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TURMA TEMÁTICA DP/RJ– CURSO FÓRUM

RESPONSABILIDADE CIVIL – RENATO PORTO

19.01.15

Responsabilidade (sombra da obrigação) – dever que resulta do inadimplemento de uma
obrigação.

A Resp. pode ser extracontratual (aquiliana) ou contratual (decorrente de um
instrumento previamente estabelecido)

RC Extracontratual – decorre da violação de um dto subjetivo. Ex: A avança o sinal e
bate no carro de B – A deverá indenizar B em razão da RCE

RC Contratual – decorre da violação de um contrato

Mora – inadimplemento contratual

Inadimplemento absoluto – decorre de um inadimplemento contratual absoluto, ou seja,
não há mais interesse no cumprimento do contrato. Ex: Buffet que troca o dia do
casamento e não aparece. Não há mais interesse em cumprir a obrigação após a data.

Cláusula Penal – elemento inserido em um contrato que visa servir de reforço da
obrigação principal além de antever eventuais perdas e danos.

IPC: Cheque-caução – assinado em branco para eventual gasto

É ilegal, pois viola a boa fé objetiva.

Hoje, os contratos são divididos em três fases: pré-contratual, contratual e pós-
contratual

Pessoas iguais – os termos contratuais irão dirimir eventuais problemas, desde que
respeitem a BFO, sob pena de nulidade de pleno dto. Ou seja, prevalece o que foi
estipulado no contrato.

Pessoas desiguais – o teor do contrato, normalmente de adesão, deve ser verificado de
forma mais favorável a parte mais fraca, pois só assim se atinge o equilíbrio,
respeitando a BFO (ética).

* Pré-contratual - tudo que foi veiculado na oferta se torna contrato, é o ppio da
vinculação da publicidade

* Contratual -

* Pós-contratual – havendo vício de consentimento na fase contratual é possível
desfazer o negócio; dto de arrependimento para compras à distância

art. . desproporcionais. é possível rever o contrato. 13 – RC do comerciante (contratual). Ex: televisão explode e causa um dano A RC pode ser subjetiva ou objetiva. Endodontista (dentista que faz canal) e Anestesista – obrigação de resultado Obs: Contrato de transporte não oneroso – RC subjetiva . Teoria da Imprevisão – nos contratos entre iguais se um acontecimento futuro e incerto surgir. Ex: Medico e hospital no qual trabalha – a RC do hospital é objetiva. Antes. . RC Contratual Subjetiva – ocorre entre pessoas e profissionais liberais A RC no CDC é referente a fato do produto. a vontade das partes era soberana. Na RC subjetiva as pessoas estão em igualdade. é possível pedir a revisão do contrato.RC dos profissionais liberais é subjetiva. 12 – fornecedor de produto responde independentemente de culpa RCO . ainda que o evento não seja imprevisível. lei 8078/90 . ou seja. 14. não é mais assim.art. 12. § 4º . 14 – fornecedor de serviço responde independentemente de culpa – RCO . já na objetiva as pessoas são desiguais.art. vigia o pacta sunt servanda. seja ela contratual ou extracontrual. 13 e 14 (RC dos profissionais liberais). mas a do médico é subjetiva Profissional liberal – obrigação de meio (agente não tem compromisso com o êxito como é a obrigação de resultado) Exceções: Cirurgião plástico (cirurgia estética). Ex: Perda do emprego Teoria da Quebra da Base Objetiva do Contrato – se surgir uma situação que não esteja em consonância com a BFO. Hoje. em razão da relação pluripessoal . 17 – Consumidor por equiparação: é a vítima do evento A RC é extracontratual.art.art.art. Ex: Produto não funciona de forma adequada – produto viciado Fato – acidente de consumo. RC nas relações de consumo Vício – ineficiência do produto ou serviço. o contrato era lei entre as partes. Há uma frustração na expectativa. de acordo com a BFO.

a consequencia pode ser evitada.art. é possível que a reincidencia do mesmo transforme em fortuito interno. . mas. CC – definição de ato ilícito: conduta culposa + dano + nexo causal . Ele gera o dever de indenizar. tem que contar com o risco. 187. que gerou o dano) Excludentes da RC – caso fortuito.acontecimento imprevisível.art. 188. 186. 14.Força maior – é inevitável. joga seu carro na calcada e atinge um pedestre. Formas de exclusão da RC (do fornecedor): .art. . § 3º e art. Mas. do desenvolvimento do bem de consumo Risco de industrialização – é aquele que surge no manufaturamento Risco de comercialização – o comerciante responde pelo fato do produto quando não conservar os produtos perecíveis e o consumidor não localizar o fabricante (algumas hipóteses) O comerciante responde de forma subsidiaria. ainda que previsível . poderá regredir em relação ao pedestre. força maior e culpa exclusiva da vítima ou do terceiro . mas sua conseqüência pode ser evitada. embora fortuito. Em relação a este. O comerciante mantém contato direto com o consumidor.autoexplificativo Exclusão da RC no CDC . tendo em vista que dependendo da atividade que desenvolva o causador do dano. a ensejar indenização. A responderá. exercício regular de um dto. § 3º Caso fortuito e força maior Excludentes da RC não se confundem com as excludentes de ilicitude. remoção de perigo iminente (ex: A dirigindo seu veiculo e para não atropelar uma senhora que estava atravessando com o sinal aberto. Risco de concepção – é aqle que surge no momento da criação. pois dependendo da atividade desenvolvido. 12.Culpa exclusiva da vítima ou de 3º .art. CC – definição de ato ilícito: abuso do dto . estrito cumprimento do dever legal. Ex: troca de tiros no carro-forte O caso fortuito externo isenta o dever de indenizar. CC – excludentes de ilicitude: legitima defesa.Caso fortuito – acontecimento imprevisível e por ser imprevisível é inevitável Caso fortuito interno .

pelo risco do desenvolvimento culpa exclusiva do consumidor ou de 3º Dto fraterno – a responsabilidade deve ser contra os riscos e não necessariamente contra os danos . § 3º .art.fato do produto: qdo o fornecedor comprovar que não colocou o produto no mercado (inversão ope legis – dever do fornecedor).fato do serviço: defeito inexiste ou culpa exclusiva do consumidor ou de 3º . 12.. 12. § 2º .art. que o defeito inexiste e culpa exclusiva do consumidor ou de 3º .art. § 3º . 14.resp.