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SEXTA CÂMARA CÍVEL

APELAÇÃO Nº 34702/2017 - CLASSE CNJ - 198 COMARCA CAPITAL
RELATOR: DES. GUIOMAR TEODORO BORGES

APELANTE(S): LUIZ PEDRO SOBRINHO
APELADO(S): SOCIEDADE INDEPENDENTE DE COMPOSITORES E
AUTORES MUSICAIS - SICAM
ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E
DISTRIBUIÇÃO - ECAD
EMIVALETERNO DA COSTA

Número do Protocolo: 34702/2017
Data de Julgamento: 17-05-2017

EMENTA
APELAÇÃO - AÇÃO DE COMPENSAÇÃO POR DANOS
MORAIS E DE REPARAÇÃO DE DANOS MATERIAIS C/C EXIBIÇÃO
DE DOCUMENTOS - PRESCRIÇÃO PARCIALMENTE VERIFICADA -
VIOLAÇÃO A DIREITO AUTORAL NÃO DEMONSTRADA -
APELAÇÃO DESPROVIDA.

Chave de acesso: 32b21d6c-672b-49f1-a13a-d6b7360b85ab
Acesso ao documento em: http://servicos.tjmt.jus.br/processos/tribunal/consulta.aspx
Documento assinado digitalmente por: GUIOMAR TEODORO BORGES:11570, em 18/05/2017 15:02:11
A produção de obra que agrega patrimônio intangível encerra
relação jurídica complexa: uma, entre o autor intelectual da criação musical
(letra) e a Produtora que formata (CD ou mídia), com prévia autorização
daquele, a fixação fonográfica. Outra, autônoma, cujo liame se dá entre a
produção fonográfica e o artista intérprete da obra musical (direitos
conexos).
Nessa perspectiva, o artista, enquanto intérprete, salvo
convenção ou conduta culposa, não responde direta, ou mesmo
solidariamente, por violação de direito autoral do criador intelectual, se a
produção fonográfica é formatada sem prévia anuência do autor da letra.
O ECAD, que é ente de fiscalização e arrecadação decorrente de
execução pública de obra protegida por direito autoral, igualmente não
responde, dada sua natureza, por danos decorrentes de produção fonográfica.

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APELANTE(S): LUIZ PEDRO SOBRINHO
APELADO(S): SOCIEDADE INDEPENDENTE DE COMPOSITORES E
AUTORES MUSICAIS - SICAM
ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E
DISTRIBUIÇÃO - ECAD
EMIVALETERNO DA COSTA

RELATÓRIO
EXMO. SR. DES. GUIOMAR TEODORO BORGES
Egrégia Câmara:
Apelação interposta pelo autor Luiz Pedro Sobrinho.
AÇÃO: Ação de Danos Morais e Materiais c/c Exibição de
Documentos, código nº 355261, proposta por Luiz Pedro Sobrinho, apelante, em face de
Escritório Central de Arrecadação e Distribuição-Ecad e de Sociedade Independente
de Compositores e Autores Musicais-SICAM.

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SENTENÇA: reconheceu a prescrição e julgou extinta, com
resolução do mérito, a ação proposta pelo ora apelante.
APELAÇÃO: no seu apelo, fls. 358/365 nº de origem, o autor,
Luiz Pedro Sobrinho, defende o afastamento da prescrição.
CONTRARRAZÕES (fls. 368/371 nº de origem) da
requerida, Sociedade Independente de Compositores e Autores Musicais-SICAM, em
que pugna pelo desprovimento do apelo.
CONTRARRAZÕES (fls. 372/ nº de origem) do requerido
Escritório Central de Arrecadação e Distribuição-Ecad, em que defende o não
conhecimento da apelação por ofensa ao princípio da dialeticidade e por inovação de
matéria. Após também defende sua ilegitimidade passiva. No mérito pede o
desprovimento da apelação e a condenação do autor por litigância de má-fé.
É o relatório.

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VOTO
EXMO. SR. DES. GUIOMAR TEODORO BORGES
(RELATOR)
Egrégia Câmara:
Recurso de Apelação de sentença que acolheu prejudicial suscita
e julgou improcedente a ação de cobrança de danos materiais e compensação por danos
morais, proposta pelo autor recorrente Luiz Pedro Sobrinho contra o Escritório Central
de Arrecadação e Distribuição-Ecad, a Sociedade Independente de Compositores e
Autores Musicais-SICAM e Emival Eterno da Costa.
A ação foi julgada extinta porque o e. Magistrado prolator da
sentença recorrida concluiu que o decurso do lapso temporal decorrido entre a violação
do direito e a data da propositura da ação, ocorreu o fenômeno jurídico da prescrição.
A ação proposta vem focada em dois fundamentos: um, segundo
argumenta o autor apelante, porque teria ocorrido violação do direito autoral de que é

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titular, objetivamente representado pela gravação, sem autorização, da música cuja letra
invoca autoria e que é nominada de "Hoje Acordei Chorando".
Diz que a música citada, cuja letra é de sua composição, fora
gravada no ano de 1984, pela dupla sertaneja Leandro e Leonardo.
Anota mais que, tempos depois, mais precisamente em 1988, a
mesma composição, ainda sem sua autorização, fora regravada no programa "Por toda a
minha vida", da Rede Globo, em homenagem a dupla.
Ainda nessa sequência, enfatiza que, por último, no ano de 2007,
sempre sem a necessária autorização, o cantor Leonardo interpretou a mesma música em
DVD, em cujo repertório consta a letra de autoria do apelante, "Hoje Acordei
Chorando".
Julgada extinta que foi, porquanto prescrita a pretensão
deduzida, examina-se, primeiro, se realmente ocorreu o fenômeno jurídico da
prescrição, assim como concluiu o i. prolator da r. sentença recorrida.
A violação do direito para o qual se postula proteção judicial

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teria ocorrido em 1984, ano em que a música fora gravada pela dupla Leandro e
Leonardo, ao que se alega, sem autorização de seu criador intelectual.
Em decorrência do fato ocorrido naquela data (1984) - gravação
sem autorização do autor da música - o apelante postula indenização por dano moral.
Naturalmente que por esse prisma - compensação financeira por
dano moral - realmente ocorreu a prescrição. Ainda que se possa questionar a natureza
do direito decorrente da criação intelectual, não há espaço para discussão quanto aos
efeitos patrimoniais, estes passíveis de prescrição.
Logo, sob esse aspecto, o recurso não procede, porque da data da
gravação violadora do direito (1984), até a data da propositura da ação, passaram-se
mais de 20 anos.
Importa saber, então, se a regravação da mesma música, ocorrida
em 1988, no programa "Por toda a minha vida", importa em nova violação a direito do
autor, inclusive se constitui, nas circunstâncias, fato gerador de dano moral.

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Mas, aqui, a exemplo do que ocorreu em relação à primeira
gravação (1984) incide o fenômeno da prescrição, porque decorrido lapso temporal
suficiente a aniquilar a pretensão patrimonial.
Por fim, resta examinar se a gravação e lançamento do DVD, em
2007, que teve como interprete o cantor Leonardo, em cuja obra consta no respectivo
repertório a criação intelectual do apelante, ainda constitui fato gerador de dano moral, e
em caso positivo, se ainda não prescrita a pretensão.
Antes de perquirir acerca da ocorrência de dano moral com a
realização desse último fato - gravação e lançamento do DVD - importa notar que a
ação, aqui, tem na pertinência subjetiva passiva o Escritório Central de Arrecadação e
Distribuição-Ecad, a Sociedade Independente de Compositores e Autores
Musicais-SICAM. e Emival Eterno da Costa, este, de nome artístico conhecido por
Leonardo.
Veja, então, que não se trouxe para o polo passivo a respectiva
gravadora, editora que é quem faz a fixação em mídia, prensa, imprime, grava em

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material palpável, o que até então, constituía a percepção intelectual.
No sistema jurídico brasileiro, ainda que discutível, - a
responsabilidade pela colheita de autorização, anuência, concordância, negociação,
enfim, com o autor da criação, é da respectiva gravadora.
O cantor na qualidade específica de intérprete, não é quem tem a
responsabilidade de obter a autorização do compositor para a gravação da música.
Essa atribuição é de quem faz a fixação em mídia e explora
comercialmente a música, e não do cantor, que é intérprete e, não raro, sequer escolhe as
músicas que farão parte das gravações.
Neste sentido veja a ementa e o fragmento do voto lançados na
Apelação nº 283.826-4, julgada pelo Tribunal d e Justiça de São Paulo:
"EMENTA APELAÇÃO Nº 283.826-4, JULGADA PELO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO:
Direito Autoral - Gravação de obra musical evangélica sem

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autorização do autor - Ilegitimidade passiva "ad causam" do intérprete -
Condenação ao pagamento de custas e honorários decorrente da
sucumbência experimentada - Sentença mantida - Recurso improvido.
Direito Autoral - Gravação de obra musical sem autorização do autor -
Valor dos danos materiais que não comporta majoração - Gravadora que
deve responder peios danos morais, decorrentes da violação do direito do
autor de manter a obra inédita ou de divulgá-la de acordo com os seus
interesses - Fixação a ser pautada pelo critério prudencial - Recurso
parcialmente provido para impor o pagamento de danos morais, fixada a
indenização em R$15.000,00, com correção monetária da presente decisão e
juros a contar da citação, mantido o percentual dos honorários
advocaticios." (Apelação nº 283.826, Relator(a): Waldemar Nogueira Filho;
Comarca: Comarca nâo informada; Órgão julgador: 3ª Câmara de Direito
Privado; Data de registro: 30/06/2005; Outros números:
0000000-00.0283.8.26.4000) (grifei).

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FRAGMENTO DO VOTO DA APELAÇÃO Nº 283.826-4,
JULGADA PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO:
"O apelante postulou indenização, tanto da intérprete, quanto da
gravadora pelo não pagamento dos direitos autorais sobre composição
"Buscai ao Senhor", de sua lavra, que foi interpretada por Noemi em disco
gravado pela também apelada Gravadora Evangélica Edhen Ltda., mas
como ponderou o Magistrado, QUEM EXPLORA COMERCIALMENTE A
MÚSICA É A GRAVADORA, e não a cantora, INCUMBINDO ÀQUELA
o pagamento dos direitos autorais, OU A OBTENÇÃO DE
AUTORIZAÇÃO DO AUTOR DA OBRA PARA A SUA DIVULGAÇÃO.
A cantora é meramente intérprete, e não beneficiária direta da
exploração comercial da música, e nem o apelante provou o contrário,
quando era seu o respectivo ônus, a teor do art. 333, inciso I, do Código de

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Processo Civil, de sorte que somente a gravadora é quem deve ser
responsabilizada pelo ressarcimento dos danos por ele sofridos." (grifo
próprio e nosso).

Realça-se, então, porquanto importante, que o autor, ora
apelante, não trouxe para o polo passivo da ação a respectiva gravadora, seja a que
produziu em 1984, ou a mesma, ou outra responsável, nas regravações posteriores.
De sorte que não há como, assim, antes mesmo do que cogitar
acerca da ocorrência do dano moral, na última gravação, particularmente porque,
repita-se, não foi acionada a gravadora.
Nota-se que não ocorre, aqui, nem mesmo a hipótese de
solidariedade entre a gravadora e o artista, porque a solidariedade, decorre de lei e da
natureza da obrigação.
Bem a propósito, anota-se, que o artista, interprete da música, no
caso Leonardo, durante todos esses anos, não foi sequer interpelado acerca do direito

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aqui invocado, ou, pelo menos, não há prova neste sentido.
Nessa natureza de relação, que envolve autor intelectual,
intérprete e produção material da obra artística, concluída a produção fonográfica e
posto o produto à comercialização, é a produtora, em regra, que se encarrega do
pagamento de parcela destinado ao criador e ao intérprete.
Já o ECAD tem por objetivo arrecadação de valores destinados
ao autor intelectual, mas decorrentes das exposições públicas.
Logo, não pode, diante dessa moldura fática, responder por
eventual compensação por dano moral, máxime se não há qualquer comportamento dele,
Leonardo, que possa ter ofuscado eventual direito do apelante.
Em conclusão, não há como acolher pretensão relativa à
compensação por dano moral, seja porque prescrita, em parte, ou ainda porque, quanto
ao DVD, não se incluiu no polo passivo a gravadora.
Ainda com relação ao dano moral, não se pode atribuir eventual

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violação às requeridas apeladas Escritório Central de Arrecadação e Distribuição-Ecad
e Sociedade Independente de Compositores e Autores Musicais-SICAM, porquanto são
entes encarregados de arrecadação.
Agora, com relação a cobrança por danos materiais, diferente do
que entendeu a i. prolatora da r. sentença recorrida, não ocorreu a prescrição em relação
a eventuais execuções da música, a partir de seu registro no Escritório Central de
Arrecadação e Distribuição-Ecad , que se deu em 2006.
Sucede que o apelado Escritório Central de Arrecadação e
Distribuição-Ecad, produz planilha indicativa de pagamento por direito autoral, em
favor do autor apelante e verdade que era importância pouco significativa.
No entanto - e não há prova em contrário - o valor pago ao
apelante é baixo, mas é proporcional a pouca execução da música de autoria do apelante.
Não cabe, igualmente, discussão acerca de execuções anteriores
ao registro no Escritório Central de Arrecadação e Distribuição-Ecad, ao que consta
ocorrido em 2006, mesmo porque, antes do registro, não havia como se fazer controle de

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arrecadação.
Realça-se que a produção de obra que agrega patrimônio
intangível encerra relação jurídica complexa: uma, entre o autor intelectual da criação
musical (letra) e a Produtora que formata (CD ou mídia), com prévia autorização
daquele, a fixação fonográfica. Outra, autônoma, cujo liame se dá entre a produção
fonográfica e o artista intérprete da obra musical (direitos conexos).

Nessa perspectiva, o artista, enquanto intérprete, salvo
convenção ou conduta culposa, não responde direta, ou mesmo solidariamente, por
violação de direito autoral do criador intelectual, se a produção fonográfica é formatada
sem prévia anuência do autor da letra.

O ECAD, que é ente de fiscalização e arrecadação decorrente de
execução pública de obra protegida por direito autoral, igualmente não responde, dada
sua natureza, por danos decorrentes de produção fonográfica

Em conclusão, portanto, não conseguiu o apelante demonstrar

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violação de direito, para efeito de dano material, e, quanto ao pleito de compensação por
dano moral, não acionou quem de direito. Não procede a cobrança contra a SICAM,
porque, também, repassou ao recorrente o que fora arrecadado.
Não procede o não conhecimento da apelação por eventual falta
de combate à sentença, porque das razões do recurso é possível constatar a indignação
com a sentença e os fundamentos utilizados para tanto.
De igual forma, também não se verifica a alegada inovação de
matéria, porque as razões do apelo deram combate à tese de prescrição utilizada pela
sentença recorrida.
Não se acolhe o pleito de litigância de má-fé do autor apelante,
porque não há demonstração de eventual ofensa ao dever de lealdade e de cooperação
das partes com o juiz ou que importe em conduta violadora da boa-fé.
Posto isso, em parte, por outro fundamento, nega-se
provimento ao apelo.
E como voto.

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ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos os autos em epígrafe, a SEXTA
CÂMARA CÍVEL do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, sob a Presidência
do DES. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO, por meio da Câmara Julgadora,
composta pelo DES. GUIOMAR TEODORO BORGES (Relator), DESA. SERLY
MARCONDES ALVES (1ª Vogal) e DES. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
(2º Vogal), proferiu a seguinte decisão: RECURSO DESPROVIDO, POR
UNANIMIDADE.

Usou da palavra os Advogados Izonildes Pio da Silva - OAB
6486-B/MT, Patrick Alves Costa - OAB 7993-B/MT, Daniela Figueiredo Barbosa -
OAB 278914/SP).

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Cuiabá, 17 de maio de 2017.

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DESEMBARGADOR GUIOMAR TEODORO BORGES - RELATOR

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