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JURISPRUDÊNCIA

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO PARÁ

coletânea de normas para subsidiar a atuação de
técnicos e jurisdicionados

José Tuffi Salim Junior
Organizador

2008
Belém-PA

REEDIÇÃO

Pará. Tribunal de Contas do Estado
Jurisprudência do Tribunal de Contas do Estado do Pará: coletânea
de normas para subsidiar a atuação de técnicos e jurisdicionados/ José
Tuffi Salim Junior (org), Belém: TCE/Pa, 2007.

500p.

1. Jurisprudência – Tribunal de Contas. I. Título.

CDD 341.385

Fontes: Banco de dados do Tribunal de Contas do Estado do Pará e arqui-
vos da Secretaria do Tribunal de Contas do Estado do Pará.

A foto que ilustra a capa desta obra é de autoria do Servidor Rodrigo Li-
ma.

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO 15

NORMAS COMPLEMENTARES:

Resolução nº. 17.493, de 17.04.2008 - Regulamenta o art. 3º, I,
II e III, da Lei nº. 7.086, de 16.01.2008; Estabelece o prazo de
validade das certidões emitidas pelo TCE-PA E dá outras provi-
dências. 19

Resolução nº. 17.492, de 17.04.2008 - Regulamenta o Fundo de
Modernização, Reaparelhamento e Aperfeiçoamento do Tribu-
nal de Contas do Estado do Pará – FUNTCE, instituído pela Lei
nº 7.086, de 16 de janeiro de 2008. 21

Resolução nº. 17.4 79, de 26.02.2008 - Fixa critérios para defe-
rimento de pedidos de prorrogação de prazos de defesa e apre-
sentação de prestações de contas. 26

Resolução nº. 17.4 72, de 22.01.2008 - Dispõe sobre a impossi-
bilidade da transferência de responsabilidade na realização das
despesas destinadas a Suprimento de Fundos. 28

Resolução nº. 17.470, de 15.01.2008 - Dispõe sobre os critérios
a serem observados pela Polícia Civil do Estado do Pará, na
concessão da gratificação de risco de vida e/ou abono salarial
aos servidores integrantes do seu quadro de pessoal. 31

Resolução nº. 17.439, de 23.10.2007 - As Organizações Sociais
podem receber o repasse de recursos financeiros do Estado para
aquisição de material permanente, seja mediante convênio ou
diretamente, através de contrato de gestão, desde que seja utili-
zado certame licitatório para a aquisição de bem e o mesmo pas-
se a integrar o patrimônio publico do Estado. 34

Resolução nº. 17.424, de 25.09.2007 - Estabelece critérios para
prorrogação de contratos de terceirização de serviços de nature-
za contínua e dispõe sobre possibilidade da administração públi-
ca contratar com pessoa física para terceirização de serviços da
mesma natureza. 37
Resolução nº. 17.419, de 18.09.2007 - Dispõe sobre a possibili-
dade de celebração de convênios com municípios para transfe-
rência voluntária de saldo remanescente de recursos de convê-
nios extintos, desde que observadas as formalidades legais. 45
Resolução nº. 17.415, de 06.09.2007 - Dispõe sobre a incorpo-
ração da gratificação pelo exercício de cargo em comissão ou
função gratificada na atividade e nos proventos de aposentadori-
a, além de estabelecer critérios sobre a contribuição previdenciá-
ria incidente sobre tais gratificações. 48
Resolução nº. 17.407, de 23.08.2007 – Dispõe sobre os proce-
dimentos a serem adotados pelos órgãos jurisdicionados relati-
vamente à aplicabilidade do sistema de credenciamento na Ad-
ministração Pública, com observância dos princípios constitu-
cionais da igualdade e competitividade de todos os interessados. 73
Resolução nº. 17.331, de 17.04.2007 – Dispõe sobre a aplicação
de recursos de transferências voluntárias, repassados pelo esta-
do, via convênio, para realização de despesas de Capi-
tal/Investimentos/Obras públicas. Inteligência do § 4º do art. 12
da lei nº. 4.320/64 e da Portaria Interministerial nº. 163. 76
Resolução nº. 17.329, de 12.04.2007 – Dispõe sobre as despe-
sas eventuais de pronto pagamento em espécie e de pequeno
vulto, realizadas em viagens e/ou com serviços especiais. Diá-
ria/Suprimento de Fundos. 82
Resolução nº. 17.303, de 23.01.2007 – Dispõe sobre a aplicabi-
lidade, no âmbito estadual, do regime previdenciário de que tra-
ta o art. 40 da Constituição Federal, instituído através da Lei
Complementar nº. 49, em janeiro de 2005 88

Resolução nº. 17.300 , de 18.01.2007 – Aprova Instrução Nor-
mativa sobre prazo de remessa ao TCE/PA e documentos neces-
sários ao exame da legalidade dos atos de aposentadorias, re-
forma e pensão de servidor público da Administração Estadual. 93

Resolução nº. 17.297 , de 16.01.2007 – Define critérios a serem
observados na celebração e execução de convênios. 110

Resolução nº. 17.282 , de 12.12.2006 – Estabelece vedações e
condições obrigatórias para a prática de ato jurídico pelo Poder
Público Estadual, quanto à transferência voluntária de recursos
em período eleitoral. 113

Resolução nº. 17.278, de 30.11.2006 – Instituí a Escola de Con-
tas do Tribunal de Contas do Estado do Pará. 121

Acórdão nº. 40.852, de 30.11.2006 – Dispõe sobre a legalidade
na acumulação do exercício de cargo do magistério, com os car-
gos de Diretor ou Vice-Diretor de Escola. 123

Acórdão nº. 40.566, de 19.10.2006 – Dispõe sobre a revogação
da Lei Complementar nº. 51, de 20.12.1985, que tratava da apo-
sentadoria de funcionário policial. 125

Resolução nº. 17.235 , de 14.09.2006 – Aprova Instrução Nor-
mativa sobre procedimento a ser adotado na Tomada de Contas
Especial, instaurada pelos órgãos da Administração Estadual. 140

Resolução nº. 17.234 , de 14.09.2006 – Define o índice adotado
pelo Estado para correção monetária de débitos fiscais, como
parâmetro na atualização dos valores decorrentes de decisões do
TCE/PA no exercício de suas atribuições. (Ver Resolução nº.
12.651, pág. 414) 142

Resolução nº. 17.198 , de 22.06.2006 – Dispõe sobre a supres-
são do controle manual de estoque em decorrência da implemen-
tação do Sistema Integrado de Materiais e Serviços - SIMAS. 146

Resolução nº. 17.197 , de 22.06.2006 – Interpreta a aplicabili-
dade do art. 86 da Lei Complementar nº. 049, de 21.01.2005,
que trata da base de cálculo da contribuição previdenciária inci-
dente sobre a parcela percebida e incorporada ao subsídio, ao
vencimento e ao soldo. 148

Resolução nº. 17.195 , de 20.06.2006 – Define procedimentos
para elaboração da relação a ser enviada pelo TCE à Justiça E-
leitoral dos responsáveis que tiverem suas contas julgadas irre-
gulares e resulte imputação de débito com eficácia de título exe-
cutivo após transitada em julgado a decisão no âmbito deste
Tribunal. 153

Resolução nº. 17.181 , de 06.06.2006 – Dispõe sobre a conta-
gem, para efeito de aposentadoria dos membros do Ministério
Público do Estado, do tempo de exercício de atividade advocatí-
cia exercido antes da vigência da EC nº. 20/98, como Estagiário
e Solicitador Acadêmico, devidamente comprovado através de
Certidão expedida pela OAB. 163

Resolução nº. 17.178, de 25.05.2006 – Dispõe sobre a alteração
contratual prevista no art. 65, inciso II, alínea b, da Lei Federal
nº 8.666/93. 170
Resolução nº. 17.162 , de 30.03.2006 – Dispõe sobre entendi-
mento que sendo o gozo de férias anuais remuneradas do servi-
dor uma garantia constitucional e a licença prêmio um direito do
servidor, consequentemente, não são a causa de exclusão de
quaisquer outras vantagens percebidas pelo mesmo, inclusive o
vale alimentação. 176
Acórdão nº. 39.520, de 14.03.2006 – Dispõe sobre a legalidade
na percepção de salário-família nos proventos de pensão. 178
Resolução nº. 17.142 , de 16.02.2006 – Interpreta dispositivos
da Lei nº. 8.666/93 relativamente à extinção de contrato admi-
nistrativo em decorrência de incorporação da empresa contrata-
da. 181

Acórdão nº. 39.180, de 13.12.2005 – Interpreta dispositivos da
Emenda Constitucional nº. 20, relativamente à aposentadoria com
proventos proporcionais. 193

Resolução nº. 17.114 , de 06.12.2005 - Dispõe sobre a ilegalidade
na concessão de auxílio para alimentação e transportes para benefi-
ciários de bolsa-estágio. 200

Resolução nº. 17.095 , de 20.10.2005 - Dispõe sobre a forma de
realização de despesas por parte dos Conselhos Escolares, relati-
vamente aos recursos de origem estadual. 203

Acórdão nº. 38.734 , de 13.09.2005 – Dispõe sobre a constitucio-
nalidade na acumulação de cargos públicos por profissionais da
área de saúde, de acordo com a EC nº. 34, de 13.12.2001. 207

Resolução nº. 17.083, de 06.09.2005 - Dispõe sobre consulta rela-
tiva a existência de prazo mínimo para aplicação do art. 65,II, da
Lei nº. 8.666/95, que trata da manutenção do equilíbrio econômi-
co-financeiro dos contratos firmados pela administração pública. 216

Resolução nº. 17.060 , de 28.07.2005 - Dispõe sobre consulta
referente a legalidade na celebração de convênios e parcerias
entre o Estado e entidades privadas, que prevejam despesas com
pessoal. 220

Resolução nº. 17.016 , de 15.03.2005 - Dispõe sobre a incidên-
cia previdenciária no pagamento de valores devidos pela Admi-
nistração Pública a seus servidores em decorrência de erro ou
supressão de direitos. (Ver Resolução nº. 16.844, pág. 238) 227

Resolução nº. 16.894 , de 08.06.2004 – Aprova Instrução Nor-
mativa regulamentando a Prestação de Contas da Secretaria E-
xecutiva de Saúde Pública e das unidades orçamentárias que
integram sua estrutura. 231

Resolução nº. 16.845, de 17/02/2004 – Interpretação do inciso I
do art. 31 da Lei nº. 8.666/93, sobre a apresentação de documen-
tação para efeito de habilitação, relativa à qualificação econômi-
co-financeira de empresas constituídas no mesmo exercício em
que ocorrer o procedimento licitatório. 233

Resolução nº. 16.844, de 17.02.2004 - Dispõe sobre a não inci-
dência tributária nos valores devidos pela Administração Públi-
ca a seus servidores, decorrentes de erro ou supressão de direito,
a quando do pagamento de remuneração, e efetuados a destem-
po, assumindo a forma de natureza indenizatória. Mesmo enten-
dimento é aplicável ao desconto de caráter previdenciário, pois a
este é atribuído natureza fiscal. (Ver Resolução nº. 17.016, pág. 227) 238

Resolução nº. 16.817 , de 11.11.2003 - Dispõe sobre a compe-
tência do TCE-PA, na fiscalização das Organiz ações Sociais
regidas pela Lei nº. 5.980/96. 243

Resolução nº. 16.782, de 09.09.2003 – Interpreta o art. 79, § 5º,
da Lei nº. 8.666/93, considerando extinto convênio em que se
operou o termo final de vigência sem o repasse financeiro para a
realização do objeto, sendo inaplicável o entendimento disposto
na cláusula de prorrogação automática do prazo. 249

Resolução nº. 16.769 , de 14/08/2003 – Interpreta o art. 18, da
Lei nº. 101/2000 (LRF) – Exclui do cômputo das despesas com
pessoal o valor correspondente ao imposto de renda retido na
fonte. 252

Resolução nº. 16.759 , de 26.06.2003 - Aprova Instrução Nor-
mativa sobre os MODELOS DE PUBLICAÇÃO dos extratos
dos atos jurídico-administrativos utilizados pelos órgãos jurisdi-
cionados. 261

Resolução nº. 16.711, de 25.03.2003 – Dispensa, nos processos
de prestação ou tomada de contas, a cobrança dos saldos a reco-
lher ou a comprovar de valores até R$50,00 (cinqüenta reais). 269

Resolução nº. 16.660 , de 17.09.2002 – Aprova o Manual de
Suprimento de Fundos do Tribunal de Contas do Estado do
Pará. 270

Resolução nº. 16.588 , de 28.02.2002 – Estipula normas relati-
vas ao pagamento de diárias a servidores públicos e estipula
limite de valor para concessão de suprimento de fundos. 277

Resolução nº. 16.577, de 14.02.2002 - Dispõe sobre a aplicação
na esfera estadual da licitação na modalidade Pregão, instituída
pela Medida Provisória nº. 2.026 de 04/05/2000, regulamentada
pelo Decreto Federal nº. 3.555 de 08/08/2000. 282

Resolução nº. 16.574 , de 07.02.2002 - Dispõe sobre a inconsti-
tucionalidade na transferência voluntária de recursos do Estado
para os municípios através de convênios visando atender o pa-
gamento de despesas com pessoal. 285

Resolução nº. 16.377, de 28.11.2000 - Define procedimentos de
fiscalização e acompanhamento a serem adotados por este Tri-
bunal de Contas no cumprimento das atribuições que lhe foram
conferidas na Lei Complementar nº. 101/2000. 300

Resolução nº. 16.330, de 28.09.2000 - Dispõe sobre a fiscaliza-
ção do cumprimento das normas instituídas na Lei Complemen-
tar Federal nº. 101/2000, no âmbito dos órgãos jurisdicionados
pelo TCE-PA. 304

Resolução nº. 16.203 , de 18.05.2000 – Interpreta dispositivos
da EC nº. 20/98, preservando os direitos adquiridos, fundamen-
tado na legislação vigente em 16.12.1998 e assegurados, a qual-
quer tempo, o seu exercício. Os artigos 114 e 130 da Lei nº.
5.810/94 (RJU) continuam a ter aplicação regular, nos termos da
jurisprudência deste tribunal, sendo que, o art. 130 teve seu efei-
to revogado a partir da vigência da LC nº. 44, de 23.01.2003. 306
Resolução nº. 16.179 , de 13.04.2000 - Regulamenta a celebra-
ção de convênios entre o Governo do Estado e Cartórios Notari-
ais para a emissão de certidões de nascimento aos reconhecida-
mente pobres. 322

Acórdão nº. 29.146 , de 17.02.2000 - Interpreta dispositivos da
EC nº. 20, de 15/12/98. 337

Resolução nº. 16.139, de 08.02.2000 - Estabelece mecanismos e
formas de fiscalização e controle da aplicação dos recursos pre-
vistos legalmente para o Fundo de Manutenção e Desenvolvi-
mento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério -
FUNDEF. 363

Acórdão nº. 26.750, de 10.09.1998 - Dispõe sobre a vinculação
dos órgãos público aos princípios fundamentais da administra-
ção na celebração de qualquer tipo de acordo com pessoas de
direito público ou privado e da obrigatoriedade da prestação de
contas. 366

Acórdão nº. 26.648, de 25.08.1998 - Dispõe sobre a viabilidade
da aquisição pela Administração Pública de objetos e equipa-
mento de segunda mão, desde que observados os preceitos ori-
undos da Lei nº. 8.666/93. 370

Resolução nº. 15.704 , de 23.06.1998 - Aprova Instrução Nor-
mativa sobre banco de dados com relação nominal dos respon-
sáveis por contas julgadas irregulares para disponibilizá-la à
Justiça Eleitoral. (Alterada pela Resolução nº. 17.195, pág. 153). 376

Aprova Instrução Nor- mativa sobre a remessa de distratos e termos aditivos referentes à prorrogação de contratos administrativos de servidor temporá- rio.Resolução nº.662 . 402 Resolução nº. 12.1995 – Aprova Instrução Nor- mativa que dispõe sobre a obrigatoriedade do órgão repassador de acompanhar.1996 .Dispõe sobre a forma de controle e acompanhamento.Regulamenta o acompa- nhamento da arrecadação da receita e a fiscalização da renúncia de receitas públicas estaduais. 397 Resolução nº. das alte- rações do Orçamento Anual do Governo do Estado. 13.616 .08. de 06.700.480.989 .06. de 20. de 31. de 01.08.1993 . 14. 12.Dispõe sobre os proce- dimentos a serem adotados pelos órgãos jurisdicionados relati- vamente ao controle do afastamento de servidores aposentados compulsoriamente.1993 .891 .979 . 406 Resolução nº. 389 Resolução nº. controlar e fiscalizar a execução dos projetos custeados por recursos públicos.1996 .12.718 . 395 Resolução nº. 391 Resolução nº.1995 .Dispõe sobre a prorroga- ção dos prazos de vigência dos contratos de locação de imóveis quando o Poder Público for locatário.1996 .1994 . 393 Resolução nº.04. 409 .06. 13. de 16. 14. de 06.Dispõe sobre a tramita- ção de processos referentes a registro de atos de admissão de pessoal temporário oriundos dos órgãos e unidades administrati- vas estaduais. de 16. 13. de 15. 14.04.Estabelece normas de remessa e atualização do Rol de Responsáveis junto ao Tribunal de Contas do Estado do Pará.06. pelo Tribunal de Contas.

pág. 12 (Servidor temporário) 478 . de cláusula definindo o prazo de dez (10) dias. 08 (Gratificação de produção) 458 Prejulgado nº. 05 (Incorporação da Complementação Salarial) 442 Prejulgado nº. 12. após assinatura.01. 07 (Aposentadoria por tempo de serviço) 444 Prejulgado nº. 417 MULTAS (Resolução e tabela de temporalidade) 419 SÚMULAS 431 PREJULGADOS: Prejulgado nº. 04 (Aposentadoria proporcional) 441 Prejulgado nº.234.1991 – Estabelece a obrigatori- edade de inclusão nos textos de contratos e convênios firmados pela administração pública.Dispõe sobre a adoção de indexadores monetários de atualização de valores referentes a débitos.Resolução nº. 11 (Adicional de insalubridade) 472 Prejulgado nº. 09 (Adicional por tempo de serviço – Magistério) 463 Prejulgado nº. de 25. (Ver Resolução nº.651 . para respectiva publicação.094 .05. 06 (Publicação intempestiva de atos) 443 Prejulgado nº.1993 . multas e contratos no âmbito da Lei Orgânica do Tribu- nal de Contas do Estado e Seu Regimento. 12. 142) 414 Resolução nº. 10 (Pensão) 466 Prejulgado nº. de 31. 17.

16 (Servidor temporário) 490 Prejulgado nº. 14 (Dispensa de multa) 481 Prejulgado nº. 17 (Aposentadoria proporcional) 497 . 15 (Aplicação de multa) 488 Prejulgado nº.Prejulgado nº.

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estimulando o desenvolvimento de uma cultura orientada ao alcance de metas. como forma de ampliar a transparência e o estímulo ao controle social. e tem como principal finalidade auxiliar a atuação de técnicos e jurisdicionados do Tribunal de Contas do Estado do Pará na fisca- lização. a primeira edição do livro de Jurisprudên- cia – o que é atualizado a partir de nosso portal na internet – representou um dos atos de comemoração do trabalho desenvolvido em todos esses anos pelos colaboradores que fazem o TCE. o Tribunal de Contas do Estado do Pará tem o interesse de conferir ampla divulgação a esta obra. no tempo em que o Tribunal de Contas do Estado do Pará completou sessenta anos de criação. Conselheiro Fernando Coutinho Jorge Presidente do TCE . porque o que estamos desenvolvendo nos dias atuais. Tratando-se de um instrumento de consulta. paraense responsável pela implantação dos Tribunais de Contas. e mar- ca neste ano maior aproximação com os jurisdicionados e a sociedade. Lançada. no sentido de permitir aos jurisdicionados e a toda a sociedade paraense maior aproximação com esta Corte.pa. ao qual o TCE aderiu e que baseia o processo de mudança que atra- vessa. e a esta reedição atualizada no momento em que se realiza o I Fórum TCE-PA e Jurisdicionados integra os atos de comemo- ração pelo sesquicentenário (150 anos de nascimento) de Innocêncio Serzedello Corrêa. possibilita o desempenho ainda melhor do nosso papel de fiscalizador e de formador de uma cultura de aplicação dos re- cursos públicos que gerem resultados efetivos à população paraense.br) para down- load a todos os que tenham interesse.gov.tce. em conformidade ao previsto no PROMOEX – Programa de Modernização do Controle Externo dos Estados e Municípios Brasileiros. dinheiros e valores públicos em nos- so estado.PA retorna ao índice . controle e administração de bens. APRESENTAÇÃO A elaboração desta coletânea procurou reunir os mais importantes do- cumentos da jurisprudência produzidos pelo Plenário desta Corte de Contas no desempenho das atividades. dispo- nibilizando também este material em seu site (www. Isto se faz importante.

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NORMAS COMPLEMENTARES .

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no uso de suas atribuições constitucionais legais e regimentais.493/2008 RESOLUÇÃO Nº. publicada no Diário Oficial do Estado de 18. será emitido boleto bancário para o recolhimento da taxa do selo de autenticação e segurança da certidão. serão emitidas pela Secretaria do Tribunal. 8º e 9º. de 16. de 16. 7. 3º. RESOLVE. Considerando a necessidade de estabelecer o prazo de vali- dade das certidões emitidas pelo Tribunal de Contas do Estado do Pará. 3º.01. I. § 1º. II e III.01. 7.086.493 EMENTA: 1.01.2008. 4.2008. 7. da Lei nº. Regulamenta o art.2008.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.086. Considerando proposição da Presidência constante da Ata nº. Estabelece o prazo de validade das certidões emitidas pelo TCE-PA. As certidões sobre a existência de débitos em pro- cessos de obrigatória tramitação no TCE-PA ou sobre quaisquer outras in- formações constantes nos bancos de dados e arquivos desta Corte de Contas. Quando o requerimento de certidão for formulado atra- vés do portal de serviços do TCE na internet. expedir a seguinte INSTRU- ÇÃO NORMATIVA: Art.682. 3. § 2º. da Lei nº. 17. I. Estipula prazo para fixação dos valo- res das taxas previstas no art. 1º. a emissão do boleto bancário 19 . e Considerando o disposto nos arts. unanimemente. da Lei nº. 2. desta data. 17. II e III. em função da dinâmica com que as informações prestadas nos referidos docu- mentos são atualizadas. No momento da protocolização do requerimento.01.2008. O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará.086. de 16. mediante requerimento do inte- ressado em formulário próprio disponível no Protocolo e no Portal de servi- ços do TCE na internet.

em Sessão Ordinária de 17 de abril de 2008.1983. Esta Resolução entrará em vigor. Art. 7. fica as- segurada a gratuidade das certidões aos que se declararem pobres no sentido da lei e que não possuam condições econômicas para custear o serviço. pelo índice utilizado para atualização dos créditos tribu- tários do Estado do Pará. 5º. III. 6º. no prazo de sessenta (60) dias. 3º .Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. no período. II. II – por servidores ativos e inativos e que tenham por finali- dade a defesa de direitos ou o esclarecimento de situações de interesse pes- soal. III. I. Art. Nos termos da Lei nº.086/2008). contados da data de sua emissão. 7. 3º. Art. O prazo de validade das certidões emitidas pelo TCE. fixará os valores das taxas de ressarcimento de despesas pelo fornecimento de cópias de peças processuais e/ou docu- mentos (art. O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 31. 2º. “b” da Constituição Federal de 1988. notadamente o previsto no artigo 150.115.086/2008) e no fornecimento de informações via correio eletrônico (art.086/2008). será de trinta (30) dias. de 29. 4º. 7. que serão atualizados anualmente com base na variação acu- mulada. 17. As certidões serão entregues ao interessado na Secreta- ria do Tribunal.154 de 23 de abril de 2008 retorna ao índice 20 . revogan- do-se as disposições em contrário. da Lei nº. mediante a comprovação do pagamento da taxa referente ao selo de autenticação. § 3º. na data de sua pu- blicação. da Lei nº. 3º. Estão isentos do pagamento do selo de autenticação e segurança os requerimentos de certidão quando formulados: I . da Lei nº. Art.pelo Governo do Estado do Pará e que tenham por finali- dade atestar o cumprimento das exigências contidas na Lei de Responsabili- dade Fiscal.08. 3º. Art. observados os princípios constitucionais tributários. 7.493/2008 previsto no parágrafo anterior será de responsabilidade do próprio interessa- do. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. de selo no fornecimento e na au- tenticação de certidões e documentos (art.

reprografia e outros meios tecno- lógicos capazes de obter maior celeridade. execução de planos. VI. programas e projetos de aprimoramento. adaptação.492 EMENTA: Dispõe sobre a Regulamentação do Fun- do de Modernização. IV. 17. mobiliário e materiais permanentes para fins de suprimento dos serviços. nacionais ou estrangeiras. públicas ou privadas. instituído pela Lei nº 7. seus programas e projetos de desenvolvimento. aperfeiçoamento e especialização dos Conse- lheiros. com vistas à adequação de órgãos. microfilmagem. aquisição de equipamentos. 17. de 16 de janeiro de 2008 tem por objetivo complementar os recursos financeiros indispensá- veis às ações do Tribunal de Contas do Estado. o seu aparelhamento técnico-administrativo. descentralização e rea- parelhamento dos serviços afetos a este Tribunal de Contas. restauração e ampliação de suas instalações.086. na promoção de even- tos que visem à atualização. eventual concessão de bolsas de estudo para seu pes- soal. mediante: I. aperfeiçoamento e especialização de seus recursos huma- nos. obedecidos os critérios e condições previstas no regulamento específico. quando matriculado em cursos de especialização em área de interesse deste Tribunal de Contas. eficiência e segurança na presta- ção jurisdicional. 21 . V. CAPÍTULO I DAS FINALIDADES DO FUNDO Art. treinamento e aperfeiçoamento de pessoal. melhoria do nível de informatização na tramitação dos processos. reforma. unidades e serviços vincula- dos às atividades deste Tribunal de Contas. Reaparelhamento e Aperfeiçoamento do Tribunal de Contas do Estado do Pará – FUNTCE. bem como. educacionais e cultu- rais. concepção. viabilização. 1º. desenvolvimento. inclusive mediante co-participação com entidades científicas. III. O Fundo de Reaparelhamento e Aperfeiçoamento do Tribunal de Contas .FUNTCE. Auditores e Servidores deste Tribunal de Contas.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. II.492/2008 RESOLUÇÃO Nº. mediante aquisição de equipamentos e utilização de novos sistemas de informática.

em exercício neste Tribunal de Contas. cujo tema ou matéria sejam compatíveis com a ativida- de de controle externo. arrecadação integral dos valores das multas aplicadas aos administradores ou responsáveis por dinheiros. incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público. os recursos decorrentes da cobrança por este Tribunal de taxa de selo no fornecimento e na autenticação de certidões e documen- tos. seminários e congressos ou eventos similares sobre questões relacionadas com as técnicas de controle externo da Administração Pública. além das dotações orçamentárias próprias do Estado. VIII. conforme Resolução nº 12. ressarcimentos e/ou indenizações devidas a este Tribunal de Contas do Estado por descumpri- mento contratual e nas demais hipóteses previstas em Lei. ex- travio ou outra irregularidade de que resulte dano ao erário. III. 22 . Constituem fontes de recursos do FUNTCE. aqueles que aplicam quaisquer recursos repassados pelo Estado ou que derem causa a perda. II. CAPÍTULO II DAS RECEITAS Art.492/2008 VII. V. 17. simpósios. cobrança de taxa por este Tribunal na prestação de informações via correio eletrônico. os valores decorrentes de garantias retidas dos con- tratos administrativos em razão de aplicações de multas. bem como. Parágrafo único. da Administração Direta e Indireta. cujo valor será corrigido monetariamente pelo índice adotado pelo Estado para corre- ção dos débitos fiscais. palestras. IV. as receitas provenientes de : I. por dois anos.651/93 e nº 17.publicação de livros técnicos e manuais de orientação a gestores públicos. nos termos do disposto na Lei Orgânica e no Regimento Interno desta Corte de Contas.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.234/06 do TCE.realização de cursos. O beneficiário da bolsa prevista no inciso VI obrigar-se-á a permanecer. pesquisas. no mínimo. sob pena de indenizá-lo da despesa realizada. 2º. bens e valores públicos. as taxas cobradas por este Tribunal a título de ressar- cimento de despesas pelo fornecimento de cópias de peças processuais e/ou documentos.

XII. Auditores e Servidores des- te. 17. A arrecadação das receitas previstas nos incisos I a IV. no prazo de 30 (trinta) dias. assim como outras passíveis de recolhimento à conta do FUNTCE. Art. VIII. as dotações consignadas no orçamento e as resultan- tes de créditos adicionais que lhe sejam consignados. conforme estabelece o Regimento Interno desta Corte de Contas. por meio de Resolução específica.492/2008 VI.o saldo financeiro apurado no balanço anual do pró- prio FUNTCE. as doações e os auxílios oriundos de organismos públicos ou privados. § 1º. a receita decorrente da alienação de bens móveis pró- prios e daqueles considerados inservíveis. IX. as contribuições. XIII. os saldos dos exercícios anteriores. A intimação do interessado da decisão que lhe impôs multa. antieconômicos. nacionais ou internacionais. do artigo anterior. É vedada a aplicação dos recursos do FUNTCE em des- pesas com material de expediente.os rendimentos das aplicações financeiras do FUNTCE. II e III serão fixados pelo Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará. será efetuada por intermédio de boleto bancário emitido pelo TCE e/ou por outro meio que venha a ser disponibilizado. será acompanhada da guia de recolhimento do montante devido. VII. § 2º.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. referendados mediante Resolução do Plenário deste Tribunal de Contas.outros recursos que lhe forem destinados de forma legal. 3º. X. combustível do Tribunal ou com paga- mento de vencimentos e diárias a Conselheiros. cujo objeto se destine a atender as finalidades do FUNTCE. ressalvado o va- lor inscrito em restos a pagar. XI. Os valores das receitas a que se referem os inciso I.os recursos provenientes de convênios celebrados por este Tribunal de Contas com órgãos ou entidades públicas ou privadas. 23 . irrecuperáveis ou obsoletos em ato do Plenário deste Tribunal de Contas. § 1º .

sem manifestação do responsável. atendida a legislação específica. As multas recolhidas fora do prazo serão atualizadas u- tilizando-se os mesmos critérios adotados pelo Estado para correção de dé- bitos fiscais. cujos projetos. quando estes forem vin- culados a determinados programas. 12. serão obedecidas as normas gerais estatuídas para a Administração Pública. devem ser subme- tidos ao Plenário do Tribunal. 6º. 4º . 12 e dos incisos XI e XXXVI do art. conforme estabelecem as Resoluções nº. 17. 50 da Lei Complementar nº. inclusive com relatórios trimestrais e anual das suas atividades. O FUNTCE terá orçamento e escrituração contábil próprios. seus recursos serão recolhidos diretamente em conta especial. Art. nas aplicações financeiras. nos ter- mos da lei.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. CAPÍTULO III DA GESTÃO Art. bem como. § 3º . cabendo ao Presidente do Tribunal de Contas a administração e movimenta- ção de seus recursos financeiros e o ordenamento das despesas. o Presidente autorizará a cobrança judicial da dívida nos termos do art. II– gerir e movimentar os recursos do Fundo. projetos ou atividades ou. do Plenário deste Tribunal.492/2008 § 2º. decor- rentes de convênios ou instrumentos similares.651/93 e 17. III– acompanhar a execução e avaliar os resultados dos projetos aprovados.234/06. Art. IV– preparar e apresentar as prestações de contas. Na execução da receita e despesa do FUNTCE. 17 do RITCE. junto à instituição bancária credenciada. Admitir-se-á a descentralização de recur- sos para outra conta ou estabelecimento bancário. ainda. bem como as normas e instruções normativas baixadas pelo Tribunal de Contas do Pará. para execução. 24 . São atribuições do gestor do FUNTCE: I– planejar as atividades institucionais do Fundo para cada exercício financeiro. Parágrafo Único . facultada a delegação. 5º. Expirado o prazo para recolhimento das multas.

11. indepen- dente do Tribunal de Contas. § 2º Os bens adquiridos com recursos do FUNTCE serão in- corporados ao patrimônio deste Tribunal de Contas. após o encerramento do exercício financeiro. 17. Cabe ao Plenário do Tribunal supervisionar e orien- tar todas as atividades do FUNTCE. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 31. 10. podendo recair tal designação sobre servidores vinculados na Comissão Permanente de Licitação deste Tribunal de Contas. Art. ficando obrigado à prestação de contas anual. prestando-lhe suporte técnico e adminis- trativo. revogadas as disposições em contrário. § 1º Os saldos financeiros do FUNTCE. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. Art. 9º. sem que tal designação enseje qualquer espécie de remuneração adi- cional. O FUNTCE manterá contabilidade própria. que ficarão à disposição do FUNTCE. CAPÍTULO IV DO ORÇAMENTO E DA CONTABILIDADE Art. 8º. na forma da legislação pertinente.154 de 23 de abril de 2008 retorna ao índice 25 . verificados no final de cada exercício. O FUNTCE terá orçamento anual próprio.492/2008 Parágrafo único : As licitações serão realizadas por Comis- são designada pelo Presidente. serão automaticamente transferidos para o seguinte. bem como baixar normas complemen- tares à sua operacionalização. 7º O Presidente designará servidores do Tribunal. Art.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. a seu crédito. aprovado pelo Plenário conjuntamente com o orçamento deste Tribunal de Contas. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publi- cação. CAPÍTULO V DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. em Sessão Ordinária de 17 de abril de 2008. no prazo de 60 (sessenta) dias. cabendo ao seu Presidente implementar as alterações que se fizerem neces- sárias no curso da sua execução.

Considerando o disposto nos artigos 3º e 14. Considerando proposição da Presidência e proposta substitutiva a- presentada pelo Conselheiro Edilson Oliveira e Silva constantes da Ata nº.670. § 2º. deverá manifestar-se sobre a tempestividade do pedido e a com- provação e procedência. 26 . ou não. não se pronunciará sobre as razões alegadas. § 1º . O responsável por processos submetidos à jurisdição deste Tribunal de Contas poderá. Considerando a necessidade de regular a matéria e fixar critérios que respaldem tais requerimentos. em até cin- co dias úteis. e. do Regi- mento Interno do Tribunal de Contas do Estado do Pará. e que o impediu de praticar o ato por si ou por mandatário. no uso de su- as atribuições constitucionais legais e regimentais. Se a Consultoria Jurídica constatar a intempestividade. 17. neste caso. a qual. o Presidente indeferirá de plano o pedido. 1º. RESOLVE. seguindo-se a tramitação normal do processo.479/2008 RESOLUÇÃO Nº. requerer dire- tamente ao Presidente do Tribunal prorrogação do prazo para apresentação de defesa ou prestação de contas. 4. alheio à vontade do requerente. 17.479 EMENTA: Fixa critérios para deferimento de pedi- dos de prorrogação de prazos de defesa e apresentação de prestações de contas.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. desde que fundado em motivo legítimo ou em caso de justa causa. O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará. das razões alegadas. e Considerando o aumento significativo de requerimentos protocola- dos neste Tribunal com pedido de prorrogação de prazo para apresentação de defesa ou de prestação de contas. O Presidente ouvirá a Consultoria Jurídica. § 3º. e protocolado no prazo de cinco (5) dias após o encerra- mento do impedimento. unanimemente. Reputa-se justa causa o evento imprevisto. por si ou por procurador habilitado. alínea “e”. expedir a seguinte INSTRUÇÃO NORMATIVA: Art. desta data.

e será computado a partir do primeiro dia útil imediato ao término do prazo objeto do pedido. 4º. o responsável o requeira. Art. em Sessão Ordinária de 26 de fevereiro de 2008. quanto à tem- pestividade e fundamentação. por ocasi- ão do julgamento. mes- mo que este Tribunal ainda não tenha deliberado sobre o pedido. ou. impede que o Tribunal de Contas instaure tomada de contas até que ocorra a deliberação do Plenário sobre o pedido. e emitido o Parecer da Consul- toria Jurídica sobre o atendimento dos pressupostos de admissibilidade do pe- dido.117 de 28 de fevereiro de 2008 retorna ao índice 27 .479/2008 § 4º. aplicam-se também aos requerimentos de prorro- gação de prazo para apresentação de prestação de contas não regulados pelo § 1º do art. Em caso de calamidade pública. o Plenário poderá. Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação. Deferido o pedido. Comprovada a tempestividade. § 1º. Art. A tempestividade será determinada pelo cum- primento do prazo originalmente previsto no Regimento Interno para o cum- primento da respectiva obrigação. nos termos do disposto no Parágrafo 1º do art. justificadamente e com prova do alegado. de competência do Plená- rio. a prorrogação não poderá exceder à du- ração do prazo original de defesa ou a trinta dias para apresentação de prestação de contas. 151 do Regimento Interno deste Tribunal. 17. 151 do Regimento Interno. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 3º. até o momento da defesa oral. 2º. submeterá o pedido à deliberação do Plenário. Art. independentemente de notificação do interessado. revogadas as disposições em contrário. no caso de prestação de contas. Os critérios estabelecidos no artigo anterior. O requerimento de prorrogação de prazo. o Presidente decidirá sobre o mesmo. § 2º. Parágrafo único . relevar a intempestividade. no caso de prazo para apresen- tação de prestação de contas. desde que. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 31.

acolhido pelo Presidente. 04 verso. o va- lor de Ordem Bancária daquela instituição. não sendo permiti- da transferência de responsabilidade so- bre qualquer hipótese. 02 a 04 dos autos do qual opinou pelo acatamento e processamento da consulta. Relatório do Exmº. É o Relatório. à título de orientação. para que sejam tomadas medidas que evitem tal ocorrência. Outrossim. Presidente da Comissão Permanente de Con- trole Interno da Polícia Militar do Estado do Pará. Conselheiro CIPRIANO SABINO DE OLIVEIRA JÚNIOR: Processo nº. no banco. Relator: Conselheiro CIPRIANO SABINO DE OLIVEIRA JÚNIOR EMENTA: A responsabilidade de realização das despesas destinadas ao Suprimento de Fundos. solicito a V. 2007/53979-4 Trata o presente Processo de Consulta formulada pelo Major MAURO ALVES PINHEIRO. que informe. acerca da possibilidade de ser- vidor suprido autorizar outro servidor a receber no Banco. 28 . que seja informado a este Controle Interno o ato que regula o fato.472 (Processo nº. 2007/53979-4) Assunto: Consulta formulada pelo Major QOPM MAURO ALVES PI- NHEIRO. cabe tão somente ao ordenador da despesa (suprido). 17. que abaixo se transcreve: "Honrado em cumprimentá-lo e afim de melhor embasar procedimentos a serem adotados por esta Comissão. Sr. se existe algum impe- dimento legal de o suprido autorizar outro servidor a receber." A Consultoria Jurídica emite parecer. fls..Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. Presidente da Comissão Permanente de Controle In- terno da Polícia Militar do Pará. solicito que caso haja impedimento legal. fls.472/2008 RESOLUÇÃO Nº. o valor da Ordem Bancária. 17.Sa.

320/64 que assim dispõe. 17. "Art. 12.220 in verbis: "Art." Assim. é de competência deste Tribunal de Contas decidir sobre consulta que lhe seja formulada por autoridade competente. quanto a dúvida suscitada na aplicação de dispositivos le- gais e regulamentares concernentes à matéria de sua compe- tência.02.1993. sempre precedida de empenho na dotação própria para o fim de realizar despesas. 68 . IX da Lei Complementar n°.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. No que tange a matéria argüida na Consulta. Dessa forma. o valor da ordem bancária concedida para o suprido. 220 . 69 . po- demos claramente verificar que existe o impedimento legal para que se pos- sa autorizar outro servidor a receber.472/2008 VOTO: No que concerne ao cabimento do pleito. 68 e 69 da lei n° 4. nada obsta para o acolhimento da referida consul- ta. fazendo a analogia entre a consulta formulada e o dispositivo legal acima. Art. a respeito de dúvida suscitada na aplicação de dis- positivos legais e regulamentares concernentes à matéria de sua competên- cia na forma estabelecida no Regimento. regula-se a mes- ma nos arts. de 09. no banco. que não possam subordinar-se ao processo normal de apli- cação. O Regimento Interno em seu art.Não se fará adiantamento a servidor em alcance nem a responsável por dois adiantamentos.O regime de adiantamento é aplicável aos casos de despesas expressamente definidos em lei e consiste na entrega de numerário a servidor. quanto a dúvida suscitada na Consulta formulada. Suprimentos de Fundos consiste na entrega de numerário a servidor para realização de despesas que por sua natureza ou urgência não possa subordinar-se ao processo normal da execução orçamentária e finan- 29 . 26.O Tribunal responderá sobre consultas. Art. haja vista a mesma está disposta em tese. que lhe forem formuladas em tese pelos órgãos ou pessoas sob a sua jurisdição ".

nos termos indicados na legislação vigente. 17. em 22 de janeiro de 2008. o suprido. 2º. Conselheiro Relator. NÃO CABE a transferência de responsabilidade a terceiros sobre qualquer hipótese.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. de 09 de fevereiro de 1993 c/c o art. ficando evidente a responsabilidade pessoal de duas pessoas. 26. da Lei Complementar nº. intransferível e inde- legável. Portanto. quais sejam. § 2º do Anexo da Resolução nº. haja vista tal responsabilidade ser de cará- ter pessoal.136 de 27 de março de 2008 retorna ao índice 30 . não cabendo delegar obrigações acessórias a terceiros para exe- cutar fases do processo do regime de adiantamento.472/2008 ceira. R E S O L V E M os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará. ou seja.660/2002-TCE. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 31. unanimemente. nos termos do voto do Exmo. 16. 12. em razão da mesma ser pessoal. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. somente a este cabendo a aplicação do numerário recebido e tendo a obrigação pessoal da prestação de contas de- vida. Inciso IX. a do Ordenador da Despesa e a responsabilidade da pessoa que rece- be o suprimento. com fundamento no art. responder a presente consulta dando conhecimento ao jurisdicionado da impossibilidade de se transferir a responsabilidade do su- prido a outro servidor.

810/94 e 022/94. de pagamento da gratificação de Risco de Vida e Abono Salarial aos servidores efetivos e temporários componentes do quadro administrativo daquela Instituição. A percepção de Abo- no Salarial é facultado. Gratificação de Risco de Vida. Delegado Geral da Policia Civil.470 (Processo nº. Relatório do Exmo. uma vez regidos pela lei nº. Abono salarial. A Consultoria Jurídica entende que a consulta apresentada versa sobre situação concreta. Conselheiro NELSON LUIZ TEIXEIRA CHAVES: Processo nº. RAIMUNDO BENASSULY MAU- ÉS JÚNIOR. "salvo melhor juízo. 2007/51516-2. 2007/51516-2) Assunto: Consulta formulada pelo Sr. EMENTA: Consulta. à época. Raimundo Benassuly Maués Junior. Delegado Geral da Polícia Civil. 5810/94. 2485/94. Tratam os autos da consulta formulada pelo Sr. na qual requer orientação deste Tribunal quanto a possibilidade. Sr.em síntese. à luz das Leis n° 5. nos seguintes termos: (. Pagamento a servidores efetivos e temporários do quadro admi- nistrativo da Policia Civil. 17. que não há ne- nhum impedimento legal quanto a percepção con- 31 . estando sob a égide do De- creto nº. entende ser necessário o enfrentamento da questão respon- dendo. considerando a relevância do as- sunto envolvido. 17. acerca da possibilidade de efetuar pagamentos de gratificação de risco de vida e abono salarial aos servidores efetivos e temporários do quadro administrativo da Polícia Civil.470/2008 RESOLUÇÃO Nº. Impossibili- dade da percepção da Gratificação de Risco de Vida. dado a natureza subjetiva de sua concessão e deliberação do ato pelo administrador.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.) entendemos.. Entretanto.

concluiu. No mérito. afirma que a Gra- tificação de Risco de Vida. 17.810/94”. queremos ressaltar que quanto. nem ante- cipação de julgamento das contas do jurisdicionado. 02/05. onde. esta não deve ser uma retribuição genérica pela função de- sempenhada por qualquer servidor da Policia Civil. é possível a percepção do mesmo pelos de- mais servidores. vincu- lados a esta lei. de 10 de agosto de 2004. de igual maneira. que pela natureza subjetiva de sua concessão e pelo fato depender da liberalidade do legislador ou do administrador. e voto para 32 . com alteração dada pela Lei Complementar n° 46. também" no sentido de que as vantagens pecuniárias podem ser acumuladas. ou seja. principalmente por servidor temporário que não pertence a atividade fim da Instituição. Quanto ao abono salarial.470/2008 juntamente da gratificação de risco de vida com o abono salarial. refor- çando entendimento adotado pela Consultoria Jurídica. às fls. são concedidas sob títulos e funda- mentos diferentes que não se coadunam juridica- mente. com a ressalva de que a resposta não constitui sanção ao ato praticado. Entretanto. A 1ª Controladoria emitiu parecer. acolho as conclusões contidas nos pareceres emi- tidos pela Consultoria Jurídica e pela 1ª Controladoria do DCE. a percepção da gratificação de risco de vida. inerentes ao cargo.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. pelas condições extraordinárias de risco da própria vida a que se submetem para o exercícios das funções. entende. voto pelo conhecimento da Consulta. Contudo. uma vez que possuem naturezas dis- tintas. não se estendendo tal beneficio aos demais servidores inte- grantes do Quadro Administrativo da Policia Civil. sendo esta exclusivamente atribuída aos servidores efetivos pertencentes aos quadros da Policia Civil. É o Relatório VOTO: Em preliminar. desde que o motivo gerador das mesmas seja distinto. os quais encontram-se subordinados a Lei n° 5. em unidades operacionais. é uma vantagem que foi concedida exclusivamente aos Policiais Civis. prevista na Lei Complementar n° 22/94.

em tese. nos termos das con- clusões acima mencionadas. responder a presente consulta. na forma exposta nos pareceres da Consultoria Jurídica e da 1ª Controladoria deste Tribunal. unanimemente. RESOLVEM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Es- tado do Pará.104 de 11 de fevereiro de 2008 retorna ao índice 33 . 26. ao consulente. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. em 15 de janeiro de 2008 Publicada no Diário Oficial do Estado nº 31. 12/93. da Lei Complementar nº.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.470/2008 que a Consulta seja respondida. em tese. nos termos do voto do Exmº Sr. Inc. IX. 17. Conselheiro Relator com fundamento no art.

Edílson Moura da Silva. tendo como objeto a compra de materiais permanentes.439 (Processo nº. Secretário Executivo de Estado de Cultura. O DCE. A referida norma legal prevê para os contratos de gestão a ob- servância dos princípios da legalidade. e em seu artigo 12. Secretário Executivo de Estado de Cultura. acerca da possibili- dade do Estado firmar convênios para transferir recursos finan- ceiros a uma Organização Social (OS). manifestou-se sobre a dúvida do consulente.18/19. EMENTA: As Organizações Sociais podem receber repasse de recursos financeiros do esta- do. em parecer de fls. EDILSON MOURA DA SILVA. nos seguintes termos: A lei n° 5. nos seguintes termos: Poderá o Estado do Pará firmar convênio para transferir recursos financeiros a uma Organização Social(OS) objetivando a compra de materi- ais permanentes para utilização em equipamento estadual sob a administra- ção da OS. 17. Sr. em síntese. certame licitatório. e integrar o bem ao patrimô- nio público do estado. Conselheiro NELSON LUIZ TEIXEIRA CHAVES: Processo nº. regulamentada pelo De- creto 3. moralidade. § 2° dispõe o seguinte: 34 . em parecer de fls. uti- lizando para aquisição de bem. por entender que a mesma preenche os requisitos previstos no artigo 220 do Regimento Interno deste Tribunal. através de contrato de gestão. seja mediante convênio ou direta- mente.passando o acervo comprado a integrar o patrimônio público es- tadual? A Consultoria Jurídica. publici- dade e economicidade. Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 2007/52827-7) Assunto: Consulta formulada pelo Sr. 17.876 de 21 de janeiro de 2000. no âmbito estadual.980 de 19 de julho de 1996.21/22.439/2007 RESOLUÇÃO Nº. é que trata. Tratam os autos da consulta formulada pelo Sr. 2007/52827-7. impessoalidade. Relatório do Exmo. da normatização das Organizações Sociais. opina pelo co- nhecimento da consulta.

para que a mesma o utilize no seu mister. e no mérito. unanimemente.S. nos termos do voto do Exmº Sr. passando o acervo comprado a integrar o patrimônio público estadual. materiais e bens públicos necessários ao cumprimento de seus objetivos. concessão e ces- são de uso. pelo conhecimento da consulta.Às Organizações Sociais que celebram Con- trato de Gestão poderão ser destinados recursos orçamentários.439/2007 Art. fa- zendo uso dos contratos. mediante processo licitató- rio. a aquisição do bem deve ser precedida de licitação. de permissão. podemos afirmar que a referida lei autoriza que seja feito repasse de recurso financeiro às O. concessão ou ces- são de uso. objeti- vando a compra de materiais permanentes para utilização em equipamento estadual sob a administração da OS. Contudo. a título precário. e após. Porém. com base no contrato de gestão. o que garantiria a aplicação dos princípios previstos na lei estadual. ou por meio de convênio ou outro instrumento congênere. e a matéria objeto da consulta afeta à competência deste Tribunal. diretamente. e o bem adquirido deve integrar o patrimô- nio publico estadual. voto. 17. seja mediante convê- nio ou diretamente. acolho o pronunciamento do DCE. se for feito o repasse de recursos. efetuasse a transferência do bem à O.S. com base no contrato de gestão.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. entendemos que denota prudência que a Secretaria consulente faça diretamente a aquisição do bem.12 . independentemente de licitação. § 2° Os bens de que trata este artigo serão destina- dos à Organização Social mediante permissão. É o Relatório VOTO: Por ser a parte legitima. respondendo à consulta nos termos da manifestação antes mencionada. Assim. preliminarmente. RESOLVEM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará. Conselheiro Rela- 35 . e consequentemente a boa aplicação dos recursos públicos.

acima transcrito.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. responder a presente consulta na forma do parecer da Depar- tamento do Controle Externo deste Tribunal. em 23 de outubro de 2007 Publicada no Diário Oficial do Estado nº 31.439/2007 tor com fundamento no art. c/c o art. 25.047 de 14 de novembro de 2007 retorna ao índice 36 . 24/94. 17. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. 220 do ato nº. Inc. 12/93. da LC nº. IX.

Possibi- lidade de prorrogação. se. 2007/50433-7) Assunto: Consulta formulada pelo Sr. A Consulta compreende duas questões relativamente a Con- tratos de Terceirização de Serviços de Natureza Contínua. Aplicação dos artigos 24. se poderão ser celebrados com pessoas físicas. 195 do Regimento EMENTA: Consulta. É o Relatório. formulada por Analistas de Controle Externo. como se verifica na fl. pelo então Chefe da Seção de Auditoria. poderão ser prorrogadas após atingido o limite da dis- pensa respectiva. advindos de dispensa de licitação. Possibilidade da Administração Pública contratar com pessoa física para terceirização de servi- ços da mesma natureza. Contrato de Terceirização de Serviços de Natureza Contínua. que passo a ler como parte integrante deste. conjuntamente firmam a con- sulta. 04 a 08. 37 . 1. 17. Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. manifestou-se sobre a matéria objeto da consulta. Sr. e 57. em exercício. LUIZ ROBERTO DOS REIS JUNIOR.424 (Processo nº. 17. ou. incisos I e II. Analista de Controle Externo desta Corte de Contas Proposta de decisão: Auditor EDILSON OLIVEIRA E SILVA Lavratura da decisão: Conselheiro NELSON LUIZ TEIXEIRA CHAVES (§ 2º do art. da Lei 8. A Consultoria Jurídica.424/2007 RESOLUÇÃO Nº. por solicitação do então Diretor do Departamento de Controle Externo. 2007/50433-7 O presente processo trata de CONSULTA formulada pela 3ª Controladoria de Controle Externo deste Tribunal de Contas. Conselheiro EDILSON OLIVEIRA E SILVA: Pro- cesso nº.666/1993. tecendo comentários nas fls. que. Relatório do Exmº. inciso II. e pelo Controlador da 3ª CCE. em exercício.

24. do artigo anterior. o que é uma característica natural do direito.666/93.666/93. incisos I e II da supracitada lei assim prescreve: "Art. compras ou alienação de maior vulto que possa ser realizada de uma só vez. viria ele expressamente previsto. desde que não se refiram a parcelas de uma mesma obra ou serviço ao ainda para obras e serviços da mesma natureza e no mesmo local que possam ser realizadas conjunta e concomitantemente. poderão ser prorrogados após atingido o limite da d ispensa respectiva? O art. e para alienações.424/2007 V O T O: Após abordagem da matéria. desde que não se refiram a parcelas de um mesmo serviço. ressaltando. 24.. nas fls. 17. 1.. do artigo anterior. a Consultoria responde às ques- tões. II – para outros serviços e compras de valor até 10% (dez por cento) do limite previsto na alínea "a".” Há primeiro que se destacar não haver impedimento legal à prorrogação dos contratos sobrevindos de dispensa de licitação nos moldes do art. nos casos previstos nesta Lei. discriminadamente. 24. ainda. nos seguintes termos : “De posse das informações ao norte elencadas.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. É dispensável a licitação: I – para obras e serviços de engenharia de valor até 10% (dez por cento) do limite previsto na alínea "a" do inciso I. I e II da L ei n° 8. . que a matéria em análise pode suscitar opiniões diversas. da Lei n° 8. Contratos de terceiriz ação de serviços de natureza contínua advindos de dispensa de licitação nos termos do art. 24. conforme abaixo se segue. incisos I e II. Caso houvesse. 09 a 14. do inciso II. como ocorre no caso de dispensa por emergência ou 38 . retornamos à consulta formulada. respondendo separadamente aos dois questionamentos.

" Desta forma. No entanto. a previsão de seqüência é evidente. Se a contratação superveniente derivar de evento não previsível. por todo o acima exposto. A regra subordina a Administração a prever todas as contratações que realizará no curso do exercício. incs. l e II. É inadmissível que se promova dispensa de licitação fundando-se no valor da contratação que não é isolada.. nenhum vício existirá em tratar-se os dois contratos como autônomos e dissociados. Não se vedam contratações isoladas ou fracionadas proíbe-se que cada contratação seja considerada isoladamente. porém..é perfeitamente válido (eventualmente obrigatório) promover fracionamentos de contratações. pressupõe-se a permanência da necessidade pública a ser satisfeita. considerar que o legislador. filiamo-nos ao entendimento de que a prorrogação dos Contratos de Terceirização de serviços de natureza contínua.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. sendo previsíveis diversas aquisições de objetos idênticos..424/2007 calamidade pública. do mesrno dispositivo legal. considera-se o seu valor global – tanto para fins de aplicação do art. disposto no inciso IV. 17. porém.. para fim de determinação do cabimento de licitação ou da modalidade cabível. 24. como relativamente à determinação cabível de licitação. de objeto similar. advindos de 39 . ao prescrever os incisos I e II do art. deve considerar-se o valor global. que o fracionamento conduza à dispensa de licitação. A Administração tem conhecimento de que o serviço irá prolatar-se no tempo uma vez que é ele indispensável. Significa que. Não se admite. fixou um limite tendo em vista a relevância econômica da contratação ser de tal monta que não justificaria gastos com uma licitação comum. 24. se o serviço se caracteriza como de natureza contínua. Assim. assim se posiciona sobre o tema: “. ainda. Existindo pluralidade de contratos homogêneos. Devemos. Marçal Justen Filho.

666/93. entendemos ser perfeitamente viável a prorrogação.. exceto quanto aos relativos: II – à prestação de serviços a serem executados de forma contínua. possibilidade de prorrogação após atingidos esses limites justamente por estarem os contratos a eles adstritos. incs. 8. limitada a sessenta meses. Lei n° 8. portanto. que poderão ter a sua duração prorrogada por iguais e sucessivos períodos com vistas à obtenção de preços e condições mais vantajosas para a Administração. 6°. Contratos de terceiriz ação de serviços de natureza contínua nos termos do art.. 17. em seu art. I e II. 24. aí sim. Superá-los. II. XV. onde houvesse ocorrido a previsão de superação do limite previsto para a modalidade. da Lei de Licitações é possível caso sejam respeitados os limites ali estabelecidos. dispõe: 40 . assim dispõe: "Art. 8.666/93. 28 do mesmo diploma legal. a nosso ver. uma vez que a Lei n°. ao dispor sobre a habilitação jurídica. . A duração dos contratos regidos por esta Lei ficará adstrita à vigência dos respectivos créditos orçamentários. acreditamos.” O art. Não há. conforme já mencionado. configuraria burla aos princípios norteadores da licitação. poderão ser celebrados com pessoas físicas? O supracitado dispositivo. da Lei n°.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. não haver óbice a sua formalização. em vários dispositivos. 57. a uma primeira análise. Diferente seria se tais serviços tivessem decorrido de processo licitatório. prevê essa possibilidade. Assim é quando o art. o faz como sendo "a pessoa física ou jurídica signatária de contrato com a Administração Pública.” Quanto à celebração de contratos com pessoas físicas. 57.666/93. ao definir a pessoa do contratado.424/2007 dispensa de licitação nos termos do art. 2.

29 da Lei de Licitações. ao prever as cláusulas necessárias aos contrato. consistirá em: I — prova de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou no Cadastro Geral de Contribuintes (CGC) . 41 .. consistirá em: I – cédula de identidade. A documentação relativa à habilitação jurídica. certos contratos. 57.. Verifica-se. sob pena de acarretar prejuízos ou danos insuperáveis.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. A documentação relativa à regularidade fiscal. deverá constar necessariamente cláusula que declare competente o foro da sede da Administração para dirimir qualquer questão contratual. 32 desta Lei. prescreve: "Art. " Por fim. podem ser prorrogados ou estendidos. in verbis: Art. o art. conforme o caso. " Da mesma forma. o art. para além do exercício do crédito orçamentário.. O contrato de prestação de serviço de forma contínua. 28. no entanto. da Lei n° 8. salvo o disposto no § 6° do art. inclusive aquelas domiciliadas no estrangeiro.. Desta forma. estabelece em seu parágrafo 2°. caracteriza-se pela impossibilidade de sua interrupção ou suspensão. 55.424/2007 "Art. portanto.. conforme o caso. 29.. II. Define-se serviço como toda a atividade que se destina a obter determinada utilidade de interesse para a Administração. São cláusulas necessárias cm todo contrato as que estabeleçam: . A consulta. dada a necessidade de sua continuidade. 55. tem por finalidade obter um esclarecimento determinado acerca da celebração de contratos terceirizados de natureza contínua com pessoas físicas. 17. que plenamente viável a execução de prestações através de pessoa física.666/93. § 2º Nos contratos celebrados pela Administração Pública com pessoas físicas ou jurídicas. nos termos do art.

O primeiro deles reside na exclusão da possibilidade de terceirização da própria atividade-fim do órgão da administração. os órgãos públicos não podem delegar a terceiros a execução integral de atividades que constituem sua própria razão de ser. que contém lista de caráter exemplificativo dos serviços cuja administração publica deva.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. Tal distinção merece apreciação uma vez que sem ela chegaríamos ao entendimento de que todas as atividades da administração poderiam ser terceirizadas por completo. a contratação de serviços de terceiros pelos órgãos e entidades da administração pública está subordinada ao disposto na Lei de Licitações e Contratos Administrativos. entendemos que a contratação deve obedecer a algumas limitações. seria de bom alvitre indagar que parâmetros podem servir à identificação de áreas ou atividades não transferíveis à iniciativa privada. a um 42 . igualmente. transferir a terceiros. posto que a existência de cargos permanentes no quadro funcional do órgão ou entidade excluiria. caracterizaria fraude à disciplina constitucional para o provimento de cargos na administração pública. preferencialmente. sendo que a ampla possibilidade de contratação desses serviços vem evidenciada no inciso II. em conseqüência da extensa lista de atividades cuja execução os órgãos públicos podem legalmente transferir à iniciativa privada. e considerando. No que diz respeito às atividades-meio. mediante contrato. o que. mediante contratação de serviços. 6°. do art. a possibilidade de a administração exercer tal opção pela execução indireta também em relação a outras atividades-meio não expressamente elencadas. devemos levar em consideração alguns pontos para a fixação de limites à terceirização na administração pública. Assim. certamente. Excetuados os serviços públicos objeto de concessão. assentada na livre acessibilidade e na seleção mediante concurso.424/2007 Conforme anteriormente visto. 17. Parece-nos que a princípio.

fica mais fácil analisar a questão específica dos contratos de prestação de serviços realizados pela administração pública e pessoas físicas. 17. A representação do Estado. fiscalizar a sua observância pelos cidadãos. ainda que sejam tidas como atividade-meio em relação às finalidades do órgão público. portanto. quando for o caso. Desta forma. o poder de polícia é "a atividade do Estado consistente em limitar o exercício dos direitos individuais em beneficio do interesse público". a viabilidade de execução indireta de algumas atividades. de a administração pública celebrar contratos com pessoas físicas. via regra outorgada mediante lei formal. nesse caso. No dizer de Maria Sylvia Zanella di Pietro. Ato administrativo. que produz efeitos jurídicos imediatos. aplicar as sanções cabíveis. as atividades que não podem ser objeto de transferência a terceiros.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. sob regime jurídico de direito público e sujeita a controle do Poder Judiciário".424/2007 primeiro momento. cabe ao agente promover tal limitação exclusivamente em virtude da lei. consiste na "declaração do Estado ou de quem o represente. conforme já visto. Um terceiro ponto impeditivo de execução indireta de atividades próprias dos órgãos e entidades públicas reside no exercício do poder de polícia e na prática de atos administrativos em geral. cumprindo o poder-dever de assegurar o respeito à mesma. a prática de atos administrativos demanda seja o sujeito do ato competente para tal. Nenhum impedimento existe. No exercício do poder de polícia. 43 . não admite a transferência contratual a pessoas estranhas à administração pública. depende de capacidade e competência. sendo insuscetíveis de execução indireta. A Lei assim o permite. ainda nas palavras de Maria Sylvia Zanella di Pietro. Delimitadas. com observância da lei. Esta competência. impedir sua transgressão e.

Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. não poderão ser adotados para o exercício de atividades pertinentes a atribuições de cargos efetivos próprios de seus quadros.” Ante o exposto. Deve. inciso IX. 57.J. a administração cercar-se de cuidados no que concerne à determinação de serviços a serem terceirizados. de 09 de fevereiro de 1993.M. Aqui também não há vedação expressa a esse respeito. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 31. não poderão ser ele relacionados às atividades-fim dos órgãos e entidades públicas. 26. nem para funções que impliquem no poder de polícia ou na prática de atos administrativos. No entanto. 17.031 de 22 de outubro de 2007 retorna ao índice 44 . bem como. os órgãos e entidades da administração pública devem considerar os aspectos acima declinados quanto à possibilidade de tais serviços poderem ser transferidos a terceiros sem que se constituam em atos irregulares. II. da Lei de Licitações. em 25 de setembro de 2007. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. portanto. responder a presente con- sulta nos termos da proposta de decisão do Auditor. RESOLVEM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Es- tado do Pará. posto que. acolho a manifestação da Consultoria Jurídi- ca como resposta deste Plenário às questões objeto deste processo.424/2007 Nesse diapasão. da Lei Complementar nº. 12. com fundamento no art. S. transcrito na íntegra. unanimemente. a nosso ver. E o parecer. entendemos igualmente não haver fato impeditivo de a administração realizar contratos de prestação de serviços de natureza contínua com pessoas físicas nos termos do art.

que se transcreve: “A Secretaria Executiva de Estado de Plane- jamento. tendo como objeto o repasse de recursos financeiros para realização de obras ou aquisição de equipamentos. De acordo com o art. 17.419/2007 RESOLUÇÃO Nº. de 15 de janeiro de 1997. Secretário Executivo de Estado de Planejamento. com ob- servância das formalidades legais. 7º. em exercício. LUIZ CARLOS PIES. IV da IN STN nº. diversos Convênios com Muni- cípios do Estado do Pará.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. No entanto. o que de fato ocorreu. impossibilitando a realização dos repasses em 45 . Orçamento e Finanças. mes- mo diante de tal situação. 17. ao longo de 2006. disposição esta reiterada em cláusula dos referidos Convênios. sobre celebração de novos Convênios com Mu- nicípios cujo objeto seja o repasse do saldo remanescente de recursos de Convênios anteriores.419 (Processo nº. não prorrogou a vigência dos Convênios. Sr. Relator: Conselheiro ANTONIO ERLINDO BRAGA. a gestão anterior da SEPOF. res- pondendo pela Secretaria Executiva de Estado de Planejamento. firmou. como gerencia- dora do Fundo de Desenvolvimento Econômico – FDE. 2007/52825-5) Assunto: Consulta formulada pelo Sr. EMENTA: Admissibilidade de celebração de Con- vênio com Municípios para transferência voluntária de saldo remanescente de re- cursos de Convênios extintos. Orçamento e Finanças – SEPOF. Relatório do Exmº. Orçamento e Finanças. Conselheiro ANTONIO ERLINDO BRAGA: Pro- cesso nº. 01. 2007/52825-5 Trata-se de Consulta formulada por Luiz Carlos Pires. a SEPOF estava obriga- da a prorrogar “de ofício” a vigência desses instrumentos caso ocorresse atraso nas liberações dos recursos.

cujo objeto será o repasse do saldo remanescente de recursos dos Convênios anterio- res que a SEPOF não transferiu às Prefeituras? . logo. 17. pois os Convênios foram extintos em 31 de de- zembro de 2006. O regimento dispõe em seu art.419/2007 aberto.1993. de 09. esta Secretaria solicita o Parecer de V.02. 103/108 dos autos e a Consultoria Jurídica emite parecer. especialmente com as Prefeituras Municipais. com vistas a se respaldar juri- dicamente. 220 in verbis: 46 . algumas já foram con- cluídas pelas Prefeituras (mas as empreiteiras não foram pagas) e outras ainda não foram finalizadas e estão para- das por falta de recursos”. Ante o exposto. É o Relatório. IX da Lei Complementar nº. não existem mais no mundo jurídi- co.Caso positivo. É decisão da Excelentíssima Senhora Gover- nadora do Estado do Pará honrar. a respeito de dúvida suscita- da na aplicação de dispositivos legais e regulamentares concernentes à ma- téria de sua competência na forma estabelecida no Regimento Art. com o seguinte esclarecimento: .Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. V O T O: Compete ao Tribunal de Contas decidir sobre consulta que lhe seja formulada por autoridade competente. 12. distribuída a este Relator. O Departamento de Controle Externo em manifestação de fls. pela admissibili- dade da Consulta por atender os requisitos legais. como fica a questão da con- trapartida das Prefeituras? Deve constar no novo Convênio proporcional às verbas que serão liberadas ou integral em relação ao valor da obra? É importante esclarecer que as obras objeto dos referidos Convênios encontram-se em situação dife- rentes de acordo com o Município. os compromissos assumidos pelo Estado.Exa. na medida do possível.É possível a celebração de novos Convênios com as Prefeituras Municipais. e o Presidente admite a Consulta. 26.

O órgão consulente formula a seguinte indagação: .É possível a celebração de novos Convênios com as Prefei- turas Municipais. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. em 18 de setembro de 2007. 5. 20 da Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO – 2007. Sr. inciso IX. R E S O L V E M os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará. inclusive quanto a contrapartida da Prefeitura.1995 do TCE.Caso positivo. de 21.989. 26. da Lei Complementar nº. objetivando a transferência voluntária de saldo re- manescentes de recursos de Convênios extintos. exceto se houve inadim- plência dos Municípios com o Estado do Pará. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 31. unanimemente. bem como a Resolução nº.019 de 03 de outubro de 2007 retorna ao índice 47 .2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal combinado com o art.419/2007 “O Tribunal responderá sobre consultas. como fica a questão da contrapartida das Pre- feituras? Deve constar no novo Convênio proporcional às verbas que serão liberadas ou integral em relação ao valor da obra? Resposta: 1 – O Governo do Estado do Pará pode celebrar novo Convê- nio com os Municípios. 25 da Lei Complementar nº. Lei nº. de 20. 17. 3 – Na celebração do Convênio deverá ser observada. transcrito na íntegra. 13. responder a presente consulta nos termos do voto do Exmº. 12. Conselheiro Relator. que lhe fo- rem formuladas em tese pelos órgãos ou pessoas sob a sua jurisdição”.06. art.10. ainda a legislação do Fundo de Desenvolvimento do Estado. de 09 de fevereiro de 1993.1991.674.05. 101.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. com fundamento no art. 2 – A celebração do Convênio há de observar os procedimen- tos exigidos pela legislação em vigor. isto é. quan- to à dúvida suscitada de dispositivos legais e regulamenta- res concernentes à matéria de sua competência. de 04. cujo objeto será o repasse do saldo remanescente de recur- sos dos Convênios anteriores que a SEPOF não transferiu às Prefeituras? .

01. e ao servi- dor ou militar do Estado que tendo mudado de car- go. 17. Ex- tinção da incorporação da gratificação pelo exercício de cargo em comissão ou função gratificada nos pro- ventos de aposentadoria. Direito adquirido que fica assegurado ao servidor ou militar do Estado até a sua exoneração ou dispensa do cargo ou função em que se encontrava. sobre incorporação de gratificação de funções ou cargos comissionados aos vencimentos do servidor em ativida- de.2003. Lei Complementar estadual nº. contribuição previdenciária incidente sobre a gratificação pelo exercício de função comissionada e vigência do artigo 114 da Lei nº.01. Ex- tinção da incorporação da gratificação no subsídio ou soldo. Direito adquirido do servi- dor ou militar do Estado.810/94. Incorporação nos proven- tos somente dos percentuais conquistados até 23. 39/2002.415 (Processos nºs.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 2. Lei Complementar estadual nº.2003 completara o período aquisitivo mínimo de um ano de efetivo exercício no cargo em comissão ou função gratificada. 44/2003. 5. desde que não haja ocorrido interrupção do exercício de cargo em comissão ou função gratificada. 17. 2002/52831-6 e 2003/50202-3) Assunto: Consultas formuladas pelo Ministério Público do Estado do Pará e pelo Diretor de Recursos Humanos do Tribunal de Con- tas do Estado. Direito adquirido à incorpo- ração na atividade assegurado ao servidor ou militar do Estado que em 23.415/2007 RESOLUÇÃO Nº. Incorporação au- tomática a partir da exoneração ou dispensa. Relator: Conselheiro EDILSON OLIVEIRA E SILVA EMENTA: 1. haja completado pelo menos um período aquisi- tivo no cargo ou função imediatamente anterior. na atividade. Direito 48 .

O valor dos percentuais incorpo- rados na atividade. Incidência so- mente sobre o valor incorporável nos proventos de aposentadoria. de 24 de janeiro de 1994 pela Lei Complementar estadual nº. em virtude da supressão de sua incorporação aos proventos da aposentadoria. apensados um ao outro. 17. Sr. caput e parágrafos. 114 da Lei nº.810/1994. embora diversos na amplitu- de. 4. Direito ad- quirido às vantagens de incorporação e opção pelo servidor ou militar do Estado que até a data da pu- blicação da Lei Complementar n° 39/2002. 114 da Lei 5. visto que a contribuição não pode exceder ao valor necessário para o custeio do benefício previdenciá- rio. deles trato conjuntamente. 49 . Revogação do art. Inexigência do servidor ou militar do Estado ter.810. 39/2002. 44/2003 é indevido o desconto previdenciá- rio incidente sobre a gratificação pelo exercício de função comissionada. para usufruir do direito às vantagens nele instituídas. A partir da Lei Complementar esta- dual nº. não será considerado para cálculo dos proventos. 3. Relatório do Exmº. 44/2003. atendeu aos pressupostos e condições explicitados no art. Inaplicabilidade deste artigo para situa- ções constituídas após a sua revogação. A apo- sentadoria é o momento do exercício do direito.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. não é requisito para a conquista do direito contemplado no art.415/2007 do servidor perceber os percentuais conquistados após janeiro de 2003. Contribuição Previdenciária. 2007/52674-8 Os processos acima identificados. na data da Lei Complemen- tar. 5. contém consultas sobre matéria similar. Conselheiro EDÍLSON OLIVEIRA E SILVA: Pro- cesso nº. 114. ainda não incorporados em seu subsídio ou soldo. mas conquistados após a publi- cação da Lei Complementar nº. tempo de contribuição para aposentaria.

soldo... § 2º Fica assegurado o direito adquirido à incorporação pelo exercício de representação.. e assim será tratado).. 2002/52831-6... 94 da Lei n° 5. apoiado em Parecer de sua Assessoria Jurídica so- bre o reflexo do art.. (fl..... e na aposentadoria..01. in verbis: “Art.2002.. e no segundo processo adentrou sobre o mérito. recebidos até a data da dispensa ou exoneração da função ou cargo comissionado.. como transcrevo.. 11). ocorre na atividade..2002 sobre a Lei 5. 39.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. da Lei 5... 130. No curso da tramitação processual foi promulgada a Lei Com- plementar nº. 2003/50202-3).. eis que acrescentou três parágrafos ao art.810/1994... reiterada em 24....810..94.... 94 da Lei Complementar nº.. o consulente é o Dire- tor de Recursos Humanos deste Tribunal de Contas. subsídio ou qualquer outra espécie remuneratória dos ser- vidores e militares do Estado... § 1° A revogação de que trata o “caput” des- te artigo estende-se às disposições legais que impliquem incorporação de verbas de caráter temporário... (o consulente equivocou-se. à indagação do primei- ro. tanto na atividade quanto na inatividade”..2006.01. entendo. trata da consulta do Senhor Procu- rador Geral de Justiça protocolada neste Tribunal em 02. as quais..... ele acresce outras sobre os reflexos da Lei Complementar n º 39/2002.. cargos em comissão ou funções grati- ficadas. 131. ao art. não se incorporando os percebidos posteriormente. Sua Indagação é: “sobre qual a hipótese das acima expostas é a que se ajusta ao interesse público perseguido pela referida Lei?”..810 de 24 de janeiro de 1994. No segundo Processo (nº. publicada em 23 de janeiro de 2003. se incorpora somente os percentuais adquiridos até a data da publicação da Lei”. 44. de 09.. para o que aponta duas hipóteses: a) “a incorporação dos percentuais referidos no Parágrafo 1º do art..11. serão respondidas cada qual de per si. transcritas adiante.. cargo em comissão ou função gratificada aos 50 . refere-se..10.. de 24. decorrentes do exercício de repre- sentação. b) “a incorporação dos percentuais dá-se até a publicação da lei... 17. com novos reflexos sobre a matéria. 94 -. à remuneração... A Consultoria Jurídica confirmou os pressupostos regimentais de admissibilidade...415/2007 O processo nº.

2006 e 15.2007. respectivamente. 39/2002 até a pro- mulgação da Lei Complementar nº. outra. conforme despacho de fl. mas não po- dem agora ser ignorados. até a data da publicação desta Lei.02. 23 e 41 dos respectivos autos. ou a ele concedida como ajuda.415/2007 servidores e militares estaduais que. A gratificação é uma vantagem pecuniária que o Poder Público concede em caráter precário ao servidor que está prestando serviços comuns da função em condições anormais de segurança.12. É o Relatório. cargo em comissão ou função gratificada e que vierem a exercer referidos cargos ou funções a partir dessa data. ressalvado o direito de opção”. uma.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. V O T O: A superveniente alteração legislativa sobre a matéria objeto das consultas. 44/2003. desde que reúna condições pessoais que a lei especifica. de salubridade ou onerosi- dade. eram insuscetíveis sequer de cogitações. 17. § 3º Aos servidores e militares que. impõe-me tratá-las sob duas óticas que se completam. anali- sando os reflexos produzidos pela Lei Complementar nº. é vedada a percepção simultânea da vantagem incorpo- rada com a representação devida em razão do exercício de tais cargos ou funções. voltada para os reflexos produzidos por esta nova Lei Complementar. e foram a mim redistribuí- dos em 05. sob risco de respostas inadequadas à realidade de cada momento. 2002/52831-6) e Fernan- do Coutinho Jorge (Processo nº. Regimentalmente não há manifestação do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas em processos de consulta. completaram o perío- do mínimo exigido em lei para a aquisição da vantagem. possuírem direito adqui- rido à incorporação do adicional por exercício de representação. Originariamente os processos tiveram como Relatores os Conse- lheiros Elias Naif Daibes Hamouche (Processo nº. 2003/50202-3). 51 . na data da publicação desta Lei. à época das consultas. cujos conseqüentes efeitos.

que não se incorporam automaticamente ao vencimento. . 1996. Cessado o trabalho que lhes dá causa ou desaparecidos os motivos excepcionais e transitórios que as justificam. de 24. 17. É pacífico na jurisprudência pátria o reconhecimento de que a concessão da gratificação deriva de condições excepcionais em que o servi- dor está prestando um serviço comum (propter laborem ) ou de situações individuais do servidor (propter personam). p. Ficam revogadas quaisquer disposições que impliquem incorporação aos proventos de apo- sentadoria de verbas de caráter temporário. No caso das consultas. Malheiros. que não é vantagem inerente ao cargo ou à função.01. conseqüente à condição excepcional em que o serviço é prestado.2002. e os artigos 94 e 95 da Lei Complementar estadual nº.de serviço ou pessoais – não são liberalidades puras da Administração. extingue-se a razão de seu pagamento. de 09.1994 que a permitiam. tempo em que o citado art. trata-se de gratificação propter laborem.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.01. pois. 39.810. 52 . As consultas dizem respeito a um regime legal que expressa- mente permitia a incorporação da gratificação por exercício de cargo em comissão ou função gratificada tanto no subsídio quanto nos proventos de aposentadoria do servidor. Daí por que não se incorporam automaticamente ao venci- mento. 21ª ed. (grifei). salvo quando a lei expressamente o determina. expõem aparente conflito entre disposições espe- cíficas da Lei n. Deduz-se. 94 tinha a seguinte redação. inclu- indo gratificações por desempenho de função ou 1 In “Direito Administrativo Brasileiro. 94. nem geram direito subjetivo à continuidade de sua percepção” 1 . mas sempre vantagens transitórias.o pagamento destas gratificações temporárias ocorre enquanto no exercício -. mas concedida em face das condições excepcionais do serviço ou do servidor. por liberalidade do legisla- dor”. in verbis: Art. 416 e s. 5.415/2007 Hely Lopes Meirelles ensina que “as gratificações . nem são auferidas na disponibilidade e na aposentadoria. ou seja. que a regra geral é a da não incorporação. são vantagens pecuniárias concedidas por recíproco interesse do serviço e do servidor. o ensinamento de Hely Lopes Meirelles: “essas grati- ficações só devem ser percebidas enquanto o servidor está prestando o ser- viço que as enseja porque são retribuições pecuniárias pro labore faciendo e propter laborem. Veja-se mais uma vez. antes de ser modifica- da pela Lei Complementar n° 44/2003.

a antinomia deve ser apreciada. a partir da exoneração do cargo comissionado ou da dis- pensa da função gratificada. e porque à época das consultas. Parágrafo 1º.810/1994 e a Lei Complementar estadual nº. o direito à incorporação quanto ao tempo de exercício posterior à publicação da presente lei. 39/2002 foram produzidos efeitos jurídicos que devem ser identificados e compreendidos. e alega conflito entre lei especial e lei geral.. 114. o transcrevo. (grifei) Os consulentes alegam uma antinomia entre a Lei n° 5. O adicional será automático.Não fará jus ao adicional o servi- dor enquanto no exercício de cargo em comissão ou função gratificada. sendo inacumulável com a vantagem prevista no art. Parágrafo 2º.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17. o adicional pelo exercício de cargo em comissão ou função gratificada era regulado pelo art. sem necessidade de exoneração. por influxo da Lei Complementar nº. 53 . até o limite de 100% (cem por cento).810/1994. no entanto. 130. in verbis: Art.130 – Ao servidor será devido o adicional pelo exercício do cargo em comissão ou função gratifi- cada. da Lei 5. o primeiro expressa o entendimento de que lei específica de previdência não revogaria disposi- ção do regime jurídico único. 44/2003. pois anteriormente. Por isto. “Parágrafo 4° .O adicional corresponderá a 10% (dez por cento) da gratificação pelo exercício do cargo ou função.Vetado. cessando. Parágrafo 3° . em cada ano de efetivo exercício. Apesar da incorporação da gratificação na atividade ter sido ex- tinta pela Lei Complementar estadual nº. 39/2002.415/2007 cargo comissionado. para cuja solução invoca o objetivo da boa aplicação da lei. salvo direito de opção. preservados os direitos daque- les que se acharem investidos em tais cargos ou fun- ções até a data da publicação desta Lei Complemen- tar.

ao mes- mo sistema jurídico. . Brasília. A análise não se limita à visão da antinomia como conflito de regras. como ele sustenta. e de especialidade (lex specialis derogat legi generali). o cri- tério hierárquico prevalece sobre o cronológico. 1987.415/2007 Maria Helena Diniz define a antinomia como “a presença de du- as normas conflitantes. não há resposta segura. hierár- quico (lex superior derogat legi inferior). majoritariamente. todavia. valores ou princípios jurídicos.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. em período imediatamente anterior à Lei Com- 2 In “Conflito de Normas”. Norberto Bobbio. sem que se possa saber qual delas deverá ser aplica- da ao caso singular” 2 . Universidade de Brasília. Saraiva. Malheiros Editores. conflito entre o da especialidade com o cronológico. 10ª ed. se inexistir regras. com o mesmo âmbito de validade”. Mas nem sempre será possível uma solução satisfa- tória dada à possibilidade de conflito entre estes critérios. pp 88 e seg. sobressai o da especia- lidade. 23. 3 In “Teoria do Ordenamento Jurídico. 3 Existindo no próprio sistema jurídico regras para solucionar as antinomias. 70 e 77. como “a incompatibilidade entre duas normas pertencentes ao mesmo ordenamento. pp. Para a doutrina clássica elas são solucionadas através de três métodos ou critérios: cronológico (lex posterior derogat legi priori). São Paulo. pois norma geral não revoga a especial.a norma como gênero do que regras e princípios são espécies. p. estas são chamadas de antinomias impróprias ou solúveis ou aparentes. as antinomias são “incompatibilidades possíveis ou instauradas. 2ª ed. se o conflito é entre o crité- rio hierárquico e o da especialidade. pois. validamente. 1988. apropriadamente Juarez Freitas refere que. Ed. Argumentando com a hipótese de conflito que não possa ser so- lucionado por estes critérios clássicos. também chamadas de antinomias insolúveis ou reais. neste caso. para a doutrina. 17. entre normas. o que coincide com o que reiteradas vezes tenho afirmado neste Plenário. Os consulentes alegam uma antinomia entre norma geral e nor- ma específica ou especial. deve prevalecer o hierárquico. São Paulo. “todas as antinomias são de natureza axiológica”. 54 . elas serão próprias ou verdadeiras. 4 In “Interpretação Sistemática do Direito”. tendo de ser vencidas para a preservação da unidade interna e coerência do sistema e para que se alcance a efetividade de sua teleologia constitucional” 4 . pertencentes. para Bobbio.

Pois. imune a reflexos da Lei Complementar nº. Ademais.01. Mas não é assim. . pois nenhum pre- juízo resulta à ordem jurídica.415/2007 plementar n°. 130 da lei 5. Rechaço o argumento dos consulentes de que a lei especial não revoga dispositivo acaso contido na lei geral.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. o que ocorreria em caso contrário. como caminho para uma clara compreensão da matéria sob consulta. de 24. e por isto. e. a princípio se deduza que as duas leis em tela não tratam da mesma matéria e. 5. Ao contrário. 39/2002. para o primeiro. frente à antinomia não estaríamos. há de prevalecer o critério da especialida- de. O princípio de especialidade tem como pressuposto a existência de diferenças entre as situações reguladas. não ensejaria. a doutrina e a jurisprudên- cia consagraram a parêmia de que lei geral não revoga a especial. pois a im- possibilidade de tratar em Lei Complementar de matéria suscetível de regu- lação por lei ordinária teria de ser rechaçada no curso do processo legislati- vo.810. ao atentar para o art. julguei necessária tratar teoricamente da antinomia. preservaria intocável o art. não teria ocorrido afetação na situação sob consulta. e cuja solução. O legislador ordinário não pode utilizar Lei Complementar por livre arbítrio. e por via de con- seqüência. que é o da isonomia. e decorre de um princípio maior.1994. pois “lex generalis non derogat lex speciali”. o intérprete. promulgada a lei. mas que a lei especial revoga a geral. .regime jurídico único dos servidores estaduais -. Isto faz com que. possi- velmente. da mesma forma. 2° da LICC. em caso de antinomia entre elas. pois sendo o conflito entre uma lei que entendem ser específica . se o não foi. 44/2003.810/1994. não prevaleceria. em princípio. nada há a questionar. 17. a lei geral poderia perfeitamente revogar ou derrogar lei geral. E porque eles argumentaram sobre possível desobediência à melhor técnica legislativa.penso que- rerem dizer especial – e lei geral. e não haveria controvérsia sobre o direito do servidor ativo incor- porar em sua remuneração o percentual da gratificação do cargo em comis- são ou função gratificada. não pode tratar por lei ordinária matéria para a qual a Constituição exija Lei Complementar. Criam-se leis especiais. pensar-se em reflexos sobre direitos assegurados pela Lei nº. matérias e 55 . como esta Lei Complementar institui e regu- la o regime previdenciário dos servidores públicos do Estado do Pará. O que no caso presente. constatará que a regra geral é de que há revogação quando houver incompatibilidade entre a lei anterior e a lei mais moderna. retiram-se blocos.e não seria a primeira vez que isto ocorre inclu- sive no ordenamento legal federal -.

e pelo critério cronológico revogar os citados dispositivos da Lei n° 5.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 5. 130. da Lei n° 5. regular também direitos daqueles que estivessem ainda em ativida- de. concreta. 39/2002. como consignado no art. até então. de um lado. 5.810/1994 revogado pela Lei Complementar nº. que per- mite identificar o alcance do poder revogatório da lei mais nova. motivando as consultas. Concordo com a alegação de que a Lei Complementar n° 39/2002. 39/2002.810/1994. como a conseqüência natural do caráter antinômico das regras é a natureza excludente da relação entre elas. não refletiu. constata-se que nem sempre tais princípios e téc- nica são respeitados. sobre o direito de incorporação nos subsídios ou soldos dos servidores e militares estaduais na atividade. mereçam regulação especial. 17. repercutindo apenas nos proventos da inatividade daquele servidor que. quer na produção legislativa federal. em sua relação antinômica com a Lei nº. no caso presente. e que a jurisprudência não tem repelido esta situação. a Lei Complementar nº. A restrição quanto ao direito de incorporação. E afirmo isto porque tais reflexos foram limitados.810/1994. e cuja solução há de ser buscada pelos princípios que viabilizem de modo mais efetivo o alcance do fim social da lei. objetivamente voltada para regular os direitos dos servidores inativos. quando em razão de peculiaridades e circunstâncias objetivas e subjetivas. mas este conflito é suscetível de solução normal.810/1994. quando a norma geral não presta para disciplinar situações específicas. vivia a expectativa do direito de. Ora. 114 da Lei n°. Situação que requer cuidadosa apreciação sobre a colisão entre as duas leis. ensejando o surgimen- to de situações como a que é objeto desta consulta. poder usufruir das vantagens pelo e- xercício de cargo em comissão ou função gratificada. Em outros termos. por ocasião de sua aposentadoria. quer na estadual. 39/2002. porque este direito não era regulado pelo art. o qual tratava especificamente da incorporação da gratificação 56 . in fine. e vice-versa. poder-se-ia. ensejou a visão de possível colisão com o disposto no art. assistir. porém. 94.415/2007 situações do direito comum para entregá-las a disciplina específica. da Lei Complementar nº. Inobstante os princípios doutrinários para solução de antinomias e a técnica legislativa de não permitir lei especial tratar de matéria regulada por lei geral. como uma antinomia aparente. cuja solução conduzirá cada qual ao seu campo próprio de regulação. produziu reais reflexos sobre direitos dos servidores na sua relação jurídica com o Estado. 114 e o disposto no art.

415/2007 pelo exercício da função gratificada ou cargo em comissão nos proventos da aposentadoria do servidor ou do militar do Estado. nas palavras de seu maior expoente no Brasil. e como tal expresso em sua plenitude na lei. os valores que fundamentaram esta mudança. ”fato. O direito não pode ser concebido como um amontoado de regras avulsas. e os princípios. dou ênfase à visão mais ampla do direito. e para que sejam bem compreendidas as circunstâncias que levaram à mudança. como tenho repetido neste Plenário. 198 6 In “Teoria Tridimensional do Direito. não apenas positivista literalista. o que tem sua razão de ser na mudança que se implantou no ordenamento constitucio- nal e infraconstitucional brasileiro. Ele está edificado sobre três colunas básicas. meditando sobre os reflexos produzi- dos pelas Leis complementares 39/2002 e 44/2003 nas relações jurídicas entre servidores e a Administração Pública do Estado. e o objetivo visado pelo legislador. o tempo no qual o Direito era apenas “norma”. em que. como a ele se refere Jorge Miranda 5 . O “valor” como fundamento do Direito não é mais objeto de dú- vida ou rejeição. conferiu preponderância à ne- cessidade de se evitar que liberalidades legislativas prosseguissem. É com esta visão que analiso cada uma das Consultas. 57 . mercê de valores que sopesados e har- monizados com outros valores conflitantes. produto da vontade política do Estado simplesmente. de meras pautas dog- máticas ou científicas. 17. O Direito deixaria de ser a mera norma legis- lativa decretada pelo Estado. o qual. Busco nesta referência o instrumento que nos leva a reconhecer a impossibilidade de afastar as regras de direito dos valores que são consa- grados em cada estrutura jurídica dos países em geral.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. e pudes- 5 In “Manual de Direito Constitucional”. ele é ordenamento. 54. p. verifica-se a existência de uma relação “fático-axiológica-normativa de qualquer porção ou momento da experiência jurídica oferecido à compreensão espiritual” 6 . é coerência. Antecedendo à reposta. p. superou-se o tempo de sua não aceitação. com o pres- suposto de que o valor é indissociável da regra é que respondo às questões inseridas em cada qual das consultas. com plena eficácia normativa. ou seja. “valor incorporado em regra”. Miguel Reale. ou mais rigorosamente. foram com o tempo convertidos em direito positivo. olhado sob uma visão mais ampla. para ser imbuído de valores. valor e nor- ma”na conhecida tríade estrutural do Direito. Por isto. não se esgota na me- ra norma legislativa decretada pelo Estado. Tomo 2.

10. 12 até a edição de nova lei que viesse a dispor sobre as contribuições para os regimes previdenciários. desta forma.415/2007 se vir a comprometer os recursos públicos necessários para a manutenção do regime previdenciário do servidor público em condições de responder às expectativas de que seus proventos na aposentadoria estejam efetivamente garantidos.. somente teria plena eficácia nos Estados a partir do momento em que estes promulgassem suas respectivas leis de previdência.1988. A matéria exigiu-me uma delimitação das circunstâncias que envolvem a Emenda Constitucional nº.01. é que passo a respondê-las. teve sua eficácia diferida nos termos de seu art. a Emenda Constitucional n° 20/1998. atentei para o período decorrido desde então até a publicação da Lei Complementar n° 44/2003. resulta claro que ela extinguiu todos os acrés- cimos que por ocasião da aposentadoria eram concedidos ao servidor. e. conforme termos do artigo 94 da Lei Complementar nº. de 16. há explícita vedação de os proventos de aposentadoria exceder o valor da remuneração percebida pelos servidores na atividade. E esta reforma prosse- guiria com as emendas constitucionais de nº. 41/2003 e 47/2005. e voltado para a regularidade de um sistema que lhe permita usufruir das vantagens para cuja fruição contribuiu enquanto servidor ativo.2002”. desta forma.12. e o fez mediante a extinção de gratificações. dou ênfase ao fato de que esta emenda. não poderão exce- der a remuneração do servidor no cargo efetivo em que se dará a aposen- tadoria”.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. e também para o período que a esta se se- guiu. O que no Pará ocorreu com a Lei Comple- 58 . 20. 1) Consulta do Senhor Procurador Geral de Justiça sobre “incorporação de gratificação de função ou cargo comissionado aos venci- mentos do servidor na atividade. analisei as consultas em conjugação com a superveniente alteração legislativa. Além de sujeitar-se às limitações materiais impostas pela Cons- tituição. etc. ao dispor que “os pro- ventos de aposentadoria. por ocasião de sua concessão. preservando. ou seja. por ocasião das respectivas dispensas da função gratificada ou exoneração do cargo comissionado. e com os que surgirão adiante. assim como do objetivo colimado por tal emenda. visou a dar um fim a diversas e variadas situações teratológicas acusadas de causarem desequilíbrio financeiro e atuarial ao regime previ- denciário no serviço público. 039. adicionais de inatividade. Com os fundamentos até agora expostos.1998 à Constituição federal de 05. o princípio da isonomia. a partir dela. de 09. Desta forma. 17. pois.

originariamente.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 5. pelo art.415/2007 mentar n° 39/2002 que revogou as disposições atinentes à aposentadoria naquilo que expressamente refere.aplicação do critério cronológico. o foram. cuja simples leitura revela que o legislador estadual. por maior liberalidade. 17.130 e 114. 114.. o art. o artigo 130 sobreviveu com plena eficácia até o advento da Lei Complementar nº. de Município para Município. com prevalên- cia da lei nova. instituiu no art. no art. e naquilo que de modo diferente.810/1994. não afetou. a Lei Complementar n° 39/2002. em artigos distintos. salvo se por expressa e específica manifestação do legislador. usando da liberalidade a que se referia Hely Lopes Meirelles. extinguiu todos os acréscimos que o servidor percebia ao aposentar-se. 130 o direito à incorporação da gratificação de função gratificada ou cargo comissionado na remuneração do servidor em atividade. a qual. ao usar de liberalidade e instituir o direito de incorporar. . 5.. e.810/1994. .”(grifei). era re- gulado pela Lei nº. não fez qualquer referência à incorporação destas nos proventos de aposentadoria. em regra. e solucionada a antinomia pelo critério cronológico. Verifica-se que. gratificações temporárias à remuneração do ser- vidor em atividade. variava de Estado para Estado. respectiva- mente -. 5. Assim. sob certas condições e pressupostos.. No Estado do Pará. que destaco: “Ficam revogadas quaisquer disposições que impliquem incorporação aos proventos de aposentadoria de verbas de caráter temporário. neles. porém. 114 daquela lei. e cuja força revoga- tória tem seu alcance explicitado na primeira parte do art. a forma pela qual a lei tratava estes dois direitos de incorporação das gratificações na atividade e na aposentadoria. a revogação do dispositivo que os contemplava conjunta- mente implicou na extinção do direito de incorporação tanto na atividade quanto na aposentadoria dada à impossibilidade de separar um direito do outro. em sua re- dação originária. o direito de incorporação de tais gratificações nos proventos da aposentadoria do servidor público. incluindo gratificação por desempenho de função ou cargo comissionado. Atente-se para o fato de que o legislador estadual. não ocorreu. 59 . este artigo não tratou da incor- poração na remuneração do servidor na atividade. editada a lei da previdência res- pectiva. o que se diferenciava de alguns outros Estados que deles trataram em um só e mesmo dispositivo legal. ressalvados os casos de direito adquirido. ele o fez no art. Logo.810/1994. 130 da Lei nº. apesar de tratados pela mesma lei. Embora presentes em todas as entidades federadas. portanto. ao promulgar a Lei nº. 94. 94. em dispositivo distinto.

completaram o perío- do mínimo exigido em lei para a aquisição da vantagem.01. ou foi preservado. da LC nº. em razão do acréscimo dos Parágrafos 1º. 94. um ano. O legislador estadual preservou o direito adquirido daquele ser- vidor ou militar do Estado que em 23. 95 da Lei Complementar nº.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.810/1994. portanto. ou seja. de 23 de janeiro de 2003. ao extinguir o direito de o servidor ou militar do Estado incorporar a gratificação de cargo comissionado ou função gratifica- da no respectivo subsídio ou soldo. Esta situação modificou-se com a Lei Complementar n° 44. na atividade. 39/2002. in verbis: § 2º Fica assegurado o direito adquirido à in- corporação pelo exercício de representação. data de publicação da Lei Complementar n° 44/2003. completado pelo menos um período aquisitivo exigido por lei para percepção da vantagem. 39/2002. restou ainda aos titula- res de direito adquirido da incorporação da gratificação na atividade. e foi justamente este Parágrafo 1º que revogou o art. cargo em comissão ou função gratificada aos servidores e militares estaduais que. E porque até aquele momento o legislador objetivara somente pre- servar o tesouro estadual de incorporação de verbas temporárias nos proven- tos de aposentadorias. pois sua situação era de mera expectativa de direito e não de direito adquirido. 130 da Lei n. explicitamente regulado no Parágrafo 3º. 94 da Lei Complementar n° 39/2002 e o art. originaria- 60 . 17. se sob a égide da Lei Complementar n° 039/2002. (grifei).2003. havia alguma dúvida sobre se o direito de in- corporação da gratificação na atividade sobrevivera e beneficiaria o servidor até a data da dispensa ou exoneração da função ou cargo.01. que não existiu antinomia entre o art. Por outro lado. 2º e 3º ao art. esta não mais se justifica ante a determinação explícita do Parágrafo 2° de seu art. se encontrava no exercício de cargo em comis- são ou função gratificada.2003. se 23. até a data da publicação desta Lei. que transcrevo. 94 (NR). o art. nada lhe restou. manteve expressamente em vigor as disposições legais naquilo que não fossem com ela incompatíveis. e neste cargo ou função houvesse naquela mesma data.810/1994. E. Ao contrário. do mesmo artigo 94. 5. o servidor estivesse há menos de um ano no exercício do cargo ou da função.415/2007 44/2003. 130 da Lei 5. o di- reito de opção. Fica claro.

completaram o período mínimo exigido em lei para a aquisição da vantagem”. ela considera a consulta cumulada com a alteração superveniente produzida pela Lei Complementar nº. com plena eficácia visto que a vedação introduzida por esta nova lei limitou-se à incorporação da gratificação nos proventos de aposentadoria. E digo isto porque a nova Lei Complementar foi explícita em as- segurar como direito adquirido. 44/2003. dentre as hipóteses argüidas pelo Senhor Procurador Geral de Justiça. 39/2002. se não tivesse sobrevindo a Lei Com- plementar nº. se incorpora somente os percen- tuais adquiridos até a data da publicação da Lei”. recebidos até a data da dispensa ou exoneração da função ou cargo comissionado.810 de 24.810. o direito de incorporação conquistado por aqueles que “até a data da publicação desta Lei. “a incorporação dos percentuais referidos no Parágrafo 1º do art. 44/2003. ocorre na atividade. seria aplicável a primeira. e na aposentadoria. recebidos até a data da dispensa ou exoneração da função ou cargo comissionado. ou seja. Não há mais. 130. e na aposentadoria. 2002/52831-6. Esta é minha resposta. à época. os três parágrafos já referidos. um efeito.415/2007 mente. ao responder à Consulta contida no Processo nº. relativamente ao direito adquirido à incorporação nos proventos da gratifi- cação de cargo em comissão ou função gratificada que. ter produzido pela dicção do Parágrafo 2º do art. Por isto.94. embora se imponha reconhecer a preservação e res- peito ao direito adquirido do servidor ou militar do Estado que na data da publicação da citada Lei Complementar se encontrava no exercício de cargo em comissão ou função gratificada e nele haja cumprido pelo menos um 61 . da Lei 5. que se falar em incorporação da gratificação pelo exercício de cargo ou função comissionados no subsídio ou soldo do servidor ou militar do Estado na atividade.94. somente ocorreria até a data da publicação da Lei Complementar nº. Em assim sendo. 17. 94. ou seja. à época das consul- tas.01.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.01. 44. 130. 44/2003. de 24. 94 da LC 39/2002 (NR) já transcrito. da Lei 5. pois. afirmo que a incorporação dos percentuais referidos no Parágrafo 1º do art.2003. ocorre na ativi- dade. Explico porque utilizei a expressão “seria aplicável a primei- ra”.01. até 23. ele permaneceu. se incorpora somente os percentuais adquiridos até a data da publicação da Lei Complementar estadual nº. e com ela sido acrescido ao art. de 23 de ja- neiro de 2003. que ousaria aqui tipificar como repristinatório efêmero e temporário. utilizei-a em virtude de a Lei Complementar nº.

5° da Constituição Federal. o que for por ele conquistado após janeiro de 2003.no Parágrafo 2º do art.810/1994. Nes- te caso. Todavia.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17. De sua leitura resulta. que os casos de direito adquirido preservado são os seguintes: 1. 2. revogado pela dita Lei Complementar. expli- citada. garantia esta que resulta da dicção da própria lei. que estivesse pelo menos um ano nes- te cargo ou função. completara até aquela data. 94 (NR). tempo este que é o período aquisitivo mínimo exigido por lei para percepção do adicional respectivo. O servidor ou militar do Estado que já exercera cargo em comissão ou função gratificada anteriormente à Lei Complementar nº. ter cumprido o período aquisitivo do direito ao adicio- nal estabelecido pelo § 1° do art. Explicitando esta resposta.2003. pois. 44/2003. 130 da Lei n° 5. desde que não haja ocorrido interrupção do exer- cício de cargo em comissão ou função gratificada. ou seja. pelo menos um ano de e- xercício. para fins de incorporação do adicional em sua remuneração na atividade será computado o tempo de exercício até a sua dispensa ou exoneração do cargo em comissão ou função gratificada. fica certo que o fato idôneo que inte- grou no patrimônio jurídico do servidor e militar o direito à incorporação da gratificação em tela na atividade até vir a ser dispensado ou exonerado do cargo ou função.01. 44. ou seja. observado o limite le- gal máximo de 100% (cem por cento). mas que na data da publicação desta lei não se encontrava no exercício de cargo em comissão ou função gratificada. repito . manteve como direito adquirido somente o adicional que já incorporara em seu subsídio ou soldo. O servidor que estava no exercício de cargo em comis- são ou função gratificada na data da publicação da Lei Complementar n°. ser-lhe-á 62 . haja completado pelo menos um pe- ríodo aquisitivo no cargo ou função imediatamente an- terior. é ter cumprido pelo menos um ano de exercício no cargo ou função comissionados em cujo exercício se encontrava no dia 23. assim como ao servidor ou militar do Estado que tendo mudado de cargo. e neste cargo ou função. em respeito à garantia maior assegurada pelo inciso XXXVI do art.415/2007 período aquisitivo do direito.

O adicional corresponderá a dez por cento (10%) da gratificação pelo exercício do cargo ou função.. como já demonstrei. 130 da Lei nº. 44/2003 que extinguiu este direi- to. cumprido em cada cargo em comissão ou função gratificada em cujo exercício o ser- vidor ou militar do Estado seja investido. Porém. Sua interpretação é literal. Di- retor de Recursos Humanos deste Tribunal de Contas: 1) Qual o significado da expressão “efetivo exercício” contida no Parágrafo 1º do art. 5. . (Grifei). tantos serão os períodos aquisitivos que o mesmo terá de com- pletar em cada qual. fazendo uso da expressão.. para a desejá- vel clareza. Este parágrafo define o período aquisitivo do adicional e o seu teto máximo.. “período aquisitivo”... ressalvados os caso de mera interrupção legal.... em cada ano de efetivo exercício. Passo a responder às questões constantes da consulta do Sr.. a expressão “cada ano de efetivo exercício” traduz in casu. considero pertinente esta questão porque o direito de incorpora- ção na atividade sobreviveu à Lei Complementar nº. afastamento eventual para missões fora do local de trabalho. 130.......810/1194.. Passo a respondê-la... transcrevo o Parágrafo 1º do art.. portanto.415/2007 expurgado do cálculo dos proventos por ocasião da a- posentadoria... caso em 63 . taxativo na matéria. valendo-se para tanto da contração da pre- posição “de” com o artigo definido “o”. e porque a consulta é anterior à Lei Complementar nº..810/94? Este parágrafo definia o período aquisitivo do adicional de in- corporação de gratificação pelo exercício do cargo em comissão ou função gratificada. ao contrário.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. com preservação do direito adquirido de quem o possuía na data de sua publicação.. revela que o legislador não atuou ambiguamente. e tantos quantos forem os cargos ou funções. 39/2002. foi preciso. e cor- responde a doze meses de exercício contínuo no mesmo cargo em comissão ou função gratificada. O período aquisitivo do adicional há de ser. “§1º. 130. in verbis: Art. pelo método gramatical. como férias.... sendo irrelevante ter exercido anteriormente outro (s) cargo (s) ou função (s) e nele (s) ter conquistado adicional.. 17.. até o limite de 100%.. da Lei 5. “do car- go ou função”.

Logo. e aí o direito se completava. o que não se deve confundir com o cômputo do tempo de exercício em cargos ou funções gratificados diversificados. assim prosseguiria a cada novo ano. gozava apenas de uma expectativa de direito que se trans- formaria em direito adquirido ao completar um ano de exercício no cargo ou função. salvo o caso do servidor ou militar do Estado que tendo mudado de cargo. Logo. e. e enquanto não cumprisse os doze meses de exercício nesta nova investidura. o servidor terá a cada investidura que cumprir o período ou períodos aquisitivos para con- quistar o adicional. como duas realidades e dois momen- tos distintos. Portanto. 130 da Lei nº. o direito ao adicional teria de ser con- quistado a cada novo cargo ou função. período aquisitivo incom- pleto em outro cargo em comissão ou função gratificada anteriormente e- xercido não pode ser computado para completar período aquisitivo em outro cargo ou função em que o servidor ou militar do Estado venha a ser investi- do. para o fim específico de aquisição. até o limite de 100%.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. o servidor incorporava o adicional correspondente. é um direito que se completa e renova a cada ano e em cada cargo em comissão ou função gratificada.415/2007 que alguém passa a responder por ele. Por ser fruto da liberalidade do legislador. nos termos do art. este direito não deve ser interpretado extensiva e amplamente. 94 (NR) são aqueles que no dia 23 de janeiro de 2003 contavam no cargo em comissão ou função gratifica- 64 . para fins de contagem de tempo de contribuição do servidor. haja completado pelo menos um período aquisitivo no cargo ou função imediatamente anterior. 17. etc. como já consignado neste voto. no qual cum- prira um ou mais períodos aquisitivos. 5. Passado seja qual fosse o tempo. assim como período aquisitivo completado em outro cargo.810/94. O fato é que o exercício em cada cargo ou função tipificaria uma nova relação jurí- dica para fins de direito adquirido. ao ser exonerado do cargo em comissão ou da função gratificada. se o servidor voltasse a exer- cer cargo em comissão ou função gratificada. ressalvada a situação do servidor ou militar em caso de mudança de cargo ou função sem interrupção de exercício. desde que não haja ocorrido interrupção do exercício de cargo em comissão ou função gratificada. o período incompleto de um cargo não se soma ao de outro cargo ou função. não elimina a exigência de cumpri-lo em nova investidura. Assim. ele teria de cumprir novo pe- ríodo aquisitivo. os servidores ou militares do Estado que tiveram o di- reito adquirido resguardado pelo § 2º do art. sendo vedado ao intérprete aumen- tar-lhe as hipóteses de sua obtenção.

39/2002 e que o período exercido posteriormente ao advento da lei poderá ser incorporado na atividade.810/1994 até a publi- cação da Lei Complementar nº. 39/2002 sobre uma ordem jurídica anterior à Lei Complementar nº. mostrei que a Lei Complementar nº.810/1994.eles viveram até então. seus fundamentos estão contidos na resposta dada à consulta do Senhor Procurador Geral de Justiça. não há que falar-se em direito adquirido relativamente àqueles que no dia 23 de janeiro de 2003 ainda não haviam completado pelo menos um ano de efetivo exercício no cargo ou função em que se encontravam naquela data. até o advento da Lei Complementar nº. neste caso. . 5. deve ser contextualizada sob duas fases distintas. ao modificar aquela ordem jurídica. 39/2002 não revogou o art. 5. 2) Poder-se-ia deduzir que o art. para o período antecedente a esta nova lei.415/2007 da em que se encontravam. 65 . pelo menos um ano de efetivo exercício. 44/2003.810/1994. já tinham incorporado à sua remuneração a gratificação pelo exercício de cargo em comissão ou função gratificada. pois com eles. a minha resposta é afirmativa. Devo. na data da publicação da Lei Complementar nº. somente uma mera expectativa de direito -. ao con- trário. como segue: Primeiro Fase: Da publicação da lei n° 5. que. da Lei 5. 39/2002. 44/2003. com a vedação expressa da incorporação da gratificação de cargo em comissão ou função gratificada na remuneração do servidor ou militar em atividade. 17. em acréscimo.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.810/94 não foi revogado no que concerne à incorporação de adicional pelo exercício de cargo em comissão ou função gratificada na atividade? Esta pergunta está voltada para os possíveis reflexos produzidos pela Lei Complementar nº. re- vogou o art. 2. 130. 130 da Lei Estadual nº.2) Pode-se assim entender que no momento da aposentadoria será incorporado apenas o período exercido até a instituição da Lei Com- plementar nº. tendo o direito de incorporação da gratificação pelo exercício de cargo em comissão ou função comissionada haver permanecido existente e válido para os servidores na atividade. 44/2003. O servidor e o militar do Estado que. 130 da Lei nº. e que ainda não sofrera os efeitos modificativos por esta introduzidos. reportar-me aos fundamentos que embasa- ram minha resposta à Consulta do Senhor Procurador Geral de Justiça. E. sendo expurgado a quando da aposentadoria do servidor? A resposta a esta pergunta é afirmativa. E da mesma forma.

Chamo a atenção. quer no seu caráter dependente da permanência do fato. mas ainda se mantinha no exercício da função ou cargo teve preservado o direito de. 5º.art. . 44/2003 até os dias atuais. extinguiu o direito de incorporação da gratificação pelo exercí- cio do cargo em comissão ou função gratificada na remuneração do servidor ou militar do Estado. Assim. pode extinguir direito de incorporação de vantagem precária. 39/2002. 44/2003.415/2007 tiveram este direito preservado. face à vedação nela contida. 44/2003 acrescentou três parágrafos ao art. e. temporário. igualmente. co- mo o fez aquilo que incorpora ou não aos proventos ou à remuneração. E neste caso. Esta situação é adequável à jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal de que verbas temporárias podem desaparecer se desapare- cida a causa que lhes deu existência. é possível ao legislador estabelecer um benefício precário. o direito de incorporar nos proventos da aposen- tadoria o adicional no quantum conquistado até a data da publicação da Lei Complementar n° 39/2002. 44/2003. e que foi justamente o § 1º do art. Segunda Fase : Da publicação da Lei Complementar nº. inciso XXXVI da Constituição Federal de 1988 -.reconhece- se o direito enquanto durar a causa -. Foi o que ocorreu com o artigo 94 da Lei Complementar nº. foi o que voltou a ocorrer com o mesmo dispositivo a partir dos três parágrafos que lhe foram acrescentados pela Lei Complementar nº. des- 66 . e regular. com obser- vância sempre dos casos em que se configura o direito adquirido. como será explicita- do a seguir. podem. digamos assim. quer na situação que lhe haja dado causa. ser retiradas tanto na atividade quanto dos proventos na inatividade. 17.01. 94 (NR) que. portanto. não ser mantido ou considerado na fixação dos proventos. mais uma vez. aquele servidor que já conquistara o direito de incorporar a gratificação na sua remuneração. incorporar a gratificação na sua remuneração e. para o fato de que a Lei Com- plementar nº.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. com a LC nº. em sentido especial.2003. igualmente. e que não seja considerado definitivamente integrante do subsídio. Condição esta que deve estar claramente explicitada por lei. e como tal. o adicional conquistado e incorpo- rado após esta Lei Complementar seria expurgado do cálculo dos proventos por ocasião da respectiva aposentadoria. na sua redação originária. Isto foi prorrogado. 94 da Lei Com- plementar n°. ao vir a ser dis- pensado da função ou exonerado do cargo. Da mesma forma. na atividade. em 23. que. 39/2002. .

art. 17. repito. 5º. XXXVI. 130... da Lei nº. incorporar a gratificação pelo exercício deste cargo ou função. como ficará o desconto da contribuição previdenciária.. preservou o direito de incorporar a respectiva gratificação na sua remuneração na atividade nos precisos termos do art.. 94 .... ante a supremacia desta no ordenamento do Estado. como já demonstrado na resposta antecedente. não terá direito de. cargo em comissão ou função gratificada aos servidores e militares estaduais que. 44/2003 se encontrava no exercício de cargo em comissão ou função gratifi- cada. e sem que o servidor haja completado o período aquisitivo mínimo (01 ano) vivera mera expectativa de direito.. 44/2003. 39/2002. até a data da publicação desta Lei... o ato jurídico perfeito e a coisa jul- gada”. e nesta já havia completado o período aquisitivo de um ano no exercí- cio deste cargo ou função. pois. (grifei). . como já consignado neste voto. aque- le direito. 2. quer na atividade.. quer na aposentadoria. 5. Por outro lado... completaram o perío- do mínimo exigido em lei para a aquisição da vantagem”. já que a aposentadoria é realizada sobre tempo de contribuição? Será sobre o total da remuneração ou excluindo-se a parce- la referente ao período incorporado após 11 de janeiro de 2002. o servidor que naquela data não havia completa- do o período de aquisição no cargo ou função que estava exercendo. enquanto existente..2) Caso a reposta seja afirmativa..2. 94 (NR) da Lei Complementar nº. nos termos da Constituição da República.810/1994 até então vigente. O servidor que na data da publicação da Lei Complementar n°.. este direito foi extinto pela Lei Complementar n°. data da promulgação da Lei Previdenciária? 67 .. ressalvada a situação do servidor ou militar em caso de mudança de cargo sem interrupção de exercício. que transcrevo uma vez mais: “Art. pois não con- cretizara o fato idôneo que lhe permitiria adquirir. Pois este direito a ele ficou assegurado até que venha a ser exonerado do cargo ou função como decor- rência do § 2º do art. 94 (NR) da Lei Complementar n° 39/2002.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.415/2007 de que respeitado o “direito adquirido. ao ser exonerado. acima transcrito. Daí a explícita dicção do § 2º do art. § 2º Fica assegurado o direito adquirido à in- corporação pelo exercício de representação.

devo adequá-la à nova ordem instituída pela Lei Complementar estadual nº. sim. § 3º.g. Julg. passando a aposentadoria a ser calcu- lada com base exclusivamente no cargo efetivo. os servidores optassem por receber. Também a Lei 9. e não mais a data de 11 de janeiro de 2002.01. como proventos. não incor- porável. da qual destaco. Pois.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. se o servidor não pode computar nos proventos determina- da valor a ele somente concedidos na atividade. E é neste sentido. a contribuição previdenci- ária a ser descontada do servidor incidirá somente sobre o valor da remune- ração com a incorporação do adicional adquirido até o dia 23 de janeiro de 2003. 23. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁ- RIA.2003 deve esta. como já demonstrei. A EC 20/98. NÃO INCIDÊNCIA. RECURSO ESPECIAL 2003/0183583-5. decisão do Superior Tribunal de Justiça. 44. 44/2003 que alterou a lei previdenciária estadual. LEI 9.783/99.2004 p. v.12. 17. vedou a incorporação de quintos além de não mais permitir que.527. Ora. a jurisprudência pátria. devo enfatizar a preservação do direito adquirido do servidor ou militar incorporar na atividade a gratificação pelo exercício do cargo em comissão ou função gratificada até a data de sua dis- pensa ou exoneração da função ou cargo. 94 da LC nº. Rel. não incidirá cobrança de contribuição para o sistema previdenciá- rio. Para a devida resposta. 39/2002. Assim. de 10. revogou o 193 da Lei 8. data da publicação da Lei Complementar nº. por ocasião da aposentadoria. 39/2002. ser considerada.06. consignada na questão. 20/05/2004. DJ 07. o direito à incorporação nos proventos. os valores 68 . dando nova redação ao art.97. FUNÇÃO COMISSIO- NADA NÃO INCORPORÁVEL. ou seja. proferida no julgamento do “respe 605546 / DF. esta questão é pertinente. 1.112/90. 170”: “Ementa TRIBUTÁRIO. Min. SERVIDOR PÚBLICO. foi prorrogado até a data da publicação da Lei Com- plementar nº. da Constituição federal. 44/2003.415/2007 Pelas razões consignadas nas respostas precedentes. T1 Primeira Turma. 40. Teori Albino Za- vascki. alterou a sistemática da previ- dência social. ante a nova redação dada por esta Lei Comple- mentar ao art. sobre este valor. Lei Complementar nº. não mais se incluindo cargo em comissão ou fun- ção comissionada.

Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. como já bem enfatizei. a revoga- 69 . portador de direito adquirido. Recurso especial provido”.415/2007 totais da remuneração da FC ou os da opção (parte da remuneração total da FC acompanhada da remu- neração do cargo efetivo). 3) O art. 3. o desconto da contribuição previdenciária incidirá so- mente sobre o valor a ser computado para cálculo dos proventos. porque este adicional será expurgado do cálculo dos pro- ventos por ocasião da aposentadoria do servidor. 39/2002 fará jus aos mesmos a quan- do de sua aposentadoria? A relação entre duas regras divergentes sobre a mesma matéria é antinômica. o que im- plica dizer que ela não incidirá sobre o valor do adicional incorporado após janeiro de 2003. de natureza excludente. As novas regras introduzidas pela EC n. 20/98 tive- ram sua eficácia diferida por seu art. ou seja. 5. o que o- correu com a entrada em vigor da Lei 7.01. visto que a contribuição não pode exceder ao valor necessário para o custeio do bene- fício previdenciário. resulta que o referido art. perante ela. será solucionada pelo critério cronológico. 39/2002 (redação original) e o art. quem adquiriu os benefícios do referido artigo até a data da promulgação da Lei Complementar nº. Mas. 12 até a edi- ção da nova lei que viesse a dispor sobre as contri- buições para os regimes previdenciários. A partir de então. 17. foi revogado pela citada Lei Complemen- tar. é indevido o descon- to previdenciário incidente sobre a gratificação pelo exercício de função comissionada. em 29. 114. Em assim sendo. 94 da Lei Complemen- tar nº. a lei nova não pode retroagir para causar dano a quem é.810/94 ainda está em vigor? Caso afirmativo. em virtude da supressão de sua incorporação aos proventos da aposentadoria.810/1994 que per- mitia a incorporação de gratificações temporárias sob diversas hipóteses. a antinomia entre o art. 114 da Lei Estadual nº. Portanto. não terá eficá- cia para regular a mesma matéria. 114 da Lei n° 5. pela prevalência da lei mais no- va. Precedentes. 2. somente uma regra será válida na relação jurídica a que ambas se dirigem.1999. a outra será nula.983/99.

a expressão “Será aposentado ”. Afirmo isto apoiado na própria dicção do art. ao aposentar-se. e para a lei. usando. caput e parágrafo 1º. in literis. no caput. Logo.“certus an incertus quando -. 17. exigir-se do servidor ou militar do Estado que tivesse. integraram em seus respectivos patrimônios jurídicos o direito às vantagens ali instituí- das. data da revogação do art.810/1994 foi revogado. . Assim. igualmente. portanto. no § 1º. tempo de contribuição para aposentar-se.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. a expressão “o servidor que o tenha exercido por 5 (cinco) anos consecuti- vos” e. visto que possuir condições para a aposentadoria não foi.01. haja completado cinco anos consecu- tivos no exercício do cargo em comissão ou função gratificada ou na mesma data tenha completado 10 anos consecutivos ou não de cargo ou função co- missionados. e no § 1º . pois no estado de direito sobre ela prepondera o princípio da segurança jurídica como direito fundamental do cidadão. fazê-lo com a percep- ção das vantagens estabelecidas no art. em que constato ter o legislador consignado no caput. ao dispor que as vanta- gens estabelecidas no caput “são extensivas” a outros servidores. da 70 . 114. ou seja. Fica claro que o atendimento a estas condições tem de haver sido alcança pelo servidor ou militar até o dia 09. até o dia da publicação da Lei Complementar nº. Em verdade. que lhe exige respeitar o direito adquirido. atenderam aos pressupos- tos e condições explicitados no art. É vedado. em cargos de comissão ou função gratificada”. independentemente de terem ou não completado tempo de contribuição para aposentarem-se. mas incerto quanto ao tempo. a expressão “contar ou perfizer 10 (dez) anos consecutivos ou não. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada.415/2007 ção de uma lei não elimina seus efeitos de modo absoluto. 114. 39/2002. 114. 114 . 114 da Lei n° 5. o fato idôneo gerador do direito adquirido às vanta- gens asseguradas pelo citado art. e seus parágrafos. usou da expressão “mesmo que. como fato idôneo exigido para transformar a expectativa em direito adquirido. para um futuro certo quanto ao fato. o direito adquirido de. 114. o legislador estadual projetou a fruição das vanta- gens ou direitos instituídos no art. 114. se ache fora do exercício do car- go ou da função gratificada”. mas ficou assegurado a todo o servidor ou militar do Estado que até a data da publica- ção da Lei Complementar n° 39/2002. como condição do direito às vantagens nele ins- tituídas.2002. na data da publicação da Lei Complementar n° 39/2002. ao aposentar-se. como destacado acima. todos os servidores ou militares do Estado que. in casu. o art.

44/2003. tam- bém. eu acrescentaria à fundamentação de direito adquirido. por tratar-se de situação anterior a esta resposta. para fins de orientação e adoção. todavia. hoje. embora eu entenda que os dois princípios são equivalentes. não ter sido feita incorporação automática de adicional a partir da Lei Complementar nº. segundo programação financeira de cada órgão. e que vindo posteriormente a serem exonerados ou dispensados não lhes haja sido computado o adicional relativo ao tempo de exercício posterior à referida Lei. Se tais condições vierem a ser alcançadas posteriormente. de nenhuma valia serão. tenha prestigiado muito mais o princípio da irredutibilidade de vencimentos –. e para esta Corte. apesar de ser o órgão máximo do Poder Judici- 71 . justificado. os débitos em favor dos servidores que na data da publicação da Lei Complementar nº. por equívoco de interpretação. e considerando a possibilidade de. se encontravam há mais de um ano no exercício do mesmo cargo em comissão ou função gratificada. que deverão ser pagos. Assim. procedimento equivocado. 17. Voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro Cipriano Sabino de Oliveira Júnior: De acordo. por outro lado. ou de outra ocorrência contrária ao direito adquirido do servidor ou militar. sobre o direito adquirido.810/1994 pela LC 39/2002. Voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro Antonio Erlindo Braga: Estou de pleno acordo e – embora o Supremo Tribunal Federal tenha desprestigi- ado bastante este instituto. VOTAÇÃO: Voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro Lauro de Belém Sabbá: De acordo com o relator.415/2007 Lei 5. 44/2003. porém. pela doutrina do Supremo Tribunal Federal. que.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. prevalece. para os diversos órgãos públicos. em caráter genérico para os consulentes. A Secretaria deverá dar ciência aos Consulentes. aos que têm o direito adquirido. a garantia constitucional da irredutibilidade de vencimentos. devo esclarecer. entendo que a mim impõe-se o dever de aler- tar os órgãos públicos para a necessária e devida reparação. O Supremo Tribunal Federal. do inteiro teor deste voto. para fazer valer o direito adquirido dos servidores e mili- tares do Estado. causadas por dúvidas sobre as mudanças ocorridas. Respondidas as consultas. Voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro Nelson Teixeira Chaves: A- companho o acordo.

transcrito na íntegra. Conselheiro Relator. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”.415/2007 ário e de que suas decisões não cabem recursos. tem o direito de errar por último. que determina que nenhuma emenda tendente a abolir os direitos adquiridos pode sequer ser objeto de deliberação. responder as presentes consultas nos termos do voto do Exmº. item IV. no seu artigo 60. de 09 de fevereiro de 1993. da Lei Complementar nº. 26.012 de 24 de setembro de 2007 retorna ao índice 72 . R E S O L V E M os Conselheiros do Tribunal de Contas do Es- tado do Pará. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 31. em 06 de setembro de 2007. 17.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. com fundamento no art. 12. E eu discordo dessa interpretação restritiva feita pela Suprema Cor- te dos direitos adquiridos. Sr. Voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro Fernando Coutinho Jorge (Pre- sidente): De acordo com o relator. parágrafo 4º. unanimemente. Inciso IX. os quais estão assegurados na Constituição Fe- deral.

10. Sr. esta belece que Concorrência. instituiu. 17. nos termos do art. EMENTA: É admissível a aplicação do sistema de credenciamento na Administração Públi- ca com observância dos princípios cons- titucionais da igualdade e competitivida- de de todos os interessados. de 17 de julho de 2002.407/2007 RESOLUÇÃO Nº.520. Chefe da Casa Civil do Governo do Estado do Pará. 37. Distrito Federal e Municípios. inciso XXI. Chefe da CASA CIVIL DO GOVERNO DO ESTADO sobre a aplicabilidade do sistema de credenciamento na Administração Pública. CHARLES JOHNSON DA SILVA ALCÂNTARA. ao considerar que a Lei Federal nº. Tomada de Preços. solicita a prestimosa colaboração de Vossa Excelência. Convite. 2 usque 7 dos autos e quanto ao mérito considera ser pacífica a possibilidade de contratação pelo sistema de cre- denciamento com observância de pressupostos pela administração pública. da Constituição Federal a modalidade denominada Pregão para aquisição de bens e serv iços comuns. no âmbito da União. 22 e respectivos incisos. no sentido de fornecer a esta Casa as informações concernentes à seguinte consulta: Qual a aplicabilidade do sistema de credenciamento na Administração Pública? A Consultoria Jurídica do T. 73 . Estados.C.E emite manifestação por sua admissibilidade consoante consta fls. Conselheiro ANTONIO ERLINDO BRAGA: Pro- cesso nº. de 21 de junho de 1993. bem como que a Lei Federal nº.666.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. em seu art.407 (Processo nº. Concurso e Leilão são modalidades de licitação. 8. 2007/52674-8 Trata-se de Consulta formulada por Charles Johnson da Silva Alcântara. 17. 2007/52674-8) Assunto: Consulta formulada pelo Sr. que se trans- creve: “O Chefe da Casa Civil da Governadoria do Estado. Relator: Conselheiro ANTÔNIO ERLINDO BRAGA. Relatório do Exmº. É o Relatório.

preenchidos os pressupostos de sua admissibilidade. dispondo-se a co ntratar todos os que tiverem inte- resse e que satisfaçam os requisitos. A Consulta está formulada em tese como prescreve o art. uma vez que a todos foi assegurada a contratação. 17.02. Administração pública para a contratação de obras. jurídicos e de treinamento. que o Tribunal de Contas da União vem recomendando para a contratação de serviços médicos. 1) A possibilidade de contratação de todos os que satisfaçam às condições exigidas. sustenta ser admissível a aplicação do sistema de credenciamento na Administração Pública com observância dos pressupostos constantes da manifestação da Consultoria. 220 do Regimento Interno do T. ainda. 2) Que a definição da demanda.E. os possíveis licitantes não competirão. jurídicos e de treinamento. ela própria fixando o valor que se dispõe a pagar. IX da Lei Comple- mentar Nº. suscitada por autoridade competente. em entender.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. estabelecidos. É a figura do “credenciamento”. no sentido da palavra. todavia o Tribunal de Contas da União tem recomen- dado em suas decisões a contratação de serviços médicos. na forma estabelecida art. 74 .407/2007 V O T O: Compete ao Tribunal de Contas decidir sobre Consulta que lhe seja formulada por autoridade competente. por contrata- do. destacando-se Jor- ge Ulysses Jacoby Fernandes que: “Se a Administração convoca todos os profissionais de determinado setor. serviços.1993. por- tanto. portanto. 12. A manifestação da doutrina.C. 26. A autoridade consulente indaga: Qual a aplicabilidade do sistema de credenciamento na Administração Pública? A matéria objeto da Consulta. de 09. compras e alienações deve observar os princípios constitucionais fundamen- tais da igualdade e compatividade de todos os interessados A doutrina não tem hesitado. a respeito de dúvida suscita- da na aplicação de dispositivos legais e regulamentares concernentes à ma- téria de sua competência. não seja feita pela Administração. inviabiliz ando a competição. não está disciplinada em norma regulamentar.

12. desde que executado na forma definida em edital. 17. e 4) Que o preço de mercado seja raz oavelmente uniforme. Inciso IX da Lei Complementar nº. unanimemente.407/2007 3) Que o objeto satisfaça à Administração. Conselheiro Relator. transcrito na íntegra.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. em 23 de agosto de 2007. R E S O L V E M os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará. de 09 de fevereiro de 1993. e que a fixação prévia de valores seja mais vantajosa para a Administração. responder a presente con- sulta nos termos do voto do Exmº. 26. retorna ao índice 75 . Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. com fundamento no art. Sr.

formulou Consulta Escrita. Prefeitura Municipal. do Regimento Interno deste Tribunal de Contas. o Municí- pio de Santa Luzia do Pará. a qual se contém nas fls. 2006/52911-7. utilizando-se de seu maquinário e pessoal. 12 da Lei 4.331/2007 RESOLUÇÃO Nº. 4320/64 e Portaria Interministerial nº. com a finalidade de ser aplicados em despesas de capital. LOURIVAL FERNANDES DE LI- MA. Ouvida sobre a admissibilidade ou não da Consulta. 06 e 07. a Consulto- ria Jurídica manifestou-se nas fls. Limi- tes constitucionais e legais na contrata- ção de pessoal. Classificação da Despe- sa. Sr. Investimento. Possibilidade de execução direta. mais especificamente em investimentos. ou isso obriga a que esta última execute o convênio através da con- tratação de terceiro? 76 . do art. Em tese. através de advogado regu- larmente habilitado. nos termos do art. 2006/52911-7) Assunto: Consulta formulada pelo Sr. apresenta as seguintes indagações: 1) "Se no órgão repassador dos recursos a despesa orçamentária estava caracterizada como "de capital" e o convênio efetivado com o muni- cípio destina-se a realização de obras. 01 a 04. solicitando esclarecimentos a cerca da aplicação de recursos repassados pelo Estado. concluindo por sua admissibili- dade. Aplicação da Lei nº.331 (Processo nº. Convênio. Relatório do Exmº. 2° X. como obrigatoriamente deve ser apresentada.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.163 EMENTA: Obras. a aplicação dos recursos poderá ser efetivada de forma direta pela Prefeitura. A- plicações Diretas. Conselheiro EDILSON OLIVEIRA E SILVA: Pro- cesso nº.320/64 e da Por- taria Interministerial nº. 17. O Município de Santa Luzia do Pará. e basi- camente com relação ao § 4°. 17. Despesa de capital. 163/2001. Prefeito do Município de Santa Luzia do Pará. Obras Publicas.

Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. o qual. Execução Indireta .666/93. 77 .É a que o órgão ou entidade contrata com terceiros. aquisição de materiais de construção. pelos próprios meios. que trata da execução direta e indireta das obras e serviços. solicitou a manifestação do DCE. as despesas com a aquisição de combustível para a movimentação do maquinário. Execução Direta . a execução direta é " a que é feita pelos órgãos e entidades da Administração. Sobre a matéria. em despacho de fls. empreitada por preço unitário. aterros e outros materiais essenciais a realização da obra podem ser enquadradas como investimen- to(de capital). 6°. 09 a 33. mas propriamente dito os itens "a" e "b" da consulta. pagamento de pessoal. tudo juntado nas fIs. 8. tais como: Locação de Maquinários. as condições básicas para a execução.10 da Lei n°. e inciso I e II do art. 17.08.331/2007 2) Na questão anterior verificando-se também a possibilidade de que a obra seja realizada de forma direta pela Prefeitura. Aquisição de material compatível." A inovação es- tá em exigir da Administração a posse total dos mei- os de execução. conforme entendimento da doutrina referida. devem ser prece- didos de licitação e contratos atendendo aos precei- tos específicos da Administração empreitante e às normas de execução peculiares do direito Público.Segundo o texto legal. emitiu o Parecer Técnico n° 01/07. no aspecto contábil. após licitação se for o caso. estrutura administrativa. assim se pronuncia a 6° C CE: “Da Análise da Consulta Preliminarmente. Esses tipos de empreita- das de obras ou serviços públicos. sob os regimes de empreitada por preço global. com anexos da legislação específica. ta- refa e empreitada integral. ou se caracteri- zariam como de custeio(corrente) ?" Este Relator. enfim. antes de entrarmos no mérito da consulta. Pessoal adequado ao objeto. vamos discorrer sobre os incisos VII e VIII do art.

ou mesmo locando esses equi- pamentos de terceiros.Quando a indagação de que se houver possibilida- de da obra ser realizada de forma direta pela Prefei- tura. pagamento de 78 . uma vez que se esta contratar empresa para realizar os serviços estaria compondo a planilha de custo desta o BDl. que corresponde a um percen- tual aplicado sobre os custos diretos da obra resul- tando no preço final desta. utilizando-se de maquinários pertencentes ao patrimônio Municipal. de 04/05/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal).Com relação ao item "a" onde o consulente quer saber se os recursos repassados através de convênio com o município. combinado com o art. Portanto. a Administra- ção Pública pode administrar por meios próprios a obra. da Constituição Federal. inciso X. se as despesas com a aquisição de combustível para a movimentação do maquinário. da Lei Complemen- tar n°. utilizando-se de seu maquinário e pessoal. muita das vezes alegando uma certa economia no custo total da obra. que veda o pagamento de despesas com pes- soal pertencente ao quadro efetivo ou inativo da Administração com recursos de transferências volun- tárias.331/2007 Partindo-se desses conceitos. 17. Caso a Administração entenda realizar por execução direta. 2.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. parágrafo 1 °. inciso III. destinados a realização de obras. podem ser aplicados por execução direta pela Prefei- tura. Quanto à con- tratação de pessoal. 167. podemos responder no mérito a consulta feita da seguinte maneira: 1. adquirindo o combustível ne- cessário para execução dos serviços. Como vimos acima. 101. essa só poderá ser realizada se o pessoal não pertencer ao quadro efetivo ou inativo da Administração. ou isso obriga a que esta última execute o convênio a- través da contratação de terceiro. a Lei faculta a Administração Pública a executar a obra por execução direta ou in- direta. 25. (Beneficio e Despesas Indiretas). visto a vedação prevista no art.

Despesas de Capital B . uma vez que a Lei n° 4. facultativo. Estados.CATEGORIA ECONÔMICA 04. onde: a)"c" representa a categoria econômica. e e)"dd" o desdobramento. ater- ros e outros materiais essenciais a realização da o- bra podem ser enquadradas como investimento (de capital). entendendo que essas despesas são classificas como Investimentos.Investimento C .dd". classificadas como: A . conforme entendimento da doutrina acima referida. aquisição de materiais de construção.Contratação por Tempo Determinado 79 . vem classificar a des- pesa segundo sua natureza em: " art.g. 17. b)"g" o grupo de natureza da despesa.331/2007 pessoal.Aplicações Diretas D . de 04/05/2001. c) "mm" a modalidade de aplicação d)"ee" o elemento de despesa.mm. que dis- põe sobre normas gerais de consolidação das Contas Públicas no âmbito da União. 163. Distrito Fede- ral e Municípios em seu art. 3° a es- trutura da natureza da despesa a ser observada na execução orçamentária de todas as esferas de gover- no será" c.ELEMENTO DE DESPESA 04.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. Em decorrência do disposto no art. es- tas poderão ser segundo Portaria Interministerial em anexo.GRUPO DE NATUREZA DE DESPESA 04.MODALIDADE DE APLICAÇÃO 90.ee.320/64 e a Por- taria Interministerial n°.” No caso das despesas elencadas pelo consulente. do elemento de despesa. 5°.5°. ou se caracterizariam como de custeio (cor- rentes)? O consulente seguiu a linha de raciocínio correto.

da Constituição Federal. que dispõe sobre normas ge- rais de consolidação das Contas Públicas no âmbito da União. É o Parecer. visto a vedação prevista no art.90.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. No que diz respeito a classifica- ção orçamentária da despesa. em resposta a consulta formulada pela Prefei- tura Municipal de Santa Luzia do Pará. 163.Pessoa Jurídica Assim. Aplicações Diretas.39.00 e 44.” É o Relatório.90. combina- do com o art.Material de Consumo 39. de 04/05/2000 (Lei de Res- ponsabilidade Fiscal). 44. utilizando-se de maquinários pertencentes ao Pa- trimônio Municipal. Estados. Investimentos.90. parágrafo 1 °. inciso X. após lici- tação se for o caso. 17. Entretanto. 25. identificando o elemento de des- pesa por objeto de gasto. de 04/05/2001.00.331/2007 30. salvo melhor juízo.00. confor- me estabelece a Portaria Interministerial n°.30. da Lei Complementar n°. estas devem ser consi- deradas como despesas de Capital.Outros Serviços de Terceiros . identificadas pelos códigos 44.04. em anexo. 80 . entendemos. que veda o pagamento de des- pesas com pessoal pertencente ao quadro efetivo ou inativo da Administração com recursos de transfe- rências voluntárias. Distrito Federal e Municípios. ou mesmo locando esses equi- pamentos de terceiros e adquirindo materiais de con- sumo compatível com o objeto conveniado. inciso III. 101.Pessoa Ju- rídica. quanto a questão da contratação de pessoal esta só poderá ser realizada se o pessoal não pertencer ao quadro efetivo ou ina- tivo da Administração. 167. respectivamente. que a Administração Pública Mu- nicipal pode executar qualquer obra com recursos de Transferências voluntárias através de execução dire- ta. que no caso em exame são: Contratação por Tempo Determinado. Material de Consumo e Outros Serviços de Terceiros . SMJ.

Publicada no Diário Oficial do Estado nº30. de 29 de março de 1994. 220 do ato nº. acima transcrito.929 de 21 de maio 2007. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. unanimemente. responder a presente consulta na forma da manifestação do Órgão Técnico desta Corte. RESOLVEM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Es- tado do Pará. 17. por sua propriedade e correção quanto a matéria. Conselheiro Relator. retorna ao índice 81 . como resposta deste Plenário à Consulta formulada. Sr.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.331/2007 VOTO: Acolho o Parecer da 6° CCE. nos termos do voto do Exmo. com fundamento no art. e voto no sentido de que seja o mesmo remetido à Consulente. 24. em 17 de abril de 2007.

manifesta-se sobre o "mérito". o Sr.329/2007 RESOLUÇÃO Nº. emitindo. transcrevo o Parecer da Consultoria Jurídica. Dr. 2882/2006/PGE-GAB-CPCON.329 (Processo nº. então. Sr. A Consultoria Jurídica manifestou-se nas fls. Trata- mento especial em viagens e/ou com serviços especiais.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 02 a 07. pois seriam medidas que causariam problemas às pres- tações de contas". informa que a consulta é formulada em tese. 145 e seguintes. Exa. 2007/50268-1: Através do Ofício n°. solicitando informações a respeito de pagamentos de diárias. 2007/50268-1) Assunto: Consulta formalizada pelo Exmº Sr. disciplina a concessão de diárias. JOSÉ ALOYSIO CA- VALCANTE CAMPOS. estabelecendo: 82 . 17. Suprimento de fun- dos. e. Procu- rador Geral do Estado formula "Consulta" sobre como proceder para atender a "despesas efetuadas por servidores quando deslocados para fora da sede. 17. Conselheiro EDILSON OLIVEIRA E SILVA: Pro- cesso nº. 7. Como parte integrante deste Relatório. Possibilidade Relatório do Exmo. A prio- ri. regimentalmente acolhível. Parecer que foi aprovado pelo ilustre Consultor Jurídico. em seu art. nem tampouco "pagamento de táxi". ante a orientação de que não sejam feitos "ressarcimentos". o que passo a ler: "Da Matéria A Lei n° 5. S. proto- colado neste Tribunal no dia 15 de dezembro de 2006. cu- jos valores não são suficientes para cobrir as despesas de fun- cionários deslocados aos Municípios do interior do Estado. Em seqüência. conforme despa- cho de fls. EMENTA: Despesas eventuais de pronto pagamento em espécie e de pequeno vulto. portanto.810. Procurador Geral do Estado à época. na parte em que adentra o Mérito.

ou em missão ou estudo. 17. afastar-se temporariamente da sede em que seja lotado. desde que relacionadas com o cargo que exerce.329/2007 “Art. no desempenho de funções ou atribuições.No arbitramento das diárias será consi- derado o local para o qual foi deslocado o funcio- nário. conforme se dispuser em regulamento. serão concedidas. § 1º .Não caberá a concessão de diárias.Na hipótese de o servidor re- tornar à sede. no prazo previsto no caput deste artigo. 146 . 147 .Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. por qualquer motivo.O servidor que não se afastar da sede. são importâncias em dinheiro conce- didas ao funcionário que se desloca. Art.A diária será concedida por dia de afasta- mento. restituirá as diárias rece- bidas em excesso. Art. § 2º . da res- pectiva sede. hospedagem e locomoção urbana.As diárias serão pagas antecipadamente e isentam o servidor da posterior prestação de con- tas. Art. 145 .Conceder-se-á indenização de transpor- te ao servidor que realizar despesas com a utiliza- ção de meio de locomoção. 148 . em missão oficial ou de estudos. o que corresponde. além do trans- porte. " Diárias. quando o deslocamento do servidor constituir exi- gência permanente do cargo. à indenização relativa às despesas de alimentação. 149 . diárias a título de indenização das despesas de alimentação. no prazo menor do que o previsto para o seu afastamento. Parágrafo Único . portanto. quando o deslo- camento não exigir pernoite fora da sede. no prazo de 5 (cinco) dias. conforme nossa legislação es- tatutária. fica obrigado a restituir inte- gralmente o valor das diárias e custos de transpor- te recebidos. temporariamente. 83 .Ao servidor que. hospedagem e locomoção urbana. Art. sendo devida pela metade.

Assim. Diferente é o caso se houver a necessidade de o servi- dor movimentar-se para fora do perímetro urbano a fim de realizar serviço afeto àquele para o qual foi designado. pois desta forma. Em suas considerações. insere-se no que se compre- ende por "locomoção urbana". Quanto à questão do "ressarcimento" esta Corte de Contas tem adotado o entendimento de ser o mesmo vedado. cabe-nos. em seu art. recebe a mesma a cobertura da indenização estipulada. uma vez que todas as despesas devem ser previamente empe- nhadas. ao determinar: "Art. entendemos que se a locomoção urbana alcança o deslocamento do servidor dentro do perímetro urbano para o qual foi deslocado não há óbice algum a que a despesa seja efetuada. Pertencem ao exercício financeiro: 84 . pois seri- am medidas que causariam problemas às prestações de con- tas. dos Estados. 17. que estatuiu as Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União. uma vez que a diária é estipulada com essa finali- dade. dos Municípios e do Dis- trito Federal.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. A Lei n° 4.329/2007 Dos "pagamentos de táxi" e dos "ressarcimentos" Feitas estas considerações iniciais. o deslocamento já seria considerado como lo- comoção não urbana.320/64. A princípio. somos da opinião de que se a despesa efe- tuada com "pagamentos de táxi". o interessado alegou que esta Corte de Contas tem orientado no sentido de que não sejam feitos "ressarcimentos" nem "pagamentos de táxi". antes de continuarmos a responder efetivamente ao que foi consulta- do. 35 é bem clara acerca das despesas do exercício financeiro. ater-nos a dois pontos suscitados pelo consulente e que merecem uma melhor apreciação. 35.

de 20 de maio de 1994.. de 08 de maio de 2003. portanto.as despesas nele legalmente empenhadas. É vedada a realização de despesa sem prévio empenho. Muito embora haja a previsão legal para o arbitramento das diárias levando em consideração o local para o qual o servidor for deslocado. Do Parecer Retornamos. 11 . em relação ao real custo de hospedagem no terri- tório nacional. Esta última alteração teve por finalidade a atualização dos valores das diárias concedidas aos servidores públicos civis e aos militares de forma a compatibilizar os va- lores atuais. No âmbito do Poder Executivo. mediante nossa diversidade regional. § 1º Em casos especiais previstos na legislação es- pecifica será dispensada a emissão da nota de em- penho.. à consulta for- mulada. visando assegurar o cumprimento dos progra- mas de trabalho da administração estadual. " (grifo nosso) Estas. 60. sabemos que não há como. proíbe a realiza- ção de despesa sem prévio empenho.as receitas nele arrecadadas. "(grifo nosso) Já o art. somente em casos específicos previstos em legislação específica: "Art. após o acima expendido. como for- ma de exceção. as razões da orientação. que alterou os Anexos I e II da Portaria n° 689.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17. admitindo-a. o fornecimento de diá- rias foi reajustado pela Portaria n° 0501.329/2007 I . considerar que os gastos efetua- dos em um município "A" serão os mesmos realizados em um município "B". 60 do mesmo diploma legal. na qual há a solicitação de uma opção legítima para custear as despesas que excedem o valor da indenização e que causam prejuízos aos servidores. 85 .

e 86 . o que levaria o servidor a realizar despesas não pre- vistas anteriormente e que escapariam ao alcance das diárias. Em face dessas situações. que a última alteração relacio- nada às diárias ocorreu no ano de 2003. 147 da Lei n° 5.810/94. que o suprimento de fundos é um instrumento de exceção que. nos seguintes casos: . obviamente. por vezes i- nesperadas. entre elas. o que talvez já devesse ensejar uma revisão des- ses valores. seria a estipula- ção de suprimento de fundos para atender despesas eventuais. ainda. De lá para cá. que exijam pronto pagamento em espécie. Devemos.872. no âmbito do Executivo.para atender despesas eventuais. pode- rá ser concedido a servidor. Assim o permite o Decreto n° 93. 17. sempre precedido de empenho na dotação própria às despesas a realizar. as de loco- moções não urbanas. conforme o permis- sivo legal estabelecido pelo art. que podem ocorrer no transcorrer de um deslo- camento. . em seu art. ao prescrever. de 23 de dezem- bro de 1986.329/2007 Verificamos. estes devem ser considerados. é matéria a ser debatida. a critério do or- denador de despesas e sob sua inteira responsabilidade. No mesmo ínterim.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. inclusive em via- gens e com serviços especiais. e que não possam su- bordinar-se ao processo normal de aplicação. portanto. o estudo da inclusão de cláusula de reajustamento periódico que assegurasse o real custo de hos- pedagem nos diversos municípios de nosso Estado. considerar as situações. locomoção urbana e alimentação de um município para outro. Se há disparidades em relação aos custos reais de hos- pedagem. podemos considerar que os custos reais de hospedagem no território nacional sofreram majorações. 45. outra alternativa válida para evitar que o servidor complemente com recursos próprios os gastos que excedam o valor da indenização. conforme se classificar em regulamento.quando a despesa deva ser feita em caráter sigiloso.

V O T O: A consulta não apresenta complexidade. não ultrapassar os limites estabelecidos em Portaria do Ministério da Fazenda.” É o relatório. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. formulada nos termos do parecer da Consultoria Jurídica desta Corte. 220 do ato nº. unanimemente.329/2007 . de 29 de março de 1994. E por isto a Consul- toria Jurídica pautou-se na medida certa. res- ponder a consulta. e voto no sentido de que o dito Parecer seja remetido ao Consulente como resposta deste Plenário à presen- te Consulta. 17. retorna ao índice 87 . bem como ter orientado de forma escorreita essa Digna Procuradoria. sem maiores indagações e desne- cessárias citações doutrinárias ou jurisprudenciais. Pelo acima exposto. assim enten- didas aquelas cujos valores.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. Conselheiro Rela- tor. na forma do voto Exmº Sr. em 12 de abril de 2007 Publicada no Diário Oficial do Estado nº30.M. esperando ter respondido a contento. É o parecer.928 de 18 de maio 2007. acima transcrito. S. alcançando com objeti- vidade a resposta apropriada. em cada caso. consideramos que as sugestões que por hora se apresentam como legítimas a salvaguardar os ser- vidores de eventuais prejuízos bem como transtornos na pres- tação de contas dos órgãos são as acima expostas. RESOLVEM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Es- tado do Pará.para atender despesas de pequeno vulto. 24.J. acolho integralmente o Pare- cer da Consultoria Jurídica sobre a matéria. com fundamento no art. Em assim sendo.

Relatório do Exmº Sr. EMENTA: I-Regime previdenciário instituído pelo art.303/2007 RESOLUÇÃO Nº. se distingue dos regimes que o antecederam pelo seu 88 . aos servidores públicos.01.887/04. 2º I da Lei Com- plementar nº. 17. 39 de 09. Presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Pará.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.01. 40 da Constituição Federal.12. Considerando que o regime de previdência de que trata o art. 17. COM A REDAÇÃO DA Lei Complementar nº. 49 de 21. aos servidores públicos que vierem a se aposentar compulsoriamente ou não.2002. 41 de 19. caput. A Consulta está assim formulada: “Considerando o disposto no artigo 220. 40 da Ementa Constitucional nº.887/04. Trata-se de Consulta formulada pela Procuradoria Geral da Assembléia Legislativa e encaminhada pelo Deputado Mário Couto Filho.303 (Processo nº. com redação estabelecida pela Emenda Consti- tucional nº. III-Preservação do princípio constitucio- nal do equilíbrio financeiro e atuarial do regime de previdência de caráter contri- butivo e solidário no âmbito estadual.2005. do Regimento Interno dessa Egrégia Corte. solici- tando informações sobre a aplicabilidade da Lei Federal nº. sobre a aplicabili- dade da Lei Federal Nº 10. 41/2003. cujo tempo de contribuição tenha sido considerado antes da vigência da Emenda Constitucional nº.2003. 2006/50616-6. II-Aplicabilidade no âmbito estadual com a vigência do art. 41/03. 10. 2006/50616-6) Assunto: Consulta formulada pelo Deputado MÁRIO COUTO FILHO. Presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Pará. Conselheiro ANTÔNIO ERLINDO BRAGA: Pro- cesso nº.

que tem por finalidade prover os recursos para o pagamento dos benefícios do regime previdenciário instituído. 40. XII. particularmente pela contribuição dos servi- dores inativos e pensionistas. a correspondente contribuição de inativos. da CF.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. quando somente em janeiro de 2005 através da LC nº. como assim determinam o § 1º do art. Considerando que compete ao Estado do Pará legislar con- correntemente com a União sobre previdência social. CONSULTA-SE Para aqueles servidores públicos que vierem a se aposentar. dando nova reda- ção ao disposto na parte final do item I do art. caput. caput. 24. 40 da CF e correspondente fonte de custeio dos inativos e pensionis- tas. Considerando que somente a partir da vigência da LC nº. cujo tempo de contribuição tenha sido conside- rado antes da entrada em vigor da EC nº. no âmbito do Estado do Pará?” 89 . compulsoriamente ou não. 17 e 24 considera como não autorizada.303/2007 caráter contributivo e solidário. 2º da Lei Complementar nº.887/04. pensionistas e membros dos Poderes públicos. convertida na Lei Federal nº. 167/04. e. 49. 101/00. 49 foi instituído o regime previdenciário de que trata o art. 17. cabendo a esta. Considerando que a Lei de Responsabilidade Fiscal. 49/05 foi instituído e regulamentado o Fundo Financeiro de Previdência do Estado do Pará. na forma do art. deve-se entender co- mo de aplicabilidade direta. consubs- tanciada na Lei Complementar Federal nº. de fonte de custeio correspondente. inc. 10. 41 de 2003. Considerando que o Estado do Pará somente através da Lei Complementar nº. de 21 de janeiro de 2005. em seus artigos 15. 149 e § 5º do art. Considerando que para a efetividade e eficácia do equilíbrio financeiro do regime estatuído pelo art. § 1º da CF. so- bretudo a contribuição dos servidores inativos e pensionistas. irregular e lesiva ao patrimônio público a geração de despesa com seguridade social. limi- tar-se ao estabelecimento de normas gerais. 40. sem autorização legal e conse- qüente indicação da fonte de custeio (contribuição de inativo e pensionista). 195 da Constituição Federal. em percentual distinto do que vinha sendo arrecadado. 1º da MP nº. da CF tornou-se obrigató- ria a criação. 39/02. pelo Estado do Pará. imediata e integral o art. instituiu no Regime de Pre- vidência de que trata o art. finalmente.

Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.303/2007

A Consultoria Jurídica do Tribunal de Contas emite parecer
de fls. 3/11 dos autos.
É o Relatório.

VOTO:

Consulta formulada:
Para aqueles servidores públicos que vierem a se aposentar,
compulsoriamente ou não, cujo tempo de contribuição tenha sido considera-
do antes da entrada em vigor da EC nº. 41 de 2003, deve-se entender como
de aplicabilidade direta, imediata e integral o art. 1º da MP nº. 167/04, con-
vertida na Lei Federal nº. 10.887/04, quando somente em janeiro de 2005
através da LC nº. 49 foi instituído o regime previdenciário de que trata o art.
40 da CF e correspondente fonte de custeio dos inativos e pensionistas, no
âmbito do Estado do Pará?

Resposta a indagação constante da Consulta.
A Emenda Constitucional nº. 20 , de 15.12.1998, modifica o
sistema de previdência social da Constituição Federal de 1988, ficando art.
40 da Constituição Federal de 1998, com a seguinte redação:
“Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Es-
tados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fun-
dações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo, obser-
vados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto
neste artigo”.
O constituinte derivado pela Emenda Constitucional nº. 41 de
19.12.2003, modifica novamente o art. 40 da Constituição Federal de 1998,
ficando, agora com a seguinte redação:
“Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Es-
tados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fun-
dações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidá-
rio, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos
e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilí-
brio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo.”
A Emenda Constitucional nº. 20 de 15.12.1998, estabelecia
um regime de previdência de caráter contributivo, observados critérios que
preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e a Emenda Constitucional nº.

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Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.303/2007

41, de 19.12.2003 acrescentou o caráter solidário, bem como as fontes de
custeio mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores
ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o
equilíbrio financeiro e atuarial.
A Medida Provisória nº. 167/2004, convertida na Lei Nº
10.887, de 18.06.2004, dispõe sobre a aplicação das disposições da Emenda
Constitucional nº. 41, de 19.12.2003.
O Estado do Pará instituiu seu Regime de Previdência Esta-
dual pela Lei Complementar Nº 39, de 09.01.2002, alterado pela Comple-
mentar Nº 049 de 21.01.2005.
Ocorre que apesar de existir a Lei Federal nº. 10.887, de
18.06.2004, dispondo sobre a aplicação das normas da Emenda Constitucio-
nal nº. 41, de 19.12.2003, todavia cabe ao Estado do Pará legislar concor-
rentemente sobre a previdência social de acordo com o art. 24, XII, da
Constituição Federal. No âmbito da legislação concorrente, a competência
da União, limitar-se-á a estabelecer normas gerais, e a competência da Uni-
ão para legislar sobre normas gerais não excluiu a competência suplementar
dos Estados, inteligência do art. 24, § 1º e 2º da Constituição Federal.
Assim, entendo que os servidores do Estado titulares de car-
gos efetivos, incluídas suas autarquias e fundações estão submetidos as
normas gerais previstas na Lei Federal nº. 10.887, de 18.06.2004 e as nor-
mas concorrentes consubstanciadas na Lei Complementar nº. 39, de
09.01.2002, alterada pela Lei Complementar nº. 49, de 21.01.2005, que em
seu art. 2º I, indicou as fontes de custeio, no âmbito estadual mediante re-
cursos provenientes da Administração Pública, direta, autarquias, inclusive
as de regime especial, das fundações estaduais, do Ministério Público, do
Ministério Público junto ao Tribunal de Contas e das contribuições dos mili-
tares e servidores, ativos e inativos e pensionistas.
O financiamento obrigatório de contribuição dos entes públi-
cos estaduais e dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas para pre-
servar o equilíbrio financeiro e atuarial no âmbito estadual ocorreu com o
disposto no art. 2º I da Lei Complementar nº. 39, de 09.01.2002, com a re-
dação que lhe dera a Lei Complementar nº. 49, de 21.01.2005, consequen-
temente deve-se entender que sua aplicabilidade no âmbito do Estado ocor-
rerá a partir da vigência do art. 2º I, da Lei Complementar nº. 39 de
09.01.2002, com a redação da Lei Complementar nº. 49 de 21.01.2005, para

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Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.303/2007

preservação do princípio constitucional do equilíbrio financeiro e atuarial do
regime de previdência de caráter contributivo e solidário no Estado.

R E S O L V E M os Conselheiros do Tribunal de Contas do
Estado do Pará, unanimemente, responder a presente consulta, nos termos
do voto do Exmº Sr. Conselheiro relator, acima transcrito.

Auditório “Ministro Elmiro Nogueira”, em 23 de janeiro de 2007.

Publicada no Diário Oficial do Estado nº30.866 de 15 de fevereiro 2007. retorna ao índice

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Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.300/2007

RESOLUÇÃO Nº. 17.300

EMENTA: Aprova Instrução Normativa sobre a re-
messa de processos de aposentadoria, re-
forma e pensão da Administração Públi-
ca Estadual.

O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará, no uso
de suas atribuições constitucionais, legais e regimentais, e

Considerando o disposto no art. 14 “e” do Regimento Interno
do Tribunal de Contas do Estado do Pará - RITCE-PA;
Considerando que a Constituição Estadual, de 05 de outubro
de 1989, no seu art. 116, inciso III; a Lei Complementar n° 12, de 09 de
fevereiro de 1993 (Lei Orgânica do Tribunal de Contas), no seu artigo 25,
incisos III; o Regimento Interno do Tribunal (Ato n° 24), de 08 de março de
1994, no artigo 1°, inciso IX, conferem competência e atribuição ao Tribu-
nal de Contas para apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de
aposentadoria, reforma, pensão, ressalvadas as melhorias posteriores que
não alterem o fundamento legal do ato concessório;
Considerando as recentes mudanças introduzidas no texto
constitucional com a edição da Emenda Constitucional n° 20/1998, de
16/12/1998, da Emenda Constitucional n° 41, de 31/12/2003 e da Emenda
Constitucional n° 47, de 06/07/2005;
Considerando a freqüência de omissões e falhas observadas
nos processos de pessoal encaminhados ao Tribunal de Contas, pelos Ór-
gãos sob sua jurisdição;
Considerando a necessidade de orientar os órgãos jurisdicio-
nados quanto á instrução processual referente aos processos de aposentado-
ria, reforma e pensão;
Considerando, ser imprescindível uniformizar a documenta-
ção exigida para compor o processo, objetivando agilizar sua tramitação;
Considerando proposição da Presidência constante da Ata nº.
4.573, desta data,

RESOLVE, unanimemente, expedir a seguinte INSTRU-
ÇÃO NORMATIVA:

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Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.300/2007

Art. 1º A remessa ao TCE-PA dos documentos necessários
ao exame da legalidade dos atos de aposentadoria, reforma e pensão deverá
ser efetuada no prazo de 30 (trinta) dias, a contar da data da concessão de
qualquer desses atos e obedecerá ao disposto nesta Instrução Normativa.

TÍTULO I

DA APOSENTADORIA

Art. 2º O processo de aposentadoria do servidor público da
administração direta, autárquica e fundacional dos Poderes do Estado, do
Ministério Publico, dos Tribunais de Contas, do Ministério Público de Con-
tas, do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas dos Municípios e dos
membros da Magistratura deve ser instruído com os seguintes documentos,
quando for o caso:
I - requerimento de aposentadoria, se voluntária, constando
informação se o servidor aguardou em exercício a publicação do ato ou in-
dicando a data do afastamento preliminar;
II – documento comprobatório da idade;
III - ato de nomeação no serviço público;
IV - histórico funcional e financeiro;
V - último contracheque;
VI - laudo médico oficial, se por invalidez, contendo Código
Internacional da Doença CID, nomes, assinaturas e CRM dos integrantes da
junta médica do órgão pericial competente, indicando se a invalidez foi ou
não decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença gra-
ve, contagiosa ou incurável, definidas em lei;
VII - certidão de tempo de serviço (antes da Emenda Consti-
tucional nº. 20/1998) (Anexo I desta Instrução);
VIII - certidão de tempo de contribuição (após a Emenda
Constitucional nº. 20/1998);
IX - certidão da remuneração contributiva de acordo com o
art. 1º da Lei nº. 10.887, de 18.06.2004;
X - certidões expedidas por órgãos/entidades municipais, es-
taduais, federais e pelo Instituto Nacional de Seguridade Social INSS, dis-
criminando o tempo de serviço/contribuição do servidor, contendo as res-
pectivas datas de averbação;

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Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.300/2007

XI - informação do setor de pessoal do órgão ou entidade de
origem dos tempos averbados para fins de aposentadoria e adicionais (Ane-
xo I);
XII - certidões ou documento hábil comprobatórios da per-
cepção de gratificações, incorporáveis na forma da lei, com os respectivos
atos de nomeação e exoneração;
XIII - título declaratório do direito à continuidade de percep-
ção da remuneração de cargo em comissão ou função gratificada ou certidão
comprobatória do exercício do referido cargo ou função, se não ocorreu a
exoneração;
XIV - demonstrativo de cálculo da vantagem pessoal;
XV - termo de opção, na forma da lei;
XVI - certidão de decisão judicial transitada em julgado, de
parcelas incorporadas aos proventos;
XVII cálculo de vantagem decorrente de decisão judicial;
XVIII - declaração da autoridade competente e do servidor
sobre acumulação, ou não, de cargos, empregos ou funções na Administra-
ção Pública, ou de proventos com aqueles,ressalvadas as acumulações per-
mitidas na forma da Constituição Federal;
XIX - parecer jurídico do órgão concessor do benefício;
XX - ato original de aposentadoria indicando a data da publi-
cação, cálculo dos proventos e a devida fundamentação legal;
§ 1º Quando se tratar de ato retificador de aposentadoria,
deve ser indicada a data de sua publicação, e constar, em seu texto, a(s) da-
ta(s) de publicação do(s) ato(s) anterior(es).
§ 2º Quando se tratar de aposentadoria em cumprimento
de decisão judicial, deve constar a sentença e respectivo acórdão, se houver,
sobre o recurso, transitado em julgado.
Art. 3º A certidão de tempo de serviço (Anexo I desta Ins-
trução) deve discriminar:
I - o tempo de efetivo exercício estadual;
II - o tempo de serviço prestado a órgãos/entidades estaduais
com contribuição para o INSS;
III - o tempo de serviço prestado a órgãos/entidades munici-
pais, de outros Estados e federais;
IV - o tempo de serviço prestado à iniciativa privada (INSS);

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Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.300/2007

V - o tempo ficto adquirido antes de 16 de dezembro de
1998, data da publicação da Emenda Constitucional nº. 20, de 1998, com a
indicação da legislação pertinente.
Parágrafo único. Nas aposentadorias fundamentadas no art.
3º da Emenda Constitucional nº. 41, de 31 de dezembro de 2003, para fins
de adicionais, o tempo de serviço deve ser computado até à data da publica-
ção do Ato concessório no Diário Oficial do Estado.
Art. 4º Nas aposentadorias concedidas com base no art. 8º
da EC nº. 20, de 1998, art. 2º da EC nº. 41, de 2003 e naquelas fundamenta-
das no art. 40, § 1º, da Constituição Federal, de 5 de outubro de 1988, a cer-
tidão (ANEXO II desta Instrução) deve especificar:
I - o tempo de serviço até 16/12/98 em conformidade com o
disposto no art. 4º da EC nº. 20, de 1998;
II - o tempo de contribuição após 16/12/1998, computado até
a data da última contribuição na atividade;
III - o tempo de contribuição referente aos órgãos/entidades
para os quais o aposentando contribuiu e respectivos períodos;
IV - o tempo de efetivo exercício no serviço público, se for o
caso;
V - o tempo de efetivo exercício no cargo em que se deu a
aposentadoria;
VI - o tempo ficto previsto nos §§ 3º e 4º do art. 8º da Emen-
da Constitucional nº. 20, de 1998, e nos §§ 3º e 4º do art. 2º da Emenda
Constitucional nº. 41, de 2003, se for o caso;
VII - o período adicional de contribuição a que se refere o in-
ciso III, "b" ou § 1º, I, "b" do art. 8º da Emenda Constitucional nº. 20, de
1998, se for o caso;
VIII - o período adicional de contribuição a que se refere o
inciso III, “b” do art. 2º da Emenda Constitucional nº. 41, de 2003, se for o
caso;
IX - férias e licença prêmio não gozadas, adquiridos antes de
16 de dezembro de 1998, com a indicação da legislação que prevê as referi-
das contagens.
Art. 5º Nas aposentadorias concedidas com base nos art. 40,
§ 5º, da CF, de 1988, art. 8º, § 4º, da Emenda Constitucional nº. 20, de 1998
e art. 2º § 4º da Emenda Constitucional nº. 41, de 2003, além da indicação
dos tempos especificados nos incisos I a IX do art. 4º, deve constar, na cer-

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Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.300/2007

tidão para fins de aposentadoria, o tempo de efetivo exercício das funções
de magistério, na educação infantil e no ensino fundamental e médio.
Art. 6º Nas aposentadorias concedidas com base no art. 6º
da Emenda Constitucional nº. 41, de 2003, a certidão deve especificar:
I – o tempo de contribuição computado até a data da publica-
ção do ato concessório no Diário Oficial do Estado;
II – o tempo de contribuição referente aos órgãos ou entida-
des para os quais o aposentando contribuiu e respectivos períodos;
III - o tempo de efetivo exercício no serviço público;
IV - o tempo de efetivo exercício na carreira;
V - o tempo de efetivo exercício no cargo em que se deu a
aposentadoria;
VI - férias e licença prêmio não gozadas adquiridos antes de
16 de dezembro de 1998, com indicação da legislação que prevê as referidas
contagens;
VII - tempo e efetivo exercício das funções de magistério na
educação infantil e no ensino fundamental e médio.
Art. 7º A ficha funcional do servidor ou documento equiva-
lente deve conter:
I - nome, sexo, CPF, número do registro ou matrícula, car-
go/função, classe, símbolo de vencimento, cargos e/ou funções exercidas,
promoções, enquadramentos e outros;
II - o tempo de efetivo exercício prestado ao órgão de lotação
do servidor, ou nele averbado, com base em certidões passadas por outros
órgãos/entidades estaduais;
III - tempo ficto e data de aquisição do direito à contagem do
referido tempo;
IV - total dos dias de licenças concedidas especificando-se o
tipo, períodos, faltas descontadas e outros afastamentos dedutíveis, nos ter-
mos da lei;
V - cargos comissionados e funções gratificadas exercidas;
VI - natureza da vantagens percebidas;
VII - promoções, ascensões, transposições e transformações
referentes ao cargo efetivo;
VIII - penalidades.
Art. 8º A certidão a que se refere o inciso XII do art. 2º deve
indicar:

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Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.300/2007

I - a função e/ou cargo comissionado exercido;
II - fundamento legal para a concessão;
III - Período exercido.
Art. 9º O cálculo dos proventos deve conter:
I - vencimento base correspondente àquele estabelecido pela
última lei publicada anteriormente à aposentadoria, observada a sua vigên-
cia, indicando a mencionada lei, bem como a proporcionalidade, quando for
o caso;
II - os adicionais e as gratificações, indicando a legislação
que prevê a concessão e incorporação e respectivos percentuais;
III - total dos proventos, observado o disposto no art. 40, §
11, da Constituição Federal, de 1988;
IV - o valor do subsídio, segundo o previsto nos arts. 39, §§
4º e 8º e 144, § 9º, da Constituição Federal, de 1988.
Art. 10. Nas aposentadorias concedidas nos termos do art. 2º
da Emenda Constitucional nº. 41, de 2003, ou do art. 40, §1º, da Constitui-
ção Federal, de 1998, o cálculo dos proventos deve ser elaborado conside-
rando a média aritmética simples das maiores remunerações ou subsídios
utilizados como base para as contribuições do servidor aos regimes de pre-
vidência a que esteve vinculado, correspondentes a 80% (oitenta por cento)
de todo o período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde
a do início da contribuição, se posterior àquela competência, observado o
disposto no § 11 do art. 40, da Constituição Federal, de 1998.
§ 1º As remunerações ou subsídios considerados para cál-
culo do valor dos proventos devem ter seus valores atualizados, mês a mês,
de acordo com a variação integral do índice fixado para a atualização dos
salários-de-contribuição considerados no cálculo dos benefícios do Regime
Geral de Previdência Social – RGPS, conforme portaria editada mensalmen-
te pelo Ministério da Previdência Social – MPS.
§ 2º Nas competências a partir de julho de 1994 em que
não tenha havido contribuição para regime próprio, a base de cálculo dos
proventos deve ser a remuneração do servidor no cargo efetivo, inclusive no
período em que houve isenção de contribuição.
§ 3º Na ausência de contribuição do servidor não titular
de cargo efetivo vinculado a regime próprio até dezembro de 1998, deve ser
considerada a sua remuneração no cargo ocupado pelo período correspon-
dente.

98

Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.300/2007

§ 4º As remunerações consideradas no cálculo da média,
após atualizadas na forma do § 1º, não poderão ser:
I – inferiores ao valor do salário mínimo;
II – superiores ao limite máximo do salário-de-contribuição,
quanto aos meses em que o servidor esteve vinculado ao RGPS.
§ 5º As maiores remunerações de que trata o caput deve-
rão ser definidas depois da aplicação dos fatores de atualização e da obser-
vância, mês a mês, dos limites estabelecidos no § 3º.
§ 6º Na determinação do número de competências corres-
pondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo de que trata o
caput, deve ser desprezada a parte decimal.
§ 7º Se a partir de julho de 1994 houver lacunas no perío-
do contributivo do segurado por ausência de vinculação a regime previden-
ciário, esse período deve ser desprezado do cálculo de que trata este artigo.
§ 8º Para o cálculo dos proventos proporcionais ao tempo
de contribuição, deve ser utilizada fração cujo numerador será o total desse
tempo e o denominador, o tempo necessário à respectiva aposentadoria vo-
luntária com proventos integrais, observando-se que os períodos de tempo
utilizados para este cálculo devem ser considerados em número de dias.
§ 9º O provento deve corresponder à referida média arit-
mética simples, se esta não exceder a remuneração do servidor no cargo
efetivo em que se deu a aposentadoria.
§ 10. Nas aposentadorias concedidas nos termos do art. 2º
da Emenda Constitucional nº. 41, de 2003, deve ser observada, para cálculo
dos proventos, a redução de trata o § 1º, I e II do referido dispositivo.

TÍTULO II

DA REFORMA

Art. 11. O processo de reforma deve ser instruído com os se-
guintes documentos:
I - ato de nomeação no serviço público;
II - certidão de tempo de serviço (antes da Emenda Constitu-
cional nº. 20/1998);
III - certidão de tempo de contribuição (após Emenda Consti-
tucional nº. 20/1998);

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Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.300/2007

IV - certidões comprobatórias da percepção de gratificações,
incorporáveis na forma da lei, com os respectivos atos de nomeação e exo-
neração;
V - contracheque de pagamento relativo à última remunera-
ção percebida;
VI - ato indicando o posto ou a graduação relativos à ultima
promoção;
VII - certidões passadas por órgãos/entidades municipais, es-
taduais, federais e pelo INSS, discriminando o tempo de servi-
ço/contribuição do servidor, contendo as respectivas datas de averbação;
VIII - ficha funcional do militar;
IX - decisão do Conselho de Disciplina, em se tratando de re-
forma compulsória por incapacidade moral ou profissional;
X - laudo médico oficial contendo CID, nomes, assinaturas e
CRM dos integrantes da junta médica do órgão pericial competente, indi-
cando se o militar faz jus aos proventos integrais ou proporcionais, em se
tratando de reforma por incapacidade física;
XI - sentença e respectivo acórdão do recurso, transitado em
julgado, em se tratando de reforma em cumprimento de decisão judicial.
XII - parecer jurídico do órgão concessor do benefício
XIII - ato original de reforma, indicando a data de publica-
ção, cálculo dos proventos e a devida fundamentação legal;
§ 1º No ato de reforma, deve constar a data a partir da
qual foi o militar considerado reformado.
§ 2º Em se tratando de ato retificador de reforma, deve
ser indicada a data de sua publicação, e constar, em seu texto, a(s) data(s) de
publicação do(s) título(s) anterior(es).
Art. 12. A certidão de tempo de serviço/contribuição (ANE-
XO III desta Instrução) deve especificar:
I - o tempo de efetivo exercício estadual;
II - o tempo de serviço prestado a órgãos/entidades estaduais
com contribuição para o INSS;
III - o tempo de serviço prestado a órgãos/entidades munici-
pais, de outros Estados e federais;
IV - o tempo de serviço prestado à iniciativa privada;
V - as licenças-prêmio e as férias regulamentares não goza-
das;

100

Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.300/2007

VI - total dos dias de licenças especificando-se os períodos,
faltas descontadas e outros afastamentos dedutíveis, nos termos da lei; e
VII - o arredondamento, nos termos do Estatuto da Polícia
Militar (PM/PA) (Lei nº. 5251, de 31 de Julho de 1985).
Parágrafo único. O tempo de serviço a que se refere o inciso
I deve ser computado:
I - até a data do desligamento em conseqüência da exclusão o
serviço ativo, nos termos da lei;
II - até a data da decisão do Conselho de Disciplina, ou até a
data indicada na referida decisão, em se tratando de reforma por incapacida-
de moral ou profissional.
Art. 13. O cálculo dos proventos deve conter:
I - soldo correspondente àquele estabelecido pela última lei
publicada anteriormente à reforma, observada a sua vigência, indicando a
mencionada lei, bem como a proporcionalidade, quando for o caso;
II - os adicionais e as gratificações, indicando a legislação
que prevê a concessão e incorporação, respectivos percentuais;
III - total dos proventos;

TÍTULO III

DA PENSÃO

Art. 14. O processo referente à pensão deve ser ins-
truído com os seguintes documentos:
I - requerimento(s) da pensão;
II - prova hábil da condição de beneficiário(s), nos termos
da lei;
III - certidão de óbito ou declaração judicial em caso de
morte presumida;
IV - demonstrativo de pagamento de proventos relativo ao
mês anterior à data do óbito, em se tratando de servidor aposentado ou mili-
tar da reserva ou reformado;
V - demonstrativo de pagamento referente à última remu-
neração percebida, caso o servidor ou militar tenha falecido em atividade;
VI - cálculo da pensão, em original, com os dados do ato
de pensão, contendo as parcelas que integravam os proventos que percebia o

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Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.300/2007

servidor ou militar inativo ou os proventos a que teria direito o servidor em
atividade na data de seu falecimento, indicando os percentuais e a funda-
mentação legal.
VII - original do ato concessivo da pensão, indicando a da-
ta da publicação, o nome do ex-segurado, o valor do benefício, fundamento
legal do ato e os beneficiários;
§ 1º Em se tratando de servidor ou militar falecido em a-
tividade, deve constar, ainda:
I - a documentação indicada nos incisos III a V e VII a
XIX do art. 2º ou nos incisos I a X do art. 11, respectivamente; e
II - declaração do órgão competente de que o óbito decor-
reu de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagio-
sa ou incurável especificadas em lei, quando for o caso.
§ 2º Havendo mais de um beneficiário, no cálculo a que
se refere o inciso VIII devem ser indicados os respectivos percentuais.
§ 3º Caso a pensão decorra de decisão judicial, deve cons-
tar a sentença e respectivo acórdão, se houver, sobre o recurso, transitado
em julgado.

TÍTULO IV

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 15. Nos processos de aposentadoria e reforma, deve
constar declaração de que o ingresso no serviço público se deu na forma
prevista em lei, e de que foi observado o disposto nos arts. 40, § 6º e 37, §
10, da Constituição Federal, de 1988 c/c o art. 11 da EC nº. 20, de 1998.
Art. 16. Ressalvados os documentos elencados nos arts. 2º,
XX e § 2º; 9º, I e VIII e § 2º e 12, I e VIII, os demais documentos, se não
apresentados no original, devem ser autenticados com a identificação fun-
cional do responsável pela autenticação, não podendo conter rasuras, entre-
linhas, emendas, ressalvas ou qualquer sinal gráfico que indique alteração
do conteúdo.
Art. 17. Os processos devem ser instruídos somente com os
documentos essenciais ao exame da aposentadoria/reforma/pensão, evitan-
do-se a remessa de quaisquer outros documentos.

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Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.300/2007

Art. 18. Os documentos devem ser encaminhados devidamen-
te datados e assinados pela(s) autoridade(s) competente(s), numerados, ru-
bricados e acompanhados de ofício do responsável pelo órgão/entidade e da
Nota de Conferência da Documentação (ANEXOS IV a VI desta Instrução).
Art. 19. O corpo técnico deste Tribunal informará os proces-
sos com observância das exigências e dos requisitos indicados nesta Instru-
ção Normativa, propondo, conforme o caso, registro, diligência, ou devolu-
ção ao órgão de origem, quando se tratar de erros formais.
Art. 20. Define-se como erro formal, a ausência dos elemen-
tos, atos e informações indicados nos artigos precedentes da presente Instru-
ção Normativa.
Parágrafo único. Verificada a ausência de documento im-
prescindível ao exame dos Atos concessórios definidos nesta Instrução, o
corpo técnico, com a autorização da presidência, devolverá os autos aos
órgãos de origem, para saneamento.
Art. 21. A presente Instrução não se aplica às aposentadorias
e pensões dos servidores não efetivos submetidos às regras do Regime Geral
de Previdência Social.
Art. 22. Esta Instrução entra em vigor 15 (quinze) dias após
sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.

Auditório “Ministro Elmiro Nogueira”, em Sessão Ordinária
de 18 de janeiro de 2007.

Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30.849 de 23 de janeiro 2007. retorna ao índice

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Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.300/2007

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17.300/2007 108 .Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.

17.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.300/2007 109 .

impessoalidade. Relator: Conselheiro ANTONIO ERLINDO BRAGA. 17. contratará as obras.297 (Processo nº. EMENTA: 1 – Na celebração de Convênio deve constar estimativa de custos do manejo dos recursos públicos. distribuída ao Conselheiro Nelson Chaves e redistribuída a este Re- lator. MARIA DE NAZARETH BRA- BO DE SOUZA.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. Secretária Executiva do Trabalho e Promoção Social. em tese. 2006/52731-5) Assunto: Consulta formulada pela Sra. nas seguintes questões: 1 – Há necessidade de ser realizada em um Convênio pesqui- sa de preços – 3 (três) orçamentos para contratação de palestrantes e orientadores para o caso de realização de Cursos? 110 . à Egrégia Corte de Contas. a Secretaria Executiva de Trabalho e Promoção Social – SETEPS formula CONSULTA. com fundamento no art. Maria de Nazareth Brabo de Souza. há de se aguardar decisão judicial Relatório do Auditor ANTONIO ERLINDO BRAGA: Processo nº. compras e alienações. publicidade e eficiência. 2003/51606-1 Trata-se de Consulta formulada pela Secretaria Executiva do Trabalho e Promoção Social subscrita pela Dra. à época. moralidade. 17. serviços. 4 – Em princípio matéria sub-judice. mediante processo de licita- ção pública. 3 – A entidade executora do Convênio dependendo de sua natureza jurídica. 2 – A entidade executora do Convênio deve executá-lo com observância dos princípios da legalidade. 202 do Regimento Interno do TCE.297/2007 RESOLUÇÃO Nº. A Consulta está formulada nos seguintes termos: “Com os nossos cumprimentos.

XXI da Constituição Federal e nos termos da Lei nº. 37.297/2007 2 . compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes. mas a aplicação dos recursos realizada pelo Prefeito Sucessor. cabe esta executá-lo com observância dos princípios da legalidade. objetivamente a primeira indagação cons- tante da consulta: 1 – Há necessidade de ser realizada em Convênio pesquisa de preços – 3 (três) orçamentos para contratação de palestrantes e orientadores para o caso da realização de recursos. publicidade e eficiência. pois esta é impessoal. impessoalidade. com a nova administração estadual.666. Resposta: a – No Plano de Trabalho do Convênio deve constar estima- tiva de custos do manejo dos recursos públicos. as obras. de 21. Pergunta-se? . de acordo com o estabelecido no art. b – Celebrado. serviços. 8. o Convênio com a entidade. 2/7 dos autos.A Ação Judicial contra o Gestor anterior viabiliza o repasse das parcelas subseqüentes relativas ao mesmo Convênio assinado e/ou a celebração de novos convênios?” A Consulta Jurídica em fundamentada manifestação de fls. objeto do Convênio.1993.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.No caso de celebração de Convênio com Prefeituras.06. ten- do sido o instrumento assinado pelo Gestor anterior. V O T O: Entendo que embora a consultente não seja mais a Secretária Executiva do Trabalho e Promoção Social. 17. mantidas as condições efetivas da proposta. É o Relatório. c – Se a entidade executora do Convênio estiver sujeita ao processo de licitação pública. Assim respondo. moralidade. dependendo de sua natureza jurídica. com cláusula que estabeleçam obriga- ções de pagamento. 111 . que deverá ser obtido mediante consultas indispensáveis para elaboração do plano de execução do convênio. examina a matéria. todavia a Consulta não perdeu seu objeto.

Pergunta-se? – A ação judicial contra gestor anterior viabiliza o repasse das parcelas subseqüentes relativas ao mesmo convênio assinado e/ou a ce- lebração de novos convênios? Resposta: A indagação está a exigir mais clareza e precisão em sua for- mulação. R E S O L V E M os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará. em 16 de janeiro de 2007. responder a presente consulta nos termos do voto do relator. pois se a matéria está sub-judice em princípio há de se aguardar a decisão judicial sobre a procedência ou não da ação judicial.861 de 08 de fevereiro 2007. transcrito na íntegra. Auditório “Ministro Elmiro Nogueira”. retorna ao índice 112 .297/2007 A segunda indagação constante da Consulta: 2 – No caso de celebração de Convênio com Prefeituras. Publicada no Diário Oficial do Estado nº30. mas a aplicação dos recursos realizada pelo Prefeito Sucessor. ten- do sido o instrumento assinado pelo Gestor anterior. unanimemente. 17.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.

286/2000. RAUL PINTO DE SOUZA PORTO. assinados e publicados até 30. Exceção. compreendendo as seguintes questões: 1. Eleição. Secretário Executivo de Ciência Tecnologia e Meio Ambiente.840/99? 2. como por exemplo: greve ou calamidade pública. podem ser efetivadas (liquidadas e pagas) após aquela data. Vedação. algumas certidões obrigatórias para firmar con- vênios.06. Res- ponsabilidade do interessado pelas declarações prestadas. A realização de transferências voluntárias de recursos em Convênios. Certidões e- xigidas em Lei. Apresentação posterior. podem ser aceitas com data de emissão posterior 113 . solicitando informações sobre a realização de transferências voluntárias de recursos em Convênios. Transferências voluntárias aos Municípios. 101/2000. Tecnologia e Meio Ambiente. Conselheiro EDILSON OLIVEIRA E SILVA: Pro- cesso nº.282/2006 RESOLUÇÃO Nº. 9.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17. Este processo trata de consulta formulada pelo Senhor Raul Pinto de Souza Porto. exi- gem a documentação comprobatória da situação de regu- laridade junto aos órgãos das esferas.federal. estadual e municipal.282 (Processo nº. Relatório do Exmº Sr. 2006/52538-6) Assunto: Consulta formulada pelo Sr. No caso de motivos alheios a vontade do ges- tor pleiteante. 2.2006 e com vigência no decorrer do presente exercício financeiro. 17. 1/97 e A Lei Estadual No. apresentação de certi- dões de regularidade por parte da entidade beneficiária. a Instrução Normati- va/STN No. Processo Licitatório. considerando o disposto na lei n. A Lei complementar No. EMENTA: 1. 6. 2006/52538-6. Caso fortuito ou força maior. Obras ou Serviços já iniciados. Secretário Executivo de Ciência.

6.504. Tecnologia e Meio Ambiente.282/2006 a assinatura do referido instrumento. A Lei Complementar nº. o Senhor Conselheiro Presi- dente. como exemplo: greve ou calamidade pública.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. e que se contém nas fis. como abaixo transcritos: "1. tem indicação precisa do seu objeto. porém dentro da vi- gência do Ato? O processo foi encaminhado à Consultoria Jurídica que emi- tiu o Parecer nº. que estabelece normas para as eleições no País: 114 . estadual e municipal. está formulada em tese. aprovado por S. redigida com clareza e subscrita por quem têm competência para fazê-lo. po- rém dentro da vigência do ato?". passamos a emitir o respectivo PARECER: Quanto ao primeiro dos questionamentos acima trans- critos. nos seguintes termos: “Senhor Consultor. exigem a documentação comprobatória de situação de regularidade junto aos órgãos das esferas federal. de 30 de setembro de 1997. podem ser efetivadas (liquidadas e pagas) após aquela data. Vem a esta Consultoria Jurídica. São dois os questionamentos propostos. a Instrução Nor- mativa/STN n°. 17.2006 e com vigência no decorrer do presente exercício financeiro.840/99? 2. ou seja. 101/2000. por determinação do Excelentíssimo Senhor Presidente consulta formulada pelo gestor titular da Secretaria Executiva de Estado de Ciência. assinados e publicados até 30. 35/2006. considerando o disposto na Lei nº. 1/97 e a Lei Estadual nº. Colocados os questionamentos objeto da Consulta.286/2000. A consulta em trato cumpre os preceitos do art. algumas certidões o- brigatórias para firmar convênios podem ser aceitas com data de emissão posterior a assinatura do referido instrumento. A realização de transferências voluntárias de re- cursos previstos em convênios. 220 e seu parágrafo único da Norma Regimental desta Corte de Contas. Exa.06. 02 a 06. 9. No caso de motivos alheios a vontade do gestor pleiteante. consigne-se o que dispõe a Lei Federal 9.

17. o "caput" do art.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.. a obra ou serviço precisa estar fisicamente em andamento. fique assente que a primeira condição para que as transferências voluntárias possam ocorrer validamen- te em ano eleitoral é que estas estejam acobertadas por con- vênio ou contrato regularmente firmados antes da data limite (90 dias antes do pleito). à frase "execução de obra ou serviço em andamento". pois. e dos Estados aos Municípios. a efetivação da primeira..504/97 é expresso no caracterizar as diversas vedações aos agentes públicos que. A segunda condição que pressupõe.. é necessário que o andamento da obra ou do serviço possa ser fisicamente verificado e. e os destinados a atender situações de emergência e de calamidade pública ". 63. para tal. a seguir enumera.. Um dado que há de ser considerado.282/2006 "Art. como tendentes a a- fetar a igualdade de oportunidades entre os candidatos nos pleitos eleitorais.... VI .. na inteligência da restrição legal em comento provém diretamente da experiên- cia comum. vez que os momentos culminantes de impacto- 115 .. servi- dores ou não.... ou seja.. De início.. A questão proposta não pode ser respondida sem um esforço para se saber que significado se há de emprestar. quanto é certo que.. São proibidas aos agentes públicos. sob pena de nulidade de pleno direito. 73 da Lei 9.. é que a transferência voluntária se destine a e- xecução de obra ou serviço em andamento e com cronogra- ma prefixado. no contexto do dispositivo acima transcrito.nos três meses que antecedem o pleito: a) realizar transferência voluntária de recursos da União aos Estados e Municípios.. as seguintes condutas tendentes a afe- tar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais: . na presente consulta.. ressalvados os recursos destinados a cumprir obriga- ção formal preexistente para a execução de obra ou serviço em andamento e com cronograma prefixado. Essa é a exegese que tanto mais se impõe..

para o eleitor comum. atente-se que as situações colocadas como exemplo . a interpretação que restringe às o- bras cuja execução física esteja em andamento a possibilida- de de transferências voluntárias de verbas federais ou esta- duais desde que acobertadas por convênio ou contrato vali- damente firmados antes da data limite (90 dias antes do plei- to). que ad- quire forte valor simbólico. No que tange a segunda indagação da consulta em tra- to. a concretização do empre- endimento governamental.é o da percepção do início da execução física da obra. Em outras palavras. consigne-se que a vedação legal não compreende a mera celebração de novos convênios. É esse começo efetivo da construção da obra. a pactuação não está proibida mesmo após a data limite embo- ra. portanto. O efetivo início físico da execução de uma obra é que faz visível. 77) . Correta. É a execução física da obra que aguça no cidadão-eleitor a ex- pectativa dos benefícios que a sua conclusão possa trazer pa- ra a sociedade e daí decorrem potenciais ganhos políticos pa- ra o gestor que a executa. 17. e não os meros trâmites burocráti- cos e os trabalhos preparatórios ou auxiliares da obra em si. a força maior (greves) ou o caso fortuito ( ca- lamidade pública) quando ocorrentes de modo a afetar a re- 116 .constituem eventos conhecidos como força maior e caso fortuito. mas ape- nas a transferência efetiva de recursos.gre- ve ou calamidade pública . ambos considerados e es- tudados no Direito Administrativo como fatores que criam para o contratado da Administração Pública a impossibilida- de intransponível de regular execução do contrato.282/2006 político eleitoral da realização de uma obra pública antes de sua inauguração . que dá a dimensão de seu impac- to eleitoral e é vedado ocorra na antevéspera das eleições.de que também se ocupa a Lei (art. a partir desta. as transferências voluntárias sejam veda- das. Assim. propiciados por transferências voluntárias de verbas públi- cas. De outra banda.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.

portanto de um ajuste em anda- mento. por exemplo. de tal sorte que sempre possa dispor delas. 117 . a imprevisibilidade (e não a imprevisão das partes). pois. Diferen- te. permite concluir que o caso fortuito e a força maior. ". Na lição de Hely Lopes Meirelles. quando eximem o contratado de culpa pelo cumpri- mento irregular ou não cumprimento do contrato. o que caracteriza determinado evento como força maior ou caso fortuito "são. de maneira imprevisível e inevitá- vel.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.282/2006 gular execução de contrato.. quando do ajuste de transferências voluntárias. de imediato. previdenciária. 17. Evento imprevisível mas evitável. o que permite que o primeiro possa invocar o evento retardador ou impeditivo para eximir-se das conseqüências da mora ou para obter a rescisão do ajuste. mais facilmente. de maneira permanente. sem ter de arcar com qualquer in- denização. financeira. a in- cidir nos eventos de caso fortuito ou força maior. tão logo surja a oportunidade de participar de ajuste como beneficiária de transferência volun- tária e não. cabendo-lhe sempre o ônus da prova. se realmente patentes sua imprevisibilidade e inevita- bilidade.) por parte da entidade beneficiária. ou imprevisível e inevitável mas superável quanto aos efeitos incidentes sobre a execução do contrato não constitui caso fortuito nem força maior. quando esses eventos ocorrem durante ajustes em anda- mento. é sempre mais viável que a Adminis- tração se acautele quanto ao aprovisionamento dessas certi- dões. deixar para obtê-las somente no momento do ajuste expondo-se assim. pois são condições prévias a regularidade do ajuste. fiscal. não são fatores que eximam a não exibição de certidões que atestem a situação de regularidade (tributária. do particular com a Administração Pública.. etc. De outra banda. para os quais não há acautelamento possível. afetando a exe- cução de contrato em andamento atingem a construção de uma ponte. Diferente- mente é se o caso fortuito ou a força maior. a inevitabilidade de sua ocorrência e o impedimento absoluto que veda a regular execução do contrato. O já exposto. ao contrário.

Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 73. a vedação da não apresenta- ção de certidões de regularidade por parte da entidade benefi- ciária. ou imediatamente após cessarem as causas de sua não obtenção. contanto que tal certidão faça referência a situação de regularidade do beneficiário à data da assinatura do ajuste. contanto que tal documento. tendo-se a vedação como regra. se possa firmar o ajuste de transferência voluntária com a apresentação posterior de cer- tidão à celebração do instrumento. competência que lhe é deferida pelo 118 . pelo que deve a mes- ma ser autuada a apreciada pelo Plenário e este consubstancie decisão regulamentar. por força do disposto no art.) assente-se que. de maneira fundamentada e justificada pelo interesse público se possa firmar tais ajustes com a posterior apresentação de certidão. faça referência a situação de regularidade do beneficiário à data da celebração do ajuste e seja apresentada dentro da vigência deste. "a" da Lei 9504/97. b. e seja apresentada dentro da vi- gência deste. CONCLUSÃO a. quando fornecido. 17. até as próximas elei- ções.) Tenha-se. a transferência voluntária de recursos aos municípios - ainda que constitua objeto de convênio ou de qualquer outra obrigação preexistente ao período .282/2006 No entanto. VI. ou imediatamente após cessarem as causas de sua não obtenção.quando não se destinem a ocorrer aos pagamento da execução de obra ou serviço já fi- sicamente iniciado. maneira fundamentada e justificada pelo interesse público. Os assuntos da presente Consulta se revestem de inte- resse geral para toda a Administração. como regra. é vedado ao Estado. ressalvadas unicamente as hipóteses em que se faça necessária para atender a situação de emergência ou de calamidade pública devidamente comprovadas. é de ad- mitir-se que em casos excepcionais. excepcionalmente. face a ocorrência de caso fortuito ou de força maior quando da celebração de ajuste de transferências voluntárias admitindo-se.

É o Relatório. ser justificável a dispensa de formalidades e condições exigidas para a práti- ca de ato jurídico pelo Poder Público. VI. VOTO: A análise da questão revela a inexistência de contro- vérsia doutrinária ou jurisprudencial quanto a. abordou com propri- edade a questão. em caso de circunstância excepcional. SMJ”. A Consultoria Jurídica. ou antes. ressalvadas unicamente as hipóteses em que se faça necessária para atender à situação de emergência ou de calamidade pública devidamen- te comprovadas.A obrigatoriedade da apresentação de certidões de regula- ridade por parte da entidade beneficiária é exigência legal imperativa para a 119 . o como segue: I. de 09 de fevereiro de 1993. até a realização das eleições. 9504/97. 73. não prevista e para a qual o interessado não haja concorrido. E.ainda que constitua objeto de convênio ou de qualquer outra obrigação preexistente ao período . por isto.282/2006 art. porém. 12. que deve- rão ser atendidas tão logo eliminada a circunstância excepcional que impe- dira tê-las cumprido no momento.É vedado ao Estado. da celebração do ato.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.quando não se destinem a ocorrer aos pagamentos da execução de obra ou serviço já fisicamente iniciado. tomo-o como fundamento desta decisão. a transferência voluntária de recursos aos municípios. Formalidades estas. 28 da Lei Complementar n°. 17. em seu Parecer. "a" da Lei n. É o Parecer. e co- mo resposta. II. . por imposição do art.

282/2006 celebração de ajustes de transferências voluntárias.837 de 05 de janeiro 2007. somente poderá ocorrer.termo de declaração do beneficiário sobre a regularidade de sua situação. e. Conselheiro relator. devendo ser exigido. tão logo cessados os motivos insuperáveis que haja sido alegados para a não apresentação das certidões no momento da celebração do ajuste. ou pelas certidões. motivados por "caso fortui- to" ou "força maior". Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30. tudo isto. cessados o impedimento decorrente do caso fortuito ou força maior. ou seja. em 12 de dezembro de 2006. em casos excepcionais. retorna ao índice 120 . por elas responderá civil e penalmente. que vierem a ser fornecidas. responder a presente consulta. O beneficiário será responsável pelas informações que prestar na falta de certidões. sem prejuízo da obrigatoriedade de apresentá-las. a não apresentação de certidões de regularidade exigidas. Logo. na forma da lei. então. dentro da vigência do ajuste e. R E S O L V E M os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará. unanimemente. Auditório “Ministro Elmiro Nogueira”. nos termos do voto do Exmº Sr. no caso de suas informações não serem con- firmadas pela certidão. devidamente comprovados e justificados. acima transcrito.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. o seu descumpri- mento. 17.

eventos. seminários. em busca da plena cidada- nia.º 17. Considerando suas atribuições de orientação peda- gógica e de interpretação legislativa. financeira. RESOLVE.278 Institui a Escola de Contas do Tribunal de Contas do Estado do Pará. Considerando sua missão constitucional e inspectiva como órgão de fiscalização contábil. eficaz e eficiente na prestação de serviços de relevância à sociedade. no uso de suas atribuições legais e regimentais. es- 121 . operacional e patrimonial dos recursos do Estado. orçamentária. unanimemente: Art. Considerando que a instituição da Escola de Contas do Tribunal de Contas contribuirá de forma efetiva. Considerando que a Escola de Contas do Tribunal de Contas contribuirá para a implementação do sistema de controle interno dos Poderes do Estado. Art. 17. Considerando que a Escola de Contas permitirá uma ação de orientação permanente aos agentes públicos e aos cidadãos em ge- ral. 1º Fica instituída a Escola de Contas do Tribu- nal de Contas. O Tribunal de Contas do Estado do Pará. Considerando a sua função de orientação técnica aos agentes públicos em busca de prevenir condutas lesivas ao patrimônio pú- blico. que será administrada pelo Tribunal de Contas e sua organi- zação. 2º A Escola de Contas do Tribunal de Contas se destina a promover cursos.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.278/2006 RESOLUÇÃO N. congressos. mediante palestras e cursos sistemati- zados. em busca da aplicação dos recursos públicos em benefício da cidadania. funcionamento e atribuições serão disciplinados pelo Plenário. simpósios.

Art. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30. retorna ao índice 122 .828 de 21 de dezembro de 2006.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. o treinamento. objetivando a capacitação. inclusive aposentados. 5º Os servidores da Escola de Contas do Tribu- nal de Contas serão designados pelo Presidente da Corte de Contas. 7º Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação. 4º A Escola de Contas do Tribunal de Contas terá um Diretor Geral. a especialização dos serviços da Corte de Contas. dentre servidores do Tribunal. bem como. Art. Art. escolhidos pelo Plenário. a qualificação. um Diretor Executivo e três Coordenadores. em Sessão Ordinária de 30 de novembro de 2006. A Escola de Contas terá um Con- selho de Orientação e Planejamento de Estudos. Art. Parágrafo único. Art. Auditório “Ministro Elmiro Nogueira”.278/2006 tudos e atividades similares. com entidades públicas e privadas nacionais e internacionais. dos agentes públicos e dos servidores de instituições públicas e pri- vadas. dos Estados. 17. por indicação do Presidente. formado por quatro (4) Conselheiros. 3º A Escola de Contas do Tribunal de Contas poderá celebrar convênio com a administração direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. 6º O Plenário do Tribunal de Contas regula- mentará o disposto nesta Resolução. do Distrito Federal e dos Municípios. dentre servidores do Tribunal. designa- dos pelo Presidente do Tribunal de Contas. o aperfeiçoamento.

fls. assinala que houve observância das formalidades legais. acumulando cargos na Administração Pública. por entender que o cargo de Vice-Diretor da Escola.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. ocupa também o cargo de Vice- Diretor de Escola. Registra que o servidor José Nilson Silva de Jesus. 40. A Seção de Controle de Inativos. devem ser defe- ridos os registros pleiteados. 2004/51935-0) Assunto: Admissão de Pessoal EMENTA: Tendo as nomeações obedecidas todas as disposições pertinentes. Conselheiro ANTÔNIO ERLINDO BRAGA: Pro- cesso nº. Relatório do Exmº. 123 . pelo deferimento do registro dos servidores nomeados em virtude de realização de concurso pú- blico. 202/204 dos autos ao examinar os contratos de admissão dos servidores aprovados no concurso público. fls. com a ressalva feita da 1ª CCE. Sr. 37 da Constituição Federal. Ivan Barbosa da Cunha. emite parecer. por cargo comissionado. contrariando o art. portanto. 206 dos autos. representado pelo Procurador Dr. 40. lotados na SECRETARIA EXECUTIVA DE EDUCAÇÃO – SEDUC. 2004/51935-0 Trata-se de apreciação da legalidade para fins de registro de ato de nomeação de servidores aprovados em concurso público.852/2006 ACÓRDÃO Nº. É o Relatório.852 (Processo nº. O Ministério Público. de livre nomeação e exoneração não é considerado cargo de natureza técnica. na esfera municipal.

para exercerem o cargo efetivo de profes- sor da Secretaria Executiva do Estado de Educação – SEDUC. 40.01.10. III da Lei Complementar Estadual nº. III da Constituição do Estado do Pará de 05. na forma do voto do Exmº. de 09. 116.1989. ACORDAM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Esta- do do Pará. em 30 de novembro de 2006. 12. Auditório “Ministro Elmiro Nogueira”.2004. portanto. Sr. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30.02. retorna ao índice 124 . combinado com o art. constitucional a acumulação do exercício de cargo do magistério.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. 71. registrar as nomeações de ALDEMAR BAR- ROS PEREIRA e outros. III da Constituição Federal de 1988. combinado com o art. com fun- damento no art. Defiro o registro dos atos de admissão dos servidores nomea- dos pelo Decreto de 20. unanimemente.1993. 25. aprovados em concurso público realizado pela SECRETARIA EXECUTIVA DE EDUCAÇÃO.830 de 26 de dezembro de 2006. Conselheiro Relator.852/2006 VOTO: O cargo de Diretor e Vice-Diretor de escola é cargo privativo de professor.

Segundo a Seção Técnica. 40 e 41. O Ministério Público junto a este Tribunal. de 10/05/2006. 41. Inocorrência de direito adquirido. posicionando-se pelo indeferimento do registro solicitado. no cargo de Investigador de Polícia. 09940.566/2006 ACÓRDÃO Nº. A 1ª CCE. então. nada ha- vendo a corrigir no que tange aos de mais aspectos do ato em análise. por sua subprocu- radora. Não comprovação de tempo de serviço exigido até a promulgação da Emenda Constitucional nº.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. segundo fundamentos constitucionais e legais. Iracema Teixeira Braga. baixada pela Presidente do IGEPREV. com a composição que. 2006/52320-1) Requerente: Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Pará EMENTA: Aposentadoria. LUIZ EVANDRO DA GAMA PAES. Relatório do Exmº. passo a leitura deste Parecer. Por sua precisão na análise da matéria. Nele enfa- tiza que o servidor faz jus ao adicional de 10% relativo à Função Gratificada de Encarregado de Telecomunicações da S. 40. pela qual é concedida ao servidor. discrimina na fl.U Sacramenta FG-1. Código GEP-PC-704. como segue: 125 . 20/1998.4-Classe "D". emitiu relatório técnico nas fls. Conselheiro EDILSON OLIVEIRA E SILVA: Processo nº. Sr. Registro negado. o qual faço parte integrante deste relatório. 40.566 (Processo nº. apre- sentou nas fls. 43 a 57. quanto aos proventos passam a ser de R$-xxxxxx (valor valor valor valor valor valor valor valor valor valor). deve ser retifica a fundamentação do ato e. Retorno ao serviço ativo. longo e substancioso Parecer no qual conclui pela falta de respaldo legal para a concessão da aposentadoria. ante a complexidade da questão. Dra. aposentadoria voluntária por tempo de contribuição. 2006/52320-1 Trata este processo de pedido de registro da Portaria nº. nela inseridos.

4.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. tendo o requerente comple- tado 30 anos de tempo de serviço. tratando-se de aposentadoria voluntária por tempo de serviço e/ou de contribuição. . II. 3° da Emenda Constitucional n°. art.1998. data da publicação e 126 . art. art. lota- do na Polícia Civil do Estado do Pará. . 06 a 21. incisos. O IGEPREV formalizou a concessão da aposentadoria com a Por- taria AP n°. 40. .11. às fls. §§ 1° e 4° da Constituição Estadual.12.05. III e IV do Decreto n° 4000/2000.12. às fls. 20. no processo sob exame.identificação civil. que modifica o Sistema de Previdência Social. incisos I. 3.37. estabelece normas de transição e dá outras providências. 96 da Lei Complementar n°. 1° do Decreto n°. 23 a 25. expedido pela Polícia Civil do Estado do Pará. 49/05. altera- do pelo art. 04. 4875/01. fls. fls. 15/99. 039/02. 22. inclusive aos servidores titulares de cargos efetivos da União.Histórico Funcional Financeiro.1998. do Distrito Federal e dos Municípios. publicada no DOU de 16. inciso X da Lei n° 5810/94. O processo está instruído com os seguintes elementos do postulan- te: . com redação da Lei Complementar n°. que certifica o total de 30 anos e 20 dias de tem- po de serviço. Código GEP-PC-704.131.12. com redação dada pela Emenda Constitu- cional n°.2006. art. modificando o sistema anterior. novas regras para a aposentadoria foram introduzidas. 2°. 69 da Lei Complementar n° 22/1994. conta atualmente com 53 anos de idade. fls. art. III e IV. 1°.certidão de tempo de serviço expedi da pelo Comando Militar da Amazônia. 83 Região Militar. I. de 15. Com o advento da Emenda Constitucional n°. documentando que o requerente nascido em 17. Classe "D". com a seguinte fundamentação: art. Deste modo.dados funcionais informados pela Divisão de Pessoal da SEGUP. após 16. pedido de aposentadoria por tempo de serviço e/ou de contribui- ção no cargo de Investigador de Polícia. de 10. 1°. 41/03. II. art. dos Estados. 33. às fls. 33.566/2006 “LUIZ EVANDRO DA GAMA PAES com os presentes autos for- maliza. fls. § 1°.1953. 051/85.1998. inciso I da Lei Complementar n°. incluídas suas Autarquias e Fundações. 0940.

40. 33. havendo omissão quanto a continuação da fundamentação no inciso III. 33.1988. § 1°. servir de fundamentação legal para a presente apo- sentadoria.05. § 1°. examinando-se os diplomas citados na Portaria de aposentação expedida pelo IGEPREV. 15/99. dado que a mesma foi editada na vigência da Constituição Federal de 1967. 1. com a nova redação dada pela Emenda Constitucional n°. às fls. 40. letra "a". Assim. 37.1969. das leis invocadas no ato de concessão de aposentadoria objeto da Portaria AP n°. em seu art. 0940. quer seja de servi- dores do Estado. 127 . a Lei Complementar n°. da Consti- tuição Estadual de 05. O art. de 15. de 10.1994. 37. quer dos Municípios.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. desde que contasse pelo menos 20 anos de exercício em cargo de natureza estritamente policial. 15/99. com a Emenda Constitucional n°. deixou de ter aplicabilidade. 20. Com a vigência da Constituição Federal de 05. por conseguinte.1998. Deste modo. 20/98. e. II – compulsoriamente. letra "a". 15/99.10. a Lei Complementar n°. Constituição Estadual de 1989.10. de 15. letra "a" da Constituição Estadual. § 1° da Constituição Estadual com a redação dada pela Emenda Constitucional n°.12.12. 33.566/2006 vigência da Emenda Constitucional n°. aplica-se ao mesmo as regras ino- vadoras estabelecidas pela Constituição Federal de 1988. que são: I – por invalidez permanente. § 1°.10. dada a vigência na atualidade de novo ordenamento jurídico. diplomas estes que perderam sua validez jurídica com a promulga- ção da Constituição Federal de 05. em seu art. de 17. às fls. inciso III. com redação dada pela Emenda Constitucio- nal n°. não pode a Lei Complementar n°. após 30 anos de serviço. 51. verifica-se a referência ao art. A Lei Complementar n°. 051/85. 051/85. desdobra-se com o estabelecimento das três modalidades de aposentadoria admissíveis no Serviço Público.2006. inci- so III.1985.03. 022. de 20. 051/85 é a única que não se encontra mais em vigor.1989 e da Lei Complementar Estadual n°.10. assegurava ao funcio- nário policial aposentadoria voluntária com proventos integrais.1998. com a nova redação dada pela Emenda Constitucional n°.

não mais vigente no ordenamento jurídi- co brasileiro. 1°. 51/85 é anterior a atual Constituição Fe- deral de 05. 15/99. 15/99. garantias. com a promulgação pela Assembléia Nacional Constituinte da Constituição Federal de 05. porque editada na vigência da Constituição Federal de 1967.03. que é a Lei Complementar n°. que promulgada na vigência da Constituição Estadual de 05. do art. direitos e deveres da Polícia Civil do Estado do Pará". inciso I da Lei Complementar Federal n°. estabelecia que ao funcioná- rio policial seria assegurada aposentadoria voluntária com proventos integrais após 30 anos de serviço.1989. 15/99.10. por conseguinte. quando da vigên- cia da Constituição de 1967. § 1º. de 15. ante- rior ao ordenamento jurídico constitucional vigente. competências.10. A omissão. tratando-se de aposentadoria voluntária por tempo de serviço e/ou de contribuição. 33 da Constituição Estadual. Examinando-se ainda o pleito do postulante.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. com a redação dada pela Emenda Constitucional n°. que decorre da implantação de novo ordenamento jurídico no Estado. 051/85. o ato de concessão da aposentadoria tem que se fundamentar na Constituição Estadual em seu art. porquanto apenas a indicação do art.1989. acarretou conflito dos preceitos cita- dos no ato de aposentação. 33. No caso sob exame. e. letra "a".1988 e pela Assembléia Estadual Constituinte de 05. O art.566/2006 III – voluntariamente. Como se vê. é de se esclarecer que: A Lei Complementar n°. a outra estadual. tomou aludido ato incompleto. no ato de concessão da aposentadoria. inciso III.10. há evidente conflito entre os preceitos citados no ato administrativo de aposentadoria do requerente.1988 e vigorou no ordenamento jurídico passado. não está mais em vigor. 022/94. 33. da referência a letra "a" do inciso III do § 1º. 022. desde que contasse pelo menos 20 anos de exercício em cargo de natureza estritamente policial. com a redação dada pela EC n°.10 . § 1° da Constituição Estadual. com a redação dada pela Emenda Constitucional n°. 128 . está em pleno vigor. 51/85. é a que "Estabelece normas de organização. enquanto que a Lei Complementar Estadual n°. 40. que é a Lei Complementar n°. no que concerne a aplicação simultânea de duas leis constantes do ato de aposentadoria: uma fede- ral.94.

de 15. que não se encontra mais em vigor. quando da vigência concomitante de leis estaduais sobre a mesma matéria.10. o que significa dizer que os entes que o integram. 51/85.1994. via de conseqüência.566/2006 Por oportuno. in verbis: "O Estado do Pará é parte integrante da República Federativa do Brasil. E. 57 da Lei Complementar Estadual n°. todos são autônomos. Atualmente a aposentadoria dos integrantes da carreira da Policia Civil do Estado do Pará está disciplinada pelo art. 022. é matéria disciplinada pela Constituição Federal. 40 da Constituição Federal e pelo art. 18 da Constituição Federal. aos jurisdicionados estaduais. porquanto leis nacionais são as que tem aplicabili- dade em toda a área de jurisdição do território nacional.03. ex vi do art. Para melhor ilustração é de se lembrar que como não se desco- nhece. nenhuma norma excepcionando a carreira do policial civil da regra geral estabelecida. 51/85 estives- se em vigor não poderia ser invocada.10. 022/94. Neste sentido. observados os princípios da 129 .Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº.1989. como é o caso específico da Lei Complementar Estadual n°. exercendo. dado que leis federais. 40. E as leis federais são as que tem como destinatários exclusivamente os servidores públicos federais. Ademais. têm aplicabilidade restrita a servido- res públicos federais e leis estaduais. regendo-se por esta Constituição e leis que adotar. con- soante inteligência do art. que é a Lei Complementar n°. registre-se que a Lei Complementar nº. inclusive. Distrito Federal e Muni- cípios. União. não há diante do novo ordenamento jurídico pátrio. 51/85 e outra estadual. Não há nas normas ora em vigor aposentadoria especial instituída para os integrantes da carreira da policia civil. 022/94. que está em vigor. não pode haver a aplicação simultânea das duas Leis. 33 da Constitui- ção Estadual. não é uma lei nacional e sim federal.1989 e pelo art. 1º da Constituição Esta- dual do Pará. estabelece o art. em seu território. promulgada em 05. o Brasil adotou como forma de Estado a Federativa. uma federal. Estados Federados. Aposentadoria considerando a racionalização das Constituições Brasileiras após a de 1934. que é a Lei Complementar n°. ainda que a Lei Complementar Federal n°. Deste modo. os poderes decorrentes de sua autonomia. 33 da Constituição Estadual de 05.

12. inciso I e 194 a 197 da Consti- tuição Estadual de 05. O segundo atributo inerente a autonomia dos Estados é o do auto governo. como o Gover- nador e Vice-Governador do Estado. que estabelece normas de organização. inclusive o Estado do Pará. E. os Estados federados gozam de três atributos.1989 e a nível infraconstitucional disciplinada pela Lei 130 . representa a capacidade de se auto-administrar internamente.1994. pela Assembléia Estadual Constituinte e Leis próprias como a Lei Complementar Estadual n°.arts. com a autonomia reconhecida de todos os entes da Federação.1989. observados os princípios desta Constituição.1985. com o novo ordenamento jurídico do Estado. aprovada pela Assembléia Legislativa do Estado do Pará. Daí cada Estado da federação brasileira. não pode ser invocada a Lei Complementar Federal n°. Estes princípios são os consagrados no art. 87 e 125 da Constituição Estadual de 05. inclusive o Estado do Pará. ter a sua Consti- tuição própria. Assim.10. como foi durante a Constituição Federal de 1967.1989. considerado pelos constitucionalistas como o mínimo federativo brasileiro.89. conti- nuando o Brasil com a forma federativa de Estado. 40. tratada no âmbito constitucional nos arts. que é a capacidade de eleger seus próprios governantes.10. por força do art.566/2006 Constituição Federal". 1° da Constituição Estadual de 05. como atributo dos Estados. Deste modo. a auto-administração. 18 da Constituição Federal. com a Emenda Constitucional n°. consoante expressão textual do art. que vigorou em ordenamento jurídico anterior.10 . auto governo e auto-administração. di- reitos e deveres da Polícia Civil do Estado do Pará. 51. 27 e 28 da Constituição Federal de 05.03. de 17. competências. 1.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. garantias. de 15.10 . finalmente.1969. que foi a promulgada em 05. que são: o da auto- organização. de 20. Deputados Estaduais às Assembléias Legis- lativas pelo seu corpo eleitoral .10. inciso VII da Constituição Federal. Pelo atributo da auto-organização os Estados organizam-se e re- gem-se pelas Constituições e leis que adotarem. 022. como consagrado no art.10.1988 e arts. em decorrência da autonomia dos entes da Federação Bra- sileira. 25 da Constituição Federal. A Polícia Civil é órgão integrante da Segurança Pública do Esta- do. 193. 34.

566/2006 Complementar Estadual n°. garantias. pelo menos 20 (vinte) anos de exercício em cargo de natureza estritamente policial". por que não se encontra mais em vigor. inclusive para os servidores titulares de cargos efetivos da Uni- ão. de 15. com a promulgação da Constituição Federal de 05. 022. do Distrito Federal e dos Municípios. diplomas constitucionais e legais estes que não se encontram mais em vigor.1994. 51. publicada no DOU de 16. de 17. mas que não tem aplicabilidade no presente processo. de 20.12.03. A Lei Complementar n°. com o advento da Emenda Constitucional n°.1985. com a nova redação dada pela Emenda Constitucional n°. 22. com a Emenda Constitucional n°. que modificou o Sistema de Previdência Social.1985.12. de 15. que Estabelece normas de organi- zação. modificando totalmente o sistema anterior.12.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. de 15. face a instituição de um novo ordenamento jurídico para o Estado. que a Lei Complementar n°. Como já afirmamos. repetimos. 51. a aposentadoria voluntária por tempo de serviço com proventos integrais. admite a Constituição Estadual de 1989. com proventos integrais. competências. da Constituição Estadual de 05.1998. 103 da Constituição Federal de 1967: Ar. desde que conte. não se aplica ao caso sub examine. 51. 20. tinha a seguinte redação: "Lei Complementar Federal n°.12. dos Estados. Afirmamos linhas acima e. nos termos do art.voluntariamente. entre outras modalidades.1985 . estabelece normas de transição e dá outras providências. desde que cumpridos os requisitos ali exigidos.12. porque a mesma foi editada na vigência da Constituição Federal de 1967. 1. inciso III. que foi invocada no ato de aposentação do requerente.Dispõe sobre a aposentadoria de funcionário policial. 131 .1969.10.03. 40.1998. de 20. incluídas suas Autarquias e Fundações. de 20. § 1. após 30 (trinta) anos de serviço.O funcionário policial será aposentado: I . letra "a". em seu art.10. 1º . no- vas regras para a aposentadoria foram introduzidas. 15/99.94. 33. direitos e deveres da Polícia Civil do Estado do Pará. Assim.1989 e da Lei Complementar Estadual n°.10.1988.

40 do estatuto supremo. Portanto. de 15. de 15. dado que as normas da Emenda Constitucional são incorporadas ao texto constitucional. garantias. que "Estabelece normas de organização. decorrente de sua au- tonomia e. é uma das modalidades do processo legislativo pátrio que tem por fundamento o texto constitucional. Neste passo. aposentadoria integral para os Policiais Civis. Por outro lado. a Emenda Constitucional está em posição de superi- oridade à Lei Complementar. Daí porque além do requisito exigido da prova de 35 anos de tempo de serviço. o interessado deverá fazer prova também de 10 anos de efetivo exercício no Serviço Público e 5 anos no cargo em que se dará a aposentadoria. 022. tendo em conseqüência o Estado do Pará consagrado na Constituição Estadual de 05. seguindo o modelo federal. em igualdade de condições aos demais servidores públicos. 15/99.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. 25 da Constituição Federal. agora com o novo ordenamento jurídico. competências.94. não se argumente que a Lei Complementar Fede- ral n°. prescinde de qualquer outra regulamenta- ção específica a nível federal para os seus próprios servidores públicos estaduais integrantes da carreira da Polícia Civil. direi- tos e deveres da Polícia Civil do Estado do Pará". há de ter seus preceitos vigorando em perfeita harmonia com o texto constitucional. e sua finalidade precisa é complementar preceito constitucional. porquanto no âmbito do Estado do Pará. 15/99.1989. 022/94. consoante expressa determinação do art. assegurando o tempo de serviço mínimo de 35 anos para aposentadoria integral e editado sobre a matéria a Lei Complementar Estadual n°.03.566/2006 A Lei Complementar estadual n°. 51/85 foi recepcionada pela Carta Magna de 1988. via de conseqüência. 22. todavia na hierarquia do ordenamento jurídico pátrio. além da idade mínima exigida. como o próprio nome está a indicar. 132 . permanecendo na or- dem jurídica até que seja editada a Lei Complementar a que se refere o art. do atributo inerente aos Estados da auto- organização.10. como a Lei Complementar Estadual n°. foi editada antes da vigência da Emenda Constitucional Estadual n°.03. aprovada pela Assembléia Le- gislativa do Estado do Pará. os Estados tem capacidade de auto-organizar-se e reger-se pelas Constituições e leis que adotarem.94 é anterior à vi- gência da Emenda Constitucional Estadual n°. no caso à Constituição Estadual e a Lei Complementar. 40.

SERVIDOR PÚ- BLICO – COMISSÁRIO DA POLICIA CIVIL DO ESTADO DE SANTA CATA- RINA APOSENTADORIA ESPECIAL – INEXISTÊNCIA DE DIREITO LÍ- QUIDO E CERTO. 8112/90. que no caso do Pará é o da Lei Estadual n°. que o Superior Tribunal de Justiça – STJ.RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGU- RANÇA 2002/0072151-3 Relator: Ministro PAULO MEDINA (1121) Órgão Julgador: T6 . EM FACE DO ART. 5810/94 e no âmbito federal. 51/85. é de se lembrar inclusive que cada Estado da Federação Brasileira tem o seu regime jurí- dico próprio. Não há que se falar em aposentadoria especial dos servidores da polícia civil do Estado de Santa Catarina. 51/85. situação semelhante. A CR/88. que não foi recepcionada pela CR/88.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. apenas para exemplificar. pelo efetivo exercício em condições insalubres ou que coloquem em risco a integridade física do servidor. incli- nando-se pela impossibilidade de concessão de aposentadoria especial aos servi- dores integrantes da carreira da Polícia Civil.SEXTA TURMA Data do Julgamento: 26/04/2005 Data da Publicação/Fonte DJ 16. órgão responsável pela uniformidade da aplicação em todo o território na- cional das leis federais tem defendido e se mantido firme e de forma coesa. com base na Lei Complementar n°.566/2006 Ademais. 40. Destaque-se. cujos destinatários são os servidores públicos federais é a Lei de n°. 8. § 4°.2005 p. por oportuno. 7. 133 . como a seguir se demonstra: Processo RMS 14976/SC.05. CR/88 POR NÃO SE TRATAR DE TRABALHO EM CONDIÇÕES INSALUBRES OU QUE COLOQUEM EM RISCO A INTEGRIDADE FÍSICA DO SERVIDOR – RECURSO DESPROVI- DO. 17 Ementa RECURSO ORDINÁRIO – MANDADO DE SEGURANÇA . 40. (O destaque em negrito é nosso). 40. só admite a aposentadoria especial de servi- dor público. nos termos da Lei Complementar Estadu- al n°. em seu art.

Ausente. ainda não editada. negar provimento ao recurso. que prejudi- quem a saúde ou a integridade física. Ausência de liquidez e certeza. Isto porque. 1 . relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas.Precedentes (ROMS n°. por una- nimidade. Ausente. 40.2004 p.327/MT). Acórdão 134 . Processo RMS 15527/SC. Os Srs. § 4º da Constituição Federal. à aposentadoria especial aos 30 (trinta) anos de serviço. capazes de ensejar a aposentadoria es- pecial. nos termos do voto do Sr. Recurso desprovido.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. Acórdão Vistos. Presidiu o julgamento o Sr. 40. 187 Ementa: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO–RECURSO ORDINÁRIO EM MAN- DADO DE SEGURANÇA – POLICIAL CIVIL – TRINTA ANOS DE SERVIÇO – APOSENTADORIA ESPECIAL – IMPOSSIBILIDADE – AUSÊNCIA – DE LEI COMPLEMENTAR FEDERAL – EXIGÊNCIA DO ART. dependem de lei complementar. 13. § 4º DA CF/88. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGU- RANÇA 2002/0144528-7 Relator:Ministro JORGE SCARTEZZINI (1113) Órgão Julgador: T5-QUINTA TURMA Data do Julgamento: 18/11/2003 Data da Publicação/Fonte: DJ 01. Mi- nistro Relator. desprovido. o Sr. Ministro Paulo Gallotti. 3 . a- cordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça.03. Ministros Hélio Quaglia Barbosa e Paulo Gallotti votaram com o Sr. Ministro Nilson Naves.848/MG e 11. Exceção prevista no art. Policial Civil do Estado de Santa Catarina. a ampa- rar a pretensão.566/2006 9.Recurso conhecido. os casos de atividades exercidas exclusivamente sob condições especiais. 40. porém. o Sr. 2 . Ministro Hamilton Carvalhido.Falece direito ao recorrente. Ministro Rela- tor. justificadamente. ocasionalmente.

inaplicável a Lei Complementar Federal n°.Não tendo sido editada pelo Congresso Nacional lei complementar defi- nindo as atividades consideradas prejudiciais à saúde ou à integridade física. INAPLICABILIDADE DA LEGISLAÇÃO ANTERIOR.272 Ementa CONSTITUCIONAL. PERÍODO. DECORRÊNCIA. editada 135 . Ministros LAURITA VAZ. relatados e discutidos estes autos. AGENTE DE POLÍCIA.. . NECESSIDADE.O artigo 40.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº.566/2006 Vistos. INDEPENDÊNCIA.04. em negar provimento ao recurso. LEI COMPLEMENTAR. CONCESSÃO. INEXISTÊN- CIA. PO- LICIA CIVIL. NÃO RECEPÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL. Ministro Relator os Srs. definiu as regras da aposentadoria dos servidores públicos. Processo RMS 14979/SC. de 1985. CONSTITUIÇÃO FEDERAL. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGU- RANÇA 2002/0072150-1 Relator: Ministro VICENTE LEAL (1103) Órgão Julgador: T6-SEXTA TURMA Data do Julgamento: 25/03/2003 Data da Publicação/Fonte: DJ 22. CONSTITUIÇÃO ANTERIOR. ATIVIDADE PERI- GOSA. LEI COMPLEMENTAR. Votaram com o Sr. Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça. . EXCEÇÃO À REGRA CONSTITUCIONAL. da Constituição Federal de 1988. EFETIVO EXERCÍCIO. Resumo Estruturado. EXERCÍCIO. acordam os Srs. 40.2003 p. APOSENTADORIA ESPECIAL. AUSÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. na conformidade dos votos e das notas taquigráficas a seguir. TRINTA ANOS. 1985. DIREITO LÍQUIDO E CERTO.MATÉRIA. REGULAMENTA- ÇÃO. 1988. PREVI- SÃO. FE- LIX FISCHER e GILSON DIPP. VIGÊNCIA. 20/98. LEI COMPLEMENTAR. com a redação dada pela EC n°. JOSÉ ARNALDO DA FONSECA. atribuindo a possibilidade de concessão de aposentadoria especial na hipótese de atividades exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física a serem definidos por lei complementar federal. 51. por unanimidade. ATIVIDADE POLICIAL.

NECESSIDADE DE LEGISLAÇÃO FEDERAL. e não estadual. APOSENTADORIA ESPECIAL. DECORRÊNCIA. VIGÊNCIA. 358 Ementa: RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA ADMINISTRATIVO. REGULAMENTAÇÃO. Ausente. Ministros Hamilton Carvalhido. Processo RMS 13848/MG.QUINTA TURMA Data do Julgamento: 06/06/2002 Data da Publicação/Fonte: DJ 01.Recurso ordinário desprovido. Acórdão. Presidiu o julgamento o Sr. porque não fora recep- cionada pela atual Carta Constitucional. 40. LEI COMPLE- MENTAR 51/85. o Sr. Ministro Paulo Medina. Ministro Hamilton Carvalhido. DISPOSIÇÃO CONSTITUCIONAL. ATIVIDADE PERI- GOSA. Resumo Estruturado IMPOSSIBILIDADE. poderia dispor sobre o tema proposto (exceção do art. § 4º da 136 . 1988. EXERCÍCIO. CONCESSÃO. 1985. nos termos do voto do Sr. PERÍ- ODO. Ministro Relator.2002 p. Os Srs. LEI COMPLEMENTAR. NECESSIDADE. (O destaque em negrito é nosso). CONTAGEM DE TEMPO DE SERVI- ÇO PRESTADO ESPECIFICAMENTE NAQUELA FUNÇÃO. POLICIAL. negar provimento ao recurso. MATÉ- RIA.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. Ministro Relator. . CONSTITUIÇÃO ANTERIOR. Conforme precedente análogo (RMS 10. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGU- RANÇA 2001/0140699-0 Relator: Ministro JOSÉ ARNALDO DA FONSECA (1106) Órgão Julgador: T5 . NÃO RECEPÇÃO. CONSTITUIÇÃO FEDERAL. somente legislação federal.07. acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Jus- tiça. relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indica- das. INDEPENDÊNCIA. PO- LICIAL MILITAR.Precedentes. EXCEÇÃO. A- POSENTADORIA ESPECIAL. por unanimidade. ocasio- nalmente.457/RO). LEI COMPLEMENTAR. INTERPRETA- ÇÃO RESTRITIVA. .566/2006 sob a vigência da Constituição Federal anterior. Paulo Gallotti e Fontes de Alencar votaram com o Sr. Vistos. PREVISÃO.40.

Acórdão. Constituição Estadual de 05. publicada no DOU de 16.1998. que modifica o Sistema de Previdência Social.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. que altera dispositivos da Constituição do Estado. com nova redação dada pela Emenda Constitucional n°. Por unanimidade. 40. Lei Complementar Estadual n°. de 03. Considerando o tempo de serviço público do Policial Civil ora sob exame totalizando 31 anos.10. estabelece normas de transição e dá outras providências. sen- do mesmo inviável pretender se beneficiar de legislação anterior à vigência da atual Constituição. de 15. Considerando que vigora na atualidade novo ordenamento jurídi- co pátrio.1988. negar provimento ao recurso.12. além da condição de titular de cargo efetivo do Estado.566/2006 Constituição. com nova redação dada pela Emenda Cons- titucional n°. ainda que com a atualização do tempo de 137 . estabelecendo via de conseqüência. para obtenção de aposen- tadoria voluntária com proventos integrais. 051/85. 20/98). cumprido tempo mínimo de 10 anos de efetivo exercício no Serviço Público e 5 anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria.10.1999. de 15. se homem. Recurso desprovido. onde se constata que o interessado não preenche os requisitos constitucionais nem legais para aposentadoria integral. 20. novas regras para concessão de aposentadoria em todas as suas modalidades. ante a promulgação da Constituição Federal de 05. com a disposição dada pela Emenda Constitucional n°.10 .1969.03. 1. 022. se mulher.1998.1989. considerando que a Lei Complementar Federal n°. normas estas que também não se encontram mais em vigor. em conformidade com as disposições gerais da Constituição Federal em vigor. Neste passo.94. e 35 anos de tempo de contribuição e 60 anos de idade. 33. conforme está documentado às fls. face ter sido editada na vigência da Constituição Federal de 1967 com a Emenda Cons- titucional n°.12.08. 15/99. 07 meses e 09 dias. de 17. invocada no ato de aposentação do servidor encontra-se revogada. todas determinando aos integrantes da carreira da Policia Civil o cumprimento mínimo de 30 anos de con- tribuição e 55 anos de idade.

cessando. pois. que do mesmo modo não completa o tempo mínimo exigido para aposentadoria integral.2006.12. Código GEP-PC-704-4. como demonstrado acima. Considerando que. devendo servidor retornar ao serviço ativo até que complete.05. unanimemente. e nego de- ferimento ao pedido de registro da Portaria AP nº. ces- sando. nos termos em que foi proposto. data da publicação e vigência da Emenda Constitucional n°. 40. opinamos pelo indeferimento do registro da aposentadoria pleiteada por absoluta falta de amparo constitucional e legal. V O T O: Ante o exposto. que trata da aposentadoria de LUIZ E- VANDRO DA GAMA PAES.2006. Classe D. e. É o relatório. negar deferimento ao pedido de registro da Por- taria AP nº. devendo o servidor retornar ao ser- viço ativo até que complete. lotado na Polícia Civil do Estado do Pará. para obtenção de aposentadoria com proventos proporcionais. 20/98. de 10. considero que a matéria foi clara e exausti- vamente tratada no Parecer da ilustre representante do Ministério Público. no cargo de Investigador de Polícia. os seus respectivos efeitos. que é de 35 anos. nem 30 anos até 16. os requisitos para que lhe seja concedida aposentadoria voluntária 138 . que é de 35 anos para aposentadoria integral.05. os seus respectivos efeitos. nos exa- tos termos da manifestação do Parquet. Considerando a jurisprudência mansa e pacífica uniformizada pe- lo Superior Tribunal de Justiça – STJ. segun- do o ordenamento constitucional e legal pátrios. porque não comprovou o tempo de serviço exigido. os requisitos para que lhe seja concedida aposentadoria voluntária por tempo de contribuição. tomo-o para fundamento deste voto.566/2006 serviço até o corrente ano.1998. pois. em assim me posicionando. 0940. não pode prosperar o pleito do requerente.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. ACORDAM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Esta- do do Pará. de 10. 0940. em conseqüência da aplicabilidade das normas constitucionais e legais em vigor acima referenciadas ao caso sob exame. segundo o ordenamento constitucional e legal pátrios. objeto de apreciação neste processo.

801 de 10 de novembro de 2006. 40. Sr. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30. Auditório “Ministro Elmiro Nogueira”.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº.566/2006 por tempo de contribuição. em 19 de outubro de 2006. retorna ao índice 139 . na forma do voto do Exmº. Conselheiro rela- tor.

235 EMENTA: Aprova Instrução Normativa sobre pro- cedimentos a serem adotados nas tomada de contas especiais. somente deve ser encaminhada ao TCE-PA. 17. para julgamento e adoção das medidas pertinentes. unanimemente: Art. e Considerando o disposto no art. bens ou valores públicos. Considerando que o instituto da Tomada de Contas Espe- cial ainda não tem regramento específico na normatização de regência do TCE-PA. A Tomada de Contas Especial. Considerando que a Administração do Estado vem enca- minhando ao TCE-PA documentações relativas aos procedimentos de To- madas de Contas Especiais instauradas e concluídas para apurar responsabi- lidades de seus servidores. 35.TCU. RESOLVE.235/2006 RESOLUÇÃO Nº.RITCE-PA. com reda- ção dada pela Instrução Normativa . ou ainda pela prática de qualquer ato ilegal. instaurada pe- los Órgãos da Administração Estadual para apurar a responsabilidade pela não-comprovação ou aplicação irregular de recursos estaduais ou pela ocor- rência de desfalque ou desvio de dinheiros.TCU nº. 13/96. aplicar-se-á subsidiaria- mente a legislação referente ao Tribunal de Contas União . nos casos omissos. desta data.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. conforme estabelecido no art. se o dano for igual ou superi- or ao valor que é anualmente fixado pelo TCU com o mesmo fim.544. O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará. no uso de suas atribuições constitucionais legais e regimentais. 1º. 17. ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano ao erário. Considerando que a Lei Orgânica do TCE-PA e o seu Re- gimento Interno prevêem que. de 23 de agosto de 2000. 14 “e” do Regimento In- terno do Tribunal de Contas do Estado do Pará . 6º da Instrução Normativa . 4. 140 .TCU nº. Considerando manifestação da Presidência constante da Ata nº.

5º. As Tomadas de Contas Especiais já encami- nhadas ao TCE-PA. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30. 17. Esta Resolução entrará em vigor.770 de 21 de setembro de 2006. em Sessão Ordiná- ria de 14 de setembro de 2006. Art. no prazo de 90 (noventa) dias. A circunstância de poder ser o dano ao erário inferior ao valor indicado no artigo primeiro desta Resolução não isenta os Responsáveis pelos Órgãos da Administração Estadual de tomarem as pro- vidências administrativas e/ou judiciais a que. 3º. a cujo pagamento continuará obrigado o devedor. Auditório “Ministro Elmiro Nogueira”. visando a formalização. ato normativo específico. retorna ao índice 141 . 4º. após o julgamento das contas. em qualquer caso. Art. serão anexadas às respectivas prestações de contas.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. a tramitação e o jul- gamento de Tomadas de Contas Especiais. das medidas judiciais cabíveis. cujo dano ao erário seja inferior ao valor referido no artigo primeiro desta Resolução. O TCE-PA baixará. 2º. na data de sua publicação. para que lhe possa ser dada quitação. estão obri- gados. sem cancelamento do débito apurado.235/2006 Art. Art. e sem prejuízo.

Aplica-se o índice adotado pelo Estado para correção monetária de débitos fiscais. 12. que dispõe sobre a Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado do Pará? b) existe regulamentação do órgão legalmente previsto como competente acerca dos percentuais para cálculo da multa a- plicável às diversas hipóteses do art.234 (Processo nº.651 de 25/05/93. 28 de citada lei. Relatório do Exmº Sr. no caso de julga- 142 . Inteligência da Resolução nº. Maria Rute Tostes da Silva. II . Conselheiro ANTONIO ERLINDO BRAGA: Processo nº. sobre o seguinte: a) a quem pertence. Secretária Executiva de Estado da Fa- zenda. 2006/52091-7) Assunto: Consulta formulada pela Exmª Sra. 220 e seguintes do Regimento Interno. EMENTA: I – Assiste ao TCE-PA a competência para regulamentar a Lei Complementar nº. Inteligência do art. Secretária Executiva de Estado da Fazenda sobre índices e percentu- ais de multas aplicadas pelo Tribunal de Contas que se transcreve: Consulto esse Egrégio Tribunal de Contas do Estado. MARIA RUTE TOS- TES DA SILVA.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.234/2006 RESOLUÇÃO Nº 17. de acordo com o art. 12. 74. como parâmetro na atualização dos valores decorrentes de decisões do TCE-PA no exercício de suas atribuições. a competência para regu- lamentar a Lei Complementar nº. de 09 de fevereiro de 1993. na forma da lei. 17. 2006/52091-7 Trata-se de consulta formulada pela Sra. 12 de 09/02/06.

As questões formuladas são as seguintes: Indagação: a) A quem pertence. a competência para regu- lamentar a Lei Complementar nº. na forma do art. cálculo dos juros de mora e multa (esta última genericamente prevista no art. 3/5 dos autos emite parecer pela sua admissibilidade e em conseqüência mereceu acolhimento do Presidente desta Corte de Contas. de 09 de fevereiro de 1993. 12/93? d) quais são os efeitos produzidos pela resposta dessa Egrégia Corte de Contas à presente consulta? A matéria submetida a consideração da Consultoria Jurídica. sob pena de responsabilidade e aplicação das sanções previstas nesta Lei”. atualização monetária. 41. Os questionamentos formulados pretendem em síntese saber a quem cabe regulamentar a Lei Orgânica do Tribunal de Contas.234/2006 mento das contas como regulares com ressalva. na forma da lei. bem como se existe regulamentação sobre os percentuais sobre multas aplicadas pelo Tribunal de Contas. 12. 17. que dispõe sobre a Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado do Pará? Resposta: A competência para regulamentar a Lei Complementar nº. última parte. 143 .Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. compete ao Tribunal de Contas que dispõe em seu art. expedir atos ou ins- truções normativas sobre matéria de suas atribuições e sobre a organização dos processos que lhe devam ser submetidos. fls. 28 – Ao Tribunal de Contas do Estado. em conseqüência. obrigando ao seu cumprimento. assiste o poder regula- mentar. podendo. 73) a serem aplicados aos débitos originários das contas julgadas irregula- res. no âmbito de sua competência e jurisdição. da Lei Complementar nº. 12. na forma do art. 28 in verbis: “Art. de 09 de fevereiro de 1993. respectiva- mente. 41 da lei Complementar nº. 12/93? c) existe regulamentação do órgão legalmente previsto como competente acerca dos índice e percentual para.

144 . da Lei Complementar nº.651. 12/93? Resposta: Aplica-se a Resolução nº. 74. se a decisão do Plenário for unânime. 41. de 25 de maio de 1993 do Tribunal de Contas sobre a atualização monetária. 12/93? Resposta: A Resolução nº. quanto à dúvida suscitada na aplica- ção de dispositivos legais e regulamentares concernentes à maté- ria de sua competência que lhe forem formuladas em tese.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 41 da lei Complementar nº. Indagação: c) Existe regulamentação do órgão legalmente previsto como competente acerca dos índice e percentual para. cálculo dos juros de mora e multa aplicados pelo Tribunal de Contas no âm- bito de sua jurisdição. no caso de julga- mento das contas como regulares com ressalva. na forma do art. 12. última parte. cálculo dos juros de mora e multa (esta última genericamente prevista no art. 12. tem caráter normativa. atualização monetária. 73) a serem aplicados aos débitos originários das contas julgadas irregula- res. na forma do art.234/2006 Indagação: b) Existe regulamentação do órgão legalmente previsto como competente acerca dos percentuais para cálculo da multa a- plicável às diversas hipóteses do art. 17. Indagação: d) Quais são os efeitos produzidos pela resposta dessa Egrégia Corte de Contas à presente consulta? Resposta: A resposta de Consulta. respectiva- mente.651 de 25 de maio de 1993 estabelece que no âmbito da jurisdição do Tribunal de Contas se aplica o índice adotado pelo Estado para correção monetária de débitos fiscais sobre imputação de débitos e multas previstos em seu Regimento.

234/2006 R E S O L V E M os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará. Conselheiro Relator. em 14 de setembro de 2006 Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30. acima transcrito. Auditório “Ministro Elmiro Nogueira”. 17.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. nos termos do voto do Exmº Sr.774 de 27 de setembro de 2006. retorna ao índice 145 . responder a consulta solicitada.

gerenciando por esta Secretaria há mais de 10 anos visando controlar os serviços contratados e a entrada e saída de materi- ais nos almoxarifados. já que o sistema disponi- biliza relatórios para tal conferência”. tem proporcionado melhor controle físico e ló- gico dos materiais nos almoxarifados. 146 . EMENTA: O controle manual de entrada e saída de materiais de estoque poderá ser suprimido com a implementação do Sistema Integrado de Matérias e Serviços. Secretário Executivo de Estado de Administração-SEAD. Relatório do Exmº Sr. A implantação da rotina de Requisição de Material On-line em mais de 95% dos Órgãos. através da SEAD. Secretário Executivo de Estado de Ad- ministração. faltando apenas ajustes por parte de algumas unidades gestoras.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. solicitamos a V. 17. que se transcreve: “O Governo do Estado do Pará. Conselheiro ANTONIO ERLINDO BRAGA: Processo nº 2006/51182-5 Trata-se de Consulta formulada pelo Sr. Por esta razão.198 (Processo nº 2006/51182-5) Assunto: Consulta formulada pelo Exmº Sr.198/2006 RESOLUÇÃO Nº 17.Exa.SIMAS. Frederico Aníbal da Costa Monteiro. FREDERICO ANÍBAL DA COSTA MONTEIRO. manifestação desse Tribu- nal quanto à legalidade das retiradas das fichas de prateleiras no controle manual de entrada e saída de materiais do estoque. implantou nos Órgãos da Administração direta e indireta o Sistema Integrado de Mate- riais e Serviços – SIMAS.

17. já que o sistema disponibiliza rela- tórios para tal conferência”. nos termos do voto do Exmº Sr. Um dos princípios constitucionais da administração pública é o da eficiência. Entendo que a Consulta está formulada em caso concreto. É o Relatório. Auditório “Ministro Elmiro Nogueira”. VOTO: A Consulta pretende obter “manifestação desse Tribunal quanto à legalidade das retiradas das fichas de prateleiras no controle manual de entrada e saída de materiais de estoque. retorna ao índice 147 . em 22 de junho de 2006 Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30. acima transcrito. desde que o sistema implantado permita a realização de inventários-físicos financeiros dos almoxarifados bem como o controle e gerência de seus estoques com mais eficiência. está sendo gerenciado há mais de (10) dez anos com resultados mais eficiente do que o controle manual de entrada e saída de materiais de estoque. R E S O L V E M os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará. Se o Sistema Integrado de Materiais e Serviços – SIMAS.715 de 03 de julho de 2006. emitiu parecer pela admissibilidade da Consulta e o Presidente desta Corte de Contas o acatou. toda- via nada impede que se oriente o agente público sobre a matéria submetida a apreciação do Tribunal de Contas.198/2006 O expediente submetido a apreciação da 3ª. não resta dúvida que poderá ser suprimido. 7/9 dos autos. responder a consulta solicitada. Conselheiro Relator. 2/6 dos autos.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.Controladoria rece- beu manifestação de fls. A Consultoria Jurídica de fls.

Submetido o expediente à Consultoria Jurídica. EMENTA: I. 17. 148 . É o relatório. esta emitiu pa- recer de fls.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. ao vencimento ou ao soldo. Procurador Geral de Justiça do Ministério Pú- blico do Estado do Pará. Contribuição previdenciária descontada indevidamente poderá ser compensada. III. ao vencimento e ao soldo.A contribuição previdenciária incide sobre a parcela percebida e incorporada ao subsídio. fls. Relatório do Exmº Sr. FRANCISCO BARBOSA DE OLIVEIRA.197/2006 RESOLUÇÃO Nº 17. admitida a consulta. II. IV. parecer esse acatado pelo Presidente desta Corte de Contas e. em conseqüência. 5/13 dos autos.1/4 dos autos. Francisco Barbosa de Oliveira. Conselheiro ANTONIO ERLINDO BRAGA: Processo nº 2005/53872-4 Trata-se de consulta formulada pelo Ministério Público do Esta- do.197 (Processo nº 2005/53872-4) Assunto: Consulta formulada pelo Exmº Sr.Parcela sobre a qual não incida a contribuição previdenciária não poderá integrar os proventos para efeito de aposentadoria.A contribuição previdenciária não incide sobre a parcela percebida em decorrência do exercício de cargo em comissão ou de função de confiança. subscrita pelo Procurador Geral de Justiça do Estado. exceto se a parcela percebida estiver incorporada ao subsídio.

na base de contribuição. 40 da Constituição Federal e art. 40 da Consti- tuição Federal. excluídas: X – a parcela percebida em decorrência do exercício de cargo em comissão ou função de confiança.O servidor ocupante de cargo efetivo poderá optar pela inclusão. em qualquer hipóte- se. os adicionais de caráter individual e quaisquer outras vantagens. acrescido das vantagens pecuniá- rias permanentes estabelecidas em lei. para efeito de cálculo do benefício a ser concedido com fundamento no art. a limitação estabelecida no Parágrafo 2º do art. que dispõe in verbis: Art. Questionamentos formulados: 1 – Como ficará a incidência da contribuição previdenciária. respeitada.01. X e Parágrafo 2º da Lei Complementar nº 049. da parcela remune- ratória percebida em decorrência do local de trabalho do exercí- cio do cargo em comissão ou de função de confiança. 2º da Emenda Constitucional nº 41. subsí- dios ou soldo. para os membros e servidores efetivos que já possuem em seu patrimônio jurídico-financeiro. de 21.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 86. de 19 de dezembro de 2003. 17.2005. 86 – Considera-se base de cálculo para fins de contri- buição ao Regime da Previdência Estadual a remuneração total ou subsídios totais assim entendidos como o vencimento. incorporação pelo exercício de cargo em comissão ou função gratificada ? 149 . Parágrafo 1º .Entende-se como base de contribuição o vencimento do cargo efetivo. Parágrafo 2º .197/2006 Voto: A consulta está formulada com base nas normas legais vigentes e hospeda dúvidas sobre a aplicação e interpretação do art. Parágrafo 1º.

01. em não incidindo desconto previdenciário sobre a parcela percebida a título de exercício de cargo em comissão ou função gratificada. isto porque a Lei Complementar nº 044. de acordo com o art. não poderão mais incorporar em seus vencimentos as gratificações correspon- dentes. XI da Constituição Federal. alterou o art. exceto os que tem incorporado em seu patrimônio jurídico vantagens pecuniárias as- seguradas pelo princípio constitucional da irredutibilidade de subsídios – art.vantagens essas que ficam em extinção por absorção. os adicionais de caráter individual e quais- quer outras vantagens.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 2 – No caso desses servidores. visto que os proventos tem como fundamento o tempo de contribuição. entende-se que o servidor poderá contar com tal contribuição para fins de aposenta- doria ? Resposta: Se não houver incidência de contribuição previdenciá- ria sobre a parcela percebida por servidor em decorrência do exercício de cargo em comissão ou de função de confiança a parcela não poderá integrar 150 . exceto a parcela percebida em decorrência do exercí- cio de cargo em comissão ou função de confiança. 95. 101 da Lei Complementar nº 039. mormente com relação à aposentadoria ? E incidindo. de 09. quais serão as conseqüências futuras lato sensu. Assim. Resposta: Os Membros do Ministério Público percebem apenas subsídios.197/2006 Para os servidores efetivos que hoje desempenham cargo em comissão ou função gratificada. publicada em 24. revogando o art. Os servidores efetivos que percebem vencimentos e tem incor- porado em seu patrimônio jurídico vantagens pecuniárias. a contribuição previdenciária incidirá sobre os subsí- dios e as vantagens pecuniárias incorporadas em extinção por absorção.01. que concedia tal direito. caso não esteja incorpo- rada em seu patrimônio jurídico.2002. 17.2003. III da Constituição Federal . 130 e seus Parágrafos da Lei Estadual nº 5810/93. de 23. decorrentes do exercício de cargo em comissão ou função de confiança a contribuição pre- videnciária incidirá sobre o vencimento do cargo efetivo e das vantagens incorporadas em seu patrimônio.2003. acrescido das vantagens pecuniárias per- manentes estabelecidas em lei. 37. é sabido que ao deixarem de exercê-los.01.

Secretário Geral e Membro do Conselho Superior. vez que es- ta parcela atualmente não mais se incorpora aos seus vencimentos ? 151 . 5 – Haverá incidência da contribuição previdenciária. 4 – Cabe a devolução da contribuição previdenciária descontada desde 24. a contribuição previdenciária deverá in- cidir sobre os vencimentos e as vantagens incorporadas para que as vanta- gens possam integrar os proventos do servidor em caso de aposentadoria. se o servidor não puder se beneficiar para efeito de aposentadoria da contribuição previdenciária descontada e recolhida. Correge- dor Geral.2005. data da publicação da Lei Complementar nº 049/2005. o de Procurador Geral. Todavia.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.01. a contribuição previdenciária desconta- da e recolhida não poderá ser devolvida. poderá haver com- pensação da contribuição previdenciária. considerando que já houve o repasse para a Previdência ? Em caso afir- mativo. que de- sempenham cargos elegíveis. exceto se efetuada indevidamente. sobre a gratificação de função percebida por membros desta Instituição.197/2006 os proventos do servidor em caso de aposentadoria. como será realizado o ressarcimento ? Resposta: Em princípio. pois apenas a parcela sobre a qual incide a contribuição previdenciária poderá integrar os proven- tos do servidor. mas que já possuam resguardado uma incorporação a esse título Caso optem pela não inclu- são prevista na lei. 17. 3 – Quanto aos servidores efetivos que estejam exercendo atu- almente cargos em comissão ou função gratificada. que tenham incorporado em seu patrimônio jurídico as vantagens pecuniárias decorrentes do exercício de cargo em co- missão ou de função de confiança. Qualquer parcela percebida por servidor sobre a qual não incida contribui- ção previdenciária não poderá integrar seus proventos. como constar o desconto previdenciário na incorpora- ção que no momento não percebe ? Resposta: Os servidores efetivos no exercício de cargo em co- missão ou função de confiança. tais como.

acima transcrito. a contribuição previdenciária incidirá sobre a vantagem pecuniária incorporada.715 de 03 de julho de 2006. 17. retorna ao índice 152 . R E S O L V E M os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará.197/2006 Resposta: Em princípio não haverá incidência de contribuição previdenciária sobre gratificação de função percebida por Membros do Mi- nistério Público que desempenhem cargos elegíveis. em conseqüência. pelo princípio constitucional da irredutibilidade de subsí- dios – art. 95. em 22 de junho de 2006 Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30. Auditório “Ministro Elmiro Nogueira”.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. responder a consulta solicitada. Conselheiro Relator. exceto se a gratificação de função percebida já estiver incorporada ao patrimônio jurídico dos res- pectivos titulares. e. III da Constituição Federal – vantagem essa que ficará em extinção por absorção. nos termos do voto do Exmº Sr.

III. 49 da lei Complementar Nº 12. § 3º da Constituição do Estado. IV.02. o Tribunal expedirá quitação do débito ao responsável e o excluíra da lista a ser enviada à Justiça Eleitoral art. combinado com o art. de 09. JOSÉ TUFFI SALIM JÚ- NIOR.1993.Todos os tiverem suas contas condicionadas a regularidade mediante 153 . 11 da Lei Comple- mentar nº 64/1990.195/2006 RESOLUÇÃO Nº 17. Secretário desta Corte de Contas. 116. sobre questões relati- vas a relação a que se refere o § 5º do art. § 3º da Constituição Federal combinado com o art. III. 45.Deve constar da lista a ser enviada pelo Tribunal de Contas a Justiça Eleitoral todos os que tiverem suas contas julgadas irregulares com imputação de débito com eficácia de título executivo-inteligência do art. EMENTA: I. de 09.Comprovado o recolhimento integral da quantia correspondente ao débito imputado com eficácia de título executivo. 49 da Lei Complementar Nº 12.Considera-se irregularidade insanável as constantes das contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas com imputação de débito com eficácia de título executivo. 17. II.1993.195 (Processo nº 2006/51681-8) Assunto: Consulta formulada pelo Ilmº Sr.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.02. 71. enquanto o responsável não comprovar o pagamento de débito – art.

que dispõe in verbis: Art...Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.1993. 154 . VOTO A consulta está formulada de acordo com as normas legais vi- gentes e hospeda dúvidas sobre a aplicação e interpretação do art....São inelegíveis: I – Para qualquer cargo: . “g” da Lei Complementar nº 64.195/2006 devolução de valores devem constar da lista do Tribunal de Contas a ser enviada à Justiça Eleitoral.... V. Se- cretário desta Corte de Contas. 1/4 dos autos. § 4º da Constituição Federal.. 7/20doa autos.... 45. Conselheiro ANTONIO ERLINDO BRAGA: Processo nº 2006/51681-8 Trata-se de consulta formulada por José Tuffi Salim Júnior.. em conseqüência. 17.. sendo acatado pelo Presidente e..02.... 49 da Lei Complementar Nº 12... de 18. É o Relatório.... 1º . de 09... recebida a consulta. recebeu parecer de fls. enquanto não houver o recolhimento aos cofres públicos da quantia correspondente ao débito art. III e art. fls..1990. O expediente submetido à Consultoria Jurídica... 1º.. Relatório do Exmº Sr. combinado com o art.. I... 37.O prazo (05) cinco anos sobre a lista a ser enviada pelo Tribunal de Contas à Justiça Eleitoral será contado da decisão de imputação de débito com eficácia de título executivo não mais sujeita a recurso com efeito suspensivo perante o Tribunal de Contas.....05.

salvo se a questão houver sido ou estiver sendo submetida à apreciação do Poder Judiciário. Procurador do Ministério Público junto ao TCU: 155 . os Tribunais e Conselhos de Contas deverão tornar disponível à Justiça Eleitoral relação dos que tiveram suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregula- ridade insanável e por decisão irrecorrível do órgão competente.1997. para as eleições que se realizarem nos 5 (cin- co) anos seguintes. Parágrafo 5º .504.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. o se- guinte: Art. 11.1– Apenas os ocupantes de cargos e funções públicas. Parágrafo 5º. Há de se adicionar ainda o disposto na Lei nº 9. Questionamentos formulados: 1 – Com relação a quem deve ter seu nome constando na relação: 1. exposada pelo Dr. que estabelece em seu art. de 30. ou todas as pessoas que receberam e administraram bens e valores públicos. ressalvados os casos em que a questão estiver sendo submetida à apreciação do Poder Judiciário ou que haja sentença judicial fa- vorável ao interessado. 17.Até a data a que se refere este artigo. 11 – Os partidos e coligações solicitarão à Justi- ça Eleitoral o registro de seus candidatos até às dezenove horas do dia 05 de julho do ano em que se realizarem as eleições. contados a partir da data da decisão. independentemente da personalidade jurídica das entidades às quais representam e que tiveram suas prestações e tomadas de contas julgadas irregulares? Resposta: A Consultoria Jurídica entende que a inelegibilidade decorrente da má administração de recursos públicos recairá apenas sobre o agente o- cupante de cargo ou função pública e invoca em defesa de sua tese decisão do Tribunal de Contas da União.195/2006 g – os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insa- nável e por decisão irrecorrível do órgão competente. Ubaldo Alves Caldas.09.

que declara “que todos são iguais perante a lei”. ou que. previsto no art. divirjo da interpretação da Consultoria Jurídica. Parágrafo Único da Constituição Federal que dispõe: “Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica. arrecade. bens e valores públicos e que tenha suas contas rejeitadas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível no âmbito do Tribunal de Contas. a possibilidade de revisão do Acórdão. qualquer pessoa física não investida em cargo ou função pública. gerencie ou administre di- nheiros. bem como. em nome desta. III – O princípio da moralidade evidenciado no art. I. salvo se a questão houver sido ou estiver 156 .1997. Entendo que é inelegível para cargo público. A interpretação do art. obedecerá o princípio da moralidade. que utilize. Acórdão nº 68/1997. Ple- nário DOU de 12. a exemplo do precedente invocado no Despacho do Diretor da 2ª Divisão Técnica da SECEX/CE. de 18. “g” da Lei Complementar nº 64. que assinala que a administração pública.1997”. assuma obrigação de natureza pecu- niária”. 37 da Constituição Fe- deral. qualquer pessoa fí- sica ocupante de cargo ou função pública. gerencie ou administre dinheiro. que utilize. 70. ora atacado decorre do fato de o responsável não ser ocupante de função pública quando da gestão inquinada. 1º. arrecade. bens e valores públicos ou pelos quais a União respon- da. há de ser extraída de três princípios constitucionais: I – O princípio constitucional da isonomia constitucional. não são alcançadas pela inelegibilida- de os particulares que geriram recursos públicos de forma irre- gular e tiveram suas contas rejeitadas”. Plenário DOU de 28. pública ou privada. Assim. Data vênia. 17. 5º da Constituição Federal.04. fundamentada em decisões do Tribunal de Contas da União.195/2006 “No caso sub examine. guarde. Acórdão nº 5/1997.05. guarde. II – O princípio da responsabilidade pela administração de dinheiro público estabelecida no art.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.02.1990.

49 da Lei Complementar nº 12. de 09. a Corte de Contas expedirá a quitação do débito . 71. não. 1º. em conseqüência.02. não existe “irregularidade insanável”. III. há de se proteger o cargo público.116. 17.1993.1 – O que deve ser considerado irregularidade insanável ? Resposta: O art.enquanto o responsável não pagar a dívida atualizada monetaria- mente e acrescida de juros.02.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. desde que se compro- ve perante o Tribunal de Contas que houve o recolhimento aos cofres públi- cos da quantia correspondente ao débito e. Parágrafo 3º da Constituição do Estado do Pará . de 18.inteligência do art.1990. emprega a expressão “contas irregulares”. usa a expressão “contas rejeitadas por irregularidade insanável” e a Lei Comple- mentar nº 12. que neste caso decidirá sobre a desconstituição da decisão do Tribunal de Contas e sobre a inelegi- bilidade do candidato. sem glosa de valores. Entendo que. combina- do com o art. entenda-se como “irregularidade insanável”. a função públi- ca e o dinheiro público e não a pessoa física que administra de forma deso- nesta a coisa pública. todavia há de se examinar o caso concreto para se constatar as repercussões da decisão.05. Parágrafo 3º da Constituição Federal. sem adjetivação. 45. Portanto. em decorrência das contas terem sido julgadas irregulares. I.1993. 2 – Com relação às irregularidades encontradas nas contas: 2. desvio de di- nheiro.2 – O responsável cujas contas foram julgadas irregulares sem devolução. podem ser sanadas. em princípio. se houve grave infração à norma legal ou regula- 157 . de 09.inteligência do art. bens ou valores públicos. 2. as constantes de decisões do Tribunal de Contas de que resulte imputação de débito com eficácia de título executivo após transitada em julgado a decisão no âmbito do Tribunal de Contas . combinado com o art. deve ser incluído na relação ? Resposta: Em princípio. “g” da Lei Complementar nº 64.195/2006 sendo submetida a apreciação do Poder Judiciário. Na República. pois mesmo as contas julgadas “irregulares” por desfalque.

de 09. está presente a improbidade administrativa – art. pois “os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políti- cos. 38. 49 da Lei Complementar nº 12. financeira. combinado com o art.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.195/2006 mentar de natureza contábil. de acordo com o art. Portanto. 45. com glosa de valores. a indisponibilidade dos bens e o ressarci- mento ao erário. “a”.02. acrescido de juros . “c” da Lei Complementar nº 12.45.3 – O responsável cujas contas foram julgadas irregulares com devolução. na hipótese das contas ficarem condicionadas a serem con- sideradas regulares com devolução de valores. Parágrafo 4º da Constitui- ção Federal . deverá ser excluído da relação desde que haja liquidado o débito atualizado monetariamente.1993. de 09. bens ou valores públicos. na forma e graduação previstas em lei. operacional e patri- monial. caso não recolha esses valores deve ser incluído na relação ? Resposta: A Consultoria Jurídica entende que o responsável por contas jul- gadas “regulares com devolução” não deverá ser incluído na relação. a perda da função pública. orçamentária. caso recolha esses valores.02.que há de ser sancionada com a inelegibilidade. 3 – Com relação aos prazos: 158 . decorrente do ato de gestão – art. deve ser excluído da rela- ção? Resposta: Em princípio sim. 17. de 09. 37. 2. desvio de dinheiro. III e art. sem prejuízo da ação penal cabível”. se houve injustificado dano ao erário. Em toda prestação de contas que houver desfalque. “b”. III. entendo de forma diferente.49 da Lei Complementar nº 12.Art. combinado com o art.1993. a Corte de Contas expedirá a quitação do débito. III. em conseqüência.4 – O responsável cujas contas foram julgadas regulares com devolução. 2. 38. o responsável para ser exclu- ído da lista deverá recolher aos cofres públicos a quantia correspondente ao débito e.02.1993. Data vênia. Parágrafo 2º.

159 . quando a decisão torna-se imutável e indiscutível no âmbito do Tribunal de Contas. por decisão não mais sujeita a recurso. não mais sujeita a recurso. até às 19 hs do dia 05 de julho. para que o interessado efetue o recolhimento dos valores glosa- dos ou apresente recurso de reconsideração. conforme previsto no RITCE. transitadas em julgado no âmbito do Tribunal de Contas. portanto. com as decisões tomadas pelo Plenário desta Corte de Contas e publicadas até “16 (dezesseis) dias antes do pleito eleitoral” ? Resposta: O prazo para remessa da relação dos que tiverem suas contas jul- gadas irregulares. às vésperas da eleição. “a” e 251. conta-se a partir da decisão. ou conta-se o prazo a partir da última decisão. e que ainda não tiveram seus Acórdãos confeccionados e publicados.1 – Conta-se o prazo de 5 (cinco) anos.3 – Caso seja obrigatória a observância do prazo de 15 (quinze) dias men- cionado no item anterior. III. 17. portanto. deve-se encaminhar relatório complementar à Jus- tiça Eleitoral. em seus arts. deverão ser inclusos na relação apenas os que constarem das decisões transitadas em julgado no âmbito do Tribunal de Contas. Parágrafo 1º ? Resposta: Deverão ser inclusos na relação apenas os que constarem de deci- sões publicadas e não mais sujeitas a recursos perante o Tribunal de Contas.195/2006 3. no âmbito do Tri- bunal de Contas é de 05 de julho. caso tenha havido embargos.2 – As decisões que foram tomadas em sessões próximas ao dia 05 de ju- lho. 3. em caso de con- tas irregulares. após sua publicação. a partir da decisão inicial que con- siderou as contas irregulares. devem constar da relação ou deve-se aguardar o prazo de 15 dias. 3.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 212. recurso de revisão ou recurso de reconsidera- ção ? Resposta: O prazo de 5 (cinco) anos para a inelegibilidade.

retirar o nome do responsável da relação ? 4.1. então.2 – Caso seja entendido que o melhor procedimento é o expresso no item 4. independentemente da data na qual foram emitidos e juntados aos autos ? 4. A competência é da Justiça Co- mum para desconstituir decisões do Tribunal de Contas e da Justiça Eleito- ral para apreciar a inelegibilidade dos candidatos constantes das listas envi- adas pelo Tribunal de Contas em decorrência de suas contas terem sido jul- gadas irregulares.1 – O TCE deve considerar como válidos e suficientes os documentos comprobatórios de ajuizamento da ação junto ao TJE. devem.1. ser incluídos na relação o nome de todos os responsáveis por processos julgados irregula- res.1. tendo em vista que o seu endereço não se encontra atualizado.3 – Caso o Tribunal de Contas desconsidere esses documentos compro- batórios do ajuizamento de ação junto ao TJE. a cada eleição.2 – Cabe ao Tribunal solicitar. e somente após essa manifestação e o encaminhamento de novo comprovante do ajuizamen- to da ação ou do andamento do processo.2. não contactados pelo TCE. nova comprovação do candidato a respeito do andamento da ação ajuizada. esperando que eles se manifestem. 17.195/2006 04 – Com relação às ações de impugnações ajuizadas na Justiça Comum pelos candidatos para desconstituir a decisão do TCE: 4.1 – Caso existam processos onde constem documentos fazendo referência de que foi ajuizada ação para desconstituir a decisão deste TCE.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. como condição para que o mesmo não tenha o seu nome incluído na relação ? 4. 160 . devem ser incluídos na relação encaminhada ao TRE ? Resposta: Não cabe ao Tribunal de Contas apreciar o ajuizamento de ação judicial para desconstituir suas decisões. ou mesmo no caso em que a correspondência é recusada pelo destinatário ? Os nomes desses responsáveis. o Tribunal de Contas deve proceder de que forma ? 4. como este Tribunal deve proceder em relação aos processos em que não for possível contactar o responsável. que julgou as contas irregulares. havendo interesse.1.

caberá à Justiça Comum decidir sobre a desconstituição da decisão do Tribunal de Contas e à Justiça Eleitoral decidir sobre a inelegibilidade do candidato. pois. a simples comunicação ao Tribunal de Contas de certidão de ajuizamento de ação. deverá enviar a relação de todos os que tiverem suas contas julgadas irregulares. 5.195/2006 O Tribunal de Contas portanto.1 – Considerando que. perante a Corte de Contas. exceto se houver decisão judicial sustando perante o Tribunal de Contas a expedição da relação. em caso de contas irregulares. não exclui o responsável da responsabilidade de suas contas terem sido julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas. “g” da Lei Complementar nº 64.3 – E caso esses recursos sejam interpostos após o envio da relação nomi- nal por este Tribunal à Justiça Eleitoral. não mais sujeita a recurso. O prazo de 5 (cinco) anos para a inelegibilidade. conta-se a partir da decisão. enquanto que o recurso de revisão não possui o mencionado efeito. quando a decisão torna-se imutável e indiscutível no âmbito do Tribunal de Contas. o nome de seus interessados deve ser retirado da relação ? 161 . O recurso de revisão perante o Tribunal de Contas não tem efeito suspensivo. em caso de con- tas irregulares.1990. quando a decisão torna-se imutável e indiscutível no âmbito do Tribunal de Contas. conta-se a partir da decisão. de 18. o recurso de reconsideração possui efeito suspensivo. 17. para os responsáveis que estão com os seus nomes na iminência de serem incluídos na relação encaminhada à Justiça Eleitoral ? Resposta: O prazo de 5 (cinco) anos para a inelegibilidade.05.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 1º. a decisão é terminativa. 5 – Quanto ao efeito dos recursos: 5. consoante dispõe o art. portanto. qual a conseqüência da interposição desses recursos. nos termos do RITCE. I. 5.2 – E nos casos de Embargo de Declaração e de recurso contra Ato da Presidência ? Resposta: Os atos da Presidência são despachos interlocutórios que em prin- cípio são submetidos à consideração do Plenário. não mais sujeita a recurso.

nos termos do voto do Exmº Sr. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30. Auditório “Ministro Elmiro Nogueira”. Conselheiro Relator. R E S O L V E M os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. não pode haver encaminhamento de relação nomi- nal dos que tiverem suas contas julgadas irregulares antes de transitada em julgado a decisão no âmbito do Tribunal de Contas.715 de 03 de julho de 2006. em 20 de junho de 2006. responder a consulta solicitada. retorna ao índice 162 .195/2006 Resposta: Em princípio. 17. acima transcrito.

considera-se como exercício da advocacia e seu tempo prestado incorpora-se ao patrimônio de membro do Ministério Público. podendo ser considerado para efeito de aposentadoria. do tempo de exercício da advocacia anterior à promulgação da EC nº. Relatório do Exmº Sr.Permite-se a contagem. de 12/02/1993 (Lei Orgânica Nacional do Ministério Público dos Estados). Procurador Geral de Justiça do Ministério Pú- blico do Estado do Pará. Direito adquirido. se realizado antes do advento da EC nº 20/98 e devidamente comprovado através de certidão expedida pela Ordem dos Advogados do Brasil. § 2º. 17. Conselheiro NELSON LUIZ TEIXEIRA CHAVES: Processo nº 2006/51558-6 Tratam os autos de consulta formulada pelo Excelentíssimo Se- nhor Procurador Geral de Justiça. o qual poderá ser averbado a qualquer tempo. e para efeito de aposentadoria de membro do Ministé- rio Público do Estado. II . Francisco Barbosa de Oliveira. a contagem do tempo de exercício da ad- 163 . FRANCISCO BARBOSA DE OLIVEIRA. nos seguintes termos: a) Tendo em vista o disposto no artigo 50. da Lei nº 8. Dr.O estágio profissional.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. para efeito de aposentadoria dos membros do Ministério Público.625. EMENTA: I.181/2006 RESOLUÇÃO Nº 17. 20/98.181 (Processo nº 2006/51558-6) Assunto: Consulta formulada pelo Exmº Sr.

Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. em seu art. antes da vigência da Emenda Constitucional nº 20/98.625/1993? O consulente. 83 à 89 dos autos.625. sem qualquer exigência de comprovação de reco- lhimento de contribuição previdenciária. § 2º da Lei nº 8. assim dispõe: ”Computar-se-á. de 12/02/1993 (Lei Orgânica Nacional do Mi- nistério Público dos Estados). juntou ao seu arrazoado o interior teor de opiniões doutrinárias e decisões judiciais favoráveis à contagem do tempo de atividade advocatícia exercido por membro do Ministério Público. para efeito de aposentadoria. §2º. o tempo de exercício da advocacia. para os fins do artigo 50. A consulta foi admitida pela Presidência.181/2006 vocacia. e em seguida enviada à Consultoria Jurídica que manifestou-se. 17. § 1º do Regimento Interno deste Tribunal. visando uma melhor e mais criteriosa avaliação deste Tribunal acerca da matéria.625. anterior à promulgação da Emenda Constitucional nº 20/1998. até o máximo de quinze anos” 164 . 50. § 2º da Lei nº 8. de 12/02/1993 (Lei Orgânica Nacional do Ministério Público dos Estados) o tempo de exercício da atividade de Estagiário ou Solicitador Acadêmico devidamente comprovado por certidão da OAB? c) O membro do Ministério Público que ainda não tenha averbado o tempo de exercício da advocacia anterior à EC nº 20/1998 ain- da poderá fazê-lo à luz do artigo 50. às fls. depende de comprovação da correspondente contribui- ção previdenciária? b) Pode ser considerado como tempo de exercício da advocacia. disponibilidade e adicionais por tempo de serviço. em virtude de preen- cher os requisitos previstos no Artigo 221. nos seguintes termos: A Lei nº 8. inclusive como Estagiário e Solicitador Acadêmico.

Já a Emenda Constitucional nº 20/98. determina que: “ A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício” Denota-se. com a nova reda- ção dada pela Emenda Constitucional nº 20/98. RT. era feita através de seu efetivo tempo de serviço.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17. o tempo de serviço conside- rado pela legislação vigente para efeito de apo- sentadoria. Pelos questionamentos feitos pelo Excelentíssimo Procura- dor-Geral de Justiça. 40. portanto. 6ª edição. em seu artigo 4º. da Constituição Federal.374. para efeito de aposentadoria dos membros do Ministério Público. in Curso de Direito Constitucional Positivo. será contado como tempo de contribui- ção” O § 10. Limongi França: “é a conseqüência de uma lei. cumprido até que a lei discipline a matéria. do acima expendido. não se fez valer antes da vigência da lei nova sobre o mesmo objeto” Sobre o assunto. conseqüência que.181/2006 Depreende-se do artigo em comento. que pela definição de R. § 10 da Constituição Federal. assim prescreve: “Observado o disposto no artigo. que a contagem do exercí- cio da advocacia. José Afonso da Silva. tendo passado a integrar o patrim ônio material ou moral do sujei- to. podemos extrair como cerne da questão o direito ad- quirido.40. que antes da pro- mulgação da Emenda Constitucional nº 20/98 não havia preceito constitu- cional condicionando a aposentadoria por tempo de serviço dos membros do Ministério Público à comprovação da efetiva contribuição previdenciária do tempo de exercício da advocacia. p. leciona: 165 . por via direta ou por interm édio de fato idôneo. São Paulo. do art. 1990.

166 . em seu art. limitado e. Se tal di- reito é exercido. trazer-lhe qualquer prejuízo. estão protegidos pela regrado inciso XXXVI. dúvidas acerca de que aqueles que já inte- graram o direito ao seu patrimônio. não podendo lei posterior. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada” Não podemos esquecer que o Poder de Reforma é um poder constituído. deve respeitar as diretrizes traçadas pelo Poder Constituinte. vindo a lei nova. do art.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. mesmo sem ter exercido sua vantagem. porque era exercitável e exigível à vontade de seu titular. 17. para ser exercido quando lhe conviesse. poderá ser exercido a qualquer tempo. da Constituição Federal. in verbis: “A lei não prejudicará o direito adquirido. Não resta. direito satisfeito). que tenha disciplinado a matéria de modo diverso. XXXVI. A lei nova não pode prejudicá-lo. Se o direito subjetivo não foi exercido. 5º. ex tinguiu-se a relação jurídi- ca que o fundamentava. o direito adquirido é aquele que.181/2006 “Para compreendermos melhor o que seja direito adquirido. Assim posiciona-se nossa carta Magna. Incorporou-se no seu pa- trimônio. ao integrar o pa- trimônio de seu titular . 5º. é um direito exercitável se- gundo a vontade do titular e exigível na via juris- dicional quando seu exercício é obstado pelo sujei- to obrigado à prestação correspondente. foi devidamente prestado. só pelo fato do ti- tular não o ter exercido antes” Desta forma. cumpre relembrar o que disse acima sobre direito subjetivo. transforma-se em di- reito adquirido. por tal. tornou- se situação jurídica consumada (direito consuma- do. portanto.

em razão do princípio da segurança jurídica. devidamente comprovado por certidão da OAB. um dos elementos necessários à aposentadoria. 17.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. Desta forma.. como sendo de serviço público. o tempo computado nos termos da Lei nº 8. 50.625/93 (Lei Orgânica Nacional do Ministério Público dos Esta- dos). A qualificação jurí- dica desse tempo é regida pela Lei vigente no momento em que ele é prestado. tempo de serviço quantificado juridicamente pelo ordenamento jurídico vigente no momento de sua prestação e que engloba. acerca da distinção das regras de cômputo de tempo de serviço e regras de aposenta- doria assim manifestou-se: “O tempo de serviço é apenas. que a EC nº 20/98. Se a lei relativa à aposen tadoria voluntária. so- 167 .881. ainda. 4º.181/2006 O Ministro Moreira Alves. que é a que estabelece os requisitos para a aposentação.625/93. no caso das indagações cons- tantes das letras “a” e “c”.. § 2º da Lei nº 8. para os fins do art. entendemos haver. pode ser considerado como tempo de exercício da advocacia.. relativa ao tempo de exercício na atividade de Estagiário ou Solicitador Acadêmico. . que o tempo de serviço anterior à Emenda seja computado como tempo de contribuição. alude a tempo de serviço público. em voto do RE nº 82. Quanto à indagação constante da letra “b”. este será quali- ficado segundo as leis que o caracteriz avam nos diversos momentos em que o serviço foi presta- do” Observe. determinou em seu art. com base no que dispunham as leis vigentes sobre essa matéria específica: o que se caracteriz a como tempo de serviço público. Já a lei que rege a aposentadoria ao exigir determinado tempo de serviço público tem de considerar a exigência desse tempo.

1º . 3º. no entanto.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. subentende-se que exerce ele as vezes de advogado. que deverá ser encaminhado ao consulente. se realizado antes do advento da EC nº 20/98. Voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro ELIAS NAIF DAIBES 168 . em razão da mesma ter sido formulada em consonância com o disposto no artigo 220 e seguintes do Regimento Interno deste Tribunal. considera-se como exercício da advocacia. também. que o es- tágio profissional. podendo ser averbado para efeito de aposentadoria.181/2006 corremo-nos da Lei nº 8. VOTO: Preliminarmente. conheço da consulta. Assim. e seu tempo prestado incorpora-se ao patrimônio do membro do Ministério Público. mesmo estando sob orientação e responsa- bilidade do profissional. Desta forma. 17. entendemos. devemos considerar a figura do antigo solicita- dor acadêmico que foi substituída pela do estagiário. assim dispõe: “ O estagiário de advocacia.906/94 – Estatuto dos Advogados. ainda. adoto o parecer da Consulto- ria Jurídica. do art. e devida- mente comprovado através de certidão expedida pela Ordem dos Advogados do Brasil. na forma do regimento geral. conta como experiência profissional e seu tempo de exercí- cio é admitido em inúmeros órgão como de efetivo exercício da advocacia. pode praticar os atos prescritos no art. que no § 2º. salvo juízo de maior valor. regularmente inscri- to. É o Relatório. lembrar que o estágio não gera vínculo empregatí- cio. Resta. e no mérito. em conjunto com ad- vogado e sob a responsabilidade deste” Ao se permitir que o estagiário desenvolva atividades privativas de advogado. quando regularmente inscrito na OAB.

não é um instrumento suficiente para comprovação do efetivo exercício da advocacia exigido no art.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. retorna ao índice 169 . em 06 de junho de 2006 Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30.181/2006 HAMOUCHE: De acordo com o voto do Relator. Auditório “Ministro Elmiro Nogueira”. Voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro FERNANDO COUTINHO JORGE: Acompanho o voto do Relator. responder a consulta solicitada. Voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro EDILSON OLIVEIRA E SILVA: De acordo com o voto do Conselheiro Antonio Erlindo Braga. Conse- lheiro Relator. Voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro LAURO DE BELÉM SABBÁ (Presidente): Acompanho o voto do Relator.703 de 14 de junho de 2006. da Lei nº. Voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro ANTONIO ERLINDO BRAGA: Acompanho o voto do Relator. Voto da Excelentíssima Senhora Conselheira MARIA DE LOURDES LIMA DE OLIVEIRA: De acordo com o voto do Relator. 17. § 2º. acima transcrito. nos termos da manifestação da Consultoria Jurídica desta Corte. na forma do voto do Exmº Sr. 50. de 12/02/1993.652. R E S O L V E M os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará. ressalvando o fato de que a apresentação de certidão de tempo de inscrição na OAB. 8.

Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.178/2006

RESOLUÇÃO Nº 17.178
(Processo nº 2006/51557-5)

Assunto: Consulta formulada pelo Sr. OLIMPIO YOGO OHNISHI, Se-
cretário Executivo de Obras Públicas, solicitando informações
sobre alteração contratual no caso previsto no art. 65, inciso II,
alínea b, da Lei Federal nº 8.666/93.

EMENTA: I- Nada obsta a alteração do regime jurí-
dico da prestação do contratado, porém,
em cada caso concreto, deverá ser prece-
dido de estudo técnico ao qual se vincu-
lará a decisão da Administração, tudo
devidamente fundamentado.

II- O estudo técnico deverá comprovar
que a solução adotada anteriormente é,
no dizer da doutrina exposta na funda-
mentação: “antieconômica, ineficaz ou
inviável”. Frise-se, que neste caso, a
modificação é obrigatória, posto que não
mais atende aos interesses fundamentais
previstos inicialmente, tendo a Adminis-
tração o dever de promovê-la.

Relatório do Exmº Sr. Conselheiro FERNANDO COUTINHO JORGE:
Processo nº 2006/51557-5.
Trata o presente processo de n° 2006/51557-5 de consulta
formulada pelo Excelentíssimo Senhor Secretário Executivo de Obras Pú-
blicas, Dr. Olimpio Yugo Ohnishi, solicitando, através de ofício n.º
578/2006/GAB.SEC.SEOP, orientação desta Corte de Contas, acerca:
170

Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.178/2006

“da possibilidade jurídica de alteração unilateral ou amigá-
vel dos Contratos Administrativos, os limites legais a serem
observados, com base nos princípios da Administração Pú-
blica, esculpidos no art. 37 da Constituição Federal, bem
como o princípio da economicidade do art. 70 do mesmo di-
ploma legal, princípios previstos no art. 3º do diploma licita-
tório, e de conformidade com as normas jurídicas constantes
do art. 65, inciso II, alínea b, da Lei Federal nº 8.666/93.”
(sic)
Anexa a solicitação de orientação, consta o Parecer da lavra
do Consultor Jurídico da SEOP.
O Ofício oriundo da SEOP e acima mencionado, foi
primeiramente recebido pela Presidência deste Tribunal, remetendo em
seguida para a Consultoria Jurídica se manifestar se a matéria é de
competência deste TCE. Bem como, se foi formulada em tese por pessoa
sob sua jurisdição, de acordo com o preceito do art. 220 e seguintes do
Regimento Interno desta Corte de Contas.
A CONJUR manifestou-se pelo recebimento da consulta em
virtude da mesma preencher os requisitos legais aplicáveis à espécie.
Inclusive, a Consultoria jurídica entrou no mérito da questão.
Assim sendo, a Presidência acatando o Parecer Jurídico de n.º
192/2006, admitiu consulta que foi distribuída para relatoria.
É o relatório.

FUNDAMENTAÇÃO

171

Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.178/2006

Extrai-se dos autos, precisamente, da manifestação jurídica
que acompanha a consulta, que a alteração contratual no caso está previsto
no art. 65, inciso II, alínea b, da Lei Federal nº 8.666/93”. A referida mani-
festação expõe um breve apanhado doutrinário a respeito da matéria que
trata de alteração contratual na órbita administrativa, verificando que: “a
mutabilidade é uma das principais ca racterísticas do contrato adminis-
trativo. Isto significa que o contrato pode ser alterado para atender ao
interesse público.”
Assim sendo, discorre sobre o tema, comentando que a alte-
ração contratual é um ato unilateral da Administração, sem a aquiescência
da parte contratada, adentra no assunto propriamente dito, da alteração pre-
vista no art. 65, II, b, da Lei de Licitações, que assim se manifesta:
“Art. 65. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser alte-
rados, com as devidas justificativas, nos seguintes casos:
...
II – por acordo das partes:
...
b) quando necessária a modificação do regime de execução
da obra ou serviço, bem como do modo de fornecimento, em
face de verificação técnica de inaplicabilidade dos termos
contratuais originários.
...”
Imperioso se manifestar sobre os regimes de execução da o-
bra ou serviços, previstos no art. 10, do mesmo diploma legal.
“Art. 10. As obras e serviços poderão ser executados nas se-
guintes formas:
I – execução direta;
II – execução indiretas, nos seguintes regimes
a) empreitada, por preço global;
b) empreitada por preço unitário;

172

Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.178/2006

c) empreitada integral”

Nesse diapasão, adentra-se no assunto, exemplificando que a
alteração do regime de execução pressupõe também a inclusão de equipa-
mentos na obra, independente do valor a ser desembolsado na aquisição dos
mesmos, conforme interpretação do art. 6º, VIII, ‘e’, da lei nº 8.666/93:
“e) empreitada integral – quando se contrata um empreen-
dimento em sua integralidade, compreendendo todas as eta-
pas da obra, serviços e instalações necessárias, sob inteira
responsabilidade da contratada até a sua entrega ao contra-
tante em condições de entrada em operação, atendidos os re-
quisitos técnicos e legais para sua utilização em condições
de segurança estrutural e operacional e com características
adequadas às finalidade para que foi contratada.”
Desse modo, conforme entendimento expresso na alínea em
questão e acima transcrita, verifica-se não se tratar de acréscimos de servi-
ços, primeiro porque só é admissível acréscimos de serviços da mesma natu-
reza e, logicamente, em uma contratação de engenharia, só se poderia acres-
cer, em tese, serviços de engenharia e não equipamentos, já que estes têm
natureza diversa da de obras.
É cediço que a característica fundamental do contrato admi-
nistrativo é a participação da administração pública, derrogando normas de
direito privado e agindo sob a égide do direito público. Com base nessa fun-
damentação, o privilégio de alteração e rescisão unilaterais do contrato ad-
ministrativo é própria da Administração. O particular, ao contratar com a
Administração, tem ciência de que não possui direito à imutabilidade do
contrato ou a sua execução integral.
No tocante a consulta, analisando a fundamentação que a-
companha a mesma, assim como, o parecer da Consultoria Jurídica deste
Tribunal, alio-me a corrente do renomado jurista Marçal Justen Filho, in

173

Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.178/2006

Comentários à Lei de Licitações e Contratos Administrativos, 11ª edição,
São Paulo, 2005, que assim leciona com relação à alteração consensual do
contrato:
“Já a alteração por acordo das partes, envolve tanto casos
de modificação facultativa como de modificação obrigatória.
Há casos em que qualquer das partes tem a faculdade de re-
cusar a modificação. Há outros em que a modificação se im-
põe mesmo que uma das partes não a repute desejável. As
hipóteses contidas nas diversas alíneas são heterogêneas.
Assim, a substituição da garantia “por conveniência” (alínea
‘a’, do inciso II) depende da concordância das partes, en-
quanto que as hipóteses da alínea ‘b’ são obrigatórias e de-
vem ser formalizadas ainda se uma das partes preferisse
manter a situação anterior. Em tais casos, o acordo das par-
tes se refere ao conteúdo da modificação.”
No caso em exame, portanto, quanto a fundamentação, cabe
mencionar que, ao contratar, após regular processo licitatório, a Administra-
ção já exerceu sua competência discricionária. Diante disto, tem de restar
evidenciada a superveniência de motivo justificador da alteração contratual.
A Administração tem que evidenciar que a solução anteriormente adotada
não mais revela-se como adequada a atender ao inicialmente pactuado.
No caso da alínea ‘b’, do inciso II, do art. 65, da Lei nº
8.666/93, a decisão tem de estar, além de tudo, devidamente embasada em
critérios técnicos que comprovem que a solução antes adotada é antieconô-
mica, ineficaz ou inviável.

V O T O:

174

Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.178/2006

Diante do exposto, recebo a consulta formulada pelo Exce-
lentíssimo Senhor Secretário Executivo de Obras Públicas, respondendo
conclusivamente o seguinte:
Nada obsta a alteração do regime jurídico da prestação do
contratado, porém, em cada caso concreto, deverá ser precedido de estudo
técnico ao qual se vinculará a decisão da Administração, tudo devidamente
fundamentado.
O estudo técnico deverá comprovar que a solução adotada
anteriormente é, no dizer da doutrina exposta na fundamentação: “antieco-
nômica, ineficaz ou inviável”. Frise-se, que neste caso, a modificação é o-
brigatória, posto que não mais atende aos interesses fundamentais previstos
inicialmente, tendo a Administração o dever de promovê-la.

R E S O L V E M os Conselheiros do Tribunal de Contas do
Estado do Pará, unanimemente, responder a presente consulta, nos termos
do voto do Exmº Sr. Conselheiro relator, acima transcrito.

Auditório “Conselheiro Elmiro Nogueira”, em 25 de maio de
2006.

Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30.693 de 31 de maio de 2006. retorna ao índice

175

Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.162/2006

RESOLUÇÃO Nº 17.162
(Processo nº 2006/50199-0)

Assunto: Consulta formulada pela PROCURADORIA GERAL DO
ESTADO acerca da percepção de vale alimentação por
servidores em gozo de férias ou licença prêmio.

EMENTA: Gozo de férias e licença prêmio não
excluem a percepção de vale
alimentação.

Relatório do Auditor ANTONIO ERLINDO BRAGA: Processo nº.
2006/50199-0
Trata-se de Consulta da Procuradoria Geral do Estado pre-
tendendo saber se servidor público em gozo de férias ou licença prêmio tem
direito a perceber vale alimentação.
O Presidente encaminhou o expediente a Conjur que ao
examiná-lo conclui que “se o vale alimentação for caracterizado como de
natureza remunetária passa a integrar a remuneração para todos os efeitos,
devendo ser percebido inclusive pelos servidores que estejam em gozo de
férias ou de licença prêmio.”
O Presidente desta Corte de Contas recebeu a Consulta e
por redistribuição coube-me relatá-la.
É o Relatório.

V O T O:
Férias anuais remuneradas com pelo menos, um terço a
mais do que o salário normal é um direito, assegurado ao servidor público
de acordo com o art. 7º, XVII, combinado com o art. 39, § 3º da Constitui-
ção Federal, e a licença prêmio de acordo com o art. 98 da Lei Nº. 5.810, de

176

Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.162/2006

24.01.1994 é um direito assegurado ao servidor público sem prejuízo de
remuneração e outras vantagens.
Assim, entendo que o gozo de férias anuais remuneradas
do servidor por ser uma garantia constitucional e a licença prêmio um direi-
to do servidor, consequentemente, não são causas excludentes de quaisquer
vantagens percebidas pelo servidor, inclusive o vale alimentação. Ademais
o vale alimentação tem caráter famélico.

R E S O L V E M os Conselheiros do Tribunal de Contas
do Estado do Pará, unanimemente, responder a presente consulta
esclarecendo que sendo o gozo de férias anuais remuneradas do servidor
uma garantia constitucional e a licença prêmio um direito do servidor,
consequentemente, não são causas excludentes de quaisquer vantagens
percebidas pelo mesmo, inclusive o vale alimentação.

Plenário “Conselheiro Emílio Martins”, em 30 de março
de 2006.

Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30.675 de 05 de maio de 2006. retorna ao índice

177

Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. 39.520/2006

ACÓRDÃO Nº 39.520
(Processo nº. 2005/53752-8)

Requerente: SECRETARIA EXECUTIVA DE ADMINISTRAÇÃO

EMENTA: A morte do servidor não priva seus
dependentes do salário família. Regis-
tro deferido

Relatório do Exmo. Sr. Conselheiro ANTONIO ERLINDO BRAGA: Pro-
cesso nº. 2005/53752-8

Trata-se de Pensão Especial em favor de ERICK PA-
TRICK DE OLIVEIRA LIMA, ÉRIKA TAYRINE DE OLIVEIRA LIMA e
MARIA DO SOCORRO TAVARES DE OLIVEIRA, companheira e filhos
menores do ex-servidor ODONAIDE MORAES COUTINHO LIMA, fale-
cido em 26.07.2002, com proventos assim constituídos:

Vencimento Integral ................................................... R$
Salário-Família (dois) ................. ................................ R$
Adicional Tempo de Serviço – 25% ............................... R$
PENSÃO (100%) ......................................................... R$

O órgão técnico em manifestação de fls. 119 dos autos, di-
verge do valor da pensão, por entender que o salário-família não é utilizado
para a base de cálculo do benefício, e que o salário-família é concedido ape-
nas ao servidor ativo ou inativo, e em conseqüência elabora novos cálculos,
excluindo o salário família:

Vencimento Integral .................................................... R$
178

Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. 39.520/2006

Adicional por Tempo de Serviço – 25% ..................... R$
R$

O Ministério Público, fls. 121 dos autos, representado pela
Subprocuradora Dra. Rosa Egídia Crispino Calheiros Lopes, emite parecer,
opinando pelo deferimento do registro da pensão, com exclusão do salário
família.

É o Relatório.

VOTO:

O salário família é uma vantagem prevista no art. 127,
combinado com o art. 154 da Lei Nº. 5.810, de 24.01.1994, percebida pelo
servidor ativo ou inativo correspondente a (10%) dez por cento do salário
mínimo por dependente do servidor inteligência do art. 159 da mencionada
lei.

A morte do servidor não é causa excludente de percepção
do salário família que será pago ao cônjuge supérstite ou representante legal
dos dependentes consoante dispõe o art. 159 § 2º da Lei Nº. 5.810 de
24.01.1994.

Defiro o registro do ato consubstanciado no Decreto Nº.
1.745, de 22.08.2005, que concedeu Pensão Especial no valor de R$ xxxxx,
em favor de ERICK PATRICK DE OLIVEIRA LIMA e ÉRIKA TAYRINE
DE OLIVEIRA LIMA, filhos menores, e MARIA DO NASCIMENTO
TAVARES DE OLIVEIRA, companheira do ex-servidor ODONAIDE
MORAES COUTINHO LIMA, com fundamento no art. 71, III, da Constitu-

179

Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. 39.520/2006

ição Federal de 1988, combinado com o art. 116, III da Constituição do Es-
tado do Pará de 05.10.1989, combinado ainda com o art. 25, III da Lei
Complementar Nº. 12, de 09.02.1993, visto que o ato de concessão de pen-
são especial está revestido das formalidades legais.

A C O R D A M os Conselheiros do Tribunal de Contas do
Estado do Pará, unanimemente, registrar o Decreto nº. 1.745, de 22.08.05,
que concede Pensão Especial em favor de ERICK PATRICK DE OLIVEI-
RA LIMA e ÉRIKA TAYRINE DE OLIVEIRA LIMA e MARIA DO SO-
CORRO TAVARES DE OLIVEIRA, filhos e companheira do Ex-Servidor
ODONAIDE MORAES COUTINHO LIMA, na forma do voto do Exmo.
Sr. Conselheiro Relator.

Plenário “Conselheiro Emílio Martins”, em14 de março de
2006.

Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30.664 de 18 de abril de 2006. retorna ao índice

180

Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.142/2006

RESOLUÇÃO Nº 17.142
(Processo nº. 2004/53860-5)

Assunto: Consulta formulada pela PROCURADORIA GERAL DO ES-
TADO, sobre os efeitos da incorporação de empresa habilitada
sobre contrato firmado por esta em virtude de habilitação em
processo licitatório.

EMENTA: A incorporação de empresa somente
será causa de extinção de contrato fir-
mado pela incorporada se houver pre-
visão expressa no edital ou no contrato.

Relatório do Exmº Sr. Conselheiro EDILSON OLIVEIRA E SILVA: Pro-
cesso nº. 2004/53860-5.

O Senhor Procurador Geral do Estado, então em exercício,
Ary Lima Cavalcante, formulou Consulta sobre os efeitos da incorporação
de empresa habilitada sobre contrato firmado por esta em virtude de habili-
tação em processo licitatório.
Para tanto, ao referir os incisos VI e XI do art. 78, da Lei
n. 8.666/93, e suas alterações posteriores, hipóteses em que a alteração soci-
etária impõe a rescisão contratual, expõe posições interpretativas que consi-
dera defendida por diversos setores. E por isto, formula a seguinte indaga-
ção:
“diante da ocorrência de incorporação da em-
presa contratada, a Administração Pública po-
derá adotar um dos posicionamentos acima ex-
ternados, utilizando de um juízo de apreciação
em face ao caso concreto?

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Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.142/2006

Cumpre esclarecer que os “tais posicionamentos” são os se-
guintes:
“a) a incorporação da empresa contratada só seria admis-
sível quando prevista tal admissibilidade no contrato e no edital que o pre-
cedeu:
b) a incorporação só levaria à rescisão do contrato se ex-
pressamente não admitida no contrato e no edital”.

O consulente enfatiza que, “da leitura do inciso VI, do art.
78 fica claro que dará causa à rescisão do contrato qualquer ato que impli-
que substituição do contratado por outra pessoa, ainda que esta signifique
desdobramento daquele, como ocorre precisamente no caso da incorpora-
ção, sendo irrelevante que as sociedades resultantes assumam todos os di-
reitos e obrigações da que foi incorporada”.

Admitida a consulta, a Consultoria Jurídica deste Tribunal
apresentou Parecer que se contém nas fls. 05 a 14 dos autos, com o seguinte
teor:
MÉRITO
De forma bastante perspicaz nosso legislador constituin-
te primário introduziu no texto de nossa Lei Maior alguns princí-
pios aos quais todo o agente pública deve tomar por base em seus
atos jurídicos/ administrativos, quando no exercício da sua ativi-
dade profissional público. Citaremos de forma sucinta alguns des-
tes princípios.
O princípio da legalidade, que deve sempre estar de bra-
ços dados com a legitimidade do ato, prevendo ainda que a Ad-
ministração Pública só pode exercer sua atividade em conformi-
dade com os ditames legais, ressalte-se que este princípio apre-
senta uma peculiaridade no que concerne a Administração Públi-

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Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.142/2006

ca, pois o administrador público, deve ater-se somente no que
preceitua a lei, diferentemente do particular que pode realizar
seus atos amparados pelo termo “não defeso em lei”, ou seja, por
mais que determinado ato não esteja previsto em lei, se esta não
proibi-lo poderá o particular realizá-lo, diferentemente do admi-
nistrador público.
Outro princípio é o da Supremacia do Interesse Público
sobre o Particular verificando-se neste a prerrogativa de privilégio
que a administração goza em determinadas situações sobre o par-
ticular, pois o interesses coletividade exercido no Estado de Direi-
to deve sempre sobressair-se ao do particular. Como exemplo po-
demos citar o fato da possibilidade de haver rescisão unilateral
por parte da Administração no contrato administrativo.
No que se refere ao princípio da impessoalidade que visa
repreender possíveis atos discriminatórios ou de privilégios por
parte da administração em suas decisões, estabelecendo, por e-
xemplo que a contração de uma determinada empresa pela Admi-
nistração Direta e Indireta dependerá em regra de licitação públi-
ca, sendo respeitada a igualdade entre os participantes da licita-
ção, nada mais sendo este que o princípio da igualdade consagra-
do em nossa Constituição Federal.
Já o principio da publicidade nada mais é do que a exte-
riorização à sociedade de atos praticados pela administração pú-
blica, tendo a finalidade de permitir que a sociedade exerça seu
controle sobre os atos praticados pelos administradores públicos.
Temos ainda, o princípio da moralidade. Neste observa-
se que o administrador deve se posicionar de forma integra e im-
parcial em suas decisões, observando-se que nem tudo que é legal
é legitimo, devendo o administrador ater-se tanto na legalidade do
ato quanto, e, principalmente em sua legitimidade pois em muitas

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Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.142/2006

vezes verifica-se que um determinado ato esta de acordo com a
lei, mas se sua aplicabilidade vier em detrimento aos anseios so-
ciais esta não deverá realizar-se.
Por fim podemos citar o princípio da eficiência que foi
introduzido em nosso mandamento legal supremo pelo legislador
derivado através da EC 19/98 que assim foi definido pelo Prof.
Alexandre de Moraes “... é aquele que impõe à Administração
Pública direta e indireta e a seus agentes a persecução do bem
comum, por meio de exercício de suas competência de forma im-
parcial, neutra, transparente, participativa, eficaz, sem burocracia
e sempre em busca da qualidade, primando pela adoção dos crité-
rios legais e morais necessários para a melhor utilização possível
dos recursos públicos, de maneira a evitar-se desperdícios e ga-
rantir-se maior rentabilidade social.” (Direito Constitucional/Ed.
Atlas S/A, 2001, pag. 306).
Existem também princípios específicos da licitação, po-
demos citar como tais o critério objetivo de julgamento, que nada
mais é do que a escolha do tipo de licitação a ser utilizada, se me-
nor preço, melhor técnica, técnica e preço, maior lance ou ainda
melhor oferta. Outro princípio específico é o vínculo obrigatório
ao instrumento de convocação, devendo sob pena de anulação do
certame ser respeitado a literatura do edital ou instrumento similar
convocatório no momento do julgamento das propostas e futura
contratação, devendo este ser interpretado lato sensu, ou seja, ob-
servado os mandamentos legais e princípios que regem a matéria.
Por último é necessário que haja sigilo das proposta dos concor-
rentes, antes das mesmas na sessão de julgamentos das propostas
serem abertas ao público, visando com isto a equidade entre os
concorrentes.

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Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.142/2006

Não podemos nos abster de mencionar os fundamentos
que servem de sustentáculo para o procedimento licitatório, o
primeiro destes fundamentos é o Econômico que em última análi-
se
Visa proteger o interesse da coletividade, procurando co-
lher a proposta de melhor preço para a administração pública; já o
fundamento ético está baseado no princípio da moralidade preva-
lecendo o caráter moral do administrador, fazendo com isto que
haja o uso adequado do dinheiro público pelo administrador de
tais recursos; por último citamos o fundamento jurídico que se re-
fere ao comando legal que prevê a licitação, qual seja, Lei Federal
nº. 8.666/93 em seu texto consolidado
Esta sucinta exposição tem como objetivo corroborar
com a interpretação dos mandamentos legais e ensinamentos dou-
trinários que serão desenvolvidos ainda no transcorrer da presente
manifestação.
Retornemos ao núcleo da consulta em tela, a consulente em expe-
diente cita as disposições do art. 78,VI e XI da Lei de Licitações e
Contratos Administrativos, quais sejam:
“Art. 78. Constituem motivo para rescisão do contrato;
I- (...)
VI – a subcontratação total ou parcial do seu objeto, a associação
do contratado com outrem, a cessão ou transferência, total ou par-
cial, bem como a fusão, cisão ou incorporação, não admitidas no
edital e no contrato;
VII – (...)
XI – a alteração social ou a modificação da finalidade ou da es-
trutura da empresa, que prejudique a execução do contrato;”

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Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.142/2006

Faz-se mister neste momento apresentarmos breves co-
mentários a respeito da conceituação de fusão, cisão ou incorpo-
ração, conforme a seguir:
A incorporação ocorre, conforme a Lei 6404, de 1976,
quanto uma ou mais sociedades são absorvidas por outra, que lhe
sucede em todos os direitos e obrigações. É uma espécie do gêne-
ro fusão, conquanto seja tratada pelo direito pátrio, de forma sin-
gular.
A fusão caracteriza-se pela comunhão de duas ou mais
sociedades, para a formação de uma nova, que lhes sucederá em
todos os seus direitos e obrigações.
Na cisão, uma companhia transfere parcela de seu patri-
mônio para uma ou mais sociedades, constituídas para esse fim ou
já existentes, de sorte que a sociedade cindida se extingue, se
houver versão total de seu patrimônio, ou divide-se o seu capital,
se a versão for parcial.
Nossa doutrina dominante vem se manifestando de forma
a priorizar a defesa do interesse público e eficiência da Adminis-
tração Pública, que em última análise se dá com a contratação do
objeto que a administração necessita ao menor custo possível e
respeitando a segurança contratual, ou seja, a efetivação ou manu-
tenção de uma relação jurídico-contratual com empresa que apre-
sente condições legais-estruturais para uma manutenção de uma
boa contratação.
Neste sentido se manifesta o eminente Prof. Marçal Jus-
ten Filho:
“Ora, a reorganização empresarial, por via de fusão, ci-
são ou incorporação, pode frustar o cunho personalíssimo da con-
tratação administrativa. Mas a administração deve evidenciar que

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Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17.142/2006

o evento prejudica a execução do contrato ou importa em outra
categoria de vícios. (...)
Ainda quando inexistir vedação expressa no instrumento
convocatório, essas operações de reorganização empresarial po-
dem acarretar a rescisão do contrato se forem instrumento de frus-
tração de regras disciplinadoras da licitação, o que deverá ser evi-
denciado caso a caso.” (Comentários à Lei de Licitações e Con-
tratos Administrativos, Dialética, 6ª. Edição, São Paulo 1998,
pag. 562) (Grifo nosso).
Vale ressaltar, neste momento, a diferença que se apre-
senta entre a obrigação intuitu personae, que caracteriza quase to-
dos contratos administrativos, não se confunde com a obrigação
personalíssima, própria de apenas alguns contratos, como por e-
xemplo, um contrato referente a uma obra de arte, uma narração
evocativa de um feito, contratada com um escritor de talento in-
discutível e especializado em determinado assunto e a realização
de uma pintura, por um pintor renomado. Nestes casos, obvia-
mente, proibida estará a cessão, vez que o talento e o próprio eu
do artista deverão estar presentes. E não se transmitem. Contrario
sensu, ocorre no contrato que apresenta características intuitu per-
sonae.
Farta também é nossa jurisprudência, no sentido de ad-
mitir o prosseguimento do contrato administrativo em havendo a
incorporação de uma empresa a outra.
O Tribunal de Contas do Distrito Federal entendeu: “a
incorporação da contratada por uma outra empresa. Celebração do
1º. Termo Aditivo visando ajustar o contrato à nova situação. Ine-
xistência de vedação expressa no instrumento convocatório.

187

que sempre devem ser interpretados de acordo com aqueles. mesmo quando o edital prevê essa possibilidade” (TCDF. certamente traria resul- tados desastrosos a administração e por conseguinte ao interesse 188 . Decisão nº. Temos que a rescisão contratual deve ser aplicada pelo Administrador em situações extremadas. 17. quando o contrato foi incorporado por outra pessoa jurídica. considerar o prazo de vigência do novo instrumento a ser celebra- do. Acór- dão nº. Processo nº. 2909/99). seguindo os demais princípios do ato ad- ministrativo. que na sua ocorrência. tempo decorrido do contrato firmado anteriormente à referida alteração societária”.01. 260/2002).474/2000-4. Existem situações previstas em Lei que desrespeitam as garantias ou deveres fundamentais a perfeito e total execução do objeto do contrato. admitiu: “como regular a continuidade do contrato. Processo nº. 7581/96-C Deci- são nº. Em outra decisão o Tribunal de Contas do Distrito Fede- ral. Verifica-se desta forma. (TCDF. que tragam em sua es- sência prejuízo efetivo para a administração.111700-0. assim como aos mandamentos legais correlatos. O Egrégio Plenário do Tribunal de Contas da União. (TCU. Turma). 004. 7581/96- C. 2000. Região no mesmo sentido se manifestou: “Deve ser desconsiderado o excesso de formalismo que venha a prejudicar o interesse público” (MAS nº. 9469/98). Processo nº. en- tendeu que “Em caso que a empresa contratada passar por cisão. 3ª.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. que todo o administrador públi- co deve pautar suas decisões em defesa do interesse público e efi- ciência administrativa.142/2006 Ministério Público sustenta que não há motivo suficiente para rescisão do contrato.04. O TRF/4ª.

poderá ser mantido o contrato. Outras. adequando-o a nova realidade. Tudo em conformidade com os mandamentos legais.142/2006 público. que serve de parâ- metro e essência para a aplicação do disposto no art. evitando com isso que uma interpretação restritiva. a fim de que seja mantida a segurança do contrato res- pectivo. 78 da Lei n°. 17. Observe-se o fato da contagem do prazo contratual permanecerá inalterado. inclusive haver sua comprovação através da exigência de documentações comprobatórias de tal i- doneidade. podendo.666/93. jurisprudência e doutrina retro menciona- dos. o prazo deve ser considerado do início da contratação. É o parecer 189 . que uma vez aferida a idoneidade da empresa que assumiu os direitos e obrigações da empresa incorporada. como por exemplo o não cumprimento das cláusulas con- tratuais e a lentidão na execução do objeto licitado. a fim de que a decisão do administrador não contrarie os princípios correlatos a matéria. que devem ser avaliadas de caso a caso.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. são questões de menor importância. através da rea- lização de Termo Aditivo com a empresa que assumiu direitos e obrigações através de incorporação a empresa inicialmente con- tratada pela administração. CONCLUSÃO: Entendo desta forma. não haveria no caso qualquer tipo de afronta ao interesse público. é exatamente o que ocorre no caso da incorporação de uma empresa pela outra. fos- se mais perniciosa do que benéfica para a administração pública. que em havendo tal manutenção. que uma vez observados e resguar- dados os requisitos necessários para que haja a manutenção de uma contratação segura nos termos desta manifestação. ou seja. 8.

a otimização. salvo se vedado por cláusula expressa do edital licitatório que veio a possibilitar tal contratação. buscam nas relações jurídicas. Isto porque os princípios.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. ao contrário das regras que. dependendo do interesse em jogo. É conhecida. inclusive contratos que hajam sido firmados com a Administração Pública. E digo isto pelo caráter normativo de que também se revestem os princípios e que. in casu. estão ligados indissociavelmente à idéia de direito e de justiça. provoca o desapare- cimento da incorporada e amplia o status da incorporadora.” Por tratar-se de Consulta. então. A empresa incorporadora. adquire com o ato da incorporação. isto é. porque os princípios. 17. por imporem uma exi- 190 . a frase de Celso Antonio. e é óbvio que neste patrimônio se incluem seus direitos e obrigações na ordem jurídi- ca. em conflito com as regras. Creio que os princípios da economicidade e do interesse público prevalecem. ao afirmar que violar um princípio é muito mais grave do que violar uma regra ou norma. visando à harmonização de interesses. portanto. É o Relatório. e procedente. não foi colhida a audiência do Mi- nistério Público. muito mais do que as regras positiva- das. VOTO: O instituto da incorporação é forma de extinção de uma empresa ou sociedade e de crescimento de outra. ante a regra da vedação pura e simples. todo o patrimônio jurídico da empresa incorporada. haverão de prevalecer. afirmar que este patrimônio jurídico com- preende o direito de assumir os direitos e obrigações previstos em contratos legalmente firmados pela sociedade incorporada. sendo lógico e sensato.M.J.142/2006 S.

666/93.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. Todavia. como resultante natural. como tal. 78 da Lei 8. a aplicação do inciso VI. a incorporação será causa do rompimento da relação contratual existente com a Administração Pública. ou se aplica uma. aí. isto é. do art. ou se aplica a outra. etc). como determinantes. torna-se de uma clareza indiscutível.e aqui citaria a norma que permite a incorporação de uma sociedade por outra e a norma que veda o prosseguimento da contrata- ção com a empresa incorporada se não admitidas no edital ou no contrato -. seriam os da economicida- de e da prevalência do interesse público. adoto como fundamento deste voto. dentre as alternativas trazidas pelo consu- lente. os quais. a considerando causa de 191 . o inteiro teor do Parecer emitido pela Consultoria Jurídica deste Tribunal. em res- pondendo à consulta. deverá ser adotada a alternativa “a”. interrompê-los ou sustá-los em sua execução. por si só não constituiria causa de extinção do respectivo contra- to. esta decisão para ser justa e acertada somente poderá ser tomada com respaldo em prin- cípios. esta escolha. segundo a qual. Em assim sendo. para. proíbem. Todavia. isto é. pois permitida pelo ordenamento legal brasileiro. se o edital ou o contrato vedar a su- cessão da incorporada pela empresa incorporadora nos contratos firmados com a Administração. dizer que o fato da incorporação da empresa que pos- sua contrato com a Administração Pública decorrente de regular processo licitatório.142/2006 gência (permitem. 17. se o edital licitatório ou o contrato contiver cláusula expressa em contrário. seria curvar-se a um formalismo exacerbado e prejudicial ao interesse público e ao princípio da economicidade da pró- pria Administração. a incorporação somente será causa de extinção do contrato caso haja estipulação no edital ou no contrato vedando a incorporação e. Num confli- to entre duas regras. . é óbvio que os contratos celebrados com a Administração Pública em vigor não deverão sofrer solução de continuidade pois. e se esta incorporação implica na investidura da incorporadora nos direitos e obrigações da incor- porada. no caso da questão em consulta. não buscam tal harmonização. Por isto.

645 de 21 de março de 2006. em 16 de fevereiro de 2006. em conhecer da consulta. nos termos do voto do Exmo. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30. retorna ao índice 192 .Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. R E S O L V E M os Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Pará. mantido o contrato que deverá ser adequado à nova realidade mediante a assinatura de Termo Adi- tivo com a incorporadora investida nos direitos e obrigações da incorpora- da. unanimemente. Conselheiro Relator acima transcrito. Plenário Conselheiro “Emílio Martins”.142/2006 extinção do contrato. Sr. inalterado o prazo contratual. Isto tudo. “resguardados os requisitos necessários para que haja a manutenção de uma contratação segura. 17.

180 (Processo nº. preenchidas as condições de 30 anos de tempo de contribuição. preenchia os requisitos de idade. “a”. combinado com o art. no cargo de Médico. 8°. XXXVI da Constituição Federal de 1988. 39.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. I. 53 a- nos.12. II. 2004/51220-4. se homem. lotada na SES- PA. de 15. Conselheiro ANTÔNIO ERLINDO BRAGA: Proces- so nº. 2004/51220-4) Requerente: INSTITUTO DE GESTÃO PREVIDENCIÁRIA DO ES- TADO DO PARÁ EMENTA: Servidor Público que em 16. Ref. 5º.12. Trata-se de apreciação da legalidade para fins de registro do ato de concessão de aposentadoria voluntária com proventos proporcionais ao tempo de contribuição da servidora ELMIRA NASCIMENTO DA SIL- VA.1998. § 1º. I. “b”. e 25 se mulher e período adicional de contribuição equivalente a 40% em 16. e 48 se mulher e 5 anos de efetivo exercício em cargo público poderá aposentar-se com proventos pro- porcionais ao tempo de contribuição e- quivalentes a 70% do valor máximo que poderia obter acrescido de 5% por ano de contribuição até o limite máximo de 100%. Inteligência do art. 193 . Relatório do Exmº Sr. I.12. II da Emenda Constitu- cional n° 20. se ho- mem.1998.180/2005 ACÓRDÃO Nº 39. código GEP-ANSM-612. do tempo de contribuição que faltaria se homem 30 anos e se mu- lher 25 anos.1998.

..... assim... A Seção de Controle de Inativos fls... (R$ xxxxx) .... 20/98......... e ressalta que o ato de aposentadoria deverá ser retificado quanto à Gratificação de Função de Chefe de Unidade Básica de Unid..2) . Rosa Egídia Crispino Calheiros Lopes..... R$ Grat. (R$ xxxxx) ... (09) nove meses e (20) vinte dias.. Os proventos mensais da servidora de acordo com o ato de concessão de aposentadoria estão...180/2005 O ato de aposentadoria de acordo com a Portaria Nº 240 de 22. de Escolaridade ... atualiza o tempo de contribuição para (27) vinte e sete anos............ 44 dos autos.....2) per- centual de 80% e em conseqüência elabora novos cálculos assim constituí- dos: Venc......2004...... R$ Grat..... consoante consta às fls.80% ........80% ..... de Função de Chefe do Centro de Saúde de Benevides (FG-2) ....... I e II da Emenda Constitu- cional nº........................ de acordo com a manifestação de fls........45% ..80% ...Prop.....Prop.................................. 32 dos autos... 8º.. constituídos: Venc.. 47 dos autos............ R$ R$ O Ministério Público.............. de Função de Chefe de Unid...............Básica de Saúde Tipo IV (DAS-011.... R$ Grat....03.... 44/45 sobre a parcela de Gratificação de Função....2003 é de (26) vinte e seis anos e (10) dez meses...........Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº... 39.. requereu dili- gência no sentido do órgão técnico explicitar conflito existente na informa- ção de fls.. representado pela Subprocuradora Dra..... 36 dos autos... R$ Adicional ..... R$ Grat..... ....80% .. que atualizado atinge (27) vinte e sete anos. 194 ............... R$ R$ O tempo de contribuição até 15....50% .... está fundamentado no art......80% ..... R$ Adicional ....Mista (FG-2) de 50% para Chefe de Unidade Básica de Saúde Tipo IV (DAS-011...... fls...45% ........01....... de Escolaridade ... § 1º..

02. retificando a Gratificação de Função de Chefe de Unidade Mis- ta FG-2 de 50% para Chefe de Unidade Básica de Saúde Tipo IV ... R$ Representação .. expediu a Portaria Nº 0508 de 22.. do Cargo em Comissão de Chefe de Unid.......... Antonio Maria F. Cavalcante.+Rep.....Básica de Saúde GEP-DAS-011.. Em 23...Básica de Saúde.2(Venc....... O IGEPREV.. R$ Grat..80%) ..... assim constituídos: Vencimento Proporcional (R$ xxxxx) ....2 percentual 80% ficando os proventos.... fls.. 20 de 15... R$ R$ O Ministério Público...2005...80% .... de acordo com a manifestação do órgão técnico e parecer do Ministério Público...80% .......Prop.DAS- 011....2003 por ocasi- ão da promulgação da Emenda Constitucional nº...Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº...2) .. R$ 195 .....12... para no prazo de (30) trinta dias da ciência da decisão expedir novo ato de aposentadoria da servidora ELMIRA NASCIMENTO DA SILVA.......12....80% (cargo comissionado de Chefe de Unid.... 53 dos autos em sua manifestação final. R$ Rep......... em atendimento a recomendação do Tribunal de Contas sobre a retificação do percentual de 50% para 80% do cargo co- missionado exercido pela aposentanda. que teria revogado a regra de transição consagrada no art....1998.09.. com as modificações sugeri- das pelo órgão técnico deste Tribunal......75% ... tipo IV padrão DAS-011.2003 o julgamento do processo foi convertido em diligência com recomendação ao IGEPREV. 41 de 31... 8º da Emenda Consti- tucional nº... 39......12. ficando os proventos assim constituídos: Venc... opina pelo deferimento do registro da aposentadoria... R$ Adicional ......... representado pelo Procurador Dr.45% .....80% .. de Escolaridade .2002.2003..180/2005 O órgão técnico em atendimento a diligência do Ministério Público apresenta novos cálculos retificando o cálculo dos proventos pro- porcionais da servidora de 80% para 75% por entender que a servidora teria preenchido os requisitos de tempo de contribuição e idade para concessão do benefício somente em 14.......02........ computados até 31................... (R$ xxxxxx) .......

... 20/98 pela qual a servidora está se beneficiando foi expressamente revogada” (fls.02.... de 31. 8º da Emenda Constitucional Nº 20. ao manifestar-se sobre a posição do IGEPREV ratifica seu posicionamento de fls. R$ Adicional por Tempo de Serviço – 45%. o IGEPREV entende que o percentual deve ser de 80% do vencimento integral “porquanto passaram 02 anos da data em que o segurado implementou o direito de aposentar-se pro- porcionalmente..01...2003... de 15. 8º da Emenda Constitucional Nº 20.1998. visto que implementar o direito a aposentadoria em 16. que a regra de transição prevista no art......12...75)..12. An- tonio Maria F... quanto à recomendação do Tribunal de Contas no sentido de atribuir proventos proporcionais a aposentanda no percentual de 75% consoante entendimento do órgão técnico em vez de 80% como fora concedido pelo ato de aposentadoria.. e argumenta ainda.12.12.2003. entendendo que a servidora tem direito apenas a 75% de seus vencimentos..2002”. (fls. em seu parecer de fls. 8º da EC nº... 78/79 dos autos assim entende: “Por força do direito adquirido..1998.2002 e seu tempo de contribuição deve ser computado até 31.. Cavalcante.01. O órgão técnico fls.180/2005 Grat...2003...03...02 e cujo tempo de contribuição deve ser computado até 31. ou seja em 14...12.. a servidora tem direito adquirido a proventos proporcionais no percentual de 80%. 50/51 dos autos.. enquanto que o Órgão Técnico dessa Corte entende que o percentual a ser aplicado é de 75% “haja vista ter a servidora implementado sua aposentadoria em 16..2003.. 74/76 dos autos.R$ R$ Todavia. visto que implementou o direito a aposentar-se proporcionalmente em 14.67)..12. tenha sido revogado pela Emenda Constitucional Nº 41.02.12.. data da publicação da EC nº. 41/03 (Reforma da Previdência).. O Ministério Público... portanto antes da Emenda Constitucional Nº 41 de 31. 39.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº.... 196 .. de Escolaridade ... o IGEPREV diverge do órgão técnico do Tribunal com fundamento no princípio constitucional do direito adquiri- do.80% .. representado pelo Procurador Dr.2002.... a regra de transição prevista no art. pois embora o art. que beneficiava a servidora fora revogado pela Emenda Consti- tucional Nº 41 de 31...... de 15. considerando que através desta.

contar tempo de contribuição de 30 anos.1998.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. 197 . II. I. em seu art. II . b. II assegura o direito à aposentadoria voluntária quando o servidor. A mencionada Emenda Constitucional estabelece. III .12. de 15.1998. e 48 anos de idade. ainda em seu art. 8º § 1º.180/2005 Acatamos.12.1998. I . I. se mulher. a.12. 8º. II -tiver 5 anos de efetivo exercício no cargo em que se dará a aposentadoria.” É o Relatório. da Emenda Constitucional Nº 20.os proventos da aposentadoria proporcional serão equi- valentes a 70% do valor máximo que o servidor poderia obter acrescido de 5% por ano de contribuição até o limite máximo de 100%.12. data venia. somos pelo deferimento do registro pleitea- do. o entendimento defendido pelo Órgão Técnico dessa Corte. com as modificações sugeridas pelo órgão técnico dessa Corte de Con- tas. 8º. V O T O: A Emenda Constitucional Nº 20. pois entendemos que in casu não se configura o direito adquirido. I. se mulher.tiver 53 anos de idade. por ter mais de 48 anos de idade e mais de 5 anos do efetivo exercício no cargo. até 16. do tempo que faltaria para atingir o limite de tempo de con- tribuição respectivamente se homem 30 anos e se mulher 25 anos. se homem e 25 anos.12. A servidora em 16. II.1998.1998.um período adicional de contribuição equivalente a 40% em 16. preenchia os requisitos do art. que o servidor pode aposentar-se com proventos proporcionais ao tempo de contribuição atendidos as seguintes condições: I . Face ao exposto. cu- mulativamente. 39. de 15. se homem.

3º assegura a concessão. acrescido de 5% por ano de contribuição de efetivo exercício. de 15. A servidora em 22.180/2005 Em 16. de 22. a servidora não tinha.2004. ocorre que ao completar 25 anos de contribuição em 14. Entendo que a servidora em 31. tenham cumprido todos os requisitos para obtenção desses benefícios. ressalvando que.12. vis- to que tinha apenas 22 anos de contribuição. Conselheiro ELIAS NAIF DAIBES HAMOUCHE: A- companho o voto do relator.12. com base nos critérios da legislação então vi- gente. 39. integralizou o tempo de contribuição para aposentar-se com proventos proporcionais equivalentes a 70% de seus vencimentos.02.2003. 5º XXXVI da Constituição Federal de 1988. que lhe é assegurado pelo art. conforme dispõe o artigo 198 .12. A Emenda Constitucional Nº 41. quando foi aposentada tinha di- reito a acrescentar em seus proventos 5% por ano de contribuição de efetivo exercício e em conseqüência aposentadoria com proventos proporcionais equivalentes a 80% de seus vencimentos.2005.1998.2003 em seu art. as condições pa- ra aposentar-se com proventos proporcionais ao tempo de contribuição.1998.1998. de 15.12. Voto do Exmº Sr.12. ainda. de 31. com funda- mento no princípio do direito adquirido. poderá aposentar-se a qualquer tempo com proventos proporcionais a 70% de seus vencimentos. 8º da Emenda Constitucional Nº 20. por entender que a servidora tendo cumprido todos os requisitos para apo- sentar-se com proventos proporcionais a seus vencimentos na vigência do art. Defiro o registro do ato de aposentadoria da servidora Elmira Nascimento da Silva consubstanciado na Portaria Nº 0508. que até 31.2003. a qualquer tempo de aposentadoria aos servidores públicos. tinha cumprido to- dos os requisitos para aposentar-se com fundamento na Emenda Constitu- cional Nº 20.2002.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº.12. 5º XXXVI da Constitui- ção Federal.02. inclusive com direito ao acréscimo de 5% por ano de contribuição de efetivo exercício em seus proventos com fundamento no princípio do direito adquirido previsto no art.03.

810/94.Contra o voto do Exmº. Conselheira MARIA DE LOURDES LIMA DE OLI- VEIRA: De acordo com o voto do relator. Voto do Exmº Sr. por entender que deve ser incluída a parcela correspondente à gratificação de escolaridade na composição do cargo comissionado incorpo- rado. da Lei nº. Código GEP-ANSM-612. em 13 de dezembro de 2005. I. Conselheiro FERNANDO COUTINHO JORGE: Acom- panho o voto do relator. no cargo de Médico. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. inciso III. Voto da Exmª Sra. retorna ao índice 199 . Conselheiro LAURO DE BELÉM SABBÁ . Voto do Exmº Sr.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. 5.Registrar a aposentadoria de ELMIRA NASCIMENTO DA SILVA. A C O R D A M os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará: I . Sr. 39. Conselheiro Elias Naif Daibes Hamouche.606 de 20 de janeiro de 2006. lotada na Secretaria Executiva de Saúde Pública. Conselheiro Relator. II . o interessado ainda faz jus à inclusão.Presidente: Acompanho o voto do relator. da parcela correspondente à gratificação de escolaridade. Ref. nos termos do voto do Exmº Sr.180/2005 140. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30. na composição do cálculo do cargo comissionado incorporado.

Lei nº. Conselheira MARIA DE LOURDES LIMA DE OLIVEIRA: Processo nº. Secretária Executiva de Educação.573/2003. 17. Sra.114 (Processo nº. A consulta foi acatada pela digna Presidência. 6. em princípio inexiste vedação legal expressa para tal acréscimo na hipótese de ser concedido. Auxílio alimentação e transporte. a Consultoria Jurídica. a bolsa não abrange despesas relativas a custos de atividades de estagiário. Finaliza aduzindo que. assim se manifesta: 200 . após parecer exarado pela Consultoria Jurídica da Corte. Relatório da Exmª. 2005/53336-7) Assunto: Consulta formulada pela Sra.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. EMENTA: Estudante estagiário. ROSA MARIA CHAVES DA CUNHA. ROSA MARIA CHAVES DA CUNHA. Em circunstanciado estudo de (fls. posto que. 2005/53336-7 Cuidam os autos sobre Consulta formulada a este Tribunal de Contas pela Srª. na qualidade de Secretária Executiva de Educação. por se tratar de contribuição parcial de despesas recorrentes de estágio. 5 a 8) assinado pelo Dr. Ilega- lidade e ilegitimidade. Aldo Cézar Cavalcante Guimarães. a qual indaga sobre a eventual possibilidade de se agregar valores a título de auxílio.573/03. à bolsa-estágio prevista na Lei n° 6. Ausência de le- gislação que autorize a concessão dos benefícios.114/2005 RESOLUÇÃO Nº 17. para alimentação e transporte. sobre a concessão a estagiários de auxílio para alimentação e transportes.

por não haver expressa disposição legal que autoriza a concessão à estagiário de outros benefícios além do pagamento de valores a título de bolsa. Secretária Executiva de Educação Drª.573/2003 e Lei Federal n° 6. é vedado a prática de liberalidade com os recursos públicos". V O T O: A consulente Srª. protocolizou neste Tribunal consulta quanto a dúvida na aplicação de dispositivo legal concernente a concessão à estagiário de auxilio para alimentação e transporte..114/2005 Firmas ou organizações privadas podem conceder tais benefícios acima citados por mera liberalidade. Diante do exame da Lei Estadual n° 6.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. P. Hely Lopes Meirelles em sua obra Direito Administrativo Brasileiro. Diante do exame das legislações pertinentes à matéria. pelo estágio de valores tão somente percebidos a título de bolsa. na Administração Pública. ao administrador público. ROSA MARIA CHAVES DA CUNHA. para que possa haver concessão de tais vantagens a Lei precisaria conter expressa autorização. observa-se que inexiste normatização que garanta a legitimidade e legalidade para concessão do objeto inerente à consulta. entretanto segundo o Profº. de valores a título de bolsa e nada mais. Não possuindo. no entanto. pois consabido que enquanto que na administração particular é lícito fazer tudo que a Lei não proíbe. É o relatório. 86 ". desta forma o condão para contribuição que não seja aquela somente decorrente a percepção. De sorte que. pelo estagiário. 28ª ed. verifica-se a autorização expressamente à percepção. não será despesa elegível quanto a sua legalidade. 17. só é permitido fazer o que a Lei autoriza".494/1977. Assim. tal dispêndio caso ocorra. não há vedação é bem verdade mas. 201 ..

17. considerando o que consta dos autos. que esgotou o tema. R E S O L V E M os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. invocando não haver legislação expressa que permita a concessão dos benefícios formulados pela Digna Consulente.606 de 20 de janeiro de 2006. retorna ao índice 202 .114/2005 Desta feita. responder à consulta no sentido de não ha- ver legalidade e legitimidade na concessão de auxílio alimentação e trans- porte aos estudantes estagiários da administração estadual recrutados com base na Lei nº. unanimemente. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30. em 06 de dezembro de 2005.573/03. Con- selheira relatora. Sra. considerando não existir legislação expressa que permite a concessão de tais benefícios. e com base em legislação pertinente adoto na íntegra a manifestação criteriosa da Consultoria Jurídica deste Tribunal. na forma do voto do Exmª. 6.

095/2005 RESOLUÇÃO Nº 17. gerenciar a aplicação de re- cursos repassados às escolas públic as. 2004/52342-6 Tratam os autos de Consulta formulada pelo Sr. por meio da qual faz a seguinte indagação: “se os Conselhos Escolares. 8. sem fins lucrativos. no que tange às licitações na reali- zação das despesas com recursos de convênio do Tesouro Estadual” 203 . Observân- cia dos princípios que regem a Adminis- tração Pública.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.666/93. 8. Philadelpho Machado e Cunha Ju- nior. estão obrigados ao cumprimento do que estabelece a Lei nº. Subsecretário Executivo de Educação. criados para. Pessoas Jurídicas de Direito Privado. 17. Relator: Conselheiro NELSON LUIZ TEIXEIRA CHAVES EMENTA: Conselhos Escolares.095 (Processo nº 2004/52342-6) Assunto: Consulta formulada pelo Sr. Não submissão as e- xigências da Lei nº. Conselheiro NELSON LUIZ TEIXEIRA CHAVES: Pro- cesso nº. Voto do Exmº Sr. na aplicação de recursos celebrados com o Estado. entre outros fins. Adoção de procedimentos simplificados. sobre a obrigatorie- dade de realização de licitação por parte dos Conselhos Escola- res. Subsecretário Executivo de Educação.666/93. enti- dades portadoras de personalidade Jurídica de direito privado. Philadel- pho Machado e Cunha Junior.

O Artigo 37 da Constituição Federal estabeleceu o deline- amento da Administração Pública brasileira como direta. indireta. o qual 204 . No seu inciso XXI. de qual- quer dos Poderes da União. 37. 2/5 e 8/11. nos termos no artigo 2º .095/2005 A Consultoria Jurídica e o DCE manifestaram-se nos autos através dos pareceres de fls. do Distrito Federal e dos Municí- pios. nos seguintes termos: A questão a ser analisada é a extensão da aplicação da Lei nº. 8. em tese. compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes. Preliminarmente. moralidade. nos seguintes termos: “Art. considerando que a parte é legitima e a matéria nela tratada é da competência deste Tribunal. respectivamente. dos Estados. dos Estados. publicidade e eficiência. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. inciso X do Regimento Interno deste Tribunal.666/93 aos entes privados quando contratam entre si. conheço da consulta. determinou que a licitação deve ser observada por toda a Administração Pública. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios da legalidade. nos termos da lei. respondo. mantidas as condições efetivas da proposta. 17.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. as obras. com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento. serviços. impessoalidade. No mérito. e também ao seguinte: XXI – ressalvados os casos especificados na legislação.

666/93.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. Estados. além. dos órgãos da administração direta. A Lei nº. 17. os f undos especiais. 205 . 8. embora essas entidades não estejam obrigadas a cumprirem as regras contidas na Lei nº. ao descrever os entes a ela subordinados. não se incluindo ali os agentes privados. É a resposta.666/93. devem adotar procedimentos simplificados. as autarquias. Contudo. Distrito Federal e Municípios.” Observa-se da leitura do texto Constitucional que o legis- lador constituinte delimitou a aplicação do referido artigo à Administração Pública direta e indireta dos poderes públicos dos três níveis da federação. que “subordinam-se ao regime desta Lei. editada com a finalidade de regula- mentar o citado artigo 37 inciso XXI. visando garantir a efi- cácia dos princípios que regem a Administração Pública. as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela Uni- ão. nem a Constituição nem a lei previram a obrigatoriedade de entes privados realizarem licitação quando contratam entre si.095/2005 somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensável à garantia do cumprimento das obrigações. as empresas púb licas. no parágrafo único do artigo 1º. repassados através de convênio firmados com a Administração Pública. da Constituição Federal. dispondo. ao gerenciarem recursos públicos. as fundações públicas. 8. o faz em perfeita harmonia com o âmbito de aplicação da norma constitucional que regulamenta.” Como se vê.

Conselheiro Relator. 17. em 20 de outubro de 2005. nos ter- mos do voto do Exmº Sr.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. unanimemente. responder a consulta formulada.095/2005 R E S O L V E M os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará.559 de 14 de novembro de 2005. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30. retorna ao índice 206 .

. R$ Rep. a 1/30 avos sobre R$ xxxxx em 29 anos de serviço .......... R$ Grat.......... Sr........... XVI.................... no cargo de Perito Criminal.....70% ............................ R$ Grat......... Conselheiro ANTONIO ERLINDO BRA- GA:Processo nº.2 (Venc..... de Chefe de Div..... de Dedicação Exclusiva . de 20......40% ..........Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº..45% ..............70% ...de Perícias Internas GEP-DAS-011..+Rep......................734/2005 ACÓRDÃO Nº 38......... de Risco de Vida .............. 2002/51484-3) Requerente: INSTITUTO DE GESTÃO PREVIDENCIÁRIA DO ES- TADO DO PARÁ EMENTA: Acumulação constitucional........2002.. c da Constituição Federal Relatório do Exmo....... R$ Grat.....734 (Processo nº.. R$ Grat.. Inteligência do art............. R$ R$ 207 ..........80% . de Polícia Judiciária ............... 80%)-80%R$ R$ Adicional .... 0773......... R$ Grat...... 2002/51484-3. de Escolaridade ...50% .. Aposentado- ria na esfera municipal e estadual em cargos privativos de profissionais de sa- úde... com proventos assim discriminados: Vencimento Prop.... 37.. 38........ de Tempo Integral .....05...... Trata-se de apreciação da legalidade para fins de registro do ato de aposentadoria por idade com proventos proporcionais ao tempo de contribuição da servidora RAIMUNDA HADADE VASCONCELOS.. aposentada pela Portaria Nº.. do Cargo Comissi...... lotada na Polícia Civil do Estado................

requer dili- gência no sentido de se esclarecer se o cargo de Perito Criminal ocupado pela aposentanda enquadra-se em área de saúde. contava com (29) vinte e nove anos. 67/68 dos autos. 75 dos autos. 37.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. 78 dos autos.m. 208 . 84/85 dos autos. requereu certidão em o- riginal do tempo de serviço da servidora prestado a Prefeitura Municipal de Belém. até 22. considerando que a servidora é aposentada na esfera municipal no cargo de Farmacêutica e que não restou esclarecido se o cargo exercido pela apo- sentanda é da área de saúde. esclare- ce fls. fls. O órgão técnico em sua manifestação de fls. que utilizara seu tempo de serviço prestado a Prefeitura Municipal de Belém.Bioquímica e desenvolvia atividades da área de saúde. informa que “a servidora Raimunda Hadade Vasconcelos. O Diretor do Instituto de Criminalistica fls.03. para efeito de aposentadoria municipal e que seu tem- po de serviço prestado no Estado há de ser considerado a partir de 01. fls. inciso XVI da Constituição da República Federativa do Brasil”. A servidora notificada da necessidade de apresentar certi- dão de tempo de serviço prestado a Prefeitura Municipal de Belém. 38. 95/96 dos au- tos. em conseqüência entende “que o cargo de Pe- rito Criminal ocupado pela servidora é um cargo técnico-científico. lotada no Instituto Renato Chaves. então. para fins periciais”. O órgão técnico.2002. motivo pelo qual s. O órgão técnico.j impossibilita a servidora de pleitear aposentadoria nesse car- go por tratar-se de acumulação vedada expressamente no art.02. ocupante do car- go de Perito Criminal a qual tem Graduação em Farmácia . (02) dois meses e (01) um dia de tempo de contribuição.734/2005 A servidora consoante consta fls. 94 dos autos.1974. quando de sua admissão como Legista Toxicologista. não en- quadrado nos cargos privativos de profissionais de área de saúde.

inquestionavelmente. a acumulação configura-se irregular. 95/96.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. que se transcreve: “Refere-se o processo ao registro da aposentadoria volun- tária com proventos proporcionais da Sra. entende que o registro deve ser indeferido. emite parecer. a acumulação não era permitida. O cargo de Perito Criminal possui.734/2005 O Ministério Público. e. 38. fls. conside- rando a circunstância de que a interessada já se encontra aposentada pela Prefeitura Municipal de Belém como Farmacêutica (cf. representado pelo Procurador Dr. Raimunda Hadade Vasconcelos. A Seção Técnica. encaminha parecer de Consultoria Jurídica da Secreta- ria Executiva de Administração entendendo que “a única possibilidade da requerente se aposentar na esfera estadual é se antes a mesma optar por permanecer com aposentadoria na esfera municipal ou na futura aposentado- ria na esfera estadual”. por conseguinte a aposentanda não teria direito as duas aposentadorias. 105 e 106 dos autos pela inadmissibilidade de aposentadoria da servidora por vedação constitucional por caracterizar-se sua situação em acumulação não permitida pela Consti- tuição Federal. Nestas condições. 209 . em manifestação às fls. 99/101 dos autos. nesse caso. visto que. hipótese que não é a dos presentes autos.” O Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Pará.78). bem como a natureza do cargo de Perito Criminal. no cargo de Perito Criminal”. Hildeberto Mendes Bitar. O órgão técnico e Ministério Público ouvidos sobre o pa- recer emitido pela Consultoria da Secretaria Executiva de Administração mantiveram seus respectivos posicionamentos fls. por considerar acumulação de cargo não admitida pela ordem constitucional. o que nos leva a opinar pela não concessão do registro. fls. e ainda as disposições constitucionais a respeito de acumulação de cargos públicos. 97 dos autos. natureza técnica e científica.fls. a acumulação só poderia ocorrer com um cargo de professor. no presente caso.

38. VOTO: Acolher a manifestação do órgão técnico e o parecer do Ministério Público importa em não admitir a constitucionalidade da acumu- lação do cargo exercido pela aposentanda.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. objetivando resolver definitivamente a situa- ção de acumulação de cargo da servidora pois é aposentada em cargo muni- cipal na área de saúde e acumula o cargo de Perito Criminal no âmbito esta- dual. “o cargo de Legista Toxicologista só poderia ser ocupado por profissional da área de saúde” O órgão técnico ao examinar a matéria em manifestação final. considera a acumulação não admitida pelo ordenamento constitucional bra- sileiro e opina pelo não deferimento do registro de aposentadoria da servi- dora. 142 dos autos.1974.734/2005 Este Relator. requereu diligência fls. 132 dos autos. no sentido de se esclarecer se quando a aposentanda foi admitida no cargo de Legista Toxicologista em 01. entende que a aposentanda exerce acumulação de cargo não contemplado pela ordem jurídica consequentemente não tem di- reito a aposentadoria no cargo de Perito Criminal. no Instituto Renato Chaves. des- pacho da Consultoria Jurídica da Polícia Civil no qual consta que quando da admissão da servidora em 01. O Ministério Público em parecer final. 210 . Efetivada a diligência observa-se fls. pois a servidora é aposentada no cargo de Farmacêutica na esfera municipal e ocupa o cargo de Perito Crimi- nal na esfera estadual no qual pretende aposentar-se. fls.03.03. 138 dos autos. É o Relatório. fls. 108 dos autos. se mencionado cargo era privativo de profissional da área de saúde.1974.

ocupa o cargo de Perito Criminal cargo privativo de profissional da área de saúde. publicado no Diário Oficial do Estado de 21. de acordo com o Decreto 1. assegurado pelo art. inclusive efetuando o diagnóstico retrospectivo da alcoolernia. e em 14.03. passou a ocupar o cargo de Peri- to Criminal.509. e na em- briaguez não alcoólica produzida por substâncias químicas nocivas”. sem dúvida atividade de profissional da área de saúde. se destaca “proceder exames laboratoriais.282.04.1981. 5º XXXVI da Cons- 211 . 37. expedindo laudos dos resultados apurados” e ainda “realizar exame pericial de avaliação química de embriaguez alcoóli- ca. para o cargo de Legista Toxicologista.734/2005 Entendo que a acumulação de cargo exercido pela servido- ra é constitucional com fundamento no art.1981.1974. necessários ao escla- recimento de fato delituoso. a servidora foi admitida em 01. 38. integrante do Grupo de Polícia Civil.03. pois entre suas atribuições. 5º XXXVI da Constitui- ção Federal. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada”. e a partir de 14. A tradição do constitucionalismo brasileiro é de respeito ao direito adquirido como princípio de segurança e de estabilidade das rela- ções jurídicas.04.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº.04. lotada no Instituto Médi- co Legal Renato Chaves. XVI. com fundamento no art. Impõe-se explicitar que a servidora foi admitida em 01. que dispõe in verbis: “A lei não prejudicará o direito adquirido. de 19 de janeiro de 2000. portanto mencionada lei não modificou a de- nominação de seu cargo nem suas atribuições e ainda que tivesse feito não prejudicaria seu direito adquirido assegurado pelo art. c da Constituição Fede- ral e consequentemente há de se lhe assegurar o direito de aposentadoria no cargo de Perito Criminal. A Lei Nº. e destaca entre as atribuições de Pe- rito Criminal a “realização de exame laboratoriais”. cria o Centro de Perícia Científica “Renato Chaves”.1981. para função de Legista Toxicologista. 6. 5º. XXXVI da Constituição Federal de 1988.1974. Ora.

6º parágrafo 2º. no cargo de Perito Criminal. Voto do Exmº Sr. com fundamento no art. por serem cargos privativos de profissionais de saúde.2002 que aposentou a servidora RAIMUNDA HADADE VASCONCELOS. em virtude da lei no tempo no qual o fato foi consu- mado. 37.734/2005 tituição Federal de acumulação de cargo. lotada na Polícia Civil do Pará. c combinado com o art. XVI. 0773 de 20. visto que a aposentanda tem direito adquirido a acumulação de cargo.05. ocupado pela aposentanda. 37. com o cargo de Peri- to Criminal ocupado na esfera estadual. Gabba em sua Teoria della Retroattivitta dele Lege. XVI. como aqueles cujo começo do exercício tenha termo prefixo ou condição preestabelecida inalterável a arbítrio de outrem”. da Constituição Federal. O conceito de direito adquirido está definido na Lei de In- trodução ao Código Civil em seu art. com profissões regulamentadas. 38. portanto é permitido a acumulação do cargo de Far- macêutica exercido pela servidora na esfera municipal.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. Defiro o registro do ato consubstanciado na Portaria Nº. amparado pelo art. ratificada pelo douto Ministério Públi- 212 . 5º XXXVI. b) e que nos termos da lei sob cujo império de firmou fato do qual se originou. c da Constituição Federal. Conselheiro NELSON LUIZ TEIXEIRA CHAVES: A- companho a manifestação do DCE. pois é constitucional o exercício do cargo de Farma- cêutica na esfera municipal com o cargo de Perito Criminal. embora a ocasião de fazê-lo valer não se tenha apresentado antes da atuação de uma lei nova sob o mesmo direito. entrou imediatamente a fazer parte do patrimônio de quem o adquiriu”. con- ceitua o direito adquirido: “É adquirido todo direito que: a) é conseqüência de um fa- to idôneo a produzi-lo. “Consideram-se adquiridos assim os direitos que seu titu- lar ou outrem por ele exercer.

não poderia ter sido admiti- da. nela. Mas. sanada ficou a irregularidade que eu entendo. a funcionária teve inserido no seu patrimônio jurí- dico o direito de exercer as duas funções publicas. existia na situação da funcionária. foi pro- mulgada a emenda constitucional nº. Mas se o foi. O outro detalhe: quando é promulgada uma emenda. Em razão disto.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. há. com o advento da emenda referida. estendendo-a dois cargos privativos de pro- fissionais da saúde com profissão regulamentada. a eficácia da nova norma é imediata. Esse é um detalhe.salvo engano -. beneficiou-se com a mudança constitucional introduzida pela EC nº. 34. porque ela não era médica. A partir daí. Voto do Exmº Sr. Voto da Exmª Sra. no ano de 2001 . recentemente. a questão da acumulação. di- tando a regulamentação das situações existentes pelas novas disposições constitucionais. 34/2001. um fato até interessante. e em o não sendo. automaticamente. 213 . Conselheiro EDILSON OLIVEIRA E SILVA: Pelo que eu pude depreender da questão. a ação imediata dos princípios faz conformar as relações jurídicas existentes no momento em que surge a nova regra constitucional. Conselheira MARIA DE LOURDES LIMA DE OLIVEI- RA: De acordo com o voto do Conselheiro Nelson Chaves. Quando a funcionária foi admitida. pelo advento de uma norma constitucional. A acumulação permitida era de dois cargos privativos de médi- co.734/2005 co de Cotas. a qual estendeu a acumulação permitida a dois cargos profissionais de saúde. porque a mesma era possível apenas para dois cargos privativos de médico. Mas como veio a emenda. eu creio que a Constituição não permitia tal acumulação. 38. manifestando-me contrário ao voto do ilustre relator. por força da ação imediata dos princípios. regularizou-se. E aí. com a devida vênia.

limitados que eram até então. o cargo que exerce não mais permanece na situação exigida de profissional de saú- de. por via de re- forma constitucional. separa- ção de poderes. estadual. situa- ção que a crônica e a doutrina no Brasil costumam chamar de casuísmo. 38. por mais centenária que fosse tal situação. Nós. periódico. o constituinte ampliou as cláusulas pétreas hoje elencadas no parágrafo 4º. até então. E qualquer emenda constitucional mudava a situação jurídica de qualquer pessoa. à república e federação -. conseqüentemente. Era aquilo que eu costumo dizer: colocar a lei para o momento. já encontra uma situação consolidada porque. Mas aí entra a procedência do argumento do Conselheiro Erlindo Bra- ga de que o ato da aposentadoria veio num momento em que esta mudança feita por uma lei infraconstitucional. posterior a emenda constitucional que permitiu a acumulação de dois cargos privativos de profissionais de saúde. Mas veio a Constituição de 1988 e colocou como intocável. antes daquela lei. Instituto de Criminalística do Pará e. o Brasil deu um passo muito à frente em relação aos países mais avançados no campo do direito constitu- cional. vivemos num país em que se mantém mentalidade cimentada na tradição brasileira que não preservava o direito adquirido frente à constituição. mudou a situação deles. pois tudo isso. simples- mente forma de estado e forma de governo. E ampliou-as para preservar os Direitos individuais. e modificou a estrutura do Instituto Médico Legal criando o Renato Chaves. direitos coletivos. Pelas razões históricas que ele tinha vivido. Em conseqüência. voto direto. do artigo 60 da consti- tuição. voto direito e secreto. Com a Constituição de 1988. universal.734/2005 Veio a lei estadual de 2001. Não pode a lei infraconstitucional. revogar o direito adquirido. direitos sociais. lamentavelmente.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. não ganhava segurança só por estar na Constituição se o poder legiferante conseguisse mudar a constitui- ção. separação 214 . o cargo era específico de profissional de saúde.

Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. onde se insere portanto o direito adquirido que está no inciso XXXVI.734/2005 de poderes e os direitos e garantias individuais.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. Classe “D”. por maioria dos votos. do artigo 5º que diz “a lei não prejudicará o direito adquirido. Sr. reforçadas pelo voto apresentado pelo Conselheiro Edilson Silva. conforme dispõe o artigo 140. a interessado ainda faz jus à inclusão. Códi- go GEP-PC-703. em 13 de setembro de 2005. na composição do cálculo do cargo comissionado incorporado. da Lei nº. inciso III. retorna ao índice 215 .810/94.535 de 04 de outubro de 2005. A C O R D A M os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará. Conselheiro Relator.4. ressalvando que. Por isto e por estas razões eu acompanho o voto do conselheiro Erlindo Braga. nos termos do voto do Exmo. acompanho o voto do relator pelo deferimento do registro. lotada na Polícia Civil do Pará. da parcela correspondente à gratifi- cação de escolaridade. 38. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada”. 5. Voto do Exmº Sr. registrar a aposentadoria de RA- IMUNDA HADADE VASCONCELOS. no cargo de Perito Criminal. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30. Conselheiro FERNANDO COUTINHO JOR- GE(Presidente em exercício): Considerando as argumentações do Conse- lheiro Erlindo Braga.

Relatório do Exmº. Ree- quilíbrio econômico financeiro. Periodicidade não inferior a um ano.083/2005 RESOLUÇÃO Nº 17.096.666/93”. da Lei Nº. 65. Paulo Fernando Ma- chado Secretário Executivo de Estado da Fazenda nos seguintes termos: “Consulto esse Egrégio Tribunal de Contas do Estado. In- teligência do art. II. de 21. 2005/52407-1) Assunto: Consulta formulada pelo Sr. 8. d da Lei nº. sobre a existência ou não de prazo mínimo para aplicação do disposto no art.083 (Processo nº. Existên- cia de prazo mínimo para aplicação art.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. EMENTA: Secretário Executivo da Fazenda. sobre o reequi- líbrio econômico financeiro ou revisão de contrato administra- tivo. de 29. PAULO FERNANDO MACHA- DO. Secretário Executivo da Fazenda à época. 2005/52407-1 Trata-se de Consulta sobre “reequilíbrio econômico- financeiro ou revisão do contrato” formulada pelo Sr.06.06. 8. Conselheiro ANTONIO ERLINDO BRAGA: Pro- cesso nº. Sr.1995.666. 17. de acordo com o art. 216 .1995. 220 e seguintes do Regimen- to Interno. d. II. 28 da Lei nº. 65. 9.

65. 17. 220 do Regimento Interno do TCE. V O T O: Compete ao Tribunal de Contas decidir sobre consulta que lhe seja formulada por autoridade competente.02. 65. O Regimento dispõe em seu art. en- tendendo “que não há prazo mínimo para a concessão de reajuste ou de re- composição de preços”. quando à dúvida suscitada de dispositivos legais e regu- lamentares concernentes à matéria de sua competência. da Lei Nº. 8.666. nos seguintes casos: II .para restabelecer a relação que as partes pactuaram inici- almente entre os encargos do contratado e retribuição da Administração para a justa remuneração da obra.083/2005 A Consultoria Jurídica emite parecer fls. O Presidente admitiu a Consulta ao adotar o parecer da Consultoria. 12 de 09. serviço ou fornecimento. pois pretende o consulente dirimir dú- vida suscitada sobre a existência ou não de prazo mínimo para aplicação do disposto no art. IX da Lei Complementar Nº. II. na forma estabelecida no Regimento Art. d.por acordo das partes: d) .2/4 dos autos. in verbis: Art. 26. objetivando a manu- 217 . A consulta está formulada em tese como prescreve o art. a respeito de dúvida suscita- da na aplicação de dispositivos legais e regulamentares concernentes à ma- téria de sua competência. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser altera- dos.1995.06.1993. 220 in verbis: “O Tribunal responderá sobre consultas. de 21. É o Relatório. que lhe forem formuladas em tese pelos órgãos ou pessoas sob a sua jurisdição”. com as devidas justificativas.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.

É nula de pleno direito e não surtirá nenhum efeito cláusula de correção monetária cuja periodicidade seja in- ferior a um ano. 28. 37.083/2005 tenção do equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato. entre as par- tes todavia a Lei Nº. IX.666 de 21. 28 e seguintes da Lei Nº. 9. para manutenção do equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato há de se observar o art. com fundamento no art. em caso de força maior. combinado com o art. sem surtir nenhum efeito. 65. II. d.1993. A mencionada Lei que regulamenta o art. de 29. sob pena de nulidade de pleno direito do ato.1995. in verbis: Art.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. da Lei Comple- mentar Nº. 8. conheço da presente consulta para responder ao órgão con- sulente que a aplicação do disposto no art.069.06. caso fortuito ou fato do príncipe.1993. de 29. 17. 28. inciso XXI da Constituição Federal não prescreve prazo objetivando a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato celebrado. do Regimento Interno do TCE. 26. Nos contratos celebrados ou convertidos em RE- AL com cláusula de correção monetária por índices de preço ou por índice que reflita a variação dos custos dos insumos utilizados. configuran- do a lei econômica extraordinária e extracontratual. 12. consequentemente não poderá haver reequilíbrio econômico- financeiro ou revisão contratual em periodicidade inferior a um ano. de 09.069. retardadores ou impeditivos da execução do ajustado.02. ou ainda. dispõe em seu art. na hipótese de sobreviverem fatos imprevisíveis ou previsíveis porém de conseqüências incalculáveis.06. da Lei Nº. Assim. 9. 220.06. a periodicidade de aplicação dessas cláusulas será anual. 218 . § 1º .1995.

06. em 06 de setembro de 2005. 17. de 29.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.529 de 26 de setembro de 2005. d. consequen- temente não poderá haver reequilíbrio econômico-financeiro ou revisão con- tratual em periodicidade inferior a um ano. 65. para manutenção do equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato há de se observar o art. 28 e seguintes da Lei Nº. unanimemente. 8. da Lei Nº. sem surtir nenhum efeito. responder à consulta no sentido de que a aplicação do disposto no art.083/2005 R E S O L V E M os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará.1995. sob pena de nulidade de pleno direito do ato.666 de 21.06.1993. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. II. 9. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30. retorna ao índice 219 .069.

MRE. na forma da lei. Se a natu- reza da atividade o exigir. deverá ser feita por prazo determi- nado.060 (Processo nº. MOVIMENTO REPÚBLICA DE EMAÚS . EMENTA: É lícito ao Estado firmar convênio com entidades privadas sem fim lucrativo. se conveni- ente. Relatório do Exmº. relativas ao pagamento de pessoal.060/2005 RESOLUÇÃO Nº 17. ambas devidamente qualificadas nos autos.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. sobre a legalidade para realização de parcerias en- tre o Estado e entidades privadas. Sr. formulam a este Tribunal consulta sobre as seguintes questões : 220 . inclu- sive de execução continuada. o recurso re- passado poderá destinar-se ao pagamen- to de pessoal diretamente empregado na sua execução. 17. as entidades denominadas. para a realização de atividades de interesse público.e ASSOCIAÇÃO DA PARÓQUIA SANTA MARIA GORETTI. por prazo determinado. Conselheiro EDILSON OLIVEIRA E SILVA: Pro- cesso nº. 2005/52226-9) Assunto: Consulta formulada pelo MOVIMENTO REPÚBLICA DE EMAÚS e ASSOCIAÇÃO DA PARÓQUIA SANTA MARIA GORETTI. 2005/56-9 Através de expediente formal. prorrogação.

através do qual o Poder Público transfere para elas recursos fi- nanceiros que deverão ser aplicados em finalidades de interesse público. neste caso. 17. de 23 de março de 1999. o Sr. É o relatório. o instrumento utilizado para apoiá-las. sendo a mes- ma.Como resolver os casos de convênios com ati- vidades sistemáticas e cuja execução de seu objeto de- pendem essencialmente de pessoal? Após ouvir a Consultoria Jurídica.OSCIP. despidas que são desta qualificação. S. Exa. distribuída a este relator. quando for o caso. Conselhei- ro Presidente recebeu a consulta e deu-lhe tramitação regular. regulada pela lei n. se tra- tar-se de entidade que tenha obtido a qualificação de “Organização da Soci- edade Civil de Interesse Público” . então.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.060/2005 “ 1. é o convênio. V O T O: As maneiras de concessão de apoio às entidades privadas de fins não lucrativos para prestação de serviços considerados de interesse público que o Estado utiliza são o convênio e a parceria.Há vedação legal para a realização de parce- ria entre o Estado e as entidades privadas prevendo o pa- gamento de pessoal.790. No caso das entidades consulentes. O 221 . em campos próprios em que a ação do Estado não pode atender cabalmente. quando esse pagamento está intrinse- camente vinculado ao objeto da parceria? 2. 9.

da Lei n. Mas tem procedência. É fato que. doutrinárias ou jurisprudenciais. o que não é concebível. Verifica-se que a legislação aplicável não veda a que o convênio possa ter por objeto a prestação de serviços continuados muito embora nela se contenha a exigência de termos inicial e final de execução do objeto de cada convênio. cronograma de desembolso e definição dos termos inicial e final da execução do objeto conveniado. consciente de sua impossibilidade de atender plenamente às necessidades da sociedade. o que im- plicaria em vigência por prazo indeterminado. 17. esta circunstância não implica em celebração de convênio em cujo termo conste apenas seu termo inicial. 8. do termo final da execução respectiva. e por isto não reclama maiores indagações. as suas dispo- sições específicas.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. etapas da execução respectiva. plano de aplicação do re- curso público recebido. a partir da cautela com que agem as consulentes com vistas a alcançar da melhor maneira possível. a ajuda do poder público para que possam desempenhar uma atividade social de rele- vante importância na assistência de considerável parcela da sociedade que dela necessita. torna aplicáveis aos convênios. A consulta não apresenta qualquer complexidade em seus questionamentos. devendo ser. em diversos campos de interesse público. O artigo 116.666/93 que regulamenta a licita- ção na administração pública. embora permita como objeto de convênio a prestação de serviços contínuos. o Estado virou-se para o particular. O que importa dizer que. pois. no que couber. quanto à identificação de seu objeto. para tanto. visando através de atividades 222 . sem menção. observado o dis- posto no seu Parágrafo 1º.060/2005 que tem sido utilizado comumente. com pleno reconhecimento de sua lega- lidade por parte deste Tribunal. metas a que se propõe atingir.

O que fez através da citada Lei 9. indispensável para a prestação do serviço de interesse público que moti- vou e sustentou a celebração do convênio. Com estas considerações. mediante processo de contratação e controle mais apropriados às entidades de direito privado do que o que se impõe no caso de convênios que tradicionalmente o Estado celebra. “Há vedação legal para a realização de parcerias entre o Estado e as entidades privadas prevendo pagamento de pessoal.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.060/2005 desenvolvidas por entidades de direito privado. O Estado. desde que comprovado que o trabalho desenvolvido por este pessoal seja indissociavelmente ligado ao objeto fim do convênio. portan- to. caso em que estas obrigam-se ao cumprimento das normas de contabilidade pública e de fiscalização e controle iguais às das pessoas de direito público. suprir. para a execu- ção de atividades de interesse público não atendida pelo mesmo ou que. pessoas jurídicas de direito privado. 17. quando esse pagamento está intrinsecamente vinculado ao objeto da parceria ? Resposta: Não há vedação legal. 223 . atendida. ou pelo menos redu- zir-lhe a carência. da ação do poder público.790. de 23 de março de 1999. e. poderá celebrar con- vênio com entidade privada e a ela destinar recursos públicos a entidade privadas com a finalidade específica do pagamento de despesas efetuadas com pessoal. com as quais o poder público poderá celebrar termos de parcerias para prestação ou exe- cução de serviços de interesse público. quer entre entidades de direito público. quer entre estas e pessoas jurídicas de direito privado. ao instituir as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público. respondo à Consulta: 1. este o faça de modo precário ou insuficiente.

isto não significa dizer que os convênios somente poderão ter por objeto projeto de execução única e imediata. e que mediante o qual. assim reclamar o interesse público. Como resolver os casos de convênios com atividades sistemáticas e cuja execução de seu objeto dependem essencialmente de pessoal ? Resposta: Conforme já demonstrada neste voto. desde que de interesse público.de parceria. regulados em lei. Cumpre-me destacar que embora a possibilidade de cele- bração de convênio para a execução de prestação sistemática.666/93. cabendo a esta Corte. no âmbito de sua competência. sendo 224 . se persistirem as causas que o en- sejaram e. a celebração dos convênios e parcerias. Não há solução pronta que possa ser recomendada por este Tribunal. e porque resulta claro o reconhecimento de que. 116. por sua vez. na assinatura e no cumprimento da obrigação conveniada. dão a coerência geral ao ordenamento constitucional e legal brasileiro. como tem ocorrido. os quais. a entidade pública se propõe realizar valendo-se a entidade privada como forma de suprir a falta ou reduzir a carência com o que poder público a esteja reali- zando. ser objeto de prorrogação. sem que seus termos inicial e final de vigência sejam expressamen- te estabelecidos no instrumento respectivo. . é permitida a cele- bração de convênios que tenham por objeto também a prestação continuada de ações. 17. apenas o exame da legalidade. tudo sujeito ao exame deste Tribunal. não se contenha explícita no Parágrafo 1º do art. podendo. no caso das OSCIP-.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. continuada. dependem de um julgamento de conveniência do Poder Público. da Lei 8. pois.060/2005 2. Os convênios deverão ser firmados por prazo de- terminado. implicitamente. E isto afirmo pela necessidade indesmentível de que a interpretação daquele dispositivo deverá ser feita em consonância com os princípios que tem sede na constituição. não há possibilidade de ser firmado termo de convênio.

des- de que o trabalho desenvolvido seja indissociavelmente ligado à finalidade do convênio. desde que de interesse público.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. e. 116 da Lei 8. para a execução de atividades de interesse público. dão a coe- rência geral ao ordenamento constitucional e legal brasileiro. R E S O L V E M os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará.Não há possibilidade de ser firmado termo de convênio. e porque re- sulta claro o reconhecimento de que. por sua vez. quando este estiver intrinsecamente vinculado ao objeto da parceria. isto não significa dizer que os convênios somente poderão ter por objeto projeto de execução única e imediata. continuada.Não há vedação legal para a realização de parcerias en- tre o Estado e as entidades privadas. unanimemente. no caso das OSCIP –. 17. portanto. responder à consulta nos seguintes ter- mos: I . os quais. implicitamente. sem que seus termos inicial e final de vigência sejam expressamente estabelecidos no instrumento respectivo.666/93. é permitida a celebra- ção de convênios que tenham por objeto também a prestação continuada de ações. a entidade 225 . poderá celebrar convênios com entidades privadas e a elas destinar recursos públicos com a finalidade específica de pagamento de despesas efetuadas com pessoal. pois a interpretação desse dispositivo deverá ser feita em conso- nância com os princípios constitucionais.060/2005 certo que a celebração e prorrogação deverão obedecer às normas legais aplicáveis à espécie. que prevejam pagamento de pessoal. e que mediante o qual. não se contenha explícita no parágrafo 1º do art. O Es- tado. Embora a possibilidade de celebração de convênio para a execução de prestação de serviço sistemática. – de parceria. indispensável para a prestação do serviço de inte- resse público que motivou e sustentou a celebração do convênio II .

em 28 de julho de 2005. depende de um julgamento de conveniência do Poder Público. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30. sendo certo que a celebração e prorrogação deverão obedecer às normas legais aplicáveis à espécie. se persistirem as causas que o ensejaram e. cabendo a esta Corte apenas o exame da legalidade. assim recla- mar o interesse público. ser objeto de prorrogação. regulados em lei.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. na assinatura e no cumprimento da obrigação conveniada.512 de 31 de agosto de 2005. Plenário “Cons. Os convênios deverão ser firmados por prazo deter- minado. A celebração dos convênios e parcerias.060/2005 pública se propõe realizar valendo-se a entidade privada como forma de suprir a falta ou reduzir a carência com o que poder público a esteja reali- zando. Emílio Martins”. retorna ao índice 226 . 17. no âmbito de sua competência. tudo sujeito ao exame deste Tribunal. podendo.

Sr. no uso de suas atribuições legais e regimentais. a quando do pagamento de remuneração e efetuados a destempo. Sr.016/2005 RESOLUÇÃO Nº 17. decorrentes de erro ou supressão de direito. Ocorrida esta. protocolada nesta Cor- te sob o nº. Considerando o que consta do Processo nº. a respectiva quantia deverá ser ressarcida ao servidor. Considerando consulta formulada pelo Exmº. nos termos do voto do Exmo. Francis- co Barbosa de Oliveira.016 (Processo nº. O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará. Plenário Conselheiro “Emílio Martins”. retorna ao índice 227 . não havendo incidência previdenciá- ria. sobre incidência previdenciária no pagamento de diferenças de URV. em 15 de março de 2005. assumem natureza indenizató- ria. 17. 2005/50002-9.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. Procurador-Geral de Justiça. 2005/50002-9) EMENTA: Os valores devidos pela Administração Pública a seus servidores. R E S O L V E. 2004/10076-1. Conse- lheiro Relator. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30. Responder à consulta originária da Procuradoria Geral de Justiça .419 de 19 de abril de 2005.Ministério Público do Estado.

01 e 02).844. 13 a 15. houve pronunciamento do Ministério Públi- co de Contas. 4.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. estavam excluídas da incidência do Imposto de Renda. 228 . emitiu o pare- cer de fls. No processo anterior (nº.016/2005 ANEXO À RESOLUÇÃO Nº. exercícios de 1994 a 2001 (texto lido – fls. deste Tribunal. considerando como de caráter indenizatório as parcelas integrantes da remuneração pagas posteriormente. 3. 16. O expediente. Aldo Cezar Cavalcante Guimarães. de 17 de fevereiro de 2004. 2004/50059-9). no qual ficou explicitado o entendimento do Supremo Tribunal Fede- ral. assinado pelo Dr. apresentado pelo Dr. após anexar manifestação sobre o ressarcimento de valores deduzidos indevidamente sobre o imposto de ren- da. traz como anexo a Resolução nº. relativamente à devolução do imposto de renda. os autos foram encaminhados à Consultoria Jurídica que. 17. Acolhida a consulta pela digna Presidência. 17.016 (Processo nº. 2005/50002-9) Relatório do Exmº Sr. Conselheiro ELIAS NAIF DAIBES HAMOUCHE: 1. Cuidam os autos de consulta complementar originária da Procuradoria Geral de Justiça – Ministério Público do Estado. 2. Walber da Conceição Ferreira (lido em Plenário). Enfatizou o digno integrante da douta Procuradoria que aludidas parcelas ou diferenças. por terem a natureza jurí- dica modificada. relativamen- te ao desconto previdenciário que incidiu sobre os valores de parcelas pagas em decorrência de diferenças de URVs. Hildeberto Mendes Bitar. originário do Ministério Público do Estado. representado pelo ilustre Procurador Dr.

determinar a devolução dos valores correspon- dentes. pela qual as deduções referentes ao Imposto de Renda e Contribuição Previdenciária das diferenças de URVs foram consideradas indevidas.016/2005 considerando que os pagamentos da diferença das URVs possuem natureza indenizatória e. Recentemente.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. Entretanto. 200510089756. em seguida. por ocasião do julgamento do processo: O Douto Plenário tem conhecimento que o Ministério Público de Contas não se pronuncia em casos de consulta por força constitucional. 5. Vara Cível . mas para difusão a todo o funciona- lismo público. Manifestação oral. pelo Procurador do Minis- tério Público de Contas Dr. pre- sente na sessão ordinária desta data.Fazenda Pública e Autarquias . pronunciou-se. José Torquato de Araújo Alencar . o nobre relator esclareceu que o Ministério Público. em despacho de 23 de fevereiro de 2005. Cavalcante . cabendo a restitui- ção das quantias que foram descontadas. como tal. para. Antônio Maria F. que era importante que o Ministério Público se manifestasse porque não era um ca- so restrito para um Órgão. feita em Plenário. Por que o fez? Fê-lo porque é uma questão que abrange a totalidade do funcionalismo público. o ilustre titular da 14a. 17. É o Relatório. e entendeu. 229 . não estão sujeitas à tributação.concedeu liminar nos autos do Processo nº.Dr. no caso que deu origem a este pedido complementar de consulta. portanto.

do Ministério Público de Contas e. podendo-se extrair dos estudos e decisões proferidas as conclusões a seguir. então. que adoto como resposta à consulta complementar. deferindo no mesmo sentido da consulta anterior. VOTO A matéria já está suficientemente examinada nas áreas desta Corte. 8. e. Consº Elias Naif Daibes Hamouche Relator 230 . como já decidido pelo Supremo Tribunal Federal. em caráter indenizatório. os servidores alcançados pelo mesmo têm direito ao ressarcimento. como dispõe o art. no âmbito do Poder Judiciário. decorrentes de erro ou supressão de direito. URV. assim. e. ratificamos o entendimento anterior na questão da devolução do Imposto de Renda.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. e efetuados a destempo. O mesmo entendimento é aplicá- vel ao desconto de caráter previdenciário. por ser uma consulta que tem caráter complementar a uma outra em que o Ministério Público já se pronunciou. pois a este é atribuído natureza fiscal. c) A devolução desses valores far-se-á pelo órgão repassa- dor.383/91. a quando do paga- mento de remuneração. assumem natureza indeni- zatória. e processados junto a Previdência Estadual foram indevidos.016/2005 Neste caso. mediante compensação com recolhimentos futuros da mesma contribui- ção. 17. objeto dos presentes autos: a) Os valores devidos pela Administração Pública a seus servidores. não havendo incidência tributária. b) Os descontos realizados a quando do pagamento de dife- renças das URVs (1994/2001). 66 da Lei Federal nº.

TCE. para efeito de instrução e exame do Departamento de Controle Externo. o re- latório final do Departamento de Controle Externo identificará a 231 . publicada no Diário Oficial do Estado de 13/05/2004 e Considerando. desta data. legais e regimentais.894 O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará. inciso I. inciso III. 4. Encerrada a instrução preliminar. a proposição da Presidência constante da Ata nº. no que couber. finalmente. Parágrafo único. durante a tramita- ção. “caput”. Aos procedimentos estabele- cidos nesta Instrução Normativa. Parte I. 16. Considerando o disposto no art. as normas contidas no Título III. do seu Regimento. prevalecendo. devem ser anexadas umas às outras. Considerando a necessidade de regulamentar a aplicabili- dade e execução do contido na Resolução nº. após protocoladas e autuadas sob a forma de processos autônomos e distintos.864 .334. RESOLVE. expedir a seguinte INSTRU- ÇÃO NORMATIVA: Art. unanimemente. III e IV do Regimento deste Tribunal. Art. combinado com os ar- tigos 14. alínea “c” e 223. 3º. alínea “e”. no uso de suas atribuições constitucionais. As prestações de contas da Secretaria Executiva de Saúde Pública do Estado e das unidades orçamen- tárias que integram a sua estrutura. 1º.894/2004 RESOLUÇÃO Nº. 85. o número daquela que corresponder à prestação de contas do Órgão Central. Capítulos II. aplicam-se.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 16. 2º. de 15/04/2004. 16. 192. “caput”.

Esta Instrução Normativa entra em vi- gor na data de sua publicação. em cópia. 16.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. será juntado aos autos dos processos anexados que. Plenário Conselheiro EMÍLIO MARTINS. 3º. e. em seguida. serão desanexados pa- ra fins de julgamento. em Sessão Or- dinária de 08 de junho de 2004. Art. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30. retorna ao índice 232 .220 de 24 de junho de 2004.894/2004 responsabilidade individual de cada ordenador de despesa. in- clusive a do titular do órgão.

quando constituída no mesmo exercício em que ocorrer o cer- tame. para decidir sobre consulta. 2004/50416-0 Trata-se de Consulta formulada pelo Departamento de Trânsito do Estado do Pará. Relator: Conselheiro Substituto ANTONIO ERLINDO BRAGA. que trata da do- cumentação relativa à qualificação econômica-financeira de empresa licitante. 31 da Lei nº.845 (Processo nº. 8. EMENTA: Para efeito de habilitação em procedi- mento licitatório é regular a apresenta- ção de balanço de abertura da empresa licitante para comprovar a sua boa situa- ção financeira. cujo o teor se transcreve: Em virtude da competência desse Tribunal de Contas do Es- tado. 2004/50416-0) Assunto: Consulta formulada pela Sra. SUELI SANTOS DE AZEVE- DO. Diretora Administrativa e Financeira do Departamento de Trânsito do Estado do Pará acerca do cumprimento ao que dis- põe o inciso I do art. este Departamento 233 .666/93. 2º do Regimento Interno. conforme disposição do Inciso X. Relatório do Conselheiro Substituto ANTONIO ERLINDO BRAGA: Processo nº.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 16.845/2004 RESOLUÇÃO Nº 16. subscrita por Sueli Santos de Azevedo. do art.

que comprovem a boa situação financeira da empresa. 31. para expor o seguinte: Em tese. 8. Nossa dúvida quanto a interpretação do dispositivo legal acima transcrito. podendo ser atualizados por índices oficiais quando en- cerrados há mais de 3 (três) meses da data de apresentação da proposta. se manifesta: 234 . refere-se ao seguinte: 1 – Se a empresa licitante não existia no ano anterior a lici- tação. 220 do Regi- mento dessa Corte de Contas.666/93. nossa administração. isto é. na abertura de procedimento licitatório. A documentação relativa à qualificação econômica- financeira limitar-se-á a: I. onde é exigido o cumprimento por parte do licitante no que dispõe o Inciso I. já exigíveis e apresentados na forma da lei. considerando a dúvida sobre interpretação do texto legal. da Lei nº. 16. se a empresa licitante encontrava-se sem ativi- dade no ano anterior a licitação. que emite parecer pela admissibilidade da Consulta e sobre o mérito. qual documento aceitar? Se existe apenas o balanço de abertura. assim. A matéria foi submetida à Consultoria Jurídica do TCE. veda- da a sua substituição por balancetes ou balanços provisó- rios. in verbis: Art.845/2004 de Trânsito do Estado do Pará. 2 – Portanto. formulamos a presente consulta na forma do art. comparece perante V. do art.balanço patrimonial e demonstrações contábeis do último exercício social. referente a qualificação econômica-financeira.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 31. em tese. Exa. divulga edital. com o fim de este Órgão pro- ceder conforme orientação desse TCE. como proceder? Desse modo.

Observa-se no dispositivo legal acima transcrito que a e- xigência é do “último exercício social”. Por isso.666/93). do art. Expondo de forma clara dois questionamentos: 1. e. 8. qual docu- mento aceitar? Se existe apenas o balanço de abertura. podendo ser atualizados por índices ofici- ais quando encerrados há mais de 03 (três) meses da data de apresentação da proposta. Portanto. 31. como docu- mento válido para a qualificação econômica-financeira.845/2004 A dúvida levantada pela consulente está configurada na aceitação ou não do “balanço de abertura”. já exigíveis e apresentados na forma da lei. pois. Se a empresa li- citante não existia no ano anterior a licitação. servem de liame para a administração apli- car a legislação. como proceder? Entendemos que as respostas para os questionamentos a- cima transcritos da peça de consulta estão evidenciadas na legislação pertinente ao assunto (Lei nº. em seu Inciso I.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. Po- rém. se a empresa licitante encontrava-se sem ati- vidade no ano anterior a licitação. vedada a sua substituição por balancetes ou balan- ços provisórios. 31. A documentação relativa à qualificação econômi- ca-financeira limitar-se-á a: I – balanço patrimonial e demonstração contábeis do últi- mo exercício social.666/93. no momento de abertura do processo licitatório. é de bom alvitre se esmiuçar o assunto em questão. 8. 2. dispõe que: Art. como as matérias respondidas por esta Egrégia Cor- te de Contas. 16. que comprovem a boa situação financeira da em- presa. A Lei nº. se o primeiro 235 . enten- demos como claro os questionamentos.

26. art.1993. 220 dis- põe: O Tribunal de Contas responderá sobre consultas. 2 – Portanto. É o relatório. que lhe forem formuladas em tese pelos órgãos ou pessoas sob sua jurisdição. de 09. V O T O: É competência do Tribunal de Contas do Estado. A consulta preenche os requisitos legais.845/2004 balanço (abertura) é o único. qual documento aceitar? Se existe apenas o balanço de abertura. evidente que é o último se a licitação ocorrer em ano posterior. sob jurisdição ao Tribu- nal de Contas e envolve matéria de sua competência. se a empresa licitante encontrava-se sem atividade no ano da licitação. pois está formu- lada em tese. decidir sobre consulta que lhe seja formulada por autoridade competente. co- mo proceder? O art. 8.02. A Consulente formula duas indagações: 1 – Se a empresa licitante não existia no ano anterior à licitação. quanto à dúvida suscitada na aplicação de dispo- sitivos legais e regimentais concernentes à matéria de sua competência. a respeito de dúvida suscitada na aplicação de dispositivos legais e regulamentares concernentes à matéria de sua competência. 12. da Lei nº. na forma estabelecida no RITCE que em seu art. 31.666/93 estabelece que a documen- tação exigida para qualificação econômica-financeira da empresa licitante limitar-se-á ao balanço patrimonial e demonstrações contábeis do último 236 . IX da Lei Completar nº. I. 16.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. subscrita por autoridade competente.

se a empresa licitante não existia no ano anterior à licitação. para efeitos de habilitação em procedimento licitatório. há de se entender como regular. unanimemente. para efeitos de habilitação em procedimento licitatório. em que deverá constar elementos que comprovem a boa situação financeira da empresa. 16. responder à presente consulta. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30. em que deve- rá constar elementos que comprovem a boa situação financeira da mesma. Assim. que tem por objetivo comprovar a boa situação financeira da empresa. em 17 de feverei- ro de 2004. retorna ao índice 237 . se a empresa licitante não existia no ano anterior à licitação.845/2004 exercício social.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. há de se entender como regular. a apresentação do balanço de abertura da empresa. a apresentação do balanço de abertura da empresa. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”.157 de 24 de março de 2004. esclare- cendo que. R E S O L V E M os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará.

decorrentes de erro ou supressão de direito. 2004/50059-9. Considerando o que consta do Processo nº. 2004/50059-9) EMENTA: Os valores devidos pela Administração Pública a seus servidores. 16. 2003/10219-3. Conselheiro Relator. assumem natureza indenizató- ria. em Sessão Or- dinária de 17 de fevereiro de 2004. no uso de suas atribuições legais e regimentais. R E S O L V E. retorna ao índice 238 . a respectiva quantia deve- rá ser ressarcida ao servidor. Sr. sobre incidência tributária no paga- mento de diferenças de URV. Considerando consulta formulada pelo Exmº. não havendo incidência tributária.844 (Processo nº.Ministério Público do Estado. Ocorrida esta. nos termos do voto do Exmo. Plenário Conselheiro EMÍLIO MARTINS. Sr. a quando do pagamento de remuneração e efetuados a destempo. protocolada nesta Cor- te sob o nº. Francis- co Barbosa de Oliveira. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30.844/2003 RESOLUÇÃO Nº. O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.158 de 25 de março de 2004. Responder à consulta originária da Procuradoria Geral de Justiça . Procurador-Geral de Justiça. 16.

Aldo Cezar Cavalcante Guimarães. aos servidores beneficiados.fls. cumpre desde logo consignar que se houve uma perda na remuneração do servidor causada pelo cálculo da transformação para o novo padrão monetário.MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO . de 12 de dezembro de 2002. elaborado pelo Dr. O expediente. 16. 05/06) e despacho proferido pelo Procurador Geral da República (fls. emitido o parecer às fls. após mani- festação da Consultoria Jurídica.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. destacamos: “Ora. Nesse pronunciamento. essa perda prejudicou o servidor e quem é preju- dicado sofre prejuízo. constatado o prejuízo cumpria repará-lo repondo o que foi perdido. 3. para definir que o pagamento da diferença relativa à URV.51%. Sr. e que cabe a restituição da re- tenção indevida. perda essa de 6. Assim. por ter caráter indenizatório. 07). tendo esta.844 (Processo nº. 245/02. examina o assunto sob o ângulo jurídico. traz como anexos a Resolução nº. 2004/50059-9) Relatório do Exmº. quanto ao mérito. 01 a 04). do Supremo Tribunal Federal (fls. A consulta foi admitida pela digna Presidência. ao elencar decisões no âmbito do Poder Judiciário e da Fazenda Nacional. incidente no pagamen- to de parcelas decorrentes de diferença de URVs. o referido Setor. Do texto proveniente da CONJUR. Conselheiro ELIAS NAIF DAIBES HAMOUCHE: 1. exercícios de 1994 a 2001 (texto lido . reposição essa que só 239 . procedente do Ministério Público do Estado. relativamente ao recolhimento do Imposto de Renda. 16. caracteriza caso de não incidência de Imposto sobre a Renda. em todas as suas implicações. Cuidam os autos de consulta originária da PROCURADO- RIA GERAL DE JUSTIÇA .844/2003 ANEXO À RESOLUÇÃO Nº. 13/15. 2.

enfatizando que o valor recebido pelos beneficiários. com a finali- dade única e exclusiva de refazer supressão ou perda de direito. a reposição em trato iniciada em 2000. as parcelas originariamente integrantes da remuneração que forem pagas posteriormente. não tem o perfil nem o caráter de parcela remu- neratória. tendo em vista possível ressarcimento.Dr. que tendo o recolhimento 240 . não estão sujeitas à tributação. assumiu o caráter de indenização. Por entendermos que o documento encaminhado pelo Minis- tério Público do Estado agasalha matéria de relevante interesse para a Ad- ministração Estadual.844/2003 começou a efetivar-se quando já decorridos sete anos do iní- cio das perdas. a quando do pagamento do referido benefício. cabendo a restituição das quantias que foram descontadas. já que feita para reparação de supressão ou perda de direito. ainda. possuem natureza indenizatória e. Finaliza o ilustre Procurador com a afirmativa de que. 4. O Órgão Técnico se pronunciou por meio de estudo realizado pelo Analista de Con- trole Externo . Portanto. por sua natureza. 19 a 23 (Lido). FABIANO CÂNDIDO FERREIRA . cujo estu- do. fica explícito o entendimento do Supremo Tribunal Federal. na exata dicção da parte final do Acórdão do E. estão excluídas da incidência do Imposto de Renda. que. à consulta. considerando. solicitamos o parecer do Ministério Público de Contas. assinado pelo ilustre Procurador Doutor HILDEBERTO MENDES BITAR. como de caráter indenizatório. como diferença das URVs. reafirmando os posicionamentos já expostos pela Consultoria Jurídica e pelo Ministério Público de Contas. Nessa substanciosa peça. Por fim. período de 1994 a 2001. por terem a natureza jurídica modificada. 5. STJ no RESP 445233 / DF. 16.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. deve ser dada resposta no sentido de que os pagamentos da diferença das URVs. pedimos que o DCE fizesse a análise da matéria sob o ângulo técnico-contábil. não pode fugir ao controle des- ta Corte. mas assume a característica de abono indenizatório. está às fls. Aludidas parcelas ou diferenças. como tal. Mostra.

a quando da entrada em vigor do Plano Real. Não há obrigatoriedade absoluta de que o caminho da devolução se efetive pelo procedimento de compensação. 7. É o Relatório. Esta situação está evidenciada nos pareceres oriundos da Con- sultoria Jurídica.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. relativamente a qual não deveria haver incidência do Imposto so- bre a Renda. Assim. portanto. ainda que indevido. pois foi perante esta que se proces- sou o recolhimento. evidentemente deverá ser efetuado pela Administração Estadual. sob a forma de vantagem indenizatória. que não a do Estado. e é inquestionável que os valores indevidamente recolhidos. esse pagamento. pela rubrica Despesas de Exercícios Anteriores. 16. e tendo o recolhimento. sob a forma de abono ou vanta- gem indenizatória. Quanto ao possível ressarcimento. adquiriu a natureza de parcela inde- nizatória. uma vez que a mesma poderá ocorrer à conta dos recursos orçamentários do Órgão interes- sado.844/2003 indevido sido apropriado pela Administração Estadual. o foi para reposição de prejuízo concretizado em razão de equívoco. É importante dizer que o pagamento da diferença das URVs (1994/2001). tais recursos. Do exame dos autos ficou constatado que o pagamento efe- tuado aos servidores públicos em decorrência da diferença de valores refe- rentes a URVs. do Ministério Público de Contas e do DCE. se transformado em receita do Estado. 241 . sendo o orçamento um conjunto de dotações que se comunicam. não é racional ou razoável que a devolução seja operacionalizada em outra esfera de Governo. nenhuma ilegalidade há em se fazer o ressarcimento com recursos orçamentários. em 1º de julho de 1994 e que. foram retirados do montante pago a cada servidor. 6. provém da mesma fonte junto a qual se fez o recolhimento indevido. eis que. foi feito com recursos orçamentários.

sob a forma de abono ou vanta- gem indenizatória. do Ministério Público de Contas e do Depar- tamento de Controle Externo. 3.844/2003 VOTO Em face do exposto no Relatório e considerando as manifes- tações da Consultoria Jurídica.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. sendo pos- sível que corram à conta das dotações orçamentárias do órgão interessado. Consº Elias Naif Daibes Hamouche Relator retorna ao índice 242 . Os descontos realizados a quando do pagamento de diferen- ças das URVs (1994/2001) e processados junto à Fazenda Estadual foram indevidos. não havendo incidência tributária. decorrentes de erro ou supressão de direito. e assim os servidores alcançados pelos mesmos. têm direito ao ressarcimento. 16. fazendo-se a restitui- ção dos respectivos valores. assim respondemos à consulta objeto dos pre- sentes autos: 1. Os valores devidos pela Administração Pública a seus servi- dores. não obrigatoriamente. Os recursos necessários à efetivação do ressarcimento pode- rão resultar. aos servidores. do processo de compensação. sem que este procedimento implique em ilegalidade. a quando do pagamento de remuneração e efetuados a destempo. assumem natureza indenizatória. 2.

não desobriga as Organizações Sociais da prestação de contas ao Tribunal de Contas. O Decreto Estadual nº.980/1996. EMENTA: A competência fiscalizadora do Tribunal de Contas é constitucional e qualquer lei ou norma deve obedecer a essas disposi- ções constitucionais. 5. a respeito da compe- tência do controle externo a ser exercido sobre as Organizações Sociais quando celebram contratos de gestão com órgãos públi- cos. 3876.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 2003/53060-8) Assunto: Consulta formulada pelo Diretor do Departamento de Controle Externo. de 21/01/2000. instituidora e disciplinadora do Contrato de Gestão. bem como de- vem ser efetivadas as auditorias pelo Tribunal de Contas do Estado do Pará nos contratos de gestão celebrados a par- tir do referido decreto.817/2003 RESOLUÇÃO Nº 16.876. portanto. 243 . de 21/01/2000. A edição do Decreto Estadual nº. deve ser retifica- do para se adequar às normas legais e constitucionais vigentes. que regulamenta a Lei nº.817 (Processo nº. 16. 3. Luiz Gonzaga de Moraes Neto.

onde compe- te as Organizações Sociais. sujeitando-se aos procedimentos e exigências contidos no Regimento Interno e demais Instruções normativas do TCE-PA. segundo a doutrina.079/97 e Decreto nº.817/2003 Relatório do Exmº. mas não fazem parte da Administração Pública indireta. É o relatório. Este entendimento propõe ser uma entidade privada prestadora de serviço privado de interesse público. materiais e bens públicos que receberem em decorrência de contratos de gestão celebrados com o Estado. 244 . assim qualificadas na forma da Lei. um terceiro gênero. que atendam as condi- ções estabelecidas em lei própria. 05. Sr. requerendo esclarecimentos a respeito da competência do controle externo a ser exercido sobre as Organizações Sociais quando celebram contratos de gestão com órgãos públicos. Integram.876/2000. Conselheiro FERNANDO COUTINHO JORGE: Processo nº. submetidas a princípios privados e públicos. para a execução dos fins nes- tes estabelecidos. 2003/53060-8 Trata este processo de solicitação feita pelo Departamento de Controle Externo deste Tribunal.980/96 e suas alterações introduzidas pela Lei nº. às fls. 16. A solicitação firma-se em estudo elaborado pelo DCE. 6. 5. 3. destinadas ao exercício de atividades dirigidas à prestação de serviços sociais. o dever de prestar contas a este Tribunal da aplicação e da utilização dos recursos or- çamentários.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. com base na Lei nº. concorda com o enten- dimento firmado pelo DCE no estudo submetido a apreciação. A Consultoria Jurídica. V O T O: As Organizações Sociais são entidades privadas – pessoas jurídicas de direito privado – sem fins lucrativos.

.Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica. nos termos do respectivo contrato de gestão.. ou que. especialmente. podendo-lhes ser destinados recursos orçamentários e bens públicos necessários aos contratos de gestão. a legalidade. que deverão prever o cronograma de desembolso e as liberações financeiras. anteriormente citadas. 11. Art. . assuma obrigações de natureza pecuniária.. Porém. 5. 3.876. V . ajuste ou ou- tros instrumentos congêneres. E em conseqüência disto. 116 . 5.. guar- de. determinam o seguinte: Art. pública ou privada. que utilize. operacionalidade e economicidade no desenvolvimento das atividades e a conseqüente aplicação dos recursos repassados à Organização Social. parágrafo 2º. assim como o inciso V do art. “esta- belece que a execução do Contrato de Gestão será fiscalizado pelo Tribunal de Contas do Estado do Pará. legitimidade. de 21 de janeiro de 2000. A Lei Estadual nº..fiscalizar a aplicação de qualquer recursos repassa- dos pelo Estado. bens e valores pú- blicos ou pelos quais o Estado responda. Parágrafo 1º . a edição do Decreto Estadual nº. em nome deste. .. mediante convênio. acordo. onde verificará. esses organismos são declarados.” O parágrafo 1º do art. definindo os termos a serem firmados nos referidos 245 ...817/2003 Assim.980/96. 16.. arrecade. 115.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. submetidos as normas da legislação em vigor. instituiu e disciplinou o Contrato de Gestão..980/96 que regulamenta as entidades qualificadas como Organizações Sociais. gerencie ou administre dinheiros. que regulamenta a Lei nº. 116 de nossa Carta Estadual. em seu art... 115 . de interesse soci- al e utilidade pública.

Voto do Exmº. Chamo a atenção dos demais membros deste Tribunal da apresentação do fato. com esse equívoco. e restauraram um decreto-lei. ficou suprimido no Decreto a competência fiscalizadora deste TCE. e penso já até. e a referida Lei obedece essas disposições constitucionais. bem como. na dúvida. Então. Conselheiro NELSON LUIZ TEIXEIRA CHAVES: “Na reunião passada. extingue-se a lei. o que não vem caracterizar a desobrigação de prestar contas a esta Egrégia Corte de Contas. que não foi Castelo Branco que esteve por estas plagas. para as adequações as nor- mas legais e constitucionais vigentes. visto que é uma oportunidade de mostrar a algumas pessoas que o Estado é im- pessoal. Sr. ao qual considero ser de bastante gravidade. já que todo mundo fundou isso. Quero louvar o voto do Conselheiro Coutinho Jorge. 16. Su- prime-se o decreto-lei. embora por alguns momentos pensem que são donos do Estado.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. fundando a cidade de Santa Maria de Belém do Grão-Pará. 3.817/2003 contratos. o que leva a se propor a retificação do Decre- to Estadual nº. suprimindo a competência do Tribunal de Contas pela fiscaliza- ção de sua execução. Este terra que tem assistido tantas a invenções ultimamen- te. e assim devam fazer cumprir a lei. A competência fiscalizadora deste Tribunal de Contas é constitucional. fundou aquilo. que é o 246 . de 21 de janeiro de 2000. que se coloca abaixo uma lei por um simples decreto. não se presta contas. seja efetivada as auditorias por este Tribunal nos contratos de gestão celebrados a partir da edição do referido Decreto.876. e o Estado sou eu. ou seja. abordou-se a célebre frase atribuída a Napoleão Bonaparte: “O Estado sou eu”. também há de se recordar os anos dos regimes de exceção e dos famosos decretos-leis.

” R E S O L V E M os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará. então mandou verificar através do Departamento de Controle Externo e para que não se pedisse a prestação de contas imediatamente.” Voto da Exmª.A competência do Tribunal de Contas para fiscalizar os contratos de gestão celebrados com Organizações Sociais é constitucional. Com louvor registro o voto do Conselheiro Fernando Cou- tinho Jorge. 16. Sra. Sr. o Poder Executivo. O que está estabelecido em lei. então está regida a obri- gação da prestação de contas pela Constituição. assuma obriga- 247 .” Voto do Exmº.” Voto do Exmº. afirmando ainda que se o decreto não tratou. arrecade.817/2003 de se revogar uma lei. Assim. bens e valores públicos ou pelos quais o Estado responda. manifestando apoio ao registro do Conselheiro Nelson Chaves. responder à consulta nos seguintes ter- mos: I. mandou que fosse encaminhado a um relator para que o assunto ficasse esclarecido. Conselheiro LAURO DE BELÉM SABBÁ . Sr. em nome deste.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. por decreto revogar. guarde. por causa de um decreto. Conselheira MARIA DE LOURDES LIMA DE OLI- VEIRA: “Também me associo ao Conselheiro Coutinho Jorge na íntegra do seu voto.Presidente: “Esta Presidência esclarece que esta situação vinha passando despercebida. não cabe. qualquer pessoa física ou jurídica. ou que. que utilize. concordo integralmente com o voto do relator. portanto. gerencie ou administre dinheiros. unanimemente. Conselheiro Substituto EDILSON OLIVEIRA E SILVA: “Voto de acordo com a manifestação do Conselheiro Fernando Coutinho Jorge. pública ou privada.

876.817/2003 ções de natureza pecuniária. deve ser retificado para se adequar às normas legais e constitucionais vigen- tes. 16.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.O Decreto Estadual nº.078 de 25 de novembro de 2003. 3. bem como deverão ser efetivadas auditorias nos contratos de gestão celebrados a partir da sua edição. em 11 de novem- bro de 2003. de 21 de janeiro de 2000. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30. retorna ao índice 248 . Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. deverá prestar contas ao Tribunal de Contas pertinente. II.

16. este prazo estaria prorrogado automaticamente sem termo aditivo por período igual ao correspondente ao atraso? 249 . para tal. formulada pela Coordenadora da Assessoria Jurídica da SAGRI. ÉRIKA MENEZES DE OLI- VEIRA.que determinado convênio contendo cláusula prevendo a prorrogação automática do ajuste. Relator: Conselheiro FERNANDO COUTINHO JORGE. se houver atraso no repasse dos recur- sos. EMENTA: Considera-se extinto convênio em que se operou o termo final de vigência sem o repasse financeiro para a realização do objeto. considera a ocorrência de mero atraso no repasse ainda no período de vigência do ajuste.782 (Processo nº 2003/52149-1) Assunto: Consulta formulada pela Sra. Inaplicável cláusula de prorroga- ção automática que. 220 do RITCE. Coordenadora da Assessoria Jurídica da Secretaria Executiva de Agricultura acerca de repasses de recursos oriun- dos de convênio. Relatório do Conselheiro FERNANDO COUTINHO JORGE: Processo nº.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 2003/52149-1 Requer o presente processo manifestação de consulta em tese fundamentada no parágrafo único do art.782/2003 RESOLUÇÃO Nº 16. solicitando esclareci- mentos a respeito de repasses em convênios. A Consulta baseia-se no seguinte: 1 .

seria ilegal. com novo e idêntico prazo a partir da vigên- cia do primeiro dia do novo exercício. o cronograma de execução será prorrogado automati- camente por igual tempo). Tal ocorreria se. operando-se a cessação dos efeitos do ajuste por de- curso de prazo. Remarque-se. só se prorroga o que ainda vige. aí caberia a aplicação da dita cláusula de prorrogação automática por igual período ao período do atraso.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. que a situação da presente con- sulta configura a ausência de recursos por indisponibilidade financeira durante todo o prazo de vigência do convênio. com atraso em relação a este. o repasse de recursos após esta data. 16. 79. mesmo estando inscrito em restos a pagar? A Consultoria Jurídica. paralisação ou sus- tação do contrato. aqui. independente de termo aditivo. o repasse dos recursos não ocor- resse de acordo com o cronograma de desembolso previamente ajustado e. pelo que a referida cláusula de prorrogação automática não se aplica. não se aplica ao caso em tese ora em exame posto que. 250 . Assim. por período igual ao período de atraso. posto que não ocorrente o fato gerador da prorrogação automática (o mero atraso do repasse ainda na vigência do convênio). 03 e 04 compre- ende que “A cláusula de prorrogação automática do prazo ajustado para a vigência do convênio em caso de atraso no repasse. não houve mero atraso. o correto teria sido promover a prorrogação do mesmo por meio de termo aditivo próprio. mas de todo modo ainda dentro do prazo de vigência caso em que. por similitude. poder-se-ia aplicar o disposto no art. e não sendo considerada a cláusula de prorrogação automática. em parecer às fls. mesmo ocorrendo o repasse com meses de atraso. O fato é que não se pode prorrogar o que já se extinguiu ou. sim. de tal sorte que o termo final de vigência ocorreu. no entanto. em outras palavras. § 5º da Lei 8.666/93 (ocorrendo impedimento.782/2003 2 – Expirado o prazo firmado no convênio. ainda na vigência do ajuste convenial. Ante a perspectiva de que não se operaria o repasse antes do termo final do ajuste.

Tudo considerado. não mais vige e do qual não decor- reu qualquer despesa. a qual esclarece de forma objetiva. Conselheiro Relator. considera a ocorrência de mero atraso no repasse ainda no período de vigência do ajuste. V O T O: Acompanho o entendimento consolidado no parecer da Consultoria Jurídica deste Tribunal. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. Sr. para tal. na verdade. a mesma ser encaminhada à Coordenadora da Assessoria Jurídica da SAGRI. processada ou não processada. responder a presente consulta nos termos do parecer da Consultoria Jurídica desta Corte.782/2003 O “restos a pagar”. presentemente. deve ser cancelado pois fica sem causa na medida em que foi inscrito para ocorrer a compromisso vinculado a ajuste que. as dúvidas suscitadas.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. R E S O L V E M os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará.” É o relatório. devendo. 16. retorna ao índice 251 . é de se ter por extinto convênio em que se operou o termo final de vigência sem o repasse financeiro para a reali- zação do objeto. Inaplicável cláusula de prorrogação automática que. devendo a mesma ser enca- minhada à Coordenadora da Assessoria Jurídica da SAGRI. em 09 de setem- bro de 2003. unanimemente. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30.043 de 03 de outubro de 2003. na forma do voto do Exmº.

a qualquer título a seus servidores. 2003/51606-1) Assunto: Consulta formulada pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO ES- TADO visando esclarecer se os valores correspondentes ao Imposto de Renda Retido na Fonte sobre a folha de pagamento de servidores estaduais devem ser considerados como despesa de pessoal. produto de arrecadação este que pertence ao Es- tado. Procurador Geral de Justiça. em face de sua natureza. que se transcreve: 252 .Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.769/2003 RESOLUÇÃO Nº 16. inteligência do art. Lavratura da decisão: Conselheiro ELIAS NAIF DAIBES HAMOUCHE (§ 2º do art. 2003/51606-1 Trata-se de consulta formulada ao Tribunal de Contas do Estado pelo Ministério Público Estadual.769 (Processo nº. subscrita pelo Dr. Relatório do Auditor ANTONIO ERLINDO BRAGA: Processo nº. Proposta de decisão: Auditor ANTONIO ERLINDO BRAGA. 195 do Regimento) EMENTA: Exclui-se do cômputo das despesas com pessoal do Estado o valor corresponden- te ao imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza incidente e retido na fonte sobre rendimentos pagos. I da Cons- tituição Federal de 1988. 16. Francisco Bar- bosa de Oliveira. 157.

101/2000 – que foi criada visando ao sa- neamento das finanças públicas do País é recente e que sua in- terpretação ainda está sendo construída. Considerando que a Lei de Responsabilidade Fiscal – Lei Complementar nº.2002. aos cofres públicos. encaminho cópia do Ofício nº. que tratou da consulta ao Tribunal de Con- tas do Estado do Rio Grande do Sul. desta forma. que a exclusão dos valores do IRRF do cálculo do limite de gastos com pessoal in- teressaria ao Governo do Estado em geral. não se constituindo. Vale ressaltar. de 01. alguns pontos vêm sendo levantados e submetidos à análise. tendo em vista que os recursos referentes ao dito imposto retor- nam. o que ensejaria a possibilidade de se completar qua- dros hoje insuficientes. Um aspecto que está sendo discutido diz respeito à in- clusão do Imposto de Renda Retido nas Fontes – IRRF dos ser- vidores públicos no cálculo do limite de pessoal disposto na lei. de vez que todos os Poderes seriam beneficiados pela redução dos seus limites par- ticulares. do Procurador Geral de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Em anexo. bem como cópia do Pare- cer Coletivo daquela Corte de Contas que concluiu pela exclu- 253 . Senhor Presidente.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. por dispositivo constitucional. portanto. 16. 607/2002.769/2003 “Excelentíssimo Senhor Presidente Tenho a honra de cumprimentar Vossa Excelência e de encaminhar consulta a essa Egrégia Corte de Contas sobre ma- téria referente à Lei de Responsabilidade Fiscal. como é o caso dos Membros do Ministé- rio Público do Estado. consolidando. a sua apreciação e à do Egrégio Tribunal de Contas do Estado.04. o entendimento do referido diploma legal. em despesa típica de pessoal.

o IRRF estaria expresso no bojo do dispositi- vo. entre o elenco de despesas inseridas no art. se fosse de sua vontade.” A Consultoria Jurídica assinala ainda que “não existe con- trovérsia de que o IRRF sobre os vencimentos e proventos de servidores pertence aos Estados como receita tributária” e conclui sua manifestação pela admissibilidade da consulta. A matéria submetida a exame da Consultoria Jurídica des- ta Egrégia Corte de Contas destaca que a consulta está formulada em tese e em conseqüência há de ser admitida. É o Relatório. renovo a Vossa Excelência votos de estima e consideração. 18 da LRF o Imposto de Renda Retido na Fonte”. 254 . Assim.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. Na oportunidade. portanto. diante da indagação se os valores do IRRF so- bre a folha de pagamento dos servidores do Estado devem ser considerados como despesa de pessoal. 16. Acrescenta que “a consulta versa sobre exclusão do Im- posto de Renda Retido na Fonte – IRRF do cálculo das despesas com ven- cimentos dos servidores públicos do Estado. 18 da Lei de Responsabilidade Fiscal “o legislador listou despesas entendidas como “total com pessoal”. O Presidente desta Corte de Contas acolheu o parecer da Consultoria Jurídica e admitiu o expediente como consulta. finali- zando “bem como encargos sociais e contribuições recolhidas pelo ente às entidades de previdência” não consta. ficamos no aguardo de sua superior manifestação. Assevera que “se o legislador inseriu explicitamente os encargos sociais e contribuições previdenciárias como “despesas com pes- soal”.769/2003 são do IRRF do cálculo do limite de pessoal determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esclarece que no art.

O Regimento Interno do Tribunal de Contas. IX da Lei Complementar Nº.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.02. 220: O Tribunal de Contas responderá sobre consultas. subscrita por autoridade competente. decidir sobre consulta que lhe seja formulada por autoridade competente.03. na forma estabelecida no Regimen- to Interno. sob jurisdição do Tribunal de Contas e envolve matéria de sua competência. 18 da Lei Complementar nº.769/2003 PROPOSTA DE DECISÃO: Preliminarmente: É competência do Tribunal de Contas do Estado com base no art. de 04. quanto à dúvida suscitada na aplicação de dispositivos legais e regimentais concer- nentes à matéria de sua competência.2000.05. 26.03. 16. de 09. Ato 24 de 08. para se extrair do art. dispõe in verbis: 255 . a respeito de dúvida suscitada na aplicação de dispositivos legais e regulamentares con- cernentes à matéria de sua competência. 101. que lhe forem formuladas em tese pe- los órgãos ou pessoas sob sua jurisdição. MÉRITO A matéria em exame comporta interpretação construtiva. que estabelece normas sobre a Responsabilidade Fiscal.1994. O art.94 dispõe em seu art. 18 da Lei de Responsabilidade Fiscal. publicado em 29. a compreensão da norma para se saber se está incluso em seu conceito o IRRF como “des- pesa total com pessoal”. A consulta está revestida dos requisitos legais pois está formulada em tese. 12.1993.

não cabe ao intérprete incluí-lo na definição de “despesa total com pessoal”. en- cargos sociais e contribuições recolhidas pelo ente às entidades de previ- dência. com quaisquer espécies re- muneratórias. bem como encargos sociais e contribuições recolhidas pelo ente às entidades de previdên- cia. proventos da aposentadoria. representa uma enumeração exaustiva do que se constitui “despesa total com pessoal”. inativos e pensio- nistas. proventos da aposentadoria. por conseguinte. gratificações. militares. militares e de membros de Poder. inclusive adicionais. horas extras e vantagens pessoais de qualquer natureza. 18 da L- RF. cargos. visto que não representa um ”gasto” para o Estado. O “somatório dos gastos” compreendido no art. 18 da LRF é muito amplo compreendendo ativos. membros dos Poderes. 256 . 16. os inativos e os pensionistas. horas extras e vanta- gens pessoais de qualquer natureza. tais como vencimentos e vantagens. reformas e pen- sões. reformas e pensões. consequentemente. O conceito de “despesa total com pessoal” do permissivo do art. não se constitui despesa com pessoal para os efeitos da LRF. cargos. Há de se entender. entende-se como despesa total de pessoal: o somatório dos gastos do ente da Federação com os ativos. fixas e variáveis. fixas e variá- veis.769/2003 Para os efeitos desta Lei Complementar. 18 da LRF a inclusão do IRRF na con- ceituação de “despesa total com pessoal”.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. rela- tivos a mandatos eletivos. inclusive adicionais. mandatos eletivos. estabelecido na norma. civis. funções ou empregos. civis. Não consta no art. vencimentos e vantagens. subsídios. que o IRRF dos servi- dores. gratificações. funções ou empregos. subsí- dios.

sobre ren- dimentos pagos. a qualquer título. da lavra do Auditor Substituto de Conselheiro Cesar Santolim. ao acolher o brilhante e exaustivo Parecer Coletivo 02/2002.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. retido na fonte. I da Constituição Federal. decidiu que: “Descabe computar como parte integrante das “des- pesas com pessoal” dos Estados e Municípios o montante cor- respondente ao Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza. Art.769/2003 A LRF inclui de forma expressa “os encargos sociais e contribuições recolhidas pelo ente às entidades de previdência” na definição de “despesa total com pessoal”. 157 – Pertence aos Estados e ao Distrito Federal: I – O produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de qualquer natureza. mesmo sem importarem em efetivo gasto pelo Tesouro”. O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul. todavia “os encargos sociais” e as “contribuições previdenciárias” representam despesas para o Estado. incidente na fonte. Não resta dúvida que por mandamento constitucional o IRRF pertence aos Estados. suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem. Ademais há de se entender que o IRRF não se constitui “decréscimo patrimonial” para o Estado. Procura- dor Geral de Justiça que indagara “se os valores do IRRF sobre a folha de pagamento dos servidores do Estado devem ser considerados “como despe- sas com pessoal”. devido por seus servidores. sem aludir ao IRRF. o que não ocorre com o IRRF que se constitui receita para o Estado. valor este 257 . de acordo com o art. Cláudio Barros Silva. como solução à consulta formulada pelo Dr. 16. 157. por eles.

Sr. Voto da Exmª. Voto do Exmº. Sra. Voto da Exmª. a qualquer título a seus servidores.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. por força de regra constitucional expressa” Assim. na qualidade de Procurador Geral de Justiça.2003: Versam os autos de Consulta formulada a este Tribunal de Contas pelo Excelentíssimo Sr. entendo que há de se excluir do cômputo das despesas com pessoal do Estado o valor corres- pondente ao imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza inci- dente e retido na fonte sobre rendimentos pagos. Conselheiro NELSON LUIZ TEIXEIRA CHAVES: De acordo com a proposta do relator. Procurador Geral de Justiça. Conselheira MARIA DE LOURDES LIMA DE OLI- VEIRA: Na forma do art. Voto do Exmº. Questiona o consulente se os valores do Imposto de Renda 258 . Conselheira MARIA DE LOURDES LIMA DE OLI- VEIRA em Sessão Ordinária de 14. Francisco Barbosa de Oliveira.08. Sr.769/2003 que pertence aos mesmos Estados e Municípios. Voto do Exmº. Fran- cisco Barbosa de Oliveira. 16. inteligência do art. 157. I da Constituição Federal de 1988. Conselheiro FERNANDO COUTINHO JORGE: Acom- panho a proposta de decisão apresentada pelo Auditor Erlindo Braga. respondendo à consulta formulada pelo Dr. 189 do Regimento. peço vista dos autos. Conselheiro ELIAS NAIF DAIBES HAMOUCHE: A- companho a proposta do relator. Sr. produto de arrecadação este que pertence ao Estado. Sra.

inteligência do art. respondendo à consulta formulada pelo Dr. assim devendo ser entendidos os conceitos nela inseridos. cuja conclusão é a seguinte: a) interpretar a lei é atividade que implica adoção de adequada metodologia. b) as expressões “receitas” e “despesas” comportam um conceito contábil e um conceito financeiro. Antônio Erlindo Braga. finalizando da seguinte forma: “Assim. d) nos conceitos de “despesas com pessoal” e de “receita corrente líquida” não devem ser considerados os valores referentes ao Imposto de Renda Retido na Fonte.” Admitido como consulta na forma regimental. I da Constituição Federal de 1988. A consulta foi formulada com base no Parecer Coletivo 02/2002 do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul.769/2003 Retido na Fonte sobre a folha de pagamento dos servidores devem ser considerados como despesa de pessoal. entendo que há de se excluir do cômputo das despesas com Pessoal do Estado o valor correspondente ao imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza incidente e retido na fonte sobre rendimentos pagos. c) a LRF é diploma legal de conteúdo eminentemente financeiro. que em Sessão Ordinária de 17 de junho do corrente. Francisco Barbosa de Oliveira.” 259 . 157. produto de arrecadação este que pertence ao Estado.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. o presente processo foi encaminhado ao Excelentíssimo Auditor Dr. após o parecer da Consultoria Jurídica. manifestou-se sobre a matéria. a qualquer título a seus servidores. Procurador Geral de Justiça. anexo aos presentes autos. dado o caráter financeiro da lei. 16. concernentes aos servidores públicos estaduais e municipais.

Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 157. Antonio Erlindo Braga. 16. a qualquer título a seus servidores. I da Constituição Federal de 1988. esta Conselheira pediu vistas do processo na forma do art. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 30. 189 do Regimento Interno. em 14 de agosto de 2003. R E S O L V E M os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”.769/2003 Com o objetivo de melhor conhecer a matéria. produto de arrecadação este que pertence ao Estado. inteligência do art. responder a presente consulta no sentido de que deve ser excluído do cômputo das despesas com pessoal do Estado o valor correspondente ao imposto de renda e proventos de qualquer natureza incidente e retido na fonte sobre rendimentos pagos. Após ampla discussão e estudo da matéria. Conselheiro LAURO DE BELÉM SABBÁ . retorna ao índice 260 . unanimemente.014 de 25 de agosto de 2003. Voto do Exmº. tendo em vista que o novo entendimento acarreta modificação na estrutura de cálculo do limite da Despesa com Pessoal da Lei de Responsabilidade Fiscal. declaro o meu voto acompanhando a proposta de decisão do Excelentíssimo Senhor Auditor Dr. Sr.Presidente: Acompanho a proposta de decisão apresentada pelo relator. tendo em vista a natureza da referida parcela.

4.759/2003 RESOLUÇÃO Nº. de 09 de fevereiro de 1993.759 EMENTA: Aprova Instrução Normativa sobre os MODELOS DE PUBLICAÇÃO dos ex- tratos dos atos jurídico-administrativos utilizados pelos órgãos jurisdicionados.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. APROVAR os MODELOS DE PUBLICAÇÃO constantes do ANEXO ÚNICO. dos extratos dos atos jurídico-administrativos utilizados pelos órgãos jurisdicionados. e no artigo 62. 12 (Lei Orgânica do TCE-PA). no uso de suas atribuições legais e regimentais.253. que correspondem aos extratos dos atos jurídico- administrativos utilizados pelos órgãos jurisdicionados e sobre os quais o Tribunal de Contas tem jurisdição própria e privativa. combinado com o artigo 3º do Ato nº. no Diário Oficial do Estado. 16. CONSIDERANDO o disposto no artigo 28. 261 . de 08 de março de 1994. incisos I e II da mesma Lei. e CONSIDERANDO proposição da Presidência consignada na Ata nº. R E S O L V E. “caput” e 111. CONSIDERANDO a necessidade de compatibilizar e uni- formizar a publicação. combinado com os artigos 106. 16. no artigo 28 da Lei Complementar nº. O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará. 24 (Regimento do TCE-PA). § 5º da Cons- tituição Estadual. inciso I do aludido ato regimental. desta data. unanimemente: 1.

de 29/10/1998.977 de 02 de julho de 2003.759/2003 2. 13.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 29.876. 16. em Sessão Ordinária de 26 de junho de 2003. 16. retorna ao índice ANEXO ÚNICO DA RESOLUÇÃO Nº.759 MODELOS DE PUBLICAÇÃO DE EXTRATOS: 01-Extrato de Contrato Nº do Contrato: Modalidade de Licitação: Partes: Objeto: Vigência: ( Início e Término ) Valor: Dotação Ohrçamentária: Fonte de Recurso: Foro: Data da Assinatura: Ordenador Responsável: 262 . 3. especialmente as Resoluções nºs 13. REVOGAR as disposições em contrário.801. de 21/03/1995. de 18/04/1995 e 15. Plenário Conselheiro EMÍLIO MARTINS. ESTABELECER que a vigência desta Resolução será a par- tir da sua publicação no Diário Oficial do Estado.780.

com data e valor ) 03. 16. Dispensa ou Inexigibilidade:(conforme o caso) Partes: Objeto e Justificativa do Aditamento: Valor do Aditamento: (se houver) Vigência do Aditamento: (se houver) Dotação Orçamentária: Fonte de Recurso: Ordenador Responsável: Aditivos Anteriores: (se houver .Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.Extrato de Convênio Nº do Convênio: Partes: Objeto: Vigência: ( Início e Término ) Valor: Dotação Orçamentária: Fonte de Recurso: Foro: Data da Assinatura: Ordenador Responsável: Responsável pela Entidade Recebedora dos Recursos: 263 .759/2003 02-Extrato de Termo Aditivo ao Contrato Nº do Termo Aditivo: Nº do Contrato: Objeto do Contrato: Valor do Contrato: Modalidade de Licitação.

Errata de Contrato e de Termo Aditivo ao Contrato Nº do Contrato: Partes: Onde se Lê: Leia-se: Ordenador Responsável: Nº do Contrato: Nº do Termo Aditivo: Partes: Onde se Lê: Leia-se: Ordenador Responsável: 264 .Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 16.759/2003 04-Extrato de Termo Aditivo ao Convênio Nº do Termo Aditivo: Nº do Convênio: Objeto do Convênio: Valor do Convênio: Partes: Objeto e Justificativa do Aditamento: Valor do Aditamento: (se houver) Vigência do Aditamento: (se houver) Dotação Orçamentária: Fonte de Recurso: Ordenador Responsável: Aditivos Anteriores: (se houver. com data e valor) 05.

Errata de Convênio e de Termo Aditivo ao Convênio Nº do Convênio: Partes: Onde se Lê: Leia-se: Ordenador Responsável: Nº do Convênio: Nº do Termo Aditivo: Partes: Onde de Lê: Leia-se: Ordenador Responsável: 07.Aviso de Concorrência Nº da Concorrência: Objeto: Data da Abertura: Horário: 265 .Distrato de Contrato de Servidor Temporário Partes: Data do Distrato: Ordenador Responsável: 09.Extrato de Contrato de Servidor Temporário Partes: Cargo: Data da Admissão: Vigência: (Início e Término) Ordenador Responsável: 08. 16.759/2003 06.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.

759/2003 Local: Valor do Edital: Fonte de Recurso: Data da Assinatura: Ordenador Responsável: 10.Inexigibilidade de Licitação Nº da Inexigibilidade: Partes: Objeto: 266 .Dispensa de Licitação Nº da Dispensa: Partes: Objeto: Valor: Fundamento Legal: Data da Assinatura: Ordenador Responsável: 12. 16.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.Aviso de Tomada de Preço Nº da Tomada de Preço: Objeto: Data da Abertura: Horário: Local: Valor do Edital: Fonte de Recurso: Data da Assinatura: Ordenador Responsável: 11.

Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.Errata do Aviso de Concorrência Nº da Concorrência: Objeto: Onde se Lê: Leia-se: Ordenador Responsável: 14.Errata do Aviso de Tomada de Preço Nº Tomada de Preço: Objeto: Onde se Lê: Leia-se: Ordenador Responsável: 15. 16.Errata de Dispensa de Licitação Nº da Dispensa: Partes: Onde se Lê: Leia-se: Ordenador Responsável: 267 .759/2003 Valor: Fundamento Legal: Data da Assinatura: Ordenador Responsável: 13.

Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.Errata de Inexigibilidade de Licitação Nº da Inexigibilidade: Partes: Onde se Lê: Leia-se: Ordenador Responsável: 17.Extrato de Nota de Empenho Partes: Objeto: Nº da Nota de Empenho: Dotação Orçamentária: Valor: Data da Assinatura: Ordenador Responsável: Plenário Conselheiro EMÍLIO MARTINS. 16. retorna ao índice 268 .Extrato de Denúncia ou Rescisão do Contrato ou do Convênio Nº do Contrato ou Convênio: Partes: Data da Assinatura: Ordenador Responsável: 18. em Sessão Or- dinária de 26 de junho de 2003.759/2003 16.

retorna ao índice 269 .DISPENSAR. RESOLVE. 16. 16. unanimemente: 1. 4. de 16 de agosto de 1994.711/2003 RESOLUÇÃO Nº. a cobrança dos saldos a recolher ou a comprovar de valor até R$50.229.299.924 de 14 de abril de 2003.REVOGAR a Resolução nº.00 (cinqüenta reais). no uso de suas atribuições legais e regimentais.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. Plenário Conselheiro EMÍLIO MARTINS. Considerando proposição da Presidência. 2. nos processos de prestações e tomadas de contas julgados por este Tribunal. 13. em Sessão Or- dinária de 25 de março de 2003. desta data. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 29.711 O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará. constante da Ata nº.

às necessidades deste Tribunal e o enquadramento do mesmo às normas legais vigentes. em Sessão Ordi- nária de 17 de setembro de 2002. O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará. Considerando o projeto de revisão do Manual de Supri- mento de Fundos apresentado pela comissão nomeada através da Portaria nº. 15.785 de 20 de setembro de 2002. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. retorna ao índice 270 . unanimemente. 18. Considerando manifestação da Presidência.358. Aprovar modificações no Manual de Suprimento de Fundos do Tribunal de Contas do Estado do Pará. 16. 16.660/2002 RESOLUÇÃO Nº. apresentadas nos autos do Processo nº.660 (Processo nº. de 28 de maio de 2002.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 2002/51405-0) EMENTA: Aprova modificações no Manual de Suprimentos de Fundos do Tribunal de Contas do Estado do Pará.185. conforme normatização anexa. de 27 de outu- bro de 1998. constante da Ata nº. Considerando a necessidade de adequação do Manual de Suprimento de Fundos instituído pela Resolução nº. 2002/51405-0. 4.774. no uso de suas atribuições constitucionais e legais. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 29. RESOLVE. desta data.

Informática. § 2º A situação prevista no inciso II fica condicionada à manifestação prévia da Divisão de Material e Patrimônio quanto à inexistência do materi- al em estoque.Que esteja no cargo de Diretor de Departamento de Administra- ção. 2º. Controle Externo. 271 . 24 da Lei nº.666/93.Declarado em alcance.660 (Processo nº. para compras e outros serviços. 8. II . Fica vedado conceder suprimento de fundos a servidor: I . 2002/51405-0) MANUAL DE SUPRIMENTO DE FUNDOS CAPÍTULO I DA CONCESSÃO Art. § 3º As despesas previstas no inciso III devem ser acompanhadas das justificativas do solicitante. com o valor da concessão não superi- or a 50% do montante estabelecido no inciso II do art.Para atender a compras e serviços extraordinários e urgentes. III . 1º.660/2002 ANEXO À RESOLUÇÃO Nº. previstos no inciso II. nos seguintes casos: I . Fica autorizada a realização de despesa por intermédio de su- primento de fundos concedido a servidor em caráter excepcional. § 1º Os comprovantes de despesas. II .666/93. sempre precedida de empenho na dotação própria. Con- sultor Jurídico e Secretário.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.5% do valor constante no inciso II do art. Art.Despesas de pequeno vulto. Coordenador de Controle Interno. 24 da Lei nº. para acorrer a dispêndios que não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação. 8. não poderão ultrapassar o percentual de 1.Despesas em viagens ou em serviços especiais que exijam pronto pagamento em espécie. 16. 16.

e não deverá exceder o 272 . O período de aplicação do suprimento de fundos será fixado pelo Ordenador de Despesas. 3º. Art.Os servidores lotados na Coordenadoria de Controle Interno - CCI. VII . VI . ou cujas contas não te- nham sido aprovadas.660/2002 III .Nome. CAPÍTULO II DA APLICAÇÃO Art. quando da concessão.O período de aplicação do suprimento. V . da importância a ser en- tregue. em algarismos e por extenso.Responsável por dois adiantamentos. VI . A portaria da concessão de suprimento de fundos deverá con- ter: I . 4º. II . IV . nas Seções de Patrimônio e Suprimento.Esteja respondendo a sindicância ou processo administrativo.O prazo para prestação de contas.Identificação do exercício financeiro.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.Que responda como Ordenador de Despesa do Órgão. V .Que tenha diretamente a seu cargo a guarda ou utilização do mate- rial a adquirir ou o executor do serviço a ser realizado. § 2º As atribuições conferidas ao servidor suprido são intransferíveis e indelegáveis.Indicação. matrícula e cargo ou função do servidor a quem deve ser entregue o suprimento.Classificação completa da despesa. III . Art. 16. IV . § 1º Entende-se como servidor em alcance aquele que não tenha pres- tado contas do suprimento. 5º. no prazo regulamentar. na Divisão de Finanças. O valor será concedido por meio de ordem bancária. específi- ca para emissão de cheque administrativo.

Originais da documentação comprobatória das despesas efetiva- mente realizadas. V .Relatório das despesas com locomoção não urbana. se for o caso. VI . será organizado por suprido com as folhas devidamente numeradas e. Parágrafo único. Parágrafo Único. não deverá exceder o valor fixado na Portaria.Original da Portaria. nem ultrapassar o término do exercício financeiro. deverão ser aplicadas até o último dia útil deste mês e a prestação de contas efetivada até 15 de janeiro. não cabendo ao su- prido solicitar o ressarcimento do valor excedido. 6º. b) Nota fiscal de prestação de serviços prestados por Pessoa Jurídica. para prestação de contas do suprimento. No ato da concessão de suprimento de fundos. 8º.660/2002 prazo máximo de 60 (sessenta) dias. emitidas dentro do período fixado para a aplicação do suprimento e de acordo com as formalidades legais a saber: a) Nota fiscal de venda ao consumidor. será constituído da seguinte documentação: I . II . IV . 273 . O processo de comprovação das despesas.Nota de Empenho. O total das despesas. Art. O prazo para aplicação será contado a partir da data da autenticação da ordem bancária.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. quando re- alizadas no mês de dezembro.Demonstrativo da Receita e das Despesas resultantes da aplicação do Suprimento. As concessões de suprimento de fundos. para compra de material. III . pagas com recursos de suprimento de fundos. assinado pelo suprido. CAPÍTULO III PRESTAÇÃO DE CONTAS Art. à conta de supri- mento de fundos. 7º. Art. 16.Ordem Bancária. será fixado o prazo de 15 (quinze) dias subseqüentes ao término do período de aplicação.

não sendo admitido apresentar segundas vias. Os comprovantes de despesas. § 2º . VIII . com indicação dos valores retidos. a que se refere o “caput” deste artigo. devidamente atestados.660/2002 c) Recibos. 11. § 1º .Os valores.TCE). emitido por Máquina Registradora. Art. Parágrafo único.Comprovante de recolhimento do saldo. será recolhido à conta tipo “D” do TCE/Pa. 10. Parágrafo único. que impossibilitem o conhecimento da despesa realizada. VII . provenientes de retenções legais efetuadas pelo su- prido. ou qualquer outra espécie de reprodução - e serão emitidos por quem prestou o serviço ou forneceu o material. Nos comprovantes. deverá ser reco- lhido até 02 (dois) dias úteis após o término do período de aplicação. se for o caso. O saldo de suprimento de fundos não aplicado. se for o caso. e) Bilhetes de passagens rodoviária. emendas. A prestação de contas da aplicação do suprimento de fundos deverá ser protocolizada na Seção de Protocolo e Expediente do TCE/Pa. Art. deverá haver a discriminação do material adquirido ou do serviço prestado. de Registro de Identidade. disposto na alínea “d” que não pos- suir a discriminação do material e/ou indicação do favorecido (Tribunal de Contas do Estado . 274 . cópias. apresentando o nome comercial da empresa.Nota de Anulação de Empenho. CNPJ. d) Cupom fiscal. contendo CPF ou Nº. acréscimos ou entrelinhas . parcial ou to- talmente.O saldo.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. Inscrição Estadual e Endereço. para que sejam efetuados os devidos recolhi- mentos. Endereço e Assinatura da Pessoa Física. 16. não conterão rasuras. não se admitindo generalização ou abreviaturas. O cupom fiscal. Art. deverão ser depositados até a data prevista para comprovação. 9º. em fa- vor do Tribunal de Contas do Estado do Pará. ferroviária e/ou hidroviária pro- venientes de deslocamentos não urbanos. será acobertado por recibo com as aquisições de- vidamente relacionadas. prestadora de serviços.

Art. para instauração da Tomada de Contas Especial no pra- zo de 5 (cinco) dias úteis.Após instauração da Tomada de Contas Especial. § 2º . expressamente. dentro de 3 (três) dias úteis. § 1º . 275 . no prazo de 05 (cinco) dias úteis. A prestação de contas deverá ser encaminhada pela Seção de Protocolo e Expediente para análise e emissão de parecer. 16. CAPÍTULO IV TOMADA DE CONTAS Art. para apuração das responsabilidades e imposição das penalidades cabíveis.Os casos previstos no caput deste artigo. a Divisão de Finanças deverá ser comunicada a fim de proceder o registro no SIAFEM. Art. à autoridade superior. 14. Art. no SIAFEM. instau- rada pelo Ordenador de Despesas.Durante a fase de análise pelos setores competentes fica o supri- do obrigado a apresentar todo esclarecimento porventura solicitado. 12.O prazo para análise e emissão de parecer é de 5 (cinco) dias ú- teis para cada setor competente. contados da data de seu recebimento. A autoridade ordenadora deverá. julgar pela regu- laridade ou irregularidade das contas prestadas pelo suprido.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. O suprido sujeitar-se-á à Tomada de Contas Especial. ou de não prestação de contas no prazo estabelecido nos termos do art. sem prejuí- zo das providências administrativas. § 1º . da responsabilidade do suprido. a Divisão de Finanças efetu- ará imediatamente a baixa. Aprovada a prestação de contas. em caso de irregularidades. 7º.660/2002 para que seja observado o cumprimento do prazo estabelecido no ato de concessão. deverão ser comunica- dos pela Coordenadoria de Controle Interno. 13. 15. pelos setores competentes dispostos no Regulamento de Serviços Auxiliares. § 2º .

08. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. CAPÍTULO V DISPOSIÇÕES FINAIS Art. ficando o processo sujeito.A omissão do Ordenador de Despesa em adotar as providências. Competirá à Coordenadoria de Controle Interno a fiscalização do cumprimento ao disposto nesta Resolução. a de responsável pela aplicação.02. Parágrafo único. nos termos do art. As situações. 19. 16. 276 . Entendendo necessário.Se a autoridade ordenadora da despesa não efetivar as medidas previstas neste artigo.93. deste manual. 7º. Sempre que no curso do processo de Tomada de Contas Es- pecial o suprido apresentar a prestação de contas ou recolher o débito com os devidos acréscimos.660/2002 § 3º . 16. será a mesma cancelada.02.O suprido que ensejar Tomada de Contas Especial porque não prestou contas no prazo determinado no art. 12. em Sessão Ordinária de 17 de setembro de 2002.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17 do Ato nº. Art. implica em responsabilidade solidária. 18. a Coordenadoria de Controle Interno adotará a provi- dência constante no artigo 68 da Lei Complementar nº. serão encaminhadas ao Presidente do TCE para apreciação e aprovação. 33 da Lei Com- plementar nº. 12. após aprovação da prestação de contas. Ao suprido é reconhecida a condição de delegatário da autorida- de ordenadora e. 09. 24. no que couber. não previstas neste Manual. ficará sujeito a multa de 10% do valor que lhe foi confiado.1994. art. Art. às normas referentes à prestação de contas previstas no Capí- tulo III.93 § 5º . Art. com vistas à instauração da Tomada de Contas Especial do responsável. § 4º . poderá o Presidente do TCE submeter a matéria à decisão do Plenário nos termos do inciso XXV.03. de 09. 17. a esta.

Sr. indagando sobre o pagamento de diárias a servidores de outras esferas de governo e a respeito do limite de valor para concessão de suprimento de fundos. Sr. con- forme voto do relator. CONSIDERANDO a informação do Departamento do Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado. CONSIDERANDO a consulta formalizada pelo Sr. Chefe da Divisão Administrativa da 12ª Regio- nal de Proteção Social/SESPA.588/2002 RESOLUÇÃO Nº. CONSIDERANDO o relatório e o voto do Exmo. 2001/51206-0) EMENTA: Deve ser encaminhada ao consulente o inteiro teor da manifestação do Depar- tamento do Controle Externo do Tribu- nal de Contas do Estado do Pará.Trata o presente processo sobre consulta formulada pelo Chefe da Divisão Administrativa da 12ª Regional de Proteção Social da SESPA. Conselheiro FERNANDO COU- TINHO JORGE: I . no uso de suas atribuições. Conselheiro Fernando Coutinho Jorge: Relatório do Exmo.RELATÓRIO: Processo nº. 2001/51206-0 . solicitando esclareci- 277 . O Plenário do Tribunal de contas do Estado do Pará. 16.588 (Processo nº. JOSÉ LUIZ SILVA FERREIRA.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 16.

A Consultoria Jurídica. esclarecendo o seguinte: Quanto a pagamentos de diárias a servidores de outras esferas de governo. em OUTROS SERVI- ÇOS DE TERCEIROS . considerando que foram atendi- dos os requisitos regimentais. opina pela admissibilidade da con- sulta. Este Relator requereu fosse ouvido o órgão técnico desta Corte de Contas. portanto na discricionariedade do administrador público aplicar o suficiente para a cobertura das pequenas despesas que ocorrem em sua repartição. aquelas urgentes e que não possam submeter-se ao regime normal de pagamento. É o Relatório.588/2002 mentos a respeito de pagamento de diárias a servidores de outras esferas de governo e sobre limite do valor de concessão de supri- mento de fundos. II .Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.PESSOA FÍSICA (3349036. a qual es- 278 . ficando. 16. a rubrica de despesa utilizada pa- ra contabilizar o referido débito deverá ser. de acordo com o Plano de Contas do SIAFEM. Em relação ao limite do valor que pode ser concedido em forma de suprimentos de fundos a servidores. e com relação a pagamentos de diárias a colaboradores eventuais. veri- fica-se não haver previsão legal para limite de valor na concessão do Suprimento de Fundos. o Suprimento de Fundos deverá ser concedido para cobertura de pequenas despesas.V O T O: Acompanho o entendimento consolidado na manifestação do Departamento de Controle Externo deste Tribunal. Assim. referente a diárias a Colaborador eventual.00). de acordo com a le- gislação vigente. o qual manifestou-se com relação às questões suscitadas. sem vínculo com o Estado.

16. Conselheiros Lauro de Belém Sabbá. unanimemen- te. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. Nelson Luiz Teixeira Chaves.588/2002 clarece de forma objetiva as dúvidas suscitadas. em anexo. Maria de Lourdes Lima de Oliveira e Sebastião Santos de Santana (Presidente).653 de 12 de março de 2002. RESOLVE. Srs. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 29. em 28 de feverei- ro de 2002. retorna ao índice 279 . devendo a mesma ser encaminhada ao Chefe da Divisão Administrativa da 12ª Regi- onal de Proteção Social da SESPA. CONSIDERANDO os votos favoráveis dos Exmos. ADOTAR como resposta à consulta o inteiro teor da ma- nifestação do Departamento do Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado do Pará.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.

3.90. 16. diárias a Colaborador Eventual.588. O Senhor JOSÉ LUIZ SILVA FERREIRA. Resposta: O elemento 349014 é o indicado para contabi- lizar as diárias concedidas aos servidores do próprio órgão nos termos do disposto no artigo 145 do Regime Jurídico Único dos Servidores Civis do Estado do Pará.00 OUTROS SERVIÇOS DE TERCEIROS . o servidor público à disposição e determinado ente com a finalidade de realizar missão específica.4. 280 .PESSOA FÍSI- CA). chefe da di- visão administrativa da 12ª RPS/SESPA. de acordo com o PLANO DE CONTAS DO SIAFEM. 16. o (3.Qual o limite do valor que pode ser concedido em for- ma de suprimento de fundos a servidores. A rubrica de despesa utilizada par contabilizar o referido débito deverá ser.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.588/2002 ANEXO À RESOLUÇÃO Nº. 2 . de 26/02/2002 EXPEDIENTE : 2001/51206-0 INTERESSADO : JOSÉ LUIZ SILVA FERREIRA ASSUNTO : CONSULTA Senhor Controlador.36. elemento de despesa 349014. Resposta: Entende-se como COLABORADOR EVEN- TUAL. ou cedido por prazo indeterminado. os quais passare- mos discorrer separadamente: 1 . mesmo sendo fonte de recursos transferidos da União. 3 . solicitada desta Corte de Contas esclarecimento concernente aos pontos abaixo elencados.Se pode pagar diárias a servidores de outras esferas de Governo (que não tenham vínculo com o Estado).Em que situação usa pagamento de diárias a colabora- dores eventuais (elemento de despesas 349036 no sub-item 16?).

portanto. atribuiu como valor da concessão. aquelas urgentes e que não possam submeter-se ao regime normal de paga- mento.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.588/2002 Resposta .De acordo com a legislação vigente. o não superior a 50% (cinqüenta por cento) do montante estabelecido no inciso II do art. na discri- cionariedade do administrador público aplicar o suficiente para a cobertura das pequenas despesas que ocorrem em sua repartição. O Tribunal de Con- tas do Estado. 281 . 24 da lei n. para compras e outros serviços. 16. ficando. Assim verifica-se não haver previsão legal para o limite de valor na concessão do Suprimento de Fundos. o Supri- mento de fundos deverá ser concedido para cobertura de pequenas despesas. em seu “Manual de Suprimento de Fundos”.º 8666/93.

criada por dispositivo da Medida Provisória nº.577/2002 RESOLUÇÃO Nº 16. Relator: Relatório do Exmo.555. Conselheiro NELSON LUIZ TEI- XEIRA CHAVES: Estes autos tratam da consulta formulada pe- lo Comando Geral da Polícia Militar do Estado indagando se a Administração Pública Estadual poderia realizar licitações na nova modalidade “pregão”. Sr.026. 16. 2. independentemente de ato regulador. possui todas as condições de ser aplicada na es- fera estadual. Sr. 3. Con- selheiro Nelson Luiz Teixeira Chaves. 2. A consulta preencheu as formalidades regimentais. Comandante Geral da PMPa indagando se a Administração Pública Estadual poderia realizar licitações na modalidade “pregão” criada por dispositivo da Medida Provi- sória nº.666/93. e regulamentada pelo Decreto nº. pois apenas introduz uma no- va modalidade de licitação dentre àque- las já previstas na Lei nº. 8.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.026 e regulamentada pelo Decreto 3.555. 2000/50080-0) EMENTA: A Medida Provisória em questão. de 08 de outubro de 2000. no uso de suas atribuições CONSIDERANDO: a Consulta formalizada pelo Cel. CONSIDERANDO o relatório e o voto do Exmo. O Plenário do Tribunal de contas do Estado do Pará.577 (Processo nº. 282 . QOPM MAURO LUIZ CALANDRINI FERNANDES.

Diz. 3. aplica-se a todos os entes da federação. a edição de normas regulamentadoras que viabilizem a sua aplicação na esfera estadual. Diz. V O T O: Em face do exposto nas manifestações do Órgão Técnico e da CONJUR. na esfera federal. do RITCE/Pa. da Constituição Federal. de 08/08/2000. uma vez 283 . de 08/08/2000. regulamentada pelo Decreto Federal nº. 33). que o texto da Me- dida Provisória é suficiente para a sua aplicabilidade. confor- me determina o disposto no inciso XXVII. entretanto. comunga com a opinião da CONJUR. O Órgão Técnico (fls. do artigo 129. do artigo 22 da Carta Federal de 1988. ressalvando. que a modalidade em questão poderá ser utilizada concomitan- temente com aquelas previstas na Lei das Licitações (Lei nº. o Ministério Público junto a este Tribunal foi convidado a se ma- nifestar sobre a matéria..555. entendo que a Medida Provisória nº. em linhas gerais.555.026 foi re- gulamentada pelo Decreto nº. 2. sendo assim. 3. apesar do artigo 27 da citada Medida Provi- sória restringir a sua aplicação ao âmbito da União. É o Relatório. independentemente de ato regulamentador.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. a Medida Provisória nº. sendo necessário. Nos termos do inciso VIII.026. 2/3) é de opinião que a nova modalidade enquadra-se dentre as normas gerais de licitação e contratação e. porém considerou-se impedido por força do disposto no inciso IX. ain- da. apenas. do artigo 87. ainda. de 04/05/2000.577/2002 A CONJUR (fls. possui todas as condições de ser aplicada na esfera estadual. 8666/93). 16. que. 2.

de 04/05/2000.555. responder a presente consulta. CONSIDERANDO os votos favoráveis dos Exmos. uma vez que a mesma apenas introduz uma nova modalidade de licitação dentre aquelas já previstas na Lei nº. 3. possui todas as condições de ser aplicada na esfera estadual. regu- lamentada pelo Decreto Federal nº. Srs. de 08/08/2000. 16. Nelson Luiz Teixeira Chaves. em 14 de feve- reiro de 2002. independentemente de ato re- gulamentador. 8. 8. unanimemente. nos seguintes termos: .666/93. R E S O L V E. Plenário Conselheiro “Emílio Martins”.666/93.642 de 25 de fevereiro de 2002. Fernan- do Coutinho Jorge.577/2002 que a mesma apenas introduz uma nova modalidade de licitação dentre aquelas já previstas na Lei nº. Conselheiros Lauro de Belém Sabbá.Que a Medida Provisória nº. Maria de Lourdes Lima de Oliveira e Sebastião Santos de Santana (Presidente). retorna ao índice 284 . 2.026. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 29.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.

conseqüentemente. CONSIDERANDO consulta formulada Secretário Execu- tivo de Saúde Pública. ato nulo de pleno direito. e constante do Processo nº. Nilo Alves de Almeida sobre a viabilidade de 285 . ANTONIO ERLINDO BRAGA: Trata-se de consulta formulada pelo Secretário Executivo de Saúde Pública. no uso de suas atribuições constitucionais e legais. 16. objetivando atender a pagamento de despesa com pessoal. Dr. a título de cooperação. exceto se os recursos resultarem de determinação constitucional ou legal e os destinados ao Sistema Único de Saúde.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. auxílio ou assistência financeira do Estado para os municípios. NILO ALVES DE ALMEIDA.574 (Processo nº. sobre a viabilida- de de celebração de convênio para transferência de recursos financeiros do Estado para os municípios atenderem ações e serviços em Unidades de Saú- de do Estado.574/2002 RESOLUÇÃO Nº 16. 2001/53119-9. é inconstitucional e. 2001/53119-9) EMENTA: Celebração de convênio para transferência voluntária de recursos correntes ou de capital. Sr. O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará. cujas ações e serviços foram descentralizados. CONSIDERANDO o relatório e a proposta de decisão do Auditor Antônio Erlindo Braga: Relatório do Auditor Dr.

X.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. Nº 1221/GAB/SESPA.574/2002 celebração de convênio com Município para transferência de recursos financeiros do Estado para o Município atender ações e serviços em Unidades de Saúde do Estado. é do teor seguinte: “Honrado em cumprimentá-lo.c. e do outro o Município. 286 . da Lei Complementar nº 101/04.2000?” A Consultoria Jurídica do TCE/PA em parecer de fls. da Carta Magna c. Parágrafo 1º. É o Relatório. 02 dos autos sugere que a matéria seja acolhida como consulta. 167. formular consulta nos termos seguintes: Como pode ser viabilizada a contratação de recursos humanos para atuar em Unidades de Saúde do Estado. inc. Parágrafo Único do Regimento Interno do TCE-PA. não pode assumir este ônus? Poderia então o assunto ser tratado sob a ótica de Convênio. com base no art. 16. em razão de sua baixa arrecadação. com audiência do Departamento de Controle Externo. 25. cuja manifestação consta às fls. 220. art. cujas ações e serviços já foram descentralizados para o Município respectivo. considerando que de um lado ao Estado é inviável contratar em razão do limite com gastos de pessoal. inc. no qual o Estado repassaria recursos financeiros para o Município assumir tais contratações ? Quais as implicações diante do disposto no art. cujas ações e serviços foram descentralizados para o Município.05. III. tendo o Presidente do Tribunal de Contas admitido o expediente como consulta. 3/4 dos autos. venho por meio deste. A consulta consubstanciada no OF.

operacional e patrimonial. a respeito de dúvida suscitada na aplicação de dispositivos legais e regulamentares concernentes à matéria de sua competência. 26. da Lei Complementar nº 12.03. que lhe forem formuladas em tese. a dúvida suscitada é sobre aplicação de dispositivos legais em matéria de competência do Tribunal de Contas. Ato nº 24. b) O Município que recebeu o encargo da descentraliza- ção de ações e serviços não pode assumir o ônus em virtude da ausência de arrecadação de receita. O consulente é parte legítima. em seu art. inclusive.574/2002 PROPOSTA DE DECISÃO: Compete ao Tribunal de Contas do Estado. O consulente pretende em resumo. orçamentária. a consulta está formulada em tese. consoante o art. O problema é de natureza político constitucional. de 09. de 08.1994. A problemática que se pretende resolver na consulta decorre da descentralização de ações e serviços do Estado para o Município e em conseqüência surge a questão: a) O Estado não pode contratar pessoal em face dos limites constitucionais e legais que lhe são impostos pelo ordenamento constitucional.1993. contábil. à matéria de sua competência. 220 dispõe in verbis: “O Tribunal de Contas responderá sobre consulta. pelos órgãos ou pessoas sob sua jurisdição”. A matéria objeto da consulta tem. conseguir resposta para as seguintes indagações: 287 . 16.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.02. IX. na forma estabelecida no Regimento Interno. O Regimento Interno do Tribunal de Contas. decidir sobre consulta que lhe seja formulada por autoridade competente. repercussão financeira. quanto à dúvida suscitada na aplicação de dispositivos legais e regimentais.

objetivando atender as ações e serviços descentralizados com a contratação de pessoal? 3 – Quais as implicações constitucionais decorrentes da celebração de Convênio..Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. combinado com o art. habilitando-o a cumprir suas funções essenciais. ocorrerá um dos seguintes malefícios: ou o povo ficará sujeito a contínuos saques. que em seu art. (Publius. de 05.. considerado como elemento vital do organismo político. 30 estabelece que o projeto de lei complementar a que se refere o 288 . “O dinheiro é. X. A Lei de Responsabilidade Fiscal – Lei Complementar nº 101. da Lei Complementar nº 101. outubro de 1787 a abril de 1788). 16.1998. em face do disposto no art.Como pode ser viabilizada a contratação de recursos humanos para prestação de serviços em Unidades de Saúde do Estado. antes de se responder suas aflitas indagações..2000? Impõe-se uma apreciação prévia da matéria objeto da consulta e dos permissivos constitucionais e legais invocados pelo consulente. em substituição a um modo mais convincente de atender às necessidades públicas ou o governo mergulhará em fatal atrofia.06. acertadamente. não tardando muito a perecer”. nesse particular. 25.05. de 04. Se houver deficiência. Nova Iorque. uma vez que o mantém vivo e em atividade.2000. Parágrafo 1º.05. cujas ações e serviços foram descentralizados para o Município ? 2 – Poderá ser celebrado Convênio entre o Estado e o Município para transferência de recursos financeiros.574/2002 1 . III. decorre de determinação da Emenda Constitucional nº 19. 167. de 04. da Constituição Federal. in Responsabilidade Fiscal de Carlos Pinto Coelho Motta e Jorge Ulisses Jacob Fernandes – Del Rey – Belo Horizonte 2001.

de 04. 19. acrescentado pela Emenda Constitucional nº. portanto. e que tem como objetivo a drástica e veloz redução do déficit público em relação ao PIB da economia”. inciso X.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. Distrito Federal e Municípios. A Lei Complementar nº 101.05. 16. assinala que “o projeto integra o conjunto de medidas do Programa de Estabilidade Fiscal – PEF – apresentado à sociedade brasileira precisamente no dia 28 de outubro de 1998. com gastos com pessoal. em seu art. 163 da Constituição Federal será apresentado pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional no prazo máximo de 180 dias da promulgação desta Emenda. A Lei Complementar nº 101.574/2002 art. impondo em conseqüência.2000.06. Estados. seguridade social. com o endividamento público. objeto da Lei de Responsabilidade Fiscal. normas de finanças públicas. A Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece.05. É oportuno se examinar os dispositivos constitucionais e legais objeto da consulta para melhor entendimento das respostas às indagações formuladas: A Constituição Federal de 1988.1998 dispõe: 289 . de 05. com a administração financeira e patrimonial e com o aumento de despesa com a seguridade social. tem preocupação fundamental com a gestão fiscal responsável. operação de crédito. 167. publicada no Diário da Câmara dos Deputados. gestão fiscal responsável e transparente e impõe limites. A Mensagem Presidencial nº 485. limitações a União. de 04. à renúncia de receitas.2000. é um instrumento legal que pretende mudar hábitos políticos e assegurar um gerenciamento transparente na gestão fiscal. geração de despesa com pessoal.

.... 25 .....574/2002 Art.. gratificações...... fixas e variáveis. reformas e pensões. que não decorra de determinação constitucional....05....... legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde. define o que se entende por despesa com pessoal em seu art. Art............ X – a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos.. 18 e por transfe- rência voluntária em seu art...2000.. 25: Art. os inativos e os pensionistas. 290 .... subsídios.. inclusive por antecipação de receita....... inativo e pensionista.. horas extras e vantagens pessoais de qualquer natureza. auxílio ou assistência financeira...Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. bem como encargos sociais e contribuições recolhidas pelo ente às entidades de previdência... inclusive adicionais. proventos de aposentadoria. militares e membros de qualquer Poder. de 04... 167 – São vedadas: ....Para efeito desta Lei Complementar.. A Lei Complementar nº.. 16. dos Estados...... entende-se por despesa total com pessoal: o somatório dos gastos do ente da Federação com os ativos..... tais como vencimentos e vantagens.... 101....... cargos.... do Distrito Federal e dos Municípios...... pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras para pagamento de despesas com pessoal ativo. entende-se por transferência voluntária a entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da Federação a título de cooperação. 18 – Para efeito desta Lei Complementar. relativos a mandatos eletivos. funções ou empregos civis.... com quaisquer espécies remuneratórias..

legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde.. 195. auxílio ou assistência financeira. dos Estados. A Constituição Federal dispõe ainda em seu art. 167. A transferência voluntária entendida como entrega de recursos correntes ou de capital a ente da Federação é vedada pelo art. II – vetado. a título de cooperação.574/2002 Parágrafo 1º .São exigências para a realização de transferência voluntária. A Constituição Federal em seu art. 291 . além das estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias: I – existência de dotação específica.observância do disposto no inciso X do art. 198 que as ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada hierarquizada e constituem um sistema único. da Constituição Federal de 1988. com recursos do orçamento da seguridade social. do Distrito Federal e dos Municípios. dos Estados. é qualquer entrega mediante convênio ou qualquer ajuste. exceto as transferências de recursos decorrentes de determinação constitucional ou legal e os destinados ao Sistema Único de Saúde. transferência voluntária. que não decorra de determinação constitucional.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. III . nos termos do art.. estabelecendo ainda o estatuto do ordenamento constitucional que o sistema único de saúde será financiado. entre entidades ou órgãos da Federação. Portanto. de recursos correntes ou de capital. X.. do Distrito Federal e dos Municípios cuidar da saúde e assistência pública. 23 estabelece como competência comum da União. da União. 167 da Constituição. 16.

2000. favorece. se acrescente o que dispõe o art. Ainda. discriminada: União: 50%. Relator Ministro Ilmar Galvão a inconstitucionalidade da 292 . acrescentou ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias o art.05. 55 – Até que seja aprovada a lei de diretrizes orçamentárias.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. de 13.09. especialmente. trinta por cento. Assinale-se que a Emenda Constitucional nº 29. do Distrito Federal e dos Municípios não poderão exceder os limites estabelecidos em lei complementar”. serão destinados ao setor de saúde. assim. Estados: 60% e Municípios: 60%. de 13. à saúde quanto ao cumprimento dos limites constitucionais e a Emenda Constitucional nº 29.2000. no mínimo. A Lei Complementar nº 101. 77 que estabelece percentuais mínimos de recursos a serem aplicados nas ações e serviços públicos de saúde até o exercício financeiro de 2004. Discute-se na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 2038. estabelece os limites determinados pelo art. 55 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias: Art.2000. De resto há de se assinalar ainda que a Constituição Federal em seu art. determina que os entes da Federação apliquem anualmente em ações e serviços de saúde pública recursos derivados de percentuais calculados nos termos da Lei Complementar prevista no Parágrafo 3º do art.05.574/2002 A Lei Complementar nº 101.2000. 169 da Constituição Federal com despesa total com pessoal sobre a receita corrente líquida. 198 da Constituição Federal. 16. do orçamento da seguridade social. excluído o seguro desemprego. dos Estados. 169 dispõe que: “A despesa com pessoal ativo e inativo da União. de 04.09. de 04.

atenta contra a separação de poderes. Temos um número insuficiente de juízes. não vê quem não quer. O Ministro Carlos Veloso em O Estado de Minas Gerais de 22. 16. regulando uma questão que deveria ficar restrita aos Estados. tendo o Supremo Tribunal Federal ao apreciar a medida cautelar por maioria em votação de (6 a 5).574/2002 repartição dos limites de despesa com pessoal entre os poderes. Os Estados não vão ter como ampliar esta estrutura. De outro lado. Em muitos.2000. Todavia.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.05. O que realmente me preocupa é que em alguns Estados o Judiciário terá que cortar custos. 20 da Lei Complementar nº 101. indeferido a medida cautelar por entender na apreciação preliminar não existir inconstitucionalidade na matéria. declarou publicamente ser inconstitucional o art.2000: “Pergunta: O artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal afeta o princípio de autonomia e independência entre os poderes? Resposta: Votei neste sentido no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade da oposição. ao responder indagação que lhe fora formulada sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal. de 04. estadual e municipal. Acho que o dispositivo fere o pacto federativo. É uma lei que vem do âmbito da União. estadual e municipal. os juizados especiais não poderão mais ser criados”. Aguarda-se decisão da apreciação do mérito da Ação Direta de Inconstitucionalidade sobre a repartição de limites de despesas com pessoal entre os poderes nas esferas federal. nas esferas federal.10. apesar da importância constitucional empresta- da às ações de saúde pelo constituinte originário e derivado. há 293 .

inteligência do art. da Constituição Fede- ral. combinado com o art. que se responda à consulta formulada pelo Secretário Executivo de Saúde Pública da se- guinte forma: 1 – Como pode ser viabilizada a contratação de recursos humanos para prestação de serviços em Unidades de Saúde do Estado. O consulente não esclarece a natureza dos recursos obje- to do convênio a ser celebrado entre o Estado e o Município. não são recursos decorrentes de determinação constitucional ou legal. se recursos correntes ou de capital ou se decorrentes de determi- nação constitucional ou legal ou os destinados ao Sistema Úni- co de Saúde. Presume-se. 101. de 04. auxílio ou assistência financeira. conseqüentemente. de 04. Parágrafo 1º. por conseguinte. portanto. não admitem a transferência voluntária de recursos mediante convênio do Estado para o Município de recursos correntes ou de capital. 167. X. da Constituição Federal. 16.2000. com as vedações constitucionais constantes do art. 167.05. 294 . X. a título de cooperação. que se trata de transferência volun- tária mediante convênio celebrado entre o Estado e o Município para entrega de recursos correntes ou de capital a título de co- operação. III.05. da Lei Complementar nº.574/2002 de se compatibilizar a aplicação do art. 25. objetivando atender despesa de pessoal. auxílio ou transferência financeira. cujas ações e serviços foram descentralizados para o Município? As limitações constitucionais impostas aos Estados e aos Municípios pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei Complementar nº 101.2000.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 25. nem se destinam ao Sistema Único de Saúde. Proponho.

2000? A celebração de convênio para transferência voluntária de recursos correntes ou de capital. X. nulo de pleno direito. conseqüentemente. auxílio ou assistência financeira do Estado para o Município. exceto se os recursos decorrem de determinação constitucional ou legal ou se destinados ao Sistema Único de Saúde.05.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 25. 25. seria ato eivado de inconstitucionalidade. a título de cooperação. exceto se os recursos resultarem de determinação constitucional ou legal e os destinados ao Sistema Único de Saúde. 2 – Poderá ser celebrado convênio entre o Estado e o Município para transferência de recursos financeiros. 3 – Quais as implicações constitucionais decorrentes da celebração de convênio em face do art. 295 .2000.2000. X. da Lei Complementar nº 101. de 04. III. da Constituição Federal. X.2000. salvo se os recursos de- correrem de determinação constitucional ou legal ou os desti- nados ao Sistema Único de Saúde. 167. da Constituição Federal. de 04. da Lei Complementar nº. III. objeti- vando atender as ações e serviços descentralizados com a con- tratação de pessoal? A celebração de convênio entre o Estado e o Município para transferência voluntária de recursos correntes ou de capi- tal. 167. combinado com o art. combinado com o art. 101.05. Parágrafo 1º. Parágrafo 1º. 16. combinado com o art. em face da vedação constitucional do art. a título de cooperação. é vedada pelo art. objetivando atender pagamento de despesa com pessoal.05. auxílio ou assistência financeira.574/2002 Parágrafo 1º. III.05. da Lei Complementar nº. ob- jetivando atender ações e serviços descentralizados. Parágrafo 1º. com a con- tratação de pessoal. 101. 25. III. da Lei Complementar nº 101. de 04. 167. da Constituição Federal. de 04.

neste setor. uma verdadeira sanfona na contratação de pessoal. Isto. infelizmente. le- vando em consideração a consulta do Secretário Executivo de Saúde Pública. Neste sentido. investe apenas 25% (vinte e cinco por cento) do que deveria investir na área de saúde. por se tratar de um assunto bastante preocupante. seguramente. o Brasil. servidores temporários há mais de dez anos. bur- lando. estaríamos dando. 16. a Lei de Responsabilidade Fiscal.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. conforme temos testemunhado ao longo desse tempo. assim. Quero dizer apenas que. seria altamente perigoso.574/2002 CONSIDERANDO o voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro Lauro de Belém Sabbá: Voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro LAURO DE BELÉM SABBÁ: Acompanho a proposta do relator. a despeito dos esforços reclamados. visto que não haveria o pla- nejamento de pessoal e nem a identificação das reais necessi- dades. em trabalho publicado pela Organização das Nações Unidas. porque em alguns casos existe uma flagrante burla de princípios constitucionais. àqueles que exer- cem de maneira irresponsável suas funções. provocando uma esquisita re- lação de trabalho. dentro de um convênio voltado para a Saúde. CONSIDERANDO o voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro NELSON LUIZ TEIXEIRA CHAVES: Voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro NELSON LUIZ TEIXEIRA CHAVES: Gostaria de louvar o seu belíssimo trabalho. Como Sua Ex- celência bem alertou. no Estado do Pará. Sabemos que o Estado brasileiro tem sido muito pouco cuidadoso na projeção e na programação do seu quadro de pessoal. Temos. estaríamos abrindo uma porta a mais pa- 296 . caso houves- se a possibilidade das transferências pretendidas pelo Senhor Secretário.

as- sunto da mais alta relevância para este Tribunal. estabelecer alguns limites e formas de controle e de forma lúcida Sua Excelência explicitou isso. abrangente e perfeita que elaborou. portanto. visto que os Municípios de nosso Estado. que poderíamos até pedir um prazo para analisá-lo e. em segui- da. em função do que está ocorrendo no Brasil. se configurava irresponsável em alguns casos. em grande parte não possuem estrutura para funcionamento na área de saúde. envolvendo. Ela veio dar um freio. CONSIDERANDO o voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro FERNANDO COUTINHO JORGE: Voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro FERNANDO COUTINHO JORGE: Em primeiro lugar gostaria de dizer que a exposição de Sua Excelência foi realmente brilhante. ou seja. muitas vezes. como a Lei de Responsabilidade Fiscal. queria repassar recursos para atender a essa descentralização. irresponsável.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. gostaria de parabenizá-lo pelo trabalho e. 16. uma a- nálise muito profunda e que envolveu assuntos relevantes. de certa forma. que. envolvendo neste caso o pagamento de pessoal. Pelo que en- tendi da excepcional exposição é que o Secretário Executivo de Saúde. em se tratando 297 . manifestar que estou de acordo com sua pro- posta de decisão. Sua Excelência mostrou os impedimentos constitucionais e legais envolvidos neste caso e demonstrou que. Mas. manifestarmo-nos. a descentralização permanente das ações da União e dos Estados em favor dos Municípios. mais uma vez.574/2002 ra que os recursos destinados à saúde fossem empregados de uma maneira imprevidente e. Estou de acordo com o trabalho do relator: um trabalho exaustivo. pela explanação clara. o papel que veio a exercer no controle da gestão pública no Brasil.

CONSIDERANDO o voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro SEBASTIÃO SANTOS DE SANTANA (Presidente): Voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro SEBASTIÃO SANTOS DE SANTANA (Presidente): De acordo com o rela- tor. conforme sistema de rodízio adotado pelo Plenário.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. ao pegarmos a pauta de julgamentos. o relato brilhante de Sua Excelência esclareceu todas as nossas dúvidas.574/2002 de recursos voluntários não vinculados ao SUS e às obrigações constitucionais. CONSIDERANDO que a lavratura desta resolução ficará sob a responsabilidade do Excelentíssimo Senhor Conselheiro LAURO DE BELÉM SABBÁ. Diante disso. não seria possível o repasse. a- companho a proposta do relator. pois deixou muito clara a questão constitucional. No entanto. CONSIDERANDO o voto da Excelentíssima Senhora Conselheira MARIA DE LOURDES LIMA DE OLIVEIRA: Voto do Excelentíssima Senhora Conselheira MARIA DE LOURDES LIMA DE OLIVEIRA: Também gostaria de louvar a exposição do Auditor Antônio Erlindo Braga e dizer que on- tem. por enten- dermos as dificuldades que os municípios do Estado do Pará passam e também conhecermos a nossa realidade. 16. havia uma preocupa- ção muito grande de nossa parte sobre esta consulta. da qual aqui somos guardiões. razão pela qual somos favorável a sua proposta. 298 .

da Constituição Federal. 167.2000. exceto se a transferência resultar de determinação constitucio- nal ou legal e os destinados ao Sistema Único de Saúde. combinado com o art. conseqüentemente. de 04. unanimemente: ADOTAR o seguinte entendimento: É inconstitucional a celebração de convênio para transfe- rência voluntária de recursos correntes ou de capital. X. em Sessão Ordinária de 07 de fevereiro de 2002. objetivando atender a pagamento de despesa com pessoal.574/2002 RESOLVE. da Lei Com- plementar nº. 25.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. constitui ato nulo de pleno direito. Plenário Conselheiro EMÍLIO MARTINS . Publicada no Diário Oficial do Estado nº 29. § 1º. auxílio ou assistência financeira do Estado para os municípios. inteligência do art. 101. a título de cooperação. 16. retorna ao índice 299 .640 de 21 de fevereiro de 2002.05. inciso III.

CONSIDERANDO ainda. 20 da referida Lei. 16. O Tribunal de Contas do Estado do Pará. CONSIDERANDO finalmente. de 28 de setembro de 2000. de 04 de maio de 2000 .Lei de Responsabilidade Fiscal . 16. 4. desta data. a proposição feita pela Presidência. constante da Ata nº.330. unanimemente: 300 .377 EMENTA: Define procedimentos de fiscalização e acompanhamento a serem adotados por este Tribunal de Contas no cumprimento das atribuições que lhe foram conferidas na Lei Complementar nº.377/2000 RESOLUÇÃO Nº. 101.048.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. CONSIDERANDO que essas atribuições exigem imedia- ta definição de procedimentos a fim de que este Tribunal possa exercer o controle que lhe compete.LRF. 12. 24 e 25 da Lei Complementar Estadual nº. 101/2000. RESOLVE. CONSIDERANDO que a Lei Complementar nº. CONSIDERANDO a realização de estudos visando a e- dição de normas permanentes que vigorarão no próximo exercício. no uso de suas atribuições constitucionais e legais. 16. CONSIDERANDO o contido na Resolução deste Tribu- nal de nº. os mandamentos prescritos nos artigos 23. atribuiu aos Tribunais de Contas o controle simultâneo sobre a execução orçamentária e a gestão fiscal de cada Poder ou órgão definido no art. de 09 de fevereiro de 1993.

e) se os demonstrativos refletem a legalidade face ao disposto na LRF. II . d) se há necessidade de alertar os Poderes e Ministério Público quando houver a possibilidade de ocorrência do previsto no art. § 4º da Lei de Responsabilidade Fiscal no que diz respeito ao conteúdo desse Relatório e dos Demonstrativos que o acompanham. encaminhados a este Tribunal na forma definida na Reso- lução nº. 9º da Lei Complementar. se o mesmo foi publicado na forma da Lei. na forma. 53 e 55. 2º .377/2000 Art. 16. 1º .Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 301 . de 28/09/2000. e se. bem como.Os Relatórios Resumido de Execução Orçamentária e de Gestão Fiscal.Quanto ao Relatório de Gestão Fiscal: a) se o encaminhamento a este Tribunal foi procedido no prazo definido na Resolução nº. 16. 16. c) se há conformidade entre os valores e dados demonstrados e os registros contábeis do SIAFEM. 16. bem como. b) se foram observadas as normas contidas nos artigos 52.330.330/00. emitindo relatório circunstanciado e conclusivo.Quanto ao Relatório Resumido da Execução Orçamentária: a) se o encaminhamento a este Tribunal foi procedido no prazo definido na Resolução nº.O Departamento de Controle Externo procederá a ins- trução e análise das peças encaminhadas. se o mesmo foi publicado na forma da Lei. obedecem à padronização definida pelo órgão competente. Art. destacando: I . após protocolados e autuados serão reme- tidos ao Departamento de Controle Externo.330/00.

22 da LRF. 101/2000. tendo em vista a audiência do Ministério Público. 22.O Relator adotará as seguintes providências: a) dará conhecimento ao Plenário. encaminhará os relatórios de que trata o artigo 1º desta Resolução para a Presidência que distribuirá a Relator na forma regimental. g) se os demonstrativos refletem a legalidade face ao disposto na LRF. as vedações previstas nos incisos I a V do art. Art. quando houver necessida- de do Alerta Cautelar. e) se na ocorrência do disposto no parágrafo único do art.377/2000 b) se o Relatório foi devidamente assinado pelos titulares dos Poderes e respectivas autoridades responsáveis pela administração financei- ra e controles internos. 55 da Lei de Responsabilidade Fiscal. d) se há conformidade entre os valores e dados demonstrados e os registros produzidos pelo SIAFEM. quando constatar uma das situações previstas no parágrafo 1º do art.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 302 . 16. f) se a despesa total com pessoal do Poder ou órgão referido no art. Art. após a conclusão dos seus trabalhos. na forma. c) se foram observadas as normas contidas no art. exigindo a adoção de alguma das providências dentre as que faculta o art. 23 da LRF. 3º . b) submeterá o Relatório ao Plenário. quando houver necessidade de firmar responsabilidade. 59 da Lei Complementar nº.O Departamento de Controle Externo. 4º . fo- ram observadas pelo Poder ou órgão. c) encaminhará à Presidência. obedece a padronização definida pelo órgão competente. quando não houver necessi- dade do Alerta. h) se há necessidade de alertar os Poderes ou órgãos referidos no art. no que diz respeito ao conteúdo desse relatório. 20 da LRF. e se. 20 ultrapassou os limites ali definidos.

Esta Resolução entra em vigor na data de sua publica- ção. § 1º . Art. 6º . precedida de citação do res- ponsável para produção de defesa. 5º . será em forma de Resolução. em Sessão Ordinária de 28 de novembro de 2000 Publicada no Diário Oficial do Estado nº 29. Art. aplicar-se-ão no que couber as normas regimentais.347 de 01 de dezembro de 2000. a fim de atender às novas atribuições impostas pela LRF. 16. retorna ao índice 303 . § 2º .Na apreciação da matéria pelo Plenário.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.A decisão do Plenário nos processos relativos a alínea c. Plenário Conselheiro EMÍLIO MARTINS .A Presidência adotará as medidas complementares pa- ra que o Departamento de Controle Externo possa se estruturar administrati- va e tecnicamente.377/2000 para posterior relatório e decisão do Plenário.

12.330/2000 RESOLUÇÃO Nº. a aplicação da Lei Comple- mentar nº. Considerando. Considerando o que prescrevem os artigos 70 e 71 da Constituição Federal. bem como.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 4033.Lei de Responsabilidade Fiscal. no uso de suas atribuições constitucionais e legais. desvios fiscais. 101. desta data. Considerando que ao Tribunal de Contas do Estado com- pete fiscalizar. ainda. constante da Ata nº. 16. RESOLVE unanimemente: 304 . 101/2000. de 04 de maio de 2000 . 16.330 EMENTA: Dispõe sobre a fiscalização do cumpri- mento das normas instituídas na Lei Complementar Federal nº. os artigos 115 e 116 da Constituição Esta- dual. no âmbito de sua competência. tipificados nos incisos I a V do § 1º do artigo 59 da Lei de Responsabilidade Fiscal. Considerando a necessidade de o Tribunal de Contas do Estado exercer controle simultâneo sobre a execução orçamentária dos entes jurisdicionados. no intuito de alertá-los quando ocorrerem ou estiverem na iminência de acometer. 24 e 25 da Lei Complementar estadual nº. Considerando proposição feita pela Presidência. os mandamentos prescritos nos arti- gos 23. no âmbito dos Órgãos jurisdicionados pelo Tribunal de Contas do Estado. O Tribunal de Contas do Estado do Pará. de 09 de fevereiro de 1993.

330/2000 Artigo 1º . Artigo 5º .Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. através de seu Órgão competente. Tribunais de Contas e Ministérios Pú- blicos junto aos Tribunais de Contas do Estado e dos Municípios.Em decorrência da demora na publicação no Diário Oficial da União dos modelos padronizados para a elaboração do Relatório de Gestão Fiscal. 101/2000. sem prejuízo da sua publicação pelos entes referidos no artigo 2º desta Resolução. Artigo 3º . em Sessão Ordinária de 28. poderão ser disponibilizados ao Tribunal de Contas de Estado através de meios eletrônicos.308 de 02 de outubro de 2000.O Presidente do Tribunal de Contas do Estado adotará as medidas complementares à execução desta Resolução. Artigo 4º . de setembro de 2000.O Poder Executivo Estadual. Artigo 6º .As documentações requeridas nos artigos ante- riores e os capitulados no artigo 48 da Lei Complementar Federal nº. a ser emitido pe- los titulares dos Poderes do Estado. referente ao quadrimestre relativo aos meses de maio a agosto.O Relatório de Gestão Fiscal. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 29. retorna ao índice 305 .Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. deverá ser encaminhado até o quinto dia útil do segundo mês subseqüente ao encerra- mento do quadrimestre. o atraso no encaminhamento do mencionado Relatório para este Tribu- nal. Plenário Conselheiro EMÍLIO MARTINS . deverá encaminhar cópia do relatório Resumido da Exe- cução Orçamentária até o quinto dia útil do segundo mês subseqüente ao encerramento de cada bimestre. 16. fica justificado pelos Poderes e Órgãos do Esta- do. Artigo 2º .

16.203 (Processo nº. Os artigos 114 e 130 da Lei Estadual n° 5.203/2000 RESOLUÇÃO Nº. CONSIDERANDO o relatório e a proposta de decisão do Auditor Antonio Erlindo Braga: Relatório do Auditor Dr. com conside- rações sobre a Emenda Constitucional n° 20. decorrentes da Emenda Consti- tucional n°. ANTONIO ERLINDO BRAGA: Trata-se de expediente subscrito por Ana Cecília Alencar e Sandra Suely Santos. Diretor do Departamento de Controle Externo. 16. foi revogado pela Lei Com- plementar nº.810/94 ( RJU ) continuam a ter aplica- ção regular. fls. encaminhado à Presidência por Carlos Alberto Bezerra Lauzid.) O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará.1998 e assegurados. 20/98 devem ser preservados os direitos adquiridos.2003. 2 a 9 dos autos.12.12. 2000/50194-2. de 23. o seu e- xercício. 44.01. 306 . 2000/50194-2) EMENTA: Na aplicação das disposições constitu- cionais. de 16. (O art. no uso de suas atribuições constitucionais e legais. a qualquer tempo.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.810/94. 130 da Lei nº. CONSIDERANDO consulta formulada pelo Departamen- to do Controle Externo e constante do Processo nº. 5.1998. com fundamento na legislação vigente em 16. nos termos da jurisprudência deste Tribunal.

02. O art. de fls. 75 a 85. que com funda- mento no art. salvo nos casos de aposentadoria compulsória. 2 a 9 dos autos.1998. 16. objeto da Emenda Constitucio- nal n° 20. 20.A Súmula 04.144. IX da Constituição Federal.2000. 323 . 1 .Aos servidores civis e militares fica assegurado o direito de não comparecer ao trabalho a partir do nonagésimo pri- meiro dia subseqüente ao do protocolo do requerimento de aposenta- doria ou de transferência para a reserva. O Tribunal de Contas pela Resolução 16. invocando o art. A 1ª CCE/DCE/TCE/PA apresenta as seguintes conside- rações: "Em atenção à solicitação do Exmo. 220. O Ministério Público declina de manifestar-se sobre a matéria. de 16. suspendeu a tramitação de todos os processos que se en- quadram nas normas da Emenda Constitucional n°. sem prejuízo da percepção de 307 . e dada a complexidade que en- volve a matéria. deve ser atualizado até a data do julgamento. 92 passamos a enumerar as dúvidas existentes nos processos de aposen- tadorias que tramitam neste Tribunal.203/2000 A Consultoria Jurídica do TCE/PA manifesta-se sobre a matéria às fls.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. Relator. Parágrafo Único do Regimento Interno do TCE/PA requereu diligência. no sentido do Departamento de Controle Externo formular objetivamente as questões sobre a matéria exposta às fls. deste Tribunal. assim dispõe: O tempo de serviço para efeito de composição dos pro- ventos.12. 323 da Constituição Estadual assim estabelece: Art. em virtude das alterações intro- duzidas pela Reforma da Previdência. 129. de 15. Sr. O processo foi distribuído a este Auditor. de 16 de dezembro de 1998.

do Regime Jurídico Único dos Servidores Pú- blicos Civis do Estado. na fórmula da lei.98.Faz jus a computação do tempo de contribuição pos- terior a 16.12. se atualizado o tempo de serviço pela Súmula n° 04. a qual assegura o direito a aposentadoria a qualquer tempo ? 308 .2 . 16. conseqüentemente. computado para efeito de tempo de serviço o período de afastamento do servidor. que vem gerando várias indagações jurídicas. isto é. não prevê tal hipótese ? 1.98) e que no tramite de seu processo até o registro do ato. diante das novas regras estabelecidas pelos in- cisos do art. caso não sejam antes cientificados do indeferimen- to. retro transcrita.Ainda se encontra em vigor a Súmula n° 04. em face dos dispositivos retro transcritos: 1 . porém.203/2000 sua remuneração. quais as regras a serem adotadas na apo- sentadoria ? As normas anteriores a 16. relatamos. 3° da referida E- menda. Abaixo. uma vez que o art.12.Um servidor que tenha requerido sua aposentadoria proporcional ao tempo de serviço antes da vigência da Emenda Cons- titucional n° 20/98 (16.12. alguns exemplos de aposen- tadorias. 72.1 . Pergunta-se: 2. considerando o disposto no art. isto é.3 . haja decorrido tempo suficiente para aposentar-se com proventos integrais.Outro servidor que na data da edição da Emenda n° 20/98. Pergunta-se: 1.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.Em caso positivo. ou as atuais (regras de transição) ? 2 .Diante do permissivo constitucional. no momento da aposentadoria deverá ser atualizado e. já tenha adquirido o beneficio a aposentar-se (proporcional ao tempo de serviço). venha a requerer a sua aposentadoria após aquela data. devem ser atualizados os cálculos dos proventos até a data da informação. 8° da Emenda Constitucional n° 20/98 ? 1.98.1 . em tese.

a contagem de qualquer tempo de contribuição fictício. este se encontra taci- tamente revogado? 3. com base no art. 130 do Regime Jurídico Único.AUDITOR ANTONIO ERLINDO BRAGA: Cabe ao Tribunal de Contas do Estado.1993.1 .Em caso positivo. faz-se necessário definir se permanece em vigor o art. é cabível a contagem em dobro das férias e licenças prêmios para fins de aposentadoria.203/2000 2.12.Pelo entendimento atual quanto ao direito adquirido. pergunta-se: 3. pode ser utilizado o Parágrafo 2° do citado ar- tigo já revogado para a incorporação do maior padrão correspondente ao exercício mínimo de dois (2) anos consecutivos ?" É o Relatório. 40 da CF/98.2 . a partir de 16 de dezembro de 98.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.Quais as regras que serão adotadas para a concessão do benefício ? As anteriores a 16. 26. Assim. ou se. pergunta-se: Para fins de incorporação da gratificação pelo exercício de cargo ou função de confiança em atividade com base no art. independentemente de o servidor reunir ou não os requisitos para tal beneficio na data da Emenda ? 3. 16. a respeito de dúvidas suscitadas na a- 309 . do artigo se encontrar revo- gado. PROPOSTA DE DECISÃO . dada a incompatibilidade vertical de uma norma inferior em relação a Carta Magna.3 . isto é.98.2 . IX da Lei Complementar n° 12. 114 da Lei n° 5810/94 (Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado). decidir sobre con- sulta que lhe seja formulada.02. de 09.Considerando a regra estabelecida no Parágrafo 2° do art.As Constituições Federal e Estadual vedam. ou as atuais (Regras de Tran- sição) ? 3 .

de 24. Parágrafo 2° da Constituição Federal de 1988.12. 72 da Lei n° 5810. de 08. em seu art.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.03. l 994. que admite que o tempo de serviço para efeito de composição dos proventos deve ser atualizado até a data do julgamento. argúi a incompatibilidade super- veniente do art. uma envolvendo ato normativo do Tribunal de Contas e ou- tra relacionada a incompatibilidade superveniente de lei em face de nova ordem constitucional. combinado com o art.1994. O órgão técnico. O Regimento Interno do Tribunal de Contas. 220. que lhe forem formuladas em tese. 130. pois o Tribunal de Contas não pode decidir sobre a matéria em consulta em tese. pelos órgãos ou pessoas sob sua jurisdição". na forma estabelecida no Regimento Interno. em decorrência do art. cuja deliberação somente poderá ocorrer em caso concreto.01. ainda.94. A consulta está formulada em tese e envolve matéria de competência do Tribunal de Contas.03. l 994.1998. Ato n° 24. com o art. 114 e do permissivo do art. O órgão técnico pretende que se esclareça se está em vi- gor a Súmula n° 04 do TCE. publicado em 29. dispõe: "O Tribunal de Contas responderá sobre consulta. de 16. 8° da Emenda Constitucional n° 20. Há duas preocupações do órgão técnico expostas em sua consulta. 310 . Pondera-se que a preocupação do órgão técnico contem apreciação de ato normativo do plenário do Tribunal de Contas con- substanciado em Súmula.01. quanto a dúvida suscitada na aplicação de dispositivos legais e regimentais concernentes. de 24.203/2000 plicação de dispositivos legais e regimentais e concernentes a matéria de sua competência. a matéria de sua competência. 40. Parágrafo 2° da Lei n° 5810. 16.

do Regime Jurídico Único dos Servidores Pú- blicos Civis do Estado. com o art. em face do art.Um servidor que tenha requerido sua aposentadoria proporcional ao tempo de serviço antes da vigência da Emenda Cons- titucional n° 20/98 (16.2 . 8° da 311 . Pergunta-se: 1. 20/98? 1. 8° da Emenda Constitucional n°. Proponho que se responda à consulta formulada. de 24. visto que a declaração de incompatibilidade de lei em tese.203/2000 Assinale-se que. isto é. conseqüentemente.1998) e que no tramite de seu processo até o registro do ato. isto é. 140.12. Parágrafo 2° da Constituição Federal de 1988. a incompatibilidade do permissivo do art.Não cabe. em consulta em tese. pois o Tribunal de Contas somente poderá apreciar a matéria em caso concreto. haja decorrido tempo suficiente para aposentar-se com proventos integrais.12. retro transcrita.01. ou as atuais (regras de transição)? RESPOSTA: 1.3 .Diante do permissivo constitucional. quais as regras a serem adotadas na apo- sentadoria ? As normas anteriores a 16.Em caso positivo. combinado com o art. no momento da aposentadoria deverá ser atualizado e. uma vez que o art. 130.1998. o Tribunal de Con- tas apreciar se a Súmula n° 04 está em vigor. em consulta em tese. computado como efetivo tempo de serviço o período de afastamento do servidor. da se- guinte forma: 1 .1. . é monopólio do Poder Judiciário.1 .Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. diante das novas regras estabelecidas pelo art. Parágrafo 2° da Lei n° 5810. devem ser atualizados os cálculos dos proventos até a data da informação. se atualizado o tempo de serviço pela Súmula n° 04. 40. não compete ao Tribunal de Contas a- preciar. não prevê tal hipótese? l.Ainda se encontra em vigor a Súmula n° 04. 72.1994. 16.

1998. Todavia. se atualizado o tempo de serviço do servidor até a data de seu efetivo afastamento do trabalho. 312 .Não há constitucionalidade. comparecen- do ao trabalho adota-se as normas vigentes a data que o servidor completou o tempo de serviço para aposentar-se com proventos inte- grais. a .O tempo de serviço para efeito de composição dos proventos poderá ser computado até a data do efetivo afastamento do servidor aposentado quando devidamente comprovado nos autos.203/2000 Emenda Constitucional n° 20. conseqüentemente comparecendo ao trabalho. sem comprovação do respectivo tempo de serviço. que o servidor pre- feriu aguardar o registro de sua aposentadoria no pleno exercício de seu cargo. 1. 16. quando ficar comprovado nos autos que o servidor preferiu aguardar o registro de sua aposentado- ria em pleno exercício de seu cargo. de 16.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. b .O tempo de serviço para efeito de composição dos pro- ventos. conseqüentemente. nem legalidade de atua- lização de tempo de serviço para efeito de composição de proventos. pois somente em caso concreto poderá o Tribunal de Contas do Estado decidir sobre a ma- téria. quando devidamente comprovado nos autos ou ainda se atualizado o tempo de serviço até a data da informação do órgão técnico.3 . 1. há de observar os princípios constitucionais e legais. c . poderá ainda ser computado até a data da informação do ór- gão técnico.2 .O tempo de serviço para efeito de composição dos pro- ventos do servidor deve ser o constante do processo de aposentadoria e consubstanciado no ato de aposentação. quando restar comprovado nos autos.O tempo de serviço para efeito de composição dos proventos do servidor. 12.

3° da Emenda Constitucional n° 20.Faz jus a computação de tempo de contribuição pos- terior a l 6.2.1 . a partir de 16 de dezembro de 1998. de 16. 3° da referida Emenda.Quais as regras que serão adotadas para a conces- são do benefício? As anteriores a 16. 3° da Emenda Constitucional n° 20. 3 .1998. pergunta-se: 313 . ou as atuais? (Regras de Transição)? RESPOSTA: 2. já tenha adquirido o beneficio a aposentar-se (proporcional ao tempo de serviço). com base nos critérios da legislação então vigente. porém. inteligência do art.Outro servidor que. de 16. 16. poderá exercê-lo a qualquer tempo. sempre que decida aposentar-se com proven- tos proporcionais ao tempo de serviço e terá sua aposentadoria con- cedida com base na legislação vigente a época em que cumpriu os re- quisitos para obtenção de sua aposentadoria.1998. de 16.12.1 .1998.As Constituições Federal e Estadual vedam. e poderá ainda computar o tempo de contribuição posterior a 16.Todo servidor que tenha adquirido o direito de apo- sentar-se com proventos proporcionais ao tempo de serviço até a data da publicação da Emenda Constitucional n° 20.1998. considerando o disposto no art.12. 2.1998.12. l 998. Assim. o qual assegura o direito à aposentadoria a qualquer tem- po? 2.203/2000 2 .12. na data da edição da Emenda n° 20/98.12.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.1998.O servidor que tem direito adquirido à aposentadoria com proventos proporcionais ao tempo de serviço.12. pois es- tá assegurada a concessão de sua aposentadoria a qualquer tempo.2 . a contagem de qualquer tempo de contribui- ção fictícia. tem direito a computar o tempo de contribuição após 16. Pergunta-se: 2.12. de acordo com o art. venha a requerer sua aposentadoria após aquela data.

pergunta-se: Para fins de incorporação da gratificação pelo exercício de cargo ou função de confiança em atividade. isto é. de 16.1998. com fundamento no art. Assim. do artigo encontrar-se re- vogado.O fato do servidor não ter preenchido os requisitos para aposentar-se até a data da Emenda Constitucional n° 20.Em caso positivo. este se encontra taci- tamente revogado? 3. quer das férias. 40 da CF/88. 3°. para os efeitos estabe- lecidos na legislação vigente à época.Considerando a regra estabelecida no Parágrafo 2° do art.2 . de 16. Pa- rágrafo 3° da Emenda Constitucional n° 20.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. quer das licenças prêmios. faz-se necessário definir se permanece em vigor o art. dada a incompatibilidade vertical de uma norma inferior em relação a carta magna. pode ser utilizado o Parágrafo 2° do citado artigo já revogado para incorporação do maior padrão correspondente ao exercício mínimo de dois (02) anos consecutivos? RESPOSTA: 3.1998. embora não tenha preenchido os requisitos para aposentar-se. não exclui seu direito adquirido de contagem em dobro tanto das férias.Pelo entendimento atual quanto ao direito adquirido.203/2000 3.12. poderá requerer a contagem em dobro. para os efeitos legais da legislação vigente a época. quanto das licenças prêmios. é cabível a contagem em dobro das férias e licenças prêmios para fins de aposentadoria.1 . 314 . 114 da Lei n° 5810/94 (Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado) ou se.12.3 . com base no art. independentemente do servidor reunir ou não os requisitos para tal beneficio na data da Emenda? 3. 16. 130 do Regime Jurídico Único. o servidor que tenha preenchido os requisitos le- gais para contagem em dobro de férias e licenças prêmios. a qualquer tempo. para fins de aposentadoria.1 .

1994.810/94 (RJU). previsto no art. 40. IV da Constituição Federal.Não cabe ao Tribunal de Contas. Este. de 24. 3°. até a da- ta da publicação da Emenda Constitucional n° 20. 114 da Lei n° 5810. 60. Assim. constitui-se monopólio do Poder Judiciário. Parágrafo 4°.203/2000 3. tem garantido usufruir do mencionado adicional.01. uma interpretação que não deve ser restritiva. 20. Antonio Erlindo Bra- ga. somente podendo fazê-lo em caso concreto. 16.1998.01. Pa- rágrafo 4°. 130.98. Sr. coerente com a tradição pátria. na sua aplicação. Parágrafos 2° e 3° da mencionada Emenda Constitucional. pois a declaração de incompatibilidade de lei em tese.12. CONSIDERANDO o voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro Elias Naif Daibes Hamouche: Voto do Exmº. de 16. Parágrafo 2° da Constituição Federal de 1988. em consulta em te- se.1994. 114. Relativamente a uma possível incompatibilidade do art. 3. do que resul- ta. 114.1994. com fundamento no art. Parágrafo 2° da Lei n° 5810. apreciar a incompatibilidade do art.01. o servidor que preen- cheu os requisitos para obtenção do adicional pelo exercício de cargo em comissão ou função gratificada. da Lei n° 5810. sempre se fez presente no elenco das garantias e direitos individuais. da Lei Estadual 5. 114. as indagações originá- rias do DCE. tem base no art. que. respondendo de modo objetivo e preciso. há de se considerar o prin- cípio dos direitos e garantias individuais hospedados no art. 40. em tese da incompatibili- dade do art. 60.2.Abstraindo a apreciação.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. combinado com o art. de 24. de 24. IV da Constituição Federal. com- binado com o art. com o art. de 16. em toda a vida constitucional brasileira.3 .12. Conselheiro ELIAS NAIF DAIBES HAMOUCHE: O estudo do ilustre Auditor Dr. consagra o direito ad- quirido. Pará- grafo 2° da Constituição Federal de 1988. com a nova redação do pará- 315 . 3º da Emenda Constitucional nº. com o art.

CONSIDERANDO o adendo de voto formulado pelo Ex- celentíssimo Senhor Conselheiro Elias Naif Daibes Hamouche. gostaria apenas de fazer um adendo ao meu voto. 40 da Constituição Federal. ou seja. constitui monopó- lio do Poder Judiciário. além de não poder ser apreciada em processo de consulta. acompanho as conclusões da proposta do digno Auditor. Sr. 189 do Regimento: Exmo. não podemos alterar uma Súmula deste Tribunal em processo de consulta. 16. se o funcionário per- manece em atividade. pois incorri em equívoco e acredito também que o Auditor Antonio Erlindo Braga incorreu e que está relacionado com a Súmula nº. O doutor Erlin- do Braga entendeu que. resultante da Emenda Constitucional nº. trabalhando. tenho dúvida. mas sim por conta da demora por parte da Secretaria Executiva de Admi- nistração em cumprir as nossas diligências --. na íntegra. 20/98. o Relatório constante dos autos em questão. quando afirma que a matéria. Sr. Como o relator colocou muito bem. deveremos fazer aqui a 316 . Conselheiro ELIAS NAIF DAIBES HAMOU- CHE: (§ 4º do artigo 189 do Regimento): Senhor Presidente. CONSIDERANDO o voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro Lauro de Belém Sabbá: Voto do Exmo. por pedido de vista deste Conselheiro. mas sua Excelência excluiu o assunto da presente decisão. 4 deste Tribunal.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. Dr. Analisando com mais precisão o trabalho do mencionado Relator.203/2000 grafo 2º do art. nos termos do § 4º do art. Assim. adotamos. Conselheiro LAURO DE BELÉM SABBÁ com pedido de vista em sessão de 11-05-2000: A presente Proposta de Decisão do Relator.não por nossa culpa. naquelas aposentadorias que chegam a esta Corte e que tem a tramitação demorada -. ANTONIO ERLINDO BRAGA teve seu julgamento suspenso.

Assim.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. pois continua sendo feito o recolhimento previdenciário obrigatório. ele continua contribuindo. CONSIDERANDO o voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro Lucival de Barros Barbalho: Voto do Exmo. Então. Enquanto o acórdão deste Tribunal não for publicado. Conselheiro NELSON LUIZ TEIXEI- RA CHAVES: Também acompanho o voto do Conselheiro Lucival de Barros Barbalho no sentido de acompanhar a brilhante proposição do doutor Antonio Erlindo Braga. Ocorre que. CONSIDERANDO o voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro Nelson Luiz Teixeira Chaves: Voto do Exmo. não de- vemos fazer a atualização. 5.810/94. Sr. 20. ocorrendo de o servidor permanecer ou sair da atividade. a partir da publicação da Emenda Constitu- cional nº. que não é mais de serviço e sim tempo de contribuição. não poderemos mais contar tempo de serviço e sim tem- po de contribuição. com o adendo do ilustre Conselheiro Elias Naif Daibes Hamouche. o que ocorre após o re- gistro de sua aposentadoria no Tribunal. só deixará de contribuir quando seu nome for para folha de inativos. mesmo que tenha deixado o serviço. ele permanece na folha dos funcionários ativos. concordo com a proposição do doutor Antonio Erlindo Braga com o adendo feito pelo Conselheiro Elias Naif Daibes Hamouche. Conselheiro LUCIVAL DE BARROS BARBALHO: Estou de acordo com o doutor Erlindo Braga. de se afastar do trabalho. Confirmo o meu voto com essa retificação.203/2000 atualização do tempo de serviço e se o mesmo usar da prerrogativa que é dada pela Lei nº. Sr. porém. sempre teremos que atualizar o tempo. Assim sendo. mas a- cho interessante e correto o entendimento que o nosso companheiro Conselheiro Elias Naif Daibes Hamouche manifestou neste momento. 16. 317 .

Então. mas. Já tivemos fatos dessa natureza nesta Casa. Sr. por vezes. praticam esse tipo de procedimento.203/2000 Contudo. a manifestação do Relator à exceção do que foi dito pelo Con- selheiro Elias Naif Daibes Hamouche. Isso ano- 318 . claro e muito preciso. quero louvar o excelente relatório do doutor Antonio Erlin- do Braga. praticamente. mas sei que outras instituições. até questionava sobre o que fazemos neste Tri- bunal. talvez. já referenciado. de contribuir para o instituto pre- videnciário. com este adendo. deixando. À época. Em primei- ro lugar. registro aqui algumas preocupações. Conselheiro FERNANDO COUTI- NHO JORGE: Senhor Presidente. para acompanhar. integral- mente. se manifestar a respeito do assunto. na verdade. quero lembrar de situações em que o aposen- tando passa para a folha de inativos tão logo o ato de aposentação seja expedido. Demonstra uma vi- são operacional diferente do que estamos pensando. Do que já foi dito. portanto. 16. Senhores Conselheiros. O correto é que só deveria ser considerado aposentado o servidor após o Tribu- nal de Contas do Estado. num pequeno disposi- tivo. analisando o relatório do doutor Erlindo Braga. específicos da Assembléia Legislativa do Estado. Dúvida. por todos os Conselheiros. Aproveito. dá impressão de que a atualização só é permitida en- quanto o servidor permanecer no efetivo exercício do cargo. objetivo. com o nosso ilustre Re- lator e ele tem consciência do que está ocorrendo. Particularmente.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. porque. tam- bém trouxe-me dúvida. eu vou dizer de outra forma. do entendimento da forma co- mo foi colocada. De qualquer maneira. CONSIDERANDO o voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro Fernando Coutinho Jorge: Voto do Exmo. de fato. conversei. referendamos essa situação.

por força desse dispositivo. 20.já que a aposentadoria só se concretiza com o registro do ato nesta Egrégia Corte e sua efetivação só se dá com a publicação do Acórdão no Diário Oficial do Estado --. permanecendo contribuindo. Neste sentido. então. o nosso Presidente falou claramente -. meramente. não poderá ser beneficiada com a aposentadoria 319 . continua contribuindo para a previdência. a partir da Emenda Constitucional nº. contando com 28 anos de serviço e que. atingiu os 30 anos de contribuição.inclusive. Por que isso? A informação que obtivemos -.98. Como.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. se o servidor. sem prejuízo da per- cepção de sua remuneração. pela morosidade processual. portanto. Neste item.é que a Secretaria Executiva de Administração do governo do Estado.203/2000 tei com bem cautela. isto se daria na prática? Uma servidora que requereu a sua aposentadoria propor- cional ao tempo de serviço em 1998. desde que não tenha sido cientificado do indeferimento do seu pedido. normalmente. é tempo de contribuição e. nesse interregno. será que não é contraditório? É apenas um exemplo! Deve-se levar em conta que es- se é um aspecto. pela lógica. se o novo conceito. relativamente aos servidores que exercerem o direito de se afastarem de todas as suas atividades. antes da vigência da Emenda Constitucional em voga.12. permite que o servidor continue recebendo e contribuindo. como servidor ativo -. cabe salientar que o artigo 323 da Constituição Estadual assegura ao servidor o direito de não compa- recer ao trabalho a partir do nonagésimo primeiro dia subseqüente ao protocolo do seu pedido de aposentadoria. incluso o período de afastamento autorizado pelo artigo 323 da Cons- tituição Estadual. ao expedir o ato de aposenta- ção. de 16. operacional. 16. Ora. não haverá vacância do car- go e este tempo de afastamento deverá ser considerado para efeito de aposentadoria.

Eram essas as considerações que tinha a fazer. se o aposentando continua pagando e contribuindo. meu voto é favorável à resposta do Relator com essa ressalva nesse aspecto específico. ou seja. Portanto. Sr. 16. procuramos manter contato com membros daquela Secretaria para nos mantermos cientificados do mecanismo de funcionamento desse processo. Incomoda-me tanto quanto ao próprio rela- tor. Conselheiro SEBASTIÃO SANTOS DE SANTANA (Presidente): Acompanho o relator com o adendo do Conselheiro Elias Naif Daibes Hamouche. apesar do claro e preciso relatório do doutor Erlindo Braga. CONSIDERANDO o voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro Sebastião Santos De Santana: Voto do Exmo. em relação a esse fa- to. mas com a ressalva quanto a esse aspecto que deveria ser mais claro e explícito. 320 . mesmo tendo os 30 anos de contribuição previdenciária complementada? Portanto. foi publicada a Emenda Constitucional nº. Em vista disso. quando. Meu voto é a favor do relatório. realmente. No entanto. Neste aspecto. baseado no que está acontecendo na realidade co- loco-me em dúvida e com uma certa preocupação. com quem conversei e que demonstrou também certa cautela so- bre o assunto. a partir de dezembro de 98. 20. acho que os colegas Conselheiros também ficaram preocupados com o entendimento e pela forma operativa co- mo a Secretaria Executiva de Administração procede.203/2000 integral. há essa dúvida. Então. posso afirma que talvez seja pelo fato de estar julgando a matéria de forma diferente da ação operacional da própria Secretaria Executiva de Administração.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.

) Plenário Conselheiro EMÍLIO MARTINS.98. texto resultante da Emenda Constitu- cional n° 20/98.203/2000 R E S O L V E. em Sessão Ordinária de 18 de maio de 2000. 2 .98 contava tempo de serviço suficiente para requerer aposentadoria proporcional é reconhe- cido o direito de atualizar o referido tempo e. na referida data. e o término da tramitação do respectivo processo. 44.810/94. até completar 30/30 avos ou 35/35 avos. sem prejuízo da vantagem prevista no art. retorna ao índice 321 . O estabelecido neste item aplica-se. para os fins previstos em lei. nos termos da legislação vigente.Os artigos 114 e 130 da Lei Estadual n° 5.01. foi revogado pela Lei Complementar nº.12. nos termos da jurisprudência desta Corte.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. conforme o caso. que vigorava na mencionada data.98. (O art. pois o exame da possível incompatibilidade com o parágrafo 2° do artigo 40 da Constituição Federal. indagada na consulta.Ao servidor que. completou tempo de serviço para gozo de férias ou licença .2003. quando a atua- lização gerar direitos e vantagens ao aposentando. da Lei Estadual n° 5.12.O tempo de contribuição decorrido entre o ato de apo- sentadoria. a propor- cionalidade.prêmio poderá contar o mesmo em dobro. no que concerne às licenças prêmio. às aposentadorias requeridas em data anterior a 16.219 de 24 de maio de 2000. 5.12. 4 .12. item II. compete ao Po- der Judiciário. ADOTAR o seguinte entendimento: 1 . A contagem em dobro é vedada aos períodos completados após 16. de 23. con- cretizando-se a aposentadoria. em data de 16.810/94 (RJU) continuam a ser aplicados regularmente. 130 da Lei nº. objeto desta decisão. 16. editado pelo órgão competente. 99. em data de 16. neste Tribunal. 3 .98. também. em conseqüência.O servidor que. será sempre atualizado. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 29.810/94 ( RJU ).

a celebração de convênio pelo Governo do Estado com o Tribunal de Justiça do Estado para pro- ver a instituição de serviços itinerantes de registro civil de nascimento. faculta-lhes a obtenção de apoio do poder público estadual e municipal. ZENO AUGUSTO BASTOS VELOSO. de serviços itinerantes de re- gistro de nascimento. ao possibilitar aos Tribunais de Justiça dos Estados instituir serviços iti- nerantes de registros junto aos Ofícios de Registro Civil.534. de 10 de dezembro de 1997. 9. portanto.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. para que os mes- mos estejam sob a fiscalização do juiz de direito da Comarca respectiva. 322 . 195 do Regimento) EMENTA: 1) A Lei nº. Secretário Executivo de Justiça. pelo Tribunal de Justiça do Estado. EDILSON OLIVEIRA E SILVA Conselheiro Formalizador da Decisão: LAURO DE BELÉM SABBÁ (§ 2º do art.179 (Processo nº. Proposta de Decisão: Auditor Dr. 3) A celebração de convênio do Governo do Estado com os Cartórios para prover a gratuidade da concessão de registros de nascimento depende da instituição e re- gulamentação.179/2000 RESOLUÇÃO Nº 16. 2) É possível. 16. quanto à legitimi- dade e legalidade da celebração de convênios com oficiais de registro civil. 2000/50460-1) Assunto: Consulta formalizada pelo Dr.

obrigação de prestar contas ao Tri- bunal de Contas do Estado do valor re- cebido através do convênio. as despesas de deslocamento para o local de realização do serviço iti- nerante.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. tomar por base valor unitário de certidão ou registro. nos prazos determinados no Regimento Interno des- te Tribunal. mesmo que reduzi- do em relação ao valor constante da ta- bela para ato igual. obrigatoriamente. 5. para definir o valor do auxílio con- veniado. 5. 5.4 . com a comprovação da reali- zação das despesas previstas no convê- nio. com relação nominal das pessoas 323 .5 . também.3 .plano de aplicação dos recursos conveniados.as prestação de contas deverá ser instruída. sob qualquer condi- ção. o se- guinte: 5. as quais deverão ser discrimina- das em sua natureza e valor.179/2000 4) O apoio do Governo estadual ou mu- nicipal não poderá.a fiscalização do Juiz de Direito da Comarca de todos os atos de registro la- vrados em serviço itinerante. 16. no qual deverão ser dis- criminadas as despesas extraordinárias com o pessoal que será utilizado no ser- viço. além das cláusulas e condições usualmente exigidas. 5. 5) O Termo de Convênio deverá conter. objeto do convênio firmado com o Governo do Es- tado.1 .calendário de realização dos servi- ços itinerantes. e respectiva contribuição social e. que não seja a expe- dição de primeira certidão.2 .

Relatório do Auditor Dr. Zeno Veloso.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. expressamente.179/2000 cujos registros civis de nascimento fo- ram lavrados. É o Relatório.094. 6. cuja gratuidade. 9.Provimento Nº. PROPOSTA DE DECISÃO: 324 .534/1997. EDILSON OLIVEIRA E SILVA . de 17 de dezembro de 1997.Lei Estadual do Pará. Corregedor Geral de Justiça do Estado do Pará. 5. relação esta que deverá estar vi- sada pelo Juiz de Direito da respectiva Comarca. 003/98-CGJ. para a concessão de certidões de nascimento dos reconhecidamente pobres. do Desembargador Hum- berto de Castro. 3 . através daquela Secretaria. 16. 5 . Instrui sua consulta com os seguin- tes documentos: 1 .a vedação de remuneração por re- gistro ou certidão.”.Resolução Nº. 4 . constitucionalmente determinada em favor destes. DD. foi universa- lizada pela Lei Federal Nº. 2000/50460-1: Este processo trata de consulta formulada pelo Dr. do Tribunal de Justiça da Paraí- ba. ilustre titular da Secretaria Executiva de Justiça do Pará. 23/99. do Tribunal de Contas do Es- tado da Paraíba.Parecer PN-TC . celebrar convê- nios com Cartórios Notariais. pela qual visa a obter deste Tribunal um posicionamento formal sobre a possibilidade ou não do Governo do Estado. com indicação do número da folha do livro em que o registro foi lançado. localizados nos municípios deste Estado. Nº.Processo nº.42/99. 2 .6 .Parecer do Assessor Jurídico de sua Secretaria.

como conseqüência destas disposições constitucio- nais. e inobstante isto.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. na forma da lei: a) o registro civil de nascimento. como as demais contidas naquele artigo. pois se refere aos direitos e garan- tias fundamentais do cidadão. esta gratuidade permaneceu ignorada pelos órgãos públicos que. inspirados nos princípios proteto- res da cidadania. de aplicação e eficácia imediatas. as pessoas legalmente reconhecidas como pobres tiveram explícito benefício constitucional da gratuidade de seus registros civis de nascimento e de óbi- to. os Governos estaduais. Todavia. e por dispo- sição expressa contida no seu art. in verbis: “São gratuitos para os reconhecidamente pobres. pela prática daqueles registros. era. e é. termo inicial de vi- gência da atual Constituição da República Federativa do Brasil. buscavam assegurar registros e certidões de nascimento a quem não os tinha. Digo equivocadamente. restou desde então vedada a assinatura ou celebração de qualquer tipo de contrato ou convênio pelo qual o poder público. remunerar os Cartórios de Registro Civil de Nascimento e Óbito.” Ora. estadual ou mu- nicipal viesse a. a tinham como de- pendente de regulamentação por via de legislação infraconstitucional. porque tal regra. como ocorreu neste Estado. mantiveram programas que. fazendo-o mediante a celebração de convênios com os 325 . para aten- der aos reconhecidamente pobres. 5º.” Sem qualquer justificativa. b) a certidão de óbito. sob qualquer título. equivocadamente. alíneas “a” e “b”. aqueles registros prosseguiram sendo cobrados e. O que é decorrência de explícita regra alber- gada no Parágrafo 1º do citado artigo 5º: “As normas definidoras dos direitos e garantias fun- damentais têm aplicação imediata. federal. 16. inciso LXXVI.179/2000 A partir do dia 05 de outubro de 1988.

pela ação imediata própria dos princípios constitucionais. este. assim legalmente reconhecidos. porque ela já existia em norma ordinária ante- rior que.179/2000 Cartórios de Registro Civil de Nascimento. pois o que a Constituição de 1988 deixou para o legislador ordinário completar. ela já existia no ordenamento constitucional pá- trio.534. Pois. recebiam pagamento pelas certidões de nascimento assim expedidas. não reclamava necessariamente uma nova ação do legislador infraconstitucional. refe- rida pelo Sr. não mais um benefício exclusivo dos reconhecidamente pobres. por seu turno. foi tão somente a definição de “reconhecidamente pobre”. motivou a Associação Nacional dos Notários e Registradores . a nova regra não era totalmente uma novidade. os titulares dos Cartórios e o próprio Poder Público despertaram para o equívoco em que teriam incidido até então . Ora. por inconstitucio- nalidade material. determinou explicitamente que o registro civil de nascimento e o registro de óbito. para expurgar esta gratuidade. a ingressar com Ação Indireta de Inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal. sem a prova e indicação de tais beneficiários. 9. sob o fundamento de que ela impunha aos notários. de 10 de dezembro de 1997. bem como a primeira certidão respectiva. e esta definição. para os pobres. Secretário Executivo de Justiça em seu expediente. são gratuitos. como ressalta o consu- lente. Prática que obteve o respaldo deste Tribunal.aqueles recebendo pelo registro e expedição de certidão de nascimento e. sem que lhes fosse imposto apontar e provar os beneficiários respecti- vos. 16. Novi- dade era apenas a universalização da gratuidade. A universalização da gratuidade. gratuidade esta de caráter universal. foi re- cepcionada pela Constituição de 1988.ANO- REG-. E com ela. a partir do momento em que as prestações de contas dos respectivos cartórios obtinham aprovação. traba- lhar sem remuneração. pelos quais os respectivos titula- res. pagando por um ser- viço que obrigatoriamente era e é gratuito.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. o que contrariava os princípios da própria Constitui- 326 . A Lei Federal Nº.

porém. do Tribunal de Justiça do Esta- do da Paraíba. institui 327 . para provimento da gratuidade prevista nesta Lei”. 9. constitucional a universalização contestada. pois o Supremo Tribunal Federal deci- diu pela constitucionalidade da Lei 9. Para melhor compreensão da matéria. serviços itinerantes de registros. que regulamenta o art. por delegação do Estado. Isto porque a gratuidade destes serviços - para os reconhecidamente pobres. 003/99. aos titula- res de Cartórios de Registro Civil de Nascimento e Óbitos. verbis: Os Tribunais de Justiças dos Estados poderão instituir. da Lei 9. portanto. reconhecido conforme a Constituição por decisão defi- nitiva do Supremo Tribunal Federal . 16.534/97. porque estes. Esta regra.534/97.179/2000 ção. junto aos Ofícios de Registro Civil.se constitui encargo imposto ao poder público. 9. não pode ser aplicada com o sentido de garantir aos notários qualquer remuneração pelos serviços de registro e de expedição da primeira certidão. Tal alegação não se sustentou. Infrutífera a tentativa de anular a universalização da gratu- idade pela eiva de inconstitucionalidade. para os demais. um direito ordinário.534/97. de- clarando. em seu art. 7º da Lei Federal nº. destaque-se o trata- mento objetivado nos documentos trazidos pelo consulente: 1) O Provimento nº. um direito constitucional. do Sr. 23/99. Corregedor Geral da Justiça do Estado do Pará.534/97. os notários passaram a apoiar-se no permissivo estatuído pelo art. 7º. irresistível e incondicionado e. apoiados pelo poder público estadual e munici- pal. 4º. partindo do princípio de que o benefício da gratuidade poderia ser ampliado pelo legislador ordinário. por via de conseqüência. 2) A Resolução nº. exercem função pública.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. dispõe: Os órgãos governamentais ou entidades não governamen- tais poderão celebrar contratos ou convênios com Cartó- rios para provimento da gratuidade prevista na Lei nº.

pelo Poder Público Municipal. Trata-se de uma norma explícita que. e. coloca os serviços itinerantes sob a fiscalização do Juiz dos Registros Públicos da Comarca. mensalmente. fora de seu Cartó- rio e das condições normais. e os obriga a. em 01. em assim tendo seu registro de nascimento. instituindo a gratuidade. confrontada com os princípios sustentadores da Constituição. o de óbito. para o Estado do qual ele é súdito e deve ser cidadão. exclusivamente. que será confrontado com os assentamentos originais. devendo o custeio devido aos registradores submeti- dos a convênio ser reduzido de até 50% da tabela própria. permite que sejam instituídos pelo Tribunal de Justiça serviços itinerantes junto aos Oficiais de Registro Civil. obrigação dos no- tários e registradores.99.179/2000 os serviços itinerantes de registros. a retirar qual- quer obstáculo a que o reconhecidamente pobre . da concessão de gratuidade de emolumentos pelo registro civil e assentamento de óbito. de fato. 16. na forma da lei. aprovado pelo Plenário do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba. e rece- berá o “visto” do Juiz. A matéria em análise não exige maiores indagações e exe- gese. e permite o estabelecimento de convênio com os poderes públicos estadual e municipal. visou. antes do recebimento dos custeios. por norma ordinária. apresentar ao Juiz dos Registros Públicos relação nominal dos beneficiados. obrigando ainda que.09. Mas o legislador não pode. com interveniência do Poder Judiciário. possa ter seu registro civil de nascimento e. para levar. a opor- 328 . os oficiais de Registro Civil. não podendo ser considerado como suporte para disfarçar o finan- ciamento. existir.e. 3) O PARECER PN/TC -42/99. e a quem não busca por si registrar-se. da mesma forma. e que o apoio restrinja-se tão somente ao financiamento da infra-estrutura para implementação e manutenção de tais serviços. Nas- cimento e Óbito prestem contas ao Poder Público convenente. qualquer pessoa -. em favor da Associação Representativa dos Notários e Registradores (ANOREG/PB).Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. O faz. impor ao ser- ventuário despesas anormais e extraordinárias. por outro lado. porém.

dá solução à questão. Assim afirmo porque. pelos Cartórios diretamente. haja exigido ou provocado. Entendo. Desembargador Corregedor Geral de Justi- ça do Estado do Pará.CGJ. Entendo que o art. sem que o Tribunal de Justiça do Estado do Pará aprove Resolução instituidora e reguladora de tais serviços. em conseqüência. jamais a remuneração de certidões. quer a que ela própria acrescentou. a quem expressamente outorga a faculdade de. em sua Comar- ca. Sr. ao viabilizar a pos- sibilidade de obtenção de apoio do poder público. quer constitucional. somente terá aplicabilidade e eficácia a partir do momento em que o Tribunal de Jus- tiça do Estado do Pará regulamente a prestação de serviço itinerante de re- gistro de nascimento.179/2000 tunidade de obter seu registro por meio de serviço itinerante que o poder público possa instituir ou promover. pois transfere uma faculdade que é dada aos Tribunais de Justiça.534/97. 7º da Lei 9. para que o respectivo Cartório possa. seja lá qual for a denominação adotada. o que nestas circunstâncias de- verá ser ressarcido será o custo das despesas anormais que a promoção de serviço itinerante. Pois.534/97”. 003/98 . para os cartorários. do Exmo. mascarada por preço especial ou reduzido.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 9. instituir serviços itinerantes de registro civil de nascimento e óbito. ao permitir que “órgãos governamentais ou entidades não governamentais possam celebrar contrato ou convênios com os Cartó- rios para provimento da gratuidade prevista na Lei nº. pois esta remuneração é expressamente vedada pela Constituição. dar-lhe realização. a partir deste artigo. ao mesmo tempo em que preserva a gratuidade. Porém. inviável a celebração de contrato ou convênio com órgãos do poder público. programa ou campanha de cidadania. segundo suas conveniências. direciona este apoio dire- tamente ao Tribunal de justiça do Estado. in- vadindo uma competência que é do legislador ordinário federal. até a regulamentação pelo 329 . torna-se claro que o Provimento Nº. Ora. a aplicação pura e simples daquele Provimento choca-se com a própria lei. 16.

9.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.534. Isto porque ao legislador ordinário é vedado alterar ou suprimir a gratuidade para os reconhecidamente pobres na forma da lei. Ademais. embora a Lei n. 3) A celebração de convênio do Governo do Estado com os Cartórios para prover a gratuidade da concessão de registros de nascimento depende da instituição e regu- lamentação. porque a estas o legislador federal não se dirigiu.534/97 refira que o apoio do poder público visará a prover a gratuidade. 60 da Constituição Federal. ao possibi- litar aos Tribunais de Justiça dos Estados instituir ser- viços itinerantes de registros junto aos Ofícios de Re- gistro Civil. proponho que a presente consulta seja respondida nos seguintes termos: 1) A Lei nº.179/2000 Tribunal de Justiça. 2) É possível.como prover as despesas anormais para realização do pro- grama especial de registro itinerante. de 10 de dezembro de 1997. esta regra há de ser entendida de modo restrito. para que os mesmos estejam sob a fiscalização do juiz de direito da Comarca respectiva. E vou mais longe. do Pa- rágrafo 4º do art. o que não estendo às entidades não governamentais. 330 . de ser- viços itinerantes de Registro de Nascimento. a celebração de convênio pelo Go- verno do Estado com o Tribunal de Justiça do Estado para prover a instituição de serviços itinerantes de re- gistro civil de nascimento. pelo Tribunal de Justiça do Estado. porque esta resulta de mandamento constitucional que escapa de sua competência legislativa. portanto. . albergada que está pelo disposto no inciso IV. dado que os direitos e garantias individuais se constituem em cláusulas pétreas. faculta-lhes a obtenção de apoio do poder público estadual e municipal. 16. Em assim sendo. de sua competência mes- mo de reforma. 9.

também. obrigatoriamente. com relação nominal das pessoas cujos registros civis de nascimento foram lavrados.as prestação de contas deverá ser instruída. 5. para definir o valor do auxílio conveniado.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. tomar por base valor unitário de certidão ou registro. sob qualquer condição. 16. 5.179/2000 4) O apoio do Governo estadual ou municipal não poderá. as quais deverão ser discrimina- das em sua natureza e valor. o seguinte: 5. que não seja a expe- dição de primeira certidão.obrigação de prestar contas ao Tribunal de Contas do Estado do valor recebido através do convênio. no qual deverão ser discriminadas as despesas extraordiná- rias com o pessoal que será utilizado no serviço. 5. objeto do convênio firmado com o Governo do Es- tado.1 . as despe- sas de deslocamento para o local de realização do serviço itinerante.3 . mesmo que reduzido em relação ao valor constante da tabela para ato igual. nos prazos determinados no Regimento Interno deste Tribunal. com indicação do número da folha do livro em que o re- 331 . com a comprovação da realização das despesas previstas no convênio. 5) O Termo de Convênio deverá conter. 5.plano de aplicação dos recursos conveniados.2 .calendário de realização dos serviços itinerantes. além das cláusulas e condições usualmente exigidas.a fiscalização do Juiz de Direito da Comarca de todos os atos de registro lavrados em serviço itinerante.4 .5 . e respectiva contribuição social e.

expressamente.179/2000 gistro foi lançado. b ou c por um direito legítimo e amparado pela Constituição Federal? O parecer brilhante do doutor Edilson Silva -. que a mínima condição de cidadania não pode se prestar a alguns pou- cos que têm tentado passar à população -. dos desassistidos – que a concessão de uma certidão de nascimento seja um favor de alguém que. Conselheiro NELSON LUIZ TEIXEIRA CHAVES: “Estou de acordo e quero aproveitar o momento para louvar o trabalho do ilustre Auditor Edilson Oliveira e Silva. eventualmente.” Voto do Exmo. fica implícito ou explícito o senti- 332 . Sr. Voto do Exmo. Conselheiro LUCIVAL DE BARROS BARBALHO: “Acompanho o voto do relator. dos miserá- veis. Sr. tem que ficar devendo para a. a partir da certidão de nascimento. Quer dizer que o cidadão para ter o seu direito de existir para a sociedade. 5.em cima dos pobres. Conselheiro LAURO DE BELÉM SABBÁ: “De acor- do. como dizem os doutos advogados --. que serve para mostrar.que é de uma clareza solar.a vedação de remuneração por registro ou certidão. Sr. à guisa de fornecer esse documento. 16. mais uma vez. Parabenizo o doutor Edilson Silva por esse parecer e es- pero que não tenhamos mais o desprazer e a tristeza de ver pessoas com o intelecto avançado. relação esta que deverá estar vi- sada pelo Juiz de Direito da respectiva Comarca.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.6 . detém o poder. por vezes ocupantes de funções importantes e relevan- tes. mostra que é im- possível que se continue a assistir muitas vezes a esse tipo de providência que.” Voto do Exmo. se prevalecendo disso com o intuito de passar à população a idéia de que está lhe prestando um “favor”.

absolutamente. Alguns Estados nordestinos e todos os das regiões Norte e Centro-Oeste precisavam de um mecanismo que cumprisse a lei. Possivelmente. não real para certas comunidades de Estados brasileiros como o nosso. pois há a necessidade de deslocamento para certos lugares do Pará. que. Sr. a gratuidade é fundamental e o ilustre Relator. ilustre membro do Ministério Pú- blico junto a este Tribunal. Portanto. isso não pode ser considerado para um Es- tado integrado. Senhores Conselheiros. diria que temos um fato legal e legítimo do Brasil. quero parabenizar a postura.” Voto do Exmo. permanentemente. exigindo altos cus- tos. é um Estado de dimensões continentais. no interior do Estado. técnico. Em primeiro lugar. antes de proferir o meu voto. geograficamente.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. desenvolvido e. denúncias de que a lei não 333 . mostrou que prevaleceu o consenso. o relató- rio profundo. viável. é muito complicado. Caso contrário. menor. adotando. quero fazer um breve comentário a respeito do assunto. para deslocar uma equipe para o interior com a finalidade de atender a um serviço itinerante de registro civil. Conselheiro FERNANDO COUTINHO JORGE: “Se- nhor Presidente. possível. exeqüível. Quem conhece a realidade paraense sabe que. de certa forma. ao mesmo tempo que tornasse a aplicação da lei realista. Senhor Presidente. a dificuldade era grave para a materialização dessa lei. Preocupava-me em saber que. mas. a experiência e o mecanismo adotados no Estado da Paraíba. Por outro lado. São realidades diferentes para Estados como Pará e Amazonas. do nosso companheiro doutor Edilson Silva e dizer que me preocupava a adoção dessa legislação que é.179/2000 do de beneficiar a ou b. teríamos. neces- sária e justa. como o Estado de São Paulo. em um direito consagrado na Carta maior do Pa- ís. convenhamos. 16.

controles e cuidados. ” Voto do Exmo. presente em regiões como a amazônica e nordestina. e este é um caso. com suas devidas ressalvas. Esse mecanismo que envolve o Tribunal de Justiça do Es- tado em um sistema de acompanhamento dessa regulamentação é muito inteligente. O parecer do nosso relator. o qual é oportuno e necessário. subde- senvolvida. no entanto. Parabenizo o brilhante relatório e voto a favor do parecer do relator. Sr. afirmo com absoluta certeza e convicção. os Cartórios alegariam não ter condições para aplicar a lei. pobre. oportuno e realista. 16. a realidade carente. po- demos dizer assim. mas. Teria que haver uma solução operacional. São. rigorosamente. pois insisto que. justos. Não sou jurista.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. irreais quando observada a ótica de sua aplicação. “Brasis” que conhecemos. viável e realista para esse problema. por outro lado. mas vejo essa situação como cidadão que conhece o seu Estado. oportuno e mostra experiências semelhantes em outros Estados da federação. por exemplo. A lei pode ser a melhor possível. encontrará dificuldades para serem aplicadas em outras. no Brasil há atos que são. atrasada. é muito inteligente. mas. para que funcione com grande eficácia tem que ser realista e aplicável. Concordo com a praticidade do relatório aqui apresenta- do.179/2000 estaria sendo cumprida e. como. “ 334 . Por ter sido legislador e atuado no Congresso Nacional posso afirmar que certas decisões aprovadas em Brasília podem ser aplicá- veis para uma região. Posso dizer que existe no parecer um mecanismo operacional. Conselheiro SEBASTIÃO SANTOS DE SANTANA -Presidente: “De acordo com o Relator. legais. De forma sutil e lógica sugere a possibili- dade de convênios. capaz e resolver esse impasse. com o objetivo de evitar que se mascare o pagamento dessas obrigações.

calendário de realização dos serviços itinerantes. de 10 de dezembro de 1997. 5) O Termo de Convênio deverá conter. para definir o valor do auxílio conveniado. 2) É possível. o seguinte: 5.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 335 . obrigatoriamente. pelo Tribunal de Justiça do Estado. responder a presente consulta nos seguintes termos: 1) A Lei nº. unanimemente. 16. portanto.534. além das cláusulas e condições usualmente exigidas.1 . tomar por base valor unitário de certidão ou registro. faculta-lhes a obtenção de apoio do poder público estadual e municipal. 3) A celebração de convênio do Governo do Estado com os Cartórios para prover a gratuidade da concessão de registros de nascimento depende da instituição e regu- lamentação. que não seja a expe- dição de primeira certidão.179/2000 A C O R D A M os Conselheiros do Tribunal de Con- tas do Estado do Pará. mesmo que reduzido em relação ao valor constante da tabela para ato igual. ao possibi- litar aos Tribunais de Justiça dos Estados instituir ser- viços itinerantes de registros junto aos Ofícios de Re- gistro Civil. 4) O apoio do Governo estadual ou municipal não poderá. 9. sob qualquer condição. a celebração de convênio pelo Go- verno do Estado com o Tribunal de Justiça do Estado para prover a instituição de serviços itinerantes de re- gistro civil de nascimento. de ser- viços itinerantes de Registro de Nascimento. para que os mesmos estejam sob a fiscalização do juiz de direito da Comarca respectiva.

objeto do convênio firmado com o Governo do Es- tado. com a comprovação da realização das despesas previstas no convênio.3 . 5. e respectiva contribuição social e. Plenário Conselheiro “Emílio Martins”.a vedação de remuneração por registro ou certidão.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 5. relação esta que deverá estar vi- sada pelo Juiz de Direito da respectiva Comarca.179/2000 5.2 .4 . retorna ao índice 336 . com indicação do número da folha do livro em que o re- gistro foi lançado. as despe- sas de deslocamento para o local de realização do serviço itinerante. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 29.obrigação de prestar contas ao Tribunal de Contas do Estado do valor recebido através do convênio.203 de 02 de maio de 2000.plano de aplicação dos recursos conveniados. no qual deverão ser discriminadas as despesas extraordiná- rias com o pessoal que será utilizado no serviço. 5.as prestação de contas deverá ser instruída. as quais deverão ser discrimina- das em sua natureza e valor.5 . expressamente. 5.a fiscalização do Juiz de Direito da Comarca de todos os atos de registro lavrados em serviço itinerante. em 13 de abril de 2000. nos prazos determinados no Regimento Interno deste Tribunal.6 . com relação nominal das pessoas cujos registros civis de nascimento foram lavrados. também. 16.

até aquela data. GERALDO DE MENDONÇA ROCHA. 1. nesses casos. 29. 20 de 15/12/98. São auto-aplicáveis as normas que en- traram em vigor em 16/12/98 indepen- dentemente de condição.146/2000 ACÓRDÃO Nº 29. ina- tivos. 20. 195 do Regimento) EMENTA: Consulta formulada pelo MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL quanto à auto- aplicabilidade ou não de dispositivos da Emenda Constitucional nº. quanto a aplicabilidade da Emenda Constitucional nº. e permanência. pensionistas. 3º da Emenda Constitucional nº. são de validade diferida as normas cuja eficácia está condicionada a termo e não são auto- aplicáveis as normas sujeitas a regula- mentação ou cuja eficácia está sujeita à explicitação. Formalizador da Decisão: ELIAS NAIF DAIBES HAMOUCHE (§ 2º do art. aos anistiados e aos ex-combatentes. Proposta de Decisão: Auditor Dr. 20 mantém os direitos e garantias asse- gurados nas disposições constitucionais vigentes à data da sua publicação aos servidores públicos civis e militares. das regras constitucionais e legais ante- riores. de 15 de dezembro de 1998. ANTONIO ERLINDO BRAGA Consº. os requisi- 337 .Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. Procurador-Geral de Justiça. O art. bem como àqueles que já cumpriram. 2.146 (Processo nº 99/51044-8) Assunto: Consulta formalizada pelo Dr.

146/2000 tos exigidos para usufruírem tais direi- tos. de cargo em comissão de- clarado em lei de livre nomeação e exo- neração. a lei nº.213 de 21/7/91 não estabeleceu os critérios pertinentes. 20 de 15/12/98. 6. aplica-se o regime geral da previdência social. a supressão do 338 . remetendo a explicitação dos mesmos para Regulamento e o Decreto nº. 3. 29. 37.048 que aprova o Regulamento da Previdên- cia Social apenas prevê a compensação financeira entre os sistemas de previdên- cia. A partir da vigência do art. ao servidor ocupante. 40 é auto-aplicável. 8. É inconstitucional qualquer dispositi- vo da Emenda que suprima direitos e ga- rantias individuais. inciso IV da Constituição Federal de 5/10/88. § 4º. 13 da E- menda Constitucional nº20 não é mais assegurada a percepção do salário famí- lia aos servidores com renda bruta men- sal superior a R$ 360. emanada do Poder Constituinte. Considerando que o §13 do art. que lhe serão concedidos a qualquer tempo. alterado pela Emenda Constitucional nº.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. ex- clusivamente. 201 da Constituição Federal de 1988. bem como de outro cargo tem- porário ou de emprego público. que a sujeita a critérios estabe- lecidos em lei. Ainda não está estabelecida em lei ou regulamento a forma e os critérios que nortearão a compensação financeira en- tre os diversos regimes de previdência social prevista no § 9º do art. 60. da Constituição Federal. 5. 3. inciso XI.00. sem estabelecer nenhum critério. observado o disposto no art. 4. em face ao art.

60 § 4º da Constituição de 1988. subscrita pelo 339 . ANTONIO ERLINDO BRAGA: Trata-se de con- sulta formulada pelo MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL. a titulo de colaboração. É de ser remetido à Procuradoria Ge- ral de Justiça .Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº.146/2000 beneficio aos que já a percebem com ba- se na norma constitucional anterior não se constitui ofensa ao principio da irre- dutibilidade de salário pois o salário fa- mília é gratificação típica que não se in- corpora ao vencimento. 9. podendo requerer o beneficio a qualquer instante. Relatório do Auditor Dr. 8. Os percentuais da contribuição previ- denciária dos servidores públicos subme- tidos ao regime celetista são os estabele- cidos na legislação federal pertinente ao regime geral da previdência social . o estudo elaborado pelo Auditor Antonio Erlindo Braga com a ressalva de que al- gumas das matérias objeto das indaga- ções ainda se encontram sub judice de- pendendo de decisão do Supremo Tribu- nal Federal”. 29. tendo em vista tra- tar-se de direito adquirido incorporado ao seu patrimônio jurídico. 20 com vigência a partir de 15/12/98 é assegurado o direito de contagem em dobro dos períodos não gozados para os efeitos estabelecidos na legislação vigen- te à época. Ao servidor público que tenha preen- chido os requisitos para gozo da Licença Prêmio antes da Emenda Constitucional nº. 7. constituindo- se garantia individual assegurada pelo constituinte originário e prevista no art.

20 que são ou não auto-aplicáveis. relativa às mudanças que atingem as pessoas políticas dos Estados e Municípios.94.Como será feita a aplicação da contribuição previden- ciária dos servidores temporários e assessores. 20? 5 .Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº.Quais os dispositivos da Emenda Constitucional nº. considerando que a mesma é conseqüência de processo de re- forma derivada? 4 . do art.00 não receberão o benefício do salário- família? E os que já recebem. 20. e se podem permanecer nesses casos as regras legais anteriores? 3 .Nos cargos comissionados e temporários que já contri- buíam para o sistema previdenciário estadual.Caso afirmativo. em razão do dis- posto no § 13. cujo teor se transcreve: “Senhor Presidente: Considerando o que dispõe o art.É cabível direito adquirido contra a Emenda nº. 20 . 20. 226 do Ato nº. considerando o disposto no § 2º do art. 40 da Constituição Federal de 1988? 2 . 202 da Constituição Federal e o art. 24.03. conforme manifestação abaixo: 1 . a retirada configura redução de sa- lário? 6 . Procurador Geral de Justiça. 29.Conforme o disposto no art. vimos proceder CONSULTA em tese sobre a Emenda Constitucional nº. tendo em vista a complexidade da maté- ria. 1º § 9º da Emenda Constitucional nº.146/2000 Dr. como far-se-á a compensação financeira dessas contribuições. 13 da Emenda Constitu- cional nº. de 29. a partir de quando deve ser aplicada este determinação legal? 340 . os integrantes de órgão estadual com remuneração superior a R$ 360. Geraldo de Mendonça Rocha.

24. de acor- do com o art. 12.146/2000 7 . O Regimento Interno do Tribunal de Contas.99. 29. de 28.02.1993.03.94. que passarão a ser regidos pela Emenda Constitucional nº. apresento a V. de 08. dispõe: 341 . e qual esse percentual? 8 .03.1994. O Presidente desta Corte de Contas acatou o parecer da Consultoria Jurídica e admitiu o expediente como consulta. até que haja disposição legal em contrário a nível estadual”. a respeito de dúvida suscitada na aplicação de dispositivos legais e regulamentares concernentes à matéria de sua competência. 9.Qual o percentual de contribuição previdenciária que se aplica aos servidores públicos estaduais. protestos de dis- tinguida consideração”. É o Relatório. ou se aplica o dos trabalhadores da iniciativa privada. em seu art. de 09. publicado em 29.783. 26. Exa. Ato nº.. pode ser ainda contada em dobro? A Previdência Social vem mantendo entendimento de que a a- verbação deve existir previamente e só nos casos de aposentado- ria iminente. Agradecendo desde pronto e esperando a preciosa análise deste Órgão de Controle.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. 20. na forma estabelecida no Regi- mento Interno. PROPOSTA DE DECISÃO: É competência do Tribunal de Contas do Estado.01. decidir sobre consulta que lhe seja formulada por autoridade competente. 220. 20? Aplica-se neste caso os percentuais da Lei nº. IX da Lei Complementar nº. A Consultoria Jurídica do TCE/PA em sua manifestação sugere “que permaneça sem alteração a aplicação da legislação estadual vigente.Nos casos de Licença Prêmio não gozada e não reque- rida antes da Emenda nº.

III. 342 . conse- quentemente aplicável a União. quanto à dúvida suscitada na aplicação de dispositivos legais e regimen- tais concernentes à matéria de sua competência que lhe forem formuladas em tese. independente de alte- ração na legislação estadual vigente. I. 20. até que haja disposição legal em contrário a nível estadual”. A Emenda Constitucional emana do Poder Constituinte derivado. de 15. materiais e im- plícitos impostos pelo Poder Constituinte originário.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. aprovação e promulgação a ser observado na elabo- ração de Emenda à Constituição. sob jurisdição do Tribu- nal de Contas e envolve matéria de sua competência. Lamento discordar da Consultoria Jurídica que sugere “que permaneça sem alteração a aplicação da legislação estadual vigente. Estados e Municípios. promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e publicada incorpora-se ao texto constitucional na mesma hierar- quia do texto emanado do Poder Constituinte originário.1998. Os limites temporais estão previstos no art. 60. prevalecendo o texto constitucional.12. discussão. de estado de defesa ou do estado de sítio. 29. pois está formu- lada em tese. Parágrafo 1º da Constituição Federal de 1988. havendo de obede- cer apenas em sua elaboração os limites temporais. subscrita por autoridade competente.1998. formais. promul- gada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e publica- da em 16. pelos Órgãos ou pessoas sob sua jurisdição.12. A consulta preenche os requisitos legais. 3º e 5º da Constituição Federal e disciplina o procedimento de iniciativa. Os limites formais estão estabelecidos no art. II. ao prescrever que a Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal.146/2000 O Tribunal de Contas responderá sobre consultas. passou a integrar o texto da Constituição de 1988. 60. A Emenda Constitucional nº. Parágrafos 2º.

146/2000 Os limites materiais estão consagrados no art. alterado pela Emenda Constitucional nº. Parágrafo 13 da Constituição Federal de 1988. 40. aplica-se o regime geral de previdência social”. O permissivo constitucional admite claramente a existên- cia do regime estatutário e do regime celetista. a forma federativa de Estado. bem como de outro cargo temporário ou de emprego pú- blico. que será organizada sob a forma de regime geral de caráter contributivo e de filiação obrigatória. os direitos e garantias individuais. 40 da Constituição Federal de 1988? RESPOSTA: O art. de cargo em co- missão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. secreto. o voto direto. Proponho que se responda à consulta formulada pelo Mi- nistério Público Estadual da seguinte forma: 01 . em razão do disposto no Pa- rágrafo 13 do art. exclusivamente. a separação dos Poderes. dispõe que: “Ao servidor ocupante.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. I a IV da Constituição Federal. 60. formais e materiais e consistem na impossibilidade de se supri- mir da Constituição qualquer dos permissivos constitucionais sobre o pro- cesso de Emenda à Constituição.Como será feita a aplicação da contribuição previden- ciária dos servidores temporários e assessores. representados por matéria que não pode ser objeto de Emenda tendente a abolir.1998. todo servidor admiti- do para ocupar cargo temporário ou cargo em comissão. de 15. 29. fica sujeito ao re- gime da previdência social. com direitos a seus respec- 343 . 20.12. universal e periódico. Parágra- fo 4º. Os limites implícitos resultam da existência dos limites temporais. Assim.

1998.quais os permissivos da Emenda Constitucional nº. adquiriu vigência e em geral eficácia. de 15. seria necessário comentar todos os dispositivos da Emenda Constitucional nº. 20. que são ou não auto-aplicáveis e se podem permanecer nesses casos as regras legais anteriores? RESPOSTA: O art. a partir de 16. pois pre- tende-se saber: a . de 15. A Emenda Constitucional nº.12. 20. b .1998. tendo sido promulgada em 15. Assim.12. 201 da Constituição Federal. 20.146/2000 tivos benefícios.12.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº.1998. con- sequentemente. 20.Quais os dispositivos da Emenda Constitucional nº. Para responder integralmente os três questionamentos formulados.12. c . 29. 16 da Emenda Constitucional nº.1998. 20.12. 20.se podem permanecer quer nos dispositivos auto- aplicáveis e nos não auto-aplicáveis.1998. o questionamento formulado 344 .1998 e publicada no Diário Oficial da União em 16. que são auto-aplicáveis. de 15.1998.1998.quais os dispositivos da Emenda Constitucional nº. com a redação da Emenda Constitucional nº.12. de 15. as regras legais anteriores. A indagação formulada tem caráter muito amplo.12. 20. de 15. que não são auto-aplicáveis. consoante estabelece o art.12. 02 . dispõe in verbis: “Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação”.

portanto. assim existe na Constituição: 1 . a contar da publicação desta Emenda. Há permissivos da Emenda Constitucional nº. quando à aposentadoria por tem- po de contribuição. 3 . 6º da mencionada Emenda que estabelece que: “As entidades fechadas de previdência privada patrocina- das por entidades públicas. é a partir de sua publicação no DOU em 16.12. para os servidores e de 55 anos para as servidoras. de modo a ajustá-los atuari- almente a seus ativos. de 15. no prazo de dois anos. entraram em vigor em 16.Normas de validade diferida. de 15.1998. para os homens e de 48 anos para as mulheres.1998. Entre as normas auto-aplicáveis. as idades mínimas de 60 anos. seus pla- nos de benefícios e serviços. 29.12.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. inclusive empresas públicas e sociedades de economia mista. sendo seus 345 . são auto-aplicáveis. bem como. 1 .12. 2 .12. As normas constitucionais tem aplicabilidade condiciona- da a situações diferentes.146/2000 não pode ser respondido exaustivamente.1998.Normas de validade diferida. 2 . sob pena de intervenção.1998.1998. 20. como se observa do art.Normas auto-aplicáveis.Normas auto-aplicáveis.Normas de eficácia sujeitas a explicitação. deverão rever. cuja eficácia está condicionada a termo. pois a aplicação de uma Constitui- ção é feita em cada caso concreto. proporcional ou integral.Normas de eficácia sujeitas a regulamentação. 20. a idade de 53 anos.12. A vigência da Emenda Constitucional nº. para os que se filiarem a partir de 16. 4 .

29. dispõe que: “Os proventos de aposentadoria. 4 . beneficia os servidores que preencheram os requisitos legais até 16. Grifei 3 . na forma da lei. serão calculados com base na remuneração do ser- vidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria e. Grifei Assinale-se que na omissão do legislador ordinário em disciplinar a matéria o permissivo constitucional em análise torna-se auto- aplicável.1998.Normas de eficácia sujeita à explicitação.1998. pois o texto constitucional prevalece sobre a omissão do legisla- dor em não disciplinar a matéria em detrimento do interesse do jurisdicio- nado.1998 e não da pro- mulgação. A Emenda Constitucional nº. con- sequentemente. corresponderão à totalidade da remunera- ção”. Parágrafo 3º da Emenda Constitucional nº.Normas de eficácia sujeitas a regulamentação. as regras novas tem eficácia somente a partir de 17. por ocasião da sua con- cessão. 40.146/2000 dirigentes e os de suas respectivas patrocinadoras respon- sáveis civil e criminalmente pelo descumprimento do dis- posto neste artigo”. O art. Existe interpretação no sentido de que. previsto na legislação em vigor à época e assegurados pelo art. pois estão protegidos pelo princípio do direito adquirido. 20.12. 20/98. de 15. parágra- fo 4º.12. para fins de aposentadoria e pensão. dispõe que sua vigência é a partir de sua publicação em 16.1998.12.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. IV da Constituição Federal de 1998. 346 . 60.12.

O permissivo constitucional em análise assegura o direito adquirido a todos os que tenham satisfeitos os requisitos legais então vigen- tes. aos anistiados e aos ex-combatentes. XI da Constituição Federal”. Se houver dispositivos da Emenda Constitucional nº. parágrafo 3º da Emenda Constitucional nº. Todavia. de 15.1998. 20. assim como àqueles que já cumpriram.12.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. pois pretende-se saber se “é cabível direito adquirido contra a Emenda Constitucional nº. considerando que a mesma é considerada de processo de refor- ma derivada. dispõe que: “São mantidos todos os direitos e garantias assegurados nas disposições constitucionais vigentes à data de publica- ção desta Emenda aos servidores e militares. somente em cada caso será possível examinar a situação concreta. os requi- sitos para usufruírem tais direitos. Há de se considerar ainda que somente em hipótese con- creta seria possível responder a questão posta. até aquela data. 20. O art.1998. 20.É cabível direito adquirido contra a Emenda Constitu- cional nº. observado o disposto no artigo 37. 29. 20.12.1998. o permissivo 347 . de 15. considerando que o mesmo é conseqüência de processo de reforma derivada? RESPOSTA: Em princípio.1998.146/2000 03 .12. que suprimia os direitos e garantias individuais. de 15. inativos e pensionistas. ficando-lhes assegurado o direito adquirido à concessão de aposentado- ria e a pensão a qualquer tempo. de 15. os direitos adquiridos ficam assegurados pe- la Emenda Constitucional nº. 20.12. 3º.

202 e seu parágrafo 2º da Constituição Federal de 1988. 1º. de 15.12. 20. tinham originariamente a seguinte redação: “É assegurado aposentadoria. 20. Todavia. visto que não seria objeto de deliberação a proposta de Emenda tendente a abolir os direitos e garantias individuais. calculan- do-se o benefício sobre a média dos trinta e seis últimos salários de contribuição. parágrafo 9º da Emenda Constitucional nº. 60. 29. parágrafo 2º da Constituição Federal.1988.10.1998. IV da Constituição Fe- deral de 05. 202 da Constituição Federal e o art. de 05. de 15. somente em cada caso concreto é que se poderá examinar se direitos e garantias individuais foram abolidos pela Emenda Constitucional nº. 1º. Ocorre que o art. de 15.Nos cargos comissionados e temporários que já con- tribuíam para o sistema previdenciário estadual.omissis.10.1998? RESPOSTA: A indagação está fundamentada na redação originária do art. 202. 04 . mês a mês. em face do art. corrigidos monetariamente. considerando o disposto no parágrafo 2º do art. II . 20.omissis.12. e comprovada a regularidade dos reajustes dos salá- rios de contribuição de modo a preservar os seus valores reais e obedecidas as seguintes condições: I .omissis. III .Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº.1988 e menciona ainda o art.146/2000 é inconstitucional. 348 . emanada do Poder Constituinte Originário.12. parágrafo 9º da Emenda Constitucional nº.1998. parágrafo 4º. nos termos da lei. como far-se-á a compensa- ção financeira dessas contribuições.

de 15. assim como. 142.12.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. de caráter complementar e organizado de forma autônoma em rela- ção ao regime geral de previdência social. Todavia o art.As contribuições do empregador. segundo critérios estabelecidos em lei. 101. 73. 201 e 202 da Constituição Federal de 1988. 100. Toda- via o citado artigo não tem parágrafos. e regulado por lei complementar. de 15. à exceção dos benefícios con- cedidos. 1º. Parágrafo Segundo .12. pois altera apenas os arts. 93. 20. 42. 202 e seu parágrafo 2º da Constituição Fe- deral de 1988.1998. 202 . 7º.omissis.Para efeito de aposentadoria. 349 . rural e urba- na. 40. baseado na constituição de reservas que garantam o bene- fício contratado.O regime de previdência privada. hipótese em que os diversos sistemas de previdência social se compensarão financeiramente. foram alterados pela Emenda Constitucional nº.146/2000 Parágrafo Primeiro . 167. não integram a remuneração dos participantes. Assinale-se que a indagação formulada reporta-se ainda ao art. parágrafo 9º da Emenda Constitucional nº. 37. será facultativo. nos termos da lei”. Parágrafo 2º .1998. 194. 29. re- gulamentos e planos de benefícios das entidades de previ- dência privada não integram o contrato de trabalho dos participantes. 195. os benefí- cios e as condições contratuais previstas nos estatutos. ficando com a seguinte redação: “Art. 20. é asse- gurada a contagem recíproca de tempo de contribuição na administração pública e na iniciativa privada.

8213. parágrafo único. A Lei nº. 29. 201.1991.A Previdência Social será organizada sob a forma de regime geral. e atenderá nos termos da lei.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. ao disciplinar a contagem recíproca de contribuição na administração pública e privada. 20. 20. alterado pela Emenda Consti- tucional nº. Ocorre que a Lei nº.1998.12. de 24. 201 . 202. O constituinte originário no art. declara que os diversos regimes de previdência social se compensarão financeiramente. de caráter contributivo e de filiação obrigatória.Para efeito de aposentadoria é assegurada a contagem recíproca do tempo de contribuição na adminis- tração pública e na atividade privada. a: Parágrafo 9º . ao tratar da contagem re- cíproca de tempo de serviço em seu art.07. segundo critérios estabele- cidos em lei”. A Constituição de 1988.1998. parágrafo 2º e o constituinte derivado no art. 8.07. conforme dispuser o Re- gulamento. de 15.1991. parágrafo 9º da Constituição Federal de 1988. com a Emenda Constitucional nº. observados critérios que preservem o equilí- brio financeiro e atuarial.12. parágrafo 9º da Constituição Federal. 201. am- bos consignam que a compensação financeira far-se-á de acordo com crité- rios estabelecidos em lei. hipó- tese em que os diversos regimes de previdência social se compensarão financeiramente.146/2000 Entendo que a fundamentação da indagação é o art. estabelece que a compensação financeira será feita ao sistema a que o interessado estiver vinculado ao requerer o benefício pelos demais sistemas.213. de 24. segundo critérios estabelecidos em lei. em relação aos respectivos tempos de contribuição ou de serviço. rural e urbana. de 15. 94. que dispõe: “Art. não 350 .

de 06. 3048.00. em seu art. conforme dispuser o Regulamento. 13 estabelece que: “Até que a lei discipline o acesso ao salário-família e auxí- lio-reclusão para os servidores.1999. Sucede que o Decreto nº. deixando a explicitação dos critérios de compensação financeira entre os diversos regimes da Previ- dência Social para o Regulamento.1998. 13 da Emenda Constitu- cional nº. todavia o legislador ordinário ao disciplinar a matéria não estabeleceu os critérios de compensação financeira. que aprova o Regulamento da Previdência Social ao tratar da contagem recíproca de tempo de contribuição em seu art. os constituintes originário e derivado declaram que a lei estabelecerá os critérios de compensação financeira entre os diversos regimes de previdência social. 20. com remuneração superior a R$ 360. dispondo apenas que a compensação financeira será feita ao sistema a que o interessado esti- ver vinculado ao requerer o benefício pelos diversos sistemas em relação aos respectivos tempos de contribuição ou de serviço. a retirada configura redução de salário? RESPOSTA: A Emenda Constitucional nº. 05 . limita-se a declarar que os diferentes sistemas de previdência social compensar-se-ão financeiramente.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº.05.Conforme o disposto no art.12. de 15. Assim. 125. os integrantes de órgão estadual. esses benefícios serão concedidos apenas àqueles que tenham renda bruta mensal igual ou inferior a R$ 351 . como de- terminaram os constituintes originário e derivado. 20. 29.146/2000 estabeleceu os critérios determinados pelo constituinte para compensação financeira entre os diversos regimes de previdência social. não receberão o benefício do salário família? E os que já rece- bem. segurados e seus depen- dentes.

até a publicação da lei. assegurado no art. 7º. 352 . constitui-se norma auto- aplicável. de 15. 20. XII da Constituição Federal de 1988. pois o salário família não integra o conceito de irredu- tibilidade de salário. 29. não se constitui ofen- sa ao princípio de irredutibilidade de salário. parágrafo 4º. serão corrigidos pelos mesmos índices aplicados aos benefícios do regime geral de previdência social”. VI da Constituição Federal. não se constitui irredu- tibilidade de vencimento as modificações impostas pela Emenda Constitucional nº. a partir de quando deve ser aplica- da esta determinação legal? RESPOSTA: O permissivo constitucional constante do art. IV da Constituição Federal de 1988. O constituinte derivado. 60. autorizando o legislador ordinário a modificar o salário família. O salário família é gratificação típica que não integra o vencimento.12. introduziu inovação no art. visto que sua concessão está condicionada a uma série de requisitos estabelecidos na legislação ordinária. data da publi- cação da Emenda Constitucional nº.12.1998.Em caso afirmativo.146/2000 360.12.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. 13 da E- menda Constitucional nº. sendo percebido apenas enquanto preenchidos os requisi- tos para sua concessão. ipso facto. 7º. de 15. portanto.00.12. não se incorporando ao vencimento. Entendo que a supressão do salário família dos servidores que tenham renda bruta mensal superior a R$ 360. que. de aplicabilidade a partir de 16. 20.1998. 20.1998.1998. nem gratificações. de 15. consequentemente. não estando protegido pelo art. não incidindo sobre o mesmo qualquer adi- cional por tempo de serviço ou função.00 (trezentos e sessenta reais). 6 .

pode o servidor contar em dobro para os efeitos estabelecidos na legislação vigente à época. 201 da Constituição Federal de 1988. de 15. de 15.12. RESPOSTA: Desde que o servidor tenha preenchido os requisitos para gozo da Licença Prêmio antes da Emenda Constitucional nº. 29.12. 20.12. de 15. O fundamento está no art.1998.146/2000 07 .1998. embora não tenha requerido. consoante o art. que dispõe in verbis: 353 . publicada em 16. de 20.Nos casos de Licença Prêmio não gozada e não reque- rida antes da Emenda nº.Qual o percentual de contribuição previdenciária que se aplica aos servidores públicos estaduais. 20. cujos percentuais de contribuição estão estabe- lecidos na legislação federal do regime geral da previdência social.1998. com obrigações das contribuições e com direito a seus respectivos benefícios. 20. 8 .01.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. que passarão a ser regidos pela Emenda Constitucional nº. parágrafo 3º da Emenda Constitucional nº.1999. pode ainda ser contado em dobro? A previdên- cia social vem mantendo entendimento de que a averbação deve existir pre- viamente e só nos casos de aposentadoria iminente. com a redação da Emenda Constitu- cional nº. 20? Aplica-se neste caso os percentuais da Lei nº.12. 3º. 20. 9783.1998. ou se aplica o dos trabalhadores da iniciativa pri- vada e qual esse percentual? RESPOSTA: Os servidores submetidos ao regime celetista ficam sujei- tos ao regime geral da previdência social organizada sob forma de regime geral de caráter contributivo e de filiação obrigatória.

Assinale-se o consagrado na teoria jurídica de que o fato do servidor não ter exercido a faculdade de requerer a contagem em dobro do tempo de serviço para os efeitos legais vigentes à época. aos anistiados e aos ex-combatentes. até aquela data. muito feliz. Concordo com quase tudo que o digno Relator colocou. Conselheiro ELIAS NAIF DAIBES HAMOUCHE: “Se- nhor Presidente. foi 354 .Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. mesmo porque foram oito indagações complexas. como já esperava. a Constituição Federal de 1988 não restabe- leceu o equilíbrio da federação brasileira. Sr. Infelizmente. Ademais. Uma delas é relativa ao recolhimento dos servidores comissionados e tem- porários ao INSS. Cada uma dando margem a uma tese. parágrafo 4º. XI. Iv da Constituição de 1988. Er- lindo Braga apresentou um trabalho muito sério. prevista no art. pois não é surpresa para mim. da Constituição Federal”. ainda que algumas dessas matérias estejam submetidas à decisão do Supremo Tribunal Federal. assim como àqueles que já cumpriram. está incorporado em seu patrimônio jurídico e constitui-se garantia indivi- dual assegurada pelo constituinte originário. o direito adquirido do servidor à Licença Prêmio não gozada e não requerida e sua contagem em dobro para os efeitos legais. os requi- sitos para usufruírem tais direitos. observado o disposto no artigo 37. o Dr. 29. 60. inativos e pensionistas. Consagrado na Carta de 1946. ao declarar que não será objeto de delibera- ção a proposta de Emenda tendente a abolir os direitos e garantias individu- ais. Voto do Exmo.146/2000 “São mantidos todos os direitos e garantias assegurados nas disposições constitucionais vigentes à data de publica- ção desta Emenda aos servidores e militares. não impede de fazê-lo a qualquer instante.

estaria violando o princípio federativo. ilustre Conselheiro Fernando Coutinho Jorge. O Dr. Senhor Presidente. A nossa Constituição é interessante. Nos limites materiais disse que não pode haver nenhuma matéria tendente a abolir a federa- ção. agindo de forma contrária. 29. contratado deste ente da federação. para com o Dr. Nosso colega. outras ainda estão com os seus efeitos mantidos. Eis aqui um exemplo do desequilíbrio entre as dimensões federativas. Mas. Erlindo mostrou muito bem. Se vão existir dois sistemas previ- denciários. não vejo porque o funcionário celetista do Estado. se o Estado vai ter o seu sistema previdenciário. com muita precisão. Desde 91. é no sentido de que. a título de colaboração para com o Ministério Público do Estado. Governadores e Prefeitos não podem editar medidas provisórias. 355 . Geraldo Mendonça. transmitíssemos o parecer do Dr. Várias Prefeituras e alguns Estados impetraram medidas liminares neste sentido. o nosso Tribunal de Contas também está procedendo corretamente. Várias foram concedidas.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. os limites impostos ao Poder Reformador: os temporais e os materiais. Contudo. mas que não será objeto de deliberação emenda que seja “tendente a abolir” a forma federativa de Estado. e nem as Constituições de 1967 e 1988 restabele- ceram o equilíbrio de nossa federação. ter que recolher à previdência da União.146/2000 rompido. porque entendo que. Acho que. Tem que recolher à previdência estadual. esta é uma matéria que está no Supremo Tribunal Federal. o Estado do Pará está procedendo corretamente. Antonio Erlindo Bra- ga com a ressalva de que muitas dessas matérias ainda estão sub judice. sendo algumas já canceladas. na questão da contribuição. posteriormente. Basta que o go- verno federal tenha uma dificuldade financeira ele recorre a uma medida provisória. ela não diz que a emenda constitucional precise “acabar” com a federação. a ver- dade é a seguinte: em vigor a Lei de Responsabilidade Fiscal. Meu voto. Estados e Municípios ficam em desvantagem relativamente à União. Todos sabem disso. fez outro dia uma exposição muito precisa sobre o projeto de lei de responsabilidade fiscal.

Geraldo Men- donça. para pagamento futuro de aposentados. Depois mantive contato com o Presidente e novos estudos estão sendo feitos. na sessão passada. Amazonas e Ceará já estão com esses institutos formados.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. e já tramita no Congresso Nacional projetos de emenda à própria Emenda Constitucional nº. para que faça uma apreciação desse trabalho e que. a Associação dos Tribunais de Contas fez uma consulta há. voto no sentido de que se transmita. Na reali- dade. isso ainda é uma expectativa para a maioria dos Esta- dos. que é um estudo de alto valor. 20. aproximadamente. Antonio Erlindo Braga por esse trabalho e também fico com a preocu- pação manifestada pelo Conselheiro Elias Naif Daibes Hamouche. Sr. a 356 . de projetos de emenda à Emenda Constitucional da Reforma Administrativa. cada Estado terá que formar o seu instituto de previdência. Inclusive. a sustação de processos para que pudéssemos aprofundar essas dúvidas sobre a Emenda Constitucional nº. Conselheiro LAURO DE BELÉM SABBÁ: “Parabenizo o Dr. Dr. cujos dispositivos te- mos que aplicar. eu fui o Relator. 29. acertadamente. mas com a ressalva de que algumas dessas indagações ainda dependem de uma manifestação do STF. apenas dois ou três Estados já formaram os seus. esse estudo feito pelo Dr. 20. Vimos que. Salvo engano. Por outro lado. a Presidência propôs. Antonio Erlindo Braga. inclusive. Portanto.146/2000 Hoje mesmo os jornais já trazem notícias de emendas. como disse há pouco”. as ponde- rações do ilustre Conselheiro Elias Naif e concordo que seja esse trabalho enviado ao ilustre Procurador Geral de Justiça do Estado. ouvimos atentamente. inclusive. Então. futuramente. Voto do Exmo. Sobre essas indagações. um ano e nós tivemos o cui- dado de não nos manifestarmos a respeito do assunto. a título de colaboração.

emitir o parecer desse brilhantis- mo. Conselheiro LUCIVAL DE BARROS BARBALHO: “Louvo e agradeço a presença do nosso querido Auditor Dr. Erlindo Braga. mesmo assim. caso futuramente seja criado um instituto -. um tema dessa profundidade nos permitiria maiores indagações. certamente. nos in- forma.e que deve ser criado pelo Estado --. com certeza. deve ter ficado debruçado em livros de Direito e na Constituição para que pudesse. que promove um aprendizado para nós. enfim. nos brinda com trabalhos dessa jaez. No entanto. Voto do Exmo. 29. Acompanho sua proposição”. Antonio Erlin- do Braga que. Sr. confor- me o ilustre Presidente. Voto do Exmo. Sr. Conselheiro NELSON LUIZ TEIXEIRA CHAVES: “Como disse o Conselheiro Elias Naif Daibes Hamouche.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. Conselheiro Sebastião Santos de Santana. logicamente que acompanha- rei a manifestação dos Conselheiros que me antecederam. certamente. porque. como estivemos. ao pronunciamento do Dr. Sobre a questão do nosso recolhimento ao Ipasep. realmente este fará substituição ao Ipasep. porque não somos tão versados. de vez em quando. Mas. terá prejuí- zo. não é surpresa para nenhum de nós o tratamento da matéria nessa profundidade que apre- senta o ilustre Auditor Dr. por mais atento que todos estivéssemos. a atitude é correta. 357 . embora queira acrescer aqui que ele.146/2000 Consultoria Jurídica desta Corte de Contas possa também se manifestar so- bre o assunto que vai fazer parte do nosso dia-a-dia. principalmente. Antonio Erlindo Braga. No caso do recolhimento ao INSS. por confiança e pela sua proposta de decisão. Acompanho o voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro Elias Naif Daibes Hamouche”. o Estado.

de servi- dores temporários por mais de dez anos. Aí a Constituição falhou. qual- quer faculdade de Direito. esta é uma questão de fundo. Esta questão. 29. e.latu sensu . Por outro lado. esconde uma situação de caixa e. adquirem o direito à aposentadoria e é uma questão até de justiça que eles sejam aposentados. não há como Estados e Municípios suportarem o fato que vem acontecendo. O próprio Estado brasileiro . porque foram secretários por quatro ou cinco anos se aposentam com salários integrais no sistema previdenciário estatal.temos aqui. no Estado do Pará -. secretários municipais. Explico: um servidor. Temos que relevar e a nossa posição aqui tem sido assim. de repente.146/2000 Quero dizer. Ora. que estamos discu- tindo equívocos de uma Assembléia Constituinte que não foi convocada exclusivamente para votar a Constituição Brasileira. Mas. também. Então. posteriormente. Então. sabe que a contratação temporária se dá por tem- po determinado e por um motivo relevante. que tem contribuição previdenciária ao sistema federal por deter- minado tempo. Não há caixa de Pre- feitura ou de Estado que sustente isto. tanto que temos registrado aposentadorias de servidores temporários porque. mas não há regulamentação para essa compensação. entretanto. isto é uma questão matemática. porque diz que os sistemas se compensarão. do ponto de vista de caixa. porque ela é clara. de corporativismo. Qualquer jurista em qualquer Assembléia desse país. Há casos de secretários estaduais.estimula a contratação dos temporários. como cidadão. no fundo. E o Estado abdica de dar condição maior para o seu servidor. que passaram vinte ou trinta anos na iniciativa privada contribuin- do com o INSS e. por exemplo. é admitido no Estado ou Município. infelizmente. Ainda há mesmo. objetivamente. o sistema estadual de previ- dência aposenta com salários integrais alguém que passou 25 anos contribu- indo para o INSS e são centenas e até milhares de casos nos Municípios e nos Estados.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. o Conselheiro Elias Naif disse que 358 . o próprio Estado brasileiro induz a permanência -. difícil de ser colocada.

praticamente. pois esse assunto é complexo e polêmico. Sr. 359 . brilhantismo e pela acuidade da manifestação do Dr. remeter os temporários e co- missionados para o sistema previdenciário federal. Erlindo Braga.que exigia. o que é uma agressão ao arcabouço jurídico. Não há dúvida -. De certa forma. Geraldo Mendonça fez uma série de questionamentos -. simplesmente. Não obstante.146/2000 há emendas sobre emendas a essa tal de emenda que trata dos temporários. haja vista que ela vai ser objeto de nosso dia-a-dia.como sabemos -. até para termos a oportunidade de um fórum mais aprofunda- do. porque quase todos não tinham condições de sobrevivência econômica e financeira a médio e longo prazos. O Legislativo fica quedado. estadual e municipal. essa é uma situação muito difícil. Como a maioria dos sistemas previdenciários de vários países estão sendo revisados. o que. Confesso que sinto a matéria ainda muito confusa nos planos federal.de que o sistema previdenciário brasileiro está em crise. Voto do Exmo. acompanho o Auditor Erlindo Braga em sua Proposta de Decisão”. 29. Isto foi. oriundo do desejo do governo federal o Congresso Nacional -. Então. também. o que obrigou o governo federal encaminhasse um projeto de emenda nesse sentido.discute e.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. aprova matéria como essa da mais alta relevância. que foi brilhante em suas considerações.como disse o colega Elias Naif -. provoca- ria inúmeras injustiças. o Dr. quase uma defesa de tese por parte do ilustre Relator. mas pediria também que pudéssemos ter um melhor esclarecimento sobre esta matéria. Conselheiro FERNANDO COUTINHO JORGE: “Con- cordo com todas as considerações que fizeram meus pares. ajoe- lhado.como disse o Conselheiro Nelson Chaves -. acompanho sua Proposta de Decisão. portanto. assistindo e acatando as medidas provisórias. muitas vezes. porque a ad- ministração estadual poderia. Portanto. pela confiança.

mesmo assim. efetivados acordos e redigido às vezes no próprio Plenário e a- provado desta forma. é discutido por lideranças. Geraldo Rocha. comete equívocos ou as coisas não ficam bem explicitadas. Temos. Mas. Contudo. como existem. Não porque não haja uma assesso- ria de alto nível. trazem problemas de entendimento e falta de clareza. com seu saber jurídico. muitas vezes no afã de aprovar emendas ou projetos de interesse nacional. por isso mesmo. e sem dúvidas quanto a sua aplicação. a in- distinção entre sistema e regime talvez se deva à forma açodada como são elaborados os projetos com suas emendas e das difíceis negociações que o Congresso Nacional é submetido. Isso ocorre em qualquer parlamento brasi- leiro e. Por outro lado. Há incertezas e inseguranças e ninguém pode dizer que. O Dr. apresentou respostas claras. 29. temos vários problemas de entendimento. também. Isso não podemos afirmar e. dúvidas desse tipo não podem ter uma resposta bem incisiva. diria que o Congresso Nacional. precisas. o absurdo da edição de Medidas Provisórias referida por Sua Excelência. mas sobretudo em função do mecanismo do próprio Con- gresso. proje- tos que ali tramitam e são aprovados. onde um projeto que é encaminhado ao Plenário. 360 . Concordo também com o posicionamento do ilustre Conselheiro Elias Naif. Erlindo Braga. que a modificação do sistema previdenciário previsto na Emenda Constitucional nº. realmente.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. clareza e de con- ceito em varias legislações vigentes. assessores da melhor qualidade técnica.146/2000 Vivenciei a situação parlamentar do Congresso Nacional e sei que naquela Casa há juristas e parlamentares brilhantes. cabíveis e concretas à questão. a não ser que se defenda uma tese nessa direção. a Emenda Constitucional nº. está eivado de incer- tezas e falta de clareza e que. ain- da. até hoje. 20 é clara e precisa. assim. 20. Acho. suscitando dúvidas com o caso ora em ques- tão. como bem disse o Relator da matéria. por isso mesmo. muitas vezes. cremos ser lógica e pertinente a indagação do Dr. quando diz que as dúvidas existem e há questões que ainda não foram resolvidas.

É uma solução. os parlamentares assessorados pelos juristas. Eu mesmo apresentei um projeto de mudança que chegou às co- missões. só agora. A Lei de Responsabilidade Fiscal é um exemplo necessário que vem regulamentar dispositivos sobre as finanças públicas e foi um disposi- tivo importante na Constituição de 1988 e que. O que ocorre é que o governo federal edita uma medida provisória e a cada nova edição lhe altera o conteúdo ao seu bel-prazer. Realmen- te não sei como os sistemas previdenciários estaduais e federal vão ser com- pensados quando à nova legislação previdenciária falar nessa compensação? Até hoje não sei. 361 . por representar uma figura esdrúxula co- mo esta. Isso já será um avanço. Como fazer tudo isso mais operacional? Os institutos de previdência dos Estados virão e são necessários.146/2000 Todos sabem que foi uma proposta política. mas não prosperou. Assim. e o Congresso não analisa em tempo. Há projetos muito bons e que limitam a edição de medidas provisórias. praticamente. o qual deveria ter precisos limites. um poder discricionário válido para o regime parlamentarista e não para o presidencialismo. está sendo regulamentado por Lei Complementar. muitas decisões não acordadas o legislador remete para o regulamento. quando não tem jeito. É um absurdo.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. política e possível de ser negociada. pelos menos. Erlindo Braga. Existe uma proposta alternativa que está sendo discutida e que. mas creio que antes desta implantação haverá muitos questio- namentos e dúvidas. remetem para o regulamen- to. 29. define o limite máximo de vigência da medida provisória sem aprovação pelo Congresso. muitas vezes. Coisas parecidas com esta exis- tem na Constituição e. como bem disse o Dr. por tornar-se um processo complicado. Existe uma discussão séria de que este ano o Con- gresso terá o bom senso e a força de aprovar pelo menos essa mudança. já prevendo a adoção do parla- mentarismo que não ocorreu e muitos parlamentares tentaram mudar o me- canismo das Medidas Provisórias.

Dr. A C O R D A M os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará. em 17 de feverei- ro de 2000. para uma nova reflexão e para repensarmos sobre isso e. Voto do Exmo. parabenizando o Dr. Erlindo Braga servirá. transmi- tindo à Procuradoria Geral de Justiça a título de colaboração.146/2000 Creio que as inquirições do Dr. retorna ao índice 362 . 29. Conselheiro SEBASTIÃO SANTOS DE SANTANA: “Voto. O relatório do Dr. pois todos temos dúvidas acerca do assunto. dessa forma. responder a presente consulta. porém. Concordo com a manifestação do Conselheiro Elias Naif Daibes Hamouche de que respondamos a consulta do Procurador Geral de Justiça do Estado. apesar de sua lúcida apresenta- ção. o estudo ela- borado pelo Auditor Antonio Erlindo Braga. Geraldo de Mendonça Rocha com a ressalva de que muitas questões ainda estão pendentes na esfera judicial”. parabenizo-o pelo trabalho que honra este Tribunal. Erlindo Braga e acompanhando as considera- ções feitas pelo Conselheiro Elias Naif Daibes Hamouche”. dentro da nossa realidade do saber jurídico. Sr. Geraldo de Mendonça Ro- cha são compreensíveis. as questões foram muito bem respondidas pelo Relator e eu diria até que continuaremos com dúvida em alguns casos e esta matéria será do nosso dia-a-dia aqui nesta Corte de Con- tas.169 de 13 de março de 2000.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. com a ressalva de que algumas das indagações formuladas ainda dependem de manifestação do Supremo Tribunal Federal. Plenário Conselheiro “Emílio Martins”. unanimemente. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 29.

139/2000 RESOLUÇÃO Nº.12. conforme mandamento inserido no Artigo 212 da Constituição Federal e Artigo 60 do Ato das Disposições Constitu- cionais Transitórias. no uso de suas atribuições que lhe confere os Artigos 115 e 116 da Constitui- ção Estadual c/c com o Artigo 28 da Lei Complementar nº. de 24. através de seus Órgãos 363 .394/96. preceituados no Artigo 5º. Instituir mecanismos e formas de fiscalização e controle da aplicação dos recursos previstos legalmente para o FUNDO DE MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL E DE VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO .96 (FUNDEF). 9. a necessidade de definir mecanismos e formas de fiscalização e controle da aplicação dos recursos previstos le- galmente para o FUNDO DE MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL E DE VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO - FUNDEF.424/96. CONSIDERANDO. Lei de Diretrizes e Bases da Educação. finalmente. unanimemente: Art.16. a serem observados e cumpridos mensalmente pelo Governo Estadual. no dever da prestação de contas de qualquer recurso público. 16. a prioridade dispensada à manuten- ção e desenvolvimento do ensino. e CONSIDERANDO o que estabelece o Artigo 11 da Lei Federal nº. 12/93 com alte- rações devidas. 9.139 O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará. e CONSIDERANDO. R E S O L V E.FUNDEF.424. 1º.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. CONSIDERANDO. da Lei nº. o que disciplina o Artigo 73 da Lei Federal nº. 9. aos Conselhos de Acompanhamento e Controle Social do Fundo.

na mesma data de encaminhamento das informações ao Tri- bunal de Contas do Estado. também. contendo o valor do mês creditado pelo go- verno estadual na conta bancária específica do FUNDEF e discriminação dos créditos por origem dos recursos. b) a capacitação de professores leigos. 16.ICMS.424/96. deverá estar em consonância com a data prevista na Lei de criação do Conselho de Acompanhamento e Controle Social do FUNDEF ou. A apresentação referenciada no Parágrafo anterior.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.139/2000 competentes. in- dividualmente: a) a remuneração dos profissionais do magistério em efetivo exercício no ensino fundamental público. repassado ao FUNDEF. o valor correspondente a 15% do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação . 5º. quando da elaboração e apresentação dos demonstrativos ge- renciais previstos no Art. em 364 . relacionando-se. o Governo Estadual deverá informar. As despesas realizadas com Recursos originários do FUNDEF.12. com o propósito de habilitá-los ao exercício da docência. com as suas devidas cate- gorizações. deverão ser informadas detalhadamente. Parágrafo 1º. 2º. de forma a evidenciar as parcelas ori- ginárias. na ausência desta. Parágrafo 3º. Art. Os demonstrativos gerenciais referidos no “caput” deste Artigo deverão ser elaborados e apresentados mensalmente pelo Governo Estadual. da Lei nº. 9. aos respectivos Conselhos de Acompanhamento e Controle Social do FUNDEF. Parágrafo 2º.96. inclusive com o acumula- do do exercício mensal. assim consi- derados aqueles que se encontravam em efetivo exercício de função docente até 26. Além dos demonstrativos a que se refere o Parágrafo 1º deste Artigo.

10. deverão ser encaminhados aos Conselhos de Acompa- nhamento e Controle Social do Fundo. serão apresentadas ao Tribunal de Con- tas do Estado. e c) a realização de outras ações correspondentes à manutenção e desenvolvimento do ensino fundamental público com a utili- zação do saldo remanescente dos recursos do FUNDEF. sob a forma e prazos estabelecidos no Regimento desta Corte de Contas. As contas do FUNDEF prestadas pelos seus res- ponsáveis. relativos ao mês de dezembro de cada exercício. 4º. Art. retorna ao índice 365 . Publicada no Diário Oficial do Estado nº 29. combinado com o Artigo 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. juntamente com o quadro de deta- lhamento da aplicação anual das receitas resultantes de impostos e transfe- rências. em processo autônomo. na manutenção e desenvolvimento do ensino. 5º. Art.97. Plenário Conselheiro EMÍLIO MARTINS. em Sessão Or- dinária de 8 de fevereiro de 2000. Art.139/2000 conformidade com o disposto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação e Resolução/CNE nº. 3º. Esta Resolução entra em vigor na data de sua pu- blicação. com redação dada pela Emenda Constitucional nº. 16. 14/96. de 08. em cumprimento ao disposto no Artigo 212 da Constituição Federal. 03.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.156 de 21 de fevereiro de 2000. Os demonstrativos gerenciais sobre receitas e des- pesas realizadas com recursos do FUNDEF.

98/52765-2) Assunto: CONSULTA Interessado: Dr.750 (Processo nº. às regras consubstanciadas na Lei 8.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. quando cele- brar convênios com instituições priva- das. no que couber. estão sujeitos a todas as regras inerentes a contratos. mas que fo- ram rotulados equivocadamente como convênio.666/93.A prévia licitação não se aplica aos convênios. 366 . 26. III .Convênios e instrumentos congêne- res quando celebrados por órgãos públi- cos.Acordos cujas cláusulas são típicas de contratos administrativos. sobretudo o dever de licitar. aos quais se su- bordinam os acordos administrativos. aplicam-se. se- ja qual for sua espécie. Assessor Jurídico da POLÍCIA CI- VIL DO ESTADO Relatora: Conselheira EVA ANDERSEN PINHEIRO EMENTA: “I . LUCIANO COSTA. II .750/1998 ACÓRDÃO Nº 26. Cabe ao Órgão Público pro- piciar mecanismos de escolha que não configure discriminação.Os órgãos públicos podem celebrar qualquer tipo de acordo com pessoas de direito público ou privado sempre vincu- lados aos princípios fundamentais da Administração Pública. IV .

Diz Art. aos quais se subordinam os acor- dos administrativos. 2º da Lei 8666/93 no seu parágrafo único “consi- dera-se contrato todo e qualquer ajuste entre órgãos ou entidades da Admi- nistração Pública e particulares. É o Relatório. enten- do que os órgãos públicos podem celebrar qualquer tipo de acordo com pes- soas de direito público ou privado porém sempre vinculados aos princípios fundamentais da Administração Pública. VOTO: Atendendo de forma objetiva a consulta formulada.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. ainda que firmados com en- tidades de direito privado”. a título de colaboração. 220 e seu parágrafo único) e fez anexar. seja qual for 367 . em que haja um acordo de vontades para a formação do vínculo e a estipulação de obrigações recíprocas. deste Tribunal. Relatório da Excelentíssima Senhora Conselheira EVA ANDERSEN PI- NHEIRO: Processo nº. seja qual for a sua espécie.750/1998 V . A Consultoria Jurídica deste Tribunal atestou que a con- sulta atende aos requisitos regimentais que regem a matéria (art. estudo realizado pela Dra. 26. Cristina Dourado.É obrigatória a prestação de contas de convênios ou outros instrumentos congêneres. 98/52765-2 Versa este processo sobre consulta formulada em tese pelo assessor jurídico da Polícia Civil visando esclarecer se um órgão público pode celebrar Convênio ou outro instrumento congênere fora da esfera da Administração Pública. versando sobre a distinção entre contratos e convê- nios administrativos. e publicados no Boletim Informativo (BIT) número 24.

Assim sendo. as regras estabelecidas pela Lei 8666/93 que. observa-se que a prévia licitação não se aplica aos convênios. quan- do firmar convênios com instituições privadas. são espécies de acordos administrativos em que os partícipes tem interesses comuns e coincidentes. no que couber. ACORDAM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará. no que couber. já que os inte- resses são convergentes.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. Entretanto. 26. ob- jetivo principal da Lei 8666/93. o órgão público deverá utilizar mecanismos de escolha que não importem em discriminação. unanimemente. Os convênios e instrumentos congêneres. sobretudo no que diz respeito à obrigatoriedade de licitação. É evidente que a palavra “contrato” utilizada no referido dispositivo tem o sentido genérico de acordo administrativo. estão sujeitos a todas as regras inerentes aos contratos. ajustes e outros instrumentos congêneres celebrados por órgãos ou entidades da Administração”. divergindo apenas no tipo de cooperação definida para cada um na concretização do objetivo comum. É ainda importante destacar a obrigatoriedade de prestação de contas dos convênios ou outro instrumento congênere ainda que celebra- dos com entidades de direito privado. no seu art.750/1998 a denominação utilizada”. No que tange especificamente ao processo licitatório. aos convênios. determinar que os órgãos públicos podem 368 . quando celebra- dos por órgãos públicos. na sua celebração são aplicáveis. aos acordos. tendo em vista que não há competição. 116. Vale ressaltar ainda que acordos cujas cláusulas são típi- cas do contrato administrativo mas que foram rotulados equivocadamente como convênios. considerando a sua vinculação aos princípios fundamentais da Administração Pública. assim determina: “Apli- cam-se as disposições desta Lei. caso contrário não faria sentido o final do parágrafo “seja qual for a denominação utilizada”.

retorna ao índice 369 .750/1998 celebrar qualquer tipo de acordo com pessoas de direito público ou privado vinculados aos princípios fundamentais da Administração Pública. Plenário “Conselheiro EMÍLIO MARTINS ”. 26. EVA AN- DERSEN PINHEIRO. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 28. seja qual for sua espécie.808 de 25 de setembro de 1998.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. na for- ma do voto da Excelentíssima Senhora Conselheira Relatora. em 10 de setembro de 1998. aos quais se subordinam os acordos administrativos.

§ Único do Artigo 26.666/93 e sua alteração.648 (Processo nº. desde que respeitadas as normas da Lei nº. 8.648/1998 ACÓRDÃO Nº 26. é competência deste Tribunal.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. Como infor- mação adicional. Inciso IX. Relatório da Excelentíssima Senhora Conselheira EVA ANDERSEN PI- NHEIRO: Processo nº. assistência técnica e garantias ofertadas para o objeto que se queira adquirir”. condi- ções de manutenção. a adequada caracteriza- ção. 98/52618-8) Assunto: CONSULTA Interessado: POLÍCIA CIVIL DO ESTADO Relatora: Conselheira EVA ANDERSEN PINHEIRO EMENTA: “O condicionamento das compras pela Administração Pública adstrita à prévia realização do procedimento licitatório. não obriga ser um objeto virginalizado. 98/52618-8: Versam os autos sobre a consulta feita pela Polícia Civil do Estado. através do regular processo licitatório. o signatário cita enunciado do TCU pronunciando-se favo- ravelmente sobre a viabilidade da compra do equipamento de segunda mão. 26. desempenho. com o objetivo de esclarecer sobre a aquisição de equipamentos em uso (segunda mão). especificações. imperatiza sim. atender a consultas for- 370 . De acordo com a Lei Orgânica desta Corte.

..Como informação adicional..A Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado....... 186/98 Senhora Consultora Jurídica. 2 .......648/1998 muladas em Tese sobre matéria de sua competência pelo que a Presidência deu provimento a consulta acima solicitada..... 26. consulta esta Egrégia Corte de Contas sobre a aquisição de equipamentos em uso através do regular processo licitatório. 26 .......Compete.... desde que respeitadas as normas da Lei nº..... 1........ a respeito de dúvida suscitada na apli- cação de dispositivos legais e regulamentares concernentes à 371 . A analista Ellen Margareth da Rocha Souza expressou sua opinião através dos itens 05 à 13 do seu parecer de fls.... 03 à 05... 98/04551-8 INTERESSADO: POLÍCIA CIVIL ASSUNTO: CONSULTA PARECER nº.. ainda.... que passa a ser parte integrante deste Relatório: “EXPEDIENTE nº.... IX ..A Coordenadoria Jurídica da Polícia Civil....Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº........ ao Tribunal de Contas do Estado: ... através de sua Assessoria Jurídica..... 8. enviando-a à Consultoria Jurí- dica para exame e parecer.. o signatário cita enun- ciado do TCU a respeito de pronunciamento favorável sobre a viabilidade da compra do equipamento de segunda mão.decidir sobre consulta que lhe seja formulada por autoridade competente.... pre- coniza no Inciso IX e Parágrafo Único do Artigo 26.......... o seguinte: Art.........666/93 e sua alteração. 1 .1 ...

contendo. Parágrafo Único ...O comando normativo estabelece que a licitação será legitimada...... nem muito menos das dificuldades le- gais..... a indicação exata do ponto consultado.. 6 ....... que a Consulta deve versar sobre matéria de competência do Tribunal de Contas e que deve ser feita em tese e redigida com clareza e precisão.... mas sim. quando atingido o perfeito entrosamento dos atos administrativos formais com os princípios constitucional e le- gais impostos na seqüência processual de um procedimento lici- tatório... 26....... a homolo- gação.... 3 . 4 . objetivando buscar uma cotação mais vantajosa para a Administração Pública através de tratamento igualitário de participação a todos os interessados do ramo de atividade do objeto licitado.........Ademais..... mas não do fato ou caso concreto..A licitação não deve ser vista pelo prisma da onerosi- dade ao Poder Público. estabelece entre outros.. .. desde a origem até o resultado final... 372 .............. 7 ...Licitação é um procedimento administrativo metódico e sucessivo......Em razão do expediente formular consulta em conso- nância às exigências constantes nos dispositivos legais supra referidos.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº.......... buscar proposta mais vantajosa para a Adminis- tração..... opino pelo seu recebimento e processamento como consulta.... na parte conclusiva.648/1998 matéria de sua competência... na forma estabelecida no Regi- mento. 5 . no Artigo 220 e seguintes do Regimento In- terno.a resposta a consulta a que se refere o inciso IX deste artigo tem caráter normativo e constitui prejul- gamento da tese. ou seja.......

tor- nando público o objetivo de licitar. acrescido dos princípios basi- lares. para tal. essa se vincula ao princípio do formalismo. à aquisição para o serviço público. em iguais condições. da obra ou da aquisição. obedecendo.O instituto da licitação. fundamenta-se na característi- ca essencial da igualdade. da i- gualdade e o da vinculação ao instrumento convocatório. espelha. entre outros. pelo resguardo da moralidade administrativa.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº. em consonância ao preenchimento. especificar e caracterizar devidamente o objeto que pretende adquirir.Por via da aplicabilidade desses princípios. o da impessoalidade. a liberdade na escolha de um determinado objeto. 9 . através do correspondente instrumento convocatório. sem indicação de marca. na obtenção dos meios de ação específica. 11 . e pela propiciação de acesso e oportunidade.A exegese da lei nº.Por assim dizer. que conhecida a necessidade da Administração para licitar o objeto que pre- tende. há de se considerar o permissivo legal em conceder à Administração Pública.Dos princípios inerentes à licitação. da moralidade. 8. adequar. único e exclusivo. da real e de- vida aplicação do dinheiro público e da probidade administrati- va. sobremaneira. 26. pela consecução do negócio mais vantajoso. 10 . extrai-se o enten- dimento da proteção do interesse da coletividade. pelo imperativo constitucional do princípio específico da isonomia. o pressu- posto da igualdade entre os interessados. bas- tando. os atos sucessivos e vinculantes de fixação das condições em que se realizará a licitação. o condicionamento das com- pras(aquisição) pela Administração Pública adstrita à prévia 373 . para con- substanciar documentalmente.666/93. 12 . das razões que despertaram a licitação vinculada a necessidade do serviço.648/1998 8 .

J Belém. não devendo se posicionar em atos ou de- cisões meramente administrativas. VOTO: O parecer da analista Dra. não obriga ser um obje- to virginalizado. condições de manutenção. imperatiza sim. 26. entrando em pormenores e prescrevendo a matéria já expressada na Lei nº. 182 da Constituição Estadual os autos não foram reme- tidos para Parecer da Douta Procuradoria. por via de mandamento constitucional e regimental. especificações.666/93. 11 de agosto de 1998” Tratando-se de consulta e não estando este tipo de proces- so incluso no Artigo 87 do Regimento deste TCE e diante da vedação objeto do inciso 9º do Art.Por oportuno. É o Parecer S. pelo 374 . desempenho. É O RELATÓRIO. 8. 13 . Ellen Margareth da Rocha Sou- za. a fiscalização financeira e orça- mentária do Estado. assis- tência técnica e garantias ofertadas para o objeto que se queira adquirir. avulta importância que a maneira e modo como as características serão previamente definidas. a adequada caracterização. estuda com clareza e profundidade o material objeto desta Consulta.648/1998 realização do procedimento licitatório. que insere como competência fun- damental às Cortes de Contas.M. re- foge a competência deste Tribunal.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº.

unanimemente. Plenário “Conselheiro EMÍLIO MARTINS ”. Relatora. devendo ser encaminhado ao Órgão Con- sultante como orientação à Consulta formulada. retorna ao índice 375 . Ellen Margareth da Rocha Souza. ACORDAM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará. em 25 de agosto de 1998. 26. adotar. na íntegra. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 28. o parecer da analista Dra.Jurisprudência do TCE-PA Acórdão nº.648/1998 que o adoto na sua íntegra. na forma do voto da Conse- lheira EVA ANDERSEN PINHEIRO.797 de 10 de setembro de 1998. devendo ser encaminhado ao Órgão Consultante como orientação à Consulta formulada.

1º. ANTO- NIO ERLINDO BRAGA. 38 da Lei Complementar nº.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. designada para lavrar a Resolução: EVA ANDERSEN PINHEIRO (Artigo 195. ainda. de 30. I. 98/51584-2) EMENTA: APROVA Instrução Normativa sobre banco de dados com relação nominal dos responsáveis por contas julgadas ir- regulares para disponibilizá-la à Justiça Eleitoral. RESOLVEM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará. combinado com o art.504.09.1993. 9. o disposto no art. 11. combinado com o art. 15. ANTONIO ERLINDO BRAGA Consª. § 1º. constante do Processo nº. CONSIDERANDO. “g” da Lei Complementar nº. CONSIDERANDO Proposição do Auditor Dr. 12 de 09. de 18. A Secretaria do Tribunal de Contas. § 5º da Lei nº. Proposta de decisão: Auditor Dr. 98/51484-2. 1º.02. anexa.1990. 64. 166 do Regi- mento Interno deste Tribunal.704 (Processo nº.05. em coordena- ção com o Departamento de Informática.704/1998 RESOLUÇÃO Nº 15. permanen- temente atualizado um banco de dados que contenha a relação nominal de 376 .1997. organizará e manterá. do Regimento Interno) CONSIDERANDO o art. aprovar e expedir a seguinte INSTRUÇÃO NORMATI- VA: Art.

02. de 09. § 5º da Lei nº. o número do registro no CPF/MF. ao Ministério Público Eleitoral. 2º. acompanhará a publicação do Acórdão condenatório no Diário Oficial do Estado e incluirá. até (30) trinta dias antes da data estabelecida na lei eleitoral para o término do prazo de registro das candidaturas às eleições que se realizarem no âmbito da União. enca- minhará. a partir do prazo previsto no “caput” deste artigo e até a véspera da realização de cada eleição. de 22. do Acórdão. “b” ou “c”.504. 9. Para manter o banco de dados atualizado. de 30. do art. os números dos pro- cessos. após a publicação da respectiva decisão. 3º. a data de sua publicação e o enquadramento da irregu- laridade nas alíneas “a”. sem que o interessado tenha recorrido. o Presidente deste Tribunal enviará ao Ministério Público Eleitoral a relação dos nomes contidos no banco de dados mencionados no art.704/1998 todos os responsáveis cujas contas tenham sido julgadas irregulares por de- cisão irrecorrível do Tribunal de Contas. 11. dos Estados e dos Municípios. o nome completo do responsável. Art. contidas no inciso II do artigo 38 da Lei Orgânica deste Tribunal de Contas. nos autos.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.1997. em coordenação com o Departamento de Informática. Parágrafo único. a respectiva função. 12. Art. do inciso I. 166 do Regimento Inter- no desta Corte.1993 e ainda o art. a partir de 5 de julho de 1993. 64. O Tribunal.1990. a Secretaria requisitará o respectivo processo da unidade técnica competente do Tribunal e registrará. combinado com o art.05. 4º. dentro de (24) vinte e quatro horas. Para os fins previstos na alínea “g”. no banco de dados. 1º. Art. Lista Específica Aditiva. 38 da Lei Complementar nº. exceto daqueles cujas contas ainda estejam sob apreciação em grau de recurso de qualquer nature- za na jurisdição desta Corte. a Secre- taria do Tribunal. 1º da Lei Complementar nº. o vencimento dos prazos recursais e o caráter definitivo da decisão. combinado com o art.09. Expirados os prazos para interposição de embargo de declaração e de recurso de reconsideração. 15. 377 .

....... ANTONIO ERLINDO BRAGA: Trata-se de expediente do Secretário do Tribunal de Contas sub- metido à consideração da Presidência desta Corte de Contas do teor seguin- te: “Considerando o art........ 5º.. letra “g” da Lei Com- plementar nº... se houver. a Secretaria adotará as medidas legais cabíveis para a cobrança exe- cutiva de débito..... que estabelece normas para as eleições (DOC. 15... . 64. 9.02)... revogadas as disposições em contrário...... 15.... prazos de cessação e determina outras providências (DOC.. Art.......... § 1º.. As informações contidas no banco de dados do ar- tigo 1º são públicas.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº......504. enviando o processo ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas......... do seguinte teor: “Art.. § 5º da Lei Federal nº. . 11..... Se houver recurso a Secretaria aguardará seu jul- gamento e procederá na forma prevista no artigo anterior.. de 30 de setembro de 1997. 6º..704........ de 18 de maio de 1990........ DE 23-06-98 Relatório do Excelentíssimo Senhor Auditor Dr.. ..... quando não pro- vido o recurso. 1º.... que estabelece casos de inelegibi- lidade....... Esta Resolução entra em vigor na data de sua pu- blicação.....01)... Cumprido o previsto no “caput” deste artigo.... inciso I.704/1998 Parágrafo único. Art..... Considerando o disposto no art. ANEXO À RESOLUÇÃO Nº..... 7º..... em Sessão Ordinária de 23 de junho de 1998.... Plenário Conselheiro EMÍLIO MARTINS..... Os partidos e coligações solicitarão à Justiça E- leitoral o registro de seus candidatos até as dezenove horas do dia 5 de julho do ano em que se realizarem as eleições. Art... 11.. 378 ..

. São inelegíveis: I .... inciso I.. ainda. bem como a necessidade de estabelecer critérios que orientem este encaminhamento... finalmente. da elaboração. ressalvados os casos em que ...... 245 e seguintes do Regimento Interno.....para qualquer cargo: a) . objeto dos arts.. a necessidade de conciliar os termos da referida legislação com as normas atinentes à Recursos. após submetidos à apreciação pelo douto Plenário desta Corte. II . para fins de elaboração da respectiva Instrução Normativa.... a necessidade.. na forma da Lei.... os Tribunais e Conselhos de Contas deverão tornar disponíveis à Justiça Eleitoral relação dos que tiveram suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por ir- regularidades insanável e por decisão irrecorrível do órgão competente..... 1º... abaixo transcrito..... 15.. pela Secretaria. . Até a data a que se refere este artigo.. do Rol de Responsáveis a ser encaminhado à Justiça Eleitoral pela Presidência desta Corte. da Lei Complementar nº. visando responder as seguintes indagações que abaixo formulo: I .. no Rol de Responsáveis a ser encaminhado pelo Tribunal à Justiça Eleitoral....... cujas contas foram julgadas IRREGULARES pelo Plenário deste Tribunal.. Solicito a Vossa Excelência as necessárias providências no sentido de que seja procedido estudo.. Considerando.704/1998 § 5º..” (Os grifos são nossos). letra “g”..definir a interpretação a ser dada para as expressões em destaque do art.01).. esclarecendo qual a data inicial e final do período qüinqüenal a ser considerada pela Secretaria: “Art. Considerando. 64...Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº... 1º.. de 1990 (DOC...... 379 .aprovar os critérios a serem adotados para a inclusão de gestores.

deverão ter seu nome incluído no referido Rol. considerando que o art.504.adaptar. 9.03). e demais normas advindas daquela Corte que visem. formalização e conclusão do trabalho supra. para as eleições que se realizarem nos 5 (cinco) anos seguintes. 380 . pedimos os necessários esclarecimentos a Vossa Excelência.02). consoante dispõe o art. e que esta Secretaria. também esclarecer os procedimentos para envio ao Ministério Públi- co Eleitoral da Relação de nomes de responsáveis. elenca três tipos de irregulari- dades e o parágrafo único admite mais um tipo de irregularidade? IV . requeiro a Vossa Excelência seja dado tramitação preferencial a este expediente. após julgada pelo Plenário do Tribunal. total ou parcialmente. oriunda do Tribunal de Contas da União (DOC. inciso III. considerando a urgência do exame da matéria. em face do período qüinqüenal. Assim. Isto posto. de 30 de setembro de 1997 DOC. for considerada. como irregulares. necessita de. inciso IX do Regimento Inter- no”. 15. considerando as diversas dúvidas que acercam esta Secretaria para a formalização do Rol dos Responsáveis a ser encami- nhado à Justiça Eleitoral. 195. no míni- mo. (Os grifos são nossos)”. pelo Plenário. III . cuja prestação e/ou tomada de contas. e aproveitamos a oportunidade para ressaltar que o prazo para o seu encaminhamento encerrar-se-á no dia cinco (5) de julho do corrente ( art. 11. 55.se todos os gestores. salvo se a questão houver sido ou estiver sendo submetida à apreciação do Poder Judiciário. a realidade desta Corte os ter- mos da Portaria nº. trinta (30) dias para a pesquisa.704/1998 g) os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível do órgão competente. § 5º da Lei Federal nº. de 17 de junho de 1994.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 166. contados a partir da data da decisão”. se for o caso.

§ 1º combinado com o art.1997.1990. após sub- metidos à apreciação pelo douto Plenário desta Corte. no rol de responsáveis a ser encaminhado pelo Tribunal a Justiça Eleitoral.09. o Tribunal de Contas deverá tornar dis- ponível à Justiça Eleitoral até (5) cinco de julho de 1988. do inciso I. É o Relatório. solicita estudo objeti- vando: I.05. de 30. O Secretário do Tribunal de Contas. Para os fins previstos na alínea “g”. a respeito de dúvida suscitada na aplicação de dispositivos legais e regimentais concernentes à matéria de sua competência. a relação dos que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível do Tribunal de Contas. o Tribunal de Contas deverá tornar disponível à Justiça Eleitoral até (5) cinco de julho de 1988. X. 220 do Regimento Interno deste Tribunal. de 18.704/1998 A Presidência do Tribunal de Contas submeteu a matéria a apreciação da Consultoria Jurídica que emitiu parecer às fls.504. 1º da Lei Complementar nº. 11 da Lei nº. 14 m e art. 15. inteligência do art.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. tendo a resposta a consulta caráter normativo quando a decisão do Plenário for unânime. 9. do art. para as eleições que se realizarem nos (5) cinco anos seguintes. ressalvados os casos em que a questão estiver sendo submetida à apreciação do Poder Judiciário ou que haja sentença judicial favorável ao interessado. combinado com o § 5º do art. 64. Assim. 11 a 17 dos autos. 2º. contados a partir da data da decisão.Aprovar os critérios a serem adotados para inclusão de gestores. PROPOSTA DE DECISÃO Compete ao Tribunal de Contas decidir sobre consulta que lhe seja formulada em tese por autoridade competente. a relação dos agentes públi- 381 .

16. de 18..07.....504... letra “g” da Lei Complementar nº.para qualquer cargo a . 11. de 08... contados a partir da data da decisão. 24. de 1990..E. em seu art. 1º.. inciso I.704/1998 cos que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções pú- blicas rejeitadas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível do Tribunal de Contas.. 64... III...1993... Portanto.1994.Definir a interpretação a ser dada para as expressões em destaque do art.... em seu art. 9. 15... 64. 12 de 09. “g”.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. onde consta: “contas julgadas irregulares”. todos os responsáveis públicos que tiverem suas contas rejeitadas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível do Tribunal de Contas deverão ter seus nomes enviados à Justiça Eleitoral ex- ceto.03. Ato Nº... todavia difere da nomenclatura da Lei nº.1997. em seu art.os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargo ou funções públicas rejeitadas por irregularidade in- sanável e por decisão irrecorrível do órgão competente. art... se a matéria estiver sendo submetida à apreciação do Poder Judiciário ou se houver sentença judicial favorável ao agente público. I. 8... salvo se a questão houver sido ou estiver sendo submetida à apreciação do Poder Judiciário.05. A Lei Complementar Estadual Nº.09...1992. e o Regimento Interno do T. 1º.. III.1990. § 5º.C. 382 . esclarecendo qual a data inicial e final do período qüinqüenal a ser con- siderada pela Secretaria: Art. 1º São inelegíveis I . abaixo transcri- to.. de 30..02.. de 16. A expressão “contas rejeitadas por irregularidade insaná- vel”. 38...443. para as eleições que se realizarem nos 5 (cinco) anos seguintes. é idêntica a constante da Lei nº.. constante da Lei Complementar Nº.. g . II ...

97. c. de 09.704/1998 usa a mesma nomenclatura da Lei Nº. Por construção interpretativa analógica a expressão “con- tas rejeitadas por irregularidade insanável” do art. do Regimento Interno deste Tribunal. III. b. combinado com o art. A expressão “decisão irrecorrível do órgão competente”. é a decisão do Tribunal de Contas que tramitou em julgado.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 116. 12. cuja prestação e ou tomada de contas.07. há de se entender como correspondente a “contas julgadas irregulares” do art. c. III: “contas julgadas irregulares”. contados a partir da data da decisão”. elenca três tipos de irregulari- dades e o parágrafo único admite mais um ipso de irregularidade? Todo agente público que tiver suas contas relativas ao e- xercício de cargo ou função pública rejeitadas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível do Tribunal de Contas deverá ter seu nome incluso em lista disponível à Justiça Eleitoral exceto se a matéria estiver sub-judice. III . de 18. inciso III. a. bem como correspondente a “contas julgadas irregulares” do art.Se todos os gestores. isto é. 1º. após julgada pelo Plenário do Tribunal. deverão ter seu nome incluído no referido Rol.1992.1993. quando os prazos processuais para interposição de recursos expiraram sem interposição de recursos ou quando não há mais recursos processuais admissíveis para instâncias superiores. 8. b. b.443. 166. 16. a. a.1992. “g” da Lei Comple- mentar Nº. 383 . c da Lei Complementar Estadual Nº.1990 e art. III. III. 15. de 16. 8. I. A expressão “para as eleições que se realizarem nos 5 (cinco) anos seguintes. art. 9. considerando que o art.07. d da Lei Nº.09. 16.02. de 18.504 de 30. 38. 64. há de se contar a partir do trân- sito em julgado da decisão que julgar as contas irregulares do agente público para todas as eleições que se realizarem no período de 5 (cinco) anos a partir do trânsito em julgado da decisão.443. 11 § 5º da Lei nº. total ou parcialmente como irregulares.05. O prazo de 5 (cinco) anos. for considerada.

05. A missão do Tribunal de Contas é tornar disponível o nome do res- ponsável pelas contas julgadas irregulares à Justiça Eleitoral.1990. 12 de 09. 9. Proponho ao Plenário: Resolução Nº. A inelegibilidade do agente público será apreciada pela Justiça Eleitoral e não pelo Tribunal de Contas.704/1998 A missão do Tribunal de Contas é tornar disponível à Jus- tiça Eleitoral o nome de todo agente público cujas contas foram julgadas irregulares.02. 15.1997. 166 do Regimento In- terno deste Tribunal. combinado com o art. A Lei Complementar Estadual Nº. 12.1993. 38 da Lei Comple- mentar Nº. 281 do Regimento Interno deste Tribunal admite em casos omissos a aplicação subsidiária ao Tribunal de Contas do Estado a legislação do Tribunal de Contas da União. 11. oriunda do Tribunal de Contas da União e demais normas advindas daquela Corte que virem tam- bém esclarecer os procedimentos. combinado com o art. Aprova Instrução Normativa sobre banco de dados com relação nominal dos responsáveis por contas julgadas irregulares para dis- ponibilizá-la à Justiça Eleitoral. a realidade desta Corte os ter- mos da Portaria Nº. 64. de 17 de julho de 1994. Considerando o art. de 18. IV . 195. 384 . para envio ao Ministério Público Eleitoral da Relação de nome de responsáveis. 88. I. Assim.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.504.Adaptar. “g” da Lei Complementar Nº. combinado com o art. de 30. Considerando ainda o disposto no art. § 5º da Lei Nº.02. 1º.09. de 09. as normas do Tribunal de Contas da União sobre a matéria em exame poderão ser aplicadas no que couber ao Tribunal de Con- tas do Estado. não há distinções de tipo de irregularidade.1993. em seu art. se for o caso.

2º Para os fins previstos na alínea “g”. encaminhará ao Ministério Público Eleitoral Lista Específica Aditiva. dos Estados e dos Municípios. o Presidente deste Tribunal enviará ao Ministério Público Eleitoral a relação dos nomes contidos no banco de dados mencionados no art. 9. § 5º da Lei nº. os números do processo e do Acórdão e a data de sua publicação. no banco de dados o nome completo do responsável. o número do registro no CPF/MF.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. do art. 1º da Lei Complementar Nº. a respectiva função. combinado com o art. de 22. após a publicação da respectiva decisão. 166 do Regimento Interno desta Corte. Parágrafo Único . 3º Para manter o banco de dados atualizado a Secretaria do Tribunal em coordenação com o Departamento de Informática acompanhará a publicação do Acórdão condenatório no Diário Oficial do Estado e incluirá. 15. 11. de 09. no uso de suas atribuições constitucionais. 64. de 30. 1º até (30) trinta dias antes da data estabelecida na lei eleitoral para o término do prazo de registro das candidaturas às eleições que se realizarem no âmbito da União. a partir de 5 de julho de 1993. Art. 1º A Secretaria do Tribunal de Contas. em coordenação com o Depar- tamento de Informática organizará e manterá permanentemente atualizado um banco de dados que contenha a relação nominal de todos os responsá- veis cujas contas tenham sido julgadas irregulares por decisão irrecorrível do Tribunal de Contas.504.O Tribunal.1993 e ainda o art. exceto daqueles cujas contas.09. na jurisdição desta Corte. ainda estejam sob apreciação em grau de recurso de qualquer natureza. 385 . do inciso I.1997.1990.05.02. 12. dentro de (24) vinte e quatro ho- ras.704/1998 O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará. combinado com o art. 38 da Lei Complementar Nº. a partir do prazo previsto no caput deste arti- go e até a véspera da realização de cada eleição. Art. legais e regimentais: Resolve expedir a seguinte Instrução Normativa: Art.

enviando o processo ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas. 5º Se houver recurso a Secretaria aguardará seu julgamento e procederá na forma. nos autos.Cumprido o previsto no “caput” deste artigo a Secretaria adotará as medidas legais cabíveis para a cobrança executiva de débito se houver. 386 . devendo apenas o banco de dados acrescentar o motivo da irregularidade das contas. ou seja. contidas no inciso III do artigo 38 da Lei Orgânica deste Tribunal de Contas.” Voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro SEBASTIÃO SANTOS DE SANTANA: “De acordo com o Relator”. a Secreta- ria requisitará o respectivo processo da unidade técnica competente do Tri- bunal e registrará. 15. 4º Expirados os prazos para interposição de embargo de declaração e de recurso de reconsideração sem que o interessado tenha recorrido. se está enqua- drada nas alíneas “a”.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. Art. prevista no artigo anterior quando não provido o recurso. que é o prazo que o Tribunal tem. “b” ou “c”. Erlindo Braga. Parágrafo Único . Art. Voto da Excelentíssima Senhora Conselheira EVA ANDERSEN PINHEI- RO: “Entendo que essa proposição do digno Auditor Erlindo Braga é inexeqüível para a presente eleição. Contudo. 7º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. revogadas as disposições em contrário.704/1998 Art. 6º As informações contidas no banco de dados do artigo 1º são públi- cas. o vencimento dos prazos recursais e o caráter definitivo da decisão. estou de acordo com a proposta de Instrução Norma- tiva elaborada pelo Dr. Porque esse banco de dados não tem a mínima condição de ser feito por este Tribunal de Contas até o dia cinco (05) de julho próximo.

15. em que não se tem parâmetro a não ser o que foi feito nos anos anteriores. e para que a Instrução Normativa gerada não tenha vida curta. já que vivemos num país instável. Voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro LUCIVAL DE BARROS BARBALHO: “A proposta do Senhor Auditor Antonio Erlindo Braga está muito bem elaborada. elaborar- 387 . com todos os Conselheiros presentes.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. previstas no re- ferido artigo da Lei Orgânica. caso este Tribunal de Contas julgue necessário. sugiro que a proposta de Instrução Nor- mativa. possamos refletir melhor sobre a matéria. quando estaremos com mais três Conselheiros neste Plenário. sejam consideradas para a eleição de outu- bro vindouro. entretanto. com as recomendações contidas no voto da Conselheira Eva Pinheiro. se man- tenha a interpretação de que apenas as alíneas “b” e “c”. Futuramente. Voto do Excelentíssimo Senhor Conselheiro NELSON LUIZ TEIXEIRA CHAVES (Presidente): “Acompanho o trabalho apresentado pelo digno Auditor Antônio Erlindo Braga. Deste modo. o tipo de irregularidade aponta- da. seja distribuí- da para todos os membros do Plenário. realmente. porque. onde as coisas mudam a todo instante? Portanto. Por estes motivos. entendo que devemos aguardar o mês de agosto para que. já que é uma Instrução Normativa para o futuro? Por que aprovarmos agora aquilo que talvez nem venhamos a utilizar. Para tanto. redigida pelo ilustre Auditor Antonio Erlindo Braga. não há condições de se fazer um levanta- mento preciso diante da exigüidade de tempo de que dispomos”. por que vamos aprovar esta matéria com apenas quatro (04) membros deste Colegiado? Por que não aguardamos o mês de agosto. mas não responde à indagação feita pela Secretaria. exatamente. que para o presente exercício. abstenho-me de votar”. no sentido de que a Secretaria realize esse le- vantamento para especificar.704/1998 Proponho.

em Sessão Ordinária de 23 de junho de 1998. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 28. acompanho o voto da Conselheira Eva Pi- nheiro. 15. Portanto.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. retorna ao índice 388 .783 de 20 de agosto de 1998.” Plenário Conselheiro EMÍLIO MARTINS.704/1998 se-á outra Resolução.

o que permite o acompa- nhamento sistemático e o exercício da fiscalização de tais atos. 71. CONSIDERANDO que este Tribunal dispõe de sistema de controle de publicação de atos administrativos. de 9 de fevereiro de 1993. expedir a seguinte INSTRU- ÇÃO NORMATIVA: 1. RESOLVE. 389 . nos termos do art. somente os atos de admissão de pessoal na admi- nistração pública deverão ser objeto de registro perante o Tribunal de Con- tas. 12. exclusivamente. Não devem ser remetidos para este Tribunal.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 28 da Lei Complementar nº. 14. unanimemente. à prorrogação de prazo de con- tratos administrativos de servidor temporário. os distratos e termos aditivos referentes. devendo a fiscalização ser realizada no próprio órgão jurisdicionado. O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará. no uso de suas atribuições constitucionais e legais. 14.891/1996 RESOLUÇÃO Nº. que estabelece a competência do Tribunal de Contas para editar Instruções Normativas. inciso III da Constituição Federal.891 Aprova Instrução Normativa sobre a remes- sa de distratos e termos aditivos referentes à prorrogação de contratos administrativos de servidor temporário. e CONSIDERANDO que. CONSIDERANDO o art.

na forma regimental. em Sessão Ordinária de 06 de agosto de 1996.891/1996 2. retorna ao índice 390 . sistematicamente. acompanhados pelos Órgãos Técnicos do Tribunal de Contas e também objeto de inspeção ou de auditoria. Os distratos e termos aditivos referidos nesta Instrução Nor- mativa serão. Os expedientes sobre a matéria. 14. deverão ser devolvidos para os respectivos Órgãos. aplicando-se-lhes o estabelecido nos itens anteriores. Plenário Conselheiro EMÍLIO MARTINS . Publicada no Diário Oficial do Estado nº 28. 3.283 de 22 de agosto de 1996.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. em tramitação neste Tribu- nal.

serão mantidas. RESOLVE. 110. para efeito de acompanhamento e consulta. Os atos de alterações do Orçamento do Gover- no do Estado. 14. pelo Tribunal de Con- tas. através de sistema informatizado próprio.700 Dispõe sobre a forma de controle e a- companhamento. por proposição da Presi- dência. relativamente ao acompanhamento das Leis objeto dos incisos I. por ocasião do exa- me das prestações de contas de cada Órgão ou Entidade do Poder Público Estadual. devidamente 391 .Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. transferências ou anula- ções de dotações e atualizações monetárias. o Departamento de Controle Externo verificará a procedência e a regularidade desses atos. que. unanimemente: 1. das alterações do Orçamento Anual do Governo do Estado. II e III do mesmo artigo. na mesma forma adotada pela Lei Orçamentária. o Tribunal. sob a forma de créditos adicionais. de que trata o art. mantém. CONSIDERANDO que. CONSIDERANDO o disposto no art. pela publicação no Diário Oficial do Estado e mediante con- sulta a sistemas informatizados do próprio Tribunal.700/1996 RESOLUÇÃO Nº 14. registros atualizados de todos os atos relativamente as alterações orçamentárias. CONSIDERANDO finalmente. O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará. 109 do Regimento. no uso das suas atribuições constitucionais e legais.

4. dos atos de que trata esta Resolução. 2. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 28. 5. por parte dos Órgãos e Entidades do Poder Público Estadual.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. da responsabilidade de remessa a esta Corte de Contas. Para garantir a eficácia do controle e acompa- nhamento e para efeito de consultas. à disposição da fiscalização do Tribunal de Contas do Estado. no Sistema de Controle de Obrigações - SCOB. Plenário Conselheiro EMÍLIO MARTINS . o Departamento de Controle Externo manterá. levará em consideração as exigências constitucionais e legais para a sua validade. como se depreende da leitura do art. O Departamento de Informática adotará as providências relativamente a baixa. A efetiva homologação da execução orçamen- tária integrará a decisão de Plenário relativamente à prestação de contas de cada Órgão ou Entidade. 3. 14. O Departamento de Controle Externo. em Sessão Ordinária de 16 de abril de 1996. retorna ao índice 392 . no Órgão competente. 129 do Regimento desta Casa. no cur- so da fiscalização.210 de 10 de maio de 1996. A execução do Orçamento Anual do Estado será objeto de análise a quando do Relatório da Comissão constituída. ao informar sobre essas alterações orçamentárias. 6. devidamente atualizados.700/1996 arquivadas. os registros do sistema informatizado próprio.

caso lhe seja conveniente. somente pode ser celebrada por prazo certo e determinados e mediante regular processo de licitação. constante da Ata n° 3. no uso de suas atribuições constitucionais e legais. RESOLVE. 14. O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará. unanimemente. Art. CONSIDERANDO exposição da Presidência.666/93.480 (Processo n° 95/58136-8) APROVA Instrução Normativa sobre a prorrogação dos prazos de vigência dos Contratos de locação de imóveis quando o Poder Público for locatário. median- 393 . poderá. 2° A Administração Pública. CONSIDERANDO o disposto no art 229 do Regimento Interno.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. antes de findar a vigência do contrato de locação. observadas as nor- mas específicas da Lei n° 8. expedir a seguinte INSTRU- ÇÃO NORMATIVA: Art 1º A contratação de locação de imóvel por órgão da Administração Pública. e CONSIDERANDO consulta formulada pela SECRETA- RIA DE ESTADO DA FAZENDA sobre a possibilidade de prorrogação dos prazos de vigência dos Contratos de locação de imóveis quando o Poder Público for locatário.662. desta data.480/1996 RESOLUÇÃO Nº 14.

prorrogar a vigência do mesmo.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.480/1996 te análise e justificativa. observando-se rigorosamente. revogadas as disposições em contrário Plenário Conselheiro EMÍLIO MARTINS . pelo mesmo prazo do contrato. 14. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 28. em Sessão Ordinária de 23 de Janeiro de 1996. efetivamente justificadas pela autoridade competente do órgão. Art. desde que permaneçam atendidos seus interesses e conveniências. 4° Esta Instrução normativa entra em vigor na data de sua publicação. retorna ao índice 394 .151 de 13 de fevereiro de 1996. como limite. 3° A possibilidade de prorrogação do contrato de locação de imóvel não está limitada em número. os percentuais de atualização outorgados em lei pelo Poder Público e manti- da sua adequação ao próprio mercado Art.

O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará.989 APROVA Instrução Normativa que dis- põe sobre o controle. 13. sob pena de invalidade substanci- al do ato. acordos ou outros instrumentos congêneres.93 e no art. subvenções. 24.95 e 3. de 09. R E S O L V E.94. unanimemente: Art.06. 12. CONSIDERANDO. 28 da Lei Complementar nº. 3º do Ato Regimental nº.03. CONSIDERANDO o disposto no art. no uso de suas atribuições. fiscalização e a- companhamento de execução de projetos custeados por recursos públicos. convênios.603. IX do Ato nº. acordos ou outros instru- mentos congêneres é obrigatória cláusula que disponha sobre a obrigação do órgão repassador de acompanhar. 154. 1º.611 desta data. controlar e fiscalizar a execução dos pro- jetos custeados pelos recursos repassados. de 08.02. finalmente.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. pelos órgãos repassadores. expressa no art. 12/93 e o art. subven- ções. 395 . fiscalização e acompanhamento. Nos instrumentos de repasse de recursos me- diante auxílios. CONSIDERANDO a competência do Tribunal de Con- tas.989/1995 RESOLUÇÃO Nº. CONSIDERANDO a necessidade de disciplinar o contro- le. 24/94-TCE. de 18. da execução do projeto custeado pelos recursos repassados mediante auxílios. 33 da Lei Comple- mentar nº. ajustes. o constante das Atas nºs 3. ajustes. 13.

também. retorna ao índice 396 . 12/93. A autoridade administrativa competente. à multa prevista em lei e no Regimento. controle e fiscalização. pelo descumprimento da obrigação. controle e fiscalização de que trata o artigo ante- rior. cláusula dispondo a respeito da emissão de laudo conclu- sivo sobre a execução do projeto objeto do repasse. bem como as normas e prazos para sua realização. A cláusula deverá identificar o responsável pelas atividades de acompanhamento. na falta de acompanhamento. em Sessão Ordinária de 20 de junho de 1995. 13. É também obrigatório constar do instru- mento de repasse. sujeitando-se. Parágrafo 2º.073 de 20 de outubro de 1995. responderá solidariamente pela aplicação dos recursos. IX do Regimento Interno e do art. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 28. quanto à emissão do laudo conclusivo. comprovando sua reali- zação ou apontando as irregularidade verificadas. 3º. Plenário Conselheiro EMILIO MARTINS . 30 da Lei Comple- mentar nº.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. Art. Esta Resolução entra em vigor a partir da da- ta de sua publicação.989/1995 Parágrafo 1º. para pleno atendimento do disposto no art. 154. 2º. Art.

economicidade e efetividade das referidas ações governamentais e. 12/93 e inciso VII e parágrafo único do art. o real benefício sócio- econômico no que diz respeito à renúncia. II da Lei Complementar nº. entre outros. 12. em conse- qüência. 25. no uso de suas atribuições legais. O Tribunal de Contas do Estado do Pará. 1º do Regimento do TCE-PA). expedir atos ou instruções normativas sobre matérias de suas atri- buições. eficácia. 13. e. podendo. ava- liar os resultados quanto à eficiência. no âmbito de sua competência e jurisdição. o disposto nos arts. CONSIDERANDO que assiste ao TCE-PA. confor- me estabelece o art. 28 da Lei Complementar nº.979 APROVA Instrução Normativa que re- gulamenta o acompanhamento da arre- cadação da receita e a fiscalização da re- núncia de receitas públicas estaduais. acompa- nhar a arrecadação da receita a cargo do Estado e fiscalizar a renúncia de receitas estaduais (art. unanimemente: Art. CONSIDERANDO. ainda. obrigando o seu cumprimento pelos seus jurisdicionados.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. de 9 de fevereiro de 1993. CONSIDERANDO que compete ao TCE-PA. 397 . 120 e 121 do Regimento do TCE-PA.979/1995 RESOLUÇÃO Nº 13.O acompanhamento da arrecadação da receita e a fiscalização da renúncia de receitas terão como objetivos. o poder regulamentar. RESOLVE. ainda. 1º .

conforme determina o art. com identificação dos respectivos responsáveis. conforme estabe- lece o inciso I. indireta e fundacional dos Poderes do Estado. 13. 2º . b) relatórios mensais da receita.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 134.a análise de demonstrativos próprios. Parágrafo único. 214 da Constitu- ição Estadual. b) a normalidade dos documentos. que consiste em deter- minar se a arrecadação foi realizada de acordo com as atividades da entida- de. Art. gerenciados pe- los mencionados órgãos. bem como dos fundos e demais instituições sob a jurisdição do Tribunal.979/1995 Art. quando observar- se-á: a) a autenticidade dos documentos. entidades ou fundos. utilizando papéis de trabalho e documentação apresentada pelo órgão fiscalizado.As auditorias e as inspeções ordinárias. inclusive nas respectivas regionais. do art.O acompanhamento da arrecadação da receita a cargo dos órgãos e entidades da administração direta. 398 . inclusive por meio dos sistemas eletrônicos de processamento de dados. será realizado pelo Departamento de Controle Exter- no por meio de suas Controladorias mediante: a) auditorias e inspeções ordinárias realizadas in loco. enviados ao Tribunal pe- los órgãos arrecadadores até o último dia útil subseqüente. do Regimento do Tribunal. Considera-se como órgão arrecadador aquele que aufere receita prevista no orçamento e outras decorrentes de tri- butos. serão realizadas periodicamente em todos os órgãos estaduais arrecadadores. preços e outros ingressos. e compreenderá: I . II . que consiste em verifi- car se os mesmos são fidedignos. a cargo das Controladorias do Departamento de Controle Externo. 3º .o exame dos documentos originais.

80 do Regimento Interno. Parágrafo único. inclusive os enviados pelas delegacias regionais.o exame de registros auxiliares. que consiste em verificar se os mesmos discriminam devidamente a origem da receita. conjuntamente. na forma regimental. continuarão a ser examinadas. da Autarquias e Funda- ções e dos Fundos de Investimentos. até o último dia útil do mês subseqüente.a conferência dos cálculos. d) os registros dos documentos de arrecadação. VI . pros- seguindo-se a tramitação dos processos na forma regimental.320/64. inclusive com os códigos e nomenclatura.979/1995 c) a aprovação dos documentos. § 1º . 13. V . 120 do Regimento Interno. O Departamento de Controle Externo analisará os relatórios mensais da receita. § 2º . na forma do Anexo I. com as respectivas prestações de contas. os quais servirão de apoio às auditorias e inspeções ordinárias estabelecidas nesta Instrução Normativa. III .O Departamento de Controle Externo. 399 .o exame de escrituração. consoante dispõe o art. consolidados ao final de cada exercício. visando verificar os controles in- ternos existentes e o fluxo de papéis sobre a arrecadação. d lei federal nº. poderá submeter ao Plenário pedido de inspeção extraordinária. se detectar ir- regularidades na arrecadação da receita em qualquer período do exercício.As receitas referentes a recursos próprios das Em- presas Públicas e Sociedades de Economia Mista.Os relatórios mensais da receita e os resultantes das auditorias e inspeções ordinárias serão autuados e instruídos trimestral- mente por órgão arrecadador. Art.os questionamentos. IV . que con- sistem na comprovação de que a contabilização das receitas é adequada. 4. previstas no art.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. remetidos pelos órgãos arrecada- dores. em função da documentação correspondente e se as contas são apropriadas. 4º .

será realizada pelo TCE .As leis estaduais sobre incentivos fiscais. publicadas no Diário Oficial do Estado serão. conforme estabelece o inciso IV. a ser enviado ao TCE-PA. até o último dia útil subseqüente. 134. consolidados ao final de cada exercício e tramitados na forma regimental. autuadas de maneira inde- pendente e terão instrução e tramitação de forma preferencial. Art. pode- rá submeter ao Plenário pedido de Inspeção Extraordinária na forma estabe- lecida no art. § 2º .Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. incentivos ou quaisquer outros bene- fícios de natureza fiscal. especificando o amparo legal dessa renún- cia.PA através do Departa- mento de Controle Externo mediante: a) exame dos atos concessórios publicados no Diário Ofi- cial do Estado. b) leitura da publicação no Diário Oficial do Estado das leis sobre incentivos fiscais. c) auditorias e inspeções ordinárias realizadas in loco nos órgãos que tenham contribuição para conceder. desde logo. quando for o caso. do art. 80 do Regimento do Tribunal. d) relatórios mensais de renúncia de receitas dos órgãos concessores.O Departamento de Controle Externo. do Regimento do Tribunal. gerenciar ou utilizar recur- sos decorrentes das aludidas renúncias.979/1995 Art. ilegítimo ou anti-econômico nas conces- sões de renúncia de receitas. inclusive no que diz respeito à legalidade dos atos concessórios e que abrange as i- senções. se constatar a ocorrência de qualquer ato ilegal. 13. § 1º . de que resulte dano ao Tesouro Estadual. 5º .Os atos concessórios publicados no Diário Ofici- al do Estado. reduções.A fiscalização da renúncia da receita. 6º . os Relatórios mensais da renúncia de receitas e os resultantes das auditorias e inspeções ordinárias. 400 . anistias. remissões. serão autuados e instruídos trimes- tralmente por órgão concessor.

o TCE-PA poderá.Os relatórios anuais de receita e de renúncia de receitas. do disposto no inciso XIV. ser anexados às contas do Governador do Estado. 121 e 197. do Regimento do Tribunal.979/1995 Art.Ressalvado o sigilo fiscal do contribuinte. Plenário Conselheiro EMÍLIO MARTINS . Publicada no Diário Oficial do Estado nº 27. 9º .Esta Instrução Normativa entrará em vigor na data de sua publicação. em Sessão Ordinária de 06 de junho de 1995. tomar as providências estabelecidas no art. o TCE-PA terá acesso irrestrito a qualquer sistema eletrônico de processa- mento de dados e a Banco de Dados. retorna ao índice 401 . Art.Quando forem detectadas irregularidades nas arre- cadação da receita ou ilegalidade na renúncia de receitas. Art. poderão. § 2º .Os autos relativos às leis estaduais sobre incentivos fiscais serão examinados para fins. 2º. 10º . de conformidade com as disposições regimentais pertinentes contidas nos arts. 13. 108. 7º . Art. em todas as etapas das auditorias e inspeções sobre a receita e/ou renúncia de receitas no âmbito dos Poderes Públicos Estaduais. entre outros. do art. 106. ainda. 107. 8º .Os processos referentes à receita e renúncia de receitas serão submetidos ao Plenário.996 de 03 de julho de 1995. § 1º . revogadas as disposições em contrário. rela- tivas ao exercício em questão. 108 do seu Regimento e aplicar sanções e/ou medidas cautelares previstas nesse diploma legal.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. por decisão plenária. contidos nos respectivos processos de prestação de contas.

deste Tribunal. A fim de manter atualizadas as informa- ções. 24. 1º . 1º. 13. 28 da Lei Complementar nº. esses órgãos e entidades comunicarão. no uso de suas atribuições constitucionais. legais e regulamentares.616 APROVA Instrução Normativa que es- tabelece normas de remessa e atualiza- ção do ROL DE RESPONSÁVEIS jun- to ao Tribunal de Contas do Estado do Pará. expedir a seguinte Instrução Normativa: Art. O Tribunal de Contas do Estado do Pará. 12/93 para expedir atos e instruções normativas sobre matéria de suas atribuições.Art. 13. CONSIDERANDO que compete ao Tribunal o julgamen- to das contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros. I do Ato nº. no prazo máximo de 15 dias da publicação do Ato. toda e qualquer alteração do ROL DE RESPONSÁ- VEIS. II) e Art. CONSIDERANDO o poder regulamentar que lhe confere o Art. 116. o ROL DE RESPONSÁVEIS e suas alterações. em 31 de janeiro de cada exercício. Parágrafo único.Os órgãos de Controle Interno do Poder Público Estadual encaminharão ou colocarão à disposição do Tribunal.616/1994 RESOLUÇÃO Nº. bens e valores públicos (Constituição do Estado do Pará . R E S O L V E. 402 .Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. I do Ato 1º. com a indicação da natureza da responsabilidade de cada um.

como membros dos Conselhos Fiscal e de Administração. Plenário Conselheiro “Emílio Martins”. a Município e entidades públicas ou organizações particulares. ou que. solidariamente.O Tribunal manterá. para efeito desta Instrução: I . Parágrafo único. deverá ser remetido pelas entidades e órgãos jurisdicio- nados até a data 29.94. de qualquer modo venham a integrar. guarde. 3º . o patrimônio do Estado. e ainda. 2º .Toda pessoa física que utilize. geren- cie ou administre dinheiros.Membros de diretoria. conselho de administração. III . o ROL DE RESPONSÁVEIS. ou que. II . os dados relativos aos RESPONSÁVEIS.12. em nome dessas assuma obrigação de natureza pecuniária.Serão considerados RESPONSÁVEIS. Para implantação inicial do sistema a que se refere este artigo. bens e valores públicos do Estado e das entida- des da administração indireta ou pelos quais estes respondam. mediante convênio. conforme Modelo anexo. Art. 13.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. provi- sória ou permanentemente.Os representantes do Poder Público estadual na As- sembléia Geral das empresas estatais e sociedades anônimas de cujo capital as referidas pessoas jurídicas participem. através de sistema informati- zado próprio.616/1994 Art. retorna ao índice 403 . a- juste ou outros instrumentos congêneres. em Sessão Ordi- nária de 15 de dezembro de 1994. IV . ou de outra entidade pública estadual. o gestor de quaisquer recursos repassados pelo Estado. acordo. arrecade. a partir do exercí- cio de 1992.Os dirigentes ou liquidantes das empresas encampa- das ou sob intervenção. conselho fiscal e dos órgãos colegiados responsáveis por ato de gestão defi- nidos em lei ou regulamento.

Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 13.616/1994 404 .

Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.616/1994 405 . 13.

havendo atingi- do a compulsória. Ultimamente. apresentado em sessão ordinária de 24. todavia. e cuja aposentadoria ocorra compulsoriamente. so- bre o qual não há necessidade de maiores considerações. posto que aposentadoria compulsória não deve ser requerida.93 e constante da Ata nº. 3. aquela irregularidade (requerimento de aposentadoria compulsória) podia ser tolerada. Enquanto o requerimento não importava em qualquer es- pécie de conflito jurídico ou debate a respeito dos proventos. inúmeros têm sido os processos de aposentadoria compulsória que apresentam requerimento do apo- sentando. trata-se de aspecto elementar. visando ao efeti- vo controle do afastamento de servidores estaduais lotados nesses órgãos.465. o que importaria em al- 406 . 12. O Tribunal de Contas do Estado do Pará. a seguir transcrito: “Excelentíssimos Senhores Conselheiros: Como é do conhecimento de todos os doutos e ilustres Conselheiros desse Egrégio Tribunal.718/1993 RESOLUÇÃO Nº 12. e. solicitando aposentação.718 APROVA Instrução Normativa a respei- to das condições indispensáveis a serem observadas pelos órgãos e unidades ad- ministrativas estaduais. CONSIDERANDO requerimento do Doutor HILDE- BERTO MENDES BITAR.08. surgiram em alguns processos indaga- ções a respeito da situação funcional do servidor que. o que. no uso de suas atri- buições legais.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. permaneceu em atividade. Procurador do Ministério Público junto ao Tri- bunal.

no sentido de que tais órgãos exerçam efetivo controle da situação de seus funcionários quanto à compulsoriedade de aposentação aos 70 anos. após minucioso exame e discussão da matéria. os proventos devem ser calculados considerando-se apenas o tempo de serviço até os 70 anos. Parece-nos. e que.”. este Ministério Público. no exercício de sua função precípua de zelar pelo cumprimento da Constituição. RE- QUER a esse douto Plenário.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. Assembléia Le- gislativa. tais como: são válidos os atos praticados por tal ser- vidor após a data em que completou 70 anos?..). justamente em decorrência do caráter compulsório da espécie de aposentadoria em questão. É evidente que o controle do advento da compulsoriedade cabe à Admi- nistração Pública. 407 .. ficando cientes os res- ponsáveis por tais órgãos que o afastamento de servidor que atinge 70 anos é ato que compete à própria Administração.93. 12. não sendo o servidor notificado para afastar-se do serviço.08. caberá ao responsável pelo órgão em que o servidor estava lotado responder pelos danos causados á Administração Pública por sua omissão. ou até a data efetiva da aposentação e várias outras. seja expedida circular aos órgãos cen- trais da Administração Pública (Tribunal de Justiça. cientificando-o de que. porém. que tais problemas poderiam ser evita- dos se a Administração Pública efetivasse. nos termos da Constituição Estadual. deferiu o requerimento supra transcrito. e.. Secretarias de Estado. em sessão de 31. etc. o ato que lhe compete: notificar o funcionário. por escrito e com cópia (a ser assi- nada pelo servidor). aguardando os atos declaratórios de sua aposentadoria. na data em que completa 70 anos. CONSIDERANDO que o Plenário deste Tribunal. deve afastar-se do servi- ço público.718/1993 gumas questões. Nestas condições. no caso.

unanimemente.554 de 15 de setembro de 1993. determinando e cientificando-o de que.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.No caso de aposentadoria compulsória. apenas a realização dos atos legais declaratórios de sua aposentadoria. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 27. 2º . 74. caberá à autoridade administrativa competente notificar o servidor.O aposentando assinará a cópia da noti- ficação de que trata este artigo.Esta Resolução entra em vigor na data de sua pu- blicação. cujas jurisdições competem a este Corte. retorna ao índice 408 .718/1993 R E S O L V E. 4º . Art. de 09. afastado do exercício do cargo.Fica a Presidência autorizada a expedir Ofícios Circulares visando a comunicação da presente decisão aos gestores de ór- gãos e unidades administrativas. deve afastar-se do serviço público. Art. revogadas as disposições em contrário. às san- ções previstas no art. Art. 72 combinado com o art.02. 3º . respondendo tais autoridades pelos danos causados à Administração Publica pela sua omissão.Os processos de aposentadorias que ingressarem neste Tribunal após a publicação desta Resolução.93. Plenário “Conselheiro EMÍLIO MARTINS”. nos termos da Constituição Estadual. inciso IV da Lei Com- plementar nº. e que não cumprirem as exigências nela contidas. tão logo atinja a idade limite prevista em lei. sujeitarão as autoridades administrativas a que estão subordinados os servidores a que se referirem tais processos. expedir a seguinte Ins- trução Normativa: Art. por escrito e com cópia. 12. 1º . Parágrafo único . 12. aguardando. em sessão ordinária de 31 de agosto de 1993.

451. que dizem respeito à admissão de pessoal temporário. Consa. indicando as dificuldades que vem impedindo a agilização da tramitação dos mesmos para apreciação por este Plenário. R E S O L V E. que já entraram neste Tribunal vencidos. não só para solução imediata. Sra. 1º desta Instrução Normativa. com as emendas sugeridas pela Exma. CONSIDERANDO proposição da Presidência. CONSIDERANDO a exposição feita pela Diretoria Geral de Administração. expedir a seguinte instrução normativa: Art. relativamente ao acúmulo de papéis a protocolar.662/1993 RESOLUÇÃO Nº 12. 1º . O Tribunal de Contas do Estado do Pará. 3. deste Tribunal.662 APROVA Instrução Normativa relativa à tramitação. 12.Os atos de admissão de pessoal temporário e seus respectivos termos aditivos. e. como também para reduzir o elevado custo operacional na adoção da rotina normal de au- tuação desses papéis. CONSIDERANDO tratar-se de situação emergencial que exige tratamento excepcional. neste Tribunal. de processos referentes a registro de atos de admissão de pessoal temporário. EVA ANDERSEN PINHEIRO quanto ao § 1º do art. deverão ser autuados num 409 .Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. ambas constantes da Ata nº. no uso de suas atribuições. oriundos dos ór- gãos e unidades administrativas estaduais. ou cujos prazos venceram antes de formar processo. desta data.

2º . 3º . caberá. ao Auditor instrutor do feito. ou já julgadas pelo Plenário. daqueles atos que exigirem exame mais aprofun- dado. obedecido o número máximo de trinta (30) atos para cada um. se entender ne- cessário. deverão ser autuadas num só processo. independente do despacho da Presidência.Após o exame.Para os atos de admissão de pessoal temporário com duração superior ao mencionado no art. 2º. examinar os atos. § 2º . e diminuir o custo operacional da folha de encaminhamento ao DGCE. § 3º .Caberá ao DGCE pedir o desentranhamento e ane- xação ao contrato original. seria adotado como rotina o autuamento num só processo.Os Termos Aditivos a contrato de admissão de pessoal temporário ainda em vigor. para decidir se pede a reabertu- ra da instrução processual ou revisão da decisão prolatada. § 1º . mas cuja duração se extinga dentro do prazo de seis (06) meses. 410 . § 2º .Para suprir a falta de remessa do Diário Oficial. não excedendo trinta (30) atos para cada processo. Art.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. fica aprovado o modelo anexo.Quando as prestações de contas já estiverem com sua instrução processual encerrada. e encaminha- dos ao DGCE para exame. por órgão expedidor. § 1º . pelo DGCE.O mesmo procedimento deverá ser adotado para Termos Aditivos posteriores àqueles que já estiverem anexados às presta- ções de contas respectivas. Art. 12. e anexados à respectiva prestação de contas para exame em con- junto. independente de anexação ao contrato original.662/1993 só volume. apresentado pela Divisão de Protocolo deste Tri- bunal. os processos seguirão sua tramitação normal.

411 . Art. Consº. precedente. 7º . aplicar-se-á o disposto no art. assim. SEBASTIÃO SANTOS DE SANTANA : “A matéria é administrativa e. Sr. 4º . se neces- sário. utilizando os dados existentes em seus arquivos. 8º . Consª. cabendo-lhe aplicar o § 1º do art. Consº. deverá adaptar os seus controles para o cumprimento desta Resolução. portanto.EBCT. JOSÉ MARIA BARBOSA: “De acordo”.O Departamento Geral de Informática. LAURO DE BELÉM SABBÁ: “De acordo”. o exato cumprimento ao disposto nesta Instrução Normativa. prestando. Consº. Exmº.Os atos que ingressarem neste Tribunal após a data de publicação desta Instrução Normativa. de competência da Presidência”.662/1993 Parágrafo único .Caberá à Divisão de Protocolo exigir dos órgãos remetentes. revogadas as disposições em contrário. Sr. 3º e seu parágrafo único. Art. 5º . 6º . no processo. Exmº. 2º desta Resolução. Srª. 12. LUCIVAL DE BARROS BARBALHO: “De acordo”. Consº. Art.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. paralisa- ção da tramitação processual. recusando o seu recebimento. ao Departamento Geral de Administração. para efeito de colaboração ao emitir seus pareceres. Exmª. Art. evitando. Exmº. quando necessário. independente de sua anexação ao contrato original.Esta Resolução entra em vigor na data de sua pu- blicação.A douta Procuradoria deverá ser cientificada das medidas adotadas nesta Resolução. ou devolvendo aqueles encaminhados pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos . Sr. o auxílio necessário. EVA ANDERSEN PINHEIRO: “De acordo”.Sempre que possível o DGCE deverá informar. Sr. Art. Exmº.

12. Consº. retorna ao índice 412 . do Tribunal de Contas do Estado do Pará.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. em 1º de junho de 1993. Sr.Presidente : “De acordo”.491 de 17 de junho de 1993.662/1993 Exmº. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 27. Plenário “Conselheiro EMÍLIO MARTINS”. ELIAS NAIF DAIBES HAMOUCHE .

12.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.662/1993 Modelo Anexo TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO PARÁ Nesta data faço remessa do presente processo à : __________________________________________ __________________________________________ Seção de Processos e expedientes 413 .

III). 116. 74 da Lei Complementar nº. CONSIDERANDO que a resposta a consultas feitas a es- ta Corte. 28. CF) e o poder regulamentar que lhe é correlato no âmbito de sua jurisdição (art. LC nº. unanimemente. na forma do Regimento em vigor (art. R E S O L V E.Maior Valor de Referência e a necessidade de adoção de índice substituto em razão da le- gislação superveniente. em sessão ordi- nária de 25 de maio de 1993. na forma do art.651/1993 RESOLUÇÃO Nº. nos termos do Regimento (arts. 12.651 Aprova Instrução Normativa sobre ado- ção de indexadores monetários de atuali- zação de valores referentes a débitos. CONSIDERANDO a necessidade de uniformizar os crité- rios de aplicação. 12/93. finalmente. o constante do Processo nº. 248. multas e contratos no âmbito da aplica- ção da Lei Orgânica do Tribunal de Con- tas do Estado e seu Regimento. aprovar a seguinte Instru- ção Normativa: 414 . CONSIDERANDO a competência constitucional desta Corte de Contas (art. CONSIDERANDO. 92/54473-4. 12. CONSIDERANDO a extinção do MVR .Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. e. interpretação e integração das leis que disciplinam os índices de correção monetária no âmbito da jurisdição desta Corte. 217 e 218) tem caráter e natureza informativa. 12/93). O Tribunal de Contas do Estado do Pará.

Art. sob pena de responsabilidade e aplicação das sanções previstas em lei (arts. no caso de extinção ou descontinuação desse índice. o IPC/FIPE. Parágrafo segundo . 1º .651/1993 Art. ou por iniciativa de qualquer dos Conselheiros. de ofício. 12/93). 2º . 3º . 12. o índice adotado pelo Es- tado para correção de débitos fiscais.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 28.Fica vedada a utilização da TR ou TRD para qualquer finalidade estranha a sua natureza jurídica.Os índices nominais referidos beste artigo serão também adotados para apuração dos limites de valores dos con- tratos ou atos jurídicos análogos para efeito de remessa a este Tribunal co- mo elemento obrigatório integrante dos processos de prestação e/ou tomada de contas de quaisquer espécies. manifestações. na elaboração de pareceres.Como índice de reajuste de preços e valores dos contratos administrativos em geral deverá ser adotado como índice substituto o IGP/FGV ou. realizando.a presente instrução normativa se aplica e é de observância obrigatória a todas as pessoas sujeitas à jurisdição do Tribunal de Contas do Estado. aplicando-se o índice que vier a ser adotado pelo Governo Federal em caso de extinção ou substituição dos indexadores antes referidos.Os servidores desta Corte nas suas atribuições de inspeção e fiscalização.Para efeito de correção monetária e em substitui- ção ao extinto MVR. no âmbito das normas legais e re- gimentais pertinentes à Jurisdição deste Tribunal. Parágrafo primeiro . Audi- 415 . notadamente para os fins disposto neste artigo. que servirá doravante como parâmetro de atualização de quaisquer valores referentes aos contratos e às contas su- jeitas à análise. Art. Parágrafo terceiro . inclusive para efeito de imputação de débitos e/ou multas previstas em lei ou no Regimento que antes adotavam o índice extinto. deverão observar o disposto na presente instrução normativa. 29 e 30 da Lei Complementar nº. deve ser aplicado. relató- rios e atos análogos e/ou na análise dos processos submetidos à apreciação do Tribunal.

renovadas as disposições em contrário.A presente instrução normativa se aplica aos pro- cessos em curso. a produza consideran- do os valores da ultima e mais atual correção monetária dos valores objeto das contas em julgamento. as correções monetárias dos valores das contas. para que o Plenário. Plenário “Conselheiro EMÍLIO MARTINS”. contudo. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 27. Parágrafo único. 5º . 4º . retorna ao índice 416 . Art. Art. ou representantes do Ministério Público. divisão. A correção monetária dos valores pode- rá ocorrer em qualquer fase do processo. em cada fase de tramitação perante cada setor.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. sendo obrigatória.Esta Resolução entra em vigor na data de sua pu- blicação. em sessão de 25 de maio de 1993. aquando da decisão.651/1993 tores. 12.486 de 09 de junho de 1993. órgão ou Departamento desta Corte.

269. em sessão de 31 de janeiro de 1991. 12. CONSIDERANDO a manifestação do Dr. em 31 de janeiro de 1991. por ocasião do julga- mento do processo supra mencionado. 3.930 de 18 de março de 1991. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 26. 12. e CONSIDERANDO o voto do Exmº Sr. JOSÉ OCTÁ- VIO DIAS MESCOUTO.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.094/1991 RESOLUÇÃO Nº. no prazo de dez (10) dias da sua assinatura. Procurador Chefe do Ministério Público junto a este Tribunal. desta data. R E S O L V E: Determinar que todos os Contratos e Convênios assinados pelo Poder Público tragam inseridos em seu texto uma cláusula obrigatória da publicação no Diário Oficial. Sala das Sessões do Tribunal de Contas do Estado do Pará.094 (Processo nº. sem o que estariam invalidados. retorna ao índice 417 . Relator. Conselheiro ELI- AS NAIF DAIBES HAMOUCHE. constante da Ata nº. 90/54187-0) O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará.

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MULTAS (Resolução e tabela de temporalidade) .

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A partir de 01.2008 R$ 28.04.04.720 Até 5% do recurso rece.04.12.459 De 5% até 10% do valor De 10% até 20% do valor do convênio.01. obedecido o obedecido o limite máximo de R$ limite máximo de R$ 28.00.00.03.000.720 Até o limite máximo de R$ 20.00 17.459 Até o limite máximo de Em vigor a partir de 01.000.99 a 23.99 a 23.00 421 .03.12.00 R$ 100.03 16.07* bido.000. Até 10% do recurso recebido. Resolução Ofensas ao art.03 a 31.00 até R$ 200. * Aplicável às infrações ocorridas no período.01.07 17.00 até R$ 400. 74 da Lei Complemen- tar nº 12/93. o limite máximo de R$ 20.868 R$ 50.2008* do convênio.000.04.00 16.000. Tabela de Temporalidade para Aplicação de Multas Ref: Remessa de Prestação de Contas ao Tribunal de Contas fora do prazo.00 16. 28. Resolução Não Ensejando Tomada Ensejando de Contas Tomada de Contas 15.00 24.000.03* 16.03 a 31. 15. obedecido 24.868 Até o limite máximo de R$ 5.

desta data. Considerando a necessidade de atualização dos termos da Resolução nº 14.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 422 . que passará a vigorar a partir da data de sua publicação no D.E.868/1999 RESOLUÇÃO Nº 15. de 9 de fevereiro de 1993. RESOLVE. Sr.868 O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará. em Sessão Ordi- nária de 16 de março de 1999.446.. revogando- se as disposições em contrário. para aplicação de multas previs- tas nos artigos 73 e 74 da Lei Complementar nº 12. no uso de suas atribuições legais e regimentais. de 19 de dezembro de 1995. Considerando exposição apresentada pelo Exmº. Consº. que regula a aplicação de multas previstas na Lei Complementar nº 12. inclusive. 15. constante da Ata nº 3.910.O. Fernando Coutinho Jorge. relativamente aos processos de exercícios anteriores. de 09 de fevereiro de 1993 (Lei Orgânica do TCE-PA). Plenário Conselheiro EMÍLIO MARTINS. unanimemen- te: APROVAR a tabela anexa.

O Plenário poderá deixar de aplicar a multa. de prestação de contas fora do prazo regimen- tal: 2. e 2. 3. 5. observada a proporcionalidade do dano causado ao e- rário estadual e o limite acima fixado. 15.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº.00 até R$ 200. as multas terão o seu valor arbitrado pelo julgador.De R$ 50. O limite máximo para aplicação de multa prevista no parágrafo úni- co do art. 2. de 09/02/93: 1.1.3. A aplicação de multas far-se-á conforme determina o art.15. Quando aplicada em decorrência de ofensas aos incisos do artigo 74 da Lei Complementar nº 12/93.00). quando: 5. Remessa.2. 5. 423 .000. Não se aplicará multa nos casos dirimidos pelo Prejulgado nº 06- TCE.868/1999 ANEXO A RESOLUÇÃO Nº. acolha manifestação de um de seus Membros. Fica fixado o prazo de trinta (30) dias para o recolhimento das mul- tas previstas nesta Resolução. 6.2. 5. em Sessão Ordi- nária de 16 de março de 1999. será de cinco mil reais (R$ 5. 73 e se- guintes da Lei Complementar nº 12/93. ao Tribunal. Plenário Conselheiro EMÍLIO MARTINS.868 Tabela para aplicação de multas pre- vistas na Lei Complementar nº 12. 74.00.De R$ 100.1.00 até R$ 400. da Lei Complementar nº 12/93. Ensejando tomada de contas .00. desde que haja publicação do ato em sua vigência. Não ensejando tomada de contas .aceite razões oferecidas pelo responsável. reconhecer motivo relevante que justifique o atraso no envio da prestação de contas ou a não remessa da mesma. 7. 4.

de 16. em Sessão Or- dinária de 24 de abril de 2003. 16. RESOLVE. de 19. APROVAR a Tabela Anexa. no uso de suas atribuições legais e regimentais.720/2003 RESOLUÇÃO Nº. com vigência a partir da publicação desta resolução no Diário Oficial do Estado.446.99.95 e 15. 4. 2.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. que trata da aplicação das multas disciplinadas nos artigos 73 e 74 da Lei Complementar nº 12/93. especialmente as Resoluções nºs 14.12. de 09 de fevereiro de 1993. Plenário Conselheiro EMÍLIO MARTINS.237.720 O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará. desta data. Considerando a necessidade de redimensionar a aplicação das multas previstas na Lei Complementar nº 12 (Lei Orgânica do TCE- PA). 424 . Publicada no Diário Oficial do Estado nº 29.868. REVOGAR as disposições em contrário.934 de 30 de abril de 2003.03. 16. constante da Ata nº. unanimemente: 1. Considerando proposição da Presidência.

3 Na ocorrência de qualquer das hipóteses especificadas no sub- item 2.2. de atos de admissão de pessoal para efeito de registro: a) Além do prazo regimental.1.2 Remessa. quando aplicadas em decorrência de infrações previstas no art. e b) ensejando tomada de contas: até 10 % (dez por cento) do recurso efetivamente recebido.000 (vinte mil reais). 73 da Lei Complementar nº 12/93. e c) não havendo a remessa.1.720/2003 ANEXO À RESOLUÇÃO Nº.1.1 No descumprimento de prazo estabelecido no Regimento deste Tribunal (item VIII do art. ao Tribunal de Contas.1. 2. 2. prevista no art.000.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 16. 425 . 74): 2.1. A aplicação de multas.1.00 (quatrocentos reais). consoante o disposto no parágrafo único do referido artigo: 2. de prestação de contas fora do prazo regimental: a) não ensejando tomada de contas: até 5 % (cinco por cento) do recurso efetivamente recebido. 74. até o limite máximo de R$ 20.720 1.1 Na aplicação de multa prevista no art.00 (duzentos reais) até R$ 300. o valor não poderá ultrapassar o limite máximo fixado no item 2.1.00 (duzentos reais). O valor das multas. adotar-se-á o seguinte critério: 2. 2.00 (trezentos reais). 74 da Lei supra. far-se-á conforme ali se dispõe. mesmo depois de vencido: R$ 400.1. mas na vigência desses atos: de R$ 100.1 Remessa.00 (cem reais) até R$ 200.1. ao Tribunal. b) após vencido o prazo de vigência desses atos: de R$ 200. será arbitrado em moeda corrente do país. 16.

. nem nos casos previstos no Prejulgado nº 14/TCE-PA. em Sessão Or- dinária de 24 de abril de 2003. 3.2 Quando aplicadas em decorrência de ofensas aos itens I a VII. 426 .Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. do art. 16. obedecendo a proporcionalidade do dano causado ao erário estadual. 4. Plenário Conselheiro EMÍLIO MARTINS. Não se aplicará multa nos casos dirimidos pelo Prejulgado nº 06/TCE-PA.720/2003 2. 74 da Lei Complementar nº 12/93. as multas terão o seu valor arbitrado pelo julgador. desde que haja publicação do ato em sua vigência. Fica fixado o prazo de trinta (30) dias para o recolhimento das multas ao erário estadual.

12. aprovado em reunião administrativa realizada no dia 13 de novembro de 2007. Determinar que esta resolução entrará em vigor a partir do dia 1º de janeiro de 2008. de 09 de fe- vereiro de 1993.459/2007 RESOLUÇÃO Nº.651. de 24 de abril de 2003. que trata da aplicação das multas disciplinadas nos artigos 73 e 74 da Lei Complementar nº. 3. desta data.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. especialmente a Reso- lução nº.720. em Sessão Ordinária de 27 de novembro de 2007. Aprovar a Tabela Anexa. a- provadas naquela reunião. unanimemente: 1. 4. transcrito na Ata nº. 12 (Lei Orgânica do TCE-PA). 17. legais e regimentais.459 O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará. 4. Considerando a necessidade de redimensionar a aplicação das multas previstas na Lei Complementar n°. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. Considerando as alterações à Tabela anexa àquele relatório. Revogar as disposições em contrário.651. RESOLVE. 2. Considerando o relatório do conselheiro substituto Edílson Oli- veira e Silva. sobre as proposições apresentadas pelo conselheiro Cipriano Sabino e pela Secretaria. de 09 de fevereiro de 1993. 17. 16. 427 . Considerando a proposição da Presidência constante da Ata n°. no uso de suas atribuições constitucionais.

consoante o disposto no parágrafo único do referido ar- tigo. nos demais casos. de atos de admissão de pessoal. prevista no artigo 73 da Lei Complementar nº. 2. até o limite máximo de R$-28. R$-1.459/2007 ANEXO À RESOLUÇÃO N°.1.00 (trezentos reais) até R$-600. e que se mantém regula- da pelo disposto no artigo 232 do Regimento Interno deste Tribu- nal.1 No descumprimento de prazo estabelecido no Regimento Interno deste Tribunal (item VIII do artigo 74): 2. de R$-300.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. 17. 428 .2 Remessa ao Tribunal de prestação de contas fora do prazo regimental: a) Não ensejando Tomada de Contas.1.1. mesmo depois de ven- cido o ato. de 5% (cin- co por cento) a 10% (dez por cento) do valor do convênio.00 (seiscentos reais).00 (hum mil e quinhentos reais).1 Remessa ao Tribunal de Contas.1.459 1.500. b) Depois de finda a vigência desses atos. quando aplicadas em decorrência de infrações previstas no artigo 74 da Lei supra. c) Não havendo remessa.1. A aplicação de multas. 2. será arbitrado em moeda cor- rente do país. ou do limite máximo fixado no item 2 deste Anexo.00 (seiscentos reais) até R$-1. de R$- 600. para fins de registro: a) Depois do prazo regimental. far-se-á conforme ali se dispõe.00 (vinte e oito mil reais).1 Na aplicação de multa prevista no artigo 74. 2. adotar-se-á o se- guinte critério: 2. 17. 12/93. mas na vigência desses atos.00 (hum mil e duzentos reais).200. O valor das multas.000.

proporcionalmente ao dano causado ao erário estadual. 4. ou do limite máximo fixado no item 2 deste Anexo. 17. nem nas hipóteses previstas no Prejulgado n° 14/TCE-PA. 429 . 3. a multa será fixada entre o mínimo de 5% (cinco por cento) até o máximo de 100% (cem por cento) do valor do convênio.1 No caso de não emissão do Laudo Conclusivo da Execução do Convênio pela autoridade incumbida de sua fiscalização pelo sistema de controle interno.2 No caso do Laudo Conclusivo da Execução do Convênio e- mitido não corresponder à realidade. desde que haja publicação do ato em sua vigência. Não se aplicará multa nos casos dirimidos pelo Prejulgado n° 06/TCE-PA. ou de vício no Laudo emitido. O prazo para recolhimento das multas impostas pelo Tribunal de Contas será de trinta dias. 3. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. 2.2 Quando aplicadas em decorrência de ofensas aos itens I a VI- I. observar-se-á o seguinte critério: 3. nos demais casos. observado a legislação vigente e o Re- gimento Interno. e será fixada entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 100% (cem por cento) do limite máximo fixado no item 2 deste anexo. de 10% (dez por cento) a 20% do valor do convênio. a multa será aplicada a quem o assinar. do artigo 74 da Lei Complementar n° 12/1993.459/2007 b) Ensejando a instauração de Tomada de Contas.Jurisprudência do TCE-PA Resolução nº. deste Anexo. 5. em Sessão Ordinária de 27 de novembro de 2007. observado o mínimo de 5% (cinco por cento) do respectivo valor até o limite máximo estabelecido no item 2. A aplicação de multa pela não emissão do Laudo Conclusivo da execução do objeto de Convênio. as multas terão o seu valor arbitrado pelo julgador.

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SÚMULAS .

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Fundamentação Legal: Art. alínea b da Constituição Estadual.Jurisprudência do TCE-PA Súmulas SÚMULA Nº. salvo nos casos de apo- sentadoria compulsória. Fundamentação Legal: Art. contudo. os efeitos financeiros a partir desta data. Fundamentação Legal: Art. 433 . 03: O art.810/94.810/94. 02: A aposentadoria especial de integrante do Grupo Magis- tério deve ser concedida somente se o aposentado contar com 30 ou 25 anos respectivamente se homem ou mulher. III. 6º da Lei de Introdução ao Código Civil. 5. a partir de 24/01/94. III da Lei 5. 04: O tempo de serviço para efeito da composição dos pro- ventos deve ser atualizado até a data do julgamento.76 SÚMULA Nº. 01: A gratificação de escolaridade integra a remuneração de cargo em comissão do grupo direção e assessoramento superior. de efetivo exercício de docência.08. 140. 33. ou seja. designado pelo Código GEP-DAS-010. 13. para efeito de incorporação deve ser considerado o tempo de exercício de cargo em comissão ou função gratificada. não contemplando os que hajam exercido quaisquer outras funções na área do magistério. SÚMULA Nº.810/94 tem vigência imediata. 112 e 111 da Lei 5. Art. SÚMULA Nº. da Lei nº. mesmo que anterior a vigência da Lei. 0559 de 30. produzindo desta feita. Decreto nº. Fundamentação Legal: Resolução nº. 130.104/96.

que lhes garante a legalidade de suas contratações.351/86. 131. parágrafo único do art.351/86. 712. 05: Aos Delegados. aos servidores que exercem atividades técnico-científicas. de 25/10/95. 12. art. Escrivães de Polícia. 5. deve ser calculada obedecendo a dispo- sição constante do art. considerando que tais servidores acham-se amparados por legislação específica. 09. 06: Não procede a denúncia de irregularidade nas contrata- ções de servidores temporários sem a prévia aprovação em concurso públi- co. obs: A presente súmula foi transformada no Prejulgado nº. 36. Investigadores e Motoristas Policiais são devidas as gratificações de Tempo Integral e Dedi- cação Exclusiva. § 1º. obs: A presente súmula foi transformada no Prejulgado nº. 5.Jurisprudência do TCE-PA Súmulas SÚMULA Nº. 36 e 34. de apoio. 07: A gratificação adicional por tempo de serviço do servi- dor integrante do grupo magistério. Fundamentação Legal: Lei nº. Resolução nº. 36 da Lei 5. cumulativamente.810/94. estabelecida no parágrafo único do art. 15. 45. Fundamentação Legal: Constituição Estadual. acrescida da específica de Magistério. 5810/94. 131 da Lei nº. SÚMULA Nº. art. Lei Complementar nº.050/96 – TCE.art. Lei Complementar nº. 022. SÚMULA Nº. não cabendo tal cu- mulação. de 15/03/94. uma vez que a função de Policia Judici- ária sujeita o funcionário à prestação de serviço em regime de dedicação exclusiva e obriga ao cumprimento de tempo integral. Lei nº. 07/91. Fundamentação Legal: Constituição Estadual . Decreto nº. ou seja. 434 .

fora do prazo legal. XI da Constituição Federal.1998. Fundamentação Legal: Constituição Federal art. 06. XI obs: A presente súmula foi transformada no Prejulgado nº.945 de 02/03/82 . 09: Aos servidores públicos. art. o disposto na legislação vigente. SÚMULA Nº. para tanto. 435 . 28.TCE Lei nº. Fundamentação Legal: Constituição Estadual. 10: A publicação do extrato do Contrato. 9. 10. se submete apenas ao limite fixado pelo art. 28. titulares somente de cargo em comissão. parágrafo 5º obs: A presente súmula foi transformada no Prejulgado nº. competin- do ao Governo do Estado tomar as providência necessárias. art.Jurisprudência do TCE-PA Súmulas SÚMULA Nº. por entender que a restrição da cláusula “até o limite estabelecido em Lei”. porém dentro da vigência contratual. SÚMULA Nº. pelo descumprimento do prazo previsto no art. 5. sobre aposentadoria do servidor público. Convênio e Termo Aditivo no Diário Oficial do Estado. Fundamentação Legal: Resolução nº. aplicando-se-lhes. de 15. parágrafo 5º da Constitu- ição Estadual. 114 obs: A presente súmula foi revogada pela EC nº 20. 37. 08: É de ser concedido o registro do beneficio da pensão. fica reconhecido o direito de aposentarem-se no cargo assim ocu- pado.810/94. correspondente a totalidade dos proventos do servidor falecido. não macula a essência do objeto contratado. 37.12. face ao crime de responsabilidade praticado pelo agente ou autoridade pública responsável.

Fundamentação Legal: Constituição Federal/88 arts. arts. 5. 13: O cálculo da gratificação adicional por tempo de serviço nas aposentadorias com proventos proporcionais deverá incidir sobre a re- muneração do cargo proporcional ao tempo de serviço do aposentado. até a aposentação. 11. 194 e 195. 5. Fundamentação Legal: Constituição Federal/88 arts. Fundamentação Legal: Constituição Estadual. 33.810 SÚMULA Nº. incisos I e II obs: A presente súmula foi transformada no Prejulgado nº. que asse- gura ao servidor a garantia da irredutibilidade de vencimento. Aposentadoria do servidor não se constitui causa determi- nante para exclusão de adicional de insalubridade. arts. 39. 7º. 14: Para efeito da concessão da aposentadoria no disposto no art. inciso III. letra “c” 436 . 194 e 195. VI e 39. art. inciso III. 7º. combi- nado com o art. 33. Fundamentação Legal: Art. deve ser considerado apenas o tempo de efetivo exercício de docência. SÚMULA Nº. 12: Adicional de insalubridade não se exclui dos proventos se não eliminadas as causas que o determinam. letra “c” da Constituição Estadual. 131 da Lei 5. VI. VI e 39.Jurisprudência do TCE-PA Súmulas SÚMULA Nº. 7º. SÚMULA Nº. parágrafo 2º Decreto-Lei nº.452 de 01/05/43. parágrafo 2º e Decreto-Lei nº. 11 .452 de 01/05/43. 11: É constitucional a concessão de adicional de insalubri- dade na inatividade pelo permissivo consubstanciado no art. parágrafo 2º da Constituição Federal de 1988. incisos I e II obs: A presente súmula foi transformada no Prejulgado nº.

2950 de 31/10/94 437 retorna ao índice .810 de 24/01/94.arts. não havendo nos autos provas de desfalque. bens ou valores públicos. de que trata a Lei 5. 5. quando se verifi- car divergência na composição dos cálculos dos proventos do interessado. 15: Deve o processo baixar em diligência. quando o mesmo for aplicado ao fim a que se destinava. 2595 de 20/03/94 Decreto nº. desvio de dinheiro. nem a existência de saldo a comprovar ou a reco- lher. inciso II do RI TCE SÚMULA Nº. 132. acrescida da etapa complementar. IX e 142 Decreto nº. a repartição de onde o ato se originou. reexa- mine o assunto à luz da decisão deste Tribunal. para que no prazo de 30 dias.810 de 24/01/94 . sem a obrigação de devolver o valor recebido. permitem o retorno dos autos ao Departamento Téc- nico e Procuradoria para novo pronunciamento.092 de 31/10/96 .TCE SÚMULA Nº. parágrafo 3º e 4º. SÚMULA Nº. 185. Fundamentação Legal: Art. deverá corresponder ao valor da etapa básica fixada para o cargo em que se deu a aposentadoria. 17: Documentos apresentados no curso da defesa oral por ocasião do julgamento. Fundamentação Legal: Lei nº. 18: O número de quotas a ser considerado para efeito de cál- culo da gratificação de produtividade.Jurisprudência do TCE-PA Súmulas SÚMULA Nº. Fundamentação Legal: Resolução nº. 15. no seu máximo. 16: As contas são julgadas irregulares.

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PREJULGADOS .

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para efeito de provent os. deve ser aplicada. 12. retorna ao índice 441 . quando o valor dos proventos for inferior a 90% do maior salário mínimo vigente no País. em 04 de junho de 1982. 259 do R.820) Vistos e relatados os presentes autos que tratam do Prejul- gado sobre decisões consecutivas do Plenário (art. estabelecer o seguinte Prejulgado: EMENTA: Nas aposentadorias os proventos serão sempre calculados tomando-se por base o maior salário mínimo vigente no País. ACORDAM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará.06.1982 A C Ó R D Ã O Nº.). 04 . 6.943/81.DE 04. PREJULGADO Nº. aplicando-se subsidiariamente a Lei Fe- deral nº. 54. Sala das Sessões do Tribunal de Contas do Estado do Pará. 6. subsidiariamente.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados PREJULGADO Nº. quer nas aposentadorias propor- cionais quer no cálculo das integrais. devendo este salário ser considerado como vencimen- to mínimo. 04 Nas aposentadorias proporcionais ao Tempo de Servi- ço.943/81.I.406 (Processo nº. a Lei Fe- deral nº.

em 28 de agosto de 1984. soldo ou pensão.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados PREJULGADO Nº. respeitado. como limite mínimo de base do cálculo.08.I.). estabelecer o seguinte Prejulgado: EMENTA: Incorpora ao vencimento. soldo ou pen- são. 05 . para fins de cálc ulo das vantagens que sobre os mes- mos incidem. 05 A complementação salarial. ACORDAM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará.DE 28. 259 do R. retorna ao índice 442 . o valor do salário- mínimo. para atender ao acréscimo da carga horá ria originariamente fixada ou ao desempenho de atividade de direção. PREJULGADO Nº.258) Vistos e relatados os presentes autos que tratam do Prejul- gado sobre decisões consecutivas do Plenário (art. respeitado. deve ser acrescida ao vencimento. a complementação salarial resultan- te do acréscimo de carga horária em ra- zão do desempenho de atividade de dire- ção. o va- lor do salário-mínimo. como limite mínimo de base do cálculo. 13. estabelecida em lei. Sala das Sessões do Tribunal de Contas do Estado do Pará. 60.1984 A C Ó R D Ã O Nº.597 (Processo nº.

DE 31.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados PREJULGADO Nº. porém den- tro da vigência contratual. § 5º da Constituição Estadual. não macula a essência do objeto contratado. Sala das Sessões do Tribunal de Contas do Estado do Pará. 12. 28. em 31 de janeiro de 1991.1991 RESOLUÇÃO Nº. e CONSIDERANDO os votos dos Exmºs Srs.093 (Processo nº. CONSIDERANDO o relatório e o voto do Exmº. competindo ao Governo do Estado tomar todas as providências neces- sárias face ao crime de responsabilidade praticado pelo agente ou auto- ridade pública responsável pelo descum primento do praz o previsto no art. Conselheiros. Con- selheiro ELIAS NAIF DAIBES HAMOUCHE. 06 . Sr. retorna ao índice 443 . R E S O L V E: Estabelecer o seguinte: PREJULGADO Nº.01. 06 A publicação do extrato do Contrato. em sessão de 31 de janeiro de 1991. 90/54187-0) O Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará. Relator. Convênio e Ter- mo Aditivo no Diário Oficial do Es tado fora do prazo legal.

18. que poderá apo- sentar-se em cargo efetivo ou em comis- são.” Vistos e etc. se constitua PREJULGADO sobre a matéria.362 (Processo nº.1991 A C Ó R D Ã O Nº. 444 .12. para tanto. por invali- dez ou compulsória. o disposto na legislação vigente sobre aposentadoria do servidor público. 07 “Aos servidores públicos. uma vez obedecidos os requisitos legais. aplicando-se-lhes. estabelecer o seguinte: PREJULGADO Nº. por decisão do Plenário.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados PREJULGADO Nº. a natureza do cargo ocupado pelo servidor. uma vez reunida uma dezena de julgados com decisões repetidas emitidas em processos de mesma natureza e versando sobre a mesma hipótese. ACORDAM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará. 91/53924-9 . fica reconhecido o direi to de aposentarem-se no cargo assim ocupado. 07 . Processo nº.Cuida o Processo do requeri- mento por nós formulado à Presidência deste Tribunal no sentido de que...DE 10. titulares somente de cargo em comissão. 91/53924-9) EMENTA: Não se distingue para efeito de aposen- tadoria por tempo de serviço.

onde figu- ra o nome do Procurador. na forma como estatui o Regimento da Casa. onde exter- namos nossa convicção jurídica pela não concessão do benefí- cio. ao registro da aposentadoria constante do Pro- cesso nº. decisão e causa da aposentadoria. foram os autos encaminhados à douta Procuradoria.e. favoravelmente. In veritas. cujo Relator foi o Consº Sebastião Santana. em Portugal e Helly Lopes Meirelles. levados que fomos à análise do mérito de aposentadoria do Sr. Cons. que em Parecer de fls.990/83. a Secretaria do TCE faz juntada de uma relação de processos que datam de 1983 a 1991. a propósito de um estudo mais acurado na obra de eminentes administrativas. Relator.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados Reunidas no processo dez decisões. em nosso caso específico opinamos. aqui citamos Marcelo Caeta- no. Brasil -. Parecer. ocu- 445 . 57. Em maio de 1985. . tendo como de- siderato a constituição de prejulgado sobre a matéria. chegamos à conclusão de que o servidor ocupante somente de cargo comis- sionado não tem direito à aposentadoria. Posteriormente. assim se posicionou: Tratam os autos do requerimento do Sr. JOSÉ MARIA BARBOSA sobre reiteradas decisões do Plenário em aposentar servidores em cargo em comissão. 04. 79 a 85. Às fls. Elaboramos diversos pareceres que constam dos Anais desse Tribunal. Arnaldo Moraes Filho.

44. 02 anos. 06 anos. no período de 26. no período de 01.12. como funcionário da Empresa “A Província do Pa- rá”.54. 03 meses e hum dia. secção Pará e Presidente do Conselho por 06 anos.42 a 16. no período de 01.08. hum mês e hum dia. assim distribuídos: como deputado estadual.02. no período de 03. 07 meses e 05 dias.03. elaboramos o seguinte parecer: “O requerente conta com 28 anos. Observa-se que o interessado se socorre de uma boa parcela de tempo de serviço onde desempenhou cargos comissionados e. conforme certidão apensa aos autos do processo.83.69.63 a 27. hum mês e 27 dias.03. no Centro de Preparação de Ofici- ais da Reserva (CPOR). 03 anos. 02 meses e 16 dias.03.83 a 15.63. que foi contado em dobro.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados pante de cargo em comissão de Secretário de Segurança Públi- ca do Estado do Pará.49 a 31. computados.12.58 a 28. Secretário de Estado de Governo e Consultor Jurídico da Secretaria de Estado de Educação. como ocupante dos seguintes cargos em comissão: Secretário de Interior e Justiça. 05 anos. no período de 01. com a adição desse tempo é que a- 446 . também.10. como Secretário de Segurança Pública do Estado do Pará. estão 05 períodos de férias de 60 dias ca- da. 09 meses e 22 dias de serviço público. Secretário de Segurança Públi- ca.01. tempo de serviço militar pres- tado ao Exército Brasileiro.85.04. uma licença especial de 182 dias. como membro do conse- lho seccional da Ordem dos Advogados do Brasil.77 a 16.09. no período de 17.03. somente.

no que refere aos conceitos de aposentadoria em cargo em comissão. dessa Egré- gia Corte de Contas. Hil- deberto Mendes Bitar. nem todos os ins- titutos de direito administrativo aplicam-se a todos os funcioná- rios e. 9. de 18. 21 e seguintes. na administração direta estadual.945.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados tingiria 25 anos de serviço público. cita a Resolução nº.62. expressa- mos nosso ponto de vista. Diz aquele Procurador: “Data maxi- ma venia. por exercer função pública. é 447 . A estabilidade. segundo a qual “o funcionário de cargo em comissão. por isso. A Assessoria da SEAD.03. por exemplo. Não há dúvi- da de que o ocupante de cargo em comissão é funcionário pú- blico. tem direito à aposentadoria. todavia.516. Nem por isso. permissa venia. Louvamo-nos do estudo do ilustre Dr. 749/53. de 02. em decorrência disso classificam-se tais funcionários em vários grupos. se não possuir vínculo de efetividade com a administração pública. poderá ser apo- sentado. Subprocurador deste Ministério Público com o qual concordamos. em parecer às fls. entendemos que tal Resolução contraria princípios fundamentais do Direito Administrativo Brasileiro.82. Como é sabido. integralmente e sobre ele. precisamente.07. onde teria os benefícios da lei nº. particular- mente. A premissa é ver- dadeira mas a conclusão e. tem direito à aposentadoria. obedecendo o disposto nos artigos 159 e 163 da Lei Estadual nº. 2. O argumento básico utilizado para a decisão foi de que o ocupante de cargo em comissão é funcionário público e que. falsa.

“quem os exerce não adquire direito à continuidade da função”. de 1969 (Ed. 1. na classe dos estáveis. mais: “a regra geral é que a aposentaria somente beneficia o titular de cargo efetivo. isto é. 3ª Ed. ainda que. 101 não apanha os funcionários públicos em comissão ou em cargos de confiança que não podem ser incluí- dos.. E.. Ministério da Administração). “nenhum servidor pode a- posentar-se sem a titularidade de cargo efetivo”. 509). de Direito Administrativo (nº. pág. a não ser que lei especial disponha em contrário. tomo III. Rev. conforme clara expressão de Helly Lopes Meirel- les (Dir. ao apreciar o art. com 448 .. Bras. Adm. 379). 9. o Consultor Jurídico do DASP (hoje.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados um instituto que não se aplica aos ocupantes de cargo em co- missão. 121. em seus Comentários à Constituição de 1967 . Em lúcido parecer publicado na Rev. expressando princípio ad- ministrativo básico. Ora. 2ª Ed. 399/400) aprova- do pelo Diretor Geral do Órgão. pela contradição que haveria”: cargos de confiança. sendo excepcionais as disposições que acolhem outras hipóteses” (hipóteses que.945): “O art.com a Emenda nº. ou cargos de livre nomeação e demissão e “estabilidade”. concluindo “inviável a aposentadoria de quem. da Magna Carta Federal (também invocado na Resolução nº. págs. pág. evidentemente. S. 1975. esclareceu que. sendo ocupante de cargo em comissão. Paulo. 101. devem ser ob- jeto de leis especiais). pelo tempo. Daí afirmar o Douto Pontes de Miranda. não pode haver aposentadoria onde não houver estabilidade. dos Trib. é evidente que.

21 de maio de 1985. convém assinalar que. titular de cargo efetivo”. 9. a demissibilidade ad nutum. igualmente. 749/53. aposentadoria em cargo de provimento em co- missão. do art. em seu parágrafo primeiro.m. s. tal não sig- nificará. da Lei nº. Tal entendimento acha-se de acordo com os princípios hermêuticos do direito administrativo. 449 . diante da natureza jurídica dos cargos de provi- mento em comissão. nossa convicção jurídica manda que sejamos contrários ao registro solicitado. pois é absolutamente claro que trata-se sempre de funcionário efetivo. porém. de que o caput do artigo refere-se a fun- cionário efetivo e que. entendemos que o instituto da aposentado- ria é estranho a tais cargos. constante de Resolução nº. Assim. Se o ocupante de cargo em co- missão permanece nesse cargo por mais de trinta e cinco anos. a interpretação do § 1º.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados mais de 35 anos de serviço público. é porque resolveu arcar por mais de trinta e cinco anos com tu- do que é inerente à natureza dos cargos em comissão: a não es- tabilidade. É claro que o funcionário ocupante de cargo efetivo poderá apo- sentar-se com os proventos do cargo em comissão. 163. referir-se a qualquer funcionário (efetivo ou não)-. É o pare- cer. A respeito. Belém. a circunstância. a não aposentadoria. seria inconsequente. decisiva a to- dos os pontos de vista. Ivan Barbosa da Cunha. que afirmam o primado do interesse público. não seja.945/82 desprezou inteiramente.j. Diante do exposto. a não ser que lei especial disponha em contrário.

Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados O parecer supra citado. 450 . em cargos e funções. Processo nº. transcrito na íntegra. 91/52722-9 .interessado Fernando Vasconcelos Moreira de Castro . o servidor é funcionário públi- co. como por exemplo: Processo nº.02 de fevereiro de 1988. § 2º da C. 40. Outros pareceres de nossa lavra mantiveram a linha de raciocínio pelo inde- ferimento do registro.interessado: Nouredim Santana de Nazaré . é um exem- plo de nossa posição sobre aposentadoria somente em cargo em comissão. Os servidores da administração direta se subdividem em funcionários públicos.16 de setembro de 1991. Os autárquicos podem ser estatutários e contra- tados sob o regime da CLT. sujeitos às normas estatutárias. Funcionários públicos são os servidores legalmente inves- tidos nos cargos públicos da Administração Direta e.E e Art. servidores admitidos para serviços temporários.F.338 . Art. pois investido nele. Aposentadoria à luz das Cartas Fede- ral e Estadual. categoria que abrange massa de prestadores de serviços à administração (direta e autárquica) e a ela vinculados por relações profissionais. 33. 71. O que caracteriza o funcionário público e o distingue dos demais servidores é a titularidade de um cargo criado por lei. em razão de investidura. § 2º da C. Pouco importa que o cargo seja de provimento efetivo ou em comissão. Os servidores públicos constituem subespécie dos agentes públicos administrativos. como conseqüência. a títulos de em- prego e com retribuição pecuniária. servidores contratados em regime especial e servidores contra- tados sob o regime da CLT. Servidores Públicos. com denominação própria.

do citado artigo. mereceram da sociedade brasilei- ra os maiores elogios. a Constituição Política do Im- pério. 1946 (arts. e. a Repu- blicana. 97-111). diz a nos- sa Constituição: “A lei disporá sobre a aposentadoria em cargos ou empre- gos temporários”. dedicou aos servidores públicos apenas um artigo. 1967 (arts. compulsoriamente e voluntariamente. 184-194). 28 ao 49. promulgada em 05 de outubro de 1989. a de 1934 já procurou colocá-los em capí- tulo próprio (arts. disciplinado as relações jurídicas dos servidores públicos. No § 2º. cumprindo a obediência aos princípios básicos federais. pois voltando ao tempo. face aos critérios objetivos e moralizadores que a Constituição adotou quanto à admissão de pessoal. 451 . 168-173). Especificamente. poucos artigos (73 e 82). fato esse que repetiu-se na de 1937 (arts. em cada inciso estabelece normas de critério para a aposentadoria. A organização e a disciplinação das relações dos servido- res públicos com a administração pública. a CE diz que será aposentado por invalidez per- manente. 156-159).Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados A Constituição Cidadã aperfeiçoou o tratamento dado aos servidores públicos. excetuadas as nomeações para cargos que a lei declara de livre nomeação e de livre exoneração. de 1824. A nova ordem jurídica impôs que a investidura em cargo ou emprego público dependa de aprova- ção prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. 33. no art. A Lei Maior dos Brasi- leiros dedica um capítulo especial (VII) nele contidos os artigos 37 a 42 sobre os servidores públicos. com relação aos servidores públicos civis. A Constituição Estadual. trata da maté- ria a partir do art. 95-106) e 1969 (arts.

não poderia ser de outra forma. Por outro lado. Ora. devendo esse di- reito ser dividido em dois: direito à contagem de tempo e direito a aposen- tar-se. pois. Destina-se às funções de confiança dos superiores hierár- quicos. Fazendo abstração da eficácia “contagem de tempo para efeito de aposentadoria” e isso é possível. exercendo somente a comis- são. Verdadeiramente não existe nenhum diploma legal que dê guarida aos ocupantes de cargo em comissão. Esse é o aspecto legal do fato. Essa causa é o direito adquirido a ter certo tempo de serviço qualificado como tempo de serviço público. o entendimento decorrente da Constituição é de que a aposentadoria é direito assegurado ao servidor público. A instituição de tais cargos é permanente. a doutrina classifica servidores públicos sem qualquer distinção ou discriminação. cada qual com suas funções tipificadas em lei. Esse direito se ad- quire antes da aposentadoria. Cargo em Comissão. pois a confiança no servidor é fundamental para o bom êxito da ad- 452 . Cargo em comissão é o que só admite provimento em ca- ráter provisório. pois todos prestam serviços à adminis- tração pública. é preciso haver uma causa.embora sua eficácia só ocorre quando se com- pletam os demais requisitos para a aposentação. evidentemente. a Constituição de 1988 diz que a lei disporá sobre a aposentadoria em cargos ou empregos temporários.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados Hoje. para haver efeito. em aposentar-se. Aposentadoria. Porém. o texto é claro e transparente. mas o seu desempenho é precário. embora diferido. pois quem os exerce não adquire direito à continuidade na função. O cargo comissionado é de vida permanente. pois refere-se à edição de lei complementar para disciplinar tais cargos e normatizar os efeitos deles decorrentes.

o julgador a não abandonar o aspecto social do fato.fundamental na aplicação do direito -. decorre trinta e cinco anos de serviço prestado à administração pública e.que o exer- cente de cargo comissionado não possui a titularidade de cargo efetivo. também.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados ministração da coisa pública “ubi lex non distinguit nec distinguere debe- mus”. ao ser admitido no serviço público para exercer cargo de natureza co- missionada. Sempre haverá cargo de provimento comissionado”. Vale dizer.isto é ponto pacífico . por via de regra. Cabe. induz o legislador e. tanto mais que normas devem ser estabelecidas por meio de lei complementar ou ordinária. à margem da lei. através da Constituição de 1988. Preencheu o requisito do tempo e sai sem direito a nada. É evidente que. Mas. imposta pelas pessoas com o objetivo de disciplinar as rela- ções entre seus concidadãos. pois não ingressou no serviço público com o pré-requisito do concurso público. Poderíamos argumen- tar que nenhum servidor dessa espécie nunca fora informado da situação funcional que irá assumir. o princípio de justiça . . a lei é decorrente das neces- sidades sociais. também. alguma culpa à administração pública no momento da ad- missão do servidor para ocupar cargo comissionado. Evidente . do ponto de vista social. é jogado para fora do serviço sem qualquer direito à aposentadoria. ser desprezado em uma sociedade politi- camente organizada. não deve ficar ao desamparo. Agir de modo diverso seria odiosa discriminação repe- lida pela própria sociedade. Aspecto Social. Evidente que. não pode. o servidor arca com todas as vantagens e vedações que a lei lhe impõe. Mas. As transformações que a sociedade sofre pela sua própria natureza mutativa. em qualquer hipótese. O servidor assume.aspecto sobre o 453 .

nem cumprirá salvo se provocada através do fato polí- tico. Há que se questionar a aposenta- 454 . às vezes do momento. as leis. aí. perguntamos: sem lei expressa. no sentido restrito. Assim. Quando as próximas Constituições Federal e Estadual es- tabelecem que a lei disporá sobre a aposentadoria em cargos ou empregos temporários. em seu art. a Assem- bléia Legislativa. dada a dinâmica da política. trata-se de uma “injustiça social”. tanto complementares como ordinárias. o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Injustiça. no art. há que se analisar o tempo de serviço que o servidor prestou à Administração Pública. da legislatura passada. tanto federal como estadual. 14. poderá o servidor ocupante so- mente de cargo comissionado se aposentar? Entendemos que a resposta não é simples. Ora. ela transfere ao Poder Legislativo. ainda não cumpriu a determi- nação constitucional. diz o seguinte: “Todas as leis. deverão estar em plena vigência até o final da presente legislatura”. Em primeiro lugar. como pré-requisito para legislar. o Ato das Disposições Constitucionais Transi- tórias. manda que. mas polêmica.que por transitórias.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados qual também. aqui. sejam feitas até o final da legis- latura presente. Acontece que. A lei é decorrente de uma necessidade social. . a competência para fazer a lei que regerá e disciplinará a aposentadoria em cargos em comissão. a lei é olhada -. acometida de afazeres vários e urgentes. E. complementares ou ordinárias. vale dizer. enfaticamente. são efêmeras -. até mesmo porque envolve uma série de argumentos de natureza técnico- jurídica. decorrentes da promulgação desta Constituição. 14.

no sentido de fato social. resta às instituições le- galmente constituídas provocarem o Poder Legislativo para o alcance dos desideratos pretendidos.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados doria proporcional . ciência ou justo. de sua a- cepção como norma. posto que. Considera os fatos religiosos. É dentro dessa perspectiva que se situa a sociologia do direito. em toda parte . Entendemos que tanto a Secretaria de Estado de Adminis- tração ou o Tribunal de Contas do Estado. Ao realizar o estudo de qualquer coletividade. deveriam ser as institui- ções capazes de provocar o Legislativo para fazer a lei. Presentemente. propriamente fosse. reformas e pensões age como se Tribunal. a idéia de justiça. em matéria de legis- lação as necessidades da sociedade ou do Estado. Sob esse aspecto. independentemente. se mostram incapazes de atender. O direito é.na proporção de que tempo? Há que se analisar a apo- sentadoria por compulsoriedade. como setor da vida so- cial. E. a sociologia distingue diversas espécies de fenômenos sociais. O direito é aí considerado como a tendência social. entre eles o direito. principalmente. na ausência do di- 455 . culturais e. o TCE quando julga das legalidades das aposentadorias. Ora. pelos sociólogos.e isso não é só privilégio do Brasil -. econômicos. É o direito co- mo fato social. deve ser estudado sociologicamente. como os parlamentos. então. in casu. considerado um setor de vida social. O direito é empregado. num dado meio social. faculdade. GURVITCH define o direito como “u- ma tentativa para realizar. no sentido da realização da justiça. através de um sistema de normas imperativo-atributivas”.

É o Relatório. O vínculo é estabelecido porque a aposentadoria é direito constitucionalmente assegurado ao servidor público. s. forçosamente é buscar ajuda no costume e. Às perguntas acima enunciadas. os princípios constitu- cionais relativos ao funcionalismo público. sem qualquer discriminação. A desobediência ao que ali se dispõe importa em viola- ção da Constituição. Dr. que não pode ser restringida. compõem. “um código de direitos e obrigações fundamentais que devem ser respeitados pelos Estados e Municípios em suas leis ordinárias.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados ploma legal pertinente. surge a indagação com relação ao vínculo jurídico do Estado (Admi- nistração Pública) com essa espécie de servidores. 456 . a título de emprego e mediante remuneração. É o parecer. abrangendo todo aquele que se relacionar profissionalmente com a Administração Pública. aceitamos tais decisões para a constituição de PREJUL- GADO. Ivan Barbosa da Cunha Procurador”. considerando reiteradas decisões do Egrégio TCE sobre a matéria.j.m. o costu- me do TCE é aceitar o pedido e promover o registro de ato de aposentadoria somente em cargo comissionado. em razão da investidura em cargos ou funções. o nosso entendimento é de que: o servidor público. Conforme Themístocles Cavalcante. Dessa resposta. nem ampliada contra as limi- tações ali impostas”. Assim sendo. no desempenho somente de cargo comissionado deverá ter os mesmos direitos e vedações pertinentes aos servidores efetivos.

concluindo pela constituição do PREJULGADO. Sala das Sessões do Tribunal de Contas do Estado do Pará.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados V O T O: O brilhante Parecer do doutor Procurador. com o que concordamos. a nossa intenção. eis que tal fora. nada mais permite acrescentar. em 10 de dezembro de 1991. retorna ao índice 457 . inicialmente. Ivan Barbosa da Cunha. examinou o assunto sob o variado aspecto da natureza do cargo.. constitucional e social. Exa. S.

inclusi- ve as relativas ao 13º Salário.087 (Processo nº. ensejando a interpretação deste Tribunal. deve corresponder à média do efetivamente pago ao funcioná- rio nos doze meses que antecederem o pedido de aposentadoria. 08 . 13.Cuidam os autos da solicitação por mim formulada na Sessão de 24 de março passado e aprova- da à unanimidade através do Acórdão 19.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados PREJULGADO nº. quanto à forma de calcular o número de quotas a serem pagas a servidores estaduais que fazem jus no ato de suas aposentadorias a incorporação da gratificação prêmio de produção instituída pela Lei 5531. PREJULGADO Nº. Voto da Exmª Sra. inclusive as relativas ao 13º Salário.531. Conselheira EVA ANDERSEN PI- NHEIRO. com vistas ao estabelecimento de prejulgado. Relatora-Relatório: Processo nº.de 10. 94/52212-4 . face a incidência de decisões idênticas em mais de (10) dez casos análogos (fls. de 17/01/89. de 17/01/89.866 daquela data. 8 O número de quotas a ser considerado para efeito de cálculo da gratificação de produção de que trata a Lei nº.531.1994 RESOLUÇÃO Nº. 01).05. 94/52212-4) EMENTA: O número de quotas a ser considerado para efeito de cálculo da gratificação de produção de que trata a Lei nº. de 17/01/89. deve corresponder à média do efetivamente pago ao funcionário nos doze meses que antecederem o pedido de aposentadoria. 458 . 5. 5.

Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados A Presidência.326/93 . Lauro Sabbá). Acórdão 19. Acórdão 19.aposentadorias de Maria Célia Venturieri. Acórdão 19. Sebastião Santana).268/93 .aposen- tadorias de Bianor dos Santos. a Secretaria.898/92 . Agente Auxiliar de Fiscalização (relator Cons. Acórdão 19. no sentido de verificar se fo- ram reunidos os requisitos exigidos pelo Art. Lauro Sabbá). José Maria Bar- bosa). certificou que já foram proferidas mais de 10 (dez) decisões seme- lhantes que se enquadram na matéria subjudice. 04.aposentadoria de Osvaldino Batista de Sena. Agente Tributário (relator Cons. Acórdão 19. Lucival Barbalho). Sebastião Santana). às fls. José Maria Barbo- sa).aposentadorias de Francisco Soa- res de Aquino. Agente Auxiliar de Fiscaliza- ção (relator Cons. Agente Tributário (relator Cons. Agente Tributário (relator Cons. anexando cópia dos Acór- dãos pertinentes. Acórdão 19. 03. Agente Auxiliar de Fiscalização (relatora Consª Eva Pinhei- ro).aposentadoria de Orlando Mendes dos Santos.249/93 . Fiscal de Tributos Estaduais (relator Cons. Acórdão 19. Agente Tributário (relator Cons.420/93 . Agente Tributário e José Maria Gomes de Vasconcelos. Lucival Barbalho).aposentadoria de Antonio Klinger de Souza. Cumprindo a determinação da Presidência. às fls. Acórdão 19. Agente Tributário (relator Cons. Agente Auxiliar de Fiscalização (relator Cons.aposentadoria de Teodolfo de Almeida. e de Yolanda Maria Franco de Sá Santos.aposentadoria do Fiscal de Tributos José Monteiro Pina (relator Cons. 215. que são os seguintes: Acórdão 18. determinou à Secretaria que reu- nisse as decisões proferidas nos registros de aposentadorias que incluíssem parcela pertinente à gratificação de produção. Auxiliar de Fiscalização (relator Cons.292/93 . Sebastião Santana).277/93 . Agente Tributário (relator Cons. Agente Auxiliar de Fiscalização (relator Cons. Nilcélia Couto Flores. 459 .aposentadoria de Carlos Boulhosa Malato. Terezinha Lobato Vitelli. Sebastião Santana) e de Iracema Fernandes Machado de Miranda.228/93 . José Maria Barbosa). Manuel Ayres). do Regimento deste Tri- bunal. Creusa Santos Ferreira da Silva.393/93 .

Agente Tributário (relator Cons. Acórdão 19. no cargo de Agen- te Tributário.Ira- cema Fernandes Machado de Miranda.Or- lando Mendes dos Santos. 93/51019-1) . Lucival Barbalho).249/93 (Processo nº. Agente Tributário (rela- tor Cons.898/92 (Processo nº. Agente Auxiliar de Fiscalização (relator Cons.Maria Célia Venturieri.268/93 (Processo nº.268/93 (Pro- cesso nº. 93/50677-0) . Acórdão 19. Acórdão 19.628/93 . Lauro Sabbá).Carlos Boulhosa Malato. Lucival Barbalho).Francisco 460 . 93/51203-0) . 93/51030-4) . 92/52754-2) .457/93 . no cargo de Agente Tributário.recurso de revisão de aposentadoria de Antonio Klin- ger de Souza.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados Sebastião Santana). Acórdão 19.228/93 (Processo nº.437/93 . no cargo de Agente de Fiscalização. Acórdão 19. Fiscal de Tributos Estadual (relator Cons. Acórdão 19.José Monteiro Pina. O parecer da douta Procuradoria é do seguinte teor (fls. 93/50135-7) . A Secretaria do TCE faz juntada de uma relação de processos com respectivos Acórdãos que tratam de aposentado- rias que envolvem matéria. Acórdão 19. Acórdão 19.aposentadoria de Joa- quim Gonçalves Paiva. e Acórdão 19. de 17 de janeiro de 1989.aposentadoria de Nazyr Vale de Lima. São eles: Acórdão 18. Pinheiro sobre reiteradas decisões do Egrégio Plenário quanto à forma de calcular o número de quotas a serem pagas a servidores estaduais no que concerne à gratificação de prêmio-produção instituído pela Lei 5531. no cargo de Agente Tribu- tário.aposentadorias de Antonio Rodri- gues dos Santos. no cargo de Fiscal de Tribu- tos Estaduais. Agen- te Tributário (relator Cons.277/93 (Processo nº. Lauro Sabbá). Sebastião Santana). Consª Eva A. e de Manoel de Jesus Correa. Auxiliar de Fiscalização e Emilse da Silveira Souza.527/93 . 51/52): “Cuidam os presentes autos do requerimento da Sra.

assim declarado pelo Plenário à vista das decisões. 93/51023-9) - Yolanda Maria Franco de Sá Santos. 93/51011-0) - Terezinha Lobato Vitelli. no cargo de Agente Auxiliar de Fiscalização. o Tribunal emitir decisões se- melhantes por dez vezes consecutivas. preliminarmente. no cargo de Agente Tributário. e por soli- citação do Presidente.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados Soares de Aquino. no cargo de Agente Tributário e outros. § 1º .“Sempre que em processo de idêntica natureza e versando sobre a mesma hipótese. não deixa qualquer dúvida quanto à Constituição do Prejulgado proposto.Nilcélia Couto Flores. Acórdão 19. que dispõe sobre o re- gimento interno do TCE diz: Verbis .Constituído o Prejulgado. as seções competentes do Tribunal invocá-lo no exame processual. Acórdão 19. far-se-á a sua aplicação. de Conselheiro.” A simples leitura do dispositivo regimental com a exata clareza de sua interpretação. quando couber.Creusa Santos Ferreira da Silva. devendo.292/93 (Processo nº. § 2º . ainda que tenham ensejado maneiras diversas de apreciação. 24. fazendo-se as remissões neces- sárias. Acórdão 19. 461 . no cargo de Agente Auxiliar de Fiscalização. § 3º .277 (Processo nº. será a matéria distribuída a Relator. tal decisão constituirá Prejulga- do. Acórdão 19.Os Prejulgados serão numerados e publi- cados no Diário Oficial do Estado. do Ato nº. 93/51012-2) .277 (Processo nº. 93/50718-5) . de Auditor ou do represen- tante do Ministério Público junto ao Tribunal.277/93 (Processo nº. no cargo de Agente Tributário . (o grifo é nosso). 215. O art.Em qualquer dos casos previstos no caput deste artigo.

deve corresponder à média do efetivamente pago ao funcionário nos doze meses que antecederem o pedido de aposentadoria. e considerando reiteradas decisões do Egrégio Tribunal de Contas do Estado sobre a matéria. É O RELATÓRIO. transcrito na íntegra.” RESOLVEM.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados Do exposto. 8 desta Corte de Contas. em 10 de maio de 1994. de 17/01/89. fica estabelecido o Pre- julgado nº. aceita- mos tais decisões para a constituição de PREJULGADO. unanimemente. É o parecer. determinar que. 5. inclusive as relativas ao 13º Salário. retorna ao índice 462 .531.M.J. S. nos termos do Relatório-Voto da Exmª Sraª Conselheira Relatora. os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará. IVAN BARBOSA DA CUNHA Procurador MP/TCE. tendo sido atendidas as exi- gências legais e regimentais pertinentes à matéria. V O T O: Tendo sido atendidas as exigências legais e regimentais. 8 “O número de quotas a ser considerado para efeito de cál- culo da gratificação de produção de que trata a Lei nº. fica estabelecido o seguinte Prejulgado: PREJULGADO Nº. Em 18 de abril de 1994. Plenário Conselheiro “Emílio Martins”.

5. 95/52135-2 1 . 131 da Lei nº. acrescida da especí- fica de Magistério. como exige o art.de 26.810/94. Processo nº. 5.09. 09 . 2 . Vistos e etc. devido aos integrantes do grupo Magistério. tudo como consta de fls.351/86. 22.Às fls. deve ser calculada obedecendo a disposição constante do art.Trata o presente processo da proposta de Prejulgado. a Secretaria certifica que o Plenário desta Corte já proferiu dez (10) decisões. 215 do Regimento. 5. acrescida da especí- fica de Magistério. referente ao adicional por tempo de serviço. 463 . 95/52135-2) EMENTA: A gratificação adicional por tempo de serviço do servidor integrante do grupo magistério. estabelecer o seguinte: PREJULGADO Nº. ACORDAM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará. 36 da Lei nº. 36 da Lei nº. 131 da Lei nº. 09 A gratificação adicional por tempo de serviço do servi- dor integrante do grupo magistéri o. estabelecida no Parágrafo Único do art.1995 A C Ó R D Ã O Nº.810/94. 03.351/86.293 (Processo nº. deve ser calculada obede- cendo a disposição constante do art.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados PREJULGADO nº. estabelecida no Pará- grafo Único do art. 01 a 27. 5.

reiterada- mente. mas que se complementam.351/86.” 3 . Conselheiro NELSON LUIZ TEIXEI- RA CHAVES: De acordo com o parecer do Ministério Público. entende o Egrégio Plenário que são dois (02) adicionais que não conflitam.810/94. Conselheiro LAURO DE BELÉM SAB- BÁ: De acordo com o Relator. este Tribunal já há se manifestado. 5. V O T O: Tendo em vista o que consta dos autos e cumpridas as exi- gências do Regimento.Encaminhados os autos ao Ministério Público. Voto do Exmº Sr. Conselheiro JOSÉ MARIA DE AZE- VEDO BARBOSA: Acompanho a manifestação do Relator. Voto do Exmº Sr. o que ensejou a formação do Prejulgado ora a- preciado. acrescida da específica de Magis- tério. Voto do Exmº Sr. Iracema Teixeira Braga emitiu o parecer de fls. estabelecida no Parágrafo Único do art. 464 . 28 a 39. 131 da Lei nº. pois um é comum a todos os servidores e outro específico dos funcionários integrantes do Grupo Magistério. por unanimidade. a digna Procuradora Dra. É o Relatório. até porque. Voto do Exmº Sr. nos termos das decisões profe- ridas e conforme a ementa antes examinada. 5. Conselheiro LUCIVAL DE BARROS BARBALHO: De acordo com o Relator. no que diz respeito ao mérito.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados Em todas essas decisões proferidas. 4 . deve ser calculada obedecendo a disposição constante do art. proponho Prejulgado.Como se vê. a ementa dos respec- tivos acórdãos está assim redigida: “A gratificação adicional por tempo de serviço do servidor integrante do grupo magistério. em suas decisões. 36 da Lei nº.

Conselheiro Relator e declaro estabelecido o Prejulgado nos termos em que foi proposto. Plenário Conselheiro “Emílio Martins”.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados Voto da Exmª Srª Conselheira EVA ANDERSEN PI- NHEIRO: Acompanho o voto do Exmº Sr. retorna ao índice 465 . em 26 de setem- bro de 1995.

Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados PREJULGADO nº. ACORDAM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará.1995 A C Ó R D Ã O Nº. 37. XII. 95/55567-3) EMENTA: É de ser concedido o registro do benefí- cio da pensão. Trata-se de exame de decisões do Tribunal de Contas do Estado para constatação da existência de decisões semelhantes por dez (10) vezes consecutivas sobre concessão do benefício da pensão correspondente à totalidade dos proventos do servidor falecido para constituição de Prejul- gado a ser declarado pelo Plenário do Tribunal de Contas do Estado com fundamento no art. XI da Constituição Federal. 22.de 23. 14. 10 É de ser concedido o registro do benefício da pensão. Vistos e etc. correspondente à totalidade dos provent os do servidor falecido. combinado com o art. se submete apenas ao limite fixado pe lo art. se submete apenas ao limite fixado pelo art. 37. 10 . 215 do Regimento Interno deste Tribunal.11. XI da Constituição Fe- deral. 2º. estabelecer o seguinte: PREJULGADO Nº. correspondente à totalida- de dos proventos do servidor falecido. por entender que a restrição da cláusula “até o limite estabelecido em lei”. IV e ainda o art. por entender que a restrição da cláusula “até o limite estabelecido em lei”. 466 .664 (Processo nº.

40.12. Conse- lheiros e Auditores dos Tribunais de Contas: 85%. até o limite estabe- lecido em lei. em seu art.Servidores em geral: 70%. dispõe in verbis: “A pensão garantirá aos dependentes do segurado que fa- lecer. uma importância correspondente a 70% (setenta por cento) do salário de contribuição e será devida a partir da data do óbito.697.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados O exame das decisões do Tribunal de Contas do Estado sobre a matéria evidencia que há mais de dez (10) decisões semelhantes consecutivas concedendo o benefício da pensão correspondente à totalidade dos proventos do servidor falecido. quando o falecimento ocorrer em decorrência de acidente ou agressão”. 2 . membros do Ministério Público.” O Acórdão nº. na mesma proporção e na mesma data. dispõe: “As pensões concedidas aos beneficiários de ex-servidores do Estado devem corresponder aos seguintes percentuais: 1 . A Lei nº. 5.Magistrados. Conse- lheiros e Auditores dos Tribunais de Contas: 100%. membros do Ministério Público. quando falecidos no e- xercício do cargo.011. 40 § 5º dispõe in verbis: O benefício da pensão por morte corresponderá à totali- dade dos vencimentos ou proventos do servidor falecido. Art. sendo também estendidos aos ina- tivos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos 467 . todavia.Magistrados. A Constituição Federal de 1988.1981. sempre que se modificar a re- muneração dos servidores em atividade. que reorganiza a Previ- dência e Assistência Social do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado do Pará em seu art. de 16. de 22 de novembro de 1990 do TCE. § 4º . 70% quando o falecimento ocorrer na inatividade.Os proventos de aposentadoria serão revis- tos. 17. 3 . 27. observado o disposto no parágrafo anterior.

493.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados servidores em atividade. pág. pág. 2º Volume. assinala que: Constitucionalmente fica estabelecido que o benefício de pensão por morte corresponderá aos vencimentos ou proventos no serviço público. 1ª Edição. Editora Saraiva. 418. escreve: Os benefícios da pensão por morte cor- responderão à totalidade dos vencimentos do servidor fa- lecido. Editora Saraiva 1990. 1990. na for- ma da lei. Manoel Gonçalves Ferreira Filho in Comentários à Consti- tuição Brasileira de 1988. Volume I. pois sua incidência se efetiva a partir da promulgação da Constituição. Wolgran Junqueira Ferreira in Comentários à Constituição de 1988. estipulando que o valor do benefício da pensão por morte será igual ao percebido pelo servidor falecido. os Estados-Membros. pág. Pinto Ferreira in Comentários à Constituição Brasileira. 271. O dispositivo em apreço tem validade para as três esferas da administração do Estado a saber a União. do falecido. até o limite estabelecido em lei. Não há retroeficácia desta norma. o Distri- to Federal e os Municípios. 468 . inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria. subli- ma que: A Constituição preordena a legislação ordinária. Já não é preciso ingressar na justiça para conseguir a tota- lidade dos vencimentos do servidor falecido. dada a clareza do texto. Volume I. Não há mais o que discutir sobre o as- sunto e nem que se ingressar na justiça para obter a tota- lidade dos vencimentos ou proventos do servidor falecido.

Estados- Membros. que a Constituição Federal de 1988. 2422. Distrito Federal e Municípios. observando o disposto no parágrafo anteri- or.1922. in Comentários à Constituição de 1988. proceder-se-á à revisão dos direitos dos servidores inativos e pensionistas e a atualização dos pro- ventos e pensões a eles devidos.quando dispõe que: A lei fixará o limite máximo e a relação de valores entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos. 5º da Constituição Federal de 1988.. isto é. J. o benefício da pensão cor- responderá à totalidade dos vencimentos ou proventos do servidor falecido.. se vivo fosse.2ª Edição . Falecendo o servidor público. Quando o constituinte no art. assinala que: Não é válido para o direito administrati- vo o brocardo jurídico “mors omnia solvit”.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados E conclui que: Esta disposição é válida para os três ní- veis da administração do Estado. pág. em seu art. Cretella Júnior. Não há dúvidas que o benefício da pensão há de corres- ponder à totalidade dos vencimentos ou proventos do servidor falecido. até o limite estabelecido em lei. impõe a restrição da cláusula”até o limite estabelecido em lei” está apenas vinculando o benefício da pensão ao disposto no art. 20 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estabelece que: Dentro de cento e oitenta dias. XI da Carta Magna. comentado anteriormente. União. 469 . 5º da Constituição Fe- deral de 1988. 40 §. Forense Universitária . Há de se entender que não seria constitucional pelo princí- pio da igualdade consagrado no art. 37. Há de se considerar ainda. a fim de ajustá-los ao disposto na Constitu- ição.

porém de eficácia imedi- ata e a restrição da cláusula de “até o limite estabelecido em lei”. apenas submete o limite do benefício da pensão ao disposto no art. Sublime-se. ainda. 40 § 5º da Cons- tituição Federal de 1988 não é de eficácia contida. 5. combinado com o art. consoante dispõe o art.011. a fim de ajustá-los ao disposto na Constituição.12. 20 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias o prazo de 180 dias para se proceder a revisão dos direitos dos servidores inativos e pensionistas e a atualização dos proventos e pensões a eles devidos. Assim. inteli- gência do art. 40 § 5º da Constituição Federal de 1988.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados fixar o benefício da pensão em importância inferior aos vencimentos ou proventos do servidor. se vivo fosse. de 16. A Lei nº. a pensão concedida há de corresponder à totalidade dos proventos do servidor falecido. 20 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. 40 § 5º da Constituição Federal de 1988 e em conseqüência existe incompatibilidade entre a Lei e a Constituição pre- valecendo o princípio da supremacia constitucional sobre o ordenamento jurídico pretérito. XI da Cons- tituição federal de 1988. pelo princípio da isonomia constitu- cional. Quando o constituinte de 1988 estabeleceu no art.1981 por ser anterior à Constitu- ição Federal de 1988 e estabelecer limite da pensão em 70% dos proventos do segurado conflita com o art. que o disposto no art. 37. V O T O: 470 . há de se entender que o constituinte determinara que as pensões concedidas deveriam ser atualizadas para que correspondes- sem à totalidade dos vencimentos ou proventos do servidor falecido. 40 § 5º da Cons- tituição Federal de 1988.

” Plenário Conselheiro “Emílio Martins”. com base no art. XI da Constituição Federal. XII. em 23 de novem- bro de 1995. correspondente à totalidade dos proventos do servidor falecido. se submete apenas ao limite fixado pelo art.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados Assim. 14. 37. combinado com o art. por entender que a restrição da cláusula “até o limite estabelecido em lei”. que o Plenário do Tribunal de Contas do Estado deverá declarar a constituição de Prejulga- do sobre a concessão de benefício de pensão. retorna ao índice 471 . 215 do Regimento Interno deste Tribunal. 2º. IV e ainda o art. ficando assim consubstancia- do: EMENTA: “É de ser concedido o registro do benefício da pensão.

11 .Aposentadoria do servidor não se constitui causa determinante para exclu- são de adicional de insalubridade. 191. 5. §2º da Constituição Federal de 1988. 39. que assegura ao servidor a garantia da irredutibilidade de vencimentos.1996 A C Ó R D Ã O Nº. 7º. 2 . inteli- gência do art. combinado com o art. 39. §2º da Constituição Federal de 1988. 11 “1 . que asse- gura ao servidor a garantia da irredutibi- lidade de vencimentos.É constitucional a conce ssão de adicional de insa- lubridade na inatividade pelo perm issivo consubstanciado no art.05.452. I. 3 .05.Adicional de insalubridade não se exclui dos proventos se não eliminadas as causas que o determinam. de 01. 194 do Decreto-Lei nº.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados PREJULGADO nº. VI. de 01.1943. 472 . combinado com o art. estabelecer o seguinte: PREJULGADO Nº.268 (Processo nº.É constitucional a concessão de adi- cional de insalubridade na inatividade pelo permissivo consubstanciado no art. até a apo- sentação. 23.04.452. art. II do Decreto-Lei nº. VI. 7º.de 25. 5.1943. ACORDAM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará. 96/52088-1) EMENTA: 1 .

5. insalubres ou perigosa será devido na forma prevista em lei federal.Aposentadoria do servidor não se constitui causa determinante para exclusão de adicio nal de insalubridade. 215 do Regimento Interno desta Corte de Contas. 473 .. 5. entende que o Ministério Público não deve manifestar-se sobre as decisões do Tribunal de Contas do Estado para cons- tituição de Prejulgado. Hildeberto Mendes Bitar. com base no art.810. 5. art. IV e ainda o art. 2º. combinado com o art.01. em seu art. É o relatório. II do Decreto-Lei nº. 129 . de 01. 40 dos autos. de 24. até a aposenta- ção.1943.05. Trata-se de exame de decisão do Tribunal de Contas para constatação da existência de decisões semelhantes por dez vezes consecuti- vas sobre concessão de adicional de insalubridade na inatividade para cons- tituição de Prejulgado a ser declarado pelo Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Pará.Adicional de insalubridade não se exclui dos pro- ventos se não eliminadas as causas que o determinam. 194 do Decreto-Lei nº.1994. I.452. XII. dispõe in verbis: Art.. 191. O exame das decisões do Tribunal do Contas do Estado sobre a matéria evidencia que há mais de dez decisões semelhantes consecu- tivas concedendo o adicional de insalubridade na inatividade.O adicional pelo exercício de atividades peno- sas. 3 . inteligência do art. O Ministério Público representado pelo Dr.1943.452. fls.05.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados 2 . 14.” Vistos e etc . VOTO: A Lei Estadual nº. de 01. 129.

apenas o permissivo 474 . dispõe que: Os adicionais de insalubridade. 6. 20% e 10% sobre o salário mínimo.12. periculosidade ou pelo e- xercício em atividades penosas são inacumuláveis e o seu pagamento cessa- rá com a eliminação das causas geradoras. 129. médio e mínimo. de 22. de acordo com a classifica- ção em seus graus máximo. segundo se classifiquem nos graus máximo.452.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados A lei federal que disciplina a matéria é o Decreto-Lei nº. 5. de 1 de maio de 1943. que em seus arts. assegura a percepção de adicional respectivamente de 40% (quarenta por cento). acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos. A percepção do adicional de insalubridade na inatividade é de 40%. Ocorre. parágrafo único.01. 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do salário mínimo da região. condições ou métodos de trabalho exponham os empregados a agentes nocivos à saúde. parágrafo único da Lei nº.1994 em seu art. não se incorporando ao venci- mento.O exercício de trabalho em condições insalu- bres. 189 e 192 dispõem ipsis litteris: Art.01. sob nenhum fundamento. 189 . que o dispositivo invocado pelo Departamento de Controle Externo não estabelece que a aposentadoria se constitui causa de- terminante de cessação do adicional de insalubridade. 5. O Departamento de Controle Externo invoca o art. sob nenhum fundamento".514.1994. A Lei Estadual nº. para assinalar que a "grati- ficação de insalubridade não se incorpora nos proventos da aposentadoria. médio e mínimo.810. 192 .810. de 24. acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Tra- balho. 129. 5. de 24. Art.Serão consideradas atividades ou operações in- salubres aquelas que por sua natureza. com a redação que lhe dera a Lei nº.1977.

Há de se considerar. de 22. 6.quando utilizados equipamentos de proteção individu- al ao trabalhador que diminuam a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância.514.. que existe jurisprudência. I. en- tendendo que o adicional de insalubridade deve prosseguir na inatividade. Portanto. II estabe- lece as causas de eliminação da insalubridade: 1 .05. alterado pela Lei nº. na A- pelação Civil nº. 34. Assim. de 01.1943.12. 5.1977 que dispõe in ver- bis: O direito do empregado ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessará com a eliminação do risco à saúde ou à integridade física. 2 . decidiu o Tribunal de Alçada de São Paulo. impede que sobre o adicional de insalubridade incida quaisquer vantagens.452. à falta de restrição legal expressa. O mencionado diploma legal em seu art. 191.232: 475 .. pois as causas que o de- terminam são as medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância e os equipamentos de proteção individual ao servidor que diminuíam a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância.quando adotadas medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados legal declara que o adicional não se incorpora ao vencimento. ainda. sob nenhum fundamento. 194 do Decreto-Lei nº. a compensação pecuniária atribuída a atividade que cria riscos deve. Disciplina a matéria o art. Assim. prosseguir na inatividade". podem manifestar-se após a cessação do trabalho. pois "as conseqüências do risco à saúde no tratamento de doenças contagio- sas. a aposentadoria não é causa determinante de ces- sação à percepção do adicional de insalubridade. isto é. no exercício da função em determinadas zonas ou locais e no uso de meios de cura perigosos.

pois só cessará com sua aposentadoria se houver sido eliminado o risco a sua saúde antes de sua aposentadoria. 39. as conseqüências da atividade insalubre po- dem manifestar-se na inatividade. inteligência dos arts. 7º. §2º da Constituição Federal de 1988. assegura ao servidor aposentado. O permissivo do art. VI combinado com o art.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados FUNCIONÁRIO PÚBLICO . a garan- tia da percepção do adicional de insalubridade na inatividade em face do princípio constitucional de irredutibilidade de vencimentos. à falta de restrição legal expressa. em face do permissivo do art. §2º da Constituição Federal de 476 . há de se assinalar. 39.RDA .63/114 O direito a percepção do adicional de insalubridade con- cedido a servidor deve prosseguir na inatividade. 7.APOSENTADORIA - GRATIFICAÇÃO POR RISCO DE VIDA . §2º da Constituição Federal de 1988. bem como as conseqüências da atividade insalubre po- dem manifestar-se na inatividade. VI. 39. ainda. VI combinado com o art. Por conseguinte. prosseguir na inatividade: TASP . que asse- gura ao servidor a garantia da percepção do adicional de insalubridade na inatividade em face do princípio constitucional de irredutibilidade de ven- cimentos. A aposentadoria do servidor não pode ser invocada como causa determinante de cessação do direito à percepção de adicional de insa- lubridade se não houve a eliminação do risco à saúde do servidor até o ato de sua aposentação. e ainda. a aposentação do servidor não pode ser invocada como causa determinante para cessar o direito a percepção do adi- cional de insalubridade se não houve a eliminação do risco a sua saúde até o ato de sua aposentadoria. Ademais. 7º. que não eliminadas as causas determinantes do direito a percepção do adicional de insalubridade até aposentadoria do servidor.A compensação pecuniária atribuída a atividade que cria risco deve.

I.1943. 2 . combinado com os arts. XII. com fundamento no art. art.É constitucional a concessão de adicional de insalubridade na inatividade pelo permissivo consubstanciado no art. ficando assim consubstanciado: EMENTA: “1 . combinado com o art. §2º da Constituição Federal de 1988. inteligência do art. 3 .452. 5.Aposentadoria do servidor não se constitui causa de- terminante para exclusão de adicional de insalubridade. de 01. II do Decreto-Lei nº. Portanto. 5. 194 do Decreto-Lei nº. 5. 7º. combinado com o art.1943.” Plenário “Conselheiro EMÍLIO MARTINS ”. 191. 14. 39.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados 1988. 191 e 194 do Decreto-Lei nº. retorna ao índice 477 . 2º.1943. o Plenário desta Corte de Contas deverá declarar a constituição de Prejulgado sobre a concessão de adicional de insalubridade na inatividade.452. IV e ainda com base no art. VI.Adicional de insalubridade não se exclui dos proventos se não eliminadas as causas que o determinam.452. 215 do Regimento Interno deste Tri- bunal.05. até a aposentação.05.05. em 25 de abril de 1996. de 01. de 01. que as- segura ao servidor a garantia da irredutibilidade de vencimentos.

12 Não procede a denúncia de irregularidade nas contra- tações de servidores temporários sem a prévia aprovação em concurso público (nos termos do art. 478 .de 20. § 1º da Constituição Estadual). 34. 12 . 36 da Constituição Estadual c/c a Lei Complementar nº. 36 da Constitui- ção Estadual c/c a Lei Complementar nº. considerando que tais servidores acham-se amparados por legislação específica que lhes garan- te a legalidade de suas contratações (art. 07/91)” A C O R D A M os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará.06. § 1º da Constituição Estadual). estabelecer o seguinte: P R E J U L G A D O Nº. 34. 23. 07/91). conside- rando que tais servidores acham-se amparados por legislação específica que lhes garante a legalidade de suas contratações (art.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados PREJULGADO nº. 96/52145-3) EMENTA: Não procede a denúncia de irregularida- de nas contratações de servidores tempo- rários sem a prévia aprovação em con- curso público (nos termos do art.1996 A C Ó R D Ã O Nº.530 (Processo nº.

Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados Vistos e etc. 37. Estes autos abordam a proposição feita pela Presidência desta Casa no sentido de que seja verificada a ocorrência consecutiva de mais de dez decisões semelhantes declarando improcedentes as denúncias de irregularidades na contratação de servidores sem a realização de concur- so público. da Constituição Federal. de acordo com o levantamento proce- dido pela Secretaria. de- monstra que o douto Plenário deste Tribunal já decidiu-se pela improcedên- cia de casos de denúncia conforme mencionado acima. II. 42). este concluiu fa- voravelmente pela constituição do Prejulgado. 39/40).. conheceu mas considerou improcedentes as denúncias de irregularidades na contrata- ção por parte do Estado de pessoal temporário. 03 a 07. É o Relatório. este Tribunal. 42.. apresentou a pro- posta de Prejulgado conforme consta às fls. na forma do disposto no art. VOTO: Considerando que. por dez vezes consecutivas. Ouvido o Ministério Público (fls. A Consultoria Jurídica (fls. em atendimento ao despa- cho do então Relator Cons. por dez vezes conse- cutivas e anexou as cópias das Resoluções tratando o assunto. Elias Naif Daibes Hamouche. O levantamento feito pela Secretaria às fls. uma vez que as contestadas 479 .

o Plenário desta Corte de Contas deverá declarar a constituição de Prejulgado nos termos apresentados abaixo: “Não procede a denúncia de irregularidade nas contrata- ções de servidores temporários sem a prévia aprovação em concurso público (nos termos do art. em 20 de junho de 1996. todos do Regimento deste Tribunal. combinado com o art. IV. 14. com base no art. 07/91.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados contratações acham-se amparadas pelo disposto no art. considerando que tais servidores acham-se amparados por legislação específica que lhes garante a legalidade de suas contratações (art. Isto posto. II. nos ter- mos do disposto no art. 36 da Constituição Estadual. 215 do RITCEPa. combinado com o art. § 1º da Constituição Estadual). retorna ao índice 480 . constamos que foram preenchidas as con- dições necessárias para que seja feita a Declaração de Prejulgado. da Constitui- ção Federal. 2º. que respal- da a Lei Complementar nº. 36 da Constituição Estadual c/c a Lei Complementar nº. 07/91)” Plenário Conselheiro “Emílio Martins”. 34. XII. 37.

Conselheiro EDILSON OLIVEIRA E SILVA: Pro- cesso nº. que trata da proposta de alteração do Prejulgado nº. Discutido a questão. sugerindo que fosse feito um estudo sobre o Prejulgado nº. apre- sentada pelo Conselheiro Lauro Sabbá em 14 de novembro de 2005. retirados os processos de pauta. 2005/53596-3 Em sessão plenária do dia 10 de abril deste ano. o Conselheiro Nelson Chaves solicitou a retirada de pauta dos processos de Tomada de Contas de que era Relator. S. Exa. Sr. Con- selheiro Presidente designou-me para proceder àquele estudo e. Exa. 2001/51301-8. que possuam natureza econômica sem fins lucrativos. salvo nos casos de processos de Prestações de Contas julgadas irregulares ou de Toma- da de Contas. se for o ca- so. Verifiquei pelas justificativas do Relator no processo nº. avoquei-o e o tomei por base para cumprir com o encargo da proposta de reformulação. Informado pela Secretaria da existência deste Processo nº. 2005/53596-3. levando-se em conta a finalidade da entidade e o poder aquisiti- 481 . desprovidos de condições financeiras de arcar com o ônus e diri- gentes não sejam remunerados. fundações e paróquias.716 (Processo nº 2005/53596-3) EMENTA: Não será aplicada multa regimental pela intempestividade na remessa das presta- ções de contas aos responsáveis por en- tidades prestadoras de trabalho na área assistencial. 14. e de que sua tramitação estava paralisada. o Sr.2007 A C Ó R D Ã O Nº. 14 – Reformulado em 22. S. centros comunitários. 14. Relatório do Exmº. propor a reforma do dito Prejulgado. e reconhecida a necessidade do estudo reclamado. 14 foi proposto. com natureza sem fins lucrativos. no qual o PREJULGADO n°.05. que o objetivo deste prejulgado seria a concessão de “Isenção da multa pela intempestivi- dade na remessa de prestação de contas” em caso de “instituições filantró- picas.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados PREJULGADO nº. beneficente ou filantrópica. 41.

Ora.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados vo”. e que possuam natureza econô- mica sem fins lucrativos. deixou em aberto tanto a causa da multa a ser dispensada quanto o campo de sua abrangência. os responsáveis por entidades que apresentem trabalhos na área assistencial. beneficente ou filan- trópica. mas que. ou não. bem como não sejam remu- nerados. pela atividade interpretativa de seus Membros. o foi com a seguinte E- MENTA: “Ficam dispensados da aplicação de multa regimental. por não apre- sentarem condições financeiras de arcar com o ônus. bem como não sejam remu- nerados”. e. como esta Ementa não especificou a “multa por intem- pestividade na remessa de prestação de contas”. e que possuam natureza econô- mica sem fins lucrativos. com a seguinte redação: “Fica dispensado da aplicação de multa regimental. assim como a solicitação do estudo e revisão feita na sessão do dia 10 de abril passado. Daí justificar-se a proposta já contida neste processo. pela remessa intempestiva da prestação de contas. 31.037. tendo ou não ensejado tomada. aprovado pelo Acórdão nº. A proposta albergada neste processo torna explícita a aplica- ção do prejulgado em processos de prestação de contas ou tomadas de con- tas. este Tribunal viesse a conceder o benefício da isenção até em processos de tomadas de contas. por vezes. independente da regularidade. por não apre- sentarem condições financeiras de arcar com o ônus. ense- jando a que. desde que tenham suas contas julgadas regulares”. 482 . o responsável pelas entidades que apresentem trabalhos na área assistencial. beneficente ou filan- trópica.

Sob a Constituição de 1891. o Prejulgado foi albergado no Código de Processo Civil de 1939. É o Relatório. Com a CLT (Dec-lei nº.1943). o prejulgado assemelha-se a uma incô- moda armadura. portanto. de 01. embora com diferença de enfoques em cada caso. esta liberdade que levou aos membros deste Tribunal de Contas a estender o benefício do prejulgado nº. 14 aos que te- nham suas contas cobradas em processo de Tomada de Contas. em 12 de maio de 1977. Por isto. e não uma norma imperativamente imposta ao magistrado. o julgador é livre para considerar as especificidades apuradas em cada processo. ao Conselheiro.05. nos Tribunais de Contas. portanto. Foi. ori- entação muito mais dirigida às diversas controladorias que se manifestam no processo. explícita manifestação contrária à dispensa da multa regimental no caso de Tomadas de Contas por entender que a prestação de contas é dever constitu- cionalmente imposto. diferentemente. na hipótese de surgir divergências interpretativas sobre norma. V O T O: Considero o “Prejulgado” apenas como uma orientação. 946.alguns até chegam a falar em ditadura judicial -. sob o fundamen- 483 . do tratamento do Código de Processo Civil de 1939. 55. nas condições e entre órgãos que referia. a obrigar o julgador à aplicação pura e simples daquilo que literalmente nele se con- tém escrito ou determinado. E na evolução da República. o Conselheiro Nelson Chaves apresentou na fl. o Tribunal Superior do Trabalho. Embora haja sido considerado constitu- cional pela mais alta Corte da Justiça do Trabalho. ele foi previsto no art.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados Sobre ela. 5452. valores e regras que considere válidos no caso concreto sob julgamento. pois. possuidor que é da liberdade para julgar segun- do os princípios. Nesta matéria não é colhida manifestação do Ministério Pú- blico. foi objeto da Representação nº. o prejulgado veio a surgir no Brasil. em ordenamentos constitucio- nais como o do Brasil caracterizado como um sistema normativo dialógico de princípios e regras. para mim. 902 e seus parágrafos. . no Supremo Tribunal Federal que o considerou inconstitucional. mas o foi com caráter normativo.

“in ver- bis”: “No julgamento de um mesmo pleito eleitoral. resolvendo prováveis dúvidas so- bre a extensão e alcance das leis em vigor. com as conseqüências processuais disto decorrentes. n. e dar nova redação ao Prejulgado nº. P.033/1982. Faço estas considerações por entender que o prejulgado não se impõe imperativamente ao julgador. pude chegar a uma conclusão final. elas mantém-se como vetor importante da orientação jurisprudencial dominante do tribunal. com propósito de evitar discrepância no jul- gamento de um mesmo Tribunal. 24. o prejulgado não ganhou a ade- são pretendida.717/1965. 80-86. em substituição a ele. e por conta disto veio a ser revogado pela Lei nº. Lei nº. Da mesma forma. Para proferir meu voto. E embora nem todas as decisões proferidas no inci- dente de uniformização de jurisprudência venham a se transformar em sú- mula. salvo se contra a tese votarem dois terços dos membros do Tribunal”. 14. a uni- formização da jurisprudência. instituiu a figura do “Prejulgado Eleitoral”. contida neste processo. 7. 484 . facultando. CEJ. flexibilizá-lo segundo princípios que julgar prevalentes em caso concreto sob julgamento. do processo de Tomada de Contas ao benefício da Isenção de multa conce- dida pelo mesmo. (R. 263. verifico que ela se adequa à jurispru- dência atualmente dominante neste Tribunal nos termos já expostos acima. 14. Mas esta norma foi declarada inconstitucional pelo Tribunal Superior Eleitoral. em seu art. podendo esse pronunciamento culminar com edição de súmula. Todavia. com natureza dis- tinta daquela prevista na legislação processual civil então em vigor. as decisões anteriores sobre questões de direito constituem prejulgados para os demais casos. considerando os questionamentos que se fizeram sobre o prejulga- do na sessão que ensejou minha designação para este estudo. Jan/mar. passando os prejulgados à situ- ação de meros enunciados. por isto.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados to de que não fora reconhecido pela Constituição de 1946. com base nela. ou não.2004). 4. Apesar de suas vantagens. ao Conselheiro. preliminarmente sujeito à deliberação deste Plenário. a exclusão. o Código Eleitoral. Por isso o CPC de 1973 trouxe. Brasília. sobre razões e fundamentos válidos. No que tange à análise da proposta de reformulação do pre- julgado nº.

Conselheiro NELSON LUIZ TEIXEIRA CHA- VES: Pelo que pude depreender da manifestação do Conse- lheiro Edilson Oliveira e Silva. Voto do Exmº. Conselheiro LAURO DE BELÉM SABBÁ: A- companho a preliminar proposta pelo Relator. acompanho a preliminar proposta. Voto da Exmª. é exatamente nesse sentido meu entendimento com relação à aplicação do Prejulgado nº. Conselheiro ELIAS NAIF DAIBES HAMOU- CHE: Acompanho a preliminar proposta pelo Relator no sentido de que o Prejulgado 14 não seja aplicável aos pro- cessos de Tomada de Contas. Conselheiro ANTÔNIO ERLINDO BRAGA: Entendo que. O prejulgado deve servir de balizamento. acompanho a ressalva inicial apresen- tada pelo Ilustre Relator e. Conselheira MARIA DE LOURDES LIMA DE OLIVEIRA: Acompanho a preliminar proposta pelo Relator. Voto do Exmº. são recursos do 485 . mas também quero concordar com ele quando diz que a existência do prejulgado não pode cercear a livre manifestação do julgador. mas nada impede que o julgador. Sendo assim. embora as instituições filantrópicas tenham um caráter todo especial. em determinadas situações. quem administra essas instituições de- ve ter conhecimento da lei e também da necessidade de cum- prir a Constituição e as demais normas. Sendo assim. não ache conveniente aplicar o pre- julgado. não se deve deixar imune da aplicação de multa regimental o gestor que der ensejo à instauração de Tomada de Contas.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados QUESTÃO PRELIMINAR SOBRE A EXCLUSÃO OU NÃO DA APLI- CABILIDADE PROPOSTA PELA NÃO APLICABILIDADE DO PRE- JULGADO Nº. Voto do Exmº. 14 EM PROCESSOS DE TOMADA DE CONTAS – VO- TAÇÃO: Voto do Exmº. 14. pois. O fato de ser uma instituição de caráter filantrópico não a torna imune. em seguida a preliminar propos- ta. ou seja. além de receberem recursos a fundo perdido.

respeitadas as características próprias do instituto do prejulgado. Diante disso. deste Tribunal. 14.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados povo para serem aplicados em benefício de uma comunidade. 14. com fundamento no art. Conselheiro Relator. não seja aplicável aos processos de Tomada de Contas. passe a vigorar com a seguinte redação: Assim. beneficente ou filantrópica. como acima consignei. Sr. e considerando a deliberação preliminar que exclui do âmbito do prejulgado os processo de tomada de contas. unanimemente. 486 . Entendo que a tomada de contas não poderia ficar imune à sanção. passa a vigorar com a seguinte reda- ção: “Não será aplicada multa regimental pela intempestividade na remessa das presta- ções de contas aos responsáveis por en- tidades prestadoras de trabalho na área assistencial. tomando por base os termos propostos. voto no sentido de que o Prejulgado nº. que possuam natureza econômica sem fins lucrativos. desprovidos de condições financeiras de arcar com o ônus e diri- gentes não sejam remunerados. Inciso VIII da Lei Complementar nº. também é o dever de prestar contas. salvo nos casos de processos de prestações de con- tas julgadas irregulares ou de Tomada de Contas”. porque. Em assim sendo. tendo em vista. em tra- tando-se de tomada de contas o gestor não estaria isento da penalidade em termos de multa. nos termos do voto do Exmº. voto na preliminar no sentido de que. 26. ACORDAM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Esta- do do Pará. a deliberação unânime deste Plenário para que o Prejulgado nº. buscando maior explicitude. assim como é dever do gestor aplicar os re- cursos corretamente. o prejulgado nº. Conselheiro FERNANDO COUTINHO JOR- GE (Presidente): Acompanho a preliminar proposta pelo Re- lator. 14. Voto do Exmº.

retorna ao índice 487 . 24.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados 12. beneficente ou filantrópica. para que passe a vigorar com a seguinte redação: “Não será aplicada mult a regimental pela in- tempestividade na remessa das prestações de contas aos responsáveis por entidades prestadoras de trabalho na área assistencial. 14. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. c/c o art. 211 do Ato nº.037. que possuam natu reza econômica sem fins lucrativos. salvo nos caso s de processos de prestações de contas julgadas irregulares ou de Tomada de Contas”. desprovidos de condições financeiras de arcar com o ônus e dirigentes não sejam remunerados. 31. em 22 de maio de 2007. de 15 de maio de 2001. de 08 de março de 1994: I – Reformular o Prejulgado nº. de 09 de fevereiro de 1993. II – Revogar os termos do Acórdão nº.

fls 03 dos autos. Demonstradas assim. Funda ções e Autarquias do Estado. que autorizam a constituição de Prejulgado. 31. decisões semelhantes e consecutivas. a proposta de Emenda de PREJULGADO Nº 15. nos termos da Resolução 16. Relatório do Exmº Sr. Consº LAURO DE BELÉM SABBÁ : O presente processo cuida da proposta da constituição de Prejulgado. amparada pelo art.04. 488 .473. PREJULGADO Nº 15 Fica aplicada multa diária aos titulares de Órgãos da Administração Direta e Indireta. Fundações e Autarquias do Esta- do. relacionando vinte (23) acórdãos em que foram aplicadas multas diárias a titular de órgão público. destacamnos abaixo. em caso de descumprimento de deci sões exaradas por esta Corte de Contas.05. apresenta proposta de Emente de Prejulgado. A Presidência por intermédio da Consultoria Jurídica. do Tribunal de Contas do Estado. em caso de descumprimento de deci- sões exaradas por esta Corte de Contas.038 Processo (2001/51302-9) EMENTA: Fica aplicada multa diária aos titulares de Órgãos da Administração Direta e In- direta.de 15. a ser votado em Plenário.2001. 209 do RITCEPa. referente à aplicação de multa diária aos titulares de órgãos públicos do Estado.2001 ACÓRDÃO Nº. face o não cumprimento de decisões emanadas do Plenário desta Corte de Contas. em razão de não cumprimento de decisões do Egrégio Plenário. de 24.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados PREJULGADO Nº 15 .

Plenário Conselheiro “Emílio Martins”. em caso de descumprimento de decisões exaradas por esta Corte de Contas”. Fundações e Autarquias do Estado. estabelecer que fica aplicada multa diária aos titulares de Órgãos da Administração Direta e Indireta.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados PREJULGADO Nº 15 “Fica aplicada multa diária aos titulares de Órgãos da Administração Direta e Indireta. V O T O: Tendo sido observadas as normas legais e regimentais. A C O R D A M os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará. acima relatados. unanimemente. Presidência desta Corte. voto no sentido de que seja declarado pelo egrégio Plenário. É o Relatório. retorna ao índice 489 . a constituição do PREJULGADO Nº 15 . nos termos propostos pela Exma. Fundações e Autarquias do Estado. em 15 de maio de 2001. em casode descumrpimento de decisões exaradas por esta Corte de Contas.

60. Inteligência do art. item IV.2004 A C Ó R D Ã O Nº. ambos da Carta da República. comprova existir mais de dez decisões 490 . O exame das decisões do Tribunal de Contas do Estado sobre a matéria constante dos autos.de 12. PREJULGADO Nº 16 Servidor ocupante de cargo temporário ou de cargo em comissão. 39 da Constituição Federal de 1988 (redação original). aplica-se o Regime Jurídico Único. admitido até 15 de dez embro de 1998. Direito Adquirido.02. Relatório do Exmº. 2004/50082-8 Trata-se de exame de deliberações do Tribunal de Contas do Estado para constatação da existência de decisões semelhantes por dez vezes consecutivas de aposentadoria de servidor ocupante de cargo temporário e de cargo em comissão admitido até 15 de dezembro de 1998. 35. aplica-se o Regime Jurídico Único. instituído pelo art. 5º. Direito Adquirido. In- teligência do art. 39 da Constituição Federal de 1988 (redação original). item IV. 60. Sr. § 4º. 16 .361 (Processo nº. inciso XXXVI. 5º. § 4º . combinado com o art. Conselheiro Substituto ANTONIO ERLINDO BRAGA: Processo nº. ambos da Carta da República. instituído pelo art. inciso XXXVI.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados PREJULGADO Nº. 2004/50082-8) EMENTA: I – Servidor ocupante de cargo temporá- rio ou de cargo em comissão admitido até 15 de dezembro de 1998. combinado com o art.

das autarquias e fundações sem distinção entre o servidor ocupante de cargo vitalício. V O T O: A Constituição da República de 1988 em seu art. e ainda em seu art. cargo estável. IV. Assim.1998 o § 13 do art. acrescentado pela Emenda Constitucional nº 20 de 15. sem distinção de qualquer natureza e ainda em art. 39 da Constituição Federal de 1988 (redação original).Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados semelhantes e consecutivas concedendo o registro de aposentadoria de servidor ocupante do cargo temporário e de cargo em comissão pois o servidor ocupante de cargo temporário e de cargo em comissão admitido até 15 de dezembro de 1998. cargo em comissão ou em cargo temporário. É o Relatório. está sujeito ao Regime Jurídico Único. O Constituinte Originário de 1988. institui o regime jurídico único para todos os servidores públicos da administração direta. o Distrito Federal e os Municípios instituirão. 5º consagrou a igualdade de todos perante a lei. que não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir os direitos e garantias individuais. determinou que a lei disporá sobre a aposentadoria em cargos ou empregos temporários. § 2º. 40 da Constituição Federal de 1988. 491 . que institui o regime geral de previdência social para o servidor ocupante. § 4º. os Estados. E para assegurar os direitos e garantias individuais a Carta da República estabeleceu em seu art. 60. no âmbito de sua competência. 39 estabeleceu que a União.1998.12. das autarquias e das fundações públicas. regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta.12. não se aplica ao servidor ocupante de cargo temporário e ao servidor ocupante de cargo em comissão admitido no serviço público até 15. 40. instituído pelo art. portanto.

O servidor admitido até 16. O Constituinte Reformador de 1998. 5º. bem como de outro cargo temporário ou emprego público que ingressar no serviço público a partir de 16. de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. XXXVI. de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou emprego público.1988 tem assegurado pelo art. assim como 492 . 39 da Constituição Federal de 1988.1998. respectivamente o art. dispõe in verbis: São mantidos todos os direitos e garantias assegurados nas disposições constitucionais vigentes à data de publicação desta Emenda aos servidores e militares. aos anistiados e aos ex-combatentes. ao instituir o regime geral de previdência social para o servidor ocupante. sendo que o primeiro assegura o direito adquirido e o segundo determina que não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir os direitos e garantias individuais. IV. 20. caso contrário haveria ofensa a dois permissivos constitucionais do Constituinte Originário de 1988. combinado com o art.1998.12. redação originária. 3º da Emenda Constitucional nº. 40 da Constituição Federal de 1988. 60. da Constituição de 1988. 20. XXXVI. que institui o regime geral de previdência social aplica-se ao servidor ocupante. o direito adquirido de permanecer regido pelo regime jurídico único instituído pelo art. O mandamento constitucional inserido pelo Constituinte Reformador no § 13 do art.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados exclusivamente. o fez para o servidor que ingressar no serviço público a partir de 16. acrescentado pela Emenda Constitucional nº. § 4º. de 15.12. de 15. § 4º. IV.12. da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.1998.12. 60. e art.12. inativos e pensionista. de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. 5º. bem como de outro cargo temporário ou emprego público. Há de se acrescentar ainda que o § 3º do art. exclusivamente.1998. exclusivamente.

. § 2º . b) e que nos termos da lei sob cujo império se firmou o fato do qual se origina.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados àqueles que já cumpriram.. até aquela data.. embora a ocasião de fazê-lo valer não se tenha apresentado antes da atuação de uma lei nova sobre o mesmo direito.. É tradição no constitucionalismo brasileiro o respeito ao direito adquirido como princípio de segurança e estabilidade das relações jurídicas.. da Constituição Federal.Consideram-se adquiridos assim os direitos que seu titular. 6º. Gabba em sua Teoria della Retroattivistá delle Lege. assim conceitua o direito adquirido: É adquirido todo direito que: a) – é conseqüência de um fato idôneo a produzi-lo.. XI. É pacífico não prevalecer a invocação de direito adquirido perante uma nova ordem constitucional emanada do Constituinte Originário 493 . 5º.. 4º vol. os requisitos para usufruírem tais direitos.. assegurado pelo art. como aqueles cujo começo do exercício tenha termo prefixo ou condição preestabelecida inalterável. entrou imediatamente a fazer parte do patrimônio de quem o adquiriu. ou alguém por ele. da Constituição de 1988: A lei não prejudicará o direito adquirido. Há de se indagar se é possível invocar o direito adquirido contra a decisão do Constituinte Originário e do Constituinte Reformador.. exercer. 37. O conceito de direito adquirido está definido na Lei de Introdução do Código Civil: Art. XXXVI.. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada... em virtude da lei no tempo no qual o fato foi consumado.... a arbítrio de outrem. observado o disposto no art.

à votação e à promulgação da emenda constitucional estabelecidos no art. b) a ilimitação jurídica de não se submeter a nenhuma norma de direito preexistente. II – o voto direto. § 4º. III. 40 da Constituição Federal de 1988. de 15. 20. abrangendo à iniciativa. da Constituição. 60. 4 – Limites implícitos. secreto. IV – os direitos e garantias individuais.12. 60 da Constituição. I a IV. de estado de defesa e de estado de sítio.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados que tem como características: a) a inicialidade para inaugurar uma nova ordem jurídica. e § 2º e 3º.1998. compreendendo o momento político em que a Constituição não pode ser emendada: vigência de intervenção federal. sendo um poder não inicial e limitado juridicamente pelo art. 60 da Constituição Federal que lhe impõe: 1 – Limites na ordem material. da Constituição. 3 – Limites de ordem temporal. à discussão. II. universal e periódico. III – a separação dos Poderes. Todavia. da Constituição Federal: I – a forma federativa de Estado. 60 § 1º. Não pode o Constituinte Reformador emendar a Constituição para extinguir ou modificar os permissivos constitucionais do art. I. há de ser interpretado com fundamento no princípio da unidade da Constituição como tem entendido os Tribunais: 494 . O § 13 do art. o Constituinte Reformador é apenas um poder de inserir alteração na ordem constitucional existente. Interpretar a Constituição é extrair de seu conteúdo uma adequada solução constitucional para um caso concreto. 60. acrescentado pela Emenda Constitucional nº. compreendendo as cláusulas pétreas do art. 2 – Limites de ordem processual. consoante o art.

aplica-se o Regime Jurídico Único instituído pelo art. Todas as normas constitucionais devem ser interpretadas de tal maneira que se evitem contradições com outras normas constitucionais. aplica-se o Regime Jurídico Único. e ainda o art. XII. 5º.1998.. p. 60. 2º Ed. ficando assim constituído: Ementa: I – “Servidor ocupante de cargo temporário ou de cargo em comissão. 2º. combinado com o art. Interpretação e Aplicação da Constituição. § 4º.182). a qual representa uma unidade interna. versão originária.cit. declaro a Constituição de Prejulgado por reconhecer que ao servidor ocupante de cargo temporário e ao servidor ocupante de cargo em comissão. (Tribunal Constitucional Federal Alemão. IV. Direito Adquirido. 209 do Regimento Interno do Tribunal. 1998. 14.12. A única solução do problema. instituído pelo art. IV. combinado com o art. admitido até 15 de dezembro de 1998. apud Luis Roberto Barroso.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados Uma disposição constitucional não pode ser considerada de forma isolada nem pode ser interpretada exclusivamente a partir de si mesma. inteligência do art. apud Luis Roberto Barroso ob. da Carta da República por se constituir direito adquirido. Saraiva. (Konrad Hesse. 495 . coerente com esse princípio é a que encontre em consonância com as decisões básicas da Constituição e evite sua limitação unilateral e aspectos parciais. Ela está em uma conexão de sentido com os demais preceitos da Constituição. 39 da Constituição Federal de 1988. admitido até 15.p. 182). Por conseguinte. XXXVI. com fundamento no art. 39 da Constituição Federal de 1988 (redação original).

combinado com o art. 60. ambos da Carta da República”. 60. § 4º. 39 da Constituição Federal de 1988. que resguardam o direito adquirido. por reconhecerem que esses servidores são regidos pelo regime jurídico único instituído. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. 5º. XXXVI. IV. 5º. declarar a constituição do Prejulgado nº. inteligência do art. em 12 de fevereiro de 2004.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados Inteligência do art. ACORDAM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará. 16 para regular a aposentadoria de servidores ocupantes de cargos temporários e de cargos comissionados admitidos até 15 de dezembro de 1998. § 4º. inciso XXXVI. unanimemente. da Carta da República. originariamente. combinado com o art. item IV. retorna ao índice 496 . pelo art.

1998. se homem. se homem.12. Interpretação sobre atos de aposentadorias de servidores com pro- ventos proporcionais. I e II da EC nº 20/98.se homem 30 anos e se mulher 25 anos.12.983 (Processo nº. preenchia os requisitos de idade de (53) cinqüenta e três anos. da Emenda Constitucional n° 20. 8°. 5°. 2007/51458-9) EMENTA:Prejulgado. 17 . Combinado com o art.1998. Fundamentação a luz do art. XXXVI.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados PREJULGADO Nº. do tempo de contribuição que faltaria. 2007/51458-9 Trata-se de exame de deliberações do Tribunal de Contas do Estado para constatação da existência de decisões semelhantes por (10) dez vezes consecutivas de concessão de aposentadoria do servidor que em 16. se homem.1998. de 15.1998 . 41.de 07. 8º . Relatório do Exmº Sr. § 1°. se mulher e (05) cinco anos de efeti- 497 . da Constituição Federal de 1988. Conselheiro ANTÔNIO ERLINDO BRAGA: Proces- so nº. Inteligência do art.2007 A C Ó R D Ã O Nº. II. § 1º . e 48 se mulher e 5 anos de efetivo exer- cício em cargo público poderá aposentar-se com proventos proporcio- nais ao tempo de contribuição equivalentes a 70% do valor máximo que poderia obter acrescido de 5% por ano de contribuição até o limite má- ximo de 100% . 53 anos. I. PREJULGADO Nº 17 Servidor Público que em 16.08."a" "b".12. II. preenchidas as condiçõ es de 30 anos de tempo de con- tribuição. e 25 anos se mu lher e período adicional de contri- buição equivalente a 40% em 16. preenchia os requisi- tos de idade. e (48) quarenta e oito anos.12.

b. comprova existir mais de (10) dez decisões semelhantes e consecutivas sobre o assunto.1998. ainda em seu art. até 16.um período adicional de contribuição equivalente a 40% em 16. É o Relatório. I. se homem. II. do tempo de contribuição que faltaria se homem. § 1°.12. do tempo que faltaria para atingir o limite de tempo de con- tribuição respectivamente se homem 30 anos e se mulher 25 anos.12. se mulher. em seu art. II . de 15. 8°.1998.1998. se homem.12. assegura o direito à aposentadoria voluntária quando o servidor. e 48 anos de idade. A mencionada Emenda Constitucional estabelece.12. II. O exame das decisões do Tribunal de Contas do Estado sobre a matéria constante dos autos. V O T O: A Emenda Constitucional N° 20. preenchidas as condições de (30) trinta anos de tempo de contribuição. a.tiver 5 anos de efetivo exercício no cargo em que se dará a aposentadoria. II .1998. (30) trinta anos e se mulher (25) vinte e cinco anos. cumulativamente. 8°. 498 . e (25) vinte e cinco anos. I . se mulher e período adicional de contribuição equivalen- te a (40%) quarenta por cento em 16.contar tempo de contribuição de 30 anos.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados vo exercício em cargo público poderá aposentar-se com proventos propor- cionais ao tempo de contribuição equivalente a (70%) setenta por cento do valor máximo que poderia obter acrescido de (5%) cinco por cento por ano de contribuição até o limite máximo de (100%) cem por cento. I. que o servidor pode aposentar-se com proventos proporcionais ao tempo de contribuição atendidos as seguintes condições: I . se homem e 25 anos. se mulher.tiver 53 anos de idade.

declaro a Cons- tituição de Prejulgado por reconhecer que o servidor público que em 16.12. XXXVI da Constituição Federal. que até 31. de 15.12.2003 em seu art. constituído: EMENTA: Servidor Público que em 16. 5°. I. preenchidas as condições de 30 anos de tem- po de contribuição. § 1°. 14. O servidor que em 31. do tempo de contribuição que faltaria se homem 30 anos e se mulher 25 anos.12. tem inclusive direito ao acréscimo de 50% por ano de contribuição de efetivo exercício em seus proventos com fundamento no princípio do direito adquirido previsto no art. "b".1998.12. I. tenham cumprido todos os requisitos para obtenção desses benefícios. ficando assim. II. preen- chia os requisitos de idade. XXXVI da Constituição Federal de 1988. e 48 se mulher e 5 anos de efetivo exercício em cargo público poderá aposentar-se com proventos proporcionais ao tempo de contribuição equivalentes a 70% do valor máximo que poderia obter acrescido de 5% por ano de contribuição até o limite máximo de 100%. 209 do Regimento Interno do Tribunal. de 15.1998.2003. Assim. IV e ainda o art. a qualquer tempo de aposentadoria aos servidores públicos. Inteligência do art. tenha cumprido todos os re- quisitos para aposentar-se com fundamento na Emenda Constitucional N° 20.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados III .12. se homem. se homem.os proventos da aposentadoria proporcional serão equi- valentes a 70% do valor máximo que o servidor poderia obter acrescido de 5% por ano de contribuição até o limite máximo de 100%. se ho- 499 . combi- nado com o art.12.1998. e 25 se mulher e período adicional de contri- buição equivalente a 40% em 16.12. 2° XII.2003. 53 anos. combinado com o art.12. com base nos critérios da legislação então vi- gente. 53 anos. 3° assegura a concessão. de 31. II da Emenda Constitucional n° 20. 5°.1998. com fundamento no art. A Emenda Constitucional N° 41. 8°. "a".1998 preenchia os requisitos de idade.

1998. e 48 se mulher e 5 anos de efetivo exer- cício em cargo público poderá aposentar-se com proventos proporcionais ao tempo de contribuição equivalentes a 70% do valor máximo que poderia obter acrescido de 5% por ano de contribuição até o limite máximo de 100% . da Constituição Federal de 1988. ACORDAM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Esta- do do Pará. se homem. 8°. c/c o art.1998 . Conselheiro Re- lator. inciso IV. 24. de 08 de março de 1994. 14. estabelecer o Prejul- gado nº 17 do TCE/PA. II. fundamentadas pelo art."a" "b".12. 5°. e 25 anos se mulher e períod o adicional de contri- buição equivalente a 40% em 16. em 07 de agosto de 2007. do tempo de contribuição que faltaria. no termos do voto do Exmº Sr. 209 e art. I e II da EC nº 20/98.12. da Emenda Constitucional n° 20. da Lei Complementar nº. Plenário “Conselheiro Emílio Martins”. art.Jurisprudência do TCE-PA Prejulgados mem. inciso VIII.se homem 30 anos e se mulher 25 anos. 211 do Ato nº. Inteligência do art. 2º. retorna ao índice 500 . II. art. unanimemente. inciso XII. com fundamento no art. preenchidas as condições de 30 a- nos de tempo de contribuição. 12. XXXVI. de 15. § 1°. Combi- nado com o art. 8º. que trata dos atos de aposentadorias com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. 26. de 09 de fevereiro de 1993. I. § 1º.