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Processo Civil II

Pluralidade de partes. Litisconsórcio e coligação

Situações em que a dualidade de partes é substituída por vários autores e/ou
vários réus. Temos assim uma pluralidade de partes constitutivas.
Esta pluralidade de partes 1) pode brotar da mesma relações ou situação
material controvertida ou de diferentes relações ou situações materiais
controvertidas; 2) pode ser uma pluralidade de partes originária ou
superveniente; 3) pode constituir uma pluralidade de partes que
necessariamente tem que ser constituída ou cuja constituição depende da
vontade dos litigantes, ainda que por razões de oportunidade ou de
conveniência.

No litisconsórcio a pluralidade de partes exprime a existência de uma relação
ou situação material controvertida (1) e logo, de único pedido formulado contra
ou por vários réus: então esta unidade de relação controvertida corresponde uma
pluralidade de pessoas (e, logo, de partes). Na coligação , a pluralidade de
partes traduz a existência de várias relações materiais controvertidas(2). A lei
exige que na coligação haja uma “pluralidade de pedidos”.
A pluralidade de partes pode ser originária ou inicial, na medida em que se forma
logo com a propositura da acção; mas pode ser superveniente/ sucessiva, na
medida em que, uma vez proposta a acção, nela intervenham certos terceiros,
mediante certos incidentes processuais de intervenção de terceiros, mediante
certos incidentes processuais de intervenção de terceiros [intervenção principal:
espontânea/provocada e assistência: artigos 321.º e ss. CPC; e o incidente da
oposição: espontânea, provocada e s embargos de terceiro: artigos 333.º e ss.
CPC].
A pluralidade de partes pode ser voluntária – esta cumulação subjetiva depende
exclusivamente da vontade das partes – ou necessária, ou seja, sempre que a
cumulação se revela obrigatória, por determinação da lei, de convenção das
partes ou da natureza da relação jurídica controvertida.

 O litisconsórcio voluntário e o litisconsórcio necessário

ª parte CPC) e em caso de incumprimento. Embora o litisconsórcio seja apenas voluntário. quer do lado ativo quer do lado passivo. Se o devedor desejar obter sentença condenatória contra dois cônjuges casado em regime de separação de bens.º 1 CPC).º 2 CC).º n. será conveniente demandar os 2 por facto praticado só por um deles.º n.º CC). a demanda de todos os condevedores e a eventual decisão favorável ao autor permite obter a condenação de todos os condevedores nas respetiva quaota-parte do montante da dívida (artigo 27.º n.º n. a legitimidade processual activa acha-se assegurada.º2 CC) ou co-herdeiros (art 2078.º 1 CC). deduzir acção executiva contra todos.º 1 2.º do CPC). pois é assim assegura que a decisão favorável proferida vale relativamente a todos eles (artigo 522. (Artigo 32. A falta de citação de um dos réus não anula os actos processuais subsequentes (art 190. é conveniente demandar todos os devedores solidários. isso não significa que não seja conveniente demandar todos os interessados da relação material controvertida: para efeitos de caso julgado e de oponibilidade das decisões que venham a ser proferidas. na medida em que prove que a dívida é da responsabilidade do outro cônjuge (nos termos do art 1691 n. Nos litígios que envolvem a contitularidade de direitos reais. Se o autor/réu não demandarem (ou não pedir a intervenção principal) dos demais interessados. o tribunal apenas deve conhecer a “respetiva quota-parte do interesse ou da responsabilidade” (artigo 32.º CC).º1 CPC). o recurso interposto por uma das partes vencidas não aproveita ás restantes (artigo 288.º CC) ou por comproprietários (artigo 1405. daí não resulta qualquer ilegitimidade.O litisconsórcio é voluntário quando a pluralidade de partes. Se os interessados não forem demandos. pois só assim poderá executar o património do de qualquer um deles pela quota parte do débito conjunto (art 1695. pois o litisconsórcio verifica-se por iniciativa das partes ou de uma delas. ainda quando a acção seja movida apenas por um dos compossuidores (artigo 1286. Se a obrigação for conjunta. .º n.º n.º 1 CPC).º b) CPC). resulta da vontade do autor ou do réu (pede a intervenção principal de um codevedor: artigo 317.

a decisão não produz efeitos em relação ao fiador (art 1635 n. de convenção das próprias partes (litisconsórcio necessário convencional) ou da natureza da própria relação material controvertido (litisconsórcio necessário natural) 1) Litisconsórcio necessário legal . demandar um dos condevedores solidários a obter a condenação na totalidade do crédito (art 512. o credor.º 1 b) – DL 291/2007 de 21 de Agosto).ª p. a acção deverá ser proposta apenas contra o Fundo de Garantia Automóvel.Na ação proposta contra o devedor principal. mas o tribunal só pode conhecer da quota-parte que este autor tenha no crédito comum (art 32.º 2 CPC). mas essa decisão não faz caso julgado relativamente aos demais. Nas obrigações conjuntas com pluralidade de credores.º n. em ação executiva movida apenas contra ele.º 1 e 2 CC).º n.º 1 e 518. CPC).º CC e Art 32.º 2 CPC) O credor pode.º n.Nas acções destinadas a efectivar a responsabilidade emergente de acidente de aviação quando o pedido formulado ultrapassar os limites fixados no seguro obrigatório (artigo 61. a acção deve ser proposta contra a seguradora e a pessoa civilmente responsável.º 1 2. Essa imposição pode resultar da lei (listisconsórcio necessário legal). pode apenas um dos concredores demandar o devedor de todos. salvo se este invocar o benefício de excussão prévia (art 745. Embora o devedor principal seja parte legítima ainda quando desacompanhado do fiador: se demandar os 2.º n. Já na hipótese de a pessoa civilmente responsável não ser identificada ou não ter celebrado um seguro válido de responsabilidade civil automóvel. mesmo que obtenha ganho de causa. .º n. Litisconsórcio necessário Situação de pluralidade de partes que é imposta às próprias partes. pode executar imediatamente os bens do fiador. No mesmo sentido fica assegurada a legitimidade das partes quando o único credor tenha um crédito a que correspondem obrigações divisíveis contra vários devedores.

devendo o tribunal notificar oficiosamente este último para indicar a seguradora ou apresentar documento que a identifique (art 64. mas também contra a empresa de seguros para quem este tenha transferido a responsabilidade civil objetiva (artigo 61.º 2 do mesmo DL.º 2 CC): A acção deve ser proposta contra as pessoas aí mencionadas.º n. pelos irmãos do falecido ou pelos sobrinhos que os representam).º 6). -> Nas Acções de Indemnização por Danos Não Patrimoniais: Em caso de morte da vítima (artigo 496.º n. -> Nas acções de que possa resultar a perda ou a oneração de bens que só por ambos os cônjuges podem ser alienados ou a perda de direitos que só por ambos podem ser exercidos. (geralmente é a seguradora). deduz reconvenção não apenas contra o lesado (autor inicial).º n.º. De resto. -> Nas Acções de Preferência: A acção deve ser proposta pelo titular do direito de preferência contra o alienante e o adquirente. Não sendo possível responsabilizar nenhuma seguradora por razões não imputáveis ao lesado. incluindo as que tenham por objecto a casa de morada de família (Artigo 34. nestas acções é admitido o litisconsórcio activo sucessivo quando a ré.º CPC): As acções devem ser propostas por ambos os cônjuges.Se a acção for intentada apenas contra a empresa de seguro. este poderá apenas demandar a pessoa civilmente responsável (proprietário do veículo). E o mesmo sucede nas acções de preferência fundadas em direito de preferência pertencente a vários contitulares (artigo 419. .º CC): a acção tem que ser proposta por todos os contitulares contra o alienante e o adquirente.º n.º 3) – Intervenção Principal Provocada desta empresa de seguros – Litisconsórcio necessário legal sucessivo do lado positivo. o cônjuge de ascendentes. poderá fazer intervir o tomador do seguro (litisconsórcio voluntário sucessivo) – nos termos do art 64. em função da preferência das classes de sucessíveis aí previstas (1.

2. -> Nas acções em que o objeto do processo consiste num facto praticado por ambos os conjuges. incluindo uma dívida contraída por ambos: as acções devem ser propostas contra ambos. apenas podendo executar os bens próprios e. o litisconsórcio será apenas conveniente: obtenção de uma decisão judicial destinada a declarar que a dívida é da responsabilidade de ambos os conjuges (embora tenha sido contraída por um deles)..º).º n. bens próprios de qualquer um deles: art 1695. posteriormente.-> No incidente de habilitação (art 354.º CPC).Art 34. subsidiariamente.º n.º do CC. bem como sobre os bens próprios deste cônjuge. curando-se de direitos disponíveis. os concretos bens comuns integrados na meação do cônjuge devedor (art 742. [Posição do Prof.] 2) Litisconsórcio necessário convencional .º 2 CPC). fica sujeito aos limites da garantia patrimonial previstos no art 1696. se for caso disso. a totalidade do património do casal (bens comuns e. Se intentar a acção apenas contra o cônjuge que tenha contraído a dívida. estanto-lhe vedada a alegaçaõ da comunicabilidade da dívida (art 742.º 1). de jeito a poder.º e 1696.º 1 CC). Mas já não. o credor pode renunciar à garantia patrimonial que poderia exercitar contra a meação dos bens do cônjuge que não contraiu a dívida.º 2 CPC). mas em que se pretenda obter decisão susceptível de ser executada sobre os bens comuns e próprios do outro cônjuge. subsidiariamente. Posição do Prof. executar. visto que. no caso de ser duvidoso o direito do credor: faz-se necessário propor acção contra todos os credores. nas eventualidades de dívidas da responsabilidade de um dos conjuges.ª parte CPC. -> Na consignação em depósito (art 922. Teixeira de Sousa: O litisconsórcio (necessário passivo dos conjuges) acompanha o regime da responsabilidade patrimonial prevista no CC (artigos 1695.º n.º n.º 3. já que poderia ter anteriormente deduzido a acção declarativa contra ambos os cônjuges e não o fez. Lebre de Freitas: Neste último caso.º n.

embora a decisão não vincule alguns dos interessados.º 2 CPC). a intervenção de todos os herdeiros e/ou legatários. por ocasião da celebração de um negócio jurídico. Ora. atenta a natureza da relação jurídica em discussão (artigo 33. a decisão judicial a obter não produz o seu efeito útil normal. o efeito útil normal de uma decisão judicial consiste na composição definitiva do litígio entre as partes relativamente ao pedido formulado. pois. 3) Litisconsórcio necessário natural É aquele em que é imposta a presença de todos os interessados na acção.º n. obtém- se a regulação definitiva da situação concreta das partes quando estas admitem expressamente a não vinculação das restantes. não têm que estar juízo todos os interessados. não parece decisivo . pedindo que este seja condenado em cessar tal utilização. com base em incapacidade acidental do testador. alguma divisibilidade das causas de pedir ou dos direitos litigados. (de todos os titulares da relação material controvertida). doutro modo. A acção de anulação de testamento. resolve definitivamente a controvérsia entre os que concretamente estão juízo. não tem que ser intentada contra todos os condóminos. a pluralidade de partes é imposta pela estipulação das partes. Ora isso pressupõe. compondo definitivamente a situação jurídica entre delas. beneficiários de outras disposições testamentárias.Quando como já sabemos.ª parte -> Relevante é que a decisão entre as concretas partes não possa ser afectada e contraditada por uma outra. 2. Parece claro que. No mesmo sentido deve dizer-se que a acção pela qual o condómino pretende que se declare ilegítima a utilização que é dada a uma fracção autónoma de que o réu é proprietário. venha a ser obtida em ulterior acção entre as mesmas partes. dispensado-se o litisconsórcio necessário e. O que interessa é que. eventualmente. de modo que o caso julgado material possa abranger todos os interessados. Artigo 33. Se assim for.º n. evitando tornar-se incompatível com a decisão eventualmente obtida numa outra acção.º 2. deduzida por um dos herdeiros somente contra alguns dos restantes herdeiros ou legatários. Essencial é que esta composição não possa ser efetuada por uma outra que.

o . As acções de prestação de contas devem ser propostas por todos os interessados contra o cabeça de casal. Este objetivo pode ser alcançado mediante a intervenção dos interessados em acção pendente. não se crê ser decisivo que entre todos os interessados tenha que entre todos os interessados tenha que verificar-se uma decisão uniforme.º ss. registados a favor do adquirente e sobre os quais também foram posteriormente inscritas hipotecas voluntárias a favor de terceiros. CC) que visam modificar a relação estabelecida entre o alienante e o terceiro adquirente: a relação estabelecida entre o alienante e o terceiro adquirente: a relação controvertida envolve. (credores hipotecários) impõem a demanda dos alienantes dos prédios. necessariamente. Muitos outros casos em que o litisconsórcio é necessário para ser lograda a composição definitiva do litígio entre as concretas partes: É o caso das acções de divisão de coisa comum/ acções de demarcação entre vários proprietários de prédios confinantes: só a intervenção de todos na acção pode compor definitivamente a situação entre os comproprietários ou entre os diferentes proprietários de extremas confinantes: qualquer divisão efetuada entre apenas algum deles é incompatível com novas divisões. nos termos do artigo 311.que todos os interessados devam estar em juízo.se não houver acordo podem os demandantes (ou alguns deles) requerer a intervenção provocada dos demais (art 316. As acções destinadas a declarar nulidade de contratos de compra e venda de imóveis. dos adquirentes e dos terceiros a favor de quem se acham inscritas as hipotecas- As acções paulianas (art 610. três pessoas – o credor prejudicado com a alienação. CPC: Caberá às concretas partes em juízo suscitar essa intervenção (intervenção provocada) ou sujeitar-se a ela (intervenção espontânea).º).º e ss.

para se furtar à responsabilidade patrimonial. Isto porque o objeto do processo é um interesse indivisível. e o terceiro adquirente.) . a que título ou em que qualidade o devedir interveio no acto ou no facto que serve de causa de pedir. e.º CPC permite deduzir um mesmo pedido por autor ou contra réu diverso do que aquele que demanda ou é demandado a título principal. fazendo com que seja absolvido do pedido e o outro devedor seja condenado). Na primeira situação. Isto só é possível se existir uma dúvida fundada sobre os sujeitos que são titulares da relação material controvertida. Litisconsórcio Subsidiário e Alternativo O artigo 39. por outro. Trata-se de situações me que. por um lado. o credor da pretensão ignora. Litisconsórcio Unitário e Não Unitário O litisconsórcio unitário exprime a ideia de que a decisão do tribunal tem de ser uniforme para todas as partes que se litisconsorciaram. para a hipótese de este não ser considerado pai biológico. contra o credor a extinção da sua quota-parte na dívida. o autor pode demandar um reú e formular subsidiariamente contra ele um pedido no caso de dúvida fundamentada sobre quem é o verdadeiro sujeito passivo da relação material controvertida. O litisconsórcio não é unitário quando a decisão pode ser distinta para cada um dos litisconsortes (p ex: se o credor instaura acção contra 2 devedores conjuntos. contra outro. sem culpa. de eventualidades em que o credor da pretensão ignora se é titular activo dela ou se é o único titular activo.devedor alienante. um dos demandados pode invocar. (Ex: O autor de uma acção de investigação de paternidade intenta a acção contra vários homens: contra um a título principal e.

já a intervenção espontânea em regime de coligação somente é admissível enquanto o terceiro interveniente puder deduzir a sua pretensão em articulado próprio (art 313. e por outro lado. (art 312. destarte. em alternativa.º 1 2ª parte e 2).º ss CPC Quando o terceiro decide intervir na acção.ª parte). por um lado.º n. 1. demandar.º 1. servir para sanar situações de ilegitimidade plural por motivo de preterição de litisconsórcio necessário. pode. vários réus.º).O autor não tem que apresentar os réus numa relação de subsidiariedade: ele pode. Esta intervenção de terceiros. que é efetuada pelos incidentes processuais regulados no artigo 311.º) (2)Quando o terceiro possa coligar-se com o autor nos termos do artigo 36. em regra. porque é titular de uma situação subjetiva própria paralela à alegada pelo autor ou pelo réu. . Todavia.º ss CPC. pessoas que mostrem interesse em opor-se à apreciação da causa favoravelmente a uma das partes.º e não haja qualquer obstáculo a essa coligação (art 311. constituída no momento da propositura da acção. A) Intervenção principal espontânea – Artigo 311. igualmente. pessoas que mostrem interesse em ser abrangidas pelo caso julgado. Ou seja: (1)Quando tenha um interesse igual ao do autor ou do réu e que. como partes. Litisconsórcio Inicial e Litisconsórcio Sucessivo A pluralidade de partes é.º) Esta intervenção espontânea em regime de litisconsórcio é admissível em qualquer momento da acção até ao trânsito em julgado (art 313. se a acção já estiver pendente podem nela intervir. sendo a instrução da causa realizada simultaneamente em relação a todos eles. embora só deva proceder em relação a um (ou alguns). O pedido é formulado contra todos os réus. uma pluralidade inicial. possa constituir com ele um litisconsórcio voluntário ou necessário (art 311.º n.

º 1 Na intervenção acessória o terceiro assume uma posição de auxiliar do autor ou do réu que não de parte principal. 340. A intervenção acessória efetua-se mediante o incidente de assistência. esta intervenção principal provocada é admissível. ou seja. sempre que nos termos do artigo 326. Quanto é Tempestividade Sempre que for necessário assegurar a legitimidade do reu.º C) Intervenção Acessória – 328.º n. Se for deduzida contra os condevedores ou o devedor principal. Se se destinar a chamar o exequente e os demais credores por parte do credor que não esteja munido de título exequível contra o devedor.º. Nos restante casos.º.º n. deverá ser feita nos termos e com a tempestividade prevista no artigo 808.º n.º/2 O interesse dela é fazer incluir o terceiro chamado no âmbito do caso julgado da decisão. B) Intervenção principal provocada – Artigos 320. ou seja. É admissível: (1)Quando qualquer das partes pretenda fazer intervir um terceiro como seu associado ou como associado da parte contrária – art 316. o terceiro interveniente tenha um .º 1 . dentro dos prazos mencionados no artigo 314. no limite até aos 30 dias subsequentes ao trânsito em julgado da decisão que julgue ilegítima alguma das partes (art 261.º/4. 323. A intervenção acessória pode também ser espontânea provocada.º.º n. a intervenção principal provocada só pode ser deduzida até ao momento em que poderia ser requerida a intervenção espontânea em articulado próprio – art 318.º. somente pode ser deduzida pelo réu na contestação – art 317.º 1 (2)Quando o autor queira provocar a intervenção de um reu subsidiário ou um reu que se encontra numa relação de alternatividade contra quem pretende dirigir o pedido (3)Quando se pretenda chama a intervir um condevedor ou o devedor principal ou o possuidor em nome próprio.º 2).

º 2). Mas a decisão proferida faz.º). O assistente pode intervir em qualquer estado da causa. ou quando o terceiro chamado seja responsável pelos danos sofridos pelo réu no caso de procedência da acção. De modo que o terceiro interveniente acessório limitar-se-á a auxiliar o réu na sua defesa e somente pode levantar questões que tenham reflexo/incidência na acção de regresso que fundamenta a intervenção (artigo 330.º n. Pode também recorrer da decisão final. A Intervenção acessória provocada pode efetuar-se quando o réu tenha acção de regresso contra um terceiro (ex: o terceiro é um dos devedores solidários não demandado inicialmente). mas tem de aceitar todo o processado (art 327.º n.º 1). desde que ainda o faça dentro do prazo legal que a parte principal dispunha.º 2). Ex: A intervenção do sublocatório como assistente do locatário numa acção de despejo movida pelo senhorio/locador.º 1). (artigo 328.º n.interesse jurídico em que a decisão da causa seja favorável à parte principal a que se associa (autor e réu). caso julgado em relação ao assistente (artigo 327 n. Todavia.º 2). o assistente pode contestar a acção em caso de de revelia da parte principal. Visa também permitir que um terceiro possa reagir contra um acto de apreensão de bens com vista a transmiti-los a terceiros e pagar ao exequente ou aos credores reclamantes com o produto da venda . na medida em que seja parte numa relação jurídica ou esteja numa situação cuja consistência prática/ económica dependa da posição da parte a que se associa (art 326. quando esta o prejudique directa e efetivamente (art 631.º 2 e 338.º n.º n.º). O assistente não pode praticar actos que a parte assistida não praticou ou assumir posições opostas à da parte assistida. A Oposição Destina-se a permitir a participação de um terceiro que seja titular de uma situação subjetiva incompatível com aquela que é alegada pelo autor ou pelo réu reconvinte (333.

como avalista (coligação passiva). na mesma acção. Esta última modalidade de oposição efetua-se através dos embargos de terceiro – artigo 342. Nos termos do artigo 36. A admissibilidade da coligação depende do preenchimento dos seguintes requisito: 1. .executiva ou acto de apreensão de bens com vista á entrega a quem a eles tenha direito. não obstante aos diferentes pedidos serem atribuídas diferentes formas de processo (comum e especial). 2. quando os 2 filhos maiores deduzem pedidos de fixação de alimentos destinados a completar a sua formação profissional contra os 2 progenitores (coligação activa e passiva). além dessa pluralidade de partes existe ainda pluralidade de relações materiais controvertidas (e pluralidade de pedidos). A Coligação A coligação. os diversos trabalhadores lesados pelo mesmo facto demandarem.º 2). pode haver coligação quando os pedidos estiverem numa relação de dependência ou de prejudicialidade – ou seja.º.º. quando. Aos vários pedidos tem de corresponder a mesma forma de processo. No entanto.º n. o juiz pode ainda assim autorizar a coligação se considerar que esta avaliação conjunta é indispensável ou conveniente para a justa composição do litígio (artigo 37. em razão da identidade da causa de pedir. A oposição pode também ser provocada ou espontânea. a entidade patronal e a sua seguradora (coligação activa e passiva). O tribunal adotado tem de ser competente para julgar e apreciar os diferentes pedidos. quando um réu demandado como devedor da obrigação fundamental e o outro é demandado como devedor da relação cambiária.

no prazo fixado indicar qual o pedido (ou os pedidos) que pretende ver apreciado no processo. 278. mediante acordo.º n.º).º n. serão todos notificados para.º 1 e 316.º 1). pois se o fizerem. sob cominação de o réu (ou réus) serem absolvidos da instância quanto a todos os pedidos (art 38. Deve. actualmente o juiz não deve logo absolve-los da instância. Na falta de acordo. esclarecerem quais os pedidos que pretendem ver apreciados no processo. natural) gera ilegitimidade processual. mesmo após o trânsito em julgado do despacho . Se. a falta deste pressuposto é sanada mediante a intervenção principal provocada da parte cuja falta ocasiona a ilegitimidade. a sanação decorre da obtenção do consentimento do outro cônjuge ou o seu suprimento (art 34. Se a acção deveria ter sido proposta contra ambos os conjuges. deverá promover-se a sua intervenção principal. a acção prosseguirá para apreciação do pedido formulado pelo autor que manifeste vontade nesse sentido. excecionalmente a coligação for necessária por motivo da natureza das distintas relações materiais controvertidas.º n. a sanação obtém-se através da intervenção principal desse cônjuge.º e a falta respeitar aos réus. notificar o autor para.º n.º).º1 e) e art 6. Se a falta respeitar aos autores ( haver coligação ilegal de autores). se os outros autores não declararem também pretender a apreciação daqueles que tiverem deduzido. Nas restantes situações de preterição de litisconsórcio necessário. convencional. provocada pelo outro ou pelo autor da acção (art 261.º 1.Consequências da coligação ilegal: Se entre os pedidos inexistir a conexão exigida pelo artigo 36. o réu será absolvido de todos os pedidos. e a acção não for deduzida contra todos ou por todos os titulares das distintas relações. Consequências da não existência de litisconsórcio necessário: A preterição de litisconsórcio necessário (legal. No caso da ilegitimidade processual por falta da dedução da acção por ambos os conjuges.

saneador que tenha julgado uma das partes como parte ilegítima (art 261. .º n.º 1).