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O Futuro da Emancipação http://labcom-ifp.ubi.

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O FUTURO DA EMANCIPAÇÃO

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pt/files/ofuturodaemancipacao/ (index. o crescimento das desigualdades tornou-se o denominador comum da economia global. se procuravam fazer sair de um estado de maior desigualdade. da teoria social e das políticas sociais. tanto pelo seu pólo da UBI. identificar os seus mais prementes horizontes de verificação. perguntar pelo que permanece de emancipador na ideia de emancipação. em torno da problemática das desigualdades e os seus muitos rostos. passando pela saída do homem da sua menoridade. mesmo intergeracionais. as respostas de emancipação do(s) século(s) passado(s). comprometem-se solidariedades sociais e comunitárias. razão por que nos propomos apresentar este colóquio na forma de uma co-organização entre o Núcleo de Filosofia Prática do LABCOM. depois das questões conceptuais. embaciou o conceito de emancipação que. se desdobre em três coordenadas: uma primeira.2017 16:34 . por fim.ubi. dos limites que a existência e um mundo finitos impõem. a sustentabilidade do planeta. o conceito de emancipação. uma terceira dimensão que tenha em atenção os temas. uma segunda. ou discriminação. contudo. como da sociologia. se tornara central para a Modernidade. a partir deste contexto contemporâneo. nomeadamente político e social. mas pelo trauma de 11 de setembro. Semelhante discussão releva tanto do pensamento filosófico. marcada logo no ano 2001. Propõe-se que a discussão sobre a problemática contemporânea da emancipação. e os fundamentalismos fazem do espaço público e da convivialidade uma mera construção social degradável. a que Kant chamou Aufklärung. e pela emancipação humana que Marx opôs à emancipação política em A Questão judaica. 2 von 14 01. sobre o problema. compromete-se até o mundo natural. já não podem ser consideradas respostas realizadoras. das diferenças e da convivialidade. como pelo seu associado Observatório das Desigualdades. Hoje.IFP e o CIES.php) O FUTURO DA EMANCIPAÇÃO A passagem do século e do milénio. Hoje. as suas causas e a suas políticas concretas. desde o seu advento. ou menorização. Hoje. não pela prometida odisseia no espaço. pensar por que linhas pode pensar-se novas práticas de emancipação. quando se reconhece que a Modernidade está em crise é este seu motor ínsito que está em crise: a emancipação e a sua representação. cada vez mais tenso.05. O que nos propomos neste colóquio é trazer à discussão.O Futuro da Emancipação http://labcom-ifp. e. cada vez mais prementes.

IFP Teresa Amal Coordenador do GFP (Universidade de Coimbra.O Futuro da Emancipação http://labcom-ifp.2017 16:34 . Apresentação da Master Unit (Unidade LabCom. Centro de Coordenador do CIES Estudos Sociais) Limites do invisível e a infinita capacidade 9:30 de reinventar o mundo: Abundância.21) (ISCTE-IUL.IFP) Mestre) Se os teares tecessem sozinhos. LabCom. 10:30 LabCom.05.php) 28 DE ABRIL O FUTURO DA EMANCIPAÇÃO Auditório do Museu dos Lanifícios Auditório do Museu dos Lanifícios Universidade da Beira Interior Universidade da Beira Interior 9:15 10:00 Abertura LIMITES Reitor Moderação: José Rosa Presidente de Faculdade Coordenador do LabCom.ubi.IFP) Anselm Jappe Da dispensabilidade da emancipação (ou a (Escola de Belas Artes de Sassari) ilusão pós-moderna) From which master do we have to emancipate? André Barata (Universidade da Beira Interior. Sobriedade e Bem-Viver. trabalho e propriedade António Amaral Ananda Kalyani (Universidade da Beira Interior..pt/files/ofuturodaemancipacao/ 27 DE ABRIL (index. Centro de Estudos Universidade da Beira Interior Internacionais) ‘Historia cosmopolítica’.. CIES) 3 von 14 01. Arqueologia e figurações da emancipação — em Aristóteles Faculdade de Ciências Sociais e Rui Tavares Humanas (Anfiteatro 7. IHC) Emancipação e história: como (não) usar o Alcides Monteiro passado (Universidade da Beira Interior. Emancipação no 14:30 «mundo de Cândido» DIFERENÇAS Moderação: Maria Luísa Branco José Neves (Universidade Nova de Lisboa. CONFERÊNCIA DE ABERTURA Moderação: José Manuel Santos Olivier Feron (Universidade de Évora.IFP) PERSPECTIVAS HISTÓRICAS Por um futuro emancipatório do Moderação: António Bento rendimento.

LabCom. Um processo (tudo) menos linear.pt/files/ofuturodaemancipacao/ (index. antagonismo: notas Catarina Sales sobre a querela do universalismo em (Universidade da Beira Interior. CIES) política Género: desigualdades e emancipações.O Futuro da Emancipação http://labcom-ifp. diferença.IFP) Universidade da Beira Interior Injustiça intergeracional: a perpetuação da menoridade 15:00 Bruno Peixe Dias IGUALDADES (Centro de Filosofia da Universidade de Moderação: Nuno Miguel Augusto Lisboa) Identidade. Observatório das Desigualdades) Precariedade como desigualdade total: do Stefan Gandler diagnóstico às emancipações (Autónoma de México) La dialéctica relación entre igualdad y diferencia. Cristina Roldão Límites de la emancipación en la actual (ISCTE-IUL/CIES) forma social (In)visibilidades das desigualdades étnico- raciais em Portugal: retrato em números e impasses nas políticas Luís Filipe Madeira (Universidade da Beira Interior. 17:00 CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO Renato Miguel do Carmo Moderação: José Venâncio (ISCTE-IUL/CIES.ubi.21) LabCom.php) Emancipação e o poder da aprendizagem O — FUTURO DA EMANCIPAÇÃO Maria João Cabrita Faculdade de Ciências Sociais e (Universidade da Beira Interior.05.IFP) A criminalização da violência emancipatória e suas consequências 4 von 14 01. Humanas (Anfiteatro 7.2017 16:34 .

em que à luta de classes e à afirmação da emancipação coletiva se têm contraposto a fragilização das estruturas de regulação. No contexto das sociedades da modernidade tardia. ANDRÉ BARATA (Universidade da Beira Interior. fontes de energia renováveis.pt/files/ofuturodaemancipacao/ (index.O Futuro da Emancipação http://labcom-ifp. bem como a noção de exploração do trabalho e a crítica do capitalismo. mais além da educação e incluindo-a. perto da Reserva Natural da Serra da Estrela. não consegue dar respostas cabais.php) O FUTURO DA EMANCIPAÇÃO ALCIDES MONT EIRO (Universidade da Beira Interior. a aprendizagem (nas suas variadas componentes e ao longo da vida) pode desenhar-se como veículo de conscientização e de emancipação. LabCom.ubi.05.IFP) Por um futuro emancipatório do rendimento. No pressuposto de que as limitações de modelos-guia não podem ser superadas pela adoção de novos modelos (Becker). trabalho e propriedade Procurando desimplicar. materiais ecológicos e bio-arquitectura. desenvolveremos uma reflexão sobre os agenciamentos emancipatórios que devem animar uma recomposição das relações e interdependências entre rendimento. incluindo a gestão de florestas e sistemas de tratamento de água e resíduos. imbuído amiúde de funções reprodutoras e homogeneizadoras. trabalho e propriedade. Adorno e Hellmut Becker. a relação entre a educação / aprendizagem e a possibilidade da emancipação carecem de reanálise. livro no qual Hugues Lenoir analisa a importância dada pelo sindicalismo à educação como instrumento poderoso de emancipação. a perda de certezas coletivas e a compulsão para o individualismo. contra uma tradição emancipatória marxiana. o projecto está a ser desenvolvido utilizando as mais recentes metodologias científicas de produção agrícola. ANANDA KALYANI Apresentação da Master Unit (Unidade Mestre) A Master Unit Ananda Kalyani é um projeto de desenvolvimento multidimensional organizado por uma equipa internacional de diversas origens e competências.2017 16:34 .. Com o seu núcleo situado numa comunidade rural no centro de Portugal. ANSELM JAPPE 5 von 14 01. CIES) Emancipação e o poder da aprendizagem Educación para la emancipación. propomo-nos discutir o modo como. e Educar para Emancipar. são dois exemplos da relevância conferida à relação (de mútua interpelação) entre essas duas realidades. económicos e ambientais modernos bem como facilitar o desenvolvimento de outros projectos sustentáveis nas zonas circundantes. E às quais o sistema educativo formal. O seu objetivo principal é desenvolver um modelo de vida sustentável como resposta aos desafios sociais. as noções de trabalho e valor. coletânea de conferências e conversas entre Theodor W.

. But who could be today the masters from which we have to emancipate? Can the oppressing force be identified which specific human groups.IFP) Se os teares tecessem sozinhos. como é óbvio. referencial ou tutelar.O Futuro da Emancipação http://labcom-ifp. Ora. “unstoppable progress”? Don’t we have to emancipate mainly from what pretends to be natural but is social? And where could we start? ANT ÓNIO AMARAL (Universidade da Beira Interior. como ainda um conjunto de disposições testamentárias com o intuito de promover a emancipação de um considerável número de escravos.. o termo latino “e(x)-manu-capere” [i.2017 16:34 . Todavia. Arqueologia e figurações da emancipação em Aristóteles Emancipação e autonomia constituem. alguns clichés que alimentam ainda hoje o imaginário social acerca dos dispositivos que. “deixar de ter na mão” = “abrir mão”] designa no direito romano a figura jurídica pela qual se valida e legitima o acto de tornar livre alguém – descendente ou escravo – abrindo-lhe a possibilidade de se auto-determinar de acordo com as suas próprias capacidades e arbítrio. quer inclusive no respeitante ao filho nascido dessa relação pós e extraconjugal. ou.ubi. money and abstract labour melted with the technological automatism into a “mega machine” which pretends to be beyond every possibility of substantial change. as Marx called them. o sistema legal vigente desprotegia em termos de direitos à transmissão sucessória de bens patrimoniais. a presente comunicação não pretende. em ambos os casos.php) O FUTURO DA EMANCIPAÇÃO From which master do we have to emancipate? The concept of “emancipation” has now largely replaced the concept of « revolution ». LabCom. por outro lado. não deixa de ser surpreendente encontrar num pensador como Aristóteles não só uma original teorização emancipatória da escravatura. dois dos vectores que mais nitidamente espelham o auto-centramento da razão na modernidade: eis uma evidência a que ninguém ocorrerá contestar. Emancipation means to be no longer the slave of a master. “technological imperatives”.e. promoviam e perpetuavam massivamente uma desumana opressão dos escravos e uma desqualificante subjugação da mulher. independentemente do horizonte histórico-cultural em que se plasma e do ecossistema jurídico-político e sócio-económico ao qual reage e em vista do qual se projecta. be them the owners of the means of production or the white heterosexual men? Or do we have to look beyond these “masques”. de um ponto de vista etimológico. 6 von 14 01. Procurando desmistificar. direccionante. a narrativa segundo a qual a luminosa autonomia de que um sujeito se apropria – no duplo sentido de se apossar dela tomando-a “para-si-mesmo” e de a interiorizar como sua fazendo-a “própria-de-si” – pela libertação de um poder percepcionado como ordenador. na Grécia antiga. que. por conseguinte. Mas não é tudo: se ousarmos apurar o ponto focal de análise para obter uma profundidade de campo temporal mais ampla e enriquecida. commodity.pt/files/ofuturodaemancipacao/ (Escola de Belas Artes de Sassari) (index. and put into question the whole commodity fetishism and the “automatic subject” it produces? Can we say that the capitalist logic of value.05. o acto mediante o qual alguém é libertado ou se liberta (aporia não imediatamente perceptível e solúvel) encerra uma desafiante ambivalência: trata-se de “fugir-da-mão” de alguém para escapar da ameaça de um servil e alienado estado de subjugação. a propósito. na sua interdependência. assuming the shape of “market necessities”. situação que. não nos deve dispensar de interrogar filosoficamente os pressupostos a partir dos quais se torna possível esclarecer a eficácia discursiva de um acto emancipatório. coercivo. isto para não falar das indicações explícitas quer no respeitante à mulher com quem se uniu logo após a morte da que com ele esteve legalmente casada. seja qual for a perspectiva de abordagem adoptada. de “abrir-mão” a alguém para lhe proporcionar a inquietante oportunidade e o belo risco de uma auto-realização? Convém lembrar.

Procuraremos discutir. sem predicados identitários particulares. à emergência de uma série de propostas teórico-políticas de carácter universalista que. não obstante a sua complexidade de tendências e visões. Argumentaremos que a crise do capitalismo global de 2008 veio de novo por em causa os dados a partir dos quais esta questão pode ser discutida. de classe. CIES) Género: desigualdades e emancipações. nacionais e outras) através das quais a crise se faz sentir. procurou sempre 7 von 14 01. em contraponto.05. Tentaremos mostrar que ambas as propostas assentam numa concepção necessariamente deflacionada do que pode ser o projecto de emancipação. colocando-o antes do lado do antagonismo e do conflito. de vários marxismos. na oposição recorrente entre formas políticas que se pretendem de alcance universal e as chamadas políticas de identidade. no início do século XX. à medida que se tornam visíveis as linhas de divisão (raciais. diferença. nem tão-pouco absolver. neste quadro. O movimento feminista. isto é. Embora de modos diferentes cada um procura. por exemplo. procurando incorporar as críticas identitárias.php) O FUTURO DA EMANCIPAÇÃO disseminadas na antiguidade. conceber o universal fora de um quadro de generalidade e de busca de consenso.O Futuro da Emancipação http://labcom-ifp. a seu modo. o quadro histórico das práticas sociais genericamente (index. lançando mão para o efeito da posição dissonante e não-convencional de um insigne filósofo grego para quem o cultivo individual da virtude em vista de um aperfeiçoamento moral da acção não se encontra de forma alguma desvinculado de uma ética da responsabilidade relacional atenta às múltiplas fisionomias sociais da vulnerabilidade. de género. CATARINA SALES (Universidade da Beira Interior. Argumentaremos que esta tensão está presente não apenas quando é explicitamente tomada como pomo da discórdia – como.ubi. o género permanece como fator de desigualdade encerrando em si múltiplas assimetrias. mas também em debates onde a questão do universalismo não é tematizada de forma directa. Se nas últimas décadas do século XX prevaleceu a desconstrução do sujeito universal masculino branco e europeu como protagonista idealizado dos processos políticos assistiu-se. as propostas de refundação do universalismo provenientes de dois autores que procuram incorporar na sua noção de universalismo a desconstrução do universal e a valorizção da diferença: Antonio Negri e Étienne Balibar. Alain Badiou e Jacques Rancière são alguns dos nomes próprios que podemos associar a estas propostas a que se deve juntar uma nova vitalidade. nomeadamente entre os países ou regiões em que a igualdade de género é uma prioridade de ação e outros contextos locais em que as oportunidades e representações de homens e mulheres são agressivamente desiguais. visavam ultrapassá-las procurando repensar um sujeito da política universal. antagonismo: notas sobre a querela do universalismo em política Chamamos querela do universalismo em política a um dos pontos de tensão mais recorrentes nas discussões políticas – tanto a nível teórico como ao nível das políticas estatais e da acção colectiva – das duas últimas décadas.pt/files/ofuturodaemancipacao/ branquear.2017 16:34 . Um processo (tudo) menos linear A despeito das profundas mudanças sociais dos últimos cem anos. BRUNO PEIXE DIAS (Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa) Identidade. mas tão-só contribuir com uma informal chamada de atenção para uma arqueologia da emancipação que antecede em larga escala os limites e os critérios fixados a partir da modernidade em benefício da sua auto-interpretação. e visibilidade.

Como dar conta dos desafios específicos dos portugueses negros e ciganos. De uma perspetiva feminista interseccional e dando conta da diversidade de recortes envolvidos nos sistemas de dominação procuraremos nesta comunicação refletir sobre os caminhos da emancipação de género e o processo de criação de um “espaço de visibilidade para as mulheres como indivíduos e como atores coletivos” (Song. e O Almoço do Trolha. LUÍS FILIPE MADEIRA (Universidade da Beira Interior. a resposta institucional a reivindicações de movimentos sociais e recomendações internacionais tem-se orientado para o argumento da inconstitucionalidade.IFP) 8 von 14 01. nacionalidade) que apontam para fortes desigualdades no acesso a direitos básicos como aqueles no domínio da educação. classe e género associadas à história de Portugal. A primeira remete para a própria ausência desse tipo de recolha e a necessidade de um debate públio e político sobre a relevância. mas sobretudo. ao mesmo tempo que. por outro. por exemplo. três coisas que propomos discutir. A segunda é que. por exemplo? Por fim. de autor desconhecido. está-se longe de um retrato completo dessas desigualdades.ubi. designadamente da sociologia. apesar da inexistência dessa recolha.2017 16:34 .O Futuro da Emancipação http://labcom-ifp. Nos últimos anos. contudo só mais recentemente se tem (index. de Júlio Pomar). e que ultrapassam a “intolerância” individual? JOSÉ NEVES (Universidade Nova de Lisboa.pt/files/ofuturodaemancipacao/ contestar o status quo e empoderar as mulheres. justiça. permencem práticas institucionais de registo desse tipo de informação. IHC) Emancipação e história: como (não) usar o passado De que modo podemos estabelecer uma relação emancipatória com os legados opressivos que a história nos tem para oferecer? A partir de uma discussão sobre a forma de expor duas obras artísticas (Vista da Rua Nova dos Mercadores: Rua Nova dos Ferros com a esquina do Largo do Pelourinho Velho. equacionar limites e oportunidades de estratégias memorialistas. LabCom. pelo menos. existem dados proxy (naturalidade. Sendo informação recolhida através proxys muito cingidas às questões das migrações. 2006:193). esta comunicação pretende. emprego e trabalho. da igualdade e da cidadania compreendendo e integrando a diversidade das vivências individuais. CRIST INA ROLDÃO (ISCTE-IUL/CIES) (In)visibilidades das desigualdades étnico-raciais em Portugal: retrato em números e impasses nas políticas O que nos dizem as estatísticas oficiais sobre as desigualdades étnico-raciais e racismo em Portugal? Dizem-nos. para a análise dessas desigualdades e para a sua problematização enquanto processos histórico-estruturais que penetram as instituições.php) O FUTURO DA EMANCIPAÇÃO problematizado as questões da diferença. os riscos e condições desse tipo de recolha. habitação entre nacionais dos PALOP e portugueses.05. qual o contributo das ciências sociais. discutir questões de “raça”. por um lado. para o debate sobre a recolha sistemática de dados étnico-raciais. contraditoriamente.

o modelo de análise dito das escolhas racionais revela-se cada vez mais inadequado a inteligir e a explicar o recurso a ações ilegais politicamente motivadas. os seus alicerces institucionais. o carácter infamante que encerra a acusação ou a condenação pela prática de atos terroristas e a natureza letal de boa parte das ações empreendidas pelas forças policiais ou militares com o intuito de apreender suspeitos de terrorismo. designadamente. no seio das democracias liberais. por vezes. Resta saber se. Agrilhoadas a várias obsessões . OLIVIER FERON (Universidade de Évora. apesar de ilegais e. LabCom. etc – e permite às gerações seguintes usufruírem de uma vida melhor numa sociedade mais justa.O Futuro da Emancipação http://labcom-ifp. Com o intuito de analisar o vínculo entre justiça intergeracional e emancipação das novas gerações terei por moldura teórica o liberalismo igualitário rawlsiano. tácitas às suas políticas sociais.investimento líquido em maquinaria e outros meios de produção. Neste contexto de crise existencial.IFP) Injustiça intergeracional: a perpetuação da menoridade Hoje as sociedades democratas ocidentais estão sujeitas a influxos e poderes que extravasam as suas fronteiras físicas. por parte de movimentos sociais. que destabilizam as suas estruturas básicas. consequentemente. Considerando que. 1971: 252). descora a comensurabilidade dos recursos naturais e a deterioração ambiental – e arbitrariedades morais que.05. atalham a emancipação das novas gerações.IFP) 9 von 14 01. os jovens de hoje lograrão assumir-se algum dia como cidadãos plenos. e. a usufruírem de um valor mínimo das liberdades autenticadas aos membros da sociedade. Acresce que o alargamento do conceito de terrorismo e o consequente esvaziamento do estatuto acordado à infração política são sintomas de uma patologia corrosiva da democraticidade do sistema político. Esta poupança assume várias formas . uma vez obstruída a sua emancipação enquanto pessoas. LabCom. pobreza e exclusão. minam a dignidade humana.2017 16:34 . a falta de expectativas dos jovens é tão gritante que estes arriscam permanecer na menoridade muito para além do que é desejável. mas também pôr de lado uma quantidade adequada de acumulação real” (Rawls. é imperativo reconhecer a especificidade da infração política e garantir que esta possa continuar a desempenhar funções que são indispensáveis ao ajustamento dinâmico das sociedades democráticas.como a do desenvolvimento incessante da economia que sacrifica a maioria da população à precariedade. Nos termos desta teoria. nem todas as infrações políticas têm uma natureza terrorista. “a cada geração cabe não só salvaguardar os ganhos de cultura e civilização e manter intactas as instituições justas estabelecidas.ubi. MARIA JOÃO CABRITA (Universidade da Beira Interior. Neste sentido. uma vez que se disponha de um princípio de poupança justa determinar-se o nível do mínimo social. criminosas.php) A criminalização da violência emancipatória e suas consequências O FUTURO DA EMANCIPAÇÃO Dada a proliferação das condutas visadas pela mais recente legislação antiterrorista europeia e. investimento no saber e na educação.pt/files/ofuturodaemancipacao/ (index. as sociedades democratas ocidentais entraram em colisão com a base da sua estabilidade: a conciliação entre indivíduo e comunidade. culturais e históricas. É imperativo que os benefícios da geração presente não ceifem o bem-estar da geração futura. pois uma sociedade em que os sujeitos tiram partido da sua situação no tempo em prol dos seus interesses é por definição injusta. o agravamento da moldura penal aplicável a infrações terroristas.

a saber: el pensamiento ilustrado. bolsas…). a emancipação dá-se contra-vontade: em “Cândido. Centro de Estudos Internacionais) ‘Historia cosmopolítica’. Esta transforma-se num modo de vida que atinge a totalidade do indivíduo. Acompanharemos os caminhos destas duas visões de uma mesma modernidade. Emancipação no «mundo de Cândido» Confrontemos duas versões da emancipação iluminista. Noutra versão da emancipação. de origem kantiana. con el cual polemizan. do século XVIII até à sua intercepção no mais singular teste emancipatório da humanidade: o desafio cosmopolítico. motivada apenas pela ousadia de querer saber. incluindo as relações sociais e afetivas. O ponto de partida desta apresentação será o de que a estas duas versões da emancipação correspondem duas versões da modernidade: uma linear e compreensível. a condição precária afeta profundamente as dimensões existenciais e vitais: a falta de futuro corrói a estabilidade e a segurança da vida pessoal e subjetiva. Observatório das Desigualdades) Precariedade como desigualdade total: do diagnóstico às emancipações A persistência da condição de precariedade laboral não significa somente uma situação vulnerável resultante da acumulação e circulação pelas mais variadas e efémeras modalidades de contratação irregular (contratos a termo. Esta atinge um conjunto de dimensões que remetem para profundas formas de desigualdade social. Numa delas.2017 16:34 . ou outras) que sobre ela se exercem. Uma totalidade para a qual convergem e culminam vários tipos de desigualdade que comprometem um conjunto de direitos sociais e cívicos.O Futuro da Emancipação http://labcom-ifp.ubi. a emancipação corresponde ao momento em que a humanidade. estágios. o protagonista deste conto filosófico é expulso do castelo em que se encontra não porque deseje romper com a tutela a que está sujeito. celebrizada por Voltaire.pt/files/ofuturodaemancipacao/ (index. a outra caótica e refractária ao sentido. la cultura liberal. RUI TAVARES (ISCTE-IUL. sai da menoridade a que se encontra sujeita pelas tutelas (políticas. e tolhida apenas pelo medo ou pela preguiça. recibos verdes. ou o otimismo”.05. Esta comunicação debruçar-se-á sobre estas diferentes dimensões da precariedade. religiosas. mas porque o seu soberano decide desfazer-se dele. la sociedad 10 von 14 01. ST EFAN GANDLER (Autónoma de México) La dialéctica relación entre igualdad y diferencia. O tempo é vivido em constante fragmentação no decorrer do qual quase tudo se encontra a prazo. A precariedade tende a extravasar o âmbito laboral e interfere nos mais diversos setores da vida social e pessoal do indivíduo. Límites de la emancipación en la actual forma social Los conceptos de diferencia e identidad tienen el mismo origen histórico y lógico que el concepto de igualdad. Assim. assentes na desproteção social e na absoluta incerteza face ao futuro. para além do acesso limitado a rendimento.php) Da dispensabilidade da emancipação (ou a ilusão pós-moderna) O FUTURO DA EMANCIPAÇÃO RENATO MIGUEL DO CARMO (ISCTE-IUL/CIES.

Esta palestra está dividida em três partes. práticas e atmosferas de participação. outras realidades existem e estão a operar nos interstícios da crise para falarem dela de outra maneira. não se apresentam de forma cristalina. T ERESA AMAL (Universidade de Coimbra. individual e colectiva. lhe fazerem face e construir modos de resistência e alternativas. cuidam de finitudes vitais sem desperdiçar conhecimentos na construção da maximização da justiça para todas as criaturas. Es decir: el doble carácter de la mercancía y de sus productores es la unidad de igualdad y diferencia. é certo. as culturas. Na terceira parte. as memórias. de facto. Pode-se argumentar que estas sociabilidades desobedientes ou simplesmente outras. não conseguimos compreender se elas têm o potencial transformador necessário para levar a cabo um outro paradigma civilizacional. Se o nosso olhar analítico se aproximar com redobrada atenção poder-se-ão distinguir movimentos. o en otras palabras. sem precedentes. lançam um manto de encobrimento sobre dissensos. Sobriedade e Bem-Viver Se o meu ponto de partida teórico é uma leitura feminista das Epistemologias do Sul de Boaventura de Sousa Santos.pt/files/ofuturodaemancipacao/ burguesa y la forma de reproducción capitalista. elas comportam-se de maneira ambígua. São sociabilidades irreverentes que pretendem preservar as memórias democráticas.ubi. en el que se pierden las diferencias reales entre distintas regiones. resistências e alternativas. que es la base de toda la formación social actualmente existente y de los límites para la emancipación humana que experimentamos. muitas vezes. Centro de Estudos Sociais) Limites do invisível e a infinita capacidade de reinventar o mundo: Abundância. estão incompletas.05.php) O FUTURO DA EMANCIPAÇÃO exactamente en el momento. pelo epistemicídio e pelo cerco económico e financeiro que condena à miséria a maioria das pessoas do mundo. Elas não são respostas fechadas e completas nem pretendem sê-lo. es decir diferencia –que se expresa en el valor de uso y en el carácter privado de la producción y los producentes– por otro lado. Não se pode. alimentar a força do colectivo sem diluir a pessoa nele e tantas outras formas de emancipação situada. são parciais. as identidades e os afectos que estão sob risco de se transformarem em meras mercadorias. Concordo e partilho esta precaução analítica e teórica. negligenciar que temos vindo a enfrentar uma concentração de riqueza. Os termos em que as razões e as consequências da actual crise financeira global estão a ser impostos pela hegemonia dos media que servem o sistema capitalista à escala planetária destituem por um lado. pretende explicar e justificar quase tudo. la unidad de identidad y no-identidad. o que é mais interessante é pensar como essas alternativas incrustadas no social desafiam limites impostos. El individualismo burgués se desarrolla (index. são muitas vezes inorgânicas e. iniciativas. tanto tácticas quanto estratégicas. desde 2008. Contudo. reflicto e discuto como várias experiências no campo de 11 von 14 01. Argumento que está em marcha uma guerra global pela desintegração da dignidade através da violência bélica. e para além de todas as tragédias que estão a ocorrer. projectos. em diferentes escalas e com diversos objectivos e resultados.O Futuro da Emancipação http://labcom-ifp. La forma de reproducción capitalista se basa necesariamente en el doble juego de la igualdad –que se expresa en el valor o valor de cambio y el carácter social de la producción y los productores– por un lado y la desigualdad. por outro. Na primeira faço algumas reflexões epistemológicas e na segunda incluo alguns apontamento de ordem metodológica. culturas etcétera. o meu pretexto analítico é a narrativa da ‘crise’ que. por expropriação que parece não querer deixar nada de fora. humanas e não-humanas. por la aplastante masificación de todas las relaciones sociales y sus sujetos.2017 16:34 . Não são só as fontes energéticas e os recursos naturais que estão sob a pressão da acumulação. racionalidades rivais e. pluriversais. São também as espiritualidades. Contudo.

php) O FUTURO DA EMANCIPAÇÃO centrais: todo o trabalho é produtivo.2017 16:34 .05.ubi. (Brevemente) André Barata Catarina Sales Renato Miguel do Carmo Alcides Monteiro António Amaral Luís Madeira 12 von 14 01.pt/files/ofuturodaemancipacao/ economias não-capitalistas nos possibilitam pensar finitudes e emancipações através de duas teses (index.O Futuro da Emancipação http://labcom-ifp. e as economias para Bem-Viver são economias de abundância e de sobriedade.

php) O FUTURO DA EMANCIPAÇÃO Localização Anmelden Universidade da Beira Interior Universidade da Beira Interior . Universidad… Faculdade de Artes e Letras Weitere Optionen Rua Marquês D'Ávila e Bolama 6201-001 Covilhã Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Estrada do Sineiro. 4209 Kartendaten © 2017 Google (http://europa.pt/files/ofuturodaemancipacao/ (index.eu/) (http://www. 1201 (+351) 275 241 509 / ext.qren.2017 16:34 .qren. s/n 6200-209 Covilhã Telefone (+351) 275 242 023 / ext.pt/) (http://www.labcom-ifp.pt/) (http://www.pofc.O Futuro da Emancipação http://labcom-ifp.pt) 13 von 14 01.pofc.pt) (http://www.ubi.ubi.ubi.qren.pt/) (http://www.05.Faculda… University of Beira Interior.

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