Salazar, Visão Geral do País

INFORMAÇÃO IMPORTANTE

O texto que se segue é uma reprodução escrita, com pequenas adaptações e esclarecimentos, de um excerto do documentário exibido na SIC Sociedade Independente de Comunicação sobre o estadista português António de Oliveira Salazar. Como tal, cumpre-me esclarecer que toda a informação constante deste documento foi apresentada pela citada estação de televisão portuguesa, aquando da exibição do documentário referido.

António de Oliveira Salazar O Homem que está e fica

As décadas de 30 e 40 mergulham a Europa e o Mundo em crises financeiras, ruínas e morte. Mas Portugal viverá estes anos sangrentos à margem dos desastres do Mundo, na paz e sossego, no contentamento, na frugalidade. Prazeres modestos, alegrias simples, tudo, segundo o modelo de vida do novo Chefe de Governo, António de Oliveira Salazar. O país aprecia a diferença: em vez dos distúrbios da Primeira República, a tranquilidade nas ruas; em vez do caos financeiro e do enlouquecimento dos preços, as contas públicas saneadas; em vez de um Estado débil e desacreditado, um Estado Novo, forte e com uma doutrina. Um Estado que tem como valores maiores a ordem e a disciplina, a História e o patriotismo, a tradição rural e cristã, a expansão da fé e do Império, o sacrifício das ambições privadas em bem da Nação. «Afirmar a fronteira, a cultivar a terra, alargar os domínios, a descobrir a Índia, a apostolizar o Oriente, a colonizar a África, a fazer o Brasil glória da sua energia e do seu génio político .» Em vez das perseguições religiosas, dos padres presos e tosquiados, em vez das medições do crânio dos jesuítas, destinadas a provar cientificamente os seus desvios genéticos, em vez disso um Estado não confessional, mas que reconhece, constitucionalmente, que a religião católica é a da maioria dos portugueses: «( ) e quando dentro de pouco subir no alto do castelo a bandeira sob a qual se fundou a nacionalidade, veremos, como penhor que confirma a nossa fé, a cruz a abraçar, como no primeiro dia, a terra portuguesa. Viva Portugal!» Em vez do Estado beligerante, que envia tropas portuguesas para as trincheiras da Primeira Grande Guerra, pretendendo não ser deixado à margem dos destinos do Mundo, em vez disso um Estado soberano que se mantém neutral, enquanto a Europa arde, e que celebra as glórias do Império incólume.

«Não se sabe que Homem, ideia, rasgo ou sacrifício há-de pôr em cima dos mais, a não ser exactamente o facto fundamental e primeiro de haver a raça portuguesa, estabelecido o seu lar, independente e cristão, nesta faixa atlântica da Península.» Em vez de um Estado afligido por crises políticas e privado de recursos económicos, um Estado forte e com os meios suficientes para mostrar obra. «Não somos só porque fomos, nem vivemos só por termos vivido.» O país está sereno, o povo vive habitualmente. O país está sereno... O Dr. Salazar é Chefe de Governo desde 5 de Julho de 1932 e ainda e sempre Ministro das Finanças. O Dr. Salazar manda e o país está com o Dr. Salazar. A quem não está sereno, o Dr. Salazar dissuade de agir. A quem está activamente contra, o Dr. Salazar combate pela força e pela prisão. Para dissuadir ou calar, o Dr. Salazar criou e dispõe dos necessários instrumentos.

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