UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DE TECNOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

MANUAL PARA REDAÇÃO DE DISSERTAÇÕES E TESES (PPG-EP)

SÃO CARLOS 2002

SUMÁRIO

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INTRODUÇÃO............................................................................................................................... 3 ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO/TESE .................................................................................. 4

2.1 Parte Pré-Textual ............................................................................................................................ 4 2.1.1 Capa .............................................................................................................................................. 4 2.1.2 Folha de rosto ................................................................................................................................ 5 2.1.3 Ficha catalográfica ........................................................................................................................ 5 2.1.4 Folha de aprovação ....................................................................................................................... 5 2.1.5 Dedicatória .................................................................................................................................... 5 2.1.6 Agradecimentos ............................................................................................................................ 5 2.1.7 Sumário ......................................................................................................................................... 5 2.1.8 Lista de quadros ............................................................................................................................ 6 2.1.9 Lista de tabelas .............................................................................................................................. 6 2.1.10 Lista de figuras ............................................................................................................................ 6 2.1.11 Lista de siglas, símbolos e abreviaturas ...................................................................................... 6 2.1.12 Resumo ........................................................................................................................................ 6 2.1.13 Abstract ....................................................................................................................................... 7 2.2 Texto (Corpo do Trabalho) ............................................................................................................. 7 2.2.1 Introdução ...................................................................................................................................... 7 2.2.2 Desenvolvimento do texto ............................................................................................................ 7 2.2.3 Conclusão ou conclusões ............................................................................................................... 8

2.3 Parte Pós-Textual ............................................................................................................................. 8 2.3.1 Referências ou Referências Bibliográficas ................................................................................... 8 2.3.2 Apêndices ..................................................................................................................................... 12 2.3.3 Anexos .......................................................................................................................................... 12 2.3.4 Glossário............................................................................ ........................................................... 12 3 RECOMENDAÇÕES GERAIS .......................................................................................................13

3.3 Organização do texto ....................................................................................................................... 14 3.4 Quadros no texto .............................................................................................................................. 15 3.5 Tabelas no texto ............................................................................................................................... 15 3.6 Figuras no texto ................................................................................................................................ 15 3.7 Citações no texto .............................................................................................................................. 16 4 REQUISITOS PARA FORMATAÇÃO .............................................................................................. 18 REFERÊNCIAS ...................................................................................................................................... 20 ANEXO ................................................................................................................................................... 21

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1 INTRODUÇÃO

A finalidade do presente manual de recomendações é estabelecer um conjunto de regras específicas para a redação de Dissertações e Teses relativas ao Programa de PósGraduação em Engenharia de Produção (PPG-EP), seguindo as normas adotadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e critérios próprios deste Programa. Inicialmente, torna-se pertinente esclarecer a diferença entre Dissertação e Tese:

Dissertação consiste na elaboração escrita de um trabalho de pesquisa em que o autor apresenta as informações disponíveis com o intuito de fornecer uma idéia sobre a situação atual dos conhecimentos sobre um determinado tema específico, incluindo-se também tópicos controvertidos juntamente com discussões e sugestões. Além disso, poderá conter uma pesquisa de campo que não é obrigatória. A Dissertação é um dos requisitos para a obtenção do título de Mestre. A Dissertação visa também demonstrar a capacidade do candidato em tornar-se pesquisador, isto é, ter capacidade de definir um tema, objeto de seu estudo, de definir um problema, justifica-lo e apresentar o estado da arte sobre aquele objeto a partir de um determinado método de análise.

Tese consiste na elaboração escrita de um trabalho de pesquisa em que o autor defende determinadas proposições ou pontos de vista próprios, os quais devem ser provenientes de um trabalho original de pesquisa. Neste sentido, o autor deve apresentar as informações disponíveis sobre o assunto de modo a fornecer aos leitores elementos que os permitam julgar a pertinência e a fidedignidade dos resultados e conclusões obtidos. A Tese é um dos requisitos para a obtenção do título de Doutor(a). A Tese demonstra a capacidade do candidato de tornar-se um pesquisador independente, porque foi capaz, através de uma pesquisa original, avançar o conhecimento sobre um determinado objeto de pesquisa. Numa tese é fundamental a existência de uma hipótese, que será comprovada ou negada.

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2 ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO/TESE

A apresentação da dissertação/tese deve ser feita na forma tradicional, de modo que sua estrutura compreenda três partes: pré-textual, o texto propriamente dito e pós-textual. As recomendações aqui apresentadas podem ser visualizadas no exemplo que encontrase em Anexo.

2.1 PARTE PRÉ-TEXTUAL (Elementos preliminares)

Esta parte é constituída dos seguintes elementos preliminares: capa, folha de rosto, ficha catalográfica, folha de aprovação, dedicatória, agradecimentos, sumário, lista de figuras, lista de tabelas, lista de siglas, abreviaturas e símbolos, resumo e abstract.

2.1.1 Capa

Tem por função a proteção externa da dissertação/tese, devendo obedecer aos padrões do PPG-EP de modo a conter os seguintes elementos: - identificação da Instituição, Unidade e Programa (centralizada nas primeiras linhas); - título do trabalho (centralizado no meio da página); - nome do autor (posicionado à direita da página, abaixo do título trabalho); - Dissertação de Mestrado/Tese de Doutorado.

2.1.2 Folha de rosto

Trata-se da página na qual são apresentados os elementos essenciais à identificação da dissertação/tese, devendo conter os seguintes elementos: - identificação da Instituição, Unidade e Programa (centralizada nas primeiras linhas); - título do trabalho (centralizado no meio da página); - nome do autor (abaixo do título do trabalho); - indicação do requisito ao qual é apresentada (PPG-EP, título de Mestre ou de Doutor); - Nome do orientador (situado à esquerda da página); - Nome do co-orientador (se houver, colocar à esquerda da página); - Nome da agência financiadora (CAPES, CNPq, FAPESP, etc.); - Cidade (centralizado); - Ano (centralizado abaixo da localidade).

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2.1.3 Ficha catalográfica

No verso da folha de rosto deve constar a ficha catalográfica do documento, cuja preparação fica sob a responsabilidade da Biblioteca Comunitária da UFSCar, após a homologação da dissertação/tese pela Banca Examinadora.

2.1.4 Folha de Aprovação

É fornecida pela coordenação do PPG-EP e anexada ao documento após a aprovação da dissertação/tese pela Banca Examinadora. Contém as assinaturas dos membros da Banca Examinadora que julgou a dissertação ou tese.

2.1.5 Dedicatória (opcional)

Trata-se de um espaço reservado para o autor homenagear pessoas em particular ou fazer citações de pensamentos filosóficos que retratem o espírito de seu trabalho ou de sua filosofia de vida.

2.1.6 Agradecimentos (opcional)

Os agradecimentos devem ser feitos em forma de lista, cabendo ao autor evitar muitas citações nominais para não omitir, eventualmente, pessoas e instituições que também colaboraram na realização de seu trabalho. A lista de agradecimentos deve ser apresentada no máximo em uma página.

2.1.7 Sumário

É uma relação em que se enumera as principais divisões, seções e capítulos do trabalho na ordem em que aparecem ao longo da dissertação/tese. A palavra SUMÁRIO deve ser escrita no alto e no centro da página em letras maiúsculas, em negrito, e sem pontuá-la ou sublinhá-la. O sumário remete para a página inicial de cada tópico, em algarismos arábicos, ligados por linhas pontilhadas. As seções primárias são ressaltadas utilizando letras maiúsculas, com espaçamento duplo entre as linhas. Vale destacar que no sumário só são considerados os itens relativos à parte textual e póstextual da dissertação/tese. O sumário não contém as Listas (de tabelas, gráficos, figuras ou siglas) nem o Resumo e o Abstract.

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2.1.8 Lista de Quadros

É uma lista na qual são elencados os quadros apresentados no trabalho, seguindo a ordem em que os mesmos aparecem no mesmo e indicando a respectiva página em que se encontram.

2.1.9 Lista de Tabelas

Trata-se de uma lista em que são enumeradas as tabelas apresentadas no texto, seguindo a ordem em que as mesmas aparecem no mesmo e indicando a respectiva página em que se situam. Enquanto que uma tabela apresenta tratamento estatístico, um quadro apresenta números e palavras.

2.1.10 Lista de Figuras

Consiste em uma lista na qual se enumera as figuras apresentadas no trabalho de acordo com a ordem em que as mesmas ocorrem ao longo do documento. São considerados figuras: gráficos, fluxogramas, organogramas, diagramas, mapas, fotografias, etc. Nunca cole fotografias ou outro tipo de figura no trabalho escrito. O correto é efetuar cópias e inseri-las no próprio editor de texto e então imprimir tudo junto.

2.1.11 Lista de Siglas, Símbolos e Abreviaturas

Havendo necessidade, as abreviaturas e os símbolos devem ser relacionados em uma lista, acompanhados do seu respectivo significado.

2.1.12 Resumo

Consiste na apresentação concisa dos pontos relevantes da dissertação/tese. Deve conter uma pequena introdução, na qual são descritos a importância e os objetivos do trabalho, a metodologia utilizada, os principais resultados e as conclusões. Deve ser redigido em um único parágrafo, em espaço simples entre as linhas, iniciando com o título da dissertação/tese, todo em letras maiúsculas, contendo no máximo até 500 palavras. Logo abaixo do parágrafo que contém o resumo (pulando uma linha), deve-se colocar as palavras-chaves, ou seja, as palavras mais representativas do conteúdo da tese/dissertação. Alinhado ao parágrafo do texto, deve-se escrever "Palavras-chave:",

seguindo-se, na mesma linha, de no máximo 6 palavras-chave, as quais devem ser separadas umas das outras por um ponto. Não utilizar negrito, grifo ou itálico.

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2.1.13 Abstract

É o resumo traduzido para o inglês, conforme as mesmas recomendações acima apresentadas, inclusive no que diz respeito às palavras-chave ("key words").

2.2 TEXTO (CORPO DO TRABALHO)

Como todo bom texto, o trabalho propriamente dito deve ter começo, meio e fim, ou seja, deve ser constituído basicamente por uma introdução, pelo desenvolvimento do texto e a pela conclusão.

2.2.1 Introdução

Trata-se da parte inicial na qual é apresentada a justificativa, os objetivos do trabalho bem como a maneira de tratar o assunto. Contempla informações sobre a natureza e importância da obra, pautada em uma revisão da literatura pertinente. Ademais, a introdução deve conter uma apresentação da estrutura de capítulos do trabalho. Apesar de aparecer na parte inicial do texto, é recomendado que a mesma seja redigida no final, num momento em que o autor já tenha adquirido maior maturidade e domínio sobre o tema, além de uma visão mais clara dos objetivos.

2.2.2 Desenvolvimento do texto

Concede-se ao autor total liberdade para a discussão, comparação e apresentação dos resultados referentes à pesquisa realizada. Desta forma, o tema deve ser desenvolvido de modo que se possibilite uma percepção completa da metodologia empregada, tomando-se o cuidado para que os resultados conseguidos sejam apresentados de forma clara e objetiva, coerentes com a revisão bibliográfica que fomentou o seu desenvolvimento.

2.2.3 Conclusão ou conclusões

Nesta parte o autor deve avaliar os resultados da pesquisa desenvolvida. Além disso, como desdobramento do projeto de pesquisa o autor pode propor novas abordagens bem como novas possibilidades de estudo na área. Como desfecho do texto, é importante que o autor finalize as idéias apresentadas ao longo da discussão do tema de modo claro e coerente, evitando apresentar dados quantitativos. Caso julgue pertinente, ou autor pode sugerir ações a serem seguidas no futuro.

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2.3 PARTE PÓS-TEXTUAL

2.3.1 Referências ou Referências Bibliográficas

Trata-se da representação dos documentos efetivamente citados ao longo do trabalho. É uma lista que contém os elementos que facilitam a identificação (parcial ou total) de documentos impressos ou registrados em vários tipos de material, a qual deve estar organizada rigorosamente em ordem alfabética, sem apresentar qualquer numeração seqüencial, aparecendo ao final do trabalho, após o texto propriamente dito e antes de eventuais apêndices e anexos. De acordo com a atual definição que a NBR-6023 da ABNT dá ao termo referência "conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de um documento, que permite sua identificação individual" - recomenda-se utilizar o termo "Referências Bibliográficas" quando os documentos citados no trabalho estiverem restritos aos documentos convencionais, (não eletrônicos). Em trabalhos que foram utilizadas fontes oriundas de materiais eletrônicos, recomenda-se empregar simplesmente o termo "Referências". Este item aparece no sumário, porém não vem precedido de nenhum número.

A seguir são apresentadas algumas recomendações para a redação da lista de referências bibliográficas, específicas para cada situação possível de fonte de consulta. No anexo é apresentada uma lista de referências bibliográficas como exemplo.

Tipos de autoria

- Várias citações de um mesmo autor: a ordem de entrada na lista de referências é o ano de publicação em ordem crescente;

- Mais de um trabalho de um mesmo autor com o mesmo ano de publicação: a ordem de entrada na lista de referências deve seguir a ordem de citação no texto do documento, devendo ser identificados pelo ano, seguidos (sem espaço) de letras minúsculas, em ordem alfabética; - Para autores com sobrenomes idênticos: utiliza-se os prenomes para definir a seqüência; - Para o mesmo autor com trabalhos em anos distintos: pode-se adotar como critério de entrada na listagem a ordem alfabética dos títulos dos trabalhos ou seguir a ordem cronológica dos mesmos; - Obra com dois ou três autores: todos os autores devem ser mencionados, entrando pelo sobrenome em maiúsculo, na ordem em que aparecem no documento e separados por vírgula; - Obra com mais de três autores: deve-se entrar com o sobrenome do primeiro autor, seguido da expressão latina abreviada et al. (em minúscula, não utilizando negrito ou itálico).

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- No caso de referências com vários autores, é recomendado utilizar-se, na ordem, primeiro o autor sozinho, depois o autor com um colaborador, seguido do autor com dois colaboradores e finalmente o autor et al.

Livro

AUTOR da obra (SOBRENOME, Nome). Título do livro: subtítulo. Número da edição. Local de Publicação: Editor, ano de publicação. Número de páginas ou volume. (Série).Notas.
Capítulo de livro

AUTOR(ES) DO CAPÍTULO. Título do capítulo. In: Autor(es) do livro. Título do livro. Número da edição. Local de Publicação: Editor, Ano de publicação, Número ou volume, páginas inicialfinal do capítulo.
Obs.: se o capítulo e o livro forem de autoria de uma mesma pessoa, não é necessário repetir o nome e sobrenome após “In”. Eventos científicos

São os documentos relativos a congressos, conferências, simpósios, encontros, seminários etc., publicados na forma de anais ou resumos.

NOME DO CONGRESSO. n., ano, Cidade onde se realizou o Congresso. Título… Local de publicação: Editora, data de publicação. Total ou volume.
Obs.: Quando se tratar de mais de um evento, realizados simultaneamente, deve-se seguir as mesmas regras aplicadas a autores pessoais. Trabalhos apresentados em congressos (parte)

AUTOR(ES) DO TRABALHO. Título do trabalho. In: NOME DO CONGRESSO, n., ano, Cidade de realização do congresso. Anais... ou Resumo... ou Proceedings... Local de publicação: Editora, data. Total de páginas. Páginas inicial-final do trabalho.
Dissertações e Teses

SOBRENOME, Nome (abreviado). Título: subtítulo. Local (cidade), ano de apresentação. Número de páginas ou volumes. Categoria (Grau e área de concentração) – Unidade de Ensino ou Nome da Escola, Nome da Instituição.

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Artigo de revista

AUTOR DO ARTIGO. Título do artigo. Título da Revista, (abreviado ou não) Local de Publicação, Número do Volume, Número do Fascículo, Páginas inicial-final, mês e ano.

Artigo de jornal

AUTOR DO ARTIGO (SOBRENOME, Nome). Título do artigo. Título do Jornal, Local de Publicação, dia, mês e ano. Número ou Título do Caderno, seção ou suplemento e, páginas inicial e final do artigo.
Obs.: Os meses devem ser abreviados de acordo com o idioma da publicação, conforme modelo anexo. Quando não houver seção, caderno ou parte, a paginação do artigo precede a data.

Entrevistas

NOME DO ENTREVISTADO. Título. Referência da publicação. Nota de entrevista.
Obs.: A entrada para entrevista é dada pelo nome do entrevistado. Deve-se iniciar com o nome do entrevistador caso este tenha maior destaque do que o entrevistado. Para referenciar entrevistas gravadas, deve-se fazer a descrição física conforme o dispositivo utilizado.

Leis e Decretos

PAÍS, ESTADO ou MUNICÍPIO. Lei ou Decreto , n. , data (dia, mês e ano). Ementa. Dados da publicação que publicou a lei ou decreto.

Portarias, Resoluções e Deliberações

AUTOR (SOBRENOME, Nome). (entidade coletiva responsável pelo documento). Ementa (quando houver). Tipo de documento, n. e data (dia, mês e ano). Dados da Publicação que publicou.

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Normas Técnicas

ORGÃO NORMALIZADOR. Título: subtítulo, número da Norma. Local, ano. Total de página(s) ou volume.

Base de Dados em CD-ROM: no todo

AUTOR (SOBRENOME, Nome). Título. Local: Editora, data. Tipo de suporte. Notas.

Base de Dados em Cd-Rom: partes de documentos

AUTOR DA PARTE. Título da parte. In: AUTOR DO TODO. Título do todo. local: Editora, data. Tipo de suporte. Notas.

E-mail

AUTOR DA MENSAGEM (SOBRENOME, Nome). Assunto da mensagem. [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por <e-mail do destinatário> data de recebimento, dia mês e ano.
Obs.: As informações devem ser retiradas, sempre que possível, do cabeçalho da mensagem recebida. Quando o e -mail for cópia, poderá ser acrescentado os demais destinatários após o primeiro, separados por ponto e vírgula.

Homepage

AUTOR. Título. Informações complementares (Coordenação, desenvolvida por, apresenta..., quando houver, etc.). Disponível em: <Endereço> . Acesso em: data.

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2.3.2 Apêndices (opcional)

Apêndices constituem num conjunto de textos que servem de complemento à dissertação/tese (Ex.: questionário utilizado na pesquisa de campo). Tais textos devem ficar separados do corpo do trabalho com o intuito de evitar a “quebra” de leitura daquilo que é mais importante. O que diferencia o apêndice do anexo é que o primeiro é de autoria do próprio pesquisador. A identificação dos apêndices no texto se dá pela série das letras do alfabeto, a partir da letra A

2.3.3 Anexos (opcional)

Trata-se do conjunto de textos que servem como esclarecimento ou documentação interessante para consulta (Ex.: decretos ou normas específicas para um dado setor) e que são extraídos de outras fontes (anexo não é de autoria do pesquisador). Assim como os apêndices, a identificação dos anexos se dá pelas séries das letras do alfabeto, iniciando-se pela letra A.

2.3.4 Glossário

Caso o emprego de termos essencialmente técnicos for abundante ao longo do texto, o autor pode utilizar do glossário, o qual deverá ser organizado alfabeticamente, trazendo a definição das palavras de uso restrito, pouco conhecidas ou mesmo obscuras.

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3 RECOMENDAÇÕES GERAIS

O texto deve ser redigido em Língua Portuguesa, com exceção do Abstract, escrito em Inglês. Tanto para a Dissertação como para a Tese, recomenda-se realçar, sempre que possível, o levantamento claro das hipóteses do trabalho de pesquisa. A dissertação/tese deve ser redigida com um tratamento objetivo e impessoal, preferencialmente n terceira pessoa do a singular, evitando-se fazer referência pessoal. Deve ser mantida a uniformidade de tratamento em todo o trabalho, precavendo-se do uso de expressões como “eu”, “minha pesquisa”, “nosso trabalho” etc. Deve-se primar pela consistência na apresentação, isto é, pela manutenção de um padrão uniforme em todas as fases da dissertação/tese. Os trabalhos científicos são caracterizados principalmente pela objetividade e clareza das informações. Tais características podem ser obtidas fazendo-se uso de frases curtas, que façam menção apenas a um pensamento. Deve-se evitar redigir parágrafos formados somente por uma única frase. As frases que estejam relacionadas a um mesmo aspecto devem ser compiladas em um único parágrafo. Ademais, deve-se evitar expressões vagas (Ex.: “parece ser”, “creio que” etc.) e outras que não transmitam a verdadeira idéia do objeto de estudo. É recomendado evitar a utilização de siglas e abreviaturas na redação do texto. Porém, caso sejam utilizadas, a primeira vez que aparecerem no texto devem vir na forma completa, acompanhada da abreviatura entre parênteses ou logo após um hífen. Vale observar que não se deve usar pontos para separar as letras das siglas. Ex.: O Departamento de Engenharia de Produção (DEP) da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar – foi criado em ...

3.1 Organização do texto

O texto propriamente dito deve estar divido em capítulos, cada qual organizado em seções e subseções. Os capítulos devem ser numerados com algarismos arábicos, assim como suas seções e subseções, sendo que tais algarismos destas devem ser separados apenas por ponto. Os títulos das seções e subseções devem ser separados de sua respectiva numeração por um hífen colocado entre espaços. Os títulos dos capítulos, seções e subseções podem ser destacados utilizando-se recursos como, por exemplo, negrito ou caixa alta. Se houver necessidade de mais de três subseções, estas devem ser colocadas como alíneas, iniciadas em letras minúsculas seguidas de parênteses e espaço e subalíneas começadas por hífen colocado sob a primeira letra da alínea.

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Ex:

1 CAPÍTULO (Seção primária)

1.1 Seção secundária

1.1.1 Seção terciária

1.1.1.1 Seção quaternária

1.1.1.1.1 Seção quinária

a) Alínea;

b) Alínea; - Subalínea, - Subalínea, - Subalínea,

c) Alínea.

2 CAPÍTULO (Seção primária)

2.1 Seção secundária

2.2 Seção secundária ...

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3.2 - Quadros no texto Cada quadro deve ser apresentado logo a pós a primeira vez que o texto faz referência a ele. Todos os quadros devem ser digitados e identificados com a legenda acima do respectivo quadro e deverá ser precedido da palavra QUADRO (escrita em caixa alta) e a numeração com o primeiro número indicando o capítulo e o segundo número indicando a seqüência de quadros no respectivo capítulo. Tais algarismos devem ser separados por um ponto. Se o quadro ocupar mais de uma página, deve-se colocar abaixo dele a indicação “...continua...”. Ex.: Primeiro quadro do capítulo 2: QUADRO 2.1 – Características das organizações que aprendem.

Espaçamento entre linhas: 1,5

Não há linhas/bordas verticais externas. Fonte: HAMPTON (1992). Deve-se iniciar a legenda junto à margem esquerda (sem parágrafo). Para o caso de apêndice ou anexo, no lugar de se utilizar um número para indicar o capítulo, deve-se colocar a respectiva letra dentro da seqüência do referido apêndice ou anexo. Ex: QUADRO C.2 refere-se ao segundo quadro do Anexo C.

Obs: Tanto para escrever as informações do título quanto as da fonte deve-se manter o tamanho e o tipo de letra empregados ao longo do texto.

3.3 - Tabelas no texto

Valem as mesmas recomendações em relação aos quadros (vide item anterior).

3.4 Figuras no texto

Cada

figura

(gráfico,

fotografia,

diagrama,

mapa,

etc.)

deve

ser

apresentada

imediatamente após ser citada no texto pela primeira vez. Todas as figuras devem apresentar legendas escritas abaixo da respectiva ilustração, devendo ser numeradas progressivamente dentro de cada capítulo. As legendas de cada figura deverão ser precedidas da palavra FIGURA (escrita em caixa alta) e a numeração com o primeiro número indicando o capítulo e o segundo número indicando a seqüência de figuras no respectivo capítulo. Tais algarismos devem ser separados por um ponto.

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O título da figura deve ser escrito logo após os algarismos (na mesma linha), separados destes por um hífen, sendo escrito em negrito, e em letra minúscula. Quando a figura procede de outra fonte, esta deve ser mencionada

imediatamente abaixo da figura (antes da linha que contém o título da figura), da maneira como segue no exemplo abaixo. Apenas a primeira letra da palavra “Fonte” deve ser maiúscula, devendo ser seguida de dois pontos (sem negrito, itálico ou grifo). Não esquecer de colocar ponto final em cada linha. Ex.: Segunda figura do capítulo 3:

Fonte: CARVALHO (1999).

Espaçamento entre linhas: 1,5

FIGURA 3.2 – Variação da demanda durante o ano. Deve-se iniciar a legenda junto à margem esquerda (sem parágrafo).

Para o caso de apêndice ou anexo, no lugar de utilizar um número para indicar o capítulo, deve-se colocar a respectiva letra dentro da seqüência do referido apêndice ou anexo. Ex: FIGURA A.3 refere-se à terceira figura do Apêndice A.

Obs: Tanto para escrever as informações do título quanto as da fonte deve-se manter o tamanho e o tipo de letra empregados ao longo do texto.

3.5 - Citações no texto

No texto, as chamadas das citações devem ser feitas pelo sistema alfabético (sobrenome do autor e data de publicação), sendo necessariamente organizadas como um todo e não por capítulos. Para o caso de citações diretas destacadas no texto (utilizando-se das palavras do próprio autor citado), estas devem ser escritas entre aspas. A citação de trechos longos (o que não é recomendado) deve ser isolada do corpo do texto, iniciando em parágrafo distinto, tendo espaçamento simples entre suas linhas. Ex.: vide modelo de dissertação em anexo.

Já para as citações indiretas (nas quais o autor da dissertação/tese sintetiza ou explica as idéias de outros autores com suas próprias palavras), estas não precisam aparecer entre aspas. Ambos os casos de citações devem ser feitas indicando-se o(s) sobrenome(s) do(s) autor(es), com letras maiúsculas, seguido do ano de publicação.

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Ex.: Para um único autor: Esta força tem, de acordo com PORTER (1989), o poder de ...

Para dois ou três autores: Conforme WHEELWRIGHT & CLARK (1994) em sua proposta ...

Para mais de três autores: HIRATA et al. (1991) vêem o “modelo japonês” como ...

Apesar de não ser recomendado, o pesquisador pode fazer uma citação de outra citação. Isso geralmente ocorre devido ao fato do pesquisador não ter tido acesso ao documento original, fazendo com que ele cite trechos citados em outras obras. Neste caso deve-se citar iniciando-se pelo sobrenome (em maiúsculas) do autor original, seguido da expressão “apud” ou “citado por” e do nome do autor citador (autor da obra efetivamente consultada). Vale destacar que nas Referências Bibliográficas ao final do trabalho devem ser listadas as fontes efetivamente consultadas. Ex.: SLACK, citado por ALVES FILHO (2001), destaca que ...

Quando houver coincidência de sobrenomes e datas, os prenomes devem servir como diferenciadores. Ex.: ... (SOUZA, F., 1993) e (SOUZA, A., 1993)

Quando ocorrer citação de documentos de mesma autoria, publicados no mesmo ano, deve-se acrescentar, para distinguí-los, letras minúsculas do alfabeto logo após a data, sem espaço. Ex.: ... (ABIQUIM, 1998a), (ABIQUIM, 1998b) e (ABIQUIM, 1998c)

Na citação de obras com dois autores, ambos devem ser mencionados, na ordem em que aparecem no documento. Para obras com três autores ou mais, a entrada é dada pelo sobrenome do primeiro autor, seguido da abreviatura “et al.” (da expressão latina “et alii” – e outros), em letras minúsculas, sem utilizar negrito ou itálico. Ex.: Voltando ao ciclo descrito por PASCALICCHIO & SILVA (1995) e ...

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Já para ECCLES et al. (1994), os modelos são baseados em padrões ... ... sobre a importância dos enfoques da Qualidade (GARVIN, 1992), nota-se... A identificação dos enfoques da qualidade (ALLIPRANDINI & TOLEDO, 1997a)

4 REQUISITOS PARA FORMATAÇÃO (vide modelo de dissertação em anexo) Papel - Formato: A4 (210 mm x 297 mm) - Cor: branca

Margem - Dimensões: MARGEM Superior Inferior Esquerda Direita Parágrafo Os parágrafos devem ser iniciados a 2,5 cm da margem esquerda. MEDIDA 4,0 cm 2,0 cm 4,0 cm 2,0 cm

Espaçamento (entre linhas e parágrafos) a) Espaçamento Simples: - no Resumo e Abstract; - entre as linhas do trecho que está sendo copiado de outro autor; - nas Referências Bibliográficas. b) Espaçamento 1,5: ao longo de todo o texto c) Espaçamento Duplo: - no Sumário, entre as linhas que remetem ao título do capítulo; - entre título da subdivisão do capítulo ou do item e início do parágrafo; - para isolar uma citação literal de outro autor (entre a linha imediatamente superior e o trecho da citação e entre o mesmo e a linha imediatamente posterior). Letra - Tipo: Times New Roman (Normal) - Tamanho: 12 - Estilo: O texto normal deve ser digitado com estilo Normal. - Uso do Negrito: fica restrito a títulos e subtítulos; - Uso do Itálico: apenas para realçar novos termos ou termos

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estrangeiros; - Uso do Sublinhado: para realçar alguma palavra ou frase importante. - Cor: Preta (o uso de outras cores deve ficar restrito às figuras).

Paginação a) das páginas pré-textuais: As páginas que contêm os elementos pré-textuais são contadas, porém não são numeradas (capa, folha de rosto, ficha catalográfica, folha de aprovação, dedicatória, agradecimentos, listas - de quadros, tabelas, figuras e siglas - sumário, resumo e abstract) . A contagem se inicia na página de rosto. b) das páginas do texto propriamente dito: - Algarismos: arábicos; - Seqüência: crescente; - Posição: canto superior direito da página (obedecendo a margem); - Início: a contagem se inicia na primeira página do texto (no item Introdução), porém começa-se a numerar a partir da segunda página do texto. Esta numeração deve incluir as páginas que contenham as referências bibliográficas, apêndices e anexos. Obs: toda primeira página de cada capítulo ou divisão deve ser considerada na contagem mas não deve ser numerada. Obs: O texto deve ser redigido no modo "justificado" Configuração básica da página

4,0cm Número da página

2,5cm 4,0cm 2,0cm

2,0cm

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REFERÊNCIAS ALVES, M. B. M.; ARRUDA, S. M. Como fazer referências: bibliográficas, eletrônicas e demais formas de documentos. Disponível em: <http: //bu.ufsc.br/framerfer.html> . Acesso em 23 mai. 2002. ASSOCIAÇÃO BRASIELIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR-6023: informação e documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2000. 22p. DUPAS, M. A. Pesquisando e normalizando: Noções básicas e recomendações úteis para a elaboração de trabalhos científicos. São Carlos: EDUFSCar, 2002. 73p. (Série Apontamentos).

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ANEXO

Modelo de Dissertação

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DE TECNOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

A CONTRIBUIÇÃO DOS PROGRAMAS DA QUALIDADE NA COMPETITIVIDADE DE EMPRESAS PETROQUÍMICAS: O CASO DO POLIPROPILENO

JOSÉ LUIZ MOREIRA DE CARVALHO

DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DE TECNOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

A CONTRIBUIÇÃO DOS PROGRAMAS DA QUALIDADE NA COMPETITIVIDADE DE EMPRESAS PETROQUÍMICAS: O CASO DO POLIPROPILENO

José Luiz Moreira de Carvalho
Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa Engenharia de de Pós-Graduação Produção em da

Universidade Federal de São Carlos, como parte do dos requisitos de para a em

obtenção

título

Mestre

Engenharia de Produção.

Orientador: Prof. Dr. Xxxxxx Co-orientador: Prof. Dr. Yyyyy Agência Financiadora: CNPq

SÃO CARLOS 2000

Ficha catalográfica elaborada pelo DePT da Biblioteca Comunitária da UFSCar

FOLHA DE APROVAÇÃO

DEDICATÓRIA

AGRADECIMENTOS

SUMÁRIO

4

INTRODUÇÃO..................................................................................................... 1

4.3 Apresentação......................................................................................................... 1 4.4 Objetivos............................................................................................................... 3 4.5 Justificativa e Relevância do Trabalho................................................................. 6 4.6 Metodologia.......................................................................................................... 9 4.7 A Escolha do Caso a ser Estudado....................................................................... 13 4.8 O Modelo Conceitual da Pesquisa de Campo...................................................... 15 4.9 A Estrutura do Trabalho....................................................................................... 17

5

O SETOR PETROQUÍMICO E A QUESTÃO DA COMPETITIVIDADE 20

5.3 Definição de Competitividade.............................................................................. 20 5.4 A Competitividade no Setor Petroquímico........................................................... 22 5.4.3 5.4.4 Histórico do setor e a reestruturação após 1990............................................... 24 Os fatores determinantes para a competitividade na petroquímica e a sua evolução nos últimos anos................................................................................ 29 5.4.5 Situação atual e perspectivas futuras da petroquímica..................................... 33

6

A COMPETITIVIDADE NO MERCADO DE POLIPROPILENO............. 39

6.3 O Padrão de Concorrência.................................................................................... 39 6.4 O Mercado de Polipropileno................................................................................. 41 6.5 As Empresas Fabricantes de PP............................................................................ 47

7

A PERCEPÇÃO DAS EMPRESAS TRANSFORMADORAS SOBRE A QUALIDADE DAS FORNECEDORAS DE PP: PESQUISA DE CAMPO..133

7.3 Metodologia.......................................................................................................... 133 7.4 Algumas Observações sobre a Indústria de Transformação................................. 136 7.5 As Empresas Transformadoras Pesquisadas......................................................... 139

7.5.3 7.5.4

A empresa “C”.................................................................................................. 141 A empresa “D”.................................................................................................. 143

7.6 A Visão das Transformadoras sobre a Qualidade e a Competitividade no Mercado de PP...................................................................................................... 151 7.7 A Percepção das Transformadoras sobre a Qualidade nas Fornecedoras de PP..................................................................................................................... 165

7

CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................. 176

7.1 As Relações Cliente-Fornecedor entre Fabricantes de PP e Transformadoras................................................................................................... 176 7.2 A Qualidade para o Polipropileno: atributos e enfoques...................................... 178 7.3 A Competitividade das Fabricantes de PP............................................................ 181 7.4 A Influência dos Programas da Qualidade na Competitividade das Empresas Petroquímicas....................................................................................... 187 7.5 Considerações Finais............................................................................................ 189 7.5.1 7.5.2 7.5.3 7.5.4 Contribuições do trabalho................................................................................. 189 Limitações do trabalho..................................................................................... 191 Questões decorrentes e sugestões de trabalhos futuros.................................... 192 Reflexões sobre a competitividade................................................................... 194

REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 198

APÊNDICES............................................................................................................... 212

ANEXOS...................................................................................................................... 222

GLOSSÁRIO.............................................................................................................. 247

LISTA DE QUADROS

QUADRO 1.1 – Estrutura do trabalho........................................................................... 19 QUADRO 3.1 – Padrões de concorrência nos grupos individuais: comparação entre fatores críticos da competitividade em commodities e bens difusores de tecnologia.......................................................................... 23 QUADRO 3.2 – Fatores determinantes para a competitividade na petroquímica......... 31 QUADRO 4.1 – Produção e consumo de PP nos últimos anos (em 1000 ton).............. 46 QUADRO 4.2 – Período pós-Plano Real: quadro resumo (94/98)................................ 55

LISTA DE FIGURAS

FIGURA 1.1 – Relação estudada no trabalho.............................................................. 4 FIGURA 1.2 – Síntese da metodologia....................................................................... 12 FIGURA 1.3 – Modelo conceitual da pesquisa de campo.......................................... 16 FIGURA 1.4 – Estrutura do trabalho........................................................................... 17 FIGURA 2.1 – .......................................... FIGURA 2.2 – .......................................... FIGURA 3.1 – ..........................................

LISTA DE SIGLAS, SÍMBOLOS E ABREVIATURAS

ABIPLAST ABIQUIM BCo CEP CNI DEP ºF FPNQ G/cm
3

Associação Brasileira da Indústria do Plástico Associação Brasileira da Indústria Química e Produtos Derivados Biblioteca Comunitária Controle Estatístico de Processos Confederação Nacional da Indústria Departamento de Engenharia de Produção Graus Fahrenheit Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade Gramas por centímetro cúbico Propeno ou propileno Internatinal Organization for Standardization Just-in-time Polipropileno Toneladas Total Quality Control Universidade Federal de São Carlos

H3 C-CH=CH2 ISO JIT PP ton TQC UFSCar

RESUMO

Quando as empresas brasileiras despertaram para uma busca mais efetiva da competitividade, após a abertura comercial, os programas da Qualidade tiveram uma grande difusão em muitos setores e a busca da satisfação do cliente tornou-se um objetivo vital para as mesmas. Este trabalho procura investigar a contribuição dos programas adotados em empresas petroquímicas para a sua competitividade, analisando o caso das resinas e compostos de polipropileno e a relação entre as fabricantes e transformadoras desse produto. No desenvolvimento do estudo, são analisadas as forças da competitividade na petroquímica, e são abordados os programas da Qualidade dentro do contexto do novo paradigma de gestão e organização da produção. Os resultados obtidos ampliam o conhecimento das relações cliente-fornecedor entre as

transformadoras e as petroquímicas e permitem estabelecer padrões distintos de qualidade para os mercados de compostos e resinas de PP. A satisfação dos clientes pesquisados foi verificada e, na medida que se conquistou a qualidade assegurada e se direcionou as estratégias das empresas para a satisfação dos clientes, identificou-se uma real contribuição dos programas da qualidade para a melhoria da competitividade das empresas.

Palavras-chave: Qualidade. Competitividade. Indústria Petroquímica. Polipropileno. Termoplásticos. Indústria de Transformação.

ABSTRACT

When

Brazilian

companies

awoke

to

a

most

effective

search

for

competitiveness, after 1990’s commercial opening, quality programs had a great difusion in many sectors and the customer satisfaction’s pursuit became a vital aim for them. This study investigates the contribution of the programs adopted in petrochemical companies for their competitiveness, analyzing the case of polypropylene’s rezins and composites and the relationship among their producers and processors. The evolution of petrochemical competitiveness factors and the competitiveness forces in

polypropylene’s market are also analyzed and the quality programs are discussed within the new paradigm of production’s organization and administration. The results obtained extend the knowledge of customer-supplier relationship among processor and

petrochemical companies and make possible to establish two distinct quality p atterns for polypropylene’s composites and rezins markets. The customer satisfaction was verified and, as assured quality was conquered and the companies’ strategies were directed to customer’s satisfaction, a real contribution of quality programs to improve companies’

competitiveness was identified.

Key words: Quality. Competitiveness. Petrochemical Industry. Polypropylene. Termoplastics. Processing Industry.

1 INTRODUÇÃO

Página não numerada

1.1 Apresentação Esta dissertação se propõe a contribuir para o estudo dos programas da Qualidade adotados em empresas petroquímicas durante a década de 90, avaliando a contribuição destes para a competitividade de empresas que os adotarem. Em 1990, a partir da determinação governamental de abrir o mercado, ocorreu no Brasil um despertar para o tema competitividade. Vivendo anteriormente num espectro competitivo basicamente restrito ao território nacional, as empresas brasileiras, de capital nacional ou não, se viram obrigadas a se reestruturar sob a ameaça de desaparecerem. Diante desta situação, a busca da competitividade passou a nortear o discurso e a prática de empresários, economistas, administradores e acadêmicos. Comparações entre empresas brasileiras e estrangeiras, estudos sobre a competitividade industrial, palestras, reportagens, dentre outros meios, pregavam a necessidade de uma nova forma de pensar a produção, as relações com empregados e fornecedores e, principalmente, a relação com os clientes. Parâmetros como alto número de defeitos de fabricação, maior lead time(*)1 ou maiores índices de clientes insatisfeitos reforçavam a consciência sobre a necessidade de mudanças na indústria nacional.

Traço de 4 cm
1

Este trabalho possui um glossário para termos mais técnicos das diversas disciplinas abordadas. As palavras que constam no glossário vão estar destacadas por um asterisco (*) na primeira vez que aparecerem no texto.

Página não numerada

3 A COMPETITIVIDADE NO MERCADO DE POLIPROPILENO
2 espaços Pula uma linha

3.1 O Padrão de Concorrência

Espaçamento Duplo

Um oligopólio, de acordo com KON (1994), tem como característica básica a presença de poucas firmas, que “... apresentam uma interdependência de ações, no sentido de que a sobrevivência de uma firma está condicionada às sua s reações aos movimentos dos demais e à sua capacidade de prever tais procedimentos das rivais”. ...
Espaçamento 1,5

No caso estudado neste trabalho, certamente o produto não é avaliado apenas por suas características físicas. O conceito de qualidade utilizado é, possivelmente, mais amplo que o de apenas atender a especificações técnicas, o que pode até permitir a possibilidade de diferenciação dentro do mercado de PP. Dessa forma, embora o mercado de PP tenha características mais semelhantes às descritas para um o ligopólio homogêneo, pode haver espaço para a diferenciação.
Pula uma linha

3.2 O Mercado de Polipropileno

Espaçamento Duplo

As inter-relações entre os diversos atores da cadeia produtiva de resinas e compostos de PP podem ser vistas na figura 6. Enquanto o fornecimento de matériasprimas e utilidades é feito pelas centrais de matérias-primas (únicas em cada Pólo petroquímico), outras empresas fornecem outros insumos (máquinas, equipamentos, catalisadores, etc.). ...
Espaçamento 1,5

Recomendações
Todo novo capítulo do texto deve ser iniciado em uma nova página, devendo o título ser escrito logo na primeira linha, em letras maiúsculas; A primeira página onde se inicia um novo capítulo não deve ser paginada; Os títulos dos subcapítulos devem ser escritos em letras minúsculas, sendo que a primeira letra de cada palavra deve estar em maiúscula; Os títulos dos itens dentro de cada subdivisão do capítulo devem ser escritos em letras minúsculas, sendo que apenas a primeira letra da primeira palavra deve estar em maiúscula.

-

-

82

4.1.4 A legitimação do novo paradigma De acordo com KUHN (1975), uma nova teoria é sempre anunciada junto com as suas aplicações a uma certa quantidade de fenômenos e o seu processo de aprendizado depende do estudo das aplicações e da prática na resolução de problemas. Como menciona ZILBOVICIUS (1997): “A aceitação do modelo dependerá de sua validação, e esta pode ocorrer de diversas formas: seja pelos resultados obtidos com a implementação das práticas associadas, seja pelo caráter científico que este passa a desfrutar junto aos agentes, seja pela adesão dos pares ao modelo, seja pela legitimidade atribuída aqueles que prescrevem a adoção de um novo modelo, etc. O modelo somente alcança legitimidade quando considerado válido segundo algum critério de validação compartilhado pelos agentes.” (ZILBOVICIUS, 1997, p. 12) ... Especificamente sobre a indústria petroquímica, um executivo da ABIQUIM, SIMANTOB NETTO (1991), declarava que o setor teria que se ajustar, em termos de conceito e cultura, às novas realidades, referindo-se também aos excedentes mundiais de produção. E acrescenta que, em sintonia com as intenções do governo, o setor plástico articulava programas de qualidade, produtividade, capacitação tecnológica e reciclagem. ... SINO (1991) também se refere à competição com os importados, quase sempre com desempenho superior e preços inferiores aos similares nacionais, o que impele as empresas nacionais a mudar conceitos para aumentar a qualidade e a produtividade e reduzir custos de fabricação. ...

Página não numerada

REFERÊNCIAS

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211 NOVO, A. L. M. Investimento para transformar. Balde Branco, São Paulo, n. 447, p 912, jan. 2002. PETROBRAS. FAQ: perguntas mais freqüentes. <http://www.petrobras.com.br/faq.htm>. Acesso em: 29 abr. 1999. Disponível em:

POLICOM. Compostos de polipropileno. Mauá: Policom. [s.d] 6p. (Folder) PORTER, M. E. Vantagem competitiva: criando e sustentando um desempenho superior. Rio de Janeiro: Campus, 1989. Cap.1. PORTER, M. E. Vantagem competitiva: técnicas para análise de indústrias e da concorrência. 7.ed. Rio de Janeiro: Campus, 1991. 362 p. SILVA, P. S. Programa de integração empresa-escola-governo: Plascar S/A. São Carlos: UFSCar/DEMa, 1995. P.75-84. (Relatório) PASCALICCHIO, A. C.; SILVA, R. R. O. Avaliações e perspectivas da indústria petroquímica. Economia & Empresa, São Paulo, v.2, n.1, p.53-66, jan,/mar. 1995. SIMANTOB NETTO, J. Há clima para planejar? Plásticos em Revista, São Paulo, n.348, p.42, fev. 1991. SINO, M. A. Plásticos debatem excelência mundial. Plástico Moderno, São Paulo, n.210, p.10-16, abr. 1991. TAVARES, M. C. A ALCA interessa ao Brasil? Folha de São Paulo, São Paulo, 29 mar. 1998. Cad.2, p.7. TOLEDO, J. C.; MARTINS, R. A. M. Proposta de modelo para elaboração de programas de gestão da qualidade total. In: Congresso Nacional de Engenharia de Produção - ENEGEP, 15, 1995, São Carlos. Anais... São Carlos: UFSCar, 1995. V.1, p.530-534. ZILBOVICIUS, M. Modelos para a produção, produção de modelos: contribuição à análise da gênese, lógica e difusão do modelo japonês. São Paulo, 1997. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) – Escola Politécnica, Universidade de São Paulo.

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