Caicó-RN

2014

PROGRAMA GERAL DA DISCIPLINA

DISCIPLINA
Nome Carga Horária Semestre
Segurança do Trabalho 40 horas 2014.1
Docente

EMENTA
Introdução à Segurança do Trabalho. Riscos Ocupacionais. Acidentes de Trabalho. Normas
Regulamentadoras. CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. Mapa de Riscos.
Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva.

OBJETIVOS
Compreender os conceitos iniciais de segurança e saúde do trabalhador, as relações entre as
normas regulamentadoras e os programas de segurança do trabalho.

CONTEÚDO
Unidade I

Introdução à Segurança do Trabalho: aspectos históricos.
Riscos Ocupacionais: conceitos e classificação.
Introdução às Normas Regulamentadoras.

Unidade II

Introdução ao acidente do trabalho.
CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.
.
Unidade III

Mapa de Riscos
Insalubridade e Periculosidade.
Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva.

METODOLOGIA
A metodologia será desenvolvida num processo de construção, adotando procedimentos
como: leituras individuais e coletivas, aulas expositivas e dialogadas, filme, pesquisa de
campo, debates, elaboração de fichamentos, seminários, dentre outras, consideradas
pertinentes ao processo de ensino-aprendizagem.

AVALIAÇÃO
A avaliação será efetivada por meio da produção individual de textos, participação em
seminários, pesquisa de campo, resumos. Dentre os instrumentos avaliativos vale destacar
também a atuação do aluno nos debates em sala de aula, o que marca a característica de uma
avaliação contínua e processual.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

ARAÚJO, G. M. Normas Regulamentadoras Comentadas: legislação de segurança e saúde
no trabalho. 8 ed. Rio de Janeiro: Gerenciamento Verde Editora, 2011. Volumes 2 e 3.

BRASIL, Normas Regulamentadoras. Segurança e Medicina do Trabalho. 67 ed. São Paulo:
Atlas, 2011.

CAMPOS, A. CIPA: uma nova abordagem. 16.ed. São Paulo: SENAC, 2011

MOTHÉ, Claudia Brum. Segurança no trabalho: doença e acidente do trabalho: nexo
técnico epidemiológico. Juris Plenum Trabalhista e Previdenciária, v. 5, n. 23, p. 45-56, abr.
2009.

PONZETTO. G. Mapa de Riscos Ambientais: Aplicado à engenharia de segurança do
trabalho – CIPA NR 05.3 ed. São Paulo: LTR, 2010.

SALIBA, T. M et al. Insalubridade e Periculosidade: aspectos técnicos e práticos. São
Paulo: LTR, 2011.

TAVARES, José da Cunha; ZANGARI JÚNIOR, Jurandir. Gestão de segurança e higiene do
trabalho: análise da gestão de segurança e higiene do trabalho em pequenas indústrias da
região do ABC. CIPA: caderno informativo de prevenção de acidentes, v. 30, n. 353, p. 72-80,
abr. 2009

SEGURANÇA DO TRABALHO

1 Aspectos Históricos do Trabalho

O trabalho desenvolvido pelo homem nem sempre teve a mesma conotação dos dias
atuais, ele passou por uma série de significações ao longo da história em função do momento
político e econômico vivenciado.

1.1 O trabalho na Pré-História e Antiguidade

Desde que o Homem surgiu na face da Terra ele necessitou trabalhar para poder
continuar a viver. No início ele sobreviveu extraindo da natureza aquilo que ela poderia
fornecer: alimentos (frutos e outras plantas) abrigou-se em cavernas, confeccionou roupas de
peles de animais mortos, e bem mais tarde desenvolveu a arte da caça.
Quando o ser humano começou a ter necessidade de produzir mais alimentos, iniciou a fase
da agricultura e conseqüentemente o trabalho começou a ter que se organizar e a se
intensificar.
Assim caminhou a humanidade, sempre respondendo às necessidades criadas, quer por
hábitos ou mesmo por necessidades devido a crescente demanda da população em função do
seu crescimento vegetativo. O homem pré-histórico e o Homem antigo sempre procuraram
trazer o trabalho para bem perto do prazer em trabalhar, confundindo o trabalho com o prazer.
Outro tipo de trabalho dessa mesma época eram os afetos à Guerra (soldados). No
Egito Antigo apareceu a primeira vez na História da Humanidade a figura do trabalho
remunerado (emprego). Na Grécia Antiga, o homem que trabalhasse era considerado um mal
patriota, pois não tinha tempo para pensar e contribuir para solução dos problemas da nação.
E bem mais tarde apareceu o trabalho escravo.
Os historiadores atribuem o surgimento do trabalho a um progresso da humanidade da
época, pois antes disso o povo vencido em guerra era morto pelo vencedor.
Na época da escravidão não se ouvia falar em direitos trabalhistas, pois o escravo era
considerado mero objeto, seu dono tinha o poder sobre a sua vida, e ele não tinha direitos, seu
senhor tinha a disponibilidade da vida do escravo e o seu único dever era o de alimentá-lo.

1.2 O trabalho na Idade Média

ficavam na terra por conveniência e por proteção. presente até os tempos atuais. Alfaiate. depende da dose. Trabalho de Servidão – A servidão não diferiu muito da escravidão. Nas Corporações de Ofícios os risco inerentes das tarefas eram os mesmos para todos. mas eram livres para abandoná-la. chamados de Aprendizes. tudo pode ser veneno. Os Aprendizes aprendiam. com orientação dos Oficiais e sob a guarda dos Mestres. Ceramista. os Oficiais sabiam fazer sozinhos e os Mestres eram aqueles que sabiam ensinar. Esse foi um grande passo para relacionar a doença com a atividade desenvolvida pelo paciente.Corporações de Ofícios – O que mais marcou o trabalho na Idade Média foram as Corporações de Ofício. nesta época o que marcou é que parte do trabalho era um pagamento pelo que lhes eram oferecido pelo senhor feudal. Ramazzini – Um médico da Idade Média que introduziu a pergunta “QUAL É A SUA PROFISSÃO” na anamnese médica (história do paciente). Mestres. relatando o trabalho desenvolvido nas Minas da Europa. para aprenderem um Ofício: Marceneiro. Açougueiro. etc. Ferreiro. Os aprendizes aprendiam fazendo e observando os Oficiais e Mestres. a ter animais e tinham também o direito de herança. questionário que todo médico deve fazer quando procurado pelo paciente que apresenta uma queixa. Paracelsus – Veneno – O cientista e filósofo Paracelsus estabeleceu uma “Lei” que vive até hoje: tudo pode ser remédio. Oficiais e Aprendizes. Nessa época Johanes Bauer escreveu o Primeiro Livro sobre o Trabalho que se tem registro na história. mas tinham direitos ao pasto. Sapateiro. Desde a idade média já se relaciona a doença com a atividade profissional desenvolvida pelo paciente. Trabalhos de Mineração – Foram os primeiros trabalhos que geraram interesse de pessoas em estudá-los. O que plantavam eram dividido com o Senhor Feudal e a outra parte podia ser feito o escambo que deu origem a várias cidades devido as feiras para troca de mercadorias. Os jovens.3 Revolução Industrial . 1. Tecelão. trabalhavam para os senhores feudais. tinham alguns direitos. eram encaminhados pelas famílias para.

que já contavam apenas com trabalhadores livres e com uma indústria crescente . Tendo sido sua economia baseada no braço escravo e na agricultura. Até então. a acumulação primitiva de capitais. o Sol brilha entre 05 horas e 23 horas. não tinha o País se defrontado com problemas dos países . Nesta mesma época entrou em pauta o trabalho infantil. força dos ventos e dos rios. dando a necessária independência ao homem das forças da Natureza. até praticamente o início deste século. Vale ressaltar que no hemisfério Norte. . Embora conhecido desde a Antiguidade como fonte de energia. Ao que tudo indica surgiu a primeira lei para proteger as crianças e ficou decidido que elas somente iriam trabalhar enquanto a luz do Sol permitisse. alimento e roupas. que realizando melhor que os outros países. da área central da economia-mundo. as famílias “entregavam” suas crianças aos empresários que os faziam trabalhar nos teares sob as piores condições humanas possíveis. ou com mais propriedade. a Revolução Industrial Inglesa. A Revolução Industrial começou pela Indústria Têxtil devido à grande necessidade de tecidos para “vestir” a humanidade cuja demanda era muito grande e o tecelão não dava mais conta de atender os pedidos. qualquer mecanismo tinha sua propulsão dependente ou da força humana e dos animais. localiza- se na força motriz.4 Evolução no Brasil O Brasil tem uma legislação relativamente nova em matéria prevencionista. para realizar suas tarefas produtivas. ventos e rios. O caráter verdadeiramente revolucionário desse processo. ou das forças naturais. que levou o homem a tornar-se independente das forças da natureza. No início as crianças eram expostas aos mesmos rigores dos adultos e cumprindo as mesmas jornadas. Tecnicamente falando o que propiciou a Revolução Industrial foi a “invenção” da máquina a vapor. na época do verão. tal situação mudou radicalmente com a introdução da máquina a vapor por James Watt. A Revolução Industrial teve seu início em meados do século XVIII. Sob a alegação que iriam dar abrigo.vinham conhecendo. para movimentar as máquinas. Sua adoção como fonte de força motriz tornou a fábrica uma realidade palpável. 1. o vapor de água nunca fora utilizado prática e economicamente. pôde criar condições para a introdução contínua de inovações técnicas e da forma fabril de produção. A Revolução Industrial.

A CIPA. Tudo o que se aprende em um curso de Segurança do Trabalho visa prevenir a ocorrência de um acidente ou uma doença profissional. a fazer parte das leis que regem o direito do trabalhador. sem sombra de dúvidas. médicas. O detalhamento e a aplicação desta lei estão contidos em 33 normas regulamentadoras (NR’s). educacionais e psicológicas e. se cogitou de medidas legislativas. técnicas. estabelecidas por portaria do Ministério do Trabalho. Manutenção e demais Departamentos que tenham pessoas nas áreas. que ficou instituída sua obrigatoriedade. que abrange todos os empregados. que em muitos países já vigorava desde 1921. legais. como o tratado de Versalhes. com a finalidade de evitar a criação de . administrativas. que já então começavam a se concentrar nas cidades. educacionais. empregadas na prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais”. foi estabelecido pela Lei 6514 de 22/12/77 e se estende do Artigo 154 ao Artigo 201 da CLT). e psicológicas que devem ser aplicadas na prevenção de acidentes e nas atividades gerais da empresa. Portanto a responsabilidade pela segurança da empresa está diretamente ligada aos Departamentos que atuam nas áreas de risco: Produção. em decorrência da assinatura de tratados internacionais. Atualmente a legislação ordinária sobre proteção dos trabalhadores diante dos riscos no trabalho faz parte da legislação trabalhista e também está contida na CLT. orientando as pessoas dos diversos Departamentos da empresa de como se comportar preventivamente diante da Segurança e Medicina do Trabalho. “A Segurança do Trabalho é um conjunto de medidas administrativas. médicas. A redação atual do Capítulo da CLT que abrange a parte de Segurança e Medicina do Trabalho (Título II. multidisciplinares. tendentes à proteção dos trabalhadores. passando assim. portanto. A Segurança do Trabalho é um conjunto de medidas multidisciplinares: técnicas. na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). E foi a partir do Decreto-Lei nº 229 de 1967. 2 Conceito de Segurança do Trabalho Caso algum profissional da área de Segurança do Trabalho tenha que resumir a sua atividade em uma única palavra. Só depois da 1ª guerra mundial é que o nosso País. “PREVENÇÃO”. Em uma empresa de administração moderna o Setor/Departamento de Segurança e Medicina do Trabalho atua como um consultor. no Brasil foi introduzida em 1944. Capítulo V “Da Segurança e Medicina do Trabalho”. esta seria.

outras situações de risco que poderão contribuir para a ocorrência de acidentes. Risco biológico: são os agentes que se apresentam na forma de microorganismos e parasitas infecciosos vivos e suas toxinas. máquinas e equipamentos sem proteção. 3 Riscos Ocupacionais Risco ocupacional é a probabilidade de ocorrer acidente ou doença na realização de atividades no trabalho. fungos.condições inseguras. vapores e aerodispersóides (estes últimos são subdivididos ainda em poeiras. administrativo e econômico. eletricidade. temperatura. fumos. tais como: bactérias. pressões anormais. que podem penetrar no corpo humano através da pele. expondo o servidor. Risco químico: Substâncias químicas que estão presentes no ambiente são classificados em gases. neblinas. de várias espécies. podemos entender os agentes químicos como todas as substâncias puras. vibrações. fibras). um imperativo técnico. O risco ocupacional decorre da exposição do trabalhador a fatores de riscos no ambiente de trabalho. . 3. ferramentas inadequadas ou defeituosas. As atividades que podem apresentar risco ocupacional se encontram descritas tanto na legislação previdenciária quanto na trabalhista. mucosas. umidade. preparar as pessoas para prática de prevenção de acidentes. Risco de acidente: Situações da estrutura física que influenciam na ocorrência de acidentes como: arranjo físico inadequado. protozoários e vírus. corrigir as condições inseguras existentes. por ingestão ou por via respiratória. entre outros organismos.1 Tipos de riscos Risco físico: Formas de energia perceptíveis ao sentido humano: ruído. probabilidade de incêndio ou explosão. parasitas. agentes estes que os servidores estão de forma habitual ou permanente em contato. como também um benefício. animais peçonhentos. radiações ionizantes e radiações não ionizantes. compostos ou produtos (misturas) que podem entrar em contato com o organismo por uma multiplicidade de vias. iluminação inadequada. névoas. A Segurança do Trabalho é a o mesmo tempo uma imposição legal. bacilos. armazenamento inadequado.

de acordo com sua natureza e a padronização das Cores Correspondentes. exigência de postura inadequada.Risco ergonômico: Agentes ergonômicos são os que fazem a relação direta homem X postos de trabalho e que possam interferir negativamente nos trabalhadores tais como: esforço físico intenso. levantamento e transporte manual de peso. jornadas de trabalho prolongadas. imposição de ritmos excessivos. Classificação dos Principais Riscos Ocupacionais em Grupos. monotonia e repetitividade e outras situações causadoras de stress físico e/ou psíquico. . controle rígido de produtividade.

estabelece a obrigatoriedade das empresas em constituírem o Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) e as categorias profissionais integrantes desses serviços. . já citada na unidade 3. técnico de segurança do trabalho. setor de serviço. como visto anteriormente. o Ministério do Trabalho publica através da Portaria n. à vista de laudo técnico do serviço competente que demonstre grave e iminente risco para o trabalhador. poderá interditar estabelecimento. NR 2 Inspeção Prévia – Todo estabelecimento novo. as normas regulamentadoras relativas à medicina. NR 3 Embargo ou Interdição – A Delegacia Regional do Trabalho. como consequência das políticas voltadas para a área do trabalho. inerentes ao trabalho e à proteção da saúde do trabalhador. As normas regulamentadoras (NR´s) dão um direcionamento para o desenvolvimento das ações e obrigações das empresas. é composta por médico do trabalho. dentre uma série de recomendações técnicas. As Normas Regulamentadoras (Portaria Ministerial 3214/78).4 Normas Regulamentadoras No Brasil. São as seguintes as Normas Regulamentadoras: NR 1 Disposições Gerais – As NRs são de observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos de administração direta e indireta. regulamentam e fornecem orientações sobre procedimentos obrigatórios relacionados à segurança e medicina do trabalho. que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho . as Normas Regulamentadoras. enfermeiro do trabalho e o auxiliar de enfermagem do trabalho. máquina ou equipamento. 3214. Todos necessitando de formação específica para atuarem nestes serviços. Em especial as ações relativas às medidas de prevenção. deverá solicitar aprovação de suas instalações ao órgão do Ministério do Trabalho e Emprego. higiene e segurança do trabalho.(CLT). de 08 de junho de 1978. Em 1978. funções e competência da Delegacia Regional do Trabalho. controle e eliminação de riscos. ou embargar a obra. antes de iniciar suas atividades. A NR1 estabelece a importância. também conhecidas como NRs. engenheiro do trabalho.

pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). NR 5 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) – As empresas privadas. Dentre as atividades dos SESMT. . auxiliar de enfermagem. de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . NR 7 Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – Esta NR estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação. de fabricação nacional ou estrangeira. É também de responsabilidade do SESMT o registro dos acidentes de trabalho.NR 4 Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – A NR 4 estabelece os critérios para organização dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT). de forma a reduzir os acidentes de trabalho e as doenças ocupacionais. enfermeiro do trabalho. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador e que possua enfim o Certificado de Aprovação (CA). o SESMT deve ter os seguintes profissionais: médico do trabalho.PCMSO.CIPA .tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho. considera- se Equipamento de Proteção Individual (EPI) todo dispositivo de uso individual. Para cumprir suas funções. estão a análise de riscos e a orientação dos trabalhadores quanto ao uso dos equipamentos de proteção individual. cujo objetivo é promover e preservar a saúde do conjunto dos seus trabalhadores. engenheiro de segurança do trabalho. públicas e órgãos governamentais que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ficam obrigados a organizar e manter em funcionamento uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. O trabalho do SESMT é preventivo e de competência dos profissionais citados acima. do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional . técnico de segurança do trabalho. em quantidades estabelecidas em função do número de trabalhadores e do grau de risco. A empresa é obrigada a fornecer aos empregados gratuitamente. com aplicação de conhecimentos de engenharia de segurança e de medicina ocupacional no ambiente de trabalho para reduzir ou eliminar os riscos à saúde dos trabalhadores. NR 6 Equipamento de Proteção Individual – Para os fins de aplicação desta NR.

fixando construção sólida. áreas de circulação. do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. através da antecipação. guindastes. como piso. montagem. dispositivos de partida e parada. de forma que o calor radiante não ultrapasse os limites de tolerância. Armazenagem e Manuseio de Materiais – Esta NR estabelece normas de segurança para operação de elevadores. acompanhamento de operação e manutenção. bem como de quaisquer trabalhos realizados em suas proximidades. inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras e vasos de pressão. transportadores industriais e máquinas transportadoras. operação e manutenção. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. O armazenamento de materiais deverá obedecer aos requisitos de segurança para cada tipo de material. projeto. NR10 Instalações e Serviços em Eletricidade – Esta NR estabelece os requisitos e condições mínimas exigidas para garantir a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem com instalações elétricas. NR 9 Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – Esta NR estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação. NR 12 Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos – Esta NR estabelece os procedimentos obrigatórios nos locais destinados a máquinas e equipamentos. Movimentação. normas sobre proteção de máquinas e equipamentos. .NR 8 Edificações – Esta NR estabelece requisitos técnicos mínimos que devam ser observados nas edificações para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalham. em conformidade com a regulamentação profissional vigente no país. oferecendo o máximo de segurança e conforto aos trabalhadores. avaliação e consequente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. em suas etapas de projeto. reconhecimento. revestida com material refratário. construção. NR 11 Transporte. NR 13 Caldeiras e Vasos de Pressão – Esta NR estabelece os procedimentos obrigatórios nos locais onde se situam as caldeiras de qualquer fonte de energia. bem como manutenção e operação. NR 14 Fornos – Esta NR estabelece os procedimentos mínimos.

evitando acidentes. . frio. ainda que rústicos com boa estrutura. transportar e armazenar explosivos de uma forma segura. umidade. aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho. NR 18 Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção – Esta NR estabelece diretrizes de ordem administrativa. NR 20 Líquidos Combustíveis e Inflamáveis – Esta NR estabelece a definição para líquidos combustíveis. que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos. comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho. de modo a proporcionar um máximo de conforto.NR 15 Atividades e Operações Insalubres – Esta NR estabelece os procedimentos obrigatórios. NR 16 Atividades e Operações Perigosas – Esta NR estabelece os procedimentos nas atividades exercidas pelos trabalhadores que manuseiam e/ou transportam explosivos ou produtos químicos. pressões. classificados como inflamáveis. como transportar e como devem ser manuseados pelos trabalhadores. NR 21 Trabalhos a céu aberto – Esta NR estabelece os critérios mínimos para os serviços realizados a céu aberto. NR 17 Ergonomia – Esta NR visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. segurança e desempenho eficiente. nas condições e no meio ambiente de trabalho na indústria da construção. sendo obrigatória a existência de abrigos. Agentes agressivos: ruído. substâncias radioativas e serviços de operação e manutenção. líquidos inflamáveis e Gás de petróleo liquefeito. calor. nas atividades ou operações insalubres que são executadas acima dos limites de tolerância previstos na Legislação. NR 19 Explosivos – Esta NR estabelece os procedimentos para manusear. radiações. incluindo os aspectos relacionados ao levantamento. ao mobiliário. agentes químicos. parâmetros para armazenar. de planejamento e de organização. transporte e descarga de materiais. capazes de proteger os trabalhadores contra intempéries.

NR 27 Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério do Trabalho – Esta NR estabelecia que o exercício da profissão de técnico de segurança do trabalho dependia de registro no Ministério do Trabalho. fosse efetuado pela SSST. embargo.NR 22 Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração – Esta NR estabelece sobre procedimentos de Segurança e Medicina do Trabalho nas atividades de minas. de forma a evitar riscos à saúde e à segurança do trabalhador. para fins de aplicação de aparelhos sanitários. NR 25 Resíduos Industriais – Esta NR estabelece os critérios para eliminação de resíduos industriais dos locais de trabalho. delimitando e advertindo contra riscos. cujas instalações deverão ser separadas por sexo. vestiários. gabinete sanitário. determinando que a empresa adotará métodos e manterá locais de trabalho que proporcionem a seus empregados condições satisfatórias de Saúde. NR 26 Sinalização de Segurança – Esta NR tem por objetivos fixar as cores que devam ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes. cozinhas e alojamentos. através de métodos. NR 29 Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário – Esta NR regulariza a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. identificando. NR 24 Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho – Esta NR estabelece critérios mínimos. equipamentos ou medidas adequadas. equipamentos suficientes para combater o fogo e pessoal treinado no uso correto. NR 23 Proteção contra incêndios – Esta NR estabelece os procedimentos que todas as empresas devam possuir. serão efetuados obedecendo ao disposto nos decretos leis. no cumprimento das disposições legais e/ou regulamentares sobre segurança e saúde do trabalhador. alcançando as . banheiro. interdição e penalidades. NR 28 Fiscalização e Penalidades – Esta NR estabelece que fiscalização. refeitórios. no tocante à proteção contra incêndio. Segurança e Medicina do Trabalho. com processo iniciado através das DRT. saídas de emergência para os trabalhadores.

NR 32 Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde – Esta NR tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde. Exploração Florestal e Aquicultura – Esta NR tem por objetivo estabelecer os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho.Normas Mínimas para Marinha Mercante.º 147 da Organização Internacional do Trabalho . aquelas que operando na transformação do produto agrário. pecuária. NR 31 Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura. entende-se como serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população. na navegação interior. de bandeira nacional.Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário – Esta norma aplica-se aos trabalhadores das embarcações comerciais. na de cabotagem. A conscientização e colaboração de todos é muito importante para prevenção de acidentes na área da saúde. de apoio marítimo e portuário. com potencial de provocar doenças nos trabalhadores. de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura. no limite do disposto na Convenção n. Pecuária Silvicultura. silvicultura. bem como em plataformas marítimas e fluviais. NR 30 . e todas as ações de promoção. não altere a sua natureza. apresentam maior risco devido à possibilidade de contato com micro-organismos encontrados nos ambientes e equipamentos utilizados no exercício do trabalho. Para fins de aplicação desta NR. seja na navegação marítima de longo curso. exploração florestal e aquicultura com a segurança e saúde e meio ambiente do trabalho. bem como às de bandeiras estrangeiras. no entendimento do legislador. recuperação. pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade. quando em deslocamento.melhores condições possíveis de segurança e saúde dos trabalhadores que exerçam atividades nos portos organizados e instalações portuárias de uso privativo e retroportuárias. Para fins de aplicação desta NR considera-se atividade agro-econômica. As atividades relacionadas aos serviços de saúde são aquelas que. situadas dentro ou fora da área do porto organizado. inclusive naquelas utilizadas na prestação de serviços. retirando-lhe a condição de matéria prima. utilizados no transporte de mercadorias ou de passageiros. bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral. A responsabilidade é solidária entre contratante e contratado quanto ao cumprimento da NR 32. assistência. Os trabalhadores diretamente envolvidos com estes agentes são: .

a fim de garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores com atividades executadas acima de dois metros do nível inferior. . que possua meios limitados de entrada e saída. de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores e que interagem direta ou indiretamente neste espaços. avaliação. movimentação de cargas. auxiliares e técnicos de enfermagem. a organização e a execução.Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e Reparação Naval – Esta NR tem por finalidade estabelecer os requisitos mínimos e as medidas de proteção à segurança. Cita nove procedimentos de trabalhos executados em estaleiros: trabalho a quente. e máquinas portáteis rotativas. NR 33 .Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados – Esta NR tem por objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento.médicos. NR 35 .Norma Regulamentadora sobre Abate e Processamento de Carnes e Derivados – O objetivo desta Norma é estabelecer os requisitos mínimos para a avaliação. entre outros envolvidos em serviços de saúde.limpeza e manutenção de equipamentos hospitalar.Trabalho em Altura – A NR-35 estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura. utilização de radionuclídeos e gamagrafia. onde haja risco de queda. instalações elétricas provisórias. motoristas de ambulância. controle e monitoramento dos riscos existentes nas atividades desenvolvidas na indústria de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano. NR 34 . a saúde e a qualidade de vida no trabalho. como o planejamento. enfermeiros. dentistas. NR 36 . Espaço confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua. de forma a garantir permanentemente a segurança. montagem e desmontagem de andaimes. à saúde e ao meio ambiente de trabalho nas atividades da indústria de construção e reparação naval. atendentes de ambulatórios e hospitais. cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio. jateamento e hidrojateamento. trabalhos em altura. monitoramento e controle dos riscos existentes.NR do Ministério do Trabalho e Emprego. sem prejuízo da observância do disposto nas demais Normas Regulamentadoras . pintura.

Não são contabilizados o reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença do trabalho. . Acidentes Típicos – são os acidentes decorrentes da característica da atividade profissional desempenhada pelo acidentado. que cause a morte. embora não tenha sido a causa única. permanente ou temporária. Acidentes Devidos à Doença do Trabalho – são os acidentes ocasionados por qualquer tipo de doença profissional peculiar a determinado ramo de atividade constante na tabela da Previdência Social. a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade. Acidentes com CAT Registrada – corresponde ao número de acidentes cuja Comunicação de Acidentes do Trabalho – CAT foi cadastrada no INSS. certos acidentes sofridos pelo segurado no local e no horário de trabalho.5 Acidente de Trabalho Define-se como acidente do trabalho aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados especiais. Esta identificação é feita pela nova forma de concessão de benefícios acidentários. Consideram-se acidente do trabalho a doença profissional e a doença do trabalho. e o acidente sofrido a serviço da empresa ou no trajeto entre a residência e o local de trabalho do segurado e vice- versa. haja contribuído diretamente para a ocorrência da lesão. Equiparam-se também ao acidente do trabalho: o acidente ligado ao trabalho que. Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário – NTEP ou Nexo Técnico por Doença Equiparada a Acidente do Trabalho. Acidentes sem CAT Registrada – corresponde ao número de acidentes cuja Comunicação de Acidentes do Trabalho – CAT não foi cadastrada no INSS. O acidente é identificado por meio de um dos possíveis nexos: Nexo Técnico Profissional/Trabalho. já comunicados anteriormente ao INSS. a perda ou a redução da capacidade para o trabalho. provocando lesão corporal ou perturbação funcional. Acidentes de Trajeto – são os acidentes ocorridos no trajeto entre a residência e o local de trabalho do segurado e vice-versa.

depois de completado o tratamento e indenizadas as seqüelas. o segurado deverá ser encaminhado à perícia médica da Previdência Social para requerimento do auxílio- doença acidentário – espécie 91. caberá à empresa pagar ao segurado empregado o seu salário integral. Após este período. 6 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) é. Assistência Médica – corresponde aos segurados que receberam apenas atendimentos médicos para sua recuperação para o exercício da atividade laborativa. Esta informação é captada a partir da concessão do benefício aposentadoria por invalidez por acidente do trabalho. O outro tipo ocorre quando o acidentado em exercício laboral apresentar incapacidade permanente e total para o exercício de qualquer atividade laborativa. o auxílio- doença acidentário é pago a partir da data do acidente. Incapacidade Permanente – refere-se aos segurados que ficaram permanentemente incapacitados para o exercício laboral. que tem a finalidade de prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho. Entende-se por incapacidade permanente parcial o fato do acidentado em exercício laboral. Durante os primeiros 15 dias consecutivos ao do afastamento da atividade. após o devido tratamento psicofísico-social. de forma paritária. uma comissão constituída por representantes indicados pelo empregador e membros eleitos pelos trabalhadores. apresentar seqüela definitiva que implique em redução da capacidade. segundo a legislação brasileira. de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. Óbitos – corresponde a quantidade de segurados que faleceram em função do acidente do trabalho. espécie 92. espécie 94. Esta informação é captada a partir da concessão do benefício auxílio-acidente por acidente do trabalho. . em cada estabelecimento da empresa. No caso de trabalhador avulso e segurado especial.Acidentes Liquidados – corresponde ao número de acidentes cujos processos foram encerrados administrativamente pelo INSS. A incapacidade permanente pode ser de dois tipos: parcial e total. Incapacidade Temporária – compreende os segurados que ficaram temporariamente incapacitados para o exercício de sua atividade laborativa em função de acidente ou doenças do trabalho.

tem uma duração um pouco maior do que dois anos: vai do momento de registro da candidatura do empregado à CIPA até um ano após o término de seu mandato. treinamento e atribuições da CIPA. . O objetivo da CIPA é "observar e relatar as condições de risco nos ambientes de trabalho e solicitar medidas para reduzir até eliminar os riscos existentes e/ou neutralizar os mesmos. A NR 5 trata do dimensionamento. aprovada pela Portaria nº 08/99 2 . a preservação da saúde e integridade física dos trabalhadores." Sua missão é. da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. e ser assim constituída: igual número de representantes do empregador (indicados pela empresa) e de representantes dos empregados (eleitos). o presidente da CIPA deve ser escolhido pela empresa. eleitos e indicados. é exigida a designação de uma pessoa com o treinamento específico. objetivando sempre melhorar as condições de trabalho. A CIPA deverá ter mandato de um ano.. durante os quais só poderão ser desligados através de demissão por justa causa. elaborar o calendário de reuniões ordinárias e constituir Comissão Eleitoral para a regular o processo de eleição da CIPA subsequente.. em relação à forma como os trabalhos são realizados. o vice-presidente da CIPA deve ser eleito dentre os representantes eleitos titulares. entre gerentes e empregados. Cabe ao secretário da CIPA elaborar as atas das reuniões ordinárias da Comissão. A Consolidação das Leis do Trabalho e a Constituição Federal brasileira garantem aos membros titulares da CIPA eleitos (os representantes dos empregados) dois anos de estabilidade no emprego. portanto. na verdade. mas seu nome precisa ser necessariamente aprovado por todos os cipeiros. O período de estabilidade. a CIPA é um órgão supracorporativo e independente. processo eleitoral. em eleição de que participam todos os representantes eleitos. Cabe ao presidente e ao vice-presidente da CIPA mediar conflitos. para desempenhar as atribuições da Comissão. não subordinado a nenhuma área da empresa nem a nenhum funcionário desta. inclusive os suplentes. visando a humanização do trabalho. Seu papel mais importante é o de estabelecer uma relação de diálogo e conscientização. A CIPA tem suporte legal no artigo 163 da Consolidação das Leis do Trabalho e na Norma Regulamentadora nº 5 (NR 5). dentre os membros por ela indicados. de forma criativa e participativa. Não obstante. o secretário da CIPA pode ser escolhido entre os membros da Comissão ou até mesmo ser um funcionário que dela não faça parte. Quando o estabelecimento não se enquadra na obrigatoriedade de constituição de CIPA.

físico.) O mapa é um levantamento dos pontos de risco nos diferentes setores das empresas. conseguida através de jurisprudência. classificando-os por grau de perigo: pequeno. Tais fatores têm origem nos diversos elementos do processo de trabalho (materiais. utiliza-se o mesmo circulo. A partir de uma planta baixa de cada seção são levantados todos os tipos de riscos. 7 Mapa de Riscos Mapa de Risco é uma representação gráfica de um conjunto de fatores presentes nos locais de trabalho. exatamente no local onde se encontra o risco (uma máquina. com diâmetro de 10 cm. método de trabalho. instalações. por exemplo) deve ser colocado o círculo no tamanho avaliado pela CIPA e na cor correspondente ao grau de risco. suprimentos e espaços de trabalho) e a forma de organização do trabalho (arranjo físico. com diâmetro de 5 cm. dividindo-o em partes. Quando num mesmo local houver incidência de mais de um risco de igual gravidade. turnos de trabalho. jornada de trabalho. Estes tipos são agrupados em cinco grupos classificados pelas cores vermelho. Cada grupo corresponde a um tipo de agente: químico. verde. médio. Trata-se de identificar situações e locais potencialmente perigosos. pintando-as com cor correspondente ao risco. ritmo de trabalho. O mapa deve ser colocado em um local visível para alertar aos trabalhadores sobre os perigos existentes naquela área. capazes de acarretar prejuízos à saúde dos trabalhadores: acidentes e doenças de trabalho. Na planta da seção. biológico. Dentro dos círculos deverão ser anotados o numero de trabalhadores expostos ao risco e o nome do risco. marrom. Hoje é reconhecida também a estabilidade do suplente eleito. A idéia é que os funcionários de uma seção façam a seleção apontando aos cipeiros os principais problemas da respectiva unidade. ergonômico e mecânico. treinamento. A empresa receberá o levantamento e terá 30 dias para analisar e negociar com os membros da CIPA ou do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do . etc. com diâmetro de 2. postura de trabalho. amarelo e azul. Os riscos serão simbolizados por círculos de três tamanhos distintos: pequeno.5 cm. equipamentos. médio e grande. e grande.

. a CIPA deverá comunicar a Delegacia Regional do Trabalho.Trabalho (SESMT). se houver. prazos para providenciar as alterações propostas. Caso estes prazos sejam descumpridos.

• radiações.. médio e longo prazos provocar sérios prejuízos à saúde..2 horas 90 ...7 horas 92 . podendo a curto. • vibrações.3 horas 87 .2 horas e 40 minutos 88 . • calor.6 horas 93 . menor deverá ser o tempo de exposição ocupacional.2 horas e 40 minutos 89 . Quanto maior o nível de ruído...4 horas e 30 minutos 95 .3 horas e 30 minutos 86 ..Riscos Físicos Cor Verde São considerados riscos físicos: • ruídos.5 horas 94 . Limite de tolerância para ruído contínuo ou intermitente Nível de ruído dB(A) Máxima exposição diária permissível 85 . Dependendo do tempo de exposição.4 horas . nível sonoro e da sensibilidade individual. • umidade. as alterações danosas poderão manifestar-se imediatamente ou gradualmente.. RUÍDOS – As máquinas e equipamentos utilizados pelas empresas produzem ruídos que podem atingir níveis excessivos... • pressões anormais..8 horas 91 .

• modificação do ritmo respiratório.1 hora e 45 minutos 106 .45 minutos 112 .8 minutos 105 . • diminuição da visão noturna. • alterações mentais: perda de memória.96 . • dificuldade na percepção de cores.. • Medida de proteção individual: fornecimento de equipamento de proteção individual (EPI) (no caso. Medidas de controle Para evitar ou diminuir os danos provocados pelo ruído no local de trabalho.. • modificação do ritmo cardíaco. O EPI deve ser fornecido na impossibilidade de eliminar o ruído ou como medida complementar.20 minutos 100 . dificuldade em coordenar idéias.. Além destas conseqüências. .30 minutos 115 ..7 minutos Consequências O ruído age diretamente sobre o sistema nervoso. irritabilidade.-10 minutos 104 ..1 hora 110 .15 minutos 102 .. • modificação do calibre dos vasos sanguíneos. • perturbações gastrointestinais.1 hora e 15 minutos 108 ..25 minutos 98 .. o ruído atinge também o aparelho auditivo causando a perda temporária ou definitiva da audição. protetor auricular).35 minutos 114 . • hipertensão.. podem ser adotadas as seguintes medidas: • Medidas de proteção coletiva: enclausuramento da máquina produtora de ruído. isolamento de ruído. ocasionando: • fadiga nervosa...

osteoporose (perda de substância óssea). VIBRAÇÕES Na indústria é comum o uso de máquinas e equipamentos que produzem vibrações. • Medidas educacionais: orientação para o uso correto do EPI. as quais podem ser nocivas ao trabalhador. . Conseqüências: alterações neurovasculares nas mãos. Medidas de controle: Para evitar ou diminuir as conseqüências das vibrações é recomendado o revezamento dos trabalhadores expostos aos riscos (menor tempo de exposição). Podem ser classificadas em dois grupos: Radiações ionizantes: Os operadores de raio-x e radioterapia estão freqüentemente expostos a esse tipo de radiação. problemas nas articulações das mãos e braços. Generalizadas . São provocadas por ferramentas manuais. RADIAÇÕES São formas de energia que se transmitem por ondas eletromagnéticas. que pode afetar o organismo ou se manifestar nos descendentes das pessoas expostas. As lesões ocorrem com os operadores de grandes máquinas. dores lombares. A absorção das radiações pelo organismo é responsável pelo aparecimento de diversas lesões. afastamento do local de trabalho. As vibrações podem ser: Localizadas .(ou do corpo inteiro) . Conseqüências: Lesões na coluna vertebral. campanha de conscientização.• Medidas médicas: exames audiométricos periódicos. elétricas e pneumáticas. revezamento. ônibus e tratores. • Medidas administrativas: tornar obrigatório o uso do EPI: controlar seu uso.(em certas partes do corpo) . como os motoristas de caminhões.

luva. etc. • rachaduras e necrose na pele. lesões na pele. microondas. • Medidas de proteção individual: fornecimento de EPI adequado ao risco (ex: avental. • problemas cardiocirculatórios. enclausuramento da fonte de radiação (ex: pisos e paredes revestidas de chumbo em salas de raio-x). • Medida administrativa: (ex: dosímetro de bolso para técnicos de raio-x). perneira e mangote de raspa para soldador . etc. • câimbras. . • fadiga física. • distúrbios psiconeuróticos. • enregelamento: ficar congelado. • erupção da pele. ou de solda oxiacetilênica.Radiações não ionizantes: São radiações não ionizantes a radiação infravermelha. queimaduras. óculos para operadores de forno). ou ainda raios laser. • Medida médica: exames periódicos. Seus efeitos são perturbações visuais (conjuntivites. Medidas de controle: • Medidas de proteção coletiva: isolamento da fonte de radiação (ex: biombo protetor para operação em solda). FRIO Baixas temperaturas podem provocar: • feridas. proveniente de operação em fornos . radiação ultravioleta como a gerada por operações em solda elétrica. cataratas). • insolação. CALOR Altas temperaturas podem provocar: • desidratação.

e represas onde é injetado ar comprimido que expulsa a água do interior do caixão. . possibilitando o trabalho. • Medidas de proteção individual: fornecimento de EPI (ex: avental. • liberação de nitrogênio nos tecidos e vasos sanguíneos e morte. compartimentos estanques instalados nos fundos dos mares. São usados na construção de pontes e barragens. No Brasil. bota.• agravamento de doenças reumáticas. Consequências: • ruptura do tímpano quando o aumento de pressão for brusco. capuz. • predisposição para doenças das vias respiratórias. exige legislação específica (NR-15) a ser obedecida. caixões pneumáticos e trabalhos executados por mergulhadores. Baixas pressões: são as que se situam abaixo da pressão atmosférica normal e ocorrem com trabalhadores que realizam tarefas em grandes altitudes. isolamento das fontes de calor/frio. da pressão atmosférica a que normalmente estamos expostos. Medidas de controle: • Medidas de proteção coletiva: ventilação local exaustora com a função de retirar o calor e gases dos ambientes. rios. máquinas de perfuração. Medidas de controle Por ser uma atividade de alto risco. são raros os trabalhadores expostos a este risco. Ocorrem em trabalhos realizados em tubulações de ar comprimido. Ex: caixões pneumáticos. PRESSÕES ANORMAIS Há uma série de atividades em que os trabalhadores ficam sujeitos a pressões ambientais acima ou abaixo das pressões normais. isto é. • predisposição para acidentes. luvas especiais para trabalhar no frio). Altas pressões: são as que se situam acima da pressão atmosférica normal.

névoas. • doenças circulatórias. cozinha. ralos para escoamento. colocação de estrados de madeira. gases. • doenças de pele.UMIDADE As atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados. gases e vapores estão dispersos no ar (aerodispersóides). aventa para trabalhadores em galvanoplastia. com umidade excessiva. neblinas e substâncias. • quedas. fumos. compostos e produtos químicos em geral. Medidas de controle: • Medidas de proteção coletiva: estudo de modificações no processo do trabalho. limpeza etc). POEIRAS São partículas sólidas geradas mecanicamente por ruptura de partículas maiores. As poeiras são classificadas em: • Poeiras minerais . fumos. Poeiras. Consequências: • doenças do aparelho respiratório. líquida e gasosa e classificam-se em: poeiras. névoas. de borracha. capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores. • Medidas de proteção individual: fornecimento do EPI (ex: luvas. são situações insalubres e devem ter a atenção dos prevencionistas por meio de verificações realizadas nesses locais para estudar a implantação de medida de controle. vapores. Riscos Químicos Cor Vermelha Os riscos químicos presentes nos locais de trabalho são encontrados na forma sólida. botas.

FUMOS Partículas sólidas produzidas por condensação de vapores metálicos. etc. carvão mineral. febre de fumos metálicos. ácido nítrico. potencializando sua nocividade. hidrogênio. • Poeiras vegetais Ex: algodão. Ex: GLP. Ex: fumos de óxido de zinco nas operações de soldagem com ferro. pneumoconiose dos minérios de carvão (mineral). monóxido de carbono liberado pelos escapamentos dos carros. VAPORES . asbesto. Consequências: bissinose (algodão). Ex: névoa resultante do processo de pintura a revólver. intoxicação específica de acordo com o metal. ozona.Ex: sílica. • Poeiras incômodas Consequências: interação com outros agentes nocivos presentes no ambiente de trabalho. • Poeiras alcalinas Ex: calcário Consequências: doenças pulmonares obstrutivas crônicas. Consequências: doença pulmonar obstrutiva. asbestose (amianto). GASES Estado natural das substâncias nas condições usuais de temperatura e pressão. enfizema pulmonar. butano. bagaço de cana-de-açúcar. Consequências: silicose (quartzo). NÉVOAS Partículas líquidas resultantes da condensação de vapores ou da dispersão mecânica de líquidos. bagaçose (cana-de-açúcar) etc.

hélio. acetileno. coma e morte. Ex: nafta. cetonas. náuseas. • Sensibilidade individual: o nível de resistência varia de indivíduo para indivíduo. alguns fatores devem ser levados em consideração: • Concentração: quanto maior a concentração. etc.São dispersões de moléculas no ar que podem condensar-se para formar líquidos ou sólidos em condições normais de temperatura e pressão. tolueno. aldeídos. propano. etc. gasolina. ao sistema formador de sangue (benzeno). gases e vapores podem ser classificados em: • Irritantes: irritação das vias aéreas superiores. Vias de penetração dos agentes químicos • Via cutânea (pele). Ex: hidrogênio. danos aos diversos órgãos. Fatores que influenciam a toxicidade dos contaminantes ambientais: Para avaliar o potencial tóxico das substâncias químicas. cloro. • Índice respiratório: representa a quantidade de ar inalado pelo trabalhador durante a jornada de trabalho. álcoois. • Tempo de exposição: é o tempo que o organismo fica exposto ao contaminante. • Via digestiva (boca). • Via respiratória (nariz). convulsões. Ex: ácido clorídrico. • Toxicidade: é o potencial tóxico da substância no organismo. etc. tricloroetileno. Medidas de controle . • Anestésicos: (a maioria solventes orgânicos). naftalina. • Asfixiantes: dor de cabeça. benzeno. etc. etc. dióxido de carbono. sonolência. soda caústica. • Ex: butano. Névoas. nitrogênio. A penetração dos agentes químicos no organismo depende de sua forma de utilização. mais rapidamente seus efeitos nocivos manifestar-se-ão no organismo. ácido sulfúrico. xileno. cloreto de carbono. Ação depressiva sobre o sistema nervoso. percloritileno. metano. monóxido de carbono.

Medidas de proteção individual Fornecimento do EPI como medida complementar (ex: máscara de proteção respiratória para poeira. neoprene para trabalhos com produtos químicos. laboratórios. afastamento do local de trabalho. É o caso das indústrias de alimentação. fungos e bacilos. luvas de borracha. limpeza pública (coleta de lixo). febre amarela. Para que essa doenças possam ser consideradas doenças profissionais é preciso que haja exposição do funcionário a estes microorganismos. Muitas atividades profissionais favorecem o contato com tais riscos. bactérias. substituição do produto químico utilizado por outro menos tóxico. hospitais. estudo de alteração de processo de trabalho. pois existe uma grande quantidade de produtos químicos em uso e as medidas de proteção devem ser adaptadas a cada tipo. Medidas de proteção coletiva Ventilação e exaustão do ponto de operação. protozoários. malária. Riscos Biológicos Cor Marrom São considerados riscos biológicos: vírus. etc. . parasitas. redução do tempo de exposição. conscientização dos riscos no ambiente. brucelose. podem provocar inúmeras doenças. em contato com o homem. para gases e fumos. Entre as inúmeras doenças profissionais provocadas por microorganismos incluem-se: tuberculose. Os riscos biológicos ocorrem por meio de microorganismos que.As medidas sugeridas abaixo pretendem dar apenas uma idéia do que pode ser adotado.

sistema de ventilação/exaustão. A ergonomia ou engenharia humana é uma ciência relativamente recente que estuda as relações entre o homem e seu ambiente de trabalho. postura inadequada. hábitos de higiene pessoal.São necessárias medidas preventivas para que as condições de higiene e segurança nos diversos setores de trabalho sejam adequadas. controle rígido de produtividade. vacinação. jornada de trabalho prolongada. treinamento. trabalhos em período noturno. higiene rigorosa nos locais de trabalho. com relação à ação dos riscos biológicos: • Cutânea: ex: a leptospirose é adquirida pelo contato com águas contaminadas pela urina do rato. monotonia e repetitividade. e cujos resultados se medem em termos de eficiência humana e bem-estar no trabalho". uso de roupas adequadas. Riscos Ergonômicos Cor Amarela São considerados riscos ergonômicos: esforço físico. uso de EPI. • Respiratória: ex: a pneumonia é transmitida pela aspiração de ar contaminado. situação de estresse. • Digestiva: ex: ingestão de alimentos deteriorados. Para que uma substância seja nociva ao homem. controle médico permanente. ideal entre o homem e o seu trabalho. imposição de rotina intensa. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) define a ergonomia como " a aplicação das ciências biológicas humanas em conjunto com os recursos e técnicas da engenharia para alcançar o ajustamento mútuo. levantamento de peso. é necessário que ela entre em contato com seu corpo. Existem diferentes vias de penetração no organismo humano. Medidas de controle As mais comuns são: saneamento básico (água e esgoto). Consequências .

taquicardia. diabetes. comprometendo sua produtividade. pisos fracos e/ou irregulares. melhores condições no local de trabalho. máquinas sem proteção em pontos de transmissão e de operação. etc. ferramentas inadequadas. ferramentas adequadas. modernização de máquinas e equipamentos. dores musculares. Máquinas e equipamentos sem proteção Máquinas obsoletas. ansiedade. doenças do aparelho digestivo (gastrite e úlcera). comando de liga/desliga fora do alcance do operador. armazenamento inadequado.Os riscos ergonômicos podem gerar distúrbios psicológicos e fisiológicos e provocar sérios danos à saúde do trabalhador porque produzem alterações no organismo e no estado emocional. Riscos de Acidentes Cor Azul São considerados como riscos geradores de acidentes: arranjo físico deficiente. animais peçonhentos. EPI inadequado ou não fornecido. postura adequada. máquinas e equipamentos sem proteção. máquinas e equipamentos com defeitos ou inadequados. melhoria no relacionamento entre as pessoas. Medidas de controle Para evitar que estes riscos comprometam as atividades e a saúde do trabalhador. má arrumação e limpeza. alteração no ritmo de trabalho. é necessário um ajuste entre as condições de trabalho e o homem sob os aspectos de praticidade. alteração do sono. eletricidade. saúde e segurança. Arranjo físico deficiente É resultante de: prédios com área insuficiente. . incêndio ou explosão. tensão. doenças nervosas. localização imprópria de máquinas e equipamentos. hipertensão arterial. ou defeituosas. problemas de coluna. etc. tais como: cansaço físico. sinalização incorreta ou inexistente. conforto físico e psíquico por meio de: melhoria no processo de trabalho.

falta de aterramento elétrico. falta de fornecimento de ferramentas adequadas. falta de equipamentos de combate ou equipamentos defeituosos. com defeito ou exposta. sobrecarga em rede elétrica. os riscos dependerão dos processos de produção. identificação e a avaliação da gravidade dos riscos deve passar pela consulta e dialogo com as pessoas que trabalham com os produtos químicos. A busca da localização. Como elaborar o Mapa de Risco A inspeção de segurança deve ser feita pela CIPA para levantamento dos dados necessários. falta de sinalização. das tecnologias e métodos de trabalho. Eletricidade Instalação elétrica imprópria . etc. manipulação e transporte inadequado de produtos inflamáveis e perigosos. devendo ser revisto sempre que um fato novo venha modificar a situação de riscos estabelecida. maquinas. falta de manutenção. . falta de manutenção. Em uma empresa metalúrgica.Ferramentas inadequadas ou defeituosas Ferramentas usadas de forma incorreta. Neste contato procura-se fazer um diagnostico da maneira como os trabalhadores convivem com o meio que cerca. Incêndio ou explosão Armazenamento inadequado de inflamáveis e/ou gases. o mapa de riscos do estabelecimento deve ser realizado por etapa de execução dos serviços. sistemas. No caso das empresas de construção. fios desencapados. ferramentas. organizações.

sexo do entrevistado. Identificação das medidas de proteção e se elas são eficientes: EPIs. vestiários. Identificação dos problemas de saúde: Queixas mais freqüentes entre trabalhadores expostos aos mesmos riscos. Para quem e quanto produz (direito de saber). se já recebeu treinamento para função e se já recebeu treinamento em segurança. tipo de alimentação das máquinas etc.Após discutido e aprovado pela CIPA. Em resumo: 1º) PASSO: Conhecer os setores/seções da empresa: O que é e como produz. Identificação dos riscos existentes. avaliação do ambiente de trabalho. jornada de trabalho. em local visível e de fácil acesso para os trabalhadores e visitantes. estado de higiene e conforto dos banheiros. As etapas da elaboração do mapa de risco são: Levantamento dos dados do processo de trabalho: Numero de funcionários que trabalham no setor. refeitório e áreas de lazer. 4º) PASSO: . Analise dos levantamentos de riscos realizados anteriormente. acidentes de trabalhos ocorridos e as doenças ocupacionais registradas no setor. o mapa de riscos completo ou setorial deve ser afixado no setor mapeado. EPCs. das atividades desenvolvidas e do ambiente de trabalho. 2º) PASSO: Fazer o fluxograma (desenho de todos os setores da empresa e das etapas de produção).) envolvidos no processo produtivo. bebedouros. 3º) PASSO: Listar todas as matérias-primas e os demais insumos (equipamentos.

entretanto. Neste contexto. indissociável do trabalho. Quando assinamos um contrato de trabalho. passamos a ser subordinados de alguém e ou superior hierárquico de outros. O trabalhador que executa tarefas perigosas e ou transita por uma área comprovadamente . teratogênica. etapa por etapa (se forem muitos. Poderemos afirmar que nenhuma atividade é totalmente isenta de riscos. implica em uma constante vigilância sobre o processo de trabalho. A maciça incorporação de tecnologias de automação. chamadas de atividades de riscos. dentre outros comportamentos da vida laboral atual. do empregado. aqueles que geram até doenças ocupacionais ou do trabalho comprovadas ou não. por parte do empregador. priorize aqueles que os trabalhadores mais se queixam. Não obstante. O comportamento mais competitivo e individualista. busca da qualidade total certificada. como a potencialidade carcinogênica. enquanto cuidado individual e coletivo. seja ele no âmbito público ou privado.Listar todos os riscos existentes. mutagênica. a higiene e segurança no trabalho. Isso quer dizer que um manda e o outro obedece ou vice versa. 8 Insalubridade e Periculosidade O ambiente de trabalho pode induzir a mecanismos de agressão ao ser humano. dos sindicalistas e do Serviço de Saúde do Trabalhador. doenças do trabalho e a problemas de saúde física e mental. induzido pelo alto nível de competitividade. ou que haja suspeitas). existem determinadas atividades que por si só produzem efeitos nocivos ao ser humano. exposição a inúmeros patógenos. A obediência para execução de uma determinada tarefa não pode de nenhuma maneira colocar a vida do trabalhador em risco. riscos de queda. mas há regras para isso. doenças ocupacionais. setor por setor. produtividade ao extremo. diversas medidas deverão ser tomadas: o uso de equipamento de proteção coletiva (EPC) e equipamento de proteção individual (EPI). ruído excessivo. ferramenta primeira no desenvolvimento das relações de produção”. situações penosas entre outras. Julgar importante qualquer informação do trabalhador. expõe o trabalhador a acidentes. a constante fragmentação do trabalho vem modificando substancialmente o papel do trabalhador junto ao coletivo. Se patrão e empregado concordar com a execução das tarefas geradas por essas atividades. “A Saúde enquanto patrimônio do trabalhador é condição essencial e fundamental para o convívio social.

. em seu Título II. Ambas foram regulamentadas pela Portaria 3. prêmios ou participações nos lucros da empresa. “Liquido inflamável é todo aquele que possui ponto de fulgor inferior a 70oC e pressão de vapor que não exceda 2. A periculosidade e a insalubridade têm como base legal a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).A periculosidade só cessa sob o ponto de vista legal com a total eliminação do risco. produzindo calor intenso e pressões elevadas. por meio de dois anexos. no tocante a Segurança e Medicina do Trabalho. "A caracterização e a classificação da insalubridade e da periculosidade. que alterou a CLT. e a lei 6. Periculosidade "São consideradas atividades ou operações perigosas. aqueles que." A periculosidade foi regulamentada pela Norma Regulamentadora No 16." "O direito do empregado ao adicional de insalubridade ou de periculosidade cessará com a eliminação do risco ã sua saúde ou integridade física. registrados no Ministério do trabalho.514 de 22/12/1977. cap. por sua natureza ou métodos de trabalho." Insalubridade . e amparado faz jus ao adicional de periculosidade ou insalubridade ou penosidade a depender do caso." O contato permanente pode se dar de maneira contínua ou intermitente. V seção XIII.8 Kg/cm2 absoluta a 37. na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho.insalubre ou penosa tem proteção legal." “Explosivos são substancias capazes de rapidamente se transformarem em gases... segundo as normas do Ministério do Trabalho. por meio de Normas regulamentadoras. impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. far-se ão através de PERÍCIA a cargo de Engenheiro do Trabalho ou Médico do Trabalho.7oC.” "O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações.214.

“A eliminação ou neutralização da insalubridade ocorrerá: I . 10% e 5% para os graus máximo." Os agentes classificam-se em: químicos. por meio de 14 anexos. assegura a percepção de adicional respectivamente de 40%. médio ou mínimo. a empresa pagará apenas um adicional.” Porém os trabalhadores regidos pela Lei 8112.. exponham os empregados a agentes nocivos à saúde. II – “com a utilização de equipamentos de proteção individual ao trabalhador. Limite de Tolerância . exemplo calor. os percentuais assegurados são de 20%. físicos. que diminuam a intensidade do agente agressivo aos limites de tolerância. A insalubridade foi regulamentada pela Norma Regulamentadora No 15." . médio ou mínimo. relacionada como a natureza e o tempo de exposição ao agente. exemplo doenças infecto-contagiosas. calculados com base no vencimento básico. exemplo chumbo. 20%. Insalubridade e Periculosidade . acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho. e biológicos. Regime Jurídico Único. por sua natureza. que não causará dano à saúde do trabalhador. condições ou métodos de trabalho. durante a sua vida laboral.com a adoção de medidas que conservem o ambiente do trabalho dentro dos limites de tolerância.O exercício de trabalho em condições insalubres. em valor a ser estipulado por laudo pericial específico. e 10% do salário mínimo da região. 9 Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva Equipamentos de Proteção Individual ou EPIs são quaisquer meios ou dispositivos destinados a ser utilizados por uma pessoa contra possíveis riscos ameaçadores da sua saúde ou segurança durante o exercício de uma determinada atividade.Se o local de trabalho for insalubre e perigoso. acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos.“é a concentração ou intensidade máxima ou mínima. segundo se classifiquem nos graus máximo.” "Artigo 192 .“Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que. Um equipamento de proteção . Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) foram regulamentados na Norma regulamentadora de No 06.

Proteção contra quedas –> Cinto de segurança.individual pode ser constituído por vários meios ou dispositivos associados de forma a proteger o seu utilizador contra um ou vários riscos simultâneos. Proteção ocular e facial – >Óculos. Os EPIs podem dividir-se em termos da zona corporal a proteger: Proteção da cabeça –> Capacete Proteção auditiva –> Abafadores de ruído (ou protetores auriculares) e tampões Proteção respiratória –> Máscaras. aparelhos filtrantes próprios contra cada tipo de contaminante do ar: gases. coturnos. mosquetão. arnês. químicos. sistema anti-queda. químicos. Proteção de pés e pernas –> Sapatos. botas. cinturão. térmicos ou elétricos. feitas em diversos materiais e tamanhos conforme os riscos contra os quais se quer proteger: mecânicos. apropriados para os riscos contra os quais se quer proteger: mecânicos. Proteção do tronco –> Avental . tênis. biológicos. elétricos e de queda. O uso deste tipo de equipamentos só deverá ser contemplado quando não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a atividade. aerossóis por exemplo. viseiras e máscaras Proteção de mãos e braços – Luvas.

Equipamentos de Proteção Coletiva. por proteger um coletivo. névoas e vapores contaminantes  Ventilação dos locais de trabalho  Proteção de partes móveis de máquinas  Sensores em máquinas  Barreiras de proteção em máquinas e em situações de risco  Corrimão e guarda-corpos  Fitas sinalizadoras e antiderrapantes em degraus de escada  Piso Anti-derrapante .O Equipamento de Proteção Coletiva deve ser usado prioritariamente ao uso do Equipamento de Proteção Individual por exemplo: um equipamento de enclausuramento acústico deve ser a primeira alternativa a ser indicada em uma situação onde houver risco físico de ruído. pois são de uso apenas individual. E somente quando esta condição não for possível. são equipamentos utilizados para proteção de segurança enquanto um grupo de pessoas realizam determinada tarefa ou atividade. deve ser pensado o uso de protetores auditivos como Equipamentos de Proteção Individuais (EPI) para proteção dos trabalhadores. Como exemplos de EPC podem ser citados:  Enclausuramento acústico de fontes de ruído  Exaustores para gases.

assim protegendo "o" colaborador.  Barreiras de proteção contra luminosidade e Radiação (Solda)  Cabines para pintura  Redes de Proteção (nylon)  Isolamento de áreas de risco  Sinalizadores de segurança (como placas e cartazes de advertência. máscaras de segurança e cintos de segurança são Equipamentos e Proteção Individual. ou EPI´s. ou fitas zebradas)  Extintores de incêndio  Lava-olhos  Detectores de Tensão  Chuveiros de segurança  Chuveiro Lava Olhos  Primeiros socorros Kit de primeiros socorros Em contraste. Apenas uma pessoa pode usar por vez os referidos EPI´s. .