INTRODUÇÃO AOS BALANÇOS DE MASSA E ENERGIA

BALANÇO DE MASSA EM ESTADO ESTACIONÁRIO
BALANÇO DE MASSA ESTEQUIOMÉTRICO
BALANÇOS DE MASSA COM REAÇÃO QUÍMICA
BALANÇO DE MASSA TRANSIENTE
BALANÇO DE ENERGIA EM ESTADO ESTACIONÁRIO
BALANÇOS DE ENERGIA COM REAÇÃO QUÍMICA
BALANÇO DE ENERGIA TRANSIENTE
EXEMPLOS
EXERCÍCIOS
APLICAÇÃO COMPUTACIONAL

Dr. Marcos Marcelino Mazzucco
2013

Balanços de Massa e energia 2

ÍNDICE
1. SUMÁRIO
1.BALANÇO DE MASSA....................................................................................................4
2.BALANÇO DE MASSA GLOBAL.....................................................................................7
2.1.Balanço de Massa Individual para uma Espécie Química...........................................................7
2.2.Acúmulo de Massa...................................................................................................................... 8
2.3.Agrupamento de Informações................................................................................................... 10
2.4.Atividade- Equacionamento....................................................................................................... 13
3.BALANÇO DE MASSA ESTEQUIOMÉTRICO..............................................................13
3.1.Determinação do Reagente Limite ........................................................................................... 14
3.2.Grau de Complementação ou Conversão de uma Reação.......................................................15
3.3.Equações Estequiométricas (Tabela Estequiométrica).............................................................16
3.4.Considerações finais a respeito do balanço de massa estequiométrico....................................19
4.BALANÇO DO MASSA ALGÉBRICO COM REAÇÃO QUÍMICA...................................19
4.1.Reator do tipo Batelada............................................................................................................. 20
4.2.CSTR......................................................................................................................................... 21
4.3.PFR........................................................................................................................................... 21
5.BALANÇO DE MASSA EM ESTADO TRANSIENTE.....................................................23
5.1.Fundamentos do Balanço de Massa em Estado Transiente.....................................................24
5.2.Reações Químicas e o Balanço de Massa Transiente..............................................................26
5.3.Relações Matemáticas para o Balanço de Massa.....................................................................29
Densidade e Concentração ............................................................................................................ 30
6.EXEMPLOS (BALANÇO DE MASSA EM ESTADO ESTACIONÁRIO)..........................33
7.EXEMPLOS (BALANÇO DE MASSA ESTEQUIOMÉTRICO)........................................37
8.EXEMPLOS (BALANÇO DE MASSA TRANSIENTE)....................................................44
9. EXERCÍCIOS (BALANÇO DE MASSA EM ESTADO ESTACIONÁRIO)......................51
10.EXERCÍCIOS (BALANÇO DE MASSA ESTEQUIOMÉTRICO)...................................54
11.EXERCÍCIOS (BALANÇO DE MASSA TRANSIENTE)...............................................56
12.APLICAÇÃO COMPUTACIONAL................................................................................58
13.INTRODUÇÃO AO BALANÇO DE ENERGIA..............................................................59
13.1.Conceitos Fundamentais......................................................................................................... 59
13.2.Modalidades de Energia.......................................................................................................... 61
13.3.Exemplos (Variação de Entalpia).............................................................................................67
14.MUDANÇAS DE FASE E AS VARIAÇÕES DE ENTALPIA.........................................69
14.1.Exemplo (Entalpia de Vaporização)......................................................................................... 71
14.2.Balanço Geral de Energia........................................................................................................ 71

Prof. Dr. Marcos Marcelino Mazzucco

Balanços de Massa e energia 3

15.BALANÇO DE ENERGIA COM REAÇÃO QUÍMICA...................................................73
16.BALANÇO DE ENERGIA TRANSIENTE.....................................................................81
17.EXEMPLOS (BALANÇO DE ENERGIA ESTACIONÁRIO)..........................................84
18.EXEMPLOS (BALANÇO DE ENERGIA ESTACIONÁRIO COM REAÇÃO QUÍMICA) 92
19.EXEMPLOS (BALANÇO DE ENERGIA TRANSIENTE)..............................................97
20.EXERCÍCIOS (BALANÇO DE ENERGIA ESTACIONÁRIO)......................................104
21.EXERCÍCIOS (BALANÇO DE ENERGIA ESTACIONÁRIO COM REAÇÃO QUÍMICA)
....................................................................................................................................... 107
22.EXERCÍCIOS (BALANÇO DE ENERGIA TRANSIENTE)..........................................110
23.APLICAÇÃO COMPUTACIONAL..............................................................................112
24.BIBLIOGRAFIAS RECOMENDADAS........................................................................113

Prof. Dr. Marcos Marcelino Mazzucco

previne o tempo gasto na correção ou reinício do problema. Esta complexidade aumenta em sistemas multifásicos.Balanços de Massa e energia 4 1.Formar um diagrama detalhado do processo. A solução de qualquer problema começa pela Compreender o processo e o fenômeno! compreensão dos processos e fenômenos envolvidos.Delimitar. Marcos Marcelino Mazzucco . relacionando os diversos constituintes de todas as correntes. 4. é necessária uma sistematização das informações disponíveis para que seja possível uma solução clara e objetiva. bem como de seus constituintes.Quantificar todas as correntes conhecidas. 3. Por isso. heterogêneos e com reações químicas.Reunir todas as equações possíveis. conforme a ilustração a seguir: Prof. Os demais podem seguir qualquer ordem. Compreender é tornar compreensível. O balanço de massa representa uma peça fundamental do projeto de equipamentos e torna-se complexo quando tratamos de processos constituídos por diversos equipamentos interligados. O seguintes passos são recomendados para equacionar um problema envolvendo trânsito de massa: 1. BALANÇO DE MASSA “A massa do universo (em estudo) não pode ser criada ou Lei da conservação da massa. a parte do processo que será estudada. com uma linha tracejada.Escolher uma Base de Cálculo para iniciar os Balanços.Reunir informações complementares. 2. Consideremos um sistema qualquer. 5. os dois primeiros devem ser sequenciados inicialmente. Dos seis passos listados. O tempo investido na coleta de informações e compreensão do problema. destruída”. 6. esta é a lei sobre a qual estão baseados os balanços de massa. Dr.

como reservatórios e formas de transporte. Estas informações são inicialmente importantes para quantificar as correntes que fluem no processo. por exemplo. líquidas e gasosas e cujas saídas apresentam-se nestas mesmas fases. devem ser omitidas do diagrama. A figura abaixo representa esta tarefa. F1 F4 F2 F3 F5 F6 Simplicidade e funcionalidade F7 são as características do diagrama! Fi= fluxos de massa As informações que não são importantes.Balanços de Massa e energia 5 Trata-se de um problema cujos insumos são substâncias sólidas. Dr. Criar um diagrama simplificado do problema auxilia a compreensão e viabiliza uma solução mais rápida. Marcos Marcelino Mazzucco . Prof. executada sobre o sistema anterior. para que este mantenha simplicidade e funcionalidade.

uma Apenas equações independentes podem ser utilizadas. ou seja.. A soma dos balanços individuais constitui o balanço global Satisfazer o balanço de massa global é uma exigência aos que sempre deve ser satisfeito. A base de cálculo representa a âncora sobre a qual são determinadas as quantidades desconhecidas no problema. a qual é denominada Base de Cálculo.Balanços de Massa e energia 6 A definição de sistema recai sobre a imposição de limites Sistema : Aberto ? . podem ser obtidas tantas equações. Dr. quantos forem os componentes do processo. Dois tipos de Balanços podem ser realizados: um Onde coletar equações e informações ? Balanço Global e os Balanços Individuais para cada uma das espécies químicas. as quais devem ser independentes. equação não pode ser obtida pela combinação de outras.. A partir do balanço de massa. Prof. 1=Sistema Aberto 2= Sistema Fechado Sistema Aberto A região externa ao sistema é denominada “vizinhança do sistema”. Assim sendo. Qualquer balanço deve ser balanços individuais! calcado em alguma base. Marcos Marcelino Mazzucco . Fechado ? Fronteiras de um SISTEMA ? (físicos ou fictícios) para formar uma região sobre a qual algum Vizinhanças de um SISTEMA ? estudo será realizado. será obtido um sistema de equações. Um sistema pode ser denominado fechado quando não existe fluxo de massa através de suas fronteiras e aberto quando a massa flui através das fronteiras deste.

Prof. Dr. As quantidades apresentadas entre colchetes são chamadas Σ FJ ENTRAM –Σ FJ SAEM + [MJ GERADA – MJ CONSUMIDA]tempo = MJ ACUMULADA de Termo de Geração ou Termo de reação. representa a variação do conteúdo mássico deste ao longo do tempo. contidas em cada uma das correntes que transitam no sistema.1. BALANÇO DE MASSA INDIVIDUAL PARA UMA ESPÉCIE QUÍMICA No balanço de massa (ou molar) individual. no sistema. A equação a seguir resume a aplicação do balanço de massa para uma espécie j. Σ F ENTRAM . Portanto para um sistema fechado (processamento em batelada [BATCH].Balanços de Massa e energia 7 2. F= massa/tempo Os balanços de massa são ditos em Estado Estacionário Estado Estacionário. o conteúdo do sistema não apresenta variação ao longo do tempo. seja. 2. A equação a seguir resume a aplicação do balanço de A massa acumulada no sistema. São ditos em Estado Transiente em caso contrário. massa global. O estado estacionário referente à uma espécie química é caracterizado quando a quantidade de tal espécie. ou Estado Transiente. individualmente. destinos e transformações a que estão sujeitas as correntes. Marcos Marcelino Mazzucco . são consideradas as espécies químicas. BALANÇO DE MASSA GLOBAL O balanço de massa global é responsável por computar as quantidades totais das correntes que fluem em um processo. Os balanços de massa individuais também são classificados como em Estado Estacionário (Steady State) e Transiente. bem como a variação da quantidade destas espécies presentes neste e as quantidades geradas ou consumidas quando da presença de reação química. Em todo balanço a primeira tarefa a ser adotada é compreender as origens. não apresenta variação ao longo do tempo. (Steady State) quando não apresentam termo de acúmulo.Σ F SAEM = M ACUMULADA Onde: M.por exemplo) este balanço não se aplica.

ou seja. O acúmulo de massa no interior do sistema refere-se a variação da massa neste. avaliamos a evolução da massa no interior do sistema ao longo do tempo. hipoteticamente. O acúmulo de uma espécie química refere-se a variação da quantidade da espécie no sistema ao longo do tempo.Balanços de Massa e energia 8 Os estados estacionários e transientes para os balanços de massa global e para todas as espécies químicas são independentes. seja global ou para uma espécie qualquer. o balanço global de massa afirma que o acúmulo total de massa é nulo. Reação de decomposição fechado o balanço global fica: térmica do CaCO3. com a inexistência de fluxo de massa através das fronteiras do sistema.2. Vamos assumir. Fentra – Fsai = M Acumulada 0 – 0 = M Acumulada Acúmulo de Massa = 0 Observamos que. a classificação de um como transiente não implica em que os demais sejam. 2. Dr. que a tabela a seguir expresse a variação da massa de CaCO3 ao longo do tempo: Prof. Vamos tomar como exemplo o processo de calcinação de Carbonato de Cálcio em um recipiente fechado: Como esta reação está sendo realizada em um sistema Acúmulo de Massa. Marcos Marcelino Mazzucco . ACÚMULO DE MASSA Quando realizamos o balanço de massa em um sistema. Isto significa que a quantidade de massa no interior do sistema não varia com o tempo.

realizarmos o balanço de massa para todas as espécies químicas (CaCO3.Balanço de massa para CaCO3: MCaCO3 entra – MCaCO3 sai – MCaCO3 consumida = MCaCO3 acumulada 0 – 0 – [ 100 – 60 ] = MCaCO3 acumulada MCaCO3 acumulada = – 40g (Acúmulo Negativo) .6g Matematicamente.2g 30.Balanços de Massa e energia 9 t(s) % de CaCO3 MCaCO3 MCaO MCO2 MTotal Massas Molares reagido 0 0 100g 0g 0g 100g CaCO3=100g/gmol 10 40 60g 22. no instante t=10s. MCO2 Acumulada = 17.4g 39.Balanço de Massa para CO2 ou que existe geração de alguma espécie química neste. CaO. o acúmulo de massa é representado por: m t − m t −∆t = Acúmulo de massa no sistema ∆t  m − m t −∆t  dm Lim t = ∆t →0  ∆t  dt   O acúmulo de uma espécie química é dado por: mj −mj t −∆t t = Acúmulo de massa da espécie j no sistema ∆t m j −m j  dm j Lim  t t −∆t = ∆t →0  ∆t  dt   Prof.Balanço de Massa para CaO: MCaO Entra – M CaO Sai + MCaO Gerada = MCaO Acumulada 0 – 0 + 22. Marcos Marcelino Mazzucco . Dr. CO2 ) teremos: .4 g (Acúmulo Positivo) Acúmulo positivo indica que o sistema está recebendo massa .8g 100g CO2=44g/gmol 30 90 10g 50.4g = MCaO Acumulada MCaO Acumulada = + 22. Acúmulo negativo atenta ao contrário.6g 100g CaO=56g/gmol 20 70 30g 39.4g 17.6g 100g 40 100 0g 56g 44g 100g Se.

C. Marcos Marcelino Mazzucco .I F3 F1 A. relativas às correntes em que estão contidas podem ser expressas como: F1  A: FA1 B: FB1 C: FC1 I: FI1 FA1+ FB1+ FC1+ FI1= F1 F2  A: FA2 B: FB2 I: FI2 FA2+ FB2+ FI2= F2 F3  A: FA3 C: FC3 I: FI3 FA3+ FC3+ FI3= F3 As composições em cada uma das correntes podem ser expressas por: Prof. como exemplo. Dr. F2. bem como os componentes de cada corrente. AGRUPAMENTO DE INFORMAÇÕES Tomemos. seguinte ilustração: F2 A.3. o processo representado na Um balanço de massa simples. Número de componentes: 4 (A.B. B. devidamente. as correntes de entrada e saída do processo.C.B.I Considerações: Estado Estacionário Processo sem reação Química Identificar. Número de correntes: 3 (F1. C.I A.Balanços de Massa e energia 10 2. I) As quantidades das espécies. F3).

Dr. Balanço de Massa Global: F1 = F2 + F3 Balanço de Massa para o componente A: F1XA1 = F2XA2 + F3XA3 Balanço de Massa para o componente B: F1XB1 = F2XB2 + F3XB3 F3XB3=0 F1XB1 = F2XB2 Balanço de Massa para o componente C: F1XC1 = F2XC2 + F3XC3 DXC3=0 F1XC1 = F3XC3 Balanço de Massa para o componente I: F1XI1 = F2XI2 + F3XI3 Prof.Balanços de Massa e energia 11 F1 : A: XA1 B: XB1 C: XC1 I: XI1 F1 XA1+ F1 XB1+ F1 XC1+ F1 XI1= F1 F2 : A: XA2 B: XB2 I: XI2 F2 XA2+ F2 XB2+ F2 XI2= F2 F3 : A: XA3 C: XC3 I: XI3 F3 XA3+ F3 XC3+ F3 XI3= F3 Se temos um processo em estado estacionário e sem reação química podemos realizar todos os balanços em qualquer unidade (molar ou de massa). Marcos Marcelino Mazzucco .

Fi. B. C.Balanços de Massa e energia 12 Equações obtidas: F1XA1 = F2XA2 + F3XA3 Para as espécies que não F1XB1 = F2XB2 + F3XB3 compõem uma certa corrente a fração mássica é zero: F1XC1 = F2XC2 + F3XC3 XB3. (Ex. . Onde: Letra = componente Número = índice da corrente Indique os fluxos de massa das espécies com a notação FLetra Número. F2. F1XI1 = F2XI2 + F3XI3 ___________________ F1 = F 2 + F 3 Ou: F1XA1 = F2XA2 + F3XA3 F1XB1 = F2XB2 + 0 A soma dos balanços individuais constitui o balanço global.. Exemplo: FA1 = fluxo de massa da espécie A na corrente 1 Indique a conversão de um reagente por X.... Marcos Marcelino Mazzucco . Dr. neste caso.. Indique os fluxos de massa pela letra F. . Equações (restrições) de composição: XA1 + XB1 + XC1 + XI1 = 1 Lembre-se que apenas equações independentes podem ser utilizadas Prof. ___________________ F1 = F 2 + F 3 Sugestões: .. v1. (Ex. XC2=0.: m/h) Indique a velocidade pela letra ⃗ Indexe primeiro as correntes de entrada e depois as de saída ( F1. Simbolize os componentes por letras (A.: kg/h) Indique os fluxos volumétricos pela letra v. Z) Indique as frações mássicas com a notação XLetra Número ou YLetra Número. vi). F1XC1 = 0 + F3XC3 Observe que o balanço de massa global é linearmente F1XI1 = F2XI2 + F3XI3 dependente dos balanços individuais. v2..: m3/h) v (Ex.. ..

4. de forma genérica. é igual ao número de espécies químicas que transitam no sistema. talvez seja a prática mais divulgada e de compreensão imediata entre os iniciados em reações químicas. Qualquer balanço deve ser calcado em uma Base de O que é base de cálculo ? O que é reagente limite ? Cálculo.Balanços de Massa e energia 13 XA1 = 1 – XB1 – XC1 – XI1 X B1 = 1 – XA1 – XC1 – XI1 X C1 = 1 – XA1 – XB1 – XI1 X I1 = 1 – XA1 – XB1 – XC1 XA2 + XB2 + XI2 = 1 Quantas equações XA2 = 1 – XB2 – XI2 independentes podem ser obtidas ? XB2 = 1 – XA2 – XI2 X I2 = 1 – XA1 – XB2 XA3 + XC3 + XI3 = 1 É possível obter uma equação de composição. 3.4. a partir do balanço de massa. Dr. 2. para XA3 = 1 – XC3 – XI3 cada corrente do processo. simplesmente. independente. ou para o sistema. em aplicar as relações estequiométricas sobre as massas ou fluxos de massa que participam de processos químicos. BALANÇO DE MASSA ESTEQUIOMÉTRICO O balanço de massa estequiométrico. Para reações químicas a Base de Cálculo a ser adotada Proporção estequiométrica ? deve estar relacionada ao Reagente Limite. com reação química. ATIVIDADE. XC3 = 1 – XA3 – XI3 X I3 = 1 – XA3 – XC3 O número de equações independentes que podem ser obtidas. Marcos Marcelino Mazzucco . O reagente limite é Prof.EQUACIONAMENTO Escreva as equações para o balanço realizado no item 5. considerando estado transiente. Consiste.

3.1. “o número de mols total de um sistema não é mantido em processos que envolvem reações químicas”. DETERMINAÇÃO DO REAGENTE LIMITE O “Reagente Limite’’ é aquele que ‘’Limita’’ a reação por esgotar-se antes dos demais reagentes. Ou seja. 0gmol de CaO e 0gmol de CO2.. Após a reação ser completada temos 2gmol (1gmol de CaO e 1gmol de CO2) que equivalem aos mesmos 100g de massa alimentada. são muitas vezes. porém. A partir de uma equação química podemos extrair informações importantes como a quantidade relativa de cada um dos componentes de uma reação e os possíveis caminhos que uma reação pode assumir. aA + bB → cC + dD a gmol A : b gmol de B k1 → aA + bB ← cC + dD Reação reversível k2 aA+bB→ cC + dD eE + fF{ } Diferentes caminhos aA {+bB →cC +dD } Reações que competem pelo mesmo reagente +cC →eE + fF Os cálculos que envolvem reações químicas. temos que: “A massa global de um sistema é restrições. Contudo. Dr. Observe: CaCO3 → CaO( s ) + CO2 ( g ) 1 gmol → 1 gmol + 1 gmol Temos no início da reação anterior.Balanços de Massa e energia 14 aquele que aparece em menor proporção em relação à proporção estequiometricamente requerida. alimentados à reação. Marcos Marcelino Mazzucco . Prof. aquele que se apresenta em uma proporção menor em relação a estequiometria da reação. é importante lembrar que o número de mols final não é necessariamente igual ao número total de mols. facilitados quando realizados em base molar. 1gmol de CaCO 3 (100g). mantida durante uma transformação química”. Cuidado! Unidades molares apresentam Assim sendo. inicialmente..

Dr. à reação para unidades molares (No de mols ): NCaCO3 = 240 g = 2. portanto.2:2. cada 1gmol de CaCO3 requer 2gmol de HCl para que a reação ocorra COMPLETAMENTE. * A relação estequiométrica entre CaCO3 e HCl é 1:2. clorídrico: CaCO3 + 2HCl → CaCl2 + CO2 + H2O 1 gmol + 2gmol → 1gmol + 1gmol + 1gmol Inicialmente. deste. também pode ser Prof.Balanços de Massa e energia 15 Consideremos a reação entre carbonato de cálcio e ácido Reagente limite. ou seja. Quando o HCl se esgotar. relativo ao reagente limite. vamos dispor de 240g de CaCO3 e 146g de HCl. alimentados: A conversão ( X) representa o grau de avanço da reação. 0. Temos.4:4 que simplificada fica 1.2. excesso de CaCO3 e a reação será limitada pela massa de HCl.2gmol de CaCO3 para cada 2gmol de HCl. HCl ). ou seja. GRAU DE COMPLEMENTAÇÃO OU CONVERSÃO DE UMA REAÇÃO Definimos o Grau de Complementação (X) ou Conversão de uma reação como o número de mols do Reagente Limite reagidos em relação ao número de mols.4 gmol 100 g/gmol NHCl = 146 g = 4 gmol 36. * Vamos converter as massas alimentas (CaCO3. a reação se encerrará (considerando que a reação se completa em 100%). . As Qual reagente é limitante ? quantidades que alimentamos fornecem 1.5g/gmol * A relação entre as massas alimentadas é 2.2gmol além do requerido na reação. Porém . 3. Marcos Marcelino Mazzucco determinada para os demais reagentes.

todos os componentes da reação aparecem relacionados ao Reagente Limite. a letra “A” é reservada ao Reagente Limite. Dr. Desta forma. EQUAÇÕES ESTEQUIOMÉTRICAS (TABELA ESTEQUIOMÉTRICA) A tabela estequiométrica é uma forma algébrica de equacionar as espécies químicas envolvidas em uma reação. portanto a equação química anterior deveria ser escrita como: CaCO3 + 2HCl → CaCl2 + H2O + CO2 B + 2A → C + D + E Assim.Balanços de Massa e energia 16 X = NReagidos NAlimentados Como pode ser exaustivo repetir a escrita da fórmula de um composto químico durante os cálculos é conveniente representar cada composto por uma letra. Marcos Marcelino Mazzucco . a equação da conversão fica: N A Re agidos N A0 − N A Re s tan tes N A0 − N A X = = = N A A lim entados N A0 N A0 3. Tomemos com exemplo a reação hipotética: 2A + B → 4C + 6D (Lembre-se “A” é o reagente limite) * Primeiro. resultando em: Aplicando a tabela A + 21 B → 42 C + 62 D estequiométrica sobre uma reação genérica. Por exemplo: CaCO3 + 2HCl → CaCl2 + H2O + CO2 A + 2B → C + D + E Porém utilizando esta notação.3. Prof. relacionando-as com o Reagente Limite. geralmente. vamos dividir os coeficientes da equação química pelo coeficiente estequiométrico do reagente limite.

Vamos determinar a massa no tempo “t” para a reação anterior: * Para o reagente limite (A): NA = NAO – NA Reagidos Como a conversão é definida como: X = NA Reagidos → NA Reagidos = NAO X NAO Assim: NA = NAO – NAO X * Para o reagente B: NB = NBO – NB Reagidos Como cada 1gmol de B requer 2gmol de A. Se quisermos determinar quantos gmol de A. ou seja. que subtrair a massa consumida (Reagente) ou gerada (Produto) da massa inicial (no tempo t = 0) do componente em questão. C ou D existem após um tempo “t”. Marcos Marcelino Mazzucco .Balanços de Massa e energia 17 Cada 1gmol de B. requer 2gmol A (R. apenas. por exemplo. Cada 4gmol de C são formados a partir de 2gmol de A. temos que o número de mols de B que desaparecem é metade do número de mols de A que desaparecem: NB Reage = ½ NA Reage Assim: NB = NBO – ½ NAO X * Para o produto C: NC = NCO + NC Gerado Como cada 4gmol de C são formados pelo consumo de 2gmol de A.). aparecem (C) o dobro do número de mols desaparecidos de A: NC Gerado = 4/2 NA Reage NC = NCO + 4/2 NAO X → NC = NCO + 2 NAO X * Para o produto D: ND = NDO + 6/2 NAO X ND = NDO + 3 NAO X Prof.L. temos. B. Dr.

Balanços de Massa e energia 18 Observe que todas equações são semelhantes e relacionadas ao reagente limite (A).NAOX NT = NTO +  NAO X NTO = NAO + NBO + NCO + NDO + NEO + NFO δ = d/a + e/a + f/a – b/a – c/a – 1 δ = variação do número de mols De uma forma genérica: N j = N A0 ( Θ j + φ j X ) onde: j=espécie química φj=Nj0/NA0 φj=Coef. Marcos Marcelino Mazzucco . Esteq A Relacionando o N° de mols com o volume (constante): Nj V = N A0 V (Θ j + φ j X ) C j = C A0 ( Θ j + φ j X ) Relacionando o N° de mols com o fluxo volumétrico (v=m3/s. f = coeficientes estequiométricos A = Reagente Limite A soma destes equações produz: NT = NTO + (d/a + e/a + f/a – b/a . v C j ⋅ υ = C A0 ⋅ v ( Θ j + φ j X ) F j = FA0 ( Θ j + φ j X ) Para a reação aA+bB+cC → dD+eE+fF Prof. d. por ex. Dr.): Fj=Cj . c..para reagentes..c/a –1). e. + para produtos) Coef. Podemos escrever estas equações de uma forma genérica para a seguinte reação: aA + bB + cC + . → dD + eE + fF Com: a. Esteq. b. de j (.

20% em mols de O2 1 gmol O2 + 4 gmol H2 4. a relação entre a massa (kg. Lembre-se. BALANÇO DO MASSA ALGÉBRICO COM REAÇÃO QUÍMICA O balanço de massa em processos com reação química é A presença de reação química não altera o balanço de massa semelhante ao sem reação. “a massa do universo não pode ser criada ou destruída” e portanto não existe termo de “Geração Global de massa”.Balanços de Massa e energia 19 FA = FA0 (1 − X )  b  FB = FA0  ΘB − X   a  ( ca X ) F C =F A0 ΘC − F D =F A0 (Θ + da X ) D F E =F A0 (Θ + ae X ) E F F = F A0 ( Θ + af X ) F O Fluxo total dado por: FT=FT0+δFA0X 3. 100 = 20% . Ou seja.4. Dr. Prof. Tomemos por exemplo uma mistura contendo 8g H2 e 32g de O2: % massa H2 = 8g . CONSIDERAÇÕES FINAIS A RESPEITO DO BALANÇO DE MASSA ESTEQUIOMÉTRICO Um erro que é frequente na solução de problemas de balanço estequiométrico é a confusão entre composição mássica e molar. 80% em massa de O2 32g + 8g % molar H2 = 4 gmol H2 . Marcos Marcelino Mazzucco . Lembre-se também que não é possível realizar o Balanço Molar Global sobre processos com reação química. lb) de um componente e a massa total de uma mistura e entre o número de mols de um componente e o número de mols total da mistura. bastando incluir o Termo de global. Geração no balanço das espécies químicas. 100= 80%.

Balanços de Massa e energia 20 Quando realizamos os Balanços de Massa é necessário Onde é incorporado o Termo de Geração? determinar uma equação que expresse a velocidade de consumo Quando é possível realizar o balanço em quantidades molares ? ou formação da espécie que está sendo balanceada. o balanço reduz-se a : dNj/dt=Gj.CSTR (continuous-stirred tank reactor).1. espacialmente deve expressa a taxa molar de reação uniforme. 4. Comumente.2. dmj/dt =Gj Como em um reator batelada não existe fluxo de massa (Fj entra = Fj sai =0) dm/dt =0 4. dt Gj = (+) Formação Gj = (-) Consumo. por exemplo). ou seja. empregado em pequenas produções ou na fabricação de produtos de alto valor agregado.Fj sai + Gj = dmj consumida da espécie j. O estudo de processos com reação química. Consideramos que um reator batelada é Em termos molares. Reator contínuo tipo tanque agitado . REATOR DO TIPO BATELADA É um reator que não apresenta fluxos de entrada ou saída.Batelada. Reator contínuo tipo Tubular . rj (rj=gmol/(Ls). Dr. Marcos Marcelino Mazzucco . passa pelo estudo dos Reatores ideais: Reator descontínuo.PFR (plug-flow reactor). onde Gj perfeitamente misturado. dNj dt O balanço de massa para uma espécie j fica: Gj = Massa gerada ou Fj entra . CSTR Prof. Esta equação é obtida laboratorialmente (exclusivamente) e é denominada equação cinética da reação.

de forma Fj0 dNj Fj que a concentração destes decresce na =0 dt direção Entrada-Saída. onde Gj O balanço de Massa para uma deve expressa a taxa molar de reação e Fj deve expressar o espécie j é fluxo molar da espécie j. Gj O Balanço de massa para este tipo de z reator fica: Fj entrada . Reatores desta espécie são aplicados. operado em estado estacionário.Fj saída + Gj = dmj dt Fj entrada + Gj = Fj saída Para este reator. o balanço reduz-se a : Fj0+Gj -Fj=0. normalmente.Balanços de Massa e energia 21 Fj0 Um reator CSTR ou Backmix consiste de um tanque com entrada e saída contínuas. principalmente para reações em fase gasosa. =0 dt Conversão = X Fj Em termos molares. Fj entrada . operado em estado estacionário. PFR Um reator PFR consiste de um tubo cilíndrico. É dito de fluxo pistonado (Plug-Flow) dado que a concentração de uma espécie é constante na posição radial de tubo. y Os reagentes são consumidos à x z medida que percorrem o tubo.Fj saida + Gj = dmj dt dmj/dt=0 Fj = Fluxo de massa da espécie j Fj entrada + Gj = Fj saída 4.3. Dr. A principal condição de idealidade diz respeito a dNj mistura perfeita no meio reacional. normalmente. Prof. Se acrescidos de catalisador (Acelerador de reação) correspondem a um dos processos mais complexos dos pontos de vista de modelagem matemática e operação industrial. Marcos Marcelino Mazzucco . Gj é uma função do ponto de reator onde Em quais situações cada um destes reatores são indicados ? avaliamos a concentração de j (Cj).

embora sejam mantidos durante o maior tempo neste estado. 5. Mantidas estas condições o processo estaria sendo operado em estado estacionário. por exemplo. G j. Dr. com concentrações de A e B constantes. e consequentemente na saída deste. Outros processos porém são continuamente operados em estado transiente. teremos uma solução.Balanços de Massa e energia 22 O termo de geração (ou reação). até que a situação seja novamente normalizada. ao menos. Prof. teremos um estado transiente. saindo do tanque. pode-se utilizar a tabela estequiométrica (GA=FA-FA0) ou uma expressão cinética (rjV). um tanque utilizado para misturar duas soluções: Solução contendo um soluto A Solução contendo um soluto B Solução contendo A e B Se as vazões mássicas de A e B forem mantidas constantes. Durante a fase onde a concentração no interior do tanque for alterada. Para sistemas abertos ou fechados em estado transiente deve ser utilizado o produto da equação cinética pelo volume do reator (rjV). Porém se em algum instante a concentração de alguma das correntes de alimentação sofrer alguma alteração (perturbação) a concentração no interior do tanque. Consideremos. durante a partida (startup) ou parada (shutdown) todos os Quando se caracteriza o estado transiente ? processos apresentam estados transientes. BALANÇO DE MASSA EM ESTADO TRANSIENTE Muitos processos não são operados durante todo o tempo em estado estacionário. Para processos contínuos em estado estacionário. sofrerá variação ao longo do tempo. pode ser determinado de várias formas. Marcos Marcelino Mazzucco .

1. está em estado transiente. deve ser acrescentada a análise temporal (dinâmica). FUNDAMENTOS DO BALANÇO DE MASSA EM ESTADO TRANSIENTE O balanço da massa transiente é realizado de forma macroscópica (Balanço de Massa Global) e microscópica (Balanço de Massa Espécies). estamos afirmando que a massa do sistema ou a massa de alguma espécie química no sistema está variando ao longo do tempo. 5. Marcos Marcelino Mazzucco . Porém. através do balanço de massa. m A t + ∆t = m A t Prof. Acúmulo de massa = m t +∆t − m t Analise a ocorrência de estado estacionário pela observação temporal do conteúdo do Acúmulo de massa da espécie A = m A t +∆t − m A t sistema. m A t + ∆t > m A t Acúmulo negativo = m t + ∆t < m t . m A t + ∆t < m A t Acúmulo zero = Estado estacionário = m t + ∆t = m t . Quando dizemos que um processo. Dr. no sistema.Balanços de Massa e energia 23 CA Alimentação t CA Tanque de mistura t As análises realizadas sobre processos operados em estado estacionário. Acúmulo positivo = m t + ∆t > m t . tanto do ponto de vista de massa (e espécie química) quanto energia se mantém quando se analisa um processo de forma transiente. A variação da massa. ao longo do tempo é denominada acúmulo de massa.

teremos: m t + ∆t − m t = W1∆t − W2 ∆t Se dividirmos a equação anterior por ∆t. Marcos Marcelino Mazzucco .W2. Dr. mt+∆t mt W2 W1. teremos: m t + ∆t − m t = W1 − W2 ∆t Se tomarmos o limite da equação anterior quando ∆t→0: m t + ∆t − m t lim = W1 − W2 ∆t → 0 ∆t dm = W1 − W2 dt Para um sistema de mistura : Prof.W = Fluxos de massa (massa/tempo) Se adotarmos como base de cálculo ∆t.Balanços de Massa e energia 24 Consideremos o seguinte sistema sem reação química: W1 Um sistema simples em estado transiente.

Marcos Marcelino Mazzucco .Balanços de Massa e energia 25 Um sistema de mistura em W1 W2 estado transiente. fA1 fA2 mA mA t+∆t t W3 fA3 Onde: fA = XA= fração mássica de A= (massa de A)/(massa da mistura) W= fluxo de massa = massa/tempo O balanço de massa global (transiente) fica: Adotando uma base de cálculo (BC) ∆t: m t + ∆t − m t = W1∆t + W2 ∆t − W3 ∆t Dividindo a expressão por ∆t: m t + ∆t − m t = W1 + W2 − W3 ∆t Aplicando o limite quando ∆t→0: dm = W1 + W2 − W3 dt O balanço da massa para a espécie A (transiente). fica: m A t + ∆t − m A t = W1 f A1∆t + W2 f A 2 ∆t − W3 f A3 ∆t Dividindo a expressão por ∆t: Prof. Dr.

porém o termo de reação sempre representa o consumo Onde buscar informações sobre a velocidade de reações (reagentes) ou formação (produtos) ao longo do tempo. Dr.2.rA= f(concentração dos reagentes) Exemplo: rA = . Marcos Marcelino Mazzucco .kCAyCBz para uma reação A + B → produtos k = k0e-EA/RT (Equação de Arrhenius) EA = Energia de Ativação k0 = fator pré-exponencial R = cte dos gases ideais T = temperatura (K) CA= Concentração molar de A Consideremos o seguinte sistema com reação química: FA0 FB0 F1 F2 Um sistema em estado transiente com reação química. é: . em sistemas homogêneos. Existem químicas ? diversas formas de se expressar a velocidade de reações químicas. CA0 CB0 A+B→C FA FB FC V F3 CA CB CC Prof. REAÇÕES QUÍMICAS E O BALANÇO DE MASSA TRANSIENTE O aparecimento de reações químicas não implica em operações transientes.Balanços de Massa e energia 26 m A t + ∆t − m A t = W1 f A1 + W2 f A 2 − W3 f A3 ∆t Aplicando o limite quando ∆t→0: m A t + ∆t − m A t dm A lim = = W1 f A1 + W2 f A 2 − W3 f A3 ∆t → 0 ∆t dt 5. porém a forma mais comum.

V = Volume de reação. vO Prof. tempo rA . também é referido como taxa de reação. j = espécies químicas. Assim: NA t + ∆t − N A t = FAO ∆t − FA ∆t + rAV∆t V = volume de reação Aplicando o limite quando ∆t→0: dN A = FA 0 .FA + rAV dt FAO = CAO. Balanço de Massa Global: Não esqueça de sempre realizar m t + ∆t − m t = F1 ∆t + F2 ∆t − F3 ∆t o balanço de massa global! dm = F1 + F2 − F3 dt Balanço de Massa para a espécie A: Se definirmos NA como número de mols da espécie A: NA t + ∆t − N A t = FAO ∆t − FA ∆t − ConsumoA em ∆t A velocidade de consumo de uma espécie química A é denotada como rA: rA = número de mols de A consumidos volume . F3 = fluxo de massa (massa/tempo). F2.FA + rAV(t) dt Se o volume do sistema for mantido constante: dCA V = FA 0 . Cj = concentração molar de j (gmol/volume). F1. v = velocidade de fluxo volumétrico (volume/tempo). Dr. Marcos Marcelino Mazzucco .Balanços de Massa e energia 27 Onde: Fj = Fluxo molar de j (gmol/ tempo).

Marcos Marcelino Mazzucco .3. Considere a seguinte simbologia: F=Fluxo molar F’ =Fluxo mássico CA=Concentração molar C’A= Concentração Mássica m=massa N=N° mols v=fluxo volumétrico ρ=densidade xA= fração molar x’A= fração Mássica X=conversão a)Fluxo molar de uma espécie química e concentração molar da mesma espécie.v c)Fluxo molar de uma espécie química e fração molar da mesma espécie.F Prof. 5...... FA=xA. → xX + yY + zZ: rA = -k CAy.Balanços de Massa e energia 28 gmol/tempo = gmol/volume .v b)Fluxo mássico de uma espécie química e concentração mássica da mesma espécie. Cw.].CA v = A0 0 + rA dt V Para uma reação aA + bB + cC + .[. RELAÇÕES MATEMÁTICAS PARA O BALANÇO DE MASSA Alguma relações matemáticas devem ser memorizadas para agilizar as soluções de problemas envolvendo balanço de massa. FA=CA. FA’=CA’.CBz.CA v + rAV dt dCA C v . volume/tempo dCA V = CA 0 v0 . Dr. k = velocidade específica da reação..

v h)Concentração molar de uma espécie química reagente e concentração molar do reagente limite (X).NA0X k)Conversão e número de mols de um reagente qualquer. dN/dt=F1+F2-F3 0=F1+F2-F3 n)Acúmulo de massa de uma espécie química em um sistema com duas correntes de entrada e uma de saída. FI=FI0-i/aFA0X j)Conversão e número de mols do reagente limite. NI=NI0-i/aNA0X l)Acúmulo de massa em um sistema com duas correntes de entrada e uma de saída dm/dt=F’1+F’2-F’3 0=F’1+F’2-F’3 m)Acúmulo de mols em um sistema com duas correntes de entrada e uma de saída. NA=NA0.Balanços de Massa e energia 29 d)Fluxo mássico de uma espécie química e fração mássica da mesma espécie. dmA/dt=F’A1+F’A2-F’A3+G’A 0=F’A1+F’A2-F’A3+G’A Prof.F FA=CA. CI=CI0-i/aCA0X i)Fluxo molar de uma espécie química reagente e fluxo molar do reagente limite(X). FA’=xA’. FA=xA.F’ e)Concentração molar de uma espécie química e fração molar da mesma espécie.F’=CA’. a referida espécie aparece em todas as correntes.F’/v g)Fluxo mássico de uma corrente e fluxo volumétrico da mesma. F’=ρ.F’ xA’.v xAF=CA.v CA=xAF/v f)Concentração mássica de uma espécie química e fração mássica da mesma espécie. Dr. Marcos Marcelino Mazzucco .v CA’=xA’. FA’=xA’.

Marcos Marcelino Mazzucco . Altura) d ( Ah) = v0 − v dt Para uma área (A) constante: dh A = v0 − v dt Prof. e fração mássica ! sistema são obtidos a partir de relações entre densidade (massa/volume) ou concentração mássica (massa da espécie/ volume) e volume ou velocidade de fluxo volumétrico (vazão ou fluxo volumétrico).Balanços de Massa e energia 30 DENSIDADE E CONCENTRAÇÃO Cuidado com medidas de Em muitas situações os fluxos de massa para o concentração. Balanço de massa global dV ρ = ρv0 − ρv dt dV = v0 − v dt Como V (volume) pode ser relacionado à altura da coluna líquida no sistema: V = A . h (Área . densidade. Consideremos o seguinte sistema: ρ ρA0 v0 V V t+∆t t ρA ρ ρA v Onde: ρ =densidade = massa/volume ρA = concentração = massa de A/volume v = velocidade de fluxo volumétrico = volume/tempo V= Volume. Dr.

Em muitos casos o balanço da massa deve ser realizado em processos onde ocorrem mudanças de fase e. porém foi obtido a partir desta. Global: F1 – [ F2 + F3] = 0 100 – [F2 + 60] = 0 F2 = 40 Prof. portanto.Balanços de Massa e energia 31 O Balanço de Massa para a espécie A fica: ρ AV t + ∆t − ρ AV t = ρ A 0 v0 ∆t − ρ A v ∆t d ρ AV = ρ A 0 v0 − ρ A v dt Para V=cte: dρ A V = ρ A 0 v0 − ρ A v dt Observe que nas expressões para V e h. relações de equilíbrio e para transferência de massa entre fases são requeridas. Marcos Marcelino Mazzucco . Dr. D=Corrente 2. M. EXEMPLOS (BALANÇO DE MASSA EM ESTADO ESTACIONÁRIO) 1. Realizar o Balanço de massa no seguinte processo hipotético (em estado estacionário): Um balanço de massa simples. Observar N° de variáveis x N° de equações Solução: F=Corrente 1. Jamais realize o balanço em termos de volume. W=Corrente 3 B. o balanço não está expresso em termos da massa. 6.

Marcos Marcelino Mazzucco . 0. 0. XC1 – [ F2XC2 + F3XC3] = 0 100 . XB1 – [ F2XB2 + F3XB3] = 0 100 . M.4 – [F2XB2 + 60 . para a espécie C: FC1-[FC2+FC3] = 0 F1 . para a espécie B: FB1-[FB2+FB3] = 0 F1 . Dr. para a espécie A: FA1-[FA2+FA3] = 0 F1 . XA1 – [ F2XA2 + F3XA3] = 0 100 .5 – [F2XA2 + 60 .925 + 0. o qual atinge uma conversão de 90% do reagente limite conforme o seguinte diagrama: Prof. M. 0. perfeitamente agitado.05 40 B.925 40 B. 0.05 + 0.05] = 0 F2XB2 = 37 (F2XB2 = Massa de B em D) XB2 = 37 = 0.8] = 0 F2XA2 = 2 (F2XA2 = Massa de A na corrente D) XA2 = 2 = 0. Dada a reação CH4 + 2O2 → CO2 + 2H2O.1 – [F2XC2 + 60 .15] = 0 F2XC2 = 1 (F2XC2 = Massa de C em D) XC2 = 1 = 0.025 40 XA2 + XB2 + XC2 = 1 0. M.025 = 1 → Restrição satisfeita 2.Balanços de Massa e energia 32 B. 0. 0. realizada em um processo contínuo.

01 kgmol de O2 Reagente Limite é o CH4. R=Corrente 2. CH4 + 2 O2 → CO2 + 2 H2O A + 2B → C + 2D B. 0.01kgmol Relação na reação: 1 gmol CH4 : 2 gmol O2 Relação no processo: 1 kgmol CH4 : 2. P=Corrente 3 Reagente Limite: Base de Cálculo = 1h Núm. de mols de O2 = 64.M. Determinar a composição (%) de saída do processo: Solução: F=Corrente 1.39 kg de O2 Núm. Marcos Marcelino Mazzucco .39kg/32g/gmol=2. 76.M Global do estado estacionário: [F1 + F2 ]– F3 = 0 16kg + 274kg – F3 = 0 F3= 290kg/h B. de mols de CH4 = 16kg/h/16g/gmol=1kgmol/h Massa de O2 = 274 kg de Ar .5% 16 kg/h O2. para a espécie A ( CH4 ): [FA1+FA2]-FA3+GA=0 F1XA1+ F2XA2 – F3XA3 + GA = 0 Da tabela estequiométrica: FA =FAO – FAOX ( FA = No de mols/h que restam ) Prof.5% N2 → % em peso) 274 kg/h Um balanço de massa simples com reação química.Balanços de Massa e energia 33 Obs. Dr.: .A fonte de O2 é o ar (23.235 kg de O2/ kg de Ar=64.

9) kgmolC /h .235 – 290kg . XB1 + F2.6kg/h 16kg . 16g/gmol de A GA = .1kgmolA/h .3% ( em peso ) B.4kg = 0 XA3 = 0.M para a espécie D ( H2O): [FD1+FD2]-FD3+GC=0 F1XD1 + F2XD2 – F3XD3 + GD = 0 Formação de D = 2/1 FAOX GD = 2/1 .0.1366 13. 0. 0 + 274 . 0 + 270kg . 0 – 290kg . Dr. Marcos Marcelino Mazzucco .Balanços de Massa e energia 34 Consumo de A = . 0 – 290 XD3 + 32.4kg/h 16kg + 274kg . 0.9 .6kg = 0 XC3 = 0. XB2 – F3XB3 + GB = 0 Da tabela estequiométrica: FB = FBO – 2/1 FAOX Consumo B = -2/1 . XC3 + 39.023 2.9) kgmolB/h .FAOX.55% ( em peso ) B.M para a espécie B ( O2 ): [FB1+FB2]-FB3+GB=0 F1. 44g/gmol Gc = 39. XB3 – 57. 0.M.9 . 1.14. XA3 – 14.[PMA] GA = . para a espécie C: [FC1+FC2]-FC3+GC=0 F1XC1 + F2XC2 – F3XC3 + GC = 0 Da tabela estequiométrica: FC = FC0 + 1/1 FAOX Formação de C = 1/1 FAOX GC =1/1 .420 Prof.66% ( em peso ) B. 18 g/gmol GD = 32.57.6kg = 0 XB3 = 0. 0 – 290kg .4kg/h 16 . 32 g/gmolB GB = .0. 0 + 274kg . (1 . (1kgmolA .0055 0.6kg/h 16kg .

sejam produzidos 500 Kg/h de CO 2 sabendo que a reação se completa em 50%. 4.1366 + 0. Defina Acúmulo de Massa. Exemplifique. Marcos Marcelino Mazzucco . EXEMPLOS (BALANÇO DE MASSA ESTEQUIOMÉTRICO) Resolver com regras de três e com 1. Que massa de Heptano é requerida para que. Defina Sistema Aberto. processo de combustão. Dr.32% (em peso) Avaliação rápida 1. 6. 3. em um a tabela estequiométrica. quantas equações independentes podem ser obtidas? 8. 7. 5. Defina Conversão. Monte a Tabela Estequiométrica para a reação 2A + B → 3C + 4D. Realize o Balanço de massa algébrico no sistema: 7.1117 11.7232 72. C7H16 + 11 O2 → 7 CO2 + 8 H2O Solução: Base de Cálculo = 1h de operação = 500 Kg de CO2 formado Prof.17% ( em peso ) XA3 + XB3 + XC3 + XD3 + XN2 = 1 0. 2.Balanços de Massa e energia 35 XD3 = 0.0055 + 0. Defina Estado Estacionário e Estado Transiente. No balanço de massa algébrico. Defina Reagente Limite.1117 + XN2 = 1 xN2 = 0.023 + 0.

Marcos Marcelino Mazzucco .364Kgmol de CO2 formado 44g/gmol 1.853 kgmol de O2 restantes Prof.623kgmol de C7H16 são requeridos para produzir 11. Dr. A massa de C7H16 que determinamos é. a totalidade a ser alimentada é: Determinaremos também. desejamos produzir esta massa de CO 2 em uma reação com grau de complementação 50%. portanto. Número de mols de O2 requeridos para consumir a totalidade de C7H16: Como foram consumidos apenas 50% do número de mols de C7H16: O número de mols de O2 restante corresponde a diferença entre o número de mols alimentado e consumido: O2 restante: NO2 = 35. a título ilustrativo. Isto implica em que 1.623kgmol de C7H16 equivale a 50% da massa a ser alimentada. Contudo.Balanços de Massa e energia 36 Número de mols de CO2: NCO2 = 500Kg.364kgmol de CO2 em uma reação que se completa em 100%. o número de mols de O2 e H2O.853 NO2 = 17. 706 – 17. = 11. a massa a ser convertida em uma reação com conversão de 50%.

Marcos Marcelino Mazzucco . Adotaremos o C7H16: A solução com a tabela A montagem da Tabela Estequiométrica fica: estequiométrica é mais simples e compacta. A representação em unidades molares pode ser pouco significativa para profissionais leigos em química. Prof. teríamos que identificar o “Reagente Limite”. um erro de 0. Dr. Contudo a apresentação da solução do problema. sempre é recomendado a apresentação em unidades coerentes com a situação: Observe que a soma das massas alimentadas é 1467.192Kg.308Kg. ou seja. portanto. não é dispensada. enquanto a soma das massas que deixam o sistema é de 1467. podemos adotar reagente (C7H16 ou O2) com reagente limite. Se desejássemos resolver este problema através da tabela estequiométrica.0008%.Balanços de Massa e energia 37 H2O Formado: A representação da solução na forma de diagramas ou tabelas é indicada para fornecer uma apresentação mais profissional ao problema. denominada “Corpo de Cálculos”. Como não temos informações sobre excesso de nenhum dos reagentes.

247 – 3. 3.247 .247 .247 .247 NBO = 35. 0.247 kgmol de C7H16 Conhecendo o número de mols de C7H16 a ser alimentado (3.5 NB = 17.Balanços de Massa e energia 38 NA = NAO – NAO X NB = NBO – 11 NAO X NC = NCO + 7 NAO X ND = NDO + 8 NAO X Como sabemos que NCo (CO2 alimentado) é zero e a conversão (X) é 50% temos: NC = NCO + 7NAO X 11.717 – 11 . 0.NAO .5 ND = 12.623 kgmol de C7H16 que restam Número de mols de O2 requerido: NB = NBO – 11 NAO X NBO = 11 NAO NBO = 11 .8585 kgmol de O2 que restam Número de mols de H2O formados: ND = NDO + 8 NAO X ND = 0 + 8 .988 kgmol de H2O formados Prof.5 NAO = 3. 3. Marcos Marcelino Mazzucco . Dr.5 NA = 1. 0.364 kgmol = 0 + 7. 3.717 kgmol de O2 NB = 35.247kgmol) podemos determinar o número de mols de C7H16 que resta (não reagem): NA = NAO – NAO X NA = 3. 0.

Solução: Inicialmente devemos determinar o reagente limite: Bauxita: Ácido: Cálculo do número de mols dos reagentes e produtos: NAl2O3 = 271.1 kg/kgmol Prof.4% de Al2O3 e 44.029 kgmol 98.664 kgmol 101. determinar o grau de complementação e realizar o balanço completo para este processo.7% de H2SO4 e 22.Balanços de Massa e energia 39 2. Se forem utilizados 490 Kg de bauxita e 1140 Kg de ácido sulfúrico impuro para a produção de 820 Kg de Al2(SO4)3.9 kg/kgmol Conhecer o reagente limite é o primeiro cálculo.46 kg = 2.6% de materiais inertes. segundo a reação: Al2O3 + 3 H2SO4 → Al2(SO4)3 + 3 H2O A composição da Bauxita é 55. A composição do ácido sulfúrico é 77. Marcos Marcelino Mazzucco . NH2SO4 = 885.78 kg = 9.3% de H2O. É desejado produzir Sulfato de Alumínio a partir da Bauxita. Dr.

1 kg/kgmol * Na reação temos a relação 1:3 (número de mols Al2O3 : H2SO4). temos 2. Sabemos que 2.664 : 9.9 2. Selecionar a base de cálculo. que simplificado fica: 1:3. o Al2O3. portanto.397 kgmol 342. Marcos Marcelino Mazzucco . * Necessitamos determinar o Reagente Limite: Em nosso processo. em relação à estequiometria da reação (1:3). Assim. portanto podemos encontrar a massa de Al2O3 (R.664 kgmol H2SO4 consumido: H2O formado: Prof.029.3893. O “Reagente Limite” é. * Nossa base de cálculo será 490 Kg de Bauxita que equivalem a 271.46 Kg de Al2O3.397 kgmol = 0.397Kgmol de Al2(SO4)3 são formados. temos 0.) que reagiu: A conversão (X) é: X = N(Al2O3) consumido NAl2O3 inicial X = 2. Dr.L.Balanços de Massa e energia 40 NAl2(SO4)3 = 820 kg = 2.39893 mols de excesso de H2SO4 para 1gmol de Al2O3.

029 – 3 .664 . 2. Resolvendo através da Tabela Estequiométrica: Al2O3 + 3 H2SO4 → Al2(SO4)3 + 3 H2O A + 3B → C + D Al2O3 é o reagente limite Montando a tabela estequiométrica NA = NAO – NAO X NB = NBO – 3 NAO X NC = NCO + NAO X ND = NDO + 3 NAO X Para Al2(SO4)3: 2. enquanto a massa que deixa o sistema é 1629.7Kg.664 – 2664 .397 = 0 + 2. X X = 0.002%. 0. implicando em um erro de 0.Balanços de Massa e energia 41 A solução é: Al2O3 A massa total alimentada é 1630Kg.2664 kgmol de Al2O3 que restam Para H2SO4: NB = 9.9 Prof. Dr.9 Para Al2O3: NA = 2. Marcos Marcelino Mazzucco . 0.9 NA = 0.664 .

8362 kgmol de H2SO4 que restam Para H2O: ND = 254.22kg=H2O alimentada com ácido) 18 g/gmol ND = 21.664 . 2.Balanços de Massa e energia 42 NB = 1.3161 kgmol de H2O Prof. Dr. Marcos Marcelino Mazzucco .9 (254.22 kg + 3 . 0.

Água Solução salina Solução salina Em t=0 . Dr. Admita mistura perfeita e densidade da solução salina aproximadamente igual a da água. indicando que não há dt acúmulo (global) de massa neste. implica na constância da massa no tanque. Se o tanque é alimentado com água à uma vazão de 19L/min e a mesma vazão (de solução salina) deixa o tanque.. Considere um tanque contendo 380 litros de uma solução salina. determinar a massa de sal no tanque após 50min. EXEMPLOS (BALANÇO DE MASSA TRANSIENTE) 1.Balanços de Massa e energia 43 8. Isto ocorre porque a densidade da solução é admitida igual a da água. como v0 = v . cuja concentração de sal é de 4. Marcos Marcelino Mazzucco .. Balanço de massa para sal (A) mA t + ∆t − m A t = ρ A vO ∆t Entrada − ρ A v∆t Saída dm A = ρ A vO Entrada − ρ Av Saída dt Como a entrada não possui sal: ρA|Entrada=0 dm A = − ρ Av Saída dt mA = ρA V Prof.8g/L Balanço de massa global m t + ∆t − m t = ρvO ∆t − ρv∆T m t + ∆t − m t = ρvo − ρv ∆t dm = ρvo − ρv . dm/dt = 0 dt dm = 0 . ρA=4.8g/L.

9314 ρ A = 0.8g/L Em t = 50min .A8 = −0.26 m de raio e 10 m de altura completamente preenchido com água.5 ρ A = e −0. 380 L = 149. Dr.72g 2.394g/L . ρA = ρA Assim: ρA 50 dρ A ∫ ρA =−0.05(50 − 0) ln ρ A − ln 4.8 = −2.Balanços de Massa e energia 44 dρ A V =−[ ρ A v ] Saída dt Para V e v constantes: dρ A V = − ρ Av dt Aplicando os dados do problema: dρ A 380 = − ρ A 19 dt Agrupando os termos semelhantes: dρ A = −0. ρA = 4. Marcos Marcelino Mazzucco . 05∫ dt 4.05dt ρA Desejamos saber a massa de sal.8 0 ρ ln ρ A 4. Determinar o tempo necessário para esvaziar o tanque a partir de Prof. Considere um tanque cilíndrico com 2.394 g / L A massa de sal no tanque é: mA|t=50 = 0. no tanque. após 50 min: Em t = 0 .

75m1/2/s).26cm de raio.26m)2 . (2.26m 4.26cm 2. Utilize a equação de Bernoulli para representar o  escoamento na saída do tanque ( v = KV h (m/s). 10 V0 = 160. Marcos Marcelino Mazzucco . h d ( Ah ) dh =−v= A dt dt A velocidade do fluxo volumétrico (v) na saída do tanque é proporcional à altura da coluna líquida no tanque.Balanços de Massa e energia 45 uma tubulação de 1. Dr. KV = 2. 10m h 1.46m3 Balanço de massa global m t + ∆t − m t = − ρv∆T dm = − ρv dt m=ρV d ( ρV ) =− ρv dt dV ρ = − ρv dt dV = −v dt V=A . ou seja: Prof.52m V= π r2 h V0 = π .

 v = velocidade (m/s) na restrição  v = ARestrição . h=10m Em t=t. h=0 1 0 − t ∫10 h 2 dh=−∫0 8.83 = − KV h dt KV pode ser obtido em tabelas ou experimentalmente.26 10 −2 m)2 KV h dt dh 32171.83 = −2.75 h dt h 2 dh = −8. Dr.Balanços de Massa e energia 46 v = f (h) A equação de Bernoulli para o escoamento em uma restrição é:  v = KV h onde: KV é uma constante empírica que representa os efeitos de atrito e turbulência na restrição.75m1/2/s: dh 32171. para h=0: Em t=0.26 m)2 = −π (1. m/s = m3/s] Assim: dh A = − ARestrição KV h dt dh π (2. Para KV = 2. v [m2 .55 10 −5 dt −1 Queremos determinar o tempo necessário para que o tanque se esvazie. ou seja. 105 dt Prof. 55. Marcos Marcelino Mazzucco .

Marcos Marcelino Mazzucco . 3. Um destilador é utilizado para separar uma mistura binária isotermicamente. −5 t 2 ⋅ 0 − 2 10 = −8. XAC = 0. Se o destilador é alimentado à uma taxa (fluxo molar) de 5 kgmol/h com 30% (base molar) de “A”.55h Tarefa: Elabore um programa no GNU Octave para resolver o problema anterior. determinar o tempo requerido para que a fração molar de “A” no destilador seja 0.3 em t = t .5510 .4.5510 t = 73971. −5 t 0 = −8.86 min = 20. A partida do equipamento é realizada quando 10 kgmol de uma mistura contendo “A” e “B” estão no sistema. XAC = 0. A fração molar de “A” inicialmente presente (fase líquida) é de 0.3. Dr. D Vapor F Líquido XA Onde: F = Alimentação = 5kgmol/h D = Destilado (rico em “B”) C = Concentrado (rico em “A”) XAF = 0.415 = 1232.5510 1 − +1 2 10 2 h 0 10 .4) Prof. −5 t = −8.3 XAD = ? XA = XAC = ? (em t=0 .Balanços de Massa e energia 47 0 1 − +1 h 2 t .

e. Dr. para “A” é : XA X AD = 1 + XA Considere mistura ideal para “A” e “B” e volume constante no destilador. o no de mols que deixam o sistema (D) é igual ao no de mols alimentado (desde que não existe reação química). Balanço Molar Global N t + ∆t − N t = F∆t − D∆t dN = F−D=0 dt Balanço Molar para “A” NA t + ∆t − N A t = FX AF ∆t − DX AD ∆t dN A = FX AF − DX AD dt N A = NX A dX A N = FX AF − DX AD dt Aplicando os dados do problema: dX A 10 = 5 ⋅ 0. Marcos Marcelino Mazzucco .Balanços de Massa e energia 48 A relação entre as fases líquidas e vapor.3 XAD=? Se o volume é mantido constante e “A” e “B” formam uma mistura ideal. o n o de mols no sistema é constante. portanto.3 − 5 ⋅ X AD dt Prof. Solução F=5 kgmol/h XA D Acúmulo XAF=0.

Use o maior número possível de variáveis para permitir análises diversas. XA = 0.35 X A ) ] =t 0. 352 Ln(0.35A X dX A =∫0 dt A 0.3 t=5. XA = 0.35 X A = dt 1 + XA 1 + XA dX A = dt 0. Marcos Marcelino Mazzucco . 15−0. Prof.15 − 0. Dr.15−0.5 − 5 ⋅ dt 1 + XA dX A 0.4 1+ X t ∫0.3 Em t = t .15 − 0.35 X A Como queremos determinar o tempo necessário para XA = 0.4 0.853h Tarefa: Faça um Programa ou planilha que resolva este problema.3 0.Balanços de Massa e energia 49 XA Como X AD = 1 + XA dX A XA 10 = 1.4 [ 1 0. 35 X A− 1 0.4: Temos: Em t = 0 .

realizar o balanço de massa (de forma algébrica) completo. qual a composição do produto (P) que é removido da centrífuga. é possível realizar o balanço de massa em número de mols sem problemas. 2. Obs: como o problema não engloba reação química. a uma coluna de destilação produzindo um destilado (D) com 70% (em base molar) de etanol. Sabendo que o produto de fundo (W) contém 1% (em base molar) de etanol.: os percentuais estão em base mássica. Marcos Marcelino Mazzucco . Uma solução aquosa contendo 10% de sólidos suspensos é alimentada a um evaporador de onde sai (W) com 30% de sólidos. Se o fluxo de alimentação do evaporador é de 1000 kg/h. ESTADO ESTACIONÁRIO) 1. Dr. Obs. Uma mistura de etanol e água contendo 50% (em base molar) de etanol é alimentada. Prof. a uma vazão constante (100gmol/min). A solução concentrada (W) é alimentada a uma centrifuga onde a concentração é elevada para 80% de sólidos.Balanços de Massa e energia 50 9. EXERCÍCIOS (BALANÇO DE MASSA EM Observe as indicações para solução desta classe de problemas.

60% H2SO4). onde é queimado com Ar em excesso (50%).Balanços de Massa e energia 51 3. Etano é alimentado à um sistema de combustão. Uma mistura residual contendo 23% de ácido nítrico. Gases de combustão Etano Ar Obs. 4. 60% de ácido sulfúrico. Para que estes níveis de concentração sejam atingidos adiciona-se ácido sulfúrico concentrado com uma pureza de 93% (7% água) e ácido nítrico concentrado com uma pureza de 90% (10% água). determinar a composição da mistura gasosa resultante deste processo. Marcos Marcelino Mazzucco . Prof. 57% de ácido sulfúrico e 20% de água é reutilizada em um processo.: os percentuais estão em base molar. Se 80 % do etano é transformado em CO 2. 10% é transformado em CO. e 10% não é consumido. onde é requerida uma mistura contendo 27% de ácido nítrico. Determinar as massas da mistura residual e dos ácidos concentrados que devem ser combinadas para que uma mistura de 1000 kg seja obtida com a composição desejada (27% HNO3. Dr.

Prof. qual a massa de Ar seco a ser utilizada por quilo de sólido úmido alimentado.98 kg de água por cada kg de sólido seco. Dr. Calcular a massa de água removida por quilo de sólido úmido alimentado e a composição do sólido final (% água. Após a secagem. Sendo que a umidade do ar na saída do secador é de 16. % de sólido seco).67% (em massa) e que o sólido final deve conter 5% em massa de água. 6.Balanços de Massa e energia 52 5. Deseja-se secar um sólido contendo 71% em massa de água. utilizando Ar seco. o sólido apresenta 0. Deseja-se secar um sólido contendo 40% em massa de água. Qual o volume (condições ambientais) do ar úmido saindo do secador. Marcos Marcelino Mazzucco .

Num ensaio laboratorial com 8g de H2 e 28g de CO foram obtidos 16g de metanol.28Kg de Pb metálico. 4. 5. sabendo que 280Kg de superfosfato foram obtidos.95 Kg de PbS e 2. 3. determine a composição mássica e molar de Gás resultante. 1. Determine a composição do cal obtida após a calcinação de 1ton de calcário. e 250Kg de ácido sulfúrico.7% de materiais inertes (não calcináveis). A produção de metanol pode ser realizada a partir de gás d’água (H2. Ca3(PO4)2 + 2 H2SO4→2 CaSO4 + CaH4(PO4)2 Determine também a composição percentual da mistura final resultante (composição mássica). Realizar o balanço estequiométrico completo.56 Kg de O 2 produziu 8. e que este apresenta uma composição molar de 21% O 2 e 79% N2. Marcos Marcelino Mazzucco .89% CaCO3. 2. A combustão de minérios ricos em sulfeto pode ser utilizada para a produção de metais (elementares) ou óxidos. CO) seguindo a reação 2H 2+CO → CH3OH. Dr. EXERCÍCIOS (BALANÇO DE MASSA ESTEQUIOMÉTRICO) Observe as indicações para solução desta classe de problemas. Determinar o grau de complementação e o Reagente Limite da reação de produção de superfosfato a partir da reação entre 500Kg de fosfato de cálcio.Balanços de Massa e energia 53 10. Prof. Sabendo que a fonte de O 2 utilizada foi o Ar atmosférico.41% de MgCO3 e 1. com grau de pureza 87%. Um teste realizado em uma unidade piloto a partir de 11. Um forno de produção de cal virgem utiliza calcário com a seguinte composição: 92. A combustão de sulfeto de chumbo II pode ser utilizada para produzir chumbo elementar conforme a reação: PbS + O2→Pb + SO2.

Balanços de Massa e energia 54 5. enquanto a Segunda utiliza O2 puro. A primeira reação utiliza ar como fonte de O2. Observação: O excesso de O2 (do Ar) é relativo à massa requerida estequiometricamente pelo Reagente Limite. Na produção de 1 tonelada cloro através da reação: 2HCl + ½ O 2→Cl2 + H2O foi utilizado ar em excesso da ordem de 40%. Dr. Marcos Marcelino Mazzucco . determinar as massas de HCl e ar requeridas. A produção de SO3 a partir de pirita segue duas reações: 4 FeS2 (5) + 11 O2 → 2 Fe2O3 (5) + 8 SO2 (g) SO2 (g) + ½ O2 → SO3 (g) Um processo de produção de SO3 utiliza uma pirita com 80% de FeS 2 e 20% de inertes. Sabendo que o ar (primeira reação) e o O 2 (Segunda reação) são alimentados em proporção estequiométrica e que o grau de complementação das duas reações é de 90%. 6. Prof. Sabendo que o grau de complementação da reação é de 50%. realizar o balanço completo para o processo.

5 kg/min. determine a concentração (kg/L) de sal no tanque após 50 min. Para uma taxa de saída de 4. G = L/min ρSF = Concentração de sal em F 3. 1 F=5. Marcos Marcelino Mazzucco . a volume constante.311 CA [gmol/(L. EXERCÍCIOS (BALANÇO DE MASSA TRANSIENTE) 1.5 kg/min de uma suspensão contendo 15% do mesmo sólido. Considere densidade constante para a solução salina (1 kg/L). é utilizado para produzir um produto “B” a partir de uma reação do tipo A→ B cuja expressão para a velocidade da reação é –rA = 0.5 kg/min XA Massa inicial=45 kg XA0=0.Balanços de Massa e energia 55 11. Se o reagente “A” é introduzido no reator com uma concentração de 2 gmol/L. 1 F=19L/min ρSF=0 2 G=19L/min ρS ρS Volume inicial=379L c/ 2 kg de sal Onde: ρS = concentração de sal (kg/m3) F0. Dr.5 2. determine o teor (% massa) de sólidos no tanque após 10 min.5 kg/min 2 G=4.min)]. Um tanque contendo uma mistura de água e sal (379 L de solução com 2 kg de sal) recebe uma alimentação de 19 L/min de água. Para uma vazão de saída de 19 L/min. Um reservatório contendo 45 kg de uma suspensão com 50% (em base mássica) de sólidos é alimentado com 5. determine o tempo necessário para que uma conversão Prof. Um reator do tipo batelada agitado.

APLICAÇÃO COMPUTACIONAL Faça os algoritmos (protótipos) para as soluções dos primeiros exemplos das seções: Exemplos (Balanço de Massa em Estado Estacionário). Determine os tempos necessários para que as concentrações no sistema sejam 40%. Considere mistura perfeita no sistema e densidade aproximadamente constante. 4. 30% e 20%. Dr. Marcos Marcelino Mazzucco . Exemplos (Balanço de Massa Estequiométrico) e Exemplos (Balanço de Massa Transiente). 12. Uma perturbação na concentração de alimentação reduz a concentração para 20% de “A”.5 kg/L. Faça um gráfico de Concentração x Tempo para mostrar a evolução da reação. A densidade da solução nestas condições é de 1. Implemente um deles na linguagem de programação GNU Octave.Balanços de Massa e energia 56 de 95% seja atingida. Em um sistema contínuo (100L) alimentado com uma solução com 50% de um soluto “A” é medida a concentração (50%) e a vazão de saída (20 L/min). Prof.

que afirma que a variação do conteúdo energético de um sistema fechado é a diferença entre o calor fornecido a este e o trabalho realizado pelo mesmo. são imperativos na implantação ou operação de um processo. Dr. Sistema Aberto. suas ocorrências e da solução de problemas que envolvem trânsito de energia. quando a massa atravessa suas fronteiras. Os estudos termodinâmicos são essenciais para a consolidação dos Balanços de Massa e Energia. Marcos Marcelino Mazzucco . 13. estudos de impacto ambiental e desenvolvimento de novos processos. que Sistema Fechado. Prof. O fundamento principal do balanço de energia está na Primeira Lei da Termodinâmica. o balanço de energia Sistema é . Neste capítulo. INTRODUÇÃO AO BALANÇO DE ENERGIA A determinação dos parâmetros de operação ótimos para um processo requer conhecimento profundo sobre o comportamento do sistema. para que um processo seja operado da forma mais econômica possível. é imprescindível nos estudos de viabilidade econômica de um processo. Lembre-se. Os critérios econômicos... não apenas por questões econômicas. Porém. trataremos das principais modalidades de Modalidades de Energia e ocorrências! energia.1. mas também como requisito para o projeto de equipamentos. deve ser aplicado em uma determinada região. Os balanços de massa e energia são essenciais para o projeto de equipamentos e devem ser satisfeitos. na íntegra. sejam de materiais. denominamos “sistema”. através do balanço de energia. CONCEITOS FUNDAMENTAIS Como toda espécie de balanço. energia ou Economia ? Viabilidade ? financeiros. e fechado em caso contrário.Balanços de Massa e energia 57 13. primeira lei da termodinâmica. um sistema é considerado aberto. Com isso a análise energética.

F2 T 2 . temperatura. densidade).P m3 T.Balanços de Massa e energia 58 . envolvidos no processo. traduz o Sistema ? Prof. cor) e dita intensiva quando não depende da “Quantidade de Material” (pressão. Observar a quantidade de massa Exemplo: no sistema e sua caracterização a partir de frações do sistema. em um determinado instante de tempo. contido em O que é Estado de um Sistema ? O caracteriza o Estado de um um sistema. T.F B1 F A1 O balanço de energia sobre um sistema (aberto ou Propriedade. Uma propriedade é dita extensiva quando apresenta proporcionalidade com a quantidade do material (volume.P d=m d=m m V 2 V2 V T. mensurável ou não. Marcos Marcelino Mazzucco .F B2 W=trabalho F A2 . F1 Q=calor T 1 . fechado) requer o conhecimento da natureza dos materiais Propriedade extensiva. do material em questão.P V1 d=m m1 V V3 V2=V3≠V1≡m Peso≡m O conjunto das propriedades de um material. Propriedade intensiva. peso. Dr. Uma propriedade apresentada por um material é uma característica.

v K=½m⃗ 2 K = ½ F v⃗ 2 Prof. portanto. a solução desta expressão só ocorre em casos ideais ou com condições próximas à idealidade. MODALIDADES DE ENERGIA CALOR (Q) é o fluxo de energia através das fronteiras do Q Calor ↔ Gradiente de sistema. Por Trabalho ↔ Força. Com frequência as modalidades de energia são confundidas e. convenção e irradiação. CINÉTICA (K). definição. por uma força. originário da diferença (gradiente) de Temperatura. O estado de um sistema é determinado por suas propriedades intensivas. a expressão matemática que representa o trabalho é: W = ∫Fdl Onde: F = força dl = deslocamento infinitesimal Como deslocamentos infinitesimais não são facilmente mensuráveis e nem toda força pode ser transformada (na prática) em trabalho. fluxo este. A energia de um sistema devido à sua velocidade em K relação à vizinhança (ou referência) é chamada ENERGIA Energia Cinética ↔ Força. através das W fronteiras do sistema é denominada TRABALHO (W). As propriedades de um material definem a quantidade de energia que pode ser transportada ou transferida pelo material. 13. Marcos Marcelino Mazzucco . A energia transferida. serão discutidas a seguir.2. Dr.Balanços de Massa e energia 59 ESTADO do sistema. O calor pode ser transportado pelos mecanismos de condução. temperatura entre o sistema e suas vizinhanças.

A energia potencial não Energia Potencial ↔ Ação Gravitacional. P = mgh ∆ P = mg∆ h Onde: m = massa g= aceleração da gravidade h= altura em relação à referência Nem todas as modalidades de energia são facilmente U mensuráveis e visíveis. das interações atômicas e subatômicas e das forças moleculares.Balanços de Massa e energia 60 1 Kˆ = v 2 2 Onde: m = massa F = Fluxo de massa (massa/tempo) v = velocidade ⃗ K̂ = energia cinética por unidade de massa A energia de um sistema devido à ação gravitacional é P denominada ENERGIA POTENCIAL (P). por exemplo. e deve ser medida em relação a uma superfície de referência. Marcos Marcelino Mazzucco . Prof. Dr. A ENERGIA INTERNA (U) é a representação do conteúdo balanceado das energias originárias das ligações químicas. ENERGIA INTERNA e ENTALPIA são Energia Interna ↔ Temperatura. pode ser medida absolutamente. Como estas energias individualmente e balanceadas. não são mensuráveis a energia interna é obtida a partir de expressões matemáticas como a entalpia. exemplos de modalidades de energia que não são diretamente observáveis.

H = U + pV Prof. mas sim em relação a um estado de referência! Integrando: T2 Û2 . Dr. Û =Û (T .Balanços de Massa e energia 61 Uma expressão para a energia interna pode ser obtida a partir da definição matemática que afirma que a energia interna é uma função ponto ou função de estado representada por uma diferencial exata da temperatura e do volume específico (para uma substância pura). Marcos Marcelino Mazzucco .Û1 = ∫ Cv dT T2 A ENTALPIA (H) é conceitualmente semelhante à H Entalpia ↔ Temperatura. V̂ ) Onde: Û = energia interna específica (por unidade de massa) V̂ = volume específico (por unidade de massa) T = temperatura Aplicando a derivada total:  ∂Uˆ   ˆ  dUˆ =   dT + ∂U  dVˆ  ∂T   ∂Vˆ   Vˆ  T ∂ Û ( ) ∂T V̂ capacidade calorífica a volume constante (V) ∂ Û ( ) ∂ V̂ T = desprezível na maioria dos casos Assim: dÛ = CVdT A energia interna não pode ser medida diretamente. Energia Interna. Como foi mencionado anteriormente é através da Entalpia que a energia interna é determinada.

Balanços de Massa e energia 62 Onde: H = entalpia U = energia interna p = pressão V = volume Matematicamente. é água também não pode ser medida absolutamente. Isto significa que para o caso da água na fase de relação a um estado de referência. Dr. a entalpia é um diferencial exato da temperatura e da pressão. a entalpia Para vapor d’água. mas sim em líquida a 0oC. Prof. o estado de referência. comumente utilizadas. Marcos Marcelino Mazzucco . comumente. vapor a entalpia da água líquida a 0oC é assumida zero. Ĥ = Ĥ (T .  p ˆ   ∂H (2)=    dp = muito pequeno nas pressões de trabalho. p ) onde: Ĥ = entalpia específica  ˆ   ˆ  ˆ =  ∂H dH  dT + ∂H  dp  ∂T   ∂p   p  T 1 2  ˆ  ∂H  (1)=   ∂T  dT = Cp (capacidade calorífica a pressão constante).   ∂p T Assim:  ˆ   ˆ  ˆ =  ∂H dH  dT +  ∂H  dp  ∂T   ∂p   p  T Integrando: T Ĥ 2 − Ĥ 1 =∫T C p dT 2 1 De forma semelhante à energia interna.

duas quantidades surgiram. estão ilustrados dois estados (1 e 2) atingidos através de dois caminhos distintos.8oC se consultarmos uma tabela de entalpia para vapor d’água: Ĥ vapor = 2588. Ĥ vapor = 2581. pressão. seus valores dependem apenas do estado do material (Temperatura. ou seja. teremos uma variação nula de entalpia. as capacidades caloríficas a pressão e volume constantes. fase. Dr.8 ° C kg ° C Prof.1−2581. novamente.1 kJ/kg (47. Processos cíclico ? “Em um processo cíclico a variação de entalpia é nula”: Δ Ĥ =∮ d H ̂ =0 Quando derivamos as expressões para entalpia e energia interna. No diagrama p x T.7−43 . A capacidade calorífica à pressão constante (Cp) é CP e CV .1 kJ /kg kJ C P= = =1.8 ºC) Se considerarmos CP constante na faixa de temperatura acima.1 kJ/kg (43. A capacidade calorífica à volume constante (Cv) possui uma definição semelhante. à pressão constante. contendo vapor d’água a 45. Marcos Marcelino Mazzucco . o que são e quando definida como a quantidade de energia necessária para elevar utilizar ? em 1 grau a temperatura de uma unidade de massa de uma substância. ao ponto 1. 79 ΔT 47. Se o sistema for conduzido do ponto 1 até o ponto 2 e depois. composição). poderemos determinar seu valor médio para esta faixa: Δ Ĥ 2588. Podemos determinar o CP para um sistema.7 ºC) Determinar o CP a partir de medidas de entalpia.Balanços de Massa e energia 63 Tanto a entalpia como a energia interna são funções ponto ou de estado. anterior. independentemente de como o estado foi atingido (caminho).

b. Marcos Marcelino Mazzucco . para gases ideais. da seguinte forma:  ∂Uˆ  CV =   ∂T    Vˆ  ∂H Cp =  ˆ   ˆ ˆ (  ˆ )  = ∂U + ∂ pV  =  ∂U + p∂V ˆ    ∂T  ∂T  ∂T   p  p  p  ∂Uˆ   ∂Vˆ  Cp =     ∂T  + p  ∂T    p  p 1 2 ̂ =Û (T ) : Como para gases ideais U Prof. CP é expresso como uma série de potências em função da temperatura com o formato: CP = a + bT + cT 2 + dT 3 + . Existem vários software que podem ser utilizados para esta tarefa como o Libre Office Calc. não é possível obter uma equação única que represente CP. o GNU Octave. Dr. etc) da função para CP são obtidos a partir da adequação aos dados experimentais. ou seja. o MatLab.. c. MS Excel. As capacidades caloríficas a pressão constante (CP) e a volume constante (CV) podem ser relacionadas.Balanços de Massa e energia 64 A função matemática que descreve CP não é contínua. A determinação experimental da expressão para CP é realizada por um trabalho estatístico. Ou ainda: CP = a + bT + cT-1/2 CP = a + bT – cT-2 Porém a primeira forma é mais comum. As descontinuidades surgem nas mudanças de fase ou de estado cristalino. o Microcal Origin. Cuidado !! CP é uma função contínua de T por partes (fases ou estados cristalinos) !! Geralmente. onde os parâmetros (a.. etc.

Calcular a variação de entalpia quando 1 kgmol de N2 é aquecido. em uma dada faixa de temperatura. podemos determinar ou utilizar valores médios.Balanços de Massa e energia 65  ∂U  ˆ  ˆ (1) =   ∂U   ∂T  =  ∂T  =CV  p  Vˆ p V̂ =RT   RT    ∂     ∂Vˆ  (2) =   =   p  = R   ∂T  ∂T p  p      p Portanto: CP = CV +R é válida apenas para gases ideais ou CP = CV + R comportamento próximo ao ideal. para CP: Hˆ 2 − Hˆ 1 C pmédio = T2 −T1 Podemos. então. Para muitos casos. quando não ocorre mudança de fase. quando CP é expresso como uma série de potências: ∫ (a + bT + cT )dT T2 T2 ∫ 2 C p dT T1 T1 C pm = = T2 T2 − T1 ∫ T1 dT a(T2 − T1 ) + b 2 2 ( c ) T2 − T12 + T23 − T13 3 ( ) C pm = T2 − T1 13. EXEMPLOS (VARIAÇÃO DE ENTALPIA) 1. Prof. à pressão constante de 100 kPa de 18ºC até 1100ºC.3. Dr. com maior precisão. rescrever a expressão para ∆H : ˆ =Cp ∆H médio ∆T O cálculo de CP médio (Cpm) pode ser realizado. Marcos Marcelino Mazzucco .

Dados: Composição molar da mistura: CO2=9.82 ⋅ 1 lbmol ∫ 200 550 C pN 2 dT ( F ) + 0.2%. N2=82.865 + 0.7851.10-7T2 CO2: Cp = 8. O2=7.0 )ºC .895 + 0.10-3T – 0.593 kJ/(kgmolºC) (1100ºC) CPm = 29.2616BTU para 1 lbmol de mistura gasosa.Balanços de Massa e energia 66 Solução A partir de dados tabelados (Tref= 0ºC.849.10-3T – 0. O2: Cp = 7.073 ⋅ 1 lbmol ∫  200 550 C pO2 dT ( F) +  0.10-7T2 Determinar o ∆H para uma mistura. Prof.092 ⋅ 1 lbmol ∫  200 550 C pCO2 BTU lbmol F dT ( F )  ∆ H = .0%.3%.59.5528.104 + 0.120 kJ/ kgmolºC ( 18. CO=1. p= 100 kPa): Determinar o ∆H.8024.7367.015 ⋅ 1 lbmol ∫ 200 550 C pCO dT ( F ) + 0.29.5%.7009.10-10T3 CO: Cp = 6.757.120 kJ/(kgmolºC) (18ºC) ˆ ∆H ˆ ˆ 1100 −18 = ∆H 1100 −∆H 18 ∆Hˆ 1100 −18 = 31.10-7T2 + 3.m i ∫ C pi dT T1 i ∆H = 0.7624.593 kJ/kgmolºC ( 1100 .14 kJ/kgmol 2. Determinar a variação de entalpia de uma mistura gasosa quando resfriada de 550ºF para 200ºF.10-3T – 21.0 )ºC ∆Hˆ 1100 −18 = 34228 .10-3T – 0. Dr. Capacidades caloríficas a pressão constante (BTU/lbmol°F) N2: Cp = 6.10-7T2 Solução: Base de cálculo = 1 lbmol de gás T2 T2 ∆Hˆ = ∫ C p dT ⇔ ∆H = n ∫ C p dT T1 T1 Para uma mistura: T2 ∆H = ∑x i . Marcos Marcelino Mazzucco . CPm = 31.448 + 5.

o calor de fusão pode ser determinado pela seguinte expressão: Prof. As quantidades de calor envolvidas nas transições de fase podem ser estimadas através de correlações matemáticas ou empíricas. Calor Latente de Vaporização. Marcos Marcelino Mazzucco . Para sólidos. Dr. Assim temos: • Entalpia de Fusão. é estabelecido um equilíbrio termodinâmico onde as fases coexistem.∆Hs calorífica. Calor Latente de Condensação ou Calor de Condensação ou ∆ Hc Onde: Lembre-se: A descontinuidade da relação entalpia × ∆Hv = . As quantidades de calor envolvidas nas transições de fase são denominadas calores latentes (oculto) ou entalpias de mudança de fase e são qualificadas pelos fenômenos que descrevem. Calor de Fusão ou ∆ Hf • Entalpia de Vaporização. MUDANÇAS DE FASE E AS VARIAÇÕES DE ENTALPIA As variações energéticas que acompanham as mudanças de fase são importantíssimas quando realizamos os balanços de energia. pois introduzem descontinuidade na relação entre entalpia e temperatura. Nos pontos de mudança de fase. Calor Latente de Fusão. Não trataremos especificamente deste Color Latente ? Entalpia de mudança de fase ? aspecto.Balanços de Massa e energia 67 14. Calor Latente de Solidificação ou Calor de Solidificação ou ∆ Hs • Entalpia de Condensação.∆Hc temperatu-ra se estende para a equação da capacidade ∆Hf = . pois trataremos de casos onde as mudanças já se estabeleceram completamente. porém sempre devem ser preferidos os valores determinados experimentalmente. Calor de Vaporização ou ∆ Hv • Entalpia de Solidificação.

Marcos Marcelino Mazzucco . 9 à 11 para compostos orgânicos A entalpia por unidade de Lembre-se. a equação anterior fica: zRT p *Vˆ = zRT ⇒ Vˆ = p* dp * ∆Hˆ V dp * 1 ˆ dT = ⇒ = ∆H V 2 dT  zRT  2 p * zR T  *   p  Se tratarmos a fase vapor como um gás ideal: dp * ∆ Hˆ V dT d (ln p * ) ∆ Hˆ V d (log p * ) = ⇒ =− = 2. V̂ l = Volume molar do gás e do líquido. V̂ g . Se considerarmos que o volume molar da fase gasosa é muito maior que o volume molar na fase líquida. respectivamente.Balanços de Massa e energia 68 Δ Ĥ f [ cal / gmol ] = Tf K Os valores típicos para entalpia molar de fusão são: 2 à 3 para elementos. T = temperatura absoluta.303 p* R T2 d( 1 ) R d( 1 ) T T Prof. 5 à 7 para compostos inorgânicos. f O calor de vaporização pode ser estimado pela equação de Clausius-Clapeyron através da pressão de vapor. ̂ seja. Δ Ĥ V = Entalpia molar de vaporização na temperatura T. dp * ∆Hˆ V = dT T (Vˆg −Vˆl ) onde: p* = pressão de vapor. em nossa notação o super escrito “^” indica massa é chamada entalpia mássica e a por n° de moles é que a medida está relacionada a uma unidade de massa. H é a entalpia de fusão por unidade de massa (gmol neste caso). ou chamada entalpia molar. Dr. a equação anterior pode ser reduzida a: dp * ∆Hˆ V = dT TVˆg Se utilizarmos uma equação de estado simples para descrever a fase gasosa.

2. Dr. a partir dos seguintes dados: Pressão de Vapor (mmHg) T (oC) Aplicação da equação de 100 98 Clausius –Clapeyron.303 ⋅ 8. Prof.314  490 452.8 5 .5 2 .8oC – 217oC. BALANÇO GERAL DE ENERGIA O balanço de energia segue os mesmos preceitos do balanço de massa.314J / K ⋅ gmol ⋅∫ 490 1 d  2⋅760 452.8  ∆Hˆ V = 45444. Estime o calor de vaporização do ácido Butírico a 200oC. Marcos Marcelino Mazzucco .8oC = 452.5J / gmol 14.303 ⋅ 8. EXEMPLO (ENTALPIA DE VAPORIZAÇÃO ) 1. 760 = 1520 179.Balanços de Massa e energia 69 14. ou seja. 217oC = 490K 179.8 T  5 ∆Hˆ V  1 1  log =− ⋅ −  2 2.303R  T  ∆Hˆ V ∫ 5⋅760 ( ) d log p * = − 2. 200 115. o balanço de energia é realizado.5 760 154. porém não realizamos balanço de energia ao nível de espécies químicas.1. Adotaremos Δ H Como a expressão de Clausius-Clapeyron requer a temperatura em escala absoluta. 760=7600 250 ̂ V constante no intervalo 179. macroscopicamente.8 400 134. apenas. 760=3800 217 10 .8K ∆Hˆ V ( ) d log10 p * = − 1 d  2.

E2 +Q – W* Prof.P2. Das modalidades de energia que estudamos. Quais as fontes de transferência de Energia ? • Calor. U1 Bomba Superfície de referência dm/dt F2 W dE/dt= ∆E=∆U(t)+ ∆K(t)+ ∆P(t) Apenas as formas de Energia ∆U=U(t)-U(t-∆t) associadas a massa podem ser acumuladas !! F1 ∆K=K(t)-K(t-∆t) ∆P=P(t)-P(t-∆t) Sistema Q ∆E = E(t2) – E(t1)= Variação do conteúdo energético do sistema ao longo do tempo. 2 F2 W2 (+) T2. v1 Resfriamento Aq. Marcos Marcelino Mazzucco . h1. Dr.Balanços de Massa e energia 70 ][ ][ ][ Transferência de Transferência de [ ] Acúmulo de geração /consumo de Energia Energia Energia = − + Energia para o sistema do sistema no sistema no sistema através das vizinhanças para as vizinhanças A energia pode ser transferida para o interior ou para o exterior de um sistema pelas seguintes fontes: • Massa. U2 Q1 (+) 1 F1 T1. podemos realizar uma distinção entre as associadas à massa (K. • Trabalho. P e U) e às transportáveis através das fronteiras do sistema (Q e W). ∆E = E(t2)– E(t1)= E1 . h2. Elétrico Turbina K1. v2 Q2 (-) W1 (-) K2. Apenas as quantidades de energia associadas à massa do sistema podem ser acumuladas.P1.

IV = Transferência líquida de trabalho (pV= Trabalho de fluxo).Balanços de Massa e energia 71 __________ __________ ___ I __________ __________ ___ __________ __________ _____ II __________ __________ _ __ III _ ˆ +Kˆ +Pˆ ) m(U ˆ + Kˆ + P −m(U ˆ) = ˆ +Kˆ + P F (U ˆ) ˆ + Kˆ + P −F (U ˆ)  − + Q t t −∆t (1) (2) W + pVˆF − pVˆF (1) (2) __________ ____ IV __________ _____ As massas nos tempos t2 e t1 e Onde temos: nas posições (1) e (2) não são. Entrada de trabalho = Trabalho realizado sobre o sistema. III = Transferência líquida de calor. Saída de trabalho. W = (+). Saída de trabalho = Trabalho realizado pelo sistema. Marcos Marcelino Mazzucco . II = Entrada de energia (com o fluxo de massa) no ponto 1 . Como ˆ =U H ˆ +pVˆ mU ( ˆ +K ˆ +P ˆ ) t −m U ( ˆ +K ˆ +P ˆ ) t −∆t =F H( ˆ +K ˆ +P ˆ ) (1) ( ˆ +K −F H ˆ +P ˆ ) ( 2)  −W +Q  De uma forma mais compacta: [( ∆E = −∆ Hˆ + Kˆ + Pˆ F + Q  −W ) ] Balanço Geral de Energia: Para múltiplas correntes de massa. Dr. Saída de calor. 15. I = Acúmulo de energia no sistema. calor e trabalho: [ )] Entradas Saídas ΔE =E t − E t1 = 2 ∑ i (̂ i+ K Fi H ̂ i + P̂ i − ∑ [ F j ( Ĥ j + K̂ j + P̂ j ) ] + ∑ Qn −∑ W m j n m Lembre-se: Entrada de calor.Saída de energia (com fluxo de massa) no ponto 2. Entrada de trabalho. BALANÇO DE ENERGIA COM REAÇÃO QUÍMICA Processos que envolvem reações químicas devem Entalpia de reação: Reação: considerar a quantidade de energia requerida/resultante da Endotérmica: ∆ HReação=(+) Exotérmica: ∆ HReação=(-) reação química. Q = (+). necessariamente iguais. W = (-). Esta energia é denominada entalpia de reação Prof. Q = (-).

Dr. temos a entalpia de formação da reação. Assim. Em algumas fontes de dados as condições padrão são 18oC e H2(g) + ½ O2(g) → H2O(l) ∆H°f = -285. os reagentes são ∆H°Reação= Soma das entalpias o o de formação dos produtos – alimentados a 25 C e 1atm e os produtos são levados a 25 C e Soma das entalpias de formação dos reagentes. em que os reagentes se apresentam em sua forma mais estável. uma reação exotérmica ocorre quando a energia requerida para manter unidos os átomos que compõem os reagentes é maior que a requerida para manter unidos os átomos que compõem os produtos.Balanços de Massa e energia 72 ou calor de reação. Marcos Marcelino Mazzucco . os produtos possuem entalpia maior que os reagentes. Determinado Nas 1atm obtemos a entalpia padrão de reação. A+B→C+D HA + HB > HC + HD  Reação Exotérmica: ∆HReação = (-) HA + HB < Hc + HD  Reação Endotérmica: ∆HReação = (+) A variação de entalpia em uma reação química. é necessário fornecer energia para que a reação ocorra. Para moléculas simples no estado padrão é atribuída entalpia de formação zero. condições padrão !! A entalpia de uma espécie “j” pode ser determinada a partir da entalpia desta mesma espécie nas condições padrão: Prof. Em caso contrário a reação é dita exotérmica. Se a soma das entalpias dos produtos é maior que a soma das entalpias dos reagentes temos uma reação endotérmica. Quando avaliamos a entalpia de uma reação para a formação de um gmol de moléculas de produto. Quando a energia requerida para manter unidos os átomos que compõem os produtos é maior que a requerida para manter os átomos que compõem os reagentes temos uma reação endotérmica. como os reagentes devem ser estáveis a 25 oC e 1atm. Se a entalpia de formação é avaliada a 25oC e 1atm obtemos a entalpia padrão de formação (∆H°f). A entalpia de reação é a variação de energia entre a entalpia dos produtos e dos reagentes. advém do rearranjo das ligações químicas dos reagentes para a formação dos produtos.84 kJ/gmol H2O 1atm! (25oC) Deve-se observar que tanto o produto. Quando em uma reação qualquer. Como em uma reação endotérmica.

Marcos Marcelino Mazzucco . Dr. B TEntrada TSaída H saída = N A ∆Hˆ ƒoA + N B ∆Hˆ ƒoB + ∫ Tsaída Tref (N AC pA + N BC pB dT ) H entrada = N A ∆Hˆ ƒoA + N B ∆Hˆ ƒoB + ∫ Tentrada ( N AC pA + N B C pB dT Tref ) Entalpia de formação Calor sensível ∆H processo = H saida − H entrada ∆H de um processo sem reação Tsaída química ∆H processo = ∫ (N AC PA + N B C PB )dT Tentrada Lembre-se a entalpia não pode ser medida absolutamente. as espécies que deixam o sistema são diferentes das espécies que são alimentadas a este.Balanços de Massa e energia 73 T ∆Hˆ j = ∆Hˆ ƒo j + ∫ C p j dT Tref Para o caso de uma mistura. B C. Então. a entalpia em uma temperatura qualquer. também pode ser determinada a partir das entalpias padrão de formação dos componentes da mistura. devemos considerar as entalpias das novas espécies. A. mas sim em relação a uma referência. B A. ∆H mistura = ∑N j ∆Hˆ ƒo j + ∑∫ N j C p j dT T Tref j j onde: Nj = No de mols da espécie j Em um sistema aberto sem reação química avaliamos a entalpia nas condições de entrada e saída da seguinte forma. A.D TEntrada TSaída Prof. Em um sistema aberto onde ocorre uma reação química.

.  Q=−Δ [ ( Ĥ ) F ] Como a temperatura é mantida constante. os reagentes aparecem em energia (entalpia de reação) ! excesso e em condições de alimentação diferentes entre si e das Prof. temperatura constante e sem efeitos Bombas calorimétricas ou calorímetros de fluxo. Cuidado ! Apenas a quantidade de reagente convertido produz laterais ou em série. cinéticos e gravitacionais ou trabalho: [( ∆E = −∆ Hˆ + Kˆ + Pˆ F + Q ) ]  −W Q=mCp∆T !!!! Neste caso. E portanto a equação anterior fica: ∆H processo = ∆H reação o +∫ Tsaida Ttef (N C C pC + N DC pD dT − ∫ ) Tsaida Tref (N A C pA + N BC pB dT ) Se uma reação for executada em um sistema com fluxo A determinação da entalpia padrão de reação é realizada em em estado estacionário. Dr. Marcos Marcelino Mazzucco .Balanços de Massa e energia 74 T ̂ oƒ + N D Δ H H saída = N C Δ H ̂ oƒ +∫ saída ( N C C p + N D C p ) dT C D T C ref D H entrada = N A ∆Hˆ ƒoA + N B ∆Hˆ ƒoB + ∫ Tentrada Tref (N A C pA + N B C pB dT ) ∆H°Reação= Soma das entalpias de formação dos produtos – A variação de entalpia para o caso com reação química fica: Soma das entalpias de formação dos reagentes. a variação de entalpia é originária da reação: Q [( ) ]  = −∆ Hˆ F = ∆H Reação Em muitos processos ocorrem reações incompletas.. Determinado nas condições padrão !! ΔH processo= H saída −H entrada [ ] [ ΔH processo= N C Δ Ĥ of + N D Δ Ĥ of D − N A Δ Ĥ of A + N B Δ Ĥ of B + C ] T saida T saida ∫T ( N C C p ref C + N D C pD ) dT −∫T ref ( N AC p A + N B C p B ) dT A variação entre a entalpia dos produtos e a entalpia dos reagentes nas condições padrão é a entalpia padrão de reação (∆H°Reação). ou ainda. sim.

Dr. EF Reações AC. atentado ao fato que a entalpia de reação só resulta da fração de material reagente convertido. Marcos Marcelino Mazzucco . AE. Nestes casos é conveniente determinar as entalpias separadamente. CD. BD. Consideremos um sistema aberto. BF Reações: 1) AB+CD → AC + BD 2) AB + EF → AE +BF As entalpias padrão para as reações 1 e 2 são: o o o o ΔH 1o=[ H f AC + H f BD ]−[ H f AB + H f CD ] (T ref ) o o o o ΔH o2 =[ H f AE + H f BF ]−[ H f AB + H f EF ] ( T ref ) Se os produtos estiverem à temperatura TP e os reagentes à TR e a capacidade calorífica for admitida constante no intervalo de temperatura considerado (gases ideais. A energia desenvolvida na reação é armazenada nos produtos e demais materiais do sistema.Balanços de Massa e energia 75 condições padrão. em estado estacionário ou um sistema fechado à pressão constante: AB. por exemplo): H AB TR = [Hˆ fo AB + C p AB (TR − Tref )]N AB H CD TR = [Hˆ fo CD + C p CD (TR − Tref )]NCD H AC TP = [Hˆ fo AC + C p AC (TP − Tref )]N AC H BD TP = [Hˆ fo BD + C p BD (TP − Tref )]N BD Prof.

E. A. E. B. D. temos as seguintes condições entálpicas para a entrada e saída: ∑H R (TR ) ( ) = ∑ N i H i (TR ) + ∑ N i C p i (TR − Tref ) ( ) i i ∘(T ∑ H P (T )= ∑ ( N j H j ) +∑ ( N j C p ) ( T P −T ref ) ) P j P j j A variação de entalpia para o processo é: ∆H = ∑H PTP − ∑H RTR = ∑H foP − ∑H foR + ∑H P − ∑H R TP TR Tref Tref ∆H = ∑H Reação + ∑H P − ∑H R o TP TR Tref Tref ∆H de um processo com reação química e conversão 100 %. F ∑[N Hˆ ] − ∑[N ] Saídas Entradas Hˆ foj + ∑H Saídas − ∑H Entradas TSaída TEntrada ∆H = i o fi j0 Tref Tref i =1 j =1 [( ] Saídas Entradas θi ΔH = ∑ i=1 a ̂ o i j =1 ) T N i0 − N A0 X H f − ∑ N j0 Ĥof j + ∑ H Saídas∣T Saída ref [ T −∑ H Entradas∣T refEntrada ] Prof.Balanços de Massa e energia 76 H EF TR = [Hˆ fo EF + C p EF (TR − Tref )]N EF H AE TP = [Hˆ fo AE + C p AE (TP − Tref )]N AE H BF TP = [Hˆ fo BF + C p BF (TP − Tref )]N BF Desta forma. Marcos Marcelino Mazzucco . F Para o caso de reações incompletas: A+B→ C+D X<1 Na tabela estequiométrica. B. apenas dados molares podem ser utilizados A. C. Dr.

∆H = ∆H Reação + ∑ H Saídas − ∑ H Entradas TSaída TEntrada Tref Tref GERAL Onde: X= Grau de complementação (conversão) da reação. [( ] Saídas Entradas θi ΔH = ∑ i=1 N i0 − N A0 X H f − ∑ ( N j a ̂ o i j=1 ) [ reagido +N j não−reagido ) Ĥ f o j ] T T + ∑ H Saídas∣T Saída ref −∑ H Entradas∣T Entrada ref Saídas Entradas ΔH = ∑ [( ̂o − ] ∑ [(N j ) Ĥ f ] o Ni −N i H +N j i=1 alimentado reagido ) f i j =1 reagido não−reagido j T T + ∑ H Saídas∣T Saída −∑ H Entradas∣T Entrada ref ref Temos as seguintes observações: -Para uma espécie não reagente alimentada. -Para a fração não reagente de uma espécie. i=j.Balanços de Massa e energia 77 Onde: θi=coeficiente estequiométrico da espécie i (i=0 para uma espécie que não participa da reação). ΔH Reação= N A0 XΔH oReação (para ∆H°Reação expresso em relação ao reagente limite) ou: θi ΔH Reação= N A0 XΔH oReação (para ∆H°Reação expresso em relação ao a reagente i). Dr. O cálculo da entalpia padrão de reação pode ser realizado a partir do equacionamento de reações químicas com entalpia padrão de reação conhecida. -Para a fração reagente de uma espécie i formando a espécie j temos que a variação entre as entalpias padrão de formação das espécies j e i é o ∆HReação. temos que a variação de entalpia padrão de formação é nula. Marcos Marcelino Mazzucco . ou a Prof. temos que a variação entre as entalpias padrão de formação é nula. i=j. a= coeficiente estequiométrico do reagente limite.

52 Assim: C ( β ) + 21 O2 ( g ) → CO2 ( g ) + 110.51  z + 282.51  z + 282. a partir de C e O2: C( β ) + O2 ( g ) → CO2 ∆H Reação o = −393. m deve estar no lado direito da equação  x + y = z + 393.99 = m + 2 y 1  __________ _______  x + 21 y + 282.52 kJ de energia. ou seja.99 = z + 393. a reação é exotérmica. Prof. com ∆H°Reação=-110. Vamos considerar a reação de formação de CO.99 = m + 2 y 1  __________ _______  x + y + z + 282.99 = 393.52 kJ A reação entre C() e O2 (g) produz CO2 (g) e 110.99 kJ o Podemos transformar as reações químicas em um sistema de equações algébricas:  x + y = z + 393.51 + m + 21 y Simplificando a equação temos:  x + y = z + 393.51 kJ  CO( g ) + 21 O2 ( g ) → CO2 ( g ) ∆H Reação = −282.99 = m + 2 y 1  __________ _______  x + 21 y = m + 110.99 1 Para que a equação x+1/2y=m seja satisfeita.Balanços de Massa e energia 78 partir das reações padrão de formação.52 kJ. Dr.51  ⇒ x + 21 y = m m + 2 y = z + 282.51 + m  x + y = z + 393.51  z + 282. Marcos Marcelino Mazzucco .

012 gmol = w kJ   __________ __________ ____ x + 21 y = w + 241. seja no estado transiente ou estacionário.838 kJ  H 2O( l ) → H 2O ( g ) ∆H vap = 44.826 Assim: H 2( g ) + 21 O2 ( g ) → H 2O ( g ) + 241.826 kJ.838 kJ  z + 1gmol ⋅ 44.012 gmol kJ =w  x + 21 y = z + 285. Dr. com ∆H°Reação=-241. 16.838 kJ  z + 1gmol ⋅ 44. para o caso transiente devemos considerar os fluxos ao das quantidades transferidas. a equação do balanço geral de energia:  −W ∆E = −∆H − ∆K − ∆P +Q  em um intervalo de tempo ∆t O termo ∆E representa a variação do conteúdo energético do sistema ao longo do tempo. ou seja. Marcos Marcelino Mazzucco . juntamente com o balanço de massa. Vamos considerar a reação de formação de água gasosa a 100°C: H2 (g)+1/2O2 (g) →H2O(g) H 2 ( g ) + 21 O2 ( g ) → H 2O ∆H Reação o = −285. o acúmulo de energia. Na realidade.012 kJ / gmol  x + 21 y = z + 285. ou seja:  massa  F = fluxo de massa    tempo  Prof. Consideremos. Assim.826 kJ A reação entre H2(g) e O2 (g) produz H2O(g) e 241. BALANÇO DE ENERGIA TRANSIENTE O balanço de energia transiente complementa a descrição transiente de um sistema.Balanços de Massa e energia 79 Para casos onde os reagentes aparecem em estados físicos diferentes podemos utilizar a mesma abordagem. o balanço de energia sempre deve suceder o balanço de massa.826 kJ de energia. ou seja. a reação é exotérmica.

BTU ) massa H = Ĥ . BTU ) massa ( kg . Δt= ⋅tempo=Energia ( J . rearranjando a equação anterior.Balanços de Massa e energia 80  Energia  E= fluxo de Energia     tempo   Energia  Q = fluxo de calor     tempo   Energia  W = fluxo de trabalho     tempo   Energia  H. P= fluxo de entalpia.Δ t ]1−[ H. . Dr. Δ t ]1−[ K. h ) A quantidade de energia que entra através das fronteiras. cal . no intervalo de tempo ∆t .F. no sistema que segue : W2 W1 T2. F2 T1.F. ̂ Δ t] 2+[Q 1 +Q2 ] . [ P.F. gmol . BTU ) tempo ( s .Δ t]2+[ K. cal . lb ) tempo ( s . energia cinética e potencial     tempo  Considerando os fluxos de energia em um intervalo de tempo ∆t . Marcos Marcelino Mazzucco . BTU ) Q=Q1 . W2=(+) A quantidade de energia que entra no sistema. Δt= ⋅ ⋅tempo=Energia ( J .min. com o fluxo de massa no ponto (1). na forma de calor. h ) Desta forma. h1 Q1 Q2 ̂ ̂ ̂ ̂ E (t +Δ t) −E(t )= [ H. é: Energia ( J . é: Energia ( J . Δ t Onde: (1)= ponto de entrada de massa (2)= ponto de entrada de massa Q1=(+).min.F. K. cal . F 1 . cal . h2 1 v1. Δ t −[W 1 +W 2 ]. na forma de entalpia. tem-se: Prof. Q2=(-) W1=(-). no intervalo de tempo Δt . Δ t ]2 + ̂ Δ t]1−[ P.F. para o balanço de energia.F. F1 2 v2.

] [ P.F ]1−[ H. na maioria dos casos.Balanços de Massa e energia 81 E(t +Δ t )−E (t) ̂ ̂ ̂ ̂ = [ H.] [ P. U.F ]1−[ H.]2 + Δt→ 0 Δt ̂ 1−[ P.F.] ̂ 2 +[Q 1+ Q2 ].F. Marcos Marcelino Mazzucco . Dr.] 2 + Δt ̂ 1−[ P.F j + ∑Q − ∑W ) ] entradas saídas ou dE = −∆( H + K + P ) + Q − W dt Como E representa a quantidade de energia acumulada no sistema. K e P. envolvendo processos químicos. E (t +Δ t )−E (t ) ̂ ̂ ̂ ̂ lim = [ H.]1−[ K.] ̂ 2+[Q1 +Q2 ].−[W 1 +W 2 ].F.F ]1 −[ H.F. De uma forma geral: dE dt [( ) ] [( = ∑ Hˆ i + Kˆ i + Pˆi .]2+[ K.F.F.−[W 1+ W 2 ]. dE ̂ ̂ ̂ ̂ = [ H. ̂ ]2 +[Q1 +Q 2 ]. E representa a soma das quantidades de energia associadas à massa. e a energia somente pode ser acumulada sobre a massa. o balanço de energia se restringe.F.]1 −[ K. as variações das energias cinética e potencial são pequenas.F.F.F. Assim: dE d (U + K + P ) = dt dt como U=H-pV: dE d (H + K + P − pV ) dH dK dP d ( pV ) = = + + − dt dt dt dt dt dt Para sistemas à pressão e volume constantes: d ( pV ) =0 dt Como na maioria dos problemas. ]2 +[ K.F. em relação a entalpia: dK dP = ≅0 dt dt dE dH ≅ dt dt Assim.−[W 1 +W 2 ]. a: dH = −∆( H + K + P ) + Q − W dt Prof.F. ]1−[ K.F.Fi − ∑ Hˆ j + Kˆ j + Pˆ j . ou seja.F.] ̂ 1−[ P.F. ]2 + Δ t [ P.]2 +[ K.

1. (120-100)oC kg goC kg goC ∆H = 334kJ + 418kJ + 2255kJ + 37. C. Marcos Marcelino Mazzucco .18J/goC.6kJ ∆H = 3022.18 J (100-0)oC + 2255 kJ . 0 – 100oC (1 atm) Cp H2O = 1.1kg + 1kg . pode ser simplificado para: dH = Q − W (primeira lei da termodinâmica. Δ Ĥ vaporização = 2255 kJ/kg a 100oC (1 atm) Cp H2O = 4. Dr.1kg + 1kg . = 1kg H2O ∆H = 334 kJ .Balanços de Massa e energia 82 Para sistemas fechados. 4. EXEMPLOS (BALANÇO DE ENERGIA ESTACIONÁRIO) 1.88 J . dt 17. 100 – 120oC (1 atm) Solução B.88J/goC. Determinar a variação de entalpia para a transição H2O(s)[0oC] → H2O(g)[120oC] a 1 atm.6KJ para 1Kg de H2O Prof. Dados: Δ Ĥ fusão = 334 kJ/kg a 0oC (1 atm) Determinação da entalpia com mudança de fase.

Dados: Determinar a potência de um ˆ H Ar – 255K = 489 kJ/kg (100 kPa) compressor. 509kJ/kg – 1kg . Marcos Marcelino Mazzucco . m1 = m2 Como não existe troca de calor: Q = 0 Como não existe desnível: ∆P = 0 (h1 = h2. = 1kg Ar ∆H = 1kg .m ∆K = 1800 = 1800 J s2 ∆K = 1.Balanços de Massa e energia 83 2.m 2 Obs. 100 KPa B.: =J s2 W = -∆H . H Ar∣278 K . 489kJ/kg ∆H = 20kJ ∆K = F2 . ˆ H Ar – 278K = 509 kJ/kg (1000 kPa) Solução [( ∆E = −∆ Hˆ + Kˆ + Pˆ F + Q) ]  −W Para um processo em estado estacionário: ∆E = 0.∆ v 2 − = ( ) 2 2 2 ( ) 2 1kg m ∆K = . 60 2 − 0 2 2 2 s 2 kg.∆K Prof.8kJ kg.C. 1000 KPa −F 1 . Determinar a potência de compressor para que 100 kg/h de ar sejam comprimidos. H Ar∣255 K .v 22 F1v 12 F . Dr. ∆h = 0) Assim: ̂ + K̂ ) F ]=W −Δ [ ( H ΔH =F 1 . Um compressor é utilizado para comprimir ar de 100 kPa a 255 K para 1000 kPa a 278K.

8 kJ para 1kg ar Para 100kg/h: W = .8 W = -21. sem considerar a perda de energia por atrito ou temperatura da água no reservatório sabendo que a água no obstáculos. poço está a 35oF. Marcos Marcelino Mazzucco . Um sistema de aquecimento elétrico fornece 30 000 BTU/h à tubulação d’água. cujo nível deve ser mantido constante.Balanços de Massa e energia 84 W = .21. porém.606kW 3600s s Como Potência é a quantidade de energia dissipada em uma unidade de tempo: Potência = 0. devido a uma falha no isolamento. A fonte de água é um poço com 15 ƒt de profundidade.20 – 1. determinar a bomba. situado a 165 ƒt do solo. Dr. Se a potência da bomba é 2 hp e 55% da Determinar a potência de uma potência da bomba é convertida em trabalho. A tubulação d’água é completamente isolada.8 kJ .606kJ = 0. 25 000 BTU/h de calor são perdidos. Prof. É requerido bombear 200 gal/h de água para um reservatório. 100 kg Ar = 2180kJ 1kg Ar h h Como 1Watt = 1J/s: W = 2180 kJ = 0.606 kW 3.

Δ K ̂ =0 B. 5796ƒt = 9 656 136lbmƒt2 ∆P = F Δ P 2 s2 s2 Massa e Peso estão relacionados pela Lei de Newton (P=mg). lbm s2 . 8. Para o sistema Internacional: gc = 1 kg . a velocidade é constante   nestes dois pontos: v 1 = v 2 = 0.C. densidade] h gal h Δ P̂ = g. Marcos Marcelino Mazzucco . s2 Para o sistema Inglês: gc = 32.∆ h = 32.33 lbm = 1666lbm [vazão . lbƒ Para o sistema Internacional: P = mg∆h Para o sistema Inglês: P = mg∆h gc Assim o ∆P calculado fica: Prof. (165 + 15) ƒt = 5796 ƒt2 s2 s2 ̂ = 1666lbm . a Lei de Newton deve ser escrita como P=mg/gc onde gc é a constante gravitacional ou fator de consistência.Balanços de Massa e energia 85 Solução Para o sistema delimitado na figura: [( ) ] ∆E = −∆ Hˆ + Kˆ + Pˆ F + Q  −W Para um processo em estado estacionário: ∆E = 0 Como o nível permanece constante no poço e no reservatório. Massa bombeada = 200 gal . Como no sistema Inglês o peso de 1lbm de uma substância padrão (Platina) é 1lb f. = 1h de operação. Dr. m kgƒ .2ƒt .2 ƒt .

05BTU para 1h de operação Para um sistema sem reação: T2 ∆Hˆ = ∫ C p dT T1 ∆H = F .(T2 − 35 ) o F = 7414.1hp = 1. 1BTU = 385.1 . s2 ft lbm 32. Dr.2 2 .05BTU / h h lbm o F T2=39.5) ∆H = 7414. lbƒ Troca líquida de calor: = Q1 – Q2 (Qentra – Qsai) ou Q = ∑Qi   Q [Qentra = (+) .45°F Prof.5BTU h .5BTU : (-) porque a bomba está realizando trabalho sobre o sistema.55 = 1.45=5000 – (-2799.45 BTU 778ƒt . Marcos Marcelino Mazzucco . Qsai = (-)] i Q = 30000BTU – 25000BTU/h Q = 5000BTU Troca líquida de trabalho A bomba têm uma potência de 2hp e eficiência de 55% Pútil = 2hp . lbƒ Convertendo para BTU ∆P = 299880 ƒt . [( ∆E = −∆ Hˆ + Kˆ + Pˆ F + Q  −W) ]   −W ∆H + ∆P = Q  ∆H + 385. 0. s lbf ∆ P = 299880 ƒt . 2544.98 BTU = 2799. como a base de cálculo é 1h: tempo W = -2799. lbƒ .1 hp . hp h Pútil = W .Balanços de Massa e energia 86 ft 2 1 ∆P = 9 656 136lbm .∆Hˆ T2 ∆H = F ∫ C P dT 35 BTU ∆H = 1666 lbm .

ˆ ∆H = 1701 kJ/kg (250oC) vap H 2O 150L/h F1 T=20°C FCondensado T T=250°C FVapor T=250°C Camisa Reação T=100°C Solução B. Prof. Dr.A camisa de aquecimento fornece calor ao sistema. = 1h de operação =150kg/h de material no reator. Ou seja. Um reator contínuo é aquecido através de vapor d’água saturado a 250°C alimentado a uma camisa de aquecimento. Os reagentes são alimentados a 20°C e ao deixam o reator a 100°C. A camisa de aquecimento perde calor para o exterior a uma taxa de 1.Balanços de Massa e energia 87 4.K) sistema com reação química. Para o processamento 150 kg/h de material. A reação absorve uma taxa constante de energia de 2300 kJ por kg de material alimentado ao reator (2300 kJ/kg) nesta faixa de temperatura.Podemos interpretar a reação como uma fonte de consumo de energia . A camisa do reator é preenchida com condensado saturado a 250°C. Marcos Marcelino Mazzucco .C. determinar o fluxo de vapor d’água necessário. Dados: Balanço de energia em um Cp médio do material no reator: 3.5 kJ/s. ao determinarmos esta quantidade de energia determinaremos parte da energia perdida pelo vapor. Balanço de Energia na Parte Interna do Reator (reação): dE dt = − ∆H [ ( ˆ +K ˆ +P ˆ F +Q  −W  )]  ∆H = Q .26 J/(g. sendo que este calor é originário do vapor.

Balanços de Massa e energia 88

F2CP2(T2-Tref) - F1CP1(T1-Tref)+HReação*F1= QRecebido
Como F1=F2 e Cp2=CP1=CPmédio
F1CP(T2-T1) +HReação*F1= QRecebido
F1[CP(T2-T1) +HReação]= QRecebido
150 kg[3,26(100-20)+2 300]= QRecebido
QRecebido=384 120 kJ/h

Balanço de Energia na camisa do Reator:
dE
dt
= − ∆H [ (
ˆ +K
ˆ +P
ˆ F +Q
 −W
 )]

∆H = Q

- A camisa de aquecimento fornece(-) calor ao sistema:
QFornecido= - QRecebido= -384 120 kJ/h
- A camisa de aquecimento perde calor (-) ao meio ambiente:
QPerdido= - 1,5 kJ/s.3600s/h= - 5400 kJ/h

- A variação de entalpia que ocorre na camisa é devida a mudança de fase
F∆H Vap = Q perdido + Q Fornecido

FVaporHCondensação= QPerdido+QFornecido
FVapor(-1701kJ/kg)= - 384 120 - 5 400
FVapor=229 kg/h

5. Um duto de transporte de água recebe calor a uma taxa de 2,5 kJ/s é agitado
recebendo, do agitador, 1,5 kJ de trabalho para cada 1 kg de água transportada. Se o
sistema for considerado em estado estacionário, determinar a Balanço de energia envolvendo
todas as modalidades de
temperatura da água na saída do duto se a entrada estiver a energia.

50°C.

Prof. Dr. Marcos Marcelino Mazzucco

Balanços de Massa e energia 89

Solução

[(
∆E = −∆ Hˆ + Kˆ + Pˆ F + Q
 −W) ]
∆E = 0; processo em estado estacionário
 −W
Q  = ∆H + ∆K + ∆P

B.C. = 1 s de operação = 5 kg de água alimentada

∆Kˆ =
∆v 2
=
(
8 2 − 10 2 m2
= − 18 2
)
2 2 s
 m2 
∆K = F .∆Kˆ = 5kg. − 18 2  = −90J = −0,09kJ / s
 s 
m m2 J
∆Pˆ = g.∆h = 9,8 2
.( 2 − 0 ) = 19,6 2
= 19,6
s s kg
2
m
∆P = F .∆Pˆ = 5kg.19,6 2 = 98J = 0,098kJ / s
s
 = 2,5kJ / s
Q

kJ
W = −1,5 .5kg água / s = −7,5kJ / s (- = sistema recebendo trabalho)
kg água

kJ
.(T2 − 50 )
T2
∆H = m ∫ C pH 2O dT = 5kg.4,186
T1 kg o C

∆H = 20,93(T2 − 50 )
2,5kJ − ( − 7,5 ) kJ = 20,93(T2 − 50 ) + ( − 0,09 ) kJ + 0,098kJ
T2=50,48°C

Prof. Dr. Marcos Marcelino Mazzucco

Balanços de Massa e energia 90

18. EXEMPLOS (BALANÇO DE ENERGIA ESTACIONÁRIO COM REAÇÃO QUÍMICA)

1. Determinar a entalpia da reação 4NH3 (g)+5O2 (g)→4NO(g)+6H2O(g) a partir das entalpias
padrão de formação de cada um dos componentes da reação:

Espécie NH3 (g) H2O (g) NO (g)
∆H°f
(kcal/gmol) -11,04 -57,8 21,6
25°C, 1atm

Solução:

A partir das entalpias padrão de formação:
∆H°Reação=ΣH°f produtos-ΣH°f reagentes

∆H Reação
o
= 4gmol ⋅ 21,6 gmol
kcal
+ 6gmol ⋅ ( −57,8 ) gmol
kcal
− [ 4gmol ⋅ ( −11,04 ) gmol
kcal
+ 5 ⋅ 0]

∆H Reação
o
= −216,24kcal

A entalpia da reação pode ser escrita em relação à cada espécie da reação:
kcal kcal
∆H Reação
o
= −216,24 = −54,06
4gmol NH 3 gmol NH 3 reagido

kcal kcal
∆H Reação
o
= −216,24 = −36,04
6gmol H 2O gmol H 2O formada

2. A oxidação de sulfeto de ferro com oxigênio puro é iniciada a 30°C e os produtos da
reação são obtidos a 100°C. Para um sistema fechado e adiabático, determine a variação
de entalpia da reação. Dados:

Espécie FeS2(s) Fe2O3 (s) SO2 (g)
∆H°f
(kcal/gmol) 35,5 198,5 70,93
18°C, 1atm

2FeS2+11/2O2→Fe2O3+4SO2

Prof. Dr. Marcos Marcelino Mazzucco

4 gmol cal = −35. Marcos Marcelino Mazzucco .01 gmol cal °C (30 − 18 )°C 30°C Tref Hˆ FeS2 = 84.3 7. truncaremos no primeiro termo da série por questões de simplicidade: Espécie FeS2(s) O2 (g) Fe2O3 (s) SO2 (g) CP 16.gmol-1.6 gmol cal = −70.12 gmol cal = 0.81 gmol cal °C (100 − 18 )°C 100°C 2 Tref Hˆ SO2 = −70 125. Dr.1256 gmol kcal 100°C Prof.8 9.01 36.81 (cal.3044 kcal gmol 30°C T Hˆ O2 = Hˆ Oo2 + ∫ C PO2 dT = 0 + 7.°C-1) Vamos calcular a entalpia molar para cada espécie separadamente: T Hˆ FeS2 = Hˆ FeS o 2 + ∫ C PFeS2 dT = −35500 gmol cal + 16.08412 gmol kcal 30°C T Hˆ Fe2O3 = Hˆ Fe o 2O3 + ∫ C PFe2O3 dT = −198500 gmol cal + 36.8 gmol cal °C (100 − 18)°C 100°C Tref Hˆ Fe2O3 = −195 482.4 gmol cal = −195.Balanços de Massa e energia 91 Solução: Em t=0 Em t=t Reação FeS2 Fe2O3 O2 X=1 SO2 As capacidades caloríficas são tabeladas.4824 kcal gmol 100°C T Hˆ SO2 = Hˆ SO o + ∫ C PSO2 dT = −70930 gmol cal + 9.3 gmol cal °C (30 − 18)°C 30°C Tref Hˆ FeS2 = −35304.

Prof. Determinar a variação de entalpia para este processo. a segunda consome 10%.gmol-1) -198.Balanços de Massa e energia 92 Podemos calcular a variação de entalpia do processo através das condições entálpicas na entrada e saída: ∆H Reação = ∑H produtos − ∑H reagentes cal cal ∆H Reação = −195 482. Solução: Resolvendo o balanço de massa estequiométrico: Base de cálculo: 1gmol de Fe2O3. A produção de ferro metálico a partir de minério férrico utiliza coque como agente redutor. 1atm Considerar o coque como constituído exclusivamente de carbono e alimentado 100% em excesso em relação ao requerido se apenas a primeira reação fosse executada. Dr. Marcos Marcelino Mazzucco .12 gmol ⋅ 2 gmol    ΔH Reação=−405 838 .6 ⋅ 4gmol − gmol gmol  cal cal 11  35 304 gmol ⋅ 2gmol + 84.3 -26. A reação de produção de ferro metálico é: Fe2O3(s)+3C(grafite)→2Fe(S)+3CO(g) Porém.8387 kcal 3.5 -64.7 cal =−405 . Fe2O3 é o reagente limite. nas condições padrão. Dados: Espécie Fe2O3 (s) FeO (s) CO(g) C(grafite) H°f (kcal. a seguinte reação ocorre em paralelo: Fe2O3(s)+C(grafite)→2FeO(S)+CO(g) Enquanto a primeira reação consome 80% da massa (ou mols) do Fe 2O3 alimentado.4 ⋅ 1gmol − 70 125. Como C está em excesso.6 18°C.62 2.

1 gmol de Fe2O3 NB=NB0-3NA0X1-NA0X2 NB0=3NA0+3NA0=3.0.5Hˆ CO o + 0.0.8+1.1 NF=0.0. não é necessário conhecer as capacidades caloríficas à pressão constante.0. o o ΔH Reação=∑ H f saída −∑ H f entrada [ ∆H Reação = 0.Balanços de Massa e energia 93 Reação 1: Fe2O3(s)+3C(grafite)→2Fe(S)+3CO(g) A + 3B →2D + 3E Reação 2: Fe2O3(s)+C(grafite)→2FeO(S)+CO(g) A +B →2F + E NA=NA0-NA0X1-NA0X2 NA=1 gmol – 1gmol.0.1gmol.0.8-1.8-1gmol.1 NE=2.6Hˆ Fe o + 2.5 gmol de CO NF=NF0+2NA0X2 NF=0 +2.1Hˆ Fe o 2O3 + 3.1gmol.1gmol.1gmol.1+3. Dr.5Hˆ Co + 1.1 NB0=6gmol NB=6gmol – 3.0.6 gmol de Fe NE=NE0+3NA0X1+NA0X2 NE=0 + 3.1 NA=0.2 gmol de FeO Como devemos determinar a variação de entalpia nas condições padrão.1gmol.0. Marcos Marcelino Mazzucco .2Hˆ FeO o ] [ − 1Hˆ Fe o 2O3 + 6Hˆ Co ] Prof.5 gmol de C ND=ND0+2NA0X1 ND=0 + 2.1 NB=3.8 ND=1.1gmol.

Balanços de Massa e energia 94 kcal kcal kcal ( ) (0.5 gmol.( 0) + Δ H Reação= gmol gmol gmol kcal kcal 2.1⋅ 40.(−26.(−64.62) ]- Δ H ° Reação1= gmol gmol kcal kcal [(−198.(−26.3) + 1gmol.62) ]- Δ H ° Reação 2= gmol gmol kcal kcal [(−198.2 . Marcos Marcelino Mazzucco .8 ⋅110.5) +1gmol.2 gmol.72kcal para 1gmol de Fe 2 O 3 alimentado Prof.68kcal ∆H Reação = ∆H Reação 1 + ∆H Reação 2 ∆H Reação 1 = N A 0 X 1∆H Reação o 1 ∆H Reação 1 = 1 ⋅ 0.6 ] gmol gmol ∆H Reação o 1 = 110.2 .(0) +3gmol.(−26.1−1) gmol.74kcal para 1gmol de Fe 2 O 3 alimentado Poderíamos resolver de forma equivalente calculando previamente o ∆H°Reação: ∆ H Reação o = ∑H o f produtos − ∑ H fo reagentes ∆H Reação o ˆo [ ˆo ˆo ˆo 1 = 2H Fe + 3H CO − H Fe2O3 + 3H C ] [ ] kcal kcal ( ) [2gmol.5−6) gmol.068kcal ∆H Reação = 88.68 ∆H Reação 2 = 4.(−198.672 + 4.3) gmol gmol ∆H Reação = 92.5) +3gmol.6 gmol.068 ∆H Reação = 92.2 .84 ∆H Reação 1 = 88.6 ] gmol gmol ∆H Reação o 2 = 40.(−64.672kcal ∆H Reação 2 = N A0 X 2 ∆H Reação o 2 ∆H Reação 2 = 1 ⋅ 0. Dr.62) +0.84kcal ∆H Reação o 2 [ = 2Hˆ FeO o + Hˆ CO o − Hˆ Fe o 2O3 ] [ + Hˆ Co ] kcal kcal ( ) [2gmol.6 +1.5) +(3.

Considere que o tanque armazena 2260kg de óleo.°C-1 Solução: B M G no tanque: dm = F1 − F2 dt dm = 0 . em regime contínuo. Determine: a) O tempo necessário para que a temperatura do óleo seja 32ºC. O conteúdo do tanque é espacialmente uniforme (mistura através de um agitador com 3/4hp) e o aquecimento é realizado a partir de vapor saturado 130º C (em uma tubulação interna). b) Qual a máxima temperatura que pode ser atingida no tanque.h-1.°C-1 hN= 131 kcal. Óleo 460kg/h 32°C Óleo 460kg/h 16°C Vapor saturado 130°C Dados: CP (óleo)=0. dt B E: Prof. 460kg/h de óleo. quando o aquecimento é iniciado. Um tanque de aquecimento é utilizado para aquecer. após o início do aquecimento. EXEMPLOS (BALANÇO DE ENERGIA TRANSIENTE) 1.5 cal. Marcos Marcelino Mazzucco .g-1. a massa do sistema é constante. Considere que a taxa de transferência de calor é dada pela Lei de Newton (Q=hN (Tmaior – Tmenor)).Balanços de Massa e energia 95 19. o qual está inicialmente a 16º C. Dr.

°C dt Fim Cálculo dH/dt Início Cálculo ∆H Δ ( H )= ∑ H i− ∑ H j =H saída −H entrada saídas entradas T entrada ̂ H entrada =F entrada .5 dt g. Dr. Marcos Marcelino Mazzucco . Como m e CP não estão variando ao longo do tempo: dH dT = mC P dt dt dH cal dT = 2260 kg .Balanços de Massa e energia 96 Considerando o conteúdo de óleo no tanque como o sistema e desprezando as variações de energia cinética e potencial ao longo do tempo e do espaço: dE = −∆( H + K + P ) + Q − W dt dE dH = = −∆( H ) + Q − W dt dt Calculando cada uma das parcelas isoladamente: Início Cálculo dH/dt dH d ( mCP (T − Tref )) = dt dt onde: m= massa de óleo no sistema CP= capacidade calorífica do óleo no tanque Tref= como trata-se de um processo sem reação química qualquer temperatura de referência pode ser adotada.0. Adotaremos (16°C). H ∫ C P dT entrada =F entrada T ref como Tref=Tentrada: 16 H entrada =F entrada ∫ C P dT 16 Hentrada=0 cal/h Prof.

a equação do balanço de energia fica: dH = −∆( H ) + Q − W dt Prof.0.(130-TÓleo) Q=131(130-TÓleo) kcal/h Fim Cálculo Q Início Cálculo W W=? Potência aplicada = fluxo de energia. W= Potência .5 . Potência da bomba (aplicada) = fluxo de energia na forma de trabalho.9kcal/h Como W está sendo realizado sobre o sistema W=-480. ∫ dT T ref T cal saída H saída = 460kg / h.(T − 16) − 0 Fim Cálculo ∆H Início Cálculo Q Q=h(Tvapor-TÓleo) Q=131kcal. Marcos Marcelino Mazzucco . H ∫ saída =F saída . C P dT T ref T saída H saída = F saída .3J/s.9kcal/h Fim Cálculo W Como todas as formas de energia foram determinadas. ∫ dT g °C 16 H saída = 230.(T − 16 ) ∆( H ) = 230.C P .4kJ/h W=2013.Balanços de Massa e energia 97 T saída ̂ H saída = F saída .3W=559.3600s/h=2013.3J/s=559. h-1 . eficiência Como não é informado o valor da eficiência (0-1) admitiremos igual a 1. °C-1.4kJ/h=480. Dr. W= 3/4hp=559.

ou seja.32T + 18.32T + 18.32  13.75 = ∫0 dt T 1 t = Ln(18. Tsaída=TÓleo dT = −0. ou seja.75 dt Deve-se integrar a equação: T t dT ∫16 − 0.63  a) Para T=32°C 1  18.5 = − 230.32*y(1)+18. #Valores iniciais Prof.75.9) dt Se considerarmos que o conteúdo do tanque é perfeitamente misturado.32T + 18.( Tsaída −16 ) + 131(130-TÓleo)-(-480.0.63  t=1.Balanços de Massa e energia 98 dT 2260 . Dr.32  t = Ln   − 0. a temperatura na saída é a mesma do óleo no tanque.32.75 = 0 T=58. clear.75 dt dT =0 dt − 0.75 − 0.75 − 0. #y(1)=temperatura.59°C O Programa GNU Octave a seguir resolve o problema anterior: #Script GNU Octave para solução de uma EDO que representa o aquecimento #de óleo em um tanque cilíndrico através de uma serpentina clc.75 −0. #Balanço de Energia function [dydx]= f(y.32  13.32T ) −0.x) dydx(1)=-0. no estado estacionário: dT = −0.47h b) A temperatura máxima será atingida após um tempo de aquecimento muito longo (t→∞).32 16 1  18. x= tempo endfunction. Marcos Marcelino Mazzucco .32T + 18.32T  t = Ln   − 0.

Balanços de Massa e energia 99 T0(1)=16. #valor inicial de T t=linspace(0. implementando a possibilidade de variar o fluxo de alimentação de óleo.m-3. xlabel("t (h)"). #gráfico com os valores de T e t Tarefa: Refaça este programa.\n". ylabel("T (°C)"). Marcos Marcelino Mazzucco . A desintegração deste material libera energia aquecendo a solução."-. 2. Dr. #retorna a integral para os valores de t fornecidos #pesquisar entre os valores integrados 32°C i=1."). A taxa de liberação de energia é de 890 kcal.101).T.T0.#um vetor com 101 valores entre 0 e 10 T=lsode("f". i=i+1.Temperatura.t). #nome dos eixos plot(t.10. while (T(i)<(32)) t_final=t(i). Sendo que a perda de Prof. printf("A temperatura será 32°C após %gh.h-1. endwhile.t_final). Um tanque cilíndrico com 3m de altura e 2m de diâmetro é utilizado para estocar uma solução de material radioativo.

h) O topo e a base do tanque são isolados. Dr.9kcal/(m2. kg-1°C-1 ρ (solução)=1041 kg/m3 U=5. b) A máxima temperatura que pode ser atingida.°C. onde U é o coeficiente global de transferência de calor e A é a área de troca térmica. é dada pela expressão Q=UA∆T. Marcos Marcelino Mazzucco . B M G: Sistema Fechado: dm/dt=0 B E: dE = −∆( H + K + P ) + Q − W dt Sistema Fechado: dH = Q − W dt Como não existe transferência de energia na forma de trabalho: dH = Q dt Calculando cada parcela da equação individualmente: dH d ( mCP (T − Tref )) = dt dt Como m e CP não estão variando ao longo do tempo: Prof. 3m 2m Dados: Temperatura inicial do tanque=21°C Temperatura das vizinhanças=21°C CP (solução)=1.Balanços de Massa e energia 100 calor para as vizinhanças. através das paredes.1kcal . determine: a) A temperatura da solução após 24h.

15T Agrupando as soluções parciais: dH = Q dt dT 9817 .011 a) para t=24h T=37°C b) A máxima temperatura é: dT =0=0.1 dt kg .99-0.1 =10 684.43m3=9817kg dH kcal dT = 9817 kg. Marcos Marcelino Mazzucco .9 .011T dt 0.011( 25+t ) T = 0.85-109.43m 3 − 5.011T = ∫0 dt 0. Dr.99 − e 0.18.9.2.85-109.Balanços de Massa e energia 101 dH dT = mC P dt dt A massa do sistema é: m=ρsolução.85m2 kcal kcal Q = ∑Q i = QEntra + Qsai = 890 .9. 3=9.99 − 0.1.1.3=18.Vtanque Vtanque=πD2/4 . 22/4 . L=π.99-0.43m3 m=1041kg/m3.15T dt dT =0.m 3 hm 2 °C Q=10 684.011T=0 T=90°C Prof.99-0.011T dt Integrando: T t dT ∫21 0.85m 2 (T − 21) i h.°C dt A=πDL=π.

EXERCÍCIOS (BALANÇO DE ENERGIA ESTACIONÁRIO) 1. Q. Para isso. Dr. Considere ainda densidade constante na fase líquida. Determinar Q e W. É desejado bombear água entre 2 reservatório.5 kW de potência com capacidade de bombear 0. assim o fluido que está inicialmente a 20oC tem sua temperatura alterada. O reservatório mais baixo é alimentado continuamente de forma que o nível dos dois reservatórios pode ser considerado constante. Dados: Vazão = 100l/h Pressão = 1atm a) Prof.Balanços de Massa e energia 102 20.96kJ/kg Hcondensado = 986.8m3/h. A tubulação que liga os dois reservatórios é aquecida por uma linha de vapor (saturado).5m do solo e outro situado a 2m do solo. Marcos Marcelino Mazzucco . Considere os sistemas delimitados pela linha pontilhada. sabendo que os sistemas são operados continuamente e que não existem perturbações na corrente de água e na taxa de calor Q.27kJ/kg Eficiência da bomba = 70% 2. um situado a 4. é utilizada uma bomba de 1. Determinar a temperatura final do fluido. Dados: Fluxo de vapor: 11kg/h Hvapor = 2897. Considere os sistemas abaixo. onde um trocador de calor é utilizado para fornecer uma certa quantidade de calor. a fim de movimentar uma turbina para produzir trabalho W.

67°C. 2 Q2 50.675 kJ/h (Q1) de calor à tubulação d’água.396 kJ/h de calor sejam perdidos.572 m abaixo do nível de uma bomba para um reservatório (2) à 50. 3. Considere o sistema delimitado pela linha pontilhada.292 m acima da bomba. Marcos Marcelino Mazzucco . calcule a temperatura no reservatório (2).757 m3/h.Balanços de Massa e energia 103 b) Adote a temperatura de referência conveniente. Um trocador de calor fornece 31651. É necessário bombear água de um reservatório (1) situado 4. Sabendo que uma bomba de 1491. A vazão da bomba é de 0. contudo. Tanto no reservatório (1). como no reservatório (2) o nível permanece constante.292m W Q1 3 4. Dr. A tubulação é totalmente isolada.4 Watts é utilizada para bombear água a 1. uma falha no isolamento permite que 26376. e que apenas 55% da potência da bomba é convertido em trabalho.572m 1 Resposta: T~4°C Prof.

33J/g Sugestão: realize um balanço entre os pontos 1 e 2 e outro entre 2 e 3. W 1 2 3 Vapor (175°C) Caldeira H2 O v2=50 m/s Vapor (25°C) v3=15m/s Q v1=1.185 J / g °C(Liq ) CPH 2O = 1. Uma caldeira é utilizada para fornecer vapor a fim de movimentar uma turbina para produção de trabalho (W). a temperatura da corrente de saída. Marcos Marcelino Mazzucco . Q~271 073 kJ Dados: CPH 2O = 4.82 ⋅ 10 − 4T J / g °C(Gás ) ∆HVap (H2O)=2256.Balanços de Massa e energia 104 4. Sabendo que o sistema é operado em estado estacionário e que não existem perturbações na corrente de água e na taxa de calor Q. As condições de alimentação são vazão de alimentação igual a 100 L/h e pressão de 1 atm e 25°C. Dr.857 + 3.5m/s Resposta: T~111°C . Determinar a quantidade de calor Q que deve ser fornecida à caldeira para que 12000 kJ/h de trabalho sejam produzidos. também. determine. Prof.

Uma câmara de combustão é utilizada para oxidar CO para CO2.94 7. Repetir o exercício 1 para um grau de complementação de 80%.15 (18 − 500 °C ) kgmol °C kcal CP CO = 7. ao invés do CP do Ar. Se o agente oxidante (Ar) é alimentado em excesso (90% em relação ao requerido estequiometricamente) e a temperatura de saída do processo é 1 000°C.15 (18 − 500 °C ) kgmol °C 3. Dados: kcal CP O2 = 7.°C-1 (1atm) Faixa de temperatura 18-200°C 18-500°C 18-1000°C 18-1000°C 18-1000°C 2.5 kcal.94 7.51 (18 − 500 °C ) kgmol °C kcal CP N2 = 7.58 (18 − 1000°C ) kgmol °C Prof. EXERCÍCIOS (BALANÇO DE ENERGIA ESTACIONÁRIO COM REAÇÃO QUÍMICA) 1.Balanços de Massa e energia 105 21. Admita combustão completa.kgmol-1. Marcos Marcelino Mazzucco . CO(g)+1/2O2 (g)→CO2 (g) ∆H°Reação=-67.41 kcal (18°C) Capacidades caloríficas médias para a faixa de temperatura indicada Espécie CO Ar CO2 O2 N2 CP médio 7 7. Dados: kcal CP O2 = 7.51 (18 − 500 °C ) kgmol °C kcal CP N2 = 7. Repetir o exercício 1 utilizando as capacidades caloríficas de O2 e N2.21 11. O CO é alimentado a 200°C e 1atm juntamente com Ar seco a 500°C. determinar a energia liberada na câmara de combustão para cada 1 kgmol de CO alimentado. Dr. para determinar a entalpia de entrada do processo.

10-2T + 0. Prof.°C-1) NH3 35.10-2T + 0.gmol-1 -192.gmol-1.10-5T2 H2 28. Um processo de síntese de amônia opera segundo a reação: 1 2 N 2 ( g ) + 32 H 2 ( g ) → NH 3 ( g ) H°f = -46.5723. Repetir o exercício 5 considerando um grau de complementação de 80% e 20% de excesso de H2. determinar a temperatura de saída do processo para uma alimentação de 300 kg/h de N2. para a reação: 2KMnO 4 + 5Na 2 SO 4 + 9H 2 SO 4 → 2KHSO 4 + 10NaHSO 4 + 2MnSO 4 + 3H 2O( l ) + 52 O2 Dados: Entalpia padrão de formação. Dr.191 kJ Se o processo for operado em regime permanente e a reação atingir um grau de complementação de 100%.84 + 7.Balanços de Massa e energia 106 4.5 -281. Dados: Capacidades caloríficas para gases: Espécie CP (J.2 -68.15 + 2.10-5T + 3. Tref=18°C Espécie KMnO4 Na2SO4 H2SO4 KHSO4 NaHSO4 MnSO4 H2O H°f Kcal. Repetir o exercício 5 considerando um grau de complementação de 80% 7. Marcos Marcelino Mazzucco .954.2199.44. Determinar a variação de entalpia.9 -330.288.65.2 -269 -251. estando os reagentes a 40°C.5 -193.2 (1atm) 5.10-5T2 N2 29 + 0. a partir de 2 kg de permanganato de potássio.10-6T2 6.

Prof.Balanços de Massa e energia 107 8. Dr. Considere o Ar seco como a fonte de N2 para a reação. Marcos Marcelino Mazzucco . Repetir o exercício 5 considerando um grau de complementação de 80% e 20% de excesso de H2.

determine: a) A temperatura de saída do Ar no estado estacionário. °F) 2. Sabendo que a temperatura inicial da câmara de resfriamento é de 65ºF e que esta contém 0. T=20°C 1000L Mistura perfeita b) Mistura de duas correntes de água com temperaturas diferentes. Volume constante. b) A expressão para a variação da temperatura com o tempo. Prof.2lbmol de Ar. Lembre-se: CP=CV+R U=mcvdT Ar T=? 6lbmol/min Q2 Q1=33(T-65) Ar 65°F 6lbmol/min Câmara de resfriamento Processo onde Q2=8530BTU/min é gerado calor CV (ar)=5BTU/(lbmol. Dr. Volume constante. Um determinado processo que gera 8530BTU/min de calor deve ser resfriado com Ar a 65ºF. EXERCÍCIOS (BALANÇO DE ENERGIA TRANSIENTE) 1. Marcos Marcelino Mazzucco .Balanços de Massa e energia 108 22. Realize o balanço transiente de energia para os seguintes sistemas: a)Adição de água (50°C) a um tanque contendo água a 20°C. 100L/h T=50°C 100L/h Água T T=? Em t=0.

Balanços de Massa e energia 109 100L/h 500L/h T=50°C T=80°C Água T T=? Em t=0.10-3h1/2 m3/s Mostre que o balanço de massa pode ser admitido como estacionário. 4m 0. Marcos Marcelino Mazzucco . Prof. Dr.37. T=20°C 1000L Mistura perfeita c) Uma resistência elétrica utilizada para aquecer água.00433m3/s Resistência Elétrica 10m Q=20kcal/s V=1.

numericamente. Dr. no GNU Octave o problema proposto 2(c) considerando as variações de massa e energia ao longo do tempo. Marcos Marcelino Mazzucco .Balanços de Massa e energia 110 23. APLICAÇÃO COMPUTACIONAL Resolver. Prof.

Prentice-Hall.Balanços de Massa e energia 111 24. M. Prof. Estequiometria Industrial.. Marcos Marcelino Mazzucco . Engenharia Química Princípios e Cálculos.. Dr. D. BIBLIOGRAFIAS RECOMENDADAS HIMMELBLAU. FEI – Gráfica. GOMIDE R. Edição do Autor.