Geometria II

Manaus 2007

FICHA TÉCNICA
Governador

Eduardo Braga
Vice–Governador

Omar Aziz
Reitor

Lourenço dos Santos Pereira Braga
Vice–Reitor

Carlos Eduardo S. Gonçalves
Pró–Reitor de Planej. e Administração

Antônio Dias Couto
Pró–Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários

Ademar R. M. Teixeira
Pró–Reitor de Ensino de Graduação

Carlos Eduardo S. Gonçalves
Pró–Reitor de Pós–Graduação e Pesquisa

Walmir de Albuquerque Barbosa
Coordenador Geral do Curso de Matemática (Sistema Presencial Mediado)

Carlos Alberto Farias Jennings
Coordenador Pedagógico

Luciano Balbino dos Santos NUPROM Núcleo de Produção de Material
Coordenador Geral

João Batista Gomes
Projeto Gráfico

Mário Lima
Editoração Eletrônica

Helcio Ferreira Junior
Revisão Técnico-gramatical

João Batista Gomes

Oliveira, Disney Douglas de Lima. O48g Geometria II / Disney Douglas de Lima Oliveira, Domingos Anselmo Moura da Silva, Helisângela Ramos da Costa. – Manaus/AM: UEA, 2007. – (Licenciatura em Matemática. 2. Período) 141 p.: il. ; 29 cm. Inclui bibliografia 1. Geometria. I. Silva, Domingos Anselmo Moura da. II. Costa, Helisângela Ramos da. III. Título.
CDU (1997): 514 CDD (19.ed.): 516

SUMÁRIO Palavra do Reitor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . UNIDADE I – Noções primitivas e posições relativas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 07 09

TEMA 01 – Conceitos primitivos, postulados e posições relativas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11 UNIDADE II – Distâncias, diedros e triedros ...................................................... 23 25 29 31 38 39 43 49 59 61 65 73 75 81 83 91 93

TEMA 02 – Distâncias e diedros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . UNIDADE III – Poliedros, prismas e pirâmides . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . TEMA TEMA TEMA TEMA TEMA 03 04 05 06 07 – – – – – Poliedros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Prismas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Planificação e área do prisma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Volume do prisma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Pirâmides . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

UNIDADE IV – Cilindro e cone . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . TEMA 08 – Cilindro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . TEMA 09 – Cone . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . UNIDADE V – Superfícies de revolução e sólidos de revolução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . TEMA 10 – Superfícies e sólidos de revolução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . UNIDADE VI – Esfera . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . TEMA 11 – Esfera . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . UNIDADE VII – Noções de geometria não-euclidiana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . TEMA 12 – Geometria não-euclidiana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Anexos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 101 Respostas dos Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 135 Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 141

PERFIL DOS AUTORES

Disney Douglas de Lima Oliveira
Licenciado e Bacharel em Matemática - UFAM Mestre em Matemática - UFAM Doutorando em Computação Gráfica - UFRJ

Domingos Anselmo Moura da Silva
Licenciado e Bacharel em Matemática - UFAM Mestre em Matemática - UFAM

Helisângela Ramos da Costa
Bacharela em Matemática – UFAM Bacharela em Processamento de Dados – UFAM Especialização em Instrumentação para o Ensino da Matemática (concluindo) (UFF)

PALAVRA DO REITOR

A realidade amazônica, por si só, é um desafio à educação tradicional, aquela que teima em ficar arraigada à sala de aula, na dependência única dos métodos triviais de ensino. A Universidade do Estado do Amazonas já nasceu consciente de que o ensino presencial mediado é a única estratégia capaz de responder aos anseios de um público que, por estar disperso, tem de ser atendido por projetos escudados em dinamismo técnico–científico. Assim, a Licenciatura Plena em Matemática, ancorada no Sistema Presencial Mediado, nasceu para oferecer aos discentes as habilidades necessárias para que eles venham a construir seus próprios objetivos existenciais, estimulando–lhes a ousadia de aceitar o novo e de criar novas possibilidades de futuro, dando–lhes uma visão multifacetada das maneiras de educar. Os livros–textos em que o curso se apóia são produzidos com o rigor didático de quem sabe que a história da educação, no nosso Estado, está sendo reescrita. Os agentes desse processo têm visão crítica e apostam na formação de novos professores que saberão aliar inteligência e memória, não permitindo que o ensino em base tecnológica ganhe a conotação de “um distanciado do outro”. A autonomia de agir que cada um está aprendendo a conquistar virá, em breve, como resposta aos desafios que se impõem hoje.

Lourenço dos Santos Pereira Braga
Reitor da Universidade do Estado do Amazonas

UNIDADE I
Noções primitivas e posições relativas

Geometria II – Noções primitivas e posições relativas

2.2 Postulados da determinação TEMA 01 P3) Por dois pontos distintos passa uma única reta.

CONCEITOS PRIMITIVOS, POSTULADOS E POSIÇÕES RELATIVAS 1. Conceitos primitivos São conceitos primitivos (e, portanto, aceitos sem definição) na Geometria espacial os conceitos de ponto, reta e plano. Habitualmente, usamos a seguinte notação: Pontos: letras maiúsculas do nosso alfabeto. •A Retas: letras minúsculas do nosso alfabeto Notação: α = (A,B,C) 2.3 Postulados da inclusão P5) Se uma reta r tem dois pontos distintos num plano α, então a reta r está contida nesse plano: Planos: letras minúsculas do alfabeto grego Notação: P4) Por três pontos não-colineares passa um único plano.

Simbolicamente, temos: Observações: 1. Espaço é o conjunto de todos os pontos. Nesse conjunto, desenvolveremos a Geometria Espacial. 2. Axiomas ou postulados (P), são proposições aceitas como verdadeiras sem demonstração e que servem de base para o desenvolvimento de uma teoria. Assim, iniciaremos a Geometria Espacial com alguns postulados, relacionando o ponto, a reta e o plano. 2. Postulados 2.1 Postulados da existência P1) Dada uma reta r, existem nela, bem como fora dela, infinitos pontos. P2) Dado um plano α, existem nele, bem como fora dele, infinitos pontos.
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3. Retas concorrentes e paralelas 3.1 Definição de retas concorrentes Diremos que duas retas r e s são concorrentes se, e somente se, elas têm um único ponto em comum.

r ∩ s = {P} 3.2 Definição de retas paralelas Diremos que duas retas r e s são paralelas, se e somente se, elas são coincidentes ou elas são coplanares e não têm pontos em comum.

UEA – Licenciatura em Matemática

1.° caso Notação: r = s ⇒ r//s 2.° caso

Exemplo 2 Quantas retas há no espaço? Demonstre. Solução: Infinitas. De fato, consideremos dois pontos distintos do espaço A e B. Esses pontos determinam uma reta r (postulado P3).

Notação: r ⊂ α, s ⊂ α e r ∩ s = ∅ ⇒ r//s Retas paralelas e concorrentes no cotidiano Seja C um ponto do espaço, fora da reta r (postulado P1). Os pontos A e C determinam uma reta S, e os pontos B e C determinam uma reta t.

Exemplo 1 Dado um plano β, nele existem infinitas retas. Solução: Fazendo uso do postulado da existência (P2), considere, no plano β dado, dois pontos distintos A e B.

Desse modo, podemos construir “tantas retas quantas quisermos”, isto é, construiremos “infinitas” retas. Exemplo 3 Mostre que, três retas duas a duas concorrentes, não passando por um mesmo ponto, estão contidas no mesmo plano. Solução: Sejam r, s e t as retas tais que r ∩ s = {A}, r ∩ t = {B}, s ∩ t = {C} e A, B e C são pontos não- colineares.

Pelo postulado da determinação (P3), temos que existe uma reta r1, a qual está contida no plano β (postulado da inclusão P5).

Fazendo uso dos postulados P1 e P2, considere em β e fora de r1 um ponto C. Os pontos A e C, B e C determinam duas retas r2 e r3 (postulado P3) respectivamente, as quais estão contidas no plano β (postulado P5).

Pelo postulado P4, existe um único plano β passando pelos pontos A, B e C em que β = (A, B, C).

Desse modo, podemos construir em β “tantas retas quantas quisermos”, isto é, “ infinitas” retas.
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Sendo A ≠ B, A ≠ C, B ≠ C com A, B, C ∈ β, concluímos que as retas r, s e t estão contidas no mesmo plano β (postulado P5), pois são determinadas pelos pontos A, B e C de modo que .

Geometria II – Noções primitivas e posições relativas

Observe que o ponto P ∈ α, e a reta r = AB ⊂ α (postulado P5), ficando assim provada a existência do plano α. 1. Quantas retas podemos traçar por um ponto no espaço? Justifique sua resposta. 2. Quantos são os planos determinados por quatro pontos distintos dois a dois? Justifique sua resposta 3. É comum encontrarmos mesas com 4 “pernas” que, mesmo apoiada em um piso plano, balançam e nos obrigam a colocar um calço em uma das “pernas”, se a quisermos firme. Explique, usando argumento de geometria, por que isso não acontece com uma mesa de 3 “pernas”. 4. Determinação de um plano Existem mais três modos de determinar um plano, além do postulado P2, os quais vamos enunciar em forma de proposição; Proposição 1 – Um plano fica determinado de modo único, por uma reta (r) e um ponto (P) que não pertença a essa reta. Portanto (postulado P2) concluímos que α = β. Exemplo1 Quantos são os planos que passam por uma reta dada? Justifique sua resposta. Solução: Infinitos. Seja r a reta e A um ponto fora de r (postulado P1). A reta r e o ponto A determinam um plano α (Proposição 1). Fora do plano α, tomamos um ponto B (postulado P2). Desse modo, temos que a reta r e o ponto B determinam um plano β (Proposição 1). Fora de α e β, tomamos um ponto C (postulado P2). A reta r e o ponto C determinam um plano γ (Proposição 1). Vamos agora mostrar a unicidade do plano α: Se existisse um outro plano, digamos β, passando por P e r teríamos que:

α = (P, r); com A, B ∈ r ⇒ α = (A,B,P) e β = (P, r); com A, B ∈ r ⇒ β = (A,B,P).

Notação: α = (P, r) Demonstração: Tome na reta r dois pontos distintos A e B (postulado P1). Dessa forma, temos que os pontos A, B e P não são colineares, pois o ponto P ∉ r.

Desse modo, podemos construir, por r, tantos planos quantos quisermos, isto é, construiremos infinitos planos. Sendo assim, temos que existe um plano α determinado pelos pontos A, B e P(postulado P2), o qual vamos denotar por α =(A, B, P). Exemplo 2 Quantos planos passam por dois pontos distintos? Justifique sua resposta. Solução: Infinitos. Seja A e B tais pontos distintos. Pelo postulado P3, temos que existe uma única reta r passando por eles.
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UEA – Licenciatura em Matemática

Sendo assim, fazendo uso do exercício anterior, concluímos que existem infinitos planos passando pelos pontos A e B.

1. (Proposição 2) Mostre que um plano fica determinado de modo único, por duas retas concorrentes. 2. (Proposição 3) Mostre que um plano fica determinado de modo único, por duas retas paralelas entre si e distintas. 3. Prove que duas retas paralelas distintas e uma concorrente com as duas são coplanares. 4. Mostre que, se duas retas são paralelas distintas, todo plano que contém uma delas e um ponto da outra, contém a outra. 5. Classifique em verdadeiro ou falso, justificando sua resposta. a) Três pontos distintos determinam um plano. b) Um ponto e um reta determinam um único plano. c) Três retas distintas, duas a duas paralelas, determinam um ou três planos. d) Três retas distintas, duas a duas concorrentes, determinam um ou três planos. e) Três retas distintas, duas a duas concorrentes, determinam um único plano. f) Quatro pontos distintos e não-colineares determinam um único plano. 4. Retas reversas Definição – Diremos que duas retas r e s são ditas reversas se, e somente se, não existe plano que as contenha. Notação: r e s são reversas ⇔ r∩s=∅
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Retas reversas no cotidiano

5. Quadrilátero reverso Definição – Um quadrilátero é chamado reverso se, e somente se, não existe plano contendo seus quatros vértices.

Se α = (A, B, D) e C ∉ α, então ABCD é um quadrilátero reverso. Exemplo 1 Mostre que todo quadrilátero reverso não pode ser um paralelogramo. Solução: (Demonstração pelo método indireto) Suponha que um quadrilátero reverso ABCD, seja um paralelogramo ⇒ ⇒ ∃α “plano” tal que ⊂ α, ⊂ α, portanto os pontos A, B, C e D estão contidos em α. Isso gera um absurdo em relação à hipótese . Logo, o quadrilátero reverso ABCD, não pode ser um paralelogramo. Exemplo 2

α; r, s ⊂ α e

As diagonais de um quadrilátero reverso são reversas.

Geometria II – Noções primitivas e posições relativas

Solução: (Demonstração pelo método indireto) Sejam AC e BD as diagonais do quadrilátero reverso ABCD. Sendo assim, suponha que as ⎯ ⎯ diagonais AC e BD não sejam reversas ⇒ e são coplanares ⇒ ∃ α “plano” tal que, que os pontos A, B, C e D estão contidos em α. Isso gera um absurdo em relação ao fato do quadrilátero ser reverso. Logo, as diagonais AC e BD de um quadrilátero reverso são reversas.

e. ( ) A condição r ∩ s = ∅ é necessária para que r e s sejam reversas. f. ( ) A condição r ∩ s = ∅ é suficiente para que r e s sejam reversas. g. ( ) A condição r ∩ s = ∅ é necessária para que as duas retas distintas r e s sejam reversas. h. ( ) A condição r ∩ s = ∅ é necessária para que as duas retas distintas r e s sejam paralelas. i. ( ) A condição r ∩ s = ∅ é necessária e suficiente para que as duas retas distintas r e s sejam reversas. 6. Interseção de planos

1. Classifique em verdadeiro ou falso, justificando sua resposta. a. ( ) Duas retas ou são coincidentes ou são distintas. b. ( ) Duas retas ou são coplanares ou são reversas. c. ( ) Duas retas distintas determinam um plano. d. ( ) Duas retas concorrentes têm um ponto em comum. e. ( ) Duas retas concorrentes têm um único ponto em comum. f. ( ) Duas retas que têm um ponto em comum são concorrentes. g. ( ) Duas retas que têm um único ponto em comum são concorrentes. h. ( ) Duas retas coplanares são concorrentes. i. ( ) Duas retas não-coplanares são reversas. 2. Classifique em verdadeiro ou falso, justificando sua resposta. Obs.: Em cada caso, abaixo, r e s são retas. a. ( ) r ∩ s = ∅ ⇒ r e s são reversas. b. ( ) r e s são reversas ⇒ r ∩ s = ∅. c. ( ) r ∩ s = ∅ ⇒ r e s são paralelas. d. ( ) r//s, r ≠ s ⇒ r ∩ s = ∅.
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6.1 Postulados da interseção P6) Se dois planos distintos têm um ponto em comum, então eles têm pelos menos um outro ponto em comum. Notação:

α ≠ β, P ∈ α e P ∈ β ⇒ ∃Q; P ≠ Q, Q ∈ α e
Q∈β Uma conseqüêcia natural do postulado P6 é que: Se dois planos distintos têm um ponto em comum, então a sua intersecção é dada por uma única reta que passa por esse ponto.

7. Paralelismo de retas 7.1 Postulado das paralelas (postulado de Euclisdes) P7) Dados uma reta r e um ponto P ∉ r, existe uma única reta s, passando por P, tal que r seja paralela a s.

UEA – Licenciatura em Matemática

7.2 Teorema das Paralelas Se duas retas são paralelas a uma terceira, então elas são paralelas entre si, ou seja, r, s e t retas, em que r//t e s//t ⇒ r//s. Temos dois casos a considerar: 1.o) As três retas são coplanares.

comum; sendo assim, pela conseqüêcia natural do postulado P6, eles têm uma reta em comum, que chamaremos de x (não podemos dizer que as retas s e x são as mesmas, pois estaríamos admitinto a tese que queremos provar). (r = β ∩ γ , x = α ∩ γ , t = α ∩ β e r//t) ⇒ r//x e t//x O ponto P pertence, então, às retas s e x, e ambas são paralelas à reta t. Logo, fazendo uso do postulado das paralelas, temos que x = s. Donde concluímos que r = s.

2.o) As retas são não-coplanares. Vamos considerar o segundo caso, que é o mais geral.

1. Mostre que duas retas sendo paralelas a uma terceira, então elas são paralelas entre si (para o caso das três retas serem coplanares). 2. Mostre que os pontos médios dos lados de um quadrilátero reverso são os vértices de um paralelogramo.

Demonstração: Fazendo uso do postulado P7, as retas r e s não têm ponto comum, pois caso essa afirmação não fosse verdadeira, teríamos duas retas passado por um mesmo ponto e paralelas à reta t, contrariando o postulado das paralelas.

8. Paralelismo entre retas e planos 8.1 Definição Sejam α e r um plano e uma reta respectivamente. Diremos que a reta r é paralela ao plano α se, e somente se, eles não têm ponto em comum. Notação: α // r ⇔ α ∩ r = ∅ Vamos enunciar, como exercício resolvido, uma condição necessária e suficiente para que uma reta dada seja paralela a um plano dado. Exemplo 1 (Condição Suficiente) Diremos que uma reta, que não está contida num plano e é paralela a pelo menos uma reta desse plano, é paralela ao plano. Em outras palavras: Sejam r e α uma reta e um plano respectivamente, tal que r ⊄ α. Se a reta r é paralela a uma reta s do plano α, então a reta r é paralela ao plano α. Hipótese: r ⊄ α, r//s, s ⊂ α ⇒ Tese r//α
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Considere os planos β = (r, t) e α = (s, t), ou seja, o plano β é determinado pelas retas r e t, pois r//t, e o plano α é determinado pelas retas s e t, pois s//t. Tomemos um ponto P em s; dessa forma, podemos obter um plano γ = (P, r). Os planos distintos α e γ têm um ponto P

Geometria II – Noções primitivas e posições relativas

Demonstração:

Demonstração: Conduzimos por r um plano β que intercepta α. Seja s a reta dada pela interseção dos planos α e β. As retas r e s são coplanares, pois estão em β e não têm pontos em comum, pois r ∩ α = ∅, s ⊂ α ⇒ r ∩ s = ∅. Logo, r//s.

Temos por hipótese que r//s com r ∩ s = ∅. Então, existe um plano β determinado por r e s, onde s ⊂ α, s ⊂ β e α ≠ β implicando que s = α ∩ β. Se r e α têm um ponto em comum, digamos A, teremos A ∈ r e r ⊂ β ⇒ A ∈ β. Como A ∈ β e A ∈ α, decorre daí que A ∈ s. Sendo assim, concluímos que A ∈ r e A ∈ s. Logo, existe um ponto A ∈(r ∩ s) = ∅, o que gera um absurdo. Logo, concluímos que a reta r não pode ter ponto em comum com o plano α, isto é, r//α.

Observação – Uma condição nescessária e suficiente para que uma reta (r), não contida num plano (α), seja paralela a esse plano, é ser paralela a uma reta (s) contida no plano (α). 9. Posições relativas entre uma reta e um plano São três as posições relativas entre uma reta e um plano: 1.a) A reta está contida no plano. Ou seja, dois pontos distintos da reta, digamos A e B também são pontos do plano.

Exemplo 2 (Condição necessária) Se uma reta é paralela a um determinado plano, então ela é paralela a uma reta desse plano. Em outras palavras: Sejam r e α uma reta e um plano respectivamente. Se r//α, então existe uma reta s ⊂ α tal que r//s.
r

r⊂α ⇔r∩α=r 2.a) A reta e o plano são concorrentes ou a reta e o plano são secantes.

r ∩ α = {P} Hipótese: r //α ⇒ Tese: ∃ s ⊂ α |r//s
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3°) A reta e um plano são paralelos.

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rentes, então a reta é concorrente com qualquer reta do plano. j. ( ) Se uma reta é paralela a um plano, ela é paralela a infinitas retas do planos. k. ( ) Se duas retas distintas são paralelas a um plano, então elas são paralelas entre si. r // α ⇔ r ∩ α = ∅ l. ( ) Uma condição necessária e suficiente para uma reta ser paralela a um plano é ser paralela a uma reta do plano e não estar nele. 10. Paralelismo entre planos Definição: Dois planos são paralelos se, e somente se, eles não têm ponto comum ou são iguais (coincidentes). 1.° caso:

1. Se uma reta é paralela a dois planos secantes, então ela é paralela à interseção. 2. Se duas retas paralelas são dadas e uma delas é paralela a um plano, então a outra é paralelas ou está contida nesse plano. 3. Dadas duas retas reversas r e s, construa por s um plano paralelo a r. 4. Construa por um ponto uma reta paralela a dois planos secantes. 5. Classifique em verdadeiro ou falso, justificando sua resposta. a. ( ) Uma reta e um plano que têm um ponto comum são concorrentes. b. ( ) Uma reta e um plano secantes têm um único ponto comum. c. ( ) Uma reta e um plano paralelos não têm ponto comum. d. ( ) Um plano e uma reta secantes têm um ponto comum. e. ( ) Se uma reta está contida num plano, eles têm um ponto comum. f. ( ) Se uma reta é paralela a um plano, ela é paralela a qualquer reta do plano. g. ( ) Se um plano é paralelo a uma reta, qualquer reta do plano é reversa à reta dada. h. ( ) Se uma reta é paralela a um plano, existe no plano uma reta concorrente com a reta dada. i. ( ) Se uma reta e um plano são concor18

2.° caso:

Notação: α // β ⇔ α = β ou α ∩ β = ∅ Uma condição necessária e suficiente para que dois planos distintos sejam paralelos é que um deles contenha duas retas concorrentes, ambas paralelas ao outro. Exemplo 1 (Condição suficiente) Sejam α e β dois planos. Se um deles, digamos β, possui duas retas a e b concorrentes, ambas paralelas ao plano α, então o plano α e β são paralelos.

Hipótese: {a ⊂ β, b ⊂ β, a ∩ b = {O}, a // α, b // α ⇒ Tese: {α // β Demonstração: Sendo os planos α e β distintos, vamos mostrar

Geometria II – Noções primitivas e posições relativas

que eles são paralelos, fazendo uso do método indireto de demonstração, ou seja, supondo que os planos α e β não sejam paralelos.

gamos P em reta a, que seria também ponto do plano α. Dessa forma, teríamos: a ⊂ β, a ∩ α ≠ ∅ ⇒ α ∩ β ≠ ∅, o que é um absurdo, pois os planos α // β tais que α ∩ β = ∅. Portanto a tese é verdadeira. 11. Posições relativas entre dois planos As posições relativas de dois planos, digamos α e β, podem ser de três formas. 1. Planos coincidentes

Logo, existiria uma reta, a qual vamos denotar de i, tal que i = α ∩ β. Dessa forma, teríamos: a // α, a ⊂ β, i = a ∩ β ⇒ a//i e b// α, b ⊂ β, i = a ∩ β ⇒ b//i. Logo, pelo teorema das paralelas, temos que as retas a e b são paralelas, o que é um absurdo, pois por hipótese as retas a e b são concorrentes. Assim, concluímos que os planos α e β são paralelos. Exemplo 2 (Condição necessária) Se dois planos distintos α e β são paralelos, então um deles, digamos β, contém duas retas concorrenres, ambas paralelas ao outro (α).

α∩β=α=β
2. Planos paralelos distintos

α∩β=∅
3. Planos secantes

α∩β=i
Exemplo 1 Sejam α, β dois planos distintos e paralelos. Mostre que toda reta r de α é paralela ao plano β. Hipótese: {α // β ⇒ Tese {∃a ⊂ β, ∃b ⊂ β, a ∩ b = {O}, a // α, b // α Demonstração: Sabemos que num plano dado (β) existem infinitas retas; tome duas (a e b) que sejam concorrentes, digamos, no ponto O, ou seja, α ∩ β = {O}. Basta mostrar que as retas a e b são ambas paralelas ao plano α. Fazendo uso do método indireto de demonstração, ou seja , supondo que as retas a e b não sejam paralelas ao plano α. Logo, existiria pelo menos um ponto de uma das retas, di19

Hipótese: {α // β, r ⊂ α ⇒ Tese {r // β Demonstração: Sendo α e β planos paralelos distintos e r ⊂ α, vamos mostrar que r // β. Para isso, vamos fazer uso do método indireto de demonstração, ou seja, vamos supor que a reta r não seja paralela ao plano β. Logo, existiria pelo menos um ponto Q ∈ r, tal que o ponto Q ∈ β. Como Q ∈ α, pois r ⊂ α e Q ∈ β, teríamos que Q ∈ α ∩ β, o que seria um absurdo, pois por hipótese α ∩ β = ∅. Logo, vale a tese, ou seja, r // β.

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Exemplo 2 Sejam α, β e γ três planos distintos. Se α, β são paralelos, e γ encontra α segundo a reta r, então γ encontra β segundo a reta s. Hipótese: {α, β, γ planos, α // β e γ ∩ α= r ⇒ Tese: {γ ∩ β = s Demonstração: Basta considerar, em γ, uma reta t concorrente com a reta r. Como γ ≠ α, concluímos que t é concorrente com α. Sendo α // β, teremos que t é concorrente com o plano β num ponto, digamos Q. Logo, fazendo uso da conseqüêcia natural do postulado P6, temos que existe uma reta, digamos s, tal que Q ∈ s e s = γ ∩ β.

h. ( ) Uma condição suficiente para que dois planos sejam paralelos é que duas retas distintas de um sejam paralelas ao outro. i. ( ) Se dois planos são paralelos, então toda reta que tem um ponto comum com um deles, tem um ponto comum com o outro. 2. Se dois planos paralelos interceptam um terceiro, então as interseções são paralelas. 3. Se dois plano são paralelos, toda reta paralela a um deles é paralela ou está contida no outro. 4. Mostre a transitividade entre planos, isto é, se dois planos são paralelos a um terceiro , então eles são paralelos entre si.

12. Retas e planos perpendiculares Definição Uma reta r é perpendicular a um plano α se, e somente se, r é perpendicular a todas as retas de α que passam pelo ponto de intersecção de r e α.

1. Classifique em verdadeiro ou falso, justificando sua resposta. a. ( ) Se dois planos são secantes, então qualquer reta de um deles é concorrente com o outro. b. ( ) Se dois planos são secantes, então uma reta de um deles pode ser concorrente com uma reta do outro. c. ( ) Se dois planos são secantes, então uma reta de um deles pode ser reversa com uma reta do outro, d. ( ) Dois planos distintos paralelos têm um ponto em comum. e. ( ) Se dois planos distintos são paralelos, então uma reta de um deles é paralela ao outro. f. ( ) Se dois planos distintos são paralelos, então uma reta de um e uma reta de outro podem ser concorrentes. g. ( ) Se um plano contém duas retas distintas e paralelas a um outro plano, então esses planos são paralelos.
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Observações: 1. Se uma reta r e um plano são concorrentes e não são perpendiculares, eles são oblíquos. 2. se uma reta r é perpendicular a um plano α, então ela é perpendicular ou ortogonal a toda reta de α:

Como conseqüência, temos o seguinte Teorema, que vamos admitir sem demonstração.

Geometria II – Noções primitivas e posições relativas

Teorema (Fundamental) – Para que uma reta r seja perpendicular a um plano α, basta ser perpendicular a duas retas concorrentes, contidas em α.

3.° Caso

Exemplo 1 Hipótese:

⇒ Tese {r ⊥ α

Classifique em verdadeiro ou falso. Justificando sua resposta. a) Uma reta e um plano secantes são perpendiculares. Resposta: Falso, pois a reta e o plano podem ser secante oblíquos.

Como conseqüência deste teorema, temos os seguintes corolários. Corolário 1 – Num plano (α), há duas retas (b e c) concorrentes (em P). Se uma reta (a) é perpendicular a uma delas (b em O) e ortogonal à outra (c), então essa reta (a) é perpendicular ao plano (α).

b) Uma reta é perpendicular a um plano é perpendicular a infinitas retas desse plano. Corolário 2 – Se uma reta é ortogonal a duas retas concorrentes de um plano, então ela é perpendicular ao plano. 1.° Caso Resposta: Verdadeiro. Use a definição de perpendicularismo entre reta e plano.

c) Um reta perpendicular a um plano é reversa a todas as retas do plano. 2.° Caso Resposta: Falso. Use o Teorema (Fundamental) e observe que a reta é perpendicular a pelo menos duas retas do plano.

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d) Uma reta perpendicular a um plano é ortogonal a infinitas retas do plano. Resposta: Verdadeiro. Use o corolário 2 “Se uma reta (r) é ortogonal a duas retas (s e t) concorrentes de um plano, então ela é perpendicular ao plano” e observe que, no plano, existem infinitas retas paralelas às retas (s e t) e ortogonais à reta dada. 13. Planos perpendiculares Definição Dois planos (α e β) são perpendiculares se, e somente se, existe uma reta de um deles que é perpendicular ao outro. Fazendo uso da definição, temos a seguinte, proposição. Proposição – Sejam α, β planos, e i uma reta tal que i = α ∩ β. Se α ⊥ β e r é uma reta contida em um deles, digamos r ⊂ α e r ⊥ i. Então, r ⊥ β. Demonstração: Sendo α ⊥ β, temos que existe uma reta a tal que a ⊂ α, em que α ⊥ β. Então, concluímos que a reta a é perpendicular à reta i. No plano α, temos que a ⊥ i e r ⊥ i ⇒ a//r. Sendo a//r e α ⊥ β, concluímos que r ⊥ β. Finalmente, vamos enunciar, sem demonstração, uma condição necessária e suficiente para que dois planos secantes sejam perpendiculares. Proposição – Uma condição necessária e suficiente para que dois planos secantes sejam perpendiculares é que toda reta de um deles, perpendicular à interseção, seja perpendicular ao outro.

c. ( ) Se dois planos são perpendiculares, então toda reta perpendicular a um deles é paralela ao outro ou está contida neste outro. d. ( ) Se dois planos são paralelos, todo plano perpendicular a um deles é perpendicular ao outro. e. ( ) Uma reta e um plano são paralelos. Se um plano é perpendicular ao plano dado, então ele é perpendicular à reta. f. ( ) Se dois planos são secantes, então eles são perpendiculares. g. ( ) Se dois planos são perpendiculares, então toda reta de um deles é perpendicular ao outro.

1. Classifique em verdadeiro ou falso, justificando sua resposta. a. ( ) Dois planos, perpendiculares a um terceiro, são perpendiculares entre si. b. ( ) Se dois planos são perpendiculares a um terceiro, então eles são paralelos.
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UNIDADE II
Distâncias, diedros e triedros

Geometria II – Distâncias, diedros e triedros

TEMA 02

Se a reta não é perpendicular ao plano, teremos a seguinte definição. Definição – Chama-se projeção ortogonal de uma reta r, não perpendicular a um plano α, sobre esse plano, ao traço em α, do plano β, perpendicular a α, conduzido por r. Geometricamente, temos:

DISTÂNCIAS E DIEDROS 1. Projeção ortogonal Definiçao – A projeção ortogonal de um ponto P sobre um plano α é a intersecção do plano com a reta perpendicular a ele, conduzida pelo ponto P.

r’ = projα r 2. Distâncias geométricas Vamos definir distâncias geométricas entre entes geométricos. 2.1 Distância entre ponto e ponto Definição – Chama-se distância entre dois pontos distintos A e B ao comprimento do segui⎯ mento de reta AB ou ao comprimento qual⎯ quer segmento congruente a AB. Se A = B, a distância entre A e B é nula.

P’ = projα P 1.1 Projeção ortogonal de uma figura geométrica A projeção ortogonal de uma figura geométrica F (qualquer conjunto de pontos) sobre um plano α é o conjunto das projeções ortogonais de todos os pontos de F sobre α.

Notação: d(A, B) = AB 2.2 Distância entre ponto e reta Definição – Chama-se distância entre um ponto (A) e um reta (r) à distância entre esse ponto e o pé da perpendicular à reta conduzida pelo ponto.

F’ = projα F 1.2 Projeção de uma reta Se a reta (r) é perpendicular ao plano (α), teremos como projeção ortogonal exatamente um ponto, digamos P.

Notação: d(A, r) = AB B é o pé da perpendicular à reta r conduzido por A, ou seja, B é a intersecção de uma reta conduzida por A e perpendicular à reta r. 2.3 Distância entre ponto e plano Definição – A distância entre um ponto e um plano é a medida do segmento cujos extremos são o ponto e sua projeção ortogonal sobre o plano.
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P’ = projα r

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1. Classifique em verdadeiro ou falso, justificando sua resposta. Notação: d(P, α) = PP’ 2.4 Distância entre uma reta e um plano paralelo Definição – A distância entre uma reta e um plano paralelo é a distância entre um ponto qualquer da reta e o plano. a. ( ) Se PA é um seguimento oblíquo a um plano α, com A ∈ α, então a distância entre P e A é a distância entre P e α. b. ( ) A distância entre um ponto e um plano é a reta perpendicular ao plano pelo ponto. c. ( ) A distância de um ponto P a um plano α é a distância de P ao ponto P’ de interseção de α com a reta r, perpendicular a α por P. Notação: d(r, a) = d(P, α) = PP’ 2.5 Distância entre dois planos paralelos Definição – A distância entre dois planos paralelos é a distância entre um ponto qualquer de um deles e o outro plano d. ( ) A distância entre um plano e uma reta, sendo eles paralelos distintos, é a distância de um ponto qualquer do plano a reta. e. ( ) A distância entre um plano e uma reta, sendo eles paralelos e distintos, é a distância de um ponto qualquer do plano a um ponto qualquer da reta. 3. Ângulos entre retas reversas Definição – De modo geral, definimos ângulo entre duas retas reversas como sendo o ângulo agudo que uma delas forma com uma reta paralela à outra. Geometricamente, temos:

dα . β= PP’ Notação: d(α, β) = d (P, β) = PP’ 2.6 Distância entre duas retas reversas Definição – A distância entre duas retas reversas (r e s) é a distância entre um ponto qualquer de uma delas e o plano que passa pela outra e é paralelo à primeira reta.

θ é o ângulo entre r e s.
4. Ângulos entre reta e planos Definição – O ângulo entre uma reta e um plano é o ângulo agudo que a reta forma com sua projeção ortogonal sobre o plano. Notação: d(r, s) = PP’
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Gemetricamente, temos:

Geometria II – Distâncias, diedros e triedros

θ é o ângulo entre r e α
5. Diedros 5.1 Definição – Dois semiplanos não-coplanares, com origem numa mesma reta, determinam uma figura geométrica chamada ângulo diédrico, ou simplesmente diedro.

1. Defina: a) Diedro reto. b) Diedro agudo. c) Diedro obtuso. d) Diedros adjacentes. e) Diedros opostos pela aresta.

5.3 Congruência entre diedros 5.2 Secção de um diedro Definição – Secção de um diedro é a interseção do diedro com um plano secante à aresta. Definição – Dois diedros são congruentes se, e sommente se, uma secção normal de um é congruente à secção normal do outro.

Exemplo: Duas secções paralelas de um diedro são congruentes. Solução: De fato, as secções são dois ângulos de lados com sentidos respectivamente concordantes, e portanto são congruentes.
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Notação: αrβ = α’ r’ β’ ⇔ xy ≡ x’ y’

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6. Triedos Definição – Três semi-retas não-coplanares, com origem num mesmo ponto, determinam três ângulos que formam uma figura geométrica chamada ângulo triédrico, ou simplesmente triedro.

7. Ângulo poliédrico Definição – Sejam n semi-retas (n ≥ 3) de mesma origem, tais que nunca fiquem três num mesmo semiplano. Essas semi-retas determinam n ângulos em que o plano de cada um deixa as outras semi-retas em um mesmo semiespaço. A figura formada por esses ângulos é o ângulo poliédrico.

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UNIDADE III
Poliedros, prismas e pirâmides

Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

3. Poliedros convexos e côncavos TEMA 03 Um poliedro é dito convexo se limita uma região do espaço que é convexa. Essa região identifica o interior do poliedro convexo. A região interior de um poliedro é convexa se, ao tomar arbitrariamente dois pontos quaisquer da região, todo o segmento definido por esses pontos também está totalmente contido na região. Outra maneira de identificar a região interior como convexa é a seguinte: considere uma face qualquer do poliedro e o plano que a contém. Se todo o poliedro fica totalmente em um dos lados deste plano, independente da face escolhida, o poliedro é convexo.

POLIEDROS 1. Definição Chamamos de poliedro o sólido limitado por quatro ou mais polígonos planos, pertencentes a planos diferentes e que têm dois a dois somente uma aresta em comum. Veja alguns exemplos 1.

2. Os exemplos 1, 2 e 3 são poliedros convexos. O exemplo 4 não é um poliedro convexo, pois, em relação a duas de suas faces, ele não está contido em apenas um semi-espaço. O poliedro do exemplo 5, denominado “toro”, tem o formato de uma câmara de ar dos antigos pneus e é formado por quatro tetraedos e quatro pirâmides de base triangular, sendo a região central vazada. Este poliedro também não é convexo. Os poliedros que não são convexos são chamados de poliedros côncavos. 4. Classificação Os poliedros convexos possuem nomes especiais de acordo com o número de faces, como por exemplo: 5. • Tetraedro: quatro faces. • Pentaedro: cinco faces. • Hexaedro: seis faces. • Heptaedro: sete faces. • Octaedro: oito faces. • Icosaedro: vinte faces. 2. Elementos Os polígonos são as faces do poliedro; os lados e os vértices dos polígonos são as arestas e os vértices do poliedro.
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3.

4.

5. Relação de Euler Muitos dos símbolos matemáticos que são usados hoje se devem ao matemático suíço

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Leonard Euler, nascido em Basiléia (17071783). Ele foi o primeiro a usar a letra e para denotar a base dos logaritmos naturais, o primeiro a usar a letra grega π e o primeiro a usar i como sendo a raiz quadrada de –1 ( ). Embora a descoberta do resultado do teorema que relaciona vértices, faces e arestas de um poliedro regular convexo seja atribuída a Descartes (1596-1650), a fórmula V – A + F = 2 leva o nome de Euler, que além de tê-la redescoberto, publicou uma demonstração em 1751.

Exemplo: Verifique se os poliedros abaixo satisfazem a relação de Euler a)

Solução: V = 9, A = 18, F = 11 V – A + F = 9 – 18 + 11 = 2 Portanto satisfaz a relação de Euler. b)

Euler

Além de estudar Matemática, dedicou-se também à Teologia, Medicina, Astronomia, Física e às línguas orientais. É considerado O mestre de todos os matemáticos do século XVIII pelo fato de as suas pesquisas terem aberto novos caminhos para a Matemática. Em 1741, recebeu um convite para exercer o cargo de vice-presidente da seção de Matemática da Academia de Berlim. Durante o longo período em que aí permaneceu, escreveu mais de trezentos trabalhos científicos. Mas, em 1776, quando retorna à Rússia, descobre que estava perdendo a visão do olho que lhe restava. Mesmo completamente cego, Euler, auxiliado por seus filhos Kraff e Lexill, escrevia numa lousa colocada em sua casa as novas descobertas Matemáticas que fazia. Em todo poliedro convexo, é válida a relação seguinte: V–F+A=2 Tal relação é demonimana relação de Euler, em que V é o número de vértices, A é o número de arestas e F, o número de faces.
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Solução: V = 14, A = 21, F = 9 V – A + F = 14 – 21 + 9 = 2 Portanto satisfaz a relação de Euler. c)

Solução: V = 16, A = 32, F = 16 V – A + F = 16 – 32 + 16 = 0 Portanto não satisfaz a relação de Euler. Observação – Os poliedros para os quais é válida a relação de Euler são chamados eulerianos.

Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

5. Poliedros de Platão Esse nome dado a alguns poliedros deve-se ao filósofo grego Platão (427-348 a.C.), discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles. Foi fundador da Academia de Atenas onde se ensinava Matemática, Ginástica e Filosofia. Ele valorizava muito a Matemática, por ela nos dar a capacidade de raciocínio abstrato. Na entrada da sua academia, havia a seguinte afirmação: “Que aqui não adentre quem não souber geometria”.

6.2 Propriedade Existem cinco, e somente cinco, tipos de poliedros regulares convexos, que são: tetraedro regular, hexaedro regular, octaedro regular, dodecaedro regular e icosaedro regular.

Observe que: a) se suas faces são polígonos regulares e congruentes, então todas têm o mesmo número de arestas;
Platão

5.1 Definição Um poliedro é chamado “poliedro de Platão” se, e somente se, satisfaz as três seguintes condições: a) todas as faces têm o mesmo número (n) de arestas; b) todos os ângulos poliédricos têm o mesmo número (m) de arestas, ou seja, de cada vértice parte o mesmo número (m) de arestas; c) vale a relação de Euler (V – F + A = 2). 5.2 Propriedade Existem cinco, e somente cinco, classes de poliedros de Platão, que são: tetraedro, hexaedro, octaedro, dodecaedro, icosaedro. Observe que todos eles satisfazem as condições citadas. 6. Poliedros regulares 6.1 Definição: Um poliedro convexo é regular quando: a) suas faces são polígonos regulares e congruentes; b) seus ângulos poliédricos são congruentes.
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b) se seus ângulos poliédricos são congruentes, então todos têm o mesmo número de arestas. Portanto temos: Todo poliedro regular convexo é poliedro de Platão, mas nem todo poliedro de Platão é poliedro regular. Por exemplo, uma caixa de bombons como a da figura a seguir é um poliedro de Platão (hexaedro), mas não é um poliedro regular, pois as faces não são polígonos regulares e congruentes.

Johann Kepler (1571-1630) descobriu dois poliedros que são, simultaneamente, regulares e não-convexos: o pequeno dodecaedro estrelado e o grande dodecaedro estrelado.

Pequeno dodecadro estrelado

Grande dodecadro estrelado

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Dentre os vários poliedros serão destacados nos temas a seguir os prismas e as pirâmides. Aula prática 1: Construção dos poliedros Objetivos: • Visualizar os poliedros bem como as suas planificações. • Verificar a relação de Euler nos poliedros construídos e nas embalagens do cotidiano. • Verificar as propriedades dos poliedros convexos, de Platão e regulares nos poliedros construídos e nas embalagens. • Determinar experimentalmente a área total e o volume dos poliedros. ATIVIDADE 1 Material: • Embalagens do cotidiano com formas diferentes. Descrição: • Identificar, nas embalagens, as que são poliedros, poliedros convexos, de Platão e/ou poliedros regulares. ATIVIDADE 2 Material: • Canudinhos (com cores diferentes). • Tesoura. • Cola. • Barbante. • Modelo do anexo. Descrição: • Confeccionar, com canudinhos, os poliedros de Platão conforme os modelos dos anexos 1 a 4. ATIVIDADE 3 Material: • Folhas de papel cartão. • Tesoura. • Cola. • Elásticos coloridos. • Modelo dos anexos 5 a 9. Descrição: • Confeccionar, em papel cartão, a planificação dos poliedros de Platão conforme modelo do anexo 5 a 9. • Colorir as faces dos poliedros; recortar a planificação. • Obter o valor da área total dos poliedros antes de montá-los. • Dobrar as arestas e depois unir com cola as que estiverem nas bordas da planificação. • Obter experimentalmente o valor do volume dos poliedros.

1. Determine o número de vértices de um poliedro convexo que tem 3 faces triangulares, 1 face quadrangular, 1 pentagonal e 2 hexagonais.
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Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

2. Num poliedro convexo de 10 arestas, o número de faces é igual ao número de vértices. Quantas faces tem esse poliedro? 3. Num poliedro convexo, o número de arestas excede o número de vértices em 6 unidades. Calcule o número de faces desse poliedro. 4. Um poliedro convexo apresenta faces quadrangulares e triangulares. Calcule o número de faces desse poliedro, sabendo que o número de arestas é o quádruplo do número de faces triangulares, e o número de faces quadrangulares é igual a 5. 5. Um poliedro convexo tem 11 vértices, o número de faces triangulares igual ao número de faces quadrangulares e uma face pentagonal. Calcule o número de faces desse poliedro. 6. Calcule o número de faces triangulares e o número de faces quadrangulares de um poliedro com 20 arestas e 10 vértices. 7. Um poliedro de sete vértices tem cinco ângulos tetraédricos e dois ângulos pentaédricos. Quantas arestas e quantas faces tem o poliedro? 8. Ache o número de faces de um poliedro convexo que possui 16 ângulos triedros. 9. Determine o número de vértices, arestas e faces de um poliedro convexo formado por cinco triedros, sete ângulos tetraédricos, nove ângulos pentaédricos e oito ângulos hexaédricos. 10. Um poliedro convexo possui 1 ângulo pentaédrico, 10 ângulos tetraédricos, e os demais triedros. Sabendo que o poliedro tem número de faces triangulares igual ao número de faces quadrangulares, 11 faces pentagonais, e no total 21 faces, calcule o número de vértices do poliedro convexo. 11. O “cubo-octaedro” possui seis faces quadradas e oito triangulares. Determine o número de faces, arestas e vértices desse sólido euleriano.
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TEMA 04

PRISMAS 1. Definição Consideremos um polígono convexo (região poligonal convexa) ABC...DE situado num plano ⎯ α e o segmento de reta PQ, cuja reta suporte intercepta o plano α. Chama-se prisma (ou prisma convexo) à reunião de todos os segmentos ⎯ congruentes e paralelos a PQ, com uma extremidade nos pontos do polígono e situados num mesmo semi-espaço dos determinados por α.

Em outras palavras, prisma é um sólido geométrico (poliedro convexo) delimitado por faces planas, no qual as bases se situam em planos paralelos. Várias embalagens utilizadas têm a forma de prisma, conforme mostra a figura a seguir.

2. Elementos do prisma Bases – São as regiões poligonais Ex.: ABCDE e A’B’C’D’E’. Faces laterais – São os paralelogramos. Ex.: ABA’B’ e BCB’C’. Arestas das bases – São os lados do polí⎯ . gono da base. Ex.: AB e Arestas laterais – São os lados dos paralelo⎯ ⎯ gramos. Ex. AA’, CC’

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Altura – É distância entre os planos que contêm as bases.

Solução: a) V = 2n; A = 3n; F = 7 Como no prisma é válida a relação de Euler, tem-se: V–A+F=2 2n – 3n + 7 = 2 n = 5 Logo, o prisma é pentagonal. b) V = 2n; A = 24; F = n+2

3. Classificação dos prismas Quanto à inclinação das arestas laterais, os prismas podem ser retos ou oblíquos. Prisma reto é aquele cujas arestas laterais são perpendiculares aos planos das bases. Nesse caso, as faces laterais são retângulos. Prisma oblíquo é aquele cujas arestas são oblíquas aos planos das bases.

V–A+F=2 2n – 24 + n + 2 = 2 3n – 22 = 2 n = 8 Logo, o prisma é octogonal. 5. Secção do prisma Secção de um prisma é a interseção do prisma com um plano que intercepta todas as arestas laterais. A secção de um prisma é um polígono com vértice em cada aresta lateral. Secção reta ou secção normal é uma secção cujo plano é perpendicular às arestas laterais.

Prisma regular é um prisma reto cujas bases são polígonos regulares. Por exemplo, o prisma esquerdo da figura acima é um prisma regular. 4. Natureza do prisma A natureza do prisma é dada de acordo com o polígono da base. 6. Tronco do prisma
POLÍGONO triângulo quadrado pentágono hexágono ..... NOME Prisma triangular Prisma quadrangular Prisma pentagonal Prisma hexagonal .....

Quando se secciona um prisma por um plano não paralelo aos planos das bases, a região espacial delimitada pela base do prisma e pela região poligonal do plano que o seccionou é denominado tronco de prisma, conforme mostra a figura a seguir.

Exemplo: Ache a natureza de um prisma, sabendo que ele possui: a) 7 faces b) 24 arestas
36 Secção do prisma Prisma seccionado

Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

7. Diagonal do prisma A diagonal de um prisma é o segmento de reta que une dois vértices situados em faces distintas. 7.1 Diagonal do cubo Considere o cubo de aresta a, com diagonal da base ƒ e diagonal do cubo d, conforme mostra a figura.

Solução: Seja d a diagonal do cubo, ƒ a diagonal da face do cubo (o quadrado), a aresta do cubo e x a distância do vértice B à sua diagonal d, conforme a figura a seguir.

Considerando o triângulo ABC retângulo em B, podemos utilizar a relação métrica em que o produto da medida da hipotenusa pela medida da altura relativa à hipotenusa é igual ao produto das medidas dos catetos. Iniciemos calculando a medida ƒ. No ΔEFH, ao aplicar o teorema de Pitágoras, temos: Portanto: d.x = a.f (I) Cálculo da diagonal do cubo (d): d=a = 100 cm

Cálculo da diagonal do quadrado (ƒ):

ƒ=a

= 100

cm cm e

Substituindo d = 100 cm, ƒ = 100 a = 100cm na expressão (I) temos:

ƒ2 = a2 + a2 ⇒ ƒ 2 = 2a2 ⇒ ƒ = ƒ= a

Racionalizando o valor de x, temos:

No ΔIHF, ao aplicar o teorema de Pitágoras, tem-se:

Resposta: A distância de um vértice do cubo à sua diagonal é de .

7.2 Diagonal do paralelepípedo retângulo Considere o paralelepípedo retângulo de arestas a, b e c com diagonal da base ƒ e diagonal do paralelepípedo retângulo d.

d2 = a2 + ƒ 2 ⇒ d2 = a2 + 2a2 ⇒ d2 = 3a2 ⇒ d=a Portanto: A diagonal de um cubo de aresta a é: d = a Exemplo: Se a aresta de um cubo mede 100cm, encontre a distância de um vértice do cubo à sua diagonal.
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.

Iniciemos calculando a medida ƒ da diagonal da face EFGH:

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No ΔEFH, ao aplicar o teorema de Pitágoras, temos:

Descrição: • Construir alguns prismas retos e oblíquos. • Construir alguns prismas regulares identificando seus elementos, secções e verificando a validade da relação de Euler. • Construir alguns prismas não-regulares, identificando a altura.

ƒ 2 = a2 + b2 ⇒ ƒ =
No ΔHFI, ao aplicar o teorema de Pitágoras, temos:

Atividade 2 Material: • Acetato. (ou papel cartão). • Tesoura. • Cola. Descrição: • Construir o cubo e o paralelepípedo retângulo utilizando acetato (ou papel cartão).

d2 = ƒ 2 + c2 ⇒ d2 = a2 + b2 + c2 ⇒ D= Aula prática 2: Construção dos prismas Objetivos: • Visualizar os prismas construídos. • Identificar os elementos de alguns prismas regulares. • Classificar os prismas em retos ou oblíquos. • Identificar os prismas regulares. • Visualizar a secção dos prismas. • Determinar a quantidade de faces, arestas e vértices dos primas obtidos. • Verificar a validade da relação de Euler nos prismas. • Visualizar a diagonal do cubo e do paralelepípedo retângulo. • Deduzir a expressão para o cálculo da diagonal do cubo e do paralelepípedo retângulo. Atividade 1 Material: • Geoplano 3D. • Elásticos coloridos.
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• Construir um triângulo retângulo em que um dos catetos tem a medidas da aresta do cubo construído, e o outro tem a medida da diagonal da face do cubo. • Calcular a diagonal do cubo utilizando o teorema de Pitágoras. • Construir um triângulo retângulo em que um dos catetos tem a medida da altura do paralelepípedo retângulo construído, e o outro tem a medida da face do paralelepípedo. • calcular a diagonal do paralelepípedo retângulo utilizando o teorema de Pitágoras.

Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

Em que: TEMA 05 A l é a área lateral, e Ab é a área de uma das bases. Afl é área de uma das face laterais. n = quantidade de faces laterais. l = aresta da base. h = altura do prisma. 2.1 Área do cubo

PLANIFICAÇÃO E ÁREA DO PRISMA 1. Planificação do prisma Para facilitar a obtenção da área da superfície de um sólido é necessário representar o sólido (tridimensional) no plano (bidimensional). Para isso, é preciso “abri-lo”, de modo que seus elementos (faces laterais, bases, vértices e arestas) estejam representadas num determinado plano, conforme mostra a figura a seguir.

Como o cubo possui 4 faces laterais quadrangulares congruentes e 2 bases quadradas de mesma área, temos: At = Al + 2Ab 2. Área do prisma Observe, na figura do prisma planificado, que para calcular a área lateral (Al) deve-se calcular a área de uma das faces laterais (Afl) e, por serem congruentes, multiplicar o resultado pela quantidade de faces (n). Logo: Al = n . Afl. Tratando-se de prisma reto, as faces laterais são retângulos e, portanto, a área do retângulo é dada pelo produto entre a medida da aresta da base (l) pela medida da altura do prisma (h). Logo: Al = n. l.h Para calcular a área das bases, deve-se calcular a área de um dos polígonos da base (Ab) e, por serem congruentes, multiplicar o resultado por 2. Para calcular a área total (At) deve-se somar a área lateral com a área das bases. Portanto: Área total do prisma: At = Al + 2Ab At = n . Afl + 2Ab At = n . l . h + 2Ab
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Acubo = 4a2 + 2a2 Acubo = 6a2 em que a = aresta do cubo. 2.2 Área do paralelepípedo retângulo

Para a área lateral, temos: Al = 2a.c + 2b.c Substituindo na expressão da área do prisma temos: At = A l + 2Ab Aparalel. = 2a.c + 2b.c + 2a.b em que a = comprimento; b = largura; c = altura.

UEA – Licenciatura em Matemática

Exemplo 1: Calcule a área total do prisma de 8dm de altura e cuja base é um quadrado inscrito num círculo de 6dm de raio. Solução: Representando o prisma enunciado no problema, tem-se a figura a seguir.

para a área da base (Ab) e área lateral (Al) na expressão da área total (At), temos: Área total no prisma: + 2 . 72 = 4 . 48 At = Al + 2Ab = 4 . 48 + 144 = 48(3 + 4 )dm2 Resposta: A área total do prisma é 48(3 + 4 Exemplo 2: Joana pretende confeccionar embalagens em forma de prisma reto hexagonal regular com aresta da base medindo 3cm e aresta da face lateral medindo 6cm. Sabendo que para confeccionar a embalagem o material utilizado custa R$3,00/cm2, quanto Joana gastará? ≈ 1,73. Obs.: adote Solução: Para saber quanto Joana irá gastar, é ne-cessário saber a área total da embalagem. Planificando o prisma hexagonal, temos a figura a seguir. )dm2.

Iniciemos calculando a área da base. Área da base (Ab) – Destacando o quadrado inscrito na circunferência, temos:

Para calcular a medida da aresta da base l, devese utilizar a diagonal do quadrado, pois d = l . Sendo a diagonal do quadrado o dobro da medida do raio, tem-se: d=l 12 = l

⇒ 2r = l

⇒ 2.6 = l


Considerando: Medida da aresta lateral: r = 6cm Medida da aresta da base: s = 3cm

Racionalizando o valor de l, temos: l= Substituindo o valor de l na expressão da área da base, temos: Área da base: Ab = l2 = (6 72dm2. (I) )2 = 36.2 =

Iniciemos calculando a área lateral do prisma: Como o prisma possui 6 faces laterais (retângulos), a área lateral é igual a seis vezes a área de cada retângulo (Ar). Área lateral: Al = 6 . Ar = 6. r . s = 6.(6 . 3) = 108cm2. Área da base – Como a base é um hexágono regular que pode ser decomposto em seis triângulos eqüiláteros, a área de um hexágono regular é igual a seis vezes a área do triângulo eqüilátero(Atri.).

Agora, calculemos a área lateral do prisma (Al). Como o prisma possui 4 faces laterais (retângulos), a área lateral é igual a quatro vezes a área de cada retângulo (Ar). Al = 4Ar = 4 . l . h = 4 . 6 . 8 = 4.48 dm2 (II)

Substituindo os valores obtidos em (I) e (II)
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Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

Sendo a medida do lado do triângulo eqüilátero a mesma medida da aresta da base (s), tem-se: Ab = 6 . Atri = 6. cm2. Área total: At = Al + 2Ab At = 108 + 2. At = 9(12 + 3 )cm2. = 6. = =

Iniciemos calculando Al2: Sendo Ar a área do retângulo de cada face, temos: Al2 = 3.Ar = 3 . l . h2 = 3.(10h2) = 30h2 ⇒ Al2 = 30(h + x) Para calcular a área total do prisma dado, é necessário calcular a área da base e a área lateral deste prisma. Área da base do prisma dado: (I) Área lateral do prisma dado: Al1 = 3.(l . h) = 3.(10h) = 30h (II) Substituindo os valores obtidos em (I) e (II) na expressão da área total do prisma dado, temos: At1 = Al1 + 2Ab = 30h + 2.25 30h + 50 Como Al2= At1, temos: 30(h + x) = 30h + 50 =

Agora, que temos a área total, podemos obter o custo total. Como o material utilizado na embalagem custa R$ 0,30 cada centímetro quadrado, o custo total (Ct) será 0,3 vezes a área total. Ct = 0,3. At = 0,3.9(12+3 ) = 46,413 ≈ R$ 46,41

Resposta: Joana gastará aproximadamente R$ 46,41. Exemplo 3: Um prisma triangular regular tem a aresta da base medindo 10dm. Em quanto se deve aumentar a altura, conservando-se a mesma base, para que a área lateral do novo prisma seja igual a área total do prisma dado? Solução: Sendo l = 10dm, considere Al2 a área lateral do novo prisma, At1 área total do prisma dado, em que Al2 = At1, h = altura do prisma dado, h2 altura do novo prisma e x o acréscimo dado à medida da altura do novo prisma, conforme mostra a figura a seguir.

30h + 30x = 30h + 50 30x = 50

1. A figura a seguir apresenta a planificação de um prisma triangular. Calcular sua área total.

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UEA – Licenciatura em Matemática

2. Sabe-se que a diagonal de um cubo mede 2,5cm. Em quanto se deve aumentar a aresta desse cubo para que sua diagonal passe a medir 5,5cm? 3. A diferença entre as áreas totais de dois cubos é 164,64cm2. Calcule a diferença entre as suas diagonais, sabendo que a aresta do menor mede 3,5cm. 4. A aresta da base de um prisma hexagonal regular mede 8cm. Em quanto se deve diminuir a altura desse prisma de modo que se tenha um novo prisma com área total igual à área lateral do prisma dado? 5. A aresta lateral de um prisma reto mede 12m; a base é um triângulo retângulo de 150m2 de área e cuja hipotenusa mede 25m. Calcule a área total desse prisma. 6. Um prisma pentagonal regular tem 8cm de altura, sendo 7cm a medida da aresta da base. Calcule a área lateral desse prisma.

• Recortar as planificações. • Dobrar as arestas e montar o sólido. • Verificar que em todos os casos foi possível a construção do cubo, pois a soma dos ângulos dos três quadrados unidos a cada vértice é 270o, portanto, menor que 360o. Atividade 2 Material: • Folhas de papel cartão (2 cores diferentes). • Tesoura. • Cola. • Modelos dos anexos 10 a 12. Descrição: • Confeccionar, em papel cartão, a planificação dos prismas regulares conforme modelo do anexo 10 a 12. • Recortar a planificação. • Confeccionar, em papel cartão, (com cor diferente da utilizada na planificação) triângulos eqüiláteros cuja medida do lado é a mesma da aresta da base do prisma. • Sobrepor os triângulos a uma das bases. • Calcular a área lateral, da base e total do prisma. • Dobrar as arestas e montar o prisma. Atividade 3

Aula prática 3: Planificação e área dos prismas Objetivos: • Visualizar as planificações dos prismas. • Estabelecer a correspondência entre as planificações e os prismas. • Deduzir a expressão para o cálculo da área do prisma incluindo área do cubo e do paralelepípedo retângulo. • Obter o valor da área dos prismas construídos. Atividade 1 Material: • Folhas de papel cartão. • Tesoura. • Cola. Descrição: • Confeccionar, em papel cartão, as possíveis planificações do cubo conforme figura.
(1) Software geométrico disponível em: www.peda.com/download
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Recurso didático: • Software Poly Pro1. Descrição: • Selecionar um dos prismas disponíveis no software Poly Pro utilizando a opção Prisms and Anti-Prisms. • Planificar e comparar com a planificação obtida na atividade 2.

Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

TEMA 06

VOLUME DO PRISMA 1. Volume de um sólido Volume de um sólido é a quantidade de espaço por ele ocupada. Essa quantidade é determinada comparando esse sólido com um outro tomado como unidade (que geralmente é o cubo). Dessa comparação resulta um número que será a medida do volume. Para calcular o volume de um prisma qualquer, será necessário primeiramente entender o princípio de Cavalieri. Observe na figura a seguir que de um sólido constituído por 10 lajotas (paralelepípedos retângulos), todas do mesmo tamanho, podem ser formadas pilhas das mais variadas formas. Mas, qualquer que seja a disposição dada às lajotas essas pilhas têm o mesmo volume, ou seja, ocupam a mesma quantidade de espaço.

pilha 1

pilha 2

pilha 3

Idéia intuitiva do Princípio de Cavalieri

Considere dois sólidos A e B com base num mesmo plano α e situados num mesmo semiespaço por ele determinado. Qualquer plano β, secante aos sólidos A e B, paralelo a α, determina, nesses sólidos superfícies de áreas iguais (superfícies equivalentes), conforme mostra a figura a seguir.

Com essa idéia intuitiva, pode-se formalizar o chamado Princípio de Cavalieri.
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UEA – Licenciatura em Matemática

Bonaventura Cavalieri(1598-1647) foi um dos matemáticos mais influentes de sua época. Discípulo de Galileu Galilei, foi também astrônomo, devendo-se a ele, em grande parte, o método dos indivisíveis desenvolvido a partir de 1626. Cavalieri não definia em suas obras o que vinham a ser os indivisíveis. Segundo ele, porém, uma figura plana seria formada por uma infinidade de cordas paralelas entre si e uma figura sólida por uma infinidade de secções paralelas entre si. A essas cordas e a essas secções chamava de indivisíveis. Em um de seus livros, dizia que um sólido é formado por indivisíveis assim como um livro é composto de páginas. Daí a idéia de interceptar o sólido por planos paralelos.

Ab (a mesma do paralelepípedo retângulo).

Supondo que S1 e S2 têm as bases num mesmo plano α e estão num mesmo semiespaço em relação a α, então todo plano β paralelo a α, que interceptar S1, também interceptará S2, e as secções transversais terão áreas iguais, pois são congruentes às respectivas bases. Assim, pelo princípio de Cavalieri, o volume do prisma S1 é igual ao volume do paralelepípedo S2. Logo, temos: VS1 = VS2 Vprisma1 = B . h Exemplo 1: A água de um reservatório na forma de um paralelepípedo retângulo de comprimento 30m e largura 20m atingia a altura de 10m. Com a falta de chuvas e o calor, 1.800m3 da água do reservatório evaporaram. Qual a altura máxima atingida pela água restante no reservatório? Solução: Sendo a = 30m, b = 20m, c = 10m e o volume evaporado(Ve)=1800m3, considere x a altura do reservatório depois que a água evaporou, conforme a figura.

Bonaventura Cavalieri

Principio de Cavalieri: Dois sólidos, nos quais todo plano secante, paralelo a um dado plano, determina superfícies de áreas iguais (superfícies equivalentes), são sólidos de volumes iguais (sólidos equivalentes).
Sólidos equivalentes

α // β e A1 = A2 ⇒ VS1 = VS2
Adotando um paralelepípedo retângulo S2 cuja área da base é B e cuja altura é h, temos que o volume do paralelepípedo retângulo é dado por: VS2 = B . h Para utilizar o princípio de Cavalieri, considere agora um prisma S1 de altura h e área da base
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Iniciemos calculando o volume inicial do reservatório (Vi): Vi = a . b . c = 30.20.10 = 6000m3 Volume final do reservatório (Vf): Utilizando o volume evaporado, tem-se: Vf = Vi – Ve = 6000 – 1800 = 4200m3

Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

Utilizando as dimensões do reservatório com altura x, tem-se: Vf = a . b . x = 30.20. x = 600x Portanto temos: 600x = 4200 = 7m Resposta: A altura máxima atingida pela água restante no reservatório é de 7 metros. Exemplo 2: Paulo tem um galpão com as medidas indicadas na figura. Qual o volume do galpão?

Portanto: Vpri = Atri . h = 12 . 20 = 240m3 Calculando agora o volume do galpão, temos: Vg = Vparal. + Vpri = 640 + 240 Vg = 880m3 Exemplo 3: A altura h de um paralelepípedo retângulo mede 60cm, sendo a sua base um quadrado. A diagonal do paralelepípedo forma um ângulo de 60° com o plano da base. Determine o volume do paralelepípedo retângulo. Solução: Representando o paralelepípedo retângulo descrito no problema, tem-se a figura a seguir.

Solução: O volume do galpão (Vg) será dado pela soma dos volumes do paralelepípedo retângulo (Vparal.) e do prisma triangular (Vpri) – parte superior do galpão. Volume do paralelepípedo retângulo(Vparal.): Vparal. = 4.8.20 = 640m3 Volume do prisma triangular(Vpri): Vpri = Ab . h = Atri . h em que: Atri é a área do triângulo e h a altura do prisma. Lembrando que em um triângulo qualquer a área é dada por: , onde: p é o semiperímetro do triângulo. logo ; a, b e c são as medidas dos lados do triângulo. Sendo a = 8m e b = c = 5m, temos: p = 9m Racionalizando o valor de a, temos: Substituindo o valor de ƒ na relação ƒ = a temos: ,

Para determinar o volume do paralelepípedo retângulo, é necessário encontrar a área da base, que por sua vez depende da medida a. Podemos encontrar o valor de a por meio da relação entre a medida da aresta do quadrado a e sua diagonal ƒ. Com os elementos caracterizados na figura e considerando o triângulo ABC, temos: Utilizando a função trigonométrica tangente que relaciona o cateto oposto ao ângulo de 60o h e o cateto adjacente a este ângulo ƒ, temos:

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UEA – Licenciatura em Matemática

Agora, podemos encontrar a área da base (Ab):

Portanto, temos: V = Ab . h = 600 . 60 = 36000cm3 O volume do paralelepípedo retângulo é 36000cm3 Exemplo 4: Uma caixa cúbica sem tampa, com 1 litro de capacidade, está completamente cheia de leite. Inclina-se a caixa 30o em relação ao plano horizontal, de modo que apenas uma de suas arestas fique em contato com o plano, conforme mostra a figura. Qual o volume em cm3 do leite derramado?

Como o volume do leite derramado V = Ab . h e sendo Ab a área do triângulo retângulo ABC, temos: (I) Portanto, para obter V, é necessário obter o valor de b. Para isso, podemos utilizar a função trigonométrica tangente que relaciona o cateto oposto ao ângulo de 30o (b) e o cateto adjacente a este ângulo (a). Logo:

Solução: Como o leite derramado está contido em um prisma triangular, para calcular o volume (V) é necessário calcular a área da base do triângulo e a altura deste prisma. Como o volume do cubo = a3 e 1l = 1dm3, temos: a3 = 1 ⇒ a = 1dm Considere o triângulo retângulo ABC, pois AC) m(B^ = 90º sendo b a medida da base do triângulo e a a medida da aresta do cubo. Como a reta é paralela ao plano da base onde está apoiado o cubo, então m(A^ = 30º, CB) que é a inclinação do cubo em relação ao plano conforme mostra a figura a seguir.

Substituindo o valor de b na expressão (I), temse:

Como 1dm3 = 1000cm3, tem-se que:

Resposta: O volume em cm3 do leite derramado é:

Exemplo 5: Determine o volume de um prisma reto de 10cm de altura e cuja base é um hexágono regular de apótema 3 cm. Solução: Para calcular o volume é necessário calcular a área do hexágono. Logo, Ab = 6Atri, onde Atri é a área de cada
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Destacando no prisma triangular o ΔABC, temos:

Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

triângulo que compõe o hexágono, conforme a figura a seguir.

(II) Agora, podemos substituir o valor de a na expressão (II).

Destacando no prisma triangular o ΔABC, temos:

Substituindo o valor da área da base Ab = 54 cm2 e h = 10cm na expressão do volume do prisma, temos: V = Ab . h = 54 V = 540 cm3 cm3. . 10

Resposta: O volume do prisma reto é 540

Para calcular a área de cada triângulo que compõe o hexágono, é necessário obter as medidas da base (a) e da altura (m) do triângulo. Para obter o valor de a, podemos utilizar o triângulo retângulo ABC, pois contém o apótema m = 3 cm Utilizando o teorema de Pitágoras no triângulo ABC, temos:

1. Calcule a área total e o volume de um prisma hexagonal regular de 12m de aresta lateral e 4m de aresta da base. 2. Um prisma hexagonal regular tem a área da base igual a 96 cm2. Calcule a área lateral e o volume do prisma, sabendo que a altura é igual ao apótema da base. 3. Um prisma reto tem por base um losango em que uma de suas diagonais é os da outra, e

(I) Substituindo m = 3 temos: cm na expressão (I),

a soma de ambas é 14cm. Calcule o volume desse prisma, sabendo que sua altura é igual ao semiperímetro da base. 4. Calcule o volume e a área total de um prisma cuja base é um triângulo eqüilátero de 6dm de perímetro, sendo a altura do prisma o dobro da altura da base. 5. Calcule o volume de um prisma triangular regular, sendo todas suas arestas de mesma medida, e sua área lateral 33m2 6. Calcule o volume de um prisma quadrangular regular cuja área total tem 144m2, sabendo que sua área lateral é igual ao dobro da área da base.
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Sendo

e substituindo a expressão

de m na área do triângulo, temos:

Portanto:

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6. O volume de ar contido em um galpão com a forma e as dimensões dadas pela figura abaixo é: 1. Dispondo-se de uma folha de cartolina, medindo 50cm de comprimento por 30cm de largura, pode-se construir uma caixa aberta, cortandose um quadrado de 8cm de lado em cada canto da folha. O volume dessa caixa, em cm3, será: a) 1244 c) 2324 e) 12000 2. A aresta, a diagonal e o volume de um cubo estão, nessa ordem, em progressão geométrica. A área total deste cubo é: a) 6 c) 3 e) 18 3. As dimensões de um paralelepípedo retângulo são inversamente proporcionais aos números 12, 6 e 4. Se sua área total é 88cm2, o seu volume, em cm3 é: a) 288 c) 128 e) 48 4. Considere um paralelepípedo com 12m de comprimento, 4m de largura e 3m de altura. Se o seu volume for aumentado de 624m3, então sua altura aumentará de: a) 7m c) 11m e) 12m 5. Numa cozinha de 3m de comprimento, 2m de largura e de 2,80m de altura, as portas e as janelas ocupam uma área de 4m2. Para azulejar as quatro paredes, o pedreiro aconselha a compra de 10% a mais da metragem a ladrilhar. A metragem quadrada de ladrilhos a comprar é: a) 24,40 c) 25,50 e) 26,80 b) 24,8O d) 26,40 b) 9m d) 13m b) 144 d) 64 a) 27 a3 c) 18 a3 e) 9 a3 b) 21 a3 d) 14 a3 b) 6 (2 d) 12 – I) b) 1828 d) 3808 a) 288 c) 480 e) 768 7. De um bloco cúbico de isopor de aresta 3a recorta-se o sólido, em forma de “H”, mostrado na figura. O volume do sólido é: b) 384 d) 360

Aula prática 3: Princípio de Cavalieri Objetivos: • Visualizar a equivalência de dois sólidos a partir de superfícies equivalentes. • Deduzir a expressão para o cálculo do volume de um prima a partir do volume de um paralelepípedo. Material: • Emborrachado ou pedaços de madeira. Atividade 1: • Confeccionar cilindros (ou cubos, ou prismas triangulares ou qualquer outro sólido) de aproximadamente 1cm de altura e mesma área. • sobrepor as peças confeccionadas de ma48

Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

neira diferente, formando dois sólidos distintos. • Comparar os volumes dos dois sólidos obtidos.

TEMA 07

PIRÂMIDES 1. Definição Consideremos uma região poligonal contida em um plano α e um ponto V localizado fora desse plano.

Atividade 2: Material: • Folhas de acetato (ou papel cartão, 2 cores diferentes). • Tesoura e cola. • Areia (ou grãos, bolas de isopor pequenas). Descrição: • Confeccionar, em papel cartão, um prisma reto regular. • Confeccionar, em papel cartão, um paralelepípedo retângulo com cor diferente do prisma regular confeccionado e cuja base e altura sejam as mesmas do prisma reto regular. • Encher o paralelepípedo retângulo com algum material de baixa densidade (ex.: isopor) e despejar no prisma regular. • Comparar os volumes. • Determinar a expressão para o volume do prisma. Uma pirâmide é a reunião de todos os segmentos que têm uma extremidade em V e a outra num ponto qualquer da região poligonal. O ponto V recebe o nome de vértice da pirâmide. 2. Histórico As pirâmides mais famosas foram construídas no Egito antigo por volta de 2600 a 2500 a.C. Elas eram utilizadas para sepultar famílias reais. As pirâmides de Gizé existem até hoje e são formadas por um conjunto de nove pirâmides construídas pelos faraós Quéops, Quéfrem e Miquerinos. A mais alta chama-se Quéops e mede 138 metros de altura. O historiador grego Heródoto, escrevendo 2400 anos atrás, calculou que 100.000 homens trabalharam durante 20 anos para a completa construção da Grande Pirâmide. Calcula-se também que foram usados 2,3 milhões de blocos de pedra para construí-la, cada bloco pesando 2,5 toneladas.

Pirâmides foram também construídas por outros povos, como os maias, na América Central, entre 300 e 900 d.C., e mais tarde pelos astecas. Eram usadas como templos para ado49

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ração ao Sol, à lua e aos seus deuses da chuva. As formas piramidais foram usadas por tribos indígenas e mais recentemente por escoteiros para construir barracas. 3. Elementos da pirâmide Vértice: o ponto V. Base: a região poligonal. Ex.: ABCDEF Faces laterais: regiões triangulares. Ex.: AVB, BVC, CVD. Arestas da base: lados do polígono da base. ⎯ ⎯ Ex.: AB e BC. Arestas laterais: lados dos triângulos. Ex.: AV. Altura: distância do vértice à base (h).

Em uma pirâmide regular, destacamos: 1. As arestas laterais são congruentes. 2. As faces laterais são triângulos isósceles congruentes. 3. O apótema do polígono regular da base é chamado apótema da base. 4. A altura de uma face lateral relativa à aresta da base é chamada apótema da pirâmide.

Numa pirâmide regular, considere: a, a aresta da base; h, a altura da pirâmide; m, o apótema da base; 4. Classificação das pirâmides As pirâmides podem ser classificadas de acordo com a projeção do vértice sobre o plano da base como oblíquas ou retas. Pirâmide oblíqua – É uma pirâmide cuja projeção ortogonal do vértice V sobre o plano da base não coincide com o centro da base. g, o apótema da face; l, a aresta lateral; r, o raio do círculo que circunscreve a base. Podemos obter as seguintes relações analisando os triângulos VOM, VOR e VMS. Do triângulo VOM, temos:

Pirâmide reta – É uma pirâmide cuja projeção ortogonal do vértice V sobre o plano da base coincide com o centro da base. A pirâmide regular é uma pirâmide reta cujo polígono da base é regular.

Do triângulo VOR, temos:

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Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

Do triângulo VMS, temos:

8. Planificação da pirâmide 5. Natureza da pirâmide Da mesma forma que no prisma, a natureza da pirâmide é dada de acordo com o polígono da base.
POLÍGONO triângulo quadrado pentágono hexágono ..... NOME Pirâmide triangular Pirâmide quadrangular Pirâmide pentagonal Pirâmide hexagonal .....

Ao contrário dos prismas, em que as faces são paralelogramos e possuem duas bases, as pirâmides têm faces triangulares e apenas uma base, conforme mostra a figura de uma pirâmide planificada.

9. Área na pirâmide 6. Secção transversal de uma pirâmide Um plano qualquer paralelo ao plano da base, ao interceptar uma pirâmide, nela determina uma região denominada secção transversal, conforme mostra a figura a seguir. Observe, na pirâmide regular planificada, que para calcular sua área lateral (Al) deve-se calcular a área de uma face lateral (Afl) e multiplicar pela quantidade de faces (n). Para calcular a área da base (Ab), deve-se calcular a área do polígono da base. Portanto, para calcular a área total da pirâmide (At), soma-se a área lateral com a área da base. At = A l + Ab = n . Afl + Ab em que: At = área total da pirâmide. n = quantidade de faces laterais. Afl = área da face lateral. Ab = área da base. Exemplo 1: Calcule a área total na pirâmide quadrangular.

7. Tronco da pirâmide de bases paralelas Quando se secciona uma pirâmide por um plano paralelo ao plano da base, a região espacial delimitada pela base da pirâmide e pela região poligonal determinado no plano que a seccionou é denominado tronco de pirâmide, conforme mostra a figura a seguir.
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Solução: Uma pirâmide quadrangular possui como base um quadrado e quatro faces triangulares. Logo: n=4 a = 2cm Ab = 22 = 4cm2

Cálculo da área da face lateral (Afl)

Cálculo da área lateral (Al) Al = 6 . 60 = 360cm2 Cálculo da área da base (Ab)

Portanto a área total da pirâmide é: h = 5cm Para calcular a área lateral (Al), é necessário calcular a área da face triangular (Afl), que, por sua vez, depende da altura da face, ou seja, do apótema da pirâmide (g). Como temos a medida do apótema da base (m) e a altura da pirâmide (h), podemos utilizar a expressão obtida em (I) para encontrar g: At = Al + Ab = 360 + 54 At = 18(20 + 3 Exemplo 3 Calcule as áreas lateral e total de uma pirâmide triangular regular, sabendo que sua altura mede 12cm e que o perímetro da base mede 12cm. Solução: )cm2

Logo:

Portanto: At = Al + Ab = Sabendo que o perímetro da base mede 12cm, temos: 3l = 12 ⇒ l = 4cm Para calcular a área da face lateral (Afl), é necessário obter a altura da face g. Como temos a altura da pirâmide h, precisamos obter o valor de m. Sabemos que em um triângulo eqüilátero é válida a seguinte expressão para a medida do apótema:

Exemplo 2: Calcule a área lateral e a área total de uma pirâmide regular hexagonal cujo apótema mede 20cm, sendo 6cm a medida do raio da base. Solução:

Portanto:

Como a base é um hexágono regular, temos: r = l = 6cm.
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Utilizando a relação obtida em (I), podemos obter g:

Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

igual a 3/5 da área total. Calcule a altura e a área lateral dessa pirâmide. 5. Determine a altura de uma pirâmide triangular regular, sabendo que a área total é 36 cm2, e que o raio do círculo inscrito na base mede 2cm. Agora, podemos obter a área da face lateral: 6. Calcule a aresta da base de uma pirâmide regular hexagonal, sendo 30 cm2 a área lateral e2 cm a medida da aresta lateral. 7. Calcule as áreas lateral e total de uma pirâmide triangular regular, sabendo que sua altura mede 12cm e que o perímetro da base mede 12cm.

Portanto:

Cálculo da área da base: Sendo um triângulo eqüilátero de medida l, temos: 8 Volume do tetraedro Considerando um prisma triangular ABCDEF, podemos decompô-lo em três pirâmides triangulares, segundo os planos AEC e DEC, como mostra a figura a seguir.

Cálculo da área total: A t = Al + Ab =

1. Calcule a aresta lateral de uma pirâmide regular, sabendo que sua base é um hexágono de 6cm de lado, sendo 10cm a altura da pirâmide. 2. A base de uma pirâmide regular é um hexágono inscrito em um círculo de 12cm de diâmetro. Calcule a altura da pirâmide, sabendo que a área da base é a décima parte da área lateral. 3. Calcule a área lateral e a área total de uma pirâmide regular hexagonal, sendo 3cm sua altura e 10cm a medida da aresta da base. 4. Uma pirâmide regular de base quadrada tem o lado da base medindo 8cm e a área lateral
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Seccionando o prisma pelo plano AEC, obtemos o tetraedro AEBC e a pirâmide quadrangular AECDF. Seccionando a pirâmide AECDF pelo plano DEC, obtemos duas pirâmides triangulares: o ACDE e o CDEF. Temos, então, que o volume do prisma é a soma dos volumes das 3 pirâmides obtidas: Vprisma = VT1 + VT2 + VT3 Observe que as pirâmides ABCE e CEDF têm o mesmo volume, pois possuem as bases (ABC e DEF) congruentes e a mesma altura (a do prisma). Então, VT1= VT2. (I) O mesmo ocorre com as pirâmides ACDE e CDEF, pois as bases (ACD e ACD) são congruentes e possuem a mesma altura (distância de

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E ao plano ACDF). Então, VT2= VT3 . (II) De (I) e (II) temos: VT1 = VT2 = VT3 Chamando o volume da pirâmide triangular VT, a área do prisma Ab e altura h, temos:

Cálculo do volume:

9. Volume de uma pirâmide qualquer Exemplo: Calcular o volume de um tetraedro de aresta a. Considere agora uma pirâmide qualquer cuja base seja um polígono de n lados (n ≥ 3) de área B e altura h. Podemos decompor esse polígono em n – 2 triângulos.

Para obtermos o volume do tetraedro, é necessário calcular a área da base e a altura. Cálculo da área da base (Ab): Dessa forma, a pirâmide ficará decomposta em n – 2 pirâmides triangulares de bases B1, B2,..., Bn–2. Temos então:

Cálculo da altura (h): A projeção do vértice A sobre a base BCD é o centro O dessa face. Sendo M o ponto médio ⎯ de CD, podemos calcular BO na base e a altura h no triângulo retângulo AOB.

Exemplo1 Calcule o volume de uma pirâmide de 12cm de altura, sendo a base um losango cujas diagonais medem 6cm e 10cm. Solução: Para calcular a área da base da pirâmide (Ab), é necessário calcular a área do losango (Alos.). Sendo D (a diagonal maior) e d (a diagonal menor), temos:

C

No

triângulo

ΔAOB, sendo AB = a,
temos:

Agora, podemos calcular o volume da pirâmide:

54

Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

Exemplo 2 Calcule o volume de uma pirâmide hexagonal regular, sendo 24cm o perímetro da base e 30cm a soma dos comprimentos de todas as arestas laterais. Solução:

Solução:

Considerando Al a área lateral de uma pirâmide triangular regular e Ab a área da base, temos: Al = 4Ab (I) Cálculo da área da base: Para calcular o volume, precisamos da área da base e da altura. Para calcular a área da base, é necessário obter a medida a. Como o hexágono tem 24cm de perímetro e considerando a medida do lado do hexágono a, temos: 6a = 24 ⇒ a = 4cm Podemos, então, calcular a área da base (Ab). (II) Considerando a a medida da aresta da base e g a altura da face lateral (apótema), para obtermos a área lateral (Al), é necessário obter a medida g: (III) Substituindo os resultados obtidos de (II) e (III) na expressão (I), obtemos:

Para calcular a altura da pirâmide, podemos utilizar a relação trigonométrica l2 = h2 + a2. (I) Para isso, é necessário encontrar a medida l. Como a soma dos comprimentos de todas as arestas laterais é 30cm, temos: 6l =30 ⇒ l = 5cm. Substituindo o valor de a = 4cm e l = 5cm na expressão obtida em (I) temos: l2 = h2 + a2 ⇒ 52 = h2 + 42 ⇒

Para obtermos h, precisamos utilizar a relação trigonométrica g2 = h2 + m2. Mas falta obter a medida m. Sendo m o apótema de um triângulo eqüilátero, temos:

Substituindo os valores obtidos de m e g na relação trigonométrica, temos:

⇒ 25 = h2 + 16 ⇒ h2 = 9 ⇒ h = 3cm
Agora, podemos substituir o valor da área da base (Ab) e da altura (h) na expressão para o cálculo do volume da pirâmide:

V = 24

cm3

Agora, podemos substituir o valor da área da base (Ab) e da altura (h) na expressão do volume da pirâmide:

Exemplo 3 A área lateral de uma pirâmide triangular regular é o quádruplo da área da base. Calcule o volume, sabendo que a aresta da base mede 3cm.
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UEA – Licenciatura em Matemática

c) o triplo da metade da do prisma; d) o dobro da terça parte da do prisma; 1. Numa pirâmide quadrangular regular, a altura é o triplo da aresta da base, e seu volume é 64m3. Calcule a área lateral. 2. O volume de uma pirâmide hexagonal regular é 4,2m3. Calcule a altura dessa pirâmide, sabendo-se que o perímetro da base mede 3,6m. 3. A área da base de uma pirâmide regular hexagonal é igual a 216 m2. Determine o volume da pirâmide, sabendo que sua altura mede 16m. 4. O volume de uma pirâmide triangular regular é 64 cm3. Determine a medida da aresta lateral, sabendo que a altura é igual ao semiperímetro da base. 5. Calcule o volume de uma pirâmide regular hexagonal, sendo 6cm a medida da aresta da base e 10cm a medida da aresta lateral. 6. Calcule o volume de uma pirâmide triangular regular, sendo 20cm a medida de sua aresta lateral e 36 cm o perímetro do triângulo da base. e) o quádruplo da do prisma. 3. Se uma face de um tetraedro regular está inscrita em um círculo de raio 1, então o volume desse tetraedro é: a) c) e) b) d)

4. Ao município de Humaitá chegou o “Grande Circo Geométricus”, cuja tenda tem o formato de uma pirâmide hexagonal regular justaposta sobre um prisma hexagonal regular de aresta da base a = 20m e altura h = 3m. Considerando que a altura total da tenda é htotal = (3 + 2 )m, a quantidade total de lona utilizada nela é de:

1. Um prisma e uma pirâmide têm, ambos, bases quadradas e mesmo volume. O lado do quadrado da base da pirâmide mede 1m, e o quadrado da base do prisma tem lado 2m. A. razão entre as alturas da pirâmide e do prisma respectivamente é: a) 3/4 c) 1/12 e) 4/3 b) 12 d) 1/3

a) 360m2 b) 1920m2 c) 1440m2 d) 1 560m2 e) 1800m2 5 As arestas laterais de uma pirâmide reta medem 15cm, e sua base é um quadrado cujos lados medem 18cm. A altura dessa pirâmide, em centímetros, é igual a: a) 3 c) 2 e)
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2. Um prisma e uma pirâmide têm bases com mesma área. Se o volume do prisma for o dobro do volume da pirâmide, a altura da pirâmide será: a) o triplo da do prisma; b) o dobro da do prisma;

b) 3 d) 2

Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

Aula prática 5: Construção de pirâmides Objetivos: • Visualizar as pirâmides construídas. • Identificar os elementos de algumas pirâmides regulares. • Classificar as pirâmides em retas ou oblíquas. • Identificar as pirâmides regulares. • Visualizar a secção das pirâmides. • Identificar a quantidade de faces, arestas e vértices das pirâmides obtidas. • Verificar a validade da relação de Euler nas pirâmides. Atividade 1 Material: • Geoplano 3D. • Elásticos coloridos. Descrição: • Construir algumas pirâmides retas e oblíquas. • Construir algumas pirâmides regulares identificando seus elementos, secções e verificando a validade da relação de Euler.

• Confeccionar, em papel-cartão, as possíveis planificações do tetraedro conforme a figura.

• Recortar as planificações. • Dobrar as arestas e montar o sólido. • Verificar que somente a letra “c” representa a planificação do tetraedro, pois a soma dos ângulos dos quatro triângulos unidos ao mesmo vértice é 240o, portanto, maior que 180o. Atividade 2 Material: • Folhas de papel-cartão (2 cores diferentes). • Tesoura. • Cola. • Modelo do anexo 13. Descrição: • confeccionar, em papel-cartão, a planificação das pirâmides regulares conforme modelo do anexo 13. • Recortar a planificação. • Confeccionar, em papel-cartão (com cor diferente da utilizada na planificação), triângulos eqüiláteros cuja medida do lado seja a mesma da aresta da base da pirâmide. • Sobrepor os triângulos à base. • Calcular a área lateral da base e total da pirâmide. • Dobrar as arestas e depois montar a pirâmide. Atividade 3 Recurso didático: • Software Poly Pro. Descrição: • Selecionar uma das pirâmides disponíveis
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Aula prática 6: Planificação e área das pirâmides Objetivos: • Visualizar as planificações das pirâmides. • Estabelecer a correspondência entre as planificações e as pirâmides. • Deduzir a expressão para o cálculo da área da pirâmide. Atividade 1 Material: • Folhas de papel cartão. • Tesoura. • Cola. Descrição:

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no software Poly Pro utilizando a opção Platonic Solids (no caso do tetraedro) ou Johson Solids (para outras pirâmides). • Planificar e comparar com a planificação obtida na atividade 2.

altura do prisma. • Bolinhas de isopor (ou outro material de baixa densidade). Descrição: • Verificar quantas vezes é possível encher o prisma com as bolinhas de isopor utilizando a pirâmide. • Estabelecer, por meio deste experimento, uma relação entre os volumes do prisma e o da pirâmide.

Aula prática 7: Relação entre o volume do prisma e o volume da pirâmide de mesma base e altura Objetivo: • Estabelecer a relação entre o volume do prisma e da pirâmide de mesma base e altura. Atividade 1: Material: • Prisma de acetato. • Pirâmide de acetado com mesma base e
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UNIDADE IV
Cilindro e cone

Geometria II – Cilindro e cone

TEMA 08

Geratriz – Os segmentos com as extremidades nos pontos das circunferências das bases (g).

CILINDRO 1. Definição Consideremos um círculo de centro O e raio r, contido em um plano e um segmento de reta ⎯ PQ cuja reta suporte intercepte esse plano. 3. Secção meridiana de um cilindro A intersecção de um plano que contém o eixo ⎯ OO’ com o cilindro denomina-se secção meridiana.

Um cilindro circular ou cilindro é a reunião de ⎯ todos os segmentos congruentes a PQ, paralelos à reta que o contém com uma extremidade nos pontos do círculo e situados num mesmo semi-espaço em relação a α. Os objetos cilíndricos podem ser encontrados em quase todos os lugares. Por exemplo, a maioria das latas encontradas nas prateleiras dos supermercados; as moedas, que são conhecidas como cilindros chatos; as colunas cilíndricas utilizadas para sustentar o teto de certas construções, etc.

4. Classificação dos cilindros Os cilindros são classificados de acordo com a inclinação da geratriz em relação às bases, podendo ser oblíquo, reto ou eqüilátero.

Cilindro oblíquo – É aquele cuja geratriz é oblíqua às bases. Sua secção meridiana é um paralelogramo. Cilindro reto ou de revolução – É aquele cuja geratriz é perpendicular às bases. Sua secção meridiana é um retângulo. Cilindro eqüilátero – É todo cilindro reto cuja altura é igual ao diâmetro da base. Sua secção meridiana é um quadrado. Portanto, g = h = 2r. 5. Planificação do cilindro Ao planificar um cilindro, temos um retângulo cuja largura é a altura h do prisma e cujo com61

2. Elementos do cilindro Bases – Os círculos congruentes de centro O e O’ e raio r. Eixo – A reta que passa pelo centro das bases. ⎯ Ex.: OO’ Altura – A distância entre os planos que contêm as bases (h).

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primento é o comprimento da circunferência de raio r e temos dois círculos congruentes, conforme mostra a figura a seguir.

Vprisma = Ab . h ⇒ Vcilindro = Ab . h Sendo a área da base de um cilindro de raio r dada por πr2, temos: Vcilindro = π . r2 . h Exemplo 1 Calcular a área lateral, área total e o volume de um cilindro reto de altura 10cm e raio da base 5cm.

6. Área no cilindro Observe, no cilindro planificado, que para calcular sua área total (At) deve-se somar a área lateral com o dobro da área da base, uma vez que os dois círculos são congruentes e, portanto, possuem a mesma área. a) Cálculo da área lateral (Al): Al = 2π . r . h = 2π . 5 . 10 Al = 100πcm2 b) Para calcular a área total (At), é necessário calcular a área da base (Ab): Ab = π . r2 = π . 52 = 25cm2 At = Al + 2Ab = 100π + 50π ⇒ Al = 150πcm2 At = Al + 2Ab At = 2π . r . h + 2π2 At = 2πr(h + r) 7. Volume do cilindro Considere um cilindro e um prisma, ambos de mesma altura h e bases de mesma área Ab, apoiados sobre um plano α, conforme mostra a figura a seguir. a) V = Ab . h = 25π . 10 ⇒ V = 250πcm3 Exemplo 2 Quantos cm2 são necessários para revestir a superfície da lata de óleo com papel laminado e quantos mililitros de óleo cabem nessa lata?

As secções transversais determinadas por um plano β, paralelo a α, têm áreas iguais. Então, pelo princípio de Cavalieri, os dois sólidos têm o mesmo volume: Volume do cilindro = Volume do prisma.
62

Solução: Para saber quantos cm2 são necessários para revestir a superfície da lata de óleo, é necessário calcular a área lateral. Para isso, precisamos obter a medida do raio r.

Geometria II – Cilindro e cone

Como r =

onde D é o diâmetro do círculo

(base da lata) temos:

Portanto, Al = 2πr . h = 2π . 3 . 22 ⇒ Al = 132πcm2 Agora, para saber quantos mililitros de óleo cabem na lata, é necessário obter o volume. V = π . r2 . h = π . 32 . 22 ⇒ V = 198πcm3 Portanto temos 198ml ou, aproximadamente, 622ml. 1. O raio da base de um cilindro mede r, e sua altura 2r. Um outro cilindro tem altura medindo r e raio da base 2r. Nessas condições, a soma de seus volumes é: a) 8πr3 c) 4πr3 1. Determine a medida da altura de um cilindro de raio medindo 8cm, cuja área lateral é 112πcm2. 2. O volume de um cilindro é 72m3, e a área lateral é 48m2. Determine a medida do diâmetro da base. 3. Em um cilindro circular reto de volume igual a 36π, a altura mede 4. Calcule a medida do raio da base. 4. Determine a área lateral de um cilindro eqüilátero cujo raio da base mede m. 5. Um cilindro reto tem 63πcm3 de volume. Sabendo que o raio da base mede 3cm, determine, em centímetros, a medida da sua altura. 6. Um vaso com o formato de um cilindro circular reto tem a altura de 30cm e diâmetro da base medindo 20cm. Determine, em litros, a capacidade desse recipiente. 7. Uma fábrica de óleo pretende mudar a embalagem do produto, de cilindro reto para prisma reto de base retangular (conforme figura). Para manter o mesmo volume, qual deve ser a medida da altura (h) da nova embalagem?
63

b) 6πr3 d) 3πr3

e) 2πr3 2. Em um cilindro eqüilátero, a razão entre a área total e a área lateral é: a) c) e) n.d.a. 3. Um tanque, na forma de um cilindro regular, com 10m de altura e de diâmetro (medidas externas), tampado superiormente, é usado como depósito de óleo combustível. Anualmente, é feita uma pintura de sua superfície externa (excluindo-se a pintura da base inferior). Sabe-se que, com uma lata de tinta, pintam-se 26m2 de superfície. Considerando π = 3,14, para se pintar todo o tanque são necessários, aproximadamente: a) 7 latas de tinta; b) 15 latas de tinta; c) 18 latas de tinta; d) 20 latas de tinta; e) 21 latas de tinta. 4. Para medir o volume de uma pedra irregular, um estudante utilizou um copo de forma cilínb) d)

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drica, de diâmetro 6cm, com água até certa altura. Marcou o nível da água em repouso, deixou a pedra mergulhar e marcou o novo nível. Considerando π = 3,14, se o desnível observado foi de 2cm, então o volume da pedra é: a) 56,52cm
3 3

reto, comparando com prisma de mesma base e altura. Atividade: Material: • Folhas de acetato (ou papel cartão). • Tesoura. • Cola. • Bolinhas de isopor. Descrição: • Confeccionar em acetato (ou papel cartão) a planificação do cilindro circular reto. • Recortar a planificação. • Obter o valor da área lateral do cilindro circular reto. • Obter o valor da área da base do cilindro circular reto. • Obter o valor da área total do cilindro circular reto. • Montar o cilindro circular reto. • Obter o valor do volume do cilindro circular reto, verificando quantas vezes é possível encher o cilindro utilizando o prisma.

b) 226,08cm d) 80cm
3

3

c) 18,84cm e) 160cm3

5. O líquido contido em uma lata cilíndrica deve ser distribuído em potes também cilíndricos, cuja altura é base é da altura da lata e cujo raio da

do raio da base da lata. O número de

potes necessários é: a) 6 b) 12 c) 18 d) 24 e) 36 6. Dois cilindros, um de altura 4 e outro de altura 6, têm, para perímetro de suas bases. 6 e 4, respectivamente. Se V1 é o volume do primeiro e V2, o volume do segundo, então: a) V1 = V2 b) V1 = 2V2 c) V1 = 3V2 d) 2V1=3V2 e) 2V1=V2

Aula prática 8: Construção de um cilindro circular reto Objetivos: • Visualizar o cilindro circular reto e sua planificação. • Calcular a área das bases lateral e total do cilindro circular reto. • Calcular o valor do volume cilindro circular
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Geometria II – Cilindro e cone

TEMA 09

CONE 1. Definição Na figura abaixo, temos: um, plano α, um círculo C contido em α, um ponto V que não pertence a α. 3. Classificação Os cones podem ser classificados de acordo com a posição de seu eixo em relação ao plano da base: Cone oblíquo Se o eixo é inclinado ao plano da base, tem-se um cone circular oblíquo como na figura anterior. Cone reto Um cone diz-se reto (ou de revolução) quando o eixo é perpendicular ao plano da base. Ele pode ser obtido pela rotação completa de um triângulo retângulo em torno da reta suporte de um dos catetos. Nesse caso, a altura do ⎯ cone coincide com a medida do segmento VO.

A figura geométrica formada pela reunião de todos os segmentos de reta que têm uma extremidade no ponto V e a outra num ponto do círculo C denomina-se cone circular ou, simplesmente, cone.

2. Elementos • Base – É o círculo C, de centro O e raio r, situado no plano α. • Vértice – É o ponto V. • Raio da base – É o raio r do círculo. • Altura – É a distância h do vértice V ao plano da base . • Geratriz – É o segmento com uma extremidade no vértice V e a outra em um ponto da circunferência. • Eixo – É a reta que contém o vértice V e centro O do círculo da base .
65

4. Secção meridiana Secção meridiana de um cone reto é a interseção dele com um plano que contém o eixo. A secção meridiana de um cone reto é um triângulo isósceles.

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Sabemos que

em que

α expressa a medida do ângulo central em radiano e l é a medida do comprimento da circunferência da base.
Como l = 2πr, temos : Al = πrg
Cone Secção meridiana

• Área da Total (At) No triângulo retângulo, temos a seguinte relação: g2 = h2 + r2 Em que: g é a medida da geratriz; h é a altura do cone; r é a medida do raio da base. 5. Cone eqüilátero Cone eqüilátero é um cone cuja secção meridiana é um triângulo eqüilátero. A superfície total de um cone é a reunião da superfície lateral com o círculo da base. A área desta superfície é chamada área total e é indicada por At. At = Área de um setor circular + área de um círculo. A t = Al + Ab Substituindo Al = π r g e Ab = πr2, temos: At = Al + Ab ⇒ At = π r g + πr2 ⇒ At = π r (g + r) Exemplo 1
Cone Secção meridiana
2 2 2

O cone eqüilátero tem g = 2r e, como r + h = g , podemos obter sua altura como segue: r2 + h2 = (2r)2 ⇒ r2 + h2 = 4r2

Determine a medida da altura de um cone cuja geratriz mede 10cm, sendo 12cm o diâmetro de sua base. Solução: Temos que g = 10cm e r = 6cm e queremos determinar h. Mas sabemos que em um cone vale a relação:

⇒ h2 = 3r2 ⇒ h = r
6. Áreas da superfície de um cone circular reto • Área lateral (Al) Planificando a superfície lateral do cone da figura:

h = 8cm Exemplo 2 Determine a medida do diâmetro da base de um cone de revolução cuja geratriz mede 65cm, sendo 56cm a altura do cone.

A área da superfície lateral corresponde à área de um setor circular de raio g.
66

Solução: Temos que g = 65cm e h = 56 cm. Como

Geometria II – Cilindro e cone

, então Como o diâmetro d = 2r, temos: d = 66cm Exemplo 3

.

Denotando a área da secção meridiana por Asecção, temos que . Substituindo o

valor de r temos que Asecção= 20 . h. Substituindo o valor da área, temos: cm. Agora, precisamos calcular o valor de g. Mas cm. Portanto At = π . 20 . (29 + 20) = 20 . 49 . π ⇒ At = 980πcm2 Exemplo 6 Determine a área lateral de um cone cujo raio da base mede 5cm, sendo 60º o ângulo que a geratriz forma com a base do cone. Solução:

Determine a área lateral de um cone eqüilátero, sendo 20cm a medida de sua geratriz. Solução: No triângulo equilátero, temos g = 2r. Como a área lateral Al = π r g e g = 20cm, temos Al = π . 10 . 20. Portanto Al = 200πcm2. Exemplo 4 Determine a área total de um cone, cuja secção é um triângulo equilátero de 8dm de lado. Solução:

Temos que g = 2r, como o lado do triângulo mede 8dm, obtemos g = 8 e r = 4. Sabemos que At = π r(g + r). Portanto At = π.4(8 + 4), logo At = 48πdm2 Exemplo 5 Determine a área total de um cone, sendo 40cm o diâmetro de sua base e 420cm2 a área de sua secção meridiana. Solução:

A figura acima representa a secção meridiana do cone dado no problema. Temos que

Como Al = πrg, temos que Al = π.5.10. Portanto Al = 50πcm2

Cone

Secção meridiana

1. Um aluno de Manicoré resolveu vender amendoins torrados em embalagens no formato de um cone reto, com 6cm de diâmetro da base e 10cm de altura. Qual será a quantidade mínima de papel utilizada para confeccionar essas embalagens? 2. A geratriz de um cone mede 14cm, e a área da base 80πcm2. Calcule a medida da altura do cone.
67

Desejamos calcular At = π r(g + r), e pra isso precisamos dos valores de r, h e g. Como 2r = 40 ⇒ r = 20cm

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3. Determine a medida da área lateral e da área total de um cone de revolução, sabendo que sua altura mede 12cm e sua geratriz 13cm. 4. Determine a medida da altura de um cone eqüilátero cuja área total mede 54cm2. 5. Determine a área total de um cone cuja altura mede 12cm e forma um ângulo 45º com a geratriz. 6. Determine a superfície lateral de um cone cuja área da base mede 6,25πcm2 sendo 4cm a medida da sua altura. 7. A altura de um cone circular reto cujo raio da base mede r é πr. Sendo 3cm a medida do apótema do hexágono regular inscrito na base, determine a área da secção meridiana do cone. 8. Determine a geratriz do cone de revolução, sabendo que a área da base é equivalente à secção meridiana do cone e que a altura desse cone mede 9πcm. 9. Determine a razão entre a base e a superfície lateral de um cone que tem altura igual ao diâmetro da base. 10. Um cilindro e um cone têm altura h e raio da base r. Sendo r o dobro de h, determine a razão entre a área lateral do cilindro e a área lateral do cone. 7. Volume do cone Consideremos um cone de altura h e área de base Ab e uma pirâmide com a mesma altura h e a mesma área da base Ab. Vamos supor que o plano que contém as bases é um plano horizontal (conforme a figura).

Por isso, podemos dizer que o volume do cone é igual ao volume da pirâmide. Vcone = Vpirâmide e como temos

que o volume do cone é um terço do produto da área da base pela medida da altura.

Substituindo Ab = πr2, obtemos: .

Exemplo 1 Em Itacoatiara, foi feito um silo para armazenamento de grãos na forma de um cone circular reto com 2m de raio e 6m de altura. Qual a capacidade de armazenamento deste silo? Solução: Temos r = 2 e h = 6, portanto V = 8πm3 Exemplo 2 Um copo de chope, cujo interior tem a forma praticamente cônica, tem 15cm de profundidade e capacidade para 300ml. Suponha que um chope seja “tirado” com 3cm de “colarinho” (espuma). Qual o volume de chope (líquido) contido no copo? Solução:

h = 15 – 3 ⇒ h = 12cm h = 15cm e V = 30ml Queremos calcular o volume de chope que denotaremos por Vc, e para tal usaremos a razão de semelhança dos triângulos retângulos; para isso, calcularemos o valor de R conforme a figura acima.
68

Qualquer plano horizontal que secciona o cone, também secciona a pirâmide, e as secções têm áreas iguais.

Geometria II – Cilindro e cone

Substituindo essa relação no volume da água, temos: Temos que . Então, Portanto Vc = 153,60ml Exemplo 3 Um recipiente cônico, com altura 2 e raio da base 1, contém água até a metade de sua altura (Fig. I). lnverte-se a posição do recipiente, como mostra a Fig. II. Determine a distância do nível da água ao vértice, na situação da Fig. II. Exemplo 4 Seja um tronco de cone reto, de altura H e raios das bases r1 e r2. Indiquemos por l a geratriz do tronco (veja a figura). Mostre que a área lateral do tronco pode ser dada pela expressão A = π(r1 + r2)l ml. Como y = 2r’, temos:

Solução:

Solução: Seja V o vértice dos cones cujas bases são os círculos de raios r1 e r2 que constituem as bases do tronco. O cone maior tem área lateral A2 = πr2g2, e o cone menor tem área lateral A1 = πr1g1, onde g2 – g1 = l. A área lateral do tronco é dada por A = A2 – A1 = π(r2g2 – r1g1). Mas como , temos g2rr1 – g1r2 = 0.

As figuras acima representam as secções meridianas das Figuras I e II respectivamente. Usando as relações de semelhança dos triângulos retângulos, temos: . Cálculo do volume de água:

Portanto podemos escrever: A = π(r2g2 – r1g1 + g2r1 – g1r2) = = π[g2(r1 + r2) – g1(r1 + r2 )] = = π(r1 + r2)(g2 – g1)= = π(r1 + r2)l
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1. Calcule o volume de um cone de revolução cujo raio da base mede 24cm e a área lateral é 600πcm2. 2. Um cone de revolução tem 1m de raio. Calcule a altura e o volume, sabendo que a área lateral é 3 m2.

1. O volume de um cone circular reto é de 27πdm3, e a altura é de 9 dm. O raio da base é: a) 4dm c) 2dm e) 3dm 2. Um cone eqüilátero tem área lateral igual a 18π dm2. Calcule, em dm3, o valor do seu volume: a) 6π b) 9π c) 12π d) 8π e) 18π 3. Num cone reto, a altura é 3m e o diâmetro da base é 8m. Então, a área total vale : a) 52πm2 c) 20πm2 e) n.d.a. 4. O volume de um cone eqüilátero que tem como área da base S = 12πm2 é: a) 72πm3 c) 36πm3 e) 40πm3 5. Dois cones retos têm a mesma base, e a altura de um é o triplo da altura do outro. Então, a relação entre os volumes do menor e maior é: a) 1/2 c) 1/3 e) n.d.a. 6. Se a base de um cone de revolução de raio igual a 2cm for equivalente à secção meridiana, a sua altura medirá, em cm: a) 2π c) 4π e) n.d.a.
70

b) 9dm d) 5dm

Num cone reto, cuja área lateral é 18 π cm 2 , o raio é a metade da geratriz. Calcule o volume.

4

Um triângulo retângulo de catetos 3cm e 6cm gira em torno do cateto maior. Determine a área lateral, a área total e o volume do sólido gerado.

5

Um cone de revolução tem 12πcm3 de volume. Sabendo que é gerado por um triângulo retângulo que gira em torno de um cateto de 4cm, calcule a geratriz do cone.

b) 36πm2 d) 16πm2

6. A secção meridiana de um cone eqüilátero tem 4 m2 de área. Calcule o volume do cone.

7. Calcule o volume de um cone circular reto de 2cm de raio da base, sabendo que a base e a secção meridiana têm áreas iguais (são equivalentes). 8. Calcule o volume de um cone de revolução de 1m de raio e base equivalente à secção meridiana. 9. Um cone de revolução tem 10πcm de altura. Calcule o volume, sabendo que a área da secção meridiana é o dobro da área da base. 10. Uma “casquinha de sorvete” de forma cônica tem 5cm de diâmetro e 13cm de altura. Se a casquinha está cheia de sorvete até a “boca”, porém sem excesso, quantos mililitros de sorvete possui?

b) 24πm3 d) 28πm3

b) d) 1/4

b) 3π d) 5π

Geometria II – Cilindro e cone

7. A altura de um cone circular reto é igual ao diâmetro de sua base. Se a geratriz mede 15cm, o seu volume é, em cm2, igual a : a) 270 c) 540 e) n.d.a. 8. Um triângulo retângulo isósceles, de hipotenusa 3 cm, gira em torno de um de seus catetos. Qual é o volume do sólido de revolução gerado? a) 3 cm3 b) 9πcm3 d) 27πcm3 c) 18πcm3 e) n.d.a. 9. A geratriz de um cone mede 13cm, e o diâmetro de sua base 10cm. O volume do cone em cm3 é: a) 100π c) 400π e) 10. Se o raio da base de um cone de revolução mede 3cm, e o perímetro de sua secção meridiana mede 16cm, então seu volume, em cm3, mede: a) 15π c) 9π e) 14π 11. A planificação da superfície lateral de um cone é um semicírculo de raio 10 . O volume do cone é : a) 357π c) 375π e) 735π 12. Sabendo-se que um cone circular reto tem 3dm de raio e 15πdm2 de área lateral, o valor de seu volume, em dm3, é: a. 9π c. 12π e. 20π
71

13. Num cone de revolução, a área da base é 36πm2 e a área total 96πm2. A altura do cone, em m, é igual a: a) 4; c) 8; e) 12. 14. Um cone circular reto tem por base uma circunferência de comprimento igual a 6πcm, e sua altura é 2/3 do diâmetro da base. Então, sua área lateral é, em cm2: a) 5π c) 12π e) 36π 15. Qual é o volume de um cone circular reto de diâmetro da base a 6cm e de geratriz 5cm? a) 12π c) 36π e) 96π b) 24π d) 48π b) 9π d) 15π b) 6; d) 10;

b) 27 d) 90

b) 200π d)

Aula prática 9: Construção de um cone circular reto Objetivos: • Visualizar a planificação do cone circular reto. • Calcular o valor da área da base lateral e total do cone circular reto. Atividade 1: Material : • Folhas de acetato (ou papel cartão). • Tesoura. • Cola. Descrição: • Confeccionar, em acetato (ou papel cartão), a planificação do cone circular reto. • Recortar a planificação. • Obter o valor da área lateral do cone circular reto.

b) 10π d) 12π

b) 573π d) 537π

b. 15π d. 36π

UEA – Licenciatura em Matemática

• Obter o valor da área da base do cone circular reto. • Obter o valor da área total do cone circular reto.

Aula prática 10: Relação entre o volume do cilindro circular reto e do prisma quadrangular regular utilizando embalagens de produtos. Objetivos: • Estabelecer uma relação entre os volumes do cilindro circular reto e do prisma. Material: • Lata de óleo de 900ml vazia, sem uma das tampas. • Caixa de leite de 1 litro. • Bolinhas de isopor (ou de outro material de baixa densidade). Descrição: • Verificar a reação entre os volumes das embalagens. Aula prática 11: Relação entre o volume do cilindro e do cone de mesma base e altura. Objetivos: • Estabelecer uma relação entre os volumes do cilindro e do cone de mesma base e altura. Material: • Cilindro de acetato ou papel cartão (construído anteriormente). • Cone de acetato ou papel cartão (construído anteriormente). • Bolinhas de isopor (ou de outro material de baixa densidade). Descrição: •Verificar quantas vezes é possível encher o cilindro com as bolinhas de isopor utilizando o cone; • Estabelecer através deste experimento uma relação entre os volumes do cilindro e do cone.
72

UNIDADE V
Superfícies de revolução e sólidos de revolução

Geometria II – Superfícies de revolução e sólidos de revolução

TEMA 10

SUPERFÍCIES E SÓLIDOS DE REVOLUÇÃO 1. Superfícies de Revolução Consideremos uma reta e (que chamaremos ⎯ eixo de rotação) e um segmento AB, coplanar com a reta e e contido em um dos semiplanos que têm origem nessa reta. Imaginemos que o segmento “gira” em torno do eixo e, produzindo uma superfície. Com uma linguagem mais precisa, imaginemos que cada ponto do seg⎯ mento AB determina uma circunferência que passa por ele e tem como centro o pé da perpendicular conduzida desse ponto ao eixo. A união de todas estas circunferências forma uma superfície, chamada superfície de revolução. ⎯ Se o segmento AB está inclinado em relação ao eixo, sem cortá-lo, obtém-se a superfície lateral ⎯ de um tronco de cone. Se AB é paralelo ao eixo, obtém-se a superfície lateral de um cilin⎯ dro reto. Se AB tem uma extremidade sobre o eixo, obtém-se a superfície lateral de um cone ⎯ reto (estamos supondo que o segmento AB não é perpendicular ao eixo, pois nesse caso teríamos um círculo ou uma coroa circular).

Basta notar, na figura acima, que:

ΔABC ~ ΔPMQ , donde
Lembrando que

. , temos

donde (r1 + r2)l = 2ah e, assim, A = 2πah. Esse resultado pode ser generalizado. Consideremos uma seqüência de segmentos congruentes entre si, formando uma poligonal regular, circunscrita a uma circunferência de raio a e centro O. Seja e um eixo de rotação que passa por O e não corta a poligonal, como mostra a figura. A área da superfície de re⎯ volução gerada pela rotação do segmento AB é igual a A1 = 2πah1. Analogamente, para os demais segmentos da poligonal, teríamos A2 = 2πah2, A3 = 2πah3, etc.

Seja l o comprimento do segmento AB e indiquemos por r1 e r2 as distâncias de suas extremidades ao eixo. Sabemos que a área da superfície de revolução é dada por A = π(r1 + r2)l. Consideremos o ponto médio M do segmento ⎯ ⎯ AB. A mediatriz de AB encontra o eixo no ponto P. Indiquemos MP = a. É possível provar que a área da superfície de revolução pode ser dada também pela expressão A = 2π ah
75

UEA – Licenciatura em Matemática

Assim, a área total é A = A1 + A2 + A3 + ... = = 2π(h1 + h2 + h3 + ...) = 2π ah Portanto mostramos que: A área da superfície de revolução gerada pela rotação de uma poligonal regular em torno de um eixo de seu plano, passando pelo centro da circunferência inscrita, é igual ao produto do comprimento da circunferência inscrita pela projeção da poligonal sobre o eixo: A = 2π ah 2. Sólidos de Revolução Consideremos um semiplano de origem e (eixo) e nele uma superfície S. Girando o semiplano em torno de e, a superfície S gera um sólido chamado sólido de revolução. Assim, o seu volume é

Mas, (BP) . (AO) = (AB) . (OH), pois ambos os produtos dão o dobro da área do ΔABO. Assim,

Exemplos

A expressão π(BP)(AB) representa a área lateral do cone gerado pela rotação do ΔABP, isto é, é a área da superfície de revolução ge⎯ rada pela rotação do lado AB. Indicando esta área por: AAB, escrevemos V .

Na situação ilustrada abaixo, o volume do sólido obtido é a diferença entre os volumes dos dois cones:
Retângulo Triângulo retângulo gerando cilindro gerando cone de de revolução. revolução Trapézio retângulo gerando tronco de revolução

Se o triângulo ABO gira em torno de um eixo ⎯ que contém o lado AO, obtém-se um sólido de revolução. Vamos mostrar que o volume desse sólido é igual à terça parte do produto da altura OH pela área da superfície de revolução ⎯ gerada pelo lado AB. Para isso, notemos que o sólido de revolução é a união de dois cones retos, gerados pela rotação dos triângulos ABP e BPO.
76

Geometria II – Superfícies de revolução e sólidos de revolução

Analogamente ao caso anterior, temos: BP .AO = AB.OH, o que nos dá V .

Mas, como se vê, a conclusão final é igualmente válida. Seja, agora, um triângulo que gira em torno do eixo e seu plano, mas tendo apenas um vértice pertencente ao eixo, como na figura abaixo. Teríamos:

Mas, 2π(OH)2 . AB é a área da superfície gerada por AB, assim temos também

.

Nesse caso, prolongando AB até encontrar o eixo no ponto C, podemos exprimir o volume procurado como a diferença entre os volumes dos sólidos gerados pelos triângulos CBO e CAO:

O resultado acima pode ser generalizado. Consideremos um setor poligonal regular (conforme a figura a seguir), circunscrito a uma circunferência de raio a e centro O. Seja e um eixo coplanar com o setor, passando por O, mas sem cortar o setor. O volume do sólido gerado pela rotação do setor poligonal em tomo do eixo e é igual à terça parte do produto do apótema a pela área da superfície gerada pela poligonal do setor.

resultado idêntico ao anterior. Se AB // e, caso em que seu prolongamento não encontraria este eixo, o volume pedido pode ser calculado como sendo o volume do cilindro gerado pelo retângulo ABPQ (veja a próxima figura), menos os volumes dos cones gerados pelos triângulos OAQ e OBP .
77

UEA – Licenciatura em Matemática

Basta notar que o ΔOAB gera um sólido de volume , o ΔOBC gera um sólido e assim por diante. Logo, o volume total é V = V1 + V2 + V3 + ... =

Exemplo 2 O trapézio ABCD da figura, para o qual AB = AD = a e CD = 2a, gira em torno de um eixo do seu plano, que passa por C e é parale⎯ lo ao lado AB. Calcule: a) a área da superfície gerada pelos lados do trapézio; b) o volume do sólido gerado pelo trapézio.

a Exemplo 1 Um triângulo de lados AB = 26cm AC = 28cm ⎯ e BC = 30cm gira em torno do lado AC. Calcule: a) a área da superfície gerada pelos lados; b) o volume do sólido gerado pelo triângulo. Solução: Solução:

a) As = AAB + AAD + ADC + ABC A superfície gerada por AB é uma coroa.

⇒ 784 – 56h + h2 + 678 – h2 = 900 ⇒ h = 10cm.
Então r = 24cm. Al = AAB + ABC. AAB = AB. r = 26 . 24 = 624cm2 ABC = BC. r = 30 . 24 = 720cm2 Logo, Al = 624 + 720 = 1344cm2 AAB = Acoroa = AC – Ac = π(2a)2 – πa2 = 3πa2 AAD é a área lateral do cilindro de raio 2a, logo AAD = 2π . 2a. a = 4πa2 ADC = é a área do círculo de raio 2a, logo ADC = π(2a2) = 4πa2 ABC é a área lateral do cone de raio a e geratriz a , logo ABC = π . a. a = πa2. Portanto: AS = 3πa2 + 4πa2 + 4πa2 + cm3.
78

Temos que

π a2

AS = (11 +

)πa2

b. O volume pode ser calculado como sendo

Geometria II – Superfícies de revolução e sólidos de revolução

o volume do cilindro de raio 2a e altura a, menos o volume do cone de raio a e altura a. Logo, V = Vcilindro – Vcone

passa pelo vértice do ângulo reto e é paralelo à hipotenusa. Determine: a) a área da superfície gerada pelos lados do triângulo; b) o volume do sólido gerado pelo triângulo. 6. Calcule o volume e a área total do sólido gerado pela rotação de um hexágono regular de lado a, em torno da sua maior diagonal. 7. Um triângulo eqüilátero de lado a gira em torno de um eixo paralelo a um de seus lados e à distância a dele. Calcule (considerando dois casos): a) a área da superfície gerada pelos lados do triângulo; b) o volume do sólido gerado pelo triângulo.

1. Um triângulo retângulo ABC, de hipotenusa ⎯ ⎯ AC gira em torno do cateto BC. Calcule: a) o comprimento da circunferência gerada pelo ponto A; b) a área da superfície gerada pelo lado AB; c) a área da superfície gerada pelo lado AC; d) o volume do sólido gerado pelo triângulo. 2. Um triângulo eqüilátero ABC de lado a gira em torno de um eixo que passa por A e é perpen⎯ dicular ao lado AB. Calcule: a) a área da superfície gerada pela altura AH; b) a área da superfície gerada pelo lado AC; c) o volume do sólido gerado pelo triângulo. 3. Um losango ABCD de lado a e ângulo agudo ⎯ de 60o ( AC é a diagonal maior) gira em torno de um eixo do seu plano, que passa pelo ponto C ⎯ e é perpendicular à diagonal AC. Calcule: a) a área da superfície gerada pelos lados do losango; b) o volume do sólido gerado pelo losango. 4. Um trapézio isósceles de bases a e 3a e altura a gira em torno de um eixo do seu plano, que passa por uma extremidade da base maior e é perpendicular às bases. Calcule: a) a área da superfície gerada pelos lados do trapézio; b) o volume do sólido gerado pelo trapézio. 5. Um triângulo retângulo de hipotenusa 2a e ângulo de 30o gira em torno de um eixo que
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UNIDADE VI
Esfera

Geometria II – Esfera

TEMA 11

Os ponos P e P’ que a reta determina na superfície esférica são denominados pólos. As distâncias dos pólos ao ponto A chamam-se distâncias polares. Podemos indicá-Ias assim: PA = p P’A = p’

ESFERA 1. Definição Sejam dados um ponto O e uma medida r. O conjunto de todos os pontos do espaço cuja distância a O é menor ou igual a r chama-se esfera de centro O e raio r.

Observemos a figura. O triângulo PAP’ é retângulo em A, sendo que podemos aplicar nele a conhecida relação métrica: (PA)2 = PP’ . PC

Mas, PA = p, PP’ = 2r e PC = r – d. Logo P2 = 2r(r – d) ⇒ Chama-se superfície esférica o conjunto dos pontos da esfera cuja distância ao centro O é igual a r. 2. Seção plana de uma esfera. Pólos Consideremos um plano α cuja distância ao centro O da esfera seja menor do que o raio r. A interseção desse plano com a esfera é um círculo de centro C. 3. Volume da esfera O volume de uma esfera de raio r é dado pela expressão

De modo análogo, encontramos:

Este resultado pode ser obtido pela aplicação do princípio de Cavallieri. Para isso, imaginemos um cilindro eqüilátero cujo raio da base seja r, igual ao raio da esfera.

Determinemos a relação entre os raios da esfera e desse círculo. Sejam ρ o raio do circulo e d a distância do plano do círculo ao centro da esfera. Conforme se vê na figura, pode-se escrever : (OA)2 = (OC)2 + (CA)2 ⇒

⇒ r2 = d2 + ρ2 ⇒

Seja V o centro do cilindro, isto é, o ponto médio do seu eixo. Podemos considerar dois cones, com vértice nesse ponto V e tendo como bases as bases do cilindro. Este sólido é chamado de clepsidra. Suponhamos que esta clepsidra é retirada do cilindro e vamos tomar
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UEA – Licenciatura em Matemática

o sólido que resulta, ou seja, a parte do cilindro situada fora da clepsidra. Este sólido é denominado anticlepsidra.

a) Calcule o volume da esfera interna. b) Calcule o volume da esfera externa. c) Chamemos de concha esférica a parte da esfera externa que está fora da esfera interna (é o sólido limitado pelas duas superfícies esféricas). Calcule o seu volume. Solução: Vamos imaginar que a esfera tangencia os dois planos das bases do cilindro. Um plano paralelo a estes, situado a uma distância d(d < r) do centro da esfera, intercepta a anticlepsidra segundo uma coroa circular, e a esfera, segundo um círculo. As circunferências que limitam a coroa circular têm raios d e r, logo a área da coroa é Acoroa = πr2 – πd2 = π(r2 – d2) A área do circulo determinado na esfera é Acírculo = πρ2 = π(r2 – d2), logo temos que Acoroa = Acírculo, e pelo princípio de Cavalieri concluímos que o volume da esfera é igual ao volume da anticlepsidra, ou seja V = Vcilindro – 2.Vcone. Lembremos que Vcilindro = Ab . h = (πr2 )h = (πr2)2r = 2πr3 4. Área da superfície esférica Então para o volume da esfera temos A determinação de fórmulas para a área lateral de um cone reto, ou de um cilindro reto, é um problema relativamente simples. Já o cálculo da área de uma superfície esférica representa um desafio maior, pois não é possível “desenrolar” uma superfície esférica, transformando-a em uma figura plana, como no caso do cone ou do cilindro. Examinando o Exemplo 1, podemos obter um caminho para chegar à fórmula desejada. Embora o método que usaremos esteja apoiado numa espécie de “conceito de limite”, ele é aceitável, dentro de um nível intuitivo.
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a) Denotando por V1 o volume da esfera interna, temos:

b) Denotando por V2 o volume da esfera externa, temos:

c) O volume da concha esférica é dado por

Exemplo Duas esferas concêntricas (isto é, de mesmo centro) têm raios r e r + h, como ilustrado na figura seguinte.

Geometria II – Esfera

Seja A a área da superfície esférica de raio r (a interna, no exemplo 1). Parece fácil de se aceitar, intuitivamente, que o produto A.h é uma boa aproximação para o volume V da concha esférica. Tal aproximação torna-se tanto melhor quanto menor fica a espessura h da concha. Em outras palavras, o quociente representa uma boa aproximação para a área A, desde que h seja suficientemente pequeno. Assim, parece claro que, se h tende a zero, a razão esférica tende ao valor A da área da superfície de raio r. Ora, , logo como vimos,

A poligonal regular ABCDEFG, inscrita na semicircunferência, gera uma superfície de área A6 = 2π . a . (2r) = 4πar (O índice 6 relaciona-se ao número de lados da poligonal). É intuitivo que, aumentando-se o número de lados da poligonal considerada, as superfícies de revolução passam a ter áreas cada vez mais próximas da área da superfície esférica. Ora, nessas circunstâncias, o apótema a tenderia ao valor do próprio raio r. Assim, a área da superfície esférica ficaria igual a: A = 4πr . r = 4π2 Exemplo 1 Determine a área da superfície esférica da esfera de raio 3cm. Solução:

. Assim, a área A é dada pela expressão que se obtém desta, supondo h = 0: . Portanto A = 4πr2. Outra maneira de se chegar a esse resultado é aproveitar as observações feitas no tema anterior em superfícies de revolução. Uma superfície esférica é a superfície de revolução gerada pela rotação de uma semicircunferência em torno de um eixo contendo seu diâmetro.

A = 4π . r2, como r = 3 temos A = 4π . 32 A = 36πcm2 Exemplo 2 Uma esfera de raio R está colocada em uma caixa cúbica, sendo tangente às paredes da caixa. Essa esfera é retirada da caixa e em seu lugar são colocadas 8 esferas, tangentes entre si e também às paredes da caixa. Determine a relação entre o volume não ocupado pela esfera única e o volume não ocupado pelas 8 esferas. Solução:

V1 = Vcubo – Vesf. ⇒

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UEA – Licenciatura em Matemática

V2 = Vcubo – 8 Vesf. ⇒

c) o raio da seção da esfera por um plano situado a 1m do centro; d) as distâncias polares correspondentes a essa seção. 2. Uma esfera tem volume igual a 36πcm3. Calcule: a) o seu raio; b) a área de sua superfície. 3. A seção de uma esfera por um plano situado a 3cm do centro tem área igual a 16πcm2. Determine o volume da esfera. 4. A seção de uma esfera por um plano que passa pelo centro tem área igual a 12πcm2. Determine: a) o raio da esfera; b) o volume da esfera; c) a área da superfície esférica. 5. Numa esfera de raio igual a 6cm, a que distância do centro deve ser tomada uma seção plana cuja área seja igual à metade da área da seção plana que contém o centro da esfera? 6. Numa esfera de volume igual a cm3

(1) e (2) ⇒ V1 = V2 Exemplo 3 Prove que a área total de um cone eqüilátero inscrito em uma esfera é igual a da área total

do cone eqüilátero circunscrito à mesma esfera. Solução:

ΔAOD ⇒ R1 = (2r)2 – r2 ⇒ R1 = r
Atcone_circ. = πR1(R1 + 2R1) ⇒

2

⇒ Atcone_circ. = πr

(r

+ 2r

)⇒

⇒ Atcone_circ. = 9πr2 (1)

toma-se uma seção plana cuja área é igual a 24πcm2. Qual é a distância dessa seção ao centro da esfera? 7. Determine o volume de uma esfera inscrita num cubo de aresta a.

(1) e 8. Considere uma esfera inscrita em um cilindro eqüilátero. Determine a razão entre a área da superfície esférica e a área lateral do cilindro.

1. Uma esfera tem 1,5m de raio. Calcule: a) o seu volume; b) a área da sua superfície;
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Geometria II – Esfera

9. Um cone eqüilátero está inscrito em uma esfera. Determine a razão entre os volumes desses dois sólidos.

15. Os centros de três esferas que se tangenciam duas a duas, externamente (como a figura indica), formam um triângulo de lados 3, 4 e 5. Determine a soma dos volumes das três esferas.

10. Um cubo está inscrito em uma esfera de raio r. Determine a razão entre os volumes desses dois sólidos.

16. Duas seções paralelas de uma esfera de raio 10cm têm raios iguais a 6cm e 8cm. Calcule a distância entre os planos das duas seções. 17. A distância entre os centros de duas superfícies esféricas é 9cm, e seus raios são 7cm e 8cm. Calcule o raio da circunferência segundo a qual elas se cortam.

11. Considere um cilindro eqüilátero inscrito numa esfera de raio r. Determine a razão entre os volumes desses dois sólidos.

18. A área do círculo máximo de uma esfera (aquele que contém o centro) é 225πcm2, e a área de uma seção paralela a ele é 144πm2. Calcule a distância dessa seção ao centro da esfera.

12. Uma esfera está inscrita em um cone eqüilátero. Determine a razão entre os volumes desses dois sólidos

1. A razão entre o volume e a área de uma mesma esfera é igual a 3. Pode-se dizer, então, que esta esfera: a) tem o volume duas vezes maior que a área; b) tem o volume igual a 2916π; c) tem área de 324π; d) tem o circulo máximo com área de 81π; e) tem raio de 3. 2. Considere os dois sólidos:

13. Sejam duas esferas das quais uma tem área igual ao dobro da área da outra. Determine a razão entre os seus volumes. 14. Sejam duas esferas das quais uma tem o volume igual ao dobro do volume da outra. Determine a razão entre as áreas das duas superfícies esféricas.
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I. Uma esfera de diâmetro 10dm. II. Um cilindro de diâmetro 10dm e altura 8dm. A respeito deles, é correto afirmar que: a) possuem a mesma capacidade volumétrica em litros; b) o volume da esfera é maior que o volume do cilindro;

UEA – Licenciatura em Matemática

c) a área da superfície esférica é igual a área lateral do cilindro; d) o volume da esfera é menor que o volume do cilindro; e) possuem a mesma superfície externa. 3. Uma panela cilíndrica de 20cm de diâmetro está completamente cheia de massa para doce, sem exceder a sua altura, que é de 16cm. O número de doces em formato de bolinhas de 2cm de raio que se pode obter com toda essa massa é: a) 300; b) 250; c) 200; d) 150; e) 100. 4. Em uma esfera de centro O, um plano α contendo O intercepta a esfera. A intersecção é um circulo de área 16π centímetros quadrados. O volume da esfera, em centímetros cúbicos, é igual a: a. b.

9πcm2, o volume da região delimitada pela esfera, em cm3, é: a) 18π c) 72π e) 216π 7. Se aumentarmos em 3cm o raio de uma esfera, seu volume aumentará 252πcm3. O raio da esfera original mede, em cm: a) 3 c) 4 e) 7 8. Um cilindro circular reto e uma esfera são equivalentes. Se o raio da esfera e o raio da base do cilindro têm medida 1, a área lateral desse cilindro é: a) c) e) b) d) b) 2 d) 6 b) 36π d) 144π

9. Um cilindro eqüilátero de altura 2 m está inscrito numa esfera. O volume dessa esfera é a) m3

c. d. e. 64π 32π

b) 32πm3 c) 20πm3 d) 5πm3 e) n.d.a. 10. (UEPG–PR) Duas bolas de chumbo, com diâmetros de 3cm e 6cm, são fundidas e moldadas em forma de um cilindro circular reto de 3,24cm de altura. O raio desse cilindro mede: a) b) 10 c) 100cm d) e) 100
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5. Uma superfície esférica de raio 13cm é cortada por um plano situado a uma distancia de 12cm do centro da superfície esférica, determinando uma circunferência. O raio dessa circunferência em cm é de: a) 1 c) 3 e) 5 6. A região delimitada por uma esfera é interceptada por uma plano a 3cm do centro dessa esfera. Se a área dessa intersecção é de b) 2 d) 4

cm

cm cm

Geometria II – Esfera

11. Um cone e um cilindro eqüilátero circunscrevem a mesma esfera. Se a área total do cilindro medir 150πcm2, o volume do cone medirá, em cm3: a) 130π b) 375π c) 225π d) 185π e) 310π Aula prática 10: Princípio de Arquimedes Objetivos: • Estabelecer uma relação entre os volumes do cubo de aresta a e da esfera de raio • Verificar o princípio de Arquimedes. Atividades: Material: • Caixa (cubo sem tampa) de vidro ou acrílico de lado a. • Esfera de isopor de raio Descrição: • Encher com água a caixa completamente. • Colocar um recipiente para aparar a água que transbordará da caixa. • Imergir a esfera completamente na caixa. • Medir o volume que transbordou da caixa. . .

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UNIDADE VII
Noções de geometria não-euclidiana

Geometria II – Noções de geometria não-euclidiana

TEMA 12

GEOMETRIA NÃO-EUCLIDIANA 1. Noções de Geometria não-Euclidiana Na 1.a metade do século XIX, aconteceu a descoberta de novas geometrias por parte de vários matemáticos. Por meio de seus esforços e de muitos outros, tentaram uma prova para o V postulado de Euclides em que por um ponto exterior a uma reta, passa apenas uma outra reta paralela à dada. Daí surgiu a geometria euclidiana, em que a distância entre duas retas perpendiculares a um dado segmento permanece constante, mesmo quando nos movemos para a direita ou para esquerda, conforme mostra a figura a seguir:

nenhum deles pode ser deduzido a partir dos outros e são facilmente aceitáveis a partir da experiência com o mundo sensível. Entretanto, com o quinto postulado isso não acontece, uma vez que não pode ser verificado empiricamente, e não temos meios de prolongar indefinidamente duas retas para verificar se, em algum ponto remoto, elas, se interceptam. A falta de evidência do quinto axioma fez que os matemáticos posteriores a Euclides suspeitassem que não fosse um axioma, mas sim um teorema e que, portanto, podia ser de-monstrado. Houve muita tentativa de demons-trá-lo por cerca de 2000 anos, sem sucesso. Apenas no inicio do século 19, surgiram duas geometrias alternativas à euclidiana, obtidas por mudanças no axioma: a hiperbólica e a elíptica. Assim, apareceram duas atitudes. A primeira tinha por alvo modificar o enunciado do axioma, na esperança de torná-lo mais claro e evidente. Adotando a primeira atitude, destacamos Proclus e Cláudio Ptolomeu. A segunda consistiu em procurar uma demonstração, a partir dos quatro primeiros axiomas, ou por via de uma prova indireta. Dentre os que tomaram a segunda atitude, citamos Saccheri e Lambert. Os métodos diretos para provar o quinto axioma fracassaram. Então, os matemáticos procuraram uma prova pelo método indireto, negando a validade do axioma e procurando uma contradição.

O V postulado de Euclides pode ser entendido de outra forma: Se uma reta, ao cortar duas outras, forma ângulos internos, no mesmo lado, cuja soma é menor que dois ângulos retos, então essas duas retas, se prolongadas, encontrar-se-ão, no mesmo lado onde estão esses ângulos, conforme mostra a figura a seguir.

Karl Gauss POSTULADOS Os cinco postulado de Euclides, na qualidade de postulados, deveriam ser aceitos verdadeiros pela sua evidência. Os quatro primeiros axiomas são dependentes, ou seja,
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Posteriormente, Karl Gauss (1777-1855), Nicolai Lobachewski (1792-1856) e Janos Solyai (1802-1860) redescobriram-no e, como conseqüência, as geometrias não-euclidianas vieram à luz, tendo os dois últimos publicados seus trabalhos independentemente em 1829 e

UEA – Licenciatura em Matemática

em 1832, respectivamente. Boyai dizia: “Do nada eu criei um universo novo e estranho”. Seu interesse pessoal era o da “Ciência Absoluta do Espaço”, que eram proposições que não dependiam do quinto postulado que logo valeriam em qualquer geometria.

bólica como tendo um “excesso” de paralelas. Da mesma forma, na geometria elíptica, existe uma “deficiência” de paralelas, comparada com a geometria euclidiana. Assim, temos que a principal diferença entre as três geometrias, a euclidiana e as duas novas, está no quinto axioma. Geometria euclidiana Dados uma reta e um ponto fora dessa reta, somente uma única reta pode ser traçada passando por esse ponto e paralela à reta dada. Geometria hiperbólica Dados uma reta e um ponto fora dessa reta, duas ou mais retas podem ser traçadas passando por esse ponto e paralelas à reta dada. Geometria elíptica Dados uma reta e um ponto fora dessa reta, nenhuma reta pode ser traçada passando por esse ponto e paralela à reta dada. A geometria elíptica também é conhecida como geometria Riemanniana. Bernard Riemann (1826-1866) descobriu uma geometria esférica que era oposta à geometria hiperbólica de Lobachevski. Desse modo, ele foi o primeiro a indicar a possibilidade de existir um espaço geométrico finito onde um ponto se move sobre ele na mesma direção, podendo certamente retornar ao ponto de partida.

Janos Bolyai Com Bolyai e Lobachevsky, tinham nascido a Geometria elíptica e a geometria hiperbólica.

Nicolai Lobachewski A razão pela qual Gauss manteve em segredo suas descobertas foi o fato de que a filosofia de Kant dominava a Alemanha da época, e seus dogmas eram que as idéias da geometria euclidiana eram as únicas possíveis. Gauss sabia que essa idéia era totalmente falsa, mas para não entrar em conflito com os filósofos da época, resolveu manter-se em silêncio. Não há dúvida de que os termos geometria hiperbólica e geometria elíptica lembram-nos hipérboles e elipses, como explicaremos agora. A palavra “hipérbole” significa “excesso”, e a palavra “elipse” significa “deficiência”. A palavra “parábola” significa “sendo paralelo a”. Podemos, então, pensar na geometria hiper94

Bernard Riemann A idéia logo se firmou e trouxe a questão de se o nosso espaço físico era finito. Além disso, Riemann teve a coragem de construir geometrias muito mais gerais do que a de Euclides e mesmo as aproximadamente não-Euclidianas conhecidas.

Geometria II – Noções de geometria não-euclidiana

Com a modificação do enunciado do quinto postulado, outros sistemas geométricos passam a existir em pé de igualdade. Cada um desses sistemas pode ser interpretado por um modelo. Por exemplo, um modelo para a geometria euclidiana é um plano; para a geometria elíptica é uma esfera; para a hiperbólica é uma pseudo-esfera ou o disco de Poincaré . Iremos, a partir de agora, explicar cada um dos modelos. Na geometria euclidiana, um segmento entre A e B representa o caminho de menor comprimento de A até B.

O método usado por essas criaturas para identificar “linhas retas” como sendo as linhas de mais curta distância entre dois pontos consiste em estender linhas através da superfície conectando dois pontos quaisquer. Para essas criaturas, essa linha parece ser uma reta à medida que elas se movem ao longo delas uma vez que as direções de chegada ou de partida dessas criaturas em qualquer ponto sobre a linha tem ângulo zero entre elas. Com essa definição, os “seres planos” encontram que todas as linhas retas se interceptam e que movendo-se ao longo de qualquer linha reta, eles finalmente retornam ao seu ponto de partida (lembre-se de que os “seres planos” estão vivendo sobre a superfície de uma esfera). Eles também descobrem que a soma dos três ângulos internos de qualquer triângulo que eles desenham sobre a Terra não dá mais como resultado o valor correspondente a dois ângulos retos como ocorre na geometria de Euclides. Em vez disso, a soma desses três ângulos internos sempre excede dois ângulos retos. A figura abaixo mostra uma situação em que a soma é igual a três ângulos retos.

Agora, considere que os pontos A e B pertencem à superfície da esfera. Vamos procurar sobre a esfera as curvas equivalentes aos segmentos. Ou seja, identificar, entre todas as curvas que ligam os pontos A e B, aquela de menor comprimento. De todas as curvas que conectam dois pontos, a mais curta é o arco de um círculo máximo, ou seja, um arco de um círculo com raio igual ao raio da esfera. Note que qualquer círculo máximo divide a esfera em duas partes iguais (de mesma área) e, devido à propriedade de minimizar o comprimento entre dois pontos, recebem o nome de geodésicas. Por conseguinte, as geodésicas sobre a superfície de uma esfera são os arcos de círculos máximos.

Suponha que a Terra é perfeitamente esférica e que ela é habitada por “seres planos”, criaturas absolutamente sem graça que têm apenas duas dimensões e que não percebem o sentido de “altura”. Lembre-se de que essas criaturas se deslocam arrastando-se sobre a superfície terrestre.
95

Ao contrário da geometria Euclidiana, as geometrias que estamos agora apresentando são definidas sobre a superfície de uma esfera ou de um hiperbolóide (algo parecido com a sela de um cavalo). Dizemos que uma superfície esférica tem uma curvatura positiva enquanto que a superfície de um hiperbolóide tem curvatura negativa. Vemos que em uma superfície com curvatura positiva a soma dos ângulos internos de um triângulo traçado nessa superfície é maior que 180 graus. No caso de uma superfície com curvatura negativa, a soma desses ângulos internos será menor que 180 graus.

UEA – Licenciatura em Matemática

Mas, o que é curvatura? O que faz a reta (A) ser diferente da outra curva (B) na figura abaixo?

curvatura de Gauss, que pode ser positiva, negativa ou nula. Será positiva se as curvas de máxima e mínima curvatura forem encurvadas para o mesmo lado. Esse é o caso da superfície (A) vista a seguir. Será negativa se uma curva for encurvada para um lado e a outra, para o outro. É o caso da superfície (B), que parece uma sela de cavalo. E é nula se pelo menos uma das curvas for reta, isto é, tiver curvatura zero. É o caso do cilindro (C), na figura. E é o caso também da chapa de metal ante-rior.

É fácil. A curva (B) é “encurvada”, e a reta não é. A curva (B) deve ter alguma propriedade que a reta não tem. Você adivinhou: essa propriedade é a curvatura. A reta tem curvatura zero, e a curva tem curvatura diferente de zero. Existe uma curva muito simples e cuja curvatura é igual em todos seus pontos: a circunferência. Vamos, então, encontrar um valor para a curvatura da circunferência. A curvatura da circunferência é inversamente proporcional ao raio. Isto é, a curvatura C de uma circunferência de raio R será dada por C = 1/R. Quanto maior o raio, menor a curvatura.

Agora, vamos construir um modelo da geometria hiperbólica baseado na pseudo-esfera. As “retas” são representadas por geodésicas da superfície da pseudo-esfera, como mostra a figura a seguir.

E se, em vez de uma curva, tivermos uma superfície, como uma chapa de metal, como medir sua curvatura?

Além da pseudo-esfera, existem vários outros modelos para a geometria hiperbólica, como o disco de Poincaré. Na geometria hiperbólica baseada no disco de Poincaré, uma reta é identificada como um arco de um círculo interior ao disco e que encontra o bordo do disco em ângulos retos. Observe que as três “retas” no disco de Poincaré não-colineares formam um triângulo ABC, cuja soma dos ângulos é menor que 180 graus, como requerido de uma representação correta do espaço hiperbólico.
96

Nesse caso, teríamos uma curvatura chamada

Geometria II – Noções de geometria não-euclidiana

2. Comparando as geometrias não-Euclidianas Uma maneira prática por meio da qual podemos distinguir entre essas três geometrias é a seguinte. Pegue uma folha de papel e coloquea sobre uma superfície plana. O papel irá cobrir a superfície suavemente. Tente agora com uma folha de papel do mesmo tamanho cobrir uma superfície esférica. Você agora verá que para cobri-la terá que permitir que vincos surjam no papel. Isso indica que próximo a qualquer ponto dado sobre a superfície da esfera a área do papel é maior do que a área que você está tentando cobrir.

todas as bússolas! Um objeto não-orientával, possível em três dimensões é a chamada faixa de Möebius, representada nas figuras abixo em quatro posições.

Ela é obtida como se fosse cometido um erro durante a construção habitual de um simples cilindro. Para fazer um cilindro de uma faixa retangular, basta unir suas extremidades e colá-las. Se por descuido, inspiração ou defeito, torcermos a faixa antes de colá-la, obtemos o objeto desejado. Este, diferentemente do cilindro tradicional, não tem dentro ou fora, pois ao percorrê-lo longitudinalmente, passaremos de fora para dentro e de dentro para fora, sem cruzarmos nenhuma borda ou fronteira. Outra diferença surpreendente é o fato dessa superfície ter apenas uma borda. Quando você tentar cobrir a superfície de uma sela com a mesma folha de papel, verá que o inverso acontece: a área do papel passa a ser insuficiente para cobrir a superfície próxima a qualquer ponto sobre ele, e o papel rasga-se. Orientabilidade É a propriedade que certos objetos possuem de nos desorientar. Se lá morássemos, de nada adiantaria ter uma bússola, pois sua seta apontaria ora para o norte, ora para o sul, deixando-nos cada vez mais perdidos. Em caso de não-orientabilidade, joguem fora
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3. Aplicações Um problema clássico solucionado através da geometria elíptica é o chamado problema do urso. Partindo de um certo ponto da Terra, um caçador andou 10km para Sul, 10km para Leste e 10km para Norte, voltando assim ao ponto de partida. Aí encontrou um Urso. Qual a cor do Urso? À primeira vista, podemos pensar que o problema não tem solução e, portanto, o caçador

UEA – Licenciatura em Matemática

não voltaria ao ponto de partida, como mostra o seguinte esquema:

Terra em sua órbita e uma estrela distante de paralaxe conhecida. Infelizmente, nenhum dos dois foi bem-sucedido, pois, naquela época, eles não dispunham de equipamentos capazes de fornecer a precisão necessária para essas medidas. Quando temos necessidade de estudar o espaço que nos é vizinho, todas as três geometrias nos conduzem a um mesmo resultado, e a preferência é pela euclidiana, por ser a mais simples. Encontramos uma situação similar ao relacionarmos a física de Newton à de Einstein, que fornecem resultados idênticos quando se trata de distâncias pequenas e baixas velocidades, mas divergem no caso de grandes distâncias e altas velocidades.

No entanto, não podemosnos esquecer de que a Terra não é uma superfície plana, mas curva.

Assim a solução está à vista: Andando 10km segundo aquelas 3 direções perpendiculares, o caçador só voltará ao ponto de partida se iniciar a sua caminhada no Pólo Norte.

Einstein (1879-1955), na exposição de sua Teoria Geral da Relatividade, em 1916, descreveu o espaço como curvo e, portanto, com uma natureza não-euclidiana. Para sustentar matematicamente sua teoria, usou os trabalhos desenvolvidos por Bernard Riemann, 60 anos antes. Na teoria da relatividade de Einstein, o universo é curvo e possui quatro dimensões, sendo três espaciais e a quarta, dimensão temporal. Um certo ponto do universo tem a curvatura tanto maior quanto maior a concentração de matéria na vizinhança do ponto. A figura a seguir representa esquematicamente a curvatura do espaço devido à presença da matéria, o planeta.

E o Urso? Como a história decorre no Pólo Norte, só pode ser um Urso Polar e, por isso um urso branco. É importante notar que tanto Lobachevski como Gauss não se limitaram aos aspectos matemáticos dessa importante descoberta. Eles imediatamente começaram a pensar como essa nova geometria poderia estar relacionada com o mundo físico. Eles queriam saber qual das duas geometrias, a Euclidiana ou a não-Euclidiana recém descoberta, descrevia realmente o espaço. Tentando responder a essa questão, Gauss tentou medir a soma dos ângulos de um triângulo formado por três montanhas. Lobachevski tentou fazer a mesma medida, só que usando um triângulo bem maior formado por duas posições da
98

Nos espaço-tempo curvos descritos pela teoria relativística da gravitação, os movimentos das partículas assim como o da luz são curvos. Entretanto essas curvas têm uma característica comum com as linhas retas. Do mesmo modo que as linhas retas são as trajetórias mais curtas conectando dois pontos de um espaço plano, os movimentos nos espaços-tempo curvos percorrem as linhas curvas mais curtas

Geometria II – Noções de geometria não-euclidiana

entre dois pontos. A luz segue curvas geodésicas. Dizemos que a luz não se move uniformemente ao longo de linhas retas não porque ela está sujeita a alguma força, mas por que o espaço-tempo é curvo. Isso é muito importante porque mostra que o conceito de força foi substituído pelo conceito geométrico de curvatura do espaço-tempo. Uma contribuição importante na arte foi a geometria hiperbólica em que Mauritius Escher usou o disco de Poincaré em algumas de suas gravuras. Essas duas vistas abaixo são chamadas de Círculo Limite I (acima), Círculo Limite II (meio) e Círculo Limite III (abaixo). Essa última, umas das poucas gravuras coloridas de Escher, foi feita em 1959.

• Verificar que a faixa de Moebiüs não é uma superfície orientada; Atividades: Material: • Cartolina. • Tesoura. • Pinceis coloridos. • Cola. Descrição: • Construir duas faixas de Moebiüs. • Tentar pintar um lado de uma das faixa de Moebiüs. • Recortar a outra faixa de Moebiüs no sentido logitudinal. • Pintar a faixa recortada. • Fazer uma análise do experimento.

Aula prática 11: Faixa de Möebius Objetivos: • Verificar que a faixa de Moebiüs possui um único lado. • Entender a idéia de orientabilidade de uma superfície;
99

Anexos

Geometria II – Anexos

ANEXO 1

Regra para montagem: os números e flechas indicam a seqüência e a direção de passagem da linha. Flechas duplas mostram que, naquele canudo, a linha será passada mais de uma vez. Tetraedro – Seis canudinhos de 8cm e um metro de linha são suficientes para construí-lo. Construa o primeiro triângulo, dê um nó e continue a seqüência com o restante da linha. Nos passos 6 e 8, a linha será passada pela segunda vez no mesmo canudo.

103

UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 2

Hexaedro (o cubo) – Com doze canudos, monta-se o cubo. O aluno deverá verifcar o que deverá fazer para que se torne um sólido rígido.

104

Geometria II – Anexos

ANEXO 3

OCTAEDRO (O BALÃO)

105

UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 4

ICOSAEDRO

106

Geometria II – Anexos

ANEXO 5

TETRAEDRO

107

UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 6

CUBO

108

Geometria II – Anexos

ANEXO 7

OCTAEDRO

109

UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 8

DODECAEDRO

110

Geometria II – Anexos

ANEXO 9

ICOSAEDRO

111

UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 10

PRISMA QUADRANGULAR

112

Geometria II – Anexos

ANEXO 11

PRISMA TRIANGULAR

113

UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 12

PRISMA HEXAGONAL

114

Geometria II – Anexos

ANEXO 13

PRISMA PENTAGONAL

115

UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 14

CUBOCTAEDRO

116

Geometria II – Anexos

ANEXO 15

ICOSIDODECAEDRO

117

UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 16

TETRAEDRO CORTADO

118

Geometria II – Anexos

ANEXO 17

OCTAEDRO CORTADO

119

UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 18

CUBO CORTADO

120

Geometria II – Anexos

ANEXO 19

ICOSAEDRO CORTADO

121

UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 20

DODECAEDRO CORTADO

122

Geometria II – Anexos

ANEXO 21

ROMBICUBOCTAEDRO

123

UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 22

CUBOCTAEDRO CORTADO

124

Geometria II – Anexos

ANEXO 23

ROMBICOSIDODECAEDRO

125

UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 24

ICOSIDODECAEDRO CORTADO

126

Geometria II – Anexos

ANEXO 25

CUBO COM PONTAS - LADO ESQUERDO

127

UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 26

CUBO COM PONTAS - LADO DIREITO

128

Geometria II – Anexos

ANEXO 27

DODECAEDRO COM PONTA - LADO ESQUERDO

129

UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 28

DODECAEDRO COM PONTA - LADO DIREITO

130

Geometria II – Anexos

ANEXO 29

DIRETRIZES PARA O TRABALHO EM GRUPO

1. Todos os componentes do grupo (no máximo 5) devem: • • • • • Saber e compreender o que o grupo está fazendo. Fazer perguntas se não entenderem. Participar ativamente na realização das tarefas. Ajudar os outros. Respeitar os outros.

2. Só devem chamar o professor: • Quando os componentes do grupo não estiverem conseguindo realizar a atividade, mesmo após utilizado vários argumentos. Quando tiverem concluído a atividade.

3. Ao final das atividades devem: • • • Elaborar um relatório conforme anexo 30. Ler o que foi escrito. Organizar a apresentação à turma.

131

UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 30

GUIA PARA A ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO Na elaboração do relatório, devem ser considerados, entre outros, os seguintes aspectos: Identificação do grupo de alunos, indicando: 1. 2. 3. 4. NOME NÚMERO DE MATRÍCULA TURMA MUNICÍPIO

Identificação do trabalho, indicando: 1. DATA DE REALIZAÇÃO 2. DISCIPLINA 3. TÍTULO Atividade n.º ______: 1. NOME 2. OBJETIVOS O que deseja alcançar com a realização das atividades? 3. MATERIAIS UTILIZADOS Devem ser discriminados os materiais para cada atividade. 4. DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE: a. b. c. d. Relato de todos os passos de cada atividade. Explicação dos raciocínios. Identificação de tentativas realizadas e de dificuldades encontradas. Apresentação dos resultados obtidos.

Conclusões Apreciação crítica do trabalho proposto.

132

Geometria II – Anexos

ANEXO 31

TABELA DE AVALIAÇÃO DO RELATÓRIO

133

UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 32

FICHA DE AVALIAÇÃO INDIVIDUAL DO ALUNO SIM Consegui distribuir as tarefas no grupo. Verifiquei o objetivo da atividade. Cooperei com os outros elementos do grupo. Permiti a intervenção dos outros elementos do grupo. Fui capaz de moderar a discussão no grupo. Contribuí com idéias para o grupo resolver o problema. Selecionei as estratégias apropriadas. Justifiquei as conjecturas. Utilizei os materiais. Registrei os resultados. Fui perseverante na resolução do problema. Obtive conclusões. Tive boa comunicação com a turma. A minha colaboração na elaboração do relatório foi: NÃO

A minha colaboração na apresentação foi:

O que aprendi com as atividades realizadas foi:

As dificuldades que encontrei para realização do trabalho foram:

Gostei de trabalhar em grupo? Por quê?:

Nome:______________________________________________N.o:____Turma:____
134

Respostas dos Exercícios

Geometria II – Respostas dos exercícios

– Noções primitivas e posições relativas

UNIDADE I

TEMA 05 PLANIFICAÇÃO E ÁREA DO PRISMA

TEMA 01 CONCEITOS PRIMITIVOS, POSTULADOS E POSIÇÕES RELATIVAS 1. At = 9(8 + Demonstrações 2. 3. 2,8 4. 4 cm cm cm ) u. a. (unidades de área) Pág. 43

UNIDADE II – Distâncias, diedros e tiedros

5. At = 1020m2 6. Al = 280cm2

TEMA 02 DISTÂNCIAS E DIEDROS Demonstrações TEMA 06 VOLUME DO PRISMA

Pág. 47

UNIDADE III
pirâmides

– Poliedros, prismas e

1. At = 48(6 + 2. Al = 192 3. V = 240cm3

)m2 e V = 288

m3

cm2 e V = 1152cm3 dm2

4. V = 6dm3 e At = TEMA 03 POLIEDROS 5. 6. V = 108m3

Pág. 34 1. 10 3. 8 5. 11 7. 15 e 10 9. 29,68 e 41 11. 14, 24 e 12
137

2. 6 4. 9 6. 8 e 4 8. 10 10. 26 1. d 3. e 5. d 7. b

Pág. 48 2. e 4. d 6. b

UEA – Licenciatura em Matemática

UNIDADE IV
TEMA 07 PIRÂMIDES

– Cilindro e cone

TEMA 08 CILINDRO

Pág. 53 1. 2. 4. 2 5. 2 6. 2 cm cm cm2 e At = 30(5 +2 )cm2 1. 7cm 3. 3 5. 7cm 7. 8πcm cm2; At = 4 ( + 1)cm2 Pág. 64 1. b Pág. 56 3. b 5. e 2. b 4. a 6. d 2. 6m 4. 8πm2 6. 3πlitros cm; 96cm2 cm cm Pág. 63

3. Al = 60

7. Al = 4

1. 2. 3. 1152 4. 5. 144 6. 576

cm2 cm m2 cm2 Pág. 67 cm3 cm3 1. Aproximadamente 123,60cm2 2. 2 4. 3 Pág. 56 6. 2,2π cm At = 69πcm2 )cm2 cm2 cm cm 3. Al = 65πcm2 5. 144π(1 + 7. 12πcm2 8. 9 9. 10.
138

TEMA 09 CONE

1. C 2. C 3. B 4. E 5. B

Geometria II – Respostas dos exercícios

UNIDADE V
Pág. 70 1. 1344πcm3 2. h = 2m; V = 3. 9 m3

– Superfície de revolução e sólidos de revolução

TEMA 10 SUPERFÍCIES E SÓLIDOS DE REVOLUÇÃO + 1)cm2 Pág. 79

πcm3 πcm2 At = 9π(

4. Al = 9 5. 5cm 6. 7. 8. 9). m3 cm3 m3

V = 18πcm3 1. a) 2πc 2. a) 3. a) 4 b) πc2 b)

c) πbc c)

d) a

c2

πa2 b)
)πa2 b) 6πa3

4. a) 6(2 + cm3 5. a) 6. a) 2

b) πa3

10. 85,04ml

πa2 b) πa3
) ou πa2(6 – ou )

7. a) πa2(6 + b) Pág. 70

1. e 2. b 3. b 4. b 5. c 6. a 7. d 8. b 9. a 10. d 11. c 12. c 13. c 14. d 15. a

UNIDADE VI

– Esfera

TEMA 11 ESFERA

Pág. 86

1. a) b) A = 9πm2 c) d)
139

UEA – Licenciatura em Matemática

2. a) r = 3cm b) A = 36πcm2 3. 4. a) r = 2 b) 32π 5. d = 3 6. d = 5cm 7. 8. 1 9. 10. 11. 12. 13. 2 14. 15. 48π 16. d = 14cm ou d = 2cm 17. 18. 9cm cm cm3 cm

c) A = 48πcm2

Pág. 87

1. d 3. d 5. e 7. a 9. a 11. b

2. d 4. a 6. c 8. d 10. a

140

REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Ciência e Tecnologia. Brasília. Observatório Nacional. A Geometria dos Espaços Curvos ou Geometria Não-Euclidiana. Brasília. Disponível em: <http://www.on.br/site_edu_dist_2006/site/conteudo/modulo3/6geometria-espaco-curvo.html>. Acesso em: 17/11/2006. POMBO, Olga. Geometria Não-Euclideana. Disponível em: <http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/seminario/alice/geometria_ne.htm>. Acesso em: 17/11/2006. UNIVERSIDADE DO CEARÁ. As Geomtrias não-euclideanas. Seara das Ciências. Apostilas eletrônicas de Dona Fifi. Disponível em: <http://www.searadaciencia.ufc.br/donafifi/gausseeuler/gausseuler1.htm> Acesso em: 17/11/2006. COSTA, Celso; Cardim, Nancy. Tópicos de aritmética, álgebra e geometria para o ensino médio. Rio de janeiro: UFF, 2006. IEZZI Gelson et.al. Matemática. São Paulo: Atual, 1997. IEZZI, G., et al. Fundamentos de Matemática Elementar: geometria plana. 5. ed. São Paulo: Atual, 1993. CARVALHO, P ., Introdução à Geometria Espacial, Coleção Professor de Matemática, SBM. .C.P BARBOSA, J.L.M.: Geometria Euclidiana Plana, Coleção do Professor de Matemática, N.º 11, Sociedade Brasileira de Matemática, Rio de Janeiro, 1995. LIMA, E.L.; CARVALHO, P .; WAGNER, E. ; MORGADO, A. C.: A matemática do Ensino Médio, Vol. 2; Coleção .C.P Professor de Matemática, no. 13, Sociedade Brasileira de Matemática. LIMA, E.L.: Isometrias, Coleção do Professor de Matemática, N.º 12, Sociedade Brasileira de Matemática, Rio de Janeiro, 1996. 94 pp. LIMA, E. L.: Medida e Forma em Geometria, Coleção do Professor de Matemática, Sociedade Brasileira de Matemática, Rio de Janeiro, 1991. DOLCE, Osvaldo; POMPEO, José Nicolau. Fundamentos de Matemática Elementar. 5 ed. São Paulo: Atual, 1993. DOLCE, O. et al.: Geometria Espacial, 7ª ed., Coleção Fundamentos da Matemática Elementar, Vol. 9, Atual, São Paulo, 1996. 451 pp. WAGNER, E. et al.: Construções Geométricas, Coleção do Professor de Matemática, N.º 9, Sociedade Brasileira de Matemática, Rio de Janeiro, 1993. EVES, H.: Introdução à História da Matemática, Editora da UNICAMP Campinas, 1995. 843 pp. , BIANCHINNI, Edwaldo; PACCOLA, Herval. Matemática. São Paulo: Moderna, 1990. v. 02. BUCCHI, Paulo. Curso prático de Matemática. São Paulo: Moderna. FIGUEIREDO, Luiz Manoel Silva. Instrumentação para o Ensino de Geometria. In: Instrumentação para o Ensino de Matemática. Rio de janeiro: UFF, 2005. Pedagoquery Software. Disponível em: <http://www.peda.com/download/> Acesso em: 17/11/2006 FALZETTA, Ricardo. Poliedros: ensine com seus esqueletos. Nova escola. São Paulo: Abril, setembro, 1996. PAIVA, Manoel. Matemática, conceitos, linguagem e aplicações. São Paulo: Moderna, 2002. v. 03.

141

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