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Comunicação Efetiva

Módulo I – Ouvir para comunicar
Unidade 3 - Barreiras para a comunicação efetiva

Você pode imaginar o que são barreiras, certo? São todos os entraves ou obstáculos que impe-
dem algo de seguir seu fluxo. No processo de comunicação podemos utilizar o mesmo conceito:
barreiras da comunicação são obstáculos seja na fala do emissor ou no entendimento do recep-
tor.
Veja as principais barreiras da comunicação, alguns exemplos de como ocorrem e como pode-
mos vencê-las. A primeira delas é o preconceito.

• Preconceito (do emissor e do receptor): o preconceito é algo que já deveria estar extinto, faça
uma reflexão sobre seus valores e, se quer mesmo vencer as barreiras que dificultam a comu-
nicação efetiva, empenhe-se em superar seus preconceitos. Lembre-se: ninguém sabe tanto
que possa abrir mão de aprender mais, portanto, jamais subestime alguém porque se julga mais
conhecedor, mais esperto, mais bem sucedido, etc. Policie suas atitudes.

Observe uma situação de preconceito do emissor:

Um conceituado professor, PhD em sua área, é convidado para dar uma palestra a adolescentes.
Logo o professor percebe que a maioria dos jovens conversa entre si, fica extremamente chate-
ado e diz que, no “seu tempo”, havia mais respeito com os mais velhos. Ele completa afirmando
que hoje os pais não educam seus filhos, que o mundo está de mal a pior por causa da falta de
respeito. Enfim, muda o foco da palestra e dá um ‘sermão’ na platéia.

A atitude do professor foi de preconceito com o público, só por que se trata de jovens.

Outro tipo de barreira é a seguinte:

• Linguagem técnica para receptor leigo: a linguagem técnica costuma ser utilizada quando se do-
mina integralmente um assunto. Saiba, porém, que o seu interlocutor não tem obrigação de saber
falar ‘tecnês’ (linguagem técnica usada pelos especialistas, normalmente interpretada pelo ouvinte
leigo como algo pedante, esnobe).
Isso quer dizer que para vencer as barreiras da comunicação e ser eficaz é fundamental que você
se preocupe com o entendimento do seu interlocutor e fale de forma simples e objetiva. Afinal, se
você domina um assunto com maestria saberá traduzir o ‘tecnês’ para o bom português.

Leia o exemplo de uso da linguagem técnica para ouvintes leigos:
Um médico explica para a família de seu paciente os aspectos da doença e as consequências da
escolha de um determinado tratamento. Ao invés de falar que a pessoa tem câncer e fará uma
quimioterapia, diz que o paciente está com um ‘carcinoma ductal infiltrante grau II’ e que o trata-
mento consiste em ‘esvaziamento axilar para tirar os linfonodos’.

mas não dominava o assunto. Isso mesmo. . Mais uma barreira para a comunicação efetiva é apresentada a seguir: • Falta de clareza e objetividade: tente enxergar sua fala do ponto de vista do observador. afinal. demonstrando não ter conhecimentos sufi- cientes. falando? Isso é fundamental. você estudou. Imagine o descrédito desse profissional depois do vexame. Essa situação é muito comum. Se você não conhece um assunto. no seu objetivo. Se ele soubesse o que estava fazendo prepara- ria uma apresentação com dados reais e conceituaria com clareza o passo a passo da operação. dê exemplos e faça uma breve recapitulação do que disse. procure se concentrar nos fatos. Confira nesse exemplo o que o nervosismo pode fazer com a comunicação: No exemplo anterior. mas não consegue responder as perguntas dos participantes. Pergunte ao seu interlocutor se ele está acompanhando sua fala. se preparou e domina o tema. e para evitá-la é fundamental o autocontrole emocional e a au- toconfiança. Portanto. em cursos. você viu que o profissional fez uma palestra sobre um sistema de emissão de Notas Fiscais. Ao invés de avisar que não domina o assunto. não se arrisque. A seguinte situação reflete a questão da falta de conhecimento do assunto: Um profissional é convidado pelo gerente de outra área para dar uma instrução sobre o novo sistema de emissão de notas fiscais. Você domina mesmo o assunto de que está tratando. no assunto que vai falar. o melhor a fazer é buscar ajuda na internet. Como estava nervoso começou a gaguejar.Outro entrave para a comunicação é: • Falta de conhecimento do assunto: é o oposto da situação anterior. ou seja: coloque-se no lugar do outro e avalie se você entenderia caso se desconhecesse o assunto. igualmente crítico. etc. Fala sobre o assunto de forma genérica. com quem domina o assunto. nosso corpo e voz refletem com clareza o que sentimos. pois o nervosismo pode comprometer até mesmo aquele que domina um assunto. pois fez uma pesquisa rápida na internet. aceita o con- vite. Confie em você mesmo. O nervosismo do emissor também é uma barreira de comunicação: • Nervosismo do emissor: nossas emoções são traduzidas pelo comportamento.

vá por etapas e certifique-se. o vendedor pode perder o cliente. o vendedor perguntasse ao seu cliente se ele estava entendendo e procurasse ouvi-lo. Quando o consumidor pergunta o que é o produto e para que serve. e comprometeu a eficácia da comunicação. Por último. Outro inimigo da boa comunicação é o excesso de informação.”. os componentes da peça. Para impressioná-la.. Seguimos ainda com o personagem do caso anterior: o vendedor. dados estatísticos sobre sua utilização. mas antes de encerrar sua fala pergunte. faz inúmeros exercícios antes de falar e na hora seu interlocutor não está ‘nem aí’. Veja: • Muitas informações ao mesmo tempo: imagine uma sequência lógica antes de passar as infor- mações. Observe um exemplo de prolixidade: Um rapaz se interessa por uma garota.. vamos conhecer a barreira da prolixidade para a comunicação efetiva: • Prolixidade: se você é culto e intelectual. etc. enfim. começa a “falar difícil”: “Bem. Se. Com tantos dados impor- tantes para informar. Se o vendedor do exemplo anterior conhecesse o produto a fundo. planeja. . • Desinteresse do receptor: que impasse. se ele está acompanhando. você se prepara. mas não tente demonstrar isso utilizando termos complicados ou palavras difíceis. poderia explicar ao cliente o que é qual sua utilidade. se você está sendo claro e objetivo. ao invés de falar infinitamente. você possui uma beleza ímpar. Procure se humilde e solícito. Simplifique seu vocabulário. quantos con- correntes existem no mercado.. pois não foi direto ao assunto. mesmo sem conhecer os detalhes do produto. claro. o cliente. é lamentável.Imagine a seguinte situação: um vendedor recém-contratado está apresentando a um cliente a eficácia de um ‘amolador automático de facas’. Com essa atitude. Sem ironia. ao invés de responder o vendedor diz que facilita a vida dos açougueiros. ele se esqueceu do seu receptor. e como pode recuperar o interesse dele. poderia recuperar seu interesse. na minha modesta opinião. ou seja: não foi claro nem objetivo. digna de uma estátua gregoriana. antes de qualquer coisa. consultando frequentemente seu interlocutor. porque de nada adianta conhecimento se não se sabe usá-lo. gostaria de dizer que.. com interesse genuíno na resposta. O cliente ficaria perdido com tanta informação e poderia até desistir da compra por não ter entendido quase nada. não esclareceu a dúvida do consumidor. mas poderia errar se ficasse explicando o mecanismo de funcionamen- to eletrônico. Se expressando dessa ma- neira é bem capaz de a garota deixar o rapaz falando sozinho. que os sushimen (que servem comida japone- sa) não viveriam sem ele. ótimo. que em um churrasco com os amigos a falta desse produto poderia gerar confusão.

consequentemente. a linguagem • A linguagem oral e a importância da variação vocal • A linguagem não verbal ou linguagem corporal • O significado dos gestos • As barreiras que podem dificultar a comunicação efetiva Até a próxima unidade! .Os estudos desta unidade estão chegando ao final. Nesta etapa você teve a oportunidade de conhecer elementos importantes para um processo de comunicação eficiente: • A linguagem verbal • A linguagem escrita e como melhorar a gramática e.