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ELETROTÉCNICA INDUSTRIAL

Paulo Sérgio Costa Lino

ELETROTÉCNICA INDUSTRIAL

Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT
Campus Renê Barboux

Paulo Sérgio Costa Lino

Com x exemplos
e y ilustrações

Barra do Bugres - MT
Setembro de 2016

Prefácio

Sumário

1 Geração e Distribuição de Energia Elétrica 6
1.1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1.2 Produção de Energia Elétrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1.2.1 Energia Elétrica no Brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
1.3 Linhas de Transmissão e Distribuição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
1.3.1 O Sistema Interligado Nacional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
1.4 Exercícios Propostos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13

2 Voltagem e Corrente Elétrica 15
2.1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
2.2 Voltagem e Corrente Elétrica Alternada Reais . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
2.3 Posições Relativas de Duas Grandezas Senoidais . . . . . . . . . . . . . . . 19
2.3.1 Regras Para Obter o Ângulo de Fase de Dois Sinais Elétricos . . . . . 20
2.4 Valor Médio da Corrente e da Tensão
Alternada Senoidal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
2.5 Valor Eficaz da Tensão e da Corrente Alternada . . . . . . . . . . . . . . . . 25
2.6 Fasores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
2.6.1 Conceitos e Propriedades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
2.6.2 Divisão de Dois Fasores na Forma Retangular . . . . . . . . . . . . . 31
2.6.3 A Forma Polar de um Fasor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
2.6.4 A Identidade de Euler e a Forma Exponencial de um Fasor . . . . . . 33
2.6.5 A Notação Fasorial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
2.7 A Tensão e a Corrente Elétrica Complexa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
2.8 Exercícios Propostos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39

3 Circuitos Elétricos 42
3.1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
3.2 A Impedância . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
3.3 Resposta do Resistor, Indutor e
Capacitor em Corrente Alternada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
3.3.1 Circuitos Elétricos Puramente Resistivos . . . . . . . . . . . . . . . . 47
3.3.2 Circuitos Elétricos Puramente Indutivos . . . . . . . . . . . . . . . . . 51
3.3.3 Circuitos Elétricos Puramente Capacitivos . . . . . . . . . . . . . . . . 56
3.4 Circuitos RL e RC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60

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3.5 Circuitos RLC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64
3.6 Circuitos Mistos com Fontes de
Tensão e Corrente Alternadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66
3.7 Aparelhos de Medidas Elétricas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70
3.7.1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70
3.7.2 Amperímetro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71
3.7.3 Voltímetro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75
3.7.4 Ohmímetro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77
3.8 Ponte de Wheatstone . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77
3.8.1 Multímetro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79
3.9 Exercícios Propostos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80

4 Potência e Correção do Fator de Potência 87
4.1 Valor Médio da Potência Elétrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87
4.2 Triângulo das Impedâncias, das Potências
e das Tensões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91
4.3 Correção do Fator de Potência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96
4.4 Considerações Sobre o Fator de Potência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98
4.5 Exercícios Propostos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99

5 Transformadores 101
5.1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 101
5.2 Considerações Gerais Sobre Transformadores . . . . . . . . . . . . . . . . . 102
5.3 Relação Entre Tensão, Corrente e Número
de Espiras em um Transformador Monofásico . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103
5.4 Transformador Real . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 106
5.5 Autotransformador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107
5.6 Exercícios Propostos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109

6 Motores e Geradores 113
6.1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113
6.2 Conceitos Preliminares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113
6.3 Motor Síncrono . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115
6.4 Exercícios Propostos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115

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Capítulo 1

Geração e Distribuição de Energia
Elétrica

1.1 Introdução
A eletricidade é uma das mais importantes formas de energia usada no mundo de hoje.
Sem ela, não existiria: iluminação adequada, comunicações de rádio ou televisão, nem os
serviços telefônicos; e as pessoas teriam que se conformar em viver sem os eletrodomésti-
cos tão comuns hoje em dia. Além disso, sem a eletricidade o setor de transportes não seria
como é atualmente, uma vez que a eletricidade é utilizada em todos os tipos de veículos.
Entre todas as formas secundárias de energia, a eletricidade é a que mais contribui para o
desenvolvimento e o bem-estar da sociedade.

1.2 Produção de Energia Elétrica
Existem diferentes processos para produzir energia elétrica, e todos eles podem ser en-
quadrados de seis categorias:

• Eletricidade Através do Atrito

Neste método descoberto pelos antigos gregos, uma carga elétrica pode ser pro-
duzida pelo atrito entre dois materiais, tais como a seda e o bastão de vidro, ou
como ocorre quando penteamos o cabelo. Essas cargas dão origem a eletricidade
estática, que consiste na transferência de elétrons de um material para outro. Esta é
a razão porque os isolantes como o vidro e a borracha, podem produzir as cargas da
eletricidade estática.

• Eletricidade Através de Reações Químicas

As pilhas e as bateriais são dispositivos capazes de transformar energia química em
energia elétrica por meio de reações espontâneas de oxirredução (em que há trans-

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Hauy (1743 − 1822) descobriu que o mineral espato calcário se eletrizava quando comprimido. fica negativa conforme a figura 1. Já a bateria é composta de várias pilhas agrupadas em série ou em paralelo. tais como uma barra de zinco e uma barra de cobre imersas no eletrólito. Os elétrons abandonam um lado do material e se acumula no outro. isto é. A pilha eletrolítica é formada por um eletrólito (solução iônica) tais como soluções ácidas. Mais tarde descobriu que a força da pressão se transmite através do material para seus átomos. mas as baterias são. os elétrons retornam a suas órbitas. teremos uma corrente elétrica contínua sendo gerada através deste processo e essa corrente elétrica fluirá até que a barra de zinco seja completamente dissolvida no eletrólito. ou seja. a solução fica com excesso de cargas positivas. Finalmente. Além disso. ou seja. haverá mais íons de zinco (Zn+2 ) na solução do que íons de cobre (Cu+2 ). O número de cargas positivas é igual ao número de cargas negativas e. dois eletrodos. Além disso. portanto. o abade e mineralogista francês René J. Portanto. A diferença entre uma pilha e uma bateria está no fato de que as pilhas possuem apenas um eletrólito (solução condutora de íons também denominada de ponte salina) e dois eletrodos. Os íons de zinco se combinam com os íons de sulfato (SO4−2 ) para formar o composto neutro ZnSO4 . agora há falta de elétrons na barra de cobre. elas reagem com a solução. surgem cargas negativas e positivas em lados opostos. 7 . Figura 1. ela se torna positiva. se ligarmos um condutor metálico (fio) haverá um fluxo de elétrons através desse condutor. básicas ou salgadas.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino ferência de elétrons).1. as pilhas não são recarregáveis. de modo que a barra de zinco fica com excesso de elétrons. a solução é neutra. Quando a pressão desaparece. mas sendo o zinco mais reativo que o cobre. neutralizando novamente a solução. o ácido sulfúrico se divide em íons positivos (H + ) e em íons nega- tivos (SO4−2 ).1: Esquema de uma pilha eletrolítica Quando se mistura ácido sulfúrico (H2 SO4 ) com água para formar o eletrólito em um recipiente de vidro. Quando introduzimos as barras de cobre (Cu) e de zinco (Zn). Os íons positivos de hidrogênio (H + ) atraem os elétrons livres da barra de cobre. Porém. • Eletricidade Através de Pressão Em 1817. retirando elétrons de suas órbitas e dirigindo-se no sentido da força.

pode haver transferência de elétrons quando. selênio. lítio. então. adquire carga positiva. O cobre. • Eletricidade Através do Magnetismo Observamos que os imãs se atraem ou se repelem e a razão disso é que os imãs produzem campos de forças que se interagem. por exemplo.2: Efeito fotoelétrico. Isso ocorre. Elementos químicos como potássio. O efeito fotoelétrico é a emissão de elétrons por um material. Becquerel em 1839. no cobre e no zinco. césio. como o cobre.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino • Eletricidade Através do Calor Devido alguns materiais terem facilidade de doar elétrons e outros materiais. a energia térmica na temperatura ambiente é suficiente para liberar seus elétrons. Quando um bom condutor. faz com que os elétrons dessa placa sejam libetados para a outra placa. facili- dade de receber elétrons. que de- pende do material. com uma bateria. geralmente metálico. sódio. E. é 8 . • Eletricidade Através da Luz Figura 1. Esse efeito pode ser observado quando a luz incide numa placa de metal. germânio. cádmio e o composto químico sulfeto de chumbo reagem desse modo à luz. literalmente arrancando elétrons da placa conforme a figura 1. Os elétrons abandonam os átomos de cobre e são recolhidos pelos átomos de zinco.2 e foi obser- vado pela primeira vez por A. A força de um campo magnético também pode ser utilizada para movimentar elétrons e é a base para se entender como um gerador produz eletricidade. Em alguns metais particularmente ativos. As placas formas cargas opostas. A luz constitui uma forma de energia e geralmente é encarada pelos cientistas como um conjunto de pequenas partículas de energia chamadas fótons. por exemplo. quando exposto a uma radiação eletromagnética (como a luz) de frequência suficientemente alta. incidindo sobre uma de duas placas justapostas. fica com excesso de elétrons e se torna carregado negativamente. tendo perdido elétrons. O zinco. O efeito fotovoltaico é um caso particular do efeito fotoelétrico no qual a energia luminosa. juntamos dois metais diferentes.

Este efeito é conhecido por princípio de indução eletromagnética e foi descoberto por Michael Faraday no século XIX. de termelétricas. No Brasil. Para isso. geralmente chamados de aquedutos. Gigantescos sistemas de hélices. Depois de movimentar as turbinas. Perto dos geradores são in- stalados os transformadores que enviam a energia elétrica para os cabos das linhas de transmissão. de algu- mas das principais hidrelétricas em operação no país. • Energia Hidrelétrica: O Brasil possui muitos rios com grandes desníveis. são ins- talados grandes tubos inclinados.1 Energia Elétrica no Brasil O primeiro passo para produzir energia elétrica é obter a força necessária para girar as turbinas das usinas de eletricidade. têm núcleos atômicos extremamente pesados e instáveis. de usinas nucleares. É por isso que a energia hidrelétrica é considerada uma fonte limpa. dependendo do modo como o condutor atravessa o campo magnético. Construída e administrada por Brasil e Paraguai. que abrigam as turbinas. carvão ou gás. A água desce pelos tubos e faz girar o sistema de hélices. uma barragem. que podem ser divididos em partículas 9 . Essa força pode ser obtida de diversas fontes de energia primária. no rio São Francisco. não é necessário movimentar o condutor através do campo magnético. A Eletrobras detém metade de Itaipu em nome do governo brasileiro. por último. como Tucuruí. por meio de suas empresas.2. como o urânio. A maioria das usinas termelétricas usa fontes primárias consi- deradas não-renováveis.000 Mw (Mw = megawatts) de capacidade de geração. no rio Tocantins. • Energia Nuclear: Na natureza. controla as águas do rio.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino movimentado através de um campo magnético. a energia elétrica vem. além de ser renovável. mas com boas reservas de óleo. e Xingó e as usinas do Complexo Paulo Afonso. como a biomassa. e. sendo uma das soluções mais econômicas para fazer girar turbinas é aproveitar a força das águas. • Energia Termelétrica: Em regiões com poucos recursos hidrográficos. com 14. a força do campo fornece energia suficiente para libertar os elétrons de valência dos átomos do cobre. É necessário apenas o movimento relativo entre eles. é a segunda maior hidrelétrica do mundo em potência instalada. além de ser dona. movimentando o eixo dos geradores que produzem a energia elétrica. também conhecida como represa. é possível girar as hélices das turbinas com a força do vapor resultante da queima desses combustíveis. as águas voltam para o leito do rio sem sofrer nenhum tipo de degeneração. são construídas usinas termelétricas. algumas substâncias. elas movem gera- dores que transformam a energia mecânica (movimento) em energia elétrica. construindo usinas hidrelétricas. Itaipu. depois. No interior da barragem. na China. atrás apenas de Três Gargantas. Os elétrons são deslocados em certas direções. Na verdade. no rio Paraná. em primeiro lugar. mas em alguns lugares do Brasil já é possível gerar energia queimando combustíveis alternativos. 1. Em uma usina desse tipo. o mesmo efeito será obtido se movimentarmos o campo magnético através do condutor. de usinas hidrelétricas.

provocam sua quebra em dois núcleos menores e a liberação de mais nêutrons. enquanto a demanda total energética foi de 3. de 3. que fica em Angra dos Reis. no Rio de Janeiro. Figura 1. As usinas nucleares brasileiras em operação. 4 %. 0 %. no Brasil. por sua vez. a tensão gerada nos geradores trifásicos de corrente alternada normalmente de 13. e o PIB. O consumo residencial. na explosão da bomba atômica. a reação é contro- lada pelos chamados reatores de fissão nuclear. ao atingir um núcleo de urânio. 8 % ao ano. permitindo que a energia liberada seja aproveitada e evitando explosões. No segundo caso. No Brasil.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino menores se forem bombardeados por nêutrons. 3 %. 10 . No momento em que se dividem. valores bem superiores aos verificados no mundo. 6. os nú- cleos emitem calor na forma de radiação e essa energia calorífica é usada para gerar eletricidade. de 1973 a 2011. a reação ocorre muito rapidamente (em menos de 1 segundo). Angra 1 e Angra 2 estão localizadas na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto. A velocidade de uma reação em cadeia pode ser de dois tipos: não controlada e controlada. e pertence à Eletrobras Eletronuclear. Os nêutrons. evoluiu. Essa é uma reação em cadeia. transmissão significa o transporte de energia elétrica gerada até os centros consumidores. evidenciando um maior uso social da energia elétrica. liberando enorme quantidade de energia. Para que seja viável. É o que acontece. 4. o consumo de eletricidade cresceu a uma taxa média de 5. 2 %. 8 kV deve ser elevada a valores padronizados em função da potência a ser transmitida e das distâncias aos centros consumidores.3 Linhas de Transmissão e Distribuição Segundo [1]. 1. por exemplo. enquanto o industrial. irão atingir outros núcleos de urânio e provocar novas quebras. No primeiro caso. em média.3: Esquema para geração de energia elétrica de um reator nuclear. que.

Estas linhas terminam em alguma estação distribuidora. para uma dada potência de consumo. que é resultante da ionização do ar em torno dos condutores. e de uma estação inversora para transformar a tensão contínua em tensão alternada outra vez. bairros. pudendo chegar até megavolts). Figura 1. do tamanho de bairros ou de um campus universitário. ou seja. indústrias). Destes transfor- madores saem geralmente dois ou três fios "vivos" e um fio de retorno ou "neutro" que é geralmente aterrado perto do transformador. do tamanho de uma cidade. A distribuição começa na subestação abaixadora. O objetivo principal da transmissão em tensão contínua será o da diminuição das perdas por efeito corona. somente um estudo econômico vai decidir se deve ser usada a ten- são alternada ou contínua.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino A energia elétrica é transportada através de linhas de transmissão de muito alta volt- agem (centenas de quilovolts. onde a tensão da linha de transmissão é baixada para valores padronizados nas redes de distribuição primária 11 . a instalação necessita de uma subestação retificadora. Neste caso. com tensões alternadas muito elevadas. A razão disto é óbvia: a perda nos cabos é proporcional ao quadrado da corrente e à resistência do cabo e. transmitindo a energia elétrica em tensão contínua e próximo aos centros consumidores. com 600 kV em corrente contínua. como é o caso da linha de transmissão de Itaipu. Subestações distribuidoras reduzem a voltagem ainda mais (3 a 11 kV ) e alimentam redes menores. Transformadores espalhados no bairro reduzem a alta voltagem para alimentar com a tensão de linha (entre 110 e 220 V eficazes) prédios individuais ou um conjunto de poucas casas.4: Esquema de produção e distribuição de energia elétrica. A distribuição é a parte do sistema elétrico já dentro dos centros de utilização (cidades. diminuir a corrente significa aumentar a voltagem. antes de distribuir aos con- sumidores. que transforma a tensão alternada em tensão contínua. onde a voltagem é reduzida para algo em torno de algumas dezenas de quilovolts e alimenta redes locais. A partir de 500 kV .

34. o horário de pico se dá por volta das 18 horas. 5 kV etc. Nos centros urbanos. Dentro da cidade. 2 kV . A medição é feita por hora e chamamos de horário de pico o momento em que uma localidade utiliza maior quantidade de energia elétrica.5: Esquema do sistema interligado nacional. As usinas em geral. Nas redes aéreas. normalmente. Além desse motivo econômico há um mo- tivo técnico importante: com corrente alternada é possível fazermos muito simplesmente aumentando ou diminuindo a diferença de potencial (tensão) através de transformadores. Das subestações de distribuição primária partem as redes de distribuição secundária ou de baixa tensão. de dezenas de quilômetros de maneira que a corrente elétrica tem que ser transportada por fios. quando escurece e. As empresas responsáveis pela distribuição também instalam em cada local de consumo um pequeno aparelho que consegue medir a quantidade de energia por eles utilizada. nas redes subterrâneas. a distribuição da corrente elétrica para as residências é mais barata e mais cômoda por corrente alternada do que por corrente contínua. as pessoas chegam do trabalho acendendo as luzes. O motivo pelo qual se usa corrente alternada é puramente econômico. 15 kV . ligando os condicionadores de ar e a televisão e tomando banho com a água aquecida por chuveiros elétricos.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino (11 kV . os transformadores podem ser montados em postes ou em subestações abrigadas. desde as usinas até as cidades e esse trans- porte é mais barato por corrente alternada do que por corrente contínua. 12 . os transformadores deverão ser montados em câmaras subterrâneas. 13. são afastadas das cidades. as redes de distribuição dentro dos centros urbanos podem ser aéreas ou subterrâneas. Figura 1. Além disso.).

13 . O SIN. principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Os sistemas isolados geram a energia que vai ser consumida apenas em uma determinada localidade ou até mesmo por uma só indústria. alguns sistemas menores e isolados também são utilizados. formado basicamente por empresas de geração.4 Exercícios Propostos 1. A Eletrobras possui mais da metade das linhas de transmissão do Brasil e tem participado ativamente da expansão do Sistema Interligado Nacional (SIN). O SIN. A Eletrobras possui mais da metade das linhas de transmissão do Brasil e tem participado ativamente da expan- são do Sistema Interligado Nacional (SIN). Apesar de o SIN abastecer a maior parte do país. trabalhando de forma interligada. que conta com a participação de empre- sas de todo o país. formado basicamente por empresas de geração.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino 1. permite o intercâmbio de energia elétrica entre as diversas regiões brasileiras. transmissão e distribuição do país. Resolva as palavras cruzadas abaixo: 1 Elemento químico usado nas usinas nucleares.3.1 O Sistema Interligado Nacional O sistema de transmissão brasileiro. trans- missão e distribuição do país. 1. é controlado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). 3 Tipo de isolante elétrico. 2 Tipo de usina que aproveita os grandes desníveis dos rios para gerar eletricidade. permite o intercâmbio de energia elétrica entre as diversas regiões brasileiras. Isso significa que a eletricidade que chega até a sua casa pode ter vi- ajado centenas ou milhares de quilômetros em linhas de transmissão. considerado o maior do mundo.

7 Solução iônica que compõe uma pilha eletrolítica. (plural) 10 Dispositivo elétrico capaz de transformar a energia química em energia elétrica composta de várias pilhas agrupadas. O que é transmissão de energia elétrica? 9. geralmente metálico quando exposto a uma radiação eletromagnética. 2. 8. Quais são as 6 etapas no esquema de geração e consumo de energia elétrica? 11. 5 Cientista inglês que descobriu fenômeno de indução eletromagnética permitindo a construção dos modernos geradores de eletricidade. Por que a tensão elétrica é elevada antes de transportar a energia através da linhas de transmissão? 10. Como é transmitida a energia elétrica em tensão contínua? 13. 12 Emissão de elétrons por um material. 11 Pequenas partículas que compõe a luz. Por que no Brasil a maioria das usinas de geração de eletricidade são hidrelétricas? 6. O que é o efeito fotovoltaico? 4. 9 Reduzem a voltagem para 3000 a 11000 V. 8 Tipo de combustível usado nas usinas termelétricas. Quais os motivos técnicos e econômicos para o uso da tensão alternada para trans- mitir a energia elétrica? 12. Quais as principais usinas hidrelétricas do Brasil? 7.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino 4 Mineral que eletriza quando submetido à pressão. Explique a geração de energia elétrica através da energia nuclear. O que é o SIN e como ele é formado? 14 . O que é indução eletromagnética? 5. Com relação a uma pilha eletrolítica responda: (a) Explique o acontece com as barras de zinco e cobre quando inseridas em um eletrólito? (b) O que ocorre com a solução eletrolítica após a formação do sal ZnSO4 ? (c) Por que a pilha eletrolítica descarrega? 3. 6 Forma de energia secundária que mais contribui para o desenvolvimento e bem-estar da so- ciedade.

Tal deslocamento procura restabelecer o equilíbrio desfeito pela ação de um campo elétrico ou outros meios (reação química. No entanto. ou tam- bém. Na primeira metade do século XX havia sistemas de corrente alternada de 25 Hz no Canadá (Ontário) e no norte dos Estados Unidos. geralmente metálico. ao estabelecermos um campo elétrico na região das cargas. porém a mais conhecida. verifica-se um movimento ordenado que se apresenta super- posto ao primeiro. Na Europa. atrito. Westinghouse para construir uma linha de transmissão entre Niágara e Buffalo. as cargas livres estão em movimento aleatório devido à agitação térmica.Capítulo 2 Voltagem e Corrente Elétrica 2. bem como o vento solar. A corrente alternada foi adotada para transmissão de energia elétrica a longas distân- cias devido à facilidade relativa que esta apresenta para ter o valor de sua tensão alterada por intermédio de transformadores. etc. Na maioria dos países da América. a Bolívia. é o deslocamento de cargas dentro de um condutor. A corrente alternada surgiu quando Nikola Tesla foi contratado por J. nas Cataratas do Niágara) perduram até hoje por conveniência das fábricas industriais que não tinham interesse em trocar o equipamento para que operasse a 60 Hz.) Sabe-se que. provavelmente. 15 . como por exemplo a Argentina.1 Introdução A corrente elétrica é o fluxo ordenado de partículas portadoras de carga elétrica. Apesar desse movimento desordenado. as primeiras experiências e transmissões foram feitas com Corrente contínua (CC). estes sistemas (por exemplo. é a do fluxo de elétrons através de um condutor elétrico. a frequência da rede elétrica é de 60 Hz. Raios são exemplos de corrente elétrica. o Chile e o Paraguai. quando existe uma diferença de potencial elétrico entre as extremidades. As baixas frequências facilitam a construção de motores de baixa rotação. inclusive Brasil e EUA. em NY. Além disso as perdas em corrente alternada são bem menores que em corrente contínua. Em alguns casos. luz. é usada a frequência de 50 Hz que também é adotada em alguns países da América do Sul. inclusive em Portugal. já que esta é diretamente proporcional à frequência. microscopicamente.

etc. 6 × 10−19 C ou seja: para formar 1 coloumb são necessários 6 × 1018 elétrons. na unidade de tempo. um pólo fica com excesso de cargas de certa polaridade e no outro pólo há deficiência de cargas. Vejamos agora o conceito de corrente elétrica. Assim. Tal deslocamento procura restabelecer o equilíbrio desfeito pela ação de um campo elétrico ou outros meios (reação química. criando energia potencial. Observe que 1 f= T Definição 2. Por convenção. é o tempo gasto em um ciclo e é expresso em segundos. esta unidade chama-se "coloumb" (C). verfica-se uma repulsão en- tre elas. teremos uma corrente elétrica. Definição 2.4 A frequência angular ou velocidade angular de um sinal elétrico é a frequên- cia dada em radianos por segundo. 16 . atrito. Aproximando-se cargas de polaridades opostas.p) entre os seus terminais. Dessa forma.2 Voltagem e Corrente Elétrica Alternada Reais O elétron e o próton são as cargas elementares do átomo. ou seja. Se esses terminais constituírem um circuito fechado. Definição 2.1 Corrente elétrica ou corrente elétrica real é o deslocamento de cargas dentro de um condutor quando existe uma diferença de potencial elétrico entre suas extremidades. Definição 2. corrente elétrica é o fluxo de cargas que atravessa a seção reta de um condutor. O período T é o tempo em que ocorrem duas alternâncias consecutivas.3 A frequência da corrente elétrica f é o número de ciclos efetuados em um segundo onde f e é dada em Hertz (Hz). Se esse fluxo for constante. aproximando-se cargas de mesmas polaridades. Em outras palavras. ou seja. luz. Esta energia potencial acumula cargas em um pólo. estabeleceu que a carga do elétron seria negativa e a do próton positiva.). cargas de polaridades opostas.2 Corrente alternada é a corrente elétrica que muda periodicamente de inten- sidade e sentido. estabeleceu-se uma unidade para se medir a carga elétrica. A carga de 1 elétron é e = 1. 1 cm3 de cobre possui cerca de 8 × 1022 elétrons livres. verifica-se uma força atrativa entre elas. denominou-se de ampére a relação: 1 coloumb 1 ampére = 1 segundo Matematicamente.d. experimentalmente. ou seja. temos: dq i= dt Um gerador elétrico é uma máquina que funciona com se fosse uma bomba.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino 2. o gerador provoca uma diferença de potencial (d.

4) R R 17 .3) sendo vmax a tensão elétrica máxima. sendo dada por: v(t) = BAω cos(ωt + ϕ) (2. Se.5 A amplitude ou valor máximo é o valor instantâneo mais elevado atingido pela grandeza (corrente.⃗ entre os terminais da espira é induzida uma tensão v e que varia senoidalmente com o tempo. iremos abordar apenas os sinais elétricos alternados senoidais ou cossenoidais. tivermos uma bobina com N espiras. no interior de um campo magnético B. Ligando um resistor de resistência R aos terminais da espira. a intensidade de corrente alternada i(t) é obtida por: v(t) vmax i(t) = = cos(ωt + ϕ) = imax cos(ωt + ϕ) (2. Figura 2.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Sendo 1 Hz = 1 ciclo/s = 2π rad/s. em vez de uma única espira. Há amplitude positiva e amplitude negativa.1) T Definição 2. então v(t) = N BAω cos(ωt + ϕ) = vmax cos(ωt + ϕ) (2.2) sendo ϕ o ângulo de defasagem em relação ao referencial adotado. tensão ou potência elétrica). segue que 1 Hz 2π rad/s f Hz ω rad/s de modo que 2π ω = 2πf = (2.1: Bobina girando na presença de um campo magnético B. Quando uma espira de área A gira com velocidade angular ω constante. Nestas notas.

5). 18 .1 Escreva a tensão alternada senoidal v(t) sabendo que T = 0. Da primeira equação. Observação 2.5) T e que ( ) 2πt i(t) = imax cos +ϕ (2. Resolução: A forma geral de v(t) é v(t) = vmax cos(ωt + ϕ). temos:  ( )   2πT /4 40 = v(T /4) = vmax cos +ϕ ( T )   2πT /2 0 = v(T /2) = vmax cos +ϕ T Da segunda equação.1 Note que ( ) 2πt v(t) = vmax cos +ϕ (2.6) T Exemplo 2. 0 = cos(π + ϕ) ⇒ π + ϕ = cos−1 0 = π/2 de modo que ϕ = −π/2 rad. f e ϕ.2 Se o coeficiente do sinal elétrico senoidal ou cossenoidal é negativo. v(t) = 40 cos(200πt − π/2). ( ) π π 40 = vmax cos − = vmax cos 0 = vmax 2 2 de modo que vmax = 40 V . Logo. de- vemos fazer algumas manipulações trigonométricas para achar o verdadeiro ângulo de fase. Da expressão (2. Observação 2. Devemos determinar os parâmetros vmax .Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 2. 01 s. v(T /4) = 40 V e v(T /2) = 0.2: Gráfico de um ciclo da corrente alternada i(t) com ϕ = 0.

Da Trigonometria. Figura 2. de modo que i(t) = −20 cos(50t + π/6) = 20 cos(50t + π/6 − π) = 20 cos(50t − 5π/6) Logo. − cos θ = cos(θ − π).3) se ϕ = 0. (duas tensões. Definição 2.7 Dizemos que duas grandezas elétricas (correntes ou tensões) estão fase (figura 2. ϕ1 = ϕ2 . segue que o ângulo de fase varia de 0 a π rad ou 0◦ a 180◦ .3: Gráfico da corrente e da voltagem em fase. Observe que para cada instante distinto de t. o período. o ângulo de fase ou defasagem entre os sinais é definido por: ϕ = |ϕ1 − ϕ2 | (2. Definição 2. ϕ2 ≤ π/2.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Exemplo 2. ou seja.3 Posições Relativas de Duas Grandezas Senoidais Na tensão e corrente elétrica alternada senoidal temos a frequência.7) Sendo −π/2 ≤ ϕ1 . 2. transformar o coeficiente negativo da corrente alternada dada em positivo. 19 . ϕ = −5π/6.6 Dados dois sinais elétricos x1 (t) e x2 (t) senoidais ou cossenoidais.2 Determine o ângulo de fase da corrente elétrica alternada i(t) = −20 cos(50t+ π/6). Resolução: A forma geral deste sinal é i(t) = imax cos(50t + ϕ). temos um valor distinto da tensão ou corrente elétrica alternada.8 Dizemos que duas grandezas elétricas (correntes ou tensões) estão em quadratura se ϕ = π/2. devemos de algum modo. sendo imax > 0. um ângulo de defasagem e o valor máximo da grandeza considerada. Definição 2. portanto. duas correntes ou uma tensão e uma corrente) com ângulo de fase ϕ1 e ϕ2 .

Definição 2. No gráfico da figura 2.1 Regras Para Obter o Ângulo de Fase de Dois Sinais Elétricos Para comparar as fases de duas ondas senoidais ou cossenoidais. ii) Ambos os sinais devem ser escritos com amplitudes positivas.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 2. Além disso. 2.1 Se θ ∈ R.3.5: Tensão atrasada de 90◦ em relação à corrente. Proposição 2. então: 20 .9 Dizemos que duas grandezas elétricas (correntes ou tensões) estão em oposição (figura 2.5.4: Tensão avançada de 90◦ em relação à corrente. iii) Ambos os sinais devem ter a mesma frequência. não define-se o ângulo de fase de dois sinais elétricos com velocidades an- gulares distintas. precisamos das seguintes relações trigonométricas dadas na proposição seguinte para comparação de fases. Portanto. a tensão elétrica está avançada 90◦ em relação à corrente elétrica e no gráfico da figura 2.6) se ϕ = π rad.4. as seguintes condições devem ser válidas: i) Ambos os sinais devem ser escritos em seno ou cosseno. a tensão está atrasada 90◦ em relação à corrente elétrica. Figura 2.

Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 2. cos(θ ± π) = cos θ cos π ∓ sin θ sin π = − cos θ iv) Segue de maneira análoga ao item anterior. temos: ( π) cos θ − = cos θ cos(π/2) + sin θ sin(π/2) = sin θ 2 iii) De fato.3 Determine o ângulo de fase entre os sinais elétricos: x1 (t) = −5 cos(200t + 10◦ ) e x2 (t) = 4 sin(200t + 210◦ ) 21 .6: Gráfico de duas grandezas em oposição.  Exemplo 2. ( π) i) cos θ = sin θ + 2 ( π) ii) sin θ = cos θ − 2 ( ) iii) − cos θ = cos θ ± π ( ) iv) − sin θ = sin θ ± π Demonstração: i) Para este item usamos a fórmula sin(a + b) = sin a cos b + sin b cos a com a = θ e b = ϕ. para obter ( π) sin θ + = sin θ cos(π/2) + sin(π/2) cos θ = cos θ 2 ii) Usando a expressão cos(a − b) = cos a cos b + sin a sin b.

0314 s 70◦ xs de modo que x = 0. 0314 s para completar um ciclo (360◦ ). temos: iii) x1 (t) = −5 cos(200t + 10◦ ) = 5 cos(200t + 10◦ + 180◦ ) i) = 5 cos(200t + 190◦ ) = 5 sin(200t + 190◦ + 90◦ ) = 5 sin(200t + 280◦ ) Logo. 360◦ 0. i) x1 (t) = 3 cos(4t − π/3) = 3 sin(4t + π/2 − π/3) = 3 sin(4t + π/6) Por outro lado. Exemplo 2. 00611 s. ϕ = |280◦ − 210◦ | = |70◦ | = 70◦ .Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Resolução: Usando a proposição 3.4 Determine quantos segundos equivale o ângulo de fase ϕ = 70◦ no exemplo anterior. i) x2 (t) = − sin(4t + 5π/6) = sin(4t + 5π/6 − π) = sin(4t − π/6) Logo. o ângulo de fase desses dois sinais é . Resolução: De fato.5 Determine o ângulo de fase entre os sinais elétricos: x1 (t) = 3 cos(4t − π/3) e x2 (t) = − sin(4t + 5π/6) Resolução: Devemos escrever os sinais elétricos usando a mesma função trigonométrica. Exemplo 2. Assim. Assim. o sinal elétrico leva 0. 0314 s T Desta forma. 2π 200 = ω = ⇒ T = 0.7.

.

.

.

.

π π .

.

2π .

π ϕ = .

.

− − .

.

= .

.

− .

.

Temos dois casos para considerar: 22 . Exemplo 2. dizemos que o sinal x2 (t) está atrasado do sinal x1 (t) em π/3 rad ou 60◦ . = rad 6 6 6 3 Nesse caso. então |ϕ1 − ϕ2 | = 180◦ . sejam x1 (t) = A sin(ωt + ϕ1 ) e x2 (t) = A sin(ωt + ϕ2 ). Mostre que se x1 e x2 estão em oposição. Resolução: De fato. Como os sinais estão em oposição. então x1 (t) = −x2 (t). de modo que ϕ − ϕ2 = ±180◦ .6 Sejam x1 e x2 dois sinais elétricos senoidais com a mesma frequência angular ω e amplitudes iguais a A.

temos: x(t) = xmax cos(ωt − ϕ) = xmax [cos(ωt) cos ϕ + sin(ωt) sin ϕ] (2. Se x(t) = xmax cos(ωt − ϕ). então ϕ1 = ϕ2 − 180◦ . √ xmax = a2 + b2  23 .8) a Demonstração: Usando a fórmula do cosseno da soma de dois arcos. de modo que: x1 (t) = A sin(ωt + ϕ1 ) = A sin(ωt + ϕ2 + 180◦ ) = −A cos(ωt + ϕ2 ) = −x2 (t) • Se ϕ − ϕ2 = −180◦ . Resolução: Proposição 2.11) xmax sin ϕ = b Dividindo a segunda expressão pela primeira. então x2max = a2 + b2 . temos: xmax sin ϕ b b b = ⇒ tan ϕ = ⇒ ϕ = tan−1 xmax cos ϕ a a a e x2max cos2 ϕ + x2max cos2 ϕ = a2 + b2 ⇒ x2max [cos2 ϕ + sin2 ϕ] = a2 + b2 Como cos2 ϕ + sin2 ϕ = 1.9) = xmax cos(ωt) cos ϕ + xmax sin(ωt) sin ϕ Por outro lado.9) e (2.10). mostre que b √ ϕ = tan−1 e xmax = a2 + b2 (2.10) Comparando as expressões (2.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino • Se ϕ − ϕ2 = 180◦ . x(t) = a cos(ωt) + b sin(ωt) (2. de modo que: x1 (t) = A sin(ωt + ϕ1 ) = A sin(ωt + ϕ2 − 180◦ ) = −A cos(ωt + ϕ2 ) = −x2 (t) Exemplo 2.2 Dado o sinal elétrico x(t) = a cos(ωt) + b sin(ωt). segue que { xmax cos ϕ = a (2.7 Determine os possíveis valores de ϕ1 de modo que os sinais elétricos x1 (t) = −4 cos(6t + ϕ1 ) e x2 (t) = − cos(6t + 60◦ ) estejam em quadratura. Logo. então ϕ1 = ϕ2 + 180◦ .

10 O valor médio denotado por imed representa o valor que uma corrente con- tínua deveria ter para transportar a mesma quantidade de eletricidade em um mesmo inter- valo de tempo. a = 7 e b = −24. segue que ϕ = |ϕ1 − ϕ2 | = | − 45◦ − 73. 74◦ )) = 25 cos(100πt + 73. i2 (t) = 25 cos(100πt − (−73. já que a integral na parte positiva e a integral da parte negativa tem sinais contrários. ϕ 0 = i(t) = imax sin(ωt + ϕ) ⇒ ωt1 + ϕ = 0 ⇒ t1 = − ω Analogamente.2. Observe que devemos considerar apenas metade do ciclo de uma corrente alternada senoidal.4 Valor Médio da Corrente e da Tensão Alternada Senoidal Definição 2. 74◦ a 7 Assim.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Exemplo 2. Isto pode ser visto na figura 2. π−ϕ 0 = i(t) = imax sin(ωt + ϕ) ⇒ ωt2 + ϕ = π ⇒ t2 = ω π Observe que t2 − t1 = . 74◦ 2. O valor médio da corrente alternada é dada por: ω ∫ t2 [ ] π−ϕ 1 ωimax 1 ( ) ω imed = imax sin(ωt + ϕ)dt = − cos ωt + ϕ t2 − t1 t1 π ω −ϕ ω ωimax =− [cos(π − ϕ + ϕ) − cos(−ϕ + ϕ)] ωπ imax 2 =− × (−2) = imax π π 24 . isto é. 74◦ | = 118. pois o valor médio de um ciclo é zero. Proposição 2.8 Determine o ângulo de fase entre as correntes elétricas: i1 (t) = 4 cos(100πt − 45◦ ) e i2 (t) = 7 cos(100πt) − 24 sin(100πt) Resolução: Na corrente elétrica i2 (t).3 O valor médio da corrente elétrica alternada senoidal ou cossenoidal é dada por: 2 imed = imax (2. 74◦ ) e sendo i1 (t) = 4 cos(100πt − 45◦ ).12) π Demonstração: Seja i(t) = imax sin(ωt + ϕ). Para determinar o intervalo de meio ciclo basta acharmos dois zeros consecutivos de i(t). de modo que √ b 24 i2max = 72 + (−24)2 = 25 e ϕ2 = tan−1 = tan−1 (− ) = −73.

9 Determine o valor médio da corrente elétrica: √ i(t) = 3 cos(20t) + sin(20t) (2. t2 dois zeros consecutivos da equação sin(ωt + ϕ) = 0.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino  Observação 2. sendo t1 .5 Valor Eficaz da Tensão e da Corrente Alternada O calor desenvolvido em um resistência elétrica é independente do sentido de circulação da corrente.11 O valor eficaz da corrente elétrica alternada é o valor da intensidade que deveria ter uma corrente elétrica contínua para. existirá uma corrente contínua que no mesmo intervalo de tempo T . Equivalentemente.14) 2 Demonstração: De fato. Deste modo.4 O valor eficaz ief de i(t) = imax sin(ωt + ϕ) é dado por: imax ief = √ (2. Proposição 2. t2 − t1 t1 25 . ou seja. provocar o mesmo efeito calorífico no mesmo intervalo de tempo. em um período. a potência elétrica em um intervalo de tempo [t1 . t2 ] dada por 1 ∫ t2 P = Ri(t)2 dt. a tensão média é dada por 2 vmed = vmax π Exemplo 2. 27 A π π 2. a = 3 e b = 1.3 Analogamente. numa resistência.13) √ Resolução: Neste caso. de modo que o valor máximo da corrente i(t) é: √ √ √ 2 imax = a2 + b2 = 3 + 12 = 2 A Logo. temos a seguinte definição para o valor eficaz da corrente elétrica alternada: Definição 2. 2 2 imed = imax = × 2 ≃ 1. produzirá a mesma quantidade de calor que a produzida pela corrente alternada.

Logo. 6 V Exemplo 2. Determine a tensão máxima. sin(2ωt2 + 2ϕ) = sin 2π = 0 e sin(2ωt1 + 2ϕ) = sin 0 = 0. de modo que t1 = − . Resolução: Sendo vef = 127 V .Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino ϕ ϕ+π Assim. ωt1 + ϕ = 0. o valor eficaz da corrente. o valor da velocidade angular e a fre- quência do sinal senoidal.11 Uma corrente alternada senoidal tem a seguinte expressão analítica. então vmax vef = √ (2. i(t) = 10 sin(157t + ϕ) Calcule o valor máximo. se ela é dada por v(t) = vmax sin(ωt + ϕ). de modo que t1 = − e ωt2 + ϕ = π. 1 10 ω 157 ief = √ imax = √ = 7. então √ √ vmax = 2 · vef = 2 · 127 ≃ 179. Resolução: Sendo i(t) = 10 sin(157t + ϕ). i2max imax i2ef = ⇒ ief = √ 2 2  Observação 2.4 A tensão eficaz é definida da mesma forma e consequentemente. Note ω ω que t2 − t1 = π/ω. Além disso. segue que imax = 10 A e ω = 157 rad/s. de modo que ∫ t2 ∫ t2 2 Rief dt = Ri(t)2 dt ⇒ t1 t1 ∫ t2 ∫ t2 Ri2ef dt = R i2max sin2 (ωt + ϕ)dt ⇒ t1 t1 ∫ imax t2 2 (t2 − t1 )ief = 2 [1 − cos(2ωt + 2ϕ)]dt ⇒ 2 t1 [ ]t2 π 2 i2max 1 i = t− sin(2ωt + 2ϕ) ⇒ ω ef 2 2ω [ t1 ] π 2 i2max π 1 1 i = − sin(2ωt2 + 2ϕ) + sin(2ωt1 + 2ϕ) ω ef 2 ω 2ω 2ω Mas.10 A tensão eficaz de uma tomada lida por um multímetro é 127 V .15) 2 Exemplo 2. 07 A e f = = = 25 Hz 2 2 2π 2π 26 .

088 rad/s 27 .620.7. Determine: a) o período.000 Hz = 417 kHz T 2. ou seja.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Exemplo 2.000 = 2. c) o valor médio da tensão. Figura 2. b) a frequência f e a frequência angular ω. ω = 2πf = 2π417. Resolução: 6 × 10−6 a) Analisando o gráfico. 1 1 f= = = 417. 5 períodos realizam-se em 6 µs.12 Considere a tensão senoidal representada na figura 2. usamos a expressão f = 1/T .7: Gráfico de 2. 4 × 10−6 s = 2. 2. 4 µs. 5 ciclos de uma tensão alternada v(t) com t em segundos. d) o valor eficaz da tensão. de modo que T = = 2. e) o tempo que leva para atingir o primeiro pico. 4 × 10−6 Por outro lado. 5 2. b) Para calcular a frequência.

ou seja. de modo que vmed = vmax = × 5 = π π 3. tal como a figura 2. então vef = 330. 6 µs. iremos analisar um circuito elétrico com várias malhas e constituído de geradores. Determine: a) o valor eficaz da intensidade máxima de corrente que pode percorrê-la. então 0.6 Fasores 2. ief = 6. Resolução: a) Sendo P = Ri2ef . Observe que esse valor efi- 2 2 caz produzirá a mesma quantidade de calor que a produzida pela corrente alternada representada no mesmo intervalo de tempo T .1 Conceitos e Propriedades Figura 2. No próximo capítulo. Exemplo 2. 15 × 10−4 A = 6. resistores.000i2ef . 535 V . Em alguma região 28 . 1 V . 185 V . e) O primeiro pico ocorre para t = T /4. o valor máximo é vmax = 5 V .8: Circuito elétrico de duas malhas. vmax 5 d) Sendo vef = √ . 23 V 2. 125 w. capacitores e indutores. 615 mA b) Sendo vef = Rief .000 × 6. isto é. t = 24/4 µs = 0.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino 2 2 c) Do gráfico acima. b) a amplitude máxima da tensão a que pode ser submetida. segue que vef = √ = 3.8.6. 15 × 10−4 = 203. 125 = 330. Logo. √ vmax = 2vef = 287.13 Dispomos de uma resistência de 330 kΩ e potência P = 0. 15 × 10−4 × 103 mA = 0.

utilizamos o método fasorial baseado nos números complexos. Figura 2. Observação 2. aplicamos a lei das malhas e dos nós de Khirchoff e encontramos um sistema de equações diferenciais não-homogêneas que. y ∈ R e j a unidade imaginária. não é definido para x = y = 0. sendo x.16) e z1 z2 = (x1 + y1 j) · (x2 + y2 j) = x1 x2 − y1 y2 + j(x1 y2 + x2 y1 ) (2.12 Um fasor é um número complexo da forma z = x + yj. Tudo isto está representado na Fig. Definição 2. (2.9).Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino do circuito é aplicada uma tensão alternada v(t) = vmax sin(ωt + ϕ).17) 29 . x − yj = z¯ = conjugado de z. O ângulo θ é medido em radianos. e determi- nado a menos de múltiplos de 2π. θ = arg(z) = argumento de z. temos: x = Re(z) = parte real de z. Definição 2. Então. a adição z1 + z2 e o produto z1 z2 são definidos por: z1 + z2 = (x1 + y1 j) + (x2 + y2 j) = x1 + x2 + (y1 + y2 )j (2.14 Sejam z1 = x1 + y1 j e z2 = x2 + y2 j dois números complexos. y = Im(z) = parte imaginária de z.9: Representação geométrica de um número complexo. em sua maioria não são fáceis de resolvê-las. Para contornamos esta dificuldade e encontrarmos soluções mais elegantes e concisas. Definição 2. Para descrever o circuito.13 Quando z = x + yj ou z = x + jy.5 É comum dizer que z = x + yj é um fasor escrito na forma retangular. r = |z| = valor absoluto de z (módulo de z).

14 Dados os números complexo z1 = 1 − j e z2 = 2 + 3j. Além disso. 1 + j0 = 1. existem os elementos neutros da soma e do produto. zw = 1 v) z1 z2 = z2 z1 (Lei comutativa do produto) vi) (z1 z2 )z3 = z1 (z2 z3 ) (Lei associativa do produto) vii) kz = k(x + yj) = kx + kyj (Lei distributiva do produto em relação à soma) Demonstração: A prova desta proposição são cálculos diretos e será deixada à cargo do leitor. calcule: a) z1 + 3z2 b) (2z1 )2 c) j(z1 − z2 )2 Resolução: 30 . iii) (z1 + z2 ) + z3 = z1 + (z2 + z3 ) (Lei associativa da adição) z¯ iv) Dado o fasor z. usando a definição de produto de dois números complexos.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Os números da forma x + j0 são números reais e escrevemos x + j0 = x. temos: j 2 = j · j = (0 + j1)(0 + j1) = 0 · 0 − 1 · 1 + j(0 · 1 + 0 · 1) = −1 A soma e o produto de fasores definidos acima obedecem as leis associativas.  Exemplo 2. Em particular. z2 = x2 + y2 j e z3 = x3 + y3 j três fasore e k ∈ R. isto é. o fasor w = |z|2 é o elemento inverso de z.5 Sejam z1 = x1 + y1 j. o fasor −z é o elemento oposto da soma e se z ̸= 0. comutati- vas e distributiva do produto em relação à soma. O número complexo 0 + j1 = j tem a propriedade: j 2 = −1 (2.18) De fato. o elemento oposto da soma e o elemento inverso da multiplicação. 0 + j0 = 0. Apresentamos na proposição abaixo algumas destas propriedades: Proposição 2. então: i) z1 + z2 = z2 + z1 (Lei comutativa da adição) ii) O fasor 0 + 0j é o elemento neutro da soma e o fasor 1 + 0j é o elemento neutro da multiplicação de fasores.

pre- cisamos conhecer o seu argumento. Resolução: Multiplicando e dividindo pelo conjugado do fasor z2 . o ângulo do fasor em relação ao eixo x. isto é.9. (2z1 )2 = 4z12 = 4(1 − j)2 = 4(1 − j)(1 − j) = 4(1 − j − j + j 2 ) = 4(1 − 2j − 1) = −8j c) De fato. Para escrever um fasor nesta forma. temos: y y tan θ = ⇒ θ = arctan x x 31 . z · z¯ = |z|2 (2. isto é.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino a) Usando a definição de soma de dois números complexos. Da figura 2. temos: z1 + 3z2 = 1 − j + 3(2 + 3j) = 1 − j + 6 + 9j = 7 + 8j b) De fato.19) Demonstração: De fato. temos: √ √ √ √ √ √ √ z1 −1 + 3j (−1 + 3j)( 3 + j) − 3 − j + 3j + 3j 2 −2 3 + 2j 3 j = √ = √ √ = √ = =− + z2 3−j ( 3 − j)( 3 + j) 2 ( 3) + 1 2 4 2 2 2. isto é. isto é. j(z1 − z2 )2 = j[(1 − j) − (2 + 3j)]2 = j(−1 − 4j)2 = j(1 + 4j)2 = j[1 + 2 · 4j + (4j)2 ] = j[1 + 8j + 16j 2 ] = j[1 + 8j − 16] = j[−15 + 8j] = 8j 2 − 15j = −8 − 15j 2.6. z1 z1 z¯2 z1 z¯2 = = z2 z2 z¯2 |z2 |2 √ √ Exemplo 2. z · z¯ = (x + yj) · (x − yj) = x2 − xyj + xyj − y 2 j 2 = x2 + y 2 = |z|2  A divisão do fasor z1 pelo fasor z2 não-nulos. z1 /z2 .6 O produto de um fasor não-nulo z = x + yj pelo seu conjugado é igual ao quadrado do seu módulo. sendo adotado como positivo o sentido anti-horário e o seu módulo.15 Dados os fasores z1 = −1 + 3j e z2 = 3 − j.6. calcule z1 /z2 .2 Divisão de Dois Fasores na Forma Retangular Proposição 2. multiplicando e dividindo pelo conjugado do denominador. baseia-se na proposição acima.3 A Forma Polar de um Fasor A forma polar os números complexos ou fasores é muito útil para calcular o produto ou quociente de dois ou mais números complexos.

se x = 0 e y > 0. √ Vimos anterior (ver figura 2.6 Para fins práticos. |z| = r = 12 + ( 3)2 = 2. o argumento é igual 90◦ e se se x = 0 e y < 0. sendo x a parte real e y a parte imaginária do número complexo z.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Observação 2. z1 z2 = r1 (cos θ1 + j sin θ1 ) · r2 (cos θ2 + j sin θ2 ) = r1 r2 (cos θ1 cos θ2 + j 2 sin θ1 sin θ2 + j cos θ1 sin θ2 + j cos θ2 sin θ1 ) = r1 r2 [cos(θ1 + θ2 ) + j sin(θ1 + θ2 )] ii) Este item segue de forma análoga. Sendo x = 1 e y = 3.20) √ Exemplo 2. ii) Forma retangular: Nesta forma são dados x. Além disso.  z1 Exemplo 2. √ √ √ Resolução: Note que. y ∈ R. A relação entre as duas formas é apresentada na seguinte expressão: z = x + yj = r cos θ + jr sin θ = r(cos θ + j sin θ) (2. o argumento é igual a −90◦ . então √ θ = tan−1 ( 3/1) = 60◦ Logo. não levaremos em conta a posição real do fasor nos quatro quadrantes.17 Dados os fasores z1 = 1 − j e z2 = cos π4 + j sin π4 . então: i) z1 z2 = r1 r2 [cos(θ1 + θ2 ) + j sin(θ1 + θ2 )] z1 r1 ii) = [cos(θ1 − θ2 ) + j sin(θ1 − θ2 )] z2 r2 Demonstração: i) De fato. temos as formas de denotar um fasor: i) Forma polar: Nesta forma são dados r e θ ∈ R e r ≥ 0. z = 2(cos 60◦ + j sin 60◦ ). sendo r o módulo e θ o argumento do número complexo z. z2 32 . Desta forma.9) que o módulo de um fasor é dado por |z| = r = x2 + y 2 . Proposição 2.7 Dados os fasores z1 = r1 (cos θ1 +j sin θ1 ) e z2 = r2 (cos θ2 +j sin θ2 ) na forma polar. calcule .16 Escreva o fasor z = 1 + 3j na forma polar.

.22) 33 .20)..7.. j} conforme o valor de n. x2 x 3 x4 x5 ex = 1 + x + + + + + . de modo que √ [ π π ] z1 = 1 − j = 2 cos(− ) + j sin(− ) 4 4 Logo..21) Demonstração: Essa identidade pode ser provada usando as séries de Mclaurin das funções ex .. Para isso. + j θ − + + .. cos x e sin x. então ejθ = cos θ + j sin θ (2. obtemos z = rejθ = r(cos θ + j sin θ) (2.4 A Identidade de Euler e a Forma Exponencial de um Fasor Uma outra maneira de expressar um fasor z é a forma exponencial dada por rejθ . obtemos: (jθ)2 (jθ)3 (jθ)4 (jθ)5 ejθ = 1 + jθ + + + + + .6.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Resolução: Podemos reescrever o fasor z2 na forma retangular e calcular o quociente z1 conforme visto acima.8 Se θ ∈ R. 2! 4! 3! 5! = cos θ + j sin θ  Substituindo a expressão (2. 3! 5! 7! Se x for substituído por jθ na primeira equação e usando o fato que j n ∈ {−1. −j.. Note que θ1 = arctan(−1) = −π/4 e |z1 | = 12 + (−12 ) = 2. Um outro modo é usar a proposição 2... 1. sendo o fator ejθ a exponencial de Euler o qual está intimamente relacionada com a forma polar através da proposição abaixo: Proposição 2. precisamos z2 √ √ escrever z1 na forma polar... ( 2! 3! ) ( 4! 5! ) θ2 θ4 θ3 θ5 = 1− + − .21) em (2. √ z1 2[ π π π π ] √ [ π π ] √ = cos(− − ) + j sin(− − ) = 2 cos(− ) + j sin(− ) = −j 2 z2 1 4 4 4 4 2 2 2. 2! 4! 6! x3 x5 x 7 sin x = x − + − + .. isto é. 2! 3! 4! 5! x 2 x4 x 6 cos x = 1 − + − + .

usamos o fato que j 2 = −1 e por indução finita segue que (ejα )n = ejnα . usando o item ii) da proposição 2. z = rejθ = r θ (2.5 A Notação Fasorial Desta proposição. sendo n ∈ Z. observamos que a notação exponencial obedecem as regras para pro- duto e quociente de potências de bases iguais.18 Mostre que: a) 1 0◦ = 1 b) 1 90◦ = j c) 1 180◦ = j 2 = −1 34 .6. temos: z1 r1 ejα r1 r1 = = ej(α−β) = α−β z2 r2 e jβ r2 r2  Exemplo 2. z1 = r1 α = r1 ejα e z2 = r2 β = r2 ejβ . então: i) z1 · z2 = r1 r2 α+β z1 r1 ii) = α−β z2 r2 Demonstração: i) De fato.7 Na demonstração acima. isto é.7.9. Sendo assim. da proposição 2. Assim. z1 · z2 = r1 ejα · r2 ejβ = r1 r2 ejα ejβ = r1 r2 ej(α+β) = r1 r2 α+β ii) Analogamente.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Proposição 2. Então: i) ejα · ejβ = ej(α+β) ejα ii) = ej(α−β) ejβ Demonstração: Segue imediatamente da identidade (2.22) e da proposição 2.10 Se z1 = r1 α e z2 = r2 β são dois fasores.  Observação 2.9 Sejam α e β números reais. é comum na engenharia elétrica usar também a seguinte notação para fasores: r θ .9. 2.23) Proposição 2.

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1
d) 1 −90◦ = = −j
j

e) 2 45◦ = 2(1 + j)

Resolução: De fato,

a) 1 0◦ = 1 · ej0 = 1 · e0 = 1

b) 1 90◦ = 1 · ej90 = cos 90◦ + j sin 90◦ = j

c) 1 180◦ = 1 · ej180 = cos 180◦ + j sin 180◦ = −1 + 0 = j 2

d)
◦ j·j 1
1 −90◦ = 1 · ej(−90 ) = cos(−90◦ ) + j sin(−90◦ ) = 0 − j = −j = − =
j j
Outro modo:
1 1 0◦ 1
= ◦
= 0◦ − 90◦ = 1 −90◦
j 1 90 1

e) (√ √ )
j45◦ 2 2 √
2 45◦ = 2 · e = 2(cos 45◦ + j sin 45◦ ) = 2 +j = 2(1 + j)
2 2

Exemplo 2.19 Calcule as expressões abaixo usando a notação fasorial.

a) ( 10 60◦ + 4 30◦ )2

(1 + j)2
b)
2 135◦

Resolução:

a)

( 10 60◦ + 4 30◦ )2 = [10(cos 60◦ + j sin 60◦ ) + 4(cos 30◦ + j sin 30◦ )]2
= [5 + 3, 46 + 8, 66j + 2j]2 = (8, 46 + 10, 66j)2 = ( 13, 61 51, 56◦ )2
= 13, 612 2 × 51, 56◦ = 185, 23 103, 12◦

b) Sendo 1 + j = 2 45◦ , então
√ √ 2
(1 + j)2 ( 2 45◦ )2 2 2 × 45◦
= =
2 135◦ 2 135◦ 2 135◦
2 90◦
= = 1 90◦ − 135◦ = 1 −45◦
2 135◦

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2.7 A Tensão e a Corrente Elétrica Complexa
Se realizarmos a experiência de verificação da lei de Ohm, mas aplicando agora grandezas
alternadas, chegaremos à conclusão que se mantém constante o quociente entre a tensão
e a corrente elétrica. Assim, iremos definir a tensão e a corrente elétrica complexa da
seguinte forma:

Definição 2.15 A tensão complexa denotada por V (t) é o fasor

V (t) = vmax ej(ωt+α) (2.24)

e a corrente complexa denotada por I(t) é o fasor

I(t) = imax ej(ωt+β) (2.25)

Podemos recuperar a tensão e a corrente real, tomando a parte real de V (t) e I(t), isto é,

v(t) = Re[V(t)] = Re[vmax ej(ωt+α) ]
= vmax Re[cos(ωt + α) + j sin(ωt + α)] = vmax cos(ωt + α)

Analogamente, i(t) = imax cos(ωt + β).

Definição 2.16 A tensão fasorial denotada por V é definido por:

V (t)
V = (2.26)
ejωt

Note que:
V (t) vmax ejωt · ejα
V = = = vmax eαj
ejωt ejωt
ou seja,
V = vmax α

Analogamente, definimos a corrente fasorial por:

I(t) imax ejωt · ejβ
I= = = ief eβj = imax β
ejωt ejωt
Definição 2.17 A representação da tensão e da corrente fasorial em um plano xy chama-se
diagrama fasorial conforme a figura 2.10. Nesta representação usa-se os valores eficazes
ou invés dos valores máximos da tensão e da corrente elétrica.

Exemplo 2.20 Escreva a expressão senoidal para a corrente fasorial I = 25 50◦ , con-
siderando que a frequência é 60 Hz.

36

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Figura 2.10: Representação da tensão e da corrente em um diagrama fasorial.

Resolução: Sendo a frequência f = 60 Hz, então ω = 2π · 60 ≃ 377 rad/s. Além disso,
vmax = 25 A, ângulo de fase é 50◦ e sendo o sinal senoidal, então
i(t) = imax sin(ωt + ϕ) = 25 sin(377t + 50◦ )
Podemos usar fasores para somar a tensão em circuito elétrico de uma forma simples.
Para isso, usaremos a proposição a seguir:
Proposição 2.11 Sejam as tensões elétricas v1 (t) = a sin(ωt + ϕ1 ) e v2 (t) = b sin(ωt + ϕ2 ).
A "tensão soma" v(t) = v1 (t) + v2 (t) é dada por v(t) = |z| sin(ωt + ϕ), sendo

|z| = a2 + b2 + 2ab cos(ϕ1 − ϕ2 ) (2.27)
e ( )
a sin ϕ1 + b sin ϕ2
ϕ = arctan (2.28)
a cos ϕ1 + a cos ϕ2

Demonstração: De fato,
v(t) = a sin(ωt + ϕ1 ) + b sin(ωt + ϕ2 ) = aIm[ej(ωt+ϕ1 ) ] + bIm[ej(ωt+ϕ2 ) ]
= Im[aej(ωt+ϕ1 ) + bej(ωt+ϕ2 ) ] = Im[ejωt (aejϕ1 + bejϕ2 )]

Seja z = aejϕ1 + bejϕ2 = a ϕ1 + b ϕ2 . Para achar |z| observe que:

z = aejϕ1 + bejϕ2 = a(cos ϕ1 + j sin ϕ1 ) + b(cos ϕ2 + j sin ϕ2 )
z = a cos ϕ1 + b cos ϕ2 + j(a sin ϕ1 + b sin ϕ2 )
de modo que
|z|2 = (a cos ϕ1 + b cos ϕ2 )2 + (a sin ϕ1 + b sin ϕ1 )2 = a2 + b2 + 2ab(cos ϕ1 cos ϕ2 + sin ϕ1 sin ϕ2 )
= a2 + b2 + 2ab cos(ϕ1 − ϕ2 ) ⇒

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v = 40 −30◦ + 30 60◦ . Figura 2. Passando para a forma retangular.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino √ |z| = a2 + b2 + 2ab cos(ϕ1 − ϕ2 ) O argumento de z que denotaremos por ϕ segue do fato que a sin ϕ1 + b sin ϕ2 tan ϕ = a cos ϕ1 + b cos ϕ2  Ao invés de usar diretamente as expressões da proposição 2. Analogamente. 98j √ ◦ = 49. 866 − 0.87 ou seja. segue que: v = 40[cos(−30◦ ) + j sin(−30◦ )] + 30[cos(60◦ ) + j sin(60◦ )] = 40(0. calcule a tensão de entrada no circuito da figura 2.21 Sabendo que a tensão va (t) = 40 sin(377t − 30◦ ) e vb (t) = 30 sin(377t + 60◦ ). 866j) = 49. 87◦ ). Assim. 982 ej arctan(5. 64 + 5. é preferível refazer os passos da prova numericamente. O próximo exemplo ilustra esta situação. vb = 30 60◦ . de modo que v(t) = 50 sin(377t + 6. Exemplo 2.11: Circuito elétrico simples com duas tensões de mesma frequência.11. 5j) + 30(0. escrevemos o fasor va = 40 −30◦ . ( ) −1 v2max b) o ângulo de fase é dado por ϕ = tan . Resolução: Seja v a tensão de entrada no circuito. 642 + 5. 5 + 0. 87◦ . Note que v(t) = va (t) + vb (t) = 40 sin(377t − 30◦ ) + 30 sin(377t + 60◦ ) Sendo vamax = 40 V e ϕa = −30◦ . v1max 38 .64) = 50ej6. v = 50 6. Exemplo 2.9.22 Mostre que: √ 2 2 a) a amplitude da soma de duas tensões em quadratura é dada por vmax = v1max + v2max .98/49.

Sugestão: Pesquise e use a expressão para o seno da diferença de dois arcos. Sejam x1 e x2 dois sinais elétricos com frequências e amplitudes iguais. sabendo que T = 0. Da expressão 2. 10. Mostre que se dois sinais elétricos x1 (t) e x2 (t) estão em quadratura. então um deles é uma senoide e outro é uma cossenoide. R: v(t) = 28. 03 s após o seu início. O que é corrente elétrica e qual a unidade usual de medida? 3. R: t = 0. então x2 (t) = −x1 (t). Prove que se x1 e x2 estiverem em oposição. Sugestão: Use a expressão v(t) = vmax cos(ωt + ϕ) R: v(0. 03) = −20 V 7. determine o valor da tensão 0.27.8 Exercícios Propostos 1. 001 s. 39 . Explique o que é um gerador elétrico? 4. 0075 s 5. v(T /4) = 20 V e v(3T /2) = −20 V . Determine a quantidade de elétrons necessários para formar uma carga de 1.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Resolução: Sejam v1 (t) = v1max sin(ωt) e v2 (t) = v2max sin(ωt + 90◦ ) as duas tensões em quadratura. 28 sin(2000πt + π/4) 8. Mostre que v(t) = vmax sin(ωt − 3π/2) pode ser reescrita na forma v(t) = vmax cos(ωt). Uma tensão tem uma amplitude máxima de 20 V sendo a sua frequência de 50 Hz. 5 C. Escreva a tensão alternada senoidal v(t). segue que √ √ vmax = v1max + v2max + 2v1max v2max cos(0 − 90 ) = v1max 2 2 ◦ ◦ 2 2 + v2max b) Sendo ϕ1 = 0◦ e ϕ2 = 90◦ . 9. Com relação ao sinal elétrico i(t) = 10 sin(100πt + π/4). então ( ) v1max sin 0◦ + v2max sin 90◦ v2max ϕ = arctan = arctan v1max cos 0◦ + v2max cos 90◦ v1max 2. 2. Escreva a expressão matemática de uma corrente de 5 A com uma frequência de 50 Hz considerando. 07 A c) o menor valor positivo de t para o qual i(t) = 0. que se inicia no valor zero. calcule: a) a frequência f . R: f = 50 Hz b) a corrente elétrica para t = 0. R: i(t) = −5 sin(100πt) 6. a) Note que ϕ1 = 0◦ e ϕ2 = 90◦ . R: i(0) = 7. Suponha que onda se inicia no seu máximo positivo.

Use a figura 2. sabendo que vmed = 63. 7 V 19. Calcule o valor eficaz de uma onda senoidal de freqüência 1 kHz e amplitude 100 V . Determine o valor médio da tensão elétrica: v(t) = 6 sin(10πt) − 8 cos(10πt) R: vmed = 6. Determine o ângulo de fase entre os sinais: (a) x1 (t) = − cos(5t − π/9) e x2 (t) = −2 sin(5t + 5π/9) (b) x1 (t) = 10 cos(4t − 60◦ ) e x2 (t) = 4 sin(4t) − 3 cos(4t) 12. 17. 14. 7 V . Calcule o valor eficaz de uma onda senoidal de freqüência 2 kHz e amplitude 100 V . 37 V 21. Calcule as expressões abaixo. 7 V 18. Sejam os sinais elétricos x1 (t) = 4 cos(100πt + 30◦ ) e x2 (t) = −7 cos(100πt − ϕ2 ). Sabendo que o ângulo de fase é igual a 60◦ . 40 . calcule os possíveis valores de ϕ2 . 20. Explique o significado de valor médio e valor eficaz. apresentando o resultado na forma retangular. Determine os possíveis valores de a na tensão elétrica v(t) = a cos(50t) + 60 sin(50t). R: vef = 70. Figura 2. R: ϕ = 78◦ 15. R: ϕ2 = 5π/6 rad ou ϕ2 = π/2 rad 16.7.12 e deduza as expressões da proposição (2.2).12: Triângulo mnemônico para deduzir as expressões da proposição 3. R: vef = 70. Determine o ângulo de fase entre as tensões elétricas alternadas v1 (t) = 4 cos(ωt+30◦ ) e v2 (t) = −2 sin(ωt + 18◦ ).Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino 11. Determine o ângulo de fase entre os sinais elétricos abaixo: x1 (t) = 12 cos(2t) − 5 sin(2t) e x2 (t) = 15 cos(2t − π/4) 13.

13◦ 3 − 4j 8 −20◦ 10 (b) + 2+j −5 + 12j (c) (10 + 8 50 ) · (2 − 2j) R: 46. Calcule as expressões abaixo e expresse o resultado na forma fasorial. 15 45◦ (a) R: 3 98.21. Escreva os fasores abaixo na forma polar: (a) z = 4 + 3j R: 5 36.13. considerando que a frequência é 60 Hz. 87◦ (b) z = −5 + 12j R: 13 −67. 2 −22. 833 13. 055◦ 1 − 2j 24. 25. para o circuito mostrado na figura 2. 97◦ ◦ 3 + 4j (d) 4 −20◦ + R: 2. Determine a corrente i2 . Sugestão: Veja o exemplo 2. Figura 2.13: Circuito com duas fontes de corrente. Mostre que: (a) Re[jejωt ] = − sin(ωt) = −Im[ejωt ] (b) Im[jejωt ] = cos(ωt) = Re[ejωt ] 26. 38◦ 23. Escreva a expressão cossenoidal para os sinais elétricos a seguir. a) V = 12 120◦ b) I = 220 −60◦ 41 .Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino (a) (3 − 2j)(−4 − 5j) R: −22 − 7j (b) (5 + 12j)(−1 + 4j)(1 + j) R: −61 − 45j 1+j (c) R: j 1−j (−3 + 4j)2 (d) R: 4 + 3j −4 − 3j 22.

E e F são os nós do circuito. elementos armazenadores de energia (bobinas e capacitores). D. Temos vários caminhos neste circuito. resistência. DE. Definição 3. fontes de tensão e fontes de corrente elétrica. • Caminho é uma sequência de elementos ligados entre si na qual nenhum elemento é incluído mais de uma vez.1 Analise o circuito da figura 3. EF.Capítulo 3 Circuitos Elétricos 3. motor. BC. não havendo nós essen- ciais. etc. • Nó essencial é um ponto do circuito ao qual estão ligados três ou mais elementos. bobina. Nestas notas apenas se consideram os dipolos que são atravessados por uma corrente elétrica senoidal quando lhes é aplicada uma tensão senoidal ou cossenoidal. ABED. Exemplo 3. • Ramo é um caminho que liga dois nós. • Malha é um caminho cujo último nó coincide com o primeiro. capacitor ou condensador. etc. Os ramos deste circuito são: AB. gerador.1 Introdução Definição 3. Trata-se então dos dipolos lineares.1 Um circuito elétrico é um arranjo formado por fios (condutores). CD. 42 . tais como. C. BCDEB. elementos dissipadores (resistores).12 e identique os seus elementos. AF e BE. Definição 3. Resolução: Os pontos A. Temos duas malhas: ABEF A e BCDEB.3 Um dipolo é a representação de qualquer aparelho elétrico com dois termi- nais. B.2 Em um circuito elétrico definimos os seguintes elementos: • Nó é um ponto do circuito ao qual estão ligados dois ou mais elementos. tais como ABC. interruptores.

Enunciamos abaixo as duas leis de Kirchhoff. Na figura 3. Definição 3. temos um exemplo de um circuito puramente resistivo em série e um circuito em paralelo. Figura 3.1: Circuito elétrico com duas malhas. associados a uma só fonte de tensão. o físico Gustav R. Experimentalmente. 43 . Como o circuito misto é uma composição de circuitos em série com circuitos em paralelo.2.2: Exemplo de circuitos em série e em paralelo.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 3. O circuito paralelo apresenta vários caminhos para a corrente. quando ainda era um estudante na Universidade de Konigsberg. a tensão é a mesma em todos os pontos do circuito. este apresenta em um único circuito as características dos dois circuitos anteriores. Definição 3. Kirchhoff formulou as leis dos nós e das malhas na análise de circuitos elétricos em 1845.4 Um circuito em série é aquele onde todos os elementos se encontram interli- gados em série com a fonte de energia. O circuito misto possui alguns pontos de consumo ligados em série e outros em paralelo.6 Um circuito misto é aquele que dispõe de dispositivos conectados tanto em paralelo quanto em série. No circuito em série a corrente elétrica é a mesma em todos os pontos do circuito e a tensão é dividida proporcionalmente. Definição 3. porém a corrente varia de acordo com a resistência.5 Um circuito em paralelo é aquele em que todos os elementos se encontram em paralelo com a fonte de energia.

em corrente alternada. existem outros efeitos além do resistivo que influenciam a passagem de corrente no circuito.1) I Figura 3. a resistência elétrica é a única grandeza que expressa o impedimento a passagem da corrente elétrica. A sua unidade é igualmente o Ω (ohm). da impedância Z e o ângulo de defasagem ϕ. isto é. • Lei das malhas de Kirchhoff: A soma algébrica das quedas de tensão em qualquer caminho fechado (malha) em um circuito elétrico é nula. ou a capacitância quando o circuito contém capacitores. 44 .2 A Impedância Nos circuitos de corrente contínua. V Z= (3. Definição 3. Em outras palavras. Deste modo. 3. A diferença entre Z e R deve-se ao fato de Z depender da velocidade angular ω ou frequência f . a relação entre a tensão e a corrente depende para uma dada frequência. a razão tensão/corrente em um circuito de corrente alternada não depende apenas das resistências elétricas do mesmo. a indutância quando o circuito contém bobinas.3: Representação fasorial da tensão e da corrente complexa I(t) = imax ej(ωt+ϕ) e da tensão V (t) = vmax ejωt .Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino • Lei das Correntes ou Lei dos Nós de Kirchhoff: A soma algébrica de todas as correntes elétricas em um nó do circuito é zero.7 Chama-se impedância e denota-se por Z. Em corrente alternada. Além disso. o quociente entre o fasor tensão V pelo fasor corrente alternada I. a impedância Z é um número complexo no qual relaciona as tensões e as correntes de um circuito. por exemplo.

8 A parte real do fasor impedância Z é a resistência R. A grande facilidade do método fasorial é unir resistências. A cor- rente e a voltagem são vetores que rodam com velocidade angular ω mantendo o angulo ϕ fixo. Logo. na qual também relaciona as tensões e as correntes de um circuito.1 Valem as relações entre Z.3 mostra a representação da voltagem e corrente no plano complexo. Z = R + Xj (3. Definição 3. . isto é. A impedância é um valor em número complexo. Desta forma. capacitâncias e indutâncias em um único elemento genérico que é a impedância Z do circuito. o que indica que um resistor consome energia. então i) De fato. A resistência não altera a fase de tensões e correntes. X = Im(Z).Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino A figura 3. possuirá somente a parte real. isto é. R e X: vmax i) |Z| = imax ii) |Z| cos ϕ = R iii) |Z| sin ϕ = X iv) |Z|2 = R2 + X 2 v) Z = |Z|ejϕ Demonstração: Sejam V (t) = vmax ej(ωt+ϕ) e I(t) = imax ejωt .2) Proposição 3. Re(Z) = R e a parte imaginária é uma grandeza denotada por X chamada de reatância.

.

.

.

.

.

.

V .

.

vmax ej(ωt+ϕ) .

.

vmax .

jϕ vmax |Z| = .

.

.

=.

.

.

.

.

.

imax ejωt .

= .

imax .

|e | = imax I √ uma vez que |ejϕ | = | cos ϕ + j sin ϕ| = cos2 ϕ + sin2 ϕ = 1. ii) ( ) ( ) V vmax ej(ωt+ϕ) vmax vmax R = Re(Z) = Re = Re jωt = Re(ejϕ ) = cos ϕ = |Z| cos ϕ I imax e imax imax iii) ( ) ( ) V vmax ej(ωt+ϕ) vmax vmax X = Im(Z) = Im = Im jωt = Im(ejϕ ) = sin ϕ = |Z| sin ϕ I imax e imax imax √ iv) |Z| = |Re(Z) + jIm(Z)| = |R + jX| = R2 + X2 45 .

2 Dada a corrente I(t) = 40ej(40t−π/3) e a tensão V (t) = 2000ej40t .1. 46 .são os dipolos. determine: a) o ângulo de defasagem entre a tensão e a corrente complexa. |Z|. 866 = −43. utilizam corrente elétrica senoidal ou cossenoidal.1.3 Resposta do Resistor. c) o valor da resitência R. d) o valor da reatância X. isto é. b) o módulo da impedância. 3 Ω 3 3 e) Pelo item v) da proposição 3. temos: π π X = |Z| sin ϕ = 50 sin(− ) = −50 sin = −50 · 0.1.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino v) De fato. Resolução: π a) O ângulo de defasagem é ϕ = − . temos Z = |Z|ejϕ = 50e−jπ/3 . Indutor e Capacitor em Corrente Alternada Na maioria dos circuitos elétricos. e) o valor de Z. 3. Z = Re(Z) + jIm(Z) = |Z| cos ϕ + j|Z| sin ϕ = |Z|(cos ϕ + j sin ϕ) = |Z|ejϕ  Exemplo 3. temos: π R = |Z| cos ϕ = 50 cos(− ) = 25 Ω 3 d) Pelo item iii) da proposição 3. é possível isolar porções de circuitos compreendidas entre dois terminais ou nós . |Z| = = = 50 Ω imax 40 c) Pelo item ii) da proposição 3. 3 vmax 200 b) Neste caso. Nestes circuitos elétricos.

ou seja. ou seja.2 Considere um circuito elétrico puramente resistivo com uma fonte com- plexa V (t) = vmax ej(ωt+α) e um resistor conforme a figura 3.4: Circuito puramente resistivo. então: i) A corrente elétrica está em fase com a tensão elétrica. energia térmica.1 Circuitos Elétricos Puramente Resistivos Definição 3.4. Proposição 3. isto é.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 3.3. os fios condutores e o ferro elétrico são exemplos de resistores. a resistência R está simbolizando a associação de todas as resistências do circuito. e convertê-la em calor. vmax j0 vmax ZR = |Z|ejϕ = e = ·1=R = R 0◦ imax vmax /R 47 . Usando a lei das malhas. ϕ = 0.9 Um resistor é um dipolo formado por um condutor elétrico que oferece uma certa oposição à passagem da corrente elétrica. obtemos vmax j(ωt+α) V = RI ⇒ vmax ej(ωt+α) = RI(t) ⇒ I(t) = e R donde segue que ϕ = α − α = 0.4. ii) De fato. ii) A impedância resistiva é dada por: ZR = R = R 0◦ Demonstração: i) Na figura 3. as lâmpadas comuns. O resistor é responsável por consumir energia elétrica. 3. esse fenômeno é chamado efeito Joule. O chuveiro elétrico. a corrente elétrica está em fase com a tensão.

então a resistência equivalente Req é dada por: R1 R2 Req = (3. i) Se os resistores estiverem associados em série. i) Se os resistores são associados em série.4) R1 + R2 Figura 3.1 Observe que a corrente física será [ ] vmax j(ωt+ϕ) vmax i(t) = Re[i(t)] = Re e = cos(ωt + ϕ) R R Sendo v(t) = Re[V(t)] = vmax cos(ωt + ϕ).5. Demonstração: Seja VAB a tensão alternada entre os pontos A e B. Sejam I1 e I2 as correntes elétricas que passam pelos resistores de resistências R1 e R2 respectivamente. VAB = V1 + V2 ⇒ Req I = R1 I + R2 I ⇒ Req = R1 + R2 ii) Nesse caso.3) ii) Se os resistores são associados em paralelo. Proposição 3. As- sim. a tensão VAB entre os resistores é a mesma. Sejam V1 e V2 as quedas de tensões nos resistores R1 e R2 respectivamente.5: a) Resistores associados em série. então a corrente elétrica I que passa por eles é a mesma. Pela lei de Ohm.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Observação 3. Assim. 48 . b) Resistores associados em paralelo. então a resistência equivalente Req é dada por: Req = R1 + R2 (3. VAB VAB VAB I = I1 + I2 ⇒ = + Req R1 R2 donde segue o resultado. vemos que os máximos. mínimos e zeros tanto da tensão quanto da corrente ocorrem no mesmo instante.3 Considere dois resistores de resistência R1 e R2 conforme a figura 3. V1 = ZR1 I = R1 I e V2 = ZR2 I = R2 I. Dizemos que a corrente está em fase com a tensão.

BC e CD. de modo que a resistência equivalente do circuito é Req = Req2 + R3 = 2 + 4 = 6 Ω. O resistor Req1 e R4 estão associados em paralelo.3 Considere o circuito elétrico puramente resisitivo na figura 3.6: Circuito do Exemplo 4. a resistência equivalente satisfaz a expressão: 1 1 1 1 = + + Req R1 R2 R3 Exemplo 3.5. d) as quedas de tensões nos ramos AB. Determine: a) a resistência equivalente.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino  Observação 3. 49 . de modo que a re- sistência equivalente Req1 = R1 + R2 = 3. a resistência equivalente é dada por: Req1 R4 3·6 Req2 = = =2Ω Req1 + R4 3+6 A resistor equivalente Req2 e o resistor R3 estão associados em série. b) a corrente complexa I(t) e a corrente real no trecho AF . Resolução: a) Observe que os resistores R1 e R2 estão associadas em série.2 No caso em que três resistores R1 . R2 e R3 associados em série. Assim. a re- sistência equivalente é Req = R1 + R2 + R3 e se eles estiverem associados em paralelo. Figura 3.6. c) a corrente I1 e I2 .

5) 50 .7. Vejamos este caso no exemplo a seguir. temos: i1 = i2 + i3 (3. (2 + 1)I1 = 6I2 ⇒ I1 = 2I2 Mas. i2 e i3 no circuito elétrico na figura 3. 33 45◦ e consequentemente. 66 45◦ Em alguns circuitos puramente resistivos.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino b) A corrente complexa no trecho AF é a corrente I(t). I1 = 2. isto é. 66 45◦ .4 Determine as correntes i1 . I1 + I2 = 4 45◦ ⇒ 3I2 = 4 45◦ ⇒ I2 = 1. Exemplo 3. d) Note que .7: Circuito puramente resistivo de duas malhas do exemplo 3. VAB = 4 · I = 16 45◦ . VBC = 2I1 = 4I2 = 31. 92 45◦ e VCD = I1 = 2. podemos usar a lei das malhas de Kirchhoff para achar correntes elétricas. isto é.4. Figura 3. Resolução: No nó A. ◦) V (t) 24ej(10t+45 ◦) I(t) = = = 4ej(10t+45 Req 6 e a corrente real é ◦ i(t) = Re[I(t)] = Re[4ej(10t+45 ) ] = 4 cos(10t + 45◦ ) c) Observe que VCDE = VCF E .

8: Geração de uma f. Michael Faraday realizou experimentos para a Royal Society e a partir de suas observações concluiu que uma variação de fluxo magnético no interior de uma espira pode gerar uma f.6) e (3. significa que o sentido adotado não é o sentido real da corrente elétrica.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino A soma das quedas de tensões na malha superior é dada por: 5i1 + 2i1 + i2 = 8 ⇒ 7i1 + i2 = 8 (3.e.5).8. Sendo i2 = 2i3 − 16.e.2 Circuitos Elétricos Puramente Indutivos Figura 3.m = v = − (3. Observação 3. A equação que relaciona a variação de fluxo magnético com a diferença de potencial gerada em uma espira é: dϕ f.3. obtemos o sistema linear:   i1 = i2 + i3 7i1 + i2 = 8   −i2 + 2i3 = 16 Substituindo a primeira equação na segunda. 73 A. (3.m em seus terminais conforme a figura 3.7).m por um campo magnético.6) A soma das quedas de tensões na malha inferior é dada por: 2i3 − i2 = 16 (3. 23i3 = 136 ⇒ i3 = 5.3 O sinal negativo da corrente i2 . 3.e.8) dt 51 . temos: { { 7(i2 + i3 ) + i2 = 8 8i2 + 7i3 = 8 ⇒ −i2 + 2i3 = 16 −8i2 + 16i3 = 128 Assim.7) Das equações (3. 91 A. Em 1831. i1 = 1. então i2 = −4. 18 A e consequente- mente.

é a indutância do indutor medida em "henry" cujo símbolo é H.11) depende do sentido de enrolamento da bobina e.10) onde L. é: dϕ d(N ϕ) v = −N =− (3. ou seja.9). Resolução: Da expressão (3.12) dt Exemplo 3. temos: ∫ i(t) ∫ t di 6 cos(4t) = 2 ⇒ di = 3 cos(4τ )dτ ⇒ dt 1 −π/2 ]t i(t) − 1 = 3 sin(4τ ) = 3[sin(4t) − sin(−2π)] −π/2 Logo. se uma variação de campo magnético ocorre em um sentido. temos: Ldi di v=− = −L (3. O sinal negativo dessa equação. este sinal será desconsiderado de modo que a equação ficará da seguinte forma: di v=L (3. pela lei de Faraday. i(t) = 1 + 3 sin(4t). Ache i(t). se i(−π/2) = 1 A. Substituindo (3.10 O indutor é um dipolo composto por um fio condutor enrolado em espiral. Proposição 3.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Esta lei será importante para explicar a relação entre corrente e tensão no indutor. então: i) A corrente elétrica é um múltiplo da tensão elétrica e o ângulo de defasagem entre a tensão e corrente elétrica é π ϕ = rad = 90◦ 2 ii) A impedância indutiva é dada por: ZL = ωLj = 2πf Lj = 2πf L 90◦ 52 . a tensão em seus termi- nais.4 Considere um circuito elétrico puramente indutivo com uma fonte com- plexa V (t) = vmax ej(ωt+α) e uma bobina conforme a figura 3.5 A tensão em um indutor de 2 H é v(t) = 6 cos(4t). indica que há uma conservação de energia. Como o indutor é composto pelo equivalente de várias espiras.10) em (3.11) dt dt O sinal negativo da equação (3. Experimentalmente verifica-se que: Li = N ϕ (3.9. a tensão induzida e consequente corrente elétrica. Definição 3. para a análise de circuitos elétricos. postulado por Lenz.9) dt dt onde N é o número de espiras do indutor. geram um campo de sentido oposto.11).

Sendo |Z| = eϕ = o ângulo de imax 2 defasagem entre V (t) e I(t).11 Uma bobina é um indutor que possui além da indutância. 45ϕ onde: 53 . a corrente elétrica é um múltiplo da tensão e o ângulo de defasagem entre a π tensão e a corrente elétrica é ϕ = α − (α − π/2) = rad = 90◦ . temos: dI vmax j(ωt+α) V (t) = vmax ej(ωt+α) = L ⇒ dI = e dt ⇒ ∫ ∫ dt L vmax vmax j(ωt+α) dI = ej(ωt+α) dt ⇒ I(t) = e +C L jωL vmax ej(ωt+α) vmax j(ωt+α−π/2) I(t) = jπ/2 +C = e +C ωL e ωL Assim. Demonstração: i) Da expressão (3. do núcleo e do formato geométrico da bobina. Definição 3.9: Circuito puramente indutivo. pois nesses circuitos a corrente não varia.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 3.6 A indutância de uma bobina depende do número de espiras do número de espiras. a indutância L de um indutor pode ser calculada a partir da seguinte expressão: µ0 N 2 A L= (3. isto é. então vmax jπ/2 ZL = e = ωLj = 2πf L 90◦ vmax /ωL Observação 3. notamos que a impedância de um cir- cuito puramente indutivo cresce com a freqüência.4 Do item ii) da proposição anterior.13) l − 0. uma resistência. a tensão sobre o indutor é nula.12). Observação 3. Observação 3.5 O termo ωL = 2πf L chama-se reatância indutiva e é denotado por XL . XL = 2πf L. Na prática. e vai a zero em circuitos de corrente contínua. 2 vmax π ii) A impedância do circuito é ZL = |ZL |ejϕ .

• l é a extensão da bobina.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino • µ0 = 4π10−7 H/m (permeabilidade do vácuo). É este acúmulo de cargas que representa um armazenamento de energia em um campo magnético. ◦ Resolução: Note que V (t) = 60ej(157t+40 ) e sendo XL = ωL = 150 × 4 = 600 Ω. sabendo ◦ que L = 4 H e V (t) = 60ej(150t+40 ) .6. O indutor é capaz de armazenar energia em um campo magnético.5 Seja i(t) a corrente elétrica que passa em um indutor de indutância L. • A é a área da secção transversal do núcleo. • ϕ o diâmetro do núcleo. Se as condições iniciais são nulas. quando o indutor é percorrido por uma corrente elétrica. i(t) = Re[I(t)] = 0.6 Determine a corrente elétrica real i(t) no circuito elétrico na figura 3. então V (t) V (t) I(t) = = ZL XL ej90◦ ◦ 60ej(150t+40 ) ◦ = j90 ◦ = 0. A expressão (3.10: Figura do exemplo 3. A proposição a seguir estabelece uma expressão para a energia armazenada em um indutor. Figura 3. então a energia armazenada nele é dada pela expressão: 1 E(t) = Li(t)2 (3.13) é válida somente para l >> ϕ e considera-se que não há núcleo (vácuo).14) 2 54 . Proposição 3. a lei de Faraday providencia um acúmulo de cargas positivas na entrada do indutor e negativas na saída. • N é o número de espiras. Exemplo 3. 1ej(150t−50 ) 600e Logo. Isto ocorre porque. 1 cos(150t − 50◦ ).10.

Assim. Proposição 3. v1 = L1 e v2 = .15) ii) Se os indutores são associados em paralelo.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Demonstração: A energia armazenada E(t) é o trabalho realizado w(t).16) L1 + L2 Demonstração: di1 di2 i) Neste caso.7 A expressão (3. donde segue o resultado.17) é semelhante a equação de energia cinética (mv 2 /2) o que leva a inferir que. Observação 3.  Figura 3. de modo que dt dt ∫ ∫ dw di 1 = Li(t) ⇒ dw = L idi ⇒ w(t) = Li(t)2 + C dt dt 2 Sendo as condições iniciais nulas. v(t) = L . Mas. então a indutância equivalente Leq é dada por: Leq = L1 + L2 (3. i1 (t) = i2 (t) = i(t) e v = v1 + v2 . no indutor. então a indutância equivalente Leq é dada por: L1 L2 Leq = (3.6 Considere dois indutores de indutância L1 e L2 conforme a figura 3. Mas. Sabemos que dw di p(t) = = v(t) · i(t).11: a) Indutores associados em série. b) Indutores associados em paralelo. dt dt di1 di2 di di v = v1 + v2 = L 1 + L2 = L1 + L2 ⇒ dt dt dt dt v = L1 + L2 ⇒ Leq = L1 + L2 di dt 55 .11. i(t) é conservativo. i) Se os indutores são associados em série. então C = 0.

Resolução: Como os indutores estão associados em série. simultaneamente. Aplicando uma diferença de potencial (d. e a placa B. esse fluxo de elétrons não o atravessa. 1 s é: 1 1 E(0. 1 + π/2) = 50 J 2 2 3. Determine a energia armazenada no instante t = 0. fazendo com que as cargas fiquem armazenadas nas placas. formando um fluxo de elétrons. temos: di di1 di2 v1 v2 = + = + dt dt dt L1 L2 di1 di2 pois v1 = L1 e v2 = . simbolizada pela letra C. a placa A começa a ceder elétrons para o pólo positivo da fonte.  Exemplo 3. a carga armazenada atinge o seu valor máximo Qmax .7 Dois indutores L1 = 4 H e L2 = 6 H são conectados em série. Derivando em relação a t. Definição 3. aumenta a diferença de potencial v entre elas. 56 . i(t) = i1 (t) + i2 (t). Após um determinada tempo. fazendo com que o fluxo de elétrons diminua.p) entre as placas. Assim. Porém. com potencial positivo na placa A e potencial negativo na placa B. de modo que dt dt ( ) di 1 1 1 di 1 1 =v + ⇒ = + dt L1 L2 v dt L1 L2 donde segue o resultado. cessando o fluxo de elétrons (corrente elétrica nula).13 A capacidade de armazenamento de cargas elétricas por unidade de ten- são é chamada de capacitância.3. 1 s sabendo que passa uma corrente elétrica alternada i(t) = 10 sin(60πt + π/2).3 Circuitos Elétricos Puramente Capacitivos Definição 3.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino ii) Neste caso. carregando-se negativamente. Isso ocorre quando a diferença de potencial entre as placas se iguala à tensão da fonte (V = E). a indutância equivalente é Leq = L1 + L2 = 4 + 6 = 10 H.12 O capacitor é um dipolo constituído de duas placas condutoras paralelas A e B. denominadas armaduras separadas por um material isolante denominado dielétrico com capacidade de armazenar cargas elétricas. Conforme aumenta a carga Q armazenada nas placas. 1)2 = · 102 · sin2 (60π · 0. começa a atrair elétrons do pólo negativo da fonte. carregando-se positivamente. v1 = v2 = v. 1) = Leq i(0. como entre as placas existe um material isolante. a energia armazenada nos indutores no instante t = 0.d. Mas.

essa característica pode ser dada em relação à permissividade do vácuo. da distância d(m) entre elas e do material dielétrico. Determine a corrente elétrica real que flui neste circuito. ϵ0 = 8. 9 × 10−12 F/m.17). Proposição 3. que abrangem uma ampla faixa de capacitâncias. a capacitância de um capacitor de placas paralelas depende da área A(m2 ) das placas. ∫ v(t) ∫ t i(t)dt 1 dv = ⇒ dv = i(τ )dτ C v0 C 0 donde segue o resultado. dv i(t) = C dt ii) Se v0 é a tensão inicial (t = 0) no capacitor. ii) Do item anterior. então a tensão em qualquer tempo t > 0 é ∫ t 1 v(t) = i(τ )dτ + v0 C 0 Demonstração: i) De fato.7 Da equação (3. Comercialmente. podemos concluir que: i) Ela pode ser reescrita em função da corrente elétrica i(t). temos: Q(t) = Cv(t) (3. No vácuo.17) A capacitância é calculada a partir da expressão: A C=ϵ d Portanto.12 contendo um capacitor ◦ de 5 mF é V (t) = 10ej(377t+30 ) . cuja unidade de medida é f arad/metro [F/m].  Exemplo 3. desde de alguns picofarads (pF ) até alguns milifarads (mF ). isto é.8 A tensão complexa no circuito elétrico da figura 3.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Matematicamente. Para os demais materiais. 57 .17). existem diversos tipos de capacitores fixos e variáveis. representada pela letra grega ϵ (epsilon). basta derivar ambos os lados da equação (3. que é caracterizado por sua permissividade absoluta.

85 sin(377t + 30◦ ) Proposição 3. b) Capacitores associados em paralelo.19) Demonstração: 58 .8 Considere dois capacitores de capacitância C1 e C2 conforme a figura 3. Resolução: O resultado obtido na proposição 3.12: Exemplo 3. I = C .Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 3.8 Figura 3. 85Im[ej(377t+30 ) ] = −18. então a capacitância equivalente Ceq é dada por: C1 C2 Ceq = (3.18) C1 + C2 ii) Se os capacitores são associados em paralelo. 85Re[jej(377t+30 ) ] = −18. a corrente elétrica real é dada por: ◦ ◦ i(t) = Re[I(t)] = 18.13.13: a) Capacitores associados em série.7 também é válido para tensão e corrente dV elétrica complexa. 85jej(377t+30 ) dt Logo. então a capacitância equivalente Ceq é dada por: Ceq = C1 + C2 (3. i) Se os capacitores são associados em série. segue que dt d ◦ ◦ ◦ I(t) = 5 × 10−3 [10ej(377t+30 ) ] = 5 × 10−2 × 377jej(377t+30 ) = 18. isto é.

Quando eles são ligados tensão da associação é a mesma para todos os capacitores. Q Q Q C1 C2 = + ⇒ Ceq = Ceq C1 C2 C1 + C2 ii) Na associação em paralelo.7.9 Considere um circuito elétrico puramente capacitivo com uma fonte de ten- são complexa V (t) = vmax ej(ωt+α) e um capacitor conforme a figura 3. a armadura negativa do capacitor está ligada a armadura positiva do capacitor seguinte. π π ϕ = α − (α + ) = − rad = −90◦ 2 2 59 . as armadura negativas do capacitor são ligadas entre si assim como as armaduras positivas do capacitor. de modo que Q = C1 V1 = C2 V2 = Ceq VAB . de modo que Q1 Q2 Q VAB = = = C1 C2 Ceq Como Q = Q1 + Q2 . de modo que dt d I(t) = C [vmax ej(ωt+α) ] = Cvmax jωej(ωt+α) = Cvmax ωejπ/2 ej(ωt+α) = Cvmax ωej(ωt+α+π/2) dt Assim.14.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino i) Na associação em série. segue que VAB Ceq = VAB C1 = VAB C2 ⇒ Ceq = C1 + C2  Proposição 3. Como VAB = V1 + V2 Logo. então: i) A corrente elétrica é um múltiplo da tensão e o ângulo de defasagem entre elas é π ϕ = rad = −90◦ . Quando eles são ligados a carga da associação é igual para todos os capacitores. I(t) = C . 2 ii) A impedância capacitiva é dada por: j 1 ZC = − = −90◦ ωC 2πf C Demonstração: dV i) Da proposição 3.

mas a corrente é adiantada em relação à tensão em 90◦ (ou seja. pois assim que o capacitor descarregado é ligado no circuito a corrente é máxima e a tensão é mínima (pois o capacitor está descarregado) e à medida que o tempo passa a corrente diminui e a tensão aumenta (a carga vai se acumulando nas placas do capacitor) e depois de um certo tempo a corrente é zero e a tensão é máxima.8 Observamos que em um circuito puramente capacitivo a tensão e corrente elétrica variam no tempo.14: Circuito puramente capacitivo. 3. Vamos as- sumir que os circuitos são alimentados por uma fonte de tensão complexa da forma V (t) = vmax ej(ωt+ϕ) ou real dada por v(t) = vmax cos(ωt+ϕ) ou v(t) = vmax sin(ωt+ϕ). podemos também achar a carga elétrica Q(t) no capacitor. No caso do circuito em série RC.15.4 Circuitos RL e RC Nestes tipos de circuitos utilizaremos o formalismo da impedância complexa. veremos inicialmente o circuito RL em série conforme a figura 3.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 3. Sendo |Z| = e ϕ = − o ângulo de imax 2 defasagem entre V (t) e I(t). Neste circuito. então vmax −jπ/2 j 1 ZC = e =− = −90◦ Cvmax ω Cω 2πf C  Observação 3. A queda de tensão no indutor é 60 . ou seja. Note que esse comportamento é de fato esperado. temos uma tensão complexa V (t) = vmax ej(ωt+ϕ) . (capacitor carregado). Nosso objetivo é calcular o ângulo de fase e o valor máximo da corrente elétrica que flui em tais circuitos no regime permanente. vmax π ii) A impedância do circuito é ZC = |ZC |ejϕ . um resistor de resistên- cia R e um indutor de indutância L conectados em série. após um longo período de tempo. Os circuitos resistivos-indutivos RL e resistivos-capacitivos RC podem ser em série ou paralelo. o pico de corrente ocorre antes do pico de tensão). Para apresentar o método fasorial.

Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 3. Assim. temos: dt dI L + RI = V (t) = vmax ej(ωt+ϕ) (3. temos o seguinte método para resolver circuitos elétri- cos RL. RC e os demais circuitos elétricos.20) dt Esta equação diferencial linear de primeira ordem tem uma solução particular da forma I(t) = imax e(jωt+θ) e nosso objetivo é achar imax e o ângulo θ. segue que vmax ϕj Limax jωeθj + Rimax eθj = vmax eϕj ⇒ (R + Lωj)eθj = e imax ( ) √ −1 Lω Mas. dI VL = L e no resistor é VR = RI.20) temos: d L [imax ej(ωt+θ) ] + Rimax ej(ωt+θ) = vmax ej(ωt+ϕ) ⇒ dt Limax jωej(ωt+θ) + Rimax ej(ωt+θ) = vmax ej(ωt+ϕ) Dividindo ambos os membros da última igualdade por eωtj . R vmax ϕj |ZL |eαj eθj = e ⇒ |ZL |eαj imax eθj = vmax eϕj ⇒ imax vmax |ZL | α · imax θ = vmax ϕ ⇒ imax θ = ϕ−α |ZL | donde segue que ( ) vmax vmax −1 Lω imax = =√ e θ = ϕ − α = ϕ − tan |ZL | R + ω 2 L2 2 R Observando a resolução acima. Substituindo I na equação (3. onde |ZL | = R + L ω e α = tan αj 2 2 2 . Usando a lei das malhas de Kirchhoff.15: Circuito RL em série. R + Lωj = ZL = |ZL |e . 61 .

142 tan−1 (3. a) determine a impedância Z. Sendo ZR = R = 8 Ω.57 ) . 14j = 82 + 3.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino 1◦ ) Dado um circuito elétrico. 16 cos(157t + 8. 43◦ = 1.16.17. segue que: V =Z ·I ⇒ 10 30◦ = 8. 43◦ Pela lei de Ohm. 14 Ω. segue que √ Z = R + XL j = 8 + 3. 43◦ · I ⇒ 10 I= 30◦ − 21.9. transformamos os dipolos (resistores. 14/8) = 8. Figura 3. 14j. 59 21. I(t) = 1. capacitores e indu- tores) em impedâncias e escrevemos as fontes de tensão e corrente na forma fasorial. associamos as impedâncias para achar a impedância equivalente. 62 . Vejamos alguns exemplos: Exemplo 3.9 Determine a corrente elétrica real no circuito RL da figura 3. 16ej(157t+8. a corrente elétrica real é: i(t) = Re[I(t)] = 1. 3◦ ) Usando a lei de Ohm.10 Considere o circuito na figura 3. podemos achar os valores da tensão e das correntes nas mal- has e nos trechos do circuito elétrico. 57◦ ) Exemplo 3. 59 ◦ ou seja. 16 8.16: Circuito RL em série do Exemplo 3. 53◦ 8. Consequentemente. sendo f = 60 Hz. de modo que ZL = XL j = 3. b) determine a tensão V (t). Resolução: A reatância indutiva é XL = ωL = 157 · 0. 02 = 3. 2◦ ) Em seguida. 59 21.

então Z = 200 + 200j = 282. VC = 100 −60◦ ⇒ VC (t) = 100ej(120πt−60 ) .18. sabemos que ZC = −XC j = −200j.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 3. 84 45◦ · 500 × 10−3 30◦ = 141.11 Considere o circuito na figura 3. Resolução: a) Sendo Z = R + XC j. b) determine as correntes reais iR (t) e iC (t). de modo que VC = ZC I = −200j × 500 × 10−3 30◦ = 100 −90◦ × 1 30◦ ◦ Logo. c) determine as quedas de tensões VR (t) e VC (t). a) determine a impedância Z e a corrente I(t). 42ej(120πt+75 pois ω = 2πf = 2π · 60 = 120π rad/s. VR = RI. 63 . de modo que: VR = RI = 200 0◦ × 500 × 10−3 30◦ = 100 30◦ ◦ de modo que VR (t) = 100ej(120πt+30 ) . 42 75◦ de modo que ◦) V (t) = vmax ej(ωt+ϕ) = 141. Para calcular VC (t). c) Novamente pela lei de Ohm. temos: V = ZI ⇒ V = 282.10.17: Circuito RC em série do Exemplo 3. 84 45◦ b) Pela lei de Ohm. Exemplo 3.

V = ZR IR = RIR = 5IR . A resolução de tais circuitos elétricos é feita através de fasores como foi feita nos circutos anteriores. iR (t) = Re[I(t)] = 2 cos(8t + 60◦ ) Por outro lado. então Z R ZC RZC 5 × (−0. 3. 43◦ Pela lei de Ohm. 4 −90◦ · IC ⇒ IC = 25 150◦ e consequentemente. 4/5) = 0. 05j = −0.18: Circuito RC em paralelo do Exemplo 3. 03 145.11. iC (t) = 25 cos(8t + 150◦ ). 43◦ · I de modo que I = 25. Assim. então ZC = −8 × 0. Sendo um circuito RC em paralelo. 4j) 2 −90◦ Z= = = = √ ZR + ZC R + ZC 5 − 0. conectados em série ou paralelo com uma fonte de tensão. usando o fato que V = ZC IC .Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 3. então 10 60◦ = 0. V = ZI ⇒ 10 60◦ = 0. 399 −85. b) Pela lei de Ohm. 10 60◦ = 5 0◦ · IR ⇒ IR = 2 60◦ ◦ Deste modo. 4)2 tan−1 (−0. Resolução: a) De fato. 64 . 399 −85. IR (t) = 2ej(8t+60 ) e consequentemente. sendo ZC = −XC j = −ωCj.5 Circuitos RLC Os circuitos elétricos RLC é composto de um resistor de resistência R. 4j. de um capacitor de capacitância C e um indutor de indutância L. 4j 52 + (−0. 43◦ .

13 Sabendo que a corrente elétrica total no circuito RLC em paralelo na figura 3.19: Circuito RLC em série do Exemplo 3.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 3. Como os dispositivos estão associados em paralelo. j j ZC = − =− = −2. 11◦ · I ◦ ou seja. j j Resolução: Note que ZR = 4 Ω. Exemplo 3. de modo que Z = ZR + ZL + ZC = 4 = 4j − 125j = 4 − 121j = 121. 07 −88.12.12 Determine a corrente real no circuito elétrico da figura 3.19. 1j = 37. pela lei de Ohm. 653j ωC 120π × 10−3 e ZL = jωL = 120π · 0. Exemplo 3. I(t) = 0. 11◦ Pela lei de Ohm. 653j 37. 07 −88.11 ) . determine o valor da resistência R e o ângulo θ. 16ej(120πt+θ) . Resolução: Note que ZR = R. I = 0. 1225 tan−1 (0. 35R) R2 Por outro lado. 07 58. 1 I 5. 699j R √ 1 = + 0. ZL = jωL = j · 4 · 1 = 4j e ZC = − =− = ωC 4 · 2 × 10−3 −125j. 16 θ V = ZI ⇒ = = = 0. V = ZI ⇒ 8 −30◦ = 121.20 é I(t) = 5. 11◦ e consequentemente. então 1 1 1 1 1 1 1 1 = + + = − + = + 0. 07ej(4t+58. 35j Z ZR Z C ZL R 2. 43 θ − 10◦ Z V 12 10◦ 65 . 699j.

66 . Como o circuito misto é uma composição de circuitos em série com circuitos em paralelo.14. 43 ⇒ R = 4.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 3. 46◦ 3.6 Circuitos Mistos com Fontes de Tensão e Corrente Alternadas Figura 3. Usaremos a análise nodal e a análise de malhas para resolver tais circuitos.5. 4) = 64. 1225 = 0. logo este apresenta em um único circuito as características dos dois circuitos anteriores. Desta forma.20: Circuito RLC em paralelo do Exemplo 4. O circuito elétrico misto possui alguns pontos de consumo ligados em série e outros em paralelo.21: Circuito misto do Exemplo 3. √ 1 + 0. 00 Ω R2 Sendo tan−1 (0. 35R) = θ − 10◦ ⇒ θ = 10◦ + tan−1 (1.

de modo que Z1 = 10 + 20j.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Exemplo 3. 15 −78.22. 8 + 21. j I1 = I2 = 0.15 Calcule V1 e V2 no circuito elétrico misto na figura 3. 6j 4 + 2j (4 + 2j)(4 − 2j) 20 Assim. j VBCD = VBED ⇒ ZL1 I2 = 4I1 ⇒ I1 = I2 2 Sendo I1 + I2 = 4. 43◦ Por outro lado. 32 −104. de modo que 4 · 2j 8j(4 − 2j) 16 + 32j Z2 = = = = 0. 43◦ . Resolução: Note que ZL1 = jωL1 = j · 2 · 10 = 20j. usamos a análise nodal. 15 −78. 43 ⇒ I2 = = 0. 66 −14. Figura 3. 6j = 24. Exemplo 3. 15 63.14 Determine as correntes fasoriais I. Zeq = Z1 + Z2 = 10 + 20j + 0. 43◦ Pela lei de Ohm. 15 −78. então ◦ 4.8. 15 −78. ZL2 = jωL2 = j · 2 · 1 = 2j. 15 63. 99◦ 3. 67 . 6j = 10. 75 −104. V = Zeq I.21. 43◦ · I ⇒ I = 4. 8 + 1. 8 + 1. 99◦ 2 No exemplo a seguir. 5 90◦ × 3. 56◦ Consequentemente. 32 26. 99◦ = 1.22: Circuito misto do Exemplo 4. de modo que: 100 −15◦ = 24. 43◦ (1 + j/2)I2 = 4. Analoga- mente. I1 e I2 no circuito misto da figura 3.

5j De forma análoga.8 simplificado. de modo que j · (−0. O próximo passo é simplificar o circuito elétrico associando adequadamente as impedân- cias. 5j)(1 − 0. Note que o capacitor de 1 F que possui impedância −0. Resolução: Uma forma prática de calcular as tensões V1 e V2 é desenhar o circuito acima com os dispositivos dados na forma fasorial conforme a figura 3. o indutor de 1/4 H e o resistor de 1 Ω também estão associados em paralelo. 5j(1 − 0. devemos ter em mente que a corrente elétrica é a razão entre a 68 . 5j) 1 + 2j Zeq2 = = = 1 + 0. 5j e o indutor de 1/2 H que possui impedância j estão associados em paralelo. de modo que 1 · 0. obtemos o circuito simplificado dado na figura 3. 5j 0.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 3. 5j 0. 5j 2 Zeq1 = =− = −j1 j − 0. O próximo passo é usar Figura 3.24: Circuito misto do Exemplo 4.23. a lei dos nós e para isso.8 na forma fasorial. 5j (1 + 0. 5j) 0. 5j) 5 Desta forma.23: Circuito misto do Exemplo 4.24.

Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino tensão pela impedância. . temos: { (2 + 2j)V1 − jV2 = 10 −V1 j + (1 − j)V2 = 5 Este sistema de duas equações é linear e uma forma prática de resolvê-lo é usar método de Cramer. isto é. isto é.     5 0◦ − V1 V1 − V2 V1   V1 − 5 0◦ V1 V1 − V2  = +  + + =0 1/2 −j −j ⇒ 1/2 −j −j   V1 − V2 V   V − V1 V2  + 5 0◦ = 2  2 + = 5 0◦ −j (1 + 2j)/5 −j (1 + 2j)/5 Simplificando.

.

.

10 −j .

.

.

D1 .

5 1 − j.

10 − 5j √ V1 = = .

.

.

= .

6◦ D . = 2 − j = 5 −26.

2 + 2j −j .

5 .

−j 1 − j.

e .

.

.

2 + 2j 10.

.

.

D2 .

−j 5.

10 − 20j √ V2 = = .

.

.

= .

4◦ D . = 2 + 4j = 2 5 63.

2 + 2j −j .

5 .

−j 1 − j.

1/2 2 temos: ( ) I1 1 − jI1 − j(−I2 ) = 5 ⇒ − j I1 + jI2 = 5 (3. donde segue que V1 = 5 − . V1 − 5 I1 Resolução: Note que = −I1 .21) 2 2 69 . será resolvido com a técnica de análise de malha.16.16 Calcule as correntes fasoriais I1 e I2 e as tensões V1 e V2 no circuito elétrico da figura 3. Na malha à esquerda.25. Figura 3. Exemplo 3.25: Circuito misto do Exemplo 3. O próximo exemplo envolvendo um circuitos de várias malhas.

temos: (1 + 2j)I2 1 + 2j −jI2 + − j(I2 − I1 ) + ·5=0 ⇒ 5 5 2jI2 I2 jI1 − 2jI2 + + + 1 + 2j = 0 (3.23).21).21) e (3. De fato.   ( ) jI1 + 1 − 8j I2 = −1 − 2j 5 5 (3. .22) 5 5 Das expressões (3.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Na malha central. isto é.23)  (1 )  − j I1 + jI2 = 5 2 Usaremos o método de Cramer para resolver o sistema linear (3. temos o sistema linear de duas equações e duas variáveis.

.

.

1 8j .

.

( ) .

j − .

(1 − 8j) .

1 1 D = .

1 5 5 .

=j −2 −j = +j .

−j j .

.

2 5 2 .

2 .

.

.

1 − 8j .

.

−1 − 2j .

D1 = .

5 .

.

= −j − 2j − 1 + 8j = 1 + 7j 2 .

5 j e .

.

.

j −1 − 2j .

.

.

1 5 D2 = .

1 .

= 5j − (1 − 2j)(−1 − 2j) = + 5j .

−j 5 .

7 Aparelhos de Medidas Elétricas 3. 2 2 2 de modo que D1 1 + 7j (2 + 14j)(1 − 2j) I1 = = = = 6 + 2j D 1/2 + j (1 + 2j)(1 − 2j) Consequentemente. 57◦ 3. baseando-se em efeitos físicos causados por essa grandeza. Vários são os efeitos 70 .1 Introdução Os aparelhos de medidas elétricas são instrumentos que fornecem uma avaliação da grandeza elétrica. 56◦ 2 2 e D1 5/2 + 5j (5 + 10j)/2 I2 = = = =5A D 1/2 + j (1 + 2j)/2 Mas.7. (V2 − V1 )/(−j) = I2 . I1 1 √ V1 = 5 − = 5 − (6 + 2j) = 5 − 3 − j = 2 − j = 5 −26. de modo que V2 = V1 − jI2 = 2 − j − 5j = 2 − 6j = 6. 32 −71.

3. Figura 3. ohmímetro ou voltímetro. resistência.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino aplicáveis. que possui um mostrador de cristal líquido. forças eletrostáticas. e instalada entre os pólos de um imã fixo.2 Amperímetro Definição 3.7.26: Amperímetro analógico As características de um amperímetro são: • Deve ser associado em série ao trecho em que se quer medir a corrente. O tipo mais comum é o conhecido como de bobina móvel: uma bobina de fio muito fino é montada em um eixo móvel. que passa pela bobina do instrumento e o campo magnético existente no entorno da bobina. consiste basicamente de um galvanômetro. O múltímetro. Na medição de corrente contínua. efeito temoelétrico. efeito Joule. Como o movimento do ponteiro é proporcional à corrente elétrica que percorre a bobina. uma bateria e vários resis- tores internos para optarmos pelo seu funcionamento como amperímetro. para que a deflexão do ponteiro seja para a direita. etc. Dependendo da qualidade do aparelho. deve-se ligar o instrumento com o pólo positivo no ponto de entrada da corrente conven- cional. sobre uma escala graduada. o principal aparelho de teste e reparo de circuitos eletrônicos. movendo um ponteiro. em oposição aos multímetros digitais. tais como: forças eletromagnéticas. o valor da corrente é indicado na escala graduada. e a bobina gira. Um galvanômetro é um dispositivo eletromecânico no qual se produz um torque como resultado da interação entre uma corrente elétrica. interage com o campo do imã. Através de circuitos apropriados. o galvanômetro pode ler outras grandezas elétricas como tensão. efeito da temperatura na resistência. pode possuir várias escalas que permitem seu ajuste para medidas com a máxima precisão possível. ou agulha. ligado a uma chave seletora.14 O amperímetro é um instrumento utilizado para fazer a medida da intensi- dade da corrente elétrica. potência. 71 . etc. Os multímetros com galvanômetros são chamados de multímetros analógicos.

25). Figura 3.25) Substituindo (3.24) em (3. segue que ( ) Rg Rg i = ig + ig = 1+ ig Rs Rs 72 .28: Esquema de construção de um amperímetro A resistência interna do amperímetro.24) Rs Mas. 1 1 1 Rg Rs = + ⇒ Rint = Rint Rg Rs Rg + Rs Vejamos como podemos calcular a corrente de fundo de escala i do amperímetro. ou seja.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 3. • No amperímetro ideal a resistência interna deve ser nula. à cargo da corrente de fundo de escala ig do galvanômetro. i = ig + is (3. pela lei dos nós. denotada por Rint é a resistência equivalente da associação em paralelo dos resistores Rg e Rs . A construção de um amperímetro é feita através de um resistor de baixa resistência denominado shunt (Rs ) que é colocado em paralelo no galvanômetro conforme a figura abaixo.27: Amperímetro conectado em série • Deve possuir uma resistência interna muito pequena comparada às do circuito. Note que Rg Vg = Vs ⇒ Rg ig = Rs is ⇒ is = ig (3. • Amperímetros podem medir correntes contínuas ou alternadas.

8 e pela lei de Ohm. Com as chaves S1 e S2 fechadas. 8 A Req 10/3 Pela lei dos nós.17 Com a chave S1 fechada e S2 aberta. 2 A 2 e consequentemente. a leitura do amperímetro no circuito elétrico na figura 3. i1 + i2 = 7.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 3. 73 . de modo que i2 + i2 = 7.29: Circuito elétrico com um amperímetro. a tensão de E é 13 E = iA · Req = 6 × = 26 V 3 Consideremos agora o circuito elétrico com as duas chaves fechadas conforme a figura 3. 2 = 10. chave S1 fechada e S2 aberta. determine: a) a leitura do amperímetro b) a queda de tensão VAB c) a corrente elétrica que passa pelo resistor 2 Ω Resolução: Com a chave S1 fechada e a chave S2 aberta a resistência equivalente é: 4·2 4 13 Req = +3= +3= Ω 4+2 3 3 Pela lei de Ohm. VAB = 2 · 5.30. A resistência equivalente nesse caso é: 3·6 2·4 4 10 Req = + =2+ = Ω 3+6 2+4 3 3 de modo que a leitura do amperímetro é dada por: E 26 iA = = = 7. 4 V .29 é 6 A. Exemplo 3. 8 ⇒ i2 = 5. VAB = 4i1 = 2i2 .

3R Resolução: Note que i1 = 6 A e sendo VBC = 6R = 4i2 segue que i2 = .27) em (3. Exemplo 3. 40 = Req i (3.28) Substituindo (3.26) e (3. Por outro lado.26) 2 A resistência equivalente é 4R Req = +2 (3.31: Circuito elétrico com um amperímetro em um ramo.36. a leitura do amperímetro é 6 A.30: Circuito elétrico com as chaves S1 e S2 fechadas. 2 3R i = i1 + i2 = 6 + (3.18 No circuito elétrico na figura 3. Figura 3. segue que ( )( ) ( ) 4R 12 + 3R 6R + 8 +2 = 40 ⇒ 3(4 + R) = 80 ⇒ 4+R 2 4+R 80 3(6R + 8)(4 + R) = 80(4 + R) ⇒ 6R + 8 = 3 de modo que R = 28/9 ≃ 3.27) 4+R Pela lei de Ohm.28).Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 3. 11 Ω. Determine o valor da resistência R. 74 .

15 O voltímetro é um aparelho que realiza medições de tensão elétrica em um circuito e exibe essas medições geralmente.33. por meio de um ponteiro móvel ou um mostrador digital.32: Voltímetro analógico A unidade apresentada no voltímetro geralmente é o volt.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino 3.33: Circuito resistivo contendo um voltímetro e um amperímetro 75 . Cada círculo repre- senta um aparelho ideal de medida elétrica. Figura 3. • No voltímetro ideal. ligado corretamente. • Para as medições serem precisas. a resistência interna é infinita.7.19 Observe atentamente o circuito elétrico na figura 3. Figura 3. é esperado que o voltímetro tenha uma resistência muito grande comparada às do circuito. Exemplo 3. de cristal líquido.3 Voltímetro Definição 3. As características de um voltímetro são: • Ele associado em paralelo com o trecho do circuito em que se quer medir a tensão.

Resolução: Os resistores R1 e R2 estão associados em paralelo e o resistor R3 está conectado em série. O aparelho B está conectado em paralelo.20 No circuito representado na figura 3. de modo que i1 = i2 = 1 A. o resistência equivalente é: R1 R2 12 · 12 Req = + R3 = + 12 = 18 Ω R1 + R2 12 + 12 Pela lei de Ohm. portanto é um voltímetro. a leitura no amperímetro C é a corrente total i que é dada por V 100 i= = =5A Req 20 Exemplo 3. a corrente elétrica que passa pelo amperímetro é iA = 36/Req = 36/18 = 2 A Sejam i1 e i2 as correntes elétricas que passam pelos resistores R1 e R2 .34: Circuito resistivo contendo um voltímetro e um amperímetro. Note que i1 = i2 e i1 + i2 = iA = 2. Determine a leitura no voltímetro V e no amperímetro A. b) A resistência equivalente é: 20 · 30 Req = + 8 = 20 Ω 20 + 30 Desta forma. 76 . Desta forma. Logo. R2 e R3 tem valores iguais a 12 Ω.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino a) Diga qual aparelho é um amperímetro e qual é um voltímetro. os resistores R1 .34. a leitura no voltímetro é V = R1 i1 = 12 · 1 = 12 V . trata-se de um amperímetro. b) Determine a leitura do amperímetro. Figura 3. Justifique. Resolução: a) Como o aparelho C está conectado em série no trecho superior do circuito.

A ponte é uma montagem que serve para descobrirmos o valor. tendo-o descrito dez anos mais tarde. É um aparelho econômico. no valor de resistências ou de correntes de fugas de circuitos ou de componentes defeituosos. É também usado no teste de continuidade. 77 .16 Ohmímetro é um aparelho que permite medir a resistência elétrica de um elemento ou de um circuito.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino 3. que corresponde ao valor ôhmico dessa resistência e é indicado na escala de ohms.4 Ohmímetro Definição 3. unem-se os bornes A-B (pontas de prova do ohmímetro) fechando o circuito. Figura 3. inventado por Samuel Hunter Christie em 1833. o instrumento indicará a passagem de uma corrente determinada. com boa precisão de uma resistência elétrica desconhecida. Encostando agora as pontas de prova A-B aos terminais de uma resistência a medir. visto que nestas condições a resistência entre as pontas de prova A-B aos terminais é nula. como é o caso das associações comuns série. e gira-se o botão de ajustes de ohms até que o ponteiro indique o fim da escala (zero ohms).7.8 Ponte de Wheatstone Definição 3. 3.35: Ponte de Wheatstone. porém foi Charles Wheatstone quem ficou famoso com o invento. Para operar o ohmímetro. indicando o valor da referida resistência elétrica numa escala calibrada em ohms (Ω). paralelo ou mista.17 A "ponte" de Wheatstone é um arranjo de resistores que não pode ser transformado em um resistor equivalente.

Todo conjunto deve ser ligado a uma fonte de tensão elétrica conforme a figura 3.21 Exemplo 3. Desta forma. Assim. VCB = R2 i1 e VDB = R4 i2 . temos: 2R + R 3 2R (R + 60) · 150 = 300 · Req ⇒ R + 60 = 2 · 3 Logo. VCD = 0 e consequentemente. R3 e R4 arranjos de resistores formando a ponte de Wheat- stone. 78 . { R1 i1 = R3 i2 R2 i1 = R4 i2 Logo. VAC = VAD e VBC = VBD e sendo VAC = R1 i1 . Se existe um ponto de equilíbrio no reostato tal que a indicação no galvanômetro fica nula. a resistência 2R · R 2R equivalente é Req = = . i2 R1 R2 R1 R4 = = ⇒ R2 = i1 R3 R4 R3  Figura 3. Pela proposição anterior. sendo que o resistor R4 é um reostato e R2 é um resistor de resistência desconhecida. variando-se sua resistência.29) R3 Demonstração: Note que o resistor R4 é um reostato e.10 Sejam R1 .35. R = 180 Ω. isto é. R2 . Desta forma.21 A ponte de Wheatstone mostrada na figura 3. Proposição 3.36: Exemplo 3.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino A ponte de Wheatstone consiste em dois ramos de circuito contendo dois resistores cada um e interligados por um galvanômetro.36 estará em equilíbrio quando o galvanômetro G indicar zero volt. aí a ponte está equilibrada. o valor de R deve ser igual a: Resolução: Note que há dois resistores associados em paralelo. então vale a relação: R1 R4 R2 = (3. VAD = R3 i2 . pode- se obter um ponto em que a indicação no galvanômetro fica nula. Para que isso ocorra. iCD = iDC = 0.

22.22 Abrindo-se ou fechando-se a chave Ch do circuito na figura 3.37: Exemplo 3.22 Figura 3. resistência e outras são possíveis. corrente. não ocorre alteração na leitura do amperímetro ideal.38. 3.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 3. isto é. Desta forma. O modelo com mostrador digital funciona convertendo a corrente elétrica em sinais digitais através de circuitos denominados conversores analogo-digitais. 8(x + 1) = 16 · 3. 79 . Exemplo 3. e o circuito constitui uma ponte de Wheatstone equilibrada conforme a figura 3.39. x = 5 Ω. Determine o valor da resistência x. Várias escalas divisoras de tensão. Esses circuitos comparam a corrente a medir com uma corrente interna gerada em incre- mentos fixos que vão sendo contados digitalmente até que se igualem.38: Circuito modificado do exemplo 3. Existem modelos com mostrador analógico (de ponteiro) e modelos com mostrador digi- tal conforme a figura 3.1 Multímetro Definição 3. Resolução: O fato de a posição da chave Ch não interferir na leitura do amperímetro indica que no resistor R não passa corrente. quando o resultado então é mostrado em números ou transferidos para um computador pessoal.37.18 Um multímetro ou multiteste é um aparelho destinado a medir e avaliar grandezas elétricas.8.

Responda: 80 .9 Exercícios Propostos 1. 3.como as dos relógios . cria um campo magnético oposto ao do imã promovendo o giro do conjunto. ajuda a evitar o erro de paralaxe. O ponteiro desloca-se sobre uma escala calibrada em tensão.39: Multímetro digital. O que é um circuito elétrico? 2. O anel munido de eixo e ponteiro pode rotacionar sobre o imã. O que é um circuito misto? 8.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 3. Uma pequena mola espiral . corrente. um sistema de chave mecânica ou eletrônica divide o sinal de entrada de maneira a adequar a escala e o tipo de medição. instrumento composto basi- camente por uma bobina elétrica montada em um anel em volta de um imã.mantém o ponteiro no zero da escala. Uma pequena faixa espelhada ao longo da escala curva do mostrador. O que é um caminho? 6. Uma corrente elétrica passando pela bobina. O que é uma malha? 7. resistência etc. O que é um nó? 3. O que é um dipolo? 9. O que é um ramo? 5. Nos dois modelos. O mostrador análógico funciona com base no galvanômetro. O que é um nó essencial? 4.

40: Circuito elétrico (a) em que trecho estão presentes um indutor de 2 H e um resistor de 10 Ω? (b) quais são os nós essenciais? (c) quais são as malhas do circuito? (d) indique dois caminhos abertos. Qual a função dos resistores? 15. O que é um resistor? 13. R1 R2 (b) Req = se eles estão associados em paralelo. Qual nome é dado a parte real da impedância? e a parte imaginária? 81 .Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino (a) o que é um circuito em série? (b) o que é um circuito em paralelo? (c) o que é um circuito misto? 10. R2 e R3 estão conectados em paralelo. Enuncie a lei das malhas de Kirchhoff. 12. R1 + R2 16. responda: Figura 3. Mostre que se os resistores R1 . então R1 R2 R3 Req = R1 R2 + R1 R3 + R2 R3 17. 11. 14.40. No circuito elétrico na figura 3. mostre que: (a) Req = R1 + R2 se eles estão associados em série. Dados dois resistores de resistência R1 e R2 . O que é impedância? e qual a sua unidade de medida? 18. Enuncie a lei das correntes de Kirchhoff.

◦ R: iAB = 4ej(10t45 ) 27. (b) a reatância X. 21. (c) Sabendo que vmax = 6 V . Mostre que tan ϕ = . ZC e ZC . i2 e i3 no circuito elétrico da figura 3. XL . Determine a corrente elétrica real que passa pelo trecho AB no circuito da figura 3. 22. Dê o significado dos seguintes parâmetros: L.41: Exercício 25 Figura 3. |Z|. Determine as correntes elétricas reais i1 (malha à esquerda) e i2 (malha à direita) no circuito elétrico da figura 3. 25. 23. R 20.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino X 19. calcule imax . Sugestão: Veja o exemplo 33.42. Determine a corrente real que flui neste circuito. Determine as correntes i1 . ZL . A tensão complexa em um circuito elétrico contendo um capacitor de 2 mF é V (t) = ◦ 20ej(200t+60 ) . Determine a corrente instan- tânea através dele. 82 .41. A tensão no indutor de 4 mH é v(t) = 60 sin(500t − 65◦ ). Dada a corrente I(t) = 100ej(50t+π/4) e a tensão V (t) = 300ej50t . determine: a) O ângulo de defasagem entre a tensão e a corrente.42: Exercício 26 26. c) O valor da resistência R. C. Dado |Z| = 10 Ω e ϕ = 30◦ . Figura 3. b) O módulo da impedância. calcule: (a) a resistência R. e) O valor de Z.43. 24. d) O valor da reatância X. isto é.

Ache i(t) se i(π) = 0. i2 e i3 no circuito elétrico da figura 3. i3 . Determine as correntes i1 . 2487 sin(5t − 24. No circuito elétrico puramente resistivo da figura 3. 29. Determine a corrente elétrica real que flui neste circuito. determine as correntes i1 .43: Exercício 27 Figura 3.44: Exercício 28 28.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 3.46 contendo um capacitor de 5 mF é V (t) = ◦ 50ej(157t−30 ) .45 calcule as tensões Va e Vb . i2 . 83 . Sabendo que a tensão é v(t) = 10 sin(5t + 60◦ ).45: Exercício 29 30. 31. 00151ej(377t+150 ) 32. Em seguida. Se v(0) = 100 V . A tensão no circuito elétrico da figura 3. determine a corrente i(t) que flui no circuito. i4 e i5 . R: i(t) = 0. 29◦ ) 33. R: Va = 55/12 V e Vb = 145/7 V Figura 3. Um capacitor de 20 µF tem uma tensão máxima aplicada sobre ele de 200 V com uma frequência de 60 Hz. determine a corrente elétrica complexa que ◦ circula sobre ele. R: I(t) = 0. A tensão em um indutor de 4 H é v(t) = 6 sin(2t).44. Um circuito RL em série possui um resistor de 4 Ω e um indutor de 8 H.

47. 8 o resistor é de 2 Ω e o capacitor é de 40 mF . Em um circuito RLC em série. Determine a corrente elétrica complexa I(t) que flui em um circuito RC em série que ◦ possui resistor de 40 Ω. 84 . sabendo que v(t) = 20ej(10t−40 ) . 39 sin(2t − 78. Determine a corrente real i(t) se v(t) = 10 cos(2t − 10◦ ) R: i(t) = −0.69 ) ◦ 36. ◦ R: I(t) = 0. 025 F . 35. 3 F sabendo que a tensão complexa é V (t) = 50ej(100t−100 ) .46: Exercício 33 34.48. 1◦ ) Figura 3. um capacitor de 0. R: i(t) = − cos(10t − 40◦ ) 199 37.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 3. R: v(t) = 2 cos(8t − 53. Um indutor de 2 H. 02 F são ligados em série com uma tensão v(t) = 100 V . Determine a corrente elétrica fasorial em um circuito contendo dois capacitores conec- ◦ tados em série de 0. Determine as correntes elétricas reais i1 (t) e i2 (t) no circuito elétrico da figura 3. 01F e uma fonte V (t) = 6ej(10t−120 ) . Determine a tensão real v(t) no circuito da figura 3. 1 F e 0. Determine a corrente real i(t) no circuito RC em série. R: Q(t) = 2 C 39. 198◦ ) 40. temos um resistor de 40 Ω. um resistor de 16 Ω e um capacitor de 0.47: Exercício 37 38. um indutor de 2 H e um capacitor de 0. 1455ej(10t−108. Determine a carga Q(t) no regime permanente.

49. determine a leitura do amperímetro A. é ligada ao resistor R e a corrente medida no amperímetro é 3 A.49: Exercício 41 42.50: Exercício 43 Figura 3. (Ufpe 2006) Uma bateria de força eletromotriz desconhecida e resistência interna de- sprezível. Qual o valor de ddp. Sabendo que o voltímetro V é ideal calcule o valor da resistência R. em volts? 43. Ache a corrente elétrica real i2 (t) no circuito elétrico da figura 3.50.51.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino 41.48: Exercício 40 Figura 3. Se um outro resistor de 10 Ω for colocado em série com R. leitura do amperímetro A e a leitura do voltímetro V . a leitura do amperímetro A1 é 5 A. considerando que a bateria fornece 120 V e tem resistência interna desprezível. em ampéres.51: Exercício 44 44. 85 . No circuito elétrico da figura 3. Figura 3. (Ufpe 2007) No circuito elétrico da figura 3. a corrente passa a ser 2 A. Figura 3.

53. Figura 3. determine as leituras dos amperímetros A1 e A2 no circuito elétrico na figura 3. Determine o valor da resistência R no circuito elétrico na figura 3.52: Exercício 45 46.52 de modo que a leitura do amperímetro seja 1. 5 A. R1 = 20 Ω.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino 45. R2 = R3 = 10 Ω e R = 50 Ω.53: Exercício 46 86 . Sabendo que E = 270 V . Figura 3.

Para grandezas elétricas. Por exemplo. a potência instantânea desenvolvida por um disposi- tivo de dois terminais é o produto da diferença de potencial v(t) pela corrente i(t) que passa através do dispositivo. conforme o tempo que necessita. O que vai dis- tinguir um motor do outro é a sua capacidade para realizar o mesmo trabalho.1 Valor Médio da Potência Elétrica Um mesmo trabalho . o maior interesse reside na potência na potência. No entanto.1 Em sistemas elétricos. que o primeiro motor é mais potente que o segundo. A potência P pode tomar valores positivos e negativos.por exemplo. Um outro conceito importante é apresentado na definição a seguir: 87 .1) onde v(t) é valor instantâneo da tensão real e i(t) é o valor instântaneo da corrente real. que os dois motores são diferentes.Capítulo 4 Potência e Correção do Fator de Potência Em diversos equipamentos elétricos. 4. e temos a seguinte definição: Definição 4. Se i é dada em ampéres (A) e v em volts (V ). P (t) = v(t) · i(t) (4. o trabalho realizado pelos dois motores é exatamente o mesmo. diremos naturalmente. ao passo que o valor negativo de P corresponde a uma transferência de energia da estrutura para a fonte. temos interesse na potência gerada por um alternador. dependendo do instante que se considere. extrair água de um poço . Se um deles efetuar o trabalho em 5 minutos en- quanto o outro demora 1 hora. a potência instantânea P será dada em watts (w). Diremos assim. na potência à entrada de um motor elétrico ou na potência de saída de um transmissor de rádio ou de televisão. Um valor positivo de P indica uma transferência de energia da fonte para a estrutura.pode ser realizado por dois motores em condições muito distintas. a ideia é a mesma.

Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Definição 4. então Pmed é igual ao semi- produto da amplitude da tensão. Proposição 4.4) T 0 2T 0 Mas.5) Substituindo (4.4).3) 2 Demonstração: De fato. isto é. ∫ ∫ 1 T imax vmax T Pmed = imax sin(ωt) cos(ωt + ϕ)dt = sin(ωt) sin(ωt + ϕ)dt (4. O valor médio da potência elétrica Pmed ou potência média é definida pela expressão ∫ T 1 Pmed = v(t)i(t)dt (4. temos: ∫ imax vmax T Pmed = [cos(ωt − ωt − ϕ) − cos(ωt + ωt + ϕ)]dt 2T 0 ∫ imax vmax T imax vmax = cos ϕdt + cos(2ωt + ϕ)dt 2T 0 2T .2) T 0 2ω sendo T = . O watt (W ) e o quilowatt (kW = 1000 W ) são unidades usadas para a π potência média.2 Sejam i(t) = imax sin(ωt) e v(t) = vmax sin(ωt + ϕ).5) em (4. A proposição a seguir é muito útil para calcular a potência média. amplitude da corrente e pelo cosseno do ângulo de de- fasagem.1 Se i(t) = imax sin(ωt) e v(t) = vmax sin(ωt + ϕ). { cos(a − b) = cos a cos b + sin a sin b cos(a + b) = cos a cos b − sin a sin b de modo que 2 sin a sin b = cos(a − b) − cos(a + b) (4. vmax imax Pmed = cos ϕ (4.

T imax vmax imax vmax .

= cos ϕ + sin(2ωt + ϕ).

.

88 .3) chama-se fator de potência. 2 4ωT 0 imax vmax imax vmax = cos ϕ + [sin(2ωT + ϕ) − sin ϕ] 2 4ωT imax vmax imax vmax imax vmax = cos ϕ + [sin(4π + ϕ) − sin ϕ] = cos ϕ 2 4ωT 2  O termo cos ϕ que aparece na expressão (4.

temos: vmax imax vmax · 20 Pmed = cos ϕ ⇒ 380 = · 0. de modo que t2 − t1 = T . 707 · 44. 86.3). sejam t1 e t2 dois zeros da equação v(t) = cos(ωt + ϕ) = 0. P (t) = v(t) · i(t) = vmax cos(ωt + ϕ) · vmax cos(ωt + ϕ)/Req donde segue o resultado.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Exemplo 4.3 Se V (t) = vmax ej(ωt+ϕ) é a tensão complexa fornecida em um circuito pu- ramente resistivo.  Proposição 4. 19 V e consequentemente. Resolução: Sendo Pmed = 380 w e cos ϕ = 0. ϕ = |ϕ2 − ϕ1 | = |120◦ − 60◦ | = 60◦ . 86 2 2 de modo que vmax = 44. π π ωt1 + ϕ = − e ωt2 + ϕ = (4. determine a ampli- tude máxima da tensão elétrica. 19 = 31. Usando a expressão (4. temos: vmax · 30 1200 = cos 60◦ ⇒ vmax = 160 V 2 Exemplo 4. Proposição 4.6) 2Req Req Demonstração: De fato. i(t) = −30 cos(50πt − 120◦ ) = 30 cos(50πt + 180◦ − 120◦ ) = 30 cos(50πt + 60◦ ) Desta forma. então da expressão da potência média. 24 V . Sabendo que a corrente elétrica máxima é 20 A. então o valor médio da potência dissipada é dada por: 2 2 vmax vef Pmed = = (4. calcule a tensão eficaz.2 O valor médio da potência e o fator de potência de um motor elétrico são 380 w e 0. Resolução: O primeiro passo é determinar o ângulo de fase entre os sinais elétricos e para isso. onde T é o período da tensão v(t). Sabendo que a potência média é 1200 w. basta transformar o coeficiente negativo de i(t) em um coeficiente positivo. Assim. 86 respectivamente.7) 2 2 89 .2 A potência instantânea dissipada em um circuito puramente resistivo é dada por: v2 P (t) = max cos2 (ωt + ϕ) Req Demonstração: De fato. vef = 0.1 Sejam os sinais elétricos v(t) = vmax cos(50πt + 120◦ ) e i(t) = −30 cos(50πt − 120◦ ) em um circuito elétrico.

4 A potência média dissipada em um circuito puramente capacitivo é nula. de modo que t2 − t1 = T . Assim. Determine o valor médio da potência dissipada neste circuito.3 Considere um circuito elétrico puramente resistivo composto pelos resistores R1 = 12/5 Ω. segue que t2 − t1 = . a resistência equivalente satisfaz: 1 1 1 1 5 1 2 16 = + + = + + = Req R1 R2 R3 12 4 3 12 12 de modo que Req = Ω e sendo vmax = 12 V segue que 16 v2 122 Pmed = max = 2×12 = 96 w 2Req 16 Proposição 4. Demonstração: Note que a potência instantânea dissipada é π P (t) = v(t)i(t) = Re[V(t)] · Im[I(t)] = vmax cos(ωt + α) · Cvmax ω cos(ωt + α − ) 2 2 1 2 = Cωvmax cos(ωt + α) sin(ωt + α) = Cωvmax sin(2ωt + 2α) 2 Sejam t1 e t2 dois zeros da equação v(t) = sin(2ωt + 2α) = 0. R2 = 4 Ω e R3 = 3/2 Ω associados em paralelo com a tensão complexa ◦ V (t) = 12ej(157πt+45 ) . Assim.7). onde T é o período da tensão v(t). 2ωt1 + 2α = 0 e 2ωt2 + 2α = 2π (4.8) π Das expressões em (4. ω ∫ t2 ∫ t2 2 1 ω Cωvmax Pmed = P (t)dt = sin(2ωt + 2α)dt t2 − t1 t1 π t1 2 ]t2 Cω 2 vmax 2 2 Cωvmax =− cos(2ωt + 2α) = − [cos(2ωt2 + 2α) − cos(2ωt1 + 2α)] 4ωπ t1 4π 2 Cωvmax =− [cos(2π) − cos 0] = 0 4π 90 .Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Das expressões em (4. ∫ t2 ∫ t2 2 1 1 vmax Pmed = P (t)dt = cos2 (ωt + ϕ)dt t2 − t1 t1 π/ω t1 R eq 2 ∫ t2 2 [ ]t2 ωvmax 1 + cos(2ωt + 2ϕ) ωvmax 1 = dt = t+ sin(2ωt + 2ϕ) Req π t1 2 2Req π 2ω t1 2 2 2 2 vmax vmax vmax vmax = + [sin(2ωt1 + 2ϕ) − sin(2ωt1 + 2ϕ)] = + [sin(−π) − sin(π)] 2Req 4Req π 2Req 4Req π v2 = max 2Req  Exemplo 4. Resolução: Neste circuito. segue que t2 − t1 = πω. Assim.8).

Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino  Observação 4. Figura 4. N 2 = Pmed 2 + Q2 91 . isto é. Q = vef ief sin ϕ A unidade de Q é volt-ampére-reativo (V AR) e o seu múltiplo mais empregado é quilovolt- ampére-reativo (kV AR) = 1000 V AR. isto é. e X = |Z| sin ϕ imax ief de modo que podemos representar estas expressões em um triângulo retângulo conhecido por triângulo das impedâncias conforme a figura 4.1. 4. Proposição 4. isto é. R = |Z| cos ϕ. das Potências e das Tensões Definição 4.4 O produto vef ief sin ϕ chama-se potência reativa e representa-se pelo sím- bolo Q. |Z|2 = R2 + X 2 .2 Triângulo das Impedâncias. prova que a potência dissipada em um indutor também é zero. Definição 4.3 O produto vef ief chama-se potência aparente e representa-se pelo símbolo N .1: Triângulo das impedâncias Vimos no capítulo anterior que: vmax vef |Z| = = .1 Um procedimento análoga.5 O quadrado da potência aparente é igual a soma dos quadrados da potên- cia média e da potência reativa. N = vef ief A unidade de N é volt-ampére (V A) e o seu múltiplo mais usado é quilovolt-ampére (kV A) = 1000 V A.

92. 92. 2 Pmed + Q2 = (vef ief cos ϕ)2 + (vef ief sin ϕ)2 = vef 2 2 ief (cos2 ϕ + sin2 ϕ) = vef 2 2 ief = N 2  Figura 4. sendo vmax imax vmax · imax Pmed = cos ϕ = √ √ = vef ief cos ϕ 2 2· 2 Desta forma. 8 V AR c) Temos dois modos de calcular a potência média: Pmed = N cos ϕ = 150 · 0. o fator de potência f p = 0. Determine: a) a potência aparente b) a potência reativa c) a potência média Resolução: Sendo f p = cos ϕ = 0. 922 = 0. 392 = 58. então √ √ sin ϕ = 1 − cos2 ϕ = 1 − 0. 82 = 138 w 92 . 392 a) De fato.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Demonstração: De fato. a tensão máxima é 20 V e a corrente elétrica é 15 A. 92 = 138 w ou √ √ Pmed = N 2 − Q2 = 1502 − 58. vmax imax 20 · 15 N = vef ief = = = 150 V A 2 2 b) Q = N sin ϕ = 150 · 0.4 Em um circuito elétrico.2: Triângulo das potências Exemplo 4.

isto é.6 O triângulo das potências é semelhante ao triângulo das impedâncias e a razão de semelhança é igual ao quadrado da corrente eficaz. N Pmed Q = = = i2ef |Z| R X R Demonstração: De fato. segue que |Z| R Pmed = (|Z|ief )ief = Ri2ef |Z| Pmed Sendo cos ϕ = . segue que N Pmed Ri2ef N= = = |Z|i2ef cos ϕ R |Z| Sendo Q2 = N 2 − Pmed 2 .7 Se vR = Rief e vX = Xief .3: Triângulo das tensões Proposição 4. segue que Q2 = N 2 − Pmed 2 = |Z|2 i4ef − R2 i4ef = X 2 i4ef ⇒ Q = Xi2ef donde segue o resultado. Pmed = vef ief cos ϕ e sendo vef = |Z|ief e cos ϕ = . então: 2 i) vef 2 = vR2 + vX vX ii) tan ϕ = vR Demonstração: De fato.  Figura 4. i) vR2 + vX 2 = (Ri2ef )2 + (Xi2ef ) = (R2 + X 2 )i2ef = |Z|2 i2ef = vef 2 93 .Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Proposição 4. de i) e ii).

temos o triângulo das tensões.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Rief vR ii) tan ϕ = = Xief vX  Na figura 4. 1◦ . aplicada a tensão v(t) = 150 sin(ωt+10◦ ).4: Triângulo das potências do exemplo 4. Assim. Exemplo √ 4. determine o triângulo das potências. Resolução: Note que Z = 5 53. de modo que vef = √ = √ V e 2 2 imax 5 ief = √ = √ A. 1 √ √ vmax 100 2 imax 20 2 Note que vef = √ = √ = 100 V e ief = √ = √ = 20 A.3.5 Dado um circuito de impedância Z = 3 + 4j e uma tensão aplicada V = 100 2 30◦ . vmax 150 Resolução: Note que vmax = 150 V e imax = 5 A. 2 2 2 2 Pmed = Ri2ef = 3 · 202 = 1200 w Q = Xi2ef = 4 · 202 = 1600 V AR atrasada N = vef ief = 100 · 20 = 2000 V A Figura 4. a corrente resultante é i(t) = 5 sin(ωt − 50◦ ).6 Dado um circuito em que. O fasor corrente é √ V 100 2 30◦ √ I= = ◦ = 20 2 −23.5. Assim. 1◦ Z 5 53. 2 2 150 5 N = vef ief = √ · √ = 375 V A 2 2 94 . determine o triângulo das potências. Exemplo 4.

5: Triângulo das potências do exemplo 4. 43◦ b) Pela lei de Ohm. V = ZI.5. determine: a) a impedância Z na forma fasorial. 5 w e Q = N sin ϕ = 375 sin 60◦ = 324. 23 A 2 2 95 . b) a corrente elétrica eficaz ief .6. então Z = ZR + ZL = 60 + 20j = 63. f) a potência média Pmed . 43◦ I ⇒ I = 1. então V 150 10◦ Z= = ◦ = 30 60◦ I 5 −50 de modo que |Z| = 30 e ϕ = 60◦ . temos um resistor de 60 Ω associado em série com um indutor de 2 H. Sendo V = 150 10◦ e I = 5 −50◦ .Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 4. 24 18. de modo que Pmed = N cos ϕ = 375 cos 60◦ = 187. 74 ief = √ = √ = 1. 57◦ de modo que imax 1. c) o fator de potência f p. e) a potência reativa Q. a) Sendo ZL = 10 · 2j = 20j. Exemplo 4. Sabendo que a tensão real é v(t) = 110 cos(10t + 80◦ ). 74 61. O triângulo das potências é apresentado na figura 4. 24 18. d) a potência aparente N .7 Em um circuito elétrico. Resolução: De fato. então 110 80◦ = 63. 8 V AR.

a corrente e a potência aparente diminuem e obtém-se uma utilização mais eficiente do sistema de distribuição. Como cos ϕ = 0. 12 V A cos ϕ cos 26◦ 96 . que o ângulo ϕ se aproxime de zero. Como um transformador. simplesmente. Exemplo 4. possível aumentar o fator de potência colocando capacitores em paralelo com a carga. vem ϕ = 26◦ . uma indicação da corrente máxima permitida. 9. No caso mais comum de uma carga indutiva é. 95 = 90. 95 = 18. 86 V AR f) A potência média é Pmed = N cos ϕ = 95. não varia. 89 w 4. portanto. Essa potência. então R 60 fp = = = 0. 23 = 95. quase sempre. as cargas se apresentam indutivas e a corrente é atrasada em relação à tensão aplicada. 19◦ = 29. Resolução: Partimos do triângulo das potências do exemplo 4. É. Com relação ao triângulo das potências. Pmed . ou seja. usualmente. que o fator de potência cos ϕ se aproxime da unidade. a hipotenusa N dá uma indicação da carga no sistema de distribuição. ao passo que o cateto Pmed mede a potência útil fornecida. 67 · sin 18. é. fornecida à carga. 67 · 0. Como o fator de potência é aumentado. Observe-se que. os kV A são. 67 V A e Sendo ϕ = cos−1 0.8 Corrigir para 0. A potência média Pmed . então Q = N sin ϕ = 95. 19◦ . de modo que 2 2 N = vef ief = 77. muitas vezes. acrescentando capacitores em paralelo.3 Correção do Fator de Potência Nas aplicações residenciais e industriais comuns. é uma medida do trabalho útil por unidade de tempo que a carga pode executar. a potência útil. 24 vmax 110 d) Sendo vef = √ = √ = 77.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino c) Sendo f p = cos ϕ. Teoricamente.5. 78 V . o transformador poderia ser plenamente carregado e a potência média seria nula. após a correção. 9 atrasado o fator de potência do circuito do Exemplo 4. se uma carga indutiva ou capacitiva pura fosse a ele ligada.5. 78 · 1. desejável que N se aproxime o mais possível de Pmed . isto é. utilizado à tensão fixa. é transmitida por intermédio de linhas de distribuição e trans- formadores. Achar N ′ . 95 |Z| 63. de modo que Pmed 1200 N′ = = = 1335. especificado em kV A. como a tensão nos terminais da carga permanece a mesma. e os vários capacitores necessários.

7: Triângulo das potências do exemplo 4. 1◦ . 28 V AR A potência reativa dos capacitores será Q − Q′ = 1600 − 585. Assim. 72 V AR. √ V 50 2 −90◦ √ I= = = 10 2 −143.6. 28 = 1014. não muda também o trabalho. 1◦ Z 5 53.6: Triângulo das potências do exemplo 4.8. 1◦ 97 . Exemplo 4. 12 sin 26◦ = 585. Como P permanece invariável. após a correção do fator de potência. Resolução: Note que Z = 3 + 6j − 2j = 3 + 4j = 5 53.9 Dado o circuito RLC em série da figura 4. Figura 4.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 4. O valor de N foi reduzido de 2000 para 1335.9. 12 V A conforme a figura 4.7. determinar o triângulo das potên- cias. e Q′ = N ′ sin ϕ = 1335.

• Outros equipamentos: Fornos de arcos em operação. de modo que √ √ Q = N 2 − Pmed 2 = 5002 − 3002 = 400 V AR atrasado Na figura 4. • Transformadores de indução operando a vazio ou com pequenas cargas • Lâmpadas de descargas. do uso de máquinas síncronas ou usando bancos de capacitores. As principais causas do baixo fator de potência são: • Motores de indução operando a vazio ou sobrecarregado. condicionadores de ar tipo janela. desgaste das máquinas e sobretaxas no importe tarifário.9. Figura 4. transformadores para solda. 4.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino de modo que √ √ imax 10 2 imax= 10 2 ⇒ ief = √ = √ = 10 A 2 2 √ 50 2 Por outro lado.8: Triângulo das potências do exemplo 4. 98 .8. um menor rendimento das máquinas. R = 3 Ω e X = 4 Ω e sendo vef = √ = 50 V segue que N = vef ief = 2 50 · 10 = 500 V A e sendo Pmed = Ri2ef = 3 · 102 = 300 w. temos o triângulo das potências. • Grande quantidade de motores de pequena potência. Podemos corrigir o fator de potência através do aumento do consumo de energia ativa. equipamentos eletrônicos.4 Considerações Sobre o Fator de Potência Os principais problemas que o baixo fator de potência é a sobrecarga no sistema.

Req 99 . Quantos quilowatts de potência são liberados em um circuito por um gerador de 240 V .9. calcule a tensão máxima. Considere o circuito puramente resistivo na figura 4.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino 4. que fornece 20 A ao circuito. para que solicite uma cor- rente de 12 A. Calcule a potência dissipada pelo resistor. Defina e dê as unidades de medida das grandezas elétricas abaixo. (a) potência aparente (b) potência reativa 7. R: vmax = 40V 6. Mostre que a potência elétrica média dissipada em um circuito puramente resistivo é 2 vef dada por Pmed = . R: 4800 w Figura 4. A corrente elétrica através de um resistor de 100 Ω a ser usado num circuito é de 0. R: 50 V 4. R: 4 w 3.9: Circuito elétrico puramente resisitivo 5.5 Exercícios Propostos 1. 2 A. Se a potência instantânea dissipada é P (t) = 100 cos2 (20t + 60◦ ). Que tensão deve ser aplicada a um aquecedor de 600 w. Mostre que: (a) Pmed = vef ief cos ϕ Q (b) tan ϕ = Pmed 8. Determine o valor médio da potência elétrica dos sinais elétricos abaixo: (a) i(t) = − cos(5t − 20◦ ) e v(t) = −2 sin(5t + 100◦ ) (b) i(t) = 10 cos(4t − 60◦ ) e v(t) = 4 sin(4t + 50◦ ) (c) i(t) = 12 cos(2t) + 5 sin(2t) e v(t) = 15 cos(2t − 45◦ ) 2.

determine a amplitude da corrente elétrica. Em um circuito elétrico. (f) a potência média Pmed . aplicada a tensão v(t) = 60 sin(40t + 20◦ ). (b) a corrente elétrica eficaz ief .Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino 9. isto é. 11. Dado√ um circuito elétrico de impedâncias Z = 3 + 4j e uma tensão aplicada V = 65 2 60◦ . 100 . a corrente resul- tante é i(t) = 12 sin(40t − 80◦ ). acrescentando capacitores em par- alelo. temos um resistor de 12 Ω associado em série com um capac- itor de 2 mF . Mostre que o quadrado da potência média é igual a diferença entre os quadrados da 2 potência aparente e a potência reativa. determine o triângulo das potências. Dado o circuito RLC em série da figura 4. (e) a potência reativa Q. 14. 13.10: Triângulo das potências do exercício 13. 15. 9 o fator de potência. determinar o triângulo das potências. R: imax = 131 A Figura 4. Sabendo que o valor médio da potência elétrica é 900 w. 12. determine: (a) a impedância Z. após a correção. determinar o triângulo das potências. Achar N ′ . 10. (d) a potência aparente N . corrigir para 0. Dado um circuito em que. e os vários capacitores necessários. Dado √ um circuito elétrico de impedâncias Z = 5 + 12j e uma tensão aplicada V = ◦ 65 2 60 . (c) o fator de potência f p. Pmed = N 2 − X 2. Sabendo que a tensão real é v(t) = 65 cos(100t + 40◦ ). Sejam os sinais elétricos v(t) = −40 cos(30πt − 65◦ ) e i(t) = −imax cos(30πt − 135◦ ) em um circuito elétrico.10.

Capítulo 5 Transformadores Figura 5.1: Transformador elevador de tensão.1 Introdução Os primeiros sistemas comerciais de fornecimento de energia elétrica foram construídos basicamente para alimentar circuitos de iluminação. e funcionavam com corrente contínua. A posterior utilização de corrente alternada na geração. transmissão e distribuição de energia elétrica resultou em grande avanço na operação eficiente dos sistemas elétricos. bem como as quedas de tensão. assim. eram muito grandes. as perdas de potência ativa na transmissão (proporcionais ao quadrado da corrente). altas correntes eram necessárias para suprir grandes quantidades de potência e. 101 . que fornecem tensões relativamente baixas (da ordem de 15 a 25 kV ). Os geradores elétricos. 5. são ligados a transformadores. equipamentos eletromagnéticos que transformam um nível de tensão em outro. Como as tensões de fornecimento eram baixas (da ordem de 120 V ).

Na prática. é um transformador monofásico. colocados no mesmo circuito magnético isolado. ele transforma tanto 127 V em 220 V como 220 V em 127 V . um transformador tem de transferir toda a potência do primário para o secundário. Figura 5. Definição 5. Dentre as principais aplicações. objetivando o casamento de impedância e isolação e a eliminação de corrente CC entre dois ou mais circuitos. Quando o transformador recebe energia e a transfere num valor superior. O transformador que você usa em casa.1 Um transformador ou trafo é uma máquina estática. como a resistência do fio e correntes pelo núcleo chamadas correntes de Foucault. pode-se citar a transferência de energia de um circuito elétrico a outro com o ajuste do nível de tensão. com o nível de tensão desejado. observa-se certa perda de potência nessa transferência ocasionada por diversos motivos. Os transformadores é um equipamento utilizado em diversas aplicações e está presente em praticamente todos os ramos de atividade dos diferentes setores da economia moderna. enquanto que o secundário é o enrolamento onde obtemos a tensão desejada. Desta forma.2: Transformador monofásico. o acoplamento entre sistemas elétricos. Quando o transformador recebe energia e a transfere num valor inferior dizemos que o transformador é abaixador. cuja finalidade é a de transmitir por meio de um campo magnético alternado.2 Considerações Gerais Sobre Transformadores Definição 5. Teoricamente. en- ergia elétrica de um circuito para outro sem ligação ligação direta. sem alterar a frequência. sem peça em movi- mento. dizemos que o transformador é elevador. os núcleos dos transformadores devem ser feitos de chapas 102 .Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino 5.2 Um transformador monofásico é constituído por dois enrolamentos em fio de cobre isolado. Primário é o enrolamento em que aplicamos a tensão que desejamos transformar. etc.

3: Símbolos de transformadores. temos um esquema de um transformador ideal monofásico em que: 103 . assim como também não é possível um núcleo de ferro maciço. Para determinada tensão variável aplicada no primário do transformador teremos uma tensão induzida no secundário. Corrente e Número de Espiras em um Transformador Monofásico Figura 5.4.3 Relação Entre Tensão. de ferro silício. Empregado quando são necessárias duas tensões de saída. Na figura 5. ii) Transformador com núcleo de ferro com dois enrolamentos primários. Utilizado quando há a necessidade da aplicação de diferentes tensões em seu primário. não servindo para o mesmo fim.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 5.4: Esquema de um transformador monofásico. como 127 ou 220 V . Na figura 5. iii) Transformador com núcleo de ferro com dois enrolamentos secundários. 5. ferro doce ou outro ferro comum.3 apresentamos os símbolos de transformadores e suas respectivas apli- cações: i) Transformador com núcleo de ferro. Utilizado em fontes convencionais para a isolação de circuitos e para se ter a tensão desejada.

2.3 Chama-se relação de espiras denotada por RE a razão a tensão de entrada V1 e a tensão de saída V2 .1 A relação de espiras em um transformador ideal que passa uma corrente elétrica de intensidade I1 no primário de N1 espiras e que passa uma corrente elétrica I2 no secundário de N2 espiras é N1 I2 RE = = N2 I1 Demonstração: Em um transformador ideal não há perda de potência. V1 RE = (5. então V1 120 1 RE = = = V2 12 10 e do fato que N2 = 180 espiras segue que N1 N1 RE = ⇒ 10 = ⇒ N1 = 1800 espiras N2 180 Exemplo 5. isto é.1 Determine o número de espiras do primário de um transformador ideal com 180 espiras no secundário e uma relação de tensão 120/12 V . isto é. 104 . Resolução: Sendo V1 = 120 V e V2 = 12 V .2 Para uma carga de 720 w.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino • V1 é a tensão no primário • V2 é a tensão no secundário • I1 é a corrente no primário • I2 é a corrente no secundário • N1 é o número de espiras do primário • N2 é o número de espiras do secundário Definição 5. determine as correntes nos enrolamentos de um transformador ideal cuja tensão de entrada é V1 = 240 V e a relação de espiras é RE = 0. segue que RE = . dt dt N2  Exemplo 5.1) V2 Proposição 5. de modo que V1 I2 I2 P = V1 I1 = V2 I2 ⇒ = . RE = V2 I1 I1 dϕ dϕ N1 Do fato que V1 = N1 e V2 = N2 .

2 Sejam Z1 . 1835 A. RE = .2) Z2 I2 Demonstração: De fato. sendo RE = 2 e Z2 = 300 Ω. Figura 5.3 Obtenha o valor da corrente proveniente da fonte no circuito elétrico na figura 5. 367 A I2 0. Então: Z1 = RE 2 (5. N1 e N2 as impedâncias e o número de espiras do primário e secundário de um transformador ideal. 2 = ⇒ I2 = 0. de modo que I1 I2 0.5: Circuito elétrico com um transformador. V1 220 Resolução: A relação de espiras é RE = = = 2. 6 A 3 Exemplo 5.  Exemplo 5. Z2 . sendo V1 = RE · V2 e I1 = . Resolução: De fato. Sendo V2 110 V2 = Z2 I2 ⇒ 110 = 300I2 ⇒ I2 = 0.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Resolução: Sendo P1 = P2 = 720 w e P1 = V1 I1 segue que 720 = 240I1 ⇒ I1 = 3 A I2 Mas. então Z1 = 22 · 300 = 1200 Ω = 1.4 Determine a impedância do primário do transformador do Exemplo 5. 367 e consequentemente. 2 kΩ 105 .3. RE 2 Proposição 5. I1 = = = 0. segue que RE V1 RE · V2 V2 Z1 = = = RE 2 · = RE 2 Z2 I1 I2 /RE I2 donde segue o resultado.5.

mesmo com o secundário em vazio. mas varia de acordo com a carga e.4 Transformador Real Para um transformador real. As principais características que diferenciam o transformador real do transformador ideal são: a) a permeabilidade magnética do núcleo não é infinita e. difere da relação de espiras. No entanto. Desta forma. Logo. devido à aplicação da tensão. b) o fluxo magnético não fica totalmente confinado no núcleo. ou seja. conclui-se que a corrente no primário também deveria ser nula. o transformador real apresenta uma eficiência menor que 100%.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino 5. d) o fluxo magnético variável no núcleo provoca perdas por histerese e por correntes parasitas. e este não está conectado a uma carga. mesmo que a tensão no primário seja mantida constante. portanto. portanto. que não contribui para a indução de tensão no secundário. indicando que a relação entre as tensões no primário e no secundário não é constante. e a potência de saída (entregue à carga) é menor que a potência de entrada (fornecida pela fonte). Isso demonstra que parte da potência de entrada do transformador é disssipada no próprio equipamento. apresenta uma impedância. Em outras palavras. induz-se uma tensão no secundário. 106 . para as mesmas condições. a corrente necessária para estabelecer um fluxo magnético no núcleo não é desprezível. deve haver uma corrente no primário. c) as bobinas têm resistência. obviamente não há corrente circulando no secundário. que leve em conta todos os fenômenos físicos envolvidos na sua operação. o que não é previsto pelo modelo do transformador ideal. De fato. • A tensão no secundário do transformador real diminui com o aumento da carga (au- mento da corrente no secundário). Como a relação entre as correntes do primário e do secundário é dada simplesmente pela relação de espiras. está em vazio (secundário aberto). é necessária a obtenção de um modelo apropriado para a análise de um transformador real. • Tanto os enrolamentos como o núcleo do transformador real apresentam aquecimento quando em operação contínua. portanto. o enrolamento primário de um transformador real é uma bobina que. temos algumas características que não são previstas no mod- elo do transformador ideal apresentado anteriormente. o que implica perdas ôhmicas (perdas de potência ativa) nos enrolamentos. existindo um fluxo disperso. observa-se o aparecimento de uma corrente no primário do transformador real. Algumas exemplos das diferenças entre o transformador real e o ideal são apresentadas abaixo: • Quando é aplicada uma tensão no primário do transformador ideal.

de um fator de 1 + RE.4 O autotransformador é um transformador monofásico ideal em que há uma conexão elétrica entre os lados de alta e baixa tensão. Deve-se notar que as tensões e correntes em cada enrolamento não mudam nos dois casos. A grandeza PT corresponde à potência complexa nominal do transformador. Para o transformador (1). Proposição 5. Portanto. um autotransformador pode ser utilizado somente quando não é necessário o isolamento elétrico entre os dois enrolamentos.5).5 Autotransformador Definição 5. temos Ps = Pe − V1 I1 + V2 I2 = Pe − P1 + P2 = Pe 107 . No entanto. Ps = (1 + RE)P2 (5.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino 5. Um transformador monofásico com relação de espiras N1 /N2 é apresentado na figura 5. a potência de entrada no autotransformador é: Pe = V1 (I1 + I2 ) = V1 I1 + V1 I2 ⇒ V1 I2 = Pe − V1 I1 (5.6 juntamente com um autotransformador monofásico. Figura 5.6: Transformador monofásico e autotransformador.3) Demonstração: De fato. isto é.4) em (5.4) A potência de saída é dada por: Ps = (V1 + V2 )I2 = V1 I2 + V2 I2 (5.5) Substituindo (5. temos: P1 = V1 I1 e P2 = V2 I2 e sendo ideal o transformador. ele apresenta algumas vanta- gens com relação à potência transmitida e à eficiência.3 A ligação de um transformador monofásico ideal em autotransformador amplia a capacidade de transferência da potência da fonte para a carga. então P1 = P2 = PT .

pois RE = N1 /N2 . então N2 ( ) ( ) N1 90 Ps = + 1 P2 ⇒ 450 = + 1 400 ⇒ N2 = 720 N2 N2 Definição 5. Exemplo 5. 8 = ⇒ Pperdas = 40 w 200 Proposição 5.5 Em um autotransformador. • REP2 que é a potência transmitida eletricamente. Exemplo 5. N1 Resolução: Sendo RE = . determine a potência relativa as perdas.5 A eficiência de um autotransformador denotada por η é a razão entre entre a potência de saída e a potência de entrada. Sabendo que a potência de entrada é 200 w.4 O autotransformador é mais eficiente que um transformador monofásico real.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Percebe-se que a transferência de potência entre os dois lados do autotransformador se mantém como no caso do transformador ideal. isto é. Sendo V1 = V2 RE. Resolução: Sendo 1 − ηT = Pperdas /P1 . devido à conexão elétrica dos enro- lamentos.6 A eficiência de um transformador real é 80%. 108 . então Pperdas 1 − 0. Ps Pe − Pperdas Pperdas ηA = = =1− Pe Pe Pe e a a eficiência de um transformador real é definida por: P2 Pperdas ηT = =1− P1 P1 Note que a eficiência de um autotransformador ou transformador real nunca é igual a 1 devido ao fato que Pperdas > 0. então Ps = (V1 + V2 )I2 = (V2 RE + V2 )I2 = (1 + RE)V2 I2 = (1 + RE)P2  Observe que a potência de saída pode ser decomposta em duas componentes: • P2 que é a potência transmitida pelos campos magnéticos (efeito transformador). determine o número de espiras do enrolamento secundário. Se o enrolamento primário possui 90 espiras. a potência P2 = 400 w e a potência de saída é 450 w.

6 A relação de transferência em um autotransformador. Por que é necessária a obtenção de um modelo apropriado para a análise de um transformador real. Qual o motivo da relação entre as tensões no primário e no secundário de um trans- formador real ser variável? 7.6 Exercícios Propostos 1. então 1 1 Pperdas Pperdas Pperdas Pperdas < ⇒ − >− ⇒ 1− >1− Pe P1 Pe P1 Pe P1 isto é. V1 RT = (5. Explique os símbolos de trafos na figura abaixo: 5. então as perdas são as mesmas nos dois casos. Cite dois motivos para a perda de potência de um transformador.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Demonstração: De fato. que leve em conta todos os fenômenos físicos envolvidos na sua operação? 109 . para um autotransformador Pe = P1 + V1 I2 > P1 . Como. ηA > ηT . denotada por RT é a razão entre a tensão na fonte e a tensão na carga.  Definição 5. O que é um transformador? 2.6) V2 5. 4. circula uma corrente elétrica no primário? 6. isto é. se os enrolamentos são os mesmos e o núcleo é o mesmo. Por que um transformador real em que o secundário não está conectado a uma carga (secundário aberto). O que é um transformador monofásico? 3.

Determine o número de espiras do primário de um transformador ideal com 360 espiras no secundário e uma relação de tensão 120/6 V . (a) Determine o número de espiras no enrolamento secundário sabendo que N1 = 60 espiras. Se Z1 e Z2 são as(impedâncias )2 no primário e seucundário de um transformador. Considere um transformador ideal com impedância no enrolamento primário igual a Z1 = 10 Ω e impedância no enrolamento secundário igual a 120 Ω. 10. (d) Sabendo que a corrente elétrica no enrolamento primário é 12 A. Por que a transferência de potência entre os dois lados de um autransformador se mantém como no caso de um transformador ideal? 110 . determine a corrente elétrica no enrolamento secundário. (c) Determine a relação de espiras. Um gerador fornece 100 V à bobina primária de um transformador de 50 voltas. Obtenha o valor da corrente proveniente da fonte no circuito elétrico abaixo. 11. Quais as vantagens que um autotransformador apresenta em relação ao transfor- mador monofásico? 9. O que caracteriza um autotransformador? 16. determine a tensão no enrolamento primário. (e) Calcule a potência do transformador. onde N1 e N2 são os números de espiras dos Z1 N1 RE 2 enrolamentos primários e secundários respectivamente. Se a bobina secundária tiver 500 voltas. 13. Z2 N2 1 mostre que = = . Para uma carga de 600 w. 14.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino 8. 12. determine as correntes nos enrolamentos do exercício anterior. (b) Sabendo a tensão no enrolamento secundário é 100 V . qual será a tensão no secundário? 15.

Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino 17. Mostre que 1 − ηT Pe = 1 − ηA P1 Figura 5. (b) A corrente elétrica no enrolamento secundário. Considere um autotransformador com as seguintes características: • A tensão no enrolamento primário é 380 V • O número de espiras no enrolamento primário é 120 • O número de espiras no enrolamento secundário é 480 • A corrente elétrica no enrolamento secundário é 6 A Calcule: (a) A corrente elétrica no enrolamento primário (b) A potência elétrica de entrada (c) A potência elétrica de saída (d) A tensão no enrolamento secundário 18. Em um autotransformador. 20.7: Transformador com três terminais. 19. (c) A corrente elétrica no enrolamento primário. 111 . determine o número de espiras do enrola- mento secundário. (d) A eficiência do autotransformador. Determine: (a) A potência elétrica de saída do autotransformador. a potência P2 = 900 w e a potência de saída é 1500 w. Os enrolamentos de um transformador ideal de potência P = 40 w foram conectados de modo a transformá-lo em um autotransformador 110/12 V . Se o enrolamento primário possui 50 espiras.

Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino 21. São fornecidas três derivações Ti .7 mostra um autotransformador. Relacione todas as razões nas quais a tensão no primário pode ser modificada para uma tensão no secundário. Quaisquer duas derivações podem ser consideradas os "terminais do primário" e quaisquer outras duas derivações podem ser consideradas os "terminais do secundário". Ele é formado por uma única bobina (com núcleo de ferro). Entre as derivações T1 e T2 existem 200 voltas. entre as derivações T2 e T3 existem 800 voltas. A figura 5. 112 .

Conforme a figura 6.Capítulo 6 Motores e Geradores 6. Quanto maior a corrente através de um fio condutor. as linhas se concentram próximas ao fio condutor e a distância entre elas aumenta à medida que nos afastarmos do fio. eletromagnética. o motor é um elemento de trabalho que converte energia elétrica em energia mecânica de rotação. Portanto.1. os campos magnéticos em torno do fio serão dispostos de tal forma que as linhas de fluxo en- 113 . A regra da mão direita pode ser usada para determinar o sentido do campo magnético. luminosa. a combinação dos campos dos elétrons resulta numa série de linhas em torno do fio. térmica. O sentido do campo magnético depende do sentido da corrente. 6. tanto energia mecânica. luminosa e outras formas. Já o gerador é uma máquina que converte energia mecânica de rotação em energia elétrica. os outros dedos apontarão no sentido do campo magnético. e também em energia mecânica e quem efetua esta última transformação são as máquinas elétricas conhecidas como motores. se você envolver o fio com a mão direita.2 Conceitos Preliminares O campo magnético em torno de um elétron forma linhas fechadas. Se um fio condutor é enrolado de modo a formar uma espira. Desse modo. mais intenso será o campo mag- nético criado por ela. A energia elétrica pode ser reconvertida em energia térmica. tal como ela está disponível na natureza é de difícil utilização prática. Da mesma forma que o campo magnético de um imã.1 Introdução Na natureza a energia se encontra distribuída sob diversas formas. converte-se a energia mecânica em energia elétrica através das máquinas elétricas conhecidas como geradores . além de ser uma energia variável no tempo. uma bússola se movendo nas proximidades do fio terá sua agulha orientada no sentido das linhas de fluxo. no entanto a energia mecânica é a mais conhecida forma de energia e na qual o homem tem mais domínio. o campo é maior nas proximidades do condutor e diminui com o aumento da distância. com o polegar apontando no sentido do fluxo de corrente dos elétrons. A energia mecânica. Então.

2. Uma barra de ferro colocada nas proximidades de um extremo do solenóide será atraída para o interior deste. 114 .Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino Figura 6. e entram no S. Se as espiras forem comprimidas entre si. então. Figura 6. O campo magnético. a soma dos campos aumenta ainda mais. As linhas de fluxo num solenóide se comportam como num imã. Conforme a figura 6.1: Regra mão direita para determinar o sentido do campo magnético. produz um campo magnético mais intenso. Quanto maior o número de espiras.2: Bobina enrolada em forma helicoidal (solenóide). se torna mais intenso. maior a intensidade de campo. As linhas de fluxo se concentram no centro da espira. uma bobina enrolada em forma helicoidal. elas partem do pólo N . tal bobina é chamada solenóide. criando um intenso campo. produzindo pólos magnéticos com o norte no lado em que as linhas saem da espira e sul no lado em que elas entram. Quando várias espirais são enroladas no mesmo sentido para formar uma bobina. produzindo um forte eletroímã. há um número maior de campos contribuindo para aumentar a densidade de linhas através desta. tram na espira por um lado e saem pelo outro.

4 Exercícios Propostos 115 .Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino 6.3 Motor Síncrono 6.

9 circuitoa fasor puramente indutivos. 9 Charles Wheatstone. 51 argumento. 7 amplitude. 56 módulo. 31 circuitos mistos. 43 no Brasil. 11 grandezas elétricas em quadraturas. 8 autotransformador. 17 através do atrito. 98 senoidal. 56 hidrelétrica. 96 corrente elétrica. 16 frequência. 8 análise nodal. 9 circuito energia elétrica misto. 8 caminho. 71 gerador elétrico. 19 dipolos elétricos. 87. 9 carga elétrica. 15. 71 através de pressão. 16 fator de potência. 8 efeito Joule.Índice Remissivo ângulo de fase entre dois sinais. 107 através do magnetismo. 6 capacitância. 19 efeito corona. 12 efeito fotovoltaico. 47 identidade de Euler. 33 116 . 31 puramente capacitivos. 66 divisão na forma retangular. 16 fasores. 16. 42 estática. 20 distribuição da energia elétrica. 69 através do calor. 88. 16 corrente real. 56 grandeza senoidal diferença de potencial. 6 análise de malha. 6 ampére. 42 grandezas elétricas em fase. 31 circuitos forma polar. 11 horário de pico. 77 termelétrica. 16 eletricidade amperímetro. 16 galvanômetro. 67 através do luz. 16 corrente elétrica real. 19 eletriciade através de reações químicas. 56 energia capacitor. 31 coloumb. 16 posições relativas. 15. 113 dielétrico. 12. 16 nuclear. 28 corrente alternada. 46 grandezas elétricas em oposição. 24 correção. 19 dipolo.

101 lei de Ohm. 88 potência reativa. 91 lei dos nós. 16 parte real. 16 ponte de wheatstone. 42 da corrente alternada. 72 sistema interligado nacional. 102 lei das malhas. 15 notação fasorial. 15 monofásico. 75 módulo. 94 malha. 54 transformadores. 11 117 . 29 da tensão alternada. 91 potência média.Eletrotécnica Industrial Paulo Sérgio Costa Lino impedância. 102 elevador de tensão. 106 lei de Faraday. 87 argumento. 44 transformador real. 114 subestão retificadora. 102 indutor. 102 J. 29 voltagem real. 102 produção de energia elétrica. 115 da corrente alternada. 42 unidade imaginária. 29 motor valor eficaz síncrono. 77 potência aparente. 29 voltagem elétrica. 25 conjugado. 93 linhas de transmissão. 91 primário. 29 voltímetro. 77 período. 45 secundário. 102 shunt. 29 Nikola Tesla. 45 resistência. 25 nó. Westinghouse. 24 número complexo da potência elétrica. 42 reatância. 52 abaixador de tensão. 15 parte imaginária. 42 valor médio essencial. 34 ohmímetro. 13 solenóide. 6 ramo. 44 triângulo das potências. 10 triângulo das tensões. 12. 79 da tensão alternada. 25 multímetro. 44 transformador. 36 triângulo das impedâncias.

Fragnito. Uni- camp. 1993.Notas de Física Experimental. [3] M. L. V.Referências Bibliográficas [1] H. 2007. Livros Técnicos e Científicos. Instalações Elétricas. 118 . Núcleo de Estudos de Máquinas Eléctricas. Circuitos de Corrente Alternada . Creder. Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Corrente Alternada: Sistemas Polifásicos. Guedes. [2] H. 2000. Portugal.