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Revista Movimenta; Vol 3, N 1 (2010

)

CINESIOLOGIA E BIOMECÂNICA DO CICLISMO: UMA REVISÃO
KINESIOLOGY AND BIOMECHANICS OF CYCLING: A REVIEW
Thiago Ayala Melo Di Alencar1, Karinna Ferreira de Sousa Matias1, Franassis Barbosa de Oliveira2
1
Fisioterapeuta do Studio Bike Fit, graduado pela Universidade Estadual de Goiás (UEG)
2
Fisioterapeuta. Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília (UnB). Docente da
Universidade Estadual de Goiás (UEG)

e-mail: thiagoayala@hotmail.com

Resumo: O ciclismo é uma modalidade esportiva de to the crank arm to propel the bike. The aim of this
movimento sincronizado de múltiplas articulações review was to discuss the kinesiology and
em cadeia cinética fechada, cuja força produzida biomechanics of cycling, addressing the relationship
pelos músculos da região lombo-pélvica e membros between posture and center of gravity, the effect of
inferiores é transmitida ao pedivela para propulsar a aerodynamics on the air resistance, the ratio of force
bicicleta. O objetivo desta revisão foi discutir a applied perpendicularly to the crank and the ground
cinesiologia e biomecânica do ciclismo, abordar a reaction to the rear tire, knee ligament function,
relação entre postura e centro de gravidade, o efeito function and electrical activity of the main lower
da aerodinâmica sobre a resistência do ar, a relação limb muscles to produce force and asymmetry of
da força aplicada perpendicularmente ao pedivela e power in the pedaling cycle. Were used eighty-four
a de reação do solo ao pneu traseiro, função texts, including articles of the database SciSearch,
ligamentar no joelho, função e atividade elétrica dos Embase, Lilacs, SciELO, PubMed and books
principais músculos do membro inferior na published from 1959 to 2010. The results showed
produção de força e assimetria de força no ciclo da that the aerodynamic posture of the cyclists take the
pedalada. Foram utilizados oitenta e quatro textos, center of gravity to stay closer to the ground and
entre artigos da base de dados da SciSearch, Embase, reduces the frontal area facing the movement,
Lilacs, Scielo, PubMed e livros publicados de 1959 a decreasing consequently the aerodynamic drag, the
2010. Os resultados revelaram que: a postura ground reaction force on the rear tire is proportional
aerodinâmica dos ciclistas leva o centro de gravidade to the force applied perpendicular to the crank, the
a ficar mais próximo do solo e reduz a área frontal trajectory performed by the anterior tibial
voltada para o movimento, diminuindo, tuberosity in the frontal plane during the pedaling
consequentemente, o arrasto aerodinâmico; a força cycle is elliptical, the angle of muscle activity is
de reação do solo sobre o pneu traseiro é dependent of the cadence, load, seat tube angle,
diretamente proporcional à força aplicada positioning relative of the foot to the pedal axis and
perpendicularmente ao pedivela; a trajetória saddle height and the asymmetry of forces applied to
realizada pela tuberosidade anterior da tíbia no the pedal is usually present. The importance of this
plano frontal durante o ciclo da pedalada é elíptica; approach is due to the fact that cycling is a sport
a angulação da atividade muscular é dependente da with a growing number of practitioners and because
cadência, carga, ângulo do seat tube, dispositivos de the cycle ergometer and cycle simulator are
fixação do pé ao pedal, posicionamento relativo do frequently used in kinetic-functional rehabilitation
pé ao eixo do pedal e altura do selim e que a and on cycling research.
assimetria de forças aplicadas ao pedal geralmente Keywords: cycling, posture, aerodynamics, muscle
está presente. A importância desta abordagem deve- activity, assymetry
se ao fato do ciclismo ser um esporte com crescente
número de praticantes e pelo fato do cicloergômetro
e ciclossimuladores serem utilizados com frequência Introdução
em reabilitação cinético-funcional e em pesquisas
sobre ciclismo. Pedalar é uma atividade que requer movimentos
Palavras-chave: ciclismo, postura, aerodinâmica, sincronizados de múltiplas articulações1,2 em cadeia
atividade muscular, assimetria. cinética fechada3,4 visando gerar propulsão2,5 por meio
da utilização das forças produzidas, principalmente, por
músculos da região lombo-pélvica6 e membros
Abstract: Cycling is a sport that requires inferiores7. O desempenho dos ciclistas depende das
synchronized movement of multiple joints in closed forças aplicadas, do treinamento específico e da
kinetic chain, whose force produced by the core utilização de bicicletas mais leves e com geometria mais
stabilization and lower limbs muscles is transmitted aerodinâmica1.

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N 1 (2010) Compreender a biomecânica do ciclismo pode pontos influencia a localização do centro de massa do ajudar a eliminar os fatores etiológicos das lesões por ciclista12. relatam Gregor & selim18. enquanto um terço deve-se à bicicleta11. pesquisadores relatam conjunto ciclista-bicicleta é dependente da altura do que é possível aumentar o desempenho a partir do ajuste movimento central relativo ao solo3. capacete aerodinâmico e roda traseira fechada. retorno (135-225º) e puxada (225-315º). posição também conhecida por ponto é criado pela resistência do ar secundário ao corpo morto superior. LeMond venceu com Embase. A estabilidade e o inferiores no ciclismo é alta e historicamente as análises controle podem ser alcançados reduzindo o centro de biomecânicas nesta modalidade esportiva dirigia gravidade do ciclista pelo rebaixamento da altura do atenção ou à bicicleta ou ao ciclista. relação a LeMond21. 2010.14. pedalada. calibragem e tipo do pneu. o permite manobrar a bicicleta sem transferir seu centro Considerando a perspectiva corporal por meio da de gravidade muito à frente17. superior (0º) ao ponto morto inferior (180º). O ciclista em postura muito ereta eleva o centro Wheeler7.27.22. b) não aumento de 10% na massa do conjunto ciclista-bicicleta elegíveis: estudos sem relevância. Estas alterações básico para se conseguir um ajuste confortável3.Considera-se como zero Vários autores relatam que dois terços do arrasto grau do ciclo da pedalada o ponto mais alto alcançado aerodinâmico durante competição de ciclismo de estrada pelo pedivela. É possível notar por meio da equação 1 que as Postura e Centro de Gravidade . contudo. A fases: fase de propulsão (0-180º) e fase de recuperação força de arrasto aerodinâmico é calculada pela equação (180-360º).27. o selim e o quatro métodos que podem ser utilizados por ciclistas guidão12. a produção de coeficiente aerodinâmico1. Scielo e PubMed com os descritores: diferença de 8 segundos21. sem.A importância da aerodinâmica joelho. apresentar a relação da força dianteira o ciclista será projetado à frente.10.9.10 e é um fator do complexo ciclista-bicicleta1. Segundo Matteson20. na intenção de manter a aceleração do conjunto e superar os efeitos gravitacionais e a resistência de rolamento adicionais. A postura adequada e confortável ao ciclista esforço repetitivo decorrentes da prática do ciclismo 8. A resistência de rolamento é proporcional quatro textos. enquanto a Cd o coeficiente aerodinâmico.16. Ainda assim. onde F é a força de resistência. predispor o potência não é tão importante quanto a estabilidade e ciclista à lesão1. enquanto Fignon pedalou sem clip e sem capacete. sem possibilidade de exige do ciclista um aumento da potência produzida em inclusão na revisão. de gravidade19.29. A distribuição do peso sobre estes três para reduzir a resistência do ar são: projetar-se atrás de 41 . Vol 3. considerando o sentido bicicleta23. O ciclo da pedalada se divide em duas humano.A postura modalidades de ciclismo de maior velocidade estão assumida pelo ciclista é dependente de três pontos de sujeitas a maiores forças de resistência do ar24. Broker26 relata que o possibilidade de ser incluídos na revisão. atividade muscular (muscle activity) e são forças que reduzem significativamente a velocidade assimetria (assymetry). A fase de propulsão vai do ponto morto 1.  a densidade do ar. o qual contabiliza menos de 5% de toda a a) elegíveis: estudos que apresentam relevância e têm força resistiva por atrito23. Foram utilizados oitenta e do ciclista24. A prova foi um contra-relógio de 24 km23 e Fignon tinha 50 segundos de vantagem em Foi realizada uma busca na base de dados SciSearch. também denominada de lenticular21. se durante descidas O objetivo desta revisão foi abordar a relação entre a projeção vertical do centro de gravidade do conjunto postura e centro de gravidade.28. ciclismo (cycling). compressão (45-135º). horário11. utilizando clip de guidão. a atividade elétrica e a função dos principais teve primeiro impacto no ciclismo profissional quando músculos do membro inferior envolvidos na produção Greg LeMond venceu Laurent Fignon na última etapa de força e a assimetria de força durante o ciclo da do Tour de France em 1989. Stapelfeldt & Mornieux13 citam a divisão do ciclo em quatro etapas: impulso (315-45º). O Ciclo da Pedalada . Lilacs. Af a área frontal voltada fase de recuperação vai do ponto morto inferior ao para o movimento e v a velocidade do conjunto ciclista- ponto morto superior. A potência exigida para superar a Discussão resistência do ar é proporcional ao cubo da velocidade do conjunto22. O centro de gravidade do cinesiologia aplicada ao ciclismo. aerodinâmica A resistência aerodinâmica e a de rolamento (atrito) (aerodynamics). Os contato com a bicicleta: o pedal.15. aplicada perpendicularmente ao pedivela e a reação do solo ao pneu traseiro. 10%. função de alguns ligamentos no Resistência do Ar . o efeito da aerodinâmica ciclista-bicicleta estiver à frente do eixo da roda sobre a resistência do ar. Revista Movimenta. expondo seus cabelos longos à Métodos resistência do ar21. reduzem ao máximo a resistência do ar pela redução do A exemplo da prática do downhill. entre artigos e livros publicados de 1959 a ao diâmetro da roda. Todos os textos obtidos por meio das diferentes superfície do solo e atrito dos mecanismos internos da estratégias de busca foram avaliados e classificados em: bicicleta25. A incidência de lesões em membros controle da bicicleta pelo ciclista.12. postura (posture).

eliminar superfícies rugosas e utilizar a de 3 raios apresenta o menor arrasto21. considerando que o grupo seja formado por ciclistas de mesmo nível de treinamento27.35. reduzir a área frontal voltada para o raios maior o arrasto. similar pode ser conseguida reduzindo a quantidade de 36 raios para 6 raios. na seguinte proporção membros inferiores bem como o comprimento e 44. a força de tração sobre a A eliminação de superfícies rugosas pode ser feita corrente. Relação entre força aplicada ao pedal e o componente da força horizontal na roda traseira.29.33 desenvolveram um método para estimar a área frontal do ciclista utilizando a altura (H) e massa corporal (M) como parâmetros (equação 2). Seja F1. O uso de capacete ângulo do seat tube é representado por . Vol 3. movimento. já que o torque é constante em em 20%. garrafas24. A Figura 1 ilustra as forças atuantes na para ciclistas da quinta à oitava posição. 99. entre as rodas com raios. o raio da utilizando camisetas mais justas23. 1. Fonte: aerodinâmico por ciclistas de cabelos longos pode Adaptado de Cavanagh & Sanderson37. Substituindo a mudança da postura verticalizada para a utilizada em equação 4 na 5 encontra-se uma nova relação. comprimento do pedivela. A força responsável em girar o m. rodas fechadas ou de três raios apresentam significativa Projetar-se atrás de outro ciclista é uma técnica redução da resistência do ar comparada às com 36 denominada por “vácuo”31 e considerada proibida pela raios24. Desprezando o peso do conjunto ciclista- Broker26 relata que bicicletas de contra-relógio bicicleta e as forças inerciais é possível determinar a aerodinâmicas podem reduzir o arrasto aerodinâmico força sobre a corrente.36. 0. reduzir a resistência do ar em 7%34. Quanto mais próximo um ciclista se A Cinemática e Cinética .6. N 1 (2010) outro ciclista. Um grupo pode completar uma prova em menor tempo.25. todos os pontos da coroa (equação 4). bem como a força horizontal Broker26 a potência exigida pelo segundo e terceiros exercida pelo solo sobre o pneu (F4).5 e 2. Basset et al. comparado a um ciclista isolado. O invés de firma-pé26.37 quadros mais aerodinâmicos reduz a turbulência29. A potência transferida ao pedivela é calculada para o segundo.0 alavanca muscular. quanto maior o número de 42 . Figura 1.21. 42. terceiro e quarto ciclistas posicionados multiplicando a velocidade angular do pedivela pelo atrás do condutor do pelotão é de 26  7% e de 39  6% torque12. 30 e 27% para 0.26. 0.30.0. o raio da coroa.Para Too1 mudança na mantém daquele posicionado à sua frente. se um revezamento de condução for realizado. menor é o altura do selim altera a cinemática do ciclismo.30. o reduzindo a exposição de cabos. Desta forma o último ciclista pode economizar mais energia para o momento que tiver de conduzir o pelotão. (equação 3). ciclistas é de 61 a 66% e de 57 a 62% da potência realizada pelo condutor.30. De acordo com relação da bicicleta. Forrester22 relata que embora a determinado segundo a equação 5.28. respectivamente. que triathlon resulte em redução do arraste de 12%.31. portanto. Em decorrência A redução da área frontal pode ser alcançada com o da força F2 ser transmitida diretamente da coroa à ciclista se posicionando em posição mais catraca o torque relativo a este componente é aerodinâmica11. Os ciclistas que se projetam em fila atrás do condutor do pelotão gastam menos energia. A utilização de componentes e produto da força F1 pelo comprimento do pedivela 12. a força exercida pelo solo sobre o pneu.26. F4. pois arrasto11. O número de raios tem um impacto significativo sobre a potência e velocidade desenvolvida22.30. 1.2. Quanto maior a área frontal do ciclista condutor maior é a vantagem para os que os seguem27. União Internacional de Ciclismo (UCI) em provas de contra-relógio26. 34. A velocidade do pelotão pode aumentar de 4.4. A resistência do ar reduz à medida que a modifica a amplitude de movimento articular nos distância entre as rodas diminui. respectivamente.8 a 6. L2. Em geral. F2. redução fica em função de F1 e de todos os raios37 (equação 6). L3 e L4 a força que age perpendicular ao pedivela. F4. p.31.4 km/h desde que haja um ritmo constante em percurso plano e com pouco vento28. 38.31 e sapatilhas ao catraca e o raio da roda traseira. A utilização de bicicletas em formatos aerodinâmicos24.35. L1. Segundo Kyle27 a utilização da malha denominada por Lycra Spandex possibilita o ciclista reduzir a resistência do ar em O torque gerado pelo pedivela é calculado pelo aproximadamente 11%. respectivamente27. Revista Movimenta.29. Hagberg & McCole32 relatam que pedivela é tangente à trajetória realizada pelo eixo do em um pelotão de oito ciclistas a economia de energia pedal8.

consegue realizar uma força resultante em direção ascendente torna-se possível puxar o pedal. Sentado à bicicleta. A Artrocinemática . cruzado anterior e cruzado posterior A força efetiva é responsável em gerar propulsão à também ajudam a manter a estabilidade do joelho bicicleta11. pesquisa realizada com ciclistas recreacionais e tangente à trajetória realizada pelo eixo do pedal11. Além da cápsula (FE). L3 e L4. respectivamente45. é possível sofra descarga de peso37.37. Para Cavanagh & Sanderson37 denomina-se por força inútil a subtração algébrica da força aplicada ao pedal e a força efetiva. enquanto que pedal4. Algumas vezes as forças aplicadas pelos membros inferiores se somam para aumentar o torque propulsor.40. Este resultado mostra que a força reativa do solo recuperação não ocorra. ângulo que ligamentos colateral medial e lateral restringem nesta corresponde ao pico de atividade do quadríceps11. a fase de recuperação os dispositivos de fixação do pé O ligamento cruzado anterior apresenta um vetor de ao pedal foram desenvolvidos28 (ex. Puxar o pedal na fase de recuperação é uma pé29. Para uma uma força descendente no pedal. Figura 2). joelho e tornozelo bem como para fortalecer Figura 2.44. Outra força atuante no membro inferior do ciclista condição rara37 e não é essencial à eficiência da é o torque rotacional.37 e superar a resistência do ar imposta sobre durante o movimento articular. a força aplicada pode ser o peso do membro inferior na fase de recuperação aplica até três vezes maior que seu peso corporal. profissionais. 10. Conconi & Broker29 ciclistas profissionais reservam essa técnica para aclives ou sprint. Na ordem o estresse em valgo e varo45 e apresentam maior intenção de prolongar ao máximo a força efetiva durante tensão quando o joelho está completamente estendido46. colateral lateral. Os ligamentos cruzado o ciclista e a força de atrito entre o solo e o pneu 28. pois segundo Cavanagh & Sanderson37 o gasto energético relacionado à esta prática é talvez o principal motivo pelo qual ciclistas geralmente não puxam o pedal na fase de recuperação. Durante a fase de recuperação é esperado que ocorra Considerando os valores 17.O cicloergômetro é um aparelho utilizado como recurso terapêutico para aumentar a amplitude de movimento das articulações do quadril. Revista Movimenta. L2. A força aplicada ao pedal (FA) gera um componente Cavanagh & Sanderson37 relatam que segundo vetorial denominado de força efetiva (FE. Para que o torque negativo reescrever a equação 4 da seguinte forma: (força descendente) sobre o pedal na fase de . segurando ao guidão. Quando estas duas forças não são superadas em pé. articular e dos componentes músculo-tendíneos que transpassam o joelho. 2. N 1 (2010) ciclismo). propulsão41.45 em 85% e 95%. sapatilha de ação que ajuda o fêmur a proteger-se de um 43 .25 e 35 cm como uma força ascendente sobre o pedal ou que o pedal não medidas de L1. uma força de descarga de peso sobre o pedal durante a angulação de reação de igual módulo e direção oposta é imposta ao 315 a 360°. produz um torque máxima eficiência mecânica a bicicleta deve ser negativo ao pedivela e reduz a eficiência do torque ajustada de modo que o ciclista possa ter vantagem da gerado pelo membro contralateral na fase de intensidade e direcionamento da força aplicada4. Timmer42 relata que quando o ciclista tíbia durante o ciclo da pedalada29. Ilustração das forças aplicada (FA) e efetiva músculos dos membros inferiores43. Para Gregor.37. proveniente da rotação axial da pedalada29. A anterior e posterior restringem a translação anterior e força efetiva aumenta à medida que o pedivela se posterior44. Segundo Cavanagh & Sanderson37 e Broker39 o torque produzido no ciclo da pedalada é resultante das forças aplicadas em ambos os pedais (equação 7). porém é possível em algumas ocasiões que um dos membros inferiores gere torque negativo37.38. duas forças devem ser sobre a roda traseira é igual a 11% da força aplicada ao superadas: a força da gravidade sobre o membro pedal37 (F1). Já os aproxima de 90º do ciclo da pedalada. Vol 3. os ligamentos colateral medial. respectivamente. alguns dos participantes não realizaram Quando o pé aplica uma força ao pedal. o ciclista pode aplicar inferior37 e a força inercial ou tendência do peso dos ao pedal uma força de aproximadamente metade de seu membros inferiores em resistir ao movimento do peso corporal durante a fase de propulsão.

estabilizadores secundários do joelho. 60 rpm.4  0. respectivamente47. A razão para execução de trajetória elíptica é devido ao fato do quadril sofrer adução durante a extensão do joelho decorrente do valgismo fisiológico e da disparidade entre os raios de curvatura dos côndilos femorais4. 163. pode ser útil no tratamento de ciclistas com lesão no tendão de Aquiles54. altura do selim e posição do pé relativo metatarso sobre o eixo do pedal é importante por gerar o ao pedal. Para Kapandji57 quando o joelho move-se de extensão para flexão o eixo anatômico do joelho move-se Figura 4. altura do selim correspondendo a 113% para estabilizar o pé no pedal14. Em decorrência do pé e quadril posicionada sobe a tróclea. N 1 (2010) deslizamento posterior. destacam-se a articulação patelofemoral (quadríceps. do quadríceps (Fq) e tendão patelar (Fp). Vol 3. p. resultando em medialização do joelho ao 44 . O platô tibial posterior medial e lateral. Dyrby & Andriacchi50 relatam que aos 78º de flexão do joelho ocorre uma A B translação ântero-posterior do fêmur em relação à tíbia Figura 3. Quando a cabeça do fêmoro-patelar (Fcp). função assistida pelos meniscos movimento póstero-anterior da tíbia à superfície distal e ligamentos meniscotibiais44. força de compressão entre o primeiro metatarso é posicionada à frente do eixo do tendão do quadríceps e a tróclea (Fcq). Moran9 e Francis55 relatam que a tuberosidade anterior da tíbia no plano frontal deve descrever trajetória elíptica. patela e tendão patelar).06 cm na fase de recuperação e pedalada: (A) trajetória elíptica e (B) em forma de oito.9  0. cadência. A flexão Fonte: (a) Francis55. tem uma inclinação de 7º49 e 9º. trabalharem em cadeia cinética fechada o joelho se p.47.57. média de 0. (b) adaptado de Sanner & do joelho durante o ciclo da pedalada é acompanhada O’Halloran4. desde que a força da distância da tuberosidade isquiática ao maléolo aplicada ao pedal não aumente para compensar a medial e cabeça do segundo metatarso posicionado redução do braço de alavanca. Revista Movimenta. Representação do fêmur. os ísquios-tibiais e o gastrocnêmio42. no plano sagital. conforme consequentemente. p. por uma rotação medial da tíbia de aproximadamente 13º11. o fêmur tende a deslizar-se posteriormente sobre a superfície articular da tíbia sob descarga de peso em posição ortostática44. 19. tíbia e patela aproximadamente 2 cm. Grappe52 compressão fêmoro-patelar causadas por mudanças na relata que o posicionamento da cabeça do primeiro carga.02 cm na fase de propulsão. gerando a curva evoluta 57. Dentre os do côndilo femoral durante a extensão do joelho 4. Sanner & O’Halloran4. em resposta a uma carga extensora gerada pelo quadríceps44.47. Devido a esta angulação. Considerando a importância dos ísquios- tibiais para proteger o ligamento cruzado anterior pesquisadores têm proposto fortalecimento dos ísquios- tibiais durante a reabilitação cinético-funcional48. movimento no plano frontal para compensar esta disparidade. Fonte: Adaptado de Nisell59. crescendo de póstero-anteriormente de 17 para 38 mm no côndilo medial e de 12 para 60 mm no côndilo lateral. Chaudhari. Este posicionamento sobre o eixo do pedal. menos estresse é imposto ao tendão ilustra Figura 4. Foram analisadas as forças de compressão braço de alavanca mais eficiente. Vista frontal da trajetória realizada pela tuberosidade anterior da tíbia durante o ciclo da com média de 1. Os ísquios-tibiais são estabilizadores do joelho quanto à translação anterior da tíbia em relação ao fêmur. forças do tendão pedal o braço de alavanca do tornozelo é reduzido.45. O raio de curvatura do côndilo lateral é maior que o do côndilo medial56. conforme ilustra Figura 3A. Sanner & O’Halloran4 acrescentam ainda que a tuberosidade anterior da tíbia pode descrever trajetória em forma de oito (Figura 3B).48.53. O torque desenvolvido na articulação do tornozelo é Ericson & Nisell58 realizaram um estudo cujo proporcional à distância entre o ponto de fixação da objetivo foi mensurar alterações das forças de sapatilha ao pedal à articulação do tornozelo51. 370.49. A referência adotada pelos autores foi de Aquiles e ao tríceps sural e menos força é exigida 120 W.

Semitendíneob Flexor do joelho e extensor do quadril tibial anterior. (7) gastrocnêmio. Reto Femoralb Extensor do joelho e flexor do quadril Bíceps-Femoral Jorge & Hull60 analisaram a atividade cabeça curtaa Flexor do joelho eletromiográfica de oito músculos durante a pedalada: cabeça longab Flexor do joelho e extensor do quadril glúteo máximo. relata Houtz & Fischer43.A atividade elétrica de máximo. porém. de difícil análise eletromiográfica. Função dos principais músculos do membro prática pode aumentar o risco de lesão por esforço inferior no ciclo da pedalada repetitivo no joelho64 na presença de desequilíbrio Músculo Função Glúteo Máximoa Extensor do quadril muscular65. 45 . 1367. p. todavia. muitos ciclistas enfatizam o treinamento destes músculos para melhorar o desempenho. Fonte: Adaptado de Ericson & Nisell58. esta Tabela 1. (3) vasto medial e (4) vasto destas forças58. (5) tibial anterior. Utilizando um Gastrocnêmiob Flexor plantar do tornozelo e flexor do joelho ciclossimulador e eletrodos de superfície os autores Sóleoa Flexor plantar do tornozelo observaram a angulação relativa de ativação dos a uniarticular. A força Fcq teve psoas é o único que não tem estudo sobre sua atividade pico aos 30º. focado primariamente na descoberta dos diferentes aumentando o torque de extensão. (9) semitendinoso e (10) glúteo A Atividade Muscular . Gregor. (2) reto femoral. Kaplan & Fu45 à medida que o joelho é que o uso da eletromiografia no ciclismo tem sido estendido. alterações na Figura 6. bbiarticular músculos avaliados (Figura 7). gastrocnêmio. lateral. (Figura 5). reto femoral. bíceps femoral cabeça Semimembranosob Flexor do joelho e extensor do quadril Tibial Anteriora Dorsiflexor do tornozelo longa e semimembranoso. por ser flexor do quadril. Fonte: adaptado de Rankin & Neptune63. p. (8) bíceps femoral. O quadríceps é o efeitos do recrutamento dos músculos dos membros principal gerador de potência na fase propulsiva e inferiores. Lefever-Button11 e Pruitt & Matheny66 Íleo-Psoasb Flexor do quadril referem o tensor da fáscia lata e grácil. N 1 (2010) As forças Fcp. Representação dos principais músculos dos cadência e no posicionamento do pé relativo ao pedal membros inferiores envolvidos na pedalada: (1) íleo- não influenciam significativamente na intensidade psoas. A força Fcq teve pico média no deve-se ao fato de ser um músculo profundo e. valor de 295 N à angulação média do joelho de 108º 58 conseqüentemente. Segundo os autores. (6) sóleo.60-62. as forças de compressão (Fcp e Fcq) podem ser minimizadas reduzindo-se a carga ou aumentando a altura do selim. respectivamente. angulação na qual os subentendido que sua atividade ocorre durante a fase de picos de Fp e Fq apresentaram valores de 661 N e 938 recuperação43. vasto lateral. Revista Movimenta. A razão por não ter estudo a seu respeito N. Intensidade de força mensurada durante o ciclo da pedalada. enquanto Fcp apresentou pico médio igual eletromiográfica. muitos músculos que exercem grande função no ciclo da 1495 pedalada (Tabela 1) pode ser facilmente avaliada utilizando eletrodos de superfície posicionados no ventre muscular23. respectivamente. fica a 905 N a 83º de flexão de joelho. Broker & Ryan23 relatam Para Fluhme. ambos Vasto Laterala Extensor do joelho biarticulares. vasto medial. a patela cursa para cima pela tróclea. Vol 3. Figura 5. No entanto. Fp e Fq apresentaram pico com o Dos dez músculos representados na Figura 6 o íleo- pedivela a 60º do ciclo da pedalada. como estabilizadores lateral e medial do Vasto Mediala Extensor do joelho movimento do joelho no plano sagital.

sapatilha de ciclismo) e posicionamento do pé Os principais flexores plantares também estão ativos relativo ao eixo do pedal67.61. flexores plantares asseguram que toda a força produzida com uso de taco e altura do selim no valor de 100% da pela musculatura lombo-pélvica e demais cadeias distância do trocânter maior ao solo. Devido à sua ação. superior. Vol 3. Fonte: Adaptado de sóleo e demais músculos do compartimento profundo da Jorge & Hull60. semimembranoso e atividade muscular no tibial anterior. firma-pé. Dessa forma. por se tratar de músculos antagonistas8. dispositivos de fixação do pé ao pedal60. porque a extensão do quadril empurra o pedal para baixo levando o joelho à extensão4. proporcionando ação importante na flexão da fase de recuperação e de 0 a 120º. são Hull60 na Figura 7 representa o comportamento importantes por promover uma ligação estável entre o muscular no ciclo da pedalada nas seguintes condições: pedal e as articulações do tornozelo e joelho40. O recrutamento do músculo sóleo é anterior ao do De 0 a 120º o músculo glúteo máximo contribui na gastrocnêmio. 270º. desde que o glúteo e os ísquios-tibiais estendam o quadril.42. perna. provavelmente por se tratar de suas atividades. Trinta e oito por cento deste trabalho tem sido atribuído ao tibial posterior. quando a atividade do inferior. O início da atividade do glúteo atividade antes de 90º. É observada atividade muscular. 689.67 (ex. p. O gastrocnênio apresenta a maior um músculo biarticular e atuar na flexão do quadril no amplitude de atividade de todos os músculos no ciclo da início da segunda metade da fase de recuperação. com pico de extensão do quadril4. próximo a substancialmente mantida pela ação dos vastos35. ângulo do seat coincide com a máxima flexão do joelho e quadril entre tube68. Representação eletromiográficos da média da dorsiflexão e 20º de flexão plantar. De fato.72. dos 27 aos 145º 40. Os ísquios-tibiais também estendem recuperação e finalizando sua atividade próximo aos o quadril e estão ativos de 45 a 180º e início da fase de 270º40. joelho e tornozelo 43. carga60. flexor longo dos O padrão de atividade elétrica é dependente da dedos e flexor longo do hálux11. e por mais que não sejam representação eletromiográfica ilustrada por Jorge & considerados geradores primários de força. a durante a fase propulsiva. O movimento de 43º. A máxima dorsiflexão cadência67. O ílio-psoas. se o pé encontra-se fixado ao pedal por meio de uma sapatilha. O quadríceps entra contração que seus agonistas73.69 varia com transmitida ao pedal na fase de propulsão40. O glúteo máximo e os ísquios-tibiais pico de atividade do semitendinoso ocorre ligeiramente colaboram com aproximadamente 27% do trabalho após a do semimembranoso e a atividade do bíceps muscular total desta fase11. sóleo não foram representados.69. a posição de 337º e 23º do ciclo da pedalada42.67. apresentando pico de atividade aos 55º no 107º40. perfazendo aproximadamente 20% do trabalho total realizado.40. altura do selim60. Os cadência de 80 rpm. declinando gradualmente durante a fase de ciclo da pedalada40.60. uma amplitude de glúteo máximo e vastos estão reduzindo rapidamente. A contração do quadríceps na fase de propulsão estende o joelho e cria uma força descendente no pedal. Revista Movimenta. portanto. A máxima extensão femoral é o mais variável dos três músculos que alcançada pelo quadril e joelho ocorre compõem os ísquios-tibiais40.61.43. o joelho é estendido mesmo sem ação do quadríceps. sendo responsável do joelho8.60. Durante a fase de em atividade na segunda metade da fase de recuperação propulsão a contração de músculos agonistas/antagonistas ocorre para gerar torque 46 . Segundo Lefever-Button11 a amplitude de movimento do tornozelo geralmente envolve 15º de Figura 7. ajustes na altura do selim42. Estes dois músculos entram em contração após recuperação4. com pico de atividade ocorrendo e de 28º quando o pedivela atinge o ponto morto aos 90º (ou ligeiramente após). relação de marcha 52x19. realizando. N 1 (2010) produzindo 4% do trabalho muscular total pela atividade do reto femoral70.35. A atividade do tibial anterior tem início força tangente ao pedal na fase de propulsão é quando o gastrocnêmio deixa de contribuir. Os ísquios-tibiais e o simultaneamente43. O gastrocnêmio é recrutado aos máximo ocorre imediatamente antes do ponto morto 35º40. A pedalada42. A amplitude de musculares nos membros inferiores possa ser movimento do quadril. gastrocnêmio. Durante a flexão do joelho o trabalho dos por impulsionar o pedal ao passar pelo ponto morto ísquios-tibiais e gastrocnêmio contabilizam 10%11. a 100 W. A articulação do quadril apresenta um ângulo de 71º O semimembranoso e semitendinoso são recrutados quando o pedivela encontra-se no ponto morto superior na fase de propulsão.42. gastrocnêmio estão ativos na primeira metade da fase de O quadríceps encontra-se ativo na segunda metade recuperação. A atividade do reto femoral antecede a do os extensores da coxo-femoral e do joelho iniciarem vasto lateral e medial40. o vetor força resultante no O paradoxo de Lombard postula que músculos pedal no início da fase de propulsão é orientado para antagonistas podem atuar na mesma modalidade de baixo e ligeiramente para frente4.71.60. apresentando pico de atividade em média a superior (0°).

Revista Movimenta. longo das respectivas zonas de transição81. como por exemplo. definição. Devido à associação transmitida à bicicleta com menor eficiência pelo mecânica e ao sinergismo dos músculos dos membros membro que aplica maior força37. durante o movimento articular. Assim. A assimetria na força aplicada principalmente em controlar a direção da força pode traduzir diferenças quanto à força muscular ou produzida e sua transferência aos segmentos adjacentes histórico de lesão no membro inferior37. membro inferior esquerdo e se o valor encontrado é Van Ingen Schenau et al. Conconi & (equação 10): Broker29 a ocorrência de simetria na técnica de pedalada é rara e a falta de ajuste da bicicleta ao ciclista pode acentuar a assimetria. Se a propulsão35 assim como os músculos tibial anterior e assimetria relativa à força e trabalho é contralateral o reto femoral ipsilaterais na segunda metade da fase de membro que produz maior força realiza o menor recuperação81 para transferir a força gerada pelo trabalho. um cicloergômetro quanto à simetria na pedalada em análise laboratorial.Segundo desequilíbrio do trabalho muscular realizado. visto que o Cavanagh & Sanderson37 determinaram dois índices reto femoral além de flexor do quadril é extensor do para avaliação da simetria: o índice de força assimétrica joelho e os ísquios-tibiais também são flexores do (FA.80 sugerem que no ciclismo menor que 100 o membro inferior esquerdo aplica mais os músculos biarticulares são responsáveis força do que o direito. No entanto. comparado às outras modalidades de ciclismo. equação 8) e o índice de trabalho assimétrico (TA. o ciclista Cavanagh & Sanderson37 e Bertucci & Grappe12 sugerir tende a apresentar perda no desempenho comparado à que o ciclismo seja uma atividade essencialmente condição na qual os membros inferiores apresentam simétrica.84 avaliaram seis ciclistas homens em pedalada. resultando em perda parcial da força gerada pelo glúteo máximo35. Nesta relação matemática meta inatingível por um músculo isolado. Teoricamente é um movimento complexo. A razão da força resultante gerado pelo reto femoral na mesma articulação e o do membro inferior direito pelo esquerdo multiplicado torque extensor gerado pelo quadríceps no joelho é por 100 fornece a porcentagem relativa de contribuição maior que o torque flexor produzido pelos ísquios. Isto implica que a força gerada está sendo membro inferior ao pedivela35. A explicação equação 9). assimétrica. trabalhando em O índice de trabalho assimétrico é a relação do sinergia com os demais músculos agonistas para trabalho realizado pelo membro inferior esquerdo pelo desempenhar suas funções biomecânicas e alcançar uma direito. N 1 (2010) necessário para transmitir a força gerada pelos membros tenha sido adquirida porque estes ciclistas se expõem inferiores ao pedal74. treinamento em aclives.81. Um músculo é considerado importante ao movimento se contribuir efetivamente ao movimento desejado. o reto femoral e o tibial anterior são co. joelho e os ísquios-tibiais estendem o quadril. enquanto os músculos uniarticulares são essencialmente responsáveis por contribuírem na produção de força. 47 . Sem a ação sinérgica dos músculos flexores plantares o tornozelo seria dorsifletido durante a extensão do quadril.83. ipsilateral mais trabalho está sendo realizado como ativados durante a extensão do joelho na fase de resultado de mais força estar sendo aplicada. Esta ocorrência pode ser freqüentemente às condições que requerem mais observada no ciclismo quando o reto femoral estende o uniformidade na geração de torque. Provavelmente esta habilidade durante o percurso de 40 km simulados (contra-relógio). De acordo com Broker39 os mountain bikers exibem distribuição mais uniforme de força durante o ciclo da Carpes et al. O motivo desta inferiores. com cada membro inferior exercendo igual igual contribuição à produção de potência. a co. por apenas a força efetiva é utilizada para cálculo do índice.79. déficit neuromuscular ou membro contralateral para propulsionar o pedivela ao problemas com o treinamento37. joelho além de extensores do quadril75-79. Se o valor encontrado é maior que 100 o contração dos posteriores de coxa e quadríceps ocorre membro inferior direito aplica mais força do que o para fazer o pedal percorrer a fase de propulsão78. Cavanagh & Sanderson37 relatam que quando a assimetria durante a fase de propulsão gera um Assimetria de Força e Potência . Quando a assimetria relativa à força e trabalho é No ciclismo o sóleo e o gastrocnêmio são co. Daly & Cavanagh82 se interessaram na influência da lateralidade Cavanagh82 mostraram que em ciclistas recreacionais as sobre a assimetria do padrão de pedalada para diferentes contribuições relativas de cada membro inferior não potências. Eles determinaram o índice de assimetria eram simétricas. A força assimétrica é calculada para este paradoxo deve-se ao fato do torque extensor considerando o impulso da força resultante aplicada gerado pelos ísquios-tibiais no quadril ser maior que pelos membros inferiores37. músculos sinérgicos devem ser co-ativados35. de cada membro e é denominada de índice de força tibiais. multiplicado por 100. Daly & contribuição parece plausível. Em movimento de cadeia cinética fechada. De acordo com Gregor. variação anatômica. Vol 3. diferença pode ser devido a histórico ou presença de ativados com os flexores plantares e o bíceps femoral do lesão.

dado que o 10.32 ± 2. p. Foi utilizado o valor Wiley-Blackwell Sciences Ltd. 17(2): fases 1. Para Symposium. Personal Perspective: in Referências Search of an Optimum Cycling Posture. Sportsmed. Prahlow ND. Clinical Practice of Sports Injury McGraw-Hill. 11. Khan K. 18(8): 108-12. Phys 4. 2005. Sports Medicine and Rehabilitation: A Sport-Specific 2. In Kreighbaum E. Kronisch RL.14  4. Lower-Extremity Power fenômeno da assimetria parece estar associado com os Output in Recumbent Cycling: a Literature mecanismos da fadiga neuromuscular e adaptação para Review. 14. formando quatro fases. 3 rd. Biomechanik im fato do cicloergômetro e ciclossimuladores serem Radsport. Secrets to Approach. 44-45. p. Sports Injury . Human Power 1998. 26(3): 1-4. Applied Ergonomics 1998. 10(5): 15. 2000. 2nd ed. 1. In: 286-302.  5. 29(5): 325-34. Colson E. 1990. Vol 3. 1994. Wheeler JB. A análise do torque produzido no pedivela mostrou 7. respectivamente. De Boeck Université. Walker JJ. atividade elétrica. Taylor L. The Biomechanics. Too D. 1st ed. Road Bike Injuries. Cavanagh PR. 13.7% e 0. 1994.48 117-31. Oxford.5 min. significativa ou não significativa84. 2008.92%. 2nd ed. 2. McGraw-Hill. A method for Biomechanical iguais a 13. Os resultados encontrados também revelaram que a ocorrência de assimetria 9. J Am Podiatr Med Assoc. Biomécanique du pédalage. 1984. Buschbacher R. and Treatment of Cycling Injuries.28  5. 64(12): 1886-1902. 1988. United Kingdom: o percurso foi de 61  1. In: Drinkwater BL.17% e 17. 43-9. Ther. p. Sports Med. Cycling. sinergismo do recrutamento muscular e assimetria de 2009. força e potência transmitida ao pedal durante o ciclo da pedalada.91 ± 1985. os valores encontrados foram de 8. 2000. p. Impact Magazine limiar a fim de atribuir uma pontuação de assimetria 2005 May/June. Rainieri. J Biomech. Mornieux G. Peterson ML. 17.25  3. Wiley-Blackwell.49. As fases intermediárias.51  4.Prevention & Rehabilitation. 514-525. 2e édition. Proceedings of the 6th ISBS ser o membro que o ciclista usa para chutar84. Lefever-Button S. Gregor RJ. How to Fit a Mountain Bike. 459-483. Biomechanics of Cycling - Biomechanics of Common Sporting Injuries. Rodgers MM. Biomechanics of cycling and factors affecting performance. Hull ML. Glossary of 3. 0. A cinesiologia e biomecânica aplicada ao ciclismo In: Grappe F. 90(7): 354-76. A importância desta abordagem deve-se ao 13. JJ. Rzonca EC. Injuries in Cycling.84 a aplicação de força simétrica no pedal é importante à otimização do desempenho. 2009. Dave SJ. In: 5. 69-77. Williams and Wilkins. PAFH. O tempo para completar Sports Medicine. 2 e 3. Nichols CE. Clin Sports Med. 48 . Concepts. Stapelfeldt B. 1998. arbitrário de índice de assimetria (IA)  10% de diferença entre os membros inferiores para permitir um 6. Shamus J. 2001. l'entraînement. Clinical Sports Medicine. Reiser RF. 14. 18. In: Renstrom Brukner P. In: Shamus E. 49. Sanner WH. De Vey Mestdagh K. 195-208. p. reduzir a susceptibilidade à fadiga precoce ou lesão musculoesquelética. 2005.58 N. apresentaram índice de assimetria 8. Biomechanical Factors um índice da assimetria significativo para todos os Associated with Shoe/Pedal Interfaces: ciclistas na primeira e última fase. O pico de torque nas Implications for Injury. Cycling. fases 1 e 4. Jorge M. enquanto as Analysis of Bicycle Pedalling. Philadelphia.86. O'Halloran WD. Cyclisme et optimisation de la possibilita melhor compreensão da modalidade performance: sciences et méthodologie de esportiva quanto à artrocinemática. Hard Core Cycling. Etiology. assim denominado por McNeill A. 535. 109-118. and Units. N 1 (2010) O tempo gasto por cada ciclista foi divido em quatro Prevention and Care: Olympic Encyclopaedia of partes. Moran GT.11%. Sports Med. Sport-Orthopädie Sport-Traumatologie utilizados com frequência em reabilitação cinético. p. Dave SJ. Conclusão 12. Caselli MA. Phys Women in Sport. Revista Movimenta. & torque pelo membro dominante. Biomechanical Terms.51 e 18. 16. 21(2): 107-14. 3 e 4 foram 15. Grappe F. Biomechanics of Cycling the Role of significativa esteve associada à maior produção de the Foot Pedal Interface. Bertucci W.18(9): 631-44. Carpes et al. 13(3): 6-13. funcional e em pesquisas sobre ciclismo. PA: Lippincott Treating Bicycling Injuries. Lamoreaux L.m.58  6.

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