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GO SHU GO GAKU

Os cinco princípios da aprendizagem

Hitotsu - Kokoro gamae no koto

Sempre - Atitude/estado de reação

Hitotsu - Ashibumi no koto

Sempre - Postura

Hitotsu - Maii no koto

Sempre - Distância

Hitotsu - Tenshin no koto

Sempre - Mudanças de Posição

Hitotso - Henka no koto

Sempre - Alteração do ângulo do corpo


HEIJUTSU NO SANBYO
AS TRÊS FRAQUEZAS OU DOENÇAS DAS ARTES MARCIAIS

Hitotsu - Giro

Um - Dúvida ou cepticismo

Hitotsu - Ketai

Um - Negligência

Hitotsu - Manshin

Um - Egoismo
PADRÕES DE DEFESA

O ataque é a melhor forma de defesa (Ukete wa ushite).

Quando enfrentamos um oponente existem alguns padrões


da iniciativa de ataque, sendo os principais:

SEN SEN NO SEN

Nesta situação ambos estão preparados e dispostos a atacar.


O nosso ataque tem de ser feito numa fracção de segundo
entre o momento que o adversário se dispões mentalmente a
atacar e o momento em que este realmente inicia o ataque. A
preparação de ataque vai impedi-lo de responder com uma
defesa.

SEN NO SEN

Em sen ou sen no sen ambos começam o movimento de


ataque simultaneamente. A percepção disto permite que
ataque ligeiramente mais rápido, consumando o ataque antes
do adversário. Um bom exemplo de sen no sen é Hangeki
(Uke no Gensoku).

GO NO SEN

Tem de permanecer calmo e observar atentamente o


adversário. O bloco terá de ser uma resposta imediata ao
ataque e tem de ser capaz de atacar antes que este seja
capaz de recuperar o seu movimento inicial. No shito-ryu,
Rakka, Ryusui, Teni e Kusshin são Go no Sen.

UKE NO GOGENSOKU
OS CINCO PRINCÍPIOS DE DEFESA DO K A R A T E S H I T O -R Y U
1. R A K K A – (“ A FLOR C A Í D A ”)

Significa que esta defesa se executa com tal força que, se executado
contra o tronco de uma àrvore, as folhas cairiam dos seus ramos. As
técnicas Rakka executam-se com tal efectividade e decisão que não
se limita a blocar o ataque do adversário. Conceito de blocagem dura
aplicada com grande poder. Defesa vigorosa com a máxima força
aplicada repentinamente e com torção do corpo de modo a parar o
ataque do adversário e diminuir a sua confiança.

2. R Y U SU I – (“ O F L U I R D A Á G U A ”)

Este princípio estabelece que se deve fluir com o ataque do inimigo


respondendo com movimentos fluidos, sem rigidez, desviando o
ataque aproveitando a força do adversário. Conceito de blocagem em
que se absorve o ataque do oponente redireccionando-o, utilizando
para isso movimentos circulares e fluidos. Conceito de defender
suavemente ou absorver o ataque com um movimento fluído.

3. T E N I – (“T A I S A B A K I ”)

Conceito de Taisabaki, esquiva completa ao ataque do oponente,


evitando-o. Desvio do corpo para fora da linha de ataque.

4. K U S H I N

Este principio trata da maneira de controlar um ataque num


movimento de flexão-extensão. Conceito em que se joga com a
distância, mudando de uma posição para outra, retornando
imediatamente à primeira. (Ex: Moto Dachi – Neko Ashi Dachi – Moto
Dashi). Imediata mudança de posição com abaixamento do centro de
gravidade.

5. H A N G E K I – ( C O NT R A - A T A Q U E OU “G O N O S E N ”)
Este principio é a consequência lógica dos anteriores. qunado o
oponente nos ataca, executar um bloco e ataque simultâneo.
Conceito de “go no sen”, utilizando uma acção atacante como se
fosse uma contra defesa.

(Ex: Tsuki Uke ou Wa uke)

Karate Jutsu Niju Kyokun


Os 20 preceitos do Karate-Do

1. “S A U D A Ç Ã O N O C O M E Ç O E N O F IM ”

A saudação é símbolo de respeito: respeito a nós próprios, para com os


companheiros, ao professor, ao Dojo, ao fundador do estilo, ao Karate em si
mesmo, etc. a saudação faz que sejamos uns seres respeitosos e perante o
olhar dos outros faz-nos mais sociáveis.

2. “N U N C A SE FAZ O PRIMEIRO ATAQUE EM KARATE”

Devemos utilizar o Karate para nos defender, nunca para agredir o outro.
Todos os katas começam com uma técnica defensiva, o que quer dizer que
o Karate é uma Arte Marcial não violenta.

3. “O K A R A T E É UMA HONRA E COMPLEMENTO DA JUSTIÇA”

Este é um dos preceitos do Bushido. O Budo deve sempre servir a justiça. A


intenção do Karate é ajudar os outros.

4. “D E V EM O S C O N HE C E R - N O S A N Ó S P R Ó P R I O S P A R A C O N HE C E R O S

OUTROS”

Um conhecido provérbio oriental diz: “São os nossos próprios defeitos que


nos fazem conhecer os dos outros”. Conhece os teus vícios, os teus
temores, e conhecendo-te a ti próprio poderás chegar a conhecer as
fraquezas dos outros.

5. “A T ÉC N I C A I N T E R N A M E NT A L É M A I S I M P O R T A N T E D O Q U E A

TÉCNICA FÍSICA”
É vital treinar tendo sempre como fim desenvolver Espírito-Corpo-Mente ao
mesmo tempo. O desenvolvimento de uma boa atitude mental leva muito
tempo, mas os seus resultados permanecerão para sempre. Pelo contrário,
todos sabemos que as conquistas físicas são efémeras.

6. “É N EC E S S Á R I O P R E S E R V A R O E S P Í R I T O L IM P O E I N A L T E R Á V E L ”

O nosso espírito deve permanecer puro e as nossas acções devem ser


boas. Devemos conservar-nos como o estudante novato: em estado de
pureza e disposto sempre a aprender.

7. “O I N F O R T Ú N I O P R O V É M S E M P R E D A N E G L I G Ê NC I A ”

Pode acontecer que um excesso de confiança durante um combate propicie


que o adversário nos vença com uma técnica de efeito. Devemos estar
sempre alerta e esperar qualquer possível ataque inimigo.

8. “F A Z ER DE CADA COISA KARATE”

Quando se entra profundamente na Arte, chegamos a perceber que já


forma parte da nossa vida. O Karate é em si mesmo uma forma de vida, um
modo diferente de pensar e agir perante qualquer coisa. Devemos pensar e
agir sempre dentro do espírito do karate.

9. “K A R A T E A VIDA TODA”

Em Karate não se trata de chegar a cinturão negro nem ser campeão de tal
ou de qual antes do que o outro. O Karate é um Caminho na vida.

10. “T O D O O PROBLEMA DE KARATE PODE RESOLVER-SE ATRAVÉS

DOS EXEMPLOS DA NATUREZA”

A capacidade da àgua para permanecer inalterável, a flexibilidade das


àrvores durante a tempestade, são exemplos que a natureza nos dá da sua
sabedoria. Aprendamos dela. O Karate é uma Arte natural, devemos
integrar-nos com o companheiro e aperfeiçoar-nos juntos.

11. “O K A R A T E É C O M O A ÀG U A A F E R V E R , S E A D E I X A M O S D E

AQUECER ESFRIA”
O treino deve ser constante durante toda a nossa vida. Só assim nos
formaremos como pessoas e como artistas marciais. Se deixarmos de
treinar, o nosso karate irá “esfriando” gradualmente.

12. “N Ã O AC E I T A R J A M A I S C O M A N T E R I O R I D A D E E S T A R V E N C I D O ”

Devemos manter sempre o respeito pelo nosso adversário e não nos deixar
intimidar pela sua corpulência ou pela sua reputação. Aceitar a derrota
antes de lutar não deve ser feito nunca. Lutaremos com precauções e sem
excessos de confiança.

13. “A D A P T A R A ATITUDE EM FUNÇÃO DA DO INIMIGO”

Estratégia. Devemos estudar o nosso adversário: a sua velocidade, os seus


pontos fortes e fracos, a sua preparação, etc., e assim tentar fazer-lhe
frente nas melhores condições possíveis.

14. “O S E G R E D O D O C OM B A T E R E S I D E E M D I F E R E NC I A R O

VERDADEIRO DO FALSO”

Durante o combate estamos expostos a fintas, a ataques enganosos por


parte do nosso adversário. O verdadeiro e o falso entrelaçam-se no Kumite.
Preparemos para reagir correctamente. Devemos sempre fazer imperar a
nossa táctica.

15. “P E N S A R Q U E O S B R AÇ O S E A S P E R N A S S Ã O A R M A S C O R T A N T E S ”

Pensar desta maneira durante um combate fará que as nossas técnicas


sejam mais fortes e as do adversário desçam de intensidade.

16. “Q U A N D O A T R A V E S S A M O S A S O L E I R A D A P O R T A , U M M IL H Ã O D E
INIMIGOS ESTÃO À NOSSA espera”

No Karate, como na vida, empreender alguma coisa coadjuva a


possibilidade de fracassar. Mantenhamos o espírito alertado e precavido e
actuemos sempre com honestidade e constância.

17. “P A R A O S P R I N C I P I A N T E S É I M P O R T A N T E A G U AR D A . DEPOIS
T U D O D E V E P A R T I R D E U M A P O S I Ç Ã O N A T U R AL ”
As posições que aprendidas quando éramos principiantes, deverão evoluir
com a aprendizagem. Aquele “kamae” um pouco concentrado deverá
tranformar-se numa guarda natural, lógica, da que partem técnicas
velozes.

18. “O K A T A D E V E S E R P R A T I C A D O C OR R E C T A M E N T E , M A S O

C OM B A T E M AR C I A L É O U T R A C O I S A ”

Sem dúvida alguma os katas de Karate são uma boa base técnica para o
kumité, uma vez desenvolvidas as técnicas que nos katas aparecem. As
suas possibilidades são infinitas, mas o combate é outra história. O kata
tem personalidade própria, desenvolve e aperfeiçoa a técnica e o estado
mental (o que nos será proveitosos para o combate), mas devemos sempre
diferenciá-lo do combate no seu estado puro.

19. “N Ã O PAREMOS DE VARIAR RITMOS E TÉCNICAS”

No combate não devem adivinhar-nos. Devemos sempre tratar de


surpreender o adversário: diferentes encadeamentos e diferentes ritmos.

20. “T E M O S QUE INVENTAR”

Devemos adaptar o Karate à nossa personalidade e modo de ser. A


experiência há-de dizer-nos que técnicas julgamos que funcionam melhor
em nós do que outras; temos que estar a adaptar-nos de uma maneira
contínua e a evoluir com conhecimento. Nunca deixemos de variar as
técnicas.

“Karate ni sente nashi” – Não há técnicas ofensivas em Karate”

Gichin Funakoshi