COLÉGIO ESTADUAL VILA BELA

PEDRO HENRIQUE DOS SANTOS MONTEIRO

(TURMA 3004)

FILOSOFIA
A TEORIA ÉTICA DE IMMANUEL KANT

Rio de janeiro

07 de abril de 2017

......... 4 3.....Sumário 1........................................................................................... INTRODUÇÃO............................................. 5 4...................................................................................................................... BIBLIOGRAFIA................. A TEORIA ÉTICA DE KANT.... O conceito de razão..................... O conceito de moralidade........................................................................................................1....................................................................................3......................................... 2 2............................... 3 2........................2.................. 1 2........ O conceito de liberdade.............2 2... CONCLUSÃO.... 6 .

nasceu em 1724 na cidade de Konigsberg. 1 . seu primeiro e mais importante trabalho sobre filosofia ética. aos 57 anos. Kant destacou-se como aluno da universidade de Konigsberg.” Kant faz parte da filosofia moral e politica. tão pouco à perseguição de um fim. Justiça. desde então. 2014. Kant publicou o livro Fundamentação da metafisica dos costumes. Em sintonia com o espirito e com o impulso moral daquelas revoluções. da liberdade e da razão humana que. teoria filosófica defendida por Jeremy Bentham e John Stuart Mill. Kant publicou seu primeiro livro importante A critica da razão pura. INTRODUÇÃO Immanuel Kant. o que é fazer a coisa certa: “A fundamentação de Kant foi publicada pouco depois da Revolução Americana (1776) e antes da Revolução Francesa (1789). em 1781. estruturam todo o seu pensamento acerca do que é ética e da forma correta e justa com a qual os seres humanos devem conduzir suas vidas para que sejam realmente livres e para que ajam. no inicio do século XXI. que foi uma grande critica ao utilitarismo. Civilização Brasileira: Rio de janeiro. O presente trabalho se dedica a discorrer sobre a teoria ética de Immanuel Kant expondo todo o seu pensamento acerca da moral. segundo o pensamento de Kant. Posteriormente. De família humilde. mas está fundamentada no respeito aos seres humanos como fins em si mesmos. ela fornece uma base consistente para aquilo que os revolucionários do século XVIII denominaram de direitos do homem. respondendo questionamentos como “qual é o principio supremo da moralidade?” ou “o que é liberdade?”. Michael. o que é fazer a coisa certa. 15ª edição. porquanto a importância atribuída por Kant à dignidade humana define as concepções atuais sobre direitos humanos universais. onde ingressou aos 16 anos. para o filosofo. Assim. chamamos de direitos humanos. Aos 31 anos. A teoria ética de Kant afirma que a moral não esta relacionada à felicidade humana. Segundo Michael Sandel. ele se opõe veementemente a teoria utilitarista que se baseia em um cálculo sobre o que produzirá melhor resultado ou “maior felicidade” 1. filósofo prussiano. no livro justiça. que confrontava as teorias empíricas do conhecimento de David Hume e John Locke. Kant conseguiu seus primeiro emprego acadêmico como palestrante autônomo e. e nós. 1 Sandel.1. Kant está por trás de grande parte do pensamento contemporâneo sobre moral e politica. Segundo o professor Michael Sandel. de uma forma verdadeiramente moral.

2 .

Para ele o que conferia valor moral a uma ação era o dever. o valor moral de uma ação não consiste em suas consequências. vender a mercadoria por um valor acima do preço justo. Segundo o professor Michael Sandel. uma criança. ou a ideia de beneficio. fazer uma ação em benefício próprio ou para benefício de outrem. Mas antes. ou seja. Kant explica esses conceitos por uma série de antagonismo ou dualismos que serão mais bem explicados a seguir. os desejos que porventura as pessoas têm.2. Este é o dever descrito pelo Filósofo. mas na intenção com a qual a ação é realizada. O conceito de razão ele explica através da dualidade dos imperativos categórico e hipotético. uma ação para ter valor moral ela deve ser praticada com um fim em si mesma. Kant repudiava essa ideia utilitarista e denominava esses desejos e benefícios próprios como “motivos de inclinação”. através da elaboração e correlação dos conceitos de moralidade. ou seja. é importante relacionar esses conceitos aos seus respectivos dualismos: O conceito de moralidade é explicado através da dualidade entre dever e inclinação. 3 . nos benefícios que ela possa trazer ou nos desejos que ela satisfaz. 2.1. vontades. o comerciante vende o produto para a criança pelo preço normal. por exemplo. Kant dá vários exemplos que evidenciam a diferença entre os conceitos de dever e de inclinação. A TEORIA ÉTICA DE KANT No livro Fundamentação da metafisica dos costumes. como interesses. O conceito de liberdade é explicado através da dualidade Autonomia e heteronomia. considerando a inocência da criança. Então ao invés de vender o produto com um preço alto. Kant começa a desenvolver sua teoria ética dando reposta ao questionamento de qual é o princípio moral supremo. Porém o comerciante não faz isso por medo de que alguém descubra sua atitude com a criança e com isso ele ganhe a fama de desonesto por enganar uma criancinha. Para ilustrar melhor essa ideia. De acordo com o Kant. ela deve ser praticada porque essa é a coisa certa a se fazer. este poderia. Um desses exemplos trata de um comerciante e um freguês inexperiente. Se uma criança entra em uma loja e pede uma mercadoria qualquer a um comerciante. eles tomam como base para os princípios morais. desejos e preferências que as pessoas possam ter em um determinado momento.O conceito de moralidade O conceito de moralidade para Kant pode ser explicado através da dualidade das ideias de dever vs inclinação. Para os utilitaristas a moralidade era baseada no principio da felicidade. liberdade e razão. mas o que significam esses conceitos? Kant afirma que a moralidade não deve ser baseada apenas em considerações empíricas.

é o absoluto oposto do que antes foi exposto como heteronomia. ainda que tenha sido correta. o homem está agindo como escravo do próprio desejo. Um bom exemplo para ilustrar a diferença entre autonomia e heteronomia é o da pessoa que pratica filantropia. obedece a uma lei que estabelece para si mesmo e toma atitudes a põe ações em pratica por elas mesmas. Por isso não é livre. ser muito bem remunerado para que pudesse comprar produtos de luxos dos quais é admirador como carros e joias. Um exemplo que ilustra essa situação é: perguntaram a um estudante porque ele ficava até altas horas estudando e ele respondeu que ele fazia isso porque precisava tirar boas notas. um dos três conceitos que consubstancia o princípio moral supremo. Ele afirma que quando se busca a satisfação dos desejos. é necessário que se fale do seu conceito de liberdade. para Kant não foi uma atitude moral. essa pessoa está agindo de forma autônoma. então. pois o individuo que a pratica está obedecendo a uma inclinação a um desejo. Comumente se define liberdade como livre arbítrio para fazer o que sente vontade. Se alguém faz doações a um orfanato porque as crianças de lá precisam de ajuda então esse é o certo a se fazer. está satisfazendo uma vontade para se sentir bem. Ele agiu segundo uma inclinação e não por causa de um dever moral. Por outro lado se alguém faz doações a um orfanato porque se sente bem sentindo que está ajudando crianças. O conceito de liberdade Para entender a teoria ética de Kant. O filosofo afirma que quando alguém age de maneira heteronômica. essa pessoa age em função de finalidades externas ela é apenas um instrumento e não autora dos objetivos que tenta alcançar. com um fim nelas mesmas. pois tinha medo de que sua loja ganhasse uma má fama.2. pois o vendedor agiu desta forma para se beneficiar disso e não porque essa era a atitude certa a se tomar. tudo que se faz é voltado para uma finalidade além dele mesmo. 2. não é autônoma. mesmo não sendo incorreta. Quando alguém age com autonomia. na verdade. essa atitude. porque queria conseguir um bom emprego ainda jovem para poder evoluir na carreira e. Todos esses porquês e desejos do estudante são exemplos daquilo que Kant chamaria de determinação heteronômica. porém o conceito de liberdade para Kant é mais restrito. A concepção de Kant sobre autonomia. porque precisava se formar o quanto antes. que representa a verdadeira liberdade kantiana. ela não está obedecendo a um desejo ou a uma inclinação. fazer em função de outras coisas. ou seja. 4 . A atitude do comerciante de vender o produto para a criança por um preço justo.

Kant distingue duas maneiras pelas quais a razão pode comandar a vontade e ele as traduz em forma de imperativos. ou seja. O primeiro está muito relacionado com a ideia de razão instrumental utilitarista: “Se você deseja X. Kant por outro lado afirmava que a função da razão é determinar quais objetivos devem ser buscados pelo indivíduo. ele argumenta que podemos atingir o principio supremo da moralidade através da razão e é esta que será a seguir exposta. qual é a lei que determinará suas ações. o significado de moralidade para Kant é agir de forma autônoma em função do dever.” Nesse caso as suas ações estão condicionadas aos benefícios que elas trarão ou a satisfação de algum desejo. Ele os chamou de Imperativo hipotético e imperativo categórico. para Kant os desejos e vontades do ser humano não podem ser base para a moralidade. Critica da razão prática. para eles a razão tem apenas a função de por em prática aquilo que é comandado pelos desejos. mas sim dá ao sujeito plenas condições para agir de acordo com uma lei outorgada a ele por ele mesmo. necessárias para uma vontade que por si só esteja em sintonia com a razão. Os seres humanos não são apenas serem sencientes que obedecem a estímulos de prazer ou dor. a leis que tenham sido dadas ou impostas sejam por terceiros ou por seus próprios desejos. Immanuel.O conceito de razão Como anteriormente exposto. em vez disso. diz que as ações devem ser boas em si e. 1959. a razão permite que o individuo não seja condicionado a estímulos exteriores. Como afirmado anteriormente. então faça Y. O imperativo categórico. 5 . ou seja. 2.A: São Paulo. Os utilitaristas viam o ser humano com um ser capaz apenas de raciocinar de forma instrumental. portanto. mas o que seria esse dever? Compreender o que é esse dever e a sua relação com a autonomia é o mesmo que compreender o princípio supremo da moralidade e também compreender a teoria ética de Kant.3. por outro lado. PDF. Edições e Publicações Brasil Editora S.”3 e do Fim em si mesmo: "Age de tal modo que possas tratar sempre a 2 Ibidem 3 Kant. Kant afirma que toda ação é governada por um tipo de lei e a razão dá ao individuo plenas condições para ser livre. essa ação apenas é boa porque é um meio para atingir a um determinado fim. Kant define o imperativo categórico como “uma lei prática que detenha comando absoluto sem quaisquer outro motivos”2 Kant apresenta algumas formulações do imperativo categórico como da Lei Universal: "Age sempre como se a máxima da tua ação devera ser erigida por tua vontade como uma lei universal da natureza.

como um fim.” Entender a relação entre os conceitos de moral. nossa vontade não é determinada por nós. um princípio que exige que tratemos as pessoas com respeito. liberdade e razão e compreender como cada dualidade explica a posição de Kant com relação aos conceitos citados é o mesmo que compreender a teoria ética Kantiana. segundo a concepção de Kant. Mas nesse caso não somos verdadeiramente livres. como fins em si mesmas. 4 ibidem 6 .humanidade. Todo esse processo revela o princípio da moralidade suprema e demonstra em poucas linhas o que é a teoria ética de Kant. não persegue a satisfação de um desejo ou de um fim.”4 3. A lei moral consiste em um imperativo categórico. não te sirvas jamais disso como um meio. seja em tua pessoa. Agir moralmente é agir por um dever que é um fim em si mesmo através da razão que possibilita a livre escolha para que o indivíduo imponha a si mesmo uma lei que se traduz em um imperativo categórico. agimos em prol de algum interesse ou objetivo externo. Agir moralmente significa agir por dever – em obediência a lei moral.por nossas necessidades circunstanciais ou por vontades e desejos que porventura tenhamos. e sim por forças externas. Só agimos livremente quando agimos de acordo com o imperativo categórico. Isso acontece porque sempre que agimos segundo um imperativo hipotético. entre moralidade e liberdade. ou seja. seja na do próximo. CONCLUSÃO O professor Michael Sandel diz em seu livro: “Podemos agora perceber a relação.

7 . BIBLIOGRAFIA 1. 1959. o que é fazer a coisa certa. EDIÇÕES 70.4. Civilização Brasileira: Rio de janeiro. Critica da razão prática. Sandel. Kant. Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. 3. Kant. LDA: Lisboa. Michael. Justiça. PDF.A: São Paulo. 2014. Immanuel. 2007. 15ª edição. Edições e Publicações Brasil Editora S. 2. PDF.