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A RELAÇÃO ENTRE MEDICINA OCULAR E O AVANÇO DA TECNOLOGIA

DE ILUMINAÇÃO

Por Rafael Lacerda e Victória Guilherme

A oftalmologia é, sem dúvida, uma área da medicina indispensável para toda e
qualquer pessoa. É inegável que a saúde dos olhos é essencial para que se tenha
qualidade de vida, além de influenciar em quase todos os aspectos da vida humana. No
entanto, esse sentido tão importante que é a visão pode, muitas vezes, não ter a mesma
qualidade e eficiência durante toda uma vida – na verdade, isso raramente acontece.
Alguns dos principais transtornos visuais são a miopia, a hipermetropia, a presbiopia, a
catarata, o glaucoma, a cegueira diurna ou noturna, o estrabismo, a fotofobia, entre
outros. Esses transtornos têm causas diversas e cada caso é especial, pois dependendo
do problema visual, o paciente pode levar uma vida normal ou não, visto que muitos dos
transtornos visuais ainda não apresentam cura. Felizmente, a medicina ocular conta com
o apoio de vários outros ramos da ciência, como a eletrônica e a automação. Além
dessas, o avanço da tecnologia da iluminação vem trazendo resultados
surpreendentemente compatíveis com a saúde de pessoas com problemas visuais. É um
fato inusitado, mas extremamente satisfatório e positivo.
Segundo o Dr. Leôncio de Souza Queiroz Neto, oftalmologista do Instituto
Penido Burnier, localizado em Campinas, São Paulo, a partir dos quarenta anos de
idade, nosso cristalino perde o poder de acomodação, ou seja, a capacidade dos olhos de
focar se torna menor, afetando principalmente a visão de perto. A presbiopia, conhecida
popularmente como “vista cansada”, é o que faz com que quase 98% das pessoas
necessitem de óculos para a leitura, especialmente quando se atinge a faixa dos quarenta
e cinco anos. O Dr. Queiroz Neto afirma ainda que, para quem tem presbiopia, os olhos
precisam se ajustar com uma frequência maior à mudança dos níveis de iluminação de
um monitor de computador, por exemplo. Com isso, a musculatura ao redor dos olhos
fica “cansada” constantemente, em decorrência da perda da elasticidade do cristalino.
Reafirma-se a importância de uma boa iluminação.
São várias as possíveis causas para uma má iluminação. Entre elas, destacam-se
o mau posicionamento da fonte de luz e o reflexo provocado por superfícies muito lisas
e claras, especialmente em ambientes hospitalares e laboratoriais. A luz natural também
interfere na visão, podendo causar ofuscamento em diversos ambientes. Em suma, a

O cuidado com os olhos. estarão contidas dicas e informações sobre os tipos de iluminação mais adequados para cada transtorno visual. etapa da vida em que os problemas de visão se tornam mais frequentes e dificultam a realização das mais variadas atividades. pois são os próprios frequentadores que determinam como cada ambiente deve ser estruturado e qual deverá ser a eficiência luminosa prevista. pois as invenções. A preocupação com a iluminação correta deve ir além da estética. . Proposta: dentro do tema apresentado. fazendo-se necessário o estudo de cada caso. No caso dos idosos. tratando como prioridade o conforto e a saúde. pretende-se buscar informações para a criação de um “guia de iluminação” voltado para a terceira idade. devem funcionar como tais. se torna mais difícil a adaptação às diferenças de iluminação no espaço. feitas para facilitar e melhorar a vida dos seres humanos. Nesse guia. ressalta que não há um tipo universal de iluminação e que cada ambiente deve ser iluminado de acordo com quem o frequenta e com o tipo de atividade realizada no local. em concordância com diferentes tipos de ambiente. É preciso que a tecnologia ande acoplada à ciência humana e seja coerente com as suas necessidades.forma como a luz se espalha pelos mais variados locais (especialmente locais fechados) está diretamente relacionada com o conforto da visão. deve ser um habito natural. A arquiteta e diretora do programa da área de luz e saúde do Rensselaer Polytechnic Institute. órgãos sensíveis do corpo. Mariana Figueiro.