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ABERGO | ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA

DE

ERGONOMIA

Criterios para o Credenciamento de Organismo de Certificação de Pessoal
Norma INMETRO NIT-DICOR-004 aprovada em abril de 2002.

.

Setembro | 2003

1. Objetivo

Esta Norma estabelece os critérios que um organismo de certificação de pessoal deve atender para ser credenciado pela CGCRE/INMETRO.

2. Campo de Aplicação
Esta Norma aplica-se à DICOR..

3. Responsabilidade
A responsabilidade pela revisão desta Norma é da DICOR

4. Histórico
Esta Norma substitui parcialmente a NIE-DINQP-014, que foi cancelada, e está harmonizada com a Norma EN 45013:1996. Foram excluídos os critérios específicos de Certificação de Auditores da IATCA e adequadas as definições às da Norma EN 45013.

5. Documento Complementar
EN 45013:1996 | General Criteria for Bodies Operating Certification of Personnel.

6. Siglas
CGCRE DICOR INMETRO Coordenação Geral de Credenciamento Divisão de Credenciamento de Organismo. Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial

7. Definições
Para fins desta Norma, são adotadas as definições de 7.1 a 7.5. 7.1 CERTIFICADO COMPETÊNCIA

DE

Documento emitido de acordo com as regras de um sistema de certificação, que indica com um nível adequado de confiança que a pessoa indicada é competente para executar atividades definidas na norma prevista no sistema de certificação. 7.2 CANDIDATO [para fins de certificação] Pessoa que procura obter um certificado de competência em um organismo de certificação de pessoal. 7.3 PROCESSO
DE

QUALIFICAÇÃO

Processo que demonstra se uma pessoa é capaz de atender requisitos específicos, tais como: atributos pessoais, educação, treinamento e experiência profissional. Nota: Os atributos pessoais, bem como educação, treinamento e experiência qualificação. 7.4 PROCESSO
DE

profissional,

devem

ser

definidos

para

cada

tipo

de

CERTIFICAÇÃO

É o processo pelo qual uma terceira parte dá garantia por escrito que a competência de uma pessoa está em conformidade com requisitos específicados.

7.5

EXAMINADOR Pessoa com qualificação técnica e pessoal adequado, que são

reconhecidos para conduzir um exame que faça parte de um processo de certificação. Nota: A pessoa que administra/monitora/supervisiona um exame escrito não precisa ter as mesmas qualificações técnicas como a pessoa que conduz um exame prático ou de desempenho ou que conduza um exame oral ou de entrevistador. 7.6 EXAME Método ou procedimento para avaliar a competência de uma pessoa.

8. Condições Gerais
8.1 Todo candidato deve ter acesso aos serviços do organismo de certificação de pessoal. 8.2 O organismo de certificação de pessoal não deve estabelecer condições financeiras indevidas ou outras condições inaceitáveis para a concessão do certificado de competência. 8.3 O organismo de certificação de pessoal deve ter como condição para a manutenção da certificação de pessoal que as pessoas certificadas estejam regularmente atuando em atividades para as quais foram certificadas e que a sua formação esteja atualizada. 8.4 Os procedimentos sob os quais o organismo de certificação de pessoal opera devem ser administrados de maneira não discriminatória.

9. Estrutura Administrativa
O organismo de certificação de pessoal deve ser imparcial e dispor de:

a) uma estrutura que evidencie a independência e imparcialidade entre as
atividades de certificação e treinamento;

b) uma estrutura que permita a escolha dos membros do Conselho Diretor,
dentre os representantes das partes interessadas no processo de certificação, sem que haja predominância de uma destas; considera-se que satisfaz este critério uma estrutura que salvaguarde a imparcialidade e permita a participação de todas as partes interessadas, tendo por base o objetivo e o funcionamento de um sistema de certificação;

c) pessoal permanente que realize as operações rotineiras, coordenado por
um executivo senior, que responda perante o Conselho Diretor; este pessoal não deve estar sujeito ao controle de pessoas que tenham um interesse direto sobre a certificação que está sendo realizada.

10. Responsabilidade do Conselho Diretor
O Conselho Diretor deve ser responsável pelo desempenho do sistema de certificação de pessoal, tal como é definido nesta Norma. Entre outras, as suas funções são:

a) formulação das políticas relativas ao funcionamento do organismo de
certificação de pessoal;

b) acompanhamento da implementação dessas políticas; c) acompanhamento da situação financeira do organismo de certificação de
pessoal, no que concerne às atividades de certificação;

d) criação de comissões, sempre que necessário, às quais são delegadas
funções bem definidas.

11. Estrutura Organizacional
O organismo de certificação de pessoal deve possuir e apresentar à CGCRE/INMETRO sempre que solicitado:

a) organograma que evidencie claramente a repartição das
responsabilidades e a estrutura hierárquica do organismo, em particular a relação entre as funções de qualificação e de certificação; se existir.

b) uma descrição dos meios pelos quais o organismo obtém suporte
financeiro;

c) uma descrição documentada de seus sistemas de certificação de pessoal,
incluindo suas regras e procedimentos para a concessão de certificação

d) documentação que indique claramente seu status jurídico como
organismo de certificação de pessoal.

12. Pessoal Encarregado da Certificação
12.1 O pessoal do organismo de certificação deve ser competente a fim de assegurar as funções que desempenha. 12.2 O organismo de certificação deve manter as informações sobre a formação, qualificação, treinamento e experiência do seu pessoal. Os registros de treinamento e da experiência devem ser mantidos atualizados. 12.3 O pessoal deve dispor de instruções precisas e documentadas relativas às suas funções e responsabilidades. Estas instruções devem ser mantidas atualizadas. 12.4 Quando os trabalhos são subcontratados a um organismo externo, o organismo de certificação de pessoal deve assegurar que o pessoal do organismo subcontratado satisfaz os requisitos desta Norma.

13. Documentação e Controle de Alterações
O organismo de certificação de pessoal deve manter um sistema de controle de toda a documentação relativa ao sistema de certificação e deve assegurar que:

a) a versão atualizada da documentação se encontre disponível e seja
utilizada nos locais apropriados;

b) todas as alterações ou aditamentos à documentação se encontrem
devidamente assinados por pessoa autorizada e sejam tratados de forma a assegurar uma ação direta e rápida nos locais apropriados;

c) os documentos obsoletos sejam retirados de circulação do organismo de
certificação e de todas as demais partes envolvidas no sistema de certificação;

d) pessoas certificadas e outros usuários dos seus sistemas de certificação
sejam informados das modificações pertinentes; O organismo deve manter registros de que demonstrem o atendimento a este item.

14. Registros
14.1 O organismo de certificação de pessoal deve manter uma sistemática de registros que permita satisfazer às características próprias e que atenda a toda a regulamentação inerente ao sistema de certificação. 14.2 Os registros devem demonstrar o modo pelo qual cada procedimento de certificação foi aplicado. 14.3 Todos os registros devem ser devidamente guardados durante um período de tempo adequado e conservados em segurança a fim de preservar os interesses do cliente, a não ser que de outro modo seja estabelecido por lei. Nota: A questão do tempo de retenção dos registros deve ser estudada em conformidade com o estabelecido por lei ou por acordos de reconhecimento mútuo.

15 Procedimentos de Certificação e Acompanhamento
15.1 O organismo de certificação de pessoal deve dispor dos meios necessários e procedimentos escritos, de forma a permitir que a certificação de pessoal seja realizada em conformidade com os critérios de certificação relativos às atividades envolvidas. 15.2 O organismo de certificação de pessoal deve estabelecer procedimentos de certificação e acompanhamento, de acordo com a regra de certificação estabelecida.

16. Meios de Certificação e Acompanhamento Requeridos
16.1 O organismo de certificação de pessoal deve dispor dos meios necessários, em termos de pessoal especializado de certificação, de instalações e de equipamentos, que permitam efetuar a certificação dos candidatos e assegurar que o pessoal certificado cumpre as regras do sistema de certificação. Este fato não exclui a utilização de recursos externos ao organismo, quando necessário. 16.2 Quando atividades de certificação ou de acompanhamento forem efetuados por um organismo externo, em nome do organismo de certificação, este último deve assegurar que o organismo externo se encontre em conformidade com o estabelecido em 16.1 e 17. Deve ser estabelecido um acordo que cubra estas disposições, incluindo os requisitos de confidencialidade. Nota: A decisão da certificação não pode ser delegada a um organismo externo.

17. Manual da Qualidade
O organismo de certificação de pessoal deve dispor de um sistema da qualidade documentado num Manual da Qualidade e em documentos da qualidade associados. O Manual da Qualidade deve conter ou fazer referência, no mínimo, ao seguinte:

a) declaração da política da qualidade; b) breve descrição da sua estrutura legal ; c) descrição da estrutura organizacional, incluindo informações sobre o
Conselho Diretor, sua composição, atribuições e regimento interno;

d) nomes, qualificações, experiência e atribuições do executivo sênior e do
pessoal afeto à certificação, quer pertençam ou não ao organismo;

e) política de treinamento do pessoal de certificação; f) organograma que indique a hierarquia, as responsabilidades e a
distribuição de funções, começando pelo executivo sênior do organismo de certificação g) procedimentos escritos para acompanhamento do pessoal certificado; h) procedimentos escritos para qualificação dos candidatos; i) lista dos subcontratados e procedimentos de avaliação e acompanhamento da sua competência; j) procedimento para tratamento de apelações.

18. Confidencialidade
O organismo de certificação de pessoal deve dispor de uma sistemática adequada que assegure a confidencialidade das informações obtidas no decorrer do processo de certificação em todos os níveis da organização, incluindo as comissões citadas no item 9.d.e subcontratados.

19. Publicações
19.1 O organismo de certificação de pessoal deve elaborar e manter atualizada uma lista do pessoal certificado, indicando para cada pessoa o escopo da respectiva certificação. A lista deve estar acessível ao público. 19.2 O organismo de certificação de pessoal deve disponibilizar ao público a descrição do seu sistema de certificação.

20. Reclamações
20.1 O organismo de certificação de pessoal deve dispor de procedimentos escritos para tratamento das reclamações . 20.2 Quando estabelecido pelas regras do sistema de certificação, o organismo de certificação de pessoal deve exigir das pessoas certificadas, manutenção de um registro de todas as reclamações a ela pertinentes e que sejam relativas à certificação.

21. Auditorias Internas e Análises Críticas do Sistema da Qualidade
21.1 O organismo de certificação de pessoal deve realizar auditorias internas e análises críticas periódicas da conformidade de seu sistema da qualidade com os critérios desta Norma. 21.2 As auditorias internas e análises críticas devem ser objeto de relatórios postos a disposição das pessoas que têm direito ao acesso a estas informações.

22. Uso Abusivo dos Certificados de Competência
22.1 O organismo de certificação de pessoal deve exercer um controle sobre a utilização dos seus certificados de competência. 22.2 Qualquer referência incorreta aos sistemas de certificação e qualquer uso abusivo dos certificados através da publicidade, catálogos, etc, deve ser tratada através de ações adequadas. Nota: Destas ações podem fazer parte ações corretivas, publicação da infração e, se necessário, uma ação judicial.

23. Revogação e Cancelamento dos Certificados
O organismo de certificação de pessoal deve dispor de procedimentos para o cancelamento e a revogação dos certificados de competência.