FACULDADE DE TECNOLOGIA ENSITEC

Curso Superior de Tecnologia em Fabricação Mecânica

AMATTI, Josué de Souza
joamatti@hotmail.com

CALDEIRA, Aline Calsavara
alinecalsavaracaldeira@yahoo.com

OLIVEIRA, Fernanda Lúcia Silva de
fernanda.lucia@uol.com.br

SILVA, Edecleverson Gonçalves da
edecleverson27@hotmail.com

YAMAZAKI, Luciano Yoiti
lucianoycwb@gmail.com

Unidade Curricular: Usinagem Geometria Definida
Professor: Aércio Fernando Mendes

USINABILIDADE DO AÇO ABNT Segundo Machado e Silva (1999), as
1045 operações de usinagem dividem-se em
processos de usinagem convencional e
não convencional. Torneamento,
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA fresamento e furação, são exemplos de
usinagem convencional. Jato d água,
Usinagem é um termo que abrange
lazer e ultrasom são exemplos de
processos de fabricação por geração de
usinagem não convencional.
superfícies através da retirada de
Segundo Trent (2000), o
material, conferindo dimensão e forma à
torneamento é a operação de usinagem
peça. Uma definição bastante ampla do
mais comumente empregada em
termo usinagem foi apresentada por
trabalhos de corte de metal. O material a
Ferraresi (1977), que diz que “como
ser cortado é fixado ao mandril do torno
operações de usinagem entendemos
e rotacionado, enquanto a ferramenta,
aquelas que, ao conferir à peça a forma,
presa firmemente em um porta-
ou dimensões ou o acabamento, ou
ferramenta,move-se em um plano
qualquer combinação destes três itens,
que,idealmente,contém o eixo de
produzem cavaco”. Cavaco é o termo
rotação da peça.
utilizado para designar os pedaços de
Segundo Ferraresi (1977), quanto à
material com formato irregular
forma da trajetória, o torneamento pode
removidos da peça durante o processo
ser retilíneo ou curvilíneo. Torneamento
de usinagem promovido pela ação de
retilíneo é o processo de torneamento no
uma ferramenta.
qual a ferramenta se desloca segundo

operação de torneamento. de modo a iniciar um *vibração da máquina e ferramenta. a físicas e mecânicas do metal na camada formação do cavaco. sobre a direção de corte (dada pela visando a obter na peça a forma e velocidade de corte). até que as tensões de deformação plástica. Estas propriedades são normais de usinagem se processa da influenciadas durante a operação de seguinte forma: usinagem devido a ação de alguns *Devido à penetração da ferramenta na fatores: peça uma pequena porção de matéria é *pressão da ferramenta contra a peça. FACULDADE DE TECNOLOGIA ENSITEC Curso Superior de Tecnologia em Fabricação Mecânica uma trajetória retilínea. a qual aumenta progressivamente. É a de acabamento. Este deslizamento formação de cavaco. ou ambos. realiza-se segundo os planos de *geometria da ferramenta. ferramenta e considerada agindo em O Torneamento curvilíneo é o processo direção e sentido sobre a ferramenta. denomina-se *cônico. Segundo Ferraresi (1977). É a projeção da força de da superfície de uma peça é usinagem Fu sobre uma perpendicular caracterizada pelo acabamento obtido ao plano de trabalho. dimensões próximas dasfinais. nas condições superficial. sobre a cunha cortante de uma *de perfilamento. ou um acabamento *Força de profundidade de corte Pp (Fp) superficial especificado. cisalhamento dos cristais da porção de material recalcada. As principais Quanto à finalidade das operações de componentes que devem ser torneamento. força de usinagem a força total que atua *radial. cisalhamento se tornem suficientemente *calor gerado no corte.O desbaste é a operação projeção da força de usinagem Pu(Fu) de usinagem. *O material recalcado sofre deformação *atrito do material na região de plástica. dimensões finais. no qual a ferramenta se componentes da força de usinagem (Pu) desloca segundo uma trajetória são de fundamental importância para a curvilínea.classifica consideradas são: ainda as operações de torneamento em *Força de corte Pc (Fc) – também torneamento de desbaste e torneamento chamada força principal de corte. a qualidade passiva. O torneamento *condiçõesdeusinagem. estes planos simultâneos irão definir . recalcada contra a superfície de saída da *atrito da superfície de incidência ferramenta. principalmente retilíneo pode ser classificado em: a velocidade de corte. deslizamento entre a porção de material *fenômenos específicos do processo de recalcado e a peça. *cilíndrico. altas. As de torneamento. – é também conhecida como força Segundo Silveira (1983). anterior a de acabamento. Entende. na usinagem e pelas propriedades Segundo Trent e Wright (2000). *Força de avanço Pa (Ff) – a força de se por acabamento a operação de avanço é a projeção da força de usinagem destinada a obter na peça as usinagem Fu sobre a direção de avanço. contra a peça. Durante ausinagem. Ferraresi(1977).

diz que apesar do ferramenta tem influência marcante em cavaco ser um subproduto da usinagem. *Continuando a penetração da provoca a ruptura total do cavaco. 2002). dita *Cavaco contínuo. O cavaco em fita é muito escorregar sobre a superfície de saída da problemático. definido pelo ângulo de principalmente quando a trinca. e temperatura. que ocorre cisalhamento. ferramenta. Da estar ocupando volume excessivo. que. no calor gerado durante o tempo em que determinado tipo de corte. como ferro fundido cinzento. repetindo novamente o ocupa muito espaço..o somente nas imediações da aresta cavaco. deformáveis. dependendo naturalmente da ductilidade *Cavaco arrancado ou descontínuo. a forma (cavaco) sobre a superfície de saída da mais conveniente é geralmente a ferramenta. *Cavaco espiral inicia-se um escorregamento da porção *Cavaco em lascas ou pedaços de material deformada e cisalhada Segundo Ferraresi (1977). Ao mesmo usinagem. sendo o cavaco em lascas nova porção de material (imediatamente preferido em casos onde o cavaco deve adjacente à porção anterior) está se ser removido pelo fluído de corte ou formando e cisalhando. A classificação usual dada ás materiais frágeis se origina o cavaco de formas de cavaco são: cisalhamento ou de ruptura. propagar-se pelo plano de cisalhamento. *Cavaco em fita *Prosseguindo. independente facilitar o tratamento matemático dado à da forma. nos mecanismos e taxa de desgaste das como danos à superfície da peça ou ferramentas de corte (MACHADO. é soldado devido à pressão ou completa na região de cisalhamento. ao cisalhamento φ. relativos tanto à ferramenta têm sido estudadas pelos qualidade do material usinado quanto às últimos 50anos. uma helicoidal. esta região é *Cavaco de cisalhamento ou assemelhada a um plano. Enquanto tal ocorre. 2004). fenômeno. formação do cavaco. todo o processo de usinagem. Esta nova quando há pouco espaço disponível para porção de material irá também o cavaco.além da extensão. Para pelo grande comprimento. FACULDADE DE TECNOLOGIA ENSITEC Curso Superior de Tecnologia em Fabricação Mecânica certa região entre a peça e o cavaco. que se caracteriza zona de cisalhamento primário. também é cortante e o cavaco originado é possível diferenciá-lo através da sua denominado cavaco contínuo. O movimento da porção de cavaco sobre a superfície de saída da Amorim(2002). Para forma. que do material e das condições de é muito comum na usinagem de metais usinagem. forma e tamanho podem ser indicativos As condições da interface cavaco- de problemas. a sua SILVA. haverá uma ruptura parcial em seguida. Para materiais altamente frágeis. pode gerar acidentes e ferramenta. entretanto descrições e condições da ferramenta de corte interpretações precisas da geometria do utilizada. devido ao movimento *Cavaco helicoidal relativo entre a ferramenta e a peça. Os tipos de cavacos são contato ainda não estão disponíveis basicamente três: (RAMAN et al. quando gerado pode ser ao mesmo particularmente no próprio mecanismo tempo evidência e causa de problemas de formação de cavaco. na força de no processo de usinagem. nas temperaturas de usinagem e cavaco pode causar algum problema. a ruptura se realiza Segundo Amorim (2002). A razão para isto é que o estudo da interface é uma . dito plano de parcialmente contínuo.

É a partir desta corte ou até que se atinja um critério de geometria que se pode prosseguir no fim de vida previamente definido. os fatores processos de usinagem convencional em relativos à peça que afetam a vida da geral baseiam-se no corte de uma peça ferramenta são: utilizando uma ferramenta de corte. têmpera. encruamento. a vida de Nelis (2007). corte só é possível porque a ferramenta *tamanho de grão e microestrutura. área ocupada por ela. ductilidade. diz que a primeira uma ferramenta pode ser definida como preocupação que se deve ter ao modelar sendo o tempo em que a mesma a interface cavaco-ferramenta é a trabalha efetivamente. 2004). * Escorregamento. Segundo Amorim (2002). *qualidade ou quebra da aresta cortante. em que *temperatura excessiva atingida pela região do contato ela ocorre e qual é a ferramenta. os fatores relativos à ferramenta de . cria uma demanda revenimento. desta interface após o corte ter sido *Boas propriedades mecânicas e interrompido (utilizando-se dispositivos térmicas a altas temperaturas. Segundo Amorim (2002). *critério para avaliar a usinabilidade * Aresta postiça de corte. disponíveis foi derivada de estudos *Resistência ao cisalhamento. possui uma dureza mais elevada do que *fusão e processo de fundição. Da SILVA. usinagem. dureza. destas ligas. Desta forma. quick-stop) e de medições de *Resistência ao choque térmico deformações e temperaturas naquela *Inércia química região (MACHADO. *tolerâncias dimensionais fora do Na usinagem dos metais pelo menos padrão especificado. normalização. contínua por novos materiais de *propriedades mecânicas: resistência à ferramenta. FACULDADE DE TECNOLOGIA ENSITEC Curso Superior de Tecnologia em Fabricação Mecânica tarefa árdua em função de suas *Dureza. do material. ou seja. taxa de desgaste. A maioria das teorias *Resistência à compressão. uma dureza relativa *tipo de fabricação de base: forjado. Este *composição química. ferramenta está ocorrendo. após modelamento até o ponto da análise a qual a ferramenta deve ser substituída quantitativa em que se calculam as ou reafiada. com propriedades à altura tração. tamanho ou nível de desgaste Quando se fala em geometria do estabelecido dependendo de algumas contato. propriedades que um material para Espanhol (2008) também menciona ferramenta de corte deve ter são: que. isso significa determinar que características: tipo de condição da interface cavaco. a peça. o constante surgimento de novas ligas. de usinagem. O fim de vida de uma tensões e deformações envolvidas bem ferramenta de corte é definido pelo como as forças. cada vez maior. positiva e maior a unidade. as *dimensão e forma. três modelos de condições de interface *acabamento superficial não cavaco-ferramenta podem ser satisfatório. velocidades envolvidas nos processos *Resistência ao desgaste. etc. trefilado. encontradas: *aumento excessivo da força de * Aderência + escorregamento. dimensões reduzidas e das altas *Tenacidade. os Segundo Espanhol (2008). *tipo de tratamento térmico: com propriedades mecânicas e dureza recozimento. Segundo Ferraresi (1977). sem perder o geometria do contato. laminado.

secomparado aos material pode ser usinado usando uma destinados à ferramenta. a definição de modo a não comprometer a mais simples e que melhor se aplica foi usinagem. fluído de corte que também afetam a Segundo Amorim (2002). cotidiano das indústrias. nas últimas décadas material em relação a outro tomado (Machado & Diniz. Além *profundidade de corte. expressa. os fatores retificação. como padrão”. indústrias. no cavaco e na definições encontradas na literatura. de um material que governa a facilidade 17% dos custos de manufatura. somente mais recentemente a *dureza e resistência ao desgaste. ele desta propriedade pode ser observada demonstrou que um jato de água pela simples análise das diversas aspergido na ferramenta. e diz *propriedades lubrificantes. de corte ganhou maior importância. respeito tanto ao material da peça *formas de aplicação. ferramenta são: permitindo ouso de maiores velocidades *velocidade de corte. precisão dimensional e diminuir a E finalmente. que também em média. feita “uma grandeza tecnológica que porTaylor e por outros pesquisadores. afirma que a aumento da velocidade de corte em 30% usinabilidade pode ser definida como a 40%. Em 1883. rugosidadesuperficial da peça e a ressalva alguns fatores relativos ao potência consumida. o termo de manutençãodo sistema e separação . aumentar a vida da ferramenta e a *rigidez do equipamento. A complexidade e a importância trazer no cortede metais. *composição química da ferramenta. um conjunto de fluidosde corte ao longo dos anos e. por meio de um valor que impulsionou o estudo e o numérico comparativo (índice de desenvolvimento de vários tipos de usinagem). Os gastos com que diz: ”Usinabilidade é a propriedade refrigeração representam. além das despesas sugerem que. ferramenta de corte”. de 2 a 4%. usinabilidade vida da ferramenta. altas taxas de remoção e *avanço de corte. uma efetiva aplicação possibilita *tipo de máquina. mas durante a usinagem. correta seleção e aplicaçãodos fluidos *geometria. FACULDADE DE TECNOLOGIA ENSITEC Curso Superior de Tecnologia em Fabricação Mecânica corte que afetam a vida da ferramenta do cavaco do fluido de corte para uma são: posterior refundição. Foi essa constatação. superfícieda peça tornava possível o Ferraresi (1977). De acordo com Baradie (1996). que apresenta. disso. 2000). sendo eles: é um termo bastante usado no estudo *propriedades refrigerantes. em média. um ou a dificuldade com a qual este valor expressivo. diz que. Porém. propriedades de usinagem de um principalmente. e às variáveis Taylor foi um dos primeiros a provar o de processo envolvidas no corte dos grande auxílio que os líquidos poderiam metais. utilização de uma quantidade cada vez e sim o modo do material se comportar menor de fluido na regiãode corte. Quando necessário no processo de Espanhol (2008). nas *tratamento térmico. Espanhol (2008). quanto ao da ferramenta. Trent (2000) sugere que Segundo Novaski & Dörr (1999). dos processos de usinagem. *tenacidade. na prática. de corte. se ofluido de corte for relativos às condições de corte e à corretamente aplicado pode aumentar a máquina que afetam a vida da produtividade e reduzir os custos. grandes profundidades de corte. a a usinabilidade não é uma propriedade. tem grande importância no apresentada por Mills e Redford (1983).

a material.assim como a introdução No processo máquina: de metais moles. os utilizando-se ferramenta de metal duro. fabricação destas peças apresentem com a utilização ou não. para melhor usinabilidade. quais exigem máquinas automáticas que Com isso pretende-se conhecer de possibilitem a produção de elevado forma prática o comportamento de número de peças em tempo usinabilidade deste aço.20% de carbono são melhor usinados no estado encruado. mecânicas Chiaverini (1986). processos de produção em massa. No material da peça: *Aços com 0.40% devem determinação da usinabilidade de um apresentar. é a dureza. f. diz que a Na ferramenta de corte: introdução controlada de inclusões não * Geometria da ferramenta metálicas melhora apreciavelmente a * Material da ferramenta usinabilidade . torneando-se duas moderna emprega cada vez mais amostras distintas em aço ABNT 1045. químicas e esferoidita.30% de carbono imediato do fabricante. os efeitos da microestrutura na usinabilidade dos aços podem ser resumidos da seguinte maneira: *Aços com até 0. ser considerado outro fator metalúrgico: a microestrutura. .40 até 0.30 até 0.como o chumbo e o * Processo de usinagem adotado bismuto. É necessário. diz que no caso torneamento. pois. Este trabalho tem como objetivo Segundo Chiaverini (1986). de fluído de características adequadas de corte e contribuindo assim para o usinabilidade. verprincipais fatores que influem na *Aços com 0. Segundo Chiaverini (1986). pois se esta propriedade apresentar valores elevados fica prejudicada a facilidade de usinagem. do aço.assim como de outros materiais metálicos.60% de carbono *Composição química são melhor usinados quando a perlita se * Microestrutura apresenta grosseira ou quando houver * Propriedades físicas. ap). ferramenta e usinagem fácil”. analisando-se relativamente curto. Este último efeito é que deram * Condições de usinagem (Vc. pois. Ao lado da dureza deve. FACULDADE DE TECNOLOGIA ENSITEC Curso Superior de Tecnologia em Fabricação Mecânica usinabilidade tende a refletir o interesse *Aços com 0. aprendizado prático no processo de Chiaverini (1986). a investigar o comportamento da importância dos aços de usinagem fácil usinabilidade na interface cavaco- reside no fato de que a indústria ferramenta-peça. perlita com estrutura grosseira. fixação peça. para caracterizar a usinabilidade. podem-se é normalizada. são melhor usinados quando a estrutura Segundo Ferraresi (1977). os diferentes tipos de cavacos gerados que os materiais empregados na no torneamento das amostras testadas. origem aos chamados “aços de * Rigidez da máquina.20 até 0.o fator metalúrgico predominante.

ABNT 1045 cilíndricas. já estão com o Foram realizados ensaios de tratamento térmico e suas respectivas torneamento em duas barras de aço durezas. combinados com valores de avanço f=0. dos dois corpos de prova estão bem diferentes. com diâmetro de 43 mm x 132 mm de comprimento.Corpos de provas com profundidade de corte. Esta pastilha é recomendada para usinagem em aço carbono. ap =1. utilizando-se uma pastilha de metal duro para usinagem com geometria triangular modelo WNMG e quebra cavaco TF. Os ensaios foram realizados em um torno convencional marca ROMI T 240.103mm/min e Foto 1. Foto 3 – Amostra recozida já usinada As condições de corte empregadas foram às seguintes: velocidade de corte de vc=1080 rpm. uma ficou mais mole. o que possivelmente facilite a usinagem e a outra ficou muito mais dura.4. corpo de prova foi realizado um tratamento térmico de recozimento onde sua dureza ficou entre 13 a 14 HRC. Nesta condição de corte a amostra recozida teve sua usinabilidade extremamente fácil com a pastilha . Os dois corpos de prova passaram por um tratamento térmico que mudaram Foto 2 – Suporte utilizado na usinagem suas estruturas originais. No primeiro (MWRL-2020K-08W). Possui quebra cavaco tipo TF.76 x raio da ponta 0.dificultando um possível desbaste no torno. FACULDADE DE TECNOLOGIA ENSITEC Curso Superior de Tecnologia em Fabricação Mecânica PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Na foto 1 podem-se ver os dois corpos de prova.0mm. É notado que as durezas seco. arestas de corte com 16 mm x espessura 4. No Os ensaios foram realizados da segundo corpo de prova foi realizado seguinte maneira: um tratamento térmico de revenimento O primeiro teste foi realizado com o ficando o mesmo com uma dureza entre corpo de prova recozido e torneado a 55 a 56 HRC.

A pastilha apenas desgastou-se um pouco a aresta de corte. que está dureza. torneado a seco e com a mesma pastilha utilizada no processo anterior. que os cavacos já não são tão longos e helicoidais quanto ao do teste anterior. já que a pastilha era própria De imediato percebe-se que é para este tipo de material e respectiva possível usinar a amostra. As condições de corte utilizadas foram às mesmas do ensaio anterior. neste teste. O segundo teste foi realizado com o corpo de prova revenido.Amostras de cavacos retirados do material recozido. mas mesmo assim foi possível usinar o material revenido. Foto 5– amostras de cavacos retirados do As condições de corte empregadas material revenido. Foto 4 .8 e grau zero mantendo-se o mesmo suporte utilizado. extremamente. Foto 5 – Amostra revenida já usinada Foto 6 – Amostra revenida utilizando pastilha de cerâmica. só que desta vez. Notou-se. Foi feito outro ensaio de usinagem com a mesma amostra revenida utilizada no processo anterior. FACULDADE DE TECNOLOGIA ENSITEC Curso Superior de Tecnologia em Fabricação Mecânica utilizada. sem quebrar ou lascar a ponta da mesma. foi trocada a pastilha por uma pastilha cerâmica de raio 0. . dura com a mesma Na foto 4 pode-se ver o cavaco pastilha utilizada no processo anterior gerado nesta condição de torneamento. foram às mesmas usadas no primeiro teste. porém.

muitas vezes.J. Alcançou-se o sucesso dos objetivos sendo imprópria para material com propostos para o experimento. rugosidade e forças de usinagem em torneamento com ferramenta de metal duro. Com a realização do trabalho pode. . para aço carbono com baixa dureza. V. Characterization. na medida em que há a se tem um material com dureza elevada possibilidade de comparação entre os e também se obteve cavacos dois materiais utilizados no incandescentes por causa da dureza do experimento. Cutting fluids: part I. 1996. Porto Alegre: Dissertação de mestrado em engenharia. M. pode-se ressaltar a pode-se entender com o experimento importância de um bom processo de que. Por fim. gerando cavacos que não recozido quanto no material revenido. Vol. CHIAVERINI. Porto Alegre:Dissertação de mestrado em engenharia. 1986. Tecnologia Mecânica: materiais de construção mecânica.3 São Paulo: McGraw-Hill. FACULDADE DE TECNOLOGIA ENSITEC Curso Superior de Tecnologia em Fabricação Mecânica dureza elevada e podendo-se quebrar já CONCLUSÃO no primeiro passe da amostra. Análise dos esforços de corte e acabamento superficial no torneamento de aço com ferramenta de superfície lisa e com quebra cavaco. ESPANHOL. os resultados obtidos usinagem. Irlanda. 2002 BARADIE. BIBLIOGRAFIA AMORIM. do material-ferramenta-máquina percebemos que tanto no material escolhido. forma prática o comportamento de Pôde-se observar que a pastilha de usinabilidade do material das amostras cerâmica tem boa usinabilidade quando em questão. influenciem de maneira negativa no houve possibilidade de usinagem com a processo e obtendo-se o acabamento mesma pastilha. garantindo produtividade não são os mesmos e que através das sem dispensar atenção à usinabilidade usinagens feitas nas duas amostras. Analisando a usinabilidade das duas se obter senso crítico no que se diz amostras.2008.UFRS.E. já que esta era própria final desejado para a peça. tem-se um bom estudo visual respeito ao processo de usinagem por dos cavacos recolhidos das duas torneamento e desta forma entender de amostras. V.A. H. material revenido. 2ª Ed. Estudo da Relação entre velocidade de corte. desgaste de ferramenta. Através da fundamentação teórica. Journal of Materials Processing Technology.

A. Revista Máquinas &Metais. M.T. . A.R. Influência de fatores metalúrgicos na usinabilidade de ferros fundidos FE 6002. Campinas: Dissertação de mestrado em engenharia.. DÖRR. E.B. WRIGHT. GUHA. 2000. A fractal view of tool-chip interfacial friction in machining . Da SILVA. 2009. A. apostila. Teoria da usinagem dos materiais. S. NOVASKI. Ed. UFU.. COELHO. 2000.. Da SILVA. ABRÃO. Vantagens e desvantagens do uso de fluidos de corte. Butterworth-Heinemann: USA. Fourth edition. DINIZ. A.C. Revista Máquinas & Metais. Usinagem dos Metais. S. Fundamentos de Usinagem dos metais. São Paulo: Editora Edgard Blütcher.B.Usinabilidade do aço de corte-fácil baixo carbono ao chumbo ABNT 12L14 com diferentes níveis de elementos químicos residuais (cromo. MACHADO. J.. Metal cutting principles.Norman: USA. TRENT.B..1999. P. FE4012 e PC 25.. D.419. R. A. M. 1999 MILLS.C..A. NELIS. FACULDADE DE TECNOLOGIA ENSITEC Curso Superior de Tecnologia em Fabricação Mecânica FERRARESI.E. SILVEIRA. O.. 2002. UNICAMP. 1ª Ed.R.A.Metal cutting Principles. M. 1983. São Paulo: Editora Edgard Blütcher.R. Uberlândia: UFU. M. Second edition. MACHADO. 1983.M.. J. Usinagem quase a seco.Butterworth-Heinemann: USA. DEEME. 1977. 2007. D.H. Uberlândia: Tese de doutorado. níquel e cobre). LONGSTREET. A.L.406. RAMAN. 1984 TRENT. REDFORD. Machinability of Engineering Materials.K. Ed. MACHADO.London: Applied Science Publishers.