dossiê iphan 2

dossiê iphan 2 { Wajãpi }

{ Wajãpi }

dossiê iphan 2 { Wajãpi }
Expressão gráfica e oralidade entre os Wajãpi do Amapá

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Expressão gráfica e oralidade entre os Wajãpi do Amapá

dossiê iphan 2 { Wajãpi } Expressão gráfica e oralidade entre os Wajãpi do Amapá .

6126 e 3414. diretora de patrimônio imaterial Marina Albuquerque em 20/12/2002 Márcia Sant’Anna Cristina Botelho Fabiane Chiesse diretor de patrimônio material e fiscalização.000678/2002-27 pesquisa e textos Luiz Fernando de Almeida proponente: Dominique Tilkin Gallois Conselho das Aldeias Wajãpi – Macapá/AP chefe de gabinete fotografias e Museu do Índio – Funai Thays Pessotto de Mendonça Zugliani Dominique Tilkin Gallois data de abertura do processo: procuradora-chefe federal. ™ººº. interino Cyro Correa Lyra Edição do Dossiê gerente de editoração do iphan diretor de museus Ana Carmen Amorim Jara Casco e centros culturais José do Nascimento Junior edição de texto Regina Stela Braga diretora de planejamento e administração revisão de texto página ™ Maria Emília Nascimento Santos Graça Mendes padrão gráfico Grace Elizabeth codificado. 3414.6186.gov. Marina Weis 18/09/2002 interina Catherine Gallois Pedido de Registro aprovado na 38ª reunião Tereza Beatriz da Rosa Miguel do Conselho Consultivo. Lia Motta projeto gráfico parua wajãpi.6199 Silvana Lima Faxes: (61) 3414. Victor Burton coordenadora-geral de promoção do patrimônio cultural diagramação Grace Elizabeth Fernanda Garcia Ana Paula Brandão superintendente regional no pará e amapá parceria institucional para Maria Dorotéa de Lima a edição deste dossiê Instituto Brasileiro de Educação instituto do patrimônio histórico e Cultura – Educarte e artístico nacional agradecimentos especiais SBN Quadra 2 Bloco F Edifício Central Brasília Antonio Augusto Arantes Neto Cep: 70040-904 Brasília – DF Cristovão Fernandes Duarte Telefones: (61) 3414.gov. Regina Stela Braga pira kã’gwer documentação e referência (espinha de peixe). 3414.6198 http://www.6176.br impressão webmaster@iphan.br Imprinta .presidente da república Elaboração do dossiê e dos anexos Ficha Técnica Wajãpi Luiz Inácio Lula da Silva iniciativa e produção cultural registro da arte kusiwa ministro da cultura Comunidade Wajãpi do Amapá e pintura corporal e arte Gilberto Gil Moreira Conselho das Aldeias / Apina gráfica wajãpi presidente do iphan Processo nº 01450. em 11/12/2002 revisão Inscrição no Livro de Registro das Formas de Expressão.iphan. coordenadora-geral de pesquisa.

Victor Burton coordenadora-geral de promoção do patrimônio cultural diagramação Grace Elizabeth Fernanda Garcia Ana Paula Brandão superintendente regional no pará e amapá parceria institucional para Maria Dorotéa de Lima a edição deste dossiê Instituto Brasileiro de Educação instituto do patrimônio histórico e Cultura – Educarte e artístico nacional agradecimentos especiais SBN Quadra 2 Bloco F Edifício Central Brasília Antonio Augusto Arantes Neto Cep: 70040-904 Brasília – DF Cristovão Fernandes Duarte Telefones: (61) 3414.iphan. coordenadora-geral de pesquisa. 3414. Marina Weis 18/09/2002 interina Catherine Gallois Pedido de Registro aprovado na 38ª reunião Tereza Beatriz da Rosa Miguel do Conselho Consultivo. 3414. Regina Stela Braga pira kã’gwer documentação e referência (espinha de peixe). diretora de patrimônio imaterial Marina Albuquerque em 20/12/2002 Márcia Sant’Anna Cristina Botelho Fabiane Chiesse diretor de patrimônio material e fiscalização.6186. em 11/12/2002 revisão Inscrição no Livro de Registro das Formas de Expressão. Lia Motta projeto gráfico parua wajãpi.br impressão webmaster@iphan.gov.000678/2002-27 pesquisa e textos Luiz Fernando de Almeida proponente: Dominique Tilkin Gallois Conselho das Aldeias Wajãpi – Macapá/AP chefe de gabinete fotografias e Museu do Índio – Funai Thays Pessotto de Mendonça Zugliani Dominique Tilkin Gallois data de abertura do processo: procuradora-chefe federal.6176. ™ººº.gov. interino Cyro Correa Lyra Edição do Dossiê gerente de editoração do iphan diretor de museus Ana Carmen Amorim Jara Casco e centros culturais José do Nascimento Junior edição de texto Regina Stela Braga diretora de planejamento e administração revisão de texto página ™ Maria Emília Nascimento Santos Graça Mendes padrão gráfico Grace Elizabeth codificado.6199 Silvana Lima Faxes: (61) 3414.presidente da república Elaboração do dossiê e dos anexos Ficha Técnica Wajãpi Luiz Inácio Lula da Silva iniciativa e produção cultural registro da arte kusiwa ministro da cultura Comunidade Wajãpi do Amapá e pintura corporal e arte Gilberto Gil Moreira Conselho das Aldeias / Apina gráfica wajãpi presidente do iphan Processo nº 01450.6198 http://www.br Imprinta .6126 e 3414.

SUMÁRIO IDENTIFICAÇÃO 9 Modo de vida e tradições GESTÃO 91 Salvaguarda. preservação e 124 BIBLIOGRAFIA dos Wajãpi do Amapá: revitalização da forma de expressão 125 ANEXO 1 Carta da comunidade descrição sintética cultural indígena Wajãpi do Amapá 12 Funções simbólicas e 96 Ações que garantem a comunicativas da arte gráfica kusiwa continuidade das manifestações 126 ANEXO 2 Bibliografia sobre os 16 O sistema codificado culturais dos Wajãpi Wajãpi do Amapá do grafismo kusiwa 99 Mecanismos jurídicos já 16 A pintura corporal existentes 133 ANEXO 3 Lista de formas de 18 Código de padrões gráficos 100 Proteção contra a exploração expressão cultural similares 21 Descrição dos padrões kusiwa das manifestações culturais 54 Composições a partir do repertório 102 Medidas já tomadas para de padrões assegurar a transmissão 76 Depositários da tradição 77 Fatores de risco de PLANO DE AÇÃO desaparecimento 107 Mecanismo administrativo 110 Componentes do Plano de Ação O VALOR DAS FORMAS 110 Ações do primeiro componente DE EXPRESSÃO GRÁFICAS 113 Objetivos do segundo componente E ORAIS DOS WAJÃPI 120 Principais planos de ação 81 Apresentação 121 Fontes de financiamento 87 Uma tradição cultural viva e projetos em andamento 89 Um processo de afirmação identitária .

preservação e 124 BIBLIOGRAFIA dos Wajãpi do Amapá: revitalização da forma de expressão 125 ANEXO 1 Carta da comunidade descrição sintética cultural indígena Wajãpi do Amapá 12 Funções simbólicas e 96 Ações que garantem a comunicativas da arte gráfica kusiwa continuidade das manifestações 126 ANEXO 2 Bibliografia sobre os 16 O sistema codificado culturais dos Wajãpi Wajãpi do Amapá do grafismo kusiwa 99 Mecanismos jurídicos já 16 A pintura corporal existentes 133 ANEXO 3 Lista de formas de 18 Código de padrões gráficos 100 Proteção contra a exploração expressão cultural similares 21 Descrição dos padrões kusiwa das manifestações culturais 54 Composições a partir do repertório 102 Medidas já tomadas para de padrões assegurar a transmissão 76 Depositários da tradição 77 Fatores de risco de PLANO DE AÇÃO desaparecimento 107 Mecanismo administrativo 110 Componentes do Plano de Ação O VALOR DAS FORMAS 110 Ações do primeiro componente DE EXPRESSÃO GRÁFICAS 113 Objetivos do segundo componente E ORAIS DOS WAJÃPI 120 Principais planos de ação 81 Apresentação 121 Fontes de financiamento 87 Uma tradição cultural viva e projetos em andamento 89 Um processo de afirmação identitária .SUMÁRIO IDENTIFICAÇÃO 9 Modo de vida e tradições GESTÃO 91 Salvaguarda.

Esta etnia padrão de adaptação ecológica à tem origem em um complexo região de serras do noroeste do cultural maior. nem todas as línguas mitologia e de sua iconografia. Grenand. até a década Até o século xvii. hoje os grupos Wajãpi e Emerillon caso dos Wajãpi do Oiapoque) representado por diversos povos. que vivem na Guiana como na suas experiências de distribuídos entre vários estados Francesa. Entretanto. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 9 página ao lado chefe waiwai. foto: dominique t. tanto em função do começo do século xix. distribuídas entre 48 aldeias. do Pará. Araweté e lingüística. Modo de vida gallois. gallois. do chefe waiwai na foto: dominique aldeia de mariry. outros. atualmente. numa tradições. (ou Teko). evidentes. com os quais os Wajãpi ficado mais isolados. de tradição Amapá (e não às margens de rios. os Wajãpi viviam do Amapá compartilham algumas de 1970. descrição ™ººº-™ºº¡. o repertório Mantém-se uma conexão justamente por expressarem codificado de padrões kusiwa historicamente importante com evoluções históricas particulares utilizado hoje pelos Wajãpi do . sintética identificação O s Wajãpi do Amapá são. e língua tupi-guarani. mutuamente compreensíveis. tendo os do Amapá do Brasil e países adjacentes. e tradições dos página 6 detalhe: composição Wajãpi do Amapá: de siro wajãpi. com grupo da família pintura anõ kusiwa. No que região próxima da área até hoje variantes de uma mesma família diz respeito aos conteúdos de sua ocupada pelos Asurini. 1982). 670 pessoas. remanescente de um povo outrora O modo de vida e as tradições muito mais numeroso. t. mesmo população não-indígena. e com os Zo´é. do norte contato. da convivência com a ao sul do rio Amazonas. todos falantes de variantes faladas por esses grupos são as diferenças são também muito dessa mesma família lingüística. com evidentes reflexos na diferenciação de suas sociocosmologias (ver Gallois. Assim. subdividido dos Wajãpi do Amapá em vários grupos independentes e diferenciam-se significativamente cuja população total foi estimada daqueles dos índios da Guiana em cerca de 6 mil pessoas no Francesa. Constituem um grupo 1986 e 1988.

tanto em função do começo do século xix. foto: dominique t. No que região próxima da área até hoje variantes de uma mesma família diz respeito aos conteúdos de sua ocupada pelos Asurini. 670 pessoas. que vivem na Guiana como na suas experiências de distribuídos entre vários estados Francesa. do chefe waiwai na foto: dominique aldeia de mariry. Araweté e lingüística. o repertório Mantém-se uma conexão justamente por expressarem codificado de padrões kusiwa historicamente importante com evoluções históricas particulares utilizado hoje pelos Wajãpi do . mesmo população não-indígena. evidentes. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 9 página ao lado chefe waiwai. Esta etnia padrão de adaptação ecológica à tem origem em um complexo região de serras do noroeste do cultural maior. do Pará. outros. Grenand. tendo os do Amapá do Brasil e países adjacentes. do norte contato. Entretanto. distribuídas entre 48 aldeias. atualmente. Constituem um grupo 1986 e 1988. da convivência com a ao sul do rio Amazonas. e língua tupi-guarani. e tradições dos página 6 detalhe: composição Wajãpi do Amapá: de siro wajãpi. subdividido dos Wajãpi do Amapá em vários grupos independentes e diferenciam-se significativamente cuja população total foi estimada daqueles dos índios da Guiana em cerca de 6 mil pessoas no Francesa. com grupo da família pintura anõ kusiwa. Modo de vida gallois. com evidentes reflexos na diferenciação de suas sociocosmologias (ver Gallois. todos falantes de variantes faladas por esses grupos são as diferenças são também muito dessa mesma família lingüística. com os quais os Wajãpi ficado mais isolados. t. sintética identificação O s Wajãpi do Amapá são. e com os Zo´é. de tradição Amapá (e não às margens de rios. Assim. mutuamente compreensíveis. (ou Teko). gallois. até a década Até o século xvii. remanescente de um povo outrora O modo de vida e as tradições muito mais numeroso. numa tradições. hoje os grupos Wajãpi e Emerillon caso dos Wajãpi do Oiapoque) representado por diversos povos. 1982). descrição ™ººº-™ºº¡. nem todas as línguas mitologia e de sua iconografia. os Wajãpi viviam do Amapá compartilham algumas de 1970.

os Wajãpi do Amapá fazem uso alimentar os saberes sobre as As formas de expressão gráfica e da tinta vermelha do urucum. humanos e não humanos mundo – que. que os Do mesmo modo. complexas relações existentes entre oral permitem agir sobre do suco do jenipapo verde e de todos os seres que compartilham múltiplas dimensões: sobre o resinas perfumadas. que. O repertório se modifica constante movimento – são contexto de origem e a fonte de . nem profundamente marcados pela eficácia dos conhecimentos dos compartilhado. nem unicamente humana. compartilham o Wajãpi. contextos que continuam a Wajãpi. sim. tradições contadas gallois. a lima de ferro. início dos tempos foram percebidas da indústria do vestuário. os episódios e agir sobre o universo. tal como lá no as letras do alfabeto e até marcas kusiwa sintetiza seu modo e. Wajãpi do Amapá denominam que é permanentemente interativa ornamentação. no universo ameríndio. Os ditos dos transmitirem os conhecimentos resultantes de sua convivência anciãos são. Não se trata de um saber de padrões gráficos. particular de conhecer. foto: aprendem as dominique t. conceber pelos primeiros homens. jamais será o que outro verbal se completam por produtos de outra história e narrador nos dirá. como a borduna A linguagem gráfica que os abstrato e. portanto. pelos Wajãpi da performance da oralidade. sobre o concreto e sobre o mundo parte de um repertório codificado apropriação de outras formas de ou até dos brancos. de forma dinâmica. pela própria os mundos terrestre. gallois. arte gráfica e arte iconográfico e cosmológico são dia. como dizem os saberes transmitidos oralmente. Guiana Francesa. complementar aos seres. Amapá não é reconhecido. indispensáveis ao gerenciamento maior com grupos de língua constantemente atualizados e da vida em sociedade. os jovens mingau. foto: dominique t. cujos sistemas que um narrador nos contará um Por outro lado. com eles. interpretados nos diferentes esta que não é exclusivamente Para decorar corpos e objetos. Tal forma Wajãpi expressam a diversidade de da criação e da transformação do de expressão. o universo. peixes e borboletas são variação dos motivos e pela aquático. dessa forma. sobre o invisível. sucuris. Sociedade caribe – entre eles os Wayana. ideal. Onças. jibóias. totalmente vivo. ao mesmo tempo. de suas formas ou de sua dos inimigos. é uma transformação em afirma. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 10 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 11 reunidos no final moça prepara da tarde. Aquilo Wajãpi sobre o seu ambiente. É por meio ornamentação. de uma prática. pelos idosos. celeste e mundo visível.

conceber pelos primeiros homens. os Wajãpi do Amapá fazem uso alimentar os saberes sobre as As formas de expressão gráfica e da tinta vermelha do urucum. os jovens mingau. indispensáveis ao gerenciamento maior com grupos de língua constantemente atualizados e da vida em sociedade. ideal. contextos que continuam a Wajãpi. o universo. como dizem os saberes transmitidos oralmente. início dos tempos foram percebidas da indústria do vestuário. Não se trata de um saber de padrões gráficos. nem profundamente marcados pela eficácia dos conhecimentos dos compartilhado. sobre o invisível. que os Do mesmo modo. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 10 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 11 reunidos no final moça prepara da tarde. pelos Wajãpi da performance da oralidade. jibóias. é uma transformação em afirma. Os ditos dos transmitirem os conhecimentos resultantes de sua convivência anciãos são. Sociedade caribe – entre eles os Wayana. de forma dinâmica. sim. no universo ameríndio. pelos idosos. celeste e mundo visível. foto: aprendem as dominique t. arte gráfica e arte iconográfico e cosmológico são dia. tradições contadas gallois. nem unicamente humana. sobre o concreto e sobre o mundo parte de um repertório codificado apropriação de outras formas de ou até dos brancos. como a borduna A linguagem gráfica que os abstrato e. de suas formas ou de sua dos inimigos. dessa forma. Aquilo Wajãpi sobre o seu ambiente. ao mesmo tempo. Wajãpi do Amapá denominam que é permanentemente interativa ornamentação. complementar aos seres. tal como lá no as letras do alfabeto e até marcas kusiwa sintetiza seu modo e. Amapá não é reconhecido. gallois. os episódios e agir sobre o universo. pela própria os mundos terrestre. jamais será o que outro verbal se completam por produtos de outra história e narrador nos dirá. particular de conhecer. cujos sistemas que um narrador nos contará um Por outro lado. de uma prática. humanos e não humanos mundo – que. Guiana Francesa. totalmente vivo. compartilham o Wajãpi. sucuris. que. portanto. a lima de ferro. O repertório se modifica constante movimento – são contexto de origem e a fonte de . É por meio ornamentação. Tal forma Wajãpi expressam a diversidade de da criação e da transformação do de expressão. com eles. Onças. foto: dominique t. complexas relações existentes entre oral permitem agir sobre do suco do jenipapo verde e de todos os seres que compartilham múltiplas dimensões: sobre o resinas perfumadas. peixes e borboletas são variação dos motivos e pela aquático. interpretados nos diferentes esta que não é exclusivamente Para decorar corpos e objetos.

envolvendo técnicas e não podem mais ser vistos pelos organizando. que dançavam à beira do além deste uso decorativo. na língua wajãpi. Sua função meio dessas formas particulares de danças. além dos nomes expressão que evidencia. das cores. o entrelaçamento seus corpos. Quando terminaram. gráficos remonta aos tempos de então. viram na capacidade de estabelecer todos. Os futuros homens e o desenho. percebendo esses Os primeiros homens abriram plumagens diferenciadas. a anaconda – embora. voando. mas cuja sociedade. com suas dos pássaros. entretanto. assim. dançaram e igarapés da terra. pousaram Ao observarem a ossada e a do pensamento. enfeitados. o entalhe. que somente se Foi durante uma grande festa de pedra onde vivia um ser pela anaconda. entre a estética e outros domínios seus conhecimentos e práticas de “como a gente”. o trançado. Narrativas orais e composições gráficas colocam em cena seres que promover a separação entre homens e animais. a vida em habilidades diversificadas. makarato wajãpi. A partir gráficos é um prisma que reflete. como humanos de hoje. em suas línguas ou em seres como realmente são: o cadáver e extraíram seus Ao se distanciarem dos humanos as plumagens variadas das aves. que eram todos que ficaram na terra. quando surgiram os alimento para os humanos. que designam uso cotidiano. pois o Pela tradição oral dos Wajãpi. Uma parte desses primeiros principal. pele da anaconda morta. nem os conhecimentos. não existiam cores peixes e cobras aquáticas continuam entretanto. ™ººº. originária havia um grande lajedo pintarem com as cores deixadas as direções. Eram os as danças dos peixes e os cantos Trata-se de uma forma de habitantes do mundo: todos eram os xamãs podem acessar sem perigo ou moju. morto pelos humanos. existência pode ser acessada por animais exibiam seus cantos e suas a tecelagem etc. A tradição gráfica que os Wajãpi do Amapá denominam kusiwa aplica-se à decoração de corpos e elenco codificado de padrões. primeiro rio. a primevos. que ficaram crenças religiosas e práticas Antes disso. A aparência era a mesma para De acordo com a tradição oral. coloridos. Sua eficácia está vida. suas ancestrais da humanidade atual. mas não os repertórios no centro da pequena terra e disseram para seus convidados se de onde se espalharam por todas as espinhas dos peixes que comunicação com uma realidade musicais. primeiros pássaros. excrementos. passaram a servir de de forma sintética e eficaz. cosmologia deste grupo. aprenderam xamanísticas. os quais continuam até hoje . seres. Já os homens. levando consigo ela havia comido e assim de outra ordem. No fundo das águas. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 12 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 13 para ilustrar a origem mítica das diferenças entre animais e humanos. Ao morrer. destinando a cada um seu espaço diferenciado e objetos. cujos dejetos coloridos da arte deram a origem gráfica kusiwa à variedade de pássaros. sem diferenças marcadas em esse domínio. vai muito conhecimento e expressão. transformou-se uma parte dos convidados foi no centro da terra. Organizaram uma festa numa imensa árvore sumaumeira. Somente numa imensa cobra. caíram n’água e se manejo do repertório de padrões a origem das cores e dos padrões transformaram em peixes. e cantaram. nem formas distintas entre os vivendo e festejando. Funções o professor simbólicas e makarato representou a cobra comunicativas grande. no seu iguais. Estes assim o as águas que correm nos rios descobriram os padrões com pode conhecer na mitologia e pelo que coube ao demiurgo Janejar poderoso e muito temido que foi fizeram e. no entanto.

Somente numa imensa cobra. e cantaram. no entanto. mas não os repertórios no centro da pequena terra e disseram para seus convidados se de onde se espalharam por todas as espinhas dos peixes que comunicação com uma realidade musicais. além dos nomes expressão que evidencia. suas ancestrais da humanidade atual. enfeitados. Narrativas orais e composições gráficas colocam em cena seres que promover a separação entre homens e animais. caíram n’água e se manejo do repertório de padrões a origem das cores e dos padrões transformaram em peixes. passaram a servir de de forma sintética e eficaz. A partir gráficos é um prisma que reflete. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 12 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 13 para ilustrar a origem mítica das diferenças entre animais e humanos. primeiros pássaros. quando surgiram os alimento para os humanos. Sua eficácia está vida. ™ººº. Funções o professor simbólicas e makarato representou a cobra comunicativas grande. sem diferenças marcadas em esse domínio. pele da anaconda morta. a anaconda – embora. pois o Pela tradição oral dos Wajãpi. A tradição gráfica que os Wajãpi do Amapá denominam kusiwa aplica-se à decoração de corpos e elenco codificado de padrões. que somente se Foi durante uma grande festa de pedra onde vivia um ser pela anaconda. transformou-se uma parte dos convidados foi no centro da terra. Os futuros homens e o desenho. mas cuja sociedade. como humanos de hoje. com suas dos pássaros. existência pode ser acessada por animais exibiam seus cantos e suas a tecelagem etc. o entrelaçamento seus corpos. dançaram e igarapés da terra. Ao morrer. gráficos remonta aos tempos de então. que designam uso cotidiano. destinando a cada um seu espaço diferenciado e objetos. levando consigo ela havia comido e assim de outra ordem. na língua wajãpi. a primevos. cosmologia deste grupo. envolvendo técnicas e não podem mais ser vistos pelos organizando. Organizaram uma festa numa imensa árvore sumaumeira. cujos dejetos coloridos da arte deram a origem gráfica kusiwa à variedade de pássaros. entretanto. coloridos. Sua função meio dessas formas particulares de danças. das cores. primeiro rio. não existiam cores peixes e cobras aquáticas continuam entretanto. seres. voando. que dançavam à beira do além deste uso decorativo. no seu iguais. Já os homens. percebendo esses Os primeiros homens abriram plumagens diferenciadas. o trançado. vai muito conhecimento e expressão. pousaram Ao observarem a ossada e a do pensamento. aprenderam xamanísticas. originária havia um grande lajedo pintarem com as cores deixadas as direções. assim. viram na capacidade de estabelecer todos. que eram todos que ficaram na terra. excrementos. que ficaram crenças religiosas e práticas Antes disso. os quais continuam até hoje . A aparência era a mesma para De acordo com a tradição oral. o entalhe. a vida em habilidades diversificadas. No fundo das águas. makarato wajãpi. em suas línguas ou em seres como realmente são: o cadáver e extraíram seus Ao se distanciarem dos humanos as plumagens variadas das aves. Estes assim o as águas que correm nos rios descobriram os padrões com pode conhecer na mitologia e pelo que coube ao demiurgo Janejar poderoso e muito temido que foi fizeram e. Eram os as danças dos peixes e os cantos Trata-se de uma forma de habitantes do mundo: todos eram os xamãs podem acessar sem perigo ou moju. nem formas distintas entre os vivendo e festejando. Quando terminaram. morto pelos humanos. entre a estética e outros domínios seus conhecimentos e práticas de “como a gente”. Uma parte desses primeiros principal. nem os conhecimentos.

mestres específicos que todos exageradamente em seu domínio. com humanos. coloridos de anaconda. humanidade. wajãpi do amapá. ™ºº¡. em composições infinitas. aldeias Tudo e todos. Cada porção do de relações entre esses múltiplos distribuição. ™ººº. que dirigiu. têm seus exercer este controle desde que celestes. foi embora para sua aldeia celeste. arikima wajãpi. que ambiente para criar roças. representa um lugar específico. ou moju. seu bem-estar agressão. cuidando podem igualmente resultar em artefatos. controla. apenas os xamãs cosmologia. a humanidade tem têm acesso a essa realidade. e de plantas podem então se além de lhes transmitirem como as pedras. mas . É justamente por existirem revidar quando alguém intervier explicam como se repartiu o As árvores e a maioria das plantas. ou das árvores – vai na tradição oral dos Wajãpi. universo conhecido é definida domínios e ambientes. também têm alma e uma vida de seu crescimento. Por esta razão. é tão complexa cada um ao quanto a dos seu modo. mas sempre Janejar. kasiripina os excrementos wajãpi. a diferenciação das espécies A manutenção da diversidade é na terra. todas as direções. e seu movimento. Ela será um dia encontraram pronto seu domínio. os humanos não constituem até hoje como habitat em corpos de gente. onde todos permanecem do apoio dos animais que. já que os homens não início dos tempos. dos peixes. mas desde a indispensável diferença. respectivos donos: homens. Janejar. a ruptura a floresta. como se faz com substituída por outra. os céus promovida por Janejar no começo um pressuposto importante desta no padrão comedido e respeitoso e as bordas da terra. Mas o criador da partir das almas dos mortos. os animais e os simboliza a imensa é mestre das águas. vive vôo dos pássaros. abrigam almas podem se reproduzir. lhes plantas. esses seres consiste em tomar de males e infortúnios. mantendo Para os Wajãpi. significa. Nessa dos tempos. o destino donos e das espécies que cria e humanidade. “nosso dono”. as montanhas. considerar “inanimados”. nas aldeias e caminhos. Precisaram ainda pela tradição wajãpi. neste mundo. animais e até mesmo As relações que os humanos padrões kusiwa. social semelhante à dos humanos. são donos da diversidade existente das espécies que povoam as águas. identificação e cura de padrões decorativos. A principal manifestar por meio de ações de seus repertórios musicais e atribuição dos donos de todos cooperação. composta a tendo que forjá-lo. humanos está aqui diversidade dos em seu domínio representada pelo seres que habitam subaquático. que em contínuo desenvolvimento. na em companhia de que partem para concepção dos suas criaturas. cuja vida social eles se pintaram. deixou de vivem junto de Janejar. Pois o dono da caça – ou Existem muitas narrativas. xerimbabos. jovens e fartamente decorados com de acordo com a tradição. alterando o literalmente. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 14 a separação entre suas plumagens anaconda. a diversidade de pássaros e de a decorar seus corpos e seus Para os Wajãpi. ensinaram diversas técnicas os elementos que costumamos mantêm com os donos de animais necessárias à vida na floresta. controle dos espaços que se por sua vez. no como a moradia de um desses uma ameaça para a atual instável. esse mundo. os animais conta de suas criaturas. da humanidade.

a diversidade de pássaros e de a decorar seus corpos e seus Para os Wajãpi. seu bem-estar agressão. Pois o dono da caça – ou Existem muitas narrativas. representa um lugar específico. ™ºº¡. humanos está aqui diversidade dos em seu domínio representada pelo seres que habitam subaquático. Nessa dos tempos. Ela será um dia encontraram pronto seu domínio. coloridos de anaconda. cuja vida social eles se pintaram. os céus promovida por Janejar no começo um pressuposto importante desta no padrão comedido e respeitoso e as bordas da terra. deixou de vivem junto de Janejar. universo conhecido é definida domínios e ambientes. mas . que em contínuo desenvolvimento. significa. Precisaram ainda pela tradição wajãpi. mantendo Para os Wajãpi. cuidando podem igualmente resultar em artefatos. onde todos permanecem do apoio dos animais que. os humanos não constituem até hoje como habitat em corpos de gente. controle dos espaços que se por sua vez. a ruptura a floresta. alterando o literalmente. apenas os xamãs cosmologia. mas sempre Janejar. aldeias Tudo e todos. animais e até mesmo As relações que os humanos padrões kusiwa. xerimbabos. A principal manifestar por meio de ações de seus repertórios musicais e atribuição dos donos de todos cooperação. os animais conta de suas criaturas. foi embora para sua aldeia celeste. dos peixes. é tão complexa cada um ao quanto a dos seu modo. têm seus exercer este controle desde que celestes. o destino donos e das espécies que cria e humanidade. da humanidade. wajãpi do amapá. que dirigiu. mestres específicos que todos exageradamente em seu domínio. nas aldeias e caminhos. neste mundo. são donos da diversidade existente das espécies que povoam as águas. como se faz com substituída por outra. lhes plantas. no como a moradia de um desses uma ameaça para a atual instável. com humanos. composta a tendo que forjá-lo. ou moju. na em companhia de que partem para concepção dos suas criaturas. kasiripina os excrementos wajãpi. “nosso dono”. controla. Janejar. já que os homens não início dos tempos. os animais e os simboliza a imensa é mestre das águas. ou das árvores – vai na tradição oral dos Wajãpi. É justamente por existirem revidar quando alguém intervier explicam como se repartiu o As árvores e a maioria das plantas. em composições infinitas. humanidade. todas as direções. considerar “inanimados”. ensinaram diversas técnicas os elementos que costumamos mantêm com os donos de animais necessárias à vida na floresta. também têm alma e uma vida de seu crescimento. mas desde a indispensável diferença. Mas o criador da partir das almas dos mortos. e seu movimento. vive vôo dos pássaros. arikima wajãpi. social semelhante à dos humanos. as montanhas. a diferenciação das espécies A manutenção da diversidade é na terra. esses seres consiste em tomar de males e infortúnios. Por esta razão. identificação e cura de padrões decorativos. que ambiente para criar roças. esse mundo. e de plantas podem então se além de lhes transmitirem como as pedras. respectivos donos: homens. jovens e fartamente decorados com de acordo com a tradição. abrigam almas podem se reproduzir. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 14 a separação entre suas plumagens anaconda. a humanidade tem têm acesso a essa realidade. ™ººº. Cada porção do de relações entre esses múltiplos distribuição.

e jenipapo constituem revestimentos com jenipapo também aproximam tecelagem de bolsas e de tipóias. . nem existem afastaria os espíritos com essa decoração. Neste. evita-se decorar para atrair suas namoradas. macaco ou óleo de andiroba. aplicadas em justaposição ou cuidado especial com os filhos tem sua própria eficácia. borboletas ou objetos. como quando os pequenos. composição composição gráfica de padrões espinha nas costas do filho. uma decoração mais farta. os Wajãpi utilizam a pintura é realçada pelos colares forte dessa tinta. utilizados também na e misturadas com gordura de jenipapo sobre uma camada banho. Para decorar o corpo. Moças e rapazes apreciam pintar a em momentos de resguardo. mortos. realizada no o uso da pintura corporal com dissimula a pessoa. olhando-se em de luto ou doença. o que motivo. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 16 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 17 nos braços e no pai elabora corpo. resina de cheiro e que chegam à aldeia. o campo de gordura de macaco. Tinta de uma festa ou pelos desconhecidos cerâmica destinadas à venda e O vermelho claro é obtido com sobrepostas. Considera-se que novo e muito apreciado para a O vermelho escuro é uma laca Como pincel. antes jenipapo verde e resinas âmbito familiar. dominique t. perigosa dos espíritos da floresta. e no trançado de seus cestos. para os Wajãpi. utilizando sementes de urucum. O preto azulado é obtido com todo o corpo e rosto. pelos anfitriões que desejam conjunto variado de suportes. aplicados com as resinas de cheiro. que Nos últimos anos. A pintura corporal é uma indivíduos ou status. os pajés evitam celeste do criador Janejar. quando de urucum e exalando o cheiro das origens. de cheiro e urucum. um são enrolados fios de algodão. a laca preparada aplicação desta arte gráfica. Os homens são urucum. tem se perfumadas. A aplicação de padrões gráficos Por esse motivo. uniforme de urucum aplicada em sempre renovando as composições corporais que interferem na entidades espirituais diversas. seu estilo decorativo em um como a lima de ferro. As mães têm um Cada um desses revestimentos receber com alegria hóspedes em Fazem desenhos nas peças de utilizados três tipos de tintas. em acordo com o estado da pessoa: capacidade de seduzir e amansar. de peixe. foto: foto: dominique t. Não são tatuagens ou com chumaços de algodão desenhos reservados para os quais eles podem manter pode ser perigosa para crianças nem decalques. muito pequenas. Ao contrário do urucum. gallois. essas tintas são atraentes na face. relação entre a pessoa e o mundo São referências diretas à beleza e O uso do papel e de canetas a oxidação do suco de jenipapo desenhos mais delicados são Por ocasião das festas. que também símbolos rituais. mas pinturas embebidos de tinta. representando pintados pelas esposas e vice-versa. ela está esses motivos tornam as pessoas expressão artística. decoram suas cuias com motivos sementes de urucum amassadas padrões gráficos são pintados com camadas de urucum após cada padrões gráficos aplicados com Os padrões gráficos aplicados incisos. espelhos para compor desenhos o corpo com jenipapo ou laca. que vivem na aldeia objetos é. cobras. Os Wajãpi do animais. Com o corpo coberto à potência dos seres do tempo coloridas tornou-se um campo verde misturado com carvão. são Muitas vezes. ampliado muito. as pessoas de luto evitam criativo. revestindo-os com urucum. codificado do grafismo kusiwa A pintura corporal finas lascas de bambu ou de talos e bandoleiras de miçanga e pelos protegida de uma aproximação particularmente visíveis aos A tradição de decorar corpos e de folhas de palmeira. determinadas categorias de comunicação. de manhã e de tarde. de motivos aplicadas com jenipapo. suco de atividade do cotidiano. jenipapo ou resina varia com resinas perfumadas tem a reservada ao corpo. Por esse prazer estético e um desafio Partes do corpo podem ser no corpo não está relacionada se revestir de urucum. É muito utilizada pelos jovens Amapá desenvolvem atualmente pássaros. como peixes. preparada com diversas resinas si próprios. todos exibem a sua volta. O sistema gallois. No entanto. e não marcas étnicas ou decorados diretamente com o dedo à posição social.sobre as quais adornos de plumária.

Com o corpo coberto à potência dos seres do tempo coloridas tornou-se um campo verde misturado com carvão. composição composição gráfica de padrões espinha nas costas do filho. dominique t. decoram suas cuias com motivos sementes de urucum amassadas padrões gráficos são pintados com camadas de urucum após cada padrões gráficos aplicados com Os padrões gráficos aplicados incisos. e não marcas étnicas ou decorados diretamente com o dedo à posição social. uniforme de urucum aplicada em sempre renovando as composições corporais que interferem na entidades espirituais diversas. codificado do grafismo kusiwa A pintura corporal finas lascas de bambu ou de talos e bandoleiras de miçanga e pelos protegida de uma aproximação particularmente visíveis aos A tradição de decorar corpos e de folhas de palmeira. tem se perfumadas. como quando os pequenos. Neste. cobras. uma decoração mais farta. olhando-se em de luto ou doença. Não são tatuagens ou com chumaços de algodão desenhos reservados para os quais eles podem manter pode ser perigosa para crianças nem decalques. aplicados com as resinas de cheiro. mas pinturas embebidos de tinta. A aplicação de padrões gráficos Por esse motivo. relação entre a pessoa e o mundo São referências diretas à beleza e O uso do papel e de canetas a oxidação do suco de jenipapo desenhos mais delicados são Por ocasião das festas. nem existem afastaria os espíritos com essa decoração. os Wajãpi utilizam a pintura é realçada pelos colares forte dessa tinta. determinadas categorias de comunicação. Os homens são urucum. revestindo-os com urucum. Por esse prazer estético e um desafio Partes do corpo podem ser no corpo não está relacionada se revestir de urucum. Ao contrário do urucum. aplicadas em justaposição ou cuidado especial com os filhos tem sua própria eficácia. utilizando sementes de urucum. como peixes. No entanto. quando de urucum e exalando o cheiro das origens. As mães têm um Cada um desses revestimentos receber com alegria hóspedes em Fazem desenhos nas peças de utilizados três tipos de tintas. espelhos para compor desenhos o corpo com jenipapo ou laca. de cheiro e urucum. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 16 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 17 nos braços e no pai elabora corpo. perigosa dos espíritos da floresta. ampliado muito. para os Wajãpi. o que motivo. um são enrolados fios de algodão. que vivem na aldeia objetos é. O sistema gallois. utilizados também na e misturadas com gordura de jenipapo sobre uma camada banho. de motivos aplicadas com jenipapo. jenipapo ou resina varia com resinas perfumadas tem a reservada ao corpo. macaco ou óleo de andiroba. foto: foto: dominique t. as pessoas de luto evitam criativo. Moças e rapazes apreciam pintar a em momentos de resguardo. os pajés evitam celeste do criador Janejar. pelos anfitriões que desejam conjunto variado de suportes. todos exibem a sua volta. são Muitas vezes. de manhã e de tarde. a laca preparada aplicação desta arte gráfica. de peixe. seu estilo decorativo em um como a lima de ferro. É muito utilizada pelos jovens Amapá desenvolvem atualmente pássaros. que Nos últimos anos. e jenipapo constituem revestimentos com jenipapo também aproximam tecelagem de bolsas e de tipóias. realizada no o uso da pintura corporal com dissimula a pessoa. resina de cheiro e que chegam à aldeia. o campo de gordura de macaco. representando pintados pelas esposas e vice-versa. Os Wajãpi do animais. Considera-se que novo e muito apreciado para a O vermelho escuro é uma laca Como pincel. preparada com diversas resinas si próprios. antes jenipapo verde e resinas âmbito familiar. A pintura corporal é uma indivíduos ou status. Para decorar o corpo. gallois. essas tintas são atraentes na face. suco de atividade do cotidiano. que também símbolos rituais.sobre as quais adornos de plumária. evita-se decorar para atrair suas namoradas. em acordo com o estado da pessoa: capacidade de seduzir e amansar. Tinta de uma festa ou pelos desconhecidos cerâmica destinadas à venda e O vermelho claro é obtido com sobrepostas. O preto azulado é obtido com todo o corpo e rosto. . ela está esses motivos tornam as pessoas expressão artística. mortos. e no trançado de seus cestos. borboletas ou objetos. muito pequenas.

ou anaconda). individualizado. enquanto bem sempre reconhecido por ser reconhecidas por um mesmo de um foco específico. a borboleta pelo formato de suas repertório codificado de padrões nos últimos 20 anos. Em seu Cada padrão é identificado – linha quebrada: moj segundo os Wajãpi. de através de duas/três coleções. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 18 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 19 paku kã’gwer detalhe de (espinha de peixe). mas uma onça por sua estrutura óssea. A parte mais freqüentemente utilizados identificado como um produto de seu grupo local. e voltarão a aqui se apresenta é plenamente identificações diferentes. hoje como “lima de ferro”). através de variantes. “em transparência” dos seus ossos estão “fora de moda”. São hoje 21 padrões. waivisi wajãpi. reproduzir grafismos kusiwa. ou seja. pelagem. sua pintura conjunto. Os dois traços padrões de cobras e de peixes certos padrões deixam de ser é impossível produzir uma lista variação interna de cada padrão. matupi wajãpi. mínimos – ponto e linha – são constituem-se de uma estilização usados. Código de padrões gráficos representativa do repertório – pontilhado: wiriwiri (que indica pelo relevo de seu casco. ilustrações anexas. . pela janypa kusiwa (padrões da pintura cultural. independentemente específicos para cada interna ou externa. Pode-se até dizer que (Arantes. peixes. o jabuti é sinalizado ser utilizados em outro momento. tem (cobra comum) ou moju (jibóia corporal. Ao contrário. todas as de cobras. Mas a amostragem que que poderia induzir a compostos de diversas maneiras. se os artefatos. ™ººº. borboletas de suas asas. Cada um é apresentado a partir De um total de cerca de 20 Este repertório. Quando se trata de representação gráfica é chamado uma denominação específica. representativo de algum domínio enquadrados entre linhas paralelas um peixe por suas escamas ou enquanto outros podem entrar cósmico. Assim. por isso. Algumas rãs são forma sintética e abstrata. kusiwa. temporariamente. de animais e de objetos. – linhas cruzadas: rykyry (traduzido representadas pelas marcas que do corpo ou da ornamentação respectivamente. Os Wajãpi do Amapá possuem um utilizado pelos Wajãpi do Amapá um conjunto de peixinhos). esse sistema de nominalmente. corporal com jenipapo). Em relação aos demais. Caso existam termos seleção de uma de suas partes. existente e soltos numa composição. a espécie apresenta na face e são. rãs. é notável a básicos do desenho. também há representada varia muito. identificadas como: ou espinhas. formalmente e. não é um produto qualquer adulto Wajãpi do nome. dinâmico e mutável Como se pode constatar nas denominações para os elementos animal para outro. será versões de um padrão costumam etc. partes reunidas em 1983. composição gráfica. ™ººº. que por representar um ser ou objeto Esses elementos nunca estão ninguém pensaria em representar se transformam de forma dinâmica. alguns são acabado. de um para a decoração do corpo e dos histórico. um dos padrões. como se trata de que contornam as representações uma borboleta pelos desenhos em desuso ou se modificar apresenta diferenças expressas um sistema codificado. (espinha ou osso). 2000). com a inclusão de novos elementos. deve ser Amapá. ou seja. Por esta razão. inventariadas – linhas paralelas: kã’gwer asas e a onça pelas manchas de sua gráficos que representam. No entanto. 2000 e 2005. porque definitiva.

não é um produto qualquer adulto Wajãpi do nome. Assim. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 18 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 19 paku kã’gwer detalhe de (espinha de peixe). Em relação aos demais. ilustrações anexas. de animais e de objetos. Quando se trata de representação gráfica é chamado uma denominação específica. deve ser Amapá. e voltarão a aqui se apresenta é plenamente identificações diferentes. será versões de um padrão costumam etc. formalmente e. ™ººº. temporariamente. – linhas cruzadas: rykyry (traduzido representadas pelas marcas que do corpo ou da ornamentação respectivamente. A parte mais freqüentemente utilizados identificado como um produto de seu grupo local. sua pintura conjunto. a espécie apresenta na face e são. alguns são acabado. esse sistema de nominalmente. um dos padrões. kusiwa. identificadas como: ou espinhas. se os artefatos. como se trata de que contornam as representações uma borboleta pelos desenhos em desuso ou se modificar apresenta diferenças expressas um sistema codificado. porque definitiva. São hoje 21 padrões. . de um para a decoração do corpo e dos histórico. ou seja. com a inclusão de novos elementos. independentemente específicos para cada interna ou externa. Os Wajãpi do Amapá possuem um utilizado pelos Wajãpi do Amapá um conjunto de peixinhos). reproduzir grafismos kusiwa. partes reunidas em 1983. enquanto bem sempre reconhecido por ser reconhecidas por um mesmo de um foco específico. todas as de cobras. Algumas rãs são forma sintética e abstrata. Ao contrário. 2000 e 2005. Os dois traços padrões de cobras e de peixes certos padrões deixam de ser é impossível produzir uma lista variação interna de cada padrão. é notável a básicos do desenho. Caso existam termos seleção de uma de suas partes. ™ººº. mínimos – ponto e linha – são constituem-se de uma estilização usados. Por esta razão. tem (cobra comum) ou moju (jibóia corporal. pelagem. ou anaconda). inventariadas – linhas paralelas: kã’gwer asas e a onça pelas manchas de sua gráficos que representam. ou seja. também há representada varia muito. individualizado. Cada um é apresentado a partir De um total de cerca de 20 Este repertório. No entanto. o jabuti é sinalizado ser utilizados em outro momento. waivisi wajãpi. “em transparência” dos seus ossos estão “fora de moda”. pela janypa kusiwa (padrões da pintura cultural. dinâmico e mutável Como se pode constatar nas denominações para os elementos animal para outro. de através de duas/três coleções. 2000). que por representar um ser ou objeto Esses elementos nunca estão ninguém pensaria em representar se transformam de forma dinâmica. através de variantes. mas uma onça por sua estrutura óssea. (espinha ou osso). Em seu Cada padrão é identificado – linha quebrada: moj segundo os Wajãpi. representativo de algum domínio enquadrados entre linhas paralelas um peixe por suas escamas ou enquanto outros podem entrar cósmico. composição gráfica. Código de padrões gráficos representativa do repertório – pontilhado: wiriwiri (que indica pelo relevo de seu casco. corporal com jenipapo). rãs. existente e soltos numa composição. Mas a amostragem que que poderia induzir a compostos de diversas maneiras. hoje como “lima de ferro”). Pode-se até dizer que (Arantes. a borboleta pelo formato de suas repertório codificado de padrões nos últimos 20 anos. matupi wajãpi. peixes. por isso. borboletas de suas asas.

cada grupo da família boa constrictor. característicos de cada modelo. exemplar. consideram que – como dizem os variações. integridade deste sistema gráfico. Padrões kusiwa realizados por analógicas de seres e de objetos. sua integridade. (anacondas). ™ººº. mas atrai sistema. identifiquem subconjuntos de um objeto ou um ser sobrenatural. (filhote de anta). combinação expressa. Para diferenciá-las uma delas focando apenas a parte preservação do conjunto desse esclarece a riqueza interna do com anacondas e peixes. reunidas em 1983 e constituem representações interpretam à sua maneira e genérico moju. Moju kã’gwer espinha Aliás. ou sucuriju Pira kã’gwer espinha de peixe pelos Wajãpi do Amapá são Moj kupea dorso de cobra Suruvi kã’gwer espinha de peixe difundidos entre os diversos povos Tukã moj cobra-tucano surubim indígenas que vivem na região das Existem vários padrões para jibóias Paku kã’gwer espinha de peixe pacu Guianas. cantando como de incorporar o outro sem perder Aramari jibóia aramari. moju é uma entidade específicas. Os grafismos a região. ™ººº. O valor atribuído pelos Wajãpi à apresentá-los numa seqüência que representar o domínio aquático. No entanto. . evidenciando como essa padrões kusiwa suas vítimas perto da árvore forma de expressão cultural é capaz onde se esconde. Dois repertório pôde ser comprovado repertório e a especificidade das tema mítico significativo em toda os Wajãpi do Amapá designam essas padrões de peixe selecionam. Outro ser Murua soka pernas da rã murua. Juve (pintura facial) desta rã. sentido que sua reprodução e aquático e de todos os peixes. como o surubim autores diferentes e com um possibilitando o reconhecimento mitos – os grafismos kusiwa vêm poderosa e respeitada. ™ººº. É nesse anaconda é dona do mundo padrão que reproduz sua cauda. um vegetal. que também gerou um intervalo de 17 anos evidenciam a por sintetizar os traços mais do fundo dos tempos. abaixo detalhe: pira (peixe). Diz-se que e o pacu. chamadas moj. e Mesmo que os Wajãpi não seja ele um animal. waivisi wajãpi. que os Wajãpi do Amapá “cobras grandes” pelo termo além da estrutura. padrões kusiwa. A ênfase em terrestres (jibóias) e aquáticas para a representação de peixes. yrowaite wajãpi. um tucano. ressoa num das cobras comuns. alguns desenhos utilizados de anaconda. interna. na comparação das duas coleções denominações. elementos de desenhos. chamado tukã moj. sawer wajãpi. uma tradição que e formações rochosas. Com suas decorativos da pele de espécies 2000. é uma característica importante do descrição dos tem aparência de cobra. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 20 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 21 paku kã’gwer tapi’i ra’yr (espinha de peixe). ou espinhas. de forma que também controla as serras Anõ kusiwa pintura facial de rã anõ. optamos por A assimilação de elementos estranhos consideram exclusivamente sua: monstruoso. Paku ruvaj rabo de peixe pacu identifica esses padrões com distinguindo-se entre espécies São essas as quatro alternativas significações próprias.

. que os Wajãpi do Amapá “cobras grandes” pelo termo além da estrutura. padrões kusiwa. Com suas decorativos da pele de espécies 2000. Juve (pintura facial) desta rã. cantando como de incorporar o outro sem perder Aramari jibóia aramari. Os grafismos a região. ™ººº. mas atrai sistema. cada grupo da família boa constrictor. Paku ruvaj rabo de peixe pacu identifica esses padrões com distinguindo-se entre espécies São essas as quatro alternativas significações próprias. que também gerou um intervalo de 17 anos evidenciam a por sintetizar os traços mais do fundo dos tempos. sentido que sua reprodução e aquático e de todos os peixes. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 20 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 21 paku kã’gwer tapi’i ra’yr (espinha de peixe). abaixo detalhe: pira (peixe). Moju kã’gwer espinha Aliás. alguns desenhos utilizados de anaconda. elementos de desenhos. reunidas em 1983 e constituem representações interpretam à sua maneira e genérico moju. sawer wajãpi. Para diferenciá-las uma delas focando apenas a parte preservação do conjunto desse esclarece a riqueza interna do com anacondas e peixes. (anacondas). identifiquem subconjuntos de um objeto ou um ser sobrenatural. A ênfase em terrestres (jibóias) e aquáticas para a representação de peixes. (filhote de anta). moju é uma entidade específicas. O valor atribuído pelos Wajãpi à apresentá-los numa seqüência que representar o domínio aquático. exemplar. Diz-se que e o pacu. Dois repertório pôde ser comprovado repertório e a especificidade das tema mítico significativo em toda os Wajãpi do Amapá designam essas padrões de peixe selecionam. waivisi wajãpi. chamado tukã moj. ou espinhas. yrowaite wajãpi. um vegetal. ou sucuriju Pira kã’gwer espinha de peixe pelos Wajãpi do Amapá são Moj kupea dorso de cobra Suruvi kã’gwer espinha de peixe difundidos entre os diversos povos Tukã moj cobra-tucano surubim indígenas que vivem na região das Existem vários padrões para jibóias Paku kã’gwer espinha de peixe pacu Guianas. como o surubim autores diferentes e com um possibilitando o reconhecimento mitos – os grafismos kusiwa vêm poderosa e respeitada. é uma característica importante do descrição dos tem aparência de cobra. Outro ser Murua soka pernas da rã murua. evidenciando como essa padrões kusiwa suas vítimas perto da árvore forma de expressão cultural é capaz onde se esconde. uma tradição que e formações rochosas. e Mesmo que os Wajãpi não seja ele um animal. consideram que – como dizem os variações. um tucano. ™ººº. na comparação das duas coleções denominações. No entanto. sua integridade. ™ººº. ressoa num das cobras comuns. interna. integridade deste sistema gráfico. optamos por A assimilação de elementos estranhos consideram exclusivamente sua: monstruoso. Padrões kusiwa realizados por analógicas de seres e de objetos. É nesse anaconda é dona do mundo padrão que reproduz sua cauda. característicos de cada modelo. chamadas moj. de forma que também controla as serras Anõ kusiwa pintura facial de rã anõ. combinação expressa.

de uso cotidiano que apresenta Como se verá adiante. ™ººº-™ºº¡. que apreciam decorar movimento. linhas cruzadas que o identifica. que não Jawara onça Meju beiju aludem à forma ou parte desta O jaboti e o jacaré também são Rykyry lima de ferro arma. representa um conjunto delas. com suas asas em No caso da peneira. inclui. quando pousam em trançado com talos de arumã. todos os evidenciando a forma de uma também um padrão gráfico de seres da floresta. Panã borboleta massa de mandioca enquanto ela pois eles anunciam. São eles: são motivos decorativos Tapi’i ra’yr filhote de anta propriamente ditos. apesar de sua colônia quando se desloca. com seus No caso da lagarta. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 22 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 23 aramari jibóia aramari Sapos e rãs são considerados pelos Y’o kusiwa lagarta que as mulheres desenham na Wajãpi como os “donos da chuva”. ™ººº-™ºº¡. o padrão assa. O repertório de padrões kusiwa ou começo – do trançado. finalmente. siro wajãpi. representado é uma parte seus corpos como fazem os Wajãpi. onça e da anta. siro wajãpi. sinalizados pelos seus como “desenhos para borduna” Jakare jacaré aspectos decorativos. mas estão integrados ao representados pelos padrões Urupe aravekwa ânus da peneira sistema gráfico por representar decorativos que eles ostentam Kaparu kusiwa desenhos para a agressividade dos inimigos em suas costas. aparência animal. além do formato vizinhos dos Wajãpi). a chegada desta estação. decorativos que esses seres arbustos ou no chão. o elemento humanos. abertas ou fechadas. são também representadas em específica: quando iniciam um E é a beleza dos motivos grupo. siro wajãpi. O mesmo ocorre borduna (grupos de língua Caribe. reproduz-se o grafismo . são na verdade As borboletas. com as marcas das peles da Para o beiju. A lima de ferro é um utensílio cantos. redondo. quatro Já os grafismos identificados Jawi jaboti artefatos. os Wajãpi cruzam as lascas num ostentam no rosto que são formato que chamam de ânus – reproduzidos nos padrões kusiwa. ™ººº-™ºº¡.

O mesmo ocorre borduna (grupos de língua Caribe. redondo. que apreciam decorar movimento. o elemento humanos. além do formato vizinhos dos Wajãpi). os Wajãpi cruzam as lascas num ostentam no rosto que são formato que chamam de ânus – reproduzidos nos padrões kusiwa. ™ººº-™ºº¡. a chegada desta estação. representado é uma parte seus corpos como fazem os Wajãpi. com suas asas em No caso da peneira. aparência animal. São eles: são motivos decorativos Tapi’i ra’yr filhote de anta propriamente ditos. com seus No caso da lagarta. inclui. decorativos que esses seres arbustos ou no chão. O repertório de padrões kusiwa ou começo – do trançado. finalmente. linhas cruzadas que o identifica. quando pousam em trançado com talos de arumã. ™ººº-™ºº¡. sinalizados pelos seus como “desenhos para borduna” Jakare jacaré aspectos decorativos. Panã borboleta massa de mandioca enquanto ela pois eles anunciam. que não Jawara onça Meju beiju aludem à forma ou parte desta O jaboti e o jacaré também são Rykyry lima de ferro arma. reproduz-se o grafismo . de uso cotidiano que apresenta Como se verá adiante. são também representadas em específica: quando iniciam um E é a beleza dos motivos grupo. onça e da anta. apesar de sua colônia quando se desloca. são na verdade As borboletas. representa um conjunto delas. ™ººº-™ºº¡. com as marcas das peles da Para o beiju. A lima de ferro é um utensílio cantos. o padrão assa. siro wajãpi. siro wajãpi. quatro Já os grafismos identificados Jawi jaboti artefatos. mas estão integrados ao representados pelos padrões Urupe aravekwa ânus da peneira sistema gráfico por representar decorativos que eles ostentam Kaparu kusiwa desenhos para a agressividade dos inimigos em suas costas. siro wajãpi. abertas ou fechadas. todos os evidenciando a forma de uma também um padrão gráfico de seres da floresta. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 22 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 23 aramari jibóia aramari Sapos e rãs são considerados pelos Y’o kusiwa lagarta que as mulheres desenham na Wajãpi como os “donos da chuva”.

dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 24 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 25 aramari jibóia aramari aramari jibóia aramari mikiuku wajãpi. ™ººº. ™ººº. siro wajãpi. siro wajãpi. siro wajãpi. . siro wajãpi. ™ººº. siro wajãpi. ™ººº. ™ºº¡. ™ººº. nekuia wajãpi. ™ººº. nekuia wajãpi. ¡ªª£.

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™ººº. kumai wajãpi. ¡ª•£. miwã wajãpi. ¡ª•£.dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 26 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 27 moju kã’gwer espinha de moju kã’gwer espinha de anaconda ou sucuriju anaconda ou sucuriju waivisi wajãpi. nekuia wajãpi. nekuia wajãpi. ¡ª•£. ¡ª•£. nekuia wajãpi. ¡ª•£. ¡ª•£. . ¡ª•£. nekuia wajãpi. sara wajãpi.

kumai wajãpi. ¡ª•£. ¡ª•£. ¡ª•£. miwã wajãpi. ™ººº. nekuia wajãpi. ¡ª•£. ¡ª•£. ¡ª•£. nekuia wajãpi. sara wajãpi. .dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 26 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 27 moju kã’gwer espinha de moju kã’gwer espinha de anaconda ou sucuriju anaconda ou sucuriju waivisi wajãpi. nekuia wajãpi. ¡ª•£. nekuia wajãpi.

™ººº. nekuia wajãpi. ¡ª•£. . ¡ª•£. kenewe wajãpi. nekuia wajãpi. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 28 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 29 moju kã’gwer espinha de moju kã’gwer espinha de anaconda ou sucuriju anaconda ou sucuriju nekuia wajãpi. ¡ª•£. nekuia wajãpi. ¡ª•£. ¡ª•£. nekuia wajãpi.

™ººº. ¡ª•£. ¡ª•£. nekuia wajãpi. ¡ª•£. nekuia wajãpi. nekuia wajãpi. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 28 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 29 moju kã’gwer espinha de moju kã’gwer espinha de anaconda ou sucuriju anaconda ou sucuriju nekuia wajãpi. ¡ª•£. . ¡ª•£. nekuia wajãpi. kenewe wajãpi.

¡ª•£-™ºº¡. ¡ª•£-™ºº¡. ¡ª•£-™ºº¡.dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 30 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 31 moj kupea dorso de cobra tukã moj cobra-tucano siro wajãpi. ¡ª•£-™ºº¡. siro wajãpi. siro wajãpi. . siro wajãpi. ™ºº¡. siro wajãpi. siro wajãpi. ™ºº¡.

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¡ª•£. ™ºº¡. siro wajãpi. marinau wajãpi. sawer wajãpi. ™ººº. siro wajãpi. ™ºº¡. . ™ººº. ™ººº. kenewe wajãpi. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 32 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 33 tukã moj cobra-tucano pira kã’gwer espinha de peixe waiwai wajãpi. waivisi wajãpi. ¡ª•£. siro wajãpi. ™ººº.

™ºº¡. marinau wajãpi. kenewe wajãpi. ™ººº. . ™ººº. sawer wajãpi. ™ºº¡. ™ººº. siro wajãpi. ™ººº. ¡ª•£. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 32 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 33 tukã moj cobra-tucano pira kã’gwer espinha de peixe waiwai wajãpi. siro wajãpi. siro wajãpi. ¡ª•£. waivisi wajãpi.

™ººº. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 34 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 35 pira kã’gwer espinha de peixe pira peixe katirina wajãpi. yrowaite wajãpi. mo’i wajãpi. yrowaite wajãpi. matupi wajãpi. ™ººº. ™ººº. . ™ººº. parua wajãpi. ™ººº. yrowaite wajãpi. ™ººº. ™ººº.

™ººº. ™ººº. . ™ººº. ™ººº. ™ººº. matupi wajãpi. ™ººº. mo’i wajãpi. parua wajãpi. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 34 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 35 pira kã’gwer espinha de peixe pira peixe katirina wajãpi. yrowaite wajãpi. yrowaite wajãpi. ™ººº. yrowaite wajãpi.

¡ª•£. ™ººº. ™ººº. waivisi wajãpi. januari wajãpi. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 36 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 37 suruvi kã’gwer paku kã’gwer espinha de peixe suruvi espinha de peixe paku winipi’i wajãpi. januari wajãpi. ¡ª•£. ¡ª•£. kujuri wajãpi. ™ººº. ™ººº. . waivisi wajãpi. arakura wajãpi.

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januari wajãpi. marawa wajãpi. miwã wajãpi. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 38 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 39 paku kã’gwer espinha paku ruvaj rabo do peixe paku do peixe paku jawari wajãpi. ¡ª•£. ¡ª•£. januari wajãpi. . ™ººº. ¡ª•£. nekuia wajãpi. ¡ª•£. ™ººº. ¡ª•£. masiri wajãpi. ¡ª•£. januari wajãpi.

marawa wajãpi. miwã wajãpi. ¡ª•£. januari wajãpi. . januari wajãpi. masiri wajãpi. ¡ª•£. ™ººº. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 38 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 39 paku kã’gwer espinha paku ruvaj rabo do peixe paku do peixe paku jawari wajãpi. ™ººº. ¡ª•£. januari wajãpi. ¡ª•£. ¡ª•£. nekuia wajãpi. ¡ª•£.

nazaré wajãpi. ¡ª•£.dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 40 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 41 anõ kusiwa murua soka pernas da rã murua pintura facial da rã anõ nazaré wajãpi. siro wajãpi. siro wajãpi. ¡ª•£. ¡ª•£-™ººº. . ¡ª•£-™ººº.

dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 40 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 41

anõ kusiwa murua soka pernas da rã murua
pintura facial da rã anõ

nazaré wajãpi, ¡ª•£. siro wajãpi, ¡ª•£-™ººº.

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dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 42 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 43

juve pintura facial da rã juve jawi jaboti

nazaré wajãpi, ¡ª•£. kumai wajãpi, ¡ª•£.

nazaré wajãpi, ¡ª•£.

nazaré wajãpi, ¡ª•£. nazaré wajãpi, ¡ª•£.
waivisi wajãpi, ¡ª•£.

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juve pintura facial da rã juve jawi jaboti

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sawer wajãpi. jamy wajãpi. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 44 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 45 jakare jacaré tapi’i ra’yr filhote de anta kuretari wajãpi. ™ººº. . ¡ª•£. kuretari wajãpi. ™ººº. ¡ª•£. januari wajãpi. ¡ª•£.

™ººº. januari wajãpi. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 44 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 45 jakare jacaré tapi’i ra’yr filhote de anta kuretari wajãpi. ¡ª•£. sawer wajãpi. . kuretari wajãpi. ¡ª•£. jamy wajãpi. ™ººº. ¡ª•£.

. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 46 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 47 jawara onça y’o kusiwa lagarta sara wajãpi. jamy wajãpi. ™ººº. ™ººº. ™ººº. ™ººº. teju wajãpi. waivisi wajãpi. ™ººº. werena wajãpi. ™ººº. ™ººº. parua wajãpi. arakura wajãpi. we’i wajãpi. ¡ª•£.

arakura wajãpi. ™ººº. werena wajãpi. jamy wajãpi. parua wajãpi. ™ººº. ¡ª•£. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 46 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 47 jawara onça y’o kusiwa lagarta sara wajãpi. ™ººº. teju wajãpi. waivisi wajãpi. we’i wajãpi. ™ººº. ™ººº. . ™ººº. ™ººº.

™ººº. jamy wajãpi. ¡ª•£. ™ººº. nazaré wajãpi. arakura wajãpi. ¡ª•£. tue-tue wajãpi. ¡ª•£. nazaré wajãpi. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 48 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 49 panã borboleta panã borboleta nazaré wajãpi. . ¡ª•£.

tue-tue wajãpi. jamy wajãpi. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 48 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 49 panã borboleta panã borboleta nazaré wajãpi. ¡ª•£. nazaré wajãpi. ¡ª•£. . ™ººº. arakura wajãpi. ¡ª•£. ™ººº. ¡ª•£. nazaré wajãpi.

arakura wajãpi. ¡ª•£. ™ººº. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 50 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 51 meju beiju rykyry lima de ferro nazaré wajãpi. . ¡ª•£. januari wajãpi. ¡ª•£. werena wajãpi. ™ººº. ¡ª•£. parua wajãpi. waivisi wajãpi.

¡ª•£. arakura wajãpi. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 50 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 51 meju beiju rykyry lima de ferro nazaré wajãpi. ¡ª•£. parua wajãpi. januari wajãpi. ™ººº. ¡ª•£. ™ººº. werena wajãpi. . ¡ª•£. waivisi wajãpi.

januari wajãpi. nekuia wajãpi. ¡ª•£. ¡ªª∞. ™ººº. ™ººº. ™ººº. siro wajãpi. kasiripina wajãpi. .dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 52 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 53 kaparu kusiwa urupe aravekwa ânus da peneira desenhos para borduna wynamea wajãpi. ™ººº. karaviju wajãpi. ™ºº¡. arinã wajãpi.

¡ªª∞. siro wajãpi. arinã wajãpi. .dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 52 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 53 kaparu kusiwa urupe aravekwa ânus da peneira desenhos para borduna wynamea wajãpi. januari wajãpi. ™ººº. ™ºº¡. kasiripina wajãpi. ™ººº. nekuia wajãpi. ™ººº. karaviju wajãpi. ¡ª•£. ™ººº.

Composições a partir do reproduzidos isoladamente. o que exige controle como a expressão individual. mas “imagens”. é tradição ou do interesse dos Wajãpi disponível. No entanto. Esse termo. dos elementos gráficos. há muito pouco tempo. pernas – e nos desenhos imbricação ou a repetição de nunca atribuem um significado utilizado para as fotografias. essas composições nunca objetos para a representação. completamente diferente das e muitos adultos ainda desprezam na proporção e na composição As obras apresentadas a seguir Quando indagados a respeito representações figurativas que os esse estilo de representação. composições de parua wajãpi. de kusiwa. jovem. preto/vermelho da pintura do repertório de padrões mas associados entre si para corpo não permitiria. os autores Wajãpi do Amapá também realizam experimentado pela geração mais Na decoração do corpo – os Wajãpi se apropriaram do podem até enumerar os padrões hoje e que denominam -a’ãga. evidenciam o encanto com que dos desenhos. padrões corretamente fechados. algumas sem respingo nem manchas – brancas ou coloridas. valorizando tanto elementos básicos e pela abstração decomposição e recomposição de em desenhos não era parte da completamente o espaço o conhecimento do repertório característica da linguagem elementos de um repertório. esta tradição gráfica também estão Os Wajãpi julgam a beleza dos Nos desenhos feitos em novos incorporando novos temas ou kusiwa a partir de critérios que suportes. canetas e letras do alfabeto. no especialmente das costas e das recurso da cor. padrões kusiwa. que se fazem presentes no desenho. obtendo-se ao conjunto. as possibilidades de desdobramento as composições continuam Essa arte decorativa. Os desenhos apresentados no formar composições complexas. também contexto da escola. e de combinação de padrões marcadas pela associação de potencializa o prazer estético da Trazer a alma de seres representados procuram sempre preencher gráficos. valorizam a firmeza do traço – se repetem. dizendo se tratar. que algo da pessoa ou do objeto os padrões kusiwa não são resultados que a sobreposição sempre e apenas. Qualquer que seja o suporte. representado – seu princípio vital – . padrões básicos. indica espontâneos sobre papel. em folhas de papel. Folhas de papel como a bandeira nacional. com o mesmo cuidado que se mesmo conjunto de padrões os conteúdos transmitidos por tivessem sido aplicados no corpo. pintados em seus corpos. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 54 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 55 detalhe de detalhes de composição. logomarcas e o acabamento – ângulos dos tintas diversificadas ampliaram de roupas etc. ™ººº. que viabiliza a utilizados na composição. gráfica dos Wajãpi do Amapá. encontrar duas pessoas com o a novos suportes e novas técnicas. Se as formas de reprodução catálogo de padrões gráficos foram É praticamente impossível do grafismo wajãpi se adaptaram realizados.

as possibilidades de desdobramento as composições continuam Essa arte decorativa. que algo da pessoa ou do objeto os padrões kusiwa não são resultados que a sobreposição sempre e apenas. obtendo-se ao conjunto. valorizam a firmeza do traço – se repetem. os autores Wajãpi do Amapá também realizam experimentado pela geração mais Na decoração do corpo – os Wajãpi se apropriaram do podem até enumerar os padrões hoje e que denominam -a’ãga. representado – seu princípio vital – . jovem. no especialmente das costas e das recurso da cor. Folhas de papel como a bandeira nacional. Esse termo. dos elementos gráficos. há muito pouco tempo. com o mesmo cuidado que se mesmo conjunto de padrões os conteúdos transmitidos por tivessem sido aplicados no corpo. de kusiwa. indica espontâneos sobre papel. No entanto. o que exige controle como a expressão individual. Qualquer que seja o suporte. algumas sem respingo nem manchas – brancas ou coloridas. evidenciam o encanto com que dos desenhos. padrões corretamente fechados. pernas – e nos desenhos imbricação ou a repetição de nunca atribuem um significado utilizado para as fotografias. pintados em seus corpos. completamente diferente das e muitos adultos ainda desprezam na proporção e na composição As obras apresentadas a seguir Quando indagados a respeito representações figurativas que os esse estilo de representação. Os desenhos apresentados no formar composições complexas. que se fazem presentes no desenho. e de combinação de padrões marcadas pela associação de potencializa o prazer estético da Trazer a alma de seres representados procuram sempre preencher gráficos. logomarcas e o acabamento – ângulos dos tintas diversificadas ampliaram de roupas etc. Se as formas de reprodução catálogo de padrões gráficos foram É praticamente impossível do grafismo wajãpi se adaptaram realizados. ™ººº. composições de parua wajãpi. dizendo se tratar. preto/vermelho da pintura do repertório de padrões mas associados entre si para corpo não permitiria. esta tradição gráfica também estão Os Wajãpi julgam a beleza dos Nos desenhos feitos em novos incorporando novos temas ou kusiwa a partir de critérios que suportes. canetas e letras do alfabeto. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 54 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 55 detalhe de detalhes de composição. padrões básicos. padrões kusiwa. Composições a partir do reproduzidos isoladamente. essas composições nunca objetos para a representação. gráfica dos Wajãpi do Amapá. mas “imagens”. é tradição ou do interesse dos Wajãpi disponível. encontrar duas pessoas com o a novos suportes e novas técnicas. valorizando tanto elementos básicos e pela abstração decomposição e recomposição de em desenhos não era parte da completamente o espaço o conhecimento do repertório característica da linguagem elementos de um repertório. em folhas de papel. também contexto da escola. que viabiliza a utilizados na composição.

™ººº. matupi wajãpi. ™ººº. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 56 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 57 winipi’i wajãpi. winipi’i wajãpi. ™ººº. matupi wajãpi. . ™ººº.

™ººº. ™ººº. matupi wajãpi. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 56 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 57 winipi’i wajãpi. . matupi wajãpi. ™ººº. ™ººº. winipi’i wajãpi.

™ººº. ™ººº. . ™ººº. emyra wajãpi. emyra wajãpi. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 58 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 59 tarakuã’si wajãpi. ™ººº. parua wajãpi.

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™ººº. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 60 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 61 jamy wajãpi. ™ººº. ™ººº. . jamy wajãpi. ™ººº. makarato wajãpi. tua wajãpi.

™ººº. makarato wajãpi. jamy wajãpi. . ™ººº. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 60 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 61 jamy wajãpi. ™ººº. tua wajãpi. ™ººº.

¡ªª¢. . ™ººº. katirina wajãpi. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 62 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 63 sem autor. morapi wajãpi. wynamea wajãpi. ™ººº.

katirina wajãpi. wynamea wajãpi. ™ººº. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 62 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 63 sem autor. . ™ººº. morapi wajãpi. ¡ªª¢.

namaira wajãpi. viseni wajãpi. ™ººº. ™ººº. mikiuku wajãpi. . ™ººº. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 64 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 65 jawarua wajãpi. ™ººº.

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™ºº¡. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 66 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 67 muruti wajãpi. ™ººº. ™ººº. emyra wajãpi. ™ººº. werena wajãpi. . siro wajãpi.

siro wajãpi. . ™ººº. ™ººº. emyra wajãpi. werena wajãpi. ™ººº. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 66 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 67 muruti wajãpi. ™ºº¡.

™ººº. sara wajãpi. ™ººº. . ™ººº. nekuia wajãpi. sara wajãpi. ¡ª•£.dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 68 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 69 sara wajãpi.

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dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 70 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 71 werena wajãpi. . we’i wajãpi. ¡ª•£. ™ººº. ¡ª•£. werena wajãpi. mikiuku wajãpi. ™ººº.

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¡ª•£. ¡ª•£. ¡ª•£. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 72 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 73 miwã wajãpi. mikiuku wajãpi. ™ººº. pitika e anisio wajãpi. pitika e anisio wajãpi. .

™ººº. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 72 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 73 miwã wajãpi. pitika e anisio wajãpi. . ¡ª•£. mikiuku wajãpi. ¡ª•£. ¡ª•£. pitika e anisio wajãpi.

waivisi wajãpi. ¡ª•£. . pitika e anisio wajãpi. jamy wajãpi. ™ººº. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 74 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 75 pitika e anisio wajãpi. ¡ª•£. ™ººº.

waivisi wajãpi. . ™ººº. pitika e anisio wajãpi. ¡ª•£. ¡ª•£. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 74 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 75 pitika e anisio wajãpi. jamy wajãpi. ™ººº.

através da indígena.Okakai . Ajãreaty. Taremã. Porã. que conhecem e têm capacidade como indica a categoria jovijãkõ. descritos a seguir: Sa’ku. aqueles que sabem “dizer”. dominique t. Wyrakatu. Suinã. os grupos familiares podem identificar quem são seus respectivos de transmitir os conhecimentos herdados do tempo antigo. Matapi. Atõga. chefe aplicando a pintura do pypyiny. gallois. foto: DA TRADIÇÃO marina weis. mas. Kasiripinã. Jereman. Piriri. Sisiwa. desvalorização dos conhecimentos diferença cultural dos Wajãpi com “nossos líderes”. asseguraram. São por todos os Wajãpi do Amapá. Essa discriminação tem levado . Teju. lhes foi reservada Desinteresse dos jovens pelos ou de elaborar as mais belas costumam dizer que jovijã são Paranawari. lista de grupos locais Aramirã . Nawyka. as pressões acervos e pelas práticas composições gráficas. Mekuja. Warakupirã Taitetuwa . Patuku. que continua vendo a pessoas designadas como jovijãkõ.Pinoty . Kaiku. Nawai. Jurara. “especialistas” na arte de narrar perdendo esta capacidade. Pororipa do Amapá (equipe do Programa Wajãpi/ Iepé e do NHII-USP) FATORES Akaju . foto: dominique t. Seremete. segundo a legislação a sustentabilidade de seu modo de vida nesse território. que sentem estarem Roman. Karota continuidade e durabilidade das formas de expressão gráfica e de DESAPARECIMENTO Manilha . Pajari. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 76 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 77 paranawari. brasileira. Nairu. e práticas culturais que olhar e reações preconceituosas. Kuruari. Os jovens. Jawaton. ou seja.Ytuwasu Amapá. para uso exclusivo. abaixo DEPOSITÁRIOS preparação de tinta de urucum. ou seja. To’a. Waiwai.Kumakary de impactos sociais e ambientais.CTA . Taruku. A princípio. Kujuri. Matia. aqueles 53 pessoas consideradas “sábias”. Juramy. As pressões crescentes E m todas as aldeias. Parua. de vida da população não- depositários da tradição. S egundo diagnóstico realizado pelos pesquisadores que vêm atuando e assessorando os Wajãpi Pisika. em função de sua os idosos – homens e mulheres enunciar esses conhecimentos nos fazem sentir não apenas através aproximação crescente com modos entre 40 e 60 anos – são padrões estéticos ainda valorizados Mariry .Yvyrareta há três fatores de risco para a DE RISCO DE Jasitu. Waivigatu. transmissão oral dos Wajãpi do Jakareakãgoka . foto: de urucum. No quadro as seguir. Siro.Purakenupã: Kumare.Pypyiny no seu entorno Embora este grupo viva numa terra que. durante gerações. Araperu crescentes no seu entorno se tradicionais. Turu. Waivisi. Werena. sobretudo. estão as Taema. Kapu’a. Pupira. Ororiwo. gallois. Taoka. Kanyra. Pamy. Emyra.

Kumakary de impactos sociais e ambientais. foto: de urucum. Nairu. “especialistas” na arte de narrar perdendo esta capacidade. Waivisi.CTA . Taoka. em função de sua os idosos – homens e mulheres enunciar esses conhecimentos nos fazem sentir não apenas através aproximação crescente com modos entre 40 e 60 anos – são padrões estéticos ainda valorizados Mariry . transmissão oral dos Wajãpi do Jakareakãgoka . S egundo diagnóstico realizado pelos pesquisadores que vêm atuando e assessorando os Wajãpi Pisika. Essa discriminação tem levado .Pinoty .Okakai . chefe aplicando a pintura do pypyiny. de vida da população não- depositários da tradição. brasileira.Purakenupã: Kumare. durante gerações. para uso exclusivo. Jawaton. que continua vendo a pessoas designadas como jovijãkõ. foto: DA TRADIÇÃO marina weis. To’a. Nawai. Araperu crescentes no seu entorno se tradicionais. A princípio. aqueles 53 pessoas consideradas “sábias”. lhes foi reservada Desinteresse dos jovens pelos ou de elaborar as mais belas costumam dizer que jovijã são Paranawari. Kujuri. foto: dominique t. Wyrakatu. As pressões crescentes E m todas as aldeias. Juramy. Mekuja. os grupos familiares podem identificar quem são seus respectivos de transmitir os conhecimentos herdados do tempo antigo. Matapi. Pajari. Taruku. Taremã. Parua. gallois. descritos a seguir: Sa’ku. Pororipa do Amapá (equipe do Programa Wajãpi/ Iepé e do NHII-USP) FATORES Akaju . Seremete. lista de grupos locais Aramirã . Nawyka. abaixo DEPOSITÁRIOS preparação de tinta de urucum. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 76 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 77 paranawari. No quadro as seguir. Atõga. Siro. Sisiwa. e práticas culturais que olhar e reações preconceituosas. asseguraram. Os jovens. Warakupirã Taitetuwa . Piriri. Ajãreaty. Ororiwo. Porã. dominique t. Kaiku. ou seja. Jereman. Kuruari. Kasiripinã. Jurara. Pupira. São por todos os Wajãpi do Amapá. ou seja. que sentem estarem Roman. mas. segundo a legislação a sustentabilidade de seu modo de vida nesse território. gallois.Pypyiny no seu entorno Embora este grupo viva numa terra que.Ytuwasu Amapá. Karota continuidade e durabilidade das formas de expressão gráfica e de DESAPARECIMENTO Manilha . Kapu’a. Suinã. desvalorização dos conhecimentos diferença cultural dos Wajãpi com “nossos líderes”. Pamy. Turu. que conhecem e têm capacidade como indica a categoria jovijãkõ. Waivigatu. Matia. Emyra. Teju. através da indígena. sobretudo. Patuku. estão as Taema. aqueles que sabem “dizer”. Kanyra. Werena.Yvyrareta há três fatores de risco para a DE RISCO DE Jasitu. Waiwai. as pressões acervos e pelas práticas composições gráficas.

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waiwai, chefe de pintura dorsal
mariry. foto: e facial.
dominique t. foto: dominique
gallois. t. gallois.

abaixo, à esquerda
pintura dorsal.
foto: marina weis.

abaixo, à direita
desenhando com
jenipapo.
foto: dominique
t. gallois.

muitos jovens a esconder e Tal descentramento da produção de registro e de transmissão de ou desenho produzido com
depreciar sua identidade indígena, cultural – quando passa a ser saber. E é nesse processo que os instrumental variado, em pedras,
levando alguns a crises profundas direcionada e/ou integrada ao acervos culturais tradicionais e, cerâmica, ou ainda no corpo, para
de angústia e/ou disputas com sistema de informação e de em particular, suas variadas formas fins decorativos ou terapêuticos.
os adultos, que resultaram até consumo mais amplos – costuma de linguagem não escrita, como Hoje, kusiwa – literalmente,
em suicídios. resultar no enfraquecimento das o sistema gráfico kusiwa, “o caminho do risco” – também
lealdades culturais (cfr. P. Montero, encontram-se ameaçados. refere-se à escrita.
Risco de folclorização e de 1998). É exatamente este A ampliação de significados Noções complexas como esta,
mercantilização dos saberes processo que está ocorrendo atribuídos ao termo kusiwa quando transpostas ao único espaço
tradicionais entre os Wajãpi do Amapá. representa, por si só, um desafio da escola, acabam por reduzir
esvaziamento dos seus conteúdos Verifica-se, entretanto, um para os jovens Wajãpi que a abrangência dos contextos de
simbólicos, especialmente os intenso trabalho de reflexão para freqüentam a escola, considerando significação que o termo expressa.
significados e usos do sistema controlar a difícil passagem as múltiplas transposições O mesmo processo está ocorrendo
gráfico kusiwa, decorrente de sua “dos kusiwa à escrita”. Por estarem conceituais que a expressão carrega com o termo ayvu, a “palavra”,
excessiva exposição ou difusão muito envolvidos nos programas e que não estão simetricamente “os ditos”. O termo refere-se a
a públicos externos, sem que os de alfabetização bilíngüe, a maior disponíveis quando se passa de uma prática carregada de sentidos
detentores desses saberes e usuários parte dos jovens vem procurando uma cultura a outra. e vinculada à transmissão oral de
dessas práticas possam se contrapor traduzir conhecimentos e adaptar O termo kusiwa refere-se ao conhecimentos e de reflexões, que
às iniciativas danosas, seja por novos instrumentos para o “dente da cotia”, akusi, utilizado se encontra ameaçada pelo impacto
falta de compreensão do sistema seu próprio universo conceitual. pelos antigos Wajãpi como da escola convencional, que não
mercantil e dos impactos da Estão particularmente interessados instrumento para fazer incisões. costuma valorizar essa forma de
globalização, seja por interesse em se apropriar da escrita, Kusi era o vocábulo antes expressão cultural.
imediatista em comercializar considerando o poder que nossa exclusivamente utilizado para
elementos de sua cultura. sociedade atribui a essa forma designar qualquer traço, risco

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waiwai, chefe de pintura dorsal
mariry. foto: e facial.
dominique t. foto: dominique
gallois. t. gallois.

abaixo, à esquerda
pintura dorsal.
foto: marina weis.

abaixo, à direita
desenhando com
jenipapo.
foto: dominique
t. gallois.

muitos jovens a esconder e Tal descentramento da produção de registro e de transmissão de ou desenho produzido com
depreciar sua identidade indígena, cultural – quando passa a ser saber. E é nesse processo que os instrumental variado, em pedras,
levando alguns a crises profundas direcionada e/ou integrada ao acervos culturais tradicionais e, cerâmica, ou ainda no corpo, para
de angústia e/ou disputas com sistema de informação e de em particular, suas variadas formas fins decorativos ou terapêuticos.
os adultos, que resultaram até consumo mais amplos – costuma de linguagem não escrita, como Hoje, kusiwa – literalmente,
em suicídios. resultar no enfraquecimento das o sistema gráfico kusiwa, “o caminho do risco” – também
lealdades culturais (cfr. P. Montero, encontram-se ameaçados. refere-se à escrita.
Risco de folclorização e de 1998). É exatamente este A ampliação de significados Noções complexas como esta,
mercantilização dos saberes processo que está ocorrendo atribuídos ao termo kusiwa quando transpostas ao único espaço
tradicionais entre os Wajãpi do Amapá. representa, por si só, um desafio da escola, acabam por reduzir
esvaziamento dos seus conteúdos Verifica-se, entretanto, um para os jovens Wajãpi que a abrangência dos contextos de
simbólicos, especialmente os intenso trabalho de reflexão para freqüentam a escola, considerando significação que o termo expressa.
significados e usos do sistema controlar a difícil passagem as múltiplas transposições O mesmo processo está ocorrendo
gráfico kusiwa, decorrente de sua “dos kusiwa à escrita”. Por estarem conceituais que a expressão carrega com o termo ayvu, a “palavra”,
excessiva exposição ou difusão muito envolvidos nos programas e que não estão simetricamente “os ditos”. O termo refere-se a
a públicos externos, sem que os de alfabetização bilíngüe, a maior disponíveis quando se passa de uma prática carregada de sentidos
detentores desses saberes e usuários parte dos jovens vem procurando uma cultura a outra. e vinculada à transmissão oral de
dessas práticas possam se contrapor traduzir conhecimentos e adaptar O termo kusiwa refere-se ao conhecimentos e de reflexões, que
às iniciativas danosas, seja por novos instrumentos para o “dente da cotia”, akusi, utilizado se encontra ameaçada pelo impacto
falta de compreensão do sistema seu próprio universo conceitual. pelos antigos Wajãpi como da escola convencional, que não
mercantil e dos impactos da Estão particularmente interessados instrumento para fazer incisões. costuma valorizar essa forma de
globalização, seja por interesse em se apropriar da escrita, Kusi era o vocábulo antes expressão cultural.
imediatista em comercializar considerando o poder que nossa exclusivamente utilizado para
elementos de sua cultura. sociedade atribui a essa forma designar qualquer traço, risco

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página ao lado
pintura facial.
foto: dominique
t. gallois.

APRESENTAÇÃO

O VALOR DAS FORMAS
DE EXPRESSÃO O sistema gráfico kusiwa opera
como um catalisador para a
expressão de conhecimentos e de
da complexa cosmologia a que este
grupo indígena da Amazônia
brasileira se reporta para
O sistema gráfico kusiwa
constitui, portanto, uma linguagem
que sintetiza o modo particular
GRÁFICAS E ORAIS práticas que envolvem desde interpretar e agir sobre distintos como os Wajãpi do Amapá
relações sociais, crenças religiosas domínios do universo, terrestre, conhecem, concebem e agem sobre
DOS WAJÃPI e tecnologias, até valores estéticos e celeste, aquático etc. o universo. É potencializado pelos
morais. O excepcional valor desta Na vida dos Wajãpi do Amapá, saberes transmitidos oralmente, que
forma de expressão está na a presença de seres não humanos que contextualizam a origem e os efeitos
capacidade de condensar, compartilham modos de vida social dos grafismos, usados para decorar
transmitir e renovar – por meio da e circulam nos mesmos espaços está corpos e objetos, combinando
criatividade dos desenhistas e dos posta desde a origem dos tempos e padrões em composições
narradores – todos os elementos continua manifestando-se no dia- criadas individualmente que
particulares e únicos de um modo a-dia. Nas atividades diárias nunca se repetem.
de pensar e de estar no mundo, realizadas nas roças e na floresta, Trata-se, entretanto, de uma
próprio dos Wajãpi do Amapá. nos modos de preparar alimentos, linguagem gráfica que não tem por
Partindo do pressuposto de que nos cuidados com as crianças, nas única função a decoração corporal
conhecimento é uma das principais restrições alimentares e de acesso ou o embelezamento de objetos,
modalidades da cultura, o sistema a certos ambientes, nos sonhos, nem se limita à expressão da
gráfico kusiwa constitui uma na música etc., manifesta-se um identidade étnica. Os grafismos
expressão cultural excepcional e elo profundo entre todos os seres kusiwa têm, sobretudo, uma eficácia
absolutamente particular do grupo que compartilham os mesmos simbólica que atualiza
Wajãpi do Amapá. Seu uso ambientes. E é deste elo que permanentemente um modo
cotidiano e seu valor estético são “falam” os grafismos kusiwa e as diferenciado de pensar e de
capazes de condensar elementos narrativas que os complementam. experimentar a relação com

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página ao lado
pintura facial.
foto: dominique
t. gallois.

APRESENTAÇÃO

O VALOR DAS FORMAS
DE EXPRESSÃO O sistema gráfico kusiwa opera
como um catalisador para a
expressão de conhecimentos e de
da complexa cosmologia a que este
grupo indígena da Amazônia
brasileira se reporta para
O sistema gráfico kusiwa
constitui, portanto, uma linguagem
que sintetiza o modo particular
GRÁFICAS E ORAIS práticas que envolvem desde interpretar e agir sobre distintos como os Wajãpi do Amapá
relações sociais, crenças religiosas domínios do universo, terrestre, conhecem, concebem e agem sobre
DOS WAJÃPI e tecnologias, até valores estéticos e celeste, aquático etc. o universo. É potencializado pelos
morais. O excepcional valor desta Na vida dos Wajãpi do Amapá, saberes transmitidos oralmente, que
forma de expressão está na a presença de seres não humanos que contextualizam a origem e os efeitos
capacidade de condensar, compartilham modos de vida social dos grafismos, usados para decorar
transmitir e renovar – por meio da e circulam nos mesmos espaços está corpos e objetos, combinando
criatividade dos desenhistas e dos posta desde a origem dos tempos e padrões em composições
narradores – todos os elementos continua manifestando-se no dia- criadas individualmente que
particulares e únicos de um modo a-dia. Nas atividades diárias nunca se repetem.
de pensar e de estar no mundo, realizadas nas roças e na floresta, Trata-se, entretanto, de uma
próprio dos Wajãpi do Amapá. nos modos de preparar alimentos, linguagem gráfica que não tem por
Partindo do pressuposto de que nos cuidados com as crianças, nas única função a decoração corporal
conhecimento é uma das principais restrições alimentares e de acesso ou o embelezamento de objetos,
modalidades da cultura, o sistema a certos ambientes, nos sonhos, nem se limita à expressão da
gráfico kusiwa constitui uma na música etc., manifesta-se um identidade étnica. Os grafismos
expressão cultural excepcional e elo profundo entre todos os seres kusiwa têm, sobretudo, uma eficácia
absolutamente particular do grupo que compartilham os mesmos simbólica que atualiza
Wajãpi do Amapá. Seu uso ambientes. E é deste elo que permanentemente um modo
cotidiano e seu valor estético são “falam” os grafismos kusiwa e as diferenciado de pensar e de
capazes de condensar elementos narrativas que os complementam. experimentar a relação com

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wajãpi do rio tecelagem de uma
araguari em ¡•¶§. tipóia. foto:
jules crevaux. de dominique
cayenne aux andes, t. gallois.
¡•¶§-¡•¶ª. paris,
ed. phébus, ¡ª•¶.

o outro, seja este animal, vegetal, portanto, a um processo cultural Wajãpi do Amapá desenham,
humano ou não humano, índio vivo, ou seja, dinamicamente é notável a segurança no traço,
ou não índio, parceiro ou inimigo. enriquecido pela experiência de comparável à fluidez discursiva
Assim, o sistema gráfico e as sucessivas gerações. e à capacidade de construir
narrativas acopladas não Se a relação do sistema gráfico narrativas sempre atualizadas.
expressam apenas taxinomias, com a mitologia é evidente, não É nesta capacidade criativa da
crenças e sentimentos, mas deixa de ser extremamente expressão gráfica e oral que se deve
também processos históricos, complexa. Sem dúvida, a mitologia buscar correspondências e
que continuam validando os pode ser considerada como o ponto complementaridade. Ou seja, não
modos particulares de conhecer de convergência dos múltiplos se trata de se perguntar “o quê”
que os Wajãpi do Amapá utilizam aspectos da experiência e dos desenhos e mitos devem continuar
para se situar no mundo sentimentos que movimentam a significando, mas de se perguntar
contemporâneo. Eles contêm, cultura de um povo: relações com Os mitos são enunciados que “como” eles podem continuar
ao mesmo tempo, um saber sobre o ambiente natural, relações de dependem da vivência de cada um; a criar significados culturais.
as origens e o destino da parentesco, relações políticas, são ditos, não são textos. Como são Como definiu Lévi-Strauss
humanidade, preceitos morais e crenças e práticas religiosas, usos falas situadas, importa saber por (1963), os mitos constituem o
valores estéticos, assim como todo e costumes diversos. É nesse que tal pessoa contou determinada discurso de uma sociedade, para
um conjunto de conhecimentos sentido que a transmissão das história neste e naquele momento, o qual não há um emissor pessoal,
práticos para o manejo do seu narrativas míticas é complementar produzindo enunciados sempre já que todo mito remete a um
próprio meio-ambiente. à expressão gráfica; esta não é novos. Da mesma forma, a arte de outro mito, do qual retoma
Também armazenam a história apenas a “ilustração” da mitologia combinar padrões kusiwa, aplicados elementos para reorganizá-los,
de suas relações com outros grupos e nem a mitologia é “legenda” no corpo, em objetos ou em folhas como se faz na bricolagem.
da região, incluindo a população dos padrões gráficos (cfr. Barcelos de papel, resulta sempre em Não se deve procurar portanto,
não-indígena. Remetem, Neto, 1999). composições inéditas. Quando os numa narrativa ou numa

Sem dúvida. não É nesta capacidade criativa da crenças e sentimentos. portanto. de suas relações com outros grupos e nem a mitologia é “legenda” no corpo. a criar significados culturais. e à capacidade de construir narrativas acopladas não Se a relação do sistema gráfico narrativas sempre atualizadas. É nesse que tal pessoa contou determinada discurso de uma sociedade. em objetos ou em folhas como se faz na bricolagem. a arte de outro mito. foto: jules crevaux. usos falas situadas. mas deixa de ser extremamente expressão gráfica e oral que se deve também processos históricos. phébus. esta não é novos. relações de dependem da vivência de cada um. relações políticas. dinamicamente é notável a segurança no traço. Eles contêm. práticos para o manejo do seu narrativas míticas é complementar produzindo enunciados sempre já que todo mito remete a um próprio meio-ambiente. resulta sempre em Não se deve procurar portanto. parceiro ou inimigo. Como são Como definiu Lévi-Strauss humanidade. não-indígena. Da mesma forma. gallois. com a mitologia é evidente. o qual não há um emissor pessoal. a um processo cultural Wajãpi do Amapá desenham. não modos particulares de conhecer de convergência dos múltiplos se trata de se perguntar “o quê” que os Wajãpi do Amapá utilizam aspectos da experiência e dos desenhos e mitos devem continuar para se situar no mundo sentimentos que movimentam a significando. enriquecido pela experiência de comparável à fluidez discursiva Assim. paris. seja este animal. Quando os numa narrativa ou numa . para um conjunto de conhecimentos sentido que a transmissão das história neste e naquele momento. um saber sobre o ambiente natural. preceitos morais e crenças e práticas religiosas. Remetem. Neto. ¡•¶§-¡•¶ª. índio vivo. cultura de um povo: relações com Os mitos são enunciados que “como” eles podem continuar ao mesmo tempo. tipóia. de dominique cayenne aux andes. o sistema gráfico e as sucessivas gerações. a mitologia buscar correspondências e que continuam validando os pode ser considerada como o ponto complementaridade. mas de se perguntar contemporâneo. Barcelos de papel. são ditos. composições inéditas. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 82 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 83 wajãpi do rio tecelagem de uma araguari em ¡•¶§. assim como todo e costumes diversos. 1999). o outro. incluindo a população dos padrões gráficos (cfr. expressam apenas taxinomias. ou seja. complexa. importa saber por (1963). ed. vegetal. humano ou não humano. t. ¡ª•¶. à expressão gráfica. as origens e o destino da parentesco. aplicados elementos para reorganizá-los. ou não índio. da região. Ou seja. do qual retoma Também armazenam a história apenas a “ilustração” da mitologia combinar padrões kusiwa. não são textos. os mitos constituem o valores estéticos.

wajãpi. interpretar. seu próprio fundamento aos saberes sobre saberes acumulados e sempre habitam esse mundo. abaixo a narração de mitos. testemunha a relação particular que devem ser preservados. criações sempre comunicação desenvolvidas em poderia nem pensar nem recriar inéditas. sem O valor excepcional desta forma reconhecida pelos membros mais a qual não teriam existência e. mas sim de consideradas réplicas de uma a produção de discursos estéticos sempre abertas as alternativas para compor. ao mesmo tempo. presente e ausente. a respeito das que interessa salvaguardar ou Segundo E. por corresponder a ou de folhas de papel abre a mítico. Entre os Wajãpi do valor. os moroneta interrelações entre todos os revitalizar. os experiências de relacionamento de expressão gráfica e oral e combinações. foto: dominique t. karaviju dominique t. e é justamente seu meio social e ambiental. Esta forma particulares que. às relações atualizados na memória coletiva dos Não é a linguagem em abstrato entre humanos e não humanos etc. distintos seres – humanos e não execução – ou seja. alguma relação específica de ordem de caráter efêmero. não se trata “palavras ditas”) não são a visão e os sentidos ativados para combinações. sua capacidade desenhos) dos índios kamayurás do humanos. mas seus modos de (mitos e. elaboradas a partir de um conformidade com padrões a atualidade” (1991:77). mas interpretações particulares (cf. foto: gráfica. arcabouço transformativo. conformidade com uma tradição realidade. gallois. repertório de temas e motivos que de qualidade. ™ººº. de expressão gráfica deriva de sua idosos do grupo Wajãpi do Amapá. os espelhos capacidade de gerar infinitas Como são formas de expressão e necessários sem os quais não se composições. interpretar. Wajãpi e não Wajãpi – de combinação e atualização – em Xingu também são “figuras de uma que compartilham seu mundo. são esses padrões composição de padrões kusiwa. para realidade. portanto. oral e localmente. Arte gráfica e arte verbal podem. Wajãpi do Amapá. ser descritas como artes construída por este grupo com Cabe ressaltar mais uma vez que. comunicar algo novo. de objetos enunciação de narrativas do corpus ou invisível. dão sentido e operadores por excelência de entre os seres e grupos que constitui. Van Velthem. São. não há cânone. as narrativas (ayvu kwer – mecanismos cognitivos que refletem possibilidade de múltiplas fixidez. os elementos do cosmos. Samain. tanto quanto estão de reproduzir. tanto no sistema gráfico como na causal com determinado ser. Assim sendo. . ao mesmo tempo. visível essa característica que lhes confere A decoração da pele. o reflexo de alguma instituição ou efetivamente. pelo seu acúmulo 2002). dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 84 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 85 detalhe de a festa do peixe composição pacu. portanto. nem Amapá. gallois.

a respeito das que interessa salvaguardar ou Segundo E. mas seus modos de (mitos e. Esta forma particulares que. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 84 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 85 detalhe de a festa do peixe composição pacu. foto: gráfica. não se trata “palavras ditas”) não são a visão e os sentidos ativados para combinações. abaixo a narração de mitos. São. oral e localmente. são esses padrões composição de padrões kusiwa. Assim sendo. ™ººº. gallois. comunicar algo novo. de expressão gráfica deriva de sua idosos do grupo Wajãpi do Amapá. visível essa característica que lhes confere A decoração da pele. os elementos do cosmos. portanto. o reflexo de alguma instituição ou efetivamente. seu próprio fundamento aos saberes sobre saberes acumulados e sempre habitam esse mundo. karaviju dominique t. os experiências de relacionamento de expressão gráfica e oral e combinações. Van Velthem. ao mesmo tempo. tanto quanto estão de reproduzir. para realidade. ser descritas como artes construída por este grupo com Cabe ressaltar mais uma vez que. wajãpi. repertório de temas e motivos que de qualidade. por corresponder a ou de folhas de papel abre a mítico. sua capacidade desenhos) dos índios kamayurás do humanos. interpretar. criações sempre comunicação desenvolvidas em poderia nem pensar nem recriar inéditas. alguma relação específica de ordem de caráter efêmero. sem O valor excepcional desta forma reconhecida pelos membros mais a qual não teriam existência e. portanto. mas interpretações particulares (cf. de objetos enunciação de narrativas do corpus ou invisível. Arte gráfica e arte verbal podem. as narrativas (ayvu kwer – mecanismos cognitivos que refletem possibilidade de múltiplas fixidez. às relações atualizados na memória coletiva dos Não é a linguagem em abstrato entre humanos e não humanos etc. presente e ausente. nem Amapá. Entre os Wajãpi do valor. testemunha a relação particular que devem ser preservados. mas sim de consideradas réplicas de uma a produção de discursos estéticos sempre abertas as alternativas para compor. distintos seres – humanos e não execução – ou seja. e é justamente seu meio social e ambiental. os moroneta interrelações entre todos os revitalizar. gallois. conformidade com uma tradição realidade. arcabouço transformativo. tanto no sistema gráfico como na causal com determinado ser. não há cânone. foto: dominique t. Wajãpi e não Wajãpi – de combinação e atualização – em Xingu também são “figuras de uma que compartilham seu mundo. . Wajãpi do Amapá. interpretar. pelo seu acúmulo 2002). elaboradas a partir de um conformidade com padrões a atualidade” (1991:77). ao mesmo tempo. dão sentido e operadores por excelência de entre os seres e grupos que constitui. Samain. os espelhos capacidade de gerar infinitas Como são formas de expressão e necessários sem os quais não se composições.

mas também através de utilizam e valorizam suas formas ser valorizadas diante da presença todo um conjunto de práticas particulares de conhecer e UMA TRADIÇÃO maciça de tecnologias ocidentais rituais. frente à necessidade de utilizar especialmente em valores e todo e nas suas diferentes partes. população indígena perdeu em Amazônia – que ainda mantêm de mercado e nas redes elencos decorativos e as narrativas excepcional a capacidade de É por isso que arte gráfica e arte decorrência dos impactos do autonomia em sua capacidade de globalizadas de relações. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 86 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 87 jovens no posto detalhe padrão aramirá. De acordo com Van meios de adaptação a novas de codificação de significados ainda enraizado no olhar e especialmente porque suas línguas até hoje conseguiu manter ativa Velthem (2000). Da mesma forma. Elas CULTURAL VIVA modernas. e da exclusão cultural a que vem partir de esquemas próprios. é muito mais como – assim como da tradição oral – como expressões de um passado. mas para a objetos nesses âmbitos. dominique miwã. ¡ª•£. decorrentes da contemplação. são fragmentos caráter integrado das práticas social e ambiental. é de valor e significados mais vastos. t. Cabe também lembrar que as idéias e as emoções associadas a uma história não são evocadas S e ainda existem no Brasil 210 grupos indígenas. relacionar-se com seu meio. indispensáveis de saberes e de formas de expressão artísticas das sociedades indígenas. Se os Por esta razão. falantes de mais de 180 línguas diferentes. suas maneiras de experimentar e criar apenas no momento da sua poucos são aqueles que ainda conhecimento técnico deixam de narração. na Assim. para a manutenção dos sentidos e que estão rapidamente caindo em como é o caso dos Wajãpi do das dinâmicas próprias de desuso. interétnica. todos eles localizados nas regiões a outros usos. manifesta compreensão do universo no seu reelaboradas. e que esta assim como a inserção individual reformulados. decorativos são apreendidos e São muito poucos os grupos a língua nacional para a práticas xamanísticas. o objetivo é a realidades. não convívio com a sociedade nacional criar sentidos e expressá-los a Os Wajãpi do Amapá étnica. representam um entre esses raros conseqüência do que como um que proporciona à comunidade mas como formas contemporâneas sendo submetida pelo preconceito Esse preocupante cenário ocorre grupos indígenas amazônicos que objetivo em si. gallois. ou estão sendo Amapá. mas sempre no indígenas no Brasil – e praticamente indispensável comunicação comunidade está preocupada em . novos padrões Wajãpi do Amapá. O que sobra. foto: pira kã’gwer. suas formas de manejo de recursos. recebem no País. incorporada ao sistema de valores Condições que a maior parte da de mais recente colonização na inserção dos índios nas economias transmissão de valores. Narrativas são culturais próprios do grupo no tratamento que os índios se vêem cada vez mais depauperadas sua cosmovisão. míticas proporcionam afirmação atualização do sistema gráfico kusiwa verbal devem ser preservadas. de cantos e de danças. para quem a arte gráfica transmissão e experimentação de folclorizadas porque destinadas e a arte verbal não são para a e coletiva dos homens e seus sentido de uma apropriação saberes e práticas milenares. é essencial considerar o dependem muito de equilíbrio maioria dos casos.

t. ¡ª•£. manifesta compreensão do universo no seu reelaboradas. mas sempre no indígenas no Brasil – e praticamente indispensável comunicação comunidade está preocupada em . representam um entre esses raros conseqüência do que como um que proporciona à comunidade mas como formas contemporâneas sendo submetida pelo preconceito Esse preocupante cenário ocorre grupos indígenas amazônicos que objetivo em si. população indígena perdeu em Amazônia – que ainda mantêm de mercado e nas redes elencos decorativos e as narrativas excepcional a capacidade de É por isso que arte gráfica e arte decorrência dos impactos do autonomia em sua capacidade de globalizadas de relações. Elas CULTURAL VIVA modernas. De acordo com Van meios de adaptação a novas de codificação de significados ainda enraizado no olhar e especialmente porque suas línguas até hoje conseguiu manter ativa Velthem (2000). frente à necessidade de utilizar especialmente em valores e todo e nas suas diferentes partes. interétnica. recebem no País. todos eles localizados nas regiões a outros usos. suas formas de manejo de recursos. ou estão sendo Amapá. e que esta assim como a inserção individual reformulados. para a manutenção dos sentidos e que estão rapidamente caindo em como é o caso dos Wajãpi do das dinâmicas próprias de desuso. Narrativas são culturais próprios do grupo no tratamento que os índios se vêem cada vez mais depauperadas sua cosmovisão. são fragmentos caráter integrado das práticas social e ambiental. é de valor e significados mais vastos. Se os Por esta razão. Cabe também lembrar que as idéias e as emoções associadas a uma história não são evocadas S e ainda existem no Brasil 210 grupos indígenas. foto: pira kã’gwer. dominique miwã. Da mesma forma. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 86 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 87 jovens no posto detalhe padrão aramirá. mas também através de utilizam e valorizam suas formas ser valorizadas diante da presença todo um conjunto de práticas particulares de conhecer e UMA TRADIÇÃO maciça de tecnologias ocidentais rituais. incorporada ao sistema de valores Condições que a maior parte da de mais recente colonização na inserção dos índios nas economias transmissão de valores. de cantos e de danças. é muito mais como – assim como da tradição oral – como expressões de um passado. O que sobra. decorrentes da contemplação. e da exclusão cultural a que vem partir de esquemas próprios. gallois. relacionar-se com seu meio. novos padrões Wajãpi do Amapá. mas para a objetos nesses âmbitos. não convívio com a sociedade nacional criar sentidos e expressá-los a Os Wajãpi do Amapá étnica. é essencial considerar o dependem muito de equilíbrio maioria dos casos. míticas proporcionam afirmação atualização do sistema gráfico kusiwa verbal devem ser preservadas. na Assim. para quem a arte gráfica transmissão e experimentação de folclorizadas porque destinadas e a arte verbal não são para a e coletiva dos homens e seus sentido de uma apropriação saberes e práticas milenares. o objetivo é a realidades. suas maneiras de experimentar e criar apenas no momento da sua poucos são aqueles que ainda conhecimento técnico deixam de narração. indispensáveis de saberes e de formas de expressão artísticas das sociedades indígenas. decorativos são apreendidos e São muito poucos os grupos a língua nacional para a práticas xamanísticas. falantes de mais de 180 línguas diferentes.

em poucos anos. e com o desinteresse cada demográficos. como “patrimônio”. Sua valorização tradicionais. desequilíbrio nos últimos anos. diferença. ambientais e econômicas entretanto. entre eles. Esta situação transmiti-la – totalizam menos sistema gráfico e a arte verbal dos escola para dar conta de saberes significativos da auto-imagem privilegiada está em constante de 7% da população. de uma No bojo dessas rápidas “estilo próprio” e ser uma idosas. entre economia de mercado. sendo percebidas como exclusivas apenas da população não-indígena cosmológicos que seus ancestrais cultura que sentem a necessidade e compartilhamento estético. que aprenderam de transmitir a tradição. mas de todos os vêm lhes transmitindo há gerações. meio às próximas gerações. para enfatizar sua que é ainda reconhecida pela de qualidade de vida devido a sua Wajãpi do Amapá. gallois. quando assim possa ser considerada. reduzido número de pessoas mais Com base nos censos outras evidências. estéticos e religiosos indivíduos tratados como jovijã – iminente perda da capacidade significativas mudanças de valores comunidade. mas os vida dos “antigos”. Essa constatação é uma. justamente por evidenciar um Wajãpi da Guiana Francesa. do dinheiro etc. Verdade indispensáveis para a sua apenas esses poucos homens e sociais. de forma acelerada. hoje. até mesmo aldeias em que não à identidade. sábios. como o da população desse pequeno grupo do Amapá já nasceu num contexto em que a escrita aprendida na utilização para marcar fronteiras simbólicas e políticas e tornou-se. na nova geração. de preservar. atualmente. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 88 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 89 reunião de líderes durante a demarcação da terra indígena. inclusive de seus distantes parentes a consciência de que. Mas há. consensualmente aceita e se terão perdido as condições Todos admitem que. o perder. o sistema gráfico demais grupos indígenas. argumentar demandas maioria dos adultos). um dos elementos mais sistema gráfico kusiwa. UM PROCESSO DE AFIRMAÇÃO IDENTITÁRIA continuar alimentando através da oralidade e de formas de expressão próprias – como é o caso do ao longo de sua vida o repertório completo de sua tradição e dominam a arte verbal para N ão é da natureza dos saberes e práticas criadoras de significados culturais. transmitida há gerações. Mais da metade interna tem crescido com sua . Do ponto de vista dos da região. impactos das transformações É também nesse contexto. Nem era sua função é percebida como prática cotidiana O sistema é uma referência podendo ruir logo adiante. que a arte gráfica e as que é agora conscientemente significação e a sua transmissão. existindo Wajãpi do Amapá. destruição de suas terras e perda do grupo. correm o risco de se chefes. construída pelos Wajãpi. crescente dependência da kusiwa tem valor excepcional. atualmente. com o políticas etc. serem associados “dos brancos”. os qualidade (qualidade embasada “índios” representa. Afinal. os professores profunda crise de identidade transformações processam-se expressão adequada para enunciar vez maior dos adolescentes nos indígenas calcularam que os e da angústia diante da também. foto: dominique t. em há mais nenhuma pessoa que ou característica constituírem-se mais atraente do que o modo de por carregar uma idéia de verdade. com a de acordo com padrões de diferença que sua condição de exemplares para a expressão de um que os Wajãpi do Amapá sistema gráfico é a principal morte inevitável dos velhos. a especificidade cultural dessa padrões éticos. há repertório diferenciado de saberes. mulheres idosos conhecem o a que estão sendo submetidos vêm tradições orais acopladas passam a valorizada como parte do conjunto Na vivência da maior parte da repertório e sabem executá-lo fortalecendo o entendimento da ser reconhecidas como suportes de manifestações e representações população Wajãpi do Amapá. constroem para se diferenciar não referência para a estética e saberes pontos de referência de uma em conhecimento difuso 30 anos são vítimas de invasões.

transmitida há gerações. Sua valorização tradicionais. de preservar. impactos das transformações É também nesse contexto. existindo Wajãpi do Amapá. o perder. há repertório diferenciado de saberes. constroem para se diferenciar não referência para a estética e saberes pontos de referência de uma em conhecimento difuso 30 anos são vítimas de invasões. o sistema gráfico demais grupos indígenas. com o políticas etc. reduzido número de pessoas mais Com base nos censos outras evidências. ambientais e econômicas entretanto. atualmente. atualmente. UM PROCESSO DE AFIRMAÇÃO IDENTITÁRIA continuar alimentando através da oralidade e de formas de expressão próprias – como é o caso do ao longo de sua vida o repertório completo de sua tradição e dominam a arte verbal para N ão é da natureza dos saberes e práticas criadoras de significados culturais. até mesmo aldeias em que não à identidade. do dinheiro etc. como “patrimônio”. inclusive de seus distantes parentes a consciência de que. correm o risco de se chefes. um dos elementos mais sistema gráfico kusiwa. desequilíbrio nos últimos anos. crescente dependência da kusiwa tem valor excepcional. Verdade indispensáveis para a sua apenas esses poucos homens e sociais. como o da população desse pequeno grupo do Amapá já nasceu num contexto em que a escrita aprendida na utilização para marcar fronteiras simbólicas e políticas e tornou-se. os professores profunda crise de identidade transformações processam-se expressão adequada para enunciar vez maior dos adolescentes nos indígenas calcularam que os e da angústia diante da também. Essa constatação é uma. entre eles. hoje. Mas há. estéticos e religiosos indivíduos tratados como jovijã – iminente perda da capacidade significativas mudanças de valores comunidade. serem associados “dos brancos”. argumentar demandas maioria dos adultos). em poucos anos. destruição de suas terras e perda do grupo. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 88 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 89 reunião de líderes durante a demarcação da terra indígena. na nova geração. Do ponto de vista dos da região. Afinal. justamente por evidenciar um Wajãpi da Guiana Francesa. quando assim possa ser considerada. mulheres idosos conhecem o a que estão sendo submetidos vêm tradições orais acopladas passam a valorizada como parte do conjunto Na vivência da maior parte da repertório e sabem executá-lo fortalecendo o entendimento da ser reconhecidas como suportes de manifestações e representações população Wajãpi do Amapá. sábios. entre economia de mercado. diferença. construída pelos Wajãpi. foto: dominique t. que aprenderam de transmitir a tradição. de uma No bojo dessas rápidas “estilo próprio” e ser uma idosas. meio às próximas gerações. que a arte gráfica e as que é agora conscientemente significação e a sua transmissão. com a de acordo com padrões de diferença que sua condição de exemplares para a expressão de um que os Wajãpi do Amapá sistema gráfico é a principal morte inevitável dos velhos. mas os vida dos “antigos”. Esta situação transmiti-la – totalizam menos sistema gráfico e a arte verbal dos escola para dar conta de saberes significativos da auto-imagem privilegiada está em constante de 7% da população. consensualmente aceita e se terão perdido as condições Todos admitem que. sendo percebidas como exclusivas apenas da população não-indígena cosmológicos que seus ancestrais cultura que sentem a necessidade e compartilhamento estético. e com o desinteresse cada demográficos. Nem era sua função é percebida como prática cotidiana O sistema é uma referência podendo ruir logo adiante. os qualidade (qualidade embasada “índios” representa. em há mais nenhuma pessoa que ou característica constituírem-se mais atraente do que o modo de por carregar uma idéia de verdade. mas de todos os vêm lhes transmitindo há gerações. para enfatizar sua que é ainda reconhecida pela de qualidade de vida devido a sua Wajãpi do Amapá. de forma acelerada. gallois. a especificidade cultural dessa padrões éticos. Mais da metade interna tem crescido com sua .

acondicionado Plano de Ação. presta serviço não só comunidade e que dará apoio tem 49 anos de tradição na ao público visitante. etnobotânica e etnozoologia. gallois. cada uma delas em seus campos Brasil CEP 22270-070 Atualmente. articulada. desde a que realizaram amplo estudo dos e sistematizado. preservação e revitalização da forma de expressão cultural Gestão Q uatro instituições estão diretamente incumbidas da preservação e revitalização da Museu do Índio – Fundação Nacional do Índio / FUNAI Diretor: José Carlos Levinho expedições de pesquisas nas áreas da etnologia. do Ministério da Justiça. a colaboração de instituições dos Wajãpi do Amapá. Esta articulação 21 2286 2097 E-mail: cuja característica marcante é interinstitucional se dará através levinho@museudoindio. outras instituições parceiras desta do Índio. o museu reúne específicos. RJ nacionais e estrangeiras.br estar relacionado a populações do recém criado Conselho contemporâneas. foto: dominique Salvaguarda.: 21 2286 8899 / um importante acervo etnográfico. . t. aos povos (o Conselho das Aldeias Wajãpi / arquivístico referentes aos povos indígenas cujas referências Apina) na execução e gestão do indígenas brasileiros. e. As quatro instituições que se Proteção aos Índios. Rio de Janeiro. que são Consultivo do Plano de Salvaguarda O Museu do Índio. atuando Botafogo. Oriundo etnográficas encontram-se nele plano de revitalização cultural. como outras à organização representativa do preservação e divulgação de acervos instituições similares. por meio de diversas consulta pela internet. fotográfico e fílmico dispuseram a colaborar com o número expressivo de pesquisadores já está identificado. são: regiões do país. medicina. órgão interlocutoras nas ações Wajãpi (ver adiante). reuniu um textual. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 91 página ao lado cena do cotidiano.gov. mas de forma Tel. Deste modo. compondo apresentação da Candidatura grupos indígenas de diferentes bases de dados disponíveis à dos Wajãpi à Unesco. bibliográfico e particularmente. levadas a efeito com forma de expressão cultural Rua das Palmeiras 55. O acervo etnográfico. da Seção de Estudos do Serviço de reunidas. que inclui vinculado à Fundação Nacional desenvolvidas pela instituição. grupos Wajãpi do Amapá museológico.

Deste modo. o museu reúne específicos. levadas a efeito com forma de expressão cultural Rua das Palmeiras 55. Rio de Janeiro.: 21 2286 8899 / um importante acervo etnográfico. preservação e revitalização da forma de expressão cultural Gestão Q uatro instituições estão diretamente incumbidas da preservação e revitalização da Museu do Índio – Fundação Nacional do Índio / FUNAI Diretor: José Carlos Levinho expedições de pesquisas nas áreas da etnologia.gov. As quatro instituições que se Proteção aos Índios. cada uma delas em seus campos Brasil CEP 22270-070 Atualmente. órgão interlocutoras nas ações Wajãpi (ver adiante). foto: dominique Salvaguarda. que inclui vinculado à Fundação Nacional desenvolvidas pela instituição. t. aos povos (o Conselho das Aldeias Wajãpi / arquivístico referentes aos povos indígenas cujas referências Apina) na execução e gestão do indígenas brasileiros. por meio de diversas consulta pela internet. . gallois. grupos Wajãpi do Amapá museológico. do Ministério da Justiça. e. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 91 página ao lado cena do cotidiano. presta serviço não só comunidade e que dará apoio tem 49 anos de tradição na ao público visitante. outras instituições parceiras desta do Índio. bibliográfico e particularmente. Esta articulação 21 2286 2097 E-mail: cuja característica marcante é interinstitucional se dará através levinho@museudoindio. da Seção de Estudos do Serviço de reunidas. acondicionado Plano de Ação. compondo apresentação da Candidatura grupos indígenas de diferentes bases de dados disponíveis à dos Wajãpi à Unesco. Oriundo etnográficas encontram-se nele plano de revitalização cultural. reuniu um textual.br estar relacionado a populações do recém criado Conselho contemporâneas. atuando Botafogo. que são Consultivo do Plano de Salvaguarda O Museu do Índio. desde a que realizaram amplo estudo dos e sistematizado. são: regiões do país. como outras à organização representativa do preservação e divulgação de acervos instituições similares. articulada. RJ nacionais e estrangeiras. mas de forma Tel. medicina. etnobotânica e etnozoologia. a colaboração de instituições dos Wajãpi do Amapá. fotográfico e fílmico dispuseram a colaborar com o número expressivo de pesquisadores já está identificado. O acervo etnográfico.

Além disso. de Centros Instituto do Patrimônio Histórico E-mail: conselhowajapi@uol. Centro. foto: jawara (onça). de artesanato. a Fundação CEP 68906-270 Cidadania do Governo do Estado Administrações Executivas Nacional de Arte – Funarte. ambiental. o Conselho ainda. realizou Projetos – Finep.: 96 224 2113 do Amapá – Agemp e. Nasceu do movimento de ações de educação. como organização programas de intervenções que Ministério de Meio Ambiente primas e atividades com o público. também chamado Apina (nome de o conselho vem construindo atividades de gestão territorial e crescente. historiadores. financiado pelo de objetos. matérias. por meio de sua da Candidatura à UNESCO) da produção e da comercialização Patrimônio Cultural Indígena. voltado Dentre as principais fontes. a da educação e da cultura. pelo estado brasileiro como de uso o Apina obteve financiamento Pesquisa e Formação em Educação . catherine gallois. (substitui Aikyry Wajãpi. e o Tel. e a Fundação Ford.SEPI/ GEA. defesa de sua terra. imagens. junto às suas vinculadas. como um subgrupo wajãpi. foi constituído em governamentais e órgãos dos Apoio ao movimento de descentralização sobretudo nas áreas de identificação Federal do Rio de Janeiro. de informações sobre os povos CNPq. para das aldeias Wajãpi. Museus Rua São José 1. preservação. Amapá. além de organismos O Conselho das Aldeias Wajãpi. O Apina também desenvolve grupos indígenas tem sido Por meio de parcerias com internacionais. na área de ciência e tecnologia. por meio do projeto diversos projetos e ações setoriais. exclusivo desse grupo. com apoio da assim como a assessoria na e Artes Plásticas e de duas de Macapá. com participação em instituições congêneres – como o e instituições privadas. Gerais e a Universidade Federal Financiadora de Estudos e representativa da comunidade Wajãpi visam a melhorar as condições /PDPI. 1994 e oficialmente registrado em governos federal e estadual. Desde então. diretor cultural.com. saúde e do Programa Wajãpi / Iepé. na área pela sua valentia). da Universidade a Fundação Vitae. Nesse processo. rememorado parcerias com organizações não.570. we’i wajãpi. Brasil Agência de Promoção da implantação. o Apina conta O Museu do Índio conta com de Santa Catarina –. Indígena . registro e divulgação Científico e Tecnológico – mobilização para a preservação e a vigilância territorial. assim como promover com assessoria direta da equipe um corpo técnico multidisciplinar projetos diversos para a Nacional de Desenvolvimento nacional. a parceria com os Patrimônio Cultural Indígena. de Wajãpi / Apina e do Distrito Sanitário Especial de documentação etnográfica. e de crescente qualificação. Tal programa constitui uma formado por antropólogos. parceria entre o Instituto de museólogos. Universidade Federal de Minas Cabe ainda mencionar a 1996. Conselho das Aldeias da Fundação Nacional de Saúde para o trabalho sistemático na área públicas e privadas. padrão gráfico ™ººº. realizados pela instituição. hoje reconhecida Para as atividades de saúde. Museu Nacional. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 92 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 93 detalhe do oficina de desenho. financiamento dos projetos Coordenador: Kaitona Wajãpi Indígena do Amapá. No plano A atuação institucional inclui. atualmente. indígenas no Brasil. a criação e a administração destacam-se: o Ministério da na época do encaminhamento responsabiliza-se pela organização de um Registro de Bens do Cultura. como a Unesco. arquivistas e engenheiros. o Conselho do Amapá perante a sociedade de vida. Regionais da Funai. Secretaria de Patrimônio. ™ººº.br da Secretaria Especial de Povos de Preservação e Divulgação do e Artístico Nacional – Iphan.

na área pela sua valentia). e de crescente qualificação. o Conselho ainda. financiamento dos projetos Coordenador: Kaitona Wajãpi Indígena do Amapá. foto: jawara (onça). ambiental. junto às suas vinculadas. we’i wajãpi. diretor cultural. foi constituído em governamentais e órgãos dos Apoio ao movimento de descentralização sobretudo nas áreas de identificação Federal do Rio de Janeiro. realizados pela instituição. preservação. Nasceu do movimento de ações de educação. a Fundação CEP 68906-270 Cidadania do Governo do Estado Administrações Executivas Nacional de Arte – Funarte. como organização programas de intervenções que Ministério de Meio Ambiente primas e atividades com o público. atualmente. arquivistas e engenheiros. indígenas no Brasil. O Apina também desenvolve grupos indígenas tem sido Por meio de parcerias com internacionais. na área de ciência e tecnologia. Tal programa constitui uma formado por antropólogos. rememorado parcerias com organizações não. Nesse processo. matérias. assim como promover com assessoria direta da equipe um corpo técnico multidisciplinar projetos diversos para a Nacional de Desenvolvimento nacional.br da Secretaria Especial de Povos de Preservação e Divulgação do e Artístico Nacional – Iphan. Indígena . de informações sobre os povos CNPq. com apoio da assim como a assessoria na e Artes Plásticas e de duas de Macapá. Regionais da Funai. voltado Dentre as principais fontes. a parceria com os Patrimônio Cultural Indígena. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 92 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 93 detalhe do oficina de desenho. a criação e a administração destacam-se: o Ministério da na época do encaminhamento responsabiliza-se pela organização de um Registro de Bens do Cultura. e a Fundação Ford. o Apina conta O Museu do Índio conta com de Santa Catarina –. com participação em instituições congêneres – como o e instituições privadas. além de organismos O Conselho das Aldeias Wajãpi. como a Unesco. Universidade Federal de Minas Cabe ainda mencionar a 1996. e o Tel. Museu Nacional. Brasil Agência de Promoção da implantação. No plano A atuação institucional inclui. Desde então. a da educação e da cultura. parceria entre o Instituto de museólogos. de artesanato. pelo estado brasileiro como de uso o Apina obteve financiamento Pesquisa e Formação em Educação . de Centros Instituto do Patrimônio Histórico E-mail: conselhowajapi@uol. padrão gráfico ™ººº. defesa de sua terra. saúde e do Programa Wajãpi / Iepé. Além disso.: 96 224 2113 do Amapá – Agemp e.com. para das aldeias Wajãpi. historiadores. Centro. ™ººº. também chamado Apina (nome de o conselho vem construindo atividades de gestão territorial e crescente. hoje reconhecida Para as atividades de saúde. realizou Projetos – Finep. por meio do projeto diversos projetos e ações setoriais. o Conselho do Amapá perante a sociedade de vida. da Universidade a Fundação Vitae. (substitui Aikyry Wajãpi. exclusivo desse grupo. imagens.570. Conselho das Aldeias da Fundação Nacional de Saúde para o trabalho sistemático na área públicas e privadas. Gerais e a Universidade Federal Financiadora de Estudos e representativa da comunidade Wajãpi visam a melhorar as condições /PDPI. de Wajãpi / Apina e do Distrito Sanitário Especial de documentação etnográfica. Secretaria de Patrimônio. Amapá. 1994 e oficialmente registrado em governos federal e estadual. como um subgrupo wajãpi. por meio de sua da Candidatura à UNESCO) da produção e da comercialização Patrimônio Cultural Indígena. financiado pelo de objetos.SEPI/ GEA. registro e divulgação Científico e Tecnológico – mobilização para a preservação e a vigilância territorial. catherine gallois. Museus Rua São José 1.

Cidade Universitária Estado de São Paulo – Fapesp. audiovisuais e textuais. com o objetivo das aldeias desse grupo. de uma das universidades mais desenvolveu o projeto Documentação encaminhamento da candidatura Estadual de Educação. Centro Tumucumaque e Terra Indígena conhecimentos e abordagens sobre com vistas à caracterização de suas reunido por Dominique T. . Amapá Paru de Leste). ao CEP 68900-000 O NEI-AP conta com seis e do Indigenismo / NHII da Desde 1995. acessível documentos em o Governo do Estado do Amapá o Programa Wajãpi que atua. Brasil grupo de antropólogos e lingüistas Karipuna e.com. Tel.usp. um Zo’é.: 11 3091 3301 organizações não-governamentais formados para a realização do de planejar e implementar a a realização de atividades Fax: 11 3091 3156 ou órgãos públicos para a inventário das formas de expressão política de educação escolar de capacitação em gestão E-mails: nhii@edu. mas 1991. Suas ações são administrativa e política (com dogallois@superig. foto: coletiva. Palikur. com apoio Paralelamente à pesquisa científica. além da Núcleo de Educação Indígena / deliberações tomadas em da Noruega). na formação de professores São Paulo. Aparai. Indígena /Iepé e o conjunto CEP 05508-900 do Amapá – colaborando com indígenas que estão sendo partir de 1998. visando à renovação dos (Amapá. em particular. mantém colaboração estreita com Rua do Anfiteatro. em todas programa este inclui a conceituadas do Brasil. para Tel. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 94 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 95 jovem pinta sua sessão de pintura esposa. nacional. Gallois Macapá. gallois. desde Favo 8. Fundação de Amparo à Pesquisa do indígenas Wayana. (com apoio do Iphan/Minc programa de investigação de âmbito indígenas da Guiana Brasileira organizar um volumoso acervo do Estado do Amapá Wajãpi. Tiriyó. Kaxuyana. educacional. que visa à implantação Para atender à determinação fundamental.br e implementação de políticas de cultural wajãpi. Parque Indígena do e da Petrobrás Cultural). Wajãpi: memória para o futuro. o NHII coordenador na época do realizadas no âmbito da Secretaria fortalecimento cultural. e alguns de seus orientandos. t. longo dos últimos 20 anos.: 96 212 5263 técnicos de nível superior. com à Unesco) as áreas indígenas sob sua formação de pesquisadores Os fundadores idealizaram um vem trabalhando junto aos grupos apoio da Fapesp. Galibi. científico e cultural do Amapá / SEED-AP) e de populações indígenas e docentes Entre 2003 e 2005. documental referente aos Wajãpi. foto: dominique dominique t. 181. Núcleo de História Indígena a história e a etnologia indígena. gallois. especificidades culturais. de formação de O NHII foi fundado em 1990 por regularização fundiária e do NEI – AP assembléias indígenas e visam a professores indígenas (com apoio etnólogos com larga experiência de controle ambiental das terras Coordenadora: Eclemilda Macial supervisionar as ações de caráter da Secretaria de Educação pesquisa científica junto a dessas comunidades. para criou esse Núcleo em 1991. Wajãpi embasar as pesquisas dos jovens foi efetivamente consolidado a indígenas do grupo Wajãpi. SP. 96. além de Universidade de São Paulo financeiro do Conselho Nacional esta equipe presta assessoria Representantes wajãpi participaram professores de ensino médio e Coordenadora: de Desenvolvimento Científico e antropológica e lingüística do trabalho. Dominique Tilkin Gallois Tecnológico – CNPq e da diretamente às comunidades de um banco de dados que tornará do Ministério da Educação. (substitui Davi dos Santos Serrão. Avenida FAB. Desde sua criação.br saúde e educação adequadas às definidas em consonância com apoio da Fundação Mata Virgem demandas indígenas. norte do Pará e Roraima). Colmeia. Tratou-se de Secretaria de Educação responsabilidade (Uaçá. Oiapoque. indígena no estado.

científico e cultural do Amapá / SEED-AP) e de populações indígenas e docentes Entre 2003 e 2005. mantém colaboração estreita com Rua do Anfiteatro. Aparai. acessível documentos em o Governo do Estado do Amapá o Programa Wajãpi que atua. Núcleo de História Indígena a história e a etnologia indígena. Wajãpi embasar as pesquisas dos jovens foi efetivamente consolidado a indígenas do grupo Wajãpi. Parque Indígena do e da Petrobrás Cultural). Suas ações são administrativa e política (com dogallois@superig.com. visando à renovação dos (Amapá. Tiriyó.br saúde e educação adequadas às definidas em consonância com apoio da Fundação Mata Virgem demandas indígenas. com o objetivo das aldeias desse grupo. (com apoio do Iphan/Minc programa de investigação de âmbito indígenas da Guiana Brasileira organizar um volumoso acervo do Estado do Amapá Wajãpi. para Tel. mas 1991. foto: dominique dominique t. educacional. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 94 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 95 jovem pinta sua sessão de pintura esposa. (substitui Davi dos Santos Serrão. Gallois Macapá. de uma das universidades mais desenvolveu o projeto Documentação encaminhamento da candidatura Estadual de Educação. com à Unesco) as áreas indígenas sob sua formação de pesquisadores Os fundadores idealizaram um vem trabalhando junto aos grupos apoio da Fapesp. em todas programa este inclui a conceituadas do Brasil.usp. Dominique Tilkin Gallois Tecnológico – CNPq e da diretamente às comunidades de um banco de dados que tornará do Ministério da Educação. desde Favo 8. Centro Tumucumaque e Terra Indígena conhecimentos e abordagens sobre com vistas à caracterização de suas reunido por Dominique T. 96. na formação de professores São Paulo. para criou esse Núcleo em 1991. Kaxuyana. ao CEP 68900-000 O NEI-AP conta com seis e do Indigenismo / NHII da Desde 1995. que visa à implantação Para atender à determinação fundamental. um Zo’é. Colmeia. especificidades culturais. além de Universidade de São Paulo financeiro do Conselho Nacional esta equipe presta assessoria Representantes wajãpi participaram professores de ensino médio e Coordenadora: de Desenvolvimento Científico e antropológica e lingüística do trabalho. longo dos últimos 20 anos. Brasil grupo de antropólogos e lingüistas Karipuna e. foto: coletiva. norte do Pará e Roraima). documental referente aos Wajãpi. de formação de O NHII foi fundado em 1990 por regularização fundiária e do NEI – AP assembléias indígenas e visam a professores indígenas (com apoio etnólogos com larga experiência de controle ambiental das terras Coordenadora: Eclemilda Macial supervisionar as ações de caráter da Secretaria de Educação pesquisa científica junto a dessas comunidades. SP. t. indígena no estado. Palikur. Cidade Universitária Estado de São Paulo – Fapesp. Desde sua criação.: 11 3091 3301 organizações não-governamentais formados para a realização do de planejar e implementar a a realização de atividades Fax: 11 3091 3156 ou órgãos públicos para a inventário das formas de expressão política de educação escolar de capacitação em gestão E-mails: nhii@edu.br e implementação de políticas de cultural wajãpi. Tel. 181. gallois. Avenida FAB. o NHII coordenador na época do realizadas no âmbito da Secretaria fortalecimento cultural. e alguns de seus orientandos. gallois. Oiapoque. nacional. com apoio Paralelamente à pesquisa científica.: 96 212 5263 técnicos de nível superior. além da Núcleo de Educação Indígena / deliberações tomadas em da Noruega). Indígena /Iepé e o conjunto CEP 05508-900 do Amapá – colaborando com indígenas que estão sendo partir de 1998. Wajãpi: memória para o futuro. em particular. . Galibi. Fundação de Amparo à Pesquisa do indígenas Wayana. audiovisuais e textuais. Tratou-se de Secretaria de Educação responsabilidade (Uaçá. Amapá Paru de Leste).

socioambiental indispensável à com verbas do PPTAL/Funai e. Além desses dez do modo de vida e do manejo terra indígena e no seu entorno. O programa em curso. uma nova turma apoiados em suas iniciativas de Noruega. ao mesmo no final de 2005. cada uma da terra demarcada. manifestações culturais dos Wajãpi A s quatro instituições mencionadas – bem como o Iepé – já desenvolvem. diversas atividades Trabalho Indigenista) e de um aldeias. São elas: a melhor maneira de fortalecer a elaboração de materiais didáticos Fortalecimento da organização organização indígena frente a adequados à realidade da Usufruto exclusivo da terra coletiva seus interlocutores externos. tendo como das escolas e dos postos de saúde modo de vida e dos valores culturais do MMA/PDPI). dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 96 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 97 mãe passa urucum no corpo de sua filha. Os Wajãpi vêm sendo Fundação Mata Virgem da dos Wajãpi do Amapá. Em especial. garantem a página ao lado exposição de continuidade desenhos realizados das na oficina. que estarão sustentável dos recursos naturais Esse trabalho é assegurado pelo valorização das manifestações concluindo sua formação em praticados tradicionalmente pelo Programa Wajãpi. Ações que foto: marina weis. consolidado com apoio articulação interna. por territorial e ambiental são intervenções promovidas por diferenciada. específicas. comunidade. com apoio da culturais e dos saberes tradicionais magistério indígena diferenciado grupo. proporcionando de conhecimentos instrumentais formação em 2003. como um movimento de o acompanhamento das atividades manutenção da integridade do atualmente. O trabalho é . Tem por objetivo assegurar a professores. Os controles de um conjunto crescente de programa de educação escolar currículo escolar diferenciado. pressuposto que esta é também nas aldeias. que se Educação escolar diferenciada as crianças das aldeias na língua homologada pela Presidência da responsabilizam pela supervisão Implementação e execução de um wajãpi e a implementar um República em 1996. formação. assim como a dos Wajãpi do Amapá. Já existem dez demarcada Através da formação continuada professores habilitados a alfabetizar A Terra Indígena Wajãpi foi de jovens e adultos wajãpi. pela realização de um diagnóstico socioambiental (com apoio do Fundo Nacional do capacitação para que eles possam enfrentar coletivamente os desafios da representação e da indispensáveis ao fortalecimento da autonomia da comunidade. construído em sua esfera e atribuições Meio Ambiente e do Centro de defesa dos interesses de suas ao longo dos últimos dez anos. visa a inclui a formação de professores e visando à conservação do contexto plano de gestão ambiental (iniciado fortalecer o Conselho / Apina de agentes de saúde indígenas. atendendo às normas eles idealizado durante os cursos de indispensáveis para a continuidade diversas agências que atuam na do Ministério da Educação. foto: catherine gallois. Trata-se de um programa tempo que atender à demanda de 20 professores iniciou sua fiscalização permanente dos limites de longa duração.

garantem a página ao lado exposição de continuidade desenhos realizados das na oficina. por territorial e ambiental são intervenções promovidas por diferenciada. O trabalho é . Além desses dez do modo de vida e do manejo terra indígena e no seu entorno. uma nova turma apoiados em suas iniciativas de Noruega. Já existem dez demarcada Através da formação continuada professores habilitados a alfabetizar A Terra Indígena Wajãpi foi de jovens e adultos wajãpi. construído em sua esfera e atribuições Meio Ambiente e do Centro de defesa dos interesses de suas ao longo dos últimos dez anos. O programa em curso. tendo como das escolas e dos postos de saúde modo de vida e dos valores culturais do MMA/PDPI). que estarão sustentável dos recursos naturais Esse trabalho é assegurado pelo valorização das manifestações concluindo sua formação em praticados tradicionalmente pelo Programa Wajãpi. consolidado com apoio articulação interna. visa a inclui a formação de professores e visando à conservação do contexto plano de gestão ambiental (iniciado fortalecer o Conselho / Apina de agentes de saúde indígenas. proporcionando de conhecimentos instrumentais formação em 2003. cada uma da terra demarcada. comunidade. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 96 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 97 mãe passa urucum no corpo de sua filha. pressuposto que esta é também nas aldeias. com apoio da culturais e dos saberes tradicionais magistério indígena diferenciado grupo. assim como a dos Wajãpi do Amapá. que se Educação escolar diferenciada as crianças das aldeias na língua homologada pela Presidência da responsabilizam pela supervisão Implementação e execução de um wajãpi e a implementar um República em 1996. Ações que foto: marina weis. Os Wajãpi vêm sendo Fundação Mata Virgem da dos Wajãpi do Amapá. Em especial. atendendo às normas eles idealizado durante os cursos de indispensáveis para a continuidade diversas agências que atuam na do Ministério da Educação. Os controles de um conjunto crescente de programa de educação escolar currículo escolar diferenciado. Tem por objetivo assegurar a professores. como um movimento de o acompanhamento das atividades manutenção da integridade do atualmente. formação. específicas. socioambiental indispensável à com verbas do PPTAL/Funai e. diversas atividades Trabalho Indigenista) e de um aldeias. ao mesmo no final de 2005. manifestações culturais dos Wajãpi A s quatro instituições mencionadas – bem como o Iepé – já desenvolvem. Trata-se de um programa tempo que atender à demanda de 20 professores iniciou sua fiscalização permanente dos limites de longa duração. São elas: a melhor maneira de fortalecer a elaboração de materiais didáticos Fortalecimento da organização organização indígena frente a adequados à realidade da Usufruto exclusivo da terra coletiva seus interlocutores externos. foto: catherine gallois. pela realização de um diagnóstico socioambiental (com apoio do Fundo Nacional do capacitação para que eles possam enfrentar coletivamente os desafios da representação e da indispensáveis ao fortalecimento da autonomia da comunidade.

A mais recente foi a série de seis documentários em consolidada no Brasil há mais mundo. foram desenvolvidas pelo Programa Wajãpi nos últimos anos. Entre eles. institui inclui assessores da Universidade Científica e Tecnológica / CNPq. Cabe ainda citar uma e artístico é uma prática no sentido antropológico: visões de sócioespaciais – bens intangíveis – comunidade.551 o reconhecimento e o registro comunidade. com ênfase no estudo da Amazônia: os Wajãpi. exposições itinerantes e publicações patrimônio imaterial estão abrangendo tanto obras o Registro de Bens Culturais de de São Paulo. memórias. página ao lado oficina de desenho. além de do seminário Patrimônio imaterial: consolidando assim políticas culturais. construído fortalecia o Serviço do especial. No entanto. Pesquisa científica culturais como o Livro do artesanato Wajãpi legislação específica. São pesquisas de longa organização. públicas de valorização e apoio essas pesquisas são obtidos junto à experiências de difusão cultural. Iphan. saberes e práticas. para promover econômicas em curso na vida da de um catálogo de padrões e antigos Wajãpi com os seres que que o patrimônio cultural da Decreto n° 3. urbanísticas Natureza Imaterial que constituem Difusão das manifestações saberes dos Wajãpi do Amapá. dos estados e das transformações sociais e A exposição resultou na publicação representação de encontros dos Nacional / Sphan. jurídicos já existentes desenvolvido por meio de uma parceria entre o NEI/SEED e o Iepé. com essas características. relacionadas à cultura oficialmente práticas e estruturas lingüística. Pequenas A s bases de entendimento jurídico e as decisões políticas sobre a questão do Constituição brasileira de 1988 Em seus artigos 215 e 216. merece dos bens a serem protegidos e destaca. o Ministério da Cultura está Paulo. foto: dominique t. (patrimônio material). dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 98 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 99 festa do peixe pacu. Outras estão viabilizando novos produtos monumentos e obras de arte estratégias e formas de proteção. o artigo 216 lançando o Programa Nacional do organização social e da cosmologia do produzidos mais de 300 objetos e Indigenista. define o conceito de Patrimônio Cultural. políticas federais. esse decreto. divulgam as formas de manejo e fundadas na Constituição arquitetônicas. Gallois em parceria resultantes de experiências Conforme previsto nessa legislação. da dinâmica de transformação todos os elementos de uma casa destaque Segredos da mata. relações sociais a que os grupos sociais atribuem interesse. que produziu a Carta de Fortaleza. fomentar e apoiar as e da avaliação dos diversos impactos construída no jardim do museu. . legitimava a escolha Nesse sentido. duração. bens culturais indígenas articular. e simbólicas. comemorativo dos 60 anos do à diversidade cultural. quanto Trata-se de um instrumento As investigações são desenvolvidas Essas iniciativas são sempre feitas em e a mostra Roças. focando temas de seu comunidade. da exposição Tempo e espaço na com líderes de aldeias Wajãpi e pela Decreto-Lei n° 25 de grupos sociais diferenciados. sobre o desempenho composições que ilustram o sistema controlam os animais e a floresta. gallois. para a qual foram ONG Centro de Trabalho Já em 1937. pátios e aldeias. nação brasileira compreendia Em conseqüência das recomendações do patrimônio imaterial. desses conhecimentos e práticas gráfico kusiwa e de um livro sobre a Oficinas de formação audiovisual muitos outros bens. levadas a cabo pela equipe em parceria com o Conselho / Dominique T. com a anuência da participação intensa da indígenas. em torno da narração e da Patrimônio Histórico e Artístico e afro-brasileiros. que deve grupo. do NHII da Universidade de São Apina. vídeo dirigidos pela antropóloga de 60 anos. a proteção de bens culturais manifestações de natureza jurídico que permite registrar nos campos da antropologia e da acordo com seleção de conteúdos e preparada pelos professores de excepcional valor histórico “imaterial”. explicitando dos municípios. de caráter “material”. Os financiamentos para arquitetura dos Wajãpi. pelo Museu do Índio. cuja equipe de formadores Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do São Paulo / Fapesp e ao Conselho de Nacional de Pesquisa embora com porte menor. para efeito de proteção Patrimônio Imaterial. brasileira e em uma recente e artísticas de grande valor patrimônio cultural brasileiro. sentidos de identidade. foto: catherine Mecanismos gallois. de 4 de agosto de 2000.

que produziu a Carta de Fortaleza. relacionadas à cultura oficialmente práticas e estruturas lingüística. com ênfase no estudo da Amazônia: os Wajãpi. página ao lado oficina de desenho. explicitando dos municípios. foto: catherine Mecanismos gallois. bens culturais indígenas articular. levadas a cabo pela equipe em parceria com o Conselho / Dominique T. com a anuência da participação intensa da indígenas. cuja equipe de formadores Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do São Paulo / Fapesp e ao Conselho de Nacional de Pesquisa embora com porte menor. A mais recente foi a série de seis documentários em consolidada no Brasil há mais mundo. define o conceito de Patrimônio Cultural. relações sociais a que os grupos sociais atribuem interesse. . São pesquisas de longa organização. urbanísticas Natureza Imaterial que constituem Difusão das manifestações saberes dos Wajãpi do Amapá. nação brasileira compreendia Em conseqüência das recomendações do patrimônio imaterial. construído fortalecia o Serviço do especial. além de do seminário Patrimônio imaterial: consolidando assim políticas culturais. brasileira e em uma recente e artísticas de grande valor patrimônio cultural brasileiro. para a qual foram ONG Centro de Trabalho Já em 1937. No entanto. divulgam as formas de manejo e fundadas na Constituição arquitetônicas. merece dos bens a serem protegidos e destaca. saberes e práticas. Outras estão viabilizando novos produtos monumentos e obras de arte estratégias e formas de proteção. sentidos de identidade. Pequenas A s bases de entendimento jurídico e as decisões políticas sobre a questão do Constituição brasileira de 1988 Em seus artigos 215 e 216. Gallois em parceria resultantes de experiências Conforme previsto nessa legislação. políticas federais. e simbólicas. pátios e aldeias. sobre o desempenho composições que ilustram o sistema controlam os animais e a floresta. gallois. esse decreto. comemorativo dos 60 anos do à diversidade cultural. para promover econômicas em curso na vida da de um catálogo de padrões e antigos Wajãpi com os seres que que o patrimônio cultural da Decreto n° 3. a proteção de bens culturais manifestações de natureza jurídico que permite registrar nos campos da antropologia e da acordo com seleção de conteúdos e preparada pelos professores de excepcional valor histórico “imaterial”. que deve grupo. duração. legitimava a escolha Nesse sentido. com essas características. Iphan. da exposição Tempo e espaço na com líderes de aldeias Wajãpi e pela Decreto-Lei n° 25 de grupos sociais diferenciados. exposições itinerantes e publicações patrimônio imaterial estão abrangendo tanto obras o Registro de Bens Culturais de de São Paulo. Os financiamentos para arquitetura dos Wajãpi. da dinâmica de transformação todos os elementos de uma casa destaque Segredos da mata. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 98 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 99 festa do peixe pacu. para efeito de proteção Patrimônio Imaterial. fomentar e apoiar as e da avaliação dos diversos impactos construída no jardim do museu. Cabe ainda citar uma e artístico é uma prática no sentido antropológico: visões de sócioespaciais – bens intangíveis – comunidade. foto: dominique t. em torno da narração e da Patrimônio Histórico e Artístico e afro-brasileiros. de 4 de agosto de 2000. o Ministério da Cultura está Paulo. Pesquisa científica culturais como o Livro do artesanato Wajãpi legislação específica. públicas de valorização e apoio essas pesquisas são obtidos junto à experiências de difusão cultural.551 o reconhecimento e o registro comunidade. desses conhecimentos e práticas gráfico kusiwa e de um livro sobre a Oficinas de formação audiovisual muitos outros bens. vídeo dirigidos pela antropóloga de 60 anos. de caráter “material”. do NHII da Universidade de São Apina. memórias. Entre eles. foram desenvolvidas pelo Programa Wajãpi nos últimos anos. institui inclui assessores da Universidade Científica e Tecnológica / CNPq. o artigo 216 lançando o Programa Nacional do organização social e da cosmologia do produzidos mais de 300 objetos e Indigenista. (patrimônio material). pelo Museu do Índio. dos estados e das transformações sociais e A exposição resultou na publicação representação de encontros dos Nacional / Sphan. jurídicos já existentes desenvolvido por meio de uma parceria entre o NEI/SEED e o Iepé. quanto Trata-se de um instrumento As investigações são desenvolvidas Essas iniciativas são sempre feitas em e a mostra Roças. focando temas de seu comunidade.

que asseguram que atos que dessas populações pelo seu – escarnecer de cerimônia. costumes. pela valorização existem duas propostas. comunidades indígenas. crenças e indígenas a uma educação na forma de um Estatuto das As propostas para o Estatuto das biodiversidade. ™ºº∞. para o qual Sociedades Indígenas também a retribuição ou o ressarcimento Contra os Índios: sobre as terras que tradicionalmente línguas indígenas. Os índios. línguas. foto: manifestações dominique t.394. ™ººº. intervindo o assistência aos índios nas áreas de saúde e educação. pautada pelo uso das Sociedades Indígenas. como Nacional do Índio – Funai. competindo à União dos conhecimentos e saberes procuram garantir direitos aos prejudiquem os direitos das conhecimento acumulado. obrigação do Estado de dar indenização pelos danos que . prevê. proteção aos recursos naturais. organizações representativas são docentes em suas comunidades. uso. autoral. possam ter sofrido. proteger e fazer milenares desses povos e pela índios sem considerá-los comunidades indígenas não têm indígenas. O Capítulo II trata. as populações indígenas são tuteladas pelo Estado. Ribeiro) e Lei 10. gallois. contra a abaixo exploração das oficina de desenho. a Lei 0388 Protege os direitos dos índios ou silvícolas e das processos de aprendizagem (artigo Lei 9. As duas propostas reconhecem crimes cometidos contra os índios. dos Crimes tradições. a garantia do direito autoria da deputada Janete 1973. que criou a Fundação – utilizar o índio ou comunidade indígena como objeto de propaganda turística ou de partes legítimas para ingressar em juízo em defesa de seus direitos e interesses. Abordam o direito dos povos proteção dos direitos indígenas. que passam e integrá-los. à comunhão aos índios sua organização social. progressiva e Artigo 231 São reconhecidos Nacional de Educação a atualização dos mecanismos de discussão da questão indígena e a a ser protegidos diante dos harmoniosamente. dispõe sobre o Estatuto do comunidades indígenas o uso de suas da educação escolar indígena. cabendo ao Estado proteger as Educação Nacional (Lei Darcy Além dessas leis já em vigor. a proteção ao Capiberibe (AP): Índio. e os direitos originários diferenciada. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 100 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 101 detalhe de composição a partir do repertório de padrões kusiwa. vilipendiá-los ou respeitar todos os seus bens. costumes. Essa lei assegura especificamente. regula a situação jurídica línguas maternas e de seus próprios como segue: conhecimento tradicional. em exibição para fins lucrativos. o direito de participação no que toca ao acesso aos seus propósito de preservar a sua cultura manifestações de suas culturas. cabe também Lei n° 6. Estatuto do Índio: conhecimentos tradicionais. costume ou tradição culturais demarcá-las.172. Diretrizes e Bases da representação segundo seus usos e das populações tradicionais. como estabelece a validade. ao Índio – SPI.001. Ambas mantêm a poder de ir à Justiça para pedir a sua prática. formação dos próprios incapazes. Ministério Público em todos que não existem no atual o uso indevido dos seus substituição ao Serviço de Proteção os atos do processo. de Publicada em 19 de dezembro de Artigo 215 Assegura às instrumentos legais que tratam entre outros. Plano há vários anos está sendo discutida em todas as instâncias oficiais de conhecimentos. de qualquer modo. A Constituição brasileira Estatuto das Sociedades Indígenas promulgada em 1988 estabelece Um desdobramento desse Atualmente em fase de aprovação Nesse sentido. suas comunidades e índios para atuarem como Lei 6. interesses da prospecção da nacional. com o 210).001 também que: dispositivo foi a aprovação de no Congresso Nacional. culturais N o Brasil. estabelecendo uma série de novos direitos. rito. ocupam. mencionar a lei de 1997. Proteção seni wajãpi. dando às comunidades o perturbar.

costumes. suas comunidades e índios para atuarem como Lei 6. línguas. As duas propostas reconhecem crimes cometidos contra os índios. formação dos próprios incapazes. proteção aos recursos naturais. o direito de participação no que toca ao acesso aos seus propósito de preservar a sua cultura manifestações de suas culturas. mencionar a lei de 1997.001. à comunhão aos índios sua organização social.172. proteger e fazer milenares desses povos e pela índios sem considerá-los comunidades indígenas não têm indígenas. O Capítulo II trata. interesses da prospecção da nacional. Diretrizes e Bases da representação segundo seus usos e das populações tradicionais. em exibição para fins lucrativos. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 100 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 101 detalhe de composição a partir do repertório de padrões kusiwa. foto: manifestações dominique t. comunidades indígenas. que criou a Fundação – utilizar o índio ou comunidade indígena como objeto de propaganda turística ou de partes legítimas para ingressar em juízo em defesa de seus direitos e interesses. Ministério Público em todos que não existem no atual o uso indevido dos seus substituição ao Serviço de Proteção os atos do processo. cabe também Lei n° 6. e os direitos originários diferenciada. uso. A Constituição brasileira Estatuto das Sociedades Indígenas promulgada em 1988 estabelece Um desdobramento desse Atualmente em fase de aprovação Nesse sentido. pela valorização existem duas propostas. a proteção ao Capiberibe (AP): Índio. dos Crimes tradições. crenças e indígenas a uma educação na forma de um Estatuto das As propostas para o Estatuto das biodiversidade. cabendo ao Estado proteger as Educação Nacional (Lei Darcy Além dessas leis já em vigor. intervindo o assistência aos índios nas áreas de saúde e educação. rito. gallois. ao Índio – SPI. costume ou tradição culturais demarcá-las. ocupam. regula a situação jurídica línguas maternas e de seus próprios como segue: conhecimento tradicional. a Lei 0388 Protege os direitos dos índios ou silvícolas e das processos de aprendizagem (artigo Lei 9. como estabelece a validade. de qualquer modo. vilipendiá-los ou respeitar todos os seus bens. as populações indígenas são tuteladas pelo Estado. de Publicada em 19 de dezembro de Artigo 215 Assegura às instrumentos legais que tratam entre outros. Proteção seni wajãpi. autoral. pautada pelo uso das Sociedades Indígenas. que asseguram que atos que dessas populações pelo seu – escarnecer de cerimônia. possam ter sofrido. com o 210). para o qual Sociedades Indígenas também a retribuição ou o ressarcimento Contra os Índios: sobre as terras que tradicionalmente línguas indígenas. prevê. competindo à União dos conhecimentos e saberes procuram garantir direitos aos prejudiquem os direitos das conhecimento acumulado.394. Os índios. como Nacional do Índio – Funai. progressiva e Artigo 231 São reconhecidos Nacional de Educação a atualização dos mecanismos de discussão da questão indígena e a a ser protegidos diante dos harmoniosamente. organizações representativas são docentes em suas comunidades. dando às comunidades o perturbar. dispõe sobre o Estatuto do comunidades indígenas o uso de suas da educação escolar indígena. estabelecendo uma série de novos direitos. culturais N o Brasil. que passam e integrá-los. a garantia do direito autoria da deputada Janete 1973. ™ººº. Plano há vários anos está sendo discutida em todas as instâncias oficiais de conhecimentos. ™ºº∞. contra a abaixo exploração das oficina de desenho. Abordam o direito dos povos proteção dos direitos indígenas. Essa lei assegura especificamente. Ribeiro) e Lei 10.001 também que: dispositivo foi a aprovação de no Congresso Nacional. costumes. Ambas mantêm a poder de ir à Justiça para pedir a sua prática. obrigação do Estado de dar indenização pelos danos que . Estatuto do Índio: conhecimentos tradicionais.

todo o formas de manejo e conservação as iniciativas. tomadas para foto: dominique assegurar a t. de valores e formas de transmissão consolidar procedimentos entre gerações valores e à desagregação dos saberes Continua persistindo uma distância da sociedade dominante. valores estéticos tradicionais. ou em outro momento. ¡ªª∞. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 102 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 103 aldeia yvyrareta. Essas tradicionais e todos os mais realizados duas a três vezes por ano. “Modernização” esta que resulta. na prática. coube aos antropólogos. são esses os procedimentos mudanças culturais que afetam. domina programa de atuação educacional baseado num profundo conhecimento da realidade e das No que toca à transmissão oral dos conhecimentos e das formas de expressão gráfica dos Wajãpi do Entre os trabalhos rotineiros da equipe do Programa Wajãpi. imensas encontradas pelos agentes missões de fé levam aos índios iniciativas resultaram em um velhos encontram para continuar é diversificada. por sua vez. coletivos são retrabalhados durante . em exclusão lingüistas e educadores do Compreender a dinâmica interna consciência da mudança e propor da transmissão dos saberes orais cultural. há dez anos. por meio da imposição Programa Wajãpi idealizar e de relações sociais e as tensões alternativas em relação à perda de diferenciados dos índios do Brasil. há Mais grave ainda é a falta de de índio é transitória e que se deve do Amapá. garantindo sua assistência aos índios. gallois. com baixa capacitação no lidar com populações indígenas. escolar voltado especificamente enunciação e em acordo com os alternativas de valorização das proteção e valorização. nas formas de tem se concentrado na discussão de implementar esses instrumentos de futuro e salvação. inovadores para a alfabetização Uma especial atenção é dada para tradicionais. mas ultimamente locais em compreender e como única alternativa de programa piloto de educação transmitindo. está a promoção de discussões acerca das o respeito às diferenças culturais. no sentido de educação indígena sob no decorrer do processo novas. Como recomenda a que embasam os trabalhos alguns anos. curso permite a todos explicitar sua respeitar e valorizar a continuidade muitas vezes. abaixo Medidas já kaoripinã desenha. São poucas No sentido de reverter esse aos Wajãpi do Amapá. ainda a idéia de que a condição especificidades culturais dos Wajãpi Amapá. transmissão A pesar do ordenamento jurídico exposto. estão hoje subsistência com o uso sustentável de desenvolver ou investir em responsabilidade do MEC. da população não indígena. pelos mais interessadas em se aproximar dos recursos de seu território. órgãos convencionais de ou se apropriar de modos de ser Os conteúdos desses debates para públicos diferenciados. adequações de suas intervenções o Programa Wajãpi incumbiu-se. às Escolas Indígenas do MEC. gallois. o equilíbrio social e capacitação para que funcionários urgentemente “modernizar” os Coordenação Geral de Apoio realizados pela equipe do Programa político das aldeias. por parte das quadro e de acordo com as difundindo os resultados para conjunto de conhecimentos e valores que os Wajãpi praticam desde entidades oficiais responsáveis pela diretrizes da política nacional que possam ser apropriados. de iniciar um assistência aos índios. O debate dos órgãos oficiais da política seus modos de vida e de pensar. muito pouco foi feito para assegurar. Wajãpi e do NHII / USP: coletivo das transformações em indigenista possam conhecer. que desejam passar às gerações mais muitas gerações. Estas. que vêm sendo dispositivos legais e as dificuldades as práticas de evangelização das interculturalidade. Entre a maior parte dos agentes. foto: dominique t. A temática desses considerável entre os excelentes como os valores religiosos que bilíngüe e a promoção da as dificuldades que os líderes debates coletivos.

garantindo sua assistência aos índios. abaixo Medidas já kaoripinã desenha. escolar voltado especificamente enunciação e em acordo com os alternativas de valorização das proteção e valorização. na prática. transmissão A pesar do ordenamento jurídico exposto. por meio da imposição Programa Wajãpi idealizar e de relações sociais e as tensões alternativas em relação à perda de diferenciados dos índios do Brasil. “Modernização” esta que resulta. ou em outro momento. coube aos antropólogos. ¡ªª∞. às Escolas Indígenas do MEC. órgãos convencionais de ou se apropriar de modos de ser Os conteúdos desses debates para públicos diferenciados. Estas. está a promoção de discussões acerca das o respeito às diferenças culturais. curso permite a todos explicitar sua respeitar e valorizar a continuidade muitas vezes. tomadas para foto: dominique assegurar a t. no sentido de educação indígena sob no decorrer do processo novas. por sua vez. de valores e formas de transmissão consolidar procedimentos entre gerações valores e à desagregação dos saberes Continua persistindo uma distância da sociedade dominante. foto: dominique t. coletivos são retrabalhados durante . São poucas No sentido de reverter esse aos Wajãpi do Amapá. inovadores para a alfabetização Uma especial atenção é dada para tradicionais. valores estéticos tradicionais. domina programa de atuação educacional baseado num profundo conhecimento da realidade e das No que toca à transmissão oral dos conhecimentos e das formas de expressão gráfica dos Wajãpi do Entre os trabalhos rotineiros da equipe do Programa Wajãpi. gallois. Wajãpi e do NHII / USP: coletivo das transformações em indigenista possam conhecer. com baixa capacitação no lidar com populações indígenas. em exclusão lingüistas e educadores do Compreender a dinâmica interna consciência da mudança e propor da transmissão dos saberes orais cultural. da população não indígena. pelos mais interessadas em se aproximar dos recursos de seu território. Como recomenda a que embasam os trabalhos alguns anos. gallois. de iniciar um assistência aos índios. há Mais grave ainda é a falta de de índio é transitória e que se deve do Amapá. A temática desses considerável entre os excelentes como os valores religiosos que bilíngüe e a promoção da as dificuldades que os líderes debates coletivos. adequações de suas intervenções o Programa Wajãpi incumbiu-se. são esses os procedimentos mudanças culturais que afetam. Entre a maior parte dos agentes. todo o formas de manejo e conservação as iniciativas. O debate dos órgãos oficiais da política seus modos de vida e de pensar. ainda a idéia de que a condição especificidades culturais dos Wajãpi Amapá. por parte das quadro e de acordo com as difundindo os resultados para conjunto de conhecimentos e valores que os Wajãpi praticam desde entidades oficiais responsáveis pela diretrizes da política nacional que possam ser apropriados. mas ultimamente locais em compreender e como única alternativa de programa piloto de educação transmitindo. que vêm sendo dispositivos legais e as dificuldades as práticas de evangelização das interculturalidade. estão hoje subsistência com o uso sustentável de desenvolver ou investir em responsabilidade do MEC. imensas encontradas pelos agentes missões de fé levam aos índios iniciativas resultaram em um velhos encontram para continuar é diversificada. que desejam passar às gerações mais muitas gerações. Essas tradicionais e todos os mais realizados duas a três vezes por ano. há dez anos. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 102 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 103 aldeia yvyrareta. nas formas de tem se concentrado na discussão de implementar esses instrumentos de futuro e salvação. o equilíbrio social e capacitação para que funcionários urgentemente “modernizar” os Coordenação Geral de Apoio realizados pela equipe do Programa político das aldeias. muito pouco foi feito para assegurar.

nesse saberes de outros povos e suas definidos para serem ilustrados. elaboração de roteiros. todos tinham acesso aos mulheres mais idosas tomou a ampliar o diálogo com todos fomentar a comparação com materiais e não havia temas iniciativa de organizar oficinas de aqueles que reconhecerem. O trabalho experimentar novas composições manifestações culturais de pesquisa reverte. com a expectativa de Wajãpi do Amapá. gallois. estão Amapá a organizar. e refletir acerca de suas uso de equipamentos de vídeo e à Após uma série de pequenas dimensões simbólicas. espaço na Amazônia. de sua tradição. pedido dos líderes tradicionais. as oficinas de desenho. textos e ilustrações. de modo a serem conhecer sua especificidade cultural que capacitam jovens e adultos ao dos conteúdos a serem divulgados. assim. além de na escola. e seus Participação ativa da comunidade esperam ver cada vez mais são multiplicados e distribuídos autores incentivados a nas iniciativas de difusão de suas difundido e respeitado. Nessas oficinas. conhecidos do repertório. Além da mostra de a atuação de pesquisadores e crianças e de muitos jovens em de sua comunidade. Muitos exposições realizadas ao longo dos Conhecer é o primeiro passo Uma das experiências mais jovens estão interessados em últimos três anos. a experiência para proteger acervos culturais bem-sucedidas nesse sentido foram dominar essa tecnologia para propiciada pelo Museu do Índio. mas também gráficos – comentadas diariamente. ou registrar elementos menos Trata-se de uma maneira de diretamente para a comunidade. organizada pelo seu sistema gráfico kusiwa na forma conhecimentos específicos aos realizadas no pátio das aldeias e não Museu do Índio. foi de extrema é preciso. utilizados nas escolas das aldeias. os educadores das equipes consiste aprender a arte gráfica específica preparação da exposição Tempo e Wajãpi interessaram-se em divulgar em promover a enunciação dos dos Wajãpi. assim como outras relevância nesse esforço de Tendo em vista esse princípio. Para que sejam conhecidos. de forma professores e de agentes indígenas contexto valorativo. um grupo de de um livro. antes. formação em foto: marina weis. autônoma. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 104 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 105 sessão de pintura atividades de coletiva. os cursos de formação de que passa a contar com mais um Com a mesma intenção. foto: dominique t. cerâmica para ensinar a arte às novo formato para a expressão formas de transmissão. um patrimônio os registros – especialmente acesso às obras expostas. o processo de seleção de saúde. preocupados com o desinteresse das manifestações culturais cotidianas capacitação. realizadas a registrar narrativas e performances em 2001 e 2002. que eram que lhes é próprio e que eles narrativos. pesquisa. capacitar os jovens Wajãpi do . Todos Os habitantes da aldeia tinham mulheres mais jovens. para viver e sendo realizadas oficinas audiovisuais. ™ºº∞. dos mais velhos. enunciá-los. Para a objetos. nas aldeias.

um patrimônio os registros – especialmente acesso às obras expostas. preocupados com o desinteresse das manifestações culturais cotidianas capacitação. de sua tradição. todos tinham acesso aos mulheres mais idosas tomou a ampliar o diálogo com todos fomentar a comparação com materiais e não havia temas iniciativa de organizar oficinas de aqueles que reconhecerem. pedido dos líderes tradicionais. foi de extrema é preciso. assim como outras relevância nesse esforço de Tendo em vista esse princípio. Todos Os habitantes da aldeia tinham mulheres mais jovens. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 104 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 105 sessão de pintura atividades de coletiva. Muitos exposições realizadas ao longo dos Conhecer é o primeiro passo Uma das experiências mais jovens estão interessados em últimos três anos. enunciá-los. assim. elaboração de roteiros. um grupo de de um livro. com a expectativa de Wajãpi do Amapá. e seus Participação ativa da comunidade esperam ver cada vez mais são multiplicados e distribuídos autores incentivados a nas iniciativas de difusão de suas difundido e respeitado. nesse saberes de outros povos e suas definidos para serem ilustrados. antes. nas aldeias. estão Amapá a organizar. o processo de seleção de saúde. Além da mostra de a atuação de pesquisadores e crianças e de muitos jovens em de sua comunidade. textos e ilustrações. que eram que lhes é próprio e que eles narrativos. ou registrar elementos menos Trata-se de uma maneira de diretamente para a comunidade. realizadas a registrar narrativas e performances em 2001 e 2002. as oficinas de desenho. conhecidos do repertório. foto: dominique t. organizada pelo seu sistema gráfico kusiwa na forma conhecimentos específicos aos realizadas no pátio das aldeias e não Museu do Índio. Para a objetos. de modo a serem conhecer sua especificidade cultural que capacitam jovens e adultos ao dos conteúdos a serem divulgados. O trabalho experimentar novas composições manifestações culturais de pesquisa reverte. além de na escola. gallois. formação em foto: marina weis. capacitar os jovens Wajãpi do . os educadores das equipes consiste aprender a arte gráfica específica preparação da exposição Tempo e Wajãpi interessaram-se em divulgar em promover a enunciação dos dos Wajãpi. utilizados nas escolas das aldeias. pesquisa. os cursos de formação de que passa a contar com mais um Com a mesma intenção. mas também gráficos – comentadas diariamente. dos mais velhos. Para que sejam conhecidos. Nessas oficinas. ™ºº∞. a experiência para proteger acervos culturais bem-sucedidas nesse sentido foram dominar essa tecnologia para propiciada pelo Museu do Índio. de forma professores e de agentes indígenas contexto valorativo. espaço na Amazônia. e refletir acerca de suas uso de equipamentos de vídeo e à Após uma série de pequenas dimensões simbólicas. para viver e sendo realizadas oficinas audiovisuais. cerâmica para ensinar a arte às novo formato para a expressão formas de transmissão. autônoma.

Além publicidade. ¡ªª¡. dos Wajãpi do Amapá – um aspecto foi recentemente instalado O Conselho das Aldeias positivo – mas poderá também o Conselho Consultivo do Plano Wajãpi / Apina é a resultar em efeitos políticos e de Salvaguarda do Patrimônio Imaterial organização representativa comerciais indesejados para a Wajãpi. de formação de foto: dominique professores t. gallois. Para controlar (eleitos a cada dois anos): Kaitona de diversas instituições e compensar as conseqüências Wajãpi. bilíngües. foto: dominique t. gallois. práticas dessa inevitável Wajãpi e Jawaruwa Wajãpi. com o título Plano desse bem. para o de reconhecimento de bens desenvolvimento culturais envolvendo relações socioambiental sociais internas às comunidades sustentável da (cfr. Wajãpi do Amapá. necessariamente. Jawapuku Wajãpi. Patenã parceiras. 2001) abarcará comunidade indígena conseqüências para a auto-imagem atividades de revitalização interna. conhecimentos Essa “reflexividade” dos processos tradicionais. mecanismo administrativo plano de ação* A publicidade de um bem cultural patrimoniado tem. participam do Conselho seis avaliar os resultados das professores bilíngües: Moropi . com a seguinte composição: da comunidade que se gestão e valorização interna do Os quatro membros da diretoria responsabiliza pela sua patrimônio cultural que se do Conselho das Aldeias / Apina implementação. assim como para destes. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 107 página ao lado reunião política atividades no curso em macapá.Arantes. que deve ser mantido integrado de sob o efetivo controle da valorização dos comunidade Wajãpi do Amapá. com apoio pretende preservar. impactos sobre os *apresentado O Plano de Ação a seguir foi encaminhado à Unesco em processos internos de apropriação 2002.

para o de reconhecimento de bens desenvolvimento culturais envolvendo relações socioambiental sociais internas às comunidades sustentável da (cfr. gallois. Patenã parceiras. Além publicidade. impactos sobre os *apresentado O Plano de Ação a seguir foi encaminhado à Unesco em processos internos de apropriação 2002. Jawapuku Wajãpi. conhecimentos Essa “reflexividade” dos processos tradicionais. com a seguinte composição: da comunidade que se gestão e valorização interna do Os quatro membros da diretoria responsabiliza pela sua patrimônio cultural que se do Conselho das Aldeias / Apina implementação. assim como para destes. foto: dominique t. de formação de foto: dominique professores t. participam do Conselho seis avaliar os resultados das professores bilíngües: Moropi . dos Wajãpi do Amapá – um aspecto foi recentemente instalado O Conselho das Aldeias positivo – mas poderá também o Conselho Consultivo do Plano Wajãpi / Apina é a resultar em efeitos políticos e de Salvaguarda do Patrimônio Imaterial organização representativa comerciais indesejados para a Wajãpi. 2001) abarcará comunidade indígena conseqüências para a auto-imagem atividades de revitalização interna. ¡ªª¡. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 107 página ao lado reunião política atividades no curso em macapá. bilíngües. práticas dessa inevitável Wajãpi e Jawaruwa Wajãpi. que deve ser mantido integrado de sob o efetivo controle da valorização dos comunidade Wajãpi do Amapá. com apoio pretende preservar.Arantes. mecanismo administrativo plano de ação* A publicidade de um bem cultural patrimoniado tem. Para controlar (eleitos a cada dois anos): Kaitona de diversas instituições e compensar as conseqüências Wajãpi. Wajãpi do Amapá. necessariamente. com o título Plano desse bem. gallois.

alcançados. Viseni Wajãpi. escolhidos entre profissionais com para que. para Wajãpi e Taraku´asi Wajãpi. Wajãpi. ™ººº. principal oferece assessoria permanente aldeias dos Wajãpi do Amapá e a responsabilidade para indicar ao Educação Indígena: Lúcia parceiro do Apina. O Apina constitui a – dois representantes do Núcleo de por meio de convênios com as Programa Wajãpi nessa gestão. Essas vistorias devem adequadas aos interesses da – dois representantes do Instituto Programa Wajãpi estão sendo Assim. na execução do Plano reuniões de trabalho com os Conselho Consultivo prioridades . ou mesmo ética. – dois representantes do Museu do inquestionável competência se possa realizar uma reunião possam atingir seus objetivos de Índio – Funai: José Carlos Levinho técnica. sobretudo. populações indígenas e. Japaropi qualquer demanda dos Wajãpi a / Apina. tem de Pesquisa e Formação em geridos pelo Iepé. além de experiência de avaliação e planejamento da revitalização do sistema gráfico e da (titular) e Arilza de Almeira anterior no trabalho com continuidade das ações. elabora relatório a ser garantir que as ações de diagnóstico. Os recursos a ao Apina. arte verbal. Makarato de Ação. Wajãpi. katirina wajãpi. aprovando um plano de aplicação indígenas que por ventura sejam capacidade de interromper ou – Universidade de São Paulo: Alguns projetos já implementados dos recursos que irá definir os contratados e ouvir o parecer da reorientar ações e/ou suas Dominique Tilkin Gallois (titular) para ações de valorização cultural e elementos de despesas e comunidade sobre os resultados conseqüências que não sejam e Marta Amoroso (suplente). avaliar a atuação de técnicos não. instância deliberativa com História Indígena e do Indigenismo demais instituições envolvidas. imaterial. – dois representantes do Núcleo de especialmente. e Simone Macedo (suplente). Minc: Márcia Sant´Anna (titular) Conselho Consultivo foram membros do Conselho Consultivo inventário e difusão interna. atendendo toda e membros da diretoria do Conselho ou necessidades de ordem prática. E. respeito do trabalho. gallois. Cada conselheiro pedagógica. Aikyry Wajãpi. ao final de cada ano. previstas no Plano de Ação. Consultivo auxiliar o Apina e o valorização e revitalização interna. de formação no âmbito do procedimentos para sua utilização. em macapá. – dois representantes do Iphan/ Os membros não-indígenas do intercambiado com os demais investigação participativa. foto: dominique t. o Conselho Consultivo incluir estadias em diferentes comunidade. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 108 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 109 encontro de detalhe de padrão líderes indígenas pira kã’gwer. Cabe principalmente ao culturais dos Wajãpi do Amapá. assim como dos valores (suplente). com os Wajãpi. Conselho das Aldeias / Apina Educação Indígena da Secretaria de Cabe aos membros desse conselho avaliar o progresso e os resultados – Educação do Estado do Amapá – Smrecsányi (titular) e Paulo Afonso serem captados pelos novos realizar – conjuntamente ou não – positivos ou não – de todas as NEI/SEED: Eclemilda Maciel Cardoso Favacho (suplente) projetos terão sua destinação visitas semestrais para verificar o intervenções decorrentes do (titular) e Rosilene Corrêa da O Conselho das Aldeias Wajãpi / especificada e caberá ao Conselho andamento dos trabalhos de reconhecimento de seu patrimônio Silva (suplente) Apina será o gestor dos recursos.

Wajãpi. instância deliberativa com História Indígena e do Indigenismo demais instituições envolvidas. – dois representantes do Iphan/ Os membros não-indígenas do intercambiado com os demais investigação participativa. assim como dos valores (suplente). atendendo toda e membros da diretoria do Conselho ou necessidades de ordem prática. imaterial. e Simone Macedo (suplente). avaliar a atuação de técnicos não. – dois representantes do Museu do inquestionável competência se possa realizar uma reunião possam atingir seus objetivos de Índio – Funai: José Carlos Levinho técnica. gallois. Cada conselheiro pedagógica. na execução do Plano reuniões de trabalho com os Conselho Consultivo prioridades . E. Aikyry Wajãpi. Wajãpi. foto: dominique t. previstas no Plano de Ação. ao final de cada ano. elabora relatório a ser garantir que as ações de diagnóstico. em macapá. O Apina constitui a – dois representantes do Núcleo de por meio de convênios com as Programa Wajãpi nessa gestão. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 108 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 109 encontro de detalhe de padrão líderes indígenas pira kã’gwer. principal oferece assessoria permanente aldeias dos Wajãpi do Amapá e a responsabilidade para indicar ao Educação Indígena: Lúcia parceiro do Apina. além de experiência de avaliação e planejamento da revitalização do sistema gráfico e da (titular) e Arilza de Almeira anterior no trabalho com continuidade das ações. populações indígenas e. de formação no âmbito do procedimentos para sua utilização. – dois representantes do Núcleo de especialmente. aprovando um plano de aplicação indígenas que por ventura sejam capacidade de interromper ou – Universidade de São Paulo: Alguns projetos já implementados dos recursos que irá definir os contratados e ouvir o parecer da reorientar ações e/ou suas Dominique Tilkin Gallois (titular) para ações de valorização cultural e elementos de despesas e comunidade sobre os resultados conseqüências que não sejam e Marta Amoroso (suplente). Essas vistorias devem adequadas aos interesses da – dois representantes do Instituto Programa Wajãpi estão sendo Assim. Os recursos a ao Apina. alcançados. ™ººº. Viseni Wajãpi. Japaropi qualquer demanda dos Wajãpi a / Apina. escolhidos entre profissionais com para que. arte verbal. para Wajãpi e Taraku´asi Wajãpi. ou mesmo ética. Consultivo auxiliar o Apina e o valorização e revitalização interna. Minc: Márcia Sant´Anna (titular) Conselho Consultivo foram membros do Conselho Consultivo inventário e difusão interna. tem de Pesquisa e Formação em geridos pelo Iepé. o Conselho Consultivo incluir estadias em diferentes comunidade. com os Wajãpi. Cabe principalmente ao culturais dos Wajãpi do Amapá. sobretudo. Makarato de Ação. katirina wajãpi. respeito do trabalho. Conselho das Aldeias / Apina Educação Indígena da Secretaria de Cabe aos membros desse conselho avaliar o progresso e os resultados – Educação do Estado do Amapá – Smrecsányi (titular) e Paulo Afonso serem captados pelos novos realizar – conjuntamente ou não – positivos ou não – de todas as NEI/SEED: Eclemilda Maciel Cardoso Favacho (suplente) projetos terão sua destinação visitas semestrais para verificar o intervenções decorrentes do (titular) e Rosilene Corrêa da O Conselho das Aldeias Wajãpi / especificada e caberá ao Conselho andamento dos trabalhos de reconhecimento de seu patrimônio Silva (suplente) Apina será o gestor dos recursos.

assim como sua aplicados –. por intermédio patrimônio. será fundamental técnicos que trabalham em áreas da oralidade. indígenas do Amapá e regiões comercialização e uso indevido do patrimônio imaterial. e de recursos atividade intelectual. junto a esta e a etnocêntricas correntes. conhecimentos. operacionalmente distintas: internos da comunidade Wajãpi campanhas estará a cargo do por desvalorizar as diferenças 2. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 110 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 111 crianças na preparação do escola mariry. distinguimos medidas de duas à medida que todos os esforços adjacentes. Será difundida informação sobre os impactos da não indígenas passe a entender melhor e respeitar o valor excepcional desta dinâmica característica e de outros grupos indígenas. portanto. são sempre. sua dinâmica de das diferenças culturais. que acabam ordens. e sua implementação O caráter dessas campanhas brasileiros agentes que atuam. direta ou alteradas as atitudes e práticas envolverá especialmente o Museu será antes preventivo que curativo Para alimentar essas campanhas. ao longo particularidades desse tipo de os Wajãpi do Amapá. a revitalização interna das formas excelente qualidade sobre as conhecimentos e de pobreza da de recriação e atualização dos Para evitar desconfigurar as de expressão gráfica e orais entre populações indígenas. a implementação de do Amapá poderão se tornar Conselho Consultivo que assessora e singularidades culturais. gallois. 2000). Tratar-se-á. estadual e municipal – com as populações exógenas a essas culturas diferenciadas. foto: urucum. assim. de capacitar todos os das gerações. patrimônios orais e à manutenção Considerando a existência de País. imateriais de grupos indígenas campanhas dirigidas aos múltiplos improdutivos se não forem o Apina. Difusão dos patrimônios 1. Londres. A idealização das dos saberes indígenas. que será objeto apropriação e utilização indevidas. a implementação de ações para um conhecimento acumulado e de de limitação no acúmulo de reelaborados. uma boa legislação. Ações do primeiro componente articular esses diferentes níveis para indígenas para a avaliação crítica e das campanhas de sensibilização a difusão deverá ser realizada. Os responsáveis irão . Campanhas de sensibilização e informação Intervenções desta natureza são tão os setores públicos e privados que lidam – nas esferas federal. do Índio da Funai e o NEI-AP. na medida do possível. para que o maior preferencialmente. prioritárias quanto as ações locais. t. e que revertendo. Componentes do Plano de Ação P ara colocar em prática uma proteção eficaz do patrimônio imaterial dos Wajãpi do Amapá 1. indiretamente. de todo o não apenas “objetos do passado” – grupos da região. É essa dinâmica modalidades de transmissão. (C. dominique foto: dominique t. O primeiro componente inclui três a realização de campanhas de os cuidados indispensáveis no e informação. – mesmo que atualmente mal ainda. gallois. tendo em vista. pois se trata será realizada uma difusão – seletiva outras comunidades. assim como de de que a oralidade é sinônimo constantemente produzidos e transformação e suas diferentes 2. os preconceitos Essa campanha deverá focar o de difundir respeito a práticas de e controlada pelos seus detentores – precisam incorporar formas que ainda caracterizam a relação patrimônio cultural dos índios transmissão oral e a valores dos saberes orais e das técnicas de relacionamento e intervenção da sociedade brasileira com as Wajãpi e de outros grupos da região culturais que estão vivos – e culturais dos Wajãpi e de outros adequadas à valorização de populações indígenas. Tratar-se-á de reverter a idéia e que. e. em meios conjuntos de ações: sensibilização e informação de todos repasse de conhecimentos e práticas número possível de atores sociais audiovisuais.

dominique foto: dominique t. foto: urucum. e de recursos atividade intelectual. Componentes do Plano de Ação P ara colocar em prática uma proteção eficaz do patrimônio imaterial dos Wajãpi do Amapá 1. conhecimentos. Será difundida informação sobre os impactos da não indígenas passe a entender melhor e respeitar o valor excepcional desta dinâmica característica e de outros grupos indígenas. – mesmo que atualmente mal ainda. assim. em meios conjuntos de ações: sensibilização e informação de todos repasse de conhecimentos e práticas número possível de atores sociais audiovisuais. A idealização das dos saberes indígenas. operacionalmente distintas: internos da comunidade Wajãpi campanhas estará a cargo do por desvalorizar as diferenças 2. O primeiro componente inclui três a realização de campanhas de os cuidados indispensáveis no e informação. na medida do possível. a revitalização interna das formas excelente qualidade sobre as conhecimentos e de pobreza da de recriação e atualização dos Para evitar desconfigurar as de expressão gráfica e orais entre populações indígenas. t. Campanhas de sensibilização e informação Intervenções desta natureza são tão os setores públicos e privados que lidam – nas esferas federal. estadual e municipal – com as populações exógenas a essas culturas diferenciadas. a implementação de ações para um conhecimento acumulado e de de limitação no acúmulo de reelaborados. de capacitar todos os das gerações. prioritárias quanto as ações locais. Os responsáveis irão . 2000). e. será fundamental técnicos que trabalham em áreas da oralidade. pois se trata será realizada uma difusão – seletiva outras comunidades. Difusão dos patrimônios 1. junto a esta e a etnocêntricas correntes. assim como sua aplicados –. gallois. Londres. direta ou alteradas as atitudes e práticas envolverá especialmente o Museu será antes preventivo que curativo Para alimentar essas campanhas. ao longo particularidades desse tipo de os Wajãpi do Amapá. portanto. É essa dinâmica modalidades de transmissão. patrimônios orais e à manutenção Considerando a existência de País. de todo o não apenas “objetos do passado” – grupos da região. Ações do primeiro componente articular esses diferentes níveis para indígenas para a avaliação crítica e das campanhas de sensibilização a difusão deverá ser realizada. distinguimos medidas de duas à medida que todos os esforços adjacentes. uma boa legislação. gallois. assim como de de que a oralidade é sinônimo constantemente produzidos e transformação e suas diferentes 2. Tratar-se-á de reverter a idéia e que. que acabam ordens. são sempre. por intermédio patrimônio. imateriais de grupos indígenas campanhas dirigidas aos múltiplos improdutivos se não forem o Apina. a implementação de do Amapá poderão se tornar Conselho Consultivo que assessora e singularidades culturais. tendo em vista. Tratar-se-á. para que o maior preferencialmente. que será objeto apropriação e utilização indevidas. e que revertendo. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 110 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 111 crianças na preparação do escola mariry. sua dinâmica de das diferenças culturais. os preconceitos Essa campanha deverá focar o de difundir respeito a práticas de e controlada pelos seus detentores – precisam incorporar formas que ainda caracterizam a relação patrimônio cultural dos índios transmissão oral e a valores dos saberes orais e das técnicas de relacionamento e intervenção da sociedade brasileira com as Wajãpi e de outros grupos da região culturais que estão vivos – e culturais dos Wajãpi e de outros adequadas à valorização de populações indígenas. e sua implementação O caráter dessas campanhas brasileiros agentes que atuam. (C. do Índio da Funai e o NEI-AP. indiretamente. indígenas do Amapá e regiões comercialização e uso indevido do patrimônio imaterial.

visando a manifestações de grupos sociais desconhecidas. assumir o compromisso de evitar adiante: fontes de financiamento compreender e se apropriar de wajãpi. que está e qualquer ato de difusão. para locais. Deverá considerar. A ação que participarão conjuntamente de experiência de tombamento de práticas culturais antes A realização de um diagnóstico as atividades propostas neste Plano prioritária deve ser a de oferecer um seminário. em julho de 2005. prioritários para a avaliação Brasil. Para os jovens wajãpi. Consultivo. expressão cultural como o sistema a seus detentores e ao Conselho Medidas de proteção de um de acordo com suas necessidades Objetivos do segundo gráfico kusiwa. antes. há uma das primeiras alguns anos. é indispensável As instituições representadas no levantamento de situações de Amapá será garantida em todo interpretação. seja realizado em acordo com as inventário ao lado dos mais velhos. materna. os fatores desfavoráveis conhecimentos dos Wajãpi nesse 3. submetida dados num inventário participativo “bem imaterial da humanidade”. em e toda e qualquer difusão de envolvidos no reconhecimento (ver adiante: fontes de financiamento especial. pautado pelo Conselho imaterial desse grupo. está trazendo aqueles esperados pelo Plano de uma difusão de narrativas escritas. Os professores Consultivo. será essencial consolidem seu interesse em concordância e participação direta em benefício desses interesses sustentável da comunidade Wajãpi do Amapá. gallois. visando a trazer subsídios ao especialmente através da ênfases culturais e o contexto esta medida poderá significar a 1. Por outro oportunidade de identificar partes do processo de revitalização da São quatro os principais do patrimônio cultural específico dos grupos indígenas do Amapá. já iniciada. um inventário. A propriedade coletiva patrimônio oral exigem a produção e prioridades. estabelecer uma comparação com a perpetuá-lo e transmiti-lo às da comunidade indígena. t. reuniões do a alfabetização conselho das é feita em língua aldeias apina. para um valorização dos conhecimentos tradicionais os resultados de um primeiro de elementos do patrimônio tomem consciência de seu valor e poderá ser realizada com a trabalho continuado e de qualidade para o desenvolvimento socioambiental diagnóstico. em 2005. permanente é indispensável para de Ação: reconhecimento aos detentores consolidar sua participação em ações diferenciados. Pesquisa e elaboração dos de suas expressões culturais como e ações em andamento). orientar ações progressivas e avaliar – os resultados do trabalho de desse patrimônio para que de difusão cultural na região (ver Wajãpi do Amapá possam A formação de pesquisadores se os resultados alcançados são revitalização cultural são . e ações em andamento) todo o conjunto de significados resultados expressivos nesse sentido Ação. em Para se alcançar a qualidade realização de registros e sua técnicos das instituições envolvidas desenvolvimento do Plano integrado de diversas aldeias. para configuração de garantir condições de diálogo Conselho Consultivo que assessora discriminação cultural. Ações nesse garantir que o sistema referencial serão chamados a participar desse são as seguintes: 2. ou em desuso. componente bilíngües idealizaram um desse patrimônio dos Wajãpi do sistemática de dados e sua Nesse processo. lado. Ressalte-se que a intenso com os pesquisadores e o Apina serão responsáveis pelo sendo realizado por eles. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 112 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 113 na escola. gallois. Procedimentos e focos em diferentes áreas indígenas do sentido estão sendo planejadas. Diagnóstico permanente dos resultados: estabelecimento de políticas na área aproximação entre representantes sociopolítico do grupo. e irá compor desejada nas atividades de difusão reprodução para fins diversos só no plano de gestão. que cujas atividades e metas principais situação de patrimônios similares gerações mais novas. cabe garantir que os ou inadequadamente avaliadas. como já se constatou na de seu acervo de conhecimentos e cultura oral: procedimentos que orientam todas dessas populações. foto: dominique foto: dominique t. à persistência das formas de formato deverá ser.

A propriedade coletiva patrimônio oral exigem a produção e prioridades. reuniões do a alfabetização conselho das é feita em língua aldeias apina. prioritários para a avaliação Brasil. Deverá considerar. orientar ações progressivas e avaliar – os resultados do trabalho de desse patrimônio para que de difusão cultural na região (ver Wajãpi do Amapá possam A formação de pesquisadores se os resultados alcançados são revitalização cultural são . está trazendo aqueles esperados pelo Plano de uma difusão de narrativas escritas. expressão cultural como o sistema a seus detentores e ao Conselho Medidas de proteção de um de acordo com suas necessidades Objetivos do segundo gráfico kusiwa. Pesquisa e elaboração dos de suas expressões culturais como e ações em andamento). é indispensável As instituições representadas no levantamento de situações de Amapá será garantida em todo interpretação. e irá compor desejada nas atividades de difusão reprodução para fins diversos só no plano de gestão. será essencial consolidem seu interesse em concordância e participação direta em benefício desses interesses sustentável da comunidade Wajãpi do Amapá. cabe garantir que os ou inadequadamente avaliadas. permanente é indispensável para de Ação: reconhecimento aos detentores consolidar sua participação em ações diferenciados. em e toda e qualquer difusão de envolvidos no reconhecimento (ver adiante: fontes de financiamento especial. Para os jovens wajãpi. há uma das primeiras alguns anos. Ressalte-se que a intenso com os pesquisadores e o Apina serão responsáveis pelo sendo realizado por eles. Ações nesse garantir que o sistema referencial serão chamados a participar desse são as seguintes: 2. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 112 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 113 na escola. Por outro oportunidade de identificar partes do processo de revitalização da São quatro os principais do patrimônio cultural específico dos grupos indígenas do Amapá. em Para se alcançar a qualidade realização de registros e sua técnicos das instituições envolvidas desenvolvimento do Plano integrado de diversas aldeias. estabelecer uma comparação com a perpetuá-lo e transmiti-lo às da comunidade indígena. A ação que participarão conjuntamente de experiência de tombamento de práticas culturais antes A realização de um diagnóstico as atividades propostas neste Plano prioritária deve ser a de oferecer um seminário. gallois. Procedimentos e focos em diferentes áreas indígenas do sentido estão sendo planejadas. para um valorização dos conhecimentos tradicionais os resultados de um primeiro de elementos do patrimônio tomem consciência de seu valor e poderá ser realizada com a trabalho continuado e de qualidade para o desenvolvimento socioambiental diagnóstico. lado. foto: dominique foto: dominique t. gallois. à persistência das formas de formato deverá ser. um inventário. pautado pelo Conselho imaterial desse grupo. que está e qualquer ato de difusão. Os professores Consultivo. que cujas atividades e metas principais situação de patrimônios similares gerações mais novas. os fatores desfavoráveis conhecimentos dos Wajãpi nesse 3. para locais. componente bilíngües idealizaram um desse patrimônio dos Wajãpi do sistemática de dados e sua Nesse processo. visando a trazer subsídios ao especialmente através da ênfases culturais e o contexto esta medida poderá significar a 1. ou em desuso. para configuração de garantir condições de diálogo Conselho Consultivo que assessora discriminação cultural. Consultivo. antes. em 2005. já iniciada. assumir o compromisso de evitar adiante: fontes de financiamento compreender e se apropriar de wajãpi. Diagnóstico permanente dos resultados: estabelecimento de políticas na área aproximação entre representantes sociopolítico do grupo. como já se constatou na de seu acervo de conhecimentos e cultura oral: procedimentos que orientam todas dessas populações. submetida dados num inventário participativo “bem imaterial da humanidade”. e ações em andamento) todo o conjunto de significados resultados expressivos nesse sentido Ação. t. visando a manifestações de grupos sociais desconhecidas. seja realizado em acordo com as inventário ao lado dos mais velhos. em julho de 2005. materna.

divulgação externa. que de isolamento. entendida comunidade. espera-se impedir “espetáculo” que como um se limitar a essa coexistência. O que se pretende interculturalidade que se almeja precisa possível. O que se Interculturalidade significa televisão. que Amapá. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 114 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 115 crianças assistindo jovem com seu à dança. evidenciando-se . quais sejam: ser. filho. – as atividades levam em de produção garante visibilidade conhecimentos e valores da correntes desses desvios da práticas curativas. obliterar seus próprios saberes e complexo. mecanismos de troca e secundariamente voltadas à como o processo de seleção é acompanhado da valorização costuma veicular como temas levar ao conhecimento dos índios monetária. são exemplos de seu futuro. inclui a produção de livros. comerciais. diversão como as sugeridas pela caráter prioritariamente educativo interculturalidade. cujos representantes as mais diversas agências costumam O tipo de “interculturalidade” fragmentos de mitologias. Se forem é menos a cultura como propostas neste Plano não deverá no mundo. cujos jovens passam. sem efetivamente. foto: foto: dominique marina weis. é muito mais elementos genéricos. no desvios comuns na implementação “bem próprio” da comunidade não é pacífica. demorado e delicado correspondem à enorme interessados em conhecer. para que possa mais importantes nas avaliações do promover com este Plano de Ação alcançar através das atividades entender a diversidade das culturas trabalho em andamento. t. mas não Wajãpi do Amapá. O registro escrito de geração anseia por adotar como direcionados prioritariamente à comunidade. sem resulta na substituição dos sedução pelas “coisas dos brancos”. nem um retorno conhecimentos. formas de enunciação. evitando-se são criteriosamente selecionados discos. Esse tipo coexistência ou a comparação de verbal tradicional. cultural. que em nada sociedade envolvente – que estão diversidade. 2000). pois geralmente momento. que a produção de registros diversidade cultural indígena A informação sobre essas outras O respeito a esses procedimentos editados ao gosto do público não existente no Brasil. Valores religiosos. crítica de técnicas de transmissão interna das manifestações culturais. e outros. envolvente. O tipo de formas de pensar deve ser a mais deve constituir um dos indicadores indígena. convencionalmente praticado detrimento de um trabalho mais alternativas possíveis. mas nem sempre sociedade dominante. costumes de higiene. práticas e valores tratar-se-á de recolocar as práticas A maior parte das atividades ao passado nem uma busca indígenas pelos da sociedade dos não-índios – que a jovem do chamado “resgate” cultural. formas de – as ações são desenvolvidas com consideração parâmetros da aos seus realizadores e à própria sociedade indígena com os da interculturalidade. outra coisa que um conjunto de sociedades – e não apenas da ser apresentados em toda sua a participação intensa da interessam à comunidade. entretanto. por um processo de de programas de valorização indígena (Arantes. gallois. em padrão – como uma entre muitas apropriação interna da comunidade para dirigir atividades específicas apoiar. No caso dos Wajãpi do respeitados. a favor das comunidades. típicos da indianidade não são técnicas e conteúdos de outras padrões estéticos e outros devem – todas as ações são executadas com e de conhecimentos que Esse trabalho de revitalização. destinados ao pelas instituições educativas profundo de recuperação de “a” única alternativa para sua destinar os produtos desse processo entre os mais interessados público externo e comercializados consiste apenas em promover a práticas enunciativas e da arte identificação ou para a construção de valorização a finalidades nesse tipo de ação cultural.

no desvios comuns na implementação “bem próprio” da comunidade não é pacífica. mas nem sempre sociedade dominante. t. formas de – as ações são desenvolvidas com consideração parâmetros da aos seus realizadores e à própria sociedade indígena com os da interculturalidade. cujos jovens passam. e outros. diversão como as sugeridas pela caráter prioritariamente educativo interculturalidade. evidenciando-se . envolvente. entretanto. para que possa mais importantes nas avaliações do promover com este Plano de Ação alcançar através das atividades entender a diversidade das culturas trabalho em andamento. a favor das comunidades. Se forem é menos a cultura como propostas neste Plano não deverá no mundo. típicos da indianidade não são técnicas e conteúdos de outras padrões estéticos e outros devem – todas as ações são executadas com e de conhecimentos que Esse trabalho de revitalização. foto: foto: dominique marina weis. nem um retorno conhecimentos. comerciais. mecanismos de troca e secundariamente voltadas à como o processo de seleção é acompanhado da valorização costuma veicular como temas levar ao conhecimento dos índios monetária. por um processo de de programas de valorização indígena (Arantes. destinados ao pelas instituições educativas profundo de recuperação de “a” única alternativa para sua destinar os produtos desse processo entre os mais interessados público externo e comercializados consiste apenas em promover a práticas enunciativas e da arte identificação ou para a construção de valorização a finalidades nesse tipo de ação cultural. O que se pretende interculturalidade que se almeja precisa possível. O tipo de formas de pensar deve ser a mais deve constituir um dos indicadores indígena. quais sejam: ser. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 114 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 115 crianças assistindo jovem com seu à dança. – as atividades levam em de produção garante visibilidade conhecimentos e valores da correntes desses desvios da práticas curativas. cujos representantes as mais diversas agências costumam O tipo de “interculturalidade” fragmentos de mitologias. entendida comunidade. inclui a produção de livros. obliterar seus próprios saberes e complexo. convencionalmente praticado detrimento de um trabalho mais alternativas possíveis. Valores religiosos. No caso dos Wajãpi do respeitados. evitando-se são criteriosamente selecionados discos. crítica de técnicas de transmissão interna das manifestações culturais. práticas e valores tratar-se-á de recolocar as práticas A maior parte das atividades ao passado nem uma busca indígenas pelos da sociedade dos não-índios – que a jovem do chamado “resgate” cultural. sem efetivamente. pois geralmente momento. demorado e delicado correspondem à enorme interessados em conhecer. é muito mais elementos genéricos. que a produção de registros diversidade cultural indígena A informação sobre essas outras O respeito a esses procedimentos editados ao gosto do público não existente no Brasil. formas de enunciação. costumes de higiene. que em nada sociedade envolvente – que estão diversidade. outra coisa que um conjunto de sociedades – e não apenas da ser apresentados em toda sua a participação intensa da interessam à comunidade. que de isolamento. O que se Interculturalidade significa televisão. em padrão – como uma entre muitas apropriação interna da comunidade para dirigir atividades específicas apoiar. 2000). Esse tipo coexistência ou a comparação de verbal tradicional. sem resulta na substituição dos sedução pelas “coisas dos brancos”. cultural. mas não Wajãpi do Amapá. divulgação externa. são exemplos de seu futuro. que Amapá. filho. espera-se impedir “espetáculo” que como um se limitar a essa coexistência. gallois. O registro escrito de geração anseia por adotar como direcionados prioritariamente à comunidade.

¡ª•£. Paralelamente. a documentação e informações antropológicas e individuais. de registro e foi indispensável proceder sua formação em magistério científico. esta arte estarão iniciando o inventário Não se tratará de selecionar na instalação de um programa jovens e adultos wajãpi. quando como de performances narrativas. Espera-se que tal assim como respeitar o dinamismo previstas ações em duas etapas. Esse inventário deve assim como facilitar a iniciação indígenas “veteranos” iniciaram A continuidade de tal capacitação ter por metas intermediárias 3. pesquisa no início de 2005 e já jovens Wajãpi vêm sendo Como todo inventário de está sendo mobilizada e capacitada para consolidar um conjunto de estão desenvolvendo pesquisas capacitados consistem em estudos conexões internas. também a profunda desigualdade se dedicam ao aprofundamento realizada por meio de cursos e diferenciado. somente investigação possa ser desenvolvida criativo dos executores tanto das primeira com dois anos de duração. mas. A comunidade Wajãpi do Amapá etnográfica já está sistematizada. que essa diversidade mascara. a usos do sistema gráfico kusiwa. desde 2004. Assim. nem de perenizar de investigação antropológica específicos da história indígena. para a pintura transformação. riqueza cultural. da terra wajãpi”. A primeira etapa consistiu atividades de formação de 50 professores “novos”. através de do inventário (ver adiante) aldeias o andamento dos trabalhos kusiwa e do conjunto dos previamente realizados por convênio com a Secretaria de é indispensável para a correta de registro e a comparação de saberes orais vinculados a esta pesquisadores acadêmicos vinculados Educação do Amapá). versões. os Wajãpi devem prosseguir ao campo da saúde e do manejo apreciados com espírito crítico. a turma de 20 prolongada se poderá entender formação. os dez professores nos próximos cinco anos. além de todo o conjunto autênticas. pesquisas individuais a partir de meios de comunicação verbais e não das narrativas orais que lhes são versões consideradas mais e lingüística. da lingüística e da 2006. como se fossem pesquisadores do NHII/USP que ecologia. irão também iniciar gráfica se relaciona com outros completo do sistema gráfico kusiwa. Essa documentação jovens iniciaram sua formação em As investigações pelas quais esses das mais diversas. Para tanto. por exemplo. na atual situação. gallois. variantes e composições forma de expressão. para de estudos sobre a língua e cultura oficinas. envolvendo da etnologia. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 116 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 117 estudando o padrão juve. nos campos formação. Essas atividades diversos aspectos já descritos. a partir de 207. ao NHII/USP. . paralelamente à realização conhecido no seio de todas as de inventário do sistema gráfico à organização de registros (realizada pelo Iepé. a segunda com três ou quatro anos. Assim. Atividades de pesquisa à pesquisa de jovens indígenas. como parte de sua formação verbais existentes no cotidiano dos associadas. deve-se para a pesquisa. e verificar suas de saberes relacionados aos objetos sem história. Outros 20 execução do Plano de Ação. estão transmissão oral. Para atender instituições financiadoras. Iepé (com apoio do Iphan/Minc e corporal. que vem sendo realizados no contexto local e não específicas e características que dão considerar a fluidez dos o reconhecimento amplo de sua lingüísticas sobre as formas de avaliadas conjuntamente no âmbito apenas em sistematização de dados conta de sua persistência e conhecimentos e tradições locais. suas funções um patrimônio oral. as demandas da comunidade. ambiental. nazaré “livro de mapas wajãpi. do NHII colaboram com o Iepé nas Finalmente. variantes. através de pesquisa de campo pelos pesquisadores wajãpi em composições de padrões kusiwa. ainda em como. foto: dominique t. Tal formação está sendo em magistério indígena Wajãpi do Amapá. os pesquisadores da Petrobrás Cultural até 2006). a arte verbal e os dos cursos e oficinas realizadas pelo preexistentes. pesquisas individuais no âmbito de assim como seu acompanhamento atividades coletivas que tornem científica. com apoio de várias de formação em pesquisa para particularmente aqueles voltados que possam ser comparados e dos Wajãpi do Amapá.

Paralelamente. somente investigação possa ser desenvolvida criativo dos executores tanto das primeira com dois anos de duração. a arte verbal e os dos cursos e oficinas realizadas pelo preexistentes. suas funções um patrimônio oral. e verificar suas de saberes relacionados aos objetos sem história. a partir de 207. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 116 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 117 estudando o padrão juve. variantes e composições forma de expressão. variantes. de registro e foi indispensável proceder sua formação em magistério científico. através de pesquisa de campo pelos pesquisadores wajãpi em composições de padrões kusiwa. nem de perenizar de investigação antropológica específicos da história indígena. Para atender instituições financiadoras. através de do inventário (ver adiante) aldeias o andamento dos trabalhos kusiwa e do conjunto dos previamente realizados por convênio com a Secretaria de é indispensável para a correta de registro e a comparação de saberes orais vinculados a esta pesquisadores acadêmicos vinculados Educação do Amapá). Assim. as demandas da comunidade. como se fossem pesquisadores do NHII/USP que ecologia. esta arte estarão iniciando o inventário Não se tratará de selecionar na instalação de um programa jovens e adultos wajãpi. Essas atividades diversos aspectos já descritos. do NHII colaboram com o Iepé nas Finalmente. que vem sendo realizados no contexto local e não específicas e características que dão considerar a fluidez dos o reconhecimento amplo de sua lingüísticas sobre as formas de avaliadas conjuntamente no âmbito apenas em sistematização de dados conta de sua persistência e conhecimentos e tradições locais. a turma de 20 prolongada se poderá entender formação. mas. ¡ª•£. . nos campos formação. A primeira etapa consistiu atividades de formação de 50 professores “novos”. desde 2004. os Wajãpi devem prosseguir ao campo da saúde e do manejo apreciados com espírito crítico. pesquisas individuais no âmbito de assim como seu acompanhamento atividades coletivas que tornem científica. ainda em como. também a profunda desigualdade se dedicam ao aprofundamento realizada por meio de cursos e diferenciado. irão também iniciar gráfica se relaciona com outros completo do sistema gráfico kusiwa. Esse inventário deve assim como facilitar a iniciação indígenas “veteranos” iniciaram A continuidade de tal capacitação ter por metas intermediárias 3. além de todo o conjunto autênticas. a documentação e informações antropológicas e individuais. nazaré “livro de mapas wajãpi. pesquisas individuais a partir de meios de comunicação verbais e não das narrativas orais que lhes são versões consideradas mais e lingüística. Para tanto. por exemplo. Espera-se que tal assim como respeitar o dinamismo previstas ações em duas etapas. pesquisa no início de 2005 e já jovens Wajãpi vêm sendo Como todo inventário de está sendo mobilizada e capacitada para consolidar um conjunto de estão desenvolvendo pesquisas capacitados consistem em estudos conexões internas. da lingüística e da 2006. na atual situação. ambiental. paralelamente à realização conhecido no seio de todas as de inventário do sistema gráfico à organização de registros (realizada pelo Iepé. ao NHII/USP. os dez professores nos próximos cinco anos. Iepé (com apoio do Iphan/Minc e corporal. Outros 20 execução do Plano de Ação. quando como de performances narrativas. para de estudos sobre a língua e cultura oficinas. a usos do sistema gráfico kusiwa. da terra wajãpi”. estão transmissão oral. versões. gallois. a segunda com três ou quatro anos. os pesquisadores da Petrobrás Cultural até 2006). envolvendo da etnologia. deve-se para a pesquisa. Essa documentação jovens iniciaram sua formação em As investigações pelas quais esses das mais diversas. riqueza cultural. como parte de sua formação verbais existentes no cotidiano dos associadas. para a pintura transformação. com apoio de várias de formação em pesquisa para particularmente aqueles voltados que possam ser comparados e dos Wajãpi do Amapá. Tal formação está sendo em magistério indígena Wajãpi do Amapá. Atividades de pesquisa à pesquisa de jovens indígenas. A comunidade Wajãpi do Amapá etnográfica já está sistematizada. Assim. foto: dominique t. que essa diversidade mascara.

Implantação de um centro adequadas para o manejo e já está suficientemente organizada responsabilidade do Programa wajãpi. com registro participativos serão apenas a organizar um “banco de manejo e na transmissão de sua a colaboração do Núcleo de alternativas para evitar a redução a apreciação ampla e interna guardados e disponibilizados à dados” (C. gallois. sob trazer à escola temáticas da cultura 4. historinhas com sabor infantil de dinamismo e de diálogo dessas Centro de Documentação e Formação. que andamento há 14 anos. será garantido a língua materna e pela elaboração em detrimento das formas orais interferências danosas na Caberá às instituições eles o poder de decisão sobre o uso de materiais didáticos de de transmissão. mas pretendem assim. Franchetto. valorizar seus detentores. Formação de professores orientação inovadora do MEC envolvente. mas também promover a de referências da cultura dos divulgação de elementos de seu para indicar quais são seus Wajãpi e assessoria do NHII/USP. Para evitar a revitalização de seu patrimônio representadas no Conselho e difusão dessas referências. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 118 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 119 desenhando na aula na escola massa de beiju. nem arte gráfica e sua arte verbal – Educação Indígena da Secretaria das peças de arte verbal a à comunidade produtora. Esse interesse da comunidade estandardização que a escrita oral (G. a partir de referências contribuirá para ainda incluir atividades que que constituem um ferramenta O registro não só visa a escolhido na Terra Indígena Wajãpi de atividades continuadas no que os Wajãpi percebam sua “falem” mais explicitamente do poderosa. 2000). que Documentação. diferença frente à sociedade do Centro será realizada sob desejam encaminhar a este centro. Além disso. com própria oralidade. Consultivo orientar e ajudar os poder deve ser mantido dentro da Esta formação já está em veicula. mas também a Apina pela Petrobrás Cultural. A participação indígena a gestão do Apina. é preciso não apenas de Wajãpi a decidir as formas mais comunidade Wajãpi do Amapá. Ao mesmo expressões culturais com valores deve ter sua construção iniciada consolidar a gestão coletiva desse A existência de um centro de formação continuada deverá tempo.Coutinho. o grau comunidade Wajãpi pelo seu somente alimentar o Centro de para operar essa seleção. confrontar diferentes perspectivas Em praticamente todas as defender e exibir marcas de sua o apoio do Iphan. evitando. as ações previstas não visam pessoas mais experimentadas no ampliados a partir de 1998. A construção mas também selecionar o que eles sobre a diversidade cultural. consolidando sua capacidade de já foi concluído e contou com pesquisa e dirigir o inventário. enfim. a utilização das artes visuais. A consolidação deste programa (B.Lévi Strauss. 2001). Caberá aos Wajãpi do outro (L. de aramirá. conflitos de interesse.Londres. gallois. t. Esta é uma das ao contrário. de verificar. desenvolvem a arte gráfica e a arte os valores de sua cultura. responsáveis pela em prol da educação diferenciada. no registro é também fundamental também receber apoios para devem ser ali preservadas. quais referências indígenas. que deverá decidindo. num local já patrimônio pelos Wajãpi. representantes – entre chefes e Os cursos de formação foram cultural diferenciado a partir da Os produtos do inventário e do De fato. 2000). 5. ainda em 2005. Formação. alfabetização das crianças em sua a escrita continua supervalorizada para prepará-la a evitar sua manutenção. interpretação desse patrimônio Wajãpi do Amapá patrimônio imaterial ao público. foto: dominique foto: dominique t. e práticas externas. de Educação do Amapá. apesar da . O projeto executivo deste Centro Amapá não apenas executar a aprendendo assim a reconhecer e verbal tradicional dos Wajãpi. 2001). escolas indígenas do País. poderá auxiliar os preservar essas manifestações para e com recursos já alocados ao Centro de Documentação e cultura do ponto de vista do contexto cultural no qual se professores índios a transmitir as gerações futuras.

desenvolvem a arte gráfica e a arte os valores de sua cultura. gallois. poderá auxiliar os preservar essas manifestações para e com recursos já alocados ao Centro de Documentação e cultura do ponto de vista do contexto cultural no qual se professores índios a transmitir as gerações futuras. Franchetto. com própria oralidade. confrontar diferentes perspectivas Em praticamente todas as defender e exibir marcas de sua o apoio do Iphan. mas também promover a de referências da cultura dos divulgação de elementos de seu para indicar quais são seus Wajãpi e assessoria do NHII/USP. nem arte gráfica e sua arte verbal – Educação Indígena da Secretaria das peças de arte verbal a à comunidade produtora. Esta é uma das ao contrário. foto: dominique foto: dominique t. de aramirá. gallois. O projeto executivo deste Centro Amapá não apenas executar a aprendendo assim a reconhecer e verbal tradicional dos Wajãpi. mas também a Apina pela Petrobrás Cultural. Formação de professores orientação inovadora do MEC envolvente. Consultivo orientar e ajudar os poder deve ser mantido dentro da Esta formação já está em veicula. é preciso não apenas de Wajãpi a decidir as formas mais comunidade Wajãpi do Amapá. quais referências indígenas. representantes – entre chefes e Os cursos de formação foram cultural diferenciado a partir da Os produtos do inventário e do De fato. num local já patrimônio pelos Wajãpi. que deverá decidindo. Caberá aos Wajãpi do outro (L. 2000). Para evitar a revitalização de seu patrimônio representadas no Conselho e difusão dessas referências.Londres. de Educação do Amapá. que andamento há 14 anos. apesar da . 2001). no registro é também fundamental também receber apoios para devem ser ali preservadas.Lévi Strauss. A consolidação deste programa (B. A participação indígena a gestão do Apina. responsáveis pela em prol da educação diferenciada. diferença frente à sociedade do Centro será realizada sob desejam encaminhar a este centro. valorizar seus detentores. com registro participativos serão apenas a organizar um “banco de manejo e na transmissão de sua a colaboração do Núcleo de alternativas para evitar a redução a apreciação ampla e interna guardados e disponibilizados à dados” (C. 2001). Formação. evitando. historinhas com sabor infantil de dinamismo e de diálogo dessas Centro de Documentação e Formação. alfabetização das crianças em sua a escrita continua supervalorizada para prepará-la a evitar sua manutenção. a utilização das artes visuais. Implantação de um centro adequadas para o manejo e já está suficientemente organizada responsabilidade do Programa wajãpi. escolas indígenas do País. interpretação desse patrimônio Wajãpi do Amapá patrimônio imaterial ao público. o grau comunidade Wajãpi pelo seu somente alimentar o Centro de para operar essa seleção. Esse interesse da comunidade estandardização que a escrita oral (G.Coutinho. mas pretendem assim. a partir de referências contribuirá para ainda incluir atividades que que constituem um ferramenta O registro não só visa a escolhido na Terra Indígena Wajãpi de atividades continuadas no que os Wajãpi percebam sua “falem” mais explicitamente do poderosa. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 118 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 119 desenhando na aula na escola massa de beiju. A construção mas também selecionar o que eles sobre a diversidade cultural. 2000). 5. Ao mesmo expressões culturais com valores deve ter sua construção iniciada consolidar a gestão coletiva desse A existência de um centro de formação continuada deverá tempo. as ações previstas não visam pessoas mais experimentadas no ampliados a partir de 1998. ainda em 2005. e práticas externas. Além disso. conflitos de interesse. consolidando sua capacidade de já foi concluído e contou com pesquisa e dirigir o inventário. sob trazer à escola temáticas da cultura 4. de verificar. que Documentação. t. enfim. será garantido a língua materna e pela elaboração em detrimento das formas orais interferências danosas na Caberá às instituições eles o poder de decisão sobre o uso de materiais didáticos de de transmissão.

Por parte do Iphan/Minc Amapá. um a montagem de uma exposição Cultural e apoio do Ministério da recurso de 67. gallois. A s fontes de financiamento já disponíveis para a implementação de ações junto aos do Índio alocará verbas de contrapartida ao projeto Valorização e gestão de patrimônios culturais indígenas no Wajãpi do Amapá. está prevista formação wajãpi com financiamento da Petrobras O Instituto alocou. Secretaria de Educação do Estado Meio Ambiente. um encontro de pesquisadores reunião do Conselho Consultivo O NEI-AP conta com recursos da terra indígena wajãpi com assessoria do Programa Wajãpi/ wajãpi e a produção de diferentes do Plano de Salvaguarda do diretamente repassados pela Iepé e suporte do Ministério do materiais de difusão.000 reais para realização de um novembro de 2005. do Museu do Índio-Funai Salvaguarda Wajãpi. mantêm 30. em do Amapá. componentes / ações i nsti tu i ções envolv ida s Fontes de componente 1 Museu do Índio-Funai financiamento campanhas e difusão Núcleo de Educação Indígena e projetos em da seed/gea e Iphan/Minc. assim como Amapá e norte do Pará (Petrobras registro das formas de Comunidade Wajãpi. por meio e do nhii/usp. Patrimônio Imaterial dos Wajãpi. intervenções. andamento componente 2 revitalização interna pesquisa etnográfica e formação de pesquisadores indígenas nhii da Universidade de São Paulo e Instituto de Pesquisa e Formação em Educação Indígena/Iepé.632 reais. escolas wajãpi região e discussão de planos de Para colaborar com as ações em viabilizando a realização de cursos salvaguarda de suas manifestações curso na Terra Wajãpi. para ações formação de professores Parceria entre o nei/seed Seminário. Em 2005. em 2004. norte do centro de documentação e Conselho das Aldeias Wajãpi/Apina.300 reais ao Plano de sobre a cultura Wajãpi em Macapá. Para 2006. de convênio com o Iepé. além disso. em Macapá. Em 2005. o Iphan alocará uma verba de a ser realizada em Macapá. estará expressão cultural e dos do Apina e demais instituições para a implementação das realizando em 2005 uma exposição conhecimentos orais envolvidas. de acompanhamento . Está previsto também o Por parte do Núcleo de Educação realizadas atividades que incluíram apoio à realização de uma segunda Indígena da SEED do Amapá plano de gestão ambiental Conselho das Aldeias Wajãpi/Apina. com apoio as que se está buscando garantir Cultural/Iepé). a verba alocada acompanhamento das de diferentes grupos indígenas da da Funai pela SEED foi de 278. foram culturais. o Museu de formação. Cultura. são as seguintes: voltada à arte e cultura dos povos indígenas do Uaçá. convenios com o Iepé.dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 120 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 121 processamento principais planos de ação do jenipapo. visando ao de formação na Terra Indígena indígenas e e o Programa Wajãpi/Iepé. intercâmbio entre representantes Por parte do Museu do Índio Wajãpi. foto: dominique t. Desde 2002.

Secretaria de Educação do Estado Meio Ambiente. escolas wajãpi região e discussão de planos de Para colaborar com as ações em viabilizando a realização de cursos salvaguarda de suas manifestações curso na Terra Wajãpi. foto: dominique t. visando ao de formação na Terra Indígena indígenas e e o Programa Wajãpi/Iepé. em do Amapá. convenios com o Iepé.632 reais. gallois. um encontro de pesquisadores reunião do Conselho Consultivo O NEI-AP conta com recursos da terra indígena wajãpi com assessoria do Programa Wajãpi/ wajãpi e a produção de diferentes do Plano de Salvaguarda do diretamente repassados pela Iepé e suporte do Ministério do materiais de difusão. componentes / ações i nsti tu i ções envolv ida s Fontes de componente 1 Museu do Índio-Funai financiamento campanhas e difusão Núcleo de Educação Indígena e projetos em da seed/gea e Iphan/Minc. um a montagem de uma exposição Cultural e apoio do Ministério da recurso de 67. andamento componente 2 revitalização interna pesquisa etnográfica e formação de pesquisadores indígenas nhii da Universidade de São Paulo e Instituto de Pesquisa e Formação em Educação Indígena/Iepé. Para 2006. em Macapá.300 reais ao Plano de sobre a cultura Wajãpi em Macapá. com apoio as que se está buscando garantir Cultural/Iepé). assim como Amapá e norte do Pará (Petrobras registro das formas de Comunidade Wajãpi. intercâmbio entre representantes Por parte do Museu do Índio Wajãpi. para ações formação de professores Parceria entre o nei/seed Seminário. Por parte do Iphan/Minc Amapá. Desde 2002. além disso. do Museu do Índio-Funai Salvaguarda Wajãpi. por meio e do nhii/usp. norte do centro de documentação e Conselho das Aldeias Wajãpi/Apina. o Museu de formação. Cultura. de acompanhamento . A s fontes de financiamento já disponíveis para a implementação de ações junto aos do Índio alocará verbas de contrapartida ao projeto Valorização e gestão de patrimônios culturais indígenas no Wajãpi do Amapá. Em 2005. Patrimônio Imaterial dos Wajãpi. a verba alocada acompanhamento das de diferentes grupos indígenas da da Funai pela SEED foi de 278. intervenções.dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 120 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 121 processamento principais planos de ação do jenipapo.000 reais para realização de um novembro de 2005. Em 2005. são as seguintes: voltada à arte e cultura dos povos indígenas do Uaçá. de convênio com o Iepé. mantêm 30. Está previsto também o Por parte do Núcleo de Educação realizadas atividades que incluíram apoio à realização de uma segunda Indígena da SEED do Amapá plano de gestão ambiental Conselho das Aldeias Wajãpi/Apina. foram culturais. o Iphan alocará uma verba de a ser realizada em Macapá. em 2004. estará expressão cultural e dos do Apina e demais instituições para a implementação das realizando em 2005 uma exposição conhecimentos orais envolvidas. está prevista formação wajãpi com financiamento da Petrobras O Instituto alocou.

que alocaram do Pará. o Iepé conta com apoio Valorização e gestão de patrimônios Mata Virgem da Noruega. Para 2006 e anos Para o desenvolvimento deste conta com apoio da Petrobrás ser ampliadas a partir de 2006. . lingüísticas realizadas por seus de formação em gestão dos Wajãpi Estado do Amapá o montante de necessário o apoio de outros recebendo um apoio financeiro da membros em várias regiões do País. o Apina obteve da 296 mil reais para a construção. o NHII Para assegurar a continuidade apoio da Fundação Mata Virgem Em 2002. o Iepé conta com Aldeias Wajãpi / Apina Minc. assim como 13 mil reais para suas atividades Universidade de São Paulo. desenvolveu o projeto Documentação das pesquisas etnológicas e da Noruega para o Programa Agência de Desenvolvimento do Nos próximos anos. 30 mil reais para consolidar o seu parceiros para a manutenção Fapesp. verbas para atividades de formação estenderá até o final de 2006. será Wajãpi: memória para o futuro. no valor de 85 mil reais. Em 2005. publicar um Catálogo do artesanato sentido foi encaminhado pelo do acervo etnográfico já disponível Redes ameríndias: geração e transformação de Para a realização de oficinas Wajãpi. formação e consolidação de um das instituições supra culturais indígenas no Amapá e norte Caberá ainda ao Apina programa de educação diferenciada mencionadas. capacitar e o gerenciamento das atividades Esse projeto viabilizou a do NHII elaborou um projeto de gerenciado diretamente jovens na sua comercialização e desse Centro. construído na terra indígena com Por parte do NHII da Além destes parceiros acima Por parte do Conselho das apoio da Petrobras Cultural e do Universidade de São Paulo mencionados. gallois. seguintes. cujo desenvolvimento se gerenciar seu Centro de junto aos Wajãpi. o montante de indígenas que realizaram estágio na seu desenvolvimento nos próximos da região. a equipe esse programa específico será fundo de artesanato. a ser em diferentes áreas temáticas. intitulado pelo Apina. Documentação e Formação. Um apoio nesse recuperação e organização completa pesquisa temática. necessário para a assessoria direta à comunidade de 400 mil reais ao projeto solicitado pelo Apina à Fundação continuidade do trabalho de Wajãpi. assim como ações remuneração dos professores Wajãpi / Iepé patrimônio imaterial. espera-se a renovação programa de múltiplas ações e Cultural. além da Por parte do Programa sobre a problemática do Tais atividades. o Iepé de formação em gestão deverão indígenas. receberá da Iepé à Unesco Brasil. a preparação de publicações de fortalecimento institucional. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 122 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 123 aldeia ytape. foto: dominique t. a partir de 2006. sobre a cultura wajãpi assim como a relações nas baixas terras sul-americanas e de formação de pesquisadores Secretaria Especial de Povos participação de representantes está buscando financiamento para indígenas dos diferentes povos Indígenas / SEPI. incluindo o Amapá. pedagógico nas aldeias. quatro anos. (90 mil reais). que já alocou uma verba de Entre 2003 e 2005. que alocou uma verba com apoio de um financiamento desse convênio.

pedagógico nas aldeias. Em 2005. o Iepé de formação em gestão deverão indígenas. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 122 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 123 aldeia ytape. seguintes. (90 mil reais). intitulado pelo Apina. foto: dominique t. quatro anos. necessário para a assessoria direta à comunidade de 400 mil reais ao projeto solicitado pelo Apina à Fundação continuidade do trabalho de Wajãpi. Documentação e Formação. que alocaram do Pará. será Wajãpi: memória para o futuro. capacitar e o gerenciamento das atividades Esse projeto viabilizou a do NHII elaborou um projeto de gerenciado diretamente jovens na sua comercialização e desse Centro. lingüísticas realizadas por seus de formação em gestão dos Wajãpi Estado do Amapá o montante de necessário o apoio de outros recebendo um apoio financeiro da membros em várias regiões do País. que já alocou uma verba de Entre 2003 e 2005. gallois. 30 mil reais para consolidar o seu parceiros para a manutenção Fapesp. incluindo o Amapá. . Um apoio nesse recuperação e organização completa pesquisa temática. no valor de 85 mil reais. que alocou uma verba com apoio de um financiamento desse convênio. o Apina obteve da 296 mil reais para a construção. o montante de indígenas que realizaram estágio na seu desenvolvimento nos próximos da região. verbas para atividades de formação estenderá até o final de 2006. espera-se a renovação programa de múltiplas ações e Cultural. a ser em diferentes áreas temáticas. sobre a cultura wajãpi assim como a relações nas baixas terras sul-americanas e de formação de pesquisadores Secretaria Especial de Povos participação de representantes está buscando financiamento para indígenas dos diferentes povos Indígenas / SEPI. Para 2006 e anos Para o desenvolvimento deste conta com apoio da Petrobrás ser ampliadas a partir de 2006. cujo desenvolvimento se gerenciar seu Centro de junto aos Wajãpi. a equipe esse programa específico será fundo de artesanato. o NHII Para assegurar a continuidade apoio da Fundação Mata Virgem Em 2002. a partir de 2006. o Iepé conta com apoio Valorização e gestão de patrimônios Mata Virgem da Noruega. publicar um Catálogo do artesanato sentido foi encaminhado pelo do acervo etnográfico já disponível Redes ameríndias: geração e transformação de Para a realização de oficinas Wajãpi. além da Por parte do Programa sobre a problemática do Tais atividades. formação e consolidação de um das instituições supra culturais indígenas no Amapá e norte Caberá ainda ao Apina programa de educação diferenciada mencionadas. desenvolveu o projeto Documentação das pesquisas etnológicas e da Noruega para o Programa Agência de Desenvolvimento do Nos próximos anos. o Iepé conta com Aldeias Wajãpi / Apina Minc. assim como 13 mil reais para suas atividades Universidade de São Paulo. construído na terra indígena com Por parte do NHII da Além destes parceiros acima Por parte do Conselho das apoio da Petrobras Cultural e do Universidade de São Paulo mencionados. assim como ações remuneração dos professores Wajãpi / Iepé patrimônio imaterial. a preparação de publicações de fortalecimento institucional. receberá da Iepé à Unesco Brasil.

1991. Plon forte porque nós já demarcamos Wajãpi é formar os Wajãpi para Jawapuku Wajãpi le vi st rau ss. tem outros decreto para a proteção dos Wajãpi nunca vamos deixar nosso parceiros que estão ajudando bens imateriais. Universidade de São Paulo. saúde. (org. o Conselho das Wajãpi. Também não-índios. Rio de janeiro: Exmo. o nosso jeito de mudar do Índio e o Núcleo de História . 2000. 1999. n˚44. Brasil 500 anos. Patrimônio imaterial e Inventário nacional de referências comunidade escola e no dia-a-dia. realidade social dos índios Kamayurá tradição oral. através de nossa podem começar a desvalorizar Universidade de Santa Catarina. tempos atuais: arte indígena. Carta da ensinando nossos filhos e netos na junto com pesquisadores wajãpi e Bibliografia 2001. das caçadas e nossos conhecimentos e modo de cou t i nho. Moroneta Rio de Janeiro. L. Nelson Aguilar como patrimônio imaterial da Instituto de Pesquisa e Formação representações. Por isso. Nossa cultura wajãpi é muito O objetivo principal do Programa Japaropi Wajãpi Paris. Novos Estudos Cebrap. indígena Wajãpi nossa proposta curricular para outros não-índios. apropriação. Gilberto Gil Outra coisa para ajudar a para continuar este trabalho com os Brasileiro: Patrimônio Imaterial. ensinamos nossos conhecimentos até os nossos próprios jovens Departamento de Antropologia. artes indígenas. Dissertação de mestrado. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 124 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 125 arantes . com atividades Kasiripinã Wajãpi Lisboa (44-50). Sr. Manual de Aplicações. que são o Museu vol. montero. Inventário nacional de referências base para novas políticas Nós nunca vamos esquecer nossa Faz tempo que esses parceiros culturais: manual de Aplicações. L. que Atenciosamente. A. 2001. 1996 (89-113). 147. Se os não- Waurá da Amazônia Meridional. como por exemplo. Nós Além do Iepé. fortalecer a nossa cultura é a nossa nossos parceiros de formação dos vol.strau ss. vida. In: Os índios. o Iepé – respeitar os povos indígenas.5/9 (129-139). cada vez mais a cultura wajãpi. 245 p. 2000. Mosaico (Alto Xingu). Ministro da Cultura. 2000. diversidade cultural: o novo invasões dos não-índios. il. vol. 2000. E. o programa de fortalecimento Brasileiro: Patrimônio Imaterial. 2001. de patrimônio in: ANEXO 1: cultura porque continuamos estão pesquisando nossa cultura Brasília. Kamayurá: mitos e aspectos da 7 de novembro de 2003 para as crianças. as nossas festas. 1998. Em outros tempos e nos Nós Wajãpi estamos muito felizes organização. (org). estética e cosmologia entre os índios globalização. nós. arantes A. Associação Humanidade. samain. domesticação. 147. Taraku´asi Wajãpi Anthropologie structurale. para entender e Escrever línguas indígenas: In: Mostra do Redescobrimento: Unesco que escolheu nossa cultura tem o nosso parceiro. 147. van velt hem. 2000. Joaquim Pais de Brito (org). Nós achamos que em Educação Indígena. democracia no processo da professores wajãpi para fortalecer a respeitar nossos conhecimentos e Arte. Mas nosso modo de vida.). C. C. São Paulo. Revista Tempo Lidador. cultura wajãpi na escola. diferenciada que está sendo queremos que os não-índios Imaterial. Nós temos eles ajudam a explicar nossa cultura referências culturais. terra e ambiente. A. Nós Revista Tempo Brasileiro: Patrimônio Brasília. também fora da escola. 1963. corporal. A. B.5/9 (101-106). Cultura e do Amapá construída pelos próprios conheçam nossa cultura para barcelos neto . sempre as aldeias de lugar para não Indígena e do Indigenismo da Introdução e marco teórico. nos queremos apoio da memória. Kaiku Wajãpi lé vi . cultura. P. a nossa pintura cultural wajãpi. G. há muito tempo para fortalecer nas áreas de educação. londres. porque ganhamos o prêmio da Aldeias Wajãpi / Apina. culturais. nós índios não respeitam nossa cultura. trabalho que nós estamos fazendo Programa Wajãpi. e também de formação dos fr anchet t o. A. Revista Tempo modo de vida. caminhadas na mata. este prêmio é o reconhecimento do trabalha junto com o Apina no Museu Nacional de Etnologia. Referências culturais: acabar com os recursos naturais.5/9 (23-27). nossa terra e continuamos sempre serem autônomos e não Patrimônio imaterial e fazendo vigilância para não ter dependerem dos não-índios.

o Conselho das Wajãpi. 2000. apropriação. C. B. 2000. Mas nosso modo de vida. culturais. democracia no processo da professores wajãpi para fortalecer a respeitar nossos conhecimentos e Arte. Nós Além do Iepé. Kaiku Wajãpi lé vi . indígena Wajãpi nossa proposta curricular para outros não-índios. para entender e Escrever línguas indígenas: In: Mostra do Redescobrimento: Unesco que escolheu nossa cultura tem o nosso parceiro. 147. porque ganhamos o prêmio da Aldeias Wajãpi / Apina. há muito tempo para fortalecer nas áreas de educação. vida. P. através de nossa podem começar a desvalorizar Universidade de Santa Catarina. 2000. Em outros tempos e nos Nós Wajãpi estamos muito felizes organização. Nelson Aguilar como patrimônio imaterial da Instituto de Pesquisa e Formação representações.5/9 (23-27). il. 1999. arantes A. estética e cosmologia entre os índios globalização.strau ss. A. o Iepé – respeitar os povos indígenas. Universidade de São Paulo. cultura. o programa de fortalecimento Brasileiro: Patrimônio Imaterial. também fora da escola. cultura wajãpi na escola. Cultura e do Amapá construída pelos próprios conheçam nossa cultura para barcelos neto . sempre as aldeias de lugar para não Indígena e do Indigenismo da Introdução e marco teórico. L. A. fortalecer a nossa cultura é a nossa nossos parceiros de formação dos vol. este prêmio é o reconhecimento do trabalha junto com o Apina no Museu Nacional de Etnologia. Inventário nacional de referências base para novas políticas Nós nunca vamos esquecer nossa Faz tempo que esses parceiros culturais: manual de Aplicações. de patrimônio in: ANEXO 1: cultura porque continuamos estão pesquisando nossa cultura Brasília. domesticação. 2000.). vol. Moroneta Rio de Janeiro. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 124 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 125 arantes . 1996 (89-113). que Atenciosamente. Gilberto Gil Outra coisa para ajudar a para continuar este trabalho com os Brasileiro: Patrimônio Imaterial. nossa terra e continuamos sempre serem autônomos e não Patrimônio imaterial e fazendo vigilância para não ter dependerem dos não-índios. Sr. Carta da ensinando nossos filhos e netos na junto com pesquisadores wajãpi e Bibliografia 2001. cada vez mais a cultura wajãpi. 147. samain. montero. tempos atuais: arte indígena. diferenciada que está sendo queremos que os não-índios Imaterial. 1991. 2001. artes indígenas. Referências culturais: acabar com os recursos naturais. Nossa cultura wajãpi é muito O objetivo principal do Programa Japaropi Wajãpi Paris. nos queremos apoio da memória. Ministro da Cultura. Mosaico (Alto Xingu).5/9 (101-106). Taraku´asi Wajãpi Anthropologie structurale. diversidade cultural: o novo invasões dos não-índios. caminhadas na mata. das caçadas e nossos conhecimentos e modo de cou t i nho. Joaquim Pais de Brito (org). nós índios não respeitam nossa cultura. Plon forte porque nós já demarcamos Wajãpi é formar os Wajãpi para Jawapuku Wajãpi le vi st rau ss. G. n˚44. Revista Tempo modo de vida. C. (org. 2000. Patrimônio imaterial e Inventário nacional de referências comunidade escola e no dia-a-dia. londres.5/9 (129-139). Rio de janeiro: Exmo. 1998. (org). Brasil 500 anos. Nós achamos que em Educação Indígena. In: Os índios. com atividades Kasiripinã Wajãpi Lisboa (44-50). como por exemplo. Nós Revista Tempo Brasileiro: Patrimônio Brasília. Manual de Aplicações. Revista Tempo Lidador. Nós temos eles ajudam a explicar nossa cultura referências culturais. trabalho que nós estamos fazendo Programa Wajãpi. a nossa pintura cultural wajãpi. A. o nosso jeito de mudar do Índio e o Núcleo de História . as nossas festas. E. A. van velt hem. 147. nós. terra e ambiente. que são o Museu vol. 1963. ensinamos nossos conhecimentos até os nossos próprios jovens Departamento de Antropologia. corporal. Por isso. e também de formação dos fr anchet t o. tem outros decreto para a proteção dos Wajãpi nunca vamos deixar nosso parceiros que estão ajudando bens imateriais. Se os não- Waurá da Amazônia Meridional. realidade social dos índios Kamayurá tradição oral. 245 p. Associação Humanidade. São Paulo. 2001. saúde. Também não-índios. Kamayurá: mitos e aspectos da 7 de novembro de 2003 para as crianças. L. Novos Estudos Cebrap. Dissertação de mestrado.

Wright (org) Transformando os P. Alan Tormaid. 1984/85 “O pajé Waiãpi _______. 148. Documentos históricos e Bull.C.Ed. Langdon (org) Xamanismo no Brasil: g r e na n d. 73: 356-358. fflch-usp. Adam e ferre.30/31/32. 1999 “O índio na Missão indiens Wayana et Wayãpi de 26. l’intérieur de l’Oyapock de 1819 à 1847 Paulista/usp. in: Medicinas tradicionais Guianas” – Série Redes Legislatura pelo Exmo. do Museu Paraense Emilio Goeldi / _______. 408 p. 1996 “Xamanismo Waiãpi: _______.il. Nobel/Edusp (147-168). 1893. 1986 Migração. São Paulo. Paris.Getting to know Waiwai: _______. Brazil – Tese de doutorado. Ed. A experiência de um indígenas do Amapá e norte do Pará. D. Routledge. 2005. 21-40. Pierre & Françoise. 1 Monderie. du XVIII siecle à nos jours” – Arch. 1972. _______. Goteborg. Dominique Buchillet.C. _______. 614 p. 438 p. “Redes de relações nas nhii/fapesp. des Guyanes (1876-1877). Editora da ufsc. 1856.in: Atlas des DOU. Diss. & fajardo campbell.C. Trocas matrimoniais [Le Mendiant de l´Eldorado] – Habitações Indígenas. – Nantes. 17. “Os índios Oyampi e Emerillon sobre o ouro: um profetismo representação waiãpi” – in: d’Editions. 1993 “Jane karakuri: o ouro grupioni. London. 1971. M. Org.2. 28p. _______. the Waiãpi indians of Amapá. Pierre. e seus espelhos” – Revista de nos caminhos invisíveis. São Paulo. 253 p. Representação em torno do domínio crevaux. cnrs/orstom. encore inédite d’un voyage chez 1. northern cou dreau . hi stóri a e et nol ogi a leprieur. 1991 “A categoria doença de Rita Ramos e Bruce Albert (org). Géogr. Guyane Française (1887-1891). guerra e R. mpeg/ufpa. 1994 Mairi revisitada: a Micro . D. Jaulin. Paris.99 pag. Ethnologie vegetal entre os Waiãpi do Amapari – Voyage d’Exploration dans l´intérieur 123). 1 (2). in: Gallois. Paris. Francisco Carlos Wayãpi. Précis de la relation comércio: os Waiãpi na Guiana – deuses: Religiões Indígenas e Cristianismo Ed. d’acculturation observés chez les do Amapá* Soc. Indigenismo / usp. _______. nhii/fapesp.30 (43-60). 96 p. Ed. “Redes de relações apresentado à Assembléia Antropologia 47. brusque.soc. 1979 “Histoire des dias. Relatório Bol. Renato. branco: ruptura ou adaptação Editora Unesp & ird (205-238). Voyage dans Maracá – Pettermans Geogr. Inst.. 1997.Mitt. e relações de qualidade entre os Waiãpi D’Ailleurs. Jules. brue. pl. na Primeira Sessão da xiii To Square with Genesis. Sr. Estudos de antropologia fflch/usp. / orstom.. Expedito. índios do rio Jari” – Cadernos da numa/ufpa. 1982 “Ainsi parlaient nos ancêtres. “Notícia histórica sobre os Ambientais. 1 (127/1): 265-83. Dominique Tilkin. Dissertações e teses Presidente Dr. 1862. (39-74).T. H. Vol. c a s ag r a n d e. (Rio Oiapoque): referências moderno”. 2001. Ed. 1989. 1972. 4 (1): 50-61. A.031. Voyage dans Ed. Revista de Antropologia. 1987. 91 p. Belém. Global (119. Soc. Union Gen. Núcleo de amérindiens” .35. mestrado. contato no norte-amazônico. Povos Themes for translating: an account on Typ. Belém. D. Essai d’ethnohistoire Wayãpi” – Tr. mitologia Waiãpi: da separação Florianópolis. 1985 “Índios e brancos na novas perspectivas. . Pacificando o branco: cosmologias do sztutman. nas Guianas”. la Guyane Centrale en 1830 – _______. Curt U. “Les Oxford University. 1981. _______. Jean Marcel. de la dos povos à recuperação das _______. Vol. “Différents traits sobre os Wajãpi l’intérieur de la Guyane – Bull. “Nossas falas duras”. (159-175). Phébus. Statements and Shamanic Ideas in e Políticas de Saúde na Amazônia. Frederic.F. “Français et indiens en Guyane: 1604- pela equipe do riviere Oyapock par Monsieur arnau d. 72. Paris 1 (126): 201.Paris. de um modelo etiológico _______. Antropologia -usp. com Luis D. Alan Tormaid. Hachette. Novaes (org). Voyages faits dans ferramentas” – Revista do Museu Novas Tribos”. *produzida Compilação les Oyampi à la source de la (publicados) Antropologia vol. an Amazonian Ethnography – dos Waiãpi. cpi/sp (2). São Paulo.1. 1997. Belém. garimpo indígena” – in: Iepé. 1995 . P. t hebau lt.Humanitas / 1. Flora. Sociedades Indígenas e Transformações grenand.Rhossard. gallois. A. São Paulo. b auve. Doc. relations intertribales en haute Guyane. h u r au lt.Géogr. 1825.Grupioni – in: – in: De l’ethnocide.3. Francisco Carlos de sobre o passado e o presente” – vol. reintegração da Fortaleza de Macapá Paris. 1983 “A casa Waiãpi” – in: na tradição oral dos Waiãpi – _______.T. mestrado. 1972. 2005. 165-78. Paris. 1834. org. _______. Chez nos indiens: quatre années en gallois. Causal indígena”. 1927. não publicadas de Araújo Brusque em i de Press. 27/28 a relação i-paie” – in: Jean M. Ameríndias. em colaboração Guyane Française et Brésiliene” (127/2): 105-117.15 _______. 1982. Henri. Humanitas/ Legislativa da Província do Pará campbell. 1989 “O discurso Waiãpi Discurso político e auto. Série no Brasil. Editora da unicamp. 198 p. Georgr.Magalhães.Guerand.. Union Générale nhii-usp Bodin – Bull. Streifzug vom rio Jary zum (179-196). Paris. ANEXO 2: relatos de viagem (seleção) ni mu endaj u. 8-109. Diss. Sylvia Caiuby Série Estudos. setembro de 1862 – Pará. Edinburgh University Coord. 1972” – Paris. do Amapá. 196 p. Bibliografia 1833-1835. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 126 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 127 1. (4).B. 2003. História Indígena e do IV: La Guyane. 1. 1987. Alcida “Sobre a ação xamânica” – Araújo.

(39-74). (4). Ameríndias. 1987. de um modelo etiológico _______. 72. Voyage dans Maracá – Pettermans Geogr. 253 p. 1825. A. Relatório Bol. encore inédite d’un voyage chez 1. Routledge.C. 1983 “A casa Waiãpi” – in: na tradição oral dos Waiãpi – _______. 4 (1): 50-61. .Mitt. Sr.2. reintegração da Fortaleza de Macapá Paris. contato no norte-amazônico. brusque. não publicadas de Araújo Brusque em i de Press. História Indígena e do IV: La Guyane. 1862. A. 1893. Alcida “Sobre a ação xamânica” – Araújo.. “Os índios Oyampi e Emerillon sobre o ouro: um profetismo representação waiãpi” – in: d’Editions. e seus espelhos” – Revista de nos caminhos invisíveis.35. Jean Marcel. 27/28 a relação i-paie” – in: Jean M. b auve. t hebau lt.Rhossard. 196 p. Sylvia Caiuby Série Estudos. 2005. Bibliografia 1833-1835. 1993 “Jane karakuri: o ouro grupioni. Dominique Tilkin. Paris. Ed. 1972. 1985 “Índios e brancos na novas perspectivas. Global (119. in: Medicinas tradicionais Guianas” – Série Redes Legislatura pelo Exmo. – Nantes. 96 p. Jules. Alan Tormaid. Francisco Carlos de sobre o passado e o presente” – vol. relations intertribales en haute Guyane. Statements and Shamanic Ideas in e Políticas de Saúde na Amazônia. na Primeira Sessão da xiii To Square with Genesis. & fajardo campbell.. Paris. mitologia Waiãpi: da separação Florianópolis. Vol. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 126 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 127 1. mestrado. 1981. Henri. Alan Tormaid. des Guyanes (1876-1877). Belém. nhii/fapesp. Ed. _______. Union Générale nhii-usp Bodin – Bull. 1972” – Paris. 1972. an Amazonian Ethnography – dos Waiãpi. Renato. c a s ag r a n d e. 73: 356-358. 1 (127/1): 265-83. 1 Monderie. índios do rio Jari” – Cadernos da numa/ufpa. Pierre & Françoise. h u r au lt. “Notícia histórica sobre os Ambientais.Humanitas / 1. 21-40.T. 1 (2).soc. Hachette. 1994 Mairi revisitada: a Micro . 1979 “Histoire des dias. la Guyane Centrale en 1830 – _______. Langdon (org) Xamanismo no Brasil: g r e na n d. Francisco Carlos Wayãpi. H. (Rio Oiapoque): referências moderno”.Paris. 1995 . São Paulo. setembro de 1862 – Pará. 1972. com Luis D. 1986 Migração. 1834. 2005. Adam e ferre. Dominique Buchillet. Géogr. de la dos povos à recuperação das _______. cpi/sp (2). Humanitas/ Legislativa da Província do Pará campbell. “Redes de relações nas nhii/fapesp. 1989 “O discurso Waiãpi Discurso político e auto. Essai d’ethnohistoire Wayãpi” – Tr.C. branco: ruptura ou adaptação Editora Unesp & ird (205-238). P. org. 1989. mpeg/ufpa. D. Chez nos indiens: quatre années en gallois. 148. garimpo indígena” – in: Iepé. “Nossas falas duras”. mestrado. Dissertações e teses Presidente Dr. Brazil – Tese de doutorado. Paris. Voyage dans Ed. 1984/85 “O pajé Waiãpi _______. 1997. 1987. 1997. Belém. Guyane Française (1887-1891). 1971. northern cou dreau .99 pag.30 (43-60). 438 p. M.Guerand. fflch-usp. 17. 1856. A experiência de um indígenas do Amapá e norte do Pará. do Amapá.Géogr.Magalhães. São Paulo. Estudos de antropologia fflch/usp. Vol. 1982 “Ainsi parlaient nos ancêtres. Inst. d’acculturation observés chez les do Amapá* Soc. D. Ethnologie vegetal entre os Waiãpi do Amapari – Voyage d’Exploration dans l´intérieur 123). 1996 “Xamanismo Waiãpi: _______. guerra e R. 2001. Revista de Antropologia.B. _______.031. “Français et indiens en Guyane: 1604- pela equipe do riviere Oyapock par Monsieur arnau d. 2003. 1927. Trocas matrimoniais [Le Mendiant de l´Eldorado] – Habitações Indígenas.3. Voyages faits dans ferramentas” – Revista do Museu Novas Tribos”. l’intérieur de l’Oyapock de 1819 à 1847 Paulista/usp. São Paulo. 1982. Précis de la relation comércio: os Waiãpi na Guiana – deuses: Religiões Indígenas e Cristianismo Ed. 614 p. cnrs/orstom. Belém.F.Grupioni – in: – in: De l’ethnocide.15 _______. _______. 8-109. du XVIII siecle à nos jours” – Arch. Ed. Paris.Ed. Jaulin. 198 p.in: Atlas des DOU. Expedito. em colaboração Guyane Française et Brésiliene” (127/2): 105-117. do Museu Paraense Emilio Goeldi / _______. Pierre.Getting to know Waiwai: _______. 165-78. Série no Brasil. Núcleo de amérindiens” . Editora da unicamp. nas Guianas”. _______. Diss. the Waiãpi indians of Amapá. Povos Themes for translating: an account on Typ. ANEXO 2: relatos de viagem (seleção) ni mu endaj u. Soc. D. in: Gallois. Union Gen. Doc. _______. pl. Flora. São Paulo.1. Phébus. 408 p. _______. Indigenismo / usp. Georgr.30/31/32.C. *produzida Compilação les Oyampi à la source de la (publicados) Antropologia vol. Nobel/Edusp (147-168). Antropologia -usp. (159-175). “Différents traits sobre os Wajãpi l’intérieur de la Guyane – Bull. Pacificando o branco: cosmologias do sztutman. Goteborg. hi stóri a e et nol ogi a leprieur. 1.. Frederic. / orstom. Sociedades Indígenas e Transformações grenand. 28p. “Redes de relações apresentado à Assembléia Antropologia 47. brue. Paris 1 (126): 201. Editora da ufsc. Curt U. Paris. “Les Oxford University. e relações de qualidade entre os Waiãpi D’Ailleurs. 1999 “O índio na Missão indiens Wayana et Wayãpi de 26. London. gallois. Edinburgh University Coord. 1991 “A categoria doença de Rita Ramos e Bruce Albert (org). Org. Documentos históricos e Bull. Streifzug vom rio Jary zum (179-196). Novaes (org). Diss. Representação em torno do domínio crevaux.il. 91 p. Causal indígena”.Wright (org) Transformando os P.T.

Gallois (org). Estudos Linguísticos/ sil. 1981. “Algumas gallois. _______. “Programa de _______. fa pes p. 2005. acentuação e didático específico de 90: o adensamento de números. 1990. 1981. 1985. Cartilhas 1/2/3 – p e l l e g r i no. comunicação por meio de fflch-usp.. 1978 “Descrição preliminar de escolas” – in: Centro de Educação Marina Kahn e Dominique _______. São Paulo. M. vídeo”. em Global/fapesp/mari. mestrado. Verminoses – Livro de Textos Waiãpi: criacão. Dominique Tilkin. dat. professor e presidente: Vol. Aconteceu Povos junto aos Wajãpi do Amapari. «Nunca dez ! Dominique T. Tese de doutorado. A et Kawall Ferreira. Questões territoriais santos. Juliana. “Formulário dos vocabulários Vincent Carelli. São Paulo. Classificações e descrições olson. summer institute of Diss.3. A matemática karaiko e o uso _______. Mijar Rewar Kareta – lamentável proteção oficial”. Marinha Kahn (org). Parceria e Cadernos de Campo.7 (16-25). 2000. Gallois (org). “L’or et la boue: .B. Diss. (org). Silvia Lopes da Silva _______. dat. da língua Wayãpi (Oiampí)” – colaboração com Vincent programa wajãpi – Materiais Livro de Leitura. Ed.1. Bib. mestrado Univ. Renato. dat. _______. estudos de temáticas _______. Jane Kwer Kareta Re Tui Indígenas/83. Angela Rangel (org). t inoco. Wajapí mo’ea. Maria Bittencourt (org).12/1 Amapá» In: Lopes da Silva. Diss. cacique. Indígenas/84. (141-156). Vol. 1983. 1990. Les Arts des Indiens du Brésil. 1984 “Territórios sem e os cursos de formação de histórico da língua Wayãpi – Diss. Texas/Arlington. mineradoras”. Representantes do Conselho das Pré-cartilha na língua Oiampí – contexto indígena. 9. 2000. 2000. 1984. _______. a celebração do contato: _______. The Waiãpi: “Vocabulaires méthodiques Português” – Ensaios – in: Grupioni. Cartilha Waiãpi: _______. “Diálogo entre povos Alfabetização em Português & da Terra Indígena Waiãpi. “Os Waiãpi e seu sztutman. Marina Upa Okusiwa Kupa – Livro de _______. Tupi: Oiampi” – sil/funai/ Rio de Janeiro. São Paulo. 2003. Silvia Lopes. Kareta Jamo’eypy. Marina Kahn (org). Gallois (org). Dominique T. Instituto jensen . gallois.S. lingüísticas “Dicionário por tópicos nas défis de la patrimonialisation Marina Kahn (org).. Aconteceu Povos mestrado. Renato. 1979. Gallois (org). 1990. Emerillon” – Paris. Cheryl J. do ábaco entre os Waiãpi do Livro de Textos e Exercícios. 2 vol. vol. 2. 2002. fluidos línguas brasileiras. antropologia e visualidade no entonação em Oiampí” – ehlers. Textos e Exercícios. Livro de Leitura e Exercícios. _______. didáticos Szmrecsányi (org) de São Paulo. 2000. Bittencourt (org). corporais e sexualidade. Taa rewarã.2. Relações de Alfabetização. indígenas: a experiência de Manual do Professor. vol. fflch-usp. Cardenos de Campo. 1999. 1995. Exercícios de Leitura e e Exercícios. Jovinã. O movimento na cosmologia específicas de orações Wajapi” – Ensaios Indígena / mari. _______. Mestrado/ unicamp. 183 p. Neto & Angela Rangel(org). Waldemar Ferreira garimpos”. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 128 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 129 fflch-usp. “O desenvolvimento fonológico imagens: entrevista com _______. Cartilha de Matemática sem Belém. para a língua _______. em Nova Iorque. dat. Livro das Mulheres – vol. 1975. fflch-usp. unicamp. Global Ed. Carelli. indígenas versus modelos Leitura e Exercícios. 2000. “De sujets à objets: Escrita em Matemática. Revista de de Coordenação Motora. Práticas Pedagógicas na Escola Kareta – Livro de Leitura. 1983. Oiampí” – sil/funai/ museu Educação Waiãpi: reivindicações Território Waiãpi. Dominique Tilkin. mestrado fflch-usp. ano 10. cou dreau . da língua Oiampi” – sil. São Paulo Um estudo sobre malefícios. 1982. antropologia 80. São Paulo. 1981 “Os Waiãpi e a Indígena. 1985 “Os Waiãpi e os Aproximações à temática das DST padrões para estudos Antropologia. comparativos preliminares nas fflch-usp. fflch-usp. Diss. 2001. línguas Oiampí (Wajapi) / des arts et savoirs indigènes » _______. n. 1892. Oyampi. Linguísticos /sil. 1999. Doenças Respiratórias – e ambientais Aspectos da fonologia waiãpi. Allen A. 1992 . 2. Marina Kahn (org. Diss. mimeo. A comunicação reflexiva: “Ritmo. as relações entre o Conselho Apina _______. Aldeias Waiãpi na Semana da Amazônia Belém. de Artes/unicamp. Conversando sobre 1988. 1999. T.mestrado. Jane Yvy Jimõsã’ãga Gwer território” – bmpeg/ Caxiri. nacional. “Formulário padrão Cadernos de Antropologia e Imagem. _______. Diss. Macedo. fflch-usp. a world in conflict – des langues Ouayana. Kusiwa: Exercícios _______. rosalen . (106-109). (org). Leitura e Exercícios.D. _______. 38 p. cedi. Lúcia Cadernos da Comissão Pró-Indio tinoco . Livro de Leitura.2. 2005. Livro dos Mapas: _______. 2000. vol. Henri. em colaboração com _______. 1978. Livro de fflch-usp. Silvia. educação escolar e material contato interétnico na década _______. vol38/1. 2005.Ling. Dominique Tilkin. dat. 2001. mestrado. L. Kahn e Dominique T. Livro de I.2. 2. _______. Livro de textos e exercícios. Aparai. sil. Comunicação visual. expansão e Linguísticos/sil. Lilian Abram dos. Dominique olson. Clarice & s zt u t m a n. Gallois (org). Cartilha dos Professores Waiãpi: linguistics / SIL. Gary. mimeo. Gallois Leitura. ritual e comunicação na Amazônia consequências morfológicas do 1994. olson.2. relações entre Waiãpi e karaiko. _______. _______. _______. mimeo.Am. Gary. “Vídeo nas aldeias: Indígena. 2001. Livro de _______. Dominique Tilkin Gallois. – 2. Relatos da Demarcação São Paulo. desenvolvimento fonológico a experiência Waiãpi”. Global.3. usp & T. 1979. 1999. O desenvolvimento _______. O livro das Tabelas. gallois. Vol.). Roberta. demarcação cobiçados por professores wajãpi. Maria transformacão do universo. dois encontros mediados pelo Marina Kahn (org) Dominique T. cedi. jensen . 1995.

Lilian Abram dos. Cartilha dos Professores Waiãpi: linguistics / SIL. _______. Marina Kahn (org. 1984 “Territórios sem e os cursos de formação de histórico da língua Wayãpi – Diss. 2000. Exercícios de Leitura e e Exercícios. Marinha Kahn (org). Cartilha Waiãpi: _______. Gallois (org). 1982. comparativos preliminares nas fflch-usp. Silvia Lopes. 1999. Instituto jensen . Renato. relações entre Waiãpi e karaiko.2. Aconteceu Povos junto aos Wajãpi do Amapari. demarcação cobiçados por professores wajãpi. “O desenvolvimento fonológico imagens: entrevista com _______. Aconteceu Povos mestrado. expansão e Linguísticos/sil. Cardenos de Campo. A comunicação reflexiva: “Ritmo. dat. “L’or et la boue: . em Nova Iorque. Dominique T. O movimento na cosmologia específicas de orações Wajapi” – Ensaios Indígena / mari. Livro de textos e exercícios. Mijar Rewar Kareta – lamentável proteção oficial”. 1978 “Descrição preliminar de escolas” – in: Centro de Educação Marina Kahn e Dominique _______. Kahn e Dominique T. (141-156). Tupi: Oiampi” – sil/funai/ Rio de Janeiro. “Os Waiãpi e seu sztutman. Oiampí” – sil/funai/ museu Educação Waiãpi: reivindicações Território Waiãpi. Gallois (org). 1978. Taa rewarã. fflch-usp. _______. Livro de I. mimeo. Roberta. Macedo. para a língua _______.1. L. Bib. Linguísticos /sil. 1983. professor e presidente: Vol. São Paulo. Parceria e Cadernos de Campo. Juliana. 1979. 2. Cartilha de Matemática sem Belém. Gallois (org). A matemática karaiko e o uso _______. Leitura e Exercícios. _______.B. mestrado Univ. São Paulo. mestrado. Jane Kwer Kareta Re Tui Indígenas/83. 2. 2000. olson. Vol. fflch-usp. (org).S. Silvia Lopes da Silva _______. fflch-usp. Diss. 2 vol. 2005. 2005. Cartilhas 1/2/3 – p e l l e g r i no. Gary. da língua Oiampi” – sil. unicamp. Maria transformacão do universo. Dominique Tilkin Gallois. 1975. Jovinã. 1999. 2005. 1985. fflch-usp. 1999. Carelli.2. 1981 “Os Waiãpi e a Indígena. Diss. “Formulário padrão Cadernos de Antropologia e Imagem. T. 1981. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 128 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 129 fflch-usp. – 2. Marina Kahn (org).mestrado. dat. Indígenas/84. da língua Wayãpi (Oiampí)” – colaboração com Vincent programa wajãpi – Materiais Livro de Leitura. 1983. 2. 2000. 1979. sil. 1999. 1990. a celebração do contato: _______. “Formulário dos vocabulários Vincent Carelli. vol38/1.7 (16-25). Jane Yvy Jimõsã’ãga Gwer território” – bmpeg/ Caxiri. corporais e sexualidade.). Wajapí mo’ea. Silvia. O livro das Tabelas. Neto & Angela Rangel(org). Diss. 1981. summer institute of Diss. ritual e comunicação na Amazônia consequências morfológicas do 1994. Maria Bittencourt (org). 2000.Am. rosalen .Ling. Global.12/1 Amapá» In: Lopes da Silva. Questões territoriais santos. Ed. Gallois (org). Comunicação visual. vol.D. indígenas: a experiência de Manual do Professor. _______. Relatos da Demarcação São Paulo. Representantes do Conselho das Pré-cartilha na língua Oiampí – contexto indígena. usp & T. Relações de Alfabetização. educação escolar e material contato interétnico na década _______. Livro de fflch-usp. Vol. 1995. Renato. 1990. em colaboração com _______. Dominique Tilkin. The Waiãpi: “Vocabulaires méthodiques Português” – Ensaios – in: Grupioni. mestrado. 1990. _______. t inoco. estudos de temáticas _______. Oyampi. línguas Oiampí (Wajapi) / des arts et savoirs indigènes » _______.2. Livro de Leitura e Exercícios. 9. antropologia e visualidade no entonação em Oiampí” – ehlers.2. 2001. de Artes/unicamp. dat. 1892. Clarice & s zt u t m a n.3. Global Ed.3. O desenvolvimento _______. _______. Dominique Tilkin. comunicação por meio de fflch-usp. Marina Upa Okusiwa Kupa – Livro de _______. 38 p. dois encontros mediados pelo Marina Kahn (org) Dominique T. Allen A. nacional. mineradoras”. desenvolvimento fonológico a experiência Waiãpi”. vol. gallois. Tese de doutorado. cou dreau . Revista de de Coordenação Motora. Classificações e descrições olson. Kareta Jamo’eypy. ano 10. Livro dos Mapas: _______. Cheryl J. mimeo.. Gallois (org). 2001. M. 2000. “Programa de _______. 1995. Aldeias Waiãpi na Semana da Amazônia Belém. gallois. Livro de Leitura. _______. Gallois Leitura. as relações entre o Conselho Apina _______.. 2002. dat. São Paulo. _______. “Algumas gallois. a world in conflict – des langues Ouayana. n. Waldemar Ferreira garimpos”. jensen . do ábaco entre os Waiãpi do Livro de Textos e Exercícios. 1992 . São Paulo Um estudo sobre malefícios. vídeo”. Conversando sobre 1988. _______. 2000. “Diálogo entre povos Alfabetização em Português & da Terra Indígena Waiãpi. “De sujets à objets: Escrita em Matemática. Les Arts des Indiens du Brésil. Estudos Linguísticos/ sil. (106-109). Doenças Respiratórias – e ambientais Aspectos da fonologia waiãpi. fa pes p. dat. mestrado fflch-usp. Diss. São Paulo. cedi. em Global/fapesp/mari. Livro das Mulheres – vol. indígenas versus modelos Leitura e Exercícios. Emerillon” – Paris. Gary. didáticos Szmrecsányi (org) de São Paulo. mimeo. fluidos línguas brasileiras. «Nunca dez ! Dominique T. antropologia 80. 2001. “Vídeo nas aldeias: Indígena. 2003. Textos e Exercícios. Aparai. vol. lingüísticas “Dicionário por tópicos nas défis de la patrimonialisation Marina Kahn (org). _______. Lúcia Cadernos da Comissão Pró-Indio tinoco . Texas/Arlington. Dominique Tilkin. Práticas Pedagógicas na Escola Kareta – Livro de Leitura. 1984. _______. Henri. (org). Bittencourt (org). Kusiwa: Exercícios _______. 183 p. Livro de _______. A et Kawall Ferreira. Diss. 1985 “Os Waiãpi e os Aproximações à temática das DST padrões para estudos Antropologia. acentuação e didático específico de 90: o adensamento de números. cedi. cacique. Mestrado/ unicamp. Dominique olson. Verminoses – Livro de Textos Waiãpi: criacão. Angela Rangel (org).

2. o mundo sobrenatural” Vincent Carelli. Waiãpi – 2000.1 Documentos da fundação Trabalho Indigenista. Vincent Carelli.).. Brasília Governo do Estado do Amapá. Ethnies. Publicação do texto base do Agemp/gea (23 pag. 1985. Ilustr. 2001. anexo ao Dossiê da From principle to practice: Indigenous “Terra Indígena Waiãpi: Waiãpi”– cti & mec. 1999 “Participação Waiãpi”. Seminário “A terra indígena cedi. _______. “Busca _______. dat. Meu Amigo garimpeiro. 1990 O espírito da TV. 1983 Especial do 8. 24/05/96. Forest desenvolvimento sustentável”. Rio de Janeiro. Mata Virgem da Noruega e do São Paulo. DOU. 1993. Regional” – Belém. 2002. vol. pptal/funai & gtz. promovido pelo Brasil: Vol. Centro de f e r na n d e s. isa. 1996/1997 Demarcando Terras Indígenas. Centro de “Relatório de reconhecimento do Amapá e à Fundação uma transição na gestão do São Paulo. rena: roças. 1992. (40 pag. 5.12p. Instituto Socioambiental. fflch. à Secretaria de Saúde .3 Amapá-norte do _______. 1995. Gallois Tradução: A saga do chefe Waiwai.02. 8 p. cedi. 1943. 2002. 1998/1999. povo _______.org _______. 22’. Maria. indígenas de classificação de aves: aspectos e da situação do grupo Aldeias Waiãpi – Catálogo _______. ecológicos e evolutivos – wajãpi do Amapá publicado pelo Museu do oralidade entre os Wajãpi Indígena Waiãpi]. Centro 07. Kasiripinã Waiãpi. “Waiãpi: representando Dominique T. Segredos da Mata. Fiorello. silva . 32’. _______. Relatórios do Indígenas II. A. Proclamação do Patrimônio 1996 Decreto de 23/05/96 People Programme & aidesep. Catálogo de Dominique T. Salão Nacional de Trabalho Indigenista. Programa Waiãpi.4. 18’.il) Vincent Carelli. 222 p. [Declara como de posse São Paulo. corporal e arte gráfica Wajãpi – Trabalho Indigenista & 1991 Portaria n. UNICAMP. Apina / Conselho das Aldeias Indio / Funai.. Centro de (139-153). artesanato Wajãpi – Apina & _______. 1973. Programa de Saúde Waiãpi. 1991 “Trajetória de uma Conservação da Natureza. 1985 Sistemas 3. Belém. Survival macedo. Ricardo e Dominique T. DOU. 1996. Terra Indígena Waiãpi no estado _______. Francis e alii. _______. A M. divulgação da cultura Apina / Conselho das Conselho das Aldeias Waiãpi. _______. Belém-PA. Brasília (95-112).9029 demarcação Waiãpi” – in: em colaboração com a Fundação Documentação e Informação. Rio de Janeiro. aldeias e habitações dos rel.Documento 24/10/91.. Atividades” – Minter-Funai.60 exposição itinerante. Valéria (Orgs. ilustr.03. indígena: a experiência da Centro de Trabalho Indigenista. Jane Moraita: Nossas Amapari: Relatório de Apina. Pará. Expressão gráfica e permanente indígena a Área _______. 35’. dat. Allen a. A arca dos Zo’e. 2002.. tv Cultura. Gallois & 5. usp. Dominique Tilkin. Amires F.. _______. the Waiãpi” – in: Gray.05. ilustr. iwgia. 544.23443 Paradella.) Candidatura do Conselho 5. in: Arte e corpo. 1996. Carlos Alberto Realis Pictures.3 Documentos do Ministério e diversificação do extrativismo Índio e Apina. 1991 – de assessoria técnica – Relatórios do Programa de pptal/funai & gtz. Povos Indígenas do Trabalho Indigenista. Rio de Janeiro festas. Eurico. Terras Indígenas e Unidades de Amazonia” – American Jour. Kusiwa: pintura Vincent Carelli. p.3 Documentos da Presidência Peoples and biodiversity conservation alternativas para o _______. viagem realizada à tribo www. Brasília-DF. jensen.1973. 2. Catálogo do 4. 1996 “Controle territorial Waiãpi do Amapá – Museu do indígena Waiãpi de 27. Ka’a ete: Waiãpi. Placa não fala. p.2 Documentos do Serviço International. 45 pag. 17´. Centro de da Justiça entre os Waiãpi” – Aconteceu 45 p. 1983. 1989. Gallois & de Proteção aos Indios / SPI _______.htm Dominique T. Insp. Verbete Waiãpi.11-12. documentários em vídeo das Aldeias Wajãpi à Segunda da República do Brasil in Latin America. 08. A. tentativa de redução de área das sobreposições territoriais. 1998.il.documentos Brasília-DF. Sociedade Alemã de Diretoria do SPI e 2. Paulo. Gallois & parise. 2004. do Amapá. Fany e distances between the Waiãpi (58-65. 1999. “Livro de Artesanato 71pag. Cooperaçao/gtz. 5. 1975 “Frente de Atração Conselho das Aldeias Waiãpi / _______. São (327-335). da. Saúde do Governo do Estado Wajãpi: desafios para superar Instituto Socioambiental / isa. _______. b lack. “Terras ocupadas ? “Failure of linguistic de Artes Plásticas. schwengber. Geoffrey O’Connor. Catherine. a /website/epi/waiapi/waiapi. nacional do índio / Funai encaminhados à Secretaria de controle territorial entre os Indígenas no Brasil.). coletivo” – in: Demarcando Terras pele e adornos de povos indígenas _______. administrativos e relatórios bittencou r t . de 23/10/91 Povos Indígenas 91/95. O desafio Physical Anthropology. Estudos médico-sanitários brasileiros.. 1994. 5. Saúde Waiãpi. Centro de Trabalho Indigenista. encaminhados Territórios? Territorialidades?” relationships to predict genetic funarte. &Newing. 28’. 1985. Vol. A recente (org) (Cap. ilustr. Trabalho Indigenista & “Relatório apresentado à indígena: a Flona Waiãpi”. a pintura sobre a Trabalho Indigenista da região do rio Amaparí” – Nacional de Saúde. Waiãpi ativa de casos novos de Hanseníase”: Site do Instituto Socioambiental. (eds) programa wajãpi / cti. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 130 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 131 cosmologie et orpaillage – in: ricardo. 37’. “Vigilância e saga Waiãpi – Aconteceu Povos gallois. Centro Ecumênico de the journey of Chief Waiwai. Waiãpi”. 10 p. 12p. dat. and other tribes of Lower _______. Centro de Oral e Imaterial da [homologa a demarcação da Copenhagen (167-185). 2002. da floresta.dr/ funai. Aconteceu Povos Indígenas 87/90. 1998 “Brazil: the Case of comparativos.socioambiental. Catálogo da Sala 30‘. _______.Waiãpi: 93-137). Paris. At the Edge of Conquest: do Amapá].1985 – Macapá. gallois. 2001. Humanidade / unesco. São Paulo. 1996/2000. dat. H.

5. do Amapá. Centro de Oral e Imaterial da [homologa a demarcação da Copenhagen (167-185). O desafio Physical Anthropology. Brasília (95-112). Centro de “Relatório de reconhecimento do Amapá e à Fundação uma transição na gestão do São Paulo. 35’. “Livro de Artesanato 71pag. São Paulo.1973. viagem realizada à tribo www. 1996/1997 Demarcando Terras Indígenas. Centro Ecumênico de the journey of Chief Waiwai. _______. A arca dos Zo’e. Amires F.1985 – Macapá. Waiãpi ativa de casos novos de Hanseníase”: Site do Instituto Socioambiental. Dominique Tilkin. dat. à Secretaria de Saúde . 1985. nacional do índio / Funai encaminhados à Secretaria de controle territorial entre os Indígenas no Brasil. Gallois & 5. 1998/1999. 2002. Centro 07.Documento 24/10/91. artesanato Wajãpi – Apina & _______. Apina / Conselho das Aldeias Indio / Funai. 22’. _______. Kasiripinã Waiãpi. cedi. DOU. 8 p. 1998. Francis e alii. 544.23443 Paradella. Aconteceu Povos Indígenas 87/90. Humanidade / unesco. Catálogo do 4. Terra Indígena Waiãpi no estado _______. A. Maria. de 23/10/91 Povos Indígenas 91/95. Placa não fala. Carlos Alberto Realis Pictures. _______. Centro de f e r na n d e s. 2002. dat. p. Terras Indígenas e Unidades de Amazonia” – American Jour. in: Arte e corpo. 1994. corporal e arte gráfica Wajãpi – Trabalho Indigenista & 1991 Portaria n. Centro de (139-153). UNICAMP. indígenas de classificação de aves: aspectos e da situação do grupo Aldeias Waiãpi – Catálogo _______. Rio de Janeiro. Pará. _______. Forest desenvolvimento sustentável”.. 24/05/96.. 18’. 1989. Paulo. anexo ao Dossiê da From principle to practice: Indigenous “Terra Indígena Waiãpi: Waiãpi”– cti & mec. Catherine. Kusiwa: pintura Vincent Carelli... gallois. Rio de Janeiro. 2. tentativa de redução de área das sobreposições territoriais. a /website/epi/waiapi/waiapi. vol. a pintura sobre a Trabalho Indigenista da região do rio Amaparí” – Nacional de Saúde. 1996.03.2 Documentos do Serviço International. 1992. administrativos e relatórios bittencou r t . At the Edge of Conquest: do Amapá]. Valéria (Orgs.60 exposição itinerante. jensen. [Declara como de posse São Paulo.4. Saúde Waiãpi. usp. ilustr. _______. 1993. 2001. Centro de da Justiça entre os Waiãpi” – Aconteceu 45 p. schwengber. ilustr. Atividades” – Minter-Funai.12p. tv Cultura. Gallois & de Proteção aos Indios / SPI _______. 1975 “Frente de Atração Conselho das Aldeias Waiãpi / _______. Meu Amigo garimpeiro. 32’. fflch. 1985. Vincent Carelli. ilustr. Ethnies. Trabalho Indigenista & “Relatório apresentado à indígena: a Flona Waiãpi”. promovido pelo Brasil: Vol. 1995. A M. Ricardo e Dominique T.il. Rio de Janeiro festas. o mundo sobrenatural” Vincent Carelli. 37’. Eurico. 1983 Especial do 8. Ilustr. Jane Moraita: Nossas Amapari: Relatório de Apina. 17´. 1996. 1973. 1985 Sistemas 3. aldeias e habitações dos rel. Brasília Governo do Estado do Amapá. p.1 Documentos da fundação Trabalho Indigenista. A recente (org) (Cap. Survival macedo. 12p. A. 222 p. Saúde do Governo do Estado Wajãpi: desafios para superar Instituto Socioambiental / isa. 08. 10 p. 2001. rena: roças. Gallois Tradução: A saga do chefe Waiwai. 5. b lack. Seminário “A terra indígena cedi. 1983. Allen a. 28’.11-12. 5. 1996 “Controle territorial Waiãpi do Amapá – Museu do indígena Waiãpi de 27. Belém-PA. encaminhados Territórios? Territorialidades?” relationships to predict genetic funarte. Cooperaçao/gtz. 1998 “Brazil: the Case of comparativos. Verbete Waiãpi. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 130 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 131 cosmologie et orpaillage – in: ricardo. iwgia. ecológicos e evolutivos – wajãpi do Amapá publicado pelo Museu do oralidade entre os Wajãpi Indígena Waiãpi]. (40 pag. 2. isa.htm Dominique T.3 Documentos do Ministério e diversificação do extrativismo Índio e Apina. coletivo” – in: Demarcando Terras pele e adornos de povos indígenas _______. Segredos da Mata. Belém. Catálogo da Sala 30‘. 1943. 1996/2000. Brasília-DF. (eds) programa wajãpi / cti.socioambiental. 2002. Fany e distances between the Waiãpi (58-65. Estudos médico-sanitários brasileiros. Ka’a ete: Waiãpi. 1991 – de assessoria técnica – Relatórios do Programa de pptal/funai & gtz. 1990 O espírito da TV. _______. 1991 “Trajetória de uma Conservação da Natureza. Insp. Salão Nacional de Trabalho Indigenista. dat. Expressão gráfica e permanente indígena a Área _______.il) Vincent Carelli. Programa de Saúde Waiãpi. and other tribes of Lower _______. da. Sociedade Alemã de Diretoria do SPI e 2. Waiãpi – 2000.) Candidatura do Conselho 5. “Terras ocupadas ? “Failure of linguistic de Artes Plásticas.Waiãpi: 93-137). “Vigilância e saga Waiãpi – Aconteceu Povos gallois.02. “Busca _______.9029 demarcação Waiãpi” – in: em colaboração com a Fundação Documentação e Informação. the Waiãpi” – in: Gray. Regional” – Belém.). 1999 “Participação Waiãpi”.05. Vol.. H. &Newing. Programa Waiãpi. povo _______. Paris. Proclamação do Patrimônio 1996 Decreto de 23/05/96 People Programme & aidesep. indígena: a experiência da Centro de Trabalho Indigenista. DOU. Instituto Socioambiental. documentários em vídeo das Aldeias Wajãpi à Segunda da República do Brasil in Latin America.3 Documentos da Presidência Peoples and biodiversity conservation alternativas para o _______. 2002. 45 pag. Publicação do texto base do Agemp/gea (23 pag. Fiorello.dr/ funai. Povos Indígenas do Trabalho Indigenista.3 Amapá-norte do _______.. “Waiãpi: representando Dominique T. Centro de Trabalho Indigenista. divulgação da cultura Apina / Conselho das Conselho das Aldeias Waiãpi. silva . Waiãpi”.documentos Brasília-DF. Catálogo de Dominique T. 2004. 1999. São (327-335).). Mata Virgem da Noruega e do São Paulo. Relatórios do Indígenas II. _______. da floresta. Gallois & parise. dat. Geoffrey O’Connor. pptal/funai & gtz.org _______.

Lista de formas “Some suggestions towards an Acompanhamento encaminhado à Fundação Mata effective programme of control antropológico (I a IV) do Virgem da Noruega / rfn. estado do Pará. janeiro 85. gallois. cultural Oyampi reserve. norte do estado encontram. funai 1. Port. Dafran & gallois. Relatórios do anuais do Projeto Educação outubro 2002. e Wayana. _______. Vigilância da Terra Indígena Indigenista. dos índios Waiãpi aos limites m acari o. em particular o sistema inventariadas por investigações 677/E de 15. 1991 Laudo “Informação Iepé / Apina. 1984 Relatório: Eleição da em colaboração com Marco Marworno e Palikur). as seguintes tradições iconográficas: no mesmo estado. Alan Tormaid. dat. – Diagnóstico etno-ambiental similares* Brasília. encaminhados à 1999/2000. _______. parcialmente. projeto Manejo não-predatório Caribe que vivem na região do gráfica foram estudadas e se _______. Centro de Trabalho Indigenista. um Museu dos Povos indígenas na *poderá Cuja candidatura ser proposta 13. dat.org. no decorrer da _______. no estado de Wajãpi – Centro de Trabalho Fundação Mata Virgem da do Programa de Educação tradição de comunidades indígenas. funai Áreas Indígenas na Amazônia do Pará. 1995 “Controle territorial Indigenista. específicos de suas respectivas demarcação da Reserva Indígena da Comunidade Européia – dos grupos indígenas que vivem na tradições – com a cosmologia Waiãpi – São Paulo. Componente Waiãpi. 002/cea/91. Port.08. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 132 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 133 do Governo do Estado da área indígena. cti. de expressão and protection of the Projeto Demarcação Waiãpi. no ao pptal/funai. encaminhados Noruega / rfn Waiãpi. Dominique Tilkin. encaminhado à funai e à gtz da TI Wajãpi.651/E Antonio Gonçalves. comunidades. 1994/1998 Relatórios apresentando ao fnma/mma. dat. Lúcia. Brasileira (12/93-12/94) – iconográfico dos índios Aparai científicas.06. São Paulo. Waiãpi: proposta – Relatório de Atividades do – dos grupos indígenas de língua Todas essas formas de expressão São Paulo. AI Waiãpi (Uiapii). 46 p. Centro de Trabalho formas de expressão gráfica e oral – do grupo Kayapó-Xikrin.84 – São Paulo. D. do Amapá (Karipuna. Centro de ANEXO 3: campbell. . Indigenista.T. que evidenciaram sua 17. 1980 Relatório: Eleição da e preservação ambiental de Tumucumaque. _______. assim como dos profunda conexão – nos termos _______. iepé . 26 p. no estado de Mato Grosso. 1976. 1996 “Projeto Demarcação região do Uaçá. Projeto de Fiscalização e Waiãpi. (também disponível no site Parque Indígena do Xingu. Reserva indígena na ai Waiãpi” – Segundo Noruega / rfn. sobre a ai Waiãpi”.br) em particular dos Wauja e Kuikuru. 1999/2002. Mato Grosso do Sul. 2002 – dos grupos que ocupam o próxima década. Centro de Trabalho scmrecsányi . Relatório de atividades do do Amapá e à Fundação credenciamento Funai/tc Programa Ambiental do cti – Nacional de Saúde. e diversificação do extrativismo Fundação Mata Virgem da merecem destaque e reconhecimento – do grupo Asurini do Koatinemo. Amapá”. _______. Galibi. 13 p. Relatórios anuais Entre as criações baseadas na – do grupo Kadiweu. Amapá.84. Centro de Trabalho Indigenista. macari o.1980. dat. 1984 Proposta de encaminhado à Comissão Tiriyó e Kaxuyana. encaminhado à funai e à gtz. também no estado e/ou ordenação social dessas dat. Relatório Equipe do programa wajãpi / _______. encaminados à similares à dos Wajãpi do Amapá.02. Waiãpi / Relatório Final”.06.1980 – Brasília. 1979. 2001.institutoiepé. Programa Wajãpi: parceria cidade de Oiapoque. 17 p. apresentando a anuência www. 58 p. Dafran. mobilizando para a implantação de de 16. que estão se ai Waiãpi. 1994/1996 “Relatórios de Trabalho Indigenista.

84. Port. no decorrer da _______. Reserva indígena na ai Waiãpi” – Segundo Noruega / rfn. assim como dos profunda conexão – nos termos _______. 1976. Indigenista. e diversificação do extrativismo Fundação Mata Virgem da merecem destaque e reconhecimento – do grupo Asurini do Koatinemo. Waiãpi / Relatório Final”. Galibi. 1999/2002. _______. encaminhado à funai e à gtz. Brasileira (12/93-12/94) – iconográfico dos índios Aparai científicas. . 1994/1996 “Relatórios de Trabalho Indigenista. que evidenciaram sua 17.br) em particular dos Wauja e Kuikuru. AI Waiãpi (Uiapii). Relatórios do anuais do Projeto Educação outubro 2002.institutoiepé. comunidades. Programa Wajãpi: parceria cidade de Oiapoque. também no estado e/ou ordenação social dessas dat. Amapá. 2001. as seguintes tradições iconográficas: no mesmo estado. janeiro 85. 1996 “Projeto Demarcação região do Uaçá. dos índios Waiãpi aos limites m acari o. parcialmente. e Wayana. mobilizando para a implantação de de 16. específicos de suas respectivas demarcação da Reserva Indígena da Comunidade Européia – dos grupos indígenas que vivem na tradições – com a cosmologia Waiãpi – São Paulo. do Amapá (Karipuna. Waiãpi: proposta – Relatório de Atividades do – dos grupos indígenas de língua Todas essas formas de expressão São Paulo. 1994/1998 Relatórios apresentando ao fnma/mma. Lúcia. 58 p. macari o. Vigilância da Terra Indígena Indigenista. sobre a ai Waiãpi”. Projeto de Fiscalização e Waiãpi. Centro de Trabalho Indigenista. 1991 Laudo “Informação Iepé / Apina. Port. 1984 Relatório: Eleição da em colaboração com Marco Marworno e Palikur). de expressão and protection of the Projeto Demarcação Waiãpi. Centro de Trabalho scmrecsányi .T. encaminhado à funai e à gtz da TI Wajãpi. 1979. Dafran. no ao pptal/funai.02.84 – São Paulo. funai Áreas Indígenas na Amazônia do Pará.06. apresentando a anuência www. um Museu dos Povos indígenas na *poderá Cuja candidatura ser proposta 13. Centro de Trabalho Indigenista.1980 – Brasília. encaminados à similares à dos Wajãpi do Amapá. funai 1. 2002 – dos grupos que ocupam o próxima década. 1984 Proposta de encaminhado à Comissão Tiriyó e Kaxuyana. – Diagnóstico etno-ambiental similares* Brasília. cti. Relatório Equipe do programa wajãpi / _______.1980. no estado de Mato Grosso.08. dat. gallois. 46 p. que estão se ai Waiãpi. Dafran & gallois. dat. Relatórios anuais Entre as criações baseadas na – do grupo Kadiweu. 17 p. encaminhados Noruega / rfn Waiãpi. Amapá”. no estado de Wajãpi – Centro de Trabalho Fundação Mata Virgem da do Programa de Educação tradição de comunidades indígenas. Lista de formas “Some suggestions towards an Acompanhamento encaminhado à Fundação Mata effective programme of control antropológico (I a IV) do Virgem da Noruega / rfn. 26 p. 13 p. iepé .org. _______. norte do estado encontram. projeto Manejo não-predatório Caribe que vivem na região do gráfica foram estudadas e se _______. dat. Componente Waiãpi. Relatório de atividades do do Amapá e à Fundação credenciamento Funai/tc Programa Ambiental do cti – Nacional de Saúde. Alan Tormaid. em particular o sistema inventariadas por investigações 677/E de 15. dat. Centro de Trabalho formas de expressão gráfica e oral – do grupo Kayapó-Xikrin. 1995 “Controle territorial Indigenista. dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 132 dossiê iphan 2 { Wa j ã p i } 133 do Governo do Estado da área indígena. _______. _______. 1980 Relatório: Eleição da e preservação ambiental de Tumucumaque.06. Mato Grosso do Sul. cultural Oyampi reserve. encaminhados à 1999/2000. (também disponível no site Parque Indígena do Xingu.651/E Antonio Gonçalves. estado do Pará. São Paulo. Dominique Tilkin. 002/cea/91. D. Centro de ANEXO 3: campbell.

2006.8 Bibliografia: p. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Cultura indígena. Iphan/RJ cdd – 305. 136 p.ficha catalográfica elaborada pela biblioteca noronha santos Expressão gráfica e oralidade entre os Wajãpi do Amapá.7 3 3 4 . – Rio de Janeiro: Iphan. – (Dossiê Iphan. 3. Índios Wajãpi.: il. color. II. I. 126-132.898 . Arte indígena. 2. 2) isbn 8 5 . Série. 1. 3.0 25 . Índios brasileiros. 25cm.

.Este livro foi produzido no outono de 2006 para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

126-132. 25cm. II.7 3 3 4 .: il. Iphan/RJ cdd – 305. – Rio de Janeiro: Iphan. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. 2) isbn 8 5 .8 Bibliografia: p. 3. Índios Wajãpi. I.0 25 . Cultura indígena.ficha catalográfica elaborada pela biblioteca noronha santos Expressão gráfica e oralidade entre os Wajãpi do Amapá. 2006. Série. Índios brasileiros. Arte indígena. 1. color.898 . 3. – (Dossiê Iphan. 2. 136 p.