You are on page 1of 113

Alberto Luiz Fernandes Queiroga

Claudio Barros Vitor

Desenho
Geométrico

Manaus 2007
FICHA TÉCNICA

Governador
Eduardo Braga
Vice-Governador
Omar Aziz
Reitor
Lourenço dos Santos Pereira Braga
Vice-Reitor
Carlos Eduardo S. Gonçalves
Pró-Reitor de Planejamento e Administração
Antônio Dias Couto
Pró-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários
Ademar R. M. Teixeira
Pró-Reitor de Ensino de Graduação
Carlos Eduardo S. Gonçalves
Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa
Walmir de Albuquerque Barbosa
Coordenador Geral do Curso de Matemática (Sistema Presencial Mediado)
Carlos Alberto Farias Jennings
Coordenador Pedagógico
Luciano Balbino dos Santos

NUPROM
Núcleo de Produção de Material
Coordenador Geral
João Batista Gomes
Projeto Gráfico
Mário Lima
Editoração Eletrônica
Helcio Ferreira Junior
Revisão Técnico-gramatical
João Batista Gomes

Queiroga, Alberto Luiz Fernandes.


Q3d Desenho geométrico. / Alberto Luiz Fernandes Queiroga,
Cláudio Barros Vitor. - Manaus/AM : UEA, 2007. - (Licenciatura em
Matemática. 2. Período)

113 p.: il. ; 29 cm.

Inclui bibliografia e anexo.

1. Desenho geométrico. I. Vitor, Cláudio Barros. II. Série. III.


Título.

CDU (1997): 514.11


CDD (19.ed.): 604.2
SUMÁRIO

Palavra do Reitor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 07

UNIDADE I – Introdução ao desenho geométrico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 09


TEMA 01 – O material utilizado no desenho geométrico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
TEMA 02 – Entes fundamentais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
TEMA 03 – Operações com segmentos e ângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22

UNIDADE II – Construções de ângulos e retas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27


TEMA 04 – Uso do esquadro, compasso e régua para construção de ângulos e retas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29

UNIDADE III – Divisão de segmentos e segmentos proporcionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49


TEMA 05 – Divisão de segmento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
TEMA 06 – Divisão em partes proporcionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
TEMA 07 – Média proporcional ou geométrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
TEMA 08 – Divisão harmônica e segmento áureo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44

UNIDADE IV – Figuras da geometria plana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63


TEMA 09 – Divisão de circunferência em duas partes iguais (pelo ângulo central) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51
TEMA 10 – Triângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55
TEMA 11 – Quadriláteros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57
TEMA 12 – Trapézio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
TEMA 13 – Lozangos e paralelogramos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60

UNIDADE V – Polígonos e poliedros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75


TEMA 14 – Polígonos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77
TEMA 15 – Poliedros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81

Anexos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91

Respostas de Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97

Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113
PERFIL DOS AUTORES

Alberto Luiz Fernandes Queiroga


Bacharel em Desenho Industrial – UFPB
Especialista em Design, Propaganda e Marketing – UFAM

Cláudio Barros Vitor


Licenciado em Matemática – UFAM
Pós-graduado em Didática e Metodologia do Ensino Superior - UNESC
PALAVRA DO REITOR

A realidade amazônica, por si só, é um desafio à educação tradicional, aquela que teima em ficar arraigada
à sala de aula, na dependência única dos métodos triviais de ensino. A Universidade do Estado do
Amazonas já nasceu consciente de que o ensino presencial mediado é a única estratégia capaz de respon-
der aos anseios de um público que, por estar disperso, tem de ser atendido por projetos escudados em
dinamismo técnico−científico.

Assim, a Licenciatura Plena em Matemática, ancorada no Sistema Presencial Mediado, nasceu para ofere-
cer aos discentes as habilidades necessárias para que eles venham a construir seus próprios objetivos exis-
tenciais, estimulando−lhes a ousadia de aceitar o novo e de criar novas possibilidades de futuro, dando−
lhes uma visão multifacetada das maneiras de educar.

Os livros−textos em que o curso se apóia são produzidos com o rigor didático de quem sabe que a história
da educação, no nosso Estado, está sendo reescrita. Os agentes desse processo têm visão crítica e apos-
tam na formação de novos professores que saberão aliar inteligência e memória, não permitindo que o ensi-
no em base tecnológica ganhe a conotação de “um distanciado do outro”.

A autonomia de agir que cada um está aprendendo a conquistar virá, em breve, como resposta aos desafios
que se impõem hoje.

Lourenço dos Santos Pereira Braga


Reitor da Universidade do Estado do Amazonas
UNIDADE I
Introdução ao desenho geométrico
Desenho Geométrico – Introdução ao desenho geométrico

Foram os gregos que deram um molde deduti-


vo à Matemática. A obra Elementos, de Eucli-
TEMA 01
des (?300 a.C.), é um marco de valor inesti-
mável, na qual a Geometria é desenvolvida de
MATERIAL UTILIZADO NO DESENHO
modo bastante elaborado. É na Geometria gre-
GEOMÉTRICO
ga que nasce o Desenho Geométrico que aqui
vamos estudar.
Um breve histórico
Na realidade, não havia entre os gregos uma
diferenciação entre Desenho Geométrico e
Geometria. O primeiro aparecia simplesmente
na forma de problemas de construções geo-
métricas, após a exposição de um item teórico
dos textos de Geometria. Essa conduta eucli-
diana é seguida até hoje em países como a
França, Suíça, Espanha, etc., mas, infelizmen-
te, os problemas de construção foram há muito
Como linguagem de comunicação e expres- banidos dos nossos livros de Geometria.
são, a arte do desenho antecede em muito a
Assim, pode-se dizer que o Desenho Geomé-
da escrita. O que é a escrita senão a combi-
trico é um capítulo da Geometria que, com o
nação de pequenos símbolos desenhados?
auxílio de dois instrumentos, a régua e o com-
Por meio de gravuras traçadas nas paredes
das cavernas, o homem pré-histórico registrou passo, se propõe a resolver graficamente pro-
fatos relacionados ao seu cotidiano, deixando blemas de natureza teórica e prática.
indicadores importantes para os pesquisado-
res modernos estudarem os ancestrais de nos- Material de desenho e seu uso
sa espécie. Enfim, a arte do desenho é algo O lápis
inerente ao homem.
Não se sabe quando, ou onde, alguém formu-
lou pela primeira vez, em forma de desenho, Em desenho geométrico, utilizaremos o lápis
um problema que pretendia resolver – talvez com grafite HB para os traçados de letras, con-
tivesse sido um “projeto” de moradia ou tem-
tornos e esboços.
plo, ou algo semelhante. Mas esse passo re-
presentou um avanço fundamental na capaci- Para seu desenho ter as linhas bem definidas,
dade de raciocínio abstrato, pois esse desenho mantenha a grafite sempre bem-apontada, em
representava algo que ainda não existia, que forma cônica, usando para isso um pedaço de
ainda viria a se concretizar. Essa ferramenta, lixa.
gradativamente aprimorada, foi muito impor- A lapiseira
tante para o desenvolvimento de civilizações,
como a dos babilônios e a dos egípcios, as
quais, como sabemos, realizaram verdadeiras
façanhas arquitetônicas. Você pode também utilizar as práticas lapisei-
ras com grafites 0.5mm, pois elas têm grossura
Porém uma outra civilização, que não hesitava
ideal para o desenho geométrico.
em absorver elementos de outras culturas,
aprendeu depressa como passar à frente de A borracha
seus predecessores; em tudo que tocavam,
davam mais vida. Eram os gregos. Em todas
as áreas do pensamento humano em que se
propuseram a trabalhar, realizaram feitos que
marcaram definitivamente a história da huma- Use borracha macia para não deixar marcas no
nidade. papel.

11
UEA – Licenciatura em Matemática

Para limpá-la, esfregue-a em um papel qualquer.


A borracha não deve ser lavada. TEMA 02
A régua
ENTES FUNDAMENTAIS

Na construção de uma teoria geométrica,


Há réguas de vários comprimentos. Use uma tomam-se, inicialmente, certos conceitos aos
de material acrílico transparente, graduada em quais se acrescentam postulados e definições
centímetros e milímetros, que tenha um corte a fim de, então, deduzir teoremas e proprieda-
transversal chanfrado para facilitar a leitura. des.

Os esquadros Tais conceitos podem ser primitivos ou con-


vencionados. Os conceitos primitivos consti-
tuem-se num apelo à nossa intuição.
Assim, são entes fundamentais da geometria:
ponto, reta e plano.

O ponto
A idéia de ponto é primitiva. Não se define. O
0 0 ponto não tem dimensão e fica determinado
Esquadro de 45 e de 60
pelo encontro de duas linhas retas ou curvas.
Devem ser de material acrílico e transparente. Indicamos o ponto utilizando letras maiúsculas
São utilizados para traçados de paralelas e de do alfabeto latino.
perpendiculares e para construção de ângulos.
O transferidor

A reta
Da mesma forma que o ponto, não tem defi-
nição. A idéia de linha reta é a de um ponto
que se move numa mesma direção. Indicamos
De material acrílico transparente, em forma de a reta utilizando letras minúsculas do alfabeto
um semicírculo, graduado de 00 a 1800, é usa- latino.
do para medir e construir ângulos.
O compasso

A semi-reta
Um ponto qualquer de uma reta divide-a em
duas partes distintas chamadas semi-retas. Es-
se ponto recebe o nome de origem.

É o instrumento usado para traçados de arcos


de circunferência, transporte de medidas e
construções de ângulos.

O segmento de reta
Segmento de reta é o conjunto formado por
dois pontos tomados sobre uma reta e todos
os pontos da reta compreendidos entre os dois.
A reta à qual pertence o segmento chama-se
reta suporte do segmento.

12
Desenho Geométrico – Introdução ao desenho geométrico

TEMA 03

AB: é o segmento de reta;
OPERAÇÕES COM SEGMENTOS E
A e B: são os extremos;
ÂNGULOS
r: é a reta suporte do segmento AB.
Segmentos que pertencem à mesma reta cha- Transporte de segmentos
mam-se colineares. O transporte gráfico de segmento consiste em
Segmentos que possuem uma extremidade em construir um segmento congruente ao segmen-
comum chamam-se consecutivos. to dado.

Assim, dado o segmento AB, para transportá-
O plano lo de modo a que tenha por extremidade M e
A noção intuitiva de plano apóia-se na idéia de esteja na reta r, faz-se ponta-seca do compas-

superfícies como a de um quadro ou a de uma so em M e abertura AB, descrevendo-se um
parede. arco de circunferência, obtendo-se N. Assim,

O plano é uma figura ideal. A partir da idéia obtém-se MN ≡ AB.
que dele fazemos, deve-se entendê-lo como
formado por infinitos pontos. Ele é aberto e
infinito.
A identificação do plano é dada por letras
minúsculas do alfabeto grego: α, β, δ, ϕ, ψ,
⎯ ⎯
etc. MN ≡ AB.

Adição de segmentos
A soma gráfica de segmentos é obtida pelo
transporte sucessivo dos segmentos dados.

⎯ ⎯ ⎯ ⎯
MN ≡ AB e NP ≡ CD

MP é o segmento-soma.

Subtração de segmentos
Transportam-se os segmentos dados para
uma reta suporte r, com centro em P.

⎯ ⎯ ⎯ ⎯
PQ ≡ AB e PR ≡ CD

QR é o segmento-diferença.

13
UEA – Licenciatura em Matemática

Ângulos Os braços deveriam permanecer bem estica-


Um breve histórico dos para que a resposta fosse a mais fiel pos-
sível. A medida era diferente de uma medida
comum, e esse modo foi o primeiro passo para
medir um ângulo, objeto este que se tornou
importantíssimo no contexto científico.

Algumas definições históricas


Grécia antiga

O conceito de ângulo aparece primeiramente


em materiais gregos no estudo de relações en-
volvendo elementos de um círculo junto com o
estudo de arcos e cordas. As propriedades das
cordas, como medidas de ângulos centrais ou
inscritas em círculos, eram conhecidas desde
“Um ângulo é uma deflexão ou quebra em uma
o tempo de Hipócrates. Talvez Eudoxo tenha
linha reta”.
usado razões e medidas de ângulos na deter-
minação das dimensões do planeta Terra e no Euclides
cálculo de distâncias relativas entre o Sol e a
Terra. Eratóstenes de Cirene (276 a.C.–194
a.C.) já tratava de problemas relacionados com
métodos sistemáticos de uso de ângulos e cor-
das.
Desde os tempos mais antigos, os povos vêm
olhando para o céu na tentativa de encontrar
respostas para a vida na Terra e entender os
corpos celestes que aparecem à nossa vista. “Um ângulo plano é a inclinação recíproca de
Assim, a Astronomia talvez tenha sido a pri- duas retas que num plano têm um extremo
meira ciência a incorporar o estudo de ângulos comum e não estão em prolongamento”.
como uma aplicação da Matemática.
H. Schotten
Na determinação de um calendário ou de uma Em 1893, resumiu as definições de ângulo em
hora do dia, havia a necessidade de realizar três tipos:
contagens e medidas de distâncias.
1. A diferença de direção entre duas retas.
Freqüentemente, o Sol servia como referência,
e a determinação da hora dependia da incli- 2. A medida de rotação necessária para trazer
nação do Sol e da relativa sombra projetada um lado de sua posição original para a
sobre um certo indicador (relógio de sol). posição do outro, permanecendo entre-
mentes no outro lado do ângulo.
Para obter a distância que a Lua estava acima
do horizonte, dever-se-ia calcular uma distân- 3. A porção do plano contida entre as duas
retas que definem o ângulo.
cia que nunca poderia ser medida por um ser
humano comum. Para resolver esse problema, P. Henrigone
esticava-se o braço e calculavam-se quantos Em 1634, definiu ângulo como um conjunto de
dedos comportava o espaço entre a Lua e o pontos, definição essa que tem sido usada com
horizonte, ou então, segurava-se um fio entre mais freqüência. Neste trabalho, aparece pela
as mãos afastadas do corpo e media-se a dis- primeira vez o símbolo “<” para representar
tância. ângulo.

14
Desenho Geométrico – Introdução ao desenho geométrico

Ângulos O ângulo AÔC mede 70 graus. Na figura ante-


rior, podemos ler diretamente as medidas dos
Definição
seguintes ângulos:
Ângulo é a figura plana formada por duas
semi-retas de mesma origem. m(AÔB) = 27º m(AÔC)=70º m(AÔD)=120º m(AÔE)=180º
m(EÔB)=153º m(EÔC)=110º m(EÔD)=60º m(EÔA)=180º
A origem comum chama-se vértice, e as semi-
retas chamam-se lados.
A medida usual ao ângulo é o grau, e o instru- Transporte gráfico de ângulos
mento usado para medi-lo é o transferidor. Passo a passo
Ângulos de mesma medida dizem-se congru- 1. Faz-se o transporte de um arco, de raio qual-
entes. quer, com centro no vértice do ângulo dado
Indica-se o ângulo ou utilizando-se letras do al- para a origem de uma semi-reta.
fabeto grego ^α, ^β, ^γ, ou por três letras minús-
culas do alfabeto, ou por três letras maiúsculas
do alfabeto latino, indicando a letra do meio o
vértice do ângulo e as outras duas os lados.

2. Ponta-seca do compasso em R e abertura



do arco igual a PQ, determinamos S e o
ângulo ^
α≡^
β.

Ângulo ^
β ou ângulo R^
OQ.
Para obter a medida aproximada de um ângu-
lo traçado em um papel, utilizamos um instru-
Adição gráfica de ângulos
mento denominado transferidor, que contém
um segmento de reta em sua base e um semi- Transportam-se os ângulos ^
αe^
β de modo que
círculo na parte superior marcado com uni- fiquem adjacentes. Ou seja, adicionam-se os
dades de 0 a 180. Alguns transferidores pos- arcos de mesmo raio, qualquer, de medidas ^
α
suem a escala de 0 a 180 marcada em ambos e^
β.
os sentidos do arco para a medida do ângulo
sem muito esforço.
Para medir um ângulo, coloque o centro do
transferidor (ponto 0) no vértice do ângulo, ali-
nhe o segmento de reta OA (ou OE) com um
dos lados do ângulo, e o outro lado do ângulo
determinará a medida do ângulo, como mostra
a figura.

Subtração gráfica de ângulos


Dados os ângulos ^
αe^
β, transportamos para
uma semi-reta de origem P, determinando o
ângulo-diferença.

15
UEA – Licenciatura em Matemática

3. Dados os segmentos de medidas a, b e c, obte-


nha os segmentos de medidas (b – a) + (c – b).

4. Sabendo que AB = 55mm, CD = 37mm e


EF = 40mm, desenhe o segmento de medida
2AB – 10(EF – CD).

5. A partir de , dado graficamente abaixo,


transporte A OB e A^
^ OC, em cada caso:
a)

1. Dados os segmentos de medidas a, b e c, ob-


tenha o segmento de medida 2a + b + c.

b)
2. Obtenha, sobre uma reta r, o segmento cuja
medida corresponde ao perímetro das figuras
dadas.
a)

b)

6. Tome um ângulo qualquer e transporte para


uma outra semi-reta, usando o compasso, um
ângulo congruente ao ângulo determinado.

7. Verifique, por transporte de ângulos, as rela-


ções de ângulos congruentes na figura dada.
c)

16
Desenho Geométrico – Introdução ao desenho geométrico

8. Mostre, por transporte de ângulos, que a soma


dos ângulos internos de um triângulo é um
ângulo raso.

9. Dado o triângulo ABC, verifique se “o ângulo


externo é a soma dos ângulos internos não-
adjacentes”.

10. Dado α e β, encontre o que se pede:

a) α + β

b) β – α

c) 3α – β

17
UNIDADE II
Construção de ângulos e retas
Desenho Geométrico – Construção de ângulos e retas

Bissetriz de um ângulo inacessível


TEMA 04 Determinar a bissetriz do ângulo formado pelas
retas r e s.
USO DO ESQUADRO, COMPASSO E RÉGUA
PARA CONSTRUÇÃO DE ÂNGULOS E
RETAS.
Bissetriz de um ângulo
É a semi-reta que, partindo do vértice do ângu-
lo, divide-o em dois ângulos congruentes.
Determinar a bissetriz do ângulo dado
Passo a passo
1. Traçamos um reta t qualquer determinando
os pontos A e B.

Passo a passo
1. Ponta-seca em O e abertura qualquer, des-
crevemos o arco AB.

2. Determinamos as bissetrizes dos ângulos


formados, encontrando os pontos C e D.

2. Ponta-seca em A e depois em B e uma


abertura maior do que a metade do arco
AB, determinamos o ponto C.

3. A reta que passa por A e B é a bissetriz pro-


curada.

3. A semi-reta OC é a bissetriz do ângulo AÔB.

21
UEA – Licenciatura em Matemática

Construindo ângulos
Ângulo de 600
Passo a passo
1. Determinamos uma semi-reta de origem O.

2. Traçamos a bissetriz de BÔC.

2. Ponta-seca em O e uma abertura qualquer,


determinamos na semi-reta o ponto A.

BÔD = 450, logo DÔA = 1350 (suplementares)

⎯ Esquadros e construção de retas


3. Ponta-seca em A e raio OA, encontramos B.
Os esquadros são usados para traçar linhas pa-
ralelas e linhas perpendiculares. Para a determi-
nação desses traços, utilizamos os esquadros
em conjunto, ficando um sempre fixo, enquan-
to o outro se desloca, apoiado nele.

AÔB = 600

Ângulo de 900
Passo a passo
1. Determinamos uma semi-reta de origem O.

Retas paralelas
2. Prolongamos a semi-reta e traçamos um
ângulo raso AÔB. Passo a passo
1. Faça a borda maior do esquadro de 450
coincidir com a reta dada.

3. Encontramos a bissetriz do ângulo AÔB.

2. Encoste a borda maior do esquadro de 600


no esquadro de 450 .

AÔC = 900

Ângulo de 1350
Passo a passo
1. Utilizando o processo anterior, determina- 3. Segure o esquadro de 600, movimente o de
mos o ângulo reto AÔC. 450 e trace as linhas paralelas.

22
Desenho Geométrico – Construção de ângulos e retas

Compasso e régua
Perpendicular a uma reta
Dada a reta r e um ponto P, onde P ∉ r.

Retas perpendiculares
Passo a passo
Passo a passo
1. Faça a borda maior do esquadro de 450
coincidir com a reta dada. 1. Com a ponta-seca do compasso em P e
uma abertura maior que a distância de P a
r, traçamos um arco de circunferência que
intercepta a reta r em A e B.

2. Encoste a borda maior do esquadro de 600


no esquadro de 450.
2. Agora, com a ponta-seca em A e uma aber-
tura maior que a semi-distância AB, traça-
mos um arco e repetimos o processo, com
a mesma abertura, em B, determinando o
ponto Q.

3. Mude a posição do esquadro de 450, con-


forme a figura.

3. Traçamos a reta s, passando por P e Q, que


é a reta perpendicular à reta r.

4. Segure o esquadro 600, movimente o de 450


até o ponto P e trace a perpendicular. Observação: a reta s é a mediatriz do seg-
mento AB.

Dada a reta r e um ponto P, onde P ∈ r.

Passo a passo
1. Com a ponta-seca do compasso em P e
uma abertura qualquer, traçamos uma
semicircunferência que intercepta a reta r
em A e B.

23
UEA – Licenciatura em Matemática

4. Temos ⊥ .

2. Agora, com a ponta-seca em A e uma aber-


tura maior que a semi-distância AB, traça-
mos um arco e repetimos o processo, com
a mesma abertura, em B. Determina-se,
assim, o ponto Q.

Paralela a uma reta


Dada a reta r e um ponto P, onde P ∉ r, deter-
mina a reta s // r onde P ∈ s.
3. Traçamos a reta s, passando por P e Q, que
é a reta perpendicular à r procurada.

Passo a passo
1. Ponta-seca do compasso em P e uma aber-
tura maior do que a distância a reta r, traça-
mos um arco, determinando em r o ponto O.
Dada a semi-reta , determinar a perpen-
dicular passando por O.

Passo a passo
O
1. Ponta-seca do compasso em O e uma aber-
tura qualquer, traçamos uma semicircun- 2. Ponta-seca do compasso em O e a mesma
ferência. abertura, traçamos um arco, passando por
P, determinando em r o ponto Q.

2. Com a ponta-seca em P e a mesma abertu-


ra, determinamos sobre a semicircunferên-
cia o ponto Q.

3. Ponta-seca do compasso em O e abertura


igual a PQ , traçamos um arco determinan-
do ponto R.
3. Repetimos o processo em Q, determinando
R, depois em R determinando S.

24
Desenho Geométrico – Construção de ângulos e retas

4. A reta que passa por P e R é a reta s para-


lela a reta dada.

5. Trace a reta a perpendicular a r e a reta b per-


pendicular a s, ambas passando por P.

1. Dada a reta r e o ponto P, tal que P ∉ r, deter-


mine as retas s (paralela) e t (perpendicular),
passando por P. Utilize o jogo de esquadrados
6. Prolongando os lados do triângulo ABC, deter-
para traçar as retas s e t.
mine a altura relativa a cada lado.

7. Faça o transporte do ângulo^ B, do exercício an-


2. Resolva o exercício anterior utilizando o com-
terior, para a semi-reta e encontre a reta s,
passo.
passando por P, paralela a essa nova semi-reta.

3. Trace m, pelo ponto A, tal que m ⊥ r. Trace n, 8. Trace um ângulo de 300.


pelo ponto B, tal que n ⊥ s. Chame {P} = m ∩ n.
Pelo ponto P trace m’ // r e n’ // s.

9. Trace um ângulo de 1500.

4. Trace a reta t, tangente à circunferência dada,


tal que t // r.

10. Trace um ângulo de 22030’.

25
UNIDADE III
Divisão de segmentos e segmentos proporcionais
Desenho Geométrico – Divisão de segmentos e segmentos proporcionais

Razão entre dois segmentos


TEMA 05 Consideremos os segmentos consecutivos da
figura seguinte:

DIVISÃO DE SEGMENTO

Temos:
⎯ ⎯ ⎯ ⎯
AB = 1mm, AC = 2mm, AD = 3mm, AE = 4mm,
etc.
A razão entre dois segmentos é a razão entre
as medidas desses segmentos em uma mes-
ma unidade.
Temos, na figura acima, por exemplo:

Por volta do ano 600 a.C., o sábio grego Tales


1.
de Mileto fez uma viagem ao Egito. O faraó já
conhecia sua fama de grande matemático. Ou-
vira dizer até que Tales era capaz de uma in- 2. ou
crível façanha: podia calcular a altura de uma
construção, por maior que fosse, sem precisar
3.
subir nela.

Segmentos proporcionais
Sabemos que proporção é uma igualdade en-
tre duas razões.

Exemplo:

Por ordem do monarca, alguns matemáticos Consideremos, agora, quatro segmentos, AB,
egípcios foram ao encontro do visitante e pedi- CD, EF e GH, nessa ordem.
ram-lhe que calculasse a altura de uma das
pirâmides. Tales ouviu-os com atenção e dis-
pôs-se a atendê-los imediatamente.
Já no deserto, próximo à pirâmide, o sábio fin-
cou no chão uma vara, na vertical. Observando
a posição da sombra, Tales deitou a vara no
chão, a partir do ponto em que foi fincada,
marcando na areia o tamanho do seu compri-
mento. Depois, voltou a vara à posição vertical.
“Vamos esperar alguns instantes”, disse ele.
“Daqui a pouco, poderei dar a resposta”.
Ficaram todos ali, observando a sombra que a
vara projetava. Num determinado momento, a
sombra ficou exatamente do comprimento da
vara. Tales disse então aos egípcios: “Vão de-
pressa até a pirâmide, meçam sua sombra e Dizemos, então, que quatro segmentos, na or-
acrescentem ao resultado a medida da metade dem, são proporcionais quando a razão de suas
do lado da base. Essa soma é a altura exata da medidas (mesma unidade) forma uma pro-
pirâmide. porção.

29
UEA – Licenciatura em Matemática

Teorema de Tales 4. Traçamos por 2 e 1 paralelas a B3, determi-



Um feixe de retas paralelas determina em duas nando sobre AB três segmentos congruen-
retas transversais segmentos correspondentes tes.
proporcionais.

Na figura, temos: Dividir um segmento AB em sete partes de


medidas iguais.
e
⎯ ⎯ ⎯
, logo, PQ, QR, PS
1. Por uma das extremidades, traçamos uma

e ST, nessa ordem, são proporcionais. semi-reta qualquer.

Aplicando o Teorema de Tales


Dividir um segmento em n partes de
medidas iguais
Dividir um segmento AB em três partes de
medidas iguais.

2. Ponta-seca em A e uma abertura qualquer,


Passo a passo
traçamos sete segmentos consecutivos e
1. Por uma das extremidades, traçamos uma
congruentes sobre a semi-reta.
semi-reta qualquer.

2. Ponta-seca em A e uma abertura qualquer,


traçamos três segmentos consecutivos e
congruentes sobre a semi-reta.
3) Unimos o ponto 7 à extremidade B, obten-
do o segmento B7.

3. Unimos o ponto 3 à extremidade B, obten-


do o segmento B3.

4. Traçamos por 6, 5, 4, 3, 2 e 1 paralelas a B7,



determinando sobreAB, sete segmentos con-
gruentes.

30
Desenho Geométrico – Divisão de segmentos e segmentos proporcionais

Assim .

Dividir um segmento numa razão dada



⎯ Determinar M sobre AB tal que .
Determinar M, sobre AB tal que .

Passo a passo
Passo a passo 1. Por uma das extremidades, traçamos uma
1. Por uma das extremidades, traçamos uma semi-reta qualquer.
semi-reta qualquer.

2. Ponta-seca em A e uma abertura qualquer,


2. Ponta-seca em A e uma abertura qualquer, traçamos seis (1 + 5 da razão dada) seg-
traçamos cinco (3 + 2 da razão dada) seg- mentos consecutivos e congruentes sobre
mentos consecutivos e congruentes sobre a semi-reta.
a semi-reta.

3. Unimos o ponto 6 à extremidade B, obten-


3. Unimos o ponto 5 à extremidade B, obten-
do o segmento B5.
do o segmento B5.

4. Traçamos em 3, para obtermos a razão , 4. Traçamos em 1, para obtermos a razão ,


⎯ ⎯
uma paralela a B5, determinando sobre AB uma paralela a B6 determinando sobre AB
o ponto M. o ponto M.

31
UEA – Licenciatura em Matemática

7. Encontre os pontos M e N que dividem o seg-



mento AB nas razões e respectivamente.

8. Dado o segmento AB, determine dois segmen-

Assim . tos AX e XB, de modo que: .

9. Dado a, divida-o por 3 e, em seguida, destaque

1. Divida o segmento dado em oito partes de me- o segmento de medida .


didas iguais.


2. Divida o segmento dado em treze partes de me- 10. Dado o triângulo ABC com AB já dividido em
⎯ ⎯
didas iguais. 5 partes de medidas iguais, divida BC e AC
também em 5 partes de medidas iguais.

⎯ ⎯
3. Dados os segmentos AB = 3cm, CD = 5cm e

EF = 2cm, trace a circunferência com centro
em A e raio igual à sétima parte do segmento-
⎯ ⎯ ⎯
soma AB + CD + EF.

4. Divida o perímetro do triângulo ABC, em seis


partes iguais.

5. Determine o quadrado de lado igual a do

segmento AB.


6. Trace um segmento PQ = 8,5 e determine o

ponto R que divide PQ na razão de .

32
Desenho Geométrico – Divisão de segmentos e segmentos proporcionais

M N
TEMA 06

DIVISÃO EM PARTES PROPORCIONAIS

Dividir um segmento em partes


proporcionais a 2, 4 e 3
Passo a passo
1. Por uma das extremidades, traçamos uma
semi-reta qualquer.
Assim , etc.

Dividir um segmento em partes


proporcionais a 3, 5 e 7
Passo a passo
1. Por uma das extremidades, traçamos uma
2. Ponta-seca em A e uma abertura qualquer, semi-reta qualquer.
traçamos nove (2 + 4 + 3) segmentos con-
secutivos e congruentes sobre a semi-reta.

2. Ponta-seca em A e uma abertura qualquer,


traçamos quinze (3 + 5 +7) segmentos con-
secutivos e congruentes sobre a semi-reta.

3. Unimos o ponto 9 à extremidade B, obten-


do o segmento B9.

3. Unimos o ponto 15 à extremidade B, obten-


do o segmento B15.

4. Traçamos em 2 e depois em 5 uma paralela 4. Traçamos em 3 e depois em 8 uma paralela


⎯ ⎯
a B9, determinando sobre AB os ponto M e a B15, determinando sobre AB os ponto M
N, dividindo o segmento dado em partes e N, dividindo o segmento dado em partes
proporcionais a 2, 3 e 4. proporcionais a 3, 5 e 7.

33
UEA – Licenciatura em Matemática

Terceira proporcional
Dados dois segmentos de medidas a e b, de-
nomina-se terceira proporcional desses seg-
mentos um segmento de medida x, tal que:

Determinar a terceira proporcional aos segmen-


tos AB = a e BC = b.

Assim , etc.
Passo a passo
1. Sobre uma reta r marcamos os segmentos
Quarta proporcional AB e BC.
Dados três segmentos de medidas a, b e c,
denomina-se quarta proporcional desses seg-
mentos um segmento de medida x, tal que: 2. Por A, traçamos uma semi-reta s qualquer,
ponta-seca
⎯ do compasso em A e abertura
⎯igual
a AB, determinamos em s o segmento AD.

Determinar a quarta proporcional aos segmen-


tos AB = a, BC = b e AD = c, nessa ordem.
Passo a passo
1. Sobre uma reta r marcamos os segmentos
AB e BC.

3. Unimos os pontos B e D, obtendo o seg-


2. Traçamos pela extremidade A uma semi- mento BD.
reta s e marcamos o segmento AD = c.


4. Traçamos por C uma reta paralela a BD,
determinando em s o ponto E.

3. Traçamos o segmento BD e por ele tra-


çamos uma paralela passando por C, deter-
minando na semi-reta o ponto X. O seg-
mento DX é a quarta proporcional.

O segmento DE é a terceira proporcional


procurada.

34
Desenho Geométrico – Divisão de segmentos e segmentos proporcionais

Outra forma de encontrar a média geométrica


TEMA 07

MÉDIA PROPORCIONAL OU GEOMÉTRICA


1. Sobre uma reta r qualquer, marcamos o
Dados dois segmentos de medidas a e b, segmento AB.
denomina-se média geométrica ou propor-
cional desses segmentos um segmento de
medida x, tal que:
2. A partir do ponto A e para direita, marcamos
o segmento AC.

Aplicação:
Determinar a média geométrica dos segmen- 3. Determinamos em r, o ponto M (ponto mé-
tos AB e BC dados. dio do segmento AB).

Passo a passo

1. Sobre uma reta r qualquer, marcamos os 4. Ponta-seca em M e uma abertura AM,
dois segmentos. traçamos uma semicircunferência.


2. Determinamos M, ponto médio de AC.

5. Traçamos por C uma perpendicular a r, deter-


minando na semicircunferência o ponto D.

⎯ D
3. Ponta-seca em M e medida AM, traçamos
uma semicircunferência.

O segmento AD é a média geométrica pro-


curada.

4. Por B traçamos uma perpendicular à reta r,


determinando na semicircunferência o pon-
to D.

O segmento BD é a média geométrica dos


segmentos dados.

35
UEA – Licenciatura em Matemática

7. Construa a quarta proporcional entre os seg-


mentos m, n e p:

1. Marque os pontos M e N, no segmento AB

dado, de modo que .

8. Determine, graficamente, a média geométrica


dos segmentos que medem a = 4,0cm e
b = 3,0cm.
2. Construa um triângulo ABC cujo perímetro seja
igual a 10,5cm, e os seus lados sejam propor-
9. Dados os segmentos de medidas a e b, deter-
cionais aos segmentos que medem 2,5cm;
mine, graficamente, a média geométrica entre
3,5cm e 5,0cm.
eles.
3. Construa a quarta proporcional entre os seg-
mentos m, n e p dados.

10. Construa o quadrado de lado igual à média geo-


métrica dos segmentos dados.

4. Dados três segmentos de medidas a, b e c,


obtenha, nessa ordem, um segmento x, de
modo que .

11. Construir o retângulo ABCD de lados de medi-


das x e y, sabendo que x é a quarta propor-
cional de a, b e c e que y é a média geométri-
ca de b e c.

5. Dados dois segmentos de medidas a = 5,0cm


e b = 3,5cm, obtenha um terceiro segmento

de medida x, de modo que . (terceira

proporcional)
12. Construa o triângulo ABC retângulo, sabendo
6. Construa a terceira proporcional entre os seg- que as projeções dos catetos sobre a hipote-
mentos dados. nusa medem 5,5cm e 3,5cm.

13. Construa o triângulo DEF retângulo, sabendo


que a hipotenusa mede 8,0cm e a projeção de
um dos catetos mede 2,5cm.

36
Desenho Geométrico – Divisão de segmentos e segmentos proporcionais

interior ao segmento, as duas partes por ele


determinadas chamam-se segmentos aditivos;
TEMA 08
quando o ponto é exterior, as duas partes de-
nominam-se segmentos subtrativos. Em am-
DIVISÃO HARMÔNICA E SEGMENTO
bos os casos, o ponto estará à esquerda do
ÁUREO
ponto médio do segmento se a razão de seção
for própria, isto é, menor que a unidade; o
ponto estará à direita do ponto médio do seg-
mento se a razão de seção for imprópria, isto
é, maior que a unidade.
Dado o segmento AB e seu ponto médio.

Tomando os pontos M e N à esquerda do pon-


Em Alexandria, durante o reinado de Diocle- to médio, como indicado na figura, determina-
ciano (284 – 305), viveu um grande matemáti- remos as seguintes razões.
co, seguidor das idéias de Eudoxo e Arqui-
medes, Papus de Alexandria, como ficou con-
hecido. Ele escreveu, por volta de 320, um livro
muito importante com o título de Coleção (razões próprias)
(Synagoge). Deve-se a sua importância a vá-
rios fatores. Contém conteúdos inéditos para Tomando os pontos M e N à direita do ponto
época, é uma rica fonte histórica da matemáti- médio, como indicado na figura, determinare-
ca grega e apresenta provas novas e lemas mos as seguintes razões.
suplementares para as obras de Euclides, Ar-
quimedes, Apolônio e Ptolomeu. No livro III,
seção 2 da Coleção, Papus teve como preocu-
pação o problema de colocar num mesmo (razões impróprias)
semi-círculo as três médias: aritmética, geo-
métrica e harmônica, mas inicia a seção com
as definições pitagóricas dessas médias. Dado um segmento AB, dividi-lo
Assim, dados dois números a e c (com c < a), harmonicamente numa razão dada
seja b, com c < b < a, então a razão (a-b):(b-
c) deve ser proporcional a a:ac = c:c para a
média aritmética, a a:b para a média geométri-
ca e a a:c para a harmônica. Assim: Na razão .

Média aritmética: Passo a passo


1. Efetuamos a divisão do segmento na razão
determinada.
Média Geométrica:

Média harmônica:

Razão de seção
Chama-se razão de seção de um ponto num
segmento a razão das distâncias do ponto aos
extremos do segmento. Quando o ponto é

37
UEA – Licenciatura em Matemática

→ →
2. Por B traçamos uma paralela à semi-reta A5 4. A interseção entre AB e 12 é o conjugado

e com ponta-seca em B e raio A1, determi- harmônico de M.
namos 6 e 7.

→ →
3. A interseção entre AB e 37, o ponto Q, é o
conjugado harmônico de P.
Dados um segmento AB e o conjugado
harmônico externo M obter o outro
Passo a passo

1. Ponta-seca em A e raio AN e ponta-seca em

B e raio BN, determinamos dois arcos.

Os pontos A, P, B e Q formam uma divisão


harmônica.

Dados um segmento AB e o conjugado


harmônico interno M obter o outro

Passo a passo

1. Ponta-seca em A e raio AM e ponta-seca 2. Por A traçamos uma semi-reta que intercep-

em B e raio BM, determinamos dois arcos. ta um dos semi-arcos em 1.

2. Por A traçamos uma semi-reta que intercep-


ta um dos semi-arcos em 1.

3. Por B traçamos uma semi-reta paralela à



A1, encontrando 2.

3. Por B traçamos uma semi-reta paralela à



A1, encontrando 2.

→ →
4. A interseção entre AB e 12 é o conjugado
harmônico de N.

38
Desenho Geométrico – Divisão de segmentos e segmentos proporcionais

Segmento áureo

Sejam AB um segmento e P um ponto perten-
cente a reta-suporte desse segmento.
P é interior

P é exterior

DIVISÃO ÁUREA
Euclides de Alexandria (365 a.C. – 300 a.C.) Diz-se que um segmento está dividido por um
ponto na razão áurea quando uma das partes
por ele determinada é a média geométrica
entre o segmento e a outra parte.
⎯2 ⎯ ⎯
AP = AB . PB
⎯ ⎯
O segmento AP é o chamado áureo de AB.

Determinação algébrica do segmento


áureo.

1.o caso: P é interior a AB.

Por definição temos:


⎯2 ⎯ ⎯
AP = AB . PB ⇒ x2 = a .(a – x) ⇒
Também teve grande importância para a his- x2 + ax – a2 = 0, cujas raízes são:
tória da geometria. Ele elaborou a teoria da
proporção áurea, em que dois números (X e Y,
por exemplo) estão em proporção áurea se a
razão entre o menor deles sobre o maior for , descartamos a raiz
igual ao maior sobre a soma dos dois (ou seja, negativa.
X/Y = Y/X+Y). Esta proporção estabelece um ⎯
2.o caso: P é exterior a AB.
coeficiente áureo, onde se pode analisar que,
basicamente, tudo que se encontra na nature-
za está inscrito nessa proporção, seja o corpo
humano, uma colmeia de abelhas, uma estrela
do mar, uma concha, etc.
Por definição temos:
⎯2 ⎯ ⎯
AP = AB . PB ⇒ x2 = a .(a + x) ⇒
x2 – ax – a2 = 0, cujas raízes são:

, descartamos a raiz

negativa.

39
UEA – Licenciatura em Matemática

A razão entre cada segmento áureo e o seg-


mento a que ele se refere é um número de ouro.

e ⎯ ⎯ ⎯ ⎯
AP = 0,618 . AB e AP’ = 1,618 . AB

RETÂNGULO ÁUREO

Resolução gráfica
Dividir o segmento AB em média e extrema
razão.

Passo a passo
⎯ É o retângulo que tem os seus lados a e b na
1. Por B traçamos uma perpendicular a AB.
razão áurea a/b = f = 1,618034. Portanto o lado
menor (b) é o segmento áureo do lado maior (a).
O retângulo áureo exerceu grande influência
na arquitetura grega. As proporções do Par-
tenon prestam testemunho dessa influência.
Construído em Atenas, no século V a.C., o
Partenon é considerado uma das estruturas
2. Ponta-seca em B e raio , encontramos
mais famosas do mundo. Quando seu frontão
na perpendicular o ponto O. triangular ainda estava intacto, suas dimen-
sões podiam ser encaixadas quase exata-
mente em um retângulo áureo.

3. Traçamos a circunferência de centro O e



raio OB, e os pontos C e D (interseção da
semi-reta AO com a circunferência).

Construção do retângulo áureo


Dado o quadrado ABCD

⎯ ⎯
4. Ponta-seca em A e raio AC e depois AD,
determinamos sobre o segmento AB os
pontos P e P’.

40
Desenho Geométrico – Divisão de segmentos e segmentos proporcionais

Passo a passo 3. Traçar uma reta p perpendicular à reta t


⎯ passando pelo ponto A.
1. Determinamos o ponto médio de AB.


2. Ponta-seca em M e raio MC, determinamos
na semi-reta AB o ponto E.

4. Determinar o ponto médio M do segmento


AB e traçar a reta mediatriz m ao segmento
AB.

O
3. Passando por E, traçamos uma semi-reta
→ →
vertical a AE, cuja interseção com DC é o
ponto F.

5. Obter o ponto O que é a interseção entre a


reta p e a mediatriz m. Ponta-seca no ponto
O retângulo AEFD é um retângulo áureo.
O e abertura OA, traçar o arco de circunfe-
rência localizado acima do segmento AB.
Arco capaz
Dado um segmento AB e um ângulo k, pergun-
ta-se: qual é o lugar geométrico de todos os
pontos do plano que contém os vértices dos
ângulos cujos lados passam pelos pontos A e
B sendo todos os ângulos congruentes ao
ângulo k? Este lugar geométrico é um arco de
circunferência denominado arco capaz.
Construção do arco capaz
O
1. Traçar um segmento de reta AB.

2. Pelo ponto A, trace uma reta t formando com


o segmento AB um ângulo congruente a k.

O arco que aparece acima no gráfico é o


arco capaz.

41
UEA – Licenciatura em Matemática

9. São dados o segmento EF, a reta x e um ângu-


lo de 400. Determine os pontos da reta x que
vêem o segmento EF sob o mesmo ângulo.
1. Divida, harmonicamente, o segmento AB nas
razões dadas.

a)

b)
10. Construa o arco capaz a um segmento de
c) 5,0cm sob um ângulo de 450.

2. Dado o segmento, obtenha o conjugado har-


mônico externo de P.

A língua é a expressão falada ou escrita do


3. Dado o segmento, obtenha o conjugado har- pensamento humano. A cada povo corres-
mônico interno de Q. ponde um idioma diferente variado, igual-
mente, por meio da evolução peculiar a cada
um, sua representação gráfica. Essa repre-
sentação, principalmente no mundo ociden-
4. Divida o segmento AB em média e extrema tal, é feita por meio do alfabeto de origem
razão (seção áurea). fenícia, que passou à Grécia e à Roma, e pela
sua simplicidade constituiu-se no principal
veículo de transmissão do conhecimento hu-
mano. Anteriormente, essa comunicação era
5. Divida o segmento AB em média e extrema feita por meio do desenho, às vezes bem rudi-
razão (seção áurea). mentar, do homem primitivo, por meio de hie-
róglifos como no Egito ou no México, grava-
dos ou esculpidos nos monumentos, ou por
meio dos caracteres cuneiformes das civiliza-
ções da Mesopotâmia, ou, ainda, por meio
dos caracteres ideográficos sino-japoneses.
Algumas tribos primitivas serviam-se de paus,
6. Construa o arco capaz de um ângulo de 300, pedras, fios tecidos, colares, e com eles fazi-
conhecendo o segmento GH.
am palavras, compondo frases e expressan-
do idéias.
É a escrita mnemônica. De origem americana,
7. O segmento RS mede 3,8cm e α forma com esta escrita transmite idéias ou fatos sem
ele um ângulo de 600. Trace o arco capaz cor- desenhá-los, isto é, não tem forma gráfica.
respondente.
Os principais exemplos deste sistema são os
8. Determine os pontos da reta r que vêem o seg- “quipos” dos índios do Peru e os “wampus”
mento PQ sob um ângulo de 350. dos índios irogueses.
Em síntese, a evolução da escrita pode ser
resumida em:

42
Desenho Geométrico – Divisão de segmentos e segmentos proporcionais

Pictografia – Desenhos de figuras rudimenta-


res – do latim “pictus” (pintado) e do grego
“grafe” (descrição). Escrita figurada usada pelo
homem primitivo para fixar, nas paredes das
cavernas, seus principais feitos, cenas de
caçadas, objetos de uso pessoal, etc. Res-
tringia a linguagem gráfica, limitando-a ao re-
gistro de fatos e coisas materiais com o máxi-
mo de realidade possível. Se eles queriam
exprimir a palavra “bisão”, desenhavam um ou
vários bisões, e para a palavra “caça”, desen-
Fonetismo – Nesse sistema, as figuras lidas
havam homens com lanças ou arcos e animais.
evocavam seu primitivo sentido acrescido da
expressão sonora. Pássaro, ao invés de sim-
bolizar apenas rapidez, adquiria o valor sono-
ro de ave.
Isto é, equivaliam ao som, processo seme-
lhante ao usado atualmente nas cartas enig-
máticas, onde é comum o símbolo do sol mais
o do dado, representar a palavra soldado.

A linguagem gráfica e o mundo das


formas na nossa vida

“Disco de Faisto”, século XIV a. C. Ele encerra uma


espiral de hieróglifos da antiga Creta, que até hoje
não foram decifrados.

Ideografia – Fixação das idéias por meio dos


símbolos – sinais que, muitas vezes, não signifi-
cavam acontecimentos vistos e palpáveis. São
signos convencionais correspondentes a deter-
minadas expressões por meio das quais
surgem idéias. Cada desenho isolado tem um
significado, por onde o abstrato pode ser repre-
sentado. A lua e as estrelas simbolizavam o
mês; um olho, a vigilância; o desenho do sol,
por exemplo, já não designava somente o
astro, e sim, o tempo de luz solar entre duas
Esses mosaicos matemáticos nem sempre
noites, isto é, o dia.

43
UEA – Licenciatura em Matemática

são construídos pelo homem. O surpreen-


dente é que podemos observá-los também
na natureza, vejamos:

Nos favos de mel das abelhas, encontramos um


mosaico de hexágonos regulares.
(Hexágonos são polígonos de seis lados)

Um mosaico de hexágonos aparece


também na casca do abacaxi.

44
UNIDADE IV
Figuras da geometria plana
Desenho Geométrico – Figuras da geometria plana

TEMA 09

DIVISÃO DE CIRCUNFERÊNCIA EM DUAS


PARTES IGUAIS (PELO ÂNGULO CENTRAL)

1 Divisão de circunferência em duas partes 6. Divisão de circunferência em sete partes iguais


iguais.
3600 / 7 = 510
3600 / 2 = 1800

7. Divisão de circunferência em oito partes iguais


2. Divisão de circunferência em três partes iguais.
3600 / 8 = 450
3600 / 3 = 1200

8. Divisão de circunferência em nove partes


3. Divisão de circunferência em quatro partes
iguais
iguais.
3600 / 9 = 400
3600 / 4 = 900

9. Divisão de circunferência em dez partes iguais


4. Divisão de circunferência em cinco partes iguais
3600 / 10 = 360
3600 / 5 = 720

10. Divisão de circunferência em doze partes


5. Divisão de circunferência em seis partes iguais iguais.
3600 / 6 = 600 3600 / 12 = 180

47
UEA – Licenciatura em Matemática

5. A aranha está encontrando dificuldades para


armar sua teia, pois faltam fios importantes que
1. Dividir a pizza em seis partes iguais.
saem do centro e passam pelas bordas dos
polígonos.

2. No aro da bicicleta de Paulo, faltam alguns


raios para que possa pedalar entregando
pães. Complete os raios faltantes.
6. Complete o desenho da roda dentada de acor-
do com a sua metade pronta.

3. No visor do relógio de parede caíram os pon-


tos indicadores das horas: 1, 2, 4, 5, 7, 8, 10 e
11 horas.

7. As duas circunferências foram divididas em


oito partes cada, e seus pontos não são coli-
neares. Verifique que figura surgirá ao ligar os
pontos das duas circunferências em seqüên-
cia.

4. Para ver o sol nascer belo e vigoroso divida-o


em vinte partes iguais, projetando seus raios
em forma de triângulos a partir da circunferên-
cia para fora. Seu centro coincide com a quina
do muro.

48
Desenho Geométrico – Figuras da geometria plana

8. A partir dessa divisão de circunferência, usan- 11. Dada a circunferência, divida-a em nove partes
do todos os pontos como centros, a ligação iguais e construa um polígono estrelado regu-
dos números e a ligação das letras mostrarão lar inscrito (eneágono estrelado) ligando os
duas figuras em sobreposição, de forma que o seus vértices em intervalos de dois em dois.
centro 1 ligará com um arco os pontos a e d, e
assim por diante, pois o raio é constante. Os
números darão origem à figura formada pelas
letras, e as letras darão origem à figura forma-
da pelos números.

12. Construa um polígono estrelado regular inscrito


de nove pontas (eneágono estrelado), ligando
seus vértices em intervalos de três em três.

9. A hélice do ventilado quebrou num desses dias


de calor intenso, e, para piorar, o condicio-
nador de ar não funciona. Coloque, então, uma
nova hélice sabendo que o ângulo entre elas é
de 600 (destacar as hélices).

13. Complete o pentágono estrelado regular ins-


crito dada uma de suas pontas.

10. Verifique se os ângulos α da divisão da circun-


ferência têm ângulos medidos iguais.

49
UEA – Licenciatura em Matemática

TEMA 10

TRIÂNGULOS

BREVE HISTÓRICO
Os triângulos são formas geométricas que apre-
sentam rigidez e estabilidade pela agudez de 2. Construir um triângulo eqüilátero de lado
suas quinas e orientam-se por uma base. São

AB = 3cm utilizando régua e compasso.
figuras de grande influencia nas culturas hu-
a) 1.o passo:
manas, como egípcios, babilônios e Pitágoras, ⎯
enfim, seja nas construções, seja nas artes, na Traçar o lado AB = 3cm
matemática, etc.
A B
O triângulo é o menor entre os polígonos.
b) 2.o passo:
Os polígonos regulares (expressão, harmonia ⎯
e simetria) admitem uma circunferência inscri- Abrir o compasso com a distância AB e
ta e circunscrita. colocar sua ponta seca em A, traçando um
arco a partir de B. Com a ponta seca em B
e a mesma abertura, traçar um arco a partir
de A, encontrando, assim, o ponto C, po-
dendo, então, ligar os pontos e definir o tri-
ângulo desejado.

3. Construir um triângulo eqüilátero inscrito sen-


do dada a circunferência de raio = 1,25cm.
a) 1.o passo:
PROCESSOS DE CONSTRUÇÃO DE
TRIÂNGULOS. Traçar a circunferência e o seu diâmetro.

1. Construir um triângulo eqüilátero de lado



AB = 3 cm, usando somente a régua e o par de
esquadros.
a) 1.o passo:

Traçar o lado AB = 3cm

A B b) 2.o passo:
Com a ponta-seca do compasso em uma
b) 2.o passo:
das extremidades do diâmetro e abertura
Posicione os esquadros de forma a obter a igual ao raio, traçar um arco cruzando a
partir de A e B ângulos de 600 cruzando-se circunferência duas vezes definindo,
e obtendo-se o ponto C (vértice oposto à assim, os dois pontos (vértices) que geram

base AB). o triângulo.

50
Desenho Geométrico – Figuras da geometria plana

5. Construir um triângulo isósceles dado o lado



(base) AB = 3cm e um ângulo α = 700 adja-
cente à base.
a) 1.o passo:
Traçar a base AB.

A B

c) 3.o passo: b) 2.o passo:


Finalmente, ligam-se os pontos e define-se Traçar o ângulo α a partir de A, estendendo
o triângulo. o traçado.

c) 3.o passo:
4. Construir um triângulo isósceles dado o lado Repetir a operação a partir de B obtendo-se o
⎯ ⎯ ponto C pelo encontro dos ângulos le-
menor (base) AB = 2cm e sua altura MC = 3,2cm.
vantados, ligando os três pontos do triângulo.
a) 1.o passo:

Traçar o lado base AB = 2cm.
A B
M C

b) 2.o passo:

Pelo ponto médio de AB, levantar uma per-

pendicular e nela marcar a altura MC.
6. Construir um triângulo retângulo isósceles ins-
crito à circunferência dada.
a) 1.o passo:
Traçar a circunferência.

c) 3.o passo:
Ligar os pontos ABC do triângulo isósceles.
b) 2.o passo:
Traçar pelo centro da circunferência o lado
AB igual a diâmetro.

51
UEA – Licenciatura em Matemática

c) 3.o passo: b) 2.o passo:


Pelo centro da circunferência, levantar uma Abrir o compasso com a distância igual a AC
perpendicular igual ao raio da circunferência. e com a ponta seca em B traçando um arco.

c) 3.o passo:
d) 4. passo:
o
Abrir o compasso com a distância BC, colo-
Finalmente, ligar os pontos A e B com o ponto C. cando a ponta seca em A e traçando um arco
que cruze o arco BC definindo o ponto C.

7. Construir um triângulo retângulo dados os


⎯ ⎯ d) 4.o passo:
lados AB = 4,4cm e AC = 1,8cm.
Ligar os pontos dos vértices A, B e C.
a) 1.o passo:
Traçar o lado AB.

A B
b) 2.o passo:
Traçar uma perpendicular à extremidade A.
9. Construir um triângulo escaleno dado o lado

base AB = 5cm e dois ângulos adjacentes a A
e B com ângulos α = 450 e 600 respectivamente.
a) 1.o passo:
Traçar o lado (base) AB.
c) 3. passo:
o

Ligar os pontos A, B e C, definindo o triân- b) 2.o passo:


gulo pedido. ⎯
A partir de AB, levantar o ângulo de 450 pela
extremidade A.

8. Construir um triângulo escaleno dados os


⎯ ⎯ ⎯
lados AB = 5cm, BC = 2,7cm e AC = 2cm.
a) 1.o passo:

Traçar o lado base AB = 6cm. c) 3.o passo:
Levantar o ângulo de 600 pela extremidade

52
Desenho Geométrico – Figuras da geometria plana

B, cruzando a reta do ângulo de 450 no ⎯


a abertura do compasso OM e inscrever o
ponto C. triângulo.

Observe que, nesse caso, os lados do triân-


gulo são tangentes à circunferência.
10. Construir um triângulo eqüilátero de lado =
3cm, circunscrevê-lo e inscrevê-lo.
a) 1.o passo:
Construir o triângulo por um dos processos
já vistos. 1. Dado o triângulo retângulo isósceles circuns-
crevê-lo.

b) 2.o passo:
2. Desenhar um triângulo escaleno, dados os
Traçar as três alturas que também são as
⎯ ⎯ ⎯
lados AB = 4cm, BC = 3cm e CA = 2cm.
bissetrizes do triângulo. O cruzamento des-

sas alturas determinará o centro inscritível e 3. Desenhar um triangulo dada a base AB = 4cm e
circunscritível do triângulo. dois ângulos adjacentes à base α = 450 e β = 600.

4. Desenhar um triangulo retângulo dado o lado



maior AB = 4cm, a hipotenusa = 4,5cm.

5. Dada a circunferência, circunscreva um triân-


gulo retângulo sabendo que seu lado maior
corresponde ao diâmetro.
c) 3.o passo:
6. Desenhar um triângulo dada a base
Com a ponta-seca do compasso no ponto ⎯ ⎯
AB =5,5cm e AC = 3,5cm e um ângulo adja-
O (centro) e abertura a qualquer um dos cente à base a partir de A igual α = 600.
vértices, circunscrever o triângulo (por fora).
7. Dividir com um traço o triângulo retângulo isós-
celes abaixo para obter outros dois triângulos
retângulos isósceles.

d) 4.o passo:
Ainda com a ponta-seca no centro, reduzir

53
UEA – Licenciatura em Matemática

8. Complete o triângulo abaixo dado o seu lado 12. Quantos triângulos eqüiláteros há nesta figura?

base AB e a sua altura.

13. Dado o módulo triangular, crie um módulo maior


repetindo-se quatro vezes, orientadondo-se pelo
eixo perpendicular.

9. Classifique os triângulos existentes na figura


abaixo quanto à forma e quanto ao ângulo.

10. Complete a placa de sinalização “SIGA EM 14. Dado o triângulo eqüilátero, divida-o para obter
FRENTE” para que não haja transtornos no quatro triângulos eqüiláteros (basta usar três
trânsito da rua. traços).

15. A marca da Mercedes Bens (automóveis) é


mundialmente conhecida apresentando geome-
11. O triângulo incompleto abaixo oculta um outro tria muito simples. Reproduza a marca abaixo
triângulo idêntico. Defina este triângulo. com precisão, citando o nome do triângulo base
da marca.

54
Desenho Geométrico – Figuras da geometria plana


16. Dado o triângulo de base AB, reproduza um
outro exatamente igual abaixo, usando a TEMA 11
mesma base.
QUADRILÁTEROS
Quadrados e retângulos

BREVE HISTÓRICO
Tanto entre os Sumérios quanto entre os egíp-
cios, os campos primitivos tinham forma retan-
17. Construir um triângulo eqüilátero circunscrito gular. Também os edifícios possuíam plantas
⎯ regulares, o que obrigava os arquitetos a cons-
de lado AB = 5cm.
truir muitos ângulos retos (de 90o). Embora de
18. Construir um triângulo retângulo isósceles dado bagagem intelectual reduzida, aqueles homens
⎯ ⎯ já resolviam o problema como um desenhista
o lado base AB = 3cm e sua altura MC = 5cm.
de hoje. Por meio de duas estacas cravadas na
terra, assinalavam um segmento de reta. Em
19. Construir um triângulo escaleno de lados
⎯ ⎯ ⎯ seguia, prendiam e esticavam cordas que fun-
AB = 6cm, AC = 4cm e BC = 5cm. cionava à maneira de compassos: dois arcos
de circunferência se cortam e determinam dois
20. Dado o triângulo retângulo isósceles, circuns- pontos que, unidos, secionam perpendicular-
creva-o. mente a outra reta, formando os ângulos retos.
Definição
São polígonos que possuem quatro lados, com
formas que apresentam aspecto de rigidez,
conservadorismo e estabilidade – no caso dos
quadrados, retângulos e trapézios.
São figuras poligonais fechadas, que limitam
uma área do espaço.
Podem ser côncavos ou convexos.

Tem ângulo Todos os ângulos


interno de 180º internos são
menores que 180º

a) Quadriláteros paralelogrâmicos
Quadriláteros que possuem lados opostos
paralelos entre si. Pertencem a este grupo:
o quadrado, o retângulo, o losango e o
paralelogramo.

55
UEA – Licenciatura em Matemática

b) Trapézios c) 3.o passo:



Quadriláteros que possuem dois lados para- Com centro em A e raio AB, corta-se a per-
lelos entre si chamados de bases (maior ou pendicular que sobe de A no ponto D. Com
menor). Os lados não-paralelos são chama- o mesmo raio e com centro em B, corta-se
dos de transversais. A distancia entre lados a perpendicular que sobe de B no ponto C,
paralelos é chamado de altura (h). ligando-se os pontos C e D, obtendo-se,
assim, o quadrado pedido.

Podem ser divididas em: retângulo, isósce-


les e escaleno.

2. Construir um quadrado (regular), dadas suas


diagonais.
a) 1.o passo:
Traçar as duas diagonais prolongadas,
cruzando-as no ponto O (centro).

c) Trapezóides
Quadriláteros que não apresentam para-
lelismo entre os lados.

b) 2.o passo:
Com a ponta-seca do compasso em O e
abertura qualquer, traça-se uma circunfer-
CONSTRUÇÃO DE QUADRILÁTEROS ência, determinando quatro pontos.

1. Construir um quadrado (regular) dado o lado


AB = 2,7cm.
a) 1.o passo:
Traçar uma linha horizontal indefinida e nela
marcar a distância AB.

c) 3.o passo:
b) 2.o passo: Ligam-se os pontos na ordem A, B e C, que
Pelos pontos A e B, levantam-se duas per- são os lados do quadrado.
pendiculares.

56
Desenho Geométrico – Figuras da geometria plana

3. Construir um retângulo dados os lados



AB = 4,8cm e AD = 2cm.
a) 1.o passo:
Traçar uma linha suporte horizontal e, sobre

ela, traçar o lado AB = 4,8cm.

A D
c) 3.o passo:
b) 2.o passo: ⎯
Marcar, com a medida do raio AO, as dis-
Pela extremidade A, levanta-se uma per- ⎯ ⎯
tâncias OC para cima e OD para baixo.
pendicular, marcando sobre esta o lado Unindo-se os pontos A, B, C, e D, teremos

AD = 2cm. o quadrado pedido.

c) 3.o passo:

Traçar uma paralela ao lado AB partindo
por D.

5. Construir um retângulo dado o lado AB = 6cm

e sua diagonal AC = 6,5cm.
a) 1.o passo:
Traçar uma linha suporte horizontal, mar-
cando sobre ela a distância AB.
d) 4.o passo:
Levantar uma perpendicular a partir de B,
b) 2.o passo:
obtendo o quarto vértice C e o retângulo
Levantar duas perpendiculares ao segmen-
pedido. ⎯
to AB, pelas extremidades A e B.

c) 3.o passo:
4. Construir um quadrado conhecendo-se a sua
⎯ Com centro em qualquer de suas extremi-
diagonal AB = 3,3cm. dades, no caso A, e com raio igual ao com-

a) 1.o passo: primento AC da diagonal, descreve-se um
arco de círculo que cortará a outra perpen-
Traçar uma linha suporte horizontal, mar-
⎯ dicular no ponto C.
cando o segmento retilíneo AB.

A B

b) 2.o passo:
Traçar uma perpendicular cortando o seg-

mento AB ao meio (centro O).

57
UEA – Licenciatura em Matemática

d) 4.o passo: 6. A construtora “JOÃO DE BARRO”, possui um


Traçar uma paralela a AB passando pelo ponto terreno em área valorizada, mas totalmente
C, determinado, assim, o quarto vértice D do fora de esquadro ou alinhamento, dificultando
retângulo pedido, ligando agora os vértices. sua venda. Faça a divisão do terreno e veja
quantos lotes de 1cm x 2cm (no desenho
abaixo), podemos conseguir.

QUADRILÁTEROS

1. Construir um quadrado circunscrito, conhe-


cendo-se suas diagonais e seu raio = 3cm.
7. Dada o cubo abaixo, como é o desenho dele
aberto (planificado), usando medidas reais do
2. Utilizando quatro triângulos retângulos isósce-
les, construir dois quadrados: um externo e cubo: largura, altura e comprimento?
outro interno.

3. Dadas os pares de paralelas perpendiculares


entre si, construa a cruz que simboliza a saúde
no mundo inteiro.

8. A partir do retângulo ABCD e uma diagonal,


desenhe dois outros retângulos, sendo que o
retângulo interno tem lado menor igual a 1cm,
4. Que objeto surgirá a partir desta figura com- e o maior tem diagonal igual a 7cm.
posta de retângulos?
Escreva e/ou desenhe.

9. A figura abaixo contém diversas formas: planas


e tridimensionais que se relacionam entre si. Cite
quais formas podemos encontrar nessa figura.
5. Construir um retângulo, dado o triângulo ABC
abaixo, sabendo que o ponto C é o cruzamen-
to das diagonais do retângulo pedido.

58
Desenho Geométrico – Figuras da geometria plana

10. Construa dois quadrados sendo um interno e


outro externo, utilizando quatro trapézios
TEMA 12
isósceles.
TRAPÉZIOS

INTRODUÇÃO
Os trapézios são triângulos truncados com for-
a) A figura abaixo é um exemplo de ilusão de mas que transmitem estabilidade e ascensão,
ótica. Olhando para ela, temos a impressão projeção.
de ver pequenos quadrados ou manchas
Ao contrário dos Egípcios, as civilizações anti-
cinza nos cruzamentos das faixas brancas.
gas da América Central não construíram seus
Você sabe por que isso ocorre? monumentos com base na forma triangular,
mas na forma de trapézios.

R: Quando as faixas se cruzam, o contraste


entre o branco e o preto fica menor e,
assim, podemos ver essas manchas cinza
claras.

b) As diagonais AB e CD dos paralelogramos


são iguais.

R: Sim. Confira.

c) A figura ABCD é um quadrado?

CONSTRUÇÃO DE TRAPÉZIOS
1. Construir um trapézio isósceles conhecendo-

se o lado maior AB = 4cm, a base menor

CD = 2cm e sua altura = 3,3cm.

A B

a) 1.o passo:
R: Sim. Traçar uma reta suporte e marcar a medida
⎯ ⎯
AB, e em seguida marcar a metade de AB
(ponto médio).

59
UEA – Licenciatura em Matemática

b) 2.o passo: b) 2.o passo:


Levantar uma perpendicular a partir de M. Construir o ângulo α com origem em A e
depois com origem em B. Os ângulos le-
vantados cortarão a altura em C e D,
definindo, assim, o lado menor e o trapézio
(de lados A, B, C e D) pedido.

c) 3.o passo:
Marcar a altura do trapézio MM e traçar uma
reta paralela a AB passando por M.
4. Construir um trapézio retângulo conhecendo-se

a base maior AB = 4,8cm, o lado CD = 3,5cm
e sua altura = 2cm.
a) 1.o passo:
Traçar uma reta suporte e nela marcar a
medida AB.

b) 2.o passo:
Traçar a altura a partir do ponto A da base
d) 4.o passo: maior, marcando-se a medida dada, obten-
do-se, assim, o ponto C.
Marcar sobre esta reta paralela a AB a me-
dida CD, sendo que a metade desta medida
MC está para a esquerda e MD para a dire- h
ita. Unindo-se os pontos A, B, C e D, obtém-
se o trapézio pedido.

c) 3.o passo:

Traçar uma reta paralela a AB passando
pelo ponto C.

d) 4.o passo:
2. Construir um trapézio isósceles conhecendo-se Medir, então, sobre a paralela traçada o
⎯ ⎯
a base maior AB = 4,8cm, sua altura = 2,8cm cumprimento da base menor CD. Unindo-
e o ângulo adjacente à base maior é α = 600. se A, B, C e D respectivamente, teremos o
trapézio pedido.
a) 1.o passo:
Traçar uma reta suporte e nela marcar a

medida AB. Em seguida, marque a altura,

traçando-se uma paralela a AB.

60
Desenho Geométrico – Figuras da geometria plana

4. Construir um trapézio escaleno sendo a base Traçar uma reta suporte e nela marcar a dis-
⎯ ⎯
maior AB = 4,8cm, a base menor CD = 1,5cm, tância AB.

o lado AC = 2,7cm e o ângulo adjacente à
base AB a partir de A, sendo α = 70°.
a) 1.o passo: b) 2.o passo:

Traçar uma reta suporte e nela marcar a Medir e traçar o ângulo sobre AB com cen-
⎯ tro em A.
medida AB.

b) 2.o passo:

Medir e traçar o ângulo α sobre a base AB
com origem em A.

c) 3.o passo:

Marcar a medida AC sobre o lado do ângu-
lo levantado.

c) 3.o passo:

Marcar e medir AC sobre o ângulo levanta-
do e, pelo ponto C, traçar uma paralela a

AB.

d) 4.o passo:

Com centro em C e abertura CD = 3cm (feita
com compasso) faz-se um arco aleatório.

d) 4.o passo:
Medir então, sobre a paralela traçada o

comprimento da base menor CD. Unindo-
se então A, B, C e D respectivamente, tere-
mos o trapézio pedido. e) 4.o passo:
Com centro em B e abertura do compasso

com a medida BD, faz-se outro arco cortan-
do o arco anterior originando o ponto D.
Une-se, então, os pontos A, B, C e D para
obter o trapézio pedido.

5. Construir um trapezóide dada a base maior


⎯ ⎯
AB = 4,85cm, sua base menor CD = 2cm, o
⎯ ⎯
lado AC = 3cm, o lado BD = 2,9cm e um ângu-
lo = 70° adjacente a AB com origem em A.
a) 1.o passo:

61
UEA – Licenciatura em Matemática

TRAPÉZIOS

1. Construir um trapézio isósceles, dada a sua



base maior AB = 5cm , sua altura h = 4cm e
⎯ 9. Abaixo, temos um quadrado e uma de suas
um ângulo de 80° adjacente à base AB.
diagonais. Com apenas um traço, divida o
2. Dado o triângulo eqüilátero A B C, construir um quadrado em dois trapézios retângulos.

trapezóide, sendo o lado AD = 4cm e o lado

BE = 3cm.

3. Construir e identificar o trapézio conhecendo-se


⎯ ⎯
o lado AD = 4,5cm, suas diagonais AC = 6,8cm

e BD = 7,7 cm, com altura h = 4,4cm.

4. Construir um trapézio retângulo conhecendo-



se a base maior AB = 6cm, a base menor
⎯ ⎯
CD = 2cm e sua altura AD = 3cm. 10. Construir um trapézio isósceles, dada a base
⎯ ⎯
maior AB = 6cm, base menor CD = 4cm e
5. Construir um trapézio retângulo, dada a sua sua altura = 4cm.

base maior AB = 6cm e o ponto médio dessa
⎯ 11. Desenhar um trapézio isósceles circunscrito,
base (metade de AB). ⎯
dada a base maior AB = 6cm, um ângulo adja-
6. Descreva as características de um trapézio cente à base α = 60°, em que a base maior é
quanto: o diâmetro da circunferência.

Aos lados: ________________________________ 12. Complete o desenho da barra de ouro unindo


Aos ângulos: _____________________________ os vértices das letras iguais.

7. Dada a circunferência abaixo, construir um


trapézio isósceles, sabendo-se que sua base
maior é o diâmetro da circunferência e seus
quatro pontos (A, B, C e D) tocam essa circun-
ferência.

13. Dado o trapézio, divida-o de forma a obter:


a) Um trapézio retângulo.
b) Um triângulo retângulo.

8. Determine o perímetro do trapézio dado sobre


a linha abaixo.

62
Desenho Geométrico – Figuras da geometria plana

14. Construir um trapézio escaleno, dada a base 19. Vamos ligar os pontos na ordem alfabética e
⎯ ⎯
maior AB =6cm, a base menor CD = 2.5cm, o ver que figura vai surgir.

lado AC =3cm e dois ângulos adjacentes à
base maior, α = 60° e β = 45°.

15. Complete, com um trapézio isósceles, o dese-


nho da casa.

20. No futebol de rua, a garotada jogou a bola con-


tra uma janela, estilhaçando a vidraça. Des-
16. Dado o quadrado, divida-o para obter quatro taque as partes de vidro que formam trapézios.
trapézios isósceles).

17. Dadas três figuras, monte um trapézio.

18. Decomponha a figura dada em:


a) Dois trapézios retângulos.
b) Um triângulo equilátero.
c) Um trapézio isósceles.

63
UEA – Licenciatura em Matemática

TEMA 13
b) 2.o passo:
LOSANGOS E PARALELOGRAMOS

Marca-se o ângulo a partir do segmento AB,
Diferenciam-se dos quadriláteros retangulares tendo como origem a extremidade A, pro-
pela sua inclinação ou angulação, proporcio- longando-se o outro lado do ângulo.
nada pelas suas diagonais de tamanho, trans-
mitindo sensação de desequilíbrio e, ao
mesmo tempo, dinamismo, parecendo estar
em movimento ou deslocamento.

c) 3.o passo:

Com centro em A e abertura igual a AB, le-
vanta-se um arco, cruzando o lado do
ângulo levantado.

d) 4.o passo:
Sensação de movimento
Traçar, a partir de B, um segmento paralelo
O quadrado é estático. ⎯
a AC (prolongado). Da mesma forma, traçar
O losango tem movimento diagonal. ⎯
uma reta paralela a AB passando por C e
definindo o último ponto que é o D. Unindo
os pontos A, B, C, D, e A teremos o losan-
go desejado.

Aplicações
CONSTRUÇÃO DE PARALELOGRAMOS 2. Construir um losango, dadas as duas diago-
⎯ ⎯
1. Construir um losango dados um lado AB = 2,7cm nais, sendo a diagonal maior AB = 4cm e a

e um ângulo α = 60°. diagonal menor CD = 2,5cm.
a) 1.o passo: a) 1.o passo:
Traçar uma reta suporte e, sobre esta, mar- Traçar as duas diagonais perpendiculares

car o segmento retilíneo AB, que é o lado entre si (prolongadas) que se cruzam em
dado. seus meios (origem).

64
Desenho Geométrico – Figuras da geometria plana

b) 2.o passo:
Marcar, a partir do cruzamento das diago- d) 4.o passo:
nais (O), a metade da medida AB, sendo ⎯
⎯ ⎯ Com centro em C e abertura (mesma) CB,
AO = 2cm e OB = 2cm (diagonal maior). ⎯
traça-se um arco cruzando o arco BA e
definindo o ponto D. Unindo-se os pontos
A, B, D e C, temos o losango desejado.

c) 3.o passo:
Desta vez, marcar a partir de O a metade da
⎯ ⎯ ⎯
medida CD, sendo OC = 0,8cm e OD = 0,8cm
a diagonal menor. Obtido os quatro pontos,
liga-se e obtém-se o losango pedido.

4. Construir um paralelogramo dado o lado


⎯ ⎯
AB = 4,8cm, o lado AC = 2,2cm e o ângulo
adjacente a AB, α = 45°
a) 1.o passo:
Traça-se uma reta suporte e marca-se a
medida AB.

3. Construir um losango sabendo-se o seu lado



AB = 2,7cm. (usar compasso e régua). b) 2.o passo:
a) 1. passo:
o
Constrói-se o ângulo α sobre o segmento
Traçar uma reta suporte e nela marcar o ⎯
⎯ AB com origem em A.
segmento AB.

b) 2.o passo:

Com centro em A e abertura AB, traça-se
um arco acima de B.

c) 3.o passo:
Traça-se sobre o lado do ângulo α levanta-


do a medida AC.

c) 3.o passo:

Com centro em B e mesma abertura BC,
traça-se um arco que cruzará o arco anteri-
or definindo o ponto C.

65
UEA – Licenciatura em Matemática

d) 4.o passo:


Traça-se uma paralela ao lado AB passan-


do por C e outra ao lado AC passando por
B, definindo o ponto D. Unem-se os pontos
com traço forte e obtém-se o paralelogramo
pedido.


1. Desenhar um losango, dado o lado AB = 4cm.

2. Desenhar um losango, dadas as diagonais


5. Construir um paralelogramo, dados os lados ⎯
⎯ ⎯

⎯⎯ AC = 5cm e BD = 3cm.
AB = 4,8cm, um ângulo α = 45° adjacente ao

lado AB e sua altura = 1,4cm.
3. Desenhar um paralelogramo, dado o lado
a) 1.o passo: ⎯ ⎯
maior AB = 5,5cm e o lado menor AD = 2,5cm


Traçar uma reta suporte e marcar a medida e o ângulo adjacente à AB α = 45°.
AB.
4. Construir um paralelogramo, dado o lado

maior AB = 5cm, um ângulo adjacente à base
b) 2.o passo: α = 60° e sua altura = 2cm.
Constrói-se o ângulo a partir do segmento

⎯ 5. Dada a circunferência e a sua divisão, construa
AB com centro em A, alongando-se o lado
três losangos para obter uma figura a saber.
do ângulo aberto.

c) 3.o passo: 6. Divida o hexágono regular com dois losangos


para obter um cubo.
Repete-se a mesma operação para a cons-
trução do ângulo, tendo a extremidade B
como centro.

7. Complete o desenho da casa com um losango.

d) 4.o passo:
Traça-se a altura perpendicular ao segmen-

to AB. Em seguida constrói-se uma paralela


a AB cruzando os ângulos levantados nos
pontos C e D, onde A, B, C e D formam o
paralelogramo.

66
Desenho Geométrico – Figuras da geometria plana

8. Dado o módulo abaixo, repita-o para formar 12. O desenho tridimensional do parafuso está
um painel (composição por repetição). incompleto, restando duas faces em forma de
losangos; finalize-o.

9. Dado o retângulo, divida-o para obter um para-


lelogramo.

13. Observe a linha poligonal abaixo e reproduza


este caminho, utilizando losangos.

10. Complete o desenho da bandeira do Brasil


sabendo que os lados do retângulo são 14. Construa um triângulo eqüilátero e divida-o

⎯ ⎯
⎯ para obter três losangos que, ao serem escure-
AB = 7cm e BC = 4cm e o losango tem dia-
⎯ ⎯ cidos, fará surgir a marca “MITSUBISHI”.
gonais AC = 6cm e BD =3,5cm.

15. Monte pelo menos cinco combinações dife-


rentes com os dois paralelogramos abaixo.

11. Dados os quadrados e uma linha poligonal,


ligue as letras iguais para obter um objeto tridi-
mensional com um furo.

67
UNIDADE V
Polígonos e Poliedros
Desenho Geométrico – Polígonos e Poliedros

TEMA 14

POLÍGONOS

Introdução
É a região do plano limitada por uma linha poli-
gonal fechada.
Os polígonos estão presentes em quase todas b. Polígonos não-regulares – Possuem lados
as coisas que usamos ou vemos, enchendo o com tamanhos diferentes e ângulos inter-
mundo que nos cerca, com suas variadas for- nos e externos diferentes, sendo que a
mas e composições. Basta observar coisas soma dos ângulos internos é também de
que você esta usando ou ao seu redor. 360°.

2. Polígonos inscritos e circunscritos.


a. Polígonos inscritos – Os vértices do polí-
gono estão sobre a circunferência.

Ao longo do tempo, fomos aprendendo a ob-


servar, associar e aplicar as formas geométri-
cas naturais ao nosso mundo próprio.

b. Polígonos circunscritos – Os lados do


polígono são tangentes à circunferência.

1. Classificando os polígonos (com mais de


cinco lados)
1. Polígonos regulares e irregulares
a. Polígonos regulares – São formas inscritas
e circunscritas por circunferência. Possui 3. Polígonos convexos e côncavos.
ângulos externos também iguais, sendo a. Polígonos convexos – São polígonos que
que a soma dos ângulos internos é igual a não possuem vértices reentrantes, ou seja,
360°. todas as diagonais estão na região interna.

71
UEA – Licenciatura em Matemática

2.o passo:

Com centro em B e mesmo raio, traça-se outra


circunferência, cortando-se os pontos P e O,
pelos quais passam uma linha prolongada.

b. Polígonos côncavos – São polígonos que


possuem ângulos reentrantes, ou seja, vér-
tices em direção ao interior do polígono.

3.o passo:

Com centro em O e raio AB, traça-se a última

circunferência, que vai cortar o segmento OP
no ponto G e as duas circunferências já
traçadas nos pontos 1 e 2.
Observação: P
A tendência de um polígono, à medida que
aumenta o seu número de lados, é de se apro-
ximar da forma de uma circunferência.

O
4. passo:
o

Une-se o ponto 1 ao ponto G e prolonga-se a


linha assim obtida até a circunferência do cen-
tro A. Une-se depois o ponto 2 ao ponto G e
prolonga-se também esta reta até que ela corte
a circunferência do centro B.
Construção de Polígonos Regulares em
P
função do lado
1. Construir um pentágono regular, conhecendo-

se o seu lado AB = 1,6cm.
1.o passo:
⎯ ⎯
Traçar o lado AB e com centro em A e raio AB,
construir uma circunferência.

O
5.o passo:

As duas linhas traçadas determinarão, no en-


contro com as duas circunferências, os pontos

72
Desenho Geométrico – Polígonos e Poliedros

C e D que, unidos respectivamente a A e a B,


⎯ ⎯
definindo mais dois lados sendo, AC e BD.

3.o passo:

Com a distância AB e centro em B, marca-se
sobre a circunferência o ponto C, utilizando-se
o ponto seguinte como centro, até marcar o
sexto ponto do hexágono, no caso F.

6.o passo:

Com centro em C e raio AB, traça-se um arco
X e, em seguida, com o mesmo raio e centro
em D, descreve-se o arco Y, cortando o arco X
no ponto E. Unindo-se o ponto E ao ponto C e
⎯ ⎯
a D, teremos os dois lados restantes, EC e ED
do pentágono pedido.
4.o passo:
E P
Finalmente, ligam-se os pontos A, B, C, D, E, F,
A, nessa ordem, para obter o hexágono regu-
lar pedido.

2. Construir um hexágono regular conhecendo-



se o lado AB = 1,6cm.
3. Construir um heptágono regular conhecendo-
1.o passo:

se o seu lado AB = 2cm.

Traça-se o lado AB e com centro em A e raio 1.o passo:

AB, descreve-se o arco 2. Com o centro em B e
Marca-se sobre uma linha suporte horizontal a
mesmo raio, traça-se o arco 1 que cortará o ⎯
distancia AB igual ao lado conhecido, e em
primeiro arco em O. ⎯ ⎯
seguida a distância BC igual a AB na mesma
linha.

2.o passo:
2.o passo: ⎯
Admitindo-se o seguimento AC como base de

Com centro em O e raio AB, traça-se uma cir- um triângulo eqüilátero, constroe-se esta figura
cunferência. de vértices A, C e D.

73
UEA – Licenciatura em Matemática

6.o passo:

Marca-se a distância AB sobre a circunferência
para obter os lados pelos pontos 1, 2, 3, 4, 5,
6, A, que unidos completarão o heptágono
pedido.

3.o passo:
Levanta-se uma ⎯perpendicular por B, que é o
meio da base AC, e em seguida traça-se outra

perpendicular, desta
⎯vez pelo meio do lado CD,
cortando a altura BD em O.

4. Construir um octógono conhecendo-se o seu


lado AB = 1,5cm.
1.o passo:
Traça-se uma reta suporte e sobre esta marca-
se a medida do lado, levantando-se em segui-
4.o passo: ⎯ da duas perpendiculares a este lado a partir de
Com centro em O e raio OA, traça-se uma cir-
A e de B.
cunferência que circunscreverá
⎯ o triângulo.
Aplique-se agora o lado AB.

2.o passo:
Traçam-se as duas bissetrizes destes dois
ângulos retos, uma com origem em A e outra
com origem em B.

5.o passo: ⎯
Com centro em A e distância AB, marca-se
sobre a circunferência no ponto 1, onde A1 é o
primeiro lado da figura.
3.o passo:
Marca-se sobre a reta do ângulo de origem A

medida AC, e sobre a reta do ângulo de

origem B a medida BD.

74
Desenho Geométrico – Polígonos e Poliedros

4.o passo: 2.o passo:


Levantam-se pelos pontos C e D duas perpen- Os pontos B, C e D são os três lados do triân-
⎯ gulo inscrito.
diculares à reta suporte de AB, nas quais mar-
⎯ ⎯
cam-se as distâncias CE e DF, respectivamente

iguais a AB.


2. Dividir a circunferência de raio OA = 1,7cm em
quatro e oito partes iguais, ou então construir
5.o passo:
um quadrado e um octógono inscritos.

Com centro em E e raio AB, corta-se a perpen- 1.o passo:
dicular que passa por A no ponto G; com o ⎯ ⎯
Traçam-se, inicialmente, os diâmetros AB e CD
mesmo raio e centro em F, corta-se agora a perpendiculares, dividindo a circunferência em

perpendicular a AB que parte de B no ponto H. quatro partes iguais.
Ligando-se agora os pontos A, B, D, F, H, G, E,
C e A teremos o octógono pedido.

2.o passo:
Traça-se uma circunferência com centro em O

e abertura OA, que vai tocar os diâmetros nos
pontos A, B, C, e D.

2. CONSTRUÇÃO DE POLÍGONOS INSCRITOS


EM FUNÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA
1. Dividir a circunferência em três partes iguais e
construir um triângulo eqüilátero circunscrito.
1.o passo:

Traça-se o diâmetro horizontal AB da circunfer-
ência e levanta-se uma perpendicular pelo 3.o passo:
⎯ ⎯ ⎯ ⎯ ⎯
meio(M) do raio AO. Esta linha vai cortar a cir- A ligação dos pontos AD, DB, BC e CA deter-
cunferência nos pontos C e D. mina o quadrado inscrito.

75
UEA – Licenciatura em Matemática

4.o passo:
Traça-se uma perpendicular pelo meio dos
⎯ ⎯
lados AC e BD, cortando a circunferência nos
pontos E e F, obtendo-se mais dois pontos da
figura.

2.o passo:

Divide-se o raio OD ao meio, determinando o

ponto X. Com raio XA, descreve-se um arco que

vai cortar o diâmetro AB (horizontal) no ponto P.

5.o passo:
Desta vez, traça-se uma perpendicular pelo
⎯ ⎯
meio dos lados AD e BC, obtendo-se sobre a
circunferência os pontos G e H, que são os últi-
mos pontos da figura circunscrita.

3.o passo:

Agora, com o centro em A e raio AP, traça-se
outro arco, que vai determinar na circunferên-
cia o ponto E, que unido com A dará o lado do
pentágono circunscrito.

6.o passo: E
Ligando-se, respectivamente, os pontos A, G, D,
F, B, H, C, E, A, teremos um octógono inscrito.

4.o passo:
Finalmente, com centro em E e medida con-

stante AE, marcam-se sobre a circunferência
os pontos E, F, G, H, A restantes que ligados
definirão o pentágono regular inscrito.

3. Construir um pentágono circunscrito conhe- E H


cendo-se a circunferência.
1.o passo:
Traçam-se, em primeiro lugar, os dois diâme-
tros perpendiculares da circunferência, sendo F G
⎯ ⎯
estes AB e CD.

76
Desenho Geométrico – Polígonos e Poliedros

4. Construir um hexágono regular conhecendo-



se a circunferência de diâmetro AB = 3,4cm.
1.o passo:
Traça-se uma reta suporte horizontal na qual

marca-se o diâmetro AB e seu meio O (centro).

2.o passo:

Com centro em A raio AO, traça-se um arco do
círculo que cortará a circunferência nos pontos
1 e 3.

2.o passo:
Traça-se a circunferência, e com centro em A e

raio AO, descreve-se arco de círculo que cor-
tará a circunferência duas vezes, obtendo-se
⎯ ⎯
os pontos C e D, onde AC ou AD já é o lado do
pentágono circunscrito.
3.o passo:

Unindo-se os pontos 13, teremos uma reta per-

pendicular que cortará o diâmetro AB no ponto

2. O segmento 12 é o lado do heptágono.

3.o passo:

Agora, com centro em B e raio BO, descreve-se
um outro arco de circulo que cortará a circun-
ferência nos pontos E e F. Unindo-se os pontos
4.o passo:
A, C, E, B, F e D, obtem-se o hexágono regular

inscrito. Com centro em 1 e medida 12, traça-se um
arco que cortará a circunferência no ponto A,
repetindo-se, então, ao longo da circunferência
até o ponto 1. Unem-se os pontos 1, 4, 5, 6, 7,
8 e 9 para obter o heptágono regular inscrito.
9

5. Construir um heptágono regular circunscrito,


conhecendo-se o diâmetro da circunferência 5 7
AB = 3,4cm.
6
1.o passo: 6. Construir um noneágono regular circunscrito

Traçar o diâmetro AB horizontal e sua circun- conhecendo-se o diâmetro AB = 3,4cm da cir-
ferência pelo meio de AB. cunferência.

77
UEA – Licenciatura em Matemática

1.o passo: 5.o passo:



Traça-se o diâmetro AB e pelo seu meio O Liga-se agora E a O. Essa linha corta a circun-
(centro) constrói-se a circunferência de raio ferência no ponto F, que ligado a G determina o
AO. segmento retilíneo que é o lado do eneágono.

Com abertura FG marcam-se sobre a circunfer-
ência os nove lados (F, G, H, I, A, J, L, M e N)do
eneágono pedido.
L
M
J
N

2.o passo:

Levanta-se uma perpendicular ao raio OB pelo I
ponto C, cortando a circunferência no ponto G. H

POLÍGONOS

3.o passo: 1. Construir um pentágono regular de raio



⎯ OA = 3cm pela divisão da circunferência.
Com centro em C o raio OB, descreve-se um
arco que cortará a perpendicular traçada no
2. Construir um hexágono regular circunscrito,
ponto D.
dado o triângulo abaixo.

A B

4.o passo:
3. Construir um octógono regular inscrito, dados

Com centro em D e mesmo raio OB, corta-se o a circunferência e os dois diâmetros abaixo.
arco que parte de D no ponto E. C

A E

78
Desenho Geométrico – Polígonos e Poliedros

4. Construir um heptágono regular circunscrito, 8. Construa a estrutura da roda gigante, saben-


⎯ ⎯
sabendo-se que AB é o seu lado, e o ponto O do-se que ela possui lados iguais ao lado AB.
é o centro da figura pedida.

A B

9. Dado o eneágono regular circunscrito, ligar com


cordas de circunferência os pontos de quatro
em quatro para obter uma figura estrelada.

5. Construir um hexágono regular circunscrito,


dada a figura abaixo.

10. O proprietário de um automóvel esportivo pre-


cisou trocar-lhe os pneus e aproveitou e trocou
o jogo de aros dos pneus. Crie, então, um no-
vo modelo de aro tendo como base um hexá-
6. Construir um decágono (10 lados) regular cir- gono regular (há várias soluções).
cunscrito, dado o pentágono regular.
G

I E

A C 11. Complete o desenho do parafuso cuja cabeça


7. Construir um octógono regular circunscrito, tem forma de hexágono regular.
dadas as retas paralelas abaixo.

79
UEA – Licenciatura em Matemática

12. Dado o pentágono regular circunscritível de


raio = 2,4cm, traçar um semelhante de mesma
origem e raio = 3cm.

16. O proprietário da mesa abaixo, sem condições


de comprar uma nova, decidiu modificá-la para
13. Os lados do triângulo abaixo são lados de três uma forma de um octógono irregular inscritível
polígonos regulares inscritos sendo: eliminando as quinas da mesa. Auxilie com o
desenho para evitar problemas no corte das
a) pentágono;
quinas da mesa.
b) hexágono;
c) decágono.
Identifique o lado do triângulo com o lado-base
dos polígonos citados.

14. Uma pedra preciosa foi encontrada em sua


forma bruta (dodecágono irregular). Lapide-a
na forma de um pentágono irregular.

15. A figura seguinte é um polígono estrelado por


quê?

80
Desenho Geométrico – Polígonos e Poliedros

gonos planos. Os polígonos são colocados


lado a lado, não-coplanares, definindo um tre-
TEMA 15
cho fechado no espaço.
POLIEDROS A palavra edro vem da palavra hedra, que em
grego quer dizer “face”.
Histórico de poliedros No espaço, o pequeno não é pouco, nem o
As primeiras construções geométricas surgi- grande é muito. É a forma, e não a dimensão
ram com problemas simples, como a medida e que define o espaço; “Um jarro se faz com a
a divisão de terra, e a construção da roda. Nes- massa palpável do envoltório externo; mas é o
te estágio, a Geometria era um bando de recei- espaço vazio do seu interior que o faz útil”.
tas para cálculos de perímetros e áreas. Cedo O movimento no espaço tem três liberdades:
o homem aprendeu que soluções retilíneas eram
Em uma direção – A LINHA.
mais econômicas, aprendeu a trabalhar com fi-
guras regulares e a fazer divisões que são fá- Em duas direções – O PLANO.
ceis de construir. As primeiras construções, as Em três direções – O VOLUME (tridimensional:
mais primitivas, já eram modelos de cones e assim é o espaço).
cilindros, como, por exemplo, as cabanas de Um poliedro ocupa três dimensões no espaço:
índios e os poços artesanais. Alguns sólidos largura, altura e comprimento. Veja, então,
regulares, como pirâmides e prismas, talvez por como é um poliedro.
serem mais econômicos, foram sendo mais e
mais usados. Já por volta de 1000 a.C., monu-
mentos imensos, como pirâmides, já tinham sido
erguidos. Já se conhecia como construir ângu-
los retos e como retificar a circunferência. O
desejo de se sentir bem nos seus ambientes
levou o homem a desenvolver a estética por
meio da Arquitetura e da Decoração. A Geo-
metria encontra-se presente na Arquitetura
Egípcia, Assíria-Babilônica, Grega e Romana,
como também na decoração por meio do re-
Onde:
conhecimento e da repetição de módulo e suas
simetrias, muito usado nas culturas Egípcia, a) Vértice é o ponto onde três ou mais arestas
Grego-Romana e Árabe. se encontram.

Os poliedros regulares fascinaram os antigos b) Aresta é a linha do encontro de duas faces


como símbolo de perfeição da natureza. Os do poliedro.
Gregos, mais precisamente os Pitagóricos, já c) Faces são figuras poligonais planas.
sabiam da existência de três dos cinco po- Os poliedros podem ser classificados de acor-
liedros regulares: o cubo, o tetraedro e o dode- do com a forma, com o número de lados e os
caedro. Cubos e tetraedros já eram conheci- ângulos formando faces, sendo:
dos de Egípcios e Babilônios. Os Etruscos, por
a) Poliedros regulares ou platônicos.
volta do ano 1000 a.C., construíram um dado
em forma de um dodecaedro. Esses poliedros b) Poliedros semi-regulares.
foram muito estudados pela Escola de Platão, c) Poliedros irregulares.
que construiu uma teoria filosófica baseada
d) Poliedros côncavos e convexos
neles, comparando-os com os cinco elemen-
tos da natureza. Poliedros Platônicos
Introdução Entre os antigos gregos, os poliedros foram
Diz-se poliedro todo sólido limitado por polí- chamados de corpos cósmicos ou sólidos

81
UEA – Licenciatura em Matemática

platônicos, devido à maneira pela qual Platão


os utilizou para explicar os fenômenos científi-
cos relativos ao universo.
Em 388 a.C., Platão foi à Sicília visitar o amigo
Arquitas e provavelmente , por intermédio deste,
tomou conhecimento dos cinco poliedros regu- 4. Dodecaedro regular – É formado por doze
lares. pentágonos regulares, e sua forma se apro-
xima de uma esfera.

5. Icosaedro regular – É formado por vinte


triângulos eqüiláteros e tem a forma de uma
pedra lapidada.

Durante muitos séculos, quatro desses polie-


dros foram associados aos quatro elementos
que os gregos acreditavam formar o universo:
terra, fogo, ar e água. Essa associação era re-
a) Poliedros platônicos ou regulares – São presentada por um esquema do tipo:
os que possuem lados iguais, sendo estes:
1. Tetraedro regular – É o menor de todos os
poliedros. É formado por quatro triângulos
eqüiláteros que equivalem a uma pirâmide
de base triangular.

O quinto poliedro, o dodecaedro, foi conside-


rado por Platão como símbolo do universo. No
2. Hexaedro regular (6 lados) – É formado entanto foi Euclides, em sua principal obra, Os
por seis quadrados regulares e tem a forma elementos, que deu um tratamento mais rigo-
de um cubo. roso ao estudo desses poliedros.
b) Poliedro semi-regulares – São poliedros for-
mados por dois diferentes tipos de polígonos.

3. Octaedro regular – É formado por oito tri-


ângulos eqüiláteros iguais e equivale a duas
pirâmides coladas pela base ou a um balão
junino.

82
Desenho Geométrico – Polígonos e Poliedros

c) Poliedros irregulares – São os poliedros Quatro quadrados regulares;


formados por diferentes polígonos.

4 x 90º = 360º
d) Poliedros côncavos e convexos – Polie- Três heptágonos regulares ou qualquer outro
dros convexos compreendem as formas que polígono regular.
não possuem ângulos entre os lados maior
que 180°.

Vejamos, então, como se forma um ângulo po-


liédrico. Observe que a posição dos lados vai
determinar se os lados formaram um poliedro,
Poliedros côncavos possuem como particu-
ou seja, um corpo geométrico tridimensional.
laridade a formação de lados internos ao
poliedro, formando furos, rebaixos, etc.

ÂNGULOS POLIÉDRICOS
Os poliedros são corpos geométricos em que
os ângulos são traçados de forma a permitir
que os lados criem entre si um vértice em for-
ma de bico. E para construir um bico, são ne-
cessários, no mínimo, três polígonos.
Se traçarmos, numa folha de papel (plano), po-
lígonos iguais formando num vértice comum Veja também que a união dos lados do polígono
um ângulo final de 360°, torna-se impossível origina arestas que vão fazer que os lados se
que esses lados formem um bico, que é o fechem em torno de um vértice comum aos três
ângulo poliédrico; vejamos: lados, produzindo uma forma não plana.
Seis triângulos eqüiláteros regulares; Vejamos algumas situações:

6 x 60 = 360º

83
UEA – Licenciatura em Matemática

2.o passo:
Traçamos três quadrados regulares de lado
5cm.

3.o passo:
Cortamos a figura pelo perímetro, sem dividir
os quadrados.

4.o passo:
Marcamos e dobramos as arestas HE e HC
(tracejado).

Vamos fazer?
Agora, vamos aprender como surge um ângu-
lo poliédrico.
As propriedades dos poliedros regulares
Para começar, vale lembrar que o ângulo polié- (platônicos)
drico é formado pela união ou pelo encontro Os poliedros são classificados segundo suas
de pelo menos três lados. propriedades, algumas delas sendo numéri-
1.o passo: cas, como segue abaixo:
Uma folha de papel sem pautas.

84
Desenho Geométrico – Polígonos e Poliedros

Observação – Não só os poliedros regulares


possuem essa propriedade, mas todos os po-
liedros convexos!

CONSTRUINDO UM POLIEDRO
Inicialmente, é importante saber qual o tipo de
poliedro que se quer construir.
Para começar, serão necessários praticamente
c) Faça todas as marcações antes de cortar a
os mesmos instrumentos utilizados no traçado
figura planificada. É importantíssimo dife-
de figuras poligonais, acrescentando desta vez
renciar as linhas de dobra das linhas de
um marcador para dobras e cola ou adesivo corte. Vejamos:
transparente.
O marcador pode ser a ponta da lapiseira, uma
lâmina cega, a ponta de uma esferográfica se-
ca, etc., que não corte ou separe os lados do
poliedro.

Marcador de dobras

d) Antes de cortar a figura, vamos traçar “abas”


para que, ao montar o poliedro, possamos
fixá-lo com mais segurança e facilidade,
melhorando sua aparência. Lembre-se,
então, de que os lados com abas devem ser
marcados para dobras e não para cortes.

Linha marcada para a do-


bra, sem cortar a folha.

POLIEDROS E SUAS FASES DE


CONSTRUÇÃO
RECOMENDAÇÕES E INSTRUÇÕES
e) Finalmente, cortamos a figura pelo seu
a) Pegue uma folha de papel/cartolina, não perímetro.
muito flexível ou mole, que seja suficiente
para planificar ou traçar o poliedro, pregan-
do-a sobre uma mesa.

f) Ao dobrar a figura e as abas, veja que os


próprios lados vão-se deslocando para
suas posições finais. O último lado fechará
b) Faça o traçado do poliedro desejado. o poliedro por meio da aba.

85
UEA – Licenciatura em Matemática

3. O octaedro – oito triângulos eqüiláteros regulares.

4. O dodecaedro – dez pentágonos regulares.

O traçado planificado
1. O tetraedro – quatro triângulos eqüiláteros re-
gulares.

5. O icosaedro – vinte triângulos eqüiláteros re-


gulares.

2. O hexágono – seis quadrados.

86
Desenho Geométrico – Polígonos e Poliedros

INSCRIÇÃO – UMA PROPRIEDADE c) O Dodecaedro inscrito num icosaedro.


INTERESSANTE
A inscrição de figuras é bastante aplicada na
engenharia, na arquitetura, nas oficinas mecâ-
nicas, na arte, etc.
Essa propriedade permite que os cinco polie-
dros regulares sejam inscritos de acordo com
suas características já conhecidas: número de
faces, número de vértices e número de arestas. E o dodecaedro circunscrito ao icosaedro.

O poliedro de dentro é denominado poliedro


inscrito, e o de fora é o poliedro circunscrito.
a) Um tetraedro regular, por sua vez, pode ser
inscrito num tetraedro regular.

A inscrição de uma figura em outra não é feita


somente com poliedros regulares, mas tam-
bém com corpos redondos, com figuras pla-
nas ou mesmo não-planas.

b) Hexaedro (cubo) regular inscrito num octa- Uma circunferência inscrita num quadrado
edro.
Cada vértice do cubo é o centro de uma
face do octaedro.

Uma esfera inscrita num cubo

Octaedro inscrito num cubo.


Cada vértice do octaedro é o centro da face
do cubo
Para Saber...
Homem e o troncoctaedro
Serve como uma orientação segura para pré-
dimensionar os macro objetos a serem utiliza-
dos pelo homem, sejam armários, bancadas,
escrivaninhas, poltronas odontológicas, má-
quinas-ferramentas, e etc.

87
UEA – Licenciatura em Matemática

Prisma regular – O prisma é regular quando é


reto e suas faces são polígonos regulares.

Prisma irregular – O prisma é irregular quan-


do as suas bases são polígonos irregulares.

Pirâmide – Poliedro regular limitado por uma


base e um vértice comum a todas as faces.
PRISMAS E PIRÂMIDES Possui faces que são triângulos isósceles e
Prismas – Poliedro irregular limitado por dois variam de acordo com o número de lados da
polígonos que são as bases do prisma. Suas base (triangular, quadrada, pentagonal, etc.)
faces, que são paralelogramos, variam de acor- Pirâmide reta – A pirâmide é reta quando o
do com o número de lados que possuem as eixo que une o seu vértice é perpendicular à
bases (triangular, quadrada, pentagonal, etc.). base.
Prisma reto – O prisma é reto quando as
arestas são perpendiculares às bases.

Pirâmide oblíqua – A pirâmide é oblíqua quan-


do o eixo que une o vértice ao centro da base
não é perpendicular à base.
Prisma oblíquo – O prisma é oblíquo (inclina-
do) quando as arestas forem oblíquas às
bases.

88
Desenho Geométrico – Polígonos e Poliedros

Pirâmide regular – A pirâmide é regular quan-


do a base é um polígono regular.

POLIEDROS

1. Construir um poliedro regular (platônico) de


lado igual a 5cm.

2. Construir um prisma regular de base hexago-


Pirâmide irregular – A pirâmide é irregular
nal regular, de lado igual a 5cm.
quando a base é um polígono irregular.

3. Construir uma pirâmide de base pentagonal


regular de lado igual a 4cm e altura das faces
igual a 8cm.

Vejamos algumas aplicações de prismas no


cotidiano.

Construções e edificações

Malhas de geométricas prismáticas usadas


em preenchimento (reforço) de divisórias de
ambientes

89
Anexos
Desenho Geométrico – Anexos

ANEXO 01

DIRETRIZES PARA O TRABALHO EM GRUPO

1. Todos os componentes do grupo (no máximo 5) devem:

• Saber e compreender o que o grupo está fazendo.


• Fazer perguntas se não entenderem.
• Participar ativamente na realização das tarefas.
• Ajudar os outros.
• Respeitar os outros.

2. Só devem chamar o professor:

• Quando os componentes do grupo não estiverem conseguindo realizar a atividade, mesmo após
utilizado vários argumentos.
• Quando tiverem concluído a atividade.

3. Ao final das atividades devem:

• Elaborar um relatório conforme anexo 30.


• Ler o que foi escrito.
• Organizar a apresentação à turma.

93
UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 02

GUIA PARA A ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO

Na elaboração do relatório, devem ser considerados, entre outros, os seguintes aspectos:

Identificação do grupo de alunos, indicando:

1. NOME
2. NÚMERO DE MATRÍCULA
3. TURMA
4. MUNICÍPIO

Identificação do trabalho, indicando:

1. DATA DE REALIZAÇÃO
2. DISCIPLINA
3. TÍTULO

Atividade n.º ______:

1. NOME

2. OBJETIVOS

O que deseja alcançar com a realização das atividades?

3. MATERIAIS UTILIZADOS

Devem ser discriminados os materiais para cada atividade.

4. DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:

a. Relato de todos os passos de cada atividade.


b. Explicação dos raciocínios.
c. Identificação de tentativas realizadas e de dificuldades encontradas.
d. Apresentação dos resultados obtidos.

Conclusões

Apreciação crítica do trabalho proposto.

94
Desenho Geométrico – Anexos

ANEXO 03

TABELA DE AVALIAÇÃO DO RELATÓRIO

95
ANEXO 04

FICHA DE AVALIAÇÃO INDIVIDUAL DO ALUNO

SIM NÃO
Consegui distribuir as tarefas no grupo.
Verifiquei o objetivo da atividade.
Cooperei com os outros elementos do grupo.
Permiti a intervenção dos outros elementos do grupo.
Fui capaz de moderar a discussão no grupo.
Contribuí com idéias para o grupo resolver o problema.
Selecionei as estratégias apropriadas.
Justifiquei as conjecturas.
Utilizei os materiais.
Registrei os resultados.
Fui perseverante na resolução do problema.
Obtive conclusões.
Tive boa comunicação com a turma.

A minha colaboração na elaboração do relatório foi:

A minha colaboração na apresentação foi:

O que aprendi com as atividades realizadas foi:

As dificuldades que encontrei para realização do trabalho foram:

Gostei de trabalhar em grupo? Por quê?:

Nome:______________________________________________N.o:____Turma:____
Respostas dos Exercícios
Desenho Geométrico – Respostas dos Exercícios

UNIDADE I
Introdução ao desenho geométrico TEMA 04

USO DO ESQUADRO, COMPASSO


E RÉGUA PARA CONSTRUÇÃO
TEMA 03 DE ÂNGULOS E RETA

OPERAÇÕES COM
SEGMENTOS E ÂNGULOS
Pág. 25

Pág. 16

1.

1.

2. a) 2.

b)

c) 3.

4.
10. a)
b) 3α – β

5.

99
UEA – Licenciatura em Matemática

3.
6.

8. 4.

5.

UNIDADE III
Divisão de segmentos
e segmentos proporcionais

TEMA 05 6.

DIVISÃO DE SEGMENTO

Pág. 32
7.

1.

8.

2. 9.

100
Desenho Geométrico – Respostas dos Exercícios

10. 9.

10.
TEMA 07

MÉDIA PROPORCIONAL OU GEOMÉTRICA

Pág. 36
12.

1.
13.

3.
TEMA 08

DIVISÃO HARMÔNICA E SEGMENTO-ÁUREO

5. Pág. 42

1. a)
8.

101
UEA – Licenciatura em Matemática

b)
6.

c)

8.

2.

UNIDADE IV
Figuras da geometria plana

TEMA 09
3.
DIVISÃO DE CIRCUNFERÊNCIA

Pág. 48
4.

1.

5. 2.

102
Desenho Geométrico – Respostas dos Exercícios

3. 9.

4.

10.

5.

11.

6.

12.

7.

13.

8.

103
UEA – Licenciatura em Matemática

TEMA 10
6.
TRIÂNGULOS

Pág. 53

7.

1.

2. 8.

3.

9.

4.
10.

5.

11.

104
Desenho Geométrico – Respostas dos Exercícios

12. 38 Triângulos

13. 18.

19.

14.

20.

15.

TEMA 11

QUADRILÁTEROS

Pág. 58
16.

1.

17.

2.

105
UEA – Licenciatura em Matemática

9.
3.

4.

10.

5.

TEMA 12

TRAPÉZIOS

6.

Pág. 62

1.
7.

2.

8.

106
Desenho Geométrico – Respostas dos Exercícios

9.
3.

10.

4.

5. 11.

6. Aos lados: Lados não paralelos e bases para-


lelas.
Aos ângulos: Retângulo, isósceles, escaleno 12.

13.
7.

8. 14.

107
UEA – Licenciatura em Matemática

TEMA 13
15.
LOSANGOS

Pág. 66

16.
1.

2.
17.

3.

18.

4.

19.

5.

20.
aaaaaa
aaaaaa 6.
aaaaaa
aaaaaa
aaaaaa
a a a

108
Desenho Geométrico – Respostas dos Exercícios

7. 14.

8.

15.

9.

UNIDADE V
Polígonos e Poliedros

10.
TEMA 14

POLÍGONOS

11. Pág. 78

1.

12.

2.

13.

109
UEA – Licenciatura em Matemática

3. 8.

9.

4.

10.

5.

11.

6.
12.

7. 13.

110
Desenho Geométrico – Respostas dos Exercícios

14. 2.

15.

3.

16.

TEMA 15

POLIEDROS

Pág. 89

1.

111
REFERÊNCIAS

CARVALHO, Benjamin de A. Desenho Geométrico. São Paulo: Ao livro Técnico, 1958.

PINTO, Nilda Helena S. Corrêa. Desenho Geométrico. 1. ed – São Paulo: Editora Moderna, 1991.

JORGE, Sonia. Desenho Geométrico – Idéias e imagens. 1. ed – São Paulo: Editora Saraiva, 1998.

SCHATTSCHNEIDER, Doris e WALKER, Wallace. Caleidociclos de M. C. Escher. Alemanha, 1977.


Tradução: Maria Odete Gonçalves Koller.

MARCHESI JR, Isaias. Curso de desenho geométrico. Vol. 2. São Paulo: Editora Ática, 2003.

SÁ, Ricardo. Edros. São Paulo: Editora Projeto editores associados, 1982.

CÂNDIDO, Suzana L., Formas num mundo de formas. 1. ed – São Paulo: Editora Moderna, 1997.

MACHADO, Nilson J., Os poliedros de Platão e os dedos da mão. São Paulo: Editora Scipione, 2000.

IMENES, Luiz Márcio. Geometria dos mosaicos. São Paulo: Editora Scipione, 2000.

SMOOTHEY, Marion. Atividades e jogos com círculos. São Paulo: Editora Scipione, 1998.

CALFA, Humberto G., ALMEIDA, Luiz A. e BARBOSA, Carvalho B., Desenho geométrico plano. Rio de
Janeiro: Editora Bibliex, 1995.

www.pessoal.sercomtel.com.br/matematica/fundam/geometria/geo-ang.htm
www.pro.ufjf.br/desgeo/Trabalhos/Art_TOGS.pdf
www.mat.uel.br/geometrica/php/dg/dg_4t.php

113