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RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
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MINISTÉRIO DA SAÚDE

PLANO ESTRATÉGICO DO SECTOR SAÚDE 2007 -2012

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RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07

Índice

ABREVIATURAS ........................................................................................................................................ 4
PREFÁCIO ....................................................................................................................................................... 6
SUMÁRIO EXECUTIVO ..................................................................................................................................... 6
INTRODUÇÃO .................................................................................................................................................. 6
VISÃO .............................................................................................................................................................10
DECLARAÇÃO DA MISSÃO ............................................................................................................................10
MISSÃO .......................................................................................................................................................10
PRINCÍPIOS ORIENTADORES .........................................................................................................................10
ÊNFASE NOS CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS ........................................................................................10
ALCANÇAR A EQUIDADE E PROTECÇÃO SOCIAL PARA OS GRUPOS VULNERÁVEIS .................................11
ALTA QUALIDADE DE INTERVENÇÕES COM BASE EM EVIDÊNCIA...........................................................11
MOBILIZAÇÃO COMUNITÁRIA E O ENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO ......................................................11
DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL E DESENVOLVIMENTO DE RECURSOS HUMANOS.........................11
ENCORAJAR PARCERIAS, COLABORAÇÃO LOCAL E INTERNACIONAL ....................................................12
DESENVOLVIMENTO DE ESTILOS DE VIDA E COMPORTAMENTOS SAUDÁVEIS .......................................12
ADVOCACIA ..............................................................................................................................................12
ANÁLISE DA SITUAÇÃO .................................................................................................................................14
SITUAÇÃO SÓCIO-ECONÓMICA E DEMOGRÁFICA ...................................................................................................14
ESTRUTURAS DO GOVERNO LOCAL ...................................................................................................................17
O sector saúde em Moçambique ......................................................................................................................... 18
O Sistema de referência ..................................................................................................................................... 20
PARCERIAS: COOPERAÇÃO INTERSECTORIAL, COLABORAÇÃO COM AS ONGS, ENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO, ..............21
Colaboração Intersectorial .................................................................................................................................. 21
Sector Privado Lucrativo ..................................................................................................................................... 22
Sector Privado não Lucrativo ............................................................................................................................... 22
Sector não-alopático........................................................................................................................................... 23
Envolvimento comunitário ................................................................................................................................... 23
Municípios ......................................................................................................................................................... 25
ESTADO DE SAÚDE DA POPULAÇÃO ...................................................................................................................25
ACESSO E QUALIDADE DE PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE ............................................................................36
FORTALECIMENTO DOS SISTEMAS DE APOIO .......................................................................................................38
Sistemas de planificação e orçamentação .............................................................................................38
Sistema de informação ..........................................................................................................................40
Financiamento em saúde ......................................................................................................................41
Sistema de Gestão financeira .............................................................................................................................. 42
Investimentos .........................................................................................................................................43
Serviços Farmacêuticos ........................................................................................................................43
Género ..................................................................................................................................................45
Desenvolvimento dos recursos humanos..............................................................................................45
Reforma do Sector Publico....................................................................................................................47
Direitos Humanos em saúde..................................................................................................................49
Context of the PARPA ...........................................................................................................................49
RISCOS E PRESSUPOSTOS ...........................................................................................................................50
Riscos:..................................................................................................................................................50
Pressupostos ........................................................................................................................................50
PRIORIDADES ................................................................................................................................................51

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OBJECTIVOS GERAIS ....................................................................................................................................53
RELATIVOS AO ESTADO DE SAÚDE DA POPULAÇÃO ..............................................................................................53
RELATIVOS À COBERTURA POR CUIDADOS DE SAÚDE E SUA QUALIDADE:..................................................................58
No âmbito dos Cuidados de Saúde à População em Geral: .........................................................................58
No âmbito dos Cuidados de Saúde às Crianças e às Mulheres em Idade Fértil: ............................................60
No âmbito dos Cuidados de Saúde aos Jovens e Adolescentes: .................................................................61
No âmbito dos Cuidados de Saúde aos Idosos ..........................................................................................62
No âmbito dos Cuidados de Saúde aos Trabalhadores ......................................................................62
RELATIVOS À CAPACIDADE DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE PARA PRESTAR CUIDADOS DE SAÚDE DE QUALIDADE: .........62
RELATIVOS ÀS FORMAS DE ORGANIZAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS CUIDADOS DE SAÚDE: ................................................64
RELATIVOS À POLÍTICA FARMACÊUTICA ...............................................................................................67
RELATIVOS À INVESTIGAÇÃO EM SAÚDE: ............................................................................................................68
RELATIVOS AO DESENVOLVIMENTO DE RECURSOS HUMANOS PARA A SAÚDE ............................................................70
RELATIVOS À COBERTURA POR SERVIÇOS COM IMPACTO NA PROMOÇÃO E PROTECÇÃO DE SAÚDE ...............................72
RELATIVOS À PLANIFICAÇÃO, GESTÃO E ORGANIZAÇÃO DO SECTOR SAÚDE E SEU RELACIONAMENTO COM OUTROS
SECTORES ...................................................................................................................................................73
RELATIVOS À ADVOCACIA EM SAÚDE .................................................................................................................76
RELATIVOS À COOPERAÇÃO INTERNACIONAL PARA A SAÚDE ..................................................................................77
RELATIVOS AO FINANCIAMENTO DO SECTOR SAÚDE .............................................................................................77
DESAFIOS ....................................................................................................................................................79
FINANCIAMENTO DO PLANO ESTRATÉGICO DO SECTOR 2007- 2012 ...........................................................80
MONITORIA E AVALIAÇÃO .............................................................................................................................84
Estão em uso os seguintes sub-sistemas :............................................................................................................ 84
O processo de monitoria e avaliação .................................................................................................................... 85
Categorias gerais dos Indicadores: ...................................................................................................................... 85
Monitoria e Avaliação ao nível central .................................................................................................................. 86
Monitoria e Avaliação ao nível operacional ........................................................................................................... 86
CONSIDERAÇÕES FINAIS ..............................................................................................................................86
BIBLIOGRAFIA ...............................................................................................................................................87
ANEXO 1: ESTIMATIVA DE CUSTOS DO PESS 2007-2012......... ERROR! BOOKMARK NOT DEFINED.

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Abreviaturas
AIDI Atenção Integrada às Doenças da Infância
ARV Antiretroviral
ATS Aconselhamento e Testagem em Saúde
BCG Vacina anti-tuberculose
CAP Conhecimentos, Atitudes e Práticas
CDD Controle de Doenças Diarreicas
CMAM Central de Medicamentos e Artigos Médicos
CNCS Conselho Nacional de Combate ao SIDA
COE Cuidados Obstétricos Essenciais
CRDS Centro Regional de Desenvolvimento Sanitário
CS Centro de Saúde
CSP Cuidados de Saúde Primários
DAG Direcção de Administração e Gestão
DNS Direcção Nacional de Saúde
DOTS Terapia de Observação Directa
DPC Direcção de Planificação e Cooperação
DPS Direcção Provincial de Saúde
DPT/HB Vacina tetra valente Difteria, Tétano, Pólio e Hepatite B
DTS Doença de Transmissão Sexual
DRH Direcção de Recursos Humanos
GACOPI Gabinete de Coordenação de Projectos de Investimento
GAVI Iniciativa Global para Programas de Vacinação
GM Gabinete do Ministro
GQ Garantia da Qualidade
HIV Vírus de Imunodeficiência Humana
HP Hospital Provincial
HR Hospital Rural
IdF Instituição de Formação
IDS Inquérito Demográfico de Saúde
IEC Informação, Educação e Comunicação
IMC Intervenções para Mudança de Comportamento
INS Instituto Nacional de Saúde
IO Infecções Oportunistas
IRA Infecções Respiratórias Agudas
ITS Infecção de Transmissão Sexual
LAN Local Area Network
MF Ministério das Finanças
MISAU Ministério da Saúde
MPD Ministério do Plano e Desenvolvimento
ODM Objectivos de Desenvolvimento do Milénio
ONG Organização Não Governamental
PARPA II Plano de Acção para a Redução da Pobreza Absoluta II
PAV Programa Alargado de Vacinação
PEN1 Plano Estratégico Nacional de combate ao HIV/SIDA

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RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 PESS Plano Estratégico do Sector Saúde PF Planeamento Familiar PIDOM Pulverização Intra-Domiciliar PMT Praticante da Medicina Tradicional PNCTL Programa Nacional de Combate à Tuberculose e Lepra PT Parteira Tradicional PTV Prevenção da Transmissão Vertical (do HIV) REMTI Rede Mosquiteira Tratada com Insecticida SAAJ Serviço de Aconselhamento para os Adolescentes e Jovens SEA Saúde dos Escolares e Adolescentes SIDA Síndroma de Imunodeficiência Adquirida SIMP Sistema de Informação para Monitoria e Planificação SR Saúde Reprodutiva SIS Sistema de Informação para a Saúde SMI Saúde Materno-Infantil SNS Serviço Nacional de Saúde SWAp Sector-Wide Approach to programming (Abordagem Sectorial Ampla) TARV Tratamento Anti-Retroviral TB Tuberculose TIP Tratamento Intermitente Presuntivo VAS Vacina Anti-Sarampo WAN Wide Area Network 5 .

a Saúde é «um estado de completo bem estar físico. e nem sempre o mais importante. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 Prefácio Sumário Executivo (ainda em elaboração) Introdução 1. A análise científica dos factores que condicionam a Saúde de uma comunidade mostra. manter e melhorar. bem como o dever de promover e defender a saúde pública». que se situam nas seguintes áreas: • Ambiente em relação com o Habitat humano. O Artigo 89 da Constituição da República consagra o direito dos cidadãos à Saúde. • Disponibilidade. Muitos destes factores estão fora do controlo directo do Sector Saúde e são ligados ao Desenvolvimento global da Nação. pois alguns exercem mesmo influências negativas. higiene e condições de Abastecimento de água. • Ambiente psico-socio-cultural. 2. O direito à Saúde está também consagrado na Carta dos Direitos Humanos das Nações Unidas que o nosso país subscreveu. • Características genéticas e Dinâmica da População. 6. qualquer que seja o estado de 6 . nos termos da lei. Por outro lado é conveniente esclarecer também que os elementos condicionantes da Saúde duma comunidade são basicamente os mesmos. A Saúde é um bem precioso que é necessário promover. 7. que a medicina (tecnologia médica) constitui unicamente um de entre eles. • Nutrição (quantidade. 4. qualidade e higiene dos alimentos). Uma correcta política de Saúde deve portanto visar promover os factores que influem positivamente sobre a Saúde e eliminar ou atenuar os que influem negativamente e não se pode limitar unicamente à Prestação de Cuidados médicos. cívica. mental e social. Os factores que condicionam a Saúde de uma comunidade não exercem todos influências positivas. nutricional e para a Saúde). Para a Saúde contribuem também factores de ordem sócio-económica e sócio-cultural tão importantes ou mais do que a tecnologia médica. nos seguintes termos: «Todos os cidadãos têm o direito à assistência médica e sanitária. e não somente ausência de doença ou de enfermidade». O Estado de Saúde da população é condicionado por uma multiplicidade de factores. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). • Educação (geral. • Forma de Organização dos Serviços de Saúde e • Tecnologia médica (preventiva. que condiciona o Comportamento. curativa. reabilitativa e de atenuação do sofrimento). 5. 3. preservar.

é o quadro referencial a partir do qual os planos distritais e provinciais. A acção para a Saúde é parte integrante do Desenvolvimento sócio-económico e visa melhorar a qualidade de vida. O Plano estratégico é um guia para todos os intervenientes do sector saúde. educação e nível sócio económico. 8. como no alívio das suas consequências. incluindo os planos intersectoriais. a Estratégia de Saúde da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) e as estratégias e objectivos do quadro referencial da Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD). Várias são as lições apreendidas do plano estratégico anterior: o sector teve sérios constrangimentos na área de recursos humanos para a saúde. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 desenvolvimento sócio-económico dessa comunidade. desnutridos ou portadores de incapacidade ou deficiência física ou mental têm uma capacidade produtiva reduzida. O Plano Estratégico do Sector Saúde marca uma etapa do processo de busca de consensos sobre as abordagens a adoptar para a melhoria do estado de saúde do povo moçambicano e visa essencialmente reduzir as iniquidades entre a zona rural e urbana assim como as iniquidade ligadas ao género. pois o Desenvolvimento exige uma população saudável e com alta capacidade produtiva. em que o nosso país está fortemente envolvido e mobilizado. mas podem tomar aspectos e características diferentes. Incorpora também a Estratégia de Saúde Africana (2007- 2015). A preocupação central do Governo de Moçambique na área de saúde é melhorar o acesso com equidade a serviços de saúde essenciais e assegurar que o sector saúde desempenha um papel essencial na estratégia de redução da pobreza no País. O Plano Estratégico vai facilitar o alinhamento das estratégias do sector para o desenvolvimento das prioridades definidas pelo governo de Moçambique e. A revisão de médio prazo feita ao Plano Estratégico do Sector Saúde que cobriu o período 2001-2005 revelou que foram feitos progressos significativos pelo sistema de saúde como resultado da dinâmica do crescimento económico e do investimento directo do Governo na área de saúde. 9. o nível de financiamento manteve-se abaixo do recomendado pelo relatório de macroeconomia em saúde 34 dólares americanos Per capita. 12. de acordo com o seu estado de desenvolvimento. A Saúde é também condição essencial para o Desenvolvimento sustentável do país. 10. tanto no combate às causas da pobreza. O Ministério da Saúde tem um importante papel a cumprir. baseia-se nas directivas do Governo para a área de saúde. 13. Os cidadãos doentes. O presente Plano Estratégico do Sector Saúde é parte integrante do Programa Quinquenal do Governo (2005-2009) e do PARPA II e. Em directa relação com o Desenvolvimento sustentável está o combate à pobreza. o mínimo necessário para prestar cuidados 7 . devem ser desenvolvidos. 11. constitui a base dos consensos obtidos entre o Ministério e seus parceiros de desenvolvimento. O Plano Estratégico do Sector Saúde enquadra-se no processo de descentralização em curso no Governo de Moçambique e incorpora os princípios de uma Programação de Abordagem Sectorial Ampla “Sector Wide Approach to Policymaking” (SWAP).

14. 16. O sector está também preocupado com o fraco conhecimento das famílias em relação ao planeamento familiar. Por outro lado. preocupa o sector a ligação bidireccional entre a Segurança alimentar e nutricional e o HIV/SIDA: HIV e SIDA podem aumentar a vulnerabilidade à insegurança alimentar e nutricional. 17. não se pode porém considerar que as tendências por si vão continuar favoráveis. entre 8. diarreia e malária. aleitamento materno e a cuidados em relação a infecções respiratórias agudas. Enquanto as perspectivas são boas. A iniquidade no acesso a cuidados de saúde manteve-se durante a vigência do Plano Estratégico anterior e continua sendo um grande desafio. O país continua a ser caracterizado pela baixa esperança de vida ao nascer em 2003 era 46. Por outro lado. Em relação aos Objectivo de Desenvolvimento do Milénio. significando que somente nos últimos 5 anos. Continuam a registarem- se lacunas nas coberturas em saúde especialmente nas zonas rurais. a TMM é ainda uma das mais altas do continente. e apenas cerca de 700 foram tratadas durante o mesmo período. onde 75% das mortes são por causas diretas como a hemorragia. cerca de 5 mulheres em cada 1. 18. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 de saúde com qualidade.000 mulheres sofreram de algum grau de fistula obstétrica.7 anos e por uma taxa de mortalidade infantil de 101 mortes em cada 1000 nascidos vivos em 2003 e a taxa de mortalidade em menores de cinco anos foi de 153 por 1000. Moçambique reduziu a taxa de mortalidade em menores de cinco anos de 226 por 1000 (IDS 1993) para 153 por 1000 (IDS 2003) o que significa uma redução de um terço num período de 10 anos. Apesar das melhorias registadas. a prevalência em 2003 foi de 16%. há relatos de reversão de indicadores em outros países. A pandemia do HIV/SIA continua a expandir-se. importância do parto institucional. 41% de crianças menores de cinco anos foram encontradas com malnutrição crónica (pequenas para a idade) e 24% com baixo peso à nascença. Se a mesma tendência se mantiver vai ser possível Moçambique atingir a meta dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio de 76 por 1000 em 2015.000NV em 1990 para 690 em 1994-95 (IDS 1997) para 408 em 2001-02 (IDS. Alguns resultados positivos da implementação do Plano Estratégico anterior relacionam-se com o aumento da distribuição de medicamentos e os grandes progressos feitos na área de imunização à crianças. sendo as causas indiretas (25%) devidas principalmente à malária e HIV/SIDA. eclampsia e sépis.000 partos sofre de algum grau de fístula obstétrica que é uma das condições mais incapacitantes relacionada com a maternidade. A contribuir para esta situação é a escassez de recursos humanos e a sua contínua concentração em Maputo e em outras cidades.600 Mortes Maternas por 100. situação que resultou em diminuição da mortalidade infantil. Para 8 .000 a 20. 15. 2003). Actualmente. ruptura do útero. e esta pode contribuir para o aumento da susceptibilidade dos indivíduos para as novas infecções de HIV e /ou o seu rápido progresso para a SIDA (PARPA II). Segundo o (IDS) A Taxa de Mortalidade Materna mostra uma redução substancial de uma estimativa de 1. o Governo gasta cerca de US$ 20 per capita em saúde (MISAU/DPC).

pela má nutrição. Os dois extremos são a Província de Cabo Delgado na zona Norte do país com 60. complementado por cerca de 112 ONG´s que prestam serviços de saúde.000 hab comparado com a África Sub-Sahariana que tem um médico/ 22. As infecções se transmitem mais rapidamente em situações ambientais de risco. diminuir a mortalidade por Tuberculose e Malária até 50% em 2010.000 hab/ médico e Maputo Cidade na Zona sul com 4000 hab/médico. 21. porque doença e pobreza estão estreitamente associados e formam um verdadeiro círculo vicioso. Moçambique tem um médico/35. reduzir as barreiras económicas no acesso a serviços para os pobres e melhorar a eficiência e eficácia na utilização de serviços. o sector pretende reduzir em dois terços a taxa de mortalidade de menores de cinco anos até 2015. As unidades sanitárias estão distribuídas de forma desigual apesar de esforços do Governo para reduzir a iniquidade em cobertura entre províncias. Reconhece-se que a melhoria da saúde dos pobres é crucial para a redução da pobreza. 20. caracterizadas pela pobreza. de ventilação. reduzir em três quartos o rácio da mortalidade materna até 2015 e atingir o acesso universal a serviços de saúde sexual e reprodutiva em 2015. Para este fim e no contexto dos desafios das Metas de Desenvolvimento do Milénio. pela sobrepopulação. de saneamento e. A variação de recursos humanos colocados nas províncias continua sendo crítica. No seguimento do principio de desenvolvimento do capital humano o sector vai reduzir a lacuna no acesso a serviços de saúde de qualidade.000 hab. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 manter a actual tendência o Ministério da Saúde vai envidar esforços para aumentar as coberturas sobretudo estendendo para as áreas desprovidas de serviços e melhorar a qualidade dos serviços oferecidos. 9 . O maior provedor de serviços de saúde em Moçambique é o Ministério da Saúde. 19. sobretudo. reduzir as taxas de infecção pelo HIV/SIDA para 25% entre 15-24 anos até 2015. por más condições de habitação. O Plano Estratégico do Sector Saúde também tem como objectivo traduzir as iniciativas e metas internacionais em metas de nível provincial e distrital e orientar a indicação de metas locais.

” Declaração da Missão A missão do MISAU consiste em realizar a visão do sector. eventualmente. Em directa relação com o Desenvolvimento sustentável está o combate à pobreza. como a estratégia que responde de forma mais equitável. Ênfase nos cuidados de saúde primários o Ministério da Saúde deve dar a máxima prioridade aos Cuidados de Saúde Primários. com especial atenção para os grupos vulneráveis através de intervenções inovativas e prestar cuidados de saúde de boa qualidade e sustentáveis. Princípios Orientadores O Ministério da Saúde tem um papel muito importante no combate às causas da pobreza porque pessoas sãs e bem nutridas são muito mais produtivas e desse modo podem melhor contribuir para o crescimento do rendimento nacional e para o crescimento do rendimento familiar. Na sua formulação ela encapsula o direito dos cidadãos `a assistência médica e sanitária e o dever dos cidadãos de promover e defender a saúde. apropriada e efectiva para as necessidades básicas. Por outro lado o Ministério da Saúde tem um papel claro no alívio das consequências da pobreza. por razões conjunturais ainda não é universal derivando daí a noção de gradualismo no acesso para todos os cidadãos. gratuitos ou a um preço comportável. O MISAU e seus parceiros vão continuar a promover e implementar o conceito participativo de cuidados de saúde primários o qual baseia-se na prestação de serviços de forma integrada. localmente relevantes. acessíveis. Implícito na declaração está o reconhecimento de que esse direito. Missão Promover a saúde e o bem estar dos moçambicanos. tornando-os gradualmente acessíveis a todos os moçambicanos com equidade e eficiência. de instituições privadas com carácter não lucrativo. 22. gratuitos ou a um preço comportável. em que o nosso país está fortemente envolvido e mobilizado. 10 . com tecnologia apropriada e com a participação da comunidade e garantido a apropriação na prestação de serviços. Os cuidados de saúde primários continuam relevantes como o foram quando foram propostos em 1979. pois o desenvolvimento exige uma população saudável e com alta capacidade produtiva. Para os próximos vinte e cinco anos o sector visualiza “ colocar à disposição de uma cada vez maior percentagem de moçambicanos Cuidados de Saúde de qualidade aceitável. na medida em que através do SNS e. coloca à disposição de uma cada vez maior percentagem de moçambicanos Cuidados de Saúde de qualidade aceitável. consagrados na Constituição da República no seu artigo 94. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 Visão A visão do sector inspira-se na agenda nacional de desenvolvimento económico e social do país.

cujos trabalhadores deverão primar pelo humanismo e cortesia. Acesso universal a cuidados e serviços de saúde A constituição garante a saúde como um direito humano básico para todos os moçambicanos. a promoção e o desenvolvimento 11 . Gestão e Avaliação de Saúde. a melhoria do apetrechamento e do equipamento das Unidades Sanitárias. Alta qualidade de intervenções com base em evidência Utentes e doentes esperam que as instituições públicas providenciem cuidados de saúde de qualidade aceitável. devendo igualmente promover a melhoria da programação e organização do trabalho. Ainda neste quadro. das condições de biossegurança e. de programas e de actividades. O Ministério da Saúde deve assegurar a melhoria da qualidade do atendimento aos utentes nas Unidades Sanitárias do SNS. para melhor desempenho das suas funções. tanto no que respeita à Planificação e Gestão de infra-estruturas de Saúde. ainda. O reforço do acesso geográfico vai ser feito através da construção de novas unidades sanitárias e da reabilitação das infra estruturas existentes bem como através do desenvolvimento e implementação da abolição das taxas de consulta. Um quadro referencial para o sistema de investigação em saúde vai ser desenvolvido para apoiar o processo de tomada de decisão no sector. conforme preconiza a segunda parte do Artigo 89 da Constituição da República e em conformidade com as recomendações da Conferência de Alma Ata sobre os Cuidados de Saúde Primários e das Declarações de Otawa e de Jacarta sobre a Promoção da Saúde no século XXI. materiais e financeiros). melhorados e reforçados os mecanismos de coordenação no seio dos órgãos de direcção e de orientação do Sector de Saúde a todos os níveis. Desenvolvimento institucional e desenvolvimento de recursos humanos O sector pretende alcançar uma organização sustentável. como no concernente Planificação e Gestão de recursos (humanos. Neste contexto é também fundamental que sejam institucionalizados. As comunidades vão ser encorajadas a envolverem-se na revisão e solução dos seus problemas locais. eficiente e eficaz através do desenvolvimento de sistemas de suporte como seja envidar esforços para a melhoria e desenvolvimento constante do processo de Planificação. assumem igualmente papel importante na actividade do MISAU a formação e o desenvolvimento de recursos humanos para a Saúde. devem continuar a ser desenvolvidas capacidades e adoptados novos métodos e mecanismos que provem ser mais racionais e com maior relação custo/benefício. Políticas de inserção das taxas de consulta vão ser desenvolvidas com o objectivo de providenciar cuidados de saúde gratuitos. em particular os mais vulneráveis membros da sociedade tenham acesso sem restrições a cuidados de saúde primários. Neste contexto estratégias serão desenvolvidas para garantir que todos cidadãos. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 Alcançar a equidade e protecção social para os grupos vulneráveis O sector vai garantir a justiça social através do aumento de alocação de recursos para os grupos populacionais mais desfavorecidos reduzindo assim o peso que representa os gastos com a saúde para estes grupos. Para este efeito. Mobilização comunitária e o envolvimento comunitário O sector vai continuar a desenvolver todo um conjunto de acções tendentes à mobilização e ao envolvimento das comunidades na promoção e defesa da sua própria Saúde.

controlo do consumo de bebidas alcoólicas. Estratégias serão desenvolvidas para habilitar os indivíduos e comunidades a olharem para os determinantes sociais de saúde com vista a reduzir a vulnerabilidade e risco para a doença. Parcerias são fortemente encorajadas como parte de um desenvolvimento sanitário. Papel importante como colaboradores e parceiros na materialização dos Objectivos consignados nas Directivas do Governo para o Sector Saúde é também reservado às Organizações Não Governamentais (ONGs). nutrição equilibrada. continuar a promover. o apoio dos parceiros internacionais continuará a ser fundamental.). em colaboração com o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação. Nestas condições. Cabe ao Ministério da Saúde desenvolver com esses Ministérios e essas instituições as interligações orgânicas e funcionais para que a Cooperação Intersectorial para a Saúde seja efectiva. mas para ela contribuem igualmente outros Ministérios e outras instituições do Estado. Advocacia Uma melhoria significativa da Saúde do conjunto da população não pode ser atingida sem uma coordenação planificada e eficaz de todos os intervenientes do Sistema Nacional de Saúde e de todos os outros sectores. Nos próximos anos. para coordenar a actividade dos Serviços de Saúde com todas as outras actividades que contribuem para a promoção da Saúde e para os Cuidados de Saúde Primários. abstenção de uso do tabaco e de drogas. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 de capacidade e a intensificação do financiamento para a investigação em Saúde. dinamizar e estimular a participação dos parceiros internacionais no processo de desenvolvimento sanitário nacional e a expansão da cooperação já existente. estabelecendo acordos precisos e realistas. colaboração local e Internacional A política governamental para a Saúde é em grande parte desenvolvida pelo Ministério da Saúde. a todos os níveis e em particular nos níveis intermédio e local. Assim. cuja actividade se relaciona com a Saúde. A cooperação com os parceiros internacionais para o desenvolvimento sanitário tem sido de um valor incalculável. As relações com os parceiros de desenvolvimento vão ser expandidas e o Código de Conduta actualizado quando for necessário. Desenvolvimento de estilos de vida e comportamentos saudáveis O Ministério da Saúde deve promover no seio da população comportamentos e modos de vida favoráveis à Saúde (exercício físico regular. Sem essa frutífera cooperação não teria sido possível atingir os níveis de indicadores de Saúde que actualmente registamos. etc. Ainda neste contexto o sector vai continuar a implementar a agenda das reformas do sector público e melhorar o seu relacionamento externo. Parcerias entre o sector público e privado incluindo os praticantes da medicina tradicional os quais vão ser regidos através de regulação apropriada. 12 . cabe ao MISAU. as políticas e os planos nacionais da Saúde deverão tomar com devida consideração os contributos dos outros sectores com repercussões sobre a Saúde. Encorajar parcerias.

resulta que as acções que contribuem para a melhoria do estado de Saúde da População não estão todas na alçada do Ministério da Saúde. Cabe ao Ministério da Saúde desenvolver com esses Ministérios e essas instituições as interligações orgânicas e funcionais para que a Cooperação Intersectorial para a Saúde seja efectiva. exercendo um forte controlo e uma supervisão contínua para que de facto eles se materializem na prática. mas para ela contribuem igualmente outros Ministérios e outras instituições do Estado. É também necessário que a liderança a todos os níveis se consciencialize da necessidade e da importância da Cooperação Intersectorial para a Saúde e do Envolvimento Comunitário e que os inscreva nas suas prioridades de gestão corrente. 13 . Por outro lado. razão pela qual a política governamental para a Saúde é em grande parte desenvolvida pelo Ministério da Saúde. é indispensável determinar com precisão as áreas onde mecanismos apropriados de Cooperação Intersectorial para a Saúde devem ser estabelecidos e institucionalizados e as áreas onde eles devem ser reforçados e/ou desenvolvidos. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 Da multiplicidade de factores que condicionam a Saúde e sua interligação com o Desenvolvimento.

a população de Moçambique para o ano 2003 foi estimada em 18. ao passar de 69.6 57.6 60. A estrutura populacional caracterizada por uma base muito larga e um achatamento no topo é típica de um país menos desenvolvido e.1 63. A estrutura pressiona de forma preponderante os sectores chaves do desenvolvimento entre os quais a saúde.8 70.9 36.5 46. 69.1 29. tem implicações sócio-económicas. Actualmente.6 80.3 51.8 51. Moçambique tem um PIB anual calculado em US$?? (Banco Mundial 2006).1 43. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 Análise da situação Situação sócio-económica e demográfica 1.3 63.6 69. Em 2003.5 Nampula 68.6 43.1 respectivamente (IDS).3 56.2 Cabo Delgado 57.1 44.1 41.6 52.9 52.2 59.1 53. A percentagem da população que vive abaixo da linha de pobreza diminuiu consideravelmente entre 1996-97 e 2002-03.6 34.2 Província 14 .6 43.4 para 54. A manutenção da tendência de recuperação e crescimento económico iniciado nos anos 90 tem permitido o melhoramento de vida da população de Moçambique.7 75. De referir que a população do país é predominantemente rural.5 Urbana 62. Tabela.1: Incidência da Pobreza:.1 50.Estimativa .6 54.5 68.2 55. o Governo gasta cerca de US$ 20 per capita em saúde (MISAU/DPC).5 Gaza 64. Segundo as actuais projeções feitas pelo INE.4 75.2 67.5 por cento da população total residia nas áreas rurais enquanto que a restante morava nas cidades consideradas urbanas (IDS 2003) 2.6 35.1 Maputo 65.4 54.3 55.7 Sofala 87. 3.9 85.4 Niassa 70.6 Tete 82. Tendo beneficiado da Iniciativa HIPC (Países Pobres Altamente Endividados).4 51.3 Zambézia 68.4 63.5 milhões. pois a sua população é mais propensa ao consumo do que a produção devido a elevada proporção de dependentes.1 Manica 62.3 59.7 Rural 71. Moçambique conseguiu libertar as obrigações de serviço da dívida para apoiar a prestação de serviços sociais.0 51.Intervalo de Confiança (95%) (2002-03) Região 1996-97 2002-03 Limite Limite Inferior Superior Nacional 69.0 62.1 Inhambane 82.

a utilização de serviços é maior nas zonas urbanas e é directamente proporcional ao nível de escolaridade. Gráfico 1: Padrão vacinal e a área geográfica e nível de escolaridade.o nível de escolaridade da mulher e a utilização de serviços de saúde . há uma relação directa entre os factores atrás mencionados e o estado vacinal da criança . O estado de saúde da população é influenciado por vários factores determinantes. e sublinham a importância destes factores determinantes sobre o estado de saúde da população.1 . com uma taxa de alfabetização 32. Dados apresentados nos IDS de 1997 e 2003 (idade de 20-24 anos) revelaram as seguintes análises tabela 2. de entre os quais os seguintes: i. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 Maputo Cidade 47. isto é .9 Fonte: PARPA II 4. IDS 2003 120 100 80 Outra forte Percentagem 60 associação com o nível 40 de Todas vacinas 20 escolaridad 0 e é a idade do primeiro L a m . É de referir que este padrão se repete quando se analisam outros indicadores de cobertura e do estado de saúde . O baixo nível de escolaridade é característico da população em geral ( 47.8 53. : 15 . como a taxa de cobertura de partos institucionais.8% ) e da mulher em particular . consulta pré-natal entre outros. Segundo o gráfico. contacto nd Pr R rb TO cu U Se sexual.3 59. O último Inquérito Demográfico e de Saúde demonstrou uma forte associação entre o local de residência (rural ou urbana) .7% contra os 63. al + im TA an ur Se .5% dos homens.6 47.

apesar de os dados das raparigas serem similares para os dois IDS. corroborando desta forma.4/15.6/16. encontra-se ainda longe de atingir as metas do milénio (60 % de acesso até 2015) . é de ressaltar dois aspectos importantes: a diferença de idade. no início da actividade sexual. revelou que apesar do país apresentar melhorias notáveis no acesso a instalações de saneamento melhoradas quando comparado a outros países da região.1 16. contribuem igualmente para perpetuar esta situação . O Meio ambiente é desfavorável a uma boa saúde. M = Mulher dnd = dados não disponíveis Estes resultados indicam que.3/17. particularmente nas grandes cidades devido em parte ao sobre-povoamento. meningite e disenteria sugerem a necessidade de reforço do papel de advocacia do MISAU relativamente a estes factores determinantes da saúde. estagnação de águas pluviais por deficiente drenagem entre outros. Nível de Escolaridde e a Idade do 1º Conacto Sexual. evidenciando a manutenção das práticas sexuais ao longo dos anos. Os hábitos e comportamento dos cidadãos (relacionado com o seu nível de educação e o estatuto sócio-económico). pois em 2004 apenas 19 por cento da população nas zonas rurais em Moçambique tinha acesso a instalações melhoradas de saneamento. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 Tabela 2. Algumas iniciativas como a Campanha de Saneamento do meio prevista para 2008 poderão chamar a atenção da sociedade civil para a 16 . remoção e processamento de dejectos. permitindo que exista um documento orientador que facilitará ao sector implementar as acções da sua responsabilidade. entre rapazes e raparigas. Estes factores apesar de não serem específicos do sector.6 16. higiene na comercialização de produtos alimentares em mercados informais entre outros. saneamento e os ODM ) em 2004.7 Primário dnd/16. segundo os quais quanto maior o nível educacional. ii. Com vista a inverter o cenário actualmente existente na área de saúde ambiental. a drenagem de águas pluviais. bem como a interligação com outros sectores a todos os níveis. IDS 2003 Nível de Idade no primeiro contacto sexual H/M escolaridade IDS 1997 IDS 2003 Nenhum dnd/15. pelo que haverá necessidade de se reforçar a advocacia nesse sentido. Um estudo realizado pela UNICEF (Progresso para as Crianças: água. comparado com 53 por cento nas zonas urbanas. o ordenamento urbano. está em curso a elaboração de uma estratégia de saúde ambiental que irá regulamentar as intervenções chave nesta área. A “endemização” da cólera. contribuem grandemente para os resultados que o sector poderá atingir.0 Secundário dnd/17. com os inúmeros estudos apresentados na literatura. e o impacto da educação no início da actividade sexual nas raparigas. mais tardiamente será o início da actividade sexual.6 17. tratamento deficiente de lixos e excretas humanos. e uma melhor definição dos papéis e responsabilidades de cada sector em questões fundamentais como sejam.5 H = Homem. totalizando apenas 32 por cento. sendo que o rapaz inicia a actividade um pouco mais tarde.

a nível global. saneamento e os ODM ). especialmente no que concerne a ocorrência de doenças diarreicas.000 crianças estão a morrer todos os dias como resultado de doenças diarreicas (UNICEF: Progresso para as Crianças: água. saneamento e os ODM . Estruturas do governo local 5. incluindo o sector da saúde. A nível distrital.9 milhões de crianças menores de cinco anos que perecem devido à diarreia em cada ano. estão representados a nível provincial e distrital. Isto totaliza 18 por cento de todas as mortes de menores de cinco anos e significa que mais de 5. O acesso a água potável é um elemento essencial para a garantia da qualidade de vida. a estrutura de governação consiste em directores distritais de vários sectores que respondem no dia a dia ao Administrador Distrital em questões administrativas. pois apenas 26 por cento da população nas zonas rurais tinha acesso à fontes melhoradas de água potável (comparado com 72 por cento nas zonas urbanas). para cerca de 88 por cento das mortes causadas por doenças diarreicas. 17 . A cidade de Maputo tem o estatuto de província. para garantir por um lado a provisão de água nas USs até ao nível mais periférico.2004). e para mais de 1. como um dos maiores desafios para o alcance das metas do Milénio (68% de cobertura de fontes melhoradas de água potável até 2015). Este estudo considera o acesso a água potável em quantidade e qualidade aceitáveis. de referir que é um processo relativamente novo que deverá ter o devido acompanhamento do sector para garantir a gradual descentralização de algumas competências para este nível.5 milhões das 1. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 necessidade de observância das regras básicas de higiene individual e colectiva através da adopção de uma postura cívica em relação ao meio ambiente. Uma das responsabilidades do sector saúde é garantir uma boa qualidade de água . As crianças mais novas são mais vulneráveis aos efeitos negativos da água não segura.A água não potável. O país está actualmente a seguir uma política de descentralização onde se pretende reforçar o distrito. o departamento de saúde ambiental tem sido contundente a todos os níveis para a manutenção deste bem precioso. O país está dividido em 11 províncias e 128 distritos e 33 município. disponibilidade inadequada de água para higiene e a falta de acesso a saneamento contribuem conjuntamente. e a sua disponibilidade está associada a um melhor perfil epidemiológico . sendo a cobertura total de apenas 43 por cento em todo o país. e a qualidade da água para o consumo por outro. como é o caso do processo de planificação distrital. saneamento pobre e falta de higiene. Há no entanto a necessidade de reforço da comunicação intersectorial neste âmbito. Os ministérios sectoriais. evitando que a mesma possa constituir um veículo de transmissão de doenças. iv. quantidades insuficientes de água. tais como os de serviços económicos e sociais. iii. neste contexto. pois permite aumentar os níveis de higiene individual e colectiva. O Abastecimento de água potável continua insuficiente para satisfazer as necessidades básicas da população. não somente através da controlo laboratorial mas também efectuando o seu tratamento. segundo um estudo feito pela UNICEF ( Progresso para as Crianças: água.

: medicamentos. até agora. e são delineadas as principais estratégias do sector que servem de orientação para a planificação provincial e distrital. O Serviço Nacional de Saúde ( SNS ) está organizado em quatro níveis de atenção . Provincial e Distrital cujas funções permitem a prestação de cuidados de saúde a população Moçambicana. pois realiza funções de definição de políticas. tendo sob sua responsabilidade a Saúde da População e do ambiente. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 O sector saúde em Moçambique 6. normas . 7. equipamento médico). através de planos anuais com metas estabelecidas para os vários programas prioritários. O distrito através da sua rede sanitária. A este nível são coordenadas as actividades de saúde dos distritos. É de referir. o sector privado com fins não lucrativos. tem a sua razão de ser pois na prática . sendo a este nível onde é feita a planificação estratégica do sector como um todo. 10. o sector público que é o Serviço Nacional de Saúde (SNS) constitui o principal prestador de serviços de saúde à escala nacional. O Nível Provincial realiza funções de planificação provincial tendo em linha de conta as orientações estratégicas definidas centralmente. as principais intervenções por níveis. Estas USs constituem o primeiro contacto da população com os Serviços de Saúde. O sector saúde em Moçambique obedece a estrutura político-administrativa. O Sistema de Saúde em Moçambique inclui do sector público. deve assegurar a cobertura sanitária de uma população dentro de uma zona geográfica bem definida pela Área de 18 . O Nível Distrital constitui a entidade implementadora dos planos concebidos a nível distrital de acordo com as prioridades definidas pelo sector e harmonizado com o nível provincial.a concentração é apenas aparente pois são acções de carácter específico (ex. etc . regulamentos . e é composto por três níveis: Central. Destes. sector privado com fins lucrativos. 9. aprovisionamento de transporte . mas adequando-as a situação real de cada província. que carecem de uma actuação acertada e atempada por pessoal qualificado para que se garanta o aprovisionamento dos mesmos a todos os níveis. equipamento bem como as despesas com medicamentos . terciária e quaternária. que esta centralização da gestão de fundos a nível central. isto é. permite a prestação de cuidados de saúde primários às comunidades mais recônditas. Este nível garante a armazenagem e distribuição de materiais e medicamentos para toda a rede sanitária da província e garante que sejam cumpridas as normas e regulamentos definidos pelo nível central. No nível central encontra-se centralizada a gestão financeira de bens de capital como os grandes investimentos na rede secundária. O nível primário (I) corresponde aos Centros de Saúde e têm como função executar a estratégia de Cuidados de Saúde Primários (CSP). é um órgão orientador. O Nível Central. O centro de Saúde . 8. De realçar que estas funções exercidas pelo nível central têm em vista melhorar a implementação das actividades nos níveis provincial e distrital. 11. fornecendo igualmente uma atenção diferenciada nas sedes distritais.

334 do tipo. Distritais. foi instituída uma nova classificação das USs. 775 HP 58% HC 13. HP. sendo 112 do tipo. deveriam em coordenação com as Direcções Nacionais de Assistência Médica e de Planificação e Cooperação proceder gradualmente a re-classificação das Unidades Sanitárias. Rede sanitária em Dezembro de 2006 Rede sanitária em Dezembro de 2006 HC. Este processo está em curso embora não esteja concluído pelo facto de as províncias não terem reunido os requisitos necessários. 3 0% HR/G.I. Gráfico. O nível quaternário (IV) é composto pelos Hospitais Centrais . através do Diploma Ministerial n.nº. Rurais e Gerais e têm como função prestar Cuidados de Saúde e constitui o primeiro nível de referência para os doentes que não encontram resposta nos Centros de Saúde. Rurais e Gerais bem como dos doentes provenientes de Hospitais Distritais e Centros de Saúde que se situam nas imediações do Hospital Provincial e que não tem Hospital Rural nem Geral para onde possam ser transferidos. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 Saúde.338 Unidades sanitárias. 7 39 1% 3% PS PS. No ano 2002. É de referir que apesar de o número de USs estarem a aumentar de ano para ano. no entanto esta classificação será actualizada aquando da elaboração do plano integrado de desenvolvimento da rede sanitária. de referir que estes hospitais só podem ser criados quando se prova que essa é a forma mais eficaz de prestação de cuidados dessa especialidade ex: Hospitais psiquiátricos.I.II . Neste nível situam-se também os Hospitais Especializados que prestam cuidados muito diferenciados de uma só especialidade. Actualmente o SNS conta com 1. e constitui a referência para os doentes que não encontram soluções ao nível dos Hospitais Provinciais. recursos humanos e equipamento.2. 329 do tipo. o qual preconizava que as Direcções Provinciais após a avaliação da rede sanitária existente. O nível secundário (II) é composto pelos Hospitais Distritais. O nível terciário (I) é composto pelos Hospitais Provinciais e constituem a referência para os doentes que não encontram soluções ao nível dos Hospitais Distritais. 775 Centros de Saúde. 7 Hospitais Provinciais. uma parte significativa das mesmas está a 19 . 514 CS. 35 Hospitais Rurais . 12. sendo 3 Hospitais centrais.III 38% HR/G CS.II. 4 Hospitais Gerais .III e 514 Postos de saúde . Rurais e Gerais bem como dos doentes provenientes de Hospitais Distritais e Centros de Saúde que se situam nas imediações do Hospital e que não têm Hospital Geral para onde possam ser transferidos.º 127/2002.

o sistema de referência é na prática pouco funcional e frequentemente os utentes acedem ao SNS em qualquer dos níveis de atenção. resultando em aumentos constantes dos custos e gastos nos grandes hospitais. As consequências do colapso parcial do sistema de referência são: • A sobrecarga dos hospitais mais diferenciados principalmente nas zonas urbanas em consequência da procura aumentada de cuidados nesses níveis. repercutindo-se negativamente na sua qualidade. a rede de comunicações . • Fraca motivação dos trabalhadores resultantes das difíceis condições de trabalho. de vida e baixas remunerações. • Infra-estruturas em condições de conservação e higiene deficientes. Nos últimos anos o sistema de referência tem sofrido distorções que resultaram em grande medida da fraca operacionalidade das unidades mais periféricas. A adicionar a estes problemas. longas distâncias entre as unidades periféricas e de referência aliadas à ausência de transportes regulares entre os distritos e localidades. pelo menos para as situações mais urgentes. O desenvolvimento da rede de hospitais secundários previa a criação de conglomerações de distritos em rural/geral que beneficiaria uma área de saúde correspondente a cerca de 500–600 mil habitantes. 20 . O Sistema de referência 14. • Ausência de equipamentos básicos ou em mau funcionamento. Em consequência. 15. • Percepção de baixa qualidade dos cuidados pelos utentes. sobretudo nas áreas rurais. tem importância na operacionalidade do sistema de prestação de cuidados de saúde por níveis. o sistema de referência assentava na premissa de que a distribuição territorial de unidades de referências seria mais homogênea e as unidades sanitárias disporiam de condições e meios de evacuação de doentes. Este funcionamento abaixo dos padrões mínimos deveu-se essencialmente à guerra e à conjuntura económica que o país viveu nas últimas duas décadas. Para além da disposição espacial e funcionalidade dos hospitais rurais/gerais. • Supervisão deficiente pelos níveis superiores. Por outro lado. a fragilidade dos níveis de atenção mais periféricos (centros de saúde e Hospitais Rurais/Gerais) tem sido atribuída a: • Desequilíbrio das equipas de saúde destacando-se a baixa qualificação dos profissionais colocados nas regiões mais remotas. • A prestação a custo mais elevado de cuidados básicos que doutra maneira poderiam ser prestados a um custo menor. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 funcionar muito abaixo dos critérios e requisitos mínimos estabelecidos sobretudo no que concerne ao quadro de pessoal e infra-estruturas básicas. Nas unidades sanitárias esta situação caracteriza-se pela escassez crónica de insumos críticos para a prestação de cuidados de saúde. 16. o acesso físico a unidades de referência tem sido severamente limitado. Devido a dificuldades de comunicações (estradas). 17. transportes e a rede de estradas deficientes.

contudo. deficiente escoamento de excretas. Colaboração Intersectorial 21. 19. laboratorial. Envolvimento comunitário. só para citar alguns exemplos de casos de degradação ambiental que levam a perpetuação de epidemias como a cólera. proliferação de mercados em locais impróprios.Há assim uma necessidade imperiosa de melhorar o sistema de referência quer através da adequação da infra-estrutura . 21 . 18. Outros sintomas de deficiente comunicação intersectorial são as dificuldades que as Unidades sanitárias enfrentam para o provimento de serviços básicos cuja disponibilidade melhoraria substancialmente a qualidade de serviços prestados à população. De referir que o MISAU está a realizar estudos com vista a avaliar o impacto bem como as implicações da implementação de uma política de gratuitidade dos serviços de saúde Parcerias: Cooperação intersectorial. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 • Diminuição da qualidade de atenção nos hospitais de referência. Assiste-se a uma deterioração das condições básicas de saneamento um pouco por todo o país (zonas rurais e urbanas) . energia e água. mercados.equipamento (material-médico. etc) e recursos humanos capacitados mas também divulgar as normas de referência a todos os níveis para garantir a eficácia do sistema de referência. uso racional de serviços de saúde. A conjuntura actual do país é tal que o sistema de referência por níveis de atenção é pouco praticável pelas razões aludidas anteriormente e exige um re-exame da situação sob a óptica de explorar canais viáveis de oferta de cuidados de saúde que incluam opções alternativas como o uso de unidades móveis. escolas. que tem em vista descongestionar os serviços por um lado mas também permitir que o nível periférico exerça o seu papel de primeiro prestador. No âmbito da melhoria de referência. 20. pois chega-se por vezes ao ponto de nenhum sector em particular se responsabilizar por determinada situação que tem impacto claro sobre a saúde. a saúde é influenciada fortemente pelos seus determinantes. indicando que há uma certa falta de clarificação dos papéis e responsabilidades de cada sector. que se manifesta de várias formas como sejam: o deficiente sistema de recolha de lixo originando aumento do volume de lixo nas vias públicas. comunicações. aumento de recursos para a saúde vai ser abordada de forma sistemática e objectiva para se determinar a abordagem mais efectiva. etc. Esforços vão ser feitos para que sejam desenvolvidos e implementados esquemas de seguros sociais de saúde para cobrir a população vulnerável. A situação nos hospitais poderá piorar devido ao aumento da morbilidade geral associada ao HIV/SIDA particularmente se nos níveis periféricos a prestação de cuidados não melhorar substancialmente. têm sido introduzidas medidas tendentes a melhorar o sistema de referência e que nem sempre são plenamente aceites pelos utentes . Colaboração com as ONGs. A questão das cobranças de utentes versus acesso a cuidados de saúde. Como foi referido acima. como a introdução de taxas moderadoras nos serviços de urgência dos Hospitais Centrais. é notável a fragilidade da colaboração intersectorial a todos os níveis. como o acesso à telefone .

coincidam com as prioridades do governo por um lado mas também evitem que haja duplicação de esforços por demasiada concentração nalgumas províncias e distritos mais preferidos(a)s. acidentes de tráfego (devido ao alcoolismo. 22 . O MISAU a todos os níveis definiu as áreas prioritárias que carecem de reforço. agravando as iniquidades. A prestação de cuidados pelo sector privado com fins não lucrativos é feita essencialmente pelas Organizações Não Governamentais (ONGs) estrangeiras e algumas entidades religiosas de comum acordo com o MISAU. assim como no Tratamento anti-retroviral (TARV). O sector privado com fins lucrativos está a desenvolver-se gradualmente especialmente nas grandes cidades. As ONGs nacionais estão a desenvolver-se paulatinamente e executam essencialmente programas de saúde comunitária nas áreas de prevenção. critérios para acreditação das Unidades sanitárias. a legislação deverá ser divulgada em todos os níveis e servirá de suporte à actividades de supervisão e inspecção do sector. O crescimento ulterior destes operadores está também condicionado ao aumento dos rendimentos dos agregados familiares. sendo necessário melhorar a coordenação com o sector saúde para uma melhor distribuição geográfica. má sinalização e falta de respeito pelas normas de transito) entre muitos outros exemplos. pessoal mínimo necessário etc. transportes. Nas farmácias privadas há necessidade de criar legislação específica que permita uma supervisão efectiva de modo a evitar a ocorrência de atitudes anárquicas que poderão por em causa os esquemas terapêuticos instituídos pelo MISAU. 23. No entanto. registando-se um crescimento de consultórios privados individuais e colectivos nas diferentes especialidades. Sector Privado não Lucrativo 24. há a necessidade de se actualizar a legislação relacionada com as variadas intervenções a serem levadas a cabo pelo sector privado para garantir a qualidade dos serviços prestados. controle da doença e de educação e informação. pelo que deve-se dar maior destaque ao assunto em todos os níveis. que vieram dar um impulso ao programa nas actividades de Prevenção da Transmissão Vertical (PTV). Estas parcerias não têm sido ainda suficientemente exploradas no seu potencial máximo sobretudo nas regiões mais desfavorecidas. o passo seguinte é coordenar actividades das ONGs para garantir a efectividade e qualidade dos serviços prestados à população. De referir que somente com um reforço da colaboração intersectorial é que estes aspectos poderão ser minimizados e poder-se-à oferecer melhores cuidados de saúde à população Moçambicana. comércio) para intervir em casos de violência domestica (ligada ao álcool). de forma a que as áreas de intervenção geográficas ou funcionais. A política de saúde em vigor reconhece o papel do sector privado na prestação de cuidados aos cidadãos. Nos últimos anos houve um incremento das actividades das ONGs sobretudo na implementação do Plano Estratégico Nacional do HIV/SIDA (PEN-SIDA). RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 Também o sector ressente-se da falta de ligação do MISAU com outras instituições do governo (policia. Sector Privado Lucrativo 22. Esta legislação inclui a criação de regulamentos do exercício da medicina privada.

tal declaração carece de escrutínio científico objectivo que só poderá ter lugar depois de estudos apropriados. pois em condições de extrema escassez de recursos durante a guerra de Libertação Nacional as populações se puderam proteger de doenças. Sendo o HIV/SIDA um problema grave para a sociedade. como pelos da Comunidade e desenvolvem a capacidade de contribuir para o seu desenvolvimento e o da comunidade. A colaboração tende a desenvolver-se na investigação de plantas medicinais. Embora a actual política de saúde se afirme favorável à colaboração com o sector da medicina tradicional na prática poucos avanços foram registados nesta esfera. e mais recentemente alguns praticantes de medicina ayuvérdica. promover e preservar a saúde adoptando modos de vida saudáveis. A tipologia destes tipos de praticantes não está actualizada. Fica por explorar o potencial de parceria e colaboração com os praticantes de medicina tradicional e outros agentes não alopáticos de diagnóstico e terapêutica se considerar-se que uma proporção significativa de moçambicanos tem mais acesso a este tipo de serviços e usa-os em exclusividade ou em complementaridade com os serviços do SNS. nacionais ou outros. tanto pela sua Saúde e Bem Estar. na planificação e implementação dos Cuidados de Saúde Primários. 29. que na sua Declaração Final indica que o envolvimento comunitário para a Saúde é « de primordial importância e um factor chave para o desenvolvimento 23 . Envolvimento comunitário 27. Sector não-alopático 26. Neste contexto o sector está a institucionalizar os mecanismos de coordenação com as ONGs quer através da participação destes nos fora criados no âmbito do SWAP. A experiência de Moçambique neste processo foi levada à Conferência Internacional sobre os Cuidados de Saúde Primários. assim como através da recém criada unidade de gestão de contratos das ONGs. Se bem que é possível que hajam plantas medicinais que possam atenuar e prolongar e quiçá curar a doença. de forma organizada e coesa. Ainda segundo a OMS. assinatura do Código de Conduta MISAU/ONG´s. reivindicações de cura não comprovadas podem contrariar os esforços do governo de educação e mudança de comportamento das pessoas.» 28. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 25. O envolvimento comunitário para a saúde tem longas tradições no nosso país. Pode ser definido como o «Envolvimento activo das pessoas que vivem juntas. herbanários. realizada em Alma-Ata em 1978. A este propósito o MISAU não tem ainda instrumentos que o permitam exercer o seu mandato no que concerne à protecção dos cidadãos contra certos praticantes que reivindicam capacidade de tratar doenças como o SIDA. usando recursos locais. no processo de «Envolvimento Comunitário para a Saúde» os indivíduos assumem a responsabilidade. Este sector é predominado por praticantes de medicina tradicional.

o sector está a finalizar uma estratégia de partição comunitária que visa essencialmente regular e uniformizar os procedimentos em relação a estes prestadores e que permita que o sector se beneficie das actividades destes prestadores. Várias são as vantagens que mais frequentemente têm sido atribuídas ao «Envolvimento Comunitário para a Saúde» . Com efeito. 24 . Em Moçambique . o envolvimento das comunidades na análise e solução dos seus próprios problemas de saúde é universalmente considerado um factor fundamental para o sucesso de todos os programas de Saúde e para a melhoria do Estado de Saúde da População. Para tal é necessário que se faça a alocação de recursos em conformidade com a prioridade atribuída a este objectivo. Para se conseguirem obter formas sustentaveis de envolvimento comunitário para a Saúde é necessário que: • O envolvimento comunitário é um dos objectivos explícito e prioritário do Plano estratégico com estratégias coerentes para atingir tal objectivo. tem se assistido a formas de trabalho junto das comunidades que não passam de tentativas de impor ás comunidades. 30. neste contexto. Há toda uma necessidade de separar o trabalho junto das comunidades da mobilização das mesmas comunidades para o seu pleno envolvimento para a promoção e defesa da sua própria Saúde. e estão previsas acções concretas de mobilização comunitária para a Saúde. • Aumento das taxas de cobertura dos Cuidados de Saúde. aquilo que elas devem fazer. • Abertura de largas perspectivas para priorizado as acções de Promoção da Saúde e de Prevenção da Doença • Aumento da eficácia do Sistema de Saúde • Aumento da eficiência do Sistema de Saúde • Reforço da coesão e da auto-suficiência da Comunidade 32. 31. • Redução drástica da corrupção e do desleixo de alguns trabalhadores de Saúde. • Melhoria da qualidade dos Cuidados de Saúde prestados. • Promoção da auto responsabilidade da colectividade e de indivíduos. que são formas impróprias e contraproducentes de mobilização comunitária. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 humano» e reconhece que as populações têm o dever de participar na acção visando melhorar e preservar a sua Saúde. Por outro lado é igualmente necessário que se envolvam os parceiros mais convenientes para este tipo de acção. tendo consciência que não foram esgotaram as demais vantagens: • Satisfação dum direito e dum dever. • Desburocratização do funcionamento dos Centros de Saúde. assim são enumeradas algumas.

De referir que a planificação de infra-estruturas deverá ser devidamente coordenada com o sector. e os contornos desta devolução deverão ser definidos com a devida cautela. com vista a uniformização da abordagem de envolvimento comunitário e se obtenha maior eficácia das intervenções. A taxa de mortalidade entre as crianças é usualmente considerada como sendo uma reflexão da extensão e impacto dos níveis prevalecentes de pobreza e como um indicador representativo do desenvolvimento sócio económico. Estado de saúde da população 35. juvenil e néonatal são ainda muito elevadas. novas construções de CS. • Se reforce a colaboração intersectorial . as mortalidades infantil. 34. Há ainda a necessidade de um maior envolvimento das comunidades na sua selecção . medicamentos e recursos humanos . monitoria e avaliação dos APE’s. têm no entanto sido reportadas actividades pontuais de reabilitações. Na verdade. Importa referir que até ao presente momento. a Legislação sobre Municípios atribuiu-lhes a responsabilidade pelos Cuidados de Saúde Primários. em princípio os Municípios deveriam gradualmente assumir um papel mais visível na prestação de cuidados primários. os quais devem ser planificados com muita antecedência. Há assim a necessidade de se adoptarem novas e modernas metodologias de formação para que os trabalhadores de saúde aprendam a relacionar-se com as comunidades. supervisão e sustentabilidade. embora se tenham registado alguns progressos. • Os profissionais de saúde a todos os níveis sejam capacitados na matéria de envolvimento comunitário. A taxa de mortalidade infantil decresceu ligeiramente de 147/1000 para 124/1000 nados vivos (IDS-1997. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 • Haja a revitalização dos Agentes Polivalentes Elementares como forma de extensão dos cuidados de saúde para fazer face a fraca cobertura da rede sanitária devendo-se actualizar os programas de formação dos mesmos e ser definidos critérios de selecção . mas cuja gestão continua encarregue ao MISAU. 2003) e a taxa de mortalidade entre as crianças menores de cinco anos reduziu de 219/1000 para 178/1000 nascimentos (PARPA II). No nosso país. Municípios 33. é necessário ter a certeza de que a devolução não vai aumentar a iniquidade no acesso aos CSP. De facto. Em 1997. Tabela nº 2: Indicadores do Estado de Saúde da população 25 . assim como os trabalhadores das agências e instituições parceiras neste processo. ampliações de blocos de US. pois existe o risco de alguns dos ganhos que o SNS obteve com a implementação de CSP sejam perdidos se o processo de devolução não for bem planificado. O MISAU mediante a manifestação de interesse de cada município está aberto a negociar e a avaliar periodicamente os modelos contratuais de transferência gradual de competências . a prestação de cuidados de saúde a nível dos municípios é um assunto que necessita de maior clareza. nenhuma unidade sanitária está a ser gerida pelos municípios. uma vez que as mesmas implicam necessariamente a alocação de equipamento.

incluindo a prevenção e tratamento das carências nutricionais. das crianças. onde se pode verificar que a malnutrição crónica cresce com a idade e é relativamente baixa entre as crianças cujas as mães têm o nível Secundário (15 por cento). Por outro lado. os índices de subnutrição continuam elevados. a subnutrição aguda e a insuficiência de peso. pois reduz drasticamente apartir do primeiro ano de vida. em particular.7 TMI 135 101 TM<5A 153 Taxa de Mortalidade 690/100. 1997 e 2003 Fonte: IDS 2003 36.000NV 408/100 000NV Materna Fonte: IDS 1997/2003 Gráfico: 3. 26 . (IDS Gráfico 7.1) Evolução da Mortalidade Infantil. Uma das grandes prioridades do sector é promover a melhoria do estado nutricional da população. Moçambique. apresenta uma redução em relação a idade.3) mostra a condição nutricional de crianças menores de cinco anos. Segundo o IDS 2003. de acordo com a idade. O Gráfico 4 (IDS Grãfico10. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 Indicador 1997 2003 Esperança de Vida 44 46.

as infecções néonatais.3. de Acordo com a Idade Fonte: IDS 2003 37. e a tomada de intervenções adequadas. as doenças diarreicas. a alimentação complementar inadequda porque introduzida bem antes dos 6 meses e também devido a questões culturais. o tétano néonatal. Constituem ainda causas de morte nas crianças menores de cinco anos a prematuridade. sobretudo para o seguimento das actividades em situação de emergência é a criação de postos sentinela com vista a melhorar a colecta dos dados do sistema de vigilância nutricional e de aviso prévio. a avitaminoses que é associada aos elevados níveis de pobreza e ao grau de insegurança alimentar no país. As crianças das áreas rurais são mais vulneráveis à subnutrição crónica do que as das urbanas (46contra 29 por cento). Uma das estratégias para melhorar a situação nutricional. e o nível mais baixo da subnutrição crónica encontram- se em Maputo Cidade e Maputo Província (21 por cento e 24 por cento. Ainda muitas das nossas crianças sofrem e morrem de desnutrição crónica devido em grande parte a baixa taxa de cobertura do aleitamento exclusivo até aos 6 meses que foi 30% em 2003. como a nível nacional. 40. a malária. mostra a proporção de crianças com baixo peso e desnutrição crónica por área de residência e província. as broncopneumonias e outras infecções respiratórias agudas. 38. Em Cabo Delgado. (IDS 10. e 4 por cento sofrem da subnutrição aguda (baixo peso para a altura). O gráfico 10. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 Gráfico: 4. o sarampo. 39. As crianças também morrem e sofrem devido ao baixo peso à nascença. O desafio é desenvolver e implementar estratégias viáveis para melhorar a segurança alimentar tanto ao nível dos agregados familiares. 56 por cento das crianças menores de cinco anos são consideradas baixas em relação à sua idade. respectivamente). a anemia. a meningite e 27 . onde se pode concluir que quatro em cada dez crianças (41 por cento) menores de 5 anos são baixas em relação a sua idade ou sofrem de subnutrição crónica.3) Condição Nutricional de Crianças com Menos de Cinco Anos.

anemias.a tuberculose. 12 150 mulheres grávidas sero positivas receberam profilaxia com antiretrovirais. Em 2006. a maioria (58%) são mulheres. Das estratégias em curso no âmbito da iniciativa “Fazer recuar a Malária” que a OMS lançou há alguns anos e que constituem uma janela de oportunidade para dinamizar o combate a esta doença. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 outras doenças evitáveis.. Estima-se que o país tinha aproximadamente 1. Paralelamente a esta medida . diabetes e muitas outras doenças. anemia) são as principais causas da morbilidade e mortalidade nas crianças com idade inferior a cinco anos. Para além disso. asma. em 2006 cerca de 222 unidades sanitárias ofereciam serviços de prevenção de tranmissão vertical. As mulheres jovens são especialmente vulneráveis ao HIV devido ao sexo entre gerações e ao sexo transaccional (frequentemente induzido pela pobreza). Como na maior parte dos países da sub-região. a febre reumática. Os ganhos que as mulheres moçambicanas alcançaram em relação à igualdade de 28 . minas.g. a asma. A malária é hiperendémica em Moçambique e as doenças com ela relacionadas (e. 1. O impacto do HIV/SIDA nas mulheres é um assunto a considerar: dos aprox. em Moçambique tomou-se a iniciativa de oferecer gratuitamente o tratamento. o que significa 8% do número total de mulheres grávidas sero positivas estimadas no país.6 Milhões de pessoas vivendo com HIV/SIDA. têm sido actualizadas as normas terapêuticas com vista a alcançar uma maior eficácia do tratamento e reduzir as resistências. 44. destacam-se o uso de insecticidas em larga escala .2% em 2004 . parasitoses intestinais e vesicais. Ainda no âmbito do combate à malária. o problema do HIV/SIDA continua a sobrecarregar não só o sector da saúde mas também todo tecido social em geral e tem comprometido as perspectivas de redução da pobreza e a criação da riqueza em todos os níveis. permitindo um maior acesso a um maior número de pessoas sobretudo nas zonas mais desfavorecidas e assim reduzir a morbi-mortalidade por esta doença. de DTSs.2% em 2004. As relações desiguais de poder entre géneros em Moçambique fazem com que seja muito difícil para as mulheres negociarem sexo seguro e insistir em que os seus parceiros utilizem preservativos. são hospitalizados e/ou morrem maioritariamente por malária. As diferenças em género são mais agudas entre os grupos de idade 15-19 e 20-24. onde a prevalência em mulheres é mais de três vezes maior do que nos homens. as parasitoses intestinais e vesicais. juntamente com a diarreia e as infecções respiratórias agudas. a sero-prevalência aumentou de apenas 14% em 2002 para mais de 16. o impacto do HIV/SIDA recai fortemente nas mulheres que são ao mesmo tempo as provedoras da alimentação da família e as principais responsáveis pelos cuidados em situações de doença na sociedade. o trauma (acidentes. O program de prevenção de transmissão vertical começou a ser expandido significativamente desde 2002 e. 42. 43. etc. SIDA onde a seroprevalência aumentou de apenas 14% em 2002 para mais de 16. Os nossos adultos ainda sofrem. o uso de redes mosquiteiras tratadas com insecticidas e o tratamento preventivo intermitente da malária na gravidez (TIP). 41. queimaduras. Tuberculose. intoxicações).6 milhões de pessoas infectadas com o HIV em 2005.

houve um aumento acentuado do número de pessoas beneficiando do TARV. incluindo os próprios trabalhadores da saúde”. Esforços deverão continuar para garantir o cumprimento da meta e também para aumentar a cobertura dos doentes ilegíveis que ainda é baixa. O plano estratégico nacional revisto tem igualmente em consideração a importância de formalizar uma agenda de investigação do HIV/SIDA a nível nacional para estabelecer uma base de evidências apropriadas que irá informar os processos de política e planificação. reduzir a transmissão vertical do HIV da mãe para o filho e oferecer tratamento anti-retro-viral até ao nível mais periférico. pode ser explicado por um lado. cobrindo 70% de todos os distritos e. A implementação deste Programa tem produzido resultados encorajadores mas será necessário assegurar que os ganhos adquiridos não sejam postos em causa pela contínua progressão do HIV/SIDA. evitar a transmissão do HIV nas Unidades de Saúde. O plano estratégico para a resposta multisectorial nacional ao HIV/SIDA foi recentemente revisto para tomar em consideração a mudança epidemiológica do HIV/SIDA e a introdução de novas estratégias para prevenção. e aumentar o período e qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV (PLWHA). com a abertura de 150 locais para o efeito. tendo-se passado de 19. Em finais de Junho 2007 no total haviam sido beneficiados 63. podem ser afectados já que a sociedade lhes demanda voltar aos seus tradicionais papéis de cuidarem dos familiares afectados pelo HIV/SIDA. pela epidemia do SIDA que está associada a uma frequência cada vez mais elevada de Tuberculose. pelo aumento da notificação por parte dos Distritos e por outro.195 pessoas. O Ministério da Saúde possui também um Plano Estratégico de HIV/SIDA para o Sector da Saúde (PEN-Saúde) 2004-8. Neste contexto está em curso a implementação de uma abordagem integrada(TB/HIV-SIDA) que permite uma maior eficácia ao tratamento e um aumento da taxa da cura da doença. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 género. A tuberculose é uma das principais doenças endémicas em Moçambique.000 habitantes em 2004). portanto. foi já ultrapassada a meta definida para o período (130). contribuindo para minimizar as assimetrias regionais no acesso ao tratamento antiretroviral. Várias acções tendentes a reverter a situação estão em curso em todo o País e referem- se ao reforço da abordagem sindrómica das Infecções de Transmissão Sexual (ITS). que tem como seu objectivo global: “Oferecer uma combinação apropriada de serviços preventivos e curativos com vista a reduzir a transmissão via sexual de mãe para o filho.100 em 2006. Actividades de luta 29 . Assim.025 casos por cada 100. 47. controle e tratamento. A rede das unidades sanitárias oferecendo tratamento antiretroviral cresceu de 38 em 2005 para 150 em 2006. Dos 44 100 pessoas em TARV 58% eram mulheres e 3 443 (8%) crianças. constituindo a luta contra esta doença uma prioridade do MISAU. 48. significando 42% da meta para 2009. aumentar o acesso ao Aconselhamento e Testagem em Saúde( ATS). 46. O aumento da incidência anual de casos da tuberculose (incidência de 1. aumentar o acesso dos Jovens e adolescentes aos serviços preventivos. Muitos dos esforços serão direccionados à prevenção e mitigação do impacto do HIV/SIDA a nível doméstico (casa) e nacional. No concernente as US´s com capacidade para oferecer TARV.095 atendidos em 2005 para 44. correspondendo a 115%. 45.

a hipertensão arterial. no ano 2009. contribuem igualmente para a incapacidade para o resto da vida. intoxicações.7 2.4 2.1 2. redução da prevalência da lepra até um nível que já não constitua um problema de saúde pública. Nias Zambé País Ano Delgado Manica la sa zia 2003 7.6 51.0 2.7 2004 4. Tabela . acidentes de viação.000 habitantes. Apesar da redução conseguida. subscreveu a resolução de eliminar a lepra como problema de saúde pública. Para a incapacidade com diminuição da capacidade produtiva contribui também a lepra.9 3. mais de 50% na prevalência da lepra em 1999. 49.000 Hab.000 habitantes.3 2.3 5.5 3. quedas acidentais.4 2. O termo “eliminar” refere-se à definição dada pela OMS e significa no caso vertente. acidentes de trabalho). sendo o 2º país mais endémico em África (após a Nigéria) e o 7º no mundo. meningite e doenças profissionais) e o atraso mental gerado por prematuridade asfixia neo-natal. envenenamento. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 contra a tuberculose vão ser implementadas em conformidade com o Plano Estratégico da Tuberculose (2008-2012). 52. resultado promissor no que concerne ao cumprimento da meta de reduzir a prevalência da Lepra para <1caso por 10. queimaduras.000 habitantes em todos os níveis nacional. são apresentadas as tendências da prevalência no período 2003 a 2006 nas províncias mais endémicas do país.1 5.7 0. a cegueira (causada pelo tracoma. Na tabela 4.6/10.4 4. com diminuição considerável da capacidade produtiva.5 2005 6. 50.4 3. Moçambique permanece entre os países mais afectados pela doença. hospitalizações muitas vezes com necessidade de cuidados intensivos prolongados e morte. glaucoma. De referir que estão sendo dados passos positivos rumo a eliminação desta doença nos últimos anos.7 1.7 1. 3: Prevalência de Lepra/10. Em termos de 30 . período 2003 a 2006 Nampu C.6 por 10. a surdez (provocada por otites médias de repetição.5 3. carência de iodo. atingir uma taxa de prevalência inferior a 1 caso por 10. A taxa de prevalência actual de Lepra em Moçambique é de 1. com a actual taxa de prevalência de 1. os acidentes vasculares cerebrais e a insuficiência respiratória crónica.1 1. a epilepsia.9 5.000. Os traumas (agressões interpessoais. provincial e distrital. para além de causarem grande sofrimento. minas. cataratas e avitaminose A). 53.2 2. isto é. O governo moçambicano. Deverão ser evidados esforços sobretudo nas províncias de Nampula e Cabo Delgado para que num futuro não muito distante Moçambique se encontre livre da Lepra.5 2006 3.4 2. malária cerebral e meningite.

Para eliminar o sarampo o programa deverá garantir de forma homogénea que 95% da população menor de 5 anos de idade esteja imunizada. da bexiga. O calendário de vacinação inclui actualmente a vacina BCG administrada logo ao nascer. da próstata e do pulmão. O país precisa de alcançar altos níveis de cobertura vacinal para manter as doenças imuno preveníveis sob controle. aos cancros do fígado. A componente hepatite B foi introduzido em 2001. Para poliomielite o valor mínimo da cobertura a ser atingida é de 90%. O programa Alargado de vacinação em Moçambique iniciou-se em 1979 com o objectivo de reduzir a morbi -mortalidade das doenças previniveis por vacinação. 56. Cobertura vacinal seguindo vacina e ano. a vacina contra poliomielite e a vacina tetravalente (DPT + Hepatite B) aplicadas aos 2. As taxas de cobertura vacinal para as vacinas componentes do Programa Alargado de Vacinação podem ser visualizadas no gráfico abaixo. 55. 54. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 morbilidade e mortalidade. Gráfico: 5. 3 e 4 meses de idade e a vacina contra o sarampo aplicada aos 9 meses. além disso se aplica a vacina antitetânica para mulheres em idade fértil e em especial para mulheres grávidas. Moçambique. 1981-2005 10 0 9 0 8 0 7 0 6 0 % 5 0 4 0 3 0 2 0 1 0 0 198 198 198 198 198 198 198 198 198 199 199 199 199 199 199 199 199 199 199 200 200 200 200 200 200 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 AN O BC DP VA G S Fonte: Ministério da Saúde 31 . estes sucessos são confirmados pelo IDS 2003. A cobertura vacinal mostrou considerável avanço no período analisado. onde as coberturas das crianças completamente vacinadas passou de 47% em 1997 para 63% em 2003. os nossos homens também pagam um pesado tributo à cirrose hepática.

641. 1989.436 96 96.632.852 100 94.5 TETE 714.274 537. Casos e letalidade por sarampo segundo ano.200 674. 30.Moçambique .724.671.50 0 0.00 5. 4: Taxa de Cobertura da Vacinação Contra o Sarampo: Campanha Nacional de Vacinação .3 MAPUTO PROVÍNCIA 403. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 57. Nota-se um aumento do numero de casos em 1980.474 1.50 2.182 495. Tabela.8 32 .000 2.00 4.1 CABO DELGADO 679.000 1.422 424.1 ZAMBEZIA 1.116 90 91.700 94 96.º de crianças Taxa de cobertura INQUÉRITO anos) vacinadas (%) NIASSA 470.000 0.559 92 95.847 99 90.4 MANICA 607.00 3.000 menores de 15 anos de idade dos quais 86% foram descartados com duas amostras de fezes colectadas de forma adequada.329 627.5 GAZA 548. Gráfico: 6.00 10. 1998 e 2003.540 91 97. O sarampo ocorre de maneira continua no país. teve sua transmissão interrompida em Moçambique em 1993.888 90 97.228 404.645 103 93.00 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 ANO Casos Letalidade 58.269 99 94.000 5.7 INHAMBANE 588.937 689.00 CASOS 15. A poliomielite. 1985. Os últimos dados disponíveis a nível internacional mostram que foram notificados 114 casos de paralisia flácida em 2005 com uma taxa de 1.50 20. objecto de um programa mundial de erradicação.433 600.000 3.000 4. A letalidade varia bastante e depende do estado nutricional da criança.3 por 100.50 25.3 NAMPULA 1.50 1.090 1.3 SOFALA 715.2005 Província Grupo alvo (0-14 N.

O inquérito de cobertura vacinal mostrou uma cobertura próxima (95%) confirmando assim o êxito da campanha.189. 61.881 377. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 MAPUTO CIDADE 436. avaliar a possibilidade de realização anual de dois dias nacionais de vacinação antipoliomielite para o período 2007-2010. especialmente ao nível local. estabelecer 100% como meta de cobertura de vacinação para cada uma das vacinas. assegurar uma manutenção e reparação das instalações físicas onde funciona o programa em todos os níveis. Gráfico: 7. Volta da campanha de vacinação anti-tetânica em 15 distritos de alto risco tendo-se alcançado uma cobertura de 94.2%. Há necessidade de se melhorar a gestão do programa como seja: Promover a mobilização de recursos financeiros.4 Fonte:OMS. humanos e materiais para atender as actividades planificadas pelo programa. Contudo ainda observamos em 2005 cerca de 26 casos. Uma outra doença objecto de eliminação é o tétano neonatal. Ministério da Saúde Moçambique 60. foi realizada em 2005 com sucesso em distritos selecionados. 2005-2006 1000 900 800 CASOS 700 600 500 400 300 200 100 0 1 3 5 7 9 11 13 15 17 19 21 23 25 27 29 31 33 35 37 39 41 43 45 47 49 51 SEMANA 2005 2006 Fonte . a campanha de vacinação em massa contra o sarampo em crianças dos 6 meses aos 14 anos de idade onde se aplicaram mais de 8 milhões de doses de sarampo em todo o país representando uma cobertura de 97%. De referir que em 2006 foi realizada a 1ª.450 8. para os menores de um ano.476. No âmbito do Programa de Controle Acelerado de Sarampo. É fundamental melhorar o sistema de recolha e tratamento da informação sobre as vacinações (recomendações da data quality audits realizadas pelo programa GAVI) para que se tenha um cenário real do desempenho do programa no país. estudar a possibilidade de substituir a vacina anti tetânica (VAT) por Defteria e tétano apartir de 2007.526 86 98. Moçambique. Considerando o período em estudo nota-se uma redução acentuada.2006 59. prover as US e as DDS de mapas e 33 .378 97 95. Casos de sarampo segundo semana epidemiológica e ano.3 TOTAL 8.

contrariou a previsão do plano. Igualmente. o nosso país possui ainda uma das mais elevadas taxas de mortalidade do mundo.31% em 2005 e 48. apresentado a cobertura mais alta (86.74% em 2004. As Quebras Vacinais por seu lado. pois aumentou de 182 em 2005 para 190 (óbitos maternos/100000 NV) em 2006. teve um crescimento acentuado de 28% em 1995 para 44% em 1997 e 48% em 2003. que a manter-se irá provocar uma diminuição na Cobertura). 48. As Províncias de Inhambane. tendo passado de uma estimativa de 1. Embora se tenham registado alguns progressos na redução da taxa de mortalidade materna .42% em 2006 (com uma tendência de diminuição na percentagem do crescimento anual desta cobertura nos últimos 3 anos. tanto em 1997 como em 2003.87% em 2002. em 2006 a Taxa de Ocupação de Camas de Maternidade foi somente 37%. e a menos de metade dos Países de África e África Sub-sahariana. mostram uma tendência de melhoria. O aumento tem sido justificado pela maior credibilidade nas unidades sanitárias que melhoraram o atendimento das 34 .9% e urbana 81. Mortalidade materna/ 100. 62. 45. tendo a Cidade de Maputo. e as Províncias da Zambézia e Cabo-Delgado as coberturas mais baixas respectivamente em 1997 (25.3%). indicando que o sistema nacional de saúde tem potencialidades de absorver uma maior demanda de partos institucionais. 46. a CPI foi de 42. A Cobertura de Partos Institucionais (CPI).5%) e 2003 (29. No entanto. sem diferenças entre as áreas rurais e urbanas de 1997 (área rural 33. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 população actualizados.5% e 89.000 Nados Vivos MOÇAMBIQUE MUNDO 400 Países desenvolvidos 20 408 Países subdesenvolvidos 440 ÁFRICA 830 África do Norte 130 África Subsahariana 920 Fonte: IDS 2003 68.4% respectivamente). Cabo Delgado e Sofala similarmente a 2005. No entanto o nosso país encontra-se ligeiramente abaixo das taxas de mortalidade dos Países subdesenvolvidos.600 Mortes Maternas por 100. 69.05% em 2003.5%) (Gráfico3).000NV em 1990 para 690 em 1994-95 (IDS 1997) para 408 em 2001- 02 (IDS. de 16% em 2000 para 13% em 2004. 2003). continuam a registar as mais altas taxas de mortalidade materna. a taxa de mortalidade materna intra-hospitalar. Segundo dados de rotina do MISAU. 63.7% e urbana 81. encontrando-se dentro dos limites recomendados pela OMS (abaixo de 20%). garantir que todas as vacinas sejam aplicadas em qualquer sessão de vacinação .4%) para 2003 (área rural 33.

2006) só será integralmente cumprido se todo e qualquer individuo tiver condições de escolher. Respeitante a abordagem dos COEmB . PTV do HIV. Planificação Familiar. tendo sido atingido 31. esta taxa se mantenha ou ainda venha a subir. especialmente nas áreas rurais. assim como o número de US capazes de oferecer e integrar nos serviços de SSR. O desafio nos próximos cinco anos é aumentar os cuidados obstétricos de emergência básicos (COEmB) e completos (COEmC). sejam de boa qualidade e respondam às necessidades de cada indivíduo. são hospitalizadas e morrem pelas causas já atrás apontadas para os adultos em geral e ainda por causas ligadas à sexualidade. assegurando assim que os serviços que são prestados. Prevê-se a construção de casas de espera para as mulheres grávidas em 90% das US localizadas nas sedes distritais. para em seguida baixar drasticamente e continuar diminuindo.2% em 2006. Produtos e Consumíveis Essenciais para a SSR. o correspondente a 88% da meta. Isto exigirá um investimento não apenas em infra-estruturas e equipamento mas também numa maior disponibilidade e organização equitativa de pessoal qualificado nas zonas rurais. contraceptivos. e principalmente nos casos de risco acrescido de complicações obstétricas. tanto preventivos como curativos. 69. Adicionalmente. para o qual o sector deverá desenvolver estratégias e fluxogramas de atendimento que permitam tornar esta integração possível nos serviços existentes de saúde sexual e reprodutiva.0 US/ 500. produtos e consumíveis essenciais para a sua saúde sexual e reprodutiva.3 US/ 500.000 Habitantes. materiais e equipamentos médicos e cirúrgicos. tratamento das infecções oportunistas. à 35 . assim como o reforço e fortalecimento do Sistema de Referência. o número de US que oferecem cuidados obstétricos de emergência básicos e completos.000 Habitantes . As nossas mulheres sofrem. 71. 70. esperando-se que com mais unidades sanitárias acreditadas em Cuidados Obstétricos de emergência. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 complicações obstétricas. Por outro lado. propósito central do Plano de Acção de Maputo para a SSR em África (Conferência da UA sobre SSR. no lugar e na hora certa. 72. serviços de prevenção e tratamento de ITS/HIV/SIDA. está planificado para 2009. um plano para a expansão de casas de espera para as mães será desenvolvido e implementado. bem como a promoção de envolvimento comunitário. para garantir que as mulheres grávidas sejam devidamente monitorizadas nas últimas fases da sua gravidez. Neste contexto. obter e usar. atingir a meta de 3. Esta integração constitui um grande desafio. assim como serviços de saúde sexual e reprodutiva sensíveis ás necessidades dos adolescentes e jovens. o acesso universal à SSR e Prevenção e tratamento do HIV/SIDA. melhorando o sistema de notificação. reagentes e outros consumíveis. incluindo o tratamento intermitente presuntivo da malária será aumentado. bens. tendo em 2006 sido atingido 2. será outro desafio como forma de garantir a disponibilidade continua de medicamentos. que vise o fortalecimento do actual Sistema. Deverão ser priorizadas as actividades de intervenção comunitária com vista a atingir as mulheres que não têm acesso aos cuidados de saúde. A definição e implementação de uma Estratégia para a Segurança em Bens.

que providenciará elementos importantes para uma melhor planificação. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 reprodução e à gravidez (hemorragias. distribuir e divulgar a Política Nacional de SSR.96 36 .87 em 2005 para 0. Neste contexto. Este índice está ainda aquém dos valores aceitáveis. aborto. As províncias de Maputo Cidade. etc. Face ao cenário traçado acima. Gaza e Sofala registaram os melhores indicadores cama/1000 hab. 75. Casas de Espera para as mulheres grávidas. urge a necessidade de aprovar. Acesso e qualidade de prestação dos serviços de saúde 74. infra-estruturas pobres. No entanto a distribuição geográfica desigual das unidades de saúde. falta de um sistema de referência adequado. de 0. (acima de 1). Tabela.. assistência técnica insuficiente e uma mão de obra cujas técnicas e competências não foram adaptadas às necessidades variáveis dum sistema de saúde abrangente. Segurança de Bens e Produtos para a SSR.5 Maputo 0. Os serviços de saúde disponíveis e acessíveis continuam ainda insuficientes para fazer face as necessidades da população. No entanto.89 em 2006 (tab. Os indicadores de disponibilidade de recursos por província (Camas/1000hab ) apresentam pouca alteração no número de camas por 1000 hab. estão a afectar o acesso universal aos cuidados de saúde. monitoria e avaliação dos Serviços de SSR. falta de recursos humanos capacitados a diferentes níveis. 73. gestão. infecções. 6: Indicadores de Disponibilidade de Recursos por província (Jan-Nov 2005/2006) Camas/1. pois apenas 50% tem acesso a um nível aceitável de cuidados de saúde e somente 36% da população têm acesso a cuidados de saúde num raio de 30 minutos das suas casas.). desenvolver a Estratégia Geral de SSR e finalizar a revisão/aprovação dos planos estratégicos das várias sub-componentes (Cuidados Obstétricos de Emergência Básicos (COEmBs) e Cuidados Obstétricos de Emergência Completos ( COEmCs) .99 2. 76. por cancro da mama e do colo do útero.). é de referir que cerca de 30% da população não tem possibilidade de aceder a qualquer tipo de serviços de saúde.99 0. eclâmpsia.000 Habitantes 2005 2006 Maputo C 1. Garantir o acesso a cuidados básicos de saúde através da promoção das capacidades da comunidade para a identificação. vai ser realizada uma Avaliação profunda de Necessidades em Saúde Materna e Neo-Natal. gravidez precoce.Tratamento Intermitente Preventivo da malária na gravidez (TIP). análise e tomada de decisões para a resolução dos problemas de saúde bem como através da expansão da rede sanitária é uma das principais prioridades do sector.

A qualidade dos cuidados curativos tem sido questionada nos diferentes quadrantes da sociedade e recentemente os meios de comunicação social tem insistido neste aspecto. 37 . a definição do quadro tipo de pessoal para cada nível de US . e consequentemente melhorar a qualidade assistencial. A prioridade nos períodos subsequentes deverá centrar-se na implementação dos mesmos em todas as US´s. apesar de ligeira melhoria.43 Nampula 0.75 Niassa 0. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 Gaza 1.63 0.95 0. A desigualdade no acesso a cuidados de saúde entre as regiões do país e entre o campo e a cidade estão bem documentadas.79 Zambézia 0. Este facto é indicativo. Foram ainda elaboradas normas de funcionamento dos principais serviços. centrais e periféricas.19 Manica 0. 79. da persistência de grandes desigualdades territoriais. em todos os HCs. Neste âmbito. prestados com eficiência e equidade com prioridade para as camadas mais desfavorecidas da população é uma das grandes prioridades do Programa Quinquenal do Governo.74 0. para avaliar cada processo. a qualidade dos cuidados de saúde prestados ainda não atingu o nível desejado. tirar recomendações e actuar • A Colocação de especialistas nas áreas prioritárias.2 1. A região norte seguida do centro apresenta os mais baixos indicadores de disponibilidade de recursos. Estas disparidades tem origem em factores sócio-económicos. a utilização e a qualidade dos serviços em simultâneo com a extensão na rede de cobertura. culturais e históricos das diferentes regiões do país 78.23 1.62 0.02 1. Com vista ao desenvolvimento e expansão dos cuidados especializados básicos de saúde na rede sanitária periférica.43 0.75 Tete 0. algumas áreas foram reforçadas nomeadamente: • A provisão de serviços básicos (água e energia).83 0. para promover a equidade entre as áreas urbanas e rurais.03 Sofala 1. foram realizadas várias acções que incluem: a elaboração do primeiro rascunho da Carga-Tipo de equipamento. • A melhoria da alimentação dos doentes internados e reduzidas as listas de espera dos serviços de urgência e de consultas • A instituição de reuniões clínicas e de análise de óbitos sistemáticas. 80. pelo que deverão ser desenvolvidos esforços adicionais para consolidar a prestação. as quais estão sendo implementadas em todos os HCs e HPs.61 Cabo Delg 0. Apesar da evolução positiva no crescimento do volume de actividades e de serviços prestados que é reportada nos relatórios de balanço do sector.66 77. HPs E HGs. O aumento da disponibilidade dos serviços curativos de saúde com qualidade.21 Inhambane 1. em todas as províncias.

De referir que esta prática não só facilita a denúncia de roubos. O Plano Operacional do MISAU continha no entanto. contribuiu para a participação dos próprios trabalhadores na melhoria do funcionamento dos hospitais com a atribuição de tarefas e responsabilidades especificas. Provinciais e Gerais. O que por um lado. pela necessidade de se ter um plano mais abrangente onde fossem visualizados todos os financiamentos . 81. O MISAU desenvolveu o seu primeiro Plano Estratégico do Sector para o período 2001- 2005(10). 38 . Para o efeito. reciclagem e supervisão. 82. Fortalecimento dos sistemas de apoio Sistemas de planificação e orçamentação 83. venda ilegal de medicamentos. o que aumenta a participação dos utentes no funcionamento do Hospital. A introdução de medidas e normas de controlo de qualidade. No âmbito da sua operacionalização. constitui uma das grandes acções deste plano. e por outro . tendo sido comprado e distribuído material médico-cirúrgico para as áreas prioritárias. o que era importante pois as actividades inscritas no nível central tinham implicações para todo o sector. De referir que neste plano constava a informação de actividades de todos os programas. em 2006 iniciou o seu pleno funcionamento em todas as Unidades Sanitárias com maior expressão nos hospitais Centrais. foram revitalizados os conselhos de base. Nos programas clínicos. mau atendimento. o Programa quinquenal do Governo (2000-2004) e o PARPA I. as intervenções que se propunham realizar e as necessidades de recursos estimados. quer do orçamento do estado assim como a informação disponível sobre os fundos dos parceiros de desenvolvimento e as alocações para os fundos comuns1. informação somente de nível Central. cobranças ilícitas. foi instituído a nível central em 2004 o Plano Operacional Anual. o que marcou uma importante etapa na busca de consensos sobre as abordagens a adoptar para a solução dos grandes problemas de saúde que afectam a população Moçambicana. De referir que este processo foi fundamental para orientar as intervenções de saúde quer pelo Misau como pelos parceiros do sector. através de reuniões periódicas (trimestrais) com a comunidade da área de saúde da US. Há sim a necessidade de se revitalizarem os conselhos de base em todas as USs como forma de melhorar a comunicação entre os serviços de saúde e a comunidade a todos os níveis. longo tempo de espera entre outras. foram realizadas actividades de formação. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 embora ainda em número insuficiente. em 2005 e. permitiu a melhoria da relação entre os serviços e os utentes . mas também permite obter informação sobre o bom desempenho dos serviços. que teve como documentos de referência . para além do Plano Económico e Social que é o plano anual do Governo. promovendo a criação de núcleos de qualidade em todas as unidades sanitárias bem como medidas promotoras da mudança de atitude do pessoal na sua interacção com os utentes. É necessário ter em conta que este nível detém os fundos para aquisição 1 Mecanismos de canalização de fundos instituídos para garantir a canalização de recursos para áreas específicas como: medicamentos (Fundo Comum de medicamentos) e apoio a gastos correntes das províncias numa 1ª fase (Fundo Comum Provincial) e depois incluiu-se também no Fundo Comum Provincial os pequenos investimentos.

86. registam-se problemas de comunicação e articulação entre os níveis central e provincial/distrital que dificultam o cumprimento integral do ciclo de planificação. etc . operando-se à base de necessidades que vão surgindo. o que as vezes não reflecte devidamente a realidade da província. Porém. 85. 87. 39 . pois no estágio actual há uma certa dificuldade em saber se as actividades e os recursos visam responder aos objectivos estratégicos do sector ou se respondem à necessidades locais definidas pontualmente. por conseguinte uma duplicação do processo de planificação e prestação de contas. Este processo deve se concretizar com a implantação duma cultura de responsabilização e de respeito de prazos do ciclo de planificação. O MISAU vem desenvolvendo esforços nos últimos anos com vista a harmonização dos instrumentos de planificação aos vários níveis. tendo em conta o ciclo de planificação do Governo. assim desde 2007 que opera apenas um único instrumento de planificação: o PES e respectiva matriz. a prestação de contas precisa ainda de ser consolidada de forma a satisfazer as expectativas dos vários grupos de interesse. cuja implementação e utilização é feita ao nível provincial e distrital. O processo de planificação ao nível do sector é deficiente. foram feitos avanços com vista a harmonização do PES e POA a nível central. 84. os planos sejam pouco conhecidos pelo pessoal da saúde e se o são nem sempre são seguidos. Além disso. em parte. o PES/POA continua a ser um plano de nível Central. Há também necessidade de capacitar os recursos humanos de nível provincial e local em matéria de planificação. as actividades são definidas com base no financiamento disponível e as metas para os programas são muitas vezes estabelecidas pelo nível central e sem a devida coordenação com as provincias. com a divulgação a outros níveis das estratégias definidas pelo nível central e pela exploração de mecanismos que permitam ao nível central concentrar-se sobretudo na definição de estratégias e descentralizar a planificação e a implementação para os níveis provincial e distrital. equipamento. providenciar mais assistência técnica às províncias para aprimorar a qualidade dos seus planos. está em curso o desenho de um instrumento de planificação harmonizado para o nível provincial. Neste contexto. MPD e parceiros de cooperação. sobretudo MISAU. harmonizar o calendário e competências entre os diferentes níveis no processo de planificação. Assim à semelhança do nível central. 88. Adicionalmente. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 de medicamentos. que sâo operacionalizados por dois planos: o Plano Económico e Social e o Plano Integrado. culminando-se com planos muito ambiciosos e de difícil implementação. o que leva a que na prática. Por outro lado. No nível provincial existem os planos estratégicos provinciais. que permitirá uma integração dos actuais instrumentos de planificação ( Plano Integrado e PES Provincial) . devido a ainda fraca coordenação entre os níveis Central e Provincial nos processos de planificação. pois de uma forma geral confronta-se com o problema de definição de prioridades. aliado ao facto de a nível provincial persistirem ainda dois planos e. o nível provincial elabora anualmente dois planos. Neste contexto.

gestão e administração sanitária. A credibilidade da informação recolhida tem sido questionada de forma repetida nas diversas ACAs e em muitos documentos. pois permite reprogramar as acções tendo em conta os novos desafios no contexto das reformas em curso. Sistema de informação 92. se não se priorizarem simultaneamente intervenções paralelas na área de telecomunicações e de transporte sanitário. desenvolvimento da capacidade dos recursos humanos. O compromisso do governo e do MISAU em particular. Para poder fazer avaliações deste tipo é preciso dispor de informação fiável sobre os indicadores selecionados. No entanto. que integre a manutenção de edifícios. onde o distrito é considerado o pólo de desenvolvimento. de expandir os CSP por todo o país ditou que um grande esforço de formação de profissionais de saúde fosse desenvolvido no sector. Assim para o sector. O distrito é a base de planificação e implementação dos programas de saúde. esta extensão de cobertura deverá ser bem selectiva. através de uma maior capacitação dos recursos humanos a diferentes níveis para que o sector possa no futuro elaborar um plano harmonizado que reflicta as expectativas da população moçambicana em relação a saúde.constitui um momento de reflexão sobre as principais intervenções estratégicas na área de saúde. A elaboração do actual PESS (2007-2012). a maioria do pessoal afecto nos distritos são profissionais da área específica de saúde que para além das suas atribuições técnicas específicas assumem tarefas de planificação. Em 2003 e também em 2004 houve uma melhoria na qualidade da informação disponibilizada à equipe de avaliação. 90. desenvolvimento de instalações. Há assim uma necessidade urgente de desenvolvimento de um plano integrado de desenvolvimento de infra-estruturas abrangente à longo prazo. o que se reflecte no impacto dos resultados destas avaliações que perdem fiabilidade como instrumento de seguimento. direccionada aos distritos menos favorecidos e vinculada a um sistema adequado de referência para serviços de maior complexidade. sem os quais o impacto do nível primário em termos de resultados continuará sendo bastante reduzido. O processo de descentralização está caminhando a passos largos no país. Com efeito. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 89. e como tal constitui a génese do processo de planificação. 40 . após a vigência do primeiro PESS. a materialização deste processo até ao nível mais periférico constituirá uma oportunidade para melhorar os processos de planificação. uma lista actualizada e completa de medicamentos essenciais fornecidos e equipamento para o diagnóstico e tratamento dos doentes. É muito improvável que um aumento na rede de cobertura primária resulte numa prestação maior de serviços. Espera-se que este PESS seja um instrumento fundamental de orientação e coordenação das actividades e enquadra-se na perspectiva de melhoria dos processos de planificação em curso no sector. Actualmente. 91. há uma ausência de um plano coeso que reuna juntamente as partes da componente dos serviços. desenvolvimento de recursos humanos e equipamento e que reflicta uma expansão de serviços baseados na equidade e em consonância com desenvolvimento rural. desenvolvimento de infra-estruturas laboratoriais.

o que significa que o Governo de Moçambique deve aumentar a despesa em saúde para alcançar a meta de Abuja de afectar pelo menos 15% das despesas do governo ao sector saúde. Importa também criar incentivo ex: supervisões e retro-informação para que o pessoal se sinta incentivado a reportar adequadamente. e depois são introduzidos no sistema onde são compilados em relatórios a nível distrital e depois a nível provincial. o que obriga o pessoal a duplicar esforços para poder realizar esta actividade.6%. Os dados para a monitoria e avaliação dos programas são colectados nas unidades sanitárias. Ainda em 2006. contribuir para melhorar a produção regular de relatórios e a análise de dados de forma rotineira. Nos últimos anos o Governo de Moçambique tem vindo a aumentar o orçamento geral do sector através da componente interna e externa porém. 41% para os fundos verticais e 28% para os fundos comuns. neste contexto. em relação ao financiamento total incluindo fundos externos 12. 94.2%. estes indicadores se incorporam ao Balanço do PES Provincial e ao Balanço do Plano Económico e Social (PES) a nível central. 96. para além da necessidade de proporcionar a área mais recursos ou outro tipo de incentivos para a realização de actividades. Outra estratégia do Governo consiste em garantir cada vez maior transparência na gestão financeira. portanto. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 93. de acordo com o Plano Económico e Social do Sector da Saúde (PES-Sectorial) a distribuição do financiamento foi de aproximadamente. É importante também desenvolver a cultura do uso das informações contidas nas avaliações do sector no processo de planificação a todos os níveis e. Para continuar melhorando estes processos é necessário investir em recursos. e. Quando os dados são analisados a nível central observam-se divergências tanto em termos de formato como em conteúdo. Em 2006 a percentagem de recursos alocados à saúde em relação a despesa total do governo componente interna foi de 8. o sector continua sub financiado. A estratégia do Governo tem sido a de aumentar os recursos disponíveis ao nível do sector com vista a uma maior resposta às necessidades em saúde. A verticalização dos programas cria muitos instrumentos para a colecta de dados ao nível primário e gera dificuldades para o cruzamento de dados. 41 . é necessário trabalhar no sentido de unificar os instrumentos e uniformizar os processos de avaliação. com ênfase na formação de pessoal em avaliação e monitoria dos programas a nível periférico. Em seguida. 31% para o Orçamento do Estado (OE). Durante a vigência do presente Plano Estratégico do Sector Saúde esforços serão feitos para aumentar a despesa percapita na área de saúde para níveis próximos a 34 dólares americanos em seguimento da recomendação da Comissão de Macroeconomia em Saúde (OMS). Financiamento em saúde 95. centros de saúde e hospitais. Embora tenha se registado melhorias na qualidade da informação apresentada continua a sobrecarga nos sistemas de colecta de dados. o sector saúde conta para o seu funcionamento com o Orçamento do estado (OE) e com os fundos externos.

O mecanismo de apoio directo às províncias. em querer resolver os múltiplos e diversos problemas que constrangem o desenvolvimento do sector. a obtenção em tempo útil da informação proveniente das províncias (OE). A introdução do e-SISTAFE. Esforços vão ser feitos para que sejam desenvolvidos e implementados esquemas de seguros sociais de saúde para cobrir a população vulnerável. na segunda metade do ano. estudos sobre análises de custo de forma sistemáticas vão apoiar o processo de alocação de recursos no sector. A Reestruturação da DAF vai ser consubstanciada pela re-funcionalização dos DPAF nas DPS. como já referido. são os mecanismos usados pelos parceiros para financiar as despesas do sector. O reforço da capacidade do MISAU. o memorando de entendimento do PROSAÚDE é o instrumento que orienta o funcionamento do Fundo Comum PROSAÚDE. de referir que o MISAU está a realizar estudos com vista a avaliar o impacto bem como as implicações da implementação de uma política de gratuitidade dos serviços de saúde. para visualizar com evidência onde os recursos devem ser priorizados. Tais melhorias verificaram- se ainda mais ao nível das DPS’s. embora tal só tenha ocorrido. É necessário rever os critérios de alocação de recursos. cuja falta de liquidez era considerada crónica. A questão das cobranças das taxas de consulta versus acesso a cuidados de saúde. 101. ainda resta o desafio de fazer com que os fundos do PROSAUDE fluam na medida do possível através do tesouro. os projectos verticais e os fundos comuns. Dificuldades similares são encontradas em projectos de apoio directo. incluindo a reestruturação da Direcção de Administração e Finanças –DAF no contexto das reformas do sector saúde em curso. a partir do mês de Julho de 2006. Sistema de Gestão financeira 100. Enquanto há reconhecido esforço do governo para complementar o apoio dos doadores. A recolha da informação do OE melhorou substancialmente com a implementação do e- SISTAFE no sector o que facilita. sobretudo para área de planificação e administração financeira são pré requisitos essenciais para a melhoria da planificação e gestão no sector. aumento de recursos para a saúde vai ser abordada de forma sistemática e objectiva para se determinar a abordagem mais efectiva. a institucionalização das Contas Nacionais em Saúde. com grande enfoque para o nível provincial onde várias vezes não são obtidas informações claras sobre o financiamento envolvido 102. 98. As dificuldades para a obtenção de informações relativas à componente externa do investimento e outros projectos executados ao nível dos financiadores ou agências externas ao MISAU persistem. que de algum modo tem sido bem sucedida. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 97. uso racional de serviços de saúde. de forma a torná-lo mais operacional e com pessoal adequado para responder a um sistema de gestão moderno e transparente. no sector de saúde trouxe melhorias substanciais na obtenção e libertação de recursos financeiros. sobretudo. Serão realizados esforços para melhorar a gestão de fundos do sector sobretudo a instalação de sistemas de controle financeiro. O desafio consiste em conseguir o aumento 42 . O CFMP. Os diferentes mecanismos de financiamento reflectem a ambição. 99. O Compromisso de Kaya kwanga orienta a parceria no sector e.

centros de investigação e edificios institucionais para as Direcções Provinciais e Distritais em todos os níveis do sistema. A CMAM estima as necessidades anuais dos serviços de saúde a vários níveis (excepto para programas como a malária e TB) usando a informação obtida no processo de requisições do ano anterior. fraca cultura de manutenção dos edifícios. confusão sobre quem recai a responsabilidade pela supervisão dos trabalhos. provincial e dos hospitais centrais envolve o cálculo ajustado do consumo médio mensal e serve como base de cálculo . Nos investimentos do sector saúde para além das unidades sanitárias estão incluidas outras áreas críticas tais como: armazéns farmacêuticos e de outros equipamentos médicos. e fraca capacidade de orçamentação. 106. incapacidade tanto do Orçamento de Estado como do PROSAUDE e outros fundos externos de gerir projectos de construção multi-anuais. limitada capacidade técnica nas províncias em termos de implementação dos planos de investimento: custos e procedimentos de concursos irrealistas. A aquisição e distribuição de medicamentos e suplementos médico para o uso no SNS é planificada e administrada pelo MISAU através da CMAM. o nível de financiamento e implementação do Plano de Investimento do Sector Saúde continua muito baixo. O número de kits de medicamentos ( Tipo-A. pois o pessoal actualmente disponível carece de formação e actualização nesta área. Esta por sua vez prepara as estimativas de necessidade com base nos padrões de fornecimento e consumo. Há também a necessidade de se melhorar a qualidade dos planos. Apesar das unidades sanitárias se encontrarem em condições precárias (com nenhum ou limitado acesso ao fornecimento de água e electricidade. esta só vai ser possível alcançar através de uma política coerente de melhoria da capacidade técnica do pessoal do Ministério da Saúde em planificação a todos os níveis mas sobretudo a nível distrital que é a base da planificação. Existem muitas razões para o fraco cenário de investimento: limitada capacidade técnica ao nível central e nas províncias.Tipo-C) é também estimado com base nas estatísticas das consultas e nos níveis de prescrição do 43 . 105 Embora a meta seja expandir os serviços de saúde a toda a população. laboratórios. O processo de requisição aos níveis distrital. Investimentos 103. construções deficientes) e serem insuficientes para responder as necessidades da população. através da elaboração de um plano integrado da rede sanitária. insituições de formação. 104. decisões tomadas numa base ad-hoc em vez de seguirem uma análise sistemática de necessidades. É igualmente necessário assegurar a integração paulatina dos fundos verticais nos mecanismos instituídos para maximizar os recursos existentes e sobretudo para garantir que os fundos atribuídos ao sector financiam as prioridades definidas. equipamento e recursos que permitirá uma gestão mais eficiente a todos os níveis.Tipo-B. Serviços Farmacêuticos 107. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 dos actuais níveis de financiamento tanto na componente interna como externa do orçamento.

111. 108. portanto esta é uma área que ressente de sub financiamento crónico nos últimos anos. O FNM define o tipo de produtos que a CMAM pode adquirir e fornecer ao SNS. O MISAU irá também adoptar uma metodologia mais racional na avaliação das necessidades em medicamentos com base em informação epidemiológica e através da melhoria da comunicação com os níveis terciários e quaternários. 112. 110. 27 Fevereiro 1991). O financiamento de medicamentos é assegurado por fundos internos e por um considerável volume de fundos externos. O MISAU nos próximos anos propõe –se a aumentar o papel da CMAM no processo de procura e de exploração de outras opções de contratação de serviços. O Departamento Farmacêutico é apoiado por comité terapêutico na produção e revisão do Formulário Nacional de Medicamentos (FNM). etc. hospitais centrais. inspecção quer pública bem como do sector privado e o licenciamento das farmácias e pessoal são da responsabilidade do departamento farmacêutico do MISAU. A CMAM contrata os serviços da MEDIMOC para realizar grande parte das actividades administrativas como os concursos. 109. Os fundos para a aquisição de medicamentos cobrem cerca de 60- 70% das necessidades do sector. como uma instituição subordinada à Direcção Nacional de Assistência Médica. O kit de medicamentos assegura a disponibilidade de medicamentos essenciais para as unidades sanitárias de nível primário. 113. O MISAU irá realizar formação do pessoal no uso racional dos medicamentos bem como sobre a gestão da cadeia de distribuição. onde são permitidos reter 40% das receitas como um valor adicional ao orçamento para a compra de medicamentos enquanto que a outra parte 60% retorna à conta da Central de Medicamentos e Artigos Médicos (CMAM). RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 pessoal. Existe um grupo de medicamentos constituído por representantes do MISAU e parceiros signatários do Fundo Comum de Medicamentos e Artigos Médicos para assegurar o acompanhamento do processo de aprovisionamento nesta área crucial do Serviço Nacional de saúde e da qual depende em grande medida a credibilidade do SNS. e alguns hospitais distritais em Maputo. o principal objectivo é controlar a qualidade dos medicamentos em conformidade com as especificações estabelecidas internacionalmente. Está em curso o processo de mudança contractual entre o MISAU-CMAM e a Medimoc com vista a tornar a CMAM mais eficiente. As decisões relativas aos contratos são tomadas pela CMAM. A regulamentação dos medicamentos. monitoria dos contratos. O Laboratótio Nacional de Controle e Qualidade dos Medicamentos (LNCQM) foi criado em 1991 (Diploma Ministerial n°19/91. Existe um sistema de comparticipação ao nível dos Hospitais Provinciais e Centrais. A disponibilidade de guiões baseados em 44 . BR n° 9/1ªt serie. controle de qualidade. O FNM satisfaz as necessidades dos níveis primário e secundário de prestação de serviços. registo. enquanto que para os níveis terciário e quaternário os prescritores na maioria são mais diferenciados com especializações específicas. A MEDIMOC é contratada para operar ao nível central e avia as requisições para as províncias.

A epidemia de HIV/SIDA e a alta prevalência de doenças infecciosas . estão a agravar a situação. 45 . irá apoiar uma efectiva prescrição. Desenvolvimento dos recursos humanos 116. significando necessariamente pessoal mais qualificado. constituem prioridades para o período subsequente. não existem suficientes recursos humanos para dar a necessária formação. O reforço da perspectiva do Género em todos os programas de saúde. os currícula de formação nem sempre se ajustam com as necessidades de um sistema de saúde moderno. com base na comparação global feita pela OMS(2006). Durante o período de vigência do anterior plano estratégico. é possível ver claramente quão longe o país se encontra para atingir o desejado.000 habitantes . O estabelecimento da Autoridade Reguladora do Medicamento. 114. Uma das maiores limitações é a falta de recursos humanos na área farmacêutica sendo necessária uma acção urgente para inverter o actual cenário. Além disso. Outras acções que devem ser realizadas são a finalização da política do género ao nível do MISAU e a inclusão da abordagem do género no SIS. número limitado de médicos e pessoal especializado. Várias são as dificuldades existentes nesta área . passa-se a citar algumas : baixo número de provedores nas zonas rurais. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 evidências regularmente actualizados. tanto de gestão como de pessoal de saúde de primeira linha. é uma das áreas prioritárias do género no sector. baseada no princípio de igualdade de acesso na utilização dos serviços de saúde. pois tem uma densidade de 3 médicos e 21 enfermeiras por 100 000 habitantes. 117. O Misau tem como um dos maiores desafios a escassez de recursos humanos a todos os níveis.” Género 115. comparado com o padrão. de apoio ou do sistema de referência. abrangendo um total de 260 funcionários. “relativamente independente” subordinada ao MISAU vai ser contributo na função de regulador do MISAU. mas essencialmente a nível de quadros médios e superiores. O nosso país. A situação reflecte-se no terreno pelas baixas taxas de utilização de muitas unidades sanitárias (HSER 2002). A perspectiva do género e a elaboração da política do Género no MISAU. Existe também uma capacidade limitada de formação de novos quadros. falta de especialistas em saúde pública (planificação e Gestão). predominância de pessoal com qualificações profissionais inadequadas. pois deve-se expandir cuidados cada vez mais complexos para o nível primário. O cenário não é favorável a implementação das actividades de forma sustentável para que o sector alcance as metas definidas pelos programas prioritários. As actuais normas terapêuticas serão avaliadas e actualizadas e assim usadas para monitorar os comités terapêuticos. em particular na política de desenvolvimento de recursos humanos e formação para assegurar maior justiça e equidade social. foi classificado como um dos 57 países que enfrentam uma falta crítica de recursos humanos. foram realizadas acções de formação ao nível central e provincial. 1 médico por 5.

qualificações e alocação de pessoal necessário para responder às exigências do sistema de saúde. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 118. porém esta cifra oscilava entre as 1000 e 4000 UA entre distritos. oportunidades claras de formação e desenvolvimento para melhorar capacidades. 120. Instrumentos de formação inovadores não foram ainda explorados. O desenvolvimento de uma política compreensiva de recurso humanos terá de incorporar as opiniões e os esforços de um número de instituições. A rede secundária e terciária também não têm capacidade para absorver a crescente procura de serviços devido ao baixo número de pessoal de saúde. incluindo esquemas de incentivos para o pessoal. incluindo. e não poderá ser negligenciada. 46 . em média. A motivação do pessoal é parte integrante deste plano. analistas de necessidades de saúde e institutos de formação de saúde. Em 2001 os distritos prestaram uma média de 2209 UA por 1000 habitantes. técnicas de aprendizagem para adultos. Uma planificação e gestão pró-activo dos recursos humanos será a chave para a implementação com sucesso de muitos dos objectivos e estratégias do PESS . tais como aprendizagem por solução de problemas. 4 minutos. pelo menos as instituições Reguladoras de Profissionais de Saúde. levando inevitavelmente à redução da moral do pessoal e dificuldades cada vez maiores na colocação de pessoal em áreas desfavorecidas. A distribuição do pessoal no país não é equitativa. critérios explícitos de avaliação do desempenho. A estratégia de recursos humanos necessita de tomar em consideração as carreiras profissionais para todos os quadros de pessoal. A nível central o Departamento de Recursos Humanos exige a transformação de um departamento administrativo e de formação num que compreenda a função de recursos humanos. As reformas salariais e outros incentivos tem sido atrasados. A recente revisão dos Recursos Humanos identificou os pontos fortes. uso da internet e de bibliotecas computarizadas para pesquisa e laboratórios de ensino para a aplicação prática das lições aprendidas. contribui para o fraco desenvolvimento de recursos humanos no sector da saúde. Só 62% das unidades tinham um trabalhador com nível educacional superior ao elementar(Revisão Conjunta de Médio Prazo do PESS-2005) 121. A percentagem de população por trabalhador variava entre 400 e 40000. e as limitações na qualidade da formação disponível. A produtividade dos trabalhadores também variava entre 1200 e 8000 UA por ano. Não existe um sistema claro para colocação de pessoal de acordo com o fardo da doença e à carência geográfica dos diferentes quadros do pessoal de saúde. Está em curso o desenvolvimento de uma política compreensiva de recrutamento e de retenção. assim como planificadores estratégicos. 122. fraquezas e limitações do sistema e fez recomendações para a reforma. estando as regiões norte e central desfavorecidas. O tempo médio de espera dos doentes era de 45 minutos para serem atendidos numa consulta que durava. formação e desenvolvimento para tarefas especificas. a falta de planificação para que haja pessoal suficiente e devidamente treinado para responder às necessidades de saúde. assim como níveis de salários diferenciados e incentivos diferenciados para colocação em locais de trabalho menos atractivos. 119. em termos de: quantificação.

ano após ano. Muitas das orientações em matéria de descentralização contidas na Reforma do Sector Público já estão implementadas no sector Saúde. 127. Em 4 de Outubro de 1992 é assinado o Acordo de Paz que entra efectivamente em vigor . Apartir de 1994/95 os recursos disponíveis para a Saúde começam gradualmente a subir. embora esse orçamento não contemplasse os itens de aprovisionamento centralizado. O Programa de Reforma do Sector Público de Moçambique baseia-se na Estratégia Global para o RSP 2001-2001. 129. tanto pela componente interna como externa do OE. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 Reforma do Sector Publico 123. 131. Em todo o período de guerra de estabilização (1982 a 1993) assistiu-se a um regredir do processo de descentralização. Todo este sistema funcionou perfeitamente até que em meados dos anos 80 se começaram a sentir os efeitos destruidores da guerra de desestabilização. Retoma-se o princípio de enviar para os Distritos e para as 47 . A partir de 1994/95 as estruturas provinciais de Saúde reforçam-se e as estruturas distritais reinstalam-se gradualmente e voltam gradualmente a funcionar como antes da guerra de desestabilização. 125. O Governo de Moçambique vem implementando a Reforma do Sector Público cujo objectivo central é reestruturar o funcionamento dos sectores com vista a melhorar a oferta de serviços através da descentralização e simplificação de procedimentos. prioridades maiores da reforma. e uma melhor integração e sequência das reformas relacionadas. 126. o Distrito foi declarado a unidade base da Planificação. uma orientação reforçada para o impacto e resultados. A estratégia da reforma do Governo faz a ligação entre o reforço da capacidade institucional para oferecer serviços ao nível local com a reestruturação do nível central para alinhar as políticas com o processo de monitoria e avaliação. 130. o processo de Reforma do Sector Público comportava em si uma directiva de descentralização. A fase II da Reforma do Sector Publico foi iniciada em Novembro de 2006. Em 1978. A descentralização no sector saúde é um processo que iniciou no pós independência (Setembro de 1975) com a criação das Direcções Provinciais de Saúde e vem sofrendo alterações até aos dias de hoje. alinhamento das reformas aos ciclos de planificação dos sectores. tendo em conta toda a conjuntura social. económica e política do país. Dadas as especificidade do sector. As mudanças chave desta abordagem incluem a criação da Autoridade Nacional da Função Pública que se responsabiliza: pela direcção estratégica da reforma do sector publico e pela gestão dos recursos humanos. Este processo teve pouco impacto no sector Saúde pois este é sem dúvida um dos mais descentralizados do país. 124. As Direcções Provinciais e Distritais de Saúde passaram a ter o seu próprio orçamento e quadro de pessoal .e a fazerem a gestão do mesmo. com finalização prevista para 2011. implementação descentralizada das reformas. o aprovisionamento tanto de medicamentos como de equipamentos e outros materiais e consumíveis manteve-se centralizado o que permitiu assegurar o aprovisionamento e. uma melhor eficiência . Em 2001. 128. numa grande Conferência Nacional.

As reformas na área financeira têm em vista o melhoramento da alocação . No contexto do sector saúde. ficando os Órgãos Centrais. 48 . Em 1997/98 um grande passo em frente é dado em matéria de descentralização. A qualidade dos serviços de saúde em detrimento da quantidade é agora a principal prioridade na prestação de serviços. com 2 medidas fundamentais: • Descentralização total para as Províncias da gestão de todo o pessoal dos níveis médio. 134. Com vista a atingirem-se os objectivos da reforma será necessário atrair e reter pessoal qualificado. definiu como uma das prioridades a reestruturação do sector. para gerirem de forma autônoma sem qualquer interferência dos níveis superiores. sendo o melhoramento da gestão financeira e dos sistemas de controle acções prioritárias . como é o caso do desenvolvimento em curso de guiões de planificação. rever os papéis e responsabilidades de cada nível de prestação de serviços. com a responsabilidade de gestão dos recursos humanos em serviço nos próprios Órgãos Centrais e os técnicos de nível superior em todo o país.Este elemento da reforma. Espera-se que a a actual crise em termos de recursos humanos seja minimizada com a introdução de esquema salarial para a carreira específica de saúde e pelo o desenvolvimento de um esquema de incentivos salariais sustentáveis. • Criação de Orçamentos Provinciais de responsabilidade totalmente provincial. O Ministério da Saúde irá no contexto da análise funcional rever a política de descentralização. 136. a qual está actualmente em curso. visa responder a preocupação do sector em garantir que a gestão dos recursos atribuídos ao sector seja transparente. 132. unicamente. 135. pelo que o nível central não tem competência para decidir se em determinada Província a maior parte dos fundos é alocado à Saúde ou para outro sector. básico e elementar. têm sido a missão do MISAU e os objectivos definidos no PARPA. incluindo a sua distribuição por sectores. uso eficiente dos recursos públicos. A outra componente da Reforma do Sector Público é a “profissionalização” dos serviços públicos. Os elementos chaves desta revisão. monitoria e avaliação. O nível central irá assumir o papel de fazedor de políticas. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 Unidades Sanitárias mais periféricas todos os recém graduados da Faculdade de Medicina e dos Institutos de Ciências da Saúde. promovendo formação em trabalho através de instituições de formação locais e melhorando a gestão de recursos humanos a todos os níveis. regulador (definição de normas e padrões). O papel de liderança do MISAU vem sendo revisto e harmonizado com o processo de planificação e orçamentação aos níveis provincial e distrital. 133. Esta componente da descentralização foi em 2006 estendido aos Distritos que passaram a ter os Fundos de Desenvolvimento Distrital. os trabalhadores de saúde serão motivados a tornarem-se mais responsáveis em relação às expectativas e necessidades dos cidadãos e a aumentarem o seu profissionalismo. A análise funcional do MISAU .

outros documentos chave. e o Estado deve encorajar os cidadãos e instituições a participar na melhoria do nível de saúde da comunidade .. O que significa em primeiro lugar. O Plano prevê a expansão da rede sanitaria com equidade para junto das comunidades. O Plano Estratégico do Sector Saúde baseia-se numa abordagem específica de redução da pobreza. a prioridade continua sendo os Cuidados de Saúde Primários com especial atenção para a integração na prestação de serviços de programas prioritários tais como: malária.” 138. Além dos direitos consagrados pela Constituição. através do aumento do acesso e da resposta directa às necessidades crescentes da população... aumentando assim a qualidade dos serviços prestados.. O Artigo 89 estabelece que “todos os cidadãos tem direito a saúde. O objectivo central da componente saúde do PARPA II é a melhoria do estado d saúde da população. que a alocação de recursos deve ser feita com base em critérios de equidade.. Moçambique ratificou vários e importantes tratados relacionados com o direito à saúde ou dos direitos relativos à saúde. tuberculose. lepra HIV/SIDA. 49 . que permitem canalizar fundos directamente para as populações mais pobres e vulneráveis. O Serviço Nacional de Saúde vai ser reforçado através da colocação de pessoal adequado e apetrechamento das unidades sanitárias com equipamento necessário de acordo com a carga tipo. nos termos da lei. os cuidados médicos e sanitários para todos os cidadãos devem ser organizados através de um sistema nacional de saúde. começando por assegurar o abastecimento de água e energia com recurso a energia solar. como a cólera. Na área de prestação de serviços. o qual deve beneficiar todo o povo Moçambicano .. e devem ter a obrigação de promover e proteger a saúde publica”. disenteria e meningite. 141. O Artigo 16. tais como a Estratégia de Redução da Pobreza. O reforço do SNS passa também pela melhoria da gestão e organização dos serviços a todos o níveis. o Estado deve promover a expansão dos cuidados médicos e sanitários e igual acesso de todos os cidadãos ao gozo deste direito. 140. também se referem a Direitos humanos em saúde Plano Estratégico do Sector Saúde e o PARPA II 139. em particular dos pobres. assim como de doenças epidemicas em situações de emergência. As estratégias do Plano Estratégico do Sector Saúde são concomitantes com as do PARPA e visam garantir que as camadas mais desfavorecidas e grupos vulneráveis sejam abrangidas pelas intervenções preconizadas. à habitação e a ser livre de tortura. Para permitir uma prestação de serviços de qualidade aceitável. Outros direitos humanos relacionados com a saúde são também reconhecidos. também prevê que “. incluindo o direito ao trabalho. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 Direitos Humanos em saúde 137. reduzindo assim o número médio de habitantes por unidade sanitária.. para permitir a implementação completa e eficiente dos programas do sector. o Plano Estratégico do Sector Saúde vai focalizar a atenção na melhoria de infra estruturas básicas. do capitulo sobre a organização social.

A participação activa da comunidade na promoção e preservação da sua própria saúde é fundamental. será reforçada a componente de formação. o que leva a um desvio de aplicação dos fundos anteriormente previstos. • Ocorrência de emergências resultantes de calamidades. • Persistência de elevados índices de pobreza carecendo de uma focalização continua de intervenções para os mais carentes. estes riscos deverão ser monitorizados. • Falta de condições de trabalho adequadas para os funcionários levando a desmotivação. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 142. • O processo e descentralização continua a ser uma prioridade no contexto das reformas. • Persistência de elevados níveis de analfabetismo. • Falta de capacidade do MISAU em termos de planificação e orçamentação e gestão de recursos financeiros. O género também merecerá uma atenção particular. através da criação de um pacote de incentivos abrangente e sustentável. • Processos eleitorais como um potencial para a instabilidade política. Riscos: • Abrandamento do crescimento macro-económico e redução da alocação de fundos do governo ao sector. existem também pressupostos que favorecem a implementação do plano e permitem que sejam atingidos os resultados esperados. limitando as mudanças nos hábitos de vida das populações. no que diz respeito a área de recursos humanos. • Disponibilidade ininterrupta de recursos a vários níveis. O presente Plano Estratégico poderá ser influenciado por alguns eventos imprevisíveis impedindo que se alcance o preconizado. epidemias. • Continuado processo de reformas do sector e adequada resposta às mudanças no sistema de saúde. 50 . junto com a colocação e fixação de quadros em zonas mais desfavorecidas. • Interrupção do apoio das agências internacionais resultante de mudanças de suas políticas ou devido a instabilidade económica. como também quanto a intervenções específicas que são necessárias para eliminar as barreiras existentes e promover a equidade de género no acesso aos serviços. • Planos efectivos para resolver o problema da carência de recursos humanos no sector. para que sejam pontualmente minimizados para evitar quebras no processo de implementação. não apenas no que diz respeito à promoção dos direitos da mulher no sector saúde. • Contínua estabilidade política no país. Assim sendo. Riscos e Pressupostos 143. Pressupostos • Crescimento económico continuo e acelerado.

Muitos esforços serão direccionados para a prevenção e mitigação do impacto do HIV/SIDA nas famílias e ao nível nacional. A taxa de mortalidade materna apesar de continuar alta tem estado em declínio nos últimos cinco anos. Programas de aceleração do acesso ao aconselhamento e testagem voluntária . 7. ii. com um índex de acesso a cuidados obstétricos essenciais abaixo de 1. advocacia. O peso da doença em Moçambique é devida fundamentalmente à infecções e à doenças transmissíveis. visitas domiciliárias. O eixo principal de actuação do sector continua sendo os cuidados de saúde primários com ênfase na participação e mobilização comunitária através dos agentes comunitários de saúde. 51 . Face a análise de situação apresentada constata-se que o sector saúde enfrenta vários desafios entre os quais baixas taxas nos indicadores do estado de saúde. As actividades a serem desenvolvidas na comunidade vão continuar com foco na Saúde reprodutiva e na criança. na prevenção e controlo das doenças transmissíveis incluindo o HIV/SIDA . 6. O país continua vulnerável a frequentes desastres naturais e a surtos de doenças como: a malária. iii. mais esforços são necessários para o estabelecimento adequado de um sistema de resposta face a desastres e epidemias. O HIV/SIDA continua um fardo não apenas para o sector saúde mas para toda a camada social e compromete os esforços e perspectivas de redução da pobreza e de criação da riqueza nacional em todos os níveis.000 Hab. entre as quais destacam-se a malária. o HIV/SIDA e a tuberculose. Campanhas de mobilização comunitária. A malária é o maior contribuinte do peso da doença no país. Vitamina A.23 por 500. a fraca cobertura de serviços. 5. infecções respiratórias. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 Prioridades i. cólera e meningite. o desafio nos próximos cinco anos é aumentar o acesso a s cuidados obstétricos essenciais especialmente nas zonas rurais. e tratamento de doenças endémicas ao nível da família vai ser outra importante actividade a ser desenvolvida. Para além do sector preconizar desenvolver um plano de investimentos com ênfase na extensão da rede primária o sector propõe-se a expandir os serviços móveis para as comunidades mais remotas. A lepra continua sendo um importante problema de saúde pública. Os níveis de malnutrição crónica nas crianças menores de cinco anos continuam bastante elevados e são consubstanciado pelos altos níveis de deficiência em ferro. diarreias. Aspectos positivos no sector relacionam-se com o declínio da taxa de mortalidade infantil e as altas coberturas de vacinação atingidas para as quais é necessário manter a tendência positiva. A fraca cobertura do acesso a serviços providenciados pelo nível primário dificulta os esforços de melhorar situação de saúde em Moçambique. terapia anti-retroviral e prevenção da transmissão vertical vão se implementados. Enquanto esforços significativos tem sido feitos para a integração de doenças no sistema de vigilância epidemiológica. A proporção de partos institucionais continua a causa de preocupação.

associado a esporádicas roturas de stocks de medicamentos no nível periférico. os pacientes tendem a deslocarem-se sempre para os níveis de referência causando enchentes e ineficiência no uso de recursos neste níveis. o sector com vista a maximizar os limitados recursos a serem alocados. durante os próximos cincos anos considera como prioritárias as seguintes áreas: • Estado de Saúde da População • Cobertura de Cuidados de Saúde e sua Qualidade • Cuidados de Saúde às Crianças e às Mulheres em Idade Fértil • Cuidados de Saúde aos Jovens e Adolescentes • Cuidados de Saúde aos Idosos • Cuidados de Saúde dos Trabalhadores • Capacidade do Serviço Nacional de Saúde para Prestar Cuidados de saúde de Qualidade • Formas de Organização da Prestação dos Cuidados de Saúde • Política Farmacêutica • Investigação em Saúde • Desenvolvimento de Recursos Humanos para a Saúde • Cobertura por Serviços com Impacto na Promoção e Protecção de Saúde • Planificação. Gestão e Organização do Sector Saúde e seu Relacionamento com outros Sectores • Advocacia em Saúde • Cooperação Internacional para a Saúde • Financiamento do Sector Saúde 52 . A proporção de recursos alocados no sector saúde em relação ao total da despesa do governo continua abaixo da meta de Abuja. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 8. isto é pelo menos 15% das despesa do governo devem ser alocados ao sector saúde. 9. Enquanto alguns progressos foram desenvolvidos a questão do aumento de financiamento para o sector bem como da melhoria da gestão vão continuar na agenda do sector. Devido a escassos recursos humanos. Considerando os níveis prevalecentes do peso da doença no país e em conformidade com as Directivas do Governo que indicam claramente que a saúde é uma condição essencial para o desenvolvimento sustentável e que a luta contra a pobreza requer pessoas saudáveis. 10.

Nestes casos as metas indicadas são para serem cumpridas até 2012. Os objectivos são formulados para os próximos anos. Os Objectivos apresentam-se estruturados do seguinte modo: Relativos ao Estado de Saúde da População 1. muito trabalho. sem referência a um horizonte temporal determinado. deste modo cumprindo o Objectivo de Desenvolvimento do Milénio. Para cada objectivo geral são enunciadas as principais estratégias. não só no concernente a estas áreas específicas. os objectivos específicos que também foram. tanto quanto possível. 3. Os objectivos gerais são enunciados simultaneamente com o seu grau de prioridade. muito empenho. Em alguns casos fixaram-se também metas intermediárias com prazos mais curtos. mas para alguns deles fixaram-se objectivos quantificados. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 Objectivos Gerais 1. prevêem-se projecções da evolução desses objectivos para um horizonte temporal de 10 anos (até 2015). É nessa perspectiva que se fixam os objectivos adiante enumerados. 2. mas para alguns de entre estes. quantificados encontram-se na matriz anexa. Todo este processo exigirá muito esforço. Objectivo Geral: Redução da taxa de mortalidade infantil dos 124 por mil registados em 2003 para 90 por mil em 2010 e 67 por mil em 2015. Muito embora os objectivos e metas propostas sejam realistas e possíveis de atingir. mas igualmente no concernente a outros factores conexos da actividade do Ministério da Saúde. para que eles sejam alcançados o Ministério da Saúde deve fazer a necessária mobilização de recursos e de vontades para a concretização dessas metas fixadas. Estratégias: • Promover e reforçar os programas de aleitamento materno • Promover o uso do método de Kangorro • Expandir o acesso a cuidados essenciais ao recém nascido nas unidades sanitárias especialmente a ressuscitação dos recém nascidos • Implementar programas de cuidados neonatais e doenças da infância nas unidades sanitárias e na comunidade • Aumentar a provisão de serviços de prevenção da transmissão vertical e de serviços de tratamento antiretroviral pediátrico • Reforçar as “consultas de crianças de risco” 53 . Para se conseguirem melhorar os indicadores do Estado de Saúde da população e as condições da Prestação dos Cuidados de Saúde exigem-se medidas enérgicas. muita determinação e grande capacidade de persuasão.

000 registados em 2003 para 350 por 100. deste modo cumprindo o Objectivo de Desenvolvimento do Milénio. nas crianças de menos de 5 anos: Estratégias • Promover e estreitar os programas de aleitamento materno • Adoptar medidas adequadas para prevenir a malnutrição e para gerir as suas consequênciass • Implementar os programas de malnutrição e de suplementos nutricionais • Desenvolver uma estratégia nutricional para o sector 4. deste modo cumprindo o Objectivo de Desenvolvimento do Milénio: Estratégias: • Implementar o Programa de gestão Integrada das doenças da Infância • Aumentar o acesso ao serviços de tratamento antiretroviral pediátrico • Implementar o Programa de prevenção de transmissão Vertical 3. Estratégias: • Implementar a estratégia nacional SSR. colectiva e tratamento presumptivo e intermitente a mulheres grávidas • Aumentar o acesso e a disponibilidade a casas de espera • Aumentar o acesso a serviços de cuidados obstétricos de emergência básicos e completos 54 . Objectivo Geral: Redução da taxa de mortalidade materna dos 408 por 100. • Providenciar um programa compreensivo de cuidados de saúde sexual e reprodutiva • Providenciar medidas de protecção pessoal.000 em 2010 e 250 por 100. • Redefinição da “equipa mínima” para SR/COEm e “pacote mínimo de cuidados” para cada nível de prestação de serviços. Objectivo Geral: Redução da taxa de prevalência da malnutrição.000 em 2015. Objectivo Geral: Redução da taxa de mortalidade infanto-juvenil dos 153 por 1000 registados em 2003 para 135 por mil em 2010 e 108 por mil em 2015. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 2. através da estratégia geral de SSR e dos planos estratégicos das várias sub-componentes da SSR.

aumentar as taxas de utilização do preservativo. 55 . Educação e Comunicação • Promover o uso do preservativos e outras medidas protectoras • Aumentar o acesso e a disponibilidade dos serviços integrados de Aconselhamento e Testagem Voluntária • Em colaboração com o CNCS. no grupo de Adolescentes e Jovens. do nível actual de 500 por dia. nas relações sexuais ocasionais. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 • Aumentar os serviços de prevenção da transmissão vertical e do tratamento antiretroviral a mulheres grávidas • Aumentar o acesso a métodos de planeamento familiar modernos para mulheres em idade reprodutiva • Providenciar serviços nutricionais para mulheres em idade reprodutiva em particular para as mulheres grávidas • Reforçar o programa de vacinação para as mulheres em idade fertil • Reforçar o sistema de referência 5. em particular para as mulheres grávidas • Providenciar (comida?) e suplementos nutricionais para mulheres grávidas • Desenvolver programas de promoção de alimentos ricos em micronutrientes 6. Objectivo Geral: Redução da taxa de prevalência de Desnutrição por micronutrientes. redução do número de novas infecções pelo HIV. para 350 em 2010 e 150 em 2015: Estratégias • Integrar os serviços de prevenção e tratamento do HIV/SIDA nos serviços existentes (add “testagem”) • Intensificar as intervenções de mudança de comportamento através da Informação. nas mulheres em idade fértil Estratégias • Providenciar serviços para as mulheres em idade fértil. Objectivo Geral: Em colaboração com o CNCS. • Aumentar o número de Adolescentes e Jovens com acesso a Aconselhamento e Testagem Voluntária nos SAAJs.

e velar para que. deste modo cumprindo o Objectivo de Desenvolvimento do Milénio: Estratégias • Aumentar a detecção de casos de Tuberculose • Reduzir as taxas de abandono • Aumente o acesso ao tratamento anti. HIV/SIDA e infecções Oportunísticas 7. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 • Expandir o número de Serviços Amigos de Adolescentes e Jovens (SAAJs) dos.tuberculose 56 . cumprindo dessa forma o Objectivo de Desenvolvimento do Milénio relativo ao controlo da malária: Estratégias • Reforçar o Programa de prevenção. no processo de expansão. da Malária • Promover o uso de redes mosquiteiras tratadas com insecticida e outras intervenções de controlo vectorial na prevenção e controle da Malária • Melhorar a logística para a implementação do Programa 8. • Aumentar a provisão dos serviços de tratamento antiretroviral e da Prevenção da Transmissão Vertical em todos os níveis de prestação de serviços • Expandir os Programas de cuidados ao domicilio • Aumentar o acesso ao tratamento das Infecções transmitidas sexualmente e das infecções oportunísticas. Objectivo Geral: Reduzir o peso da malária a metade (medido pelas taxas de prevalência de parasitémia malárica e de letalidade). control e tratamento da Malária • Melhorar o manejo de casos de Malária não complicada e da Malária complicada • Aumentar a disponibilidade e uso de testes rápidos para o diagnóstico. se garanta equidade na sua distribuição geográfica. em relação aos níveis observados em 2001. até 2015. Objectivo Geral: Redução da taxa de prevalência e de mortalidade por tuberculose. especialmente Tuberculose • Aumentar a disponibilidade dos medicamentos essenciais e outros suplementos necessários para o diagnóstico e tratamento das Infecções de transmitidas sexualmente.

Objectivo Geral: Desenvolver estratégias de prevenção da cólera. para níveis que não constituam um problema de Saúde Pública. Objectivo Geral: Desenvolver estratégias de combate à tripanossomíase. até fim de Junho de 2008 e passar à sua implementação em todo o território nacional a partir do segundo semestre de 2008 Estratégias • Desenvolver capacidade para fazer face a epidemias. Estratégias • Desenvolver a estrratégia integrada de combate às infecções parasitárias (tripanossomíase. doenças importadas e outras situações de emergência 57 . Objectivo Geral: Redução da taxa de prevalência de parasitoses intestinais e vesicais: Estratégias • Desenvolver a estrratégia integrada de combate às infecções parasitárias (parasitoses intestinais e vesicais) • Desenvolver mecanismos para colaborar com outros sectores para implementar a estratégia mencionada acima 10. finalizar toda a documentação nacional de certificação até final de 2009. filaríase. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 • Reforçar os mecanismos para monitorar. até final de 2008 e passar à sua implementação em todo o território nacional a partir de 2009. detectar e para o manejo de casos de resistência multi-droga ao tratamento de tuberculose • Aumentar a cobertura do DOT´s comunitário • Reforçar a integração das estratégias do HIV/SIDA e tuberculose. Estratégias • Implementar todos os mecanismos com vista a eliminar a Lepra • Expandir o tratamento Multi-droga para casos de Lepra • Promover o envolvimento comunitário na prevenção e controle da Lepra 12. meningites e outras doenças de carácter epidémico. febre recorrente) 11. 9. febre recorrente. filaríase. Objectivo Geral: No quadro da acção mundial para a Redução da taxa de prevalência da Lepra.

capacidade de resposta à emergências e mitigação do impacto dos desastres na comunidade • Dsenvolver um sistema logístico adequado para a vigilância e resposta a situações epidêmicas. do útero e da próstata. Objectivo Geral: Desenvolver estratégias de combate à asma.) Estratégias • Estabelecer programas de promoção regular do exercício físico • Promover hábitos alimentares equilibrados • Estabelecer programas e legislação para o controle de uso de drogas. 58 . nutrição equilibrada. controlo do consumo de bebidas alcoólicas. Objectivo Geral: Redução da taxa de prevalência de incapacidade permanente (física e mental): Estratégia • Desenvolver estratégia para cuidados de saúde para idosos com ênfase no apoio nutricional. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 • Reforçar a capacidade para fazer face a doenças incluídas no sistema de vigilância epidemiológica de forma integrada. à diabetes. Estratégias • Desenvolver e disseminar a estratégia nacional de combate à doenças não transmissíveis • Desenvolver programas para a detecção precoce do cancro da mama. 13. álcool e tabaco. colo. a partir de 2009. às neoplasias malignas da mama. abstenção de uso do tabaco e de drogas. curativos e reabilitativos 14. etc. próstata e outros cancros • Desenvolver programas de promoção de estilos de vida saudáveis Relativos à Cobertura por Cuidados de Saúde e sua Qualidade: No âmbito dos Cuidados de Saúde à População em Geral: 15. Objectivo Geral: Promover no seio da população comportamentos e modos de vida favoráveis à Saúde (exercício físico regular. em todo o território nacional. à emergências • Criar capacidade para a implementação integrada das doenças de vigilância epidemiológica. até final de 2008 e passar à sua implementação. cuidados preventivos.

rever e adoptar. com atenção especial às crianças e adolescentes (em particular as do sexo feminino). Objectivo Geral: Em colaboração com outros órgãos centrais e locais da Administração Pública. promover. nomeadamente no que respeita à disposição em condições higiénicas de dejectos humanos. educação nutricional e prevenção de doenças nutricionais) nas comunidades. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 16. lixos hospitalares e águas residuais Estratégias • Desenvolver e implemente o programa de apoio as autoridades locais urbanas em assuntos de higiene. Objectivo Geral: Desenvolver e intensificar amplos programas de Educação para a Saúde. às mulheres grávidas e lactantes. bem como pelas condições de saneamento do meio. dinamizar e velar pelo aumento das taxas de cobertura e das condições de abastecimento de água da população. resíduos sólidos. de modo a abranger equitativamente todos os sectores da população. pela melhoria das condições de higiene geral e dos alimentos. Objectivo Geral: Desenvolver acções tendentes à mobilização e ao envolvimento das comunidades na promoção e defesa da sua própria Saúde Estratégias • Implementar a estratégia de participação comunitária até final de 2008 • Desenvolver a estratégia para a implementação de programas de saúde baseados na comunidade • Definir o perfil dos trabalhadores comunitários • Reforçar as actuais existentes estruturas comunitária em conformidade com o processo de descentralização em curso • Revatalizar o programa nacional dos APES • Desenvolver mecanismos de monitoria e avaliação do envolvimento comunitãrio 17. nas Unidades Sanitárias e nas escolas. aos idosos e aos trabalhadores. Estratégias • Desenvolver. ambiente saudável e problemas sanitários • Intensificar o programa de inspecções sanitárias em termos de capacidade e frequência das inspecções para protecção pública contra riscos ambientais 18. que tratem toda a gama alargada de questões de saúde e de Orientação Nutricional (Promoção de hábitos alimentares adequados. 59 . os objectivos e o plano estratégico da Saúde Sexual e Reprodutiva para Adolescentes e Jovens (SSRAJ).

os protocolos padrão/convencionais e critérios de qualidade em Saúde Sexual e Reprodutiva para os SAAJ. Objectivo Geral: Aumento da taxa de cobertura por consultas de controle do crescimento das crianças sadias. 19. bem como estabelecer um padrão ouro como medida de qualidade para os SAAJ´s. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 • Elaborar. controle e monitorize os problemas relacionados com álcool • Desenvolver serviços de saúde mental baseados em comunidade No âmbito dos Cuidados de Saúde às Crianças e às Mulheres em Idade Fértil: 21. dos 53 % registados em 2004. Objectivo Geral: Desenvolver e intensificar as actividades de Saúde Mental e de assistência psiquiátrica: Estratégias • Desenvolver a estratégia de saúde mental e o programa de redução da prevalência da doença mental crónica • Assegurar a entrada em vigor de um quadro legal que proteja os direitos dos doentes mentais • Prevenir. Objectivo Geral: Desenvolver e intensificar as actividades de Saúde Oral e de assistência odonto-estomatológica Estratégias • Rever a estratégia de saúde oral • Estender a cobertura de saúde oral. incluindo as escolas e as comunidades • Colocar equipamento adequado nas unidades sanitárias para prestação de serviços de saúde oral • Estabelecer um sistema de informação para a saúde oral 20. para 63 % em 2010 e 70% em 2015 e melhoria progressiva da sua qualidade 60 . Objectivo Geral: Aumento da percentagem de crianças totalmente imunizadas e melhoria do acesso a novas vacinas: Estratégias • Reforçar o Programa Alargado de Vacinação • Introduzir novas vacinas 22.

para 70 % em 2010 e 95 % em 2015. até finais de 2008. dinamizar e tomar as medidas adequadas para que sejam implementados programas de Saúde dos Adolescentes e Jovens Estratégias 61 . problemas sanitários e provisão de água potável) • Desenvolver e consolidar o carácter multisectorial do programa de atenção aos adolescentes e jovens. Objectivo Geral: Desenvolver. (3 métodos). Estratégias • Estabelecer dentro do Programa de Saúde Reprodutiva programas para lidarem com problemas de menopausa No âmbito dos Cuidados de Saúde aos Jovens e Adolescentes: 26. com o envolvimento do MEC. higiene. desenvolver e dinamizar os programas e actividades de Saúde Escolar: Estratégias • Reforçar os já existentes programas de saúde escolar (um adicional calendário de vacinação. desparasitação. até fim de Junho de 2008. Estratégias • Expandir o programa de acesso ao PTV • Reforçar o Programa de Planeamento Familiar 24. Objectivo Geral: Desenvolver. problemas de aprendizagem. Objectivo Geral: Promover. Objectivo Geral: Promover. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 Estratégias • Reforçar os programas de controle de crescimento • Estender as estratégias de controle de crescimento 23. desenvolver. triagem para problemas de vista. uma estratégia e plano de acção sobre a Saúde Sexual e Reprodutiva prevendo um conjunto de cuidados integrados e abrangentes e implementá-los a partir do segundo semestre de 2008 25. MJD e do MISAU 27. Objectivo Geral: Aumentar a percentagem dos Centros de Saúde que oferecem serviços de prevenção da transmissão vertical do HIV e de Planeamento Familiar. uma estratégia de atenção aos problemas da menopausa e implementá-la a partir de 2009. audição.

Objectivo Geral: Melhorar e continuar a expandir a rede sanitária para junto das comunidades. uma estratégia e um plano de acção de prestação de serviços de assistência em Saúde para as meninas e rapazes vítimas de violência sexual de ambos os sexos. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 • Desenvolver. • Reforçar os Programas dos Adolescentes • Providenciar serviços abrangentes de saúde sexual e reprodutiva Amigos de Adolescentes • Desenvolver estratégias para a providenciar serviços psicossociais e para cuidados as crianças vitimas de abuso sexual No âmbito dos Cuidados de Saúde aos Idosos 28. e passar à sua implementação. nos SAAJs. Objectivo Geral: Desenvolver actividades que promovam a Saúde dos Trabalhadores. Estratégias • Colaborar com o Ministério do Trabalho e desenvolve um programa de saúde ocupacional (Saúde dos trabalhadores e segurança) No âmbito dos Cuidados de Saúde aos Trabalhadores 29. incluindo assistência clínica e apoio psico-social com o objectivo de reduzir as consequências negativas. em particular as destinadas à prevenção dos acidentes de trabalho e as doenças profissionais Relativos à capacidade do Serviço Nacional de Saúde para prestar Cuidados de Saúde de qualidade: 30. curativos e reabilitativos. desse modo aumentando a extensão da cobertura da população em Cuidados de Saúde: Estratégias • Desenvolver e estime os custos de um Plano Nacional Integrado de Desenvolvimento da Rede Sanitária Infra estrutura. Objectivo Geral: Desenvolver uma estratégia e um programa de acção que visem a promoção e a protecção da Saúde dos idosos com particular destaque para os aspectos nutricionais e para os cuidados clínicos: preventivos. Equipamento e Recursos Humanos • Introduzir os serviços móveis 62 .

Objectivo Geral: Manutenção e desenvolvimento da rede de referência de acordo com as disposições do Diploma Ministerial nº 127/2002. que as permitam monitorizar e avaliar Estratégias • Promover serviços de saúde sensíveis aos utentes • Estabelecer um programa de controle de qualidade e de acreditação nas unidades sanitárias • Promover a actualização regular dos protocolos e guias de tratamento para os serviços clínicos • Melhorar o laboratório e outros meios de diagnóstico • Formar o pessoal para uso dos protocolos terapêuticos 33. que. até final de 2007. devendo-se para isso. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 • Desenvolver um programa de reabilitação e promoção das infra estruturas sanitárias • Implementar o programa para melhorar a disponibilidade da água. promover o conhecimento dos direitos dos utentes e assegurar o seu respeito por parte dos profissionais da Saúde. Objectivo Geral: Melhorar a Qualidade dos Cuidados de Saúde prestados. energia e comunicações (telefone e rádio) nas unidades sanitárias 31. deverá ser actualizado. mecanismos de quantificação das melhorias qualitativas. sobretudo no que respeita ao segredo profissional. desenvolver. de 31 de Julho. utilizando as experiências já existentes em algumas províncias. Estratégias • Redefinir os papéis e responsabilidades das unidades sanitárias no contexto da prestação de serviços • Revisão adequada de profissionais para cada um dos níveis 32. Objectivo Geral: Melhoria gradual dos padrões de respeito pelos direitos humanos e de ética profissional. contudo. até fim de Julho de 2008. Estratégias • Implementar a carta dos direitos e deveres dos utentes • Desenvolver e implemente o programa de abordagem de direitos humanos para o desenvolvimento da saúde • Colaborar com as associações profissionais de modo a torná-los mais efectivos e para que prestem contas • Implementar a estratégia anti-corrupção do sector saúde 63 .

devendo-se promover a integração dos seus diversos componentes sem necessidade de recurso a programas verticais: Estratégias • Implementar a estratégia de cuidados de saúde primários como estratégia prioritária na prestação integrada de serviços • Desenvolver e implemente intervenções sanitárias custo efectivas • Melhorar a capacidade dos centros de saúde rurais e urbanos de providenciarem cuidados de saúde primários de forma adequada 36. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 • Reforçar o papel dos pontos focais do género no sector saúde • Desenvolver e implemente o Plano de Acção do género no sector • Desagregar e analise o sistema de informação por gênero Relativos às formas de Organização da Prestação dos Cuidados de Saúde: 34. até final de 2008. de modo a garantir a materialização do direito consignado no Artigo 89 da Constituição da República. Objectivo Geral: Estender progressivamente os Cuidados de Saúde especializados: Estratégias • Desenvolver um programa abrangente de extensão de seviços especializados para os níveis provincial e distrital • Equipar devidamente os Hospitais provinciais e distritais 64 . à reorganização e reestruturação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que deve desempenhar eficazmente e de forma descentralizada. devendo para isso preparar a legislação a submeter à aprovação da Assembleia da República e tomar as medidas adequadas. para a implementação dessa legislação: Estratégias • Continuar com a implementação das recomendações da revisão da análise funcional • Desenvolver o programa de descentralização do sector saúde • Desenvolver e implemente o programa de reforço dos sistemas distritais de saúde 35. Objectivo Geral: Proceder. Objectivo Geral: Os Cuidados de Saúde Primários devem beneficiar da máxima prioridade. o seu importante papel de prestador universal de Cuidados de Saúde.

Estratégias • Desenvolver uma estratégia de capacitação em gestão para o pessoal sénior e quadros médios • Implementar as Reformas do Sector Público no sector saúde 40. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 37. efectuar uma programação das necessidades: Estratégias • Implementar um programa de modernização do equipamento das unidades sanitárias do Serviço Nacional de Saúde em conformidade com os padrões internacionais • Estabelecer uma lista de equipamento padrão (médico e de diagnóstico) para todos os níveis do sistema de saúde • Estabelecer um sistema de inventário e de manutenção para todo o equipamento do sector 38. até fim de 2006. Objectivo Geral: Proceder à melhoria do apetrechamento e do equipamento das Unidades Sanitárias do SNS. Objectivo Geral: Melhorar o funcionamento de todo o Sistema de Referência (em todas as suas componentes): Estratégias • Desenvolver um quadro claro para reforçar o sistema de referência dentro do sector • Desenvolver a colaboração entre instituições nas várias províncias • Reforçar a capacidade de diagnóstico e tratamento dos doentes nos vários níveis do sistema 65 . devendo-se para isso. Objectivo Geral: Melhorar a capacidade de gestão dos recursos em todas as US. Objectivo Geral: Promover a melhoria das condições de biossegurança em todas Unidades Sanitárias do SNS e do Sector privado: Estratégias • Desenvolver e implemente um programa de prevenção das infecções em todas as instituições de saúde • Reforçar o programa de gestão de lixo hospitalar • Desenvolver um programa de capacitação na área de biossegurança • Estabelecer um sistema de monitoria e vigilância para a biossegurança 39. para melhor desempenho das suas funções.

Objectivo Geral: Melhorar a eficácia. eficiência e rendimento hospitalares: Estratégias • Continuar com a implementação das reformas nos hospitais no contexto das reformas do sector público • Desenvolver estratégias para melhorar a eficiência técnica e alocativa dos programas e hospitais • Implementar a integração das estratégias dos programas na prestação de serviços (do Programa Alargado de Vacinação. doenças transmitidas sexualmente e Tuberculose) • Desenvolver e implemente um sistema de treino em serviço e de supervisão integrada 42. como do não lucrativo. doenças importadas e outras situações de urgência. Objectivo Geral: Desenvolver a capacidade para fazer face a epidemias. até final de 2008: Estratégias • Reforçar a legislação em saúde pública • Reforçar a capacidade do sector para cumprir com os regulamentos internacionais de saúde • Reforçar a capacidade sanitária dos portos marítimos • Melhorar o sistema de vigilância epidemiológica das doenças e a capacidade de alerta 43. Prevenção da transmissão vertical. tanto do lucrativo. Vitamina A. Objectivo Geral: Definir e realçar o papel social do Sector Privado de prestação de Cuidados de Saúde. tratamento anti retroviral. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 • Adquirir e instale e/ ou distribua um adequado sistema de transporte e comunicações para apoiar o sistema de referência • Reforçar os serviços de atendimento à acidentes e emergências em todos os níveis do sistema 41. que devem continuar a desenvolver-se num espírito de colaboração e de complementaridade com o sector público e no sentido de melhor virem a exercer os seus papéis sociais respectivos: Estratégias • Desenvolver a política e o quadro de colaboração entre sector público e o sector privado lucrativo e não lucrativo • Estabelecer mecanismos contratuais de colaboração entre o sector público e sector privado 66 .

Objectivo Geral: Promover o uso racional dos medicamentos. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 • Realizar investigação operacional sobre o papel e impacto do sector privado no país 44. tanto do lucrativo como do não lucrativo para que elas se não afastem dos seus objectivos e para que mantenham os padrões mínimos de qualidade e de qualificação da sua força de trabalho que são exigíveis Estratégias • Preparar a legislação que vai regular o sector privado • Desenvolve um sistema de acreditação para o sector público e privado • Reforçar o papel dos profissionais ligados a regulamentação • Reforça a capacidade reguladora do sector público dentro do sector saúde 45. Estratégias • Avaliar o papel da Medicina Tradicional no País • Estabelecer mecanismos de colaboração entre o Ministério da Saúde e os Praticantes da Medicina Tradicional • Desenvolver a política e legislação para orientar a prática da Medicina Tradicional • Desenvolver a legislação para proteger a Propriedade Intelectual e Direitos dos praticantes da Medicina Tradicional Relativos à Política Farmacêutica 46. Objectivo Geral: Desenvolver e tornar mais eficaz o papel de controlo. por um período de tempo adequado e ao menor custo para ele e para a sua comunidade Estratégias • Actualizar regularmente a lista dos medicamentos essenciais • Implemente o programa de promoção da prescrição racional e uso racional do medicamento • Reforçar a capacidade de armazenagem e gestão dos medicamentos essenciais em todos os níveis do sistema de saúde 67 . nas doses correspondentes às suas condições individuais. Objectivo Geral: Promover o desenvolvimento em moldes científicos das práticas de Medicina Tradicional e o desenvolvimento e colaboração com os praticantes da Medicina Tradicional. assegurando que o doente receba o medicamento apropriado à sua condição de Saúde. supervisão e fiscalização do MISAU e das Direcções Provinciais e Distritais de Saúde sobre o Sector privado de prestação de Cuidados de Saúde.

Objectivo Geral: Assegurar a elaboração dos Diplomas Legais necessários à regulação do domínio de Terapêutica e Farmácia e à implementação da Política Farmacêutica enunciada e submetê-los à aprovação pelos órgãos competentes: Estratégias • Rever e adoptar a Política Nacional do Medicamento • Desenvolver legislação para regular o sector farmacêutico • Estabelecer a Autoridade Nacional Reguladora do Medicamento e Vacinas Relativos à Investigação em Saúde: 68 . Objectivo Geral: Tomar as medidas apropriadas para garantir o acesso da população aos medicamentos em condições de equidade. na forma e dosagem farmacêuticas adequadas e a preços comportáveis para o cidadão: Estratégias • Aumentar a despesa percapita em medicamentos e suplementos médicos • Reforçar a logística do sistema de aprovisionamento e distribuição de medicamentos essenciais e suplementos médicos • Reforçar o sistema de armazenagem e distribuição de medicamentos • Reforçar a capacidade de quantificar os medicamentos e suplementos médicos em todos os níveis do sistema de saúde 49. de modo a assegurar que os medicamentos essenciais estejam regular e atempadamente disponíveis nas quantidades necessárias. de modo a que só circulem no País medicamentos legalmente reconhecidos. Objectivo Geral: Assegurar a qualidade dos medicamentos. em conformidade com os padrões de qualidade estabelecidos: Estratégias • Reforçar a capacidade técnica do Laboratório Nacional de Controle de Qualidade • Estabelecer um sistema regulador de medicamentos e outros produtos farmacêuticos • Realizar regularmente controle da divulgação de produtos farmacêuticos e de testagem de medicamentos essenciais e suplementos médicos 48. seguros e eficazes. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 • Estabelecer o sistema de avaliação do programa de medicamentos essenciais 47.

em economia da Saúde e em Investigação sobre os Sistemas de Saúde. que deve ser actualizada periódica e regularmente Estratégias • Desenvolver uma agenda nacional em investigação abrangente até final de 2008 (prioridades em investigação) • Aumentar a capacidade de investigação em saúde em todos os níveis do sistema de saúde 51. de modo a assegurar que a definição de políticas. Estratégias • Assegurar que a investigação realizada é relevante para as necessidades do sector • Estabelecer centros de investigação para facilitar o acesso a resultados de investigação por todos os trabalhadores de saúde • Estabelecer uma rede de investigação e a cultura de publicação dos resultados de investigação em jornais 53. nas áreas epidemiológica. Objectivo Geral: Promover o desenvolvimento de capacidade de investigação em Saúde e em Nutrição e a intensificação da sua prática. uma Agenda de investigação. nomeadamente. aos diferentes níveis do Sistema de Saúde: Estratégias • Providenciar níveis adequados de financiamento em investigação em saúde em todos os níveis do sistema. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 50. até fim de Junho de 2008. atribui pelo menos 2% do orçamento global do Ministério da Saúde • Estabelecer colaboração com outras instituições para a investigação em saúde • Incorporar a componente investigação em todos os programas de saúde 52. fármaco-terapêutica. biomédica. Objectivo Geral: Promover e velar pela larga difusão e correcta utilização dos resultados da investigação. incentivar e garantir que a Investigação em Saúde se faça com respeito pelas normas éticas internacionalmente aceites: Estratégias 69 . elaborando. incentivar e financiar adequadamente a investigação em Saúde. Objectivo Geral: Promover. a organização e a gestão de programas de Saúde se faça de forma mais científica e seja baseada em evidência. Objectivo Geral: Promover. clínica.

de 19 de Junho e com as disposições complementares à carreira de Enfermagem de Saúde Materno-Infantil e. o actual sistema de carreiras profissionais e de formação. incrementando os respectivos cursos de promoção: Estratégias • Submeter o Plano de Desenvolvimento de Recursos Humanos para considerações e aprovação • Intensificar os programas de formação em pós-graduação em Moçambique como no exterior • Rever os actuais curricula para formação de profissionais de saúde e as habilidades necessárias para o sector saúde • Aumentar a colaboração com as instituições que formam profissionais de saúde 56. no mais breve espaço de tempo. de 19 de Junho • Rever e actualizar a descrição de tarefas dos profissionais de saúde em todos os níveis do sistema de saúde 55. até fim de 2007. sobretudo aos níveis médio e superior. até final de 2007. para permitir a expansão da rede de prestação de Cuidados de Saúde. Objectivo Geral: Avaliar. Objectivo Geral: Rever e fazer aprovar. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 • Assegurar que a investigação está sendo conduzida em conformidade com a adesão a normas e éticas aceites internacionalmente • Estabelecer um Comité de ética para a investigação em todos os níveis do sistema de saúde Relativos ao Desenvolvimento de Recursos Humanos para a Saúde 54. tirar as ilações que se impuserem. incentivando a promoção de básicos a médios. para esse efeito. de modo a assegurar que. adotando e fazendo aprovar as medidas que forem recomendadas: Estratégias • Rever a implementação do Decreto Nº 25/76. o actual Plano de Desenvolvimento de Recursos Humanos (PDRH). por enfermeiro e por outros 70 . estabelecido pelo Decreto nº 25/76. reduzir o número médio de habitantes por médico. em função dos resultados dessa avaliação. Objectivo Geral: Intensificar a formação de Recursos Humanos para a Saúde. no âmbito de um exercício mais alargado de Planificação de Saúde. que tenha igualmente em conta o Desenvolvimento da Rede Sanitária e a progressão do Orçamento da Saúde. a dotação em pessoal de todas as Unidades Sanitárias esteja em conformidade com as disposições do Diploma Ministerial 127/2002 (as revised) e a reduzir de forma faseada e gradual a formação de profissionais de nível básico.

Objectivo Geral: Desenvolver os programas de formação contínua. estabelecer o sistema de créditos para o contínuo desenvolvimento profissional dos trabalhadores de saúde 59. de modo a permitir uma mais racional utilização dos Recursos Humanos disponíveis e a melhoria da motivação e da produtividade no trabalho dos profissionais de Saúde: Estratégias • Desenvolver e implemente um sistema de avaliação do desempenho da gestão • Rever os conteúdos do trabalho e a descrição de tarefas do pessoal • Introduzir um sistema integrado de gestão de recursos humanos 71 . Objectivo Geral: Melhoria da gestão de Recursos Humanos. tanto no país como no exterior: Estratégias • Colaborar com insituições do exterior para o treino em pós graduação • Estabelecer unidades sanitárias adicionais com capacidade para treino em pós graduação 58. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 profissionais de Saúde e de modo a aumentar gradualmente o nível de qualificação técnica da força de trabalho: Estratégias • Aumentar o número das instituições de treino e os resultados em termos de recursos humanos para a saúde (em conformidade com as metas do PDRH e do Palno de Formação Acelerada de Formação) • Rever o pessoal de saúde requerido em cada nível do sistema de saúde • Rever os curricula de formação para os profissionais de saúde e melhore a qualidade de formação • Estabelecer uma base de dados para todos os formadores do sector 57. formação à distância e formação em trabalho: Estratégias • Realizar uma avaliação das necessidades de treino em serviço • Desenvolver um Plano Nacional Integrado de treino em serviço • Em conformidade com o decreto 64/98 de 3 de Dezembro. Objectivo Geral: Intensificar os programas de pós-graduação. a todos os níveis.

baseada no mérito. em particular. Objectivo Geral: Melhoria das condições de alfabetização e escolarização das crianças do sexo feminino: 72 . Relativos à Cobertura por Serviços com Impacto na Promoção e Protecção de Saúde 62. Objectivo Geral: Desenvolver uma política salarial para os trabalhadores da Saúde. de 19 de Junho de 1976 e implemente as recomendações até final de 2008. na competência e no comportamento profissionais. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 • Descentralizar a gestão de recursos humanos (strengthen the management of HR at provincial and district levels) 60. Objectivo Geral: Atingir uma significativa melhoria nas vidas da população. explorando ao máximo e eventualmente alargando os benefícios salariais previstos na Lei: Estratégias • Encomendar um estudo para rever as condições de trabalho dos profissionais de saúde e implemente as recomendações • Desenvolver e implemente a estratégia de incentivos para os trabalhadores de saúde • Desenvolver um programa de desenvolvimento profissional para os trabalhadores de saúde • Rever as actuais carreiras profissionais e o sistema de treino em conformidade com o definido no Decreto nº 25/76. a das periferias urbanas: Estratégias • Desenvolver estratégias para melhorar a saúde das populações que vivem nas zonas peri-urbanas • Apoiar as iniciativas que contribuem para reduzir a pobreza e para o aumento do Produto Interno Bruto • Melhorar as condições sociais e o meio ambiente da população 63. Objectivo Geral: Melhoria da produtividade no trabalho dos profissionais e outros trabalhadores de Saúde: Estratégias • Desenvolver critérios para determinar a produtividade dos trabalhadores de saúde • Estabelecer um sistema de monitoria para a produtividade dos trabalhadores de saúde 61.

incluindo o público em geral. Objectivo Geral: Inspirados nas presentes Directivas do Governo para o Sector Saúde. até fim de Junho de 2006. até fim de Junho de 2008: Estratégias • Tomar medidas para melhorar a qualidade dos dados e da informação produzida pelo SIS • Continuar com a estratégia de computarização do SIS • Melhorar o uso da tecnologia de informação para a colecta. se tenha um plano de completa reorganização e reorientação do Sistema de Informação para a Saúde (SIS). com metas tanto quanto possível quantificadas e com prazos para o seu cumprimento Estratégia • Desenvolver um plano de acção para a disseminação do PESS 73 . elaborar. processamento. melhorar a sua fiabilidade. com projeções para 2020. e fazer aprovar até finais de 2009. que deve ampliar a sua abrangência. plano este que deve ser implementado gradualmente. Gestão e Organização do Sector Saúde e seu relacionamento com outros Sectores 64. um Plano Quinquenal Integrado de Desenvolvimento do Sector Saúde. até fim de Junho de 2009. Objectivo Geral: Institucionalizar. análise e disseminação da informação • Implementar mecanismos para assegurar o uso da informação em saúde pelos decisores 66. melhorar e reforçar os mecanismos de coordenação no seio dos órgãos de direcção e de orientação do Sector de Saúde a todos os níveis. prestar informação a quem dela necessita. Estratégias • Definir o pacote de serviços a serem providenciados em cada um dos níveis do sistema de saúde no país • Planificar serviços de saúde transfronteiriços • Desenvolver mecanismos de colaboração inter-provinciais e inter- distritais de prestação de serviços 65. Objectivo Geral: Promover e tomar as medidas adequadas para que. internacionalmente aceites. para o período 2010 – 2015. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 Estratégias • Reforçar os programas de redução de analfabetismo na mulheres • Desenvolver programas nacionais de alfabetização para raparigas e mulheres Relativos à Planificação. baseado em informação objectiva e em evidência científica preconizada nestas Directivas e obedecendo a rigorosos padrões técnico-científicos e de rentabilidade do Sector Saúde.

tanto a nível central. do SNS e das estruturas de regulamentação. Estratégias • Reforçar a estratégia de capacitação do Ministério da Saúde • Desenvolver a estratégia de descentralização e o programa de descentralização do sector 74 . como aos níveis provincial e local: Estratégias • Melhorar a capacidade de exercer as funções de administração pública no Ministério da Saúde • Estabelecer um programa de capacitação para o pessoal do secretariado no sector • Eliminar o burocratismo na tomada de decisão no sector saúde • Introduzir tecnologias de informação na gestão do conhecimento 69. para quem e como e que tenha em conta a legislação que regula o processo de descentralização para os Municípios. das novas perspectivas para descentralização no Sector Saúde. orientação e supervisão. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 • Harmonizar os planos anuais com os objectivos e estratégias do PESS 67. Objectivo Geral: Promover. dinamizar e tomar as medidas apropriadas para que se materialize na prática o princípio de que a avaliação e a prestação de contas são elementos chaves do processo gestionário. dinamizar e tomar as medidas apropriadas para que se observe uma melhoria gradual e continuada dos métodos de administração e gestão técnico-administrativa e financeira dos programas de Saúde. Objectivo Geral: Promover. que indique exactamente que novas tarefas descentralizar. até final de 2006. Objectivo Geral: Analisar e fazer um estudo criterioso. normação. velando pelo desenvolvimento duma verdadeira cultura intrínseca de avaliação e de correcção dos planos e dos programas em função de critérios objectivos derivados dos resultados da avaliação: Estratégia • Desenvolver uma estratégia de monitoria e avaliação do sector • Actualizar a lista dos indicadores de monitoria e hamonizar com o Programa Quinquenal do Governo e com o PARPA • Conduzir as avaliações conjuntas em coordenação com todos os parceiros do sector • Reforçar e apoiar o sistema de supervisão em todos os níveis 68.

RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 • Rever a legislação que define os papéis e responsabilidades descentralizadas no sector saúde e noutras instituições relacionadas • Reforçar o sistema distrital de saúde em conformidade com a descentralização no sistema de saúde 70. equipamentos e disponibilidade de consumíveis em todas as Unidades Sanitárias do SNS e nas restantes instituições do Sector Saúde. Objectivo Geral: Promover e dinamizar o desenvolvimento e utilização de tecnologias apropriadas para a Saúde. bem como das modernas tecnologias de comunicação e informação 75 . evitando rupturas de stocks: Estratégias • Usar a legislação em vigor para o aprovisionamento de bens e serviços incluindo as obras • Promover a transparência e prestação de contas na gestão dos bens públicos • Desenvolver e implementar um plano de aquisições anual para o sector • Desenvolver e implementar a política de transportes – Aprovisionamento e manutenção • Reforçar a capacidade do sector para manutenção eficiente da sua frota de transportes 71. dinamizar e tomar as medidas apropriadas para o desenvolvimento. Objectivo Geral: Promover. Objectivo Geral: Desenvolver e reforçar a capacidade de aprovisionamento e de logística do Sector Saúde em todas as etapas da cadeia de aprovisionamento e distribuição. de modo a assegurar o correcto e equitativo apetrechamento. reforço e racionalização da capacidade de manutenção do Sector Saúde: Estratégias • Desenvolver a política de gestão do património (infra estruturas e equipamento) • Estabelecer e reforçar a estratégia de manutenção preventiva do equipamento médico e outros equipamentos (incluindo veículos) no sector saúde • Considerar a tercializarização da manutenção do equipamento médico e outro equipamento hospitalar • Estabelecer três unidades de manutenção para o sector 72.

mecanismos para a Cooperação Intersectorial para a Saúde e sua implementação a partir desse mesmo ano. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 Estratégias • Introduzir tecnologias de informação modernos dentro do sector • Explorar a introdução da tele-medicina no sector • Expandir LAN da saúde em todas as provincias. a divulgação do património cultural. Objectivo Geral: Tendo em conta a multiplicidade de factores que condicionam a Saúde e a sua interligação com o Desenvolvimento. técnico. científico. incentivar e tomar medidas adequadas para garantir a conservação. Estratégias • Reforçar a colaboração com outros sectores do Governo • Desenvolver e estabelece instrumentos para a colaboração com outros sectores • Implementar programas intersectorais de melhoria de saúde em todos os níveis do Governo Relativos à Advocacia em Saúde 75. criar e desenvolver. de modo a vencer inércias. para a luta contra a doença. Objectivo Geral: Promover. para o combate à malnutrição e para a prevenção da incapacidade: Estratégias 76 . até final de 2006. do que resulta que as acções que contribuem para a melhoria do estado de Saúde da População estão muitas vezes dependentes doutros Ministérios e outras instituições do Estado. hospitais provinciais e hospitais centrais 73. a mobilizar vontades e a potenciar todos os recursos e capacidades que possam ser mobilizadas para a Promoção e Protecção da Saúde. documental e organizacional da Saúde: Estratégias • Estabelecer e manter centros de documentação no sector • Colaborar com outros sectores na preservação da documentação nacional técnica e científica • Desenvolver um sistema electrónico para gestão e disseminação da informação 74. o arquivo. para a Segurança Alimentar e para a Saúde em geral. Objectivo Geral: Reforço da capacidade e intensificação das actividades de Advocacia para a Nutrição.

RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 • Desenvolver uma estratégia de comunicação para o sector • Mobilizar a comunidade para a promoção de estilos de vida saudáveis. nutrição equilibrada. dinamizar e estimular a valiosa participação dos parceiros internacionais no processo de desenvolvimento sanitário nacional Estratégias • Adotar a política do sector saúde na cooperação internacional • Reforçar a implementação da programação de Abordagem Sectorial Ampla (SWAP) • Consolidar a implementação do Código de Conduta • Encorajar os parceiros de desenvolvimento a seguirem os mecanismos instituídos 77. nos fora regionais e internacionais da Saúde. Objectivo Geral: Promover. controle dos consumidores de bebidas • Promover e encorajar estratégias para a melhoria do aprovisonamento de água potável. desde modo suscitando novas parcerias estratégicas: Estratégias • Desenvolver a estratégia de particiapção do país nos fora regionais e internacionais • Celebrar acordos de cooperação e parceria a nível regional e internacional que sejam benéficos para o País • Utilizar todas as oportunidades para promover a imagem positiva do sector saúde do País Relativos ao Financiamento do Sector Saúde 77 . conservação dos alimentos e saneamento do meio. abstenção ao uso de tabaco e drogas. Objectivo Geral: Promover o prestígio de Moçambique. comportamentos e hábitos • Desenvolver programas de promoção de exercício fisico regular. • Desenvolver e disseminar localmente material de educação sanitária Relativos à Cooperação Internacional para a Saúde 76. higiene individual e colectiva.

garantindo a aplicação da Lei Orçamental. Objectivo Geral: Melhorar a execução orçamental a todos os níveis. Objectivo Geral: Garantir um financiamento sustentável ao sector por forma a assegurar o funcionamento e os investimentos necessários para prestação de cuidados de saúde com qualidade e equidade Estratégias • Aumentar a despesa percapita anual em saúde • Introduzir alternativas de financiamento e mecanismos adicionais de financiamento • Desenvolvear a capacidade e professionalismo de gestão financeira • Melhore a gestão financeira e reforce o sistema de controle interno • Rever e actualizar os critérios de alocação de recursos no sector 79. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 78. Objectivo Geral: Desenvolver mecanismos de financiamento de Cuidados de Saúde com vista a gradualmente eliminar as barreiras financeiras aos mais pobres no acesso aos serviços de saúde: Estratégias • Desenvolver a política de abolição das taxas de consulta e medicamentos gratuitos nos níveis I e II das instituições de saúde • Rever a política de insecção para o atendimento e medicamentos 80. e passando dos 69 % de 2004 para 90 % em 2010 Estratégias • Discutir com o Ministério da Planificação e Desenvolvimento o aumento de recursos para o sector • Desenvolver e distribui manuais e guias para a gestão de bens e património públicos • Reforçar o sistema de prestação de contas e de apresentação de informação financeira • Institucionalizar as Contas Nacionais de Saúde. o Cenário Fiscal de Financiamento e Despesas de Médio Prazo 78 .

a Estratégia de Financiamento do Sector Saúde. estas incluem. a Actualização da Estratégia Nacional de Nutrição de 2003. entre as quais. Um dos maiores desafios do sector é o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM). a Política do Sector Saúde para os locais de trabalho e para o HIV. a Política Nacional de Medicamentos. Várias são as questões que vão merecer atenção nos próximos cinco anos. O processo de integração da prestação de serviços e da provisão de sistemas de apoio continuará a ser um desafio para os próximos anos. a Estratégia de Higiene e Saneamento do Meio. 2. e a Política de Pesquisa em Saúde. a Estratégia Geral da SSR e os planos das estratégias dos vários sub-componentes. entre outras: a Autoridade Reguladora dos Medicamentos. figuram as várias políticas e estratégias que devem ser desenvolvidas ou que embora já tenham sido desenvolvidas carecem de aprovação formal ou de serem implementadas. A análise funcional do sector irá também prosseguir no decorrer dos cinco anos de vigência do PESS. a Política Nacional de Saúde Sexual e Reprodutiva. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 Desafios 1. A mobilização dos recursos necessários para atingir estes objectivos é um desafio ainda maior. 79 .

de projectos e dos actuais fundos comuns. Vários mecanismos serão usados para financiar o plano incluindo o orçamento do Estado. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 Financiamento do Plano Estratégico do sector 2007. créditos. os limites de despesas para este período devem ser actualizados anualmente a medida que execução de fundos for monitorada e a informação sobre recursos for disponibilizada e tornar-se mais precisa de acordo com o ciclo de planificação. Os custos dos programas transversais têm o potencial para originar duplicações nos custos. O presente plano estratégico tem várias componentes as quais serão financiadas pelo governo. parceiros de desenvolvimento e outras agências através de canalização de fundos e de assistência técnica. doações e apoio directo ao orçamento. Para evitar alguns destes problemas no actual modelo de financiamento não se teve como base o custo por programa.2012 cujo foco é o reforço da infra-estrutura de saúde. A custeamento adoptada para o período do plano estratégico apresenta as necessidades estimadas mediante projecções das actividades planificadas e alocações baseadas no actual envelope de recursos(2007). A projecção do envelope de recursos para os últimos anos do ciclo de planificação estratégica é menos acurada considerando que o fluxo de fundos do governo e dos parceiros de desenvolvimento depende de factores externos e portanto com probabilidade de mudança de prioridades a medida que o tempo passa. 8% taxa de inflação para a área de construção. O Cenário Fiscal de Despesas de Médio Prazo (CFDMP) será a base do plano financeiro indicativo para as principais actividades e estará em consonância com os requisitos para o apoio às reformas sectoriais. 5. a relação entre os fundos do estado e fundos externos terá um rácio médio de 30:70 respectivamente.2012 1. As despesas aqui apresentadas são indicativas. O modelo mostra o total dos recurso disponíveis no sector isto é Orçamento do Estado componente interna e a ajuda externa.5%. April 2007). ( LATH/MOH. Mostra o resumo do total de despesas necessárias para desenvolver as actividades definidas neste plano. O modelo de custeamento do plano estratégico projecta recursos tendo como base o ano 2006. O CFDMP juntamente com as projecções de recursos esperam indicar as lacunas e duplicações nas principais actividades no sentido de permitir ao MISAU e parceiros alocar recursos de uma forma mais eficiente. 80 . O exercício enfrentou vários constrangimentos devido a insuficiência de dados para definir com exactidão as estimativas de custos. O modelo desenvolve estimativas do total de custos para atingir os objectivos estratégico definidos para o perído 2007 .50% e 5. Onde foi possível o modelo usou custos sujeitos a vários pressupostos que incluem a taxa de inflação projectada entre 9. A estimativa assume recursos que virão do governo e dos parceiros de desenvolvimento. 3. O PIB projectado foi de 10% ao ano e proporção de despesas do governo com a saúde com um valor médio de 8. 2.30% e. aumentar o acesso na utilização de serviços para o HIV/AIDS e malária. 4. Estima- se que durante a sua vigência 2007-2012.

00 125.53 2 476.76 142. O déficit cumulativo é de cerca de 835.63 606.20 263. sobretudo para os níveis primário e secundário de atenção.35 495. 81 . A maior componente destes despesas é devida a actividades ligadas ao tratamento anti-retroviral. As necessidades anuais para a provisão dos principais programas de saúde aumentarão anualmente de cerca de 100 para 183 milhões de Dólares Americanos. constituindo uma média de 31% do total das despesas.43 -154.16 523. Tabela 7. Projecção das despesas e envelope de recursos totais 2007-2012 USD Mil Montante 2007 2008 2009 2010 2011 2012 TOTAL Componente interna 112. O sector farmacêutico e equipamento médico e cirúrgico deverá ter um aumento de 128 a 266 milhões de Dólares de 2007 a 2012.62 em 2007 para 660.20 424. Tabela 8.51 3 311.77 milhões de USD (22%) em 2007 para 164 milhões de USD (25%) em 2012.15 milhões de USD (25%) para o período de 5 anos de implementação do PESS. A compra de equipamento médico e cirúrgico.78 Recursos totais 339.15 NOTA: Necessidades 2012 equivalem à 29 USD per capita 7.38 Despesa total 436.00 393. RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07 6. incluindo os transportes implicará uma despesa de 51 milhões de Dólares. Tabela: 7.63 578. dos quais 58% serão direccionados para os níveis 1 e 2.62 -164.16 -130. Com base nestes dados verifica-se um déficit anual de 96.24 251. O envelope de recursos projectados inclui medicamentos e suplementos médicos essenciais necessários para a implementação dos programas.51 milhões de Dólares Americanos em 2012.69 181.79 1 549.94 290.85 365. varia de USD 339 milhões em 2007 para USD 495 milhões em 2012 enquanto por outro lado as despesas projectadas durante o mesmo período variam de 436. A principal implicação deste cenário e considerando os pressupostos mencionados é que será necessário fazer nova priorização das actividades do PESS para se trabalhar dentro dos recursos disponíveis.60 Componente externa 227.00 160.74 926.85 239.45 458.62 505.19 -148. De acordo com o modelo projectado.52 Lacuna no financiamento __-96.41 204. As tabelas seguintes indicam as necessidades de recursos projectados para os programas específicos de saúde pública . infra-estrutura e pessoal durante o período de vigência do PESS.98 -835. 9. As despesas em infra-estruturas de 2007 a 2012 chegarão a 540 milhões de Dólares.95 660.77 -140. o total de recursos disponíveis para o sector para o período.76 276. equipamento. Mais de 70% dos recursos dos programas serão alocados para a implementação dos programas da Malária e HIV/SIDA.

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Tabela. 8: Pogramas específicos

Pogramas específicos 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Total % sobre total
Saúde Reprodutiva 553 616 676 737 880 1,031 4,493 0.52%
PAV 6,322 16,460 10,758 11,815 11,903 11,993 69,251 8.04%
Nutrição 165 197 229 263 293 321 1,468 0.17%
Malária 49,863 58,251 47,220 47,535 47,855 48,181 298,905 34.72%
HIV/SIDA 30,492 41,080 51,338 64,881 75,594 87,032 350,416 40.70%
Tuberculose 2,370 3,298 4,653 6,668 9,672 14,161 40,821 4.74%
Lepra 312 340 365 391 323 327 2,058 0.24%
Saneamento do meio 1,450 1,533 1,615 1,701 1,791 1,886 9,976 1.16%
Doenças negligenciadas 150 300 1,086 1,181 1,250 1,306 5,274 0.61%
Sub-Total 91,678 122,074 117,941 135,172 149,560 166,239 782,663 90.91%
Potenciais custos adicionais
ligados à implementação dos
programas (10 %) 9,168 12,207 11,794 13,517 14,956 16,624 78,266 9.09%
Custo total (USD) 100,845 134,281 129,735 148,689 164,516 182,862 860,929 100.00%

10. A tabela seguinte (9) mostra a s despesas projectadas em equipamentos, incluindo
transporte e tecnologias de informação.

Tabela. 9: Equipamento

Natureza do equipt./âmbito 2007 2008 2009 2010 2011 2012 TOTAL
Transporte e comunicações 2,866 3,138 3,389 3,582 3,776 3,976 20,726
Equipamento médico-cirúrgico 4,792 5,175 5,589 6,036 6,519 7,041 35,151
Sistemas de apoio* 197 241 81 62 0 0 581
Total (mil, USD) 7,854 8,554 9,059 9,680 10,295 11,016 56,459
*inclui Tecnologias de informação

11. A Tabela 10, apresenta o resumo dos recursos projectados para infra-estruturas para o
sector por níveis de atenção. Os recursos necessários incluem a provisão de residências
para os trabalhadores

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RASCUNHO (NÃO CITAR) 23-07-07

Tabela. 10: Infra estruturas

Âmbito 2007 2008 2009 2010 2011 2012 TOTAL
Nível 1 31,482 34,001 36,721 39,658 42,831 46,257 230,950
Nível 2 10,800 11,664 12,597 13,605 14,693 15,869 79,228
Nível 3 13,500 17,379 6,173 3,265 0 0 40,317
Nível 4 12,960 20,558 27,241 29,421 8,265 0 98,445
Formação 14,776 12,476 2,400 0 0 0 29,651
Sistemas de apoio* 9,592 9,076 5,557 5,729 5,600 5,730 41,284
Total (mil, USD) 93,110 105,154 90,688 91,678 71,389 67,857 519,875

12. O total dos recursos projectados para as necessidades em recursos humanos são
mostrados na tabela 11 por níveis de prestação de serviços. Estes custos não
incluem as despesas com a formação..

Tabela. 11: Despesas com pessoal

Componente 2007 2008 2009 2010 2011 2012 TOTAL
A. Prestação de cuidados de saúde 44,084 49,200 56,419 66,534 74,342 82,756 373,334
Nível 1 15,743 17,562 20,373 23,912 26,784 29,375 133,748
Nível 2 11,615 13,222 15,769 19,632 21,906 24,345 106,489
Nível 3 8,558 9,486 10,595 12,710 14,419 16,270 72,038
Nível 4 8,168 8,931 9,682 10,280 11,233 12,766 61,059
B. Serviços de apoio 20,317 21,837 23,285 24,818 26,722 28,783 145,762
Nível central 11,130 11,798 12,506 13,256 14,051 14,894 77,635
Nível provincial 7,712 8,488 9,177 9,911 10,931 12,057 58,276
Nível distrital 1,475 1,552 1,602 1,652 1,739 1,831 9,850
TOTAL (mil USD) 64,401 71,037 79,704 91,352 101,063 111,539 519,096

13. Maior detalhe está disponível no relatório de custeamento do PESS o qual constituí
um dos anexos deste documento..

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Estimativa de custos do PESS 2007-2012 Maio 2007

Monitoria e Avaliação

1. O sistema de monitoria e avaliação está a desenvolver-se e adaptando-se gradualmente
às necessidades de informação, porém, a maioria dos problemas continuam existindo
sobretudo ao nível dos programas nacionais. A divisão da informação sobre o sector
entre os diferentes departamentos, secções e programas supõe limitações de acesso aos
dados sobre desempenho, fluxo de recursos e padrão de doença. Todos os programas
nacionais desenvolvem seu plano estratégico, e cada programa conta com seus próprios
indicadores de monitoria e avaliação.

2. O MISAU e parceiros instituíram o processo de avaliação conjunta anual (ACA) para
avaliarem o desempenho do sistema de saúde no contexto do SWAP. Estas avaliações
pretendem demonstrar os progressos alcançados na implementação do PESS e
sobretudo demonstrar até que ponto os resultados atingidos correspondem ao que havia
sido programado para o período em avaliação tendo em conta os recursos alocados e as
prioridades definidas. De referir que as recomendações destas avaliações servem de
base para o processo de planificação do ano seguinte.

3. Espera-se que nos próximos anos seja re-definida o processo de avaliação conjunta do
sector sobretudo no que concerne aos principais indicadores a serem usados para se
avaliar o desempenho nas áreas prioritárias. Os assuntos chaves, são determinantes para
a selecção dos indicadores de monitoria do sector. A avaliação deverá orientar o PAF do
sector; devendo incluir as projeções baseadas nos compromissos assumidos no
PESS,PARPA e CFDMP.

4. O Ministério da Saúde e os seus parceiros estão actualmente no processo de
desenvolvimento de um conjunto de indicadores prioritários como parte da avaliação de
desempenho do Governo (QAD), estes indicadores são parte da revisão do Plano
Económico e Social em conformidade com o PESS, PARPA II e CFDMP e estão
harmonizados com as metas dos ODM. O princípio orientador da monitoria e avaliação
baseia-se na ligação entre os indicadores de progresso com as alocações financeiras. O
escalonamento das acções inclui o desenvolvimento de um sistema de monitoria da base
para o topo e que permite que os indicadores periféricos possam ser compilados num
relatório de progresso do sector.

5. Actualmente os dados são colhidos através do sistema de rotina do Sistema de
Informação para a Saúde (SIS) , fichas de resumo , visitas de supervisão, avaliações
conjuntas anuais e de médio-termo e estudos específicos. A monitoria é baseada nos
indicadores de saúde previamente seleccionados pelo MISAU e seus parceiros
(compilados ao nível do sector) os quais são também parte do processo de avaliação
anual do desempenho do governo (QAD) .

Sub-sistemas do Sistema de Informação para a Saúde em uso

• Sistema de Informação para a Saúde de rotina para o
Serviço Nacional de Saúde

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Estimativa de custos do PESS 2007-2012 Maio 2007

• Sistema de informação de recursos humanos
• Vigilância epidemiológica
• Gestão financeira
• Gestão Institucional
• Gestão das US´s
• Gestão estatística
• Visitas de supervisão
• Estudos com grupos focais para analisar a demanda,
cobertura , etc
• Pesquiza operacional
• Inquéritos de base nas populações

O processo de monitoria e avaliação
• A compilação de indicadores acordados e a frequência da sua colecta e
análise
• Monitoria de rotina mensal, trimestral e anual a todos os níveis
• A informação do SIS é submetida do distrito para a Província para análise e
retro-informação
• A informação do SIS é submetida da província para o nível central onde é
compilada, analisada e disseminada
• Avaliações conjuntas no término dos programas
• Avaliações de médio prazo para revisão do desempenho do sector
• Avaliações Conjuntas Anuais do desempenho do sector isto é revisão e
compilação de relatórios do sector sobre o grau de implementação das
actividades programadas
• Relatórios financeiros periódicos
• Auditorias internas e externas

Categorias gerais dos Indicadores:

6. O impacto geral do plano estratégico do sector será avaliado pelas seguintes categorias
de indicadores:

• Melhoria dos resultados na saúde; estado de saúde, estilos de vida e
comportamentos da população sobretudo entre os mais vulneráveis
• Melhoria na capacidade institucional do MISAU
• Acesso na utilização e cobertura de serviços de saúde de qualidade
especialmente nas zonas remotas
• Melhoria da qualidade dos serviços quer no serviços públicos assim como
privados
• Aumento dos níveis de financiamento para a prestação de serviços
• Melhoria nas capacidades de liderança e de gestão a todos os níveis

7. Onde for apropriado os indicadores serão desagregados por zona Rural/Urbana, região,
Género dependendo da disponibilidade da informação.

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Departamentos e programas de saúde e coordenará o processo de monitoria. gestores locais e incorporar os resultados da monitoria no processo de tomada de decisão. as constatações e recomendações resultantes do processo de monitoria deverão servir de base para orientar o processo de planificação e a tomada de decisão sobre a alocação de recursos. entre os quais: o sector ressente-se de uma falta de recursos humanos cujas consequências se reflectem na inadequada capacidade de planificação orçamentação e gestão de recursos. distribuição e utilização dos escassos recursos financeiros. Devido as diferenças entre as províncias e distritos e para encorajar a flexibilidade destes níveis. Monitoria e Avaliação ao nível operacional 9. assim como a relação entre as despesas e as actividades planificadas vs implementadas. O pessoal será encorajado a usar estas metas definidas para desenvolver planos de trabalho que permitam uma monitoria eficaz. materiais e humanos. . O carácter participativo que orientou o seu desenvolvimento. Os sistemas de suporte do MISAU ainda são fracos e resultam num ineficiente sistema de aprovisionamento. 2. O sucesso deste plano depende do desenvolvimento de profissionais de saúde comprometidos com o bem estar do povo moçambicano que asseguram o alcance de níveis elevados de desempenho do sector através da prestação de cuidados de saúde de qualidade aceitável. Durante a implementação deste plano. O processo de monitoria incluirá também actividades de auditoria para verificar o alcance dos indicadores de resultado nos diferentes serviços. 86 .Estimativa de custos do PESS 2007-2012 Maio 2007 Monitoria e Avaliação ao nível central 8. Deverão ser envidados esforços para discutir os sucessos e constrangimentos com os provedores de saúde. as províncias têm a autonomia de determinar as metas anuais. A Direcção de Planificação do Ministério da Saúde encarregar-se-á de prestar assistência técnica às várias Direcções. será criada capacidade em monitoria e avaliação em todos os níveis. vai facilitar a apropriação da sua implementação em todos os níveis. O plano sucede o plano (2000-2005) e procura responder aos actuais desafios que o sector enfrenta e também alinhar com as iniciativas nacionais e internacionais na procura de melhores soluções para a melhoria do estado de saúde do povo moçambicano. Considerações Finais 1. Importa referir que o processo de implementação desta estratégia vai enfrentar vários desafios. Os Implementadores aos níveis Provincial e Distrital serão envolvidos na determinação das metas. O principal desafio é criar a adequada capacidade nas áreas de liderança e gestão. O presente plano estratégico (2007-2012) foi desenvolvido com base nas directivas do Governo para o sector saúde e incorpora os 80 objectivos das directivas. desde que tenham em conta a necessidade de se atingir as metas nacionais. Ao nível do sector.

Balanço do Plano Económico e Social (PES). 4. Mozambique. O processo de descentralização deve ser gerido com a devida cautela com vista a obterem-se maiores benefícios dos aspectos positivos do processo. PESS 2001-2005 (2010) 14. PARPA 1 12. 2003 10. 2006 2. Fevereiro 2007 3. Program Quinquenal do Governo. External Evaluation of the Pharmaceutical Sector in Mozambique. Balanço Anual das actividades realizadas. 16/2005 de 11 Maio. Johannesburg. The NEPAD Health Strategy. ACA VI. Programa de Reforma do Sector Público de Moçambique baseia-se na Estratégia Global para o RSP 2001-2001 19. BR nº. Mozambique Demographic Health Survey (DHS) 1997 9. Plano Estratégico Nacional de Combate ao HIV/SIDA. Para a medição dos progressos alcançados com este plano. PARPA II (2006-2009) 13. CNCS. 2004. o HIV/SIDA e outros problemas de saúde pública. Declaração de Politica Nacional de Saúde – Versão 2007 Final 7. Resolução nº. World Bank 87 . Janeiro Dezembro. MISAU/Liverpool Associates in Tropical Health (LATH) 5. 1ª Série. Plano Económico e Social do Sector da Saúde (PES-Sectorial). World Bank Development Report (2004). O Ministério da Saúde em si não está em condições de combater todos os problemas de saúde. 2006 15. (2000-2004) 16. enfrenta ainda o desafio do aumento do peso de doenças como a malária. CAMH/MIN/5(III). Programa Quinquenal do Governo para 2005. Mozambique Demographic Health Survey (DHS). Adopted at the Assembly of the African Union. Maputo. “Strengthening of Health Systems for Equity and Development in Africa” African Union. September 2005 11. Bibliografia 1. (2005-2009) 17. Progresso para as Criancças: agua. (Draft Rev 2). Marco 2007 21. 2005. Conselho de Ministros 18. Assembleia da República. Costing of the Plano Estrategico do Sector Saude (PESS). Program Quinquenal do Governo. 2005. 22. 2004.Estimativa de custos do PESS 2007-2012 Maio 2007 3. havendo necessidade de desenvolver parcerias com as comunidades locais. 2005 8. 23. 2004 20. UNICEF.2009. 9-13 April 2007. regulamentar a colaboração com o sector privado lucrativo e não lucrativo e reforçar as cooperação já existente com os parceiros de desenvolvimento. 4. 19. May 2007. Avaliação Conjunta Anual do Sector da Saúde. Third Session of the African Union Conference of Ministers of Health. Mid Year Health Sector Review 2005. The Africa Health Strategy 2007-2015. July 2003. South Africa. deverá ser desenvolvido um sistema de informação robusto que deverá ser complementado por um sólido sistema de monitoria e avaliação apoiado pela agenda de pesquisa em saúde. Relatório Final.Aide Memoire. saneamento e os ODM. Maputo 6. Comissão de Macroeconomia em saúde (OMS). O sistema prestação de serviços já de si sobrecarregado.