães é considerado inaugurador Pelada para os mais hábeis
do teatro romântico brasileiro, com a tragédia Nosso céu tem mais estrelas,
carrinhos de rolimã
Antônio José ou O Poeta da Inquisição Nossas várzeas têm mais flores,
papagaios de papel
(1839). Nossos bosques têm mais vida,
língua do pê cangapé
Valor histórico – A obra de Magalhães pos- Nossa vida mais amores.
macaca e barra-bandeira
sui mais valor histórico que literário. Em cismar, sozinho, à noite, pedrinhas e manjalé
OBRAS Mais prazer encontro eu lá; (...)
1. Suspiros Poéticos e Saudades (poesia, Minha terra tem palmeiras,
1836) 1. ESTROFES – O poema completo não tem
Onde canta o Sabiá.
2. Antônio José (teatro, tragédia, 1839) uma divisão regular de estrofes. As três pri-
3. A Confederação dos Tamoios (poema Minha terra tem primores, meiras contêm cinco versos: são quintilhas.
épico, 1857) Que tais não encontro eu cá;
2. MÉTRICA – O poema exibe versos em re-
Em cismar — sozinho, à noite —
GONÇALVES DIAS dondilha maior, ou seja, cada verso con-
Mais prazer encontro eu lá;
tém sete sílabas métricas. Veja, a seguir, a
Nascimento e morte – Antônio Gonçalves Minha terra tem palmeiras,
divisão de dois versos: o 3.o (aparentemen-
Dias nasce em 10 de agosto de 1823, em Onde canta o Sabiá.
te menor) e o 16.o (aparentemente maior).
Caxias, no Maranhão. Falece, ao regressar
da França, no naufrágio do navio Ville de Não permita Deus que eu morra,
le/va/das/ de/ cla/ri/da/de
Boulogne, em 3 de novembro de 1864. Moti- Sem que eu volte para lá;
1 2 3 4 5 6 7
vo da viagem: tentar curar-se da tuberculose. Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá; Ma/nhãs/ que/ se em/ban/dei/ra/vam
Origem – Filho de português e mestiça. Após
Sem qu’inda aviste as palmeiras, 1 2 3 4 5 6 7
a morte do pai, é enviado a Coimbra para
estudar Direito. Durante o curso, produz seus Onde canta o Sabiá. 3. RIMAS – Predominam no poema os versos
primeiros versos. brancos (sem rima), prática que se repete
Comentários:
Ana Amélia – Formado em 1844, regressa na maioria das composições de Suíte para
1. O poema é composto em redondilha
para o Maranhão, onde conhece Ana Amélia, os habitantes da noite. As coincidências so-
maior, ou seja, cada verso contém sete
que lhe vai inspirar o poema lírico-amoroso noras são esporádicas e não obecem a um
sílabas métricas.
Ainda uma vez – Adeus! padrão predefinido.
2. O poema mistura versos brancos (sem
Professor e jornalista – Em 1864, muda-se
para o Rio de Janeiro, dedicando-se ao ma- rima) com versos rimados. 4. ESCOLA LITERÁRIA – No conjunto, os poe-
gistério (professor de Latim e de História do 3. Na segunda estrofe, sobressai a anáfora: mas do livro Suíte para os habitantes da
Brasil no Colégio Pedro II), ao jornalismo repetição de uma ou mais palavras no noite inserem-se na estética modernista.
(revista Guanabara) e à elaboração de sua princípio de dois ou mais versos.

11
Encarte referente ao curso pré-vestibular
Aprovar da Universidade do Estado do
EXERCÍCIOS (p. 3)
Amazonas. Não pode ser vendido. 01. E;
02. D;
DESAFIO HISTÓRICO (p. 3)
Governador 01. D;
Eduardo Braga ACUÑA, Cristóbal de. Informes de jesuítas em el 02. B;
amazonas: 1660-1684. Iquitos - Peru, 1986. 03. B;
Vice-Governador
ADALBERTO Prado e Silva et al. Dicionário DESAFIO HISTÓRICO (p. 4)
Omar Aziz
brasileiro da língua portuguesa. São Paulo: 01. B;
Reitor 02. B;
Melhoramentos, 1975.
Lourenço dos Santos Pereira Braga ALMEIDA, Napoleão Mendes de. Dicionário de DESAFIO HISTÓRICO (p. 5)
01. B;
Vice-Reitor questões vernáculas. 3. ed. São Paulo: Ática, 1996. 02. A;
Carlos Eduardo Gonçalves ARRUDA, José Jobson de A. et ali. Toda a 03. B;
Pró-Reitor de Planejamento e Administração História: História geral e História do Brasil, 8. ed. DESAFIO GEOGRÁFICO (p. 6)
Antônio Dias Couto São Paulo: Editora Ática, 2000. 01. E;
BECHARA, Evanildo. Gramática portuguesa. 31. 02. A;
Pró-Reitor de Extensão e
ed. São Paulo: Nacional, 1987 EXERCÍCIO (p.7)
Assuntos Comunitários
CARVAJAL, Gaspar de. Descobrimento do rio de 01. B
Ademar R. M. Teixeira
Orellana. São Paulo: Nacional, 1941. 02. D
Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa 03. E
COELHO, Marcos A. ; TERRA, Lygia. Geografia
Walmir Albuquerque DESAFIO GEOGRÁFICO (p. 7)
Geral. O espaço natural e socioeconômico.
Coordenadora Geral Moderna, 2001. 01. D
02. E
Munira Zacarias COELHO, Marcos de Amorim. Geografia do Brasil
DESAFIO GEOGRÁFICO (p. 8)
Coordenador de Professores - 5. ed. São Paulo: Moderna, 2003.
01. D
João Batista Gomes HOORNAERT, Eduardo (Coord.). Comissão de 02. A
Estudos da Igreja na América Latina. História da 03. D
Coordenador de Ensino
Igreja na Amazônia. Petrópolis-RJ: Vozes, 1992. EXERCÍCIOS (p.9)
Carlos Jennings
MAGNOLI, Demétrio; ARAÚJO, Regina. Sociedade 01. B
Coordenadora de Comunicação 02. A
e Espaço: Geografia geral e do Brasil. São Paulo:
Liliane Maia DESAFIO GEOGRÁFICO (p. 9)
Ática, 2000.
Coordenador de Logística e Distribuição MOREIRA, Igor. Construindo o espaço brasileiro. 01. B
02. D
Raymundo Wanderley Lasmar 2. Ed: Ática. 2004. 03. A
Produção MOREIRA, Igor. O espaço geográfico: Geografia DESAFIO LITERÁRIO (p. 10)
Aline Susana Canto Pantoja geral e do Brasil. Ática, 2002. 01. E
Renato Moraes MOTA, Myryam Becho e BRAICK, Patrícia Ramos. 02. E
03. E
História das Cavernas ao Terceiro Milênio. 2. ed. São
Projeto Gráfico – Jobast
Paulo: Moderna, 2002.
Alberto Ribeiro
SHMIDT, Mario. Nova História Crítica do Brasil: 500
Antônio Carlos
anos de História malcontada. São Paulo: Nova
Aurelino Bentes
Geração, 2003.
Heimar de Oliveira
SILVA, Francisco de Assis. História do Brasil. São
Mateus Borja
Paulo: Moderna, 2000.
Paulo Alexandre
VESENTINI, José William - 1950. Geografia Crítica: A
Rafael Degelo
Sociedade Brasileira. São Paulo: Ática 2004.
Tony Otani

Editoração Eletrônica
Horácio Martins

Este material didático, que será distribuído nos Postos de Atendimento (PAC) na capital e Escolas da Rede Estadual de Ensino, é
base para as aulas transmitidas diariamente (horário de Manaus), de segunda a sábado, nos seguintes meios de comunicação:
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• Rádio Difusora de Itacoatiara (23h às 23h30) • PAC Alvorada – Rua desembargador João
• Rádio Comunitária Pedra Pintada de Itacoatiara Machado, 4922 – Planalto
(22h00 às 22h30) • PAC Educandos – Av. Beira Mar, s/nº – Educandos
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