História de Mariana-MG

 Mariana, primitivamente Ribeirão do Carmo, foi a primeira entre as
cidades surgidas por efeito das expedições de bandeirantes paulistas e
primeira capital da capitania das Minas Gerais;

 Cresceu e enriqueceu às custas da extração do ouro. A riqueza ganhou
forma nos suntuosos altares e fachadas das inúmeras igrejas. Também
no casario repleto de adornos e sacadas de pedra sabão, ricamente
decorados;

 Em 1711 o arraial de Nossa Senhora do Carmo foi elevado à Vila de
Nossa Senhora do Ribeirão do Carmo. Em 1745 o rei de Portugual, Dom
João V, elevou a vila a categoria de cidade, nomeada como Mariana, uma
homenagem à rainha Maria Ana D’Austria, sua esposa e no mesmo ano,
o Vaticano transformou Mariana em sede do bispado, o que significou
uma emancipação da Diocese do Rio de Janeiro;

 O centro de Mariana é um dos mais importantes sítios históricos da
cidade. É ali que está situada a famosa rua Direita (rua Direita é uma
deformação de Rua Directa, isto é, que ligava a Igreja que nasceu com a
cidade (geralmente a catedral) diretamente à saída ou algum outro lugar
importante), repleta de sobrados elegantes, construídos com o traçado
digno das melhores residências portuguesas da época;

 Pioneira em comunicação, nas suas terras foi instalada a primeira agência
dos Correios no Estado, em 1730. Na época conhecida como “Correio
Ambulante”, ela estabelecia a comunicação entre Rio de Janeiro, São
Paulo e a capital mineira;

 Em 1945, Mariana recebe do presidente Getúlio Vargas o título de
Monumento Nacional por seu “significativo patrimônio histórico, religioso
e cultural” e ativa participação na vida cívica e política do país,
contribuindo na Independência, no Império e na República, para a
formação da nacionalidade brasileira;

 Um ponto de visitação obrigatório da cidade é a Praça Minas Gerais. É ali
que se encontram as igrejas do Carmo e de São Francisco de Assis, dois
belíssimos templos barrocos inaugurados ao final do século XVIII. A
primeira igreja sofreu um grave incêndio em 1999, que destruiu várias
imagens criadas no auge do Ciclo do Ouro. Somente o altar-mor,
construído em estilo rococó, foi poupado das chamas.
 Atrações

• Museu do Livro
Rua Barão de Camargos, s/nº.

inclui peças de Aleijadinho e Ataíde. talha em madeira e pedra. datada de 1720. • Capela de Sant’ana É considerada uma das mais antigas de Mariana. com pinturas. Pedro II. que ergueu quase todas as edificações em Mariana. mobiliários. usado para concertos públicos. Erguida entre 1768 e 1798 para abrigar a Câmara. o único exemplar fora da Europa e um dos três únicos do mundo. • Catedral Basílica da Sé (Nossa SENHORA De Assunção) Preserva um dos mais ricos conjuntos de ornamentação do barroco luso- brasileiro. Frei Durão. com portais e cimalhas. com arquitetura conservada. É palco de concertos. com cerca de 2mil itens. doada por D. Construído em 1770. . • Museu Arquidiocesano de Arte Sacra R. costume do período colonial. Feita em cantaria e alvenaria de pedra. • Mina da Passagem É a maior mina de ouro aberta à visitação no Brasil.Abriga obras raras e revolucionárias do século XVIII e período da Inconfidência Mineira. no inferior. O acervo. • Museu da Música Cônego Amando nº 161 – Centro Funciona no antigo Palácio dos Bispos. 49. além da túnica de Nossa Senhora das Dores. oficinas e exposições. • Rua Direita Localizada no centro da cidade é onde estão as casas mais antigas e os principais comércios. e a Cadeia. • Casa de Câmara e cadeia Praça Minas Gerais. com altares em madeira talhada e coberta de ouro. sendo o único do gênero no país. O lavabo da sacristia é autoria de Aleijadinho e o teto com afrescos de Ataíde. No local ocorriam as reuniões da Ordem Terceira de São Francisco de Mariana. esculturas. Possui o mais importante acervo latino-americano de música sacra manuscrita dos séculos 18 e 19. Construída pelo mestre pedreiro José Pereira Arouca. no pavimento superior. Abriga o órgão alemão ArpSchnitger.

Rua Eugênio Eduardo Rapallo. Nas duas estações há bibliotecas.Foi nessa mina que trabalhou Giuseppe Biguzzi. Professor Marlon . são formadas pelo Rio Brumado. Seu entorno é coberto por vegetação rasteira. A área da mina possui restaurante. túneis e cachoeiras. cafés. restaurante e estacionamento. loja de artesanato. • Trem da Vale – Maria Fumaça Faz várias vezes ao dia o trajeto Mariana-Ouro Preto-Mariana. Att. A descida para as galerias subterrâneas é feita por um trolley (espécie de vagão suspenso por um cabo de aço. indo à profundidade de 120m). recuperada pela Cia Vale do Rio Doce. A viagem leva uma hora e é feita em estrada de ferro da época imperial. mangueiras e bambuzais. s/n°. arborismo e museu com peças do ciclo do ouro. restaurantes. com até 10m. Possui bar. avô de Milton Bigucci. • Cachoeira do Brumado Suas quedas d´água. A queda forma uma piscina natural ideal para banhos. ruínas. Passa por matas. Preserva maquinários utilizados na extração do ouro. • Cachoeira da Serrinha Possui águas frias e cristalinas.