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ANÁLISE DA OBRA DISCURSO DO MÉTODO – DESCARTES

Leitura proposta: Parte II (As regras da lógica), Parte III (Moral Provisória), Parte IV
(“Penso logo existo”).

PARTE I
1. O bom senso pertence a todos. A diversidade de opiniões decorre de diferentes caminhos
percorridos pelos indivíduos.
2. A razão nos identifica como homens e nos diferenciam dos animais.
3. Descartes fala de um método que escolheu que o tem ajudado a ascender na busca pelo
conhecimento.
4. Ele admite poder estar enganado quanto ao seu método. Ele não pretender ensinar o
método, mas mostrar como este é importante pra ele.
5. Quando já formado (no Colégio La Flèche), foi acometido de dúvidas quanto aos
conhecimentos alcançados. Diz que amava as ciências.
6. A clareza e a inteligibilidade tornam os poetas mesmo sem muita instrução os melhores.
7. Descartes gostava de matemática por causa da certeza e da evidência de suas razões.
8. Na filosofia, Descartes encontrou uma diversidade de opiniões sobre um mesmo tema.
9. Se a filosofia já não tinha bases tão firmes dirá das ciências derivadas dela.
10. Abandonou o estudo das letras, passou a viajar e reunir experiências. A diversidade de
costumes e opiniões lhe traziam insegurança. Procurou estudar a si mesmo.

PARTE II

11. A perfeição reside na obra composta de um só homem. Assim os raciocínios de um
homem só aproximam mais da verdade do que as opiniões de muitos homens.
12. Como não se podem demolir as casas de uma cidade para construí-la de modo certo,
assim é difícil desmoronar a ciência, o melhorar seria melhorar suas partes.
13. É mais o costume e o exemplo que nos persuadem do que algum conhecimento certo.
14. Não encontrou utilidade na lógica, geometria e álgebra para o seu método.
15. A lógica tem regras demais, bastariam as seguintes:
1ª) Nunca aceitar como verdadeira uma coisa sem que a conhecesse evidentemente
como tal;
2ª) Dividir cada uma das dificuldades em quantas partes possíveis para melhor
resolvê-las.
3ª) Conduzir o pensamento começando pelos objetos mais simples até os mais
complexos.
4ª) Fazer enumerações tão completas e revisões tão gerais para ter certeza de nada
omitir. (p.23).
16. Descartes resolve começar pela matemática. Considerou que a investigação se inicia
pelas coisas mais simples.
17. Foi partindo das mais simples e gerais, cada verdade que encontrava servia de regra para
outra.
18. O método da ordem e da enumeração contém o que dá certeza à aritmética.
19. Era preciso buscar um princípio sólido para a filosofia.

PARTE III

20. Como não se pode destruir uma casa para reconstruí-la, sem ter outra onde morar, ele
criou a MORAL PROVISÓRIA:

“A ideia de um ser mais perfeito que não poderia tirá-lo do nada”. É tão certo que Deus existe quanto uma demonstração de geometria. 36. 24. Estudando matéria por matéria foi descortinando os enganos. 29. 39. Se ainda há idéias confusas é porque não somos perfeitos. Este eu é independente de algo material. Se podemos seguir as opiniões mais verdadeiras. Se os corpos são imperfeitos dependem de Deus. A parte V é um resumo da obra “O Mundo”. 27. 30. PARTE IV 26. A atividade dos sentidos por si mesma nada nos garantiriam de verdade sem a intervenção do entendimento. 1ª) Obedecer às leis e aos costumes do país. Deus é um ser perfeito. 23. 3ª) Sempre tentar vencer a si mesmo do que à fortuna. Passou 9 anos sem tomar partido entre o certo e o errado. A dúvida de Descartes não é como a dos céticos. A ideia de Deus foi inculcada no eu por ele mesmo. Discorre sobre a diferença entre homem e animais. O eu é uma substância cuja essência ou natureza é pensar. e apesar das dores. considerando também que tudo era falso. DESCARTES contrapões a máxima: “nada há no entendimento que primeiramente não tenha estado nos sentidos”. todas as idéias e noções da nossa mente vêm dele. Seja no sono ou na vigília devemos sempre nos persuadir somente pela razão. 40. As coisas claras e distintas são verdadeiras – o critério. e não seguir com menos constância as opiniões mais duvidosas. Com ela pretendia afastar-se do possível engano. As idéias de Deus estão no pensamento do homem. Só podemos dominar nossos pensamentos. . 28. 34. 37. Propósito de Descartes: Empregar seu próprio juízo para examinar as coisas. 27. 33.27). Considerando todos os possíveis enganos. Rejeitar tudo como falso o que tiver menor dúvida. PARTE V 38. 32. modificar antes os desejos do que a ordem do mundo. A verdade certa e firme tomada por Descartes como o primeiro princípio da filosofia. 21. 41. Procurar examinar as proposições por raciocínios claros e seguros. todas as claras e distintas são verdadeiras. 22. A moral provisória é colocada ao lado das verdades da fé. eram felizes (estóicos). Ele compara o homem a um máquina “feita pelas mãos de Deus”. CONHECER É MAIS PERFEITO QUE DUVIDAR. devemos seguiras as mais prováveis. Esse tratado não foi publicado por medo de censura. 26. Aplicava essas proposições ao modelo matemático. Descartes faz menção à moral dos antigos que subtraíram da fortuna. PARA PENSAR É PRECISO EXISTIR. era necessário que eu fosse alguma coisa. 31. PENSO LOGO EXISTO. 25. Descartes expõe que a partir do seu método escreveu um tratado de Física e uma descrição das ciências naturais (movimento do coração e das artérias). Seguir as opiniões mais sensatas e estar atento mais à prática que ao discurso (p. Conclui propondo seguir o método que escolheu. 2ª) Ser o mais firme e resoluto que pudesse nas ações pessoais. 35.

b) Conservar a saúde. Descartes critica a filosofia especulativa da época – O ideal é dirigir-se ao conhecimento da natureza para sermos senhores e possessores. c)Combater doenças. depositadas por Deus. B) As regras da moral provisória.PARTE VI 42. a) Facilitar a produção de alimentos. d) Criar resistência na velhice. C) A importância do “eu” na filosofia cartesiana. . As idéias já estão em nossa mente. D) A demonstração da existência de Deus. 43. QUESTÕES A SEREM OBSERVADAS NA OBRA: A) A simplificação da lógica em contraposição à escolástica. E) A finalidade da filosofia enquanto ciência racional.