Universidade Federal de Santa Catarina

Departamento de Engenharia Mecânica
Grupo de Análise e Projeto Mecânico

CURSO DE MECÂNICA DOS SÓLIDOS B

Prof. José Carlos Pereira

SUMÁRIO

9 – REVISÃO DE TRANSFORMAÇÃO DE TENSÃO E CRITÉRIOS DE RUPTURA 4
9.1 – Equações para transformação de tensão plana ............................................. 4
9.2 - Círculo de tensões de Mohr ............................................................................ 6
9.3 – Construção do círculo de tensões de Mohr .................................................... 8
9.4 - Importante transformação de tensão............................................................. 13
9.5 – Tensões principais para o estado geral de tensões ..................................... 15
9.6 – Círculo de Mohr para o estado geral de tensões.......................................... 17
9.7 - Critérios de escoamento e de fratura ............................................................ 18
9.7.1 – Observações preliminares ............................................................................................ 18
9.7.2 – Teoria da máxima tensão de cisalhamento (Tresca) (mat. dúcteis) ............................... 19
9.7.3 – Teoria da máxima energia de distorção (von Mises) (mat. dúcteis) ............................... 22
9.7.4 – Teoria da máxima tensão normal (mat. frágeis) ............................................................ 26
10 – VASOS DE PRESSÃO ..................................................................................... 29
10.1 – Vasos cilíndricos......................................................................................... 29
10.2 – Vasos esféricos .......................................................................................... 31
11 – DEFLEXÃO DE VIGAS .................................................................................... 39
11.1 – Introdução .................................................................................................. 39
11.2 – Relação entre deformação-curvatura e momento-curvatura ...................... 39
11.3 – Equação diferencial para deflexão de vigas elásticas ................................ 41
11.4 – Condições de contorno............................................................................... 42
11.5 – Solução de problemas de deflexão de vigas por meio de integração direta
.............................................................................................................................. 43
11.6 – Introdução ao método de área de momento............................................... 49
11.7 – Dedução dos teoremas de área de momento ............................................ 49
11.8 – Método da superposição ............................................................................ 56
11.9 – Vigas estaticamente indeterminadas- método de integração ..................... 60
11.10 – Vigas estaticamente indeterminadas - método de área de momento....... 64
11.11 – Vigas estaticamente indeterminadas - método da superposição.............. 69
12 – MÉTODO DA ENERGIA................................................................................... 74
12.1 – Introdução .................................................................................................. 74
12.2 – Energia de deformação elástica ................................................................. 74
12.3 – Deslocamentos pelos métodos de energia................................................. 78

12.4 – Teorema da energia de deformação e da energia de deformação
complementar........................................................................................................ 84
13.5 – Teorema de Castigliano para deflexão....................................................... 88
12.6 – Teorema de Castigliano para deflexão em vigas........................................ 91
12.7 – Teorema de Castigliano para vigas estaticamente indeterminadas ........... 94
12.8 – Método do trabalho virtual para deflexões.................................................. 98
12.9 – Equações do trabalho virtual para sistemas elásticos .............................. 100
13 - MÉTODO DOS ELEMENTOS FINITOS .......................................................... 110
13.1 – Matriz de rigidez de um elemento de barra .............................................. 110
13.2 – Matriz de rigidez de um elemento de barra num sistema arbitrário ......... 113
13.3 – Força axial nos elementos........................................................................ 115
13.4 – Técnica de montagem da matriz de rigidez global ................................... 116
13.6 – Matriz de rigidez de um elemento de viga ................................................ 128
13.7 – Propriedades da matriz de rigidez de um elemento de viga..................... 131
13.7 – Vigas com carga distribuida ..................................................................... 136
14 – FLAMBAGEM DE COLUNAS ........................................................................ 150
14.1 – Introdução ................................................................................................ 150
14.2 - Carga crítica .............................................................................................. 150
14.3 – Equações diferenciais para colunas ......................................................... 152
14.4 – Carregamento de flambagem de Euler para colunas articuladas ............. 155
14.5 – Flambagem elástica de colunas com diferentes vínculos nas extremidades
............................................................................................................................ 158
14.5.1 - Coluna engastada-livre ............................................................................................. 158
14.5.2 - Coluna engastada-apoiada ....................................................................................... 161
14.5.3 - Coluna engastada-engastada.................................................................................... 161
14.6 – Limitação das fórmulas de flambagem elástica ........................................ 166
14.7 – Fórmula generalizada da carga de flambagem de Euler .......................... 167
14.8 – Colunas com carregamento excêntrico .................................................... 169
14.9 – Fórmulas de colunas para cargas concêntricas ....................................... 172

1 – Equações para transformação de tensão plana Uma vez determinado as tensões normais σx e σy. y ’. y y´ σy τyx B τxy σy θ +θ σx τxy C A x´ τyx +θ σx x y´ y´ τx´y´ σx´ σx´ dA τx´y´ dA x´ x´ σx θ σx dA cosθ θ τxy dA τyx dA cosθ τyx τyx dA senθ σy σy dA senθ Figura 9.y. e a tensão de cisalhamento τxy num ponto de um corpo solicitado no plano x. é possível determinar as tensões normais e de cisalhamento em qualquer plano inclinado x ’. temos: .Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 4 9 – REVISÃO DE TRANSFORMAÇÃO DE TENSÃO E CRITÉRIOS DE RUPTURA 9.1 – Elemento infinitesimal sendo solicitado no plano Impondo o equilíbrio de forças na direção x ’.

(9.1): σ x ' = σ x cos 2 θ + σ y sen 2 θ + 2 τ xy cos θ sen θ (9. (9.Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 5 σ x ' dA − σ x dA cos θ cos θ − τ xy dA cos θ sen θ − → ∑ F x' = 0 .6) 2 2 τ x' y' dA + σ x dA cos θ sen θ − τ xy dA cos θ cos θ − ↑ ∑ F y' = 0 .7) Simplificando a eq.2) Sabendo-se que: sen 2 θ = 2 sen θ cos θ cos 2 θ = cos 2 θ − sen 2 θ (9. (9.3) na eq.1) σ y dA sen θ sen θ − τ xy dA sen θ cos θ = 0 Simplificando a eq. (9.4) e a expressão de sen 2θ da eq.5): σx + σy σx − σy σ x' = + cos 2θ + τ xy sen 2 θ (9.4) 1 − cos 2θ sen 2 θ = 2 Substituindo a eqs.5) 2 2 Reagrupando a eq. (9. 1 + cos 2θ 1 − cos 2θ σ x' = σ x + σy + τ xy sen 2 θ (9. tem-se: 1 + cos 2θ cos 2 θ = 2 (9.7): . σ y dA sen θ cos θ + τ xy dA sen θ sen θ = 0 (9. (9. (9.3) 1 = cos 2 θ + sen 2 θ Trabalhando com as eqs.3). temos.2). (9.

9) 2 2 Elevando ao quadrado as eqs.6) e (9.8) onde a eq.11) A eq. tem-se: 2 2  σ + σy   σ − σy   σ x' − x  + τ x'y ' 2 =  x  + τ xy 2 (9. (9. (9.Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 6  σx − σy  τ x ' y' = −   sen 2θ + τ xy cos 2 θ  (9. (9.6) é colocada da seguinte forma: σx + σy σx − σy σ x' − = cos 2θ + τ xy sen 2 θ (9.Círculo de tensões de Mohr Sejam as equações de transformação de tensão (9.8) são as equações de transformação de tensão de um sistema de coordenadas a outro. 9. (10) pode ser colocada de maneira mais compacta: (σ x' − σm )2 + τ xy 2 = R 2 (9.10)  2   2      A eq.13) τm = 0 .12)  2    e centro: σx + σy σm = 2 (9.6) e (9.2 .11) é a equação de um círculo de raio: 2  σx − σy  R=   + τ xy 2 (9.9) e somando-as.8)  2  As eqs (9.8) e (9.

τ τmax θ = 0° A(σx. e existe o estado de cisalhamento puro.Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 7 O círculo construído desta maneira é chamado círculo de tensões de Mohr.τ. o círculo de Mohr se degenera em um ponto. Ø Se σx + σy = 0.2 – Círculo de Tensões de Mohr Conclusões importantes: Ø A maior tensão normal possível é σ1 e a menor é σ2. o centro do círculo de Mohr coincide com a origem das coordenadas σ . -τxy) |τmin|=τmax σx + σy σx − σy σm = 2 2 Figura 9. e não se desenvolvem tensões de cisalhamento no plano xy. Ø A maior tensão de cisalhamento τmax é igual ao raio do círculo e uma tensão normal σx + σy de atua em cada um dos planos de máxima e mínima tensão de 2 cisalhamento. Ø Se σ1 = σ2. onde a ordenada de um ponto sobre o círculo é a tensão de cisalhamento τ e a abcissa é a tensão normal σ. . τxy) 2 θ1’ σ2 σ1 σ B(σx. Nestes planos não existem tensões de cisalhamento.

determine as tensões principais e suas orientações e a máxima tensão de cisalhamento e sua orientação.Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 8 Ø Se soma das tensões normais em quaisquer dos planos mutuamente perpendiculares é constante: σx + σy = σ1 + σ2 = σx´ + σy´ = constante.y são: σx = .3 – Construção do círculo de tensões de Mohr Exemplo 9. y 90 MPa 60 MPa 20 MPa x Ponto A As tensões no sistema de coordenadas x. 9. Ø Os planos de tensão máxima ou mínima formam ângulos de 45° com os planos das tensões principais. σy = 90 MPa .1: Com o estado de tensão no ponto apresentado abaixo. τm ): σx + σy − 20 + 90 σm = = = 35 MPa 2 2 τm = 0 b – Determinar o raio do círculo R: .20 MPa . τxy = 60 MPa Procedimento de análise: a – Determinar o centro do círculo (σm .

4 = -46.4 .4 MPa .85°  20 + 35  2 θ1’’ + 2 θ1’ = 180° ⇒ θ1’ = 66.4 MPa e – Determinar as orientações das tensões principais.4 σ2 = 35-81. -60) d – Calcular as tensões principais: σ1 = 35 + 81.4 MPa θ1 = 66.7° .81. θ1’’ = 23.4 = 116.Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 9 2  σx − σy   − 20 − 90  2 R =   + τ xy 2 =    + 60 = 81.  60  2θ1'' = arc tg 2   = 47.60) 2 θ2’ 60 2 θ1’’ 2 θ1’ σ1 = 35+81.4 MPa 2  2   2  c – Localizar o ponto A(-20. σ2 = 35 .15° y 1 2 σ1 = 116.4 = 116.4 = -46.4 A(-20.60): τ (Mpa) τmax = 81.15° x σ2 = 46.4 2 θ2’’ σ (Mpa) 20 35 B(90.

achar a) as tensões normais e de cisalhamento para θ = 22. c) as tensões máxima e mínima de cisalhamento com as tensões associadas e suas orientações.Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 10 f – Tensão máxima de cisalhamento: τmax = R = 81.4 x´ θ2 = 21.4 Mpa g – Orientação da tensão máxima de cisalhamento: 2 θ1’’ + 2 θ2’ = 90° ⇒ θ2’ = 21.2: Para o estado de tensão abaixo.5°. y 1 kgf/mm2 2 kgf/mm2 x’ 3 22.5° x Ponto A As tensões no sistema de coordenadas x.y são: .15° y y´ τmax = 81. b) as tensões principais e suas orientações.25° x σ´ = 35 MPa Exemplo 9.

σy = 1 kgf/mm2 .2) 2 θ2’ 2 2 θ1’ A’ σ1 = 2+2.24 σ2 = 2-2.4 3 − 2 σx’ = 2 + 2.2): τ (kgf/mm2) τmax = 2.24 45° A(3.24 sen(63.13 kgf/mm2 τx´y´ = 2.24 kgf / mm 2 2  2   2    c – Localizar o ponto A(3.24 cos(63. τx´y´ = 0.24 σ (kgf/mm2) 2 B’ 3 B(1.45) . σx’ = 4.4 . -2) No ponto A’ temos:  2  2 θ1 ' = arc tg   = 63.45) .24 = -0.4 . τm ): σx + σy 3+1 σm = = = 2 kgf / mm 2 2 2 τm = 0 b – Determinar o raio do círculo R: 2  σx − σy   3 − 1 2 R=   + τ xy 2 =   + 2 = 2. τxy = 2 kgf/mm2 Procedimento de análise: a – Determinar o centro do círculo (σm .24 = 4.Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 11 σx = 3 kgf/mm2 .71 kgf/mm2 .

7° y 2 1 -0.7° 4.24 kgf/mm2 θ1’ = 31.4 .Tensão máxima de cisalhamento: τmax = R = 2.7° .Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 12 No ponto B’ temos: σy’ = 2 .24 kgf/mm 2 θ1’’ = 121.13 kgf/mm 0.5° x Ponto A’ d – Tensões principais: σ1 = 4.24 cos(63.7° 2 θ1´´ = 2 θ1´ + 180° ⇒ θ1´´ = 121.13 kgf/mm2 y´ y x´ 2 0.2.24 kgf/mm2 2 θ2´ + 2 θ1´ = 90° ⇒ θ2´ = 13.71 kgf/mm2 4. σ2 = -0. σy’ = .13 kgf/mm2 θ = 22.24 kgf/mm2 (compressão) 2 tg 2 θ1 = =2 1 2 θ1´ = 63.45) .4° ⇒ θ1´ = 31.24 kgf/mm2 (tração) .3° 2 θ2´´ = 2 θ2´ + 180° ⇒ θ2´´ = 76.7° x e .0.

Logo o centro do círculo de Mohr está na origem do sistema de coordenadas σ-τ.θ2’ = 31. e o raio do círculo é R = τxy.7 – (-13.4 .24 kgf/mm2 θ2´´ = 76. T y τxy τxy x Figura 9.3) = 45° e θ1’’ . .θ2’’ = 121.Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 13 y y´ 2 kgf/mm2 2.Importante transformação de tensão Seja um elemento sujeito à um estado de tensão de cisalhamento puro (caso de um eixo em torção).3° x´ Observe que: θ1’ .7° x θ2´ = 13.7 – 76. tem-se que σx = 0 e σy = 0.3 – Estado de tensões de um elemento infinitesimal num eixo em torção pura Para este caso.7 = 45° 9.

9.Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 14 τ τmax = τxy 2 θ1’’ 2 θ1’ σ1 = τxy σ2 = -τxy σ Figura 9.5: .15) θ1´´= 135° = −45° (compressão ) Assim. Fig.14) σ 2 = −τ xy As orientações das tensões principais são:  θ1´= 45° ( tração) tg 2 θ1 = ∞ ⇒  (9.4 – Círculo de Tensões de Mohr para elemento infinitesimal num eixo em torção pura As tensões principais são neste caso: σ1 = + τ xy (9. a representação gráfica das tensões principais e suas orientações é da seguinte forma.

Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 15 2 y 1 θ2’ = 135° σ1=|τxy| θ1’ = 45° x σ2=|τxy| Figura 9.6 – Tensão principal σn num plano oblíquo de um elemento infinitesimal tetraédrico .5 – Representação gráfica das tensões principais para elemento infinitesimal num eixo em torção pura 9. y σy y σn σxy B τyz σz τxy σyz σxy σx σx τxz σzy σx A x σzx τxz τxy x C τyz z σz σy σy z Figura 9.6. 9. paralela ao vetor normal unitário. Fig.5 – Tensões principais para o estado geral de tensões Considere um elemento infinitesimal sob um estado de tensão tridimensional e um elemento infinitesimal tetraédrico sobre o qual atua uma tensão principal σn no plano obliquo ABC.

7.19) τ xz τ yz σ z − σn .m e dA. 9.17) em forma matricial. y e z.7 – Vetor normal e seus cossenos diretores O plano oblíquo tem área dA e as projeções desta área nas direções x. m e n for nulo.n. temos: ∑ Fx = (σ n dA ) l − σ x dA l − τ xy dA m − τ xz dA n = 0 ∑ Fy = (σ n dA ) m − σ y dA m − τ yz dA n − τ xy dA l = 0 (9.Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 16 O vetor normal unitário é identificado pelos seus cosenos diretores l. cos β = m.l. dA. y e z são dA. o sistema terá uma solução não trivial quando o determinante da matriz de coeficientes de l. (9.18)  τ xz τ yz σ z − σ n   n  0      Como visto anteriormente. Impondo o equilíbrio estático nas direções x. Da Fig.17) ∑ Fz = (σ n dA ) n − σ z dA n − τ xz dA l − τ yz dA m = 0 Simplificando e reagrupando a eq. cos γ = n. σ x − σn τ xy τ xz τ xy σ y − σn τ yz =0 (9. onde cos α = l. temos: σ x − σ n τ xy τ xz   l  0        τ xy σ y − σn τ yz  m = 0 (9. m e n. nota-se que: l2 + m2 + n2 = 1 (9. os cosenos diretores são diferentes de zero.16) y Vetor normal β m α γ l n x A z Figura 9. l2 + m2 + n2 = 1. Logo.

9.20) onde: Iσ = σ x + σ y + σ z IIσ = (σ x σ y + σ y σ z + σ z σ x ) − (τ 2xy + τ 2yz + τ 2xz ) (9. Fig.8.8 – Tensões principais num elemento solicitado triaxialmente Admitindo que σ1 > σ2 > σ3 > 0. Logo. independentemente do plano oblíquo que é tomado no tetraedro. y σy 2 σ2 σxy 1 σzy σxy σzy σ1 σx ⇒ σzx x σ3 z σz 3 Figura 9. as raízes do polinômio característico já são as tensões principais. 9.6 – Círculo de Mohr para o estado geral de tensões Qualquer estado de tensão tridimensional pode ser transformado em três tensões principais que atuam em três direções ortogonais. temos: .Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 17 A expansão do determinante fornece um poninômio característico do tipo: σ 3n − Iσ σ n2 + IIσ σn − IIIσ = 0 (9.21) IIIσ = σ x σ y σ z + 2 τ xy τ yz τ xz − (σ x τ 2yz + σ y τ 2xz + σ z τ 2xy ) As eqs (9.21) são invariantes.20) e (9.

entretanto.1 – Observações preliminares A resposta de um material à tensão axial ou tensão de cisalhamento puro. pode ser convenientemente mostrada em diagramas de tensão-deformação. .9 – Círculo de Tensões de Mohr para num elemento solicitado triaxialmente 9.7 . é importante estabelecer critérios para o comportamento dos materiais com estados de tensão combinados. Desta forma.7.Critérios de escoamento e de fratura 9. para um estado complexo de tensões que é característico de muitos elementos de máquina e de estruturas. Tal aproximação direta não é possível.Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 18 σ3 σ2 σ2 σ1 σ3 σ1 σ2 σ1 σ3 τmax τ σ3 σ2 σ1 σ Figura 9.

7. e em seguida será apresentado um critério de fratura para materiais frágeis.11 – Círculos Tensões de Mohr para um ensaio de tração simples .Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 19 Nesta parte do estudo serão discutidos dois critérios para análise do comportamento das tensões combinadas em materiais dúcteis. resulta da observação de que. dúcteis) A teoria da máxima tensão de cisalhamento. material dúctil material frágil σ σ σesc σrup ε ε Figura 9. num material dúctil.10 – Diagramas tensão/deformação para materiais dúcteis e frágeis 9. σ2 = σ3 = 0. Para um teste simples de tração onde σ1 = σesc. tem-se: τ τmax = (σ1)/2 σ2 = σ3 σ1 σ Figura 9. ocorre deslizamento durante o escoamento ao longo dos planos criticamente orientados. Isso sugere que a tensão de cisalhamento máxima executa o papel principal no escoamento do material.2 – Teoria da máxima tensão de cisalhamento (Tresca) (mat.

.23) σ 2 > σ1 ⇒ σ 2 ≤ σ esc Caso 2: Os sinais de σ1 e σ2 são diferentes.22) 2 Para aplicar o critério da máxima tensão de cisalhamento para um estado de tensão biaxial devem ser considerados dois casos: Caso 1: Os sinais de σ1 e σ2 são iguais. (σ1.σ1 e σ2 têm iguais onde.Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 20 Observa-se que dois círculos são concentricos.12 – Círculos Tensões de Mohr para um estado de tensão biaxial . σ3). σ3) e o terceiro resulta num ponto (σ2. σ2) e (σ1. τ τmax = (σ1)/2 σ2 σ1 σ σ3 σ2 σ1 Figura 9. para: σ1 > σ 2 ⇒ σ1 ≤ σ esc (9. Do Círculo de Tensões de Mohr neste caso. a tensão de cisalhamento máxima é: σesc τmax ≡ τcrítico = (9.

σ2)/2 σ2 σ1 σ σ2 σ σ1 τmax = -(σ1. 9.Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 21 τ τmax = (σ1.14: . 9. tem-se: σ1 σ − 2 = ±1 (9.24) 2 2 Na iminência de ocorrer o escoamento. (9.25) pode ser colocada de maneira gráfica da forma.13 – Círculos Tensões de Mohr para um estado de tensão biaxial .σ1 e σ2 têm diferentes Para este caso. a tensão de cisalhamento máxima no ponto analisado não deve exceder a máxima tensão de cisalhamento do material (ver Fig.25) σesc σesc A eq. Fig.11).σ2)/2 Figura 9. σ1 − σ 2 σ esc ± ≤ (9.

.0.27) A energia de deformação elástica total acima. 1.Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 22 σ2/σesc 1.Tresca 9.3 – Teoria da máxima energia de distorção (von Mises) (mat.0 Figura 9. dúcteis) A expressão de energia de deformação elástica total por unidade de volume (densidade de energia de deformação elástica) em um material isotrópico para um estado triaxial de tensões considerada num sistema de coordenadas arbitrário x.26) L+ 1 2G ( τ 2 xz + τ 2 yz + τ 2 xz ) Esta energia de deformação elástica total.0 A( 1.0 B( -1.0 σ1/σesc 1. e outra causando distorsões de cisalhamento.0. É interessante lembrar que em um material dúctil.7.14 – Representação gráfica de um ponto na iminência de escoar . considerada nos eixos principais é da forma: U total = 1 2E ( ) ν σ 12 + σ 2 2 + σ 3 2 − (σ1σ 2 + σ 2 σ 3 + σ 3 σ1 ) E (9. é dividida em duas partes: uma causando dilatação do material (mudanças volumétricas).0) -1. admite-se que o escoamento do material depende apenas da máxima tensão de cisalhamento. y e z é da seguinte forma: U total = 1 2E ( σx2 + σy 2 + σz2 − ) (ν E σxσy + σyσz + σzσx L ) (9.0) -1. 1.

17. 9.15 – Energias de dilatação e de distorção num elemento A fim de facilitar a compreensão.Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 23 σ2 σ σ2 − σ = + σ1 σ σ1 − σ σ3 σ σ3 − σ Energia de deformação Energia de Energia de elástica total dilatação distorção Figura 9. Desta forma.16 – Energias de dilatação e de distorção num elemento solicitado axialmente Os Círculos de Tensão de Mohr para os estados de tensão com somente energia de distorção são. para um estado de tensão uniaxial. as energias de dilatação e de distorção são representada da seguinte forma: σ1/3 σ1/3 σ1/3 σ1/3 = + + σ1 σ1 σ1/3 σ1/3 σ1/3 Energia de deformação Energia de Energia de elástica total dilatação distorção Figura 9. A passagem para um estado de tensão triaxial é automática. . Fig. somente oestado de tensão uniaxial será considerado.

Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 24

τ τ

τmax = σ1/3 τmax = σ1/3

σ σ
0 0
σ1/3 σ1/3 σ1/3 σ1/3

Figura 9.17 – Círculos de Tensão de Mohr para

No tensor correspondente a energia de dilatação, os componentes são definidos
como sendo a tensão “hidrostática” média:
σ1 + σ 2 + σ 3
σ= (9.28)
3

onde:
σ1 = σ2 = σ3 = p = σ (9.29)

A energia de dilatação é obtida substituindo a eq.(9.29) na eq. (9.27), e em
seguida substituindo a eq. (9.28) na equação resultante. Assim:
1 − 2ν
U dilatação = (σ1 + σ 2 + σ 3 )2 (9.30)
6E

A energia de distorção é obtida sustraindo da energia de deformação elástica
total, eq. (9.27) a energia de dilatação, eq.(9.30):

U distorção =
1
12 G
[
(σ1 − σ 2 )2 + (σ 2 − σ 3 )2 + (σ 3 − σ1 )2 ] (9.31)

Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 25

A energia de distorção em um ensaio de tração simples, onde neste caso σ1 =
σesc e σ2 = σ3 = 0 é da forma:

2 σ2esc
Udistorção = (9.32)
12 G

Igualando a energia de distorção do ponto em análise, eq. (9.31), com a energia
de distorção num ensaio à tração simples, (9.32), estabelece-se o critério de
escoamento para tensão combinada, eq. (9.33).

(σ1 − σ 2 )2 + (σ 2 − σ 3 )2 + (σ 3 − σ1 )2 = 2 σ 2esc (9.33)

A eq. (9.33) pode também ser apresentada da forma:
2 2 2
 σ1   σ   σ   σ σ2   σ2 σ3 
  +  2  +  3  −  1  −   L
 σ esc   σ esc   σ esc   σ esc σ esc   σ esc σ esc  (9.34)
 σ σ1 
L −  3  = 1
σ σ
 esc esc 

A eq. (9.35) é conhecida como sendo o critério de Von Mises para um estado
triaxial de tensões para materiais isotrópicos. Para um estado plano de tensão, σ3 = 0,
tem-se:
2 2
 σ1   σ σ2   σ2 
  −  1  +   = 1 (9.35)
 σ esc   σ esc σ esc   σ esc 

A eq. (9.35) pode ser colocada de maneira gráfica da forma, Fig. 9.18:

Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 26

σ2/σesc
1.0
A( 1.0, 1.0)

-1.0 σ1/σesc

1.0

B( -1.0, 1.0) -1.0

Figura 9.18 – Representação gráfica de um ponto na iminência de escoar – von Mises

9.7.4 – Teoria da máxima tensão normal (mat. frágeis)

A teoria da máxima tensão normal estabelece que a falha ou fratura de um
material ocorre quando a máxima tensão normal em um ponto atinge um valor crítico,
independentemente das outras tensões. Dessa forma, apenas a maior tensão principal
deve ser considerada para aplicar esse critério.
σ1 ou σ 2 ou σ 3 ≤ σ rup (9.36)

A eq. (9.36) também pode ser colocada de maneira gráfica da forma, Fig. 9.19.

σ2/σrup

1.0 A( 1.0, 1.0)

-1.0 σ1/σrup

1.0

B( -1.0, 1.0) -1.0

Figura 9.19 – Representação gráfica de um ponto na iminência de romper

verifique se os pontos mostrados sobre a seção transversal do ski suportam o carregamento abaixo. τC = 0.5 m 1m 0. Utilizando critérios de ruptura adequados.99 Mpa .12 MPa Ponto A (aço – material dútil): σx = σA = 24. τA = 0 Ponto B (aço): σB = 18. Tome σesc aço = 250 Mpa. P 1m C D E A B w w 0.11 Mpa Ponto D (madeira): σD = 0 .5: As tensões calculadas sobre o ski são como mostrada na figura abaixo.5 m y A B z aço madeira aço C D Estado de tensão nos pontos da seção transversal: Ponto A (aço): σA = 24.05 Mpa Pelo critério de máxima tensão de cisalhamento: . σy = 0 . τD = 0.11 MPa Ponto C (madeira): σC = 1.05 Mpa .14 Mpa .05 Mpa .2 Mpa com um fator de segurança de 2. τB = 0. σrup mad = 26 MPa e τrup mad = 6.Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 27 Exemplo 9. τxy = 0 σ1 = σx = 24.

12 Mpa < τrup = 6.2/2 Mpa (ok) .99 Mpa < σesc = 250/2 Mpa (ok) Ponto C (madeira – material frágil): σx = σC = 1.11 MPa σ1 = 18.11 MPa Pelo critério de máxima tensão normal: σ1 = 1.15 Mpa < σrup = 26/2 Mpa (ok) τmax = 0.05 Mpa < σesc = 250/2 Mpa (ok) Ponto B (aço – material dútil): σx = σB = 18.12 MPa Pelo critério de máxima tensão normal: τmax = 0.11 Mpa < τrup = 6. τxy = τB = 0.14 Mpa .99 Mpa . σy = 0 .Revisão de Transformação de Tensão e Critérios de Ruptura 28 σ1 = 24. τxy = τD = 0. τxy = τC = 0.2/2 Mpa (ok) Ponto D (madeira – material frágil): σx = σD = 0 . σy = 0 .99 Mpa Pelo critério de máxima tensão de cisalhamento: σ1 = 18. σy = 0 .

é submetido à esforços em todas as direções. 10. Fig. tanques.2.10. podendo assim ser considerado de parede fina. o material com o qual são feitos estes vasos. é determinada a partir de um elemento infinitesimal de comprimento dy. Neste caso a distribuição de tensão normal à parede do vaso pode ser desprezível. Quando os vasos são submetidos à uma pressão interna. Fig. . z t σ1 y σ2 x Figura 10. longe o suficiente das extremidades do vaso.1 – Vaso de pressão cilíndrico Onde: σ1 = tensão circunferencial (hoop) σ2 = tensão longitudinal (axial) A magnitude da tensão circunferencial σ1.1. 10.Vasos de pressão 29 10 – VASOS DE PRESSÃO Vasos cilíndricos e esféricos são comumente utilizados na indústria para servir como caldeiras. Normalmente a relação raio/espessura do vaso é r/t ≥ 10. etc.1 – Vasos cilíndricos Considere um vaso de pressão cilíndrico de espessura t e raio interno r submetido à uma pressão interna p devido a um gás ou a um fluido considerado de peso desprezível.

temos: . temos: ∑Fx = 0. é determinada a partir de um corte do vaso cilíndrico na direção circunferencial. a expressão que fornece a tensão circunferencial num vaso cilíndrico é da forma: pr σ1 = (10. σ2 t r p Figura 10.3 – Corte circunferencial de um vaso cilíndrico Impondo o equilíbrio estático no elemento infinitesimal na direção y. 2[σ1(t dy)] – p (2r dy) = 0 (10.1) Logo.2) t A magnitude da tensão longitudinal σ2.Vasos de pressão 30 dy t σ1 2r p σ1 t Figura 10.2 – Elemento infinitesimal de vaso cilíndrico Impondo o equilíbrio estático no elemento infinitesimal na direção x. Fig.3. 10.

se a relação raio/espessura do vaso é r/t ≥ 10.4) 2t Observe que se a tensão normal à parede do vaso no seu lado interno é σ3 = -p e a tensão normal à parede do vaso no seu lado externo é σ3 = 0. . a tensão circunferencial é σ1 ≥ 10.σ3. Assim.4 – Círculo de Tensões de Mohr em um vaso cilíndrico 10. Fig. Logo.5.σ3 e σ2 ≥ 5.3) Logo. σ2 (2π r t) – p (πr2 ) = 0 (10.2 – Vasos esféricos Considere um vaso de pressão esférico de espessura t e raio interno r submetido à uma pressão interna p devido a um gás ou a um fluido considerado de peso desprezível. o Círculo de Tensões de Mohr para um vaso de pressão cilíndrico em um ponto situado no lado externo da parede é: τ τmax = σ1/2 σ σ3 σ2 σ1 Figura 10.Vasos de pressão 31 ∑Fy = 0 . a expressão que fornece a tensão circunferencial num vaso cilíndrico é da forma: pr σ2 = (10. 10.

a expressão que fornece a tensão circunferencial num vaso esférico é da forma: pr σ2 = (10.Vasos de pressão 32 z σ1 σ2 r y x t Figura 10. A magnitude da tensão circunferencial σ2 é determinada a partir de um corte do vaso na direção circunferencial. Fig. temos: ∑Fy = 0 . σ2 t r p Figura 10.6 – Corte circunferencial de um vaso esférico Impondo o equilíbrio estático no elemento infinitesimal na direção y. 10.5 – Vaso de pressão esférico Devido a simetria σ1 = σ2.6.5) Logo. σ2 (2π r t) – p (πr2 ) = 0 (10.6) 2t .

80 MPa.1000 σ2 = = = 40 MPa 2t 2 .25.10 b – Cálculo da deformação circunferencial ε1 = 1 [σ1 − ν(σ 2 + σ 3 )] E Considerando a tensão radial σ3 = 0. o Círculo de Tensões de Mohr para um vaso de pressão esférico em um ponto situado no lado externo da parede é: τ τmax = σ1/2 σ σ3 σ1=σ2 Figura 10.80 1000 σ1 = = = 80 MPa t 10 p r 0. a – Cálculo das tensões p r 0.40] = 0.10 ∆L 2π (r + ∆r ) − 2π r ∆r ∆r ε1 = = = ⇒ 0.1: Um vaso de pressão cilíndrico tem raio r = 1000 mm e espessura t = 10 mm. ε1 = 1 3 [80 − 0. Assim.10 -3 mm/mm 200.4 – Círculo de Tensões de Mohr em um vaso cilíndrico Exemplo 10. e σ3 = 0 no lado externo da parede do vaso.35 .35. Calcule as tensões circunferencial e longitudinal e a variação de diâmetro do cilindro causados por uma pressão interna de 0.35 mm . Tome E = 200 Gpa e ν = 0.80 . a tensão radial σ3 é considerada desprezível em relação a σ1 e σ2.Vasos de pressão 33 Com estas considerações. pois σ3 = -p no lado interno da parede do vaso.10 − 3 = Lo 2π r r 1000 ∆r = 0.25 .

tem costura soldada topo a topo ao longo de um ângulo de hélice α = 30°.3 .3) = ∆ 1 3 1 L ε1 = E L1 20 000 π 3.4 mm ∆L 1 π(d + ∆d) − πd ∆d ε1 = = = ⇒ 1 (6 − 0. Se a parte cilíndrica do vaso é feita de chapa de aço de 25 mm de espessura e o vaso opera a pressão interna é de 0.10 ∆L1 = 2. (a) Qual a pressão no vaso? (b) Qual era a tensão de cisalhamento ao longo da costura? Considerar E = 20 000 kgf/mm2. E = 20 000 kgf/mm2 e ν = 0.5 m de diâmetro médio.3.5.3 .Vasos de pressão 34 Exemplo 10.10 3 σ1 = = = 6 kgf/mm 2 t 25 σ1 σ2 = = 3 kgf/mm 2 2 b – Cálculo da deformação circunferencial (σ1 − νσ 2 ) = ∆L1 ⇒ 1 (6 − 0. é de 430x10-6 mm/mm. a medida de deformação através da solda. de 2.2: Um vaso de pressão cilíndrico de 3 m de diâmetro externo. longitudinal σ1 σ1 30° 30° σ2 σ2 transversal a – Cálculo do coeficiente de poisson . com espessura de parede de 12.3) = ∆d 3 L1 πd d 20 000 3.5 mm. isto é.10 ∆d = 0.765 mm Exemplo 10. usado no processamento de borracha. tem 10 m de comprimento.1.1 kgf/mm2. Durante a pressurização. cilíndrico fechado. determinar o alongamento total da circunferência e o aumento de diâmetro provocados pela pressão de operação. a – Cálculo das tensões p r 0. 1. G = 8 000 kgf/mm2. em uma linha medida de α + 90°.3: Um vaso de pressão de aço.

5 p (10.8) σ L = 75p − 25p.Vasos de pressão 35 E G= ⇒ ν = 0.5 p (10.25σ L ) E 20 000 8.6 = σ T − 0. cos 60 o = 87.25.10 −6 = 1 (σ T − 0.25σ L (10.7) c – Cálculo das tensões p r p 1.25 2(1 + ν ) b – Cálculo da deformação transversal εT = 1 (σ T − νσ L ) ⇒ 430.10 3 σ1 = = = 100 p t 12. cos 60 o = 62.5 pr σ2 = = 50 p 2t d – Círculo de Tensões de Mohr τ τmax = (σ1-σ2)/2 60° σT σ σ2 σL σm σ1 e – Tensão de cisalhamento máxima (σ1 − σ 2 ) 100p − 50p τ max = = = 25 p 2 2 f – Tensão normal média σm = (σ1 + σ 2 ) = 100p + 50p = 75 p 2 2 g – Tensões transversal e longitudinal σ T = 75p + 25p.9) .

7).9) na eq. 8 mm 750 mm 50 mm a – Cálculo da tensão circunferencial na parede da caldeira dy t σ1 2r p σ1 t p r 1.5 p – 0. (10.Vasos de pressão 36 Substituindo as eqs. (b) a tensão circunferencial na contra-placas e (c) a tensão de cisalhamento em cada rebite.75 m e a pressão é de 1. Se a caldeira tem diâmetro interno de 0.6 p ⇒ p = 0.59 kgf/mm2 Exemplo 10.10 3 σ1 = = = 126.8) e (10.6 = 87. determina-se a pressão interna p: 8. sen 60° ⇒ τ = 2.6 MPa t 8 .12 .12 kgf/mm2 e consequentemente a tensão de cisalhamento atuante na solda: τ = τmax sen 60° = 25 . Os rebites tem diâmetro de 10 mm e são espaçados de 50 mm.75. (10.62.25.35 . 0. determine (a) a tensão circunferencial na parede da caldeira numa posição distante da união entre elas.35 MPa.4: Uma caldeira é construída com placas de aço de 8 mm de espessura que são rebitadas nas extremidades juntamente com duas contra-placas de 8 mm de espessura.0.

Vasos de pressão 37 b – Cálculo da tensão circunferencial das contra placas dy tcp t (σ1)cp 2r p σ1 t Do equilíbrio estático: ∑Fx = 0 . (σ1)cp.75.dy = dF .35 .tcp.tcp. 2[(σ1)cp (tcp dy)] +σ1 (t dy) – p (2r dy) = 0 pr 1.b.dy .τ b dy = 0 ⇒ (σ1)cp.8 c – Cálculo da tensão de cisalhamento em cada rebite dy tcp t (σ1)cp 2r p σ1 t τ tcp (σ1)cp dy b ∑ Fcircunf = 0 .3 MPa 2 t cp 2 .10 3 (σ1 )cp = = = 63.dy = τ.0.

e = V = q.e = 506.4 . 50 = 25320 N Tensão de cisalhamento em cada rebite V 25320 τ= = ⇒ τ = 322.4 N/mm força cortante que deve resistir cada rebite= fluxo de cisalhamento x espaçamento entre os rebites V = q.3 8 mm = =q 2 dy mm q = 506.4 MPa πd 2 π 10 2 4 4 .Vasos de pressão 38 dF (σ1 ) cp t cp = = q ( fluxo de cisalhamen to) dy N dF 63.

deve-se frequentemente limitar os valores de deflexão de maneira a impedir desalinhamentos em elementos de máquinas. permanecem planas após a viga ser submetida à flexão. e deflexões excessivas de vigas em prédios na construção civil. 11.2 – Relação entre deformação-curvatura e momento-curvatura No desenvolvimento da teoria de deflexão de vigas. serão discutidos métodos de determinação de deflexão e inclinações em pontos específicos da viga.2. Devido a isto. deve-se considerar a hipótese fundamental da teoria da flexão na qual as seções planas de uma viga.1 – Introdução A ação de forças aplicadas provoca deflexão do eixo de uma viga em relação a sua posição inicial. Figs. O ρ = raio de curvatura ρ centróide y M ∆θ M A D A D’ z ∆s B C C’ B x ∆x Figura 11. tomadas normalmente a seu eixo.1 – Viga em flexão pura . Neste contexto.1 e 11.Deflexão de Vigas 39 11 – DEFLEXÃO DE VIGAS 11. 11.

4) Äθ 1 = Äs ρ Analisando a eq. (11. tem-se: Äu Äθ lim = − y lim Äs→0 Äs Äs→0 Äs ou (11. e levando ao limite. 11. comprimento das fibras sobre a superfície neutra.Deflexão de Vigas 40 A D’ D superfície ρ b neutra a ∆s ∆u -y f c B C’ ∆x C ∆θ Figura 11.2) du dθ = −y ds ds onde du/ds é a deformação linear de uma fibra da viga a uma distância y do eixo neutro.1) Dividindo a eq.2 – Rotação da seção A variação de comprimento ∆u das fibras pode ser expressa por: ∆u = − y∆θ (11.1) por ∆s.4) no limite quando ∆s→0: .3) ds Da Fig. Assim: du ε= (11. (11. tem-se a relação: Äs = ρÄθ ou (11.2.

7) E M y σx = − (11.9) ρ EI 11.10) ρ  ( ) ρ  ( ) 3/2 3/2 EI 2 2 1 + dv 1 + dv dx   dx  A eq. Para obter esta equação. a equação da curva elástica pode ser expressa por: .5) na eq. A eq.10) é chamada de elástica. (11. sabe-se que: σx εx = (11. temos: 1 M = (11. Com esta simplificação.Deflexão de Vigas 41 Ä θ dθ 1 lim = = (11. Para o caso elástico. já que na sua dedução não foram utilizadas as propriedades do material.6). (11. (11. (11.2).8) na eq.5) Äs→0 Äs ds ρ Substituindo as eqs. (11.7) e (11. a inclinação dv/dx também é pequena. (11.3 – Equação diferencial para deflexão de vigas elásticas A curva elástica da viga pode ser expressa matemáticamente por v = f(x).6) ρ y onde κ é definido como sendo a curvatura. Como para a maioria das vigas usadas em engenharia a curva elástica a deflexão é pequena. podendo ser considerada desprezível comparada com a unidade.8) I Substituindo as eqs.3) e (11. tem-se: 1 ε =κ=− (11. é preciso representar a curvatura (1/ρ) em termos da deflexão v e x que é da forma: d2 v d2 v 1 = dx 2 ⇒ 1 = dx 2 = M (11. cuja solução dá a solução exata da curva elástica.6) pode ser usada tanto em problemas elásticos como em problemas inelásticos.

além das equações diferenciais.11) na eq.14) d4 v EI = w( x ) dx 4 11. devem ser prescritas as condições de contorno.11) 2 d v E I =M dx 2 Substituindo a eq. temos: dx dx d  d 2 v  EI = − V( x ) dx  dx 2  (11. uma nova expressão para se determinar a tensão pode ser determinada: d2 v σ x = −E y (11. (11.4 – Condições de contorno Para a solução dos problemas de deflexão de vigas.8). Alguns tipos de condições de contorno são as seguintes: . (11.Deflexão de Vigas 42 d2 v M 2 = dx E I ou (11.12) dx 2 dM dV Considerando que = − V( x ) e = −w( x ) .13) d 2  d 2 v  EI = w( x ) dx 2  dx 2  Para o caso da rigidez em flexão EI ser constante: d3 v EI = − V( x ) dx 3 (11.

5 – Solução de problemas de deflexão de vigas por meio de integração direta Como um exemplo geral de cálculo de deflexão de vigas.Deflexão de Vigas 43 v=0 Rolete (extremidade da viga) M=0 v=0 Pino (extremidade da viga) M=0 v=0 Rolete (posição qualquer ao longo da viga) v=0 Pino (posição qualquer ao longo da viga) v=0 Suporte fixo ou engastado dv/dx=0 V=0 Extremidade livre M=0 M=0 Articulação onde v = deflexão. pode-se considerar uma viga com carga distribuida. M = momento fletor e V = cortante. MÉTODOS DE INTEGRAÇÃO DIRETA 11. A deflexão neste caso é obtida após quatro integrações sucessivas. .

v w = . V(x) e M(x) discontínuos.wo v(0)=0 v(L)=0 M(0)=0 M(L)=0 x L Caso (a): 1 – Determinar as reações de apoio e a função de momento M(x).Deflexão de Vigas 44 d4 v E I = w(x) dx 4 x d3 v dx 3 ∫0 E I = w(x) dx + C1 x x d2 v dx 2 ∫0 ∫0 E I = dx w(x) dx + C1x + C2 (11.1: Achar a equação da curva elástica para uma viga simplesmente apoiada de comprimento L e de constante EI. (b) determinar a deflexão a partir da equação de quarta ordem. Exemplo 11.15) x x x dv x2 E I = ∫ dx ∫ dx ∫ w(x) dx + C1 + C 2 x + C3 dx 0 0 0 2 x x x x x3 x2 E I v = ∫ dx ∫ dx ∫ dx ∫ w(x) dx + C1 + C2 + C3 x + C 4 o 0 0 0 6 2 As constantes C1. C3 e C4 são determinadas impondo as condições de contorno. y. com um carregamento uniforme wo. a solução pode ser achada para cada segmento da viga onde as funções são contínuas. (a) determinar a deflexão a partir da equação de segunda ordem. wo L RA L RB . C2. impondo a continuidade de deflexão nos contornos comuns de cada segmento da viga. Para o caso de w(x).

E I v(L) = − + C3L = 0 . R A − ( w oL ) + =0 . C4 = 0 w oL L3 w o L4 w L3 Para x = L. RB = 2 w oL w oL ↑ ∑ Fy = 0 . −RA x + ( w o x ) 2 + M = 0 . RBL − ( w oL ) 2 =0 . M = 2 − 2 2 – Partindo da equação da curva elástica. v(0) = 0 . v(L) = 0. C3 = − o 12 24 24 v(x) = − wo 24 E I ( L3 x − 2Lx 3 + x 4 ) v L/2 0 v max x . RA = 2 2 wo x M V RA x x w oL x w o x 2 ∑ M = 0 . e integrando duas vezes e aplicando as condições de contorno: d2 v w oL x w o x 2 E I = M = − dx 2 2 2 2 3 dv w oL x w x E I = − o + C3 dx 4 6 w L x3 wo x4 E I v(x) = o − + C3 x + C 4 12 24 Para x = 0.Deflexão de Vigas 45 L w oL ∑ MA = 0 .

é da forma: dx dv 1  w oL x 2 w o x 3 w o L3  θ(x) = =  − −  dx E I  4 6 24  w o L3 Para x = 0. θ = . M(0) = 0. C2 = 0 L2 L Para x = L. a maior deflexão ocorre em x = L/2. vmax é: dx 5 w oL4 v max = − 384 E I dv A inclinação da curva elástica. Assim. Para casos mais dv gerais. M(L) = 0.Deflexão de Vigas 46 Devido a simetria. = 0 . θ(L) = 24E I θ woL3/24EI 0 x -woL3/24EI Caso (b): d4 v E I = w(x) = − w o dx 4 d3 v E I = − w o x + C1 dx 3 d2 v x2 E I = − w o + C1x + C2 = M dx 2 2 Para x = 0. M(L) = − w o + C1L = 0 . C1 = w o 2 2 . θ(0) = − 24E I w o L3 Para x = L.

Exemplo 11.2: Achar a equação da curva elástica para uma viga simplesmente apoiada suporta uma força concentrada P.v v(0)=0 P v(L)=0 M(0)=0 M(L)=0 A D B x a b RA = Pb/L L RB = Pa/L Para o segmento AD (0 < x < a): M V Pb/L x d2 v P b E I 2 =M= x dx L d2 v P b 2 = x dx E I L dv P b x2 = + A1 dx E I L 2 P b x3 v= + A1x + A 2 E I L 6 Condições de contorno: . A rigidez em flexão E I é constante. y.Deflexão de Vigas 47 d2 v w oL x w o x 2 E I = M = − dx 2 2 2 O restante do problema é o mesmo que no caso (a). a uma distância a da extremidade A como mostra a figura abaixo. Este método pode ser vantajoso para alguns problemas estaticamente indeterminados. Neste caso nenhum cálculo preliminar das reações e da equação de momento é necessário.

v(L) = 0. B1 = − P b 6 E I L ( 2L2 + a 2 . v ( L) = + B1L + B2 = 0 EI 3 Para x = a. B2 = ) P a3 6 E I Equação da curva elástica para o segmento AD: . ( θ = (segmento AD)) = ( θ = (segmento DB)) dx dx P b a2 P a P a a2 + A1 = a− + B1 E I L 2 E I E I L 2 Solução: A1 = − P b 6 E I L ( ) L2 − b2 . A2 = 0. v(segmento AD) = v(segmento DB) P b a3 P a a 2 P a a3 + A1a = − + B1a + B2 E I L 6 E I 2 E I L 6 dv dv Para x = a.Deflexão de Vigas 48 P b x3 Para x = 0. v(0) = 0. v = + A1x E I L 6 Para o segmento DB (a < x < L): M x Pa/L d2 v P a E I 2 =M= (L − x) dx L d2 v P a P a = − x dx 2 E I E I L dv P a P a x2 = x− + B1 dx E I E I L 2 P a x2 P a x3 v= − + B1x + B2 E I 2 E I L 6 Condições de contorno: P a L2 Para x = L.

a maior deflexão se dará no segmento AD. com a determinação da deflexão apenas devido à flexão. logo: dv = 0 (segmento AD) ⇒ x= (L 2 − b2 ) dx 3 A maior deflexão será então: ( ) 3/2 P b L2 − b2 v max = (9 3 ) E I L Se a força P fosse aplicada no centro do vão onde a = b = L/2. onde o carregamento é complexo e as áreas das seções transversais da viga variam.Deflexão de Vigas 49 v= P b  3 6 E I L ( x − L2 − b2 x   ) Equação da curva elástica para o segmento DB: v= P a x2 − P a x3 − P b E I 2 E I L 6 6 E I L ( 2L2 + a 2 x + P a3 6 E I ) Se a > b. a deflexão devido ao cortante é desprezada. a maior deflexão seria: P L3 v max = 48 E I MÉTODO DE ÁREA DE MOMENTO 11. O método é usualmente empregado para obter apenas o deslocamento e a rotação num único ponto da viga. 11.7 – Dedução dos teoremas de área de momento .6 – Introdução ao método de área de momento O método de área de momento é um método alternativo para a solução do problema da deflexão. Ele possui as mesmas aproximações e limitações discutidas anteriormente.

11.Deflexão de Vigas 50 Os teoremas necessários se baseiam na geometria da curva elástica e no diagrama associado (M/EI).3 – Representação gráfica do Teorema de área de momento . a equação diferencial da curva elástica deve ser reescrita como: d2 v d  dv  dθ M =  = = dx 2 dx  dx  dx E I ou (11. Para a dedução dos teoremas.16) M dθ = dx E I w A dx B A B Tan θB/A Tan A curva elástica M M dθ dx M/EI M/EI A dx B x Figura.

17) representa o primeiro teorema de área de momento. logo: dt = x dθ (11. tem-se que ds’ = dt.17) A A eq.Deflexão de Vigas 51 Se o diagrama de momento fletor da viga é dividido pelo momento de inércia I e pelo módulo de elasticidade E. w A dx B Tan A x dx A B tA/B dθ Tan B dt ds Figura. (11.4 – Tangentes em pontos da viga Se o desvio vertical da tangente de um elemento dx medido a partir de uma linha vertical passando por A é dt. como é assumido que as deflexões são pequenas. então. o desvio vertical da tangente de A com relação a tangente B é determinada por: . 11.18) Integrando esta expressão de A até B. que diz: o ângulo entre as tangentes em dois pontos sobre a curva elástica é igual a área sob a curva M/EI entre estes dois pontos. Integrando do ponto A até o ponto B tem-se: B M θB / A = ∫E I dx (11. então dθ é igual a área sob a curva M/EI para o segmento dx.

∫E I dx .20) M Como aintegral.5 – Centróide de uma área de momento O desvio vertical da tangente de B com relação a tangente A pode ser determinada de maneira análoga e é dada por: B M tB / A = x ' ∫ dx (11.22) A E I A distância x ' é a distância do ponto B até o centróide da área sob a curva M/EI de A até B. M/EI A B x x Figura 11. .21) A E I A distância x é a distância do ponto A até o centróide da área sob a curva M/EI de A até B. A equação acima representa o segundo teorema de área de momento.19) A E I Da equação que fornece o centróide de uma área temos: x ∫ dA = ∫ x dA (11. representa a área sob a curva M/EI. pode-se escrever: B M tA / B = x ∫ dx (11.Deflexão de Vigas 52 B M tA / B = ∫ x dx (11.

I = 17. P A D C B L/2 L/4 L/4 M/EI PL/4EI PL/8EI D L/4 C x θC D C Tan C θC/D Tan D C  PL   L  1  PL PL   L  3 PL 2 M θC = θC / D = ∫ EI  8EI   4  2  4EI 8EI   4  64 EI dx = + − = D 14243 14442444 3 áreaR área T Exemplo 11. EI é constante.4: Determine a inclinação no ponto C da viga abaixo.Deflexão de Vigas 53 Exemplo 11. Tome Eaço = 200 Gpa. 16 A B C 2m 4m 2 .3: Determine a inclinação no ponto C da viga abaixo.10 6 mm4.

00941 rad 200.T área T cent.T área T 320 kN m2 tB / A = E I tB / A 320 kN m2 8 kN m2 32 kN m2 | θC | = − | θC / A |= − = 8 8 E I E I E I 32 kN m2 | θC | = = 0.106 kN/m2 17. podemos considerar: tB / A | θC | =| θA | − | θC / A |= − | θC / A | 8 Pelo primeiro teorema de área de momento: 1  8 kNm  8 kNm2 θC / A = (2m)  = 2 144  42444 E I  3 E I área d o T Pelo segundo teorema de área de momento:  1 1  24kNm    2  1  24kNm   tB / A =  2m + 6m   6m   +  2m   2m  14  EI   3 144  EI 3   1 3 144 2 4  2444 3 2 3 4244 42444 424 3 cent.10−6 m4 .Deflexão de Vigas 54 M/EI 24/EI 8/EI C x 2m 4m 2m Tan B θA C Tan tB/A θC/A Tan A Para pequenas deflexões.

Mo A B C RA L/2 L/2 RB Tan A C Tan B vC tA/B Tan C tC/B Mo ∑ MA = 0 . M = Mo − L x M/EI Mo/EI Mo/2EI x L 2L tA / B vc = − tC / B 2 . RA = − L Mo V x M Mo/L Mo Mo ∑M = 0 . L x − Mo + M = 0 .Deflexão de Vigas 55 Exemplo 11.5: Determine o deslocamento do ponto C da viga abaixo se EI é constante. RB = L Mo ↑ ∑ Fy = 0 . RBL − Mo = 0 .

as deflexões devido a uma série de carregamento atuando na viga.6: Determine o deslocamento no ponto C e a inclinação no suporte A da viga apresentada abaixo. podem ser superpostas. Exemplo 11. w(x) é linear com relação a v(x) e o carregamento é assumido não mudar a geometria original da viga. Logo.Deflexão de Vigas 56  1   1 Mo  MoL 2 tA / B =  L   L =  3   2 EI  6EI  1 L   1 Mo L  MoL 2 tC / B =    =  3 2   2 2EI 2  48EI MoL2 MoL2 vc = − 12EI 48EI MoL2 vc = 16EI tB / A O mesmo resultado pode ser obtido a partir de v c = − tC / A 2 11. 2 kN/m 8 kN A B = θA vC 4m 4m .8 – Método da superposição d4 v A equação diferencial E I = w(x) satisfaz duas condições necessárias dx 4 para aplicar o princípio da superposição. isto é. EI é constante.

33 kNm3 ( v C )1 = = = 768 E I 768 E I E I Para a carga concentrada: P L2 (8 kN) (8 m)2 32 kNm2 ( θ A )2 = = = 16 E I 16 E I E I P L3 (8 kN) (8 m)3 85. o deslocamento no ponto C e a inclinação no ponto A são: Para a carga distribuida: 3 w L3 3 (2 kN/m) (8 m)3 24 kNm2 ( θA )1 = = = 128 E I 128 E I E I 5 w L4 5 (2 kN/m) (8 m)4 53.Deflexão de Vigas 57 2 kN/m A B + (θA)1 (vC)1 4m 4m 8 kN A B (θA)2 (vC)2 4m 4m A partir de tabelas (ver Hibbeler).33 kNm3 ( v C )1 = = = 48 E I 48 E I E I O deslocamento total no ponto C e a inclinação no pontoA é a soma algébrica de cada carregamento calculado separadamente: 56 kNm2 θ A = ( θ A )1 + ( θ A )2 = E I 139 kNm3 v C = ( v C )1 + ( v C ) 2 = E I .

(θB)1 ≈ tan (θB)1. Viga simplesmente apoiada com carga distribuida: 5 kN/m C (θB)1 (vC)1 A + (θB)1 B 4m 2m w L3 (5 kN/m) (4 m)3 13. o deslocamento no ponto C é:  13. 5 kN/m 10 kN A C = B 4m 2m Como tabelas não incluem vigas com extremidades em balanço.33 kNm2 ( θB )1 = = = 24 E I 24 E I E I Como o ângulo é pequeno.33 kNm2  26.Deflexão de Vigas 58 Exemplo 11. a viga pode ser separada numa viga simplesmente apoiada e em outra engastada-livre. EI é constante.7: Determine o deslocamento na extremidade C da viga apresentada abaixo.67 kNm3 ( C )1 v = (2m)  =  E I  E I A força concentrada aplicada no ponto C pode ser aplicada no ponto B além de um binário: 10 kN (θB)2 20 kN/m A (θB)2 + B (v C)2 4m 2m .

m3 ( v C )3 = = = 3 E I 3 E I E I O deslocamento total no ponto C é a soma algébrica de cada carregamento calculado separadamente: 26.m) (4 m) 26.67 kN.m2 ( θB )2 = = = 3 E I 3 E I E I Considerando o ângulo pequeno.7 53.3 26.Deflexão de Vigas 59 Mo L (20 kN.67 kN. o deslocamento no ponto C é:  26.67 kN. (θB)2 ≈ tan (θB)2.m3 v C = ( v C )1 + ( v C ) 2 + ( v C )3 = − + + = E I E I E I E I Exemplo 11.7 53.33 kNm3 ( v C )2 = (2m)  =  E I  E I A força concentrada aplicada no ponto C para uma viga engastada-livre: 10 C B (v C) 2m P L3 (10 kN.m2  53.8: Determine a rigidez K da mola de maneira que não haja deflexão no Ponto C.m) (2 m)3 26.3 kN. EI é constante. w B A C K L b RB .

v C1 = (L + b) L 2 K Deflexão do Ponto C considerando a viga deformável: w C B v C2 A K L b RB w L3 w L3b Da tabela: θB = . As reações excedentes são chamadas de redundantes e não são necessárias para manter o . v C2 = θB b = 24 EI 24 EI w w L3b 12 EI Vc1 – Vc2 = 0 .método de integração Vigas estaticamente indeterminadas são aquelas que apresentam um número de reações incógnitas maior doque o número de equações de equilíbrio. K= (L + b) 2 K 24 EI L3b 11. RB = 2 w L RB = K . v B = 2 K (L + b) w Por semelhança de triangulos: v C1 = v B .Deflexão de Vigas 60 deflexão do Ponto C considerando a viga rígida: w B C A v C1 K L b RB w L ∑ MA = 0 . v B .9 – Vigas estaticamente indeterminadas. (L + b) − =0.

Feito isto. as constantes de integração e as redundantes podem ser determinadas pelas condições de contorno e continuidade do problema. EI é constante. Após a integração. as reações restantes são determinadas pelo equilíbrio estático. onde M dx E I pode ser expresso em termos das redundantes. Para determinar as reações nas vigas estaticamente indeterminadas. Exemplo 11.9: Determine a reação em A para a viga estaticamente indeterminada como apresentada abaixo. é preciso especificar as reações redundantes e determina-las a partir das condições de compatibilidade da viga. d2 v M O método da integração parte da equação diferencial: 2 = .Deflexão de Vigas 61 equilíbrio estático. wo A B L Diagrama de corpo livre: woL/2 RBx B A MB RAy 2L/3 L/3 RBy A reação no ponto A pode ser considerada redundante e o momento interno pode ser expresso em função desta reação: . O número de reações redundantes classifica o grau de redundância da viga.

M+ 2L 3 . v = 0. E I (x = L) = R Ay . as reações restantes são: . =0. C1 = − 10 120 Aplicando as equações de equilíbrio estático. − + C1x + C2 6 24L 5 As incógnitas RAy.x = 0 . v = 0.x − dx 2 6L dv x2 w x4 E I = R Ay .x − 6L Aplicando a equação do momento interno na equação diferencial da curva elástica: d2 v w o x3 E I = R Ay . C1 e C2 são determinadas a partir das condições de contorno: Para x = 0.Deflexão de Vigas 62 wox 2/2L V A M RAy x w o x2 x w o x3 ∑M = 0 . C2 = 0 dv dv L2 w L4 Para x = L. − + C1L = 0 6 24L 5 A solução é: w oL w oL3 R Ay = . E I v = R Ay . − o + C1 = 0 dx dx 2 6L 4 L3 w o L5 Para x = L. − o + C1 dx 2 6L 4 x3 w o x5 E I v = R Ay . − R Ay . M = R Ay .

a qual pode ser expressa em função do momento interno M: wx V A MA=M’ M RAy=wL/2 x x w L w L w x2 ∑M = 0 . da equação de equilíbrio ∑ Fy = 0 tem-se que: w L R A = RB = 2 A única redundante é M’. RBy = . w A B L Diagrama de corpo livre: wL MA=M’ MB=M’ RA RB Devido a simetria.Deflexão de Vigas 63 4 w oL w oL2 RBx = 0 .10: Determine as reações nos suportes para a viga estaticamente indeterminada como apresentada abaixo. MB = 10 15 Exemplo 11. M = 2 x− 2 − M' . M+ w x 2 − 2 x + M' = 0 . EI é constante.

v = 0. E I v= − − M' = 0 . o método é mais convenientemente utilizado quando aplicado juntamente com o método da superposição.Deflexão de Vigas 64 Substituindo na equação diferencial da curva elástica: d2 v w L w x2 E I 2 = x− − M' dx 2 2 dv w L x 2 w x 3 E I = − − M' x + C1 dx 2 2 2 3 w L x3 w x 4 x2 E I v= − − M' + C1x + C2 4 3 6 4 2 As incógnitas M’. EI é constante. Como no método de área de momento é necessário calcular a área sob a curva M/EI e o centróide da área. v = 0. onde as áreas e os centróides das áreas são facilmente determinados.11: Determine as reações de apoio para a viga apresentada abaixo.método de área de momento Se o método de área de momento é usado para determinar as redundantes em uma viga estaticamente indeterminada. C2 = 0 dv Para x = 0. Exemplo 11.10 – Vigas estaticamente indeterminadas . =0. . C1 e C2 são determinadas a partir das condições de contorno: Para x = 0. C1 = 0 dx w L L3 w L4 L2 w L2 Para x = L. o diagrama M/EI deve ser representado pelas redundantes que são incógnitas do problema. M' = 4 3 6 4 2 12 dv A condição = 0 para x = L pode ser verificada substituindo o valor de M’ dx na curva de inclinação da viga. 11.

Deflexão de Vigas 65 P B A L L Diagrama de corpo livre devido a força P: P MA B RAx RAy L L Diagrama M/EI devido a força P é: M/EI L 2L x -PL/EI -2PL/EI Diagrama de corpo livre devido a redundante RBy: MA B RAx RBy RAy L L Diagrama M/EI devido a redundante RBy: .

5 P Das equações de equilíbrio. tB/A = 0:  2   1  RBy    L   −PL   2   1  −PL   tB / A =  L    L  +  2   EI (L) +  3 L   2  EI  (L) = 0 {3   2  EI   { 1  4243 { 14  4244  3 14 4244 3 cent.Deflexão de Vigas 66 M/EI RByL/EI L 2L x A curva elástica da viga é da forma: tB/A = 0 A Tan A B Tan B Como ∆B = 0 .12: Determine as reações de apoio para a viga apresentada abaixo.5 P .R áreaR cent. EI é constante. temos: RAx = 0 . RAy = 1. T área T RBy = 2. MA = 0.5 P L Exemplo 11.T área T cent. Mo A B C L L Diagrama de corpo livre: .

RAy = . RAy + RCy = 0 . RAy – RBy + RCy = 0 .RCy ∑ MA = 0 . . RAy = RBy /2 A M RBy/2 x RBy RBy ∑M = 0 .Deflexão de Vigas 67 Mo RAx RAy L L RBy RCy O diagrama M/EI devido a redundante RBy e o momento Mo é construido da seguinte maneira. RAy = . M− 2 x=0 .Mo/2L A M -Mo/2L x . RCy L – RAy L = 0 . RCy = Mo/2L . Devido a redundante RBy: ∑ MB = 0 . RCy = RAy ↑ ∑ Fy = 0 .Mo + RCy 2L = 0 . M= 2 x M/EI RByL/2EI x L 2L Devido ao momento Mo: ↑ ∑ Fy = 0 .

RCy = 4L 4L . R Ay = .T área T cent.Q área Q  2   1  RByL    1   1  RBy    2   1  −Mo   tA / C =  L     (L) + L + L     (L) +  2L     (2L) {3   2  2EI    3   2  2EI    3   2  EI   1442443 1424 3 144244 3 123 1442443 cent. temos: 1 ∆A = ∆B = ∆C = 0 e tB / C = tA / C 2  1   1  RByL    2   1  −Mo    1   1  −Mo   tB / C =  L     (L) +  L     (L) +  L     (L) {3   2  2EI   { 3   2  2EI   { 2   2  2EI   1442443 144244 3 1442443 cent. determina-se as reações restantes: Mo 5Mo RAx = 0 .T áreaT A solução é: 3Mo RBy = 2L Aplicando as equações de equilíbrio.T áreaT cent. M+ 2L x=0 .T área T cent.T áreaT cent. M=− 2L x M/EI L 2L x -Mo/2EI -Mo/EI A curva elástica da viga é da forma: tA/C Tan B tB/C A L B L C Tan C Tan A Da figura acima.Deflexão de Vigas 68 Mo Mo ∑M = 0 .

Exemplo 11.método da superposição Para a aplicação do método da superposição é necessário identificar as redundantes e aplicar as forças externas separadamente. P B A = L/2 L/2 Removendo a RBy: .13: Determine as reações para a viga abaixo escolhendo RBy como sendo redundante.Deflexão de Vigas 69 O problema pode também ser resolvido da seguinte maneira: Tan C Tan B A L B L C tB/A tC/A Tan A De onde. As redundantes são determinadas impondo as condições de compatibilidade nos apoios. EI é constante. tem-se: 1 tB / A = tC / A 2 11.11 – Vigas estaticamente indeterminadas .

P B A = L/2 L/2 . determina-se as reações restantes: 11 3 R Ax = 0 . RBy = P 48 E I 3 E I 16 Aplicando as equações de equilíbrio estático.Deflexão de Vigas 70 P A + vB L/2 L/2 B 5 P L vB = 48 E I Removendo a força P: B v B’ A L/2 L/2 RBy RBy L3 vB ' = 3 E I Condições de compatibilidade 3 5 P L RBy L 5 0 = . 0 = − + . EI é constante.14: Determine as reações para a viga abaixo escolhendo MA como sendo redundante. MA = P L 16 16 Exemplo 11.v B + v B’ . R Ay = P .

Deflexão de Vigas 71 Removendo a MA: P A B θA L/2 L/2 P L2 θA = 16 E I Removendo a força P: A θA’ MA B L/2 L/2 MA L θA ' = 3 E I Condições de compatibilidade P L2 M L 3 0 = .8 m 1.8 m 1. MA = P L 16 E I 3 E I 16 Exemplo 11. 0 = − + A .θA + θA’ .8 m RA RB Devido a simetria: RA = RB = 5400 kgf e MA = MB. .15: Determine para a viga abaixo as reações de apoio. 6 000 kgf/m C D B A MA MB 1.

3. 1.1.64 θD = = .1.8 m 1.1.43 vB = = 3 EI 3 EI d) B MB A v B4 1.83 w L4 6000 .3.8 .63 v B = vD + θD.Deflexão de Vigas 72 6 000 kgf/m a) D B A v B1 1.3.8 m 1.8 m 1.84 6000 .63 w L4 6000 .83 v B = vC + θC.8 m 1.8 m w L3 6000 .3.8 m 1. vD = = 6 EI 6 EI 8 EI 8 EI 6000 .8 m 1.64 6000 .8 m w L3 6000 . v B = + .8 m 1. vC = = 6 EI 6 EI 8 EI 8 EI 6000 .6 .5.3.8 m .1.8 8 EI 6 EI 6 000 kgf/m b) C B v B2 A 1.8 m 1.3. v B = + .6 8 EI 6 EI c) B v b3 A 1.84 θC = = .8 m RB RB L3 5400 .1.

42 vB = = 2 EI 2 EI v B1 – v B3 – v B3 + vB4 = 0 MA = MB = 7020 kgf m .Deflexão de Vigas 73 MB L2 MB 5.

( εx .1 – Elemento solicitado axialmente na direção x A energia de deformação elástica para esta solicitação é da forma: 1  1 dU =  σ x dy. dz solicitado axialmente na direção x. dz  . multiplicada pela distância na qual ela age. Fig. dy.1 – Introdução Nos capítulos anteriores. baseados em conceitos de trabalho e energia.1) 2  2 A densidade de energia de deformação Uo é interpretada graficamente como sendo a área sob linha inclinada do diagrama tensão deformação. Seja então o elemento de volume dx.1: y x σx dy σx z dz dx Figura 12. Fig. .dx ) = σ x ε x dV (12.2 – Energia de deformação elástica O trabalho interno armazenado em um corpo deformável como energia elástica de deformação ou energia de deformação elástica é o produto da força média que atua sobre o corpo enquanto ocorre a deformação. as formulações se apoiam no método newtoniano da mecânica dentro do qual o equilíbrio estático é representado de maneira vetorial.2.Método de Energia 74 12 – MÉTODO DA ENERGIA 12. 12. Uma outra alternativa. 12. é utilizar o método lagrangeano que usa funções escalares. 12.

σy e σz e à tensões de cisalhamento τxy.dy ) = τxy γ xy dV 1 2  2 ou (12.5) De uma forma mais ampla.4) dV 2 2 2 2 2 2 Substituindo a lei de Hooke que relaciona deformação com tensão na eq. (12.2) dV 2 No caso de um elemento de volume dx.4). dz  . a energia de deformação é do tipo: 1  dU =  τxy dx. temos: Uo = 1 2E (σ x + σ y + σz − 2 2 2 )υ E ( σx σy + σy σz + σz σx ) + 2G ( τ xz + τ2 yz + τ2 xz ) 1 2 (12. a energia de deformação total é obtida pela integração volumétrica: .2 – Densidade de energia de deformação elástica dU σ ε = Uo = x x (12. para um corpo elástico sob tensão.3)  dU  τxy γ xy  dV  = Uocis =  cis 2 Para o caso de um corpo submetido à tensões normais σx. e dz submetido a um cisalhamento no plano xy. τxz e τyz.Método de Energia 75 σx E εx Figura 12. a energia de deformação total é da forma: dU 1 1 1 1 1 1 = dUo = σx εx + σy εy + σz εz + τxy γ xy + τyz γ yz + τxz γ xz (12. dy. ( γ xy .

Método de Energia 76 U= ∫∫∫V Uo dx dy dz ou (12. Desta forma. com tensão uniaxial.8) V 2 E V2 G Energia de deformação para barras axialmente carregadas Para este caso.9) P2   P2 U= ∫ 2  ∫∫  dy dz  dx = ∫ 2 AE dx  L 2 A E A  L Se P. vigas fletidas e cisalhadas forem consideradas: U= 1 2 ∫∫∫V ( σ x ε x + τxy γ xy ) dx dy dz (12. A e E são constantes ao longo do comprimento L da barra.10) 2 E A Energia de deformação na flexão . tem-se: P2L U= (12.7) Para materiais linearmente elásticos. γ xy = τxy / G . σ x = P A e ∫∫A dy dz = A . se somente as energias de deformação de barras axialmente carregadas. ε x = σ x / E e no cisalhamento puro. logo: σx 2 P2 U = ∫∫∫ dV = ∫∫∫ dx dy dz V2 E V 2 A 2E (12.6) U= 1 2 ∫∫∫V ( σ x ε x + σ y ε y + σz ε z + τ xy γ xy + τ yz γ yz + τzx γ zx ) dx dy dz A equação acima pode ser simplicada. Assim a equação anterior pode ser reordenada da sequinte maneira: σ 2x τ2xy U = ∫∫∫ dx dy dz + ∫∫∫ dx dy dz (12. P e A são funções somente de x.

12). Como.13) T2   T2 U= ∫ 2  ∫∫  ρ 2 dy dz  dx = ∫ 2 G J dx  L 2 G J  A  L Se T. M e I são funções 2 e I somente de x. (a) na eq. (12. σ x = − ∫∫A y dy dz = I .Método de Energia 77 M y Para este caso. J e G são constantes ao longo do comprimento L do tubo. altura h e largura b em flexão pura. logo: 2 σ 2 1  M  U = ∫∫∫ x dV = ∫∫∫ − y V 2 E dx dy dz V2 E  I  (12.12) 2 E I Energia de deformação para tubos circulares em torção T ρ Para este caso. Sabe-se que: M c M h/2 6 M σmax = = = (a) I b h3 b h2 12 Substituindo a eq.11) M2   M2 U= ∫ 2  ∫∫  y 2 dy dz  dx = ∫ 2 E I dx  L 2 E I  A  L Se M. Como. I e E são constantes ao longo do comprimento L da barra.1: Achar a energia de deformação elástica absorvida por uma viga retangular de comprimento L. T e J são funções 2 e J somente de x. tem-se: M2L U= (12. temos: . em termos da máxima tensão e do volume do material. logo: 2 τ2 1 T  U = ∫∫∫ dV = ∫∫∫ ρ V 2 G J  dx dy dz V2 G   (12. tem-se: T 2L U= (12. τ = ∫∫A ρ dy dz = J .14) 2 G J Exemplo 12.

We − Wi = 0 ou (12. multiplicada pelo deslocamento na direção de sua ação. We = U (12. 12. partindo de zero até seu valor máximo. Logo.16) U = − Wi O trabalho interno é negativo porque as deformações sofrem oposição das forças internas. Isto é devido ao fato de que as tensões são variáveis ao longo da seção. O trabalho das forças externas é o trabalho da força média. supõe–se que o trabalho realizado pelas forças externas é igual a energia absorvida pelo corpo.3 – Deslocamentos pelos métodos de energia O princípio da conservação da energia. pode-se dizer que a soma dos trabalhos das forças externas e das forças internas é nulo.15) Alternativamente.Método de Energia 78 σmax  b h L  σmax  V  2 2 U= = 2 E  3  2 E  3  (b) Com relação a energia absorvida por uma barra axialmente carregada onde a energia é: P2 A L σmax 2 P2L U= = 2 = (V) (c) 2 E A A 2 E 2 E Observa-se que a viga absorve somente 1/3 da energia absorvida pela barra. . pode ser adotado para a determinação dos deslocamentos de sistemas elásticos devido as forças aplicadas. Partindo deste princípio. no qual assume-se que nenhuma energia é perdida ou criada.

em relação ao extremo engastado. a deflexão ∆ é: P L Ä= (c) E A Exemplo 12.10). devido a uma força axial P aplicada na extremidade livre. T L O trabalho externo realizado pelo torque T é: 1 We = T.Ä (a) 2 Igualando a eq.3: Achar a rotação da extremidade de um eixo circular elástico de comprimento L e momento polar de inércia J. (a) com a eq.2: Achar a deflexão da extremidade livre de uma barra elástica de seção transversal A e comprimento L. P L ∆ O trabalho externo realizado pela força externa P é: 1 We = P. quando este é submetido à um torque T na extremidade livre. temos: 1 P2L P.Ä = (b) 2 2 E A Reagrupando os termos. (12.ϕ (a) 2 .Método de Energia 79 Exemplo 12.

a expressão da tensão de cisalhamento é da forma: V Q P  h   2 τ= =   − y  2 (b) It 2 I  2   .4: Achar a máxima deflexão devido a uma força P aplicada na extremidade de uma viga elástica em balanço. (a) com a eq. já que o cortante V é constante e igual a P. Considerar os efeitos das deformações de flexão e angular. temos: 1 T2L T. P γ V=P h M=-Px b x L L A energia de deformação devido ao momento é da forma: L L M2 ( −P.Método de Energia 80 Igualando a eq.x)2 P2 . (12. e constante ao longo da largura da viga. (12. a rotação ϕ é: T L ϕ= (c) G J Exemplo 12.L3 U= ∫ dx = ∫ dx = (a) 0 2 E I 0 2 E I 6 E I A energia de deformação devido ao cortante pode ser obtida com o segundo termo da eq. como mostrado abaixo.14).8). tendo seção transversal retangular.ϕ = (b) 2 2 G J Reagrupando os termos. Como a tensão de cisalhamento é constante ao longo da direção x.

temos: We = U = Uflexão + Ucis 1 P2L3 3 P2L (e) P. temos: 2 +h / 2    P  h  2 1 2  2 G −h∫/ 2  2 I  2  U=    − y   Lbdy (c)    Desenvolvendo a eq. (c). Igualando o trabalho externo realizado pela força P com a energia de deformação devido a flexão e ao cisalhamento. pode então ser interpretado como um fator de correção utilizado quando considera-se a tensão de cisalhamento constante sobre toda a seção. O número 6/5. (b) na eq.Método de Energia 81 Substituindo a eq. que aparece no termo da deflexão devido ao cisalhamento. No segundo termo.Ä = + 2 6 E I 5 A G Assim. onde o volume infinitesimal dV é igual a Lbdy. é devido à flexão e o segundo devido ao cisalhamento. a relação P/A pode ser interpretada como sendo a V tensão de cisalhamento média sobre a seção transversal. a deflexão da viga pode ser determinada pela expressão: P L3 6 P L Ä= + (f) 3 E I 5 A G O primeiro termo da deflexão. e considerando que a integral pode se transformar numa integral simples. tem-se: 2 P 2L b h5 P 2L b h5  12  3 P 2L U= =   = (d) 8 G I2 30 240 G  b h3  5 A G onde A = b h. Esta quantidade A τmed V dividida pelo módulo de cisalhamento G é a deformação angular.8). Reagrupando a eq. é a área da seção transversal da viga. γ = = . (f). a expressão de deflexão fica: . G A G que multiplicada pelo comprimento L fornece a deflexão na extremidade da barra. (12. τmed = .

enquanto que para vigas longas.8 L – P . a deflexão total é igual a 1. RBy .6 L = 0 .5: Determine o deslocamento horizontal da treliça no ponto D. ela pode ser reescrita da forma:  h2  Ä =  1 + 0. Exemplo 12. R Ay − P = 0 .6 L B A RB RA 0. 0. 4 R Ay = 4 P . RBy = 4 P 3 3 ↑ ∑ Fy = 0 .6 L B A 0. a deflexão devido ao cisalhamento é praticamente nula.8 L RB 3 ∑ MA = 0 . onde por exemplo L = h. (g).75 2  Ä flexão (h)  L  Para vigas curtas.8 L P D C L 0. se a relação for E/G = 2.5 para aços mais comumente utilizados. P D C L 0. Considere AE constante. L >> h.75 vezes a deflexão devido a deflexão. 0.Método de Energia 82 P L3  3 E h2  Ä= 1+  (g) 3 E I  10 G L2  Na eq.

RBx = P Cálculo dos esforços internos de cada membro. . sen θ = ) 5 5 PDC C θ PBC PAC 5 → ∑Fx = 0 . PAC = 4 P (compressão) 3 ↑ ∑Fy = 0 . PDC = P (tração) 4 3 Ponto C: ( cos θ = . RBx − P = 0 . – PDC + PAC cosθ = 0 . PAB = P (tração) . PBC = − P (tração) 4 Ponto A: PAD PAC θ A PAB RAy → ∑ Fx = 0 . – P + PDC = 0 .Método de Energia 83 → ∑ Fx = 0 . Ponto D: P D PDC PAD ↑ ∑Fy = 0 . PAD = 0 → ∑Fx = 0 .PAC cosθ + PAB = 0 . PAC senθ + PBC = 0.

PAC senθ + PAD = 0. o diagrama tensão-deformação é da forma. momento e deslocamento angular. RAy .Método de Energia 84 3 ↑ ∑Fy = 0 . R Ay = 4 P (Ok) Igualando o trabalho realizado pela força externa P com a energia absorvida pela barras.4 – Teorema da energia de deformação e da energia de deformação complementar No cálculo das deflexões de sistemas elásticos. .8L   P2 0. o seguinte teorema pode ser frequentemente aplicado com vantagem: A derivada parcial da energia de deformação de um sistema elástico linear em relação a qualquer força selecionada que age sobre o sistema. só pode ser utilizado para a determinação de uma incógnita. Para um caso mais geral. fornece o deslocamento daquela força na direção de sua linha de ação. Para a interpretação do teorema de Castigliano. respectivamente. 12. a deflexão da treliça no ponto D é: PL Ä = 3. Para a determinação de duas ou mais incógnitas é necessário o desenvolvimento de métodos mais gerais. Esse é o segundo teorema de Castigliano. considere um caso de uma barra carregada axialmente. As palavras força e deslocamento têm sentido generalizado e incluem. como por exemplo uma deflexão. temos: 1 P2 L Ä P=∑ k .5 AE O método discutido até o momento.6L   ( −5 / 4P ) 2 L  Ä P=  +   +   +    AE  AB  AE DC  AE  BC   AE   AC Eliminando a força P. onde a barra é elástica mas não linear. 2 2 A E  P2 0.8L   ( 3 / 4P )2 0.

quando a força P1 é acrescida de dP1. logo o trabalho incremental produzido é: dWe = (P1 + dP1 ) dÄ1 = P1 dÄ1 + dP1 dÄ1 (12. 12. obtêm-se a força P. dP1 d∆1. a barra se alonga de d∆1. trabalho incremental produzido é: . e multiplicando a deformação pelo comprimento L obtêm-se a elongação ∆.3 – Diagrama tensão-deformação de um material elástico Multiplicando a tensão pela área da seção transversal A. P dP W e*=U* P1 W e=U 0 ∆1 d∆1 ∆ Figura 12.4 – Diagrama força-elongação de um material elástico De acordo com a Fig.Método de Energia 85 σ dσ1 σ1 0 ε1 dε1 ε Figura 12.17) Desprezando os efeitos de ordem superior.4. O diagrama força-elongação (P-∆) corresponde ao diagrama tensão-deformação (σ-ε).

é acrescida de d∆1.23) Assim. a energia de deformação elástica absorvida quando a barra se alonga de ∆ é: Ä U = ∫ P1 dÄ1 (12. o incremento de energia de deformação complementar é: dU* = Ä1 dP1 (12. definido como trabalho complementar. We* = U* .19) Assim.4. o incremento de energia de deformação é: dU = P1 dÄ1 (12.18) Partindo do princípio da conservação da energia.22) Desprezando os efeitos de ordem superior. é: dWe = dP1 * ( Ä1 + dÄ1 ) = dP1 Ä1 + dP1 dÄ1 (12. a energia de deformação complementar elástica absorvida quando a barra é submetida à uma força P é: P We = U* = ∫ Ä1 dP1 * (12.24) 0 .20) pode ser interpretada geométricamente como sendo a área sob a curva força-deslocamento na Fig.Método de Energia 86 dWe = P1 dÄ1 (12. causando um aumento da força dP1.20) 0 A eq.21) dÄ Uma expressão análoga pode ser obtida quando a elongação ∆1. (12. A derivada com relação ao limite superior fornece: dU =P (primeiro Teorema de Castigliano) (12. dP1 d∆1 e partindo do princípio da conservação da energia. 12. logo o trabalho incremental produzido. We = U.

25) dP Generalizando para o caso de várias forças externas sendo aplicadas num corpo estáticamente determinado. L.29) ∂Pk Considerando que somente a força Pk é incrementada de δPk. δU* = δW e*.Mj .28) ∂Pk A energia de deformação complementar total é a energia de deformação complementar inicial mais os incrementos devidos a diferentes forças: ∂U* * Utotal =U + * δPk (12. o trabalho complementar total devido a este incremento é: We total = We + δPk Äk * * (12. um incremento infinitesimal na energia δU* é dada pelo diferencial: ∂U* ∂U* ∂U* ∂U* δU* = δP1+ δP2 + L + δPk + L + δMj + L (12.27) ∂P1 ∂P2 ∂Pk ∂Mj Se for considerado que somente a força Pk é incrementada de δPk. P2. 12. L. a energia de deformação complementar U* é definida como sendo função destas forças: U* = U* (P1. temos: .Método de Energia 87 A eq. L. a energia de deformação complementar será incrementada de: ∂U* δU* = δPk (12.(12.24) pode ser interpretada geométricamente como sendo a área sobre a curva força-deslocamento na direção da força P.26) Logo.Pn . L. M1 . M2.4.30) Do princípio de conservação de energia.Mp ) (12. Fig. A derivada com relação ao limite superior fornece: dU* =Ä (segundo Teorema de Castigliano) (12.Pk.

Método de Energia 88

∂U*
δPk Äk = δPk (12.31)
∂Pk

Eliminando δPk dos dois lado da eq. (12.31), a expressão que fornece o
deslocamento do ponto onde é aplicado a força Pk é da forma:

∂U*
Äk = (12.32)
∂Pk

Generalizando a eq. (12.33), a inclinação (ou rotação) da seção θj no ponto
onde é aplicado um momento Mj é:

∂U*
θj = (12.33)
∂Mj

13.5 – Teorema de Castigliano para deflexão

O teorema de Castigliano é aplicado em sistemas elásticos lineares com
pequenas deformações. Neste caso, a energia de deformação é igual a energia de
deformação complementar, U = U*.

Energia de deformação
Pk complementar U*=U

Energia de
deformação U

0
∆k
Figura 12.5 – Diagrama força-elongação de um material elástico linear

O segundo teorema de Castigliano é a consequência desta igualdade, onde
temos:

Método de Energia 89

∂U* ∂U
Äk = =
∂Pk ∂Pk
(12.34)
∂U* ∂U
θj = =
∂Mj ∂Mj

Como anteriormente, U é função das forças externas aplicadas, e ∆k é a
deflexão (ou θk é a rotação) na direção da força Pk (ou momento Mk).
O primeiro teorema de Castigliano, permanece o mesmo como visto
anteriormente considerando a não linearidade do material. Neste caso, U é função
dos deslocamentos, e Pk é a força (ou Mk é o momento) aplicada na direção da
deflexão ∆k (ou rotação θk).
∂U
Pk =
∂Äk
(12.35)
∂U
Mk =
∂θk

Exemplo 12.6: Aplicando o teorema de Castigliano, determinar os deslocamentos e
as rotações obtidas para uma barra carregada axialmente, um eixo circular em
torção e uma viga engastada livre com uma carga na extremidade livre.

Barra carregada axialmente (P=constante):
Aplicando a eq. (12.34) na eq. (12.10), o deslocamento da barra é:
∂U P L
Ä= =
∂P A E

Eixo circular em torção (T=constante):
Aplicando a eq. (12.34) na eq. (12.14), a rotação da barra é:
∂U T L
ϕ=θ= =
∂T G J

Viga engastada livre com uma carga na extremidade livre:
Aplicando a eq. (12.34) na eq. (e) do exemplo 12.4, a deflexão da viga é:

Método de Energia 90

∂U P L3 6 P L
Ä= = +
∂P 3 E I 5 A G

Exemplo 12.7: Determine a deflexão vertical do ponto B na estrutura abaixo,
causada pela aplicação da força P = 3 N usando o segundo teorema de Castigliano.
Assumir que cada barra tem seção transversal constante, com AAB = A1 = 0,125 mm2
e ABC = A2 = 0,219 mm2. Tome E = 2.1 1011 N/m2.

A

P=3N
100 mm
B

200 mm

C
200 mm

2 1 2
Do equilíbrio estático no ponto B, temos: cos θ = , sen θ = , cos α = ,
5 5 2

2
sen α =
2
PAB P

θ B

α

PBC

2 2 2 5
→ ∑Fx = 0 , - PAB cosθ + PBC cosα = 0 , −PAB
5
+ PBC
2
= 0 , PAB = PBC
2 2

PBC = 3 P.8: Usando o teorema de Castigliano. 210. com EI = constante. determine a deflexão e a rotação da extremidade livre da viga em balanço com carregamento uniformente. 200 2 2 2 ÄB = + 0.0306 mm 12. ∂U PL ∂P1 P L ∂P2 ∂P1 5 ∂P2 2 2 ÄB = = 1 1 + 2 2 .6 – Teorema de Castigliano para deflexão em vigas Exemplo 12. PAB 5 + PBC 2 =P.219 . 5P / 3 . com L1 = 100√5 mm e L2 = 200√2 mm. com = e = ∂P A1 E1 ∂P A 2 E2 ∂P ∂P 3 ∂P 3 Substituindo os valores na expressão acima. PAB senθ + PBC senα . o deslocamento vertical do ponto B é: ∆B = 0. força atuante em B.103 3 0. wo A L .100 5 5 2 2P / 3 . temos a deflexão vertical no ponto B.P = 0 .Método de Energia 91 1 2 2 2 ↑ ∑ Fy = 0 . 5 PAB = P 3 A energia de deformação elástica do sistema é: 2 2 2 2 Pk Lk P1 L1 P2 L2 U = U* = ∑ = + k =1 2 A k Ek 2 A1 E1 2 A 2 E 2 Derivando a expressão de energia com relação a P.125 . 210.103 3 Assim.

para a utilização do teorema de Castigliano. a deflexão no ponto A da viga é: w oL4 ÄA = − (direção contrária a direção da aplicação da força RA) (d) 8 E I Como nenhum momento é aplicado onde deve ser achada a rotação.34) na eq. (a) na eq. (12. uma força fictícia RA = 0 deve ser aplicada ∂U neste ponto.11). (c). ∂R A wo M x RA A equação de momento e sua derivada com relação à uma força fictícia RA na extremidade da viga é da forma: wox2 M=− + RA x 2 e (a) ∂M =x ∂R A Aplicando a eq. temos: ∂U 1  wox2  L ∂R A E I ∫0  ÄA = =  − + R A x  ( + x) dx (c) 2  Integrando a eq. (b). (12. ∂MA . oque permite determinar . a deflexão na extremidade da viga é: L ∂U M ∂M ÄA = =∫ dx (b) ∂R A 0 E I ∂R A Substituindo a eq. oque permite determinar . Logo. um momento fictício MA = 0 deve aplicado ser ∂U neste ponto. Logo.Método de Energia 92 Como nenhuma força é aplicada onde deve ser determinada a deflexão. para a utilização do teorema de Castigliano.

9: Determine o deslocamento vertical do ponto C para a viga mostrada abaixo. (12. 6 kN/m A C 4m B 2m RA RC RB . (g). (f).11).Método de Energia 93 wo MA M x A equação de momento e sua derivada com relação à um momento fictício MA na extremidade da viga é da forma: wox2 M=− − MA 2 e (e) ∂M = −1 ∂MA Aplicando a eq. (12. a rotação no ponto A da viga é: w oL3 θA = (mesma direção que o momento fictício MA) (h) 6 E I Exemplo 12. a deflexão na extremidade da viga é: ∂U M ∂M L θ= =∫ dx (f) ∂M 0 E I ∂MA Substituindo a eq. (e) na eq. temos: 1  wox2  L ∂U θA = = ∫ − ∂MA E I 0  2 − MA  (−1) dx  (g) Integrando a eq.34) na eq. EI é constante.

11). (12.Método de Energia 94 Neste caso. nos dois trechos da viga. a deflexão no ponto C da viga é: ∂U M ∂M L ÄC = =∫ dx (d) ∂RC 0 E I ∂RC Substituindo as eqs. (e). (d).7 – Teorema de Castigliano para vigas estaticamente indeterminadas . RA = 2 +9 (a) TRECHO AB (0 < x < 4): R  M = −3x 2 +  C + 9  x  2  e (b) ∂M x = ∂RC 2 TRECHO BC (0 < x < 2): M = RC (2 − x) − 3 (2 − x)2 e (c) ∂M = (2 − x) ∂RC Aplicando a eq. as equações de momento devem ficar em função da força fictícia RC: RC ∑ MB = 0 . a deflexão no ponto C pode ser determinada e é da forma: 12 ÄC = − (direção contrária a direção da aplicação da força RC) (f) EI 12. (12. temos: 4 2 ÄC = 1  ∫ E I0 R 2  x −3x 2 + C x + 9x  ( ) dx +  2 E 1 I ∫ ( RC (2 − x) − 3 (2 − x)2 ) (2 − x) dx (e) 0 Integrando a eq.34) na eq. (b) e (c) na eq.

34) na eq. (c): w oL4 R L3 − + A =0 (d) 8 E I 3 E I Logo.11). como mostrado abaixo. wo A M x RA A equação de momento e sua derivada com relação à reação RA é: wox2 M=− + RA x 2 e (a) ∂M = +x ∂R A Aplicando a eq. a deflexão no ponto A da viga é: ∂U M ∂M L ÄA = =∫ dx (b) ∂R A 0 E I ∂R A Como no ponto A há um apoio.Método de Energia 95 Exemplo 12. a reação no ponto A é: 3 w oL RA = + (e) 8 Exemplo 12. fixa numa extremidade e apoiada na outra. (12. (12. .11: Determine para a viga apresentada abaixo as reações de apoio. Determine a reação em A.10: Considere a viga uniformemente carregada. temos: 1  wo x2  L ∂U ÄA = = ∫ − ∂R A E I 0  2 + R A x  (+ x) dx = 0  (c) Resolvendo a integral da eq.

RC = − 2 +3 (a) RB ↑ ∑ Fy = 0 . a reação em B é: . (c) e (d) na eq. RB: RB ∑ MA = 0 . (12. (e). temos: 2 2 1  R  x 1  RB  x 0= ∫ E I0 −3x 2 + 9x − B 2 x  ( − ) dx +  2 ∫  E I0 2 x − 3x − RB + 6  ( − 1) dx  2 (f) Resolvendo a eq. (12.Método de Energia 96 6 kN/m B A C RA 2m 2m RC RB Determinação das reações de apoio em função de uma única incógnita.11). (f).34) na eq. RA = − 2 +9 (b) TRECHO AB (0 < x < 2): RB M = −3x 2 + 9x − x 2 e (c) ∂M x =− ∂RB 2 TRECHO BC (0 < x < 2): RB M= x − 3x − RB + 6 2 e (d) ∂M x = −1 ∂RB 2 Aplicando a eq. a deflexão no ponto B da viga é: L ∂U M ∂M ÄB = =∫ dx = 0 (e) ∂RB 0 E I ∂RB Substituindo as eqs.

25 kN .8m): M = −MA + 5400 (1.8 − x) e (c) ∂M = −1 ∂MA .8 m 1.75 kN (h) Exemplo 12. (a) e (b).0.8 + x) − 6000 2 e (b) ∂M = −1 ∂MA TRECHO DB (0 < x < 1. as reações restantes são: RA = 5.8 m 1.5 kN (g) Substituindo o resultado da reação em B nas eqs. 6 000 kgf/m C D B A MA MB 1. TRECHO AC (0 < x < 1.12: Determine para a viga abaixo as reações de apoio. RC = .8m): x2 M = −MA + 5400 (1.8 m RA RB Devido a simetria: RA = RB = 5400 kgf e MA = MB.8m): M = −MA + 5400 x e (a) ∂M = −1 ∂MA TRECHO CD (0 < x < 1.Método de Energia 97 RB = 7.

Em qualquer dos casos pode-se formular o trabalho imaginário ou virtual realizado.8 ∫ ( −MA + 5400 (1. Alternativamente. o princípio da conservação da energia permanece válido. temos: 1. . (e).34) na eq. (d). as forças reais que atuam sobre o sistema se movem em deslocamentos imaginários ou virtuais. (12.Método de Energia 98 Aplicando a eq. forças virtuais ou imaginárias. em equilíbrio com o sistema dado.8 1.8 ∫ ( −MA + 5400 (1. Durante esse processo.8 – Método do trabalho virtual para deflexões É possivel imaginar que um sistema mecânico real ou estrutural em equilíbrio estático seja deslocado arbitrariamente de forma coerente com suas condições de contorno ou vínculos. podem provocar deslocamentos reais cinematicamente admissíveis. Para forças e deslocamentos que ocorrem da maneira acima. os momentos nos pontos A e B são: MA = MB = 7020 kgf m (f) 12.8 + x ) − 3000x ) 1 1 0= ∫ ( −MA + 5400x ) ( −1) dx + (−1) dx + 2 E I 0 E I 0 (e) 1. considerando o engaste: L ∂U M ∂M θA = =∫ dx = 0 (d) ∂MA 0 E I ∂MA Substituindo as eqs. a rotação no ponto A da viga é. (12.11). Aqui. Logo: δWe + δWi = 0 ou (12. a discusão ficará limitada à consideração de forças virtuais com deslocamentos reais.8 − x )) 1 (−1) dx E I 0 Resolvendo a eq. (b) e (c) na eq. A variação no trabalho total devido a essas perturbações deve ser nula.36) δWe = −δWi onde δW e e δW i são as variações dos trabalhos virtuais externos e internos.

enquanto que nos sistemas elásticos δW ei = δU.37) A relação acima exprime o princípio do trabalho virtual. a equação acima pode ser colocada de forma mais adequada. na direção A-B. Essas forças internas. Logo: δWe = δWei (12. o termo δW ei é igual a zero. indicadas por δf. a qual causa forças internas através do corpo. atuando na direção A-B. podem ser achadas nos sistemas estaticamente determinados.6 – Esforços virtuais e deslocamentos reais . A deformação em A força em um um elemento típico elemento típico é δf devido às forças P P ∆L A A B B δ δF Posição final do ponto A O deslocamento do ponto A na direção A-B é ∆ Figura 12. no qual é procurada a deflexão de um ponto A. devido a deformações quaisquer que ocorram em um corpo. Para a determinação da deflexão de qualquer ponto do corpo. A equação do trabalho virtual pode ser formulada pelo emprego da seguinte sequência de argumentos: Primeiro. considere um corpo como mostrado abaixo. Para sistemas de corpo rígido. aplicar ao corpo sem carga uma força imaginária ou virtual δF. Para isto. As quantidades são numericamente iguais porém de sinais opostos. causada pela deformação do corpo.Método de Energia 99 É mais conveniente substituir a variação do trabalho virtual interno δW i pela variação do trabalho virtual externo nos elementos internos δW ei.

é usado um conjugado unitário no lugar da força unitária.38) Como todas as forças virtuais alcançam seus valores completos antes de impostas as deformações reais. ∆L = deformações internas reais de um corpo. nenhum fator metade (1/2) aparece na equação. Desta forma. Um resultado positivo indica que a deflexão ocorre na mesma direção que a força virtual aplicada. movendo-se das distâncias reais respectivas ∆L. As forças de tração e os alongamentos dos membros são considerados positivos. Isso causa deformações internas reais ∆L. a forma especial da equação do trabalho virtual se torna: δF Ä = ∑ δf ÄL (12.9 – Equações do trabalho virtual para sistemas elásticos . como o trabalho externo realizado pela força virtual δF. com a força virtual sobre o corpo. ou em geral. Ä = ∑ f ÄL (12. a integral é necessária no segundo membro da equação acima para indicar que todo o trabalho interno deve ser incluido. 12. que podem ser calculadas. Devido a essas deformações.39) onde: ∆ = deflexão real de um ponto na direção da força virtual unitária aplicada. movendo-se de ∆ na direção dessa força é igual ao trabalho total realizado nos elementos internos pelas forças virtuais internas δf. com as deformações elásticas sendo um caso especial. É particularmente interessante escolher δF igual a unidade: 1 . juntamente com o trabalho virtual. o sistema de força virtual realiza trabalho. denomina- se método da carga unitária fictícia.Método de Energia 100 Em seguida. aplicar as forças reais. A soma. tal como devido a uma variação na temperatura. ou introduzir as deformações especificadas. f = forças internas causadas pela força virtual unitária. Na determinação das relações angulares de um membro. o procedimento do uso da força unitária ou do conjugado unitário. As deformações reais podem decorrer de qualquer causa. Na prática.

os momentos fletores giram as seções da viga de dθ = Mdx/(EI) radianos. Ä = ∑ pi (12. Ä=∫ (12. logo a equação do trabalho virtual para este caso é: A E n Pi Li 1 . na direção da deflexão a ser determinada. o trabalho realizado em um elemento da viga pelos momentos virtuais m é mMdx/(EI). Integrando essa equação ao longo do comprimento da viga.40) i=1 A i Ei onde: pi = força axial em um membro devido à força unitária virtual Pi = força no mesmo membro devido aos carregamentos reais. A soma extende-se a todos os membros da treliça. Treliças: Uma força unitária virtual deve ser aplicada em um ponto. no lugar de se aplicar uma força unitária virtual. ÄL = . Para esse caso. . Vigas: Da aplicação de uma força unitária virtual na direção da deflexão desejada. Ao se aplicar as forças reais. obtemos o trabalho externo nos elementos internos. Assim.Método de Energia 101 A equação do trabalho virtual pode ser específica para cada tipo de problema. tanto para cargas axiais como para membros em flexão. surgirão momentos fletores internos nas várias seções designados por m. Se as deformações reais são elásticas lineares e decorrem apenas de deformações P L axiais.41) 0 E I m m M M dx dx Mdx/EI Uma expressão análoga pode ser usada para achar a rotação angular de uma seção particular. Logo a equação do trabalho virtual para este caso é: L m M dx 1 .

1. L m M dx 1 .60m 1 – Determinar os esforços internos virtuais.103 kgf/mm2. como mostrado abaixo. O coeficiente de expansão térmica do aço é α = 0. devido às seguintes causas: (a) deformação elástica dos membros. Tome E = 21.60m 1m B 1m 1500 kgf A = 160 mm2 C L = 1.13: Achar a deflexão vertical do ponto B da treliça de aço com juntas de pino. pi: RAy A pAB RAx 1 kgf Carregamento B virtual RCx pBC C RCy . θ=∫ (12. (b) encurtamento de 3 mm do membro AB por meio de um tensor.42) 0 E I Exemplo 12.25 m A A = 100 mm2 L = 1. Desprezar a possibilidade de flambagem lateral do membro em compressão.Método de Energia 102 aplica-se um conjugado unitário virtual na seção investigada. e (c) queda na temperatura de 60°C.000012 mm/mm/°C. ocorrendo no membro BC.

8 (tração) 2 – Determinar os esforços internos reais. 1. −p AB .6 =0.25 → ∑Fx = 0 . Pi: RAy A RAx PAB Carregamento B real 1500 kgf RCx PBC C RCy Equilíbrio estático no ponto B: PA θ B θ 1500 kgf PB 1.Método de Energia 103 1. 1. 1.25 1. PAB = PBC .6 − PBC 1.25 1.6 − pBC 1.25 → ∑ Fx = 0 . PAB . pAB = 0. sen θ = 1. pAB = pBC 1 1 ↑ ∑Fy = 0 .8 (compressão).6 − pBC 1.25 1 Equilíbrio estático no ponto B: cos θ = .6 1. pBC = 0. p AB .6 +1= 0.6 pAB 1 kgf θ θ B pBC 1.6 =0.

D C 2m A 2m 2m B 100 .0. 1.8)(-1.0.9216 mm (sentido contrário a força unitária) Exemplo 12. PAB = -1200 (tração) . PBC = -1200 (compr.1.6 − 1500 = 0 .4571 Σ .8)(0) ∆ = + 2. (-60) = . Considere as seções transversais de cada membro A = 400 mm2 e E = 200 GPa.000012 .8 + 1200 1600 21000 100 .1.8)(0) + (+ 0.3) + (+ 0.1886 ∆ = .6 − PBC 1. 1600 .152 mm 1 x ∆ = (.1.0.0.) Caso (a): Membro p (kgf) P (kgf) L (mm) E A (mm2) p PL/EA (kgf/mm2) AB .8)(. Método de Energia 104 1 1 ↑ ∑ F y = 0 .7314 BC + 0.1200 1600 21000 160 .8 .0.1886 mm (sentido contrário a força unitária) Caso (b): 1 x ∆ = (.0. −PAB .4 mm (mesmo sentido que a força unitária) Caso (c): ∆LBC = α L ∆T = 0.14: Determine o deslocamento vertical do ponto C da treliça de aço abaixo.152) ∆ = .

Determinação dos esforços internos virtuais devido a uma força virtual vertical no ponto C: 1 kN RDx D C RDy 2m RAx A 2m 2m B RAy ∑ MA = 0 . 2 – 1 . RDx = 1 kN → ∑ Fx = 0 . p AC = 2 kN (compressão) .Método de Energia 105 1. R Ay − p AC . 2 = 0. sen θ = 2 2 pAC A RAx θ pAB RAy 2 ↑ ∑Fy = 0 . RAy = 1 kN 2 2 Equilíbrio estático no ponto A: cos θ = . pDC = 1 kN (tração) ↑ ∑Fy = 0 . RDx . RAx – RDx = 0 . 2 = 0 . . RAx = 1 kN Equilíbrio estático no ponto D: RDx D pDC RDy → ∑Fx = 0 . RDy = 0 .RDx + pDC = 0 .

RDx = 200 kN → ∑Fx = 0 .Método de Energia 106 2 → ∑Fx = 0 . RAy = 100 kN Equilíbrio estático no ponto A: PAC RAx A θ PAB RAy . −pDC + p AC . 2 + p AB = 0 . 2 + pBC 2 = 0 . 4 = 0 .6 L 2m RAx A 2m 2m B RAy 100 ∑ MA = 0 . 2 – 10 . pBC = 0 Determinação dos esforços internos reais devido à força real vertical no ponto B: RDx D C 0. RDx . pAB = 0 Equilíbrio estático no ponto C: 1 kN pDC C θ θ pAC pBC 2 2 → ∑Fx = 0 . RAx = 200 kN ↑ ∑ Fy = 0 . RAy – 100 = 0 . RAx – 200 = 0 . R Ax − p AC .

103 0 AC . carregada como mostrado abaixo. R Ax − p AC.100 2 .103 400 200. R Ay − p AC . PAC = 100 2 kN (compressão) 2 → ∑ Fx = 0 .103 5 Σ 12.103 7. 2 = 0.07 mm Exemplo 12.100 kN (compressão) 2 Equilíbrio estático no ponto C: PDC C θ θ PAC PBC 2 2 ↑ ∑ F y = 0 .103 2.07 ∆Cv = 12. PAB = .103 2 2 . + p AB = 0 . PAC .103 0 BC 0 100 2 . O produto EI da viga é constante.15: Achar a deflexão no meio do vão de uma viga em balanço.2 . − PBC .07 CD 1 200.103 400 200.103 2 2 . Carregamento real Carregamento virtual wox/L wo L/2 L/2 A x 1 kgf . PBC = 100 2 kN (tração) 2 2 2 2 → ∑ F x = 0 . − PDC + PAC .103 4.103 400 200.Método de Energia 107 2 ↑ ∑Fy = 0 . PDC = 200 kN (tração) 2 2 Membro p P (N) L (mm) A (m2) E (N/mm2) p.103 400 200. = 0. + PBC =0 .PL/AE AB 0 -100.

- Diagrama de Diagrama de A equação de momento real é: x wox x w x3 M=− =− o (0 ≤ x ≤ L) (a) 2 L 3 6 L E as equações de momento virtual são: m=0 (0 ≤ x ≤ L/2) (b)  L m = −1  x −  (L/2 ≤ x ≤ L) (c)  2 Substituindo as eqs. a deflexão no ponto A é: 49 w o L4 ÄA = (e) 3480 E I Observação: Este mesmo resultado pode ser obtido com o teorema de Castigliano. onde uma força fictícia P deve ser aplicada em A. temos: L m M dx 1 L/2  w 0 x3  1 L  L   w 0 x3  1 . Ä=∫ ∫ E I l ∫/ 2  = (0)  −  dx + − x + −  dx (d) 0 E I E I 0  6 L  2   6 L  Resolvendo a eq. (d). (f) com relação à P é: ∂M  L = − x −  (g) ∂P  2 onde a eq. (a).Método de Energia 108 .41). . Logo a equação de momento seria: w o x3  L M=− − P  x −  para (x ≥ L/2) (f) 6 L  2 A derivada da eq. (b) e (c) na eq. (12. (g) é o momento virtual m para (x ≥ L/2).

as fórmulas comuns de deflexão de vigas podem ser usadas.16: Achar a deflexão horizontal provocada pela força concentrada P. L m M dx π/2  −R (1 − cos θ )  ( −PRsen θ ) R dθ 1 .Método de Energia 109 Exemplo 12. a deflexão encontrada é: P R3 Ä=+ (b) 2 E I . Desprezar o efeito da força cortante sobre a deflexão. Neste caso. ds = R dθ. e dx pode ser substituido por ds. (a). A rigidez EI da barra é constante. da extremidade da barra curva mostrada abaixo. Rsenθ 1 kgf m=-R(1-cosθ) M=-PRsenθ P R(1-cosθ) P R θ θ Se o raio de curvatura de uma barra é grande em comparação com as dimensões da seção transversal. Ä=∫ = ∫ (a) 0 E I 0 E I Resolvendo a eq.

o deslocamento axial pode ser assumido variar linearmente em x: u( x ) = a1 + a 2 x (13.3) onde f1(x) e f2(x) são ditas funções de forma e são como: . Fig.1). A 2 P1.Método dos Elementos Finitos 110 13 . módulo de elasticidade E.1 – Matriz de rigidez de um elemento de barra Considere um elemento de barra de comprimento L.1) com a1 e a2 constantes à serem determinadas pela imposição das condições de contorno: p / x = 0. há dois deslocamentos u1 e u2 chamados graus de liberdade.1.2) p / x = L.1 – Elemento finito de barra Para um elemento de barra com tensão axial constante ou deformação axial constante. 1 E. (13. e seção transversal A. Sobre estes nós estão atuando as forças (externas ao elemento) P1 e P2. (13.MÉTODO DOS ELEMENTOS FINITOS ELEMENTOS FINITOS PARA TRELIÇAS 13. u2 L x Figura 13. temos: u( x ) = f1 ( x ) u1 + f 2 ( x ) u 2 (13. u( x ) = u(L ) = u 2 = a1 + a 2 L ⇒ a2 = L Substituindo os resultados de a1 e a2 da eq. As duas extremidades são denotadas pontos nodais ( ou simplesmente nós) 1 e 2. u1 P2.2)na eq. Correspondendo a estas duas forças. 13. respectivamente. u( x ) = u(0) = u1 = a1 u 2 − u1 (13.

(13.4) na eq.9) 0 Substituindo eq. = P . temos: [ P = E A f1' ( x ) u1 + f 2' ( x ) u 2 ] (13.7) ∂x Substituindo as eqs. temos: [ ] L EA ' 2 U= ∫ 2 0 f1( x ) u1 + f 2' ( x ) u 2 dx (13.4) na eq.6) ∂x ∂x A força axial atuando ao longo do elemento é obtida da forma: ∂u P=σA =EεA =EA (13. (13.3) e (13. derivando a energia ∂u com relação ao deslocamento u1. (13. (13.8) A expressão de energia de deformação para o caso de barras solicitadas axialmente é da forma: L P2 U= ∫ 2 E A dx (13. temos: .5).3) e (13.7).8) na eq.Método dos Elementos Finitos 111 x f1 ( x ) = 1 − L (13. (13.10) ∂U Aplicando o primeiro teorema de Castigliano.9). temos: ∂f1( x ) ∂f ( x ) ε= u1 + 2 u 2 = f1' ( x ) u1 + f2' ( x ) u 2 (13.4) x f2 (x) = L Para o caso de tensões e deformações uniaxiais. (13. a deformação é definida como: ∂u ε= (13.5) ∂x Substituindo as eqs.

f 2' ( x ) dx  u 2 (13. derivando a energia com relação ao deslocamento u2. (13. a matriz de rigidez elementar é: 1 − 1 [k ] = E A  (13. temos:  L   L  P1 = E A ∫ f1( x ). temos:  L   L  P2 = E A ∫ f2' ( x ).17) L − 1 1  . (13.f 2' ( x ) dx  u 2 ' ' (13.12) e (13.16).11) ∂u1 Desenvolvendo a eq.f1( x ) dx  u1 + E A ∫ f1' ( x ). (13.f1' ( x ) dx  u1 + E A ∫ f 2' ( x ). (13.15) P2  k 21 k 22  u 2  onde [k] é a matriz de rigidez do elemento de barra com seus coeficientes definidos da seguinte maneira: L K ij = E A ∫ fi' ( x ).f j' ( x ) dx (13.16) 0 Aplicando a eq.12)  0   0  E. temos: [ ] L ∂U 2 E A ' 2 0∫ P2 = = f1( x ) u1 + f 2' ( x ) u 2 f 2' ( x ) dx (13.13).Método dos Elementos Finitos 112 [ ] L ∂U 2 E A 2 0∫ P1 = = f1' ( x ) u1 + f 2' ( x ) u 2 f1' ( x ) dx (13. (13.11). aplicando o primeiro teorema de Castigliano.4) na eq.14)  0   0  Colocando as eqs.13) ∂u 2 Desenvolvendo a eq.14) na forma matricial: P1  k 11 k 12   u1   =   ou {P} = [k ] {u} (13.

é necessário determinar uma matriz de rigidez genérica. u1 P1y. u2 u1 v1 v1 E. v1 Figura 13. u1 φ u1 x φ v1 v1 P1.2 – Matriz de rigidez de um elemento de barra num sistema arbitrário A matriz de rigidez de um elemento de barra dada pela eq. A. u2 2 P2x.2: v2 P2y. Assim.18) na forma matricial: .17) é obtida quando o elemento está disposto paralelamente ao sistema de eixos x-y. (13. fazendo um ângulo φ com o eixo x. Para os casos mais gerais de treliças.2 – Elemento de barra no plano A relação entre os deslocamentos u e v medidos no sistema de coordenadas x-y com u e v medidos no sistema de coordenadas x − y para cada nó é: u1 = u1 cos φ + v 1 sen φ u2 = u 2 cos φ + v 2 sen φ (13.Método dos Elementos Finitos 113 13. as barras estão dispostas aleatóriamente no plano x-y. 13. Fig. v2 P2 .18) v 1 = −u1 sen φ + v 1 cos φ v 2 = −u 2 sen φ + v 2 cos φ Colocando a eq. L φ y y u1 x 1 P1x. (13.

a matriz de rigidez de um elemento de barra obtida em um sistema de coordenadas arbitrário é:  c2 cs − c2 − cs    [] [k ] = [T ] k [T] = t E A  cs L − c 2 s2 − cs − s2  (13. e forças inexixtentes. temos: [T ] {P} = [k ] [T] {q} (13. (13.17) pode ser expandida considerando os deslocamentos v 1 e v 2 . Uma mesma relação pode ser obtida considerando forças não existentes na direção y .24) − cs c2 cs     − cs − s2 cs s 2  .Método dos Elementos Finitos 114  u1  c s 00  u1  v  − s v   1 c 0 0  1  =    ou {q} = [T ] {q} (13.20) na eq.19) e (13. P1y e P2y :  P1x  c s 0 0 P1x    − s P  c 0 0  P1y   =  0 0 c s  1y    ou {P} = [T] {P} (13.21).22) ou: {P} = [T ]−1[k ] [T] {q} = [T ]t [k ] [T ] {q} (13.20) P2 x  P2 x  P2 y    P2 y    0 0 − s c   A matriz de rigidez dada pela eq. P1y e P2y :  P1x  1 0 − 1 0  u1     v  0 0 0  P1y  E A  0  = L − 1 0 1 0  1   ou {P} = [k ] {q} (13. s = sen φ e [T] é a matriz de transformação.23) Logo.21) P2 x   u2  P2 y    v 2    0 0 0 0 Substituindo as eqs.19)  u2  0 0 c s u 2  v 2    v 2  0 0 − s c com c = cos φ. (13. (13.

26) P2 x  L − c 2 − cs c2 cs  u 2    P2 y  v 2     − cs − s2 cs s 2  ou: P1x = EA 2 L [ c (u1 − u 2 ) + cs (v 1 − v 2 ) ] (13.25): P1x   c2 cs − c2 − cs   u1  P    v   1y  E A  cs s2 − cs − s2   1  =   (13.28) P1 = E A 2 L ( ) c + s2 c ( u1 − u2 ) + s ( v1 − v 2 )  = E A L  c ( u1 − u2 ) + s ( v1 − v 2 )  Determinados os deslocamentos nodais u1. v1. (22) tem-se que: P1 = P1x c + P1y s ou: E A E A P1 = c c 2 ( u1 − u2 ) + c 2 s ( v1 − v 2 )  +  s s2 ( v1 − v 2 ) + c s2 ( u1 − u2 )  L   L   (13. (13. u2 e v2.3 – Força axial nos elementos É possível verificar que o elemento está em equilíbrio fazendo: P1x cos φ + P1y sen φ + P2x cos φ + P2y sen φ = 0 ou: P1 + P2 = 0 (13. determinando P1 ou P2 é possível verificar se o elemento está sendo tracionado ou comprimido através da Eq. (13.25).Método dos Elementos Finitos 115 13.27) P1y = EA 2 L [ s (v 1 − v 2 ) + cs (u1 − u 2 ) ] Da eq. .25) Portanto. é possível verificar se o elemento de barra está sendo tracionado ou comprimido usando a eq.

Das condições de contorno tem-se: u1 = 0. R2y.Método dos Elementos Finitos 116 13. v3 3 R3x. e R2 = 0 e R3 = P. considere a treliça com barras de comprimento L e rigidez axial EA. u3 R1x. 2 R1y. 3 y 120° x 1 60° P 2 R3y.4 – Técnica de montagem da matriz de rigidez global Para demostrar como as matrizes elementares são montadas. As matrizes elementares são: Elemento 1-2: . 1 R2x. u3 = 0 e v3 = 0. v2 = 0.

os nós também o estão. Logo. a soma das forças externas da treliça aplicadas em um nó deve ser igual a soma das forças internas dos elementos neste nó. Assim: Nó 1: R1x – P1x (elemento 1-2) – P1x (elemento 1-3) = 0 R1y – P1y (elemento 1-2) – P1y (elemento 1-3) = 0 Nó 2: R2x – P2x (elemento 1-2) – P2x (elemento 2-3) = 0 R2y – P2y (elemento 1-2) – P2y (elemento 2-3) = 0 .Método dos Elementos Finitos 117 P1x  1 0 − 1 0  u1   4 0 − 4 0  u1  P   v  v   1y  E A  0 0 0 0   1 E A  0 0 0 0  1   =   =   P2 x  L − 1 0 1 0 u 2  4 L − 4 0 4 0 u 2  P2 y    v 2    v 2    0 0 0 0 0 0 0 0 Elemento 2-3: P2 x   1 − 3 −1 3  u 2  P    v   2 y  E A − 3 3 3 −3   2   =    − 3 P3 x  4 L  − 1 3 1  u 3  P3 y   3 −3 − 3 3  v 3    Elemento 1-3: P1x   1 3 −1 − 3  u1  P    v   1y  E A  3 3 − 3 −3   1  =    P3 x  4 L  − 1 − 3 1 3  u 3   P3 y  − 3 −3 3  v 3    3 com: Elemento φ c s c2 cs s2 1-2 0° 1 0 1 0 0 2-3 120° −1 3 1 3 2 4 − 3 4 2 4 1-3 60° 1 3 1 3 3 2 2 4 4 4 Como os elementos estão em equilíbrio.

u 2 ) ⇒ v1 = 0 4L P= EA (0. é possível determinar os deslocamentos restantes: EA 0= (3. quinta e sexta equações.v 1 − 1.u 2 ) ⇒ R 3y = 3P 5 Para verificar se os valores das reações estão corretos.u 2 ) ⇒ R3x = − P 5 R3y = EA 4L ( − 3.v 1 + 5.u 2 ) ⇒ u 2 = 4 P L 4L 5E A E da primeira.u 2 ) ⇒ R 1x = − 4P 5 R 2y = EA 4L ( 0. quarta.v 1 + 3. é possível determinar as forças aplicadas nos nós: R1x = EA 4L ( 3.u 2 ) ⇒ R 2y = − 3P 5 R 3x = EA 4L ( − 3.v 1 − 4.Método dos Elementos Finitos 118 Nó 3: R3x – P3x (elemento 1-3) – P3x (elemento 2-3) = 0 R3y – P3y (elemento 1-3) – P3y (elemento 2-3) = 0 Fazendo a soma em cada um dos nós usando as matrizes elementares.v 1 + 0.v 1 − 3. obtêm-se a matriz de rigidez global da treliça:  R1x = ? 4 + 1 3 −4 0 −1 − 3   u1 = 0 R    v  1y = 0  3 3 0 0 − 3 −3   1 = ?  R 2 x = P E A  − 4 0 4 +1 − 3 −1 3  u 2 = ?   =     R 2 y = ? 4 L  0 0 − 3 3 3 −3  v 2 = 0 R 3 x =?   −1 − 3 −1 3 1+ 1 3 − 3 u 3 = 0       R 3 y = ?  − 3 − 3 3 −3 3− 3 3 + 3  v 3 = 0 Da segunda e terceira equações. basta verificar se a treliça está em equilíbrio: .

 2 ⇒ P1( 2−3 ) = − (tração) L  5 E A   5 P1(1−3 ) = EA [c. (0 − 0 ) + 3 .5 m 1.5 m . (u 2 − u3 ) + s. (v 2 − v 3 )] L E A 1 4PL   − 0  + 3 . P1(1−3) = 0 L  2 2  Exemplo 13.Considere a treliça articulada abaixo com E = 200 GPa e A = 600 mm2.1 .sen 60 = − 5 L+ 5 L + L 2 5 2 =0 (ok) Os esforços internos nas barras são encontrados usando a eq.  0 − ⇒ P1(1−2 ) = − (tração) L   5E A  5 P1( 2−3 ) = EA [c. (u1 − u 3 ) + s.L. (0 − 0 ) . (0 − 0 ) 2P P1( 2 −3 ) = − 2 . (25): P1(1−2 ) = EA [c.cos 60 – R3x. (u1 − u 2 ) + s. Determine pelo método dos elementos finitos os deslocamentos dos nós e os esforços internos das barras.Método dos Elementos Finitos 119 3P 3P ↑ ∑ Fy = 0 . R2y. (v 1 − v 3 )] L E A 1 P1(1− 3) = . (0 − 0) EA 4P P1(1− 2 ) = 1.L + R3y. (v 1 − v 2 )] L   4PL   + 0.L. R1x + R3x + P = 0 . 5 kN 3 4 2m y x 2 1 1. − 5 − 5 + P (ok) 3 P 3 P 1 P 3 ∑ M1 = 0 . R2y + R3y = − 5 + 5 =0 (ok) 4P P → ∑ Fx = 0 .

u4 3 4 φ2 R1x.5000. R3x = 0. v 2 = 0. : R3y = . φ1 R2x. u3 R4x. u4 = 0. R1y = 0. v3 R4y. v4 = 0. v1 R2y. Sabe-se também que R1x = 0. 2 1 R1y. v4 R3x.Método dos Elementos Finitos 120 R3y. E as matrizes elementares são: Elemento 1-2: P1x   25 0 − 25 0  u1  P   v   1y  E A  0 0 0 0  1   =   P2 x  25 L − 25 0 25 0 u 2  P2 y    v 2     0 0 0 0 Elemento 1-3: P1x   9 12 − 9 − 12  u1  P   12    1y  E A  16 − 12 − 16  v 1    =   P3 x  25 L  − 9 − 12 9 12  u 3  P3 y      − 12 − 16 12 16  v 3  Elemento 2-3: P2 x   9 − 12 − 9 12  u 2  P  − 12 16    2y  E A  12 − 16 v 2    =   P3 x  25 L  − 9 12 9 − 12 u 3  P3 y       12 − 16 − 12 16  v 3  Elemento 3-4: . v2 As condições de contorno são: u2 = 0.

Método dos Elementos Finitos 121 P3 x   25 0 − 25 0 u 3  P   v   3y  E A  0 0 0 0  3   =   P4 x  25 L − 25 0 25 0 u 4  P4 y    v 4     0 0 0 0 com: Elemento φ c s c2 cs s2 1-2 0° 1 0 1 0 0 1-3 φ1 3 4 9 12 16 5 5 25 25 25 2-3 φ2 −3 4 9 − 12 16 5 5 25 25 25 3-4 0° 1 0 1 0 0 Impondo o equilíbrio estático nos nós. obtêm-se a matriz de rigidez global da treliça: . temos: Nó 1: R1x – P1x (elemento 1-2) – P1x (elemento 1-3) = 0 R1y – P1y (elemento 1-2) – P1y (elemento 1-3) = 0 Nó 2: R2x – P2x (elemento 1-2) – P2x (elemento 2-3) = 0 R2y – P2y (elemento 1-2) – P2y (elemento 2-3) = 0 Nó 3: R3x – P3x (elemento 1-3) – P3x (elemento 2-3) – P3x (elemento 3-4) = 0 R3y – P3y (elemento 1-3) – P3y (elemento 2-3) – P3y (elemento 3-4) = 0 Nó 4: R4x – P4x (elemento 3-4) = 0 R4y – P4y (elemento 3-4) = 0 Fazendo a soma em cada um dos nós usando as matrizes elementares.

Método dos Elementos Finitos 122

 25 + 9 12 − 25 0 −9 − 12 0 0
 3 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 
 R1x = 0   

12 16 0 0 − 12 − 16 0 0  u1 = ? 
  2,5 2,5 2,5 2,5  
 R1y = 0   
 R   − 25 0 25 + 9 − 12 −9 12 0 0  v1 = ? 
 2x = ?   2,5 3 2,5 2,5 2,5 2,5  u2 = 0 
 R2y = ?  E A   
0 0 − 12 16 12 − 16 0 0 v2 = 0
 =  2,5 2,5 2,5 2,5   
 R3x = 0  25 L  −9 − 12 −9 12 9 + 9 + 25 12 − 12 −25  u3 = ? 
R3y = −5000  2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 1,5 2,5 2,5 2,5
0
 v3 = ? 
     
 R4x = ?   − 12 − 16 12 − 16 12 − 12 16 + 16 0 0 u4 = 0 
 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 
  v = 0 
 R4y = ?   0 0 0 0 − 25 0 25 0  4 
 1,5 2,5 
 0
 0 0 0 0 0 0 0

Tomando somente as equações onde as forças externas são conhecidas, 1,
2, 5 e 6 e considerando as condições de contorno de deslocamento, tem-se:
 25 + 12 12 −9 − 12 
 R1x = 0   3 2,5 2,5 2,5 2,5 
u = ?
 R =0   12   1 
16 − 12 − 16
 1y  E A  2,5 2,5 2,5 2,5  v1 = ? 
 =    
 R3x = 0  25 L  −9 2,5 − 12 18 + 25 0  u3 = ? 
2,5 2,5 1,5
R3y = −5000    v 3 = ? 
   − 12 
− 16 0 32
 2,5 2,5 2,5 

Invertendo o sistema acima, temos:

 u1 = ?   0,12 −0,09 0 0   R1x = 0 
v = ?   −0,09 0,515 0,09 0,224   R = 0 
 1  25    1y 
 = 
u
 3 = ?  EA  0 0,09 0,06 0,045   R3x = 0 
v 3 = ?     
 0 0,224 0,045 0,19   3y
R = −5000 

Resolvendo o sistema obtem-se que u1 = 0, v1 = –0,23 mm, u3 = – 0,047 mm
e v3 = –0,198 mm.
Voltando ao sistema de equações original e tomando as linhas 3, 4, 7 e 8,
obtem-se as reações de apoio R2x = – 3749,76 N, R2y = 4999,68 N, R4x = 3760 N e
R4y = 0.

Pode-se comparar os valores obtidos com o método dos elementos finitos
com os valores obtidos analiticamente:
∑ M 4 = 0 , 5000 . 1,5 + R2x . 2 = 0 , R2x = – 3750 N

↑ ∑ Fy = 0 , – 5000 + R2y = 0 , R2y = 5000 N

→ ∑ Fx = 0 , R2x + R4x = 0 , R4x = 3750 N

Método dos Elementos Finitos 123

Os esforços internos nas barras são encontrados usando a Eq. (25):
E A
P1(1−2) = c. ( u1 − u2 ) + s. ( v1 − v 2 )  , P1(1−2) = 0
L 
E A
P1(1−3) = c. ( u1 − u3 ) + s. ( v1 − v 3 )  , P1(1−3) ≈ 0
L 
E A
P1(2−3) = c. ( u2 − u3 ) + s. ( v 2 − v 3 )  , P1(2−3) = 6250 (compressão)
L 
E A
P1(3 − 4) = c. ( u3 − u4 ) + s. ( v 3 − v 4 )  , P1(3 − 4) = −3750 (tração)
L 

Exemplo 13.2 - Considere a treliça articulada simétrica com sete barras de
comprimento L e rigidez axial EA.

L

y 60
60 60 60 60
x

P

R2y, R4y, v4
R2x, 2 4 R4x,

R1x, 1 R3x, u3 3 5 R5x,

R1y, R3y, v3 R5y, v5

Devido a simetria da treliça e do carregamento, as condições de contorno
são: v1 = 0, v5 = 0, u3 = 0, u1 = - u5, u2 = - u4 e v2 = v4. Tem-se também: R1x = 0, R2x =
0, R2y = 0, R3x = 0, R3y = -P, R4x = 0, R4y = 0 e R5x = 0.
As matrizes elementares são:

Método dos Elementos Finitos 124

Elemento 1-2 e elemento 3-4:

 P1x   1 3 −1 − 3  u1 
P    v 
 1y  E A  3 3 − 3 −3   1
 =    
P2x  4 L  −1 − 3 1 3  u2 
P2y     v 2 
  − 3 −3 3 3 

P3x   1 3 −1 − 3 u3 
P     
 3y  E A  3 3 − 3 −3   v3 
 =    
P4x  4 L  −1 − 3 1 3  u4 
P4y    v 4 
  − 3 −3 3 3 

Elemento 2-3 e elemento 4-5:

P2x   1 − 3 −1 3  u2 
P   
 2y  E A  − 3 3 3 −3   v 2 
 =    
P3x  4 L  −1 3 1 − 3  u3 
P3y     
   3 −3 − 3 3  v 3 

P4x   1 − 3 −1 3  u4 
P   
 4y  E A  − 3 3 3 −3  v 4 
 =    
P5x  4 L  −1 3 1 − 3  u5 
P5y     
   3 −3 − 3 3  v5 

Elemento 1-3, elemento 2-4 e elemento 3-5:
 P1x  4 0 −4 0   u1 
P  
 1y  E A  0 0 0 0   v1 
  =  
P3x  4 L  −4 0 4 0 u3 
P3y   
  0 0 0 0  v 3 

P2x  4 0 −4 0  u2 
P  
 2y  E A  0 0 0 0   v 2 
  =  
P4x  4 L  −4 0 4 0 u4 
P4y   
  0 0 0 0 v 4 

3-4 60° 1 3 1 3 3 2 2 4 4 4 2-3.Método dos Elementos Finitos 125 P3x  4 0 −4 0  u3  P    3y  E A  0 0 0 0   v 3    =   P5x  4 L  −4 0 4 0 u5  P5y      0 0 0 0  v 5  com: Elemento φ c s c2 cs s2 1-2. temos: Nó 1: P1 = P1x (elemento 1-2) + P1x (elemento 1-3) P2 = P1y (elemento 1-2) + P1y (elemento 1-3) Nó 2: P3 = P2x (elemento 1-2) + P2x (elemento 2-3) + P2x (elemento 2-4) P4 = P2y (elemento 1-2) + P2y (elemento 2-3) + P2y (elemento 2-4) Nó 3: P5 = P3x (elemento 1-3) + P3x (elemento 2-3) + P3x (elemento 3-4) + P3x (elemento 3- 5) P6 = P3y (elemento 1-3) + P3y (elemento 2-3) + P3y (elemento 3-4) + P3y (elemento 3- 5) Nó 4: P7 = P4x (elemento 2-4) + P4x (elemento 3-4) + P4x (elemento 4-5) P8 = P4y (elemento 2-4) + P4y (elemento 3-4) + P4y (elemento 4-5) Nó 5: P9 = P5x (elemento 3-5) + P5x (elemento 4-5) P10 = P5y (elemento 3-5) + P5y (elemento 4-5) Fazendo a soma das forças em cada um dos nós usando as matrizes . 4-5 -60° 1 − 3 1 3 2 4 4 − 3 2 4 1-3. 3-5 0° 1 0 1 0 0 Impondo o equilíbrio nos nós. 2-4.

das duas últimas equações. 8 e 9 e considerando as condições de contorno de deslocamento. 1. tem-se:  R1x = 0   5 −1 − 3 0       R2x = 0   −1 10 0 3  R2y = 0     u1  − 3 −3   E A  0 6     u 2  R3y = −P =  0 2 3 −6 6    R =0  4 L  v 2   4x  1 −10 0 − 3 v 3     R4y = 0  − 3   0 6 −3  =    5x R 0   −5 1 3 0  Tomando somente as quatro primeiras equações ou as quatro últimas equações:  R1x = 0   5 −1 − 3 0   u1  R =0     2x  E A  −1 10 0 3  u2  R =0 =     2y  4 L − 3 0 6 −3  v 2  R3y = −P        0 2 3 −6 6  v 3  Das duas primeiras equações. 6. temos: v 2  3 5 −1   u1   =   v3  3  1 −10  u2  E. 7. 4. 5.Método dos Elementos Finitos 126 elementares. 3. temos:  u1  3 P L  −1  =   u2  6 E A 1 . obtêm-se a matriz de rigidez global da treliça:  R1x = 0  1 + 4 3 −1 − 3 −4 0 0 0 0 0       u1 = ?  R  1y = ?   3 3 − 3 −3 0 0 0 0 0 0    R    v1 = 0  2x =0   −1 − 3 1 + 1+ 4 3− 3 −1 3 −4 0 0 0  u2 = ?     R2y = 0         − 3 −3 3− 3 3+3 3 −3 0 0 0 0  v 2 = ?   0  u = 0   R3x = 0  E A  − 4 0 −1 3 −4 + 1 + 1 + 4 − 3 + 3 −1 − 3 −4  3 R = − =    3y P  4 L 0 0 3 −3 − 3+ 3 3−3 − 3 −3 0 0  v 3 = ?  R   4x =0   −4 −1 − 3 −4 + 1 + 1 3− 3 −1 3  u4 = ?    0 0 0    R 4y = 0    v 4 = ?     0 0 0 0 − 3 −3 3− 3 3+3 3 −3  u = ?   R5x = 0     5   0 0 0 0 −4 0 −1 3 −4 + 1 − 3  R  v 5 = 0   5y = ?   −3 − 3   0 0 0 0 0 0 3 3  Tomando as equações onde as forças externas são conhecidas.

( v 2 − v 4 )  L  E A  3 P L 3 P L  P L P L  3 P P1(2− 4) = 1. ( u2 − u3 ) + s. P1(2− 4) = (comp) L   6 E A 6 E A  E A E A   3 Devido a simetria da treliça: 3 P P1(4−5) = P1(1− 2) = (compressão) 3 3 P P1(3 −5) = P1(1−3) = − (tração) 6 3 P P1(3 − 4) = P1(2−3) = − (tração) 3 . P1(1−2) = (compr.  − − 0  − 0. ( u1 − u2 ) + s. ( u2 − u4 ) + s. ( u1 − u3 ) + s. − +   .26): E A P1(1−2) = c. 0 +   . P1(2−3) = − (tração)  L  2  6 E A  2  E A 6 E A   3 E A P1(1−3) = c. Os esforços internos nas barras são encontrados usando a Eq. ( v 2 − v 3 )  L  E A 1  3 P L  3  P L 11 P L   3 P P1(2−3) =  . ( v1 − v 3 )  L  E A  3 P L   11 P L   3P P1(1−3) = 1.  +  + 0  − +−   .  − −  + . 0 +   . ( v1 − v 2 )  L  E A 1  3 P L 3 P L 3  P L  3 P P1(1−2) =  .  − 0 − .) L  2  6 E A 6 E A 2  E A   3 E A P1(2−3) = c. P1(1−3) = − (tração) L   6 E A   6 E A   6 E A P1(2− 4) = c.Método dos Elementos Finitos 127 Logo: v 2  P L  −6   =    v 3  6 E A  −11 Das equações 2 e 10 é possível constatar que R1y = R5y = P/2. (13.

chamados graus de liberdade. a eq. Correspondendo a estes dois graus de liberdade v e θ há dois esforços internos. Em cada nó há uma deflexão v e uma rotação θ (∂v/∂x). v 1 E.30) dx 2 EI 2! dv 1 w 3 c1 2 = x + x + c2 x + c3 dx EI 3! 2! 1 w 4 c1 3 c 2 2 v(x) = x + x + x + c3 x + c 4 EI 4! 3! 2! Portanto. θ2 L F1.6 – Matriz de rigidez de um elemento de viga Considere um elemento de viga de comprimento L. As duas extremidades são denotadas pontos nodais ( ou simplesmente nós) 1 e 2. I 2 x M1. e momento de inércia I. a3 e a4 da eq.29) Considerando que: d4 v 1 = w(x) dx 4 EI d3 v 1 = w x + c1 dx 3 EI d2 v 1 w 2 = x + c1 x + c 2 (13. θ1 M2. y. As constantes a1.Método dos Elementos Finitos 128 ELEMENTOS FINITOS PARA VIGAS 13. a2. v1 F2. (13.29) é exata quando a carga distribuída w(x) é nula. respectivamente.29) são determinadas pela imposição das condições de contorno: . módulo de elasticidade E. (13. uma força cortante F e um momento M. v2 A deflexão v é assumida ser uma função polinomial cúbica em x: v(x) = a1 + a2 x + a3 x 2 + a 4 x 3 (13.

a3 e a4:  a1   L 0   v1  3 0 0 a      2  0 L3 0 0   θ1   =   (13. a2.29).32) fornece as constantes a1.34) onde f1(x).32) v 2   1 L L2 L3  a3    θ2  0 1 2L 3L3  a4   A matriz inversa da eq. (0) = θ1 ∂x (13. (13. v(0) = v1. (13.31).33) na eq.31) ∂v p / x = L.Método dos Elementos Finitos 129 ∂v p / x = 0. (L) = θ2 ∂x Aplicando as condições de contorno.33) a3   −3L −2L 3L −L2   v 2  2 a4   2 −2 L   θ2   L Substituindo a eq. na eq. (13. (13.28) e reagrupando. (13. f3(x) e f4(x) são funções de forma dadas por: 2 3 x x f1(x) = 1 − 3   + 2   L L   x 2   x3  f2 (x) = x − 2   +  2   L  L  (13.35) 2 3 x x f3 (x) = 3   − 2   L L  x 2   x3  f4 (x) = −   +  2   L  L  A expressão de energia de deformação para o caso de vigas solicitadas em flexão é (a energia devido ao cortante é desprezível): . v(L) = v 2 . eq. f2(x). obtemos a forma final da função deflexão: v(x) = f1(x) v1 + f2 (x) θ1 + f3 (x) v 2 + f4 (x) θ2 (13. temos:  v1   1 0 0 0   a1   θ  0 1 0 0  a2   1   =   (13.

40) F1 = k11 v 1 + k12 θ1 + k13 v 2 + k14 θ1 onde: .37) A segunda derivada da deflexão é: ∂ 2v = f1'' (x) v1 + f2'' (x) θ1 + f3'' (x) v 2 + f4'' (x) θ2 (13.39) 6 x f3'' (x) = 2 − 12 3 L L 2 x f4'' (x) = − + 6 2 L L ∂U Aplicando o primeiro teorema de Castigliano. temos: ∂v L ∂U 2 E I  '' F1 = ∂v1 = ∫ 2 0  f1 (x) v1 + f2'' (x) θ1 + f1'' (x) v 2 + f4'' (x) θ2  f1'' (x) dx ou (13. = F .36) 0 2 E I ∂ 2v Sabe-se que M = E I e considerando EI constante ao longo da viga. ∂x 2 temos: 2 E I  ∂2 v  L 2 ∫0  ∂x 2  U=   dx (13.Método dos Elementos Finitos 130 L M2 U= ∫ dx (13.38) ∂x 2 onde: 6 x f1'' (x) = − 2 + 12 3 L L 4 x f2'' (x) = − + 6 2 L L (13.

7 – Propriedades da matriz de rigidez de um elemento de viga O elemento está em equilíbrio: 12 6 12 6   12 6 12 6  ∑ Fy . F1 + F2 =  L2 v1 + L θ1 − L2 v 2 + L θ2  + − L2 v1 − L θ1 + L2 v 2 − L θ2  = 0 ∑ M2 = 0.Método dos Elementos Finitos 131 L k11 = E I ∫ f1 (x).fj (x) dx '' '' (13.f3 (x) dx '' '' 0 L k14 = E I ∫ f1 (x).L – M1 – M2 . obtem-se a matriz de rigidez elementar para um elemento de viga:  12 6 12 6   L2 − L L2 L    v  F1   6  1 2    6 M  4 −  1 E I  L L   θ1    =      F2  L  12 − − 6 12 − 6  v 2  M2   L2 L L2 L   θ2   6 6   2 − 4   L L  ou (13. v2 ∂θ e θ2. tem-se a forma generalizada para os termos da matriz de rigidez: L k ij = E I ∫ fi (x).f1 (x) dx '' '' 0 L k12 = E I ∫ f1 (x). F1.f2 (x) '' '' dx 0 ∂U Considerando que = M .41) L k13 = E I ∫ f1 (x).f2 (x) '' '' dx 0 (13.42) 0 Colocando em forma matricial o resultado das integrais. e generalizando para os graus de liberdade θ1.43) {F} = [k ] {q} 13.

a matriz resultante seria não mais singular:  12 6 −   F2  E I  L2 L v 2   =    L  6 θ M2  − 4  2  L  Exemplo 13. E as matrizes elementares são: . logo o elemento estaria instável. A interpretação física dada a este fato é que não há nenhuma condição de contorno (v1. θ1. y. a matriz elementar não tem inversa. θ1 = 0).3: Usando dois elementos do tipo viga. logo não há solução. θ2 P6. v2 P5. θ1 P1. Ou seja. determine a forma das deflexões. como por exemplo um engaste no nó 1 (v1 = 0. θ3 P2. v1 P3. v 2. θ2 são desconhecidos). θ1 = 0. v3 = 0. a matriz é singular.Método dos Elementos Finitos 132 12 6 12 6  6 6  6 6  =  2 v1 + θ1 − 2 v 2 + θ2  L −  v1 + 4θ1 − v 2 + 2θ2  −  v1 + 2θ1 − v 2 + 4θ2  = 0 L L L L   L L   L L  A matriz elementar é singular: Como as linhas 1 e 3 da matriz elementar são iguais com exceção do sinal. Impondo uma condição qualquer ao elemento. P4 = PL. v3 As condições de contorno são: v1 = 0. Sabe-se também que P3 = –P. P6 = 0. v PL 1 2EI 3 EI x L 2 2L P4. as reações de apoio e traçe os diagramas de força cortante e de momento fletor.

Método dos Elementos Finitos 133

Elemento 1-2:
 12 6 12 6 
 L2 −
L L2 L 
 
 F1   6  v1 
2 
6
M  4 − θ 
 1 E I  L L   1
  =    
 F2  L  12
− −
6 12

6 v 2 
M2   L2 L L2 L θ 2 
 6 6 
 2 − 4 
 L L 
Elemento 2-3:
 12 6 12 6 
 (2L)2 −
2L (2L)2 2L 
 
 F2   6 6  v 2 
M  4 − 2  
 2  2 E I  2L 2L θ 
 =   2
F
 3 2 L  − 12 −
6 12
−   3 
6 v
M3   (2L)2 2L (2L)2 2L  θ3 
 
 6 6 
 2L 2 − 4 
2L 

Considerando que os esforços nos nós F1, M1, F2, M2, F3, M3 são externos ao
elemento e que P1, P2, P3, P4, P5, P6 são forças externas aplicadas nos nós da viga,
tem-se a igualdade:
Nó 1:
P1 = F1
P2 = M2
Nó 2:
P3 = F2 (elemento 1-2) + F2 (elemento 2-3)
P4 = M2 (elemento 1-2) + M2 (elemento 2-3)
Nó 3:
P5 = F3
P6 = M3

Fazendo a soma em cada um dos nós usando as matrizes elementares,
obtêm-se a matriz de rigidez global da treliça:

Método dos Elementos Finitos 134

12 6 12 6 
 L2 0 0

L L2 L

6 6
0 v = 0
 P1 = ?  L
4
L
2 0
 1
 P =?    
 2  12 6 12 3 6 3 3 3   θ1 = 0 
− + − + −
P3 = −P  E I  L2 L L2 L2 L L L2 L  v 2 = ? 
 =  θ = ? 
P4 = PL  L 6 6 3 3
 2 − + 4+4 − 2  2 
 P5 = ?  L L L L  v3 = 0

    
 P6 = 0  0 0 − 2
3

3 3
2   θ3 = ? 
 L L L2 
 3 3 
 0 0 2 − 4
 L L 

Tomando somente as equações onde as forças externas são conhecidas, 3,
4, e 6 e considerando as condições de contorno, tem-se:
 15 3 3
 L2 − L L v = ?
P3 = −P    2 
  E I 3   
P4 = PL  = 
− 8 2  θ2 = ? 

 P =0  L  L   θ3 = ? 
 6 
 3 2 4
 L 

A matriz inversa do sistema acima é:
 18 30   
 28 −
v 2  L L   −P   v  −10 
  2  
  L3  18 51 39      P L3  33 
 θ2  = 
− 2 PL  ⇒  θ2  =  
  276 E I  L L2 L      276 E I L 
 θ3   0
15     3 
θ
 9
 − 30 39
− 2  − L 
 L L L2 

A deflexão em qualquer ponto de coordenada x dentro do elemento é
determinada pela eq. (13.34). As inclinações também em qualquer ponto são obtidas
pela derivada da eq. (13.34).
Retornando ao sistema original, obtem-se as reações de apoio:

Método dos Elementos Finitos 135

 53P 
 
 P1   46 
   21PL 
P2  =  
P   46 
 5   7P 
 − 46 
 

Pode-se comparar os valores obtidos com o método dos elementos finitos
com os valores obtidos analiticamente:
7P 21PL
∑ M1 , P5 . 3L – P . L + P . L + P2 = −
46
.3L +
46
= 0 (ok)

53PL 7P
↑ ∑ Fy , P1 – P +P5 =
46
−P+
46
= 0 (ok)

Os diagramas de força cortante e de momento fletor são obtidos substituindo
os graus de liberdade obtidos anteriormente nas matrizes elementares:
Elemento 1-2:
 12 6 12 6   53 P 
 L2 − 2   0   
L L L   46 
  
 F1   6  0   21 PL 
2  
6
M  4 −
 1 E I L L   10 PL   46 
3
 =   − = 
 F2  L  − 12 −
6 12

6   276 E I   53 P 

M2   L2 L L2 L   33 PL2   46 
 6 6     16 PL 
 2 − 4  
 276 E I   
 L L   46 
Elemento 2-3:
 12 6 12 6   10 PL3 
 (2L)2 − 7 P 
2L (2L)2 2L   − 276 E I  
 F2 
   46 
 6   
2  33 PL2   7 PL 
6
M  4 −
 2  2 E I  2L 2L    
 =    276 E I  =  23 
2 L  12
 F3  −  
6 12 6   7 P
M3   − (2L)2 −
2L (2L)2 2L 
0  − 
   9 PL2   46 
 6 
4   − 276 E I   0 
6
 2L 2 −
2L  

Assim. 13.Método dos Elementos Finitos 136 PL 53/46 P Força P 7/46 P cortante 16/23 PL Momento P fletor 21/46 PL 7/23 PL Observação: A força cortante é considerada positiva quando gira a seção no sentido anti-horário e o momento fletor é considerado positivo quando traciona as fibras inferiores. Um método frequentemente utilizado para esta finalidade é o método do trabalho da carga equivalente. estas cargas devem ser transformadas em cargas concentradas de maneira a poderem ser aplicadas nos nós. o trabalho produzido por concentradas desconhecidas nos nós do elemento é da forma: . O método consiste em transformar o trabalho produzido por uma carga distribuida em um trabalho produzido por forças concentradas desconhecidas nos nós do elemento. uma vez determinada a ∂x 2 dx equação de v(x) para cada elemento.7 – Vigas com carga distribuida Nos casos onde as cargas não são concentradas nos nós como anteriormente mas distribuidas ao longo de um trecho da viga. As equações de força cortante e de momento fletor podem ser obtidas ∂2v dM através das equações diferenciais EI =M e = − V .

f3 (x) M2   0  L   ∫ w(x).47)  F2     '   ∫ w(x).44) 2 1 v 2   θ2  E o trabalho realizado pela carga distribuida é da forma: L 1 W= 2 ∫ w(x).46) v 2   θ2  Como o trabalho realizado em (13.v(x) dx (13.45) 0 onde a deflexão é da forma:  v1  θ    v(x) = [ f1(x) f 2(x) f3 (x) f4 (x)]  1  (13.4: Considere a viga com carregamento linearmente distribuido como mostrado abaixo. L .f1(x)  0   F1  '  L   '   ∫ w(x). O carregamento é do x tipo w(x) = − w o   e E I é constante. Determine a inclinação e a deflexão no nó 1. tem-se que: L   ∫ w(x).Método dos Elementos Finitos 137  v1    1 ' '   θ1  W= F M1' F2' M2    (13.44) deve ser igual ao trabalho realizado em (13.f2 (x)   M1   0   '  = L  (13.45).f4 (x)  0  Exemplo 13.

Método dos Elementos Finitos 138 wo 1 x 2 L Os esforços nodais devido ao carregamento são calculados da seguinte maneira: F1’ F2’ M1’ M2’ 1 2 M2 F2 M1 F1 x x  L 2 3 x 3w oL F1' = ∫ − w o 1 − 3   + 2    dx = − 0 L   L  L   20 x  x 2   x3  L w oL2 M1' = ∫ − w o  x − 2  + 2  dx = − 0 L   L  L   30 x x x  L 2 3 7w oL F2' = ∫ − w o 3   − 2    dx = − 0 L   L   L   20 x   x 2   x3  L w oL2 M2' = ∫ − w o −   +   dx = 0 L   L   L2   20 As condições de contorno para este caso são. Sabe-se também que F1 = 0 e M1 = 0. Impondo o equilíbrio em cada nó e considerando a matriz de rigidez do elemento 1-2. tem-se: . v2 = 0 e θ2 = 0.

Método dos Elementos Finitos 139  12 6 12 6   L2 − L L2 L   F1 + F1'      v1 = ?  2    6 6 4 − θ = ?  M1 + M1  E I  L  ' L  1   =      F2 + F2  L  − 12 − 6 v 2 = 0 ' 12 6 −  '   L2 L L2 L  θ2 = 0  M2 + M2   6   6 2 − 4   L L  Tomando somente as duas primeiras linhas do sistema acima e considerando as condições de contorno. temos:  3w oL   12 6 0 − 20  E I  2 L   v1 = ?  = L  2       0 − w oL  L  6 θ = ?  L 4   1  30   A inversão o sistema fornece os graus de liberdade no nó 1:  6   3w oL   L   4 −  −  3 −  v1  L  20  w oL  30  3 L  =    =    θ1  12 E I  − 6 12   w oL2  E I  1  −  L L2   30   24  As reações de apoio são determinadas tomando as duas últimas linhas do sistema inicial:  7w oL   12 6  F2 − 20  E I  − 2 −  L  v1  = L  2      −6 θ 2   1  M + o  w L L  2 20   L   7w oL   12 w oL3  L  6 w oL3 1   F2 − 20  E I − 2 −  −   L E I  30  L E I 24   2 =    6 w oL  − L  + 2 w oL 1  3 3 M + o  L w L  2 20     E I 24   L E I  30   w oL   F2   2   =  2 M2  − w oL   6  .

Para este caso. (13.5: Considere a viga com carregamento distribuido como mostrado abaixo.47). temos: . y w 1 3 2 L/2 L/2 Por causa da simetria. Exemplo 13. v1 = 0 e θ2 = 0. Determine a inclinação no nó 1 e a deflexão no nó 2. as condições de contorno são. ∑ Fy = 0 e ∑ M2 = 0 . A matriz elementar do elemento 1-2 é:  12 6 12 6   L 2 − L (L )2 L   ( 2) 2 2 2   6 6   F1   4 − 2   v1 = 0  M    θ = ?   1  E I  L L 2 2  1  = L  F  2  12 6 12 6  v 2 = ? 2 − − − M2  L 2 L (L )2 L   θ 2 = 0   ( 2) 2 2 2  6 6   2 − 4   L L   2 2  De acordo com a eq.Método dos Elementos Finitos 140 Estes resultados podem ser confirmados através das equações de equilíbrio estático. E I é constante. é necessário modelar somente metade da viga através de um único elemento. os esforços externos são: L/2   x 2   x3   wL2 M1 = ∫ −w  x − 2   +   2   L / 2   (L / 2)   dx = − 48 0 L/2   x 2  x   3 wL F2 = ∫ − w 3   − 2   dx = − 0   L / 2   L / 2   4 Substituindo M1 e F2 na matriz elementar e considerando os graus de liberdade conhecidos.

determine as reações de apoio na viga abaixo.6: Usando o método dos elementos finitos. Considere EI constante.5 m 1.Método dos Elementos Finitos 141  6   wL2   4 −  −  E I  L  48 = 2   θ1    L    − wL  6 12   v 2  2 −   4   L (2L)2   2  A inversa do sistema acima fornece a solução do sistema:  12 3   wL2  − 1  θ1   L2 L   48    3 L wL3  =   =−  5L   v 2  24 E I  3 1  − wL  24 E I   L   4   16  Exemplo 13. w0 =6 kN/m MA MB 1 2 3 1.5 m R1y R3y Elemento 1-2: F1’ F2’ M1’ M2’ 1 2 M2 F2 M1 F1 .

Método dos Elementos Finitos 142  12 6 12 6   L2 − L L2 L     F1    v1  2  6 6 M  4 − θ   1 E I  L L   1  =      F2  L  12 − 2 − 6 12 − 6 v 2  M2   L L L2 L θ 2   6 6   2 − 4   L L  x Os esforços nodais devido ao carregamento w(x) = − w o são calculados da L seguinte maneira: x L 2 3  x x 3w oL F1' = ∫ −w o 1 − 3   + 2    dx = − 0 L  L L  20 x  x 2   x 3  L w oL2 M1' = ∫ −w o  x − 2   +  2  dx = − 0 L   L   L  30 x x  L 2 3 x 7w oL F2' = ∫ − w o 3   − 2    dx = − 0 L   L  L   20 x   x 2   x3  L w oL2 M2' = ∫ − w o −   +    dx = 0 L   L   L2   20 Elemento 2-3: F2’ F3’ M2’ M3’ 2 3 M3 F3 M2 F2 .

temos: Nó 1: R1y + F’1 (elemento 1-2) – F1 (elemento 1-2) = 0 MA + M’1 (elemento 1-2) – M1 (elemento 1-2) = 0 Nó 2: 0 + F’2 (elemento 1-2) – F2 (elemento 1-2) + F’2 (elemento 2-3) – F2 (elemento 2-3) = 0 0 + M’2 (elemento 1-2) – M2 (elemento 1-2) + M’2 (elemento 1-2) – M2 (elemento 1-2) = 0 Nó 3: .Método dos Elementos Finitos 143  12 6 12 6   L2 − L L2 L     F2   v 2  2  6 6 M  4 − θ   2 E I  L L   2  =      F3  L  12 − 2 − 6 12 − 6 v 3  M3   L L L2 L θ3   6 6   2 − 4   L L   x Os esforços nodais devido ao carregamento w(x) = − w o  1 −  são  L calculados da seguinte maneira: L  x  x 2 x  3 7w oL F2' = ∫ − w o  1 −  1 − 3   + 2    dx = − 0  L  L   L   20 L  x   x 2   x3   w oL2 M2' = ∫ − w o 1 −   x − 2   +  2   dx = − 0  L   L   L   20 L  x   x 2  x  3 3w oL F3' = ∫ − w o  1 −  3   − 2    dx = − 0  L   L   L   20 L  x   x 2   x3   w L2 M'3 = ∫ − w o 1 −   −   +  2   dx = o 0  L   L   L   30 Impondo o equilíbrio estático nos nós.

m L  L   240EI  MB 25 30 120 .5 kN 20 L  L   240EI  2 w 0L2 E I  6   7 w 0L4  w 0L2 MB + =  −  ⇒ = − = −2.5 kN 20 L  L   240EI  2 w 0L2 E I  6   7w 0L4  w 0L2 MA − = −  −  ⇒ M = 25 = 2.m L  L   240EI  A 30 120 3w 0L E I  12   7w 0L4  w 0L R 4y − =  − 2  −  ⇒ R 4y = = 4.8125 kN. temos: 14w 0L E I 24 7w 0L4 − = v 2 ⇒ v 2 = − 20 L L2 240EI E I 0= 8 θ2 ⇒ θ2 = 0 L Substituindo os valores encontrados nas equações 1. temos: 3w 0L E I  12   7w 0L4  w 0L R1y − =  − 2 −  ⇒ R1y = = 4. 5 e 6.8125 kN. 2.Método dos Elementos Finitos 144 R2y + F’3 (elemento 2-3) – F3 (elemento 2-3) = 0 MB + M’3 (elemento 2-3) – M3 (elemento 2-3) = 0 Colocando na forma matricial e impondo as condições de contorno: v1 θ1 v2 θ2 v3 θ3  3w 0L   12 6 12 6   R1y − 20   L2 − 2 0 0    L L L    w 0L  2  6 0  6  MA − 30   L 4 − 2 0   v1 = 0    L   θ = 0   − 7w 0L − 7w 0L   − 12 − 6 12 12 6 6 12 6   1   20  + 2 − + − 2 20  E I  L2 L L2 L L L L L   v 2   2  =      θ2  2  w 0L − w 0L  L  6 2 6 6 − + 4+4 − 6 2   20 20   L L L L  v3 = 0    6    θ3 = 0  12 6 12  R 4y − 3w 0L   0 0 − 2 − −   20   L L L2 L  2   6 6   MB + w 0L   0 0 2 − 4   30   L L  Tomando as equações 3 e 4.

a área A = 320 mm2. u1 P2x. EI = 2.6 m 0.6 m R1y F Elemento 1-2 (como viga): M2. R4x 4 R4y 0. a área A = 2 560 mm2. v1  12 6 12 6   12 6 12 6   L2 − − L L2 L   L2 L L2 L       F1   6  v1   v1  2   6 2  6 6 M  4 − θ  4 − θ   1 E I  L L   1  L L   1  =     = C1      F2  L  12 − 2 − 6 12 − 6 v 2   − 12 − 6 12 − 6 v 2  M2   L L L2 L  θ2   L2 L L2 L  θ2   6 6   6 6   2 − 4   2 − 4   L L   L L  Elemento 1-2 (como barra): P1x. v2 F1.7: Achar pelo método dos elementos finitos as deflexões e inclinações dos nós devido a força F = 6 000 kgf.Método dos Elementos Finitos 145 Exemplo 13. v2 P1y. θ2 M1.8 x 1011 kgfmm2. θ1 F2. Para o membro BC. u2 P2y.9 m 1 2 3 R1x 0. v1 . para a estrutura mostrada na figura. e E = 21 000 kgf/mm2. e E = 21 000 kgf/mm2. Para o membro AB.

Método dos Elementos Finitos 146  P1x  1 0 −1 0   u1  1 0 −1 0   u1  P      1y  E A  0  0 0 0   v1  0  0 0 0   v1    =   = C   L  −1 0 1 0 u2   −1 0 1 0  u2  2 P2x  P2y          0 0 0 0  v 2  0 0 0 0   v 2  Elemento 2-3 (como viga): M3. v3 F2. u3 P3y. v2 P2x  1 0 −1 0  u2  1 0 −1 0  u2  P      2y  E A  0  0 0 0 v 2  0 0 0 0   v 2   =   = C2    P3x  L  −1 0 1 0 u3   −1 0 1 0  u3  P3y          0 0 0 0  v 3  0 0 0 0   v 3  . v2  12 6 12 6   12 6 12 6   L2 −   − L L 2 L L2 L L2 L    v   v  F2   6    2 2     6 2    6 2 6 M  4 − 4 −  2 E I  L L  θ  2  L L   θ2    =     = C1     F3  L  12 − − 6 12 − 6  v 3   − 12 − 6 12 − 6  v 3  M3   L2 L L 2   L  θ3    L2 L L2 L   θ3   6 6   6 6   2 − 4   2 − 4   L L   L L  Elemento 2-3 (como barra): P2x. v3 P2y. u2 P3x. θ2 F3. θ3 M2.

v4 P3x. v3 P3x   16 12 −16 −12  u3   16 12 −16 −12  u3  P     12  3y  E A 1  9  −12 −9   v 3   12 9 −12 −9   v 3   =   = C3    P4x  L 25  −16 −12 16 12  u4   −16 −12 16 12  u4  P4y         −12 −9 12 9   v 4   −12 −9 12 9   v 4  Impondo o equilíbrio estático nos nós: Nó 1: R1x – P1x (elemento 1-2) = 0 R1y – P1y (elemento 1-2) – F1 (elemento 1-2) = 0 0 – M1 (elemento 1-2) = 0 Nó 2: 0 – P2x (elemento 1-2) – P2x (elemento 2-3) = 0 – F – P2y (elemento 1-2) – F2 (elemento 1-2) – P2y (elemento 2-3) – F2 (elemento 2-3) = 0 0 – M2 (elemento 1-2) – M2 (elemento 2-3) = 0 Nó 3: 0 – P3x (elemento 2-3) – P3x (elemento 3-4) = 0 0 – P3y (elemento 2-3) – F3 (elemento 2-3) – P3y (elemento 3-4) = 0 0 – M3 (elemento 2-3) = 0 . u3 P3y. sen φ = 5 5 P4x. u4 P4y.Método dos Elementos Finitos 147 4 3 Elemento 3-4: cos φ = − .

m. 8 e 9. temos: u1 v1 θ1 u2 v2 θ2 u3 v3 θ3 u4 v4  C2 0 0 −C2 0 0 0 0 0 0 0     0 12 6 12 6 C1 C1 0 − C1 C1 0 0 0 0 0   L2 L L2 L   R1x     u1 = 0  R   0 6 C1 4C1 0 6 − C1 2C1 0 0 0 0 0     1y   L L   v1 = 0   0     θ1     −C2 0 0 C2 + C2 0 0 −C 2 0 0 0 0     0   12 6 12 12 6 6 12 6   u2     0 − C1 − C1 0 C1 + C1 − C1 + C1 0 − C1 C1 0 0   v   −F   L2 L L2 L2 L L L2 L   2     0 = 6 6 6 6   θ2   0   0 C1 2C1 0 − C1 + C1 4C1 + 4C1 0 − C1 2C1 0 0   u     L L L L   3   0   0 0 0 −C2 0 0 C2 + 16C3 12C3 0 −16C3 12C3   v3         0   0 − C1 −12C3 −9C3   θ3  12 6 12 6 0 0 0 − C1 − C1 12C3 C1 + 9C3 R4x   L2 L L2 L u4 = 0        R4y   0 6 6 − C1  v 4 = 0   0 0 0 C1 2C1 0 4C1 0 0   L L   0 0 0 0 0 0 −16C3 −12C3 0 16C3 12C3   −12C3 −9C3 9C3   0 0 0 0 0 0 0 12C3 Tomando as equações 3. os deslocamentos nodais são: .Método dos Elementos Finitos 148 Nó 4: R4x – P4x (elemento 3-4) = 0 R4y – P4y (elemento 3-4) = 0 Colocando as equações na forma matricial.67 105 kgf.48 106 kgf/m e L = 0. 7. 5. temos: θ1 u2 v2 θ2 u3 v3 θ3  6   4C1 0 − C1 2C1 0 0 0  L    0   0 2C2 0 0 −C2 0 0   θ1   0   6 24 12 6  u     − C1 0 C1 0 0 − 2 C1 C1   2 −6000   L L2 L L  v2     6     0  =  2C1 0 0 8C1 0 − C1 2C1   θ2   0   L  u     0 − C2 0 0 (C2 + 16C3 ) 12C3 0   3  0    v3     12 6 12 6   − C1 − C1 ( 2 C1 + 9C3 ) − C1   0   0  θ3  0 12C3 L2 L L L   6 6   0 0 C1 2C1 0 − C1 4C1   L L  Considerando que C1 = 4. 6. C2 = 8. 4.96 107 kgf/m e C3 = 4.6 m. e considerando as condições de contorno u1 = v1 = u4 = v4 = 0.

16 kgf 6 12 6 R1y = C1 θ1 − 2 C1 v 2 + C1 θ2 = 3019.9 kgf L L L R4x = −16C3 u3 + 12C3 v 3 = 4001.46e − 5 m   2   v 2   −1.78e − 4 rad  Substituindo os deslocamentos nodais nas equações 1.8 kgf R4y = 12C3 u3 − 9C3 v 3 = 3001. obtêm-se as reações nos apoios: R1x = −C2 u2 = 3996.65e − 3 rad  u   −8. 10 e 11.98e − 3 m       θ3   2.93e − 5 m   3   v 3   −1.3 kgf .Método dos Elementos Finitos 149  θ1  −3. 2.57e − 3 rad  u   −4.76e − 3 m       θ2  =  −1.

deve-se obter parâmetros críticos adicionais que determinam se uma dada configuração ou deformação em um dado sistema é permitido. com carregamento axial.Flambagem de Colunas 150 14 – FLAMBAGEM DE COLUNAS 14. Qualquer carga acima de Pcr pode causar a ruptura da estrutura ou do mecanismo.Carga crítica A máxima carga que uma coluna pode suportar é chamada carga crítica Pcr. denominadas colunas. onde se analisa a possibilidade de instabilidade dos sistemas estruturais.1 – Colunas submetida à cargas de compressão De maneira a entender a natureza da instabilidade. submetidas simultameamente à flexão. Para o estudo da flambagem de vigas. Pc P > Pcr Pc P > Pcr Figura 14. considere um mecanismo com duas barras rígidas sem peso e articuladas em suas extremidades. rigidez e estabilidade.2 . utilizar-se-a barras delgadas.1 – Introdução O projeto de elementos estruturais e de máquimas é baseado em três características: resistência. O problema consiste portanto em determinar as magnitudes das cargas axiais críticas nas quais ocorre flambagem e as correspondentes formas das colunas flambadas. 14. No estudo da flambagem de colunas. Quando as .

1) 2 . P tan θ.2 – Exemplo de instabilidade Diagrama de corpo livre das barras: P tanθ P θ F=k∆ x θ P P tanθ Considerando θ pequeno. Assim.Flambagem de Colunas 151 barras estão na posição vertical. tendem a causar uma instabilidade. Enquanto as componentes de P na direção x. tem-se: ∆ = θ (L/2) e tan θ ≈ θ. P P L/2 θ L/2 k ∆=θ (L/2) A k A L/2 θ L/2 Figura 14. o equilíbrio será restabelecido quando: L k θ >2 P θ (14. a mola de rigidez k está distentida. a força F = k ∆ tenta restaurar o equilíbrio.

3) 4 O valor intermediário entre as duas situações corresponde a carga crítica: k L Pcr = (14. a situação de equilíbrio estável ocorrerá quando: k L P< (14.4) 4 14. a situação de equilíbrio instável ocorrerá quando: k L P> (14. v V+∆V dv M P dv/ds A M+∆M P V v x dx dv/ds Figura 14.3 – Esforços internos sobre um elemento de viga infinitesimal . considere as seguintes aproximações: dv = tan θ ≈ sen θ ≈ θ . considere um elemento isolado de uma coluna mostrada na sua posição defletida.Flambagem de Colunas 152 Desta forma. cos θ ≈ 1 e ds ≈ dx dx +w P P dx dv/ds ds +w y.3 – Equações diferenciais para colunas Para a obtenção das diversas relações diferenciais entre as variáveis do problema da flambagem de colunas.2) 4 Por outro lado. Para isto.

10) As constantes C1.6) e substituindo esta última na eq.7) dx E I Fazendo uso da eq. (14. sabe-se que para a curvatura.8) dx dx E I com: P λ2 = (14. por simplicidade. E I é considerado constante.5). tem-se a seguinte relação: d2 v M 2 = (14. (14.Flambagem de Colunas 153 As equações de equilíbrio aplicadas sobre o elemento.5) dx dx ∑ MA = 0 . M − P dv − V dx + w dx 2 −(M + dM) = 0 dM dv V=− −P (14.6) dx dx Na segunda equação diferencial. Se a carga axial P for nula. . A solução da equação diferencial para colunas é do tipo: v(x) = C1 sen λx + C1 cos λx + C3 (14. C2 e C3 são obtidas aplicando as condições de contorno do problema. temos: d4 v 2 2 d v w 4 + λ 2 = (14. fornecem duas equações diferenciais: ↑ ∑Fy = 0 . (14. w dx − V + (V + dV) = 0 dV = −w (14. os termos de ordem infinitesimais de ordem superior são desprezados. Da teoria de flexão de vigas. as equações diferenciais acima revertem para o caso de vigas com carregamento transversal.7) na eq.9) E I Neste caso.

1: Uma barra fina. e de uma força axial P. como mostrado abaixo.C2 E I λ2 cos λ L dx Mo 1 − cos λL P M P M(L) = − ( )E I sen λL − o E I cos λL = −Mo (OK) P sen λL E I P E I Portanto.10) e as condições de contorno do problema são do tipo: d2 v P / x = 0 ⇒ v(0) = 0 e M(0) = E I (0) = −M0 dx 2 d2 v P / x = L ⇒ v(L) = 0 e M(L) = E I 2 (L) = −M0 dx Para x = 0. Mo 1 − cos λL v(L) = C1 sen λ L + C2 cos λ L + C3 = 0 ⇒ C1 = ( ) P sen λL verificação: d2 v M(L) = E I 2 (L) = −C1 E I λ2 sen λ L . Mo Mo P P L A solução completa é da forma da eq. (14. Determinar a máxima deflexão e o maior momento fletor. de EI constante. é submetida à ação simultânea de momentos Mo nas extremidades. v(0) = C2 + C3 = 0 d2 v Mo M(0) = E I (0) = −C2EIλ2 = −M0 ⇒ C2 = −C3 = dx 2 P Para x = L. a equação da curva elástica é: Mo 1 − cos λL v(x) = ( sen λx + cos λx − 1) P sen λL A máxima deflexão ocorre em x = L/2 que é obtida fazendo-se: .Flambagem de Colunas 154 Exemplo 14.

um número maior que 1.v | Mmax = |. quando uma força de compressão axial é aplicada. M = |.v + M = 0 .vmax | = Mo secλL/2 Observa-se que o momento é multiplicado por secλL/2. Mo + P. Porém o momento é reduzido quando uma força de tração é aplicada.P. . A mesma observação pode ser feita com relação a deflexão. articulada nas suas extremidades. feita de material homogêneo e sobre a qual a carga é aplicada no centróide da seção transversal.4 – Carregamento de flambagem de Euler para colunas articuladas Considere uma coluna ideal.Flambagem de Colunas 155 dv Mo 1 − cos λL = ( cos λx − sen λx) = 0 dx P sen λL Sabemos que: λL λL sen λL = 2sen cos 2 2 λL λL cos λL = cos2 − sen2 2 2 λL λL 1 = cos2 + sen2 2 2 Logo: Mo sen2 λ(L / 2) L M λL v max = ( + cos λ − 1) = o (sec − 1) P cos λ(L / 2) 2 P 2 O momento fletor máximo ocorre também em x = L/2 e seu valor absoluto é: M P P v Mo ∑M = 0 . perfeitamente reta antes do carregamento.P.Mo .Mo . 14.

eq. (14. temos: d2 v M P v 2 = =− dx E I E I ou (14.v (14.4 – Coluna bi-articulada submetida à carga de compressão Da equação de equilíbrio estático do trecho superior da coluna.12) d2 v 2 + λ2v = 0 dx A solução da equação diferencial. (14. tem-se: ∑ M = 0 .10). C2 e C3 são determinadas pela imposição das condições de contorno: d2 v P / x = 0 ⇒ v(0) = 0 e M(0) = E I (0) = 0 dx 2 (14.12) é da forma dada pela eq. v x L M v P P x Figura 14. P.v + M = 0 M = . onde as constantes C1.13) d2 v P / x = L ⇒ v(L) = 0 e M(L) = E I 2 (L) = 0 dx .11) Substituindo a equação de momento fletor na equação diferencial da curva elástica.P.Flambagem de Colunas 156 P P y.

a solução não-trivial procurada vem de: sen λ L = 0 ⇒ λL=nπ (14. como é visto na Fig. elevando ao quadrado e isolando a carga Pn: n2 π2E I Pn = (14. ou a forma flambada da coluna: n π v(x) = C1 sen x (14. Assim. (14.17).17) Substitundo o valor de λ na eq. pela inexistência de flambagem.C2 λ 2 cos λ 0 = 0 ⇒ C2 = .16) Como a solução trivial C1 = 0 não nos interessa.5: . denominada carga de flambagem de Euler: π2E I Pcr = 2 (14. 14.15) dx Para x = L: v(L) = C1 sen λ L = 0 (14.19) L Substituindo a relação λ L = n π na expressão de deflexão tem-se o modo com que a coluna irá deformar.C1 λ2 sen λ 0 . n = 1.20) L Os modos ou formas em que a columa irá flambar depende de n. a carga crítica para uma coluna biapoiada tem a expressão.C3 = 0 (14.14) d2 v M(0) = E I 2 (0) = .Flambagem de Colunas 157 Para x = 0: v(0) = C1 sen 0 + C2 cos 0 + C3 = 0 ⇒ C2 + C3 = 0 (14.18) L2 Como a carga crítica procurada é o menor valor na qual a coluna flamba.

14.5.13). porque a carga crítica ocorre para n = 1.1 . onde a força axial e EI permanecem constantes ao longo do comprimento da coluna. 14. O método não pode ser aplicado se a força axial atua em parte do membro. eq.10) e (14. Este método é vantajoso nos problemas de colunas com diferentes condições de contorno. Uma solução alternativa deste problema pode ser obtida pelo uso da equação diferencial de quarta ordem para colunas.21) dx 4 dx 2 A solução da equação diferencial.Coluna engastada-livre . (14.21) e as condições de contorno do problema são como apresentados pelas eqs.5 – Flambagem elástica de colunas com diferentes vínculos nas extremidades As cargas críticas e os modos de flambagem podem ser determinados para diferentes condições de contorno. com carregamento transversal nulo. (14. d4 v 2 2 d v + λ =0 (14.5 – Modos de flambagem de uma coluna bi-articulada Os modos onde n > 1 não tem significado físico.Flambagem de Colunas 158 n=1 n=2 n=3 Figura 14.

(14.v) + M = 0 M = P.P. (14. (14.10) e as condições de contorno são do tipo: d2 v P / x = 0 ⇒ v(0) = δ e M(0) = E I (0) = 0 dx 2 (14. .22) na equação elástica da coluna.24) d2 v dv P / x = L ⇒ v(L) = 0 .( δ .(δ . v x L v M P P x Figura 14.v) (14. eq.6 – Coluna engastada-livre submetida à carga de compressão ∑M = 0 .22) Substituindo a eq.Flambagem de Colunas 159 P P δ y.7). temos: d2 v M P (δ − v) = = dx 2 E I E I ou d2 v P P 2 + v= δ (14. M(L) = E I 2 (L) = P δ e (L) = 0 dx dx Para x = 0: .23) dx E I E I ou d2 v + λ2 v = λ2 δ dx 2 A solução do problema é da forma dada pela eq.

L (14.C2 λ2 cos λ. elevando ao quadrado e isolando a carga P: n2 π2E I P= (14.C1 λ2 sen λ.Flambagem de Colunas 160 v(0) = C2+ C3 = δ (14.27) na eq.E I C1 λ 2 sen λ.25) d2 v M(0) = E I (0) = .28):  δ  P  M(L) = −E I  −   sen λ L = P δ (OK) (14.0 = 0 ⇒ C2 = 0 ⇒ C3 = δ (14.0 .27) sen λ L verificação: d2 v M(L) = E I (L) = .33) 4 L2 Como procura-se a menor carga crítica.26) dx 2 Para x = L: δ v(L) = C1 sen λ L + δ = 0 ⇒ C1 = − (14. (14.30) dx Como C2 = 0: C1 λ cos λ L = 0 (14. n = 1.31) Como C1 ≠ 0 e λ ≠ 0: n π cos λ L = 0 ⇒ λ L = (14.29)  sen λ L   E I  dv (L) = C1 λ cos λL − C2λ sen λL = 0 (14.28) dx 2 Substituindo a eq.34) (2 L ) 2 2 Le . (14. Logo a carga crítica para uma coluna engastada-livre é: π2E I π2E I Pcr = = (14.32) 2 Substituindo o valor de λ.

14. 14.5 L .7L L Ponto de inflexão P x Figura 14.5.7 L ) 2 Le 2 com o comprimento efetivo Le = 0.3 .Flambagem de Colunas 161 com o comprimento efetivo Le = 2 L ( comprimento efetivo corresponde à distância entre dois pontos de momento nulo).2 .5. v Le=0.5 L ) 2 Le 2 com o comprimento efetivo Le = 0.7 – Coluna engastada-apoiada submetida à carga de compressão π2E I π2E I Pcr = = (14.36) ( 0.Coluna engastada-apoiada P P y.35) ( 0.Coluna engastada-engastada π2E I π2E I Pcr = = (14.7 L.

5L Ponto de inflexão P x Figura 14. Determine a maior carga possível P que pode ser aplicada na coluna sabendo-se que: Eal = 70 GPa. Iy = 23.S. = 3.10-6 m4.5 . z x y 5m Flambagem no plaxo x-z: . A = 7. de maneira a impedir o deslocamento na direção x. Ix = 61.3. Use um fator de segurança F.Flambagem de Colunas 162 P P y.8 – Coluna bi-engastada submetida à carga de compressão Exemplo 14.10-3 m2. v Ponto de inflexão L Le=0.2: Uma coluna de alumínio está engastada em uma extremidade e amarrada por um cabo na outra como mostrado abaixo.2.10-6 m4-. σesc = 215 Mpa.

3: Determine a máxima carga P que a estrutura pode suportar sem flambar o membro AB. Tome Eaço = 200 GPa e σadm = 360 MPa.7 L ) 2 Le = 0.2.Flambagem de Colunas 163 z x π2E Iy Pcr = ( 0.10 −3 Exemplo 14.5 = 3.5.109 23.109 61. Assumir que o membro AB é feito de aço e está articulado nas suas extremidades para o eixo de flambagem y e engastado em B para o eixo de flambagem x.5 m π2 70.3.10 −6 Pcr = (10 ) 2 Pcr = 424 kN Portanto.7. .10−6 Pcr = ( 3.5) 2 Pcr = 1310 kN Flambagem no plaxo y-z: y z π2E Ix Pcr = (2 L ) 2 L=5m π2 70. A carga permissível é: Pcr 424 Pperm = = = 141 kN 3 3 A tensão devido a carga crítica é: Pcr 424 σcr = = = 56. a coluna irá flambar primeiro com relação ao eixo x.5 MPa < 215 MPa A 7.

5 R AC = 3 P Flambagem no plano xz (biarticulada):  100.103 4 45 R AC = Pcr y .50 Flambagem no plano yz (engastada-livre): .Flambagem de Colunas 164 3m A P y θ 50 mm x 4m 50 mm 6m 50 mm z C B x 4 3 cos θ = . Pcr y = .8 σ= = .56 Mpa < σadm A 100.8 kN 5 53 P 42.103   π2E Iy  12  Pcr y = . P = 57.6 − P. σ = 8. . R AC . P = 42.6 = 0 . sen θ = (4/5)RAC 5 5 P RA 6m x y B 3 5 ∑ MB = 0 . Pcr y = 57.1 kN .503  π2 200.1 kN ( ) 2 L2e 6.

5 m ∑ MC = 0 . 1 = 0. RAB . Pcr x = 57. RAB = 8 kN .5 – 12 . 6. Pcr x = .Flambagem de Colunas 165  50.5 m 0.103 4 45 R AC = Pcr x . w = 6 kN/m C B 1. Assumir que o membro AB é de aço e é articulado nas suas extremidades com relação ao eixo de flambagem x e engastado-libre com relação ao eixo de flambagem y.50 Exemplo 14.1 kN . 1.8 σ= = .103   π2E Ix  12  Pcr x = . Eaço = 200 GPa e σadm = 360 Mpa.5 m 0.1 kN L2e ( ) 2 2 . P = 57. considerando um fator de segurança com relação a flambagem do membro AB de 3.5 m 2m 30 mm z A y 20 mm x y Diagrama de corpo livre da viga BC: w = 6 kN/m 12 kN RCx C B RAB RCy 1.8 kN 5 53 P 42.1003  π2 200.56 Mpa < σadm A 100.4: Determine se a estrutura abaixo pode suportar a carga de w = 6 kN/m. σ = 8. P = 42.

Pcr y = 2.Flambagem de Colunas 166 Flambagem no plano yz (biarticulada):  20.103   π2E Iy  12  Pcr y = . 1 O raio de giração de uma área pode ser considerado como a distância do eixo no qual toda área pode ser concentrada e ainda ter o mesmo momento de inércia que a área original. I = A r2.303  π2 200.37) Le A tensão crítica para coluna é definida como a tensão média na área da seção transversal A de uma coluna com carga crítica Pcr.203  π2 200. Pcr x = .103   π2E Ix  12  Pcr x = .5 R AB = 8 kN > = = 0. admite-se que o material tem comportamento elástico. temos: π2E A r2 Pcr = 2 (14. Introduzindo a definição de raio de giração1. 14.103 Pcr x 22. na fórmula de flambagem. . Pcr x = 22.4 kN 3 3 Flambagem no plano xz (engastada-livre):  30.103 Pcr y 2.8 kN 3 3 Conclusão: A coluna AB não suportará a carga de 6 kN/m pois flambará nos dois planos de flambagem. as fórmulas podem ser escritas de maneira diferente.2 kN ( ) 2 L2e 2. Pcr y = . 2.5 kN ( ) 2 L2e 2 . Para ressaltar a limitação deste fato.6 – Limitação das fórmulas de flambagem elástica Nas deduções das fórmulas de flambagem de colunas.2 R AB = 8 kN > = = 7.

Le = L = 1314 mm  Le   Le   14. pode ser representado pela Fig.434      Conclusão: Para um comprimento menor que 1314 mm a coluna flambará plásticamente. 75 .9.7 – Fórmula generalizada da carga de flambagem de Euler Um diagrama de tensão-deformação na compressão. com seção transversal de 50mm x 75 mm.Flambagem de Colunas 167 Pcr π2E σcr = = (14. 502 Imin = = 781250 mm 4 12 Imin 781250 r= = = 14. Considerar E = 21 000 kgf/mm2 e admitir que o limite de proporcionalidade seja 25 kgf/mm2. 14.38) A  Le 2  r    A relação (Le/r). para a qual a fórmula elástica de Euler se aplica. para uma coluna de aço simplesmente apoiada na extremidade.434 mm A 50 . . Exemplo 14. A tensão crítica σcr deve ser o limite superior de tensão. 14. para um espécime impedido de flambar.5: Achar o menor comprimento Le. a partir da qual a coluna flamba plásticamente. comprimento efetivo da coluna e o menor raio de giração é definida como índice de esbeltez. 75 π2 π2 21000 cr 25 = 2 .

Flambagem de Colunas 168 t σ cr Hipérbole de t Euler R B proporcionalidade A S E intermediária 0 0 L/r elástica flambagem praticamente elástica sem flambagem Figura 14. ponto S: menor coluna de um dado material e tamanho que flambará elásticamente.9 – Diagrama tensão-deformação / Diagrama tensão-índice de esbeltez Resumo: região ST (colunas longas): infinito número de colunas ideais de diferentes comprimento que flambam elásticamente. Et. Ponto A do diagrama tensão-deformação. região RS (intermediária): A rigidez do material é dada instantâneamente pela tangente à curva tensão-deformação. A fórmula generalizada de Euler para carga de flambagem fica: π2 2  e   r  região R (colunas curtas): Região onde prati .

10 – Diagrama tensão-índice de esbeltez para diferentes colunas Conclusão: Para índices de esbeltez menores que (Le/r)1. e não mais a flambagem. que determinará o comportamento da coluna. 14. considera-se uma coluna com um carregamento excêntrico como mostrado abaixo. sendo a resistência.Flambagem de Colunas 169 Tensão de Hipérboles escoamento σ σcr de Euler Limite de proporcionalidade A colunas com colunas com extremidades extremidades fixas com pinos 0 ε 0 (Le/r)1 Le/r Figura 14. pois as colunas nem sempre são retas e a posição de aplicação da carga nem sempre é conhecida com exatidão. Normalmente estas considerações são irrealistas.8 – Colunas com carregamento excêntrico A fórmula de Euler é obtida assumindo que a carga P é aplicada no centróide da seção transversal da coluna e que a coluna é reta. . a relação de 4 para 1 em termos de capacidade de carga vai decrescendo até o momento em que para um “bloco curto” não há diferença se ele está articulado ou engastado. Para estudar este efeito.

v x v v M v max L L P P P x ∑M = 0 .7).P.39) na eq.39) Substituindo a eq. P. (14. (14.42) d2 v M(0) = E I (0) = E I (. tem-se: d2 v M P(e + v) 2 = =− dx E I E I ou (14.C2 λ2 ) = .P e dx 2 . tendo uma solução a eq.(e + v) (14.40) d2 v P P 2 + v=− e dx E I E I Esta equação diferencial é similar ao caso de uma coluna biapoiada.e + M = 0 M = . (14.10) e condições de contorno do tipo: d2 v P / x = 0 ⇒ v(0) = δ e M(0) = E I (0) = −P e dx 2 (14.Flambagem de Colunas 170 P e Mo= P e P P Mo= P e x y.41) = ⇒ = Para x = 0: v(0) = C2 + C3 = 0 (14.v + P.

(e + v max ) | = P e sec = Mo sec | (14. logo: λL v max = e (sec − 1) (14. 14.44) sen λL A curva de deflexão é portanto escrita da forma: e (1 − cos λL) v(x) = sen λx + e cos λx − e (14.10 descreve a evolução da tensão em função do índice de esbeltez para colunas em aço (σesc=24 kgf/mm2.e (14.45) sen λL A máxima deflexão ocorre em x = L/2. (14.43) Para x = L e (1 − cos λL) v(L) = C1 sen λL + e cos λL – e = 0 ⇒ C1 = (14. Como verifica-se que a relação .46) 2 O momento fletor máximo ocorre também em x = L/2 e seu valor absoluto é: λL λL Mmax = | P.49) é frequentemente denominada fórmula da secante para colunas e é válida somente se a máxima tensão permanecer dentro da região elástica. A Fig.48) A I P Como λ 2 = e I = A r2: E I P e c λL  P  e c L P  σ max =  1 + 2 sec  =  1 + 2 sec  (14. E = 20.Flambagem de Colunas 171 P Como λ 2 = : E I C2 = e . C3 = .103 kgf/mm2).49) A r 2  A  r r 4 E A  A eq.47) 2 2 A máxima tensão que ocorre no lado côncavo da coluna a meia altura da coluna é: P M c σ max = + (14.

14.11 – Diagrama tensão-índice de esbeltez para o aço 14. ec/r2 hipérbole de Euler Figura 14. a superposição de efeitos devido à diferentes cargas não pode ser feita. o material não ser totalmente homogêneo e a posição das cargas não ser perfeitamente conhecida. . como mostra a Fig.9 – Fórmulas de colunas para cargas concêntricas De maneira a compensar o fato de as colunas não serem perfeitamente retas.12.Flambagem de Colunas 172 tensão-carga é não linear. é necessário compensar estes efeitos através de fórmulas empíricas testadas experimentalmente.

52)  c r .50)  Le   r    A aplicação desta fórmula exige que um fator de segurança de 1.51) 1. a fórmula de Euler pode ser utilizada.92  e  L  r  Esta equação pode ser aplicada na faixa de esbeltez de:  L e  ≤ L e ≤ 200  r  (14.12 – Resultados experimentais de colunas com carga concêntrica Estas fórmulas empíricas são utilizadas no projeto de colunas de aço.92 seja aplicado.Flambagem de Colunas 173 σe hipérbole de Euler KL/r colunas curtas colunas intermediárias colunas longas Figura 14. π2E σmax = 2 (14. Fórmulas para colunas de aço: Para colunas longas. π2E σadm = 2 (14. alumínio e madeira.

se a tensão na fórmula de Euler for superior que este valor.S.Flambagem de Colunas 174 A relação (Le/r)c é obtida quando da utilização da fórmula de Euler até que a tensão atingida seja a metade da tensão de escoamento σesc/2.56) 3 8 ( Le / r ) c 8 ( L e / r ) 3 c Fórmulas para colunas de alumínio: Para colunas longas a tensão admissível é de: 71700 σadm = 2 (kgf /mm2 ) (14.53) 2  Le  2  r   c O que dá o índice de esbeltez no limite da utilização da fórmula de Euler:  Le  = 2π2E  r  (14. definido como: 5 3 (L e / r ) 1 (L e / r ) 3 F. para este caso.22  r   (14. ela não pode ser aplicada.5 − 0.58) F. O fator de segurança é. σesc π2E = (14. baixo valor de (Le/r). Consequentemente. ALCOA): 1   L e   (kgf /mm2 ) para (0 ≤ (L /r) ≤ 64) 2 σadm =  31.  e    . usa-se a seguinte expressão de tensão admissível (para liga 2024-T4.S.  e  L  r  Para colunas intermediárias e curtas.54)  c σesc Colunas com um índice de esbeltez menor que (Le/r)c são projetas com base numa fórmula empírica que é parabólica e tem a forma:  (L e /r)2  1 − 2  (Le /r)c   σadm = σ esc (14. = + − (14.S.57) F.55) F.S.

Flambagem de Colunas 175 Fórmulas para colunas de madeira: Para colunas maciças de madeira com extremidades articuladas ou engastadas e carga paralela as fibras. a equação anterior fica: 0.59) ( r) ( r) 2 2 2.60) ( d) 2 L Onde d é a menor dimensão lateral de um membro. a tensão admissível é: π2 E 3.30 E σadm = (14.727 L L Para colunas de seção transversal quadrada ou retangular.619 E σadm = = (14. .