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Faculdade de Desporto

Universidade do Porto

Avaliação e Controlo do Treino em Futebol
Avaliação das implicações tácticas, fisiológicas e físicas decorrentes da
existência de feedback verbal por parte do treinador

Dissertação apresentada com vista à obtenção
do grau de Mestre em Ciências do Desporto, na
área de especialização de Treino em Alto
Rendimento Desportivo, nos termos do Decreto-
Lei n.º 216/92 de 13 de Outubro

Orientador: Prof. Doutor António Natal
Co-orientador: Prof. Doutor Amândio Graça

Paulo Jorge Dias da Fonte
Porto, Fevereiro 2006

Fonte, P. (2006): Avaliação e controlo de treino em futebol - Avaliação das
implicações tácticas, fisiológicas e físicas decorrentes da existência de
feedback verbal por parte do treinador. Tese de Mestrado. Faculdade de
Desporto - UP. Porto

PALAVRAS-CHAVE: FUTEBOL; FEEDBACK; AVALIAÇÃO E CONTROLO DE
TREINO; JOGOS REDUZIDOS.

A todos os “Professores” que tive até hoje…

.

Doutor José Soares. pelo apoio imprescindível para que o estudo tomasse o seu rumo. orientador deste trabalho. pelo empenho e dedicação que entregaram a este estudo. por motivos de ordem académica. sem o qual este não teria sido possível. pelo incentivo e pelas conversas “ricas” em conteúdo humano e académico. quer na forma. Doutor Go Tani. por ter aceite a co-orientação deste estudo. Aos Treinadores de Futebol. Ao Mestre José Guilherme. uma passagem que marca o seu autor de uma forma indelével. Ao Sport Clube Beira-Mar. Ao Prof. Como tal. pelos ensinamentos que nos transmitiu. apoio e disponibilidade que me concedeu. pelo contributo imprescindível v . pela colaboração e disponibilidade prestadas. O seu referencial profissional e ético. e fizeram repensar a leccionação de matérias. bem como a nível pessoal pois teve para comigo sempre uma palavra de alento. Ao Prof. abriu novas perspectivas e entendimentos sobre a forma de ver e estudar o jogo de futebol. que colaboraram com o seu contributo para a realização deste estudo. pela amabilidade. Doutor José Maia. o meu mais profundo agradecimento: Ao Prof. profissional e pessoal. que rasgaram conceitos. Ao Prof. Jorge Neves. Doutor António Natal. pela cedência do material Polar Team- System e disponibilidade prestada. pela paciência e amizade demonstradas. Doutor Amândio Graça. Ao Prof. gostaria de expressar. pela colaboração prestada na cedência dos atletas para a realização do estudo. Ao Prof. quer no conteúdo. bem como à pessoa do seu treinador. Doutor Rui Garganta. Agradecimentos Um trabalho desta natureza encerra em si. Aos atletas do Sport Clube Beira-Mar.

ii .

por os momentos em que fui menos capaz e que tu estives-te ao meu lado. À Mafalda. Mestre João Aroso. 2/3 Fernando Caldeira e da Escola E. Paula Monteiro. Ao Conselho Executivo da Escola E. Marques Castilho de Águeda. pela preciosa ajuda e orientação prestada. Mestre Jorge Gomes e Teresa Nunes. Marisa Martins. por todos os momentos que te roubei e que não regressam. Lurdes Ávila. Janete e ao Jorge Braz pelo apoio e amizade demonstrados durante os últimos dois anos. Aos amigos. Paulo Veiga. Ao colega e amigo de longa data. pela amizade fraterna e apoio logístico. este trabalho não teria sido concluído. incentivo constante e colaboração ilimitada que fizeram com que pudesse chegar ao fim. pela amizade e apoio incondicional. Margarida Silva. À minha mulher. companheiro em todos os momentos. Sílvia Fernandes. Sérgio Miranda. por o apoio prestado durante a realização do mestrado. Pedro. Ao Mário Rodrigues. sem o qual. Aos colegas de Mestrado.para a resolução de todos os problemas que foram surgindo ao longo da realização do estudo e acima de tudo pela amizade demonstrada.S. pela amizade e atenção demonstradas. sempre presente para me ajudar a levantar… vii .B. Carla Sofia.

Índice geral:
Dedicatória
Agradecimentos ……..………………………………………………………. v
Índice Geral …………..………………………………………………………. viii
Índice de Figuras …………………..………………………………………… xi
Índice de Quadros …………………………………………………………… xii
Índice de Anexos …………………………………………………………….. xiv
Resumo ………………………………………………………………………... xv
Abstract ……………………………………………………………………….. xvii
Résumé ………………………………………………………………………... xix
Lista de Abreviaturas ……………………………………………………….. xx
1. Introdução …………………………………………………………………. 1
1.1 Pertinência do estudo ……………………………………………… 1
1.2 Objectivos …………………………………………………………… 4
1.3 Estrutura do trabalho …………………………………………….... 4
2. Revisão da literatura …………………………………………………….. 7
2.1 A táctica no jogo de futebol ……………………………………… 7
2.2 Os princípios do jogo de futebol ………………………………… 7
2.2.1 Princípios específicos ofensivos ………………………… 8
2.2.1.1 Penetração ………………………………………….. 8
2.2.1.2 Cobertura ofensiva …………………………………. 8
2.2.1.3 Mobilidade …………………………………………… 9
2.2.1.4 Espaço ………………………………………………. 9
2.2.2 Princípios específicos defensivos ………………………. 10
2.2.2.1 Contenção …………………………………………... 10
2.2.2.2 Cobertura defensiva ……………………………….. 10
2.2.2.3 Equilíbrio …………………………………………….. 10
2.2.2.4 Concentração ……………………………………….. 10
2.3 A instrução no processo ensino-aprendizagem ……………… 11
2.3.1 O papel da instrução ……………………………………… 11
2.3.2 Apresentação das tarefas motoras ……………………... 14
2.3.2.1 A demonstração …………………………………….. 16

viii

2.3.2.2 As palavras-chave ………………………………….. 18
2.3.3 O feedback pedagógico ………………………………….. 21
2.3.3.1 A evolução das dimensões da análise ………….... 21
2.3.3.2 O conteúdo informático do feedback …………....... 25
2.3.3.2.1 O feedback intrínseco/extrínseco …………... 25
2.3.3.2.2 O conhecimento do resultado/performance… 26
2.3.3.2.3 Quantidade versus qualidade do feedback ... 29
2.4 Requisitos físicos e fisiológicos do futebol …………………… 31
2.4.1 Características da actividade física do jogador de futebol 32
2.4.2 Características fisiológicas do jogo de futebol …………… 36
2.4.2.1 Frequência cardíaca ………………………………….. 37
2.5 A especificidade do exercício de treino no futebol…………… 46
2.6 Avaliação e controlo do treino no futebol ……………………... 49
2.6.1 Considerações gerais ………………………………………. 49
2.6.2 Métodos de avaliação da intensidade do exercício ……... 51
2.6.2.1 Análise do tempo-movimento ……………………….. 52
2.6.2.2 Frequência cardíaca ………………………………….. 52
2.7 Variáveis susceptíveis de influenciar a intensidade dos
exercícios ……………………………………………………….. 53
3. Material e Métodos ……………………………………………………….. 57
3.1 Amostra …………………………………………………………... 57
3.2 Caracterização dos exercícios …………………………………. 57
3.2.1. Exercício (EX1) …………………………………………… 58
3.2.2. Exercício (EX1+FB) ...……………………………………. 58
3.2.3. Exercício (EX2) …………………………………………… 58
3.2.4. Exercício (EX2+FB) ……………………………..……….. 58
3.3 Protocolo experimental …………………………………………. 58
3.4 Procedimentos metodológicos ………………………….……… 60
3.4.1 Análise do tempo-movimento ……………………………. 60
3.4.2 Avaliação da frequência cardíaca ………………………. 62
3.4.3 Análise do Feedback ……………………………………… 62
3.4.4 Análise do desempenho técnico-táctico………………… 63

ix

3.4.5 Fiabilidade intra-observador ……………………………... 64
3.5 Instrumentarium …………………………………………………. 65
3.5.1 Marcação dos espaços de jogo/material ……………….. 65
3.5.2 Análise tempo-movimento ……………………………….. 65
3.5.3 Frequência cardíaca ……………………………………… 65
3.5.4 Análise do desempenho técnico-táctico ………………... 65
3.5.5 Procedimentos estatísticos ………………………………. 66
4. Apresentação dos resultados ………………………………………….. 67
4.1 Tempo-movimento ………………………………………………. 67
4.2 Frequência Cardíaca ……………………………………………. 69
4.3 Desempenho técnico-táctico …………………………………… 70
4.4 Correlação entre os diversos indicadores do estudo………… 72
5. Discussão dos resultados ………………………………………………. 75
5.1 Análise dos exercícios…………………………………………… 75
5.1.1 Exercício 1 (EX1) ………………………………………….. 75
5.1.2 Exercício 2 (EX2) ………………………………………….. 81
5.2 Análise das correlações entre os indicadores utilizados na
avaliação da intensidade do exercício ……………………………………… 90
6. Conclusões ......................................................................................... 91
7. Limitações do estudo e sugestões para futuros trabalhos ………. 93
8. Bibliografia ………………………………………………………………… 95
9. Anexos ……………………………………………………………………… 114

x

……………... no M0 e no momento em que existiu FB .Tempo Total de posse de bola e % do tempo total de posse de bola para o G1 no EX1 (M0.(Classificação dos vários tipos de feedback... 87 xi . M1 e M2) ……… 85 Figura 11 .Corrida Média G1: Três momentos de avaliação …………………. recuperações de posse de bola e número de passes por cada posse de bola do G1 no EX2 (M2).. Magill. M1 e M2) ……. 25 Figura 3 ..…………………….Desenho Experimental do Estudo …………………………………… 59 Figura 4 .Diferenças verificadas entre os três momentos de avaliação (M0.. no grupo G1…………………………………………………………………………………….Sequência das acções no processo ensino-aprendizagem dos atletas e do treinador (McGrown.tempo de posse de bola para o G1 no EX2 (M0... 76 Figura 5 . 76 Figura 6 . 83 Figura 9 – tempo gasto em corrida média e sprinte pelos grupos G1 e G2 no EX2+FB. M1 e M2) …………………………………………. 1994) …………………………………………. 86 Figura 12 . 83 Figura 10: tempo de posse de bola para o G1 no EX2 (M0. 1993)………. 77 Figura 7 . 82 Figura 8 – Percentagem do tempo total de Ataque em Corrida Média e em Sprinte no M0 para ambos os grupos (G1 e G2) ……………………………….Índice de figuras Figura 1 ..número médio de remates.Duração da corrida média e do sprinte dos grupos G1 e G2 no M0……………………………………………………………………………………. para o tempo gasto em sprinte. corrida média e parado.. M1 e M2). 12 Figura 2 .

1994a) ……………………………….3 Média (x). valores de p. 35 Quadro 1. e teste à diferença de médias dos valores das variáveis de desempenho técnico táctico. % tempo total de ataque) dos diversos deslocamentos analisados entre os três momentos de avaliação do G1 e G2 no exercício EX1 (3x3) …………………………………………… 67 Quadro 3. 57 Quadro 2. 1996a) ……………… 44 Quadro 1.Índice de Quadros Quadro 1. 2000) …………………………………………………………………………....3 Valores médios da percentagem de tempo em cada tipo de deslocamento em diferentes jogos reduzidos …………………………………………………. valores de p... valores de p. 1981) ……………………………………………………. de acordo com a FC e o VO2 (adaptado de Korcek.... 2001) …………………………………….. desvio padrão (dp)... 45 Quadro 1..12 Valores médios da FC e da percentagem da FCmáx (Gregson e Drust. 39 Quadro 1...11 Valores médios da FC em exercícios sob forma jogada (adaptado de Korcek. 1982) ……………………………………………………………………... para os grupos G1 e G2 no exercício EX1 (3x3) ………………………. para os grupos G1 e G2.. e teste à diferença de médias dos valores da FC nos três momentos de avaliação. 41 Quadro 1.. 1994) …………………………………………………………………………..1 Distância percorrida pelos atletas (profissionais) em competição……………………………………………………………………….... valores de p.2 Palavras-chave fornecidas aos atletas durante o processo ofensivo ……… 63 Quadro 3.. 2002) ……………………………………………………………………………… 42 Quadro 1.. para os grupos G1 e G2 …………....5 Média (x). e teste à diferença de médias da duração (% do tempo total do exercício.2 Duração (%) e Frequência (n) de deslocamentos realizados no jogo ……. 68 Quadro 3... 44 Quadro 1.6 Definição de zonas alvo de treino. e teste à diferença de médias da duração (% do tempo total do exercício.7 Coeficientes de correlação de Pearson entre os indicadores da FC e os xii .. para os grupos G1 e G2 no exercício EX2 (GR+4x4+GR) …………………………………………………. valores de p. 34 Quadro 1. valores de p.. 33 Quadro 1.1 Média (x).. 72 Quadro 3. nos três momentos de avaliação do EX1 (3x3)...... 69 Quadro 3. 44 Quadro 1. 70 Quadro 3.... desvio padrão (dp).7 Categorias de treino com base na FC (adaptado de Flanagan e Merrick.. 71 Quadro 3..4 Valores médios do Tempo (s) e distância (m) de cada tipo de deslocamento (Strudwick e Reilly. % tempo total de ataque) dos diversos deslocamentos analisados entre os três momentos de avaliação do G1 e G2 no exercício EX2 (GR+4x4+GR) ………………………………......…. 42 Quadro 1.... nos três momentos de avaliação do EX2 (GR+4x4+GR). desvio padrão (dp). desvio padrão (dp)...9 Categorias do treino aeróbio (adaptado de Bangsbo.8 Relação entre valores percentuais da FCmáx e do VO2máx (McArdle et al....13 Média (x) e desvio padrão (dp) das características físicas e fisiológicas dos futebolistas da amostra (n=18) ……………. e teste à diferença de médias entre os três momentos de avaliação..6 Média (x)..10 Relação entre os tempos de exercício e os tempos de recuperação para treino aeróbio (adaptado de Bangsbo.2 Média (x).... desvio padrão (dp)... desvio padrão (dp).5 do tipo jogo reduzido (3x3) …………………………………………………….. e teste à diferença de médias dos valores das variáveis de desempenho técnico táctico. 36 Valores médios (± desvio padrão) da FCméd e da % FCmáx em exercício Quadro 1.…………………………….4 Média (x)...

do EX1 (3x3) ………………………………………. do EX2 (GR+4x4+GR) …………………………… 73 xiii .8 Coeficientes de correlação de Pearson entre os indicadores da FC e os tipos de deslocamento para os grupos G1 e G2. nos três momentos de avaliação (Mo. nos três momentos de avaliação (Mo. 72 Quadro 3. M1 e M2). tipos de deslocamento para os grupos G1 e G2. M1 e M2).

116 Anexo 3 (Princípios Específicos Ofensivos de Jogo . 117 Anexo 4 (Desempenho Técnico-Táctico) ………………………………...FB) ……………. 115 Anexo 2 (Ficha de Registo de identificação dos Jogadores ..FC) …….. 118 xiv .Índice de Anexos Anexo 1 (Ficha de Registo do tempo-movimento) ……………………..

No EX2.grupo 1 (G1) e grupo 2 (G2). Resumo O presente estudo teve como objectivo avaliar o impacto físico. revelou um aumento do tempo gasto em corrida média e em sprinte quando existiu feedback por parte do treinador. corrida média e parado. A amostra foi constituída por 18 futebolistas do sexo masculino. AVALIAÇÃO E CONTROLO DE TREINO. no terceiro momento (M2) apenas o G1 recebeu feedback. Para o G2. Os jogadores de campo foram divididos em dois grupos homogéneos de 8 atletas . xv . No G2 verificaram-se diferenças significativas para o tempo gasto em sprinte entre o M0 e M1 e entre o M1 e M2. no segundo momento (M1) apenas o G2 recebeu feedback. FEEDBACK. No EX1 encontraram-se diferenças significativas para o tempo-movimento no G1 entre o M0 e M2 e entre o M1 e M2 para o tempo gasto em trote e sprinte. Existiram três momentos de avaliação: no primeiro momento (M0) ambos os grupos foram avaliados sem feedback.1±2.9). PALAVRAS CHAVE: FUTEBOL. JOGOS REDUZIDOS. trote e corrida média. os valores mais elevados da percentagem da frequência cardíaca máxima (%FCmáx) para o G1 verificaram-se no M2 (88. aumenta o impacto físico e fisiológico do exercício. fisiológico e técnico-táctico induzido pelo uso de feedback (FB) por parte do treinador em exercícios de treino de futebolistas. os valores mais elevados da %FCmáx para o G1 verificaram-se no M2 (90.4±4. A análise do desempenho técnico-táctico foi realizada com base nos princípios específicos do ataque. verificando-se diferenças significativas para o G1 entre o M0 e M1 e entre o M1 e M2. verificaram-se diferenças significativas no M1 para o tempo gasto em marcha. No EX1. No EX2. A intensidade dos exercícios foi avaliada através da monitorização da frequência cardíaca e da análise do tempo-movimento.6). Com base nos valores da frequência cardíaca e do tempo- movimento. A análise do tempo gasto nos diferentes tipos de deslocamento. b) GR+4x4+GR (EX2).7±3. do escalão de Juniores A de uma equipa que disputou o Campeonato Nacional da categoria (17-18 anos) no ano 2005/2006.9±1.1) e para o G2 no M1 (87.9) e para o G2 no M1 (88. Os exercícios estudados foram os seguintes: a) 3x3 (EX1). é de aceitar que quando o treinador intervem no exercício recorrendo ao feedback. existiram diferenças significativas para o G1 no M2 para tempo gasto em sprinte.

xvi .

The analysis of the technical-tactical performance was done based on the basic specific principles of the attack. significant differences were verified in M1 for time spends in walking.9). The field players were divided into two similar groups of 8 athletes – group 1 and group 2. while using the influence of the coach’s FB.9) and for G2 in M1 (88. were significant differences for G1 in M2 to time spend in sprint. between M0 and M2 and between M1 and M2 for the time spend in jogging and sprint. middle running and stopped.9±1.1±2. induces the physical and physiological impact afford of the exercise. that when the coach provide FB in the exercise. CONTROL AND EVALUATION OF TRAINNING. The analysis of time spend on different types of displacement in both exercises. For G2.4±4. The exercises studied were the following: a) 3x3 (EX1). The intensity of the exercises was evaluated through the monitorization of the cardiac frequency and the analysis of the time-movement. Abstract The objective of the present study was to evaluate the physical.1) and for G2 in M1 (87. KEY-WORDS: SOCCER.7±3. physiological and technical-tactical impact induced by the use of feedback (FB) from the coach in footballers’ training exercises. revealed by a elevation of time spend in middle running and sprint. On based in the values of the cardiac frequency and time-movement. in the third moment (M2) only G1 got FB. the higher values of the %FCmáx for G1 were verified in M2 (90. In G2. xvii . in the second moment (M1) only G2 got FB. were verified significant differences for the time spend in sprint between M0 an M1 and between M1 and M2. In EX2. were found significant differences for the variable time-movement in G1. could be accepted. jogging and middle running. the higher values of the maximum percentage of cardiac frequency (%FCmáx) for G1 were verified in M2 (88. The sample were composed by 18 footballers of the male sex of the A junior grade played the national championship in the 17-18 category in the season of 2005/06. In EX2. b) GR+4x4+GR (EX2). showing significant differences for G1 between M0 and M1 and between M1 and M2. On EX1. REDUCED GAMES.6). There were three moments of evaluation: in the first moment (M0) both groups were evaluated without FB. In EX1. FEEDBACK.

xviii .

à peine G1 a reçu FB. Les exercices étudiés ont été les suivants : a) 3x3 (Ex1) . xix . du niveau junior A d’une équipe qui a disputé le championnat National de la catégorie 17 / 18 ans dans l’année 2005/2006. L’échantillon a été constitué par 18 footballeurs du sexe masculin. ont existé des différences significatives pour G1 en M2 temps dépendu en sprint. pour le temps dépendu en course moyenne et sprint. Dans Ex2.1±2. physiologique et téchnique-tactique induit à l’utilisation du Feedback (FB) par l’entraîneur dans les exercices d’entraînement des footballeurs.1) et pour G2 en M1 (87. MOTS-CLES : FOOTBALL .6).4±4. dans un deuxième moment (M1) à peine G2 a reçu FB . La analyse du temps dépendu dans les différents types de déplacement. L’intensité des exercices a été évaluée à travers la monotorisation de la fréquence cardiaque et l’analyse du temps-mouvement. Les joueurs de terrain ont été distribués en deux groupes homogènes de 8 athlètes. l’impact physique physiologique devient plus considérable dans l’exercice.groupe 1 (G1) et groupe2 (2).mouvement. L’analyse de l’évaluation téchnique-tatique a été réalisée en ayant comme support les principes spécifiques de l’attaque. JEUX REDUITS (OU. Il y a eu trois moments d’évaluation : Sur le premier moment (Mo) les deux groupes ont été évalués sans FB . se sont vérifiés des différences significatives entre les groupes en M0.7±3. Resumé Cette recherche a eu comme objectif évaluer l’impact physique. les valeurs plus élevées de pourcentage de la fréquence cardiaque maximale (%FCmáx) pour G1 ont été vérifiées en M2 (88. dans un troisième moment (M2). D’après les valeurs obtenus de la fréquence cardiaque et du temps. Dans EX1 se sont rencontrés des différences significatives pour le temps. a démontré une évolution de temps dépendu en course moyenne et en sprint quand le FB a existé du côté de l’entraîneur. les valeurs plus élevées de la %FCmax pour G1 ont été vérifiées en M2 (90. Dans EX2. Dans EX1. on doit accepter quand l’entraîneur intervient dans l’exercice en se appuyant au FB.9).9+-1. avec des différences significatives pour G1 entre M0 et M1 et entre M1 et M2.mouvement en G1 entre M0 et M2 pour le temps dépendu en trotte et sprint Dans G2 des différences significatives se sont vérifiées entre le temps dépendu en sprint entre M0 et M1 et entre M1 et M2. course moyenne et marche. ÉVALUATION ET CONTROLE DE L’ENTRAINEMENT . b) Gr+4x4+Gr (Ex2). Pour G2. DEMIS-JEUX).9) et pour G2 en M1 (88.

Lista de Abreviaturas bpm – batimentos por minuto CP – Conhecimento da performance CR – Conhecimento do Resultado EX1 – exercício 1 EX1+FB – exercício 1 com existência de FB por parte do treinador EX2 – exercício 2 EX2+FB – exercício 2 com existência de FB por parte do treinador FB – feedback FC – Frequência cardíaca FCex – Frequência cardíaca do exercício FCmáx – Frequência cardíaca máxima FCméd – Frequência cardíaca média FCrep – Frequência cardíaca de repouso FCres – Frequência cardíaca de reserva GR – Guarda-redes JDC – Jogos desportivos colectivos M0 – momento 0 M1 – momento 1 M2 – momento 2 VO2 – Consumo de oxigénio VO2máx – Consumo máximo de oxigénio xx .

modificam os seus comportamentos influenciando-se mutuamente. quando refere a evidência da influência exercida por quem orienta o processo (professor ou treinador) no rendimento das aprendizagens. O uso de feedbacks torna-se. Introdução 1. de forma a complementar. orientando a sua prática por preocupações eticamente fundadas. num processo de actividade comunicativa. a tarefa do treinador ocorre. cada vez mais se torna importante treinar melhor. A intervenção do treinador passa por um entendimento de proximidade com o grupo de trabalho. na tentativa de atingir os objectivos desejados com o exercício aplicado. A intervenção do treinador no treino e na competição apresenta-se como fundamental para um desenvolvimento profícuo do desempenho dos atletas.Introdução 1. Mesquita (1998) acrescenta ainda que as decisões tomadas por quem ensina interferem directamente nas decisões de quem aprende. do resultado que se obtêm através da sua realização (eficácia) e das particularidades situacionais do jogo em que se aplicam (adaptação). em que ambos os intervenientes. Graça (1999) refere que treinar bem pressupõe a capacidade de o treinador se situar no contexto específico em que trabalha. Segundo Graça (1993). avaliar as necessidades desse contexto de treino e intervir eficazmente. Esta ideia é retomada por Carreiro da Costa (1995).1 Pertinência e âmbito do estudo Como refere Mesquita (1998). O feedback (FB) pedagógico deve ser utilizado pelo professor ou treinador para fornecer as informações que o praticante necessita a fim de 1 . ou seja o treinador e os atletas. uma ferramenta indispensável no processo de treino. corrigir e adequar os conteúdos. assim. sobretudo. a qualidade das respostas está dependente da forma como se executam as habilidades técnicas (eficiência). Nos jogos desportivos colectivos. não basta treinar muito. estabelecendo-se uma relação de compromisso nos comportamentos por parte dos dois intervenientes no processo ensino- aprendizagem.

Introdução corrigir e aperfeiçoar a realização das tarefas motoras. o processo de padronização dos exercícios constitui um vasto campo de pesquisa a 2 . O FB pedagógico deve conter informações apropriadas que conduzam o praticante à resposta correcta. 1995). importa analisar a qualidade do envolvimento do atleta por referência à natureza da tarefa. à apresentação que a sustenta. A investigação centrada na estruturação das tarefas. Assim. Este constitui a estrutura base do processo que determina a elevação do rendimento do atleta e da equipa (Queiroz. A emissão de feedback não pode ser simplesmente o resultado automático da observação. 1998). Castelo. à luz das particularidades dos contextos em que se configuram as tarefas motoras. A intervenção do treinador é relevante quando pensamos no exercício de treino (Queiroz. em combinação com a análise da qualidade da informação que as suporta e acompanha. de forma criteriosa.. 2002). pois este deve ser filtrado por uma avaliação das necessidades reais do praticante (Graça. 1986. Segundo Queiroz (1986). O processo de treino desportivo concretiza-se na organização do exercício. criando progressivamente condições para alcançar a performance desejada e para que a mesma permaneça posteriormente na ausência dessas informações (Temprado. 1986. os efeitos fisiológicos do próprio exercício. ao tipo de resposta motora e ainda à qualidade do FB pedagógico emitido durante a prática. Uma das tarefas do treinador mais importantes no treino será escolher. 1986). 2002) podendo esta ser avaliada. 1997). bem como. Castelo. pelo que o sucesso do treino depende da qualidade e da eficácia do exercício (Queiroz. com o objectivo de adequarmos o melhor possível a nossa postura enquanto treinadores ou condutores de um processo de aprendizagem contínua. Para Teodoresco (1983) o exercício é o principal meio de preparação dos jogadores e da equipa. proporciona o acesso a um conhecimento mais abrangente do que o conseguido através da análise desagregada de variáveis (Silverman et aI. os exercícios mais adequados ao desenvolvimento do rendimento.

sendo os exercícios específicos relativamente ao jogo. estimando o gasto energético com base na relação entre a FC e o VO2 determinado em laboratório (Bangsbo. 1994. pelo que sê-Io-à. parece ser válida para o exercício intermitente. 1993). Introdução desenvolver. Uma via de obtenção de informação acerca do gasto de energia aeróbia durante o jogo de Futebol envolve a monitorização da FC continuamente ao longo do mesmo. Balsom. 1993. 1990. Por outro lado. Rebelo. 1993. 2000. sendo importante a definição dos modelos de esforço das diversas estruturas tipo que expressam os exercícios utilizados. 1994a). pelo que poderá fornecer informações mais rigorosas acerca da contribuição do metabolismo aeróbio no Futebol (Bangsbo. Apesar de ser um método indirecto. provavelmente. Em termos quantitativos. o erro existente na estimativa do dispêndio energético a partir deste método é reduzido (Bangsbo. 1993. Rebelo e Soares. táctica. Relativamente às exigências energéticas do jogo de futebol. técnica e física. 2000). apesar de ser normalmente determinada em corrida contínua sub-máxima no tapete rolante. Rebelo 1999. envolvendo de forma intercalada períodos de intensidade elevada 3 . este tipo de monitorização tem a vantagem de não condicionar a acção dos jogadores. Bangsbo. a construção dos exercícios perspectiva o que se pretende em competição. abordando a componente psicológica. tendo em vista a preparação do atleta. a maior parte da energia necessária para jogar futebol é produzida pela via aeróbia. Balsom (2000) refere que. Ali e Farraly. 2002). Bangsbo. para aquilo que lhe é exigido durante a competição em termos energético-funcionais. 1991. durante os períodos de baixa intensidade. estas exigências são cobertas pelo metabolismo aeróbio. privilegiados no processo de treino no futebol. Esta relação. 1999b). O Futebol pode ser caracterizado como um tipo de exercício intermitente. 1993. A caracterização física e fisiológica da actividade desenvolvida pelo futebolista em treino e em competição tem sido analisada em diversos estudos (Bangsbo. 1995. 1991. Estes estudos fornecem referências para que o processo de treino se possa adequar. para o exercício realizado no jogo de Futebol (Bangsbo. Soares. Para Queiroz (1986) e Bezerra (2001). 1992. Bangsbo et al.

No segundo capítulo.3 Estrutura do trabalho O primeiro capítulo. induzidas pela intervenção activa por parte do treinador através do uso de feedbacks. nomeadamente o exercício reduzido de treino sobre a forma jogada. induzidas pela utilização de FB pedagógico por parte do treinador. fazemos uma revisão da literatura que servirá de base ao nosso estudo. estabelecendo os seus objectivos. Este capítulo termina com uma análise sobre os processos de avaliação e controlo de treino no futebol. inclui a introdução do presente estudo em que se procura justificar a pertinência e definir o âmbito do estudo. 4 . através da análise do tempo-movimento e da FC. fisiológicas e físicas. Abordamos ainda o papel da instrução no processo de treino. analisaremos o exercício de treino.. Abordamos também os requisitos físicos para a prática do futebol. 1999). Nesta dissertação. pretendemos analisar alterações do comportamento técnico-táctico bem como. Fazemos referência algumas das características tácticas do jogo de futebol. que promovem a recuperação (Rebelo. físicas e fisiológicas do exercício de treino em futebol. durante a realização de exercícios de treino sob a forma jogada em espaço reduzido Pretende-se estudar a influência do FB verbal nas exigências técnico-tácticas.2 Objectivos Com este estudo. nomeadamente aos princípios específicos ofensivos e defensivos. 1. caracterizando a actividade física e fisiológica do jogador de futebol. e períodos de média e baixa intensidade e de maior duração. em exercícios de treino do futebol. respectivamente. A análise do tempo-movimento (Platt et al. alterações fisiológicas e físicas. serão analisadas as exigências tácticas. Seguidamente. 1. com particular incidência para o uso de palavras-chave. com particular referência para as variáveis observadas neste estudo. 2001) é um método que suporta a avaliação do impacto fisiológico do exercício em futebol. Introdução e curta duração. quando se recorre ao FB.

colocamos os anexos. são discutidos os resultados. No oitavo capítulo. evidenciamos as limitações do estudo e propostas para futuros trabalhos. apresentamos os resultados obtidos no estudo. apresentamos a metodologia utilizada na realização do estudo. No quarto capítulo. No quinto capítulo. No sexto capítulo. Introdução No terceiro capítulo. os instrumentos utilizados na referida caracterização e os procedimentos estatísticos utilizados no tratamento dos resultados. apresentamos a bibliografia consultada. Caracterizamos a amostra do estudo e os exercícios que foram estudados. 5 . No sétimo capítulo. documentos tipo que serviram de instrumento para as avaliações realizadas. apresentam-se as conclusões do estudo. Definimos o protocolo experimental e os procedimentos metodológicos utilizados para caracterizar a intensidade dos exercícios. No capítulo nono.

.

2. os atletas e as equipas possuam uma forte disciplina táctica. Badin. 1998). a decisão a tomar e a execução (Mahlo. técnica. entendida como a observância dos princípios de jogo que permitem operacionalizar o modelo de jogo preconizado (Garganta. Aguillà e Pereira. Aguillà e Pereira. pois o atleta em qualquer situação de jogo. Revisão da Literatura 2. 1998. 1986. pois. aliada à capacidade de cooperação entre eles. 1990. 2003). A acção táctica é. para uma maior aproximação dos conteúdos e métodos de preparação às exigências da competição (Tscxhiene. como o conteúdo principal para o ensino dos jogos desportivos colectivos (JDC). devem aparecer as restantes dimensões. 1998). física e psicológica. um do ataque e outro da defesa. um complexo mecanismo que engloba a percepção e análise da situação. 2001. A táctica no jogo de Futebol A táctica. Matveiev. 1998. 1995. Castelo.2. 1993. subordinados à dimensão táctica. tornando-se fundamental.1. Brito e Maças. 1993. o rendimento nos JDC é o resultado da interacção das capacidades de rendimento física e psíquica dos diferentes jogadores. 1990. 1995). 1995. elemento central nos jogos de oposição (Garganta. Bezerra. Mesquita. que no alto rendimento desportivo. 2001 a e b. ou seja. Faria (1999) refere ainda que. Revisão da literatura 2. Garganta e Pinto. tem de saber o que fazer (decisão táctica). 1980. Castelo. 1993. 1996. Os princípios do jogo de Futebol Relativamente ao jogo de futebol. (2000). Silva. Os últimos desenvolvimentos na teoria do treino apontam para uma crescente especificidade. Aroso. 1996). Segundo Konzag et al. Thiesse. Verkonshanskij. Gréhaigne (2001) afirma que existem dois planos de tempo/espaço. O ataque procura encontrar soluções para problemas de controlo individual e 7 . é encarada por Bayer (1994).. antes de eleger o como fazer (decisão técnica) seleccionando e utilizando a resposta motora mais adequada (Aguillà et al.

A defesa procura conseguir criar os obstáculos para dificultar ou deter a movimentação da equipa adversária e recuperar a posse de bola.1. várias são as situações de jogo em que o jogador recebe a bola quando existe um conjunto de rápidos deslocamentos dos restantes jogadores.2 Cobertura ofensiva No decorrer do processo ofensivo.1.1. Princípios específicos ofensivos: 2. nas zonas predominantes de finalização. eficácia e à velocidade adequada relativamente às diferentes e sucessivas contextualidades situacionais que em cada momento do processo ofensivo se verificam. utilizar e/ou evitar obstáculos móveis e não uniformes inerentes ao jogo. os objectivos do jogo. deverá manter a penetração persistente das diferentes linhas de resistência da organização defensiva. havendo assim demasiado movimento à sua volta. A resposta técnico-táctica do jogador ficará simplificada se nesta situação ele dispuser de três ou quatro opções de acção Estas hipóteses de escolha só poderão ser viáveis se os companheiros do portador da bola.2. susceptível de culminar o processo ofensivo com a concretização do objectivo do jogo – o golo. Revisão da Literatura colectivo da posse de bola. O jogo de futebol norteia-se por princípios ofensivos e defensivos específicos (Castelo. 2.1. Penetração Quando uma equipa se encontra de posse de bola. O cumprimento deste princípio é suportado por um conjunto de decisões e comportamentos técnico-tácticos de carácter individual e colectivo que se exprimem pela criação de condições favoráveis para circular a bola com precisão.2.2. 2003): 2. que se deslocam para a frente e para trás 8 . de forma a conquistar um enquadramento favorável (relativamente à baliza adversária). Desta forma. são distintos entre os momentos defensivo e ofensivo. para superar.

a organização da equipa deve permitir que. 2. e de uma forma imediata por parte dos seus companheiros. Mobilidade Os jogadores em processo ofensivo.2. tentando dividir a organização defensiva (largura e profundidade).4. receba igualmente. (3) possibilitar a manutenção do equilíbrio defensivo em relação ao companheiro em posse de bola. acções de cobertura (atrás da linha da bola) e de apoio (à frente da linha da bola). Revisão da Literatura da linha da bola. Espaço A racionalização e estruturação das movimentações colectivas ofensivas. deve obedecer a uma leitura constante por parte dos jogadores de forma a garantirem constantemente alterações quer na largura quer na profundidade do terreno de jogo. quando um jogador recebe a bola. Portanto. de forma a sustentar a criação de situações de ataque e consequente tentativa de situações de finalização.2. abrindo linhas de passe ao companheiro de posse de bola. desequilibrar o centro do jogo defensivo. consequentemente.3. (2) diminuir a pressão dos adversários sobre o portador da bola. Objectivos da mobilidade: criar espaços livres. 2. para que lhe possam dar várias opções de solução técnico-táctica e. assumir outras funções dentro ou fora da unidade estrutural ofensiva. criando assim os espaços necessários para a progressão da bola. 9 . realmente se desmarcarem e derem apoio e cobertura.1. tornar mais fácil a sua tarefa. uma vez assegurada a cobertura do companheiro em posse de bola.1. tornar o jogo ofensivo imprevisível. utilizam o princípio da mobilidade. Triplo objectivo da cobertura ofensiva: (1) simplificar a resposta táctica do companheiro de posse de bola.

2. 2. podendo os defensores assumir. pois além de transmitir confiança ao companheiro que marca o adversário em posse de bola (1º defesa ou 1ª linha defesa) para que este tenha maior iniciativa. Revisão da Literatura 2. traduzidas numa amplitude no terreno. criando condições desfavoráveis aos atacantes. 2. Visa assegurar fundamentalmente a estabilidade da unidade estrutural funcional defensiva. também terá responsabilidade imediata de exercer pressão sobre o adversário se ele conseguir ultrapassar o seu colega. deverão manter uma estruturação racional das suas acções defensivas. 2. para que as tentativas de 10 .1.3. logo que se verifica a perda da posse de bola. o jogo ofensivo previsível.2. respeitando a distância de cobertura. o ângulo de cobertura e a comunicação entre os vários defensores. outras funções dentro da unidade funcional defensiva. Cobertura defensiva Este princípio visa assegurar a segurança defensiva entre os vários elementos da equipa. Desta forma. de forma a reunir as condições mais vantajosas para a recuperação da posse de bola. Princípios específicos defensivos: 2.2.2. a atitude basilar da equipa fundamenta-se na criação de obstáculos e linhas de resistência defensivas. A acção de cobertura defensiva é extremamente importante. Contenção Quando uma equipa perde a posse de bola.2.2. Concentração Os atletas durante o processo defensivo. para cumprimento dos objectivos estabelecidos para a fase defensiva do jogo. evitando a inferioridade numérica. tornando assim.4.2.2.2. quer em largura quer em profundidade.2.2. todos os seus jogadores devem orientar as suas atitudes e comportamentos técnico-tácticos de forma individual ou sincronizada com os seus colegas. numa dinâmica de concentração posicional e processual dos jogadores. Equilíbrio Este princípio opõe-se ao princípio ofensivo da mobilidade.

garantindo a adequação da solução ao contexto momentâneo e às necessidades do momento a ele inerentes (Brito e Maçãs. 11 . 1995). pode orientar- se mais correctamente durante o jogo e manifestar mais êxito nas acções tácticas. A instrução no processo ensino-aprendizagem 2. Tal constatação encontra justificação no simples facto de a actividade do professor ou treinador ocorrer. 1998). a propósito das acções decorrentes no processo ensino-aprendizagem. O papel da instrução Considerando o processo ensino-aprendizagem no contexto das actividades desportivas. influenciando-se mutuamente (Graça.3. De uma forma geral os estudos realizados sugerem que as funções de instrução e de observação prevalecem como condutas dominantes nos treinadores de sucesso. Tavares (1993) refere que o atleta ao adquirir informações de forma consciente. sobretudo num processo de actividade comunicativa em que o treinador e os atletas transformam os seus comportamentos. 1993). é por demais evidente a influência exercida por quem orienta o processo (treinador) no rendimento das aprendizagens (Rodrigues. quer na zona do centro do jogo. McGown (1994). Revisão da Literatura ataque à sua baliza sejam controladas. enquanto que se registam pequenas diferenças significativas nas funções de interacção e gestão (Rodrigues.1. paralelamente.3. sugere-nos um modelo relativo à aprendizagem no Voleibol em que integra a ordenação dos acontecimentos importantes na aprendizagem motora pelos praticantes e. os comportamentos de ensino da responsabilidade do treinador. 1995). onde está presente a emissão de FB. quer nas linhas mais próximas. como podemos ver na figura 1. 2.

1992). surgindo a instrução referenciada aos conteúdos como o primeiro motivo da sua utilização. A convicção da influência que exerce no desenrolar de todo o processo e nos resultados alcançados leva a que os especialistas cheguem a considerar que treinar bem é o resultado de comunicações eficientes (Leith. pode ajudar os praticantes a perceber como executar as habilidades motoras do jogo. É indiscutível o papel exercido pela comunicação na orientação do processo de ensino-aprendizagem. para que eles possam alcançar os objectivos pretendidos a um nível excelente de performance. independentemente do contexto em que se estabelece. 1994) Baseado neste modelo. Revisão da Literatura Sequencia das acções no processo de ensino-aprendizagem Sequência do Atleta Identifica os Decide as estímulos relevantes Formula programas Dá-se o processo Responde alterações para a Nova resposta e selecciona os motores de feedback próxima resposta objectivos Estágio 1 Estágio 2 Estágio 3 Estágio 4 Estágio 5 Estágio 6 Apresentação do Desenvolvimento do Melhoria das Ajuda a tomar a Repete os passos Emite feedback objectivo programa motor respostas decisão anteriores Sequência do Treinador Figura 1: Sequência das acções no processo ensino-aprendizagem dos atletas e do treinador (McGrown. 12 . O FB integra o contexto da instrução e. 1999). quando utilizado apropriadamente pelo treinador. Os objectivos da comunicação na relação estabelecida entre o treinador/professor e o atleta/aluno no processo de ensino-aprendizagem são múltiplos. Neste sentido o termo instrução refere-se aos comportamentos de ensino que fazem parte do repertório do professor ou treinador para comunicar informação substantiva (Siedentop. fica clara a importância do comportamento do treinador em relação à instrução apropriada para os seus atletas. 1991). se seleccionarem a informação fornecida (Darden.

grande parte dos estudos centrados nesta temática têm-se realizado em condições laboratoriais. verbais ou não verbais (explicação. o que limita a generalização dos resultados obtidos e justifica a experimentação em contextos reais de ensino- aprendizagem (Glencross. 13 .. através da emissão de feedbacks. 1991). através da análise referenciada à prática desenvolvida (Siedentop. Tinning (1982) defende que a instrução constitui uma das principais funções do treinador. (3) após a prática. entre outras formas de comunicação acerca do conteúdo) que estão intimamente ligados aos objectivos da aprendizagem. recorrendo-se a explicações e demonstrações. antes. a informação é emitida usualmente em referência a três momentos: (1) antes da prática. Assim. Todavia. 1994). (2) durante a prática. Nas situações de instrução. 1987) desde que. no sentido de proporcionar a própria aprendizagem (Silverman. FB. 1992).. afirmando mesmo que a eficácia do treinador na condução do processo de treino é a resultante do seu comportamento de instrução. Através da comunicação verbal (palavras-chave) e da comunicação não verbal (demonstração) são aplicadas estratégias de modelação da informação. 1993). tem-se vindo a constatar que a clareza da informação emitida e o envio pertinente de feedbacks são variáveis preditivas da ocorrência de sucesso nas aprendizagens (Werner e Rink. durante e após a execução motora. 1995). Ao nível da investigação centrada na análise da eficácia do ensino. demonstração. a capacidade de conciliar o conhecimento específico com as estratégias de ensino e o recurso a técnicas específicas de apresentação do conteúdo constituem aspectos determinantes para a eficácia do processo de ensino-aprendizagem (Harari et aI. A instrução é usualmente mencionada como sendo a "chave" da estruturação e modificação das situações de aprendizagem. Relativamente ao contexto de treino. seja respeitada a solução de compromisso entre a quantidade e a qualidade da informação proferida (Silverman et al. Revisão da Literatura Dela fazem parte todos os comportamentos.

o que influencia a realização das mesmas. através da emissão de feedbacks e (3) após a prática.1994). a configuração que as tarefas assumem afasta-se. assumindo a clareza da informação. apreciavelmente.2. 1994). em referência ao contexto do treino. dos propósitos iniciais e do conteúdo informativo veiculado. Assim. 1993). 14 . Revisão da Literatura Contudo. conjuntamente com o envio pertinente de feedbacks. como também à informação que as deve suportar e acompanhar. na organização do processo de instrução é necessário atender não só a aspectos de natureza didáctico-metodológica na estruturação das tarefas. recorrendo-se a explicações e demonstrações. tanto no momento da apresentação das tarefas como na emissão de feedbacks. por sua vez. espaços. Usualmente. no momento da sua apresentação. nem sempre as tarefas que os alunos ou atletas têm que realizar estão claramente especificadas. Muitas vezes. o conteúdo informativo que integra pretende esclarecer o aluno acerca do significado e importância do que vai ser aprendido. nem são explicitamente comunicadas (Landin. McKenzie (1986). salienta que a informação emitida pelo treinador tende a ser. dos objectivos a alcançar e ainda da organização da própria prática. equipamentos e tempo de prática concedido (Rink.3. 2. Segundo Mesquita (1998). nomeadamente na formação de grupos. A informação é emitida usualmente em referência a três momentos: (1) antes da prática. (Silverman. cada vez mais. (2) durante a prática. a forma como a instrução é realizada interfere na interpretação que os alunos ou atletas fazem das tarefas. um papel fundamental na eficácia pedagógica. concisa e precisa. Apresentação das tarefas motoras Entende-se por apresentação das tarefas a informação transmitida pelo professor aos alunos acerca do que fazer e como fazer durante a prática motora (Rink. Masser (1993) salienta a necessidade de a investigação focalizar a atenção na pesquisa da qualidade de informação veiculada. particularmente das palavras- chave emitidas. através da análise referenciada à prática desenvolvida. 1994).

1986). A forma como a instrução é realizada interfere na interpretação que os alunos fazem das tarefas. Rink e Werner. considerada como uma variável preditiva da eficácia de ensino (Rosenshine e Furst 1971. na organização do processo de instrução é necessário atender não só a aspectos de natureza didáctico-metodológica na estruturação das tarefas. mas a qualidade do conteúdo informativo 15 . Para a realização de uma apresentação eficaz concorrem várias estratégias. Assim as apresentações são bem estruturadas quando as explicações utilizadas são passíveis de aplicação (Brophy e Good. desde muito cedo. Revisão da Literatura Landin (1994. Doyle. cit. o que influencia o modo como elas vão ser realizadas (Mesquita. fazendo parte delas o recurso a exemplos. por Mesquita. Brophy e Good. 1992).. Werner e Rink(1987) advogam que os professores mais eficazes são claros na apresentação das tarefas. embora nenhuma se assuma como determinante. vários têm sido os estudos que confirmam a influência das características da apresentação das tarefas motoras nos resultados das aprendizagens (Werner e Rink. à qualidade e à validade face à especificidade do conteúdo em questão. Pelo facto de a actividade motora exigir o concurso de múltiplos factores durante a sua prática. como também à informação que as deve suportar e acompanhar. recorrem a demonstrações regulares e emitem palavras-chave apropriadas no que se refere ao número. 1986. 1978. Assim. 1986. na medida em que facilita ao praticante a sua retenção durante a realização das tarefas (Lee e Solmon. a palavras- chave e a modelos padrão de referência (Brophy e Good. 1989. 1998) salienta que nem sempre as tarefas que os alunos ou atletas têm que realizar estão claramente especificadas. Gage. ou explicitamente comunicadas. 1995). De entre os aspectos que concorrem para uma boa apresentação a clareza na emissão de informação foi. Silverman et aI. 1992). 1998). 1986. Importa ainda realçar que não é a quantidade de demonstrações e palavras-chave utilizadas que discrimina a eficácia da intervenção. No contexto das actividades desportivas. Cruicksand e Kennedy. Reynolds. 1990). 1987. revela-se essencial a sistematização da informação.

estas constituem o principal meio através do qual é comunicado o conteúdo aos alunos (Leinhardt et aI. particularmente nas situações de aplicação. 1997).. ou para que possam reformular os conhecimentos que possuem ou desfazer confusões (Graça. A demonstração O uso associado de diferentes estratégias de apresentação. lacrosse). 1989. Integram o que o professor diz e o exemplo que concretiza para que e com base nisso. 1994). que focalizam a atenção do praticante no que é essencial para o cumprimento eficaz das tarefas (Cutton e Landin.1. acompanhadas de palavras-chave. em conformidade com a natureza específica das habilidades de aprendizagem e o nível de desempenho dos praticantes. No que diz respeito às explicações. 1991). a coexistência de diferentes respostas motoras possíveis confere à demonstração uma importância adicional (Rink e Werner. procedimentos e relações. O recurso a demonstrações completas do movimento (globais) tem-se revelado mais eficaz do que a utilização de 16 . Gusthart e Kelly. revela-se particularmente eficaz (Kwak 1993. Em referência à aprendizagem das habilidades abertas. Gusthart et aI. foram mais eficazes na execução da habilidade. bem como o eficaz entrelaçamento das diferentes estratégias de apresentação (Gusthart e Sprigings. Entre as possíveis estratégias de apresentação destacam-se as explicações. 1997). citado por Rink. 1994).3. averiguou que os grupos experimentais que usufruíram de explicações verbais e demonstrações completas.2. através da comparação de cinco estratégias de apresentação de uma tarefa motora relativa ao ensino de uma nova habilidade aberta (lançamento específico de um jogo canadiano. 1989). 1993. Revisão da Literatura que elas veiculam. as demonstrações e as palavras-chave. seja possível aos alunos construírem uma compreensão significativa dos novos conceitos. apresentaram melhores características técnicas de execução e recordavam-se melhor da informação recebida. 2.

McCullagh e Caird. na aprendizagem das habilidades. mas não facilita a detecção dos erros de execução. Assim. 1990. alguns autores apontam que o facto de este modelo contemplar a execução correcta omite a detecção do erro e a posterior correcção no programa de aplicação (Pollock e Lee. Relativamente ao modelo de demonstração a privilegiar. todavia. é apontado por alguns autores como mais vantajoso ao permitir a percepção dos erros cometidos (Lee e White. Laguna (1996) advoga que ambos apresentam vantagens e desvantagens. o "modelo de aprendizagem" proporciona o contacto com os erros de execução. 1990. Adams (1986) partilha deste entendimento. referenciados a momentos distintos do processo. Assim. na medida em que a totalidade do movimento é captada de uma só vez (Kwak. designado de "modelo de aprendizagem". 1992). 1993 citado por Rink.1994). não garantindo. subsistem dúvidas acerca do que revela ser mais eficaz. deve desenvolver representações cognitivas adequadas para ser capaz de dar respostas. como é o caso da apresentação das tarefas motoras. antes de receber informação acerca de possíveis erros a cometer. ao referir que o praticante. Pollock e Lee. a utilização de um modelo que referencie ao praticante os erros de execução. Com base em estudos realizados no âmbito da aprendizagem motora. Revisão da Literatura demonstrações parciais. em condições laboratoriais. o modelo que integra as condições críticas de realização. 17 . o "modelo correcto" assume maior pertinência sempre que é preciso fornecer informação relevante acerca das tarefas. Resultante destas constatações. Todavia. 1992). o "modelo correcto" proporciona ao aprendiz a recolha da informação necessária para criar uma representação cognitiva relativa à produção do movimento. na medida em que transporta informação precisa e correcta (McCullagh e Meyer. tem sido apontado como o mais eficaz. o reconhecimento do erro nem a representação cognitiva do movimento correcto. Laguna (1996) refere a pertinência da utilização dos dois modelos. Assim. Por sua vez. Em referência à aplicação dos dois modelos de demonstração. designado de modelo "correcto" de demonstração. 1997).

antes. Revisão da Literatura Por seu turno. evitando assim a necessidade de dar longas 18 . Reduzir o número de palavras. 1994).3. que tem. facilitando ao aluno a representação mental do comportamento desejado. diminuindo assim as exigências levantadas ao processamento da informação. A modelação da instrução através da comunicação verbal (palavras- chave) e da comunicação não-verbal (demonstração). O suporte verbal que os acompanha surge como um factor que interfere nos efeitos da demonstração em relação aos ganhos da aprendizagem (Mesquita. Segundo McGown (1991). 1998). 2. 1996). Concentrar informação. A informação filtrada e direccionada para os aspectos que interessa que o atleta adquira. 3. essencialmente quatro funções muito importantes a desempenhar: 1. As palavras-chave A eficiência dos dois modelos de demonstração não se resume à pertinência da sua utilização individual. pois permite a sistematização da informação e disponibiliza o acesso a uma rica fonte de informação relativamente à tarefa.2. Focalizar a atenção do praticante na informação mais relevante. Schmidt (1993) sugere que devem ser desenvolvidas palavras- chaves para apresentar o FB. (Rink. durante e após a execução motora tem sido apontada como uma importante estratégia de ensino.2. 4. 2. capaz de caracterizar o essencial da execução da tarefa motora. uma forma bastante eficiente de FB seria combinação de uma demonstração enfatizada em seus pontos principais juntamente com as palavras-chaves. concorre para a representação cognitiva da tarefa (Magill. 1996). reflectindo-se positivamente nas respostas motoras seleccionadas. o "modelo de aprendizagem" tem as suas vantagens quando é utilizado no seguimento dos erros cometidos pelo aprendiz durante a prática. sendo assim. Auxiliar a memória. o que aumenta nele a possibilidade da realização correcta da performance (Laguna.

McCullagh e Meyer (1997). 1993.. 1984. Rink. 1994). A presença de palavras- chave que acompanhavam a demonstração.. entre uma a duas. Landin. 1996). 1992). prejudicando a performance (Wiese et aI. Pese embora o facto de este tipo de habilidades exigir informação de diferente teor (face à diversidade das situações em que são aplicadas). a natureza da tarefa e o nível de desempenho dos praticantes (Landin. tornando-o desta maneira mais objectivo. no qual compararam a aplicação dos dois modelos de demonstração. No que se refere às características das habilidades. através da aplicação de um estudo experimental. De facto. 1994). de forma a permitir o desencadeamento da resposta motora pretendida (Abernethy e Russel. provocava divergências nos resultados. verificaram que ambos eram eficazes. cit. sendo considerado um factor de eficácia o recurso a essa estratégia de instrução. na determinação das palavras-chave vários pressupostos devem ser tidos em linha de conta. 1987. o recurso a um número limitado de palavras-chave. O uso de palavras-chave é um aspecto da apresentação da informação ao aluno que tem recebido um grande destaque em vários estudos no domínio da Aprendizagem Motora (Landin. por Rink. 1993.1994. Apesar de não ser recente o reconhecimento da importância do uso de palavras-chave enquanto estratégia de instrução (Singer. a análise referenciada às particularidades dos contextos em que se aplicam tem merecido atenção crescente por parte da investigação (Landin.1994. mesmo perante habilidades que envolvam a associação de diferentes 19 . Assim. Masser. Fairwether e Sidaway. Landin. Masser. 1994. Revisão da Literatura explicações sobre as correcções necessárias. 1993. cit. Maggill.1994) e também na Pedagogia do Desporto (Kwak. Por Rink. Mckenzie et aI. 1994). 1993. as de natureza aberta reclamam a utilização de palavras-chave capazes de levar à identificação de estímulos relevantes. a utilização de um número exagerado de palavras-chave pode afectar o ritmo natural de execução. entre os quais se destacam as características das habilidades motoras. revela-se mais eficaz. 1996 . 1978).

Carreiro da Costa (1988).1990). dirigida para o essencial (Glencross. Da forma como percepciona e compreende os movimentos depende todo o desenrolar do processo até à execução da habilidade. o que se reflecte positivamente nas respostas seleccionadas. na medida em que o contexto informativo tem de ser adequado à capacidade de compreensão e execução do praticante (Rink.. 1978. construir um conhecimento processual. distinguindo-se neste percurso três fases: percepção. sendo esta convicção confirmada em estudos realizados em situações laboratoriais (Carrol e Bandura. ou seja. De uma forma geral a aplicação de palavras-chave na fase inicial de aprendizagem das habilidades mostra-se particularmente pertinente. Para tal concorre o recurso a palavras-chave na construção da representação cognitiva da tarefa. decisão e execução (Wrisberg. a auto-recitação (self talk recall). Revisão da Literatura componentes. 1993). 1993). mesmo em relação a um movimento completo sendo capaz de incidir no encadeamento de aspectos parcelares do movimento (Landin et aI. constatou que a importância do FB está dependente do estado da proficiência do aluno e da sua capacidade para processar a informação. 1993). a comunicação com excessivos detalhes é inapropriada para os praticantes que se encontram na fase inicial da aprendizagem (Glencross. Relativamente ao percalço das situações. 1993). Magill. Todavia. através das palavras-chave é proporcionado ao praticante o acesso a uma informação filtrada. 1991. Masser. na medida em que o praticante necessita de reconhecer e elaborar um conhecimento declarativo (centrado no esclarecimento do que fazer) para. No tocante ao nível de desempenho dos praticantes. os atletas mais jovens necessitam de ser estimulados de forma directa para captar a informação (Singer. Complementarmente. Assim. 1992). num estudo na linha da investigação processo-produto. este aspecto assume particular importância na formulação das palavras-chave. uma palavra-chave pode ser mais eficaz. com base nele. 1992). ou seja a verbalização da informação recebida através das palavras-chave (Weiss e 20 .

especialmente nas habilidades abertas. exercendo este tipo de estratégia grande influência no nível qualitativo das respostas motoras (McCullagh et aI. A escassez de estudos sobre estas estratégias ou sobre estratégias alternativas às preconizadas pelo modelo de instrução directa não permitiram tirar conclusões consistentes acerca da sua eficácia (Rink. principalmente em relação ao domínio do conhecimento específico e contextualizado. 1990). 1996). A evolução das dimensões da análise A informação que um aluno ou atleta recebe após executar um determinado movimento é definida como FB pedagógico e é geralmente vista como uma variável muito importante para a aprendizagem (Januário. explicativos. Revisão da Literatura Klint. tal justifica- se devido à existência de sequências de movimentos sujeitas à influência de factores do envolvimento (Landin e Macdonald. a informação incluída deve estar apropriada aos propósitos e significado da acção motora (Rink.3. focados. 1992.1. O feedback pedagógico 2. Em estudos realizados por Carreiro da Costa (1988) e Mesquita (1998). 1990). 1993). Relativamente à fase de execução.3. 1990). é fundamental a associação estreita do conteúdo informativo das palavras-chave com as características das tarefas (Masser.3. 2. 1987) revela-se positiva. Por outro lado. fundamentalmente na selecção e uso de palavras-chave apropriadas à habilidade motora (Tan. 21 . tanto os atletas de alto nível como os atletas em formação registam melhor peformance quando a informação transmitida acerca da selecção de respostas é efectuada recorrendo a palavras-chave (Landin e Macdonald. Ao nível decisional. ficou claro que os professores/treinadores mais eficazes se caracterizam por emitirem feedbacks específicos.3. os professores menos eficazes caracterizaram-se por não dominarem o conteúdo e terem dificuldade de diagnosticar as insuficiências dos alunos. 1996). 1994). Os treinadores mais experientes diferenciam-se dos outros ao nível da estrutura do FB. apropriados e relacionados com o desempenho dos alunos frente às actividades..

O rendimento dos atletas obtido durante a competição irá depender do sistema de comunicação na relação treinador desportista. No desporto actual. 1991. 2003). Rodrigues. Graça. a comunicação constitui uma das áreas em que os treinadores mais têm de evidenciar competências.. pois a informação transmitida dará indicações relativas à concretização das tarefas que estão a realizar (Pina e Rodrigues. no sentido da aquisição e execução correcta da habilidade motora (Fishman e Tobey. Vários autores (Piéron. Williams et al. O FB pedagógico é também visto pelos investigadores como uma forte variável que o professor ou o treinador manipula no processo de instrução e interacção pedagógica (Rink. o FB pedagógico pode ser definido como uma informação proporcionada ao aluno para ajudá-lo a repetir os comportamentos motores adequados. 1988. 2003). 1995. 1995). bem como no rendimento da equipa na sua globalidade. 1994. (2) o FB é benéfico para a aprendizagem de uma habilidade (Magill.. É comum fazer referência ao FB como uma mais-valia do professor ou do treinador no processo de interacção pedagógica. 2001) sustentam que a intervenção do treinador sobre a actividade dos atletas tem um carácter determinante no rendimento individual. 1996). Richheimer e Rodrigues. 1994. O papel do FB e o valor da sua utilização é também salientado por Siedentop (1991) ao referir que para o atleta melhorar as suas habilidades ele 22 . Revisão da Literatura McGrown. Ao FB pedagógico tem sido atribuído um duplo papel na aprendizagem das habilidades: (1) o FB é necessário para que a aprendizagem de uma habilidade ocorra. 1986. A informação é emitida com a finalidade de modificar a resposta do praticante. Magill. esta variável e o empenhamento motor são apontados pela investigação centrada na análise do ensino como as duas variáveis com maior valor preditivo sobre os ganhos da aprendizagem (Carreiro da Costa. Em educação física. eliminar os comportamentos incorrectos e conseguir os resultados previstos (Piéron. De facto. 1994). Williams et al. 1994). 1978).

o FB é um dos instrumentos que o treinador utiliza para comunicar com o atleta no processo da relação pedagógica. no sentido da aquisição ou realização de uma habilidade (Fishman e Tobey. 1976). 1978). sendo. nem sempre os resultados dos estudos realizados contribuíram para o esclarecimento da importância apontada (Piéron e Graham. os mesmos 23 .. inclusive. pois assim ele obtém informações acerca das suas prestações. mas principalmente pelas repercussões emocionais observadas através dos sinais não verbais. Da mesma forma. Carreiro da Costa. 1985). A comprová-lo serve o estudo realizados por Yerg (1981) no qual a autora constatou que as intervenções de FB não só afectaram negativamente os resultados dos alunos no primeiro estudo. O conceito de FB pedagógico é definido como um comportamento do professor de reacção à resposta motora de um aluno ou atleta. apontado como um meio fundamental de qualidade do ensino (Bloom. Como nos é traduzido por Alves (2001). o que se materializa na funcionalidade que lhe é conferida. 1988).e. o FB ou informação de retorno permite ao emissor verificar se a informação foi correctamente recebida. Este é constituído pelas informações verbais que são reproduzidas. nem mesmo quando foram proporcionados feedbacks específicos. Revisão da Literatura necessita de feedbacks que providenciem informação acerca da sua performance. encontra explicação no facto deste se situar entre dois processos complementares: a aprendizagem e o ensino. como ainda. o FB é também um elemento fundamental para o treinador. É através do FB que o atleta tem possibilidades de evoluir em termos psicomotores. relativamente às outras formas de intervenção do professor ou treinador. i. no segundo estudo. 1984. a de servir de fonte de informação complementar e meio de motivação para a aprendizagem (Piéron. O protagonismo assumido pelo FB. tendo por objectivo modificar essa resposta. Como refere Sequeira (1998). Pese embora o facto de ser conferida grande importância ao FB enquanto instrumento pedagógico.

Graham et aI. as diferenças encontradas não se situam ao nível da estrutura do FB. (1995). Carreiro da Costa. constituindo uma mais-valia dos professores experientes. De facto. 1988). materializado no uso de palavras-chave apropriadas (Tan. o que não permitiu que os efeitos do FB se fizessem sentir. 1982a. 24 . Piéron. Na comparação do comportamento de FB entre professores experientes e novatos. A este respeito. 1983. 1983.. o que. Revisão da Literatura se traduziram em ganhos das aprendizagens. não só. pelo facto de as diferenças encontradas nem sempre serem acompanhadas de significado estatístico (Piéron e Pirón. onde o excesso de tempo gasto na informação reduziu o tempo de prática. conduz a níveis de eficácia distintos. tempo de prática motora utilizado) nos efeitos produzidos pelo FB surge como uma evidência inegável. nos quais se verificou a discrepância entre o nível de desempenho dos alunos e o tipo de FB emitido. Yerg e Twardy. 1996). na ocorrência de formas distintas de emissão de FB. e por Silverman et aI. Noutros estudos. a influência do FB nos progressos das aprendizagens foi constatada embora. A comprová-lo estão os resultados dos estudos realizados por Silverman (1993). os sistemas de observação utilizados como também inconclusivos os resultados encontrados. a adequação do conteúdo informativo do FB ao nível de desempenho dos praticantes constitui um factor que interfere com os resultados das aprendizagens. O perigo da interferência de determinadas variáveis (níveis de desempenho dos praticantes. por vezes. podendo tornar inoperantes. Piéron. Apesar da inconsistência dos resultados obtidos os investigadores não deixam de acentuar a importância desta variável. de desenvolvimento cognitivo e de prática dos alunos. obviamente. 1983. na convicção de que a ausência de efeitos positivos pode ser explicada pela inadequação da informação emitida face ao estádio de aprendizagem dos alunos. 1981. referenciando-se fundamentalmente ao domínio conhecimento especifico e contextualizado. 1982. Phillips e Carlisle. com alguma timidez. Piéron e Delmelle (1982) chamam a atenção para a influência dos níveis de ensino.

1993) Para Franco (2002) o FB pode ser dividido em intrínseco e extrínseco. O conteúdo informativo do feedback 2. o FB pedagógico (FB extrínseco) realça estas sensações oferecendo informação externa ao atleta (Williams.3. Magill (1993. O feedback intrínseco/extrínseco “Será que o treinador tem capacidade para se concentrar no desenrolar da competição e rentabilizar a sua intervenção sobre o que é importante no jogo? Que técnicas e estratégias utiliza? Como comunica o treinador com os seus atletas? Que tipo de informação transmite ele? (Rodrigues. Feedback Feedback Feedback Sensorial Aumentado Conhecimento Feedback Conhecimento da Visual Auditivo Proprioceptivo Táctil do resultado Sensorial Performance (CP) (CR) Aumentado Figura 2 (Classificação dos vários tipos de feedback. O FB intrínseco é a informação fornecida como uma consequência natural da realização de uma acção. Enquanto o FB sensorial (FB intrínseco) se cinge a informação gerada internamente (Williams. ou seja. 25 .1. 1994). através dos órgãos sensoriais e proprioceptivos.2. Todos os aspectos dos movimentos intrínsecos à tarefa podem ser percebidos mais ou menos directamente. (1996) referem que o desenvolvimento da performance é uma consequência do uso do FB durante a tarefa. sem métodos ou aparelhos. 2001).3.2. Revisão da Literatura 2.3.3. durante e depois do exercício pode assumir variadas formas. A informação que está disponível antes. apresenta uma classificação de processos de FB (ver figura 2). Magill. 2001). 1995) Como é que o treinador selecciona a informação que vai transmitir à sua equipa? Quais os critérios de selecção dessa informação? Franks et al.

3. 2001). O conhecimento do resultado/performance Durante o processo de treino. 2001). Relativamente aos aspectos críticos. O FB pedagógico deve centrar-se nos aspectos técnicos. Para tal. 1996). particularmente nos aspectos críticos da performance destacados durante a informação da tarefa. servir de reforço ou punição. os atletas devem saber que direcções devem seguir.3. 2. o FB aumentado tem uma importância elevada para a elevação do rendimento do atleta (Franks et al. Para Williams (2001). segundo o mesmo autor. verificando se ela é congruente com a descrição (Siedentop. Os treinadores devem escolher o tipo. o conteúdo informativo emitido durante a apresentação das tarefas deve ser replicado na emissão de feedbacks..2. o FB deve ser específico. Os dois tipos de FB utilizados pelo treinador durante o processo de treino são o conhecimento do resultado (CR) e o conhecimento da performance (CP). sem FB a aprendizagem é praticamente inexistente. três propósitos: corrigir os erros. O conhecimento do resultado é uma informação obtida posteriormente ao produto final de uma determinada acção (Williams. devendo o professor esforçar-se por acompanhar a prática dos alunos. forma e quantidade de informação a oferecer aos atletas durante o treino (Williams. constituindo o próprio FB uma forma de reforço da informação emitida antes da prática. Para alterar comportamentos. 2001). O conhecimento da performance é a informação relativa ao desempenho do atleta em termos técnico/tácticos (Williams. motivar. 1991). 26 . O FB serve.2. Revisão da Literatura Para Pérez e Bañuelos (1997) O FB extrínseco pode ser de dois tipos: aquele relacionado com a própria realização (conhecimento da execução ou da performance) e o relacionado com o resultado obtido (conhecimento de resultado).

a não ser que o FB extrínseco seja dado. Segundo o mesmo autor. que não possa ocorrer aprendizagem sem conhecimento de resultados. Isto sugere que quando o executante não pode detectar seus próprios erros de performance pelo FB intrínseco não ocorre nenhuma aprendizagem. de acordo com Magill (1984). a magnitude do erro e. O CR é uma forma específica de FB externo e. isto não significa em hipótese alguma. à direcção mais a magnitude do erro. 27 . Para Schmidt (1993). o fornecimento de resultados sobre os erros permite uma melhoria mais rápida durante a sequência de tarefas. Segundo Chiviacowski e Tani (1993). e (c) os objectivos das tarefas devem ser focados durante a sua apresentação (Mesquita. o conhecimento de resultado é a informação verbalizada sobre o resultado da resposta no meio ambiente apresentada após a resposta. gerador do aumento de resultados positivos no processo ensino-aprendizagem. capaz de informar o aprendiz sobre o resultado ou eficiência de um movimento. Como "princípio geral" não há aprendizagem sem conhecimento de resultado. Para alcançar os efeitos positivos. o conteúdo informático do FB pedagógico desejado no processo de aprendizagem deve possuir algumas características. Podemos fornecê-lo em relação à direcção do erro. durante ou após a sua execução. que permanece nos testes de retenção mesmo após a retirada do conhecimento de resultado. (b) a atenção deve ser centrada e orientada para a qualidade de execução (conhecimento do resultado ou da performance). Porém. é uma das funções mais importantes que um instrutor de habilidades motoras desempenha para o principiante. 1998). Revisão da Literatura A utilização apropriada de FB pedagógico nos contextos de ensino- aprendizagem e treino torna esta variável numa mais-valia para o professor ou treinador. o CR é um tipo de informação que pode tomar muitas formas no ambiente de aprendizagem. entre as quais se destacam: (a) a informação emitida pelo FB deve ser baseada na especificidade da tarefa e dos conteúdos em particular. enquanto instrumento pedagógico.

O CP é distinto do FB intrínseco e. Salmoni.. Magill. provavelmente apenas inferior à prática propriamente dita (Magill. citados por Marteniuk. sendo muito difíceis de separá-las na prática (Mota. De uma forma geral. 1993). tem mais utilidade quando usado no ensino. No entanto. Informação: dá informação sobre erros como base para correcção. 1985). o FB fornecido. Walter. O CR é uma das variáveis mais importantes para aprendizagem de habilidades motoras. Newell et al. Um estudo realizado por Thorndike (citado por Adams. 1984. os indivíduos foram incapazes de melhorar seu desempenho na tarefa proposta. em termos de atingir a meta. não informa necessariamente sobre o sucesso de movimento. criando uma estrutura de referência para que o atleta ou aluno possa detectar erros e tentar corrigi-los (McGown. a principal função da informação de FB é a de permitir ao executante avaliar a resposta dada. seja pelo Professor ou Treinador no decurso da interacção pedagógica. 1986. 1993). e sim sobre o sucesso do padrão que o aluno realmente produziu. 2. sendo respectivamente positivo e negativo.R. 1991). O conhecimento de performance é a informação verbalizada sobre a natureza do padrão de movimento apresentada após a resposta (Schmidt. (Schimdt. O mesmo autor afirma ainda que a informação do CP ao contrário do CR. baseia-se simultaneamente em três tipos de influências fundamentais. em situações reais. Pérez e Bañuelos (1997): 1. Schimdt. Revisão da Literatura O primordial para que ocorra aprendizagem é que seja recebida alguma informação sobre o erro apresentado. 1989). Reforço: fornece reforço tanto para acções correctas e incorrectas. 28 . O CP pode ser definido como um FB extrínseco acerca do movimento cinético e cinemático (Newell et al. Motivação: produz motivação ou leva o aluno ou atleta a aumentar seu esforço ou participação. 1978) constatou que sem C. 1994). em comparação com o CR. Adams. 3..

porque estes são muito motivadores…os treinadores devem fazer tudo o que puderem para aumentar os feedbacks positivos nos exercícios. Ho e Shea. sendo que. Quantidade versus qualidade do feedback A qualidade e quantidade do FB fornecido deriva da capacidade que cada um tem para tomar decisões. Pesquisas como as de Baird e Hughes.3. tendo por base a informação obtida de uma observação formal (através de instrumentos de observação) ou informal (baseada na simples competência profissional) (Piéron. o grupo mais próximo de 100% tem um maior número de acertos (fase de aquisição de padrão). Então.” Neste sentido. quanto mais eficaz for a transmissão de informações sobre os aspectos positivos da execução de um elemento técnico.3. 1988). McGown (1994) destaca também a função motivadora do FB ao afirmar que “os jogadores também gostam de exercícios nos quais obtêm muitos feedbacks positivos. como os objectivos.3. pelas referências particulares que promove. mostram que grupos com menor frequência relativa de CR obtiveram performances mais precisas. conteúdos e contextos de aprendizagem.2. Durante a fase inicial o grupo de menor frequência de FB erra mais e. Esta função do FB é sublinhada por Mota (1989). o FB assume outras funções. citados por Schmidt (1993) e de Taylor e Noble. ao referir que a reacção à prestação motora deve ter como objectivo incentivar e motivar o aluno para a execução de tarefas. O FB é também um elemento fundamental. na motivação que induz nos atletas. citados por Chiviacowski e Tani (1993). ao contrário do que se pensava. Daniels (2000). 2. a diminuição da frequência relativa ajuda a fase de retenção. numa atmosfera que lhe permita o desenvolvimento da sua personalidade. Johnson et al. a frequência relativa mostrou-se uma variável importante para a aprendizagem. Castro. Na fase de transferência e retenção o grupo próximo a 100% piora a 29 .. pela dependência de factores que determinam e orientam o processo de ensino-aprendizagem. refere que. Revisão da Literatura Para além da função informativa. mais rápida irá ser a sua aprendizagem.

ou seja. 1995) é que o indivíduo quando não recebe CR logo após uma tarefa se concentra nas suas sensações próprias (FB intrínseco).. mas também relativamente aos diferentes atletas. Para se obter sucesso na aprendizagem deve-se estabelecer o que é fundamental e o que é acessório.. 1995). o que parece ser a quantidade correcta de FB para promover a aprendizagem para um indivíduo. isto é. isto é. durante a prática propriamente dita. Se o atleta realizar as correcções apropriadas. do que grupo com frequência mais baixa. A explicação para este fenómeno segundo Schimdt (citado por Godinho et al. A informação acerca de uma resposta torna-se fundamental para o atleta (Magill. 30 . quando se apresenta o CR de forma diferida. O mesmo fenómeno pode ocorrer. 1984). Todo o contexto deve ser levado em consideração pelo treinador (tarefa motora. O tipo de FB pode variar não só em relação às diferentes habilidades motoras. muitas vezes. (1995). informação condensada referente a um conjunto de repetições de cada vez. ou quando o CR é apresentado de forma sumariada. citados por Godinho et al. em quantidade correcta. O que é recomendado é a informação acerca da resposta dada pelo atleta em determinado exercício. os grupos com menores frequências relativas mantém ou até melhoram a performance. No entanto em testes de resistência ao esquecimento (retenção e transfer) nota-se o contrário. Num estudo realizado por Godinho et al.R. Em habilidades motoras é importante que esta informação ajude o atleta a realizar determinados ajustamentos antes de executar a habilidade novamente. quando se fornece ao indivíduo informação referente a uma tarefa após um intervalo em que é repetida a tarefa um certo número de vezes (Lavery e Suddon. as suas respostas tornar-se-ão completamente satisfatórias e correctas. Revisão da Literatura performance e.. pode dificultar ou inibir a aprendizagem para outro (Lee et al. 1994). constataram que grupos de atletas que receberam 100% de C. na mesma habilidade motora. nível de complexidade e diferenças individuais) porque. apresentaram um ganho maior na fase de aquisição.

configurado num conhecimento táctico (Carter. entre outros. o lactato sanguíneo. 1997). Essencialmente. Graça. nomeadamente. Wisloff et al. Alguns estudos evidenciam existir uma associação entre a capacidade aeróbia e o rendimento e entre o nível da equipa e a distância percorrida durante um jogo de futebol (Smaros. Helgerud et al. Recentemente. Santos e Soares (2002) referem que o jogo de futebol é um fenómeno complexo que envolve. a 31 . demonstraram que o treino aeróbio pode contribuir para um aumento da performance física do futebolista. a participação de todos os sistemas energéticos. 1999). 2002). Segundo Rebelo (1993) e Bangsbo (1995. Apor.. treinar é. Requisitos físicos e fisiológicos do futebol A investigação sobre os requisitos específicos do jogo de futebol. do número de sprintes e o seu desempenho com bola. 1980. e a mobilização de substratos energéticos. 1990. intercalados com longos períodos de recuperação a baixa intensidade (Rebelo e Soares. permitindo uma análise de indicadores como a distância percorrida no jogo. a duração dos deslocamentos ou através do estudo de respostas fisiológicas durante o exercício. Revisão da Literatura As características apontadas sobre o treinador. consistindo em pequenos períodos de trabalho em regime de alta intensidade. 1995. (2001). um processo de comunicação. mas também pela capacidade de o adaptar aos constrangimentos situacionais. devido à variabilidade da intensidade das acções realizadas no jogo de futebol. 1988. não só pela presença de um conhecimento mais especializado e organizado. 2002). No jogo de futebol. o consumo de oxigénio (VO2). São habitualmente analisadas a FC.1998). sugerem que a marca da diferença dos experts passa.4. López e López. que implica. pode concretizar-se através do estudo de variáveis físicas. da duração das fases de jogo de alta intensidade de esforço. devido às suas exigências fisiológicas. A capacidade aeróbia parece ser muito importante para os jogadores de futebol. da distância total percorrida por jogo. 2. saber comunicar e interagir com os atletas (Martens. a natureza do esforço é intermitente.

se encontram as acções decisivas para o seu resultado. para recuperar das actividades de alta intensidade. além de se conhecer o impacto do jogo se ter conhecimento acerca das exigências físicas e fisiológicas do treino de futebol. A via glicolítica é responsável por uma pequena parte da energia formada durante o jogo. (2003). cumprindo um dos principais princípios do treino desportivo – o princípio da especificidade. Assim. Características da actividade física do jogador de futebol O jogo de futebol. em atletas de elite. 2.1. O’Connor (2002). Bangsbo e Michalsik (2002). A aquisição de informação resultante da análise de variáveis físicas e fisiológicas permite conhecer e identificar. As variáveis duração e intensidade do jogo são aquelas cuja caracterização nos permite perceber melhor as 32 . salientam que o conhecimento dos efeitos dos exercícios de treino permitirá uma programação mais rigorosa de acordo com os objectivos pretendidos. o conhecimento do impacto físico e fisiológico do jogo de futebol. provavelmente mais importante. na actualidade revela exigências físicas e psicológicas extremamente elevadas. Estudos como os de Amadoz e Sola (2003) e Silva (2003). (2002). ou de qualquer outra modalidade desportiva. Bangsbo (2002). sendo a primeira responsável. Ohashi et al. No estudo da caracterização das exigências físicas do jogo de futebol. encontram-se diversos trabalhos: Rebelo (1993). podendo-se cumprir melhor os objectivos de treino e optimizar os efeitos dos exercícios de treino. Coutts et al. por valores acima dos 90% da energia total despendida durante um jogo. as qualidades que o futebolista deverá possuir para fazer face às solicitações que o jogo lhe coloca do ponto de vista físico. pois permite seleccionar conteúdos de treino adequados às exigências da competição. porém é necessário ressalvar que esta via energética é muito importante para as fases intensas do jogo. normalmente. construindo o processo de treino com mais eficiência.4. nas quais. o futebolista precisa de uma boa capacidade aeróbia para manter a intensidade média do jogo e. Soares (2000) alerta para a importância de. é de extrema importância. Para Weineck (1999). Revisão da Literatura energia é provida tanto por via aeróbia como por via anaeróbia.

o autor refere que a distância percorrida no jogo subestima o gasto total de energia. O quadro 1. no qual a perda de água pode atingir 3 a 4 litros (Bangsbo. No entanto. Bangsbo.. (1988) 10. É possível estabelecer uma relação entre as características da actividade física do jogo de futebol com as correspondentes exigências fisiológicas (Reilly. reflecte a produção de trabalho mecânico. não apresenta com rigor o gasto energético total. 1990. Revisão da Literatura exigências físicas de uma partida de futebol. os remates entre outras.8 Rebelo (1993) 9. 2002).0 Mohr et al. Segundo Bangsbo e Michalsik (2002). facto este que se poderá dever à fadiga acumulada. Durante um encontro de futebol. 2002). um atleta pode percorrer uma distância até 13-14 km. Bangsbo. os saltos. 2001.86 33 . (2003) 10. deve-se considerar também a energia necessária para outras acções. Efectuando uma comparação entre a primeira e a segunda parte do jogo. Bangsbo e Michalsik (2002). Strudwick e Reilly. os estudos revelam que a distância percorrida na primeira parte é superior à distância percorrida na segunda parte (Bangsbo et al.6 Strudwick e Reilly (2001) 11. Com efeito.1 mostra alguns resultados. como as mudanças de direcção. A distância total percorrida por um jogador durante um jogo. com uma frequência cardíaca média de 160/170 bpm. Reilly 1990). 1992) e em que a qualidade das acções individuais e colectivas acabam quase sempre por ditar o vencedor (Sá. sobre a distância percorrida pelos atletas em competição. num estudo realizado por Reilly (1996).8 Van gool et al. o qual se relaciona directamente com o gasto energético (Reilly e Thomas.3 Bangsbo e Michalsik (2002) 11. (1991) 10. 1991. referem que a distância total percorrida. contrariando de alguma forma o descrito por Reilly e Thomas (1976) e por Reilly (1990). 2004).Distância percorrida pelos atletas (profissionais) em competição Autor Distância percorrida (Km) Ekblom (1986) 9. 1994.2 Bangsbo et al. 1976.1 . Quadro 1.

9 35 al (1988) Bangsbo et 17. Bangsbo et al. Bangsbo et al. Revisão da Literatura A análise do quadro 1. Bangsbo 1993). As diferenças encontradas entre os resultados de diferentes estudos. se verifique uma frequência considerável de esforços de média intensidade e de sprintes (esforços de intensidade elevada) (Yamanaka et al.8 504 5. Tipos de deslocamento Corrida Parado Marcha Lado/costas trote Sprint média Autor % N % n % n % n % n % n Yamanaka et 4.3 26 33. costas. Rebelo. A informação sobre o padrão de actividade do futebolista em jogo torna-se mais precisa se considerarmos a intensidade dos deslocamentos efectuados. pese embora. percorrem entre 9 km a 12 km por jogo. No quadro 1. corrida média. Estes autores decompõem os deslocamentos em cinco categorias de acordo com a sua intensidade: parado. Bangsbo et al. como nós é sugerido por Reilly e Thomas (1976) e Rebelo (1993). marcha. 1991. 1986.7 98 1. trote. Garganta. Rebelo.4 226 32. Strudwick e Reilly. 1998. a intensidade dos diversos deslocamentos efectuados. Rebelo.7 298 5. 2001. 1999.1 permite-nos concluir que os futebolistas de nível profissional. 2001) e à frequência dos deslocamentos (parado.4 329 1.2. Quadro 1. com as características tácticas das equipas envolvidas (Ekblom 1986) e com o nível competitivo (Ekblom. 1988. 1988. 1991. lado.3 78 55. 2002).1 122 40. Bangsbo. Rebelo. poderão dever-se ao facto da distância percorrida estar relacionada com a posição que os atletas ocupam na equipa (Bangsbo et al. 1993). Bangsbo e Michalsik. uma elevada percentagem de exercícios é de baixa intensidade. marcha. corrida média e sprinte. tendo em conta a duração e a frequência dos diversos tipos de deslocamento.3 120 2. conseguimos retirar informações mais precisas sobre o padrão de actividade do futebolista. Cazorla e Farhi. 1988. Carzola e Farhi.2: Duração (%) e Frequência (n) de deslocamentos realizados no jogo. Durante a realização de um jogo de futebol. sprint) dos futebolistas em jogo (Yamanaka et al. 1993. Strudwick e Reilly. 1991. 1993. Se consideramos. 2002). trote. 1993. quanto à sua duração (Yamanaka et al. 1998. apresentamos resultados de alguns estudos efectuados nesta área. 1991.8 76 34 .

47 45.1 316 3. Os valores apresentados no quadro 1.9 256.78 8.2).96±11.6 289. 39. A variabilidade das distâncias percorridas encontrada nos diferentes estudos.16 13.13±12.3.74±2.02±2. Quadro 1. e como sprint as actividades de corrida de alta velocidade e corrida em sprint.49 22. referem-se a estudos realizados nesta área. como um factor diferenciador de equipas de diferente nível.21 (2003) 30x20m Mota 4x4.3 6. que as categorias de deslocamento que envolvem mais tempo de exercício são a marcha e o trote assim como no jogo formal (quadro 1. permite-nos constatar a predominância de esforços de baixa intensidade.63±5.04 13.9 39 (2003) * Consideramos como trote a categoria definida pelo autor como corrida de baixa intensidade.3.03 32.27 1.9 73 19.86±4.1 97.51 2.8 109 0.3 (1993) Studwick e 15 48 32 4 1 Reilly (2001) Rebelo 141. Ekblom (1986) considera a percentagem da distância percorrida a elevada intensidade.13±4. pode ser explicada pela diferença na qualidade das equipas estudadas (Ekblom. Revisão da Literatura al.69 1. 1.37±0. (1991)* Rebelo 16.2.48 11.6 379 2.26±7.21 (2003) 30x20m Aroso 4x4+2JK.58±2. (1991).8 4.0 8. 4.7 (1999) Mohr et al 18. apesar da corrida de intensidade média e do sprinte (esforços de intensidade elevada) serem deslocamentos efectuados com bastante frequência. 1986). Adaptado de Aroso (2003) e de Mota (2005) Podemos verificar pelo quadro 1.4 163 43.9 39.82±5.3: Valores médios da percentagem de tempo em cada tipo de deslocamento em diferentes jogos reduzidos.17±1. Bangsbo et al.24±11.11±0.95 7.43±3. 4. A análise do quadro 1.02±2. em que foram analisados jogos reduzidos. pelas diferentes metodologias usadas e pelo número de categorias seleccionadas nos diversos estudos.7 24.0 82.51 46. sendo uma característica das equipas de nível mais alto.46 (2005) 30x40m.51±5.80 44. autor Exercício Parado Marcha Lateral/costas Trote Corrida média Sprint Aroso 3x3.51 . analisaram a quantidade de exercício de alta intensidade realizado no jogo em função das posições específicas dos 35 .

ao contrário do que haviam observado na distância total percorrida em jogo. acontece uma acção de intensidade elevada. como podemos observar no quadro 1.4. onde estão incluídos os sprintes.2 4±1 Corrida moderada 3. permitiram a Strudwick e Reilly (2001) concluir que o futebolista realiza. um deslocamento de alta intensidade por minuto e um esforço máximo (sprinte) em cada 4 minutos. em cada 43 segundos de jogo.8 4±1 Jogging 4.05) aos defesas e aos avançados.8±1. parados ou em marcha.8 10±3 Jogging para trás 2±1 5±2 Jogging lateral 1. Quadro 1.4±1. Características fisiológicas do jogo de futebol Os indicadores fisiológicos mais utilizados na caracterização da intensidade do jogo de futebol são a FC e a lactatémia.2 - Marcha 5. encontraram resultados interessantes sobre as acções do futebolista em jogo.6 19±9 Carzola e Fahri (1998).8±1. A frequência com que os diferentes tipos de deslocamento ocorrem no jogo. em média. apresentando valores de 107 a 139 acções intensas por jogo.8±1. os cabeceamentos e os desarmes. não tendo encontrado diferenças com significado estatístico. os dribles.8 7±2 Marcha para trás 3. Segundo os mesmos autores.8±0. 2. Revisão da Literatura jogadores.4: Valores médios do Tempo (s) e distância (m) de cada tipo de deslocamento (Strudwick e Reilly.2±1. enquanto que os restantes futebolistas passavam mais tempo.2 17±5 Sprint 3. Os autores estudaram ainda o tempo e distância médios para cada tipo de deslocamento. 2001) Deslocamento Tempo médio (s) Distância média (m) Parado 3.4.2±0. os duelos (1x1) com e sem bola. variável em que os jogadores centro-campistas (médios) registavam resultados superiores (p<0. indicadores que servem 36 .2. A maior distância percorrida pelos médios foi determinada pela maior frequência e duração da corrida de baixa intensidade.

que permitem uma leitura contínua e uma transferência dos dados por telemetria. pois interferiria no desempenho dos atletas. Soares (1988) e Strath et al. Revisão da Literatura para estimar. apesar de ser um método indirecto de avaliação da intensidade do esforço. pelo que sê-lo-à provavelmente para o exercício realizado no jogo de futebol. Desta forma. No nosso estudo recorremos apenas à análise da FC. Uma forma de obter informação acerca do gasto de energia aeróbia durante o jogo de futebol assenta na medição da FC continuamente ao longo do mesmo. a relação entre a FC e o VO2. procuraremos neste capítulo analisar alguns estudos realizados neste âmbito. 2000). tem sido muito utilizada em Futebol. estimando o gasto energético com base na relação entre a FC e o VO2 determinado em laboratório (Bangsbo. O VO2 não é susceptível de ser avaliado em jogo de uma forma convencional. 1994.1. os avanços tecnológicos verificados com a construção de cardio- frequêncimetros portáteis. 2. Balsom. 2000). de forma indirecta. 1993. quando existe uma participação significativa do sistema muscular esquelético. referem que parece existir uma correlação muito forte entre a FC e o esforço físico/dispêndio de energia em exercícios dinâmicos.4. A contribuição deste metabolismo. Bangsbo. A maior parte da energia necessária para a prática do futebol é produzida pela via aeróbia. apesar de ser normalmente determinada através da corrida contínua sub-máxima em tapete rolante. A monitorização da FC. por ser um método não invasivo e relativamente económico. situa-se na ordem dos 90% do consumo energético total requerido pelo jogo (Bangsbo. a produção de energia aeróbia e de energia anaeróbia durante o jogo de futebol. Apesar de ser um 37 .2. Frequência cardíaca As exigências energéticas durante os períodos de baixa intensidade e durante a recuperação do exercício de alta intensidade são cobertas pelo sistema aeróbio (Balsom. Segundo Bangsbo (1993). Acresce a este facto. parece ser válida para o exercício intermitente. 1994b). (2000). de dez atletas em simultâneo (Polar Team-System).

encontraram valores médios da FC de 170 bpm na primeira parte e 38 .. Por outro lado. citado por Nunes e Gomes-Pereira (2001). avaliou a FC de jovens futebolistas participantes no Campeonato Nacional de Futebol Italiano. durante a primeira parte os atletas apresentam valores mais elevados do que na segunda (Van Gool et al. encontrando valores médios da FCmáx de 195 bpm. Nunes e Gomes-Pereira. 1988. o coração bate cerca de 60 vezes por minuto. 1994a). o erro existente na estimativa do dispêndio energético é reduzido. segundo Bangsbo (1993. Em repouso. este método tem a vantagem de não condicionar a acção dos atletas (Bangsbo. Leali (1995). 1991). Nunes e Gomes-Pereira (2001). Num estudo realizado com jovens de ambos os sexos com idades compreendidas entre os 16 e os 19 anos de idade. 1999b). poderão estar na base deste resultado (Ali e Farraly. 2002). 2001) e os resultados desnivelados. o ritmo cardíaco eleva-se (Bangsbo. Bangsbo (2002). Os atletas treinados têm um ritmo cardíaco em repouso mais baixo. Ali e Farraly. 1993. num estudo realizado com futebolistas portugueses juniores participantes do Campeonato Nacional da categoria. Maréchal (1996). 1995. para os jogadores com 16 anos de idade e 191 bpm para os jogadores com 17 e 18 anos de idade. 1991. Se avaliarmos a FC nas duas partes do jogo. Com o objectivo de usar a frequência cardíaca (FC) como indicador da intensidade do exercício no treino torna-se necessário determinar a FCmáx de cada atleta. encontrou uma variação da frequência cardíaca máxima (FCmáx) entre 180 e 230 bpm. Bangsbo. Bangsbo. 1993. Num estudo realizado por Bangsbo (2002) com atletas profissionais dinamarqueses da 1ª divisão. Estes resultados revelaram-se mais altos do que os de Bangsbo (1994a). 1991. Revisão da Literatura método indirecto. Durante o exercício.1994a). com valores médios da FCmáx de 171 bpm e 168 bpm respectivamente. Estes resultados mostram que o jogo de futebol depende fortemente do metabolismo aeróbio. encontraram-se valores da FCmáx entre 150 e 190 bpm. A fadiga que se vai instalando durante o decorrer do jogo (Ali e Farrally.

1±6.5: Valores médios (± desvio padrão) da FCméd e da % FCmáx em exercício do tipo jogo reduzido. 2000.1±3. 30x20m . têm permitido estimar. Bangsbo.. 1993. 2003). 30x40m. Os atletas tinham uma média de idades de 17. 30x20m. num estudo realizado com atletas juniores do campeonato nacional francês da categoria.7±7 87. Estudos em que se analisaram a intensidade do exercício em jogos reduzidos (Aroso. Reilly. Carzola e Farhi (1998). Revisão da Literatura de 164 bpm na segunda parte. através da sua relação com o VO2. Mota. durante 51. 1988. 2005) revelaram uma aproximação dos valores da FCméd e percentagem da FCmáx apresentados na literatura para o jogo formal. verificaram que a FC média dos atletas se situava em torno dos 85% da Fcmáx. balizas reduzidas Aroso (2003) 174. encontrando também valores abaixo dos 150 bpm mas por breves períodos de tempo.9±6. 1990. como podemos observar pelo quadro 1. Rebelo (1999) encontrou valores médios da FC no jogo entre 150 e 170 bpm. encontrando-se durante 23 minutos do jogo entre os 85% e os 90%. 1997.72. 1999b. Quadro 1. 39 . citados por Bangsbo.2 reduzidas 4x4. 1979. 2003.53±0. balizas Aroso (2003) 158±13 79. 17 minutos entre os 90% e os 95% e 7 minutos acima dos 95%. balizas reduzidas com Mota (2005) 174±12.0 sem guarda-redes 4x4+2JK. Este autor encontrou valores da FC entre os 150 bpm e os 190 bpm durante a totalidade do jogo. Bangsbo 1994b.3 guarda-redes Adaptado de Aroso (2003) e de Mota (2005) Os estudos realizados com este indicador fisiológico (FC). valores médios de cerca de 70% a 80% do consumo máximo de oxigénio – VO2máx (Reilly e Thomas. Os resultados encontrados por Carzola e Farhi (1998) estão em concordância com os encontrados por Bangsbo (1999a). Aroso.5. Van Gool et al. Autor Exercício FCméd %FCmáx 3x3.3 90. Balson.6% to tempo total de jogo num estudo realizado também com atletas do escalão Júnior pertencentes ao Campeonato Nacional da categoria. Reilly.

1990). • Também se os esforços forem de curta duração. Reilly (2001) refere que o VO2 depende do débito cardíaco e da diferença artério-venosa de O2. Reilly. não existe tempo suficiente para que possa reflectir a intensidade do esforço (Rasoilo. logo. quando a predominância do metabolismo utilizado é aeróbia. que independentemente do gesto realizado. 1998). interna e individualizada da intensidade do esforço. Pode-se considerar também que o estado 40 . 1998. Este facto é explicado pela relação entre a FC e o VO2. uma exigência superior de O2 é satisfeita quase exclusivamente pelo aumento da FC. atendendo a diferença temporal entre as alterações da intensidade do exercício e o seu efeito sobre a FC (Rasoilo. Por outro lado. poderá sobrestimar as exigências fisiológicas. sendo mais evidente em repouso ou quando a intensidade do esforço no exercício é baixa. mas sim o VO2 (Rasoilo. o uso da FC como indicador da intensidade do exercício parece apresentar algumas limitações que passamos a referir: • A relação com a intensidade do esforço só é válida e de fácil interpretação em esforços predominantemente aeróbios e homogéneos. • Existe dificuldade na sua interpretação em esforços intermitentes. 2001). embora nestes casos não seja o melhor indicador. o débito cardíaco aumenta linearmente com a intensidade do exercício e. a concentração mental durante a realização de exercícios técnico- tácticos com baixa exigência energética. Reilly. o débito cardíaco depende da FC e do volume sistólico. 1998). casos em que esta interferência se poderá sobrepor à da intensidade do exercício (Rasoilo. • É influenciada pelo estado motivacional do indivíduo. aumenta paralelamente ao aumento da intensidade de trabalho do organismo. 1998. a FC eleva-se com o aumento da intensidade do exercício. Desta forma. 2001). No entanto. para aumentar consequentemente o débito cardíaco. Revisão da Literatura Para Rasoilo (1998) a FC é uma medida objectiva. de modo a satisfazer as necessidades musculares de O2 (Reilly. se esta for elevada. Desta forma.

pode também provocar desidratação. Reilly.6). No entanto. a FC nem sempre reflecte a produção energética. o que pela consequente redução do plasma sanguíneo. a avaliação da FC tem as vantagens de ser um método não invasivo. tecnicamente fácil de se utilizar e que nos permite uma avaliação contínua durante a actividade física. com o objectivo de simplificar todo o processo de avaliação e controlo de treino. • É influenciada pela temperatura ambiente. esta não reflecte com exactidão as exigências a que o atleta esta a ser sujeito. Quadro 1. pois quando as condições externas ao exercício são alteradas. sendo considerada um bom indicador da carga fisiológica no treino. pelo acréscimo de aporte de sangue até à pele para produzir arrefecimento (Rasoilo. Revisão da Literatura motivacional que acompanha a realização de situações de jogo. levará ao aumento da FC (Rasoilo. podendo mesmo utilizar-se em contexto de jogo (Reilly. 1998. apesar das limitações evidenciadas. Baseando-se nos valores da FC. vários autores têm sugerido a utilização de zonas-alvo de treino. 2001).6: definição de zonas-alvo de treino. Reilly. Korcek (1981) propõe três zonas diferenciadas (Quadro 1. O treino em condições de temperatura ambiente elevada. Assumindo uma relação entre os valores da FC e da % de VO2máx. 2001). Parece-nos desta forma que. 2001). A monitorização de vários atletas em simultâneo permitirá conhecer a resposta fisiológica individual dos mesmos e avaliar e controlar a carga do exercício e do treino em geral. 1998. 1990). devido à sua complexidade. 1981). Zonas-alvo de treino Amplitude da FC (bpm) % VO2máx Treino aeróbio <150 até 60% Treino aeróbio/anaeróbio entre 150 e180 entre 66 e 93% Treino anaeróbio >180 acima de 93% 41 . induza um aumento mais expressivo da FC do que outros exercícios com exigências físicas idênticas (Reilly. de acordo com a FC e o VO2 (adaptado de Korcek. aumentando significativamente se aquela for muito elevada.

Flanagan e Merrick (2002). um valor elevado da FC não significa necessariamente que o jogador esteja a treinar a elevada intensidade. Reilly. 2001. Existem algumas alternativas.. pois a sua FCmáx. Reilly. Assim. 2001). Desta forma. 2001. 1994) %FCmáx %VO2máx 50 28 60 42 70 56 80 70 90 83 100 100 42 . na tentativa de minimizar erros provocados pela diferença de sexo (Rasoilo. A FCmáx pode ser estimada a partir da fórmula FCmáx=220-idade do sujeito.7).7: Categorias de treino com base na FC (adaptado de Flanagan e Merrick.8: Relação entre valores percentuais da FCmáx e do VO2máx (McArdle et al. 2000. devido às variações inter-individuais da FC. em percentagem dos valores máximos (Quadro 1. propuseram seis categorias de treino (Quadro 1. é possível estabelecer qual a proporção da intensidade do exercício a que o atleta está a trabalhar em determinado momento (Ekelund et al. na impossibilidade de estabelecer a relação individual entre a FC e o VO2.8). 1998. com base na observação em laboratório dos valores de FC e do VO2. 2001). 2002) Categoria Amplitude da FC (bpm) Recuperação passiva <93 Recuperação activa entre 93 e 114 Intensidade baixa entre 114 e 135 Intensidade moderada entre 135 e 155 Intensidade elevada entre 155 e 178 Intensidade muito elevada >178 No entanto. Quadro 1. pode também ser bastante elevada. Quadro 1. MacArdle et al. 2001). torna-se relevante relacionar a FC no exercício com a FCmáx de cada jogador em termos percentuais. Bragada. 2001. Atendendo à elevada variação inter-individual é sugerido que a FCmáx seja determinada através de um teste sub-máximo. permitindo uma avaliação mais exacta (Balsom. (1994) apresentaram uma sugestão para a relação entre a FC e o VO2. Revisão da Literatura Num estudo aplicado ao futebol. Bragada. Nunes e Gomes-Pereira.

A partir desta fórmula. que comummente se designa por percentagem da FCres (Chamoux et al.FCrep Neste método é considerada apenas a zona da FC útil. Revisão da Literatura Como podemos verificar pela análise do quadro 1. 1998). para obter a zona-alvo de treino: FC do exercício (FCex)=FCrep+(FCmáx-FCrep) x % intensidade do exercício. 1998). ou como os níveis sucessivos de intensidade que é possível realizar desde o repouso ao esforço máximo (Rasoilo. que verificaram que a 60% e a 80% do VO2máx correspondiam percentagens da FCmáx de 76 e 89%. a percentagem da FCres (%FCres) pode ser obtida do seguinte modo: FCex . (1989) 43 . A FCres é definida como o número de batimentos disponíveis para executar um exercício aeróbio (Chatard. A partir da determinação da FCres. Para uma determinação mais exacta da relação entre os valores da FCmáx e do VO2máx.FCrep %FCres= FCmáx . Rasoilo. Para o efeito. Este facto foi corroborado por Swain et al.. em que é calculada a diferença entre a FCmáx e a FCrep em laboratório ou em teste de terreno. 1998). (1994). recomendando a utilização dos valores da FC como indicadores da intensidade de treino para este intervalo. Gilman (1996) considera que esta relação se situa apenas entre os 60 e os 90% do VO2máx. permitindo estimar com mais exactidão a percentagem do VO2máx a que o exercício é realizado (Chatard. se verifica particularmente entre os 50 e os 90% da FCmáx. pode calcular-se a percentagem deste parâmetro a que se realiza o exercício. é utilizado o método de Karvonen (ou método da FCres). apesar de existir um relação próxima entre a FC e a intensidade do exercício. que é resultante da diferença entre a FCmáx e a FC de repouso (FCrep).8. 1998. podemos utilizar o conceito de FC de reserva (FCres). 1988). respectivamente. Welbnan et al. Com efeito. Chatard (1998) refere que a linearidade da relação da FCmáx e do VO2máx. uma dada percentagem de FCmáx não reflecte a mesma percentagem de VO2máx.

9: Categorias do treino aeróbio (adaptado de Bangsbo.10.10: Relação entre os tempos de exercício e os tempos de recuperação para treino aeróbio (adaptado de Bangsbo. respectivamente. Quadro 1. Exercício Repouso %FCmáx Categoria a 30 s 30 s 90-100 Categoria b 2 min 1 min 85-95 Categoria c 4 min 1 min 80-90 Como se constata através da análise do quadro 1. 1982) apresenta. 1999a) o treino aeróbio pode ser realizado de forma intervalada.10. Quadro 1. apresenta (quadro 1.11: Valores médios da FC em exercícios sob forma jogada (adaptado de Korcek. 75.º de passes/pressing ½ campo 40 180 44 . 1996a). %FCmáx bpm %VO2máx Média Intervalo Média* Intervalo * Média Intervalo Recuperação 65 40-80 130 80-160 55 20-70 Intensidade 80 65-90 160 130-180 70 55-85 Baixa Intensidade 90 80-100 180 160-200 85 70-100 elevada * para uma FCmáx de 200 bpm. 85 e 95%. em que podem utilizar-se exercícios de forma jogada. 1982). Segundo Bangsbo (1994a. durante os quais a FC dos jogadores se situará dentro de intervalos de variação. à medida que aumenta a duração do exercício. Revisão da Literatura constataram que a 55. as correspondentes percentagens da FCres eram 55. a intensidade do mesmo deverá diminuir. 75.11). Duração FCméd Exercício Condições/objectivos Espaço (min) (bpm) 6x6 com jocker n. Quadro 1. valores médios para a FC com base na avaliação da intensidade de exercícios de treino no futebol (quadro 1. 1994a). como se apresenta no quadro 1. Bangsbo (1996a). Korcek (1981. 80 e 95% do VO2máx.9) três categorias de intensidades distintas de treino aeróbio.º de passes ½ campo 40 170 8x8 n. através de intervalos de exercício e de recuperação definidos.

Os valores médios da FC encontrados neste exercício são característicos do treino aeróbio (Bangsbo. Exercício FCméd (bpm) %FCmáx 1: 3x3 (voleibol com a cabeça) 123 63 2: 3x3 com balizas reduzidas 160 80 3: 2x2 com balizas reduzidas* 172 88 *exercício de elevado stress fisiológico. 15x12m 30 165 Meinho 4x2 Limite 2 toques 15x12m 30 152 De acordo com as zonas-alvo de treino definidas por Korcek (1981) (quadro 1.12. Já no exercício 2. à excepção do exercício de fute-vólei. Revisão da Literatura 5x5 com balizas . monitorizaram a FC em três exercícios distintos. todos os restantes exercícios promovem aquilo que o autor designa por treino misto. 1996a). 25x40m 30 173 pequenas 5x5 . ½ campo 30 165 5x5+GR . segundo os valores encontrados (FCméd e %FCmáx) no exercício 1 e de acordo com Bangsbo (1996a). No exercício 3. dessa forma foi necessário introduzir períodos de recuperação. os autores pretendiam induzir um elevado stress fisiológico. em resposta à elevada intensidade deste exercício. os sistemas de produção de energia anaeróbia são também estimulados.11).12). no entanto. os autores consideraram ainda que. para que os atletas se exercitassem sempre a uma intensidade elevada. 45 . Campo de ténis 15 145 Meinho 3x2 . ½ campo 15 179 7x7 com 3 balizas . os valores encontrados (FCméd e %FCmáx) são tipicamente caracterizados como apropriados para o treino aeróbio (Bangsbo.12: Valores médios da FC e da percentagem da FCmáx (Gregson e Drust. Quadro 1. Como podemos verificar pela análise do quadro 1. Gregson e Drust (2000) num estudo do mesmo tipo. constatando que os mesmos conduziam a valores distintos desse indicador (Quadro 1. 1996a). pode-se considerar este exercício como um exercício de recuperação. ½ campo 22 179 2x2 (fute-vólei) . 2000). com solicitação acentuada tanto da capacidade aeróbia como da capacidade anaeróbia.

2005). número de jogadores) poderá ser semelhante à dos exercícios de corrida intermitente. o nível físico em que se encontram os seus atletas. referem que o treino no futebol deverá incidir fundamentalmente em situações 46 . de uma forma integrada. técnica. no treino. (2005). Os exercícios de forma reduzida (número de atletas inferior ao formal de jogo e redução das dimensões do terreno de jogo). este tipo de exercícios pode substituir aceitavelmente o treino intervalado formal na manutenção da performance física durante a época competitiva. Da mesma forma. as componentes física. estudou exercícios de forma reduzida e verificou que. na construção dos programas de treino para jogadores de futebol profissional.5. é possível avaliar a resposta física e fisiológica dos atletas e a intensidade do exercício e desta forma. envolvendo o aperfeiçoamento de técnicas individuais bem como situações tácticas que envolvam uma intensidade similar à da competição. num trabalho realizado com atletas profissionais (18. o número de dias entre competições e o plano de treinos de uma forma global. providenciam uma alternativa a exercício de corrida intermitente (Sassi et al. Reilly e White (2005). táctica. Através da monitorização da FC e do lactato sanguíneo. táctica e psicológica devem ser abordadas globalmente.2±1. A especificidade do exercício de treino no futebol Segundo Sassi et al. O treinador deve considerar o momento da época em que se encontra. estando inseridas nos exercícios de forma reduzida as várias componentes do treino (técnica. regular o estímulo de treino (Reilly e Bangsbo. serão com ou sem bola. Revisão da Literatura 2. 1998). Ferreira e Queiroz (1982) referem que. Nunes e Gomes-Pereira (2001). a regulação da intensidade do treino é uma variável fundamental.35 anos de idade). A intensidade destes exercícios pode ser monitorizada utilizando a resposta da FC e do lactato sanguíneo ao exercício. Queiroz (1986) refere que a intensidade dos exercícios de jogo de forma reduzida (espaço. física e psicológica). O treinador deverá considerar ainda se os exercícios aplicados no treino.

Sá (2001). Segundo Frade (1998) a organização do exercício não passa obrigatoriamente pelo 11x11. no ataque e na defesa. 1999). no seu geral. Frade (1998) é apologista que não se divida o treino nos seus diversos factores. através da manipulação destas variáveis. afirma que estes exercícios (forma reduzida). A forma pretendida de jogar pode ser caracterizada. o importante é provocar na equipa. contendo. Para este autor. durante a realização de um jogo reduzido. Bezerra (2001) sugere que para um melhor conhecimento do efeito da utilização de jogos reduzidos. as implicações físicas e fisiológicas deverão ser estudadas. estimulando as capacidades motoras numa relação adequada e eficaz. condicionando a intensidade do exercício ou do jogo reduzido. Uma organização que promova uma forma de jogar em termos ofensivos e defensivos. que implica uma organização colectiva desses jogadores. o número de jogadores. O que interessa é que ao fraccionar essa equipa (11). Ter um conhecimento sobre o impacto físico e fisiológico dos jogos reduzidos torna-se um ponto fundamental para o reino 47 . Revisão da Literatura fundamentais de jogo. técnico. Castelo (1996) aprofunda mais o sentido do treino. são exercícios situacionais com elevada ligação aos problemas do jogo que contemplam a presença do adversário e que pela modificação de algumas variáveis. psicológico ou estratégico. podem induzir o comportamento dos jogadores para os diferentes problemas do jogo de futebol (Giménes. denominados pelo próprio. o tempo de exercitação. como exercícios complexos de treino. mas precisa dos quatro para se manifestar. se diminua o número de jogadores e o espaço de jogo mantendo os princípios de jogo. o número de toques. Desta forma. quando refere que o táctico não é físico. uma determinada alteração ou transformação. determinados princípios. fazem salientar determinados padrões de comportamento desejáveis com elevadas possibilidades de inovação e criação. é possível também atingir um objectivo físico determinado. Para Puygnaire et al (2003). Espin (2002) refere que é um erro planear exercícios com bola sem se conhecer os seus efeitos. a manipulação das variáveis como o espaço de jogo.

para os factores físicos e psicológicos. técnico. Ramos (2002) considera que a elaboração do exercício de treino deve partir daquilo que é mais característico da modalidade . podendo estabelecer-se inicialmente objectivos de 48 . facilitando e optimizando a aplicação e periodização deste tipo de exercícios. maior o número de solicitações a que cada um está sujeito. quanto menor for o numero de jogadores envolvidos num exercício. tipo de esforços. considera que o treino deve envolver os aspectos que se relacionam directamente com o jogo (estrutura de movimento.as acções técnico-tácticas – ajustando-as depois. psicológico e físico). Os valores da FC registados nos jogos em espaço reduzido foram idênticos e por vezes até superiores aos verificados na corrida contínua. natureza das tarefas. No entanto. Revisão da Literatura desportivo. conferindo assim realismo ao exercício. Bangsbo (1996a) salienta a importância do treino físico se assemelhar o mais possível à realidade do jogo. com diferentes relações de trabalho/pausa. Reilly (1986) constatou que os esforços mais intensos são realizados em situação de jogo. Balsom (2000) comparou a intensidade de quatro variantes de um jogo de forma reduzida (3x3). Garganta (1999). defendendo que a maior parte do treino deve ser realizada com bola (habilidades ou jogos). A redução do número de jogadores e do espaço de jogo tem uma influência significativa no aumento do número de solicitações técnico-tácticas e energético-funcionais. etc. de acordo com os objectivos. deverá procurar-se estimular os jogadores em termos psicológicos de modo semelhante àquele a que estão sujeitos quando desenvolvem essas acções na competição. Por último. Para Queirós (1986). tal como sucede na competição. integrando desta forma todos os factores associados ao jogo (táctico. o autor admite que a ordem seja alterada. com a intensidade da corrida contínua sem bola.) com vista à obtenção de adaptações que promovam a maior especificidade de processos de competição. O segundo passo será estabelecer os objectivos físicos que melhor se relacionem com os objectivos técnico-tácticos anteriormente definidos.

1997 e 1998. Concordamos com Garganta (2001) e Sá (2001). Os exercícios que contemplam situações/problema em contexto competitivo. reformulando-o e aperfeiçoando-o. alegando a sua maior transferibilidade para o jogo e um aumento significativo da motivação dos jogadores. Castelo. 1999. 2001. Considerações gerais A avaliação e controlo do treino têm assumido. sucessivamente. produzem adaptações mais adequadas às exigências competitivas dos JDC (Pinto. Prieto e Rañada. no processo de treino. Sá. Godik e Popov. 1991. 2000. 2001.6. Gréhaigne. Leal e Quinta. Amadoz e Sola. Avaliação e controlo do treino no futebol 2. Esta última parece ser a prioridade de Ortega (1996). que inclusivamente utilizam o conceito de treino físico integrado. Hotz. 1998. Bezerra. similar ao jogo. Leal. 1996. Mombaerts. Este é ainda o entendimento de Baux et al. McGown. (1994) e Chanon (1994). 2. 1996. Araújo e Mesquita. no sentido de enriquecer a prática através do referido modelo de representação operatória dos exercícios complexos de treino. 1992.1. Faria e Tavares (1996). 2002. Diversos estudos (Espin.6. salientam a importância fundamental da adopção. Aroso. 2005) têm contribuído para uma melhor caracterização dos exercícios de forma reduzida. e Mota. tendo em vista a obtenção do máximo rendimento desportivo. 2003. quando entendem que toda a informação que possamos retirar do nosso estudo só terá sentido se for «devolvida» com informação adicional ao treino. Silva. 1991. que sugere que o primeiro passo para a programação de um exercício integrado seja seleccionar a capacidade física a trabalhar. 2003. de exercícios competitivos. Revisão da Literatura natureza psicológica ou física. 1993. Testar atletas é uma 49 . 2003. Garganta. 2003. 2001). ao longo dos anos. uma importância crescente no processo de treino em diversas modalidades desportivas.

. 1991).Realizando testes e medições que permitam identificar capacidades específicas para a prática de determinada modalidade desportiva. controlando assim o progresso havido ou a sua ausência. com diferentes objectivos (Alves. . A avaliação ao nível do resultado desportivo. .Organizar a recolha de resultados. cada vez com mais frequência. Na avaliação e controlo do treino podem considerar-se seis etapas (Vilas-Boas. . nas quais o rendimento dos atletas é mensurável directamente através dos resultados (marcas) obtidos. testes e medições específicas (MacDougall et aI. Revisão da Literatura preocupação constante da comunidade desportiva. c) a nível do processo de treino .Avaliando as adaptações (fisiológicas. . 50 . A avaliação de atletas pode ser realizada a vários níveis. sendo utilizados.Comparando o rendimento desportivo de um atleta com o de outros atletas.Retirar conclusões a partir dos resultados. .Avaliando o processo de treino especificamente. .Criar ou escolher os instrumentos e procedimentos de medida adequados. só é possível nas modalidades individuais. 1989): .Analisar a actividade e propor uma tipologia de factores a avaliar. bioquímicas e psicológicas) produzidas pelo treino. 2001): a) A nível do resultado desportivo . b) A nível da detecção de talentos .Interpretar os resultados.Tratar os resultados.Comparando-se o rendimento desportivo actual com o passado. .

Métodos de avaliação da intensidade do exercício Os estudos de caracterização do esforço no futebol têm analisado sobretudo parâmetros fisiológicos e as tarefas motoras específicas durante o jogo. Revisão da Literatura Na avaliação e controlo do treino em futebol são frequentes as investigações que consistem em testes antropométricos. que visam obter informação acerca do rendimento máximo do atleta na capacidade avaliada. São menos frequentes os estudos sobre a avaliação dos exercícios de treino. físicos e fisiológicos. durante a realização de jogos específicos. 2.Permite assegurar. que visam avaliar e controlar o treino pela análise do impacto fisiológico induzido pela realização dos exercícios. em determinado momento.2.Ajudam a determinar e a controlar a intensidade do treino em situações de jogo. com vista a conhecer as suas repercussões no organismo do futebolista. no treino imediatamente anterior ao do jogo ou no primeiro após o mesmo). realizados no terreno ou em laboratório. Estes procedimentos. são os que iremos considerar no âmbito do nosso trabalho.6. e que se enquadram claramente na terceira perspectiva enunciada (em que a avaliação e controlo são efectuados ao nível do processo de treino). referiremos os meios mais utilizados e que nos parecem mais susceptíveis de serem aplicados na avaliação da intensidade dos exercícios de treino. que destaca as seguintes justificações: . que os jogadores estão a exercitar-se à intensidade desejada. quando se pretende evitar que os jogadores treinem acima da intensidade desejada (por exemplo. 51 . A importância desta estratégia de avaliação no futebol é salientada por Balsom (2000). . Em seguida.

Rebelo (1993) refere. 1996. Frequência cardíaca A FC tem sido um meio frequentemente utilizado para estudar o metabolismo no futebol. Bangsbo et al. 1976. 2000.1 Análise do tempo e movimento Riera (1989) refere que. Para Garganta (1997). A análise do tempo-movimento pode ser efectuada através de vídeo segundo a metodologia proposta por Rebelo (1993). Por outro lado. Vários estudos reforçam o sucesso da monitorização da FC no futebol (Ali e Farraly.2.6. Bangsbo. 1976). Soares. Rebelo. Os estudos de análise do tempo e movimento (Reilly e Thomas. 2000. não chega apresentar os dados em bruto. 2. 1993). a duração. Strath et al. particularmente como medida indirecta de produção aeróbia de energia (Rebelo e Soares. Godik e Popov. A técnica utilizada na medição dessas tarefas é denominada por análise do “tempo e movimento” (Reilly e Thomas. Rebelo (1993) afirma que é imprescindível a participação activa do observador quando se trata de determinar a intensidade dos deslocamentos. o tipo e a frequência dos deslocamentos realizados pelos jogadores ao longo do jogo. 1991.2. 2000. que nenhum dos métodos que têm sido utilizados nos diversos estudos está isento de certas limitações ou fontes de erro. 2000b). 52 . 1991.2. 1999... Mombaerts. 1988. Oliveira. 1993. é necessário quantificar as acções técnico- tácticas e os deslocamentos por eles realizados. no entanto. Revisão da Literatura 2. sendo fundamental dar-lhes sentido.. de modo que se constituam como informação útil para treinadores e investigadores. particularmente na determinação da intensidade e da distância dos deslocamentos. Yamanaka et al. Rebelo. o número.6. 1993) têm analisado sobretudo a distância percorrida. 1997. Carvalhal. quando se pretende avaliar a carga imposta pela competição nos jogadores.

pois permitem conhecer os limiares aos quais devemos adaptar a carga.Regras específicas (marcação homem a homem ou à zona. a FC eleva-se com o aumento da intensidade do exercício. 2000): . 1999a. etc.7. Revisão da Literatura A monitorização regular da FC durante o treino pode constituir um estímulo acrescido para os futebolistas em termos de empenhamento (Bangsbo. Assim. as exigências superiores de O2 são satisfeitas quase exclusivamente pelo aumento da FC (Reilly. 2001). As variáveis habitualmente referidas como susceptíveis de influenciar a intensidade dos exercícios são as seguintes (Ferreira e Queiroz. Moreno et al.Número de jogadores.). Quando o esforço solicita a intervenção do metabolismo aeróbio. 53 . 1994a). 2000.Dimensões do espaço de jogo. para aumentar consequentemente o débito cardíaco. 1994. podendo ser usada para se avaliar se está a atingir o objectivo de treino. Bangsbo. Gregsone Drust. Balsom. 1982. . . limitação do número de toques na bola. 1986. (1998) colocam em evidência a importância dos cardio- frequêncimetros na prescrição e controlo da intensidade da programação das sessões de treino. . Queiroz. A monitorização da FC pode fornecer uma informação acerca da intensidade a que o jogador está a trabalhar. Chanon. que podem ser controladas directamente pelo treinador. Bangsbo. 1990).Relação entre o número de jogadores de cada equipa. 2. de modo a satisfazer as necessidades musculares de O2 (Reilly. Variáveis susceptíveis de influenciar a intensidade dos exercícios A intensidade dos exercícios de jogo pode ser alterada pela manipulação cuidada de algumas das suas variáveis ou condições de realização. 1994a. o débito cardíaco aumenta linearmente com a intensidade do exercício e se esta for elevada.

Existência ou não de guarda-redes. Os jogadores terão assim que agir mais rapidamente. . tendo implicações importantes na intensidade do esforço (Mombaerts. espaço-número e tempo-número em que decorre a actividade dos jogadores. e em particular das relações espaço-tempo. 2002).Existência ou não de balizas. 1986. número de séries. a redução do espaço aumenta as dificuldades que os jogadores têm em concretizar os objectivos do exercício. Castelo. Queiroz. suas dimensões e posição no campo (mais perto ou mais afastadas). A existência da associação entre o aumento do número de jogadores e a diminuição da intensidade do exercício. . 1996). 54 . seu número. a adequação dos critérios espaço. deve adequar-se de forma precisa o espaço e a actividade desenvolvida pelos jogadores. número de jogadores e tempo (duração do exercício ou das acções de jogo). e duração das pausas entre os períodos de exercício e entre as séries. assume importância fundamental no que se refere à estrutura e organização dos exercícios. é também referida por Gregson e Drust (2000). Para Queiroz (1986). Revisão da Literatura .Número e duração dos períodos de exercício. o que tem implicações no ritmo de jogo e na eficácia das acções técnico-tácticas. . A relação entre o espaço e o número de jogadores parece ser um dos aspectos fundamentais a ter em conta na concepção dos exercícios sob forma jogada. 1978. dado que o tempo de que dispõem para desenvolverem as acções de jogo é mais reduzido. Chanon (1994) refere que a diminuição do espaço associada ao aumento do número de jogadores baixa a intensidade do exercício e vice- versa. Assim. na organização de um exercício. A existência de uma relação directa e recíproca entre o espaço e o tempo é salientada por alguns autores (Wade. para o mesmo espaço.Disponibilidade de bolas (com vista a evitar tempos mortos sempre que uma bola sai do espaço de jogo).

Como refere Balsom (2000). 30s de trabalho para 15s de pausa e 30s de trabalho para 30s de pausa. Balsom (2000) avaliou a intensidade desse mesmo exercício num espaço de 33x20m. era reposta imediatamente outra para não existirem tempos de inactividade. poderá estar também condicionada por objectivos tácticos. a variação do número de jogadores. além de influenciar a intensidade do exercício. Admite-se. Revisão da Literatura Num estudo realizado com um exercício reduzido de jogo 3x3. encontrado na primeira variante (3min de trabalho e 2 min de pausa). Este resultado poderá dever-se à duração superior da pausa. O mesmo autor propõe as dimensões de 30x20m para o jogo 3x3 e 40x30m para o jogo 4x4. desde que se alterem algumas das componentes ou condições do próprio exercício. as exigências tácticas desse mesmo exercício. desta forma. 3 min de trabalho com 2 min de pausa. No entanto. as repercussões que isso pode trazer ao nível das capacidades técnico-tácticas. assegurar que as equipas se encontrem equilibradas. com quatro relações diferentes de tempo de trabalho e pausa. que poderá influenciar a intensidade para o exercício. 70s de trabalho para 20s de pausa. permitindo aos jogadores reiniciar o exercício em melhor estado de recuperação. para manter a competitividade no exercício e uma intensidade desejada. além da influência das variáveis do exercício sobre a intensidade do mesmo. nomeadamente. Balsom (2000) considera ainda que na concepção e organização dos exercícios deve ser considerado: o nível técnico dos jogadores. correspondente a 95% da FCmáx. com balizas também elas de tamanho reduzido e sem GR. explicar aos jogadores as vantagens de se exercitarem a 55 . influencia também o número de contactos com a bola por jogador. que o mesmo exercício possa ser usado com objectivos fisiológicos distintos. Os jogadores foram instruídos e estimulados verbalmente para trabalharem à maior intensidade possível durante a realização dos exercícios. Sempre que uma bola saia. Os valores da FC encontrados nas quatro variantes oscilaram entre os 160 e os 185 bpm. sendo o valor mais elevado da FC dos jogadores (n=6. A dimensão do espaço de jogo. FCmáx=194 bpm). há que considerar.

menos motivantes para os jogadores. 56 . Revisão da Literatura uma intensidade elevada. possam substituir exercícios de treino sem bola. para que desta forma estes exercícios.

O FB foi utilizado pelo treinador nos exercícios EX1+FB e EX2+FB. Cada um destes exercícios teve uma variante em que foi permitida a participação activa do treinador recorrendo ao FB (EX1+FB e EX2+FB).1: Média (x) e desvio padrão (dp) das características físicas e fisiológicas dos futebolistas da amostra (n=18) x±dp Idade (anos) 17.9 3. Em todos os exercícios.1 apresentamos algumas características físicas e fisiológicas dos futebolistas que participaram no estudo. que foi monitorizada durante a totalidade do tempo de exercício. decorrentes da existência de FB verbal por parte do treinador.3±3.3±0. Material e Métodos 3. fisiológicas e físicas. O treinador acompanhava a realização do exercício embora não emitindo qualquer FB durante a execução dos mesmos. exceptuando para a variável FC. EX2).7 FCmáx (bpm) 195. Quadro 2.2. Amostra A nossa amostra foi constituída por 18 futebolistas do sexo masculino. foram analisados dois exercícios: 3x3 e GR+4x4+GR (EX1. Material e Métodos 3.4 Estatura (cm) 179. No quadro 2. os jogadores foram monitorizados apenas quando se encontravam no processo ofensivo (com a posse da bola).9±6 FCrep (bpm) 61.4±6. do escalão de Juniores de uma equipa que disputava o Campeonato Nacional da categoria no ano 2005/2006. Nos exercícios EX1 e EX2 não foi transmitido qualquer tipo de FB por parte do treinador. não sendo emitido qualquer FB à equipa que estava em situação de defesa.7 Peso (Kg) 70±5. somente durante o processo ofensivo (equipa em posse de bola). com idades compreendidas entre os 17 e os 18 anos. Caracterização dos exercícios Na tentativa de avaliar as implicações tácticas. 57 .1.

3. de 30 metros de comprimento por 20 metros de largura. Exercício (EX2) Os atletas disputam um jogo 4+guarda-redes x 4+guarda-redes. Exercício (EX2+FB) Idêntico ao EX2. cobertura ofensiva. 3. 3.0 metros de altura).2. Protocolo experimental Os atletas mostraram-se disponíveis para serem avaliados após a explicitação do âmbito do trabalho a ser desenvolvido.3. 3. os princípios específicos ofensivos do jogo de futebol (penetração.2. mobilidade e espaço).3. 58 . sem limite de toques. deveria ser a mais elevada possível.5 metros de largura por 1. Os atletas tiveram conhecimento prévio que a intensidade desejada para este exercício. Material e Métodos 3. os princípios específicos ofensivos do jogo de futebol (penetração.4. num espaço de jogo reduzido.2. Exercício (EX1) Os atletas disputam um jogo 3x3. existindo FB por parte do treinador. sem limite de toques. Os atletas realizam o exercício durante 5 minutos. mobilidade e espaço). de 40 metros de comprimento por 30 metros de largura. Pretende-se que os atletas obedeçam e tentem cumprir. Os atletas realizam o exercício durante 4 minutos.2. Exercício (EX1+FB) Idêntico ao EX1. Os atletas tiveram conhecimento prévio que a intensidade desejada para este exercício. existindo FB por parte do treinador. com balizas de dimensões oficiais (futebol de 11). num espaço de jogo reduzido. deveria ser a mais elevada possível.2. Pretende-se que os atletas obedeçam e tentem cumprir. com balizas de dimensões reduzidas (1. cobertura ofensiva.1.

Foram constituídos dois grupos (G1 e G2). Na figura seguinte. apresentamos o desenho experimental do nosso estudo. Momentos de avaliação Grupo M0 M1 M2 EX1 EX1 EX1+FB G1 EX2 EX2 EX2+FB EX1 EX1+FB EX1 G2 EX2 EX2+FB EX2 Figura 3: Desenho experimental do estudo Como podemos analisar pela figura 3. um atacante e um guarda-redes. embora este se mantivesse presente na execução dos mesmos. No M2. o nosso desenho experimental encerrou três momentos: momento 0 (M0). No M0. respeitando somente a estrutura citada no parágrafo anterior. o G1 foi sujeito a FB por parte do treinador. visto terem sido formados aleatoriamente. Material e Métodos Os atletas possuíam um nível de jogo necessário para a execução dos exercícios. os futebolistas foram agrupados de forma aleatória respeitando-se apenas as seguintes exigências estruturais dos grupos: nos exercícios EX1 e EX1+FB os grupos eram formados por um defesa. os grupos G1 e G2 foram avaliados nos dois exercícios (EX1 e EX2) sem a existência de FB por parte do treinador. No M1. e nos exercícios EX2 e EX2+FB os grupos eram formados por um defesa. momento 1 (M1) e momento 2 (M2). 59 . na tentativa de despistar possíveis diferenças entre os grupos. o G1 manteve as condições do M0 e o G2 foi alvo de FB por parte do treinador. um médio e um avançado. dois médios. Para a constituição dos grupos de estudo. em que o treinador manteve apenas a sua presença. contrariamente ao G2. No M0 pretendeu-se que ambos os grupos fossem avaliados nas mesmas condições.

1987. Carter. percentagem da FCmáx e percentagem da FC de reserva (FCres). Silverman. envolvendo exercícios de mobilização segmentar. Cada exercício foi realizado uma vez. outra bola era reposta em jogo por dois colaboradores do treinador. • Trote: quando o atleta se movimenta no espaço de jogo sem manifestar qualquer tipo de esforço.4. 60 . intervalados com alongamentos.1.. Graça. 2001). Análise do tempo-movimento Para o efeito foram analisados 5 tipos de deslocamento. Os FB foram emitidos com clareza. 1997. sempre ao final da tarde. durante 20 minutos. Material e Métodos Os atletas executaram um aquecimento apropriado. 3. respeitando um compromisso entre quantidade e qualidade como nos é sugerido pela literatura (Werner e Rink. Williams. Silverman et al. • Marcha: quando o atleta se movimenta a passo. 1993. 1990. Os exercícios foram realizados no horário habitual de treinos. sempre que a bola saia. Durante a execução dos exercícios. Procedimentos metodológicos A intensidade dos exercícios foi avaliada mediante a análise do tempo-movimento (“time-motion”) e da FC (em valores absolutos. com exercícios com bola. Os exercícios foram realizados 3 dias após a última competição. atendendo à especificidade temporal das adaptações ao exercício de alta intensidade (Hill et al. 1998) e de modo a evitar efeitos do ritmo circadiano nos indicadores estudados. 1994. Os atletas estavam familiarizados com os FB usados na execução dos exercícios (EX1+FB e EX2+FB).4. 3. tendo como base a classificação dos mesmos definida por Rebelo (1993): • Parado: quando o atleta se encontra imóvel ou realiza pequenos movimentos sem deslocamento.

elevando os braços à medida que eram pronunciados os seus nomes. A corrida lateral e a corrida de costas foram consideradas na mesma categoria (corrida lat/cost). sem atingir no entanto. uma vez que estes dois tipos de movimento apresentam gastos energéticos semelhantes e o esforço percepcionado pelos atletas é idêntico (Reilly e Bowen. como indicadores para avaliar a intensidade dos deslocamentos. 1984). A câmara foi colocada numa posição elevada (bancada do estádio) relativamente ao terreno de jogo. de modo a obter uma filmagem de todo o espaço em que o exercício era realizado. a intensidade máxima. bem como a proximidade da baliza. • Sprint: a corrida é efectuada com esforço notório e o atleta empenha-se na tarefa de forma máxima. no momento anterior ao exercício se realizar. 61 . A intensidade dos deslocamentos foi determinada subjectivamente. Material e Métodos • Corrida média: a corrida é realizada com manifestação de esforço de forma pronunciada. incorporado no software do vídeo. Para a identificação exacta dos futebolistas. O cálculo do tempo gasto por cada deslocamento foi realizado através da subtracção do tempo registado no seu início ao tempo registado pelo cronómetro no fim de determinado deslocamento. a proximidade da bola e o possível contacto com ela. de acordo com os procedimentos sugeridos por Rebelo (1993). O autor considera a frequência gestual e os indicadores externos da intensidade de esforço. A duração dos deslocamentos de cada futebolista foi determinada através de um cronómetro digital. cada futebolista era identificado. Os futebolistas foram filmados durante a realização dos exercícios através de uma câmara de filmar. Todos os dados foram registados numa ficha elaborada para o efeito (Anexo 1). tais como a imagem de esforço apresentada pelo jogador. a proximidade de um adversário. já com a câmara a gravar.

(1988). Avaliação da Frequência cardíaca Para a avaliação da FC utilizámos cardio-frequêncimetros portáteis tipo Polar Team Systeam. Foi monitorizada a FC de cada um dos sujeitos desde o início do exercício até ao seu final. O FB fornecido através de palavras-chave. Estes monitores. Os cardio-frequêncimetros foram identificados com um número. quando utilizado apropriadamente pelo treinador. Apesar de sabermos que é aconselhada a sua medição de manhã ao acordar. são adequados para utilização durante o treino (Rasoilo. pode ajudar 62 . era colocada na região torácica por debaixo do músculo grande peitoral. Material e Métodos 3. dado tratar-se de uma frequência de registo que permite obter informação clara e detalhada (Ali e Farraly. Análise do Feedback Como foi referido no segundo capitulo. A FCmáx de cada indivíduo foi determinada no decurso da realização do Yo-yo Intermittent Endurance Test – nível 2. que era mencionado numa ficha de registo de dados (Anexo 2). A cinta. O registo da FC para a avaliação da mesma é considerado a partir do momento em que foi dado o sinal sonoro para o início do exercício. 1991). Após o exercício. A FCrep dos atletas foi determinada de manhã.4. os atletas retiraram as cintas receptoras. 3.2. Os valores da FC foram recolhidos em intervalos de 5 segundos. desenvolvido por Bangsbo (1996b). como unidade receptora. tal não foi possível de colocar em prática. Com os sujeitos deitados em decúbito dorsal. antes da sessão de treino. como não têm fios nem são afectados pelo movimento. tendo-se considerado o valor mínimo registado (McArdle.3. a FC foi monitorizada durante 5 minutos. 1998). Procedeu-se ao cálculo da percentagem da FCmáx e da percentagem da FCres de acordo com o sugerido por Chamoux et aI. 1994).4. O exercício era iniciado através de um sinal sonoro emitido pelo treinador.

“golo” .“passa e corta” Palavras-chave . 1992).“um.4.“afasta” (FB) .2).“linhas (abre. os experts deram sugestões das palavras-chave a utilizar no desenvolvimento do processo ofensivo.“abre” . nomeadamente. um treinador de uma equipa de Juvenis. Material e Métodos os praticantes a perceber como executar as habilidades motoras do jogo.“entra” .“vai embora” . dois” . A partir da análise deste documento (anexo 3) elaboramos um conjunto de palavras-chave adequadas aos princípios ofensivos de jogo. fecha)” . se seleccionarem a informação fornecida (Darden. realizados pela nossa amostra de jogadores. Quadro 2. que participavam nos campeonatos principais da modalidade e dois docentes do gabinete de futebol da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física do Porto. Estas palavras-chave eram transcritas para uma ficha modelo (anexo 3).“desmarca” 3. três treinadores de equipas Seniores e um treinador adjunto de uma equipa sénior.“largura” . Análise do desempenho técnico-táctico Na análise do desempenho dos jogadores foram utilizados os seguintes indicadores: 63 .“apoia” .“longe” . cinco treinadores de equipas Juniores. 1999).2: Palavras-chave fornecidas aos atletas durante o processo ofensivo Princípios de Jogo Cobertura Penetração Mobilidade Espaço Ofensivo Ofensiva .“1 contra 1” .“baliza” . A entrevista encerrava o visionamento de um vídeo com os exercícios utilizados neste estudo.“diagonal” . A convicção da influência que o treinador exerce no desenrolar de todo o processo e nos resultados alcançados leva a que os especialistas cheguem a considerar que treinar bem é o resultado de comunicações eficientes (Leith. a utilizar pelo treinador no nosso estudo (Quadro 2.“aproxima” . Entrevistamos alguns experts da modalidade.4. Durante o visionamento do vídeo.“linha de passe” .

Material e Métodos

• Golos obtidos: sempre que a bola no seu perímetro total ultrapassa a
linha de baliza;
• Remates à baliza: efectuados com o objectivo claro de obtenção de
golo, de qualquer local do terreno de jogo;
• Tempo de posse de bola: tempo em que a equipa têm a posse de bola.
• Recuperação da posse de bola: quando uma equipa ganha a posse de
bola;
• Erros não forçados com perda da posse de bola: quando uma das
equipas em posse de bola, podendo garantir a posse da mesma e/ou
sem ter possibilidades evidentes de concretizar acções colectivas ou
individuais em golo, realiza um erro técnico-táctico onde perde a
posse de bola;
• Número de passes total entre os jogadores da equipa durante o
exercício: número de passes executado por equipa em cada
exercício;
• Número de passes durante o exercício: número médio de passes
executados por equipa em cada exercício.

3.4.5. Fiabilidade intra-observador
Após a selecção e definição das variáveis a observar no nosso
estudo, analisamos a fiabilidade dos resultados intra-observador, analisando o
mesmo atleta no mesmo exercício em momentos distintos. Entre estes dois
momentos existiu um intervalo de uma semana.
Para a fiabilidade intra-observador, foi calculada a relação percentual
entre o número de acordos e de desacordos registados, tendo como base a
fórmula de Bellack et al. (1966):
n.º de acordos
% acordos = X 100
n.º de acordos+n.º desacordos

De acordo com Bellack et al. (1966) as observações são
consideradas fiáveis se a percentagem de acordos não for inferior a 80%. O
resultado obtido no nosso estudo foi de 82,2%, traduzindo a fiabilidade da
observação efectuada.

64

Material e Métodos

3.5 Instrumentarium
3.5.1 Marcação dos espaços de jogo/material
Os espaços eram delimitados com sinalizadores, de 5m em 5m.
Utilizaram-se ainda duas balizas de dimensões reduzidas (1.5 m de largura por
1.0 m de altura) nos exercícios EX1 e EX1+FB e duas balizas de tamanho
oficial (futebol de 11) para os exercícios EX2 e EX2+FB.

3.5.2 Análise do tempo-movimento
Para a filmagem dos exercícios utilizamos uma câmara de vídeo
digital marca Sony, modelo DCR-TRV110E, com o uso de um tripé de 1,5
metros de altura.
A observação dos filmes foi feita posteriormente através da utilização
de um DVD marca Sony DVP-NS400D e de um televisor marca Sony, modelo
KV-28FX-65E.
Todos os dados foram registados numa ficha previamente elaborada
(anexo 1).

3.5.3 Frequência cardíaca
Os dados registados foram transferidos para um computador portátil,
marca Asus modelo L3800ce, através de um interface (Polar Advantage). Os
dados foram tratados nos programas de software Polar Precision Performance
2.0 e Microsoft Excel 2000.
A FC foi monitorizada com intervalos de 5 segundos, permitindo uma
informação clara e detalhada (Ali e Farraly, 1991), desde os 90 segundos
anteriores ao início do exercício até um minuto depois do mesmo ter terminado.

3.5.4 Análise do desempenho técnico-táctico
Para a análise do desempenho técnico táctico foi feita uma filmagem
dos exercícios com a utilização de uma câmara de vídeo digital marca Sony,
modelo DCR-TRV110E, com o uso de um tripé de 1,5 metros de altura.

65

Material e Métodos

A observação dos filmes foi feita posteriormente através da utilização
de um DVD marca Sony DVP-NS400D e de um televisor marca Sony, modelo
KV-28FX-65E.
A análise do desempenho das diferentes variáveis estudadas foi
registada numa ficha previamente elaborada (anexo 4).

3.5.5 Procedimentos estatísticos
Para o tratamento e análise dos dados utilizaram-se os valores da
estatística descritiva, nomeadamente, a média e o desvio-padrão.
A comparação de médias dos resultados entre os três momentos em
ambos os exercícios escolhidos (EX1 e EX2) e entre os grupos (G1 e G2), foi
realizada através do T-teste de Student de medidas repetidas.
Para estudarmos o paralelismo entre os indicadores em estudo,
recorreremos ao coeficiente de correlação de Pearson, para dados
paramétricos.
Os níveis de significância foram estabelecidos em 5 %.
Na análise do tratamento informático dos dados foram utilizados os
programas de software SPSS 10.0 e Microsoft Excel 2000.

66

1 a) 9.1±0.4±7.8±4.4±0.8±6.8 4.5 4.9 4.5±0.9 2.4 Corrida Média 4. Verificou-se também.7±7.3±9.7±0.3 10.0* 5.9±1.9 21. Apresentação dos resultados Os grupos de futebolistas que compuseram a amostra deste estudo foram avaliados mediante a análise do tempo-movimento.4±1.1 permite-nos constatar que o tipo de deslocamento que os futebolistas de ambos os grupos realizaram em maior percentagem de duração nos três momentos foi o trote.4±1.4 1.1 2.0±6.8 13.4±0.8** 39.6 Corrida 1.3 1.2 lat/costas a) 2.3±3.7 38.5 21.6±11.8±5.9 1.4 60.5 4.1±2. A análise das diversas variáveis ao longo dos três momentos.4 9.2±1.2±3.01 M0 vs M2 e M1 vs M2.9±5.3 37.8 10.1±4.1 4.3±2.1±1.7 9.1 15.0±2.8 17.0±1.5 41.4±1.0±0. **p<0.6±10. da FC e do seu desempenho a nível técnico-táctico nos exercícios.9 10.7 19.3 8.5 Trote 30.05 M0 vs M1 e M1 vs M2.0 a) 61.3±0.6*** 2.8±3.3 1. evidenciou um aumento significativo da percentagem do tempo em sprint no ataque entre o M0 e o M2 e entre o M1 e o M2. valores de p.7±6. analisados nos três momentos de avaliação dos grupos G1 e G2 no exercício EX1 (3x3) G1 G2 Momento 0 Momento 1 Momento 2 Momento 0 Momento 1 Momento 2 EX1 EX1 EX1+FB EX1 EX1+FB EX1 x±dp x±dp x±dp x±dp x±dp x±dp Parado 4.7±1.2±1.6±4.7 a) 4.1. para os grupos G1 e G2.4±0.5 b) 9. 4.3 4.1 4.8±10.01 (G1vsG2) A análise do quadro 3. Tempo-Movimento No quadro 3.8 4. e teste à diferença de médias da duração (% do tempo total do exercício.2±0. desvio padrão (dp).5±2.1 8.3 8.8 3.2 9.4±0.2 11.6±2.1±3. Apresentação dos resultados 4.7±10.5 16.5 *p<0.3±0. ***p<0.2 17.6±5.4±0.6 1. a) percentagem do tempo total de ataque.8 3.1±1.4 6.3±3.3±0.1 apresentamos os resultados da análise do tempo- movimento efectuada nos três momentos do EX1 (3x3).9 Marcha 6.5±0.2±3.8±4.5** 16.4 1.5±4.05 M0 vs M2 e M1 vs M2.6 8.3±0.6 14.4 32. Apresentamos seguidamente os valores obtidos por ambos os grupos nas diferentes variáveis estudadas nos exercícios.1 29.1±2.6±2.2 a) 8.9*** 5.7±2.6±3.2±22.1: Média (x).1 3. % tempo total de ataque) dos diversos deslocamentos.5 7.7±1.4±6.3±7.5 20.7 24.5±5.5±3.9±16. b) p<0.9±16. Quadro 3. uma diminuição significativa do 67 .6±7.9 3. para o G1.3±2.1 3.4±1.9 a) 13.2±1.9 3.2 9.1±4.8* b) 2.6±2.2 Sprint 2.

7±3.5*** 22.8* 2. ***p<0.8 5.1±4.5 3. para os grupos G1 e G2.6±0.6*** 9.8 a) 7.6±0.1 38.7±17. c) p<0.6 *p<0.7 16.1 a) 24.01 M0 vs M2 e M1 vs M2.6±5.3±1. valores de p.1 4. para o G1.7±9.7 Corrida Média 6.1 14.9 11.8 16. e teste à diferença de médias da duração (% do tempo total do exercício.05 (G1vsG2).7±0. Quadro 3.9±2.01 (G1vsG2) A análise do quadro 3.5*** 8.4 9.3±9.5 2.4±1. % tempo total de ataque) dos diversos deslocamentos analisados nos três momentos de avaliação dos grupos G1 e G2 no exercício EX2 (GR+4x4+GR).8 4. notámos uma diferença significativa da percentagem do tempo em corrida média e em sprint.6±11.2 8.1 9. foi o trote.0±5.7 1.2±5.9 Corrida 1.2±0. b) p<0.5±0.8 Marcha 8.9 31.6±1.5±2. tendo como referência o tempo total de ataque.9 11.1±3. nos três momentos. do M0 para o M2 e do M1 para o M2.2 1.2 2.8 Trote 11. evidenciou uma diminuição significativa da percentagem do tempo em que 68 .8±0.2** 21.5±2.4±1.2 1.05 M0 vs M2 e M1 vs M2.5±3.4±0.2±1.2±12.4 1.6 34.1±3.4 1.1±5.0 40.0±2.0±4.05 M0 vs M1 e M1 vs M2.7±12.1 3.5 19. desvio padrão (dp).6 3.6 12. Comparando as variáveis do TM entre os grupos G1 e G2 no M0.5±3.0±3.7 25. verificando-se para as variáveis citadas.4±0.2 Sprint 2. valores mais altos para o grupo G2.4 1.4±8.2: Média (x).3 4.9 10.6±3.2 21.2 apresentamos os resultados da análise do tempo- movimento efectuada nos três momentos do EX2 (GR+4x4+GR).2 17.5±11.3 22.4±4.4±1.1±4.8 9.8 3.1 1.8±2.8±9.8 4.2±10.1±5.0±1.8* 6.4±8.6±0.6±8.2** c) 1.7±0.8±11.1±4.5±1. ainda para o G1.8 6.1±7.2 permite-nos constatar que o tipo de deslocamento que os futebolistas de ambos os grupos realizaram em maior percentagem. a) percentagem do tempo total de ataque.9 a) 19.0*** 16.9±1.4±3.7±1.5±3.4 4.5 a) 10.4 1.6±0. G1 G2 Momento 0 Momento 1 Momento 2 Momento 0 Momento 1 Momento 2 EX2 EX2 EX2+FB EX2 EX2+FB EX2 x±dp x±dp x±dp x±dp x±dp x±dp Parado 3. Apresentação dos resultados tempo gasto a trote.1±7.5±2. **p<0.2 3.7±8.1±4.7** b) 8.0*** 21.9±1. No quadro 3.5±2.5±4.5 4.3±0.7** 4.8 24.0 36.6 10.8±0.2 lat/costas a) 4.4 7.5±10.0±1.4±1.3*** 41.1 6.0±6.1 a) 34. A análise das diversas variáveis ao longo dos três momentos. A análise das diversas variáveis ao longo dos três momentos para o G2 evidenciou um aumento significativo da percentagem do tempo em sprint no ataque entre o M0 e o M1 e uma diminuição significativa da mesma variável de M1 para M2.

Apresentação dos resultados os jogadores permaneceram parados na fase de ataque entre o M0 e o M2 e entre o M1 e o M2.9±1.9±3. Ainda relativamente ao G1.0±5.3±3. notámos um diferença significativa da percentagem do tempo em corrida média.8 184.0±3. verificámos que a percentagem de tempo gasto a trote e em marcha variou significativamente entre os três momentos de avaliação.4 %FCmáx (bpm) 85. Da observação do quadro 3.3±5.5 178.5±5.2 78. Saliente-se.7±7. desvio padrão (dp).05 M0 vs M2.4 182.5±6.6 *p<0. no momento M0. 4. verificamos.8* 78. para a corrida média.3 171. para o G1.9 85.4 178. e teste à diferença de médias dos valores da FC nos três momentos de avaliação.9±4.7±5.1±4.2 173.6 169. o aumento da duração total da categoria corrida média de M0 para M2 e de M1 para M2. Verificámos ainda.3 165. valores de p.2±7.5±6.9±4. para os grupos G1 e G2 no exercício EX1 (3x3).7±4.1±5. verificando-se o valor mais alto para o G2. ainda.2.9 86.2±4.9 88. Quadro 3.6±4.5±5. Da análise das variáveis apresentadas no quadro 3.1 FCmáx (bpm) 181.7±3.1 79.2±4. que não existiram diferenças significativas entre os três momentos nos diferentes 69 . Verificámos ainda.9 85.3 88.7±3.2 para o G2. Frequência Cardíaca No quadro 3.7 164. verificamos um aumento significativo da duração total da categoria sprinte do M0 para M1 e uma diminuição do M1 para M2.4 181.4 83. atingindo o valor mais alto no G1.9±2. Comparando as variáveis do tempo-movimento entre os grupos G1 e G2 no M0.7 81.3: Média (x).3 apresentam-se os resultados da FC nos três momentos do EX1 (3x3) para os grupos G1 e G2. o tempo gasto no M1 foi significativamente superior em relação aos restantes momentos.3. Verificou-se um aumento significativo do tempo para a corrida média na fase de ataque entre o M0 e o M2 e entre o M1 e o M2. G1 G2 Momento 0 Momento 1 Momento 2 Momento 0 Momento 1 Momento 2 EX1 EX1 EX1+FB EX1 EX1+FB EX1 x±dp x±dp x±dp x±dp x±dp x±dp FCméd (bpm) 169. uma diferença significativa da percentagem do tempo em sprinte. diminuindo ambos do M0 para o M1 e aumentando do M1 para o M2.7 %FCres (bpm) 79.

1±2.3 85.4 *p<0. que aumentou significativamente do M0 para o M2.2 181.2 81.9±5.05 M0 vs M1 e M1 vs M2.3±7.4* 89.7±4.7±5. para o G1. No G2. No quadro 3.4 179. Da análise do quadro 3.2 184.7* 189±3.2±4. Desempenho Técnico-táctico No quadro 3.1** 84.5±7. nos três momentos.6 170. não foram encontradas diferenças significativas entre os três momentos nos diferentes indicadores da FC. para o G2 não existiram diferenças significativas entre os três momentos nos diferentes indicadores da FC. Nos três momentos de avaliação.7 FCmáx (bpm) 178. os jogadores se exercitaram a uma intensidade superior a 85% da sua FCmáx.4: Média (x). Apresentação dos resultados indicadores da FC.3.4 apresentam-se os resultados da FC nos três momentos do EX2 (GR+4x4+GR) para os grupos G1 e G2.8±5.5* 180.2±7. Quadro 3.5 %FCmáx (bpm) 85.4±4.4 166. desvio padrão (dp).5 apresentamos os resultados da análise do desempenho técnico-táctico. observados durante os três momentos do EX1 (3x3) para os grupos G1 e G2.6±4. valores de p. Podemos observar no mesmo quadro que.6 84. para os grupos G1 e G2 no exercício EX2 (GR+4x4+GR). G1 G2 Momento 0 Momento 1 Momento 2 Momento 0 Momento 1 Momento 2 EX2 EX2 EX2+FB EX2 EX2+FB EX2 x±dp x±dp x±dp x±dp x±dp x±dp FCméd (bpm) 167.9±3.8±4.3* 175.7 87.1±5. nos três momentos.5 84.7±6.6** 79.3.2±5.5* 90. os jogadores de ambos os grupos se terem exercitado a uma intensidade superior a 84% da FCmáx.0±2.5±7.9±4. e teste à diferença de médias entre os três momentos de avaliação.3 %FCres (bpm) 79. o G2 manteve uma intensidade de esforço superior a 85% da sua FCmáx. 4. verificamos.5±3.01 M0 vs M2 e M1 vs M2 Da observação do quadro 3. constatamos ainda que. 70 . Realçamos o facto de.3±5.8±5. A FCméd diminuiu significativamente do M0 para o M1 e aumentou significativamente do M1 para o M2.4.5±8.8 164. à excepção da %FCres. um aumento significativo da FCmáx e da %FCmáx do M0 para o M1 e do M1 para o M2. **p<0.1 80.5* 165.

3 3.1±0.9 41.5±2.0±0.º de passes por posse de 3.0 bola (seg.0±1.0±0. nos três momentos de avaliação do EX1 (3x3).7 perda de posse de bola n.5±2.01 (G1vsG2) Da observação do quadro 3.8 Tempo posse 114.0±2.7 5.3±0.0±0.8 posse de bola Recuperação da 2. a) p<0.8 posse de bola Erros não forçados com 3. Comparando as variáveis do desempenho técnico-táctico.2 29.1±0.7 0. Apresentação dos resultados Quadro 3. b) p<0.2* total no exercício n.0 6.0±0.0 3.0 1.0±4.5±0.5±0.5±0.1 1.6±0.1 3. entre os grupos G1 e G2 no M0.6 apresentamos os resultados da análise do desempenho técnico-táctico observados durante os três momentos do EX2 (GR+4x4+GR) para os grupos G1 e G2.0 4.2±2.7 3.0±4. 71 . do M0 para o M2 e do M1 para o M2. foi encontrada uma diminuição significativa da percentagem do número total de passes e do número médio de passes por cada posse de bola.0±2.3±1.0±1.4 3.5±0. Verificamos ainda.7 3.3±0.2 40.4 Remates 3.3 47.0 42.8 42.º de passes 27.) %Tempo de 47.0 5. G1 G2 Momento 0 Momento 1 Momento 2 Momento 0 Momento 1 Momento 2 EX1 EX1 EX1+FB EX1 EX1+FB EX1 x±dp x±dp x±dp x±dp x±dp x±dp Golos obtidos 1. e teste à diferença de médias dos valores das variáveis de desempenho técnico-táctico.0 2.3±0. para o G1.7 4.5±0.0±9. No G2.1 3.0±0. para os grupos G1 e G2.3 37.5±0.8 114.5±0.5±0.35±22.2* bola *p<0.5±12. valores de p.5 verificamos que.5±0.0±0.7 2.5±0.05 (G1vsG2).0 3.5: Média (x). atingindo os valores mais altos no G1. uma diferença significativa do número médio de passes por cada posse de bola entre os grupos. não foram encontradas diferenças significativas entre os resultados dos três momentos de avaliação. No quadro 3.5±0.0 3.7 97.7 b) 6.0±1.4 a) 97. verificámos uma diferença significativa do tempo total de posse de bola e na percentagem do tempo de posse de bola. atingindo o valor mais alto no G2.9 27. desvio padrão (dp).5±2.7 3.7 1.7 1.5±0.4 106.0±11.0±7.5 5.5±0.05 M0 vs M2 e M1 vs M2.0±2.6 a) 40.5±54.0±2.1 99.5±1.4±0.7 2.6±0.5 44.

149 -0.6 total no exercício n.0±0.0±1.5±0.0±0.525 -0.4 2.325 -0. nos três momentos de avaliação do EX2 (GR+4x4+GR).5±0.128 -0. A correspondência entre os intervalos do coeficiente de correlação e a grandeza da associação foi realizada conforme o convencionado (ver Pestana e Gageiro.5±0.1 32.0±0.227 0.211 0. Correlação entre os diversos indicadores em estudo Nos quadros 3.0±2.4 bola (seg.0±1.7 41.5±0.5 116.0±7.9 130.8 4.4 3.0 1.466 0.612 -0.1 5.25±0.5±13.837* 0.227 0.3±1.2 43.612 -0.073 0.020 72 .) %Tempo de 33. valores de p.9 4.0±4.7 4.0 2. Não foram encontradas igualmente.464 -0.5±2.5±0.849* 0.5±21.5±2.5±0.7 Remates 4.6: Média (x).1±16.4 4.0±21.0±0.0±1.1 3.4.5±0.464 Marcha 0.0 2.4 3.849* Trote -0.4 41.386 -o.0±1.0±5.7: Coeficientes de correlação de Pearson entre os indicadores da FC e os tipos de deslocamento para os grupos G1 e G2.9±3. e teste à diferença de médias dos valores das variáveis de desempenho técnico-táctico.1 2.325 -0. desvio padrão (dp).0 perda de posse de bola n.0±1.077 0.8±4. diferenças significativas entre os grupos para as diferentes variáveis apresentadas.466 0. 4.097 0.1±7.5 44.6 30.0±1.4 Tempo posse 99.386 -o.2 35.1±6.5 99.7 e 3.0±0.7 2. Quadro 3. nos três momentos de avaliação (Mo. M1 e M2).837* 0.5±0.696 -0.2 4.0 40.2±1.º de passes por posse de 3.6 verificamos que não foram encontradas diferenças significativas entre os três momentos de avaliação para ambos os grupos G1 e G2.5±20.5±20.2 120.169 -0.0±2.7 4.0±49.6±16.0 3.020 -0. para os grupos G1 e G2.525 -0.2±1.4 1.5±0.1 4.041 0.8 33.7 4. 2000).7 posse de bola Erros não forçados com 3. G1 G2 Momento 0 Momento 1 Momento 2 Momento 0 Momento 1 Momento 2 EX2 EX2 EX2+FB EX2 EX2+FB EX2 x±dp x±dp x±dp x±dp x±dp x±dp Golos obtidos 2.0±0. apresentamos os valores de correlação entre os indicadores da FC e do tempo-movimento referentes aos dois exercícios (EX1 e EX2) nos três momentos distintos de avaliação (M0.4 18.7 2. do EX1 (3x3) (MO) (M0) (M0) (M1) (M1) (M1) (M2) (M2) (M2) G1 FCméd %FCmáx %FCres FCméd %FCmáx %FCres FCméd %FCmáx %FCres Parado 0.347 -0.169 -0.0±15.219 -0.0±5. Apresentação dos resultados Quadro 3.º de passes 30.5 bola Da observação do quadro 3.3 125. M1 e M2).4 posse de bola Recuperação da 2.5±2.370 -0.696 Lat/costas -0.582 -0.8.2±2.7 3.510 0.1 5.7 7.8 4.

626 -0.079 -0.324 -0.270 -0.052 0. do EX2 (GR+4x4+GR) (MO) (M0) (M0) (M1) (M1) (M1) (M2) (M2) (M2) G1 FCméd %FCmáx %FCres FCméd %FCmáx %FCres FCméd %FCmáx %FCres Parado 0.810 -0.278 *p<0.991** 0.060 -0.514 -0.295 0.465 -0.675 Sprinte 0.528 0.368 -0.141 -0.305 0.395 0.403 Lat/costas 0.278 0.017 -0.151 -0.324 -0.258 0.256 -0. Quadro 3.225 -0.573 -0.072 -0.090 Trote 0.149 Marcha -0.330 0.197 0.582 0. ** p<0. podemos constatar que não se verificaram correlações entre as variáveis do estudo nos três momentos de avaliação do EX2.596 0.404 0.279 -0.165 Trote -0.519 -0.235 0.297 0.548 Corrida média -0.105 -0.226 0.350 Sprinte 0.673 Sprinte 0.163 0.612 0.110 -0.163 0.429 0.252 -0.199 0.254 -0.352 0.557 0. deve destacar-se a correlação alta entre a corrida média e a %FCres no M1.489 0.277 -0.600 -0.114 0.114 -0.033 Marcha -0.01 Como podemos observar no quadro 3.513 0.495 0.134 -0.026 0.215 0.698 0.069 0.014 0.05 Através da análise do quadro 3.219 0.095 0.470 0.548 0.05.347 0.390 -0.065 0.673 -0.170 -0.247 -0.053 0.126 Lat/costas 0.156 -0.169 0.584 0.8 e no que respeita ao grupo G1.126 0.063 0. foi encontrada uma correlação alta entre a FCméd e o tipo de deslocamento corrida média no M1 do exercício EX1. relativamente ao G1.280 0.350 -0.174 Corrida média -0.365 -0.065 0.612 0.235 -0.307 0.041 -0.406 Marcha 0. Relativamente ao grupo G2.573 -0.061 0.171 Corrida média 0.250 0.126 -0.421 0.521 0.635 0.514 0.186 0.714 0. bem como uma correlação alta entre a %FCres e a marcha no M1 e no M2 do exercício EX1.343 0.277 -0.214 -0.427 -0.159 0.052 0.347 0.405 -0.138 -0.573 0.109 0.094 0.810 0.557 -0.7.710* 0.090 -0.530 0.363 0.110 0.402 -0.081 -0.140 -0. foram encontradas correlações altas e negativas entre a percentagem da FCmáx e o tipo de deslocamento parado no M1 e no M2.223 0.119 -0.499 0.311 0.521 -0.581 0.105 -0.242 -0.275 -0.320 -0.714 0.460 0.334 Lat/costas -0.489 Sprinte 0.524 -0.183 0.279 -0.024 0.8 Coeficientes de correlação de Pearson entre os indicadores da FC e os tipos de deslocamento para os grupos G1 e G2.278 FCméd %FCmáx %FCres FCméd %FCmáx %FCres FCméd %FCmáx %FCres G2 (MO) (M0) (M0) (M1) (M1) (M1) (M2) (M2) (M2) Parado -0.496 -0. 73 .810 -0.076 0.693 0.281 0.273 -0.257 0. Analisando os resultados do G2.042 -0.382 -0.698 -0. nos três momentos de avaliação (Mo.204 -0.430 -0.004 0.218 0. Apresentação dos resultados Corrida média -0.256 0.060 FCméd %FCmáx %FCres FCméd %FCmáx %FCres FCméd %FCmáx %FCres G2 (MO) (M0) (M0) (M1) (M1) (M1) (M2) (M2) (M2) Parado 0.376 0.616 -0.495 0.239 -0.278 0.662 Trote 0.343 * p<0.211 -0. M1 e M2).279 -0.245 0.472 -0.109 -0.213 -0.002 0.033 0.295 0.

Discussão dos resultados 74 .

quando comparado com os outros momentos de avaliação.3 para 8. M1 e M2). como podemos verificar pelos valores do desvio-padrão relativos ao indicador corrida média encontrados no M2 (figura 4). 5. relativamente ao grupo 1 (G1). 1986.8) quando comparado com os momentos anteriores (M0: 61. O facto de não se ter encontrado valores com significado estatístico. Saliente-se também. essa intervenção registou-se no M1. que diminui significativamente no M2 (37. como podemos verificar pelos valores do trote. 75 .3±9. Exercício 1 (EX1) Ao observar-mos o quadro 3.3) e pelo aumento significativo do tempo em sprinte do M1 para o M2 (de 4.1. embora sem significado estatístico. 1994a. e o EX2: GR+4x4+GR sobre 30mx40m.4.7±6. A figura 4 ilustra. o valor da corrida média no EX1+FB (M2). verificámos um aumento da intensidade dos deslocamentos no momento em que o treinador emitiu FB durante a realização do exercício (M2). Num destes momentos a participação do treinador ocorreu de forma activa através do uso de FB. Discussão dos resultados 5. Richeimer e Rodrigues. as diferenças do tempo gasto em corrida média nos três momentos de avaliação. Bangsbo. Análise dos exercícios Serão analisados neste capítulo dois exercícios: o EX1: 3x3 sobre 20mx30m. Estes resultados mostram que quando os atletas são estimulados verbalmente revelam um empenhamento motor na tarefa mais elevado (Piéron. enquanto que no G2.1. Ambos os exercícios foram avaliados em três momentos (M0.5±2. como pode ser observado na figura 3 (pág. tendo como referência a percentagem de tempo total de ataque.0). referente às diferentes categorias de deslocamentos no EX1. M1: 60.1. 2001).1. que apresentou um valor superior.5±4.8±4. Discussão dos resultados 5. 58). No G1 a intervenção do treinador ocorreu no M2. poderá dever-se à heterogeneidade da amostra deste grupo (G1).

3) para o M1 (10. tendo sido encontrados os valores mais elevados no grupo 2. (*p<0.G2 M o m e nt o / Gr u p o Figura 5: Duração da corrida média e do sprinte dos grupos G1 e G2 no M0. encontramos diferenças significativas nos deslocamentos corrida média e sprinte. aumentou do M0 (5. momento em que foram avaliados nas mesmas condições de exercitação. Discussão dos resultados 35 30 25 20 T e m p o ( se g ) 15 10 5 0 x dp x dp x dp M0 M1 M2 M om e n t os d e a v a l i a ção Figura 4: Corrida média G1: três momentos de avaliação (M0. o FB por parte do treinador. Franks et al.9±1.9). verificou-se um aumento da intensidade dos deslocamentos no momento em que o treinador emitiu FB.6).1±1. à semelhança do que se constatou no grupo G1. M1 e M2) Quanto ao grupo G2 e tendo ainda como referência o tempo total de ataque em sprinte. Quando comparamos os dois grupos (G1 e G2) no momento (M0). e diminuiu do M1 (5.05) 76 .1±1. (1996) sugerem que durante o processo de treino.G1 M0 .3) para o M2 (5.6±3. Neste grupo. 25 * 20 15 Cor r i da médi a Te m p o ( se g) Spr i nt 10 5 * 0 x dp x dp M0 . desempenha um papel importante para a elevação do empenhamento do atleta. como podemos verificar na figura 5.

não existiram diferenças significativas entre momentos de avaliação. do tempo total de posse de bola e da percentagem do tempo total de posse de bola. mostra os valores nos três momentos de avaliação (M0. não se verificaram diferenças entre os grupos no M0. A figura 6.5). podemos constatar que a escolha aleatória dos grupos. A análise do desempenho técnico-táctico (quadro 3. não impediu a existência de uma diferença considerável de desempenho entre os mesmos. M1 e M2) do G1. As diferenças encontradas embora significativas do ponto de vista estatístico. mesmo quando não existe participação por parte do treinador. M1 e M2). o que poderá ter influenciado os dados obtidos. O grupo G2 parece-nos. Quanto à análise dos indicadores da FC. desta forma. quer no grupo G2. Para o indicador FC. não parecem ser relevantes do ponto de vista fisiológico. 120 100 80 t e m po ( se g ) 60 Tempo posse 40 %t empo posse 20 0 x dp x dp x dp M0 M1 M2 M om e n t o s d e a v a l i a ção Figura 6: Tempo Total de posse de bola e % do tempo total de posse de bola para o G1 no EX1 (M0. permite verificar que não foram encontradas diferenças com resultado estatístico entre os momentos de avaliação do EX1 com excepção para o G2 nas variáveis número de passes total no exercício e número de passes por posse de bola no M2. quer no grupo G1. exceptuando-se a percentagem da FCres do grupo G1 entre o momento M0 e o momento M2 e entre o M1 e o M2. 77 . um grupo mais empenhado na tarefa. Discussão dos resultados Da análise da figura 5. Os valores dos indicadores da FC nos diferentes momentos de avaliação mostraram uma tendência para aumentarem no momento em que o treinador interveio recorrendo ao uso de FB.

Através do FB. relativamente aos outros momentos de avaliação. Ao analisarmos os resultados do G1 no M2 (ver quadro3. Estes resultados não mostraram. 1998. McGrown. no entanto. No entanto verificámos no M2 uma diminuição significativa do número de passes total no exercício e do 78 .4 s) e da percentagem de tempo de posse de bola (22. resulta a ideia de que neste momento do EX1 (M2). respeitando os objectivos pretendidos para o exercício nos três momentos. Sequeira. 2003). Salientamos o facto de não terem existido diferenças significativas entre o momento M0 e o momento M1. em que existiu FB.6 s). o número médio de passes por cada posse de bola e o número de golos obtidos aumentaram.5) verificámos que. Williams et al. 1992. Da análise conjunta destes resultados. facto que poderá ajudar a explicar a não existência de significado estatístico na redução do tempo gasto nas variáveis de desempenho técnico-táctico acima referidas neste momento do jogo (M2). o tempo de posse de bola e a percentagem do tempo de posse de bola diminuíram. enquanto que o número de passes no exercício. A inexistência de diferença estatística poderá dever-se ao facto das equipas do grupo G1. verificou-se uma diminuição significativa dos indicadores número total de passes e número médio de passes por posse de bola do M0 para o M2 e do M1 para o M2. 6) podemos constatar que esta variável estatística apresentou um elevado valor no M2. o atleta tem possibilidades de evoluir em termos psicomotores. 1994. 1994. o que nos parece ter-se devido ao facto do grupo G2 possuir um nível de desempenho elevado a nível técnico-táctico. em confronto terem performances bastante distintas. significado estatístico. dado que obtém informações acerca das suas prestações (Januário. Tal facto é evidenciado pelos valores elevados dos desvios-padrão das variáveis tempo de posse de bola (54.. Magill. Para o grupo G2. Discussão dos resultados Analisando os valores do desvio-padrão das variáveis tempo de posse de bola e percentagem do tempo de posse de bola relativas ao G1 nos três momentos de avaliação (ver fig. o jogo apresentou uma melhor coordenação das acções ofensivas e uma superior taxa de eficácia. momento em que o treinador emitiu FB durante a realização do exercício.

que podem traduzir-se em diferenças na capacidade de circulação da bola e de criação de espaços e linhas de passe. existiam diferenças de qualidade técnico-táctica entre grupos. 1988. 1999. Carzola e Farhi. mas que não se reflectiu na diminuição do tempo de posse de bola.1). Quando comparamos os resultados da análise do tempo- movimento (relativizados ao tempo total de ataque) obtidos no EX1. logo à partida. revelam diferenças ao nível técnico táctico entre os grupos G1 e G2. Quando comparamos os valores das variáveis tempo de posse de bola e número de passes por cada posse de bola entre os grupos G1 e G2. encontramos valores superiores para todas as outras categorias de deslocamento (trote. Bangsbo et al. Rebelo. verificámos diferenças significativas no primeiro momento de avaliação momento (M0). a distribuição percentual do tempo gasto nos diferentes tipos de deslocamento evidenciou uma estrutura idêntica à encontrada nos deslocamentos efectuados em jogo. em que se verifica uma elevada percentagem de exercícios de baixa intensidade e uma frequência considerável de esforços de média intensidade e de sprintes (Yamanaka et al. corrida média e sprinte) nos exercícios por nós estudados (quadro 3. elementos a ter em conta na construção da fase ofensiva. maior número de passes por cada posse de bola no G2 e superior número total de passes do grupo 2). Assim. Desta forma.2). Garganta. As diferenças encontradas no M0 entre aos grupos G1 e G2 (tempo total/percentual de posse de bola superior no grupo G1. poderá indiciar uma diminuição da velocidade de circulação de bola neste momento (M2). momento em que o treinador não usou FB. a diminuição do número de passes total no exercício e no número de passes por posse de bola. para o jogo formal (quadro 1. tudo indica que. exceptuando nos tipos de deslocamento parado e marcha. com os dados da literatura. Bangsbo. 1993. Para ambos os grupos (G1 e G2). pensamos que no M2. 2002). Discussão dos resultados número de passes por posse de bola. embora a constituição dos mesmos tenha sido realizada de forma aleatória. nos três momentos. 1991. verificamos que. 1998. 79 .

revelaram-se superiores aos encontrados por Carzola e Farhi (1998) num exercício idêntico realizado por atletas juniores do campeonato nacional francês (G1: 88. para o G1 no M2 e para o G2 nos três momentos (M0.9 e G2: 88. com excepção para os momentos em que foi utilizado o FB por parte do treinador. Relativamente à FC. 87. O autor encontrou valores da FCméd no exercício entre os 160 e os 185 bpm.9. Gregson e Drust (2000) encontraram valores médios da percentagem da FCmáx de 80%. os valores relativos da percentagem da FCmáx encontrados no nosso estudo. Mota. foram superiores a 85%. em ambos os grupos. valores substancialmente inferiores aos do nosso estudo. Aroso (2003) avaliou a FC de futebolistas num exercício idêntico ao EX1 (ver quadro 1.7±3. nos três momentos de avaliação. M1 e M2). Os valores obtidos no nosso estudo para a percentagem da FCmáx.9±1. mas utilizou três repetições de 4 minutos com 1.5 minutos de intervalo (recuperação passiva) entre cada repetição. em ambos os grupos. O autor usou o mesmo tempo de exercício.12). 80 . 2005).3) sobre jogos reduzidos (Aroso.1±3. No EX1. 2003. os valores da percentagem da FCmáx de ambos os grupos. com os dados de outros estudos (quadro 1. verificámos que. revelaram-se inferiores aos encontrados por Balsom (2000) num exercício idêntico ao EX1. recorrendo à estimulação verbal. sendo o valor mais elevado da FC dos jogadores (n=6. particularmente quando existiu FB (EX1+FB). em qualquer dos três momentos de avaliação. principalmente no momento em que o treinador forneceu FB. Num exercício idêntico (ver quadro 1. com o objectivo de induzir uma intensidade de exercitação elevada.0 %) são superiores aos encontrados no nosso estudo. Discussão dos resultados Ao comparar-mos os dados do EX1. os tipos de deslocamentos de intensidade superior (corrida média e sprinte) apresentaram percentagens de duração superior. Carzola e Farhi (1998): 85%). realizado num espaço de 33x20m. nos três momentos.5). FCmáx=194 bpm) correspondente a 95% da FCmáx. Os valores encontrados por Aroso (2003. o que indicia uma maior intensidade de esforço no nosso estudo para o EX1.

2000.5) e do M1 (19. verificámos um aumento da intensidade dos deslocamentos.4±8. 81 . aceder à informação acerca dos FB utilizados e do seu grau de congruência com os conteúdos de treino a apreender. 1986. em que os atletas eram incentivados verbalmente.2) para o momento M2 (3.2).1±4. Encontramos ainda. pelo que se torna difícil discutir o efeito desta variável na intensidade dos exercícios nos estudos citados.8). 2001). Não podemos. 80% a 100% da FCmáx). 1994a.1.2. Estes resultados mostram que quando os jogadores são estimulados verbalmente revelam um empenhamento motor na tarefa mais elevado (Piéron. Contudo.6) para o M2 (10.8±2. Gregson e Drust. O tempo total da categoria parado. 155/178 bpm) e por Bangsbo (1996a.6±8. Richeimer e Rodrigues. Bangsbo. avaliada a partir da percentagem da FCmáx. Discussão dos resultados Nestes estudos (Balsom. A intensidade do exercício EX1.2 (tempo-movimento). no entanto.0) para o M2 (36.4±4. permite enquadrá-lo na zona de treino aeróbio/anaeróbio (entre 66% e 93% da FCmáx). 2000). diminuiu significativamente do momento M0 (10.9) e do M1 (10.0±1.7). relativamente ao grupo G1 no EX2. como podemos verificar na figura 7. é de admitir que tenha existido FB nos estudos de Balsom (2000) e de Gregson e Drust (2000). não são feitas referências acerca da utilização de FB. um aumento significativo do sprinte do M0 (7.4) e do M1 (7. Exercício 2 (EX2) Ao observar-mos o quadro 3. 5. verificou-se um aumento significativo da percentagem do tempo em corrida média do M0 (19. tendo como referência o valor da percentagem de tempo total de ataque.4±8. conforme proposto por Korcek (1981) ou na zona de treino aeróbio de intensidade elevada. proposta por Flanagan e Merrick (2002. ao contrário do estudo de Aroso (2003).1±5. dado que se trata de um comportamento habitual do treinador em treino.1±4. no momento de avaliação M2.

8.3).8±9. M1 e M2). No grupo G2 (quadro 3.6. no grupo G1. 40 * 35 30 25 tempo (seg) 20 p ar ad o 15 * c.7±17. à semelhança do que sucedeu com o grupo G1.7±9.1) para o M1 (38.2).8±11.9) para o momento M1 (Marcha:12. para o tempo gasto em sprinte. nos três momentos de avaliação (M0. tendo ainda como referência o valor do tempo total de ataque. Quando comparamos os dois grupos (G1 e G2) no momento (M0). verificámos um aumento da intensidade dos deslocamentos no momento em que o treinador emitiu FB (M1). O tempo gasto em corrida média aumentou significativamente do M0 (21.5±10.5. encontramos diferenças significativas nos deslocamentos corrida média e 82 . Discussão dos resultados A figura 7 apresenta as diferenças verificadas entre os três momentos de avaliação (M0.2). corrida média e parado.7). (*p<0.2±12. no grupo G1. a intensidade dos deslocamentos é superior no momento em que o treinador recorre ao FB durante a execução do exercício (M2). trote: 41. méd ia 10 sp r int e 5 * 0 x dp x dp x dp M0 M1 M2 momentos de avaliação Figura 7: Valores do tempo gasto em sprinte.7±12.7±8. O tempo gasto em marcha e trote aumentou significativamente do M1 para o M2 (marcha: 22.05) Como podemos observar na figura 7. trote: 31.1±7. verificou-se uma diminuição significativa do tempo gasto em marcha e trote do momento M0 (marcha: 22. Para o grupo G2.0) e diminuiu significativamente do M1 para o M2 (21. corrida média e parado. M1 e M2). trote: 40. momento em que foram avaliados nas mesmas condições de exercitação.

4.G1 M2 . para a variável sprinte. Podemos observar. Discussão dos resultados sprinte. no M0 e no momento em que existiu FB.G1 M0 .G2 M1 .4±8. constatámos valores mais altos comparativamente ao M0. M1-G2). os valores do sprinte e da corrida média encontrados em ambos os grupos.0±1. em que não foi dado qualquer reforço verbal. figura 8).5. 25 20 15 Te m p o ( se g) Cor r i da médi a 10 Spr i nt 5 0 x dp x dp M0 . tendo sido encontrados valores mais elevados no grupo G2 para a variável.1.1±4. na figura 9. Ao analisarmos o que ocorre com as variáveis corrida média e sprinte no momento em que ambos os grupos receberam FB por parte do treinador (M2-G1. sucedeu o oposto (G1:7.1). no M0 e no momento em que receberam FB por parte do treinador.G1 M0 . 83 . corrida média (G1: 19. G2:4. G2: 21.G2 M o m e n t o 0 / Gr u p o Figura 8: Percentagem do tempo total de Ataque em Corrida Média e em Sprinte.7±8. enquanto que. para ambos os grupos (G1 e G2). no M0. 40 35 30 25 20 tempo (seg) 15 Corrida m édia 10 Sprint 5 0 x dp x dp x dp x dp M0 .G2 M oment os de avaliação Figura 9: tempo gasto em corrida média e sprinte pelos grupos G1 e G2 no EX2+FB.

são acções ofensivas que requerem um nível de empenhamento mais alto.9±4. Para o grupo G1. existiram diferenças significativas no grupo G1 entre os momentos de avaliação. é como um factor diferenciador de equipas de diferente nível. A análise do desempenho técnico-táctico (quadro 3. e entre o momento M1 (FCméd: 166.9) e o momento M2 (FCméd: 175. nas desmarcações e nas penetrações. verificou-se um aumento significativo da FCméd e da percentagem da FCmáx entre o momento M0 (FCméd: 167. nomeadamente na criação de linhas de passe.1±2. %FCmáx: 90. o que impossibilita a análise mais aprofundada deste indicador (tempo-movimento).3) e o momento M2 (FCméd: 175. 1990).1). Ekblom (1986) considera que a percentagem da distância percorrida a elevada intensidade. estas acções. por parte dos jogadores.2±7. poderão explicar-se pelo aumento da intensidade do exercício no M2 e pela consequente necessidade de suprir as necessidades aumentadas de O2 no músculo (Reilly. Teria sido interessante avaliar também a distância percorrida pelos atletas em cada tipo de deslocamento.5. As diferenças encontradas para os valores da FCméd e da percentagem da FCmáx entre o momento M2 e os restantes momentos de avaliação no grupo G1.4. Encontraram-se os valores mais altos no momento em que foi permitido ao treinador recorrer ao FB durante a execução do exercício. Quanto à análise dos indicadores da FC. por ambos os grupos no momento em que o treinador forneceu FB. Este estudo contemplou apenas a duração dos diferentes tipos de deslocamento. foi mais alto do que no M0. podemos constatar que o tempo gasto em deslocamentos de intensidade elevada.5±8. uma vez que. Estas acções não foram estudadas por nós. %FCmáx: 90.7±4. conforme o sugerido por Rebelo (1993). permite verificar que não foram encontradas diferenças com resultado estatístico entre os momentos de avaliação do EX2 para as variáveis observadas em ambos os 84 . Discussão dos resultados Da análise da figura 9.7±4.2±4. %FCmáx: 85. %FCmáx: 85.5.1±2. Estes dados deverão estar relacionados com as exigências da construção do processo ofensivo.1).3. sendo uma característica das equipas de nível mais alto.6).

Verificamos na figura 10. não evidenciaram significado 85 . nos três momentos de avaliação (ver figura 10). Da mesma forma. não foram encontradas diferenças com resultado estatístico entre os grupos G1 e G2 no momento M0. apresenta os valores do tempo de posse de bola nos três momentos de avaliação. à semelhança do verificado no exercício EX1 (M2). O mesmo se verificou com outras variáveis do desempenho técnico-táctico: os remates à baliza. os valores mais altos. A figura 10. M1 e M2). o jogo apresentou uma melhor coordenação das acções ofensivas e uma taxa de eficácia superior. que no momento M2. para o grupo G1. podemos constatar que o desvio-padrão desta variável estatística apresentou um valor muito alto nos momentos M0 e M1 quando comparado com o desvio-padrão da variável tempo de posse de bola no M2. o número de passes total no exercício e o número de passes por posse de bola obtiveram no M2. resulta a ideia de que neste momento do EX2 (M2). o tempo de posse de bola do G1 assume os valores mais altos. Da análise conjunta destes resultados. Analisando o valor do desvio-padrão da variável tempo de posse de bola relativo ao G1. em que existiu FB. Discussão dos resultados grupos. as recuperações de bola. 140 120 100 80 tempo (seg) Tempo posse 60 40 20 0 x dp x dp x dp M0 M1 M2 M omentos de avaliação Figura 10: tempo de posse de bola para o G1 no EX2 (M0. facto que poderá ajudar a explicar a inexistência de significado estatístico no aumento do tempo gasto para a variável tempo de posse de bola do jogo (M2). Estes resultados porém. no exercício EX2. momento em que foram avaliados nas mesmas circunstâncias de exercitação.

9 s). permite verificar que. em que. 2001). poderá dever-se ao facto das duas equipas que constituíram o grupo G1. também para o grupo G2 não foram encontradas diferenças com significado estatístico entre os diversos momentos de avaliação do EX2. contrariamente aos restantes momentos de avaliação. quando usufruíram de FB. Realçando este facto. do confronto das duas equipas resultou uma performance distinta. atingiram no momento M2. tal como sucedeu no grupo G1. apresentamos a figura 11. que à semelhança do tempo de posse de bola. poderá ter tido influência nas diferenças de performance verificadas nas duas equipas do grupo G1. conforme se pode verificar pelos valores do desvio-padrão da variável tempo de posse de bola no momento M0 (20. No momento M2. Pensamos que a ausência do FB por parte do treinador nos momentos anteriores ao M2. terem revelado um desempenho superior. que ilustra o comportamento de outras variáveis do estudo neste exercício.6). recuperações de posse de bola e número de passes por cada posse de bola do G1 no EX2 (M2). usufruíram do FB no processo ofensivo. ambas as equipas. A inexistência de diferença estatística. o valor mais alto. A análise do desempenho técnico-táctico (quadro 3. 7 6 5 4 Rem ates 3 Recuperações 2 passes p/p bola 1 0 M0 M1 M2 Figura 11: número médio de remates. Discussão dos resultados estatístico. podemos constatar que esta variável estatística apresentou um valor elevado no 86 . diminuindo o número de comportamentos menos apropriados (Williams.5 s) e no momento M1 (21. Analisando os valores do desvio-padrão da variável tempo de posse de bola relativas ao G2 nos três momentos de avaliação (figura 12).

nos três momentos do jogo. O valor do desvio-padrão mostrou-se.6. recuperação da posse de bola. Discussão dos resultados momento M1 (EX2+FB). Verificámos através da figura 12. remates à baliza. nos três momentos de avaliação do exercício EX2. no grupo G2. apresentaram diferenças negligenciáveis. número de passes total no exercício e número de passes por posse de bola. 140 120 100 80 tempo (seg) Tempo posse 60 40 20 0 x dp x dp x dp M0 M1 M2 M omentos de avaliação Figura 12: tempo de posse de bola para o G1 no EX2 (M0. A figura 12. nomeadamente. facto que poderá ajudar a explicar a inexistência de significado estatístico no tempo gasto na variável do desempenho técnico- táctico acima referida. à semelhança do que se verificou no grupo G1. os valores encontrados nos momentos M0 e M1. mais alto no momento M1 do que nos restantes momentos. também. verificámos que. M1 e M2). Da análise do quadro 3. apresenta os valores do tempo de posse de bola do G2. para as variáveis do desempenho técnico-táctico no grupo G2. o jogo apresentou uma coordenação das acções ofensivas e uma taxa de eficácia superior do que no momento (M2). Desta análise. mesmo 87 . que também no G2 a variável tempo de posse de bola. registou o valor mais alto no momento M1 (momento em que o treinador forneceu FB). resulta a ideia de que nos momentos M0 e M1 do EX2. verificando-se apenas diferenças entre o momento M0 e o momento em que o treinador recorreu ao FB durante a realização do exercício (M1). erros não forçados. Os dados obtidos pelo grupo G2 no desempenho técnico-táctico mostram que.

2002). Quando comparamos os resultados da análise do tempo- movimento (relativizados ao tempo total de ataque) obtidos no EX2 nos três momentos com os dados da literatura para o jogo formal (quadro 1. 1982. Para ambos os grupos (G1 e G2). não se terem encontrado diferenças com significado estatístico. 1988). 1983. esta foi constatada embora. 1998).. Discussão dos resultados no momento em que foram fornecidos feedbacks específicos. no que respeita ao número de atletas e espaço de jogo. 2003. Bangsbo et al. Carzola e Farhi. as diferenças encontradas não foram acompanhadas de significado estatístico. poderão ter influído na qualidade das respostas técnico-tácticas dos jogadores (Mesquita. em que se verifica uma elevada percentagem de exercícios de baixa intensidade e uma frequência considerável de esforços de média intensidade e de sprintes (Yamanaka et al.3) sobre jogos reduzidos (Aroso. 1981. Noutros estudos (Piéron e Pirón. quadro 3. 1981). no grupo G2. M1 e M2). 1993. encontramos valores superiores para todos os outros (trote. a distribuição percentual do tempo gasto nos diferentes tipos de deslocamento evidenciou uma estrutura idêntica à encontrada nos deslocamentos efectuados em jogo. Piéron.1). corrida média e sprinte. 1991. verificámos que. Bangsbo. Carreiro da Costa. nos três momentos. exceptuando os tipos de deslocamento parado e marcha. os tipos de deslocamentos de intensidade superior (corrida média e sprinte) apresentaram percentagens de duração superior. os mesmos não se traduziram em ganhos expressivos da performance (Yerg. 2005). As próprias limitações situacionais do jogo (espaço e número de jogadores). 1982a. verificamos que. Ao comparar-mos os dados do EX2. poderá dever- se ao facto do nosso estudo incluir somente três momentos de avaliação. Phillips e Carlisle.2). com os dados de outros estudos (quadro 1. para ambos os grupos nos três momentos (M0. 1988. 1983. Garganta. Rebelo. o que indicia uma 88 . Piéron. nos três momentos de avaliação do EX2. embora a construção deste exercício vá de encontro ao sugerido por Balsom (2000). 1998. 1999. por vezes. Graham et aI. Yerg e Twardy. em que se recorreu ao uso do FB para avaliar a sua influência nos progressos das aprendizagens. 1983. O facto de. Mota.

impossibilitando-os de manter os níveis elevados de intensidade apresentados no nosso estudo (EX2) por ambos os grupos. em que obtivemos um valor idêntico (FCmáx: 90. exceptuando o momento M2 do grupo G1. num exercício idêntico ao do EX2. 89 . Gregson e Drust (2000) encontraram valores da percentagem da FCmáx de 80%.1 e G2: 87. avaliaram a FC de futebolistas num exercício semelhante ao EX2 (ver quadro 1. com um tempo de exercitação idêntico ao do EX2. o que induz níveis de fadiga mais elevados nos atletas. 79. com o objectivo de induzir uma intensidade de exercitação elevada. revelaram-se superiores aos encontrados por Carzola e Farhi (1998). Aroso (2003) usou um tempo de exercício superior ao do EX2.1±2. principalmente no momento em que se recorreu ao FB. A diferença encontrada entre os nossos valores para o EX2 e os valores encontrados por Aroso. num exercício idêntico realizado por atletas juniores do campeonato nacional francês (G1: 90.5). Os valores encontrados por Aroso (2003.5 minutos de intervalo (recuperação passiva) entre cada repetição.1 %). Num exercício idêntico (ver quadro 1. Aroso (2003) e Mota (2005). No EX2. foram superiores a 84%. Relativamente à FC. os valores relativos da percentagem da FCmáx encontrados no nosso estudo. Carzola e Farhi (1998): 85%). utilizou três repetições de 5 minutos com intervalos de 7 minutos de recuperação passiva entre cada repetição.12). em ambos os grupos.9±6. valores substancialmente inferiores aos do nosso estudo.6.2 %) são inferiores aos encontrados no nosso estudo. particularmente quando existiu FB (EX2+FB). Discussão dos resultados maior intensidade de esforço no nosso estudo para o EX2. Os valores encontrados por Mota (2005) foram superiores (90.4±4.3) aos encontrados no EX2 em ambos os grupos (G1 e G2). principalmente no momento em que o treinador forneceu FB. principalmente para os momentos em que foi utilizado o FB por parte do treinador. Mota (2005). utilizou três repetições de 6 minutos com 1.1±6. os valores da percentagem da FCmáx de ambos os grupos. poderá dever-se ao tempo de exercitação no estudo de Aroso ser superior.1±2. recorrendo à estimulação verbal.

Através da análise do quadro 3. %FCres e diversos tipos de deslocamento) correlacionámos os resultados dessas variáveis entre si. Análise das correlações entre os indicadores utilizados na avaliação da intensidade do exercício. p<0. avaliada a partir da percentagem da FCmáx.05) e para a percentagem da FCres (r=0.01). constatámos no EX2. 80% a 100% da FCmáx). Com o objectivo de verificarmos os níveis de associação entre as variáveis utilizadas no nosso estudo (FCméd. %FCmáx. Verificámos também no EX1 para o G2. com uma correlação negativa significativa para a percentagem da FCmáx (r=0.99. conforme proposto por Korcek (1981) ou na zona de treino aeróbio de intensidade elevada proposta por Flanagan e Merrick (2002. que a percentagem da FCmáx e a percentagem da FCres se revelaram indicadores sensíveis à duração dos deslocamentos menos intensos. 5.71.05). apresentando correlação significativa (r=0. 155/178 bpm) e por Bangsbo (1996a.7) no M1 e no M2. que a FCméd se revelou um indicador sensível à duração do deslocamento corrida média. p<0. que a percentagem da FCres se revelou um indicador sensível à duração do deslocamento corrida média (r= 0. p<0.8.05).84< p<0.2. 90 . no M1. Discussão dos resultados A intensidade do exercício EX2. permite enquadrá-lo na zona de treino aeróbio/anaeróbio (entre 66% e 93% da FCmáx). Constatámos para o G1 no EX1 (ver quadro 3.83. para o grupo G2 no M1.

fisiológico e técnico-táctico induzido pelo uso de feedback (FB) por parte do treinador em exercícios de treino de futebolistas. em ambos os exercícios. Desta forma. apresentando um impacto fisiológico idêntico ao aferido no jogo. num terreno de jogo de 40mx30m com balizas oficiais. induz uma intermitência de intensidade de esforço. A organização de ambos os exercícios. num campo de 30mx20m. Os exercícios base estudados foram os seguintes: a) 3x3. Existiram três momentos de avaliação para ambos os grupos: No primeiro momento (M0) ambos os grupos foram avaliados sem o uso de FB.5mx1m) e sem limite de toques (EX1). com balizas reduzidas (1. no segundo momento (M1) apenas o G2 recebeu FB. O presente estudo conduziu-nos às seguintes: i. evidenciou uma estrutura idêntica à encontrada na tipologia dos deslocamentos efectuados no jogo formal. Os valores da frequência cardíaca. iii. Conclusões 6. ii. também sem limite de toques (EX2). foram estudados dois exercícios base (EX1 e EX2) com uma variante para cada exercício (EX1+FB e EX2+FB). no terceiro momento (M2) apenas o G1 recebeu FB. que se assemelha à solicitada no jogo formal. A distribuição de tempo gasto nos diferentes tipos de deslocamento em ambos os exercícios. identificando-se um aumento desses valores quando existiu feedback por parte do treinador. apresentando um aumento do tempo gasto em corrida média e em sprinte quando existiu feedback por parte do treinador. sugerem tratar-se de exercícios predominantemente aeróbios de alta intensidade. Conclusões Propusemo-nos com a realização deste estudo avaliar o impacto físico. 91 . b) GR+4x4+GR.

A frequência cardíaca não revelou ser um indicador suficientemente sensível para diferenciar a intensidade dos exercícios estudados. a intervenção do treinador através de feedback induziu um aumento do impacto físico e fisiológico. Com base nos valores obtidos nos indicadores da frequência cardíaca e do tempo-movimento. v. Conclusões iv. 92 . As variáveis seleccionadas para a análise do desempenho técnico-táctico não revelaram potencial discriminante do referido desempenho em ambos os exercícios estudados. vi.

Limitações do estudo e sugestões para futuros trabalhos Com a realização deste trabalho. Limitações do estudo e sugestões para futuros trabalhos 7. Avaliar a influência do feedback em vários tipos de exercícios de treino. 93 . e que tinham objectivos muito específicos que por vezes não se enquadravam com necessidades impostas para a realização de um estudo desta natureza. Recorrer à avaliação da lactatémia. Comparar equipas de vários níveis competitivos e de vários escalões etários utilizando as variáveis por nós estudadas. IV. assim como o seu impacto físico. No nosso estudo. consoante o referido por Rebelo (1993) e por Ekblom (1986). propomos algumas orientações para futuros estudos: I. Investigar além do tempo gasto. a maior dificuldade sentida. V. Desta forma. centrou-se no facto de realizarmos o estudo com uma amostra de jogadores que participavam no Campeonato Nacional da categoria. Da experiência adquirida na realização desta dissertação. deixamos algumas sugestões que sentimos ser determinantes para a realização de futuros trabalhos nesta área de conhecimento. Avaliar o impacto físico e fisiológico no processo ofensivo e no processo defensivo. a distância percorrida por os atletas para cada tipo de deslocamento. para uma melhor caracterização do impacto fisiológico dos exercícios reduzidos. III. tivemos a noção do vasto caminho a percorrer na tentativa de caracterizar os exercícios de forma reduzida. fisiológico e as suas características técnico-tácticas e psicológicas. II.

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Anexos 9. Anexos 115 .

média sprinte Lat/cost parado marcha 2.3x3 . _________ trote c. média sprinte Lat/cost parado marcha trote 4. média sprinte Lat/cost parado marcha 3. _________ trote c. _________ trote c.4x4) Ficha de Registo do Tempo-movimento dos Jogadores parado marcha 1. média sprinte Lat/cost 116 . Anexos Anexo 1 Jogador Fazer circulo em exercicio Dia__________ (3x3 FB . _________ c.4x4 FB .

º (hora:seg) (hora:seg) 117 . Anexos Anexo 2 Ficha de registro de identificação dos Jogadores Exercício: _________ Dia: _____________ Inicio de registo Término de registo Jogador Cor do colete Polar n.

Anexos Anexo 3 Princípios Específicos Ofensivos de Jogo .Feedbacks PRINCÍPIOS OFENSIVOS COBERTURA EX PENETRAÇÃO OFENSIVA MOBILIDADE ESPAÇO ______________ 118 .

Anexos Anexo 4 Desempenho Técnico-Táctico golos tempo posse roubos de Erros não nº de passes obtidos remates à baliza bola bola forçados entre equipa 1_________________ equipa _________________ Total: equipa 2__________________ exercicio Total: 119 .