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1 - Carlos, empresário na Comarca de Santo Antônio da Platina/PR

,
pensando equivocadamente que Rosário, peão de boiadeiro, era o autor de
um delito de furto que recém havia praticado contra sua empresa, tenta
prendê-lo em flagrante. Apesar dos esforços de Rosário em explicar que não
era a pessoa que estava sendo procurada, Carlos, ainda assim, obriga-o a
entrar em seu veículo afim de conduzi-lo a uma delegacia de polícia para
lavradura do flagrante. Diante disso, Rosário agride Carlos, causando-lhe
lesões corporais leves, e foge. Uma vez provocadas tais circunstâncias é
correto afirmar que foram tipificados quais crimes ou delitos, previstos no
CP?
2 - Dilminha, testemunha ouvida em Comissão Parlamentar de Inquérito –
CPI, imputa a Lula Lelé, deputado federal, o fato de ter ilegalmente recebido
valores de empresas a fim de deixar de praticar ato de ofício. Irresignado
com a ofensa a sua honra, Lula Lelé adota as providências cabíveis para que
Dilminha seja processada criminalmente pela prática de calúni. Durante o
processo, apesar de ter sido demonstrado que os fatos imputados por
Dilminha eram falsos, fortes elementos probatórios indicam que ele,
naquela ocasião, tinha motivos suficientes para acreditar que fossem
verdadeiros. Esse caso constitui hipótese de?
3 - Diz-se imputável o agente que tem capacidade de ser-lhe juridicamente
atribuída a prática de fato punível. Assim, ausente a imputabilidade, não se
aplica pena ao autor de fato típico e antijurídico, podendo sofrer medida de
segurança. No caso concreto, Cristiano é preso totalmente embriagado após
a prática de crime previsto na legislação penal, e seu defensor público
sustenta a tese da inimputabilidade para isentá-lo de pena. Esta tese é
sustentável perante o sistema penal brasileiro?
4- Daniel, perante a autoridade policial competente, assume a
responsabilidade por disparo de arma de fogo em via pública realizado por
sua namorada, com a finalidade de protegê-la. Daniel praticou, em tese
5- Anaxágoras, com a intenção de seqüestrar o filho de seu patrão para
obter vantagem monetária como preço do resgate, compra cordas, furta um
carro e arruma o local que serviria como cativeiro. Dois dias antes de
efetivar seu intento, seus planos são descobertos. Diante destes fatos,
Anaxágoras.
6- O homicídio praticado mediante paga ou promessa de recompensa
classifica-se doutrinariamente como crime bilateral.
7- A natureza jurídica do homicídio privilegiado é de circunstância atenuante
especial.
8- Um médico praticou aborto de gravidez decorrente de estupro, sem
autorização judicial, mas com consentimento da gestante. Nessa situação, o
médico deverá responder por crime, já que provocar aborto sem autorização
judicial é sempre punível, segundo o CP.
9- Acerca do homicídio privilegiado, estando o agente em uma das situações
que ensejem o seu reconhecimento, o juiz é obrigado a reduzir a pena, mas
a lei não determina o patamar de redução.
10- Getúlio, a fim de auferir o seguro de vida do qual era beneficiário,
induziu Maria a cometer suicídio, e, ainda, emprestou-lhe um revólver para
que consumasse o crime. Maria efetuou um disparo, com a arma de fogo
emprestada, na região abdominal, mas não faleceu, tendo sofrido lesão
corporal de natureza grave. Em relação a essa situação hipotética, Apesar
de a conduta praticada por Getúlio ser típica, pois configura induzimento,
instigação ou auxílio ao suicídio, ele é isento de pena, porque Maria não
faleceu.
11- Acerca do homicídio privilegiado, a violenta emoção, para ensejar o
privilégio, deve ser dominante da conduta do agente e ocorrer logo após
injusta provocação da vítima.
12- É inadmissível a ocorrência de homicídio privilegiado-qualificado, ainda
que a qualificadora seja de natureza objetiva.
13- No delito de infanticídio incide a agravante prevista na parte geral do CP
consistente no fato de a vítima ser descendente da parturiente.
14- Na legislação brasileira, não se mostra possível a existência de um
homicídio qualificado-privilegiado, uma vez que as causas qualificadoras,
por serem de caráter subjetivo, tornam-se incompatíveis com o privilégio.
Além disso, a própria posição topográfica da circunstância privilegiadora
parece indicar que ela não se aplicaria aos homicídios qualificados.
15- Uma jovem de 20 anos de idade, brasileira, residente em Brasília,
engravidou do namorado, tendo mantido a gestação em segredo. Dois dias
após o nascimento do seu filho, recebeu alta hospitalar e, no caminho para
casa, abandonou-o na portaria de um prédio residencial para ocultar de
seus familiares sua própria desonra, já que moravam em outra cidade e não
sabiam da gravidez. Nessa hipótese, a jovem em tela praticou o delito de
abandono de incapaz.
16- A premeditação, apesar de não ser considerada qualificadora do delito
de homicídio, pode ser levada em consideração para agravar a pena,
funcionando como circunstância judicial.
17- O crime de constrangimento ilegal é caracterizado pela ausência de
violência ou grave ameaça por parte de quem o comete.
18- O delito de ameaça pode ser praticado de forma verbal, escrita ou
gestual.
19- Não constituem injúria ou difamação punível a ofensa não excessiva
praticada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu advogado
e a opinião da crítica literária sem intenção de injuriar ou difamar.
20- São compatíveis, em princípio, o dolo eventual e as qualificadoras do
homicídio. É penalmente aceitável que, por motivo torpe, fútil etc., assuma-
se o risco de produzir o resultado.
21- Maria Paula, sabendo que sua mãe apresentava problemas mentais que
retiravam dela a capacidade de discernimento e visando receber a herança
decorrente de sua morte, induziu-a a cometer suicídio. A vítima atentou
contra a própria vida, vindo a experimentar lesões corporais de natureza
grave que não a levaram à morte. Nessa situação hipotética, Maria Paula
cometeu o crime de induzimento, instigação ou auxílio a suicídio, na forma
consumada.
22- No delito de aborto, quando a gestante recebe auxílio de terceiros, não
se admite exceção à teoria monista, aplicável ao concurso de pessoas.
23- Por ausência de previsão legal, não se admite a aplicação do instituto do
perdão judicial ao delito de lesão corporal, ainda que culposa.
24- O Código Penal brasileiro permite três formas de abortamento legal: o
denominado aborto terapêutico, empregado para salvar a vida da gestante;
o aborto eugênico, permitido para impedir a continuação da gravidez de
fetos ou embriões com graves anomalias; e o aborto humanitário,
empregado no caso de estupro.
25- Não se pune o aborto praticado por médico, se a gravidez tiver
resultado de estupro e o aborto, precedido de consentimento da gestante.
26- Não é punido o médico que pratica aborto, mesmo sem o consentimento
da gestante, quando a gravidez é resultado de crime de estupro.
27- Fernando, sem olhar para trás, deu marcha a ré em seu carro, na
garagem de sua casa, e atropelou culposamente seu filho, o qual, em
conseqüência, veio a óbito. Nessa situação, o juiz poderá deixar de aplicar a
pena, se verificar que as conseqüências da infração atingiram Fernando de
forma tão grave que a sanção penal se torna desnecessária.
28- A mulher que mata o filho logo após o parto, por estar sob influência do
estado puerperal, não comete crime.
29- São compatíveis o dolo eventual e as qualificadoras do crime de
homicídio
30- Constituição Federal protege a vida de forma geral, inclusive a intra-
uterina, apenando o aborto. Todavia, não se pune o aborto praticado por
médico se não há outro meio de salvar a vida da gestante ou se a gravidez
resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou
de seu representante legal.
31- No homicídio culposo, se o autor do crime imagina que a vítima já está
morta e por isso não lhe presta socorro, não responde pela causa de
aumento de pena decorrente da omissão de socorro.
32- Ainda que haja intenção de matar, pelo princípio da especialidade, a
prática de relação sexual forçada e dirigida à transmissão do vírus da AIDS
caracteriza o crime de perigo para a vida ou saúde de outrem.
33- O ciúme, por si só, caracteriza o motivo torpe, apto a qualificar o crime
de homicídio.
34- Considere que Armando, imputável, desfira contra Marcos inúmeros
socos e chutes com o livre propósito de lesionar o desafeto, todavia, diante
da gravidade das lesões, Armando provoque, culposamente, a morte da
vítima. Nessa situação, Armando responderá por homicídio culposo.
35- A lesão corporal grave, da qual resulta incapacidade por mais de trinta
dias, somente pode ser reconhecida com base nas declarações da vítima ou
na confissão do réu, sem que haja necessidade de exame pericial
complementar.
36- Considere que uma gestante, sóbria, estando na direção de seu veículo
automotor, colida, culposamente, com um poste, causando, em razão do
impacto sofrido, o aborto. Nessa situação, a conduta da gestante não gera
responsabilidade, haja vista a inexistência de previsão legal para a
modalidade culposa de aborto.
37- No caso do homicídio culposo, o juiz poderá conceder o perdão judicial
se as consequências da infração atingirem o próprio agente de forma tão
grave que a sanção penal se torne desnecessária.
38- Não se pune o aborto se a gravidez resulta de estupro, sobretudo se é
precedido de consentimento da gestante.